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                    <text>FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES – FEBAB

RELATÓRIO
XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (CBBD)
De 17 a 20 de outubro de 2017
Fortaleza, CE

São Paulo, 2017

�SUMÁRIO

1 Apresentação ........................................................................................ 3
2 Eixos Temáticos ................................................................................... 4
3 Estrutura ............................................................................................. 10
3.1 Inscrições ..................................................................................... 10
3.2 Organização ................................................................................. 13
4 Programa ............................................................................................ 19
4.1 Conteúdo ...................................................................................... 19
4.2 Cerimônia de Abertura ................................................................. 19
4.3 Visitas Técnicas ........................................................................... 24
4.4 Minicursos .................................................................................... 24
4.5 Painel ........................................................................................... 28
4.6 Mesa Redonda ............................................................................. 30
4.7 Conferência .................................................................................. 32
4.8 Conversando Sobre ..................................................................... 32
4.9 Lançamentos ................................................................................ 37
4.10 Workshops ................................................................................. 37
4.11 Eventos Paralelos ...................................................................... 39
4.11.1 V Seminário Nacional de Documentação e Informação
Jurídicas .................................................................................................... 39
4.11.2 IX SBBI - Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições
da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica ...... 41

�1 APRESENTAÇÃO

O CBBD tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e
da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras
de todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e
especializadas.

Neste sentido, alinhado ao Programa Internacional Advocacy Program
(IAP) da IFLA que vem realizando workshops em todo o mundo para mobilizar
os profissionais no trabalho de advocacy junto a Agenda 2030, escolhemos os
“Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as
bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030” como o
tema central dessa 27ª. Edição.
Realmente as bibliotecas precisam se libertar do estereótipo que são
espaços para armazenamento de livros. Bibliotecas são parcerias estratégicas
para atingir o cumprimento dos objetivos do milênio. A IFLA selecionou exemplos
que permitem constatar que as bibliotecas contribuem com o desenvolvimento
da sociedade.

Esses exemplos inspiradores podem fazer com que os

profissionais brasileiros iniciem serviços à semelhança em suas bibliotecas ou
ainda estimulem escrever os programas e projetos que já estão acontecendo e
que podem transformar vidas.
Para que o advocacy seja efetivo é preciso o engajamento e
comprometimento dos profissionais. O CBBD em sua 27ª. edição mostrou que
temos muitos profissionais comprometidos e fazendo a diferença.
O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de
congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, e por que
não dizer que recarregar as energias.
Mais uma vez queremos convidar todos a refletir e oferecer sua
colaboração individual para o fortalecimento da nossa área. Sempre acreditando
que juntos somos mais fortes e poderemos conquistar os espaços que
sonhamos, e continuar consolidando o trabalho já realizado.

�2 EIXOS TEMÁTICOS

Eixo 1 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

1 Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em
todos os lugares.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso público à informação e recursos que geram
oportunidades para melhorar a vida das pessoas;
- Capacitação para adquirir novas habilidades necessárias para a educação e
o emprego;
- Informação para apoiar o processo de tomada de decisões para combater a
pobreza por parte dos governos, da sociedade civil e do setor empresarial.

2 Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e
melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Pesquisas e dados agrícolas para que os cultivos sejam
mais produtivos e sustentáveis;
- Acesso público para produtores agrícolas a recursos em rede, como, por
exemplo, preços de mercado local, informes meteorológicos e novos equipamentos.

3 Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar
para todos, em todas as idades.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
-

Pesquisas

disponíveis

em

bibliotecas

médicas

e

hospitalares que apoiem a educação e melhorem a prática médica
dos provedores do setor da saúde;
- Acesso público à informação sobre saúde e bem estar nas bibliotecas públicas
para contribuir com que todas as pessoas e famílias sejam saudáveis.

�4 Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de
qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao
longo da vida para todos.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Equipes dedicadas que apoiem a educação na primeira
infância (early literacy) e para o longo da vida (educação continuada);
- Acesso à informação e a pesquisa para estudantes em todo o mundo;
- Espaços inclusivos onde o custo não seja uma barreira para adquirir novos
conhecimentos e habilidades.

5 Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as
mulheres e meninas.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Espaços de encontro seguros e agradáveis;
- Programas e serviços dirigidos a satisfazer às necessidades
de mulheres e moças, como, por exemplo, direitos e saúde.
- Acesso à informação e tecnologias que permitam as mulheres desenvolver
habilidades no mundo dos negócios.

6 Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da
água e saneamento para todos e
7 Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e
a preço acessível à energia para todos.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso à informação de qualidade sobre boas práticas que
permitam desenvolver projetos locais de gestão da água e
saneamento;
- Acesso livre e seguro à eletricidade e iluminação para ler,
estudar e trabalhar.

�8

Promover

o crescimento econômico sustentado,

inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho
decente para todos.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso à informação e capacitação para desenvolver
habilidades que as pessoas necessitem para encontrar melhores postos de trabalhos,
candidatar-se a eles e ter sucesso nesses empregos.

9

Construir

infraestruturas

resilientes,

promover

a

industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Uma ampla estrutura de bibliotecas públicas, especializadas
e universitárias e com profissionais qualificados;
- Espaços agradáveis e inclusivos;
- Acesso a TIC, como por exemplo, com internet de alta velocidade que não se
encontre disponível em outros locais.

10 Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
-

Espaços

neutros

e

agradáveis

que

permitam

a

aprendizagem para todos, incluindo os grupos marginalizados, como
os imigrantes, os refugiados, as minorias, os povos indígenas e pessoas com
deficiência;
- Acesso equitativo à informação que promova a inclusão social, política e
econômica.

11 Tornar as cidades e os assentamentos humanos
inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Instituições confiáveis dedicadas a promover a inclusão e o
intercâmbio cultural;
- Documentação e conservação do patrimônio cultural para as futuras
gerações.

�12 Assegurar padrões de produção e de
consumo sustentáveis
13 Tomar medidas urgentes para combater
a mudança do clima e seus impactos.
14 Conservação e uso sustentável dos
oceanos, dos mares e dos recursos marinhos
para o desenvolvimento sustentável.
15 Proteger, recuperar e promover o uso
sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de
forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a
degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Um sistema sustentável de intercâmbio e circulação de materiais que reduza
a geração de resíduos;
- Registros históricos sobre mudanças costeiras e utilização da terra;
- Investigação e dados necessários para elaboração de políticas de mudanças
climáticas;
- Acesso difundido de informações necessárias para orientar a tomada de
decisão por parte dos governos locais e nacionais sobre temas como: caça, pesca,
uso da terra e gestão da água.

16 Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o
desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça
para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e
inclusivas em todos os níveis.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Acesso público à informação sobre governo, sociedade civil e outras
instituições;
- Capacitação nas habilidades necessárias para compreender e utilizar esta
informação;
- Espaços inclusivos e politicamente neutros para que as pessoas possam
reunir-se e organizar-se.

�17 Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a
parceria global para o desenvolvimento sustentável.
As bibliotecas apoiam esse objetivo mediante a provisão de:
- Uma rede de instituições baseada nas comunidades que
promovam os planos de desenvolvimento locais.

Eixo 2 - 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática

Eixo 3 - Gestão de bibliotecas


Aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e virtual,
curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios,
acesso aberto.

Eixo 4 - Bibliotecas para todos


Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque
de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia
Social.

Eixo 5 - Fórum das Bibliotecas de Arte

Eixo 6 - IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação


Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas
ferramentas, instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas,
cooperação.

Eixo 7 - Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia

Eixo 8 - Advocacy , Inovação e Empreendedorismo

Eixo 9 - Bibliotecas, Preservação e Memória

�

Gestão de Preservação em Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais
e Livros Raros; História dos Bibliotecários e da Biblioteconomia no Brasil;
Sustentabilidade; Democratização, Acesso e Preservação de Acervos
Patrimoniais.

Eixo 10 - 5º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Eixo 11 - IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

�3 ESTRUTURA

Para proporcionar as discussões, o evento terá a seguinte estrutura:
Conferências: Autoridades no assunto serão convidadas para apresentarem o
tema de sua especialidade, que deverá versar sobre tendência ou inovação na área.
Conversando sobre: Discussão sobre tema específico, de modo informal, com
profissionais especializados. Deverá trazer uma prática exitosa para suscitar a
discussão e troca de experiências entre os conversadores.
Eventos paralelos: O III Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar, 5º
Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas, IX Seminário Brasileiro
de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica
e Tecnológica, IV EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação, Fórum
das Bibliotecas de Arte, V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas e V Reunião
Nacional do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções já estão confirmados.
Mesa Redonda: Reunião de pesquisadores ou profissionais para apresentarem
e debaterem um tema a partir de distintas visões.
Minicursos: profissionais de áreas específicas ministram minicursos sobre
como uma determinada atividade pode ser aplicada no dia-a-dia do profissional para
melhorias do ambiente de trabalho e, até mesmo, abrir novas possibilidades de
atuação.
Palestras: especialistas brasileiros e estrangeiros que falarão sobre temas
emergentes da área.
Posteres digitais: apresentações em forma de paineis digitais, expostos em
computadores, com a presença do(s) autor(es) para conversar(em) com os
interessados em horários específicos.

3.1 Inscrições

As inscrições dos participantes foram feitas na plataforma da empresa Lepidus
Tecnologia e presencialmente no congresso.
As categorias de inscrições e os valores foram atribuídos com valores distintos
por lotes. A seguir são apresentadas as categorias e valores:

a) Inscrição Individual Associados:

�

R$375;



R$435;



R$625;



R$750.

b) Inscrição Individual Associados - 3 Participantes:


R$1020;



R$1175;



R$1680;



R$2000.

c) Inscrição Individual Não Associados:


R$500;



R$560;



R$750;



R$870.

d) Inscrição Individual Não Associados - 3 Participantes:


R$1350;



R$1510;



R$2025;



R$2300.

e) Inscrição Individual Estudantes:


R$250;



R$285;



R$310;



R$375.

f) Inscrição Individual Estudantes - 3 Participantes:


R$670;



R$760;



R$830;

�

R$1000.

g) Participação de Um Dia:


R$250

h) Inscrição Por Empenho Individual Associados:


R$750

i) Inscrição Por Empenho Associados - 3 Participantes:


R$2025

j) Inscrição Por Empenho Individual Não Associado:


R$875

k) Inscrição Por Empenho Não Associados - 3 Participantes:


R$2360

E foi aberto inscrições para os seguintes minicursos nos seguintes valores e
prazos:

a) Avaliação do impacto e do valor das bibliotecas do Ensino Superior
recorrendo à Norma Internacional ISO16439:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

b) Curadoria digital de dados de pesquisa:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

c) Design Thinking para Bibliotecas:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

d) Empoderamento, cidadania e inovação em bibliotecas públicas:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

�e) Fala, Bibliotecária: Como produzir conteúdo digital?:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

f) Mediação da leitura e da informação:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

g) Noções de documentação jurídica:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

h) Gestão por Processo e Gestão de Projetos em Bibliotecas e Unidades
de Informação:


Até 31/07 - R$ 140;



Até 15/10 - R$ 170.

Para todos os participantes, junto à credencial, foi distribuído o programa
resumido impresso, bloco de anotações e caneta personalizada.
Atendendo às diretivas de sustentabilidade, não foi distribuído o programa
completo impresso, por isto, ele foi disponibilizado no site para download antes do
início do congresso. Para ampliar as possibilidades de acesso foi desenvolvido um
aplicativo para que os participantes pudessem ter acesso a programação.

3.2 Organização

Realização: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas
da Informação e Instituições – FEBAB

�Presidente do 27º CBBD
Adriana Cybele Ferrari

Diretoria da FEBAB
Claudiane Weber (RS)
Ivone Tálamo (SP)
Iza Antunes de Araújo (DF)
José Paulo Speck Pereira (SC)
Luiz Atilio Vicentini (SP)
Maria das Graças da Silva Pena (PA)
Maria Imaculada Cardoso Sampaio (SP)
Maria Sônia Santos Carvalho (SE)
Rosa Maria Fischi (SP)
Rosana de Lemos Vasques (RS)
Rosane Fagotti Voss (SP)
Rose Cristiani F. S. Liston (MS)
Sandra Soller Dias da Silva (SP)
Sueli Nemen Rocha (SP)
Telma de Carvalho (SE)

Apoiadores: Goethe Institut, Universidade de São Paulo (USP); Secretaria de
Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE), Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP), Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Departamento de Livro, Leitura,
Literatura e Bibliotecas (DLLLB), Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural,
Ministério da Cultura (MinC), Capes, Cine Teatro São Luiz, Instituto Dragão do Mar,
Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia (IBICT), Santa Cecilia
Transportes, Associação de Bibliotecários do Ceará.

�Patrocinadores: ITMS Group, Minha Biblioteca, Dot.Lib, EBSCO, Springer
Nature, Elsevier, Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB/CRB) e Wiley.

Produção: Federação Brasileira de Asociação de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições e ARX Eventos.

Presidentes de Comissões e Assessores:
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (CBBE/FEBAB)
Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (CBBA³/FEBAB)
Dr. Wellington Marçal de Carvalho (CBBU/FEBAB)
Jorge Moisés do Prado (Mídias Sociais/FEBAB)

�Coordenadores dos Eventos Paralelos:

Alpina Rosa (REDARTE/RJ) - Fórum das Bibliotecas de Arte
Caroline da Rosa Ferreira Becker (IFC) - IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas
das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (FEBAB/USP) - 3º Fórum da
Biblioteconomia Escolar: Pesquisa e Prática
Guilherme Relvas (MinC) - V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas
Katiussa Nunes Bueno (FEBAB/UFRGS) - V Reunião Nacional do Comitê
Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções
Kelly Pereira de Lima (PGE-RJ) - 5º Seminário Nacional de Documentação e
Informação Jurídicas
Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon (UFSCar) - IV EEPC Encontro de Estudos e
Pesquisas em Catalogação

Coordenadora da Comissão Científica
Profa. Dra. Telma de Carvalho (FEBAB/UFS)

Comissão Científica

Prof. Dr. Adilson Luiz Pinto (UFSC)

Prof.

Me.

Antonio

Profa. Dra. Adriana Bogliolo Sirihal

Santiago (UFS)

Duarte (UFMG)

Profa. Dra. Barbara Coelho Neves (UFS)

Profa. Me. Adriana Maria de Souza

Dra. Barbara Julia Leitão Menezello

(FESPSP)

Leitão (USP)

Prof. Me. Alan Curcino Pedreira da Silva

Profa. Dra. Bernadete Santos Campello

(UFAL)

(UFMG)

Aline Michelle Sima (IFMG)

Profa. Dra.

Alpina Gonzaga Martins Rosa (CCJF)

Cervantes (UEL)

Profa. Dra. Ana Ligia Silva Medeiros

Camila Koerich Burin (IFSC/ACB)

(Fundação Casa de Rui Barbosa)

Me.

Profa. Dra. Ana Maria Pereira (UDESC)

(REDARTE/RJ)

Profa. Dra. Andréia Gonçalves Silva

Carmem

(FESPSP)

Queiroz (IFFar)

Carlos

Edilberto

Costa

Brígida Maria Nogueira

Alberto

Elisa

Della

Paschoa

Magalhães

Ferreira

�Me. Caroline da Rosa Ferreira Becker

Francisca Valero Villaizan (Universidad

(IFCatarinense)

Ricardo Palma)

Caroline

da

Rosa

Ferreira

Becker

Prof. Me. Francisco Lopes de Aguiar

(IFCatarinense -)

(FESPSP)

Dra. Celia Ribeiro Zaher (UNESCO)

Profa. Dra. Gabriela Belmont de Farias

Prof. Me. Charlley dos Santos Luz

(UFC)

(FESPSP)

Prof. Dr. Gildenir Carolino dos Santos

Cíntia de Azevedo Lourenço (UFMG)

(UNICAMP)

Prof. Dr. Cláudio Marcondes de Castro

Profa. Me. Glêyse Santos Santana (UFS)

Filho (USP)

Profa. Dra. Hildenise Ferreira Novo

Cristiane Sinimbu Sanchez (UFPR)

(UFBA)

Profa. Me. Daniele Achilles Dutra da

Profa. Dra. Isa Maria Freire (UFPB)

Rosa (UNIRIO)

Profa. Me. Isabel Cristina Ayres da Silva

Profa. Me. Daniele Cristina Gonçalves

Maringelli (FESPSP)

Brene (FESPSP)

Profa. Dra. Ivana Borges Lins (UFBA)

Diná Marques Pereira de Araújo (UFMG)

Profa. Dra. Janaina Ferreira Fialho Costa

Edilenice Jovelina Lima Passos (SF)

(UFS)

Prof. Me. Eduardo Valadares da Silva

Prof. Me. João Augusto Dias Barreira e

(UFMG)

Oliveira (UNESP)

Me. Eliane Maria da Silva Jovanovich

Prof.

(UEL)

Fernandes (UnB)

Profa. Dra. Elisa Campos Machado

Me. Karina Batista de Sales (IFAM)

(UNIRIO)

Kelly Pereira de Lima (PGE/RJ)

Profa. Dra. Elisabeth Adriana Dudziak

Profa.

(USP)

Rezende (UFG)

Prof. Dr. Emir José Suaiden (UnB)

Leandra Pereira de Oliveira (UFRJ)

Prof. Me. Fabiano Cataldo Azevedo

Profa. Dra. Leilah Santiago Bufrem

(UNIRIO)

(UFPE)

Prof. Dr. Fabiano Ferreira de Castro

Profa. Dra. Lídia Silva de Freitas (UFF)

(UFSCar)

Profa. Me. Luciana Ferreira da Costa

Prof. Me. Fábio Rogério Batista Lima

(UFPB)

(UNESP)

Prof. Dr. Lucivaldo Vasconcelos Barros

Prof. Me. Fernando Bittencourt dos

(UFPA)

Santos (UFS)

Dr.

Dra.

Jorge

Laura

Henrique

Vilela

Cabral

Rodriges

�Profa.

Dra.

Luiza

Baptista

Melo

Patrícia Regina de Oliveira (IF Goiano)

(Universidade de Lisboa)

Profa. Me. Paula Regina Dal'Evedove

Me. Márcia Feijão de Figueiredo (Colégio

(UFSCar)

Pedro II)

Profa. Dra. Paula Regina Ventura Amorim

Profa. Me. Márcia Ivo Braz (UFPE)

Gonçalez (UEL)

Me. Maria Aparecida Brito Santos (IF Sul

Profa. Me. Raquel Miranda Vilela Paiva

de Minas)

(UFMG)

Profa. Maria das Mercês Pereira Apostolo

Profa.

(FESPSP)

Belluzzo (UNESP)

Maria Fatima Freire Araujo (IFRR)

Profa.

Profa. Dra. Maria Imaculada Cardoso

(UNISUL)

Sampaio (FEBAB)

Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira

Profa. Me. Maria Rosa Crespo (FESPSP)

(USP)

Dra. Maria Tereza Machado Teles Walter

Profa. Me. Suely de Brito Clemente

Me. Marina Nogueira Ferraz (UFMG)

Soares (ContentMind)

Profa. Dra. Marisa Russo (UFRJ)

Profa. Dra. Tania Callegaro (FESPSP)

Me. Marouva Fallgatter Faqueti (IFC)

Me. Tatiane Lemos Alves (IFSertão PE)

Profa. Dra. Martha Suzana Cabral Nunes

Me. Thiago Cirne Freitas (PGE/RJ)

(UFS)

Profa. Dra. Valéria Aparecida Bari (UFS)

Profa. Dra. Mônica Erichsen Nassif

Profa. Dra. Valéria Martin Valls (FESPSP)

(UFMG)

Prof.

Profa. Dra. Nádia Maria dos Santos

(FESPSP)

(Hommerding – FESPSP)

Profa.

Profa. Me. Nelma Camêlo Araujo (UFAL)

(UFSCar)

Prof. Dr. Oswaldo Francisco de Almeida
Júnior (UNESP/UEL)

Dra.

Me.

Me.

Dra.

Regina

Salete

Celia

Baptista

Cecilia

Souza

Wanderson

Zaira

Regina

Scapechi

Zafalon

�4 PROGRAMA

4.1 Conteúdo

O congresso teve em sua estrutura a apresentação de 8 minicursos, 5 painéis,
7 mesas-redondas, 3 conferências, 11 sessões do Conversando Sobre, 2
Lançamentos, 3 Workshops e foram apresentados 273 trabalhos orais (Anexo 1) e 81
pôsteres interativos (Anexo 2). Contou também com 7 eventos paralelos, uma feira
com a participação de 30 expositores e 85 palestrantes (currículos em Anexo 3).
No dia 17, em parceria com a Associação de Bibliotecários do Ceará (ABC),
foram promovidas visitas técnicas em 21 locais em Fortaleza e Região Metropolitana.
Nesse mesmo dia foi realizada a cerimônia de abertura no Cine Teatro São Luiz com
o espetáculo “Raquel de Queiroz Convida”, com a participação da atriz Elva Bessa
como Raquel de Queiroz e do ator Eurico Mayer como Mário de Andrade, além do
conjunto de cordas da Orquestra da UNIFOR. O programa da abertura está em anexo
(Anexo 4).

4.2 Cerimônia de Abertura
Na abertura tivemos o espetáculo “Raquel de Queiroz Convida” que mostrou
um pouco da vida e obra da escritora nascida em Fortaleza. Na oportunidade foram
proferidas palavras de saudação pelas autoridades: Secretário de Cultura do Estado
do Ceará, Sr. Fabiano dos Santos Piúba; Secretário Municipal de Cultura, Sr.
Francisco Evaldo Ferreira Lima; Diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura
e Bibliotecas, Sr. Guilherme Relvas; Presidente do Conselho Federal de
Biblioteconomia, Sr. Raimundo Martins de Lima e Presidenta da FEBAB e do 27º
CBBD, Sra. Adriana Cybele Ferrari (fala transcrita abaixo):
Ilustríssimo Senhor Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia,
Raimundo Martins de Lima, Ilustríssimo Secretário de Estado da Cultura, Fabiano
Piúba, Ilustríssimo Secretário Municipal de Cultura Francisco Evaldo Ferreira Lima,
Ilustríssimo Diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas Guilherme Relvas neste ato representando o Ministério da Cultura, autoridades,
colegas de profissão, amigos e demais presentes.

�Boa noite!
Em primeiro lugar cabe agradecer àqueles que ajudaram a tornar a 27ª
edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação realidade. Nossos patrocinadores: ITMS Group, Minha Biblioteca, Dot
Lib, Elsevier, Springer Nature, Ebsco, Conselho Federal de Biblioteconomia e Wiley.
Nossos apoiadores: Universidade de São Paulo, Secretaria da Cultura do
Estado do Ceará, Universidade de Fortaleza - UNIFOR, Goethe Institut,
Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior – Capes do
Ministério da Educação, Ministério da Cultura, Instituto Cervantes e Associação de
Bibliotecários do Ceará.
Agradecemos as comissões organizadora e científica, aos conferencistas,
palestrantes, moderadores, relatores, professores, autores, voluntários e equipes de
apoio, enfim todos àqueles que acreditam que devemos trabalhar juntos para que
tenhamos um sistema de acesso à informação, ao conhecimento, à leitura e à cultura
como desejamos, como acreditamos que todos os cidadãos que vivem no Brasil têm
direito.
Mas esse direito ainda está longe de ser conquistado. Os poucos avanços que
vislumbramos nos últimos anos não chegaram às bibliotecas como esperávamos.
Diferentemente, o que vemos é novamente deixar as bibliotecas como área não
prioritária. E precisamos ter cuidado com os discursos de aceitação desse fato.
Bibliotecas são essenciais na sociedade! Bibliotecas mudam realidades! As bibliotecas
apoiam a tomada de decisão!
É nesse espírito que a FEBAB atendeu o chamado mundial feito pela
International Federation of Library Association (IFLA) para mostrar que uma
sociedade mais humana e justa - que é o objetivo principal da Agenda 2030- depende
do esforço e trabalho de todos. E as bibliotecas devem estar alinhadas nesta
empreitada.
Mas podemos pensar: como as bibliotecas podem fazer a diferença ou
contribuir com o alcance dos objetivos do desenvolvimento sustentável? Não seria
papel dos governos melhorar a qualidade de vida das pessoas? Como uma pequena
biblioteca, nos rincões desse enorme país pode ser agente ativo e colaborar para
mudança almejada?
A biblioteca pode fazer se o profissional reconhecer seu papel de agente de
transformação, de parceiro na formação do cidadão, independentemente se atua em

�biblioteca escolar, pública, comunitária, especializada, universitária, enfim, sendo
biblioteca há muito o que fazer em prol da sociedade.
Em 2014 a declaração de Lyon lançada pela IFLA fez com que os países
membros da ONU reconhecessem a importância do acesso à informação para apoiar
o desenvolvimento, a capacitação das pessoas, especialmente dos marginalizados e
os que vivem em situação de pobreza.
Assim em 2016, a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável entra em vigor
incluindo 17 objetivos (ODS) e 169 metas, apresentando uma visão ambiciosa do
desenvolvimento sustentável que integra suas dimensões econômica, social e
ambiental. Os elementos que sustentam a agenda são as pessoas, o planeta, a
prosperidade, a paz e as alianças.
A agenda põe a igualdade e dignidade das pessoas no centro e chama a
transformar nosso estilo de desenvolvimento, respeitando o meio ambiente.
A IFLA acredita que o acesso público à informação permite que as pessoas
tomem decisões conscientes que podem melhorar suas vidas. Somos nós os
responsáveis para fazer valer essa crença.
As bibliotecas são instituições fundamentais para se alcançar esses objetivos.
As comunidades que têm acesso à informação relevante e no tempo certo estão
melhor posicionadas para erradicar a pobreza e a desigualdade, melhorar a
agricultura, proporcionar educação de qualidade e promover a saúde, a cultura a
pesquisa e a inovação.
O acesso à informação foi reconhecido no Objetivo 16 da agenda que é Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, mais
precisamente no Objetivo 16.10 que é assegurar o acesso público à informação e
proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e
os acordos internacionais. É importante destacar que a alfabetização universal
também é reconhecida na visão da Agenda 2030.
Com isso, como podemos ficar alheios a esse chamado mundial? Se estão
explicitados os clássicos papeis das bibliotecas de provedoras de informação, centros
de cultura e memória, locais para conhecer e aprender?
Para quem até esse momento entendeu que a Agenda e seus objetivos estavam
do lado de fora das bibliotecas, o CBBD quer desconstruir essa ideia.

�Por isso a razão da escolha do tema para essa 27 a. edição “Objetivos para o
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem
contribuir com a implementação da Agenda 2030”.
Nestes três dias intensos, a nossa proposta é provocar e fazer com que todos
saiam da zona de conforto, e estejam comprometidos na luta pelo mundo melhor que
sonhamos e desejamos.
Sabemos que se há vontade e compromisso podemos fazer, mas se tivermos
mais recursos faremos mais ainda. E para que tenhamos os investimentos ideais é
preciso coragem e sobretudo engajamento. Devemos estar em aliança como
preconiza a agenda.
A agenda é também uma estratégia para nosso advocacy, para provarmos que
sim as bibliotecas são mais que livros. Com o efetivo engajamento para apoiar nossas
comunidades vamos, definitivamente, libertar-nos do esteriótipo que as bibliotecas
são espaços para armazenamento de livros e que a internet veio tomar seus lugares.
Em todo o mundo há 320.000 bibliotecas públicas e mais de um milhão de
bibliotecas parlamentares, nacionais, universitárias, de pesquisa, especializadas e
escolares que cotidianamente garantem que as informações e o conhecimento para
utilizá-las estejam disponíveis para todos.
Você faz parte dessa rede mundial e pode ser um elo decisivo no processo de
mudança.
Embora os números sejam expressivos sabemos, que em termos de Brasil,
ainda há um grande déficit do número de bibliotecas abertas e equipadas
adequadamente. Precisamos fazer com que os governos das diferentes esferas
entendam que investir em bibliotecas é “medicina preventiva” pois estar dentro delas
significa ter acesso às diferentes expressões artísticas e culturais. A vivência em
biblioteca esclarece, informa, reduz incertezas, liberta e traz felicidade.
Como todos sabem esse evento é fruto do movimento associativo - por um lado
é um espaço para atualização profissional, de educação continuada, por outro é para
mostrar que há sim um grupo de profissionais comprometidos e preparados para os
desafios que a sociedade impõe.

E mais ainda, engajados para defender as

bibliotecas em todos as circunstâncias.
É por essa razão que a FEBAB segue trabalhado arduamente em campanhas
e movimentos de advocacy, objetivando mais e melhores bibliotecas em todo o país.

�O nosso CBBD valoriza sempre a qualidade do conteúdo. Nossos convidados e
autores nacionais e internacionais trazem para as discussões nas mesas redondas,
conferências,

minicursos,

fóruns

paralelos,

conversando

sobre,

pôsteres,

comunicações orais um panorama atual da biblioteconomia. Somado a isso
contamos com as visitas técnicas, feira de produtos e serviços e, claro, a experiência
de viver dias inesquecíveis na capital cearense.
O evento também, como todos sabem, é uma das formas de garantir a
sustentabilidade de nossa FEBAB – esse investimento na sua qualificação está
colaborando para que possamos continuar com nossos propósitos. Temos já quase
60 anos e precisamos dessa compreensão e muitas mãos que entendam que, tão
necessário quanto pensar na sua carreira profissional, é cuidar da área como um
todo, pois só ela garantirá a continuidade de nossa profissão.
Nosso grande desejo é que esse momento também se reverta em efetivo
engajamento, que os participantes se agreguem às associações filiadas para
tornarmos a FEBAB maior e mais forte. Estamos vivendo em tempos difíceis sob
vários aspectos. Talvez não tenha havido na nossa história recente uma necessidade
tão premente de estarmos mais juntos.
A defesa pelas bibliotecas como espaços democráticos e seguros para
proporcionar quaisquer discussões, passa por essa aliança. Passa por entendimento
que as bibliotecas são de todos os cidadãos.
Agradecemos aos que lutam pelo aprimoramento e fortalecimento das
bibliotecas e que aceitaram o convite para estar aqui.
Continuamos com nosso chamado pois somente juntos seremos mais fortes!
Façam parte da FEBAB! Façam parte da nossa luta!
Muito Obrigada!

A sessão de homenagens foi conduzida pela Sra. Leonilha Maria Brasileira
Lessa. Foram homenageadas as bibliotecárias Maria Mesquita Guedes Pereira
(Paraíba), May Brooking Negrão (São Paulo) e, postumamente, Mariza Russo (Rio de
Janeiro) pelos feitos ao movimento associativo brasileiro. Os textos das placas de
homenagem estão disponíveis no Anexo 5.

�4.3 Visitas Técnicas

Biblioteca Acadêmica Unidade dos Palmares - Universidade da Integração
Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)
Biblioteca Aderbal Nunes Freire do TRT da 7ª Região
Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho - Universidade Estadual do Ceará
Biblioteca Comunitária da Casa José de Alencar
Biblioteca Comunitária do Conjunto Ceará
Biblioteca Comunitária Jardim Literário
Biblioteca da Procuradoria da República no Ceará
Biblioteca da Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região
Biblioteca da Universidade de Fortaleza UNIFOR
Biblioteca de Artes Visuais Leonilson
Biblioteca de Ciências Humanas - Universidade Federal do Ceará
Biblioteca do Colégio Christus
Biblioteca do Colégio Farias Brito
Biblioteca Profª Hildete de Sá Cavalcante – Colégio Ari de Sá
Biblioteca Pública Capistrano de Abreu
Biblioteca Pública do Estado do Ceará
Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira
Biblioteca Seminário da Prainha
Biblioteca Universitária da UNILAB
Corredor Cultural de Maranguape
Museu Senzala Negro Liberto de Redenção

4.4 Minicursos

Terça-feira, 17 de outubro de 2017
 DESIGN THINKING PARA BIBLIOTECAS
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Adriana Souza (FESPSP); Luciana de Paula Arjona (INSPER);
Paula Macedo (EMBRAER)

�Conteúdo: Com base no material produzido pela IDEO e Fundação Bill e
Melinda Gates traduzido para o português pela FEBAB, serão apresentados os
conceitos de Design Thinking para soluções de problemas aplicado em bibliotecas.
 EMPODERAMENTO, CIDADANIA E INOVAÇÃO EM BIBLIOTECAS
PÚBLICAS
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Carola Gómez [Chile]; Lucia Abello [Chile]
Conteúdo: Socialmente as bibliotecas têm deixado de existir como espaços
destinados somente aos livros. Hoje se espera que as bibliotecas sejam construtoras
de capital humano e social, de conteúdos, de redes de conhecimento e que
contribuam com o empoderamento da comunidade em seu esforço coletivo, entre
outros. O objetivo desse minicurso é dar visibilidade e compartilhar experiências que
nos permitam construir comunidades empoderadas sempre com uma visão inovadora.
 CURADORIA DIGITAL DE DADOS DE PESQUISA
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Luis Fernando Sayão (CNEN)
Conteúdo: O crescente interesse pelos dados digitais coletados, gerados e
intensivamente utilizados pelas atividades de pesquisa contemporânea criou uma
demanda por estruturas organizacionais, tecnológicas e por capital humano que
pudessem dar conta da gestão, sustentabilidade e análise desses ativos
informacionais. Entretanto, a natureza complexa e heterogênea dos dados de
pesquisa demanda uma gestão diferente das aplicadas aos recursos informacionais
tradicionais, como livros e periódicos.

Essa gestão dinâmica, que vai além do

armazenamento seguro e da disponibilização na web, e cujos procedimentos são
chamados coletivamente de curadoria de dados, adiciona valor às coleções de dados
de pesquisa aumentando, dessa forma, o seu potencial de utilização atual e futuro e
a probabilidade de reuso e citação por outros pesquisadores provenientes de
domínios disciplinares diferentes da área onde originalmente as coleções foram
criadas.

� NOÇÕES DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Célia Escobar Araújo
Conteúdo: O curso tem por objetivo apresentar as noções básicas sobre
Documentação Jurídica para profissionais que estão ingressando na área. Apresenta
de forma sistemática as características dos diferentes documentos e a forma de tratálos, acompanhá-los e organizá-los.
 MEDIAÇÃO DA LEITURA E DA INFORMAÇÃO
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Profa. Dra. Lidia Eugenia Cavalcante (UFC); Prof. Dr. Luiz Tadeu
Feitosa (UFC)
Conteúdo: Visa trabalhar colaborativamente as possibilidades de mediação da
leitura e da informação expressas no cotidiano e em diferentes contextos. Sabemos
que essas possibilidades são inúmeras! Informações, linguagens, palavras ditas,
ouvidas, cantadas, e modos de ser do leitor tecerão o nosso diálogo. Assim, usando
a criatividade e a dialogicidade, desenvolveremos práticas de mediação cujas
ambiências podem ser bibliotecas, salas de leitura, livrarias, espaços culturais, praças
etc.
 AVALIAÇÃO DO IMPACTO E DO VALOR DAS BIBLIOTECAS DO
ENSINO SUPERIOR RECORRENDO À NORMA INTERNACIONAL
ISO16439
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Profa. Luiza Baptista Melo [Portugal]
Conteúdo: Os bibliotecários e gestores de bibliotecas académicas questionamse sobre o risco crescente de que muito do que realmente se realiza nas bibliotecas
pode ser invisível no meio eletrónico. Este paradigma pode deixar as bibliotecas
especialmente vulneráveis quando as instituições têm de tomar difíceis decisões
financeiras, como cortes destinados aos departamentos ou áreas de atividade
específicas. No entanto, a voz do usuário de apoio aos serviços das bibliotecas pode
ser particularmente poderosa.

�Nas atuais circunstâncias, é particularmente importante que as bibliotecas
sejam capazes de mostrar que funcionam de forma eficiente, mas também que
fornecem serviços que estão ligados ao sucesso das metas institucionais. O retorno
sobre o investimento é importante. As bibliotecas necessitam ser pró-ativas, no
sentido de entenderem o comportamento do usuário e melhorarem os fluxos de
trabalho; no rigor da análise e demonstrarem o valor das suas atividades para
melhorar as competências dos usuários, no apoio ao ensino, à aprendizagem e à
investigação. Neste minicurso pretende-se divulgar ferramentas de avaliação do valor
e do impacto das bibliotecas do ensino superior nas comunidades académica e
científica, tais como: as normas internacionais ISO16439:2014 (E) – Information and
documentation – Methods and procedures for assessing the impact of libraries; os
métodos mistos de avaliação (qualitativos e quantitativos). Estas ferramentas, úteis
para avaliar o valor e o impacto das bibliotecas, são essenciais para os stakeholders
(chefias de topo, chefias intermédias, funcionários, usuários, não usuários,
fornecedores) percecionarem os benefícios e perspetivar os melhoramentos dos
recursos, procedimentos e atividades das bibliotecas. Em tempos de grave crise
económica e constrangimento de orçamentos estes métodos podem ainda fornecer
dados úteis para realização da Library Advocacy. Negociar e defender os serviços
demonstrando o seu impacto e valor aos governos e à sociedade.
 FALA, BIBLIOTECÁRIA: COMO PRODUZIR CONTEÚDO DIGITAL?
Horário: das 09:00 às 18:00
Dinamizador: Gabriela Pedrão
Conteúdo: Biblioteca escolar, pública e universitária também cabem nas redes
sociais? SIM! As redes sociais são ferramentas de longo alcance, baixo custo e de
acesso fácil e rápido. Então por que os bibliotecários ainda a utilizam tão pouco ao
seu favor? Esse minicurso abordará de forma simples e prática as possibilidades de
produção de conteúdo digital para bibliotecários. Vamos conversar sobre produção de
vídeo, roteiros, dicas de gravação e edição, sobre fotografia, divulgação de serviços e
qual a melhor maneira de compartilhar todos esses conteúdos.
 GESTÃO POR PROCESSO E GESTÃO DE PROJETOS EM
BIBLIOTECAS E UNIDADES DE INFORMAÇÃO
Horário: das 09:00 às 18:00

�Dinamizador: Andréa Remião; Elizete Sá
Conteúdo: A Unidade de Informação de qualquer porte necessita de
competências na área de gestão como planejamento estratégico, gestão de projetos,
gestão por processo, gestão de mudança, entre outros visando funcionar cada vez
melhor buscando a excelência e agregando valor à organização da qual faz parte.
A abordagem de gestão por processo permite identificar, desenhar, executar,
documentar, medir, monitorar e controlar o conjunto de atividades da unidade de
informação de forma a alcançar resultados consistentes.
A gestão de projetos é a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas
e técnicas a fim de atender aos requisitos do projeto - esforço temporário para obter
um resultado exclusivo.
O objetivo desse minicurso é apresentar fundamentos e práticas da Gestão de
Projetos e Gestão por Processos e a aplicação das duas abordagens em Unidades
de Informação.

4.5 Painel

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 AGENDA 2030, A VISÃO DA IFLA E OS ALINHAMENTOS NO BRASIL
Horário: das 09:00 às 10:00
Palestrantes: Glòria Pérez-Salmeron (Presidenta da IFLA) [Espanha]
Moderação: Adriana Cybele Ferrari (Presidente da FEBAB)
 O PAPEL DAS BIBLIOTECAS NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO
CULTURAL
Horário: das 16:00 às 17:00
Pauta: A perspectiva do Comitê de Herança Cultural da IFLA e desafios para a
FEBAB
Palestrantes: Prof. Fabiano Cataldo (UNIRIO)
Moderação: Adriana Cybele Ferrari (Presidente da FEBAB)
 POR QUE O INDÍGENA IMPORTA!
Horário: das 17:30 às 19:00

�Pauta: Alinhada às discussões do Comitê da IFLA Indigenous Matters refletir
como as bibliotecas garantem justiça e equidade de acesso nos serviços que realizam
às comunidades multiculturais
Palestrantes: Tiago Hakiy; Daniel Munduruku
Moderação: Sueli Marcondes Motta (SP Leituras)

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 AS

BIBLIOTECAS

E

A

PRESERVAÇÃO

DO

PATRIMÔNIO

CULTURAL
Horário: das 09:00 às 10:30
Pauta: Documentos que nascem digitais e sua preservação
Palestrantes: Chris Erickson (Digital Preservation Projects Manager) [USA];
Prof. Dr. Luis Fernando Sayão (UNIRIO)
Moderação: Anderson de Santana (USP)
 PRECISAMOS FALAR SOBRE O “NOSSO KELVIN”. ADVOCACY
URGENTE!
Horário: das 14:00 às 16:00
Pauta: A participação do Brasil na construção da Visão Global da IFLA
Palestrantes: Jorge Prado (FEBAB); Telma de Carvalho (APBSE/FEBAB);
Camila Burin (ACB); Sueli Mara Pinto Ferreira (FEBAB/IFLA); Adriana Cybele Ferrari
(FEBAB)
Moderação: Sigrid Weiss Dutra (FEBAB)

�4.6 Mesa Redonda

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 ACESSO

E

OPORTUNIDADE

PARA

TODOS:

COMO

AS

BIBLIOTECAS CONTRIBUEM PARA A AGENDA 2030 DAS NAÇÕES
UNIDAS - AS BIBLIOTECAS PRISIONAIS
Horário: das 10:30 às 12:00
Palestrantes: Itamar Xavier de Camargo; Prof. Dr Jonathas Carvalho (UFCA)
Moderação: Catia Lindemann (CBBP/FEBAB)

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 A INOVAÇÃO E A AGENDA 2030: EXPERIÊNCIAS DA RED
BIBLIOINNOVA – INOVAÇÃO EM IBEROAMÉRICA
Horário: das 10:30 às 12:00
Palestrantes: Wander Filho Pavão; Carola Gomez-Rojas [Chile]; Lucia Abello
[Chile]
Moderação: Cleide Fernandes (SEBP Minas Gerais)
 BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS E A AGENDA 2030
Horário: das 16:00 às 17:30
Pauta: Todas as bibliotecas estão sendo chamadas para se reconhecerem
como parcerias estratégicas para apoiar os s Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS). Nesta conversa vamos conhecer o que as bibliotecas
comunitárias vem fazendo para contribuir na construção de um mundo mais humano
e justo.
Palestrantes: Bel Santos Mayer (LiteraSampa); Profa. Dra. Lidia Eugenia
Cavalcante (UFC); Prof. Dr. Luiz Tadeu Feitosa (UFC)
Moderação: Andreia Sousa da Silva (ACB/FEBAB)
 A

PARTICIPAÇÃO

DAS

BIBLIOTECAS

AGRÍCOLAS

ESPECIALIZADAS PARA O CUMPRIMENTO DOS ODS
Horário: das 17:30 às 19:00

E

�Palestrantes: Márcia Regina M. Saad (USP); Alessandra Rodrigues da Silva
(EMBRAPA)
Moderação: Thais Moraes (USP)

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 ACESSO

E

OPORTUNIDADE

PARA

TODOS:

COMO

AS

BIBLIOTECAS CONTRIBUEM PARA A AGENDA 2030 DAS NAÇÕES
UNIDAS
Horário: das 10:30 às 12:00
Pauta: A contribuição das bibliotecas da área de Saúde para o cumprimento
dos ODS Informação na tomada de decisão para melhoria da qualidade de vida das
pessoas.
Palestrantes: Dr. Diego Gonzalez (BIREME/OPAS/OMS); Shirlei Rodrigues
(Ministério da Saúde); Maria Cláudia de Freitas Lima (Secretaria Municipal de Saúde
de Fortaleza)
Moderação: Verônica Abdala (BIREME/OPAS)
 O QUE AVANÇAMOS NA INCLUSÃO? TEMOS BIBLIOTECAS PARA
TODOS?
Horário: das 14:00 às 15:30
Palestrantes: Gabriele Cesoroglu [Alemanha]; Cristiane Camizão Rokicki
(SENAC)
Moderação: Maria Imaculada Cardoso Sampaio (UNISA)
 AS BIBLIOTECAS ESCOLARES E A AGENDA 2030
Horário: das 15:30 às 17:00
Palestrantes: Prof. Dr. Claudio Marcondes Castro Filho (CBBE/FEBAB);
Manuela Pargana Silva [Portugal]
Moderação: Jéssica Bedin (UFSC)

�4.7 Conferência

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 BIBLIOTECONOMIA SOCIAL: VAMOS FALAR SOBRE ISSO?
Horário: das 14:00 às 15:00
Palestrantes: Júlio Jatuf [Argentina]
Moderação: Elenise Maria de Araújo (FEBAB/USP)
 O BRASIL E A AGENDA 2030
Horário: das 15:00 às 16:00
Palestrantes: Haroldo de Oliveira Machado Filho (PNDU/ONU Brasil); Dra.
Rubia A. C. Quintão (SNAS/SEGOV)
Moderação: Sigrid Weiss Dutra (FEBAB)

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 BIBLIOTECAS E DEMOCRACIA
Horário: das 14:00 às 15:00
Palestrantes: Peter Macleod [Canadá]
Moderação: Telma de Carvalho (APBSE/FEBAB)

4.8 Conversando Sobre

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 BIBLIOTECÁRIOS SEM BIBLIOTECAS
Pauta: Diferentes atuações para os bibliotecários. Quem disse que o
bibliotecário só pode trabalhar em biblioteca? Criatividade e inovação são sempre
necessárias em todas as áreas. Surpreenda-se
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Gabriela Pedrão; Jorge do Prado (FEBAB/SENAC)

� COMITÊ NACIONAL DO BRASIL DO PROGRAMA MEMÓRIA DO
MUNDO DA UNESCO
Pauta: Conhecer o Programa Memória do Mundo da UNESCO em nível
internacional, nacional e regional. Vamos discutir sobre a memória nacional brasileira
presente em acervos de instituições públicas e privadas do país. Serão elencados os
acervos que receberam o Selo Unesco MoWBrasil. Discorrer sobre o processo de
avaliação de candidaturas ao selo Unesco por meio dos editais MoWBrasil.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Marcio de Souza Porto (Arquivo Público do Estado do Ceará);
Diná Marques Pereira Araújo (UFMG/MoWBrasil); Prof. Fabiano Cataldo (UNIRIO)


PROJETO TÔ NA REDE: MAPA DAS AÇÕES DAS BIBLIOTECAS
DO ESTADO DO PARÁ ALINHADAS A AGENDA 2030

Pauta: Como as bibliotecas podem contribuir para os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU colaborando assim para
a Agenda 2030? Como identificar e relacionar os objetivos às práticas e serviços já
oferecidos pelas bibliotecas?

Já pensou num mapa de bibliotecas públicas que

relacionasse as práticas realizadas aos ODS? Nesta conversa vamos falar sobre a
experiência e a metodologia utilizada no Projeto Tô na Rede - uma realização do
Instituto de Políticas Relacionais em parceria com o Sistema Estadual de Bibliotecas
Públicas do Pará – para a construção desse Mapa de Ações Estadual.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Daniela Greib (Instituto de Políticas Relacionais); Vanessa
Labigalini (Instituto de Políticas Relacionais); Guilherme Relvas (SEBP Pará)
 BIBLIOTECAS

DE

ARTE:

DESAFIOS,

PERSPECTIVAS

E

ESTRATÉGIAS PARA O FUTURO
Pauta: Existem novas propostas para as Bibliotecas de Arte? As
transformações ocorridas na sociedade impõem uma reflexão sobre o papel das
bibliotecas de arte no mundo contemporâneo. A partir de uma autocrítica dos agentes
tradicionalmente responsáveis por estes espaços e do diálogo constante com o seu
público/usuário real ou potencial pode-se pensar novos paradigmas, propostas e
ações que visem diversificar, dinamizar e qualificar o uso desses espaços e dos
serviços por eles oferecidos.

�Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Rosa Monfasani [Argentina]; Cecília Bedê (Fundação Edson
Queiroz); Cristiane Camizão Rokicki (SENAC)

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 GÊNERO, DIVERSIDADE E SEXUALIDADE EM UNIDADES DE
INFORMAÇÃO:

DISCUTINDO

E

REFLETINDO

ACERCA

DA

IDENTIDADE DE GÊNERO E SUA RELAÇÃO COM O ACESSO À
INFORMAÇÃO
Pauta: O objetivo da discussão é fomentar o debate, ainda escasso, da
diversidade e sexualidade em unidades de informação trazendo elementos para que
o/a profissional reveja algumas práticas que reproduzem preconceitos por falta de
informação. Objetiva ainda dar voz àquele/as que encontraram na educação, e, por
conseguinte o acesso à informação, o mecanismo para quebra de barreiras e
preconceitos, reforçando o quanto a leitura influi diretamente neste processo
emancipatório. A mesa também oportunizará que o/as profissionais que pesquisam e
militam sob a matéria possam revelar que o campo sobre gênero, diversidade e
sexualidade tem encontrado espaço, seja na academia ou na literatura, mas que ainda
é necessária uma inserção maior da temática nos espaços de discussão da área.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Helena Vieira (Assembleia Legislativa do Ceará); Marcos
Antonio Soares (UFPE); Gláucio Barreto de Lima (UFPE); Luma Nogueira de Andrade
(UNILAB); Carlos Wellington Martins (UFMA)
 REPENSANDO

O

PLANO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS À LUZ DA AGENDA 2030
Pauta: Reconhecida como a primeira política especificamente constituída para
as bibliotecas universitárias, o Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU)
apresentado pela Secretaria de Ensino Superior (SESU) do Ministério da Educação
(MEC) por meio da Portaria Nº 287, de 24 de abril de 1986, foi fomentado pelos
bibliotecários universitários com apoio de agências de fomento e órgãos como a
Biblioteca Nacional, o Conselho dos Reitores das Universidades Brasileiras (CRBU),
a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e

�instituições (FEBAB) e o próprio Ministério da Educação (MEC). O PNBU foi
estruturado em seis grandes eixos, com doze diretrizes e suas respectivas ações. Os
eixos são: 1 – Planejamento: organizacional, financeiro, de recursos humanos e
físicos; 2 – Formação e desenvolvimento de coleções; 3 – Processamento técnico dos
documentos; 4 – Automação de bibliotecas; 5 – Usuários e serviços; 6 – Atividades
cooperativas.
Esse Conversando tem por objetivo discutir sobre os parâmetros de uma nova
política pública para as universidades brasileiras, com intuito de promover a melhoria
da performance destes organismos de cultura inseridos nas instituições de ensino
superior.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Dr. Wellington Marçal (CBBU/FEBAB/UFMG); Profa. Dra Célia
Regina Simionetti Barbalho (UFAM); Anália Gandini (CBBU/FEBAB/UFMG)
 AS

BIBLIOTECAS

E

AFRODESCENDENTES

A

DÉCADA

2015-2024.

INTERNACIONAL

PRÁTICAS,

DE

FAZERES

E

principalmente

na

DESAFIOS
Pauta:

No

âmbito

da

Ciência

da

Informação,

Biblioteconomia, percebemos um crescente de pesquisas e debates surgindo para
discutir questões relacionadas às relações raciais, aos estudos afro brasileiros e
africanos e também a Lei 10.639/03, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações Étnicos Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro Brasileira e Africana. O bibliotecário é um profissional que deve sempre se
lembrar das suas responsabilidades sociais, promovendo ações e disseminando
informações relacionadas à sociedade brasileira sem qualquer tipo de discriminação.
Por isso, como nós, bibliotecários, independentemente de sermos negros ou de outra
etnia, devemos nos posicionar para atuar num contexto de construção de debates
mais sólidos e com ações mais pontuais sobre educação das relações étnicos raciais,
diversidade étnica, racismo e igualdade racial para estabelecer a implantação da lei
citada (por exemplo)? Como promover as práticas, fazeres e desafios para aproximar
a Biblioteconomia das informações relacionadas à história, memória e cultura africana
e afro brasileira desconhecidas até então por boa parte dos bibliotecários brasileiros?
Como promover práticas que possam fortalecer a promoção da igualdade racial e a
luta antirracista?

�Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Andreia Sousa da Silva (ACB/FEBAB); Bel Santos Mayer
(Literasampa); Vagner Amaro (Malê Editora)
 OS ESPAÇOS “MAKERS”
Pauta: As bibliotecas, enquanto equipamentos culturais e de aprendizagem,
devem expandir suas atribuições para além do acervo. As bibliotecas não são
somente depositárias do conhecimento humano, elas devem reformular a maneira
como implantam seus produtos e serviços para se manterem vivas e próximas às suas
comunidades. Na contemporaneidade, as pessoas são cada vez mais produtoras de
conteúdo, especialmente pelo uso das mídias sociais e nesse contexto as bibliotecas
inovadoras atuam como makerspaces, ou seja, espaços do fazer, do criar, da mão na
massa.

As bibliotecas como

espaços de

personalização, experimentação,

colaboração e virtualização, com foco nas necessidades e interesses da sua
comunidade será o tema dessa conversa.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Profa. Dra. Valéria Valls (FESPSP); Cristiane Rockiki Camizão
(SENAC); João Guilherme Camargo (Escola do Inventor)
 POR QUE EMPREENDER E INOVAR NA BIBLIOTECONOMIA?
Pauta: O mundo do trabalho e as demandas do mercado apresentam novos
desafios aos profissionais contemporâneos. Em nível internacional, cada vez menos
surgem empregos de carteira assinada ou vagas em concursos públicos. Por outro
lado, novos postos e possibilidades de trabalho nascem exigindo um perfil
diferenciado, ousado, proativo, colaborativo, inovador. Os bibliotecários estão
preparados para encarar esses desafios e dilemas? Quais as oportunidades de
trabalho/negócios na área de gestão da informação? Quais competências precisamos
desenvolver?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Profa. Daniela Spudeit (UDESC); Fabíola Bezerra (Mural
Interativo do Bibliotecário); Maralyza Pinheiro (3 Corações)
 SOBRE: SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE BIBLIOTECAS: A
HORA E A VEZ DO OPEN SOURCE?

�Pauta: Cada vez mais é requerida maior integração entre os sistemas e
automatização de processos. Os sistemas de biblioteca em código-aberto (Open
Source) têm ganhado mais adeptos tanto para uso, quanto para desenvolvimento. O
que está acontecendo no Brasil que os bibliotecários devem saber?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Milton Shintaku (IBICT); Rui Francisco (EBSCO); Anderson de
Santana (FEBAB)

4.9 Lançamentos

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 EBOOK “GESTÃO DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO”
Pauta: Obra integrante do catálogo de publicações eletrônicas da FEBAB.
Horário: das 14:00 às 15:00
Organização: Daniela Spudeit (UDESC); Marcia Kroeff (UDESC)
 DESIGN THINKING PARA BIBLIOTECAS
Pauta: Lançamento da tradução do “Design Thinking for Libraries” da IDEO
realizada pela FEBAB em parceria com Instituto de Políticas Relacionais e Bill e
Melinda Gates Foundation.
Horário: das 17:00 às 17:30

4.10 Workshops

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 BIBLIOTECAS PRISIONAIS: UTOPIA OU REALIDADE?
Pauta: Embora previstas por lei elas são consideradas uma utopia. Com todos
obstáculos existem espaços no Brasil atuantes que conseguem fazer a diferença nas
rotinas intra e extra muros prisionais. A participação efetiva dos bibliotecários poderá
ampliar essas ações. A Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (FEBAB) está
preparada para apoiar as iniciativas. Se você quer conhecer mais sobre esse universo
esse será o espaço no CBBD!

�Horário: das 10:00 às 12:00
Debatedores: Catia Lindemann (FEBAB); Carlos Wellington Martins (FEBAB);
Itamar Xavier de Camargo
 ODS, LITERATURA, CIÊNCIAS E ATIVISMO SOCIAL PARA A
CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE SUSTENTÁVEL
Pauta: A Biologia pode contribuir com a solução de diversos problemas da
humanidade e aliada a literatura engajar os leitores a refletir sobre os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Essa é a proposta da coleção Novozymes Nova Perspectiva, composta por três
livros aplicativos, gratuitos e trilíngues, com os contos Frritt-Flacc, de Jules Verne,
Ostras, de Tchékhov e o O Rei do Rio de Ouro, John Ruskin. Acompanhados de
atividades extras nos aplicativos (tais como experimento científico, proposta de ação
social, detalhes sobre os ODS aplicados). A coleção é uma parceria com a rede de
educação Sesi Paraná e a startup StoryMax.
Horário: das 14:00 às 16:00
Debatedores: Pedro Luiz Fernandes (Novozymes); Benita Prieto (GELIJ do
iiLer /Cátedra UNESCO /PUC-Rio)
 ENFOQUE DE GÊNERO EM BIBLIOTECAS
Pauta: Baseado no “Guía para la incorporación del enfoque de género em
bibliotecas” produzido pela Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus do Chile
(DIBAM) a FEBAB fez uma tradução e adaptação do texto que servirá de base para a
construção de “Diretrizes para incorporação de enfoque de gênero em bibliotecas
brasileiras”. Queremos neste espaço disseminar informações importantes acerca do
gênero e identificar bibliotecas que já tenham programas dirigidos a esse público. Se
você está interessado em saber mais sobre o assunto ou já trabalha com esse tema,
reserve tempo para estar conosco!
Horário: das 16:00 às 18:00
Debatedores: Carlos Wellington Martins (FEBAB); Jonathas Carvalho

�4.11 Eventos Paralelos

4.11.1 V Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 ABERTURA
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: Kelly Lima; Representante da Diretoria da FEBAB; Demais
representantes das entidades
 FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: Roseli Miranda
 SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E DIREITO DE ACESSO À
INFORMAÇÃO VERDADEIRA: DE ESTOCOLMO AOS DIAS ATUAIS
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: Lucivaldo Vasconcelos Barros
 ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE – COLABORAÇÃO PELA
LEXML E CONSÓRCIO BDJUR
Horário: das 10:00 às 12:00
Palestrantes: JOSÉ RONALDO VIEIRA; NAJLA BASTOS DE MELO
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 17:00
 AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO SISTEMA AEGIS AO
MODELO DE REQUISITOS MOREQ-JUS
Horário: das 14:00 às 14:10
Palestrantes: Leoneide Maria Brito Martins

� REPOSITÓRIO

DIGITAL

DA

ESCOLA

SUPERIOR

DA

MAGISTRATURA DO MARANHÃO: PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO
Horário: das 14:10 às 14:20
Palestrantes: Joseane Cantanhede Santos Santos
 SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO JURÍDICO EM
ARTIGOS CIENTÍFICOS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Horário: das 14:20 às 14:30
Palestrantes: Paulo Rogério Gonçalves Dantas
 DEBATES
Horário: das 14:30 às 14:45
 HOMENAGEM AO PROFISSIONAL JURÍDICO

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA BIBLIOTECA DO NORDESTE
Horário: das 09:00 às 12:00
Palestrantes: Rejane Façanha Alburquerque
 ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO ABERTO, DADOS
ABERTOS E A AGENDA 2030
Horário: das 09:00 às 12:00
Palestrantes: Neide de Sordi
 DEBATES
Horário: das 09:00 às 12:00
 PANORAMA DOS ESTUDOS PARA A REATIVAÇÃO DA COMISSÃO
BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Horário: das 09:00 às 12:00

�4.11.2 IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 APRESENTAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS PARTICIPANTES
Horário: das 09:00 às 09:30
 RODADA DE CONVERSA - 1
Horário: das 09:30 às 11:00
Pauta: Evolução das bibliotecas da RFEPCT - 2009 a 2017. O que estamos
construindo coletivamente? Qual a importância da CBBI para as bibliotecas da Rede?
Palestrantes: Carol; Marouva; Coordenadores de GTs
 ASSEMBLEIA GERAL
Horário: das 11:00 às 12:00
Pauta: a) Panorama e Aprovação do Regimento da CBBI; b) Eleição da nova
Diretoria da CBBI.
 ACESSO ABERTO A PRODUÇÃO CIENTÍFICA E ACADÊMICA DO
IFRN: O CASO DO MEMÓRIA - REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL
Horário: das 13:30 às 14:30
Palestrantes: Vanessa Cavalcanti (IFRN); Bruna Campos (IFRN)
 RODADA DE CONVERSA - 2
Horário: das 09:30 às 11:00
Pauta: Desafios e Oportunidades das bibliotecas da RFEPCT (diálogos e
construção grupal). Como nossas bibliotecas podem contribuir de forma mais efetiva
para o cumprimento dos objetivos da Agenda 2030? Elaboração de carta de intenções
das bibliotecas da RFEPCT à ser enviada ao CONIF e FDE.

Relatório em anexo (anexo 6)

�4.11.3 Fórum das Bibliotecas de Arte

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 MESA DE ABERTURA
Horário: das 14:00 às 14:15
Palestrantes: Adriana Cybele Ferrari (Presidente da FEBAB); Alpina G. M.
Rosa (REDARTE/RJ); Carlos Alberto Della Paschoa (REDARTE/RJ); Denise M. da
Silva Batista (REDARTE/RJ)
 LAS BIBLIOTECAS DE ARTE EM LA AGENDA 2030. PAPEL,
ACCIÓNY MEMORIA CULTURAL
Horário: das 14:15 às 15:30
Palestrantes: Rosa Monfasani [Argentina]
 ARTE E SUSTENTABILIDADE: CONEXÕES COM A AGENDA 2030
Horário: das 15:30 às 16:00
Palestrantes: Clarice Maria Pereira de Souza (Instituto Dragão do Mar)
 REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA ORAL EM DOCUMENTÁRIO
MEMORIALÍSTICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ESTUDO
APLICADO NO SÍTIO MINGUIRIBA, CRATO (CE)
Horário: das 16:00 às 16:10
Palestrantes: Francisca Eugenia Gomes Duarte (UFCA); Francisca Pereira
Santos (UFCA)
 DEBATES
Horário: das 16:10 às 16:30
 RECOMENDAÇÕES E ENCERRAMENTO
Horário: das 16:30 às 17:00
Moderação: Denise M. da Silva Batista (REDARTE/RJ)
Relatoria: Elisete de Sousa Melo (Fundação Casa de Rui Barbosa)

�4.11.4 III Fórum da Biblioteconomia Escolar: Pesquisa e Prática

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 ABERTURA
Horário: 09:00
Palestrantes: Prof. Dr. Claudio Marcondes Castro Filho (CBBE/FEBAB);
Representante da Diretoria da FEBAB; Demais representantes das entidades
 MESA

REDONDA:

REDES

DE

BIBLIOTECAS

ESCOLARES

PORTUGAL E ESTADOS UNIDOS
Horário: das 09:00 às 11:00
Palestrantes: Manuela Pargana Silva (Coordenadora Nacional da Rede de
Bibliotecas Escolares); Profa. Dra. Adriana Bogliolo Sirihal Duarte (UFMG)
 GÊNERO E DIVERSIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
EM BIBLIOTECAS ESCOLARES
Horário: das 11:30 às 12:30
Palestrantes: Catarina Dallapicula (UFLA); Eduardo Valadares da Silva
(UFMG)
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 17:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho; Prof. Eduardo
Valadares da Silva

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 09:00 às 12:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho; Prof. Eduardo
Valadares da Silva

� APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 17:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho; Prof. Eduardo
Valadares da Silva

4.11.5 V Reunião Nacional do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 ABERTURA
Horário: das 14:00 às 14:30
Palestrantes: Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias;
Coordenação do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções
 TRAJETÓRIA

HISTÓRICA

DESENVOLVIMENTO

DE

DO

COMITÊ

COLEÇÕES:

AS

BRASILEIRO

DE

APRENDIZAGENS

GERADAS - 2010 – 2016
Horário: das 14:30 às 15:00
Palestrantes: Katiussa Nunes Bueno (UFRGS)
 O CONTINGENCIAMENTO DE VERBAS DAS IES FEDERAIS E O
DESENVOLVIMENTO DE ACERVOS UNIVERSITÁRIOS
Horário: das 15:00 às 16:00
Palestrantes: Leila Fernandes (UNB); Mônica Regina Peres (UNB); Janaina B.
Resende (UNB)
 AQUISIÇÃO DE E-BOOKS POR EBA: O CASO USP
Horário: das 16:30 às 17:30
Palestrantes: Inaie Marchizeli Wenzel (SibiUSP)
 ENCERRAMENTO E REUNIÃO DA COORDENAÇÃO DO CBDC
Horário: das 17:30 às 18:00

�4.11.6 IV Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 METADADOS

PARA

OBJETOS

CULTURAIS:

UMA

NOVA

PERSPECTIVA
Horário: das 09:00 às 11:00
Palestrantes: Paul Burley
 CONVERSA E TROCA DE EXPERIÊNCIAS
Horário: das 11:00 às 12:00
 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 18:00

Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
 RDA: O QUE É NOVO?
Horário: das 09:00 às 11:00
Palestrantes: Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon
 CONVERSA E TROCA DE EXPERIÊNCIAS
Horário: das 11:00 às 12:00

4.11.7 CBBU - Reunião da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 AÇÕES DA CBBU NO EXERCÍCIO 2017 E DESAFIOS FUTUROS.
 20º SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
(SNBU).
 OUTROS ASSUNTOS
Horário: das 09:30 às 11:30

�4.11.7 V Fórum das Bibliotecas Públicas

Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
 MESA DE ABERTURA
Horário: 10:00 às 10:30
Palestrantes:

Guilherme

Relvas

(DLLLB);

Renata

Costa

(PNLL);

Representante da FEBAB
 CONVERSA SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA BIBLIOTECAS
Horário: 10:30 às 12:00
Palestrantes: DLLLB/MinC; PNLE
 DESIGN THINKING PARA BIBLIOTECAS
Horário: 14:00 às 16:00
Palestrantes: Adriana Maria de Souza (FESPSP/FEBAB); Luciana de Paula
Arjona (INSPER)
 COMPARTILHANDO AS BOAS PRÁTICAS EM BIBLIOTECAS
PÚBLICAS
Horário: 16:20 às 18:00
 ENCERRAMENTO
Horário: 18:00

Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
 BIBLIOTECAS

PÚBLICAS

E

OS

OBJETIVOS

DE

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA ONU/AGENDA 2030
Horário: 09:00 às 11:00
Palestrantes: Fabiano Piúba (Secult Ceará); Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
(IFLA LAC); Antia Vilela Diaz (UNESCO)

� COMO ALIANÇAS INTERSETORIAIS PODEM CONTRIBUIR PARA A
SUSTENTABILIDADE DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
Horário: 11:00 às 12:00
Palestrantes: Coalizão para sustentabilidade das bibliotecas
 RODA DE CONVERSA SOBRE OS CAMINHOS DA ORALIDADE NAS
BIBLIOTECAS
Horário: 14:00 às 16:00
Palestrantes: Andrea Cozzi
 CONHECER PARA TRANSFORMAR (LEVANTAMENTO DE PLANO
DE AÇÃO PARA FOMENTAR UMA REDE DE BIBLIOTECAS
PÚBLICAS

E

APRESENTAÇÃO

DO

DIAGNÓSTICO

BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO ESTADO DO PARÁ)
Horário: 16:00 às 18:00
Palestrantes: Instituto de Políticas Relacionais – IPR
 ENCERRAMENTO
Horário: 18:00

DAS

�5 O CONGRESSO EM NÚMEROS


Total de participantes: 1100



Total de Estados presentes: 24*

*Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiânia,
Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa
Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

�6 AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES

Para que possamos sempre aprimorar e inovar a cada nova edição, além de
receber o feedback do público, o questionário de avaliação foi elaborado para que
conhecêssemos quais foram as impressões sobre o evento, bem como sugestões de
temas e de cidades para a edição de 2019.
As perguntas fechadas e obrigatórias avaliaram os aspectos nos seguintes
critérios: “Excelente”, “Bom”, “Ruim” e “Desconheço”. O questionário recebeu 390
respostas, no prazo de 16 a 23 de novembro de 2017, em formulário online (anexo 7),
para as seguintes questões:

1. Sobre o local
2. Comentários sobre o local do evento (pergunta aberta não obrigatória)
3. Sobre a programação
4. Comentários sobre a programação (pergunta aberta não obrigatória)
5. Sobre a feira de expositores
6. Comentários sobre a feira de expositores (pergunta aberta não
obrigatória)
7. Sobre a comunicação
8. Comentários sobre a comunicação (pergunta aberta não obrigatória)
9. Sobre os trabalhos
10. Comentários sobre os trabalhos (pergunta aberta não obrigatória)
11. Mensagem final (pergunta aberta não obrigatória)
12. Qual cidade você gostaria que sediasse o CBBD 2019? (pergunta aberta
não obrigatória)
13. Quais temáticas você gostaria que tivesse ou que fossem mantidas na
próxima edição? (pergunta aberta não obrigatória)

�6.1 Sobre o Local

De maneira geral, as avaliações classificaram o local como bom, como podem
ser vistos nos dados abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Centro de

228

139

23

0

58

145

16

171

91

155

18

126

155

205

27

3

Eventos
Hotéis
credenciados
Serviço de
transfer
Infraestrutura

�6.2 Sobre a Programação

As avaliações classificaram a programação como boa, como podem ser vistos
nos dados abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Escolha dos temas

177

204

9

0

Escolha dos convidados

159

216

13

2

Conferências

133

232

16

9

Eventos paralelos

133

207

28

22

Minicursos

81

170

30

109

Visitas guiadas

105

139

30

116

Conversando Sobre

118

187

15

70

Workshops

81

195

13

101

�ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Cerimônia de abertura

100

149

115

26

Organização das

58

168

159

5

96

253

38

3

atividades
Duração do evento

6.3 Sobre a Feira de Expositores

A Feira de Expositores foi classificada como boa, como pode ser visto abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Espaço

193

186

11

0

Disposição

168

209

13

0

131

221

29

9

137

214

22

17

dos stands
Stand da
FEBAB
Auditório

�6.4 Sobre a Comunicação

Sobre a Comunicação, os participantes avaliaram como Bom, como consta
abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Site

79

232

77

2

E-mail

80

243

63

4

Facebook

89

198

44

59

Twitter

40

141

33

176

Plataforma

67

224

93

6

de Inscrição

�6.5 Sobre os Trabalhos

A respeito dos trabalhos, os participantes avaliaram como bom, como pode ser
visto abaixo:

ITEM

EXCELENTE

BOM

RUIM

DESCONHEÇO

Plataforma

77

193

22

98

96

250

18

26

72

205

35

78

79

226

21

64

de
submissão
Trabalhos
orais
Pôsteres
interativos
Avaliação
dos
trabalhos

6.6 Avaliação Geral e Sugestões

De modo geral, o CBBD foi bem avaliado na organização e execução, e como
se trata de evento de grande porte, há pontos a serem aprimorados. As questões mais
contundentes que apareceram nas respostas abertas referem-se à estrutura do
espaço. É importante ressaltar que a dinâmica do CBBD pressupõe que ele seja
realizado em um Centro de Convenções/Eventos e, como o objetivo da FEBAB é
circular o evento pelo país, muitas vezes temos que adaptar as atividades, para poder

�realizá-lo em determinada região. Outra questão que cabe esclarecimento é que um
congresso pressupõe simultaneidade de atividades, o que para alguns participantes
há a sensação de perder conteúdo. É importante ressaltar que a quantidade e
qualidade dos conteúdos é para a FEBAB uma das grandezas do evento, pois
proporciona diálogos entre os profissionais das diferentes tipologias de bibliotecas.
Buscamos o crescimento de atividades ano a ano, para que todos os
profissionais tenham por um lado, conteúdos de sua área mais estrita de atuação e,
por outro, que possam conhecer as discussões que estão ocorrendo em outros
segmentos. É por essa razão também, que os temas têm sido transversais a todas as
tipologias, pois queremos contribuir com o protagonismo das bibliotecas na sociedade,
e para tanto os bibliotecários devem ser agentes de transformação e defensores dos
direitos humanos.
Temáticas a serem tratadas nas próximas edições (apresentadas em ordem
alfabética):


Acessibilidade;



Áreas técnicas (indexação, catalogação e etc);



Biblioteconomia social;



Conservação e restauro;



Diversidade étnico-racial;



Diversidade sexual e gênero;



Questões que estejam em pauta na sociedade.

�7 ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES

A 27ª edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e
Ciência da Informação teve como tema “Objetivos para o Desenvolvimento
Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a
implementação da Agenda 2030”. A escolha do tema é alinhada ao Internacional
Advocacy Program (IAP) da IFLA, que vem realizando workshops em todo o mundo
para mobilizar os profissionais no trabalho de advocacy junto a Agenda 2030.
As bibliotecas precisam se libertar do estereótipo de que são um espaço de
guarda de livros. As bibliotecas são parcerias estratégicas para que possamos cumprir
os Objetivos do Milênio. Com exemplos inspiradores selecionados pela IFLA,
podemos fazer com que os profissionais brasileiros realizem projetos e serviços
alinhados aos objetivos e relatem as experiências vividas que podem mudar a vida
das pessoas de sua comunidade.
Para que o advocacy seja efetivo é preciso o engajamento e comprometimento
dos profissionais. O CBBD, em sua 27ª edição, mostrou que estamos em aliança,
como preconiza a Agenda 2030 e dispostos a trabalhar para que possamos colaborar
para a mudança social de nosso país.
Como resultado deste CBBD, foi aprovada a moção de repudia (anexo 8) ao
Projeto de Lei nº792/2017 de autoria do Senador Magno Malta e disponibilizada no
site da FEBAB1.
Toda a programação elaborada em cima da Agenda 2030, junto aos Eventos
Paralelos, trouxeram discussões relevantes da área e de aspectos sociais. Com tudo
o que foi realizado, foi deixada pelo V Seminário de Informação e Documentação
Jurídicas as seguintes recomendações:

Os profissionais da informação que atuam em biblioteca jurídicas participem
dos esforços de suas instituições para implementação da Agenda 2030, na
disponibilização dos dados abertos, no cumprimento da Lei de Acesso à Informação
e da Transparência Pública. Além disto, apoiamos a reativação da Comissão
Brasileira de Documentação Jurídica, que poderá estimular na criação e/ou reativação

1
FEBAB. Moção de Repúdio ao PL 7920/2017. 2017. Disponível
http://www.febab.org.br/cbbu/wp-content/uploads/2018/09/Mo%C3%A7%C3%A3o-deRep%C3%BAdio-ao-PL-7920-2017.pdf.

em:

�de outros grupos de profissionais de informação jurídica nos estados brasileiros;
formação de cursos de especialização em informação jurídica; e mapear as iniciativas
de grupos jurídicos em todos os estados.

Já o IV Encontro de Estudos e Pesquisa em Catalogação, deixou como
recomendações as seguintes questões:

Como a realização do IV EEPC, realizado nos dias 19 e 20, recomendamos a
continuidade da realização do EEPC, com a organização partilhada entre docentes e
profissionais da área; a necessidade de avaliação da tradução da RDA (ALA) no
Brasil, com ajustes nos exemplos, de modo a facilitar a compreensão e adoção pelas
unidades de informação; necessidade de avaliação da tradução da ISBD consolidada
(IFLA); reavaliar as ações do Comitê/Comissão de tratamento da informação da
FEBAB.

�ANEXO 1 - TRABALHOS ORAIS

Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Auditório Mezanino 1 - Sala 1
Dia 18/10/2017
Moderação: Eliana Candeira Valois (Associação de Bibliotecários do Estado do
Piauí - ABEPI/FEBAB)

14:00

"Faróis de Alexandria: Informação, Ciência e Cultura na Biblioteca": um
movimento pela competência em informação na escola
Carlos Robson Souza Da Silva

14:15

“Formação do auxiliar de Biblioteca e sua inserção no mercado de trabalho:
um estudo sobre o Curso FIC do Pronatec no IFPE em unidades da Capital e
Agrícola”
Adna Márcia Oliveira De Sena; Amanda Tavares Silva Lima Nascimento; Ana
Lia De Souza Evangelista; Andréa Cardoso Castro

14:30

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo na E.M.P.Tancredo Neves
Suzene Furtado Fonseca

14:45

A Biblioteca Central do CCS como agente social: promoção da saúde e bem
estar por meio de campanhas.
Cássia Costa Rocha Daniel De Deus; Grasiele Barreto Rangel Monteiro

15:00

A biblioteca como mediadora nas questões sociais: o tráfico de mulheres no
Mato Grosso do Sul. No que podemos colaborar?
Lilian Aguilar Teixeira; Gleibson José Da Silva; Rogerio Ferreira Marques

15:15

A biblioteca escolar em consonância com a Agenda 2030: Biblioteca SENAI
Niterói e o empoderamento das mulheres e meninas
Tiago Leite Pinto; Glaucia Isaias Brandão

�15:30

A contribuição da Biblioteca Virtual da FAPESP na disseminação e acesso
equitativo às informações relacionadas à mudança climática e seus impactos
globais
Thais Fernandes De Morais; Paula Harumi Kumagai Hashimoto; Rosaly
Favero Krzyzanowski

15:45

A ECONOMIA DO LIVRO NO BRASIL: PRODUÇÃO E CONSUMO
SUSTENTÁVEIS
Letícia LIMA DE SOUSA; ALCIONE CARDOSO DE SOUSA; Rafael Silva
Patrício; Simei Nascimento Da Silva; Jean Pereira Corrêa

16:00

A ética dos bibliotecários e a administração discursiva das bibliotecas
orientada ao desenvolvimento sustentável
Clovis Ricardo Montenegro De Lima; Fátima Santana Silva

16:15

A inserção da etnia negra no curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal de Santa Catarina a partir das ações afirmativas
Vera Lucia Rodrigues Barbosa; MARISA BRASCHER BASILIO MEDEIROS;
Marli Dias De Souza Pinto; Priscila Machado Borges Sena

16:30

A proposta do desmatamento zero como elemento da multidão: as bibliotecas
podem contribuir?
Cássia Costa Rocha Daniel De Deus

16:45

A reciclagem como elemento promotor do consumo sustentável no
desenvolvimento de ações culturais em bibliotecas
Anyelle Da Silva Palhares; Juliana Rodrigues Holanda

17:00

Ações da biblioteca para promoção do conceito de desenvolvimento
sustentável
Andréa Pereira Santos; Benjamim Pereira Vilela

�17:15

Arte na Biblioteca: expandindo as ações da biblioteca universitária
Francisco Feitosa Moura Filho; Isabela Da Rocha Nascimento; Islânia Castro
Teixeira; Érica Filomena Araújo Barros

17:30

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL COMO ARGUMENTO PARA A PROPOSIÇÃO
DE UM NOVO CONCEITO DE BIBLIOTECA
Bruna Heller; Patricia Valerim; Sabrina Leal Araujo; Suanny Corrêa Coronel

17:45

Biblio(Cri)Ativa: espaço de sociabilidade e informação para cidadania
Geisa Müller De Campos Ribeiro; Andréa Pereira Santos; Suely Henrique
Gomes; Laura Vilela Rodrigues Rezende

18:00

Biblioteca Pública como fonte de Serviço Utilitário voltado à Saúde Pública e
Meio Ambiente
Eugivania Ribeiro Soares Nascimento; Francisca Eugenia Gomes Duarte

Auditório Mezanino 1 - Sala 2
Dia 19/10/2017
Moderação:

Claudia

Teresinha

Stocker

(Associação

Profissional

dos

Bibliotecários e Documentalistas de Sergipe – APBDSE/FEBAB)

9:00

Bibliotecários de Roraima em prol da sustentabilidade: contribuições para
agenda 2030
Layonize Félix Correia Da Silva; Geyse Maria Almeida Costa De Carvalho;
ELTON BENTES NEVES

9:15

Cartografia temática da pesquisa técnico-científica da Embrapa destinada à
agricultura familiar: uma contribuição para a segurança alimentar.
Daniela Maciel Pinto; Fabio Lima Cordeiro; CELINA MAKI TAKEMURA;
Viviane De Oliveira Solano

9:30

CENTRO CULTURAL SESI: a cultura com o pé na estrada
Luciana Kramer Müller; Karin Zanona Caselli; Neli Miotto

�9:45

CICLO DE FORMAÇÃO EM COMPETÊNCIAS INFORMACIONAIS: Relato de
implantação de um conceito inovador
Teresa Raquel Vanalli; Jaqueline Costa Castilho Moreira

10:00

Competência em Informação para o Desenvolvimento Sustentável: uma
experiência da Rede Ametista da CPRM - Serviço Geológico do Brasil
Francisca Giovania Freire Barros Do Nascimento; Margareth Lopes De
Moraes; Roberta Pereira Da Silva De Paula

10:15

Compostagem como Educação Ambiental
Gabriel José Teixeira Da Silva; Cristiana Pinheiro Machados De Siqueira;
Lidiane Araujo Firmino; Daniel Strauch Ribeiro; Mariana Acorse Lins De
Andrade; Marianna Zattar

10:30

CONTRIBUIÇÕES PARA A ADEQUAÇÃO DO MEIO AMBIENTE RURAL:
ESTRATÉGIAS DE RECUPERAÇÃO, EXPERIÊNCIAS E ESPÉCIES
Beatriz Fernanda Rebelato; João Paulo Ventura; Ladislau Araújo Skorupa;
Maria De Cléofas Faggion Alencar

10:45

DESAFIOS DA BIBLIOTECA DIANTE DAS REDES SOCIAIS NO PROCESSO
DE FORMAÇÃO DE LEITORES
Marcos Pastana Santos; Jurema Rosa Lopes

11:00

Dia da Leitura SESI
Luciana Kramer Müller; Neli Miotto; Karin Zanona Caselli

11:15

Eficiência no consumo de energia elétrica em biblioteca universitária:
aplicando indicadores de sustentabilidade na Biblioteca de Ciências da Saúde
da UFC
Raimundo Cezar Campos Do Nascimento; Rosane Maria Costa; Valder
Cavalcante Maia Mendonça

�11:30

Estudo Cientométrico da Produção Técnico-Científica dos CBSAF: 1994-2004
João Paulo Ventura; Beatriz Fernanda Rebelato; Letícia Marquesini Bandeira;
Maria De Cléofas Faggion Alencar; Pascal Michel Joseph Aventurier

11:45

Impacto da pós-verdade em fontes de informação para a saúde
Leila Morás Silva; Bruno Fortes Luce; Rubens Da Costa Silva Filho

14:00

Inclusão digital para comunidade da Terceira Idade: curso de informática
básica promovido pelo SiB/FURG.
Vanessa Dias Santiago; Cristina Oliveira Jorge

14:15

INICIATIVAS PARA CONSTRUÇÃO DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE
USUÁRIOS

DO

SISTEMA

DE

BIBLIOTECAS

E

ARQUIVOS

DA

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Daniel Ribeiro Dos Santos; Debora Do Nascimento; Maria Helena Ferreira
Xavier Da Silva; Karen Guimarães Cardoso; Thaíssa Lage Matias Da Fonseca;
Fabiana Melo Amaral Gonçalves Pinto

14:30

Legibilidade informacional: análise da clareza na apresentação das
informações em receituários médicos
Laryssa Marques Silva; Pedro Alves Barbosa Neto; Jackson Matheus De Lima
Cruz; Luciana Alves Torres; Luana Paula Barbosa Avelino; Dariênio Xavier Da
Silva

14:45

Leitura juvenil e a socidade da pressa
Andréa Pereira Santos

15:00

LEITURA NO CÁRCERE: CAMINHO PARA A LIBERDADE
Neli Miotto

15:15

MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITO EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS:
Biblioteconomia, Poder Judiciário e Serviço Social em Brusque/SC
Katia Maria Costa; Isabel Weingartner

�15:30

O ACESSO A INFORMAÇÃO A COMUNIDADE QUILOMBOLA DE SÃO
JOSÉ: a metodologia participativa do Instituto de Politicas Relacionais
Dayane Cristina Souza Guimarães

15:45

O bibliotecário como agente facilitador da aprendizagem para alunos de pósgraduação

e

profissionais

de

saúde:

experiência

na

elaboração,

implementação e avaliação da disciplina “Pesquisa bibliográfica aplicada à
saúde e gerenciamento de referências”
Gizele Rocha Ribeiro; Simone Faury Dib; Vania Guerra Da Silva; Aldair Farias
Diniz

16:00

O feminismo e a leitura como instrumento de empoderamento: o caso do Clube
das Manas em Tefé
Priscila Pessoa Simoes; Amanda Silva Braga Da Costa

16:15

O TEMA “VULNERABILIDADE” NA SCIELO: CONTRIBUIÇÕES PARA A
CONSTRUÇÃO CONCEITUAL DE “VULNERABILIDADE EM INFORMAÇÃO”
Géssica De Souza Paiano; Elizete Vieira Vitorino; Eliane Rodrigues Mota
Orelo; Ana Cláudia Perpétuo De Oliveira; Djuli Machado De Lucca

Dia 20/10/2017
Moderação: Shirlen Mara Santos Bezerra (Associação Alagoana Profissionais
em Biblioteconomia - AAPB/FEBAB)

14:00

O TEMA “VULNERABILIDADE” NO PORTAL BU-UFSC: SUBSÍDIOS PARA A
CONSTRUÇÃO

DE

UM

CONCEITO

DE

“VULNERABILIDADE

EM

INFORMAÇÃO” NO ÂMBITO DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO
Mayara Lacerda Leal; Elizete Vieira Vitorino; Eliane Rodrigues Mota Orelo; Ana
Cláudia Perpétuo De Oliveira; Djuli Machado De Lucca

�14:15

Oficina de Biblio: Licenciatura em Biblioteconomia em ação
Jaqueline Santos Barradas; Stefanie Cavalcanti Freire; Dayanne Da Silva
Prudencio; Ana Isabel De Sousa Santos

14:30

OS

TEMAS

“VULNERABILIDADE”

E

“VULNERABILIDADE

EM

INFORMAÇÃO” NO GOOGLE
Thábata Kelli Garcia; Elizete Vieira Vitorino; Eliane Rodrigues Mota Orelo; Ana
Cláudia Perpétuo De Oliveira; Djuli Machado De Lucca

14:45

Para além do desenvolvimento sustentável: o conhecimento científico como
instrumento de defesa da Natureza
Angela Maria Moreira Silva; Marcos Jose Salgado Vital; Lena Vania Ribeiro
Pinheiro

15:00

POLÍTICAS DE INCLUSÃO DE ACESSIBILIDADE PARA A PROMOÇÃO DA
COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO: UM OLHAR PARA A BIBLIOTECA
CENTRAL DA UFMS
Lilian Aguilar Teixeira; Tânia Regina De Brito; Jaziel Vasconcelos Dorneles;
Rogerio Ferreira Marques

15:15

Projeto Encontros Feministas
Cíntia Mendes

15:30

PROPOSTAS PARA CRIAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA
COMUNITÁRIA

NO

BAIRRO

ANTONIO

LINS

DE

SOUZA:

UMA

ALTERNATIVA DE ACESSO A INFORMAÇÃO EM RIO LARGO – AL
Erisson Rodrigues Santana; Rogerio Ferreira Marques

15:45

Reforma trabalhista: o risco da precarização da situação laboral do
bibliotecário
Marielle Barros De Moraes; Andreia Sousa Da Silva; Raphael Da Silva
Cavalcante

�16:00

Repositórios Institucionais: promovendo o alcance dos objetivos da Agenda
2030
Layde Dayelle Dos Santos Queiroz

Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos - 3º
Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.

Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente
físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso
aberto.
Auditório Mezanino 1 - Sala 2
Dia 18/10/2017
Moderação: Simone Peixoto Maia (Associação Riograndense de Bibliotecários
ARB/FEBAB)

14:00

A atuação da assessoria à Rede de Bibliotecas do Sistema FIRJAN: gestão,
incentivo a inovação e criatividade
Bernardo Oliveira Palma; Daisy Margareth Alcáçova De Sá Pimentel

14:15

A BIBLIOTECA COMO UM AMBIENTE DE APRENDIZAGEM: ESPAÇO DE
PRÁTICAS INTEGRATIVAS
Maria Irani Coito; Ana Carolina Gonçalves Bet

14:30

A Biblioteca digital de Juventude : implantação
Jaqueline Rodrigues Jesus; Ingrid Torres Schiessl; Priscila Rodrigues Dos
Santos; Lucas Angelo Silveira; Milton Shintaku

14:45

A elaboração do Portal NOS-UNIR: relato de experiência para a divulgação da
produção e competências científica dos docentes da Universidade Federal de
Rondônia

�Marcos Leandro Freitas Hubner; Pedro Ivo Silveira Andretta; Walterlina
Barboza Brasil; Wánderson Cássio Oliveira Araújo; Natan Gomes Sousa

15:00

A informação científica de acesso aberto na Universidade Federal do Ceará:
contribuições da biblioteca universitária
Maria Naires Alves Souza; Rosane Maria Costa

15:15

A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS DE UMA IES SOBRE A QUALIDADE DOS
SERVIÇOS DE REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: um
estudo de caso
Jousiane Leite Lima; Regycleia Botelho Alves

15:30

A Reestruturação do Setor de Periódicos de uma Biblioteca Universitária:
relato da elaboração e implantação do serviço “Alertas”
Morgana Ramos Albuquerque; Samuel Wesley Milfont Castro

15:45

A relação das mídias sociais, a produção científica em biblioteconomia e sua
utilização em bibliotecas universitárias: um projeto em desenvolvimento
Laura Mariane De Andrade; Disleide Silvia Valerio Gounella

16:00

A relevância das mídias sociais para os estudos de usuários em bibliotecas
especializadas em saúde
Leila Morás Silva; Gonzalo Rubén Alvarez; Rubens Da Costa Silva Filho

16:15

Abordagem quantitativa no processo de tomada de decisão para o
desenvolvimento de coleções: a experiência do SIBi-UFSCar
Denilson De Oliveira Sarvo; Emilene Da Silva Ribeiro; Marina Penteado De
Freitas; Bruna Nascimento Rodrigues; Daniele Aparecida Da Cunha Carvalho
Amaral

16:30

Ainda sobre o ato colecionador: abordagens para estudos de coleções
bibliográficas especiais
Leonardo Vasconcelos Renault; Dina Marques Pereira Araujo

�16:45

Análise da utilização dos periódicos de acesso aberto de uma base de dados
assinada pela Biblioteca Universitária da UFSC
Edson Mario Gavron; Fabio Lorensi Do Canto

17:00

As fanfictions e a curadoria classificatória: novas tendências para o profissional
da informação
Bruna Daniele De Oliveira Silva; Deise Maria Antonio Sabbag; Rejane Galdino

17:15

Biblioteca Central da USP – Campus de Ribeirão Preto: estudo do uso de base
de dados por alunos de graduação e pós-graduação
Paulo Rogério Gonçalves Dantas; Claudio Marcondes Castro Filho

17:30

Biblioteca do Museu Nacional: casos de sucesso, desafios e perspectivas
futuras na Seção de Desenvolvimento de Coleções
Leonardo Soares Dos Santos De Santana; Mariana Acorse Lins De Andrade;
Soraia Santana Capello; Leandra Pereira De Oliveira; Monique Rodrigues Dos
Santos

Auditório Mezanino 1 - Salas 5 e 6
Dia 19/10/2017
Moderação: Rita de Cássia Barroso Alves (Associação dos Bibliotecários do
Ceará ABCE/FEBAB)

9:00

BIBLIOTECA DO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO NOSSA SENHORA DA
ASSUNÇÃO: novos desafios a partir do estudo de usuários
Marineide Assunção Dos Santos; Roberia De Lourdes De Vasconcelos
Andrade

9:15

BIBLIOTECA, ESTUDO, MÚSICA E CONCENTRAÇÃO: uma combinação
possível
Neuda Fernandes Dias; Francisca Das Chagas Viana

�9:30

BOOKTUBE COMO INSTRUMENTO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO
PARA A GERAÇÃO DIGITAL
Sthéfani Paiva Cruz; Adriana Maria Souza

9:45

Comissão de Comunicação e Marketing BU/UFSC: criação e desenvolvimento
Gleide Bitencourte José Ordovás; Marli Dias De Souza Pinto

10:00

COMPETÊNCIAS DEMANDADAS POR BIBLIOTECÁRIOS NA GESTÃO DE
BIBLIOTECAS: uma revisão bibliográfica
Edinara SOBRINHO DA SILVA CATIVO; Jorge Luiz Alauzo; Amélia Jandrea
De Souza

10:15

DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA BIBLIOTECA DO
INSTITUTO DO CÉREBRO/UFRN: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Débora Costa Araújo Di Giacomo Koshiyama; Ismael Soares Pereira

10:30

Descrição bibliográfica: a construção de um guia
Clemilda Santana Dos Reis; Rejane Maria Rosa Ribeiro; Solange Dos Santos
Rocha

10:45

Desenvolvendo Coleções em Cooperação: relato de experiência do GT-Livros
Impressos do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC)
Marinez Moral Montana; Marcello Mundim Rodrigues; Marcos Aurelio Soares
Silva; Manoela Hermes Rietjens; Regycleia Botelho Alves; Eunice Dos Santos
Rosa

11:00

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES ESPECIAIS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
Eliene Gomes Vieira Nascimento; Lidianne De Mesquita Lourenço; Raimundo
Cezar Campos Do Nascimento

�11:15

Digitalização e disponibilização online da Coleção de Jornais Ituanos do
Museu Republicano “Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP)
José Renato Margarido Galvão

11:30

Elicitação de requisitos para o desenvolvimento de um sistema de informação
utilizando a Etnografia: Um relato de experiência
Renato Marques Alves; Ricardo Argenton Ramos; Rodrigo Pereira Ramos;
Teresinha Fróes Burnham

11:45

Estudo bibliométrico do Acervo Raimundo Jinkings, integrante do Memorial do
Livro Moronguêtá da UFPA
Elisangela Silva Costa; Suelene Santana Assunção

14:00

FERRAMENTA DE MIGRAÇÃO DE BASE DE DADOS CDS/ISIS PARA O
REPOSITÓRIO DIGITAL PATUÁ, DO INSTITUTO EVANDRO CHAGAS
Clarice Pereira Barros Da Silva Neta; Paulo Santana Rocha; Regina Maura
Almeida

14:15

Fluxo de trabalho para disseminação de comunicações científicas em eventos
no formato pôster na BVS Prevenção e Controle de Câncer.
Kátia De Oliveira Simões; Camila Belo Tavares Ferreira; Jéssica Fernanda
Dos Santos Lima Ramos; Fádia Carvalho Pacheco; Rodrigo Armada
Señorans; Andreia Da Silva Santos

14:30

GERENCIADORES E CONSTRUTORES DE REFERÊNCIAS: um relato das
ações desenvolvidas por bibliotecas universitárias
Francisco Edvander Pires Santos; Juliana Soares Lima; Izabel Lima Dos
Santos

14:45

GESTÃO DE PESSOAS NA BIBLIOTECA UNIVERISTÁRIA NO ÂMBITO DA
FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
Anízia Maria Lima Nogueira

�15:00

GOOGLE CLASSROOM COMO FERRAMENTA PARA TREINAMENTOS À
DISTÂNCIA: um relato de experiência em bibliotecas universitárias
Juliana Soares Lima; Francisco Edvander Pires Santos; Izabel Lima Dos
Santos

15:15

Implantação de sistema de gerenciamento integrado de informação na Rede
de Bibliotecas Fiocruz: agregar para fortalecer
Fátima Duarte Almeida; Simone Faury Dib; Mônica Garcia Garcia

15:30

Informativo “Por Dentro da Biblioteca” como ferramenta de disseminação da
informação e promoção de produtos e serviços: relato de experiência na
Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira – Unesp.
João Josué Barbosa; Raiane Silva Santos

15:45

Inovação em bibliotecas: considerações sobre a disponibilização de serviço de
impressão 3D
David Vernon Vieira

16:00

Leitura nas redes sociais: breves considerações acerca de visibilidade e
mediação literária
Lucilene Cordeiro Da Silva Messias; Oswaldo Francisco Almeida Júnior

16:15

LIVROS PARA ENTENDER A CRISE: A EXPOSIÇÃO COMO PROCESSO DE
DIFUSÃO CULTURAL EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
André De Souza Pena

16:30

Metáfora da biblioteca perfeita e do usuário satisfeito: o relato de experiência
sobre o estudo de usuários
Mírian Cristina De Lima

16:45

MODELOS DE NEGÓCIOS E LIVROS DIGITAIS EM BIBLIOTECAS:
aquisição perpétua e assinaturas

�Francisca Lima Luiz; Jorge Luiz Alauzo; Edinara SOBRINHO DA SILVA
CATIVO

17:00

O compartilhamento de artigos científicos nos repositórios institucionais
portugueses e brasileiros: com a voz os gestores
Viviane Santos De Oliveira Veiga; Cícera Henrique Da Silva; Luis Guilherme
Gomes De Macena

17:15

O conteúdo dos portais de bibliotecas universitárias: percepções para serviços
de informação na era digital
Stela Nascimento Madruga; José Fernando Modesto Da Silva

17:30

O papel da biblioteca no processo de editoração da Revista de Juventude e
Políticas Públicas
Priscila Rodrigues Dos Santos; Jaqueline Rodrigues Jesus; Ingrid Torres
Schiessl; Ronnie Fagundes De Brito; Milton Shintaku

Dia 20/10/2017
Moderação: Priscila Fevrier (Universidade Candido Mendes)

14:00

O periódico Brasil- Médico como exemplo para integração e formação de
coleções interinstitucionais: estudo de caso
Fátima Duarte Almeida; Tarcila Peruzzo Peruzzo; Maria Claudia Santiago

14:15

O potencial das ferramentas atuais de Gestão ## Negócios aplicados à
Unidades de Informação
Ana Clara Cândido; Patricia Soares Da Silva Bertotti; Jéssica Bedin

14:30

Oportunidade de aprendizado utilizando o Mendeley
Thais Cristiane Campos De Moraes

14:45

Parceria Biblioteca ## Docentes na prática do letramento informacional
acadêmico

�Ligiana Clemente Do Carmo Damiano; Eliana Maria Garcia; Thais Cristiane
Campos De Moraes

15:00

Peculiaridades na catalogação da coleção de Cordel no Repositório Rui
Barbosa de Informações Culturais (RUBI)
Elisete De Sousa Melo; Tiago Leite Pinto; Luziana Jordão Lessa Trézze

15:15

Planejamento Estratégico como ferramenta para implementação de mudanças
e inovação no âmbito das bibliotecas universitárias
Regiane Alcantara Bracchi; Valéria Santos Gouveia Martins; Marcos Roberto
Grassi; Eneida Rached Campos; Maria Bernadete De Barros Piazzon

15:30

PORTAL DE ACESSO A INFORMAÇÃO JURÍDICA DIGITAL: RELATO DE
EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA JURÍDICA DES. AÉCIO SAMPAIO
MARINHO – TJRN
Gesiele Farias Da Silva; Emerson Pereira Da Silva

15:45

PRÁTICA PARA SELEÇÃO DE OBRAS DE DOAÇÃO PARA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Cleide Vieira Faria

16:00

Projeto Investigação “in Loco”: desenvolvimento da técnica de investigação em
rede, a luz das normalizações bibliográficas em biblioteca universitária
Gicelle De Souza Silva; Francisco Welton Silva Rios

16:15

Semiárido Brasileiro: Fonte de Pesquisa em uma Biblioteca do Sertão Baiano
Maria De Fátima Jesus Moreira; Gerusa Maria Teles De Oliveira; Rejane Maria
Rosa Ribeiro

16:30

Serviços de informação em Bibliotecas Universitárias: estudo comparativo
entre bibliotecas de Instituições de Ensino Superior da cidade de Juazeiro do
Norte (CE)

�Ana Rafaela Sales De Araújo; Rebecca Maria De Freitas Sousa Oliveira;
Midinai Gomes Bezerra

16:45

SUA

BIBLIOTECA

APOIA

A

GESTÃO

DO

CONHECIMENTO

DA

ORGANIZAÇÃO?
Gil Eduardo Amorim Vieira

17:00

Trabalho em rede para democratizar o conhecimento: experiência da BVS
Prevenção e Controle de Câncer e Biblioteca do Centro de Ciências da Saúde
/ UFRJ
Kátia De Oliveira Simões; Camila Belo Tavares Ferreira; Cássia Costa Rocha
Daniel De Deus

Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem.
Biblioteconomia Social.
Auditório Mezanino 1 - Salas 5 e 6
Dia 18/10/2017
Moderação: Andreia Sousa da Silva (Associação Catarinense de Bibliotecários
ACB/FEBAB)

10:30

“Iguais no mundo das diferenças”: acessibilidade atitudinal na BCJC
Clemilda Santana Dos Reis; Lívia Sandes Mota; Solange Dos Santos Rocha;
TATIANE SOUZA SANTOS

10:45

A “Biblioteca Semente Social” da Área Itaqui-Bacanga em São Luís do
Maranhão: bases para a organização da memória, identidade, produção
cultural e desenvolvimento comunitário da região
Valdirene Pereira Da Conceição; Mauricio José Morais Costa

11:00

A atuação da Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde na
propagação do uso ético da informação

�Cássia Costa Rocha Daniel De Deus; Grasiele Barreto Rangel Monteiro;
Roberta Cristina Barboza Galdencio; Daniele Masterson Ferreira

11:15

A CONTRIBUIÇÃO DO “ESPAÇO CULTURAL NOSSA BIBLIOTECA” PARA
O DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL DA COMUNIDADE DO GUAMÁ
EM BELÉM DO PARÁ
Mariza De Nazaré Rodrigues Da Costa; Letícia LIMA DE SOUSA

11:30

A

EXTENSÃO

COMO

PRÁTICA

POLÍTICA E

PEDAGÓGICA

DAS

UNIVERSIDADES EM BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: o caso do projeto
Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ
Gabriel José Teixeira Da Silva; Luciano Rodrigues De Souza Coutinho;
Patrícia Mallmann S. Pereira

11:45

A mediação de leitura num contexto de biblioteca comunitária: a experiência
da Biblioteca a Céu Aberto do projeto de extensão Biblioteca Comunitária na
Vila Residencial da UFRJ
Adília Batista De Araújo; Patrícia Mallmann S. Pereira; Luciano Rodrigues De
Souza Coutinho

14:00

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DE PÓSGRADUAÇÃO EM GEOQUÍMICA DA UFF
Verônica De Souza Gomes

14:15

Acessibilidade em bibliotecas: de Ranganathan à Agenda 2030
Sulamita Nicolau De Miranda

14:30

ACESSIBILIDADE

INFORMACIONAL

ATRAVÉS

DO USO DE

UMA

TECNOLOGIA ASSISTIVA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: uma
proposta para implantação
Maria Aparecida Jacques De Arruda

�14:45

ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL PARA USUÁRIOS COM DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL NA BIBLIOTECA
Marcos Pastana Santos; Cládice Nóbile Diniz; Edicléa Mascarenhas
Fernandes

15:00

ACESSIBILIDADE

INFORMACIONAL

PARA

USUÁRIOS

COM

TRANSTORNO DE ESPECTRO AUSTISTA NA BIBLIOTECA
Marcos Pastana Santos; Cládice Nóbile Diniz; Edicléa Mascarenhas
Fernandes

15:15

Arvoreteca: incentivando a leitura
Sabrina Vaz Da Silva; Flávia Reis De Oliveira; Rafaela Dala Riva Nogueira

15:30

BIBLIOTECA ACESSÍVEL: ELIMINANDO BARREIRAS
Tatiane Lemos Alves

15:45

Biblioteca Infantil: relação de cooperação e complementação à Biblioteca
Universitária
Alexei David Antonio; Marcelo José Araújo

16:00

BIBLIOTECA PARA TODOS: IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DE UM SETOR
PARA SOCIALIZAR O CONHECIMENTO PARA O ALUNO DA EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA
Maria Eizabeth De Oliveira Costa; Beatriz Valadares Cendon; Jorge Santa
Anna

16:15

BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL DE SERGIPE – UMA EXPERIÊNCIA COM
PROJETOS DE INCENTIVO A LEITURA A PARTIR DA PRIMEIRA INFÂNCIA
Claudia Teresinha Stocker

16:30

BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: uma organização sociocultural; instrumento
para a democratização do acesso à informação e valorização cultural
Nicole Marinho Horta; Felipe Santiago Flores Rocha

�16:45

Bibliotecas universitárias inclusivas: acessibilidade e oportunidades para os
usuários com necessidades educativas especiais
Isabel Cristina Dos Santos Diniz; Ana Margarida Pisco Almeida; Cassia
Cordeiro Furtado

17:00

Biblioteconomia Social: Parceria entre a Biblioteca Pública e o Grupo de
Escoteiros Chico Science (PE)
Andrea Batista Souza; Helio Monteiro Junior; Lúcia Roberta Guedes
Alcoforado; Márcio José Gomes

17:15

BIBLIOTECONOMIA: UMA QUESTÃO DE GÊNERO?
Irajayna De Sousa Lage Lobão; Danielle Borges Pereira; Fernanda De Sales;
Jéssica Glienke David

17:30

Biblioterapia na UNIRIO: uma proposta de ensino e extensão
Marilia Amaral Mendes Alves; Hugo Da Costa Maia Bernardo

17:45

BIBLIOTERAPIA: a contribuição da biblioterapia no tratamento de pacientes
internados em unidades hospitalares
Maryse Azevedo Dos Santos; Suely Oliveira Moraes Marquez

Auditório Mezanino 1 - Salas 3 e 4
Dia 20/10/2017
Moderação: Márcia Elisa Garcia De Grandi (Consultora)

9:00

Campanha Multa Solidária: alternativa para uma Biblioteconomia mais social
Carin Cunha Rocha

9:15

Competência Informacional desenvolvida em analfabetos e semi- analfabetos
do Conjunto Barbará de Alencar II- Curió- Messejana
Ana Virginia Ferreira Carmo

�9:30

COMPETÊNCIAS DIGITAIS: O PROFESSOR COMO GATEWAY DE NOVOS
PESQUISADORES
Cláudia Abreu Pecegueiro; Cassia Cordeiro Furtado; Raimunda Ramos
Marinho

9:45

Comunicação acessível aos usuários surdos e com deficiência auditiva em
bibliotecas: uma análise das normas brasileiras
Sulamita Nicolau De Miranda

10:00

Concepções de uma biblioteca do século XXI e o protagonismo da Biblioteca
Professora Etelvina Lima (ECI-UFMG)
Gabrielle Francinne Tanus; Maianna Giselle De Paula; Elaine Diamantino
Oliveira; Maria Eizabeth De Oliveira Costa; Vivian Ascenção Fonseca

10:15

Conhecendo um laboratório de humanas - a biblioteca
Karina Gama Cubas Da Silva

10:30

Contar, Encantar e Educar: aprendizagem através da hora do conto - Relato
de experiência da Biblioteca do IFFAR Campus Santo Augusto
Daniela Cristina Paulo D'acampora'

10:45

Da tela para além da sala de aula: relato de experiência do uso de vídeos como
ferramenta para a promoção de atividades de apoio pedagógico e qualificação
profissional
Leonilha Maria Brasileiro Lessa; Salete Sampaio Teófilo

11:00

Desvendando relações entre a Biblioteca e a sala de aula: da Série Game of
Thrones para o livro.
Rosângela Silva De Carvalho; Antonise Coelho De Aquino; ANA RITA
LEANDRO SANTOS

11:15

ESTUDO DE USUÁRIOS DA BIBLIOTECA DO PRESÍDIO CENTRAL DE
PORTO ALEGRE

�Bianca Soares Cunha; Cleonice Maria Della Pasqua; Daniele Ferrari

11:30

Geladeira cultural para o mundo: biblioteca fora das paredes institucionais o
projeto Geladeira Cultural em comunidades de Recife e Olinda - PE.
Angerlânia Rezende; Carla Beatriz Marques Felipe

11:45

GÊNERO E SEXUALIDADE COMO TEMAS DE TESES E DISSERTAÇÕES:
LEVANTAMENTO QUANTITATIVO NOS REPOSITÓRIOS DO IBICT E DA
CAPES
Francisco Welton Silva Rios; Maria Naires Alves Souza

14:00

IMPLANTAÇÃO

DE

UM

PROGRAMA

DE

BIBLIOTERAPIA

NA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA: RELATOS DE UM PROJETO DE
EXTENSÃO
Ana Lúcia Leite Santos; Aparecida Deyse Acelino; Marília Mesquita Guedes
Pereira; Raylene Paulino De Souza

14:15

Lê no Ninho
Sueli Marcondes Motta

14:30

MEDIAÇÃO DE LEITURA: contribuições do Terceiro Setor por meio da
formação de leitores na rede leitora “Ler pra Valer” no bairro Coroadinho em
São Luís - MA
Anna Caroline Mendes; Irajayna De Sousa Lage Lobão; Mauricio José Morais
Costa; Synara Azevedo Ferreira

14:45

O papel social das bibliotecas do Senac SP
Vera Lucia Marques; Ana Claudia Martins Rosa ; Gilberto Bazzarelo Caires De
Lima ; Izete Malaquias Silva; Cristiane Camizão Rokicki ;

15:00

O uso da música na biblioteca escolar
Barbara Maria Vieira Mateus; Luciane De Fatima Beckman Cavalcante

�15:15

O USUÁRIO SURDO E A ACESSIBILIDADE NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
DA UNIRIO
Sulamita Nicolau De Miranda; Márcia Valéria Brito Costa; Márcia Monteiro Da
Silva

15:30

PESSOAS SURDOCEGAS EM BIBLIOTECAS: DISCUSSÕES INICIAIS
Marcos PASTANA SANTOS; Cládice Nóbile Diniz; Rosemeire De Araújo
Rangni

15:45

Princípios básicos da língua brasileira de sinais – Libras: uma experiência na
Biblioteca da EESC/USP
Elenise Maria De Araujo; Teresinha Das Graças Coletta; Flávio Antonio Cortez;
Carlos Alberto Fortulan; Andressa De Carvalho

16:00

Projeto Brisa Literária: a experiência da Biblioteca Prof. Carlos Alberto
Barbosa, IFRJ – Campus Nilópolis
Cintia Luciano De Paiva; Cassia Nogueira Santos; Josiane Borges Pacheco

16:15

REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA E LIVRO ELETRÔNICO
PARA ATINGIR AS METAS DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE
ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS E BIBLIOTECAS (IFLA)
Solange Ribeiro Viegas; IRANY GOMES BARROS; Andréia Dutra Fraguas;
Cila Verginia Da Silva Borges

16:30

Reforma e readequação do layout da Biblioteca Emília Bustamante / EPSJV /
FIOCRUZ
Anderson Leonardo De Azevedo; Marluce Maciel Gomes Antelo; Renata De
Azeredo

16:45

SEMANA DE METODOLOGIA ## PRODUÇÃO CIENTÍFICA: contribuições da
biblioteca universitária para a formação acadêmica

�Izabel Lima Dos Santos; Juliana Soares Lima; Francisco Edvander Pires
Santos; Kalline Yasmin Soares Feitosa; Michele Maia Mendonça Marinho;
Irlana Mendes Araujo

Eixo 5: Fórum das Bibliotecas de Arte.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos Fórum das Bibliotecas de Arte.

Eixo 6:

IV EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.

Organização e Tratamento da Informação: tecnologias e novas ferramentas,
instrumentos, processos, produtos e serviços, políticas, cooperação.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos: IV
EEPC - Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação.

Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.
Auditório Mezanino 2 - Sala 2
Dia 18/10/2017
Moderação: Denise M. da Silva Batista (Rede de Bibliotecas e Centros de
Informação em Arte no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ)

14:00

A formação continuada do bibliotecário: um prisma multidisciplinar
Bruna Beltrão Belinato; Leandro Da Conceição Borges; Cícera Henrique Da
Silva; Maria Cristina Soares Guimaraes

14:15

A nova grade do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de
Rondônia e as exigências dos concursos das Regiões Norte e Centro-Oeste
do Brasil
Marcos Leandro Freitas Hubner; Pedro Ivo Silveira Andretta; Vannilza Torrejão
Pereira

�14:30

A PRÁTICA DE ENSINO E A GESTÃO DE AUTOMAÇÃO DE UNIDADES DE
INFORMAÇÃO
Cenidalva Miranda De Sousa Teixeira; Raimunda Ramos Marinho

14:45

A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO NO DISCURSO DOS PESQUISADORES
EM EDUCAÇÃO: análise de conteúdo de periódicos
Georgete Lopes Freitas

15:00

A utilização do Facebook pelas bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Alagoas
Ana Karisse Azevedo; Janyelle Mayara Bento; Julie Christie Bertolino Café
Dos Santos Ferreira Carlos; Roberia De Lourdes De Vasconcelos Andrade

15:15

ANÁLISE

DAS

DEMANDAS

DO

MERCADO

DE

TRABALHO

DO

PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO
Marcos César Triches; Francisco Carlos Paletta

15:30

Analise preliminar dos Currículos dos Cursos de Biblioteconomia da Região
Nordeste acerca da formação tecnológica dos seus egressos
Rosa Zuleide Lima De Brito; Josivan Coêlho Dos Santos Vasconcelos

15:45

Biblioteconomia e Ciência da Informação na nuvem: Google drive como
ferramenta para o desenvolvimento de disciplinas
Edmilson Alves Dos Santos Júnior; Deise Maria Antonio Sabbag; Paulo
Rogério Gonçalves Dantas

16:00

CHECKLIST PARA BIBLIOTECÁRIOS-EDITORES: um instrumento para
identificação da função editor-gerente do processo editorial em periódicos
científicos que utilizam a plataforma Open Journal System
Manoel Felix Rodrigues; Fabiana Aparecida Lazzarin; Victoria Lopes Felix;
Hemerson Soares Da Silva

�16:15

COMUNICAÇÃO

DA

CIÊNCIA

EM

REDE:

VISIBILIDADE

E

INTERNACIONALIZAÇÃO
Raimunda Araujo Ribeiro; Lídia Oliveira; Cassia Cordeiro Furtado

16:30

Ensino e aprendizagem em Representação Temática: práticas na biblioteca
do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de
Pernambuco
Márcia Ivo Braz; Evanise Souza Carvalho

16:45

INTERNACIONALIZAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS BRASILEIROS:
EXIGÊNCIAS REQUERIDAS.
Danielle Borges Pereira; Irajayna De Sousa Lage Lobão; Elaine Rosangela De
Oliveira Lucas

Dia 20/10/2017
Moderação:

Mariza de Oliveira Silva (Associação Profissional dos

Bibliotecários e Documentalistas de Sergipe – APBDSE/FEBAB)

14:00

O COACHING E A MENTORIA COMO PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO À
PESQUISA

ACADÊMICA

NOS

CURSOS

DE

GRADUAÇÃO

EM

BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Adriana Maria Souza

14:15

O papel do bibliotecário como mediador da informação científica na era da pósverdade
Amanda Moura De Sousa

14:30

Produção Científica em Odontologia: análise de indicadores da Faculdade de
Odontologia de Piracicaba - FOP/UNICAMP
Heloisa Maria Ceccotti; Luiz Atilio Vicentini

14:45

Relato de experiência do PET Biblioteconomia: um compromisso com o
ensino-aprendizagem

�Taís Regina Dias Gama Nunes; Hemerson Soares Da Silva; Aline Fernandes
De Mendonça; Maria Cleide Rodrigues Bernardino

15:00

RETRATOS DOS ARTIGOS PUBLICADOS NA REVISTA BIBLIOMAR
Cláudia Abreu Pecegueiro; Valdirene Pereira Da Conceição

15:15

Revista ACB: a divulgação científica no Facebook
Eduardo Silveira; Priscila Machado Borges Sena; Evandro Jair Duarte

15:30

TemaTres e a construção de tesauros: aspectos de aplicabilidade para o
profissionald a informação
Rejane Galdino; Deise Maria Antonio Sabbag

15:45

TEORIA E PRÁTICA SOBRE AS DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA EM
INFORMAÇÃO: ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM E DE VIVÊNCIA COM
ALUNOS DE GRADUAÇÃO
Elizete Vieira Vitorino; Celine Probst Packer; Guilherme Goulart Righetto; Djuli
Machado De Lucca

16:00

Zumbificação da informação: a desinformação e o caos informacional
Leonardo Ripoll Tavares Leite; José Claudio Matos

Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.
Auditório Mezanino 2 - Sala 1
Dia 18/10/2017
Moderação: Morgana Ramos Albuquerque (Associação dos Bibliotecários do
Ceará – ABCE/FEBAB – UNIFOR)

14:00

A Economia Criativa na Biblioteconomia
Diego Leonardo De Souza Fonseca; Merabe Carvalho Ferreira Da Gama;
CARLA DANIELLA TEIXEIRA GIRARD

�14:15

AGENDA 2030: UMA PROPOSTA DE ADVOCACY JUNTO ÀS BIBLIOTECAS
DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DE FLORIANÓPOLIS-SC
Sigrid Karin Weiss Dutra; Marli Dias De Souza Pinto; Genilson Geraldo

14:30

BIBLIOTECAS COM MAKERSPACES: tendência ou necessidade de
inovação?
Thais Batista Zaninelli; João Arlindo Santos Neto

14:45

Ecossistema

de

Startups

em

Florianópolis/SC:

possibilidades

para

profissionais da Biblioteconomia
Priscila Machado Borges Sena; Ursula Blattmann; Clarissa Teixeira Teixeira

15:00

O uso de mídias sociais como estratégia de marketing. Um olhar sobre a
biblioteca universitária das universidades federais da região nordeste do Brasil
Agenor Leandro De Sousa Filho; David Vernon Vieira

15:15

PAINEL BIBLIOTECONOMIA EM SANTA CATARINA: a ACB interiorizando
suas ações
Katia Maria Costa; Camila Koerich Burin; Andreia Sousa Da Silva; Deborah
Matias Gomes

Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória (Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários
e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos;
Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).
Auditório Mezanino 1 - Sala 8
Dia 18/10/2017
Moderação: Camila Koerich Burin (Associação Catarinense de Bibliotecários
ACB/FEBAB)

14:00

A importância das bibliotecas particulares incorporadas aos acervos públicos:
as coleções da Biblioteca Central da Universidade de Brasília
Ana Regina Luz Lacerda

�14:15

A LITERATURA DE CORDEL NA REGIÃO NORTE E A IMPORTÂNCIA DA
DIVULGAÇÃO DESTA POESIA POPULAR
Jean Pereira Corrêa; Letícia Lima De Sousa; Nilzete Ferreira Gomes

14:30

Avaliação e seleção de bens científicos e culturais em formato de multimeios
da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB): relato de
experiência
Vãnia Natal De Oliveira; Eveline Filgueiras Gonçalves

14:45

BIBLIOTECA

DE

HISTÓRIA

DAS

CIÊNCIAS

E

DA

SAÚDE

NA

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: proposta metodológica de transferência de
acervo bibliográfico
Eliane Monteiro De Santana Dias; Jeorgina Gentil Rodrigues

15:00

Bibliotecas e aquisição de arquivos privados: a experiência da UNIRIO com a
Coleção Especial Guilherme Figueiredo
Durval Vieira Pereira; Márcia Valéria Brito Costa

15:15

Coleção Memória da Enfermagem e Nutrição da Biblioteca Setorial de
Enfermagem e Nutrição (BSEN) da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO): Preservação da Memória na Área de Ciências da Saúde
Regina Oliveira De Almeida; Regiane Cristina Lopes Da Silva; Márcia Valéria
Brito Costa

15:30

CRIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DO ARQUIVO DE
DOCUMENTOS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
Rafael De Paula Araujo; Robson De Paula Araujo

15:45

Da esfera privada à administração pública: a análise da institucionalização de
uma biblioteca particular
Fátima Duarte Almeida; Tarcila Peruzzo Peruzzo; Maria Claudia Santiago

�16:00

Digitalização e Processamento de Documentos do Centro Histórico e Cultural
Mackenzie
Helen Yara Altimeyer; Maria De Cléofas Faggion Alencar; João Paulo Ventura;
Beatriz Fernanda Rebelato

16:15

Estruturação Metadados: Álbum 50 fotos do Rio Antigo, Coleção Iconografia
Plínio Doyle, FCRB/CMI/AMLB
Maria Madalena Schmid Martins; Mariana Franco Teixeira

16:30

GESTÃO DE COLEÇÕES ESPECIAIS E LIVROS RAROS NO BRASIL: UM
ESTUDO SOBRE ENGENHARIA SOCIAL
Bruno Pacheco Coelho Leite

16:45

Implantação do Sistema de Gestão de Biblioteca Koha na Biblioteca de
Juventude da SNJ
Ingrid Torres Schiessl; Jaqueline Rodrigues Jesus; Priscila Rodrigues Dos
Santos; Diego José Macêdo; Milton Shintaku

17:00

INFORMAÇÃO E MEMÓRIA: análise dos jornais raros de Juazeiro do NorteCE
Ariluci Goes Elliott

17:15

INVENTÁRIO DO ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA DA EMBRAPA
PANTANAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Viviane De Oliveira Solano; Cláudio Pereira Flores; Alessandra Rodrigues Da
Silva

17:30

Lydia Sambaquy e suas contribuições para a Biblioteconomia e Ciência da
Informação no cenário brasileiro
Ana Cristina Guimarães Carvalho; Maria Gezilda Silva Nascimento

�Auditório Mezanino 2 - Sala 8
Dia 19/10/2017
Prof. Fabiano Cataldo (UNIRIO)

14:00

O ARQUIVO NA CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL
Daniele Augusta Dos Santos Silva; Emília Soares Da Silva Godoy

14:15

O PANORAMA NORMATIVO EM TORNO DA PRÁTICA DE CONVERSÃO DE
DOCUMENTOS FÍSICOS PARA O FORMATO ELETRÔNICO E A QUESTÃO
DA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL NO CONTEXTO
NACIONAL
Rafael Barcellos Gomes

14:30

O Renascer de uma biblioteca: a coleção especial da Academia Brasileira de
Ciências no MAST
Lucia Alves Da Silva Lino; Eloisa Helena Pinto De Almeida; Magna Loures De
Farias; Marcio Ferreira Rangel

14:45

Políticas de Preservação do Acervo de Obras Raras da BU/UFSC: um estudo
Gleide Bitencourte José Ordovás; Gisela Eggert Steindel

15:00

Preservação da Informação Digital
Francisco Carlos Paletta

15:15

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA: o acervo histórico Memórias de Paulistana
em foco
Francisca Das Chagas Viana

15:30

Preservação digital de documentos: um olhar para o futuro
Cibele Araújo Camargo Marques Dos Santos; Daniela Pereira De Sousa
Manfre

�15:45

PRODUÇÃO

CIENTÍFICA

DOS

DOCENTES

DO

CURSO

DE

BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI SOBRE AS
PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E MEMÓRIA
Wesley Ferreira Cavalcante; Cicera Soares Da Silva; Ariluci GOES ELLIOTT

16:00

Repositório Institucional de trabalhos acadêmicos dos servidores da Secretaria
da Fazenda do Rio Grande do Sul: um relato de experiência
Simone Peixoto Maia; Anna Paula Knewitz

16:15

SUSTENTABILIDADE

EM

BIBLIOTECAS

DO

POSSIBILIDADES E ESTRATÉGIAS PARA A

EIXO

AMAZÔNICO:

EDUCAÇÃO

SÓCIO

AMBIENTAL NAS BIBLIOTECAS DA REGIÃO NORTE
Jaciara Cristina Almeida Do Amaral; Mary Caroline Ribeiro; Samantha
Andrade Araujo

16:30

UMA BIBLIOTECA NAS ALTURAS: A CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA DO CLUBE
NITEROIENSE DE MONTANHISMO
Cris ANDERSON CORREA DE SOUZA; Simone Da Cruz Correa De Souza

16:45

Uma bibliotecária no museu: o trabalho com o acervo particular de Cora
Coralina
Andréa Figueiredo Leão Grants

17:00

Uso do YouTube para a conservação de acervos
Catherine Da Silva Cunha; Maria Luisa Faccioni Damiani; Letícia Dutra
Schinoff; Sabrina Sarmento Pereira

Eixo 10: 5º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas.
Consulte o horário da apresentação dos trabalhos em Eventos Paralelos: 5º
Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas.

�ANEXO 2 – PÔSTERES INTERATIVOS

Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 18/10/2017
Moderação: Luiz Atílio Vicentin (FEBAB)

14:00

Agenda 2030 e o nome social na UFMG: o papel das bibliotecas
universitárias na promoção da inclusão das minorias sexuais
Israel José Da Silva; Priscila Oliveira Da Mata

14:05

Competência em informação para o emprego: a experiência da Biblioteca
do Sine IDT com a Estação Conhecimento
Ana Wanessa Barroso Bastos

14:10

Contribuições das Bibliotecas Parques do Rio de Janeiro para atingir os
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
Nathalice Bezerra Cardoso

14:15

Diagnóstico em pesquisa acadêmica: um estudo realizado com alunos da
Graduação em Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Shirlei Galarça Salort; Barbara Pilatti Piffer

14:20

Implementação do projeto Livros Livres em uma Biblioteca Universitária
Islânia Castro Teixeira; Érica Filomena Araújo Barros; Francisco Feitosa
Moura Filho; Isabela Da Rocha Nascimento

14:25 / 14:45

Conversa com os participantes

14:45

JARDIM POÉTICO: incentivando as expressões culturais e artísticas na
comunidade do Distrito de Icoaraci. Belém- Pará.
Maria Santos Santos

�14:50

Jardim Vertical: Amenizando o Clima em uma Biblioteca Infanto Juvenil
Gerusa Maria Teles De Oliveira; Maria De Fátima Jesus Moreira; Rejane
Maria Rosa Ribeiro

14:55

Mediação da informação e os repositórios institucionais: otimização do
acesso à informação
Gracilene Maria Carvalho; Gracirlei Maria De Carvalho Lima

15:00

Minibibliotecas da EMBRAPA: uma análise sob a luz dos SRI’s
Heldo De Souza Lima; Rita Cassia Costa

15:05

O acesso à informação e assimetrias informacionais no Brasil: um estudo
preliminar
Fernanda Gabrielli De Castro; Deise Maria Antonio Sabbag; Paulo Rogério
Gonçalves Dantas

15:10 / 15:30

Conversa com os participantes

15:30

O impacto da biblioteca acadêmica de odontologia: estudo de caso na
ULisboa e na FOUSP
Luiza Baptista Melo; Tatiana Sanches; Jose Mario Oliveira Mendes; Vânia
Martins Bueno De Oliveira Funaro

15:35

Os Retratos da Leitura no Brasil e a Mediação de Leitura
Luciana Kramer Müller; Lizandra Brasil Estabel

15:40

Parceria Bibliotecário e CRAS na promoção de uma oficina: em prol da
sustentabilidade e renda
Francisco Leandro Castro Lopes

15:45

Políticas públicas para população LGBT: proposição de uma ação de
informação no Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi

�Raimundo Nonato Ribeiro Dos Santos; Isa Maria Freire

15:50

Uso do lixo escolar em unidade de informação especializada para geração
de renda e redução do impacto ambiental - o caso da Biblioteca de Gestão
Ambiental do IFPE
Amanda Tavares Silva Lima Nascimento; Gutemberg Virgínio Do
Nascimento

15:55 / 16:15

Conversa com os participantes

Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente
físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, acesso
aberto.
Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 19/10/2017
Moderação: Elenise Maria de Araújo (FEBAB)

14:00

A

CULTURA

ESCRITA

E

INFORMACIONAL

NO

UNIVERSO

ACADEMICO: o caso dos acervos bibliográficos e documentais na
Universidade Regional do Cariri
Francisca Eugenia Gomes Duarte; Maria Telvira Da Conceicao

14:05

A Experiência da Imersão da Biblioteca Digital na UNIFOR
Ana Wanessa Barroso Bastos; Cicera Carla Reis

14:10

A experiência do SiBIFRS na implantação de um sistema de
gerenciamento e integração das bibliotecas do IFRS
Luciane Alves Santini; Núbia Marta Laux

14:15

A GESTÃO DE BIBLIOTECAS NO CONTEXTO DE UNIVERSIDADES
MULTICAMPI: a experiência da Universidade Estadual de Goiás

�Vanessa Guimarães Do Nascimento; Bruna Pimentel Lopes

14:20

A Visibilidade do Repositório Institucional da UFBA: uma revisão do
Ranking Web of Repositories.
Daniel Cerqueira Silva; Uillis De Assis Santos

14:25

AÇÃO DAS BIBLIOTECAS PARA O APOIO A EDUCAÇÃO A
Lídia Brandao Toutain; Aldinar MARTINS BOTTENTUIT; Angélica
Conceição Dias Miranda; Marcos Luiz Cavalcanti De Miranda

14:30 / 14:55 Conversa com os participantes

14:55

AQUISIÇÃO DE LIVROS DIGITAIS: um estudo na Biblioteca Central da
Universidade Federal de Alagoas
Lucas Antonio Duarte Do Espirito Santo; Luiz José Melo; Roberia De
Lourdes De Vasconcelos Andrade

15:00

AQUISIÇÃO DE LIVROS ELETRÔNICOS, UMA NEGOCIAÇÃO A SER
FEITA
Ana Rosa Santos; Simone Da Rocha Weitzel

15:05

Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer: ações de
divulgação em eventos científicos em saúde.
Jéssica Fernanda Dos Santos Lima Ramos; Camila Belo Tavares Ferreira;
Kátia De Oliveira Simões

15:10

Comunicação e interação entre profissionais de sistemas e/ou redes de
bibliotecas: a experiência da Embrapa
Alessandra Rodrigues Da Silva; Jeane De Oliveira Dantas; Maria De
Fátima Da Cunha; Rosângela Galon Arruda

15:15

Depósito remoto de teses e dissertações: protótipo para a Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina

�Manoela Hermes Rietjens; Leonardo Ripoll Tavares Leite; Luiza Morgana
Klueger Souza; Jordan Paulesky Juliani; Divino Ignacio Ribeiro Jr

15:20 / 15:40 Conversa com os participantes

15:40

Despertando talentos na equipe por meio da criação de Grupos de
Trabalho
Talita Daemon James

15:45

DIVULGAÇÃO DA COLEÇÃO MEMÓRIA DA BSEN EM MEIO DIGITAL
Regina Oliveira De Almeida; Regiane Cristina Lopes Da Silva; Márcia
Valéria Brito Costa

15:50

Dos índices impressos às bases de dados on-line: a experiência de uso de
bibliotecários e pesquisadores da área da saúde
Barbara Pilatti Piffer; Raquel Schimitt Domingos; Viviane Carrion Castanho

15:55

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DIGITAIS: uma
breve revisão da literatura
Fabiola Da Silva Costa; David Vernon Vieira

16:00

Informatização das bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia Farroupilha (IFFar)
Carmem Elisa Magalhães Ferreira Queiroz; Criselen Jarabiza

16:05 / 16:25 Conversa com os participantes

16:25

Novos horizontes para as bibliotecas: tendências na adoção de tecnologias
inovadoras
Teresa Avalos Pereira

16:30

O impacto da implantação do Pergamum na biblioteca do Campus do
sertão: um relato de experiência no polo Delmiro Gouveia

�Sâmela Rouse De Brito Silva

16:35

O

INVENTÁRIO

AUXILIANDO

NO

DESENVOLVIMENTO

DAS

COLEÇÕES: O CASO DA BIBLIOTECA CENTRAL JULIETA CARTEADO
Maria Do Carmo Sá Barreto Ferreira; Isabel Cristina Nascimento Santana;
Ana Martha Machado Sampaio; Rejane Maria Rosa Ribeiro; Girleide De
Oliveira Souza

16:40

PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS PELA BIBLIOTECA CENTRAL
PROF. CLODOALDO BECKMANN DA UFPA: o que pensam os usuários?
Elisangela Silva Costa; Suely Paraense Vidal

16:45

Proposta de criação de um Repositório Institucional para a gestão da
informação em saúde no INCA
Kátia De Oliveira Simões; Camila Belo Tavares Ferreira; Gustavo Guedes
Furtado

16:50 / 17:10 Conversa com os participantes

Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem.
Biblioteconomia Social.
Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 18/10/2017
Moderação: Telma de Carvalho (FEBAB)

16:15

A “Semana do Bibliotecário”: um evento realizado pela Biblioteca
Professora Etelvina Lima (ECI/UFMG)
Gabrielle Francinne Tanus; Maianna Giselle De Paula; Elaine Diamantino
Oliveira; Maria Eizabeth De Oliveira Costa; Vivian Ascenção Fonseca

16:20

Análise da competência em informação na educação médica

�Ismael Soares Pereira; José Diniz Júnior

16:25

As TIC e o desenvolvimento social na Biblioteca Municipal Dolor Barreira
João Yuri Fernandes Silva Nóbrega; Camila Leite; Ives Mateus Valente Do
Nascimento; Francisco Rômulo Benevides

16:30

Novas tecnologias e acessibilidade nas bibliotecas do Instituto Federal do
Espírito Santo
Rosilene Supriano De Jesus Rosa

16:35

O gestor de unidades de informação e a contribuição para o processo de
inclusão social: análise de problemáticas práticas
Marcos Pastana Santos; Cládice Nóbile Diniz; Márcia Saraiva Carvalho

16:40 / 17:00 Conversa com os participantes

17:00

PERSPECTIVA INCLUSIVA PARA A BIBLIOTECA PÚBLICA DO CRATOCE

UM

OLHAR

SOBRE

ACESSIBILIDADE

EDUCACIONAL

E

ATITUDINAL
Isabel David Alves; Débora Costa De Sousa; Pedro Mizael Sousa
Gonçalves; Wesley Ferreira Cavalcante; Fabiana Aparecida Lazzarin

17:05

RECONFIGURAÇÃO
UNIVERSITÁRIAS

DO

ESPAÇO

ALINHADAS

ÀS

FÍSICO

DE

BIBLIOTECAS

NOVAS

TENDÊNCIAS

EM

METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO
Luana Priscila Costa

17:10

Tesouros de Papel: Conectando os bibliotecários do futuro a uma realidade
do presente
Bruno Fortes Luce; Eliane Lourdes Da Silva Moro

17:15

UFT e a leitura: promovendo a leitura de qualidade e a inclusão social
Glória Maria Soares Soares Lopes

�17:20

Vamos falar de nova Biblioteconomia?
Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira; Carlos Alberto Ávila Araújo

17:25 / 17:45 Conversa com os participantes

Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 20/10/2017
Moderação: Anderson de Santana (FEBAB)

14:00

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
MARANHÃO (UFMA): Fonte de Informação Institucional
Edna Do Livramento Oliveira; Camilla Do Socorro De Oliveira Silva Reis;
Thamiris Iara Sousa Silva

14:05

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E POLÍTICAS CULTURAIS: mapeamento da
produção

acadêmica

sobre

políticas

culturais

realizadas

pelos

pesquisadores da área da Ciência da Informação no Brasil
Carlos Wellington Martins; Michelle Silva Pinto; Thais Dos Santos
Rodrigues

14:10

Editoração de periódicos científicos: a experiência da Biblioteca da Escola
de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
Solange Alves Santana

14:15

ESTADO DA ARTE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE PESQUISADORES
EM EDUCAÇÃO SOBRE SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E CURRÍCULO
Georgete Lopes Freitas

�14:20

Estágio Supervisionado Obrigatório no Setor de Processamento Técnico:
o caso da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais
Rosilene Moreira Coelho De Sá

14:25

ONG para crianças e adolescentes: a experiência de atuação de um
estudante de Biblioteconomia.
Edmilson Alves Dos Santos Júnior; Claudio Marcondes Castro Filho; Paulo
Rogério Gonçalves Dantas

14:30 / 14:50 Conversa com os participantes

Eixo 8: Advocacy , Inovação e Empreendedorismo.

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 20/10/2017
Moderação: Luiz Atílio Vicentin (FEBAB)

14:50

A infoprodução em unidades de informação
Diego Leonardo De Souza Fonseca; CARLA DANIELLA TEIXEIRA
GIRARD

14:55

EMPODERAMENTO BIBLIOTECÁRIO E ADVOCACY: uma ação na
Região Central do Estado de São Paulo
Clélia Junko Kinzu Dimário; Eduardo Graziosi Silva; Elenise Maria De
Araujo; Ana Paula Meneses Alves; Priscila Carreira Bittencourt Vicentini

15:00

SESI Imaginação
Karin Zanona Caselli; Neli Miotto; Luciana Kramer Müller

15:05 / 15:20 Conversa com os participantes

�Eixo 9: Bibliotecas, Preservação e Memória.(Gestão de Preservação em
Bibliotecas; Gestão de Coleções Especiais e Livros Raros; História dos Bibliotecários
e da Biblioteconomia no Brasil; Sustentabilidade, preservação e baixo recursos;
Democratização, acesso e preservação de acervos patrimoniais).

Auditório Mezanino 2 - Sala 9 e 10
Dia 20/10/2017
Moderação: Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (FEBAB)

15:20

A Gestão da Coleção Rachel de Queiroz: um Relato de Experiência
Gabriela Alves Gomes; Mírian Cristina De Lima

15:25

A importância da prática em solicitar os direitos autorais e o ISBN: relato
do serviço de biblioteca e documentação
Agnubia Pereira De Oliveira Souza; Vera Lúcia Ribeiro Dos Santos Santos

15:30

Difusão e conservação de acervo cultural documental
Adriana Santos Ribeiro; Renata Almeida Teles

15:35 / 15:55 Conversa com os participantes

15:55

INFORMAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE INSTITUCIONAL: COLEÇÃO
DE FOLDERS DA FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO
Roger De Miranda Guedes

16:00

O LIVRO IMPRESSO E O DESCARTE DAS ÚLTIMAS CÓPIAS DO
SÉCULO XX; UMA QUESTÃO DE PRESERVAÇÃO
Ana Rosa Santos; Simone Da Rocha Weitzel

16:05

ORGANIZAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO UTILIZANDO AS
TECNICAS DA BIBLIOTECONOMIA
Flavia Geane Santos

�16:10

TRATAMENTO TÉCNICO DO ACERVO DE FITAS DO ESTÚDIO
COMUNICA DA FACULDADE DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Maria Fátima Garbelini; Lais Pereira De Oliveira; Alexandre Ribeiro Afonso;
Leonardo Eloi Soares De Carvalho

16:15 / 16:35 Conversa com os participantes

Eixo 11: IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal
de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Auditório Mezanino 1 - Sala 7
Dia 20/10/2017
Moderação: Caroline da Rosa Ferreira Becker (Instituto Federal Catarinense)

14:05

“Explorando Museus: Maceió”: uma aproximação entre discentes e
patrimônio histórico-cultural
Franciane Monick Gomes De França

14:10

A aplicabilidade das ferramentas da web 2.0 na Biblioteca do IFRJCampus Rio de Janeiro
Barbada Christian Vitiello; Ana Rosa Silva Santos; Marcele Do Nascimento
Silva Tamashiro

14:15

Ambiente de integração da leitura ao lazer: o caso da biblioteca do IFSP Presidente Epitácio
Felipe Augusto Arakaki; Patrícia Da Silva Nunes; Eliane Aparecida
Bacocina; Tayane Aparecida Moraes; Luis André Costa De Oliveira

14:20

As Bibliotecas do IFAM sob as perspectivas dos seus Usuários
Oziane Romualdo De Souza; Dávilla Vieira Odizio Da Silva; Francisca
Amélia Frota; Manuella MARINHO FERREIRA; Priscila Pessoa Simoes

�14:25

BIBLIOTECA NO PÁTIO: AÇÃO CULTURAL EM BIBLIOTECA ESCOLAR
Ana Carolina Cardoso; Cristiane Lopes Carvalho Da Silva; Vinícius Ribeiro
Soares Dos Santos; Nayara Peluffo Nascimento

14:30 / 14:50

Conversa com os participantes

14:50

COMPETÊNCIAS DE BIBLIOTECÁRIOS DA RFEPCT: UMA ANÁLISE A
PARTIR DE DISSERTAÇÕES
Marouva Fallgatter Faqueti; Laís Braga Costa

14:55

Formação inicial e continuada em materiais informacionais no ensino de
Libras
Maria Aparecida Rodrigues De Souza

15:00

GLOBALIZAÇÃO E MÍDIAS SOCIAIS: o território da leitura dos
graduandos do Instituto Federal Goiano – Campus Rio Verde
Johnathan Pereira Alves Diniz; Andréa Pereira Santos

15:05

Historicizando o Memoria - Repositório Institucional do IFRN
Vanessa Oliveira De Macêdo Cavalcanti; Bruna Lais Campos Do
Nascimento; Anyelle Da Silva Palhares

15:10

Ler para transformar o mundo: relato de experiência da I Semana do Livro
e da Biblioteca do IFCE, campus Cedro
Carlos Robson Souza Da Silva

15:15 / 15:35

Conversa com os participantes

15:35

Modelos de Competência em Informação: pressupostos teóricos para um
projeto de pesquisa
Carlos Robson Souza Da Silva

�15:40

Negra! a cor do Brasil
Dávilla Vieira Odizio Da Silva; Claudina Azevedo Maximiano

15:45

PROJETO CÁPSULA DO TEMPO: BIBLIOTECA ESCOLAR COMO
LUGAR DE CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIA
Ana Carolina Cardoso; Cristiane Lopes Carvalho Da Silva; Nayara Peluffo
Nascimento; Vinícius Ribeiro Soares Dos Santos

15:50

RODAS

DE

CONVERSA

NA

BIBLIOTECA:

EXPERIÊNCIA

DO

INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA CAMPUS SÃO VICENTE DO
SUL-RS
Laís Braga Costa; Márcia Della Flora Cortes; Mariéle Colodzey Erd;
Sabrina Hoffmann Dos Santos; Ana Paula Da Silva Schimoia

15:55

Uso das redes sociais como forma de disseminação da informação nas
bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da
Bahia (IFBA).
Valfredo Lima Da Silva

16:00 / 16:20

Conversa com os participantes

�ANEXO 3 – CURRÍCULO DOS PARTICIPANTES

Adriana Cybele Ferrari
Bibliotecária, com Especialização pela PUC- Campinas em Sistemas de
Informação, MBA em Gestão da Qualidade pela Escola Politécnica da USP. Diretora
Técnica da Biblioteca “Florestan Fernandes” da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas (FFLCH), no período de 1996 a 2002, e do Sistema Integrado de
Bibliotecas (SIBi), no período de 2002 a 2007, ambos da USP. Na Direção do
SIBi/USP, implantou o Sistema de Gestão pela Qualidade, integrou a equipe de
implantação da Biblioteca Digital de Obras Raras, implementou o Programa de
Avaliação da Qualidade de Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi/USP, além de
atuar fortemente na estruturação do Consórcio de Bibliotecas das Universidades
Estaduais Paulistas. Como Assessora na Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo, idealizou e coordenou o projeto da Biblioteca de São Paulo, inaugurada em
fevereiro de 2010 e da Biblioteca Parque Villa Lobos inaugurada em dezembro de
2014 que são consideradas referências nacionais em promoção da leitura. Coordenou
vários eventos nacionais e internacionais e proferiu palestras, cursos e conferências
no Brasil e exterior. Possui vários trabalhos publicados em livros e periódicos
nacionais e internacionais. Foi Coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura e
do Prêmio São Paulo de Literatura, ambos da Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo. Atualmente é Assessora do Gabinete do Reitor da Universidade de São Paulo.
É presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições (FEBAB).

Adriana Maria de Souza
Bibliotecária, Docente e Consultora, Mestre em Ciência da Informação pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
Graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação e Especialização em
Gerência de Sistemas e Serviços de Informação pela Fundação Escola de Sociologia
e Política de São Paulo (FESPSP). Atua como docente dos cursos graduação e pósgraduação na FESPSP nas áreas de Gestão, Coaching, Mentoria, Aconselhamento
Biográfico e Orientação acadêmico-profissional, Serviços de Referência e Informação,
Disseminação, Tratamento da Informação e Planejamento e Serviços de Informação.
Experiência na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, atuando

�principalmente nos seguintes temas: Excelência e qualidade em atendimento ao
cliente: padrões e processos; Coaching, Mentoria, Biografia Humana; Tratamento da
informação. Premiações e certificações: 1) Certificação Internacional para Coaches
na The Inner Game School of Coaching (2014); 2) Regional Bonus Team Scheme em
Atendimento ao Cliente (2010); 3) Certificação como Coach pelo Institute of Customer
Services no Reino Unido (2010); 4) Premiação na condução de equipes do Brasil em
Atendimento ao Cliente do British Council (Conselho Britânico) pelo 1º Lugar em
Excelência no Atendimento (2011).

Alpina G. M. Rosa
Bibliotecária

Supervisora

da

Biblioteca

do

Centro

Cultural

Justiça

Federal/Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Presidente da Rede de Bibliotecas e
Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro – REDARTE/RJ), nos
biênios 2014-2015, 2016-2017. Especialização em Biblioteconomia e Documentação
pela Universidade de Brasília.

Anderson de Santana
Bibliotecário, Chefe Técnico do Serviço de Biblioteca e Documentação do
Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Trabalhou como Chefe de
diversas divisões do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas (DTSIBi) da Universidade de São Paulo (USP). É mestrando pelo Programa de PósGraduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes(ECA) da
USP e bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Tem experiência em gestão de projetos de tecnologia da informação, como sistemas
de buscas e bibliotecas digitais. Desenvolve pesquisas ligadas à serviços de
descoberta em escala web (web-scale discovery services), tendo sido o coordenador
da implantação do Portal de Busca Integrada da USP. Tem trabalhado com a geração
de estudos bibliométricos acerca da Produção Científica e Indicadores Métricos de
Produtividade da USP.

Andrea Remião de Almeida Brasil de Paula
Mestranda em Avaliação de Políticas Públicas - UFC, Graduada em
Biblioteconomia - UnB, possui MBA em Gerenciamento de Projetos e Especialização
em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas - UnB e em Psicopedagogia - UFRJ.

�Consultora em Gestão Documental, atuando como Gerente de Projeto e Docente dos
cursos de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Arquivos, Bibliotecas e Unidades
de Informação da Acesso Educacional. Foi docente nas áreas de Arquivologia e
Biblioteconomia na Universidade Federal da Bahia. Tem experiência profissional de
20 anos, sendo 12 destes como Gerente de Projetos, atuando como consultora em
gestão documental, implantação de ECM/GED, projetos de certificações do sistema
de gestão integrada (ISO 9000, ISO 14000 e OSHAS 18.000); implantação de
sistemas de informação de gestão ambiental, acervos administrativos-financeiros e
documentação de engenharia. Atuou pelo período de 10 anos na Petrobras como
Gerente de Projetos e Consultora Interna (2005/20015). Atuou pelo período de 7 anos
no Exército Brasileiro, como oficial técnico-temporária, exercendo cargos de Chefe da
Biblioteca e Oficial de Comunicação Social (1998/2005). Conferencista e autora de
artigos e trabalhos publicados em revistas e publicações especializadas.

Andréia Gonçalves Silva
Doutora em Ciência da Informação pela ECA/USP. Docente das Disciplinas
"Indexação e Resumos" e "Linguagens Documentárias Pós-Coordenadas" na
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo. Docente do curso online "Indexação das fontes de
informação jurídica: legislação, doutrina, jurisprudência" na ContenMind. Atua na
gestão e organização de bibliotecas de escritórios de advocacia e demais centros de
informação jurídica.

Andreia Sousa da Silva
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa
Catarina (2004). Mestranda do Curso de Ciência da Informação do Programa de Pós
Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina na
linha de pesquisa Organização e Preservação do Conhecimento, pesquisadora
associada do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da Universidade do Estado de Santa
Catarina (NEAB UDESC) e Vice presidente da Associação Catarinense de
Bibliotecários, gestão 2016-2017. Tem pesquisas desenvolvidas nas áreas de Ciência
da Informação, com ênfase em Biblioteconomia e Arquivologia, principalmente com
os seguintes temas: gestão da informação e conhecimento, disseminação da
informação, tecnologias da informação, estudos de usuários, estudos afro brasileiros,

�ciências humanas e movimento associativo. Suas experiências profissionais estão
voltadas principalmente para bibliotecas universitárias, mas já atuou em bibliotecas
escolares, especializada, comunitárias, arquivos empresariais além de supervisionar
e executar projetos de gerenciamento eletrônico de documentos.

Bel Santos Mayer
Coordenadora do Programa de Direitos Humanos na empresa IBEAC. Gestora
na empresa Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura. Trabalhou como Conselho
Pedagógico na empresa Viração. Estudou Graduação em Turismo - Bacharelado na
instituição de ensino Universidade Anhembi Morumbi. Estudou Pedagogía social na
instituição de ensino Università Pontificia Salesiana Roma. Mora em São Paulo.

Benita Prieto
Curadora, consultora, produtora e mediadora de projetos de leitura. Estudou
Engenharia Eletrônica e fez especializações em Literatura Infantil e Juvenil e em
Leitura: Teoria e Práticas. Escritora e Contadora de Histórias com mais de 2000
palestras, apresentações e oficinas de formação pelo Brasil, Espanha, Portugal,
Uruguai, Colômbia, Venezuela, Cuba, Argentina, Moçambique, Chile. Criou o
Simpósio Internacional de Contadores de Histórias. Fundadora do MIL – Movimento
Integrado de Leitura. Participa ativamente das construções de Políticas Públicas para
o Livro e a Leitura nas esferas federal, estadual e municipal como delegada,
conferencista e em grupos de trabalho. Desde 2012 pesquisa e ministra cursos sobre
promoção de Leitura e Literatura Digital. É presidente do Instituto Conta Brasil.
Coordenadora da Red Internacional de Cuentacuentos. Integra o Grupo de Estudos
em Literatura Infantil e Juvenil (GELIJ/CNPq) do Instituto Interdisciplinar de Leitura da
PUC-Rio que escolhe os livros para o Selo Cátedra.

Carlos Alberto Della Paschoa
Bibliotecário Diretor da Biblioteca do Instituto Cervantes Rio de Janeiro.
Membro do Conselho Fiscal da Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Artes
no Estado do Rio de Janeiro – REDARTE/RJ), nos biênios 2014-2015, 2016-2017.
Especialista em Tradução Alemão-Português e mestre em Língua e Literatura Alemãs
pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo (FFLCH-USP).

�Carlos Wellington Martins
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas pela
Universidade Federal do Maranhão. Mestre em Desenvolvimento Socioespacial e
Regional pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Especialista em Gestão
Pública (2011) pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Graduação em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Maranhão (2007), foi bolsista do
Programa de Educação Tutorial (PET) do MEC onde desenvolveu vários projetos de
pesquisa

e

extensão,

participando

de

projetos

sobre

Epistemologia

da

Biblioteconomia, Mercado de trabalho e Panorama da Leitura no Nordeste. Foi
presidente do Diretório Acadêmico (DA) do curso de Biblioteconomia e membro do
Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMA durante a graduação. Membro da
Diretoria Executiva da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) no cargo de Diretor Regional
Nordeste, atuou como tutor do curso Mediação em EaD pela Uemanet. Representou
o estado do Maranhão como delegado do segmento Livro, Leitura, Literatura e
Bibliotecas para composição do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) do
Ministério da Cultura (2012). Conselheiro Estadual de Cultura do Estado do Maranhão
(2015 - 2017). Membro do Grupo de Estudos Política, Lutas Sociais e Ideologias GEPOLIS e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, Educação, Gênero e
Movimentos Sociais - DANDARA. Membro da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Prisionais (CBPP) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB). Desenvolve pesquisas sobre as
temáticas de Políticas de Livro e Leitura, Política de Informação Científica e Gênero.

Carola Gomez-Rojas
Bibliotecária e gestora cultural. Formada em Gestão de bibliotecas públicas,
desenvolveu a primeira Biblioteca pública digital (presencial) do Chile e da
Latinoamérica. Coordena o projeto DigitalLab: Cidades Inclusivas de Iberoamérica.
Atualmente é Diretora da Biblioteca Pública Pablo Neruda (Chile) e Biblioteca Pública
Digital de Independencia (Chile). É Diretora Executiva Red BiblioInnova.

�Caroline da Rosa Ferreira Becker
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa
Catarina; Especialista em Educação: Leitura, Letramento e Literatura; Bibliotecária do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Rio do
Sul; e professora convidada de Pós-Graduações. Sou Presidente da Comissão
Brasileira das Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica (CBBI) e coordenadora do grupo de trabalho Gestão de bibliotecas e de
pessoas da CBBI. Ministro cursos, oficinas e palestras sobre: Gestão de Bibliotecas;
As Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; O
Papel Social do Bibliotecário; A Integração Professor - Biblioteca; Formação do Leitor.

Catia Lindemann
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande FURG. Tem experiência em Serviços de Referência no atendimento ao público
(usuário), Plataformas Digitais, Banco de Dados, Documentação e implantação de
Unidades de Informação. Linha de pesquisa na área de Ciência da Informação, com
ênfase em Biblioteconomia Social, atuando principalmente nos seguintes temas:
Direitos Humanos e a Informação, Biblioteca Prisional. É Presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Prisionais da FEBAB.

Cecília Bedê
Curadora e pesquisadora em Artes e Mestre em Comunicação e Semiótica na
linha de pesquisa Processos de Criação nas Mídias. Especialista em Arte: Crítica e
Curadoria pela Pontífica Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP. Graduada em
Artes Visuais pela Faculdade Grande Fortaleza, atua em espaços culturais e museus
em áreas como gestão de acervos, arte-educação, produção e curadorias
independentes. Atualmente é Curadora Responsável pelos Acervos Especiais, uma
Biblioteca especializada em Livros Raros e de Arte da Fundação Edson Queiroz Unifor.

Profa. Dra Célia Regina Simionetti Barbalho
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas (1984).
Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas
(1995). Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica

�de São Paulo (2000). Atualmente é dedicação exclisiva da Universidade Federal do
Amazonas e pesquisadora visitante senior do Centro de Biotecnologia da Amazonia.
Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de
informação com foco na inteligencia organizacional e na gestão do conhecimento.
Atua principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, planejamento
estratégico, biblioteconomia e gestão da informação. É vice-presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias da FEBAB.

Cleide Fernandes
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas
Gerais (2004). Atualmente é Bibliotecária Gestora de Cultura - Superintendência de
Bibliotecas Públicas de Minas Gerais. Tem experiência na área de Ciência da
Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes
temas: preservação de acervos, bibliotecas escolares, bibliotecas públicas infantis e
juvenis.

Cristiane Camizão Rokicki
Possui graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação com
especialização em Gerenciamento de Sistemas e Serviços de Informação e
desenvolve pesquisa sobre pesquisa em biblioteca universitária, acessibilidade e
cultura material. Atualmente é coordenadora geral da Rede de Bibliotecas do Senac
SP e foi Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia (2012-2014). Mestre
em Moda, Cultura e Arte pelo Senac SP, com pesquisa defendida em 18/10/2010
sobre cultura material em Modatecas. Desenvolve pesquisa em coleções de chapéus,
produção de moda de alunos e especialmente com figurino do cantor Ney Matogrosso
(doado a instituição Senac SP) e do Ballet Triádico. Todos pertencentes ao acervo da
Modateca do Centro Universitário Senac São Paulo. Atualmente trabalha com
Avaliação de curso em IES – Instituições de Ensino superior, repositório acadêmico e
acervos tridimensionais - memória.

Dandara Baca de Jesus Lima
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (2009).
Graduação em andamento em Direito pela UDF. Mestranda em saúde coletiva pela
Universidade de Brasília sob orientação de Dais Gonçalves Rocha. Atua no

�Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, da Secretaria de Cidadania e
da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Daniel Munduruku
Escritor indígena, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e
Psicologia. Doutor em Educação pela USP. É pós-doutor em Literatura pela
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Diretor presidente do Instituto UKA Casa dos Saberes Ancestrais. Autor de 50 livros para crianças, jovens e educadores
é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008.
Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante
honraria oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura. Membro Fundador da
Academia de Letras de Lorena.Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre
eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico
Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela
UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável
outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Reside em
Lorena, interior de SP.

Daniela Greib
Diretora Geral do Instituto de Políticas Relacionais. Assistente Social pela
PUC/SP, sociopsicodramatista pela Role Playing. Coordenação do Movimento Ética
e Cidadania – Psicodrama da Cidade.

Profa. Daniela Spudeit
Professora no curso de graduação em Biblioteconomia e no Programa de PósGraduação de Gestão da Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina
(UDESC). Possui mestrado em Ciência da Informação pela UFSC, especialização em
Gestão de Unidades de Informação pela UDESC, especialização em Didática do
Ensino Superior pelo SENAC, bacharelado em Biblioteconomia pela UFSC e
licenciatura em Pedagogia pela UDESC. Atualmente coordena o Grupo de
Bibliotecários da Área Escolar em Santa Catarina (GBAESC), é vice-presidente da
Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), editora da
Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação (REBECIN). Áreas de
interesse: Gestão de unidades de informação, empreendedorismo, gestão da

�qualidade, de processos e projetos em Biblioteconomia, planejamento e marketing,
competência em informação, bibliotecas escolares e universitárias, atuação, ensino e
formação em Biblioteconomia.

Denise M. da Silva Batista
Bibliotecária dos Museus Castro Maya. Vice-Presidente da Rede de Bibliotecas
e Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ), no
biênio 2016-2017. Atua também como courier nos empréstimos de obras dos acervos
do museu para exposições no Brasil e no exterior. Mestre em Museologia e Patrimônio
pelo Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio - Convênio
UNIRIO/MAST (2012).

Diego Gonzalez
Cidadão cubano, obteve em 1981 a graduação em medicina pela Universidade
de Havana (Cuba). Em 1986, recebeu o diploma de especialização em Toxicologia
Clínica emitido pela Academia Kirov, em Leningrado, Rússia, e em 1987 foi bolsista
no Instituto Nacional de Toxicologia e Ciências Forenses de Sevilha, no Hospital
Clínico de Barcelona e Centro Nacional de Toxicologia de Madrid, Espanha. Recebeu
o título de Mestre em Ciências em Toxicologia Clínica do Ilustre Colégio Oficial de
Químicos de Sevilha, Espanha. Iniciou sua carreira profissional em 1986 como Chefe
de Informação Toxicológica do Centro Nacional de Toxicologia de Cuba. Iniciou sua
colaboração com a OPAS/OMS em 1991 como profissional nacional e em 1995 se
integrou à Organização como Toxicólogo Ambiental no Centro Pan-Americano de
Ecologia Humana e Saúde em México. Posteriormente, desempenhou este mesmo
cargo no Centro de Engenharia Sanitária e Ciências do Ambiente no Peru. Em 2003
foi realocado na Representação da OPAS/OMS no Brasil para desempenhar o cargo
de toxicologista e posteriormente o de Assessor em Desenvolvimento Sustentável e
Saúde Ambiental. Em junho de 2011, foi realocado na Representação da OPAS/OMS
no México como Assessor em Desenvolvimento Sustentável e Saúde Ambiental,
cargo que exerceu até a data desta nova nomeação como o novo Diretor da BIREME
em agosto de 2016.

�Diná Marques Pereira Araújo
Bacharel em Biblioteconomia; Conservação-Restauração de Bens Culturais
Móveis; e mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG). Bibliotecária-documentalista UFMG (2009-). Coordenadora técnica
da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca Universitária-UFMG (2010-). Membro:
do Conselho Curador do Acervo Curt Lange (2010-); do Comitê Memory of World,
Unesco, Brasil (2015-); suplente do Conselho Curador da Fundação Rodrigo Mello
Franco de Andrade (2016-). Atua nas áreas de preservação e catalogação de
coleções especiais. Desenvolve pesquisas sobre as temáticas: História do Livro,
História das Bibliotecas, Bibliografia, Bibliofilia, Livros Raros, ConservaçãoRestauração de papel.

Elisete de Sousa Melo
Bibliotecária, Jornalista, Bolsista do Programa de Incentivo à Produção do
Conhecimento Técnico e Científico na Área da Cultura da Fundação Casa de Rui
Barbosa – FCRB (projeto Coleções digitais). Membro da Rede de Bibliotecas e
Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ).
Especialista em Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro, COPPE/CRIE e em Docência para o Ensino Superior pela Universidade
Cândido Mendes. Mestre em Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro - UNIRIO (2015).

Elizete Pereira Sá
Mestra em Administração Estratégica pela Universidade Salvador Unifacs;
Especialista em Organização e Sistemas de Informação pela Universidade Federal da
Bahia; Bibliotecária pela Universidade Federal da Bahia; Administradora de Empresas
pela Universidade Salvador Unifacs. Diretora da Info Content Consultoria e Gestão;
Gerenciou como Consultora projetos nos clientes: Petrobras, TCM-BA, Arembepe
Energia, Ministério Público, Portal F, Câmara de Comercialização de Energia (CCEE),
Bahiagás, MCE, Braskem, Torres &amp; Pires Advogados Associados Consulting,
Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia – CREMEB, Odebrecht Óleo e
Gás, Oxiteno, Grupo Indiana, Companhia de Gás de Alagoas – ALGÁS. Ocupou o
cargo de Gerente de Informação e Conhecimento da Braskem no período de 2002 a
2007; Foi também executiva na Copene das áreas de Documentação e Informação;

�Atuou como Auditora Interna de Sistema de Gestão (ISO 9000, ISO 14000). Docente
do Curso de Extensão em Gerenciamento Eletrônico de Documento da UFBA;
Instrutora em Gestão Documental e Memória Organizacional na Universidade
Salvador; Docente do Curso de Especialização em Gestão do Conhecimento e
Inteligência Empresarial da UFBA; Professora de Gestão da Informação e
Conhecimento do Programa de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do TJBA. Foi Vice-Presidente e Diretora Técnica da Sociedade Brasileira de Gestão do
Conhecimento (SBGC) no período de 2007 a 2012. Conferencista e autora de artigos
e trabalhos publicados em revistas e publicações especializadas.

Eric L. Block
É diretor da SaaS Innovation para a América Latina, Israel e Caribe para a
EBSCO Industries, onde trabalhou nos últimos 14 anos, atendendo mais de 30 países
diferentes. Ele trabalhou em muitos projetos, incluindo informática, desenvolvimento
de pesquisa, protótipos analíticos, marketing e criação das bases de dados de
pesquisa de texto completo do Caribe - Caribbean Search. Ele atualmente administra
todo o portfólio EBSCO SaaS, incluindo EBSCO Discovery Service, FOLIO,
Curriculum Builder, Open Athens entre outros. Bacharel em História pela Universidade
Brown, possui Mestrado em Ciências e Finanças da Universidade Americana e
Mestrado em Assuntos Internacionais pela Faculdade de Direito e Diplomacia pela
Tufts University.

Prof. Fabiano Cataldo
Bibliotecário (UNIRIO). Doutorando em História Política na Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor Assistente de História do Livro e das
Bibliotecas e Políticas de Preservação de Acervos Bibliográficos na Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro. Integra o comitê executivo do Rare Books and
Special Collection Section da IFLA e é Membro do IFLA Cultural Heritage Programme
Advisory Committee. Pesquisa sobre temas relacionados à história das bibliotecas e
dos bibliotecários nos séculos XVIII e XIX. Pesquisador do grupo de pesquisa Gestão
e Preservação de Acervos de Ciência e Tecnologia (MAST). Revisor da Revista da
Sociedade Brasileira de História da Ciência. Participa como membro correspondente
do Grupo de Estudos Interdisciplinares da Raridade Documental (Salvador, Bahia).

�Fabíola Maria Pereira Bezerra
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (1985).
Especialista em Tecnologia da Informação e Comunicação para o Gerenciamento da
Informação pela Universidade Federal do Ceará (2001). Mestre em Gestão da
Informação pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal (2006).
Doutora em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais pela Faculdade de
Letras da Universidade do Porto, Portugal (2012). Atuou como bibliotecária na
Universidade Federal do Ceará no período de 1992/2016. Desde março de 2013 seu
interesse de pesquisa, estudo e produção cientifica estão voltados para temas como
Mídias sociais; Empreendedorismo Digital e Marketing digital. Desenvolve projetos
práticos sobre os temas acima citados como administradora das fan pages Mural
Interativo do Bibliotecário e T-shirts MURAL, ambas no Facebook.

Gabriela Pedrão
Sou doutoranda em Ciência da Informação (CI) pela Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e bolsista pesquisadora da Fundação
Biblioteca Nacional. Meu tema de pesquisa está ligado à organização da informação
atráves da história dos catálogos, utilizando como base de estudo o Catálogo de
Panizzi. Sou mestre em CI também pela Unesp (2013) onde desenvolvi uma pesquisa,
subsidiada pela Capes, sobre memória e arquivos pessoais, tendo como objeto de
estudo a Coleção Zeferino Vaz na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Possuo graduação em Ciências da Informação e Documentação (2010) pela
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São
Paulo (USP). Durante a graduação fui bolsista de iniciação científica com bolsa da
Reitoria (RUSP), com um estudo focado na área de biblioteconomia e colecionismo
bibliográfico. Na área profissional tive experiências com Bibliotecas Universitárias,
Escolares e Centros de Documentação.

Gabriele Cesoroglu
Formação em pedagogia social na Volkshochschule Köln. Criou e dirigiu o
“Café internacional para mães” em Colônia-Mülheim e foi ministradora de cursos de
integração em uma instituição evangélica para educação de famílias (FBS) em
Colôniae. Desde junho de 2010 trabalha para o projeto Incentivo à leitura em várias
línguas na Biblioteca Pública de Colônia.

�Gláucio Barreto de Lima
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (2007),
Especialista em Pesquisa Científica pela Universidade Estadual do Ceará (2010),
licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (2014). Desenvolve
pesquisas na área de informação, principalmente nos seguintes temas: Informação e
Sociedade, Informação Ambiental, Educação, Informação e Gênero, Informação
Queer, Filosofia e Infoexclusão.

Glòria Pérez-Salmerón
Nasceu em Barcelona, 5 de abril de 1958, foi Diretora da Biblioteca Nacional
da Espanha. É presidente da IFLA desde 2014. Presidenta de FESABID, cargo que
ocupou no período 2008-2010.

Haroldo de Oliveira Machado Filho
Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais
(1993), mestrado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (1998) e
PhD. em Direito Internacional pelo Instituto Universitário de Altos Estudos
Internacionais - Univ. de Genebra (2007). Atualmente é Assessor Sênior sobre
Desenvolvimento Sustentável junto ao Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento - PNUD/Brasil. É negociador da delegação brasileira nas
Conferências das Partes e Reuniões dos Órgãos Subsidiários da Convenção de
Mudança do Clima e do Protocolo de Quioto desde 1998. É membro do Grupo III
(Mitigação) do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima - IPCC. Tem
experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Internacional Público, atuando
principalmente nos seguintes temas: mudança do clima, conferências internacionais,
desenvolvimento sustentável, proteção social, meio ambiente, financiamento,
transferência de tecnologias, bens públicos globais.

Helena Vieira
Escritora, transfemista e pesquisadora em Política, Gênero e Teoria Queer.
Pesquisa Gênero e Sexualidade no Núcleo de Políticas de Gênero da Unilab, tem
diversos artigos publicados acerca das temáticas: gênero, política, transexualidade.
Assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Ceará

�Isaura Lima Maciel Soares
Bibliotecária Diretora da Biblioteca Amadeu Amaral do Centro Nacional de
Folclore e Cultura Popular/CNFCP/IPHAN. Membro do Conselho Fiscal da Rede de
Bibliotecas e Centros de Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro –
REDARTE/RJ), nos biênios 2014-2015, 2016-2017. Primeira Secretária do Conselho
Federal de Biblioteconomia (CFB) na 16ª Gestão. Presidente do Conselho Regional
de Biblioteconomia (CRB-7), na 15ª Gestão.

Itamar Xavier de Camargo
É ex-presidiário, professor de artes, autor e profere palestras. Comanda o
projeto Leitura Campeã que já arrecadou cerca de 20 mil livros e criou 11 bibliotecas
na região de Presidente Prudente, SP.

Prof. Dr. Jonathas Carvalho
Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em
Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes temas: identidade social e
cultural, identidade da Biblioteconomia brasileira e aspectos teóricos, históricos e
epistemológicos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação. Trabalha ainda
enfaticamente com projetos sociais, especialmente a partir das bibliotecas públicas,
escolares, comunitárias e populares, interagindo com diversos movimentos sociais e
comunitários e concebendo suas concepções sociais, educativas e culturais. Currículo
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4713540A9.

José Ronaldo Vieira
Especialista em Gestão do Conhecimento, Bibliotecário do Superior Tribunal
de Justiça, Chefe da Seção de Biblioteca Digital.

Julio Diaz Jatuf
Doctorando por la Universidad Complutense de Madrid en Ciencias de la
Documentación. Magíster en Bibliotecología y Ciencia de la Información, por la
Universidad de Buenos Aires (UBA), y por esa misma institución egresado como:
Bibliotecario Auxiliar, Bibliotecario, Licenciado y Profesor en Bibliotecología y Ciencia
de la Información. Se desempeña como Director de la Cátedra Libre Bibliotecología

�Social (CaLiBiSo) por UBA y profesionalmente como Jefe de Procesos Técnicos de
la Biblioteca de la Facultad de Odontología. Docente del Departamento de
Bibliotecología y Ciencia de la Información de UBA, de la Universidad Católica de
Santiago del Estero (UCSE) y del Instituto de Formación Técnica Superior (IFTS) nº
13. Autor de diversos artículos, capítulos de libros y ponencias científicas. Contacto:
juliodj@filo.uba.ar – www.juliodiazjatuf.com.ar

Katiussa Nunes Bueno
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio
Grande (2005). Atualmente é bibliotecária da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Cursando mestrado profissional em Memória social e bens culturais pelo Centro
Universitário La Salle. Tem experiência na área de biblioteconomia, com ênfase em
aquisição de material bibliográfico.

Kelly Pereira de Lima
Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense
(2016), Pós-Graduação em Mídias Digitais pela Universidade Estácio de Sá (2012) e
Graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (2008). Bibliotecária da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGERJ). Presidenta do Grupo de Profissionais em Informação e Documentação Jurídica GIDJ/RJ (2016-2019). Atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de
unidade de informação especializada em direito, desenvolvimento de coleção, fontes
de informação, serviço de referência e biblioteca virtual.

Profa. Dra. Lidia Eugenia Cavalcante
Pós-doutora em Ciência da Informação pela Université de Montréal - Canadá,
com pesquisa sobre memória e patrimônio digital: políticas e ações em bibliotecas
públicas. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em
História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especialista em Teorias
da Comunicação e da Imagem (UFC). Possui graduação em Biblioteconomia pela
Universidade Federal do Ceará. É professora associada III do Departamento de
Ciências da Informação, da Universidade Federal do Ceará e coordenadora do
Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da UFC/PPGCI (2016-2017).
Tem experiência na área de Ciência da Informação, atuando principalmente nos

�seguintes temas: mediação da informação e da leitura, tecnologia social e
desenvolvimento local, memória social e patrimônio, competência em informação,
aprendizagem colaborativa e educação a distância e inovação social. Desde 2008
coordena o projeto Ler para Crer, de metodologias para a implantação de bibliotecas
comunitárias e em 2010 recebeu o Prêmio Viva Leitura pelo referido projeto.

Lucia Abello
Bibliotecária com licenciatura em Tecnologia da Informação Formada em
Gestão de Projetos Culturais e Mestre em Promoção da Leitura. Diretora da Biblioteca
Pública Municipal de Doñihue, Chile.

Lucivaldo Barros
Professor associado do Instituto de Ciências Sociais Aplicas da Universidade
Federal do Pará, em exercício na Faculdade de Biblioteconomia. Analista do Ministério
Público da União - área Biblioteconomia, lotado na Procuradoria da República no
Estado do Pará. Possui pós-Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade
do Porto (Portugal), na área "Informação e Comunicação em Plataformas Digitais";
doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília, com
pesquisa na área temática Transparência Pública e Direito à Informação
Socioambiental. Graduado em Biblioteconomia e especialista em Administração de
Bibliotecas pela UFPA. Bacharel em Direito pela Universidade da Amazônia. Exerceu
atividades na Escola Superior do MPU, na área de pesquisa jurídica. Possui diversos
artigos, capítulos e livros publicados com destaque para: co-autor do livro "Informação
jurídica: teoria e prática" (Ed. Thesaurus, 2004); autor do livro “Fontes de informação
jurídico-ambiental" (Ed. Fórum, 2007); autor, juntamente com Edilenice Passos, do
livro "Fontes de informação para pesquisa em Direito" (Ed. Briquet de Lemos, 2009);
autor do livro “Teoria e prática da pesquisa em Jurisprudência” (Ed. Fórum, 2016).
Atua como Instrutor em cursos e treinamento do MPF, ESMPU e STF em diversas
capitais brasileiras. Professor da Disciplina "Documentação Jurídica" na UFPA.

Luiza Baptista Melo
Licenciatura em Química, ramo científico, da Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa; Mestrado em Arquivos, Bibliotecas e Ciências da Informação
da Universidade da Universidade de Évora; Doutoramento em Ciências da Informação

�e da Documentação da Universidade de Évora. Desde 2000, desenvolve investigação
nas áreas das Estatísticas, da Avaliação da Qualidade, do Desempenho e do Impacto
de Bibliotecas e Serviços de Informação, sendo autora de vários artigos em
publicações nacionais e internacionais e participando regularmente em congressos
em Portugal e no estrangeiro. É formadora e coordenadora de cursos de formação no
âmbito BAD. Recebeu as distinções: Louvor Cooperação – não docente 2013/2014
atribuído pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade
do Porto.

Luma Nogueira de Andrade
Professora Adjunta DE da Universidade da Integração Internacional da
Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB atua no Mestrado (MASTS) e graduação (IHL).
Possui Graduação em Licenciatura em Ciências pela Universidade Estadual do Ceará
- UECE; pós-graduação em gestão e avaliação da educação (UFJF); Mestrado em
Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Estadual do Rio Grande do
Norte (UERN) em Meio Ambiente e Doutora em Educação pela Universidade Federal
do Ceará (UFC). Tem experiência na área de gestão, Ciências Humanas, atuando
principalmente nos seguintes temas: Direitos Humanos, Diversidade cultural,
Etnicorracialidade, gênero e sexualidade, Educação, Políticas públicas e Movimentos
Sociais. Autora do livro Travestis nas Escolas: Assujeitamento e Resistência a Ordem
Normativa.

Prof. Dr. Luis Fernando Sayão
Possui graduação em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
(1978), mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro/Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (UFRJ/IBICT) e
doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ/IBICT (1994). Trabalha desde 1980
na Comissão Nacional de Energia Nuclear onde já exerceu os cargos de: chefe do
Centro de Informações Nucleares (CIN); chefe da Divisão de Tecnologia da
Informação; coordenador-geral de Informática; representante do Brasil no INIS International Nuclear Information System (AIEA/ONU); coordenador-geral da RRIAN Red Regional de Información en el Área Nuclear. É conselheiro do CONARQ Conselho Nacional de Arquivos, membro do Câmara Técnica de Documentos
Eletrônicos

do

CONARQ;

docente

do

Programa

de

Pós-Graduação

em

�Biblioteconomia da UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e e
do Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos da Fundação Casa de Rui
Barbosa. Foi membro do Comitê Técnico-Científico do IBICT e da Comissão de Ensino
da CNEN. Tem como áreas de interesse: bibliotecas digitais, publicações eletrônicas,
interoperabilidade, bases de dados, curadoria de dados de pesquisa e preservação
digital.

Prof. Dr. Luiz Tadeu Feitosa
Possui mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (1996) e doutorado em Sociologia pela Universidade Federal
do Ceará (2002). Atualmente é professor associado II da Universidade Federal do
Ceará. Tem experiência na área de Ciência da Informação e Comunicação Social,
atuando principalmente nos seguintes temas: Ciência da Informação - Teorias e
Epistemologia das Ciências da Informação; Biblioteconomia; Comunicação - Teorias
e Epistemologia da Comunicação. Semiótica, Semiótica da Cultura. Publicidade,
Jornalismo, Cultura Popular. Atua ainda nas pós-graduações em Comunicação e
Ciência da Informação, com orientações acadêmicas nas duas áreas. Orienta
trabalhos nos campos da sociologia da mídia e da informação; semiótica da mídia e
da cultura.

Manuela Pargana Silva
Licenciatura em História, FLUL.

Componente Curricular do Mestrado em

Educação e Leitura, FPCE-UL. Componente Curricular do Mestrado em História
Social Contemporânea, ISCTE-IUL.

Especialização em Ciências Documentais,

variante de Documentação e Biblioteca, FLUL. Lecionou no Ensino Secundário de
1980 a 1998. É técnica superior no Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, desde
1998 e Coordena a Rede de Bibliotecas Escolares desde 2014.

Maralyza Pinheiro
Bacharel em Biblioteconomia pela UFC, Especialista em Tecnologias Aplicadas
ao Tratamento e Recuperação da Informação (UFC), Certificação RM collaboration
certificates da Alfresco (United Kingdom - UK). Atuando nos últimos sete anos em
Projetos de GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos pelo Brasil, em
empresas privadas de grande porte e em órgãos públicos de esfera: Municipal,

�Estadual e Federal. 1ª Bibliotecária no Brasil a atuar no ramo da Indústria Alimentícia
como gestora.

Marcio de Souza Porto
Possui graduação em História pela Universidade Federal do Ceará (1981),
mestrado em História pela Universidade Federal do Ceará (2007) e doutorado em
Programa de Pós-Graduação em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará
(2014). Atualmente é cargo comissionado - Arquivo Público do Estado do Ceará. Tem
experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando
principalmente nos seguintes temas: ensino, pesquisa, história, história da Igreja e
Patrimônio Documental. Membro do Comitê Nacional do Brasil para o Programa
Memória do Mundo da UNESCO, desde setembro de 2013. Integrante do Conselho
Consultivo do Centro de Referência Memórias Reveladas: as lutas políticas no Brasil
(1964-1985), do Arquivo Nacional (RJ), conforme publicação no Diário Oficial da União
de 3 de fevereiro de 2015. É membro do Grupo de Pesquisa do CNPq: "Arquivos e
Bibliotecas: apropriações teóricas e aplicações metodológicas", desde 2014. Membro
do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), conforme Portaria nº 604, de 1º de
junho de 2015, publicada no Diário Oficial da União, de 3 de junho de 2015.

Marcos Antonio Soares
Bibliotecário da UFPE. Marcos também é ator e escritor sendo o autor dos livros
Bibliotecário Bar e Diário de Marjorie: memórias de uma travesti.

Maria Cláudia de Freitas Lima
Cirurgiã dentista na Universidade Federal do Ceará – UFC. Cirurgiãdentista da
Estratégia Saúde da Família - ESF, servidora municipal - Prefeitura de Fortaleza.
Atualmente lotada na Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza desenvolvendo
atividades no Núcleo de Atenção Integral à Saúde – NAIS, constituído pela Secretaria
Municipal da Saúde de Fortaleza, Secretaria Estadual de Saúde e Defensoria Pública
do Estado. Especialista em Saúde da Família - Universidade Federal do Ceará – UFC.
Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde – Universidade Estadual
de Campinas – UNICAMP. Mestre em Saúde da Família - Universidade Estadual do
Ceará – UECE. Professora da Disciplina de Saúde Coletiva do Curso de Odontologia
do Centro Universitário Christus – Unichristus.

�Mary Komatsu Shinkado
Bibliotecária Coordenadora da Biblioteca e Arquivo Histórico do Museu
Nacional de Belas Artes. Membro da Diretoria da Rede de Bibliotecas e Centros de
Informação em Artes no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ), nos biênios 20142015, 2016-2017. Especialização em MBA em Gestão de Tecnologia em Informação
no Centro Universitário Anhanguera em Niterói (2016).

Milton Shintaku
Possui graduação (Licenciatura Plena) em Ciências e Habilitação em
Matemática pelo Centro Universitário de Brasília - UNICEUB (1987), pós-graduação
Latus Census em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Brasília (1987).
Atualmente é Tecnólogo no Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e
Tecnologia - IBICT e Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF)
. Atua principalmente nos seguintes temas: Repositório digital; Ensino e aprendizagem
da língua portuguesa como segunda língua a surdos usuários de LIBRAS (Língua
Brasileira de Sinais) da Secretaria de educação do Distrito Federal (SEDF).

Najla Bastos de Melo
Especialista em Gestão do Conhecimento, Bibliotecária do Superior Tribunal
de Justiça.

Neide Alves Dias De Sordi
Diretora da InnovaGestão – Consultoria em Informação. Bibliotecária e mestre
pela Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Brasília (UnB). Integra
o Grupo de Trabalho para assessoramento ao Comitê Interministerial Governo Aberto
(CIGA), constituído pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e ControladoriaGeral da União (CGU) para a elaboração e implantação do 3. Plano Nacional de Ação
do Governo Aberto (OGP), como representante da Open Knowledge Brasil. Foi
diretora-executiva do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e Secretária de Pesquisa e Informação Jurídicas do Centro
de Estudos Judiciários (CEJ) do Conselho da Justiça Federal (CJF).

�Paul Burley
Mestre em Ciência da Informação Bacharel em Artes, Línguas e Culturas do
Leste Asiático, ambos títulos obtidos pela Universidade de Michigan (EUA). É
bibliotecário de Metadados da Biblioteca Universitária do Noroeste de Illinois (EUA).
Nesta função realiza catalogação e classificação original para materiais em todos os
formatos, com responsabilidade primária pelos materiais japoneses e portugueses.
Cria registros analíticos para o banco de dados NUL TranWeb; contribui com o nome,
a série e os registros de autoridade sujeitos ao Programa Cooperativo de Autoridade
de Nome da Biblioteca do Congresso (NACO) e no Programa de Cooperação de
Autoridade de Assunto (SACO). Gerencia o carregamento de registro no sistema de
biblioteca Alma. Tem experiência com catalogação.

Paula Azevedo Macedo
Bibliotecária formada na ECA/USP, pós-graduada na mesma instituição em
Comunicação Digital com a monografia “Projetando tecnologia para pessoas: análise
das abordagens centradas no ser humano: design thinking, design de interação e
marketing 3.0." Com 9 anos de experiência em Design Estratégico, atualmente é
consultora de Inovação na Embraer, onde utiliza metodologias de design thinking para
impulsionar o espírito de inovação na empresa e desenvolver produtos e serviços
disruptivos conectando tecnologias exponenciais para soluções que atendam
necessidades humanas. Já atuou em consultorias e agências como designer de
experiência do usuário e arquiteta de informação ajudando empresas como Microsoft,
Google, Facebook, Vivo, Banco Itaú, Bosch, Motorola, Natura, Goodyear, Ford,
Pinterest e outras a encontrarem caminhos criativos para inovarem em produtos e
serviços. Colabora com o blog https://brasil.uxdesign.cc/ , o maior canal de arquitetura
de informação em português e com o blog uxdesign.cc , que te alcance global. É
palestrante em eventos de Arquitetura de Informação, Design e sobre atuações
inovadoras em Biblioteconomia há 7 anos. Idealizou e liderou o projeto de Design
Thinking para Bibliotecas utilizando toolkit da IDEO e Instituto Bill &amp; Melinda Gates,
aplicando na prática e levando o pensamento de design para mais bibliotecários. É co
fundadora do Caminhos do Flow, um projeto de experimentação e descoberta sobre
Felicidade e estado de fluxo e, por fim, dá aulas em um curso on-line no Extralibris
com a finalidade de levar UX e Arquitetura de Informação para bibliotecários, tendo
aberto esse caminho para mais de 200 profissionais.

�Pedro Luiz Fernandes
Vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novozymes.
Bacharel e Licenciado em Química pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná
(PUC-PR). Cônsul Honorário do Reino da Dinamarca para os Estados do Paraná e
Santa Catarina no Brasil. Diretor da Câmara de Comércio Dinamarquês-Brasileira
(DANCHAMB) em São Paulo e representante da DANCHAMB regional no Estado do
Paraná. Vice-presidente e cofundador do Instituto Princesa Benedikte, instituição que
atua na área de crianças e adolescentes, salvaguardando os direitos das crianças e
jovens vítimas de violência doméstica ou de risco. Diretor-substituto do Conselho de
Administração da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), onde
também é membro do Comitê de Propriedade Intelectual. Conselheiro Administrativo
graduado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em dezembro
de 2016. Mestre em Governança e Sustentabilidade no Instituto de Negócios e
Economia ISAE/FGV.

Peter MacLeod
Peter MacLeod é o co-fundador e diretor da MASS LBP, uma empresa
inovadora com sede em Toronto, que trabalha com governos e corporações
avançados para aprofundar e melhorar a consulta pública e o engajamento social.
Desde 2007, a MASS liderou alguns dos esforços mais originais e ambiciosos do
Canadá para envolver os cidadãos na resolução de opções políticas complexas, ao
mesmo tempo em que promovem o uso de Loterias Cívicas e Painéis de Referência
Cidadã em nome de uma grande variedade de clientes.

Rejane Maria Façanha de Albuquerque
Pós-Graduanda em Psicanálise e formação para clínica. Especialização em
Direito e Processo do trabalho. Graduada em Biblioteconomia e em Ciências Sociais.
Diversos treinamentos na área de gestão e inteligência emocional. Bibliotecária do
TRT da 7ª Região.

Rodolfo Tamanaha
Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura. Advogado e Professor.
Mestre pela UNB e Doutorando pela USP.

�Rosa Monfasani
Bibliotecária e professora de Ciência da Informação na Faculdade de Filosofia
e Letras UBA. Membro permanente da Jornada sobre Biblioteca Digital Universitária
(JBDU). Coordenadora da Rede Nacional de Associações de Bibliotecários da
República Argentina. Membro Jornada Nacional sobre Bibliotecas, Arquivos e
Museos.

Roseli Miranda
Mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP. Especialista em Gestão da
Tecnologia da Informação pela Fundação Getúlio Vargas. Possui graduação em
Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo - FESP/SP. Responsável pela gestão dos serviços de
Documentação do Grupo EDP Brasil. Experiência na área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, com ênfase na Organização da Informação, atuando
principalmente nos temas Documentação Jurídica e gestão da documentação
empresarial e especializada.

Rui Francisco
É gerente LSE para a América Latina, Europa e Israel para os Serviços de
Informação do EBSCO, onde trabalhou nos últimos 5 anos como engenheiro
responsável das implementações e desenvolvimentos customizados para clientes de
todo o mundo. Antes de se juntar à EBSCO, foi responsável pelos serviços de
pesquisa para o consórcio português (b-on) por mais de 7 anos. Possui diploma em
Engenharia de Sistemas e mestrado em Sistema de Informação Data Mining.

Shirlei Rodrigues
Atua na área de informação em saúde a mais de 15 anos. Especialista em
Gestão Pública, Auditoria e Gestão em Serviços de Saúde e Administração Hospitalar.
Ocupou cargo de administradora em Hospital Público por 10 anos. Atualmente é
Coordenadora de Disseminação de Informações Técnico – Científicas em Saúde do
Ministério da Saúde, membro do Comitê Nacional da Rede BiblioSUS, gestora de
Projetos em âmbito nacional, para o fortalecimento do SUS.

�Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira
Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade
de São Paulo em Ribeirão Preto junto ao Curso de Ciência da Informação e
Documentação e Biblioteconomia. Docente e orientadora de doutorado no Programa
de Pós-Graduação em Ciência da Informação da mesma Universidade. Doutora e
Mestre em Ciências da Comunicação. Membro do Conselho Diretor do IBICT (20082010) e da Biblioteca Virtual da FAPESP (2009-2010). Diretora do Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP (2010 a 2013). Secretária da Divisão V - Regiões em
Desenvolvimento da IFLA desde 2015. Presidente do Comitê Permanente da Seção
para América Latina e Caribe da IFLA (IFLA LAC, desde 2015, sendo membro desde
2011. Coordenadora da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e
Associados (FEBAB, desde 2016). Membro do Conselho Científico Internacional da
RedAlyc (2009 – 2012). Membro Grupo de Especialistas Internacional do IAP Group
(International Advocacy Programme) da International Federation of Library
Association (IFLA de 2015 a 2016). Parecerista e avaliadora da FAPESP e do CNPq
no Brasil (desde 2005) e da Oficina de Avaliação de Pesquisa na PUCP no Perú
(2015). Temas principais de pesquisa: comunicação científica, acesso aberto,
biblioteca federada, publicação eletrônica e repositórios digitais.

Tiago Hakiy
É poeta, escritor e contador de histórias tradicionais indígenas. De Barreirinha,
estado do Amazonas, descende do povo sateré-mawé. É autor de vários livros:
Awyató-pót: histórias indígenas para crianças; Águas do Andirá; Petrópolis. Tem
textos publicados nas antologias A quinta estação e Antologia poética dos escritores
indígenas. É membro do Núcleo dos Escritores e Artistas Indígenas (NEArIn). Em
2012 foi vencedor do Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas. Formado
em Biblioteconomia pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas), mora no
coração denso da floresta amazônica.

Profa. Dra. Valéria Valls
Doutorado em Ciências da Comunicação (2005), Mestrado em Ciências da
Comunicação (1998) e Graduação em Biblioteconomia e Documentação (1990) pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, além de

�extensão universitária em Docência pela Fundação Getúlio Vargas - FGV (2008).
Coordenadora e docente do curso de graduação em Biblioteconomia e Ciência da
Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(FaBCI/FESPSP) e Coordenadora de curso e docente de pós-graduação da Escola
Pós-Graduada da FESPSP (Núcleo de Ciência da Informação). Docente do MBA em
Gestão Empresarial e Coaching (parceria FESPSP e SLAC). Coordenadora da Região
São Paulo (Gestão 2016-2018) da ABECIN - Associação Brasileira de Educação em
Ciência da Informação. Consultora associada em projetos ligados à gestão da
qualidade, informação e conhecimento, além de atuar como palestrante nesses
temas.

Vanessa Labigalini
Diretora de Projetos e Comunicação do Instituto de Políticas Relacionais
Assistente Social pela PUC/SP e sociopsicodramatista pela Role Playing.
Coordenação do Movimento Ética e Cidadania – Psicodrama da Cidade. Radialista
com experiências em variados programas de tv´s e rádios.

Verônica Abdala
Bibliotecária pela Universidade de Brasília e mestrado pela Escola de
Comunicações e Arte da USP, atua na área de informação em ciências da saúde há
mais de 25 anos, na BIREME, que é um centro da Organização Panamericana da
Saúde (OPAS). Lidera projetos de cooperação técnica para desenvolvimento de
serviços de informação com instituições da área da saúde na América Latina e Caribe,
desenvolvimento de atividades de capacitação de usuários da informação, aplicação
do Modelo Biblioteca Virtual em Saúde e de produção de fontes de informação.

Wander Filho Pavão
Bibliotecário, mediador e promotor de leitura, contador de histórias, mediador
cultural,educador popular, ativista de direitos humanos, escritor, rapper, poeta e
locutor de rádio.

Dr. Wellington Marçal de Carvalho
Doutorando em Literaturas de Língua Portuguesa pelo Programa de PósGraduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Conceito

�CAPES 5). Integrante do Grupo de Estudos em Estéticas Diaspóricas, vinculado a
Linha Identidade e alteridade na literatura, no projeto de pesquisa intitulado Migrações
e deslocamentos - a constituição de estéticas diaspóricas nas literaturas africanas de
língua portuguesa. Mestrado em ?Letras ? Literaturas de Língua Portuguesa? pelo
Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC Minas (2013). Graduação em
Biblioteconomia pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de
Minas Gerais (2004). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase
em Biblioteconomia, principalmente em catalogação utilizando o formato MARC 21
para descrição de dados bibliográficos; tratamento do documento arquivístico.
Especialista em Recursos Hídricos e Ambientais pelo Instituto de Ciências Agrárias
da Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Desenvolve trabalhos no eixo
temático: Letras (Literaturas de língua portuguesa); Africanidades; Arquivística;
Organização
administrativo;

e

tratamento
Movimentos

da

informação;

reivindicatórios;

Administração

pública;

Assédio

Narrativas

moral;

Direito
de

subalternidade. É Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias da
FEBAB.

Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon
Doutora em Ciência da Informação pela UNESP (2012); mestre em
Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (2006); especialista em Sistemas
Automatizados de Informação em Ciência &amp; Tecnologia (1996), em Administração
(2002), em Ensino Superior (2003), e bacharel em Biblioteconomia e Documentação
pela EBDSC (1993). Atua como docente na Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Lidera o Grupo de Pesquisa Tecnologias em Ambientes Informacionais GPTAI (UFSCar), pesquisa no Núcleo de Estudos em Tecnologias de Organização e
Representação de Informações - NeTORI (UFSCar) e no Grupo de Pesquisa Novas
Tecnologias em Informação (UNESP). É membro da Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB), da Associação
Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), da Associação Brasileira
de Profissionais da Informação (ABRAINFO), da Sociedade Brasileira para a
Organização do Conhecimento (ISKO-Brasil) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em
Catalogação (GEPCAT). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com
ênfase em Organização e Representação da Informação. São temas de seu interesse
e de pesquisa: Catalogação e catalogação automatizada; Metadados, padrões e

�estruturas de representação da informação, Formato MARC21, BIBFRAME,
DublinCore, AACR2r, RDA; Automação e softwares em unidades de informação;
Intercâmbio e conversão de dados; Aspectos teóricos e conceituais de catalogação,
sintaxe e semântica de registros bibliográficos. Desenvolveu o Scan for MARC, um
interpretador sintático e semântico de registros bibliográficos analógicos para o
Formato MARC21 Bibliográfico.

�ANEXO 4 – PROGRAMA DE ABERTURA: RAQUEL DE QUEIROZ CONVIDA

����ANEXO 5 – TEXTO DAS PLACAS DE HOMENAGEM
Placa – Homenagem à Maria Mesquita Guedes Pereira
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Maria Mesquita Guedes
Pereira pela valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVII CBBD – Fortaleza, outubro de 2019.
Placa – Homenagem à Mariza Russo
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Mariza Russo pela valiosa
contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVII CBBD – Fortaleza, outubro de 2019.
Placa – Homenagem à May Brooking Negrão
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à May Brooking Negrão pela
valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVII CBBD – Fortaleza, outubro de 2019.

�ANEXO 6 – RELATÓRIO IX SBBI – SEMINÁRIO BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS
DA REDE RFEPCT

O encontro dos bibliotecários da RFEPCT contou com a presença de
representantes de 24 institutos onde foi possível deliberar sobre os seguintes temas:

a) Aprovação do Regimento Interno da CBBI, que constitui como órgão
integrante da

Diretoria

Executiva

da

Federação

Brasileira de

Associações de Bibliotecários (FEBAB);
b) Eleição da nova Diretoria Executiva da CBBI, gestão 2017-2019.
Também foi apresentado o relato de experiência do IFRN “Acesso Aberto a
produção científica e acadêmica do IFRN: o caso do Memoria – Repositório
Institucional”, cuja discussão proporcionou debate e reflexões sobre a importância da
sua replicabilidade nas demais Instituições da Rede.
Por fim, uma conversa aberta entre os participantes possibilitou a indicação de
recomendações para o fortalecimento das bibliotecas da Rede:

a) Ampliar serviços que promovam a inclusão: trabalhos voltados para as
minorias (índios, negros, pessoas com necessidades especiais,
comunidades carentes etc.);
b) Fortalecer parcerias internas e externas na promoção dos serviços das
bibliotecas;
c) Investir na promoção e marketing das bibliotecas ampliando a
visibilidade e reconhecimento dos trabalhos realizados;
d) Fomentar encontros locais e regionais entre bibliotecários da RFEPCT
buscando compartilhamento de experiências e fortalecimento de
práticas inovadoras;
e) Ampliar para toda a Rede a institucionalização dos Sistemas Integrados
de Bibliotecas destacando a importância de uma gestão presente na
reitoria;
f) Estimular o desenvolvimento de estudos e implantação de Repositórios
institucionais promovendo o acesso aberto a publicações e produções
locais;

�g) Fortalecer o uso do Portal Capes visando aumentar o número de
acessos;
h) Realizar parceria e sensibilização junto às instâncias superiores de
gestão das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica, com o objetivo de aprovar a destinação fixa de
uma porcentagem da verba anual recebida por estas Instituições às
bibliotecas.

�ANEXO 7 - FORMULÁRIO DO QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO CBBD 2017
SOBRE O LOCAL
AVALIAÇÃO
Centro de Convenções
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Hotel credenciado
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Serviço de Transfer
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Infraestrutura
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A PROGRAMAÇÃO
Escolha dos Temas
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Escolha dos Convidados
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Conferências
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Eventos paralelos
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Minicursos
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Visitas guiadas
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Conversando Sobre
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Cerimônia de abertura
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Organização das atividades
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Duração do Evento
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SOBRE A FEIRA DE EXPOSITORES
Espaço
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Disposição dos stands
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Stand da FEBAB
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Auditório
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SOBRE A COMUNICAÇÃO
Site
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E-mail
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Facebook
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Twitter
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Plataforma de inscrição
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SOBRE OS TRABALHOS
Plataforma de submissão
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Trabalhos orais
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Pôsteres interativos
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Avaliação dos trabalhos
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QUESTÕES ABERTAS
1 – Comentários
2 – Mensagem Final?
3 – Sugestão de Temas para o CBBD 2019
4 - Qual cidade você gostaria que sediasse o CBBD 2021?

�ANEXO 8 – MOÇÃO DE REPÚDIO AO PL 7920/2017

Os participantes do 27º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia,
Documentação e Ciência da Informação, promovido pela Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB)
repudiam veementemente o Projeto de Lei (PL) 79200/2019, de autoria do Senador
Magno Malta (PR/ES), que tramita em regime de urgência no Senado Federal e cujo
teor, desconsidera todo o arcabouço teórico e prático de instituições e dos
profissionais da área de arquivologia e afins, propondo a eliminação de todos os
documentos originais, após sua digitalização.
O projeto, além de conter uma obscura, temerosa e preocupante interpretação
para a destruição de documentos originais- e por isto tem sido denominado “PL da
Queima de Arquivos” traz em seu bojo uma óbvia demonstração do desconhecimento
dos procedimentos adotas para a preservação de documentos. Além disto, demonstra
também o descaso e a pouca importância dada a memória histórica da nação, uma
vez que documentos físicos sempre constituíram importante registro para
conhecimento histórico e científico, análise e pesquisa, legado essencial para as
gerações futuras.
Por fim, suspeita-se que este tipo de projeto, sem nenhum benefício aparente,
que possa significar algum tipo de avanço acadêmico, administrativo, científico ou
social, serve apenas a um somente crescente ramo de empresários da área
tecnológica, que vê na digitalização de documentos tão somente uma nova forma de
auferir grandes lucros, monetizando algo cujo valor é incalculável.
A memória documental de um país não pode se resumir a formatos digitais por
conta de mesquinhos interesses meramente financeiros, tendo em vista que já
existem procedimentos e classificações nacionais e internacionais, baseados em
longos anos de estudos, sobre qual tipo de tratamento deve se dar aos diversos tipos
de documentos, inclusive àqueles passiveis de serem guardados nos novos formatos.
Tendo em vista tais considerações, repudiamos publicamente tal Projeto, por
considerá-lo totalmente nocivo aos interesses da sociedade brasileira, ao negar ao
país do futuro o seu direito à identidade e à memória.

Fortaleza, 19 de outubro de 2017.

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                <text>Relatório do 27o. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (2017)</text>
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                <text>Relatório&#13;
Tema: Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030</text>
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                <text>O CBBD tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e especializadas.&#13;
Neste sentido, alinhado ao Programa Internacional Advocacy Program (IAP) da IFLA que vem realizando workshops em todo o mundo para mobilizar os profissionais no trabalho de advocacy junto a Agenda 2030, escolhemos os “Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: como as bibliotecas podem contribuir com a implementação da Agenda 2030” como o tema central dessa 27ª. Edição.&#13;
Realmente as bibliotecas precisam se libertar do estereótipo que são espaços para armazenamento de livros. Bibliotecas são parcerias estratégicas para atingir o cumprimento dos objetivos do milênio. A IFLA selecionou exemplos que permitem constatar que as bibliotecas contribuem com o desenvolvimento da sociedade. Esses exemplos inspiradores podem fazer com que os profissionais brasileiros iniciem serviços à semelhança em suas bibliotecas ou ainda estimulem escrever os programas e projetos que já estão acontecendo e que podem transformar vidas.&#13;
Para que o advocacy seja efetivo é preciso o engajamento e comprometimento dos profissionais. O CBBD em sua 27ª. edição mostrou que temos muitos profissionais comprometidos e fazendo a diferença.&#13;
O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, e por que não dizer que recarregar as energias.&#13;
Mais uma vez queremos convidar todos a refletir e oferecer sua colaboração individual para o fortalecimento da nossa área. Sempre acreditando que juntos somos mais fortes e poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e continuar consolidando o trabalho já realizado.</text>
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                    <text>FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES – FEBAB

RELATÓRIO
XXVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
DESIGUALDADE E DEMOCRACIA:
QUAL O PAPEL DAS BIBLIOTECAS?

Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

�SUMÁRIO

1

APRESENTAÇÃO ............................................................................................. 3

2

EIXOS TEMÁTICOS .......................................................................................... 6

3

ESTRUTURA ................................................................................................... 10

3.1

Inscrições........................................................................................................ 10

3.2

Organização .................................................................................................... 12

4

PROGRAMA .................................................................................................... 18

4.1

Conteúdo......................................................................................................... 18

4.2

Visitas Técnicas ............................................................................................. 18

4.3

Cerimônia de Abertura ................................................................................... 19

4.4

Mesas Redondas ............................................................................................ 23

4.5

Conferências ................................................................................................... 25

4.6

Conversando Sobre ....................................................................................... 26

4.7

Eventos Paralelos .......................................................................................... 29

4.7.1 4º Fórum da Biblioteconomia Escolar: Pesquisa e Prática ............................... 29
4.7.2 I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no Contexto da
Ciência Aberta .................................................................................................. 31
4.7.3 II Fórum das Bibliotecas de Arte ...................................................................... 34
4.7.4 I Fórum Brasileiro de Bibliotecas Prisionais ..................................................... 34
4.7.5 V Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação ..................................... 36
4.7.6 VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas ..................................................... 37
4.7.7 VI Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas ................... 37
4.7.8 X Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica .............................................. 40
5

O CONGRESSO EM NÚMEROS ..................................................................... 42

6

AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES.............................................................. 43

6.1

Sobre o Local .................................................................................................. 43

6.2

Sobre a Programação .................................................................................... 44

6.3

Sobre a Feira de Expositores ........................................................................ 45

6.4

Sobre a Comunicação .................................................................................... 46

6.5

Sobre os Trabalhos ........................................................................................ 47

6.6

Avaliação Geral e Sugestões ........................................................................ 48

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Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

�7

ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES ..................................................... 49
ANEXO 1 - TRABALHOS APROVADOS – ORAL .......................................... 54
ANEXO 2 - TRABALHOS APROVADOS: PÔSTERES – IDEIAS &amp; AÇÕES . 78
ANEXO 3 - TRABALHOS APROVADOS – VIDEOGRAFIAS ......................... 90
ANEXO 4 – CURRÍCULO DOS PALESTRANTES .......................................... 91
ANEXO 5 – PROGRAMA DE ABERTURA: RUBEM BRAGA CONVIDA..... 114
ANEXO 6 - TEXTO DAS PLACAS DE HOMENAGENS ............................... 118
ANEXO 8 – RELATÓRIO DO II FÓRUM DAS BIBLIOTECAS DE ARTE ..... 125
ANEXO 9 – RELATÓRIO DO I FÓRUM BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS
PRISIONAIS ................................................................................................... 128
ANEXO 10 – RELATÓRIO DO V ENCONTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS
EM CATALOGAÇÃO ..................................................................................... 131
ANEXO 11 - VI FÓRUM BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS........ 135
ANEXO 12 – RELATÓRIO DO VI SEMINÁRIO NACIONAL DE
DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO JURÍDICAS ....................................... 136
ANEXO 13 – RELATÓRIO DO X SEMINÁRIO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECAS DAS INSTITUIÇÕES DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL, CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA ........................................ 137
ANEXO 14 – FORMULÁRIO DO QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO .......... 140
ANEXO 15 – MANIFESTO EM DEFESA DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS NO
BRASIL – 2019............................................................................................... 141

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�1 APRESENTAÇÃO
“Desigualdade e Democracia: qual é o papel das bibliotecas?” esse foi o
chamado da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários e
Instituições (FEBAB) para a 28ª. edição do Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), pois entende
que nossa responsabilidade como bibliotecários - reafirmada em nosso juramento nos compromete a defender a democracia, a liberdade de expressão e a inclusão de
todos, e para isso, temos que ter consciência de nosso importante papel de
colaboração na sociedade atuando com ética, compromisso e coragem.
A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, assim como o Acordo de
Paris sobre a mudança climática, são uma resposta da comunidade internacional
destinada a mudar o atual estilo de desenvolvimento e construir sociedades pacíficas,
mais justas, solidárias e inclusivas que protejam os direitos humanos, o planeta e seus
recursos naturais.
Os progressos da Agenda 2030 para a América Latina e Caribe são
monitorados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe –
CEPAL. Na Segunda Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe
sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ocorrida no período de 18 a 20
de abril de 2018, foi publicado o “Segundo Informe Anual sobre o Progresso e os
Desafios Regionais da Agenda 2030 para os ODS”, demonstrando que durante as
últimas décadas a América Latina e Caribe melhoraram consideravelmente um
conjunto de variáveis econômicas e sociais cujos indicadores e medições se
encontram incluídos na Agenda 2030.
Os dados mostram que entre 2004 a 2014 a região cresceu a uma taxa regional
de 3.32%, anual, neste tempo foram implementadas diversas políticas em matéria
social. A combinação desses fatores teve importante efeito sobre o bem-estar ao
diminuir o número de pessoas extremamente pobres, de 63 milhões para 48 milhões,
mas desde 2015 os números da região revelaram um aumento em todos os níveis
gerais de pobreza e de pobreza extrema; em 2017, mais de 187 milhões de pessoas
estavam vivendo na pobreza e 62 milhões viviam na pobreza extrema. A incidência
da pobreza é levemente maior em mulheres, em idade ativa (15 a 29 e 30 a 39 anos),
do que a registrada entre homens desses mesmos grupos etários. O relatório mostra
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3

�que a América Latina e o Caribe é a região mais desigual do planeta e indica que 75%
das pessoas que vivem na região não têm confiança nas entidades públicas; 85%
pensam que a corrupção é um tema estendido na população; a maioria das pessoas
entende que os serviços públicos de saúde não estão dando o resultado esperado e
uma em cada três pessoas dizem que a Educação também não corresponde ao
desejado.
Aliado a isso, dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 80 milhões de
brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm
renda familiar equivalente a R$ 387,07 (US$ 5,5) por dia, valor adotado pelo Banco
Mundial para definir se uma pessoa é pobre. No que diz respeito à distribuição de
renda, o Brasil continua sendo um país de alta desigualdade, inclusive, quando
comparado a outros países da América Latina.
Os países signatários da Agenda 2030 devem seguir trabalhando para alcançar
as metas, e é importante destacar que a Organização das Nações Unidas (ONU)
focará

neste ano de

2019,

seis

dos 17 Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável da Agenda 2030 (4, 8, 10, 13, 16 e 17), sendo que a IFLA tem
incentivado as bibliotecas trabalharem com mais foco em 4 desses, a saber:
ODS 4 – Educação de Qualidade
ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 10 - Redução das Desigualdades
ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Diante desse cenário e, considerando o trabalho de “advocacy” que a
International Federation of Library Association (IFLA) vem realizando e também o
que está sendo conduzido pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários
e Instituições (FEBAB) - no sentido de mostrar que as bibliotecas são importantes
aliadas para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - acreditamos
que os profissionais da área de informação devem estar cientes e integrados nos
temas centrais da sociedade.
E o que estamos fazendo diante desses dados? Como colaborar para a
diminuição da desigualdade? Quais são as atuações possíveis? Que habilidades
precisamos desenvolver para dar respostas às essas demandas que estão na nossa
porta? Como fazer a sociedade perceber que as bibliotecas podem melhorar suas
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4

�vidas? Como prover o acesso à informação confiável? Se as bibliotecas públicas são
os equipamentos culturais mais presentes em todo o território nacional, por que não
conseguimos dialogar com nossas comunidades?
Essas indagações foram tratadas nas diversas atividades que aconteceram
durante os quatro dias de evento.
.

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�2 EIXOS TEMÁTICOS

Eixo 1 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
•

ODS 4: Educação de Qualidade: As bibliotecas são o coração das
escolas, universidades e institutos em todos os países do mundo. As
bibliotecas apoiam programas de alfabetização, oferecem um lugar
seguro para a aprendizagem e colaboram com pesquisadores na
utilização de dados e informações para gerar novos conhecimentos.

•

ODS 8: Emprego Digno e Crescimento Sustentável: Acesso público às
tecnologias de informação e os treinamentos em bibliotecas permitem
que as pessoas se candidatem aos empregos. A equipe capacitada da
biblioteca pode ajudar as pessoas no preenchimento dos formulários
online, escrever matérias de apoio e encontrar o emprego apropriado.

•

ODS 10: Redução das Desigualdades: Acesso equitativo à informação,
liberdade de expressão, liberdade de associação e de reunião e o direito
à privacidade são fundamentais para a independência individual. As
bibliotecas contribuem para reduzir a desigualdade proporcionando
espaços cívicos seguros e abertos a todos em áreas urbanas e rurais
em todo o mundo.

•

ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Fortes: Para alcançar o acesso pleno
à informação, todos devem ter, tanto o acesso como as habilidades para
utilizarem a informação de maneira efetiva, como expressado na
Declaração de Lyon sobre o Acesso à Informação e o Desenvolvimento.
As bibliotecas possuem habilidades e os recursos para apoiarem os
governos, instituições e indivíduos a comunicarem, organizarem,
estruturarem e utilizarem a informação de maneira efetiva para o
desenvolvimento.

Eixo 2 - Ninguém fica para trás
•

Iniciativas voltadas à acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social e enfoque de gênero. Bibliotecas comunitárias,
bibliotecas públicas e bibliotecas prisionais. Empoderamento da
comunidade e cidadania. Competência em informação para públicos em
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6

�vulnerabilidade social. Sustentabilidade e meio ambiente. Censura,
liberdade de expressão e liberdade intelectual. Democracia. Cultura
digital. Agenda 2030 e Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Eixo 3 - Cultura do privilégio
•

Reflexões acerca da desigualdade que promove uma cultura do
privilégio pautada em diferenças (muitas delas incorporadas como
naturais na percepção das pessoas); em hierarquias que privilegiam
poder e destaque (segundo classe ou sangue, identidade racial, gênero,
berço, cultura ou combinação das anteriores) e em políticas. As
bibliotecas e os bibliotecários na cultura do privilégio.

Eixo 4 - A expansão desenfreada das tecnologias
•

Futuro do trabalho e das bibliotecas. Tecnologia para democratização
do acesso à informação. Inovação no emprego de tecnologias. Vigilância
tecnológica e privacidade. Produtos e serviços de bibliotecas para
nativos digitais. Vertentes e tendências: blockchain, big data, data
science, realidade virtual, robotização, inteligência artificial, games e
internet das coisas. A biblioteca do futuro. Softwares livres.

Eixo 5 - O farol do advocacy
•

Movimento associativo no Brasil e no mundo. Atuação política dos
bibliotecários. Políticas públicas de livros, leitura, literatura e bibliotecas.
Proatividade e liderança em defesa da profissão. Órgãos representativos
da classe (centros acadêmicos, associações de bibliotecários, FEBAB,
Conselhos Regional e Federal de Biblioteconomia e IFLA).

Eixo 6 - Gestão de bibliotecas
•

Criatividade e inovação em produtos e serviços. Gestão de projetos.
Gestão financeira e captação de recursos. Cultura da participação.
Gestão de repositórios digitais, bibliotecas virtuais e uso de e-books,
portais e dados abertos. Gestão de marketing. Serviço de referência.
Arquitetura e equipamentos de bibliotecas. Gestão da comunicação.
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�Desenvolvimento de coleções (seleção, avaliação, preservação).
Gestão de coleções especiais. Patrimônio Bibliográfico em Bibliotecas.
Gestão de processos. Makerspaces e coworkings. Metodologias
inovadoras de gestão.

Eixo 7 - Construção e identidade profissional
•

Ética e moral. Ensino (tradicional e a distância) e currículos de
Biblioteconomia. Formação continuada. Imagem e status do bibliotecário
e da biblioteca. Demandas do mercado emergente de trabalho. Novas
competências e habilidades. História da Biblioteconomia.

Eixo 8 - Ciência da Informação
•

Epistemologia, história e desenvolvimento da Ciência da Informação e
Biblioteconomia.

Tendências

em

pesquisa.

Interdisciplinaridade.

Organização do conhecimento. Produção e comunicação da informação
em ciência, tecnologia e inovação. Informação e memória. Informação e
saúde.

Eixo 9 - 2º Fórum das Bibliotecas de Arte
•

Bibliotecas de Arte para todos: o acesso à informação em arte.

•

O papel das instituições de informação em Arte (bibliotecas, centros de
documentação, museus e centros culturais) na promoção e difusão do
patrimônio documental cultural e artístico e no estabelecimento de
políticas de ação cultural.

•

O papel educativo e inclusivo das Bibliotecas de Arte, de seus
profissionais e dos espaços de Arte (bibliotecas, museus, centros
culturais, escolas de arte etc).

Eixo 10 - XI Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

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8

�Eixo 11 - IV Fórum de Biblioteconomia Escolar: Pesquisa E Práticas Rumo ao
Desenvolvimento Humano
•

Aspectos da Biblioteconomia escolar frente aos temas: gênero, minorias
sociais, inclusão social e pessoas com deficiência, a sua relação aos
aspectos social, educacional e político na atual conjuntura social
brasileira e as ações de mediação da informação para a emancipação
dos sujeitos. O papel dos profissionais de bibliotecas escolares na
promoção do acesso democrático à informação e no desenvolvimento
humano

equânime

nas

escolas

e

frente

aos

Objetivos

de

Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Eixo 12 - V EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação

Eixo 13 - 6º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Eixo 14 - I Fórum Brasileiro das Bibliotecas Prisionais
•

Reflexões, programas e projetos voltados às pessoas privadas de
liberdade. Experiências de bibliotecas prisionais no Brasil e no mundo.

Eixo 15 - I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no
contexto da Ciência Aberta
•

Discussões sobre a Comunicação Científica no contexto da Ciência
Aberta, posicionamento da Biblioteca Universitária neste cenário, seu
papel no apoio a uma cultura do acesso aberto a dados e conhecimento
e suporte à infraestrutura de novos modelos de comunicação científica.
A Biblioteca Universitária como um agente essencial no impacto da
pesquisa produzida na universidade mediante a inovação de tecnologia
de bibliotecas e serviços. Subtemas: Acesso Aberto, Plano S, Dados de
pesquisa, Recursos Educacionais Abertos, Humanidades Digitais,
Curadoria e preservação digital, Repositórios, Tendências em periódicos
científicos, Indicadores e métricas científicas, Integridade científica,
Direito do autor, Plágio.
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�3 ESTRUTURA

Conferências: Autoridades no assunto serão convidadas para apresentarem o
tema de sua especialidade, que deverão versar sobre tendências ou inovações na
área.
Mesas Redondas: Reunião de pesquisadores ou de profissionais para
apresentarem e debaterem um tema a partir de distintas visões.
Conversando sobre: Discussão sobre tema específico, de modo informal, com
profissionais especializados. Deverá trazer uma prática exitosa para suscitar a
discussão e a troca de experiências entre os conversadores.
Pôsteres interativos: apresentações orais com a presença do(s) autor(es) para
conversar(em) com os interessados em horários específicos.
Videografias: formato indicado a relatos de experiências e a trabalhos que
utilizaram metodologias que propiciem a melhor visualização dos resultados a partir
de vídeo, como a etnografia, observação participante e afins.
Palestras: especialistas brasileiros e estrangeiros que discorrerão sobre temas
emergentes da área.
Eventos paralelos: grupos/comissões da FEBAB e outros parceiros que
promoveram discussões mais focadas às suas áreas de atuação.
Mentorias: consulta de temas específicos com especialistas na área para que
a pessoa tenha a oportunidade de, em 20 minutos, tirar suas dúvidas, pedir opinião
sobre um projeto que esteja desenvolvendo.
O formato de Videografias foi uma inovação desta 28ª edição. O formato foi
uma experimentação de nova forma de apresentação dos trabalhos submetidos como
Relato de Experiência. O objetivo foi criar um formato que permita ao relator expor em
formato multimídia a sua vivência por meio de vídeos, fotos e áudio do que foi relatado
no resumo expandido. Os novos formatos são pensados para ampliar as
possibilidades de os profissionais apresentarem suas experiências e pesquisas.

3.1 Inscrições

As inscrições dos participantes foram feitas na plataforma da empresa Lepidus
Tecnologia até o dia 27/09/2019, após isso presencialmente durante o congresso.
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�As categorias de inscrições e os valores foram atribuídos com valores distintos
por lotes. A seguir são apresentadas as categorias e valores:
a) Inscrição Individual – Associado:
•

R$ 435,00;

•

R$ 530,00;

•

R$ 730,00;

•

R$ 870,00.

b) Inscrição Individual – Não Associado:
•

R$ 580,00;

•

R$ 680,00;

•

R$ 870,00;

•

R$ 1.050,00.

c) Inscrição Individual – Estudantes:
•

R$ 280,00;

•

R$ 340,00;

•

R$ 370,00;

•

R$ 430,00.

d) Inscrição 3 Participantes – Associados:
•

R$ 1.200,00;

•

R$ 1.460,00;

•

R$ 2.010,00;

•

R$ 2.400,00.

e) Inscrição 3 Participantes – Não Associados:
•

R$ 1.600,00;

•

R$ 1.870,00;

•

R$ 2.380,00;

•

R$ 2.890,00.

f) Participação de 1 dia:
•

R$ 325,00.

g) Inscrição Por Empenho Individual – Associado:
•

R$ 990,00.

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11

�h) Inscrição Por Empenho Individual – Não Associado:
•

R$ 1.200,00.

i) Inscrição Por Empenho 3 Participantes – Associados:
•

R$ 2.732,00.

j) Inscrição Por Empenho 3 Participantes – Não Associados:
•

R$ 3.312,00.

Na plataforma foram realizadas 759 inscrições e presencialmente foram feitas
4 inscrições, totalizando 763 participantes inscritos.
As inscrições por meio de empenho tiveram valores fixos durante todo o
período de inscrição.
Para todos os participantes, junto à credencial, foi distribuído o programa
resumido impresso, caderno de anotações e caneta personalizada.
Atendendo às diretivas de sustentabilidade, novamente não foi distribuído o
programa completo impresso, por isto, ele foi disponibilizado no site para download
antes do início. Para ampliar as possibilidades de acesso foi desenvolvido um APP
(10times) para que os participantes pudessem ter acesso a programação.

3.2 Organização

Realização: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas
da Informação e Instituições – FEBAB

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

12

�Presidente do 28º CBBD
Adriana Cybele Ferrari

Diretoria da FEBAB
Adriana Maria de Souza (SP)
Alpina Gonzaga Martins Rosa (RJ)
Ana Paula Menezes Alves (SP)
Anderson de Santana (SP)
Catia Rejane Lindemann (RS)
Eduardo Graziosi Silva (SP)
Elenise Maria de Araújo (SP)
Jorge Moisés Kroll do Prado (SC)
Leonilha MariaBrasileira Lessa (CE)
Luciana Lima de Oliveira (DF)
Luiz Atílio Vicentini (SP)
Marco Antonio Barbosa da Costa (PA)
Rose Cristiani Fraco Seco Liston (MS)
Sigrid Karin Weiss Dutra (SC)
Telma de Carvalho (SE)

Apoiadores: Espírito Santo Convention &amp; Visitors Bureau, Lepidus Tecnologia,
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), CAPES, Instituto Cervantes Rio de
Janeiro, Universidade de São Paulo (USP).

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

13

�Patrocinadores: ProQuest ExLibris, EBSCO, Minha Biblioteca, Elsevier,
Conselho Federal de Biblioteconomia, DotLib.

Presidentes de Comissões e Assessores
Catia Rejane Lindemann (Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Prisionais – FEBAB)
Caroline da Rosa Ferreira Becker (Presidente da Comissão Brasileira de
Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica - FEBAB)
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (Presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Escolares – FEBAB – Coordenador do Fórum de Bibliotecas
Escolares)
Profa. Dra. Elisa Machado (Coordenadora do Grupo de Trabalho de Bibliotecas
Públicas - FEBAB)
Leonilha Maria Brasileira Lessa (Presidente da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias - FEBAB)
Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (Presidente da Comissão Brasileira de
Direitos Autorais e Acesso Aberto - FEBAB)

Coordenadores dos Eventos Paralelos
Catia Rejane Lindemann (FEBAB) - I Fórum das Bibliotecas Prisionais
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (FEBAB/USP) - IV Fórum de
Biblioteconomia Escolar: Pesquisa E Práticas Rumo ao Desenvolvimento Humano
Caroline da Rosa Ferreira Becker (Instituto Federal Catarinense) - X Seminário
Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica
Denise Batista (Presidente da REDARTE/RJ) - 2º Fórum das Bibliotecas de
Arte
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

14

�Prof. MSc. Marcelo Votto Texeira (UNOCHAPECÓ) - V EEPC Encontro de
Estudos e Pesquisas em Catalogação
MSc. Rubeniki Fernandes (Ministério Público Federal do Espírito Santo) - VI
Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas
Leonilha Lessa (CBBU/FEBAB) e Sigrid Weiss Dutra (CBBU/FEBAB) - I Fórum
de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no contexto da Ciência Aberta

Coordenadora da Comissão Científica
Profa. Dra. Telma de Carvalho (Vice-Presidente da FEBAB)

Comissão Científica

Prof. Dr. Alan Curcino Pedreira da Silva

Profa. Dra. Bárbara Júlia Menezello

(UFAL)

Leitão (USP)

Bibl. Esp. Alessandra Atti (USP)

Profa. Dra. Bernadete Santos Campello

Me. Aline Michelle Sima (IFMG)

(UFMG)

Profa. Dra. Ana Maria Pereira (UDESC)

Prof.

Profa. Dra. Ana Paula Meneses Alves

(UFMA)

(UFMG)

Bibl. Esp. Carmem Elisa Magalhães

Bibl. Adriana Cybele Ferrari (FEBAB)

Ferreira Queiroz (IFFar)

Me. Anderson Santana (USP)

Me. Caroline Brito de Oliveira (BNDES)

Me.

Andréa

da

Silva

Barboza

(REDARTE)
Profa.

Dr.

Carlos Wellington

Martins

Me. Caroline da Rosa Ferreira Becker (IF
Catarinense)

Me.

Adriana

Maria

Souza

Bibl. Catia Rejane Lindemann (Febab)

(FEBAB/FESPSP)

Prof. Me. Charlley Luz (FESPSP)

Bibl. Esp. Angela Albuquerque de Insfrán

Profa. Dra. Cíntia de Azevedo Lourenço

(UFF)

(UFMG)

Prof.

Dr.

Antonio

Edilberto

Costa

Prof. Dr. Claudio Marcondes Castro Filho

Santiago (UFS)

(USP)

Prof. Dr. Aparecido José Cirilo (UFES)

Bibl. Daniela de Oliveira Correia (ECA-

Profa.

USP)

(UFBA)

Dra.

Barbara

Coelho

Neves

Profa. Me. Daniela Spudeit (UDESC)
Profa. Dra. Daniele Achilles (UNIRIO)
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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CNPJ: 44.075.687/0001-08

15

�Bibl. Edilenice Jovelina Lima Passos (SF)

Profa. Dra. Leilah Santiago BUFREM

Prof. Dr. Ednéia Silva Santos Rocha

(UFPE)

(USP)

Profa. Dra. Lidia Silva de Freitas (UFF)

Prof. Dr. Eduardo Silveira (UFSC)

Profa. Dra. Luciana Ferreira da Costa

Prof. Me. Eduardo Valadares da Silva

(UFPB)

(UFMG)

Profa. Dra. Lucileide Andrade de Lima do

Profa.

Me.

Eliane

Maria

da

Silva

Nascimento (UFES)

Jovanovich (UEL)

Prof. Dr. Lucivaldo Vasconcelos Barros

Profa. Dra. Elisa Machado (UNIRIO)

(UFPA)

Prof. Dr. Fabiano Ferreira de Castro

Profa. Dra. Luiza Baptista Melo (LIS)

(UFSCar)

Bibl. Me. Marcelo Votto Texeira (PUCRS)

Prof. Dr. Fabio Assis Pinho (UFPE)

Profa. Dra. Márcia Feijão de Figueiredo

Bibl.

(Colégio Pedro II)

Dr.

Fabrício

Silva

Assumpção

(UFPR)

Profa. Dra. Márcia Ivo Braz (UFPE)

Prof. Dr. Fernando Bittencourt dos Santos

Profa. Dra. Margarete Farias de Moraes

(UFS)

(UFES)

Prof. Dr. Francisco Lopes Aguiar

Profa. Dra. Maria Cristina Palhares

Dr. Gildenir Carolino Santos (UNICAMP)

(UNIFAI)

Profa. Dra. Gleice Pereira (UFES)

Profa. Esp. Maria das Merces Pereira

Profa. Dra. Hildenise Ferreira Novo

Apostolo (FESPSP)

(UFBA)

Profa. Dra. Maria Imaculada Cardoso

Profa. Dra. Isa Maria Freire (UFPB)

Sampaio (FeBAB)

Profa. Me. Isabel Cristina Ayres da Silva

Profa. Me. Maria Rosa Crespo (FESPSP)

Maringelli (Pinacoteca /FESPSP)

Profa. Dra. Maria Tereza Machado Teles

Profa. Dra. Ivana Borges Lins (UFBA)

Walter (Aposentada)

Profa. Dra. Janaina Ferreira Fialho (UFS)

Bibl.

Prof. Dr. José Alimatéia Ramos (Ufes)

(UFMG)

Prof. Dr. José Fernando Modesto da Silva

Bibl. Me. Marouva Fallgatter Faqueti

(USP)

(IFC)

Bibl. Me. Karina Batista de Sales (IFAM)

Profa. Dra. Marta Leandro da Mata

Bibl. Esp. Katia Maria Costa (PMB)

(UFES)

Bibl. Esp. Klara Martha Wanderley Freire

Profa. Dra. Martha Suzana Cabral Nunes

(TRF2)

(UFS)

Dra.

Marina

Nogueira

Ferraz

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16

�Prof. Dr. Meri Nadia Marques Gerlin

Bibl. Renato Marques Alves (Univasf)

(UFES)

Profa. Dra. Rosa da Penha Ferreira da

Dra. Nadia Santos Hommerding (UNISA)

Costa (UFES)

Profa. Dra. Neusa Balbina de Souza

Bibl. Me. Stela Nascimento Madruga

(Ufes)

(USP)

Prof. Dr. Oswaldo Francisco Almeida

Profa. Dra. Tania Callegaro (FESPSP)

Júnior (UNESP/UEL)

Profa. Dra. Tânia Barbosa Salles Gava

Bibl. Esp. Patrícia Regina de Oliveira (IF

(Ufes)

Goiano)

Bibl. Me. Tatiane Lemos Alves (IF

Profa. Dra. Paula Regina Dal’Evedove

SERTÃOPE)

(UFSCar)

Profa. Dra. Telma de Carvalho (UFS)

Profa. Dra. Paula Regina Ventura Amorim

Bibl. Me. Thiago Cirne Freitas (PGE-RJ)

Gonçalez (UFES)

Profa.

Profa.

Dra.

Rachel

Cristina

Mello

Dra.

Valéria

Martin

Valls

(FaBCI/FESPSP)

Guimaraes (UFES)

Bibl. Me. Verônica de Sá Ferreira (MAM

Prof. Dr. Raildo de Sousa Machado

RJ)

(UNIFAP/UFSCar)

Bibl. Vivian Rosa Storti (UNESP)

Bibl. Dra. Raquel Miranda Vilela Paiva

Prof.

(UFMG/CP)

(FESPSP)

Profa.

Dra.

Regina

Celia

Baptista

Me.

Wanderson

Scapechi

Profa. Dr. Zaira Regina Zafalon (UFSCar)

Belluzzo (UNESP)

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�4 PROGRAMA

4.1 Conteúdo

O congresso teve em sua estrutura a apresentação de 6 mesas-redondas, 6
conferências, 11 sessões do Conversando Sobre, 7 Mentorias e foram apresentados1
323 trabalhos orais (Anexo 1), 171 pôsteres interativos (Anexo 2) e 4 videografias
(Anexo 3). Contou também com 7 eventos paralelos, uma feira com a participação de
30 expositores e 69 palestrantes (currículos em Anexo 4).
No dia 1, em parceria com a Profa. Dra. Gleice Pereira (UFES) e Rubeniki
Fernandes, foram promovidas visitas técnicas em 9 locais em Vitória e Região
Metropolitana. Nesse mesmo dia foi realizada a cerimônia de abertura no Centro de
Convenções de Vitória com o espetáculo “Rubem Braga Convida”, com a participação
do ator Eucir de Souza e da banda de Carlos Papel. O programa da abertura está em
anexo (Anexo 5).

4.2 Visitas Técnicas
Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Arquivo Geral – Biblioteca – Centro
de Memória)
Biblioteca Central da UFES
Biblioteca Pública Estadual
Biblioteca Pública Municipal de Cariacica
Biblioteca Pública Municipal de Vitória
Bibliotecas Escolares do Município de Viva Velha: UMEFTI – Escola de Tempo
Integral Senador João de Mederios Calmom e UMEF Irma Feliciana Garcia
Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória - Convento São Francisco
Circuito Histórico da Cidade Alta de Vitória

1

Anais disponíveis em https://portal.febab.org.br/anais/issue/view/13.
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18

�4.3 Cerimônia de Abertura
Na abertura tivemos o espetáculo “Rubem Braga Convida” que mostrou um
pouco da vida e obra do escritor nascido em Cachoeiro de Itapemirim. Na
oportunidade foram proferidas palavras de saudação pelas autoridades: Secretário
de Cultura do Estado do Espírito Santo, Sr. Fabrício Noronha; Reitor da Universidade
Federal do Espírito Santo, Sr. Reinaldo Centoducatte; Presidente do Conselho
Federal de Biblioteconomia, Sr. Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda e Presidenta da
FEBAB e do 28º CBBD, Sra. Adriana Cybele Ferrari (fala transcrita abaixo):
Ilustríssimo Senhor Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia,
Marcos Miranda, Ilustríssimo Secretário de Estado da Cultura, Ilustríssimo Diretor
da Faculdade UFES, representantes das entidades de classe, presidentes das
associações filiadas à FEBAB, colegas de profissão, amigos e demais presentes.
Boa noite!
Em primeiro lugar cabe agradecer àqueles que ajudaram a tornar a 28ª
edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação realidade. Nossos patrocinadores: ProQUEST, Exlibris, Ebsco, Minha
Biblioteca, Conselho Federal de Biblioteconomia, Dot.LIb e Elsevier.
Nossos apoiadores: Universidade de São Paulo, Universidade Federal do
Espírito Santo, Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior –
Capes do Ministério da Educação, Instituto Cervantes, Espírito Santo Convention
Bureau.
Nossa diretoria que trabalhou incansavelmente, nosso colaborador Vicente e
nossos familiares que estão conosco nesta empreitada.
Agradecemos as comissões organizadora e científica, aos conferencistas,
palestrantes, moderadores, relatores, professores, autores, voluntários e equipes de
apoio, enfim todos àqueles que acreditam que devemos trabalhar juntos para que
tenhamos um sistema de acesso à informação, ao conhecimento, à leitura e à cultura
como desejamos, como acreditamos que todos os cidadãos que vivem no Brasil têm
direito.
Mas esse direito ainda está longe de ser conquistado. Os poucos avanços que
vislumbramos nos últimos anos não chegaram às bibliotecas como esperávamos. E
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19

�agravando mais a situação perdemos um dos nossos importantes interlocutores, com
a extinção do Ministério da Cultura. E, também nesta edição, a desistência da
realização do Fórum das Bibliotecas Públicas que seria promovido pela Secretaria
Especial de Cultura ligada ao Ministério da Cidadania.
O tema central do CBBD é “Desigualdade e democracia” qual o papel das
bibliotecas? Por que tratar desse assunto num evento de Biblioteconomia e Ciência
da Informação? E porque ainda falar da Agenda 2030 e os seus 17 objetivos do
desenvolvimento sustentável?
As respostas para essas questões passam pelo conceito do que é biblioteca, ou
melhor, do que é biblioteca para o bibliotecário, do que o profissional exercita
cotidianamente para cumprir a missão da biblioteca.
E nós da FEBAB entendemos que as bibliotecas são espaços democráticos,
transformadores e que o bibliotecário é o agente mobilizador capaz de promover
transformações.
Defendemos que as bibliotecas são essenciais para a sociedade. Bibliotecas
transformam vidas, porque estamos falando de pessoas, e para elas são pensadas as
coleções, não o contrário.
Assim, a biblioteca é parte da sociedade e não deve estar dissociada dos
anseios, das necessidades, dos problemas sociais, econômicos e políticos.
Como é do conhecimento de todos, os progressos da Agenda 2030 para a
América Latina e Caribe são monitorados pela Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe – CEPAL.
Na Segunda Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe
sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ocorrida em 2018, foi publicado
o “Segundo Informe Anual sobre o Progresso e os Desafios Regionais da Agenda 2030
para os ODS”, demonstrando que durante as últimas décadas a América Latina e
Caribe melhoraram consideravelmente um conjunto de variáveis econômicas e
sociais cujos indicadores e medições se encontravam incluídos na Agenda 2030.
Os dados mostraram que entre 2004 a 2014 a região cresceu a uma taxa
regional de 3.32%, anual. Neste tempo foram implementadas diversas políticas em
matéria social. A combinação desses fatores teve importante efeito sobre o bem-estar
ao diminuir o número de pessoas extremamente pobres, de 63 milhões para 48
milhões, mas desde 2015 os números da região revelaram um aumento em todos os
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20

�níveis gerais de pobreza e de pobreza extrema. Em 2017, mais de 187 milhões de
pessoas estavam vivendo na pobreza e 62 milhões viviam na pobreza extrema. A
incidência da pobreza é levemente maior em mulheres, em idade ativa (15 a 29 e 30
a 39 anos), do que a registrada entre homens desses mesmos grupos etários.
O relatório mostra que a América Latina e o Caribe é a região mais
desigual do planeta e indica que 75% das pessoas que vivem na região não têm
confiança nas entidades públicas; 85% pensam que a corrupção é um tema estendido
na população; a maioria das pessoas entende que os serviços públicos de saúde não
estão dando o resultado esperado e uma em cada três pessoas dizem que a Educação
também não corresponde ao desejado.
Aliado a isso, dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 80 milhões de
brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm
renda familiar equivalente a R$ 387,07 (US$ 5,5) por dia, valor adotado pelo Banco
Mundial para definir se uma pessoa é pobre. No que diz respeito à distribuição de
renda, o Brasil continua sendo um país de alta desigualdade, inclusive, quando
comparado a outros países da América Latina.
Então como delinear e propor serviços, programas sem levar em conta essa
realidade, deixando de considerar o território onde a biblioteca está inserida? É
possível construir o mesmo “portfólio de serviços” para qualquer biblioteca pública
ou de uso público? Para qualquer biblioteca escolar? Construir acervos sem essa
visão e diálogo com a comunidade?
E estamos preparados para esse enorme desafio? Se somos também os
“profissionais da informação” temos uma vantagem em poder buscar mais
conhecimento e desenvolver as habilidades necessárias. Estarmos aqui é uma
resposta, pois somos comprometidos com nosso desenvolvimento continuado. E
também queremos manifestar a necessidade de que as escolas de formação tenham
uma pauta mais humanista e social para os futuros bibliotecários.
É claro que as tecnologias são importantes e impactam profundamente o fazer
do bibliotecário, mas temos desafios maiores, se estivermos comprometidos com a
construção de uma sociedade mais humana e igualitária.
As habilidades de ser um advocate “um defensor da causa” ou melhor dizendo
um ativista são imperativas. Sim temos que fazer política – é por meio dela que
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21

�conseguiremos as transformações que desejamos – e fazer política é algo
extremamente importante. Não vamos avançar se ficarmos reclusos a nossos
ambientes ou se entendermos que não temos esse perfil, se ficarmos restritos aos
aspectos técnicos da atuação, esperando que as coisas de alguma forma aconteçam
ao nosso favor. Ou ainda se acreditarmos que nada muda e que não vai mudar. Isso
desculpe é fake News! A verdade é que estamos vivendo um período de completo
desmonte das instituições e nós não entraremos nesse jogo.
Para podermos continuar resistindo, trabalhando, para que tenhamos voz,
que se iniciou há 60 anos com a criação da FEBAB. Sim a FEBAB está fazendo
aniversário! Não poderíamos deixar de lembrar dos ex-presidentes cujos esforços
permitiram que estivéssemos aqui hoje. Nossos sinceros agradecimentos pelo
trabalho, pelo cuidado com a nossa sede, pela dedicação em manter a legalidade, e
por reafirmar nossa marca nos cenários nacional e internacional. Tudo construído
com trabalho voluntário.
E para seguirmos com

esse legado é necessário que as gerações atuais e

futuras se engajem para continuarmos nesta construção e promoção da nossa
Federação, que é a voz das bibliotecas e dos bibliotecários.
E aqui gostaríamos de compartilhar a pergunta que sempre escutamos – por
que não somos como a ALA? Temos cerca de 21 mil bibliotecários habilitados, por que
o esvaziamento de nossas associações? Também já entendemos que não se trata do
valor da anuidade para a filiação. É uma questão cultural, de entendimento desse
papel, ter uma entidade da sociedade civil organizada defendendo única e
exclusivamente as bibliotecas e os bibliotecários.
Um dos grandes feitos da FEBAB é o CBBD que comemora 65 anos de
existência, na verdade ele é o precursor da Federação. É preciso relembrar que esse
importante congresso, carro chefe do programa de capacitação é o responsável pela
sustentabilidade da FEBAB.
Nosso grande desejo é que esse momento também se reverta em efetivo
engajamento, que os participantes se agreguem às associações filiadas para
tornarmos a FEBAB cada vez mais forte!
Por fim, esperamos que todas as atividades programadas nesses quatro dias
intensos de trabalho sejam o combustível para a defesa das bibliotecas como espaços
democráticos e acessíveis para todos os cidadãos que vivem no país.
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�Bibliotecas como propulsoras de uma sociedade mais justa, igualitária e
humana, que possam apoiar sobretudo, as pessoas que vivem em situação de
vulnerabilidade, promovendo ações que contribuam na diminuição da desigualdade
existente no Brasil.
Agradecemos aos que lutam pelo aprimoramento e pelo fortalecimento das
bibliotecas e que aceitaram o convite para estar aqui.
Continuamos com nosso chamado pois somente juntos seremos mais fortes!
A hora é agora! Venha fazer parte da nossa luta! Muito Obrigada!

A sessão de homenagens foi conduzida pela Profa. Dra. Telma de Carvalho
(Vice-Presidente da FEBAB). Foram homenageadas as bibliotecárias Ivone Tálamo
(São Paulo), Iza Antunes Araújo (Distrito Federal) e Sigrid Karin Weiss Dutra (Santa
Catarina) pelos feitos ao movimento associativo brasileiro. Os textos das placas de
homenagem estão disponíveis no Anexo 6.
Além disto, foi comemorado os 60 anos de existência da FEBAB e 65 anos do
CBBD e, para tanto, foi produzido um slideshow homenageando os antigos
presidentes e as ações promovidas.

4.4 Mesas Redondas

Quarta-feira, 02 de outubro de 2019
➢ ACESSO ABERTO E PLANO S: CONTRIBUIÇÕES NA REDUÇÃO DA
DESIGUALDADE SOCIAL
Horário: das 14:00 às 16:00
Palestrantes: Richard Poynder [UK] - Jornalista Independente Reino Unido
(videoconferência); Arianna Becerril [México] - Faculdade de Ciências Políticas e
Sociais do México
Moderação: Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (USP/FEBAB)

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�Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ FAKE NEWS E PÓS VERDADE
Horário: das 10:30 às 12:30
Palestrantes:

Cláudio Soares (Hiperliteratura); Angela Pimenta (Instituto

Projor); Thayane Guimarães (ITS Rio)
Moderação: Chico de Paula (Biblioo)
➢ BIBLIOTECAS E A REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES: O QUE TEM
SIDO FEITO PARA A POPULAÇÃO NEGRA? COMO AVANÇAR?
Horário: das 14:00 às 16:00
Palestrantes: Vagner Amaro (Malé Editora); Franciéle Carneiro Garcês da
Silva (UFMG); Cidinha da Silva (Escritora)
Moderação: Ana Paula Meneses (FEBAB)

Sexta-feira, 04 de outubro de 2019
➢ OS 70 ANOS DA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
Horário: das 10:30 às 12:30
Palestrantes: Greg Andrade (Advogado); Renata Andrade (Diversitas); Prof.
Dr. William Berger (UFES); Deborah Sabará (GOLD)
Moderação: Profa. Dra. Ana Claudia Borges (UFES)
➢ POLÍTICAS PÚBLICAS EM BIBLIOTECAS
Horário: das 14:00 às 16:00
Palestrantes: Fernanda Melchionna e Silva (Dep. Federal); Anderson Flávio
Lindoso Santana (Secretário Estadual de Cultura do Maranhão); Ana Cristina Araruna
Melo (Ministério da Cidadania)
Moderação: Profa. Dra. Elisa Machado (FEBAB)

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�4.5 Conferências

Quarta-feira, 02 de outubro de 2019
➢ BIBLIOTECAS E CENTROS COMUNITÁRIOS COMO ESPAÇOS
PARA

PROMOVER

A

DEMOCRACIA,

COMBATER

E

DEFICIÊNCIA

NA

DESINFORMAÇÃO E DESIGUALDADE
Horário: das 09:00 às 10:30
Palestrantes: David Nemer [USA]
Moderação: Adriana Ferrari (FEBAB)
➢ A

PARTICIPAÇÃO

DAS

PESSOAS

COM

BIBLIOTECA: BARREIRAS E FACILITADORES
Horário: das 16:00 às 17:00
Palestrantes: Profa. Dra. Deborah Ferrari (USP)
Moderação: Elenise Maria de Araújo (FEBAB)
➢ CULTURA DO PRIVILÉGIO
Horário: das 17:00 às 18:00
Palestrantes: Denis Russo Burgierman (Jornalista)
Moderação: Jorge do Prado (FEBAB)

Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ PARA RESTAURAR A SOCIEDADE, COMECE PELAS BIBLITOECAS
Horário: das 09:00 às 10:30
Palestrantes: Eric Klinenberg [USA] (videconferência)
Moderação: Telma de Carvalho (FEBAB)

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�➢ O COMPROMISSO DAS BIBLIOTECAS COM A DEFESSA DA
VERDADE FACTUAL
Horário: das 16:00 às 17:30
Palestrantes: Prof. Dr. Eugênio Bucci (USP)
Moderação: Marcos Viana (FEBAB)

Sexta-feira, 04 de outubro de 2019
➢ PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
Horário: das 09:00 às 10:30
Palestrantes: Ryan Dowd [USA]
Moderação: Giovanna Sant’Ana (SP Leituras)

4.6 Conversando Sobre

Quarta-feira, 02 de outubro de 2019
➢ REGULAMENTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO TRATADO DE
MARRAQUECHE
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Priscila Ceccatto (Ministério da Cidadania); Profa. Dra. Sueli
Mara Pinto Ferreira (FEBAB)
➢ CAMPANHAS PELAS BIBLIOTECAS
Pauta: Em que convergem? Como poderiam avançar? Algumas campanhas
foram lançadas para dar visibilidade às bibliotecas e de certa maneira conscientizar a
sociedade. Será que os bibliotecários são de fato os defensores dessa causa? Quais
parcerias precisam ser feitas para avançarmos?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda (CFB); Christine Fontelles
(Centhral do Brasil/Eu Amo Minha Biblioteca); Adriana Ferrari (FEBAB)

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�➢ MEDIAÇÃO DA LEITURA LITERÁRIA
Pauta: Como considerar as práticas de leitura para o desenvolvimento da
equidade social, cultural e crítica da população?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Vagner Amaro (Malé Editora); Autores do livro “Mediação na
Leitura Literária”; Jorge do Prado (FEBAB)
➢ DIVERSIDADE DE GÊNERO EM BIBLIOTECAS
Pauta: Como atuar de forma inclusiva, buscando quebrar estereótipos de
gênero e sexualidade constituídos na sociedade, que geram barreiras e preconceitos.
Quais caminhos seguir na busca da inclusão de toda a comunidade nos espaços das
bibliotecas?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Vicente Santos (Entre Estantes Consultoria); Eliana Rodrigues
(Solar Meninos de Luz); Prof. Dr. Cláudio Marcondes de Castro Filho (USP/FEBAB);
Marcus Aloisio (SENAC)
➢ EMPREENDEDORISMO SOCIAL
Pauta: O bibliotecário como agente mobilizador e transformador da sociedade.
Bibliotecas transformam vidas e os bibliotecários são protagonistas da mudança.
Bibliotecas por um mundo melhor!
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Maria Cristina Palhares (UNIFAI); Neli Miotto (ARB); Cátia
Lindemann (FEBAB); Daniela Spudeit (UDESC)
➢ PLATAFORMAS LIVRES DE SERVIÇOS DE BIBLIOTECA
Pauta: Plataformas Livres são uma solução real? Qual a sustentabilidade de
um sistema deste para as Bibliotecas? A comunidade está preparada para esta
mudança?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Rui Francisco (EBSCO); Geraldo Couto (Via Appia); Anderson
de Santana (FEBAB)

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�Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ PASSEI NO VESTIBULAR EM BIBLIO E AGORA?
Pauta: A biblioteconomia é uma profissão de vocação? Quais os impactos
dessa quase “opção” na atuação profissional e na visibilidade das bibliotecas.
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Regina Guimarães Dionísio (PUC-Campinas); Hellen Periane
(UFES); Izabel Cristina de Souza (UFES); Joyce Passos Rangel (UFES); Paulo
Roberto Camargo Machado Junior (UFES); Profa. Dra. Gleise Pereira (UFES)
➢ O TRABALHO MULTIDISCIPLINAR EM BIBLIOTECAS
Pauta: A Biblioteca é um organismo vivo e complexo e as demandas da
sociedade têm impulsionado para uma atuação mais plural. Qual é a contribuição da
Biblioteconomia e Ciência da Informação? Quais são ou deveriam ser as áreas
estratégicas para compor as equipes? Que trabalhos estão sendo conduzidos nesta
linha?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Sueli Motta (SP Leituras); Maria Eulália Borges (SP Leituras);
Ana Maria Silva (Sistema Estadual de Bibliotecas do Espírito Santo)
➢ BIBLIOTERAPIA, BIBLIOTECAS E BIBLIOTECÁRIOS
Pauta: A Biblioterapia utiliza a literatura com o propósito de cuidar do ser
humano, proporcionando o bem-estar e o encontro prazeroso consigo e com o outro.
Seria a biblioteca um espaço adequado para esse tipo de cuidado? Estaria o
bibliotecário apto a desempenhar esse papel? Quais habilidades o profissional
precisaria desenvolver?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Carla Sousa (Consultora em Biblioterapia); Maria Aparecida
Pardini (Cantinho da Biblioterapia)

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�➢ O

QUE

AVANÇAMOS

NA

INCLUSÃO

DE

PESSOAS

COM

DEFICIÊNCIA?
Pauta: O desenvolvimento de recursos de tecnologia assistiva e as equipes de
bibliotecas estão caminhando juntos para a inclusão das pessoas com deficiência?
Como adotar as experiências bem-sucedidas em nossos espaços?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Clemilda dos Santos Souza (UFC); Renata Andrade (Diversitas);
Elenise Maria de Araújo (FEBAB)
➢ BIBLIOTECÁRIOS, FAKE NEWS &amp; ÉTICA PROFISSIONAL: TUDO
JUNTO E MISTURADO
Pauta: No cenário atual com a avalanche de informações que recebemos
diariamente por todos os canais e o imediatismo parece ser a regra. Precisamos de
fato ter opinião sobre tudo?

Qual é a (des)vantagem de ser bibliotecário neste

contexto?
Horário: das 18:00 às 19:00
Debatedores: Regina Celi de Souza (CRB-8); Chico de Paula (Biblioo); Prof.
Dr. José Edgard Rebouças (UFES); Marcos Miranda (CFB)

4.7 Eventos Paralelos

4.7.1 4º Fórum da Biblioteconomia Escolar: Pesquisa e Prática

Quarta-feira, 02 de outubro de 2019
➢ PESQUISA RETRATOS DA LEITURA DO BRASIL: BIBLIOTECAS
ESCOLARES
Horário: das 10:30 às 12:30
Palestrantes: Christine Fontelles (Central do Brasil/Eu Amo Minha Biblioteca);
Marcos Miranda (CFB); Zoara Failla (Instituto Pró Livro)
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes (Coordenador da Comissão de
Bibliotecas Escolares da FEBAB)

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�➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 18:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes (Coordenador da Comissão de
Bibliotecas Escolares da FEBAB); Fabiana Sala (IFES)
Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ BIBLIOTECA ESCOLAR: DESAFIOS FRENTE À AUSÊNCIA DE
POLÍTICAS PÚBLICAS E ÀS DEMANDAS DA SOCIEDADE
Horário: das 09:00 às 10:00
Palestrantes: Prof. Dr. Luiz Percival Leme Britto (Universidade Federal do
Oeste do Pará)
Moderação: Profa. Dra. Gleise Pereira (UFES)
➢ APRESENTAÇÃO DO PRÊMIO DA VINCI BRASIL
Horário: das 10:00 às 10:15
Moderação: Profa. Dra. Bernadete Campelo (UFMG)
➢ POR UMA BIBLIOTECONOMIA ESCOLAR BRASILEIRA: CASE “A
REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES DE VILA VELHA”
Horário: das 10:15 às 12:00
Palestrantes: Roberto Beling (Secretário de Educação do Município de Vila
Velha)
Moderação: Eliana Terra (Coordenadora do Sistema de Bibliotecas de Vila
Velha)
➢ CONSTRUINDO UM DOCUMENTO NORTEADOR PARA ADVOCACY
PELAS BIBLIOTECAS ESCOLARES
Palestrantes: Marcos Miranda (CFB); Profa. Dra.

Gleise Pereira (UFES);

Adriana Ferrari (FEBAB)
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes (FEBAB)

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30

�➢ PROJETO BEYOND FAKE NEWS - LEITURA CRÍTICA DE NOTÍCIAS
Horário: das 14:00 às 15:00
Palestrantes: Paula Adamo Idoeta (BBC News)
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes (FEBAB)
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 15:00 às 16:00
Moderação: Prof. Dr. Claudio Marcondes (Coordenador da Comissão de
Bibliotecas Escolares da FEBAB); Fabiana Sala (IFES)
➢ ENCERRAMENTO
Horário: das 16:00 às 16:30

Relatório não apresentado.

4.7.2 I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no Contexto da
Ciência Aberta

Terça-feira, 01 de outubro de 2019
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS EIXO 15
Horário: das 09:00 às 10:30
➢ REUNIÃO ABERTA DA CBBU/FEBAB - “OS DESAFIOS EM UM
TEMPO DE INCERTEZAS”
Horário: das 10:30 às 11:00
Palestrantes: Leonilha Lessa (Presidente da CBBU/FEBAB)
Moderação: Mirian Cris (Secretária da CBBU/FEBAB)
➢ O PROJETO “PLATAFORMA BIBES”
Horário: das 11:00 às 11:50
Palestrantes: Nidia Lubisco (UFBA); Carmen Romcy (Consultora)
Moderação: Sigrid Karin Weiss Dutra (UFSC/CBBU)
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�➢ MINUTOS DO APOIADOR: BIBLIOTHECA
Horário: das 11:50 às 12:00
Palestrantes: Camila Marques
➢ ANÁLISE DA PERFORMANCE DE PESQUISA BRASILEIRA: DADOS
DO RECÉM FINALIZADO RELATÓRIO “A RESEARCH LANDSCAPE
ASSESSMENT OF BRAZIL”
Horário: das 14:00 às 14:50
Palestrantes: Dante Cid (Elsevier)
Moderação: Maria do Carmo Cardoso Kernsnosky (UFABC/CBBU)
➢ MINUTOS DO APOIADOR: MINHA BIBLIOTECA
Horário: das 14:50 às 15:00
Palestrantes: Danilo Mello
➢ RECOMENDAÇÕES PARA AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
BRASILEIRAS
Pauta: A partir das recomendações publicadas pela Associação Portuguesa de
Bibliotecários (BAD) e das Principais tendências em bibliotecas acadêmicas (ACRL
2018), os bibliotecários brasileiros serão convidados a refletir e definir recomendações
nacionais. A partir desse documento serão pensadas as competências e habilidades
que devem ser desenvolvidas e/ou aprimoradas para garantir a excelência nos
produtos e serviços oferecidos pelas BUs.
Horário: das 15:00 às 17:00
Palestrantes: Conselheiros Regionais da CBBU
Moderação: Sigrid Karin Weiss Dutra (UFSC/CBBU)

Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ ABERTURA
Horário: das 10:30 às 11:00
Palestrantes: Adriana Cybele Ferrari; Lenilha Lessa (CBBU); Membros da
Diretoria CBBU
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32

�➢ REVISTAS

CIENTÍFICAS

DAS

UNIVERSIDADES

E

O

DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA ABERTA NA AMÉRICA LATINA
Horário: das 11:00 às 11:50
Palestrantes: Dra. Arianna Becerril García (AmeliCA/RedAlyc)
Moderação: Anderson Santana (FEBAB)
➢ MINUTOS DO APOIADOR: AMERICAN CHEMICAL SOCIETY-ACS
Horário: das 11:50 às 12:00
Palestrantes: Regiane Bracch
➢ ESQUENTA SNBU 2020 GOIÂNIA-GO
Horário: das 13:30 às 14:00
Palestrantes: Maria de Souza Lima Santos (UFG)
Moderação: Leonilha Lessa (Presidente da CBBU/FEBAB)
➢ PLÁGIO NO CONTEXTO DA INTEGRIDADE CIENTÍFICA
Horário: das 14:00 às 14:50
Palestrantes: Dr. Marcelo Krokoscz (USP)
Moderação: Sueli Mara Soares Pinto Ferreira (USP/FEBAB/IFLA)
➢ MINUTOS DO APOIADOR: ScFinder-ACS
Horário: das 14:50 às 15:00
Palestrantes: Gabriel Kaetan Baio Ferreira
➢ RODA DE CONVERSA: REFLEXÕES E DEPOIMENTOS SOBRE AS
AVALIAÇÕES DE CURSOS COM O NOVO INSTRUMENTO
Horário: das 15:00 às 16:00
Palestrantes: Mirian Queiroz Rocha (Minha Biblioteca)
Moderação: Leonilha Lessa (Presidente da CBBU/FEBAB)
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS EIXO 15
Horário: das 16:00 às 17:00
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

33

�➢ REUNIÃO DE TRABALHO AMPLIADA DA CBBU
Horário: das 17:00 às 18:00

Relatório em anexo (Anexo 7).

4.7.3 II Fórum das Bibliotecas de Arte

Quarta-feira, 02 de outubro de 2019
➢ ABERTURA
Horário: das 11:00 às 11:15
➢ ACESSIBILIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM
ARTE: OS ARQUIVOS DE ARTISTAS
Horário: das 11:15 às 12:40
Palestrantes: Ana Liza Bugnone
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:30 às 17:00

Relatório em Anexo (Anexo 8).

4.7.4 I Fórum Brasileiro de Bibliotecas Prisionais

Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ ABERTURA
Horário: das 09:00 às 09:30
Palestrantes: Catia Lindemann (Presidente CBBP)

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

34

�➢ DO CÁRCERE A JURISPRUDÊNCIA: BIBLIOTECA PRISIONAL
COMO PONTE DE TRANSFORMAÇÃO
Horário: das 09:30 às 10:30
Palestrantes: Greg Andrade (Advogado)
➢ MESA REDONDA
Horário: das 11:00 às 12:30
Palestrantes: Ciro Monteiro; Amabile Costa; Rachel Araújo Fernandes
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:00 às 15:30
➢ VIDEOGRAFIA - BIBLIOARTE: LITERATURA E EXPRESSÕES
ARTÍSTICAS PARA ESTUDANTES EM PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
Horário: das 15:00 às 15:35
Palestrantes: Gleiciane Mara Tarossi
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 15:40 às 16:00
➢ ELABORAÇÃO

DE

DOCUMENTO

SOBRE

ORIENTAÇÕES

E

NORMATIVAS PARA AS BIBLIOTECAS PRISIONAIS
Horário: das 16:00 às 17:00
➢ ENCERRAMENTO
Horário: das 17:00 às 17:30

Relatório em anexo (Anexo 9).

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

35

�4.7.5 V Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação

Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ A CATALOGAÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL
Horário: das 09:00 às 10:00
Palestrantes: Andrea Barboza (Biblioteca Nacional); Maria Fernanda Nogueira
(Biblioteca Nacional); Natalia Souza (Biblioteca Nacional); Juliana Taboada (Biblioteca
Nacional)
➢ SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS E OS RUMOS DA
CATALOGAÇÃO
Horário: das 10:30 às 11:30
Palestrantes: Cirineo Zenere (Pergamum); Liliana Giusti Serra (Prima –
Sophia); Fabiana Tonding (Proquest – Aleph/Alma)
➢ AS ENTIDADES DE CLASSE E A CATALOGAÇÃO BRASILEIRA
Horário: das 14:00 às 15:00
Palestrantes: Adriana Ferrari (FEBAB); Marcos Miranda (CFB); Meri Nadia
Marques Gerlin (ABECIN)
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 15:30 às 18:00

Sexta-feira, 04 de outubro de 2019
➢ CONTEXTOS DO ENSINO DA CATALOGAÇÃO NO BRASIL
Horário: das 09:00 às 10:00
Palestrantes: Profa. Msc. Luciana Candida da Silva (UFG); Prof. Msc. Marcelo
Votto Texeira (UNOCHAPECÓ); Prof. Msc. Marcos Leandro Freitas Hübner (UNIR);
Prof. Dra. Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez (UFES); Profa. Dra. Valdirene
Pereira da Conceição (UFMA)

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

36

�➢ PERSPECTIVA DA NOÇÃO DE ASSUNTOS NA CATALOGAÇÃO
Horário: das 10:30 às 11:00
Palestrantes: Profa. Dra. Brisa Pozzi de Sousa (UNIRIO)
➢ ORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS PELO NÚMERO DE CHAMADA
Horário: das 11:30 às 12:00
Palestrantes: Prof. Dr. Marcelo Nair dos Santos (UFES)
➢ CONCLUSÕES E ENCERRAMENTO
Horário: das 12:00 às 12:30

Relatório em anexo (Anexo 10).

4.7.6 VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas

Infelizmente o Fórum foi cancelado pela Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e
Bibliotecas (DLLB), órgão ligado ao Ministério da Cidadania do Governo Federal.
Assim ocupamos o espaço para a apresentação da Pesquisa sobre Bibliotecas
Comunitárias pela Profa. Elisa Machado e a bibliotecária Cida Fernandes. É
importante mencionar que apesar de todos os esforços mantidos pela Diretoria da
FEBAB com a DLLB e, ainda, os recursos já dispendidos para abrigar o Fórum, ele foi
cancelado. Uma nota de Esclarecimento foi enviada à FEBAB a qual divulgamos nas
redes sociais em respeito aos conferencistas. O documento está em anexo (Anexo
11).

4.7.7 VI Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Quarta-feira, 02 de outubro de 2019
➢ ABERTURA OFICIAL DOS TRABALHOS
Horário: das 14:30 às 14:45
Palestrantes: Rubeniki Fernandes de Limas (Coordenador do VI SNDIJ);
Edilenice Passos
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

37

�➢ HOMENAGEM AO BIBLIOTECÁRIO JURÍDICO
Horário: das 14:45 às 15:00
➢ ASPECTOS JURÍDICOS DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS
E O TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
Horário: das 15:00 às 15:15
Palestrantes: Larissa Melo Bezerra de Oliveira
➢ PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS: PRIVACIDADE, TRATAMENTO
E SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Horário: das 15:30 às 15:45
Palestrantes: Mauro César Sobrinho
➢ PROMOÇÃO DE MUDANÇAS E DE EQUIPAMENTOS PARA
PERMITIR A PLENA ACESSIBILIDADE NA BIBLIOTECA DO TRF DA
2ª REGIÃO
Horário: das 16:00 às 16:15
Palestrantes: Débora Cordeiro da Costa
➢ A TECNOLOGIA APLICADA À PESQUISA JURÍDICA: BENEFÍCIOS
E DESAFIOS NA ERA DO BIG DATA
Horário: das 17:00 às 17:15
Palestrantes: Leonardo Oliveira
➢ ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS
Horário: das 17:15 às 17:30

Quinta-feira, 03 de outubro de 2019
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ORAIS
Horário: das 11:00 às 12:15

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

38

�➢ APRESENTAÇÃO DE PÔSTERES INTERATIVOS
Horário: das 12:20 às 13:00
➢ DE PORTAS ABERTAS: VINTE AÇÕES DA BMJVS POR UM
ACESSO DEMOCRÁTICO
Horário: das 14:00 às 14:15
Palestrantes: Thiago Cirne
➢ (RE) ELABORANDO A PESQUISA JURÍDICA
Horário: das 14:30 às 14:45
Palestrantes: Maria Aparecida de Assis Marks
➢ SISTEMA INTEGRADO DE NORMAS JURÍDICAS DO DISTRITO
FEDERAL (SINJ-DF) E A CONTRIBUIÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA
CLDF, PGDF, TCDF E DO NÚCLEO DE GESTÃO E DISSEMINAÇÃO
DE

INFORMAÇÕES

BIBLIOGRÁFICAS

DA SECRETARIA DE

ESTADO DE ECONOMIA DO DF
Horário: das 15:00 às 15:15
Palestrantes: Cristiany Borges
➢ O

PROCESSO

DE

CONSOLIDAÇÃO

DAS

PORTARIAS

DO

GABINETE DO MINISTRO DA SAÚDE
Horário: das 15:30 às 15:45
Palestrantes: Edilenice Passos
➢ CRITÉRIOS PARA AQUISIÇÃO DE BASES DE DADOS JURÍDICAS
NA PERSPECTIVA DOS TRTS
Horário: das 16:00 às 16:15
Palestrantes: Anastácia Oliveira
➢ REUNIÃO DOS GRUPOS JURÍDICOS
Horário: das 17:00 às 17:45

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

39

�➢ ENCERRAMENTO DO 6º SNDIJ
Horário: das 17:45 às 18:00

Relatório em anexo (Anexo 12).

4.7.8 X Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Terça-feira, 01 de outubro de 2019
➢ ABERTURA
Horário: das 09:0 às 09:30
➢ O ATUAL CENÁRIO DA REDE FEDERAL E O IMPACTO NAS
BIBLIOTECAS
Horário: das 09:30 às 11:00
Palestrantes: Me. Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Deputados); Me.
Carlos André de Oliveira Câmera (IFMT); Me. Caroline da Rosa Ferreira Becker
(CBBI/IFC)
➢ LIDERANÇA

RELACIONAL

BIBLIOTECÁRIOS

DA

EM

BIBLIOTECAS:

REDE

FEDERAL

O

QUE
TÊM

OS
A

APRENDER/CONQUISTAR COM ISSO?
Horário: das 11:00 às 12:00
Palestrantes: Dra. Marouva Fallgatter Faqueti (Bibliotecária do IFC)
➢ GRUPOS DE TRABALHO DA CBBI: ANÁLISE E REORGANIZAÇÃO
Horário: das 13:30 às 14:30
Palestrantes: Esp. Patrícia Regina de Oliveira
➢ APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Horário: das 14:30 às 16:30

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

40

�➢ ASSUNTOS GERAIS
Horário: das 16:30 às 17:30
➢ ENCERRAMENTO
Horário: das 17:30 às 18:00

Relatório em anexo (Anexo 13).

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

41

�5 O CONGRESSO EM NÚMEROS
•

Total de participantes inscritos: 763

•

Total de participantes presentes: 737

•

Total de Estados presentes: 25*

*Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná,
Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa
Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Quadro 1 - Número de participantes e credenciais
CATEGORIA
PARTICIPAÇÃO
CONVIDADO(A)
60
EXPOSITOR
136
ORGANIZAÇÃO
2
PARTICIPANTE
737
Total Geral
935
Fonte: EV-SOFT Credenciamento.

%
6,42%
14,55%
0,21%
78,82%
100,00%

Gráfico 1 - Porcentagem de participantes e credenciais
CONVIDADO(A)
6% EXPOSITOR
15%
CONVIDADO(A)
EXPOSITOR

PARTICIPANTE
79%

ORGANIZAÇÃO
PARTICIPANTE

ORGANIZAÇÃO
0%

Fonte: EV-SOFT Credenciamento.

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CNPJ: 44.075.687/0001-08

42

�6 AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES

A avaliação do CBBD 2019 levou em consideração 233 respostas do
questionário aplicado no período de 10 de outubro a 01 de novembro via Google
Forms (Anexo 14). A tabulação foi realizada pela Comissão Organizadora. O total das
respostas corresponde a 25% do número total dos participantes.
Os tópicos avaliados foram:
a) Sobre o local;
b) Sobre a programação;
c) Sobre a feira;
d) Sobre a comunicação;
e) Sobre os trabalhos;
f) Mensagem final;
g) Cidades para o CBBD 2021;
h) Temáticas para o CBBD 2021.
Para cada tópico, foi atribuído os critérios “Excelente”, “Bom”, “Ruim” e
“Desconheço”, além de espaço para comentários a respeito dos tópicos. Procedeu-se
a confecção de gráficos para mostrar as avaliações.

6.1 Sobre o Local

De maneira geral, as avaliações classificaram o local como excelente, como
podem ser vistos nos dados abaixo:
Quadro 2 – Tabulação geral do item 'Sobre o Local'
ITEM
EXCELENTE
BOM
Centro de eventos
114
107
Hotel credenciado
46
58
Restaurante do
31
93
Centro de eventos
Cidade
149
82
Autocredenciamento
177
41

RUIM
12
3

DESCONHEÇO
0
126

23

86

0
2

0
13

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

43

�Gráfico 2 – Representação gráfica do item ‘Sobre o Local’

6.2 Sobre a Programação

A respeito da programação, as avaliações também classificaram como
excelente, como pode ser visto nos dados abaixo:

Quadro 3 - Tabulação geral do item 'Sobre a Programação'
ITEM
EXCELENTE
BOM
RUIM
Temas
152
80
1
Convidados
128
96
7
Conferências
131
92
6
Eventos
120
104
4
paralelos
Visitas guiadas
29
77
19
Conversando
85
102
5
Sobre
Cerimônia de
106
86
19
abertura
Organização das
54
125
52
atividades
103
119
11
Duração

DESCONHEÇO
0
2
4
5
108
41
22
2
-

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

44

�Gráfico 3 – Representação gráfica do item ‘Sobre a Programação’

6.3 Sobre a Feira de Expositores

A Feira de Expositores teve a avaliação excelente por parte dos participantes,
onde se foi muito elogiado o tamanho da feira e o Palco das Artes, que foi novidade
neste CBBD. Segue abaixo os dados sobre a feira:

Quadro 4 - Tabulação geral do item 'Sobre a Feira de Expositores'
ITEM
EXCELENTE
BOM
RUIM
Espaço
123
96
11
Disposição dos
115
110
4
stands
Stand da FEBAB
110
105
9
Palco das Artes
114
92
16

DESCONHEÇO
3
4
9
11

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

45

�Gráfico 4 – Representação gráfica do item ‘Sobre a Feira de Expositores’

6.4 Sobre a Comunicação
A respeito da comunicação, as avaliações feitas classificaram como boa, como
pode ser visto abaixo:

Quadro 5 - Tabulação geral do item 'Sobre a Comunicação'
ITEM
EXCELENTE
BOM
RUIM
Site
84
127
18
E-mail
103
114
10
Facebook
87
85
5
Twitter
51
57
5
Instagram
75
75
8
Plataforma de
85
119
27
inscrição
Atendimento no
126
94
7
local
Aplicativo
37
51
58

DESCONHEÇO
4
6
56
120
75
2
6
87

Gráfico 5 – Representação gráfica do item ‘Sobre a Comunicação’

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CNPJ: 44.075.687/0001-08

46

�6.5 Sobre os Trabalhos

A respeito dos trabalhos, os participantes avaliaram como bom, como pode ser
visto abaixo:

Quadro 6 - Tabulação geral do item 'Sobre os Trabalhos'
ITEM
EXCELENTE
BOM
RUIM
Plataforma de
89
95
10
submissão
Trabalhos orais
100
120
6
Pôsteres
61
102
18
interativos
Videografias
43
70
7
Avaliação
77
110
14

DESCONHEÇO
39
7
52
113
32

Gráfico 6 – Representação gráfica do item ‘Sobre os Trabalhos’

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Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

47

�6.6 Avaliação Geral e Sugestões

De modo geral, o CBBD foi bem avaliado na organização e execução, e como
se trata de evento de grande porte, há pontos a serem aprimorados. As questões mais
contundentes que apareceram nas respostas abertas referem-se à estrutura do
espaço. É importante ressaltar que a dinâmica do CBBD pressupõe que ele seja
realizado em um Centro de Convenções/Eventos e, como o objetivo da FEBAB é
circular o evento pelo país, muitas vezes temos que adaptar as atividades, para poder
realizá-lo em determinada região. Outra questão que cabe esclarecimento é que um
congresso pressupõe simultaneidade de atividades, o que para alguns participantes
há a sensação de perder conteúdo. É importante ressaltar que a quantidade e
qualidade dos conteúdos é para a FEBAB uma das grandezas do evento, pois
proporciona diálogos entre os profissionais das diferentes tipologias de bibliotecas.
Assim, da mesma forma que acontece na IFLA, buscamos o crescimento de
atividades ano a ano, para que todos os profissionais tenham por um lado, conteúdos
de sua área mais estrita de atuação e, por outro, que possam conhecer as discussões
que estão ocorrendo em outros segmentos. É por essa razão também, que os temas
têm sido transversais a todas as tipologias, pois queremos contribuir com o
protagonismo das bibliotecas na sociedade, e para tanto os bibliotecários devem ser
agentes de transformação e defensores dos direitos humanos.
Temáticas a serem tratadas nas próximas edições (apresentadas em ordem
alfabética):
•

Acessibilidade;

•

Áreas técnicas (indexação, catalogação e etc);

•

Biblioteconomia social;

•

Conservação e restauro;

•

Diversidade étnico-racial;

•

Diversidade sexual e gênero;

•

Questões que estejam em pauta na sociedade.

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Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

48

�7 ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES

Entendemos que o evento atingiu seus objetivos e ainda reforçou o papel da
FEBAB como uma instituição que vem trabalhando no advocacy por mais e melhores
bibliotecas. Assim, diante da desistência do VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas
Públicas pela Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLB) ligado ao
Ministério da Cidadania, foi redigido um “Manifesto em Defesa da Biblioteca Pública”
aprovado pelos presentes na sessão “Políticas Públicas em Bibliotecas”, no dia 04 de
outubro de 2019. O manifesto foi lido pela Profa. Dra. Elisa Machado, Coordenadora
do Grupo de Trabalho em Bibliotecas Públicas, na mesa redonda “Políticas Públicas
em Bibliotecas”.
O manifesto (Anexo 15) foi divulgado nas redes sociais e, também, está
disponível no site da FEBAB2 e foi matéria da Revista Biblioo3.
Os eventos paralelos foram intensos, com muitos resultados positivos.
Elencamos abaixo demandas de trabalho conjunto à FEBAB, são elas:

I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no
contexto da Ciência Aberta
A CBBU iniciou a redação do documento “Recomendações para Bibliotecas
Universitárias Brasileiras” a partir das recomendações publicadas pela Associação
Portuguesa de Bibliotecários (BAD) e das principais tendências em bibliotecas
acadêmicas (ACRL 2018). Esse documento, assim que concluído, será divulgado e
deverá nortear os programas de capacitação da FEBAB neste segmento.

I Fórum Brasileiro de Bibliotecas Prisionais
Incluir no plano de trabalho da Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais
(CBBP) a estruturação de uma rede, mapeamento nos Estados dos bibliotecários que
trabalham com as bibliotecas prisionais.

2 FEBAB. Manifesto em defesa das Bibliotecas Públicas no Brasil – 2019. Disponível em:
http://www.febab.org.br/2019/10/07/manifesto-bp-2019/.
3 BIBLIOO. Brasil não possui bibliotecas em número suficiente, diz manifesto da FEBAB.
Disponível em: https://biblioo.cartacapital.com.br/brasil-nao-possui-bibliotecas-em-numero-suficientediz-manifesto-da-febab/.

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

49

�Escrever minuta com vistas a um projeto de lei sobre as penas pecuniárias para
os projetos voltados para bibliotecas, que deverá ser apresentado à deputada
Fernanda Melchiona.

V Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação
Será apresentado pelo Coordenador o Prof. Marcelo à FEBAB a proposta de
criação de um Grupo de Trabalho em Catalogação, para analisar o trabalho de
tradução do código de catalogação RDA. Também será apresentada proposta de
Grupo de trabalho vinculado à FEBAB para a promoção de ações que envolvam os
catalogadores brasileiros.
O evento foi encerrado com a presença expressiva de participantes no auditório
principal, com as palavras a presidente da FEBAB, descritas abaixo:
Ao final desses quatro dias, podemos afirmar que o CBBD conseguiu cumprir
uma agenda ambiciosa para abordar nosso tema central “Desigualdade e
democracia” qual o papel das bibliotecas? E também proporcionar as discussões dos
eixos complementares ao tema:
•

Agenda 2030 com enfoque para os Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS) números 4, 8, 10 e 16;

•

Ninguém pode ficar para trás;

•

Cultura do privilégio;

•

A expansão desenfreada das tecnologias;

•

O farol do advocacy;

•

Gestão de bibliotecas;

•

Construção e identidade profissional;

•

Ciência da informação.

Além disso tivemos 7 eventos paralelos:
•

2º. Fórum das Bibliotecas de Arte;

•

XI Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal
de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

50

�•

IV Fórum de Biblioteconomia Escolar: pesquisas e práticas rumo ao
desenvolvimento humano;

•

V EEPC – Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação;

•

6º. Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas;

•

I Fórum Brasileiro das Bibliotecas Prisionais;

•

I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no
Contexto da Ciência Aberta.

Foram realizadas, 6 mesas redondas, 6 conferências, 11 conversando sobre.
Foram apresentadas 323 comunicações orais, 171 pôsteres interativos e 4
videografias.
Nesse sentido, a Comissão Científica do CBBD 2019 agradece a toda equipe
interna pelo trabalho realizado para que as avaliações transcorressem dentro do
prazo estipulado. Da mesma forma agradece imensamente ao time de avaliadores
que colaboraram nessa etapa tão importante do evento. Tivemos, inicialmente, 556
trabalhos cadastrados na plataforma, dos quais 534 seguiram para avaliação e 414
foram confirmados para apresentação no evento. Esse número expressivo de
trabalhos confirmados nos traz a convicção de que o tema do evento “Democracia e
Desigualdade: qual o papel das bibliotecas?” produziu grandes reflexões traduzidas
nos trabalhos encaminhados para os respectivos eixos.
Assim, as apresentações dos trabalhos orais, dos pôsteres e das videografias,
e as mentorias foram distribuídas ao longo dos quatro dias de evento nas diferentes
salas do Centro de Convenções de Vitória.
Além disso tivemos uma rica feira de produtos e serviços trazendo as inovações
do mercado para apoiar as bibliotecas no fazer cotidiano.
Tivemos também a possibilidade de conhecer os talentos com o Palco das Artes,
pudemos desfrutar de uma sessão de cinema e na hora do cansaço havia um espaço
para uma pausa na sala “Desconecte-se!”.
É importante ressaltar que as conferências proferidas e as discussões
realizadas na Sala principal foram gravadas e a FEBAB irá divulgá-las em seus
canais.

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51

�Não poderíamos deixar novamente de agradecer todos que patrocinaram,
apoiaram, acreditaram e estão aqui. Nossos patrocinadores ProQUEST, Exlibris,
Ebsco, Minha Biblioteca, Conselho Federal de Biblioteconomia, Dot.LIb e Elsevier.
Nossos apoiadores: Universidade de São Paulo, Universidade Federal do
Espírito Santo, Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior –
Capes do Ministério da Educação, Instituto Cervantes, Espírito Santo Convention
Bureau. Também queremos agradecer a produtora Claudia Calazans e a equipe de
voluntários do curso de biblioteconomia da UFES.
Como mencionamos na cerimônia de abertura, desejávamos que esse evento
fosse realmente um combustível para mobilizar os profissionais a se engajarem e
assumirem uma biblioteconomia centrada nas comunidades. Termos Bibliotecas
como o Eric Klinenberg e David Nemer conseguiram nos mostrar ou reafirmar o
valor desse potente equipamento cultural. Locais onde estão preservadas e possíveis
de ser acessadas a herança cultural, locais de conhecimento, locais seguros,
democráticos, inclusivos – locais de pessoas! Essas falas se alinham ao juramento
sobre o cunho humanístico da profissão de bibliotecário, mas que às vezes fica
esquecido.
Não seria possível sintetizar em poucas palavras tudo o que foi discutido aqui,
mas queremos dizer que os esforços empreendidos por todos nós da FEBAB,
colaboradores e familiares – sim porque movimento associativo como o nome diz
movimenta todos – valeram muito a pena. Diante de muitos desafios que foram
postos ao longo dessa jornada, nunca desanimamos, cada um de nós em distintos
lugares desse país, fez sua parte e ainda mais. A cada momento, pensávamos em
estratégias para garantir a qualidade do conteúdo, em primeiro lugar, e tudo o mais
que poderíamos oferecer diante de tantas restrições orçamentárias. Desejávamos
que essa estada em Vitória fosse como o nome do local – Vitoriosa.
E nos sentimos assim vitoriosos porque o CBBD é nossa energia para
seguirmos em frente! Cada sorriso, cada abraço e cada palavra de vocês, queridos
participantes, dizendo – puxa isso me tocou, nossa eu precisava escutar isso,
mostraram que conseguimos atingir nosso objetivo.
Por fim, usando uma metáfora do que foi dito no Conversando Sobre Trabalho
Multidisciplinar em Bibliotecas, onde Biblioteca de São Paulo relatou a experiência
de seu “armário de possibilidades” onde estão guardados roupas , calçados para
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�serem doados aos sócios que vivem em situação de rua, e que entram na biblioteca
descalços ou com a roupa molhada, esse armário tem a “possibilidade” de melhorar
a situação pontual daquela pessoa.
Queremos que esse CBBD e a FEBAB sejam esse “armário de possibilidades”
onde cada um de nós possa retirar insumos para fortalecer as nossas práticas e
condutas que contribuam para que tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária
como apregoa a Agenda 2030.
Vida longa ao CBBD que completa 65 anos e vida longa à FEBAB que completa
60 anos!

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�ANEXO 1 - TRABALHOS APROVADOS – ORAL

EIXO 01 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Auditório: Sala Gruta da Onça
Dia 04/10/2019
9:00

A agenda 2030 em pauta no sistema de bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas
Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho; Marcos Roberto Souza Gomes; Leonardo Gomes
Remigio

9:15

A BIBLIOTECA COMUNITÁRIA FRENTE ÀS DEMANDAS DE SAÚDE: difusão da informação no
combate ao câncer
Valdirene Pereira da Conceição; Maurício José Morais Costa; Daniele Achilles; Clara Duarte
Coelho

9:30

A biblioteca escolar como espaço de combate ao analfabetismo funcional
Marcos Pastana Santos; Jurema Rosa Lopes

9:45

A INFLUÊNCIA DA AÇÃO CULTURAL EM ESPAÇOS DE INTEGRAÇÃO DE IDOSOS
Meri Nadia Marques Gerlin; Jorge Rocha Oliveira

10:00

A leitura unindo gerações
Neli Miotto

10:15

A trajetória do acesso à informação no Brasil: da Era Vargas aos dias atuais
Laura Maria Pereira Couto

10:30

Análise de medidas acessíveis na Biblioteca Universitária da UFC Campus Quixadá
Kauane Lysien Costa Ferreira; Antônia Cláudia Barroso Dias; Maria Kamila da S. Freitas; Kaio
Alves Farias; Eandro Cleiton A. Brasil

10:45

ANÁLISE REPRESENTATIVA DO ESPAÇO CONFERIDO AS BIBLIOTECAS PÚBLICAS MUNICIPAIS
NOS SITES INSTITUCIONAIS DAS PREFEITURAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Gerson Moreira Ramos Junior; Meri Nadia Marques Gerlin

11:00

Armazém das Palavras: Ações de Leitura em Bibliotecas Públicas de Pernambuco
Djaneide Cristina Gomes da Silva; Gustavo Filipe Bezerra Florentino de Lima; Marta Diniz
Guimarães; Antonio de Moura Pereira Filho

11:15

As relações de Acesso à Informação, Mediação e Serviço de Referência em Um General na
Biblioteca, de Ítalo Calvino
Luciana Kramer Müller; Lizandra Brasil Estabel

11:30

AVALIAÇÃO DO USO E DA SATISFAÇÃO APÓS IMPLANTAÇÃO DE NOVO SISTEMA DE
BIBLIOTECA
Douglas Bernardes de Castro; Rogério Ferreira Marques; Robson de Paula Araujo; Lucikelly
Oliveira Silva; Ednilson Medeiros Brito Filho
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�11:45

Biblioteca universitária: mediações da cultura informacional científica e formação de
sujeitos do conhecimento
Lilian Viana; Ivete Pieruccini

12:00

BIBLIOTECA, INTERCULTURALIDADE E A AGENDA 2030
Morena Pereira Porto

12:15

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: DEMOCRATIZANDO O
CONHECIMENTO À LUZ DO ACESSO ABERTO
Maria Elizabeth de Oliveira Costa; Jorge Santa Anna

12:30

Compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Experiência da Biblioteca
Pública Penarol de Camaragibe nos Programas Tô na Rede e Conecta Biblioteca
Ialy Cintra Ferreira

12:45

Espaço de leitura como fonte de lazer e relaxamento no ambiente acadêmico: uma proposta
para a Biblioteca Central da UFES
Maria Giovana Soares; Perla Rodrigues Lobo; Adriana Traspadini Caetano

13:00

Universidade de Lisboa construindo caminhos para a Ciência Aberta: dez anos de
repositórios institucionais
Luiza Baptista Melo; Tatiana Sanches

14:00

Estudo de usuários na Biblioteca Setorial de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo
(Ufes)
Karla Sessa de Lima; Marta Leandro da Mata

14:15

Fanfics como estratégia metodológica na Educação de usuários numa biblioteca de língua
estrangeira.
Caroline Izidoro dos Santos; Maynara Santos; Thaynah Valentim de Santana Tavares;
Taciane da Silva Santos

14:30

Informação como disciplina acadêmica
Marcos Aurelio Gomes

14:45

INFORMAÇÃO ÉTNICO-RACIAL, BIBLIOTECAS E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: estudo
das estratégias de difusão da informação e da cultura africana e afro-brasileira na EJA
Valdirene Pereira da Conceição; Maurício José Morais Costa

15:00

Informação para o Desenvolvimento Sustentável: ações em bibliotecas na cidade de Porto
Velho – Rondônia
Angerlânia Rezende; Carla Beatriz Marques Felipe

15:15

O ensino de Biblioteconomia para o desenvolvimento sustentável: um relato de experiência
de ensino a partir da disciplina “responsabilidade social em informação”
Marielle Barros de Moraes

15:30

O INTER-RELACIONAMENTO DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO COM A COMPETÊNCIA
LEITORA NA ERA DIGITAL
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�Meri Nadia Marques Gerlin; Marilza Oliveira Gomes Barcelos; Marta Leandro da Mata

15:45

O PAPEL DA BIBLIOTECA ESCOLAR NO DESENVOLVIMENTO DO LETRAMENTO
INFORMACIONAL: O CASO DA REDE DE EDUCAÇÃO ADVENTISTA DE BRASÍLIA/DF
Lisânia Rosa Atayde Abud; Lais Pereira de Oliveira

16:00

O PAPEL SOCIAL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO AUXÍLIO À BUSCA DO EMPREGO DIGNO:
UMA PROPOSTA PARA O MUNICÍPIO DE CRATEÚS-CE
Felipe Ferreira da Silva; Jackson Sousa Serra; Maria de Fátima Carvalho Castro

16:15

Parcerias para a realização do 6º Seminário de Informação em Arte para a disseminação dos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: a experiência da REDARTE/RJ
Elisete de Sousa Melo; Carlos Alberto Della Paschoa; Denise Maria da Silva Batista; Mary
Komatsu Shinkado; Alpina Gonzaga Martins Rosa

16:30

Perfil dos usuários dos Centros Educacionais Unificados - CEUs- São Paulo
Raquel da Silva Oliveira

16:45

Projeto de aprendizado autodirigido com a equipe de uma Biblioteca Universitária
Mírian Cristina de Lima; Leonilha Maria Brasileiro Lessa; Morgana Ramos Albuquerque

17:00

Projeto Pequenos Leitores-projeto de formação de educadores para garantia do direito à
literatura desde a primeira infância
Sandra Mayumi Murakami Medrano; Patrícia Helena da Silva Diaz; Maria Maura Gomes
Barbosa

17:15

Promoção de qualificação para auxiliares de biblioteca: o farol da inovação social
Dayanne da Silva Prudencio; Tatiana de Almeida; Vinicius Tolentino; Larissa da Silva Leão
Pacheco; Juliana Maia Louven de Fontes

17:30

Quando a fila não anda: ações da biblioteca pública para inserção do usuário no mercado de
trabalho
Marcos Pastana Santos

17:45

Redes de paz na Colômbia: La paz se toma la palabra
Debora Vilar Melo; Cristian Eduardo Gomez Ardila

18:00

Tecendo poesia: mediação e criação poética na biblioteca universitária
Solange Alves Santana

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�EIXO 02 - Ninguém fica para trás

Auditório: Sala das Paneleiras
Dia 01/10/2019
9:30

"Ninguém fica para trás": reflexões acerca da competência em informação no contexto da
vulnerabilidade social: um olhar para as pessoas em situação de rua
Tânia Regina de Brito; Regina Celia Baptista Belluzzo

9:45

A ACESSIBILIDADE FÍSICA PARA PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA NOS ESPAÇOS DE
ESTUDO E CIRCULAÇÃO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFG
Julio Heber Camargo Silva; Fernanda Silva Damasceno; Suely Henrique Gomes; Geisa Müller
de Campos Ribeiro; Hevellin Estrela

10:00

A Audiodescrição como Recurso de Acesso à Informação na Produção de Acervo para
Pessoas com Deficiência Visual
Clemilda dos Santos Sousa; Soraya Ferreira Alves

10:15

A BIBLIOTECA PRISIONAL COMO FATOR DE RESSOCIALIZAÇÃO DA POPULAÇÃO CARCERÁRIA
PAULISTA
Letícia Siqueira; Rùbia Martins

10:30

A criança na biblioteca universitária: relato de inclusão na PUCPR
Nadia Ficht; Kely Comin Grigoletto

10:45

A disseminação de informação e o papel social da biblioteca pública: relato do curso de
Alfabetização Digital para Mulheres na Biblioteca Pública do Espírito Santo
Aline da Silva Moreira; Lara Vitória Pinto Espíndola

11:00

Acessibilidade atitudinal como requisito de sustentabilidade para bibliotecas universitárias
inclusivas no Brasil e em Portugal
Isabel Cristina dos Santos Diniz; Ana Margarida Pisco Almeida; Cassia Cordeiro Furtado

11:15

Acessibilidade do Catálogo em Linha para Usuário com Deficiência Visual
Laysse Noleto Balbino Teixeira; Ivette Kafure

11:30

ACESSIBILIDADE FÍSICA EM BIBLIOTECA: desafios para a inclusão de pessoas com deficiência
Cleuza Diogo Antunes; Jussara Santos Pimenta

11:45

Acessibilidade no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB:
repensando os processos inclusivos do Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI (20202024)
Jacqueline de Castro Rimá; Juliana Silva Paiva; Cristhiane Kelen de Araújo Maciel Guerra;
Valmira Perucchi

12:00

Ações culturais em uma Biblioteca Universitária: um projeto promissor
Joyce Leonita da Silva; Sandra Helena Schiavon

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�12:15

AIDS, homossexualidade e estigma social nos anos 1980: as vozes da mídia nos jornais
brasileiros da Coleção ABIA
Igor Falce Dias de Lima; Fátima Duarte de Almeida; Maria Tereza Risi

14:00

As instituições ao fazerem uso do software OJS cumprem a dimensão social do
conhecimento tendo como objetivo primeiro o acesso, para que seja possível e de maneira
contundente o crescimento individual e coletivo da sociedade.
Gleice Pereira; Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez

14:15

AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA BIBLIOTECAS PÚBLICAS NO BRASIL
Eduardo Santos Rocha; Dalgiza Andrade Oliveira

14:30

AS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMO INICIATIVAS DE ACESSIBILIDADE PARA AS PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA NO AMBIENTE DAS BIBLIOTECAS
Tatiane Lemos Alves; Renato Marques Alves

14:45

ATIVIDADE DE BIBLIOTERAPIA COM USUÁRIOS DOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFSC
Ricardo de Lima Chagas; Daniella Câmara Pizarro

15:00

Biblioteca Comunitária como espaço de leitura e cultura.
Mircelânia Cavalcante Do Nascimento

15:15

Biblioteca prisional e competência informacional: esquecimento institucional ou social?
Ludmila Ribeiro de Souza Alves; Alex Medeiros Kornalewski; Francisco Ramos de Farias

15:30

Biblioteca prisional: um relato de reconstrução e retomada do funcionamento
Ciro Athayde Barros Monteiro

15:45

BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS EM REDE: UMA EXPERIÊNCIA DE RESSIGNIFICAÇÃO DE
TERRITÓRIOS
Maria Aparecida Arias Fernandez; Yasmin Wink Finger

16:00

Biblioteca universitária e responsabilidade social: ações de inclusão do SiB-FURG
Vanessa Dias Santiago; Maria Helena Machado de Moraes

16:15

Capacitação em Acessibilidade para as bibliotecas: relato de experiência do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Pelotas
Aline Herbstrith Batista; Patricia de Borba Pereira

16:30

Capacitação para o uso de Língua Brasileira de Sinais: um olhar da biblioteca para a
comunidade surda
Marisa Cubas Lozano; Sueli Fioramonte Trevisan

16:45

Cineteca: na Biblioteca Anna Deák o cinema é para todos
Fabiana Sala; Claudio Marcondes Castro Filho

17:00

Clube de leitura entre os muros do cárcere
Ciro Athayde Barros Monteiro
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�17:15

Comportamento Informacional na mídia social Instagram: estudo de perfis do movimento
negro e de seus seguidores
Jocelia Martins de Oliveira; Fernanda Amanda Rodrigues Vieira

17:30

Construção do plano de ação de acessibilidade da Rede de Bibliotecas pela Paz do Recife
Amanda Rodrigues Deodato Silva; Ana Letícia Nascimento de Coimbra; Rebecca Nascimento
de Coimbra; Tereza Cristina Marinho; Deborah Echeverria Martins

17:45

CONTRIBUIÇÕES DA LEI ROUANET AO ACESSO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA A
SERVIÇOS CULTURAIS
Diego Martins Aragão Silva; Cládice Nóbile Diniz

Auditório: Salão Penedo B
Dia 02/10/2019
10:00

Conversando sobre diversidade: a biblioteca como espaço de discussão e inclusão. Relato de
experiência numa escola de negócios.
Leonardo Bruno Almeida Assumpção

10:15

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO DESAFIO PARA A GESTÃO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Geisa Meirelles Drumond; Jussara Moore de Figueiredo

10:30

DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO, ACESSIBILIDADE EM AMBIENTES DIGITAIS E CIDADANIA:
INTERCONEXÕES
Cláudia Pereira de Jesus Carvalho

10:45

Doc. com Café: uma proposta para despertar o papel social da Biblioteca
Renata Lorencini Rizzi; Ronald Aguiar Nascimento; Thaís Gualandi Faria; Larissa Machado
Altoé

11:00

E-readers e cegos: uma relação difícil
José Antonio Rodrigues Viana; Vagner Almeida dos Santos; Vagner Almeida dos Santos

11:15

Estado penal e visibilidade social - análise da assistência ao egresso das instituições
prisionais à luz da Lei de Execução Penal
Valeria Bernini Peron; Alex Medeiros Kornalewski; Francisco Ramos de Farias

11:30

Fontes de informação online para população LGBT+
Mariene Alves Do Vale; Elizete Vieira Vitorino

11:45

Mentes Despertas: um estudo de caso no Instituto Psiquiátrico Forense
Thayse de Paula Gomes; Helena da Silva Anselmo; Vitória de Abreu Estrazulas

12:00

O ACESSO À INFORMAÇÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS E
INSTITUIÇÕES ESPECIALIZADAS DE ARACAJU
Isabel de Jesus Roque; Telma de Carvalho

12:15

O diagnóstico das bibliotecas setoriais da Universidade Federal de Viçosa: a acessibilidade
em questão
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�Alejandro de Campos Pinheiro

14:00

O encanto da contação de histórias e a mediação do Chão de Letras
Elizeti Terezinha Caser Rocha; Neusa Christina Soares Santos

14:15

O ESTADO DA ARTE DE BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NO BRASIL: COMO A LITERATURA DEFINE
ESTE CONCEITO
Patrícia Mallmann S. P.; Gabriel José Teixeira da Silva

14:30

O olhar de futuros bibliotecários sobre a apropriação de práticas sociais em ambientes
digitais por adultos não ou pouco escolarizados
Eliane Apolinário Vieira Avelar; Cesar dos Santos Moreira

14:45

O PAPEL DA BIBLIOTECA PÚBLICA E A LEITURA EM REGIÕES DE POBREZA: UM ESTUDO DE
CASO NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DE FUNDÃO
Gabriela de Oliveira Gobbi

15:00

O projeto de extensão “Amazon Saviours” enquanto instrumento para o desenvolvimento
da competência em informação de povos ribeirinhos do Vale do Rio Guaporé, no sul do
estado de Rondônia
Djuli Machado de Lucca; Angerlânia Rezende; Edson Modesto Araujo Junior; Ana Carolina
Rezende

15:15

Os desafios e dilemas enfrentados pela Biblioteca Eugênio Gudin/CCJE/UFRJ para adequar o
acervo aos novos usuários ingressantes com deficiência visual
Priscila Gonçalves Soares; Josiane Silva de Alcântara

15:30

Políticas públicas de inclusão em bibliotecas escolares
Larissa Rosa de Oliveira

15:45

Praler - Prazeres da Leitura
Pierre André Ruprecht; Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas; Giovanna Carvalho
Sant'Ana; Vanessa Pereira de Sousa; Juliana Borgheti de Figueiredo

16:00

Projeto de Criação da Biblioteca Digital da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
Eduardo Santos Rocha; Alessandra Soraya Gino Lima; Alessandra Soraya Gino Lima

16:15

PROJETO REMIÇÃO PELA LEITURA: atuação das bibliotecárias da Universidade Federal do
Maranhão – Campus Grajaú na Unidade Prisional de Ressocialização
Jaciara Marques Galvão Silva; Francinete Costa Primo

16:30

Promoção da acessibilidade por meio da identificação Braille do acervo de Bibliotecas no
IFAM: Agenda 2030 como documento norteador
Layde Dayelle dos Santos Queiroz; Priscila Pessoa Simoes

16:45

Realidade do usuário autista nas unidades de informação: estudo de caso
Vinicius Alves dos Santos

17:00

REDES DE COLABORAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E A COMUNIDADE: a relevância das ações
de mediação da leitura na extensão universitária
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�Ingrid Paixão de Jesus; Henriette Ferreira Gomes; Raquel Do Rosário Santos

17:15

Tecnologia Assistiva em bibliotecas universitárias federais do Nordeste
Cenidalva Miranda de Sousa Teixeira; Vanessa Thalyane Pereira Ferreira

17:30

Trabalhando Gênero e Sexualidade em Bibliotecas: contribuições para uma formação cidadã
Hugo Avelar Cardoso Pires; Telma Mariá Viola de Souza

17:45

Uma biblioteca prisional: relato de experiência
Tércia Maria Souza de Moura Marques; Antonia de Freita Neta; Kalline Bezerra da Silva Flor
BIBLIOTERAPIA, INFORMAÇÃO E TERCEIRA IDADE: a função terapêutica da leitura em idosos
asilados na cidade de Cuité – PB como ferramenta de inclusão social

18:00

Jesiel Ferreira Gomes; Kilvya Simone de Leão Braga

EIXO 03 - Cultura do privilégio

Auditório: Sala Beija-Flor
Dia 02/10/2019
14:00

A biblioteca pública como um não lugar
Daniele Achilles; Renata Oliveira da Silva

14:15

A EDUCAÇÃO CONTINUADA E O PROTAGONISMO DA MULHER NA BIBLIOTECONOMIA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA DA OFICINA “MULHERES NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E
BIBLIOTECONOMIA”
Nathália Lima Romeiro; Franciele Carneiro Garcês da Silva

14:30

A Hora do Conto na Biblioteca Infantojuvenil da UNIRIO: uma atividade democrática contra a
cultura do privilégio
Regiane Cristina Lopes da Silva; Márcia Valéria Brito Costa; Gilberto de Castro

14:45

Bibliotecas como ambientes de luta pela redução das desigualdades e pelo empoderamento
de minorias
Carlos Robson Souza da Silva; Cinthia Thamiris Fernandes

15:00

O DISCURSO DO BIBLIOTECÁRIO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA SOBRE
EXCLUSÃO SOCIAL
Aline Viani Brito; Ana Cláudia Perpétuo de Oliveira

15:15

O papel dos profissionais da biblioteca escolar no combate a violência doméstica no brasil:
precarização da leitura/escolaridade pode influenciar no perfil do agressor
Marcos Pastana Santos

15:30

Percepções sobre privilegiados e excluídos em bibliotecas europeias
Priscila Machado Borges Sena; Ursula Blattmann; José Antonio Moreiro González

15:45

Relações de Poder e o Desenvolvimento de coleções de Bibliotecas Públicas municipais de
Belo Horizonte
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�Priscilla Gonçalves Gonçalves

16:00

UMA PROFISSÃO FEMININA, MAS NÃO FEMINISTA? Representatividade de gênero na gestão
dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia no Brasil
Luciana Kramer Müller; Carlos Wellington Soares Martins

EIXO 04 - A expansão desenfreada das tecnologias

Auditório: Sala Mãe D'Água
Dia 02/10/2019
10:30

A Biblioteca Universitária e as Tecnologias Assistivas na democratização do acesso à
informação
Giulianne Monteiro Pereira; Rosana Amâncio Pereira

10:45

ANÁLISE DAS ONTOLOGIAS NO PROCESSO DE CRIAÇÃO DE GAMES EDUCATIVOS:
ARTICULAÇÕES COM A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Daniel Cerqueira Silva

11:00

As experiências dos usuários com ebooks: interdisciplinaridade Biblioteconomia e Design
Edilson Thialison da Silva Reis; Cassia Cordeiro Furtado

11:15

Biblioteca 2.0 + web 3.0 = Biblioteca 3.0
Cassia Cordeiro Furtado

11:30

BLOCKCHAIN: solução inovadora em bibliotecas?
Erik André de Nazaré Pires

11:45

Book trailers: divulgação da leitura
Monica Rosales Mori; Monica Mori Saddocki de Sá; Maria Rosa Davin; Fernanda Périco Jorge

14:00

Comissão de Confiabilidade Informacional e Combate à Desinformação no Ambiente Digital:
relato de experiência
Leonardo Ripoll

14:15

Construção de interfaces digitais para usuários de ambientes virtuais de aprendizagem: um
estudo dos requisitos na perspectiva da Ciência da Informação
Laudiceia Lino de Alencar Rodrigues; Marcelo dos Santos

14:30

Elaboração de uma oficina virtual de normalização para graduandos da UFMG
Jéssica Patrícia Silva de Sá

14:45

Fake news e “viralização”: responsabilidade legal na disseminação de desinformação
Leonardo Ripoll; Fabio Lorensi Do Canto

15:00

LEITURA EM FORMATO IMPRESSO X ELETRÔNICO: UMA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO
INFORMACIONAL DE GRADUANDOS EM BIBLIOTECONOMIA E ARQUIVOLOGIA
Cláudia Pereira de Jesus Carvalho; Roberta Sayuri Medeiros Hidaka
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62

�15:15

O uso do aparelho celular no inventário de acervo: a experiência da Biblioteca Setorial do
Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos da UEL
Eliane Maria da Silva Jovanovich; Suelen Souza Souza

15:30

Realidade Aumentada em Bibliotecas: discussão da sua incorporação em bibliotecas.
David Vernon Vieira

15:45

Reflexões sobre o mercado consumidor na aquisição de livros e na preservação das
bibliotecas convencionais
Marcos Pastana Santos; Jurema Rosa Lopes

16:00

Software livre e de código aberto no contexto e desafios Amazônicos: uso no Programa de
Pós-graduação em educação/UFAM
Luiz Fernando Correia de Almeida; Leina Francisca de Morais Medeiros; Leina Moraes
Medeiros

16:15

Uma discussão sobre políticas de acesso aberto para universidades brasileiras
Ivanilma de Oliveira Gama; Lidiane dos Santos Carvalho

16:30

Vivência internacional no Sistema de Bibliotecas do Instituto de Tecnologia da Califórnia –
Caltech: um relato de experiência
Maria Graciele Trevisan

EIXO 05 - O farol do advocacy

Auditório: Sala Beija-Flor
Dia 02/10/2019
10:45

A participação política na opinião dos alunos de Biblioteconomia da Universidade Federal
Goiás.
Hevellin Estrela; Geisa Müller de Campos Ribeiro; Suely Henrique Gomes

11:00

Advocacy pelas bibliotecas escolares: a experiência dos Amigos das Bibliotecas de
Jardinópolis
Robson de Paula Araujo

11:15

Advocacy por sala de leitura: a conquista dos Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis
Robson de Paula Araujo

11:30

Bibliofest 2018: dos bibliotecários para a comunidade
Raphael da Silva Cavalcante; Judite Martins; Lorena Nelza Ferreira Silva

11:45

BIBLIOTECÁRI@S PROGRESSIST@S: formação e atuação política comprometidas com a
garantia de direitos
Gilvanedja Ferreira Mendes da Silva; Mendes, Gilvanedja.

12:00

Congregando ideias em prol das bibliotecas públicas: o relato de experiência do grupo de
trabalho de bibliotecas públicas da ABDF
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

63

�Lorena Nelza Ferreira Silva; Jefferson Higino Dantas

12:15

Contribuição das redes sociais para o advocacy da Biblioteconomia: relato de experiência da
página Who's Who da Biblioteconomia Brasileira
Lorena Nelza Ferreira Silva; Dandara Baçã de Jesus Lima

12:30

InFoco - um laboratório coletivo de ideias para o fortalecimento da Biblioteconomia e
Ciência da Informação
Gabriel Justino de Souza; Fabiana Andrade Pereira

EIXO 06 - Gestão de bibliotecas

Auditório: Salão Penedo B
Dia 03/10/2019
10:00

“PASSATEMPO”: ESPAÇO DE DESCONTRAÇÃO NUMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Karla Rodrigues da Silva; Sheila Cristina Frazão

10:15

A biblioteca como ambiente democrático: as contribuições das atividades literárias nas
bibliotecas do Sesc em Minas Gerais
Ana Paula de Rezende; Ana Maria Pinheiro Lima

10:30

A Biblioteca como espaço criativo
Karin Vanelli; Letícia Lazzari

10:45

A COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
Gleide Bitencourte José Ordovás; Andréa Figueiredo Leão Grants

11:00

A CONVERGÊNCIA DE UM GRUPO DE BIBLIOTECAS DA UNESP PARA A SOLUÇÃO DE
ACESSIBILIDADE VISUAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Eliana Katia Pupim; Breno Luiz Ottoni; Vivian Rosa Storti; Elizabete Cristina de Souza de
Aguiar Monteiro; Laura Akie Saito Inafuko

11:15

A Gestão da Informação nos TCC da UFF e UFRJ: uma breve análise de citações
Luana Quintal de Souza; Michely Jabala Mamede Vogel

11:30

A gestão de processos no serviço de referência e circulação da Biblioteca do Centro de
Filosofia e Ciências Humanas/UFRJ: o modelo em nuvem para input de dados
Adriana Almeida Campos; Camila da Silva Teixeira

11:45

A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE CONFECÇÃO DE FICHA CATALOGRÁFICA AUTOMATIZA
PARA TESES E DISSERTAÇÕES NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
UBERLÂNDIA (SISBI/UFU) : RELATO DE EXPERIÊNCIA
Nelson Marcos Ferreira; Gizele Cristine Nunes Do Couto; Fabiana Oliveira Oliveira Silva;
Paulo Assis Cunha; Pedro Henrique Aparecido Damaso de Melo

12:00

A interação como artefato para cocriar valor em Biblioteca universitária
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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64

�Raquel Alexandre de Lira

12:15

Acessibilidade informacional no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará:
relato de criação e implantação da Seção de Atendimento à Pessoa com Deficiência
Clemilda dos Santos Sousa; Giordana Nascimento de Freitas E Silva; Francisco Jonatan
Soares; Ana Elizabeth Albuquerque Maia; Alanna Larisse Saraiva de Farias

12:30

ACESSO, USO E APROPRIAÇÃO DE E-BOOKS POR ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Maria Virginia Farage Pretti; Lucileide Andrade de Lima Do Nascimento

14:00

Ações para inclusão de periódicos como bibliografia suplementar em uma Instituição de
Ensino Superior
Morgana Ramos Albuquerque; Leonilha Maria Brasileiro Lessa; Mírian Cristina de Lima

14:15

APLICAÇÃO DA SOFT SYSTEMS METHODOLOGY EM BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Tatiana Rossi; William Barbosa Vianna

14:30

APRESENTAÇÃO DAS AÇÕES REALIZADAS PELA COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO E MARKETING
DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFSC DURANTE O ANO DE 2018
Débora Maria Russiano Pereira; Gleide Bitencourte José Ordovás

14:45

AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DE SITES DAS BIBLIOTECAS DE IFES BRASILEIRAS: recorte
institucional
Gabriel José Teixeira da Silva; Nysia Oliveira de Sá; Gabriela da Silva Oliveira

15:00

Biblioteca como um espaço dinâmico e criativo
Cristina Rodrigues Alves; Luciana de Souza Castro; Samantha Andrade da Rosa

15:15

BIBLIOTECA CRUZ E SOUSA: DISSEMINANDO A LEITURA E O HÁBITO DE LER
Morena Pereira Porto; Cristine de Souza; Debora Zamban; Sabrina de Souza; Victória
Miranda de Souza

15:30

Biblioteca das coisas no contexto universitário: a experiência da Biblioteca Feevale
Bruna Heller; Patricia Valerim; Tatiane de Oliveira Bourscheidt

15:45

Biblioteca do Pagu no Facebook: relato de experiência do uso de memes para divulgação do
acervo
Karina Gama Cubas da Silva; Luiza Terassi Hortelan; Laís Duarte Branco; Tabatha Rodrigues
de Lima; Luan Henrique Amaral Moreira

16:00

Biblioteca Inquieta: um projeto de imersão artístico-literária
Melize Deblandina Zanoni; Diego Augusto Elias; Marilaine Hahn; Claudia Cristina Manfredini

16:15

CAMPANHA DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ACERVO DA BIBLIOTECA SECCIONAL
CAMPUS COLEMAR NATAL E SILVA - SIBI/UFG
Cindy Lohara Rodrigues Batista; Karla Rodrigues da Silva

16:30

Campanha Multa Solidária no Sistema de Bibliotecas UFPel: um relato de experiência.
Juliane Weber Peters; Patricia de Borba Pereira; Dafne Silva de Freitas; Raquel Padilha
Silveira
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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�16:45

Coleção Academia Brasileira de Ciências: pesquisa e processamento técnico de seu acervo
bibliográfico
Magna Loures de Farias; Marcio Ferreira Rangel

17:00

Competência informacional: uma análise com acadêmicos de pós-graduação
Robson de Paula Araujo; Rogério Ferreira Marques; Lilian Aguilar Teixeira; Mourâmise
Moura Viana

17:15

Desburocratizando o processo de aquisição de acervos: novas práticas licitatórias na Rede
Sesc de Bibliotecas
Marilaine Hahn; Caetano Emanoel Freire Costa; Elisabete Veras da Silva

17:30

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A AGENDA 2030 NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE
SÃO LUÍS – MA
Karlliara Maciel Cavalcanti; Georgete Lopes Freitas

17:45

Difusão do conhecimento no Centro de Memória da Medicina – UFMG: plano de ação para a
organização de seu acervo bibliográfico
Ráisa Mendes Fernandes de Souza; Débora Crystina Reis; Ana Paula Meneses Alves

18:00

Estatísticas do atendimento de referência da Biblioteca Central da UnB
Marcelo Augusto Dias Scarabuci

Auditório: Salão Penedo B
Dia 04/10/2019
10:00

ESTRATEGIA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS:
EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO COM A BERSATO PRODUÇÕES
Andrea Batista de Souza; Helio Monteiro Junior; Lúcia Roberta Guedes Alcoforado; Jose
Saturnino de Araújo Junior

10:15

EVENTOS CULTURAIS NA BIBLIOTECA CAROLINA MARIA DE JESUS/IFRJ- CAMPUS DUQUE DE
CAXIAS: um relato de experiência
Cassia Rosania Nogueira Dos Santos; Debora Vasques Rocha; Luciene Corrêa De Andrade
Costa

10:30

Falando Sobre: a biblioteca como espaço para troca de experiências
Letícia Lazzari; Marcela Reinhardt de Souza; Karin Vanelli

10:45

Gestão de 'makerspaces' de bibliotecas sob a ótica da Nova Biblioteconomia
Jefferson André de Jesus Corredor; Valéria Martin Valls

11:00

Gestão de bibliotecas universitárias: em foco a compreensão dos aspectos afetivos do
comportamento informacional
Giordana Nascimento de Freitas E Silva; Maria de Fátima Oliveira Costa

11:15

Gestão de empréstimos de recursos informacionais em relação ao desempenho acadêmico
dos alunos do ensino fundamental e médio do Colégio São Francisco Xavier em Ipatinga/MG
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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�Bruno Moreira de Moraes

11:30

GESTÃO PARTICIPATIVA EM BIBLIOTECAS: a experiência da Biblioteca Central Julieta
Carteado da Universidade Estadual de Feira de Santana
Maria Do Carmo Sá Barreto Ferreira; Ana Martha Machado Sampaio; Isabel Cristina
Nascimento Santana; Rejane Maria Rosa Ribeiro

11:45

IMPACTO DO SUMÁRIO CORRENTE EM BIBLIOTECA PÚBLICA ESPECIALIZADA CAPIXABA
Merielem Frasson da Silva; Sara Dieny Chaves Ribeiro

12:00

IMPLANTAÇÃO DE SOFTWARE DE GESTÃO DE BIBLIOTECA ESCOLAR NA REDE MUNICIPAL DE
ENSINO DE VILA VELHA – ES
Eliana Terra Barbosa; Adriana Olegario da Silva

12:15

IMPLEMENTAÇÃO DO REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DO GRUPO UNIPAC: relato de
experiência
Rosy Mara Oliveira; Bruna D'Ângela Martins Ferreira; Dirlhê Maria Lima Pereira

12:30

Inovação e Intraeempreendedorismo em biblioteca universitária: o Projeto Bibliobreak da
Universidade Federal Rural da Amazônia
Merabe Carvalho Ferreira da Gama; Letícia Lima de Sousa

14:00

Mapeamento de processos: uma experiência nas bibliotecas do IFSP
Angela Halen Claro Franco; Felipe Augusto Arakaki; Jessica Cristiane Pereira da Silva; Rosana
da Silva Gomes; Greissi Gomes Oliveira

14:15

O BOOK TRAILER COMO FERRAMENTA PROMOCIONAL DA LEITURA NA BIBLIOTECA ESCOLAR
Emanuela Brambilla Dos Santos

14:30

O COLECIONISMO BIBLIOGRÁFICO PARTICULAR E O INSTITUCIONAL: BREVES REFLEXÕES
SOBRE SUAS CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS
Cláudia Pereira de Jesus Carvalho; Carlos Cândido de Almeida

14:45

O uso do Google OpenRefine na Padronização de metadados do Repositório Institucional da
Universidade Federal da Bahia
Uillis de Assis Santos; Kleber Carvalho Ferreira; Diana Paula de Oliveira Assis; Gustavo Pinho
Gomes Dos Santos; Adriene Marchiori

15:00

ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DISCENTE: o uso de sistemas INFORMATIZADOS
e plataforma Dspace no tratamento, armazenamento e disponibilização da informação
institucional
Suelen Oliveira Campos; Jorge Santa Anna; Maria Aparecida de Mesquita Calmon

15:15

Papel do bibliotecário nos processos de aprendizagem: educação de usuários por meio do
Projeto Acolhida Cidadã
Raquel Siegel Barcellos; Flávia Reis de Oliveira

15:30

Preservar a Memória para conservar a história: Obras raras da Biblioteca Hugo Dantas da
Silveira
Vanessa Dias Santiago; Maria Helena Machado de Moraes; João Fernando Igansi Nunes
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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�15:45

Reestruturação da Biblioteca Virtual em Saúde - Saúde Pública Brasil (BVS-SP): metodologia
adotada e impactos observados
Simone Faury Dib; Gizele da Rocha Ribeiro; Tatiane Lira Freire Lopes; Joanita Aparecida de
Barros; Juliana Lourenço Sousa

16:00

REVITALIZAÇÃO DO ESPAÇO INFANTIL DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE CHAPECÓ: Aprendizagem
Baseada em Problemas
Orestes Trevisol Neto; Críchyna da Silva Madalena; Caroline Miotto Pecini

16:15

SERVIÇO DE REFERÊNCIA DIGITAL NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS À LUZ DA
HUMANIZAÇÃO: POSSIBILITANDO A INTERAÇÃO INTERPESSOAL
Jorge Santa Anna; Célia da Consolação Dias; Benildes C M S Maculan

16:30

SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: OS RESULTADOS DE PESQUISA
ABORDADOS EM ARTIGOS DE PERIÓDICOS NO BRASIL
Jorge Santa Anna; Célia da Consolação Dias; Benildes C M S Maculan

16:45

TENDÊNCIAS EM GESTÃO PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Roberta Moraes Bem

17:00

Universidades Brasileiras e seus Repositórios Institucionais
Nadia Ficht; Andréia Del Conte de Paiva; Rosane Suely Alvares Lunardelli; Paula Regina
Ventura Amorim Gonçalez

17:15

User Experience (UX): Casos em Bibliotecas Universitárias Internacionais
Marina Chagas Oliveira; Adriana Maria Souza

17:30

Uso da rede social Instagram como ferramenta de marketing da informação em Biblioteca
Pública Especializada.
Sara Dieny Chaves Ribeiro; Merielem Frasson da Silva

17:30

Uso da rede social Instagram como ferramenta de marketing da informação em Biblioteca
Pública Especializada.
Sara Dieny Chaves Ribeiro; Merielem Frasson da Silva

EIXO 07 - Construção e identidade profissional

Auditório: Sala das Paneleiras
Dia 04/10/2019
10:30

A biblioteconomia para concurso público: experiência do site Santa Biblioteconomia na
complementação da formação do bibliotecário no Brasil
Thalita Oliveira da Silva Gama; Talita Daemon James

10:45

A construção da imagem do bibliotecário através da série televisiva Castelo Rá-Tim-Bum
Jose Mario de Oliveira Mendes; Gabriel Justino de Souza

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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�11:00

A formação do profissional bibliotecário a partir do Curso de Biblioteconomia da Biblioteca
Nacional (1911-1969)
Maria Fernanda Nogueira

11:15

A Monitoria Científica do curso de biblioteconomia da FaBCI/FESPSP
Valéria Martin Valls; Daniela de Oliveira Correia; Marina Chagas Oliveira; Wellington
Ferreira Rodrigues

11:30

Ações conjuntas de bibliotecários para o fortalecimento da Biblioteconomia: um relato de
experiência
Andreza Gonçalves Barbosa; Jéssica Patrícia Silva de Sá; Jorge Santa Anna

11:45

BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA CAPIXABA E O PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA
Vânia Célia Oliveira; Patrícia Santos Silva

14:00

Biblioterapia e a face terapêutica do bibliotecário
Karin Vanelli; Carla Sousa

14:15

Contribuições da Nova Biblioteconomia de Lankes para a atuação do bibliotecário
Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira

14:30

ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Andréa Pereira dos Santos

14:45

Identidade profissional: um estudo da formação política dos alunos de Biblioteconomia
Geisa Müller de Campos Ribeiro; Hevellin Estrela; Suely Henrique Gomes

15:00

Impressões reveladas: o trabalho de editoração do serviço BU Publicações
Andréa Figueiredo Leão Grants; Roberta Moraes Bem

15:15

Iniciativas na Gestão Pública: competência em informação de bibliotecários da Universidade
Federal do Rio de Janeiro
Luciana Ferreira Machado; Cássia Costa Rocha Daniel de Deus; Zoraide Dantas Ribeiro
Freitas

15:30

INSTITUCIONALIZAÇÃO DO CURSO DE BACHARELADO EM BIBLIOTECONOMIA NA
MODALIDADE A DISTÂNCIA NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:
SOB A PERCEPÇÃO DE DISCENTES E DOCENTES
Esther de Sá Bento; Dayanne da Silva Prudencio

15:45

Mentoria Voluntária no curso de Biblioteconomia da FaBCI-FESPSP
Adriana Maria Souza; Valéria Martin Valls

16:00

METODOLOGIA DE APRENDIZAGEM ATIVA NA FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO: INOVAÇÕES
NO ENSINO
Dayanne da Silva Prudencio; Luisi Costa Oliveira

16:15

Planejamento estratégico organizacional para atuação do bibliotecário em unidades de
informação
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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�Marcos Pastana Santos; Thiago Pastana Santos

16:30

Por um advocacy contra a desinformação: entendendo a disseminação das fake news e
reconfigurando o papel do profissional da informação
Leonardo Ripoll

16:45

Uma flor nasceu no asfalto: mapeamento de bibliotecários escritores brasileiros
Solange Alves Santana

17:00

A carreira do bibliotecário frente à empregabilidade no Séc. XXI
Angélica Cintra Fermann; Adriana Maria Souza

EIXO 08 - Ciência da Informação

Auditório: Sala Mãe D'Água
Dia 04/10/2019
10:00

A CAPACIDADE DE RECONHECER O PLÁGIO E O DOMÍNIO DAS TECNICAS DE REFERENCIAS E
CITAÇÃO DE PROFESSORES DE ENSINO BÁSICO E FUNDAMENTAL
Suely Henrique Gomes; Geisa Müller de Campos Ribeiro; Hevellin Estrela; Mayllon Lyggon
Oliveira

10:15

A CONTRIBUIÇÃO BAKHTINIANA PARA A INDEXAÇÃO DO GÊNERO LITERÁRIO
Sandra Rafaela Batista da Silva; Hélio Márcio Pajeú; André Anderson C. Felipe

10:30

A IMPORTÂNCIA DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DOS NEABS PARA A ORGANIZAÇÃO E
REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO
Graziela dos Santos Lima; Franciele Carneiro Garcês da Silva; Andreia Sousa da Silva; Dirnele
Carneiro Garcez; Priscila Rufino Fevrier

10:45

A organização da informação na Cultura da Convergência: análise sobre a classificação da
Netflix
Andrei Roberto de Araujo; Deise Maria Antonio Sabbag; Bruna Daniele de Oliveira Silva

11:00

ANÁLISE DA PAISAGEM RURAL SOB A ÓTICA DOS CENSOS AGROPECUÁRIOS DE 1970 E 2006
E O CAMPO TRAÇADO NO ATLAS DO ESPAÇO RURAL BRASILEIRO (2011): UMA PROPOSTA
NO ÂMBITO DOS SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO (SOCs)
Vera Lucia Punzi Barcelos Capone; Rosa Inês Novais Cordeiro

11:15

Base de dados e suas vertentes: uma organização das emissoras de rádio da região de
Campinas.
Erenice Dias de Oliveira; Jose Alves Vanderley Junior; Pietra Lessa Paulo Colasanto; Regina
Guimaraes Dionisio

11:30

DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS ESTÉTICO-LITERÁRIAS: aplicação em livros
internacionais
Sandra Rafaela Batista da Silva; Hélio Márcio Pajeú; André Anderson C. Felipe
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
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70

�14:00

DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS ESTÉTICO-LITERÁRIAS: aplicação em livros
nacionais.
Sandra Rafaela Batista da Silva; Hélio Márcio Pajeú; André Anderson C. Felipe

14:15

Estágios de desenvolvimento e formalização da Política de Indexação em Bibliotecas: Estudo
Analítico
Jéssica Beatriz Tolare; Lizandra de Souza Santos Alves; Mariângela Spotti Lopes Fujita

14:30

Ex-líbris: lugares de memória
Márcia Della Flora Cortes; João Fernando Igansi Nunes; Laís Braga Costa

14:45

INDEXAÇÃO DE FOTOGRAFIAS: UMA ANÁLISE METODOLÓGICA
Ilana Lopes Matias; Ana Clara Gatto

15:00

INFORMAÇÃO COMO EVIDÊNCIA E SAÚDE MENTAL: HASHTAG “#CUT4ZAYN” E
AUTOMUTILAÇÃO JUVENIL
Gabriel Meneguelli Soella; Pedro Ernesto Fagundes

15:15

Informação Pública e Informação Corporativa: uma reflexão sobre a transparência dos
algoritmos preditivos nas cidades inteligentes
Suzana Mayumi Iha Chardulo

15:30

Ler, compartilhar e interagir no contexto dos blogs literários
Jéssica Patrícia Silva de Sá

15:45

MEMÓRIA, SENTIDOS E CONCEITOS DA FOTOGRAFIA COMO FONTE DE INFORMAÇÃO:
recortes de acervo de jornal
Cínthia Reggiane Cordeiro de Almeida; Georgete Lopes Freitas

16:00

O Bibliotecário como docente na graduação em Medicina: experiência na elaboração,
docência e avaliação da disciplina “Tópicos de Informação em Saúde”.
Shirlei Galarça Salort; Bárbara Pilatti Piffer; Raquel Schimitt Domingos; Viviane Carrion
Castanho; Maiara Bettio

16:15

O COLECIONISMO E A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE O TEMA NA
BRAPCI E NA WEB OF SCIENCE
Cláudia Pereira de Jesus Carvalho

16:30

O inglês como língua franca da ciência
Raimunda Araujo Ribeiro; Lídia Oliveira; Cassia Cordeiro Furtado

16:45

O Poder da Informação na Internet: uma análise de uso do Marketing Digital nos blogs da
Ciência da Informação
Maxwell Milhome de Sousa; Telma de Carvalho

17:00

OS DESAFIOS DA COMPETÊNCIA INFORMACIONAL NO ENSINO SUPERIOR: UMA REVISÃO
BIBLIOGRÁFICA DE 2007 A 2017
Josefa Xavier de Paula; Thalita Franco dos Santos Dutra

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�17:15

PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE A TEMÁTICA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NA CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO: ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DISPONIBILIZADAS NA BRAPCI (1988-2017)
Franciele Carneiro Garcês da Silva; Dirnele Carneiro Garcez; Graziela dos Santos Lima;
Andreia Sousa da Silva; Priscila Rufino Fevrier

17:30

Proposta de atualização do GEODESC - Vocabulário Controlado em Geociências: atividades
iniciais
Isabel Ângela dos Santos Matos; Jéssica dos Santos Gonçalves

17:45

SEMIÓTICA NA DOCUMENTAÇÃO ESPANHOLA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A DÉCADA DE 1980
Ilana Lopes Matias; Carlos Cândido de Almeida

18:00

PRÁTICAS INFORMACIONAIS E VELHICE: análise do fluxo informacional dentro de asilo na
cidade de Cuité e sua contribuição para inclusão da pessoa idosa.
Jesiel Ferreira Gomes; Kilvya Simone de Leão Braga

EIXO 9 - 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

Auditório: Sala das Andorinhas
Dia 02/10/2019
14:30

ACESSIBILIDADE E INFORMAÇÃO: A DEFICIÊNCIA VISUAL E AS BIBLIOTECAS DE ARTE.
Lucas Alberto Miranda

14:45

Biblioteca do Centro Cultural Justiça Federal: uma biblioteca na Cinelândia, RJ
Alpina Gonzaga Martins Rosa; Klara Martha Wanderley Freire; Jaqueline da Silva Lima;
Fernanda de Moura Caban

15:00

Desenvolvimento de vocabulários controlados para obras culturais: a Pinacoteca de São
Paulo e o Getty Research Institute: relato de experiência
Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli; José Fernando Modesto da Silva

15:15

Livros e arte que falam por si: a formação da Biblioteca de Mario Zanini
Lauci Bortoluci Quintana

15:30

Objetos artísticos em bibliotecas de arte: a experiência da Biblioteca da ECA/USP
Marina Marchini Macambyra; Sarah Lorenzon Ferreira; Alessandra Vieira Canholi
Maldonado

15:45

OS MUSEUS DO MARANHÃO: estratégias de difusão da informação na web dos espaços
museais na ótica da Cibermuseologia
Maurício José Morais Costa; Donny Wallesson dos Santos; Klautenys Guedes Cutrim;
Conceicao de Maria Belfort de Carvalho

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�EIXO 10 - XI Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Auditório: Sala Mãe D'Água
Dia 01/10/2019
14:30

ATIVIDADES EDUCATIVAS E CULTURAIS: Um olhar sobre as bibliotecas do Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia.
Miriã Santana Veiga; Jussara Santos Pimenta; Cledenice Blackman

14:45

BIBLIOCINE: uma proposta de valorização do cinema nacional e incentivo à leitura no
Instituto Federal de Sergipe
Jeane Gomes dos Santos; Jose Franco de Azevedo; Pablo Boaventura Sales Paixão; Carla
Cristina Valois Lins Xavier

15:00

Clubes de Leitura em movimento: integração nas bibliotecas do IFPR
Caroline Candido Veroneze; Jeanine Geraldo Javarez; Lisandra Maria Kovaliczn Nadal

15:15

Olhares plurais, expectativas e percepções dos discentes sobre a qualidade de serviços no
âmbito da Biblioteca Roberval Cardoso – IFSUDESTE-MG, Barbacena
Rogério Zanon da Silveira; Marcelo Calderari Miguel

15:30

ORALIDADE, LETRAMENTO E LETRAMENTO INFORMACIONAL: um olhar sobre os
licenciandos dos cursos de licenciatura do Instituto Federal de Rondônia
Miriã Santana Veiga; Jussara Santos Pimenta; Cledenice Blackman

15:45

SeNaLiBi: Semana Nacional do Livro e da Biblioteca 2018 no IFSC, Câmpus Joinville
Jussiane Ribeiro da Luz; Angela Morel Nitschke Dums

16:00

SIGAA - MÓDULO BIBLIOTECA: USO DAS ABAS TRATAMENTO TÉCNICO E CIRCULAÇÃO
Ana Caroline de Oliveira Silva; Franciane Monick Gomes de França

EIXO 11 - IV Fórum de Biblioteconomia Escolar: Pesquisa E Práticas
Rumo ao Desenvolvimento Humano

Auditório: Sala Gruta da Onça
Dia 02/10/2019
14:00

A IMPORTÂNCIA DE PARCERIAS NA COMUNIDADE ESCOLAR PARA OS PROJETOS CULTURAIS
E DE INCENTIVO À LEITURA.
Rodenir Do Carmo Zucatelli Dal Piaz

14:15

AS AÇÕES DE IMPLANTAÇÃO DA LEI Nº 12.244/2010 NOS MUNICÍPIOS DA GRANDE
VITÓRIA/ES
Gleice Pereira; Patrícia Nogueira Rodrigues Sobrinho; Ricardo Teixeira Girelli
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

73

�14:30

AS CONTRIBUIÇÕES DA BIBLIOTECA ESCOLAR NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM:
UMA REVISÃO DE LITERATURA ESTRANGEIRA ENTRE OS ANOS DE 2005 E 2017
Andréa Pereira dos Santos; Lettícia Oliveira de Sousa

14:45

Biblioteca escolar: dilemas da Lei 12.244/2010 no Território do Sisal
Zuleide Paiva da Silva; Lucilia Maria Lima Vieira; Ana Lúcia Gomes da Silva

15:00

BIBLIOTECA ESCOLAR: Espaço privilegiado no processo de ensino e aprendizagem e
incentivo à leitura
Zillanda Rodrigues Teixeira Rodrigues Stein; Marcos Leandro Freitas Hubner

15:15

Biblioteca escolar: uma itinerância necessária
Ana Lúcia Gomes da Silva; Lucilia Maria Lima Vieira; Zuleide Paiva da Silva

15:30

Breve histórico da biblioteca escolar no Brasil
Rosemarilany Barbosa Guida

15:45

Despertando a curiosidade: a experiência de readequar uma Biblioteca escolar
Zillanda Rodrigues Teixeira Rodrigues Stein; Marcos Leandro Freitas Hubner; Jussara Santos
Pimenta

16:00

Formação continuada dos bibliotecários escolares da Rede Adventista no Sul do Brasil
Raquel Pinto Correia; Gisele Tosi de Santa Clara; Fabiana Alexandre Paulino Retamero

16:15

FORMAÇÃO CONTINUADA PARA O LETRAMENTO INFORMACIONAL: INTERAÇÃO ENTRE
BIBLIOTECAS ESCOLARES E EDUCADORES
Elisabete Costa da Silva; Tânia Regina da Rocha Unglaub

16:30

GERAÇÃO ALPHA E A LEITURA LITERÁRIA: os aplicativos de literatura - serviço incentivam a
prática?
Cassia Cordeiro Furtado

16:45

Pequenos e grandes olhares na biblioteca escolar
Raquel Pinto Correia; Gisele Tosi de Santa Clara

17:00

PERFIL E ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS NAS BIBLIOTECAS ESCOLARES MUNICIPAIS E
ESTADUAIS DE CHAPECÓ
Orestes Trevisol Neto

17:15

Plano Nacional de Leitura e Escrita e ODS Educação de Qualidade: convergências e discursos
Everton da Silva Camillo; Claudio Marcondes Castro Filho

17:30

POSSIBILIDADES INTERDISCIPLINARES DE ATIVIDADES PARA FEIRAS LITERÁRIAS: UM CASO
DE SUCESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO SESI-ES
Antonio Jorge Rodrigues Pereira da Silva; Paula Vivaldi Nascimento; Eduardo Valadares da
Silva

17:45

Projeto Rodízio de Leitura: o papel da biblioteca escolar no incentivo à exploração do acervo
da biblioteca nas séries iniciais
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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74

�Gabriela Fernanda Ribeiro Rodrigues

Auditório: Sala Gruta da Onça
Dia 03/10/2019
15:00

A biblioteca escolar do SESC LER São Lourenço da Mata e sua contribuição na disseminação
e preservação da memória local
Thays Meirely Silva de Oliveira; Danielle Karla Martins; Paula Maria da Silva Gomes Ferreira;
Makson de Jesus Reis

15:15

Uma sequência didática para a biblioteca escolar
Rosemarilany Barbosa Guida

EIXO 12 - V EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação
Auditório: Sala das Andorinhas
Dia 03/10/2019
15:00

A política de indexação do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás
Enderson Medeiros

15:15

Explorando a formas de representação descritiva de marginálias em obras raras
Luziana Jordão Lessa Trézze; Elisa Machado

15:30

O catálogo da Biblioteca do IBGE como meio de acesso aos indicadores da Agenda 2030 para
o Brasil
Gerlaine da Rocha Braga; Catarina Felix dos Santos Soares

15:45

Os benefícios do Linked Data para catálogos de bibliotecas: reflexões preliminares
Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez; Felipe Augusto Arakaki; Morgana Carneiro
Andrade; Ana Carolina Simionato

EIXO 13 - 6º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas
Auditório: Sala das Paneleiras
Dia 03/10/2019
11:00

A FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO EM INSTITUIÇÕES JURÍDICAS EM SÃO LUÍS,
MARANHÃO: percursos e demandas profissionais
Leoneide Maria Brito Martins

11:15

Benchmarking em periódicos: relato de experiência da Revista do Tribunal Regional do
Trabalho da 10ª Região
Anastácia Freitas de Oliveira

11:30

Discurso jurídico e as formas documentais: categorias de documento jurídico e a Teoria do
Fato Jurídico
Eduardo Watanabe; Renato Tarciso Barbosa Sousa

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�11:45

O uso do Facebook como estratégia de marketing para profissionais de informação jurídica:
estudo de caso do Subgrupo de Divulgação e Marketing do GIDJ-DF
José Ronaldo Vieira; Rafaella Carine Monterei

12:00

Onde está a Lei?: mapeando os acervos de legislação dos órgãos jurídicos do Estado do Rio
de Janeiro
José Gustavo Moura Corrêa

EIXO 14 - I Fórum Brasileiro das Bibliotecas Prisionais

Auditório: Sala Beija-Flor
Dia 03/10/2019
14:00

50 tons de cinza e relacionamento abusivo: um olhar do cárcere.
Camila Conceição Barreto Vieira; Raquel Gonçalves da Silva de Araújo Fernandes; Paulo
Roberto Fernandes Junior; Germana Gonçalves de Araujo

14:15

BIBLIOTECA PRISIONAL: O papel da biblioteca prisional e seus serviços como contribuição
para o processo de ressocialização do reeducando custodiado na Penitenciária Federal em
Porto Velho
Gizelle Cristina Silva dos Santos; Marcos Leandro Freitas Hubner; Pedro Ivo Silveira Andretta

14:30

Efeitos da violência institucional sob o viés da restrição do acesso à informação as pessoas
egressas do sistema prisional
Alex Medeiros Kornalewski; Francisco Ramos de Farias

14:45

Mediação na Biblioteca Paulo Coelho do Colégio Solar dos Meninos de Luz: relato de
experiência
Eliana da Silva Rodrigues; Cila Verginia da Silva Borges; Irany Gomes Barros; Andréia Dutra
Fraguas

15:00

Reeducandos do sistema prisional: Perfil e percepções a cerca da leitura
Marizangela Gomes Morais; Sandra Lúcia Freire Costa

15:15

Vivência de uma bibliotecária docente e encarcerada
Adriana Isidório da Silva Zamite

EIXO 15 - I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica
no contexto da Ciência Aberta
Auditório: Sala Beija-Flor
Dia 01/10/2019
9:00

A NECESSIDADE DE ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DISCENTE DO CURSO DE
ARQUIVOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO: DIÁLOGOS COM A LITERATURA
Suelen Oliveira Campos; Maria Aparecida de Mesquita Calmon; Jorge Santa Anna
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�9:15

A relação da UFG com o seu Repositório Institucional: documentos regulatórios
Marcio Luiz Fernandes Barbosa

9:30

ANÁLISE DOS PERIÓDICOS ÍBERO-AMERICANOS NA ÁREA DE TECNOLOGIAS EDUCATIVAS,
INDEXADOS NA BASE DE DADOS LATINDEX
Cláudia Abreu Pecegueiro; Iraceles Cardoso Luzo

9:45

Comunicações escritas de autoras lésbicas publicadas nos periódicos eletrônicos Periodicus e
Caderno de Gênero e Diversidade no período de 2014 a 2018: uma pesquisa em andamento
Zuleide Paiva da Silva; Jaqueline de Souza Santos; Eduarda Araújo Santos Silva; Ana Paula
Rosário Moreira; Lucilia Maria Lima Vieira

10:00 Direitos autorais e Ciência Aberta: estudo do Repositório de dados do Consórcio Madroño
Elizabete Cristina de Souza de Aguiar Monteiro; Ricardo César Sant'Ana

10:15 Divulgação da memória científica do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento
Regional (ESR): uma articulação entre biblioteca universitária e ensino, pesquisa e extensão
Thulio Pereira Dias Gomes

Auditório: Sala Mãe D'Água
Dia 03/10/2019
16:00 Inteligência competitiva como competência do bibliotecário: gestão da propriedade
intelectual nas Instituições de Ensino Superior no Brasil
Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho; Layde Dayelle Dos Santos Queiroz

16:15 Portal de Periódicos Eletrônicos da Universidade Estadual de Feira de Santana
Maria Do Carmo Sá Barreto Ferreira; Isabel Cristina Nascimento Santana; Luiz Rogério Dos
Santos Silva; Rejane Maria Rosa Ribeiro; Marijalma Oliveira Campos

16:30 Proposta de Programa de Mediação Técnica da Informação para o Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Ceará
Ana Rafaela Sales de Araújo; Jonathas Luiz Carvalho Silva

16:45 Revisão de metadados para confiabilidade de artigos publicados em acesso aberto
Juliana Aparecida Gulka; Lúcia da Silveira

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�ANEXO 2 - TRABALHOS APROVADOS: PÔSTERES – IDEIAS &amp; AÇÕES
Pôsteres – Eixos 1, 2, 3 e início do 6

Auditório: Salão Penedo B
Dia 01/10/2019
10:00

A biblioteca universitária nos processos de aprendizagem: letramento informacional
Flávia Reis de Oliveira; Claudia Maria Gomes da Cunha; Cristiane Oliveira dos Santos

10:05

A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA PÚBLICA NA DISSEMINAÇÃO DA LEITURA: ESTUDO DE CASO
DA BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL DA CIDADE DE VITÓRIA
Suelen Oliveira Campos; Maria Aparecida de Mesquita Calmon; Jorge Santa Anna

10:10

A responsabilidade social dos bibliotecários na busca de evidências técnico-científicas para
informar decisões em Saúde: implicações prático-teóricas
Gesner Francisco Xavier Junior; Marina Nogueira Ferraz

10:15

A transformação da informação em conhecimento – Uma trajetória possível e aplicável na
Biblioteca Escola
Simone Lopes Dias; Andrea Ribeiro Ramos

10:20

As Universidades Públicas Brasileiras e suas Bibliotecas: a importância na constituição do
profissional atuante na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Luciana Ferreira Machado; Ana Paula Alves Teixeira; Heloisa Helena Costa; Patricia Carvalho
Mendes

10:25

BIBLIOTECONOMIA SOCIAL E EMPREENDEDORISMO BIBLIOTECÁRIO: TEMAS EMERGENTES
PARA O SÉCULO XXI
Jorge Santa Anna; Maria Elizabeth de Oliveira Costa; Edcleyton Bruno Fernandes da Silva

10:30

Brincando e aprendendo com a pedagogia na biblioteca
Mariana Claudia Teixeira Araujo

10:35

Círculo de Leitura da Biblioteca IFRJ/Campus Niterói, a partir da literatura história e cultura
africana e afro-brasileira: relato de experiência de um projeto de extensão
Débora Elena Speranza Do Nascimento; Karine Borges Cariello; Mariana Pacheco Pereira

10:40

Exposições literárias itinerantes: incentivo à leitura literária nas bibliotecas públicas
municipais de Minas Gerais
Cleide Aparecida Fernandes; Aparecida Do Carmo; Ericka Fantauzzi da Natividade; Silvania
Alves Ferreira

10:45

FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A PESQUISA EM EDUCAÇÃO
Erica dos Santos Resende

10:50

Mercado de Trabalho: oportunidade para todos
Alessandra Soraya Gino Lima; Adriana Marcia Deus; Cleide Aparecida Fernandes
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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78

�10:55

O Programa Conecta Biblioteca e as mudanças nas Bibliotecas Públicas Capixabas de acordo
com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) 4 e 8
Fernanda Samora Dias Borges; Marcelle da Silva Coelho Queiroz; Rita Santos da Rocha;
Júlive Argentina Santos Serra

11:00

PROJETO CARRINHO DA LEITURA: “Justiça seja feita, quando leio, me livro”
Raimunda Nonata Teixeira; Mary Rose Viana Machado

11:05

Projeto Pequenos Leitores de Pitombeira de Dentro
Rosana Amâncio Pereira; Maria Rozana Rodrigues Soares da Silva; Lauricio Paz Ferreira de
Lima

11:10

RECURSOS DE INFORMAÇÃO PARA AS COMISSÕES DE HETEROIDENTIFICAÇÃO
Vagner Almeida dos Santos

11:15

Rede social de docentes do Colegiado de Engenharia Mecânica do CEFET/RJ Campus Itaguaí:
mapeamento pelo método de Análise de Rede Sociais (ARS)
Ivanilma de Oliveira Gama; Maria Luiza Silva de Sousa Freitas

11:20

A BIBLIOTECA DO NÚCLEO RESSOCIALIZADOR DA CAPITAL: O RECLUSO E A POSSIBILIDADE
DE REMIÇÃO DA PENA POR MEIO DO ESTUDO (LEITURA)
Eliete Sousa Araujo; Rodrygo Tyago de Oliveira Bezerra; Maria Natali Oliveira Medeiros;
Larissa Kelly Teixeira de Moura Barros

11:25

A Biblioteca e a comunidade
Sueli Marcondes Motta

11:30

A Biblioteca Pública Benedito Leite e suas relações com o patrimônio, a memória e
identidade de São Luís, Maranhão
Maurício José Morais Costa; Klautenys Guedes Cutrim; Valdirene Pereira da Conceição

11:35

A importância da mediação da leitura para a comunidade: a experiência do Clube do Livro
de Ribeirão das Neves
Jéssica Patrícia Silva de Sá; Andreza Gonçalves Barbosa; Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira

11:40

Acessibilidade comunicacional e seus desafios em bibliotecas universitária: o caso da
Biblioteca Central da UFMA
Cenidalva Miranda de Sousa Teixeira; Aldineia Vieira Rodrigues

11:45

Acesso à informação acadêmica através da implementação de tecnologias assistivas:
inclusão de deficientes visuais em bibliotecas universitárias.
Leticia Priscila Azevedo de Sousa; Glaucilene Mariano Sales; Marília Santos Macedo

11:50

As Tecnologias de Infomação e Comunicação como Mediadoras nas Práticas Pedagógicas da
EJA para Jovens e Adultos
Anna Christina Castro Corrêa Said; Gleice Pereira; Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez;
Rachel Cristina Mello Guimaraes

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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79

�11:55

Biblioteca como espaço de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho:
estudo de caso da contratação da APAE-DF pela Biblioteca do Ministério da Justiça
Gabriela Gomes de Oliveira dos Santos; André Sousa de Sena; Luciene Maria Sousa; Adriana
da Silva Macedo; Danielle Monteiro Do Amaral

12:00

COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO PARA A CIDADANIA E O EMPODERAMENTO DO POVO
KARITIANA EM RONDÔNIA: ACHADOS DA LITERATURA
Priscila Maria Ferreira Guarate; Djuli Machado de Lucca

12:05

Espaço para interação (15 min)

14:00

Formação de leitores através da inclusão social por audiolivro para pessoas com
necessidades especiais (PNE)de visão.
Almir Eduardo Fernandes Neto; Rosa Milena dos Santos

14:05

MEMÓRIAS DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA ASCALIXO, NA CIDADE DO RIO GRANDE, NO
RIO GRANDE DO SUL, BRASIL: leituras na biblioteca que se formou do que vem do lixo.
Claudio Renato Moraes da Silva; Renata Taveira Munhoz

14:10

PARA ALÉM DAS ESTANTES: retrato do projeto Biblioterapia: doutores da leitura do Colégio
Objetivo
David Vernon Vieira; Maria Daiane de Oliveira Lima

14:15

Perspectivas de acolhimento a refugiados nas Bibliotecas Comunitárias da cidade de São
Paulo: um estudo exploratório.
Maria Rosa Crespo

14:20

Projeto Preta Poeta: encontros na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
Alessandra Soraya Gino Lima; Adriana Marcia Deus

14:25

Relato da experiência: o caso das obras de direitos humanos da Biblioteca Central da
Universidade de Brasília (UnB)
Kathryn Cardim Araujo; Ana Regina Luz Lacerda; Diule Vieira de Queiroz

14:30

Retrato das Bibliotecas Públicas Brasileiras: perspectivas para transformação social
Bruna Daniele de Oliveira Silva; Deise Maria Antonio Sabbag

14:35

Tecnologia Inclusiva em Biblioteca Universitária: uma proposta de uso.
Glaucilene Mariano Sales; Leticia Priscila Azevedo de Sousa; Marília Santos Macedo

14:40

Uma contação da história que virou pesquisa de TCC: a Biblioteca Escolar Cantinho do Saber
na década de 60, Rio Grande - RS.
Claudio Renato Moraes da Silva; Mellissa Silva Silva de Araújo Moreira

14:45

Rodas de leitura na Biblioteca Central da UFS: um relato de experiência
Selma Silva Santos

14:50

A análise documentária de imagens fotográficas no jornal Diário da Amazônia: dificuldades e
possibilidades
Jaira Silva Pedrosa; Marcos Leandro Freitas Hubner; Pedro Ivo Silveira Andretta
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

80

�14:55

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE VILA
VELHA – ES
Eliana Terra Barbosa; Gleice Pereira; Wilselande de Oliveira

15:00

A educação de usuários em bibliotecas universitárias visando à preservação do acervo: um
estudo de caso na Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo
Marta Leandro da Mata; Catia Maria Scoto da Silva; Meri Nadia Marques Gerlin

15:05

A GESTÃO E O USO DOS DISPOSITIVOS DE COMUNICAÇÃO DA WEB SOCIAL PELA BIBLIOTECA
E ARQUIVO UNIVERSITÁRIOS
Raquel Do Rosário Santos; Jade de Jesus dos Santos; Ingrid Paixão de Jesus; Livia Santos de
Freitas; Louise Anunciação Fonseca de Oliveira Do Amaral

15:10

As mídias sociais da Biblioteca da Câmara dos Deputados: da promoção institucional à
informação para cidadania
Raphael da Silva Cavalcante; Judite Martins

15:15

AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA: A
EXPERIÊNCIA COM O SOFTWARE SGBIBLIOTECA
Anderson Francisco de Sousa Almeida; Cristiana Guerra Matos

15:20

Biblioteca Florestan Fernandes: novos rumos e novos desafios
Adriana Cybele Ferrari; Maria Imaculada da Conceição

15:25

BIBLIOTECA PÚBLICA ESPECIALIZADA E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
Merielem Frasson da Silva; Sara Dieny Chaves Ribeiro

15:30

Bibliotecas jurídicas e suas coleções: uma análise da política de desenvolvimento de
coleções da biblioteca do TRT da 4ª Região
Jussara Borges; Bruna Martins Matos; Fernanda Henriques Motta; Verônica Medeiros Horn

15:35

Bibliotecas Universitárias e Bens Móveis Intelectuais: em busca de uma definição.
Janaína Barcelos Resende

15:40

Competência em informação e o novo universitário: participação da biblioteca universitária
no acolhimento dos calouros
Dempsey de Lima Bragante

15:45

CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO E A GESTÃO PARTICIPATIVA DA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL
MADEIRA DE FREITAS (CARIACICA/ES): RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO
Júlive Argentina Santos Serra; Marcelle da Silva Coelho Queiroz

15:50

Desenvolvimento de coleções de livros digitais em bibliotecas universitárias: orientações
para construção de política para as bibliotecas da UFC
Jorge Santos Nogueira; David Vernon Vieira

15:55

Do Acervo privado ao Acervo público: um espaço de (in)formação, pesquisa e memória para
leitores
Debora Zamban; Gisela Eggert Steindel
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
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81

�16:00

E quem disse que Biblioteca Universitária não tem ação cultural...
Adriana Isidório da Silva Zamite

16:05

EDUCAÇÃO E BIBLIOTECAS MULTINÍVEIS: um olhar sobre os documentos norteadores das
bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica em Rondônia
Miriã Santana Veiga; Jussara Santos Pimenta; Cledenice Blackman

16:10

Encontro anual de integração: uma ação de comunicação e marketing em bibliotecas
Andréa Figueiredo Leão Grants; Gleide Bitencourte José Ordovás

16:15

ESTÁGIO EXTRACURRICULAR EM BIBLIOTECONOMIA: experiência do Centro Universitário
CESMAC
Ana Paula de Lima Fragoso Farias; Eliete Sousa Araujo; Evandro Santos Cavalcante

16:20

ESTRATÉGIAS DE MARKETING PARA FIDELIZAR USUÁRIOS NA BIBLIOTECA CENTRAL JULIETA
CARTEADO
Rejane Maria Rosa Ribeiro

16:25

Implementação de um repositório institucional em uma instituição de ensino superior: o
caso da PUC-Campinas
Juliano Benedito Ferreira; Gabriel de Oliveira Trevizan; Sergio Eduardo Caldas; Ana Paula dos
Santos Galletta; Mirian Bezerra de Sousa

16:30

Implementação de uma biblioteca na Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino GIZ/UFMG
Jéssica Patrícia Silva de Sá

16:35

Inventário em bibliotecas universitárias: procedimentos adotados na PUC-Campinas
Juliano Benedito Ferreira; Gabriel de Oliveira Trevizan; Sergio Eduardo Caldas; Ana Paula dos
Santos Galletta; Mirian Bezerra de Sousa

16:40

Juntando Poesias
Almir Eduardo Fernandes Neto

16:45

Marketing digital como estratégia para as unidades de informação
Marizangela Gomes Morais; Franciele Pereira Moreira

16:50

MEDIAÇÃO DA LEITURA E PRÁTICAS PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES
Aparecida Merotto Lamas

16:55

Memória Institucional da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô): Coleção Diana
Danon
Edson Alves Feitosa; Rafael Eduardo Rodrigo da Silva

17:00

MEMÓRIA INSTITUCIONAL E PRESERVAÇÃO: A CONSTRUÇÃO DA HEMEROTECA DIGITAL DO
CENTRO UNIVERSITÁRIO INTEGRADO DE CAMPO MOURÃO – PARANÁ.
Rubia Marcela Aparecido

17:05

Espaço para interação (15 min)
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

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�Pôsteres - Eixos 4, 5, restante do 6, 7 e 8

Auditório: Sala Gruta da Onça
Dia 01/10/2019
10:00

MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
Mônica Garcia; Clóvis Carvalho Girão

10:05

Mostra Sesc Comics
Almir Eduardo Fernandes Neto

10:10

O bibliotecário/a e os desafios da extensão: gestão do projeto Paraíba Literária da Biblioteca
Central da UFPB
Gilvanedja Ferreira Mendes da Silva

10:15

O Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional da FBN/PLANOR como instrumento de
identificação e preservação do patrimônio bibliográfico institucional como bem cultural
Silvia Fernandes Pereira; Rosângela Rocha Von Helde

10:20

O empréstimo de e-readers em bibliotecas: o caso do Ifes - Campus Venda Nova do
Imigrante
Marcelo Rocha Santos

10:25

O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEFS E A RESSIGNIFICAÇÃO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA
Luciana Silva Santos; Luis Ricardo Andrade da Silva; Maria de Fátima Jesus Moreira; Rejane
Maria Rosa Ribeiro; Tatiane Souza Santos

10:30

PLANEJAMENTO EM UNIDADES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: Centro de Documentação do
Museu de Arte da Pampulha (CEDOC-MAP)
Nicole Marinho Horta; Débora de Almeida Dias; Daniel Brito Bicalho

10:35

Proposta de Plano de Marketing para a Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães
Maurício Coelho da Silva; Caliel Cardoso de Oliveira; Jussara Borges; Nayamillet Gonçalves
Ribeiro

10:40

Reflexões sobre o uso do salão de leitura da Biblioteca da Câmara dos Deputados como
elemento de promoção da cidadania
Raphael da Silva Cavalcante; Judite Martins; Ernani Rufino dos Santos Junior

10:45

Relato de experiência: O Projeto “A leitura vai à praça” como contrapartida social da
Biblioteca Municipal Maria Geaquinto - Jerônimo Monteiro, ES.
Fernanda Samora Dias Borges; Ronald Santos Duarte

10:50

TREINAMENTOS DE USUÁRIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: um relato de
experiência da Universidade Federal Rural da Amazônia
Letícia Lima de Sousa; Regiane Vanessa de Souza Baía; Sheyla Gabriela Alves Ribeiro; Jean
Pereira Corrêa

10:55

Os novos instrumentos de avaliação do MEC e seu impacto na Biblioteca
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
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�Sônia Iraína Roque Andrade; Acimarney Correia Silva Freitas

11:00

A FORMAÇÃO BIBLIOTECÁRIA PARA A INSERÇÃO DAS CULTURAS NEGRAS E AFRICANAS:
ANÁLISE DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA BRASILEIROS
Franciele Carneiro Garcês da Silva; Gustavo Silva Saldanha

11:05

Ações culturais em bibliotecas universitárias: do acesso à inclusão
Ionei Alexandre Carvalho; Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho

11:10

ANÁLISE DAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E NO
DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DIGITAIS DOS DISCENTES DE BIBLIOTECONOMIA
DA UFCA
Fabíola da Silva Costa; David Vernon Vieira

11:15

AS BIBLIOTECÁRIAS DA REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Camila Schoffen Tressino; Isabella Carolina Do Nascimento Pinto; Priscila de Queiroz
Macedo; Vilma Almada dos Santos; Yasmin Wink Finger

11:20

Atividades complementares do curso de Biblioteconomia da FaBCI/FESPSP e sua integração
com a Agenda 2030
Jose Mario de Oliveira Mendes; Valéria Martin Valls

11:25

INFORMAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O QUE OS(AS)
BIBLIOTECÁRIOS(AS) TÊM A VER COM ISSO?
João Paulo Borges da Silveira

11:30

Leitura: instrumento tangível para e na educação de crianças e adolescentes infratores: a
Biblioteca Pública municipal Érico Veríssimo, Rio Grande, RS é o cenário que oferece a ação.
Claudio Renato Moraes da Silva; Barbara Cristiane Lucas Torma

11:35

O BIBLIOTECÁRIO E A LEITURA: diretrizes do MEC e currículos das escolas de
Biblioteconomia na jurisdição do Rio Grande do Sul
Clarisse Olga Arend

11:40

O impacto da comunicação com o usuário para a visibilidade da biblioteca: relato de
experiência da Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp
Camila Barleta Fullin; Gabriela Lima Marques; Denise Aliberti Thereza; Isabela Strazzacapa
Machuca; Denise Cristina Barbosa Gregório Nascimento

11:45

As tecnologias e o processo de ensino-aprendizagem: um caminho para a cidadania.
Ana Paula Matos Bazílio; Verônica de Souza Gomes

11:50

ASPECTOS TECNOLÓGICOS DA BIBLIOTECA PARQUE VILLA-LOBOS
Larissa Rosa de Oliveira; Sabrina de Melo Queiroz; Ohana Francielly dos Santos; Emily
Mendonça Oliveira; Patricia Tormin Mesquita

11:55

Biblioteca escolar, nativos digitais e vínculos presentes: memória, modos existir e avançar.
Marcelo Calderari Miguel; Sandra Maria Souza de Carvalho
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

84

�12:00

Blockchain como tecnologia para transparência de dados de ensaios clínicos
Larissa F. dos Angelos Cedro; Claudio Gottschalg Duque

12:05

FORMAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS NO SÉCULO XXI: EXPERIÊNCIA DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Lívia Ferreira de Carvalho; Laura Vilela Rodrigues Rezende

12:10

Espaço para interação (15 min)

14:00

Futurar e vivenciar a biblioteca escolar: um comunicado dos nativos digitais para a biblioteca
pensar na sua ‘tecnoinovação’
Marcelo Calderari Miguel; Sandra Maria Souza de Carvalho

14:05

Herrar é Umano? Aplicação da metodologia “Curso da Ação” na usabilidade de softwares de
bibliotecas
Carla Floriana Martins; Maria Aparecida Alves de Oliveira

14:10

WATSON: inteligência artificial a serviço das bibliotecas
Erik André de Nazaré Pires; Di Téo Calumby

14:15

A PARTICIPAÇÃO DAS BIBLIOTECÁRIAS DA REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS
(RNBC) NA INCIDÊNCIA POLÍTICA: um relato de experiência
Isadora Cristal Escalante; Maria Aparecida Arias Fernandez; Thais dos Santos Rodrigues

14:20

Articulação entre a formação de profissionais de biblioteca e o advocacy pelas bibliotecas na
realização do Minicurso Básico de Auxiliar de Biblioteca
Carlos Robson Souza da Silva; Francisco Leandro Castro Lopes

14:25

BIBLIOTECA PÚBLICA ESPECIALIZADA ESTADUAL RESISTE FRENTE AO DESEQUILÍBRIO NA
ECOLOGIA DA INFORMAÇÃO GOVERNAMENTAL
Merielem Frasson da Silva; Sara Dieny Chaves Ribeiro

14:30

Firmando parcerias para o fortalecimento das Associações de Classe: o relato de experiência
da ABDF
Lorena Nelza Ferreira Silva; Luciana Lima de Olivera

14:35

Movimentações dos Bibliotecários Goianos em prol da criação do cargo de Bibliotecário no
Estado de Goiás
Adilson Ribeiro de Sá Júnior

14:40

Valorização profissional: ações e iniciativas do Conselho Regional de Biblioteconomia da 11ª
Região para o fortalecimento e consolidação da classe bibliotecária na sociedade.
Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho; Jean Charles Racene dos Santos Martins; Layde
Dayelle dos Santos Queiroz; Luiz Fernando Correia de Almeida; Ryanne Silva Lima

14:45

A implantação do Sistema Eletrônico de Informações na Universidade Federal do Ceará
Thiago Pinheiro Ramos de Oliveira; Maria de Fátima Oliveira Costa

14:50

Avaliações e serviços em Unidade de Informação: um breve panorama em Biblioteconomia e
em Ciência da Informação
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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85

�Marcelo Calderari Miguel; Sandra Maria Souza de Carvalho

14:55

DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS-ESTÉTICO LITERÁRIAS: uma proposta dialógica.
Sandra Rafaela Batista da Silva; Hélio Márcio Pajeú; André Anderson C. Felipe

15:00

O Arquivo Municipal de Vitória como local de memória pela ótica de seus usuários.
Fabiola Pereira Costa; Nathalia Alves dos Santos

15:05

O Bibliotecário clínico e sua participação na equipe interdisciplinar de Medicina Baseada em
Evidência (MBE)
Thiago Asperti Mendes; Maria Rosa Crespo

15:10

PERIÓDICO ELETRÔNICO NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE
LITERATURA
Cláudia Abreu Pecegueiro; Silvana Maria de Jesus Vetter

15:15

POLÍTICAS PARA CURRÍCULO E A ABORDAGEM DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E AS
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Georgete Lopes Freitas

15:20

Projeto memória: a preservação do acervo fotográfico do Banco Regional de
Desenvolvimento do Extremo Sul
Letícia Dutra Schinoff; Adriana Reus

15:25

Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis): tendências da
produção do conhecimento
Angelina Pereira Silva; Frederico Tomás Azevedo

15:30

Tratamento de Arquivos Pessoais: relato de experiência
Roberta Dalfior Cola; Fabiola Pereira Costa

15:35

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD): ferramenta de democratização e equidade
de informação para a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) - Paraíba (PB)
Kilvya Simone de Leão Braga ; Jesiel Ferreira Gomes; Emanuel Varela Cardoso

15:40

Caracterização dos fatores climáticos nos espaços de guarda da Biblioteca Brasiliana Mindlin
(BBM/USP): desafios e propostas para a preservação de acervos raros
Andreia Wojcicki Ruberti

15:45

Espaço para interação (15 min)

EIXO 09 - 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

Auditório: Sala das Andorinhas
Dia 02/10/2019
16:00

A Busca da Qualidade Na Biblioteca Especializada de Arte
Marcelo Calderari Miguel; Ana Claudia Borges Campos Borges Campos
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86

�16:05

Ação cultural na biblioteca universitária: atividades e propostas do Sistema de Biblioteca da
Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS) e da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
Suely Santana; Rejane Maria Rosa Ribeiro; Maria José Serrão Nunes; Silvana Reis Cerqueira;
Manoelita Maria dos Santos

16:10

Estudo de usos e usuários: Centro de documentação Do Museu de Arte da Pampulha
Nicole Marinho Horta; Dalba Roberta Costa de Deus

EIXO 10 - XI Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Auditório: Sala Mãe D'Água
Dia 01/10/2019
16:20

A Semana do Livro e da Biblioteca do IF Goiano - Campus Trindade: ações e êxitos na
atuação dinâmica da Biblioteca
Hevellin Estrela; Johnathan Pereira Alves Diniz; Luciane Silva de Souza Prudente

16:25

LEITURA DOS JOVENS NAS MÍDIAS SOCIAIS: O CONTEÚDO AO ALCANCE DO LEITOR
Johnathan Pereira Alves Diniz; Andréa Pereira dos Santos

16:30

Relato de experiência do Projeto de Extensão Biblioteca itinerante: encorajando a leitura
Camila da Gloria de Souza; Narayana Anunciato Alves; Rayanne Estefane Gonçalves de
Morais; Sabrina Aparecida Cicino Assis

EIXO 11 - IV Fórum de Biblioteconomia Escolar: Pesquisa E Práticas
Rumo ao Desenvolvimento Humano

Auditório: Sala Gruta da Onça
Dia 03/10/2019
15:30

BIBLIOTECA ESCOLAR: o uso da hora do conto como inclusão social
Poliana Fragatti Cristovam; Marta Maria Gonçalves Balbé Pires; Prof. Ms. Dirce Huf Ferraz

15:35

DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA INFANTIL DENTRO DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Lahana Silva de Cristo

15:40

OUTRO OLHAR SOBRE OS USOS DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Marcela Lopes Mendonça Coelho de Amorim; Eduardo Valadares da Silva

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87

�EIXO 12 - V EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação

Auditório: Sala das Andorinhas
Dia 03/10/2019
16:00

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA CATALOGAÇÃO NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL
BIBLIOTECÁRIO
Marcos Leandro Freitas Hubner; José Fernando Modesto da Silva

16:05

Catalogação de partituras: o tratamento da informação musical segundo o AACR2 e a RDA
Daniela de Oliveira Correia; José Fernando Modesto da Silva

16:10

Controle de autoridades no campo das artes: relato de experiência na Pinacoteca de São
Paulo
Diego Silva; Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli

16:15

Modelos emergentes de dados bibliográficos: BIBFRAME e as desegualidades regional e
social
Paul R. Burley

16:20

O catálogo e o seu uso: as tarefas do usuário e as seis fases do processo de referência
Luiza Coutinho Arias

16:25

O controle do processo de catalogação no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de
Goiás por meio de indicadores
Enderson Medeiros

EIXO 13 - 6º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas

Auditório: Sala das Paneleiras
Dia 03/10/2019
12:20

A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO ESTADO DO
MARANHÃO: uma análise do ambiente digital
Cláudia Abreu Pecegueiro; Larissa Silva Cordeiro

12:25

Acordo de cooperação internacional Brasil e Angola: a biblioteca do Supremo Tribunal
Federal internacionalizando sua prática de trabalho
Talita Daemon James; Luiza Gallo Pestano

12:30

CONTROLE DE MODIFICAÇÕES DE ATOS ADMINISTRATIVOS NORMATIVOS: estudo de caso
do Superior Tribunal de Justiça
José Ronaldo Vieira; Najla Bastos de Melo; Rafaella Carine Monterei

12:35

Educação Corporativa e a Biblioteca Digital do STJ: conhecimento ao alcance de todos
Najla Bastos de Melo; José Ronaldo Vieira; Rafaella Carine Monterei; Maria de Lourdes da
Costa E Silva
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�12:40

IMPLANTAÇÃO DO DIÁRIO ELETRÔNICO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (iDCD): UMA
EXPERIÊNCIA DE REMODELAGEM DE PROCESSO.
Marilene Mendes Sow

EIXO 14 - I Fórum Brasileiro das Bibliotecas Prisionais

Auditório: Sala Beija-Flor
Dia 03/10/2019
15:50

BIBLIOTECAS PRISIONAIS MUNDIAIS E SUAS EXPERIÊNCIAS
Amabile Costa; Camila Monteiro de Barros

15:55

IMPLANTAÇÃO DA BIBLIOTECA PRISIONAL NA UNIDADE PRISIONAL DE RESSOCIALIZAÇÃO DE
GRAJAÚ/MA
Jaciara Marques Galvão Silva; Francinete Costa Primo

EIXO 15 - I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica
no contexto da Ciência Aberta

Auditório: Sala Mãe D'Água
Dia 03/10/2019
17:00

Biblioteca Universitária como mediadora informacional: a quebra de paradigmas
Poliana Fragatti Cristovam; Marta Maria Gonçalves Balbé Pires

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89

�ANEXO 3 - TRABALHOS APROVADOS – VIDEOGRAFIAS

Videografias

Auditório: Sala Beija-Flor
Dia 04/10/2019
10:30

O Bibliotecário Booktuber
Karin Vanelli

10:35

O BIBLIOTECÁRIO COMO CURADOR DE TRILHA DE APRENDIZAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DA CURADORIA DE UMA TRILHA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Lorena Nelza Ferreira Silva

10:40

Proposta de criação de um repositório temático de preprints para a área de Biblioteconomia
Hemerson Soares da Silva; David Vernon Vieira

10:45

Espaço para interação (10 min)

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�ANEXO 4 – CURRÍCULO DOS PALESTRANTES

Convidados Internacionais

Dra. Ana Liza Bugnone [Argentina]
Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Nacional de La Plata (UNLP) e
Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação
(FaHCE) pela mesma Universidade. Obteve duas bolsas de doutorado e uma de pósdoutorado do CONICET. É Professora Adjunta (a cargo) da Cátedra Cultura e
Sociedade da FaHCE, UNLP. Ministra o seminário de graduação de História da Arte
Latino-americana Contemporânea para a Universidade de Leiden (Holanda) na UNLP,
os seminários de pós-graduação “Introdução à Investigação em Ciências Sociais” e
“Estudos Sociais da Arte” no Mestrado e Doutorado em Ciências Sociais e “Cultura
Argentina” na Especialização ELSE da UNLP. Integra o Projecto de Incentivos com
lugar de trabalho no Instituto de Investigações em Humanidades e Ciências Sociais
(UNLP - CONICET) e forma parte da Área de Estudos Políticos Latino-americanos,
onde coordena a Subárea "Arte, estética e política". Colabora com o Núcleo de
Sociologia da Arte e de Práticas Culturais daa Faculdade de Ciências Sociais da
Universidade do Chile e forma parte do Centro de Arte Experimental Vigo. Dirigiu um
projeto abonado na Universidade de Harvard (Estados Unidos), o Program for Latin
American Libraries and Archives, para trabalhar com o arquivo de E. A. Vigo, e é
Responsável Acadêmica da coleção digital do mesmo artista no projeto ARCAS da
Biblioteca da FaHCE.

Dra. Arianna Becerril García [México]
Diretora Executiva de Redalyc. Mexicana. Doutora em Ciências da
Computação pelo Instituto Tecnológico de Monterrey no México. Mestre em Ciências
da Computação pela mesma Instituição e Engenheira em Computação pela
Universidade Autônoma do Estado do México (UAEM). Faz parte do grupo fundador
da Rede de Revistas Científicas da America Latina e Caribe (Redalyc.org). Membro
assessor internacional do Directory of Open Access Journals (DOAJ) e cofundadora
da Rede Mexicana de Repositórios Institucionais (REMERI). Autora de vários artigos
e livros. Seus trabalhos mais recentes são "A Semantic Model for Selective Knowledge
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�Discovery over OAI-PMH Structured Resources", Information (Switzerland, 2018);
"The end of a centralized Open Access project and the beginning of a communitybased sustainable infrastructure for Latin America: Redalyc.org after fifteen years.",
ELPUB (Toronto, 2018), "The Open Access Model in Latin America", COASP
(Washington, DC, 2016); "Redalyc - ORCID integration: Inserting Latin-American
authors in the global scientific conversation", ORCID (Washington, DC, 2016).

David Nemer [USA]
Escritor, pesquisador e professor no Departamento de Estudos de Mídia na
Universidade da Virginia, EUA. Sua pesquisa e ensino abrangem a interseção dos
campos de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia, Antropologia da Informação,
TICs para o Desenvolvimento, e Interação Humano-Computador. É etnógrafo cujos
trabalhos de campo incluem as favelas de Vitória, no Brasil; Havana, Cuba;
Guadalajara, México, e Appalachia, EUA. Um dos objetivos de suas pesquisas é
fornecer uma visão aprofundada do papel das tecnologias de informação e
comunicação (TICs) em questões relacionadas à desigualdade, diversidade e
inclusão. Autor do "Favela Digital: O outro lado da tecnologia" (Editora GSA, 2013). É
Ph.D. em Informática (Especialização em Computing, Culture, and Society) pela
Indiana University e M.Sc. em Ciência da Computação pela Saarland University.
Contribui para The Guardian, El País e A Tribuna.

Eric Klinenberg [USA]
É professor de Sociologia e Diretor do Instituto de Conhecimento Público na
Universidade de Nova Iorque. É autor dos livros - Palaces for the People: How Social
Infrastructure Can Help Fight Inequality, Polarization, and the Decline of Civic Life
(Crown, 2018), Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living
Alone (The Penguin Press, 2012), Fighting for Air: The Battle to Control America’s
Media (Metropolitan Books, 2007), e Heat Wave: A Social Autopsy of Disaster in
Chicago (University of Chicago Press, 2002), e também editor do Cultural Production
in a Digital Age and of the journal Public Culture. Seus trabalhos acadêmicos têm sido
publicados em jornais incluindo o American Sociological Review, Theory and Society,
and Ethnography, and he has contributed to The New Yorker, The New York Times
Magazine, Rolling Stone, Time Magazine, Fortune, The Wall Street Journal, The
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�Nation, The Washington Post, Slate, Le Monde Diplomatique, The London Review of
Books, e o programa de radio, This American Life.

Richard Poynder [UK]
Observa e reporta a evolução do movimento de Acesso Aberto (Open Access
- OA) há quinze anos, tendo sido amplamente citado e respeitado por nomes como
Stevan Harnad e Peter Suber. Contribuiu para uma ampla gama de publicações
especializadas, nacionais e internacionais, incluindo o Wall Street Journal Europe, o
Financial Times, o Guardian e o Telegraph. Ele também editou e foi co-autor de dois
livros: "Hidden Value" (1999) e "Caught in a Web, Intellectual Property in Cyberspace"
(2000). Grande parte dos textos atuais de Richard têm sido publicados em seu blog
Open &amp; Shut (https://poynder.blogspot.com/), no qual publica entrevistas regulares
com defensores do OA, ensaios sobre o OA, além de comentários contínuos sobre o
movimento. Em 2019 publicou um ensaio sobre o Plano S e suas implicações para os
países do Sul Global (Plan S: What strategy now for the Global South? https://poynder.blogspot.com/2019/02/plan-s-what-strategy-now-for-global.html).
Richard participará do CBBD via vídeo.

Ryan Dowd [USA]
Tem trabalhado na maior parte de sua carreira em um grande abrigo para
pessoas em situação de rua. Além disso, tem treinado bibliotecas, delegacias de
polícia, organizações não governamentais e outras instituições sobre como lidar com
pessoas em situação de rua, adictos e com transtornos mentais com compaixão. É
autor do livro “The Librarian’s Guide to Homelessness” publicado pela American
Library Association (ALA).

Convidados Nacionais

Adriana Cybele Ferrari
Bibliotecária, com Especialização pela PUC- Campinas em Sistemas de
Informação, MBA em Gestão da Qualidade pela Escola Politécnica da USP. Diretora
Técnica da Biblioteca “Florestan Fernandes” da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas (FFLCH), no período de 1996 a 2002, e do Sistema Integrado de
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�Bibliotecas (SIBi), no período de 2002 a 2007, ambos da USP. Como Assessora na
Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, idealizou e coordenou o projeto da
Biblioteca de São Paulo, inaugurada em fevereiro de 2010 e da Biblioteca Parque Villa
Lobos inaugurada em dezembro de 2014 que são consideradas referências nacionais
em promoção da leitura. Coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura e do
Prêmio São Paulo de Literatura, ambos da Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo. Assessora do Gabinete do Reitor da Universidade de São Paulo (2015-2018).
Atualmente é Chefe Técnica da Biblioteca Florestan Fernandes da FFLCH/USP. É
presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições (FEBAB) e Membro do Comitê de Bibliotecas Públicas da
IFLA.

Amabile Costa
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É Bacharela em Biblioteconomia Habilitação em Gestão da Informação (2014-2017) pela Universidade do Estado de
Santa Catarina (UDESC). Bolsista CAPES de Desenvolvimento Social. É membro da
equipe gestora 2018-2020 da Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB),
ocupando o cargo de Diretora de Marketing e Divulgação. Voluntária no Programa
Novos Horizontes: a Universidade nos espaços de privação de liberdade.

Ana Maria da Silva
Cientista Social, Bibliotecária e Especialista em Gestão de Políticas Públicas
de gênero e Raça. Diretora da Biblioteca Pública do Estado do Espírito Santo e
Coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Espírito Santo. Ela
também é coordenadora do programa Conecta Biblioteca na Biblioteca Municipal
Argentina Lopes Tristão, em Domingos Martins, no Espírito Santo. No ano de 2018,
ganhadora do Prêmio de Inovação EIFL (Public Library Innovation Programme), com
um projeto baseado no uso de tecnologia como recurso terapêutico e o protagonismo
juvenil. Participou na 3ª Pasantías Internacionales Iberbibliotecas 2018

–

Madrid/Espanha.

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�Ana Paula Meneses Alves
Doutora em Ciência da Informação pela Faculdade de Filosofia e Ciências Unesp - Campus Marília em regime de cotutela com a Universidade de Granada Espanha, na qual recebeu o título de Doutora em Ciências Sociais (2016); Mestre em
Ciência, Tecnologia e Sociedade pela Universidade Federal de São Carlos (2010);
Graduação em Biblioteconomia na FFC - Unesp - Marília (2006); Membro do Conselho
Fiscal da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições – FEBAB (2017-2019).

Anderson de Santana
Bibliotecário, Chefe Técnico do Serviço de Biblioteca e Documentação do
Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Chefiou diversas divisões do
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas (DT-SIBi) da Universidade
de São Paulo (USP). É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e bacharel em
Biblioteconomia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Tem experiência em
gestão de projetos de tecnologia da informação, como sistemas de buscas e
bibliotecas digitais. Desenvolve pesquisas ligadas à serviços de descoberta em escala
web (web-scale discovery services), tendo sido o coordenador da implantação do
Portal de Busca Integrada da USP. Tem trabalhado com a geração de estudos
bibliométricos acerca da Produção Científica e Indicadores Métricos de Produtividade
da USP. É membro da Diretoria Executiva da Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) mandato 2017-2019.
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9222-6431

Andréa Barboza
Mestre em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO), Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio
Grande (FURG) com intercâmbio acadêmico no Mestrado em Ciência da Informação
e Documentação pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). Professora temporária do
curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bibliotecária da Seção de Iconografia da Fundação
Biblioteca Nacional.
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95

�Angela Pimenta
Angela Pimenta é jornalista e mestre em Jornalismo pela Columbia University
School (2001). É coordenadora-executiva do Projeto Credibilidade. Foi presidente do
Projor de julho de 2015 a abril de 2019. Foi editora-sênior da revista Exame em
Brasília (2007-2011) e representante da Online News Association no Brasil (20092014).

Carla Sousa
É consultora de Biblioterapia com mestrado em Ciência da Informação pela
Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC). Se dedica ao estudo e à prática da
Biblioterapia e tem vários artigos publicado sobre a temática. É a idealizadora do
Doses de Biblioterapia (Facebook e Instagram) e do curso online Desvendando a
Biblioterapia.

Caroline Da Rosa Ferreira Becker
Graduada em biblioteconomia, Especialista em Educação: Leitura, Literatura e
Letramento; e Mestre em Ciência da Informação. Há 15 anos é bibliotecária do
Instituto Federal Catarinense campus Rio do Sul. É presidente da Comissão Brasileira
das Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
(CBBI), desde 2016.

Catia Lindemann
Ativista de Biblioteconomia Social. Bibliotecária da VR Projetos Culturais e
Sociais Transformadores. Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais
– CBBP e Diretora Regional Sul ambos da FEBAB. Representante do Colegiado do
Livro, Leitura e Literatura do Estado do Rio Grande do Sul.

Christine Castilho Fontelles
Socióloga formada pela PUC-SP, com MBA em Marketing pela FIA/FEA/USP.
20 anos de atuação em articulação por política pública de leitura e escrita de qualidade
para todos. Responsável pela implementação de programa de implementação de
bibliotecas em escolas abertas à comunidade no Instituto Ecofuturo de 1999 a 2014,
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

96

�articulação para a aprovação do Dia Nacional da Leitura no Dia da Criança, 12 de
outubro (Lei 11.899/2009), e criação da Rede Leitura e Escrita de Qualidade para
Todos (Rede LEQT/Gife). É integrante do Conselho Curador da Fundação Nacional
do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ)), idealizadora e coordenadora da Campanha Eu
Quero Minha Biblioteca – pela universalização de bibliotecas em escola no Brasil – e
do programa Leitores Sem Fronteiras de formação de jovens do ensino médio em
literatura e advocacy por biblioteca em escola, ambos em parceria com o Instituto de
Corresponsabilidade pela Educação (ICE Brasil).

Cidinha da Silva
É prosadora, dramaturga e editora. Autora de 15 livros de literatura entre
crônicas para adultos, conto e romance para crianças e adolescentes. Destaca-se no
conjunto de escritoras e escritores negros de sua geração editorial, por dedicar-se à
crônica, gênero amplo e diverso, que traduz pela palavra o cotidiano vivido. Destacamse as obras: Os nove pentes d'África (novela, 2009); # Parem de nos matar! (crônicas,
2016), Um Exu em Nova York (contos, 2018) e Exuzilhar: melhores crônicas de
Cidinha da Silva, vol.1 (2019). Tem textos publicados em catalão, espanhol, francês,
inglês e italiano. Organizou duas obras fundamentais sobre as relações raciais
contemporâneas no Brasil: Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras
(ensaios, 2003), um dos dez primeiros livros sobre as ações afirmativas como
estratégia de superação das desigualdades raciais, publicados no país. O segundo,
Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro,
leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (ensaios, 2014), obra de referência na
temática. É doutoranda no Programa Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão
do Conhecimento (DMMDC) na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Ciro Monteiro
Agente Penitenciário, Diretor substituto do setor educacional do Centro de
Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis (SP); Formado em História (UNESP),
Biblioteconomia (USP), Mestre em Ciência da Informação (UNESP) e Doutorando em
Ciência da Informação (UNESP). Ciro estará presente no primeiro Fórum Brasileiro
de Bibliotecas Prisionais e descreverá como é o caminho de permear o sistema e a

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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97

�Biblioteconomia ao mesmo tempo, levando o livro e a leitura aos intramuros da prisão,
na condição de agente de educação prisional e bibliotecário com viés social.

Claudio Marcondes de Castro Filho
Professor Associado da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão
Preto na Universidade de São Paulo em Políticas Públicas e Formação Profissional
da Informação (2018). Pós-doutorado em Biblioteca Escolar na Universidade Aberta
de Lisboa (2018). Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de São
Paulo (2008). Mestrado em Ciência da Informação e Comunicação, pela Universidade
de São Paulo (2002). Graduação em Comunicação Social pela Faculdade Anhembi
Morumbi (1989) e em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política
de São Paulo (1981). Tem experiência na área de Ciência da Informação, como
subárea geração e uso da informação, atuando nos seguintes temas: biblioteca
escolar e políticas públicas do livro, leitura e biblioteca. Presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Escolares da Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.

Cláudio Soares
É escritor, jornalista e e-publisher. Idealizou e escreveu a coluna digital
"Hiperliteratura" no jornal "O Globo". Atualmente, coordena dois projetos "filhos" da
coluna: a coleção digital "Clássicos Hiperliteratura" e o portal "Hiperliteratura", que
debate escrita e leitura no século 21. É autor do livro “Fake News! Como Combater
Notícias Falsas e Fatos Alternativos na Era da Pós-Verdade” (inédito). É colaborador
dos jornais O Globo, Jornal do Brasil, Academia Brasileira de Letras, SINEPE-RJ,
entre outros. Escreveu a apresentação de “Lima Barreto, Obra Reunida” (Nova
Fronteira, 2018). É autor da biografia "Santos-Dumont - Série Essencial" (Academia
Brasileira de Letras e Imprensa Oficial de SP, 2015) e do romance "Santos-Dumont
Número 8" (Universo dos Livros, 2006). Escreveu os artigos "Machado de Assis, o
enxadrista" (Revista Brasileira, ABL); "Machado de Assis: Mente de Enxadrista"
(Revista de História da Biblioteca Nacional); o conto "La Sindone" (Revista da
Fapesp). Entre vários projetos de gestão de informação no Brasil e no exterior (IBM,
Algorithmics, Embratel, Sudameris, Claro, etc), foi curador e editor da coleção de
clássicos da literatura brasileira do Google. Foi e-publisher do Grupo Ediouro.
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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98

�Organizou diversos eventos sobre e-publishing e literatura, entre eles o primeiro
seminário sobre self-publishing digital, em 2010, e o evento "Vladimir Nabokov, 110
anos", na ABL, em 2009, que aproximou as obras de Nabokov e Machado de Assis
(também participou do debate deste evento com os acadêmicos Antonio Carlos
Secchin, Ivan Junqueira e o prof. Brian Boyd, biógrafo de Vladimir Nabokov). Tem
vários projetos e trabalhos publicados.

Daniela Spudeit
Bibliotecária e pedagoga, atua como professora no curso de Biblioteconomia
na pós-graduação em Gestão da Informação na UDESC. Atualmente é doutoranda na
área de Ciência da Informação na UFSC onde pesquisa sobre competência em
informação para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Tem projetos de
pesquisa e de extensão desenvolvidos na área de empreendedorismo e competência
em informação.

Deborah Ferrari
Fonoaudióloga. Doutora em Neurociências e Comportamento - Instituto de
Psicologia/Universidade de São Paulo. Professora Associada do Departamento de
Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru USP. Tem experiência na área
de Fonoaudiologia, com ênfase em Audiologia, atuando principalmente nos seguintes
temas: dispositivos eletrônicos aplicados à surdez, abordagem centrada na pessoa,
telessaúde, educação a distância.

Deborah Sabará
Coordenadora Presidenta da GOLD - Associação Grupo Orgulho, Liberdade e
Dignidade. Presidenta do Conselho de Direitos Humanos, representante da ABGLT e
ANTRA no Espírito Santo.

Denis Russo Burgierman
É jornalista e colunista do Nexo Jornal. Escreve sobre complexidade e sua
lógica. Foi diretor de redação de publicações como as revistas Superinteressante e
Vida Simples e fez parte da equipe que criou o Greg News, da HBO. É autor de livros
como "O Fim da Guerra", sobre novas experiências globais em políticas de drogas, e
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99

�"Piratas no Fim do Mundo", que acompanhou uma expedição à Antártica para tentar
evitar a caça às baleias. Denis foi um John S. Knight Fellow, na Universidade Stanford,
na Califórnia, e ajudou a organizar os primeiros eventos TEDx no Brasil.

Edgard Rebouças
É jornalista formado na UFES, com passagem por redações de jornais, revistas
e emissoras de TV; mestre em Ciências da Informação de da Comunicação pela
Universidade de Grenoble, doutor de Comunicação Social pela Universidade
Metodista de São Paulo. Na UFES, é coordenador do Programa de Pós-Graduação
em Comunicação e Territorialidades, professor de disciplinas como Ética na
Comunicação e Indústrias Culturais e Midiáticas. e coordenador do Núcleo de
pesquisa e ação "Observatório da Mídia". É membro da diretoria da Sociedade
Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e da Associação
Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Comunitária, Popular
e Cidadã (ABPCom). E é também membro titular no Conselho Estadual de Ética
Pública e no Conselho Estadual de Direitos Humanos.

Elenise Maria de Araújo
Doutorado e Mestrado em Engenharia de Produção da Escola de Engenharia
de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP); Especialista em Docência
do Ensino superior pelo SENAC (2018); em Uso Estratégico das Tecnologias da
Informação (2001) em Formação de Agentes Locais de Sustentabilidade Sócioambiental (2004); Graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Escola de
Biblioteconomia e Documentação de São Carlos (1990). Atua como chefe técnica do
Serviço de Biblioteca da EESC-USP e colabora nas disciplinas de Metodologia da
Pesquisa Científica e de Preparação Pedagógica nos Programa de Pós-Graduação
da EESC. Professora no Curso de pós-graduação lato senso do Departamento de
Engenharia de Produção e de Sistemas Aeronáuticos da EESC-USP e no Centro de
Divulgação Científica e Cultural (CDCC-USP). orcid.org/0000-0003-3537-3811. É
Diretora Regional Sudeste da FEBAB.

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100

�Eliana da Silva Rodrigues
Bibliotecária formada pela UFRGS. Pesquisa a temática de Bibliotecas
Infantojuvenis, tema do mestrado incompleto na Unirio, além de mediação e
diversidade de gênero e inclusão social. Atualmente exerce suas atividades na
Biblioteca Comunitária do Solar dos Meninos de Luz, ONG - Escola Integral no
Complexo do Pavão Pavãozinho no Rio de Janeiro, trabalhando sempre a
Biblioteconomia em conjunto com a Educação. Participação constante na militância
LGBT, nas Paradas e nas reuniões de Pais de Gays e seus relacionamentos.
Participação ativa na formação do grupo Famílias Homoafetivas.

Eugênio Bucci
Professor Titular da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP). Membro do
Conselho Científico-Cultural do Instituto de Estudos Avançados da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), do Conselho Administrativo do Colégio Santa Cruz
de São Paulo e do Conselho Consultivo da Fundação OSESP (Orquestra Sinfônica
do Estado de São Paulo), do Conselho Consultivo da Aberje (Associação Brasileira
de Comunicação Empresarial), do Conselho Consultivo do Programa de Comunicação
e Jornalismo do Insper, do Conselho Consultivo do Instituto Palavra Aberta, do
Conselhos Editoriais das revistas Interesse Nacional (ISSN 1982-8497) e Pesquisa
Fapesp. Escreve quinzenalmente na página 2 do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fabiana Sala
Bibliotecária-Documentalista do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de São Paulo- Campus de Presidente Epitácio desde o ano de 2011.
Doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Julio de
Mesquita Filho (Unesp Campus Marília). Mestra em Educação pela Universidade
Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - (Unesp Campus Presidente Prudente)
em 2018. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional em 2008. Graduada
em Biblioteconomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2006. Membro
do Grupo de Pesquisa Formação de Professores, Políticas Públicas e Espaço Escolar
- GPFOPE cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.

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101

�Fernanda Melchionna
Deputada Federal pelo PSOL do Rio Grande do Sul. Bibliotecária pela UFRGS.
Na Câmara dos Deputados, é membro titular da Comissão de Seguridade Social e
Família e do Parlamento do Mercosul e Presidente da subcomissão de seguridade
social da mulher. É presidente da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura.

Francisco de Paula Araújo
Doutorando em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF),
mestre em Políticas Públicas e bacharel em Direito, ambos pela Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Advogado com atuação na área trabalhista.
Bibliotecário-chefe da Biblioteca do Centro de Tecnologia da UFRJ, além de editorchefe da Agência Biblioo, responsável pela publicação do site e da revista Biblioo.

Franciéle Carneiro Garcês da Silva
Doutoranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de Minas
Gerais (PPGCI-UFMG). Mestra em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) convênio com a Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharela em Biblioteconomia pela Universidade do Estado
de Santa Catarina (UDESC). É membro do Satélites em Organização Ordinária dos
Saberes Socialmente Oprimidos (O²S².sat) vinculado ao Grupo de Pesquisa Ecce
Liber (IBICT-UFRJ) e participa da equipe gestora da Associação Catarinense de
Bibliotecários (ACB). É organizadora da obra "Bibliotecári@s Negr@s: ação, pesquisa
e atuação política" em conjunto com Graziela dos Santos Lima, e do livro "O
protagonismo da Mulher na Biblioteconomia e Ciência da Informação", em parceria
com Nathália Lima Romeiro, lançados em 2018. Temas de pesquisa: Ensino de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Black Librarianship Americana e
Biblioteconomia Negra Brasileira, Branquitude, Epistemologia, Representações
Sociais, Temática Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico-Raciais,
Mulheres negras na BCI, Mídias sociais, Bibliotecas especializadas, NEABs.

Gleise Pereira
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Espírito
Santo (1989), mestrado em Tecnologia Educacional - Universidad de Salamanca
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102

�(1993) e doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é
professora da Universidade Federal do Espírito Santo. Tem experiência na área de
Educação, com ênfase em Tecnologia Educacional, atuando principalmente nos
seguintes temas: formação docente, educação e comunicação, ensino virtual, ensino
aprendizagem e tecnologias educacionais.

Gregório Antônio Fernandes de Andrade
Advogado criminalista, membro da comissão de direitos humanos da OAB MG
2016/2018, sobrevivente do sistema prisional brasileiro.

Hellen Bianca Araújo Periani
Graduanda do 5° período em Biblioteconomia pela Universidade Federal do
Espírito Santo (UFES), desde 2017. Possui experiência em biblioteca escolar e
atualmente participa do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIIC) atuando
no projeto que tem como objetivo realizar um diagnóstico sobre a evasão no curso de
Biblioteconomia da UFES.

Izabel Cristina de Souza
Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Espírito Santo –
UFES desde 2015, com participação e artigos submetidos a Erebds e Enebds, assim
como participativa em palestras, debates, seminários e oficinas dentro e fora do
Estado. Busco sempre criar parcerias, amizades e network tendo um olhar sempre no
futuro, com confiança e otimismo. Além de criar contatos que possibilitem crescimento
profissional e capacitações. Lembrando que temos uma bela profissão, que nos
possibilita ver outros mundos e sair do nosso quadrado.

Jorge Moisés Kroll do Prado
Doutorando em Ciência da Informação pela UFSC, Diretor de Comunicação e
Publicações da FEBAB, Coordenador do Setor de Criação e Disseminação do
Conhecimento do Senac SC e docente no Mestrado em Gestão da Informação da
UDESC. Pesquisador nas áreas de marketing, comunicação científica, mídias sociais,
inovação em bibliotecas e bibliotecas em cidades inteligentes.

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�Joyce Passos Rangel
Graduanda em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Espírito SantoUFES desde 2017. Possui experiência em biblioteca pública e atualmente atua como
estagiária no CDI (Centro de Documentação e Informação) do SEBRAE/ES.

Juliana Taboada
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO). Bibliotecária da Seção de Representação Descritiva da Fundação
Biblioteca Nacional.

Leonilha Maria Brasileiro Lessa
Gerente da Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza Unifor desde 1981.
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará - UFC,
Especialista em Organização e Métodos pela Universidade de Fortaleza, Especialista
em Tecnologias Digitais na Educação pela Uni7. Participou de várias gestões da
Associação de Bibliotecários do Ceará. Assumiu a Presidência da Comissão Brasileira
de Bibliotecas Universitárias - CBBU (Gestão 2018/2020), comissão ligada a FEBAB
- Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e
Instituições. Atua também em projetos de cunho social como: #bibliotecaparatodos e
Biblioteca de Portas Abertas.

Luiz Percival Leme Britto
Luiz Percival graduou-se em Letras pelo Instituto de Estudos da Linguagem, da
Universidade Estadual de Campinas (1983), onde também fez mestrado (1988) e
doutorado (1997) em Linguística. Atua na área de Educação e Linguagem desde
1982, como professor, pesquisador e formador de professores, desenvolvendo
pesquisas e realizando assessoria em vários níveis de ensino para diferentes
instâncias administrativas e organizações sociais, trabalhando principalmente com
Leitura, Ensino da Língua Portuguesa em nível Fundamental e Médio e Educação
Superior e Norma e variação linguística. É professor da Universidade Federal do
Oeste do Pará desde abril de 2010, onde atua nos cursos de graduação de Pedagogia
e Letras e nos programas de mestrado Profissionlizante em Letras - Profletras e de
Pós-graduação em Educação, do qual é o atual coordenador. Lidera o LELIT - Grupo
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104

�de estudo, pesquisa e intervenção em leitura, escrita e Literatura na escola. É membro
do Movimento por um Brasil Literário e professor de referência da Olimpíada de Língua
Portuguesa no Estado do Pará.

Marcelo Votto
Catalogador. Bibliotecário (FURG) e Mestre em Educação (UCS). Professor
efetivo na UNOCHAPECÓ, sendo o responsável pelas disciplinas relacionadas a área
de tratamento e recuperação da informação na Biblioteconomia. Trabalha com a
aplicação prática da norma RDA em bibliotecas, atuando como coordenador da
implementação desta norma em bibliotecas universitárias.

Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal
Fluminense (1989), Mestre (1997) e Doutor (2005) em Ciência da Informação pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro em Convênio com o Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia. Atualmente é Diretor de Avaliação e
Informações Institucionais da Pró-Reitoria de Planejamento e Professor Associado da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) atuando nos Cursos de
Bacharelado em Biblioteconomia, Licenciatura em Biblioteconomia e no Programa de
Pós-Graduação em Biblioteconomia/ Mestrado Profissional em Biblioteconomia PPGB/MPB da UNIRIO. Tem experiência na área de Biblioteconomia, Ciência da
Informação e Organização do Conhecimento e Gestão do Conhecimento, trabalhando
principalmente nos seguintes temas: organização do conhecimento, ambientes Web,
gestão do conhecimento, acessibilidade, patrimôno imaterial, ensino e formação de
bibliotecários. É Membro do Conselho Editorial das revistas Arquivística.net (18084826), Informação e Universidade (2175 -2850), Informação e Informação (19818920), BIBLOS - Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação (01024388) e SENAC.DOC: Revista de Informação e Conhecimento (2527-1407). Membro
da International Society of Knowledge Organization - ISKO/Brasil, da Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação e Biblioteconomia
- ANCIB e da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação - ABECIN.
Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia - CFB.

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105

�Marcus Aloisio
Formado em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP,
defendendo a importância da arte em bibliotecas para o desenvolvimento do
pensamento crítico com recorte na teoria QUEER. Atua como Auxiliar de
documentação técnica no SENAC SP e faz parte dos grupos: Cultura de paz, inclusão
e diversidade, no qual auxilia na tomada de decisões para realização de eventos de
conscientização. Além da atuação nos grupos formais, realizou projetos culturais de
incentivo à leitura e conscientização social por meio de palestras, workshops e oficinas
que coordenou e ministrou. Em parceria com o Museu da Diversidade Sexual incluiu
a mostra Moda e diversidade no evento Casa aberta do SENAC SP, prorrogando-se
para utilização em ações educativas com os alunos do curso de aprendizagem
profissional. Trabalha voluntariamente para a ONG Amapô, voltada à promoção dos
direitos humanos para a comunidade LGBTQIA+, com trabalho de curadoria e
definição da identidade visual do material gráfico, bem como no Coletivo Revolta da
lâmpada, que atua através do artivismo lutando pelo corpo livre. Faz parte do grupo
InFoco na biblio atuando no GT Profissão, advocacy e política, contribuindo com
estratégias de inclusão nas bibliotecas e enfatizando a importância da arte.

Maria Aparecida Pardini
Bibliotecária,

Especialista

em

Psicologia

Multifocal

pela

FEAD.

Aperfeiçoamento em dicas lúdicas para pais e professores - BRINCAPRENDE.
Trabalhou na UNESP como diretora. Idealizadora do Cantinho da Biblioterapia e
Facilitadora do Curso “Um mergulho na biblioterapia” e Círculos de Biblioterapia. Tem
vários trabalhos publicados no Brasil e exterior tendo concedido uma série de
entrevistas para TV.

Maria Cristina Palhares
Bacharel em Biblioteconomia pela FESP-SP; especialista em Língua, Literatura
e Semiótica pela USJT; mestra e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUCSP; docente no curso de Biblioteconomia e coordenadora do curso de pós-graduação
Arquitetura de informação do Unifai; Pesquisadora independente de tecnologias open
access; coordenadora do projeto Biblioteca Comunitária do Centro de Acolhimento da

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
CNPJ: 44.075.687/0001-08

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�Secretaria de Desenvolvimento Social da PMSP e Ativista Ambiental, Animal, Social
e da Biblioteconomia Social.

Maria Eulalia Borges
É formada em Serviço Social, MBA em Gestão Estratégica do Terceiro Setor,
ambos pela FMU/SP. Têm 30 anos de experiência em Serviço Social; Expertise em
Gerenciamento e administração da área, tendo atuado em instituições do Terceiro
Setor e Empresas. Criou e gerenciou o projeto Bazar do Bem Possível, Espaço de
Lazer e Curso de planejamento familiar para funcionários do Esporte Clube Pinheiros.
Elaborou projeto para manutenção do Certificado de Assistência Social da
Fraternidade Irmã Clara. Atualmente é Coordenadora de Serviço Social na Biblioteca
de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos.

Maria Fernanda Nogueira
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal
Fluminense (UFF), graduanda em bacharel em Filosofia pela Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ). Bibliotecária da Seção de Manuscritos da Fundação
Biblioteca Nacional.

Marouva Fallgatter Faqueti
Bibliotecária do Instituto Federal Catarinense, IFC, campus Camboriú, doutora
em Engenharia e Gestão do Conhecimento (UFSC/2019), mestre em Engenharia de
Produção e Sistemas (UFSC/2003) e especialista em Estratégias e qualidade em
Sistemas de Informação (UDESC, 1999). Atuou como coordenadora do Sistema
Integrado de Bibliotecas, SIBI/IFC - 2012/2015.Tem experiência nas áreas de gestão
e liderança em Bibliotecas, competência informacional e Iniciação Científica.
Coordenadora do Grupo de trabalho - Gestão de Bibliotecas e de Pessoas da
Comissão Brasileira de Bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional
Científica e Tecnológica, CBBI e membro do Laboratório de Liderança &amp; Gestão
Responsável - LGR/EGC/UFSC.

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CNPJ: 44.075.687/0001-08

107

�Natalia Souza
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO). Bibliotecária da Seção de Representação Descritiva da Fundação
Biblioteca Nacional.

Neli Miotto
Pós-Graduanda em Teoria e Prática na Formação de Leitores pela
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Graduação em Biblioteconomia pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pedagogia pela Faculdade PortoAlegrense. É bibliotecária e atua em duas frentes: dentro do Serviço Social da
Indústria (SESI) e Gestora do Banco de Livros em Porto Alegre. Uma iniciativa inédita
do Brasil, onde monta espaços de leitura em entidades do terceiro setor com obras
recebidas de doação pela sociedade civil de todo o Brasil. Vasta experiência na
elaboração e implantação de projetos de incentivo à leitura para públicos diversos e
na elaboração de projetos e captação de recursos via editais. Possui vários projetos
sociais de promoção e dinamização de espaços de leitura. Atualmente é presidente
da Associação Rio-Grandense de Bibliotecários filiada à FEBAB.

Paula Adamo Idoeta
É repórter da BBC News Brasil desde 2010 e coordena o Projeto Beyond Fake
News - Leitura Crítica de Notícias. É formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper
Líbero, com Máster em Jornalismo pela Universidade Torcuato DiTella/La Nación
(Argentina) e MBA em Informações Econômico-Financeiras para Jornalistas na BM&amp;F
Bovespa/UBS.

Paulo Roberto Camargo Machado Junior
Graduando em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Espírito Santo –
UFES desde 2017. Possui experiência em biblioteca pública e atualmente atua como
comissionado na biblioteca Vila do Progresso. Possui um viés cultural e já foi
integrante de uma gestão de centro acadêmico.

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�Priscila Ceccatto de Cantuária
É Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra (Portugal),
Advogada e atualmente Coordenadora de Regulação e Legislação do Departamento
de Política Regulatória da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da
Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania.

Raquel Gonçalves da Silva de Araujo Fernandes
Mestre em Gestão da Informação e do Conhecimento pelo Programa de PósGraduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Sergipe (PPGCIUFS). Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal de
Sergipe (2014). Responsável pelo desenvolvimento do projeto “O estímulo a leitura
não consumida em Bibliotecas Prisionais” dentro do Presidio Feminino de Sergipe,
pesquisa que se tornou sua dissertação na defesa do Mestrado.

Regina Guimarães
É discente do 8º ano de Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade Católica
de Campinas (PUCCAMP). Área que gostaria de atuar seria em Biblioteca Escolar,
Restauração ou Arquivos. É uma das idealizadoras do instagram Biblio 4.0 e da
RadioCamp na Base, uma base de dados ainda em fase de construção.

Renata Andrade
Inclusivista, Especialista em Gestão Inclusiva, Acessibilidade e Diversidade
Funcional. Doutoranda em Neurociência da Cultura, possui graduação em Filosofia,
mestrado em Inclusão e Tecnologia, pós-graduação em Tecnologia Assistiva,
Acessibilidade e Desenho Universal; pós-graduação em Gestão de Negócios e em
Gestão de Recursos Humanos. É qualificada em Person-centered Planning for
Inclusion, é técnica em Orientação e Mobilidade para Reabilitação e em
Audiodescrição. Atua a 23 anos como pesquisadora e consultora em políticas e
práticas inclusivas na área educacional, cultural e empresarial. Leciona disciplinas
relacionadas à inclusão, diversidade, acessibilidade e neurociências em cursos de
Pós-Graduação de universidades públicas e privadas. É coordenadora e mediadora
em capacitações voltadas à profissionais de bibliotecas vinculadas à SP Leituras
(municípios de São Paulo), ao Tribunal do RJ e unidades do SESC do Estado de São
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109

�Paulo. É coordenadora técnica da Diversitas em projetos de pesquisa, capacitação e
de Gestão Inclusiva de empresas multinacionais e instituições culturais. Incluindo o
Projeto Diálogos para Inclusão, cuja versão para bibliotecas foi um dos 11 projetos
selecionados entre mais de 150 inscritos, no 6º Concurso de Ajudas Técnicas do
Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas).

Roberto Antônio Beling Neto
Sociólogo, com habilitação em Ciência Política. Como professor atuou no
Departamento de Ciências da Ufes. Na gestão pública foi Secretário de Educação de
Vila Velha no período de 2001 a 2008. Voltando para a pasta em 2017. Atuou também
na área da Socio-educação, tendo sido Diretor Técnico-Educacional do Sistema
Socioeducativo (Iases) do Governo do Estado.

Sigrid Karin Weiss Dutra
Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa
Catarina, Graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade do
Estado de Santa Catarina. Bibliotecária na Universidade Federal de Santa Catarina,
onde foi diretora do Sistema de Bibliotecas de maio de 1996 a maio de 2008, janeiro
de 2015 a maio de 2016, e de 2010 a 2014 foi Direitora de gestão da Informação na
Universidade Federal da Fronteira Sul, implantado as bibliotecas e arquivos. Participa
ativamente no movimento associativo da classe dos bibliotecários e profissionais da
informação, membro da Associação Catarinense de Bibliotecários, foi Presidente da
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e
Instituições-FEBAB, (2008-2014). De agosto de 2010 a agosto de 2015 foi Presidente
do Comitê Permanente Para América Latina e Caribe da International Federation of
Library Associations and Institutions-IFLA. De 2004 a 2008 foi Presidente da
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias da FEBAB, e atualmente continua
como Diretora de Planejamento e Marketing. Atuou também como professora
substituta no Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de
Santa Catarina. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em
Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes temas: Movimento Associativo
de

Classe,

Comunicação

científica,

Gestão

de

bibliotecas

universitárias,

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110

�Empreendedorismo e inovação em Bibliotecas, Gestão do conhecimento em
Bibliotecas Universitárias.

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Colaborador ativo na área de ciência da informação e comunicação com
trabalhos, conferências e workshops em diferentes países dentro e fora da América
Latina. Professora de graduação e pós-graduação em Ciência da Informação e
Documentação na Universidade de São Paulo, por 30 anos. Hoje, ela é uma
professora sênior com foco especificamente em estudantes de pós-graduação e
pesquisadores de pós-doutorado. Ela tem um Ph.D. em Ciências da Comunicação
pela USP. Suas áreas de pesquisa são comunicação científica, acesso aberto,
revistas científicas e direitos autorais. Atualmente, é Presidente do Comitê Brasileiro
de Direitos Autorais e Acesso Aberto, que é um dos comitês estratégicos coordenados
pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação
e Instituições (FEBAB). Acaba de ser reeleita para o segundo mandato (2019-2021)
no Conselho Diretivo da IFLA.

Sueli Regina Marcondes Motta
É formada em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia Política de
São Paulo – FESPSP com curso de extensão em Qualidade de Vida no Trabalho pela
PUC São Paulo. É pós-graduada em Gestão Empresarial. Atuou em biblioteca
escolar, foi responsável pela implantação de bibliotecas técnicas em conglomerados
nacional e multinacional. Atualmente está na gestão pública como Superintendente
de Biblioteca da SP Leituras, gerenciando dois equipamentos estaduais indicados a
prêmios nacionais e internacionais: a Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque
Villa-Lobos, espaços que recebem mais de 40 mil visitantes/mês.

Telma de Carvalho
Possui graduação em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo, mestrado em Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade
Católica de Campinas e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de
São Paulo. Atualmente é docente adjunto no Curso de Biblioteconomia e
Documentação do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal
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111

�de Sergipe (UFS), tendo exercido a função de coordenador do curso no período de
2014 a 2016. Presidente da Associação Profissional dos Bibliotecários e
Documentalistas de Sergipe (APBDSE), no período de 2015 a 2017 e no mandato
atual, de 2018-2020. Vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência
da Informação, no curso de Mestrado Profissional em Gestão da Informação e do
Conhecimento (PROFIN). Vice-Presidente da Federação Brasileira de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) no período de 2015 a 2017 e no
mandato atual, de 2018 a 2020.

Thayane Guimarães
É jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense e ganhadora do
Prêmio Controversas de Jornalismo pela reportagem especial "subnotificação de
crimes homofóbicos: a face invisível da violência". Já trabalhou no Grupo Cultural
AfroReggae e integrou a equipe de Comunicação &amp; Campanhas da Anistia
Internacional Brasil. Acompanhou o processo de aprovação do Marco Civil da Internet
no período em que foi coordenadora da Executiva Nacional de Estudantes de
Comunicação Social e desenvolve pesquisa nas áreas de desinformação,
comunicação política, segurança pública e governo aberto. Atualmente, é
pesquisadora na área de Democracia e Tecnologia do ITS Rio.

Vagner Amaro
Doutorando em Letras (Literatura, cultura e contemporaneidade) pela PUC-Rio,
Mestre e graduado em Biblioteconomia pela UNIRIO, Especialista em Gestão Cultura
e graduado em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá. Pesquisa sobre
mediação da leitura, letramentos, bibliodiversidade. Idealizou e Fundou em 2015 a
Editora Malê, empresa voltada para valorização no campo literário da literatura de
autoria de escritores e escritoras negros e para a ampliação da diversidade na
literatura. Organizou as obras Lima Barreto por jovens leitores, Machado de Assis por
jovens leitores; Olhos de azeviche: dez escritoras negras que estão renovando a
literatura brasileira e Do Índico ao Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos.

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112

�Vicente Santos
Bibliotecário formado pela FESPSP em 2017 e técnico multimídia, atualmente
atua como consultor na Entre Estantes Consultoria, prestando serviço para empresas
e bibliotecas. Além disto, é vice coordenador de Comunicação e Tecnologia no grupo
Infoco na Biblio, tendo realizado o evento [RE]Pense em 2018 e 2019. Em 2017,
participou da tradução do toolkit ‘Design Thinking para Bibliotecas’, lançado pela
FEBAB no CBBD do mesmo ano. É ativista da causa LGBTQIA+, voltado
principalmente para causa Transmasculina.

William Berger
Assistente social, doutor em Serviço Social, professor adjunto do Departamento
de Serviço Social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atua e realiza
pesquisa desde a graduação na área do Serviço Social com populações indígenas
aldeadas e em contexto urbano e Teatro do Oprimido. Subcoordenador do Núcleo de
Estudos sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos (NEVI/UFES).

Zoara Failla
Socióloga pela UNESP, com mestrado em psicologia social na PUC-SP e pósgraduação pela FGV-SP. Foi consultora do PNUD e coordenou o Programa de
Melhorias do Ensino Médio/SEE-SP, entre outras atividades na área. Desde 2006,
responde pela área de projetos do Instituto Pró-Livro e já coordenou vários projetos
da instituição, dentre eles: O Programa Mais Livro e Mais Leitura em parceria com o
MINC, para implantação de planos de livro e leitura; a Plataforma Pró-Livro e
concebeu e coordenou as três edições do Prêmio IPL – Retratos da Leitura.
Coordenou, também, as três últimas edições da Pesquisa Retratos da leitura no Brasil,
e, em 2018/2019 a realização da Pesquisa Retratos da leitura – bibliotecas escolares.

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�ANEXO 5 – PROGRAMA DE ABERTURA: RUBEM BRAGA CONVIDA

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117

�ANEXO 6 - TEXTO DAS PLACAS DE HOMENAGENS
Placa – Homenagem à Ivone Tálamo
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Ivone Tálamo pela valiosa
contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVIII CBBD – Vitória, outubro de 2019.
Placa – Homenagem à Iza Antunes Araújo
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Iza Antunes Araújo pela
valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVIII CBBD – Vitória, outubro de 2019.
Placa – Homenagem à Sigrid Karin Weiss Dutra
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições - à Sigrid Karin Weiss Dutra pela
valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVIII CBBD – Vitória, outubro de 2019.

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�ANEXO 7 – RELATÓRIO DO I FÓRUM DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA NO CONTEXTO DA CIÊNCIA ABERTA

O fórum aconteceu no Centro de Eventos em Vitória -Espírito Santos nos dias
1 e 3 de outubro de 2019.
No dia primeiro as atividades aconteceram na Sala Beija Flor com a
apresentação de trabalhos “Eixo 15”, sob a coordenação de Maria de Souza Lima
Santos - UFG e Leonilha Lessa - UNIFOR. Dos 6 trabalhos aprovados, 5 autores
compareceram ao evento. Tendo sido apresentados os seguintes trabalhos:
•

9:00 A necessidade de organização da produção acadêmica discente do
curso de arquivologia da universidade federal do Espírito Santo: diálogos
com a literatura (Suelen Oliveira Campos; Maria Aparecida de Mesquita
Calmon; Jorge Santa Anna);

•

9:30 Análise dos periódicos íbero-americanos na área de tecnologias
educativas, indexados na base de dados LATINDEX (Cláudia Abreu
Pecegueiro; Iraceles Cardoso Luzo);

•

9:45 Comunicações escritas de autoras lésbicas publicadas nos
periódicos eletrônicos Periodicus e Caderno de Gênero e Diversidade
no período de 2014 a 2018: uma pesquisa em andamento (Zuleide Paiva
da Silva; Jaqueline de Souza Santos; Eduarda Araújo Santos Silva; Ana
Paula Rosário Moreira; Lucilia Maria Lima Vieira);

•

10:00 Direitos autorais e Ciência Aberta: estudo do Repositório de dados
do Consórcio Madroño (Elizabete Cristina de Souza de Aguiar Monteiro;
Ricardo César Sant'Ana);

•

10:15 Divulgação da memória científica do Instituto de Ciências da
Sociedade e Desenvolvimento Regional (ESR): uma articulação entre
biblioteca universitária e ensino, pesquisa e extensão (Thulio Pereira
Dias Gomes).

Conforme consta em: https://www.cbbd2019.com/trabalhos
Às 10h30 ocorreu a reunião Aberta da CBBU/FEBAB: “Os desafios em um
tempo de incertezas”. Palestrante: Leonilha Maria Brasileiro Lessa (Presidente da
CBBU/FEBAB) / Moderadora: Mirian Cris (Secretária da CBBU/FEBAB)
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�Às 11h houve a apresentação do projeto “Plataforma BiBes”. Palestrantes:
Nidia Lubisco (UFBA) e Carmen Romcy de Carvalho – Consultora /Moderadora: Sigrid
Karin Weiss (CBBU/UFSC)
Minuto do apoiador - Bibliotheca (Camila Marques)
Palestrante: Dante Cid (Elsevier) Moderador: Maria do Carmo Cardoso
Kernsnosky (UFABC/CBBU)
Recomendações para as Bibliotecas Universitárias Brasileiras - A partir das
recomendações publicadas pela Associação Portuguesa de Bibliotecários (BAD) e
das Principais tendências em bibliotecas acadêmicas (ACRL 2018), os bibliotecários
brasileiros serão convidados a refletir e definir recomendações nacionais. A partir
desse documento serão pensadas as competências e habilidades que devem ser
desenvolvidas e/ou aprimoradas para garantir a excelência nos produtos e serviços
oferecidos pelas BUs. Coordenação: Nidia Maria L. Lubisco (UFBA) e Sigrid Karin
Weiss (UFSC/CBBU).
Apoio: Diretoria e Conselheiros Regionais da CBBU
À tarde após o estudo dos seguintes documentos: Análise da performance de
pesquisa brasileira: análise dos dados do recém finalizado relatório “A Research
Landscape Assessment of Brazil”. Foram formados grupos de trabalho para discutir
os materiais, logo em seguida houve a apresentação das proposições.
Apresentação do vídeo da Minha Biblioteca no minuto do apoiador.
Total de participantes no primeiro dia do evento: 149
No segundo dia do evento (3 de outubro de 2019) tivemos a honra de ouvir a
Dra. Arianna Becerril García (AmeliCA/RedAlyc) com o seguinte tema: Revistas
científicas das Universidades e o Desenvolvimento da Ciência Aberta na América
Latina. Moderador: Anderson Santana (FEBAB/USP)
Minuto do apoiador - ACS. A experiência do CAS na curadoria da informação
científica (Gabriel Ferreira) e AMERICAN CHEMICAL SOCIETY (Rejane Bracchi).
Esquenta SNBU. Foi apresentada a proposta para realização do Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias - SNBU em Goiânia. Palestrante: Maria de
Souza Lima Santos (UFG). Moderadora: Leonilha Maria Brasileiro Lessa (Presidente
da CBBU/FEBAB).

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120

�Às 14h recebemos o professor Dr. Marcelo Krokoscz (USP) trazendo o tema
“Plágio no contexto da integridade científica”. Moderadora: Sueli Mara Soares Pinto
Ferreira (USP/FEBAB/IFLA)
Às 15h iniciamos a Roda de Conversa: reflexões e depoimentos sobre as
avaliações de cursos com o novo instrumento com a consultora Mirian Queiroz Rocha
(Minha Biblioteca). Moderadora: Leonilha Maria Brasileiro Lessa (Presidente da
CBBU/FEBAB)
Às 15h50 foi realizado o sorteio do smartphone. Durante o evento foram
vendidos lápis com a identidade visual da CBBU.

No segundo dia o evento aconteceu na Sala Mãe D'Água com a apresentação
de trabalhos “Eixo 15” com a coordenação de Mírian Cris - UNIFOR e Cássia Barroso
- Presidente da Associação de Bibliotecários do Ceará. Foram apresentados 5
trabalhos orais. Tendo sido apresentados os seguintes trabalhos:
•

16:00 Inteligência competitiva como competência do bibliotecário:
gestão da propriedade intelectual nas Instituições de Ensino Superior no
Brasil (Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho; Layde Dayelle Dos
Santos Queiroz);

•

16:15 Portal de Periódicos Eletrônicos da Universidade Estadual de
Feira de Santana (Maria Do Carmo Sá Barreto Ferreira; Isabel Cristina
Nascimento Santana; Luiz Rogério Dos Santos Silva; Rejane Maria Rosa
Ribeiro; Marijalma Oliveira Campos);
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121

�•

16:30 Proposta de Programa de Mediação Técnica da Informação para
o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará (Ana
Rafaela Sales de Araújo; Jonathas Luiz Carvalho Silva);

•

16:45 Revisão de metadados para confiabilidade de artigos publicados
em acesso aberto (Juliana Aparecida Gulka; Lúcia da Silveira);

•

17:00 Biblioteca Universitária como mediadora informacional: a quebra
de paradigmas (Poliana Fragatti Cristovam; Marta Maria Gonçalves
Balbé Pires).

Conforme consta em: https://www.cbbd2019.com/trabalhos.
Total de participantes no primeiro dia do evento: 132

CONSIDERAÇÕES GERAIS
A CBBU considerou expressiva a participação dos bibliotecários no I Fórum e
pretende dar continuidade ao evento.

CURRÍCULOS

Marcelo Krokoscz
Pós-doutorando em Ciência da Informação (USP), Doutor e Mestre em
Educação (USP),licenciado em Filosofia (UNIFAI) e Pedagogia (UNIBAN), bacharel
em Teologia (ASSUNÇÃO). Professor do Centro Universitário da Fundação Escola de
Comércio Álvares Penteado (FECAP) desde 2008, onde já atuou como coordenador
da Comissão Própria de Avaliação (CPA), que teve prática premiada pelo Prêmio
Nacional de Gestão Educacional e também foi coordenador do Programa de Iniciação
Científica, tendo como principal êxito a elaboração do projeto para aquisição de bolsas
de fomento de pesquisa para alunos da graduação junto ao CNPq (Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Atualmente, leciona Metodologia
Científica nos cursos de graduação da FECAP. É autor dos livros Autoria e plágio: Um
Guia para Estudantes, Professores,Pesquisadores e Editores e Outras palavras sobre
autoria e plágio, ambos publicados pela Editora Atlas. Criador e editor do website
www.plagio.net.br. No meio acadêmico desenvolve pesquisas e apresenta
conferências sobre autoria e plágio no processo de redação e publicação científica.
Nas suas atividades como pesquisador, já teve trabalhos publicados no Brasil e no
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�Exterior. No ensino superior é professor de Metodologia Científica na Fundação
Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Atua na Educação Básica há mais
de 20 anos e desde 2015 é diretor do Colégio FECAP, escola de Ensino
Médio,Técnico e Bilíngue. Alguns destaques nesta tarefa foram: 1) aumento da
captação dos alunos em 70%; 2) diminuição da evasão de 32% para 11,05%; 3)
aumento da fidelização de 68% para 88,95%; 4) Implementação de projetos de
inovação e; 5) Melhoria nos resultados acadêmicos dos alunos.

Mirian Rocha
Bibliotecária e Assessora Educacional em processos de avaliação institucional.
Procurador Institucional (PI), por 6 anos em rede privada de ensino superior.
Professora universitária em cursos de pós-graduação, cursos na modalidade EAD e
de capacitação profissional. Atuação em gerência de bibliotecas universitárias desde
1989, concomitante ao trabalho de consultoria e assessoria. Ampla experiência na
implantação e/ou reestruturação de bibliotecas universitárias, mediante os processos
de regulação junto ao MEC/INEP. (31 anos de atuação). Formação acadêmica pela
UNIRIO. Pós-graduação na área Educacional.

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Professora Titular da Universidade de São Paulo (USP), Brasil, onde também
concluiu mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação, tendo feito parte de
seus estudos na Syracuse University e na Vanderbilt University, ambas nos EUA.
Docente e orientadora de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da mesma Universidade. Também é professora no programa de
bacharelado em biblioteconomia desde 1994. Sua principal área de pesquisa é a
comunicação científica, especialmente o acesso aberto envolvendo tópicos de
revistas científicas e repositórios institucionais. Colaboradora ativa na área da Ciência
da Informação, Biblioteconomia, Comunicação Científica e Desenvolvimento da
Ciência, sendo membro ativo em muitas organizações, como: Membro do Conselho
Diretor da Biblioteca Virtual da FAPESP (2009-2010). Diretora do Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP (2010-2013). Coordenadora da Comissão Brasileira de Direitos
Autorais

e

Acesso

Aberto

da

Federação

Brasileira

de

Associações

de

Bibliotecários,Cientistas da Informação e Associados (FEBAB, desde 2016). Membro
Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
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�do Conselho Científico Internacional da RedAlyc (2009-2012). Parecerista e
avaliadora da FAPESP e do CNPq no Brasil (desde 2005) e da Oficina de Avaliação
de Pesquisa na PUCP no Perú(2015). Membro do Conselho Técnico Científico do
IBICT (2008-2010, 2017-2019). Membro Grupo de Especialistas Internacional do IAP
Group (International Advocacy Programme) da International Federation of Library
Association (IFLA, 2015-2016). Secretária da Divisão V Regional da IFLA (20152017). Presidente do Comitê Permanente da Seção para América Latina e Caribe da
IFLA (IFLA LAC (2015-2017), sendo membro desde 2011-2019. Membro do Conselho
de Governo da IFLA (2017-2019). Presidente da Divisão V Regional da IFLA(20172019). Membro do Comitê Profissional da IFLA (2017-2019). Membro do Conselho
Consultivo do Programa de Desenvolvimento de Bibliotecas da IFLA (2017-2019).

Rua Avanhandava, 40 Conjunto 110 Bela Vista CEP 01306-000 São Paulo – SP
Fone/Fax: 11 3257-9979 www.febab.org.br e-mail: febab@febab.org.br
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�ANEXO 8 – RELATÓRIO DO II FÓRUM DAS BIBLIOTECAS DE ARTE

Aos 02 dias do mês de outubro de dois mil e dezenove, com início às 11 horas,
no Auditório Sala das Andorinhas, do Centro de Convenções, na cidade de Vitória,
ES, foi realizado pela Rede de Bibliotecas e Centro de Informação em Arte no Estado
do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ) o 2º Fórum de Bibliotecas de Arte, evento paralelo
do 28º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação(CBBD 2019)
organizado pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de
Informação e Instituições (FEBAB).
O Fórum, que teve como tema Bibliotecas de Arte para todos: o acesso à
informação em arte, iniciou-se às 11 horas com as boas vindas da Cerimonialista, Sra.
Alpina Rosa, Primeira Tesoureira da REDARTE/RJ, convidando e apresentando os
participantes da Mesa de Abertura, que foi composta pela Presidente da FEBAB, Sra.
Adriana Cybele Ferrari, a Presidente da REDARTE/RJ, Sra. Denise Maria da Silva
Batista e o Vice-Presidente da REDARTE/RJ, Sr. Carlos Alberto Della Paschoa. A
Presidente da FEBAB saudou e agradeceu os demais membros da Mesa, a
Conferencista Dra. Ana Liza Bugnone e os participantes do Fórum e do CBBD, além
de destacar e agradecer a parceria do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro,
patrocinador do evento, ali representado pelo Sr. Carlos Alberto Della Paschoa, se
desculpando ainda pelo fato de não poder continuar no local devido aos
compromissos referentes ao CBBD, em outros espaços do evento. A Presidente da
REDARTE/RJ, após agradecer à Presidente da FEBAB a oportunidade de realizar a
2ª edição do Fórum no CBBD, saudou e agradeceu a todos os presentes, destacando
especialmente a presença da Dra. Ana Liza Bugnone e a participação dos autores dos
trabalhos que seriam apresentados na parte da tarde. Agradeceu a hospitalidade dos
habitantes de Vitória e em seguida apresentou brevemente a REDARTE/RJ e
ressaltando a importância de dar continuidade às discussões e reflexões com vistas a
divulgar e contribuir para a implementação da Agenda 2030. Terminou sua fala
agradecendo ao patrocinador do Fórum, já citado, que tem sido ao longo dos anos um
parceiro fundamental, ao contribuir decisivamente para o sucesso de inúmeros
eventos da Rede. Após as saudações e agradecimentos do Vice-Presidente da
REDARTE/RJ e representante do Instituto Cervantes, a Sra. Alpina agradeceu a todos
e convidou-os a retomar seus lugares na plateia. Na sequência, chamou para a Mesa,
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125

�a Dra. Ana Liza Bugnone, convidada de honra do Fórum para proferir sua Conferência
“Acessibilidad y democratización de la información en arte: los archivos de artistas”,
apresentando-a ao público. Ao término da Conferência abriu-se para a participação
da plateia. Alguns participantes dirigiram perguntas à Dra. Ana L. Bugnone e após
suas respostas e considerações, encerrou-se às 13:40 as atividades do Fórum
previstas para a parte da manhã.
Após o intervalo reservado para o almoço, por volta das 14:30, a Presidente da
REDARTE/RJ, responsável pela mediação da apresentação de trabalhos, deu início
à segunda parte do Fórum que contou com a apresentação de 08 (oito) dos 12 (doze)
trabalhos aprovados, sendo 05 apresentações orais e 03 pôsteres. Embora
estivessem inscritos no evento autores de 09 (nove) trabalhos, verificou-se a ausência
do apresentador Lucas Alberto Miranda, que apresentaria o seguinte trabalho:
Acessibilidade e informação: a deficiência visual e as bibliotecas de arte. Após 15
minutos de espera, tempo reservado para cada apresentação oral, iniciou-se as
apresentações de acordo com a ordem alfabética dos apresentadores. Em seguida
foram apresentados 03 pôsteres, para os quais foram reservados 05 minutos para
cada apresentação.
As 05 (cinco) Comunicações Orais e seus apresentadores foram as seguintes:
•

Biblioteca do Centro Cultural Justiça Federal: uma biblioteca na
Cinelândia, RJ - Apresentada pela Sra. Alpina Gonzaga Martins Rosa;

•

Desenvolvimento de vocabulários controlados para obras culturais: a
Pinacoteca de São Paulo e o Getty Research Institute: relato de
experiência - Apresentada pela Sra. Isabel C. Ayres da Silva Maringelli;

•

Livros e arte que falam por si: a formação da Biblioteca de Mario Zanini
– Apresentada pela Sra. Lauci Bortoluci Quintana;

•

Objetos artísticos em bibliotecas de arte: a experiência da Biblioteca da
ECA/USP – Apresentada pela Sra. Marina Marchini Macambyra;

•

Os museus do Maranhão: estratégia de difusão de informação na web
dos espaços museais na ótica da Cibermuseologia – Apresentada pelo
Sr. Maurício José Morais Costa.

E os 03 (três) Pôsteres e seus apresentadores foram:
•

A busca da qualidade na biblioteca especializada de arte – Apresentado
pela Sra. Ana Claudia Borges Campos;
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�•

Ação Cultural na biblioteca universitária: atividades e propostas do
Sistema de Biblioteca da Universidade Estadual de Feira de Santana
(SISBI-UEFS) e da Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Santa Cruz (UESC) – Apresentado pela Sra. Rejane Maria Rosa Ribeiro;

•

Estudo de usos e usuários: Centro de Documentação do Museu de Arte
da Pampulha – Apresentado pela Sra. Nicole Marinho Horta.

Foi registrada a presença de aproximadamente 40 participantes no período da
manhã e 30 participantes no período da tarde.
Ao final de todas as apresentações iniciou-se a participação do público com
perguntas aos autores e entre estes. Às 16h40m, a Presidente da REDARTE/RJ
agradeceu novamente a oportunidade concedida pela FEBAB, a participação do
público, dos autores e da convidada de honra e conferencista do evento Dra. Ana L.
Bugnone, finalizando com um convite a todos para participar e submeter trabalhos ao
7º Seminário de Informação em Arte, que será realizado pela a Rede em julho de
2020, durante o Congresso Mundial de Arquitetos (UIA2020) no Rio de Janeiro e terá
como tema Arquitetura em Bibliotecas, lembrando a todos a importância de acessar e
seguir a REDARTE/RJ nos vários canais de comunicação e interação que a Rede
disponibiliza e/ou utiliza.
Comissão Organizadora do Fórum de bibliotecas de Arte
Denise Maria da Silva Batista
Carlos Alberto Della Paschoa
Alpina Rosa
Eliane Vieira
Elisete Melo
Marisa Conalgo
Mary Komatsu Shinkado

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127

�ANEXO 9 – RELATÓRIO DO I FÓRUM BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS
PRISIONAIS

A FEBAB entrou, definitivamente, para a história das Bibliotecas Prisionais
brasileiras, ao concretizar o “I Fórum Brasileiro De Bibliotecas Prisionais”, realizado
como evento paralelo, no terceiro dia, dentro do CBBD 2019. A coordenação do fórum
ficou por conta da Comissão Brasileira De Bibliotecas Prisionais (CBBP) e foram além
das expectativas esperadas pelos organizadores, com público de 102 pessoas,
registrados com assinatura na lista de presença.
O fórum começou com a palestra de Greg De Andrade, jurista e egresso do
sistema penal. Sua fala trouxe luz tanto sob o ponto de vista jurídico que envolve o
livro e a leitura intramuros do cárcere e trouxe ao evento a experiência de quem
usufruiu da biblioteca na prisão na condição de preso, fazendo desta a ponte para
enveredar pelos caminhos da Educação, consequentemente, transformando sua
própria vida ainda dentro do cárcere. Findada a ministração de fala de abertura de
nosso palestrante, deu-se início a uma mesa redonda, mediada por Neli Miotto
(coordenadora do Banco de Livros da FIERGS e presidente da ARB) e tendo como
convidados: Amábile Costa (Mestranda em Ciência da Informação pela UFSC e
atuando em Bibliotecas Prisionais), Ciro Monteiro (Doutorando na área da Ciência da
Informação e Agente Penitenciário) e Raquel Fernandes (Mestre e atuante em
Biblioteca Prisional).
Prosseguindo para um segundo momento do fórum, tivemos, na parte da tarde,
apresentações de trabalhos relativos ao tema. Aliás, ressalta-se o fator positivo para
com a demanda de trabalhos sobre as Bibliotecas Prisionais, considerando que
quando a FEBAB deu voz e representatividade para as mesmas, até então, não havia
discussão, pesquisa pelo método de experiencia ou mesmo dissertações ou teses
sobre esta pauta. Prova disso foi a ausência de trabalhos no CBBD de 2017. Já neste
congresso, tivemos 12 trabalhos submetidos, especificamente com o tema de
Bibliotecas Prisionais e 3 relativos ao assunto. Não esperávamos tamanha produção
de trabalhos em um evento que foi pioneiro, mas comprovou que estamos no caminho
certo, ainda que moroso e por demais burocráticos, afinal, não há como abordar
biblioteca na prisão sem antes ter todo o respaldo jurídico que as envolvem.

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128

�Por fim, o fórum encerrou numa grande roda de conversa. Recebemos a fala e
parceria da Elenise, presidente do GT de inclusão e acessibilidade da FEBAB. Foi,
então, debatido uma problematização, até então jamais mencionada na área das
Bibliotecas Prisionais ou mesmo no sistema penal, no que tange aos apenados com
diversos tipos de deficiências. Inclusão não é um favor. Bibliotecário precisa ter atitude
de inclusão, aproximação das pessoas e perguntar o que ela precisa. Fazer
experiências com pessoas deficientes e perceber as dificuldades de cada uma das
deficiências. Elaboração de projetos dentro das bibliotecas é necessário pensar as
peculiaridades de cada uma das deficiências para criação de cada uma desses
projetos. Conhecer normas de acessibilidade da ABNT e os recursos existentes para
cada uma dessas necessidades. Validação desse projeto com pessoas que
necessitam dessas ações. Negligenciamento do Estado perante as deficiências.
APAC é uma metodologia idealizada por um grupo de cristãos, semeada em SP e
cresceu em MG. 12 elementos instituídos em uma APAC, de seis em seis meses tem
um curso de aprimoramento sobre diversos aspectos. O refúgio da prisão é a
biblioteca. Escrita de cartaz dentro das prisões dentro das bibliotecas prisionais, Greg
fez o seu “escritório” dentro da biblioteca, enquanto estava em privação de liberdade,
para auxiliar reeducandos com dúvidas legislativas. Greg ainda relata sobre um
companheiro, reeducando, que era deficiente visual. Greg contava história para esse
companheiro, ele trocou de cela para continuar essa ação.
Como produto, para futura implementação da CBBP, surgiu a iniciativa de:
- Montar uma rede, mapeamento nos Estados dos bibliotecários que trabalham
com as bibliotecas prisionais. Para criar conceituação inicial, como é a peculiaridade
de cada unidade;
- Vinculação com as associações;
- Levantamento de dados para captação de subsídios;
- Diretrizes em relação a jurisdição;
- Postura política da instituição, em relação a privatização dos sistemas
prisionais;
- Minuta de projeto de lei sobre as penas pecuniárias para os projetos voltados
para bibliotecas, para apresentar a bibliotecária que é deputada Fernanda Melchiona;
- Busca de financiamento, por meio de dispositivos, como a remição de pena
pela leitura, criação de bibliotecas e alimentá-las com as penas pecuniárias.
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129

�O legado deste fórum foi além de realizar o primeiro evento das
Bibliotecas Prisionais. Demos o passo definitivo para que as unidades de informação
intramuros das prisões façam parte da história da Biblioteconomia brasileira,
ocupando espaço, ainda que tardio, dentro das tipologias de bibliotecas, deixando
para trás seu histórico de invisibilidade bibliotecária, desinformação e, comumente,
até mesmo ausência de informação. Quando a Febab se propôs em fazer o Advocacy
da Agenda 2030, ela passou a lutar na intenção de “não deixar ninguém para trás”,
que todos possam ter acesso ao livro e a leitura e isso inclui também os indivíduos
privados de liberdade e sua premissa, mais uma vez, foi cumprida neste evento que
assinou seu nome dentro maior congresso da área de Ciência da Informação: o CBBD.

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�ANEXO 10 – RELATÓRIO DO V ENCONTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM
CATALOGAÇÃO

Nos dias 03 e 04 de outubro de 2019 ocorreu como evento paralelo ao XXVIII
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – CBBD, o V Encontro de
Estudos e Pesquisas em Catalogação - EEPC. Sendo a quinta edição do EEPC
dividida entre seis palestras principais, quatro apresentações orais, com 15 minutos
cada, e apresentação de pôsteres, 5 minutos cada.
No dia 03 de outubro, às 09h, o encontro foi aberto pelo Bibliotecário
Marcelo Votto Texeira, na condição de responsável pela quinta edição do EEPC e
mediador da primeira palestra principal do dia, intitulada “A catalogação na Biblioteca
Nacional”, proferida pelas bibliotecárias da Biblioteca Nacional Andrea Barboza Maria
Fernanda Nogueira, Natalia Souza e Juliana Taboada. As palestrantes apresentaram
ao público presente as rotinas, fluxos e organização técnica da catalogação em
diferentes áreas da Biblioteca Nacional, assim como, o espaço de perguntas foi aberto
para que diferentes profissionais pudessem conhecer ações executadas pelo corpo
técnico da respectiva biblioteca.
A segunda palestra principal do dia teve como temática os “Sistemas de
automação de bibliotecas e os rumos da catalogação”, com início às 10h30, mediada
pelo Bibliotecário Fabrício Assumpção e proferida pelos palestrantes Marcos Souza,
Liliana Giusti Serra e Fabiana Tonding. Tal palestra apresentou as tendências para a
catalogação e os catálogos a partir da percepção dos representantes dos softwares
proprietários Pergamum (Marcos Souza), Sophia (Bibliotecária Liliana Giusti Serra) e
Alma (Bibliotecária Fabiana Tonding). Um dos aspectos positivos deste encontro foi a
possibilidade do contato entre catalogadores e desenvolvedores de softwares para
uma conversa sobre a experiência que os usuários de bibliotecas estão vivenciando
ao pesquisarem em nossos sistemas.
Como última palestra principal do primeiro dia do V EEPC, às 14h, sob
a mediação da Bibliotecária Luciana Candido, representantes da Federação Brasileira
de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições – FEBAB,
Conselho Federal de Biblioteconomia – CFB e Associação Brasileira de Educação em
Ciência da Informação – ENANCIB, proferiram apresentações sobre “As entidades de
classe e a catalogação brasileira”. A primeira palestrante foi Adriana Ferrari,
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131

�Presidente da FEBAB, que abordou a atuação da entidade junto aquisição dos direitos
autorais para tradução impressa da segunda edição do Código de Catalogação AngloAmericano e dos cursos ofertados pela FEBAB com a temática da catalogação. A
segunda palestra da temática foi proferida pela Bibliotecária Meri Nadia Marques
Gerlin, Conselheira da ABECIN, a qual apresentou a estrutura da ABECIN, as ações
da nova diretoria da entidade frente a educação de Biblioteconomia. Encerrando o
ciclo de apresentações da temática, o Presidente do CFB, o Bibliotecário Marcos
Miranda, apresentou a atuação do conselho federal frente as atividades inerentes à
catalogação, como o Código de Ética do Bibliotecário e os parágrafos relacionados a
atividades de tratamento da informação e a Resolução CFB 184/2017, a qual indica
no Art. 3º a obrigatoriedade de indicação do número de registro no Conselho Regional
de Biblioteconomia do bibliotecário abaixo das fichas catalográficas.
Ao ser aberto espaço para perguntas, foram questionadas ações da
ABECIN e CFB quanto a expansão de Cursos Superiores de Biblioteconomia na
modalidade à distância e a preocupação com a qualidade do ensino da catalogação
nestes novos cursos. Os representantes das entidades citadas manifestaram
interesse em se aproximar do assunto e indicaram que devem atuar em conjunto para
manter a qualidade na formação superior do bibliotecário.
A FEBAB foi perguntada sobre a tradução do novo código de
catalogação Resource, Description and Access - RDA e o bibliotecário Marcelo Votto
foi convidado a fazer uso da palavra para explanar sobre a situação de uma possível
tradução via o Departamento Regional de Santa Catarina do Serviço Nacional de
Aprendizagem – Senac/SC. Foi mencionado por Marcelo de que o contrato de
tradução com a American Library Association - ALA havia sido traduzido, através de
tradução juramentada, pelo Senac/SC, mas que devido aos cortes orçamentários que
o Sistema S sofreu em todo o Brasil, houve um corte no orçamento do Senac/SC que
impediu o andamento da assinatura do contrato, o qual previa um pagamento de
U$2,000 (dois mil Dólares) para a ALA. Frente ao exposto por Marcelo, a Adriana
Ferrari mencionou que a FEBAB pode ser parceira na angariação deste recurso para
a tradução, desde que haja profissionais engajados em fazer a tradução. Sendo
assim, Marcelo comprometeu-se em apresentar à FEBAB uma proposta de criação
de um Grupo de Trabalho em Catalogação, para analisar o trabalho de tradução do

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132

�código de catalogação RDA e dar continuidade em diferentes frentes de trabalho para
a catalogação brasileira.
Na sequência do encontro, foram apresentados os trabalhos
submetidos como resumos e pôsteres ao CBBD, dentro do Eixo V EEPC. Aproveitase este relatório para registrar que nesta edição do EEPC houve apenas dez trabalhos
submetidos dentro do eixo pertencente ao encontro, sendo quatro apresentações
orais dos resumos expandidos, de quinze minutos cada, e seis apresentações orais
de pôsteres, com cinco minutos cada.
Todavia, o autor deste relatório identificou mais de dez trabalhos submetidos e
aprovados para apresentação no CBBD que envolvem diretamente a catalogação e
foram submetidos a outros eixos temáticos, ressaltando-se aqui que por livre escolha
dos autores. Diante do exposto, fica evidenciado um dever dos organizadores do
EEPC em cativar ou comunicar de forma mais eficiente os interessados na área em
apresentar seus projetos ou pesquisas dentro do encontro dedicado à catalogação.
Por mais que se questione ou se procure compreender o porquê da baixa
submissão de trabalhos ao V EEPC, o que fica marcado nesta edição do encontro
certamente é a qualidade dos trabalhos apresentados. Temáticas como políticas
voltadas ao tratamento da informação, análise de produtos da catalogação, como o
catálogo, frente a demandas sociais e as novas tecnologias que impactam a teoria e
a prática de nossa área estiveram presentes na fala dos bibliotecários que conosco
participaram.
A lista completa dos trabalhos apresentados no V EECP pode ser acessada
no link: https://fb80debf-be3d-4299-a093bdb1ebc82c5f.filesusr.com/ugd/a965c4_b4933cd6133741e1b46341a8d6bf901a.pdf.

O segundo dia do V EEPC, dia 04 de outubro de 2019, deu-se com a
abertura das palestras principais, sendo a primeira palestra a mesa de debates
intitulada “Contextos do ensino da catalogação no Brasil”, composta pelos professores
Luciana Candida da Silva (UFG), Marcelo Votto Texeira (UNOCHAPECÓ), Marcos
Leandro Freitas Hübner (UNIR), Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez (UFES) e
Valdirene Pereira da Conceição (UFMA). O objetivo desta mesa foi alcançado, pois
foram apresentados os contextos que diferentes docentes, em diferentes regiões do

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�país, encontram no ensino e como alianças podem fortalecer os debates e aprimorar
a qualidade da catalogação.
Na sequência do V EEPC, a Profa. Brisa Pozzi de Sousa (UNIRIO)
proferiu a palestra “Perspectiva da noção de assuntos na catalogação”, sendo a
palestra mediada pela Profa. Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli (FESP-SP). A
temática de noção de assuntos na catalogação foi trazida pela Profa. Brisa com o
escopo direcionado ao tratamento da informação, ressaltando que “assunto” é uma
abordagem trabalhada em diversas áreas que circundam a informação, como a
comunicação, por exemplo.
Como última palestra principal do V EEPC, o Prof. Marcelo Nair dos
Santos (UFES) palestrou sobre “Ordenação de documentos pelo número de
chamada”, sendo a palestra mediada pela Profa. Isabel Cristina Ayres da Silva
Maringelli (FESP-SP). Ao abordar a organização do acervo frente a uma questão tão
rotineira em unidades de informação, o Prof. Marcelo apresentou aos bibliotecários a
existência de uma linha teórica na constituição do que chamamos de “número de
chamadas” para a ordenação dos acervos.
Ao encaminhar para o encerramento das atividades do V EEPC, o grupo
presente se reuniu e elencou tópicos a serem trabalhos ao longo de 2019 e 2020,
destacando-se:
a)

Grupo de trabalho vinculado à FEBAB para a promoção de ações que

envolvam os catalogadores brasileiros;
b)

Envolver a catalogação brasileira em ações efetivas relacionadas a

agenda 2030;
c)

Estabelecimento de políticas nacionais de catalogação, vinculados e

envolvidos com as entidades da nossa classe e com foco para a formação e ação
técnica do catalogador;
d)

Desenvolvimento de novos espaços para a comunicação entre os

catalogadores e manutenção e divulgação dos já existentes. Por exemplo, a
divulgação da já existente lista de discussão do Grupo de Pesquisa em Catalogação;
e)

Contato com profissionais catalogadores de outros países, através

webinar.

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�ANEXO 11 - VI FÓRUM BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS

NOTA SOBRE O CANCELAMENTO DO FÓRUM DE BIBLIOTECAS
PÚBLICAS - #CBBD20194

À Senhora Adriana Cybele Ferrari
Presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições

Senhora Presidente,

A despeito das tratativas iniciadas há cerca de três meses, com vistas à
intenção de realizar o VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas no contexto do 28º
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, em Vitória/ES, informamos
que não foi possível dar continuidade à proposta, em função das restrições
orçamentárias impostas para o presente exercício aos Ministérios.
Lamentamos quaisquer inconveniências advindas deste cancelamento e
continuamos à disposição, sempre envidando esforços para viabilizar atividades
conjuntas de discussão e trocas de experiências que promovam as bibliotecas e seus
profissionais.

Atenciosamente,

ANA MARIA DA COSTA SOUZA
Coordenadora-Geral
Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (CGSNBP)
Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB)
Secretaria da Economia Criativa (SEC)
Secretaria Especial da Cultura (SECULT)
Ministério da Cidadania

4

Nota disponibilizada em 27/09/2019 na fanpage da FEBAB no Facebook. Disponível em
&lt;https://www.facebook.com/febab.federacao/posts/1123860347808551&gt;
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135

�ANEXO 12 – RELATÓRIO DO VI SEMINÁRIO NACIONAL DE DOCUMENTAÇÃO E
INFORMAÇÃO JURÍDICAS

O 6º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídica (SNDIJ) foi
realizado no período de 2 e 3 de outubro de 2019, em Vitória (ES), no Centro de
Convenções – Sala Paneleiras, paralelamente ao XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (XXVIII CBBD).
Teve um público flutuante de 108 profissionais, significa que o público não
necessariamente assistiu a todas as palavras do evento. A maioria do público era
oriundo da Região Sudeste, onde foi realizado o evento, e de instituições públicas.
Nos dois dias de realização do 6º SNDIJ, foram apresentados cinco trabalhos
orais, cinco pôsteres e nove palestras, além da apresentação dos relatórios de quatro
grupos de documentação e informação jurídicas.
O relatório completo foi disponibilizado no site5 do GIDJ-DF.

5

Relatório disponível em http://abdf.org.br/gidj/index.php/noticias/item/31-relatorio-final-6-

sindij.
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136

�ANEXO 13 – RELATÓRIO DO X SEMINÁRIO BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS DAS
INSTITUIÇÕES

DA

REDE

FEDERAL

DE

EDUCAÇÃO

PROFISSIONAL,

CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

No dia primeiro de outubro de dois mil e dezenove, como evento paralelo ao
XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, aconteceu o X
SEMINÁRIO BRASILEIRO DAS BIBLIOTECAS DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL, CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. O Seminário contou com a
presença de representantes de 24 instituições da Rede Federal, e 28 representantes
de outras instituições, totalizando a representação de 52 instituições no evento que
aconteceu das 9h às 18h.
Iniciando as atividades, houve a apresentação de cada um dos participantes do
evento. Em seguida, aconteceu a mesa redonda O atual cenário da Rede Federal e o
impacto nas bibliotecas, com os convidados: Raphael da Silva Cavalcante
(Bibliotecário da Câmara dos Deputados), Carlos André de Oliveira Câmara
(Bibliotecário e Pró-reitor de Ensino do IFMT), Artur da Silva Moreira (primeiro
presidente da CBBI e Bibliotecário do IFSP); e Caroline da Rosa Ferreira Becker
(Presidente da CBBI - Bibliotecária do IFC). Raphael abordou sobre a importância de
ações de extensão nas bibliotecas, buscando a ampliação do público; a realização
das SNLBs; a realização de acordos e processos de cooperação técnica. Carlos André
abordou sobre o desmantelamento das bibliotecas e das suas aplicabilidades
funcionais e da indefinição do papel/identidade das bibliotecas da RFEPCT. Enfatizou
ainda que há que se criar uma política macro, de oportunidades consistentes, exitosas
para efetivamente mostrarmos aos gestores bibliotecas como unidades que fazem a
diferença, como modelos estratégicos de Unidade de Informação. Bibliotecários
devem ser protagonistas, atuando nos processos de gestão em rede de fato!
Bibliotecários devem aprender em como inserir as bibliotecas nos indicadores de
gestão. Artur abordou que a carreira do bibliotecário deve ser construída por todos
nós, na atuação profissional coletiva, solidária, com maturidade. Houve um momento
para perguntas do público, as quais foram respondidas pelos participantes da mesa.
Após

discussões e reflexões do público presente, a mediadora da mesa Caroline

propôs como encaminhamento a constituição de uma comissão para criação de
diretrizes gerais para as bibliotecas da RFEPCT. A referida comissão ficou composta
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�por 9 bibliotecários presentes tendo Carlos Câmara como coordenador. Previu-se um
prazo de 90 dias para apresentação de resultados preliminares.

Carlos fará

intermediações futuras no sentido de encaminhar as diretrizes aprovadas para
instâncias superiores da RFEPCT, como o FDE (Fórum de Dirigentes de Ensino);
CONIF (Conselho Nacional das Instituições da RFEPCT) e SETEC (Secretaria de
Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação). Em seguida houve
a homenagem para os três presidentes que já atuaram na CBBI, a saber: Artur,
Marouva e Caroline.
No início da tarde, houve a palestra: Liderança relacional em bibliotecas: o que
os bibliotecários da Rede Federal têm a aprender/conquistar com isso? pela
bibliotecária do Instituto Federal Catarinense Marouva Fallgatter Faqueti. A palestra
abordou sobre liderança em bibliotecas, situações mobilizadoras, redes interacionais
e elementos facilitadores para o surgimento de processos de liderança nas interações
relacionais que se tecem nos níveis intrabiblioteca, intracampus e interbibliotecas.
Houve um momento para perguntas do público, as quais foram respondidas pela
palestrante. Dando sequência, foram apresentados os trabalhos do Eixo 10 do CBBD:
7 trabalhos na modalidade oral e 2 trabalhos na modalidade poster.
A bibliotecária Patrícia Regina de Oliveira, bibliotecária do IF Goiano,
apresentou os Grupos de trabalho da CBBI, sua análise e reorganização.
Homologou-se as Eleições da executiva da CBBI Gestão 2019-2021.
Ao final da tarde, foram atualizadas as recomendações das Bibliotecas da Rede
Federal 2019-2021, a saber:
a) participar de atividades que promovam a inclusão: trabalhos voltados para
as minorias (índios, negros, pessoas com necessidades especiais, comunidades
carentes etc.);
b) fortalecer parcerias internas e externas na promoção dos serviços das
bibliotecas;
c) investir na promoção e marketing das bibliotecas ampliando a visibilidade e
reconhecimento dos trabalhos realizados, utilizando-se também das mídias sociais;
d) fomentar encontros locais e regionais entre bibliotecários da RFEPCT,
buscando compartilhamento de experiências, aprendizado e fortalecimento de
práticas inovadoras;

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�e) ampliar para toda a rede a institucionalização dos Sistemas Integrados de
Bibliotecas destacando a importância de uma gestão presente na reitoria;
f) estimular o desenvolvimento de estudos e implantação de repositórios
institucionais promovendo o acesso aberto a publicações e produções locais;
g) fortalecer o uso do Portal Capes visando aumentar o número de acessos;
h) realizar parceria e sensibilização junto às instâncias superiores de gestão
das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica,
com o objetivo de aprovar a destinação fixa de uma porcentagem da verba anual
recebida por estas Instituições às bibliotecas;
i) Criar as DIRETRIZES PARA AS BIBLIOTECAS DA REDE FEDERAL,
compartilhando-as com instâncias superiores FDE e CONIF e SETEC visando criar
um Planejamento e ações que deem identidade para as bibliotecas da Rede Federal.
k) assessorar as publicações institucionais via editoras da rede para que sigam
padrões nacionais e internacionais de comunicação científica, prevalecendo o acesso
aberto;
l) participar de políticas de preservação digital e dados abertos na instituição;
m) propor revisão da condição do livro como bem de consumo e não bem
permanente, para fins de avaliação patrimonial.
Por fim, agradeço à Adriana e demais membros da diretoria da FEBAB, que tão
carinhosamente nos acolhe há 2 anos. A CBBI entende que juntos somos mais fortes
e que, se cada um de nós no seu dia a dia atuar com amor e protagonismo, com
certeza teremos uma sociedade mais justa, democrática e igualitária, por meio das
bibliotecas.

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139

�ANEXO 14 – FORMULÁRIO DO QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO CBBD 2019
SOBRE O LOCAL
AVALIAÇÃO
Centro de Convenções
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Hotel credenciado
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Restaurante do Centro de
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Convenções
Cidade
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Autocredenciamento
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A PROGRAMAÇÃO
Temas
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Convidados
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Conferências
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Eventos paralelos
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Visitas guiadas
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Conversando Sobre
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Cerimônia de abertura
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Organização das atividades
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Duração
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A FEIRA DE EXPOSITORES
Espaço
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Disposição dos stands
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Stand da FEBAB
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Palco das Artes
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE A COMUNICAÇÃO
Site
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
E-mail
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Facebook
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Twitter
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Instagram
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Plataforma de inscrição
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Atendimento no local
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Aplicativo
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
SOBRE OS TRABALHOS
Plataforma de submissão
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Trabalhos orais
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Pôsteres interativos
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Videografias
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
Avaliação
EXCELENTE
BOM RUIM DESCONHEÇO
QUESTÕES ABERTAS
1 – Comentários
2 - Alguma mensagem final que queira nos deixar?
3 - Qual cidade você gostaria que sediasse o CBD 2021?
4 - Quais temáticas você gostaria que o CBBD tivesse ou que fossem mantidas na próxima
edição?
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�ANEXO 15 – MANIFESTO EM DEFESA DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS NO
BRASIL – 2019

No ano 2019 os estudos internacionais liderados pela Seção de Bibliotecas
Públicas da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias
(IFLA) completaram 46 anos, e o “Manifesto da IFLA/UNESCO sobre bibliotecas
públicas” completou 25 anos de sua publicação.

Esses documentos internacionais, bem como outros em defesa da biblioteca
pública e da prestação de serviços bibliotecários de qualidade à população, são
reconhecidos, difundidos e avançam na atualização e adequação às mudanças
tecnológicas e de comportamento da sociedade em geral. No entanto, o estado
brasileiro não conseguiu seguir as diretrizes propostas pela IFLA/UNESCO. O país
não possui bibliotecas em número suficiente, com serviços de qualidade, para atender
as demandas de informação e leitura da população. O Brasil não avançou nem na
ampliação e nem no fortalecimento das bibliotecas, ao contrário, muitas daquelas que
tiveram

investimentos

ou

foram

priorizadas

pelo

poder

público

sofreram

descontinuidade, como o caso das bibliotecas parque do estado do Rio de Janeiro.

Parte da fragilidade das bibliotecas públicas brasileiras pode ser atribuída pelo
fato de o país não ter avançado na formalização de marcos legais para a constituição
e manutenção desses equipamentos. O país tem uma lei para o livro, tem uma lei para
o fomento da leitura e escrita, entretanto não tem uma lei específica que garanta a
existência e o bom funcionamento de bibliotecas públicas em seu território, coerente
com a sua realidade, realidade está marcada pela grandeza territorial e pela
diversidade cultural, econômica e social. Uma lei que estabeleça parâmetros para a
sua criação e funcionamento, e que garanta investimentos financeiros contínuos para
a sua manutenção.

Essa situação marca e expõe o atraso do país em relação à democratização
do acesso à leitura, à informação e ao conhecimento, direitos dos cidadãos,
garantidos na Constituição de 1988. Não é concebível que, em pleno século XXI, a
população brasileira não tenha à sua disposição bibliotecas públicas municipais,
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�estaduais e federal com infraestrutura, espaço, acervo, serviços e pessoal qualificado
para atendê-la. Falamos da biblioteca pública entendida como um espaço público de
cultura e educação, que possibilita meios para a inserção e desenvolvimento da
população, em todas as áreas que afetam direta ou indiretamente a vida das pessoas.

A ausência ou mesmo a descontinuidade dos investimentos em políticas
públicas para o setor foram ainda mais impactados com a recente extinção do
Ministério da Cultura (MinC) e a realocação do Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas (SNBP) para a Secretaria da Economia Criativa, dentro do Ministério da
Cidadania, dificultando o diálogo e as articulações com esse órgão.

Até a presente data não sabemos qual o plano de ação do SNBP para os
próximos anos e, muito menos, quais os recursos destinados pelo governo federal
para essa área. O mapeamento das bibliotecas públicas no país está parado e os
dados disponíveis desatualizados, além disso no período de 2015 até a presente data
foi lançado apenas um edital de apoio às bibliotecas públicas para atender 20
bibliotecas dentre as mais de 6.000 bibliotecas públicas espalhadas pelo país.

Para agravar a situação, em setembro de 2019, com menos de uma semana
para a realização do VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas, que estava
programado para acontecer durante o XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação, nos dias 03 e 04 de outubro, o SNBP comunicou o cancelamento
justificando “restrições orçamentárias impostas para o presente exercício aos
Ministérios”. Destaca-se a importância do evento, já em sua VI edição, cujo objetivo é
a aproximação e articulação do órgão com interlocutores da área de Biblioteconomia
e Ciência da Informação que atuam, pesquisam, valorizam e defendem as bibliotecas
públicas no país. Com isso, o SNBP não aproveitou a oportunidade de estabelecer o
diálogo com seus interlocutores e dar transparência a suas ações.

Diante do exposto, a FEBAB, suas associações filiadas localizadas em todo
território brasileiro, e participantes do XXVIII CBBD, vêm a público manifestar-se
contra o desmonte das políticas públicas para o setor, e registrar seu repúdio à falta
de investimentos no âmbito federal, estadual e municipal em bibliotecas públicas
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�brasileiras, espaço democrático fundamental para uma efetiva transformação social
para a população brasileira.

Pelo direito à leitura!

Pelo direito ao acesso à informação e à cultura!

Pelo direito às bibliotecas públicas municipais e estaduais de qualidade em todo
território nacional!

#DigaSimaBibliotecaPublica
#NosApoiamosasBibliotecasPublicas
#MaisBibliotecasPublicas

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Relatório do 28o. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (2019)</text>
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                <text>Relatório&#13;
Tema: Desigualdade e Democracia: qual é o papel das bibliotecas</text>
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                <text>“Desigualdade e Democracia: qual é o papel das bibliotecas?” esse foi o chamado da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários e Instituições (FEBAB) para a 28ª. edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), pois entende que nossa responsabilidade como bibliotecários - reafirmada em nosso juramento - nos compromete a defender a democracia, a liberdade de expressão e a inclusão de todos, e para isso, temos que ter consciência de nosso importante papel de colaboração na sociedade atuando com ética, compromisso e coragem. A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, assim como o Acordo de Paris sobre a mudança climática, são uma resposta da comunidade internacional destinada a mudar o atual estilo de desenvolvimento e construir sociedades pacíficas, mais justas, solidárias e inclusivas que protejam os direitos humanos, o planeta e seus recursos naturais. Os progressos da Agenda 2030 para a América Latina e Caribe são monitorados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – CEPAL. Na Segunda Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ocorrida no período de 18 a 20 de abril de 2018, foi publicado o “Segundo Informe Anual sobre o Progresso e os Desafios Regionais da Agenda 2030 para os ODS”, demonstrando que durante as últimas décadas a América Latina e Caribe melhoraram consideravelmente um conjunto de variáveis econômicas e sociais cujos indicadores e medições se encontram incluídos na Agenda 2030. Os dados mostram que entre 2004 a 2014 a região cresceu a uma taxa regional de 3.32%, anual, neste tempo foram implementadas diversas políticas em matéria social. A combinação desses fatores teve importante efeito sobre o bem-estar ao diminuir o número de pessoas extremamente pobres, de 63 milhões para 48 milhões, mas desde 2015 os números da região revelaram um aumento em todos os níveis gerais de pobreza e de pobreza extrema; em 2017, mais de 187 milhões de pessoas estavam vivendo na pobreza e 62 milhões viviam na pobreza extrema. A incidência da pobreza é levemente maior em mulheres, em idade ativa (15 a 29 e 30 a 39 anos), do que a registrada entre homens desses mesmos grupos etários. O relatório mostra que a América Latina e o Caribe é a região mais desigual do planeta e indica que 75% das pessoas que vivem na região não têm confiança nas entidades públicas; 85% pensam que a corrupção é um tema estendido na população; a maioria das pessoas entende que os serviços públicos de saúde não estão dando o resultado esperado e uma em cada três pessoas dizem que a Educação também não corresponde ao desejado. Aliado a isso, dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 80 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07 (US$ 5,5) por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre. No  que diz respeito à distribuição de renda, o Brasil continua sendo um país de alta desigualdade, inclusive, quando comparado a outros países da América Latina. Os países signatários da Agenda 2030 devem seguir trabalhando para alcançar as metas, e é importante destacar que a Organização das Nações Unidas (ONU) focará neste ano de 2019, seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 (4, 8, 10, 13, 16 e 17), sendo que a IFLA tem incentivado as bibliotecas trabalharem com mais foco em 4 desses, a saber: ODS 4 – Educação de Qualidade; ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico; ODS 10 - Redução das Desigualdades; ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Diante  desse  cenário  e,  considerando  o  trabalho  de  “advocacy”  que  a International Federation of Library Association (IFLA) vem realizando e também o que está sendo conduzido pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários e Instituições (FEBAB) - no sentido de mostrar que as bibliotecas são importantes aliadas para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - acreditamos que os profissionais da área de informação devem estar cientes e integrados nos temas centrais da sociedade. E o que estamos fazendo diante desses dados? Como colaborar para a diminuição da desigualdade? Quais são as atuações possíveis? Que habilidades precisamos desenvolver para dar respostas às essas demandas que estão na nossa porta? Como fazer a sociedade perceber que as bibliotecas podem melhorar suas vidas? Como prover o acesso à informação confiável? Se as bibliotecas públicas são os equipamentos culturais mais presentes em todo o território nacional, por que não conseguimos dialogar com nossas comunidades? Essas indagações foram tratadas nas diversas atividades que aconteceram durante os quatro dias de evento.</text>
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                    <text>FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES

RELATÓRIO
XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
BIBLIOTECONOMIA, CIÊNCIA E PROFISSÃO

São Paulo, 22 a 24 de julho de 2015

�SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO.........................................................................................................3
2 EIXOS TEMÁTICOS......................................................................................................4
3 ESTRUTURA.................................................................................................................4
3.1 Conteúdo.....................................................................................................................5
3.2 Inscrições.....................................................................................................................6
3.3 Organização.................................................................................................................7

4 PROGRAMA...............................................................................................................12
4.1 Visitas técnicas..........................................................................................................12
4.2 Minicursos..................................................................................................................13
4.3 Cerimônia de abertura...............................................................................................14

5 NÚMEROS DO CONGRESSO....................................................................................19
6 RELATOS DAS MESAS-REDONDAS, CONFERÊNCIAS, CONVERSANDO SOBRE
E EVENTOS PARALELOS............................................................................................20
6.1 Mesas-redondas........................................................................................................20
6.2 Conferências..............................................................................................................32
6.3 Conversando sobre....................................................................................................47
6.4 Eventos paralelos......................................................................................................57

7 AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES.........................................................................66
7.1 Tabulação das questões abertas...............................................................................66
7.1.1 Pontos negativos.............................................................................................66
7.1.2 Pontos positivos...............................................................................................67
7.1.3 Sugestões........................................................................................................68

8 ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES................................................................68
ANEXO...........................................................................................................................72
Anexo 1 – Currículos dos convidados.............................................................................72
Anexo 2 – Questionário de avaliação............................................................................116
Anexo 3 – Textos das placas de homenagens..............................................................117
Anexo 4 – Discursos das homenagens.........................................................................118
Anexo 5 – Despesas realizadas....................................................................................121
2
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�1 APRESENTAÇÃO
Biblioteconomia, Ciência e Profissão
O

Congresso

Brasileiro

de

Biblioteconomia

e

Documentação

(CBBD)

tem

como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação
e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolar,
pública, comunitária, universitária e especializada.
Neste sentido, alinhado à plataforma da presente gestão “Advocacy para o
fortalecimento das bibliotecas brasileiras” e visando articular e aproximar os
profissionais da Biblioteconomia e Ciência da Informação – os da linha de frente das
bibliotecas e centros de informação, acadêmicos e pesquisadores – propomos um tema
amplo e representativo: Biblioteconomia, Ciência e Profissão.
Entendendo que todos nós construímos a Biblioteconomia diariamente, cada um na
sua especialidade, pretendeu-se criar neste evento um espaço de integração e
reflexão. O tema geral do evento foi o mote para convidarmos todos a refletir e oferecer
sua colaboração individual para o fortalecimento da nossa área. Acreditando que juntos
somos mais fortes e poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e continuar
consolidando o trabalho já realizado. Queremos ampliar as ações para que nosso país
tenha de fato um sistema de bibliotecas com plena capacidade para atender às
necessidades de nossas comunidades e fomentar novas demandas. Sabemos que em
alguns espaços do território nacional a missão de uma biblioteca é mal conhecida e,
também por isso, exaltamos a profissão e recorremos à Ciência como suporte aos
projetos consolidados, ou em fase de desenvolvimento.
Nosso convite foi para que, independentemente do segmento de atuação de cada um,
tenhamos um olhar mais abrangente para a área de Biblioteconomia, como resposta às
dificuldades específicas de nossas bibliotecas. Os avanços esperados nas bibliotecas
públicas e escolares devem ser bandeiras de todos os profissionais, professores,
alunos, pesquisadores e cientistas da informação.

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�2 EIXOS TEMÁTICOS
Eixo I – Gestão de bibliotecas: Aquisição e tratamento de materiais no ambiente físico e
virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e produtos
inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, sustentabilidade.
Eixo II – Biblioteconomia, acessibilidade e inclusão social: Cidadania, programas e
projetos de leitura, bibliotecas como espaço de aprendizagem.
Eixo III – Advocacy: Defesa e promoção dos serviços das bibliotecas e da profissão de
bibliotecário. Os movimentos associativos.
Eixo IV – Captação de recursos: Projetos e processos para ampliação das verbas e uso
racional dos recursos em bibliotecas.
Eixo V – Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
biblioteconomia
Eixo VI – 2º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática
Eixo VII – 4º Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas: Inovação, Desenvolvimento e
Sustentabilidade
Eixo VIII – Organização e Representação da Informação: tecnologias e novas
ferramentas, produtos e serviços, políticas, cooperação.
3 ESTRUTURA
Para proporcionar as discussões, o evento teve a seguinte estrutura:
•

Conferências: autoridades no assunto foram convidadas para apresentarem o
tema de sua especialidade, que versou sobre a tendência ou inovação na área;

•

Mesa-redonda: reunião de pesquisadores ou profissionais para apresentarem e
debaterem um tema a partir de distintas visões;

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�•

Conversando Sobre: discussão sobre um tema específico, de modo informal,
com profissionais especializados. Trouxeram uma prática exitosa para suscitar a
discussão e troca de experiências entre os conversadores;

•

Pôsteres digitais: apresentações em forma de painéis digitais, expostos em
computadores, com a presença do(s) autor(es) que conversaram com os
interessados em horários específicos;

•

Palestras: especialistas brasileiros e estrangeiros que falaram sobre temas
emergentes da área;

•

Eventos paralelos: 2º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e
prática”; 4º Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas: Inovação, Desenvolvimento
e Sustentabilidade; IV Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas; e III Reunião
Nacional do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções.

O espaço Conversando Sobre foi uma inovação desta 26ª edição. Tratou-se de uma
atividade na qual dois ou mais especialistas em determinado assunto apresentaram
suas práticas profissionais com o intuito de provocar uma discussão ampla com os
participantes. O objetivo foi criar um ambiente propício ao diálogo entre apresentadores
e assistentes, que permitiu a troca e compartilhamento de experiências bem sucedidas
na área.
3.1 Conteúdo
O congresso teve em sua estrutura a apresentação de seis mesas-redondas, 15
conferências, 311 trabalhos orais, 104 pôsteres digitais, dez sessões do Conversando
Sobre e dez minicursos. Contou também com três importantes eventos paralelos e uma
feira com 48 expositores.
No dia 21, graças a parceria de diversas instituições, foram promovidas visitas técnicas
a oito bibliotecas do município de São Paulo. Nesse mesmo dia foi realizada a
cerimônia de abertura na Sala São Paulo com o espetáculo “Mário de Andrade
Convida”, com a participação do ator Pascoal da Conceição e de um quinteto de
músicos – entre eles Enrique Menezes e Juliana Amaral.
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�3.2 Inscrições
Essa edição foi marcada pela adoção de práticas sustentáveis. Dessa maneira, como
conceitua a Norma ISSO 20121, a sustentabilidade deve estar apoiada no tripé
ambiental, econômico e social.
Assim, desde a escolha da localização do evento, que contava com uma malha de
transporte público para os diversos pontos da cidade, como a decisão pela não
geração de resíduos típicos de eventos, os valores praticados, gestão financeira da
instituição e os benefícios para a sociedade advindos das discussões propostas, têm
sido pontos observados pela Comissão Organizadora, na tentativa de iniciar um
processo para que, dentro de alguns anos, o CBBD possa ser inteiramente sustentável.
Dessa forma, para proporcionar as condições de participação a um maior número de
pessoas, mantivemos os valores das inscrições praticados na edição anterior.
Esses valores foram para a “inscrição sustentável”, sem a entrega de pastas, blocos,
programa impresso e canetas ao participante. Incentivamos esse tipo de inscrição, e
quem optar por ela, poderá utilizar seus dispositivos eletrônicos para montar sua
agenda para participar das atividades realizadas durante o evento. Ressaltamos que no
evento houve a programação projetada em telas de LCD em espaços distintos de modo
a orientar os participantes, que podiam levar material próprio para anotação.
Mas, entendendo que isso é um processo, foi possível ter esse material em mãos
(pastas, blocos, programa impresso, caneta), porém, com valores diferenciados, já que
mantivemos os valores do CBBD 2013.
Destacamos que todo o trabalho da Comissão Organizadora e seus parceiros foi
apoiado na norma brasileira e nas recomendações no Ministério do Meio Ambiente.
Sabemos que toda inovação pressupõe novos comportamentos, mas acreditamos que
todos os profissionais da área são comprometidos com a preservação dos recursos
naturais e, por isso, estamos motivados para realizar essa transição para transformar o
CBBD em um evento sustentável.
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�A Inscrição no XXVI CBBD deu direito a assistir às palestras e conferências, apresentar
trabalhos na forma oral ou em pôster digital, visita à feira de exposições e outras
atividades propostas pelo evento no Centro de Convenções Rebouças. Todos os
participantes receberam crachá e certificado.
Novamente lembramos que um dos compromissos assumidos pela diretoria da Febab
foi manter os mesmos valores praticados no evento anterior, realizado em
Florianópolis, de modo a permitir um maior número de participantes. Também foi
possível se inscrever um único dia de evento, além de ser permitido o parcelamento da
inscrição por cartão de crédito.
3.3. Organização
Realização: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições (Febab)

Presidente do 26º CBBD
Adriana Cybele Ferrari
Coordenadora da Comissão Organizadora
Maria Imaculada Cardoso Sampaio
Diretoria da Febab
Claudiane Weber
Ivone Tálamo
Iza Antunes Araújo
José Paulo Speck Pereira
Luiz Atílio Vicentini
Maria das Graças da Silva Pena
Maria Sônia Santos Carvalho
Rosa Maria Fischi
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�Rosana de Lemos Vasques
Rosane Fagotti Voss
Rose Cristiani Franco Seco Liston
Sandra Soller Dias da Silva
Sueli Nemem Rocha
Telma de Carvalho
Apoiadores: Ministério da Cultura (MinC), Ministério da Educação, Governo do Estado
de São Paulo – Secretaria da Cultura, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP), Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Diretoria do Livro, Leitura, Literatura
e Biblioteca, Capes, Universidade de São Paulo, Fundação Osesp – Sala São Paulo e
Instituto Goethe.

Patrocinadores: Bibliotheca, Cengage Learning, Conselho Federal de Biblioteconomia
(CFB) / Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB), Dot.Lib, EBSCO Information
Services, Elsevier, ITMS Group e Springer.

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�Convidados
Prof. Dr. Claudio Marcondes – Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Escolares da Febab e Coordenador do Fórum de Bibliotecas Escolares
Cristiane Gonzalez – Presidente da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso
Aberto da Febab
Profª Drª Elisa Machado – Docente da Unirio e Coordenadora do Fórum de Bibliotecas
Públicas
Jorge Moisés do Prado – Especialista em Mídias Sociais
Marcia Elisa Garcia de Grandi – Universidade de São Paulo
Profª Salete Cecília de Souza – Presidente da Comissão Brasileira de Acessibilidade
da Febab
Viviane Carrion Castanho – Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Universitárias da Febab
Coordenadora da Comissão Científica
Profª Drª Valeria Valls
Comissão Científica
Prof. Dr. Adilson Luiz Pinto (UFSC)
Profª Drª Adriana Bogliolo Sirihal Duarte (UFMG)
Profª Me. Adriana Maria de Souza (FESPSP)
Profª Drª Aida Varela (UFBA)
Prof. Me. Alan Curcino Pedreira da Silva (Ufal)
Prof. Dr. Alberto Calil Junior (Unirio)
Profª Drª Ana Lígia Medeiros (FCRB)
Profª Drª Angela Maria Belloni Cuenca (USP)
Profª Drª Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia (UFPE)
Prof. Me. Antonio Edilberto Costa Santiago (UFS)
Prof. Me. Arnoldo Nunes da Silva (UFC)
Profª Drª Barbara Julia Menezello Leitão (USP)
Profª Me. Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan (UFMG)
Profª Drª Bernadete Santos Campello (UFMG)
Profª Carla Nascimento (USP)
9
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�Profª Drª Celia Regina Simonetti Barbalho (Ufam)
Profª Drª Célia Zaher (Consultora)
Prof. Me. Charlley dos Santos Luz (FESPSP)
Profª Drª Cíntia de Azevedo Lourenço (UFMG)
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (USP)
Profª Me. Daniele Achilles Dutra da Rosa (Unirio)
Profª Drª Deise Maria Antonio Sabbag (USP)
Prof. Dr. Divino Ignácio Ribeiro Junior (Udesc)
Profª Drª Dulce Maria Baptista (UNB)
Profª Drª Eliany Alvarenga de Araujo (UFG)
Profª Drª Elisa Machado (Unirio)
Profª Drª Elisabete Gonçalves de Souza (UFF)
Drª Elisabeth Adriana Dudziak (USP)
Prof. Dr. Eloy Rodrigues (Universidade do Minho)
Prof. Dr. Emir Jose Suaiden (IBICT)
Prof. Dr. Fabiano Cataldo de Azevedo (Unirio)
Dr. Fabio Assis Pinho (UFPE)
Prof. Me. Fernando Bittencourt dos Santos (UFS)
Prof. Dr. Francisco Carlos Paletta (USP)
Prof. Me. Francisco Lopes de Aguiar (FESPSP)
Profª Drª Gabriela Previdello Ferreira Orth (FESPSP)
Pós-doutor Gildenir Carolino dos Santos (Unicamp)
Profª Drª Gisela Eggert Steindel (Udesc)
Profª Me. Glêyse Santos Santana (UFS)
Profª Me. Glória Isabel Sattamini Ferreira (UFRGS)
Profª Drª Hildenise Ferreira Novo (UFBA)
Profª Drª Ilce Gonçalves Milet Cavalcanti (IBICT)
Profª Drª Isa Maria Freire (UFPB)
Profª Drª Ivana Aparecida Lins Gesteira (UFBA)
Prof. Livre Docente José Augusto Chaves Guimarães (Unesp)
Prof. Dr. Jose Fernando Modesto da Silva (USP)
Profª Drª Laura Vilela Rodrigues Resende (UFG)
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�Profª Drª Leilah Santiago Bufren (UFPE)
Profª Pós-doutora Lidia Eugenia Cavalcante (UFC)
Profª Pós-doutora Ligia Maria Moreira Dumont (UFMG)
Drª Lillian Maria Araújo de Rezende Alvares (IBICT)
Profª Drª Lizandra Brasil Estabel (IFRS)
Profª Me. Luciana Ferreira da Costa (UFPB)
Profª Drª Luciana Moreira Carvalho (UFRN)
Drª Luiza Margarida Gehl da Fonseca Bastos Baptista (Universidade de Lisboa)
Prof. Me. Marcelo Dias de Carvalho (Unifai)
Prof. Me. Marcelo Nair dos Santos (UFES)
Profª Me. Márcia Ivo Braz (UFS)
Profª Drª Márcia Regina da Silva (USP)
Prof. Dr. Marco Antonio de Almeida (USP)
Prof. Dr. Marcos Galindo Lima (UFPE)
Profª Me. Marcos Leandro Freitas Hübner (UCS)
Profª Margarita Rodrigues Torres (Centro Universitário de Formiga)
Profª Drª Maria Cleide Rodrigues Bernardino (UFC)
Profª Drª Maria Isabel de Jesus Souza Barreira (UFBA)
Profª Maria Rosa Crespo (FESPSP)
Profª Livre Docente Mariângela Spotti Lopes Fujita (Unesp)
Profª Drª Mariza Russo (UFRJ)
Profa. Dra. Marli Dias de Souza Pinto (UFSC)
Profª Me. Marli Machado de Souza (Univali)
Profª Drª Marta Araujo Tavares Oliveira (UFMG)
Profª Pós-doutora Marta Lígia Valetim (Unesp)
Profª Drª Martha Suzana Cabral Nunes (UFS)
Profª Drª May Brooking Negrão (Consultora)
Profª Me. Michely Jabala Mamede Vogel (Unifai)
Profª Drª Monica Erichesen Nassif (UFMG)
Prof. Dr. Murilo Bastos da Cunha (UNB)
Prof. Me. Murilo Silveira (UFPE)
Profª Drª Nadia Maria dos Santos Hommerding (FESPSP)
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�Profª Drª Naira Christofoletti Silveira (Unirio)
Profª Me. Raimunda de Jesus Araújo Ribeiro (UFMA)
Profª Drª Raquel Miranda Vilela Paiva (UFMG)
Profª Me. Regina dos Anjos Fazioli (Unifai)
Prof. Dr. Rogério Aparecido Sá Ramalho (UFSCAR)
Prof. Dr. Rogério Mugnaini (USP)
Prof. Dr. Roniberto Morato do Amaral (UFSCAR)
Profª Me. Salete Cecilia Souza (Unisul)
Prof. Dr. Sérgio Luiz Elias de Araújo (UFS)
Profª Me. Sigrid Karin Weiss Dutra (UFSC)
Profª Drª Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti (Unesp)
Profª Drª Simone da Rocha Weitzel (Unirio)
Profª Drª Sueli Mara Soares Pinto Ferreira (USP)
Profª Me. Suely de Brito Clemente Soares (Consultora)
Profª Drª Telma de Carvalho (UFS / Vice-presidente da Febab)
Profª Drª Valéria Aparecida Bari (UFS)
Prof. Dr. Waldomiro de Castro Santos Vergueiro (USP)
Profª Drª Zaira Regina Zafalon (UFSCAR)
Relatoria geral
Adriana Cybele Ferrari
Cristiane Camizão Rokicki
Produção
Acquaviva – Promoções e Produções de Eventos
4 PROGRAMA
4.1 Visitas técnicas
Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Biblioteca do Colégio Dante Alighieri
Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Biblioteca do Centro Universitário Senac – Santo Amaro
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�Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade
Biblioteca de São Paulo
Biblioteca Parque Villa-Lobos
Biblioteca do Centro Cultural São Paulo
4.2 Minicursos
1) Água e fogo em acervos: avaliando as chances, reduzindo impactos
Dinamizadora: Catherine da Silva Cunha (UFRGS)
2) Qualidade do artigo científico: qual é o segredo?
Dinamizadora: Maria Imaculada Cardoso Sampaio (Consultora e diretora da Febab)
3) Coaching na liderança do profissional da informação
Dinamizadora: Profª. Me. Adriana Maria de Souza (FESPSP)
4) Boas práticas de gerenciamento de projetos como estratégia para alcançar a
inovação em gestão da informação e do conhecimento
Dinamizadora: Cláudia Hofart Guzzo
5) Organização da imagem fotográfica: análise, tematização e indexação de
fotografias
Dinamizador: Ricardo Crisafulli Rodrigues (IBICT)
6) As metrias da Ciência
Dinamizadora: Eliane Colepicolo (UFSCAR)
7) A atuação do bibliotecário na prática em saúde baseada em evidência
Dinamizadora: Profª Drª Maria Cristiane Barbosa Galvão (USP)
8) Bibliotecas universitárias: avaliação pelo MEC
Dinamizadora: Miriam Rocha (Consultora)
9) Biblioterapia: uma técnica de aconselhamento
Dinamizadora: Marília Mesquita Guedes Pereira (UFPB)
10) Mediação de leitura
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�Dinamizadora: Rosana Correa Pereira El Kadri
4.3 Cerimônia de abertura
Na abertura tivemos o espetáculo “Mário de Andrade Convida” que apresentou aos
participantes a presença desse renomado escritor na vida cultural da cidade de São
Paulo e nas bibliotecas. Na oportunidade foram proferidos discursos pelas autoridades:
Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Sr. Marcelo Mattos Araújo; Secretário
da Cultura do Município de São Paulo, Sr. Nabil Bonduki; Presidenta do Conselho
Federal de Biblioteconomia, Sra. Regina Celi de Souza; Secretário-executivo do Plano
Nacional do Livro e Leitura, Sr. José Castilho Marques Netto; e Presidenta da Febab e
do 26º CBBD, Sra. Adriana Cybele Ferrari.
Foram feitas duas homenagens, uma para a Profª Drª Neusa Dias de Macedo
(escolhida por votação entre os profissionais brasileiros) e a outra para a Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) pelos 50 anos de criação do
curso de Biblioteconomia.
Segue abaixo o discurso de abertura proferido pela Sra. Adriana Cybele Ferrari,
presidenta da Febab:
Ilustríssima Senhora Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Sra. Regina Celi de
Souza, Ilustríssimo Secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, Ilustríssimo
Secretário Municipal de Cultura Nabil Bonduki, Ilustríssimo Secretário Executivo do Plano
Nacional de Livro Leitura dos Ministérios da Cultura e Educação José Castilho Marques Netto,
demais autoridades, colegas de profissão, amigos, familiares e demais presentes.
Boa noite!
Em primeiro lugar cabe agradecer àqueles que ajudaram a tornar a 26ª, edição do Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação realidade. Nossos
patrocinadores; Elsevier, Cengage, Dot.Lib, EBSCO, ITMS Group, Springer, Conselho Federal
de Biblioteconomia, Bibliotheca. Nossos apoiadores: Universidade de São Paulo, Secretaria da
Cultura, Governo de São Paulo, Goethe Institut, Plano Nacional de Livro e Leitura – PNLL,
Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior – Capes, Ministérios da
Educação e Cultura.
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�Agradecemos as comissões organizadora e científica, aos conferencistas, palestrantes,
moderadores, relatores, professores, autores, nossa produtora Acquaviva, nossos artistas e
músicos, à Claudia Toni, incansável defensora da cultura, voluntários e equipes de apoio, enfim
todos àqueles que aceitaram o desafio de organizar um congresso em época de crise – ou seja
– aceitaram trabalhar muito.
Acreditamos que todos os cidadãos que vivem no Brasil têm direito ao acesso à leitura, à
informação e à cultura de forma equitativa e gratuita. Assim a Febab tem trabalhado
arduamente em campanhas e movimentos de advocacy visando mobilizar a sociedade e
mostrar que as bibliotecas, como preconizava Mário de Andrade, não são apenas um espaço
para guardar livros. Devem ser espaços convidativos, que além de incentivar a leitura,
precisam oferecer uma agenda cultural variada com música, cinema, dança, arte, cursos,
palestras, oficinas. Devem possuir acervos atualizados, acesso à internet, jogos, brinquedos e
também contar com uma equipe especializada para atender todas as demandas da complexa
sociedade brasileira.
O que temos observado na trajetória da Febab – e lá se vão mais de 50 anos – é um tímido
avanço na conquista desse direito. Sem bibliotecas não há educação de qualidade. Sem
bibliotecas não há cultura. Sem bibliotecas não teremos conhecimento. Sem bibliotecas não
vamos melhorar os almejados desempenhos no IDEB, PISA ou em quaisquer outros índices,
rankings, estatísticas que venham a ser utilizados ou criados. Sem bibliotecas não teremos
memória. Sem bibliotecas o futuro está muito comprometido!
Notamos a ausência de investimentos substantivos no fortalecimento de um Sistema Nacional
de bibliotecas, sejam elas públicas, escolares, universitárias, especializadas. As bibliotecas
ficam à deriva das vontades e humores da política. Mas a quem interessa de fato uma
sociedade leitora? Somente aos bibliotecários e demais profissionais de informação? Como
seria uma sociedade bem informada e ciente dos seus direitos de acesso à leitura e à cultura?
Como seria dar a condição para a plena cidadania? Será que as estruturas burocráticas que
Mário de Andrade teve que lidar e que permanecessem até hoje não seriam diferentes? Como
seria o diálogo com a sociedade?
É verdade que nossa área não é terra devassada. Há sim muitos exemplos de bibliotecas e
espaços que promovem a leitura e a cidadania que realmente estão transformando a vida das
pessoas. Mas em que pese o bom desempenho de muitas instituições, ainda sim, elas são
frágeis e dependem da boa vontade dos governantes.
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�Temos também visto o crescente investimento na formação de acervos, como por exemplo, o
programa nacional da biblioteca na escola – PNBE – que investe pesadamente na compra de
livros. Mas onde estão esses acervos de fato? Acessíveis? Onde estão as bibliotecas escolares
e o que tem sido feito para cumprir a lei no. 12.244 de 24 de maio de 2010 que dispõe sobre a
universalização das bibliotecas nas instituições de ensino no país?
No caso das bibliotecas públicas, que não há nem lei para protegê-las, como vamos garantir
que gestores, prefeitos, governadores invistam nestes equipamentos ligados à cultura e
educação e que muitas vezes são relegados pelas duas áreas? Bibliotecas são mais que livros,
precisam de equipes preparadas. É claro que quem gosta de ler pode trabalhar nas bibliotecas,
mas não é só isso. As bibliotecas são complexos organismos que precisam ser geridos por
equipes multidisciplinares, motivadas e envolvidas com a causa. Nestas equipes o bibliotecário
tem papel fundamental. Essa é a área para qual esse profissional foi preparado e ele pode sim
fazer a diferença.
As bibliotecas universitárias e especializadas, dado a natureza de suas existências, parece-nos
serem as únicas que não necessitam reafirmar sua importância diariamente, e estão passando
por grandes transformações e desafios.
Parece uma contradição ter de um lado discussões avançadas apoiadas em tecnologia,
facilidades, interoperabilidade, e por outro lado, tanta falta de investimento e reconhecimento
da base essencial para a formação dos futuros profissionais e pesquisadores. Para muitos
alunos o primeiro contato com a biblioteca é na universidade.
O caminho não tem sido fácil, em que pese slogans afetivos e até carinhosos como “um estado
de leitores”, “pátria educadora”, enfim, palavras que precisam sair do papel e ter significado na
vida das pessoas.
Sim – as biblioteca transformam vidas! É nisso que acreditamos e temos exemplos cotidianos e
reais em nossas vidas. Acreditem dirigentes! Visitem as bibliotecas e vejam com seus próprios
olhos.
É por isso que o tema desse congresso foi escolhido para que todos os profissionais das
bibliotecas, centros de informação, espaços de leitura e outras instituições que acreditam
nesse poder de transformação, pudessem estar juntos, não apenas num espaço físico, mas
como mesmo espírito voltado para as mudanças que podemos e devemos operar.

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�Biblioteconomia, Ciência e Profissão é o mote para convidarmos todos a refletir e oferecer sua
colaboração individual para o fortalecimento da área. Acreditamos que juntos somos mais
fortes e podemos conquistar os espaços que sonhamos, e continuar consolidando o trabalho já
realizado.
Queremos ampliar as ações para que nosso país tenha de fato um Sistema de Bibliotecas com
plena capacidade para atender às necessidades de nossas comunidades e fomentar novas
demandas.
Nosso convite no CBBD 2016 – é para que, independentemente do segmento de atuação de
cada um, tenhamos um olhar mais abrangente para a área de Biblioteconomia, como resposta
às dificuldades específicas das bibliotecas.
Não poderíamos deixar de registrar que três grandes preocupações nortearam a organização
desse evento: a qualidade do conteúdo, a austeridade com o orçamento e nossa militância.
Tudo que foi preparado, mesas redondas, conferências, visitas técnicas, minicursos, feira de
produtos, fóruns paralelos, conversando sobre, pôsteres, comunicações orais teve a atenção,
cuidado e critério para que tenhamos dias intensos com muita qualidade e produtividade.
O evento também, como todos sabem, é uma das formas de garantir a sustentabilidade de
nossa Febab – portanto desculpem-nos por alguns “nãos” que tivemos que dizer. Mantivemos
o compromisso do mesmo valor da inscrição do CBBD 2013 em Florianópolis, para que muitos
pudessem estar conosco. Não foi fácil.
Mas ficará sempre mais fácil se continuarmos sonhando e militando para que as bibliotecas
tenham papel central na sociedade.
Agradecemos a todos que lutam pelo aprimoramento e fortalecimento das bibliotecas e que
aceitaram o convite para estar aqui.
A hora é agora! Participem do movimento associativo!
Obrigada!

Segue abaixo o discurso proferido pela Sra. Regina Céli de Sousa, presidenta da CFB:
Boa noite a todos!
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�Em nome do Sistema Conselho Federal de Biblioteconomia e Conselhos Regionais de
Biblioteconomia, parabenizamos, na pessoa da presidente da FEBAB – Federação Brasileira
de Associações de Bibliotecários, Cientista da Informação e Instituições, Adriana Ferrari, e a
todos que colaboraram para a concretização do 26º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação de 2015.
O tema escolhido para este evento “Biblioteconomia, Ciência e Profissão” não podia ser mais
atual, devido à formidável expansão do conhecimento registrado ao longo dos últimos anos e,
consequente, ao incremento em inovação proporcionado pela integração dos bibliotecários que
atuam em todas as tipologias de bibliotecas: escolar, pública, comunitária, universitária e
especializada.
Lembro que em agosto de 2015, a categoria irá comemorar o jubileu de ouro da
regulamentação da profissão de Bibliotecário.

Cinquenta anos serão transcorridos e,

atualmente, pode-se dizer que o Brasil conta com uma profissão organizada e consolidada no
mercado de trabalho, exercendo uma importante atividade para o próprio desenvolvimento da
sociedade brasileira.
O profissional bibliotecário atua de forma integrada com os padrões internacionais que visam
contribuir com o desenvolvimento social, econômico e cultural do país. Pode-se dizer que a
informação é o insumo essencial das nossas atividades, aspecto que nos compete o exercício
de gestão, organização, armazenamento e tratamento da informação, bem como facilitar o seu
acesso nos mais diversos suportes, sejam eles: digital, eletrônico ou impresso (analógico).
Ademais, o bibliotecário também promove, por meio de seu trabalho, a função de assessoria e
consultoria a profissionais e instituições, nas mais diversas áreas do conhecimento, aplicando
procedimentos e normas internacionais no provimento de serviços informacionais.
Temos um legado histórico marcado pela luta continua em prol da valorização da profissão,
como também pelo seus avanço e inovação, enriquecido por tecnologias da informação,
processos e padrões atuais de organização da informação.
Neste sentido, temos o orgulho de poder comemorar a data do Jubileu como uma data de
revalidação do nosso compromisso social, além do reconhecimento das nossas próprias
conquistas e da avaliação dos objetivos que ainda não conseguimos conquistar. Ações estas
importantes para contribuir com o planejamento da comunidade bibliotecária para os próximos
50 anos.
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�É fundamental reconhecer o esforço de todos aqueles que, ao longo desses 50 anos, se
dedicaram e ainda se dedicam à biblioteconomia, zelando para que a sociedade brasileira
receba serviços e recursos bibliotecários de qualidade, providos dentro do pleno exercício da
profissão. Bem como assegurar que os serviços e recursos fornecidos contribuam para o
efetivo exercício de cidadania e melhoria da qualidade de vida de todo brasileiro. Se a
informação esclarece, o bibliotecário é um dos mediadores para esta luz.
Por fim, destaco os trabalhos realizados nesses 50 anos pela área de ensino e pelo movimento
associativo que, somados às ações do CFB, completam o quadro situacional da profissão e de
seu exercício no Brasil. A profissão de bibliotecário não existiria sem as entidades profissionais
e os cursos de formação. As entidades são a materialização institucional de uma categoria
profissional. Uma categoria só é forte socialmente se suas instituições são apoiadas pelos seus
profissionais. Os profissionais sãos o patrimônio dessas instituições, e vice-versa.
Neste sentido, conclamamos a todos os bibliotecários a persistir na agregação de esforços
para o permanente trabalho de divulgação e valorização da profissão, além de refletir e definir
os caminhos para os próximos 50 anos. Que o exercício profissional de cada um possibilite à
profissão defender o direito democrático de acesso e uso da informação bibliográfica pela
sociedade civil e, principalmente, na melhoria de serviços informacionais para esta sociedade.
É grande a expectativa que colocamos neste evento e estamos certos de que contribuirá para
aproximar os profissionais.
Desejo um bom evento a todos. Muito obrigada.

5 NÚMEROS DO CONGRESSO
•

Total de inscritos: 1.214

•

Total de presentes: 984

•

Total de Estados presentes: 24*

* Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiânia, Maranhão, Mato
Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo,
Sergipe e Tocantins.

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�6 RELATOS DAS MESAS-REDONDAS, CONFERÊNCIAS, CONVERSANDO
SOBRE E EVENTOS PARALELOS
6.1 Mesas-redondas
22 de julho de 2015
� BIBLIOTECAS E INOVAÇÃO
Horário: das 9 horas às 10h20 / debates: das 10h20 às 10h30
Palestrantes:
– R. David Lankes [Estados Unidos] - Expect More: demanding better libraries for
today’s complex world
– Profª Drª Elisa Delfini Correa (UDESC) - Aumente suas expectativas
Curadoria: Adriana Cybele Ferrari (Febab)
Relatoria: Jorge do Prado (Senac)
Vem refletindo há alguns anos sobre uma proposta de uma nova Biblioteconomia.
Afirma que devemos esperar muito mais de nossas bibliotecas, mais do que
meramente prédios cheios de livros, mas sim como um espaço importante para a
comunidade, um espaço aberto para a construção de conhecimento. É necessário crer
que as bibliotecas sejam espaços para se trabalhar ideias, que sejam planejadas para
pessoas.
Lankes acredita que as bibliotecas podem colaborar a fortalecer o aprendizado, a
incentivar a democracia, a economia e todo um novo aspecto de vida. Para que isso
realmente possa acontecer efetivamente, é necessário que acreditemos mais em todo
o potencial de nossas bibliotecas. Assim, o professor começa a indagar o público com
alguns questionamentos: “Por quê?”, “Por que temos bibliotecários?”, “Por que os
bibliotecários fazem o que fazem?”
Muitas das respostas acabam por envolver a palavra “como”: como construímos
prédios, como organizamos um acervo, como criamos produtos e serviços. Tais “como”
podem se tornar obsoletos se não compreendermos melhor os nossos “porquês”.

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�Entender isso de maneira clara nos ajuda a ter uma visão mais estratégica para nossas
bibliotecas.
Sobre a missão dos bibliotecários, Lankes afirma que devemos melhorar a sociedade
facilitando a criação de conhecimento nas comunidades. É uma missão que não diz
respeito a uma biblioteca pública, acadêmica ou escolar, mas sim a pessoas, a
bibliotecários. A qualquer lugar do mundo que você vá, esta é a missão de um
bibliotecário, não há diferença. Precisamos compreender que o verdadeiro valor das
bibliotecas não está em suas bibliotecas, seus carpetes e suas estantes, mas nas
pessoas e nas comunidades que se unem.
Dentro deste contexto, a professora Elisa Corrêa da Universidade do Estado de Santa
Catarina, foi convidada para debater as ideias de Lankes e pensar numa perspectiva
brasileira. Ela começa trazendo um brevíssimo apanhado histórico da Biblioteconomia
no Brasil e alguns pontos chave que ela chama de “heranças” e que compõem a nossa
atuação profissional, do estereótipo do perfil do bibliotecário até alguns índices de
leitura e de uso de bibliotecas. De maneira muito inspiradora, a professora afirma que
podemos mudar este contexto brasileiro e que algumas coisas já vem sendo feitas,
como a campanha da Febab “Eu amo biblioteca eu quero”; a recente inauguração da
biblioteca Cora Coralina, com foco feminista; a biblioteca municipal de Barreiros Filho,
em Florianópolis, reconhecida como espaço de referência em acessibilidade.
Algumas das questões levantadas por Lankes também são aqui trazidas por Elisa: “De
onde viemos e para onde vamos?”, “Para que e para quem existem as bibliotecas e
bibliotecários brasileiros?”, “Qual a nossa missão no Brasil?”. As respostas também são
muito semelhantes: é necessário que se pense na comunidade, que se pense nas
pessoas ao invés do suporte informacional. É necessário que esperemos mais de nós
mesmos, que sejamos motivados, mas que também possamos motivar.
Sua fala se encerra na menção de um plano de ação “Expect More”, que também se
encontra no livro de Lankes. O plano foi resumido em 10 itens pela professora, que vão
desde encontrar formas inovadoras para engajamento, inspiração com boas práticas,
não ter medo de fracassar, conversar com outros profissionais e identificar lideranças
dentro da comunidade.
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�A mesa redonda, encerra-se com a divulgação da tradução para a Língua Portuguesa,
realizada pelo bibliotecário Jorge do Prado, do livro “Expect more: demanding better
libraries for today’s complex world”, texto que inspirou esta mesa redonda. A proposta é
que o livro seja lançado em capítulos numa plataforma aberta para troca de ideias e
experiências por bibliotecários brasileiros, e que assim, todos possam ler e discutir a
obra juntos.
� BIBLIOTECAS PÚBLICAS: REALIDADE, TENDÊNCIAS E DESAFIOS *
Horário: das 10h30 às 12 horas / debates: das 11h50 às 12 horas
Palestrantes:
– Lluís Ma. Anglada i de Ferrer [Espanha] – Las bibliotecas dentro de 15 años: la
visión desde España de los principales cambios que nos esperan".
– Prof. Dr. Alberto Calil Elias Junior (Unirio) – Tão perto, tão longe: visões da biblioteca
pública na sociedade brasileira
Curadoria: Profª Drª Elisa Machado (Unirio)
Relatoria: Veridiana Negrini (SNPB/MinC)
Relato não entregue.
* Atividade integrante do “4º Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas: Inovação, Desenvolvimento e
Sustentabilidade”.

23 de julho de 2015
� Bibliotecas Escolares: realidade, tendências e desafios *
Horário: das 9 horas às 10h30 / debates: 10h20 às 10h30
Palestrantes:
– Constanza Mekis Martínez [Chile] (CRA) – ¿Cómo motivamos el “bichito” de la
lectura?
– Profª Drª Bernadete Campelo (UFMG) – Panorama das bibliotecas escolares no
Brasil
Curadoria: Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (Febab)
Relatoria: Sueli Nemen Rocha (Febab)

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�A palestra de Constanza Mekis Martínez destacou especialmente a constante busca
das bibliotecas em motivar o prazer da leitura nas crianças e jovens. Argumentou que
precisamos fomentar nas crianças e nos jovens, um compromisso forte e sólido com a
leitura, ou seja, que leiam frequentemente diferentes e diversos materiais escritos e
que sua percepção em relação à atividade da leitura seja positiva e os impulsione a
abrirem um caminho pelo mundo dos livros.
Afirma que é necessário criar um círculo virtuoso, no qual ao melhorar as habilidades
leitoras das crianças, elas não só desenvolvam suas habilidades cognitivas, mas
também se comprometam com a leitura e assim leem mais.
Apresentou o trabalho desenvolvido no Centro de Recursos para el Aprendizaje – CRA
que é ligado ao Ministério de Cultura do Chile e se dedica a fomentar o interesse pela
informação, pela leitura e pelo conhecimento da comunidade escolar através de
espaços lúdicos que propiciam não só uma aprendizagem criativa mas uma
apropriação real de significados.
Esta nova biblioteca escolar pretende ajudar na implementação curricular e, com isto,
desenvolver as habilidades necessárias para compreender a informação e aplicá-la nas
situações concretas do dia-a-dia.
Paralelamente compartilhou sua experiência como responsável pela política do livro e
da leitura no Chile. Ao final todos cantaram uma canção adaptada dos Beatles.
A palestra da Prof. Dra. Bernadete Campello traçou um panorama das Bibliotecas
Escolares no Brasil. Destacou que as conquistas ainda são poucas e que temos uma
longa trajetória pela frente para sua consolidação, mas que, contudo não é mais o
momento de se lamentar da miséria da biblioteca escolar, mas sim acreditar que é
possível criar e mostrar exemplos de bibliotecas que funcionam e que contribuem
efetivamente na aprendizagem dos estudantes.
Ao apresentar o panorama da biblioteca escolar disse que apesar desta biblioteca
encontrar muitos desafios – como não estar explícita no Plano Nacional de Educação –
há muito sendo feito e discutido nesta área. Ressaltou também o papel do bibliotecário
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�como educador, sugerindo que esse busque um apoio teórico em um estudo
pedagógico para embasar sua prática.
Apesar de defender uma formação generalista, acredita que ainda falta estofo teórico
nos currículos das graduações. Entende que muita coisa ainda não está consolidada e
identifica que há uma teoria nascendo da prática: “O que fazem os bibliotecários de
sucesso? Estudam, decidem e se viram”. Desponta o bibliotecário com perfil de
educador para influenciar na aprendizagem ao invés de exclusivos burocratas,
guardadores de livros. O educador não é somente o professor.
* Atividade integrante do 2º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.

� CONSTRUINDO ESPAÇOS ACESSÍVEIS
Horário: das 10h30 às 12 horas / debates: das 11h50 às 12 horas
Palestrantes:
– Jorge Larrosa Bondia [Espanha] (Universidade de Barcelona) - Un mundo para todo
el mundo. Algunos gestos
– Carla Mauch (Mais Diferenças)
Curadoria: Salete Cecília de Souza (Febab)
Relatoria: Sandra Soller Dias da Silva (Febab) – substituída por Telma de Carvalho
(Febab)
O professor Jorge Laroca falou sobre o espaço público (todos) como bem comum
(todos). Trouxe para o público a discussão sobre os espaços públicos, e a apropriação.
Nesse contexto, relacionou todas as pessoas que possam usar esses espaços e
questionou como inventar e reinventar processos que façam pensar no bem comum
para todos. Como a inclusão na escola, com surdos, cegos e mulheres.
No contexto da biblioteca, ele citou sobre a construção de uma biblioteca que será
também para surdos, cegos, mudos e todos. A mesma situação serve para a escola
para todos, museus para todos, como praças e espaços públicos. A ideia é inserir as
pessoas ao redor de um assunto público. E convidou o público a ser ator de suas
ações, como “você pode tomar a palavra para falar em relação a um bem comum para
todos. “E fez a pergunta: Uma biblioteca protege o quê? O livro e a leitura. Deveriam
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�fechar a porta que a tudo que não seja livro e leitura? A pergunta quer se quer deixar é:
a biblioteca protege o quê? Defende o quê?
Carla Mauch iniciou sua palestra questionando os presentes. Como fazer e ser uma
biblioteca inclusiva? Será que Políticos de bibliotecas acessíveis no País? Como a
biblioteca pode ser para todos? Quando fazem parte são deficientes visuais e cegos?
Como colocar o livro no meio e uma roda que esteja todos e que todos estejam
participando da roda, isto é, da mesma discussão. A diversidade, inclusão são faladas,
mas não estamos acompanhando como de fato esse processo acontece.
Tirando as marcas legais que já temos, precisam pensar porque esse toar da
acessibilidade não chegam na biblioteca?
Já passamos de algumas fases como participação, inclusão, mas ainda temos que
pensar o quão pouco temos nos debruçados sobre essas questões para fazer as
coisas de um jeito diferente, que possibilitará fazermos coisas de outras formas.
Devemos sair das divisões da deficiência e não colocarmos no exercício de estar todo
mundo junto e pensar como um livro pode ter acesso a todos. E apresentou dados do
IBGE onde 45 milhões de pessoas com deficiências e pouco acervo em vários
formatos.
Ensino de línguas: português/libras para que as pessoas tenham acesso à sua língua e
ter acesso à informação que a biblioteca, que o mundo oferece.
Produção de livros bilíngues é quase zero. Quanto de nós já vimos versão de um livro
de sinais (bilíngue)?
Independente do formato está claro que para algum público esses formatos são
fundamentais. Tem uma lógica muito forte de “privatização” de direitos do autor, o que
dificulta esse processo de leitura para todos.
O livro acessível tem custo alto é moroso, mas é necessária essa materialidade. O
DVD, o cego vai escutar, uma surda oralidade vai usar também. Libras, legendas,
áudio e várias possibilidades para que o livro possa ser acessado e lido por todos.
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�Como a biblioteca vai receber todos? Que formas encontraremos para buscar
materialidade, defender cercas, mudar modo de vidas? O bibliotecário para atuar como
autônomo deve ter registro. A informação do bibliotecário deveria estar ligada as
questões públicas para e sociedade.
Há muito cancelamento em São Paulo dos registros profissionais, poderiam voltar para
auxiliar no atendimento à demanda da Lei 12.244. O presente traz reflexões como o
crescimento do nº de profissionais, a demanda do mercado de trabalho, ampliação da
oferta, divulgação profissional, coaching profissional.
Bibliotecários sem bibliotecas, revisão curricular. O CFB poderia estimular os
profissionais e escrever sobre suas práticas diárias e mostrar para os outros
profissionais quem são e o que estão fazendo. E ainda fazer aproximação com a
Febab, Associação, Sociedade.
24 de julho de 2015
� BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: REALIDADE, TENDÊNCIAS E DESAFIOS
Horário: das 9 horas às 10h30 / debates: das 10h20 às 10h30
Palestrantes:
– Olaf Eigenbrodt [Alemanha] (Biblioteca Estadual e Universitária Carl von Ossietzky)
– Tendências e estratégias de desenvolvimento nas bibliotecas universitárias da
Alemanha
– Paula Maria Abrantes Cotta de Mello (Febab) – Panorama das bibliotecas
universitárias brasileiras e a gestão em época de crises
Curadoria: Viviane Carrion Castanho (Febab)
Relatoria: ausente
� O ENSINO, A PESQUISA E O MERCADO DE TRABALHO
Horário: das 10h30 às 12 horas / debates: das 11h50 às 12 horas
Palestrantes:
– Prof. Dr. Oswaldo Francisco de Almeida Júnior (Unesp)
– Profª Drª Mariza Russo (UFRJ)
– Profª Drª Isa Maria Freire (UFPB)
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�– Cristiane Camizão Rokicki (Senac)
Curadoria: Profª Drª Valeria Martin Valls (FESPSP)
Relatoria: Profª Drª Telma de Carvalho (Febab / APBDSE)
A primeira palestrante foi a Prof.ª Drª Isa Maria Freire (UFPB) que apresentou
informações sobre o mercado de trabalho e a pós-graduação PPGRV/UFPB. Usou
para a pesquisa variadas fontes, sobre o mercado de trabalho e pós-graduação, tais
como: CAPES, Pesquise CNPQ, Pesquisa em Julho da Produção BRAPCI e Artigo –
Google acadêmico. O resultado foi: CAPES – 14 Pós-graduação e 3 Abordam o projeto
bibliotecário ou mercado de trabalho UNIRIO, UFSC e UFMG. Demostra os livros de
pesquisa de cada curso. Considera apenas periódicos/artigos. Todos têm repositórios.
Não há nenhum grupo de pesquisa sobre mercado de trabalho. Biblioteconomia 17 e
Professor Bibliotecário 3. Mostra a BRAPCI, como fez a estratégia de busca: 302
artigos em 9000 – Profissional bibliotecário; 256 artigos em 9000 – Profissional da
informação e 206 artigos em 9000 – Mercado de trabalho (embora não tenha GP).
Google acadêmico bibliotecário mercado de trabalho: 14.700 resultado, inclui: livros,
eventos, artigos. Bibliotecário autônomo x institucionalizado: 23.700
Professor bibliotecário e 820.000 - Professor de informação. Identificaram: 3 programas
com essa temática na pós-graduação com 34 grupos de pesquisa. As conclusões da
palestrante foram: Disponibilidade da produção da BRAPCI e Google Acadêmico. Pode
se dizer então que a temática é interessante para a área. Os líderes de pesquisa não
estão produzindo, mas sim quem está na biblioteca trabalhando. Existe produção
cientifica fora da pós graduação. Esta temática está espalhada, como vimos no Google
e BRAPCI.
Prof. Dr. Oswaldo Francisco de Almeida Júnior (UNESP) falou sobre os cursos de
biblioteconomia no país. Nos CBBDs passados nas recomendações finais houve
algumas indicações que diziam que não se deveria falar sobre o profissional
bibliotecário em relação a sua formação. E discorda, dizendo que espaços como estes
são importantes para discussão. Isso se faz necessário devido o distanciamento entre
o acadêmico e o mercado de trabalho.

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�Quem escreve um artigo escreve para seus pares, no máximo para 20 leitores, que tem
como você, interesse naquele segmento. Todo artigo que traz inovação tende a ser
rejeitado e não é aceito no mundo acadêmico, que exige a aplicação da linguagem
acadêmica. Para escrever para quem atua não há necessidade de ter essa linguagem
acadêmica, comentou sobre o artigo APB e a revista que não tem mais, que era
voltada para o profissional, com relação com a prática. E prática não é ensinar a fazer,
isso é treinamento. Apontou sobre os 37 cursos de graduação de biblioteconomia no
Brasil e destacou que em alguns lugares esse número é maior, porque os cursos são
abertos, mas não conseguem abrir turma. Têm vários assim no Brasil. Sendo que
temos 4 cursos no Brasil de gestão da informação e que isso tende a crescer.
Apontou sobre a questão preocupante do Ingresso x Desistência, que as vezes não
abre turmas. Curso em EAD estão em crescimento no país e a Lei 12.244 para que em
2020 tenham mais bibliotecários (+200.000), poderá ser um potencial para aumento do
número de profissionais. Quase todos os bibliotecários em atividade, sempre há uma
transição no mercado, alguns desempregados, outros mudando e outros entrando.
Como formar 200.000 bibliotecários? Talvez mais EAD em cidades que não tem como
formar profissionais. Média de 6.000 alunos em curso de graduação. Para ampliar esse
número, novos presencias, o que não será possível nos próximos 5 anos.
Espera que possa se solucionar para que a formação esteja sempre voltada para o
interesse das áreas e das pessoas. A profa. Drª Mariza Russo (UFRJ) apresentou um
novo cenário para o mercado de trabalho para o bibliotecário brasileiro, destacando a
estrutura que está sendo preparada para o curso EAD de Biblioteconomia. O Projeto
pedagógico está sendo elaborado da forma Contextual e Operacional contendo 8 eixos
temáticos – 2940h/aula , com módulo básico e Fundamentos teóricos. Após
apresentação do PP no de 2009, a CAPES em parceria com CFB lança edital para
fomento e execução do material didático para montar o curso de biblioteconomia pelo
edital 012/2012. O curso ao todo tem 50 disciplinas. A UFRJ foi a contemplada a
constituir uma comissão de gerenciamento, com 11 membros discutindo como
trabalhar. A CAPES informa que só poderiam ter 4 membros. – Portaria UFRJ n
15.234/2014. 1º tarefa foi o recurso de custeio, com recursos de capital, seleção dos
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�especialistas. A palestrante apresentou alguns números para que os ouvintes
dimensionassem como foi o início do trabalho com a Capes. A princípio foram 834
candidatos no total, sendo 396 autores, 438 leitores e desses 78 foram selecionados.
Os perfis eram variados, e tiveram 142 doutores na categoria autor com 24
selecionados, 254 mestres com 7 selecionados. Em termo da representação nacional,
a região Sudeste teve maior representatividade. A segunda fase foi o treinamento para
os especialistas, que ocorreu no Rio de Janeiro e reuniram 78 conteudistas. Que
tiveram a oportunidade de participarem da apresentação da CAPES e outras entidades.
Ainda tiveram 4 semanas de capacitação Online, com apresentação do fluxo da
produção, que serviu para todas as categorias Autor, Leitor e Tutor. A elaboração de
cada conteudista começou em out/14, depois passou pela Produção de conteúdo e
design, sendo que 44 disciplinas se encontram em estágio avançado. Os resultados
esperados são materiais de qualidade, ampliação da formação de qualidade e em um
futuro próximo, lançamento edital CAPES e repositório. A última palestrante foi
Cristiane Camizão Rokicki apresentou dados estatísticos sobre os registros de
bibliotecários nos anos em que atuou como Presidente do CRB-8. Fez a introdução ao
público sobre o papel do CRB e o mercado de trabalho, apresentou o papel do
conselho no mercado de trabalho, junto aos órgãos de classe como a Febab, Sindicato
e associação. Demostrou a visão, o objetivo do CRB e enumerou as legislações
pertinentes, tão importantes para atuação profissional e muitas vezes esquecida.
Destacou a importância da fiscalização e mostra o mapa com os vários conselhos, e
destacou a fragilidade de conselhos sem fiscais e sem envolvimento do profissional,
que muitas vezes trabalha na ilegalidade, não se registrando na instituição, único órgão
que fiscaliza e promove a profissão. Comentou sobre a importância das ações e da
anuidade. Dificuldade para engajamento no movimento. Destaca a formação da
diretoria, da atuação voluntária e do desenvolvimento profissional em um ano de
comemoração dos 50 anos de regulamentação. No quesito fiscalização, nenhum
conselho profissional trabalha sem atuar com a fiscalização, por isso destacou a
importância dos bibliotecários fiscais, e destacou a atuação de três profissionais no
regional de São Paulo, seno o maior número de fiscais, dentre os regionais no Brasil,
devido à dimensão geográfica do Estado e o número de bibliotecários inscritos. A expresidente informou aos presentes sobre as questões de denúncia e questões de
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�processos éticos, que o CRB recebe, destacando o papel da instituição de ouvidor do
profissional, e lembrou que não existe mais processo ético para não pagamento da
anuidade. Quanto a divulgação profissional, nos três anos de atuação da palestrante,
ela destacou que o maior movimento foi intensificar junto ao CFB a padronização das
ações de comunicação para todos os regionais, além da realização de divulgação no
dia a dia da instituição e participação em eventos dando o destaque para a Bienal do
Livro de São Paulo, onde o CRB-8ª conseguiu espaço exclusivo no ano de 2014 em
uma das principais praças do evento, compartilhando discussões importantes com a
Febab e o Sindicato de Bibliotecários. Enfatizou que devemos ser profissionais
conscientes e participativos politicamente, se quisermos continuar com ações de
mudanças. E principalmente termos como aliados nossos pares e não como inimigos,
por isso, o profissional bibliotecário conseguirá avançar se compreender a estrutura
profissional e seus órgãos de classe. “O nosso fazer é um fazer de luta” e questionar
quem nós somos, foi a bandeira levantada pela profissional, que compartilhou dos
pensamentos dos presentes da mesa, que a formação é um ponto inicial para a nossa
mudança de perfil. Por fim, destacou o baixo número de inscritos no ano em que atuou
no CRB-8ª como Presidente de 2012 a 2014. O Estado de São Paulo contou nesse
período com cerca de 4.900 profissionais ativos, número que se manteve nos três anos
de atuação da palestrante como líder do conselho de São Paulo. Tendo em média 250
inscritos por ano, com 100 inscrições canceladas e 30 inscrições com licença
temporária. Esses números demonstram que o mercado de trabalho pode não estar
sendo atraente ou ainda que há profissionais trabalhando na ilegalidade profissional. E
deixou a pergunta para respondermos. O que está ocorrendo com a evolução
profissional e os registros nos CRBs? Mais especificamente no maior regional do Brasil
que é o de São Paulo. Ela acredita que será preciso ampliar os laços de parceria entre
entidades de classe, levantamentos estáticos e repositórios com informações públicas
para consulta sobre os profissionais atuantes e incentivo para que profissionais
bibliotecários atuem como bibliotecários fiscais nos conselhos. Isso ajudará a ampliar a
fiscalização e a punição a instituições que não seguem a legislação profissional.
Apresentou dados estatísticos sobre os registros de bibliotecários nos anos em que
atuou como Presidente do CRB-8. Fez a introdução ao público sobre o papel do CRB e
o mercado de trabalho, apresentou o papel do conselho no mercado de trabalho, junto
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�aos órgãos de classe como a Febab, Sindicato e associação. Demostrou a visão, o
objetivo do CRB e enumerou as legislações pertinentes, tão importantes para atuação
profissional e muitas vezes esquecida. Destacou a importância da fiscalização e mostra
o mapa com os vários conselhos, e destacou a fragilidade de conselhos sem fiscais e
sem envolvimento do profissional, que muitas vezes trabalha na ilegalidade, não se
registrando na instituição, único órgão que fiscaliza e promove a profissão. Comentou
sobre a importância das ações e da anuidade. Dificuldade para engajamento no
movimento. Destaca a formação da diretoria, da atuação voluntária e do
desenvolvimento profissional em um ano de comemoração dos 50 anos de
regulamentação. No quesito fiscalização, nenhum conselho profissional trabalha sem
atuar com a fiscalização, por isso destacou a importância dos bibliotecários fiscais, e
destacou a atuação de três profissionais no regional de São Paulo, seno o maior
número de fiscais, dentre os regionais no Brasil, devido à dimensão geográfica do
Estado e o número de bibliotecários inscritos. A ex-presidente informou aos presentes
sobre as questões de denúncia e questões de processos éticos, que o CRB recebe,
destacando o papel da instituição de ouvidor do profissional, e lembrou que não existe
mais processo ético para não pagamento da anuidade. Quanto a divulgação
profissional, nos três anos de atuação da palestrante, ela destacou que o

maior

movimento foi intensificar junto ao CFB a padronização das ações de comunicação
para todos os regionais, além da realização de divulgação no dia a dia da instituição e
participação em eventos dando o destaque para a Bienal do Livro de São Paulo, onde
o CRB-8ª conseguiu espaço exclusivo no ano de 2014 em uma das principais praças
do evento, compartilhando discussões importantes com a Febab e o Sindicato de
Bibliotecários. Enfatizou que devemos ser profissionais conscientes e participativos
politicamente, se quisermos continuar com ações de mudanças. E principalmente
termos como aliados nossos pares e não como inimigos, por isso, o profissional
bibliotecário conseguirá avançar se compreender a estrutura profissional e seus órgãos
de classe. “O nosso fazer é um fazer de luta” e questionar quem nós somos, foi a
bandeira levantada pela profissional, que compartilhou dos pensamentos dos presentes
da mesa, que a formação é um ponto inicial para a nossa mudança de perfil. Por fim,
destacou o baixo número de inscritos no ano em que atuou no CRB-8ª como
Presidente , tendo em média 250 inscritos por ano, com 100 inscrições canceladas e
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�30 inscrições com licença temporária. Esses números demonstram que o mercado de
trabalho pode não estar sendo atraente ou ainda que há profissionais trabalhando na
ilegalidade profissional. E deixou a pergunta para respondermos.
6.2 Conferências
22 de julho de 2015
� CURADORIA DIGITAL
Horário: das 14 às 15 horas / debates: das 14h50 às 15 horas
Palestrante: Aquiles Alencar Brayner (British Library)
Moderador: Anderson de Santana (USP)
Aquiles apresenta uma visão sobre a área de Curadoria Digital e sua relação direta
com a área de Humanidades Digitais. Para Aquiles o papel do curador digital é o de
expandir os acervos, pesquisar as áreas de atuação em busca de novas tendências,
participar de grupos de pesquisa, desenvolver projetos na área de Humanidades
Digitais, desenvolver novos serviços nas bibliotecas e, devido à obsolescência
tecnológica, acompanhar e propor soluções para as mudanças dos suportes da
informação.
Com o crescimento exponencial da produção de conhecimento se cria um grande
problema para nossa sociedade, pois muita informação não é indexada e desaparece
com frequência, gerando o chamado "buraco negro" digital, dificultando o processo de
preservação/armazenamento digital.
Dessa forma, é importante definir o que é importante preservar? Quais metadados
devem ser utilizados? Como preservar tecnologias? Como promover os acervos?
Como tornar os acervos mais integrados com as necessidades da comunidade?
E nesse momento que se demonstra a importância do Curador Digital nas
instituições/bibliotecas.

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�Aquiles destaca também a necessidade de mudança do foco da biblioteca. Afirma que
a biblioteca tem que fazer parte da vida da sua comunidade, transformando-se num
espaço de pesquisa, um laboratório que fomente novas ideias e modelos.
A British Library está ciente do seu papel e das dificuldades no registro da produção
do conhecimento e para tanto vem criando plataformas colaborativas para que os
pesquisadores/usuários auxiliem na contextualização dos conteúdos digitalizados,
reutilizando-os e criando novos documentos. Como exemplo de sucesso têmse Codex Sinaiticus e Shakespeare in Quarto.
Destaca ainda que o curador tem um papel muito importante na equipe que é o de
dinamizador, capacitando os colegas da equipe no uso de novos e diferentes recursos
informacionais.
Outra iniciativa da British Library destacada é o BL-Lab, uma iniciativa que abre a
Biblioteca como um espaço laboratorial para pesquisadores, o qual deve desenvolver
um projeto que gere um novo recurso de pesquisa/apoio para a comunidade utilizando
a Biblioteca e seus serviços.
O que nos fica evidente na apresentação de Aquiles é que a Curadoria Digital vai
muito além do conceito de curadoria utilizado em museus. É uma nova construção
conceitual baseada em um papel que vai além da questão expositiva do acervo e que
se impetra no fazer dos profissionais da informação, demonstrando um caráter muito
maior de integração com a comunidade, tornando-a parceira na gestão e
disseminação do conhecimento.
Por fim, duas frases do Aquiles deveriam se tornar mantras dos nossos profissionais
bibliotecários:
"O bibliotecário tem que perder a ideia de CONTROLE da informação" e "Os
catálogos devem ser tratados como mídias sociais, com interação e participação do
usuário".
O futuro da gestão de nossas bibliotecas deve estar focado na parceria ativa com a
comunidade, valorizando os serviços ao usuário e não a gestão do acervo.
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�� PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO REBIUN – RED DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Horário: das 15 às 16 horas / debates: das 15h50 às 16 horas
Palestrante: Ramon Abad Hiraldo (UNIZAR)
Moderadora: Profª Drª Zaira Regina Zafalon (UFSCAR)
A atividade começou com atraso, de cerca de 10 minutos, decorrentes de problema
de conexão do palestrante ao auditório. Quando isso foi possível demos início à
apresentação. Entretanto, o conferencista não soube fazer a transmissão dos slides.
Passados cerca de 10 minutos, a moderadora optou por carregar os slides para
facilitar o acompanhamento da apresentação, feita em espanhol. Isso foi mérito da
comissão organizadora pois haviam enviado aos moderadores os slides; assim foi
possível usar a projeção. Entretanto, o atraso na conexão e a falta de slides no início
da apresentação, parece-me que fez com que houvesse baixo aproveitamento da
conferência e esvaziamento parcial da sala.
Ao final da apresentação, que foi interessante do ponto de vista de recuperação
histórica e de contexto da consolidação da REBIUN, retomou-se, pela moderadora, os
pontos que tiveram destaque na apresentação feita pelo palestrante. Houve a indicação
de uma questão (sobre os desafios enfrentados na constituição da rede e soluções
indicadas).
� BIBLIOTECAS VERDES PROMOVENDO COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS
Horário: das 16 às 17 horas / debates: das 16h50 às 17 horas
Palestrantes:
– Jeffrey Allen Scherer (MSR)
– Jack Poling (MSR)
– Traci Lesneski (MSR)
Moderador: Marcelo Aflalo (Univers Design)
A apresentação do arquiteto Jeffrey Scherer, sócio do escritório MRS Design, versou
sobretudo, sobre a grande experiência do grupo na reutilização de construções
originalmente destinadas à outros usos, recicladas como bibliotecas públicas. Chamou
à atenção a escala dos projetos, instalados em antigos supermercados ou plantas
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�fabris, cuja horizontalidade surpreende e gera amplos espaços banhados por intensa
luz natural indireta. Apesar da escala, os materiais empregados e o mobiliário são
acessíveis e revelam uma preocupação com produtos sustentáveis e manutenção
simples. O reaproveitamento de edificações é um caminho apontado por eles na
disseminação de bibliotecas, com relativo gasto de requalificação, em pequenas e
médias cidades americanas. O arquiteto vive a maior parte do tempo no México e é
capaz de entender realidades latino-americanas como o Brasil enfrenta, conforme
colocou ao final da apresentação, respondendo perguntas da plateia.
� RESTRIÇÕES À LEI DE DIREITOS AUTORAIS: IMPACTO NO COTIDIANO
DAS BIBLIOTECAS BRASILEIRAS
Horário: das 17 às 18 horas / debates: das 17h50 às 18 horas
Palestrantes:
– Profª Drª Sueli Mara Soares Pinto Ferreira (USP)
– Cristiana Gonzalez (Febab)
Moderadora: Claudiane Weber (Febab)
A conferência foi toda proferida pela Profª Dra. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, pela
falta da outra convidada Cristina Gonzalez.
A profa. Sueli Mara iniciou a sua conferencia questionando: As bibliotecas brasileiras
podem, devem e sabem como fomentar políticas públicas estratégicas em nosso
país? Destacou o que são e para que servem as políticas públicas, ressaltou que
a atual lei de direitos autorais brasileira (lei. 9610/98) é uma das mais restritivas do
mundo em termos de exceções e limitações para usos educacionais e para fins de
pesquisa. Até mesmo ao emprestar um livro, as bibliotecas estão infringindo a lei de
direitos autorais. Ressaltou que na abertura do XXVI CBBD as falas dos convidados
enfatizavam a leitura. Portanto, a leitura é o desenvolvimento do pensamento crítico,
mas segundo a professora é também liberdade de escolha, e aqui especificamente de
acesso à informação. E as essas políticas públicas estão associadas ao acesso à
informação? O acesso à informação é muitas vezes coligado às bibliotecas, que são
um “instrumento do qual se serve o Estado para garantir o acesso equitativo ao
conhecimento.” Logo, esses programas, a exemplo do “Programa Nacional do Livro e
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�da Leitura”, podem não se concretizar se não mudarmos a nossa lei de direitos
autorais. Desta depende a viabilidade da disponibilização das informações e a
promoção do acesso universal. O mundo digital exige ação transfronteiras.
Ainda para a conferencista, deve-se observar, “empréstimo de conteúdo físico e/ou
digital; digitalização; seleção e aquisição (pacotes prédefinidos, modelos de contratos,
leis nacionais, Ebooks, revistas, videos).” Para a busca do equilíbrio devemos nos
atentar para: o direito do autor (direito moral) e com o direito dos titulares (direito
patrimonial).
Como devemos atuar? Como fazer advocacy de direitos de autor desde as bordas? De
fora para dentro até chegar: aos editores / publishers; a sociedade de maneira
geral; aos gestores dos diversos Programas de Leitura; aos 200 membros da Frente
Parlamentar em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca; à Organização Mundial da
Propriedade Intelectual (OMPI).
A profa. Sueli terminou sua conferencia citando a iniciativa de outros países e ressaltou
ainda o tratado de Marrakesh. O acordo permite que obras em Braille, Daisy ou áudio
book possam ser distribuídas e publicadas sem a autorização do titular de direitos
autorais das obras. E convidou os ouvintes para se engajarem nas discussões na
FEBAB e IFLA-Lac.
� O FUTURO DAS BIBLIOTECAS
Horário: das 18 às 19 horas / debates: das 18h50 às 19 horas
Palestrante: Prof. Dr. Emir José Suaiden (IBICT)
Moderadora: Sigrid Weiss Dutra (IFLA LAC)
Para responder às demandas da sociedade do conhecimento exige do bibliotecário
mais preparado, mais e novas habilidades. A questão passa também pela formação
desse profissional, que precisa ser reformulada, incluindo para além da domínio do
uso da tecnologia, um perfil profissional mais preparado para os desafios sociais, com
capacidade de interagir com grupos heterogêneos, aceitar o diferente e lidar com a
multiculturalidade, para sustentar sua ação na atualidade e ampliar seus espaços de
atuação, cheio de novas possibilidades. A Biblioteconomia precisa formar um
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�profissional que compreenda as demandas e necessidades dos usuários, que saiba
fazer análises prospectivas dos ambientes onde possa atuar.
Os reflexos das tecnologias nos hábitos e padrões de leitura e acesso a informação
exigem que os bibliotecários cada vez mais desmistifiquem as TICs, pois as
competências tradicionais da profissão continuam sendo úteis, mas cada vez mais
serão insuficientes.
A facilidade de acesso e o aumento exponencial de informação, acaba levando ao
excesso de informação, proporcionado pela evolução tecnológica e pela globalização.
Neste contexto, quando uma ferramenta de busca como o Google passa a ser o
primeiro, quando não único ponto de busca de informações, demandam das bibliotecas
e dos bibliotecários uma atuação mais eficiente,

é preciso que percebam

oportunidades e passem a se envolver com a oferta de serviços adaptados á realidade
digital. As bibliotecas precisam também, cada vez mais ser um espaço inclusivo e
atender a todos de forma igualitária, compreendendo e respeitando as diferenças.
Os espaços das bibliotecas precisam ser reconceituados e entendidos como espaços
sociais de colaboração, de socialização e construção da aprendizagem e do
conhecimento. Os profissionais bibliotecários precisam empreender e inovar para
garantir a própria sustentabilidade da biblioteca, sua importância na vida dos cidadãos.
Sociedade e entidades de classe devem lutar para que as Bibliotecas estejam
presentes nas agendas dos governos e compreendidas como importante instrumento
para a mudança e melhoria da vida das pessoas.
23 de julho de 2015
� HÁ UM LIVRO EM CADA UM DE NÓS: O PANORAMA DAS BIBLIOTECAS
EM PORTUGAL
Horário: das 14 às 15 horas / debates: das 14h50 às 15 horas
Palestrante: Bruno Duarte Eiras [Portugal] (Bibliotecas Municipais de Oeiras)
Moderadora: Katia Costa (Associação Catarinense de Bibliotecários / Febab)
Texto enviado pelo autor:
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�Escolhemos a frase de Clarice Lispector como título desta apresentação por conter em
si a grandeza e a fragilidade do panorama das bibliotecas em Portugal. Sendo um
excerto do livro Um sopro de Vida - pulsações, foi propositadamente selecionado por
as bibliotecas representarem em Portugal um sopro de vida, uma pulsação no acesso à
informação, ao conhecimento, à educação, do direito e do exercício da cidadania ativa.
Nesta comunicação será apresentado o panorama das bibliotecas em Portugal, através
de uma viagem de quase 30 anos, onde procuraremos explicar a evolução e efetuar o
estado da arte quanto às diferentes tipologias de bibliotecas, caraterizando de uma
forma sistémica e cronológica as bibliotecas públicas municipais, as bibliotecas
escolares e as bibliotecas de ensino superior.
O Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foi criado em 1987, com
o objetivo dotar todos os municípios portugueses de uma biblioteca pública. No âmbito
desse Programa, a Direção Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB) tem vindo a
apoiar técnica e/ou financeiramente os municípios na criação e instalação de
bibliotecas públicas, sendo hoje 208 as bibliotecas apoiadas que se encontram em
funcionamento.
No seu documento orientador – o Programa de Apoio às Bibliotecas Municipais – a
DGLAB estabelece os princípios gerais a observar na criação de bibliotecas públicas,
de acordo com o Manifesto da IFLA/UNESCO sobre a Biblioteca Pública, bem como
das recomendações nacionais e internacionais aplicáveis ao setor.
O referido Programa de Apoio estabelece, de acordo com a população dos municípios
e para diferentes tipologias de bibliotecas, as caraterísticas físicas – espaciais e
funcionais – dos edifícios, o mapa de pessoal, os recursos informáticos e o fundo
documental mínimo de que as bibliotecas deverão estar dotadas.
No âmbito do funcionamento da DGLAB, compete à Direção de Serviços de
Bibliotecas, decorrente do Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, planear
e acompanhar as medidas da política para o setor, em articulação com os municípios,
aos quais compete a tutela e gestão das bibliotecas. Decorrente das suas atribuições,
elabora e promove a aplicação de orientações técnicas e normativas; acompanha
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�projetos nas suas diferentes fases; apoia a criação de novos serviços; procede à
monitorização e avaliação dos existentes e promove a cooperação a nível local
regional, nacional e internacional que contribua para a qualidade e inovação dos
serviços prestados pelas bibliotecas públicas.
O Programa Rede de Bibliotecas Escolares (PRBE) foi lançado em 1996, pelos
Ministérios da Educação e da Cultura, com o objetivo de instalar e desenvolver
bibliotecas em escolas públicas de todos os níveis de ensino, disponibilizando aos
utilizadores os recursos necessários à leitura, ao acesso, uso e produção da
informação em suporte impresso e digital.
Coordenado pelo Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares (RBE), o Programa articula a
sua ação com outros serviços do Ministério da Educação (ME), direções regionais de
educação, municípios, bibliotecas municipais e outras instituições - universidades,
centros de formação, fundações e associações nacionais e internacionais.
Considerando que o PRBE tem como principal objetivo instalar e desenvolver
bibliotecas e serviço de biblioteca nas escolas, afigura-se indispensável constituir e
garantir o elo de ligação entre o Gabinete da RBE, as escolas e as diferentes parcerias
locais. Esta ligação cabe aos coordenadores interconcelhios das bibliotecas escolares
que coordenam um número de agrupamentos e escolas não agrupadas, a definir pela
RBE, conforme as circunstâncias e a geografia do território, assegurando ainda o apoio
técnico e pedagógico aos professores bibliotecários e às equipas das bibliotecas.
Os professores bibliotecários asseguram na escola, o funcionamento e gestão das
bibliotecas, as atividades de articulação com o currículo, de desenvolvimento das
literacias e de formação de leitores. Compete-lhes gerir as bibliotecas do agrupamento
enquanto espaços agregadores de conhecimento, recursos diversificados e implicados
na mudança das práticas educativas, no suporte às aprendizagens, no apoio ao
currículo, no desenvolvimento da literacia da informação, tecnológica e digital, na
formação de leitores críticos e na construção da cidadania. Compete-lhes, ainda,
garantir serviços de biblioteca a todas as escolas do agrupamento.

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�A Rede Universitária de Bibliotecas e Informação (RUBI) continua a ser um sonho por
concretizar. Apesar de em 2000 o relatório final de caracterização e o plano de
implementação da RUBI estar aprovado e devidamente articulado entre os
profissionais, a sua efetivação nunca de verificou, essencialmente por questões de
tutela institucional. Ainda assim, existem em Portugal casos de sucesso na gestão e
funcionamento de bibliotecas de ensino superior, boas práticas no desenvolvimento de
coleções, projetos e serviços e bons exemplos de trabalho colaborativo, mas que em
muito poderiam ser valorizados que existisse uma Rede.
Apesar dos grandes avanços que o panorama das bibliotecas conheceu nas últimas 3
décadas em Portugal, e que mudaram radicalmente a face das bibliotecas, facto é que
muito continua por concretizar ao nível da cooperação institucional e profissional.
Sabemos que o desenvolvimento de projetos e serviços bibliotecários de grande
dimensão só podem ser implementados se for possível conjugar 3 tipos de elementos:
recursos financeiros, vontade política e capacidade técnica. Por ora, ainda não foi
possível trabalhar neste sentido.
Parafraseando ainda Clarice Lispector, o panorama das bibliotecas em Portugal é
incerto, mas esperançoso, em grade medida alicerçado no natural empenho, dedicação
e resiliência dos bibliotecários que continuam a fazer mais e melhor “tentando corrigir
os erros cometidos na ânsia de acertar.
� COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO: UMA REFLEXÃO DESDE AS ORIGENS,
DESENVOLVIMENTO ÀS IMPLICAÇÕES FUTURAS
Horário: das 15 às 16 horas / debates: das 15h50 às 16 horas
Palestrante: Profª Drª Regina Célia Baptista Belluzzo (Unesp)
Moderadora: Maria Sônia Santos Carvalho (Febab)
Foi uma conferência muito rica em informações, onde a mesma utilizou-se de várias
palavras-chave para um bom desempenho profissional, no que diz respeito às
competências em informações. Sendo: Domínio e visão crítica ao alcance de ações e o
compromisso com o que fazemos; Pensar e repensar as competências informacionais;
Discutir e trabalhar sempre a competência inter-relação disciplinar no trabalho
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�colaborativo; Inovação e criatividade são ações que fazem a diferença quando são
aplicadas de forma competente.
� ÉTICA EM CONGRESSO NACIONAL
Horário: das 16 às 17 horas / debates: das 16h50 às 17 horas
Palestrante: Luiz Felipe Pondé
Moderadora: Márcia Elisa Garcia De Grandi (Consultora)
Luiz Felipe Pondé iniciou a palestra retificando o título de sua fala para “Abrir a
bibliografia”, por acreditar ser mais propícia à natureza do evento e, também, pela
dificuldade de debater o tema “Ética no Congresso Nacional”, diante do cenário político
atual.
Discorreu sobre os diversos conceitos de ética e moral, enfatizando que não há
consenso sobre os termos entre as diferentes correntes filosóficas e que podem ser
considerados como sinônimos. Destacou os princípios centrais da ética Kantiana e a
abordagem utilitarista, que adota a noção de inclusão e exclusão, considerando
antiético aquilo que retira das pessoas a possibilidade de ser feliz, de estar bem.
A partir do conceito utilitarista da ética, apontou a tendenciosidade presente nas
bibliografias básicas de cursos universitários nas áreas das Ciências Humanas e
Filosofia, que excluem autores ligados a determinadas escolas, entre os quais Gertrude
Himmelfarb, historiadora, e Thomas Sowell, economista, crítico social e filósofo, ambos
americanos. Nesse sentido, ressaltou a importância da abertura das bibliografias dos
cursos mencionados, de forma a possibilitar o debate mais aberto de ideias e
conceitos, cabendo aos professores manter a postura ética de ser fiel ao que pensa,
leu ou estudou, sem a preocupação de agradar a todos.
� SER OU NÃO SER CRIATIVO: EIS A QUESTÃO
Horário: das 17 às 18 horas / debates: das 17h50 às 18 horas
Palestrantes: Ricardo Buonanni (Indepe) e Ilíada de Castro (Indepe)
Moderadora: Giovanna Carvalho Sant´Ana (SP Leituras)
“A natureza atinge a perfeição, mas o homem nunca. Há uma formiga perfeita, uma
abelha perfeita, mas o homem é perpetuamente inacabado. Esta falta incurável de
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�acabamento separa-o dos outros seres vivos, pois na tentativa de acabar-se, o homem
se torna um criador.” Eric Hoffer
“O primeiro passo dado pelas pessoas criativas, de maneira consciente ou não, é
ganhar a liberdade interior de considerar novas ideias e novas possibilidades. Muitos
de nós incorporamos dentro de nós mesmos obstáculos e barricadas à consideração
de novos horizontes, nossas próprias ideias potencialmente grandes. A maioria de nós
precisa de ajuda para romper as cadeias que colocamos em volta de nossa
própria criatividade.” Charles Chic Thompson
A conferência teve como objetivos:
•

Mostrar ao público presente que o processo contínuo de mudanças impõe uma
postura criativa;

•

Sensibilizar os profissionais quanto ao potencial criativo existente em cada um;

•

Identificar os principais bloqueios que restringem o pensamento criativo;

•

Fornecer metodologias e técnicas para o desenvolvimento do pensamento
criativo;

•

Habilitar o público a responder com flexibilidade, adequação e prontidão
às diversas situações do dia-a-dia.

“Para ser criativo é necessário questionar a resposta padrão”. Ilíada de Castro
No programa da atividade os palestrantes abordaram conteúdos como a criatividade e
o cérebro humano; bloqueios que impedem a criatividade; o prazer e a alegria de
criar; o processo criativo: da criação à implantação de novas ideias; e ser criativo: uma
necessidade, um desafio, uma questão de sobrevivência saudável.
Sobre o tema criatividade, foram indicados dois livros - Um Toc na Cuca e Um Chute
na Rotina, de Roger von Oech que é escritor, inventor, fundador e presidente
da Creative Think, empresa de consultoria localizada na Califórnia (Estados Unidos),
especializada em criatividade e inovação. Ele é Ph.D. em História das Ideias
pela Stanford University. Seus seminários e produtos motivam milhões de pessoas e
empresas, incluindo Coca-Cola, Disney, Apple, Intel e NASA.
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�Abaixo estão os sete bloqueios elencados e desenvolvidos durante a conferência:
•

Bloqueio 1: eu não sou criativo

•

Bloqueio 2: siga as regras

•

Bloqueio 3: é proibido errar

•

Bloqueio 4: dê a resposta certa

•

Bloqueio 5: isso não tem lógica

•

Bloqueio 6: não seja bobo

•

Bloqueio 7: isso não é da minha aérea

“Ser

criativo

é

encontrar

novas

respostas

para

velhos

e

novos

problemas.” Ricardo Buonanni
As propostas de não se conformar com apenas uma alternativa de resposta e de fugir
da resposta padrão, foram enfatizadas a todo o momento pelos conferencistas.
Foi

destacado

que

durante

o

processo

de

criação,

o

profissional

deverá, primeiramente, experimentar, ou seja, deverá estar aberto para diferentes
respostas e não cortar ou podar as próprias ideias. Como segundo passo ele
deverá explorar outras possibilidades e adquirir conhecimento sobre o tema que será
abordado e/ou discutido. Em terceiro lugar ele será como um artista e deverá reunir e
ler todo o material explorado anteriormente para gerar as novas ideias. No quarto
passo ele deverá ser como um juiz e selecionar algumas dessas ideias a partir de
critérios estabelecidos. Ao fim do processo o profissional precisará ser como
um guerreiro para apresentar e desenvolver sua criativa ideia, pois, como uma minoria,
não terá mais a resposta e solução padrão.
E lembrem-se: todos somos criativos.
� LIDERANÇA E DIVERSIDADE
Horário: das 18 às 19 horas / debates: das 18h50 às 19 horas
Palestrante: Maria Thereza Soares Camargo (Sabesp / Universidade Mackenzie)
Moderadora: Sueli Nemen Rocha (Febab)
Relato não entregue.
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�24 de julho de 2015
� A REDE DE BIBLIOTECAS POPULARES DA ARGENTINA
Horário: das 14 às 15 horas / debates: das 14h50 às 15 horas
Palestrante: Angela Signes (Conabip)
Moderadora: Telma de Carvalho (Febab)
Relata experiências da Argentina relacionada às bibliotecas populares. Informa que o
governo tem investido nas bibliotecas a partir de 2003. Comenta sobre as atividades do
CONABIP (Comisión Nacional de Bibliotecas Populares) que é um organismo
dependente do Ministério da Cultura da Nação para a promoção e fortalecimento das
bibliotecas populares através de fundos, apoiado num modelo de gestão. A presidente
da CONABIP, Angela Signes destaca que desde 2006 a presidente Kirchner tem dado
um destacado lugar às bibliotecas em relação à leitura. As bibliotecas populares estão
distribuídas em grandes cidades e têm por características que surgem da comunidade,
como associações civis autônomas, dirigidas e mantidas principalmente pelos sócios.
Em muitos lugares, as bibliotecas populares são o único centro cultural que existe e
são muito importantes. Abrem a todos os públicos. A palestrante destaca que em 2001,
na crise da Argentina, as bibliotecas se converteram em centros de alimentação e
abrigo para muitos. Destaca que as populares também funcionam como bibliotecas
escolares. A preocupação dos sócios se relaciona aos aspectos econômicos do país e
da comunidade. As bibliotecas são integradas por voluntários e atuam no
desenvolvimento de políticas de leitura. Comenta que 89% das composições das
bibliotecas são voluntários que atuam em atividades de promoção da leitura e que em
algumas há bibliotecários, embora sejam pouco remunerados porque as cotas
societárias não alcançam o valor necessário. 69% da frequência são crianças e jovens.
O conteúdo bibliográfico das bibliotecas é variado, em formato de livro e heterogêneo;
algumas têm incunábulos valiosos. 96% promovem a leitura. A rede é composta por
quase 2000 bibliotecas populares distribuídas por quase todo país. Está dentro do
Plano Nacional Projeto mais Leitores. Executam projetos de leituras em lugares não
convencionais como: prisões, hospitais, praças, feiras etc., para apresentar leituras,
contos, conhecimento. Em relação ao Plano Nacional do Livro, existem 2 linhas de
ação: distribuição de forma igualitária à todas as bibliotecas e compra de livro com 50%
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�de desconto na feira de Buenos Aires. Para que as pessoas possam permanecer na
feira do livro, providenciam o transporte. A coleção de livros das bibliotecas populares
baseia-se em livros infantis, também com conteúdos audiovisuais, além de outras
obras. Publicam uma revista semestral BEPE, que é distribuída pelas bibliotecas.
Promoveram uma edição contendo poetas argentinos desaparecidos no regime
ditatorial. Além disso, as bibliotecas populares promovem premiação para quem ler
mais, tanto para jovens como para adultos onde ganham coleções de livros conforme
suas preferências. Assim, as bibliotecas funcionam como promotoras de direito e
cidadania e são verdadeiros centros de informação. Como políticas públicas há o
incentivo para que as mães saiam de casa e usem a biblioteca com seus filhos. As
bibliotecas populares são implantadas em lugares pequenos e se tiverem biblioteca
escolar, podem receber recursos do CONABIP. Uma das ações da CONABIP é a
capacitação da biblioteca para realizar todas as atividades mencionadas. Normalmente
estão em lugares de vulneráveis, de contenção e a comunidade é convidada a
participar desses cursos. Tem também o programa de inclusão digital, fornecendo o
acesso à internet nas bibliotecas. Operam com um software livre de gestão de
biblioteca – DIGIBEPE, que tem algumas funções como administração, catálogo de
livros, empréstimos.
� INFORMAÇÃO IMAGÉTICA
Horário: das 15h às 16 horas / debates: das 15h50 às 16 horas
Palestrante: Ricardo Crisafulli Rodrigues (IBICT)
Moderadora: Ivone Tálamo (Febab)
O objetivo da palestra foi mostrar de forma geral a importância da imagem como meio
de comunicação e informação durante toda a historia do homem. Destaca as principais
diferenças entre informações textuais e as de imagens, seus significados, suas
características, que devem ser levadas em conta no momento da organização. Aborda
a relevância da imagem desde a pré-história, passando pela antiguidade, idade média,
idade contemporânea até os nossos dias como forma de registro de acontecimentos
antes da escrita. Enfatiza a condição polissêmica da mesma e que só pode ser
entendida de acordo com o contexto sociocultural do individuo. Conclui a palestra com
a invenção da fotografia até a tecnologia digital, seu papel significativo na transmissão
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�da informação e do conhecimento ,sua condição polissêmica e os aspectos técnicos e
visuais para a sua organização.
� POLÍTICAS DA BIBLIOTECA NACIONAL PARA OS PRÓXIMOS ANOS
Horário: das 16 às 17 horas / debates: das 16h50 às 17 horas
Palestrante: Luciana Grings (Fundação Biblioteca Nacional)
Moderadora: Maria Imaculada Cardoso Sampaio (Febab)
A palestrante apresentou um breve panorama do estado da arte das ações mais
importantes da Biblioteca Nacional e lamentou o estado de abandono no qual se
encontra a maior biblioteca da América Latina. Comentou a delicada situação da
cultura brasileira, grandemente representada pelo acervo que a Fundação Biblioteca
Nacional se encarrega de armazenar e tratar. Concluiu afirmando que a Fundação
Biblioteca Nacional, apesar de todas as dificuldades e limitações orçamentárias e de
pessoal, faz um grande esforço para promover seu ideal de preservação da memória
cultural escrita no Brasil. A BN não se furta de cumprir a sua missão e se orgulha de
ser a casa do bibliotecário brasileiro.
� POR QUE O MARCO CIVIL DA INTERNET BRASILEIRA É IMPORTANTE
PARA TODOS
Horário: das 17 às 18 horas / debates: das 17h50 às 18 horas
Palestrante: Prof. Dr. Sergio Vieira Branco Júnior (IBMEC)
Moderador: André Serradas (USP)
Considerando a amplitude temática do Marco Civil o Prof. Sergio Branco iniciou sua
palestra apresentando o recorte escolhido para apresentar aos bibliotecários: direito a
intimidade e direitos autorais. Inicia a palestra apresentando um caso em que uma
personalidade bastante conhecida, Daniela Cicarelli, teve um encontro íntimo flagrado,
filmado e divulgado na Internet. Após intensa disputa judicial

em que além de

indenização Daniela Ciccarelli também exigia a remoção do vídeo da Internet e,
especialmente do portal de vídeos Youtube. A reclamante ganhou a causa, entretanto,
por repetidas vezes, o vídeo foi reintroduzido na Internet e também no Youtube.
Novamente a reclamente aciona a Justiça, que na impossibilidade de apenar os
responsáveis individuais por seus atos, ainda que por um dia, retirou a plataforma do
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�ar. O caso envolveu outros grandes portais da Internet como IG e Globo.com. Tal
situação serviu para ilustrar a fragilidade do sistema jurídico atual para julgar casos em
que a tecnologia e o ambiente colaborativo têm papel determinante. Nesse contexto, o
Prof. Sérgio Branco apresentou o trabalho colaborativo, de grande participação popular
e forte utilização de tecnologia digitais, para elaboração do marco civil da internet.
Caracterizada como uma lei principiológica, o marco civil da internet, traz em seu texto
as questões fundamentais que deverão reger outras leis específicas que serão regidas
por ele. Com isso, temas como privacidade, liberdade de expressão, direitos de
acesso, neutralidade da rede, dados governamentais e outros, deverão ganhar leis
específicas com o aprofundamento necessário à sua aplicação e aproveitamento pela
sociedade. No que concerne aos direitos autorais o Prof. Sérgio Branco apresentou a
lei brasileira de direitos autorais como uma das mais restritivas do mundo. Os direitos
autorais são mencionados no Marco Civil da Internet, entretanto, a lei específica
encontra-se em fase de revisão e com influências dele. O Prof. Sergio Branco concluiu
sua palestra com a apresentação do projeto de lei sobre proteção de dados pessoais
que também está à disposição da sociedade para consulta e colaboração.
6.3 Conversando Sobre
22 de julho de 2015
� TRABALHO

SISTÊMICO:

HABILIDADES

E

COMPETÊNCIAS

DOS

PROFISSIONAIS
Pauta: Qual é o perfil dos profissionais esperados para o trabalho em cooperação?
Quais as melhores práticas adotadas pelos Sistemas existentes no Brasil? É possível
trabalhar sozinho sem estar integrado às redes e/ou Sistemas de informação?
Debatedoras:
– Verônica Abdala (Bireme)
– Rosane Fagotti Voss (Febab)
Moderadora: Aparecida Angélica Z. Paulovic Sabadini (USP)
Local: Auditório Turquesa 1
Relato não entregue.
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�� BIBLIOTECÁRIOS SEM BIBLIOTECAS
Pauta: Empreendedorismo na ação bibliotecária, percepção de mercado de atuação
para os profissionais e impactos na formação continuada.
Debatedoras:
– Jeane Passos Santana (Senac)
– Claudia Hofart Guzzo (Consultora)
– Profª Drª Maria Cristiane Barbosa Galvão (USP)
Moderador: Luiz Atílio Vicentini (Diretoria da Febab)
Local: Auditório Turquesa 2
As apresentações evidenciaram que há sim muito espaço de trabalho com efetiva
contribuição do profissional bibliotecário em outras áreas. Houve grande discussão
acerca desses novos perfis e também da necessidade da Febab ampliar esses
espaços de modo a fomentar novos mercados.
� MÍDIAS SOCIAIS E AS BIBLIOTECAS: PODEMOS VIVER SEM ELAS?
Pauta: Uso das mídias sociais como instrumento para as bibliotecas. Impactos na
organização dos serviços e integração das comunidades. Quais as relações possíveis
no ambiente digital?
Debatedores:
– Jorge do Prado (Senac)
– Tiago Rodrigo Murakami Marçal (USP)
Moderador: Anderson de Santana (USP)
Local: Auditório Turquesa 3
As mídias sociais têm sido apropriadas pelas bibliotecas, porém nem sempre
sabemos muito bem como utilizá-las para chegar ao nosso público. O Conversando
sobre: Mídias sociais e as bibliotecas - podemos viver sem elas? contou com a
participação de dois expoentes no uso das redes sociais, Jorge do Prado e Tiago
Murakami. Dois vieses foram apresentados, gerando uma grande reflexão da plateia.
Jorge trouxe sua experiência no uso das redes sociais em bibliotecas, seus estudos e
resultados, destacando a falta de planejamento no desenvolvimento das redes sociais
das bibliotecas. Tiago Murakami apresentou o uso das redes sociais como
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�instrumentos de métricas, dando uma visão geral sobre as altmetrias (métricas
alternativas) de mensuração da ciência. Até então a ciência vinha sendo medida por
citações em artigos, agora as mídias sociais viraram novas fontes de dados de uso do
conhecimento. As discussões com a plateia foram muito ricas, gerando novas visões
sobre o uso das redes nas bibliotecas, bem como no fluxo da produção do
conhecimento.

Questões como ética, atendimento de qualidade ao usuário,

engajamento da comunidade são as principais preocupações no uso das redes sociais
em bibliotecas. E no que tange as altmetrias, a obtenção e veracidade dos dados são
inquietações expressadas por toda a comunidade.
� ADVOCACY
Pauta: O advocacy pode ser definido como um conjunto de ações que podem influir na
formulação, aprovação e execução de políticas públicas e sensibilizar a sociedade civil
para o importante papel das Bibliotecas. O que têm a nos ensinar profissionais e
organizações que praticam o Advocacy ou o bom lobby?
Debatedores:
– Paula Johns (Aliança contra o Tabagismo)
– Pedro Hartung (Instituto Alana)
Moderadora: Claudia Toni (USP)
Local: Auditório Turquesa 4
Foram feitas as apresentações e evidenciou-se a necessidade de organizar um curso
bom sobre Advocacy, com o Pedro Hartung, com case studies e/ou exercícios do tipo
vamos preparar uma campanha para a Biblioteca X. Também seria muito oportuno
organizar uma publicação sobre o assunto, espelhada no curso.
� REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO CONTEXTO DIGITAL
Pauta: Articular os avanços técnicos às práticas tradicionais na Catalogação torna-se
um desafio, principalmente com a introdução de novos materiais digitais e sua
complexidade e especificidades. Nesse cenário, as “inquietações” dos bibliotecários
pautam-se nos seguintes pontos: os códigos de catalogação utilizados com grande
aceitação pelos catalogadores mudam ou tornam-se obsoletos com as tecnologias

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�atuais? Como entender a sopa de letrinha: AACR2, FRBR, RDA, MARC21, MARCXML,
Metadados e Linked data no contexto digital?
Debatedores:
– Fabrício Assumpção (Unesp)
– Concilia Teodósio (FESPSP)
– Zaira Regina Zafalon (UFSCAR)
Moderador: Fabiano F. de Castro (UFSCAR)
Local: Auditório Turquesa 5
As discussões versaram sobre o contexto tradicional da Catalogação, dos esquemas
de descrição utilizados atualmente – AACR2r - conduzindo os bibliotecários a refletirem
sobre as novas formas de catalogar os recursos informacionais, na esfera
digital. Discorreu-se sobre as iniciativas, por exemplo, da Library of Congress (LC), no
desenvolvimento de novos padrões de estrutura de registros bibliográficos, o
BIBFRAME. Além disso, uma necessidade de reavaliar o ensino da catalogação com
as mudanças tecnológicas, levando aos seguintes questionamentos: Como fazer uso
dos instrumentos de descrição no ensino do Resource Description and Access (RDA)?
Será em formato impresso ou digital? Qual seria a melhor metodologia de ensino no
que tange às habilidades para manusear os softwares de gerenciamento de
bibliotecas? Diante do exposto e com grande participação dos bibliotecários nas
discussões sobre Catalogação no contexto digital, recomenda-se que os profissionais
que atuam no fazer biblioteconômico, repensem a possibilidade de atuarem
diretamente na tradução do novo código de catalogação – RDA, bem como a
participação mais efetiva em órgãos de classe e associações, para que o Brasil possa
estar inserido no panorama internacional da Catalogação.
� SALVAGUARDA DE ACERVOS CULTURAIS
Pauta: Necessidade de conscientização dos profissionais para preservação da
memória. Quais as fontes de informação que os profissionais devem ter? Quais as
habilidades que os profissionais precisam deter? Afinal isso é problema de quem?
Quais as atitudes esperadas dos profissionais que convivem com acervos que são a
memória de uma instituição, de uma nação?
Debatedores:
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�– Ana Maria de Almeida Camargo (USP)
– Catherine da Silva Cunha (UFRGS)
– Tenente Coronel Eduardo Noceti Holmes
Moderadora: Denise Moura (Unesp)
Local: Auditório Turquesa 6
Os convidados fizeram suas apresentações, e embora a sala estivesse esvaziada duas
pessoas fizeram perguntas sobre salvaguarda de documentos no ambiente virtual. O
foco dos dois participantes foi sobre documentos mantidos em instituições físicas.
23 de julho de 2015
� AMPLIANDO

A

PARTICIPAÇÃO

BRASILEIRA

NO

CENÁRIO

INTERNACIONAL
Pauta: Como participar mais ativamente da IFLA e do movimento associativo brasileiro.
Projeção das práticas nacionais e aprendizados no trabalho dos Comitês da IFLA.
Como usufruir do conhecimento acumulado pela IFLA?
Debatedoras:
– Sigrid Karin Weiss Dutra (IFLA LAC)
– Isabel Ayres Maringelli (IFLA)
– Profª Drª Sueli Mara Pinto Ferreira (IFLA LAC)
Moderadora: Adriana Cybele Ferrari (Febab)
Local: Auditório Turquesa 1
Foram efetuadas as apresentações das palestrantes mostrando a trajetória de cada
uma e suas relações com a IFLA. As discussões com a plateia foram bem
interessantes e evidenciou o pouco conhecimento com as oportunidades e conteúdos
que a IFLA dispõe. Sugeriu-se que a Febab por meio de seus canais possa ampliar a
visibilidade da IFLA entre os profissionais das bibliotecas.
� SUSTENTABILIDADE DAS BIBLIOTECAS: COMO CAPTAR RECURSOS
Pauta: Possibilidades da Lei Rouanet, PROAC, Fundos de Interesses Difusos e
Programa Iberbibliotecas para promover e aprimorar o trabalho desenvolvido pelas
bibliotecas.
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�Debatedores:
– Sandra Regina Rodrigues (Relacionarte)
– José Renato Ferreira Pires (Procurador Geral do Estado Adjunto)
Moderadora: Profª Dra. Elisa Machado (Unirio)
Local: Auditório Turquesa 2
A partir da exposição acerca das oportunidades de financiamento e concessão de
recursos públicos e privados para a área do livro, leitura, literatura e bibliotecas
realizado por Sandra Rodrigues, o Dr. José Renato Ferreira Pires apresentou as bases
legais que permeiam todo o processo de repasse de recursos públicos. Elisa Machado,
complementarmente, contextualizou os participantes acerca das políticas atuais de
cultura e educação que o governo federal vem adotando nos últimos anos para apoiar
as bibliotecas públicas e comunitárias no Brasil. Lei Rouanet, PROAC, Fundos de
Interesses Difusos e Programa IBERBIBLIOTECAS foram os destaques no debate que
se seguiu as apresentações. O público de aproximadamente 50 pessoas, formada
majoritariamente por bibliotecários que atuam em bibliotecas públicas e escolares,
levantou várias questões envolvendo a elaboração de projetos, itens financiáveis e
orçamento, potenciais apoiadores, entre outras questões. Os 60 minutos destinado ao
tema revelaram-se insuficientes para responder a todas as questões, evidenciando a
necessidade de ampliar essa discussão.
� DESAFIOS NA GESTÃO DE COLEÇÕES ESPECIAIS E RARAS
Pauta: Cotidiano dos espaços e profissionais que trabalham com coleções especiais e
raras. Propostas do PLANOR – Programa Nacional de Obras Raras para a nova
gestão. Restrições X Ampliações do acesso. Cooperação nas ações de disseminação
das coleções.
Debatedores:
– Rosângela Rocha Von Helde (FBN)
– Rizio Bruno Sant’Ana (Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade / SP)
Moderadora: Dione Seripierri (USP)
Local: Auditório Turquesa 3

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�Foi relatado na abertura os principais fatores administrativos na gestão de documentos
antigos, obras raras e suas implicações políticas.
Rosângela Rocha Von Helde: Abordou o tema de gestão de coleção pertencentes à
Fundação Biblioteca Nacional, através do Planor – Plano Nacional de Recuperação de
Obras Raras, no âmbito de reunir através de identificação e tratamento técnico de
acervos raros existentes no Brasil. Explanou sobre a prestação de assessoria técnica e
orientação a outras instituições na gestão destes acervos. A gestão desses acervos
implica em atividades de conservação e preservação dos acervos tais como o controle
ambiental, desenvolvimento de programas de restauro, e aperfeiçoamento de mão de
obra especializada para lidar com os acervos raros e especiais. Rizio Bruno Sant'Ana:
Relatou o funcionamento da Biblioteca Mario de Andrade onde ele chefia a Seção de
Obras Raras e antigas. Discorreu sobre as dificuldades administrativas na manutenção
deste acervo, tais como falta de verba para o restauro e manutenção física do acervo,
principalmente ao controle ambiental de temperatura e umidade relativa. Carência de
pessoal no processamento técnico das obras que ainda estão por ser catalogadas e
disponibilizadas através de uma base de dados. A apresentação de slides de varias
obras raras sobre o Brasil foi o ponto máximo da apresentação com particularidades de
edição e minucias alertando sobre a importância destes elementos na catalogação e
que os mesmos caracterizam e classificam uma obra como sendo rara. Os
participantes do “Conversando Sobre” apresentaram varias duvidas e questionamentos
sobre a gestão destes acervos o que foi prontamente respondido pelos Debatedores.
Ficou um questionamento de um professor sobre a falta da formação de discentes
nesta especialização nas Faculdades de Biblioteconomia. Este conhecimento só é
adquirido por necessidade de trabalho quando o profissional bibliotecário e depara com
a gestão destes acervos. Rosangela von Helder colocou o PLANOR à inteira
disposição das instituições oferecendo assessoria na manutenção e processamento
técnico das obras, visitas e capacitação para administrar e gerir estes acervos. Assim
sendo ficou pautada dois pontos cruciais:
•

Faculdades de Biblioteconomia tem que programar em seu Currículo, matérias
sobre a Gestão de acervos raros e antigos.
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�•

Disponibilização de assessoria do PLANOR a todas as bibliotecas que
necessitarem de acompanhamento no processamento técnico e administração
física destes acervos.

� CONSTRUINDO UMA NAÇÃO LEITORA
Pauta: A leitura como um direito. Como sensibilizar a sociedade para isso? Quem
contribui ou pode contribuir para formação de leitores? Ações realizadas na construção
de um país leitor.
Debatedores:
– José Castilho Marques Neto (Unesp / PNLL)
– Volnei Cunha Canônica (Instituto C&amp;A)
Moderador: Pierre André Ruprecht (SP Leituras)
Local: Auditório Turquesa 4
Relato não entregue.
� GRUPOS DE BIBLIOTECÁRIOS DA ÁREA JURÍDICA
Pauta: Aprendizados e desafios da integração dos profissionais. Quais são os
impactos na formação e atualização desses profissionais para atender a demanda?
Debatedoras:
– Edilenice Passos
– Celia Maria Escobar Araújo (GIDJ/RJ)
Moderadora: Roseli Miranda (GIDJ/SP)
Local: Auditório Turquesa 5
A primeira palestra foi ministrada por Célia Maria Escobar Araújo, presidente do
GIDJ/RJ, que realizou o resgate histórico da trajetória do Grupo de Profissionais em
Informação e Documentação Jurídica do Rio de Janeiro e comunicou o lançamento da
6ª edição do Guia de Bibliotecas Jurídicas Rio.
Em sua apresentação, ela pontuou os principais marcos da criação e atuação do Grupo
Jurídico do Rio de Janeiro constituído há mais de 40 anos, destacando as ações
adotadas para promover o apoio ao bibliotecário ingressante na área, a formação e
atualização do bibliotecário jurídico, como também as ações empreendidas para
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�instigar o espírito participativo. Com relação à atuação do bibliotecário jurídico, ela
destacou a importância da participação em grupos jurídicos, condição que fortalece a
imagem do profissional e propicia maior visibilidade e valorização. Reforçou que o
bibliotecário não deve limitar sua participação em eventos restritos à área de
competência, sugerindo a participação também em eventos do meio jurídico a fim de
favorecer o reconhecimento profissional.
Sobre a atuação dos grupos jurídicos ressaltou que estes devem congregar
profissionais de setores variados na esfera do campo jurídico a fim de subsidiar
condições de representação conforme as demandas da sociedade.

Em sua

comunicação, Edilenice Passos, fundadora e moderadora da Lista Infolegis:
Bibliotecários Jurídicos Reunidos e editora do periódico Cadernos de Informação
Jurídica, apresentou dados acerca do desenvolvimento do campo com enfoque
especial para a produção bibliográfica dos profissionais da área. Desse modo, expos os
impactos e desafios frente ao arrefecimento da participação do bibliotecário jurídico em
eventos e congressos, questão que desfavorece a evolução do campo, dificultando a
consolidação e reconhecimento da área e do próprio profissional. Segundo observou, o
trabalho em torno da temática da informação e da documentação jurídica tem se
destacado e o campo alcançado proeminente importância. Todavia, para que a área
alcance a consolidação é preciso que o crescimento ocorra também no âmbito
epistemológico, questão que depende da articulação e contribuição do bibliotecário
jurídico.
Ressaltou ainda a importância dos GIDJ’s para o desenvolvimento da área e
congregação dos bibliotecários. Em seguida, foi aberto espaço para fala dos
bibliotecários presentes ocorrendo à manifestação de participantes de vários estados,
incluindo a participação da professora e pesquisadora Andréia Gonçalves da Silva e de
Cecília Andreotti Atienza Alonso, autora do livro Documentação Jurídica: Introdução a
analise e indexação de atos legais, obra basilar da área.
Cecília destacou a importância de o bibliotecário jurídico escrever sobre as
experiências no campo prático para que ocorra a ampliação e aprofundamento dos
estudos no campo científico. Para finalizar, reforçou ser primordial o avanço no campo
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�científico, alicerce de sustentação em qualquer área do conhecimento. No
encerramento dos trabalhos, a moderadora comunicou que durante a reunião técnica,
realizada em 21 de julho de 2015, foi decidida a criação do "Comitê de Estudos para
Reativação da Comissão Brasileira de Documentação Jurídica” (CBDJ). Durante a
reunião técnica, foi eleita uma nova diretoria pro-tempore composta por Edilenice
Passos (DF) - presidente, Luciana Maria Napoleone (GIDJ/SP), Célia Maria Escobar
Araújo (GIDJ/RJ) e Eliane Joanovich (PR) que terá como atribuição estabelecer
estudos para concretizar a reativação da CBDJ, redigir a minuta do estatuto e promover
o resgate da história da Comissão.
Assim, consideramos que o debate se apresentou de forma profícua e extremamente
satisfatória, em especial pelo grande número de participantes presentes e o interesse
de manifestação. Como recomendação, sugiro a promoção de ações realizadas em
parceria com a Febab para divulgar os trabalhos que forem realizados visando à
reativação da Comissão Brasileira de Documentação Jurídica, cuja reativação é de
fundamental importância na formação e atuação dos Grupos de Informação e
Documentação Jurídica com vista a possibilitar ações concretas que resultem no
crescimento e consolidação da área
� PORTAIS, REPOSITÓRIOS E BIBLIOTECAS DIGITAIS: TUDO JUNTO E
MISTURADO?
Pauta: Quais as limitações de cada um deles e suas aplicabilidades para atender as
demandas da comunidade? Por onde começar? Quais as habilidades os profissionais
devem desenvolver? Em que devemos investir esforços?
Debatedores:
– Fátima Martins (Fiocruz)
– Ana Maria Neves Maranhão (Fiocruz)
– Abel Laert Packer (Scielo/Fapesp)
Moderadora: Maria Fazanelli Crestana (USP)
Local: Auditório Turquesa 6
Relato não entregue.

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�� REVISÕES

SISTEMÁTICAS

E

A

QUALIDADE

DAS

EVIDÊNCIAS

CIENTÍFICAS
Pauta: As revisões sistemáticas respondem a uma pergunta de pesquisa claramente
formulada e utilizam métodos sistemáticos e explícitos para identificar, selecionar e
avaliar criticamente pesquisas relevantes. São consideradas o nível I da evidência
científica. Quais habilidades os profissionais da informação devem ter para apoiar o
pesquisador na elaboração e avaliação das evidências?
Debatedoras:
– Tamara Melnik (Unifesp / Colaboração Cochrane)
– Maria Imaculada Cardoso Sampaio (Febab / BVS-Psi / FESPSP)
Moderadora: Rosa Maria Fischi (Febab / FM/USP)
Local: Sala Verde
O debate trouxe uma relevante discussão acerca da importância das revisões
sistemáticas para a área da saúde e a necessidade dos profissionais da informação se
especializarem para apoiar o pesquisador na elaboração e avalição das evidências.
Salientou-se também a importância desse tipo de estudo para os tomadores de
decisão.
6.4 Eventos Paralelos
� 2º FÓRUM BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA ESCOLAR
Palestrante: Dra. Helen Castro Silva Casarin (Unesp)
Considerando a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024) e a
necessidade dos Estados e municípios aprovarem seus respectivos planos para os
próximos 10 anos, abordou possíveis impactos de movimento em relação às bibliotecas
escolares. O processo de construção dos planos decenais de Educação pode ser
encarado como uma excelente oportunidade para a inserção das bibliotecas escolares
na agenda de discussões dos agentes educacionais, tendo em vista a construção de
uma nova cultura de uso de bibliotecas e da informação no contexto escolar.
Palestrante: Glória Bastos [Portugal]
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�Abordou a temática das redes em duas perspectivas:
1) As redes nacionais, no caso português, a relação entre a rede de bibliotecas
escolares e o Plano Nacional de Leitura.
Análise de processos e de impactos: avaliação externa dos projetos, resultados de
estudos acadêmicos e, sobretudo, resultados do PISA
2) As redes locais – relação entre escolas e das escolas com as bibliotecas
públicas
Análise de processos e de impactos: como se têm construído essas redes e que
valências têm desenvolvido; que vantagens das redes locais.
Comentou que o Canadá e a Austrália são exemplos de iniciativas em BEs, e que no
Reino Unido, especificamente na Inglaterra, há um bibliotecário em cada biblioteca
escolar, sendo requisito.
Professor-Bibliotecário: há em Portugal uma legislação nacional (junto ao MEC) que
identifica a função e perfil deste profissional, ou seja, ele é educador, pedagogo e se
especializa num curso de pós-graduação complementar em Bibliotecas Escolares, para
ser um especialista-bibliotecário.
� 4º FÓRUM BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
O IV Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas que este ano teve como subtema a
inovação, desenvolvimento e sustentabilidade, teve inicio na manhã do dia 22 julho, no
auditório Azul, com a mesa redonda composta Lluis Ma. Anglada i de Ferrer e Alberto
Calil Junior, sob a mediação de Elisa Machado, onde o tema central foi “Bibliotecas
Públicas: realidade, tendências e desafios”. Um momento importante, pois possibilitou
que o tema bibliotecas públicas estivesse no centro das atenções do XXVI CBBD.
Bibliotecários que atuam em outros segmentos tiveram a oportunidade de refletir com
os participantes da mesa as questões que envolvem as bibliotecas públicas no Brasil e
no mundo.
Os trabalhos seguiram-se pela tarde dos dias 22, 23 e 24 de julho no auditório
Amarelo, do Centro de Convenções Rebouças, como um evento paralelo ao XXVI
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�CBBD.
Participaram bibliotecários, estudantes e pesquisadores da área de Biblioteconomia e
Ciência de Informações, com interesses específicos nas questões que envolvem as
bibliotecas públicas e comunitárias. Cabe um destaque para a participação dos
integrantes do Grupo de Pesquisa “Bibliotecas Públicas no Brasil: reflexão e prática”,
um dos parceiros do SNBP na organização do Fórum.
A programação foi dividida em duas etapas, a primeira reservada para a discussão dos
temas centrais e a segunda para apresentação de trabalhos, ambos seguidas de
debates.
A abertura oficial foi feita as 14hs do dia 22, numa mesa composta por José Castilho
Marques Neto, Secretário Executivo do PNLL, Veridiana Negrini, Coordenadora Geral
do SNBP e Elisa Machado, docente da Escola de Biblioteconomia da UNIRIO.
No primeiro dia o tema central foi a acessibilidade, onde foi apresentado o projeto
Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, que vem sendo implementado pelo Sistema
Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) em parceria com a entidade não
governamental Mais Diferenças. Nessa mesa participou também Marina Nogueira
(SEBP/MG), contanto como o projeto vem sendo desenvolvido no Estado de Minas
Gerais. O segundo dia o debate foi em torno da temática inovação em bibliotecas
públicas, onde foi possível conhecer as ações desenvolvidas dentro do Programa INELI
IBEROBIBLIOTECA, Projeto Tô na Rede e o Projeto Feito pela Biblioteca, ambos
desenvolvidos no Brasil com o patrocínio da Bill &amp; Melinda Gates Foundation. O
terceiro dia foi reservado para o debate sobre o Projeto de Lei no. 28 de 2015 que trata
da política nacional de bibliotecas. Participaram desse debate, Adelaide Ramos,
representando o CFB, Adriana Ferrari, representando a Febab, Cláudio Marcondes
representando o Grupo de Bibliotecas Escolares da Febab e Elisa Machado,
representando o Grupo de pesquisa Bibliotecas Públicas da Unirio. Os debates foram
instigantes e revelaram a necessidade de mais tempo para discussões.
Durante os 3 dias foram apresentados 19 trabalhos entre relatos de experiência e
pesquisas acadêmicas, versando sobre temas diretamente ligados ao contexto das
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�bibliotecas públicas, tais como: competência em informação, sinalização, incentivo à
leitura, trabalho em rede e uso de mídias, organização e administração de bibliotecas e
políticas culturais voltadas para o segmento.
A Revista Biblioo fez a cobertura do Fórum e disponibilizou em sua página matérias,
vídeos e entrevistas com participantes, palestrantes e organizadores do evento.
Foram ao todo 3 dias de um rico e intenso debate que gerou importante troca de
experiências entre os convidados palestrantes e os participantes do evento. Todos
tiveram a oportunidade de conhecer experiências de sucesso que estão acontecendo
em todo o país, obter informações sobre oportunidades profissionais e acadêmicas,
aprofundar as reflexões sobre a prática e a pesquisa no campo das bibliotecas
públicas.
� III REUNIÃO NACIONAL DO COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO
DE COLEÇÕES
A reunião teve início às 13h40 e foi aberta pela coordenadora do CBDC, a Sr.ª
Katiussa Nunes Bueno, com a metodologia da reunião, o anúncio da pauta e das
alterações na programação: 14h00 – Apresentação do Fórum do CBDC (Janaína
Resende – UnB e Carlos Nascimento Júnior – UFPA) transferido para 16h00.
Encerradas as orientações gerais, Katiussa presidiu a reunião, dando a palavra à Sr.ª
Viviane Carrion Castanho, Presidente da CBBU, que apresentou as alterações no item
3.6 Bibliografia Básica do Instrumento de Avaliação de Cursos do INEP e respondeu às
perguntas e comentários relativos ao tema. Findas as discussões, às 15h30 teve início
a apresentação de resultados dos Grupos de Trabalho (GTs). O GT E-books,
representado por Simone Dib (Fiocruz – RJ), apresentou sua minuta do Plano de
Trabalho 2015-2017; a minuta foi aprovada pela coordenação, cabendo a publicação
de sua versão final no Fórum do CBDC. Em seguida, o GT Livros Impressos,
representado por Marinez Moral Montana (UFSM – RS) e Katiussa Nunes Bueno
(UFRGS – RS), apresentou a versão prévia do instrumento de coleta de dados para o
mapeamento das práticas atuais de Aquisição nas IES e as demais atividades
desenvolvidas pelo GT. Por fim, o GT Periódicos, representado por Silvana Fagundes,
apresentou os temas de abrangência do grupo de trabalho; Silvana expôs a
60
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�necessidade de mais colaboradores, devido à pouca quantidade de membros no GT.
Não se manifestaram representantes dos GTs Legislação e MEC. As apresentações
dos GTs foram encerradas às 16h15. A reunião teve prosseguimento com a
apresentação do Fórum do CBDC, por Carlos Nascimento Jr. (UFPA – PA), na qual os
presentes foram convidados a se registrarem e participarem nas discussões
promovidas virtualmente. A presidente da sessão propôs a continuidade da reunião,
sem intervalos; os participantes concordaram em unanimidade. Teve, então,
continuidade a pauta com as apresentações: 16h30 – Relato de Experiência: Aquisição
de livros importados (impressos) na UFRGS, por Katiussa Nunes Bueno e Lenise Di
Domenico (UFRGS – RS); 17h05 – Modelos de contrato para conteúdos eletrônicos,
por Anderson Santana (USP – SP); 17h35 – Relato de Experiência: Criação da política
de aquisição de e-books, por Samantha Pontes (URFJ – RJ); 18h20 – Relato de
Experiência: Pregão de livros eletrônicos na UFRGS, por Katiussa Nunes Bueno e
Lenise Di Domenico. Após manifestações gerais dos participantes, foi decidido que
cada GT organizaria uma reunião com seus participantes, para prosseguimento dos
trabalhos.
7 AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES
A avaliação considerou sete quesitos do CBBD 2015 e as notas variaram entre 0 (nota
mínima) e 10 (nota máxima). De maneira geral, observa-se que o evento ficou
classificado como muito bom em todos os quesitos, obtendo nota maior que 7 em todos
os tópicos avaliados. Por ser uma inovação, onde o participante poderia optar por
programa impresso ou digital, a qualidade do material foi o item que obteve a menor
avaliação, ficando, mesmo assim, com nota superior a 7 (Gráfico 1 e 2). O item
manutenção e limpeza foi o tópico com maior desempenho na avaliação, ficando com
média 9,3 (Gráfico 1 e 2). Um ponto forte do Congresso foi o conteúdo
abordado/apresentado, cujas notas foram superiores a sete. A pontualidade também
foi considerada positiva pelos participantes. A seguir os dados são apresentados em
forma de figuras.

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�Gráfico 1. Avaliação geral
Fonte: Febab
3 Reunião Nac.Comitê Bras. Des. Col.
IV Forum de Bibl. Públicas
2 Forum Bib. Escolares
Conversando Sobre
Pôsteres
Trabalhos Orais
Conferências
Mesas Redondas
Conteúdo proveitoso
Expectativas atendidas
Tempo
Organização
Operação equipamentos
Esclarecimentos dúvidas
Educação e Simpatia
Qualidade Material
Manutenção e Limpeza
Equipamentos
Qualidade
0

2
Moda

4
Média

6

8

10

12

Mediana

Como o apontado, a avaliação geral do evento foi muito positiva para os participantes
que atribuíram notas maiores que sete para todos os itens e, em diversos quesitos, os
valores estiveram na casa dos dez pontos.

62
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�Gráfico 2. Média geral
Fonte: Febab
10,0
9,0
8,0

8,9

8,9

9,3

8,8

8,2

7,4

8,7
7,6 7,6

7,6

8,3 8,3

8,3

7,9 7,7

8,3

8,7 8,7

8,6

7,0
6,0
5,0
4,0
3,0
2,0
1,0
0,0

O gráfico que apresenta a média geral confirma a satisfação dos participantes com o
evento e possibilita a avaliação dos organizadores para as próximas versões do CBBD.
Itens como a organização, o tempo das apresentações e expectativas aprendidas
deverão ser observados nas próximas edições do Congresso.
Gráfico 3. Avaliação das instalações
Fonte: Febab

Instalações

Qualidade Material

7,4

Manutenção e Limpeza

9,3

Equipamentos

8,9

Qualidade

8,9
0,0

2,0

4,0

6,0

8,0

10,0

63
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�A qualidade do material foi o elemento com o menor desempenho nesse quesito. Como
já foi enfatizado anteriormente, a definição pela sustentabilidade do Congresso
restringiu o acesso aos programas e outros materiais impressos, o que deve ter
impactado a avaliação do item. A pontuação deverá ser considerada nas próximas
versões do Congresso, considerando o perfil do público participante.
Gráfico 4. Avaliação do atendimento pessoal
Fonte: Febab

Atendimento Pessoal
9,0

8,8

8,8

8,7

8,6
8,4
8,2

8,2
8,0
7,8

Educação e Simpatia Esclarecimentos dúvidas Operação equipamentos

De maneira geral o atendimento pessoal foi muito bem avaliado. Vale observar o item
que se refere aos esclarecimentos das dúvidas nas próximas edições do Congresso,
uma vez que estamos falando de um congresso de profissionais de informação.
Gráfico 5. Avaliação da estrutura do congresso
Fonte: Febab

Estrutura

Tempo

7,6

Organização

7,6

0,0

2,0

4,0

6,0

8,0

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�O tempo das apresentações parece ter gerado um certo descontentamento dos
participantes. Vale observar e tentar compreender se tal insatisfação se refere ao
pouco tempo para debate, ou outro fator referente ao elemento.
Gráfico 6. Avaliação dos objetivos do congresso
Fonte: Febab

Objetivos
Conteúdo proveitoso

8,3

Expectativas atendidas

7,6
7,2

7,4

7,6

7,8

8,0

8,2

8,4

O conteúdo foi considerado bem proveitoso pelos participantes. No entanto, as
expectativas não foram plenamente atendidas. Vale analisar nas respostas abertas se
indicadores explicam o motivo da insatisfação com o item.
Gráfico 7. Conteúdos apresentados
Fonte: Febab

Conteúdo
3 Reunião Nac.Comitê Bras. Des. Col.

8,6

IV Forum de Bibl. Públicas

8,7

2 Forum Bib. Escolares

8,7

Conversando Sobre
Pôsteres
Trabalhos Orais
Conferências
Mesas Redondas

8,3
7,7
7,9
8,3
8,3
7,0 7,2 7,4 7,6 7,8 8,0 8,2 8,4 8,6 8,8 9,0

Os pôsteres e os trabalhos orais foram os elementos com menor pontuação na
avaliação. Vale observar tais pontos nas próximas versões do Congresso, convidando
a Comissão Científica a analisar a importância desse item para o sucesso do evento.
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�7.1 Tabulação das questões abertas
7.1.1 Pontos negativos
•

Ar condicionado muito forte

•

Ausência de café o dia todo

•

Ausência de coquetel

•

Ausência de dicas de como chegar ao local

•

Ausência de indicação de restaurantes

•

Explicitar no programa o que seria videoconferência

•

Falta do programa impresso

•

Horário errado da conferência

•

Inexistência de bebedouros

•

Inscrição cara

•

Intervenção de participante da plateia grosseira

•

Local dos pôsteres com muito ruído

•

Local e horário da abertura oficial

•

Melhorar o material

•

Muitas atividades/palestras ao mesmo tempo

•

Não foi respeitado o horário

•

Serviços de taxi

•

Sinalização fraca e confusa

•

Tempo curto para o Conversando Sobre

•

Vídeo conferências

7.1.2 Pontos positivos
•

Abertura do evento

•

Aplicativo útil, aprimorar com a possibilidade de ter uma agenda individualizada

•

Assuntos interessantes

•

Conversando Sobre

•

Estrutura e sinalização

•

Localização
66

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�•

Organização

•

Pontualidade

•

Segurança

•

Wi-Fi

7.1.3 Sugestões
•

Abordar o tema de conservação e preservação

•

Ampliar o tempo de apresentação dos trabalhos

•

Ampliar o tempo do Conversando Sobre

•

Aplicativo com mais possibilidade de busca

•

Bibliotecas universitárias e comunitárias

•

Construir anais com ISBN

•

Criar eventos sociais

•

Cuidar mais dos detalhes de produção

•

Distribuir garrafas para colocar água

•

Fazer os sorteios da feira apenas nos intervalos

•

Maior tempo para os minicursos

•

Mais conferências presenciais

•

Palestras sobre tecnologia

•

Pré-evento contendo os fóruns

•

Segunda via do crachá mais barato

•

Sortear brindes

•

Ter as apresentações de Power Point no site do congresso

•

Ter estandes com informações sobre os cursos de especialização e pósgraduação

•

Ter mais intervalos

•

Ter os estandes em funcionamento até o final do evento

•

Ter os trabalhos completos dos participantes

•

Ter painéis sinalizando os pisos do centro de convenções.

•

Transformar o empreendedorismo em eixo temático do evento

•

Usar o aplicativo para escolher o trabalho mais criativo
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�As respostas abertas trouxeram interessantes contribuições para os próximos eventos
organizados pela Febab. Abordar melhor o tema da conservação e preservação,
ampliação do tempo de apresentação dos trabalhos e do Conversando Sobre,
transformar o tema “empreendedorismo” em eixo temático e outras sugestões podem
orientar a programação dos novos eventos.
Um relatório dessa dimensão deve dar conta das realizações do congresso, mas
precisa também apontar deficiências e lacunas que deverão ser superadas nas
próximas edições. Esse é o desejo da Comissão Organizadora do CBBD 2015.
8 ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES
Texto apresentado durante a cerimônia de encerramento pela presidente da Febab e
aprovado pela plenária.
Desejamos que neste momento as ideais estejam fervilhando na cabeça de todos e que ao
voltarmos a nossa rotina, possamos colocar em prática algumas em prática imediatamente.
Durante os quatro dias de evento participaram 984 profissionais nas diversas atividades.
Foram seis mesas redondas, 15 conferências, 311 trabalhos orais, 104 pôsteres, 13
Conversando Sobre e 10 minicursos que apresentaram o estado da arte da Biblioteconomia e
da Ciência da Informação. Tivemos também três eventos paralelos que complementaram a
programação. Uma grande feira de produtos e serviços trouxe as novidades e informou os
participantes. Sem o patrocínio da EBSCO, Elsevier, Springer, ITMS Grupo, Cenage,
Bibliotheca e CFB e apoios, e 48 expositores não poderíamos realizar a edição neste formato.
Das instigantes discussões destacamos alguns itens que permearam as apresentações:
•

Inovação em bibliotecas;

•

Desafios para as bibliotecas públicas;

•

Realidade e reposicionamento político das bibliotecas escolares;

•

Nova concepção das bibliotecas universitárias;

•

Acessibilidade;

•

Ampliação e solidificação do mercado de trabalho com demandas para habilidades em:
análise de dados de pesquisa, captação de recursos, estrategista de busca, mídias,
promoção de mudanças.
68

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�Outras habilidades que não conseguiríamos nomear mas que notamos nas falas dos
palestrantes habitam o universo das nossas bibliotecas e provocaram os profissionais. Vamos
recordar alguns pontos dos diferentes lugares, olhares e sotaques que passaram pelo CBBD
2015:
•

David Lankes com sua provocação para que aumentemos nossas expectativas e com
isso possamos contribuir com o desenvolvimento da sociedade;

•

Elisa Correa instigou a plateia com o termo interagente.

•

Lluis Anglada nos mostrando que é preciso termos menos coleções e mais relações.

•

Alberto Calil Elias trouxe um panorama das bibliotecas públicas.

•

Aquiles apresentando o projeto Sound Mapas que mapeia sons e coloca novos itens a
serem disseminados pelas bibliotecas.

•

Jeffrey nos disse que o desenho dos edifícios das bibliotecas deve vir depois que as
comunidades manifestem seus anseios.

•

Sueli Mara apresentou a problemática da discussão da lei dos direitos autorais onde um
simples empréstimo de livros pode ser considerado uma “infração”.

•

Emir Suadem nos fez refletir sobre o advocacy.

•

Bruno Eiras nos mostrou o sistema de informação e bibliotecas de Portugal cujas
experiências podem ser compartilhadas sem a barreira da língua (será?)

•

Regina Belluzzo trouxe as abordagens da competência em informação.

•

Constanza mostrou sua paixão pelo trabalho com as bibliotecas escolares embalada ao
som dos Beatles.

•

Bernadete Campelo acalentou os corações reafirmando que há sim muitas experiências
exitosas nas bibliotecas escolares brasileiras.

•

Jorge Bondia conclamou as pessoas a pensarem de fato em bibliotecas para todos e
sobre as posturas dos profissionais perante o não acesso.

•

Carla Mauch mostrou que não podemos desistir de construir soluções que
verdadeiramente sejam acessíveis.

•

Olaf mostrou que as bibliotecas universitárias devem ser também espaços de
aprendizagem.

•

Paula Melo trouxe o panorama das bibliotecas universitárias brasileiras e instigou a
plateia a fazer novas análises e reflexões a partir dos dados apresentados.

•

Luiz Pondé trouxe muito mais perguntas do que respostas acerca da ética nas
bibliografias e sua reação com o fazer cotidiano.
69

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�•

Ricardo e Ilíada nos mostraram que precisamos sim nos livras das armaduras diárias
que muitas vezes impedem nossa felicidade.

•

Angela Sgnes mostrou o trabalho cooperativo e apaixonado das bibliotecas populares
da Argentina.

•

Luciana Grings apresentou os desafios da Biblioteca Nacional.

•

Sergio Branco chama os bibliotecários a refletir sobre o marco civil da internet.

•

Oswaldo Almeida, Mariza Russo, Isa Freire e Cristiane Camizão reafirmaram que o
CBBD é sim um espaço para integração das discussões sobre o ensino, a pesquisa e o
mercado de trabalho.

Recomendações
•

Homenagens

Que a Febab, durante os CBBDs reconheça as pessoas que trabalharam em prol das
bibliotecas e seus leitores e que militaram bravamente no movimento associativo. A Nossa
homenageada Neusa Dias de Macedo, eleita em votação neste evento, é um forte exemplo
desse perfil.
•

Compromisso com a sustentabilidade da Febab e suas associações filiadas

Diversas falas neste Congresso enfatizaram a importância de estarmos em rede, em grupos,
em cooperação, ou seja, estarmos organizados. A Febab e demais entidades da
Biblioteconomia são espaços perfeitos para as ações em grupo. No entanto, demandam
recursos para sua sustentabilidade. É preciso que os profissionais se afiliem as associações e
esses sejam vinculadas à Febab para atuarmos juntos em prol da sociedade brasileira.
•

Voz para todos os tipos de bibliotecas

Que o CBBD continue dando voz e espaço para todos os tipos de bibliotecas: escolares,
comunitárias, públicas, universitárias, especializadas e, também, para os bibliotecários sem
bibliotecas. Temas transversais devem estar sempre em pauta dos próximos congressos.
•

Panorama das bibliotecas brasileiras para saber onde estão e o que estão fazendo
nossos colegas

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�Recomendamos ao CBF que realize o mapeamento dos profissionais brasileiros indicando a
área de atuação. Que se envide esforços com a cooperação das associações e da Febab para
um novo censo.
•

Inserção mais forte no campo político

Precisamos desenvolver habilidades para atuar no campo político e inserir as bibliotecas na
pauta dos governos federal, estadual e municipal.
•

Advocacy

A defesa e envolvimento com a causa das bibliotecas torna-se palavra chave para todos que
atuam no fascinante mundo da informação. Advocacy entre nós profissionais no sentido de
conscientizar e fortalecer o movimento associativo e advocacy para a sociedade para defender
as bibliotecas. É preciso que o profissional conheça o seu entorno e se envolva com sua
comunidade. Não apenas oferecendo serviços e produtos, mas defendendo suas causas e
verificando suas necessidades de informação para atendê-las com qualidade. A comunidade,
certamente responderá favoravelmente e dará o retorno que esperamos.
Terminamos esse CBBD energizados pelas palavras de Mário de Andrade, musicalizados por
sua discoteca particular e sensibilizados pela beleza da sala são Paulo. A grandeza dos
trabalhos apresentados nos encheu de novas ideias e vontades de fazer mais e melhor!
Estamos esperando mais, muito mais! E como disse nosso colega português Bruno Eira “vãose os sonhos nas asas da descrença, voltam os sonhos nas asas da esperança”.
Finalizo minha fala com a mesma convicção que iniciei esse Congresso – Juntos somos fortes!
Ao trabalho colegas e muito obrigada, a cidade de São Paulo ficou honrada com a presença de
todos!

ANEXOS
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�Anexo 1 – Currículos dos convidados
Abel Laerte Parker
Assessor de Informação e Comunicação em Ciência da Fundação de Apoio à
Universidade Federal de São Paulo, Coordenador do Programa SciELO / Fapesp
(Scientific Electronic Library Online), Ex-diretor da Bireme - Centro Latino-Americano e
do Caribe de Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana da
Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). Possui graduação em Business
Management e mestrado em Library Science - Syracuse University. Tem experiência
em ciência da informação, biblioteconomia, tecnologias de informação, gestão de
informação e conhecimento.
Adelaide Ramos e Corte
Bibliotecária, mestre em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (DF),
especialista em Administração de Sistemas de Informação pela Funcep/ABDF, exerceu
a coordenação de bibliotecas de instituições a exemplo da Fundação de Ensino e
Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS), do Instituto de Educação Superior de
Brasília (IESB), da Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
Membro do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus, representando o
Conselho Federal de Biblioteconomia, Membro suplente do Conselho Diretivo do Plano
Nacional do Livro e Leitura (PNLL), representando o Conselho Federal de
Biblioteconomia (CFB).
Adriana Cybele Ferrari
Bibliotecária, com Especialização pela PUC-Campinas em Sistemas de Informação,
MBA em Gestão da Qualidade pela Escola Politécnica da USP. Diretora Técnica da
Biblioteca “Florestan Fernandes” da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas (FFLCH), no período de 1996 a 2002, e do Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIBZ), no período de 2002 a 2007, ambos da USP. Na Direção do SIBi/USP,
implantou o Sistema de Gestão pela Qualidade, integrou a equipe de implantação da
Biblioteca Digital de Obras Raras, implementou o Programa de Avaliação da Qualidade
72
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�de Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi/USP, além de atuar fortemente na
estruturação do Consórcio de Bibliotecas das Universidades Estaduais Paulistas. Como
Assessora na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, idealizou e coordenou o
projeto da Biblioteca de São Paulo, inaugurada em fevereiro de 2010, que é
considerada uma das referências nacionais em promoção da leitura. Coordenou vários
eventos nacionais e internacionais e proferiu palestras, cursos e conferências no Brasil
e exterior. Possui vários trabalhos publicados em livros e periódicos nacionais e
internacionais. Atualmente, é Coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura e do
Prêmio São Paulo de Literatura, ambos da Secretaria da Cultura do Estado de São
Paulo. É presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições (Febab).
Adriana Maria de Souza
Especialista The Inner Game (Coaching) (2014). Mestre em Ciência da Informação pela
Universidade de São Paulo - ECA-USP (2013). Especialista em Gerência de Sistemas
e Serviços de Informação pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
– FESPSP (2003). Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação FaBCI-FESPSP (2000). Atua
como coach, consultora e docente do curso de graduação e pós-graduação da
FESPSP. Tem experiência na área de Biblioteconomia, com ênfase em Serviços de
Informação (atendimento ao cliente, SRI, capacitação de equipes), Tratamento da
Informação, Coaching (carreira e liderança).
Alberto Calil Elias Junior
Graduado em Biblioteconomia e Documentação pela UFF, mestre e doutor em
Ciências Sociais pela UERJ, atualmente é professor adjunto da Escola de
Biblioteconomia

da

UNIRIO

e

coordenador

do

Mestrado

Profissional

em

Biblioteconomia. Líder do Grupo de Pesquisa Biblioteca Pública no Brasil, desenvolve
pesquisas sobre Bibliotecas Públicas e mediações sociotécnicas nos ambientes
informacionais.
Ana Maria de Almeida Camargo
73
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�Graduada em História pela Universidade de São Paulo 1996, com doutorado em
História Social pela Universidade de São Paulo (1974). Atualmente é Professora
Doutora na Universidade de São Paulo. Possui experiência em História, com ênfase
em Teoria e Filosofia da História. Sua linha de pesquisa compreende trabalhos
relativos à arquivística, documentação, periódicos, atividades junto ao Instituto Histórico
e Geográfico de São Paulo e à imprensa brasileira.
Ana Maria Neves Maranhão
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ,
graduação em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio
e graduação em Biblioteconomia pela Universidade Santa Úrsula. Atualmente é Chefe
da Seção de Informação, do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação em
Saúde - CTIC, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em
Saúde - ICICT, Coordenadora do Repositório Institucional Arca, da Fundação Oswaldo
Cruz, FIOCRUZ, atuando nas áreas de bibliotecas virtuais, repositórios institucionais,
acesso aberto, arquitetura da informação, indexação, recuperação da informação. Foi
Assessora da Direção do Sistema de Bibliotecas da Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro, PUC-Rio, de 1988 a 2012, tendo atuado nas áreas de gestão,
desenvolvimento, implantação e avaliação de novos produtos e serviços. Tem
experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em recuperação da
informação, fontes de informação on-line, bases de dados, serviços de descoberta,
gestão de sistemas de informação.
Anderson de Santana
Bibliotecário, Chefe da Divisão de Gestão de Desenvolvimento e Inovação do
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas (DT-SIBi) da Universidade
de São Paulo (USP). É Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Estadual
Paulista (UNESP). Tem experiência em gestão de projetos de tecnologia da
informação, como sistemas de buscas e bibliotecas digitais. Desenvolve pesquisas
ligadas à serviços de descoberta em escala web (web-scale discovery services), tendo
sido o coordenador da implantação do Portal de Busca Integrada da USP. É membro
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�do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias (CBBU).
Angela Signes [Argentina]
Presidenta da Comissão Nacional de Bibliotecas Populares da Argentina. É
bibliotecária pela Universidade Católica Argentina. Atuou em diversos segmentos:
Biblitoeca da Faculdade de Agronomia, Universidade Nacional de Cmahua, Biblioteca
do Poder Judiciário das Pronvíncias Argentinas e na biblioteca popular “Juan B.
Alberdi” de Neuquén. Proferiu palestras emm encontros, jornadas e Congresso
Nacional, com as seguintes temáticas: dirigentes y comunidades, legislação de
bibliotecas populares, bibliotecas móveis, bibliotecas infantis. Participou em diversos
cursos de capacitação em BiblioteconomiaPresidenta da Comissão Nacional de
Bibliotecas Populares da Argentina. É bibliotecária pela Universidade Católica
Argentina. Atuou em diversos segmentos: Biblitoeca da Faculdade de Agronomia,
Universidade Nacional de Cmahua, Biblioteca do Poder Judiciário das Pronvíncias
Argentinas e na biblioteca popular “Juan B. Alberdi” de Neuquén. Proferiu palestras
emm encontros, jornadas e Congresso Nacional, com as seguintes temáticas:
dirigentes y comunidades, legislação de bibliotecas populares, bibliotecas móveis,
bibliotecas infantis. Participou em diversos cursos de capacitação em Biblioteconomia.
Aparecida Angélica Zoqui Paulovic Sabadini
Bibliotecária, Chefe Técnica da Biblioteca Dante Moreira Leite do Instituto de Psicologia
da Universidade de São Paulo (IPUSP), desde 2015. Coordenadora do Centro de
Memória do IPUSP, desde 2012. Atualmente é membro da Comissão de Publicações
do IPUSP e da diretoria da Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia.
Sua produção técnico-científica inclui autoria e organização de livros, capítulos de
livros, manuais de orientação, artigos em revistas especializadas, entrevistas, trabalhos
em eventos.

Aquiles Alencar Brayner [Inglaterra]
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�É formado em psicologia pela Universidade Federal do Ceará e Estudos LatinoAmericanos pela Rijks Universiteit Leiden, da Holanda. Possui mestrado nas áreas de
História da Arte e Estudos Latino-Americanos pela Rijks Universiteit, e Ciência da
Informação pela City University de Londres, além de doutorado em Literatura Brasileira
pelo King’s College (Universidade de Londres). Antes de assumir o cargo de curador do
acervo latino-americano na British Library, em 2006, lecionou em universidades
britânicas, incluindo as universidades de Londres e de Leeds. Com a criação do
Departamento de Digital Scholarship na BL em 2010, ele foi promovido ao cargo de
curador digital com o objetivo de definir o papel da biblioteca como provedora de
informação e conteúdos eletrônicos entre acadêmicos e demais usuários. Desde então,
vem gerenciando vários programas e atividades relacionados aos serviços e coleções
da BL, incluindo projetos de digitalização, criação e controle de dados, treinamento de
usuários e bibliotecários no uso de conteúdos e ferramentas digitais e desenvolvimento
de plataformas interoperacionais para divulgar e agregar dados entre bibliotecas
nacionais e acadêmicas na Europa e Estados Unidos da América.
Bernadete Santos Campello
Possui doutorado em Ciência da Informação (2009) e mestrado em Biblioteconomia
(1984) pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é professora titular da
Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem
experiência na área de Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes temas:
biblioteca escolar, biblioteca e aprendizagem, competência informacional no ensino
básico, fontes de informação e educação em biblioteconomia.
Bruno Duarte Eiras [Portugal]
Bruno Duarte Eiras nasceu em Lisboa, em 1977. Licenciado em História pela
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com Pós-Graduação em Ciências
Documentais (Biblioteca e Documentação) pela Universidade Autónoma de Lisboa,
onde também está a finalizar dissertação de mestrado na mesma área, sobre
“Bibliotecas de Estabelecimentos Prisionais em Portugal.” Desde 2003 que exerce
funções na Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras, desenvolvendo um conjunto
diversificado de funções na área da Promoção da Leitura, Gestão da Coleção,
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�Tratamento Documental e no Serviço de Apoio ao Leitor. Entre 2003 e 2007 coordenou
os Serviços de Empréstimo e os Serviços de Referência da Rede de Bibliotecas
Municipais de Oeiras. Nestes domínios, participou no planeamento e coordenação de
serviços e na concepção de políticas de gestão, regulamentos, normas e manuais de
procedimentos. Desde 2007 que é gestor do projeto de promoção da leitura Grupos de
Leitores e desde 2008 é também Gestor de Processo da Certificação da Qualidade da
Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras. Ainda em 2008 assume também a
coordenação da Biblioteca Municipal em Algés. Em janeiro de 2015 foi nomeado
Coordenador das Atividades de Promoção da Leitura e das Literacias, bem como da
área da Comunicação da Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras. É formador na
área das Tecnologias de Informação e Comunicação, promoção da leitura e na área da
Certificação da Qualidade. Atual membro do Conselho Diretivo Nacional da BAD
(Associação

Portuguesa

de

Bibliotecários,

Arquivistas

e

Documentalistas),

desempenhando as funções de Tesoureiro (2010-2013 e 2014-2016).
Carla Mauch
Pedagoga, mestre em Psicologia da Educação com especialização em Deficiência
Mental, Teoria Psicanalítica e Psicopedagogia. Pós-Graduação Lato Sensu em
Tecnologia Assistiva e Ajudas Técnicas e Acessibilidade para Pessoas com
Deficiência. Experiência em elaboração e gestão de projetos de educação inclusiva e
de inclusão econômica, além de formação de educadores e gestores.
Carlos Nascimento Júnior
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2009-2012) e
cursa MBA em Marketing na Universidade da Amazônia - UNAMA (2014-). Atualmente,
é bibliotecário na Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Ciência
da Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando principalmente no
desenvolvimento de coleções, aquisições no setor público, gestão de coleções
eletrônicas, livros eletrônicos e serviços de descoberta. É secretário do Comitê
Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Universitárias (CBBU).
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�Catherine da Silva Cunha
Mestre em Patrimônio Cultural (2013), Especialista em Gestão de Arquivos (2011)
ambos

pela

Universidade

Federal

de

Santa

Maria

(UFSM),

Bacharel

em

Biblioteconomia (2009) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Atualmente é bibliotecário-documentalista da UFRGS, atuando no Laboratório de
Conservação e Restauro da Biblioteca Central.
Celia Maria Escobar Araujo
Presidente do GIDJ/RJ - Grupo de Profissionais em Informação e Documentação
Jurídica do Rio de Janeiro. Assistente do Documentação aposentada da Procuradoria
Geral do Município do Rio de Janeiro. Graduada em Biblioteconomia e Documentação
pela Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro em 1978.
Cláudia Hofart Guzzo
Profissional com mais de 10 anos de experiência em projetos de gestão de informação
e conhecimento. Trabalhou com diversas instituições como universidades, indústrias,
fundações e organismos de cooperação internacional. Fundou a Guzzo Projetos e é
consultora atuante na assessoria de organizações nacionais e internacionais.
Bacharelado em Biblioteconomia e Documentação (Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, Brazil). Especialização em Análise de Sistemas (PUC,
Campinas, Brazil) e em Gestão de Projetos em Ámbitos Públicos (Centro de Desarrollo
y Asistencia Técnica en Tecnología para la Organización Pública de Buenos Aires,
Argentina). Formação no Intensive Program Summer: Advanced Topics of Managing
Technology-Driven Projects (Bentley University, Waltham/Boston, USA). Mestrado em
Administração com ênfase em Gestão de Projetos (Universidade Nove de Julho, São
Paulo, Brasil).

Claudia Toni

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�É especialista em políticas públicas para a cultura e para as artes. Começou sua
carreira no Teatro Municipal de São Paulo (1977-1979) e trabalhou no Mozarteum
Brasileiro (1981-1985) e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São
Paulo (1988-1994). Foi diretora executiva da Orquestra Sinfônica do Estado de São
Paulo – Osesp (1998-2002), quando criou e implantou um modelo pioneiro de
administração cultural pública no Brasil. Consultora para projetos de formação e
capacitação de profissionais da área cultural, foi Assessora Especial da Secretaria de
Cultura da Prefeitura de São Paulo (2005-2006) e Assessora de Música da Secretaria
de Cultura do Estado de São Paulo (2007-2010), quando implementou expressiva
reforma nos programas de educação musical do Estado e foi Consultora Chefe do
Projeto do Complexo Cultural da Luz. De 2010 a 2013 foi Consultora de Música
Clássica e assessora da Presidência da Fundação Padre Anchieta (Rádio e TV Cultura
de São Paulo). É Assessora do Reitor da Universidade de São Paulo. É Assessora da
Reitoria da Universidade de São Paulo. Claudia Toni é Consultora do British Council
Brasil em programas de atualização e formação de profissionais para gestão de
orquestras e foi idealizadora e curadora do Festival SESC de Música de
Câmara.Claudia Toni foi membro do Conselho Diretor e do Comitê Executivo
da International Society for the Performing Arts - ISPA, de 2006 a 2015, instituição da
qual é filiada desde 2001. Integra o Conselho Deliberativo da Aliança Francesa no
Brasil, os Conselhos Consultivos do Instituto de Cultura Contemporânea e do Centro
Cultural Brasil-Turquia. É Chevalier da Ordem do Mérito da França.
Claudio Marcondes de Castro Filho
Possui graduação em Comunicação Social pela Faculdade Anhembi Morumbi (1989),
graduação em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo (1981), mestrado em Ciência da Informação e Documentação pela Universidade
de São Paulo (2003) e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de São
Paulo (2008). Tem experiência na área de Ciência da Informação, como sub-área
geração e uso da informação, atuando principalmente nos seguintes temas: recursos
informacionais, produtos e serviços de informação, tipologias de unidades de
informação e biblioteca escolar. Atualmente exerce a função de vice chefe do
Departamento de Educação, Informação e Comunicação, da Faculdade de Filosofia,
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�Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e Coordenador da
Comissão Brasileira de Bibliotecas Escolares da Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.
Concilia Teodósio
Graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Faculdade de Biblioteconomia e
Documentação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo em 1976.
Atuação desde 1969 na área de Biblioteconomia em entidades públicas e particulares,
implementando

diversificadas

bibliotecas,

projetando,

desenvolvendo

e

supervisionando bases de dados de acordo com os padrões internacionais.
Docente, desde 1987, da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo responsável por disciplinas
voltadas notadamente para organização da informação utilizando os principais padrões
para intercâmbio e recuperação de dados bibliográficos dos diversos recursos de
registro da informação: Anglo American Cataloguing Rules. 2. edição. Emendas 2002
(AACR2R), Formatos MARC 21, Metadados em sistemas de informação. Instrutora de
vários cursos sobre AACR2 e Formatos MARC 21.
Constanza Mekis Martínez [Chile]
Bibliotecária, formou-se na Universidade do Chile, Mestre em Leitura e LIJ, da
Universidade de Zaragoza. Possui mais de 31 anos de experiência na área de
bibliotecas escolares. Está há 21 anos na Coordenação Nacional de Bibliotecas
Escolares / CRA do Ministério da Educação do Chile. Ex-diretora pela América Latina
da IASL (Biblioteconomia Associação Escola Internacional). Em 2004 recebeu o Prêmio
anual da Câmara Chilena do Livro por seu compromisso excepcional para a Promoção
da Leitura. Trabalhou para no Curso de Mestrado em Promoção da Leitura,
coordenado pela Universidade de Alcalá de Henares e Fundação Germán Sánchez
Ruipérez. Lecionou no curso de Pós-Graduação em bibliotecas escolares, cultura
escrita e da sociedade em rede, da Universidade Autônoma de Barcelona e do Núcleo
Avançado de CUEA - Estudos Universitários da Organização dos Estados IberoAmericanos (OEI), Barcelona, Espanha. Atualmente é professora associada do curso
de Mestrado em leitura de livros e literatura infantil na Universidade de Zaragoza,
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�Espanha e do Mestrado em Ensino de Línguas da Universidade Alberto Hurtado. É
Consultora de organismo internacionais (OEI e CERLALC). Membro do IBBY Chile.
Cristiana Gonzalez
Cristiana é pesquisadora sênior e doutoranda na Universidade de São Paulo (USP).
Fez mestrado em Sociologia na mesma universidade e trabalhou como pesquisadora
nas áreas de direito autoral e privacidade por seis anos no GPOPAI- Grupo de
Pesquisa em Política Públicas para o Acesso à Informação da Escola de Artes e
Ciências Humanas da USP. Acompanha as negociações em direitos autorais e
patentes

na

Organização

Mundial

de

Propriedade

Intelectual

(OMPI)

como

representante da Civil Society Coalition (CSC), uma coalizão internacional de
organizações de direitos dos consumidores, de interesse público e de defesa dos
países em desenvolvimento. Foi assessora técnica no Comitê Gestor da Internet no
Brasil (CGI.br) e atualmente compõe a Comissão Brasileira de Direitos Autorais e
Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Associados (Febab).
Cristiane Camizão Rokicki
Possui graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação com especialização em
Gerenciamento de Sistemas e Serviços de Informação e desenvolve pesquisa sobre
pesquisa em biblioteca universitária, acessibilidade e cultura material. Atualmente é
coordenadora geral da Rede de Bibliotecas do Senac SP e foi Presidente do Conselho
Regional de Biblioteconomia (2012-2014) . Mestre em Moda, Cultura e Arte pelo Senac
SP, com pesquisa defendida em 18/10/2010 sobre cultura material em Modatecas.
Desenvolve pesquisa em coleções de chapéus, produção de moda de alunos e
especialmente com figurino do cantor Ney Matogrosso (doado a instituição Senac SP)
e do Ballet Triádico. Todos pertencentes ao acervo da Modateca do Centro
Universitário Senac São Paulo. Atualmente trabalha com Avaliação de curso em IES –
Instituições de Ensino superior, repositório acadêmico e acervos tridimensionais memória.
Daniela Greeb
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�Bacharel em Serviço Social pela PUC/SP. Especialização em Sociopsicodrama pela
Role Playing Pesquisa e Aplicação e Gestora Social– Comunidade Solidária.
Especialista em mobilização e elaboração e gestão de projetos culturais e sociais.
Denise Moura
Denise Moura, professora de História do Brasil na Universidade Estadual Paulista,
membro da Comissão Gestora da Biblioteca Digital da UNESP, responsável pela
coordenação do Projeto "Catálogo Digital de Tipologias e Assuntos dos Documentos
Interessantes para a História e Costumes de São Paulo. Em 2014 publicou pela Editora
UNESP, selo Cultura Acadêmica o catálogo "Nas ondas do oceano: o patrimônio
histórico-documental das câmaras do Brasil-colônia no acervo do Conselho
Ultramarino.
Denizete Lima de Mesquita
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, pósgraduada em "Estado, Movimentos Sociais e Cultura" pela mesma instituição.
Atualmente sou bibliotecária no Instituto Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica do Piauí - IFPI Campus Oeiras. Fui bibliotecária da Universidade Federal
do Piauí - UFPI - Campus Cinobelina Elvas em Bom Jesus - PI, da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Piauí - FAPEPI, do Instituto Superior de Educação Antonino
Freire - ISEAF. Atuei como docente no Curso de Bacharel em Biblioteconomia da
Universidade Estadual do Piauí - UESPI, e no curso Técnico em Biblioteca no Instituto
de Educação Antonino Freire - IEAF. Desenvolvo pesquisas nas áreas de Bibliotecas
escolares e formação de leitores, Conservação e preservação de documentos, entre
outras. Presidente da Associação de Bibliotecários do Estado do Piauí, filiada à Febab.
Dione Seripierri
Possui

graduação

em

Biblioteconomia

e

Documentação

pela

Escola

de

Biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1975), Pós
Graduação em Administração de Recursos Humanos pela Faculdade São Judas
(1985). Atualmente é Supervisora Técnica da Biblioteca do Museu de Zoologia USP.
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�Tem experiência na Área de Ciência da Informação, com ênfase em Gestão de
Qualidade de Serviços de Informação, atuando principalmente nos seguintes temas:
sistemas e serviços de informação, biblioteca acadêmica, base de dados, pesquisa
Bibliográfica, Zoologia e afins. Tem larga experiência em Administração da
Conservação e preservação de acervos documentais na Universidade de São Paulo
atuando em varias frentes de desenvolvimento de projetos de implantação de
programas de Conservação e Preservação de acervos documentais. Possui vários
trabalhos publicados em livros e periódicos nacionais.
Edilenice Passos
Mestre em Biblioteconomia e Documentação (UnB). Fundadora e moderadora da Lista
Infolegis: Bibliotecários Jurídicos Reunidos. Editora do periódico Cadernos de
Informação Jurídica.
Eduardo Nocetti Holms
Tenente Coronel PM do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São
Paulo. Possui 32 anos de serviço na Corporação. Serve no Comando de Bombeiros
Metropolitano, na Capital, onde exerce as funções de Chefe do Estado Maior. Autor de
dissertação sobre o tema "Proposta de Instrução Técnica para Edificações Históricas,
Museus e Instituições Culturais com acervo museológico", produzida em 2006 durante
o Mestrado Profissional em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, no
Centro de Altos Estudos de Segurança da Instituição. Tal dissertação originou a
Instrução Técnica n° 40/2011 que aborda a questão da segurança contra incêndio em
edificações que abrigam acervos, para o Estado de São Paulo e, que também, serviu
de modelo para outras Unidades da Federação. Participou de diversos eventos
proferindo palestras e ministrando cursos na área de preservação do patrimônio.
Eliane Colepícolo
Doutora em Psicologia pela UFSCar, Mestre em Informática em Saúde pela UNIFESP
e graduada em Ciência da Informação e Biblioteconomia pela UFSCar, é pesquisadora
interdisciplinar especialista em Estudos Bibliométricos e Cientométricos para avaliação
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�de Áreas do Conhecimento e Campos de Pesquisa, tais como o Campo das
Habilidades Sociais e a Informática em Saúde, que foram objetos de suas pesquisa de
doutorado e mestrado, respectivamente. Estas pesquisas aliaram seus conhecimentos
e experiências em Ciência da Informação e Ciência da Computação e do próprio
campo de pesquisa em estudo. Desde 2008, é Chefe da Seção de Acesso a Bases de
Dados na Biblioteca Comunitária da UFSCar. Trabalhou em instituições como:
BIREME; Departamento de Ciência da Informação da UFSCar, como docente
substituta; no 5º Cartório de Registro de Imóveis e na Siemens.
Elisa Machado
Bibliotecária e Docente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO). Foi diretora do Departamento de Bibliotecas Públicas da Secretaria
Municipal de Cultura de São Paulo no período de 2001 a 2003 e Coordenadora Geral
do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, da Fundação Biblioteca Nacional
(SNBP/FBN) no período de 2011 a 2014.
Elisa Delfini Correa
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade do Estado de Santa Catarina
(1995), mestrado em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina
(1999) e doutorado em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina
(2008). Atualmente é professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina,
ministrando disciplinas de Fontes de Informação e Gestão de Estoques Informacionais.
É docente do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, ministrando as
seguintes disciplinas no Mestrado Profissional em Gestão de Unidades de Informação:
Fundamentos de Biblioteconomia e Ciência da Informação e Contexto Informacional
Contemporâneo. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em
Processos de Disseminação da Informação, atuando principalmente nos seguintes
temas: pesquisas relacionadas ao uso do computador pela CI e Biblioteconomia com
ênfase na análise sociotécnica, redes e mídias sociais enquanto fontes de informação e
competência em informação.
Emir José Suaiden
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�Professor Titular da Faculdade de Ciência da Informação da UnB. Tem bolsa de
produtividade em pesquisa do CNPq. Realizou o pós-doutorado na Universidade Carlos
III de Madri. É consultor do CNPq, da Capes e da Unesco. Tem mais de sessenta
artigos publicados em diversos países.
Fabiano Ferreira de Castro
Doutor e Mestre em Ciência da Informação, pela UNESP/Marília. Professor Adjunto do
Departamento de Ciência da Informação/Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Líder do Grupo de Pesquisa e Estudos em Representação do Conhecimento
e Tecnologias da Informação e Comunicação (GPERTIC). Tem experiência na área de
Ciência da Informação, com ênfase em Técnicas de Recuperação de Informação. É
parecerista ad hoc de agências de fomento e de periódicos científicos, participa como
revisor e membro de Comitês Científicos de periódicos científicos em Ciência da
Informação no Brasil e no exterior. É membro da Associação Nacional de Pesquisa e
Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB).
Fabrício Assumpção
Doutorando em Ciência da Informação na UNESP, Campus de Marília. Bacharel em
Biblioteconomia e mestre em Ciência da Informação pela UNESP. Realiza estudos na
área de catalogação descritiva com ênfase na conversão de registros, controle de
autoridade, Formatos MARC 21, MARCXML, padrões de metadados, RDA e modelos
conceituais FRBR e FRAD. Atualmente ministra o curso online "Catalogação:
conceitos, práticas, atualidades e tendências" em parceria com a empresa Content
Mind. Participou da implantação do Repositório Institucional UNESP desenvolvendo
atividades de coleta, conversão e tratamento de dados referentes à produção científica
da UNESP.
Fatima Martins
Mestre em Ciência da Informação pelo convênio IBICT/UFF (2006), especialista em
Gestão da Informação e Inteligência Competitiva, Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação e Licenciatura em História pela UFF. Atualmente coordena a Rede de
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�Bibliotecas da Fiocruz. Docente em diversos Programas de Pós-graduação Stricto e
Lato Sensu da Fiocruz. Membro dos seguintes grupos de pesquisas: Metodologias de
pesquisas para Revisões Sistemáticas, Carga de Doenças e Integridade em Pesquisa.
Membro do Comitê de Regulação da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da
Fiocruz e Membro da Câmara Técnica de Informação e Comunicação da Vicepresidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e da Vice-direção
de Informação e Comunicação do ICICT. Tem experiência na área de Biblioteconomia
e Ciência da Informação, com ênfase em estudos de produção e uso da informação,
atuando principalmente nos seguintes temas: gestão da informação, competência
informacional, treinamento de usuários, comunicação científica, bibliotecas virtuais,
base de dados e portal de periódicos CAPES.
Giovanna Carvalho Sant’Ana
Giovanna Carvalho Sant’Ana é especialista em Gestão de Projetos pela USP e
graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Unesp. Trabalhou na Secretaria da Cultura
do Estado de São Paulo, de 2008 a 2011. Atualmente é Coordenadora de Projetos
Culturais na SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura, atuando nas
ações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e nos programas de incentivo à
biblioteca e leitura do Estado de São Paulo.
Gloria Bastos [Portugal]
É professora na Universidade Aberta de Portugal (Universidade pública de ensino a
distância) onde atualmente é pró-reitora para a Inovação Pedagógica. Coordena, desde
2003, o mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares e leciona na
graduação em Ciências da Informação e da Documentação, sendo responsável pelo
minor em Educação e Leitura. Tem o doutorado em Estudos Portugueses e a sua
atividade de investigação tem privilegiado questões relacionadas com a problemática
da leitura, a literatura infantil e juvenil e as bibliotecas escolares, em articulação com a
inovação pedagógica e a integração das tecnologias na escola, campos nos quais tem
publicado vários livros e artigos e participado em projetos internacionais.

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�Pertence ao Conselho Científico do Plano Nacional de Leitura e colaborou com o
Gabinete

da

Rede

de

Bibliotecas

Escolares,

do

Ministério

da

Educação,

nomeadamente na elaboração do Modelo de Auto-avaliação para as Bibliotecas
Escolares (2010).
Helen de Castro Silva Casarin
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho (1992), mestrado em Ensino na Educação Brasileira pela Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996), doutorado em Letras pela
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002) e Livre-Docência pela
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2011). Atualmente é professor
adjunto do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista
Júlio de Mesquita Filho. É bolsista Produtividade em Pesquisa CNPq e líder do grupo
de pesquisa "Comportamento e competência informacionais". Tem experiência na área
de Ciência da Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando principalmente nos
seguintes temas: comportamento informacional, competência informacional e biblioteca
escola.
Ilíada de Castro
Doutora e Mestre pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Consultora de
Empresas em Comunicação, Criatividade, Relacionamento Interpessoal, Administração
de Conflitos e Equipes de Alto Desempenho. Professora do Núcleo de Apoio à Gestão
da Inovação da USP; Professora do MBA - PECE da Escola Politécnica da USP;
Professora do Curso de Especialização em Gestão de Projetos e do Curso de
Especialização da Gestão da TI, da Fundação Vanzolini – USP; Professora do MBA e
do Curso de Especialização da FIA. Sócia e consultora em treinamento e
desenvolvimento

do

INDEPE

-

Instituto

de

Desenvolvimento

de

Excelência

Organizacional e Pessoal.

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�Isa Maria Freire
Iniciou sua carreira acadêmica em 1995, no Programa de Pós-Graduação em Ciência
da Informação do convênio IBICT - UFRJ. É professora do Departamento de Ciência da
Informação (DCI) e docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal da
Bahia (colaboradora). Coordena a rede de projetos do Laboratório de Tecnologias
Intelectuais (com apoio CNPq/Universal) e o Projeto Rede de cooperação e
aprendizagem na Ciência da Informação - UFPB e Universidade Estadual Paulista Campus Maríia (Unesp/Marília), com apoio da Capes/Procad-Novas Fronteiras. Foi
presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Ancib) no
quadriênio 2012-2014. Editora científica da revista Informação &amp; Sociedade: Estudos e
editora-chefe

da

revista

Pesquisa

Brasileira

em

Ciência

da

Informação

e

Biblioteconomia (PBCIB) e do blog De olho na CI . Líder do Grupo de Pesquisa
Informação e Inclusão Social, certificado pela UFPB. Na pós-graduação trabalha os
seguintes temas: Comunicação da informação; Competências em informação; Políticas
de informação; Inclusão social; Ética da informação; Responsabilidade social.
Isabel Ayres Maringelli
Mestranda em Ciência da Informação na Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo - ECA/USP. MBA em Bens Culturais: Economia e Gestão
pela Escola de Economia da FGV-SP. Coordena a Biblioteca Walter Wey e o Centro de
Documentação e Memória da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Integra o Grupo de
Trabalho de Arquivos de Museus e Pesquisa (USP). Faz parte do Comitê de
Bibliotecas de Arte da IFLA.
Ivone Tálamo
Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo. Pós-graduada em Ensino para Terceiro Grau pela
PUC/Campinas. Tem curso de especialização em Biblioteconomia Médica. Exerceu
atividades de docência no ensino superior. Por mais de 30 anos participa do
movimento associativo para valorização do profissional e da biblioteca. Ocupou
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�posições em instituições nacionais e internacionais como Febab, APB e CFB. Foi
membro do Comitê Permanente para a América Latina e Caribe da IFLA. Tem diversos
trabalhos publicados na área. Atuou em diversas instituições e empresas privadas.
Atualmente é chefe da Biblioteca da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Jack Poling [Estados Unidos]
Diretor sênior e sócio-diretor da MS &amp; R, Jack tem 26 anos de experiência profissional.
Ingressou na empresa em 1991. Jack recebeuAIA Minnesota Honor Awards para a
modernização e ampliação da Biblioteca de Ramsey Conty Roseville, da Biblioteca
Pública de Dallas e da revitalização de uma antiga mercearia em Biblioteca Pública de
Denton . O projeto Denton serviu como um estudo de caso e foi apresentado em
conferência intitulada "Repensando o Big Box: repovoamento das estantes com livros".
Fez oficinas e seminários para oLibrary Journal’s Design Institute, para a Associação
de Bibliotecas de Minesota e Associação de Bibliotecas Acadêmicas de Wisconsin.
PossuiMestrado em Arquitetura pela Universidade de Minnesota e bacharelado em
Science in Environmental Design pela Universidade A&amp;M do Texas.
Jeane Passos Santana
Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo. Mestre em
Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia.
Com 24 anos de experiência na área de biblioteconomia e gestão da informação,
exerceu docência na área e atualmente é Publisher na Editora do Senac São Paulo.
Jeffrey Scherer [Estados Unidos]
Um dos principais fundadores da MSR tem 44 anos de experiência em design em
bibliotecas e edifícios de escritórios comerciais, incluindo mais de 125 bibliotecas em
todo os Estados Unidos e 1,25 milhão de metros quadrados de espaço de escritório.
Conhecido por liderar a discussão e escrever sobre questões importantes que cercam
bibliotecas de hoje, é um palestrante frequente em conferências sobre o papel da
biblioteca na sociedade. Seu trabalho tem recebido inúmeros prêmios de design,
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�incluindo o Prémio Nacional AIA Honor Award e AIA / ALA Award Building. Foi
presidente da ALA LLAMA Architecture no Comitê Bibliotecas Públicas, representante
dos Estados Unidos no IFLA Library Buildings and Equipment Section. Foi eleito para
AIA College Fellows em 1998.
Jorge Larrosa Bondia [Espanha]
É Professor de Filosofia da Educação da Universidade de Barcelona (desde 1991).
Bacharelado em Educação (1980) e Filosofia (1985), Doutor em Educação (1989),
realizou estudos de pós-doutorado no Instituto de Educação da Universidade de
Londres (1991) e Foucault Michel Centro de Sorbonne, em Paris (1995). Vem
ministrando palestras, cursos e conferências em várias universidades europeias e
latino-americanas. Membro do Conselho Editorial e Comitês Científicos de várias
revistas internacionais. Suas obras transitam nas áreas de filosofia, literatura, cinema e
educação. Trabalhou com artistas das artes cênicas e visuais. É o coordenador geral
do Laboratório Mais Diferenças de Experimentação Pedagógica, focado principalmente
em questões de educação e cultura inclusiva. Publicações: Como autor: El trabajo
epistemológico en Pedagogía. Una propuesta constructivista. Barcelona. PPU 1990; La
experiencia de la lectura. Ensayos sobre literatura y formación. Barcelona. Laertes
1996. Segunda edición 1999; Tercera edición ampliada y revisada en México. Fondo de
Cultura Económica 2004.; Pedagogia Profana. Danças, piruetas, mascaradas. Porto
Alegre . Contrabando 1998; Segunda edición en Belo Horizonte . Auténtica 1999.
Cuarta edición en 2001;Apprendre et être. Langage, littérature et expérience de
formation. Paris (Francia). E.S.F. 1998; Pedagogía Profana. Ensayos sobre lenguaje,
experiencia y subjetividad. Buenos Aires (Argentina). Novedades Educativas 2000; La
liberación de la libertad (y otros textos). Caracas (Venezuela). Centro de
Investigaciones Postdoctorales de la Facultad de Ciencias Económicas y Sociales de la
Universidad Central de Venezuela 2001; Más allá de la comprensión. Caracas
(Venezuela). Universidad Simón Rodríguez 2002; Nietzsche e a educaçao. Belo
Horizonte . Autêntica 2002; Estudiar/Estudar. Belo Horizonte . Autêntica 2003; Entre las
lenguas.

Lenguaje

y

educación

después

de

Babel.

Barcelona.

Laertes

2003; Linguagem e educaçao depois de Babel. Belo Horizonte . Autêntica
2004; Tremores. Escritos sobre experiência. Belo Horizonte . Autêntica 2014. Como
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�compilador: Trayectos, escrituras, metamorfosis. La idea de formación en la novela.
Barcelona.

PPU

1994; Escuela,

poder

y

subjetivación.

Madrid.

La

Piqueta

1995; Déjame que te cuente. Ensayos sobre narrativas y educación. Barcelona. Laertes
1995; (Con Nuria Pérez de Lara) Imágenes del Otro. Barcelona. Virus 1996;Imagens do
Outro. Petrópolis RJ . Vozes 1998; (Con Liliana Guzmán)Camino y metáfora. Ensayos
sobre estética y formación. San Luis (Argentina). Nueva Editorial Universitaria 2001;
(Con Carlos Skliar)Habitantes de Babel. Políticas y poéticas de la diferencia. Barcelona.
Laertes 2001; Habitantes de Babel. Politicas e poèticas da diferença. Belo Horizonte .
Auténtica 2001; (Con Carlos Skliar)Entre Pedagogía y literatura. Buenos Aires. Miño y
Dávila 2005; Entre nosotros. Sobre la convivencia entre generaciones / Between Us.
On Coexistence Between Generations. Barcelona. Viure i Conviure 2007; (Con Inês
Assumpçao de Castro y José de Sousa) Niños atravesando el paisaje. Miradas
cinematográficas sobre la infancia. Buenos Aires. Miño y Dávila 2009; (Con Carlos
Skliar) Experiencia y alteridad en educación. Rosario (Argentina). Homo Sapiens 2009;
(Con Maarten Simons y Jan Masschelein) Jaques Rancière. La educación pública y la
domesticación de la democracia. Buenos Aires. Miño y Dávila 2011.
Jorge do Prado
Mestrando em Gestão de Unidades de Informação pela Universidade do Estado de
Santa Catarina, com dissertação sobre mídias sociais e bacharel em Biblioteconomia
pela mesma instituição tendo estudado narração transmídia e mídias sociais. É
Coordenador da Rede de Bibliotecas do Senac/SC, Diretor de Comunicação e
Marketing da Associação Catarinense de Bibliotecários e Professor do curso à
distância de Marketing e Mídias Sociais em Unidades de Informação da Febab.
José Castilho Marques Neto
Possui graduação e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. É
professor assistente doutor na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus de Araraquara (www.unesp.br).
Exerce desde 1988 funções de direção editorial junto à Editora UNESP. Desde abril de
1996 é Diretor Presidente da Fundação Editora da UNESP (www.editora.unesp.br).
Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia e Filosofia
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�Política atuando principalmente nos temas relacionadas à formação do pensamento de
esquerda e marxista, notadamente no Brasil. Especializou-se também em edição
universitária e em políticas públicas voltadas para o livro, a leitura e as bibliotecas,
sendo consultor de organismos nacionais e internacionais. Foi Presidente da
Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU) e da Asociación de
Editoriales Universitárias de América Latina y el Caribe (EULAC) em três mandatos.
Dirigiu a Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade em São Paulo e foi Secretário
Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) vinculado aos Ministérios da
Cultura e da Educação, de agosto/2006 a março/2011, cargo que reassumiu em junho
de 2013. Publicou diversos livros e artigos sobre suas áreas de atuação.
José Renato Ferreira Pires
Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru, em 1990. Ingressou na
Procuradoria Geral do Estado em julho/1991, por concurso público de provas e títulos.
Foi Procurador do Estado Chefe da Procuradoria Regional da Grande São Paulo (de
1998 a 2001) e Subprocurador Geral do Estado da Área do Contencioso (de 2002 a
2006). Membro eleito do Conselho Superior da Procuradoria Geral do Estado nos
biênios 1995/1996 e 2009/2010. Desde janeiro/2011 exerce o cargo de Procurador
Geral do Estado Adjunto. Desde meados de 2011 é membro do Conselho Gestor do
Fundo de Interesses Difusos – FID, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do
Estado de São Paulo, como representante da Procuradoria Geral do Estado de São
Paulo.
Katia Costa
Possui graduação em Biblioteconomia- Habilitação em Gestão da Informação pela
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC (2008). Atualmente é bibliotecária
na Prefeitura Municipal de Brusque/Biblioteca Municipal Ary Cabral. Concluiu pós
graduação em gestão de bibliotecas públcas (EAD) através do Sistema de Bibliotecas
Públicas do Chile pela Universidad Alberto Hurtado. pós graduanda em Gestão de
Bibliotecas escolares pela Universidade Federal de Santa Catarina. Presidente da
Associação Catarinense de Bibliotecários - ACB gestão 2014/2015. Conselheira do
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�Conselho de Cultura da cidade de Brusque/SC e conselheira suplente do Conselho do
Idoso na mesma cidade.
Katiussa Nunes Bueno
Bibliotecária Coordenadora do Núcleo de Aquisição da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Gestão do Conhecimento pela UNINTER.
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Rio Grande (FURG). É
coordenadora do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU).
Lenise Di Domenico
Bibliotecária do Núcleo de Aquisição da Biblioteca Central da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Memória Social e Bens Culturais pelo Centro
Universitário La Salle (UNILASALLE). Possui pós-graduação em Gestão Estratégica da
Comunicação pelo Instituto Brasileiro de Gestão de Negócios (IBGEN). É Bacharel em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É diretora
de comunicação do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU).
Lluís Anglada i de Ferrer [Espanha]
Bacharel em Filosofia e em Biblioteconomia. Desde 2013 é diretor do Departamento de
Bibliotecas, Informação e Documentação Serveis Consortium da Universidade de
Catalunya (CSUC). Foi diretor do Consórcio de Bibliotecas Universitárias da Catalunha
- CBUC (1997-2012), diretor de bibliotecas da Universidade Politécnica da Catalunha
(1989-1997) e professor da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
Universidade de Barcelona (1986- 1989). Tem feito parte de diversos comitês nacionais
e internacionais. Atualmente é membro do Comitê Executivo da LIBER, e SPARC,
membro do Comitê Científico das reuniões europeias de ICOLC e do Conselho
Consultivo da Wiley &amp; ProQuest. Foi o presidente da comissão que elaborou as
"Recomendações para a aplicação do artigo 37 Broadcasting Act Open Access
Ciência, Tecnologia e Inovação" (2014).Foi o presidente do Programa de Certificação
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�de Qualidade para Serviços de Biblioteca ANECA e vice-Escola de Bibliotecários
Arquivistas-da Catalunha.
Luciana Grings
Doutoranda em Memória Social na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(2000), especialização em Educação Infantil pela UFRGS (2003) e Mestrado em
Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2007). Desde
2009 é Coordenadora de Serviços Bibliográficos da Fundação Biblioteca Nacional,
responsável pelas áreas de Depósito Legal, Intercâmbio e processamento técnico.
Atualmente é Secretária Técnica da Associação de Estados Ibero-americanos para o
desenvolvimento das Bibliotecas Nacionais de Ibero-América (Abinia). Tem experiência
em Biblioteconomia, com ênfase em análise temática e administração de unidades de
informação. é Doutoranda em Memória Social na Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro. Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (2000), especialização em Educação Infantil pela UFRGS (2003) e
Mestrado em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(2007). Desde 2009 é Coordenadora de Serviços Bibliográficos da Fundação Biblioteca
Nacional, responsável pelas áreas de Depósito Legal, Intercâmbio e processamento
técnico. Atualmente é Secretária Técnica da Associação de Estados Ibero-americanos
para o desenvolvimento das Bibliotecas Nacionais de Ibero-América (Abinia). Tem
experiência em Biblioteconomia, com ênfase em análise temática e administração de
unidades de informação.
Luiz Felipe Pondé
Colunista do Jornal Folha de S.Paulo. Doutor em Filosofia pela USP e pela
Universidade de Paris VIII, Coordenador do Curso e vice-diretor da Faculdade de
Comunicação e Marketing da FAAP e Professor da Pós-Graduação em Ciências da
Religião da PUC-SP. Possui pós-doutorado pelas Universidades de Tel Aviv (Israel) e
Giessen (Alemanha). Foi Professor convidado da Universidade de Marburg
(Alemanha), da universidade de sevilla na Espanha, da escola paulista de medicina da
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�unifesp e membro da Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale
(Louvain, Bélgica).
Marcelo Aflalo
Arquiteto e designer gráfico baseado em São Paulo e atua na área educacional há
mais de 15 anos, lecionando cursos de graduação e pós graduação na FAAP
(Fundação Armando Álvares Penteado). Graduado em arquitetura pela FAUUSP em
1978, obteve o título de Mestre em Design pela School of the Art Institute of Chicago,
em 2005. Foi premiado na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e recebeu,
em 2008, o Prêmio Jabuti pelo melhor projeto de livro de arquitetura.
Márcia Elisa Garcia de Grandi
Bibliotecária, formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo, com especialização pela PUC- Campinas e MBA em Gestão e Tecnologias da
Qualidade pela Escola Politécnica da USP. Exerceu cargos de supervisão e direção em
Bibliotecas da USP e da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa – SP. Tem trabalhos
publicados nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Atualmente, realiza
trabalhos de consultoria, com ênfase em gestão de serviços de informação, educação à
distância e gestão de projetos.
Maria Aparecida Laet
Chefe Técnica da Biblioteca Florestan Fernandes – Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da USP. Mestrado em Ciências da Comunicação Departamento de
Comunicação e Artes da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo. Especialização em Gestão de Processos Comunicacionais. Bacharelado em
Biblioteconomia

pela

ECA/USP

e

em

História

pela

FFLCH/USP

Foi bibliotecária na empresa ARTHUR D. LITTLE LTDA., onde trabalhou diretamente
com gestão do conhecimento, e na FIESP – FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO
ESTADO DE SÃO PAULO. Foi professora de História em nível universitário, na rede
privada e na rede pública estadual. Autora do livro A Censura Prévia ao Teatro
Paulista: um enfoque informacional. Annablume; FAPESP, 2013. Atualmente é Chefe
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�Técnica da Biblioteca Florestan Fernandes – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da USP.
Maria Cristiane Barbosa Galvão
Professora na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Possui pós-doutorado em medicina baseada em evidências pela McGill University
(Canadá). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (2003),
Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1997), Bacharel
em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade de São Paulo (1992). Autora
do livro Prontuário do Paciente (Guanabara Koogan, 2012) e participa dos livros
Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (Artmed, 2015), Estudos de
usuário da informação (Thesaurus, 2014), Manual de saúde pública e saúde coletiva no
Brasil (Atheneu, 2012), Fundamentos de epidemiologia (Manole, 2010) e Formação
continuada de professores: processos formativos e investigativos (Compacta, 2010).
Maria Fazanelli Crestana
Com Graduação em Biblioteconomia, tem título de Especialista em Administração
Hospitalar, mestrado e doutorado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de
São Paulo. MBA pelo Programa de Educação Continuada – PECE da Escola
Politécnica da USP. Exerce a profissão na USP desde 1988, no Hospital Universitário,
Faculdade de Saúde Pública, Escola de Educação Física e Esporte e Faculdade de
Medicina. Atualmente está na Chefia Técnica do Departamento Técnico do Sistema de
Bibliotecas da USP. Fora da Universidade implantou a Biblioteca do Hospital Ítalo
Brasileiro Umberto I, com vistas ao Programa de Residência Médica.
Maria Imaculada Cardoso Sampaio
Doutora em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo (2013), possui mestrado em Ciência da Informação e Documentação pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2005). Atualmente é
Consultora da Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia (BVS-Psi) e da BVS Adolec.
Docente da Disciplina Comportamento Corporativo do Curso de Especialização em
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�Gestão de Serviços de Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo (FESPSP). Faz parte da Diretoria atual da Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab). Foi Diretora da
Biblioteca do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo por 16 anos, onde
atuou por 25 anos. Possui experiência em Gestão de Serviços de Informação;
Avaliação da Qualidade em Serviços de Informação, Bibliotecas Virtuais, Gestão da
informação, Psicologia Baseada em Evidências e Revisão da Literatura Científica. Sua
produção científica é composta por artigos em revistas nacionais e estrangeiras, livros,
capítulos de livros e trabalhos em anais de congressos nas áreas de Psicologia e
Biblioteconomia.
Maria Sônia Santos Carvalho
Possui

graduação

em

Biblioteconomia

e

Documentação

pela

Universidade

Tiradentes/Sergipe, licenciatura em Língua Portuguesa pela Universidade Tiradentes,
Pós-graduanda em Psicopedagogia pela Faculdade São Luis de França. Foi Diretora
da Casa de Cultura João Ribeiro, em Laranjeiras/Se por 15 anos; foi diretora da
Biblioteca Pública Municipal Clodomir Silva, em Aracaju/Se. Foi membro do Conselho
Editorial da Editora Oficial do Estado de Sergipe - Segrase. Professora aposentada do
governo do Estado de Sergipe. Atualmente é diretora da Biblioteca Pública do Estado
de Sergipe, coordenadora do Comitê Sergipano do Programa Nacional de Incentivo à
Leitura/PROLER e do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas/Se. É diretora da
Regional Nordeste da Federação Brasileira de Bibliotecários, Cientistas da Informação
e Instituições (Febab), no período de 2015 a 2017.
Maria Thereza Rubim Camargo Soares
Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
(2001), Pós-Graduada em Administração de Empresas pela FAAP, com graduação em
Nutrição pela Universidade São Camilo. Atualmente é analista de gestão na Sabesp Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, e professora nos cursos
de graduação e pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Tem atuado
na área de Administração, com ênfase em Comportamento Organizacional. Atua como
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�pesquisadora em projetos de pesquisa fomentado pelo Mackpesquisa. É Coach com
formação pela Sociedade Brasileira de Coaching.
Maria Veridiana da Costa Aguiar Negrini
Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo. Atualmente é coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP) da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da
Cultura (MinC). Tem experiência na área de políticas públicas, com ênfase nas políticas
culturais, atuando principalmente nos seguintes temas: conferências e conselhos
culturais, programa cultura viva, pontos de cultura e bibliotecas. Tem experiência
também como produtora e articuladora cultural, mérito reconhecido pelo Ministério da
Cultura, através do recebimento do prêmio Tuxaua pela articulação em rede.
Mariana Nogueira Ferraz
Atualmente é Diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais da
Superintendência de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário. Tem experiência na
área de Ciência da Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando
principalmente nos seguintes temas: Bibliotecas públicas, leitura e formação do leitor,
obras raras, periódicos históricos e raros. Atua em psicologia clínica para adolescentes
e adultos, com a abordagem Existencial-Fenomenológico.
Marília Mesquita Guedes Pereira
Graduada em Biblioteconomia Graduada em Biblioteconomia pela Universidade
Federal da Paraíba, (1972). Especialização em Sistemas de Bibliotecas pela
Universidade

Federal

da

Paraíba,

(1978).

Mestre

em

Biblioteconomia

pela

Universidade Federal da Paraíba, (1990). Bibliotecária do Serviço Braille da Biblioteca
Central da Universidade Federal da Paraíba, (UFPB, 1999 -) Coordenadora da
SubComissão

Brasileira

de

Bibliotecas

Braille

da

Federação

Brasileira

de

Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições, (Febab, 1995 -2005).
Site: www.febab.org.br/senabraille.htm. Coordenadora da Comissão Brasileira de
Acessibilidade à Informação para as pessoas com deficiência da Federação Brasileira
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�de

Bibliotecários,

Cientistas

da

Informação

e

Instituições

(Febab,

2005)

Site:www.febab.org.br/senabraille.htm. Participação como Presidente na realização do
I, SENABRAILLE – Seminário Nacional de Bibliotecas Braille, na cidade de João
Pessoa/ Paraíba, no período de 1995. Publicou os livros “Breve contribuição biobibliográfica sobre Augusto dos Anjos.” Campina Grande, GRAFSET,1981.113p. e
Biblioterapia: Proposta de um Programa de Leitura para Portadores de Deficiência
Visual em Bibliotecas Públicas. João Pessoa, Editora Universitária,1996. 106p.
(Trabalho pioneiro no Brasil). Participou de congressos nacionais e com apresentação
de trabalhos.
Mariza Russo
Doutora em Engenharia de Produção, pela COPPE/UFRJ (2012). Mestre em Ciência
da Informação pela ECO/UFRJ &amp; IBICT (1992). Graduada em Biblioteconomia e
Documentação pela Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de
Janeiro (1977). Professora do Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de
Informação (CBG), da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC), da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordenou a equipe de implantação
do CBG, tendo sido coordenadora do curso, desde sua implantação, em agosto de
2006 até julho de 2013. Atualmente, integra o Núcleo Docente Estruturante (NDE) do
CBG e ministra as disciplinas Fundamentos de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Gestão de Bibliotecas Escolares e Normalização da Documentação, além
de atuar como supervisora da disciplina Estágio Supervisionado em Biblioteconomia.
Atuou como professora do Curso de Pós-graduação Lato Sensu Políticas de
Informação e Organização do Conhecimento (FACC &amp; Arquivo Nacional) de agosto de
2010 a dezembro de 2013. Sua experiência nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da
Informação apresenta ênfase em: História da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação, Perfil do Bibliotecário Gestor, Documentação, Gestão de Bibliotecas
Escolares e Universitárias e Normalização da Documentação. Coordena, desde julho
de 2012. a equipe que está gerenciando a elaboração do material didático para o curso
de Biblioteconomia a distância, curso criado a partir de parceria da CAPES e do
Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). Nomeada Coordenadora de Planejamento
e Projetos do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE/UFRJ), a partir de
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�abril de 2015, estando também responsável pela Coordenação da Jornada Giulio
Massarani de Iniciação Científica e Cultural (JICTAC/UFRJ), de 2015.
Mírian Rocha
Bibliotecária e docente no ensino superior privado. Formação em Biblioteconomia e
Documentação pela UNIRIO, pós-graduação na área de Educação/Ensino Superior.
Atua na implantação e gestão de bibliotecas universitárias (BUs) desde 1989. Durante
6 anos atuou com assessora de Pesquisador/Procurador Institucional e foi responsável
por Setor de Regulação de Processos em IES privada. Presta serviços de consultoria e
assessoria, com ampla experiência no gerenciamento de processos de regulação do
ensino superior: credenciamento e recredenciamento institucional, autorização,
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos. Ministra palestras e cursos
em instituições de ensino superior (públicas e privadas) e em eventos. Docente do
Programa de Capacitação Técnica e Gerencial (Febab).
Olaf Eigenbrodt [Alemanha]
É diretor do departamento central de serviços de atendimento ao leitor e responsável
pelo setor de edificações da Biblioteca Estadual e Universitária Carl von Ossietzky em
Hamburgo. É também professor convidado no Instituto de Ciência da Informação e
Biblioteca da Universidade Humboldt em Berlim. Olaf é membro de associações e
conselhos nacionais e internacionais de construção de bibliotecas e é consultor
internacional para concepção e projetos de construção de bibliotecas. Seus temas de
pesquisa acadêmica são edifícios, utilização, tecnologia e sociologia de bibliotecas.
Oswaldo Francisco de Almeida Junior
Doutor e Mestre em Ciências da Comunicação, pela ECA/USP. Professor Associado do
Departamento de Ciência da Informação do CECA/Universidade Estadual de Londrina.
Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da
UNESP/Marília. Autor de livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas
nacionais e internacionais. É mantenedor do site “Infohome” (www.ofaj.com.br).
Membro do Conselho Editorial da revista Brazilian Journal of Information Science e
100
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�avaliador ad hoc de várias revistas especializadas da área. Presidente da ABECIN Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (2014-2016).
Paula Johns
Atualmente é Diretora Executiva da ACT+, ex-presidente do conselho diretor da
Framework Convention Alliance (FCA), empreendedora social Ashoka, Conselheira
Nacional de Saúde. Socióloga, mestre em estudos de desenvolvimento internacional
pela Universidade de Roskilde, Dinamarca. Paula Johns fez pesquisas na área de
desenvolvimento internacional na África, e trabalhou com os temas gênero, raça/etnia,
saúde pública e educação para instituições brasileiras e européias. Acompanha as
reuniões de negociação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e de seus
protocolos desde 2000. Atua no terceiro setor desde 1998 coordenando projetos
voltados à promoção dos direitos humanos, equidade de gênero, preservação do meio
ambiente e saúde pública. A partir de 2001 integrou a equipe técnica da REDEH –
Rede de Desenvolvimento Humano (www.redeh.org.br), onde foi responsável pela
elaboração, implementação, coordenação, monitoramento e avaliação de projetos.
Desenvolveu ainda o planejamento estratégico do Fundo Angela Borba de Recursos
para Mulheres (www.angelaborbafundo.org) e traduziu e adaptou ferramentas de
avaliação e monitoramento de projetos para o contexto brasileiro. É fundadora e
diretora da ACT+ - Aliança de Controle do Tabagismo + Saúde (www.actbr.org.br), uma
rede de aproximadamente 1000 membros dentre organizações de várias áreas e
profissionais de saúde, criada em 2003 e legalmente instituída em 2007, para monitorar
e apoiar o processo de ratificação e implementação da Convenção-Quadro para o
Controle do Tabaco (primeiro tratado internacional de saúde pública) no Brasil. É
palestrante em congressos nacionais e internacionais e autora de artigos e pesquisas
sobre controle do tabaco e mobilização social. Foi premiada pela Organização Mundial
de Saúde em 2005 e 2008 e pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, em 2004 pelas
ações desenvolvidas em controle do tabagismo.
Paula Maria Abrantes Cotta de Mello
Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Fundação Universidade
Federal do Rio Grande (1978) e mestrado em Ciência da Informação pelo Instituto
101
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�Brasileiro

de

Informação

Em

Ciência

e

Tecnologia

(1990).

Atualmente

é

bilbiotecária/documentalista Coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação da
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Ciência da
Informação, com ênfase em Comunicação Científica.Atualmente é doutoranda do
Programa de História das Ciências, Técnicas e Epistemologia da UFRJ.
Pedro Affonso D. Hartung
Advogado do Instituto Alana. Conselheiro nos biênios 2013/2014 e 2015/2016 do
CONANDA - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente da
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil (Brasília/DF).
Coordenador da Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama da Faculdade de Direito da
Universidade de São Paulo no ano de 2013/2014. Graduado pela Faculdade de Direito
do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo e doutorando em Direito do
Estado pela mesma instituição. Detentor do Zertifikat na especialização em
Fundamentos do Direito Alemão pela Universidade Ludwig-Maximilians (LMU) de
Munique, Alemanha.
Pierre André Ruprecht
Administrador pela FGV-SP. Foi professor de Metodologia da Pesquisa na área de
Comunicação. Coordenou a área de multimeios e formação na Fundap, e ministrou
cursos na área para o Senac, Fundação Cenafor, etc. Foi coordenador geral da
assessoria da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e Gerente de
Planejamento e dirigente em empresas, entre elas a Editora Brasiliense e, mais
recentemente, gerente de projetos na área cultural. É tradutor e diretor executivo da SP
Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura.
Ramón Abad Hiraldo
Nascido em Zaragoza é licenciado em História pela Universidade de Zaragoza e
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Unversisade de Long Island
(Nova Iorque). Começou sua carreira profissional como funcion ário da Escola de
Auxiliares de Arquivos, Bibliotecas e Museus da Universidade de Zaragoza em 1981.
102
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�Dirigiu a biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de Zaragoza até 1992, ano
que foi nomeado Chefe do Departamento de Bibliotecas do Instituto Cervantes. Em
1993 vai para Nova Iorque para responder pela biblioteca daquele Instituto até 2003.
No mesmo ano transfere-se para Londres para dirigir a Biblioteca do mesmo Instituto.
Desde janeiro de 2005 é diretor da Biblioteca Universitária de Zaragoza.
Autor de diversos artigos, publicações e traduções, tem participado ativamente na IFLA
(Internation Federation Library Association), como membro do Comitê Permanente de
Bibliotecas Universitárias (1989-1993), do Comitê Editorial da Revista IFLA Journal
(1997-2005), e presidiu o Comitê de Publicações (2001-2005). Nos Estados Unidos
participou ativamente das associações profissionais relacionadas com o mundo
hispânico: SALALM (Seminar on the Acquisition of Latin American Library Materials),
REFORMA (National Association to Promote Library and Information Services to the
Latinos and the Spanish Speaking Community). Foi eleito presidente da Rama
Territorial de Aragón da Associação Espanhola de Arquivistas, Bibliotecários,
Documentalistas e Museológos (ANABAD). Como Diretor daBiblioteca da Universidade
é membro da Red de Bibliotecas Universitarias (REBIUN), Setorial da Conferência de
Reitores de Universidades Espanholas (CRUE), e tem participado de diversos grupos e
comités.
R. David Lankes [Estados Unidos]
Professor e Decano da New Librarianship da Escola de Estudos de Informação e
Diretor do Instituto de Informação ambos da Universidade de Syracuse. Sempre foi
interessado em combinar teoria e prática para criar projetos de pesquisa ativos que
façam a diferença. Nos seus projetos anteriores estão Carteira de compensação para a
Informação e Tecnologia, o Portal para Materiais de Educação , AskERIC e o Serviço
de Referência Virtual. Seu trabalho mais recente aborda como os conceitos de
participação podem remodelar bibliotecas e ampliar a credibilidade.
Regina Célia Baptista Belluzzo
Formação Superior: Graduada em Biblioteconomia e Documentação (EBDSC/São
Carlos-SP), Graduada em Direito ( Faculdade de Direito de São Carlos –SP), Mestre e
Doutora em Ciências da Comunicação _ECA-USP, Pós-Doutora - Programa de Pós103
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�Graduação em Educação Escolar, Eixo Temático em Política e Gestão Educacional –
UNESP-Araraquara-SP. Experiência

acadêmica: Docente

convidada

junto

aos

Programas de Pós-Graduação em Informação, Conhecimento e TV Digital da UNESPFAAC-Bauru-SP, e Programa de Ciência da Informação , UNESP- Campus de
Marília. Experiência em atividades de Gestão: Diretora Técnica do Serviço de
Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru, da USP (19721998); Consultora para assuntos de Gestão da Qualidade, Gestão da Informação,
Gestão do Conhecimento e Gestão de Pessoas e de Competências em Serviços de
Informação(1990 até o momento); Consultora do Projeto de Transformação do
CIBEC/INEP/MEC em um Centro de Gestão do Conhecimento para a área de
Educação (Programa PNUD - 2006); Pró-Reitora Acadêmica da Universidade do
Sagrado Coração (USC-Bauru-SP) (2002 -2006); Coordenadora do Grupo Gestor em
Information Literacy (Competência em Informação) da Febab, com representação no
Comitê InfoLit da IFLA; Editora Científica da Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação

(Febab)

(2005-2008). Outras

experiências: Vice-presidente

da

Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e
Instituições (Febab) (2008-2011); Secretária do Comitê Permanente da Seção da
América

Latina

e

Caribe

(IFLA/LAC)

(2009-2011). Produção

Científica

mais

representativa para a área de Competência em Informação: Em busca de parâmetros
de avaliação da formação contínua de professores do ensino fundamental para o
desenvolvimento da information literacy. Educação Temática Digital, Campinas, v.5,
n.2, p. 129-139, jun.2004. Information literacy: um indicador de competência para a
formação permanente de professores na sociedade do conhecimento. Educação
Temática Digital, Campinas. v. 6, n.1p.81-99,dez.2004. Co-autoras: Maria do Carmo
Kobayashi (USC) e Glória Georges Feres (FIB). Colaboradora no livro “Competência
em Informação na Sociedade da Aprendizagem”, organizado por Gildenir Carolino dos
Santos e Rosemary Passos (UNICAMP), com o capítulo intitulado “O uso de mapas
conceituais para o desenvolvimento da competência em informação: um exercício de
criatividade”, editado pela Kayrós, 2005; BELLUZZO, R. C. B. Construção de mapas:
desenvolvendo competências em informação e comunicação. 2.ed. Bauru: Cá entre
Nós, 2007; BELLUZZO, R. C. B. O desenvolvimento da competência em informação
com apoio de mapas conceituais sob o enfoque das tecnologias digitais interativas. In:
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�AMARAL, Sergio. (Org.). Aplicaciones educativas y nuevos lenguajes de las TIC.
Campinas: FE/UNICAMP, 2008; BELLUZZO, R. C. B. A competência em informação
como fator de inclusão das comunidades na sociedade do conhecimento. In: X
Congresso Internacional de Cidades Educadoras, 2008, São Paulo. Anais do X
Congresso Internacional de Cidades Educadoras. São Paulo : AICE/Prefeitura da
Cidade de São Paulo, 2008. v. 1. p. 131-142; BELLUZZO, R. C. B. Como desenvolver a
competência em informação (CI): uma mediação integrada entre a biblioteca e a
escola.. In: Fórum Internacional sobre Bibliotecas Escolares e 4º Seminário Bibliotecas
Escolares, 2008, São Paulo. Anais do Fórum Internacional sobre Bibliotecas Escolares
e Seminário Bibliotecas Escolares. São Paulo: Conselho Regional de Biblioteconomia
(SP) e International Association of School Librarianship, 2008. v. 1. p. 1-10; COL,
A.F.S. ; BELLUZZO, R. C. B. . Competências em informação: um fator crítico para a
comunicação na atualidade. Informação &amp; sociedade (UFPB. Online), v. 21, p. 13-25,
2011.
Regina Helena Dantas Cardoso
Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro e graduação em Comunicaçao Social pela Universidade do
Estado do Rio de Janeiro. É bibliotecária da área de Processamento Técnico do
Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.
Ricardo Buonani
Jornalista, Professor dos Cursos de Especialização em Gestão de Projetos,
Administração Industrial, Gestão de Processos e Serviços, Gestão da Tecnologia da
Informação, na Fundação Vanzolini-USP. Professor do MBA da Escola Politécnica do
PECE-USP. Professor do MBA da FIA. Sócio e consultor do INDEPE - Instituto de
Desenvolvimento de Excelência Organizacional e Pessoal. Foi Diretor de Recursos
Humanos da CMTC, Secretário Nacional de Recursos Humanos (convidado) no
Ministério da Administração do Governo Federal. Atua nos últimos 20 anos como
Consultor em treinamento e desenvolvimento organizacional e pessoal. Especializado
nos temas Liderança, Planejamento Estratégico, Negociação, Motivação, Criatividade e
Mudança. Administrador, Jornalista, Professor dos Cursos de Especialização em
105
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�Gestão de Projetos, Administração Industrial, Gestão de Processos e Serviços, Gestão
da Tecnologia da Informação, na Fundação Vanzolini-USP. Professor do MBA da
Escola Politécnica do PECE-USP. Professor do MBA da FIA. Sócio e consultor do
INDEPE - Instituto de Desenvolvimento de Excelência Organizacional e Pessoal. Foi
Diretor de Recursos Humanos da CMTC, Secretário Nacional de Recursos Humanos
(convidado) no Ministério da Administração do Governo Federal. Atua nos últimos 20
anos como Consultor em treinamento e desenvolvimento organizacional e pessoal.
Especializado nos temas Liderança, Planejamento Estratégico, Negociação, Motivação,
Criatividade e Mudança.
Ricardo Crisafulli Rodrigues
Doutorado em Ciência da Informação, pela Universidade de Brasília, julho de 2011.
Possui graduação em Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília
(1979),

especialização

em

Administração

de

Sistemas

de

Informação

pela

Universidade Católica de Brasilia (1981) e mestrado em Master em Fotografia - Scuola
per la Fotografia di Moda, Firenze, Itália (1992). Atualmente é analista sênior em
ciência e tecnologia do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.
Coordenador de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação do Ibict. Tem
experiência na áreas de Ciência da Informação ( com ênfase em Administração de
Sistemas de Informação, Comutação Bibliográfica, aquisição de periódicos científicos)
e em fotografia e imagem. Atualmente é presidente da Associação dos Bibliotecários
do Distrito Federal – ABDF.
Richard Abisla
Bacharel (A.B.) em Literatura Espanhola, University of Chicago, Mestrado em
Desenvolvimento da Educação Internacional, Teachers College, Columbia University.
Especialização em tecnologia comunitaria, elaboração e gestão de projetos educativos,
e educação para adultos.

106
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�Rizio Bruno Sant'Ana
Bacharel em Biblioteconomia pela ECA-USP (1983-87). Curador de Obras Raras da
Biblioteca Mário de Andrade, da Prefeitura de São Paulo, desde 1994, tendo sido seu
Diretor (2001-2002). Professor de História do Livro e das Bibliotecas, no Curso de
Preservação e Restauro organizado pelo SENAI/ABER (1997-2006). Participou de dois
programas de atualização nos EUA (1993-94 e 2003-2004), mantidos pela ALA e pelo
Getty Museum. Consultor no Projeto BNDES de Obras Raras da Biblioteca Padre Vaz
da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte-MG (2007-2008), e na
catalogação de obras raras da Biblioteca do MASP, patrocinada pela Fundação Vitae
(2006-2007). Gerente de diversos projetos de conservação e digitalização de livros na
Biblioteca Mário de Andrade, financiados pela FAPESP, Instituto Embratel 21 e
Universidade de Harvard.
Rosana Correa Pereira El Kadri
Mestranda em letras pela Pontifícia Universidade Católica. Especialista em Tecnologias
Interativas Aplicadas à Educação pela mesma Universidade. Consultora de Leitura e
Bibliotecas do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria Estadual de Cultura. Autora
e editora de coleções de livros didáticos de língua portuguesa. Professora e assessora
de língua e literatura da rede particular e pública de ensino por 20 anos.
Rosane Fagotti Voss
Rosane Fagotti Voss é bibliotecária graduada pela Universidade Estadual de Londrina,
foi diretora da Biblioteca Pública de Garça/SP, onde implantou projetos de incentivo à
leitura premiados pela Secretaria de Estado da Cultura do governo de São Paulo. Em
2007 recebeu o Prêmio Biblioteconomia Paulista Laura Russo com o tema “Inovação e
Criatividade em Serviços Bibliotecários”. Idealizadora do Sistema de Biblioteca Escolar
e Escolar-comunitária, implantado na Secretaria Municipal de Educação de Garça,
esse projeto recebeu o VIII Prêmio de Biblioteconomia Paulista Laura Russo, edição
2008. Recentemente recebeu o Prêmio Anita Garibaldi em Defesa dos Direitos da
Mulher do Estado de São Paulo na categoria Incentivo à Leitura. Há 19 anos participa
do Grupo Pirlimpimpim - Contadores de Histórias, selecionado pelo programa federal
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�Mais Cultura como Ponto de Leitura, conquistou também apoio do PROAC do Estado
de São Paulo. Foi diretora da Biblioteca de São Paulo. Atualmente é Diretora de
Cultura da Secretaria Municipal de Cultura de Garça.
Rosângela Rocha Von HeldeB
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Pós-graduada em Gestão Estratégica e Qualidade pela Universidade Cândido Mendes.
Chefe do Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras – PLANOR da Fundação
Biblioteca Nacional.
Roseli Miranda
Mestranda em Ciência da Informação pela Escola de Comunicação e Artes da
Universidade de São Paulo, com bolsa de pesquisa pela CAPES com vínculo de
dedicação integral. Especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação
pela Fundação Getúlio Vargas. Graduada em Biblioteconomia e Ciência da Informação
pela FESP/SP. É docente e possui experiência consolidada na área de Documentação
Jurídica com ênfase na organização de acervos. É membro formador do Grupo de
Informação e Documentação Jurídica de São Paulo - GIDJ/SP, do qual foi conselheira
e representante da Comissão Temporária de Documentação e Informação Jurídica do
CRB-8 durante o período de 2009-2012. Atualmente é representante do GIDJ/SP nos
assuntos relacionados à Comissão Brasileira de Documentação Jurídica – CBDJ.
Salete Cecília e Souza
Graduada em Biblioteconomia, Mestre em Engenharia de Produção. Bibliotecária,
Coordena a Biblioteca da UnisulVirtual, Coordenadora do Programa de Promoção de
Acessibilidade da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL. Bibliotecária
Voluntaria da Fundação Dorina Nowill para Cegos.
Samantha Eunice de M. M. Pontes
Bibliotecária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Memória
Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). É Bacharel
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�em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Biblioteconomia. É
vice-coordenadora do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU).
Sandra Rodrigues
Consultora para desenvolvimento e gestão de projetos culturais, tendo se especializado
na definição de modelos de negócio e planejamento estratégico para projetos
independentes e instituições culturais, inclusive com a utilização de leis de incentivo.
Desde setembro de 2003 atuando no terceiro setor, acompanhando a formulação de
projetos para captação de recursos públicos e privados, a fim de viabilizar a produção
de produtos culturais, bem como eventos ligados à arte e à cultura em geral. Atuando
no mercado de entretenimento, através da prestação de assessoria jurídica à produção
de filmes, programas de TV, exposições, espetáculos teatrais, gravação de CDs, entre
outros, que vai desde a apresentação de hipóteses contratuais e fiscais, até o
pensamento da obra como um todo, buscando a resolução de questões legais e,
principalmente, a otimização e viabilidade do processo de produção propriamente dito.
Atuou como gestora do projeto Complexo Cultural Luz, de autoria do escritório de
arquitetura Herzog &amp; de Meuron (Basiléia, Suíça), iniciativa da Secretaria de Estado da
Cultura de São Paulo. Atualmente é a responsável pela gestão do projeto de
reconstrução do Teatro Cultura Artística e de reforma do Theatro São Pedro, na cidade
de São Paulo. É sócia-diretora da Relacionarte Marketing e Produções, empresa
associada a International Society for the Performing Arts (ISPA), e integrante dos
Irmãos de Criação.
Sergio Vieira Branco Júnior
Doutor e Mestre em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro –
UERJ. Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro. Autor dos
livros “Direitos Autorais na Internet e o Uso de Obras Alheias”, “O Domínio Público no
Direito Autoral Brasileiro – Uma Obra em Domínio Público” e “O que é Creative
Commons – Novos Modelos de Direito Autoral em um Mundo Mais Criativo”.
Especialista em propriedade intelectual pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de
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�Janeiro – PUC-Rio. Pós-graduado em cinema documentário pela FGV. Graduado em
Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Advogado no Rio de
Janeiro.
Sigrid Karin Weiss Dutra
Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade do Estado
de Santa Catarina (1981) e mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade
Federal de Santa Catarina (2005) e é doutoranda em Engenharia e Gestão do
Conhecimento, também na UFSC.. Atualmente é bibliotecário/documentalista da
Universidade Federal de Santa Catarina, foi Presidente da Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários (2008-2014), Desde 2012 é Presidente do Comitê
Permanente Para América Latina e Caribe da International Federation of Library
Associations and Institutions . Diretora de Gestão da Informação na Universidade
Federal da Fronteira Sul, de 2010 a 2014. Presidente da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias (2004-2008). Atualmente está na Direção do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de
Ciência da Informação, com ênfase em Biblioteconomia, atuando principalmente nos
seguintes temas: Movimento Associativo de Classe, Comunicação científica, ensino à
distância, bibliotecas universitárias, empreendedorismo e inovação em Bibliotecas.
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São
Paulo em Ribeirão Preto junto ao Curso de Ciencia da Informação e Documentação e
Biblioteconomia. Docente e orientadora de doutorado no Programa de Pós-Graduação
em Ciência da Informação da mesma Universidade. Doutora e Mestre em Ciências da
Comunicação. Membro do Conselho Diretor do IBICT (2008-2010) e da Biblioteca
Virtual da FAPESP (2009-2010). Diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(2010 a 2013). Membro do Comitê Permanente da Seção para América Latina e Caribe
da IFLA (IFLA LAC, desde 2011). Membro da Comissão Brasileira de Direitos Autorais
e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas
da Informação e Associados (Febab, desde 2014). Membro do Conselho Científico
Internacional da RedAlyc (desde 2009). Membro Grupo de Especialistas Internacional
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�do International Advocacy Programme (IAP Group) da International Federation of
Library Association (IFLA de 2015 a 2016). Parecerista e avaliadora da FAPESP e do
CNPq no Brasil (desde 2005) e da Oficina de Avaliação de Pesquisa na PUCP no Perú
(2015). Membro de Comitê Científico de diversos eventos e revistas nacionais e
internacionais. Temas principais de pesquisa: comunicação científica, acesso aberto,
biblioteca federada, publicação eletrônica e repositórios digitais.
Tamara Melnik
Tamara Melnik possui Pós-Doutorado (2011) em Medicina Interna e Terapêutica na
Universidade Federal de São Paulo, Brasil (UNIFESP-EPM) com o tema “A Pratica da
Psicologia Baseada em Evidências”. Doutorado em Psicologia pela Universidadede
São Paulo (2006) em parceria com Cochrane Prostatic and Urologic Diseases e Centro
Cochrane do Brasil e Mestrado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (2003).
Professora orientadora (mestrado e doutorado) do Programa de Pós-graduação em
Medicina Interna e Terapêutica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESPEPM). Pesquisadora do Centro Cochrane do Brasil. Professora do curso de
Especialização em Terapia cognitivo comportamental em Saúde Mental do Amban
(Ambulatório de Ansiedade – Hospital das Clinicas). Professora Visitante da Penn
University. Revisora de periódicos nacionais e internacionais, como British Medical
Jornal, Cochrane Library entre outros. Idealizou e Ministrou na Universidade de São
Paulo a primeira disciplina no Brasil sobre a Pratica da Psicologia Baseada em
Evidências. Membro do corpo editorial do World Journal of Meta-Analysis. Consultora
cientifica atuando na elaboração de delineamentos experimentais na área da saúde.
Organizou em parceria com o Prof. Dr Álvaro Nagib Atallah o livro Psicologia Baseada
em Evidências: Provas cientificas da efetividade da psicoterapia. Professora convidada
do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de
Psicologia Clinica e Consultoria Cientifica, atuando principalmente nos seguintes
temas: Psicologia Baseada em Evidências, Metodologia Cientifica, Epidemiologia,
Saúde Mental na Infância, Adolescência e Idade Adulta, Disfunções Sexuais,
Psicopatologia, Qualidade de Vida, Medicina e Saúde Baseada em Evidências,
Revisões Sistemáticas e Metanálises e Ensaios Clínicos Randomizados.
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�Telma de Carvalho
Possui graduação em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política
de São Paulo, mestrado em Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade Católica de
Campinas e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo.
Coordenou o projeto de instalação da Biblioteca Virtual em Saúde na área de
Odontologia junto ao Serviço de Documentação Odontológica da Faculdade de
Odontologia da Universidade de São Paulo. Foi docente no curso de graduação em
Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política
de São Paulo e no curso de pós-graduação da Escola Pós-Graduada da Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Atualmente é docente adjunto no Curso
de Biblioteconomia e Documentação do Núcleo de Ciência da Informação da
Universidade Federal de Sergipe, exercendo a função de coordenador do curso pelo
período de 2014 a 2016. É presidente da Associação Profissional dos Bibliotecários e
Documentalistas de Sergipe (APBDSE), no período de 2015 a 2017 e Vice-Presidente
da Federação Brasileira de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições
(Febab) no período de 2015 a 2017.
Tiago Rodrigo Marçal Murakami
Chefe Técnico de Divisão na Divisão de Gestão do Tratamento da Informação do
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo. Já trabalhou como Diretor de Biblioteca na Biblioteca Pública Municipal Manuel
Bandeira em São Bernardo do Campo e como Bibliotecário no CEU Butantã da
Prefeitura de São Paulo.
Traci Lesneski [Estados Unidos]
Entrou na MSR em 1996 e tem 19 anos de experiência, principalmente na concepção
de espaços de aprendizagem. No desenvolvimento de seu trabalho, promove uma
abordagem de design integrado, acreditando que os projetos são mais bem sucedidos
quando várias disciplinas têm um papel na formação deles. Acredita na concepção de
experiência global, valorizando igualmente o conforto, a produtividade, a estética e o
deleite. Projeta espaços que podem motivar e impactar positivamente a vida de uma
112
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�pessoa, seja uma biblioteca pública, um prédio de artes, um centro comunitário da
universidade, ou uma área de trabalho. É bacharel em Belas Artes e Design de
Interiores pela Universidade de Wisconsin-Stout. Participa regularmente de workshops
e debates sobre design de biblioteca. Recentemente proferiu palestra sobre design de
biblioteca na Conferência Anual da ALA de 2013, em Chicago. Contribuiu com artigos
para o New World Library e Library Journal. Foi nomeada como uma das “25 Women to
Watch” pelo Minneapolis/Saint Paul Business Journal.
Valéria Valls
Doutorado em Ciências da Comunicação (2005), Mestrado em Ciências da
Comunicação (1998) e Graduação em Biblioteconomia e Documentação (1990) pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, além de
extensão universitária em Docência pela Fundação Getúlio Vargas - FGV (2008).
Coordenadora e docente do curso de graduação em Biblioteconomia e Ciência da
Informação

da

Fundação

Escola

de

Sociologia

e

Política

de

São

Paulo

(FaBCI/FESPSP) e Coordenadora de curso e docente de pós-graduação da Escola
Pós-Graduada da FESPSP (Núcleo de Ciência da Informação). Docente do MBA em
Gestão Empresarial e Coaching (parceria FESPSP e SLAC). Primeira Tesoureira
(Gestão 2014-2016) da ABECIN - Associação Brasileira de Educação em Ciência da
Informação. Consultora associada em projetos ligados à gestão da qualidade,
informação e conhecimento, além de atuar como palestrante nesses temas.
Vanessa Labigalini
Coordenadora Pedagógica . Bacharel em Serviço Social pela PUC/SP / Radialista /
Psicodramatista pela Role Playing – Pesquisa e Aplicação. Diretora de TV/ Produção
de vídeo e rádio. Apresentadora e Diretora de Programas Rádio. Editora de texto,
coordenação e direção de externas e switcher.
Verônica Abdala
Gerente das áreas Serviços Cooperativos de Informação e Produção de Fontes de
Informação na BIREME – Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
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Rua Avanhandava, 40, cj.108/110, Bela Vista • 01306-000 • São Paulo/SP • +55 11 3257-9979 • febab@febab.org.br • www.febab.org.br

�Ciências da Saúde, da OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde, há muitos anos
desenvolvendo atividades de promoção do uso da informação, organização de serviços
de informação e gestão de fontes de informação na área da saúde. Bibliotecária de
formação pela Universidade de Brasília (UnB) pós-graduada em ciência da informação
pela Universidade de São Paulo (USP). É colaboradora/autora de vários trabalhos
apresentados em congressos nacionais e internacionais da área de saúde e de
informação, e de artigos sobre acesso à informação em saúde. É líder de projetos de
cooperação técnica nos países da América Latina na área de gestão de serviços de
informação, uso de evidências no processo de tomada de decisão, tradução do
conhecimento, projetos de telessaúde, desenvolvimento de Bibliotecas Virtuais e
outros.
Viviane Carrion Castanho
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1993).
Chefe da Biblioteca do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul de 1995 a 2004. Diretora da Biblioteca Central da UFRGS desde 2004.
Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias - Gestão 2014-2016.
Possui experiência principalmente em planejamento e gestão de bibliotecas
universitárias, desenvolvimento de coleções, tratamento da informação, comunicação
científica e acesso aberto.
Volnei Cunha Canônica
Formado em Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas, é especialista em
Literatura Infantil e Juvenil pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), Especialista em
Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo pela PUC – RJ. Foi assessor da
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ. É escritor, ator e diretor de teatro
e coordena o programa Prazer em Ler do Instituto C&amp;A desde 2011.
Wagner Santana
Sociólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em
Comunicação e Educação pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). Atua no
114
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�campo das políticas públicas do campo social, educacional, cultural e de direitos
humanos há mais de 20 anos, tendo sido gestor de projetos, pesquisas, ações de
formação e capacitação, produção de conteúdos e consultor de entidades
governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e
entidades privadas. Editou várias publicações no campo social. Atualmente é Assessor
Técnico da ONG Mais Diferenças, onde atua como coordenador técnico do Projeto
Acessibilidade em Bibliotecas, iniciativa do Ministério da Cultura executada pela Mais
Diferenças.
Zaira Regina Zafalon
Doutora em Ciência da Informação pela UNESP (2012), mestre em Comunicação e
Semiótica pela PUC/SP (2006), especialista em Sistemas Automatizados de
Informação em Ciência &amp; Tecnologia (1996), em Administração (2002), em Ensino
Superior (2003), e bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela EBDSC (1993).
Atua como docente na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Lidera o Grupo
de Pesquisa Tecnologias em Ambientes Informacionais - GPTAI (UFSCar), pesquisa
no Núcleo de Estudos em Tecnologias de Organização e Representação de
Informações - NeTORI (UFSCar) e no Grupo de Pesquisa Novas Tecnologias em
Informação (UNESP). É membro da Associação Nacional de Pesquisa e PósGraduação em Ciência da Informação (ANCIB), da Associação Brasileira de Educação
em Ciência da Informação (ABECIN) e da Associação Brasileira de Profissionais da
Informação (ABRAINFO) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Catalogação
(GEPCAT). Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em
Organização e Representação da Informação. São temas de seu interesse e de
pesquisa: Catalogação e catalogação automatizada; Metadados, padrões e estruturas
de representação da informação, Formato MARC21, BIBFRAME, DublinCore, AACR2r,
RDA; Automação e softwares em unidades de informação; Intercâmbio e conversão de
dados; Aspectos teóricos e conceituais de catalogação, sintaxe e semântica de
registros bibliográficos. Desenvolveu o Scan for MARC, um interpretador sintático e
semântico de registros bibliográficos analógicos para o Formato MARC21 Bibliográfico.

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�Anexo 2 – Questionário de avaliação
Tabela 1. Questionário de avaliação do XXVI CBBD
Fonte: Febab
Identificação (não obrigatória):
Local:

Data:

Hora:

Título:

I T E N S

AVALIAÇÃO

MIN.

MÁX.

Quanto às instalações:

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

QUALIDADE DAS INSTALAÇÕES

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

QUALIDADE DOS EQUIPAMENTOS

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

MANUTENÇÃO E LIMPEZA

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

QUALIDADE DO MATERIAL INSTITUCIONAL

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

EDUCAÇÃO E SIMPATIA

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

CAPACIDADE DE ESCLARECER DÚVIDAS E DAR INFORMAÇÕES

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

OPERAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

ORGANIZAÇÃO

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

TEMPO

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

MESAS-REDONDAS

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

CONFERÊNCIAS

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

TRABALHOS ORAIS

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

PÔSTERES

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

CONVERSANDO SOBRE

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

2º FÓRUM DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

IV FÓRUM DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
III REUNIÃO NACIONAL DO COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO
DE COLEÇÕES

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Quanto ao Atendimento/Pessoal:

Quanto à Estrutura:

Quanto aos Objetivos:
AS RAZÕES E EXPECTATIVAS APRESENTADAS PARA O EVENTO FORAM
ATENDIDAS
O CONTEÚDO DESTE EVENTO CONTRIBUIRÁ NO DESENVOLVIMENTO DE
SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS

Quanto ao Conteúdo:

1) OUTRAS OBSERVAÇÕES (PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS A SEREM REALIZADOS):

2) CRÍTICAS / SUGESTÕES:

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�Anexo 3 – Texto das placas de homenagens
Placa – Homenagem à Profª Drª Neusa Dias de Macedo
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições - à Profª Drª Neusa Dias de Macedo pela
valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVI CBBD - São Paulo, julho de 2015
Placa – Homenagem à FESPSP
Homenagem da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições - à Fundação Escola Sociologia e Política de
São Paulo pela valiosa contribuição em prol da Biblioteconomia brasileira.
XXVI CBBD - São Paulo, julho de 2015

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�Anexo 4 – Discursos das homenagens
Homenagem à Profª Drª Neusa Dias de Macedo – Realizado por Maria Imaculada
Cardoso Sampaio (Febab)
Boa noite a todas e todos.
A bibliotecária e prof. Neusa Dias de Macedo é uma das mais fortes defensoras do movimento
associativo de sua geração. Atuou na FeBAB, na Associação Paulista dos Bibliotecários, no
Conselho Regional de Biblioteconomia. Defendeu as publicações científicas trabalhando como
editora da Revista Brasileira de Documentação, órgão da FeBAB, por mais de 20 anos. É um
exemplo de dedicação à profissão de bibliotecário.
Mestre por natureza, sua primeira atuação educacional foi como professora normalista de
uma escola de 10 grau, bibliotecária de coração, resolveu organizar uma biblioteca para o
Grupo Escolar José Bonifácio. Despertava ali seu amor e interesse pelas bibliotecas. A autora
Neusa também nasceu naquele tempo, pois publicou seu primeiro artigo, em 1950, para a
Folha Escolar do grupo escolar no qual lecionava. O título: “Nossa Biblioteca”, e destaco a
frase a seguir: “A nossa Biblioteca preenche a sua finalidade: desenvolve o gosto pela leitura,
amplia os estudos e enriquece a cultura.” Leitura, estudo e cultura não poderiam existir
separadamente para a educadora Neusa.
Formou-se em Biblioteconomia na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, primeiro e
único curso de São Paulo na década de 50. Trabalhou em diversas bibliotecas das áreas de
Farmácia, Odontologia, Letras, Comunicações e Artes na Universidade de São Paulo. Em
Brasília trabalhou na Biblioteca Central da recém-criada Universidade de Brasília e ali,
também, exerceu a docência.
Atuou em bibliotecas especializadas, como por exemplo, na indústria Nadir Figueiredo, na
qual criou o quiosque com caixas-estantes para os funcionários. O sucesso do projeto
envolveu fortemente os usuários que solicitavam livros para levarem para casa, assim seus
filhos, também, poderiam ler.
Realizou seu mestrado na Catholic University of America nos anos de 1965 a 1968. Em 1969
inaugurou o curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA), ministrando
aulas para a primeira turma de bibliotecários. Ali passou por diversas chefias e funções
colegiadas. Formou grande parte dos bibliotecários que estamos aqui.
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�Seu doutorado, de 1975 a 1980, na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas foi o
primeiro na área de Biblioteconomia da USP. Como doutora formou muitos alunos de pósgraduação, mas nunca abandonou a graduação. Inspirou grande parte dos bibliotecários
apaixonados pelo Serviço de Referência com seu conhecimento e paixão. Como autora
publicou livros e dezenas de artigos científicos.
Aposentou-se da ECA em 1993, mas continuou na área de documentação na inovadora
Escola do Futuro da USP. Seu pioneirismo e espírito inovador nunca sossegaram.
Seguiu militando pelos movimentos associativos enquanto lutava pelas bibliotecas. Sua
sabedoria predizia que as bibliotecas somente encontrariam o caminho certo para o seu
desenvolvimento quando os bibliotecários e bibliotecárias praticassem a defesa e se
engajassem ativamente na causa bibliotecária.
Eu poderia seguir falando e citando fatos sobre a bibliotecária e prof. Neusa toda a noite e ao
longo dos três dias do nosso Congresso. Mas vou encerrar dizendo que esse é um grande
momento, pois estamos fazendo justiça ao homenagear nossa grande professora e
bibliotecária dedicada.
Neusa, a biblioteconomia deve muito a você e em nome dos bibliotecários brasileiros, muito
obrigada!

Fonte consultada
Macedo, Neusa Dias de. (org.). Biblioteca escolar brasileira em debate: da memória
profissional a um fórum virtual. São Paulo: SENAC, 2005.
Homenagem à FESPSP – realizado por Luiz Atílio Vicentini (Febab)
A FUNDAÇAO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLITICA DE SAO PAULO E O CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA

E

CIENCIA

DA

INFORMAÇÃO

DA

FACULDADE

DE

BIBLIOTECONOMIA E CIENCIA DA INFORMACAO
75 ANOS FORMANDO PROFISSIONAIS PARA O MERCADO DE TRABALHO

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�Fundada em 1933 a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo é a Pioneira no
Estado no ensino e pesquisa no campo das Ciências Humanas, oferecendo inicialmente o
curso de graduação em Ciências Sociais e, a partir de 1940, também o de Biblioteconomia.
No contexto do seu surgimento, a instituição visava formar uma elite técnica capaz de
fornecer quadros a administração pública que se modernizava.
Assim, o conhecimento científico da realidade nacional era visto como base para projetos de
intervenção social e/ou políticas públicas adequadas à solução dos problemas brasileiros.
Desde o início, a Escola tem sua atuação voltada para a realidade concreta, fato que se
traduz na ênfase dada à pesquisa empírica como essência da atividade científica.
A partir de 1939, sob a direção do sociólogo Donald Pierson, o projeto científico e pedagógico
da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, ganha nova inflexão, voltando-se mais para
o meio acadêmico e menos para o Estado, investindo na formação de Sociólogos
profissionais bem treinados para a pesquisa e análise bem fundamentadas teoricamente.
É justamente neste período de sua evolução que a Escola de Sociologia e Política incorpora o
curso de Biblioteconomia criado em 1936 por Rubens Borba de Morais o qual havia sido
interrompido por razões políticas, que ao estruturar o curso procurou preencher a carência de
técnicos especializados na área de Biblioteconomia.
E assim ao longo desses 75 anos, o curso tem formado profissionais que atuam em diversas
tipologias de Bibliotecas em vários estados do país e, o CBBD 2015 não poderia deixar de
reconhecer o curso de Biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo e dizer que desejamos comemorar muitas vezes os 75 anos da sua existência!
Obrigado FESP por valorizar a Biblioteconomia Brasileira!
Vida Longa ao curso de Biblioteconomia!
FEBAB, 21 de Julho de 2015
XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação – São Paulo

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�Anexo 5 – Despesas realizadas
A Diretoria da FEBAB entendeu ser importante dar aos participantes e a classe bibliotecária como um
todo, uma visão geral pois muitos profissionais consideram o evento de custo elevado e sempre
relacionam isso como um item de melhoria do evento ou ainda como um obstáculo à
participação. Enfatizamos que esse CBBD teve o mesmo valor da inscrição do evento anterior que
aconteceu em 2013. Pelo que pode ser observado não há condições de fazer um evento dessa
magnitude e com todo o grau e exigência que a comunidade bibliotecária espera e que a FEBAB
também entende ser necessária para permitir as reflexões e discussões tão importantes para o
desenvolvimento dos profissionais e para o aprimoramento dos serviços prestados à comunidade.
Assim, poderemos pensar em parcelamentos dos custos, mas será impossível ter um evento com custo
inferior ao praticado em São Paulo.

26º CBBD – 2015 – Despesas realizadas para o evento
IT

Descrição

Valor

1

Locação espaço para realização evento

R$ 193.818,90

2

Logística

R$ 41.538,00

3

Convidados / Palestrantes

R$ 26.813,36

4

Infraestrutura(*)

R$ 446.775,26
TOTAL R$ 708.945,52
Gráfico 1. Porcentagem das despesas
Locação espaço para
realização evento
27%

Infraestrutura
63%

Logistica
6%

Convidados /
Palestrantes
4%

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�Gráfico 2. Total das despesas (em reais)
Locação espaço
para realização
evento,
R$ 193.818,90

Infraestrutura,
R$ 446.775,26
Logistica,
R$ 41.538,00
Convidados /
Palestrantes,
R$ 26.813,36

(*) Inclui: montagem da feira, multimídia(computadores, projetos, som, sistema de vídeo conferência),
internet e sistema wifi, material participantes, limpadora, ambulância, seguros, bombeiros, mobiliário,
tradução simultânea, material de escritório, impostos, sinalização.

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�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Text</name>
      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Relatório do 26o. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
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Tema: Biblioteconomia, Ciência e Profissão</text>
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                <text>O Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (CBBD) tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolar, pública, comunitária, universitária e especializada. Neste sentido, alinhado à plataforma da presente gestão “Advocacy para o fortalecimento das bibliotecas brasileiras” e visando articular e aproximar os profissionais da Biblioteconomia e Ciência da Informação – os da linha de frente das bibliotecas e centros de informação, acadêmicos e pesquisadores – propomos um tema amplo e representativo: Biblioteconomia, Ciência e Profissão. Entendendo que todos nós construímos a Biblioteconomia diariamente, cada um na sua especialidade, pretendeu-se criar neste evento um espaço de integração e reflexão. O tema geral do evento foi o mote para convidarmos todos a refletir e oferecer sua colaboração individual para o fortalecimento da nossa área. Acreditando que juntos somos mais fortes e poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e continuar consolidando o trabalho já realizado. Queremos ampliar as ações para que nosso país tenha de fato um sistema de bibliotecas com plena capacidade para atender às necessidades de nossas comunidades e fomentar novas demandas. Sabemos que em alguns espaços do território nacional a missão de uma biblioteca é mal conhecida e, também por isso, exaltamos a profissão e recorremos à Ciência como suporte aos projetos consolidados, ou em fase de desenvolvimento. Nosso convite foi para que, independentemente do segmento de atuação de cada um, tenhamos um olhar mais abrangente para a área de Biblioteconomia, como resposta às dificuldades específicas de nossas bibliotecas. Os avanços esperados nas bibliotecas públicas e escolares devem ser bandeiras de todos os profissionais, professores, alunos, pesquisadores e cientistas da informação.</text>
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                    <text>�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia: ( ) Sim (x) Não
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

1 INTRODUÇÃO
O trabalho de tratamento da informação entendido nesta reflexão como
representação descritiva e temática de itens informacionais, é provavelmente uma
das operações mais emblemáticas do saber e fazer biblioteconômico.
Consideramos este saber pensando no conjunto de conhecimentos derivados de
estudos de uma disciplina biblioteconômica em seus processos de construção que
resultam na formação de teorias e métodos. Estes resultados tornam-se
formulações para conceituar, organizar e legitimar argumentos que são expressos
como métodos, técnicas e regras que “abriga a representação documental, no
contexto da organização do conhecimento” (SANTOS, 2017, p.1). Ao fazer,
outorgamos a função prática da atividade de tratamento da informação que
analisada e pautada a partir do saber desenvolve as ferramentas e meios de
facilitar, aprimorar e otimizar a realização de “permitir interseção entre as
mensagens contidas nos itens [informacionais] e as mensagens internas dos
usuários” (MEY, 1995, p.5). É refletindo a partir dessas premissas que nos
debruçamos sobre como este saber e fazer são avaliados na operacionalidade do
trabalho de tratamento da informação. A problemática que fomenta nossa
motivação é entender quais critérios e requisitos que amparam o
acompanhamento do trabalho de tratamento da informação em uma biblioteca
universitária? Como atividade de um bibliotecário catalogador é avaliada? O
recorte da questão focou o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de
Goiás (SIBI-UFG), órgão oficialmente responsável por gerenciar toda coleção
bibliográfica de suporte físico e digital acumulada e produzida pela respectiva
instituição. A ideia é compreender como SIBI-UFG realiza e operacionaliza a
catalogação1 na sua estrutura organizacional e como é feito avaliação e controle
desse procedimento.
2 O PROCESSO DE TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO NO SIBI-UFG :
OLHARES SINTÉTICOS E ANALÍTICOS
O SIBI-UFG é um órgão da Universidade Federal de Goiás que possui a
função e atribuição de direcionar políticas, técnicas e instrumentos que sejam
capazes de promover o acesso dos seus usuários as informações que ele
gerencia. Para o alcance deste objetivo o SIBI-UFG dispõe em sua estrutura
1

O termo catalogação vai ser empregado neste trabalho como processo que engloba tanto a
representação descritiva quanto temática. A utilização deste termo esta ligado ao contexto
organizacional do SIBI-UFG, que sintetiza todo conjunto de procedimentos ligados a representação
documental na denominação de catalogação.

�organizacional divisões funcionais que englobam o processo de tratamento da
informação. No que tange fundamentalmente a atividade de catalogação essa
função se resume em uma atribuição organizacional no qual a instituição
denomina “processamento técnico”. A seção de processamento técnico do SIBI
reúne parte2 da incumbência do saber e fazer biblioteconômico que diz respeito ao
tratamento informacional de itens informacionais. Regimentalmente os critérios
que pautam o saber e fazer do processo de catalogar no SIBI-UFG estão
relacionados a funções que são pensadas como “técnicas”, ligadas mais a um
trabalho instrumental, mecânico do que propriamente um trabalho intelectual,
reflexivo de organização do conhecimento. Desta forma, é forte a ideia de que o
procedimento operacional da catalogação possa ser contabilizado, cronometrado
e determinado.
No decorrer da pesquisa, coletamos informações que indicam que até o ano
2014 era realizado no SIBI-UFG um relatório estatístico de produtividade por
bibliotecário catalogador, em que objetivo era mensurar a quantidades de “itens
processados” pelo profissional. Essa prática foi finalizada por inconsistências nas
medidas de desempenho. O que de fato, corresponde com argumentos apontados
por Maria Carmen Romcy de Carvalho (1981) em sua obra que estabelece
padrões para bibliotecas universitárias. A autora em seu livro apresenta uma
relação de autores 3 que investigaram “medidas de desempenho” para quantificar
tempo e custo no trabalho de “processamento técnico”. A exposição dos
argumentos assinala opiniões divergentes e resultados inconclusivos sobre uma
“medida de desempenho padrão”. Se tratando de um trabalho intelectual que
envolve um saber e fazer e fatores díspares relacionados a complexidade de
representar o conhecimento, além da percepção do bibliotecário catalogador,
acaba por ser evidente que o tempo gasto para “processamento técnico” seja
difícil de se estabelecer em padrões e medidas. Essas premissas são
colaborativas para refletir a função da catalogação no SIBI-UFG, porque ajudam a
pensar o trabalho como intelectual e complexo, não apenas técnico e mecânico,
portanto, de difícil mensuração quantitativa. Muito embora, é imprescindível
distinguir, que por ser um trabalho intelectual se faz necessário um esforço de
concentração e dedicação, o que implica por sua vez uma necessidade de colocar
essa atividade em separado de ações que envolvam atendimento ao usuário,
indicando certa divisão social4 do trabalho. É recorrente na literatura da
2

Ao desenvolver dessa pesquisa enquadramos apenas a atividade de tratamento informacional
realizada pela Seção de Processamento Técnico, assim como descrito nos Regimentos do SIBI de
1980 e 2016, entretanto registra-se que na pesquisa in loco constatamos que existe outra divisão
organizacional do SIBI-UFG denominada “Gerência de Recursos Tecnológicos” que executa de
modo irrestrito o tratamento informacional da biblioteca digital de teses e dissertações e o
repositório institucional da UFG.
3
TUTTLE, Helen Welch. Standarts for technical servisse cost studies. Advances in librarianship,
v.1, p. 95-111, 1970.CARROL, Phil. We need work measures. Especial libraries, n.50, v.8 , p.
384-80, Sept, 1965. KOZUMPLIK, William A. Time and motion study of library operations. Special
libraries, v.58, n.7, p;585-588, oct. 1967. RUSSO, Laura Garcia Moreno. Os processos técnicos
dificultam ou aceleram a informação? R. Bras. Bibliotecon. Doc., v.1, n.1/3, p.44-48, jan/mar,
1973.
4
Estamos abordando o conceito divisão social do trabalho, recorrendo a uma definição que
percorre a ideia de especialização das atividades presentes nas sociedades complexas, isso

�biblioteconomia que o profissional responsável pelo tratamento da informação seja
relacionado como especializado, assim indica a obra de Silva (2005). Há
proposições até celebres como a de Gaston Litton (1973), que ainda continuam
muito atuais que reforçam e amparam esse argumento. Depreende que a
especialização do trabalho exige por sua vez também uma especialização
profissional. A especialização profissional é a matriz norteadora que conduziu o
SIBI-UFG a construir um controle da atividade de catalogação por meio de
indicadores. A adoção de indicadores esta consubstanciada fundamentalmente
em controlar a qualidade não a produtividade, afastando deste modo, a ideia de
um trabalho de catalogação de possa ser medido e mensurado em produtividade.
2.1 INDICADORES
O propósito dos indicadores de controle das atividades exercidas na seção
de processamento técnico do SIBI-UFG é funcionar como uma ferramenta para
determinar a qualidade e a eficácia do trabalho, bem como ao conhecimento e uso
correto das ferramentas que se encaixam nesses parâmetros.
Para cumprir essa função foi elaborado indicadores para 2 (dois) perfis de
trabalho responsáveis direto pela catalogação no SIBI-UFG. O Bibliotecário (a)
Perfil Processamento Técnico – Supervisor e Bibliotecário (a) Perfil
Processamento Técnico - Apoio.
O Bibliotecário (a) Perfil Processamento Técnico – Supervisor é
selecionado pela Coordenação da Seção de Processamento Técnico do SIBI-UFG
para exercer atividades que requeiram conhecimento pleno das ferramentas
utilizadas nos processos de representação descritiva e temática da informação.
Este deverá ser servidor efetivo da Universidade Federal de Goiás e a seleção
para este perfil de trabalho esta condicionada a indicadores como:
a) Tempo de trabalho: mínimo de 6 (seis) meses de exercício na Seção de
Processamento Técnico (Peso 3,0). b)Nota da avaliação de desempenho
realizada pela UFG: última nota não pode ser inferior a “7” (Peso 1,0). c)Nota da
avaliação de conhecimento e habilidade para uso das ferramentas dispostas a
seção de processamento técnico: A prova deve ser objetiva e elaborada pela
coordenação da seção baseada nos processos e atividades desenvolvidos na
seção: nota mínima “7” “Satisfatório” (Peso 4,0). d)Realização de no mínimo 01
(uma) oficina que habilitem os usuários do Sibi/UFG ao uso da linguagem de
indexação utilizada pela Seção de Processamento Técnico, perpassando pela
classificação de assuntos e construção de descritores (Peso 1,0). e)Realização de
no mínimo 01 (uma) oficina de Resumos para trabalhos acadêmicos. (Peso 1,0).
A soma da nota final não pode ser inferior a “7,0”.
Após ser selecionado o trabalho do Bibliotecário (a) Perfil Processamento
Técnico – Supervisor esta condicionado aos seguintes indicadores:
a) Número de treinamento oficina de Resumos para trabalhos acadêmicos:
Indicador Quantitativo: Inferior a 4 (quatro) anuais = Insatisfatório; Igual ou
superior a 4 (quatro) anuais = Satisfatório.
independe dos produtos do trabalho circularem como mercadoria ou não. Para Braverman (1981,
p.71-72) “A divisão social do trabalho é aparentemente inerente característica do trabalho humano
tão logo ele se converte em trabalho social, isto é, trabalho executado na sociedade e através
dela”.

�b) Número de oficinas que habilitem os usuários do Sibi/UFG ao uso da
linguagem de indexação utilizada pela seção de processamento técnico,
perpassando pela classificação de assuntos e construção de descritores.
Indicador Quantitativo: Inferior a 2 (dois) anuais = Insatisfatório; Igual ou
superior a 2 (dois) anuais = Satisfatório
c) Número de alteração, substituição, inclusão e correção de autoridades:
Metodologia de aplicação: Para a aplicação deste indicador, é necessário a
observação do intervalo de tempo que será aplicado, e o acúmulo de funções
desenvolvidas
pelo
bibliotecário
durante
o
período,
considerando
impreterivelmente intervalos de meses em que não houve intercorrências no
Sophia. Esta operação deve ser feita selecionando as autoridades Pessoa –
Instituição – Evento – Termo Tópico – Local Geográfico – Subdivisão geral –
Subdivisão geográfica – Subdivisão cronológica. O resultado de cada busca deve
somado e dividido no intervalo dos meses pesquisado.
Indicador Quantitativo: Soma de todas operações relacionadas a: alteração,
substituição, inclusão e correção de autoridades dividido pelo intervalo de meses
pesquisados. O resultado será parametrizado em: Inferior a 500 (quinhentos) =
Insatisfatório; Igual ou superior a 500 (quinhentos) = Satisfatório
Para o Bibliotecário(a) Perfil Processamento Técnico - Apoio: Servidor
efetivo ou terceirizado com formação em Biblioteconomia, é exigido conhecimento
e habilidade para uso das ferramentas dispostas na seção de processamento
técnico. Neste perfil são aplicados os indicadores.
a) Avaliação de conhecimento para exercício da função de catalogação:
Metodologia de aplicação: Para a aplicação deste indicador, será realizada uma
avaliação objetiva imediatamente após a concretização de um treinamento
organizado em 3 (três) dias de expediente funcional apresentado todas as rotinas
e ferramentas usadas no trabalho. A avaliação com 10 (dez) questões esta
pautada no conteúdo das ferramentas disponibilizadas para atividade. O foco da
avaliação é identificar o grau de conhecimento que o Bibliotecário dispõe para
realizar as tarefas de representação descritiva e temática. As notas serão
parametrizadas de 0 a 10 sendo: 0 a 4 = inapto a realização da tarefa (realizar um
novo treinamento com outro instrutor) 5- 8 = apto a realização da tarefa
(recomendação de monitoração após implantação de 10 (dez) fichas
bibliográficas) 9-10 = apto a realização da tarefa (monitoração após implantação
de 30 (trinta) fichas bibliográficas)
b) Concentração: Este indicador diz respeito a capacidade do servidor perfil
de trabalho “Processamento Técnico Apoio” conseguir fixar intensamente sua
atenção e capacidade mental canalizando estas para realização do trabalho de
representação descritiva e temática dos itens. Metodologia de aplicação: Para a
aplicação deste indicador, alguns detalhes devem ser observados: Treinamento na
seção com o Bibliotecário Processamento Técnico Perfil Supervisor. Período
escolhido pelo aplicador do indicador de desempenho deve ser feito de maneira
que reflita o total envolvimento do servidor com as atividades da seção,
recomenda-se que essa aplicação seja feita após um período de 30 (dias) de
trabalho consecutivos sem interrupção. Considerar apenas dias úteis de trabalho
em que não houve interrupção do software gerenciador de acervo Sophia.
Índices de concentração:

�- Produtividade: O cálculo da produtividade será soma de número de fichas
implantadas (FI) mais número de exemplares incluídos (EI) divido por 2.
FI+EI/2=PRODUTIVIDADE
-Incidência de erros na atividade de representação descritiva e temática:
Caracterização de erros na representação descritiva e temática: serão
contabilizados como faltas na atividade de catalogação os seguintes pontos:
Preenchimento de campo Marc de forma inadequada:
- ausência de preenchimento de TAGS,
- TAGS preenchidas erradas
- Preenchimento dos campos e subcampos MARC em desacordo com as
regras dispostas no Manual tomadas de decisão para representação descritiva e
Manual Política de Indexação.
O Indicador de concentração será o resultado da produtividade subtraído
pelo número de incidência de faltas coletadas na atividade de representação
descritiva e temática.
[
–
=
ÇÃ ]
O resultado de parametrização: -Indicador de concentração maior que a
metade do resultado de produtividade = SATISFATÓRIO; -Indicador de
concentração menor que a metade do resultado de produtividade =
INSATISFATÓRIO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A adoção de indicadores no controle da atividade de catalogação no SIBIUFG apresentou aceitação por parte da equipe e resultados significativamente
satisfatórios para gestão do trabalho entre os quais podemos assinalar foram:
a) parâmetros isonômicos para mapear conhecimentos, habilidades e atitudes dos
bibliotecários interessados em trabalhar na seção de processamento do SIBI-UFG:
os indicadores de seleção para os dois perfis de trabalho foram fundamentais para
mapear e identificar aptidões e conhecimento na realização da catalogação;
b)controle total de todas operações da catalogação: com adoção de indicadores
foi possível acompanhar, sugerir, interferir, avaliar ou modificar as práticas
relacionadas ao trabalho de catalogação, padronizando estas de acordo com o
desempenho de cada perfil de bibliotecário catalogador. Nesse sentido, os
indicadores agilizaram o tempo de resposta das ações planejadas pela seção de
processamento técnico do SIBI-UFG.
REFERÊNCIAS
CARVALHO, Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento de padrões para bibliotecas
universitárias. Fortaleza : Edições UFC, 1971.
LITTON, Gaston. El bibliotecario. México: Centro Regional Ayuda Tecnica, 1973.
MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
SANTOS, Plácida L. Amorim da Costa. Representação documental no comportamento de
ambientes informacionais. In: ENCONTRO DE REPRESENTAÇÃO DOCUMENTAL, I,
2017, São Carlos. Anais.... São Carlos: UFSCAR, 2017. Disponível em :&lt;
http://www.enredo.ufscar.br/&gt;. Acesso em : 10 nov. 2017.
SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Bibliotecários especialistas: guia de especialidades e
recursos informacionais. Brasília: Thesaurus, 2005.

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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>O controle do processo de catalogação no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás por meio de indicadores</text>
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                <text>Apresenta como Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás realiza e operacionaliza a catalogação na sua estrutura organizacional, e como é feito avaliação e controle desse procedimento com uso de indicadores. Discute analiticamente o processo de catalogação enquanto atividade especializada do trabalho biblioteconômico, e suas implicações pragmáticas que se refere ao controle da atividade. Destaca como a especialização inerente ao processo de catalogação em uma biblioteca conduziu a construção de um controle da atividade por meio de indicadores. Sintetiza explicitando o funcionamento de indicadores como ferramenta para determinar a qualidade e a eficácia do trabalho de catalogação, bem como o conhecimento e uso correto das ferramentas que se encaixam nesses parâmetros.</text>
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                    <text>Os benefícios do Linked Data para catálogos de bibliotecas:
reflexões preliminares

Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez (UFES) - paulaventuramorim@gmail.com
Felipe Augusto Arakaki (UNB) - fe.arakaki@gmail.com
Morgana Carneiro Andrade (Ufes) - morganaandrade@hotmail.com
Ana Carolina Simionato (UFSCar) - acsimionato@ufscar.br
Resumo:
Atualmente os catálogos possuem um estrutura delineada por uma proposta de intercambiar
fichas catalográficas. Entretanto, na década de 90, com o desenvolvimento e propagação da
Web, novas tecnologias surgiram para agilizar e ampliar as possibilidades de representação,
recuperação e acesso à informações. Nesse contexto, vislumbrando cenários de possíveis
aplicações dessas tecnologias em catálogos, o objetivo deste trabalho é discutir os benefícios
do Linked Data, para multidimensionar as possibilidades e benefícios de acesso em catálogos.
Para compor os procedimentos metodológicos desta pesquisa, optou por uma pesquisa
exploratória e de caráter qualitativo. Para tanto, as bibliotecas precisam estruturar os
metadados existentes de forma a se adequarem às diretrizes Linked Data. Como discorrido no
trabalho, o enriquecimento dos metadados pelo conceito Linked Data e conjunto o uso das
tecnologias semânticas disponíveis, permitem multidimensionar as possibilidades e benefícios
de acesso em catálogos para a descoberta dos dados e recursos por motores de busca na Web.
Nesse sentido, a aplicação do conceito Linked Data é delineada a partir da reestruturação dos
dados de cada registro no catálogo, pensando em uma modelagem de dados que possa
conduzir para os relacionamentos entre os mesmos, e não, para uma nova forma de
visualização dos dados.
Palavras-chave: Linked Data, Catalogação,
Eixo temático: Eixo 12: V EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Introdução
Desde a década de 60, os catálogos possuem um estrutura delineada por
uma proposta de intercambiar fichas catalográficas. Essa estrutura faz com que os
dados dos catálogos e registros bibliográficos tenham característica monolítica,
isto é, os dados estão armazenadas em um único bloco, de forma sedimentar, que
determina que a máquina compreenda o registro de forma linear, do início do
registro pelos campos líder e pelos campos de controle, para assim, chegar na
descrição do recurso informacional.
Entretanto, na década de 90, com o desenvolvimento e propagação da
Web​, novas tecnologias surgiram para agilizar e ampliar as possibilidades de
representação, recuperação e acesso à informações. Nesse contexto, as
linguagens de marcação e uma estrutura mais flexível tornam-se triviais para a
interoperabilidade dos dados (ZENG, 2010).
Nessa perspectiva, a abertura dos dados é o princípio para que os
ambientes digitais se adequem às novas tecnologias propostas. Ressalta-se que a
estrutura atual dos catálogos, baseada ainda nas tecnologias da década de 60,
impede a abertura dos dados das bibliotecas para que robôs de busca possam
processar rapidamente os dados das bibliotecas e apresentar em um buscador
(COYLE, 2010). Mesmo com a possibilidade de publicação do Machine Readable
Cataloging (MARC) em ​Extensible Markup Language (XML), a estrutura de
campos, subcampos e indicadores com diversos significados, dificulta a análise e
o tempo de resposta dos robôs de buscas eficiente, que precisam fazer consultas
mais rápidas em maiores quantidades de dados no menor tempo possível.
Ainda com a proposta dos modelos conceituais, ​Functional Requirements
for Bibliographic Records (FRBR), ​Functional Requirements for Authority Data
(FRAD), ​Functional Requirements for Subject Authority Data (FRASAD) e IFLA
Library Reference Model (LRM), atrelada às tecnologias da ​Web Semântica,
fomentem a fragmentação dos registros monolíticos para uma estrutura de registro
modular, contendo diversos registros.
Vislumbrando cenários de possíveis aplicações dessas tecnologias em
catálogos, o objetivo deste trabalho é discutir os benefícios do ​Linked Data, para
multidimensionar as possibilidades e benefícios de acesso em catálogos.

�Para compor os procedimentos metodológicos desta pesquisa, optou por
uma pesquisa exploratória e de caráter qualitativo. Assim, foram buscados
documentos na BRAPCI, ​Web of Science,​ ​Scopus ​e ​Library and Information
Science Abstract​. O período pesquisado abrange desde a proposta do ​Linked
Data (2006) até o ano de 2018. Entre os trabalhos pesquisados, foram
selecionados para análise os que abordam e apresentam os benefícios e
possíveis aplicações do ​Linked Data​ em catálogos.
Benefícios da publicação de dados em ​Linked Data
A ​W​eb Semântica projetada por ​Berners-Lee, Hendler e Lassila (2001) foi
idealizada como uma extensão da ​Web​, viabilizando um ambiente onde esse
conteúdo é inteligível por programas especiais ou agentes inteligentes de
software,​ com a possibilidade de analisar e fazer inferências sobre os conteúdos
dos documentos. A informação é fornecida com um significado bem definido,
possibilitando o trabalho cooperativo com o uso dos computadores
(BERNERS-LEE; HENDLER; LASSILA, 2001).
Berners-Lee (2006) descreve que a ​Web Semântica não deve ser
caracterizada apenas com a publicação de dados na Web​, mas sim, com a
construção de relacionamentos entre esses dados e ligados por meio de
estruturas semânticas propiciadas pelo uso do ​Resource Description Framework
(RDF), ​Resource Description Framework Schema ​(RDFS), ​Uniform Resource
Identifier ​(URIs), linguagem SPARQL, ontologias ​Web Ontology Language ​(OWL),
Simple Knowledge Organization Schemes (SKOS), com base nas diretrizes do
Linked Data​.
Conceitua-se o termo ​Linked Data como um conjunto de melhores práticas
para a publicação e ligação de dados estruturados na ​Web (BERNERS-LEE,
2006). Van Hooland e Verborgh (2014) reforçam esse conceito e esclarecem que
o ​Linked Data ​não configura-se como uma ferramenta.
Em sua definição, Berners-Lee (2006) definiu quatro princípios que servem
como sugestões de estruturação de dados. Cunha, Lóscio e Souza (2011)
esclarecem que, o primeiro princípio justifica o uso de referências URI para
identificação, documentos ​Web e conteúdos digitais, objetos do mundo real e
conceitos abstratos. O segundo princípio argumenta o uso de URIs HTTP para
identificar objetos e conceitos abstratos que são definidos pelo primeiro princípio,
viabilizando essas URIs serem diferenciáveis sobre o protocolo HTTP, isto é, no
processo de recuperação de uma representação, identificado por uma URI, em
que este recurso pode possuir várias representações como documentos HTML,
RDF, XML entre outros. O terceiro princípio defende o uso do RDF como modelo
para a publicação dos dados estruturados na ​Web​. A partir do RDF, oportuniza a

�descrição de significados sobre recursos, qualificando agentes de software a
explorar os dados de maneira automática, seja agregando, interpretando ou
mesclando dados. O quarto princípio diz respeito de um URI a outro conjunto de
dados, o que permitirá a interação de informações como por exemplo a ligação de
um recurso a outro dentro na rede.
Para melhor direcionar e fomentar que mais instituições utilizem os
princípios do ​Linked Data​, o W3C publicou em 2014, um conjunto de melhores
práticas para publicação de dados em ​Linked Data (W3C, 2014). Outro grupo de
trabalho do W3C discutiu os diversos benefícios para pesquisadores, estudantes,
organizações, bibliotecários, arquivistas, curadores, desenvolvedores e
fornecedores, os problemas de conciliação dos princípios do ​Linked Data para
dados de bibliotecas, além de apresentar recomendações para publicação de
dados em ​Linked Data ​(W3C, 2011). ​De acordo com Coyle (2010), as bibliotecas
possuem grande número de títulos e materiais raros, entretanto há muito
sobreposição de conteúdo entre as informações dos catálogos e a Web. Outro
ponto destacado pela autora, é que existem dados não bibliográficos que podem
ser relacionados a dados bibliográficos.
Dentre os benefícios decorrentes da adoção do ​Linked Data​, destacados
por W3C (2011), Saorin (2012), Mitchell (2016) e Smith-Yoshimura (2018), pelas
bibliotecas estão: necessidade de publicar ​Linked Data para reutilização em
projetos futuros; potencialização da interoperabilidade e reuso de dados;
fornecimento de dados estáveis, dados integrados e normalizados produzidos
pelas instituições; otimização da descoberta e o reúso dos recursos e dos seus
metadados em acesso aberto; criação de um conjunto de dados abertos e global
compartilhados que podem ser usados ​e reutilizados para descrever recursos,
com uma quantidade limitada de esforço redundante em comparação com os
processos de catalogação atuais uso dos identificadores baseados na ​Web e fará
com que as descrições de recursos atualizadas sejam citadas diretamente pelos
catalogadores; uso de identificadores compartilhados permitirá reunir descrições
de recursos fora de seu ambiente de domínio, em todos os conjuntos de dados de
herança cultural e até mesmo na ​Web em geral; catalogadores poderão
concentrar seus esforços em seu domínio de conhecimento local, em vez de
precisar recriar descrições existentes que já foram elaboradas por outras pessoas;
o ​Linked Data é mais durável e robusto do que os formatos de metadados que
dependem de uma estrutura de dados específica.
Os benefícios decorrentes da adoção dos ​Linked Data pelas bibliotecas
pode ser extensivo a toda ​Web.​ Coyle (2010) exemplifica que os verbetes da
Wikipédia podem ser vinculados aos acervos de biblioteca e os dados das
bibliotecas podem enriquecer informações bibliográficas na ​Web,​ pois, as

�bibliotecas possuem controle sobre nomes e informações sobre os autores (data
de nascimento e falecimento) que eram usados para diferenciar nomes
semelhantes, agora são essenciais para análise do status dos direitos autorais,
por exemplo.
Para tanto, essas bibliotecas precisaram preparar os metadados existentes
de forma a se adequarem às diretrizes ​Linked Data​. Passado alguns anos, nota-se
que as bibliotecas em geral ainda não avançaram de maneira oportuna. Para
alguns autores, isso pode ser reflexo da falta da compreensão generalizada pelos
profissionais de informação (BOWEN, 2010). Os movimentos observados nesse
sentido estão relacionados em parte pela adoção do Dublin Core em repositórios e
dos novos instrumentos como a RDA e o BIBFRAME.
Considerações Finais
Como discorrido no trabalho, o enriquecimento dos metadados pelo
conceito ​Linked Data e conjunto o uso das tecnologias semânticas disponíveis,
permitem multidimensionar as possibilidades e benefícios de acesso em catálogos
para a descoberta dos dados e recursos por motores de busca na ​Web​.
Nesse sentido, a aplicação do conceito ​Linked Data é delineada a partir da
reestruturação dos dados de cada registro no catálogo, isto é, uma atualização
das tecnologias utilizadas na construção do catálogo, e ainda pensando em uma
modelagem de dados que possa conduzir para os relacionamentos entre os
mesmos, e não, para uma nova forma de visualização dos dados.
De forma conclusiva, no uso do conceito ​Linked Data​, a nova estrutura irá
trazer uma maior dinamicidade, visibilidade e comunicação entre os dados já
produzidos pela biblioteca, e o impacto direto nas ações dos bibliotecários estará
atrelado ao reuso dos dados, diminuindo o retrabalho, as inconsistências e
duplicações do mesmo valor no registro.
Considera-se emergente estas ações nas instituições e centros de
informação, visto a busca incessante para a disseminação e provimento de acesso
aos usuários, para um conteúdo que não está devidamente representado ou ainda
que não multidimensione as possibilidades e benefícios de acesso em catálogos.
Referências
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http://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html​. Acesso em: 20 mar. 2019.
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icle_%20The%20Semantic%20Web_%20May%202001.pdf​. Acesso em: 20 mar. 2019.

�BOWEN, J. F. Moving library metadata toward linked data: opportunities provided by the
eXtensible catalog. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON DUBLIN CORE AND
METADATA APPLICATIONS, Pittsburgh, 20-22 Oct. 2010. ​Proceedings… ​Pittsburg,
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SAORÍN, Tomás. Cómo linked open data impactará en las bibliotecas a través de la
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VAN HOOLAND, S.; VERBORGH, R. ​Linked Data for Libraries, Archives and
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ZENG, M. L. Domain-specific markup languages and descriptive metadata: their functions
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https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2010v15nesp2p164​. Acesso
em: 27 abr. 2019.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os benefícios do Linked Data para catálogos de bibliotecas: reflexões preliminares</text>
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                <text>Felipe Augusto Arakaki</text>
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                <text>Morgana Carneiro Andrade</text>
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                <text>Ana Carolina Simionato</text>
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            <name>Coverage</name>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Eixo 12: V EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação</text>
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                <text>Atualmente os catálogos possuem um estrutura delineada por uma proposta de intercambiar fichas catalográficas. Entretanto, na década de 90, com o desenvolvimento e propagação da Web, novas tecnologias surgiram para agilizar e ampliar as possibilidades de representação, recuperação e acesso à informações. Nesse contexto, vislumbrando cenários de possíveis aplicações dessas tecnologias em catálogos, o objetivo deste trabalho é discutir os benefícios do Linked Data, para multidimensionar as possibilidades e benefícios de acesso em catálogos. Para compor os procedimentos metodológicos desta pesquisa, optou por uma pesquisa exploratória e de caráter qualitativo. Para tanto, as bibliotecas precisam estruturar os metadados existentes de forma a se adequarem às diretrizes Linked Data. Como discorrido no trabalho, o enriquecimento dos metadados pelo conceito Linked Data e conjunto o uso das tecnologias semânticas disponíveis, permitem multidimensionar as possibilidades e benefícios de acesso em catálogos para a descoberta dos dados e recursos por motores de busca na Web. Nesse sentido, a aplicação do conceito Linked Data é delineada a partir da reestruturação dos dados de cada registro no catálogo, pensando em uma modelagem de dados que possa conduzir para os relacionamentos entre os mesmos, e não, para uma nova forma de visualização dos dados.</text>
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                    <text>APRESENTAÇÃO
A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, assim como o Acordo de
Paris sobre a mudança climática, são uma resposta da comunidade internacional
destinada a mudar o atual estilo de desenvolvimento e construir sociedades pacíficas,
mais justas, solidárias e inclusivas que protejam os direitos humanos, o planeta e seus
recursos naturais.
Os progressos da Agenda 2030 para a América Latina e Caribe são
monitorados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe –
CEPAL. Na Segunda Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe
sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ocorrida no período de 18 a 20
de abril de 2018, foi publicado o “Segundo Informe Anual sobre o Progresso e os
Desafios Regionais da Agenda 2030 para os ODS”, demonstrando que durante as
últimas décadas a América Latina e Caribe melhoraram consideravelmente um
conjunto de variáveis econômicas e sociais cujos indicadores e medições se
encontram incluídos na Agenda 2030.
Os dados mostram que entre 2004 a 2014 a região cresceu a uma taxa regional
de 3.32%, anual, neste tempo foram implementadas diversas políticas em matéria
social. A combinação desses fatores teve importante efeito sobre o bem-estar ao
diminuir o número de pessoas extremamente pobres, de 63 milhões para 48 milhões,
mas desde 2015 os números da região revelaram um aumento em todos os níveis
gerais de pobreza e de pobreza extrema; em 2017, mais de 187 milhões de pessoas
estavam vivendo na pobreza e 62 milhões viviam na pobreza extrema. A incidência
da pobreza é levemente maior em mulheres, em idade ativa (15 a 29 e 30 a 39 anos),
do que a registrada entre homens desses mesmos grupos etários. O relatório mostra
que a América Latina e o Caribe é a região mais desigual do planeta e indica que 75%
das pessoas que vivem na região não têm confiança nas entidades públicas; 85%
pensam que a corrupção é um tema estendido na população; a maioria das pessoas
entende que os serviços públicos de saúde não estão dando o resultado esperado e
uma em cada três pessoas dizem que a Educação também não corresponde ao
desejado.
Aliado a isso, dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 80 milhões de
brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm

�renda familiar equivalente a R$ 387,07 (US$ 5,5) por dia, valor adotado pelo Banco
Mundial para definir se uma pessoa é pobre. No que diz respeito à distribuição de
renda, o Brasil continua sendo um país de alta desigualdade, inclusive, quando
comparado a outros países da América Latina.
Os países signatários da Agenda 2030 devem seguir trabalhando para alcançar
as metas, e é importante destacar que a Organização das Nações Unidas (ONU)
focará neste ano de 2019, seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
da Agenda 2030 (4, 8, 10, 13, 16 e 17), sendo que a IFLA tem incentivado as
bibliotecas trabalharem com mais foco em 4 desses, a saber:
ODS 4 – Educação de Qualidade
ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 10 - Redução das Desigualdades
ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Diante desse cenário e, considerando o trabalho de “advocacy” que a
International Federation of Library Association (IFLA) vem realizando e também o
que está sendo conduzido pela Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários e Instituições (FEBAB) - no sentido de mostrar que as bibliotecas são
importantes aliadas para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, acreditamos que os profissionais da área de informação devem estar cientes e
integrados nos temas centrais da sociedade.
E o que estamos fazendo diante desses dados? Como colaborar para a
diminuição da desigualdade? Quais são as atuações possíveis? Que habilidades
precisamos desenvolver para dar respostas às essas demandas que estão na nossa
porta? Como fazer a sociedade perceber que as bibliotecas podem melhorar suas
vidas? Como prover o acesso à informação confiável? Se as bibliotecas públicas são
os equipamentos culturais mais presentes em todo o território nacional, por que não
conseguimos dialogar com nossas comunidades?
Muito mais do que dar as respostas, que são complexas, essa edição do
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação pretendeu instigar ainda
mais os participantes, agregando novos questionamentos que impulsionem os
bibliotecários e outros profissionais que atuam nas diferentes tipologias de bibliotecas

�e espaços que promovam a leitura, o acesso à informação e à cultura, saírem da área
de conforto e agirem de forma mais proativa nestas importantes questões.
Estamos em tempos difíceis e entendemos que a mobilização é necessária,
pois juntos, estaremos mais fortalecidos e poderemos escolher as melhores
estratégias de enfrentamento e resistência.
Desigualdade e Democracia: qual é o papel das bibliotecas?
Esse é o chamado da FEBAB para a 28ª. edição do Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação que entende que nossa
responsabilidade como bibliotecários - reafirmada em nosso juramento, - nos
compromete a defender a democracia, a liberdade de expressão e a inclusão de todos
e para isso temos que ter consciência de nosso importante papel de colaboração na
sociedade atuando com ética, compromisso e coragem.
O CBBD 2019 tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia
e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de
todas as tipologias: escolares, públicas, comunitárias, universitárias e especializadas.
O evento é um espaço efetivo de troca, de compartilhamento, de
congraçamento, de aprendizado, de rever amigos e conhecer novos, de resistência e
de estar numa mesma sintonia, pois todos desejamos que as bibliotecas se
multipliquem no território brasileiro e que sejam ainda melhores, tanto em termos de
contribuição à sociedade quanto em valorização de sua atuação.
Mais uma vez convidamos todos a refletirem e oferecerem sua colaboração
individual para o fortalecimento da nossa área, sempre acreditando que juntos somos
mais fortes, que poderemos conquistar os espaços que sonhamos, e que
continuaremos consolidando o trabalho já realizado.
Para proporcionar as discussões, o evento teve a seguinte estrutura:
Conferências: Autoridades no assunto serão convidadas para apresentarem o
tema de sua especialidade, que deverão versar sobre tendências ou inovações na
área.
Mesas Redondas: Reunião de pesquisadores ou de profissionais para
apresentarem e debaterem um tema a partir de distintas visões.

�Conversando sobre: Discussão sobre tema específico, de modo informal, com
profissionais especializados. Deverá trazer uma prática exitosa para suscitar a
discussão e a troca de experiências entre os conversadores.
Pôsteres interativos: apresentações orais com a presença do(s) autor(es) para
conversar(em) com os interessados em horários específicos.
Videografias: formato indicado a relatos de experiências e a trabalhos que
utilizaram metodologias que propiciem a melhor visualização dos resultados a partir
de vídeo, como a etnografia, observação participante e afins.
Palestras: especialistas brasileiros e estrangeiros que discorrerão sobre temas
emergentes da área.
Eventos paralelos: grupos e comissões da FEBAB que promoverão discussões
mais focadas às suas áreas de atuação.
Profissionais, professores, alunos, pesquisadores e cientistas da informação,
de todas as regiões do país, estiveram presentes para esse importante encontro e
momento de fortalecer ainda mais a Biblioteconomia brasileira.
Adriana Cybele Ferrari
Presidente da FEBAB

�Presidente do XXVIII CBBD
Adriana Cybele Ferrari
Comissão Organizadora
Diretoria da FEBAB
Presidente: Adriana Cybele Ferrari (SP)
Vice-Presidente: Telma de Carvalho (SE)
Diretor Administrativo e Financeiro: Anderson de Santana (SP)
Diretor de Comunicação e Publicação: Jorge Moisés Kroll do Prado (SC)
Diretor de Promoção de Eventos: Luiz Atilio Vicentini (SP)
Diretor de Formação Política e Profissional: Adriana Maria de Souza (SP)
Diretor Regional Centro-Oeste: Luciana Lima de Oliveira (DF)
Diretor Regional Nordeste: Leonilha MariaBrasileira Lessa (CE)
Diretor Regional Norte: Marco Antonio Barbosa da Costa (PA)
Diretor Regional Sudeste: Elenise Maria de Araújo (SP)
Diretor Regional Sul: Catia Rejane Lindemann (RS)
Conselho Fiscal: Alpina Gonzaga Martins Rosa (RJ), Ana Paula Menezes Alves
(SP), Rose Cristiani Fraco Seco Liston (MS)
Conselho Fiscal Suplente: Sigrid Karin Weiss Dutra (SC) e Eduardo Graziosi
Silva (SP)

�Presidentes de Comissões e Assessores
Catia Rejane Lindemann (Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Prisionais – FEBAB)
Caroline da Rosa Ferreira Becker (Presidente da Comissão Brasileira de
Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e
Tecnológica - FEBAB)
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (Presidente da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Escolares – FEBAB – Coordenador do Fórum de Bibliotecas
Escolares)
Profa. Dra. Elisa Machado (Coordenadora do Grupo de Trabalho de Bibliotecas
Públicas - FEBAB)
Leonilha Maria Brasileira Lessa (Presidente da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias - FEBAB)
Profa. Dra. Sueli Mara Pinto Ferreira (Presidente da Comissão Brasileira de
Direitos Autorais e Acesso Aberto - FEBAB)

�Coordenadores dos Eventos Paralelos
Catia Rejane Lindemann (FEBAB) - I Fórum das Bibliotecas Prisionais
Prof. Dr. Claudio Marcondes de Castro Filho (FEBAB/USP) - IV Fórum de
Biblioteconomia Escolar: Pesquisa E Práticas Rumo ao Desenvolvimento Humano
Caroline da Rosa Ferreira Becker (Instituto Federal Catarinense) - X Seminário
Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica
Denise Batista (Presidente da REDARTE/RJ) - 2º Fórum das Bibliotecas de
Arte
Prof. MSc. Marcelo Votto Texeira (UNOCHAPECÓ) - V EEPC Encontro de
Estudos e Pesquisas em Catalogação
MSc. Rubeniki Fernandes (Ministério Público Federal do Espírito Santo) - VI
Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas
Leonilha Lessa (CBBU/FEBAB) e Sigrid Weiss Dutra (CBBU/FEBAB) - I Fórum
de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica no contexto da Ciência Aberta

�Coordenadora da Comissão Científica
Profa. Dra. Telma de Carvalho (Vice-Presidente da FEBAB)
Comissão Científica
Prof. Dr. Alan Curcino Pedreira da Silva
(UFAL)
Bibl. Esp. Alessandra Atti (USP)
Me. Aline Michelle Sima (IFMG)
Profa. Dra. Ana Maria Pereira (UDESC)
Profa. Dra. Ana Paula Meneses Alves
(UFMG)
Bibl. Adriana Cybele Ferrari (FEBAB)
Me. Anderson Santana (USP)
Me. Andréa da Silva Barboza
(REDARTE)
Profa. Me. Adriana Maria Souza
(FEBAB/FESPSP)
Bibl. Esp. Angela Albuquerque de
Insfrán (UFF)
Prof. Dr. Antonio Edilberto Costa
Santiago (UFS)
Prof. Dr. Aparecido José Cirilo (UFES)
Profa. Dra. Barbara Coelho Neves
(UFBA)
Profa. Dra. Bárbara Júlia Menezello
Leitão (USP)
Profa. Dra. Bernadete Santos Campello
(UFMG)
Prof. Dr. Carlos Wellington Martins
(UFMA)
Bibl. Esp. Carmem Elisa Magalhães
Ferreira Queiroz (IFFar)
Me. Caroline Brito de Oliveira (BNDES)
Me. Caroline da Rosa Ferreira Becker
(IF Catarinense)
Bibl. Catia Rejane Lindemann (Febab)
Prof. Me. Charlley Luz (FESPSP)
Profa. Dra. Cíntia de Azevedo Lourenço
(UFMG)
Prof. Dr. Claudio Marcondes Castro
Filho (USP)
Bibl. Daniela de Oliveira Correia (ECAUSP)
Profa. Me. Daniela Spudeit (UDESC)
Profa. Dra. Daniele Achilles (UNIRIO)

Bibl. Edilenice Jovelina Lima Passos
(SF)
Prof. Dr. Ednéia Silva Santos Rocha
(USP)
Prof. Dr. Eduardo Silveira (UFSC)
Prof. Me. Eduardo Valadares da Silva
(UFMG)
Profa. Me. Eliane Maria da Silva
Jovanovich (UEL)
Profa. Dra. Elisa Machado (UNIRIO)
Prof. Dr. Fabiano Ferreira de Castro
(UFSCar)
Prof. Dr. Fabio Assis Pinho (UFPE)
Bibl. Dr. Fabrício Silva Assumpção
(UFPR)
Prof. Dr. Fernando Bittencourt dos
Santos (UFS)
Prof. Dr. Francisco Lopes Aguiar
Dr.
Gildenir
Carolino
Santos
(UNICAMP)
Profa. Dra. Gleice Pereira (UFES)
Profa. Dra. Hildenise Ferreira Novo
(UFBA)
Profa. Dra. Isa Maria Freire (UFPB)
Profa. Me. Isabel Cristina Ayres da
Silva Maringelli (Pinacoteca /FESPSP)
Profa. Dra. Ivana Borges Lins (UFBA)
Profa. Dra. Janaina Ferreira Fialho
(UFS)
Prof. Dr. José Alimatéia Ramos (Ufes)
Prof. Dr. José Fernando Modesto da
Silva (USP)
Bibl. Me. Karina Batista de Sales
(IFAM)
Bibl. Esp. Katia Maria Costa (PMB)
Bibl. Esp. Klara Martha Wanderley
Freire (TRF2)
Profa. Dra. Leilah Santiago BUFREM
(UFPE)
Profa. Dra. Lidia Silva de Freitas (UFF)

�Profa. Dra. Luciana Ferreira da Costa
(UFPB)
Profa. Dra. Lucileide Andrade de Lima
do Nascimento (UFES)
Prof. Dr. Lucivaldo Vasconcelos Barros
(UFPA)
Profa. Dra. Luiza Baptista Melo (LIS)
Bibl. Me. Marcelo Votto Texeira
(PUCRS)
Profa. Dra. Márcia Feijão de Figueiredo
(Colégio Pedro II)
Profa. Dra. Márcia Ivo Braz (UFPE)
Profa. Dra. Margarete Farias de Moraes
(UFES)
Profa. Dra. Maria Cristina Palhares
(UNIFAI)
Profa. Esp. Maria das Merces Pereira
Apostolo (FESPSP)
Profa. Dra. Maria Imaculada Cardoso
Sampaio (FeBAB)
Profa. Me. Maria Rosa Crespo
(FESPSP)
Profa. Dra. Maria Tereza Machado
Teles Walter (Aposentada)
Bibl. Dra. Marina Nogueira Ferraz
(UFMG)
Bibl. Me. Marouva Fallgatter Faqueti
(IFC)
Profa. Dra. Marta Leandro da Mata
(UFES)
Profa. Dra. Martha Suzana Cabral
Nunes (UFS)
Prof. Dr. Meri Nadia Marques Gerlin
(UFES)
Dra. Nadia Santos Hommerding
(UNISA)
Profa. Dra. Neusa Balbina de Souza
(Ufes)

Prof. Dr. Oswaldo Francisco Almeida
Júnior (UNESP/UEL)
Bibl. Esp. Patrícia Regina de Oliveira
(IF Goiano)
Profa. Dra. Paula Regina Dal’Evedove
(UFSCar)
Profa. Dra. Paula Regina Ventura
Amorim Gonçalez (UFES)
Profa. Dra. Rachel Cristina Mello
Guimaraes (UFES)
Prof. Dr. Raildo de Sousa Machado
(UNIFAP/UFSCar)
Bibl. Dra. Raquel Miranda Vilela Paiva
(UFMG/CP)
Profa. Dra. Regina Celia Baptista
Belluzzo (UNESP)
Bibl. Renato Marques Alves (Univasf)
Profa. Dra. Rosa da Penha Ferreira da
Costa (UFES)
Bibl. Me. Stela Nascimento Madruga
(USP)
Profa. Dra. Tania Callegaro (FESPSP)
Profa. Dra. Tânia Barbosa Salles Gava
(Ufes)
Bibl. Me. Tatiane Lemos Alves (IF
SERTÃOPE)
Profa. Dra. Telma de Carvalho (UFS)
Bibl. Me. Thiago Cirne Freitas (PGERJ)
Profa. Dra. Valéria Martin Valls
(FaBCI/FESPSP)
Bibl. Me. Verônica de Sá Ferreira (MAM
RJ)
Bibl. Vivian Rosa Storti (UNESP)
Prof. Me. Wanderson Scapechi
(FESPSP)
Profa. Dr. Zaira Regina Zafalon
(UFSCar)

�Eixos Temáticos
Total de trabalhos submetidos: 533
Eixo 1 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Trabalhos submetidos: 65
ODS 4: Educação de Qualidade: As bibliotecas são o coração das escolas,
universidades e institutos em todos os países do mundo. As bibliotecas apoiam
programas de alfabetização, oferecem um lugar seguro para a aprendizagem e
colaboram com pesquisadores na utilização de dados e informações para gerar novos
conhecimentos.
ODS 8: Emprego Digno e Crescimento Sustentável: Acesso público às
tecnologias de informação e os treinamentos em bibliotecas permitem que as pessoas
se candidatem aos empregos. A equipe capacitada da biblioteca pode ajudar as
pessoas no preenchimento dos formulários online, escrever matérias de apoio e
encontrar o emprego apropriado.
ODS 10: Redução das Desigualdades: Acesso equitativo à informação,
liberdade de expressão, liberdade de associação e de reunião e o direito à privacidade
são fundamentais para a independência individual. As bibliotecas contribuem para
reduzir a desigualdade proporcionando espaços cívicos seguros e abertos a todos em
áreas urbanas e rurais em todo o mundo.
ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Fortes: Para alcançar o acesso pleno à
informação, todos devem ter, tanto o acesso como as habilidades para utilizarem a
informação de maneira efetiva, como expressado na Declaração de Lyon sobre o
Acesso à Informação e o Desenvolvimento. As bibliotecas possuem habilidades e os
recursos para apoiarem os governos, instituições e indivíduos a comunicarem,
organizarem, estruturarem e utilizarem a informação de maneira efetiva para o
desenvolvimento.
Eixo 2 - Ninguém fica para trás
Trabalhos submetidos: 90

�Iniciativas voltadas à acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão
social e enfoque de gênero. Bibliotecas comunitárias, bibliotecas públicas e bibliotecas
prisionais. Empoderamento da comunidade e cidadania. Competência em informação
para públicos em vulnerabilidade social. Sustentabilidade e meio ambiente. Censura,
liberdade de expressão e liberdade intelectual. Democracia. Cultura digital. Agenda
2030 e Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.
Eixo 3 - Cultura do privilégio
Trabalhos submetidos: 12
Reflexões acerca da desigualdade que promove uma cultura do privilégio
pautada em diferenças (muitas delas incorporadas como naturais na percepção das
pessoas); em hierarquias que privilegiam poder e destaque (segundo classe ou
sangue, identidade racial, gênero, berço, cultura ou combinação das anteriores) e em
políticas. As bibliotecas e os bibliotecários na cultura do privilégio.
Eixo 4 - A expansão desenfreada das tecnologias
Trabalhos submetidos: 42
Futuro do trabalho e das bibliotecas. Tecnologia para democratização do
acesso à informação. Inovação no emprego de tecnologias. Vigilância tecnológica e
privacidade. Produtos e serviços de bibliotecas para nativos digitais. Vertentes e
tendências: blockchain, big data, data science, realidade virtual, robotização,
inteligência artificial, games e internet das coisas. A biblioteca do futuro. Softwares
livres.
Eixo 5 - O farol do advocacy
Trabalhos submetidos: 17
Movimento associativo no Brasil e no mundo. Atuação política dos
bibliotecários. Políticas públicas de livros, leitura, literatura e bibliotecas. Proatividade
e liderança em defesa da profissão. Órgãos representativos da classe (centros
acadêmicos, associações de bibliotecários, FEBAB, Conselhos Regional e Federal de
Biblioteconomia e IFLA).

�Eixo 6 - Gestão de bibliotecas
Trabalhos submetidos: 119
Criatividade e inovação em produtos e serviços. Gestão de projetos. Gestão
financeira e captação de recursos. Cultura da participação. Gestão de repositórios
digitais, bibliotecas virtuais e uso de e-books, portais e dados abertos. Gestão de
marketing. Serviço de referência. Arquitetura e equipamentos de bibliotecas. Gestão
da comunicação. Desenvolvimento de coleções (seleção, avaliação, preservação).
Gestão de coleções especiais. Patrimônio Bibliográfico em Bibliotecas. Gestão de
processos. Makerspaces e coworkings. Metodologias inovadoras de gestão.
Eixo 7 - Construção e identidade profissional
Trabalhos submetidos: 38
Ética e moral. Ensino (tradicional e a distância) e currículos de Biblioteconomia.
Formação continuada. Imagem e status do bibliotecário e da biblioteca. Demandas do
mercado emergente de trabalho. Novas competências e habilidades. História da
Biblioteconomia.
Eixo 8 - Ciência da Informação
Trabalhos submetidos: 55
Epistemologia, história e desenvolvimento da Ciência da Informação e
Biblioteconomia. Tendências em pesquisa. Interdisciplinaridade. Organização do
conhecimento. Produção e comunicação da informação em ciência, tecnologia e
inovação. Informação e memória. Informação e saúde.
Eixo 9 - 2º Fórum das Bibliotecas de Arte
Trabalhos submetidos: 13
Bibliotecas de Arte para todos: o acesso à informação em arte.
O papel das instituições de informação em Arte (bibliotecas, centros de
documentação, museus e centros culturais) na promoção e difusão do patrimônio
documental cultural e artístico e no estabelecimento de políticas de ação cultural.

�O papel educativo e inclusivo das Bibliotecas de Arte, de seus profissionais e
dos espaços de Arte (bibliotecas, museus, centros culturais, escolas de arte etc).
Eixo 10 - XI Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
Trabalhos submetidos: 11
Eixo 11 - IV Fórum de Biblioteconomia Escolar: Pesquisa E Práticas Rumo
ao Desenvolvimento Humano
Trabalhos submetidos: 23
Aspectos da Biblioteconomia escolar frente aos temas: gênero, minorias
sociais, inclusão social e pessoas com deficiência, a sua relação aos aspectos social,
educacional e político na atual conjuntura social brasileira e as ações de mediação da
informação para a emancipação dos sujeitos. O papel dos profissionais de bibliotecas
escolares na promoção do acesso democrático à informação e no desenvolvimento
humano equânime nas escolas e frente aos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável da Agenda 2030.
Eixo 12 - V EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação
Trabalhos submetidos: 11
Eixo 13 - 6º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas
Trabalhos submetidos: 11
Eixo 14 - I Fórum Brasileiro das Bibliotecas Prisionais
Trabalhos submetidos: 12
Reflexões, programas e projetos voltados às pessoas privadas de liberdade.
Experiências de bibliotecas prisionais no Brasil e no mundo.
Eixo 15 - I Fórum de Bibliotecas Universitárias: Comunicação Científica
no contexto da Ciência Aberta
Trabalhos submetidos: 14

�Discussões sobre a Comunicação Científica no contexto da Ciência Aberta,
posicionamento da Biblioteca Universitária neste cenário, seu papel no apoio a uma
cultura do acesso aberto a dados e conhecimento e suporte à infraestrutura de novos
modelos de comunicação científica. A Biblioteca Universitária como um agente
essencial no impacto da pesquisa produzida na universidade mediante a inovação de
tecnologia de bibliotecas e serviços. Subtemas: Acesso Aberto, Plano S, Dados de
pesquisa, Recursos Educacionais Abertos, Humanidades Digitais, Curadoria e
preservação digital, Repositórios, Tendências em periódicos científicos, Indicadores e
métricas científicas, Integridade científica, Direito do autor, Plágio.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                    <text>A biblioteca como ambiente democrático: as contribuições das
atividades literárias nas bibliotecas do Sesc em Minas Gerais

Ana Paula de Rezende (Sesc) - apaular2017@gmail.com
Ana Maria Pinheiro Lima (Sesc em Minas) - anamariapin@gmail.com
Resumo:
O Serviço Social do Comércio – Sesc, empresa privada mantida pelos empresários
trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e que tem como objetivo proporcionar o
bem-estar e a qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e sua família, está presente em
todos os estados brasileiros e promove ações no campo de educação, saúde, cultura, lazer e
assistência. Atua oferecendo serviços que fortalecem o exercício da cidadania e contribuem
para o desenvolvimento socioeconômico e cultural. Nesse viés, disponibiliza Bibliotecas com
atendimento a faixas etárias e classes sociais variadas. Com o intuito de promover o uso das
Bibliotecas e seus acervos e para cumprir o desafio de torna-los acessíveis de forma inclusiva e
democrática, em Minas, a partir do ano 2015, iniciaram diversas atividades literárias. Foram
desenvolvidas ações e atividades gratuitas para divulgação dos serviços das Bibliotecas, bem
como mediação da leitura para formação de novos leitores, promoção e competência
informacional, visando instrumentalizar os leitores a buscar informação com autonomia, pois
além da preocupação de disponibilizar os livros, há também em trabalhar com critérios
específicos na seleção do acervo para utilização nas atividades que façam sentido ao leitor e
assim, possam construir novas formas de interpretação dos temas, contribuindo para torná-los
cidadãos conscientes e críticos.
Palavras-chave: Bibliotecas - Programas culturais; Incentivo à leitura; Democracia e
Educação; Democracia cultural
Área temática: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia:

( ) Sim (X) Não

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Introdução
O Serviço Social do Comércio - SESC é uma entidade privada mantida pelos
empresários do comércio de bens, turismo e serviços e tem como objetivo
proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e sua
família. Presente em todos os estados brasileiros, promove ações no campo de
educação, saúde, cultura, lazer e assistência. Atua oferecendo serviços que fortalecem
o exercício da cidadania e contribuem para o desenvolvimento socioeconômico e
cultural. Nesse viés, disponibiliza Bibliotecas com atendimento a faixas etárias e
classes sociais variadas.
Atualmente a Rede Sesc de Bibliotecas no estado de Minas Gerais compõe-se de
aproximadamente 25 unidades, entre fixas e móveis, implantadas com a finalidade de
organizar, armazenar e disseminar informações a seus clientes prioritários e a
comunidade em geral, permitindo o acesso à informação, visando promover a cultura
e o conhecimento de forma igualitária. Desse modo, as Bibliotecas propiciam a
formação de cidadãos mais conscientes e aptos na compreensão do cenário
sociocultural em que estes estão inseridos.
Com o intuito de promover o uso das Bibliotecas e seus acervos e, para o cumprir o
desafio de torná-los acessíveis de forma inclusiva e democrática, estas, a partir do
ano 2015, nas regionais capital e metropolitana, iniciaram diversas atividades
literárias, em parceria com as demais áreas de trabalho do Sesc. As bibliotecárias,
juntamente com as equipes, desenvolveram ações e atividades gratuitas para
divulgação dos serviços das Bibliotecas, bem como mediação da leitura para formação
de novos leitores, promoção e competência informacional, visando instrumentalizar
os leitores a buscar informação com autonomia.

�Segundo Carvalho, 2005, p. 22 “... atividades de promoção da leitura que partem do
princípio de que o importante é ler não importa o quê, é colocar o livro na mão da
criança a qualquer custo;...” revela que desta forma a criança vai se divertir, “mas
dificilmente significará alguma coisa essencial em sua vida.” Neste sentido, é
percebida a necessidade, de além da preocupação de apenas disponibilizar os livros,
trabalhar com critérios específicos na seleção do acervo para utilização nas atividades
que façam sentido ao leitor e assim, possam construir novas formas de interpretação
dos temas.
Considerando o planejamento e estudo do perfil dos frequentadores e clientes
potenciais das unidades, foram propostas ações com ênfase na leitura, no livro, na
escrita e na busca pela informação para proporcionar o acesso aos serviços e
conteúdos ofertados pelas Bibliotecas. Esta prática parte do pressuposto que a
Biblioteca possui a função de fornecer não apenas materiais, mas a oportunidade de
crescimento, trocas, compartilhamento de experiências que permitem a ampliação
dos benefícios aos diversos tipos de leitores.
Acompanhando as Diretrizes do Sesc, das Bibliotecas como parte da área cultural e
considerando, de acordo com a Política Cultural da instituição (p. 17), o Sesc como
uma instituição educativa no seu sentido mais amplo, “(...) visa a garantir, por meio
de suas ações, o direito à participação dos indivíduos na vida cultural, não como um
mero consumidor e reprodutor de bens culturais massivamente difundidos, pela
indústria cultural, mas como cidadão crítico (...)”.
Esta ideia é reforçada no Projeto Bibliotecas Sesc XXI, elaborado pelo Departamento
Nacional da instituição, quando afirma que “a Biblioteca é um local onde ocorre uma
ampla gama de manifestações culturais, interligadas ao acervo nela existente, assim
como à realidade dos seus frequentadores, um espaço/tempo de possibilidades de
aprendizagens, de formação e transformação.”
A quarta edição do estudo Retratos da Leitura no Brasil, em seu capítulo 4, que tem
como tema a biblioteca (Canônica, 2016), enfatiza a importância desse trabalho “o
acesso à leitura e à escrita, possibilita ao cidadão à compreensão dos seus direitos e a
sua inserção na sociedade como um agente transformador.”

2

�Relato de experiência
Em consonância com os objetivos e valores da instituição, observando as diretrizes
gerais de ação do Sesc, foram elaboradas atividades de mediação de leitura, formando
um repertório de acordo com o perfil do público (faixa etária e escolaridade), tempo
disponível e quantidade de pessoas presentes. Também foram levados em
consideração

os

recursos

estruturais

das

Bibliotecas

(acervo,

mobiliário,

acessibilidade), humanos (funcionários) e materiais (materiais de escritório,
contratação de oficineiro). Além das características da unidade onde as Bibliotecas
estão inseridas (objetivo/foco: lazer, turismo, educação, assistência, esporte e
cultura) e relação com a comunidade do entorno (as unidades estão localizadas em
bairros diferentes, com perfil de público variado).
Todas as ações têm como premissa o uso do livro e da literatura e podem ser
adaptadas de outras áreas do conhecimento, como por exemplo, algumas utilizadas
na área da administração de recursos humanos. Algumas atividades citadas por
Kanaane (2001, p. 101, 108, 114, 119 e 122) foram adaptadas para estas ações, como a
atividade “Conscientização do nome” (onde relacionamos os nomes de autores e
personagens); “Caixa de surpresas” (utilizando livros selecionados);

“Ficha de

categoria” (descrição de características dos livros); “Estórias em pedaços” ( trechos
compartilhados entre os participantes que deverão formar uma nova estória). Outras
ações, já conhecidas também foram adaptadas como “Quiz” literário (perguntas
inspiradas em livros) e temático (por exemplo, utilizando os clássicos infantis);
“Bingos literários” (BibliOlimpíadas; de charadas; best-sellers); “Palavras-cruzadas”(
com nomes de livros, categorias e autores). E outras mais conhecidas como “Frases
com lombadas”, “Caça ao tesouro” (com a proposta de exploradores de Bibliotecas),
exposições mediadas de coleções especiais como a série Vaga-lume e autores
selecionados. E Oficinas com carga horária maior, com ênfase na seleção e
aprofundamento

dos

textos

literários,

com

contratação

de

profissionais

especializados que iniciaram a partir de 2017, com o objetivo de capacitar o leitor
para ampliar seu entendimento sobre a informação, conhecimento e análise crítica
em relação ao mundo e seus contextos, por meio dos seguintes temas: Leitura, escrita
e interpretação crítica de textos; Ilustração de livros; Capacitação à pesquisa virtual e
Biblioterapia.

3

�Foram adotadas estratégias para auxiliar na execução e desenvolvimento das
atividades, a saber:
- Inclusão das atividades lúdico-literárias das Bibliotecas na programação cultural
planejada e divulgada pela unidade, com objetivo de alcançar todos os públicos, tanto
internos quanto externos, frequentadores dos cursos e visitantes;
- Confecção de um voucher para a realização de empréstimo de livros para atender a
demanda de hóspedes e viajantes, que também participam das atividades durante seu
período de estadia;
- Parceria com os Instrutores para apresentação da Biblioteca e serviços disponíveis
aos alunos dos cursos regulares e apoio com materiais bibliográficos para consulta
sobre os temas abordados em sala de aula.
Os resultados positivos desta integração com a equipe da unidade, proporcionados
pelas ações acima, tornaram necessária a gestão das boas práticas, de forma
sistemática, assim como o compartilhamento com a equipe de outras Bibliotecas.
Para facilitar o compartilhamento da informação entre as equipes e até mesmo a
execução, as atividades foram descritas num formulário, sendo periodicamente
alterado conforme as observações do executor e condições de desenvolvimento. Notase que, o intuito é formar um banco de dados de atividades para mapear o
conhecimento, buscando um melhor desempenho, atendendo a necessidade de gestão
das Bibliotecas de forma a não “reinventar”, mas “aprimorar” as possibilidades de se
trabalhar a leitura. A Biblioteca faz parte de uma rede e acreditamos que este trabalho
de registro contribui para o avanço como rede que compartilha conhecimento e
vivências.
Considerações finais
As atividades literárias contribuem para que as Bibliotecas se reinventem frente as
diferentes realidades, ao proporcionar tanto o acesso, quanto a expansão do
repertório do frequentador participante, que desenvolve competências necessárias ao
exercício da leitura e pesquisa.
Para que as atividades literárias cumpram seus objetivos de contribuir na formação
do ambiente democrático nas Bibliotecas do Sesc em Minas, é primordial o
4

�envolvimento das equipes, tanto da Biblioteca, quanto da unidade onde ela está
inserida, desde a fase do planejamento, capacitação e execução das atividades. E o
compartilhamento destas ações de forma sistêmica, visa facilitar a prática, mesmo
com os diferentes objetivos e vocações das unidades.
A Biblioteca, enquanto espaço para democratização da informação, também possui a
função de possibilitar a circulação livre e consciente dos usuários por entre as
estantes, por cada área do conhecimento, o que permite que ele próprio faça suas
escolhas e seja o protagonista da construção de sua formação enquanto cidadão.
Referências
ANDRADE, Maria Eugênia Albino. A biblioteca faz a diferença. p. 13-16. In:
CAMPELLO, Bernadete S. et al. A biblioteca escolar: temas para uma prática
pedagógica. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
CAMPELLO, Bernadete S. et al. A biblioteca escolar: temas para uma prática
pedagógica. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
CANÔNICA, Volnei. A biblioteca, um barulho necessário de dentro para fora. p. 7482. In: Retratos da Leitura no Brasil. Rio de Janeiro, Sextante, 2016.
http://prolivro.org.br/home/images/2016/RetratosDaLeitura2016_LIVRO_EM_PD
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5

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Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O Serviço Social do Comércio – Sesc, empresa privada mantida pelos empresários trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e que tem como objetivo proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e sua família, está presente em todos os estados brasileiros e promove ações no campo de educação, saúde, cultura, lazer e assistência. Atua oferecendo serviços que fortalecem o exercício da cidadania e contribuem para o desenvolvimento socioeconômico e cultural. Nesse viés, disponibiliza Bibliotecas com atendimento a faixas etárias e classes sociais variadas. Com o intuito de promover o uso das Bibliotecas e seus acervos e para cumprir o desafio de torna-los acessíveis de forma inclusiva e democrática, em Minas, a partir do ano 2015, iniciaram diversas atividades literárias. Foram desenvolvidas ações e atividades gratuitas para divulgação dos serviços das Bibliotecas, bem como mediação da leitura para formação de novos leitores, promoção e competência informacional, visando instrumentalizar os leitores a buscar informação com autonomia, pois além da preocupação de disponibilizar os livros, há também em trabalhar com critérios específicos na seleção do acervo para utilização nas atividades que façam sentido ao leitor e assim, possam construir novas formas de interpretação dos temas, contribuindo para torná-los cidadãos conscientes e críticos.</text>
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                    <text>Objetos artísticos em bibliotecas de arte: a experiência da
Biblioteca da ECA/USP

Marina Marchini Macambyra (USP) - maca@usp.br
Sarah Lorenzon Ferreira (ECA/USP) - sarahloren@usp.br
Alessandra Vieira Canholi Maldonado (ECA/USP) - avcanholi@usp.br
Resumo:
As bibliotecas acadêmicas que dão suporte ao ensino e pesquisa em Artes Visuais podem ter
em sua coleção, além de documentos textuais ou audiovisuais sobre o assunto, trabalhos de
arte originais. Nesse contexto, a Biblioteca da ECA sempre se destacou pela variedade de suas
coleções que vão desde documentos audiovisuais, partituras, gravações musicais até outros
materiais com características bastante diferentes dos documentos textuais. Com o passar do
tempo trabalhos como álbuns de fotografias, caixas contendo objetos, livros artesanais
confeccionados à mão começaram a ser tornar comuns. Assim, este trabalho tem como
objetivo apresentar a experiência da equipe da Biblioteca da ECA que, devido a complexidade
inerente à representação dos objetos artísticos, iniciou estudos para tratamento, divulgação,
armazenamento adequado, conservação e exposição desse acervo. Nos últimos 5 anos os
profissionais da equipe começaram a se dedicar de forma sistemática ao tratamento de seu
acervo de trabalhos artísticos originais, tais como: gravuras, desenhos, fotografias, livros de
artista, livros-objeto, videoarte e outros. Parte desse acervo é originário dos cursos de
graduação e pós-graduação da área de Artes Visuais, em especial aqueles ligados à área de
concentração Poéticas Visuais. Como resultado, até o momento, serão apresentadas três ações
principais que estão em andamento: criação da coleção de livros de artista; revisão dos
critérios de circulação e armazenamento dos trabalhos acadêmicos de arte; desenvolvimento
da Biblioteca Digital da Produção Artística.
Palavras-chave: bibliotecas de arte, pesquisa em artes visuais, objetos artísticos, trabalhos
artísticos originais
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�1 INTRODUÇÃO
A sociedade consegue entender com mais facilidade problemas resolvidos pela ciência
do que questões relacionadas à arte, devido o grau de complexidade e abstração dos trabalhos
artísticos. Os problemas em arte, normalmente, não são do senso comum, nem preenchem
necessidades imediatas de ordem material. Zamboni (2006) em sua pesquisa de doutorado
comenta que mesmo nas universidades existem grandes dificuldades para o gerenciamento e
normatização das pesquisas relacionadas à criação artística. Neste relato iremos usar a
expressão pesquisa em arte quando nos referirmos ao trabalho de pesquisa em criação
artística, empreendida por artistas que objetivam obter como produto final a obra de arte, ou
seja, o resultado final da pesquisa é o trabalho artístico.
Na perspectiva da Ciência da Informação “informação em arte é o estudo da
representação do conteúdo informacional de objetos de arte, a partir de sua análise e
interpretação e, nesse sentido, a obra artística é fonte de informação” (PINHEIRO, 2000, p.7).
Envolve fundamentos teóricos e a natureza da representação da informação em arte, assim
como a diversidade documental com suas singularidades, as questões da arte e as
características do modelo de sistema de informação artística. Portanto, a informação em arte
abrange o objeto de arte, documento no seu sentido mais amplo, oriundo de múltiplas
manifestações e produções artísticas.
No âmbito da pesquisa em arte, e em especial na área de Artes Visuais, Lima (2000,
p.18) explica que as necessidades de demanda especializada caracterizam-se pelas
dificuldades envolvendo os pesquisadores com respeito aos discursos e suas variantes
documentais, componentes que são do material informacional para análise e disseminação do
fenômeno artístico.
As bibliotecas acadêmicas que dão suporte ao ensino e pesquisa em Artes Visuais
podem ter em sua coleção, além de documentos textuais ou audiovisuais sobre o assunto,
trabalhos de arte originais. Sejam doações de artistas, objetos recebidos em meio a grandes
doações de livros ou resultado de trabalhos acadêmicos – no caso das bibliotecas
universitárias – essas coleções trazem para as bibliotecas questões específicas. Como
conservar e, ao mesmo tempo, garantir o amplo acesso a esses trabalhos, como normalmente
fazem as boas bibliotecas? Como catalogar e indexar? Como armazenar e expor? Nem sempre
bibliotecários estão preparados para responder a todas essas indagações.
A tensão entre preservar o documento em geral frágil, único ou insubstituível e permitir
que o público usufrua dele da melhor forma possível é difícil de resolver. Encontrar soluções
viáveis, entretanto, traz ganhos expressivos para a relevância da biblioteca e sua imagem junto
à comunidade, valorizando o acervo e abrindo caminho para implantação de novos serviços.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP, inaugurada oficialmente em
1970, poucos anos após a criação da Escola, sempre se destacou pela variedade de suas
coleções, formadas para atender aos cursos de artes visuais, música, cinema e televisão, entre

�outros. Habituados e treinados a tratar documentos audiovisuais, partituras, gravações
musicais e outros materiais com características bastante diferentes dos documentos textuais,
os profissionais da equipe começaram, a partir dos últimos 5 anos, a se dedicar de forma
sistemática ao tratamento de seu acervo de trabalhos artísticos originais, tais como: gravuras,
desenhos, fotografias, livros de artista, livros-objeto, videoarte e outros. Parte desse acervo é
originário dos cursos de graduação e pós-graduação da área de Artes Visuais, em especial
aqueles ligados à área de concentração Poéticas Visuais.
Os cursos de graduação, mestrado e doutorado em Artes Visuais ligados à Escola de
Comunicações e Artes da USP (ECA/USP), criados respectivamente em 1971, 1974 e 1980
aceitam trabalhos práticos de caráter artístico apresentados como dissertação, tese ou trabalho
de conclusão de curso. Dessa forma, artistas podem submeter à apreciação da banca gravuras,
desenhos, esculturas, objetos, fotografias, filmes, música, livros de artista etc. A maioria
desses trabalhos foi criada na área de concentração Poéticas Visuais, que “privilegia as formas
de operar, no âmbito do projeto e do processo, da obra de arte” (PRADO, 2009).
Além das obras de arte originais, as teses e dissertações de artistas também se
apresentam na forma de álbuns fotográficos ou catálogos que documentam os trabalhos do
autor, acompanhados por textos de reflexão sobre a própria obra. Outros trabalhos, embora
seu conteúdo seja eminentemente texto acadêmico, destacam-se pela apresentação e trabalho
gráfico especial e esteticamente relevante. Claudio Mubarac considera que esses trabalhos
“demonstram que o visível não se limita ao legível e que a visualidade é uma forma particular
de articular nossa experiência frente ao mundo, contribuindo assim para melhor analisarmos
as diferentes naturezas dos discursos, dos raciocínios e sensibilidades1”.
Em 2003, a tese de doutorado de Fanny Grinfeld, Framboesas e cerejas, instaurou na
equipe da Biblioteca uma série de novas inquietações. Parte do trabalho eram alguns
invólucros plásticos contendo diversos tipos de substâncias líquidas e sólidas. O trabalho foi
para a estante mas, em breve, como a equipe previa, alguns dos recipientes se partiram. Com
o passar do tempo, trabalhos que se distanciavam nitidamente, tanto na forma física quanto na
própria linguagem, do texto acadêmico impresso em papel e encadernado, foram se tornando
comuns: álbuns de desenhos ou fotografias, caixas contendo objetos, livros artesanais
confeccionados à mão, cheios de desenhos e colagens, alguns deles identificados pelo autor
com a expressão “livro de artista”.
Outro segmento importante dos trabalhos artísticos originais do acervo é composta por
material recebido em doação pela Biblioteca, sem relação direta com a produção acadêmica.
A complexidade inerente à representação dos objetos artísticos fez com que a equipe da
Biblioteca da ECA iniciasse estudos para tratamento, divulgação, armazenamento adequado,
conservação e exposição desse acervo. Até o momento, três ações principais estão em
andamento: criação da coleção de livros de artista; revisão dos critérios de circulação e
armazenamento dos trabalhos acadêmicos de arte; desenvolvimento da Biblioteca Digital da
Produção Artística.

1

Texto preparado para uma exposição na Biblioteca, publicado no Blog da Biblioteca da ECA, neste link:
https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2014/02/24/trabalhos-de-arte/

�2.1 Coleção de livros de artista
Composta por cerca de 85 livros de artista recebidos em doação ao longo dos anos,
sendo alguns destes livros, obras de docentes, alunos e ex-alunos da ECA. A coleção começou
a ser organizada em 2015, com a identificação de 28 obras do acervo da biblioteca, através da
consulta a fontes de informação como catálogos de exposição, catálogos de bibliotecas
brasileiras e internacionais, bibliografia sobre o tema. Encontramos dificuldades para
determinar se um livro é um livro de artista, já que alguns livros não constam nas fontes de
informação, embora possuam muitas peculiaridades próprias de livro de artista.
Temos como destaque livros de artistas das décadas de 70 e 80: Topografia (1978) e
Anamorfa (1979), de Regina Silveira; Poética-política (1977), I ching change (1978), de Julio
Plaza, Caixa preta (1975) e Poemobiles (1984), de Julio Plaza e Augusto de Campos, Manual
da ciência popular (1982), de Waltércio Caldas. Dentre os livros contemporâneos destacamos
Amor e felicidade no casamento (2008), de Jonathas Andrade e Yana Parente, Diccionario
para road movie = Dictionary for road movie (2010), de Fabio Morais, Memória de você
(2011), Mestrado (2014) e Ovo (2015), de Lúcia Loeb.
Procuramos acondicioná-los com a mínima intervenção possível, para não
descaracterizar a obra, visto que a maioria tem tiragem limitada e são de difícil reposição.
Adotamos um sistema de arranjo fixo utilizando como referência o tamanho dos livros e sua
ordem na estante. Provisoriamente estão acondicionadas em um armário, que já apresenta
espaço insuficiente para abrigar a coleção. Ainda temos cerca de 50 obras a serem
incorporadas ao acervo.
Futuramente, os livros de artista identificados entre os trabalhos acadêmicos também
serão incluídos nesse acervo. O processo de identificação, entretanto, é mais complexo,
devido ao fato de que são trabalhos mais recentes que ainda não foram objeto de estudos
especializados. Se a identificação como livro de artista não foi feita pelo próprio autor, a
caracterização é mais difícil e exigirá trabalho de curadoria por especialistas no assunto.
2.2 Revisão dos critérios de circulação e armazenamento dos trabalhos acadêmicos de
arte
A plena realização do trabalho dos artistas se dá pela visualização e manuseio da obra
pelo público. Diversos artistas já afirmaram para a equipe que esse é seu desejo, ainda que
isso possa trazer problemas de conservação do material. Entretanto, é responsabilidade da
Biblioteca assegurar a preservação desse acervo e evitar a destruição dos trabalhos pelo
manuseio ou armazenamento incorreto. Para tentar resolver a tensão entre as necessidades de
conservar, por um lado, e divulgar amplamente os trabalhos, de outro, procuramos separá-los
em dois grupos básicos: os que podem ser mantidos nas estantes comuns, de livre acesso ao
usuário, junto com as demais teses e dissertações; os que devem ser guardados em estantes de
acesso restrito, com consulta intermediada pela equipe. Nos casos em que há dois exemplares
disponíveis, apenas um deles é mantido no acervo aberto, desde que seu formato permita. O
critério que determina o local de armazenamento e as regras para o acesso deriva dos aspectos
físicos dos documentos, na fragilidade dos suportes e nos riscos potenciais do manuseio sem

�cuidados. Esse processo de revisão atinge tanto o acervo já processado quanto os novos
trabalhos recebidos.
2.3 Biblioteca Digital da Produção Artística
A ideia de criar uma biblioteca digital de imagens para registro e divulgação dos
trabalhos produzidos por artistas ligados à ECA surgiu da necessidade de ter uma ferramenta
pensada especificamente para registro e exibição de trabalhos que se expressam
fundamentalmente pela imagem, como é o caso da grande maioria dos trabalhos acadêmicos
da área de concentração Poéticas Visuais do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da
ECA. A Universidade de São Paulo já dispõe de instrumentos adequados para o controle e
divulgação da produção textual, desenvolvidos pelo seu Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIBi), mas o tratamento e a difusão de imagens ainda não contam com solução satisfatória.
Inicialmente, integrarão a Biblioteca Digital da Produção Artística - nome provisório os trabalhos dos artistas que são ou foram docentes do Departamento de Artes Plásticas da
Escola. Posteriormente, entrarão artistas que defenderam dissertações e teses no Programa de
Pós-graduação em Artes Visuais. Num terceiro momento, após trabalho de curadoria a ser
realizado por docentes, os trabalhos de conclusão de curso de graduação também serão
incorporados.
Dois tipos de trabalhos acadêmicos serão incluídos: os originais de arte depositados na
Biblioteca, como desenhos, gravuras e publicações de artista; os textos de reflexão sobre a
própria obra que apresentem imagens dos trabalhos analisados. Os métodos de captação das
imagens devem ser, por ordem de prioridade: a obtenção de imagens cedidas pelos próprios
artistas; o registro fotográfico realizado localmente; a digitalização por scanner daquelas
imagens que não puderem ser obtidas de outra forma. A autorização do artista será necessária,
em qualquer caso.
O levantamento dos trabalhos presentes no acervo e a análise de suas características
foi realizado por dois bolsistas do curso de Biblioteconomia da ECA/USP. Foram
identificados na pesquisa 43 artistas cujos trabalhos devem ter registros imagéticos na
Biblioteca Digital, num total de aproximadamente 2.700 imagens.
As soluções técnicas encontradas para criar a biblioteca digital são: software livre
Omeka para gerenciamento do conteúdo; padrão de metadados da ​Visual Resources
Association (VRA Core) para descrição das imagens; catalogação pela norma ​Cataloging
Cultural Objects​; adesão aos protocolos de visualização da ​International Image
Interoperability Framework (IIIF), conjunto de protocolos específicos para nomear, ordenar, e
usar arquivos de imagem de forma padronizada e interoperável.
O protótipo está em fase de testes, com cerca de 50 imagens catalogadas.
Customização da interface do Omeka para melhorar a navegação e o aspecto gráfico da
Biblioteca Digital, padronização de termos de indexação, elaboração de um manual para
registro de decisões locais de catalogação são algumas das tarefas que estão em andamento.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�As coleções das bibliotecas acadêmicas de arte do futuro continuarão a se transformar,
quanto à isto não há dúvidas. Mas uma constante importante é que elas darão suporte a uma
comunidade cada vez mais criativa e original. E, embora a pesquisa do estudante de arte tenha
cada vez mais suporte online, muitas coleções continuarão a ser compostas de objetos de arte,
muitas vezes interativos ou que possam ser tocados. (LOFTIS, 2019, tradução nossa).
Aceitar o desafio de formar coleções de originais de arte e buscar soluções para o
tratamento e difusão desse tipo de documento é uma das formas pelas quais uma biblioteca
pode continuar a fazer sentido para sua comunidade. Artistas e pesquisadores da área de artes
esperam encontrar em suas bibliotecas seus trabalhos - ou os de seus colegas - organizados,
catalogados e acessíveis para consulta. As dificuldades inerentes ao tratamento desses acervos
não deve ser motivo para que uma biblioteca se recuse a recebê-los. A necessidade de
preservar não pode se tornar um obstáculo à interação do público com o trabalho artístico.
Desenvolver ferramentas específicas para catalogação e visualização com qualidade de
imagens é um ponto importante na organização de coleções de objetos artísticos em
bibliotecas. Um bom catálogo de objetos artísticos caracterizados por forte visualidade deve
ser, forçosamente, um catálogo de imagens.
REFERÊNCIAS
LIMA, Diana Farjalla Correia. Acervos artísticos e informação: modelo estrutural para
pesquisas em artes plásticas. In: PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro; GÓMEZ, Maria Nélida
González de (Org.). ​Interdiscursos da ciência da informação​: arte, museu e imagem. Rio de
Janeiro: Brasília: IBICT/DEP/DDI, 2000. 228 p.
LOFTIS, Elsa. The more things change: the collaborative art library. ​Collection management,​
2019. Disponível em:
https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01462679.2018.1559116​. Acesso em: 12 abr.
2019.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. Arte, objeto artístico, documento e informação em museus.
In: Symposium museology &amp; art. ​Annual Conference of UNESCO/ICOFOM/LAM,​ 18. Rio de
Janeiro, maio 1996. p. 8-14.
PRADO, Gilbertto. Breve relato da Pós-Graduação em Artes Visuais da ECA-USP. ​ARS,​São
Paulo , v. 7, n. 13, p. 88-101, jun. 2009 . Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202009000100006&amp;lng=pt
&amp;nrm=iso​. Acesso em: 17 abr. 2019.
ZAMBONI, Sílvio. ​A pesquisa em arte.​ 3.ed. Campinas: Autores Associados, 2006. 123 p.

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                <text>As bibliotecas acadêmicas que dão suporte ao ensino e pesquisa em Artes Visuais podem ter em sua coleção, além de documentos textuais ou audiovisuais sobre o assunto, trabalhos de arte originais. Nesse contexto, a Biblioteca da ECA sempre se destacou pela variedade de suas coleções que vão desde documentos audiovisuais, partituras, gravações musicais até outros materiais com características bastante diferentes dos documentos textuais. Com o passar do tempo trabalhos como álbuns de fotografias, caixas contendo objetos, livros artesanais confeccionados à mão começaram a ser tornar comuns. Assim, este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência da equipe da Biblioteca da ECA que, devido a complexidade inerente à representação dos objetos artísticos, iniciou estudos para tratamento, divulgação, armazenamento adequado, conservação e exposição desse acervo. Nos últimos 5 anos os profissionais da equipe começaram a se dedicar de forma sistemática ao tratamento de seu acervo de trabalhos artísticos originais, tais como: gravuras, desenhos, fotografias, livros de artista, livros-objeto, videoarte e outros. Parte desse acervo é originário dos cursos de graduação e pós-graduação da área de Artes Visuais, em especial aqueles ligados à área de concentração Poéticas Visuais. Como resultado, até o momento, serão apresentadas três ações principais que estão em andamento: criação da coleção de livros de artista; revisão dos critérios de circulação e armazenamento dos trabalhos acadêmicos de arte; desenvolvimento da Biblioteca Digital da Produção Artística.</text>
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                    <text>OS MUSEUS DO MARANHÃO: estratégias de difusão da informação
na web dos espaços museais na ótica da Cibermuseologia

Maurício José Morais Costa (UFMA) - mauricio.jmc@outlook.com
Donny Wallesson dos Santos (UFMA) - donnydossantos87@gmail.com
klautenys guedes cutrim (UFMA) - kdguedes@gmail.com
CONCEICAO DE MARIA BELFORT DE CARVALHO (UFMA) - cbelfort@globo.com
Resumo:
Análise cibermuseológica das estratégias de difusão na internet dos museus do Maranhão.
Objetiva analisar as estratégias de difusão dos espaços museais do Maranhão na ótica da
Cibermuseologia. Trata de um estudo exploratório om fins descritivos, que parte da pesquisa
bibliográfica e documental, para discutir Museologia e Cibermuseologia, a partir de autores
como Leshchenko (2015), Magaldi, Brulon e Sanches (2018), Lima (2012), Carvalho e Raposo
(2012), dentre outros. Adota a pesquisa levantamento para analisar o uso das redes sociais e
ferramentas web pelos museus do Maranhão, a partir de categorias de análise como: uso de
sites e redes sociais (Facebook e Instagram); disponibilizam e-mail; criam blogs; divulgam
projetos; informações sobre catálogo online; acervo online, entre outras. Destaca o Museu do
Reggae como uma das instituições que mais explora as mídias sociais, contando com redes
sociais, conta no Youtube, além de implementar em suas salas recursos tecnológicos como
tables, monitores, aparelhos audiovisuais. Aponta o Museu Casa Histórica de Alcântara e o
Museu Histórico de Alcântara, cujas ações restritas às redes sociais, sendo que o último tem
um número expressivo de seguidores no Instagram. Os museus maranhenses embora
disponibilizem os horários de funcionamento, endereço, ainda precisam investir nas mídias
sociais, não apenas para alcançar um número maior de visitantes, mas para difundir suas
ações, produtos e serviços.
Palavras-chave: Museologia. Cibermuseologia. Museus do Maranhão. Museu e Tecnologia.
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�OS MUSEUS DO MARANHÃO: estratégias de difusão da informação na web dos espaços
museais na ótica da Cibermuseologia

EIXO 9 - 2º FÓRUM DAS BIBLIOTECAS DE ARTE

1 INTRODUÇÃO
Sabe-se que o campo da Museologia tem passado por transformações importantes,
que suscitam reflexões quanto as suas prioridades e o seu futuro. Os museus são instituições
consagradas há mais de dois mil anos, e conforme avança, depara-se como novos artefatos,
formas e instrumentos de ação (FERRERA, 2017). Magaldi, Brulon e Sanches (2018)
ressaltam que enquanto disciplina, o campo museológico tem reformulado seu objeto e
conceitos. Brisa (2017) chama atenção para as novas demandas dos museus, em especial
aquelas em detrimento de novos públicos. Exigentes e acelerados, os visitantes não se
contentam apenas com a contemplação dos acervos, mas interagir com as obras, ou seja,
expandir a experiência museológica. Lima (2012) complementa, evidenciando que os “novos
patrimônios musealizados” inscrevem-se na modalidade digital, ocupando também o espaço
cibernético, vista a ascensão das tecnologias digitais.
Lima (2012), Carvalho e Raposo (2012) reforçam que na “Sociedade da Informação”
(CASTELLS, 2009), as culturas digitais estabelecem uma relação com os museus. Esse
cenário coloca em evidência o que Leshchenko (2015), Magaldi, Brulon e Sanches (2018)
chamam de “Cibermuseologia”. Trata-se de uma categoria que compreende a dimensão
digital dos museus e dos objetos musealizados, em suas mais distintas expressões e
manifestações (LESHCHENKO, 2015).
De certo disso, ressalta-se que a Cibermuseologia abre não apenas os museus
virtuais, mas vai além disso, assenta-se nos movimentos e nas relações que este aparelho
estabelece com a comunicação e as tecnologias digitais (MAGALDI; BRULON; SANCHES,
2018; LIMA, 2012). Nesse sentido, Carvalho e Raposo (2012, p. 225, grifo do autor) afirmam
que os museus estão diante de “[...] desafios e oportunidades associadas à potencialização
da sua comunicação com o seu público através da Web utilizando os social media.”
Diante disso, traz-se o cenário de expansão dos museus de São Luís, em especial os
museus do Reggae e do Tambor de Crioula, criados com a intenção de fortalecer tais
manifestações, além de manter viva a memória maranhense. Com isso questiona-se: As
instituições museológicas do Estado do Maranhão utilizam ferramentas web, tecnologias
digitais e recursos online? De que forma os museus maranhenses têm sido difundidos na
internet? Quais as estratégias de social media têm sido adotadas pelas instituições
museológicas do Maranhão?

�Para tanto, a presente investigação tem como objetivo geral: analisar as estratégias
de difusão dos espaços museais do Maranhão na ótica da Cibermuseologia. Logo, o estudo
apoia-se nos estudos sobre Cibermuseologia de Leshchenko (2015), nas diretrizes de
investigação social media proposta por Magaldi, Brulon e Sanches (2018), dentre outros
autores que tratam de Museologia.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Quanto à sua metodologia trata-se de uma pesquisa exploratória, com fins descritivos,
uma vez que pretende não apenas tratar da Cibermuseologia, mas descrever as estratégias
de difusão dos espaços museais, a partir dos recursos tecnológicos e social media. A
investigação teve como ponto da partida a pesquisa bibliográfica e documental, na
perspectiva de tratar categorias teóricas como Museologia e Cibermuseologia, e aspectos
correlatos aos espaços museais.
Embora assuma traços de uma pesquisa Netnográfica, neste estudo adotou-se o
método de pesquisa levantamento, que na concepção de Kozinets (2014, p. 47) “[...]
aplicação de levantamentos usando páginas da internet ou outros formatos on-line [...]”. Tal
método possibilita identificar as ferramentas utilizadas pelos museus, a frequência com que
os usuários acessam as páginas e interagem nas redes de tais aparelhos, dentre outros
aspectos da cultura online.
Utilizou-se como fonte de levantamento, a plataforma colaborativa “MuseusBr”, da
Rede Nacional de Identificação de Museus. Criada em 2015, a partir da Política Nacional de
Museus (PNM) que, no intuito de mapear e cadastrar os museus do Brasil, instituiu o
Cadastro Nacional de Museus, entendida como ferramenta para o monitoramento das
políticas públicas de cultura voltadas para esse segmento.
Com política de dados abertos, tanto para coleta quanto para inserção, a plataforma
viabiliza a democratização e transparência dos recursos e das ações desenvolvidas, bem
como efetivar a participação da sociedade civil e estreitar a comunicação desta com os
projetos, catálogos e acervos disponibilizados pelos museus.
Para tanto, a análise pautou-se nas seguintes categorias de análise: uso de sites e
redes sociais (Facebook e Instagram); disponibilizam e-mail; criam blogs; divulgam projetos;
informações sobre catálogo online; acervo online; publicitação de usos de recursos públicos
ou privados; mapeamento; Tecnologia digital ou recurso multimídia; alcance das redes
sociais (MAGALDI; BRULON; SANCHES, 2018). Os resultados e as discussões são
apresentados na seção seguinte.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com o passar dos anos, São Luís tem ampliado o seu número de museus. Os recéminaugurados “Museu do Reggae” e “Museu do Tambor de Crioula” somam-se aos outros 34

�museus registrados na Plataforma “Museusbr” do Governo Federal. Ainda com base nos
dados do referido portal, 31 museus estão abertos, sendo que desse número 24 são da
esfera pública, 3 em regime privado e 4 não designam sua mantenedora.
Ainda analisando o total de instituições cadastradas na plataforma, o Maranhão conta
com 6 museus federais, 14 estaduais e 4 municipais (MUSEUSBR, 2019). Além disso, dois
novos museus estão em fase de implantação, são eles o Memorial Sebrae Maranhão e o
Museu Arqueológico de São José de Ribamar, na região metropolitana da Ilha de São Luís.
Nesse sentido, destaca-se que o aumento do número de museus no Maranhão encontra
ressonância no estudo de Godoy e Morettoni (2017), ao reforçarem que os museus têm
recebido um número crescente e heterogêneo de visitantes, necessitando-se, assim de
incrementos nos fluxos de visitação, uma vez que tais aparelhos trabalham em diferentes
modelos, como acentua Lima (2012).
Para fins deste resumo, e por tratar-se de uma pesquisa em andamento, serão
explanados resultados preliminares acerca da difusão em meio virtual de alguns museus
maranhenses, a saber da cidade de São Luís Museu do Reggae, Casa do Tambor de Crioula
e da Cidade de Alcântara Museu Casa Histórica de Alcântara e o Museu Histórico de
Alcântara.
O Museu Histórico de Alcântara conta com uma página no site oficial da Secretaria de
Turismo do Estado do Maranhão (SECTUR/MA), com breves informações acerca da história
e acervo, além de endereço, telefone e horários de funcionamento. Embora a página traga
ícones de encaminhamento para redes sociais, os mesmos não fazem o redirecionamento
eficaz.
O Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA) não possui site oficial e se utiliza da
página do Facebook como canal de comunicação oficial. Criada em 2017, a página se
apresenta como Organização Governamental e fornece, de modo geral, informações de
eventos da instituição e correlatos. Com 1.321 seguidores, conta com 20 a 30 curtidas e 0 a
5 comentários em suas publicações. Observa-se o número significativo de seguidores, bem
como as interações nas publicações, reforçando que os museus “[...] deixa de ser uma
instituição de produção e disseminação de um conhecimento predeﬁnido, para ser uma
instituição voltada para os processos compartilhados de produção de sentidos e constituição
de conhecimento válido no presente [...]” (MAGALDI; BRULON; SANCHES, 2018, p. 151).
Encontrou-se o perfil do museu na Rede social Instagram, porém, criado em 29 de
março de 2019, conta somente com 5 publicações, 187 seguidores, 0 a 14 comentários.
Através da rede, além de divulgar eventos, em uma publicação o museu traz o acervo de um
dos espaços da exposição, acompanhado de um texto com sinopse e horários de visitação.
Além da fanpage, o MCHA utiliza um perfil na rede social Instagram, com 73
publicações, 1.472 seguidores, com média de 1 a 5 postagens por mês, em sua grande

�maioria de cunho informativo e de divulgação de eventos da própria instituição e correlatos,
com interação de 0 a 5 comentários. Ressalta-se que o órgão faz uso da ferramenta de
destaque dos stories1, organizando os vídeos postados de acordo com cada evento ou ação
realizada.
Por sua vez, a Casa do Tambor de Crioula não faz uso de redes sociais e conta
somente com uma página inserida no site oficial da SECTUR/MA, esta por sua vez traz
informações de horário de funcionamento, localização e visitação da exposição permanente,
com imagens ilustrativas do local. Com um diferencial, o Museu do Reggae possibilita aos
usuários reserva do espaço externo para fins de utilização em eventos culturais, através do
direct do Instagram. Além disso, informa horário de funcionamento, disponibiliza e-mail e
interage respondendo às curtidas e comentários dos seus 882 seguidores em sua página do
Facebook. Encontrou-se ainda um canal no Youtube, porém sem conteúdo publicado.
O Museu traz outras tecnologias de interação com o usuário, como tablets com listas
de músicas de reggae, nas quais pode-se escolher e ouvir desde músicas clássicas às
produções autorais locais, aparelhos de TV com exibição de clipes e painéis digitais que
simulam as radiolas de reggae, tradicionais da cultura regueira do Maranhão. Tais aspectos
são ressaltados na fala de Carvalho e Raposo (2012, p. 232) ao pontuarem que o “[...] museu
pode-se desenvolver baseado nas mais variadas formas e com o apoio de diferentes
ferramentas.”
Com isso, explicita-se que os museus analisados ainda tem buscado implementar
ferramentas social media, destacando-se apenas o Museu do Reggae, que consegue
administrar tanto suas redes sociais, quanto oferecer agendamentos de seus espaços e
visitas. Ressalta-se que se deve buscar ampliar a adesão desses aparelhos aos recursos
tecnológicos, visando atender as demandas de seus visitantes, bem como ampliar a
quantidade destes mediante difusão na web.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Consagrados como importantes aparelhos culturais, os museus se constituem
espaços que podem ir além da preservação de peças, artefatos e documentos, mas podem
convergir diferentes recursos e tecnologias. Aliado a isso, pode-se observar as novas
demandas dos visitantes, que desejam interagir, compartilhar e adquirir informações acerca
daquilo que contemplam. Percebe-se uma mudança de comportamento e forma de consumir
a informação museológica.
Conforme os dados da Plataforma MuseusBr, o Maranhão possui um número
expressivo de museus, todavia os mesmos ainda não usam de forma ampla os recursos
1

Ferramenta da rede social Instagram que permite a postagem de vídeos com duração de 15 segundos e
validade de 24 horas. A organização em destaques permite que o vídeo seja disponibilizado por tempo
indeterminado.

�tecnológicos, tampouco mídias digitais. Dos museus analisados, apenas o Museu do Reggae
tem buscado difundir seus produtos e serviços na web com o auxilia de redes sociais
(Faebook, Instagram, Youtube). As instituições ainda utilizam de forma tímida as ferramentas
web, visto a quantidade de postagens e interações.
Os museus maranhenses embora disponibilizem os horários de funcionamento,
endereço, ainda precisam investir nas mídias sociais, não apenas para alcançar um número
maior de visitantes, mas para difundir suas ações, produtos, serviços, dentre outras coisas.
Acredita-se que mediante a integração de ferramentas online, redes sociais, localização,
bem

como

mecanismos

para

os

visitantes

obterem

informações

e

conteúdos

complementares, estará tanto cumprindo seu papel de instituição informativa, quanto
atendendo diferentes demandas de seus usuários.
Reforça-se que é essencial que os museus adotem as tecnologias e os recursos social
media, visando não apenas acompanhar os avanços, mas levar seus visitantes à espaços
ainda maiores. Destaca-se que a pesquisa ainda está em fase preliminar, pretende-se
ampliar a investigação para os demais museus registrados, bem como propor estratégias
eficientes para a difusão dos museus na grande rede.

REFERÊNCIAS
BRISA, Zamana. Virtual ou não: eis a questão! – conceitos fundamentais para a (des)
construção de um museu dito “virtual”. Cadernos de Sociomuseologia, v. 53, n. 9, 2017.
CARVALHO, Joana; RAPOSO, Rui. O potencial dos social media como ferramenta de
comunicação dos museus com o seu público através do digital. Revista Comunicando, v.
1, n. 1, dez. 2012.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 6. ed. ver. atual. São Paulo: Paz e Terra,
2009. 630 p. (A era da informação: economia, sociedade e cultura; 1).
FERRERA, José Linares. El museo del siglo XXI, hacia uma nueva definición. In: SOARES,
B. B.; BROWN, K.; NAZOR, O. Defining museums of the 21st century: plural
experiences. [Buenos Aires]: ICOFOM, 2017. p. 39-44.
GODOY, K. E.; MORETTONI, M. M. Aumento de público em museus: a visitação turística
como realidade controversa. Caderno Virtual de Turismo, Rio de Janeiro, v. 17, n. 2, p.
133-147, ago. 2017.
KOZINETS, Robert V. Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online. Porto Alegre:
Penso, 2014. 203 p.
LESHCHENKO, Anna. Digital Dimensions of the Museum: Deﬁ ning Cybermuseology’s
Subject of Study. ICOFOM Study Series, ISS, Paris, v. 43, p. 237-241, 2015.
LIMA, Diana Farjalla Correia. Museologia-Museu e Patrimônio, Patrimonialização e
Musealização: ambiência de comunhão. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi,
Ciências Humanas, v. 7, n. 1, p. 31-50, jan.-abr. 2012.
MAGALDI, Monique B.; BRULON, Bruno; SANCHES, Marcela. Cibermuseologia: as
diferentes definições de museus eletrônicos e a sua relação com o virtual. In: MAGALDI,
Monique B.; BRIOO, Clóvis Carvalho (Org.). Museus &amp; museologia: desafios de um
campo interdisciplinar. Brasília: FCIUnB, 2018. p. 135-155.
MUSEUBR. Rede Nacional de Identificação de Museus. [Brasília, DF]: [s.n.], 2019.
Disponível em: &lt;http://museus.cultura.gov.br&gt;. Acesso em: 20 abr. 2019

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte</text>
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                <text>Análise cibermuseológica das estratégias de difusão na internet dos museus do Maranhão. Objetiva analisar as estratégias de difusão dos espaços museais do Maranhão na ótica da Cibermuseologia. Trata de um estudo exploratório om fins descritivos, que parte da pesquisa bibliográfica e documental, para discutir Museologia e Cibermuseologia, a partir de autores como Leshchenko (2015), Magaldi, Brulon e Sanches (2018), Lima (2012), Carvalho e Raposo (2012), dentre outros. Adota a pesquisa levantamento para analisar o uso das redes sociais e ferramentas web pelos museus do Maranhão, a partir de categorias de análise como: uso de sites e redes sociais (Facebook e Instagram); disponibilizam e-mail; criam blogs; divulgam projetos; informações sobre catálogo online; acervo online, entre outras. Destaca o Museu do Reggae como uma das instituições que mais explora as mídias sociais, contando com redes sociais, conta no Youtube, além de implementar em suas salas recursos tecnológicos como tables, monitores, aparelhos audiovisuais. Aponta o Museu Casa Histórica de Alcântara e o Museu Histórico de Alcântara, cujas ações restritas às redes sociais, sendo que o último tem um número expressivo de seguidores no Instagram. Os museus maranhenses embora disponibilizem os horários de funcionamento, endereço, ainda precisam investir nas mídias sociais, não apenas para alcançar um número maior de visitantes, mas para difundir suas ações, produtos e serviços.</text>
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                    <text>Livros e arte que falam por si: a formação da Biblioteca de Mario
Zanini

Lauci Bortoluci Quintana (MAC USP) - guila@usp.br
Resumo:
Esta comunicação trata sobre a biblioteca de arte de Mario Zanini, doada ao MAC USP em
1971. Seu intento é mostrar que a formação dessa biblioteca do artista é indicadora da própria
pesquisa que o artista realizava com sua pintura e sua arte, entre os anos 1930 e 1970. A
hipótese propõe que a biblioteca estava diretamente correlacionada com a obra produzida,
com um recorte de influências advindas de seus livros. Percebemos, pelos livros e pela atuação
do artista, que a biblioteca se coloca como um motor que o leva a pensar, e que nos mostra
que sua produção artística apresenta valores diferentes daquela produção anteriormente
realizada pelos artistas modernistas dos anos 1920. Assim, essa biblioteca possibilita um
caminho que expressa uma nova poética no cenário de uma urbanização que se processava no
ambiente paisagístico da cidade. No contexto do CBBD 2019, no tocante a questões como
democracia e diminuição de desigualdade, as bibliotecas podem ser um locus informacional de
extroversão dessas coleções, na promoção do patrimônio artístico-documental, que
entendemos ser o passo primordial para a execução de políticas de ação-cultural e educacional
que tratem sobre documentos de arte, sobre a história da arte e sobre a história da própria
modernidade paulista, para que possam ser conhecidas e estarem ao alcance de qualquer
leitor, de qualquer cidadão.
Palavras-chave: Bibliotecas de arte; Mario Zanini; MAC USP
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�1

INTRODUÇÃO
Esta comunicação é resultado de uma tese de doutorado apresentada ao
Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHAUSP) e trata sobre a biblioteca de arte que pertencera ao pintor Mario Zanini (19071971). Essa biblioteca foi doada ao MAC USP, em conjunto com 108 obras do
pintor, pela Família Zanini, em 1971. Nosso viés traz à tona uma biblioteca de arte
formada por um pintor, pertencente ao Grupo Santa Helena, nas décadas de 1930 e
1940, doada a um museu público universitário.
No contexto deste CBBD 2019, perguntamo-nos o que uma biblioteca de arte
pode fazer pelo fortalecimento da democracia e da igualdade, tornando-se um
espaço democrático de disseminação da informação artística, conforme já apontado
por Klara Freire, compartilhando riquezas e tornando possível o acesso à informação
em artes. Questionamos como uma coleção de livros, que pertencera a um artista,
pode descrever novos entendimentos da própria arte brasileira, do processo
modernista dos anos 1920 e 1930 e da formação da identidade nacional proposta
por Mário de Andrade. Perguntamo-nos se essa biblioteca tem algo a nos dizer
enquanto um processo de aprendizagem do próprio artista, um processo de
apreensão de sua própria realidade e finalmente, um processo de percepção de seu
entorno como consequência da modernização de S. Paulo dos anos 1950.
Essa investigação nos permitiu observar que os livros são indicadores da
pesquisa que o artista realizava na compreensão e interpretação da paisagem, ou
seja, de sua própria realidade, retratando a transformação e desenvolvimento da
cidade de São Paulo. A tese propõe que a Biblioteca de Mario Zanini estava
diretamente correlacionada com a obra produzida pelo artista. Elaboramos uma
reflexão sobre a linguagem pictórica de Mario Zanini, com um recorte das influências
advindas de livros de sua biblioteca. Em vista disso, sentimos a necessidade de
designar uma interpretação de algumas obras artísticas de Zanini, à luz de três livros
escolhidos para exemplificar a estrutura conceitual do pensamento estético do
artista: um sobre Paul Cézanne, um sobre Vincent Van Gogh e um sobre a
paisagem, de André Lhote.
Os critérios adotados para a escolha desses três livros foram os seguintes,
baseados nos preceitos de Walter Zanini: a busca do sentido da apreensão visual
(Cézanne); o trabalho desenvolvido por Zanini com as temáticas fluviais (Van Gogh);
a investigação teórica sobre paisagem (Andre Lhote).

�2

METODOLOGIA
A metodologia da pesquisa procurou estabelecer uma reflexão sobre os livros
que vieram a formar sua biblioteca. O ponto de partida da análise passou a ser o
livro como propagador de ideias, que transforma a visão do mundo artístico do pintor
na temática da paisagem. Estamos nos referindo ao tecer de uma cultura de
visualidade, ou seja, à dimensão cultural do olhar, que é histórica e contextual.
A biblioteca será compreendida como memória que emana de um programa
de vida, da construção de um panorama cultural, que teria sua repercussão na
produção das obras artísticas de Mario Zanini.
Mario Zanini acompanhava os novos rumos da arte dos anos 1950, em
termos práticos e teóricos. Do livro de André Lhote, sobre a teoria da paisagem,
lembremos a parte destacada de um desenho geométrico esquematizado, que
demonstra que o artista estava em consonância com seu momento histórico de
atuação, sem praticar sacrifícios em sua própria maneira de ver e sentir seu mundo
figurativo. Assim, mesmo em contato com teoremas abstratos, geométricos e
cubistas, Zanini buscou retratar a emoção que o conectava a seu tema, trazendo
aos seus observadores a capacidade de evidenciar a paisagem que gerou sua
produção.
Entendemos que o fazer artístico de Zanini permite a reflexão sobre o
princípio norteador do processo de construção da biblioteca.
A arte é um traço da nossa relação histórica com o mundo. De um modo
sintético, uma obra de arte qualquer não é uma representação ou uma transposição,
figurativa ou simbólica, de uma realidade. Segundo Fischer, a arte tem a capacidade
de mostrar a realidade como passível de ser transformada e dominada. A obra e o
artista não são exteriores ao mundo sensível e ao mundo social em que atuam. Da
mesma forma que a arte, a biblioteca é uma construção historicamente situada.

DISCUSSÃO TEÓRICA
A Biblioteca de Mario Zanini vem corroborar seu trabalho artístico e sua
atuação, tanto nos grupos dos quais fez parte, como em sua vida dedicada ao
reconhecimento da profissão de artista, participando de sindicatos e associações.
Seu legado não pode somente ser descrito nos títulos de suas obras, conjugadas
aos livros de sua biblioteca. Observamos a biblioteca como um fenômeno situado
entre a paisagem natural que é vista, e, a partir deste “ver”, ela se torna o motor

�3

propulsor de um “pensar”, que proporciona a produção de uma linguagem artística
com valores diversos daquela que havia sido anteriormente realizada. Zanini insere
um novo valor à paisagem dos arredores da cidade de São Paulo, depura-a, e
possibilita um percurso imagético, que nos mostra uma nova poética expressiva na
pintura e o cenário de uma nova urbanização que se processava no ambiente
paisagístico da cidade.
É fundamental afirmar que os livros foram exemplos da mentalidade moderna,
criando uma nova relação entre a arte e a paisagem dos arredores da cidade. A
autoexpressão de Zanini se construiu por meio da interpretação e da arte oriunda
das pesquisas de Cézanne e de seu olhar que pensa a paisagem, e por Van Gogh,
que produziu uma obra cuja temática não era algo exterior a sua vivência.
Foi nosso propósito superar qualquer pressuposto de uma biblioteca de arte
formada pela arbitrariedade ou aleatoriedade. A Biblioteca de Mario Zanini trabalha
as reflexões da arte moderna dos anos 1930 e 1940 e a supremacia do gênero da
paisagem para esses pintores que agremiavam no Grupo Santa Helena. Temos o
conceito de que a biblioteca é composta por títulos que indicam uma nova posição
artística e autônoma, em relação à arte acadêmica do século XIX. Ela foi pensada e
construída por Mario Zanini, um artista que tinha a percepção de recriar paisagens
urbanas e suburbanas, assim como a vida cotidiana das populações que viviam na
periferia da cidade grande. Seu mérito foi descortinar uma poética moderna da
paisagem paulistana.
Mario Zanini foi um pintor humanista em seu tempo, que trabalhou pela
construção da modernidade. Construiu uma fortuna plástica desprendida de
interesses em bens materiais, vivendo de forma despojada, numa simplicidade
natural. Sua coleção artística e sua importância enquanto paisagista foram notadas
pela crítica, ainda em vida, como fontes de sensibilidade e qualidade.
Atualmente, com a história nos apontando, a posteriori, o esquecimento de
alguns desses artistas, as pesquisas poderão paulatinamente resgatar e recontar
essa história com novos olhares. As razões da escassez de pesquisas sobre
bibliotecas de artistas, do Grupo Santa Helena e de suas exposições ainda merecem
alguma elucidação, para que esta temática seja devidamente investigada e seus
principais pontos de interrogação solucionados.

�4

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A questão da democracia e da busca da igualdade, da redução das
diferenças entre todas as classes da sociedade encontra respaldo na disseminação
de informações e de equipamentos culturais, segundo José Nascimento , na
formação de sistemas de gestão participativa da cultura, colocados a favor de novas
percepções sobre a realidade. Podemos afirmar que o processo informacional das
bibliotecas, disseminando suas coleções, é o primeiro passo para dar visibilidade a
seus tesouros escondidos.
O papel de uma instituição de informação em arte na promoção do patrimônio
artístico-documental acarreta, para sua execução, o estabelecimento de políticas de
ação cultural, dentre as quais a extroversão de coleções públicas de documentos
sobre a história da arte, sobre a história da cidade, que existem para serem
descobertos por todos, por qualquer leitor, por qualquer cidadão.

REFERÊNCIAS
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.;
p. 252
FREIRE, Klara Martha Wanderley; MARQUES, Luana Farias Sales. Informação em
arte: conceitualizações e um olhar sobre a Agenda 2030. In: SEMINÁRIO DE
INFORMAÇÃO EM ARTE, 6., 2019, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro:
Instituto

Cervantes,

2019.

Disponível

em:

https://www.doity.com.br/anais/seminario-de-informacao-em-arte/trabalho/81112.
Acesso em: 16 abr.2019.
JOURDAIN, Francis. Cézanne. Paris: Braun, 1948.
LHOTE, André. Tratado del paisaje. Buenos Aires: Poseidon, 1943.
MATHEY, François. Van Gogh. Paris: Hazan, 1956.
NASCIMENTO JUNIOR, José do. Museus como agentes de mudança social e
desenvolvimento. Musas: Revista Brasileira de Museologia, Brasília, n. 4, p. 148162, 2009.
ZANINI, Walter. Mario Zanini (1907-1971). São Paulo: MAC USP, 1976. Catálogo de
exposição.

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Documentação&#13;
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                <text>Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte</text>
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                <text>Esta comunicação trata sobre a biblioteca de arte de Mario Zanini, doada ao MAC USP em 1971. Seu intento é mostrar que a formação dessa biblioteca do artista é indicadora da própria pesquisa que o artista realizava com sua pintura e sua arte, entre os anos 1930 e 1970. A hipótese propõe que a biblioteca estava diretamente correlacionada com a obra produzida, com um recorte de influências advindas de seus livros. Percebemos, pelos livros e pela atuação do artista, que a biblioteca se coloca como um motor que o leva a pensar, e que nos mostra que sua produção artística apresenta valores diferentes daquela produção anteriormente realizada pelos artistas modernistas dos anos 1920. Assim, essa biblioteca possibilita um caminho que expressa uma nova poética no cenário de uma urbanização que se processava no ambiente paisagístico da cidade. No contexto do CBBD 2019, no tocante a questões como democracia e diminuição de desigualdade, as bibliotecas podem ser um locus informacional de extroversão dessas coleções, na promoção do patrimônio artístico-documental, que entendemos ser o passo primordial para a execução de políticas de ação-cultural e educacional que tratem sobre documentos de arte, sobre a história da arte e sobre a história da própria modernidade paulista, para que possam ser conhecidas e estarem ao alcance de qualquer leitor, de qualquer cidadão.</text>
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                    <text>Estudo de usos e usuários: Centro de documentação Do Museu de
Arte da Pampulha

Nicole Marinho Horta (UFMG) - nicole_coia@yahoo.com.br
Dalba Roberta Costa de Deus (MAP) - dalbacosta@yahoo.com.br
Resumo:
Estudo de uso e satisfação dos usuários, aplicado no Centro de Documentação do Museu de
Arte da Pampulha, CEDOC-MAP, é parte do planejamento estratégico, que objetiva
caracterizar os usuários do setor, como estes avaliam os serviços e o atendimento de suas
necessidades informacionais. O estudo foi obtido através de duas etapas: quantitativa através
de formulários de registro de pesquisadores, e a qualitativa, com um questionário enviado a
uma seleção de pesquisadores. Após estas etapas foi feita uma análise dos dados levantados e
elaborado um relatório institucional sobre o mesmo. Os resultados da pesquisa apontam que,
no geral, os usuários estão satisfeitos com os serviços prestados pelo CEDOC-MAP e as
análises serão utilizadas para a elaboração de uma política de indexação, fazendo parte do
planejamento estratégico do setor.
Palavras-chave: estudo de usuários, centro de documentação, Museu de Arte da Pampulha.
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�1. Introdução
O Centro de Documentação do Museu de Arte da Pampulha (CEDOC- MAP) foi
sistematizado a partir do Projeto “Higienização e Acondicionamento do Acervo
Arquivístico do Museu de Arte da Pampulha (MAP)”,como relata Machado (2011,p.1) em
seu relatório de implantação, entre os meses de fevereiro de 2010 e maio de 2011, com
o apoio da então Associação de Amigos do Museu de Arte da Pampulha - AMAP e
patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O CEDOC-MAP é responsável pela centralização de documentos relativos à
história e memória do Museu de Arte da Pampulha, das obras de seu acervo artístico e
exposições. Tem por finalidade reunir, salvaguardar e preservar documentos relevantes
em diferentes suportes.
O acervo é constituído por documentos como: atas de salões, plantas
arquitetônicas, fichas catalográficas, relatórios de gestão, análises de estado de
conservação de obras, fotografias impressas, negativos, slides, VHS, Cd’s, DVD’s, HD
externo. A documentação abrange desde a ocupação do prédio como museu, e integrante
do complexo arquitetônico da Lagoa da Pampulha, até a atualidade. Porém parte do
acervo documental histórico (1957 - 1969) foi recolhido pelo Arquivo Público da Cidade
de Belo Horizonte (APCBH) para a criação do Fundo do Museu de Arte da Pampulha.
Sendo assim, a concentração maior de documentos são de 1969 em diante.
Dentro do planejamento estratégico do CEDOC-MAP foi iniciada uma sequência
de afazeres no qual o estudo de usuários foi a primeira fase. A necessidade de um “estudo
de usuários”, é uma das maneiras para se avaliar os serviços prestados. Segundo
Almeida (2000, p.32), a partir dos dados coletados sobre serviços ou atividades, é
possível estabelecer critérios e mensurar o desempenho, determinar a qualidade do
serviço/atividade e avaliar a satisfação dos usuários da Unidade de Informação.
Sepúlveda e Araújo (2012, p.271) ainda complementam : O estudo de usuários permite
que os bibliotecários conheçam tanto as necessidades de informação dos usuários quanto
a satisfação desses com relação aos serviços e produtos fornecidos pela unidade de
informação.
2. Relato da experiência
A pesquisa foi realizada referente ao período de 2011 a junho de 2018 e o estudo

�foi realizado entre os meses de julho a outubro de 2018. A pesquisa quantitativa foi
executada através de um levantamento dos dados dos pesquisadores, com formulários
preenchidos por eles no ato da consulta ao acervo. Para análise qualitativa, foi enviado
via e-mail, um questionário para que os pesquisadores preenchessem. Por falta de
instrumentos que permitissem mensurar a participação de pesquisadores internos (da
própria Instituição) e da Fundação Municipal de Cultura, esses usuários não foram
considerados no estudo.
Na fase quantitativa foi feita uma investigação do perfil dos usuários externos;
analisados 69 formulários, nos quais foram extraídas as informações: nome, data de
nascimento, cidade, formação, curso, origem institucional, tema pesquisado, objetivo da
pesquisa, acervo consultado, data da consulta e e-mail de contato.
Na fase qualitativa foram preenchidos 11 formulários, nos quais foram coletados
os dados: como a pessoa ficou sabendo do acervo de CEDOC-MAP; qual o resultado do
trabalho/pesquisa; quais outras instituições foram importantes para a pesquisa; se a
pesquisa/trabalho foi em coautoria; qual foi o produto final da pesquisa; se as informações
encontradas no CEDOC-MAP foram satisfatórias; além de solicitar sugestões ou
observações sobre o serviço prestado pelo setor.
3. Resultados
Na análise quantitativa foram analisados 69 formulários, porém, apenas 64
pesquisadores foram registrados (ou seja, alguns pesquisadores consultaram o acervo
mais de uma vez). O primeiro indicador diz respeito a formação do pesquisador. Observase que 59% são graduandos, 21% mestrandos, 12% doutorandos , 4% outros e 4% não
informaram, mostrando assim a diversidade na formação dos pesquisadores.
Referente a faixa etária, no ato da pesquisa, entre 17 e 30 anos de idade,
constatou-se que esta faixa etária constitui a maioria dos usuários, representando um
percentual de 56,25%. Este dado é importante para sinalizar possíveis usuários
potenciais, ampliando o conhecimento sobre quais usuários de fato fazem uso dos
serviços e como melhorar o acesso para outros usuários que ainda não são atendidos em
suas demandas. Neste caso, graduandos podem se tornar mestrandos, os mestrandos
podem se tornar pesquisadores doutorandos, aumentado o fluxo de pesquisa na Unidade
de Informação.

�Nesse estudo observou-se que 51,5% dos pesquisadores são da Universidade
Federal de Minas Gerais, porém, 17 outras instituições foram citadas como origem do
pesquisador. No indicador cidade de origem, 73,4% dos pesquisadores são da cidade de
Belo Horizonte, sendo São Paulo a segunda maior cidade de origem, representando
10,9%. Representando 15,7% estão outras 9 cidades, salientando a importância do
acervo no âmbito nacional e internacional e não somente local.
Em relação a consulta do acervo, foi diagnosticado que os documentos mais
consultados são o do acervo artístico, o equivalente a 55%. Referente ao acervo de
Exposições, 21%; ao acervo sobre os Salões 20% e 4% sobre o Museu/Cassino. Nessa
análise, observa-se que o Acervo Artístico tem maior consulta, talvez, devido aos
documentos serem referentes às obras de arte que compõem o acervo museológico do
Museu de Arte da Pampulha. O acervo Museu cassino têm um menor índice de consulta
por conter somente parte da documentação deste período.
Foram analisadas as áreas de formação dos pesquisadores. A área de formação
mais representativa é a de Conservação e Restauração, com 37,5%. As demais áreas
não chegam a 10% da representatividade cada. Esta concentração na área de
Conservação e Restauração pode se dar em função da parceria que o Museu tem com o
curso, oferecido pela Universidade Federal de Minas Gerais.
O quantitativo de frequência dos pesquisadores externos em 2011 foram 7; 8 no
ano de 2012; 12 no ano de 2013, ano no qual se obteve maior números de pesquisadores.
Em 2014 houve uma queda para apenas 5, e 2015 com 7 pesquisadores; esse declínio
se justifica porque o setor ficou sem funcionário responsável, pois a bibliotecária estava
afastada por questões de saúde a partir do segundo semestre de 2014 a início do
segundo semestre de 2015; nos anos de 2016 e 2017 foram 11 pesquisadores cada e até
junho de 2018, 8 pesquisadores. Foram registrados, no total deste período, 64
pesquisadores, totalizando 69 visitas, constatando assim que alguns pesquisadores
consultaram o acervo mais de uma vez.
Na análise qualitativa, a segunda etapa da pesquisa, a seleção dos 12
pesquisadores foi feita mediante os critérios: período de pesquisa, faixa etária, instituição
de origem, acervo consultado e intuito da pesquisa nos quais foram enviados os
questionários, obtendo-se 11 respostas. No questionário não respondido, o pesquisador

�informou que a sua pesquisa era apenas a título de curiosidade e não culminou em
nenhum trabalho.
Os pesquisadores foram questionados sobre como souberam do acervo do
CEDOC-MAP; no que resultou o trabalho/pesquisa; solicitação do envio do trabalho; quais
outras instituições e acervos foram importantes para o desenvolvimento do trabalho; se a
pesquisa/trabalho contou com orientação de professor ou coautoria; qual foi o
produto/resultado final da pesquisa e se as informações do acervo do CEDOC-MAP foram
suficientes para a execução do trabalho/pesquisa. Foi deixado em aberto uma opção para
dar sugestões ou observações sobre o Centro de Documentação do MAP.
No primeiro questionamento, apenas 01 pessoa disse que foi ao CEDOC-MAP
porque buscou referências dentro da temática do acervo, os demais pesquisadores
responderam que foram indicados a consultar o acervo do CEDOC-MAP por
professores/orientadores, pela própria faculdade ou entidade onde trabalha, deixando
claro que existe uma necessidade de uma melhor divulgação do acervo.
Em relação ao produto de pesquisa desenvolvido através da consulta ao acervo,
73% dos pesquisadores produziram sob orientação ou coautoria e 27% individualmente.
Como produto final das pesquisas, os que tiveram mais ocorrência foram Doutorado,
Mestrado e trabalhos acadêmicos, com 27,3% cada; artigo científico, pesquisa para
exposição, trabalho técnico e projeto de consultoria representaram 9,1% cada.
Foram levantadas quais Instituições/acervos que serviram de fontes informacionais
para os pesquisadores, no processo de desenvolvimento de suas pesquisas, além do
CEDOC-MAP, foram citadas 15 Instituições das cidades de Minas Gerais, São Paulo e
Rio de Janeiro.
No campo sugestões ou observações sobre os serviços oferecidos, não houve
preenchimento nos formulários por parte dos pesquisadores. Na pesquisa avaliativa a
respeito do acervo e dos serviços prestados pelo CEDOC-MAP, os pesquisadores foram
atendidos satisfatoriamente em sua demanda.
4. Considerações Finais
O estudo de uso e de usuários faz parte do planejamento estratégico, no qual foi
elaborado como a primeira fase a ser desenvolvida. Este levantamento teve como
objetivos específicos traçar o perfil dos usuários e apresentar aspectos relevantes para

�uma melhor política de atendimento aos usuários. O estudo serve também como diretriz
para melhorar esses serviços, julgar a permanência ou exclusão de atividades que não
estejam adequadas ou não atendam a demanda dos usuários.
O público alvo pesquisado demonstrou-se diversificado, variando de estudantes de
graduação a pós-graduação de diversas áreas de conhecimentos, sendo que o perfil
principal dos usuários são o de pesquisadores da graduação pertencentes à Universidade
Federal de Minas Gerais, com maior interesse no acervo artístico do CEDOC-MAP. A
faixa etária é um importante indicador de usuários em potencial, pois mostra que por se
tratar de pesquisadores iniciantes, é possível investir em divulgação do acervo e atrair
futuros interesses.
Avaliou-se que as suas necessidades informacionais e serviços prestados são
atendidas pelo CEDOC-MAP, mesmo a recuperação da informação não estando
automatizada, em software apropriado (outra etapa de a ser exercida no planejamento
estratégico). As informações são organizada em planilhas e a busca é delegada ao
atendente do CEDOC-MAP, realizada manualmente, mediante rolagem das informações.
Isso não impossibilita a recuperação das informações, mas dificulta uma busca mais
exaustiva. Concluiu-se que existe uma falha da divulgação do serviços oferecidos pelo
Centro, pois apenas um dos pesquisadores soube da existência do setor através de busca
de acervos com a temática pesquisada. Os demais pesquisadores são encaminhados
pelo orientador/Instituição. Desta forma, a divulgação é um dos itens a ser desenvolvidos
para uma melhoria no atendimento a comunidade e instituições.
Referências
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000. 112 p.
MACHADO, Fernanda Tozzo. Higienização e Acondicionamento do Acervo
Arquivístico do Museu de Arte da Pampulha. Relatório. Belo Horizonte, 2011.
SEPÚLVEDA, Maria Inês Moreira; ARAUJO, Carlos Alberto Ávila. Realização de
estudos de usuários na prática profissional bibliotecária: estudo de campo no
sistema de bibliotecas da ufmg. 2012, vol.17, n.2, p. 269-287. Disponível
em:&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/viewFile/842/pdf&gt;. Acesso em: 17 jul.
2019.

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                <text>Dalba Roberta Costa de Deus</text>
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                <text>Estudo de uso e satisfação dos usuários, aplicado no Centro de Documentação do Museu de Arte da Pampulha, CEDOC-MAP, é parte do planejamento estratégico, que objetiva caracterizar os usuários do setor, como estes avaliam os serviços e o atendimento de suas necessidades informacionais. O estudo foi obtido através de duas etapas: quantitativa através de formulários de registro de pesquisadores, e a qualitativa, com um questionário enviado a uma seleção de pesquisadores. Após estas etapas foi feita uma análise dos dados levantados e elaborado um relatório institucional sobre o mesmo. Os resultados da pesquisa apontam que, no geral, os usuários estão satisfeitos com os serviços prestados pelo CEDOC-MAP e as análises serão utilizadas para a elaboração de uma política de indexação, fazendo parte do planejamento estratégico do setor.</text>
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                    <text>Desenvolvimento de vocabulários controlados para obras culturais:
a Pinacoteca de São Paulo e o Getty Research Institute: relato de
experiência

Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli (Pinacoteca - FESP-SP) - isabel.ayres@gmail.com
José Fernando Modesto da Silva (USP) - fmodesto@usp.br
Resumo:
A Biblioteca Walter Wey pertence à Pinacoteca do Estado, museu de arte mais antigo da
cidade de São Paulo, fundado em 1905. Além de colecionar material relacionado aos artistas
que possuem obras no acervo museológico, essa biblioteca coleciona publicações sobre arte
brasileira em geral, tanto as produzidas por artistas brasileiros como por estrangeiros que
atuam no Brasil. O vocabulário de nomes Union List of Artists Names (ULAN) é mantido pelo
Getty Research Institute (GRI), instituição integrante do J. Paul Getty Trust, que, desde 1994,
ano de seu lançamento, vem se consolidando como uma das fontes especializadas mais
relevantes para estudiosos da história da arte. Em 2014, foi instituída uma parceria entre o
GRI e a Pinacoteca do Estado, por meio da qual o museu se comprometeu a enviar
contribuições para o vocabulário. A seleção dos artistas foi condicionada à existência de obras
de mesma autoria no acervo museológico. Neste relato de experiência, apresentamos as
etapas dessa iniciativa inédita de parceria com o GRI. Essa ação pioneira permitiu a utilização
de parâmetros embasados na língua portuguesa para normalização de nomes de artistas
brasileiros ou atuantes no Brasil, contribuindo, dessa forma, para a promoção internacional do
patrimônio documental nacional ao favorecer a pesquisa sobre arte brasileira por uma das
plataformas internacionais mais consolidadas e reconhecidas no mundo das artes.
Palavras-chave: Vocabulário controlado. Artes visuais. Controle de autoridade.
brasileiros. Pinacoteca de São Paulo.
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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Artistas

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
Este artigo relata o processo de elaboração e atualização de verbetes de nomes de
artistas brasileiros, ou atuantes no Brasil, para atualização do vocabulário Union of
Artists Names (ULAN), desenvolvido e mantido pelo Getty Research Institute.
Inicialmente, os vocabulários do Getty foram elaborados com o propósito de atender
às demandas internas, mas, atualmente, é utilizado pela comunidade internacional
de pesquisadores em história da arte, ao lado dos outros vocabulários que mantém:
Art &amp; Architecture Thesaurus (AAT), Getty Thesaurus of Geographic Names (TGN),
Cultural Objects Name Authority (CONA) e o Iconography Authority (IA).
Com a realização do projeto, a Pinacoteca pôde revisar parcialmente seu banco de
dados de autoridade, hospedado na Biblioteca Walter Wey e criado em 2009, após o
processo de automação. Atualmente, a base conta com mais de 17.000 registros,
utilizados para indexar os nomes de entidades que aparecem nas outras bases de
dados que referenciam os acervos da Biblioteca e do Centro de Documentação e
Memória, a saber: Acervo Geral, Coleções Especiais, Fundo Institucional, Coleções e
Fundos Privados, e Exposições.
Dentre os resultados alcançados, destacamos a possibilidade de compartilhamento
de dados sobre artistas brasileiros no banco de dados da ULAN, elaborados com base
em fontes de informação locais. Sempre que possível, os registros contemplaram as
variações de nomes e os relacionamentos entre as entidades.
Cabe destacar que o GRI publicou os dados da ULAN em formato Linked Open Data
(LOD) em 2015 e participa do consórcio Virtual International Authority File (VIAF),
ampliando, desse modo, o alcance e possibilidades de utilização dos dados pela
comunidade internacional.
Relato da experiência:
A Biblioteca Walter Wey da Pinacoteca do Estado de São Paulo foi aberta ao público
em 1959. Criada inicialmente para atender demandas internas, seu funcionamento
foi reorganizado pelo Decreto nº 52.559, de 12/11/1970, que dispõe sobre a
organização do Museu.

�O acervo é composto por dossiês (convites, folhetos, cartões-postais, cartões
telefônicos, hemeroteca, dentre outros), impressos em geral, catálogos, álbuns,
coleções especiais (fotografias, objetos tridimensionais, livros de artista e
documentos primários), livros, catálogos e impressos em geral.
Em 2009, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) interno, composto por membros
das equipes do Núcleo de Curadoria e Pesquisa Crítica em História da Arte, da
Biblioteca, do Cedoc e do Núcleo de Gestão Documental do Acervo (atual Núcleo de
Acervo Museológico). O GT tinha como objetivo analisar os procedimentos para
padronizar as informações que se constituem em ponto de acesso às bases de dados
dos acervos arquivístico, museológico e bibliográfico. Na época, os softwares
utilizados pelos departamentos eram: Winisis na Biblioteca, MS-Acess no Cedoc e as
obras do acervo museológico eram catalogadas no Donato, desenvolvido pelo Museu
Nacional de Belas Artes (MNBA).
A atuação do GT possibilitou o mapeamento de inconsistências no registro de
informações que descreviam os acervos da Pinacoteca, além de evidenciar a
necessidade de diálogo entre as áreas. Embora esse GT tenha encerrado suas
atividades em 2011, os resultados das pesquisas realizadas em torno dos nomes dos
artistas da Pinacoteca foram armazenados no banco de dados de autoridades da
Biblioteca.
Os registros de autoridade seguem as recomendações do Código de Catalogação
Anglo-Americano (AACR2r). A atualização e a criação desses registros de autoridade
são baseadas nas informações encontradas em diversas fontes: Biblioteca Nacional
(FBN), Enciclopédia Itaú Cultural e a própria ULAN, dentre outras. Nos casos em
que não é possível encontrá-las, os registros são elaborados com base nas
informações dos documentos que estão sendo referenciados.
Desde o trabalho com o GT, o interesse em participar da ULAN se intensificou. Sendo
assim, em agosto de 2011, a Pinacoteca assinou um contrato formalizando a parceria
com o GRI. Porém, somente em 2014 foi possível a captação de recursos para a
contratação de 02 pesquisadores autônomos para se dedicarem ao projeto.
Também em 2014, a gestão do Centro de Documentação e Memória ficou sob a
responsabilidade da mesma coordenação da Biblioteca, possibilitando a integração
das bases de dados em um portal de pesquisa integrada, evidenciando ainda mais a
necessidade de refinamento da padronização das autoridades.
De acordo com Harpring (2016, p. 89), a ULAN se estrutura em forma de tesauro,
sendo arquitetada em uma estrutura que permite o estabelecimento de
relacionamentos hierárquicos, de equivalência e associativos entre as entidades. Em
termos quantitativos, o vocabulário:

�[...] contém mais de 650.000 nomes e informações biográficas para artistas
contemporâneos e históricos, arquitetos, patronos, oficinas, empresas,
museus e outras pessoas e grupos associados à criação e à história da arte,
à arquitetura e a outras obras do patrimônio cultural (THE GETTY, 2018,
tradução nossa).

Dadas as limitações tecnológicas existentes, que impossibilitavam o envio de dados
diretamente para a base ULAN, pois o formato de metadados adotado pela Biblioteca
é o MARC21 e o Getty trabalha com exportação de dados em outros formatos, o GRI
se prontificou a receber nossos dados em formato MS Excel, desde que os campos
mínimos fossem preenchidos de acordo com as orientações do Editorial Guidelines.
Desse modo, chegou-se a um conjunto de elementos para registro das informações
requeridas, as quais são apresentadas no Quadro 1:
Quadro 1 – Campos para o registro mínimo
Campos Getty
New or comment

Descrição
Indica se um novo registro deve ser criado ou se haverá alteração em
registro já existente

Concept ID
Record Type
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Biografia para exibição
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Data de nascimento
Data de morte
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Local de morte
Nomes relacionados
Bibliografia
Nota descritiva ou de escopo
Fontes bibliográficas para escolha do nome

Fonte: Elaborado pela autora, baseado em: THE GETTY (2018)
Depois da elaboração da planilha em Excel com base nos nomes dos artistas que
possuem obras no acervo museológico, foram acrescentados os campos descritos no
Quadro 1, dando início às etapas para pesquisa dos dados faltantes e confirmação
dos dados já existentes no Getty:
1) Pesquisar o nome preferido de acordo com o AACR2;
2) Coleta dos dados pessoais;
3) Coleta dos dados de entidades relacionadas;
4) Redação das notas;
5) Revisão e tradução das notas para o inglês.

�Para o preenchimento dos campos, privilegiou-se a consulta à bibliografia produzida
pela Pinacoteca, sobretudo os catálogos. Contudo, outras fontes foram utilizadas,
como dicionários biográficos, livros, artigos acadêmicos e enciclopédias. A pesquisa
foi realizada com, no mínimo, três fontes diversas, para, assim, propiciar o confronto
de informações e garantir acuidade nos dados fornecidos.
Após a realização de todas as etapas, a planilha foi enviada para o GRI, o qual
realizou a inserção dos dados na ULAN. Os casos de divergências e inconsistências
detectados foram revisados e retificados. O GRI optou por acrescentar nossos nomes
preferidos como remissivas, caso a entidade já existisse na ULAN. Nos casos de
nomes inéditos na base, porém, a indicação da Pinacoteca foi adotada como
preferida.
A primeira lista em Excel foi, então, migrada para o banco de dados de autoridades
no ABCD. A próxima etapa foi a criação de um campo para registrar o endereço
permanente do registro na ULAN. Depois foram realizadas novas atualizações em
2016 e 2017.
Em 2016, a Pinacoteca participou do encontro do Grupo de Trabalho dos
vocabulários do Getty Research Institute, o International Terminology Working
Group Meeting (ITWG), realizado no próprio Instituto, em Los Angeles, CA, EUA,
de 22 a 25 de agosto. O ITWG se reúne periodicamente para compartilhar os projetos
desenvolvidos com as instituições parceiras ao redor do mundo. O próximo encontro
está previsto para fevereiro de 2020.
Além da ULAN, desde 2016, a Pinacoteca estuda viabilizar, em colaboração com a
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e a
Redarte-SP, um projeto para colaboração com o vocabulário para termos de arte e
arquitetura (AAT).
Considerações Finais:
A questão da informação em arte propõe desafios não somente às bibliotecas,
arquivos e centros de documentação. A gestão de tais acervos, inseridos em
instituições museológicas, como é o caso da Pinacoteca, permitem revelar as relações
documentais existentes nesses campos.
Novas possibilidade de intercâmbio de dados, como o próprio LOD, e a criação de
vocabulários que utilizam essa tecnologia, como o VIAF, têm trazido novas
proposições para as questões de aproximação entre as instituições culturais.
Um dos grandes méritos do projeto é a Pinacoteca alimentar essa grande base de
dados por meio da inserção de nomes de artistas com bases nos padrões
estabelecidos pelos vocabulários e controles de autoridade nacionais. Alguns nomes

�permanecem desconhecidos do público internacional, porém, outros, que já
possuíam verbetes, careciam de informações adicionais.
Sendo assim, contribuímos para a pesquisa, produção e disseminação da informação
sobre arte brasileira em nível internacional, tendo em vista que o Getty é hoje uma
das maiores referências internacionais em termos de fontes de informação para a
história da arte.

Referências:
CÓDIGO de catalogação anglo-americano: segunda edição. Revisão 2002. São
Paulo: FEBAB/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004.
HARPRING, Patricia. Introdução aos vocabulários controlados:
terminologia para arte, arquitetura e outras obras culturais. São Paulo: ACAM
Portinari; Pinacoteca do Estado, 2016.
THE GETTY. Getty vocabularies. 2018. Disponível em:
http://www.getty.edu/research/tools/vocabularies/ulan/about.html. Acesso em: 18
mar. 2019.
THE GETTY. Getty editorial guidelines. 2017. Disponível em:
http://www.getty.edu/research/tools/vocabularies/guidelines/index.html. Acesso
em: 18 mar. 2019.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Desenvolvimento de vocabulários controlados para obras culturais: a Pinacoteca de São Paulo e o Getty Research Institute: relato de experiência</text>
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                <text>Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte</text>
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                <text>A Biblioteca Walter Wey pertence à Pinacoteca do Estado, museu de arte mais antigo da cidade de São Paulo, fundado em 1905. Além de colecionar material relacionado aos artistas que possuem obras no acervo museológico, essa biblioteca coleciona publicações sobre arte brasileira em geral, tanto as produzidas por artistas brasileiros como por estrangeiros que atuam no Brasil. O vocabulário de nomes Union List of Artists Names (ULAN) é mantido pelo Getty Research Institute (GRI), instituição integrante do J. Paul Getty Trust, que, desde 1994, ano de seu lançamento, vem se consolidando como uma das fontes especializadas mais relevantes para estudiosos da história da arte. Em 2014, foi instituída uma parceria entre o GRI e a Pinacoteca do Estado, por meio da qual o museu se comprometeu a enviar contribuições para o vocabulário. A seleção dos artistas foi condicionada à existência de obras de mesma autoria no acervo museológico. Neste relato de experiência, apresentamos as etapas dessa iniciativa inédita de parceria com o GRI. Essa ação pioneira permitiu a utilização de parâmetros embasados na língua portuguesa para normalização de nomes de artistas brasileiros ou atuantes no Brasil, contribuindo, dessa forma, para a promoção internacional do patrimônio documental nacional ao favorecer a pesquisa sobre arte brasileira por uma das plataformas internacionais mais consolidadas e reconhecidas no mundo das artes.</text>
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                    <text>Biblioteca do Centro Cultural Justiça Federal: uma biblioteca na
Cinelândia, RJ

Alpina Gonzaga Martins Rosa (CCJF) - alpinagmrosa@gmail.com
Klara Martha Wanderley Freire (TRF2) - klaramwfreire@gmail.com
Jaqueline da Silva Lima (Unirio) - jaqlima886@gmail.com
Fernanda de Moura Caban (CCJF) - demouracaban@gmail.com
Resumo:
O presente relato tem como propósito comunicar a experiência da Biblioteca do Centro
Cultural Justiça Federal, RJ, ao expor a pesquisa quali-quantitativa aplicada junto aos usuários
da biblioteca no primeiro semestre de 2019.
A Biblioteca do CCJF se caracteriza como biblioteca pública temática em Artes. Aberta em
2003, ela proporciona informação, cultura e lazer ao cidadão, oferecendo à comunidade um
espaço diferenciado, atendendo tanto o público em geral, como aos especialistas na área. Além
de abrigar a memória da instituição, conta com um acervo de aproximadamente 10.000 obras
voltadas para Artes, principalmente sobre Fotografia, com também, obras de áreas correlatas.
A enquete aplicada no primeiro semestre de 2019 aos usuários da Biblioteca do CCJF, teve
como objetivo verificar a satisfação dos mesmos em relação aos serviços oferecidos pela
Biblioteca. A maioria elogiou o ambiente em termos gerais e em especial o silêncio do espaço.
Constatou-se que 84% dos usuários utilizam o espaço para estudar com material próprio e que
40% dos usuários consultam o acervo da Biblioteca. Outro dado importante é que 95% dos
usuários leitores não participaram dos eventos realizados pela Biblioteca.
Na análise dos dados tabulados, levantou-se elementos para novas propostas de atividades na
Biblioteca do CCJF que poderão gerar um maior capital social para o público.
Palavras-chave: Bibliotecas de arte; Bibliotecas públicas; Informação em arte; Centro
Cultural Justiça Federal; Estudo de usuário.
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 Introdução
Uma das missões-chave da biblioteca pública segundo o Manifesto UNESCO/
IFLA para bibliotecas públicas de 1994, é a de “Possibilitar o acesso a todas as formas
de expressão cultural das artes do espectáculo”, nesse sentido e buscando sólida base,
a Biblioteca do Centro Cultural Justiça Federal tem como missão disseminar a
informação e práticas culturais para o cidadão, que por sua vez está alinhada à missão
global do CCJF, de apoiar, incentivar e garantir o acesso universal às diversas formas
de expressão cultural, respeitando valores tais como a igualdade, a oportunidade, a
ética e a diversidade, de forma a oferecer à sociedade uma programação diversificada
e de alta qualidade. Para cumprir seu papel, a biblioteca entende a importância de estar
se reinventando diante das demandas que se apresentam conforme o dinâmico ciclo
social. É através da identificação e medição de indicadores, a chamada pesquisa qualiquantitativa que estas demandas ganham forma, tendo como objetivo a revisão de
processos e embasamento para a proposta de novos projetos que acolham as
necessidades vigentes, e que provoquem novas necessidades de acordo com o feedback
da pesquisa.
Como membro da Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte no
Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ) e mantenedora de um acervo de informação
em Arte situada em uma região de grande circulação de pessoas, no coração do Centro
da cidade, a Biblioteca do CCJF reconhece o caráter complexo da informação em Artes,
que está na raiz do difícil consenso do que ela é, levando em conta a definição dos
grupos produtores de informação em Artes, e consequentemente dos grupos
consumidores da mesma. De acordo com Freire (2010), “bibliotecas e centros de
Informação em Arte cada vez mais tornam-se um espaço democrático de disseminação

�da informação artística, [...] comprometidos em promover a competência
informacional de seus usuários.”
Prevendo a modalidade relato de experiência, o presente trabalho tem como
objetivo expor a pesquisa quali-quantitativa aplicada junto aos usuários da biblioteca
em 2019, com foco posterior na análise dos dados tabulados, levantando-se elementos
para novas proposta de atividades que gerem um maior capital social para o público.
2 Biblioteca do CCJF - Relato de experiência
2.1 História da Biblioteca do CCJF
O Centro Cultural Justiça Federal - CCJF ocupa a antiga sede do Supremo
Tribunal Federal. Inaugurado em 2001, o CCJF empenha-se para garantir à sociedade
o efetivo exercício dos direitos culturais, dentro dos parâmetros constitucionais,
proporcionando o acesso à cultural nacional e incentivando as manifestações culturais.
Com o intuito de fortalecer a imagem da Justiça Federal perante a sociedade brasileira,
o CCJF se distingue pela pluralidade de ações, atuando ao mesmo tempo como centro
de informação, entretenimento e criação.
O CCJF disponibiliza gratuitamente a utilização de seu espaço, abrigando
projetos nas áreas de Artes Cênicas, Música, Cinema, Artes Plásticas, Cursos, Setor
Educativo e Biblioteca. Proporciona a oportunidade tanto para artistas consagrados
como para novos artistas se lançarem no mercado cultural.
A Biblioteca do CCJF se caracteriza como biblioteca pública temática em Artes.
Aberta em 2003, ela proporciona informação, cultura e lazer ao cidadão, oferecendo à
comunidade um espaço diferenciado, atendendo tanto o público em geral, como aos
especialistas na área. Além de abrigar a memória da instituição, conta com um acervo
de aproximadamente 10.000 obras voltadas para Artes, principalmente sobre
Fotografia, com também, obras de áreas correlatas.
Por se tratar de um espaço público fomentador da educação e da cultura,
promove ações socioeducacionais gratuitas, disseminando o
conhecimento, com o intuito de divulgar o trabalho dos profissionais, o
acervo bibliográfico, o próprio centro cultural e aproximar o artista do
público em seus eventos, conectando o usuário e as representações
culturais nas suas variadas formas. (ROSA, 2016)

Vale ressaltar as ações culturais realizadas na Biblioteca, tais como palestras
com artistas plásticos com exposição em cartaz no Centro Cultural que compartilham

�sua experiência e sobre o processo de criação de suas obras e eventos literários
promovendo novos escritores e o incentivo à leitura.
A Biblioteca do CCJF, como instrumento de ação cultural, corrobora
com uma das principais características dos centros culturais: oferecer à
sociedade eventos gratuitos, que promovem a cultura, de forma
dinâmica e agradável. As atividades são realizadas com a colaboração
voluntária de profissionais amantes das Artes, dispostos a contribuir
para a disseminação do conhecimento e da cultura. (ROSA, 2016)

2.2 Experiência em atendimento e eventos culturais
Dentre as inúmeras definições de Arte presente no Dicionário Houaiss, uma em
questão encaixou-se bem em relação ao atual papel da Biblioteca e do Centro Cultural,
a de “artes do espetáculo [como aquelas] que se ocupam diretamente da exibição de
qualidades e proezas humanas (no teatro, circo, cinema, dança, rádio, televisão)
(HOUAISS; VILLAR, 2009, p. 195). Nesse sentido ressalta-se as ações culturais
desenvolvidas perpassando por diversos domínios do conhecimento como as Artes
Visuais, Fotografia, Audiovisual, Artes Cênicas, Música, Cursos, Seminários na área
cultural com ênfase em aspectos associados à atuação da Justiça, dentre outras
atividades pensadas e realizadas para o público.
As ações culturais da Biblioteca do CCJF são pautadas dentro dos
parâmetros estabelecidos por Milanesi, que define três verbos
fundamentais para os centros culturais: informar, discutir e criar,
os quais geram um ciclo de ação cultural, onde o público tem acesso à
informação, espaço para discutir sobre cultura, criando uma opinião
própria sobre o assunto, e, após esse processo, retornar ao primeiro
verbo “informar”, quando decide expressar suas opiniões através de
alguma linguagem, formando assim o ciclo e possibilitando uma ação
cultural contínua. (MILANESI, 2003). Elizabeth Freitas (2007, p. 79)
acrescenta mais três verbos: questionar, propor e mudar, que
corroboram com o Ciclo Cultural proposto por Milanesi. (ROSA, 2016)

2.3 Análise de dados
A enquete aplicada no primeiro semestre de 2019 aos usuários da Biblioteca do
CCJF, teve como objetivo verificar a satisfação dos mesmos em relação aos serviços
oferecidos pela Biblioteca. Foi elaborado um questionário simples, com apenas 5
perguntas para não tomar muito tempo dos usuários, sendo 3 perguntas de múltiplas
escolhas sobre frequência, existência de interesse nos serviços oferecidos, participação
nos eventos organizados pela biblioteca; e 2 perguntas abertas indagando sobre

�indicação de questões da biblioteca que agradam e desagradam e espaço para
sugestões.
A maioria dos usuários elogiou o ambiente em termos gerais e em especial o
silêncio do espaço. Constatou-se que 84% dos usuários utilizam o espaço para estudar
com material próprio e que 40% dos usuários consultam o acervo da Biblioteca. Outro
dado importante é que 95% dos usuários leitores não participaram dos eventos
realizados pela Biblioteca.
Levando-se em consideração os avanços tecnológicos, a biblioteca passou a
receber novas demandas, evidenciando uma mudança de paradigma, não em seu papel
social, mas em relação à troca informacional, o aprendizado, o uso efetivo do espaço
não meramente para uso do acervo ou estudos, mas como um recanto, um espaço
acolhedor, um meio para frisar a qualidade e a diversidade da informação apresentada.
3 Considerações Finais
Com base na análise dos dados, verifica-se a necessidade da Biblioteca pautar
suas ações para melhor atender o público que usa o espaço para estudar com material
próprio, em sua maioria, estudantes de nível médio ou superior e estudantes para
concursos públicos, e também o público carente.
A Biblioteca do CCJF dissemina a informação, voltada às necessidades de seu
público, ressaltando a qualidade dos produtos e serviços em busca do melhor
atendimento, e possui públicos distintos, ou seja, o público de eventos e o público
leitor, demandando, portanto, ações voltadas para atender a todos.
Visando ao crescimento e solidificação da Biblioteca, tendo a cultura como fio
condutor, aponta-se algumas recomendações:


elaborar um projeto social para atender o público carente, fornecendo
informação sobre direitos do cidadão;



realizar uma pesquisa com os usuários que estudam na Biblioteca com material
próprio para investigar suas necessidades informacionais e atendê-los melhor;



realizar uma pesquisa com o público que frequenta os eventos da Biblioteca para
pautar atividades que sejam de seu interesse;



elaborar um planejamento estratégico;



implementar produtos e serviços através do site e das redes sociais, visando
alcançar mais leitores e

�

promover atividades voltadas para o público infantil.
Ressalta-se a importância de um estudo de usuários, de uma política de seleção

de acervo abrangente e sobretudo um atendimento direcionado levando-se em
consideração o contexto social dos usuários e a localização do CCJF, no Centro do Rio
de Janeiro, Cinelândia.
A Biblioteca do CCJF desempenha um importante papel no CCJF, pois ao
cumprir a missão do CCJF de aproximação do Poder Judiciário da sociedade, recebe
de forma democrática, o público em geral, fornecendo acesso à informação e
proporcionando crescimento cultural.
Referências
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
FREIRE, Klara Martha Wanderley; MARQUES, Luana Farias Sales. INFORMAÇÃO
EM ARTE: conceitualizações e um olhar sobre a Agenda 2030. In: 6º Seminário de
Informação
em
Arte
Rio
de
Janeiro,
2019.
Disponível
em:
https://www.doity.com.br/anais/seminario-de-informacao-em-arte/trabalho/81112.
Acesso em: 26 abr. 2019.
MANIFESTO UNESCO/IFLA sobre bibliotecas públicas [de] 1994. Disponível:
https://www.ifla.org/files/assets/public-libraries/publications/PL-manifesto/plmanifesto-pt.pdf. Acesso em: 26 abr. 2019.
ROSA, Alpina Gonzaga Martins. Integrando teoria e prática: Milanesi e a Biblioteca do
Centro Cultural Justiça Federal - CCJF. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v. 12, n. especial, p. 234-239, jul./dez. 2016. Trabalho
apresentado no 3º INTEGRAR - Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas,
Centros de Documentação e Museus “PRESERVAR PARA AS FUTURAS GERAÇÕES”,
2016, São Paulo.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte</text>
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                <text>O presente relato tem como propósito comunicar a experiência da Biblioteca do Centro Cultural Justiça Federal, RJ, ao expor a pesquisa quali-quantitativa aplicada junto aos usuários da biblioteca no primeiro semestre de 2019. A Biblioteca do CCJF se caracteriza como biblioteca pública temática em Artes. Aberta em 2003, ela proporciona informação, cultura e lazer ao cidadão, oferecendo à comunidade um espaço diferenciado, atendendo tanto o público em geral, como aos especialistas na área. Além de abrigar a memória da instituição, conta com um acervo de aproximadamente 10.000 obras voltadas para Artes, principalmente sobre Fotografia, com também, obras de áreas correlatas.A enquete aplicada no primeiro semestre de 2019 aos usuários da Biblioteca do CCJF, teve como objetivo verificar a satisfação dos mesmos em relação aos serviços oferecidos pela Biblioteca. A maioria elogiou o ambiente em termos gerais e em especial o silêncio do espaço. Constatou-se que 84% dos usuários utilizam o espaço para estudar com material próprio e que 40% dos usuários consultam o acervo da Biblioteca. Outro dado importante é que 95% dos usuários leitores não participaram dos eventos realizados pela Biblioteca.Na análise dos dados tabulados, levantou-se elementos para novas propostas de atividades na Biblioteca do CCJF que poderão gerar um maior capital social para o público.</text>
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                    <text>Ação cultural na biblioteca universitária: atividades e propostas do
Sistema de Biblioteca da Universidade Estadual de Feira de
Santana (SISBI-UEFS) e da Biblioteca Central da Universidade
Estadual de Santa Cruz (UESC)

Suely Santana (UESC) - suelys@uesc.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Maria José Serrão Nunes (UESC) - marjose@uesc.br
Silvana Reis Cerqueira (UESC) - silvana@uesc.br
Manoelita Maria dos Santos (UESC) - mano@uesc.br
Resumo:
Este trabalho propõe a Biblioteca como espaço de interação social, promoção e difusão do
patrimônio documental e cultural. Tivemos por objetivo: mostrar as ações culturais realizadas
no SISBI-UEFS e, as que estão sendo desenvolvidas no projeto piloto na Biblioteca central da
UESC, as quais propiciam o desenvolvimento de tais Bibliotecas. Para realização do trabalho,
fundamentamos este estudo em alguns teóricos que tratam do tema ação cultural, abordam
elementos que são propostos nas atividades práticas e versam sobre a diferença entre ação
cultural e animação cultural. Explanamos algumas ações culturais que foram desenvolvidas, e
que estão em fase de desenvolvimento. Após a leitura dos textos para a revisão de literatura e
o estudo acerca das ações culturais, recomendamos que as bibliotecas universitárias
implantem nos programas de ação cultural atividades que visem a transformação dos usuários
em sujeitos culturais, cidadãos críticos e não meros espectadores.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Ação cultural. Papel social. Inovação.
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO
Dentre os papéis incumbidos as bibliotecas, estão o de promover e difundir a
cultura, para cumprir tais papéis as bibliotecas devem desenvolver um programa de
Ação Cultural voltado para seu público. Para Coelho (2001, p.8) a ação cultural é
uma atividade intensa e deve ser contínua, com vistas a formar sujeitos culturais, e
não meros espectadores. Nesse sentido, a ação cultural é interativa, participativa,
ativista, e tem por objetivo transformar as pessoas em sujeitos de sua cultura. Assim,
na ação cultural as pessoas são participativas, interagem, e tiram suas próprias
conclusões, são sujeitos mais ativos dentro da realidade cultural que estão inseridos.
As Bibliotecas compassadamente têm buscado implantar programas de
ação cultural, com o intuito de transformar seus usuários em cidadãos críticos da
cultura através da interação entre usuários e os elementos culturais. De acordo com
Oliveira et al.
A noção de cultura está implícita quando se fala em biblioteca. A
constituição de um espaço cultural em biblioteca busca promover uma
maior interação do usuário com aspectos artístico-culturais regionais,
despertando o interesse para as diversas formas de representação
simbólica da cultura em formatos variados.
A valorização de representações artístico-culturais no espaço da
biblioteca remete o usuário a um universo mais amplo do que a
consulta do acervo. Traz a ideia de proximidade da cultura, um
conceito materializado em parte através dos traços nos quadros, das
músicas, esculturas, poemas. (OLIVEIRA et al., 2011, p.17)

A ação cultural é feita de acordo com a política cultural de cada instituição
onde a biblioteca está inserida, entretanto, algumas universidades não possuem
programas de ação cultural, nesses casos a biblioteca cria sua política cultural para
promover a participação de seus usuários na produção ou interação de bens
culturais. Toda ação cultural deve ser voltada para o público da instituição, mas não
limitada apenas a esse público, assim deve ser aberta a comunidade externa e o
bibliotecário além de implementar a política cultural deve assumir o papel de agente
cultural, de mediador das práticas culturais e dos usuários.
O bibliotecário poderá ser fundamental para desempenhar o papel de
agente e contribuir na atuação da biblioteca universitária como espaço
cultural da informação, focalizando o desenvolvimento das potencialidades
individuais que são característicos de cada indivíduo elas não são
adquiridas individualmente, mas sim coletivamente na interação entre
indivíduos. (BRITO FILHO, 2011, p.17)

�2

Nessa perspectiva, o bibliotecário deve estar atento quanto à diferença entre
ação e animação cultural, tendo em vista que a primeira se limita a mostrar os bens
culturais, enquanto a ação cultural implica em interação e produção desses bens.
Muitas bibliotecas disponibilizam atividades de animação cultural a exemplo de
exposições, cursos etc. Outras não possuem nenhuma política de animação ou ação
cultural.
Para Milanesi (2002) na biblioteca as atividades desenvolvidas como teatro,
música, literatura entre outros, são consideradas ações culturais desde que o tema
abordado para a atividade possa ser encontrado em vários suportes informacionais,
tendo a participação do público. Segundo Coelho (2001) o teatro é a melhor forma
de ação cultural nas bibliotecas, pois faz o indivíduo refletir sobre a sua realidade.
As políticas de Ações culturais nas bibliotecas funcionam como marketing
cultural, divulgando a biblioteca, atraindo novos usuários, fidelizando os já
existentes, incentivando e preservando a diversidade cultural, enriquecendo o
imaginário das pessoas. Ante o exposto, a Biblioteca como espaço de interação
social, promoção e difusão do patrimônio documental e cultural é o objeto de estudo
deste trabalho.
METODOLOGIA
A metodologia adotada para realização desse trabalho é o estudo descritivo
qualitativo, com apresentação de relatos de experiências. Inicialmente realizamos
uma revisão de literatura para uma análise e compreensão teórica acerca do tema
pesquisado. No decorrer do texto elencamos as ações culturais realizadas no SISBIUEFS, e que têm dado bons resultados e posteriormente descrevemos a proposta
do projeto piloto de ação cultural que será implementada na Biblioteca Central da
UESC. Salientamos que o corpus de análise dessa pesquisa são as ações culturais
desenvolvidas nas Universidades supracitadas, as quais se configuram como
espaço de interação social, promoção e difusão do patrimônio documental e cultural.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Os programas de ação cultural relatados neste trabalho ocorreram no Sistema
de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS) e na
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). As ações
culturais se caracterizam como uma atividade constante que acontece concomitante
com outras atividades realizadas no SISBI-UEFS, enquanto na Biblioteca Central da
UESC está em fase de criação como projeto piloto.

�3

RELAÇÃO DA SISBI-UEFS E DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UESC
A biblioteca universitária é um órgão de apoio na instituição, ela contribui com
ações cooperativas, com instituições congêneres, através de trocas de experiências
dos seus produtos e serviços que possibilitam o intercâmbio interbibliotecário, e
consequentemente propiciam o desenvolvimento das Universidades envolvidas. A
UEFS e a UESC são exemplos de parceria, compartilham convênios, projetos e
programas em diversas áreas de conhecimento. Nessa perspectiva, a SISBI-UEFS e
a Biblioteca Central da UESC, comungam de práticas, ações e são co-irmãs, além
da aproximação profissional entre os bibliotecários que é grande. Dessa forma,
compartilhar atividades é comum entre as duas instituições, por vezes ocorre a
incorporação em uma, das práticas que obtiveram sucesso na outra Universidade.
Deste modo, a interação fortalece a parceira entre essas instituições.
AÇÕES CULTURAIS NO SISBI-UEFS
O SISBI-UEFS desenvolve ações culturais sob a responsabilidade da Seção
de Referência da Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC), essas ações são
voltadas para todas as bibliotecas do Sistema, entretanto é dada ênfase as
bibliotecas do Centro Escola Básica (BCEB), da biblioteca Monteiro Lobato (BSML) e
da Biblioteca Setorial Pierre Klose (BSPK) a primeira é uma biblioteca escolar, a
segunda é pública, fruto de um convenio da UEFS com o Lions de Feira de Santana,
BA, e a terceira atende aos usuários do Centro Universitário de Cultura e Arte
(CUCA).
Diante desse dito, destacamos as seguintes ações culturais desenvolvidas:
apresentações musicais na BCJC que não ultrapassam a duração de 30 minutos,
pois a acústica da biblioteca é semelhante à de teatro, o que pode incomodar
usuários estudando, e nas demais referidas bibliotecas entre 30 a 90 minutos. Além
de exposições tanto artísticas quanto de trabalhos acadêmicos, exibições de filmes e
documentários e na BCJC acompanhados com debates, apresentações teatrais e
recitais. Elencamos também a Biblioteca Café e Arte, que tem como objetivo
estreitar a comunicação entre o usuário e a biblioteca, promovendo momentos
agradáveis

e

de

descontração,

com

apresentações

artístico-culturais,

acompanhadas de um coffee break. Como a UEFS tem o Centro Universitário de
Cultura e Arte - CUCA muitas apresentações são dos alunos dos cursos e oficinas
de arte ministrados naquele espaço. O trabalho final de uma disciplina de arte é uma
apresentação aberta ao publico e sempre acontece no Hall da BCJC.

�4

O SISBI oferece ainda atividades culturais que fazem parte da programação
da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, como apresentações musicais, assim
como um curso de Ação Cultural para Bibliotecas que aborda o desenvolvimento de
atividades culturais, bem como a dinamização dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas.
ATIVIDADES CULTURAIS MAIS EXPRESSIVAS REALIZADAS PELO SISBI
Destacamos: Hora do conto, desenvolvida em duas bibliotecas setoriais, a
BCEB e a BSML; exposições culturais e acadêmicas; oficinas de artesanato;
lançamento de livros; Projeto Imagens (cinema na biblioteca); Biblioteca Café e Arte,
com apresentações artísticas acompanhadas de café e, por fim apresentações
teatrais que são realizadas pelo Grupo de teatro da BCJC o SISBI-ARTE.
AÇÕES CULTURAIS NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UESC
A Biblioteca Central da UESC na busca de inovar os serviços oferecidos e
tornar o ambiente mais dinâmico criou um projeto piloto de Ação Cultural. O projeto
está sendo implementado sob a responsabilidade das Seções de Referência e de
Multimeios, seções que compõem da Biblioteca, a qual possui uma sala de aula,
denominada sala de Multimeios que é equipada com 42 cadeiras, mesas e recursos
audiovisuais como: aparelho de som, televisão, aparelho de DVD, computador e
data show. O referido espaço é utilizado para realizar diversas atividades, dentre
elas: treinamentos de novos usuários "calouros", treinamento de acesso ao portal de
periódicos da Capes e outras fontes de informação de pesquisa, capacitação de
funcionários e minicursos, todos ministrados pelas bibliotecárias. A sala é também
utilizada para apresentação de defesa de teses e dissertações e em eventos com
pequeno público.
A ideia da criação do projeto piloto de Ação cultural surgiu pela necessidade
da biblioteca proporcionar aos seus usuários, através de atividades culturais
momentos de lazer, entretenimento, incentivar o uso e do espaço e dos recursos
audiovisuais da sala de Multimeios, bem como, a biblioteca exercer a sua função
social e agregar ao espaço acadêmico e as suas atividades a comunidade externa.
Salientamos que a proposta inicial do projeto é implementar as suas atividades com
a comunidade interna e, posteriormente pretende-se estender os serviços
principalmente para a comunidade do entorno da instituição.
O projeto piloto de ação cultural na Biblioteca Central da UESC está em fase
de desenvolvimento, e várias atividades estão sendo analisadas para fazer parte do

�5

projeto, como: exibição de filmes, rodas de leituras, encontros de autores regionais,
hora do conto, exposições, palestras e oficinas de artesanatos. A primeira atividade
que iniciará o projeto é a exibição de filmes, inicialmente três vezes na semana e
duas vezes ao dia, nos horários de meio dia e às dezoito horas, está atividade foi
escolhida por não depender a priori de novos recursos financeiros, tendo em vista
que no acervo do Multimeios possui diversos filmes que poderão ser utilizados no
desenvolvimento da referida atividade, serão utilizados os recursos já existentes, são
eles: humanos, materiais e físicos. Lembramos que a divulgação será feita no site e
na rede social da biblioteca.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apresentamos neste trabalho a biblioteca como um espaço de interação
social e de difusão do patrimônio documental e que podem ser valorizadas através
de ações culturais, como as esplanadas ao longo do texto. Tivemos como objetivo
mostrar as ações culturais realizadas no SISBI-UEFS e, as que estão sendo
desenvolvidas no projeto piloto na Biblioteca central da UESC. Constatou-se neste
estudo que as já mencionadas atividades de ações culturais contribuem para tornar
biblioteca universitária um ambiente dinâmico que cumpre o seu papel social. De
modo, que a participação dos usuários integra a produção dos bens culturais. Dessa
forma, recomendamos que as bibliotecas universitárias implantem nos programas de
ação cultural atividades que visem a transformação dos usuários em cidadãos
críticos.
REFERÊNCIAS
BRITO FILHO, Ednilson Medeiros de. Ação cultural em bibliotecas universitárias:
(in) visibilidadena web. 2011. Monografia (Graduação em Biblioteconomia)- Centro
de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, Paraíba, 2011.
COELHO, Teixeira. O que é ação cultural. São Paulo: Brasiliense, 2001.
MILANESI, L. Biblioteca. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2002.
OLIVEIRA, Gerusa M. T. de et al. Organização do espaço cultural em biblioteca
universitária: o caso da Biblioteca Central Julieta Carteado. In: CORREIA, Cacilda
S., FERREIRA, Maria do Carmo S. B., RIBEIRO, Rejane M. R. (Org.). Temas em
Ciência da Informação: Biblioteconomia, Documentação e Arquivologia. Feira de
Santana: UEFS Editora, 2011.

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                <text>Ação cultural na biblioteca universitária: atividades e propostas do Sistema de Biblioteca da Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS) e da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)</text>
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                <text>Manoelita Maria dos Santos</text>
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                <text>Este trabalho propõe a Biblioteca como espaço de interação social, promoção e difusão do patrimônio documental e cultural. Tivemos por objetivo: mostrar as ações culturais realizadas no SISBI-UEFS e, as que estão sendo desenvolvidas no projeto piloto na Biblioteca central da UESC, as quais propiciam o desenvolvimento de tais Bibliotecas. Para realização do trabalho, fundamentamos este estudo em alguns teóricos que tratam do tema ação cultural, abordam elementos que são propostos nas atividades práticas e versam sobre a diferença entre ação cultural e animação cultural. Explanamos algumas ações culturais que foram desenvolvidas, e que estão em fase de desenvolvimento. Após a leitura dos textos para a revisão de literatura e o estudo acerca das ações culturais, recomendamos que as bibliotecas universitárias implantem nos programas de ação cultural atividades que visem a transformação dos usuários em sujeitos culturais, cidadãos críticos e não meros espectadores.</text>
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                    <text>ACESSIBILIDADE E INFORMAÇÃO: A DEFICIÊNCIA VISUAL E AS
BIBLIOTECAS DE ARTE.

Lucas Alberto Miranda (UFF) - lucasalberto@id.uff.br
Resumo:
A presente pesquisa tem como tema central a discussão sobre acessibilidade em Bibliotecas de
Arte no contexto da deficiência visual. Partindo de uma fortuna crítica sobre a assimilação da
deficiência como uma produção social que delimita certos corpos em sua possibilidade de ação
no mundo, pesquisaremos como as bibliotecas tem se engajado para diminuir suas barreiras
de exclusão e se empenhado em promover inclusão e acessibilidade para pessoas cegas ou
com baixa visão. Analisando as medidas inclusivas da biblioteca da Universidade Belas Artes e
da biblioteca Dorina Nowill, exemplificaremos essa discussão, pensando aplicabilidades dessas
estratégias no contexto das Bibliotecas de Arte. Além disso, discutiremos os resultados das
iniciativas e os desafios à frente no campo de estudo do acesso à informação em bibliotecas no
contexto da deficiência visual, pensando como esses espaços podem diminuir desigualdades e
democratizar a acessibilidade à informação no cenário contemporâneo.
Palavras-chave: Acessibilidade; Deficiência Visual; Bibliotecas
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO

O escritor argentino Jorge Luis Borges narra no texto A cegueira sua perspectiva
de experiência do mundo como pessoa cega. Esse caso em específico é interessante para
iniciarmos uma discussão sobre acesso à informação, bibliotecas, e deficiência,
justamente porque Borges é tornado diretor chefe da Biblioteca Nacional da Argentina
no momento em que sua cegueira toma proporções severas, impedindo-o de acessar o
conteúdo escrito de qualquer livro do acervo. O autor relata:
Em 1955, tive a honra de ser nomeado diretor da Biblioteca Nacional
Argentina. Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca.
(Outros pensam nele como um jardim ou, talvez, um palácio.) Lá estava eu, no
meio de 900.000 livros em vários idiomas. No entanto, quase não conseguia
ler-lhes os títulos, as lombadas. Poder-se-ia dizer que, praticamente, para meus
olhos cegos, aqueles livros estavam em branco, vazios. (2004, BORGES,
p.183)

Percebemos nesse relato como o acesso à informação dentro das bibliotecas
perpassa campos muito extensos, para além das difíceis situações sociais de segregação
por desigualdade de classe, o contexto da deficiência se faz índice desafiador da
normatividade dos espaços culturais. Desse modo, pensando no campo da cegueira e
baixa visão como importante eixo para discussão sobre medidas de inclusão e possíveis
estratégias de redução das desigualdades e democratização do acesso à informação,
buscamos dentro de bibliotecas medidas para promoção de acessibilidade ao acervo às
pessoas cegas e com baixa visão.
A deficiência é um longo terreno a ser percorrido teoricamente, porém, é
importante retomar brevemente alguns processos que se instauraram no campo social da
sua compreensão. Inicialmente a ideia de deficiência é enclausurada no corpo do próprio
individuo deficiente, que é visto como alguém que possui um corpo mutilado e inferior
em seus processos perceptivos, nesse paradigma a deficiência é apropriada pelo discurso
biomédico e vista como condição de ausência de saúde. Já na segunda metade do século
XX, a perspectiva social de compreensão da deficiência inaugura novas formas de

�entendimento dessa questão, concluindo que não se trata de assunto biomédico, mas de
uma construção social opressora, que garante acessibilidade e poder de ação para certos
corpos, privando outros de uma experiência autônoma no mundo. Nesse momento chegase à definição mais próxima ao garantido atualmente pela Organização Mundial de Saúde
para deficiência: desvantagem ou restrição de atividade provocada pela organização
social contemporânea, que pouco ou nada considera as pessoas que possuem lesões e as
exclui das principais atividades da vida social. (Upias apud DINIZ, p. 37, 2012).
Pensando que os espaços e relações sociais produzem opressões que segregam
certos corpos e incluem outros, é interessante pensar como as Bibliotecas de Arte pensam
suas medidas estratégicas para integração de diferentes sujeitos em suas atividades, e o
acesso deles aos arquivos e dispositivos de informação. A Biblioteca de Arte encontra
mais desafios ainda por justamente conter muitas vezes elementos que recorrem a uma
plataforma visual para além do nível textual, que nos interpela a pensar outros modos de
promoção de acesso à essas produções para pessoas cegas ou com baixa visão.

METODOLOGIA

Para a elaboração desse trabalho, utilizamo-nos principalmente das produções
teóricas sobre a deficiência, destacando-se: Débora Diniz em seu livro O que é
deficiência, e trabalhos práticos e teóricos exercidos em determinado momento junto ao
grupo Perceber sem Ver, núcleo de pesquisa e extensão na Universidade Federal
Fluminense, referência para estudos sobre deficiência visual no Brasil.
A partir de algumas medidas implementadas nas bibliotecas Dorina Nowill, no
Distrito Federal e na Biblioteca da Universidade Belas Artes, na capital de São Paulo,
por meio de revisão bibliográfica sobre essas instituições, analisamos como suas ações
se relacionam com as questões teóricas apresentadas sobre a deficiência e como suas
iniciativas podem ser aplicadas nas Bibliotecas de Arte, além de refletirmos como essas
atitudes produzem inclusão e apontam desafios para garantia de maior acessibilidade no
contexto da deficiência visual.

DESENVOLVIMENTO

Percebemos que grande parte das bibliotecas não conta com medidas de inclusão
que garantam acesso à informação resguardada em seus acervos ao público cego e com
baixa visão. Essa problemática é corroborada pelo fato de poucas produções escritas
serem adaptadas para o braile e sua disseminação ainda encontrar poucos investimentos.

�Assim, frente ao escasso material disponibilizado pelas editoras e outras fontes de
produção literária e acadêmica em braile, a biblioteca se vê desafiada a pensar outras
estratégias que tentem na medida do possível integrar esses sujeitos às suas atividades e
acervos.
A Biblioteca Dorina Nowill, no Distrito Federal e a Biblioteca da Universidade
Belas Artes, na capital de São Paulo, são instituições que se destacam no contexto da
acessibilidade à informação e promoção de engajamento entre pessoas cegas e com baixa
visão aos ambientes de acervo literário. Percebemos nelas iniciativas que vão desde
digitalização de conteúdos impressos e disponibilização em programas de computador
que transformam as palavras digitadas em voz, até recursos mais simples, mas de
engajamento coletivo, como as rodas de leitura promovidas para pessoas com deficiência
visual.

DISCUSSÃO
Sobre a política de acesso aos conteúdos das bibliotecas por pessoas cegas e com
baixa visão, um importante documento é o relatório profissional da Federação
Internacional de Associações de Bibliotecas e Instituições, intitulado Bibliotecas para
Cegos na era da informação: diretrizes de desenvolvimento. Nele, encontramos a
seguinte informação sobre mudanças no serviço de acessibilidade das bibliotecas: Muitas
bibliotecas cada vez mais estão convertendo suas coleções para acervos digitais. Uma
biblioteca digital pode assumir vários formatos e ser utilizado de várias maneiras
(KAVANAGH; SKOLD, 2009).
Atenta a essa possibilidade de inclusão através de dispositivos digitais, a
Biblioteca da Universidade Belas Artes apostou nessa forma de promoção de
acessibilidade. A instituição conta desde 2008 com computadores que disponibilizam
softwares como o Jaws, que permite leitura de tela e auxilia pessoas cegas no acesso à
internet e utilização de programas de escrita e criação de tabelas, e o software Magic,
outra aposta da biblioteca que possibilita a transformação de uma página digitalizada em
voz, utilizado para geração de audiolivro.
As medidas oferecidas por essa instituição são interessantes, mas difíceis de serem
replicadas em bibliotecas públicas que contam com pouco investimento para manutenção
e compra de equipamentos. Além disso, para Bibliotecas de Arte, que contam com um
grande acervo visual-imagético, dispositivos que realizam leitura digital não facilitam o
acesso aos trabalhos artísticos disponibilizados nos livros de artista e outras produções
que podem possuir imagens. É interessante pensar como essa perspectiva digital apontada
no relatório da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e Instituições pode

�ser aplicada no recorte das Bibliotecas de Arte.
Desde 2005 a Google pesquisa e desenvolve softwares de descrição de imagens.
Esse processo é feito pelo próprio programa, com uso de mecanismo de inteligência
artificial e não necessita de mediação humana. O dispositivo pode ser chave importante
para promoção de inclusão dentro de Bibliotecas de Arte, mas ainda não há informação
sobre instituições culturais que estejam integradas a esse software.
Apostando em um caminho alternativo à digitalização, a biblioteca Dorina Nowill,
abriga há vinte e três anos um acervo com mais de três mil exemplares, grande parte
composto por produções em braile e outras no formato de audiolivro. Além dessa
possibilidade, a biblioteca conta com um projeto de integração que promove leituras
grupais em voz alta de obras não disponíveis em formato digital, audiolivro ou braile.
Apesar dos recursos escassos em relação aos recursos digitais, a biblioteca tem grande
relevância no cenário nacional, sendo sede da primeira Academia Inclusiva de Autores
do país, promovida através do projeto Luz &amp; Autor em Braile no qual os usuários cegos
e com baixa visão são convidados a escrever contos, poesias, poemas e crônicas.
Os projetos de descrição falada dos livros, encontros grupais, e produção literária surgem
como interessantes apostas a serem colocadas em prática nas Bibliotecas de Arte,
tentando aproximar as informações nelas disponibilizadas aos públicos com deficiência
visual, combatendo a desigualdade e promovendo a democracia quanto ao acesso à
informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao buscarmos medidas de inclusão para pessoas cegas e com baixa visão nas
bibliotecas, percebemos que dois eixos regulam essas estratégias, um que se encaminha
através de recursos digitais, e outro que se engaja de forma colaborativa coletiva sem
assumir o processo de digitalização como regra para a produção de inclusão.
Pensando a aplicação dessas estratégias nas bibliotecas de arte, percebe-se que a
integração e engajamento do público junto à produção literária, como presente na
instituição Dorina Nowill, apresenta uma solução de integração artístico-cultural que
pensa o acesso à informação mas também a produção de conhecimento por pessoas cegas
e com baixa visão dentro do ambiente da biblioteca. Assim, esses espaços são pensados
ativamente como construtores de redes de saber e inclusão, podendo promover mais

�ativamente a redução de desigualdades e democratização do acesso às informações.
Já a via adotada pela biblioteca de Arte da Universidade Belas Artes, oferece um
acesso mais pragmático e facilitado, promovendo um contato com a informação de forma
mais rápida, porém menos engajada, marcada pelo aspecto individual da experiência.
Essa possibilidade é também importante, visto que garante a autonomia dos sujeitos cegos
e com baixa visão frente a sua necessidade de contato com o acervo. Todavia, pensando
do contexto das Bibliotecas de Arte, é necessário averiguar como os novos softwares de
descrição de imagem podem tornar o acervo ainda mais inclusivo pelo acesso digital.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORGES, J.L. La Ceguera, in Obras Completas, Vol. 3. Buenos Aires: EmecéEditores S.A, 2004.

DINIZ, D. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2012.

KAVANAGH, R.; SKÖLD, B. C. (Ed.). Bibliotecas para cegos na era da
informação: diretrizes de desenvolvimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de
São Paulo, 2009.

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                <text>A presente pesquisa tem como tema central a discussão sobre acessibilidade em Bibliotecas de Arte no contexto da deficiência visual. Partindo de uma fortuna crítica sobre a assimilação da deficiência como uma produção social que delimita certos corpos em sua possibilidade de ação no mundo, pesquisaremos como as bibliotecas tem se engajado para diminuir suas barreiras de exclusão e se empenhado em promover inclusão e acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão. Analisando as medidas inclusivas da biblioteca da Universidade Belas Artes e da biblioteca Dorina Nowill, exemplificaremos essa discussão, pensando aplicabilidades dessas estratégias no contexto das Bibliotecas de Arte. Além disso, discutiremos os resultados das iniciativas e os desafios à frente no campo de estudo do acesso à informação em bibliotecas no contexto da deficiência visual, pensando como esses espaços podem diminuir desigualdades e democratizar a acessibilidade à informação no cenário contemporâneo.</text>
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                    <text>A Busca Da Qualidade Na Biblioteca Especializada De Arte
Marcelo Calderari MIGUEL (IFES) - marcelocalderari@yahoo.com.br
ANA CLAUDIA BORGES CAMPOS BORGES CAMPOS (UFES) - anaborges32@hotmail.com
Resumo:
Esse trabalho utiliza-se da abordagem teórico-metodológica Servqual; envolve a aplicação de
um questionário semiestruturado a fim de levantar a percepção e as expectativas dos usuários
da ‘Biblioteca de Arte Francisca Campinha Garcia Cid’, parte integrada ao Museu de Arte de
Londrina, em relação aos serviços ofertados. A proposta metodológica propõe um exame da
matriz importância x satisfação como ferramenta para análise dos dados em relação às cinco
dimensões da qualidade: Confiabilidade, Empatia, Garantia, Receptividade e Tangibilidade. A
metodologia desta investigação possui caráter descritivo e é de natureza quantitativa. Os
resultados obtidos apontam que os/as usuários atribuem maior importância a dimensão
receptividade no que refere a prestação dos serviços bibliotecários nesse espaço não formal de
educação. Recomenda-se o método como desdobramentos para atender aos diversos objetivos
e abordagens e; reconhece como ferramenta vantajosa para a gestão e a tomada de decisões o qual destaca pontos fortes e fracos gerando um rol de informações para subsidiar futuras
ações institucionais. Reporta também que qualidade e demanda são parcialmente dependentes
da ‘expectativa’, que por sua vez, depende parcialmente da estruturação de uma biblioteca de
arte capaz de satisfazê-la.
Palavras-chave: Biblioteca Especializada.
Informação.

Servqual.

Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Biblioteca

Pública.

Ciência

da

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 201
2019.
Eixo Temático 9 – Fórum das Bibliotecas de Arte Bibliotecas de Arte para todos
Uma Biblioteca Afetiva,, a Biblioteca De Arte Para Todos
mais
Os interagentes de espaços não formais de educação tornaram-se
tornaram
exigentes e conscientes, perpetrando com que a qualidade seja uma ação de
sobrevivência para as organizações. No que tange a esfera das bibliotecas públicas
construir ‘serviços’, ‘espaços
espaços’ e ‘produtos’ de qualidade expressa uma questão
se que qualidade
basilar da supervivência; e, diante desse painel entende-se
conceitualmente pode ser definida de formas diferenciadas e tangencia diferentes
campos de atuação.
A fim de medir a qualidade de serviços Parasuraman, Zeithaml e Berry (1985)
desenvolveram a métrica Servqual, propondo um modelo conceitual de qualidade a
partir da identificação das lacunas que causam deficiências na prestação de
serviços (SILVEIRA;
SILVEIRA; MIGUEL, 2018). No âmbito da qualidade marketing de serviços
os pesquisadores apontados são considerados precursores ao mostrar que a
‘qualidade’ expressa um percurso recirculante entre a diferença das ‘expectativas’
dos clientes sobre o serviço a receber e as ‘percepções sobre os serviços
efetivamente prestados.
Este trabalho enfoca
ca a qualidade de serviços e se justifica pela importância
dessa temática na contemporaneidade para a perpetuação institucional.
institucional Objetiva-se
assim contribuir para tornar visíveis as possibilidades que existem na realização de
avaliações contínuas nas unidades de informação; esta abordagem de melhoria
também é atraente para configurar e contribuir para a melhoria do Sistema de
Bibliotecas Públicas em geral.
geral O desígnio do diagnóstico enfoca a Biblioteca
Francisca Campina Garcia Cid – uma entidade que é referência na área de
d artes
visuais em Londrina (PR) e a qual recebe estudiosos de diversas regiões do país e
dos
do mundo. Assim, o objetivo geral dessa pesquisa é avaliar a qualidade
quali
serviços prestados pela Biblioteca de Arte no que tange a percepção e a
expectativa da comunidade usuária desse espaço, utilizando a métrica Servqual.
Assim, este artigo objetiva propor uma articulação metodológica e o
diagnóstico da qualidade de serviços de uma biblioteca especializada em arte
detém-se em aspectos como:
como a) científicos:: visa contribuir como mais uma fonte de
conhecimento sobre a qualidade dos serviços em uma unidade de informação; b)
tados obtidos poderá elevar a
sociais:: a tomada de decisão com base nos resul
resultados
impressões;
melhoria nos serviços e englobar a visão dos usuários e partir de suas impressões
e c) institucionais:: o mapeamento das percepções e expectativas da comunidade
usuária permitirá estabelecer uma política de prospecção,
prospecção ampliando o

�entendimento sobre a qualidade de serviços e o enfoco no aprimoramento das
ações ‘afetivas’ inerentes a um espaço científico e artístico especializado.
Percurso Metodológico
A escala Service Quality Gap Analysis (SERVQUAL) foi desenvolvida por
Parasuraman, Zeithaml e Berry (1988), baseada no modelo que preconiza que a
satisfação do cliente é a função da diferença entre a expectativa e o desempenho.
Assim, o diagnóstico visa a diferença entre a sua expectativa e o seu julgamento do
serviço em certas dimensões da qualidade em serviço e pelos comportamentos dos
funcionários. Diante disso Parasuraman, Zeithaml e Berry (1985) agruparam as
determinantes da qualidade em cinco construtos: I) tangibilidade (tangibles); II)
confiabilidade (reliability); III) sensibilidade/receptividade (responsiveness); IV)
segurança/garantia (assurance); e V) empatia (empathy):
Confiabilidade: a capacidade de prestar o serviço prometido de modo
confiável e com precisão. Tangíveis: a aparência física de instalações,
equipamentos, pessoal e materiais de comunicação. Sensibilidade: a
disposição para ajudar o cliente e proporcionar com presteza um serviço.
Segurança: O conhecimento e a cortesia de empregados e sua habilidade
em transmitir confiança e confiabilidade. Empatia: a atenção e o carinho
individualizados proporcionados aos clientes (BERRY; PARASURAMAN,
1992, p. 30).

Assim o presente estudo possui caráter descritivo de natureza quantitativa.
Seu delineamento é do tipo survey com a utilização de questionário semiestruturado
disponibilizado entre os dias 02 a 31 de julho de 2018, o qual foi enviado aos
visitantes que adentram o espaço da Biblioteca (Especializada em Arte) Francisca
Campinha Garcia Cid.
Para a coleta de dados utilizou-se um questionário semi-estruturado na
abordagem Servqual e adaptada ao âmbito da Ciência da Informação. O roteiro de
pesquisa contêm perguntas fechadas acerca da faixa etária e do gênero; e 22 pares
de sentenças de opinião, elaboradas e distribuídas entre as cinco dimensões da
qualidade para diagnosticar as ‘expectativas’ e a ‘percepção’.
O instrumento de coleta de dados foi aplicado a 150 visitantes após uma
sondagem preliminar realizada quarenta e cinco (45) dias antes desse período
(maio e junho de 2018); assim, empregou-se a técnica de amostragem não
probabilística designada snowball sampling (bola de neve), a qual utiliza a ideia de
cadeias de referenciarão.
Assim, o trabalho inicial parte da localização de contatos que utilizaram o
serviço da biblioteca no primeiro semestre de 2018, os quais foram situados por
meio de sites (tripadvisor, google merchant center, instagram e redes sociais) e
convidados a participação e indicação de outros que detiveram similar
experienciação com o serviço examinado.
O grupo de usuários da biblioteca deveria assinalar uma opção, com a escala
psicométrica de cinco pontos do tipo Likert (1 = menos e 5 = muito) para o item
“importância” e o mesmo procedimento foi para o item “satisfação” na esfera da
unidade de informação. Ao final, foi incluído um espaço aberto para registro de
comentários.

�Elegemos o termo ‘importância’ ao invés de expectativas, proposto pelo
método Servqual, porque essa abordagem permite ajustes e, tal entendimento
mostra que no que tange o atendimento da biblioteca o uso da expressão
‘importância’ no lugar ‘expectativa’ melhorou a compreensão. Pela mesma razão,
percepção foi trocada por ‘satisfação’ na esquematização das questões.
Apresentação e Discussão dos Resultados
A análise roteiro de perguntas mostra que no que tange ao gênero 83
(55,33%) eram feminino; 67 (44,67%) assinaram gênero masculino. Em termos de
faixa etária, 97 (64,67%) participantes têm menos de 40 anos e 53 (35,33%) tem
acima de 40 anos ou mais.
Outra análise permite identificar quais são as lacunas nas dimensões da
qualidade e, assim a tabela 1 apresenta as médias resultantes dos itens
importância e satisfação que foram analisados.
Tabela 1 – Importância e Satisfação por Dimensão.
Dimensão
Importância (E)
Empatia
4,3
Confiabilidade
4,8
Garantia
4,4
Receptividade
4,7
Tangibilidade
4,9
Fonte: dados da pesquisa (2018).

Satisfação (P)
4,2
4,3
4,0
4,1
4,6

Lacuna (gap)
-0,1
-0,5
-0,4
-0,6
-0,3

Estes gaps representam os desafios na tentativa de se atingir um nível de
excelência na prestação de serviços (PARASURAMAN; ZEITHAML; BERRY, 1985).
O cálculo das lacunas expressa um caminho importante para a análise dos dados
(SILVEIRA; MIGUEL, 2018); se faz pela equação: Gap = |Satisfação – Importância|.
O gráfico dos gaps por dimensões a seguir apresenta a média dos gaps por
dimensão:
Figura 1 – Gaps por dimensões da qualidade em serviços

Fonte: dados da pesquisa (2018).

�A partir da Figura 1 pode-se visualizar que o item com o maior gap assinala
que há um hiato entre o serviço esperado (desejado) e o serviço percebido. As
dimensões determinantes da qualidade do serviço apontam os aspectos tangíveis
(4,90) como sendo a preferida pelos participantes da pesquisa e, a determinante
garantia (4,00) é a que apresenta a mais baixa satisfação. Em síntese, a
abordagem Servqual concerne na averiguação dos gaps que balizam a distinção
entre o que se esperava encontrar (desejo) e o que de fato é encontrado (hora da
verdade).
Já a análise de quadrantes (Matriz de Importância X Desempenho) é uma
importante ferramenta estratégica para posicionar o serviço institucional (NITECKI;
HERNON, 2000). A análise é uma matriz bidimensional, em que a importância é
mostrada pelo eixo x e, se atribui ao eixo y a satisfação. Esse instrumento é dividido
em quatro quadrantes e, sendo que, os atributos situados no Quadrante I, por
exemplo, indicam alta importância com alto desempenho, representando um
possível diferencial que deve ser mantido (SILVEIRA; MIGUEL, 2018).
Com os dados do presente estudo pode-se observar uma concentração de
elementos no quadrante 1 (manter) de todos os vinte e dois itens determinantes da
qualidade; isso sugere que a comunidade usuária veem todos os atributos da
pesquisa como importantes e bem desempenhados (Figura 2).
Figura 2 - Análise de Quadrantes

Fonte: dados da pesquisa (2018).

Nessa pesquisa, podemos observar que sobreveio uma concentração no
quadrante 1 (manter) de todos os vinte e dois atributos da qualidade; isto indica
uma avaliação positiva dos entrevistados para os serviços realizados por essa
instituição, o que indica que a programação que a 16ª Semana Nacional de Museus
– SNM, temporada cultural promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus em
comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio) também atua na
Prospecção da Biblioteca Especializada de Arte Francisca Campinha Garcia Cid de
Londrina.

�Considerações finais
Este estudo foi realizado tendo como objetivo principal avaliar a qualidade dos
serviços prestados por uma biblioteca pública no que tange a expectativa e a
percepção da clientela em relação aos serviços ofertados. A pesquisa abordou a
importância e o desempenho dos serviços prestados pela Biblioteca de Arte
Francisca Campinha Garcia Cid (Londrina, PR).
Entende-se que a realização de avaliações contínuas nas unidades de
informação configura-se um campo relevante para a área da Ciência da Informação.
Portanto, o trabalho teve o objetivo de averiguar a qualidade dos serviços prestados
em uma biblioteca especializada em artes, dando primazia a ótica da clientela –
assim, considera-se que tal território é um terreno fértil a cidadania e afetividades.
A metodologia compreende a aplicação direcionada da Escala Servqual de
Parasuraman, Zeithaml e Berry (1985) a fim de diagnosticar a qualidade dos
serviços prestados pelo olhar dos usuários (clientes externos) desse espaço. Logo,
esse trabalho serve para apresentar a abordagem teórico-metodológica Servqual
como um instrumento que oferta diretriz para a tomada de decisões e, englobar a
visão dos usuários e partir de suas impressões para realizar as avaliações.
Um dos pontos fracos refere-se aos gaps da dimensão Receptividade e isso
demonstra que demonstra que a instituição deve aprimorar é a disposição para
auxiliar, a prontidão para responder as requisições ou reclamações, a prontidão
para realizar o serviço (interativo, cultural, lúdicos, informativo). Esperamos,
portanto, ter contribuído para estabelecer um diálogo entre gestão e serviços como
meio de proporcionar melhorias nos processos internos, e a valorização da imagem
da Biblioteca de Arte Francisca Campinha Garcia Cid de Londrina. Destaca-se
assim que não basta fornecer serviços é acolher e despertar a visitação –
maximizar usos e potenciar recursos é torna a Biblioteca Afetiva.
Referências
BERRY, L. L.; PARASURAMAN, A. Serviços de marketing: competindo através da
qualidade. São Paulo: Maltese: Norma, c1992. 238 p.
NITECKI, D. A.; HERNON, P. Measuring service quality at Yale’s University’s
libraries. The Journal of Academic Librarianship, Ann Arbor, v. 26, n. 4, p. 259273, Jul. 2000.
PARASURAMAN, A; ZEITHAML, V. A; BERRY, L. L. A conceptual model of service
quality and its implications for future research. Journal of Marketing, Chicago, v.
49, n. 4, p. 41-50, 1985.
SILVEIRA, R. Z.; MIGUEL, M. C. Avaliar e (re) pensar espaços de
socioambientalismo museológico: olhares sobre o Museu de história natural do sul
do estado do Espírito Santo. Expressa Extensão, v. 23, n. 1, p. 104-121, 2018.
Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/expressaextensao/article/view/1389&gt;.
Acesso em: 21 Jan. 2019.

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Documentação&#13;
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                <text>Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte</text>
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                <text>Esse trabalho utiliza-se da abordagem teórico-metodológica Servqual; envolve a aplicação de um questionário semiestruturado a fim de levantar a percepção e as expectativas dos usuários da ‘Biblioteca de Arte Francisca Campinha Garcia Cid’, parte integrada ao Museu de Arte de Londrina, em relação aos serviços ofertados. A proposta metodológica propõe um exame da matriz importância x satisfação como ferramenta para análise dos dados em relação às cinco dimensões da qualidade: Confiabilidade, Empatia, Garantia, Receptividade e Tangibilidade. A metodologia desta investigação possui caráter descritivo e é de natureza quantitativa. Os resultados obtidos apontam que os/as usuários atribuem maior importância a dimensão receptividade no que refere a prestação dos serviços bibliotecários nesse espaço não formal de educação. Recomenda-se o método como desdobramentos para atender aos diversos objetivos e abordagens e; reconhece como ferramenta vantajosa para a gestão e a tomada de decisões - o qual destaca pontos fortes e fracos gerando um rol de informações para subsidiar futuras ações institucionais. Reporta também que qualidade e demanda são parcialmente dependentes da ‘expectativa’, que por sua vez, depende parcialmente da estruturação de uma biblioteca de arte capaz de satisfazê-la.</text>
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                    <text>Tratamento de Arquivos Pessoais: relato de experiência
ROBERTA DALFIOR COLA (UFES) - betacola@hotmail.com
Fabiola Pereira Costa (UFES) - fabiolajpc@hotmail.com
Resumo:
Diante da necessidade de reflexão quanto a importância dos conjuntos documentais geridos
por seus titulares, pontuando os limites e as possibilidades do trabalho do profissional da
informação frente ao tratamento destes, bem como dos recursos empregados e da importância
de sua organização. apresenta um diálogo acerca das características que permeiam os
arquivos pessoais e o relato de experiência com base em atividades realizadas em um acervo
pessoal, contendo diferentes espécies e tipologias documentais. A descrição das ações
elucidou as particularidades de cada etapa de execução, que resultou em um prazo maior do
que o estipulado inicialmente e a necessidade de trabalho em conjunto entre o profissional da
informação e o custodiador dos documentos.
Palavras-chave: Arquivos Pessoais. Tratamento. Acervo.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
Considerados objetos de pesquisa multidisciplinar, os arquivos pessoais, nos últimos
tempos, ganharam relevância na área da ciência da informação como patrimônio documental e
cultural. Dada a sua valorização como patrimônio, cabe ressaltar que a Lei nº 8.159/91 de 08 de
janeiro de 1991, a qual teve sua regulamentação em janeiro de 2002 com o Decreto nº 4.073
que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, atribuiu aos arquivos
privados a importância de interesse público e social dando ênfase a necessidade de sua
preservação e manutenção. Ainda no âmbito legislativo, acervos de personalidades importantes,
como Glauber Rocha1 e Oscar Niemeyer2 impulsionaram ações, como a criação de Decretos,
que viabilizam o reconhecimento dos arquivos pessoais, intensificando o diálogo sobre sua
importância (SVICERO, 2013).
Para Hobbs (2001, p.24), os arquivos pessoais “refletem não somente o que as pessoas
fazem ou pensam, mas quem são, como veem e experimentam suas vidas”. A ótica do
individuo como um agente colaborativo na construção da história e memória da sociedade
valoriza a constituição dos arquivos pessoais e aumenta o interesse dos pesquisadores pelos
mesmos, fazendo com que se estabeleça um laço maior entre a produção, guarda, preservação,
acesso e uso desse acervo, por parte dos indivíduos e/ou seus familiares. E esse movimento de
valorização dos indivíduos colaborativos fez com que as fontes produzidas por eles, nesse caso
os arquivos pessoais, apresentassem um crescimento significativo pelo interesse em acessá-los
(SVICERO, 2013).
Desse modo, estabelece-se a necessidade de refletir acerca da importância dos conjuntos
documentais geridos por seus titulares, pontuando os limites e as possibilidades do trabalho do

1
2

Decreto de 07 de abril de 2006. Decreto não numerados, editado pelo Presidente da República sem caráter normativo.
Decreto de 16 de abril de 2009. Decreto não numerados, editado pelo Presidente da República sem caráter normativo

�profissional da informação frente ao tratamento destes (SVICERO, 2013). Por esta perspectiva,
é possível traçar caminhos para análises e práticas sobre os arquivos pessoais.
Diante de suas representações, os arquivos pessoais oferecem um constante diálogo
entre o que é considerado individual e coletivo. Assim como os arquivos institucionais, esses
conjuntos documentais também apresentam características em que a gestão se faz indispensável
(GARCIA, 1998). Nestes termos, o arquivista apresenta-se como profissional qualificado para
desempenhar cada etapa de gestão, possibilitando a preservação da informação e seu uso.
A procura por serviços de organização de arquivos pessoais para atender as demandas
dos produtores/custodiadores para uso cotidiano, com a finalidade de organizar melhor os
pertences de seu produtor bem como o ambiente em que estão guardados tem apresentado um
crescimento expressivo (OLIVEIRA, 2013). Isto posto, o presente trabalho é um reflexo desta
procura. Portanto, o relato de experiência foi desenvolvido com base em atividades realizadas
em um acervo pessoal, contendo diferentes espécies e tipologias documentais e visa apresentar
as distintas formas de fazer, os recursos empregados e a importância de sua organização para o
contexto atual e como preservação da memória.
Relato da experiência
O corpus da pesquisa está concentrado na realização da organização de acervo pessoal
nos estágios corrente, intermediário e permanente os quais estavam distribuídos em
aproximadamente dez pastas, três caixas de arquivo. Dentre as diferentes espécies e tipos de
documentos foram tratados boletos e contas mensais; atas; escrituras; documentos pessoais e
familiares; livros; artigos; textos de produção própria; manuais gerais; receitas médicas e de
culinária; e fotografias. O trabalho foi todo realizado na própria residência da custodiadora dos
documentos, que disponibilizou espaço e recursos adequados para tanto.
A presença das distintas configurações dos documentos evidenciou a necessidade da
aplicação de tratamentos específicos que obedeciam a alguns critérios arquivísticos, exigindo,
além da competência, conhecimento quanto aos métodos empregados no seu tratamento
(BELLOTTO, 2006). Dessa forma, destaca-se que ao lidar com esse conjunto documental
foram necessários conhecimentos específicos quanto a eles, aplicando a teoria à prática
arquivística, transparecendo a necessidade do respaldo em conhecimentos técnicos e legais para
a gestão dessas informações.

�A partir do interesse do produtor e custodiador desse conjunto documental, assim como
em qualquer outro conjunto, foi primordial o conhecimento quanto aos documentos que dele
faziam parte (OLIVEIRA, 2013) e, portanto, para que a experiência vivida por nós, executoras
da ação, tivesse êxito, a participação ativa da custodiadora dos documentos foi fundamental
dado o interesse de que as ferramentas de gestão documental fossem aplicadas segundo as
necessidades da custodiadora e ao fato da ordem original que ela vinha usando ter sido mantida.
Nesse contexto, foram sugeridas, quando necessárias, novas opções que viabilizassem melhor
acesso aos documentos.
A avaliação inicial dos documentos permitiu mensurar o prazo de dois meses (60 dias)
para a execução dos trabalhos. No entanto, no decorrer da execução das atividades foi
perceptível a necessidade de uma aplicação mais minuciosa das ações, o que resultou em duas
visitas semanais de aproximadamente três horas de duração cada, por um período de dois meses
a mais do que o previsto inicialmente. Os documentos não possuíam rasgos, rasuras ou
manchas que pudessem comprometer os conteúdos que atestavam. Apesar das boas condições
físicas dos documentos, foram identificados o uso de clipes, grampos e elásticos que já
apresentavam ferrugem e desgaste, que por sua vez, comprometiam as futuras condições do
acervo, incluindo os documentos de guarda permanente.
Fazendo uso dos saberes arquivísticos no que tange à Teoria das Três Idades3, a
primeira fase das ações foi dividir o acervo em três categorias: o que estava em uso pela
custodiadora (corrente), o que era necessário o acesso e uso durante um determinado período
(intermediário) e o que era necessário guardar permanentemente (permanente) (BERNARDES,
1998). Em um segundo momento, foi realizada a limpeza dos documentos físicos retirando dos
mesmos quaisquer tipos de materiais e itens que pudessem danifica-los com o tempo, tais
como: clipes, grampos e fita adesiva. Cabe ressaltar que por conta do grande volume de
comprovantes de pagamento anexados a contas e boletos, os clipes foram substituídos por fita
de papel transparente4, possibilitando que os documentos continuassem fixados uns aos outros
de forma que a integridade de tais não fosse comprometida.
Conforme mencionado anteriormente, a ordem original foi mantida e algumas melhorias
para o acesso aos documentos foram ofertadas e adotadas pela custodiadora. Nesse contexto, a
3

Teoria segundo a qual os arquivos são considerados arquivos correntes, intermediários ou permanentes, de acordo com a
frequência de uso por suas entidades produtoras e a identificação de seus valores primário secundário.
4 Fita resistente ao tempo e não amarela, de Ph neutro, revestida com carbonato de cálcio CaCO3 para neutralização dos ácidos
que são liberados durante o processo natural de envelhecimento dos papéis.

�terceira fase fora realizada concomitantemente a segunda fase, e os documentos foram alocados
em pastas com identificação do período de produção de cada documento e natureza dos
mesmos.
Na prática, diante da autonomia que o indivíduo possui a produção documental é
diversificada e constante (CRIVELLI, 2013), este fato mostrou-se como um grande desafio
para o desenvolvimento das ações. Evidenciando, assim, a necessidade de um trabalho dividido
em etapas que contemplassem desde atividades que possibilitassem orientar a custodiadora
quanto à sua produção documental, até a necessidade de preservação dos mesmos. Nesse
sentido, foi criado um ambiente no qual a custodiadora pudesse avaliar os documentos
produzidos, a fim de classifica-los conforme sua necessidade de uso e guarda: corrente,
intermediário e/ou guarda permanente. Desse modo, os arquivos correntes foram alocados em
escaninho que dividiam as naturezas de cada documento, de modo a facilitar o acesso aos
mesmos; os arquivos intermediários foram armazenados em pastas poliondas e divididos em
envelopes plásticos - devidamente identificados - segundo a sua natureza e em ordem
cronológica; os arquivos permanentes foram armazenados em caixas poliondas de arquivo e sua
organização se deu pelas espécies de cada documento.
Por fim, os documentos físicos que estavam em suportes mais sensíveis (cupom fiscal
em papel termossensível) ou aqueles avaliados pela custodiadora como arquivos de maior
importância e/ou guarda permanente (escrituras e comprovantes de compra e venda de imóvel)
e uso constante (como documentos pessoais: RG, CPF e certidões) foram realizadas a
reprodução (digitalização e fotocópia) e mantidos os originais de forma.
Considerações Finais
Diante da diversidade que os documentos apresentam na atualidade quanto ao seu
contexto de produção, suporte e formas de acesso, fica para o profissional da informação a
tarefa de conhecer a natureza e as características especificas de cada um dos documentos nos
quais desenvolve suas habilidades e técnicas. A julgar por estas características, os arquivos
pessoais apresentam necessidades de gestão distintas dos institucionais, e as particularidades
quanto à gestão desses acervos não extinguem a possibilidade de aplicação das ferramentas
arquivísticas, nem mesmo a presença do profissional da informação no tratamento desses
conjuntos documentais.

�O desenvolvimento das atividades permitiu constatar que o trabalho é mais minucioso
do que aparenta ser, muitas vezes cada folha é um único documento que demanda um
tratamento específico e o tempo aplicado talvez seria o mesmo empregado para cuidados com
um dossiê de várias páginas. A utilização de ferramentas tecnológicas de alto nível disponíveis
nos celulares para a digitalização dos documentos termossensíveis viabilizou a manipulação de
documentos que em máquinas tradicionais de digitalização demandaria maior cuidado e tempo
de trabalho.
A utilização de objetos que danificam o papel é de uso comum na sociedade e a oferta
de possibilidades do não uso desses objetos deteriorantes, como o uso de envelopes plásticos,
fita de papel e clipes plásticos, foi uma ação que se destacou no desenvolvimento das atividades
no referido acervo. Para além, destacamos a fundamental participação da custodiadora do
acervo durante o processo de organização e as condições e ambientes favoráveis para este fim.
Uma mesa ampla que permita visualizar os documentos e suas interligações, bem como os
equipamentos adequados, são primordiais para uma boa organização.
Referências
BELLOTTO, H. L. Arquivos Permanentes: tratamento documental. Rio de Janeiro: FGV,
2006.
BERNARDES, I. P. Como avaliar documentos de arquivo. São Paulo: Arquivo do Estado,
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2019.

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                <text>Diante da necessidade de reflexão quanto a importância dos conjuntos documentais geridos por seus titulares, pontuando os limites e as possibilidades do trabalho do profissional da informação frente ao tratamento destes, bem como dos recursos empregados e da importância de sua organização. apresenta um diálogo acerca das características que permeiam os arquivos pessoais e o relato de experiência com base em atividades realizadas em um acervo pessoal, contendo diferentes espécies e tipologias documentais. A descrição das ações elucidou as particularidades de cada etapa de execução, que resultou em um prazo maior do que o estipulado inicialmente e a necessidade de trabalho em conjunto entre o profissional da informação e o custodiador dos documentos.</text>
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                    <text>SEMIÓTICA NA DOCUMENTAÇÃO ESPANHOLA: CONSIDERAÇÕES
SOBRE A DÉCADA DE 1980

Ilana Lopes Matias (UNESP) - ilana.matias@outlook.com
Carlos Cândido de Almeida (UNESP) - carlos.c.almeida@unesp.br
Resumo:
A organização do conhecimento é um processo de construção de modelos de representação do
conhecimento que converte o mundo das ideias – seu objeto de estudo – em um aglomerado de
conceitos que devem ser analisados para verificar suas relações num dado domínio do
conhecimento. A codificação simbólica responsável por representar a informação produzida,
encontra-se em todos os processos comunicacionais e a linguagem, sua matéria-prima,
necessita de uma convenção social para se estruturar. Examina a literatura especializada da
Documentação na Espanha para obter um panorama dos conceitos semiótico-linguísticos na
década de 1980, período de formação teórica da Linguística Documental (LD) e da Semiótica
Documental. Representa uma oportunidade de expor o âmbito de construção epistemológica
de um novo campo disciplinar na década de 1980 no contexto espanhol. Utiliza o método
qualitativo e a pesquisa bibliográfica nas bases de dados Dialnet e Brapci para identificar
referenciais teóricos já publicados a respeito do tema. Recuperou na Dialnet 43 revistas e 149
documentos, sendo 52 selecionados pelos conceitos documentação, semiótica, linguagens
documentais, linguística documental, semiótica documental e outros relacionados com o tema.
Na Brapci localizou 11 documentos de autores brasileiros que abordaram o assunto da LD.
García Gutiérrez (1984) definiu a LD como uma “interdisciplina de linguagens documentais”
produzida através da fusão de dois campos científicos – a documentação e a linguística).
Porém, Izquierdo Arroyo (1990) propõe a substituição do termo LD para Semiótica
Documental, pois a Semiótica se ocupa de qualquer processo de semiose, o que torna
presença desse termo na expressão pertinente.
Palavras-chave: Documentação Espanhola. Linguística Documental. Semiótica Documental.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1. Introdução
A organização do conhecimento é um processo de construção de modelos
de representação do conhecimento, no qual converte o mundo das ideias – seu
objeto de estudo – em um aglomerado de conceitos que devem ser analisados para
verificar suas relações em um dado domínio do conhecimento.
Nesse contexto, a pesquisa examinou a literatura especializada da
Documentação na Espanha, a fim de obter um panorama dos conceitos semióticolinguísticos na década de 1980, período de formação teórica da Linguística e da
Semiótica Documental. As teorias semióticas foram divididas em duas vertentes:
teorias peirceanas, que recorrem à proposta de Charles S. Peirce (1839-1914), e
teorias não peirceanas, vinculadas às propostas linguístico-semiológicas.
Considerando a abordagem teórica dos fundamentos da Semiótica no campo
da Documentação, tivemos os seguintes objetivos: a) revisar a literatura espanhola
que trata do conceito de documentação na década de 1980; b) analisar os conceitos
semiótico-linguísticos mais relevantes na perspectiva da linguística (García
Gutiérrez) e semiótica documental (Izquierdo Arroyo); c) examinar as teorias e as
abordagens conceituais utilizadas; d) sistematizar um quadro com as escolas
semióticas e linguísticas encontradas.
A pesquisa representou uma oportunidade de expor o âmbito de construção
epistemológica de um novo campo disciplinar (Linguística Documental) através da
identificação de referenciais teóricos e elementos conceituais semiótico-linguísticos
que introduziram os princípios de teóricos influentes (García Gutiérrez e Izquierdo
Arroyo) na década de 1980 no contexto espanhol.
2. Materiais e Métodos
De âmbito qualitativo, a pesquisa procurou identificar os principais conceitos
semiótico-linguísticos no contexto da Documentação espanhola na década de 1980,
período de surgimento dos principais debates teóricos.
Além do método qualitativo, empregamos a pesquisa bibliográfica, pois,
houve a necessidade de verificar estudos anteriores sobre a temática, a fim de

�destacar as teorias principais. Nesse sentido, desenvolvemos as seguintes
estratégias metodológicas: a) identificar as monografias/livros-texto relacionadas ao
campo da Documentação no período abrangido; b) analisar os artigos de periódicos
sobre o assunto, selecionados na base Dialnet (https://dialnet.unirioja.es/); c)
realizar a leitura do material coletado; d) elaborar fichamentos e apontamentos de
textos sobre os temas: semiótica, linguística documental e semiótica documental; e)
seleção de conceitos e autores para a discussão dos resultados.
O levantamento executado na base Dialnet (https://dialnet.unirioja.es/)
resultou em 43 revistas classificadas nos rankings In-Recs e Dice, segundo o índice
de impacto. Entre as revistas, 4 não estavam relacionadas com a área Informação
e Documentação e, de 39 revistas restantes, foram localizados 149 documentos
sendo 52 selecionados pelos conceitos documentação, semiótica, linguagens
documentais, linguística documental, semiótica documental e outros termos
correlacionados com a temática em questão. Alguns materiais utilizados na escrita
do relatório foram extraídos da base de dados brasileira Brapci
(http://www.brapci.inf.br/index.php), pois houve a necessidade de incluir autores
brasileiros que estudam aspectos relativos à Linguística Documental e à
Documentação e que têm como base os princípios de autores espanhóis. No total,
foram selecionados 11 documentos na Brapci.
3. Resultados e Discussão
Salientamos que os autores espanhóis se basearam nos estudos de Otlet,
devido a magnitude e significância desses estudos, perpetuados mundialmente e
recorridos na contemporaneidade. Temos como propósito desta seção discutir
sobre a construção epistemológica da Linguística Documental, destacando seus
conceitos e objetos de estudo.
A Linguística Documental, segundo García Gutiérrez (1984) – precursor da
teoria – é uma fusão de dois campos científicos: a documentação (estudo do
processo científico-informativo dependente da linguagem como um meio de
comunicação) e a linguística (estudo da linguagem como um sistema para
comunicar informações). Dessa fusão surgiu uma “interdisciplina de linguagens
documentais [...] ligada aos processos informativos documentais que visa
estabelecer o controle documental efetivo utilizando mecanismos léxicos” (GARCÍA
GUTIÉRREZ, 1984, p. 137-138). Ao se ocupar da resolução dos problemas que
permeiam o controle documental, utiliza as denominadas linguagens documentais
– sistema de signos naturais ou artificiais que intentam caracterizar o documento e
representá-lo, de modo a assegurar seu armazenamento e recuperação (ALMEIDA;
GARCÍA MARCO, 2015) – como instrumento de seu ofício.
Para García Gutiérrez (1984) os problemas relacionados à informação são,
impreterivelmente, problemas de linguagem. Desse modo, o autor acredita que a

�Linguística Documental, enquanto disciplina, fornece subsídios teóricos ao campo
da recuperação da informação. Na medida em que reúne e transforma conceitos de
outras disciplinas, procura representar e sistematizar os conteúdos dos documentos
para recuperá-los posteriormente, a LD se aproxima de outras disciplinas com fins
análogos, destacando sua interdisciplinaridade.
Izquierdo Alonso (2000) em uma de suas contribuições para a área, intenta
ampliar o objeto de estudo da Linguística Documental/Semiótica Documental (a
última denominação é considerada mais adequada segundo a autora), analisando
pragmaticamente sua competência comunicativa, isto é, verificar, através de uma
perspectiva pragmática, sua capacidade de interdisciplinaridade. Para tanto, ao
introduzir a Semiótica nos sistemas de organização e representação do
conhecimento, a diferencia de Linguística.
Quanto às propostas da Linguística Documental no Brasil, elas são
analisadas através do Grupo Temma, criado por Johanna Smit. A Universidade de
São Paulo (USP), no curso de graduação e Biblioteconomia, ofereceu a disciplina
Linguística Documentária, sedimentando a linha investigativa francesa no contexto
brasileiro. Curiosamente, o plano de ensino não sugere na bibliografia os estudos
de García Gutiérrez, levantando um questionamento quanto a utilização do termo
para denominar a disciplina, uma vez que o teórico espanhol foi o pioneiro nesses
estudos. Ressaltamos que no contexto brasileiro há uma alteração na
nomenclatura, proveniente das vertentes teóricas e conceituais que dialogam com
a área da Ciência da Informação.
Para Tálamo e Lara (2006) a Linguística Documentária é uma disciplina no
subdomínio da Ciência da Informação, com o intuito de estudar as características
da linguagem em ambientes informacionais e, através dessa análise, produzir uma
linguagem documental, enquanto vocabulário controlado, que atenda às
necessidades do usuário, estreitando os vínculos entre os acervos e o uso da
informação. Compreendemos que os estudos de Tálamo e Lara (2007) apresentam
pontos comuns no que tange aos interesses de entender o funcionamento da
linguagem para o tratamento da informação e propor metodologia para auxiliar na
construção da linguagem documentária.
Nessa perspectiva, José Maria Izquierdo Arroyo propôs a substituição do
termo Linguística Documental por Semiótica Documental. Izquierdo Arroyo (1990)
elabora um plano de ensino para implantar a disciplina Linguística Documental na
Universidade de Múrcia. Desse modo, utiliza a estrutura da Fórmula Conceitual –
dividida em Subfórmula Operacional (SO) e Subfórmula Definicional (SD) – para
explicar o conceito de LD.
A SO consiste na definição pragmática da Linguística Documental, isto é,
trabalha sua concepção teórico-prática a fim de solucionar problemas referentes ao
armazenamento racional e à recuperação do conteúdo, utilizando mecanismos
léxicos como instrumentos/meios auxiliares do processo documental: as

�denominadas linguagens documentais. A SD refere-se à definição semântica da
Linguística Documental e destaca três componentes principais:
a) índole epistêmica da disciplina: atua como disciplina teórica (investigação
sobre um determinado objeto), técnica (atividade prática sistematizada mediante
instrumentos) e normativa (estabelecimento de diretrizes para normalizar o
tratamento semiótico da informação);
b) objeto próprio (dinâmico): é constituído pelo conteúdo do documento;
c) objeto imediato ou processual: é o tratamento semiótico, assim como o
controle sistemático e racional do conteúdo mediado.
Para Izquierdo Arroyo (1990), a LD é uma disciplina em vias de construção e
suas distintas linhas de análise são reflexo da busca pela estruturação do campo.
Nesse contexto, a Linguística Documental é estabelecida como disciplina técnica
baseada em teorias que possibilitam identificar o conteúdo dos documentos,
organizá-los e indexá-los para recuperação.
Fundamenta-se, portanto, o seu pertencimento ao campo da Documentação
e seu âmbito interdisciplinar. Apontamos o seu objeto – linguagens documentais –
como sistemas de descrição e representação linguística e semiótica da informação,
responsáveis por garantir o armazenamento e busca sistemáticos.
Izquierdo Arroyo (1990) utiliza os estudos de Morris (1975) para fundamentar
o tratamento semiótico, afirmando que ele possui três dimensões: pragmática
(inclinada para os problemas práticos que contornam o tratamento), semântica
(originam a disciplina, desde as classificações bibliográficas até os sistemas
hierárquicos), e sintática (dimensão da estruturação sintática das linguagens
documentais e, consequentemente, da representação da informação).
Izquierdo Arroyo (1990), ainda que concordando com o destaque conceitual
atribuído a Linguística Documental ao admitir que se trata de uma disciplina teóricoprática que lida com problemas relativos ao armazenamento e recuperação da
informação, propõe a adoção da nomenclatura Semiótica Documental.
4. Considerações Finais
No período de 1980 foram desenvolvidas teorias que contribuíram para a
construção epistemológica de uma nova disciplina baseada na documentação,
linguística e semiótica – tanto na vertente peirceana quanto na vertente não
peirceana (linguístico-semiológica). Desse modo, Izquierdo Arroyo (1990),
considerando as propostas de García Gutiérrez, propõe a substituição do termo
Linguística Documental para Semiótica Documental, pois a Semiótica se ocupa de
qualquer processo de semiose (e não somente dos processos que aborda a
Linguística), a presença desse termo na expressão torna-se pertinente. Nesse
sentido, a Semiótica Documental é compreendida como uma ciência que estuda a

�semiose documental (processo comunicacional responsável pelo armazenamento
e busca controlados dos conteúdos documentais).
5. Referências
ALMEIDA, C. C.; GARCÍA MARCO, F. J. Aportaciones Semióticas de la
Documentación en España a la Organización Del Conocimiento: un análisis
preliminar. In: RODRÍGUEZ MUÑOZ, J.V.et al. (eds.). Organización del
conocimiento: sistemas de información abiertos. Actas del XII Congreso ISKO
España y II Congreso ISKO España y Portugal, 19 y 20 de noviembre. Murcia,
2015. p. 498-507. Disponível em: &lt;http://www.iskoiberico.org/wpcontent/uploads/2015/11/88_Almeida.pdf&gt;. Acesso em: 26 abr. 2017.
GARCÍA GUTIÉRREZ, A. Lingüística documental. In: GARCÍA GUTIÉRREZ, A.
Lingüística documental: aplicación a la documentación de la comunicación
social. Barcelona: Mitre, 1984. cap. 6.
IZQUIERDO ALONSO, M. Nuevos enfoques en el estudio del tratamiento
documental de contenido desde los presupuestos de las ciencias del lenguaje.
Scire, v. 6, n. 1, p. 143-163, 2000. Disponível em:
&lt;https://www.ibersid.eu/ojs/index.php/scire/article/view/1129&gt;. Acesso em: 28 out.
2017.
IZQUIERDO ARROYO, J. M. Esquemas de lingüística documental. Barcelona:
Promociones y Publicaciones Universitarias, 1990. Tomo I – p. I-242.
TÁLAMO, M. F. G. M.; LARA, M. L. G. O campo da Linguística Documentária.
Transinformação, Campinas, v. 18, n. 3, p. 203-211, set./dez. 2006. Disponível
em: &lt;http://www.brapci.inf.br/v/a/443&gt;. Acesso em: 28 out. 2017.
TÁLAMO, M. F. T. G. A. M.; SMIT, J. W. Ciência da informação: pensamento
informacional e integração disciplinar. Brazilian Journal of Information Science,
v. 1, n. 1, p. 33-57, 2007. Disponível em: &lt;http://www.brapci.inf.br/v/a/8749&gt;.
Acesso em: 25 ago. 2018.

Agências financiadoras
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

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                <text>A organização do conhecimento é um processo de construção de modelos de representação do conhecimento que converte o mundo das ideias – seu objeto de estudo – em um aglomerado de conceitos que devem ser analisados para verificar suas relações num dado domínio do conhecimento. A codificação simbólica responsável por representar a informação produzida, encontra-se em todos os processos comunicacionais e a linguagem, sua matéria-prima, necessita de uma convenção social para se estruturar. Examina a literatura especializada da Documentação na Espanha para obter um panorama dos conceitos semiótico-linguísticos na década de 1980, período de formação teórica da Linguística Documental (LD) e da Semiótica Documental. Representa uma oportunidade de expor o âmbito de construção epistemológica de um novo campo disciplinar na década de 1980 no contexto espanhol. Utiliza o método qualitativo e a pesquisa bibliográfica nas bases de dados Dialnet e Brapci para identificar referenciais teóricos já publicados a respeito do tema. Recuperou na Dialnet 43 revistas e 149 documentos, sendo 52 selecionados pelos conceitos documentação, semiótica, linguagens documentais, linguística documental, semiótica documental e outros relacionados com o tema. Na Brapci localizou 11 documentos de autores brasileiros que abordaram o assunto da LD. García Gutiérrez (1984) definiu a LD como uma “interdisciplina de linguagens documentais” produzida através da fusão de dois campos científicos – a documentação e a linguística). Porém, Izquierdo Arroyo (1990) propõe a substituição do termo LD para Semiótica Documental, pois a Semiótica se ocupa de qualquer processo de semiose, o que torna presença desse termo na expressão pertinente.</text>
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                    <text>Revisão de Vocabulário Controlado: um relato de experiência da
área de Relações Internacionais

Giseli Adornato de Aguiar (IRI-USP) - adornato@usp.br
Resumo:
O objetivo deste trabalho é compartilhar a experiência de análise e revisão da área de
Relações Internacionais do Vocabulário Controlado da USP com o relato das ações que estão
sendo feitas para o levantamento, inclusão e categorização de novos termos. A partir da
constatação da necessidade de desdobramento da área de Relações Internacionais do
Vocabulário Controlado da USP está sendo feito um levantamento de termos e definições de
conceitos conforme os livros estão sendo incorporados ao acervo da Biblioteca do IRI-USP, em
paralelo com a consulta de outros Vocabulários da área. Como próximo passo, será utilizado o
método de consenso ou endosso do usuário. Espera-se que, com o levantamento e a inclusão
das terminologias adequadas, a representação da informação seja mais precisa, facilitando a
recuperação da informação pelo usuário final.
Palavras-chave: Vocabulário
controlado.
internacionais.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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Representação

da

informação.

Relações

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A Biblioteca do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Universidade
de São Paulo (USP) foi criada em 2 maio de 2012. A partir da formação do acervo
impresso e atendimento aos requisitos necessários para a sua criação, foi incluída
no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), em
setembro de 2015.
Desde 28 de março de 2016 tem suas instalações localizadas no edifício do
Centro de Difusão Internacional (CDI), onde recebeu, por doação, móveis, estantes,
livros e outros itens bibliográficos. Em agosto de 2017 a Biblioteca passou a atender
em horário regular durante o período letivo.
Com quase 4.500 obras, o acervo é composto por quatro núcleos principais
de doações: um recebido do Professor Pedro Bohomoletz de Abreu Dallari,
especializado em direito internacional; outro da família do Embaixador Clodoaldo
Hugueney Filho, com foco em questões de política externa, história das relações
internacionais e estudos sobre países específicos, notadamente China; em seguida,
tivemos a doação da família do Economista Gilberto Dupas com obras diversas na
área de relações internacionais, tais como, economia internacional, política
internacional, filosofia, história política e econômica dentre outros; por fim, a
doação mais recente foi o da família do Prof. Oliveiros Silva Ferreira, docente e
pesquisador da PUC-SP, pioneiro no desenvolvimento da área de Relações
Internacionais (RI) no Brasil. Além disso, outros professores e alunos do IRI-USP
constantemente efetuam doações importantes para a formação do acervo. No ano
de 2017, a Biblioteca foi contemplada com o Projeto Santander e foi possível
adquirir, por meio de compra via pregão, equipamentos para a segurança do
acervo, móveis, armários e obras da bibliografia básica indicadas pelos professores
do IRI, fundamentais para o apoio e o suporte às aulas e às pesquisas dos alunos.
De acordo com os critérios do SIBiUSP é necessário que as bibliotecas do
sistema possuam no mínimo 5.000 livros em seu acervo. A Biblioteca do IRI-USP,
como a mais nova do sistema USP, ainda está em formação, com o seu acervo em
crescimento e com a implantação de novos produtos e serviços. Atualmente, a
prioridade indicada pela Comissão de Bibliotecas é a incorporação ao acervo das
obras doadas e compradas para que a Biblioteca alcance o mínimo de obras
exigidas pelo SIBiUSP e para que tenha um conteúdo substancial em seu acervo
que dê o suporte necessário para os estudos e as pesquisas dos usuários.
Diante desse contexto, a Biblioteca apresenta desafios ao que se refere a
organização do conhecimento, mais especificamente a representação da

�informação, o principal deles é com relação a terminologia da linguagem
documentaria do Vocabulário Controlado do SIBiUSP na área de RI.
Com a formação do acervo tendo se iniciado do zero, foi possível identificar
durante a indexação dos materiais a necessidade de uma análise da área de RI do
Vocabulário Controlado do SIBiUSP (VCUSP). Ou seja, para uma indexação
específica que represente de forma mais adequada os assuntos das obras que estão
sendo incorporadas ao acervo, faz-se necessário uma revisão da área de RI e a
inclusão de novos termos no VCUSP.
A área de RI no VCUSP não foi criada ou analisada pelos professores do IRI,
porque é anterior a criação do Curso de Relações Internacionais da USP, por isso, a
hierarquia é muito incipiente, sendo que já houve a manifestação de interesse do
SIBiUSP da necessidade de desdobramento do seu conteúdo.
Figura 1 – Área de Relações Internacionais no VCUSP

Fonte: Sistema Integrado de Bibliotecas [201-].

Desta forma, o objetivo deste trabalho é compartilhar a experiência de
análise e revisão da área de RI do VCUSP com o relato das ações que estão sendo
feitas para o levantamento, categorização e inclusão dos novos termos.
Relato da experiência
A Biblioteca do IRI-USP conta somente com três funcionários, sendo duas
bibliotecárias e uma auxiliar e não possui seções, ou seja, as funcionárias atuam em
todas as funções de acordo com as necessidades e demandas, por esta razão as duas
bibliotecárias são responsáveis pela análise, revisão, identificação e levantamento
dos novos termos no VCUSP.

�O período de realização da experiência começou com a chegada da nova
bibliotecária no IRI-USP e o início do seu trabalho de processamento técnico em
junho de 2017 com a previsão de envio dos termos para o Grupo do Vocabulário
Controlado do SIBiUSP no segundo semestre de 2019.
No primeiro momento, procurou-se conhecer melhor a área de RI, para isso
a bibliotecária fez o curso on-line gratuito do Senado Federal, “Relações
Internacionais: teoria e história”, onde pode conhecer melhor as grandes linhas de
estudo e atuação da área de RI. Além disso, foi feito um levantamento bibliográfico
de conteúdos sobre o tema e de trabalhos semelhantes de análise e construção de
Vocabulários, também está sendo realizado uma análise nos próprios livros de RI e
de áreas relacionadas que estão sendo incorporados ao acervo (com a identificação
das palavras-chave e suas definições) e a consulta ao Vocabulário Controlado
Básico (VCB) do Senado Federal1, da Library of Congress (LC)2 e da base Business
Source Complete (BSC) da EBSCO3 para comparar os termos entre os três
vocabulários (VCB, LC e BSC) e o VCUSP.
Já foram identificados 52 termos durante o trabalho de indexação dos livros
incorporados no acervo; este trabalho continua a ser feito ininterruptamente
conforme é feito o processamento técnico das novas aquisições.
Em paralelo está sendo examinado os vocabulários VCB, BSC e da LC para
verificações das terminologias e das classes hierarquias, e nos vocabulários da LC e
da BSC está sendo feita a anotação das definições dos termos (pois estes
Vocabulários apresentam este conteúdo).
O próximo passo, seguindo a indicação de Moura et al. (2005, p. 56), é o
consenso ou endosso do usuário, também chamado de garantia de uso que “[...]
visa privilegiar a abordagem temática adotada pelos usuários reais em situação de
recuperação da informação.”
“A ideia é que o repertório terminológico da linguagem documentária
represente de maneira mais real e precisa possível a forma como determinada
comunidade busca a informação desejada.” (MORAIS, CRISTIANINI, 2010).
No segundo semestre de 2019 será selecionado pesquisadores do IRI para
“A partir do vocabulário existente os pesquisadores opinaram
[opinarão] em conjunto sobre todos os termos segundo os aspectos:
desconhecimento do termo, qualidade da tradução, organização
hierárquica, desuso e necessidade de exclusão e, por último,
sugestão de novos termos [...]” (MORAIS, CRISTIANINI, 2010)

BRASIL. Senado Federal. Coordenação de Bibliotecas. Serviço de Gerência da Rede
Virtual de Bibliotecas. Vocabulário controlado básico. Brasília, DF: Senado Federal,
2017. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/532112. Acesso em: 14 abr.
2019.
2 LIBRARY OF CONGRESS. Library of Congress subject headings. Washington, DC:
LC, [201-]. Disponível em: http://id.loc.gov/authorities/subjects.html. Acesso em: 17 abr.
2019.
3 EBSCO. Business Source Complete. Dicionário de sinônimos. Disponível em:
http://web.b.ebscohost.com/ehost/thesaurus?vid=1&amp;sid=b95b42cd-447c-497f-a4f4ba0b5ce8c696%40pdc-v-sessmgr06. Acesso em: 18 abr. 2019.
1

�Será encaminhada para os pesquisadores a lista dos termos já identificados
(até o momento 52 palavras-chave) para análise e, além disso, eles poderão sugerir
novos termos.
Por fim, está sendo feita a anotação de todos os livros que os prováveis novos
termos podem ser acrescentados nas palavras-chave do cadastro realizado na base
de dados da USP, para que fiquem com as terminologias adequadas e a recuperação
da informação mais precisa.
Considerações Finais
O levantamento de termos, sua categorização e esclarecimentos dos seus
conceitos é essencial para uma representação da informação mais precisa das obras
das áreas de RI da Biblioteca do IRI-USP, consequentemente, esse trabalho
possibilitará maior qualidade na recuperação da informação pelo usuário final.
O fazer terminológico, definido aqui como o uso da terminologia do
domínio como referente para a elaboração de uma linguagem
documentária permite trabalhar a categorização conceitual e a
estruturação hierárquica dos termos, a partir dos referenciais
teóricos da Terminologia, enquanto disciplina e do ponto de vista
da terminologia do domínio, enquanto produto, o que agrega valor
à metodologia de indexação e garantia literária da representação
dando consistência posteriormente à recuperação da informação.
(LIMA, 2017, p. 288).

A Biblioteca do IRI-USP é a mais nova do SIBiUSP, seu acervo continua em
crescimento com o intuito de se transformar em uma Biblioteca de referência na
área de RI no Brasil. Como parte deste processo está uma indexação consistente
que contemple os assuntos dos livros, facilitando a recuperação da informação.
Verificamos, cada vez mais, que as bibliotecas universitárias têm
como objetivo disponibilizar a recuperação por assunto da
informação com qualidade, rapidez e praticidade, para atender às
necessidades de pesquisa de seus usuários. Essas necessidades
requerem produtos e serviços específicos com atualização contínua,
conforme o perfil do usuário. (GONÇALVES, 2008, p. 95).

A revisão, análise, categorização e desdobramento hierárquico do controle
terminológico torna-se imprescindível para a representação da informação diante
dos sistemas on-line de recuperação da informação e organização de bibliotecas.
O relato no Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
(CBBD) e a possibilidade de troca de experiências com outros profissionais da área
será de grande importância para o desenvolvimento final deste trabalho que poderá
ser usado por outras bibliotecas de RI.
Referências

�GONÇALVES, M. C. A percepção de usuários sobre a indexação na análise de
assuntos para catalogação. In: FUJITA, M. S. L. (org.) A indexação de livros: a
percepção de catalogadores e usuários de bibliotecas universitárias. Um estudo de
observação do contexto sociocognitivo com protocolos verbais. São Paulo: Cultura
Acadêmica, 2009. p. 95-117.
LIMA, V. M. A.; COSTA, I. D. G.; GUIMARÃES, M. O. A organização do
conhecimento no domínio das artes: o fazer terminológico na gestão do
Vocabulário Controlado. In: PINHO, F. A.; GUIMARÃES, J. A. (org.). Memória,
tecnologia e cultura na organização do conhecimento. Recife: Ed. UFPE,
2017. p. 288-296.
MORAES, J. S.; CRISTIANINI, G. M. S. Revisão de Vocabulário Controlado e
critérios para a seleção de literatura: o caso da área de Estatística e Probabilidade
do ICMC/USP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010, Rio de Janeiro. Onde estamos, aonde vamos.
Rio de Janeiro: UFRJ, 2010. Disponível em:
https://slidex.tips/download/revisao-de-vocabulario-controlado-e-criterios-paraa-seleao-de-literatura-o-caso. Acesso em: 15 mar. 2019.
MOURA, M. A. et al. Linguagens de indexação em contextos cinematográficos: a
experiência de elaboração do tesauro eletrônico do cinema brasileiro.
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 10, n. 1, 2005. Disponível em:
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/viewFile/302/105.
Acesso em: 14 abr. 2019.
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS. Vocabulário Controlado USP. São
Paulo: SIBiUSP, [201-]. Disponível em:
http://www.sibi.usp.br/produtos/vocabulario-controlado-usp/. Acesso em: 14 abr.
2019.

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                <text>O objetivo deste trabalho é compartilhar a experiência de análise e revisão da área de Relações Internacionais do Vocabulário Controlado da USP com o relato das ações que estão sendo feitas para o levantamento, inclusão e categorização de novos termos. A partir da constatação da necessidade de desdobramento da área de Relações Internacionais do Vocabulário Controlado da USP está sendo feito um levantamento de termos e definições de conceitos conforme os livros estão sendo incorporados ao acervo da Biblioteca do IRI-USP, em paralelo com a consulta de outros Vocabulários da área. Como próximo passo, será utilizado o método de consenso ou endosso do usuário. Espera-se que, com o levantamento e a inclusão das terminologias adequadas, a representação da informação seja mais precisa, facilitando a recuperação da informação pelo usuário final.</text>
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                    <text>Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em
Saúde (Reciis): tendências da produção do conhecimento

Angelina Pereira Silva (Fiocruz/Icict) - angelina.pereira@icict.fiocruz.br
Frederico Tomás Azevedo (Fiocruz) - frederico.azevedo@icict.fiocruz.br
Resumo:
Os processos de produção, comunicação e uso da informação podem ser medidos através de
estudos métricos. A partir da análise bibliométrica foi possível identificar as tendências de
produção de conhecimento em artigos originais e de revisão publicados na Revista Eletrônica
de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, periódico científico das áreas de
Comunicação, Informação e Saúde, editado pelo Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológica em Saúde. Para avaliação foram utilizadas 45 edições da revista, no
período de 2007 a 2018. Verificou-se que artigos relacionados às ‘Tecnologias de informação e
comunicação aplicadas à saúde’ predominam na coleção deste periódico. Conclui-se, portanto,
que há a necessidade de intervenção do conselho editorial da revista para que este estimule a
submissão de artigos com temáticas menos exploradas, como ‘Formação em comunicação,
informação e saúde’ e ‘Processos de midiatização e o campo da saúde’. Além disso, sugere-se a
criação da nova área temática ‘Inovação em saúde’, uma vez que há presença constante de
artigos deste tema na revista.
Palavras-chave: Comunicação científica. Bibliometria. Periódicos eletrônicos.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�1 INTRODUÇÃO
A Fundação Oswaldo Cruz, atualmente, edita sete títulos de periódicos
científicos1. São eles: Cadernos de Saúde Pública (CSP); História, Ciência, Saúde
– Manguinhos (HSC-Manguinhos); Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (Memórias
do IOC), Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde
(Reciis); Revista Fitos (Fitos); Trabalho, Educação e Saúde (REVTES) e Vigilância
Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência e Tecnologia (Visa em debate).Todos os
títulos abordam a produção científica em saúde como tema central, sob diferentes
enfoques e estão alinhados à Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) (PORTAL DE PERIÓDICOS FIOCRUZ, 2015).
A Reciis é uma publicação institucional, editada pelo Instituto de
Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict). Lançada em
2007, é um periódico interdisciplinar, de periodicidade trimestral e acesso aberto.
“Suas seções são constituídas por artigos originais, artigos de revisão, ensaios,
entrevistas, editoriais, notas de conjuntura, relatos de experiência e resenhas de
livros e de produções audiovisuais” e abordam assuntos nas áreas de comunicação,
informação e saúde (REVISTA ELETRÔNICA DE COMUNICAÇÃO..., 2019).
A revista juntamente com outros produtos e serviços desenvolvidos pelo Icict
está em conformidade com o foco principal deste Instituto que
reconhecendo a comunicação como um direito intrinsecamente
relacionado ao direito à saúde [...] atua no planejamento, desenvolvimento
e avaliação de políticas e práticas institucionais de comunicação no campo
da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais
instituições e movimentos sociais que atuam na área [...]. Suas iniciativas
buscam investigar as principais tendências da comunicação na
sociedade contemporânea e sua influência na criação e redefinição
de valores, práticas e sentidos relacionados à saúde (INSTITUTO DE
COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM
SAÚDE, [201-], grifo nosso).

Os periódicos científicos, dentre outros canais formais, são importantes no
processo de divulgação do conhecimento científico. No contexto da comunicação
científica, os estudos métricos mensuram os processos de produção, comunicação
e uso da informação (MARICATO; NORONHA, 2012) e tem sido empregado para
contribuir na elaboração de indicadores de Ciência e Tecnologia (C&amp;T) (ROCHA;
LANÇA, 2018).
Segundo Hjørland (1998), a Ciência da Informação pode se beneficiar ao
olhar com atenção para as metateorias (ou pressupostos metateóricos) que
fundamentam as teorias, objetos de pesquisa e métodos. Diante do pressuposto de
que pode-se conhecer o mundo quantificando-o, pergunta-se: É possível identificar,
1

Disponível no Portal de Periódicos Fiocruz: http://periodicos.fiocruz.br/.

�através da análise bibliométrica, qual a tendência da produção do conhecimento
publicado na Reciis, nos artigos originais e de revisão, no período de 2007 a 2018?
Conhecer a tendência desta publicação faz-se relevante porque colaborará
para a área de Informação, Comunicação e Saúde e, também, direcionará o corpo
editorial para melhorias de avaliação contínua no aspecto da autoridade, qualidade
e visibilidade deste periódico.
2 METODOLOGIA
Com o intuito de atingir o objetivo pretendido, a metodologia adotada foi
elaborada a partir de métodos bibliométricos e teve como propósito realizar uma
pesquisa exploratória e quantitativa para identificar a tendência da produção do
conhecimento, a partir dos artigos originais e de revisão publicados na Reciis, no
período de 2007 a 2018.
A revista publica anualmente quatro números regulares e suplemento com
periodicidade irregular. O recorte temporal estudado contemplou de 2007 a 2018,
totalizando 12 volumes, 45 edições regulares e cinco suplementos, perfazendo 22
artigos de revisão de 282 artigos originais.
Entre as seções publicadas na Reciis, para esta pesquisa, foram analisados
apenas artigos originais e artigos de revisão. A seleção para estas tipologias de
artigos se deu porque os artigos originais possuem informações de divulgação
inédita de resultados originais de uma investigação (BOBENRIETH ASTETE, 1994)
e os artigos de revisão por apresentar uma reunião, análise e discussão do que foi
publicado sobre determinado assunto em um período específico (DIAS, 1994, p.149
apud ALVARENGA; SILVA, 2010; CUNHA; CAVALCANTI, 2008). O suplemento de
2017 não entrou para análise porque não contém as tipologias dos artigos
analisados (originais e de revisão).
A coleta de dados foi realizada em cinco etapas, a saber: a) acesso eletrônico
à Reciis2; b) seleção dos artigos originais e artigos de revisão; c) atribuição das
temáticas da revista a partir do título, resumo e palavras-chaves e, em alguns casos,
no próprio texto, dos artigos originais e de revisão; d) organização e uniformização
dos dados nas planilhas utilizando o Microsoft Excel; e) condensação e
apresentação do resultado em gráfico utilizando o Microsoft Excel.
Em relação a atribuição das temáticas da Reciis nos artigos selecionados, é
importante esclarecer que, em alguns casos, foram atribuídas até duas temáticas
para um mesmo artigo porque tal publicação tratava de dois assuntos
concomitantemente.

2

Disponível em: http://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis.

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Reciis possui 21 temáticas de interesse. São elas: Análise de materiais
educativos; Campanhas e estratégias de comunicação e saúde; Audiovisual e
saúde; Comunicação e divulgação científica; Comunicação, mediações e práticas
socioculturais em saúde; Comunicação, informação e saúde como direitos
humanos; Educação, comunicação e informação em saúde; Ética em comunicação,
informação e saúde; Formação em comunicação, informação e saúde; Indicadores
de saúde, avaliação e monitoramento de políticas de saúde; Informação científica e
saúde; Internet e redes sociais em saúde; Jornalismo, publicidade e saúde; Políticas
de comunicação, informação e saúde; Políticas e práticas de acesso aberto;
Processos de midiatização e o campo da saúde; Prospecção, estudos métricos de
ciência e tecnologia em saúde; Saúde e mídia; Sistemas de informação, inquéritos
e pesquisas de saúde; Teorias e metodologias de pesquisa em informação e
comunicação em saúde; Tecnologias de informação e comunicação (TIC) aplicadas
à saúde; e Terminologias, linguagens e sistemas de classificação em saúde.
O Gráfico 1 apresenta o resultado da produção do conhecimento dos artigos
originais e de revisão publicados neste periódico, no período de 2007 a 2018.
Gráfico 1 – Reciis: tendência da produção do conhecimento no período de 2007 a 2018

Políticas de comunicação, informação e saúde
Teorias e metodologias de pesquisa em…

Temáticas da Reciis

Internet e redes sociais em saúde
Jornalismo, publicidade e saúde
Indicadores de saúde, avaliação e…
Sistemas de informação, inquéritos e…
Terminologias, linguagens e sistemas de…
Análise de materiais educativos, campanhas e…
Audiovisual e saúde
Informação científica e saúde
Formação em comunicação, informação e…
0
2007

2008

2009

2010

2011

2012

10
2013

20
2014

30
2015

40
2016

50
2017

60
2018

Fonte: Os autores (2019).

Conforme pode ser observado, ‘Tecnologias de informação e comunicação
(TIC) aplicadas à saúde’, ‘Políticas de comunicação, informação e saúde’,
‘Educação, comunicação e informação em saúde’, ‘Teorias e metodologias de

�pesquisa em informação e comunicação em saúde’ e ‘Comunicação e divulgação
científica’ foram os assuntos mais publicados até 2018. Em contrapartida, as
temáticas menos publicadas foram ‘Formação em comunicação, informação e
saúde’, ‘Processos de midiatização e o campo da saúde’, ‘Informação científica e
saúde’, ‘Políticas e práticas de acesso aberto’ e ‘Audiovisual e saúde’.
Sobre os suplementos e edições temáticas, é importante destacar que
apesar de haver uma edição especial sobre uma grande temática, como por
exemplo, ‘Os usos da informação e suas tecnologias em gestão e ensino em saúde’
(v. 6, n. 2, 2012), a pertinência e ocorrência dos temas se fez presente nos demais
anos da Reciis.
A partir do resultado desta pesquisa serão sugeridos para o conselho editorial
do periódico: 1) A inclusão do tema Inovação em saúde na lista de ‘temáticas de
interesse’ por este ser um tema recorrente na Reciis desde do lançamento até 2018;
e 2) Para as temáticas que não possuem muitas ocorrências de trabalhos
publicados que sejam feitas, em edições futuras, chamadas públicas para estes
assuntos.
Vale ressaltar, que a temática ‘Inovação em saúde’ foi acrescentada à análise
devido a sua ocorrência nos artigos da revista, o que comprova a necessidade da
sua inclusão.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O papel principal da Reciis, ao longo desses doze anos, é estimular o debate
científico nos campos da Informação, Comunicação e Saúde.
A produção do conhecimento da revista revelou, nesta análise as temáticas
mais publicadas e menos publicadas. Acredita-se que a partir deste resultado
revelado, o corpo editorial do periódico direcione para melhorias no tocante à
autoridade, qualidade e visibilidade deste periódico a fim de que, futuramente, seja
incorporado à coleção da SciELO e de outros indexadores, tais como: Redalyc,
Brapci e Scopus.
REFERÊNCIAS
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ciência da informação[...]. Tendência em Pesquisas Ciência da Informação e
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https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis. Acesso em: 17 abr. 2019.
REVISTA ELETRÔNICA DE COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO E INOVAÇÃO EM
SAÚDE. Rio de Janeiro: ICICT, 2007-. e-ISSN 1981-6278. Disponível em:
https://bit.ly/2GifQkS. Acesso em: 17 abr. 2019.
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Biblioteconomia e Documentação[...]. Revista Brasileira de Documentação, São
Paulo, v. 14, n. esp. 45 anos, 2018. Disponível em: https://bit.ly/2UGZhZD. Acesso
em: 17 abr. 2019.

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                <text>Os processos de produção, comunicação e uso da informação podem ser medidos através de estudos métricos. A partir da análise bibliométrica foi possível identificar as tendências de produção de conhecimento em artigos originais e de revisão publicados na Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, periódico científico das áreas de Comunicação, Informação e Saúde, editado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde. Para avaliação foram utilizadas 45 edições da revista, no período de 2007 a 2018. Verificou-se que artigos relacionados às ‘Tecnologias de informação e comunicação aplicadas à saúde’ predominam na coleção deste periódico.  Conclui-se, portanto, que há a necessidade de intervenção do conselho editorial da revista para que este estimule a submissão de artigos com temáticas menos exploradas, como ‘Formação em comunicação, informação e saúde’ e ‘Processos de midiatização e o campo da saúde’. Além disso, sugere-se a criação da nova área temática ‘Inovação em saúde’, uma vez que há presença constante de artigos deste tema na revista.</text>
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                    <text>Proposta de atualização do GEODESC - Vocabulário Controlado em
Geociências: atividades iniciais

Isabel Ângela dos Santos Matos (CPRM) - isabel.matos@cprm.gov.br
Jéssica dos Santos Gonçalves (CPRM) - jessica.goncalves@cprm.gov.br
Resumo:
Os sistemas de organização do conhecimento (SOC) auxiliam no controle de sinônimos e
termos ambíguos, facilitando a recuperação da informação. Os vocabulários controlados são
um tipo de SOC. O GEODESC - Vocabulário Controlado em Geociências é um instrumento de
indexação elaborado pela Divisão de Documentação Técnica (DIDOTE) e publicado em 2005
pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM. Este trabalho apresenta os esforços de atualização
do GEODESC visando aperfeiçoar sua utilização como instrumento pela Rede Ametista de
Bibliotecas da CPRM. Para embasar o processo de atualização deste instrumento foram
levantadas informações através do “Questionário de utilização do GEODESC para a Rede
Ametista”. Observa-se nas respostas do questionário que todos os bibliotecários da Rede
Ametista conhecem o GEODESC, mas somente parte deles o utiliza. Os bibliotecários também
consideram o GEODESC uma ferramenta útil para o seu trabalho e acham que ele deveria ter
atualizações. Mais da metade dos bibliotecários gostariam de dar contribuições para a
atualização do vocabulário controlado e acham imprescindível que haja treinamento para a
utilização desta ferramenta. Os resultados do questionário também foram apresentados no III
Encontro de Bibliotecários da CPRM, realizado em Goiânia em setembro de 2018. Desse
encontro foram elaboradas recomendações, a saber: atualização colaborativa do GEODESC
pela Rede Ametista através do Pergamum, software utilizado pela rede de bibliotecas;
necessidade de elaboração e adoção de uma política normativa de indexação; e a verificação
de melhores práticas na elaboração de tesauro especializado em instituições de Geociências.
Palavras-chave: Ciência da Informação. Organização do conhecimento. Vocabulário
controlado. Geociências. GEODESC. Serviço Geológico do Brasil - CPRM.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: Eixo 8 - Ciência da Informação
Resumo expandido
Introdução
A recuperação da informação é tema central da Ciência da Informação.
O processo de recuperação da informação depende de prévia organização da
informação registrada. Com esta finalidade, utilizam-se os sistemas de
organização do conhecimento (SOCs). De acordo com Zeng (2008, p. 180) as
principais funções dos SOCs consistem em
[...] eliminar ambiguidade, controlar sinônimos ou termos
equivalentes, estabelecer relações semânticas explícitas tais
como relacionamentos hierárquicos e associativos, e apresentar
tanto as relações entre conceitos quanto suas características
nos modelos de conhecimento. (ZENG, 2008, p. 180)

Dentre os diversos grupos de SOCs listados no artigo de Zeng (2008),
para este trabalho interessam o de classificação e categorização, mais
especificamente o vocabulário controlado ou cabeçalhos de assunto. Conforme
a National Information Standards Organization (2010), vocabulário controlado é
uma lista de termos controlados enumerados sem ambiguidade nem definição
redundante entre eles, disponível em um registro de autoridade. De acordo com
Currás (1995), é uma lista de termos elaborada para identificar o assunto ou os
assuntos de um documento com especificidade bastante para permitir sua
recuperação rápida e eficaz.
O vocabulário controlado em Geociências - GEODESC foi elaborado por
equipe multidisciplinar formada por 16 empregados da CPRM, dentre eles
bibliotecários, geólogos e engenheiros de minas, que faziam parte da equipe da
Divisão de Documentação Técnica - DIDOTE à época. Publicado em 2005, o
GEODESC “[...] tem a finalidade não só de padronizar a linguagem de indexação
utilizada nas Bases Bibliográficas Institucionais da própria CPRM mas,
principalmente, de servir de fonte de referência para toda a comunidade
geocientífica nacional.” (NASCIMENTO; FREIRE, 2005). Na apresentação do
GEODESC também é citada a necessidade de “[...] revisões, ampliações e
aperfeiçoamentos sucessivos e para isso, contará com contribuições
permanentes dos seus usuários.” (NASCIMENTO; FREIRE, 2005).

�Com o intuito de aperfeiçoar o instrumento GEODESC, este trabalho
apresenta as atividades realizadas a partir de julho de 2018 e que ainda estão
em curso. No próximo tópico, segue a metodologia utilizada até o momento.
Método da pesquisa
Este trabalho objetiva proporcionar, em um primeiro momento, uma
visão geral acerca de como o vocabulário controlado GEODESC é visto pelos
bibliotecários da Rede Ametista da CPRM com base na análise das respostas
ao questionário aplicado, a fim de embasar o projeto de atualização. Somente
um bibliotecário não respondeu ao questionário, sendo a amostra formada por
17 participantes em um universo de 18 bibliotecários.
A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) foi criada pelo
Decreto 764 de 1969, e foi transformada em empresa pública do Ministério de
Minas e Energia e Serviço Geológico do Brasil após a promulgação da Lei
8.970/1994 (HENIE; PINHEIRO; LOPES, 2001). Desde então, a empresa tem
contribuído no avanço das pesquisas nas Geociências e, por conseguinte, ao
desenvolvimento sócio econômico do país. Quanto à Rede Ametista de
Bibliotecas da CPRM, ela é formada por 14 bibliotecas, localizadas em diversas
cidades brasileiras.
O trabalho de atualização do GEODESC é de cunho exploratório, pois
utiliza levantamento bibliográfico e documental, e questionário para medir a
utilização da ferramenta pelos bibliotecários da Rede Ametista. O levantamento
bibliográfico e documental consistiu, até o momento, na coleta de definições de
sistemas de organização do conhecimento (SOCs), apresentadas em parte na
introdução. O questionário é uma técnica de observação indireta, que tem “[...]
como função produzir ou registrar as informações requeridas pelas hipóteses e
prescritas pelos indicadores.” O questionário “[...] exige uma elaboração mais
aprofundada [...] Precisa e formal, adequa-se particularmente bem a uma
utilização pedagógica.” (QUIVY; CAMPENHOUDT, 2005, p. 166).
Resultados e discussão
Buscando a objetividade do artigo, todos os gráficos gerados seguem
expostos abaixo. A discussão acerca de seus resultados encontra-se após.

��Observa-se, pelas respostas do questionário e gráficos 1 a 6
apresentados, que todos os bibliotecários da Rede Ametista, 17 no total,
conhecem o GEODESC, mas somente 8 (oito) deles o utilizam. Dessa
quantidade, metade (quatro) o utilizam semanalmente. Os bibliotecários também
consideram o GEODESC uma ferramenta útil para o seu trabalho e acham que
ele deveria ter atualizações, reafirmando a importância do vocabulário
controlado na indexação de assuntos verificada em Currás (1995).
Do total de bibliotecários, 12 (71%) gostariam de dar contribuições para
a atualização do vocabulário controlado e 13 (76%) acham necessário um
treinamento para uso do GEODESC. Depreende-se desses resultados que a
maioria dos respondentes apoia e quer colaborar na atualização do GEODESC,
sendo também a favor da realização de curso de aperfeiçoamento sobre como
utilizar essa ferramenta.
Considerações finais
Os resultados alcançados com a aplicação do questionário contribuirão
nos esforços de atualização do GEODESC, buscando sua plena utilização pelos
bibliotecários da Rede Ametista em suas tarefas diárias. Esses resultados foram
apresentados no III Encontro da Rede Ametista da CPRM, realizado em
novembro de 2018, onde elaboraram-se recomendações para a continuidade do
trabalho de atualização do GEODESC e boas práticas no processo de
indexação:
a) Construção do GEODESC como vocabulário controlado colaborativo
pela Rede Ametista no sistema Pergamum, software utilizado pelas
bibliotecas atualmente;
b) Necessidade de elaboração e adoção de uma política normativa de
indexação; e
c) Verificação das

melhores práticas de elaboração de tesauros

especializados em instituições nacionais e internacionais da área de
Geociências.
Igualmente, o questionário aplicado proporcionou aos bibliotecários
interação na solução de um problema em uma de suas rotinas de trabalho, com
a possibilidade de expressar suas opiniões sobre a atualização do GEODESC.

�Através das recomendações acima, conclui-se que o GEODESC tem
importante papel nesses desdobramentos. Certamente sua missão é auxiliar os
pesquisadores na utilização de dados e informações para gerar novos
conhecimentos e proporcionar o aprimoramento dos mecanismos de busca e
recuperação da informação, necessários para a realização de diversas
pesquisas na área de Geociências.
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Ciências Sociais. 4. ed. Lisboa: Gradiva, 2005. 276 p.
ZENG, Marcia Lei. Knowledge organization systems (KOS). Knowledge
Organization, v. 35, n. 2/3, p. 160-182, jan. 2008. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/297530633_Knowledge_Organization
_Systems_KOS/download. Acesso em: 15 fev. 2019.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os sistemas de organização do conhecimento (SOC) auxiliam no controle de sinônimos e termos ambíguos, facilitando a recuperação da informação. Os vocabulários controlados são um tipo de SOC. O GEODESC - Vocabulário Controlado em Geociências é um instrumento de indexação elaborado pela Divisão de Documentação Técnica (DIDOTE) e publicado em 2005 pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM. Este trabalho apresenta os esforços de atualização do GEODESC visando aperfeiçoar sua utilização como instrumento pela Rede Ametista de Bibliotecas da CPRM. Para embasar o processo de atualização deste instrumento foram levantadas informações através do “Questionário de utilização do GEODESC para a Rede Ametista”. Observa-se nas respostas do questionário que todos os bibliotecários da Rede Ametista conhecem o GEODESC, mas somente parte deles o utiliza. Os bibliotecários também consideram o GEODESC uma ferramenta útil para o seu trabalho e acham que ele deveria ter atualizações. Mais da metade dos bibliotecários gostariam de dar contribuições para a atualização do vocabulário controlado e acham imprescindível que haja treinamento para a utilização desta ferramenta. Os resultados do questionário também foram apresentados no III Encontro de Bibliotecários da CPRM, realizado em Goiânia em setembro de 2018. Desse encontro foram elaboradas recomendações, a saber: atualização colaborativa do GEODESC pela Rede Ametista através do Pergamum, software utilizado pela rede de bibliotecas; necessidade de elaboração e adoção de uma política normativa de indexação; e a verificação de melhores práticas na elaboração de tesauro especializado em instituições de Geociências.</text>
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                    <text>Projeto memória: a preservação do acervo fotográfico do Banco
Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul

Letícia Dutra Schinoff (BRDE) - leticia.dutra@ufrgs.br
Adriana Reus (BRDE) - adriana.reus@brde.com.br
Resumo:
O presente trabalho procura mostrar a fotografia como um instrumento capaz de funcionar
como um dispositivo de memórias, auxiliando na reconstrução de histórias que trouxeram
marcas individuais e sociais. Tem como objetivo relatar as etapas realizadas para preservação
do acervo fotográfico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, mostrando que
a organização e disponibilização das fotos auxiliam na construção da identidade e na
preservação da memória institucional, também se transformando em uma fonte de informação
para pesquisadores, colaboradores ou qualquer cidadão interessado no desenvolvimento
econômico da Região Sul.
Palavras-chave: memória e identidade; preservação; acervo fotográfico.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia:

( ) Sim (X) Não

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

INTRODUÇÃO

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) nasceu da ideia de
captar e fortalecer investimentos na região Sul. Desde sua fundação se preocupa com
a memória e promoção cultural, estimulando a produção literária através de concursos,
além de organizar exposições e mostras. Todos os anos o BRDE tem destinado uma
parcela de seu imposto de renda devido para financiar a cultura, sob os auspícios da lei
Rouanet e da lei do audiovisual.
Entretanto, na prática, o que se constatou é que apesar desta riqueza de iniciativas, as
ações culturais do banco aconteciam de forma dispersa e desarticulada. Em 07 de
novembro de 2006 a diretoria criou o Grupo de Trabalho para elaboração do Projeto
Memória do BRDE, com o objetivo de resgatar toda a ação cultural na qual o banco
esteve envolvido.
O Centro de informação/Biblioteca da Agência de Porto Alegre (AGPOA) é depositário
das fotos desde a criação do banco, em 1961. Entretanto essas fotos se encontravam
dissociadas em envelopes e álbuns fotográficos, muitas vezes sem a devida
identificação de data em que foi tirada, do evento a que se referia e as pessoas que
estavam presentes.
Através do projeto memória, houve a necessidade de organizar esse acervo com o
objetivo de contar a história do banco através de suas fotos, podendo fazer exposições

�temáticas tanto para o público interno quanto externo, fortalecendo a ideia de que as
fotografias são documentos fundamentais para a construção da história e formação de
identidade.
A importância de preservar a memória nas instituições está ligada a “consolidação dos
objetivos e da identidade da instituição junto às pessoas que participam da rotina do
lugar ou que dependem de alguma forma da sua atuação” (MARQUES, 2007, p. 43).
Para compartilhar seus marcos e valorizar o trabalho de seus colaboradores, através
das fotografias, foi possível criar um canal entre o passado e o presente do BRDE.

RELATO DA EXPERIÊNCIA

O projeto aconteceu, em sua totalidade, no Centro de Informação/Biblioteca da
AGPOA, desde Junho de 2018 até o presente momento. A primeira etapa realizada foi
a de seleção de todas as fotos dissociadas; a partir de uma tabela no Excel, as fotos
encontradas eram descritas com a data de realização do evento, local e nome das
pessoas presentes. A maior parte das fotos estava em envelopes, com algum tipo de
informação; essas fotos foram agrupadas em caixas e divididas por décadas,
estabelecendo assim, a organicidade dos documentos. Conforme fotografias perdidas
apareciam, através da tabela, foi possível identificar e reunir as fotos ao envelope a
qual pertenciam.
Para as fotografias que não continham nenhum ou pouquíssimos dados, recebemos
ajuda de dois antigos funcionários do BRDE, o economista aposentado Coralio
Bragança Pardo Cabeda e do ex-diretor Administrativo José Hipólito Machado de
Campos, que puderam nos ajudar na identificação das pessoas, das datas, locais e
eventos, assim como entender o contexto na qual os registros foram feitos.
A partir da descrição e organização das fotografias por datas, passamos para a
segunda etapa, que consistiu na higienização das fotos com uso de EPIs, utilizando

�trincha macia em mesa coberta por papel mata borrão, com a finalidade de substituir a
mesa de higienização. As fotografias foram acondicionadas em pastas feitas de papel
ph neutro 68g/m², livre de ácido, de longa durabilidade, resistente a fungos e a
proliferação de bactérias.
Depois de armazenar as fotos nessas pastas, elas foram divididas por evento dentro de
envelopes de cartolina branca, material de fácil acesso. Na sequência, os envelopes
foram classificados por data e colocados em caixas de papel micro-ondulado feito de
alfa-celulose, livre de ácido, livre de lignina e com reserva alcalina de carbonato de
cálcio. A escolha por material transparente (Poliéster) foi vetada uma vez que com a
digitalização das fotos os originais não precisarão mais sofrer manuseio constante,
sendo possível fazer cópias, bem como a inserção das fotos na base de dados, dando
acesso à consulta online.
Para obter uma boa qualidade na digitalização foi necessário seguir um modelo para
melhor reproduzir e recuperar os documentos. Com base nos ajustes recomendados
pelo Conselho Nacional de Arquivos (2010) estabelecemos algumas regras próprias
para nosso projeto, a partir das ferramentas disponíveis, digitalizamos as fotografias
coloridas e P&amp;B em resolução mínima de 600 dpi, escala 1:1, respeitando margem
original, 24 bits (8 bits por canal de cor), modo RGB, salvas no formato TIFF sem
compressão.
As fotografias são mais sensíveis que outros tipos de documentos em papel, tendo em
vista a complexidade do processo químico utilizado para sua produção. O
armazenamento e manuseio de forma inadequada contribuem para que as fotografias
sejam deterioradas com o passar do tempo, sendo o propósito do acondicionamento o
de guardar, proteger e facilitar o manuseio do material que compõe o acervo (BRITO,
2010) Para tanto, observamos as questões relativas ao local de armazenamento
(controle de umidade e temperatura) bem como qual o suporte físico que utilizamos
para sua guarda. Em linhas gerais, é recomenda temperatura entre 20ºC e 22ºC e
umidade relativa entre 35% a 45% (MUSTARDO, 2001). Nesse sentido, as caixas com
as fotos foram depositadas em armários de aço, em um local com baixa oscilação de
temperatura e luz reduzida.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

A fotografia é um registro que funciona como dispositivo de memórias, através de sua
capacidade de eternizar momentos é possível reconstruir histórias que trouxeram
marcas individuais e sociais. Nesse sentindo, a organização e disponibilização das
fotos auxiliam na construção da identidade e na preservação da memória institucional.
Ao compartilhar seu acervo fotográfico com a sociedade, o BRDE visa contar sua
trajetória institucional, assim como valorizar o trabalho e competência de seus
colaboradores na gestão de recursos, investimentos e desenvolvimento da região Sul.
Durante o projeto, na etapa de seleção e separação foi possível perceber nitidamente o
interesse dos funcionários que vinham à biblioteca e questionavam sobre as
fotografias. O interesse não era apenas em saber se apareciam em algum registro,
mas saber sobre o que se tratava aquela reunião, quais contratos foram assinados,
quem era o presidente em determinada data e inclusive contavam sobre as histórias
envolvendo o banco e os funcionários, momentos que lembravam ao acessar as fotos.
Reforçamos a continuidade do projeto garantindo a preservação do acervo em nossa
base de dados, assim como no espaço memória, onde pretendemos fazer exposições,
uma vez que a produção de fotos por parte do BRDE é constante. Por fim, acreditamos
no poder da fotografia como um documento capaz de ilustrar a memória, e na sua
preservação, auxiliando na construção da historia e identidade do BRDE.

�REFERÊNCIAS

BRITO, Fernanda. Oficina como fazer: Confecção de embalagens para
acondicionamento de documentos. Associação de Arquivistas de São Paulo: São
Paulo, 2010. Disponível em:
https://www.sisemsp.org.br/blog/wpcontent/uploads/2012/09/Confecção-de-Embalagem-Acondicionamento-deDocumentos-AASP.pdf Acesso em: 13 nov. 2018.

CONSELHO
NACIONAL DE
ARQUIVOS (CONARQ). Recomendações
para digitalização de
documentos
arquivísticos
permanentes
[S.I.]
2010.Disponível
em:
http://conarq.gov.br/images/publicacoes_textos/Recomendacoes_digitalizacao_complet
a.pdf. Acesso em 08 nov. 2018.

MARQUES, Otacílio Guedes. Informação histórica: recuperação e divulgação da
memória do poder judiciário brasileiro. 2007. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) – Departamento de Ciência da Informação, Universidade de Brasília,
Brasília,
2007.
Disponível
em:
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/1563/1/Dissertacao_Otacilio_Guedes_Marque
s.pdf. Acesso em: 23 jan. 2019

MUSTARDO, Peter; KENNEDY, Nora. Preservação de fotografias: métodos básicos
para salvaguardar suas coleções. 2. ed. Rio de Janeiro: Projeto Conservação
Preventiva em Bibliotecas e Arquivos: Arquivo Nacional, 2001. 20 p. (Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos; 39).

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                <text>Projeto memória: a preservação do acervo fotográfico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul</text>
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                <text>Letícia Dutra Schinoff</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>O presente trabalho procura mostrar a fotografia como um instrumento capaz de funcionar como um dispositivo de memórias, auxiliando na reconstrução de histórias que trouxeram marcas individuais e sociais. Tem como objetivo relatar as etapas realizadas para preservação do acervo fotográfico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, mostrando que a organização e disponibilização das fotos auxiliam na construção da identidade e na preservação da memória institucional, também se transformando em uma fonte de informação para pesquisadores, colaboradores ou qualquer cidadão interessado no desenvolvimento econômico da Região Sul.</text>
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                    <text>PRÁTICAS INFORMACIONAIS E VELHICE: análise do fluxo
informacional dentro de asilo na cidade de Cuité e sua
contribuição para inclusão da pessoa idosa.

Jesiel Ferreira Gomes (UFCG) - jesielgomes@ufcg.edu.br
Kilvya Simone de Leão Braga (UFCG) - kilvyabraga@hotmail.com
Resumo:
Voltar o olhar científico para um estrato social, e nele fazer pesquisas e inserções que visam o
seu entendimento é um pilar de fundamental importância para as ciências sociais. Mais
importante ainda quando este estrato é constituído de pessoas alijadas do convívio social,
separadas e isoladas dos demais, como é o caso dos idosos asilados como um todo. O trabalho
ora apresentado se apresenta com o intuito de responder se o fluxo informacional, oriundo das
práticas informacionais, pode contribuir para a inserção dos idosos asilados, na cidade de
Cuité – PB, na sociedade e contribuir para a sua plena cidadania. Para o intento utilizou-se
como metodologia a pesquisa descritiva, já que não foi nosso propósito elucidar as questões
circundantes do asilar, mas sim, servir de base para estudos e ações futuras que possam vir a
ser desenvolvidas. Com os dados obtidos, é fato relevante perceber que não há condições,
para a maioria dos idosos asilados, participar de forma plena do fluxo informacional do asilo,
em virtude de fatores como: necessidades especiais, cultura em que está inserido, modo de
vida limitado pelas condições estruturais em que viveu, falta de recursos econômicos e
desinteresse pela vida, propriamente dito. Todavia, o estudo foi revelador, em permitir que
outros possam, a partir deste ponto, seguir trilhas para constituição de conhecimento que
possam solucionar as evidentes falhas que nós, enquanto membros da sociedade da
informação, deixamos ao não voltar nossos olhares também para estes sujeitos, pois seu
isolamento físico (asilo) não significa propriamente intelectual.
Palavras-chave: Idosos asilados - ciência da informação. Fluxo informacional - idoso - asilo.
Pessoa idosa asilada - fluxo de informação.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
Mais do que entender, ou querer explicar, fenômenos sociais advindos da ação
humana em convívio social, temos que a informação é um produto que nos dias atuais
permeia, e determina, os tipos de contratos sociais existentes, ou seja, as relações sociais
nas quais os sujeitos serão atores protagonistas ou meros coadjuvantes.
Deter informação, e mais ainda ter acesso a ela, é fator preponderante para que
os sujeitos possam assumir papéis sociais de maneira a ter o reconhecimento dos seus
pares ou não. De outra forma, a informação é insumo de estímulo e responsável pela
conseqüente evolução da sociedade humana, ao tempo que se evolui em concomitância
com essa. Para González de Gómez (2006, p. 77):
Em diferentes momentos, a informação foi tematizada como expressão
de um domínio em que se resolveriam alguns dos principais problemas
de integração das sociedades modernas – de conhecimentos, de praticas
de pesquisa, de meios e linguagens. Ao mesmo tempo, o que se designa
como informação mudava de contexto, ao ponto que a integração ora
seria de cunho sócio-epistemiológico (ciência orientada a missão,
interdisciplinaridade), ora de cunho tecnológico (convergência,
digitalização, padrões, gestão). [...] Acreditamos, de maneira simplificada,
que nesses deslocamentos se produz um escamoteio de um “uso”
moderno do conceito de informação, anterior à, por vezes mal entendida,
teoria da informação, considerando-a insumo de um saber útil e prático.

Com os variados graus de relevância que a informação assumiu perante os seres
sociais, foram surgindo novas sociedades e novos homens, tanto que tivemos a
sociedade industrial, a sociedade pós-industrial e nesse momento a sociedade da
informação. Na sociedade pós-industrial é a comunicação o elemento de fundamental
interesse, mas a comunicação mediada por recursos tecnológicos e máquinas ao passo
que o homem vai se escolarizando e modificando suas formas de trocas sociais. Por fim,
ou melhor, neste momento, a sociedade da informação que tem como mix a utilização de
técnicas, máquinas, tecnologia, recursos naturais, introdução do homem em meios até
então longínquos, enfim, e tudo tendo como parâmetro a informação. O que é
fundamental emergir para nossa discussão é que a Ciência da Informação (CI) vem
acompanhando os percursos epistemológicos da informação, e também sociais, de
maneira que ter seu objeto sempre em constante modificação - e melhoramento -, é fator
corriqueiro e perceptível no meio acadêmico científico.
A CI é determinante para a sociedade assim como a sociedade e suas práticas
informacionais (PI) são determinantes para essa ciência, em uma relação recíproca e de
fundamental interesse para a existência de uma como da outra.

�Neste arcabouço, tem especial destaque o envelhecimento da população. Este
que é um dos maiores triunfos da humanidade e também um dos nossos maiores
desafios. Ao entrar no século XXI, o envelhecimento global causou um aumento das
demandas sociais e econômicas em todo o mundo. De acordo com Vechiato (2010, p.
85), “pesquisas recentes demonstram que, em paralelo à diminuição da taxa de
natalidade, aumenta-se a expectativa de vida da população mundial.”
2 CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E SUA PERSPECTIVA SOCIAL
A CI é caracterizada como uma ciência pós-moderna que tem objeto de estudo
relacionado a múltiplos domínios da ciência e tecnologia denominado informação. Possui
uma natureza interdisciplinar que se estabelece de forma diferenciada entre as áreas do
conhecimento, levando em conta as mudanças sociais ocasionadas pela informação.
Percebemos que a CI não segue um estilo unidimensional e estabelece uma
relação direta ou indireta com outras formas de conhecimento, usufruindo e sendo
usufruída por elas. Outro fato relevante é a importância que dá ao conhecimento do senso
comum, enquanto saberes necessários para uma melhor relação entre ciência e
sociedade.
O aspecto pós-moderno está fundamentado no conceito de que a CI representa
uma matéria (especialidade), que não pode ser classificada entre outras matérias. Pelo
contrário, a CI perpassa outras disciplinas. Ela contém partes dessas disciplinas, que as
influencia por meio dos objetos de estudo de cada uma delas (WERSIG, 1993).
Conforme afirma Capurro (2003), torna-se fundamental a realização de estudos
epistemológicos sobre os campos de atuação da área de CI que apresentem as
similaridades e diferenças existentes entre o conceito de informação nessa ciência em
relação a outros campos científicos.
Verificamos a existência de três correntes paradigmáticas: o paradigma físico, o
paradigma cognitivo e o paradigma social, entendidas com perspectivas teóricas distintas,
mas, inter-relacionadas e complementares em determinadas situações. Em conformidade
com o que afirma Vechiato (2010, p. 22):
A partir de uma investigação epistemiológica da ciência da informação,
Capurro (2003) defende que o campo nasceu com um paradigma físico,
questionado sob um enfoque cognitivo idealista e individualista,
posteriormente substituído por um paradigma pragmático e social, com
influência das tecnologias digitais. O autor reintera que esse último
paradigma já existia nos predecessores da área, tais quais a
biblioteconomia e a documentação.

Em outras palavras, a informação é entendida como fenômeno social coletivo,
estruturas de conhecimento e instituições de memória das comunidades. Para
Nascimento e Marteleto (apud GARCIA, 2009), o objeto de trabalho das comunidades
encontra-se refletidos nos padrões de cooperação, nas formas de linguagem e
comunicação, nas estruturas e organizações do conhecimento, nos sistemas de
informação, na literatura (e suas formas de distribuição) e nos critérios de relevância.
Afinal, não é concebida a transferência de informação sem o estabelecimento de critérios
e normas que possam determinar, mas não engessar o que é essa informação e como ela
pode ser repassada, ou transferida, para o público certo e que dela necessite.
Como tratamos de um campo social no qual a transferência de informação ocorre,
ao contrário do campo biológico, onde há trocas de informações independente de nossa
vontade, é preciso que se estabeleçam os códigos e condutas para uma transferência de

�informação que possibilite, em momento oportuno a recuperação de informações
necessárias para o construto de conhecimento que servirão para dada comunidade,
localidade ou mesmo indivíduo.
É o contexto da ação social que deve ser considerado no tocante a transferência
de informação e/ou conhecimento, pois a busca de um desses dois elementos servirá
como resposta pertinente e relevante às nossas perguntas. A autora reforça que se faz
necessário a reconstrução de um complexo cenário para a cooperação das populações
de fontes e canais de informação ao tempo que permite processos seletivos, organizados
e econômicos de busca e recuperação da informação e/ou conhecimento que se busca.
CONVERSANDO COM OS DADOS
Afora as dificuldades enfrentadas na execução da pesquisa, como as limitações
dos sujeitos pesquisados oriundas de sua pouca instrução, limitações especiais
fisiológicas, neurológicas ou físicas, a aplicação das entrevistas foi muito proveitosa em
razão de permitir aos sujeitos emitirem suas vozes para fora dos muros do Asilar. Afinal a
condição de asilamento já é por si só uma maneira de isolamento e afastamento destes
sujeitos dos demais membros da sociedade.
Não é que estes sujeitos tenham deixado de captar informações, transmitir e nem
muito menos produzir, contudo, a forma, execução e transmissão de suas informações
seguem padrões e necessidades diferentes daqueles sujeitos que estão imersos em uma
sociedade que se inter-relacionam com diferentes setores sociais.
Imaginemos sujeitos que desde seu nascimento foram alijados do convívio em
sociedade urbana, ficando em comunidades rurais que tradicionalmente tinham o
isolamento por condição estrutural. Também foram coibidos a participar de uma formação
escolar formal, tendo ficado apenas com o crescimento de seu conhecimento do senso
comum, o que não é ruim, mas, limitador para estes sujeitos, como se percebe hoje.
Desta forma não se cultivou o gosto pela leitura escrita, da busca por informações
cientificas e nem muito menos da capacidade interpretativa crítica.
O fluxo informacional no Asilar ocorre, mas não como se poderia supor ideal, mas,
felizmente ocorre. As informações são corriqueiramente baseadas no modo de vida dos
sujeitos e transmitida de forma aleatória para aqueles que lá buscarem, ou mesmo entre
os sujeitos do Asilar, muito embora, haja repetitividade e desconexão entre o que se
transmite e o que se busca como informação. Ou seja, dentro do próprio Asilar, o fluxo
informacional dos sujeitos é repetido e cíclico, não se renovando, exceto quando há
inserção de dados informacionais advindo de fora o Asilar, da comunidade externa
representada pelos seus mediadores como a universidade, sociedade civil organizada,
entre outros atores sociais. Não identificamos o que ocorre nas práticas informacionais no
seu esquema de captação, geração e transferência de informação, mas sim, quando os
agentes externos não atuam, há apenas transferência de informação já sabida, sem
geração de conhecimento novo e nem mesmo de conhecimento agregador de valor
informacional.
Isso não representa que no Asilar não há vias abertas para o recebimento de
dados informacionais exteriores, mas o que ocorre é que não há uma inserção externa de
setores sociais no próprio Asilar, e quando ocorre, temos a seguinte representação:

�Asilar – fluxo informacional com comunidade externa

Informação exterior

Transmissão de conhecimento novo

Estando a sociedade externa em contato e trabalho cotidiano com a comunidade
Construção e compartilhamento de novo conhecimento
interna do Asilar, é fato que há uma geração de informação cíclica, renovada e constante.
Muito diferente do que ocorre quando não há esta interação, que fica uma informação
da sociedade externa mais a comunidade interna
estanque, parada e sem funcionalidade e ação para os idosos asilados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao trilhar o caminho até aqui, sentimo-nos como o alpinista que chega ao cume do
monte, e ver, do alto, a imensidão do horizonte, e percebe o quanto é pequeno perante ao
que ainda tem que explorar e conhecer.
Por seu turno, o sentimento de cumprimento do dever é visível, haja vista, termos
propiciado ao objeto de estudo uma visibilidade para que outros possam, mesmo que por
meio da escrita, saber da realidade em que idosos vivem, distantes não somente de um
centro urbano como João Pessoa – cidade dotada de infra-estrutura mais adequada as
necessidades desta parcela populacional – como também da própria cidade de Cuité, em
que estão imersos os idosos pesquisados.
É relevante supor que quanto mais abertura o Asilar permitir aos que circundamno, mais possibilidades de inserção de novos saberes poderão ocorrer junto ao objeto de
estudo. Só desta forma, valerá para a CI o interesse em estudar e permitir que o humano
possa destacar-se progressivamente no meio científico, só desta forma, estes seres
isolados, e asilados, poderão externalizar seus conhecimentos. O homem é a pedra
mestra de sustentação da informação como um todo, pois, por meio deste é que se pode
produzir, armazenar e transmitir.
Muito embora os sujeitos pesquisados em sua maioria não disponham de
condições privilegiadas para manter uma comunicação estável e consciente entre os seus
pares, é certo que intimamente os mesmo dispõe de recursos informacionais direcionados
a sua experiência de vida, as suas lembranças, aos seus momento passados, o que vem
a ser, também, informação. Falta que seja estruturado dentro do asilar um espaço
necessário para que estes sujeitos possam, de vontade própria, ter condições de
informar-se por meio de elementos que sejam dos mais variados, podendo vir a ser:
música, livros, vídeos, interpretações artísticas, mímica, entre outras.
Pensando nas PI enquanto elemento de inserção destes idosos no seio social,
podemos pensar que somente será possível quando os mesmos dispuserem de
condições, inicialmente físicas e psicológicas, e em seguida estruturais, de recepção,

�emissão e maturação de informações relevantes para suas vidas. Esta informação
relevante pode ser desde um simples aviso de piso molhado, para evitar uma queda, indo
até mesmo a explanação de artigos do estatuto do idoso.
Hoje, no asilar, não vemos as PI como ferramenta fundamental de inserção da
pessoa idosa asilada na sociedade circundante ao mesmo, pelo fato de que as PI não são
constantemente aplicadas, apenas quando há inserção de elementos externos ao asilar.
Contudo, para uma parcela pequena dos sujeitos inseridos no asilar, vemos que há
buscas constantes por informação externa, quando se utilizam do aparelho de televisão
e/ou rádio, muito embora, suas limitações não permitam que os mesmos possam realizar
esta ação de informar-se constantemente.
REFERÊNCIAS
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Datagramazero – revista de ciência da informação, v. 09, n. 02, abril de 2008. p. 1 – 18.
CAPURRO, R. Epistemologia e ciência da informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE
PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO - ENANCIB, 5., 2003. Belo Horizonte.
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CARDOSO, Ana Maria Pereira. Pós-modernismo e informação: conceitos
complementares? Perspectivas em ciência da informação, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p.
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CRONIN, Blaise. The sociological turn in information science, Journal of information
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FREIRE, Bernardina Maria Juvenal. Paixão de (in)formar: práticas alfabetizadoras no
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FREIRE, Gustavo Henrique de Araújo. Ciência da informação: temática, historias e
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FREIRE, Isa Maria. A responsabilidade social da ciência da informação e/ou olhar da
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(Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro / Escola
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GOMES, Jesiel Ferreira; CASTRO, Rachel Barbosa de. Campo de trabalho do
profissional da informação: biblioterapia para idosos. Anais do Congresso Brasileiro de
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VECHIATO, Fernando Luiz. Repositório digital para a terceira idade sob o olhar da
arquitetura da informação: um enfoque à inclusão digital e social de idosos via
tecnologias de informação e comunicação. Marília - SP, 2010. 178 p. Dissertação.
(Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Estadual Paulista.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Voltar o olhar científico para um estrato social, e nele fazer pesquisas e inserções que visam o seu entendimento é um pilar de fundamental importância para as ciências sociais. Mais importante ainda quando este estrato é constituído de pessoas alijadas do convívio social, separadas e isoladas dos demais, como é o caso dos idosos asilados como um todo. O trabalho ora apresentado se apresenta com o intuito de responder se o fluxo informacional, oriundo das práticas informacionais, pode contribuir para a inserção dos idosos asilados, na cidade de Cuité – PB, na sociedade e contribuir para a sua plena cidadania. Para o intento utilizou-se como metodologia a pesquisa descritiva, já que não foi nosso propósito  elucidar as questões circundantes do asilar, mas sim, servir de base para estudos e ações futuras que possam vir a ser desenvolvidas. Com os dados obtidos, é fato  relevante perceber que não há condições, para a maioria dos idosos asilados, participar de forma plena do fluxo informacional do asilo, em virtude de fatores como: necessidades especiais, cultura em que está inserido, modo de vida limitado pelas condições estruturais em que viveu, falta de recursos econômicos e desinteresse pela vida, propriamente dito. Todavia, o estudo foi revelador, em permitir que outros possam, a partir deste ponto, seguir trilhas para constituição de conhecimento que possam solucionar as evidentes falhas que nós, enquanto membros da sociedade da informação, deixamos ao não voltar nossos olhares também para estes sujeitos, pois seu isolamento físico (asilo) não significa propriamente intelectual.</text>
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                    <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE A TEMÁTICA AFRICANA E
AFRO-BRASILEIRA NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: ANÁLISE DAS
PUBLICAÇÕES DISPONIBILIZADAS NA BRAPCI (1988-2017)

FRANCIELE CARNEIRO GARCÊS DA SILVA (PPGCI-UFMG) - francigarces@yahoo.com.br
Dirnele Carneiro Garcez (UFSC) - dirnele.garcez@yahoo.com.br
Graziela dos Santos Lima (UNESP) - graziela.dsl@gmail.com
Andreia Sousa Da Silva (UDESC) - andreia.ssilva@gmail.com
Priscila Rufino Fevrier (UFSC) - priscila.fevrier@gmail.com
Resumo:
O objetivo desta pesquisa é traçar o panorama da produção científica sobre a temática
africana e afro-brasileira na Ciência da Informação, ao analisar, quantitativa e
qualitativamente, as produções na Base de dados de Ciência da Informação (BRAPCI). Quanto
à metodologia do estudo, foi realizada uma pesquisa na Base de Dados em Ciência da
Informação (BRAPCI) visando coletar artigos produzidos acerca da temática africana e
afro-brasileira no período de 1988 a 2017. Foram pesquisados 11 termos de busca e ao final
recuperados, retiradas as duplicidades, mais de 60 artigos publicados sobre a temática em
periódicos científicos da área da Ciência da Informação. Como considerações, verificamos um
aumento expressivo no número de publicações sobre o tema no Brasil a partir da
implementação da Lei Federal nº 10.639/2003, além de identificarmos a pesquisadora Mirian
de Albuquerque Aquino como uma das pesquisadoras que mais publicaram sobre o assunto no
Brasil.
Palavras-chave: Comunicação Científica. Ciência da Informação. BRAPCI. Temática Africana
e Afro-brasileira.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo 08: Ciência da Informação
PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE A TEMÁTICA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NA
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DISPONIBILIZADAS NA
BRAPCI (1988-2017)
Videografia:

( ) Sim ( x ) Não

1 Introdução
A comunicação da ciência é definida por Garvey (1979) como as atividades que se
relacionam à produção, disseninação e uso da informação, desde o ínicio de uma ideia ou
problema de pesquisa até a obtenção de seus resultados e sua divulgação por intermédio de
canais de comunicação, como o periódico científico, preprints, relatórios, entre outros. Na
comunicação científica, existem teóricos clássicos como Solla Price (1976), Ziman (1979),
Pinheiro (2000, 2014), Müller (2000), entre outros pesquisadores que são referências sobre o
tema dentro da Ciência da Informação. A produção científica sobre as temáticas africana e
afro-brasileira aumentarou a partir de 2003 com a criação da Lei Federal nº 10.639, que tornou
obrigatório a inserção da história das populações de origem africana nas redes e níveis de
ensino brasileiros (BRASIL, 2003). Assim, o objetivo desta pesquisa é traçar o panorama da
produção científica sobre a temática africana e afro-brasileira na Ciência da Informação, ao
analisar, quantitativa e qualitativamente, as produções na Base de dados de Ciência da
Informação (BRAPCI).
2 Método da pesquisa
Quanto à metodologia do estudo, foi realizada uma pesquisa na Base de Dados em
Ciência da Informação (BRAPCI) visando coletar artigos produzidos acerca da temática africana
e afro- brasileira no período de 1988 a 2017. Para verificarmos esta produção, foi realizada em
novembro de 2017, uma pesquisa na Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI)
para coleta de artigos produzidos sobre a temática africana e afro-brasileira no período de
1988 a 2017. Visando a exaustividade na coleta de artigos que tratassem sobre a temática,
foram pesquisados 11 termos de busca. São eles: “História and Cultura Africana; “Memória
and África”, “Afro-brasileira”, “Afro-brasileiro”, “Africana”, “População negra”, “Cultura Africana”,
“Cultura Afro-brasileira”, “Negro”, “Negro and Memória” e “Diversidade étnica”.
3 Resultados
A seleção dos artigos recuperados ocorreu da seguinte forma: a) leitura dos títulos,
resumos e palavras-chaves dos textos para verificar se tratavam da temática pesquisa; b)
exclusão dos artigos recuperados com mais de um termo de busca, sendo atribuído a este o
primeiro termo que o recuperou; c) a identificação do qualis dos periódicos onde os artigos
foram publicados ocorreu por intermédio da Plataforma Sucupira, na área de avaliação Ciência

�da Informação; d) a categorização atribuída ao tipo de autoria dos artigos selecionados foi
“autoria individual” e “autoria coletiva”; e) foi realizada a contagem das publicações por autores,
para identificação daqueles que mais produzem sobre a temática no país.
Após a seleção, obteve-se como resultados 61 artigos que tratavam sobre a temática
africana e afro-brasileira. O termo de busca que retornou o maior número foi “afrodescendente”
com 13 (21%) dos artigos recuperados, seguido pelo termo “negro” com 11 (18%) artigos e os
termos “memória and África” e “africana” apesentaram 9 (15%) artigos cada (Tabela 1).
Tabela 1 – Termos de pesquisa e quantidade de artigos recuperados por cada termo*.
Termo de busca
Africana
Afro-brasileira
Afro-brasileiro
Afrodescendente
Cultura africana
Diversidade étnica
História e Cultura Africana
Memória and África
Negro
Negro and memória
População negra
Total Geral

Qtde. Porcentagem
9
15%
3
5%
5
8%
13
21%
1
2%
2
3%
4
7%
9
15%
11
18%
1
2%
3
5%
61
100%

Fonte: Dados da Pesquisa (2017). * Para evitar que artigos recuperados com mais de um termo de busca fosse contabilizado,
o termo de busca atribuído ao artigo foi aquele que primeiro que o recuperou.

Podemos inferir que os pesquisadores que produzem sobre a temática africana e afrobrasileira, utilizam os termos de busca “afrodescendente” e “negro” como preferenciais para
indexar e representar seus artigos científicos na área da Ciência da Informação. Esses dados
também servem para desmistificar alguns aspectos sobre o termo “negro”. Por termos uma
sociedade edificada no “mito da democracia racial” que afirma sermos todos iguais, e no
branqueamento da população brasileira por intermédio das políticas do Estado, ainda há uma
preocupação por parte da sociedade em se referir às pessoas de origem africana como negras
pensando que assim estão ofendendo-as. Importante ressaltar aqui, que o termo negro foi
ressignificado pelo movimento negro brasileiro visando sua utilização enquanto luta política e,
nesse sentido, ao se assumir politicamente como negro neste país está também se assumindo
toda a dor e preconceitos sofridos por serem negros (CARDOSO, RASCKE, 2014). Por outro
lado, para aqueles que ainda não se aventuram a utilizarem o termo negro, o termo
afrodescendente pode ser visto como o termo “correto”, visto que se referem a descendentes
de africanos e pode ser utilizado sem maiores preocupações.
A seguir, apresentaremos os autores que mais produzem sobre na área sobre a
temática, conforme mostra o Quadro 1.
Quadro 1 – Relação dos 10 primeiros autores que mais produzem sobre a temática africana e
afro-brasileira na Ciência da Informação, tanto como autores quanto co-autores.

1
2
3
4
5
6
7
8

Autores/as
Mirian de Albuquerque Aquino

Qtde.

Leyde Klébia Rodrigues da Silva

5

Jobson Francisco da Silva Júnior

5

Vanessa Alves Santana
Paulino de Jesus Francisco
Cardoso
Maria Cleide Rodrigues Bernardino
Joselina da Silva
Graziela dos Santos Lima

3

Instituição
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (UFRJIBICT)
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (UFRJIBICT)
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

3

Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

3
3
3

Universidade Federal do Cariri (UFCA)
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

17

�9

Franciéle Carneiro Garcês da Silva

1
Cleyciane Cássia Moreira Pereira
0
Fonte: Dados da Pesquisa, 2017.

3

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (UFRJIBICT)

3

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

A primeira autora, Mirian de Albuquerque Aquino é docente do Programa de PósGraduação em Ciência da Informação (PPGCI) e do Programa de Pós-Graduação em
Educação (PPGE) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutora em Educação, a
pesquisadora é responsável pela produção de 17 artigos (tanto como autora, quanto co-autora)
sobre as temáticas africanas e afro-brasileira. Os temas dos artigos recuperados são
relacionados à educação, memória, identidade negra/afrodescendente, informação étnicoracial, políticas de informação para inclusão das populações afrodescendentes, movimento
negro, produção científica sobre os negros, entre outros.
Leyde Klébia Rodrigues da Silva, ex-orientada de Profa. Mirian de Albuquerque Aquino
é a segunda autora que mais produz sobre a temática. Graduada em Biblioteconomia e Mestra
em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atualmente é
Doutoranda no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (UFRJ-IBICT) e
Professora Assistente Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foram recuperados cinco
artigos nos quais consta como autora ou co-autora. Suas produções são em autoria coletiva
com Mirian de Albuquerque Aquino e Jobson Francisco da Silva Júnior. Os artigos recuperados
tratam de memória, movimento negro, identidade negra, produção científica sobre os afros e
informação étnico-racial.
Assim como Leyde Klébia Rodrigues da Silva, Jobson Francisco da Silva Júnior, que
está em terceiro lugar na produção sobre a temática, também foi orientado pela Profa. Mirian
Albuquerque Aquino e que possui cinco artigos escritos em parceria com as autoras
supracitadas. Atualmente, é Doutoranda no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (UFRJ-IBICT) e Docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Os temas dos
artigos recuperados nesta pesquisa, se referem à identidade negra, informação étnico-racial,
memória e movimento negro.
Com relação ao tipo de autoria realizada pelos pesquisadores é a autoria coletiva. Esta
categoria é utilizada por 42 (69%) dos 61 artigos publicados sobre a temática, contra 19 (31%)
artigos de autoria individual.
Tabela 2 – Tipo de autoria realizada pelos pesquisadores da temática africana e afro-brasileira
na Ciência da Informação
Tipo

Qtde.

Coletiva

42

Individual
Total Geral
Fonte: Dados da Pesquisa, 2017.

Porcentagem
69%

19

31%

61

100%

Na ciência atual, há cada vez mais a colaboração entre pesquisadores de diversas
áreas, linhas e países. Esses têm procurado realizar suas pesquisas em conjunto, o que é uma
prática benéfica para a ciência, pois além de estimular e fortalecer a ciência e tecnologia, esta
prática é também enriquecedora, visto que permite o diálogo entre os pesquisadores.
Quadro 2 – Relação dos periódicos brasileiros onde os pesquisadores mais publicam artigos
relacionados às temáticas africanas e afro-brasileiras
Periódico
Ágora
Biblionline

A1

A2

Qualis CAPES
B1 B2 B3
2

B4

B5
4

Total Geral
2
4

�Biblioteca Escolar em Revista
BIBLOS - Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação
Ciência da Informação
Comunicação &amp; Informação
Em Questão
ETD - Educação Temática Digital
Folha de Rosto
Inclusão Social
Informação &amp; Sociedade: Estudos
Liinc em REVISTA
Logeion: filosofia da informação
Perspectivas em Ciência da Informação
Ponto de Acesso
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação
Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação
Revista Digital de Biblioteconomia &amp; Ciência da Informação
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação &amp; Inovação em Saúde
Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação
Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação
Transinformação
Total Geral

1
2
2
3
2
9
1
4
4
1
1
1
3
8
1
2
2
4
1
2
1
6

2

18

20

3

4

8

1
2
2
3
2
9
1
4
4
1
1
1
3
8
1
2
2
4
1
2
1
61

Fonte: Dados da Pesquisa, 2017.
Conforme os dados apresentados no Quadro 2, do total de 61 artigos publicados, a
Revista ETD - Educação Temática Digital apresenta a 09 (15%) dos artigos sobre a temática
africana e afro-brasileira. Fundado em 1999, este periódico científico é da área das Ciências
Humanas é editado pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. Seu
objetivo é “difundir conhecimento e pesquisas inovadoras para o saber educacional, tornandose um espaço de incentivo à pesquisa e à produção em diferentes campos do conhecimento”
(ETD, 2018). O processo de avaliação dos artigos submetidos é a avaliação cega por pares.
Na área Comunicação e Informação da Plataforma Sucupira, categoria “Classificações de
Periódicos do Quadriênio 2013-2016”, a Revista ETD possui Qualis B2.
Em segundo lugar, encontramos a Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina
com 08 (13%) artigos publicados sobre a temática. Também com Qualis B2, este periódico
científico é “uma publicação quadrimestral de trabalhos inéditos relacionados na área da
Biblioteconomia e Ciência da Informação, abrangendo especificamente a Biblioteconomia,
Ciência da Informação, Arquivologia, Museologia e Documentação” (REVISTA ACB, 2018).
Além disso, aceita “ textos que apresentem resultados de estudos e pesquisas sobre atividades
relacionadas ao movimento associativo (classe dos bibliotecários)” (REVISTA ACB, 2018, s.
p.). Este periódico é vinculado e editado por integrantes da Associação Catarinense de
Bibliotecários e o processo de avaliação é a “cega por pares”.
Os outros periódicos científicos, Revista Eletrônica de Comunicação, Informação &amp;
Inovação em Saúde (Qualis B1), Informação &amp; Sociedade: Estudos (Qualis A1), Inclusão
Social (Qualis B4) e Biblionline (Qualis B5), possuem cada uma, quatro artigos que tratam
da temática.
Nesse sentido, podemos sugerir que as publicações científicas sobre a temática
africana e afro-brasileira na Ciência da Informação brasileira são publicadas em periódicos
reconhecidos no meio acadêmico, que trarão assim, maior divulgação e reconhecimento às
publicações realizadas. No entanto, ainda é preciso pesquisar de forma exaustiva se há
periódicos científicos estrangeiros onde pesquisadores da temática possuem maior interesse
em publicar, visto que por conta do recorte desta pesquisa não será possível abarcar.
4 Considerações Finais
Esta pesquisa respondeu ao objetivo proposto no início da mesma, visto que apresentou
a produção científica sobre a temática africana e afro-brasileira na Ciência da Informação
coletadas na Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI). Foi possível analisar que
a maior produção de artigos sobre o tema é da Profa. Mirian de Albuquerque Aquino, docente

�da Universidade Federal da Paraíba. Além disso, os periódicos com maior produção científica
sobre África e assuntos correlatos possuem avaliação CAPES como Qualis B2, sendo a
Revista ETD - Educação Temática Digital e Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
os mais produtivos.
A partir dos dados obtidos e analisados no Brasil, será ampliada esta pesquisa para o
Continente Africano visando compreender o panorama da produção científica sobre a Ciência
da Informação em países da África. Estas pesquisas precisam ser estimuladas para que o
conhecimento científico produzido a partir de estudos sobre África e seus descendentes sejam
retirados da invisibilidade e que suas colaborações para o desenvolvimento da ciência e
tecnologia sejam reconhecidos.
Referências
BRASIL. Presidência da República. Lei 10.639 de 09 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União.
Brasília, 2003.
CARDOSO, P. de J. F.; RASCKE, K. L. Lei Federal 10.639/03, discussão de conceitos:
multiculturalismo, diversidade, ações afirmativas, racismo, preconceito, afrodescendente, negro, entre
outros. In: CARDOSO, P. de J. F.; RASCKE, K. L. (Orgs.). Formação de professores: promoção e
difusão de conteúdos sobre história e cultura afro-brasileira e africana. Florianópolis: DIOESC, 2014.
GARVEY, W. D. Communication: the essence of Science. Oxford: Pergamon Press, 1979.
MÜLLER, S. P. M. A ciência, o Sistema de comunicação científica e a literatura científica. In:
CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B.V.; KREMER, J.M. (Org.). Fontes de informação para
pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
PINHEIRO, L. V. R. Infra-estrutura da pesquisa em Ciência da Informação. DataGamaZero, Rio de
Janeiro, v. 1, n. 6, dez. 2000.
PINHEIRO, L. V. R. Do acesso livre à ciência aberta: conceitos e implicações na comunicação científica.
RECIIS: Revista Eletrônica de Comunicação, Informação &amp; Inovação em Saúde, v. 8, p. 153-165, 2014.
PRICE, D. S. O desenvolvimento da ciência. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científico, 1976. 96
p.
REVISTA ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina. Sobre. Florianópolis, 2018. Disponível em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/about/editorialPolicies#focusAndScope&gt;. Acesso em: 10 jan. 2018.
ZIMAN, J. Conhecimento público. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1979.

Agências financiadoras
As autoras agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior pela concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O objetivo desta pesquisa é traçar o panorama da produção científica sobre a temática africana e afro-brasileira na Ciência da Informação, ao analisar, quantitativa e qualitativamente, as produções na Base de dados de Ciência da Informação (BRAPCI). Quanto à metodologia do estudo, foi realizada uma pesquisa na Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI) visando coletar artigos produzidos acerca da temática africana e afro-brasileira no período de 1988 a 2017. Foram pesquisados 11 termos de busca e ao final recuperados, retiradas as duplicidades, mais de 60 artigos publicados sobre a temática em periódicos científicos da área da Ciência da Informação. Como considerações, verificamos um aumento expressivo no número de publicações sobre o tema no Brasil a partir da implementação da Lei Federal nº 10.639/2003, além de identificarmos a pesquisadora Mirian de Albuquerque Aquino como uma das pesquisadoras que mais publicaram sobre o assunto no Brasil.</text>
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                    <text>POLÍTICAS PARA CURRÍCULO E A ABORDAGEM DA SOCIEDADE
DA INFORMAÇÃO E AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO

Georgete LOPES FREITAS (UFMA) - georgete.lf@gmail.com
Resumo:
A Legislação brasileira sobre Currículo, Tecnologias de Informação e Comunicação e
Sociedade da Informação. Objetiva analisar os discursos dos pesquisadores em Educação
sobre os desenhos do Currículo na Sociedade da Informação, divulgados nas legislações,
planos, programas e projetos educativos. Detalha as abordagens da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional (LDB/1996), o Plano de Desenvolvimento da Educação, os Planos
Nacionais de Educação 2001 a 2010 e 2011 a 2020 e a específica sobre Currículo
compreendendo as Diretrizes Curriculares Nacionais e os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN) para o Ensino Fundamental e Médio. Caracteriza a pesquisa como bibliográfica,
documental e campo, com abordagem qualitativa do estudo de caso e análise de conteúdo. Os
resultados apontam que há programas e documentos que representam o planejamento da
Educação brasileira, efetivado por meio de parcerias entre o Ministério da Ciência e
Tecnologia e Ministério da Educação dentre outros, e apenas os Parâmetros Curriculares para
o Ensino Médio (2000) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica (2013)
defenderam o Currículo na Sociedade da Informação ao comentarem, respectivamente, que a
escola precisa priorizar a curiosidade e a pesquisa devido à Sociedade da Informação com
ênfase no processo do aprender a aprender visando o conhecimento das teorias e práticas
embasadas no afeto e criatividade. Conclui que há ações assentadas em planejamentos com
vistas a atingir os fins do processo educativo, mas precisam objetivar a forma de avaliar os
sucessos e insucessos para poder trabalhar no aprimoramento visando mudanças para valorar
os investimentos nas atividades efetivadas.
Palavras-chave: Currículo. Legislação. Sociedade da Informação. Tecnologias de Informação
e Comunicação. Brasil.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Eixo Temático 8: Ciência da Informação

1 INTRODUÇÃO
A Sociedade da Informação pressupõe o aprender a aprender constante,
embasada no conhecimento, e as organizações educacionais percebem as mudanças
que alteram o seu fazer por meio de novas demandas apresentadas, ocorrendo
desequilíbrios entre o querer e o que é ofertado. Apresenta-se como usuária constante
de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) veiculadoras e disseminadoras da
informação, base para a construção de conhecimento.
As TIC são destacadas como meios para acessar a informação representada
pelo conhecimento divulgado no formato eletrônico em bibliotecas, bancos e bases de
dados que veiculam livros e periódicos em diferentes suportes. Representam a
conferência dos pensamentos dos idealizadores da cibernética, das comunicações, da
informação, desde a criação do mito da biblioteca eletrônica gestada na 2ª metade do
século XIX (BIRDSALL, 1994) até o desenvolvimento na década de 40, com o avanço
da Matemática, dos pensamentos do Memex de Vannevar Bush, o hipertexto da
década de 60 de Ted Nelson, do mercado de informação de Dertouzos (1997), até os
conceitos de acesso à informação desterritorializada.
A informação por si não gera conhecimento, depende da construção e relações
que o sujeito fará do seu uso e aplicação. Para a consecução da dinâmica referente ao
processo de produção de inovações na área pedagógica, são necessários,
[...] processos de geração, difusão e uso de conhecimentos derivados das
particularidades da cultura produtiva local; o conhecimento e o aprendizado
resultantes das intenções locais; operações formal e informal; caráter sistêmico
do aprendizado e da inovação, reconhecendo o papel de cada ator local para a
geração do conhecimento coletivo, e os canais de comunicação entre os
agentes e a diversidade institucional. (ALBAGLI; MACIEL, 2004, p.14).

Pontuo especificamente as discussões acerca dos desenhos curriculares e,
dessa forma, enfocando o Brasil, questionei: Os estudos críticos sobre Currículo
abordam as discussões políticas referentes à Sociedade da Informação? O objetivo
geral concerne a analisar as discussões sobre Currículo na Sociedade da Informação e

�nos específicos foram considerados: a) relatar se há ações desenvolvidas pelo
Ministério da Educação e Ciência e Tecnologia Inovações e Comunicações em prol de
atender às demandas mundiais e locais de inserir o setor educacional na sociedade da
informação e verificar se os planos, programas e projetos educativos desenvolvidos
sobre currículo abordam a Sociedade da Informação.
Ao contextualizar Currículo, Pacheco (2013, p.452) ressalta:
[...] não se limitam unicamente a uma abordagem técnica, pretensamente
neutra e pautada por critérios de implementação. Como construção cultural,
social, política e ideológica (GOODSON, 2001; YOUNG, 2010a; PACHECO,
2005; MOREIRA, 2003a), o currículo é, ao mesmo tempo, teoria e prática,
contendo quer o campo da teorização e da discursividade – para John Goodlad
e Zhixin Su (1992), aos níveis ‘social, institucional, instrucional e dialógico’ -,
quer o campo das práticas organizacionais e pedagógicas.

É o pensar de um Currículo com uma visão construcionista, não reducionista,
onde há uma perspectiva mais complexa, na qual as contradições, conflitos e
resistências subjacentes à Sociedade da Informação sejam realçados.
2 MÉTODO DA PESQUISA
O universo da pesquisa foi constituído pela documentação gerada pelo governo
federal para subsidiar as ações adotadas pelo Ministério da Educação em prol de
políticas públicas educativas para a Sociedade da Informação.
Caracterizei a pesquisa como bibliográfica, documental e campo pautada na
abordagem qualitativa do estudo de caso e análise de conteúdo, com vistas a debruçar
o olhar sobre os trabalhos sobre Currículo e ocorreu a interação de forma direta com o
governo brasileiro, representado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e
Comunicações e o Ministério da Educação
Constituíram materiais as legislações governamentais, planos, programas e
projetos para a Educação Nacional como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(LDB/1996), o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), os Planos Nacionais de
Educação (2001-2010 e 2011-2020), os documentos referentes a Currículos citados
pelos pesquisadores e em operação no Brasil, como as Diretrizes Curriculares
Nacionais (DCN/EB), os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e
Médio em representação à Educação Básica. Ainda, os materiais da pesquisa foram
compostos pelos roteiros de entrevista e questionário, respectivamente, trabalhados
com os representantes do MCTI e do MEC.

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
No que concerne à pesquisa documental e a triangulação de dados do estudo de
caso referente aos artigos e menção às palavras-chave concernentes a Currículo na/e
Sociedade da Informação o comparativo com o discurso do governo e a legislação,
documentos atinentes a Currículo citados, procedi à análise da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB/1996), o Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE), os Planos Nacionais de Educação (PNE), Diretrizes Curriculares para a
Educação Básica (DCN/EB) e os Parâmetros Curriculares Nacionais dos Ensinos
Fundamental e Médio (PCN).
O Quadro 1 apresenta as bases de construção no Brasil do campo e pesquisa
em Educação por meio dos Grupo de Renovadores, relatadas em Araújo (2003),
Saviani (1997) e Brasil (2014).
Quadro 1 – Histórico da Educação brasileira e linha do tempo da criação das legislações (Cont.)
Linha do
Tempo
1911

1920,
1924,
1927
1924
1927
1930
1932

1934

1937

1944
1951
1952/
1964

1955
1961
1962
1964
1985
1968
1971,
1978,

a

Ações e Organismos responsáveis
Criação do Conselho Superior de Ensino, Decreto n. 8.659, de 5 de abril de 1911; Conselho Nacional de Ensino, Decreto n.
16.782-A, de 13 de janeiro de 1925; Conselho Nacional de Educação, Decreto n. 19.850, de 11 de abril de 1931; Conselho
Federal de Educação/Conselhos Estaduais de Educação, Lei n. 4.024, de 20 de dezembro de 1961, Conselhos Municipais
de Educação, Lei n. 5692, de 11 de agosto de 1971; novamente, Conselho Nacional de Educação, MP n. 661, de 18 de
outubro de 1994, convertida na Lei n.9.131 de 25 de novembro de 1995 - Finalidade de colaborar na formulação da Política
Nacional de Educação e exercer atribuições normativas, deliberativas e de assessoramento ao Ministro da Educação.
Ministério da Justiça e Negócios Interiores = Estados responsáveis pelo ensino primário, normal e secundário.
Criação da Universidade do Rio de Janeiro (URJ), em 7 de setembro de 1920, pelo Presidente Epitácio da Silva Pessoa –
Discussão do modelo de universidade pelos Renovadores da Educação “Escolanovistas”.
Formação da Associação Brasileira de Educação – Grupo de Renovadores da Educação – Novas ideias nos planos cultural,
econômico, social e educacional.
1ª Conferência Nacional de Educação – Renovadores da Educação – Pesquisa como função básica da universidade – Manuel
Amoroso Costa “A Universidade e a pesquisa científica”.
Criação do Ministério da Educação e Saúde Pública (MES) – Francisco Campos (1930-1932) – Política Educacional de âmbito
local e estadual centralizada na esfera federal.
Lançamento do Manifesto do Movimento Renovador Educacional para Reconstrução da Educação brasileira – Pioneiros da
Educação Nova (Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Afrânio Peixoto, Cecília Meireles, entre outros) –
Debate sobre a escola pública, gratuita, laica e universal – Educação de caráter científico, assentado em doutrina e em
pesquisa.
Constituição Brasileira de 1934 - Artigo 150, alínea “a”, estabeleceu como competência da União fixar o Plano Nacional de
Educação, compreensivo do ensino de todos os graus e ramos, comuns e especializados, coordenar e fiscalizar a execução
no território brasileiro. Criação do Conselho Nacional de Educação, com função de elaborar o Plano Nacional de Educação.
Criação do Instituto Nacional de Pedagogia/Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (1938)/Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (INEP).
Formulação do Plano Nacional de Educação pelo Estado Novo, afastado das ideias dos Pioneiros da Educação Nova e não
vigorou. Constituição Brasileira de 1937 - Introdução do ensino profissionalizante, entre outros.
Lançamento da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos – Anísio Teixeira, Antônio Ferreira de Almeida Júnior, Fernando
de Azevedo e Lourenço Filho – Debate sobre a organização da Educação Nacional – Ideia da Política Nacional de Educação.
Criação do CNPq (Abril) e da Capes (julho) – Fomento à pesquisa e à formação pós-graduada.
INEP (Anísio Teixeira) – Sistema educacional ajustado às condições das exigências do desenvolvimento econômico, social e
cultural das regiões brasileiras (PLANO de organização..., 1956) – Política de Educação científica, experimental, realista e
racional – Elaboração de diagnósticos, planos, recomendações e sugestões para revisão e reconstrução da Educação
brasileira.
Instituição dos Centros Brasileiro e Regionais de Pesquisa Educacional (CBPE/CRPE) – Decreto n.38460 de 28 de dezembro
de 1955. Fernando de Azevedo (SP – 1956) e Gilberto Freyre (PE – 1958).
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 20 de dezembro de
1961- Lei n. 4024/61 - Referência ao Planejamento de Educação.
I Plano Nacional de Educação elaborado pelo Conselho Federal de Educação.
Planos Educacionais ligados aos Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND), denominados Planos Setoriais de Educação e
Cultura.
Lei que dispõe sobre a organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média, promulgada
em 28 de novembro de 1968- Lei n. 5540/68.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 11 de agosto de
1971- Lei n. 5692/71 – Diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus/ Criação da Anped com apoio da Capes/ Lei de

�1982

Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 18 de outubro de
1982 – Ajuste da Lei n.5692/71 - Elimina a profissionalização obrigatória.
1986 a I Plano Nacional de Desenvolvimento da Nova República - Plano “Educação para
1989
Todos” – Formulação de políticas, planejamento e gestão tecnocrática.
1986,
IV Conferência Brasileira de Educação – Discussão sobre a Lei de Diretrizes e Bases/ Plano Decenal de Educação
1993,
para Todos - MEC – Ensino Fundamental/ Nova LDB “Lei Darcy Ribeiro”- Parâmetros Curriculares Nacionais - Plano Nacional
1996
de Educação do Brasil.
1997/200 Apresentação dos PCN do Ensino Fundamental e Médio (Influências da Declaração Mundial sobre Educação para Todos 0
Conferência de Jomtien – Tailândia (1990) e Relatório Delors (Unesco/1998).
2001
II Plano Nacional de Educação (2001-2010), Lei n. 10.172/2001 – Decenal e ajustado à CF/1988.
2007
Lançamento do Plano do Desenvolvimento da Educação (PDE) concomitante ao “Plano de Metas Compromisso Todos pela
Educação” - Movimento “Compromisso Todos pela Educação”, lançado em São Paulo, em setembro de 2006.
2009
PNE – Articulador do Sistema Nacional de Educação (SNE) segundo a Emenda Constitucional n.59 de 2009.
2010
Lançamento do III Plano Nacional de Educação 2011-2020.
Fonte: Araújo (2003); Saviani (2002) e Brasil (2014).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A informação e o conhecimento são meios primordiais para iniciar qualquer
processo de mudança, pois tal empreendimento será possibilitado pelo repensar das
ações, perceber os sucessos e insucessos e agir visando transformações na Educação.
Defendo que a Educação em qualquer país e, especificamente o Brasil, precisa
estabelecer o elo entre governo e educadores.
Dos documentos analisados que delineiam as políticas para a Educação, Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996), Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE), Planos Nacionais de Educação (PNE), Diretrizes Curriculares para a
Educação Básica (DCN/EB) e os Parâmetros Curriculares Nacionais dos Ensinos
Fundamental e Médio (PCN), todos abordaram a temática Tecnologia, ou Novas
Tecnologias como sinônimos das TIC tão importantes para o trabalho de inserção na
Sociedade da Informação.
Na documentação avaliada apenas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Básica (BRASIL, 2013) e os Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio
(2000) defenderam diretamente o Currículo na/e Sociedade da Informação ao
comentarem respectivamente que a escola precisa priorizar a curiosidade e a pesquisa
devido à Sociedade da Informação, na qual os professores não são transmissores de
conhecimentos, mas orientadores do processo e o realce do aprender a aprender
visando o conhecimento das teorias e práticas embasadas no afeto e criatividade,
elementos desafiadores que tal sociedade impõe aos sujeitos em interação no ambiente
escolar.
O Plano Nacional de Educação delineia em suas diretrizes ações para a
Sociedade da Informação por meio de palavras-chave específicas como: Globalização,
Tecnologia, Novas Tecnologias, Informática, Currículo e Aprendizagem, com foco no

�avanço, implantação e uso pedagógico das TIC no ambiente escolar por alunos e
professores.
Por meio do histórico da Educação Nacional e os movimentos em prol do caráter
sistêmico, agregador, com vistas ao fortalecimento da área, se percebe que há ações
assentadas em planejamentos com vistas a atingir os fins do processo educativo. Tal
pilar necessita da avaliação como integrante de todo o processo de planejamento e
desenvolvimento. Ressalto, conforme as entrevistas com os representantes do MCTI e
principalmente o MEC que as avaliações estão no pensar de ambos, entretanto ainda
carecendo de um modelo para tal fim, com iniciativas arrojadas para valorar os
investimentos e ações.
Retomo a defesa da existência de pluralidade de ideias, de diálogos e apenas
nesses contextos se terá mudanças reais na forma de educar e no pensar sobre a
Educação e especificamente o Currículo na/e Sociedade da Informação.
REFERÊNCIAS
ALBAGLI, S.; MACIEL, M. L. Informação e conhecimento na inovação e no desenvolvimento
local. Ci. Inf., Brasília, DF, v.33, n.3, p.9-16, set./dez.2004.
ARAÚJO, Marta Maria de. Tempo de balanço: a organização do campo educacional e a
produção histórico-educacional brasileira e da região nordeste. Revista Brasileira de História
da Educação, Rio de Janeiro, n.5, p.9-41, jan./jun. 2003. Disponível em:
http://201.147.150.252:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/1065/RBHE5.pdf. Acesso em:
28 mar.2015.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Portugal: Edições 70, 2000. 225p.
BIRDSAL, W. F. The myth of the electronic library: librarianship and social change in
America. London: Greenwood Press, 1994.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Comissão de Educação. Histórico dos Planos Nacionais de
Educação. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/atividadelegislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ce/plano-nacional-de-educacao/historico. Acesso
em: 20 jan.2014.
DERTOUZOS, M. L. O que será: como o novo mundo da informação transformará nossas
vidas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
PACHECO, J. A. Estudos curriculares: desafios teóricos e metodológicos. Ensaio: aval. pol.
públ. Educ., Rio de Janeiro, v.21, n.80, p.449-472, jul./set.2013. Disponível em:
www.scielo.br/pdf/ensaio/v21n80/a04v21n80.pdf. Acesso em: 21 set.2015.
SAVIANI, D. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Autores
Associados, 1997.
YIN, R. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

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                  <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>POLÍTICAS PARA CURRÍCULO E A ABORDAGEM DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO</text>
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                <text>A Legislação brasileira sobre Currículo, Tecnologias de Informação e Comunicação e Sociedade da Informação. Objetiva analisar os discursos dos pesquisadores em Educação sobre os desenhos do Currículo na Sociedade da Informação, divulgados nas legislações, planos, programas e projetos educativos. Detalha as abordagens da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996), o Plano de Desenvolvimento da Educação, os Planos Nacionais de Educação 2001 a 2010 e 2011 a 2020 e a específica sobre Currículo compreendendo as Diretrizes Curriculares Nacionais e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o Ensino Fundamental e Médio. Caracteriza a pesquisa como bibliográfica, documental e campo, com abordagem qualitativa do estudo de caso e análise de conteúdo. Os resultados apontam que há programas e documentos que representam o planejamento da Educação brasileira, efetivado por meio de parcerias entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Educação dentre outros, e apenas os Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio (2000) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica (2013) defenderam o Currículo na Sociedade da Informação ao comentarem, respectivamente, que a escola precisa priorizar a curiosidade e a pesquisa devido à Sociedade da Informação com ênfase no processo do aprender a aprender visando o conhecimento das teorias e práticas embasadas no afeto e criatividade. Conclui que há ações assentadas em planejamentos com vistas a atingir os fins do processo educativo, mas precisam objetivar a forma de avaliar os sucessos e insucessos para poder trabalhar no aprimoramento visando mudanças para valorar os investimentos nas atividades efetivadas.</text>
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                    <text>PERIÓDICO ELETRÔNICO NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: UMA
REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA

Cláudia Abreu Pecegueiro (UFMA) - clpecegueiro@hotmail.com
Silvana Maria de Jesus Vetter (UFMA) - silvana.vetter@yahoo.com.br
Resumo:
Estudo sobre periódico eletrônico na Ciência da Informação. Tem por objetivo realizar uma
revisão sistemática de literatura (RSL) em artigos de periódicos da Ciência da Informação,
registrados no Portal da BRAPCI com Qualis A na Plataforma Sucupira, que tratam de
periódico eletrônico, visando obter respostas para as seguintes indagações: Como a literatura
analisada apresenta os estudos sobre o periódico eletrônico? Há clareza dos objetivos
apresentados nos artigos analisados?. Como técnica de pesquisa que busca evidenciar
questões bem objetivas a RSL emprega uma metodologia sistemática. Assim, as etapas do
processo de busca, seleção dos artigos e extração dos dados foram realizadas na Base de
Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) no período
de março a abril de 2019, onde procurou-se recuperar artigos científicos que abordam os
descritores: periódico eletrônico ou periódicos eletrônicos. O estudo aponta como uma das
vantagens do periódico eletrônico a maior rapidez na publicação dos resultados de pesquisa e
na comunicações entre redes de autores, e ressalta a preocupação deles em elevar seus
padrões de qualidade para obterem prestígio e atrair mais usuários e pesquisadores que
publiquem artigos originais. Constata que todos os artigos analisados apresentaram objetivos
claros, direcionados a três ações: revisão de literatura, relato de experiência e avaliação. A
maioria desses artigos trata diretamente da temática Sistema de Editoração Eletrônica de
Revistas. Conclui que o periódico científico eletrônico têm sofrido interferência do avanço das
tecnologias digitais, que o conduzem à busca por aprimoramento de suas interfaces de acesso.
Palavras-chave: Periódico eletrônico. Base da dados BRAPCI. Revisão Sistemática de
Literatura.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
Estudos científicos sobre a produção do conhecimento são fundamentais para
identificar o modo como a ciência opera e avança, e como os seus atores produzem e
promovem conhecimento, interagem com a comunidade científica e não científica, em
especial, na atualidade, onde a vida e as ações das pessoas sofrem interferência direta
das novas tecnologias, entre elas, as de informação e comunicação (TIC). A comunicação
científica expressa em canais formais também foi afetada pelas TIC, sobretudo quando
se trata de um dos seus instrumentos mais utilizados por cientistas, para divulgarem sua
produção, os periódicos científicos. Definidos por Mueller (2007) como canal de
comunicação científica, resultantes de pesquisa original, esses periódicos habitavam o
território das publicações impressas, e agora imperam no cenário dos recursos
eletrônicos, assumindo novo formato e novo modo de registrar e comunicar
conhecimentos.
O periódico científico eletrônico, segundo Lancaster (1995, p. 520, tradução
nossa), é “[...] uma revista criada para o meio eletrônico, e disponível somente nesse
meio.” Contudo, atualmente, ele pode ter ou não uma versão impressa ou em outro tipo
de suporte. Entre uma de suas vantagens estão a oferta de maior rapidez na publicação
dos resultados de pesquisa, por meio de submissão eletrônica de artigos, comunicações
entre redes de autores, e outros, comenta Oliveira (2013).
Uma das características mais marcantes do periódico científico eletrônico é a
adoção de “[...] procedimentos de controle de qualidade dos trabalhos publicados, aceitos
internacionalmente, e que disponibilize o texto completo do artigo através do acesso
online [...]” independente de ele ter ou não uma versão impressa ou de outro tipo
(OLIVEIRA, 2013, p. 71). A busca por elevar seus padrões de qualidade, segundo
Rodrigues (2011), tem o objetivo de atrair cada vez mais e em quantidade significativa,
os melhores artigos, com pesquisas originais e inovadoras, com o intuito de obter o maior
quantitativo de leitores e citações, aspectos considerados importantes em avaliações da
ciência, e que dão prestígio ao periódico.
Estudos bibliométricos sobre esse recurso de informação procuram utilizar
métodos que possibilitem identificar perfis e tendências de autores e publicações,
examinar características da produção de artigos em campos específicos do
conhecimento, mapear comunidades acadêmicas, identificar redes de pesquisadores e
suas motivações para a pesquisa, levantar conhecimentos sobre temas específicos, entre
outras ações (CHUEKE; AMATUCCI, 2015; NASCIMENTO, 2017; RIBEIRO; SILVA,
2016). Nessa direção, esta pesquisa, que integra o rol de estudos bibliométricos do grupo
Grupo de Pesquisa na Análise dos Materiais Publicados de Divulgação da Ciência em
Mídias Digitais ou Impressas (DCMIDI), da Universidade Federal do Maranhão, tem por
objetivo realizar uma revisão sistemática de literatura em artigos de periódicos da Ciência

�da Informação, registrados no Portal da BRAPSI com Qualis A na Plataforma Sucupira,
que tratam de periódico eletrônico, visando obter respostas para as seguintes
indagações: Como a literatura analisada apresenta os estudos sobre o periódico
eletrônico? Há clareza dos objetivos apresentados nos artigos analisados?.
Esta pesquisa se justifica por levantar características de artigos que tratam de
periódico eletrônico no campo da Ciência da Informação, além de contribuir com a
divulgação desses estudos, no intuído de influenciar a ampliação, fomento, disseminação
e socialização do conhecimento nesse campo do saber. Estudos dessa natureza, “[...]
podem colaborar na tarefa de sistematizar as pesquisas realizadas num determinado
campo de saber e endereçar problemas a serem investigados em pesquisas futuras.”
(CHUEKE; AMATUCCI, 2015).
Quanto à Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da
Informação (BRAPSI), fruto de um projeto interinstitucional envolvendo a Universidad
Carlos III de Madrid (Espanha) e a Universidade Federal do Paraná (Brasil), seu objetivo
é subsidiar estudos na área de Ciência da Informação (BUFREM; COSTA; GABRIEL
JUNIOR, 2010). E a Plataforma Sucupira, de acordo com a Capes (2019, não paginado),
trata-se de: “[...] uma nova e importante ferramenta para coletar informações, realizar
análises e avaliações e ser a base de referência do Sistema Nacional de Pós-Graduação
(SNPG).”, fruto de parceria entre a Capes e a Universidade Federal do Rio Grande do
Norte. Logo, são importantes e confiáveis fontes para levantamentos e análise da
produção científica no país.
Além desta introdução, a estrutura deste estudo contempla uma seção que trata
dos procedimentos adotados para a realização da Revisão Sistemática de Literatura
envolvendo os artigos de periódicos da Ciência da Informação, sobre periódico eletrônico.
Em seguida, apresenta os resultados e as discussões sobre as indagações já explicitadas
nesta introdução, e, por último, traz as devidas considerações finais.
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O estudo de um tema, seja ele simples ou complexo, sempre inicia com uma busca
na literatura científica como forma de contextualizar o desenvolvimento acerca da
pesquisa em questão. Afinal é através da publicação científica que se apresenta os
resultados de pesquisas, assim como as metodologias utilizadas. Nesse contexto,
encontra-se a Revisão Sistemática de Literatura (RSL), que tem nos estudos primários
sua fonte de dados. A RSL é, pois, “uma forma de pesquisa que utiliza como fonte de
dados à literatura sobre determinado tema.” (SAMPAIO, MACINI 2007, p.84).
Considerada como técnica de pesquisa que busca evidenciar questões bem
objetivas a RSL emprega uma metodologia sistemática que pode ser repetida muitas
vezes. Os princípios gerais para a realização de uma RSL obedecem segundo Galvão e
Pereira (2014, p. 183) seis (6) etapas: elaboração da pergunta de pesquisa; busca na
literatura; seleção dos artigos; extração dos dados; avaliação da qualidade metodológica;
síntese dos dados (metanálise); avaliação da qualidade das evidências; e redação e
publicação dos resultados.
As perguntas de investigação que nortearam o estudo foram: Qn1: Como a literatura
analisada apresenta os estudos sobre o periódico eletrônico? Qn2: Há clareza dos
objetivos apresentados nos artigos analisados? As etapas seguintes referentes ao
processo de busca, seleção dos artigos e extração dos dados foram realizadas através
da Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação
(BRAPCI) no período de março a abril de 2019, utilizando nos campos de busca as

�palavras-chaves determinantes da pesquisa, que foram: Periódico Eletrônico e Periódicos
Eletrônicos onde procurou-se recuperar documentos – artigos científicos, que abordam
os descritores selecionados.
A escolha pela BRAPCI se justifica por ser uma plataforma de referência na área
de Biblioteconomia e Ciência da Informação com um quantitativo de 78 registros de
periódicos indexados que dão acesso aos textos de forma completa.
Os critérios de inclusão e exclusão dos artigos científicos encontram-se no quadro 1:
Quadro 1 – Critérios de inclusão e exclusão dos artigos científicos
Inclusão
Somente artigos publicados na base de dados BRAPCI;

Exclusão
Artigos que não são publicados na base de dados BRAPCI;

Periódicos classificados com qualis A, na área de Periódicos não classificados com qualis A, na área de
comunicação da informação, na plataforma sucupira no comunicação da informação, na plataforma sucupira no
triênio 3013-2016
triênio 2013-2016
Apenas artigos
eletrônico;

que

discorrem

sobre

Periódico Artigos que possuem outras temáticas que não sejam
Periódico eletrônico;

Unicamente artigos Publicados entre 2010 a 2018.

Artigos publicados fora do período de 2010 a 2018.

Fonte: as autoras.

Como resultado de busca na base BRAPCI foram recenseados, a partir dos
descritores Periódico Eletrônico e Periódicos Eletrônicos, um total de 49 pesquisas, mas
ao se consultar o qualis dos periódicos elencados na plataforma Sucupira restaram 9
artigos, corpus de análise dessa pesquisa (Quadro 2). As fontes de dados ficaram assim
distribuídas: Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação
1; Informação &amp; Informação 5; Perspectivas em Ciência da Informação 3
Quadro 2 – Artigos científicos mapeados para a análise
Autor
Marina Alves
Mendonça
Sandra Gomes de
Oliveira Reis; Evandro
de Melo Catelão
Sely Maria de Souza
Costa; Luisa Veras de
Sandes
Isa Maria Freire;
Alexandre Pereira
Souza
Rubén Gonzalo
Alvarez; Helen Beatriz
Frota Rozados
Diego Bil Barros; Jetur
Lima de Castro; Miguel
Ángelo Márdero
Arellano
Katiucia Araujo
Guimeiro; Sely Maria
de Souza Costa
Werley Rodrigo
Fernandes; Beatriz
Valadares Cendón
Adriana Áurea Lara;
Beatriz Valadares
Cendón

Fonte: as autoras.

Título

Periódico

Temáticas em biblioteconomia e ciência da
informação no Brasil: enfoque nos periódicos
eletrônicos científicos
Criação de um periódico científico online em uma
instituição de ensino superior pública

Encontros Bibli: revista eletrônica de
biblioteconomia
e
ciência
da
informação; v. 21, n. 46 (2016); 81-103
Informação &amp; Informação; v. 22, n. 2
(2017); 546-563

Qualidade de periódicos científicos eletrônicos
brasileiros que utilizam o Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas (SEER)
Revista Pesquisa Brasileira em Ciência da
Informação e Biblioteconomia – PBCIB: um
mapeamento temático da produção científica à
luz da análise de conteúdo
Usabilidade da seção de submissão do SEER: o
caso da revista Em Questão

Informação &amp; Informação; v. 15, n.
1esp (2010); 75-92

Mapeamento das Revistas do Portal de
Periódicos da Universidade Federal do Pará: uma
abordagem sobre a importância da elaboração de
políticas e estratégias de preservação digital
O uso de modelos de negócios por editoras de
periódicos científicos eletrônicos de acesso
aberto
Influência de fatores individuais no uso de
bibliotecas digitais: o caso do Portal de
Periódicos da Capes
Uso de bibliotecas digitais de periódicos: um
estudo comparativo do uso do portal de
periódicos Capes entre áreas do conhecimento

Informação &amp; Informação; v. 23, n. 3
(2018); 38-64

Informação &amp; Informação; v. 15, n. 2
(2010); 110-128

Informação &amp; Informação; v. 20, n. 1
(2015); 92 – 109

Perspectivas
em
Ciência
da
Informação, v. 17, n. 4 2012); 100-122
Perspectivas
em
Ciência
da
Informação; v. 23, n. 3 (2018); 39-66
Perspectivas
em
Ciência
da
Informação; v. 15, n. 1 (2010); 70-91

�Na síntese dos dados ou depuração e avaliação da qualidade das evidências,
respectivamente, foram retirados possíveis documentos duplicados e todos os que se
encontravam nos critérios de exclusão, seguido do tratamento e registro de todos os
passos da pesquisa. Após essas ações, realizou-se a oitava e última etapa, que
corresponde à redação e publicação dos resultados
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Conforme descrito anteriormente, a RSL baseia-se em três questões norteadoras.
No que se refere a Qn1: Como a literatura analisada apresenta os estudos sobre o
periódico eletrônico? Verificou-se que 5 (cinco) dos 9 (nove) artigos analisados tratam
diretamente da temática Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas.
Em relação à Qn2: Há clareza dos objetivos apresentados nos artigos analisados?
Nos 9 (nove) artigos investigados constatou-se clareza nos objetivos elencados. Houve
prevalência de artigos cuja proposta foi realizar revisão de literatura, 5 (cinco), seguidos
daqueles que apresentaram relatos de experiência, 3 (três) e, dos artigos cujo objetivo foi
a avaliação, 2 (dois).
As revisões de literatura focalizaram principalmente nos mapeamentos e análises
da produção científica de um ou mais periódicos eletrônicos, na área da Ciência da
Informação, evidenciando que o uso desse tipo de método, entre pesquisadores, é
bastante frequente, por fornecer subsídios considerados consistentes, para verificar o
comportamento de publicações cientificas.
No que se refere aos artigos que apresentaram relatos de experiência,
prevaleceram aqueles que trataram da trajetória de um periódico científico específico,
com ênfase no impacto das TIC em todo o processo de criação e implantação desse
periódico, bem como os que retrataram comportamentos de uso de portais de periódicos
e os fatores que influenciaram nesse comportamento.
Quanto aos artigos cujo objetivo foi avaliação, o foco foi avaliar o uso de sistemas
eletrônicos de editoração, por periódicos científicos brasileiros, para verificar se atendiam
aos requisitos de qualidade, e, avaliar a usabilidade da interface do site de um periódico
específico, para verificar se atendia ou não as necessidades dos autores e
recomendações de editores.
Como se pode observar, os objetivos de todos os artigos analisados, direta ou
indiretamente procuraram evidenciar o periódico eletrônico, seja descrevendo a trajetória,
os entraves e conquistas da sua criação, seja analisando e/ou avaliando os
comportamentos de uso e os impactos positivos e/ou negativos que eles exercem na vida
dos pesquisadores e da sociedade em geral, como fonte de produção e obtenção de
conhecimentos, influenciados por novas tecnologias.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática de literatura em artigos
de periódicos da Ciência da Informação, registrados no Portal da BRAPSI, com Qualis A
na Plataforma Sucupira, que tratam de periódico eletrônico, visando obter respostas para
as seguintes indagações: Como a literatura analisada apresenta os estudos sobre o
periódico eletrônico? Há clareza dos objetivos apresentados nos artigos analisados?.
Constatou-se que entre os artigos analisados, a maioria trata diretamente da temática
Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas. E todos os artigos demonstraram clareza
em seus objetivos, quais direcionados para três ações: realizar revisão de literatura;
apresentar relatos de experiência e realizar avaliação de uso e usabilidade de sistemas
de publicações eletrônicas.

�Conclui-se que o periódico científico eletrônico têm sofrido interferência dos
avanços das TIC, e de outras tecnologias digitais que o conduzem à busca por
aprimoramento de suas interfaces de acesso, de modo a atrair cada vez mais um maior
número de usuários e autores interessados em publicar em seu sistema. Situação
evidenciada nos artigos analisados.
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                <text>Estudo sobre periódico eletrônico na Ciência da Informação. Tem por objetivo realizar uma revisão sistemática de literatura (RSL) em artigos de periódicos da Ciência da Informação, registrados no Portal da BRAPCI com Qualis A na Plataforma Sucupira, que tratam de periódico eletrônico, visando obter respostas para as seguintes indagações: Como a literatura analisada apresenta os estudos sobre o periódico eletrônico? Há clareza dos objetivos apresentados nos artigos analisados?. Como técnica de pesquisa que busca evidenciar questões bem objetivas a RSL emprega uma metodologia sistemática. Assim, as etapas do processo de busca, seleção dos artigos e extração dos dados foram realizadas na Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) no período de março a abril de 2019, onde procurou-se recuperar artigos científicos que abordam os descritores: periódico eletrônico ou periódicos eletrônicos. O estudo aponta como uma das vantagens do periódico eletrônico a maior rapidez na publicação dos resultados de pesquisa e na comunicações entre redes de autores, e ressalta a preocupação deles em elevar seus padrões de qualidade para obterem prestígio e atrair mais usuários e pesquisadores que publiquem artigos originais. Constata que todos os artigos analisados apresentaram objetivos claros, direcionados a três ações: revisão de literatura, relato de experiência e avaliação.  A maioria desses artigos trata diretamente da temática Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas. Conclui que o periódico científico eletrônico têm sofrido interferência do avanço das tecnologias digitais, que o conduzem à busca por aprimoramento de suas interfaces de acesso.</text>
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                    <text>OS DESAFIOS DA COMPETÊNCIA INFORMACIONAL NO ENSINO
SUPERIOR: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DE 2007 A 2017

Josefa Xavier de Paula (Faculdade de Iporá) - jxpaula@gmail.com
Thalita Franco dos Santos Dutra (Goiânia) - thalitafdsantos@gmail.com
rb.csfu@anitrc.ve-)amrofni-ãçutisnI(
Resumo:
Este trata sobre a Competência Informacional no Ensino superior. Objetiva levantar desafios
da competência informacional no ensino superior em artigos publicados entre 2007 a 2017. A
fundamentação teórica foi apoiada em autores como Gasque e Campello, conceituam
alfabetização e letramento informacional como processos e métodos de intervenção, já
competência informacional é resultante desses processos. Desde o ensino básico existe déficit
na educação, porém a universidade pode adotar práticas que incentivem o discente a formar
opinião e manusear a informação, concluindo que pessoas competentes em informação são
aquelas que sabem como encontrar informação e outras pessoas aprendam a partir dela.
Palavras-chave: Competência Informacional. Letramento informacional. Ensino superior.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo temático: 8 - Ciência da Informação
Resumo expandido
Este trata sobre a Competência Informacional no Ensino superior. Objetiva levantar desafios
da competência informacional no ensino superior em artigos publicados entre 2007 a 2017.
A fundamentação teórica foi apoiada em autores como Gasque e Campello, conceituam
alfabetização e letramento informacional como processos e métodos de intervenção, já
competência informacional é resultante desses processos. Desde o ensino básico existe déficit
na educação, porém a universidade pode adotar práticas que incentivem o discente a formar
opinião e manusear a informação, concluindo que pessoas competentes em informação são
aquelas que sabem como encontrar informação e outras pessoas aprendam a partir dela.
Palavras-chave: Competência Informacional. Letramento informacional. Ensino superior.
1 INTRODUÇÃO
A Competência Informacional é um movimento que contribui para o
desenvolvimento da cognição dos indivíduos, e no processo de compreensão do conteúdo
informacional, os indivíduos “são motivados rumo a um aprendizado contínuo, ao longo da
vida, permitindo que os outros a sua volta possam aprender com eles” (ALA, 1989, tradução
nossa). O aprendizado contínuo, mencionado pela ALA é a dinâmica da Competência
Informacional, e trata-se de um processo de aprendizagem permanente, que acontece mesmo
fora dos ambientes tradicionais de aprendizagem, em indivíduos que não estejam,
necessariamente, matriculados em alguma instituição de ensino.
Apresenta-se a seguinte hipótese: A ausência de bibliotecas escolares nas séries
iniciais, a falta de autoria na escrita (plágio), o “googlismo” representam um desafio para a
competência informacional no ensino superior. Os alunos atualmente estão preocupados mais
com diploma ao invés do conhecimento. A crise da educação atual pode acentuar os desafios
na competência informacional no ensino superior. A hipótese provável é que a educação
desde as séries iniciais já tenha sido desafiada pelos fatores diversos na sociedade.
Uma das maiores motivações para estudar o tema tem sido no quanto pode haver uma
melhoria no processo do ensino aprendizagem, e mais ferramentas para os educadores
melhorarem o ensino, consequentemente no ensino superior. A ciência da informação pode
ser caracterizada como uma ciência social, ou seja, busca uma compreensão do social e do
cultural, e tem sua função social voltada para o ser que procura a informação (LE COADIC,
1996, p. 21). Wersig e Neveling (1975 apud FREIRE, 2004) já afirmam que a
responsabilidade social da ciência da informação é assegurar que aquelas pessoas que
necessitam de conhecimento em seu trabalho possam recebê-lo, independentemente de ter
procurado ou não.
Compreende-se a função social da ciência da informação, percebendo que a
necessidade para que esforços sejam movidos, não só no sentido de prover ferramentas para
a sociedade, mas para proporcionar autonomia no acesso e busca à informação. A dinâmica
da Competência Informacional responde ao papel social da ciência da informação na medida
em que as pessoas que a desenvolvem são capazes de reconhecer quando uma informação é
necessária, e têm a capacidade para localizar, avaliar e utilizar de modo eficaz uma
informação (ALA, 1989, tradução nossa).

�Essa pesquisa tem como objetivo geral levantar os desafios da competência
informacional no ensino superior apontados em artigos publicados no período de 2007 a 2017
em periódicos nacionais na Scientific Electronic Library Online (Scielo). Como objetivos
específicos propõem-se a identificar os desafios na competência informacional no que tange
à infraestrutura tecnológica e identificar os desafios na promoção do pensamento crítico.
METODOLOGIA
Quanto a natureza da pesquisa está classificada como pesquisa básica, de abordagem
qualitativa. No que se refere aos objetivos da pesquisa, foi de caráter descritivo. Para a
pesquisa foram escolhidos termos relativos à competência informacional, que pudessem ser
recuperados sobre o tema. Partindo da escolha iniciou-se com três termos para recuperar os
artigos na Scielo. Foram considerados úteis para o levantamento bibliográfico os artigos
publicados na Scielo no período entre os anos de 2007 e 2017 somente em artigos científicos
nacionais. Foram selecionadas as palavraschave: “information literacy”, “competência
informacional” e “letramento informacional” no primeiro momento relacionados com o
termo “ensino superior”, em seguida relacionadas com a palavra “graduação”, para a busca
em cada recurso informacional, considerando a especificidade de conteúdo de alguns
recursos informacionais.
Para que fossem recuperados artigos somente com dados relativos ao ensino superior,
que foi proposto no objetivo, todos os termos foram associados ao termo “ensino superior”
na primeira pesquisa, e no segundo momento, associação foi com o termo “graduação”, que
poderia recuperar artigos com o mesmo assunto e expressões diferentes, esses termos foram:
information literacy, competência informacional, letramento informacional.
O levantamento bibliográfico na biblioteca online (Scielo) foi realizado a partir de
palavras chaves pré-selecionadas de acordo com os critérios estabelecidos, assim como o
período e o tema a ser pesquisado. Foram delimitados para a pesquisa o idioma, as palavraschave e o período de tempo.
APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
A tabela 1, mostra os resultados das buscas realizadas no Scielo, com os artigos
recuperados e que estão dentro da perspectiva do letramento e competência informacional no
ensino superior, na recuperação foram considerados apenas aqueles que estão dentro do tema
desse trabalho.
Tabela 1: Análise dos artigos recuperados no Scielo
Termo

Nº

Referencia

CI
superior

2

GOMES, Suely; FIALHO, Janaina; SILVA, Elder do Couto. Competência informacional de
agentes envolvidos no Ensino à Distância da Universidade Federal do Goiás – Brasil. Revista
Interamericana de Bibliotecologia, 2013, vol. 36, n. 1, pp. 47-62 Disponível em:
http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S012009762013000100004&amp;lang=pt Acesso em: 15 jun. 2018

and

1

SUGUIMOTO, Hélio H. et. al. Avaliação do letramento digital de alunos ingressantes do ensino
superior: uma abordagem exploratória do conhecimento computacional, comunicacional e
informacional. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 98., n. 250, Brasília set/dez 2017
Disponível em: http://dx.doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.98i250.3011 Acesso em: 05 jun. 2018

ensino

�IL and Ensino superior
LI and Ensino
superior
LI and graduação
CI
and
graduação

3

GASQUE, K. C. G. D. Pesquisas na Pós-graduação: o uso do pensamento reflexivo no letramento
informacional. Ci. Inf. v. 40 n.1, Brasília Jan./Apr. 2011 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652011000100002 Acesso em: 05. jun. 2018

1

SUGUIMOTO, Hélio H. et. al. Avaliação do letramento digital de alunos ingressantes do ensino
superior: uma abordagem exploratória do conhecimento computacional, comunicacional e
informacional. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 98., n. 250, Brasília set/dez 2017
Disponível em: http://dx.doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.98i250.3011 Acesso em: 05 jun. 2018

2

LUSTOSA, Sandra Silva, et. al. Análise das práticas de letramento de ingressantes e concluintes
de uma instituição de ensino superior: estudo de caso. Revista CEFAC, Presidente Prudente, 2016,
jul-ago; 18(4): 1008-1019 DOI: 10.1590/1982-021620161843716

3

GOMES, Suely; FIALHO, Janaina; SILVA, Elder do Couto. Competência informacional de
agentes envolvidos no Ensino à Distância da Universidade Federal do Goiás – Brasil. Revista
Interamericana de Bibliotecologia, 2013, vol. 36, n. 1, pp. 47-62 Disponível em:
http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S012009762013000100004&amp;lang=pt Acesso em: 15 jun. 2018

4

GASQUE, K. C. G. D. Pesquisas na Pós-graduação: o uso do pensamento reflexivo no letramento
informacional. Ci. Inf. vol.40 no.1 Brasília Jan./Apr. 2011 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652011000100002 Acesso em: 05. jun. 2018

1

SUGUIMOTO, Hélio H. et. al. Avaliação do letramento digital de alunos ingressantes do ensino
superior: uma abordagem exploratória do conhecimento computacional, comunicacional e
informacional. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 98., n. 250, Brasília set/dez 2017
Disponível em: http://dx.doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.98i250.3011 Acesso em: 05 jun. 2018

2

GASQUE, K. C. G. D. Pesquisas na Pós-graduação: o uso do pensamento reflexivo no letramento
informacional. Ci. Inf. vol.40 no.1 Brasília Jan./Apr. 2011 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652011000100002 Acesso em: 05. jun. 2018

1

PINHEIRO, Regina Cláudia; ARAUJO, Júlio César. Letramento Hipertextual: um Amálgama de
Letramentos demandados em Cursos On-Line. Trab. linguist. apl. v. 55 n.
2,
Campinas
Maio/Ago.
2016
Disponível
em:
http://dx.doi.org/10.1590/010318134949176161 Acesso em: 10. Jun. 2018

2

GASQUE, K. C. G. D. Pesquisas na Pós-graduação: o uso do pensamento reflexivo no letramento
informacional. Ci. Inf. vol.40 no.1 Brasília Jan./Apr. 2011 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652011000100002 Acesso em: 05. jun. 2018

3

SILVA, Helena; et al. Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão
de ética e cidadania. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 1, p.28-36, jan./abr. 2005 Disponivel em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652005000100004 Acesso em: 06. Jun 2018

1

CARVALHO, Livia Ferreira de; GASQUE, K. C. G. D. Formação continuada de professores e
bibliotecários para o letramento informacional: a contribuição da educação a distância.
Transinformação,
v.30
n.
1
Campinas,
Jan./Apr.
2018
Disponível
em:
http://dx.doi.org/10.1590/2318-08892018000100009 Acesso em: 06. Jun. 2018

�IL and graduação

2

GASQUE, K. C. G. D. Pesquisas na Pós-graduação: o uso do pensamento reflexivo no letramento
informacional. Ci. Inf. vol.40 no.1 Brasília Jan./Apr. 2011 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652011000100002 Acesso em: 05. jun. 2018

3

NASCIMENTO, Leandro dos Santos; Beraquet, Vera Silvia Marão. A competência informacional
e a graduação em Biblioteconomia na Puc-Campinas: uma análise de 2008. Perspect. ciênc. inf., v.
14, n. 3, Belo Horizonte Set./Dez 2009 Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S141399362009000300002 Acesso em: 05 jun. 2018

4

SILVA, Helena; et al. Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão
de ética e cidadania. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 1, p.28-36, jan./abr. 2005 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652005000100004 Acesso em: 06. Jun 2018

1

GASQUE, K. C. G. D. Pesquisas na Pós-graduação: o uso do pensamento reflexivo no letramento
informacional. Ci. Inf. vol.40 no.1 Brasília Jan./Apr. 2011 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652011000100002 Acesso em: 05. jun. 2018

2

NASCIMENTO, Leandro dos Santos; Beraquet, Vera Silvia Marão. A competência informacional
e a graduação em Biblioteconomia na Puc-Campinas: uma análise de 2008. Perspect. ciênc. inf., v.
14, n. 3, Belo Horizonte Set./Dez 2009 Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S141399362009000300002 Acesso em: 05 jun. 2018

3

SILVA, Helena; et al. Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão
de ética e cidadania. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 1, p.28-36, jan./abr. 2005 Disponivel em:
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652005000100004 Acesso em: 06. Jun 2018

A partir da análise dos artigos foi possível perceber que falar de letramento e
competência informacional é falar em habilidades e domínio de informações. Segundo
Suguimoto et. al. (2017), colocar em pauta o letramento digital/informacional no Brasil é
tratar as questões que permeiam o letramento impresso e o analfabetismo que, infelizmente,
ainda tomam conta de grupos sociais e regiões do país.
De acordo com os resultados dessa pesquisa, competência informacional está
relacionada a pelo menos cinco fatores: saber buscar bem a informação, manter o trabalho
organizado, ter facilidade de articular informações e construir arcabouço conceitual, ter
capacidade de leitura rápida e finalmente ter boa formação na área de pesquisa.
Uma das maiores dificuldades foi percebida na universidade entre os alunos foi na
organização de ideias na aplicação de um foco para desenvolver um trabalho, e alguns
entrevistados nas pesquisas ainda citam a falta de foco como uma característica que já vem
desde o ensino médio, onde não havia um estimulo maior por parte dos professores e por não
ligar os assuntos tratados à realidade.
Alguns autores citaram a capacitação profissional no ensino presencial, dessa forma
evidenciado como diferencial nas universidades públicas, tanto como a capacidade de análise
crítica das ideias, e investimento em infraestrutura tecnológica. Na mesma linha de raciocínio
Nascimento e Beraquet (2009), cita um desafio que é o de organizar ideias e aplicar a um
foco para o desenvolvimento de um trabalho, e ainda opina sobre a deficiência desde o ensino
médio, assim o aluno já entra no ensino superior sem habilidade e competências necessárias.
É possível perceber a necessidade e importância tanto do pensamento crítico quanto
ao uso das tecnologias no processo do letramento informacional, para a competência plena.
Assim, quando, por exemplo, os professores trabalharem o uso das TIC em suas aulas

�precisam saber que é necessário desenvolverem diversas habilidades nos alunos para o
desenvolvimento do letramento hipertextual.
CONCLUSÕES
Um dos principais fatores percebido na análise dos dados, foi relativo a precariedade
na educação básica no Brasil, e o quanto o investimento numa educação de qualidade poderia
dar um panorama diferente da realidade atual do cenário do Ensino Superior em relação à
competência informacional.
A distribuição de recursos financeiros para a educação, ou desvio de recursos,
problemas como questões estruturais no ensino, são alguns dos fatores que encadeiam
diversos outros problemas, como evasão escolar, índice de analfabetismo crescente entre
outros. No ensino superior mais especificamente, a deficiência nas habilidades e
competências empobrecem o ensino, e formando profissionais sem o pleno letramento e com
necessidades de aprendizagem.
A importância da ciência da informação, como facilitadora da comunicação do
conhecimento, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, é indispensável
quando se defronta com a realidade: o que está a definir o aumento ou redução da
desigualdade social é justamente o nível de utilização do conhecimento e sua aplicação, hoje,
de forma inalienável, por meio de Tecnologias de Informação e Comunicação.
Além da influência do professor como um dos principais agentes de mudanças nesse
cenário no ensino superior, a universidade também pode adotar práticas que incentivem e
ajudem o discente a entender, formar opinião criticar e manusear a informação. Conclusão é
de que as pessoas competentes em informação são aquelas que aprenderam a aprender. Elas
sabem como aprender, pois, sabem como o conhecimento é organizado, como encontrar a
informação e como usá-la de modo que outras pessoas aprendam a partir dela.
REFERÊNCIAS
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Presidential Committee on Information
Literacy: final report. Washington, D. C., 1989. Disponível em: &lt;
http://www.ala.org/acrl/publications/whitepapers/presidential&gt;. Acesso em: 08 abr. 2019.
FREIRE, Isa Maria. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da
consciência possível. DataGramaZero, Brasília, v. 5, n. 1, fev. 2004.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
NASCIMENTO, Leandro dos Santos; BERAQUET, Vera Silvia Marão. A competência
informacional e a graduação em Biblioteconomia na PucCampinas: uma análise de 2008.
Perspect. ciênc. inf., v. 14, n. 3, Belo Horizonte Set./Dez 2009 Disponível em:
http://dx.doi.org/10.1590/S1413- 99362009000300002 Acesso em: 14 abr. 2019
SUGUIMOTO, Hélio H. et. al. Avaliação do letramento digital de alunos ingressantes do
ensino superior: uma abordagem exploratória do conhecimento computacional,
comunicacional e informacional. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v.
98, n. 250, set/dez, 2017. Disponível em: http://dx.doi.org/10.24109/21766681.rbep.98i250.3011 Acesso em: 14 abr. 2019

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>OS DESAFIOS DA COMPETÊNCIA INFORMACIONAL NO ENSINO SUPERIOR: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DE  2007 A 2017</text>
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            <name>Creator</name>
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                <text>Josefa Xavier de Paula</text>
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                <text>Thalita Franco dos Santos Dutra</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>Este trata sobre a Competência Informacional no Ensino superior. Objetiva levantar desafios da competência informacional no ensino superior em artigos publicados entre 2007 a 2017. A fundamentação teórica foi apoiada em autores como Gasque e Campello, conceituam alfabetização e letramento informacional como processos e métodos de intervenção, já competência informacional é resultante desses processos. Desde o ensino básico existe déficit na educação, porém a universidade pode adotar práticas que incentivem o discente a formar opinião e manusear a informação, concluindo que pessoas competentes em informação são aquelas que sabem como encontrar informação e outras pessoas aprendam a partir dela.</text>
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                    <text>O inglês como língua franca da ciência
Raimunda Araujo Ribeiro (UFMA) - rai.raioluar@gmail.com
Lídia Oliveira (Univ. de Aveiro - PT) - lidia@ua.pt
Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cassia.furtado@ufma.br
Resumo:
Apresenta-se o inglês como língua franca da ciência/língua internacional da ciência,
destacando seus aspectos históricos e contemporâneos. Desse modo, traçou-se como objetivo
analisar as estratégias utilizadas pelos cientistas da informação brasileiros e portugueses para
a escrita e publicação em inglês, visando o maior alcance e prestígio do conhecimento
científico produzido por essas comunidades científicas. Esta investigação caracteriza-se como
estudo de casos múltiplos de natureza qualitativa e quantitativa, utilizando como técnica de
pesquisa a análise de conteúdo. Os resultados demonstram que um dos principais entraves
enfrentados para a tradução dos textos é a financeira. Conclui-se que há necessidade de
viabilização de políticas públicas, para que essas comunidades possam subsidiar esses tipos de
ações, tendo em vista que ciência avança e precisa de bases apropriadas para seu
desenvolvimento, levando em consideração também toda a pressão advinda dos órgãos de
fomentos brasileiro e português, visando a visibilidade e internacionalização, marca distintiva
no cenário atual a ser alcançado pela ciência.
Palavras-chave: Inglês; Língua Franca da Ciência; Biblioteconomia; Ciência da Informação e
Documentação; Brasil e Portugal.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�O inglês como língua franca da ciência
Raimunda Ribeiro
rai.raioluar@gmail.com
Lídia Oliveira
lidia@ua.pt
Cassia Furtado
cassia.furtado@ufma.br

RESUMO
Apresenta-se o inglês como língua franca da ciência/língua internacional da ciência, destacando seus
aspectos históricos e contemporâneos. Traçou-se como objetivo analisar as estratégias utilizadas pelos
cientistas da informação brasileiros e portugueses para a escrita e publicação em inglês, visando o
maior alcance e prestígio do conhecimento científico produzido por essas comunidades científicas. Esta
investigação caracteriza-se como estudo de casos múltiplos de natureza qualitativa e quantitativa,
utilizando como técnica de pesquisa a análise de conteúdo. Conclui-se que há necessidade de
viabilização de políticas públicas, para que essas comunidades possam subsidiar esses tipos de ações,
tendo em vista que a ciência avança e precisa de bases apropriadas para seu desenvolvimento,
levando em consideração também toda a pressão advinda dos órgãos de fomentos brasileiro e
português, visando a visibilidade e internacionalização, marca distintiva no cenário atual a ser
alcançado pela ciência.

Introdução
Ao se levar em consideração a afirmação de que “na história da humanidade, a língua segue
o rastro dos impérios” (COELHO; AVELAR; NOVAES, 2013, p.7), questiona-se então, qual o
papel da língua na ciência? Toma-se como parâmetro, o percurso histórico, considerando que
em cada época um determinado dialeto (idioma) era considerado como predominante para a
comunicação e veiculação do conhecimento científico produzido.
Destaca-se como exemplos, o grego, que passou a ter status de língua franca no período da
“antiguidade grego-romana”, em seguida o latim considerado como o idioma do Império
Romano, tornando-se a língua franca em grande parte do mundo nessa altura, pois no século
XVIII era “utilizado como idioma de referência” devendo “preencher o papel de idioma de
comunicação entre os homens da ciência”, para além de ser considerado como “a língua
franca,

no mundo acadêmico das universidades medievais da Europa”, assim como o

português e o espanhol no século XVI, o alemão e o francês que ao longo do século XIX
detinham seu lugar de destaque. (SANTOS FILHO ; ALMEIDA, 2018; ORTIZ, 2008, p.24).
Outra perspectiva relevante a ser destacada nesse processo é consideramos as línguas com
maior fluxo de utilização na internet na atualidade, tendo em vista que esta tornou-se um dos
maiores veículos de divulgação de informações e do conhecimento científico gerado em

�esfera global. Apresenta-se assim a seguinte escala com valores aproximados de utilizadores:
em quinto lugar “o português, com 83 milhões; em terceiro o espanhol, com 165 milhões.
(SERRA, 2013, p.94).
Ao somarmos o número de utilizadores dessas duas línguas, tem-se um total em torno de 248
milhões, em seguida temos somente o inglês possuindo em volta de 565 milhões de
utilizadores, e o chinês contendo em torno de 510 milhões. Esses dados apontam um
crescimento vantajoso nesses países, levando em consideração a propagação no momento
atual da internet no Brasil, Angola ou Moçambique, exemplificando aqui somente poucos
países de língua portuguesa. (SERRA, 2013, p.94).
No entanto, a língua inglesa, falada na Inglaterra, Estados Unidos, assim como em diversas
ex-colônias inglesas, logrou hodiernamente o status de “língua franca da ciência”, ou “língua
da ciência” como denomina Ortiz (2006, p.29). Tal fato se inicia no “pós-segunda guerra”,
suplantando as vontades da língua francesa e da alemã, considerando a relevância das
mesmas, nas ciências da natureza, em especial nas ciências humanas e filosofia. Porém,
outro aspecto significativo que deve ser considerado é que apesar do inglês ser o “idioma
nativo menos falado do que o mandarim e o hindi”, a posição hegemônica dos Estados Unidos
nas áreas “econômica, científica e tecnológica”, contribuíram para que o inglês alcançasse
esse status no campo científico. (SANTOS FILHO; ALMEIDA, 2018, p.3).
Diante da magnitude da temática em pauta, para as áreas da Biblioteconomia, Ciência da
Informação e Documentação no âmbito brasileiro e português, parte o nosso interesse em
analisar as estratégias utilizadas pelos cientistas da informação brasileiros e portugueses para
a escrita e publicação em inglês, visando o maior alcance e prestígio do conhecimento
científico por essas comunidades científicas.

Metodologia
Esta pesquisa, caracterizada como um estudo de casos múltiplos de natureza qualitativa e
quantitativa, integra uma pesquisa de doutoramento mais ampla já finalizada e financiada pela
CAPES, realizada no período de fevereiro 2015 a novembro de 2018 na Universidade de
Aveiro, Portugal, intitulada “Internacionalização e visibilidade da comunidade científica da
área de Biblioteconomia e Ciência da Informação (Brasil e Portugal). Teve como lócus de
investigação 18 Programas de Pós-Graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação
Brasileiros pertencentes as regiões Sudeste, Nordeste, Norte, Sul, Centro-Oeste e Norte do
Brasil, e 5 Programas de Pós- Graduação em Ciência da Informação e Documentação
Portugueses, localizados no Centro, Sul e Norte de Portugal.
Como instrumento de recolha de dados foi utilizado um questionário on-line misto aplicado
aos docentes/investigadores. O link desse questionário foi enviado por e-mail para os 389
docentes/investigadores, população alvo deste estudo, pertencentes a IES públicas
brasileiras e portuguesas.

�O outro instrumento de recolha de dados utilizado foi a entrevista semidiretiva, direcionada
aos coordenadores dos referidos Programas de Pós-Graduação, sendo convidados 18
coordenadores brasileiros, destes conseguiu-se realizar entrevista com 11. Em Portugal foram
convidados 8 diretores dos Programas de Pós-Graduação em Ciências da Informação e
Documentação, destes 5 nos concedeu entrevista, dois destes nos informaram que a Pós
haviam sido descontinuadas. Para o recorte desta comunicação foi realizada a seleção para
análise de conteúdo dos discursos emanados por três coordenadores no contexto brasileiro
e três do cenário português.
Assim, de acordo com as questões de investigação e os objetivos traçados, utilizou-se a
técnica de análise de conteúdo, de acordo com as diretrizes de Laurence Bardin (2014) e
Amado (2014), uma vez que se procurou compreender os conteúdos coletados por meio da
realização de entrevistas, em conformidade com as respostas dos inquiridos, relacionadas à
categoria visibilidade e internacionalização, e a subcategoria publicações em consonância
com as unidades de registro aqui representadas por cada uma das questões integrantes do
guião da entrevista semiestruturada.

Resultados e Discussão
Infere-se que os protagonistas deste estudo são majoritariamente doutores e pós-doutores,
possuem larga experiência nas áreas científicas citadas acima no Brasil e em Portugal. Desse
modo, questionou-se aos inquiridos brasileiros e portugueses sobre a escrita dos seus artigos
em língua inglesa, considerando os seguintes aspectos: se possuem apoio institucional para
a tradução dos seus textos, se assumem a escrita dos seus textos em inglês, se leem e falam
fluentemente em inglês. Assim como se consideram fundamental publicar em inglês para dar
maior visibilidade, e desencadear o processo de internacionalização de suas publicações
científicas. O entrevistado C aponta que eles possuem apoio à tradução de textos, mas, no
momento, também pela limitação de recursos financeiros, há necessidade de priorizar
determinadas ações. Com isso, o que muitas vezes ocorre é que a tradução dos textos “fica
por conta do próprio professor”, ou aqueles que escrevem bem em outras línguas traduzem
seus próprios textos, assim como se possuem pessoas da família que dominam outros
idiomas fazem essa “revisão gratuita”.
No entanto, argumenta, ainda, que essa situação específica gera outras situações que
precisam ser revistas. Por exemplo, a forma como percebe-se essas questões de forma mais
crítica e ponderada. Assim, exemplifica, “eu vou pagar 3 mil reais para alguém traduzir um
artigo meu, para eu mandar para uma revista, que eu nem sei se vai ser aceita. Então é isso,
a gente tem que pensar um pouco sobre a ciência que estamos fazendo e qual é o âmbito”
que desejamos alcançar (Entrevistado C).
O entrevistado C continua argumentando que, a questão da publicação em inglês é vital, pois
proporciona visibilidade à produção científica gerada, devido a essa língua ter se tornado

�“universal”. Porém, destaca a necessidade da realização de convênios para financiar essas
traduções. Pois, dependendo da área científica em que o investigador atua, ele tem que
procurar países para estabelecer convênios que seja referência nessa matéria. Então, muitas
vezes existe a necessidade de dominar para além do inglês a língua nativa do país com o
qual o convênio for firmado. E exemplifica que em sua área científica no momento estão sendo
estabelecidas “algumas parcerias com a Holanda porque lá existe um grupo de bibliometria
muito bom, que pensam os estudos métricos numa forma mais qualitativa”.
Na visão do entrevistado E, os professores têm que possuírem “uma ótima leitura em inglês”,
e falar razoavelmente também. Mas acrescenta que “é obvio que tem pessoas que escrevem
melhor que outras”, e também por uma questão de tempo, eles possuem em sua Pós “uma
pessoa dedicada a fazer a versão e isso nos ajuda”.
Argumenta, ainda, vive-se no dia a dia na “loucura da produção, da administração, dos alunos,
e das aulas”. Por isso, pode-se até dominar um certo idioma, mas é mais viável que eles
escrevam em português e passem para um profissional fazer a tradução e, depois, lógico
fazerem uma revisão minuciosa para deixar o texto de uma forma que realmente traduza o
seu pensamento de maneira fidedigna, “para isso é necessário dialogar com a pessoa que
fez a tradução” (Entrevistado E).
Ainda em relação a essa questão, o entrevistado E ressalta que, existe também por iniciativa
do Governo, o “O Inglês Sem Fronteiras” que contempla, “professores, técnicos
administrativos, alunos da graduação e da pós-graduação”. Então, “é uma política pública que
promove um incentivo ao curso de inglês em âmbito nacional”, não se limitando somente aos
cursos de Pós-Graduação. Em nossa IES tem-se “também o núcleo de línguas que é um
projeto, um programa de extensão do Departamento de Letras”. Já o entrevistado H aponta,
como a sua Pós está em processo de “maturação”, ainda estão estudando essa
“possibilidade”.
Os entrevistados portugueses A e B argumentaram que existe no âmbito dos Centros de
Investigação, nos quais os seus docentes/investigadores desenvolvem pesquisas, a
disponibilização de verbas para o apoio a tradução de textos. Já a entrevistada C enfatiza que
esse tipo de apoio é proporcionado pela sua IES. Observa-se, portanto, no cenário português
ações voltadas para a efetivação dessa demanda.
É interessante considerar que os critérios exigidos atualmente aos Programas de PósGraduação da área de Biblioteconomia, Ciência da Informação e Documentação no Brasil
(CAPES) e em Portugal (A3ES) pelas agências que os avaliam é que estes contemplem em
seu planejamento os desafios internacionais da área na produção do conhecimento com
vistas a internacionalização dos mesmos. Em contrapartida, não subsidiam recursos
necessários à revisão dos textos em inglês dos seus cientistas. Há aí realmente uma

�contradição entre as normas impostas e a sua efetivação por parte dessas Instituições.(
MENEZES; ODDONE; CAFÉ, 2012).

Conclusões
Considerando os objetivos propostos neste estudo, em consonância com os resultados
apresentados percebe-se pela fala dos entrevistados brasileiros que a principal barreira
enfrentada para a tradução dos seus textos é a financeira. Estes empreendem esforços para
minimizar essa situação, por meio de editais e outros tipos de recursos direcionados para
essas ações. Não acham justo pagar com os seus recursos a tradução. Ponderam, também,
que os docentes/investigadores devem ter fluência na escrita e leitura em inglês.
Nota-se que os entrevistados privilegiam as publicações em língua estrangeira, não somente
o inglês, mas outras línguas nativas, dos países com quem possuem parcerias para o
desenvolvimento de projetos de pesquisas. Destacaram também a necessidade de um
Profissional na Pós especificamente para o desenvolvimento dessa atividade, por não
possuírem tempo devido as suas outras atribuições, para atenderem a essa demanda.
Observa-se que os órgãos de fomento, planejam as suas políticas científicas e direcionam
recursos financeiros para os Programas de Pós-Graduação com inserção internacional, que
se traduz naqueles mais bem avaliados pelos órgãos reguladores, mais bem posicionados
nos rankings, que significa maior produção científica em língua estrangeira, publicadas em
bases de dados internacionais com alto fator de impacto, e parcerias e acordos de cooperação
estabelecidas com instituições estrangeiras.
Nesse sentido, questiona-se, se existem esforços, como pode-se observar nos discursos dos
entrevistados. Mais como efetivar isso sem as condições necessárias para o desenvolvimento
dessas atividades? A ciência avança e precisa de bases apropriadas para seu
desenvolvimento, e isso requer políticas públicas concretas voltadas para subsidiar tais ações.

Referências
AMADO, J. Manual de investigação qualitativa em educação. Coimbra: Imprensa da Universidade
de Coimbra, 2014.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa : Ed. L. Edições 70, 2014.
COELHO, S.; AVELAR, K. E. S.; NOVAES, A. M. P., &amp; Miranda, M. G. de. A emergência da língua
inglesa como reflexo da hegemonia americana na economia mundial. Revista Espacios, v.42, n.13,
2013. Disponível em: http://www.revistaespacios.com/a13v34n02/13340207.html Acesso em 13 jun.
2018.
MENEZES, V.; ODDONE, N.; CAFÉ, A. Aspectos reputacionais dos Sistemas de Avaliação da
produção científica no campo da Ciência da Informação. Tendências Da Pesquisa Brasileira em
Ciência Da Informação, v.5, n.1, 2012. Disponível em:
http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/article/view/72 Acesso em 13 jun. 2018.
SANTOS FILHO, J. C. dos S. ; ALMEIDA, M. de L. P. de. Revista Internacional de Educação Superior
[ RIESUP ] Bilíngue : Publicação na língua franca da ciência. 2018. Disponível em:
www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/ppec/article/download/9144/458 Acesso em: 13 jun. 2018.
ORTIZ, R. Mundialização: saberes e crenças. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2006.
ORTIZ, R. A diversidade dos sotaques. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2008.
SERRA, P. Digitalização e acesso aberto na publicação em Ciências da Comunicação: o caso
português. Intercom: Revista Brasileira de Ciências Da Comunicação, v.36, n.2, 91–104. 2013.
https://doi.org/10.1590/S1809-58442013000200005

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                <text>Apresenta-se o inglês como língua franca da ciência/língua internacional da ciência, destacando seus aspectos históricos e contemporâneos. Desse modo, traçou-se como objetivo analisar as estratégias utilizadas pelos cientistas da informação brasileiros e portugueses para a escrita e publicação em inglês, visando o maior alcance e prestígio do conhecimento científico produzido por essas comunidades científicas. Esta investigação caracteriza-se como estudo de casos múltiplos de natureza qualitativa e quantitativa, utilizando como técnica de pesquisa a análise de conteúdo. Os resultados demonstram que um dos principais entraves enfrentados para a tradução dos textos é a financeira. Conclui-se que há necessidade de viabilização de políticas públicas, para que essas comunidades possam subsidiar esses tipos de ações, tendo em vista que ciência avança e precisa de bases apropriadas para seu desenvolvimento, levando em consideração também toda a pressão advinda dos órgãos de fomentos brasileiro e português, visando a visibilidade e internacionalização, marca distintiva no cenário atual a ser alcançado pela ciência.</text>
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                    <text>O Poder da Informação na Internet: uma análise de uso do
Marketing Digital nos blogs da Ciência da Informação

Maxwell Milhome de Sousa (UFS) - milhomemax@gmail.com
Telma de Carvalho (UFS) - carvalhotel@gmail.com
Resumo:
Avaliou-se a eficácia da utilização de blogs para a disseminação da informação, a partir do
questionamento se os blogs de conteúdo na área da CI seguem modelos de padronização
propostos na literatura. A fim de identificar a pertinência do conteúdo informacional veiculado
por eles, foi analisada sua qualidade, identificando a Arquitetura da Informação utilizada,
verificando os mapas dos blogs para observar se há um padrão entre eles e conferindo se
estão utilizando ferramentas do Marketing Digital para atingir o público, analisando-se o
conteúdo dos mesmos nas redes sociais disponíveis. O trabalho utilizou métodos qualitativos e
quantitativos, com uma amostra na blogosfera de CI, e fomentado na academia com os
principais autores sobre os assuntos abordados. Os resultados encontrados no estudo foram
exibidos de forma imparcial à maneira que a metodologia solicitou. Foram verificados os
parâmetros necessários para que a análise pudesse ser feita e concluiu-se que a blogosfera
está bem servida na área da CI, mas ainda há muito o que ser otimizado.
Palavras-chave: Blog. Ciência da Informação. Internet. Marketing Digital.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não
Introdução
Tendo em vista que o profissional bibliotecário é um disseminador de
conteúdo e entendendo que “[...] a Internet e seu potencial representam uma
agência de ‘democratização’” (BRIGGS; BURKE, 2006, p. 14), esta pesquisa tem
como tema a eficácia da utilização de blogs para a disseminação da informação.
Como problema da pesquisa levanta-se a seguinte pergunta: os blogs que se
voltam à disseminação de conteúdo na área da Ciência da Informação (CI)
seguem os modelos e os parâmetros do Marketing Digital? O processo de
realização desta pesquisa se deu a partir do estabelecimento do objetivo geral,
que foi: avaliar os blogs da área de CI, a partir de uma amostra pré-estabelecida,
com base nos modelos de padronização propostos por Alvim (2007), Inafuko e
Vidotti (2012), a fim de identificar a pertinência do conteúdo informacional
veiculado por eles. A proposta surgiu a partir da intenção de se conhecer a
qualidade dos blogs voltados para a área da CI. Desta forma, vislumbrou-se como
objetivos específicos: a) identificar a Arquitetura da Informação utilizada pelos
blogs da CI; b) verificar os mapas dos blogs para observar se havia um padrão
entre eles; c) identificar se houve utilização de ferramentas do Marketing Digital
para atingir o público. A escolha deste tema se deu a partir da possibilidade de
identificação de parâmetros para avaliar o tipo de informação disponibilizada nos
blogs e pelo interesse de estar desenvolvendo atividades nesse sentido. Esta
pesquisa tem sua relevância no contexto social da geração informacional em que
a população se encontra, concentradamente no meio virtual através de redes
sociais e compartilhamentos de informação.

�Método da pesquisa
Utiliza-se de métodos qualitativos e quantitativos, separando uma
amostra dos principais blogs na blogosfera de Ciência da Informação e analisa-se,
através dos processos metodológicos desta pesquisa, o conteúdo dos blogs nas
redes sociais. Foi realizada uma observação online para verificar o feedback do
público-alvo analisando-se os comentários e informações a respeito de tais
conteúdos, sendo essa etapa imprescindível para o desenvolvimento deste
trabalho. Para a realização desta pesquisa, foi necessário analisar os trabalhos de
Alvim (2007), Inafuko e Vidotti (2012). Segundo pesquisa de Alvim (2007), o blog
possui características em sua estrutura como título, corpo do texto – com
possibilidade de conter incluso hiperlink, imagem, áudio, vídeo –, tempo de
publicação, comentários de leitores, palavras-chave, entre outras especificações
básicas e comuns na blogosfera. Na pesquisa de Inafuko e Vidotti (2012) é
confirmado o formato comum em blogs, acrescentando-se de elementos que
poderiam especificar melhor a personalidade da página em sua Arquitetura da
Informação. Um exemplo seria que títulos e links devem ser expostos de maneira
descritiva, assim haveria um entendimento melhor do que se trata durante uma 1ª
olhada ou leitura completa do conteúdo. Os dados deste artigo foram levantados
no período compreendido entre 07 de setembro de 2017 e 21 de agosto de 2018 e
os resultados apresentados são frutos da pesquisa desenvolvida para um trabalho
de conclusão de curso em Biblioteconomia e Documentação apresentado no final
do ano de 2018.
Resultados
O 1º blog analisado foi o blog Bibliotecários Sem Fronteiras. O título por
si só já se apresenta como um blog para bibliotecários, portanto profissionais da
Biblioteconomia – área da CI. Mais uma informação a ser observada é a data da
última publicação, datada em 28/05/2018, enquanto o acesso à página foi em
agosto de 2018. O blog Bibliotecários Sem Fronteiras é colaborativo, sendo assim
seus textos são postados por diversos autores. Ponto positivo para a formatação
da página com autoria personalizada sendo mostrada ao visitante. Por se tratar de
um blog informativo, seria imprescindível que houvesse publicações mais recentes

�do que essa. Mais um aspecto observado foi o uso de metadados, neste caso
como palavras-chave ou marcadores, que estão de acordo com o tema abordado
no texto. Há uma opção para assinar por e-mail e receber alertas de publicação,
assim como também estão dispostas suas redes sociais. Da mesma maneira que
a própria página do blog, elas estão um pouco desatualizadas. Seguindo adiante
com a pesquisa, o próximo blog a ser analisado foi o Mundo Bibliotecário. Logo no
1º acesso, o tema do blog já é nítido, pois se trata de uma página repleta de
informações para bibliotecários. A ausência de um avatar completo, com a foto do
autor, é uma falha a ser relatada, ainda que na sessão intitulada “sobre” possua
informações a respeito do blog e informações relevantes do autor. Enquanto o 1º
blog aqui analisado falhou na frequência de atualizações, este mantém uma boa
velocidade de atualização. Suas publicações também estão organizadas por
metadados, com tags que condizem com o conteúdo a ser procurado por seus
leitores. Ao observar suas redes sociais, encontrou-se outra semelhança com o
blog anterior. Sua utilização é basicamente para compartilhar exatamente o
mesmo conteúdo da página do blog, apenas com links para suas postagens. Da
mesma maneira não foi localizada interação nas últimas publicações, há somente
compartilhamento e marcação de seus leitores. O 3º blog analisado está
hospedado em outra plataforma e possui um conteúdo ainda mais específico por
se tratar da extensão de uma revista científica. O blog De Olho na CI é vinculado à
revista PBCIB (Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia).
O visual desta página aparenta ser bem mais simples que os dos dois anteriores,
porém seu conteúdo informacional está bem mais completo e preciso. Arrisca-se
dizer que, por ser um blog de uma revista não foi dada importância a serem
mostrados perfis de autores. Por se tratar, basicamente, de um portal de notícias,
o blog mantém uma frequência de atualizações excelente, possuindo ao menos
um texto por dia. Suas postagens também são organizadas por metadados como
tags muito bem selecionadas e divididas, apesar de serem dispostas na página
principal por ordem cronológica. Já suas redes sociais são utilizadas para algo um
pouco além, compartilhando publicações de outras páginas com interesses em
comum aos seus usuários potencialmente interessados. O último blog selecionado

�para análise foi o Portal do Bibliotecário, com autoria individual. O 1º destaque
desta página é sua preocupação visual, aspecto que no Marketing Digital é muito
levado em consideração. Porém, assim como aconteceu em outros blogs aqui
selecionados, notou-se a ausência de um perfil em destaque e seu avatar,
principalmente por haver somente um autor responsável por todo o conteúdo. Sua
frequência de atualização é muito pequena, com o intervalo de um mês entre uma
publicação e outra. Nas redes sociais, o mesmo padrão das análises foi
observado: são utilizadas basicamente para compartilhamento de links do blog.
Discussão
As análises aqui presentes dos blogs selecionados foram feitas através
de observação pessoal, direta e não participativa. Buscou-se observar as
disposições de seus conteúdos nas distintas Arquiteturas da Informação adotadas
na exposição de suas publicações aos seus públicos. Um último detalhe a ser
observado nesta análise é uma curiosidade a respeito da disposição das
postagens de dois dos blogs aqui trazidos, Bibliotecários Sem Fronteiras e Mundo
Bibliotecário, pois suas publicações seguem uma forte tendência atual comum em
redes sociais: o feed – ou linha do tempo. Uma vez que blogs comumente
possuem páginas com limite de postagens em cada uma, sendo necessário clicar
em uma opção com número de páginas, com uma seta ou com o termo “seguinte”
ou “próxima”, estes blogs carregam suas postagens continuamente à medida que
o leitor atinge o limite de visualização da página. Isso dá a impressão de conteúdo
infinito, algo que prende o leitor por muito tempo em uma única plataforma.
Considerações Finais
A presente pesquisa concluiu sua avaliação de blogs da área da CI com
base em modelos de padronização propostos por Alvim (2007), Inafuko e Vidotti
(2012). A partir dos objetivos gerais e específicos, foi possível identificar o
conteúdo dos blogs e sua pertinência na blogosfera, através da Arquitetura da
Informação, da interatividade de usuários, dos padrões em comum e da utilização
de ferramentas do Marketing Digital de cada um dos 4 blogs analisados. Foram
verificados os parâmetros necessários para que a análise pudesse ser feita e esta
foi realizada de forma objetiva e satisfatória. Os resultados encontrados no estudo

�foram exibidos de forma imparcial à maneira que a metodologia solicitou. Percebese assim que a blogosfera está bem representada na área da CI, mas ainda há
muito o que ser otimizado. Seus leitores são poucos, mas aparentam ser leais e
interessados em compartilhar a informação com semelhantes. As arquiteturas da
informação dos blogs da CI estão de acordo com os padrões, dentro de suas
individualidades. Os blogueiros da Ciência da Informação estão preparados para
disseminar conteúdo relevante aos interessados nessa área, apesar de ainda
precisarem aprimorar seus atributos de interação interpessoal. Os diversos blogs
possuem aspectos semelhantes entre si e alguns se sobressaem em relação aos
outros, portanto, considera-se dentro da normalidade. A partir dos dados aqui
mostrados, é possível concluir que quem procura por informação a respeito de CI
na internet certamente encontrará conteúdo de qualidade, muito bem organizado e
sinalizado por profissionais capacitados e responsáveis com seu trabalho. Sugerese apenas que esses criadores de produção intelectual se permitam a explorar as
mais modernas e populares ferramentas tecnológicas dispostas ao grande público.
Pode ser muito produtivo sair um pouco do cerco fechado de sua área e conhecer
outras possibilidades e alternativas ao alcance como os instablogs.
Referências
ALVIM, Luísa. A avaliação da qualidade de blogues. In: CONGRESSO NACIONAL
DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALISTAS, 9., 2007, Ponta
Delgada. Atas eletrônicas... Lisboa: B.A.D., 2007. Disponível em: Disponível em:
&lt;https://www.bad.pt/publicacoes/index.php/congressosbad/article/viewFile/595/444
&gt;. Acesso em: 27 ago. 2017.
BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à
internet. Tradução de Maria Carmelita Pádua Dias. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar,
2006.
INAFUKO, Laura Akie Saito; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregório.
Diretrizes para o desenvolvimento e a avaliação de blogs de biblioteca. Encontros
Bibli: revista eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis,
v. 17, n. 35, p. 145-166, 18 dez. 2012. Disponível em:
&lt;http://www.redalyc.org/html/147/14724821008&gt;. Acesso em: 27 ago. 2017.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Avaliou-se a eficácia da utilização de blogs para a disseminação da informação, a partir do questionamento se os blogs de conteúdo na área da CI seguem modelos de padronização propostos na literatura. A fim de identificar a pertinência do conteúdo informacional veiculado por eles, foi analisada sua qualidade, identificando a Arquitetura da Informação utilizada, verificando os mapas dos blogs para observar se há um padrão entre eles e conferindo se estão utilizando ferramentas do Marketing Digital para atingir o público, analisando-se o conteúdo dos mesmos nas redes sociais disponíveis. O trabalho utilizou métodos qualitativos e quantitativos, com uma amostra na blogosfera de CI, e fomentado na academia com os principais autores sobre os assuntos abordados. Os resultados encontrados no estudo foram exibidos de forma imparcial à maneira que a metodologia solicitou. Foram verificados os parâmetros necessários para que a análise pudesse ser feita e concluiu-se que a blogosfera está bem servida na área da CI, mas ainda há muito o que ser otimizado.</text>
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                    <text>O COLECIONISMO E A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: PRODUÇÃO
CIENTÍFICA SOBRE O TEMA NA BRAPCI E NA WEB OF SCIENCE

Cláudia Pereira de Jesus Carvalho (UNESP) - claudia.pjc@yahoo.com
Resumo:
O trabalho apresenta uma análise bibliométrica da produção sobre o colecionismo na área da
Ciência da Informação, a partir das bases de dados Brapci e Web of Science. Verifica-se que o
universo colecionista ainda é um tema pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da
Informação, portanto, é um campo com possibilidades de maiores aprofundamentos.
Palavras-chave: Colecionismo. Bibliometria. Ciência da Informação.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�1 Introdução
O presente artigo objetiva fazer uma análise bibliométrica da produção sobre
o colecionismo na área da Ciência da Informação. Foram escolhidas duas bases de
dados, uma nacional e outra internacional: Brapci e Web of Science.
Sendo a análise bibliométrica utilizada para medir a literatura científica de
algum campo específico, neste trabalho serão apresentados e discutidos os
indicadores de produção e aplicada a Lei de Bradford, que verifica o volume de
produção, dividindo e classificando os periódicos mais produtivos.
Consideramos oportuno fazer uma análise bibliométrica sobre o estado da
arte no que diz respeito ao tema do colecionismo no campo da Ciência da
Informação. Aplicando-se a Lei de Bradford, é possível analisar a quantidade de
artigos em periódicos, ou seja, quais produzem mais. Assim, este estudo nos
fornecerá um panorama das produções sobre a temática, além de servir como um
instrumento de levantamento e avaliação de material bibliográfico para pesquisa.
2 Colecionismo
Os estudos sobre coleções, dentro da Biblioteconomia, costumam assumir
preferencialmente o enfoque administrativo, abordando questões relacionadas à
gestão do acervo, processos técnicos, política de aquisição, entre outros aspectos
afins. A abordagem quanto aos aspectos teórico-conceituais, epistemológicos,
históricos, semânticos da formação de coleções, seu papel em relação a
Biblioteconomia ainda carece de mais atenção, como destaca Murguia (2007).
Renault (2015, p. 13) afirma que “a formação de coleções na sociedade reúne
um amplo aspecto de coisas e contextos que vão desde a curiosidade científica até
aspectos estéticos, religiosos e até mesmo funcionais.”. Na mesma linha,
Sundstrom e Bizello (2017, p. 247) enfatiza “[…] ao refletirmos sobre o
colecionismo, se entende que a escolha, coleta e posse são momentos de
atribuição de significados”.
O papel primário das bibliotecas era ser um local que abrigasse uma coleção
de livros, assim as primeiras bibliotecas tinham o intuito de custodiar coleções
(ARAÚJO, 2014). Cunha e Cavalcanti (2008, p. 48) apresentam biblioteca como
“coleção organizada de registros da informação, assim como os serviços [...] a fim
de atender às necessidades de informação, pesquisa, educação e recreação”.
Galvão (1993, p. 101) analisa que a Biblioteconomia, apesar de ter passado
por transformações, continua sendo essencialmente focada em “servir leitores com
uma coleção de materiais contendo informações (usualmente livros), através da
organização da coleção”.
3 Bibliometria

�Na área de estudos métricos da informação, segundo Araújo (2006), podemos
encontrar: a Bibliometria, Cientometria, Informetria, Webmetria, Patentometria e
Altmetria. Todos utilizam procedimentos quantitativos para analisar a informação quantificação da informação, são maneiras de se medir os resultados da ciência.
Para medir podemos usar como fonte: artigos, periódicos, livros, teses, dissertações.
Na Ciência da Informação, utiliza-se primordialmente a Bibliometria para
medir a literatura científica de algum campo específico. A Bibliometria pode ser
definida como a aplicação de técnicas estatísticas e matemáticas para descrever e
avaliar aspectos da literatura científica ​(ARAÚJO, 2006).
Importante destacar que aliada à análise quantitativa, deve-se fazer a análise
qualitativa, considerando todo o contexto em que os dados foram colhidos. Esse
complemento se faz absolutamente necessário, uma vez que apenas ​os números
brutos, absolutos, podem conduzir a falsas conclusões.
Um dos pilares da Bibliometria, a Lei de Bradford analisa os periódicos mais
produtivos - volume de produção - dividindo em núcleos, grupos, classes dos mais
produtivos (centro) aos menos produtivos (periferia) (PINHEIRO, 1983). ​Bradford,
com sua lei da dispersão, conclui que um pequeno número de periódicos é
responsável pela publicação da maioria dos artigos
4 Metodologia
Considerando-se que a base de dados escolhida vai determinar a perspectiva
que se olha para um tema, consideramos importante investigar bases de dados
diferentes para realizar uma análise mais abrangente, capaz de fornecer uma
perspectiva mais ampla que conduza a conclusões menos tendenciosas. Para isso,
foram escolhidas duas bases de dados para este estudo, uma nacional e outra
internacional, a saber:
●
BRAPCI - Base de Dados de periódicos em Ciência da Informação, que
disponibiliza um acervo de publicações brasileiras em Ciência da Informação.
●
WEB OF SCIENCE - serviço de indexação de citações científicas com base
em assinaturas on-line originalmente produzido pelo Institute for Scientific
Information, posteriormente mantido pela ​Clarivate Analytics​, que fornece uma
pesquisa abrangente de citações. Contém os principais periódicos acadêmicos do
mundo, livros e anais nas ciências, ciências sociais, artes e humanas.
Os dados foram colhidos em novembro de 2018 e os termos de busca
utilizados foram “​collection​” e “​collecting​” para a Web of Science e “coleção” e
“colecionismo” para a BRAPCI. Para apresentação e análise utilizaremos a Lei de
Bradford, para obter os indicadores de produção.
A metodologia de Bradford consiste em: fazer um levantamento da produção
sobre determinado tema, colocar em ordem decrescente os periódicos que contém
os documentos e dividir esses periódicos em 3 núcleos com quantidades iguais (ou o
mais próximo possível) de documentos (PINHEIRO, 1983). Essa ordenação permite

�visualizar as zonas de produtividade; assim, o primeiro núcleo contém os periódicos
mais produtivos e devotados ao tema, ao passo que o terceiro núcleo, trará,
evidentemente, os menos produtivos e pouco significativos para o assunto. Desse
modo, através da Lei de Bradford, podemos ​descrever e avaliar a produtividade
científica sobre a temática do colecionismo dentro da Ciência da Informação,
traçando assim, os indicadores de produção.
5 Apresentação e discussão dos resultados
Na ​Web of Science​, utilizando-se o termo de busca “​collection​”, aplicando o
filtro de categoria “​information science library science​” e limitando o período entre
2000 e 2018, obtêm-se 7.940 resultados.
Em relação às fontes (periódicos, eventos…) a Web of science só apresenta
as 100 primeiras. As 100 primeiras fontes totalizam 6.590 artigos, 1.350 a menos
que o total recuperado (7.940), então optou-se por colocar como “outros periódicos”
para contabilizar o total.
No primeiro núcleo temos 13 periódicos, no segundo 40, no terceiro grupo não
podemos obter um número exato pois a Web of Science só apresenta os 100
primeiros. Destacamos que duas revistas brasileiras situam-se no 2º núcleo de
produção (Informação, sociedade, estudos - 51 artigos publicados; Perspectivas em
Ciência da Informação - 47 artigos publicados), e dentre as que foram possível obter
do 3º núcleo, uma é brasileira (Transinformação - 23 artigos publicados).
Já utilizando-se o termo de busca “​collecting​”, aplicando os mesmos filtros
utilizados para o primeiro termo: filtro de categoria “​information science library
science​”, período entre 2000 e 2018, obtêm-se 6.267 resultados.
No primeiro núcleo temos 14 periódicos, no segundo temos 39, no terceiro
grupo não podemos obter um número exato pois, conforme já mencionado, a Web of
Science só apresenta os 100 primeiros, mas é um número consideravelmente maior,
comparando-se com as duas primeiras zonas de produção.
Os mesmos 3 periódicos brasileiros que apareceram com a busca do termo
“​collection​”, reaparecem com o termo “​collecting”​ , mas desta vez todos na terceira
zona de classificação (Perspectivas em Ciência da Informação - 31 artigos;
Informação, Sociedade, Estudos - 30 artigos; Transinformação - 23 artigos).
Comparando-se os resultados das revistas brasileiras para os dois termos
utilizados, apenas a Transinformação mantém o número de artigos publicados, já as
outras duas os estudos sobre colecionismo estão em número menor.
Na ​BRAPCI​, para o termo de busca “colecionismo”, foram localizados apenas
11 registros. Não consideramos aplicar filtros devido ao pequeno número de
resultados obtidos. Apenas um periódico ocupa a Zona 1, assim como no núcleo 2;
enquanto que no núcleo 3, dos menos produtivos, figuram 6 periódicos. Note-se que
não aparece nenhuma das três revistas brasileiras que apareceram nos resultados
da Web of Science.

�Para o termo de busca “coleção”, foram localizados 228 registros na BRAPCI
(também não foram aplicados filtros). O primeiro núcleo é composto por 3 periódicos;
o segundo núcleo contém 7 periódicos, enquanto o último núcleo possui 29
periódicos.
6 Considerações finais
Tendo como foco de estudo os periódicos, a Lei de Bradford, ao avaliar a
produtividade, torna possível estimar a magnitude de determinada área bibliográfica
(GUEDES; BORSCHIVER, 2005); com ela conseguimos mapear determinado
campo de estudos, como foi feito neste trabalho, verificando a quantidade e a
natureza dos trabalhos sobre coleções e colecionismo na Ciência da Informação.
A análise dos dados colhidos confirmam a premissa de Bradford de que ““se
periódicos científicos forem ordenados em ordem decrescente de produtividade de
artigos sobre determinado assunto, poderão ser divididos em um núcleo de
periódicos mais particularmente dedicados ao assunto e em vários grupos ou zonas,
contendo o mesmo número de artigos que o núcleo” (GUEDES; BORSCHIVER,
2005, p. 4), ou seja, um pequeno número de periódicos é responsável pela
publicação da maioria dos artigos.
A grande diferença entre a quantidade de artigos recuperados na BRAPCI
com o termo coleção em relação aos recuperados com o termo colecionismo (228
para 11, respectivamente) parece refletir a constatação inicial de que os estudos se
concentram sob uma coleção específica e não sobre o ato de colecionar de forma
mais geral e teórica.
Essa constatação foi feita a partir de uma breve análise dos títulos,
palavras-chave e alguns resumos, permitindo inferir que o termo colecionismo
remete à reflexões de caráter mais abrangente, histórico, epistemológico, enquanto
que o termo coleção, de modo geral liga-se a um espaço mais delimitado, uma
coleção de um lugar, pessoa ou instituição específica.
Na Web of Science a distância entre os resultados dos dois termos é menos
gritante. Dada a cobertura mundial da Web of science, evidente que nela
encontramos o maior número de produções indexadas sobre o tema. Comparação
dos resultados obtidos: Web of Science: 7940 para ​collection ​e 6267 para ​collecting;
Brapci: 11 para coleção e 228 para colecionismo.
Mesmo não se estabelecendo um período específico para as produções
indexadas na Brapci, os resultados são bem pequenos. Entende-se tratar de uma
base de âmbito nacional e que, evidentemente, a quantidade seria mais limitada.
Em vista de outros temas caros à Ciência da Informação, os estudos sobre
coleção e colecionismo podem e deveriam ser mais abordados, é um campo com
possibilidades de maiores aprofundamentos. Com base em tudo apresentado,
confirmamos a carência de mais estudos epistemológicos sobre o colecionismo.

�Referências
ARAÚJO, C. A. A. ​Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e Ciência da
Informação: o diálogo possível.​ Brasília: Briquet de Lemos, 2014.
ARAÚJO, C.A. A. Bibliometria: evolução histórica e questões atuais. ​Em Questão​,
v.12, n.1, p. 11-32, 2006.
CUNHA, M. B.; CAVALCANTI,C. R. O. ​Dicionário de Biblioteconomia e
Arquivologia​. Brasília, Briquet de Lemos, 2008.
GALVÃO, M. C. B. Os conceitos dos termos biblioteconomia, documentação e
ciência da informação. ​Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação​,
v. 26, n. 1/2, p. 100-114, 1993.
GUEDES, V. L. S.; BORSCHIVER, S. Bibliometria: uma ferramenta estatística para
a gestão da informação e do conhecimento, em sistemas de informação, de
comunicação e de avaliação científica e tecnológica. ​In​: CINFORM - Encontro
Nacional de Ciência da Informação, 6, 2005, Salvador. ​Anais […​]​ Salvador:
ICI/UFBA, 2005.
MURGUIA, E. I. O colecionismo bibliográfico​​: ​uma reflexão sobre o livro para além
da informação. ​In​: Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
(ENANCIB), 8, Salvador. ​Anais […​]​ Salvador: UFBA, 2007. p. 87-104.
PINHEIRO, L. V. R. Lei de Bradford: uma reformulação conceitual.​ Ciência da
Informação​, Brasília, 12(2), p. 59-80, jul./dez. 1983.
RENAULT, L. V. ​O ato colecionador​​. (Dissertação de Mestrado), UFMG, Belo
Horizonte, 2015.
SUNDSTRÖM, A. S. S.; BIZELLO, M. L. Colecionar livro: um modo de reapropriar o
passado. ​In:​ Colóquio em Organização, Acesso e Apropriação da Informação e do
Conhecimento (COAIC), 2, 2017, Londrina. ​Anais […​]​ Londrina: Universidade
Estadual de Londrina (UEL), 2017. p. 247-262.
Agência financiadora
Este trabalho foi realizado com o apoio da FAPESP - Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (Processo 2018/16154-0).

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                <text>O trabalho apresenta uma análise bibliométrica da produção sobre o colecionismo na área da Ciência da Informação, a partir das bases de dados Brapci e Web of Science.  Verifica-se que o universo colecionista ainda é um tema pouco explorado na Biblioteconomia e Ciência da Informação, portanto, é um campo com possibilidades de maiores aprofundamentos.</text>
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                    <text>O Bibliotecário como docente na graduação em Medicina:
experiência na elaboração, docência e avaliação da disciplina
“Tópicos de Informação em Saúde”.

Shirlei Galarça Salort (UFRGS) - shirleisalort@yahoo.com.br
Bárbara PIlatti Piffer (UFRGS) - barbara.piffer@ufrgs.br
Raquel Schimitt Domingos (UFRGS) - raquel.schimitt@ufrgs.br
Viviane Carrion Castanho (UFRGS) - castanhoviviane@gmail.com
Maiara Bettio (UFRGS) - maiara.bettio@ufrgs.br
Resumo:
Este trabalho apresenta as etapas de elaboração, docência e avaliação da disciplina “Tópicos
de Informação em Saúde”, ofertada ao curso de Medicina da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul e ministrada por bibliotecários, mostrando sua evolução e destacando os
resultados das avaliações discentes, o conteúdo abordado e a metodologia utilizada. A
experiência apresentada permitiu constatar que a inserção do bibliotecário nas atividades de
ensino na graduação contribui positivamente para o letramento informacional dos acadêmicos,
assim como para uma melhor formação em pesquisa. Somando-se a isso, tal atuação permite
maior interação com os discentes, o que possibilita um estreitamento das relações entre
comunidade acadêmica e biblioteca, otimizando o uso dos recursos de informação disponíveis
e proporcionando maior conhecimento dos serviços prestados pelos bibliotecários. Por fim,
entende-se que a ampliação de vagas para outros cursos de graduação da UFRGS, contribuirá
ainda mais, tanto para a formação de um número maior de estudantes quanto na promoção da
interdisciplinaridade.
Palavras-chave: bibliotecário, oferta de disciplina de graduação, pesquisa em saúde,
Medicina, Biblioteca FAMED/HCPA
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�Introdução:
Este relato apresenta, de forma breve, a experiência dos bibliotecários da
Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e
do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Biblioteca FAMED/HCPA) nas etapas de
elaboração, docência e avaliação da disciplina “Tópicos de Informação em Saúde”,
ofertada ao curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), mostrando a evolução da unidade curricular, os resultados das avaliações
discentes, o conteúdo abordado e a metodologia utilizada.
A disciplina “Tópicos de Informação em Saúde” foi idealizada pelos
bibliotecários da Biblioteca FAMED/HCPA no ano de 2017, a partir da identificação de
que os acadêmicos da graduação em Medicina pouco frequentavam as atividades de
capacitação e/ou treinamentos oferecidos pelo Setor de Atendimento ao Usuário da
Biblioteca, tais atividades eram majoritariamente procuradas pelos estudantes da pósgraduação. Somando-se a isso, tem-se que os alunos da graduação em Medicina não
realizam trabalho de conclusão de curso (TCC), o que talvez, os torna menos próximos
das estruturas de recuperação e disseminação da informação científica.
Além disso, as bibliotecárias Salort e Piffer (2017) realizaram um estudo no qual
identificaram que a maior parte dos futuros médicos que participaram da pesquisa,
tinham pouco ou nenhum conhecimento sobre os recursos disponíveis de informação
em saúde, como bases de dados específicas (PubMed, Embase, Lilacs, etc.) e
vocabulários controlados (DeCS, MeSH e Emtree). Os seguintes dados chamaram a
atenção das pesquisadoras: 88% dos bolsistas de iniciação científica que responderam
ao estudo não utilizavam vocabulário controlado e 65% dos respondentes nunca haviam
procurado um bibliotecário para o esclarecimento de dúvidas de pesquisa.
Considerando que um dos desafios do setor de atendimento ao usuário nas
bibliotecas universitárias é identificar e alcançar usuários potenciais, pois segundo
Silva, Ortega e Peña (2008) os bibliotecários devem ir além do tradicional, dos serviços
rotineiros e procurar assumir novas competências, na Biblioteca FAMED/HCPA
buscou-se superar tais desafios, pois a prática em sala de aula ministrando capacitações
no uso de recursos de informação, a partir do convite dos docentes da graduação em
Nutrição e dos programas de pós-graduação da Faculdade de Medicina, vem ocorrendo
de maneira sistemática e constante. No entanto, a Biblioteca ainda ousou ir além da já
consagrada atuação mediante convite, elaborando e ministrando uma disciplina optativa
para os alunos da graduação em Medicina.
Relato de Experiência:
A proposta da disciplina eletiva “Tópicos de Informação em Saúde”, ofertada a
partir do segundo período curricular do curso de Medicina, apresentada pela Biblioteca,
foi apoiada e aprovada pela Direção da Faculdade e pela Comissão de Graduação no
ano de 2017 e seu primeiro oferecimento ocorreu na primeira etapa de 2018.
Uma vez aprovada a ideia da disciplina, foi necessário desenvolver o Plano de
Ensino semestral e o planejamento diário das aulas. Não obstante, fez-se importante a
ampla divulgação da atividade para a comunidade acadêmica do curso e durante esse
período houve o interesse de estudantes de outros cursos, o que viabilizou o
cadastramento da disciplina optativa da Medicina como atividade extracurricular já no
segundo semestre de 2018.
A escolha do conteúdo baseou-se nos assuntos abordados nas capacitações e
treinamentos realizados pelo Setor de Atendimento ao Usuário da Biblioteca, dentro da

�carga horária de 30h (2 créditos), e objetivou desenvolver nos alunos habilidades
integradas, que abrangem a descoberta reflexiva da informação e a compreensão de
como ela é produzida, valorizada e utilizada para a criação de novos conhecimentos.
Dentre as habilidades pretendidas tem-se:
i. determinar o escopo da tarefa necessária para atender às necessidades de
informação, combinar as necessidades de informação e as estratégias de busca
para as ferramentas de pesquisa adequadas;
ii. compreender como os sistemas de informação (bases de dados bibliográficas) são
organizados;
iii. usar diferentes tipos de linguagem de busca (vocabulário controlado, linguagem
natural, operadores booleanos, etc.) de forma apropriada;
iv. gerenciar resultados de pesquisa de forma eficaz;
v. transferir conhecimento para novos produtos de informação, nas diferentes
tipologias, dando crédito às ideias originais de outros autores através de atribuição
e citação apropriadas;
vi. compreender questões legais de informação, como direito autoral, acesso aberto e
domínio público.
Para isso, o Plano de Ensino foi estruturado com os seguintes tópicos:








Introdução à pesquisa bibliográfica: os passos da pesquisa, tipologia
documental, fontes de informação, revisão de literatura;
Linguagens de busca: vocabulários controlados, operadores booleanos e
elaboração de estratégias (truncagem, aspas e parênteses, Decs/Mesh, Modelo
PICO);
Bases de dados específicas na área da saúde e bases multidisciplinares: Pubmed,
Embase, Lilacs, Biblioteca Virtual em Saúde, Portal Capes, Scopus, Web of
Science;
Gerenciadores de referência;
Elaboração de trabalhos acadêmicos segundo as normas ABNT e Vancouver;
Escrita e comunicação científica;
Visibilidade da produção científica (Plataforma Lattes, etc.).

Quanto à metodologia de ensino, as aulas foram ministradas de forma expositiva,
com o uso de recursos multimídia. Ao longo do curso, foram realizados seminários e
demais atividades como análise de artigos e de aplicação prática do conteúdo, além da
elaboração e apresentação de trabalhos individuais e grupais. A avaliação final dos
discentes foi composta de: 20% de participação em aula, 20% de exercícios práticos e
60% do trabalho final. O percentual de aprovações nos dois semestres de 2018 foi de
99,83%.
Ao final do primeiro semestre foi aplicado um questionário de avaliação da
disciplina para os alunos, no qual se buscou avaliar o desempenho dos bibliotecários
como docentes e se os conteúdos abordados possibilitaram a geração de novos
conhecimentos.
As questões de avaliação do desempenho e do planejamento dos bibliotecários
docentes deram-se a partir da escala de respostas: 1 Discordo totalmente; 2 Discordo
parcialmente; 3 Não concordo, nem concordo; 4 Concordo parcialmente; 5 Concordo
totalmente; as quais obteve-se os seguintes resultados:

�a) 100% consideraram que os bibliotecários apresentaram um plano de ensino com
objetivos claros e explicitaram a importância da disciplina para o curso;
b) 100% concordaram totalmente que foram utilizados instrumentos de avaliação
compatíveis com os conteúdos ministrados e que os docentes disponibilizaram
tempo para atender os discentes fora de sala de aula;
c) 87% concordaram totalmente que os bibliotecários evidenciaram domínio do
conteúdo e cumpriram com o cronograma da disciplina, os demais 13%
concordaram parcialmente;
d) 75% concordaram totalmente que os docentes orientaram com clareza os
trabalhos solicitados, utilizaram recursos didáticos adequados e utilizaram canais
de comunicação efetivos, os demais 25% concordaram parcialmente;
e) 100% dos discentes declararam que recomendariam a disciplina a outros alunos
do curso de Medicina;
Tendo em vista que as respostas sobre a atuação do bibliotecário se limitaram às
opções “Concordo totalmente” e “Concordo parcialmente”, considerou-se positivo o
desempenho inicial do bibliotecário como docente na graduação em Medicina da
UFRGS.
Além disso, o questionário aplicado disponibilizou um espaço aberto para as
considerações dos alunos, onde se pode identificar os pontos fortes a partir das
seguintes respostas: “Parabéns às professoras pela dedicação!”, “A disciplina também
poderia ser oferecida para outros cursos da saúde”, “As aulas práticas de pubmed e
embase foram muito importantes”. A aproximação com a Biblioteca também ficou
evidenciada a partir da frase: “Essa interação entre a faculdade e a biblioteca foi muito
proveitosa”. Nesse contexto, vale destacar que a inserção do bibliotecário como docente
nos cursos de graduação e pós-graduação reflete na visibilidade deste profissional e dos
serviços prestados pelas bibliotecas. Kemp (2006) enumera alguns benefícios para os
bibliotecários ao se inserirem em sala de aula através de disciplinas ministradas
exclusivamente por esses profissionais, entre eles: maior interação com os discentes
durante um maior período de tempo, maior entendimento do funcionamento
institucional e administrativo da universidade e também das necessidades dos alunos e,
aprimoramento de status dentro da universidade. Já os benefícios aos usuários são
intrínsecos aos dos bibliotecários, pois com o estreitamento da sua relação com a
biblioteca, o estudante de graduação passa de usuário potencial a usuário real.
O espaço de sugestões do questionário também possibilitou a identificação dos
pontos a serem aprimorados, como a comunicação e a atenção para a preferência dos
alunos por aulas práticas, presentes nas respostas: “A comunicação poderia ser
aperfeiçoada. No primeiro dia de aula, por exemplo, não sabia a sala em que ocorreria
a aula. Além disso, faltei aula e não sabia que teria que enviar um trabaho que contaria
aula (pubmed e embase). Acredito que o email da sala virtual poderia ser usado para
avisar a sala, os trabalhos, etc.”, “As aulas teórico-práticas no laboratório de
informática foram muito boas, mais aulas nesse estilo seriam algo interessante”, “Mais
aulas práticas em computadores”, “Sempre que possível, procurar fazer as aulas da
maneira mais prática possível”.
Quanto ao grau de conhecimento individual antes e depois de cursar a disciplina, as
respostas deram-se a partir da escala: 1 Muito baixo; 2 Baixo; 3 Razoável; 4 Alto; 5
Muito alto. Nesse quesito, obteve-se o seguinte resultado:
a) 75% consideraram que antes de cursar a disciplina possuíam um grau de
conhecimento de “Razoável” a “Muito baixo” sobre os temas abordados;

�b) 87% declararam que após cursar a disciplina o grau de conhecimento sobre os
temas abordados ficou entre “Alto” e “Muito alto”.
Os resultados comparativos entre o grau de conhecimento individual antes e após a
realização da disciplina, explicitado pelos próprios discentes, evidenciam uma
significativa geração de conhecimento que contribui para o letramento informacional,
bem como a importância e a necessidade de se dar continuidade à unidade curricular
“Tópicos de Informação em Saúde”.
Considerações Finais:
A experiência apresentada permite constatar que a inserção do bibliotecário nas
atividades de ensino na graduação contribui positivamente para o letramento
informacional dos acadêmicos, assim como para uma melhor formação em pesquisa.
Somando-se a isso, tal atuação permite maior interação com os discentes, o que
possibilita um estreitamento das relações entre comunidade acadêmica e biblioteca,
otimizando o uso dos recursos de informação disponíveis e propiciando um maior
conhecimento dos serviços prestados pelos bibliotecários. De acordo com os resultados
obtidos através da avaliação dos discentes sobre a disciplina “Tópicos de Informação
em Saúde” identificou-se que o desempenho do bibliotecário como docente foi
adequado e os conteúdos abordados propiciaram uma significativa geração de
conhecimento para os futuros Médicos e/ou pesquisadores. Por fim, entende-se que a
ampliação de vagas para outros cursos de graduação da UFRGS, contribuirá ainda mais,
tanto para a formação de um número maior de estudantes quanto na promoção da
interdisciplinaridade.
Referências:
KEMP, Jane. Isn't Being a Librarian Enough? College &amp; Undergraduate Libraries,
[s.l.], v. 13, n. 3, p.3-23, 19 out. 2006. http://dx.doi.org/10.1300/j106v13n03_02. Acesso
em: 18 abr. 2019.
SALORT, Shirlei Galarça; PIFFER, Bárbara Pilatti. Diagnóstico em pesquisa
acadêmica: um estudo realizado com alunos da Graduação em Medicina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 27., 2017, Fortaleza. Anais...
. Fortaleza: Febab, 2017. p. 1 - 1. Disponível em:
&lt;http://www.bibliotecadigital.ufrgs.br/da.php?nrb=001056684&amp;loc=2018&amp;l=1d3c69bc
18411f64&gt;. Acesso em: 17 abr. 2019.
SILVA, Militza Bracho de; ORTEGA, Elga; PEÑA, Dionnys. ¿Cuáles competencias en
qué docente bibliotecario? Boletín de La Asociación Andaluza de Bibliotecarios,
Andaluzia, n. 90-91, p. 55-70, jan./jun. 2008.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O Bibliotecário como docente na graduação em Medicina: experiência na elaboração, docência e avaliação da disciplina “Tópicos de Informação em Saúde”.</text>
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            <name>Creator</name>
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                <text>Shirlei Galarça Salort</text>
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                <text>Bárbara PIlatti Piffer</text>
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                <text>Raquel Schimitt Domingos</text>
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                <text>Viviane Carrion Castanho</text>
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                <text>Maiara Bettio</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>Este trabalho apresenta as etapas de elaboração, docência e avaliação da disciplina “Tópicos de Informação em Saúde”, ofertada ao curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ministrada por bibliotecários, mostrando sua evolução e destacando os resultados das avaliações discentes, o conteúdo abordado e a metodologia utilizada. A experiência apresentada permitiu constatar que a inserção do bibliotecário nas atividades de ensino na graduação contribui positivamente para o letramento informacional dos acadêmicos, assim como para uma melhor formação em pesquisa.  Somando-se a isso, tal atuação permite maior interação com os discentes, o que possibilita um estreitamento das relações entre comunidade acadêmica e biblioteca, otimizando o uso dos recursos de informação disponíveis e proporcionando maior conhecimento dos serviços prestados pelos bibliotecários.  Por fim, entende-se que a ampliação de vagas para outros cursos de graduação da UFRGS, contribuirá ainda mais, tanto para a formação de um número maior de estudantes quanto na promoção da interdisciplinaridade.</text>
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                    <text>O Bibliotecário clínico e sua participação na equipe
interdisciplinar de Medicina Baseada em Evidência (MBE)

Thiago Asperti Mendes (FESPSP) - thiagoasperti@hotmail.com
Maria ROSA CRESPO (FaBCI) - rosa.crespo@fespsp.org.br
Resumo:
A Medicina Baseada em Evidência (MBE) traz o melhor das pesquisas cientificas para o dia a
dia clínico, ajudando médico e paciente encontrarem a melhor solução para o tratamento
médico. No entanto, com a crescente produção de material científico, os médicos encontram
dificuldade na busca da informação e cruzamento de dados para identificar as melhores
evidências e aplicar o melhor tratamento para o paciente. Diante desse problema, buscou-se,
por meio de revisão de literatura e entrevistas, identificar se o Bibliotecário pode agregar
valor a esse serviço e pode atuar como membro efetivo da equipe de MBE. Para isso, o
trabalho apresenta breve histórico da evolução da medicina, aprofunda-se em Medicina
Baseada em Evidência e o Bibliotecário Clinico, buscando identificar as competências
necessárias para o bibliotecário atuar nessa área. Pôde-se constatar que o bibliotecário pode
atuar em diversas áreas da saúde, incluindo a MBE, trazendo para a equipe qualidade
informacional, entregando para o corpo clínico a melhor evidência e proporcionando para o
paciente o melhor tratamento. O Bibliotecário clínico é uma realidade que pode trazer
melhorias para a saúde e ajudar desde o desenvolvimento de novas drogas até o tratamento
clínico, podendo salvar vidas.
Palavras-chave: Bibliotecário Clínico. Medicina
Medicina. Biblioteca Hospitalar.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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Baseada

em

Evidência.

Evolução

da

�1

Introdução
Na atualidade, com o crescimento das pesquisas e aumento exponencial do
volume de publicações de artigos científicos na área da Saúde, em paralelo com a
complexidade social e a necessidade de informações fidedignas, surgiu, no início da
década de 1970, a Medicina Baseada em Evidência (MBE), liderada por professores
das universidades do Reino Unido. Seu propósito é aumentar, por meio da
metanálise1, a efetividade, eficiência, eficácia e segurança de um tratamento médico,
adicionando evidências científicas ao tratamento e norteando a tomada de decisão.
Na MBE são consideradas: as melhores evidências científicas publicadas; o
conhecimento e experiência clínica do Médico, e o histórico e concordância do
paciente.
Dessa forma, há uma evidente oportunidade de atuação para o profissional
bibliotecário, que, a partir do conceito de MBE, desenvolverá seu papel como um
integrante da equipe interdisciplinar de saúde, fornecendo aos profissionais
informações que permitem melhorar a tomada de decisão, fundamentada na evidência
científica disponível mais adequada ao caso, contribuindo, assim, para aperfeiçoar o
atendimento. A MBE apresenta evidências atualizadas para que, após avaliar
criticamente os resultados e considerar o quadro clínico do paciente, o profissional de
saúde tome a sua decisão para o tratamento.
A atualidade, há uma grande lacuna entre o conhecimento científico produzido
em universidades e a prática da atenção à saúde, e a MBE vem sendo debatida em
todo mundo com o intuito de promover alternativas para enfrentar este problema. Em
2007, no XV Cochrane Colloquium, realizado em São Paulo, reuniram-se profissionais
de saúde, profissionais de informação em saúde, bibliotecários, editores de revistas
científicas, formuladores de políticas públicas, gestores e demais interessados em
informações baseadas em evidências, oriundos de mais de 70 países. Dentre os
temas discutidos, questionou-se, por exemplo, como democratizar a prática, levando
MBE para todos os conjuntos sociais. Em futuro próximo será um desafio das políticas
públicas de saúde promover o uso sistemático de evidências científicas,
principalmente no Brasil, onde os recursos disponíveis são limitados e há uma
A metanálise ou meta-análise (do grego μετα, "depois de/além", e ανάλυση, "análise") é uma técnica
estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de dois ou mais estudos
independentes, sobre uma mesma questão de pesquisa, combinando, em uma medida resumo, os
resultados de tais estudos. Ver, https://pt.wikipedia.org/wiki/Metan%C3%A1lise
1

�2

necessidade de profissionais capacitados para tradução e disseminação do
conhecimento.
Indústrias farmacêuticas e hospitais estão buscando profissionais que
agreguem valor ao seu serviço. Dentre esses profissionais está o bibliotecário, um
profissional flexível, preparado para tratar e disseminar a informação, independente
do suporte e das necessidades dos usuários, e fornecer informação de qualidade,
fundamental em qualquer área, mas principalmente quando se trata de manutenção
da vida.
Metodologia
Por meio de pesquisa exploratória, buscamos mostrar que as contribuições do
bibliotecário, com sua expertise na busca da informação de qualidade, é essencial
para maior eficácia da MBE, quebrando o paradigma de que apenas profissionais da
saúde podem contribuir para a área, e apontando o bibliotecário como agente
multidisciplinar e fundamental quando o assunto é informação de qualidade.
Dividimos o trabalho em duas frentes de coleta de dados. Primeiro, realizamos
a coleta de dados bibliográficos. Por se tratar de um tema ainda pouco explorado,
fizemos um levantamento bibliográfico específico nas principais bases da área de
Saúde e da Ciência da Informação. Os termos pesquisados foram Medicina Baseada
em Evidência, Bibliotecário na área da saúde, Pesquisa Cientifica, Bibliotecário da
Indústria Farmacêutica, Bibliotecário Clínico, Profissional da Informação no MBE.
Em uma segunda etapa, desenvolvemos três entrevistas para coletar dados
com profissionais da área da saúde que trabalham com MBE e atuam com
bibliotecários. O intuito foi identificar suas percepções sobre a atuação do bibliotecário
e suas competências e confrontar com as informações levantadas na primeira frente
de pesquisa. Os entrevistados foram: um médico e professor de cardiologia da
UNIFESP, um Medical Science Liaison2 (MSL) que atua em Pesquisa Clínica em uma
indústria farmacêutica brasileira e uma gerente de informações médicas de uma
indústria farmacêutica.

2

Um contato de ciência médica é um profissional de consultoria de saúde que é empregado por
empresas farmacêuticas, de biotecnologia, dispositivos médicos e de assistência gerenciada. Ver,
https://en.wikipedia.org/wiki/Medical_science_liaison

�3

Resultados e Discussão
Comparando a literatura revisada e as entrevistas com profissionais,
analisamos que as fontes concordam que o bibliotecário clínico agrega valor e traz
para MBE rapidez e eficiência, porém ficou claro que é necessário que o bibliotecário
vá além do ensinado na graduação, ele precisa buscar especialização na área da
saúde para poder dar o suporte de qualidade.
Para ser eficaz a MBE precisa da informação de qualidade, e o bibliotecário
tem a expertise de localizar a informação bruta e lapidar, por isso, as pesquisas
mostraram que o bibliotecário é uma realidade na MBE e pode ajudar a salvar vidas.
O trabalho nos possibilitou também enxergar uma oportunidade de melhoria na
saúde brasileira, pois a MBE não demanda grandes investimentos. Isso gerou uma
nova pergunta, por que a MBE não ganha mais espaço no Brasil? Em nossa pesquisa
deparamos com a falta de preparo dos médicos brasileiros para esse tipo de
atendimento, pois o foco no país é o assistencialismo. Para identificar por que isso
ocorre seria necessário novas pesquisas com foco no assunto, entrevistando médicos,
professores e direção de hospitais.

Considerações finais
A pesquisa nos mostrou que o bibliotecário tem um papel importante que não
pode ser substituído à altura por outro profissional, mas para chegar a bibliotecário
clínico ele precisa mais do que a formação acadêmica em Biblioteconomia, ele precisa
se especializar na área da saúde e adquirir competências especificas.
Identificamos também, inúmeras possibilidades de atuação para o bibliotecário
na área da saúde e que esse campo tende a crescer, mas para isso os bibliotecários
precisam de pro atividade, buscar novos olhares sobre sua formação e mostrar que é
capacitado para atuar em diversas áreas do conhecimento.
Com o resultado, pretendemos fomentar a curiosidade dos bibliotecários
brasileiros para essa área de pesquisa que atualmente é tão escassa no país,
precisamos debater, criar grupos e levar para as universidades o assunto, mostrar que
o bibliotecário pode e deve ir muito além da Biblioteca. A necessidade informacional
é incalculável e a possibilidade de atuação do bibliotecário deve seguir o mesmo rumo.

�4

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SEVERINO,

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                <text>A Medicina Baseada em Evidência (MBE) traz o melhor das pesquisas cientificas para o dia a dia clínico, ajudando médico e paciente encontrarem a melhor solução para o tratamento médico. No entanto, com a crescente produção de material científico, os médicos encontram dificuldade na busca da informação e cruzamento de dados para identificar as melhores evidências e aplicar o melhor tratamento para o paciente. Diante desse problema, buscou-se, por meio de revisão de literatura e entrevistas, identificar se o Bibliotecário pode agregar valor a esse serviço e pode atuar como membro efetivo da equipe de MBE. Para isso, o trabalho apresenta breve histórico da evolução da medicina, aprofunda-se em Medicina Baseada em Evidência e o Bibliotecário Clinico, buscando identificar as competências necessárias para o bibliotecário atuar nessa área. Pôde-se constatar que o bibliotecário pode atuar em diversas áreas da saúde, incluindo a MBE, trazendo para a equipe qualidade informacional, entregando para o corpo clínico a melhor evidência e proporcionando para o paciente o melhor tratamento. O Bibliotecário clínico é uma realidade que pode trazer melhorias para a saúde e ajudar desde o desenvolvimento  de novas drogas até o tratamento clínico, podendo salvar vidas.</text>
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                    <text>O Arquivo Municipal de Vitória como local de memória pela ótica
de seus usuários.

Fabiola Pereira Costa (UFES) - fabiolajpc@hotmail.com
Nathalia Alves dos Santos (Ufes) - nathisantos@yahoo.com.br
Resumo:
Tem como finalidade apresentar uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2016 no
Arquivo Municipal de Vitória, da cidade de Vitória/ES, com o objetivo de identificar quais
perspectivas dos usuários do arquivo em relação ao local como espaço de memória a partir do
uso de seu acervo como fonte de pesquisa. Os procedimentos metodológicos foram a pesquisa
descritiva, levantamento bibliográfico e a aplicação de questionários realizada através de
e-mail para todos os usuários do arquivo de período de 01 de abril de 2016 a 30 de junho de
2016.
Palavras-chave: Arquivo. Documento. Memória.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia: ( ) Sim (x) Não
Eixo Temático: Eixo 8 – Ciência da Informação
Resumo expandido
Tem como finalidade apresentar uma pesquisa realizada no primeiro semestre de
2016 no Arquivo Municipal de Vitória, da cidade de Vitória/ES, com o objetivo de
identificar quais perspectivas dos usuários do arquivo em relação ao local como
espaço de memória a partir do uso de seu acervo como fonte de pesquisa. Os
procedimentos

metodológicos

foram

a

pesquisa

descritiva,

levantamento

bibliográfico e a aplicação de questionários realizada através de e-mail para todos
os usuários do arquivo de período de 01 de abril de 2016 a 30 de junho de 2016.
Introdução
A sociedade de modo geral, quando faz uso dos lugares de memória
remete-se a um cenário em que o passado é sempre chamado, sentindo
necessidade de relacioná-la a um espaço simbólico ou, no que tange aos espaços
físicos, relaciona-los a monumentos, estátuas, museus, arquivos ou qualquer outra
instituição capaz de armazenar documentação de caráter histórico. Nesse
contexto, ressaltamos na Arquivologia os acervos permanentes, presentes nas
instituições de arquivo que, por suas características especificas, são capazes de
remeter ao passado e às memórias.
Segundo Bernardes (1998, p.42) o Arquivo Permanente é o conjunto
documental que é preservado “[...] em caráter definitivo em função de seu valor
para a eficácia da ação administrativa, como prova, garantia de direitos ou fonte
de pesquisa”. Dessa forma, podemos dizer que são os processos de classificação
e avaliação de documentos que permitem a constituição dos acervos de arquivos
permanentes presentes na sociedade.
O Arquivo Municipal de Vitória tem sob sua custódia documentos relevantes
no ponto de vista social quando relacionados à memória. São documentos que

�registram o crescimento da cidade e de seus arredores, fortalecendo seu papel
diante da sociedade como local e espaço colaborativo no resgate de sua história.
Nessa perspectiva, o presente trabalho tem o intuito de registrar o Arquivo
Municipal de Vitória através da ótica de seus usuários, estabelecendo não
somente seu ponto de vista em relação ao espaço como local de memória, mas
também, identificar a contribuição da instituição para que o local seja visto,
reconhecido e utilizado como tal.
Método da pesquisa
A metodologia utilizada aborda a pesquisa bibliográfica e pesquisa
descritiva com formato de estudo de caso utilizando como instrumento para coleta
de dados o uso de questionários.
A primeira etapa consistiu na pesquisa bibliográfica e o levantamento de
informações que possibilitaram aprofundar os conhecimentos e ampliar a visão
referente à temática proposta. Na segunda etapa foram analisados dados
relacionados a cada usuário nos quais já estavam armazenados na instituição em
questão e em seguida, foram aplicados questionários específicos com perguntas
fechadas e de múltipla escolha para que fosse possível identificar o Arquivo
Municipal de Vitória através da ótica dos respectivos usuários, quanto ao seu
ponto de vista em relação ao espaço como local de memória e a contribuição da
instituição como um ambiente de memória.
Resultados e Discussão
Foram extraídos dados estatísticos de 11 usuários que contribuíram para a
construção do trabalho. Quanto ao nível de escolaridade, foi observado que boa
parte dos usuários possui nível superior: 63,6 % são usuários de ensino superior;
27,3% são usuários com nível médio e 9,1% classificou suas respostas como
outros. Entre os documentos que mais despertam interesses nas pesquisas, estão
os mapas, com 31,3% de interesse dos usuários; e as fotografias com 31,2%.
Quanto aos assuntos pesquisados, os mais procurados são os relacionados ao
desenvolvimento da capital, Vitória.
A instituição de Arquivo em questão não possui o material básico para um
arquivo público que permite melhor acesso às informações, o guia. Porém, possui

�listagens preparadas para que o usuário possua autonomia no momento da
pesquisa. Essa autonomia é referente à identificação dos documentos que
possam atender sua necessidade informacional, necessitando do auxilio de um
servidor na hora de localizar o documento e ter acesso a tal. Apesar do empenho
da equipe em manter esse instrumento de pesquisa disponível aos usuários, há
necessidade de atualização, revisão e informatização. Mesmo com as deficiências
identificadas nos instrumentos de pesquisa, 100% dos usuários consultados
obtiveram as informações que procuravam no arquivo e encontraram o auxilio
necessário para as pesquisas nos documentos localizados.
Na avaliação ao apoio do arquivo na pesquisa dos usuários, 100% dos
usuários consultados encontraram no arquivo apoio para sua pesquisa,
independente da relação da pesquisa, acadêmica ou probatória. Dos usuários que
responderam o questionário, 45,5% avaliam a visita ao arquivo como ótima; 45,5%
avaliam como boa e 9% avaliaram como regular.
Dos dados coletados, 90,9% já utilizam os arquivos como fonte de pesquisa
e 9,1% não estão habituados a pesquisas em arquivo. Foi possível identificar que
o percentual não habituado à utilização dos arquivos como fonte inclui os usuários
com nível de escolaridade de ensino médio, reforçando a necessidade de
ampliação do acesso aos arquivos não restringindo seu acesso ao público mais
erudito e especialista.
Quanto ao interesse em pesquisar nas instituições de arquivo depois de
visitar o Arquivo Público Municipal de Vitória, 54,5% não sofreu alteração no
interesse que já possuía e 45,5% tiverem aumento no interesse. Apesar das
avaliações positivas em relação ao atendimento e informações encontradas, esse
resultado reforça a necessidade de melhorias nos suportes aos usuários a fim de
despertar ainda mais interesse dos usuários habituais do arquivo cultivando o
interesse dos novos usuários e promovendo-se para possíveis usuários.
Em relação à satisfação dos usuários quanto aos documentos consultados,
45,5% avaliaram como ótima; 45,5% avaliaram como boa e 9% avaliaram como
regular. No quesito informacional, 90,9% avaliaram como atrativas as informações
encontradas e 9,1% avaliaram como indiferente.

�Apesar de a instituição localizar-se em uma região que possibilite o acesso
a um número maior de usuários que possam procurar por informações para outras
finalidades, de modo geral, as pesquisas dos usuários consultados possuem como
finalidade algum objetivo acadêmico. A análise dos dados permitiu identificar que
100% dos usuários consultados consideram necessária a preservação das
informações encontradas nos documentos de arquivo. Quanto à utilização do
arquivo para pesquisas de resgate de memória, 100% dos usuários consultados
mostraram-se favoráveis. Assim, fica perceptível a compreensão da importância
não só da preservação das memórias registradas nos documentos de arquivo,
mas também a necessidade de possibilitar o acesso às mesmas.
Em relação à existência de elementos registrados em documentos de
arquivo que possibilitem o resgate da memória, todos os usuários consultados
mencionaram enxergar nos documentos arquivísticos memórias registradas que
possibilitem pesquisas e resgate de memórias. Os documentos são, antes de
tudo, a materialização de uma memória cultural, seja ela regional ou não e os
registros depositados em instituições de arquivos evocam a memória de um povo.
Desse modo, os arquivos e os documentos estabelecem laços emocionais e
intelectuais com as pessoas e os acontecimentos de épocas anteriores, por terem
a capacidade de evocar e permitir lembrar as coisas esquecidas.
No entanto, possuir documentos que registrem memória não é o suficiente
para que o acesso às elas seja garantido, sendo necessárias ações e
instrumentos que viabilizem o acesso aos conteúdos existentes. Quanto às
contribuições do Arquivo Público Municipal de Vitória como espaço de memória,
54,5% dos usuários avaliaram como ótimo; 27,3% avaliaram como bom e 18,2%
avaliaram como regular.
Dos usuários consultados, 55% compreendem memória segundo a
afirmativa de Nora (1993),
[...] a memória é a vida, sempre carregada por grupos vivos e,
nesse sentido, ela está em permanente evolução, [...] vulnerável a
todos os usos e manipulações, susceptível de longas latências e
de repentinas revitalizações.

Assim, analisando os dados coletados e a compreensão dos usuários
relativas à memória e a necessidade de sua preservação, foi possível observar

�que os usuários enxergam no arquivo um espaço propício para resgate da
memória sem extinguir a contribuição que cada indivíduo possui no processo de
construção social da memória. Para além, é possível identificar que para os
usuários, a memória é considerada como algo em constante construção e que ao
acessá-las,

tornam-se

sujeitos

transformadores

e

colaboradores

dessa

construção.
Considerações Finais
Espera-se que as informações apresentadas sirvam como ponto de partida
para que a instituição reconheça o ponto de vista de seus usuários, que
identificam o Arquivo Público Municipal de Vitória como um espaço de memória, a
fim de viabilizar novas atitudes diante das possibilidades que a memória registrada
em seu acervo apresentam. O reconhecimento, por parte dos usuários,
identificado no decorrer da presente pesquisa contribuiu para ressaltar a
necessidade de promoção dessa documentação.
Com intuito de abrir espaço para discussões que norteiam a instituição
como local de memória, o trabalho apresentou a importância que os usuários
enxergam no acervo que compõe a instituição e o papel social que as memórias
ali registradas possuem. Partindo do ponto de que a memória é um direito do
cidadão, cabe ao Arquivo Público Municipal de Vitória possibilitar o acesso aos
documentos que preserva. Não apenas guardar e preservar, mas fazer com que
as memórias ali materializadas em forma de documentos possam ser de
conhecimento da sociedade como elementos que contribuam na construção
social.
Referências
BERNARDES, Ieda Pimenta. Como avaliar documentos de arquivo. São Paulo :
Arquivo do Estado, 1998.
NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. In: Revista
do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de
História. São Paulo, n. 10, dez, 1993.

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                <text>Tem como finalidade apresentar uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2016 no Arquivo Municipal de Vitória, da cidade de Vitória/ES, com o objetivo de identificar quais perspectivas dos usuários do arquivo em relação ao local como espaço de memória a partir do uso de seu acervo como fonte de pesquisa. Os procedimentos metodológicos foram a pesquisa descritiva, levantamento bibliográfico e a aplicação de questionários realizada através de e-mail para todos os usuários do arquivo de período de 01 de abril de 2016 a 30 de junho de 2016.</text>
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                    <text>MEMÓRIA, SENTIDOS E CONCEITOS DA FOTOGRAFIA COMO
FONTE DE INFORMAÇÃO: recortes de acervo de jornal

Cínthia Reggiane Cordeiro de Almeida (UFMA) - cinthiaalmeida01@yahoo.com.br
Georgete LOPES FREITAS (UFMA) - georgete.lf@gmail.com
Resumo:
A fotografia como fonte de informação geradora de conhecimento e como um insumo para o
processo de comunicação. Evidencia a importância dos registros fotográficos ao longo da
história, como estão presentes na atualidade nas diversas áreas do conhecimento e do
cotidiano social. Trabalha com os conceitos de fotografia, com base nas teorias da Ciência da
Informação e Biblioteconomia e enfatiza seu aspecto informacional que auxiliam no resgate da
memória de organizações, cidades e pessoas. Objetiva apresentar a importância das
fotografias como fontes de informação histórica, por meio da análise de recortes do acervo
fotográfico do Jornal O Imparcial; apresentar conceitos e história da fotografia e sua
abordagem na área da Ciência da Informação e da Biblioteconomia; descrever as fotografias
como fontes de informação e o seu papel no registro da memória coletiva e apresentar
fotografias do acervo do Jornal O Imparcial. A pesquisa é bibliográfica, documental e campo,
nas quais se utilizou a literatura pertinente à temática; 9 (nove) fotografias do acervo do Jornal
O Imparcial de São Luís, Maranhão de 1960 a 1980, publicadas na coluna “Retrato da
História”, disseminadas por meio de redes sociais como o Facebook e o Instagram, e a recolha
de depoimentos de eminentes jornalistas que detém a memória oral do referido Jornal. Conclui
que a fotografia é uma importante fonte de informação que traz a memória de diferentes povos
e locais e sugere o empreendimento de novos estudos para discutir as políticas de Preservação
e técnicas de Conservação dos documentos.
Palavras-chave: Fotografia. Fontes de Informação. Memória.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático 8: Ciência da Informação
1 INTRODUÇÃO
Desde os tempos mais remotos, o homem utilizou a imagem como forma de
representar a percepção do mundo que vive ou como forma de guardar e/ou
disponibilizar conhecimentos que seriam úteis para as gerações futuras. As gravuras
feitas em áreas rochosas de cavernas no período da pré-história podem ser vistas como
as primeiras tentativas de se representar o cotidiano através de imagens, buscando
preservar e perpetuar, valores, crenças e bem como transmitir informações ou
acontecimentos.
A informação é a troca de mensagens que apresentam uma relevância comum
entre o emissor (quem produz a mensagem) e um sujeito (quem recebe a mensagem),
por meio de um suporte tecnológico que faz a sua mediação. Toda informação é dotada
de consciência, objetivo e finalidade ao ser transmitida do emissor para o interlocutor.
Ela é uma ferramenta formadora de conhecimento, existente nos meios de
comunicação e no dia-a-dia das pessoas, está presente em artigos, livros, revistas,
jornais e propagandas.
No decorrer do desenvolvimento histórico da sociedade é possível perceber que
a fotografia representa um pedaço da realidade, concebe um passado, é a testemunha
de fatos e acontecimentos por meio do olhar do fotógrafo. A ação de fotografar é uma
atividade que deve ser desenvolvida combinando: reflexão (contextualização e
pesquisa), apreciação (interpretação das imagens) e produção (tirar fotos).
A fotografia promove a interdisciplinaridade no uso das imagens em diversos
temas e nesse sentido, delineou-se como problema de pesquisa: Como a fotografia
representa os fazeres de conceitos, sentidos e memórias da sociedade? O objetivo
geral visa apresentar a importância das fotografias como fontes de informação histórica,

�a partir de um estudo no acervo fotográfico do jornal O Imparcial. Seus objetivos
específicos são: a) apresentar conceitos e história da fotografia e sua abordagem na
área da Ciência da Informação e da Biblioteconomia; b) descrever a imagem fotográfica
como fontes de informação e o seu papel no registro da memória coletiva; c) apresentar
um recorte da memória da sociedade ludovicense a partir de fotografias disponíveis no
jornal O Imparcial.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Para analisar a fotografia como fonte de informação, foi preciso realizar uma
pesquisa bibliográfica, documental e campo com abordagem qualitativa, a fim de
delimitar formas distintas do seu uso.
Para Kossoy (1989, p.49): “As fotografias, como todos os documentos,
monumentos e objetos produzidos pelo homem, têm atrás de si uma história.” E nesse
contexto de importância para a memória de povos, países, cidades, foram selecionadas
9 (nove) fotografias do acervo fotográfico do jornal O Imparcial de São Luís, Maranhão
e escolheu-se como material de análise imagens fotográficas dos anos de 1960 a 1980
que foram utilizadas para a coluna “Retrato da História”, as quais obtiveram o maior
número de acesso e curtidas nas redes sociais Instagram e Facebook.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Segundo Kossoy (1989), a análise fotográfica é dividida em dois tipos: a
descritiva, que apenas descreve o documento e seus aspectos físicos, e a análise
interpretativa, que depende do conhecimento prévio de quem irão analisá-la sobre o
assunto que a fotografia trata. Para Guran (1999, p.67): “O entendimento de uma
fotografia é tão amplo quanto à capacidade que cada um de nós tem de enxergar suas
nuances interpretativas.”.
As fotografias selecionadas datam dos anos de 1960 a 1980, são apresentadas
nessa cronologia, por serem posteriores a 1955, ano em que a fotografia como suporte
de plástico começou a ser utilizada e seu negativo é feito de poliéster, tendo em sua
composição, gelatina e corantes, tornando-a quimicamente estável, referentes ao
Linotipo do jornal O Imparcial (1960), o Abrigo da Praça João Lisboa (1972), a Avenida
Beira Mar (1972), a RFFSA –

Estação João Pessoa (1974), o Hotel Central (1975), a

�Praia da Areinha (1975), o Busto de Maria Firmina do Reis na Praça Deodoro (1976), a
Rampa Campos Melo (1984) e o Palácio Cristo Rei (1986).
Exemplifica-se neste resumo expandido apenas a Fotografia 1, tendo em vista a
limitação de páginas.
Fotografia 1 - Linotipo – 1960

Fonte: Jornal O Imparcial (2018).

Na década de 60, na antiga sala de máquinas de O Imparcial utilizava-se a
Linotipo que é uma máquina que funde em bloco cada linha de caracteres tipográficos,
composta de um teclado, como o da máquina de escrever. A capacidade de produção é
de seis mil a oito mil toques por hora. O próprio operador despacha para a fundição, a
270 graus Celsius. Mesmo com a quase extinção da técnica, com a chegada da
imprensa offset, alguns lugares, principalmente cidades interioranas, ainda mantêm até
hoje gráficas que trabalham com o maquinário de linotipos.
Os resultados da análise das fotografias foram discutidos por meio das obras de
Kossoy (1989, 2001, 2002, 2007), Samain (1998), Le Goff (2003) e Salgado (2014).
Samain (1998) fala que a significação de uma imagem permanece, em grande parte,

�tributária da experiência e do saber que a pessoa que a contempla adquiriu
anteriormente. Nessa vertente, a imagem visual não é uma simples representação da
“realidade”, e sim um sistema simbólico. Por mais abstrata que pareça, a fotografia é
sempre imagem de alguma coisa, além de que, tudo que se vê parece estar ao alcance,
pelo menos, diante do olhar de quem vê.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer desta investigação fez-se o levantamento de obras consultadas
acerca dos temas e tópicos que nortearam a pesquisa. O assunto, a fotografia como
fontes de informação, foi delimitada por meio de autores da área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação e de autores de diversas áreas do conhecimento ligados à
imagem e à fotografia.
Foram analisadas as fotografias do acervo do jornal O Imparcial de São Luís,
Maranhão, com base nas que foram publicadas na coluna Retrato da História. O
propósito da análise destas imagens foi o de mostrar como a fotografia pode ser fonte
disseminadora de informação, uma possibilidade aberta para a reconstrução de
memórias e histórias e formadora de conhecimento na sociedade.
Este trabalho foi realizado com a finalidade de complementar as informações
literárias acerca dos documentos fotográficos na área da Ciência da Informação. Com a
pesquisa realizada conclui-se que a fotografia é uma importante fonte de informação e
pode ser manuseada em diferentes setores do conhecimento.
Espera-se que os bibliotecários e demais profissionais da informação desfrutem
do teor deste trabalho no seu cotidiano e compreendam que a fotografia, além de ser
uma fonte de informação, também serve de incentivo para ser utilizada em pesquisas
ou qualquer outra atividade e tem a intenção de servir como ferramenta para a
construção de novos conhecimentos.
REFERÊNCIAS
KOSSOY, Boris. A fotografia como fonte histórica: introdução à pesquisa e
interpretação das imagens do passado. São Paulo: Secretaria da Indústria, Comércio,
Ciência e Tecnologia, 1989.
KOSSOY, Boris. Fotografia e história. 2. ed. rev. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
KOSSOY, Boris. Realidades e ficções na trama fotográfica. 3. ed. São Paulo: Ateliê
Editorial, 2002.

�KOSSOY, Boris. Os tempos da fotografia. São Paulo: Ateliê, 2007.
LE GOFF, Jacques. História e memória. 5. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.
SALGADO, Sebastião. Da minha terra à terra. São Paulo: Paralela, 2014.
SAMAIN, Etienne. Questões heurísticas em torno do uso das imagens nas Ciências
Sociais. In: FELDMAN-BIANCO, Bela; LEITE, Mirian L. Moreira (org.). Desafios da
imagem: fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais. Campinas: Papirus, 1998.

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                <text>Cínthia Reggiane Cordeiro de Almeida</text>
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                <text>Georgete LOPES FREITAS</text>
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                <text>A fotografia como fonte de informação geradora de conhecimento e como um insumo para o processo de comunicação. Evidencia a importância dos registros fotográficos ao longo da história, como estão presentes na atualidade nas diversas áreas do conhecimento e do cotidiano social. Trabalha com os conceitos de fotografia, com base nas teorias da Ciência da Informação e Biblioteconomia e enfatiza seu aspecto informacional que auxiliam no resgate da memória de organizações, cidades e pessoas. Objetiva apresentar a importância das fotografias como fontes de informação histórica, por meio da análise de recortes do acervo fotográfico do Jornal O Imparcial; apresentar conceitos e história da fotografia e sua abordagem na área da Ciência da Informação e da Biblioteconomia; descrever as fotografias como fontes de informação e o seu papel no registro da memória coletiva e apresentar fotografias do acervo do Jornal O Imparcial. A pesquisa é bibliográfica, documental e campo, nas quais se utilizou a literatura pertinente à temática; 9 (nove) fotografias do acervo do Jornal O Imparcial de São Luís, Maranhão de 1960 a 1980, publicadas na coluna “Retrato da História”, disseminadas por meio de redes sociais como o Facebook e o Instagram, e a recolha de depoimentos de eminentes jornalistas que detém a memória oral do referido Jornal. Conclui que a fotografia é uma importante fonte de informação que traz a memória de diferentes povos e locais e sugere o empreendimento de novos estudos para discutir as políticas de Preservação e técnicas de Conservação dos documentos.</text>
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                    <text>Ler, compartilhar e interagir no contexto dos blogs literários
Jéssica Patrícia Silva de Sá (UFMG) - j.jessicadesa@gmail.com
Resumo:
Nesse trabalho são apresentados os resultados de uma investigação que buscou averiguar as
práticas informacionais dos blogueiros literários no que diz respeito aos seus papéis como
leitores, produtores de conteúdo e mediadores de leitura nos webrings - os círculos sociais de
blogueiros - pertencentes à blogosfera literária. Por se tratar de uma pesquisa de cunho
qualitativo em profundidade, a metodologia consistiu no uso da netnografia, que possibilitou
uma imersão na blogosfera literária, utilizando-se a análise documental e a entrevista
semiestruturada como técnicas de coleta de dados. Os resultados apontaram as práticas
informacionais realizadas pelas oito blogueiras identificadas na amostra, que foram elencadas
em quatro categorias: leitura, identidade, ações de informação e interação.
Palavras-chave: Blogs literários. Compartilhamento de leituras. Práticas informacionais.
Blogueiros.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�1 INTRODUÇÃO
Esse trabalho refere-se à dissertação de mestrado intitulada “Ler e
compartilhar na web: práticas informacionais de blogueiros literários”, defendida em
dezembro de 2018 no Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da
Universidade Federal de Minas Gerais. A pesquisa partiu do pressuposto de que
uma das possibilidades que o leitor literário possui para compartilhar suas
experiências de leitura é inserir-se no ambiente virtual, buscando outros leitores na
web.
A leitura literária possui um caráter paradoxal, ao permitir escapadas solitárias
e também encontros (PETIT, 2009). Em certo aspecto, o ato de ler pode ser
compreendido como solitário, uma vez que o leitor possui apenas o livro como seu
companheiro durante a leitura, realizando um diálogo interno com o texto e com o
autor. Contudo, o fim da leitura pode vir acompanhado de uma necessidade do leitor
de compartilhar as reflexões e experiências vivenciadas pela narrativa, emitindo sua
opinião e juízo de valor sobre o livro lido. É nesse sentido que a leitura literária pode
abrir caminho para encontros com outros leitores, de forma que possam ocorrer
trocas informativas sobre suas experiências de leitura.
Em outras épocas, era necessário um local físico onde um grupo de leitores
pudesse se encontrar pessoalmente. Outro meio de comunicação era o envio de
correspondências por correio para compartilhar leituras, críticas e comentários
(CARNEIRO, 2011). O advento da internet abriu novas possibilidades para entrar em
contato com as pessoas através da rede. Assim, surgiram espaços virtuais nos quais
leitores podem compartilhar suas leituras, opiniões, críticas, sugestões e quaisquer
informações literárias. Um desses espaços são os blogs literários.
Araújo e Araújo (2015) consideram blogs literários como aqueles que
abordam de várias maneiras a temática da leitura, dos livros e da literatura em geral.
De acordo com esses autores, a resenha seria um elemento importante na
categorização dos blogs literários, pois são as representações das experiências de
leitura do blogueiro, transmitidas aos leitores da página.
De acordo com Di Luccio e Nicolaci-da-Costa (2010), além de escreverem em
seus blogs, os blogueiros leem regularmente outros blogs e interagem com os seus
autores. Como resultado é formada uma comunidade de escritores/leitores de blogs
com grande potencial de interação e formação de opinião pública. Recuero (2003, p.
9) denomina esses círculos sociais formados por blogueiros como webrings, que
“representam um círculo de pessoas que interagem com alguma frequência através
de seus blogs e comentários”. Dessa forma, são constituídos círculos sociais
virtuais, nas quais os papéis de blogueiros e leitores se misturam, permitindo uma
interatividade que resulta em um compartilhamento de informações sobre literatura.
A abordagem social dos estudos de usuários da informação foi adotada como
suporte teórico desse estudo, baseando-se na perspectiva das práticas
informacionais como forma de compreender a relação entre o sujeito e a informação.
A terminologia práticas informacionais denomina “os estudos conduzidos a fim de

�investigar como se dão os inter-relacionamentos entre o sujeito e a informação”
(SIRIHAL DUARTE; ARAÚJO; PAULA, 2017, p. 3).
O objetivo geral da pesquisa foi investigar os blogs literários buscando
averiguar as práticas informacionais dos blogueiros no que diz respeito aos seus
papéis como leitores, produtores de conteúdo e mediadores de leitura nos webrings
pertencentes à blogosfera literária.
Para alcançar o objetivo geral, foram considerados os seguintes objetivos
específicos: caracterizar as práticas informacionais dos blogueiros literários;
constatar os principais motivos que levam à criação do blog literário; identificar os
papéis dos blogueiros literários como leitores, produtores de conteúdo e mediadores
de leitura nos webrings; investigar como se dá a criação dos webrings.
2 METODOLOGIA
Para o desenvolvimento da pesquisa optou-se por utilizar o método da
netnografia, também conhecida como etnografia virtual. A escolha desse método
também está relacionada à adoção da perspectiva teórica das práticas
informacionais, visto que a netnografia apresenta uma maneira de pesquisar que
permite uma proximidade com as dimensões cultural e social dos sujeitos, aspectos
que são evidenciados na abordagem social dos estudos de usuários da informação.
A netnografia é definida por Kozinets (2002, p. 2, tradução nossa) como “uma nova
metodologia de pesquisa qualitativa que adapta técnicas de pesquisa da etnografia
para o estudo de culturas e comunidades emergentes cujas comunicações são
mediadas por computador”.
O universo da pesquisa abrange os blogueiros literários da Região
Metropolitana de Belo Horizonte e seus respectivos blogs. A amostra buscou uma
representatividade social e foi definida em um evento literário, o 20º #Clube do Livro
BH, que aconteceu no dia 24 de fevereiro de 2018. Dos 19 blogs identificados no
evento, oito foram considerados como possíveis de serem contemplados na
pesquisa, de acordo com a definição de blog literário adotada.
A amostra considerou os blogs literários: Entrando Numa Fria, Minha Estante
e Muito Mais, Marshmallow com Café, DNA Literário, Cultura Pocket, Menina
Compassiva, Livros e Sushi, Paradise Books.
Ao se tratar de um estudo de cunho qualitativo em profundidade, pautado no
método netnográfico, optou-se por adotar as seguintes técnicas de coletas de dados:
análise documental dos blogs e entrevistas semiestruturadas realizadas com suas
respectivas blogueiras.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A amostra foi contemplada por blogs literários diversos, com proporções
diferentes em relação aos números de seguidores, comentários e frequência de
postagens, com presença ou não de parcerias editoriais. As blogueiras também

�apresentaram diversidade na faixa etária, nas profissões e também no tempo de
atuação como blogueiras.
A análise documental foi realizada por meio do acompanhamento e leitura das
postagens dos blogs, sendo também analisados os layouts dos blogs e os recursos
disponíveis. Em um período de seis meses, compreendido entre março e agosto de
2018, foi observado em cada um dos blogs o conteúdo textual, o conteúdo imagético
e também os comentários dos leitores. Foi analisada a frequência das postagens, a
quantidade de comentários e o número de seguidores nos blogs. Foi possível
identificar quatro características comuns a todos os blogs analisados: a publicação
de resenhas de livros, a realização de sorteios, o perfil no Instagram e a página no
Facebook.
A análise das entrevistas com as blogueiras participantes da pesquisa
ressaltou a diversidade de modos com os quais esses sujeitos lidam com a
informação em suas principais ações cotidianas. Foram criadas quatro grandes
categorias de análise relacionada às práticas informacionais das blogueiras, com 18
subcategorias. As categorias de análise foram criadas a posteriori, ou seja,
emergiram após a análise dos dados das entrevistas.
A categoria Leitura foi composta por seis subcategorias. Ao investigar o
interesse inicial das blogueiras pela leitura, identificou-se a presença de
instituições (escola, biblioteca), pessoas (família, amigos) e também a literatura de
massa como os elementos influenciadores no processo de formação das leitoras. A
análise da frequência de leitura considerou sua incorporação ao cotidiano das
blogueiras, avaliadas como leitoras assíduas. Quanto aos suportes de leitura,
percebeu-se que as blogueiras utilizam o suporte impresso e também o digital, lendo
frequentemente ebooks. A necessidade de compartilhar leituras foi evidenciada
no discurso de todas as blogueiras, fruto da vontade de conversar e trocar ideias
sobre os livros lidos. A busca de informação sobre livros pode ocorrer antes e/ou
depois da leitura. Além disso, ocorre o encontro casual, a procura e a fuga do
spoiler. Os processos de apropriação da leitura envolvem o gosto pela leitura, a
leitura como fuga da realidade, a vivência da alteridade e as experiências
emocionais com a leitura literária.
Na categoria Identidade foram identificadas três subcategorias, relacionadas
ao envolvimento de cada blogueira com seu blog. A subcategoria motivações
compreende os principais motivos que levam as leitoras a se apropriarem do
ciberespaço, tornando-se blogueiras. Em representações do blog, compreende-se
como as blogueiras concebem o seu próprio blog: hobby, forma de visibilidade,
trabalho e filho. Na subcategoria mudanças após o blog, algumas blogueiras
relatam que o blog possibilitou a criação de novas amizades e melhoria da
sociabilidade, outras consideram que trouxe autoconfiança e reconhecimento.
A categoria Ações de informação compreendeu seis subcategorias. A
subcategoria produção de conteúdo contém a visão das próprias blogueiras da sua
atuação em relação à criação de publicações no blog. Em escrita de resenhas,
compreende-se a relação das blogueiras com a escrita e a produção das resenhas
críticas. A realização de sorteios e lançamentos diversifica as publicações dos

�blogs, objetivando atrair os leitores. A produção de fotos apresenta-se como uma
outra forma de disseminar informações sobre os livros, por meio da criação de
conteúdo imagético. A importância da atualização do blog advém do seu papel
preponderante na permanência dos seguidores. Na subcategoria transmídia,
observa-se o uso das redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter e YouTube) como
plataformas vinculadas ao blog, destacando o Instagram como a mídia mais atrativa
na visão das blogueiras.
A categoria Interação compreendeu três subcategorias. Ao investigar a
relação das blogueiras com seus leitores, percebe-se: a importância do número de
seguidores, a ausência de vínculo com os leitores na maior parte dos casos, a
relevância dos comentários, um discurso comum sobre a ausência de comentários e
a realização de um incentivo à leitura nos blogs. Na análise da interação entre as
blogueiras e os demais blogueiros, destaca-se: a leitura de outros blogs, o
acompanhamento de perfis do Instagram de blogueiros literários, a influência entre
os blogueiros na escolha do livro e no formato das publicações, a formação dos
webrings de forma virtual e também presencial, a importância dos eventos literários
como pontos de encontros de leitores, sentimentos de amizade e/ou competição
presentes na relação entre blogueiros. Por fim, ao compreender a relação das
blogueiras com o mercado editorial, encontrou-se duas formas de parceria: com
editoras e com autores nacionais.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados apontaram as práticas informacionais realizadas pelas oito
blogueiras identificadas na amostra, que foram elencadas em quatro categorias:
leitura, identidade, ações de informação e interação. A respeito dos papéis exercidos
pelas blogueiras na blogosfera literária, identificou-se que elas atuam como leitoras
e como produtoras de conteúdo. Contudo, não se pode considerar a atuação das
blogueiras como mediadoras de leitura, apesar de incentivarem a leitura em seus
blogs.
Ao final da pesquisa, compreendeu-se a diversidade de modos com os quais
esses sujeitos lidam com a informação em suas principais ações cotidianas.
Ressalta-se que as práticas informacionais não estão relacionadas somente aos
atores, mas também a dimensão do contexto em que ocorrem. Assim, as práticas
informacionais, que se manifestam nos webrings, envolvem as blogueiras e
demonstram como elas relacionam-se com a informação como leitoras literárias e
como produtoras de conteúdo, além de sua evidente interação com outros
blogueiros, editoras e autores na blogosfera literária.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Rafaela Lima de; ARAÚJO, Ronaldo Ferreira de. Ler, compartilhar e
interagir: blogs como ferramenta de mediação de leitura. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 20, n. 2, p. 240-260, maio/ago.,

�2015. Disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1042/pdf. Acesso
em: 3 mar. 2019.
CARNEIRO, Jéssica de Souza. Ler e escrever blogs literários: a narrativa
hipertextual na configuração da webliteratura. 2011. 217 f. Dissertação (Mestrado
em Estudos Literários) – Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do
Pará, Belém, 2011. Disponível em:
http://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/3015/1/Dissertacao_LerEscreverBlogs.
pdf. Acesso em: 3 mar. 2019.
DI LUCCIO, Flávia; NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria. Blogs: De diários pessoais a
comunidades virtuais de escritores/leitores. Psicologia Ciência e Profissão, Rio de
Janeiro, v. 30, n. 1, p. 132-145, 2010. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/pcp/v30n1/v30n1a10. Acesso em: 3 mar. 2019.
KOZINETS, R. The Field Behind the Screen: Using Netnography For Marketing
Research in Online Communities. Journal of Marketing Research, n. 39, p. 61-72,
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http://www.nyu.edu/pages/classes/bkg/methods/netnography.pdf. Acesso em: 3 mar.
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PETIT, Michèle. A arte de ler ou como resistir à adversidade. São Paulo: Ed. 34,
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RECUERO, Raquel da Cunha. Weblogs, Webrings e comunidades virtuais. Revista
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http://www.raquelrecuero.com/artigos.html. Acesso em: 3 mar. 2019
SIRIHAL DUARTE, Adriana Bogliolo; ARAUJO, C. A. A. ; PAULA, Cláudio Paixão
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http://www.eneu2017.ufc.br/index.php/eneu/1/paper/viewFile/60/31. Acesso em: 3
mar. 2019

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                <text>Nesse trabalho são apresentados os resultados de uma investigação que buscou averiguar as práticas informacionais dos blogueiros literários no que diz respeito aos seus papéis como leitores, produtores de conteúdo e mediadores de leitura nos webrings - os círculos sociais de blogueiros - pertencentes à blogosfera literária. Por se tratar de uma pesquisa de cunho qualitativo em profundidade, a metodologia consistiu no uso da netnografia, que possibilitou uma imersão na blogosfera literária, utilizando-se a análise documental e a entrevista semiestruturada como técnicas de coleta de dados. Os resultados apontaram as práticas informacionais realizadas pelas oito blogueiras identificadas na amostra, que foram elencadas em quatro categorias: leitura, identidade, ações de informação e interação.</text>
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                    <text>Informação Pública e Informação Corporativa: uma reflexão sobre
a transparência dos algoritmos preditivos nas cidades inteligentes

Suzana Mayumi Iha Chardulo (ECA/USP) - suzana.chardulo@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem por objetivo identificar a prática da transparência nas organizações públicas
e privadas diante do fenômeno do Big Data Analytics. A metodologia procedimental é a revisão
de uma literatura selecionada que aborda preocupações quanto ao problema da opacidade dos
algoritmos preditivos utilizados nas pioneiras Smart Cities norte-americanas, na oferta de
serviços como segurança, justiça, bem-estar social e educação. São serviços tipicamente
públicos, cujo controle está sendo, cada vez mais, centralizado nos fornecedores privados, que
detém a expertise e infraestrutura tecnológica para poder rodar os algoritmos preditivos.
Palavras-chave: Big Data. Algoritmos Preditivos. Cidades Inteligentes. IoT - Inteligência das
Coisas. Informação Pública. Transparência. Gestão da Informação. Polític
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Resumo expandido de comunicação científica
Eixo temático nº 8: Ciência da Informação
Introdução:
A pesquisa aborda o tema da informação pública e informação
corporativa sob a perspectiva da gestão da informação, onde o fluxo da
informação representa um elemento fundamental para tomada de decisões e
consequentemente no sucesso de suas operações. O setor público para
promoção de bem-estar social, e o setor privado para manterem-se
competitivos no mercado.
Segundo Floridi (2010), graças a revolução da informação, ocorrida após
a invenção do computador de Turing, as sociedades desenvolvidas agora
dependem muito de bens intangíveis baseados na informação. Os setores
privados direcionados para serviços de informação intensiva (serviços
empresariais e de propriedade, comunicações, finanças, seguros e
entretenimento), assim como os setores públicos orientados para a informação
(especialmente educação, administração pública e saúde). Qualificando tais
sociedades como “sociedade da informação”.
Mas existe outra conotação para o termo informação pública, sob o
ponto de vista do seu acesso e visibilidade, como o interesse do público pelo
acesso às informações produzidas pelo governo, para monitoramento de suas
ações e prevenção à corrupção. Da mesma forma um investidor precisa de
informações sobre a saúde financeira das corporações assim como suas
atividades relevantes à sociedade. Em sociedades democráticas existem leis e
normas que garantem o direito à transparência pública e corporativa.
A sociedade da informação hoje também tem sentido o impacto da
explosão do fenômeno Big Data, Inteligência Artificial e Machine Learning, que
marcam a chegada da era digital e a possibilidade de uma grande mudança
social em curto espaço de tempo. Porém tem-se observado um aumento na
literatura jurídica preocupações sociais, políticas e éticas dos algoritmos
preditivos nas Smart Cities, principalmente com questões como a falta de
transparência, respeito à privacidade e a transferência de poder e controle das
decisões municipais (de responsabilidade governamental).
Diante deste contexto, o tema “informação pública e informação
corporativa” foi delimitado para o estudo da transparência dos algoritmos

�preditivos utilizados nas Smart Cities. A problemática dos algoritmos preditivos,
ao substituir a decisão humana pela máquina, podem trazer escolhas
tendenciosas, menos sensíveis e até mesmo preconceituosas. Além disso,
quando o governo se torna cliente do setor privado, apenas recebe o resultado
dos algoritmos e não consegue responder quando lhe for solicitado.
O objetivo deste trabalho é compreender a prática da transparência nas
organizações públicas e privadas, ao utilizarem algoritmos preditivos para
atividades típicas governamentais nas cidades inteligentes. Pretende-se atingir
o objetivo por meio de revisão bibliográfica sobre o tema e análise do conteúdo
do estudo Open records act Project: Obtaining documentation of algorithms,
apresentado no artigo “Algorithmic Transparency for the Smart City” de
Brauneis e Goodman (2018). Uma possível hipótese é que a prática da
transparência do poder público em parceria com o setor privado não seja
satisfatória em atender as expectativas do solicitante do acesso à informação,
apesar de previsão legal para área pública, mesmo considerando as exceções
à regra.
Para justificar a realização da pesquisa no campo da ciência da
informação, destaco o incremento do conhecimento à comunidade científica
das questões de riscos ocasionados pela falta de transparência dos algoritmos,
na medida em que a opacidade pode esconder interesses conflitantes entre
sociedade e dirigentes, assim como camuflar atos de corrupção. Esta situação
desperta interesse no campo para ampliar discussões para melhorar os
sistemas de gestão de documentos, assim como para o desenvolvimento e
aprimoramento de políticas informacionais e evitar a falta de transparência.
Método da pesquisa:
A pesquisa é do tipo exploratória e o procedimento metodológico
adotado foi a revisão da literatura, que foi realizado em duas etapas. A primeira
etapa para fundamentação de conceitos e a segunda para coleta de dados.
Com o intuito de melhor compreender os conceitos do tema informação pública
e corporativa, transparência e Smart Cities, foram realizados os levantamentos
em base de dados do Portal de Periódicos CAPES/MEC, Portal do Repositório
ENAP e Sistema Integrado de Bibliotecas USP. Para a coleta de dados foi
realizado uma busca com os termos “ algorithmic, transparency e smart city” no
portal CAPES.
Para análise do conteúdo procurou-se verificar o funcionamento do
processo de algoritmos, os resultados do projeto e avaliação da falta de
transparência.
Resultados:
A análise do texto de Brauneis e Goodman (2018), “Algorithmic
Trasnparency for the Smart City”, onde apresenta-se a evolução do processo
de decisão da atividade pública, partindo do julgamento clínico realizado por

�pessoas estudando caso a caso, depois o julgamento atuarial baseado em
análises de dados estatísticos, e o julgamento do algoritmo preditivo.
O processo para implementação do algoritmo preditivo segue as
seguintes etapas: 1) elaborar o modelo com base em dados históricos; 2) criar
o código do algoritmo; 3) colecionar dados de entrada (inputs); 4) processar o
algoritmo e 5) gerar resultados com previsões ou recomendações.
Motivados por mais informações sobre os algoritmos os autores
realizaram o Open records act Project: Obtaining documentation of algorithms ,
a pesquisa empírica é realizada por meio de solicitações de acesso à
informação à 42 agências (municipais) em 23 estados dos Estados Unidos, a
partir da seleção de 6 tipos de algoritmos existentes. Os resultados estão
representados no quadro abaixo.
Quadro – Resultado das solicitações de acesso à informação
Nome do Algoritmo/
Fornecedores

Finalidade do Algoritmo

Resultado - Respostas à
solicitação de Open Records
Request – ORR

Nome: Public Safety
Assessment - PSA
Fornecedor: Laura and
John Arnold
Foudantion

Ajuda os juízes a decidirem
se detém ou liberam um
acusado antes do julgamento

16 ORR - 5 respostas.

Nome: Ecker Rapid
Safety Feedback -RSF Child Welfare
Assessments
Fornecedor: Eckerd
Kids

Identificar casos de bemestar infantil com uma
elevada probabilidade de
lesões graves na criança ou
morte

5 ORR - 4 respostas

Nome: Allegheny
Family Screening Tool Child Welfares
Assessments – AFST
Fornecedor: Auckland

Facilitar a triagem de casos
de bem-estar infantil

1 ORR - 1 resposta

Nome: PredPol Predictive Policing
Fornecedor: PredPol
Inc.

Prediz onde e quando crimes
de vários tipos podem
ocorrer, e assim ajuda as
forças policiais a traçar suas
patrulhas para deter crimes.

4 respostas negativas
1 resposta com documentos
11 solicitações sem respostas

2 respostas negativas
2 respostas com documentos
1 solicitação sem resposta

1 resposta com documentos

11 ORR - 3 respostas

3 respostas com documentos
8 solicitações sem resposta

�Nome: HunchLab Predictive Policing
Fornecedor: Azavea,
Inc

Prediz onde e quando crimes
de vários tipos podem
ocorrer.

4 ORR - 4 resposta

Nome: Value Added
Models- VAM- Teacher
Evaluation
Fornecedor: American
Institute for Research

Avaliar professores por meio
de comparação dos
resultados de testes dos
estudantes e seu progresso
durante um ano.

2 ORR - 2 resposta

3 respostas negativas
1 resposta com documentos

1 resposta negativa
1 resposta com documentos

Fonte: Elaborado pela autora compilação dos resultados do projeto.

As respostas negativas foram avaliadas por Brauneis e Goodman, nesta
avaliação foram observados três obstáculos para a transparência dos
algoritmos:
 a falta de documentação sobre os algoritmos nas agências
governamentais, (a documentação encontrava-se nas instalações do
fornecedor);
 a frequente alegação de impossibilidade de divulgação sob alegação de
sigilo comercial e de confiabilidade;
 outras preocupações governamentais, principalmente com segurança e
ataques terroristas.
Discussão:
As parcerias público-privadas aparecem como fator chave no desenvolvimento
das Smart Cities. Para Finch e Tene (2018), tais parcerias estão muito além da
simples terceirização técnica, trata-se de uma relação de alto nível onde as
responsabilidades de cada parte devem estar muito bem delineadas para
gerenciar, usar, compartilhar, proteger ou destruir dados.
Brauneis e Goodman recomendam o aperfeiçoamento dos contratos
entre o governo e os fornecedores dos algoritmos preditivos, com
estabelecimento de cláusulas que exijam a guarda dos documentos, evitando o
primeiro obstáculo para a transparência, a falta de registros nas agências.
Entretanto outras melhorias de gestão de informação poderiam evitar tal risco,
Casadesús de Mingo e Cerrillo-i-Martínez (2018) acreditam que o
aperfeiçoamento dos sistemas de registros poderá promover a transparência e
prevenir a corrupção “Records management systems should not ontly be used
for internal purposes but also provide the basis for transparency, and which
should be approached in this way throughout the records’ lifecycle”
(CASADESÚS DE MINGO; CERRILLO-I-MARTÍNEZ, 2018). Quanto aos
outros dois obstáculos à transparência, (a alegação de sigilo
comercial/confidencialidade e outras preocupações governamentais), Brauneis
e Goodman elencam oito categorias de documentação desejável, dispensando
o fornecedor em expor o código do algoritmo desenvolvido (onde reside uma

�real preocupação de manutenção de sigilo comercial). Mas os autores também
citam iniciativas de políticas informacionais como European Union General
Data Protection Regulation (GDPR) e outras deliberações de múltiplos
interessados para promoção de transparência e accountability.
Considerações Finais:
Este trabalho permitiu identificar a prática da transparência pública e
corporativa dos algoritmos preditivos. Significa que o objetivo do presente
estudo foi alcançado. Da parte do setor público, verificou-se muita dificuldade
na obtenção da transparência dos algoritmos preditivos para o fornecimento de
serviços públicos. Mais da metade dos órgãos contatados não responderam à
solicitação de acesso à informação. Do total de 39 pedidos realizados, 18
responderam e, apenas 9 encaminharam documentos. A resistência em
disponibilizar informação foi ainda maior com os órgãos que contratam os
fornecedores privados, com frequentes alegações de sigilo comercial e
informação confidencial. O resultado evidencia que o desafio informacional
persiste, elevando a importância de contínuos estudos no campo da ciência da
informação para o auxílio de caminhos possíveis para promoção da
transparência do estado informacional.
Referências:
BRAUNEIS, R.; GOODMAN, E. P. Algorithmic Transparency for the Smart City.
SSRN Electronic Journal, v. 103, p. 103–176, 2017. disponível em:
https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3012499
CASADESÚS DE MINGO, A.; CERRILLO-I-MARTÍNEZ, A. Improving records
management to promote transparency and prevent corruption. International
Journal of Information Management, v. 38, n. 1, p. 256–261, 2018. disponível
em: https://doi.org/10.1016/j.ijinfomgt.2017.09.005
FINCH, K.; TENE, O. Smart Cities: Privacy, Transparency, and Community. In:
The Cambridge Handbook of Consumer Privacy. Eds. Evan Selinger, 2018.
disponível em: https://ssrn.com/abstract=3156014
FLORIDI, L. Information: A very short introduction. New York: Oxford
University Press INC., 2010

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                <text>Este trabalho tem por objetivo identificar a prática da transparência nas organizações públicas e privadas diante do fenômeno do Big Data Analytics. A metodologia procedimental é a revisão de uma literatura selecionada que aborda preocupações quanto ao problema da opacidade dos algoritmos preditivos utilizados nas pioneiras Smart Cities norte-americanas, na oferta de serviços como segurança, justiça, bem-estar social e educação. São serviços tipicamente públicos, cujo controle está sendo, cada vez mais, centralizado nos fornecedores privados, que detém a expertise e infraestrutura tecnológica para poder rodar os algoritmos preditivos.</text>
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                    <text>INFORMAÇÃO COMO EVIDÊNCIA E SAÚDE MENTAL: HASHTAG
“#CUT4ZAYN” E AUTOMUTILAÇÃO JUVENIL

Gabriel Meneguelli Soella (UFES) - gabrielmsoella@gmail.com
Pedro Ernesto FAGUNDES (UFES) - pefagundes@uol.com.br
Resumo:
O presente artigo consiste em uma leitura a partir da recuperação de “informação-como-coisa”
enquanto “evidência” a partir de Michael Buckland (1991). Foca-se nas evidências de
automutilação juvenil decorrente do “fenômeno informativo” da saída de Zayn Malik do grupo
musical One Direction. Fenômeno agrupado e recuperado por meio da hashtag “#Cut4Zayn”.
Cuja análise crítica é realizada por meio de Aldo Barreto (2008) e Tefko Saracevic (2008) em
diálogo interdisciplinar com o fetiche da mercadoria em Karl Marx (1996), a psicanálise de
Sigmund Freud (1969) e das autoras: Cecília Orsini (2011); Márcia Rodrigues (2013); e Marta
Cardoso (2016). As quais, dissertam acerca da dimensão psicossocial empregada para analisar
as evidências do fenômeno.
Palavras-chave: Informação-como-coisa.
Interdisciplinaridade.

Hashtag.

Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Saúde

mental.

Consumo.

�INTRODUÇÃO
O presente artigo propõe uma leitura crítica acerca da recuperação de
“informação-como-coisa” enquanto “evidência” a partir de Michael Buckland (1991).
Em que se avalia o fenômeno psicossocial da automutilação juvenil, recuperada
através da hashtag “#Cut4Zayn”, que ocorreu devido ao fenômeno informativo da
saída

do

membro

Zayn

Malik

do

grupo

musical

One

Direction.

Buckland (1991) aponta que há três grupos de abordagem da informação. Que
juntamente com o “processamento da informação” proporcionam um campo para a
Ciência da Informação. A saber: “Information-as-process” (informação-comoprocesso), que, em síntese, para Buckland consiste na ação de comunicar algo;
“Information-as-knowledge” (informação-como-conhecimento), como o que resulta da
“informação-como-processo” e por ela é transmitido com a potencialidade de “reduzir
incertezas” ou aumentá-las; e “Information-as-thing” (informação-como-coisa), que
consiste em “objetos” e “documentos” informacionais. Buckland aponta para a
necessidade da “informação-como-coisa” em sistemas de armazenamento e
recuperação de informação. O recorte deste artigo foca no emprego da “informaçãocomo-coisa” (BUCKLAND, 1991, p. 1).
A “Informação-como-coisa” para Buckland (1991) pode também ser observada
enquanto “evidência”. Para o autor, por proporcionar alguma compreensão que
promova uma percepção de algo, a “informação-como-coisa” se constitui
(passivamente) como evidência da ação informacional humana. Independentemente
de como a cognição dos usuários interpretam esse “objeto informacional”. E seu
processamento objetiva a obtenção de informação a respeito de um fenômeno
psicossocial que acometeu adolescentes a se mutilarem em virtude do “fenômeno
informativo” da saída de Zayn Malik do grupo musical One Direction. E através da
“#Cut4Zayn” foi possível recuperar documentos da automutilação entre jovens
afetados emocionalmente pela alteração de seu objeto de desejo.

MÉTODO DA PESQUISA
O desenvolvimento da pesquisa deu-se através de pesquisa bibliográfica e do
método indiciário de base psicanalítica aplicado à nova realidade informacional da
internet. Foram coletados objetos informacionais enquanto “evidências” (imagens) de
um fenômeno psicossocial relacionado ao “evento informativo” da saída de Zayn Malik
do grupo musical One Direction e, a partir destes, realizada análise crítica.

�RESULTADOS E DISCUSSÃO
A partir das imagens recuperadas através da hashtag “#Cut4Zayn”, foram
encontrados indícios de patologias psicossociais atreladas ao fenômeno informativo
em análise. Nos eventos de mutilação atrelados à evidência principal, a partir das
fantasias afetivas acerca do objeto de desejo (o grupo musical One Direction), os
adolescentes exerceram uma tentativa de coação do ex-integrante. Incutindo-lhe uma
sacralidade onde a automutilação se constitui como busca ascética de “remissão de
máculas” a fim de restabelecer o equilíbrio. Que, na mente destes adolescentes
usuários, consiste numa fantasia de manutenção da formação original da banda.
Fantasia que é fetichizada, alimentada e direcionada pelo mercado e para este. E
também presente nas demais relações fã/ídolo do mercado imagético.
Relações que são alimentadas pelo caráter místico das mercadorias que, de
acordo com Karl Marx (1996), não se dá através do valor de uso, mas do valor
atribuído à esta mercadoria, o valor de troca. E seu valor de troca é imagético, sua
“essência” está em sua “aparência”. Esse processo ideológico de organização social
imagético faz com que, de acordo com Cecília Orsini (2011), os sujeitos se tornem
viciados nessas imagens, ou seja, lhes condiciona a um “cárcere imagético”. A
mercadoria exerce um feitiço sobre os sujeitos de tal modo que, consumir torna-se
uma necessidade para suprir as fantasias. E esse sujeito está aprisionado no “cárcere
imagético” que o mercado oferece, através do fenômeno da “recusa” de perceber a
realidade.
No cenário midiático, espetacular, emergem ícones para alimentar essa
fantasia, que são figuras totêmicas do padrão de consumo estabelecido. Sujeitos que
aguçam o desejo de outros possuírem sua aparência física, seus bens e estabelecer
com eles, na fantasia, uma relação afetiva (namoro, casamento, etc.). Ou seja, essas
pessoas tornadas totens, tornam-se objeto de consumo das pessoas que se
denominam seus “fãs”. A relação com os desejos, com as fantasias e devaneios se
dá de forma ainda mais complexa na adolescência, fase “fronteiriça” entre o “ser
criança” e o “ser adulto”. Para Marta Cardoso (2011), a intensidade das sensações
próprias dos adolescentes pode provocar a perda da “capacidade de se distinguir do
outro, de diferenciar o dentro e o fora. Isto se estende ao registro interno, nível da
relação entre as diferentes instâncias psíquicas e das fronteiras egóicas”.
(CARDOSO, 2001; apud. CARDOSO, 2011, pp. 22). Outrossim, interfere e altera a

�cognição destes jovens que se encontram com dificuldade em perceber sua existência
não atrelada ao objeto de desejo. Essa dificuldade de distinção entre “real” e “fantasia”
do “fetiche” da “mercadoria espetacularizada” (da representação do ídolo em questão)
se manifesta de modo mais intenso ao agregar estes usuários em torno da hashtag
“#Cut4Zayn”. O que ocorre por meio do que Aldo Barreto (2008) aponta como “feitiço
do percorrer”, onde “a velocidade e modalidade de acesso à informação modificam
nossa sensibilidade e competência cognitiva. A convergência da narrativa para uma
base digital inseriu imagem e som na estrutura de informação” (BARRETO, 2008, p.
14). Onde os hipertextos, neste contexto não são usados pelos próprios usuários com
finalidades benéficas a si, mas a fim de perpetuar as práticas de consumo.
Algo comum a todos os casos é a recusa em se perceber enquanto um sujeito
e os integrantes da banda enquanto outros sujeitos. Onde alterações, como a saída
de Malik, provocam uma intensa pressão pulsional. Nos adolescentes, esse
mecanismo de rejeição da realidade se potencializa devido ao fator fronteiriço dessa
fase, o que Sigmund Freud, de acordo com Cardoso (2011), chama de “luto dos pais
edipianos”. No entanto, através da infantilização proporcionada pelo consumismo
contemporâneo, essa fase da adolescência tende a se expandir para jovens adultos.
Entretanto, ainda que ocorra este processo de “luto dos pais edipianos”, em Cardoso
(2011), Freud fala que é “fato notório que as pessoas nunca abandonam de bom grado
uma posição libidinal, nem mesmo, na realidade, quando um substituto já se lhes
acena” (FREUD, 1917/1915/1974, p. 276-277; apud. CARDOSO, 2011, p. 26).
Substituto, nesse caso de adolescentes que se mutilaram, evidenciado nas pulsões
direcionadas para a banda One Direction.
Para esses adolescentes, toda a espetacularização em torno da banda, levoulhes a acreditar que esta seria eterna. E que suas (dos fãs) pulsões de vida estavam
interligadas ao que ocorria com a banda e parecia-lhes que todas as angústias da
adolescência seriam sanadas com ela. No entanto, o mercado de consumo atrelado
a esta mercadoria (One Direction) promove justamente o oposto. Ou seja,
retroalimenta essas angústias, tornando-as insaciáveis e gerando mais mercado. A
automutilação destes adolescentes é reflexo dessa sociedade do espetáculo. São, de
acordo com Márcia Rodrigues (2013), excessos gerados por este capitalismo global,
onde “a cultura comercial de massa provoca emoções nos espectadores e,
simultaneamente, os reduz à docilidade” (RODRIGUES, 2013, pp. 4-5).

�A violência desses jovens contra seus corpos deve-se a total imersão da cultura
ocidental na lógica do capitalismo globalizado. O que torna, em Rodrigues (2013),
essa cultura “um campo enorme para análise das violências proporcionadas pelas
angústias, medos, desconfiança, inveja, raiva, intolerância, ressentimento e quebra de
laços sociais de solidariedade”. (RODRIGUES, 2013, pp. 6). E essas angústias são
também manifestas nas relações dos usuários com as novas tecnologias. As quais,
Barreto (2008) aponta para a necessidade de evidenciar os limites dessas tecnologias,
que se dá “quando a inovação criada pela tecnologia, deixar de trabalhar em benefício
do indivíduo e se voltar contra ele para lhe causar problemas” (BARRETO, 2008, p.
14). No entanto, os indícios apontam que não há uma preocupação do mercado
acerca do impacto das inovações midiáticas e informacionais. Tefko Saracevic (1996)
adverte que "toda e qualquer aplicação da tecnologia e das técnicas, sem objetivos
claros, com conceitos indefinidos ou uma filosofia nebulosa, introduzirão a barbárie.”
(SARACEVIC, 1996, p. 56). Atrelada à recuperação de informação em redes sociais
via hashtags sem objetivos bem definidos, a informação compartilhada pelos
adolescentes contendo automutilação e estímulo à prática se evidencia, para além de
um fenômeno psicossocial, um objeto de análise da Ciência da Informação e de ações
pragmáticas para diminuir os impactos dos fenômenos informativos na saúde
emocional dos usuários das redes sociais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este fenômeno de automutilação e divulgação do feito nas redes sociais
através do “#Cut4Zayn”, se evidencia como excesso nessa nova configuração social
da informação. Onde se busca a satisfação imediata do desejo através da
necessidade de ser visto de forma espetacular através das novas tecnologias. Em
especial hashtags e seus usos para recuperação de informações dos grupos de fãs.
Evidencia ainda, um outro questionamento preocupante a respeito dos impactos
dessas relações midiáticas, virtuais e distantes. Que acabam por tornar-se como
substitutos de interações reais e sublimam a fase fronteiriça da adolescência
prolongando-a e impedindo que ocorram os processos de amadurecimento dos
sujeitos. Justaponha-se que, para manter o poder do mercado consumidor, a
sociedade capitalista incute nos meios culturais um processo de infantilização dos
adultos a fim de formar nichos de mercado, incutindo-lhes angústias que
retroalimentam o mercado com, como exemplificado no artigo, uso das ferramentas

�de recuperação de informação nas redes sociais. O que torna necessário aprofundar
os estudos da informação-como-coisa na relação humano-tecnologia, contextualizada
com a realidade psicossocial dos usuários de informação.

REFERÊNCIAS
BARRETO, A. A. Uma quase história da Ciência da formação. DataGramaZero:
revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.9, n.2, p. 1-12, abr. 2008.
Disponível em: &lt;http://ridi.ibict.br/handle/123456789/162&gt;. Acesso em: 05 jan. 2019.
BUCKLAND. M. K. Information as thing. Journal of the American Society for
Information Science (JASIS), v.45, n.5, p.351-360, 1991. Disponível em:
&lt;https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-4571(199106)42:5&lt;351::AID-ASI5&gt;3.0.CO;2-3&gt;.
Acesso em: 19 abr. 2019.
CARDOSO, M. R. Recusa ao ato na adolescência: uma “Reação subjetiva
negativa”?. Rio de Janeiro: Ágora, v.14, n.1, 2011. Disponível em
&lt;http://dx.doi.org/10.1590/S1516-14982011000100002&gt;. Acesso em 05 set. 2016.
FREUD, S. Escritores criativos e devaneios. In: _____. “Gradiva” de Jensen e outros
trabalhos (1906-1908). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas
Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, v. 9, 1969.
MARX, K. 1996. O fetichismo da mercadoria e o seu segredo. In: _____. O Capital.
Os Economistas. São Paulo: Nova Cultura, 1996.
ORSINI, C. M. de B. 2011. A “sociedade excitada”: notas para a clínica. In: _____.
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RODRIGUES, M. B. F. Vida moderna: sensações, espetáculo, mercado, cultura e
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Disponível
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&lt;http://periodicos.ufes.br/simbiotica/article/view/6410/4701&gt;. Acesso em: 20 abr.
2019.
SARACEVIC, T. Ciência da informação: origem, evolução e relações. Perspectivas
em Ciência da Informação, v. 1, n. 1, mar. 2008. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/235/22&gt;. Acesso em:
19 jan. 2019.
Agência financiadora:
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

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                <text>INFORMAÇÃO COMO EVIDÊNCIA E SAÚDE MENTAL: HASHTAG “#CUT4ZAYN” E AUTOMUTILAÇÃO JUVENIL</text>
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                <text>Pedro Ernesto FAGUNDES</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>O presente artigo consiste em uma leitura a partir da recuperação de “informação-como-coisa” enquanto “evidência” a partir de Michael Buckland (1991). Foca-se nas evidências de automutilação juvenil decorrente do “fenômeno informativo” da saída de Zayn Malik do grupo musical One Direction. Fenômeno agrupado e recuperado por meio da hashtag “#Cut4Zayn”. Cuja análise crítica é realizada por meio de Aldo Barreto (2008) e Tefko Saracevic (2008) em diálogo interdisciplinar com o fetiche da mercadoria em Karl Marx (1996), a psicanálise de Sigmund Freud (1969) e das autoras: Cecília Orsini (2011); Márcia Rodrigues (2013); e Marta Cardoso (2016). As quais, dissertam acerca da dimensão psicossocial empregada para analisar as evidências do fenômeno.</text>
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                    <text>INDEXAÇÃO DE FOTOGRAFIAS: UMA ANÁLISE METODOLÓGICA
Ilana Lopes Matias (UNESP) - ilana.matias@outlook.com
Ana Clara Gatto (UNESP) - anac.gatto@gmail.com
Resumo:
A Ciência da Informação, enquanto campo de estudo e aplicação dos processos de organização
e representação da informação, enfatiza os documentos textuais em detrimento dos
documentos iconográficos. Compreende a fotografia como um documento capaz de registrar
algo a fim de contribuir para a construção da história e, portanto, deve ser organizada e
preservada para garantir sua permanência no tempo e no espaço. Objetiva analisar os
métodos de indexação de fotografias e suas especificidades. O interesse pela fotografia sucede
desta estar vinculada a vários suportes, podendo ser digital, negativo, impresso ou
acompanhar um texto, como nas propagandas. Utiliza a pesquisa bibliográfica para investigar
referenciais teóricos já publicados sobre o tema. Explicita contribuições de Bléry (1981),
Layne (1994), Manini (2002), Robledano Arillo (2000), entre outros e exemplifica o processo
de indexação de fotografia. Conclui que, assim como os documentos textuais que precisam ser
analisados para serem recuperados, a fotografia ganha relevância, pois carrega informações
imagéticas, entendidas por diferentes públicos e por ter informação, comunica um fato e se
torna histórica.
Palavras-chave: Indexação de fotografias. Organização da informação. Representação.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1. Introdução
A Ciência da Informação, enquanto campo de estudo e aplicação dos
processos de organização e representação da informação, enfatiza os
documentos textuais. Segundo Smit (1987), o profissional da informação,
habituado com documentos tradicionais, não está capacitado para lidar com
documentos especiais como as fotografias, uma vez que está propenso a analisálas sem a preocupação de caracterizar aspectos específicos deste material. Nesse
sentido, é importante que os profissionais da informação conheçam atributos
relevantes relacionados ao processamento de documentos iconográficos, para
que possam lidar com este material no seu cotidiano. Sob este contexto, o
trabalho intenta apresentar metodologias que forneçam embasamento teórico para
capacitar os bibliotecários no que tange ao processamento desses documentos.
Compreendemos que a fotografia registra um instante ocorrido no tempo e
no espaço. O registro tem o propósito de documentar esse “instante” para revivêlo posteriormente. Boccato e Fujita (2006) afirmam que a origem da palavra
significa “escrever com a luz”, portanto um documento capaz de registrar algo a
fim de contribuir para a construção da história. Smit (2011, p. 267-268, grifo do
autor) corrobora com Boccato e Fujita (2006) quando postula que “[...] uma
fotografia é um documento que retrata algo, de determinada maneira”. Desse
modo, consideramos a fotografia como documento, nesse sentido, passível de
tratamento pelo campo da Ciência da Informação, pois a mesma constitui seu
valor documental quando registra informações em um determinado suporte, com
fins pessoais, artísticos ou comprobatórios.
Contudo, se a fotografia é um documento, consequentemente, ela deve ser
organizada – de modo a garantir sua recuperação e acesso – e preservada,
possibilitando sua permanência no tempo e no espaço. Logo, as diretrizes e
procedimentos metodológicos necessários para a organização e tratamento da
informação, principalmente no que tange às fotografias, deve ser objeto de
interesse da área.

�2. Materiais e Métodos
Para a recuperação e acesso de documentos, a Ciência da Informação tem
a técnica de indexação, que segundo Chaumier (1988) é um processo no qual o
tema é representado em conceitos. Este método se baseia, primeiramente, no
conhecimento do conteúdo através de uma leitura profissional, trazendo maior
atenção às partes importantes do documento – no caso das fotografias, os
elementos que as representam, tratados abaixo – em seguida vem a escolha dos
termos que ilustram o assunto principal. Estes conceitos são “traduzidos” para
uma linguagem controlada, linguagem construída por especialistas que torna
padrão a descrição, resultando na recuperação mais precisa.
Segundo Pato e Manini (2013), a indexação abrange várias fases do
documento, desde sua coleta até a disseminação, passando por identificação,
organização, armazenamento e recuperação, “no caso da fotografia, trata-se, pelo
viés tradicional de descrever o que a imagem ‘mostra’ [...]” (PATO; MANINI, 2013,
p. 4). A representação da fotografia em termos de indexação deve possibilitar que
esta seja recuperada pelos seus elementos mais importantes, para isto tem-se
sugestões de metodologias que abrangem, desde os elementos visíveis, até
especificações técnicas, incluindo diversos usuários.
Consideramos a pesquisa bibliográfica para delinear o trabalho, pois este
tipo de pesquisa é desenvolvido a partir do levantamento de referenciais teóricos
já analisados e publicados em diversas fontes e materiais, obtendo um panorama
dos estudos sobre o assunto.
3. Resultados e Discussão
Existem diversos autores que se dedicaram ao estudo do tratamento
temático de fotografias, apresentando algumas possíveis soluções para o
problema em questão. Temos como propósito desta seção, elucidar algumas
metodologias relevantes para a indexação de fotografias.
Smit (2011) recorre às contribuições de Layne (1994) e Ginette Bléry (1981)
para a indexação de fotografias. De acordo com Smit (2011), Bléry (1981) propôs
uma leitura da imagem, retomando indagações clássicas da análise de
documentos textuais: quem? (refere-se à descrição do objeto que está
representado na imagem); onde? (identifica o local em que o objeto está inserido);
quando? (localiza a imagem no tempo); como/o quê? (descreve ações ou detalhes
relacionados ao objeto representado). Boccato e Fujita (2006) retomam os
trabalhos de Layne (1986), que considera a imagem como simultânea, específica
e genérica. Para a autora uma imagem pode representar algo específico e,
simultaneamente, genérico. Como exemplo, temos o “museu” como categoria
genérica de museus e a categoria específica “Museu Nacional”.

�Layne (1994) parte dos estudos de Panofsky (1979) – estudos dos níveis
pré-iconográficos, iconográfico e iconológico – para ponderar sobre as categorias
DE (Genérico e Específico) e o SOBRE. Desse modo, considerando as categorias
de Bléry (1981), ao indagar quem, onde, quando, como/o quê, a imagem seria
analisada sob dois aspectos: ela é DE que, tanto genérica quanto específica, e ela
é SOBRE o quê. O DE corresponde a todos os objetos visíveis, porquanto o
SOBRE é a interpretação subjetiva e exige um conhecimento aprofundado para
extrair conceitos intrínsecos da fotografia. Manini (2002, p. 74) complementa os
estudos de Layne (1994) afirmando que “para responder DE que é uma imagem,
utiliza-se o nome de pessoas, lugares objetos e ações; já para o SOBRE, as
respostas são nomes que descrevem emoções e conceitos abstratos”. A partir do
exposto, existe uma dificuldade em determinar SOBRE o que imagem trata, pois,
o preenchimento dessa coluna implica a utilização de termos abstratos, sugeridos
pelos profissionais da informação, fato que remete a uma interpretação da imagem
e induz a subjetividade.
Importante salientar que as fotografias são indexadas para os usuários.
Logo, é necessário tomar conhecimento das necessidades informacionais de tais
usuários, para realizar o processo de indexação centrado nos mesmos. Partindo
desse pressuposto, para um fotógrafo profissional, por exemplo, é fundamental
saber sobre aspectos técnicos da fotografia. Para isto, Robledano Arillo (2000)
propõe como fase da análise de conteúdo o nível morfológico, relacionando
aspectos mais abrangentes de como as informações estão apresentadas,
destacando se é dia/noite, interior/exterior, colorido/branco e preto, orientação –
vertical/horizontal – e as escalas internas como especificações mais concisas e
precisas chamado de códigos fotográficos, em que são analisados os planos –
geral, americano, médio entre outros – relacionados à produção de significados
(ALONSO ERAUSQUÍN apud MOREIRA GONZÁLEZ; ROBLEDANO ARILLO,
2003, p. 40). Para Rodrigues (2007) a análise e tematização da fotografia, o
SOBRE, deve considerar suas descrições físicas como dimensões e autoria,
composição e, no contexto arquivísticos, analisar a relação desde documento com
outros presentes no acervo sugerindo seu tema através da proximidade.
Smit (2011, p. 273) define o termo expressão fotográfica para caracterizar o
que “a imagem mostra [...] de determinada maneira”. A expressão fotográfica está
relacionada à demonstração do significado da imagem através de características
técnicas, como enquadramento, luz, ótica, entre outros. Manini (2002, p. 47),
define expressão fotográfica como dimensão expressiva “a parte da imagem
fotográfica dada pela técnica: é a ‘aparência física’ através da qual a fotografia
expressa seu conteúdo informacional [...]”. Consideramos o termo dimensão
expressiva de Manini (2002), uma vez que a autora propõe um quadro que
abrange as categorias de Bléry (1981) e Layne (1994), definindo um roteiro para
indexação de fotografias.

�Quadro 1 - Roteiro reestruturado para o tratamento temático de fotografias
CATEGORIA

CONTEÚDO
INFORMACIONAL
DE
GENÉRICO ESPECÍFICO

SOBRE

DIMENSÃO
EXPRESSIVA

QUEM
ONDE
QUANDO
COMO/O QUÊ
Fonte: Manini (2002, p. 105)

De maneira prática a leitura da fotografia começa com a observação do que
está sendo visto, no exemplo, de uma fotografia da Muralha da China, no
conteúdo genérico as informações “quem”: muralha, “onde”: China, “quando”: data
em que foi tirada, “como/o quê”: no caso, como não há pessoas, logo não há ação,
podendo ser descrita somente de maneira específica como se a fotografia
representa sua construção ou a deterioração causada pelo tempo. Neste exemplo,
o DE “quem” e “onde” já especifica que se trata da Muralha da China. Inferir sobre
o assunto da fotografia requer conhecimentos culturais e históricos, muitas vezes
influenciado pela subjetividade de quem analisa. Esta pode ser sobre a defesa de
um império, grandes construções, história oriental e controle de imigração,
especificando de maneira mais abrangente e neutra. A dimensão expressiva
descreve as técnicas, também requerendo um conhecimento teórico, mas
podendo ser detalhada especificações visuais como a cor e ângulo da visão.
Vale ressaltar que as metodologias advêm da indexação de documentos
textuais, por isso segue um roteiro em que primeiro são identificados os elementos
de maior relevância, como as pessoas/objetos, para depois representar o assunto
e, como análise final suas especificações.
4. Considerações Finais
O interesse pela fotografia sucede desta estar vinculada a vários suportes,
podendo ser digital, impresso ou acompanhar um texto, como nas propagandas.
Seus elementos emitem informações e estas podem ser analisadas e descritas.
No caso, as metodologias de Layne e Manini foram escolhidas por incluir fatores
relevantes para a descrição e tratá-los de forma geral e específico. Tendo em
mente que o usuário pode ser diverso e buscar por informações de maneiras
muito individuais, a divisão da descrição das informações auxilia na recuperação,
pois inclui aquele que sabe exatamente o que procura e o que procura de maneira
vaga e não precisa. As especificações técnicas incluem também outro tipo de
usuário, o especialista. Dessa forma, assim como os documentos textuais que
precisam ser analisados para serem recuperados, a fotografia ganha relevância.

�Esta que carrega informações imagéticas, entendidas por diferentes públicos e por
ter informação, comunica um fato e se torna histórica.
5. Referências
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fotografias: uma síntese bibliográfica. Cadernos BAD 2, Lisboa, v. 12, n. 2, p. 84100, jul./dez. 2006. Disponível em:
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http://www.brapci.inf.br/index.php/article/view/0000011407/52f4a71bc4d6625f791d
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Ana Clara Gatto</text>
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                <text>A Ciência da Informação, enquanto campo de estudo e aplicação dos processos de organização e representação da informação, enfatiza os documentos textuais em detrimento dos documentos iconográficos. Compreende a fotografia como um documento capaz de registrar algo a fim de contribuir para a construção da história e, portanto, deve ser organizada e preservada para garantir sua permanência no tempo e no espaço. Objetiva analisar os métodos de indexação de fotografias e suas especificidades. O interesse pela fotografia sucede desta estar vinculada a vários suportes, podendo ser digital, negativo, impresso ou acompanhar um texto, como nas propagandas. Utiliza a pesquisa bibliográfica para investigar referenciais teóricos já publicados sobre o tema. Explicita contribuições de Bléry (1981), Layne (1994), Manini (2002), Robledano Arillo (2000), entre outros e exemplifica o processo de indexação de fotografia. Conclui que, assim como os documentos textuais que precisam ser analisados para serem recuperados, a fotografia ganha relevância, pois carrega informações imagéticas, entendidas por diferentes públicos e por ter informação, comunica um fato e se torna histórica.</text>
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                    <text>Ex-líbris: lugares de memória
Márcia Della Flora Cortes (IFFAR) - marciadfc@yahoo.com.br
João Fernando Igansi Nunes (UFPEL) - fernandoigansi@gmail.com
Laís Braga Costa (IFFar) - lais.costa@iffarroupilha.edu.br
Resumo:
O presente artigo tem a finalidade de refletir sobre o ex-líbris, marca de propriedade de livros,
como um objeto que contém substrato para a memória e capaz de ser um lugar de memória.
Esse guardião do passado apresenta informações quanto ao seu conteúdo e quanto a sua
técnica de produção. Considera-se nesse trabalho os aspectos relativos aos rastros do passado
e potencial narrativo dos ex-líbris gravados que revelam simbologias, relações sociais,
profissões, paisagens, ideologias e pensamentos. Estes objetos representam o proprietário de
uma obra, seus gostos e ideais assim como a técnica de um artista, que em conjunto ao
encomendador, elaboram essa marca de propriedade, que serve ainda para estimular
lembranças. Logo, entende-se que o ex-libris contém substrato para a memória carregando
traços do período e do meio em que foi criado representando indivíduos e coletividades. Como
procedimentos metodológicos realizou-se uma revisão de literatura em teóricos que discutem
a memória coletiva e a identidade como Maurice Halbwachs (1990), Pierre Nora (1993) e Paul
Ricoeur (2007). Também fazem parte da revisão bibliográfica autores que abordam
especificamente os ex-líbris, como Esteves (1956), Bertinazzo (2012) e Silva (2014). Ainda,
algumas imagens de ex-líbris do Museu de Arte Frederikshavn Kunstmuseum foram
selecionadas a fim de destacar o potencial memorial e identitário dessas marcas de
propriedade.
Palavras-chave: Ex-líbris. Memória. Lugares de memória.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: Eixo 08
Resumo expandido
Introdução: O presente artigo tem a finalidade de refletir sobre os ex-líbris,
marcas de propriedade de livros, como objetos que contém substrato para a
memória e capazes de ser um lugar de memória. Esses guardiões do passado
apresentam informações quanto ao seu conteúdo e quanto a sua técnica de
produção. Considera-se nesse trabalho os aspectos relativos aos rastros do passado
e potencial narrativo dos ex-líbris gravados que revelam simbologias, relações
sociais, profissões, paisagens, ideologias e pensamentos. Logo, entende-se que o exlibris contém substrato para a memória carregando traços do período e do meio em
que foi criado representando indivíduos e coletividades.
A memória como uma categoria ampla, que perpassa por diversas áreas do
conhecimento, desde os processos neurobiológicos até as ciências sociais, nesse
trabalho é abordada quanto a seus aspectos sociológicos. Considerando-se que o
passado é materializado nos objetos, temos então importantes indícios e
informações do passado através de marcas impregnadas nos ex-líbris, que podem
fazer aflorar a memória.
Método de pesquisa: Como procedimentos metodológicos realizou-se uma
revisão de literatura em teóricos que discutem a memória coletiva e a identidade
como Maurice Halbwachs (1990), Pierre Nora (1993) e Paul Ricoeur (2007).
Também fazem parte da revisão bibliográfica autores que abordam especificamente
os ex-líbris, como Esteves (1956), Bertinazzo (2012) e Silva (2014). Ainda, algumas
imagens de ex-líbris do Museu de Arte Frederikshavn Kunstmuseum foram
selecionadas a fim de destacar o potencial memorial e identitário dessas marcas de
propriedade.
Resultados e discussão: Os ex-líbris, são obras de arte em miniatura e como tal,
devem ser reconhecidos tanto pela sua beleza estética como pelo seu potencial
memorial que possibilita ainda o resgate de identidades. Sua função original era
marcar a propriedade de um livro, entretanto também servia como um sútil
lembrete aos esquecidos ou aqueles que ousavam pensar em furtar obras.
Destaca-se que a invenção da imprensa promoveu a difusão do
conhecimento em função da maior facilidade em se produzir livros, entretanto a

�partir daí o furto, conforme Machado (2014) “tornou-se epidêmico” o que fez com
que bibliotecas da Idade Média acorrentassem suas obras. Esteves (1956, p. 55) nos
dá uma dimensão da atração e sentimento que o livro causa: “O que deixa
transparecer que, em todos os tempos, mesmo quando não eram numerosos os
leitores, o livro – nosso mestre, nosso melhor e mais fiel amigo, - foi sempre
cobiçado pelos amigos do alheio”.
Era, portanto, necessário criar uma maneira de identificar as coleções e dar a
elas seu real valor. Nada melhor que uma bela gravura para demonstrar o apreço e
zelo de um proprietário pelo seu livro. Os ex-líbris foram originalmente produzidos
a partir de técnicas de gravura que conforme destaca Bertinazzo (2012), é um
processo artesanal e bastante minucioso, em que um artista está em contato direto
com a obra.
Surgiu assim, uma representação gráfica oficial, de um indivíduo ou
instituição, com a finalidade de marcar através de signos a sua propriedade,
identidade e em decorrência, é carregado de memória. Não se sabe exatamente a
data de surgimento do ex-líbris, entretanto, foram utilizados principalmente a
partir do Renascimento.
Esteves (1956, p. 35) compreende que o ex-líbris “nada mais é que um sinal
ou marca de propriedade sobre uma coisa que é o livro” surgindo no lugar da antiga
pratica de escrever o nome do proprietário e seu pertencimento a própria mão nas
páginas iniciais do livro. Esse mesmo autor destaca que essa etiqueta tem força de
escritura pública pois mesmo que não contenha o nome do proprietário, todos
respeitam seu direito de posse (ESTEVES, 1956, p. 19).
Para Bertinazzo (2012, p. 25) o ex-líbris é “uma espécie de selo de
propriedade, incontestável e universal, que vem colada na face interna da capa, no
rosto ou anterrosto do livro, valorizando-o”. Corroborando com os autores,
entende-se que o ex-líbris é capaz de autenticar a propriedade de uma obra e para
tanto opera como um sinal de distinção social que ao ser visto traz à mente de
quem o vê, elementos que referenciam o dono de um livro, assim como a memória
de um contexto social e um período. As figuras 1 e 2, ilustram os ex-líbris:
Figura 1 – Ex-líbris de Erika &amp; Andreas Selle

Fonte: Frederikshavn Kunstmuseum (2019)

�Figura 2 – Ex-líbris de Artur Mário da Mota Miranda

Fonte: Frederikshavn Kunstmuseum (2019)

A figura 1 do artista Jorge de Oliveira, produzida em 1987 retrata o indígena,
origem da cultura brasileira em meio a natureza. A figura 2, produzida por Alberto
Lima em 1950 representa simbolicamente que livros fechados não fazem letrados
levando os indivíduos a um trabalho árduo e braçal.
A partir dessas imagens, entende-se que o ex-líbris é um objeto simbólico e
atua como um vetor de identificação com a função primordial de representar a
propriedade de uma obra, assim como pensamentos. Logo, contém elementos que
permitem o reconhecimento identitário e ao mesmo tempo possibilitam o resgate
da memória social.
O processo de construção do ex-líbris envolve uma ideia a ser representada
que é relativa aos gostos e preferencias do proprietário de livros. Entende-se que os
rastros deixados pelos ex-líbris revelam simbologias, relações sociais, profissões,
paisagens, ideologias e de modo geral a memória que alguém quer deixar e ser vista
em seu lugar. Por isso, quando uma pessoa procura um artista para produzir sua
marca de propriedade verifica-se tanto um compartilhamento de memórias quanto
uma relação temporal de indissociabilidade do passado e presente que busca
aflorar e também resgatar a memória através de signos que atuam como uma
identidade visual.
O êxito quanto ao ex-líbris produzido depende da íntima relação entre o
indivíduo solicitante e a pessoa que executa sua criação. Esse processo exige a
interpretação e compartilhamento de memórias entre esses dois. Em suma, é um
trabalho conjunto onde ocorre a leitura e interpretação de ideias que são
decodificadas e materializadas através de signos que representam e também são
capazes de identificar tanto o proprietário de um livro quanto o artista criador.
Bertinazzo (2012) discute a relação cooperativa entre encomendador e
artista, dentro da História da arte e explica que este “[...] deve seguir, o quanto
possível, as orientações do bibliófilo relativas ao tema, itens que comporão esse
selo, divisas, tamanho, técnica e afinar o desenho até que satisfaça a ambos”.
(BERTINAZZO, 2012, p. 31).
Logo, o resultado desse trabalho conjunto, precisa agradar aos dois, e
embora o solicitante informe suas preferências quanto a estética e iconologia do exlíbris, é o artista que usa a sua aptidão e técnicas específicas para dar forma à

�imaginação do proprietário de livro construindo assim, memórias compartilhadas.
Desse modo, entende-se o ex-líbris como uma prática narrativa e discursiva que
traz à tona lembranças de uma pessoa e por consequência da sociedade a qual ela
estava inserida constituindo uma rica fonte de informações e memórias.
Segundo Halbwachs (1990, p. 47), “[...] a parte que representamos em cada
modo de ver está determinada pela intensidade desigual das influências que estes
têm, separadamente, exercido sobre nós” revelando aspectos que estão na
sociedade e exercem de alguma maneira, mesmo que de forma desapercebida e
inconsciente, influencia sobre o homem. Essa argumentação corrobora para
compreender-se o potencial memorial dos ex-líbris, mesmo que esse objeto
produza e potencialize memórias diferentes em cada pessoa, estivemos expostos a
trocas e experiências dentro de um determinado contexto e grupo social. Logo, os
signos presentes nos ex-líbris provocam diferentes percepções e memórias.
Halbwachs (1990) compreende que a memória coletiva se constitui a partir
de um conjunto de interações sociais, entre um sujeito e aquilo que está em sua
volta. A partir de estímulos as lembranças surgem, assim como o
compartilhamento de elementos que identifiquem um grupo. Dessa forma,
entende-se os ex-líbris como um objeto capaz de auxiliar um indivíduo a
reconstruir uma imagem do passado, no presente, atuando como um vínculo social
que materializa e resgata memórias.
Conforme Nora (1993, p. 9) “A memória é um fenômeno sempre atual, um
elo vivido no eterno presente” e “se alimenta de lembranças vagas, telescópicas,
globais ou flutuantes, particulares ou simbólicas, sensível a todas as transferências,
cenas, censura ou projeções”. Essa concepção reflete em uma sociedade que busca
lugares para ancorar a sua memória, bem como objetos que possibilitam aflorar e
resgatar lembranças.
Nora (1993, p. 13) aponta que “Os lugares de memória são, antes de tudo,
restos”, pois é preciso criar maneiras de lembrar a “sociedade que só tende a
reconhecer indivíduos iguais e idênticos” depende de suportes assim como ex-líbris
para recordar.
Ricoeur (2007, p. 107), esclarece a importância dos rastros como indícios
para a história que nos conectam ao passado uma vez que “ao lembrar de algo,
alguém se lembra de si”. Logo, os rastros são suportes para o resgate de memórias.
Considerações finais: Portanto, entende-se que os ex-líbris guardam em si
referências, tanto de um proprietário e um artista quanto de elementos que estão
presentes na sociedade, nas técnicas de sua produção. Ainda, é um suporte para a
memória social visto que através de seus rastros permite resgatar e aflorar
memórias.
Enquanto registro histórico, o ex-líbris é como uma ponte que liga o passado
ao presente trazendo a lembrança de que determinado livro pertenceu a um
indivíduo ou instituição. Os signos presentes nos ex-líbris, especialmente os
gravados, representam um proprietário e remetem a aspectos que estão em seu
meio social assegurando o seu reconhecimento. A partir desse aspecto, essa marca
de propriedade torna-se um elemento identitário capaz de representar e comunicar
uma informação.

�Referências:
BERTINAZZO, Stella Maris de Figueiredo. Ex libris: pequeno objeto de desejo.
Brasília: UNB, 2012.
ESTEVES, Manuel. O ex libris. 2. ed. Rio de Janeiro: Laemmert, 1956.
CANDAU, Joël. Memória e identidade. São Paulo: Editora Contexto, 2016.
CANDAU, Joël. Bases antropológicas e expressões mundanas da busca
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Pelotas, v. 1, n. 1, p. 43-58, dez.2009/mar. 2010.
FREDERIKSHAVN KUNSTMUSEUM &amp; EXLIBRISSAMLING. Disponível em:
http://art-exlibris.net/search?query=nationalitet-59&amp;pt=owner Acesso em: 15
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HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Rio de Janeiro: Vertice, 1990.
HALBWACHS, Maurice. Los marcos sociales de la memoria. Caracas:
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HARTOG, François. Tempo e história: como escrever a história da França hoje?.
História Social, Campinas, n. 3, 1996. p. 217-154. Disponível em:
&lt;http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/viewFile/89/84&gt;. Acesso
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LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, SP: Unicamp, 1990.
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&lt;https://www.ufrb.edu.br/ppgcom/images/Hist%C3%B3ria-eMem%C3%B3ria.pdf&gt;. Acesso em: 15 jul. 2018.
MACHADO, Ubiratan. Sua excelência: o ex-líbris. In: SILVA, Alberto da Costa e;
MACIEL, Anselmo (orgs). Livro dos Ex-líbris. Rio de Janeiro: Academia
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NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Revista
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RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas:
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SILVA, Alberto da Costa e; MACIEL, Anselmo (orgs). Livro dos Ex-líbris. Rio de
Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2014.

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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Ex-líbris: lugares de memória</text>
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            <name>Creator</name>
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                <text>Márcia Della Flora Cortes</text>
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                <text>Laís Braga Costa</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
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                <text>FEBAB</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2019</text>
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            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>O presente artigo tem a finalidade de refletir sobre o ex-líbris, marca de propriedade de livros, como um objeto que contém substrato para a memória e capaz de ser um lugar de memória. Esse guardião do passado apresenta informações quanto ao seu conteúdo e quanto a sua técnica de produção. Considera-se nesse trabalho os aspectos relativos aos rastros do passado e potencial narrativo dos ex-líbris gravados que revelam simbologias, relações sociais, profissões, paisagens, ideologias e pensamentos. Estes objetos representam o proprietário de uma obra, seus gostos e ideais assim como a técnica de um artista, que em conjunto ao encomendador, elaboram essa marca de propriedade, que serve ainda para estimular lembranças. Logo, entende-se que o ex-libris contém substrato para a memória carregando traços do período e do meio em que foi criado representando indivíduos e coletividades. Como procedimentos metodológicos realizou-se uma revisão de literatura em teóricos que discutem a memória coletiva e a identidade como  Maurice Halbwachs (1990), Pierre Nora (1993) e Paul Ricoeur (2007). Também fazem parte da revisão bibliográfica autores que abordam especificamente os ex-líbris, como Esteves (1956), Bertinazzo (2012) e Silva (2014). Ainda, algumas imagens de ex-líbris do Museu de Arte Frederikshavn Kunstmuseum foram selecionadas a fim de destacar o potencial memorial e identitário dessas marcas de propriedade.</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                    <text>Estágios de desenvolvimento e formalização da Política de
Indexação em Bibliotecas: Estudo Analítico

Jéssica Beatriz Tolare (UNESP) - jtolare@gmail.com
Lizandra de Souza Santos Alves (UNESP) - lizandra17alves@gmail.com
Mariângela Spotti Lopes Fujita (UNESP) - mariangelaslf57@gmail.com
Resumo:
O processo de indexação é, basicamente, a identificação e seleção de conceitos por termos
significativos do conteúdo do documento durante a análise de assunto que serão,
posteriormente, representados por termos de uma linguagem de indexação que serve de
ferramenta de controle de vocabulário entre o sistema de informação e o usuário. Para
uniformização e sistematização da indexação entre bibliotecas e em diferentes períodos de
tempo é necessário desenvolver e formalizar condutas adequadas aos requisitos, elementos e
variáveis de uma política de indexação. Com o propósito de identificar a política de indexação
e verificar como é desenvolvida e formalizada, foi realizado estudo analítico com dados obtidos
da aplicação de questionário com bibliotecas da região sudeste do Brasil. Os resultados
obtidos foram analisados com base nos estágios de desenvolvimento e formalização da política
de indexação: completo, parcialmente completo e incompleto com deficiências. Verificou-se
que 55,9% das bibliotecas está no estágio incompleto com deficiências porque,
principalmente, não existe política de indexação formalizada, manual de indexação e
indexador capacitado. Considera-se que essa situação limita a prática profissional e afeta
desfavoravelmente o nível de satisfação do usuário durante a recuperação da informação.
Palavras-chave: Bibliotecas. Indexação. Política de Indexação
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) sim (X) não

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático 8: Ciência da Informação
Introdução
A indexação é um processo de análise e representação do conteúdo documental
mediante identificação e seleção de conceitos representados por termos significativos
com objetivo de oferecer precisão ou revocação na recuperação da informação em
sistemas de buscas por assunto, tais como catálogos de bibliotecas ou metabuscadores
de bases de dados e de documentos. Porém, o desenvolvimento e aplicação do processo
de indexação em qualquer contexto institucional é dependente de requisitos, elementos e
variáveis que vão desde o indexador capacitado como principal recurso humano até as
ferramentas disponíveis, tais como tesauros ou outro vocabulário controlado que irão
definir o grau de especificidade e exaustividade da representação e recuperação do
conteúdo documental. Além disso, os requisitos, elementos e variáveis que influenciam a
indexação são diferentes em cada contexto institucional e, portanto, devem ser analisados
e definidos em uma política de indexação que formalize o desenvolvimento e aplicação.
A sistematização de procedimentos com uso de vocabulário controlado são
condições fundamentais para que a representação documental tenha resultados diretos
na recuperação pelo usuário do sistema de busca. Gil Leiva, Rubi e Fujita (2008, p. 240)
consideram que “uma política de indexação insuficiente ou inexistente pode contribuir
para a falta de sistematização dos procedimentos de indexação e das diretrizes a serem
seguidas pelos bibliotecários durante a realização da indexação” prejudicando,
principalmente, o usuário. (2008, p. 240).
Bates (1998), Hjorland (2001) e Lancaster (2004) concordam que a indexação deve
ser modelada para se ajustar às necessidades específicas do usuário. Lancaster (2004),
ainda complementa, que quanto mais específico for o público-alvo de uma instituição
maior é a probabilidade de que a indexação deva ser feita com uma maior cautela, sob
medida, principalmente, ajustando-se ao interesse daquele determinado usuário.
Segundo Fujita (2016), uma política de indexação pode ser determinada por
diversos fatores em uma unidade de informação, variando desde a seleção de tipos de
documento a serem indexados, procedimentos de análise e representação de assuntos,
aspectos qualitativos da indexação como precisão, especificidade, exaustividade e
revocação, instrumentos de controle de vocabulários tais como linguagens documentárias
ou opção por trabalhar com linguagem natural até a avaliação da indexação pela
consistência e pela recuperação.

�A qualidade da indexação, portanto, está associada ao estabelecimento de uma
política de indexação, que considere características de consistência (ZUNDE; DEXTER,
1969), exaustividade e especificidade (ROBREDO, 2005) e a ausência de erros associada
à correção na indexação (GIL LEIVA, 1999).
Para investigar a existência de política de indexação em bibliotecas, Fujita e Santos
(2016), realizaram coleta de dados com aplicação de questionários em bibliotecas no
período de 2010 a 2014 e averiguaram, pelos resultados obtidos a partir da análise de
requisitos, elementos e variáveis, que a política de indexação existe nas bibliotecas,
porém, com diferenças e lacunas agrupadas em três estágios de desenvolvimento e
formalização de política de indexação em bibliotecas universitárias: completo,
parcialmente completo e incompleto com deficiências. O estágio completo alcançado por
4 bibliotecas da amostra demonstrou que o requisito importante eram mais de 3
bibliotecários capacitados fazendo a indexação, possuíam elementos de definição de grau
de especificidade e quantidade de termos, além de variáveis fundamentais tais como a
validação automática e vocabulário controlado com projetos de interoperabilidade
semântica. Por outro lado, no estágio parcialmente completo, com 27 bibliotecas, há
diminuição no quantitativo dos requisitos, elementos e variáveis e no incompleto com
deficiências, em oito bibliotecas, o requisito de indexador é realizado por um auxiliar de
biblioteca, utilizam linguagem natural sem controle de vocabulário e não possuem manual
de rotinas, além da falta dos outros aspectos mencionados para os dois outros estágios.
Com o objetivo de verificar e confirmar os estágios de desenvolvimento e
formalização da política de indexação em bibliotecas esta pesquisa aplicou o mesmo
questionário utilizado em Fujita e Santos (2016) no período de 2015 a 2018 como forma
de averiguar se houve mudanças de informações acerca de requisitos, elementos e
variáveis nos estágios, bem como quantidades de bibliotecas em cada estágio.
Método da pesquisa
O método de coleta de dados utilizou questionário sobre política de indexação
(FUJITA, SANTOS, 2016) enviado por e-mails à 120 bibliotecas no período de 2015 a
2018. O mesmo questionário utilizou a ferramenta de questionário online survey monkey e
depois foi convertido para o formulário online do Google. O questionário possui 20
questões divididas em 5 seções, sendo elas:
1. Dados gerais da instituição (Questões 1, 2, 3, 4, 5, 6) ;
2. Prática da indexação ou catalogação de assuntos (Questões 7, 7.1, 8, 9,10) ;
3. Qualidades da indexação (Questões 11, 12, 13, 14,15) ;
4. Ferramentas para a indexação ou catalogação de assuntos (Questões 16, 17,
18) ;
5. Avaliação da indexação ou catalogação de assuntos (Questões 19, 20) .
Foram recebidos 34 questionários de bibliotecas da região sudeste, 24
universitárias e 10 públicas. A análise dos dados coletados dos dois tipos de bibliotecas
foi realizada pelo agrupamento das respostas em cinco categorias que obedecem a
organização das questões nas cinco seções do questionário.
Resultados
Elementos gerais: quantidade de profissionais na biblioteca e de profissionais que

�realizam indexação ou catalogação de assuntos e educação continuada do indexador.
Há uma média profissional dedicada à tarefa de indexação ou catalogação de
assuntos por biblioteca: em 31 bibliotecas há entre 1 e 5 profissionais; e, em 3 bibliotecas
há entre 6 e 9 profissionais. Nas 31 bibliotecas existem as seguintes quantidades de
profissionais para a indexação ou catalogação de assuntos: 12 tem um, 13 tem 2, 3 tem 3,
3 tem 5. Nas 3 outras bibliotecas: uma biblioteca tem 6, outra tem 8 e a outra tem 9.
Os dados recebidos mostram que em 9 bibliotecas há oferta de treinamento para o
bibliotecário ao iniciar no desempenho da função, em uma há treinamento quando a
biblioteca constata que há necessidade, e em 24 não oferecem treinamento. Quanto à
oferta de formação continuada para os profissionais, em 9 bibliotecas existe anualmente e
em 25 bibliotecas não há essa possibilidade.
Prática de indexação ou catalogação de assunto: fonte de registros bibliográficos para
conversão retrospectiva, regulamentação de política de indexação, manual de indexação,
auxílio automático ou semiautomático na indexação.
Para garantir a consistência na representação e recuperação das informações, 28
bibliotecas usam fonte de registro bibliográfico para consultar e copiar os registros de
outras bases de dados. Dessas 28 bibliotecas, 6 utilizam uma única fonte, 10 usam duas
fontes, 8 usam 3 fontes, 2 usam 4 fontes, uma usa 6 fontes e outra usa 9 fontes. As
demais bibliotecas que totalizam 4, não usam nenhuma fonte.
As fontes de registros bibliográficos citadas são: SIBIX, Rede Bibliodata, Fundação
Biblioteca Nacional, LC- Library of Congress, Rede Pergamum, Biblioteca do Senado,
Acervus- Biblioteca UNICAMP, PESQBIB. Notou-se que, entre as fontes indicadas pelas
bibliotecas tem linguagens de indexação ao invés de fontes de registros bibliográficos, tais
como: DeCS, MeSH, Linguagem UNESP e outras. Observou-se, ainda, que em 16 das 34
bibliotecas consultadas o processo de indexação é manual e em 18 o processo é
automatizado.
Em relação à política de indexação, 10 bibliotecas afirmaram ter e que está
disponível para consulta pela equipe de trabalho, mas 24 afirmaram não ter. Sobre o
manual de indexação, 15 bibliotecas afirmam ter, enquanto 19 afirmam não ter
documentação da política de indexação. As 5 bibliotecas que dizem ter manual de
indexação, provavelmente tem manual de rotinas sem definição da política de indexação.
Qualidades da indexação: grau de especificidade, quantidade de termos por documento,
tempo para indexação, uso de norma para a indexação, documentação da política de
indexação.
Verificou-se que em 9 bibliotecas existe determinação de grau de especificidade,
enquanto que não existe em 25 bibliotecas. O critério de exaustividade é determinado em
11 bibliotecas com uma média que varia entre 3 e 6 termos por documento, mas não é
determinado em 23 bibliotecas. Já em relação ao uso de normas para a indexação é
possível verificar na amostra que entre as 34 bibliotecas 18 bibliotecas seguem diretrizes
de alguma norma variando entre Nacional e Internacional e 16 não seguem nenhum
regulamento.
Ferramentas para a indexação ou catalogação de assuntos: sistema de validação
automática de termos/assuntos, uso de linguagem natural, linguagens de indexação
utilizadas, participação em projetos de interoperabilidade de vocabulários controlados.
Averiguou-se que 25 bibliotecas não possuem instrumento para validação
automática de termos e 33 nunca participaram de projetos de interoperabilidade de

�linguagens documentárias.
Há 25 bibliotecas que utilizam linguagens de indexação. Contudo, dessas 25,
apenas 6 bibliotecas especificaram qual linguagem de indexação utilizam: 2 bibliotecas
utilizam o Tesauro do Senado e do CNI, 2 bibliotecas utilizam a Terminologia da
Biblioteca Nacional, 1 biblioteca usa a Linguagem da Rede Bibliodata e 1 biblioteca utiliza
3 linguagens: Library of Congress Subject Headings, Terminologia da Biblioteca Nacional
e a Linguagem da Rede Bibliodata. Entretanto, 9 bibliotecas relataram utilizar linguagem
natural, dentre essas, 3 citaram que utilizam linguagem natural por algum método ou
instrumento: 1 pela observação das demandas dos usuários, 1 por palavras-chave do
autor e campo criado no MARC, 1 utiliza o MARC21.
Avaliação da indexação ou catalogação de assuntos: avaliação periódica da prática de
indexação e relatórios de avaliação publicados.
Em relação à avaliação periódica da prática de indexação foi constatado que 31
bibliotecas não realizam essas avaliações e obteve-se os dados de que 33 não possuem
relatórios de avaliação publicados.
Discussão dos resultados
A partir dos resultados de questionários aplicados no período de 2015-2018 em
amostra de 34 bibliotecas apurou-se, por meio dos requisitos, variáveis e elementos,
mudanças e diferenças no nível de desenvolvimento e formalização da política de
indexação em comparação com o período de 2010-2014. A quantidade de bibliotecas nos
estágios se modificou conforme quadro 1:
Quadro 1. Estágios de desenvolvimento e formalização da política de indexação em bibliotecas
Estágios/período
Completo
Parcialmente completo
Incompleto com
deficiências
1º) 2010-2014
4 bibliotecas
27 bibliotecas
8 bibliotecas
2º) 2015-2018
10 bibliotecas
5 bibliotecas
19 bibliotecas
Fonte: Elaborado pelas autoras (2019).

Total
39
34

As principais variáveis e elementos da política de indexação tais como indexador
capacitado com formação continuada, manual com política de indexação regulamentada,
norma para o processo de indexação, definição de grau de especificidade e quantidade
de termos, uso de linguagem de indexação sem linguagem natural, estão presentes em
estágio completo de desenvolvimento e formalização em 29,4% das bibliotecas da
amostra, o que representa um aumento em relação ao período anterior que foi de 10%.
Porém, houve uma diminuição expressiva da quantidade de bibliotecas com estágio
parcialmente completo em relação ao período anterior que é de 69% e o posterior, 14,7%.
O estágio incompleto com deficiências alcançou 55,9% no segundo período e ultrapassa
o primeiro período que alcançou 20,5%.
Verificando os dados analisados advindos dos questionários respondidos é
possível declarar que a maioria das bibliotecas não apresentam política de indexação e
nem possuem manual para a indexação. Para as bibliotecas que possuem manual de
rotinas sem a formalização da política de indexação, que é o caso de algumas das
bibliotecas dessa amostra, Fujita e Santos (2016) consideram que transformá-lo em um
manual mais completo, contendo requisitos, variáveis e elementos após discussão e
acordos entre todos os envolvidos, sejam eles gestores, catalogadores e usuários, iria
trazer vantagens na hora da representação e recuperação da informação nos catálogos
das bibliotecas públicas e universitárias.

�Considerações finais
É observável que o estágio incompleto de desenvolvimento e formalização da
política de indexação indicam deficiências relacionadas, principalmente, com a falta de
profissional capacitado para a indexação, da política de indexação e de um manual de
orientações para sua aplicação. Essas limitações, certamente, interferem na
representação e na recuperação dos documentos armazenados e organizados.
Cada instituição e respectiva biblioteca possui requisitos, elementos e variáveis
característicos para o desenvolvimento e formalização da política de indexação que
poderão ser discutidos quanto à exequibilidade. Com a formalização da política de
indexação é possível solucionar questões importantes e definir diretrizes para que os
bibliotecários tomem decisões quanto a realizar a indexação dentro da biblioteca.
A escassez de pesquisas sobre avaliação da indexação em bibliotecas, verificada
pelos resultados, afeta diretamente a prática profissional e o nível de satisfação do
usuário durante a recuperação da informação, porque inexiste, assim, uma visão da
biblioteca sobre seus resultados que podem não ser adequados. Recomenda-se o
desenvolvimento de estudos sobre indexação e de sua política com o intuito de incentivar
e melhorar a realização desses procedimentos em bibliotecas.
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American Society for Information Science, 49, 1998, 1185-1205.
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p. 410, 2005.
ZUNDE, P.; DEXTER, M. E. Indexing consistency and quality. American Documentation,
Washington, p. 259-267, Jul. 1969.
Agência financiadora: CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Mariângela Spotti Lopes Fujita</text>
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                <text>O processo de indexação é, basicamente, a identificação e seleção de conceitos por termos significativos do conteúdo do documento durante a análise de assunto que serão, posteriormente, representados por termos de uma linguagem de indexação que serve de ferramenta de controle de vocabulário entre o sistema de informação e o usuário. Para uniformização e sistematização da indexação entre bibliotecas e em diferentes períodos de tempo é necessário desenvolver e formalizar condutas adequadas aos requisitos, elementos e variáveis de uma política de indexação.  Com o propósito de identificar a política de indexação e verificar como é desenvolvida e formalizada, foi realizado estudo analítico com dados obtidos da aplicação de questionário com bibliotecas da região sudeste do Brasil. Os resultados obtidos foram analisados com base nos estágios de desenvolvimento e formalização da política de indexação: completo, parcialmente completo e incompleto com deficiências.  Verificou-se que 55,9% das bibliotecas está no estágio incompleto com deficiências porque, principalmente, não existe política de indexação formalizada, manual de indexação e indexador capacitado. Considera-se que essa situação limita a prática profissional e afeta desfavoravelmente o nível de satisfação do usuário durante a recuperação da informação.</text>
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                    <text>DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS-ESTÉTICO
LITERÁRIAS: uma proposta dialógica.

Sandra Rafaela Batista da Silva (UFPE) - sandradocumentos@outlook.com
Hélio Márcio Pajeú (UFPE) - heliopajeu@gmail.com
André Anderson C. Felipe (UFPE) - andreandersonf@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem por objetivo propor diretrizes que norteiem a atividade da indexação para a
leitura de obras estético-literárias baseadas na filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin e
apoiadas na estrutura do Modelo de Leitura Documentária para textos científicos e do Modelo
para Indexação de Ficção (MENTIF). A metodologia tem caráter exploratório e descritivo com
abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e documental. Traz
como resultado as Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL).
Palavras-chave: Indexação. Mikhail Bakhtin. Modelo de Leitura Documentária para textos
científicos. Modelo para Indexação de Ficção. Diretrizes para indexação de
obra
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO:

A informação e seu suporte são descritos por meio de linguagens, esse
processo é nomeado de representação da informação. Sendo a informação produto
do conhecimento, a Organização da Informação (OI) trata apenas dos registros
desse conhecimento, daquilo que foi materializado.
Também se refere a organização de vários objetos informacionais em uma
coleção da unidade de informação. A Organização da Informação busca
individualizar determinado item com o propósito de possibilitar sua recuperação
(MEY, 1995).
A indexação é uma das atividades da OI, posto que, através dela assuntos
abordados no objeto informacional são identificados, por vezes, traduzidos para um
vocabulário controlado e disponibilizados como ponto de acesso do objeto (CUNHA,
1990).
No entanto, ao realizar consultas em um acervo por obras estético-literárias
percebe-se que a indexação não vem atendendo ao seu objetivo teórico, pois,
muitos títulos estão recebendo como ponto de acesso termos referentes ao formato
do gênero.
Com o intuito de auxiliar com a mudança dessa realidade propomos, em
trabalhos anteriores, as Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL)
apoiadas na filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin, como norteador para a prática
do bibliotecário ao tratar dessas obras.
Assim, o objetivo desse trabalho é aplicar as DIEL em três obras estrangeiras
amplamente divulgadas, em seguida, comparar o resultado dos termos resultantes
das DIEL com os termos coletados dos catálogos on-line de instituições brasileiras.
Com o intuito de expor a realidade da indexação atual e o contraste da mesma com
uma indexação que utiliza diretrizes baseadas no dialogismo, comprovando assim, a

�necessidade desse tipo de abordagem, principalmente, ao se tratar de indexação
obras estéticas.

MÉTODO DA PESQUISA:

Visando demonstrar a leitura documentária apoiada nos três elementos
indissociáveis dos gêneros do discurso – forma composicional, estilo e unidade
temática – e como a relação dialógica pode ocorrer na indexação, aplicamos as
Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL) em três obras
amplamente divulgadas e pertencentes a gêneros diferentes, a saber:
1. A menina que roubava livros de Markus Zusak – romance histórico;
2. As crônicas de Nárnia de Clive Staples Lewis – literatura fantástica;
3. O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry – literatura infantil.
Depois, consultamos os mesmos títulos em cinco catálogos on-line de
instituições brasileiras (Quadro 1). Com o propósito de coletarmos os assuntos
indexados e, em seguida, compará-los com os resultado obtido após aplicação das
DIEL elaboradas.
Portanto, essa pesquisa é exploratória e descritiva com abordagem qualitativa,
realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias) e
documental (ou de fontes primárias), segundo os postulados de Lakatos e Marconi
(1992).
RESULTADOS:
Quadro 1 – Comparação da indexação das obras internacionais: catálogos X
DIEL
OBRA
UNIDADE
UFPE

A MENINA QUE ROUBA LIVROS
TERMOS ATRIBUÍDOS
livros e leitura
ficção australiana
Gerra Mundial, 1939-1945

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Livros e leitura
Guerra Mundial 1939-1945
Morte

�Unesp

Unicamp

USP

BN

ficção australiana
livros e leitura - Austrália
Guerra Mundial- judeus - ficção 1939-1945
ficção australiana
Literatura De Expressão Inglesa - Austrália
Romance
Guerra Mundial, 1939-1945 - Judeus
- Ficção
Ficção australiana

OBRA
UNIDADE

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA
TERMOS ATRIBUÍDOS
Literatura infanto-juvenil

UFPE

Unesp

Literatura irlandesa
Ficção irlandesa
Literatura infantojuvenil
Literatura

Literatura infantojuvenil
Unicamp

Literatura infantojuvenil
USP

BN

OBRA

Judeus na literatura
Amizade na literatura
Educação no lar
Adoção
Ficção histórica
Nazismo
Ideologia
Medo na literatura
Intimidação
Sobreviventes de eventos adversos na infância
Holocausto
Ficção australiana
Relações com a familia
Pobreza
Luto
Bibliotecas particulares
Crueldade

Literatura infantojuvenil norteirlandesa

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Fabulas
Histórias de aventuras
Animais na literatura
Animais mitológicos
Magia
Guerra na literatura
Viagens a outros mundos
Viagens na literatura
Anões
Castelos
Feiticeiras
Barcos a vela
Deus na literatura
Imagem de Deus
Ficção irlandesa
Bíblia e literatura
Mitologia clássica na literatura
Mitologia grega
Mitologia nórdica
Papai Noel
Egoísmo
Avareza
Amor na literatura
Bem e mal na literatura
Humildade
Medo
Amizade na literatura
Fé
Fim do mundo
Salvação (Teologia)
O PEQUENO PRÍNCIPE

�UNIDADE

TERMOS ATRIBUÍDOS
Ficção francesa

UFPE

Literatura francesa
Ficção francesa
Unesp

Ficção francesa
Unicamp

USP

Literatura Francesa

BN

Ficção francesa

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Fábulas
Histórias de aventuras
Animais na literatura
Folclore dos animais
Viagens na literatura
Sobrevivência a acidentes aéreos
Imaginação na literatura
Tristeza
Amor na literatura
Medo
Egoísmo
Orgulho e vaidade
Avareza
Solidão na literatura
Vícios
Sabedoria
Curiosidade
Afeto (Psicologia)
Felicidade
Amizade na literatura
Liderança
Profissões
Ficção francesa
Ficção infantil
Frustração
Preconceitos
Empatia
Morte
Saudade
Pensamento crítico em crianças
Crianças e adultos

Fonte: os autores.

DISCUSSÃO:
Ao analisar os termos coletados nos catálogos referentes ao título “A menina
que roubava livros” é possível perceber que o gênero do discurso e o país de origem
da obra são citados em todos os catálogos. Sendo em um deles o único ponto de
acesso. No concernente ao conteúdo quatro catálogos – UFPE, Unesp, USP e BN –
atribuem assuntos como ponto de acesso, porém tais assuntos não dão conta de
representar o todo da obra.
Para as “Crônicas de Nárnia todos os catálogos atribuíram termos referentes
ao gênero do discurso e público alvo, dois deles remeteram ao local de origem.
Confirmando assim que o acesso por conteúdo não é destinado a obras literárias
nos catálogos consultados.

�Quanto ao livro “O pequeno príncipe” encontramos a mesma realidade, visto
que, a foram atribuídos termos apenas referentes ao gênero do discurso. Desta
maneira, mais da metade das obras foram indexadas apenas pelo gênero e
nacionalidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES:
Os gêneros do discurso para Mikhail Bakhtin (2003) possui três elementos
indissociáveis – forma composicional, estilo e unidade temática – para o autor
quando um enunciado é analisado sem levar em consideração essas três
peculiaridades do gênero, retira-se a completude da obra e consequentemente o seu
sentido. Apoiados nesse pensamento deduzimos que as obras não foram analisadas
totalmente e essa postura resultou na diferença quantitativa e qualitativa de termos
indexadores.
Demonstra assim, a deficiência na indexação de obras estético-literárias,
atualmente, na área de Biblioteconomia e como as concepções bakhtinianas podem
contribuir nesse processo de indexação. Pois, os resultados apontados pelas DIEL
apontam a gama de assuntos existentes nesses livros mas, que o usuário, ao
consultar pela maioria deles, não terá esses títulos em seus resultados.
Por fim, consideramos os objetivos propostos alcançados e com eles,
pensamos contribuir para a fortificação da interdisciplinaridade na Ciência da
Informação na sua relação com a filosofia da linguagem, a fim de se pensar práticas
mais dialógicas na indexação de obras literárias, e alertar a área sobre a prática da
indexação.

REFERÊNCIAS:
BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. São Paulo: Editora Martins Fontes,
2003.
CUNHA, I. M. R. F. Do mito à análise documentária. São Paulo: EDUSP, 1990.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e
trabalhos científicos . 4. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
MEY, E. S A. Introdução à Catalogação. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros,
1995.

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                <text>Este trabalho tem por objetivo propor diretrizes que norteiem a atividade da indexação para a leitura de obras estético-literárias baseadas na filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin e apoiadas na estrutura do Modelo de Leitura Documentária para textos científicos e do Modelo para Indexação de Ficção (MENTIF). A  metodologia tem caráter exploratório e descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e documental. Traz como resultado as Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL).</text>
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                    <text>DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS
ESTÉTICO-LITERÁRIAS: aplicação em livros nacionais.

Sandra Rafaela Batista da Silva (UFPE) - sandradocumentos@outlook.com
Hélio Márcio Pajeú (UFPE) - heliopajeu@gmail.com
André Anderson C. Felipe (UFPE) - andreandersonf@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem a finalidade de aplicar as Diretrizes para obras estético-literárias (DIEL) em
duas obras brasileiras e comparar os resultados dessa indexação com os resultados da
indexação disponibilizada nos catálogos on-line de instituições nacionais. A metodologia tem
caráter exploratório e descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma
pesquisa bibliográfica e documental. Como discussão traz a diferença na quantidade de
assuntos atribuídos às obras e como resultado a disparidade quantitativa e qualitativa entre
as indexações devido a adoção de um percurso dialógico.
Palavras-chave: Diretrizes para obras estético-literárias.
Dialogismo. Literatura nacional.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Indexação.

Mikhail

Bakhtin.

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO:
A Biblioteconomia, subárea da Ciência da Informação, tem a Organização
da Informação (OI) como uma de suas atividades, que objetiva representar o
conhecimento registrado com o propósito de torná-lo acessível aos usuários da
unidade de informação através da descrição desse conhecimento.
Dentre as etapas de descrição está a indexação, também conhecida por
análise documentária, meio pelo qual são identificados os assuntos tratados em
determinado objeto informacional (NAVES, 2001), para que, assim, os usuários
do acervo possam ter resultados precisos ao pesquisar, no catálogo de assunto
de uma unidade de informação.
No entanto, constatou-se que o resultado da indexação tem sido satisfatório
na pesquisa por assunto, com o propósito de recuperar obras científicas,
entretanto, no que concerne às obras estético-literárias essa indexação parece
não atender aos seus objetivos teóricos. Contudo, ao se tratar de obras
científicas existem modelos que auxiliam o bibliotecário na leitura de técnica dos
mesmos, porém, quando tratamos de obras estético-literárias os modelos não
atendem às suas peculiaridades.
Nessa perspectiva, apontamos a filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin
como contribuinte para a indexação de tais obras e construímos as Diretrizes
para Indexação de obras Estético-Literárias (DIEL) como guia para auxiliar o
profissional nessa atividade. Uma vez que, para Mikhail Bakhtin, a comunicação
entre eu e o outro depende de interação e produz um enunciado que é dialógico
por natureza, pois a própria língua é aprendida através do convívio social. Assim,
o próprio discursista ao construir seu enunciado imagina seu destinatário, e o
próprio enunciado carrega discursos de outros, a esse processo Bakhtin chamou

�de dialogismo (PAJEÚ, 2009). As DIEL são apoiadas na filosofia da linguagem
do filósofo e ambos foram explanados em trabalhos anteriores1.
Portanto, o objetivo deste trabalho é refletir acerca da qualidade da
indexação no concernente às obras estético-literárias, e como o percurso
dialógico de leitura e cotejamento do documento com outros textos, com os quais
mantém uma determinada intertextualidade além, de ser condizente com a
realidade profissional também, aumenta a quantidade e a qualidade de assuntos
a serem atribuídos.
Para tanto, aplicamos as Diretrizes para indexação de obras estéticoliterárias em duas obras nacionais amplamente divulgadas e existentes no
catálogo dos acervos, a saber: “A hora da estrela” de Clarice Lispector – romance
literário e “Pais brilhantes, professores fascinantes” de Augusto Cury –
autoajuda, em seguida, comparamos o resultado da indexação dialógica com os
resultados da indexação das mesmas obras.
Os catálogos analisados são de instituições brasileiras dos quais, quatro
pertencem a instituições de ensino superior, são eles: Pergamum da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Athena da Universidade Estadual
Paulista (Unesp), Base Acervus da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), e o Dedalus da Universidade de São Paulo (USP), e o quinto catálogo
consultado é o Sophia da Fundação Biblioteca Nacional (BN).

MÉTODO DA PESQUISA
Os procedimentos metodológicos desta pesquisa têm caráter exploratório
e descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa
bibliográfica (ou de fontes secundárias) e documental (ou de fontes primárias),
segundo os postulados de Lakatos e Marconi (1992).
Gil (2002, p. 42) pondera que a pesquisa descritiva objetiva “a descrição
das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o
estabelecimento de relações entre variáveis”.

RESULTADOS E DISCUSSÃO:
1

SILVA, Sandra R. B. A contribuição da concepção de gêneros do discurso no processo de
indexação de obras estético-literárias. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado
em Biblioteconomia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2018.

�Quadro 1 – Comparação da indexação das obras: catálogos X DIEL
A HORA DA ESTRELA
UNIDADE
UFPE

Unesp

TERMOS ATRIBUÍDOS
Ficção brasileira
Literatura brasileira
Literatura brasileira
Ficção brasileira
Literatura
Ficção brasileira

Unicamp
Romance -- Século 20 Brasil
USP
--

BN

INDEXAÇÃO
DIALÓGICA
Ficção brasileira
Autoestima em mulheres
Autoconfiança
Frustração
Solidão na literatura
Ódio a si mesmo (Psicologia)
Desamparo (Psicologia)
Pobreza Aspectos
psicológicos
Expectativa de vida
Desamparo (Psicologia)
Expectativa (Psicologia)
Vida urbana Ficção
Ambição
Cartomancia
Hipocrisia
Autoengano
Modernismo (Literatura)
Tristeza
Conformismo
Fome
Machismo
Atração sexual
Preconceitos
Discriminação de sexo contra
as mulheres
Aflição
Angustia
Ansiedade

PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES
UNIDADE
UFPE

Unesp

TERMOS ATRIBUÍDOS
Educação de crianças
Pais e filhos
Psicologia infantil
Educação de base
Psicologia do adolescente
Emoções nas crianças
Inteligência
Pais e filhos
Professores e alunos

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Autoajuda
Educação de crianças
Pais e filhos
Professores e alunos
Manejo de classe
Educação Estudo e ensino
Aprendizagem
Inteligência emocional
Psicologia educacional

�Unicamp

USP

BN

Responsabilidade dos pais
Responsabilidade paterna
Inteligência
Pais e filhos
Professores e alunos
Psicologia Da Criança
Papel Dos Pais (educação)
Psicologia Do Adolescente
Educação
Educação de crianças
Pais e filhos
Professores e alunos
Manejo de classe

Emoções
Técnicas de autoajuda
Convivência
Avaliação educacional
Ficção brasileira
Qualidade de vida
Capacidade intelectual
Comunicação de massa e jovens

Fonte: (Desenvolvido pelos autores)

Ao observar os termos no Quadro 1, nota-se que o título “A hora da
estrela” no catálogo da BN não recebeu ponto de acesso, resultado
surpreendente, pois é uma das obras mais conhecidas de Clarice Lispector,
escritora de suma importância para a literatura nacional que costuma tratar das
questões corriqueiras da vida humana como preconceito, morte e solidão e tais
assuntos poderiam ser atribuídos como pontos de acesso no catálogo.
Quanto a “Pais brilhantes, professores fascinantes” todos os catálogos
atribuíram termos concernentes ao assunto da obra, possivelmente, por ser um
livro indicado para profissionais de educação e liderança. E nenhum termo
referente ao gênero do livro, devido às polêmicas que giram em torno do
conteúdo autoajuda. Contudo, neste trabalho foi adotado o termo “autoajuda” por
ser amplamente divulgado entre os seus leitores. O número de termos foi
expressivo se comparado ao livro de Clarice Lispector confirmando, assim, a
deficiência da análise documentária para obras consideradas não científicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Ao aplicar, as Diretrizes para Indexação de obras Estético-Literárias, notase a disparidade que há entre os termos inclusos nos catálogos e os termos
resultantes da indexação dialógica, mesmo, após o uso do Tesauro da Unesp.
Tal disparidade é quantitativa e qualitativa, visto, que o resultado no campo
Termos Escolhidos e resultado dos catálogos, é quantitativa ao comparar a gama
de assuntos que a indexação dialógica conseguiu apontar.

�Também, notou-se que certos termos, mesmo que pertençam ao tesauro,
nesse caso o tesauro da Unesp, não são atribuídos às literaturas por não serem
utilizados pelo indexador pois, esses ainda não sentiram necessidade de
pesquisá-los. O que é prejudicial, porque os indexadores acabam incluindo
termos referentes a estrutura textual parecidos, por vezes, redundantes –
Literatura, Literatura irlandesa, ficção irlandesa – e não indexando o conteúdo.
Constata-se ainda a necessidade de atualização dos tesauros, visto que,
alguns termos significativos para a obra não aparecem em Termos Escolhidos
porque não constaram no tesauro da Unesp. Por fim, aponta que os termos finais
são imprecisos devido à ausência de sintagmas nominais na maioria dos termos.
Sendo assim, atingimos os objetivos deste trabalho ao mostrar a
viabilidade das DIEL e como o percurso apoiado no dialogismo de Mikhail
Bakhtin enriqueceu o processo quantitativamente e qualitativamente. Esses
resultados por si acabam expondo como a indexação atual tem deixado a
desejar, principalmente, ao se tratar de obras estético-literárias.

REFERÊNCIAS:
CURY, A. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro:
Sextante, 2008.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2002.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e
trabalhos científicos . 4. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
LISPECTOR, C. A hora da estrela. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
NAVES, M. M. L. Estudos de fatores interferentes no processo de análise de
assunto. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n.2,
p. 189-203, jul./dez. 2001. Disponível em:
http://basessibi.c3sl.ufpr.br/brapci/_repositorio/2015/12/pdf_66f11aa25c_00000
17168.pdf. Acesso em: 17dez. 2018.
PAJEÚ, H. M. Sujeito, linguagem e alteridade: marcas dialógicas no recôndito
dos gêneros do discurso. In: MIOTELLO, V. (Org.). Dialogismo - olhares,
vozes, lugares. São Carlos, SP: Pedro &amp; João Editores, 2009. p. 67-79.

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                <text>Este trabalho tem a finalidade de aplicar as Diretrizes para obras estético-literárias (DIEL) em duas obras brasileiras e comparar os resultados dessa indexação com os resultados da indexação disponibilizada nos catálogos on-line de instituições nacionais. A metodologia  tem  caráter exploratório e descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e documental. Como discussão traz a diferença na quantidade de assuntos  atribuídos às obras e como resultado a disparidade quantitativa e qualitativa entre as indexações devido a adoção de um percurso dialógico.</text>
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                    <text>DIRETRIZES PARA INDEXAÇÃO DE OBRAS
ESTÉTICO-LITERÁRIAS: aplicação em livros internacionais

Sandra Rafaela Batista da Silva (UFPE) - sandradocumentos@outlook.com
Hélio Márcio Pajeú (UFPE) - heliopajeu@gmail.com
André Anderson C. Felipe (UFPE) - andreandersonf@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem por finalidade evidenciar a qualidade da indexação atual e compará-las aos
resultados obtidos após aplicação das Diretrizes para indexação de obras estético-literárias
(DIEL) em três obras internacionais amplamente divulgadas. Para isso, foram consultados os
títulos em cinco catálogos de instituições nacionais e comparados com os termos indexadores
resultantes das DIEL. Portanto, a pesquisa é exploratória e descritiva com abordagem
qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e documental. Traz como
resultado a falta de coerência no tratamento dados ao livros e desproporção qualitativa e
quantitativa entre as indexações, além de discutir sobre a prática da indexação.
Palavras-chave: Indexação. Diretrizes para indexação de obras estético-literárias. Mikhail
Bakhtin. Dialogismo. Literatura internacional.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO:

A informação e seu suporte são descritos por meio de linguagens, esse
processo é nomeado de representação da informação. Sendo a informação produto
do conhecimento, a Organização da Informação (OI) trata apenas dos registros
desse conhecimento, daquilo que foi materializado.
Também se refere a organização de vários objetos informacionais em uma
coleção da unidade de informação. A Organização da Informação busca
individualizar determinado item com o propósito de possibilitar sua recuperação
(MEY, 1995).
A indexação é uma das atividades da OI, posto que, através dela assuntos
abordados no objeto informacional são identificados, por vezes, traduzidos para um
vocabulário controlado e disponibilizados como ponto de acesso do objeto (CUNHA,
1990).
No entanto, ao realizar consultas em um acervo por obras estético-literárias
percebe-se que a indexação não vem atendendo ao seu objetivo teórico, pois,
muitos títulos estão recebendo como ponto de acesso termos referentes ao formato
do gênero.
Com o intuito de auxiliar com a mudança dessa realidade propomos, em
trabalhos anteriores, as Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL)
apoiadas na filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin, como norteador para a prática
do bibliotecário ao tratar dessas obras.
Assim, o objetivo desse trabalho é aplicar as DIEL em três obras estrangeiras
amplamente divulgadas, em seguida, comparar o resultado dos termos resultantes
das DIEL com os termos coletados dos catálogos on-line de instituições brasileiras.
Com o intuito de expor a realidade da indexação atual e o contraste da mesma com
uma indexação que utiliza diretrizes baseadas no dialogismo, comprovando assim, a

�necessidade desse tipo de abordagem, principalmente, ao se tratar de indexação
obras estéticas.

MÉTODO DA PESQUISA:

Visando demonstrar a leitura documentária apoiada nos três elementos
indissociáveis dos gêneros do discurso – forma composicional, estilo e unidade
temática – e como a relação dialógica pode ocorrer na indexação, aplicamos as
Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL) em três obras
amplamente divulgadas e pertencentes a gêneros diferentes, a saber:
1. A menina que roubava livros de Markus Zusak – romance histórico;
2. As crônicas de Nárnia de Clive Staples Lewis – literatura fantástica;
3. O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry – literatura infantil.
Depois, consultamos os mesmos títulos em cinco catálogos on-line de
instituições brasileiras (Quadro 1). Com o propósito de coletarmos os assuntos
indexados e, em seguida, compará-los com os resultado obtido após aplicação das
DIEL elaboradas.
Portanto, essa pesquisa é exploratória e descritiva com abordagem qualitativa,
realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias) e
documental (ou de fontes primárias), segundo os postulados de Lakatos e Marconi
(1992).
RESULTADOS:
Quadro 1 – Comparação da indexação das obras internacionais: catálogos X
DIEL
OBRA
UNIDADE
UFPE

A MENINA QUE ROUBA LIVROS
TERMOS ATRIBUÍDOS
livros e leitura
ficção australiana
Gerra Mundial, 1939-1945

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Livros e leitura
Guerra Mundial 1939-1945
Morte

�Unesp

Unicamp

USP

BN

ficção australiana
livros e leitura - Austrália
Guerra Mundial- judeus - ficção 1939-1945
ficção australiana
Literatura De Expressão Inglesa - Austrália
Romance
Guerra Mundial, 1939-1945 - Judeus
- Ficção
Ficção australiana

OBRA
UNIDADE

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA
TERMOS ATRIBUÍDOS
Literatura infanto-juvenil

UFPE

Unesp

Literatura irlandesa
Ficção irlandesa
Literatura infantojuvenil
Literatura

Literatura infantojuvenil
Unicamp

Literatura infantojuvenil
USP

BN

OBRA

Judeus na literatura
Amizade na literatura
Educação no lar
Adoção
Ficção histórica
Nazismo
Ideologia
Medo na literatura
Intimidação
Sobreviventes de eventos adversos na infância
Holocausto
Ficção australiana
Relações com a familia
Pobreza
Luto
Bibliotecas particulares
Crueldade

Literatura infantojuvenil norteirlandesa

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Fabulas
Histórias de aventuras
Animais na literatura
Animais mitológicos
Magia
Guerra na literatura
Viagens a outros mundos
Viagens na literatura
Anões
Castelos
Feiticeiras
Barcos a vela
Deus na literatura
Imagem de Deus
Ficção irlandesa
Bíblia e literatura
Mitologia clássica na literatura
Mitologia grega
Mitologia nórdica
Papai Noel
Egoísmo
Avareza
Amor na literatura
Bem e mal na literatura
Humildade
Medo
Amizade na literatura
Fé
Fim do mundo
Salvação (Teologia)
O PEQUENO PRÍNCIPE

�UNIDADE

TERMOS ATRIBUÍDOS
Ficção francesa

UFPE

Literatura francesa
Ficção francesa
Unesp

Ficção francesa
Unicamp

USP

Literatura Francesa

BN

Ficção francesa

INDEXAÇÃO DIALÓGICA
Fábulas
Histórias de aventuras
Animais na literatura
Folclore dos animais
Viagens na literatura
Sobrevivência a acidentes aéreos
Imaginação na literatura
Tristeza
Amor na literatura
Medo
Egoísmo
Orgulho e vaidade
Avareza
Solidão na literatura
Vícios
Sabedoria
Curiosidade
Afeto (Psicologia)
Felicidade
Amizade na literatura
Liderança
Profissões
Ficção francesa
Ficção infantil
Frustração
Preconceitos
Empatia
Morte
Saudade
Pensamento crítico em crianças
Crianças e adultos

Fonte: os autores.

DISCUSSÃO:
Ao analisar os termos coletados nos catálogos referentes ao título “A menina
que roubava livros” é possível perceber que o gênero do discurso e o país de origem
da obra são citados em todos os catálogos. Sendo em um deles o único ponto de
acesso. No concernente ao conteúdo quatro catálogos – UFPE, Unesp, USP e BN –
atribuem assuntos como ponto de acesso, porém tais assuntos não dão conta de
representar o todo da obra.
Para as “Crônicas de Nárnia todos os catálogos atribuíram termos referentes
ao gênero do discurso e público alvo, dois deles remeteram ao local de origem.
Confirmando assim que o acesso por conteúdo não é destinado a obras literárias
nos catálogos consultados.

�Quanto ao livro “O pequeno príncipe” encontramos a mesma realidade, visto
que, a foram atribuídos termos apenas referentes ao gênero do discurso. Desta
maneira, mais da metade das obras foram indexadas apenas pelo gênero e
nacionalidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES:
Os gêneros do discurso para Mikhail Bakhtin (2003) possui três elementos
indissociáveis – forma composicional, estilo e unidade temática – para o autor
quando um enunciado é analisado sem levar em consideração essas três
peculiaridades do gênero, retira-se a completude da obra e consequentemente o seu
sentido. Apoiados nesse pensamento deduzimos que as obras não foram analisadas
totalmente e essa postura resultou na diferença quantitativa e qualitativa de termos
indexadores.
Demonstra assim, a deficiência na indexação de obras estético-literárias,
atualmente, na área de Biblioteconomia e como as concepções bakhtinianas podem
contribuir nesse processo de indexação. Pois, os resultados apontados pelas DIEL
apontam a gama de assuntos existentes nesses livros mas, que o usuário, ao
consultar pela maioria deles, não terá esses títulos em seus resultados.
Por fim, consideramos os objetivos propostos alcançados e com eles,
pensamos contribuir para a fortificação da interdisciplinaridade na Ciência da
Informação na sua relação com a filosofia da linguagem, a fim de se pensar práticas
mais dialógicas na indexação de obras literárias, e alertar a área sobre a prática da
indexação.

REFERÊNCIAS:
BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. São Paulo: Editora Martins Fontes,
2003.
CUNHA, I. M. R. F. Do mito à análise documentária. São Paulo: EDUSP, 1990.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e
trabalhos científicos . 4. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
MEY, E. S A. Introdução à Catalogação. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros,
1995.

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                <text>André Anderson C. Felipe</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>Este trabalho tem por finalidade evidenciar a qualidade da indexação atual e compará-las aos resultados obtidos após aplicação das Diretrizes para indexação de obras estético-literárias (DIEL) em três obras internacionais amplamente divulgadas. Para isso, foram consultados os títulos em cinco catálogos de instituições nacionais e comparados com os termos indexadores resultantes das DIEL. Portanto, a pesquisa é exploratória e descritiva com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e documental. Traz como resultado a falta de coerência no tratamento dados ao livros e desproporção qualitativa e quantitativa entre as indexações, além de discutir sobre a prática da indexação.</text>
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                    <text>Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD): ferramenta de
democratização e equidade de informação para a Universidade
Federal de Campina Grande (UFCG) - Paraíba (PB)

Kilvya Simone de Leão Braga (UFCG) - kilvyabraga@hotmail.com
Jesiel Ferreira Gomes (UFCG) - jesielgomes@ufcg.edu.br
Emanuel Varela Cardoso (UFCG) - emanuel.varela@ufcg.edu.br
Resumo:
O Sistema de Bibliotecas (Sistemoteca) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG),
vem desde 2013, estruturando as condições necessárias para a implementação de sua
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), com a primordial finalidade de atender as
demandas de informação dos seus usuários internos e externos ao mesmo tempo que evidencia
a instituição como de fundamental importância para a ciência e tecnologia regional e nacional.
Desde o ano de 2017 que a inserção dos materiais são realizados em cada uma das bibliotecas
constituintes do Sistemoteca, tendo hoje, um número superior a 3.000 (três mil) materiais já
inseridos na base, que podem ser consultados de qualquer lugar, de onde for mais conveniente
pelo usuário, através do endereço bdtd.ufcg.edu.br.
O Sistemoteca da UFCG tem certeza de que ações como estas contribuem para fundamentar
os aspectos da democratização ao acesso à informação de forma isonômica e que permita aos
cidadãos terem o conhecimento científico ao seu alcance, mesmo que ainda por intermédio do
acesso a plataforma, mas tendo a possibilidade de ter todo o material que necessita para
consulta independente de horário de funcionamento da biblioteca ou mesmo de datas
específicas como feriados e/ou dias não utéis.
Palavras-chave: BDTD. UFCG. Bibliotecas universitárias - repositório digital.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD): ferramenta de
democratização e equidade de informação para a Universidade Federal
de Campina Grande (UFCG) - Paraíba (PB)

Introdução: O Sistema de Bibliotecas (Sistemoteca) da Universidade Federal de
Campina Grande (UFCG), vem desde 2013, estruturando as condições necessárias
para a implementação de sua Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD),
com a primordial finalidade de atender as demandas de informação dos seus
usuários internos e externos ao mesmo tempo que evidencia a instituição como de
fundamental importância para a ciência e tecnologia regional e nacional.
Desde o ano de 2017 que a inserção dos materiais são realizados em cada uma das
bibliotecas constituintes do Sistemoteca, tendo hoje, um número superior a 3.000
(três mil) materiais já inseridos na base, que podem ser consultados de qualquer
lugar, de onde for mais conveniente pelo usuário, através do endereço
bdtd.ufcg.edu.br.
O Sistemoteca da UFCG tem certeza de que ações como estas contribuem para
fundamentar os aspectos da democratização ao acesso à informação de forma
isonômica e que permita aos cidadãos terem o conhecimento científico ao seu
alcance, mesmo que ainda por intermédio do acesso a plataforma, mas tendo a
possibilidade de ter todo o material que necessita para consulta independente de
horário de funcionamento da biblioteca ou mesmo de datas específicas como
feriados e/ou dias não utéis.

�Relato da experiência: Várias pesquisas realizadas na universidade são
bancadas com dinheiro público, assumindo seus autores o compromisso de tornar
público a sua produção para a sociedade segundo determinação da CAPES por
meio da Portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006.
Tal obrigação faz juz ao custeio que a sociedade investiu na promoção daquele
programa e do conhecimento ali gerado. Dentre os meios disponíveis de divulgação
da produção acadêmica, a BDTD é uma iniciativa que agrega conhecimento,
disponibilizando a informação ao usuário em um único lugar, pois auxiliam as
coordenações de cursos de pós-graduação na divulgação de sua produção científica
em atendimento à determinação da CAPES sobre a obrigação dos cursos de pósgraduação em manterem seus arquivos digitais acessíveis ao público por meio da
internet, sendo inclusive um requisito para o acompanhamento e avaliação desses
programas o volume e a qualidade dessas obras publicadas.
Enfatiza-se a importância da BDTD nesse papel de divulgação da informação, e do
papel do autor dessas obras no processo de veiculação e promoção de sua produção
intelectual e científica, havendo a necessidade em dialogar com as coordenações
dos cursos dos programas de mestrado e doutorado para que haja um maior
investimento no suporte informacional da biblioteca nesse papel.
O trabalho em conjunto trará muitos benefícios para a instituição devido tamanha
visibilidade que a produção acadêmica terá em procurar trabalhos de toda a
instituição em um só lugar, e ainda atenderá as novas diretrizes para abertura de
concursos públicos nas instituições federais, promovidas pelo decreto. As
iniciativas isoladas dos programas de Pós-graduação em que disponibilizam seus
textos completos e criam suas próprias bibliotecas digitais, de maneira
descentralizada, não são eficazes para o acesso aos trabalhos, pois a produção
discente aparece, muitas vezes, na forma de listagem, sem opção de busca por
palavra-chave, autor e título e busca booleana, dificultando e limitando a
recuperação da informação desejada.
Tal parceria com a BDTD ainda atenderia as novas disposições para a realização de
concurso público para contratação de pessoal, determinadas pelo Decreto nº 9.739,
de março de 2019, em que dispõe em seu artigo6, inciso VII, sobre o nível de
adoção dos componentes da Plataforma de Cidadania Digital e o percentual de
serviços públicos digitais ofertados pelo órgão e pela entidade, e ao artigo 20, que
trata sobre melhoria, otimização e qualidade dos serviços da instituição pública. A
metodologia utilizada neste trabalho para levantar a necessidade de maior
investimento na BDTD, tendo como foco a UFCG, incluiu um levantamento
comparativo e quantitativo das dissertações e teses dos cursos da instituição
disponíveis no site da Pró-Reitoria de Pós Graduação e nos cursos em paralelo com
o disponível na Biblioteca Digital da instituição por programa de pós-graduação

�stricto sensu, buscando identificar o nível de participação desses programas de
pós-graduação na divulgação do conhecimento produzido mostrando a importância
da participação com a BDTD/UFCG em seus dois anos de funcionamento conforme
quadro em anexo.

PROGRAMA

Período de
conclusões de
turmas

Obras
concluídas
(conforme
informado
no site)

Obras
dispon
íveis

Obras
disponív
eis na
BDTD/
UFCG

Site do programa

PROFIAP

2016 - Vigente

17

17

21

http://www.profiap.uf
cg.edu.br/index.php/d
issertacoes

CIÊNCIA E
ENGENHARIA
DE MATERIAIS

2004 - Vigente

0

0

141

http://uaema.ufcg.edu
.br/index.php/pt/curs
os/posgraduacao/apresentaca
o

DESIGN

2014 - Vigente

24

23

23

http://www.ppgdesign
.ufcg.edu.br/index.php
/publicacao/

ENGENHARIA
DE PROCESSOS

Site fora do ar

0

0

190

http://www.prodep.cct
.ufcg.edu.br/

ENGENHARIA
MECÂNICA

2011 - Vigente

95

93

81

http://uaem.ufcg.edu.
br/?page_id=354
(Mas no corpor do
texto pede pra
redirecionar para:
http://www.ppgem.ufc
g.edu.br/)

ENGENHARIA
QUÍMICA

Não há
informação de
início do curso de
Pós-Graduação

0

0

217

HTTP://150.165.84.7:80
80/apex/f?P=101:1:0:::
::

FÍSICA

2009 - 2016

86

0

80

http://www.uaf.sti.ufc
g.edu.br/pt-br/

MATEMÁTICA

2013 - Vigente

46

46

118

http://www.mat.ufpb.
br/doutorado/

�MATEMÁTICA PROFMAT E
MATEMÁTICA
EM
ASSOCIAÇÃO
(UFCG/UFPB)

2004 - 2018

115

115

INTERINSTITUC
IONAL EM
FARMACOQUÍMICA
METEOROLOGI
A
HORTICULTUR
A TROPICAL

SISTEMAS
AGROINDUSTRI
AIS

1982 - 2018

2011 – Vigente

??

329

24

0

203

18

0

38

http://mat.ufcg.edu.br
/ppgmat/

0

http://mat.ufcg.edu.br
/ppgmat/

115

http://www.dca.ufcg.e
du.br/

42

http://www.ccta.ufcg.e
du.br/index.php?actio
n=view_page&amp;page=3
66

230

http://www.ccta.ufcg.e
du.br/index.php?actio
n=view_page&amp;page=3
32

GESTÃO E
REGULAÇÃO DE
RECURSOS
HIDRICOS PROFÁGUA

2018 – Vigente

0

0

0

http://www.prpg.ufcg.
edu.br/www.feis.unesp
.br/#!/posgraduacao/profagua/

PROF-SÓCIO

2018 – Vigente

0

0

0

http://www.profsocio.
ufc.br/#menu

CIÊNCIAS DA
COMPUTAÇÃO

1973 – Vigente

266

266

280

http://www.computac
ao.ufcg.edu.br/posgraduacao

ENGENHARIA
ELÉTRICA

1987 – Vigente

954

245

254

http://www.prpg.ufcg.
edu.br/www.dee.ufcg.e
du.br

CIÊNCIAS
NATURAIS E
BIOTECNOLOGI
A

2013 - Vigente

0

0

23

http://ppgcnbiotec.ces
.ufcg.edu.br/index.php
/programa

CIÊNCIA
ANIMAL

2003 – Vigente

65

https://cstr.ufcg.edu.b
r/ppgz/index.htm

�CIÊNCIAS
FLORESTAIS

5

PROFLETRAS

2013 - Vigente

0

0

66

http://www.ufcg.edu.b
r/~profletras/

CIÊNCIAS
SOCIAIS

1979 – Vigente

311

34

244

http://ppgcs.sti.ufcg.e
du.br/

ECONOMIA
RURAL E
REGIONAL

1982 – 2004

0

0

53

Não tem

EDUCAÇÃO

???

0

0

7

Não tem

HISTÓRIA

????

0

0

162

Não tem

PROF-FILO

???

0

0

0

Não tem

LINGUAGEM E
ENSINO

2006 – Vigente

199

199

63

http://posle.ufcg.edu.b
r/index.php?title=Posl
e

CIÊNCIA
POLÍTICA

??

0

0

0

Não tem

ENGENHARIA
AGRÍCOLA

??

0

0

272

https://cstr.ufcg.edu.b
r/

ADMINISTRAÇÃ
O

2018 – Vigente

0

0

0

http://ppga.ufcg.edu.b
r/index.php?title=P%C
3%A1GINA_principal

MEDICINA
VETERINÁRIA

8

Considerações: Ainda há muito a ser feito na BDTD da UFCG, contudo, o
Sistemoteca tem tido a postura de trabalhar diariamente para que todos os seus
materiais estejam inseridos no sistema, ao tempo que conscientiza as coordenações
de cursos de pós-graduação no sentido de valorizar e contribuir para o amplo
acesso ao conhecimento produzido na instituição e que sirva para construção de
novos saberes.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Emanuel Varela Cardoso</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>O Sistema de Bibliotecas (Sistemoteca) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), vem desde 2013, estruturando as condições necessárias para a implementação de sua Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), com a primordial finalidade de atender as demandas de informação dos seus usuários internos e externos ao mesmo tempo que evidencia a instituição como de fundamental importância para a ciência e tecnologia regional e nacional.Desde o ano de 2017 que a inserção dos materiais são realizados em cada uma das bibliotecas constituintes do Sistemoteca, tendo hoje, um  número superior a 3.000 (três mil) materiais já inseridos na base, que podem ser consultados de qualquer lugar, de onde for mais conveniente pelo usuário, através do endereço bdtd.ufcg.edu.br.O Sistemoteca da UFCG tem certeza de que ações como estas contribuem para fundamentar os aspectos da democratização ao acesso à informação de forma isonômica e que permita aos  cidadãos terem o conhecimento científico ao seu alcance, mesmo que ainda por intermédio do acesso a plataforma, mas tendo a possibilidade de ter todo o material que necessita para consulta independente de horário de funcionamento da biblioteca ou  mesmo de datas específicas como feriados e/ou dias não utéis.</text>
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                    <text>Base de dados e suas vertentes: uma organização das emissoras de
rádio da região de Campinas.

Erenice Dias de Oliveira (PUC- Campinas) - erenicedias91@gmail.com
Jose Alves Vanderley junior (PUCCAMP) - josealvesj969@gmail.com
Pietra Lessa Paulo Colasanto (PUCCAMP) - pietralessa@hotmail.com
Regina Guimaraes Dionisio (PUC-Campinas) - reguimaraes48@gmail.com
Resumo:
No mundo globalizado, onde diversas ofertas de serviços informacionais são oferecidas e
disponibilizadas de formas variadas, existe, sobretudo na área de comunicação, a necessidade
de levar informações úteis à sociedade. A informação, no contexto das rádios, assim como em
outros meios de comunicação, visa atender a população, oferecendo uma variedade de
conteúdo, desde notícias a entretenimento. Por meio de uma base de dados referencial
construída com auxílio do programa gerenciador Microsoft Access 2016, que permitiu uma
recuperação assertiva e de fácil navegabilidade. Nesse sentido, esse trabalho tem como
propósito reunir e organizar dados atualizados e confiáveis sobre as emissoras de rádio da
região metropolitana de Campinas, interior do Estado de São Paulo. Buscou-se também a
interdisciplinaridade entre as áreas de Biblioteconomia e Jornalismo. A justificativa do
trabalho se deu pelo resultado da pesquisa exploratória que constatou a inexistência de
recursos informacionais de acesso aberto sobre esta temática na região, dando ensejo para a
sua criação.
Palavras-chave: Base de dados. Rádio. Comunicação.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�INTRODUÇÃO
O uso da internet para propagação da informação se tornou mais popular após a
Segunda Guerra Mundial, onde o volume de dados gerados era exponencialmente maior
do que a tecnologia conseguia processar. Na sociedade da informação são amplos os
caminhos para a produção, organização e comunicação da informação.
Um dos meios de comunicação que surgiu e evoluiu rapidamente foi a base de
dados. Desta forma, tornou-se valioso um local que reunisse informações de qualidade
e de uma mesma temática, sendo bem popular o seu uso. (CUNHA, 1989).
A importância da informação existente em um meio de comunicação como o rádio
e a forma como essa comunicação é feita através de uma base de dados é de suma
importância para as áreas da Biblioteconomia, Ciência da Informação e Jornalismo, dada
a sua interdisciplinaridade (LE COADIC, 2004).
O conceito de base de dados passou por um período de confusão na literatura
da área da Ciência da Informação, antes confundida com banco de dados.
(ALBRECHT; OHIRA, 2000). Hoje, segundo Cunha (1989) é considerado como fontes
de informação computadorizadas que através de um computador, telex ou
microcomputador podem ser acessadas.
Um dos meios mais populares de comunicação é o rádio, tendo uma disputa
acirrada para o seu principal inventor. Segundo Ferreira (2013), o primeiro a
desenvolver a comunicação via rádio foi o brasileiro Padre Landell de Moura entre
1893 e 1894, seguido do italiano Guglielmo Marconi com suas primeiras transmissões
em 1895.
O rádio, mesmo com o advento da internet e com o avanço das tecnologias, é
uma grande fonte de informação, tendo enorme expressão perante a população como
veículo de comunicação. A elaboração da base de dados das emissoras de rádio
também tem um papel importante no acesso democrático e social da informação,
disponibilizando-as de forma estruturada em uma plataforma de fácil navegabilidade
com os conteúdos históricos e relevantes para a população.
Na pesquisa exploratória encontraram-se apenas sites com informações das
emissoras, mas nenhuma base de dados das rádios brasileiras. Portanto, o
planejamento e elaboração de uma base de dados das emissoras de rádio da região
metropolitana de Campinas são de fundamental importância para a sociedade, sendo
a pioneira no segmento.

�REVISÃO DE LITERATURA

O presente trabalho buscou na literatura, a história do rádio no mundo, no Brasil
e principalmente em Campinas, de forma macro e sintetizada.
A invenção do rádio tem sido disputada dentro da literatura mundial quanto a
sua autoria, tendo o brasileiro Padre Landell de Moura como um dos pais do rádio,
que entre 1893 e 1894, no Brasil, conforme Ferreira (2013). Porém o mais famoso é
o italiano Guglielmo Marconi, operava testes e em 1895 transformou as ondas
eletromagnéticas. (FERREIRA, 2013).
No Brasil, a primeira transmissão via rádio ocorre em 07 de setembro de 1922,
com o discurso do então Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa na capital do Rio de
Janeiro. A radiodifusão começa a funcionar plenamente no Brasil somente em 1923,
com a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. (ORTRIWANO, 2002). Em 1932, a
tecnologia impulsionou as emissoras de rádio com o surgimento do transistor1, sendo
possível a transformação em aparelhos de rádios portáteis ou acoplados em
automóveis. Outro fator que revolucionou as rádios foi o sinal FM (frequência
modulado) levando melhor qualidade dos sons aos aparelhos. (HAUSSEN, 2004).
Em Campinas, no interior do estado de São Paulo, a primeira emissora de rádio
chega em 1930, a Rádio Clube de Campinas. Em 2002, foi vendida e adotou o nome
de Rádio Bandeirantes (117,0 kHz AM), com mais noticiários e de cunho mais
jornalístico. (ROLDÃO, 2007).
A cidade de Campinas, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), em 2018 possui mais de um milhão de habitantes, sendo a maior
metrópole do interior de São Paulo. A cidade tem uma variedade de emissoras de
rádio, confirmando assim que o rádio ainda é um canal de comunicação da informação
bem popular para os campineiros na atualidade, daí a importância da construção de
uma base de dados.

METODOLOGIA
Para a elaboração da base de dados alguns procedimentos estabeleceram-se
antes da sua criação definitiva, como a definição da temática, definição de nome e
1

Eletrônica: dispositivo semicondutor us. para controlar o fluxo de eletricidade em um equipamento
eletrônico [Inventado em 1947, veio a substituir as válvulas termiônicas em rádio e televisão.]

�uma pesquisa de mercado. Para, assim então, pensar-se quanto à estrutura dessa
base de dados.
A definição da temática ocorreu após um brainstorm entre os integrantes do
grupo, dessa mesma forma estabeleceu-se o nome da base de dados, RadioCamp
na Base.
Na pesquisa de mercado encontraram-se duas opções: a Mundo Rádio2 e a
Radio Garden3. Vale realçar que o layout apresentado pelo grupo foi baseado em
ambas as iniciativas.
A estruturação da base de dados baseou-se em Rowley (2002), onde se
encontram as definições básicas dos tipos de base de dados, registros, campos, tipos
de campos: tamanho variável ou fixo, chave de recuperação primária ou secundária.
Na estrutura da base de dados definiu-se como uma base de referencial
bibliográfica, sendo que esta remete ou encaminha o usuário a outra fonte. O registro
é inserido ao se estruturar uma base e na definição de Rowley é “[...] a informação
contida na base de dados e que diz respeito a um documento ou item. ” (2002, p. 107).
O registro do trabalho foi definido como emissoras de rádios de Campinas e
contém 9 campos a serem informados: logo, slogan, tipologia, frequência,
mantenedora, curiosidades, contatos e conteúdo histórico.
Com os campos já estabelecidos evidenciou a necessidade de detalhar as
definições desses campos, como textos curtos, textos longos, imagens, instituição,
frequência estruturada AM e FM.
Para melhor acondicionar e armazenar os campos foi definido os tipos de
campos, que seriam de tamanho fixo, contendo os mesmos números. E caracteres do
registro (ou tamanho variável contendo diferentes tamanhos em diferentes registros).
A fim da recuperação dos registros no modo pesquisa, definiu duas chaves de
recuperação: primária e secundária.
Na construção da base de dados em si, utilizou-se o Microsoft Access versão
2016, um sistema de gerenciamento de base de dados (SGBD), mas para estruturar

2

Uma iniciativa do português Luis Carvalho, com atualizações semestrais e de cunho não-oficial com
cobertura
em
todo
o
território
de
Portugal,
disponível
em:
http://www.mundodaradio.com/frequencias/bd/bd.html
3
O streamming holandês denominado Radio Garden estreou no mercado em 2016, porém vinha sendo
desenvolvido desde 2013, como iniciativa do https://www.beeldengeluid.nl/en e pelo Transnational
Radio Knowledge Platform com apoio de outras 5 universidades europeias é atualmente financiado
pelo Humanities in theEuropeanResearchArea (HERA) e encontra-se disponível para acesso em:
https://radio.garden/.

�as informações que entrariam na base muniu-se de outras ferramentas do Pacote
Office, como o Word para as abas de “home” e “história da rádio” e o Excel para
compilar e organizar os dados das emissoras.
Na RadioCamp na Base foi utilizada cinco tabelas, sendo que duas possuem
relacionamento entre si, a de tipologia com a de inserção dos dados de cada emissora.
(CENTRO DE FORMAÇÃO DOS SERVIDORES E EMPREGADOS PÚBLICOS DO
ESTADO DE PERNAMBUCO, 2017). A base conta com seis formulários, que são
campos pré-determinados, utilizados para a arrecadação e armazenamento dos
dados, sendo possível a inclusão de botões, tornando-a mais dinâmica. (CENTRO DE
FORMAÇÃO DOS SERVIDORES E EMPREGADOS PÚBLICOS DO ESTADO DE
PERNAMBUCO, 2017).
Nesse trabalho utilizou somente duas micros, uma de maximizar e outra de um
novo registro que, por sua vez, ao abrir os formulários, surgirão em branco, prontos
para inserir um novo registro. O usuário ao clicar no modo design, ou seja, o formato
que a base será visualizada pelos usuários, aparecerá em tela cheia. Essas opções
foram pautadas na questão estética visual da base de dados.
CONCLUSÃO
A partir da proposta de planejamento e elaboração de uma base de dados, foi
realizada uma pesquisa de mercado sobre a temática emissoras de rádio,
sendo constatada a inexistência da mesma em Campinas. A partir disso, foram
colocadas em prática todas as etapas para a construção da base de dados, sendo
uma delas o nome: RadioCamp na Base. Após a escolha do nome, realizou pesquisas
sobre o assunto para encontrar subsídios para construção da mesma.
Após o entendimento sobre a estrutura buscou-se estabelecer a construção da
base, com pesquisas sobre softwares e o escolhido foi o programa gerenciador
Microsoft Access (2016). Com a parte do planejamento já estabelecido e o
conhecimento prévio do sistema, assim que os registros foram inseridos, a base de
dados RadioCamp na Base ganhou vida.
Um olhar mais aprofundado e consistente da temática abordada foi gerado em
cada integrante do grupo, com as discussões ao longo de todo o processo,
constatando desta forma, a contribuição da base de dados no acesso democrático da
informação na cidade de Campinas e região.

�REFERÊNCIAS
ALBRECHT, Rogéria Fernandes; OHIRA, Maria Lourdes Blatt. Bases de dados:
metodologia para seleção e coleta de documentos. Revista ACB, [S.l.], v. 5, n. 5, p.
131-144, ago. 2000. ISSN 1414-0594. Disponível em:
https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/347. Acesso em: 25 maio 2019.
CUNHA, Murilo Bastos da. Bases de dados no Brasil: um potencial inexplorado.
IBICT, 1989. Disponível em: http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/322/322. Acesso
em: 20 de abr. 2019.
FERREIRA, A. P. A invenção do rádio: um importante instrumento no contexto da
disseminação da informação e do entretenimento. Múltiplos Olhares em Ciência
da Informação, v. 3, n. 1, 2013. Disponível em:
http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/68493. Acesso em: 25 maio 2019.
HAUSSEN, Doris Fagundes. Rádio brasileiro: uma história de cultura, política e
integração. In: ______. Rádio – sintonia do futuro. São Paulo, Paulinas, 2004, p:5162.
IBGE. Panorama de Campinas. 2019. Disponível em:
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/campinas/panorama. Acesso em: 19 abr. 2019.
LE COADIC, Yves-françois .A ciência da informação. Brasília: Briquet de Lemos,
2004. 124 p.
ORTRIWANO, G. Radiojornalismo no Brasil: fragmentos de história. Revista USP, n.
56, p. 66-85, 28 fev. 2002. Disponível em:
http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/33808. Acesso em: 26 maio 2019.
REIS, Isabela Oliveira dos; ZANOTTI, Carlos Alberto. A emissoras de rádio online da
cidade de Campinas: implantação, financiamento e modelos de produção e
linguagem. São Paulo :Anagrama, v.6, n.2, p. 1-14, 2013. Disponível em:
http://www.revistas.usp.br/anagrama/article/view/48178. Acesso em: 26 maio 2019.
ROLDÃO, Ivete Cardoso do Carmo. Rádio e Política em Campinas: a trajetória do
rádio AM. In: INTERCOM – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS
INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃO V CONGRESSO NACIONAL DE
HISTÓRIA DA MÍDIA, 5., 2007, São Paulo. Congresso. São Paulo: São Paulo,
2007. p. 1 - 15. Disponível em: http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais1/encontros-nacionais/5o-encontro-20071/Radio%20e%20Politica%20em%20Campinas%20a%20trajetoria%20do%20radio
%20AM.pdf. Acesso em: 26 maio 2019.
ROWLEY, Jennifer. Base de dados. In: ______. A biblioteca eletrônica: segunda
edição de informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.
___________________________________________________________________
Base de dados e suas vertentes: uma organização das emissoras de rádio da região de Campinas.
Campinas, 2019. Trabalho da disciplina Planejamento e Elaboração de base de dados da professora
doutora Cleonice Souza do curso da Faculdade de Biblioteconomia da Pontifícia Universidade
Católica de Campinas (PUCC).

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Base de dados e suas vertentes: uma organização das emissoras de rádio da região de Campinas.</text>
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                <text>Jose Alves Vanderley junior</text>
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                <text>Pietra Lessa Paulo Colasanto</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>No mundo globalizado, onde diversas ofertas de serviços informacionais são oferecidas e disponibilizadas de formas variadas, existe, sobretudo na área de comunicação, a necessidade de levar informações úteis à sociedade.  A informação, no contexto das rádios, assim como em outros meios de comunicação, visa atender a população, oferecendo uma variedade de conteúdo, desde notícias a entretenimento. Por meio de uma base de dados referencial construída com auxílio do programa gerenciador Microsoft Access 2016, que permitiu uma recuperação assertiva e de fácil navegabilidade. Nesse sentido, esse trabalho tem como propósito reunir e organizar dados atualizados e confiáveis sobre as emissoras de rádio da região metropolitana de Campinas, interior do Estado de São Paulo. Buscou-se também a interdisciplinaridade entre as áreas de Biblioteconomia e Jornalismo. A justificativa do trabalho se deu pelo resultado da pesquisa exploratória que constatou a inexistência de recursos informacionais de acesso aberto sobre esta temática na região, dando ensejo para a sua criação.</text>
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                    <text>Avaliações e serviços em Unidade de Informação: um breve
panorama em Biblioteconomia e em Ciência da Informação

Marcelo Calderari MIGUEL (IFES) - marcelocalderari@yahoo.com.br
Sandra Maria Souza de Carvalho (COTEMAR) - sandramsc@hotmail.com
Resumo:
Realiza uma análise métrica da produção científica sobre avaliação de serviços no âmbito da
Ciência da Informação (CI) e na Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em
Ciência da Informação (BRAPCI), visando verificar o estatuto epistemológico da CI em relação
a produção de diagnósticos em espaços de memórias (bibliotecas, arquivos, museus), em
função da produção de saber sobre tais espaços e ambiências de informação. Aborda a questão
da gestão de qualidade e avaliação de serviços, analisando especificidades relativas aos
espaços não formais de educação. A falta de diagnósticos afeta o processo de desenvolvimento
de serviços e cabe ao profissional da informação zelar para a manutenção, aperfeiçoamento e
desenvolvimento das organizações primordial a sociedade. Constata que no Brasil os estudos
sobre a avaliação de serviços advêm desde 1974 com abordagens direcionadas ao serviço de
referência até tempos contemporâneos aproximando-se a uma centena de debates.
Observando no recorte de 2009-2018 a produção brasileira de artigos sobre a temática de
gestão de serviços na BRAPCI vem crescendo graças ao debate dessa temática nos principais
congressos e devido a metas que avançam no debate dos 17 Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável.
Palavras-chave: Avaliação de Serviços. BRAPCI. Ciência da Informação. Produc Científica.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 201
2019.

Eixo 8 – Ciência da Informação
Introdução
Os atributos de qualidade de serviço de informação são variáveis relevantes
e necessárias para a avaliação da prestação e percepção da qualidade deste
serviço. Em suma é importante “fornecer informações relevantes às pessoas certas,
jetivo expresso de resolver problemas sociais e científicos,
no tempo certo e com objetivo
bem como construir conhecimento, deveria ser a meta dos serviços de informação
[...]” (VARELA, 2007, p. 32).
A Ciência da Informação “é a disciplina que investiga as propriedades e o
nam os fluxos de informação, e
comportamento informacional, as forças que gover
governam
os significados do processamento da informação, visando à acessibilidade e a
usabilidade ótima” (BORKO,
BORKO, 1968, p.1). No entanto, expectativa e percepção da
qualidade de serviços de informação são fatores subjetivos, que podem variar
segundo
o as circunstâncias.
Moro, Estabel e Behr (2014, p. 73) alertam que “a busca do melhor
desempenho possível é uma prática muito saudável para qualquer tipo de gestão
ou negócios, pois demonstra preocupação com a sobrevivência e longevidade”
institucional. O processo de desenvolvimento de serviços em bibliotecas, arquivos e
museus, pode ser aperfeiçoado através de avaliações, quer seja das intuições ou
da comunidade
unidade usuária de serviços.
Na perspectiva de garantir a qualidade na prestação de serviços é
indispensável utilizar medidas avaliativas (qualitativas ou dimensionais e
psicométricas) que permitam a definição, mensuração, análise e proposição de
soluções aos problemas identificados.
Caminho Metodológico
Peter Keen, 1980 durante a primeira Conferência Internacional de Sistemas
de Informação, identificou os itens fundamentais para estabelecer a área de
sistemas de informações gerenciais como um campo de pesquisa coerente e
inir as disciplinas de referência, definir as variáveis dependentes,
maduro: definir
estabelecer uma tradição cumulativa (KEEN, 1980).
Como procedimento de pesquisa, partiu-se
partiu se de um estudo exploratório na
Brapci com os termos “avaliação” e “serviços”, procedendo-se
procedendo se a busca nos campos
chave e resumo, no período de 2009 até 2018. Adotou-se
como
título, palavra-chave
Adotou
modalidade de pesquisa a análise de conteúdo apoiada em estudos métricos para

�facilitar a identificação de estudos publicados em periódicos brasileiros, desta forma
identificam-se espaços investigados que obtiveram algum diagnostico nos últimos
dez anos e os periódicos que mais se dedicaram a apresentar essa temática.
Na pesquisa quantitativa os resultados podem ser quantificados, e
caracterizados como constituintes de um retrato fidedigno de ampla comunicação
(produção e divulgação científica). A escolha uma Base de Dados Referencial de
Artigos de Periódicos em Ciência da Informação ‘Brapci’(Base de dados de
Periódicos em Ciência da Informação publicada no Brasil desde 1972). Assim, esta
breve passagem bibliométrica visa indicar os temais publicados em periódicos
brasileiros na área de Ciência da Informação e mostrando quais esferas de serviços
são contemplados na pesquisa.
Portanto esse é um estudo transversal envolveu o período de dez anos na
Base de dados BRAPCI, considerando os artigos publicados entre 2009 e 2018.
Por conseguinte é pertinente debater e identificar os atributos de qualidade e quais
serviços de informação então pautam contemporâneas pesquisas na área da
Ciência da Informação.

Biblioteca

Apresentação De Resultados
A avaliação de serviços e produtos de informação é uma necessidade
organizacional identificada na literatura; quer seja para estabelecer metas de
qualidade destes sistemas, ou para justificar os investimentos.
No que tange a avaliação de serviços de informação constata-se que
atributos de avaliação existem mais nem sempre são claramente explícitos. Em
suma averigua-se que uma falta de padronização do método utilizado dificulta a
consolidação de dados para estudos comparativos (FERREIRA, 2011).
Assim, consultando a base de dados BRAPCI recupera-se as seguintes
indicações abrangendo esse tema:
2011 - Biblioteca Pública De Santa Catarina
2012 - Biblioteca Acadêmica; Bibliotecas Públicas - Interior Do Estado De São Paulo, Onze
Bibliotecas Sibi
2013 - Bibliotecas Escolar E Universitária Ifrs (Rfepct)
2014 - Avaliação Dos Empréstimos Em Biblioteca Especializada
2015 - Biblioteca Eletrônica Da Embrapa; Biblioteca Universitária Setorial Prof. Candido
Athayde (Ufpi)
2016 - Serviços De Referência Virtual (Srv) - Software De Chat Em Biblioteca Universitária;
Biblioteca Central Da Ufsc; Biblioteca Universitária Senac Florianópolis; Serviço Digital Do
Instituto De Física Da Ufrj
2017 - Biblioteca Central Da Ufma; Biblioteca Da Feevale; Biblioteca Escolar Da Rede Sesc;
Biblioteca Especializada De Tecnologia; Biblioteca Setorial De Educação (Ufes); Biblioteca
Central Da Ufmg; Programa Educativo Em Bibliotecas Escolares; Rede De Bibliotecas
Escolares Portugal; Biblioteca Escolar E Projeto Literatura
2018 - Biblioteca Setorial De Artes (Ufes); Serviço De Referência Virtual Em Bibliotecas
Universitárias; Setor De Referência Da Biblioteca Plínio Sussekind Rocha Do (If/Ufrj)

�Demais campos

Arquivo

2012 - Serviços De Informação Da Unidade De Saúde Da Família; Arquivo Público Do ES
(Apees).
2014 - Arquivo Central Da Ufsc; Prontuários Do Paciente
2015 - Arquivos UFPB
2016 - Arquivo Do Grupo Santa Fé; Arquivos De Recursos Humanos; Arquivos Do Poder
Judiciário; Programas De Saúde Do Hospital De Emergência Obstétrica.
2017 - Serviços De Informações Ao Cidadão
2009 - Catálogos Digitais / Software De Interação Do Usuário Com Acervos E Catálogos
Digitais
2012 - A Avaliação Do Uso Do Sistema Em Cenários; Programa Bolsa Floresta, Programas
De Pagamento Por Serviços Ambientais (Psa).
2013 - Serviço Online Prestado Pelo Setor Municipal De Licitação De Juazeiro Do Norte- Ce
2014 - Produções Científicas, Bibliográfica, Estudo Bibliométrico
2015 - Ferramenta Altmetric Explorer E Altmetric.Com; Maturidade Em Sítios De Governo
Eletrônico
2016 - Impacto Da Capacitação Profissional Voltada Para O Servidor Municipal De Manaus;
Repositório Institucional Da Universidade De Brasília; Serviço De Informação Do Repositório
Institucional Da Ufba
2017 - Ferramenta Vosviewer Para Estudo Bibliométrico; Sistemas De Preservação Digital Sistema De Gestão De Coleções E Serviços Museológicos Em Museu Virtual
2018 - Avalia A Produção Científica Do Departamento De Física Da Universidade Dos
Andes, Colômbia; Modelos Para Colaboração Em Softwares Editores De Ontologia; Museu
Virtual Do Instituto De Física Da Universidade Federal Do Rio De Janeiro (If/Ufrj); Serviços
Ambientais Da Bacia Do Rio Acre; Portal De Periódicos Da Universidade Federal Do Pará
Fonte: &lt;www.brapci.inf.br&gt;. Obs. Produção cientifica sobre avaliação de serviços no âmbito da CI.

Com base no quadro acima, é importante considerar que a avaliação em
sistemas de informação tem surgido com novas abordagens nos grandes centros
de pesquisa, já se formando um corpo sólido e bem delimitado de objeto de
investigação (FERREIRA, 2011).
Esse fato vai ao encontro da relevância de pesquisas que primem pelos
indicadores de qualidade de serviço de informação, conforme proposto em
aprofundamento dessa temática em análise bibliométrica.
Apontamentos finais
Convém lembrar que Amaral (2008) enfatiza a importância do usuário como
‘cliente consumidor de informação’ e a ‘adequação da oferta’ dos produtos e
serviços de informação aos interesses e necessidades desses usuários. No
processo de avaliação de serviços de informação, os atributos que especificam a
‘qualidade dos serviços’ é plurívoca e empregada em diferentes sentidos (FREITAS;
BOLSANELLO; VIANA, 2008; BRITO; VERGUEIRO, 2011).
Assim, a análise das variáveis relevantes à qualidade dos serviços é
imprescindível para definir metodologias de avaliação e sistematização dos
resultados. Ferreira (2011) ao analisar as publicações científicas sobre avaliação
dos serviços de informação identificou uma tendência das pesquisas para uma
abordagem multidisciplinar – e um interesse crescente nos aspectos cognitivos do
usuário, com foco na determinação dos atributos de qualidade da informação e no
alinhamento dos processos de desenvolvimento de serviço atrelado às estratégias
corporativas.
Assim, esse é um estudo de caráter quantitativo que visa identificar a
quantidade de artigos que realizaram diagnósticos em unidades ou centro de

�informação – espaços de memória e que foram publicados na Base de dados
BRAPCI. Entende-se que identificar e analisar as percepções e expectativas sobre
serviços em unidades de informação torna-se de suma importância, uma vez que
essa discussão possibilita a melhoria na prestação de serviços nessas instituições,
tornando possível desenvolver e transformar as formas de atuação/desempenho.
Nesse contexto, as técnicas bibliométricas mostram que a pesquisa pode ser
de grande utilidade para a descoberta da produção científica na área da Ciência da
Informação e permite conhecer as TIC’s, inovações e serviços prestados em
unidade de informação. Os dados contidos neste estudo podem ser utilizados como
ferramenta tanto para o planejamento como para a execução de políticas, visando
melhor compreender o processo de desenvolvimento de ações em espaços não
formais de educação e em outros serviços em unidade de informação.
Referências
AMARAL, S. A. D. Marketing da informação: entre a promoção e a comunicação
integrada de marketing. Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 18, n. 1, p. 31-44,
jan./abr. 2008.
BORKO, H. Information Science: What is it? American Documentation, v.19, n.1,
p.3-5, Jan. 1968.
BRITO, G. F.; VERGUEIRO, W. de C. S. Avaliação da qualidade orientada ao
usuário: estudo de caso em biblioteca acadêmica utilizando o método SERVQUAL.
Ciencias de La Información, La Habana, Cuba, v. 42, n. 2, p. 55-59, maio/ago
2011. Disponível em: &lt;http://cinfo.idict.cu/cinfo/article/view/308&gt;. Acesso em: 20
jan. 2019.
FERREIRA, O. C. A. Atributos de qualidade da informação. 2011. 117 f.
Dissertação (Mestrado) – Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
FREITAS, A. L. P.; BOLSANELLO, F. M. C.; VIANA, N. R. N. G. Avaliação da
qualidade de serviços de uma biblioteca universitária: um estudo de caso utilizando
o modelo Servqual. Ci. Inf., Brasília, v. 37, n. 3, p. 88-102, Dez. 2008 .
KEEN, P. G. W. MIS research: reference disciplines and a cumulative tradition. In:
ANON (Ed.). International Conference on Information Systems, 1. Philadelphia,
PA1980. p. 220-232.
MORO, E. L. da S.; ESTABEL, L. B.; BEHR, A. Gestão em bibliotecas. In: MORO,
E. L. da S.; ESTABEL, L. B. (Org.). Biblioteca: conhecimentos e práticas. Porto
Alegre: Penso, 2014, cap. 4, p. 57-76.
VARELA, A. Informação e construção da cidadania. Brasília, DF: Thesaurus,
2007.

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                <text>Avaliações e serviços em Unidade de Informação: um breve panorama em Biblioteconomia e em Ciência da Informação</text>
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                <text>Realiza uma análise métrica da produção científica sobre avaliação de serviços no âmbito da Ciência da Informação (CI) e na Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), visando verificar o estatuto epistemológico da CI em relação a produção de diagnósticos em espaços de memórias (bibliotecas, arquivos, museus), em função da produção de saber sobre tais espaços e ambiências de informação. Aborda a questão da gestão de qualidade e avaliação de serviços, analisando especificidades relativas aos espaços não formais de educação. A falta de diagnósticos afeta o processo de desenvolvimento de serviços e cabe ao profissional da informação zelar para a manutenção, aperfeiçoamento e desenvolvimento das organizações primordial a sociedade. Constata que no Brasil os estudos sobre a avaliação de serviços advêm desde 1974 com abordagens direcionadas ao serviço de referência até tempos contemporâneos aproximando-se a uma centena de debates. Observando no recorte de 2009-2018 a produção brasileira de artigos sobre a temática de gestão de serviços na BRAPCI vem crescendo graças ao debate dessa temática nos principais congressos e devido a metas que avançam no debate dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.</text>
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                    <text>ANÁLISE DA PAISAGEM RURAL SOB A ÓTICA DOS CENSOS
AGROPECUÁRIOS DE 1970 E 2006 E O CAMPO TRAÇADO NO
ATLAS DO ESPAÇO RURAL BRASILEIRO (2011): UMA PROPOSTA
NO ÂMBITO DOS SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO
CONHECIMENTO (SOCs)

Vera Lucia Punzi Barcelos Capone (IBGE) - caponevera@gmail.com
Rosa Inês NOVAIS CORDEIRO (UFF) - igneznovais@uol.com.br
Resumo:
Pesquisa que aborda a análise da paisagem rural na área da Ciência da Informação no que
tange aos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs) e no âmbito da análise de
domínio, direcionada à organização e representação dos registros de diversas naturezas, tendo
como referencial os Censos Agropecuários de 1970 e 2006 sob a responsabilidade do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), visando estabelecer um padrão de organização
que represente a carga informacional de sua comunidade de discurso integrada por geógrafos
para fins de um modelo teórico que propicie evidenciar as estruturas lógico-conceituais desse
domínio, visando os SOCs direcionados para a área de Geografia, com ênfase na paisagem e
possa confirmar seu status como fonte documental, considerando a otimização dos sistemas de
informação e os serviços sob a perspectiva de especialização do conteúdo direcionado a
grupos específicos de usuários.
Palavras-chave: Análise da paisagem rural. Organização e representação do conhecimento.
Análise de domínio. Comunidades de discurso. Censos agropecuários. IBGE.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�Introdução: O crescente aumento de informações geradas em torno da
paisagem evidencia a produção e disseminação de novos conhecimentos,
confirmando a importância que assume a Ciência da Informação (CI) nos
estudos direcionados aos processos, produtos e instrumentos para a
organização e representação do conhecimento produzido pelas correntes de
pensamento da área de Geografia, a saber: Gomes (2013), Quaini (1973),
Santos (1994, 2009, 2014), Saquet (2015), entre outros, que tornam possível
reconhecer e validar o que importa à análise da paisagem rural e viabiliza a
garantia literária oriunda da rede conceitos da comunidade discursiva
(SWALES, 2006), configurando um domínio (HJORLAND; ALBRECHTSEN,
1995; LÓPEZ-HUERTAS, 2015). Nas palavras de Smiraglia (2012, p. 113,
tradução nossa), esse núcleo que produz conhecimento, proporciona outros
novos: “A atividade social de uma comunidade de estudiosos é orientada por
objetivos e limites a fim de produzir conhecimento e que este seja retido
funcionando como uma fortaleza intelectual que proteja seus membros da
influência externa”.
O estudo do conceito de paisagem na Geografia pós-moderna e sua
compreensão como documento no plano dos Sistemas de Organização do
Conhecimento - SOCs (Knowledge Organization Systems - KOS) é o tema
desta pesquisa, que tem como referência os censos agropecuários de 1970 e
2006, bem como o Atlas do Espaço Rural Brasileiro, ambos sob a
responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A origem deste estudo se inicia com pesquisa desenvolvida, em 2013, a
partir do acervo fotográfico dos trabalhos de campo do IBGE, que registra as
paisagens das diferentes regiões brasileiras capturadas pelos fotógrafos que
acompanhavam os geógrafos agrários nas expedições promovidas pelo então
Conselho Nacional de Geografia (CNG), cujo objetivo foi propor uma matriz
conceitual para a categorização e análise da paisagem de natureza, levando
em conta as categorias obtidas através do mapeamento na literatura das áreas
de Biblioteconomia, Geografia e História.
A escolha dos censos agropecuários como objeto de análise é motivada
graças ao seu potencial informativo como fonte de pesquisa em torno da vida
rural e a possibilidade de se extrair deles informações acerca da paisagem

�rural, comprovando as mudanças ocorridas no espaço rural por meio das
diferentes formas de apropriação e uso do território.

Método de pesquisa: Os Censos Agropecuários de 1970 e 2006 juntamente
com o Atlas do espaço rural brasileiro (2011) são as fontes documentais
empregadas no desenvolvimento desta investigação, além da determinação de
um núcleo significativo de autores relevantes já identificados na literatura da
área da Geografia. Esse domínio será detectado mediante duas dimensões,
quais sejam: a dimensão da garantia literária, com base na literatura da área de
Geografia e pela dimensão empírica da comunidade discursiva representada
nos censos agropecuários de 1970 e 2006, para fins de um modelo teórico que
propicie evidenciar as estruturas lógico-conceituais desse domínio, visando os
sistemas de organização do conhecimento (SOCs) na área de Geografia com
ênfase na paisagem.
A representação do conhecimento e da informação se justifica pela
necessidade em se responder às necessidades de informação de qualidade e
relevância sob a perspectiva dos usuários. Daí a indispensabilidade em se
construir uma rede de termos e conceitos que melhor identifique e aumente a
expressividade daquele conjunto de dados que reflita o contexto no qual foi
criado, já que a importância dos SOCs é medida pelo grau de organização que
lhe é atribuído (GNOLI, 2013).

Resultados pretendidos: Sendo a organização do conhecimento uma
necessidade na vida do homem, os SOCs desempenham um papel
fundamental no

aperfeiçoamento

da

recuperação

de

informações ao

esclarecer, expandir e possibilitar a reformulação de consultas aos sistemas de
informação automatizados, mediante uma questão específica que possa ser
respondida aos usuários desses sistemas, e também àqueles que não sabem
exatamente aquilo que procuram (KORALJKA, 2014).
A especificidade e relevância que a paisagem adquire no campo da
organização do conhecimento dependerá da representação dos conceitos
pertinentes e necessários ao domínio da informação geográfica, tendo como
pressuposto o mapeamento semântico que possibilite apontar a interrelação

�entre os conceitos, bem como a definição dos termos que abrangem essa área
do conhecimento (KORALJKA, 2014).
No caso da paisagem, sua representação dependerá da maneira como a
interpretamos na esfera dos censos agropecuários no intuito de responder às
possíveis perguntas dos usuários, sendo para isso conveniente propor uma
forma de representá-la, atribuindo termos e conceitos que a individualizem.
Para tanto, esse conjunto de dados carece ser descrito e sistematizado
mediante

recursos

de

indexação

que

possa

responder a

diferentes

necessidades de conceituação e especificação (SANTOS, 2010).
No contexto da organização e representação do conhecimento
geográfico, o controle de conteúdos relativos à paisagem circunscritos aos
censos agropecuários e ao mapeamento do domínio da ciência geográfica
dependerá da opção que for dispensada à estruturação de seu conjunto de
dados. No caso das taxonomias, sua estrutura terminológica será revelada
mediante os processos de controle e sistematização hierárquica de seu
vocabulário, graças à nomeação e organização dos objetos informacionais de
acordo com características equivalentes. Pelo viés tecnológico, em ambientes
como a Web, as ontologias podem fornecer constituintes que representem seu
sistema

conceitual

definindo

suas

propriedades

essenciais

e

seus

relacionamentos, tendo em vista o processo de construção consensual da
comunidade discursiva em questão (SANTOS, 2010).

Discussão: A incorporação de sistemas técnicos ao espaço rural brasileiro
forjou a implementação de inúmeras redes, redesenhando a paisagem rural
das regiões que se pretende estudar, imprimindo um novo conteúdo aos
recortes regionais do território. Esse novo arranjo que se dá pela presença dos
objetos técnicos é impregnado de informação: as atividades mais modernas, na
cidade e no campo, passam a exigir adaptações do território, com a adição ao
solo de acréscimos cada vez mais baseados nas formulações da ciência e na
ajuda da técnica (SANTOS, 1994).
Esses arranjos entre elementos naturais e artificiais implicam em como o
espaço se organiza. Condensando estes elementos numa segmentação da
realidade envolvendo região, lugar e tempo, juntos refletem características que

�são recortes de conteúdo, passíveis no contexto informacional, de organização
e representação para transmissão e uso efetivo resultante do processo da
análise de domínio.

Considerações finais: Sob o viés da Ciência da Informação, percebe-se que o
conceito de informação geográfica não se limita apenas aos mapas, fato que
enfraqueceria sua conceituação. Em sentido lato, a representação da
informação geográfica se constitui das dimensões de lugar, espaço e tempo,
integrando-se ao subconjunto da CI, conforme o entendimento de Raper
(2009), que chama atenção para o fato da CI se debruçar pouco sobre a
informação geográfica, embora ofereça um vasto campo para discussão, visto
seu aspecto multidisciplinar. Reconhece o desafio à CI na compreensão da
representação do espaço geograficamente distribuído, pois como dado a ser
recuperado possui seu estatuto próprio com relações e características variáveis
que também requer tratamento, padronização e princípios de análise
criteriosos, que assim oferece um considerável espectro de informações que
tendem a se multiplicar produzindo novos conhecimentos.

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&lt;http://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/bibliotecacatalogo?view=detalhes&amp;id=263372&gt;. Acesso em: jan. 2019.
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CENSO agropecuário: 2006: Brasil, grandes regiões e unidades da federação:
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                <text>ANÁLISE DA PAISAGEM RURAL SOB A ÓTICA DOS CENSOS AGROPECUÁRIOS DE 1970 E 2006 E O CAMPO TRAÇADO NO ATLAS DO ESPAÇO RURAL BRASILEIRO (2011): UMA PROPOSTA NO ÂMBITO DOS SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO (SOCs)</text>
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                <text>Pesquisa que aborda a análise da paisagem rural na área da Ciência da Informação no que tange aos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs) e no âmbito da análise de domínio, direcionada à organização e representação dos registros de diversas naturezas, tendo como referencial os Censos Agropecuários de 1970 e 2006 sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), visando estabelecer um padrão de organização que represente a carga informacional de sua comunidade de discurso integrada por geógrafos para fins de um modelo teórico que propicie evidenciar as estruturas lógico-conceituais desse domínio, visando os SOCs direcionados para a área de Geografia, com ênfase na paisagem e possa confirmar seu status como fonte documental, considerando a otimização dos sistemas de informação e os serviços sob a perspectiva de especialização do conteúdo direcionado a grupos específicos de usuários.</text>
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                    <text>A organização da informação na Cultura da Convergência: análise
sobre a classificação da Netflix

Andrei Roberto de Araujo (USP) - andrei.phx87@gmail.com
Deise Maria Antonio Sabbag (USP) - deisesabbag@usp.br
Bruna Daniele de Oliveira Silva (UNESP) - bruna.daniele.silva@usp.br
Resumo:
A partir do avanço tecnológico de agregar as pessoas e proporcionar novos formatos no
compartilhamento de ideias nasce o termo designado como Cultura da Convergência. Com
movimentos sociais responsáveis por uma mudança na produção, distribuição e consumo de
produtos de entretenimento, como elemento desse cenário está a Netflix. Empresa streaming
de audiovisuais na vanguarda de seus serviços. A organização do conhecimento e a
organização da informação são conceitos trabalhados academicamente na Biblioteconomia e
Ciência da Informação, desde meados do século XX. Para a área, essas noções ajudam a
entender como tanto a informação quanto o conhecimento estão ligados a história humana. O
objetivo deste trabalho é verificar dentro do contexto da Cultura da Convergência a
organização da informação e conhecimento, utilizando os conceitos da Teoria da Classificação,
analisando a classificação do catálogo audiovisual digital Netflix. Assim, foram pegos todos os
quarenta termos de sua lista nas categorias “Filmes” e “Séries” e mais dez audiovisuais de seu
acervo relacionados à Cultura da Convergência, posteriormente, foram criadas fichas para
comparar sua classificação com os conceitos da Teoria da Classificação. A metodologia é de
caráter exploratória e bibliográfica, com pesquisa investigativa na classificação da Netflix.
Como resultados obtidos identificou-se uma classificação superficial, contendo dois níveis
classificatórios, não ter modulação e sem presença de extensão e compreensão nos níveis que
possui. Concluindo, pode-se dizer que seu sistema de organização do conhecimento não
contribui para uma busca por parte do usuário de forma positiva para se encontrar
determinados assuntos ou audiovisuais em particular.
Palavras-chave: CBBD 2019; Ciência da Informação; Teoria da Classificação; Organização do
Conhecimento; Organização da Informação; Cultura da Convergência;
Netflix.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�1 Introdução
Com o desenvolvimento das tecnologias de informação, principalmente
a internet, surge com demasiada frequência, uma tendência social de
participação e integração entre as pessoas, assim, criando grupos com
afinidades e objetivos em comum. Uma das áreas que pode ser observado a
atuação desses determinados grupos é o entretenimento. Nos últimos anos é
crescente o envolvimento, a participação e o desenvolvimento de tais grupos
sociais em universos que abrangem a cultura pop em geral.
Assim, ao estudar este fenômeno, Henry Jenkins cria o termo Cultura da
Convergência, também conhecida como Cultura da Conexão, em que trata
justamente da relação entre esses grupos em contrapartida a todos os
envolvidos num processo de criação de produtos de entretenimento. Nesses
grupos podemos citar como exemplos: a) os estudiosos de mídia; b)
profissionais de comunicação; e c) pessoas que estão ativamente envolvidas
na criação e na propagação de conteúdos de mídia.
Nesse cenário temos o surgimento de um novo modelo de sistema
midiático que cresce com a comunicação em rede associada a práticas de
cultura participativa, criando uma diversidade de novos recursos facilitando as
intervenções e interações entre os grupos. Novas plataformas são criadas
dando abertura a mudanças sociais, culturais, econômicas, legais e políticas.
Neste contexto surgem novas maneiras de interação entre as grandes
produtoras e seu consumidor como a empresa Netflix, que disponibiliza uma
enorme gama de audiovisuais em seu serviço de streaming e que busca focar
cada vez mais naquilo que grupos específicos querem, oferecendo um catálogo
imenso em termos de conteúdo. Para que as demandas de cada grupo sejam
atendidas pelo catálogo, existe uma necessidade de se ter um sistema
classificatório que estabeleça essa relação de forma objetiva.
Posto isso, o objetivo deste trabalho foi analisar o catálogo da Netflix e
para servir de modelo de sistema, usamos os conceitos fundamentais da
Teoria da Classificação. Com intuito de entender a ferramenta classificatória de
seus audiovisuais, ou seja, através da coleta de informações nele, foi verificado
se apresenta um sistema de classificação que contribua para uma boa busca
de seus produtos por parte de seus usuários.
2 Cultura da Convergência
A Cultura da Convergência é definida pelo autor como sendo “onde as
velhas e novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se
cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem
de maneiras imprevisíveis”. (Jenkins, 2009, p. 29). Esses aspectos são
responsáveis pelo crescimento do mercado de nichos, onde os produtos

�oferecidos buscam atender especificamente cada um desses grupos e seus
interesses. A Netflix, como empresa expoente na produção e distribuição de
audiovisuais trabalha em cima da ideia de nichos, consequentemente, ela faz
parte do cenário da Cultura da Convergência.
A Cultura da Convergência não depende apenas do aparato tecnológico,
mas do conhecimento e das relações sociais de cada um, pois, “a convergência
não ocorre por meio de aparelhos, por mais sofisticados que venham a ser. A
convergência ocorre dentro dos cérebros de consumidores individuais e em
suas interações sociais com outros (JENKINS 2009, p. 31). Isto significa que a
convergência tem êxito devido a criação de significados comuns aos
participantes, a interatividade com os aparelhos e a participação dos
consumidores na criação e disseminação de conteúdo.
A cultura participativa surgiu pelo acesso dos consumidores aos novos
meios de comunicação e criação de conteúdo, flexibilizando a relação produtorconsumidor. A empresa de streaming Netflix, emerge da insatisfação com o
sistema pré-convergência, em que aos consumidores bastava consumir e ficar
com as expensas de lidar com a burocracia de terceiros (locadoras de vídeos)
ou a TV com seu conteúdo limitado e voltado a publicidade tanto em horário
definido como dentro dos programas. A Netflix surgiu como uma alternativa de
preço acessível, em que o consumidor teria autonomia para decidir o que e
quando assistir sem o ônus das propagandas em meio a programação, além
disso, a empresa possui diversos canais de comunicação com seus clientes
para ouvir o que gostariam de assistir, por exemplo, no próprio aplicativo a um
canal de sugestão de conteúdo, além disso, a empresa é muito interativa nas
redes sociais.
No contexto da Netflix, a convergência atua, não só nos meios de
disponibilizar conteúdos, disponibilizando-os em diversos aparelhos de mídia,
mas também, na interatividade que a empresa garante aos seus usuários, seja
na comunicação em outras diversas mídias sociais ou na interatividade com os
produtos, a exemplo do recém-lançado Bandersnatch.
Com um catálogo tão extenso e diversificado cria-se a necessidade do
aplicativo possuir um sistema de classificação que se adeque às peculiaridades
da era da convergência, de forma que seja compreensível aos consumidores
participativos e acima de tudo que garanta a recuperação dos itens.

3 Organização do Conhecimento e Teoria da Classificação
Na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, a Organização do
Conhecimento pode ser entendida como “construção de modelos de mundo
que se constituem em abstrações da realidade”. (Brascher; Café, 2008, p. 6).
Com isso, uma parte fundamental para o entendimento das coisas e

�pensamentos, aprendizado e desenvolvimento humano diz respeito sobre a
organização do conhecimento e da informação. Dentro desses modelos, temos
as Classificações Bibliográficas, que se caracterizam por apresentar um
conjunto de conceitos fundamentais para poder organizar documentos,
principalmente de cunho científico.
A área que estuda as classificações é conhecida como Teoria da
Classificação, que ao analisar o desenvolvimento histórico das classificações
apresenta pontos considerados fundamentais para que um determinado
sistema seja nomeado como uma classificação bibliográfica. Como por
exemplo:
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓

Categorias;
Características;
Gênero;
Espécie;
Divisão em cadeia;
Divisão em fileira;
Extensão;
Compreensão;
Termo;
Assunto;
Modulação. (Piedade, 1977).

E foi utilizando desses conceitos como modelos comparativos que o
presente trabalho buscou entender como é estruturada a classificação da
Netflix.
4 Método da pesquisa
Foi desenvolvida uma ficha com os principais conceitos da Teoria da
Classificação, apresentados por (Piedade, 1977) e relacionados ao sistema de
classificação da Netflix, assim, buscando entender como ela é constituída e se
pode ser entendida como uma classificação eficaz.
Para realizar a análise foram selecionados dez audiovisuais de produção
da própria Netflix e suas fichas técnicas, como também todos os termos
encontrados nas abas de “Séries” e “Filmes”, dando um total de 40 termos ou
gêneros de audiovisuais. O procedimento foi realizado no catálogo da Netflix
disponível no Brasil, acessado por um computador pessoal.
Figura 1: Ficha de análise de audiovisuais da Netflix
FICHA DE ANÁLISE COMPARATIVA DA CLASSIFICAÇÃO DA NETFLIX
Gênero ou audiovisual: STRANGER THINGS

�Conceitos
Bibliográficos:

Presença na Netflix:
SIM/NÃO

Relação:

Categoria

SIM

Séries

Característica

SIM

Produção seriada

Gênero ou classe

SIM

Séries

Espécie

SIM

Séries dos EUA/Séries
teen/Séries de ficção
científica e fantasia

Divisão em cadeia

SIM

Séries
Séries dos EUA
Séries teen
Séries de ficção científica
e fantasia

Divisão em fileira

NÃO

Extensão

NÃO

Compreensão

NÃO

Modulação

NÃO

Termo

SIM
Séries/Séries dos
EUA/Séries teen/Séries
de ficção científica e
fantasia

Assunto

SIM

Séries/Séries dos
EUA/Séries teen/Séries
de ficção científica e
fantasia

Elaborado pelos autores
5 Resultados e discussão
Como resultado da análise do quadro obtemos as seguintes reflexões:
a) a classificação da Netflix pode ser considerada breve, resumida,
superficial, apresentando apenas três níveis;
b) seu layout é apresentado em forma de lista não possuindo divisão;
c) apresenta novos termos que não são traduzidos na classificação mais
subordinada;
d) apresenta termos com nomenclatura diferentes, mas identificam o
mesmo conjunto de assunto (ou recuperam os mesmos audiovisuais)
sem estarem vinculados com subordinação, superordenação e
coordenação.

�Já para a classificação encontrada nas fichas dos audiovisuais analisados,
temos os seguintes desdobramentos desta análise:
✓ Apresenta divisão em cadeia, mas subordinação clara;
✓ Termos encontrados que são inexistentes na classificação geral;
✓ Impressão de ser uma classificação à parte e que não pode ser
identificada como continuação da geral.
Esses aspectos podem levar ao usuário uma busca confusa e pode,
eventualmente, gerar insatisfação e falta de comprometimento com o catálogo
em consideração a outras organizações que oferecem do mesmo tipo de
serviço.
Do ponto de vista da Cultura da Convergência, pode acontecer com que
grupos fujam e procurem um serviço melhor orientado ou com mais facilidade
de encontrar seus nichos.
6 Considerações Finais
O presente trabalho teve como objetivo alcançado na observação de um
sistema classificatório presente no que hoje se trata de uma tendência de
consumo de audiovisuais, que são os catálogos digitais. Em contrapartida, se
pôde obter pouco respaldo da própria empresa Netflix já que eles divulgam
poucas informações oficiais e o único termômetro que serve para verificar se
estão tendo êxito são os números de crescimento em todo o mundo. Mesmo
assim, como verificado, sua classificação foge ao modelo do que consideramos
adequado para conseguir estabelecer elos mais firmes com o seu público tão
diversificado e nichado. Como ela se encontra na vanguarda de tal serviço,
estendemos que futuramente, com outros serviços iguais de concorrentes
estando disponíveis, cada vez mais a empresa deverá prestar atenção nesse
sistema para que não perca um público tão amplo que conseguiu agregar.
7 Referências
BRASCHER M; CAFÉ L. Organização da informação ou organização do
conhecimento? In: ENANCIB, 9., 2008, São Paulo. Resumos… São Paulo:
USP, 2008.
JENKINS, H. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.
JENKINS, H. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da
mídia propagável. São Paulo: Aleph, 2024.
PIEDADE, M.A.R. Introdução à teoria da Classificação. Rio de Janeiro:
Interciência, 1977. 190 p.

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                <text>A partir do avanço tecnológico de agregar as pessoas e proporcionar novos formatos no compartilhamento de ideias nasce o termo designado como Cultura da Convergência. Com movimentos sociais responsáveis por uma mudança na produção, distribuição e consumo de produtos de entretenimento, como elemento desse cenário está a Netflix. Empresa streaming de audiovisuais na vanguarda de seus serviços. A organização do conhecimento e a organização da informação são conceitos trabalhados academicamente na Biblioteconomia e Ciência da Informação, desde meados do século XX. Para a área, essas noções ajudam a entender como tanto a informação quanto o conhecimento estão ligados a história humana. O objetivo deste trabalho é verificar dentro do contexto da Cultura da Convergência a organização da informação e conhecimento, utilizando os conceitos da Teoria da Classificação, analisando a classificação do catálogo audiovisual digital Netflix. Assim, foram pegos todos os quarenta termos de sua lista nas categorias “Filmes” e “Séries” e mais dez audiovisuais de seu acervo relacionados à Cultura da Convergência, posteriormente, foram criadas fichas para comparar sua classificação com os conceitos da Teoria da Classificação. A metodologia é de caráter exploratória e bibliográfica, com pesquisa investigativa na classificação da Netflix. Como resultados obtidos identificou-se uma classificação superficial, contendo dois níveis classificatórios, não ter modulação e sem presença de extensão e compreensão nos níveis que possui. Concluindo, pode-se dizer que seu sistema de organização do conhecimento não contribui para uma busca por parte do usuário de forma positiva para se encontrar determinados assuntos ou audiovisuais em particular.</text>
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                    <text>A implantação do Sistema Eletrônico de Informações na
Universidade Federal do Ceará

Thiago Pinheiro Ramos de Oliveira (UFC) - thiagobiblio.oliveira@hotmail.com
Maria de Fátima Oliveira Costa (UFC) - fatima12oliveiracosta@gmail.com
Resumo:
Apresenta o relato de experiência da inserção do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) na
Universidade Federal do Ceará. Tendo em vista o interesse da UFC na modernização da
gestão e a busca pela excelência do trâmite dos processos administrativos o objetivo do
trabalho é mostrar as etapas realizadas no processo de implantação do SEI na UFC, a saber:
Levantamento dos tipos de processos e documentos produzidos na unidade; Preparo do
sistema com unidades, tipos de processos e documentos para atender a realidade da
universidade; e acompanhamento e capacitação dos servidores. Aborda as ações desenvolvidas
pelos arquivistas e técnicos que compõem a equipe de atendimento ao SEI, a fim de facilitar o
tramite de registros de documentos por seus usuários. Conclui que a adoção do sistema vem
contribuindo para retificar problemas como a ausência de padronização em alguns tipos de
processos, a produção de documentos sem observância das diretrizes que norteiam sua
elaboração e a dificuldade dos servidores em utilizar um novo suporte informacional.
Palavras-chave: Processo eletrônico;
informação

Sistema

Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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eletrônico

de

informações;

Usuário

da

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
O século XXI foi marcado por transformações, cuja ascensão vem contribuindo
para a criação de produtos e serviços que proporcionam celeridade aos processos e
potencializam o acesso à informação nos ambientes informacionais. Tendo em vista
a modernização da gestão e a busca pela excelência no trâmite dos processos
administrativos e em obrigatoriedade das normativas, a Universidade Federal do
Ceará adotou o Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
O SEI é um dos produtos do projeto Processo Eletrônico Nacional (PEN), que foi
uma ação de órgãos e entidades de diferentes esferas da administração pública, a
fim de constituir uma infraestrutura pública de processos e documentos
administrativos eletrônicos. O sistema foi desenvolvido pelo Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF4) e possui como principais objetivos a economia de
recursos financeiros, transparência nos processos e a sua sustentabilidade.
Os processos inseridos no SEI são considerados documentos de arquivo, os quais
depois de cumprirem sua função administrativa devem ser transferidos para um
arquivo intermediário, recolhidos para um permanente ou eliminados, a depender
dos prazos de guarda previsto na tabela de temporalidade do Conselho Nacional de
Arquivo (CONARQ).
No ano de 2015, a Presidência da República publicou no Diário Oficial da União o
decreto nº 8539 que dispunha a respeito do uso do meio eletrônico para o fluxo dos
processos administrativos nos âmbitos dos órgãos e entidades da administração
pública federal. À vista disso, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
(MPOG) sugeriu a aderência ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para
atender a demanda das universidades.
O processo de implantação do SEI na Universidade Federal do Ceará foi iniciado no
ano de 2017 e em janeiro de 2018 disponibilizado o ambiente de teste e de
produção do sistema para acesso de todos os servidores ativos. O SEI foi
disponibilizado mediante a assinatura do acordo de cooperação técnica entre a UFC
e o MP. A adoção do sistema vem contribuindo para retificar problemas como: a

�ausência de padronização em alguns tipos de processos, a produção de documentos
sem observância das diretrizes que norteiam sua elaboração e a dificuldade dos
usuários do sistema em utilizar um novo suporte informacional.

Relato de experiência:
As etapas do processo de implantação do SEI na UFC podem ser classificadas em:
Levantamento dos tipos de processos e documentos produzidos na unidade;
Preparo do sistema com unidades, tipos de processos e documentos para atender a
realidade da universidade; e acompanhamento e capacitação dos servidores.
No propósito de relatar essa experiência fizemos uma pesquisa bibliográfica de
natureza descritiva e exploratória com os usuários do SEI, isto é, aqueles que
utilizam o referido sistema, os servidores públicos ativos e os colaboradores
terceirizados da UFC. O universo pesquisado foi a partir dos que receberam
orientação por meio dos canais de comunicação e capacitação à sua utilização.
No primeiro semestre de 2017 foi iniciada a primeira etapa do processo de
implantação. Os arquivistas e técnicos de arquivo lotados na Divisão de
Comunicação e Arquivo iniciaram visitas técnicas nas unidades existentes na UFC
para levantar os tipos de processos geridos nas unidades e identificar quais os
documentos produzidos pelas mesmas, a fim de compreender o fluxo dos
documentos existente na universidade. A falta de padronização em alguns tipos de
processo era notória. Ao participar das reuniões com a equipe das unidades fomos
ajustando os processos e definindo seu fluxo.
No segundo semestre de 2017 foi constituída a Comissão para Operacionalização e
Acompanhamento do Sistema Eletrônico de Informações (CGASEI). Esta comissão
absorveu a responsabilidade de coordenar as ações de implantação do SEI na UFC
e também promover as capacitações dos servidores para o uso do sistema. Também
neste período foi criada a Divisão de Protocolo Central e a Divisão de Arquivo. Os
servidores lotados nestas divisões foram escolhidos para compor a equipe de
atendimento ao SEI, com o intuito de realizar cadastro de usuários e unidades,
vinculação de unidades, criação de modelos de documentos, cadastramento de
tipos de processos e documentos, cadastro de usuário externo, dentre outros
serviços.
Após o levantamento realizado in loco, foi iniciada a segunda etapa da implantação
do SEI na UFC, na qual foi realizado o cadastramento dos tipos de processos, sendo
atribuída classificação de acordo com o Código de Classificação do CONARQ e
definido o nível de acesso, a depender da natureza do processo, em público, restrito

�ou sigiloso. Também foram criadas as unidades e montadas as hierarquias de
acordo com as vinculações administrativas de cada setor.
No tocante a inclusão de modelos de documentos, num primeiro momento, foi
concedido perfil de editor de documento para um servidor em cada unidade que
apresentava a demanda de criação. A própria unidade criava os documentos
específicos de suas atividades, porém, a equipe do SEI identificou um crescente
acúmulo de modelos de documentos cadastrados, sendo apresentado o problema a
CGASEI, resultando na exclusão do perfil de editor de documentos. Atualmente
apenas a equipe da Divisão de Protocolo Central possui o perfil de editor, desta
forma os documentos estão nascendo padronizados de acordo com o Manual de
Redação da Presidência da República.
Objetivando atender as demandas dos usuários foram criados como canais de
comunicação o e-mail - atendimentosei@ufc.br e o Sítio www.seinaufc.ufc.br,
considerando usuários aqueles que utilizam o sistema dentro de seus interesses no
trâmite dos processos já sinalizados. O usuário da informação, de acordo com
Cunha, Amaral, Dantas (2015, p. 20) “[...] é considerado como a pessoa que se
relaciona com a informação através dos diversos canais de acesso a esta
informação”. No site são disponibilizados os documentos oficiais, manuais e vídeos
tutoriais para orientação de uso das funcionalidades do SEI e notícias com as
atualizações do sistema. Os usuários cadastrados no Si3 (Sipac, Sigprh e Sigaa)
foram automaticamente migrados para o novo sistema. No entanto, nos primeiros
meses a equipe recebeu um número expressivo de solicitação de permissão de
acesso ao SEI de servidores e terceirizados. O acesso só é permitido para servidores
previamente cadastrados no Si3. Os novos servidores solicitam cadastro
informando o nome completo, usuário criado no Si3 e unidade de lotação.
Em 02 de janeiro de 2018 foi implantado para uso de todos os usuários, isto é, os
servidores ativos e os colaboradores terceirizados. Ao acessar o ambiente os
servidores que tinham dificuldades para utilização das funcionalidades do sistema
entrava em contato com a equipe pelos canais de comunicação divulgados. Mas
muitos não mostravam estarem abertos para lidar com um novo sistema, desejando
que a própria equipe do SEI realizasse as tarefas. Ao visualizar as dificuldades a
partir do atendimento da equipe, foram criados cursos e workshops a fim de
compartilhar as informações referente as boas práticas de uso do sistema. Foram
abertas turmas em todos os campus da UFC, tendo um alcance considerável, pois
os participantes destas ações tornaram-se multiplicadores do conhecimento em
suas unidades, auxiliando os seus colegas a utilizarem as funcionalidades básicas
do sistema. De maneira aleatória observamos algumas insatisfações dos usuários
quanto as dificuldades encontradas no uso do SEI. Os desabafos acontecem a
medida de sua utilização, como também no próprio treinamento.

�Atualmente a demanda com relação às funcionalidades básicas do SEI diminuíram,
sendo substituídas por dúvidas com ênfase nos procedimentos das unidades, como
por exemplo: identificar os documentos que devem compor o processo; para qual
unidade o mesmo deve ser tramitado; como utilizar os blocos internos, de
assinatura e de reunião; como realizar a pesquisa avançada para recuperar a
informação, entre outras.

Considerações finais:
O uso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) na Universidade Federal do
Ceará promove a disponibilização das informações de forma transparente, além de
economizar no uso de papel, constituindo o caráter sustentável, trazendo benefícios
para toda a sociedade.
Assim, houve uma disposição oficial por meio de um decreto instruindo o uso de
um sistema eletrônico para a tramitação de processos, nota-se o interesse da
Universidade Federal do Ceará em se adequar as normativas existentes, com o
objetivo de otimizar os serviços e trazer melhorias para a comunidade
universitária.
Os processos criados no SEI, em regra, são classificados como públicos conforme
orientação da Lei de Acesso a Informação (LAI). Cada servidor pode abrir, atuar e
enviar o processo que necessita, de qualquer lugar, acessando o sistema por meio
do computador e internet. Pode também acompanhar o trâmite dos processos por
meio das funcionalidades de acompanhamento especial, blocos e os campos de
busca avançada.
Esta facilidade de acesso e uso do sistema vem contribuindo para a celeridade no
andamento dos processos, porém, carece de algumas questões que merece serem
revistas. Alguns usuários despertaram preocupação com a possibilidade de todos
que pertencem a mesma unidade terem acesso aos processos de cunho pessoal de
seus colegas, tendo em vista que os mesmos podem interferir no processo do outro
por alguma razão o que pode atrasar ou até prejudicar o interesse do outro
servidor.
O fato de alguns servidores terem dificuldades de uso do sistema possivelmente
criam barreiras que são dissipadas quando estes buscam informações e/ou
recebem as orientações da equipe de atendimento do SEI por meio dos canais de
comunicação e das ações de capacitação.
A experiência deste trabalho teve sua relevância, haja vista estar relacionada ao
trabalho na UFC e também poder contribuir por meio dessa experiência.

�Almejamos poder auxiliar cada vez mais os usuários do SEI para aprimoramento
da sua utilização e consequentemente da satisfação no referido uso do sistema.

Referências:
BRASIL. Lei nº 8.159, de 08 de janeiro de 1991. Dispõe sobre a política nacional de
arquivos públicos e privados e dá providências. 1991.
______Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações
previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art.
216 da Constituição Federal; altera a Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
revoga a Lei n. 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de
janeiro
de
1991;
e
dá
outras
providências.
Disponível
em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2011/lei/l12527.htm&gt;.
Acesso em: 27 abril 2019.
______Decreto nº 8. 539, de 08 de outubro de 2015. Dispõe sobre o uso do meio
eletrônico para a realização do processo administrativo no âmbito dos órgãos e das
entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
CUNHA, Murilo Bastos; AMARAL, Sueli Angélica do; DANTAS, Edmundo
Brandão. Fundamentos e modelos teóricos para o desenvolvimento dos Estudos de
Usuários. In: CUNHA, Murilo Bastos; AMARAL, Sueli Angélica do; DANTAS,
Edmundo Brandão. Manual de estudos de usuários da informação. São Paulo:
Atlas, 2015.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Sobre o SEI. Fortaleza, 2018. Disponível
em:&lt; http://www.seinaufc.ufc.br/&gt;. Acesso em: 28 Abr. 2019.

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                <text>Apresenta o relato de experiência da inserção do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) na Universidade Federal do Ceará. Tendo em vista o interesse da UFC na modernização da gestão e a busca pela excelência do trâmite dos processos administrativos o objetivo do trabalho é mostrar as etapas realizadas no processo de implantação do SEI na UFC, a saber: Levantamento dos tipos de processos e documentos produzidos na unidade; Preparo do sistema com unidades, tipos de processos e documentos para atender a realidade da universidade; e acompanhamento e capacitação dos servidores. Aborda as ações desenvolvidas pelos arquivistas e técnicos que compõem a equipe de atendimento ao SEI, a fim de facilitar o tramite de registros de documentos por seus usuários. Conclui que a adoção do sistema vem contribuindo para retificar problemas como a ausência de padronização em alguns tipos de processos, a produção de documentos sem observância das diretrizes que norteiam sua elaboração e a dificuldade dos servidores em utilizar um novo suporte informacional.</text>
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                    <text>A IMPORTÂNCIA DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DOS NEABS
PARA A ORGANIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO

Graziela dos Santos Lima (UNESP) - graziela.dsl@gmail.com
FRANCIELE CARNEIRO GARCÊS DA SILVA (PPGCI-UFMG) - francigarces@yahoo.com.br
Andreia Sousa Da Silva (UDESC) - andreia.ssilva@gmail.com
Dirnele Carneiro Garcez (UFSC) - dirnele.garcez@yahoo.com.br
Priscila Rufino Fevrier (UFSC) - priscila.fevrier@gmail.com
Resumo:
Este trabalho consiste em uma reflexão teórica sobre a produção científica realizada pelos
intelectuais negros que desenvolvem pesquisas científicas dentro dos Núcleos de Estudos
Afro-brasileiros existentes no Brasil. Como problema de pesquisa, percebe-se que os termos e
conceitos trabalhados nas publicações do NEABs são limitados nos Sistemas de Organização
do Conhecimento (SOCs). A partir disso, refletimos sobre a produção do conhecimento desses
pesquisadores e o fortalecimento que a mesma promove na identidade intelectual negra no
campo da Organização e Representação do Conhecimento, onde, por vezes, muitos
pesquisadores acabam produzindo um conhecimento pautado não mais no olhar do intelectual
branco comprometido (ou não) com a luta antirracista, mas pelo olhar crítico e analítico do
próprio negro como pesquisador da temática racial.
Palavras-chave: Ciência da Informação. Organização e Representação do Conhecimento.
Temática Africana e Afro-Brasileira. NEABs.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo xx: Ciência da Informação
A IMPORTÂNCIA DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DOS NEABS PARA A
ORGANIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO
Resumo: Este trabalho consiste em uma reflexão teórica sobre a produção científica
realizada pelos intelectuais negros que desenvolvem pesquisas científicas dentro dos
Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEABs) existentes no Brasil. Como problema de
pesquisa, percebe-se que os termos e conceitos trabalhados nas publicações do NEABs são
limitados nos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs). A partir disso, refletimos
sobre a produção do conhecimento desses pesquisadores e o fortalecimento que a mesma
promove na identidade intelectual negra no campo da Organização e Representação do
Conhecimento, onde, por vezes, muitos pesquisadores acabam produzindo um
conhecimento pautado não mais no olhar do intelectual branco comprometido (ou não) com a
luta antirracista, mas pelo olhar crítico e analítico do próprio negro como pesquisador da
temática racial.
Palavras-chave: Ciência da Informação. Organização e Representação do Conhecimento.
Temática Africana e Afro-Brasileira. NEABs.
Videografia: ( ) Sim ( x) Não

1 Introdução
As publicações em torno da temática africana e Afro-Brasileira produzidas por pessoas
negras surgiram quando estes se tornaram pesquisadores/as e adentraram às universidades.
Com o advento da Lei Federal nº 10.639/03, que trata da obrigatoriedade da história e cultura
africana e afro-brasileira nas redes de ensino, as publicações em torno dos estudos africanos
e afro-brasileiros aumentaram com o intuito de prestar suporte aos professores e alunos das
redes de ensino. Neste sentido, tendo como base as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação para Relações Étnico Raciais e para o Ensino de História Afro-Brasileira, ações e
parâmetros para viabilidades das culturas africana e afro-brasileiras em diversos âmbitos,
incluindo os educacionais, foram desenvolvidas.
As publicações científicas possuem expressivo papel na divulgação dos
conhecimentos registrados por pesquisadores/as. No que concerne à temática africana e
afro-brasileira, as publicações surgiram com maior profusão com a entrada de pessoas
negras nas universidades e com a promulgação da Lei Federal nº 10.639/03. Essas
produções científicas relatam experiências, vivências e luta pelo reconhecimento das

�populações de origem africana dentro dos espaços acadêmicos. O presente trabalho, de
caráter bibliográfico, versa sobre a importância das publicações relacionadas à temática
africana e afro-brasileira nos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEABs) e traz a reflexão
para a área da Organização e representação do conhecimento, uma das áreas de estudos
da Ciência da Informação.
A Organização e Representação do Conhecimento é um campo de estudos que
sistematiza os conceitos de um determinado domínio, cria instrumento de organização e
representação do conhecimento e desenvolve métodos e técnicas de indexação para
recuperar informações. Os NEABs se concretizam como uma comunidade discursiva dentro
de um domínio chamado Campo de Estudos Afro-Brasileiros, que congrega pesquisadores
de diferentes áreas do conhecimento promovendo atividades teóricas e metodológicas
relacionadas à produção do conhecimento. São atividades que se conectam com o ensino,
pesquisa e extensão nas universidades públicas que tem a intenção de combater o racismo,
promovendo a equidade e igualdade racial.
3 Revisão de Literatura
3.1 Organização e Produção do Conhecimento: breve contextualização
A organização do conhecimento na Biblioteconomia e na Ciência da Informação está
conectada às fontes físicas de materiais com base científica. Seu surgimento enquanto
organização em biblioteca se dá por meio da Biblioteca de Alexandria com a organização de
livros em catálogos que na época era voltado para custódia. Com o advento da informação,
relacionado ao seu crescimento exponencial em ciência e tecnologia a preocupação com a
informação e sua organização para melhor recuperação, datam-se no século XIX. Neste
período, foram criados instrumentos de organização tais como: Sistema de Classificação
Decimal de Dewey (CDD) e o Sistema de Classificação Decimal Universal (CDU). Neste
sentido, segundo Pinho (2006), os estudos relacionados a organização do conhecimento ao
longo do tempo com Ami Cutter (1837-1903), Melvil Dewey (1851-1931), Henry E. Bliss
(1870- 1955), S.R. Ranganathan (1892-1972), entre outros. Foi neste período também que
por meio da Biblioteca de Chicago que os acervos se tornaram públicos originado por meio
deste o serviço de referência, que auxilia os usuários a terem acesso as obras. No entanto,
para o cumprimento e eficiência da área, a base da Organização do conhecimento está
fundamentada em uma ciência que dá vazão ao conceito.
Para Dahlberg (1978) e Barité (2001), o conceito é uma unidade do conhecimento.
Nele estão estruturadas conjuntos de características conectadas e interligadas por meio de
um contexto de um determinado domínio. Portanto, organizar conhecimento é construir
modelos de mundo que retratam a realidade (BRASCHER; CAFÉ, 2008). No entanto, o
produto gerado serve para representar o conhecimento, tornando-se em um substituto
documental (MILANI; GUIMARÃES, 2017).
Para Dahlberg (2006), a Organização do Conhecimento é um campo científico que
estrutura e sistematiza os conceitos conforme suas características. Para Brascher (2012, p.
11), a Organização do Conhecimento “[...] implica lidar com aspectos intrínsecos e
extrínsecos à cognição humana, e, mais diretamente, àqueles relacionados ao uso da
linguagem natural, como principal veículo de comunicação” e seu campo de estudos está
direcionado aos aspectos semânticos do conceito e seus relacionamentos (CAFÉ;
BRASCHER, 2011).
Na Ciência da Informação e na Biblioteconomia, os conceitos estão por trás das
perguntas feitas pelo usuário no processo de busca de informações. Neste sentido, para uma

�boa recuperação, os conceitos devem estar relacionados entre si formando o que se chama
na atualidade de Sistema de Organização do Conhecimento.
Os Sistemas de Organização do Conhecimento “são sistemas conceituais
semanticamente estruturados que contemplam termos, definições, relacionamentos e
propriedades dos conceitos” (CARLAN; MEDEIROS, 2011, p. 54). É um sistema que abrange
“todos os tipos de esquemas que possibilitam a organização do conhecimento, a gestão,
além de sua disseminação” (CERVANTES, 2009, p. 30). No entanto, as produções
construídas por pesquisadores/as negro/as e antirracistas participantes dos Núcleos de
Estudos Afro-Brasileiros constituem-se de termos e conceitos próprios do campo de estudos,
na qual, designamos de domínio que dão vazão para organização desses conhecimentos.
3.2 Os Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e sua Produção do Conhecimento
Os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEABs), são entidades presentes e
legitimadas dentro de instituições de ensino superior, por meio de portarias e resoluções
internas e compostos por pesquisadoras e pesquisadores, que tematizam a diversidade
étnico-racial através de ações de ensino, pesquisa e extensão nas universidades. Tem entre
seus objetivos e finalidades a promoção de ações com caráter acadêmico, político e social
de combate ao racismo e à discriminação.
De acordo com Silva (2018), estas instituições visam também a preservação da
história e cultura afro-brasileira e africana, o fortalecimento das políticas públicas implantadas
e da diversidade étnica. Foram e continuam sendo criados pelos intelectuais negros, também
militantes do movimento negro, que se organizaram e criaram essas entidades científicas
que surgiram em meados dos anos 1990 nas universidades brasileiras. Também podem ser
considerados centros de referência que articulam e promovem atividades relacionadas ao
campo de estudos afro-brasileiros, visando produzir conhecimentos neste campo, além de
promover intercâmbios de informações, constituírem fóruns de articulação e discussão das
ações desenvolvidas nas universidades onde estão instalados sobre África e africanidades
no Brasil.
Com o aumento do número dos NEABS, foi criado o Consórcio Nacional de NEABs, o
CONNEAB, que a partir de iniciativas acadêmicas implantadas podem construir meios para
combater o racismo e outros tipos de discriminação em todos os espaços sociais. Nesse
sentido, podemos afirmar que esses núcleos atuam em prol da luta histórica contra o racismo
que, uma vez instauradas em instituições governamentais, ultrapassa as fronteiras do próprio
movimento negro. Silva diz que:
Por conta de suas características, os NEABs produzem informações que são
disponibilizadas através de artigos científicos, anais de eventos, trabalhos de
conclusão de curso, dissertações, teses e capítulos de livros, voltadas às
relações étnico-raciais, à promoção da igualdade racial e às lutas antirracistas.
Informações que oportunizem discussões sobre o preconceito e discriminação
social contra a população negra e também pela defesa das ações afirmativas,
além de informações sobre a memória, história e cultura afro-brasileira e
indígena, sobre a saúde dessas populações, políticas públicas e educação.
(SILVA, 2018, p. 40)

Silva apud Oliveira (2018, p.40) “diz que a inserção das negras e negras no campo da
pesquisa científica e da produção do conhecimento faz parte da história das lutas sociais do
movimento social negro, na luta pela superação do racismo em prol do direito à educação e
ao conhecimento”.

�De acordo com Oliveira (2017), pode-se falar de intelectualidade negra no campo da
educação brasileira quando se visualiza o conjunto de pensamento social antirracista
mediante a produção de conhecimentos sistematizados. Estes, por sua vez, traduzem não
apenas reflexões, mas formas de atuação capazes de reverter a situação do
afrodescendente no interior da sociedade brasileira marcado por uma lógica perversa de um
sistema social estratificado e estruturalmente racializado. (SILVA apud OLIVEIRA, 2018).
Segundo Gomes (2010) esses intelectuais ao realizarem suas pesquisas e tematizar a
questão racial nas mais diversas áreas do conhecimento, com ênfase nas ciências sociais e
humanas, acabam produzindo um conhecimento pautado não mais no olhar do intelectual
branco comprometido (ou não) com a luta antirracista, mas pelo olhar crítico e analítico do
próprio negro como pesquisador da temática racial.
Diante do exposto, pode-se dizer que esses intelectuais negras e negros são
intelectuais que desenvolvem e produzem conhecimentos que tem como objetivos visibilizar
às subjetividades, as desigualdades, os silenciamentos e também as omissões em relação a
determinados grupos sócio-raciais e suas realidades.
4 Considerações finais
Verificou-se que a produção de conhecimento científico dentro dos NEABs auxilia na
promoção de uma reflexão sobre os instrumentos de organização e representação do
conhecimento que podem atender as necessidades dos pesquisadores/as e da população
afro-brasileira.
Referências
BARITÉ, M. Organización del conocimiento: un nuevo marco teórico-conceptual en Bibliotecología y
Documentación. In: CARRARA, K. (Org.). Educação, universidade e pesquisa. Marília: Unesp; São
Paulo: FAPESP, 2001.
BRASCHER, M. Prefácio. In: ALVARES, L. (Org.). Organização da informação e do
conhecimento: conceitos, subsídios interdisciplinares e aplicações. São Paulo: B4, 2012.
BRASCHER; M.; CAFÉ, L.. Organização da informação ou organização do conhecimento? In:
ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – ENANCIB, 9., 2008, São
Paulo.
Anais...
São
Paulo:
ECA/USP,
ENANCIB,
2008.
Disponível
em:
&lt;http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/ixenancib/paper/view/3016&gt;. Acesso em: 21 dez 2018
CAFÉ, L.; BRÄSCHER, M.. Organização do conhecimento: teorias semânticas como base para
estudos e representação de conceitos. Inf. Inf., Londrina, v.16. n.3. p. 25-51, jan./jun.
2011.Disponivel em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/10388. Acesso
em:12 dez.2018.
CARLAN, E.; MEDEIROS, M. B. B.. Sistemas de Organização do Conhecimento na visão da Ciência
da Informação. RICI: R.Ibero-amer. Ci. Inf., Brasília,v. 4, n. 2, p. 53-73, ago./dez.2011. Disponível
em:
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/12867/1/ARTGO_SistemasOrganizacaoConhecimento.pdf.
Acesso em: 12 dez. 2018.
CERVANTES, B. M. N.. A Construção de Tesauros com a Integração de Procedimentos
Terminográficos. 2009. 209 f. Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências,
Marília,
2009.
Disponível
em:
&lt;https://www.marilia.unesp.br/Home/PosGraduacao/CienciadaInformacao/ Dissertacoes/cervantes_bmn_do_mar.pdf&gt;. Acesso em: 10 nov.
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�DAHLBERG, I. Teoria do conceito. Ciência da informação. Rio de Janeiro, v. 7, n. 2, p. 101-107,
Jul./Dez. 1978. Dispoível em:&lt; revista.ibict.br/ciinf/article/view/115%3E.&gt; Acesso em:07 jun. 2018.
GOMES, Nilma Lino. Intelectuais negros e produção do conhecimento: algumas reflexões sobre a
realidade brasileira. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Org.).
Epistemologias do Sul.São Paulo: Cortez, 2010. 637 p.
MILANI, Suellen Oliveira; GUIMARÃES, José Augusto Chaves. Problemas relacionados a biases em
sistemas de organização do conhecimento: perspectivas para a representação de assunto. Revista
IRIS - Informação, Memória e Tecnologia, v. 3, p. 72-92, 2018. Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufpe.br/revistas/IRIS/article/view/236189/29018&gt;. Acesso em: 23 nov. 2018.
SILVA, Andréia Sousa da. Os núcleos de estudos afro-brasileiros de Santa Catarina e o contexto
informacional: análise sobre o facebook como uma fonte de informação étnico-racial. 2018. 136 p.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Educação, Programa
Pós-Graduação em Ciência da Informação, Florianópolis, 2018.

Agências financiadoras
As autoras agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior pela concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

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                <text>A IMPORTÂNCIA DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DOS NEABS PARA A ORGANIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO</text>
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                <text>Priscila Rufino Fevrier</text>
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                <text>Este trabalho consiste em uma reflexão teórica sobre a produção científica realizada pelos intelectuais negros que desenvolvem pesquisas científicas dentro dos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros existentes no Brasil. Como problema de pesquisa, percebe-se que os termos e conceitos trabalhados nas publicações do NEABs são limitados nos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs). A partir disso, refletimos sobre a produção do conhecimento desses pesquisadores e o fortalecimento que a mesma promove na identidade intelectual negra no campo da Organização e Representação do Conhecimento, onde, por vezes, muitos pesquisadores acabam produzindo um conhecimento pautado não mais no olhar do intelectual branco comprometido (ou não) com a luta antirracista, mas pelo olhar crítico e analítico do próprio negro como pesquisador da temática racial.</text>
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                    <text>A CONTRIBUIÇÃO BAKHTINIANA PARA A INDEXAÇÃO DO
GÊNERO LITERÁRIO

Sandra Rafaela Batista da Silva (UFPE) - sandradocumentos@outlook.com
Hélio Márcio Pajeú (UFPE) - heliopajeu@gmail.com
André Anderson C. Felipe (UFPE) - andreandersonf@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem por finalidade refletir como as concepções da filosofia da linguagem de
Mikhail Bakhtin sobretudo o gênero do discurso e o dialogismo podem contribuir com uma das
etapas da Organização da Informação: a indexação. A metodologia tem caráter exploratório e
descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e
documental. Apresenta como resultado a perspectiva da linguística acerca das obras
estético-literárias como um gênero do discurso que deve ser analisado na sua completude.
Palavras-chave: Mikhail Bakhtin. Gêneros do discurso. Dialogismo. Indexação. Obras
estético-literárias
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO:
A Ciência da Informação (CI) relaciona-se com o corpo de conhecimento
relativo

à

produção,

coleta,

organização,

armazenamento,

recuperação,

interpretação, transmissão, transformação e uso da informação (BORKO, 1968).
A Biblioteconomia, subárea da CI, possui dentre as suas atividades a
Organização da Informação (OI) a qual trata de representar o conhecimento
registrado com o propósito de torná-lo acessível aos usuários da unidade de
informação.
Brascher e Café afirmam: “O objetivo do processo de organização da
informação é possibilitar o acesso ao conhecimento contido na informação. ”
(BRASCHER; CAFÉ, 2008, p. 5).
Para que esse objetivo seja alcançado faz-se necessário descrever os objetos
informacionais (textos, imagens, registros sonoros, páginas da web, entre outros).
Uma das atividades da descrição é a indexação.
A indexação, é tida como uma das etapas mais importantes do trabalho do
indexador, posto que tenha como finalidade a identificação de conceitos,
concretizada no processo de leitura documentária.
Ela envolve um empenho suplementar de compreensão e análise do texto
para identificar e selecionar os conceitos que representam a essência do documento
lido para serem representados por signos linguísticos na forma de palavras-chave
dentro de um sistema automatizado de recuperação da informação, conforme
apontam os trabalhos de Cintra (1989), Kobashi (1994), Cunha (1990), Lara (1993) e
Ribeiro (2010).
Mai (2005) ao discutir o papel do indexador, considera ser quase impossível,
naturalmente, para qualquer indexador, precisar todas as ideias e significados que
estejam associados a qualquer obra, posto que sempre haverá ideias e significados

�potenciais que diferentes pessoas em momentos e lugares distintos poderão
descobrir no mesmo.
Todavia, se um assunto é atribuído a uma obra erroneamente quebra os
princípios norteadores da indexação, uma vez que, será recuperado um item que
não atende as necessidades do usuário. Não obstante, a omissão de assuntos
dificulta o acesso à obra já que ela será recuperada em menos expressões de busca
e o item informacional será indiretamente negado ao usuário, situação recorrente ás
obras estético-literárias.
Mediante essa realidade, o objetivo desse trabalho é refletir acerca de
enunciados sob a perspectiva da Linguística, a saber: a filosofia da linguagem de
Mikhail Bakhtin com o propósito de expor sua concepção sobre gêneros do discurso
e dialogismo e como essa interdisciplinaridade podem contribuir para a indexação de
obras estético-literárias.
Para o filósofo, a linguagem liga todos os diversos campos da atividade
humana, o que a torna também diversificada por atender cada contexto social.
Emprega-se a linguagem através de enunciados (oral e escrito) e esses são
concretos (reais e acabados) e únicos (não repetíveis) pois, quando enunciamos não
proferimos apenas palavras, mas, significados e contextos e essa totalidade nunca
poderá ser repetida.

Evidentemente, cada enunciado particular é individual mas, cada
campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente
estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.
A riqueza e a diversidade dos gêneros do discurso são infinitas
porque são inesgotáveis as possibilidades da multiforme atividade
humana e porque em cada campo dessa atividade é integral o
repertório de gênero do discurso, que cresce e se diferencia à
medida que se desenvolve e se complexifica um determinado campo.
(BAKHTIN, 2003, p. 262, grifo do autor).

Os três elementos do enunciado são indissociáveis e determinados pela
especificidade do campo de conhecimento a que se refere ou refrata. Desta forma,
para o autor, os gêneros do discurso surgiram dentro das convenções sociais em
determinados contextos, cada meio social estabeleceu qual estrutura é condizente
para a comunicação em seu meio. São eles:

�a) unidade temática a qual não é somente o assunto abordado pelo
enunciador mas, o recorte dado pelo mesmo e seu ponto de vista no
momento único em que o enunciado ocorreu;
b) estilo que faz parte do enunciado ao representar a individualidade de quem
enuncia e as características correspondentes aos gêneros já estabelecidos;
c) forma composicional que refere-se a organização do discurso, o
acabamento relativamente estável do enunciado.
Bakhtin alega as duas formas pelas quais o homem interage com o mundo e
com os outros através do mundo, uma delas é a dialogia que ocorre quando forças
se relacionam, mas não morrem, elas convivem e interagem de maneira tensa e
contraditória (GEGE, 2010).
A relação dialógica entre sujeitos ocorre via discursos, através de signos,
fazendo parte do processo da estruturação da linguagem, já que, enunciamos
através de palavras e tais palavras com seus significados valorativos fazem parte de
determinado contexto social.
Logo, a interação só pode ocorrer se o que está sendo dito é compreendido
pelos sujeitos participantes da comunicação, tornando o enunciado completo quando
dele pertencem outros elementos além das palavras - que por si só são abstratas.
As obras literárias também apresentam os elementos citados e, portanto, também
são enunciados.

MÉTODO DA PESQUISA:
Os procedimentos metodológicos desta pesquisa têm caráter exploratório e
descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa
bibliográfica (ou de fontes secundárias) e documental (ou de fontes primárias),
segundo os postulados de Lakatos e Marconi (1992).
Neste trabalho, consta o levantamento bibliográfico pertinente ao escopo do
tema, com o propósito de construir um referencial teórico que discuta as questões de
Organização da Informação e indexação de obras estético-literárias.

RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Compreendendo que indexar é atribuir os assuntos tratados em determinada
obra quando realizamos pesquisas no catálogo da biblioteca e percebemos que
muitas obras estético-literárias não são recuperadas, notamos então, que tais obras

�não recebem a mesma atenção de tratamento da área que as obras técnicas
científicas.
Situação recorrente devido à variedade estrutural em que as obras estéticoliterárias podem se apresentar e na possibilidade de tratar de um assunto sem
utilizar o sinal correspondente ao mesmo. No entanto, essas peculiaridades do
gênero não justificam o tratamento que tais obras recebem, principalmente, na
indexação.
Uma vez que, “Todo texto participa de uma relação humana, de uma atividade
humana. ” (GEGE, 2010, p. 44). E a essas atividades humanas relativamente
estáveis é o que Bakhtin nomeia de gêneros do discurso. E a escrita, inclusive de
obras estético-literárias, por ser uma das formas de comunicação, atende o mesmo
padrão.

CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES:
Demonstra-se, dessa maneira, a importância da filosofia da linguagem de
Mikhail Bakhtin, sobretudo, a sua concepção de gêneros do discurso e dialogismo
para a leitura documentária de obras estético-literárias, visto que, as mesmas
necessitam de maiores cuidados no processo de leitura com fins de identificação
dos assuntos para indexação.
Posto que, o filósofo nos ajuda a compreender a constituição do gênero, ao
apontar seus três elementos indissociáveis, e a enriquecer o processo de leitura
documentária ao nos advertir que textos, inclusive estético-literários, são
enunciados, e, portanto, elos na comunicação discursiva, que ao serem analisados
sem levar em consideração as peculiaridades que os constituem, perdem o sentido.

REFERÊNCIAS:
BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. São Paulo: Editora Martins Fontes,
2003.
BORKO, H. Information Science: Whatis it? American Documentation, [s. l.], v.19,
n.1, p. 3-5, jan. 1968.
BRASCHER, M.; CAFÉ, L. Organização da informação ou organização do
conhecimento. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 9., 2008, São Paulo. Anais eletrônicos [...]. São Paulo: USP,
ANCIB, 2008. Disponível em:

�http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/ixenancib/paper/viewFile/3016/2142. Acesso
em: 14 dez. 2018.
CINTRA, A. M. M. Estratégias de leitura em documentação. In: SMIT, J. W. (coord.).
Análise documentária: a análise da síntese. 2. ed. Brasília, DF: IBICT, 1989. p. 3037.
CUNHA, I. M. R. F. Do mito à análise documentária. São Paulo: EDUSP, 1990.
GRUPO DE ESTUDOS DOS GÊNEROS DO DISCURSO - GEGE - UFSCAR.
Palavras e contrapalavras: conversando sobre os trabalhos de Bakhtin. São
Carlos, SP: Pedro &amp; João Editores, 2010.
KOBASHI, N. Y. A elaboração de informações documentárias: em busca de uma
metodologia. 1994. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Programa de
Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, Universidade de São Paulo, São
Paulo, 1994.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico:
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e
trabalhos científicos . 4. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
LARA, M. L. G. A representação documentária: em jogo a significação. 1993.
Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) – Programa de PósGraduação em Ciências da Comunicação, Universidade de São Paulo, São Paulo,
1993.
MAI, J-E. Analysis in indexing: document and domain centered approaches.
Information Processing &amp; Management, [Amsterdã], v. 41, n. 3, p. 599-611. 2005.
Disponível em: http://jenserikmai.info/Papers/2005_AnalysisInIndexing.pdf. Acesso
em: 14 dez. 2018.
RIBEIRO, C. Indexação de livros: um modelo de leitura aplicado às bibliotecas
universitárias. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Biblioteconomia) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Paulista, Marília, 2010.

AGÊNCIAS FINANCIADORAS:
Essa pesquisa teve início no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica da Universidade Federal de Pernambuco (PIBIC-CNPq-UFPE) no período
de 2016 a 2017 e foi continuada no Trabalho de Conclusão de Curso – A
contribuição da concepção de gêneros do discurso no processo de indexação de
obras estético-literárias (SILVA; PAJEÚ, 2018) – para alcançar o título de Bacharel
em Biblioteconomia do qual oriunda esse artigo.

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                <text>Este trabalho tem por finalidade refletir como as concepções da filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin sobretudo o gênero do discurso e o dialogismo podem contribuir com uma das etapas da Organização da Informação: a indexação. A metodologia tem caráter exploratório e descritivo com abordagem qualitativa, realizada na forma de uma pesquisa bibliográfica e documental. Apresenta como resultado a perspectiva da linguística acerca das obras estético-literárias como um gênero do discurso que deve ser analisado na sua completude.</text>
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                    <text>A CAPACIDADE DE RECONHECER O PLÁGIO E O DOMÍNIO DAS
TECNICAS DE REFERENCIAS E CITAÇÃO DE PROFESSORES DE
ENSINO BÁSICO E FUNDAMENTAL

Suely Henrique Gomes (FIC - UFG) - suelyhenriquegomes@gmail.com
Geisa Müller de Campos Ribeiro (UFG) - geisamuller@hotmail.com
Hevellin Estrela (IF Goiano) - hevellin.estrela@ifgoiano.edu.br
Mayllon Lyggon Oliveira (UFG) - mayllon.lyggon@gmail.com
Resumo:
O objetivo do trabalho é identificar a capacidade de cento e oitenta professores da rede
pública de ensino básico e fundamental participantes do curso de letramento informacional: a
educação para a informação em reconhecer e corrigir equívocos na prática de citação e
referenciação que podem ser caracterizadas como plágio. Para tal, uma série de exercícios
foram apresentados aos participantes da pesquisa para emissão de veredito sobre se aquela
forma de apropriação de textos alheios constituíam plágio e, se fosse o caso, como corrigi-la.
Todas as situações apresentadas tinham problemas de citação. A fundamentação teórica do
presente trabalho aponta aspectos relevantes na proteção de obras intelectuais nos termos da
lei brasileira de direitos autorais; indica
caminhos para o uso ético da informação, principalmente como tipificar e evitar situações que
caracterizem plágio; apresenta medidas voltadas para prevenir, diagnosticar e corrigir o
plágio. Argumenta que a prática de plágio é um problema tanto legal quanto ético. Conclui-se
que os professores tem dificuldades em identificar situações de plágio e apresentam limitações
no domínio de ferramentas e técnicas próprias da escrita acadêmica, incluindo o entendimento
das regras para citação e referências estabelecidas pela Associação Brasileira de Norma
Técnica.
Palavras-chave: Citação. Referência. Plágio. Professores da educação básica e fundamental.
Lei brasileira de direitos autorais.
Eixo temático: Eixo 8: Ciência da Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO: O plágio é um comportamento que assombra o meio acadêmico.
A prática de copiar e/ou se apropriar de pensamentos alheios sem citar e
referenciar a fonte é comum na graduação e pós-graduação e tem sua origem
ainda nas primeiras fases da vida escolar da maioria dos brasileiros.
No nosso percurso como docentes e bibliotecários, constatamos que nem
sempre o plágio é intencional – apesar desse fato não minimizar a questão legal
envolvida no ato – e que, apesar da familiaridade com o processo de busca de
informações e produção do conhecimento, nem sempre nossos alunos, usuários e
muitos professores não têm clareza quanto aos direitos que são garantidos por lei
a leitores e a autores que recorremos para fundamentar todo o processo de
produção de conhecimento. Na nossa prática cotidiana, observamos um certo
descaso em relação aos procedimentos e regras para desenvolvimento de
trabalhos de natureza acadêmico-científica, como o domínio da escrita científica,
da citação e da referência. A perpetuação da situação fere as determinações
apresentadas na Lei Brasileira de Direitos Autorais (LDA): lei 9.610/1998, dentre
elas, destacamos o direito do autor de ser citado e referenciado (BRASIL, 1998).
O plágio fere os direitos morais do autor e decorre da ausência de citação da fonte
(DIFERENÇA..., 2014).
Mesmo citando, incorrem em plágio aqueles omitem ou fazem referências
incompletas ou incorretas da obra utilizada o que dificulta a sua identificação e
localização; citam corretamente uma fonte, mas ao dispensarem as aspas para
indicar a citação direta de parte de uma obra dão a falsa impressão de que é de
autoria própria o trecho reproduzido; citam corretamente todas as fontes,
parafraseando e usando citações adequadas, mas o autor se atém apenas a citar
conteúdos, sem acrescentar nada novo; citam corretamente diversas fontes, mas

�em alguns pontos, reproduzem ideias das fontes, mesclando trechos com aspas e
sem aspas, confundindo a identificação do que é de autoria própria daquilo que foi
apropriado (ENFRENTAMENTO..., 2018).
É consenso que o conhecimento novo, em geral, se constrói com base no
conhecimento já produzido. O uso de obras intelectuais para fins educacionais já é
previsto na lei, mas tal apropriação demanda alguns cuidados e ações preventivas
que devem ser tomadas durante a trajetória educacional dos alunos. O site
plágio.net.br recomenda que as ações preventivas do plágio estejam voltadas para
se garantir a integridade acadêmica o que implica incentivar “os esforços para a
promoção de atitudes fundamentadas em valores morais, como a observação e
cumprimento de regras” (ENFRENTAMENTO..., 2018, sem paginação). Também
é recomentado que as instituições deixem claras e tornem públicas as suas
regras, princípios e consequências na ocorrência de plágio e que orientação e
esclarecimento - há muito desconhecimento sobre o assunto – sejam recorrentes.
Capacitação de escrita acadêmica voltada para instrumentalizar o autor no
domínio das ferramentas e técnicas próprias da escrita acadêmica é outra medida
que deve ser tomada. Adicionalmente, pode-se exigir que se anexe uma
declaração de autoria aos trabalhos produzidos.
Constata-se que o enfrentamento ao plágio passa, necessariamente, pela
educação e, consequentemente, pelos professores. Nesse sentido, o objetivo do
presente trabalho foi identificar a capacidade da rede pública de ensino básico e
fundamental

participantes

do

curso

de

especialização

em

Letramento

Informacional: a educação para a informação, em reconhecer e corrigir e usar as
regras de citação e referenciação cujo domínio poderia evitar o plágio.
Método da pesquisa: Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória com noventa
e sete (97) professores da rede pública de ensino básico e fundamental
participantes do curso de especialização em Letramento Informacional (CELI): a
educação para a informação, ofertado pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Desenvolveu-se uma série de exercícios (questões abertas e fechadas) que foram
apresentados aos participantes da pesquisa para: a) emissão de veredito sobre

�diferentes formas de apropriação de textos alheios constituíam plágio e, se fosse o
caso, como corrigi-la, as situações apresentadas diziam respeito as formas de
citar (ou não) trabalhos alheios; b) fazer uma citação direta curta, uma citação
direta longa, uma citação indireta e uma citação de citação; c) referências de livros
(no todo e em parte), trabalhos monográficos e periódicos (no todo e em parte) documentos considerados como os mais citados em trabalhos acadêmicos e mais
utilizados no ensino médio e fundamental. Os exercícios foram realizados na
plataforma Moodle, no período de maio a agosto de 2017, como parte das
atividades avaliativas do CELI.
Resultados e Discussão: Dos participantes que conseguiram responder todas as
questões: os que identificaram a situação de plágio e apresentaram conhecimento
em como corrigir, correspondente a 19,44%. Já 37,77% dos pesquisados
conseguiram resolver parte das questões, ou seja, identificaram o plágio, mas não
apresentaram conhecimento em como corrigir. E, alarmantemente, 42,79% dos
pesquisados não conseguiram resolver nenhuma das questões: não conseguiram
identificar se era plágio ou não e consequentemente, não apresentaram
conhecimento em como corrigir. As maiores dificultadas estão nas citações
indiretas e nas citações das citações.
A segunda série de exercícios, quando o pesquisador foi solicitado a fazer
citações diretas (curta e longa), indireta e citação de citação, os resultados são
mais animadores: 12 (12%) alunos obtiveram nota máxima no exercício (100),
enquanto 37 (37%) ficaram com notas no intervalo de 99 a 90, 40 alunos
obtiveram entre 80 e 70 pontos no exercício; 11 alunos não realizaram o exercício.
Parte do bom desempenho dos pesquisados pode te sido devido ao fato de as
normas terem sido disponibilizadas para consulta. O intuito era não só verificar o
domínio das normas, mas também incentivá-los a consultá-las em caso de
dúvidas. Mesmo assim, alguns problemas ainda persistiram como: distinção de
grafia de autoria quando informada na estrutura da frase e entre parênteses (18
ocorrências); citações diretas de documentos não paginados (10 ocorrências);
quatro ocorrências no uso da expressão “et al.”(ora pela ausência do ponto, ora

�pela omissão do termo apresentando somente o sobrenome do primeiro autor);
espaçamento entrelinhas das citações longas; citação de autorias de pessoas
jurídicas. Teve ainda dez (10) ocorrências que apontam para dificuldades no uso
do apud que estão relacionadas à inversão da ordem (ex: (SILVA, 2017 apud
GOMES, 2015; Gasque e Barros (s/d, p.15 apud DEWEY 1938)), ou à forma (ex:
Amiel (2011) citado por Amiel in SANTANA; ROSSINI; PRETTO, 2012); ou
Mattoso Câmara (1977) apud Armando Lacerda (1941, p.7,8).); 20 ocorrências
para documentos sem datas nesse caso, há erro duplo).
O desempenho dos pesquisados na última série de exercícios – referências
de livros (em parte e no todo), monografias e periódicos (em parte e no todo) foi:
10,3% (10) obtiveram notas no intervalo de 70-69; a nota no exercício de 32,99%
dos alunos ficaram entre 68-67; a nota de 1 aluno foi 65; a nota de 4 foi 60; 5
ficaram com nota 55; outros três discentes tiraram 50, e 3 alunos ficaram com
notas entre 45 e 40 – lembrando que o exercício valia 70 pontos. Um total de 42
alunos (42%) não realizaram o exercício. A análise qualitativa dos dados mostrou
que os principais equívocos dos pesquisados foram: omissões dos tipos de
responsabilidade

(organizador,

tradutor,

revisor,

ilustrador

entre

outros);

dificuldades com a indicação da edição da obra; indicação do endereço eletrônico
e a data de acesso. Isso mostra que os participantes da pesquisa tiveram menos
dificuldades na prática da referência daqueles documentos mais citados como
livros, periódicos e monografias. No entanto, fica a dúvida sobre a capacidade
para citação e referência de outros tipos de material como entrevistas, fontes
orais, leis e legislações, reportagem, etc.
Conclusões: Os resultados alcançados nessa pesquisa apontam para uma
situação já conhecida no processo educacional brasileiro que perpetua: a
apropriação indevida de trabalhos de terceiros. A pesquisa evidenciou que os
professores têm dificuldades em identificar situações de plágio e apresentam
limitações no domínio de ferramentas e técnicas próprias da escrita acadêmica
incluindo o entendimento das regras para citação e referências estabelecidas pela
Associação Brasileira de Norma Técnica - ABNT.

�Mesmo tendo acesso às normas da ABNT de citação e referência, os
pesquisados tiveram dificuldades em aplicá-las. Isso nos faz questionar a linguagem
adotada para redação das normas, se elas não poderiam ser apresentadas de forma
mais simples e acessível à comunidade de discentes e docentes nas séries iniciais.
Constata-se que a solução do problema passa pela capacitação e sensibilização
dos professores quanto aos direitos autorais e também quanto aos diferentes tipos de
plágios e meios de evitá-los. A promoção de uma educação para informação em uma
sociedade cunhada como informacional torna-se urgente para que possamos lidar com
a produção intelectual de nossa sociedade de forma ética e crítica.
Referências:
BRASIL. Lei n. 12. 965 de 23 de abril de 2014. Estabelece princípios, garantias, direitos
e deveres para o uso da internet no Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, 24 de abril
de 2014. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm. Acesso
em: 4 jan. 2019.
DIFERENÇA entre plágio e contrafação. Pinheiro Advocacia, 2014. Disponível em:
https://rezendepinheiroassessoriajuridica.blogspot.com/2014/02/diferenca-de-plagio-econtrafacao.html. Acesso em: 12 jan. 2019.
ENFRENTAMENTO do plágio: evitar, detectar e disciplinar. Disponível em:
http://www.plagio.net.br/index-2.html. Acesso em: 15 jan. 2019.
FISHMAN, Teresa; CHU, Jason. Desenvolvendo políticas efetivas de integridade
acadêmica. 2017. Disponível em: https://www.plagiarism.org/video/policy-to-practice.
Acesso em: 12 jan. 2019.

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                <text>Geisa Müller de Campos Ribeiro</text>
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                <text>Hevellin Estrela</text>
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                <text>Mayllon Lyggon Oliveira</text>
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                <text>Eixo 8: Ciência da Informação</text>
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                <text>O objetivo do trabalho é identificar a capacidade de cento e oitenta professores da rede pública de ensino básico e fundamental participantes do curso de letramento informacional: a educação para a informação em reconhecer e corrigir equívocos na prática de citação e referenciação que podem ser caracterizadas como plágio. Para tal, uma série de exercícios foram apresentados aos participantes da pesquisa para emissão de veredito sobre se aquela forma de apropriação de textos alheios constituíam plágio e, se fosse o caso, como corrigi-la. Todas as situações apresentadas tinham problemas de citação. A fundamentação teórica do presente trabalho aponta aspectos relevantes na proteção de obras intelectuais nos termos da lei brasileira de direitos autorais; indicacaminhos para o uso ético da informação, principalmente como tipificar e evitar situações que caracterizem plágio; apresenta medidas voltadas para prevenir, diagnosticar e corrigir o plágio. Argumenta que a prática de plágio é um problema tanto legal quanto ético. Conclui-se que os professores tem dificuldades em identificar situações de plágio e apresentam limitações no domínio de ferramentas e técnicas próprias da escrita acadêmica, incluindo o entendimento das regras para citação e referências estabelecidas pela Associação Brasileira de Norma Técnica.</text>
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                    <text>Uma flor nasceu no asfalto: mapeamento de bibliotecários
escritores brasileiros

Solange Alves Santana (EEFE-USP) - solangebiblio@gmail.com
Resumo:
Apresenta os resultados preliminares do mapeamento Bibliotecários escritores que visa
identificar a produção literária de bibliotecários brasileiros. Trata-se de um estudo descritivo,
com abordagem quali-quantitativa. Os resultados apontam que (i) 62% dos respondentes já
publicaram um livro ou participaram de uma antologia literária; (ii) 62% possuem blog ou
perfis em redes sociais para divulgação de seu trabalho literário e; (iii) a produção literária
identificada contempla principalmente as tipologias Poesia, Conto e Literatura infantil.
Conclui-se que há uma produção literária realizada por bibliotecários, havendo a necessidade
de continuidade do mapeamento a fim possibilitar a realização de estudos futuros sobre as
características dessa produção.
Palavras-chave: Bibliotecários. Escritores. Produção literária.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

UMA FLOR NASCEU NO ASFALTO:
MAPEAMENTO DE BIBLIOTECÁRIOS ESCRITORES BRASILEIROS
Solange Alves Santana

sol@usp.br
Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

RESUMO
Apresenta os resultados preliminares do mapeamento Bibliotecários escritores que visa
identificar a produção literária de bibliotecários brasileiros. Trata-se de um estudo descritivo,
com abordagem quali-quantitativa. Os resultados apontam que (i) 62% dos respondentes já
publicaram um livro ou participaram de uma antologia literária; (ii) 62% possuem blog ou perfis
em redes sociais para divulgação de seu trabalho literário e; (iii) a produção literária identificada
contempla principalmente as tipologias Poesia, Conto e Literatura infantil. Conclui-se que há
uma produção literária realizada por bibliotecários, havendo a necessidade de continuidade do
mapeamento a fim possibilitar a realização de estudos futuros sobre as características dessa
produção.
Palavras-chave: Bibliotecários. Escritores. Produção literária.
Eixo Temático 7: Construção e identidade profissional.
1 INTRODUÇÃO
Existe uma literatura produzida por bibliotecários? Se sim, quem são os autores? Onde
estão? O que escrevem? Como publicam? Onde publicam? Foi a partir desses
questionamentos que surgiu a proposta de realização de um mapeamento a fim de descortinar
uma possível produção literária realizada por bibliotecários.
A proposta de realização de um mapeamento começou a ganhar corpo em 2012,
durante a realização de um sarau, que reuniu a produção literária de discentes do curso de
graduação em Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo. Após a realização do sarau, a proposta do mapeamento ganhou vigor ao observamos
que estudos sobre a produção literária de bibliotecários brasileiros eram escassos e, no caso
1

�de escritores contemporâneos, eram praticamente inexistentes. Escassez essa que nos deu a
dimensão da necessidade de investigar se haveria uma literatura produzida por bibliotecários
e, havendo essa produção, quais seriam o perfil e as características dessa produção. Foi nesse
contexto que, em 2019, surgiu o projeto Bibliotecários escritores com objetivo de mapear a
atividade literária de bibliotecários brasileiros, sejam eles, poetas, cronistas, contistas,
romancistas, quadrinistas, entre outros, com vistas a identificar autores e sua produção. O
mapeamento visa contribuir para a visibilidade da produção literária de bibliotecários, ainda
que esse se configure uma tarefa árdua e complexa, haja vista uma série de fatores que podem
dificultar sua realização, tais como a dimensão territorial do país, o acesso dos bibliotecários
ao mapeamento, a disponibilidade dos profissionais em respondê-lo, entre outros. É diante
desse panorama que o presente trabalho apresenta os resultados preliminares do
mapeamento Bibliotecários escritores.
2 LITERATURA: NECESSIDADE HUMANA DE EXPRESSÃO, CRIAÇÃO E AÇÃO
Tomada no âmbito do direito humano por Cândido (1995), a literatura se manifesta
enquanto necessidade humana de expressão e de criação a partir de um sistema simbólico
caracterizado por uma escrita de toque poético, ficcional ou dramático e ligado por
denominadores comuns, como língua, temática, contexto social, etc. Para o Cândido (1995)
[...] a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os
homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem
ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de
fabulação (CÂNDIDO, 1995, p. 174).

Para Evaristo (2005) a literatura surge como um espaço privilegiado de ação e de
produção simbólica de sentidos e discursos e, nesse sentido, a escrita literária se constitui
como ato político no contexto das relações sociais.
2.1 O profissional bibliotecário e a produção literária
No que tange aos estudos sobre o profissional bibliotecário, na literatura especializada
da área, muito tem se debatido e escrito sobre práticas profissionais, sobretudo, àquelas
relacionadas à ação cultural, como, por exemplo, clubes de leitura, contação de história,
encontros com escritores, oficinas de literatura, entre outras, no entanto, pouco se observa em
relação à produção literária de bibliotecários. Ainda que não seja possível observar estudos
sobre a possível produção literária, podemos de algum modo, conceber que haja uma
produção realizada por bibliotecários, sobretudo, se considerarmos os apontamentos
2

�realizados por Cândido (1995) e Evaristo (2005) ao situarem a literatura como uma
necessidade humana de expressão, de criação e de ação política, não estando o bibliotecário
‘imune’ a essa necessidade. Se considerarmos ainda a proximidade de muitos profissionais
com atividades relacionadas à literatura, torna-se provável que tenhamos uma produção
literária fecunda realizada por bibliotecários, emergindo daí a necessidade de investigação
dessa produção.
3 RELATO DA EXPERIÊNCIA
O presente estudo é de caráter exploratório-descritivo (GIL, 2007). Para a realização
do mapeamento Bibliotecários escritores foi elaborado um questionário composto por 19
questões e estruturado em duas partes, sendo a primeira parte relacionada ao perfil do
respondente e a segunda à sua produção literária. O questionário foi disponibilizado em 12 de
março de 2019 na página Bibliotecários Escritores (BIBLIOTECÁRIOS ESCRITORES, 2019)
e divulgado em perfis de redes sociais e em grupos de discussão online voltados para
bibliotecários. Os dados coletados foram tratados e tabulados em planilhas Microsoft Excel®.
4 RESULTADOS
No período de 12 de março de 2019 a 12 de abril de 2019, doze bibliotecários
responderam ao questionário. No concernente ao perfil dos respondentes, observou-se a
distribuição equilibrada entre as faixas etárias (Figura 1). No que diz respeito à etnia, destacase a diversidade étnica dos respondentes. Sete respondentes (58%) se declararam
pertencentes a grupos étnicos não-brancos (Figura 2).
Figura 1 - Faixa etária dos respondentes

Figura 2 - Etnia dos respondentes

1
3

2

2

2
2

Fonte: Dados da pesquisa.

Entre 20 e 25 anos
Entre 26 e 30 anos
Entre 31 e 35 anos
Entre 36 e 40 anos
Entre 41 e 45 anos
Acima de 50 anos

1
2

5

4

Branca
Negra
Parda
Indígena

Fonte: Dados da pesquisa.

Dentre os respondentes, no que tange ao sexo biológico, oito são mulheres (67%) e
quatro são homens (33%). Em relação à instituição em que se formaram, observa-se a
predominância de formados em instituições de ensino superior públicas (67%) e situadas na
região Sudeste do país (75%), o equivalente a 9 escritores (Figura 3).
3

�Figura 3 - Instituições em que os respondentes cursaram Biblioteconomia
FESPSP / FaBCI
PUC de Campinas
UNESP
UNIFAI
UNIRIO
Universidade do Rio Grande
Universidade Federal do Amazonas
USP
Não respondeu

1
1
1
1
1
1
1
4
1
0

1

2

3

4

5

Fonte: Dados da pesquisa.

No tangente ao período de conclusão do curso de graduação em Biblioteconomia, sete
(58%) respondentes se formaram no período compreendido entre 2001 a 2018 (Figura 4).
Figura 4 - Período de conclusão do Curso de graduação em Biblioteconomia

De 2011 a 2018

7

De 2001 a 2010

1

De 1991 a 2000

3

De 1980 a 1990

1
0

2

4

6

8

Fonte: Dados da pesquisa.

No concernente às atividades de cunho literário dos respondentes, oito (67%) já
publicaram um livro ou participaram de uma antologia literária. No que diz respeito à
tipologia literária, observa-se uma produção mais voltada para as categorias Poesia, Conto e
Literatura infantil (Figura 5).
Figura 5 - Tipologia literária
Poesia
Literatura infantil
Conto
Crônica
Romance

7
4
4
2
1

0

2

4

6

8

Fonte: Dados da pesquisa.

Em relação à participação em saraus e/ou em grupos de escritores, nove (75%)
responderam que participam desse tipo de atividade artístico-literária. Sete respondentes

4

�(58%) declararam possuir blog ou perfis em redes sociais para divulgação de seu trabalho
literário.
4.1 Etapas futuras
O mapeamento Bibliotecários Escritores será realizado de modo contínuo e as etapas
seguintes visam: (i) divulgação dos resultados, com atualização trimestral dos dados na
página do projeto; (ii) disponibilização de lista com o perfil e produção literária dos
bibliotecários identificados, mediante autorização dos autores; (iii) publicação de entrevistas
com os bibliotecários identificados; (iv) criação de uma rede de escritores bibliotecários e; (v)
criação e organização de um acervo composto por exemplares de livros publicados por
bibliotecários.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ainda que em fase inicial, o mapeamento Bibliotecários Escritores tem apontado a
existência de uma produção literária elaborada por bibliotecários; produção essa diversificada,
tanto em termos de perfil dos respondentes, quanto em termos literários, abarcando da poesia
ao romance.
Há, por certo, um longo e árduo caminho a ser percorrido e descortinado pelo projeto,
sobretudo, em relação à análise dos contextos em que a literatura identificada é produzida, das
formas de publicação, das temáticas abordadas, das características literárias, das trajetórias
pessoais, das motivações, das influências da área profissional na produção literária; entre
muitos outros aspectos.
No entanto, ainda que longo e árduo o caminho, a realização do mapeamento
Bibliotecários Escritores certamente se configura como um passo significativo para a
visibilidade da produção literária bibliotecária em termos de identidade e categoria
profissional.
REFERÊNCIAS
BIBLIOTECÁRIOS ESCRITORES. Disponível em:
&lt;https://bibliotecariosescr.wixsite.com/biblioescritores&gt;. Acesso em: 12 abr. 2019.
CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 3. ed. São Paulo: Duas cidades, 1995.
EVARISTO, Conceição. Da representação à auto-representação da mulher negra na Literatura
Brasileira. Revista Palmares: cultura afro-brasileira, v. 1, n. 1, p. 52-57, 2005.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
5

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Documentação&#13;
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                <text>Apresenta os resultados preliminares do mapeamento Bibliotecários escritores que visa identificar a produção literária de bibliotecários brasileiros. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quali-quantitativa. Os resultados apontam que (i) 62% dos respondentes já publicaram um livro ou participaram de uma antologia literária; (ii) 62% possuem blog ou perfis em redes sociais para divulgação de seu trabalho literário e; (iii) a produção literária identificada contempla principalmente as tipologias Poesia, Conto e Literatura infantil. Conclui-se que há uma produção literária realizada por bibliotecários, havendo a necessidade de continuidade do mapeamento a fim possibilitar a realização de estudos futuros sobre as características dessa produção.</text>
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                    <text>Por um advocacy contra a desinformação: entendendo a
disseminação das fake news e reconfigurando o papel do
profissional da informação

Leonardo Ripoll (UFSC) - leonardo_ripoll@hotmail.com
Resumo:
Apresenta o cenário da desinformação que envolve, entre outros termos, as fake news e a
pós-verdade. Distingue os conceitos de misinformation e disinformation para responder as
perguntas: por que ser mal informado? Por que desinformar? Tais questões apontam
mudanças nas relações que os indivíduos estão tendo com a informação e que estão
relacionadas à sobrecarga informacional, ao tempo, às crenças, à relativização dos discursos,
à necessidade de participação online, ao lucro, à guerra informacional, ao capital social, entre
outros. Diante de tal panorama, entende-se que um advocacy contra a desinformação se faz
necessário: é preciso mudar a forma como os profissionais da informação lidam com a
desinformação, assumindo que ela não pode ser considerada, diante de tal cenário, uma forma
de informação.
Palavras-chave: Desinformação. Fake news. Disseminação da informação. Misinformation.
Disinformation
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (X) Não
Introdução
O crescimento da desinformação, principalmente através das fake news, tem
demonstrado certa urgência de se repensar as formas de consumo e
disseminação da informação na internet. Tal demanda, afeta diretamente o
trabalho de todos os profissionais da informação, incluindo, portanto, os
bibliotecários e cientistas da informação.
Se antes se buscava o acesso a todo e qualquer conteúdo informacional
(procurando a democratização e o enriquecimento do saber), hoje, a quantidade
massiva de informações acabou justamente criando alguns fenômenos contrários
ao desenvolvimento do conhecimento (como relatam, por exemplo, Moretzsohn
(2017) e Ripoll e Matos (2017)). Por meio de uma pesquisa bibliográfica e
exploratória, o objetivo deste trabalho é demonstrar brevemente porque a
desinformação é tão propagada atualmente e porque é importante repensar o
paradigma dos profissionais da informação em relação à disseminação e acesso
das informações.
Desinformação: por que ser mal informado (misinformation)?
A desinformação, entendida aqui como a ação informacional de dados não
verdadeiros (FLORIDI, 2010), está representada no atual contexto pela
repercussão de vários termos como “pós-verdade”, “fatos alternativos”, “deepfake”
e, principalmente “fake news”. No entanto, a desinformação ocorre em duas vias
terminológicas um pouco diferentes entre si: a misinformation e a disinformation.
Na misinformation, tal ação ocorre por engano, ou seja, o indivíduo repassa
desinformação sem saber que ela não é uma informação verdadeira.
Do ponto de vista sociológico, a misinformation estaria associada a
comportamentos que o indivíduo assumiu desde a revolução causada pelas
Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC), principalmente após a criação
da internet e da web 2.0 (que permitiu que processos de interação instantânea

�começassem a ocorrer e que o conteúdo fosse criado por qualquer pessoa
conectada a rede (PRIMO, 2007)). Como indica Floridi (2010), tal revolução
conduziu a sociedade a desenvolver suas ações e artefatos em torno de questões
informacionais. É a partir deste panorama que termos como “sociedade da
informação”, “ciberespaço” ou “infosfera” (do próprio Floridi (2010)), surgem para
descrever este novo cenário onde a informação assume o papel central no
cotidiano do indivíduo.
O crescimento das redes sociais (como Facebook, Twitter, Instagram), aliado à
expansão das bandas de conexão (wi-fi, 4G, cabo de alta velocidade) e à
popularização dos smartphones, por fim, fizeram com que uma produção
constante e massiva de informação começasse a tomar conta do cotidiano do
indivíduo de tal forma, que já se fala em fenômenos relacionados à sobrecarga
cognitiva de informações, como a “hiperinformação” apresentada por Moretzsohn
(2017).
Para Bauman (2001), este contexto permitiu uma mudança radical nas estruturas
sociais de tempo e espaço, de forma que houve uma aceleração dos
acontecimentos e relações, que já se dão na duração do “instantâneo”. Além
disso, presencia-se uma descrença pelas instituições e grande mídia e uma
relativização generalizada, que parecem fazer parte do que Lyotard (2004) definiu
como características da “pós-modernidade”. Questionar informações é uma forma
de ação essencial para se informar com mais profundidade e para desenvolver o
pensamento crítico. Contudo, buscar um caminho para uma informação mais
“pura” e “verdadeira” está influenciado pelas crenças e emoções do sujeito que o
percorre e, sendo assim, ele facilmente chega ao cenário informacional construído
pelos discursos de “pós-verdade”.
Junto a estes fenômenos, surge o egocentrismo das redes sociais na forma de
participações que acumulem o “capital social” do indivíduo (RECUERO, 2009). A
necessidade de participação nas interações de tais redes parece estar acima de
qualquer outra finalidade: segundo Leite e Ardigo (2018) há indivíduos que
compartilham informações que sequer leram. Viver é, cada vez mais, interagir
online (conforme Floridi (2010) relata, a vida está migrando de tal forma para
dentro da “infosfera” que, cada vez mais, as pessoas se sentirão “deslocadas”
quando ficarem offline por algum tempo).
Sendo assim, a propagação de misinformation parece estar relacionada com a
combinação dos seguintes fatores: sobrecarga informacional, aceleração do
tempo, reforço de crenças individuais, relativização dos discursos, descrenças nas
instituições e na grande mídia e necessidade de participação online.

�Desinformação: por que desinformar (disinformation)?
Na disinformation, a ação informacional de dados não verdadeiros ocorre de forma
intencional (FLORIDI, 2010). Ou seja, o indivíduo repassa desinformação porque
ele pretende desinformar alguém. Existe, assim, uma intenção de perverter a
realidade e instaurar algum grau de mentira na transmissão dos dados
informacionais.
Pensar em razões que envolvam processos de desinformação como finalidade de
ação é evocar, primeiramente, o seu contexto de criação. De acordo com Pinheiro
e Brito (2014), este contexto é apresentado na Segunda Guerra Mundial, quando a
desinformação foi usada enquanto estratégia para enganar o inimigo em relação a
informações vitais das tropas e suas ações. Aplicado aos dias de hoje, o conceito
envolveria conflito de interesses políticos e econômicos entre as nações e
instituições que disputam território e “poder informacional” (BRITO; PINHEIRO,
2015) sobre o mundo e sua sociedade. Pode-se supor então que, dentro da
sociedade da informação, toda guerra, seja ela política, ideológica, econômica ou
militar, em nível maior ou menor, é uma “guerra informacional”. Portanto, é
concebível admitir que a desinformação, antes de tudo, é um mecanismo de
controle e poder das instituições que regem a sociedade.
Dentro do contexto das redes sociais, ela assume uma ação fortemente política,
proliferando fake news e discursos de pós-verdade para confrontar ou enaltecer
ideologias partidárias e institucionais. Associado a este fenômeno, surge
novamente a questão do “capital social” proveniente das formas com as quais as
redes sociais se desenvolveram em sua “cibercultura”. A partir da existência de
processos de “monetização” para a criação de conteúdos informacionais, a
disseminação de informação também vira uma questão de lucro individual e
profissão. Surgem os “influenciadores digitais” (digital influencers) que são
remunerados para divulgarem (des)informações específicas, num jogo de
marketing, mercado e manipulação. Neste mesmo caminho ocorre o “clickbait”,
conteúdo criado com a finalidade de atingir o maior número possível de pessoas,
pois cada clique em seu link garante retorno financeiro ao seu criador (ROCHLIN,
2017). É pelo clickbait que a desinformação vira estratégia de negócio: apelar às
crenças e emoções do público é uma forma também de conseguir visibilidade em
tempos de “viralizações”.
Portanto, a criação de disinformation, por sua vez, ocorre por motivos que
envolvem: lucro (clickbait, “monetização”), guerra informacional (política,
ideológica, econômica), mecanismos de controle e poder e acúmulo de capital
social para se autopromover na rede.

�Reconfigurando o papel do profissional: desinformação não é informação
Ainda que as medidas de information e media literacy sejam extremamente
importantes para combater à desinformação, acredita-se que é preciso uma nova
forma de se delimitar a informação também. Tal delimitação, baseada em Floridi
(2011), inclui dizer que a desinformação não pode ser considerada um tipo de
informação. Conforme argumenta o autor, a desinformação é invalidada do ponto
de vista lógico-epistemológico ao ser destituída da ação de informar a verdade.
Para o autor, a informação se constitui de dados e busca conduzir ao
conhecimento, e o conhecimento não é possível de ser atingido se não estiver
composto pela verdade.
Portanto, em meio ao cenário crescente da desinformação, o papel do profissional
da informação não deve mais ser o de considerar válido qualquer tipo de conteúdo
informacional, e sim, ter o compromisso com o exercício do pensamento crítico e
com a busca pela verdade ou pela informação confiável. E se a verdade em
tempos pós-modernos for difícil de ser encontrada, que pelo menos aquilo que
condiz com a mentira e com a desinformação, seja descartado em seu papel de
mediador e disseminador do conhecimento. O advocacy contra a desinformação
se traduz numa nova demanda de uma sociedade que não mais carece de
quantidade de informação, mas de qualidade. Tal advocacy é, assim, uma
releitura da missão do bibliotecário de Ortega y Gasset (2006): orientar o leitor no
caos constante da “infosfera” é, sobretudo, saber o que realmente é informação na
selva informacional.
Referências
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BRITO, Vladimir de Paula; PINHEIRO, Marta Macedo Kerr. Poder informacional e
desinformação. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação,
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&lt;https://www.emeraldinsight.com/doi/pdfplus/10.1108/LHT-03-2017-0062&gt;.
Acesso em: 10 jan. 2019.

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                <text>Apresenta o cenário da desinformação que envolve, entre outros termos, as fake news e a pós-verdade. Distingue os conceitos de misinformation e disinformation para responder as perguntas: por que ser mal informado? Por que desinformar? Tais questões apontam  mudanças nas relações que os indivíduos estão tendo com a informação e que estão relacionadas à sobrecarga informacional, ao tempo, às crenças, à relativização dos discursos, à necessidade de participação online, ao lucro, à guerra informacional, ao capital social, entre outros. Diante de tal panorama, entende-se que um advocacy contra a desinformação se faz necessário: é preciso mudar a forma como os profissionais da informação lidam com a desinformação, assumindo que ela não pode ser considerada, diante de tal cenário, uma forma de informação.</text>
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                    <text>Planejamento estratégico organizacional para atuação do
bibliotecário em unidades de informação

Marcos Pastana Santos (IFRJ) - marcos.pastana@ifrj.edu.br
Thiago Pastana Santos (UNIRIO) - thiagopast@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo mapear todas as universidades públicas brasileiras que
oferecem a graduação de Biblioteconomia que estão acompanhando esta mudança de contexto
informacional com a presença de matrizes voltadas para administração de biblioteca e
planejamento estratégico. Para isso, nos perguntamos: O que estas matrizes contribuíram
para a formação e futura atuação do bibliotecário gestor? O objetivo geral desta pesquisa é
verificar se os componentes curriculares são potencialmente capazes de provocarem
planejamento em contextos informacionais para a atuação do bibliotecário gestor, a partir dos
dados do grupo de pesquisa: Organização e Administração de bibliotecas: estado da arte no
Brasil da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que encontram-se em
andamento. Em relação aos objetivos específicos, o presente estudo se propõe investigar os
seguintes aspectos: Analisar o conteúdo sobre planejamento estratégico das 31 universidades
públicas entre federais e estaduais brasileiras. Análise de referencial teórica sobre
planejamento estratégico na literatura. A justificativa deste trabalho ocorre em razão da
transformação de atividades desempenhadas pelo bibliotecário gestor para atender as
demandas do usuário em contextos informacionais. A metodologia de pesquisa consiste em
revisão de literatura. A pesquisa foi bibliográfica. Neste trabalho, verificamos a distribuição
curricular das matrizes que tratam sobre a Organização e Administração de Bibliotecas ou
correspondentes.
Palavras-chave: Planejamento estratégico
Bibliotecário gestor.

organizacional.

Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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Administração

de

biblioteca.

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo temático: 7 – Construção e Identidade Profissional
1. Introdução
A formação humanística do bibliotecário é preponderante para atuação do
profissional nos centros de informação e bibliotecas. Por muito anos esta
formação possibilitou atender as demandas do setor informacional. Com o advento
das tecnologias de comunicação e informação, principalmente a Internet, culminou
no processo de gerenciamento de informações em larga escala.
No cenário atual, de constantes mudanças mundiais, as organizações
lançam mão do planejamento estratégico como forma de delinear os novos rumos
e os futuros caminhos que irão seguir. (CHIAVENATO; SAPIRO, 2004).
A graduação de Biblioteconomia está acompanhando esta mudança de
contexto informacional com a presença de componentes curriculares direcionados
para administração de bibliotecas e planejamento estratégico. Para isso, nos
perguntamos: o que estes componentes curriculares contribuíram para a formação
e futura atuação do bibliotecário gestor?
O objetivo geral desta pesquisa é verificar se os componentes curriculares
são potencialmente capazes de provocarem planejamento em unidades de
informação para a atuação do bibliotecário gestor, a partir dos dados do grupo de
pesquisa: Organização e Administração de bibliotecas: estado da arte no Brasil da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Em relação aos objetivos específicos, o presente estudo se propõe
investigar os seguintes aspectos:
1) Analisar o conteúdo sobre planejamento estratégico das 31 universidades
públicas entre federais e estaduais brasileiras.

�2) Análise de referencial teórica sobre planejamento estratégico na literatura.
Por outro lado, verificamos o conteúdo dos componentes curriculares das
31 universidades públicas que ofertam a graduação de bacharelado em
Biblioteconomia no Brasil. Investiga as determinações que orientam as instituições
no campo da Biblioteconomia devendo estabelecer uma relação de parceria
visando o caminhar e a evolução dos agentes que promovem e atuam nessa área.
No Quadro 1, está exposto as 31 universidades públicas que oferece a graduação
de Biblioteconomia.
Quadro 1 – UNIVERSIDADES PÚBLICAS – REGIÕES DO BRASIL
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16

Universidade
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
Universidade Federal Fluminense – UFF
Universidade de São Paulo – USP
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP
Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
Universidade Estadual de Londrina - UEL
Universidade Federal do Paraná - UFPR
Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Universidade Federal do Rio Grande – FURG
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Universidade de Brasília - UNB

17

Universidade Federal de Goiás - UFG

18

Universidade Federal do Mato Grosso - UFMT

19
Universidade Federal do Amazonas - UFAM
20
Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR
21
Universidade Federal do Pará - UFPA
22
Universidade Federal de Alagoas - UFAL
23
Universidade Federal da Bahia - UFBA
24
Universidade Federal do Ceará - UFC
25
Universidade Federal do Cariri - UFCA
26
Universidade Federal do Maranhão - UFMA
27
Universidade Federal da Paraíba - UFPB
28
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
29
Universidade Estadual do Piauí – UESPI
30
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
31
Universidade Federal de Sergipe - UFS
Fonte: O Autor (2019)

Região
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sudeste
Sul
Sul
Sul
Sul
Sul
Sul
CentroOeste
CentroOeste
CentroOeste
Norte
Norte
Norte
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste
Nordeste

Estado
RJ
RJ
RJ
SP
SP
SP
MG
MG
ES
PR
PR
SC
SC
RS
RS
DF
GO
MT
AM
RO
PA
AL
BA
CE
CE
MA
PB
PE
PI
RN
SE

�A justificativa deste trabalho ocorre em razão da transformação de
atividades desempenhadas pelo bibliotecário gestor para atender as demandas do
usuário em unidades de informação. A velocidade de informações recebidas
diariamente pelo usuário em tecnologias móveis, torna o papel social relevante do
bibliotecário na disseminação seletiva da informação. O gerenciamento de
informações em fontes confiáveis proporciona ao usuário a garantia de poupar seu
tempo em sites que não contenham informações seguras para a sua pesquisa.
Leva-se também em consideração algumas questões concernentes ao labor do
gestor Bibliotecário, como por exemplo, o domínio das ferramentas intelectuais e
estratégicas, informações técnicas que possam auxiliá-lo nas mais diversas áreas
de atuação, visando o desempenho no vasto mundo da Biblioteconomia.
2. Metodologia
A metodologia de pesquisa consiste em revisão de literatura. A pesquisa foi
bibliográfica. No compreender de Gil (2002, p.44-45) a pesquisa bibliográfica tem
a seguinte definição.
Pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho
dessa natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de
fontes bibliográficas. Boa parte dos estudos exploratórios pode ser
definida como pesquisas bibliográficas. [...] A principal vantagem da
pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a
cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela
que poderia pesquisar diretamente. Essa vantagem torna-se
particularmente importante quando o problema de pesquisa requer dados
muito dispersos pelo espaço. Por exemplo, seria impossível a um
pesquisador percorrer todo o território brasileiro em busca de dados
sobre população ou renda per capita; todavia, se tem a sua disposição
uma bibliografia adequada, não terá maiores obstáculos para contar com
as informações requeridas. A pesquisa bibliográfica também é
indispensável nos estudos históricos. Em muitas situações, não há outra
maneira de conhecer os fatos passados se não com base em dados
bibliográficos.

No compreender de Gil (2002) a principal vantagem do pesquisador é
analisar os dados geográficos a partir dos dados oficiais em documentos
disponíveis.

�3. Planejamento estratégico
O conceito amplo que se atribui a planejamento é a preparação que uma
organização, ou mesmo indivíduos, adotam para enfrentar situações futuras.
A primeira etapa, que surgiu na década de 50 do século XX, ressaltou o
planejamento orçamentário, o qual se tornou principal instrumento de controle e
operacionalização. A segunda fase, no início dos anos 60 do mesmo século,
privilegiou os objetivos em longo prazo, assim, a alocação e o controle dos
recursos financeiros necessários à sua implementação passaram a representar a
última etapa do processo. Para isso, é preciso compreender historicamente, o
contexto histórico do planejamento estratégico.
Quadro 2 – Planejamento estratégico – contexto histórico

Fonte: CONKE (2013, p.216)

Para Pacheco e Bedin (2017, p.629) o planejamento estratégico tem a
seguinte finalidade de atender a unidade de informação:

�O planejamento estratégico procura atender as incertezas que cercam as
organizações, demarcando objetivos para os mais diferentes níveis,
setores e departamentos. Desta maneira, ao estabelecer o planejamento
estratégico em uma unidade de informação, o gestor foca em decisões
que aperfeiçoe o serviço prestado por meio de formulações de objetivos e
a elaboração de estratégias para seu acervo.

O Bibliotecário como gestor de unidade de informação é o responsável pela
vitalidade e cumprimento assim como economia de tempo dos serviços
informacionais que atendam a demanda do usuário. Nesse ínterim, é importante
que o bibliotecário esteja atento ao seu papel enquanto gestor.
Conclusão
Verificou-se que, através de pesquisa realizada nos 26 Estados mais o
Distrito Federal, que os Estados de Tocantins e Mato Grosso do Sul não possuem
a graduação de Biblioteconomia na Região Centro Oeste. Assim como, os
Estados do Acre, Amapá e Roraima que são da Região Norte.
Percebemos que a matriz curricular da graduação em Biblioteconomia nas
universidades públicas tem em comum o componente curricular de Planejamento
em Unidades da Informação.
A partir deste estudo, é relevante a realização de novas pesquisas nesta
linha de investigação para compreender o papel gestor do bibliotecário em outros
cenários de atuação profissional, como bibliotecas escolares, públicas e
comunitárias.
REFERÊNCIAS:
CHIAVENATO, Idalberto, SAPIRO, Arão. Planejamento estratégico:
fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro: Campus, 2004.
CONKE, Leonardo Silveira. O pensamento estratégico no século XX: explicações
históricas. Revista Ibero Americana de Estratégia, São Paulo, v. 12, n. 4, p. 210234, out./dez., 2013.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ed. São Paulo:
Atlas, 2002.
PACHECO, Anna Beatriz Camara Rodrigues; BEDIN, Sonali Paula Molin.
Planejamento estratégico aplicado em unidade de informação. ÁGORA,
Florianópolis, v. 27, n. 55, p. 628-653, jul./dez., 2017.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este trabalho tem como objetivo mapear todas as universidades públicas brasileiras que oferecem a graduação de Biblioteconomia que estão acompanhando esta mudança de contexto informacional com a presença de matrizes voltadas para administração de biblioteca e planejamento estratégico.  Para isso, nos perguntamos: O que estas matrizes contribuíram para a formação e futura atuação do bibliotecário gestor? O objetivo geral desta pesquisa é verificar se os componentes curriculares são potencialmente capazes de provocarem planejamento em contextos informacionais para a atuação do bibliotecário gestor, a partir dos dados do grupo de pesquisa: Organização e Administração de bibliotecas: estado da arte no Brasil da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que encontram-se em andamento. Em relação aos objetivos específicos, o presente estudo se propõe investigar os seguintes aspectos: Analisar o conteúdo sobre planejamento estratégico das 31 universidades públicas entre federais e estaduais brasileiras. Análise de referencial teórica sobre planejamento estratégico na literatura. A justificativa deste trabalho ocorre em razão da transformação de atividades desempenhadas pelo bibliotecário gestor para atender as demandas do usuário em contextos informacionais. A metodologia de pesquisa consiste em revisão de literatura. A pesquisa foi bibliográfica. Neste trabalho, verificamos a distribuição curricular das matrizes que tratam sobre a Organização e Administração de Bibliotecas ou correspondentes.</text>
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                    <text>O impacto da comunicação com o usuário para a visibilidade da
biblioteca: relato de experiência da Biblioteca do Instituto de
Química da Unicamp

Camila Barleta Fullin (UNICAMP) - camibf@unicamp.br
Gabriela Lima Marques (UNICAMP) - gablima@unicamp.br
Denise Aliberti Thereza (unicamp) - deniseth@unicamp.br
Isabela Strazzacapa Machuca (UNICAMP) - imachuca@unicamp.br
Denise Cristina Barbosa Gregório Nascimento (unicamp) - denigreg@unicamp.br
Resumo:
Trata-se do relato de experiência da Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp sobre os
impactos que a alteração da linguagem de comunicação e outras iniciativas voltadas para a
comunidade usuária tiveram sobre a visibilidade do bibliotecário e da equipe para os usuários,
alterando a convivência e o reconhecimento pela importância do papel da biblioteca e do
profissional da informação.
Palavras-chave: Bibliotecário; Comunicação; Visibilidade profissional; Biblioteca universitária
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

O impacto da comunicação com o usuário para a visibilidade da
biblioteca: relato de experiência da Biblioteca do Instituto de
Química da Unicamp

Camila Barleta Fullin – camibf@unicamp.br
Gabriela Lima Marques – gablima@unicamp.br
Denise Thereza Aliberti – deniseth@unicamp.br
Isabela Strazzacapa Machuca –imachuca@unicamp.br
Denise Cristina do Nascimento – denigreg@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas. Biblioteca do Instituto de Química.

INTRODUÇÃO

As bibliotecas universitárias desempenham um papel de suma
importância na construção do conhecimento pelo acesso à informação, no
processo de ensino aprendizagem e na formação de usuários com autonomia para
recuperação e seleção de informação científica de qualidade.
A Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, embora considerada
uma instituição jovem, com sua fundação datada de 5 de outubro de 1966, é
reconhecida internacionalmente pela sua forte tradição de ensino, pesquisa e
relações com a sociedade, refletindo as pluralidades provenientes das diferentes
regiões e públicos que compõem sua comunidade acadêmica.
Neste cenário, as bibliotecas que formam o Sistema de Bibliotecas da
Unicamp (SBU) enfrentam diariamente diversos desafios para manter sempre
elevados os níveis de qualidade referentes aos produtos e serviços prestados em
suas unidades.

�Ao gestor de uma unidade prestadora de serviços, como é o caso das
bibliotecas, cabe o dever de manter-se atento às demandas de seus usuários,
identificando em sua unidade possíveis pontos fracos para melhorá-los, e suas
qualidades, a fim de explorá-las e torná-las ainda mais fortes.
A Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp (BIQ) foi fundada em
1968, com uma pequena coleção de livros doada pelo MEC. Nos anos 70, com a
fundação da Cidade Universitária, a biblioteca acompanha as instalações do
Instituto de Química (IQ), se consolidando em seus 50 anos como referência,
primeiro com uma pequena sala com coleções importantes e hoje ocupando dois
pisos do prédio administrativo do Instituto. Seu acervo é de aproximadamente
18.400 livros e 300.000 fascículos de periódicos das mais importantes
publicações da área. Tal riqueza do acervo garante o interesse não só da
comunidade com vínculo ativo com a universidade, mas também o de
pesquisadores de diversas outras instituições públicas e privadas; ambos públicos
compõem o expressivo número de fluxo de pessoas que, no ano de 2018, somou
mais de 58.200 acessos.
Consideramos como um dos maiores desafios enfrentados pela equipe da
BIQ a melhoria na qualidade da comunicação direta com seus usuários, o que nos
levou a pensar e implementar novas formas de abordar este público no intento de
agregar qualidade, aumento da demanda e uso dos diversos serviços oferecidos,
além de tornar a biblioteca um espaço mais agradável e acessível à comunidade.
RELATO DA EXPERIÊNCIA

Local da experiência: Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp

Período da ocorrência: A experiência iniciou-se no começo de 2018 e
acontece até os dias atuais.
Detalhamento da experiência:
De forma geral, os sistemas de bibliotecas universitárias são muito bem
organizados e possuem grande volume de produtos e serviços oferecidos à

�comunidade acadêmica, sempre empenhando-se em mantê-la atualizada e
interessada na aquisição e disseminação de conhecimento através de estudos e
pesquisas.
Porém, percebeu-se que, mesmo com esforços em divulgar informações
pertinentes e de interesse comum, o retorno em termos de envolvimento direto
com alguns serviços e produtos oferecidos pela Biblioteca ainda era baixo, além
da identificação da pouca visibilidade da unidade de informação para com sua
comunidade.
Infelizmente, é notável a grande resistência dos usuários em pedir
informação para consulta ao acervo. Muitos não se sentem à vontade para
perguntar e reconhecer a necessidade de auxílio na recuperação da informação
que necessitam e acabam dispensando um tempo precioso até que tenham
autonomia suficiente para fazer uso dos recursos oferecidos de maneira
otimizada.
Além disso, temos a questão do uso do espaço físico da biblioteca.
Atualmente devemos considerar a biblioteca como sendo algo além do abrigo
para acervo, deve ser vista como espaço de convivência e trocas de experiências,
e para isso é preciso ações que atraiam o usuário, tornando o ambiente agradável
e dinâmico.
No intuito de iniciar um processo de alteração das percepções acerca da
BIQ e dos profissionais da informação, no começo de 2018 a equipe optou então
por mudar a forma de comunicação com os usuários, principalmente a linguagem
aplicada para divulgação de informações e notícias nas redes sociais, além de
implementar outras três novidades: televisionar os jogos da Copa do Mundo
ocorrida na Rússia, criar um dia por semana de “qualidade de vida no trabalho
através da quick massage para funcionários do Instituto de Química” e fazer
parte do calendário da Comissão de Recepção dos Calouros da Química, através
de uma palestra de boas vindas na própria biblioteca, com informações
importantes sobre as regras de funcionamento e convivência.
Essas quatro iniciativas têm dado resultado: o nível de interação com as
postagens na página da Biblioteca no Facebook aumentou exponencialmente
desde que passamos a aplicar uma linguagem mais jovial, bem humorada e com
figuras ilustrativas. O fluxo de pessoas ocorrido na BIQ durante os jogos da Copa
(que coincidiram com a semana de provas na Universidade) e na ação de um dia

�por semana de massagens oferecidas aos funcionários durante todo o segundo
semestre de 2018 trouxe de volta ao ambiente da biblioteca alunos e servidores
que há tempos passavam apenas em frente, sem qualquer interesse em
frequentar. A palestra de boas vindas colabora significativamente na missão de
nortear inicialmente os calouros sobre os produtos e serviços oferecidos pela BIQ
e pelo SBU como um todo, de maneira informal e com linguagem comum, de
forma que os recém chegados sintam-se plenamente acolhidos e bem recebidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES
Este breve relato revela uma experiência relevante de considerável
aumento de interação da equipe de profissionais da BIQ com a comunidade que
a permeia, composta por alunos, docentes, servidores e demais pesquisadores
interessados nas notícias relativas à área de Química na Unicamp.
Desta forma, pôde-se identificar uma alteração no tratamento e
cordialidade com toda a equipe, o que trouxe para ambos, funcionários e
usuários, uma excelente experiência de convivência e reconhecimento pela
importância da missão da Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp,
refletindo diretamente na forma como a biblioteca e o bibliotecário, bem como
toda a equipe são vistos pela comunidade.

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                    <text>O BIBLIOTECÁRIO E A LEITURA: diretrizes do MEC e currículos
das escolas de Biblioteconomia na jurisdição do Rio Grande do Sul

Clarisse Olga Arend (CRB10) - clarissearend@gmail.com
Resumo:
Este estudo se refere aos cursos de Bacharelado em Biblioteconomia ofertados na jurisdição
do Rio Grande do Sul e, através de suas grades curriculares que se encontravam online,
investiga a presença da temática leitura, de cunho obrigatório, na formação do profissional
bibliotecário. Também, verifica através das ementas das disciplinas, de que forma a temática
leitura está presente nos referidos currículos. A metodologia aplicada caracterizou-se pela
abordagem qualitativa descritiva, utilizando-se como técnica a pesquisa exploratória,
fundamentada em análise bibliográfica e documental. Utilizou-se de livros publicados com a
temática da pesquisa e de periódicos pesquisados na Base de Dados de Ciência da Informação
(BRAPCI), utilizando palavras chaves para localizar artigos sobre a formação do profissional
Bibliotecário. Os resultados verificados nas grades curriculares, indicam que a Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS) apresentam o
mesmo número de disciplinas de cunho obrigatório pertinente ao tema “leitura” – uma
disciplina, por universidade. Observa que os profissionais necessitam de mais conhecimento
sobre esta temática, para desenvolver ações transformadoras junto à sociedade atual. E,
conclui que é necessário um esforço das escolas formadoras para incluir, de forma obrigatória,
a temática leitura e formação do leitor em seus currículos, para contribuir com os problemas
graves de leitura encontrados no país e tornar os Bibliotecários aptos a responder as
demandas do mercado de trabalho.
Palavras-chave: Bibliotecário. Leitura. Formação Profissional. Formação do Leitor.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�1 INTRODUÇÃO
O avanço tecnológico a partir do século XX vem ocasionando uma série de
mudanças na sociedade contemporânea, devido à profusão da informação e a
disseminação do conhecimento. Portanto, supõe-se que a leitura é fundamental para
acompanhar o desenvolvimento acelerado desta indústria da informação.
Nesta conjuntura o Bibliotecário tem muito a contribuir com o acesso ao livro,
assim como para todo o contexto informacional que faz parte dos acervos das
bibliotecas, das mais diferentes tipologias, dos centros de documentação ou
informação, de centros culturais, dos serviços ou redes de informação, de órgãos de
gestão do patrimônio cultural e tantos outros locais que trabalham em prol da leitura,
lhe dá está condição de contribuir com ações dinamizadoras.
Como profissional Bibliotecária, a inquietação que moveu este estudo foi um
conjunto de fatores: a formação em Biblioteconomia, o trabalho de conclusão desta
graduação que teve a temática leitura e formação do leitor e os recentes
conhecimentos adquiridos na pós-graduação, Teoria e Prática na Formação do Leitor,
ofertado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).
Passados 10 anos de minha graduação e a conclusão apontada no Trabalho
de Conclusão do Curso1, me pareceu que o cenário de incentivo à leitura e a formação
do leitor não mudou muito. A “prova” está na amostra efetuada em 2015 e publicada
em 2016 - Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 4ª edição, que mostrou os baixos
índices de leitura no país, pois a pesquisa apontou que 44% da população ainda não
desenvolveu o prazer da leitura. Também apontou que, 27% dos brasileiros que
concluíram o ensino fundamental, são analfabetos funcionais e que somente 23% dos
brasileiros dominam a leitura (letramento), entre outros índices importantes. Ademais,
a própria pesquisa aponta que é preciso políticas e ações específicas tanto para a
disseminação do “hábito” de leitura quanto para a inserção dos não leitores.
Enquanto aluna da graduação em Biblioteconomia, senti falta de
conhecimentos mais aprofundados sobre conceitos de leitura e formação de leitores,
de cunho obrigatório. Então, no decurso da pós-graduação, surgiu a dúvida: a
graduação em Biblioteconomia alterou sua grade curricular, contemplando estas
temáticas? E, tendo em vista que toda instituição educacional é regida por normas,
buscou-se verificar o que as diretrizes governamentais dizem sobre o assunto, o que
exigem dos cursos de graduação na área da Biblioteconomia.
Desse modo, a pesquisa estruturou-se com o objetivo geral de verificar de que
forma a temática “leitura” está presente nos currículos das 6 (seis) escolas de
biblioteconomia na jurisdição do Rio Grande do Sul, ou seja, se de fato a formação
dos profissionais está, também, voltada para atuar no segmento da formação de
leitores nos espaços de atuação. Os Objetivos específicos foram: conceituar leitura e
formação do leitor; definir e descrever o papel do bibliotecário e sua participação no
processo de formação do leitor; verificar quais as diretrizes que o Ministério de
Educação (MEC) propõe como currículo para a formação dos bibliotecários e levantar
as disciplinas que caracterizam ações de leitura ofertadas pelas escolas de
biblioteconomia, na jurisdição do Rio Grande do Sul.
1

AREND, Clarisse Olga. A Leitura e o Adolescente do Ensino Médio: um estudo de caso no
Colégio Estadual Inácio Montanha, Porto Alegre-RS. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) –
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Porto
Alegre, 2009. Disponível em:
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/22711/000740399.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y.
Acesso em: 28 nov. 2018.

�2 METODOLOGIA
A pesquisa se caracterizou pela abordagem qualitativa descritiva, pois permitiu
averiguar e analisar informações coletadas, utilizando-se como técnica a pesquisa
exploratória fundamentada em análise bibliográfica e documental.
O universo documental foi voltado para a revisão de literatura e para os
currículos das escolas de Biblioteconomia da jurisdição do Rio Grande do Sul, que se
encontravam online. A coleta de dados ocorreu entre os meses de setembro e
dezembro de 2018, verificando as disciplinas que continham o descritor “leitura”, de
cunho obrigatório. O primeiro passo foi verificar quantas escolas de biblioteconomia
atuavam no Estado, junto ao sítio eletrônico do e-MEC, que resultou em 06 cursos de
Biblioteconomia regulares na jurisdição do Rio Grande do Sul. Universidades Federais
– Cursos Presenciais: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Universidades Particulares – Cursos
em EAD: Universidade de Caxias do Sul (UCS); Centro Universitário Claretiano
(CEUCLAR); Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO); Centro Universitário
Leonardo da Venci (UNIASSELVI).
O quadro referencial foi constituído de 2 formas: a partir de pesquisa em livros
que tratam sobre a temática “leitura”, “biblioteca”, “formação do leitor”. Após foi
efetuada pesquisa na Base de Dados de Ciência da Informação (BRAPCI), com as
palavras chave “formação profissional bibliotecário”, “bibliotecário educador”,
“mediação da leitura” e “profissional da informação”. A busca foi realizada no modo de
pesquisa simples, por palavras-chave, e não houve recorte de tempo na busca de
artigos e livros, mas a língua escolhida se limitou ao português.
A pesquisa, também foi dividida em duas partes: a primeira foi estudar e
levantar o que as diretrizes do MEC explicitam sobre a formação do bibliotecário.
Adicionado neste item, outras normas que regem a carreira do profissional
Bibliotecário, pois as mesmas ampliam os horizontes do conhecimento. A segunda
parte foi dedicada a analisar os dados encontrados nas grades curriculares das
instituições, com a temática “leitura”, relacionando, então, as disciplinas ofertadas de
cunho obrigatório e suas súmulas, para entender os objetivos de sua propositura.
Foram relacionadas, também, disciplinas com temáticas eletivas e semelhantes, pois
podem conter conteúdos que podem contribuir com a mediação e formação de
leitores.
3 RESULTADOS
A pesquisa trabalhou com 2 resultados:
1)A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO: diretrizes do MEC
As últimas Diretrizes Curriculares Nacionais emitidas pelo MEC, para os cursos
de Biblioteconomia, aconteceu no ano de 2001, especificamente o Parecer CNE/CES
492/2001. O documento orienta como os discentes devem ser preparados para
enfrentar suas práticas profissionais e dispõe sobre as competências e habilidades
destes profissionais, que são divididos em geral e específicas (BRASIL, 2001). Estas
últimas estão apoiadas no paradigma da informação e nos aspectos técnicos do
trabalho (classificação, catalogação, armazenamento), superando os aspectos sociais
que a profissão deve considerar no seu dia a dia. Porém, assim como as diretrizes

�apontam para estas questões mais técnicas, também recomendam às IES um projeto
mais humanístico na formulação de conteúdos assim descrito “Recomenda-se que os
projetos acadêmicos acentuem a adoção de uma perspectiva humanística na
formulação dos conteúdos, conferindo-lhes um sentido social e cultural que ultrapasse
os aspectos utilitários mais imediatos sugeridos por determinados itens[...]” (BRASIL,
2001, p. 33).
Para contribuir, com normativas que disciplinam o “fazer” do profissional
Bibliotecário, outras normas devem ser observadas como: a Resolução CNE/CES
19/02 (BRASIL, 2002) que trata do Projeto Pedagógico para as Instituições de Ensino
Superior (IES); o Parecer 8/2007 (BRASIL, 2007) e a Resolução 2/2007 (BRASIL,
2007) que tratam da carga horária mínima e duração dos cursos; o Ministério do
Trabalho, na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) - CBO 2612-05 –
Bibliotecário; Lei nº 4.084 , de 30 de junho de 1962 (BRASIL, 1962), que dispõe sobre
a profissão de Bibliotecário e regula o seu exercício; o Decreto nº 56.725, de 16 de
agosto de 1965 (BRASIL, 1965), que regulamenta a Lei nº 4.084/62 e pela Resolução
nº 207/18 - Código de Ética do profissional bibliotecário, emitida pelo Conselho
Federal de Biblioteconomia; a American Libraries Association (ALA); International
Federation of Library Associations and Institutions (IFLA).

2) ANÁLISE DOS CURRICULOS E EMENTAS DOS CURSOS DE
BIBLIOTECONOMIA
Foi verificado que, das 6 escolas analisadas na pesquisa apenas 2 apresentam
disciplinas obrigatórias com a temática leitura em sua grade curricular: UFRGS e UCS.
Ambas oferecem apenas 1 disciplina em seus currículos.
1) O currículo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) é
composto por 114 disciplinas obrigatórias, distribuídas ao longo de 4 anos,
de caráter presencial. Apresentou 4 disciplinas com a temática da pesquisa
– leitura – destas, apenas 1 é obrigatória. Apresenta ementas nas
disciplinas e Projeto Pedagógico.
2) Na grade curricular da Universidade Federal do Rio Grande (FURG),
identificou-se que o curso possui 4 disciplinas com o termo Leitura, de forma
opcional, no universo de 80 disciplinas oferecidas em 4 anos, de forma
presencial. Apresenta ementas nas disciplinas e Projeto Pedagógico.
3) Após análise do Plano Curricular da Universidade de Caxias do Sul (UCS),
oferecido na modalidade EAD, no decorrer de 3 anos, foi identificada no
universo de 34 disciplinas, apenas 1 disciplina com o termo Leitura - de
formação básica. Não apresenta ementas nas disciplinas e Projeto
Pedagógico.
4) Na matriz curricular do Centro Universitário Claretiano (CEUCLAR), não
foram encontradas disciplinas com o termo “leitura”. É preciso optar por um
polo, então, para a pesquisa foi selecionado o polo na cidade de Pelotas/RS.
Neste, constam aproximadamente 28 disciplinas, desenvolvidas no curso
de 3 anos, de forma EAD. Não apresenta ementas nas disciplinas, mas
apresenta o Projeto Pedagógico para o curso.
5) No fluxograma da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), não
constam disciplinas com a temática leitura. O curso possui,
aproximadamente, 50 disciplinas em seu currículo, de cunho obrigatório e é
desenvolvido no período de 4 anos, na modalidade EAD. As disciplinas
possuem ementas e a instituição não disponibiliza o Projeto Pedagógico.

�6) Na grade curricular do Centro Universitário Leonardo da Vinci
(UNIASSELVI), não foi encontrado o termo Leitura. O Centro Universitário
disponibiliza um universo de aproximadamente 34 disciplinas, distribuídas
em 3,5 anos, na modalidade EAD, com 1 encontro semanal. A instituição
não disponibiliza o Projeto Pedagógico e ementas das disciplinas.
4 CONCLUSÕES
Os índices de leitura no Brasil são extremamente baixos, conforme a amostra
Retratos da Leitura (FAILLA, 2016). A mesma apontou que apenas 8% dos brasileiros
têm a compreensão plena do que leem - com capacidade de análise e crítica. Mesmo
apontando uma melhoria dos índices de leitura da pesquisa anterior (2011), parece
que não houve uma melhoria na capacidade crítica e de construção do conhecimento.
Então, chega o momento, que uma parte considerável dos profissionais da
Biblioteconomia, para efetuar um trabalho de forma eficaz, necessitam de
conhecimentos prévios, dos conceitos que envolvem a leitura, das pesquisas, dos
trabalhos que estão sendo desenvolvidos nesta área, dos problemas, das estratégias
para saná-los, para contribuir, pelo menos em parte, para alterar os índices tão baixos
de leitura no país.
A universidade precisa aproximar-se do “fazer” diário dos profissionais. É
preciso contribuir com a sociedade, analisar o mercado de trabalho do Bacharel em
Biblioteconomia, para que o mesmo não permaneça tão dissociado da realidade.
Ciência e necessidade da população devem andar juntas. Principalmente neste
momento político tão terrível para a educação, onde o retrocesso está tão evidente.
Forças contrárias são necessárias.
É urgente uma reformulação tanto nas diretrizes do MEC, quanto nos currículos
das escolas de Biblioteconomia. O MEC porque regulamenta as diretrizes curriculares
e, as universidades porque devem cumpri-las. Ambos precisam atualizar, ou melhor,
aperfeiçoar suas normativas a fim de atender as necessidades atuais da sociedade
brasileira. É preciso reconhecer que a temática leitura e formação do leitor é um
assunto grave no país. De nada adianta termos acesso a esta gama de informação,
se os sujeitos não conseguem interpretá-la. Enfim, é preciso enfrentar o fato,
principalmente dos recém-formados, que há o despreparo para enfrentar o que é
exigido no mercado de trabalho e que não é tratado durante o período de formação.
E, estes, por sua vez, precisam observar os problemas do país e se anteciparem,
tornando-se proativos para amenizar ou resolver estas questões profissionais.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto nº 56.725, de 16 de Agosto de 1965. Regulamenta a Lei nº 4.084,
de 30 de junho de 1962, que dispõe sobre o exercício da profissão de Bibliotecário.
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto56725-16-agosto-1965-397075-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 15 out.
2018.
BRASIL. Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962. Dispõe sobre a profissão de
bibliotecário e regula seu exercício. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/1950-1969/L4084.htm. Acesso em: 15 out.
2018.

�BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. CNE/CES
19/2002. Estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Biblioteconomia.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES192002.pdf. Acesso
em: 13 set. 2018.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Classificação Brasileira de Ocupações. 2612,
Profissionais da Informação. 2017. Disponível em:
http://cbo.maisemprego.mte.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTituloResultad
o.jsf. Acesso em 28 nov. 2018.
CLARETIANO REDE DE EDUCAÇÃO. Biblioteconomia: bacharelado. [2018].
Disponível em: https://claretiano.edu.br/graduacao/biblioteconomia/passofundo/encontro-uma-vez-por-semestre-aos-sabados. Acesso em: 28 nov. 2018.
CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA. Resolução nº 207, de 07 de
novembro de 2018. Aprova o Código de Ética e Deontologia do Bibliotecário
brasileiro, que fixa as normas orientadoras de conduta no exercício de suas
atividades profissionais. Disponível em: http://www.cfb.org.br/wpcontent/uploads/2018/11/Resolução-207-Código-de-Ética-e-Deontologia-do-CFB.pdf.
Acesso em: 17 set. 2018.
FAILLA, Zoara. Retratos: Leituras sobre o comportamento leitor do brasileiro. In:
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da Leitura no Brasil. São Paulo: Instituto PróLivros, 2016. Disponível em:
http://prolivro.org.br/home/images/2016/Pesquisa_Retratos_da_Leitura_no_Brasil__2015.pdf. Acesso em: 05 out. 2018.
UNIASSELVI – Grade Curricular. UNIASSELVI. Biblioteconomia: bacharelado
EAD. 2017. Disponível em: https://portal.uniasselvi.com.br/graduacao/rs/portoalegre/biblioteconomia-bacharelado?place=porto-alegrers-zona-sul&amp;modality=ead.
Acesso em: 28 nov. 2018.
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL. Representação Gráfica do Perfil de
Formação do Curso de Bacharelado em Biblioteconomia. Disponível em:
https://www.ucs.br/site/static/uploads/arquivo_curriculo/OaPPaqddyt.pdf. Acesso em:
28 nov. 2019.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE. Biblioteconomia. Disciplinas.
Disponível em: https://www.furg.br/bin/link_servicos/index.php. Acesso em 28 nov.
2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Informações Acadêmicas
da Graduação. Currículo Biblioteconomia [2018/1]. Disponível em:
https://www1.ufrgs.br/graduacao/xInformacoesAcademicas/curriculo.php?CodHabilit
acao=51&amp;CodCurriculo=165&amp;sem=2018012. Acesso em: 28 nov. 2018.
UNIVERSO EAD ENSINO A DISTÂNCIA. Fluxograma: Curso Biblioteconomia.
[201-?]. Disponível em: https://online.universo.edu.br/wpcontent/uploads/2018/05/Fluxograma-Biblioteconomia-30-04-2018.pdf. Acesso em:
28 nov. 2019.

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                <text>Este estudo se refere aos cursos de Bacharelado em Biblioteconomia ofertados na jurisdição do Rio Grande do Sul e, através de suas grades curriculares que se encontravam online, investiga a presença da temática leitura, de cunho obrigatório, na formação do profissional bibliotecário. Também, verifica através das ementas das disciplinas, de que forma a temática leitura está presente nos referidos currículos. A metodologia aplicada caracterizou-se pela abordagem qualitativa descritiva, utilizando-se como técnica a pesquisa exploratória, fundamentada em análise bibliográfica e documental. Utilizou-se de livros publicados com a temática da pesquisa e de periódicos pesquisados na Base de Dados de Ciência da Informação (BRAPCI), utilizando palavras chaves para localizar artigos sobre a formação do profissional Bibliotecário. Os resultados verificados nas grades curriculares, indicam que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS) apresentam o mesmo número de disciplinas de cunho obrigatório pertinente ao tema “leitura” – uma disciplina, por universidade. Observa que os profissionais necessitam de mais conhecimento sobre esta temática, para desenvolver ações transformadoras junto à sociedade atual. E, conclui que é necessário um esforço das escolas formadoras para incluir, de forma obrigatória, a temática leitura e formação do leitor em seus currículos, para contribuir com os problemas graves de leitura encontrados no país e tornar os Bibliotecários aptos a responder as demandas do mercado de trabalho.</text>
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                    <text>Mentoria Voluntária no curso de Biblioteconomia da
FaBCI-FESPSP

Adriana Maria

Souza (FESPSP) - asouza@fespsp.org.br

Valéria Martin Valls (FaBCI/FESPSP) - valls@fespsp.org.br
Resumo:
Descreve o Programa de Mentoria Voluntária (PMV) do curso de Biblioteconomia da
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP), implantada a partir de maio de 2017, a partir de
pesquisa realizada na instituição com docentes e discentes sobre coaching e mentoria nos
processos de orientação à pesquisa acadêmica, no curso de graduação da FaBCI. O tema é de
grande relevância à área acadêmica e, também, profissional do bibliotecário, uma vez que
congrega interesses pessoais e de carreira, do ponto de vista de sua formação, sendo a
academia o ambiente propício e fértil para o desenvolvimento de competências e habilidades
ao estudante de Biblioteconomia. Dessa forma, a Mentoria se torna uma metodologia que
acolhe, engaja e desperta potencialidades aos que se dedicam a sua prática. O PMV tem
demonstrado uma metodologia eficaz e ativa nos processos de desenvolvimento acadêmico e
profissional dos estudantes de Biblioteconomia da FESPSP. Em relatos espontâneos,
apresentados nos relatórios submetidos à Coordenação do PMV, nota-se uma aprendizagem
progressiva e contínua dos estudantes frente a muitos desafios e aspirações pessoais e
profissionais. Nos cursos de graduação em Biblioteconomia no Brasil, sabe-se que a iniciativa
de um Programa como esse é inovador e, também bastante promissor, em se tratando do
preparo e da condução dos estudantes desses cursos, para melhores escolhas pessoais e
profissionais, o que pode ser buscado ainda no período de formação acadêmica, resultando em
bibliotecários mais conscientes, engajados e apoiadores da classe biblioteconômica.
Palavras-chave: mentoria; graduação em Biblioteconomia; práticas inovadoras de ensino
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Resumo expandido
Introdução:
Descreve o Programa de Mentoria Voluntária (PMV) do curso de Biblioteconomia da
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP), implantado em maio de 2017, a
partir de pesquisa realizada na instituição com docentes e discentes sobre ‘coaching
e mentoria nos processos de orientação à pesquisa acadêmica, no curso de graduação
da FaBCI’ (SOUZA, 2016) e pela sua publicação na Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação (RBBD). O tema é de grande relevância às áreas
acadêmica e profissional do bibliotecário, uma vez que congrega interesses pessoais
e de carreira, do ponto de vista de sua formação, sendo a academia o ambiente
propício e fértil para o desenvolvimento de competências e habilidades do estudante
de Biblioteconomia. Dessa forma, a Mentoria se torna uma metodologia que acolhe,
engaja e desperta potencialidades aos que se dedicam a sua prática.
Desde sua origem, na Grécia Antiga, um mentor era conceituado como alguém
dotado de sabedoria. O termo mentoring tem origem na época da Guerra de Troia,
entre o período 1300-1200 a.C., quando Ulisses, Rei de Ithaca foi para a batalha e
pediu a seu escravo, chamado Mentor, que era mestre e conselheiro de seu filho
Telêmaco, para que cuidasse de sua família (HUDSON, 1999), (FERREIRA e
DUTRA, 2010), (OLIVEIRA, 2012). Nesse contexto, o termo mentor passou a ser
considerado como amigo, protetor, orientador, professor. Como afirmam Kram e
Isabella (1985), Higgins e Kram (2001), mentores são pessoas com ampla
experiência em determinada área, que demonstram interesse e disposição para
colaborarem no avanço da aprendizagem, do desenvolvimento e da carreira de seus
mentorados. Ainda de acordo com as autoras, além do apoio técnico, também
auxiliam no aspecto psicossocial de seus participantes.

�Na literatura pesquisada, muitas instituições acadêmicas nacionais e internacionais
estabelecem programas formais de mentoria, sendo algumas delas: Faculdade de
Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo
(FEA/USP); Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP); Universidade de Oxford
(Programa Oxford Learning Institute) e Universidade de Cambridge.
Relato da experiência:
O PMV acontece nas dependências da FaBCI/FESPSP e envolve discentes e docentes
no processo de mentoria, de forma voluntária e espontânea. Os estudantes se
inscrevem, a partir de edital para candidatura, divulgado a cada semestre do ano.
Em 2019 está em sua 4ª edição. Desde quando foi iniciado em 2017, o programa já
contou com a participação de 10 docentes voluntários e engajou 25 discentes, na
busca por propiciar condições que favoreçam o desenvolvimento acadêmico e
profissional destes, no cumprimento dos propósitos seguintes:







Dar suporte ao discente para que obtenha melhores resultados em seu
aprendizado e desempenho acadêmico-profissional;
Auxiliar nos processos de ensino-aprendizagem;
Cooperar no desenvolvimento dos discentes, aumentando suas chances de
ingressar e se destacar no mercado de trabalho;
Orientar sobre questões de empregabilidade, quando aplicável;
Propiciar ao discente maior engajamento nas atividades relacionadas à sua
formação acadêmica;
Apoiar os discentes em suas questões psicossociais.

A cada semestre docentes voluntários são envolvidos no processo de Mentoria, sob
a coordenação de um docente nomeado como Coordenador do PMV. Os critérios de
inscrição para os discentes são:




Estarem regularmente matriculados na FaBCI e sem atrasos financeiros com
a Faculdade;
Não apresentarem dependência(s) na(s) disciplina(s) do curso e que tenham
bom aproveitamento nas aulas, nota igual ou superior a 6,0.
Envio de e-mail de inscrição com seu interesse, contendo:
o nome completo, indicação de semestre e período;
o breve relato sobre si mesmo: podendo falar sobre suas origens, valores,
interesses, conquistas ou outras características e narrativas pessoais
que considere importantes;
o breve relato sobre sua intenção no processo de mentoria (objetivo a ser
alcançado);

�o indicação do docente que deseja ter como mentor. Devendo ser
indicado o nome de 02 docentes (em ordem de preferência) e para o
caso da impossibilidade de um deles. Cada docente tem 01 mentorado
por período. Havendo mais de um discente interessado em um mesmo
docente, caberá aos responsáveis pela seleção, a incumbência de
selecionar quem será escolhido, a partir dos critérios de avaliação.
As principais atribuições do mentorado são:





Assiduidade;
Comprometimento e engajamento com o seu desenvolvimento e o seu
aprendizado;
Disciplina, rotina de estudos e de tarefas que forem sugeridas e solicitadas
pelo mentor, bem como um relatório de conclusão do processo;
Disposição, interesse e motivação para aprender e aceitar auxílio.

As principais atribuições do mentor são:






Apoio técnico ao mentorado em suas necessidades e interesses;
Orientar o mentorado na organização e na execução de suas tarefas
acadêmicas e/ou profissionais e monitorar os resultados;
Escuta ativa, empatia e interesse genuíno em ajudar;
Desafiar o mentorado a considerar diferentes perspectivas e pontos de vista
para suas indagações, sem ferir sua autonomia e liberdade de escolha;
Fornecer estratégias para acessar fontes, leituras, materiais correlatos ao
desenvolvimento de sua meta ou objetivo.

O processo de engajamento é conduzido em sessões previamente agendadas entre os
mentores e os mentorados, com duração definida, sendo um acompanhamento
contínuo e consensual. Antes do início propriamente dito, os docentes e discentes
recebem orientação e capacitação adequadas pela Coordenação do PMV, o primeiro
visando sanar as dúvidas e, o segundo, o autoconhecimento. Periodicamente são
realizadas reuniões para apoiar e compartilhar o que tem sido feito, há trocas de
experiências e aprendizados, criando uma rede de desenvolvimento e apoio social
mútuos. Ao final de cada processo, os participantes entregam relatórios para
monitoramento, indicadores de melhoria e aperfeiçoamento do processo como um
todo.
Alguns depoimentos e notícias sobre o PMV foram publicados no blog do curso e
ilustram os resultados e as experiências individuais:

�









Aconteceu na FaBCI: Novos mentorandos do Programa de Mentoria
Voluntária:
https://monitoriafabci.blogspot.com/2019/04/aconteceu-nafabcinovos-mentorandos-do.html
Se Liga FaBCI: Programa de Mentoria Voluntária 2019/1:
https://monitoriafabci.blogspot.com/2019/02/se-liga-fabci-programadementoria.html
Se Liga FaBCI: Programa de Mentoria Voluntária 2018/2:
https://monitoriafabci.blogspot.com/2018/06/se-liga-fabci-programadementoria.html
Aconteceu na FaBCI - Mentoria Voluntária – Depoimentos:
https://monitoriafabci.blogspot.com/2018/02/aconteceu-na-fabcimentoriavoluntaria.html
Se
Liga
FaBCI
Programa
de
Mentoria
Voluntária:
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/05/se-liga-fabci-programadementoria.html

A vigência do Programa de Mentoria Voluntária tem aproximadamente 04 (quatro)
meses. Atualmente, em razão da dimensão e qualidade que alcançou está descrito no
Projeto Pedagógico do curso de Biblioteconomia da FaBCI/FESPSP como uma das
ações de apoio ao discente, considerando sua relevância no desenvolvimento
acadêmico e nas aspirações profissionais dos estudantes, comprovados, a partir de
registro documentado em relatórios periódicos enviados à Coordenação do PMV,
tanto pelos mentorados, quanto pelos mentores.
Considerações Finais ou Conclusões:
O Programa de Mentoria Voluntária tem demonstrado ser uma metodologia eficaz e
ativa nos processos de desenvolvimento acadêmico e profissional dos estudantes de
Biblioteconomia da FESPSP. Em relatos espontâneos, apresentados nos relatórios
submetidos à Coordenação do PMV, nota-se uma aprendizagem progressiva e
contínua dos estudantes frente a muitos desafios e aspirações pessoais e
profissionais: candidatura a programas de mestrado dentro e fora do país;
adequação de competências e habilidades em consonância com o que é exigido no
mercado de trabalho; inserção e orientação ao ingresso em oportunidades de estágio,
com possibilidade de contratação formal e plano de carreira; auxílio na identificação
de melhores locais para se trabalhar de acordo com o perfil do estudante em
formação; entre outros. Nos cursos de graduação em Biblioteconomia no Brasil,
sabe-se que a iniciativa de um Programa como esse é inovador e, também bastante
promissor, em se tratando do preparo e da condução dos estudantes desses cursos,
para melhores escolhas pessoais e profissionais, o que pode ser buscado ainda no
período de formação acadêmica, resultando em bibliotecários mais conscientes,
engajados e apoiadores da classe biblioteconômica.

�Referências:
FERREIRA, Marcos Aurélio de Araújo; DUTRA, Joel Souza. Orientação
profissional. In: DUTRA, Joel Souza (Org.); SCALABRIN, Ana Carla et. Al. Gestão
de carreiras na empresa contemporânea. São Paulo: Atlas, 2010. p. 155-171.
HIGGINS, Monica C.; KRAM, Kathy E. Reconceptualizing mentoring at work: a
developmental network perspective. The Academy of Management Review,
26, 2001. p. 264-288.
HUDSON, Frederic M. The handbook of coaching: a comprehensive resource
guide for managers, executives, consultants, and human resource professionals.
San Francisco: Jossey-Bass, 1999.
KRAM, Kathy E.; ISABELLA, L. Mentoring alternatives: the role of peer
relationships in career development. The Academy of Management Journal,
28, 1985. p. 21-110.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Coaching, mentoring e counseling:
um modelo integrado de orientação profissional com sustentação da universidade
corporativa. São Paulo: Atlas, 2012.
SOUZA, Adriana Maria de. O coaching e a mentoria como processos de orientação
à pesquisa acadêmica nos cursos de graduação em Biblioteconomia e Ciência da
Informação: estudo de caso realizado na Fundação Escola de Sociologia e Política
de São Paulo. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São
Paulo, v. 12, n. 2, jul./dez., 2016. p. 91-112.
Agências financiadoras:
Não se aplica.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Descreve o Programa de Mentoria Voluntária (PMV) do curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP), implantada a partir de maio de 2017, a partir de pesquisa realizada na instituição com docentes e discentes sobre coaching e mentoria nos processos de orientação à pesquisa acadêmica, no curso de graduação da FaBCI. O tema é de grande relevância à área acadêmica e, também, profissional do bibliotecário, uma vez que congrega interesses pessoais e de carreira, do ponto de vista de sua formação, sendo a academia o ambiente propício e fértil para o desenvolvimento de competências e habilidades ao estudante de Biblioteconomia. Dessa forma, a Mentoria se torna uma metodologia que acolhe, engaja e desperta potencialidades aos que se dedicam a sua prática.  O PMV tem demonstrado uma metodologia eficaz e ativa nos processos de desenvolvimento acadêmico e profissional dos estudantes de Biblioteconomia da FESPSP. Em relatos espontâneos, apresentados nos relatórios submetidos à Coordenação do PMV, nota-se uma aprendizagem progressiva e contínua dos estudantes frente a muitos desafios e aspirações pessoais e profissionais. Nos cursos de graduação em Biblioteconomia no Brasil, sabe-se que a iniciativa de um Programa como esse é inovador e, também bastante promissor, em se tratando do preparo e da condução dos estudantes desses cursos, para melhores escolhas pessoais e profissionais, o que pode ser buscado ainda no período de formação acadêmica, resultando em bibliotecários mais conscientes, engajados e apoiadores da classe biblioteconômica.</text>
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                    <text>METODOLOGIA DE APRENDIZAGEM ATIVA NA FORMAÇÃO DO
BIBLIOTECÁRIO: INOVAÇÕES NO ENSINO

Dayanne da Silva Prudencio (UNIRIO) - dayanneprudencio@gmail.com
Luisi Maria Costa de Oliveira (ICICT) - luisi.costa43@gmail.com
Resumo:
Descreve a experiência de aplicação de metodologias de aprendizagem ativas no âmbito do
ensino da disciplina Gestão Estratégica da Informação e do Conhecimento. Foram utilizadas as
estratégias de sala de aula invertida, gamificação, aprendizagem baseada em equipes,
aprendizagem baseada em problemas entre outras. O Google Classroom foi utilizado como
ambiente virtual de aprendizado para comunicação entre a docente, discentes e a monitora e
neste foram incluídos os planos de aula, material instrucional, lista de exercícios, quizzes e
bibliografia complementar. Conclui-se que as metodologias contribuíram para a melhoria do
processo de ensino aprendizagem, melhor aproveitamento da disciplina, correção de
processos pedagógicos e dificuldades de aprendizagem e em síntese alcance dos objetivos
propostos no programa da disciplina.
Palavras-chave: Ensino em biblioteconomia. Metodologias ativas . Inovações pedagógicas.
Ensino de graduação.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 2: relato de experiência
Eixo Temático: C o n s t r u ç ã o e i d e n t i d a d e p r o f i s s i o n a l
Introdução
A experiência aqui relatada descreve a aplicação de metodologias de
aprendizagem ativa no processo de ensino-aprendizagem de uma disciplina
obrigatória do curso de Bacharelado e Licenciatura em Biblioteconomia da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) durante os 2 semestres
letivos de 2018.
A supracitada disciplina denomina-se Gestão Estratégica da Informação e
do Conhecimento (GEIC). Esta possui como ementa o estudo e a discussão de
questões fundamentais e gerais relacionadas a fluxos informacionais, gestão da
informação e do conhecimento e o processo de inteligência competitiva. O objetivo
principal do conteúdo programático é compreender as dimensões da Gestão da
Informação (GI) e da Gestão do Conhecimento (GC) bem como apresentar
ferramentas e práticas de GI e GC e sua relação com as atividades exercidas pelo
bibliotecário.
O processo de ensino-aprendizagem teve como abordagem a utilização de
metodologias de aprendizagem ativa como mecanismo de (re)significação da
prática docente. Ou seja, buscou-se superar a dicotomia assumida na abordagem
tradicional de ensino-aprendizagem onde o professor detém o papel de transmissor
do conhecimento e o discente é um mero receptor passivo, cabendo a este a
assunção da informação transmitida sem que haja uma reflexão ou crítica ao que
foi receptado (BEHRENS, 2005 apud ROSA JUNIOR, 2015).
Nosso estudo compreende aprendizagem ativa como um conjunto de ações
e/ou eventos planejados de forma que os atores envolvidos no processo de ensinoaprendizagem se sintam motivados a processar, aplicar, interagir e compartilhar
suas experiências durante o processo educacional (ROSA JUNIOR, 2015).
Nas palavras de Berbel, as metodologias de aprendizagem ativa (MAA)
propiciam
[...] a motivação autônoma e têm o potencial de despertar a
curiosidade, à medida que os alunos se inserem na teorização e
trazem elementos novos, ainda não considerados nas aulas ou na
própria perspectiva do professor. A autoria ainda acrescenta que

�neste contexto, o professor atua como facilitador ou orientador para
que o estudante pesquise, reflita e decida o que fazer para atingir
os objetivos de aprendizado estabelecidos, ou seja, “desenvolver o
processo de aprender, utilizando experiências reais ou simuladas,
visando às condições de solucionar, com sucesso, desafios
advindos das atividades essenciais da prática social, em diferentes
contextos. (BERBEL, 2011, p. 29).

Para tanto, a aprendizagem ativa utiliza diferentes metodologias de ensino,
tais como: aprendizagem baseado em problemas (PBL), aprendizagem por pares,
aprendizado baseado em equipes e sala de aula invertida, aprendizagem baseada
em questão (QBL), aprendizagem baseada em time (TBL), aprendizagem baseada
em caso (CBL), aprendizagem baseada em projeto, aprendizagem baseada em
desafio, aprendizagem baseada em simulação e sociodrama.
A escolha da estratégia é sempre guiada pelo objetivo de aprendizagem que
se almeja alcançar, levando sempre em conta, de forma sistêmica, o tipo de
conteúdo e público envolvido.
A proposta das chamadas MAA encontram apoio teórico e dialogam com
ideias preconizadas na abordagem culturalista de Bruner, na ampliação da teoria
das inteligências múltiplas desenvolvida por Howard Gardner, na teoria
construtivista de Jean Piaget, na aprendizagem sócio histórica de Lev Vygotsky,
bem como na aprendizagem significativa de David Ausubel. O educando é
estimulado a buscar soluções criativas e desenvolver respostas baseadas em
conhecimentos já acumulados ou em desenvolvimento, bem como a partir de sua
interação com outros atores e com o ambiente.
Zarifian (2003) estabelece que as competências se apresentam em quatro
grandes eixos: as profissionais (técnicas), as organizacionais, as de inovação e as
relacionais. Desta forma, entendemos que o uso de metodologias ativas em
programas de formação à nível de graduação irão permitir uma aprendizagem
reflexiva, orientada à prática e à experimentação. Desta forma, o aluno é motivado
e dialoga com seus desafios de desenvolvimento destas competências em algum
grau.
No escopo desta comunicação apresentamos os resultados frutos de nossa
experiência de aprendizado compartilhado entre docente, discentes e monitora.
Relato da experiência

O processo de ensino-aprendizagem envolveu 63 discentes do curso de
Bacharelado e Licenciatura em Biblioteconomia da Unirio durante 2 semestres
letivos de 2018. Para atingir os objetivos de aprendizagem estabelecidos na
disciplina Gestão Estratégica da Informação e do Conhecimentos foram adotadas
as seguintes metodologias: aprendizagem baseado em problemas, aprendizagem
por pares, aprendizado baseado em equipes, sala de aula invertida, aprendizagem
baseada em questão, aprendizagem baseada em caso e gamificação. Como
recursos didático-pedagógicos adotamos, os seguintes: documentários, ambiente
virtual de aprendizagem, vídeos, quizzes e datashow.

�O processo de ensino-aprendizagem foi conduzido por uma jovem docente
que acumula apenas 02 anos de experiência de ensino superior e contou com a
colaboração de uma discente monitora. Esta segunda participou de todo o processo
de planejamento, escolha de recursos para transposição didática e processos
avaliativos. Entretanto, sua maior atenção foi direcionada ao desenvolvimento de
jogos de aprendizagem, mediação de equipes e suporte aos alunos, tanto de modo
presencial quanto remoto.
Elegemos como ambiente virtual de aprendizado (AVA) o Google Classroom.
Neste ocorreu todo o gerenciamento do conteúdo da disciplina, compartilhamento
dos planos de aulas, slides, bibliografias complementares e básica, além de uma
videoteca com materiais relativos à Gestão da Informação e do Conhecimento. O
AVA também operou como plataforma de comunicação entre docente, monitora e
discentes.
No mesmo ambiente criou-se uma agenda interativa com divulgação de
eventos e cursos de formação continuada relacionados ao escopo da disciplina.
Também elaboramos um repositório de materiais de apoio para a elaboração de
produtos e serviços de informação, tais como templates, dashboard e outros.
Os quizzes foram construídos a partir da plataforma gratuita GoConqr e
utilizados em todas as unidades da disciplina. Através desta estratégia os alunos
puderam testar seus conhecimentos e vivenciar uma aprendizagem ativa e criativa.
Foram desenvolvidas enquetes que visaram esclarecer questões relacionadas ao
escopo profissional do bibliotecário na visão dos estudantes através da ferramenta
SurveyMonkey.
Em todas as aulas ocorreram atividades avaliativas, tais como debates,
apresentações de seminários curtos, elaboração de pesquisas sobre concorrência,
elaboração de battlecard e datasheet de produtos e serviços.
Exemplificando a utilização das MAA, apontamos o uso do método sala de
aula invertida, onde os discentes tiveram acesso prévio ao conteúdo e em sala
foram desafiados a apontar soluções ou oportunidades de melhoria para os
problemas informacionais apresentados sob o formato de cases.
Outro exemplo refere-se a aprendizagem baseada em problemas. Neste
contexto, seguimos os passos do método do Arco de Maguerez, vide figura 01. Este
estabelece cinco etapas para a resolução de um problema ou ao menos uma
intervenção sobre, a saber: observação da realidade; estabelecimento de pontos
chave; teorização; hipóteses de solução e aplicação à realidade (prática).

Desta forma, apresentamos um contexto fictício de uma empresa de
tecnologia que atravessa problemas informacionais e de segurança da informação
e contrata uma consultoria para implantar um projeto de gestão da informação.

�Neste contexto, os discentes fizeram uma escuta ativa do caso e em grupos
levantaram as ideias acerca dos fatores associados aos problemas, identificaram
os pontos chaves para tais ocorrências e utilizando flipchart redigiram os pontos
questões de pesquisa que deveriam ser examinados em consulta a literatura. Na
etapa seguinte procedemos à etapa de teorização, assim sendo, fizeram buscas em
02 fontes de informação de cobertura temático na área de Ciência da Informação,
a saber: Base de dados de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) e Library
Information Science Abstratcs (LISA). Por tratar-se de usuários ainda em fase de
formação, a maioria dos discentes relatou dificuldade de localização de relatos de
experiência nestas fontes e igualmente de artigos que apresentassem em seu
resumo e palavras chaves problemas informacionais enfrentados pelas
organizações. Consideramos que tal aspecto deve ser examinado porque se
comparado como áreas como Educação e Ciências Médicas, há de fato menos
relatos de experiência e tal produção científica é importante para processos
formativos em desenvolvimento. Contudo, os alunos procederam o exame da
literatura e confrontando com os pontos chaves previamente elencadas
apresentaram algumas hipóteses os problemas identificados. Por fim, propuseram
produtos e serviços que pudessem solucionar tais problemas ou ao menos mitigálos. Tal exercício prático pode acionar competências relacionadas a conteúdos
conceituais, procedimentais e atitudinais dos discentes.
Outro exemplo refere-se a aprendizagem baseada em times. Neste contexto
dividimos em 06 grupos os discentes propuseram um plano de gestão da
informação segundo as 06 etapas (Identificação das necessidades de informação,
Aquisição de informação, Organização e armazenamento de informação,
Desenvolvimento de produtos e serviços de informação, Distribuição da informação
e Uso da informação) do modelo denominado Monitoramento Informacional de
autoria de Chun Wei Choo (1998).
Resultados da experiência

Identificamos a eficácia dos métodos adotados e verificou que estes permitiram
um melhor aproveitamento da disciplina e alcance dos objetivos propostos no
programa da disciplina.
No primeiro semestre a taxa de reprovação do curso ficou em 6,25% e no
segundo semestre quando se intensificou a utilização das MAA ficou em 0.95%.
A taxa de não atendimento as tarefas solicitadas no primeiro semestre foram de
12,5% e no segundo semestre foi de 8,5%. A taxa de frequência do primeiro período
foi de 63,5% e no segundo semestre foi de 83%.
Como muitas atividades envolviam participação coletiva foi verificado menor
ocorrência de atrasos e saída antecipada.
Os quizzes tiveram adesão de 85% dos discentes e os feedbacks de uso para
sedimentação do processo de aprendizagem foram positivos.
Como resultado indireto do uso de metodologias de aprendizagem ativa
destacamos que estas propiciaram o alargamento da concepção dos discentes
acerca da atuação do bibliotecário para além da biblioteca. Ou seja, estes
verificaram que poderiam utilizar-se de suas competências desenvolvidas ao longo

�da graduação para resolver problemas em distintos ambientes informacionais e
variados escopos.
Outra importante contribuição do uso destas metodologias foi a criação de um
programa de acompanhamento discente com maior ênfase em resolução de
problemas de aprendizagem. Como ocorriam diversificadas atividades e processos
avaliativos foi possível identificar com maior precisão a existência de dois grandes
grupos. O primeiro com discentes mais autoconfiantes e independentes, cujos
desafios eram assumidos como elementos que os ajudavam no auto aprendizado.
Este grupo costumava competir pelo número de acertos nos jogos, tomavam
decisões nos planejamentos das atividades. Por outro lado, há os alunos mais
tímidos e que precisam de maiores orientações. Desta forma, correções podem ser
desenvolvidas e o processo de ensino aprendizagem torna-se mais eficiente.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta experiência de utilização das metodologias ativas mostrou como que estas
podem ser inteiramente aplicáveis no ensino de Biblioteconomia. São recursos,
estratégias e métodos que melhoram a satisfação e motivação dos estudantes e
consequentemente seu desempenho acadêmico, bem como, permitem uma maior
articulação entre teoria e prática. Em outras palavras, orienta-se uma formação
integral.
Utilizar metodologias de aprendizagem ativa representa uma inovação no
ensino de Biblioteconomia e romper com as aulas expositivas é um grande desafio
para professores e alunos. Neste sentido, entendemos que a participação da
monitora foi fundamental para propiciar esta experimentação pois contribuiu no
engajamento dos discentes para participação nas atividades.
Sugere-se que novas experiências de utilização de metodologia sejam
aplicadas em outras disciplinas no âmbito da Biblioteconomia e amplie-se o debate
destes usos nas produções científicas da área.
REFERÊNCIAS
BERBEL, N. A. N. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de
estudantes. Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, jan./jun. 2011
MÓRAN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. [São Paulo]: Proex,
2015. (Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e
Cidadania: aproximações jovens, 2).
ROSA JUNIOR, Luiz Carlos. Metodologias ativas de aprendizagem para a Educação a
Distância: uma análise didática para dinamizar sua aplicabilidade. 2015. 97 f. Dissertação
(Mestrado em Tecnologia da Inteligência e Design Digital) – Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, PUC / SP, São Paulo, 2015.
ZARIFIAN, P. O modelo da competência: trajetória histórica, desafios atuais e
propostas. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2003.

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                <text>Descreve a experiência de aplicação de metodologias de aprendizagem ativas no âmbito doensino da disciplina Gestão Estratégica da Informação e do Conhecimento. Foram utilizadas as estratégias de sala de aula invertida, gamificação, aprendizagem baseada em equipes, aprendizagem baseada em problemas entre outras. O Google Classroom foi utilizado como ambiente virtual de aprendizado para comunicação entre a docente, discentes e a monitora e neste foram incluídos os planos de aula, material instrucional, lista de exercícios, quizzes e bibliografia complementar. Conclui-se que as metodologias contribuíram para a melhoria do processo de ensino aprendizagem, melhor aproveitamento da disciplina, correção de processos pedagógicos e dificuldades de aprendizagem e em síntese alcance dos objetivos propostos no programa da disciplina.</text>
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                    <text>Leitura: instrumento tangível para e na educação de crianças e
adolescentes infratores: a Biblioteca Pública municipal Érico
Veríssimo, Rio Grande, RS é o cenário que oferece a ação.

Claudio Renato MORAES DA SILVA (FURG) - claudiusrenato@gmail.com
Barbara Cristiane Lucas Torma (Furg) - babytorma@hotmail.com
Resumo:
O artigo é resultado de pesquisa realizada em 2016 e visa apresentar a importância da
biblioteca pública e suas práticas para com a comunidade no processo de ressocialização de
crianças e adolescentes infratores, com base em estudo feito na Biblioteca Pública Municipal
Érico Veríssimo, no município de Rio Grande, RS - Brasil. Objetivou-se acompanhar, assistir,
perceber e representar as interferências ocorridas com essas crianças e adolescentes pela
ação de mediação pela educação, papel desenvolvido pela bibliotecária e pela biblioteca. A
metodologia utilizada se pautou na revisão teórica e o resultado obtido foi satisfatório,
colocando a biblioteca pública como mais um instrumento no caminhar da readequação destas
crianças e adolescentes.
Palavras-chave: Crianças e adolescentes infratores. Biblioteca Pública. Ressocialização pela
Leitura.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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Leitura: instrumento tangível para e na educação de crianças e
adolescentes infratores na Biblioteca Pública municipal Érico
Veríssimo, Rio Grande, RS.
SILVA, C.R.M, 1
TORMA, Bárbara Cristiane Lucas,.M .
RESUMO:
O artigo é resultado de pesquisa realizada em 2016 e visa apresentar a importância da
biblioteca pública e suas práticas para com a comunidade no processo de ressocialização
de crianças e adolescentes infratores, com base em estudo feito na Biblioteca Pública
Municipal Érico Veríssimo, no município de Rio Grande, RS - Brasil. Objetivou-se
acompanhar, assistir, perceber e representar as interferências ocorridas com essas crianças
e adolescentes pela ação de mediação pela educação, papel desenvolvido pela bibliotecária
e pela biblioteca. A metodologia utilizada se pautou na revisão teórica e o resultado obtido
foi satisfatório, colocando a biblioteca pública como mais um instrumento no caminhar da
readequação destas crianças e adolescentes.

PALAVRAS-CHAVE:

Crianças
Ressocialização pela Leitura.

e

adolescentes

infratores.

Biblioteca

Pública.

INTRODUÇÃO
A Biblioteca Pública é um espaço que oferece acervo bibliográfico de
assuntos múltiplos, com acesso aberto, disponibilizando o conhecimento e as fontes
de informação para as comunidades em geral. Assim sendo, as bibliotecas públicas
contribuem como objetos educacionais e sociais, como por exemplo, Projetos de a
Hora do Conto, Projetos de Música, de Teatro, de Dança, de Dramatizações, de
Desenhos, de Informações de utilidade pública para a comunidade, também
atividades inclusivas de integração e de caráter socioeducativas, entre outros
projetos e programas, de leituras e de natureza social.
E nessa imparcialidade encontram-se algumas crianças que cumprem
penalização punitiva, a partir de atividades, na Biblioteca Pública Municipal Érico
Veríssimo, na cidade do Rio Grande, RS - Brasil. No caminho da pesquisa observouse a Biblioteca Pública como lugar social, e também punitivo, muito afetivo e lugar
para ações socioeducativas afirmativas, para meninas e meninos infratores.
Todas as atividades propostas por projetos com medidas socioeducativas
para os menores infratores inicia-se no Centro de Referência Especializado de
Assistência Social – CREAS. oferece serviços como Serviço de Enfrentamento á
violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, Serviço de
Orientação e apoio Especializado á Indivíduos e Famílias com seus direitos
Violados, Serviço de Orientação e Acompanhamento a Adolescente em
Cumprimento de Medidas Socioeducativa de Liberdade Assistida e de Prestação de
Serviço a Comunidade. Nesse serviço um educador do CREAS encaminha o menor
acompanhado de um responsável que recebe um guia de encaminhamento para
execução de medida socioeducativa, no caso prestação de serviço à comunidade, a
carga horaria é de 4 horas e o tempo do cumprimento da prestação do serviço é de
3 meses podendo ser prorrogado. Logo em seguida é realizado um plano de
atendimento o Plano Individual de Atendimento - PIA inserido na lei do Sistema
Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE Lei n. 12594, de 18 de janeiro
de 2012, capítulo lV, e através desse plano, esses profissionais analisam toda a
trajetória do adolescente e o histórico do familiar.

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REVISÃO DA LITERATURA
Bibliotecas Públicas
Aqui cabe enfatizar o Manifesto da UNESCO (1994)
“proporciona acesso ao conhecimento, á informação, á educação
permanente e as obras da imaginação por meio de uma variedade de
recursos e serviços colocados à disposição de modo igualitário, a
todos os membros da comunidade, independentemente de raça,
nacionalidade, idade, gênero, religião, língua, dificuldade física,
condição econômica, social e nível de escolaridade. (IFLA/UNESCO,
1994, p. 42-43).

Pode-se afirmar, com base na literatura e pelas experiências vividas em
projetos, programas, visitas e orientação de estágios junto as bibliotecas públicas na
cidade do Rio Grande, RS, que também tem papel de democratizar e estimular a
cultura na sociedade, um lugar onde os cidadãos socializando saberes e trocas de
experiências constituem ou fortalecem a formação de cidadania e sociedade.
De acordo com Craidy e Gonçalves (2005) “elas convergem para três aspectos
positivos contidos na medida socioeducativa”:
-se aceito e respeitado; estabelecer relações pessoais
positivas.
– “Aqui me senti aceito, ninguém me discriminou”;
conhecer um ambiente organizado.
– “Aprendi o que é um ambiente de trabalho, a ter horário e a ser
organizado”,
vida.
– “Antes eu não conseguia enxergar um futuro para mim”.

De acordo com as autoras Craidy; Gonçalves (2005) em síntese, a pedagogia
tem como princípios: a valorização do educando que se dá quando ele se sente
produtivo, útil, aceito, exigido, integrado num ambiente organizado onde as regras
são claras, tem acesso a novos conhecimentos e encontra uma perspectiva de vida.
Charlot (2000) diz “nascer, aprender é entrar em um conjunto de relações e
processos que constituem um sistema de sentido, onde se diz quem eu sou, quem é
o mundo, quem são os outros”.
As medidas socioeducativas foram regulamentadas com a Lei12594/2012,
que criou o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - SINASE, o qual
destaca em seu § 2ºdo art. 1º os objetivos de aplicação dessas medidas:
§ 2º Entendem-se por medidas socioeducativas as previstas no art.
112 da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do
Adolescente, as quais têm por objetivos:
I - a responsabilização do adolescente quanto às consequências
lesivas do ato infracional, sempre que possível incentivando a sua
reparação;
II - a integração social do adolescente e a garantia de seus direitos
individuais e sociais, por meio do cumprimento de seu plano individual
de atendimento; e
III - a desaprovação da conduta infracional, efetivando as disposições
da sentença como parâmetro máximo de privação de liberdade ou
restrição de direitos, observados os limites previstos em lei. (BRASIL.
LEI 12594, 2012, p. 20.).

Particularmente, na cidade do Rio Grande, RS, a Biblioteca Érico Veríssimo

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desempenha importante papel social e de recuperação das relações de convivência
entre meninas e meninos em idade escolar, da comunidade do Bairro Hidráulica,
assistidos pela Biblioteca. Destaca-se nessa pesquisa o Projeto de Inclusão Social
através da Leitura com as crianças do Centro de Referência de Assistência Social CRAS Hidráulica Dra. Lúcia Nader onde a bibliotecária recebe crianças de 7 a 11
anos e adolescentes de 12 a 18 anos incompletos que de acordo com o CREAS e o
PIA de cada criança ou adolescente a prestação de serviço à comunidade, a carga
horaria é de 4 horas e o tempo do cumprimento da prestação do serviço é de 3
meses podendo ser prorrogado. Também destaca-se o Projeto de Inclusão Social
através da Leitura com Adolescentes em Cumprimento de Medidas Socioeducativas
de Prestação de Serviços à comunidade do Centro de Referência de Assistência
Social - CRAS Bairro Cidade de Águeda, que ocorre no bairro de mesmo nome. De
acordo com a bibliotecária da Biblioteca Érico Veríssimo, a comunidade do bairro
Hidráulica (mães, pais e responsáveis) considera essas ações de extrema
importância para a sociedade; ainda destacou que alguns responsáveis por menores
infratores ou por menores em vulnerabilidade relatam que depois que começaram
esses projetos sentiu diferença nas relações de convívio em casa. Identificaram-se
algumas classificações para esses menores infratores e para as infrações, como por
exemplo, os usuários de drogas, roubos e furtos, direção sem carteira de habilitação.
As atividades compreendidas no projeto da Biblioteca Érico Veríssimo, sob a
coordenação e orientação da bibliotecária está a manutenção da biblioteca, como
varrer, tirar o pó dos livros e ajudar no que for necessário e possível dentro das
limitações de cada um.
Para compreender como surgiram as medidas socioeducativas é necessário
comentar sobre o ato infracional que é resultado de vários fatores e está previsto na
lei como crime descrita ou contravenção penal no Artigo 103 do Estatuto da Criança
e do Adolescente – ECA Lei Federal Nº 8.069/1990.
Na pratica o ato infracional e a aplicação das medidas socioeducativas é
indispensável e muitos jovens menores de dezoitos anos são protegidos e
intocáveis, artigo 18 do Código Penal Brasileiro Decreto Lei No 2.848, de 7 de
Dezembro de 1940, pois é visto que essas medidas são para educar e ensinar
regras.
METODOLOGIA
A abordagem que se mostrou adequada para a pesquisa realizada neste
trabalho é a qualitativa, pois não preocupa com representatividade numérica, mas
com a compreensão de um grupo social ou organização, além disso, o pesquisador
não pode interferir julgar e nem permitir que seus preconceitos e crenças
prejudiquem a pesquisa em si. Os pesquisadores que adotam os métodos
qualitativos buscam explicar o porquê das coisas (motivo), e preocupam-se com a
realidade que o cerca, focando na compreensão e explicação das relações sociais.
Segundo Minayo (2001),
A pesquisa qualitativa com uma serie de significados, motivos,
crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais
profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não
podem ser reduzidos a operacionalização de variáveis. (MINAYO,
2001, p.14)

Segundo Lakatos e Marconi (2003),
“a pesquisa é um procedimento formal, com método de pensamento
reflexivo, que requer tratamento cientifico que leva a conhecer a
realidade ou para descobrir verdades parciais e ainda tem como
finalidade de descobrir respostas para questões por meio de métodos
científicos [...]”. (LAKATOS; MARCONI, 2003, p.21).

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Seguindo a orientação da literatura, para a construção do instrumento, para a
coleta de dados informacionais, utilizou-se o questionário, constituído por 25
perguntas que foram respondidas por escrito pela bibliotecária da Biblioteca Érico
Veríssimo, sem a presença do pesquisador. Pelo fato do público ser menores e
considerados em estado de vulnerabilidade pela justiça, não obtivemos autorização
para ouvir as crianças. No entanto, conversas de caráter informal com as crianças e
adolescentes, mediada pela bibliotecária e com a autorização da assistente social
presente possibilitou conhecer alguns participantes do projeto na biblioteca.
ANALISE DOS DADOS INFORMACIONAIS
Observou-se pelo questionário aplicado a bibliotecária, os aspectos gerais
sobre o projeto, em que consiste, o público alvo atingido, o desenvolvimento do
projeto – metodologia das atividades, período, aspectos positivos e negativos do
projeto, aqui representa-se esses aspectos pelas questões de 08 a 20, para melhor
elucidar a análise dos dados.
Questões:
8) Como iniciou o projeto com esses menores infratores? Numa solicitação do
assistente social José Daniel em 2011.
9) Em que consiste o projeto? Inclusão social através da leitura com os
adolescentes em medida sócio educativa - MSE, destacando valores, respeito
e dignidade do ser humano e para com o outro ser humano.
10) Os menores costumam vir acompanhados e assistidos por um assistente social,
ou por um responsável da família? Na apresentação o adolescente vem
acompanhado do responsável onde explanamos quais seus deveres.
Mensalmente há reuniões juntos aos psicólogos e assistentes sociais para
avaliação da evolução/retrocesso do adolescente.
11) No início você enfrentou resistência por partes deles? Sim, esses
adolescentes não têm como rotina a leitura torna-se para eles uma pena difícil
de ser cumprida.
12) Quais os dias e horários são destinados a eles? De segunda a sexta-feira das
8h às 12 h. Geralmente atendemos em torno de 04 menores por semana, 01 dia
da semana para cada adolescente.
13) Qual a obra literária escolhida para trabalhar com eles? E por que a escolha
desses livros? No primeiro momento trabalhamos com o Pequeno Príncipe e o
Retorno do Jovem Príncipe. Para eles terem a noção e consciência de que
somos responsáveis por nossos atos e que toda a ação tem uma reação.
14) Além da Hora do conto, (Leitura) quais as tarefas são destinadas a eles como
medida socioeducativa? A manutenção da biblioteca, como varrer, tirar o pó dos
livros e ajudar no que for necessário e possível dentro das limitações de cada
um. E para os que estão estudando podem estudar para provas ou fazer
trabalhos escolares.
15) Houve alguma desistência durante a medida socioeducativa? Sim, sempre há,
mas a busca é feita pelo pessoal capacitado do CREAS.
16) Quais os aspectos positivos durante o projeto em relação a eles? Alguns
aproveitam a oportunidade e tomam gosto pela leitura e melhoram na escola e
na vida colocando em prática os valores aprendidos durante o projeto.
17) Quais os aspectos negativos? Negativos a desistência.
18) Quais os perfis dessas crianças ao frequentarem a biblioteca? Geralmente são
de família com problemas estruturais (pais separados, pais presos, ou pais
envolvidos com drogas)
19) Quais os tipos de delitos praticados por esses menores ao ser incluído ao
projeto? Roubos, brigas, assaltos e drogas.
20) Como é feito avaliação, e quais os critérios são avaliados no termino do projeto
medida socioeducativo? Questionário, onde são avaliados quanto ao

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cumprimento de horário, relacionamento, tarefas e progresso dos mesmos.
Uma preocupação identificada pela bibliotecária é a desistência de alguns que
não ficam até o termino, embora isso venha acarretar complicações legais para os
menores infratores e com os seus responsáveis. Na visão e na percepção da
bibliotecária, o projeto tem obtido muito sucesso na recuperação dessas crianças, a
convivências com essa comunidade, ora infratora – meninas, meninos,
adolescentes, têm se demonstrado “bem mais ajustados a cumprir regras e
comportamentos dentro da biblioteca e também nos recreios, nas brincadeiras no
pátio da escola”.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas públicas vêm assumindo e desempenhando papéis importantes
na inclusão social da comunidade em geral, e divorciando-se de uma visão antiga e
distorcida que via e compreendia a biblioteca como deposito de livros, cheios de
poeiras, quase sem respiração; longe de ter e ser de acesso livre para a sociedade,
elas ainda estão tentando manter as portas abertas, proporcionando acesso, isso de
acordo com os seus acervos, produtos e serviços, que concorrem com as
tecnologias. Essas ações e esse exercício contínuo de revitalizar valores e despertar
saberes e hábitos de leitura mesclam-se nas missões das bibliotecas públicas
apresentadas pela UNESCO (1994). A Biblioteca Pública Municipal Érico Verissimo,
da cidade do Rio Grande, RS elabora projetos de leitura e de inclusão social em
fluxo contínuo, e atende orientação e parcerias com o poder judiciário, pois oferta
para crianças e adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa ou em
conflitos com a lei, ações de mediação pela leitura, pelo envolvimento com a
biblioteca.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ADOLESCENTES cumprem medidas socioeducativas em bibliotecas
municipais. São Paulo:
Olhar
direto,
2009.
Disponível
em:
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=4363. Acesso em: 17 ago. 2016.
BRASIL. DECRETO LEI 2.848, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1940. Código Penal.
Disponível em:
&lt;http://www.imprensanacional.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?ld=LEI%209887&gt;.
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1990. 3.ed. Niterói, RJ: Impetus, 2012. p. 674-689.
CHARLOT, B. Relação com o saber e com a escola entre estudantes de periferia.
Cadernos de Pesquisa, n. 97, p. 47-63, maio 1996.
CHARLOT. B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre:
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CRAIDY, Carmem Maria; GONÇALVES, Liana Lemos. Medidas Socioeducativas:
da repressão à educação; a experiência do Programa de Prestação de Serviços à
Comunidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora
da UFRGS, 2005. 173p.
IFLA/UNESCO. Manifesto da UNESCO: diretrizes para Bibliotecas Públicas 1994.
Antônio Agenor Briquet de Lemos (trad.). São Paulo: Briquet de Lemos, 2012. 164p.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de
metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
MINAYO, M.C.S. (Org). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis
vozes, 2001, p.07-14.

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                <text>O artigo é resultado de pesquisa realizada em 2016 e visa apresentar a importância da biblioteca pública e suas práticas para com a comunidade no processo de ressocialização de crianças e adolescentes infratores, com base em estudo feito na Biblioteca Pública Municipal Érico Veríssimo, no município de Rio Grande, RS - Brasil. Objetivou-se acompanhar, assistir, perceber e representar as interferências ocorridas com essas crianças e adolescentes pela ação de mediação pela educação, papel desenvolvido pela bibliotecária e pela biblioteca. A metodologia utilizada se pautou na revisão teórica e o resultado obtido foi satisfatório, colocando a biblioteca pública como mais um instrumento no caminhar da readequação destas crianças e adolescentes.</text>
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                    <text>Iniciativas na Gestão Pública: competência em informação de
bibliotecários da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luciana Ferreira Machado (UFRJ) - machado.lucianaf@gmail.com
Cássia Costa Rocha Daniel de Deus (UFRJ) - cassiacdeus@gmail.com
Zoraide Dantas Ribeiro Freitas (UFRJ) - zoraide.zd@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho aborda, sob a perspectiva da competência em informação, a participação
efetiva de Bibliotecários, técnicos administrativos em educação, da Universidade Federal do
Rio de Janeiro, no desenvolvimento do Programa de Admissão de novos servidores, por meio
de concurso público. Contextualiza o ambiente universitário como produtor do conhecimento e
a importância dos técnicos administrativos em educação nessa dinâmica, em consonância com
a busca da melhoria contínua na gestão pública. Ressalta que o Programa de Admissão foi
concebido em 2018, e tem por intenção promover a adaptação dos servidores
recém-concursados, no ambiente de excelência do ensino. Descreve a experiência do
acolhimento, desde a concepção, pautados em autores no contexto da competência
informacional. Aponta para o produto da experiência: a elaboração de uma cartilha com a
apresentação da estrutura administrativa da Universidade, com as principais fontes de
informação inerentes a sistemática do funcionamento institucional, que auxiliam a prática
laboral dos servidores. O método para organização da cartilha e a dinâmica de sua concepção
são evidenciados, com objetivo de nortear e incentivar iniciativas semelhantes. Destaca como
o Bibliotecário, sob a perspectiva da competência em informação, pode ampliar o seu raio de
atuação na Universidade, por meio da colaboração com as instâncias superiores.
Palavras-chave: Bibliotecário; Competência em Informação; Programa de Acolhimento;
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�INTRODUÇÃO
A Universidade pública é campo fértil para a produção do conhecimento com a
participação efetiva de docentes, no nível de graduação e pós-graduação, com o
objetivo de formação profissional de cidadãos. É o local onde as atividades
acadêmicas e administrativas convivem numa dinâmica em que os técnicos
administrativos em educação (TAEs) tem a oportunidade de atuar para o
crescimento institucional. No ambiente de formação de cientistas e profissionais
altamente capacitados para contribuir com a sociedade de modo eficiente, as
atividades dos TAEs, no apoio ao processo de busca da excelência em ensino,
pesquisa e extensão, são fundamentais e necessárias. É no ambiente de produção
do conhecimento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que
profissionais TAEs engajados com a busca da melhoria contínua na gestão pública,
no ambiente universitário, conceberam, no ano de 2018, um Programa de Admissão
de novos servidores TAEs e docentes, ingressos por concurso público. A intenção é
busca continua de capacitação dos atores na tríade ensino-pesquisa- extensão.
O presente trabalho visa relatar a participação efetiva de Bibliotecários, TAEs da
UFRJ, no desenvolvimento do Programa de Admissão, sobretudo no que tange a
elaboração de uma cartilha com a apresentação da estrutura administrativa da
Universidade, as principais fontes de informação inerentes a sistemática do
funcionamento institucional, que auxiliam a prática laboral dos servidores. O método
para organização da cartilha e a dinâmica de sua concepção serão evidenciados,
com objetivo de nortear e incentivar iniciativas semelhantes. Além de destacar, como
o Bibliotecário, sob a perspectiva da competência em informação, pode ampliar o
seu raio de atuação na Universidade, por meio da colaboração com as instâncias
superiores da instituição.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
A UFRJ, segundo Pimentel (2018), possui em torno de 9.800 servidores técnicoadministrativos e 4.200 docentes, e vem constantemente admitindo servidores
docentes e técnicos administrativos devido a grande renovação de seu quadro
funcional por aposentadorias, principalmente. A rotatividade se acentua
principalmente no cargo de assistente em administração, e as centenas de
servidores admitidos impõe a necessidade de adaptação ao ambiente de qualidade
da UFRJ, e como órgão público federal, observando suas as especificidades.
Para promover a adaptação dos servidores recém-concursados, o Programa de
Admissão foi concebido em 2018, fruto da parceria dos servidores da Pró-Reitora de
Pessoal (PR4), com os Arquivistas, Bibliotecários, Historiadores e outor profissionais
da UFRJ. O Programa consiste em palestras ministradas por TAEs sobre a história,
a organização e as funções da UFRJ, bem como a apresentação de fontes de
informação relevantes para o exercício profissional. A programação abrange quatro

�dias, sendo o último a posse, com a presença do magnífico Reitor e Pró-Reitores. As
palestras tem duração de no máximo 50 minutos, e geralmente, ocorrem no horário
de 09:00h às 17:00h, nos auditórios dos centros acadêmicos. A PR4 tem a
responsabilidade de organizar o programa de Admissão, cuja oferta é sazonal, uma
vez que depende da demanda e trâmites dos concursos. Desde sua concepção até
o momento de submissão do presente relato ocorreram sete edições.
O envolvimento no Programa aconteceu mediante ao convite do Agnaldo Fernandes
(Pró-Reitor de Pessoal da PR4), que assistiu as apresentações dos Bibliotecários no
V Seminário de Integração dos Técnicos Administrativos em Educação (SINTAE).
Os trabalhos divulgavam os cursos e as iniciativas de capacitação tanto de discentes
quanto de docentes, em relação às fontes de pesquisa, gerenciadores de
referências e propriedade intelectual. Vale ressaltar que o escopo dos trabalhos do
evento estava atrelado a competência em informação.
“Área de estudos e de práticas que trata das habilidades acerca do
uso da informação em relação à sua busca, localização, avaliação, e
divulgação, integrando a utilização de novas tecnologias e a
capacidade de resolução de problemas de informação.”
(HATSCHBACH, 2002, p. 95).

Na compilação do conteúdo e elaboração da cartilha: Informações e Orientações
aos Servidores Recém-Admitidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro, os
profissionais da informação consideraram os princípios da Competência em
Informação abordados por Dudziak (2003), com ênfase para conhecimento do
universo de informação institucional e de pesquisa, a fim torná-los capazes de
identificar e manusear fontes potenciais de informação, de forma efetiva e eficaz.
Assim, a primeira etapa consistiu em mapear quais seriam as informações básicas
sobre a instituição que o servidor recém-concursado deveria saber,
consequentemente, indicar as fontes correspondentes.
A metodologia aplicada para o desenvolvimento da cartilha fundamentou-se no
plano de ação 5W2H, o 5W corresponde a What (o que), When (quando), Where
(onde), Why (porque) e Who (quem), por sua vez o 2H a How (como) e How much
(quanto custa). De acordo com Berhr, Moro e Estabel (2008) é uma ferramenta
aplicada principalmente na organização de planos de ação estratégicos, que
“consiste em uma maneira de estruturarmos pensamento de uma forma bem
organizada e materializada antes de implantarmos alguma solução no negócio”
(BEHR, MORO, ESTABEL, 2008, p. 39). A ferramenta 5W2H norteou a identificação
das informações pertinentes a cada assunto da cartilha. Por exemplo, o Sindicato
dos Trabalhadores em Educação da UFRJ, em sua descrição utilizou o que é (what),
quais as atividades (how), importância (why), onde fica (where) e associação (how
much). Deve-se ressaltar que os campos estão implícitos no texto da cartilha.
Verifica-se que no exemplo mencionado não se utilizou o campo When (quando) e
Who (quem). É importante esclarecer que as estratégias de como seria aplicada a
ferramenta 5W2H e sobre a estrutura da apresentação dos resultados foram

�estabelecidas por brainstorm, para se chegar a um ponto comum entre os seis
bibliotecários e dois arquivistas, tendo como cerne o planejamento e o mapeamento
das atividades dos profissionais alvos. O resultado obtido foi uma de cartilha, sob
forma de perguntas e respostas, disponível em meio físico e eletrônico, apresentada
no Curso de Admissão Institucional, por profissionais da Informação atuantes na
Instituição. A cartilha se configura como um instrumento de consulta dos servidores
quanto à estrutura da Universidade, documentos institucionais, informações
funcionais básicas (formulários, plano de carreira, entre outras), ferramentas e fontes
de pesquisa.
Sob a inserção dos Bibliotecários no Programa de Admissão, inferem-se três
questões relevantes. A primeira está relacionada à divulgação das práticas de
competência em informação por meio de participação em eventos da instituição, o
marketing profissional é necessário e benéfico, a oportunidade de participar do
Programa de Admissão surgiu a partir das apresentações no V SINTAE. Por outro
lado, o profissional da informação precisa estar apto a atender o aumento da
demanda de informações, que é consequência da segunda questão, a ampliação do
raio de ação. No caso do projeto, o Programa possibilitou os bibliotecários atingirem
um público pouco contemplado em suas iniciativas de capacitação: os técnicos
administrativos de todos os órgãos da instituição. A última questão está vinculada
ao reconhecimento, por parte dos demais servidores, do compromisso dos
profissionais de informação com a gestão e qualidade dos serviços prestados, que é
tão importante e significativo quanto os profissionais ligados à administração direta
da universidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O reconhecimento do trabalho e a importância da cartilha foram mencionados pelos
servidores ingressantes no formulário de avaliação da ambientação, assim como
expresso oralmente ao término das apresentações. Ressalta-se que a estrutura da
cartilha tem caráter dinâmico, permitindo sua atualização e inclusão de informações
sugeridas pela Pró-Reitoria de Pessoal da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A participação no Programa de Admissão evidenciou a capacidade do Bibliotecário
em exercer o papel de educador, segundo Dudziak (2001), essa competência
suscita sua responsabilidade social na capacitação sobre o uso das fontes de
informação, não apenas no universo correspondente a Biblioteca, como também no
macro, ou seja, o universo ao qual pertence. No caso do relato de experiência o
macro explorado foi a Universidade Federal do Rio de Janeiro, e das demais
bibliotecas são as empresas, o estado, a cidade, entre outros. Enfim percebe-se a
necessidade de ampliar os horizontes, pois onde há informação, o Bibliotecário deve
atuar em sua organização e difusão.

�Entre outros desdobramentos do Programa de Admissão, destaca-se a participação
dos Bibliotecários como avaliadores e mediadores no VI SINTAE, assim como o
convite para elaboração de um Curso de Capacitação certificado pela PR4 sobre
Fontes de Informação para os Servidores.
REFERÊNCIAS
BEHR, A.; MORO, E. L. S.; ESTABEL, L. B. Gestão da biblioteca escolar: metodologias,
enfoques e aplicação de ferramentas de gestão e serviços de biblioteca. Ciência da
Informação, Brasília, v. 37, n. 2, p. 32-42, maio/ago. 2008.
DEUS, Cássia C. R. D. et al. Informações e Orientações aos Servidores RecémAdmitidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cartilha Orientadora. Rio de
Janeiro: SINTUFRJ. 2018. 51f.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. A Information Literacy e o papel educacional das
bibliotecas. São Paulo, 2001. Dissertação (Mestrado) – Escola de Comunicação e Artes da
Universidade de São Paulo. São Paulo, 2001. Disponível em: &lt;
http://www.teses.usp.br/download.php/teses/disponiveis/27/27143/tde-30112004-151029&gt; .
Acesso em: 18 mar. 2019.
DUDZIAK, E. A. Information literacy: princípios, filosofia e prática. Ciência da Informação,
Brasília, v.32, n.1, p. 23-35, jan./abr.2003.
HATSCHBACH, Maria Helena de Lima. Information literacy: aspectos conceituais e
iniciativas em ambiente digital para o estudante de nível superior. 2002. 108f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Comunicação, Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2002.
PIMENTEL, Fernando Guimarães; SIMAS, Karla; BARROS, Rejane. Programa de
Admissão de novos servidores da UFRJ: experiências e projetos futuros. Cadernos de
resumos do SINTAE. 2018.

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                <text>Cássia Costa Rocha Daniel de Deus</text>
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                <text>Zoraide Dantas Ribeiro Freitas</text>
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                <text>O presente trabalho aborda, sob a perspectiva da competência em informação, a participação efetiva de Bibliotecários, técnicos administrativos em educação, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no desenvolvimento do Programa de Admissão de novos servidores, por meio de concurso público. Contextualiza o ambiente universitário como produtor do conhecimento e a importância dos técnicos administrativos em educação nessa dinâmica, em consonância com a busca da melhoria contínua na gestão pública. Ressalta que o Programa de Admissão foi concebido em 2018, e tem por intenção promover a adaptação dos servidores recém-concursados, no ambiente de excelência do ensino. Descreve a experiência do acolhimento, desde a concepção, pautados em autores no contexto da competência informacional. Aponta para o produto da experiência: a elaboração de uma cartilha com a apresentação da estrutura administrativa da Universidade, com as principais fontes de informação inerentes a sistemática do funcionamento institucional, que auxiliam a prática laboral dos servidores. O método para organização da cartilha e a dinâmica de sua concepção são evidenciados, com objetivo de nortear e incentivar iniciativas semelhantes. Destaca como o Bibliotecário, sob a perspectiva da competência em informação, pode ampliar o seu raio de atuação na Universidade, por meio da colaboração com as instâncias superiores.</text>
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                    <text>Impressões reveladas: o trabalho de editoração do serviço BU
Publicações

Andréa Figueiredo Leão Grants (UFSC) - andrea.grants@ufsc.br
Roberta Moraes Bem (UFSC) - roberta.bem@ufsc.br
Resumo:
Apresenta o relato de experiência da criação do livro “A construção de saberes: protagonismo
compartilhado em serviços e inovações na Biblioteca Universitária da UFSC”. Trata-se de um
livro técnico-científico desenvolvido a partir das atividades propostas pelo serviço oferecido
pela Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC)
denominado BU Publicações. O trabalho demonstra todos os procedimentos que envolvem o
processo de editoração de um livro, desde o planejamento, a revisão ortográfica e gramatical,
a normalização, a diagramação, a impressão e a divulgação da obra.
Palavras-chave: Editoração. Livro técnico-científico. Biblioteca Universitária
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
O trabalho consiste na apresentação do relato de experiência sobre o
processo de publicação do livro “A construção de saberes: protagonismo
compartilhado em serviços e inovações na Biblioteca Universitária da UFSC”.
Trata-se de um livro técnico-científico desenvolvido a partir das atividades
propostas pelo serviço denominado BU Publicações, oferecido pela Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). O BU
Publicações se propõe a dar visibilidade, por meio da publicação de livros
impressos e/ou eletrônicos, ao trabalho intelectual dos servidores, à memória e
aos projetos e eventos promovidos e realizados pela BU, ou em parceria com
outros setores da UFSC. Este serviço tem como objetivo principal ser um canal
que disponibiliza à comunidade interna e externa, obras resultantes dos projetos
e dos conhecimentos produzidos pelos servidores e demais profissionais
envolvidos nos processos, visando contribuir para o debate, o aprofundamento
e divulgação desses materiais bibliográficos. O serviço possui um Conselho
Editorial (CE), nomeado por meio de portaria do reitor, composto por servidores
da BU/UFSC e desde a sua criação já foram publicados oito títulos em formatos
impressos e/ou eletrônicos. No âmbito das bibliotecas universitárias, trata-se de
uma iniciativa inovadora por trazer à tona o trabalho desenvolvido por um grupo
de bibliotecários atentos ao mercado editorial no que diz respeito ao crescente
movimento de acesso aberto e autopublicação, estabelecendo, assim, um
espaço para o desenvolvimento das competências profissionais (habilidades e
atitudes) na produção da informação e de conhecimento. O serviço compreende
desde a seleção das obras a serem publicadas, conforme os critérios
estabelecidos nas diretrizes elaboradas pelo CE, o acompanhamento de todo o
fluxo editorial (revisão, diagramação, normalização etc.), a atribuição do prefixo

�editorial registrado na agência brasileira do International Standard Book Number
(ISBN), a assinatura do contrato de cessão de direitos de publicação e o termo
de consentimento livre e esclarecido (este último quando o projeto assim o
exigir), a disponibilização eletrônica ou distribuição dos exemplares impressos
(quando houver) e o lançamento da obra.
Relato de experiência
Dentre os livros impressos e os e-books produzidos pelo serviço de
editoração, destaca-se a mais recente publicação, o livro “A construção de
saberes: protagonismo compartilhado em serviços e inovações na Biblioteca
Universitária da UFSC”.
Figura 1 – Capa do livro

Fonte: Grants e Bem (2018).

Este livro, publicado em novembro 2018, nos formatos impresso e
eletrônico, possui 14 capítulos de 28 autores que abordam os diferentes serviços
e estudos realizados pela equipe da BU/UFSC, tais como: a atualização e
institucionalização do regimento da biblioteca, o modo como é aplicada a gestão

�do conhecimento no âmbito da BU, o mapeamento de processos, a revisão da
identidade visual, o serviço Bibliocentros, as estratégias de comunicação e
marketing, o suporte à pesquisa e a gestão de dados, o combate ao plágio e má
conduta em pesquisa, os aspectos relacionados ao combate à desinformação no
ambiente digital, as inovações na gestão do Portal de Periódicos, a avaliação do
Repositório Institucional, a organização e preservação da Coleção Especial de
Raridades Catarinenses, o Projeto Cinema Mundo, dentre outros.
O processo de concepção iniciou-se no ano de 2017, após reunião com a
direção da biblioteca e a definição da comissão editorial que acompanharia a
execução do cronograma de atividades.
Esse cronograma contemplava o envio de convites para publicação a
todos os servidores da biblioteca, com prazo para manifestação de interesse em
publicar e o envio da temática a ser desenvolvida, por meio dos títulos
provisórios.
Definido os temas que foram incorporados ao livro, estabeleceu-se um
prazo para o envio dos originais por parte dos autores. Esses textos foram lidos
pela comissão editorial e, quando assim requeridos, devolvidos aos autores para
que os mesmos fizessem ajustes no conteúdo. Após essa fase, os textos foram
encaminhados para a revisão ortográfica e gramatical em um fluxo contínuo,
conforme foram sendo devolvidos pelos autores após a revisão de conteúdo.
A parte de revisão ortográfica e gramatical exigiu certo grau de
organização, pois ocorreram envios e reenvios idas e vindas nos arquivos, o que
se chamou de primeira e segunda rodada dos textos. Na primeira rodada, os
textos foram enviados para o revisor e devolvidos por este com as alterações.
Os textos revisados foram encaminhados aos autores, que verificaram as
alterações e deram os devidos aceites nos arquivos. Quando a revisão requereu
que alguma parte do capítulo precisou ser reescrita, o autor ratificou o
requeridoreescreveu e o texto foi novamente enviado ao revisor para uma
segunda leitura, caracterizando a segunda rodada de textos.
Terminada a fase de verificações, os capítulos seguiram para a revisão
de normalização conforme Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nesta fase, o profissional padroniza as citações, referências, quadros, tabelas e
demais itens relacionados às normas de informação e documentação.

�Novamente os capítulos foram enviados aos autores para que fossem realizados
os ajustes ou inclusões de informações faltantes.
Passadas as fases de revisões foi definida a ordem no sumário e os textos
seguiram para a diagramação. O processo de diagramação envolveu a definição
do leiaute do livro como: cor e imagem da capa, fontes, espaçamentos, dentre
outros aspectos gráficos.
Paralelamente a essas atividades, outras ações foram realizadas, a saber:
orçamento e tratativas gráficas com a imprensa universitária para a impressão
do livro; a assinatura dos contratos de edição; e a solicitação do ISBN junto à
Agência Nacional do ISBN da Biblioteca Nacional (BN). Para o orçamento, levouse em consideração o tamanho do livro, o tipo de papel, quantidade de páginas
coloridas e o número de exemplares; os contratos, por sua vez, foram assinados
em duas vias, sendo uma via entregue aos autores e a outra arquivada na
BU/UFSC; sobre o ISBN solicitou-se tanto para a versão impressa como para a
versão eletrônica.
Sucedidos esses procedimentos foi realizada a primeira impressão do
livro, o que chamamos de “boneco”, para que uma nova leitura fosse
empreendida pelos membros da comissão editorial. Essa leitura foi fundamental,
antes da impressão final, para a verificação dos ajustes que necessitaram ser
realizados. No caso dessa obra, foram impressos mais de um boneco e
realizadas mais de uma leitura de revisão final.
Após todos os ajustes procedidos, o livro foi encaminhado para impressão
e para a posterior catalogação do e-book e versão impressa no sistema da
biblioteca, assim como a inclusão no Repositório Institucional1.
Todas essas ações culminaram no lançamento oficial do livro em 12 de
março de 2019, dia do bibliotecário, em evento realizado na BU/UFSC. Na
ocasião, os autores e demais colaboradores receberam exemplares do livro.
Considerações finais

1
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/192743/AConstrucaodeSaberes.pdf?seq
uence=3&amp;isAllowed=y

�A publicação de um livro que possui vários capítulos com diferentes
autores exige dos profissionais envolvidos muita organização e dedicação, pois
demanda um longo tempo de trabalho que compreende desde o planejamento
até o dia do lançamento. Isso ocorre especialmente em virtude dos capítulos
estarem inter-relacionados, sendo necessário o encadeamento dos textos.
Todas as ações descritas neste relato de experiência revelam o compromisso da
equipe do BU Publicações com a qualidade do material produzido, quer seja em
relação ao seu conteúdo ou a sua forma. Em relação ao conteúdo, primou-se por
apresentar textos que refletem o dinamismo e a articulação entre setores e
servidores da BU. Nos aspectos formais, buscou-se o rigor em relação à
padronização e normalização dos conteúdos, denotando o compromisso e
empenho em proporcionar aos leitores uma obra de credibilidade e com ampla
visibilidade.
Vale destacar que a repercussão da publicação da obra foi muito positiva.
A BU/UFSC, por meio do serviço BU Publicações foi contatada por diversas
instituições e professores com interesse na obra, destacando a relevante
contribuição para a área. Deste modo, os objetivos das organizadoras foram
atingidos:
contribuir para as instituições congêneres e para a pesquisa, realçando
que a atividade profissional precisa de forte aporte acadêmico para
que, além de bons serviços, contribua para o desenvolvimento da
ciência, associando-se ao cerne de uma instituição de ensino
(GRANTS; BEM, 2018, contracapa).

Referências
GRANTS, Andréa Figueiredo Leão; BEM, Roberta Moraes de (Org.). A
construção de saberes: protagonismo compartilhado em serviços e inovações
na Biblioteca Universitária da UFSC . Florianópolis: Biblioteca Universitária
Publicações, 2018. 331 p. ISBN 9788565044189. Disponível em:
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/192743. Acesso em: 08 abr. 2019.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Apresenta o relato de experiência da criação do livro “A construção de saberes: protagonismo compartilhado em serviços e inovações na Biblioteca Universitária da UFSC”. Trata-se de um livro técnico-científico desenvolvido a partir das atividades propostas pelo serviço oferecido pela Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) denominado BU Publicações.  O trabalho demonstra todos os procedimentos que envolvem o processo de editoração de um livro, desde o planejamento, a revisão ortográfica e gramatical, a normalização, a diagramação, a impressão e a divulgação da obra.</text>
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                    <text>Identidade profissional: um estudo da formação política dos alunos
de Biblioteconomia

Geisa Müller de Campos Ribeiro (UFG) - geisamuller@hotmail.com
Hevellin Estrela (IF Goiano) - hevellin.estrela@ifgoiano.edu.br
Suely Henrique Gomes (FIC - UFG) - suelyhenriquegomes@gmail.com
Resumo:
Tem o objetivo conhecer a opinião dos alunos de Biblioteconomia da Universidade Federal de
Goiás, futuros bibliotecários, sobre o que são políticas públicas, o conhecimento que possuem
sobre participação política e sua relação com a área. A pesquisa é qualitativa, descritiva e
exploratória. Para responder ao objetivo do estudo, foram realizadas perguntas informais e
aplicado questionários com perguntas abertas a 18 (dezoito) alunos. Para a compreensão dos
dados foi utilizado a técnica de análise de conteúdo que destaca como etapas essenciais desta
metodologia os seguintes passos: categorização, descrição e interpretação. Compreende-se
que os alunos possuem entendimento sobre políticas públicas e participação política mas não
vislumbram as competências políticas da Biblioteconomia e seu papel junto á sociedade, não
só no que tange o acesso à informação, mas de sua responsabilidade sobre a manutenção ou
modificação de uma dada realidade informacional e seus aspectos críticos.
Palavras-chave: Formação política; Participação política; políticas públicas; Biblioteconomia
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia: ( ) Sim ( x ) Não
Introdução: A formação política da sociedade sempre foi uma necessidade. Isso
porque, o ato político oportuniza a criação de caminhos para negociação,
consenso, diálogo e principalmente desenvolve a experiência coletiva. Neste
âmbito, é importante compreender o Estado como a maior expressão legítima do
poder político, ou seja, uma instância politicamente organizada, que pela
legitimidade da maioria, administra os múltiplos interesses (BORBA, 2006). As
decisões políticas são, portanto, as materializações das ações governamentais
denominadas de Políticas Públicas, tão importantes para assegurar os direitos de
cidadania e da Constituição.
Muitas decisões políticas e seus desdobramentos sempre impactaram a
Biblioteconomia no Brasil, a começar pela realidade das bibliotecas públicas que
institucionalmente são regulamentadas por políticas culturais. Por essa e outras
razões, abordar a política na área é um grande desafio principalmente quando
pauta-se a política enquanto objeto de “formação, de atuação, relacionada a
comportamento e competência profissional para que o bibliotecário participe
efetivamente da construção da sociedade” (SPUDEIT, MORAES, CORREA, 2016,
p. 27).
Além disso, acredita-se que a Biblioteconomia possui uma herança social e
política que fundamenta uma de suas vertentes como conhecimento humanísticosocial na atuação das bibliotecas. Também está ligada a área de Ciências Sociais
Aplicadas que reúne campos de conhecimento interdisciplinares sempre voltados
as relações sociais e estas são designadas por processos e atividades políticas.
Entretanto, a falta de entendimento político na formação, muitas vezes reflete em
sua atuação gerando um profissional que não compreende o que é democracia,
que não inclui apenas a capacidade de compreender a realidade, mas de atuar
nela de modo concreto.
A partir desta perspectiva e da compreensão que as instituições de ensino
possuem papel fundamental em contribuir para formação política dos indivíduos
que esta pesquisa tem como objetivo conhecer a opinião dos alunos de
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás, futuros bibliotecários, sobre o
que são políticas públicas, o conhecimento que possuem sobre participação
política e sua relação com a área. Para responder ao objetivo do estudo, foram

�realizadas perguntas informais e aplicado questionários com perguntas abertas a
18 (dezoito) alunos. Acredita-se que a formação política do bibliotecário propicia
uma visão ética, política e crítica da profissão comprometida com a construção do
projeto de emancipação humana. Além do mais, pensar a “relação entre
biblioteconomia e política é promover sentido informacional à atuação da área”.
(CARVALHO, 2016, p. 61). Nesse sentido, o estudo apresenta resultados parciais
da pesquisa obtidos no primeiro trimestre do ano de 2019.
Método da pesquisa: Segundo Gil (2008, p.2) “método é um caminho para se
chegar a determinado fim, e método científico um conjunto de procedimentos
intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”. Portanto, a
presente pesquisa é de abordagem qualitativa e quanto aos objetivos,
exploratória. Para os procedimentos, adota-se estudo de caso. O instrumento
utilizado para a coleta de dados foi aplicação de questionário com perguntas
abertas para 18 (dezoito) alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal de Goiás. Foram aplicados as seguintes questões aos alunos: a) O que
são políticas públicas; e b) qual o seu entendimento sobre participação política.
Também foram reaizadas perguntas informais sobre a relação da política com a
Biblioteconomia.
Para a compreensão dos dados foi utilizado a técnica de análise de
conteúdo que destaca como etapas essenciais desta metodologia os seguintes
passos: categorização, descrição e interpretação. Segundo Moraes (1999, p. 2)
“Essa análise, conduzindo a descrições sistemáticas, qualitativas ou quantitativas,
ajuda a reinterpretar as mensagens e a atingir uma compreensão de seus
significados num nível que vai além de uma leitura comum”. Portanto, para essa
pesquisa a análise esta dirigida à questão “para dizer o quê?”. Isso significa que
está direcionada para as características das mensagens, seu valor informacional,
palavras, argumentos e ideias nela expressos. Sobre a pergunta A, foram
identificados as seguintes categorias das próprias respostas: Políticas públicas
como decisões políticas, demandas e ações. Para a pergunta B, identificaram-se
as categorias: Participação política como “momentos eleitorais” – Ato político; e
participação política como apropriação consciente do sujeito sobre seus atos
políticos. Segue abaixo as análises das respostas.
Uma definição de políticas públicas: Uma das catagorias identificadas nas
entrevistas diz respeito as políticas públicas como decisões políticas. Segundo
Borba (2006) uma ação governamental é resultado de uma decisão política que
materializa-se no que se denomina de políticas públicas. Essa compreensão pelos
alunos é perceptível ao identificar em algumas respostas palavras como
iniciativas, ações, programas, todas voltadas ao contexto de decisão, como pode
se observar em alguns comentários:

�"São o conjunto das decisões políticas e ações políticas, voltadas (teoricamente) ao bem-estar social", [...]
"tomada de decisões", [...] "realização de ações solucionadoras para essas questões apresentadas"."Ação, é
o poder de se expressar de diversas formas, é a ideia de poder". [...] ".

Toda ação governamental é uma decisão política, que visa adequar os fins
pretendidos aos meios disponíveis. Quando um problema se torna público, é
inserido na agenda pública. Essas problemáticas podem ser advindas decorrentes
de diversas demandas. Muitos alunos compreendem políticas públicas
desenvolvidas como demandas sociais apresentadas pela sociedade:
"Quando surge uma necessidade da população". [...]"problema geralmente fica em evidência quando acorre
algo mais grave" [...] "para a resolução do problema". [...] "desenvolvidas a partir da necessidade de uma
sociedade". [...] "atender essas demandas". [...] “demandas da população".

Ao realizarem estas afirmações, os alunos evocam a função que a
sociedade exerce na elaboração das políticas públicas, ou seja, é necessário que
exista uma interseção benéfica na constituição de Políticas Públicas com a
participação do Estado, Governo e principalmente da sociedade. Muitos também
compreendem os tipos de demanda ao mencionarem em suas respostas
catástrofes, tragédias. O que também pode estar relacionado a possíveis
movimentos.
"Baseado na percepção de falhas em processos já existentes e novas demandas da sociedade, ocasionadas
por mudanças culturais, econômicas e até mesmo tragédias". [...] "Muitas vezes esses problemas são
identificados por crises ou catástrofes". [...] mas que também podem ser definidas extraordinariamente em
caso de catástrofes e tragédias, ou em caso de causas defendidas por representantes políticos".

Outra categoria identificada nos depoimentos é o conceito de políticas
públicas relacionado as ações políticas. Pode-se dizer que esta noção está
voltada a uma definição administrativa do conceito, já que compreende-se a
implementações das decisões tomadas. Em muitas respostas o Estado aparece
como aquele que resolve os problemas da coletividade por meio de ações.
"Iniciativas que o Estado adota após análise da situação social dos seus “contribuintes”. [...] "ações políticas
que são tomadas pelo estado". [...] "é a forma de o Estado materializar o que foi prometido". [...] são
programas, planos de política, realizados pelo Estado.

Participação política: Perceber como os alunos definem participação política
possibilitou identificar uma série de modalidades de participação e de
comportamentos participativos interessantes de serem analisados. Inicialmente,
podemos definir política como o exercício do homem na organização do bem
comum para que todos desfrutem dos benefícios que é construído coletivamente.
(BORBA, 2006). Logo, a participação política designa a construção deste coletivo
sempre preservando o bem comum. É muito comum as pessoas sempre
relacionarem participação política ao conjunto de atividades relacionadas aos
momentos eleitorais. Nas respostas dos alunos esta foi a primeira categoria

�identificada. Observa-se que há nesse primeiro momento uma noção mais
empírica de engajamento, isso é, como um ato participativo.
"Ato de votar e posteriormente fiscalizar os candidatos eleitos". [...] "Após as eleições se preocupar e cobrar
as promessas feitas pelo candidato". [...] "as eleições que movimentam pessoas e ideias diferentes". [...]
"como votar, se candidatar a algum cargo eletivo, apoiar um candidato”.

Também é importante considerar que sobre esta questão, as repostas
apresentam a participação política relacionada aos momentos eleitorais como
locus de participação. É preciso considerar que há varias formas de ações
coletivas. A segunda categoria identificada pode ser denominada de apropriação
consciente do sujeito sobre seus atos e a forma como age no/para o mundo, em
outras palavras significaria dizer “o quão informados, conscientes e interessados
são sobre”, conforme algumas respostas obtidas:
"É tomar partido. Não no sentido de ter filiação política a partidos, ou movimentos, mas ter uma opinião". [...]
"estamos fazendo e participando da política em todos os momentos". [...] "o ato de conversar sobre a política
e se interessar por coisas políticas". [...] "Não precisa estar afiliada a um pensamento ou movimento
específico da político.

Relação com a Biblioteconomia?: Outra questão importante de ser observada
é se os alunos conseguem relacionar política com Biblioteconomia. A fim de
buscar respostas, foram realizadas perguntas informais aos alunos.
Unanimamente, ninguém conseguiu responder. Só se ouviam perguntas: existe
alguma relação com bibliotecas públicas? O que se evidencia é o entendimento
sobre políticas públicas e sua participação na esfera civil, relacionados a
sociedade política, mas ainda não conseguem pensar a atuação política da
Biblioteconomia.
Discussão e considerações finais: Buscou-se na pesquisa compreender a
opinião dos alunos do curso de Biblioteconomia sobre o que são políticas públicas,
qual conhecimento possuem sobre participação política e sua relação com a área.
Sobre políticas públicas, foi possível observar nas análises três categorias
importantes extremamente relacionadas ao conceito, como: decisões políticas,
demandas e ações. Isso fica evidente ao verificar as repostas das entrevistas.
Observa-se que os alunos conseguem entender que políticas públicas são ações
e decisões políticas que advém de demandas. As demandas se apresentam
enquanto a necessidade de participação da sociedade nas decisões. É importante
que eles possuam este entendimento enquanto fututos bibliotecários, pois
influenciará em sua participação crítica. Também apresentam o Estado como
aquele que resolve os problemas da coletividade por meio de ações.
Ao compreender o entendimento de participação política, evidenciou-se
duas noções de participação: uma mais empírica, voltada ao engajamento nos
momentos eleitorais, ao ato político como locus de participação, e outra mais

�conceitual voltada a apropriação consciente do sujeito sobre seus atos e a forma
como age no/para o mundo, em outras palavras significaria dizer “o quão
informados são sobre”. As duas formas estão relacionadas. Para todo ato político
de participação é necessário consciência de atuação. Wilson (2005) argumenta
que sobre a participação política podem existir dois extremos, uma bastaria que a
população votasse e a outra que fosse politicamente bem informada. Mas o
entendimento não se encerra somente sobre estas considerações.
De forma geral, compreende-se que os alunos possuem entendimento
sobre políticas públicas e participação política. O grande questionamento é se
levarão esse entendimento para atuação na área ao se formarem, já que não
vislumbram as competências políticas da Biblioteconomia e seu papel junto á
sociedade, não só no que tange o acesso à informação, mas de sua
responsabilidade sobre a manutenção ou modificação de uma dada realidade
informacional e seus aspectos críticos. Aqui cabe a atuação do professor e dos
projetos pedagógicos dos cursos que devem interagir entre diversificadas áreas e
proporcionar as abordagens necessárias para atingir as competências essenciais
para a formação do profissional.
Referências:
ARENDT, Hannah. O que é política. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
BOBBIO, Norberto. Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política. 4. ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987
BORBA, Julian. Participação política: uma revisão de modelos de classificação. Soc.
estado. v. 27, n. 2, Brasília, maio/aug., 2012. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-69922012000200004&gt;.
Acesso em: 17 abr. 2019.
Borba, Julian. Ciência política. Florianópolis: SEaD/UFSC, 2006.
GOMES, Wilson. Internet e participação política em sociedades democráticas. Revista
Famecos, Porto alegre, n. 27, ago. 2005. Disponíel em:
&lt;http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/3323/2581&gt;.
Acesso em: 10 mar 2019.
MORAES, Roque. Análise de conteúdo. Revista Educação, Porto Alegre, v. 22, n. 37, p.
7-32, 1999. Disponível em:
&lt;http://cliente.argo.com.br/~mgos/analise_de_conteudo_moraes.html&gt;. Acesso em 10 fev
2019.
SPUDEIT, Daniela, MORAES, Marielle Barros de, CORREA, Elisa Delfini. Formação
política do bibliotecário no Brasil. REBECIN, v.3, n.1, p.24-46, jan./jun. 2016. Disponível
em: &lt;http://abecin.org.br/portalderevistas/index.php/rebecin/article/download/37/pdf&gt;.
Acesso em: 6 jun. 2018.

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                <text>Tem o objetivo conhecer a opinião dos alunos de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás, futuros bibliotecários, sobre o que são políticas públicas, o conhecimento que possuem sobre participação política e sua relação com a área. A pesquisa é qualitativa, descritiva e exploratória. Para responder ao objetivo do estudo, foram realizadas perguntas informais e aplicado questionários com perguntas abertas a 18 (dezoito) alunos. Para a compreensão dos dados foi utilizado a técnica de análise de conteúdo que destaca como etapas essenciais desta metodologia os seguintes passos: categorização, descrição e interpretação. Compreende-se que os alunos possuem entendimento sobre políticas públicas e participação política mas não vislumbram as competências políticas da Biblioteconomia e seu papel junto á sociedade, não só no que tange o acesso à informação, mas de sua responsabilidade sobre a manutenção ou modificação de uma dada realidade informacional e seus aspectos críticos.</text>
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                    <text>INSTITUCIONALIZAÇÃO DO CURSO DE BACHARELADO EM
BIBLIOTECONOMIA NA MODALIDADE A DISTÂNCIA NAS
UNIVERSIDADES FEDERAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO :
SOB A PERCEPÇÃO DE DISCENTES E DOCENTES

Esther de Sá Bento (UNIRIO) - esther.sa.1994@gmail.com
Dayanne da Silva Prudencio (UNIRIO) - dayanneprudencio@gmail.com
Resumo:
Trata-se de uma pesquisa documental, de natureza exploratória e de campo, com o objetivo de
investigar as percepções e expectativas dos discentes e docentes dos cursos presenciais de
Biblioteconomia, acerca da institucionalização do curso de bacharelado em Biblioteconomia na
modalidade a distância, bem como da utilização de recursos típicos do ensino a distância na
graduação presencial. Para alcançar o objetivo proposto foi realizada uma coleta de dados a
partir da aplicação do questionário aos discentes e docentes nos cursos presenciais de
bacharelado de biblioteconomia de três universidades federais do estado do Rio de Janeiro, a
saber: Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Os resultados obtidos
apontam que ambos os grupos são favoráveis à oferta do curso de bacharelado na modalidade
EAD e acreditam que o curso trará benefícios ao país. Conclui-se que embora os grupos
pesquisados sejam favoráveis à institucionalização do curso, se mostram preocupados com os
avanços do EAD no Brasil e que ainda existem desafios para a plena aceitação da EAD e a
utilização de seus aportes na graduação presencial.
Palavras-chave: Educação a Distância. Biblioteconomia. Biblioteconomia a Distância.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: Construção e identidade profissional

Introdução
A pesquisa em tela é um recorte de um estudo mais abrangente desenvolvido
no âmbito do curso de bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Este objetivou tratar do projeto de desenvolvimento
do Curso de Bacharelado em Biblioteconomia na modalidade de educação a distância,
a partir daqui denominado BibEAD. O curso BibEAD é um curso do Sistema
Universidade Aberta do Brasil (UAB), com Projeto Pedagógico de Curso nacional de
Bacharelado em Biblioteconomia na modalidade a distância e representa uma relevante
parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES) e o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) (BRASIL, 2017).
O projeto nacional foi lançado oficialmente em março de 2018 e contou com
adesão de 11 instituições, a saber: Universidade Federal de Rio Grande (RS),
Universidade do Estado de Santa Catarina, Universidade Federal do Amazonas,
Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal Fluminense, Universidade
Federal de Goiás, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal da Paraíba,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Sergipe e
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Nesta comunicação apresentamos as expectativas e percepções dos docentes
e discentes dos cursos presenciais de Bacharelado em Biblioteconomia do Estado do
Rio de Janeiro, acerca do uso do ensino a distância (EAD) nos cursos de
Biblioteconomia, bem como, a expectativa dos discentes e docentes com a futura
implementação do curso da UAB nas instituições públicas de ensino superior (IPES).
Partimos da premissa que a proposta do curso é mais uma das manifestações e
efeitos da evolução das tecnologias de informação e comunicação sobre os ambientes
de ensino, modelos de ensino e aprendizagem, prática pedagógica e metodologia
adotadas. Neste sentido, cabe as instituições reexaminar os seus modos de formação,
ofertar novas propostas e democratizar o ensino universitário.
Uma destas propostas de reconfigurações é o ensino a distância (EAD). Tratase de um processo de ensino, mediado por tecnologias, em que professor e aluno
encontram-se separados. (MORAN, 2002).

�Numa perspectiva geral, a EAD pode ser compreendida como uma estratégia
desenvolvida por sistemas educativos para oferecer educação a setores ou grupos da
população que, por razões diversas, têm dificuldade de acesso a serviços educativos
regulares. Entre essas razões, destacam-se situações geográficas ou sociais, falta de
oferta de determinados níveis de ensino ou cursos, na região onde residem ou, ainda,
as condições familiares, profissionais ou econômicas que, de um modo ou de outro,
impedem o acesso e/ou a permanência no processo educativo (ALVES, 2011).
No Brasil, a EAD é legitimada pela Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (LBD). Especificamente é
tratada no artigo 80 do normativo, que traz definições e apontamentos a respeito do
desenvolvimento e da veiculação de programas de ensino a distância, bem como,
fornece diretrizes sobre a regulamentação, os requisitos para a realização de exames
e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância, as normas para
produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e condições para
autorização e implementação. Outro importante normativo é a Portaria nº 4.059, de 10
de dezembro de 2004, do Ministério da Educação (MEC) que irá permitir que, as
instituições ofereçam 20% dos cursos a distância (LEMGRUBER, 2008).
Apesar de seu marco legal datar da década de 90, desde os anos 40 verificamse aportes da EAD no Brasil. É bem verdade que sua historiografia é marcada por
contratempos, erros e acertos, todavia, é nos últimos 20 anos que se vivencia a sua
popularização.
No contexto da Biblioteconomia, a EAD no setor privado já é uma realidade e
mantém-se regularmente. Contudo, no âmbito público ainda é incipiente e portanto,
BibEAD representa um grande esforço que merece ser debatido, sobretudo no que
tange a seu alcance e contribuições.
Método da pesquisa
O estudo consiste em uma pesquisa documental e de campo. Foi realizada coleta
de dados a partir da aplicação de um questionário aos discentes e docentes dos cursos
de Biblioteconomia das seguintes universidades federais: UNIRIO, UFRJ e UFF.
Cumpre informar que os aspectos éticos previstos pela Resolução nº 466/2012 do
Conselho Nacional de Saúde foram adotados e, portanto, todos os participantes receberam
informações adequadas e previstas no dispositivo, bem como, a privacidade dos sujeitos
envolvidos na pesquisa.
O instrumento foi construído via Google Formulários e disponibilizados de duas
formas distintas. O questionário aplicado aos discentes foi postado nos grupos virtuais
privados dos estudantes destas universidades e inseridos na rede social Facebook, a
saber: Agitando a Unibib, destinado aos alunos da UNIRIO; Biblioteconomia e Gestão
de Unidade de Informação – UFRJ, destinados aos alunos da UFRJ; e Biblioteconomia
– UFF, destinado aos alunos da UFF. Juntos, estes grupos reúnem um total de 4.615
alunos, porém deve se considerar que alguns podem ser ex-alunos e que por razões
diversas estão nestes espaços virtuais. Já os para os docentes a aplicação aconteceu
por e-mail.
Foi realizado pré-teste, a tabulação dos dados das questões objetivas foi
concretizada no Excel e as respostas discursivas transpostas para o formato Word.
Ambos foram analisados utilizando a técnica de análise de conteúdo segundo Bardim
(2011).

�Resultados
O questionário dos discentes obteve uma taxa de 127 respostas e foi dividido
em quatro seções, a saber: identificação da população, do qual 65% pertenciam a
UNIRIO, 18% a UFF e 17% a UFRJ. Devido ao escopo desta comunicação
apresentamos apenas alguns resultados:
No que tange a experiência dos discentes com recursos midiáticos e EAD
verificou-se que 34,6% já havia cursado e 65,4% ainda não tiveram esta experiência.
Em relação a percepção sobre o curso da biblioteconomia presencial,
evidenciou-se que: 1,6% está totalmente insatisfeito; 14,2% está parcialmente
insatisfeito; 18,1% não satisfeito, nem insatisfeito; 53,5% está parcialmente satisfeito e
12,6% está totalmente satisfeito
Quando questionados se pudessem trocariam a graduação presencial por uma
a distância, verificou-se que 70% responderam talvez, 19% não e 11% sim. Sugere-se,
certa incerteza dos discentes. Motivos como distância da universidade e necessidade
de trabalhar no período das aulas foram alguns dos motivos apontados pelos discentes.
Analisamos se os alunos tinham conhecimento do projeto BibEAD, sendo assim
temos: 38,6% responderam que sim, 37% parcialmente e 24,4% não. Portanto, foi possível
constatar que o projeto ainda é desconhecido por muitos alunos e por tratar-se de uma
grande inovação no ensino da área sugerimos que este seja mais divulgado.
Contudo, investigamos o grau de concordância com o oferecimento do BibEaD,
sendo assim verificamos que a maior parte da população concorda, como demonstra o
quadro a seguir:
Tabela 1 – Nível de concordância dos alunos com a institucionalização do
BibEAD
Nível de concordância
discordam totalmente
discordam parcialmente
não concordam, nem discordam
concordam parcialmente
concordam totalmente
Fonte: Autoras (2018).

Média de respostas
10,2%
15,7%
19,7%
26,8%
27,6%

Acerca da implantação do BibEAD na sua universidade, verificamos que 64,6%
dos respondentes concordam com a implantação e 35,4% responderam não.

Fonte: Autora (2018).

�Questionamos os discentes sobre quais os benefícios que o BibEAD oferecerá
ao país, e como demonstra o gráfico acima, a maior parte da população espera
resultados positivos.
Assim, conclui-se que os alunos acreditam que o BibEAD é uma iniciativa que
trará avanços e benefícios para o campo de biblioteconomia. É oportuno informar que
este curso oportunizará criação de novos espaços de trabalho, tais como: bibliotecários
das unidades de informação existentes nos polos, licenciados e bacharéis que poderão
atuar como tutores, conteudistas e professores das disciplinas.
O questionário dos docentes obteve uma taxa de 25 respostas e também foi
dividido em 4 seções: identificação, referindo-se à universidade de origem, em que 56%
declarou atuar na UNIRIO, 28% na UFF e 16% na UFRJ.
No que se refere a experiência com a EAD, 72% já fizeram alguma capacitação
a distância e 28% não. Outro ponto abordado foi a adequação da disciplina que o
docente ministra na modalidade a EAD, em que 84% concordam e outros 16%
discordam.
No tocante ao projeto BibEAD, analisamos qual o grau de concordância com a
oferta do mesmo. A partir dos dados levantados, observa-se que os percentuais de
repostas estão equilibrados.
Tabela 2 – Nível de concordância dos docentes com a institucionalização do BibEAD
Nível de concordância
Média de respostas
Discordam totalmente
Discordam parcialmente
Não concordam, nem discordam
Concordam parcialmente
Concordam totalmente
Fonte: Autora (2018).

8%
16%
20%
32%
24%

Solicitamos aos docentes que tivessem indicado que não concordavam com o
curso ou que concordavam parcialmente que justificassem sua resposta. No entanto,
para nossa surpresa todos os respondentes responderam à questão e os dados são
sistematizados abaixo:
Tabela 3 – Motivos para não concordância com a institucionalização do BibEAD
Motivo para não concordância
Média de
respostas
Consideram o crescimento da EAD uma ameaça ao ensino
12,5%
presencial e a figura da universidade pública, gratuita e de
qualidade;
Ementário das disciplinas;
4,2%
Perfil esperado para o egresso
4,2%
Indicação das competências técnico-científicas, gerenciais e
4,2%
sociais e políticas
Não é contra, concorda parcialmente
4,2%
Nenhuma das alternativas acima
41,7%
Não há garantia da qualidade de ensino e outros
4,2%
A proposta não é adequada
4,2%

�Não considera que o momento político do país seja adequado
Todas as alternativas acima
Fonte: Autora (2018).

4,2%
4,2%

Quando perguntado se os docentes concordam com a institucionalização do
curso BibEAD na universidade em que atuam, 52% das respostas foram positivas e
48% negativas. Observa que apesar da pequena diferença, a maior parte dos docentes
concorda tanto com a institucionalização do projeto, quanto sua oferta na universidade
em que atuam.
Considerações Finais
Concluiu-se que apesar do avanço da EAD no país, o sistema presencial ainda
utiliza pouco os aportes da EAD como recurso auxiliar no ensino. Poucos discentes
realizam já realizaram intervenções em cursos de formação continuada ou como parte
do ensino presencial. Docentes e discentes se mostram receptivos com o BibEAD,
mesmo com os grandes desafios. Entretanto, para os docentes o crescimento da EAD
pode figurar como uma ameaça ao ensino presencial e a figura da universidade pública,
gratuita e de qualidade
O estudo constatou que muitos ainda desconheciam BibEAD e objetivo de
evidenciá-lo e debater sobre o mesmo foi cumprido. Entendemos que o curso
contribuirá para a formação de mais bibliotecários, sobretudo no contexto da Lei
12.244/2010 que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de
ensino do país e é sabido que há uma grande lacuna de profissionais formados face a
demanda. Portanto, o BibEAD terá um papel fundamental na formação dos
bibliotecários que atuarão na organização e gestão das bibliotecas escolares
brasileiras. Sugere-se que o estudo seja replicado as 09 universidades que optaram
pela adoção do projeto.
Referências:
ALVES, Lucineia. Educação a distância: conceitos e história no Brasil e no mundo.
Revista da Associação Brasileira de Educação a Distância, Rio de Janeiro,
v.10, p. 84-96, 2011.
Bardin, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. 279 p.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 12.244, 24 de maio de 2010. Dispõe sobre a
universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 25 mai. 2010.
MORAN, José Manuel. O que é educação a distância. Universidade de São Paulo,
2002. Disponível em:
&lt;http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/educacao_online/dist.pdf.&gt;. Acesso em:
13 jun. 2018.

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                <text>Trata-se de uma pesquisa documental, de natureza exploratória e de campo, com o objetivo de investigar as percepções e expectativas dos discentes e docentes dos cursos presenciais de Biblioteconomia, acerca da institucionalização do curso de bacharelado em Biblioteconomia na modalidade a distância, bem como da utilização de recursos típicos do ensino a distância na graduação presencial. Para alcançar o objetivo proposto foi realizada uma coleta de dados a partir da aplicação do questionário aos discentes e docentes nos cursos presenciais de bacharelado de biblioteconomia de três universidades federais do estado do Rio de Janeiro, a saber: Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Os resultados obtidos apontam que ambos os grupos são favoráveis à oferta do curso de bacharelado na modalidade EAD e acreditam que o curso trará benefícios ao país. Conclui-se que embora os grupos pesquisados sejam favoráveis à institucionalização do curso, se mostram preocupados com os avanços do EAD no Brasil e que ainda existem desafios para a plena aceitação da EAD e a utilização de seus aportes na graduação presencial.</text>
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                    <text>INFORMAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O
QUE OS(AS) BIBLIOTECÁRIOS(AS) TÊM A VER COM ISSO?

João Paulo Borges da Silveira (UCS) - joao-pbs@hotmail.com
Resumo:
O presente trabalho se constitui de um relato de minha experiência docente ao ministrar a
disciplina de Informação para o Desenvolvimento Sustentável a(o)s discentes do curso de
Biblioteconomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), entre os anos de 2016 e 2019/2,
totalizando quatro ofertas da disciplina. Portanto, objetivo com o relato apresentar a referida
disciplina, seus conteúdos abordados ao longo das aulas e as discussões pautadas, em
especial, buscando entrelaçar o diálogo entre as questões ambientais com o futuro profissional
de nossos(as) acadêmicos(as).
Palavras-chave: Biblioteconomia. Ensino. Educação a distância. Meio ambiente.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia:

( ) Sim ( X ) Não

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

INFORMAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O QUE
OS(AS) BIBLIOTECÁRIOS(AS) TÊM A VER COM ISSO?

Introdução
O presente trabalho se constitui de um relato de minha experiência docente ao
ministrar a disciplina de Informação para o Desenvolvimento Sustentável a(o)s discentes
do curso de Biblioteconomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), entre os anos de
2016 e 2019/2, totalizando quatro ofertas da disciplina. Portanto, objetivo com o relato
apresentar a referida disciplina, seus conteúdos abordados ao longo das aulas e as
discussões pautadas, em especial, buscando entrelaçar o diálogo entre as questões
ambientais com o futuro profissional de nossos(as) acadêmicos(as).
A indagação inicial tem sido a mesma a cada oferta da disciplina: “o que nós
discentes e futuros(as) bacharéis e bacharelas em Biblioteconomia temos a ver com as
questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável?”. Em outras palavras, interrogam
qual a seria relevância dessa temática no curso de Biblioteconomia. Com o iniciar da
disciplina, compreendem as relações que se estabelecem entre o eu, o outro e o meio
ambiente na sua amplitude e complexidade, enquanto eixo interdisciplinar para discutir
a sociedade, a profissão, a mediação, o acesso e o uso da informação.
Conforme o Projeto Político do Curso de Biblioteconomia da UCS (2018), o(a)
egresso(a) deve estar preparado(a) para uma “atuação profissional pautada por princípios
éticos, políticos, científicos e técnicos voltados à complexidade das relações e das
demandas humanas e sociais”, igualmente para “a atuação como cidadão envolvido com
as questões relevantes de seu contexto sociocultural e ambiental”. A disciplina de
Informação para o Desenvolvimento Sustentável contribui então para o perfil desejado
aos(as) egressos(as) do curso, aliando consistência teórica e técnica, com expertise social

�e humana para que o(a) futuro(a) profissional esteja preparado(a) e atue de forma
consciente, cidadã, criativa e inovadora em diferentes contextos.
É importante destacar que o curso de Biblioteconomia da UCS é o pioneiro na
modalidade da Educação a Distância (EaD), tendo iniciado sua primeira turma em 2013.
Até o presente momento, mais de cem novos profissionais chegaram ao mercado de
trabalho, oriundos e atuando nas cinco regiões do país. No ano de 2019, o curso teve a sua
avaliação in loco para reconhecimento, obtendo conceito de curso 5, nota máxima
conforme proposta avaliativa do Ministério da Educação (MEC).

Relato da experiência
A disciplina Informação para o Desenvolvimento Sustentável é até o presente,
obrigatória e se localiza no oitavo e último período da grade curricular vigente até 2020.
Neste momento do curso, os(as) discentes já finalizaram as disciplinas consideradas
técnicas e estão realizando o segundo estágio curricular obrigatório. O curso da UCS
passou por reformulação curricular a partir de 2018, tornando-se essa disciplina optativa.
Os objetivos da disciplina são: 1) Estudar o potencial de contribuição da
informação para o desenvolvimento sustentável; 2) Caracterizar os quatro vieses do
desenvolvimento sustentável: social, cultural, econômico e ecológico; 3) Apontar os meios
de atuação e as contribuições possíveis dos bibliotecários no desafio de uma sociedade
sustentável; e, 4) Analisar os papeis das unidades de informação frente à sustentabilidade
na sociedade da informação.
Como o curso de Biblioteconomia é na modalidade EaD, as aulas acontecem no
ambiente virtual de aprendizagem UCS Virtual e Moodle, conforme o ingresso dos(as)
discentes, utilizando-se de diferentes ferramentas tecnológicas para aulas síncronas e
assíncronas. Os encontros presenciais são dedicados as avaliações e atividade extraclasse,
como eventos, palestras e oficinas.
Os recursos pedagógicos utilizados ao longo da disciplina são videoaulas
expositivas e textos-base elaborados pelo docente, textos de outros autores indicados
como leituras complementares, fóruns semanais para diálogo sobre cada temática
estudada, avaliações on-line e presencial.
A disciplina tem temporalidade trimestral e ocorre ao longo de 10 semanas. As
primeiras aulas são dedicadas a apresentação da disciplina, através do plano de ensino,
cronograma de aulas e contrato didático que referência como se dará o andamento da
disciplina. Inicia-se também a discussão sobre o conceito de desenvolvimento, o que
podemos compreender por um desenvolvimento sustentável e ainda, um desenvolver não

�sustentável. Os quatro pilares do desenvolvimento sustentável são apresentados, para
serem aprofundados nas aulas futuras, que seriam:
a) Social: estudamos a Educação Ambiental como sendo toda ação de cunho
educativo, que contribui com a formação de cidadãos conscientes com a preservação do
meio ambiente e preparado para tomar decisões coletivas sobre as questões ambientais
visando o desenvolvimento sustentável de uma sociedade. A Educação Ambiental é
aplicável a todo e qualquer contexto e não apenas o escolar, seja pela via da educação
formal ou não formal, deve basear-se em processos educativos sobre a preservação
ambiental.
b) Cultural: o conceito de cultura, mesmo em sua complexidade é assunto a ser
discutido para podermos aprofundar das questões que envolvem Diversidade cultural e
Multiculturalismo, compreendendo e alargando a percepção de meio ambiente e a
compreensão de como as diferentes culturas se relacionam com a natureza.
c) Econômico: O conceito de Economia sustentável reúne ações que visem otimizar
práticas econômicas, administrativas e financeiras em prol do desenvolvimento de uma
instituição, empresa, estado ou país, preocupando-se sempre com o meio ambiente e a
sua preservação.
d) Biológico: a Biodiversidade enquanto variação genética das espécies de uma
determinada população, comunidade, bioma, ecossistema e consequentemente do
planeta, abrangendo a totalidade dos recursos vivos ou biológicos e dos recursos genéticos
e seus componentes, sem deixar de incluir o próprio homem.
Após a compreensão teórica sobre desenvolvimento sustentável apresentada e
discutidas nas primeiras aulas a partir de seus quatro pilares, parte-se para o
estabelecimento aprofundado com a área da Biblioteconomia dialoga com o
desenvolvimento sustentável e as contribuições da disciplina para os(as) futuros(as)
bibliotecários(as). Aborda-se ainda, a Responsabilidade Social (RS) no âmbito da
Biblioteconomia, das bibliotecas e dos(as) bibliotecários(as), envolvendo esses atores em
práticas em prol da sociedade.
No contexto dos profissionais da informação o conceito de RS apresenta
fundamentação ética, no que se refere à dimensão social do fazer profissional e dos
impactos que os serviços ofertados podem causar. Podemos então constatar que a RS na
área ganha características sociais e éticas, no que se refere ao cotidiano profissional ao
compreender o seu papel para o desenvolvimento da sociedade.
A informação para o desenvolvimento sustentável ganha força a partir do trabalho
atuante do bibliotecário, consciente de suas responsabilidades sociais diante da
sociedade, contribuindo de forma ética para a disseminação da informação. Contribuindo
para esse diálogo, estuda-se a Agenda 2030 e os 17 objetivos para o desenvolvimento

�sustentável propostos pela The International Federation of Library Associations and
Institutions (IFLA) e a Organização das Nações Unidas (ONU), bem como é analisada e
caracterizada as possibilidades de atuação das unidades de informação e dos(as)
bibliotecários(as) nesse âmbito.
Como atividade avaliativa central, além dos fóruns e da avaliação presencial, foi
proposto aos discentes que refletissem a partir do que havia sido estudado até então na
disciplina, bem como o conhecimento de diferentes bibliotecas e outros espaços de
informação que conhecessem como usuários, funcionários ou através dos estágios do
curso, para proporem uma ação cultural ou o desenvolvimento de um produto ou serviço,
relacionando ao uso da informação para o desenvolvimento sustentável. Essa atividade
avaliativa propôs que se coloquem enquanto profissionais atuantes e engajados com as
questões ambientais, a partir de uma realidade já conhecida, visando enfrentar problemas
reais a partir da atuação efetiva de um ambiente informacional, praticando mesmo que
simuladamente, um contexto profissional.
Considerando as temáticas estudadas ao longo das semanas, os fóruns se colocam
como espaços de diálogos e trocas, ainda mais para um curso EaD, onde as turmas se
encontram em datas pré-definidas para as avaliações, o que torna as interações on-line
importantes meios para os processos de ensino e de aprendizagem no âmbito formativo
e de sociabilidade.

Considerações Finais
A partir das falas/escritas dos(as) discentes, do contato profícuo e aprofundado
proporcionado pelas discussões nas aulas da disciplina Informação para o
Desenvolvimento Sustentável, fica evidente e necessário a abertura de diálogo e reflexão,
sobre os papéis que as bibliotecas e demais unidades de informação, bem como do(a)
bibliotecário(a) podem desempenhar e colaborar com as questões ambientais.
Pelo curso ser EaD, no qual utilizamos os fóruns para grande parte das discussões
que ficam registradas, apresento algumas colocações dos(as) próprios(as) discentes sobre
a disciplina. “Acho que a ferramenta principal da biblioteca é o conhecimento, então, este
pode ser o ponto de partida para a sustentabilidade, informar!” (M. C., 2017),
considerando que “A biblioteca precisa ser uma instituição que, além de viva, também
seja humana.” (M. C., 2017). Ainda nesse sentido, “As bibliotecas podem contribuir
através de seus serviços, disseminando ideias e compartilhando conteúdos relevantes
para a conscientização e mobilização da sociedade em prol da preservação do ambiente,
de forma que as pessoas criem consciência e responsabilidade social.” (S. T., 2016).
No contexto ambiental, os(as) bibliotecários(as) “[...] tem muito a contribuir para
o desenvolvimento sustentável. Além da reciclagem de materiais bibliográficos (descarte,

�rascunhos), o bibliotecário tem o papel de disseminar a informação ambiental,
conscientizando o usuário a melhores práticas ambientais no seu dia a dia e contribuindo
com o conhecimento da sociedade.” (R. S., 2017), sendo então o profissional “[...] um
agente socializador, na divulgação da informação sobre o meio ambiente colaborando na
formação do cidadão consciente.” (E. W., 2017).
Um elemento importante e satisfatório para todo(a) docente ao concluir cada
disciplina é ter o sentimento de dever cumprido e que os conteúdos abordados e os
diálogos traçados foram significativos para a completude ou parte da turma, contribuindo
para a constituição e formação de novos profissionais.
Nesse sentido, a “Informação para o desenvolvimento sustentável tem toda relação
com a atualidade e com a Biblioteconomia trazendo à tona assuntos e ações que podem
até passar desapercebidos no nosso dia a dia. Porém, agora, criamos um novo olhar para
a questão da sustentabilidade e sua relação com nossa profissão.” (D. M., 2016). Outra
discente coloca: “Acho a disciplina muito importante para o nosso futuro, pois o
desenvolvimento sustentável deve estar presente no nosso cotidiano e na nossa rotina de
trabalho, independentemente da profissão.” (J. B., 2018).
No contexto reflexivo com a conclusão da disciplina (em cada uma de suas ofertas),
os(as) discentes expuseram que “O estudo dessa disciplina fez com que eu reflita sobre
minhas ações para colaborar com a preservação do meio em que vivemos.” (M. P., 20016),
bem como que “E agora já posso dizer que julgo esta disciplina bastante importante para
a nossa formação, principalmente por despertar a consciência de nós (quase)
bibliotecários sobre as questões que podem parecer distantes, mas que na verdade são
muito próximas da gente. Não apenas como profissionais, também como cidadãos que
convivem neste mesmo planeta.” (C. O., 2018).
No resumo das poucas falas possíveis de trazer neste resumo expandido, percebo
que os objetivos da disciplina Informação para o Desenvolvimento Sustentável foram
alcançados, de proporcionar um debate sobre as questões ambientais e as relações que se
estabelecem com as bibliotecas e os(as) bibliotecários(as). O curso de Biblioteconomia da
UCS se desponta como inovador, pelo pioneirismo na oferta e EaD e por proporcionar
a(o)s nossos(as) discentes um espaço curricular de discussão interdisciplinar a respeito
do futuro profissional e o uso da informação para o desenvolvimento sustentável.
A temática ambiental está em voga e ganhando espaço nas discussões da
Biblioteconomia, como em alguns dos últimos eventos da área, SNBU (2016) e CBBD
(2017), portanto, termos profissionais preparados para estar nessas discussões e
conseguirem ampliarem suas atuações, se torna relevante quando pensamos no futuro da
profissão e que bibliotecas queremos para o futuro.

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                <text>O presente trabalho se constitui de um relato de minha experiência docente ao ministrar a disciplina de Informação para o Desenvolvimento Sustentável a(o)s discentes do curso de Biblioteconomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), entre os anos de 2016 e 2019/2, totalizando quatro ofertas da disciplina. Portanto, objetivo com o relato apresentar a referida disciplina, seus conteúdos abordados ao longo das aulas e as discussões pautadas, em especial, buscando entrelaçar o diálogo entre as questões ambientais com o futuro profissional de nossos(as) acadêmicos(as).</text>
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                    <text>ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Andréa Pereira dos Santos (UFG) - andreabiblio@gmail.com
Resumo:
Trata-se de um relato de experiência de orientação de estágio supervisionado obrigatório no
curso de Biblioteconomia da UFG – Universidade Federal de Goiás. Os discentes e as discentes
devem realizar o estágio supervisionado obrigatório no 8º e último período do curso de
Biblioteconomia, sendo que, para tal, é necessário o cumprimento de 192 horas de atividades
práticas. Além disso, objetiva-se, especificamente, demonstrar o funcionamento do estágio na
UFG; as fases que devem, ser cumpridas pelo ou pela estudante; a forma como são
apresentados os resultados e por fim, exemplos de estágios realizados pelos discentes durante
o curso. Conclui-se que, a dinâmica das atividades realizadas no estágio supervisionado
contribuem para o aprendizado dos estudantes, em campo, e ampliam a percepção em relação
a prática profissional.
Palavras-chave: Estágio supervisionado. Formação profissional. Relato de experiência
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO
Trata-se de um relato de experiência de orientação de estágio
supervisionado obrigatório no curso de Biblioteconomia da UFG – Universidade
Federal de Goiás. Os discentes e as discentes devem realizar o estágio
supervisionado obrigatório no 8º e último período do curso de Biblioteconomia,
sendo que, para tal, é necessário o cumprimento de 192 horas de atividades
práticas.
O estágio possibilita, nesse sentido, que os/as estudantes possam vivenciar
na prática as atividades inerentes ao profissional bibliotecário. Vale destacar que o
estágio obrigatório possui um diferencial diante do estágio não curricular. Sendo
que o principal deles é o fato de o/a estudante ter, obrigatoriamente, de redigir na
sequência: diagnóstico, proposição de projeto de intervenção junto à unidade de
informação e resultados. Os resultados dos projetos desenvolvidos são
apresentados em formato de seminário, envolvendo professores, supervisores,
estudantes e comunidade em geral.
Nesse sentido, o objetivo geral é apresentar o relato de experiência de um
dos trabalhos realizados por estudantes durante a prática do estágio curricular
obrigatório do curso de biblioteconomia da UFG. A atividade apresentada aqui é o
processamento técnico de documentos históricos acerca da circulação de livros do
Estado de Goiás (identificação, catalogação e digitalização).
Além disso, especificamente demonstrar o funcionamento do estágio na
UFG; as fases que devem, ser cumpridas pelo ou pela estudante; a forma como são
apresentados os resultados e por fim, outros exemplos de estágios realizados pelos
discentes durante o curso.
Por se tratar de um relato de experiência, a metodologia utilizada focou-se
na observação participante, que segundo Minayo (2010), é a forma no qual o
pesquisador se coloca enquanto observador de um fato social, se colocando,
inclusive no lugar do outro.
ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DA UFG

�O estágio supervisionado no curso de biblioteconomia da UFG é realizado no
último período do curso e exige-se que o(a) discente tenha cumprido com toda
carga-horária de disciplinas do núcleo específico do curso. Trata-se de uma
Atividade curricular de caráter teórico-prático, visando a aproximação com a
realidade profissional, com vistas ao aperfeiçoamento técnico, cultural, científico e
pedagógico de sua formação acadêmica. Para isso é necessário a realização de
diagnóstico e proposta de atividades as quais possam contribuir para o aprendizado
prático do estudante bem como na resolução de problemas das diversas unidades
de informação (PPC, 2016).
O Estágio é visto como atividades extra sala que permite: a) a vivência
profissional, na comunidade, visando contribuir para a formação do aluno através
de experiências técnico- científicas, culturais e de relacionamento humano; b)
promover a articulação teoria/prática que deve ser iniciada e desenvolvida ao longo
do curso; c) fornecer subsídios para questionamento, avaliação e reestruturação
curricular. Essa vivência deve ser orientada por um docente e supervisionada por
um profissional da área.
Não se resume, enfatizamos, em replicar acriticamente conhecimentos,
atitudes comportamentos apreendidos nos bancos escolares, mas de refletir,
intervir e transformar a realidade. Essa transformação pode se dar tanto em termos
pedagógico e curriculares, quanto nas práticas observadas no mundo do trabalho.
A partir dessa compreensão é que foi estruturado o Estágio Curricular
Obrigatório (ECO) do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás.
Com carga horária de 192 horas, ele é ofertado no 8º período do curso. Para
realizar o ECO, o aluno deverá ter cursado todas as disciplinas do Núcleo Comum e
Núcleo Específico, com exceção para disciplina de TCC II. O planejamento e
acompanhamento do estágio Curricular Obrigatório envolve o Coordenador de
Estágio do Curso, o professor orientador e o supervisor (profissionais com
formação e/ou experiência comprovada na área de Ciência da Informação.
O local de estágio é de livre escolha do aluno e se dá a partir de uma listagem
de temas e de instituições construída previamente pelo Coordenador de Estágio do
Curso, em acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso e mediante
aprovação dos respectivos professores orientadores.
A avaliação do estagiário leva em consideração: a apresentação do
diagnóstico e proposta (projeto de intervenção); avaliação do supervisor de estágio
registrada em ficha padrão; elaboração de relatório Final com abordagem críticoanalítico e; apresentação em forma de pôster dos resultados finais do estágio. Os
projetos de intervenção deverão então ser planejadas, acompanhadas e avaliadas
pelo professor orientador e pelo supervisor do estágio, com a participação do
estagiário. A apresentação acontece em seminário organizado especificamente para
essa finalidade.

�EXPERIÊNCIA: EXEMPLO DE PROJETO DE ESTÁGIO
O projeto teve por fim realizar processamento técnico de documentos
históricos doados (jornais, boletins, recortes de jornais e revistas, documentos
oficiais, notas fiscais e cartas), e também digitalização desses documentos. O
material foi doado por Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado e em geral os
documentos tratavam de assuntos relacionados a história da leitura, literatura,
cultura e bibliotecas no estado de Goiás. Foram passadas algumas orientações de
segurança como: sempre usar luvas e máscara ao manipular os documentos devido
ao fato de que os mesmos são antigos e estão deteriorados; usar cabelos presos
para evitar contaminação; elaborar resumo indicativo, referência e palavras-chave
para cada documento.
DIAGNÓSTICO E ANÁLISE SWOT
Para elaboração da proposta, primeiramente foi realizado um diagnóstico.
Nesse, a realização de análise SWOT (ou FOFA, em português, que significa pontos
fortes, oportunidades, fraquezas e ameaças) foi fundamental para a estruturação da
proposta de intervenção. A partir do conhecimento dos pontos fortes e fracos é
possível estabelecer estratégias de ação adequadas à realidade da instituição
(DAFT, 1999).
Segue logo abaixo as análises SWOT do projeto no quadro 1:
Quadro 1 - Análise SWOT do projeto de documentos históricos doados

Pontos fortes

Oportunidades

Pontos fracos

Ameaças

Grande número de documentos antigos e recortes de jornal
referentes à história da imprensa, cultura e bibliotecas em
Goiás;
Um rico material que após o tratamento poderá ser
pesquisado e digitalizado.
Os documentos já tiveram o processamento iniciado pelas
estagiárias de Biblioteconomia do ano de 2016;
A digitalização desses documentos será uma grande
oportunidade para estudiosos e curiosos que se interessam
por essa área.
Os documentos são antigos e é perigoso manipulá-los sem a
devida proteção.
Todos os documentos estão armazenados e acondicionados
inadequadamente devido à falta de recursos financeiros para
realizar tais ações de forma correta;
O curto período de tempo para realizar todas as ações
propostas neste projeto de estágio;
A possível transmissão de doenças respiratórias por motivo
de que os documentos são antigos e não estão armazenados
corretamente.

Fonte: dados coletados pelos autores, 2017

�Diante da análise SWOT definiu-se como proposta: Realizar processamento
técnico dos documentos antigos relacionados a história da imprensa, cultura,
biblioteca e leitura em Goiás. Esse processamento técnico incluiu: identificação,
análise e digitalização. Por se tratar de materiais de valor histórico, depois de
realizado a digitalização estes serão entregues ao Instituto Histórico Geográfico de
Goiás – IHGG. O instituto receberá tanto os materiais quanto a cópia deles
digitalizada.
DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA
Foram pesquisadas maneiras de disponibilizar online o material doado por
Bento Alves. A maneira encontrada e considerada a mais adequada foi a de criar
um e-mail (pimprensago@gmail.com) e realizar upload das imagens dos
documentos digitalizados, gerando um link de compartilhamento para cada
matéria de jornal, revista ou documento, e, após isso, colocou-se os dados de
identificação e o link de compartilhamento em uma tabela do Google Drive.
Como resultados das atividades do estágio realizado na FIC obteve-se
informações de diferentes épocas a respeito da imprensa, cultura, literatura e
bibliotecas no Brasil, mais especificamente em Goiás. A partir da identificação dos
documentos, e com o uso de caixas-arquivo, os documentos estão organizados para
facilitar o acesso dos próximos estagiários e das pessoas que forem armazenar
adequadamente esses documentos. Tais caixas-arquivo dividiram-se entre itens
que precisam de um scanner grande para serem digitalizados e itens que podem
ser digitalizados em scanner pequeno, a divisão ficou da seguinte forma: itens
grandes a serem digitalizados, itens grandes digitalizados, itens pequenos a serem
digitalizados e itens pequenos digitalizados. No começo de outubro de 2017 as
digitalizações dos itens pequenos foram finalizadas, porém os itens grandes não
foram totalmente digitalizados, mas todos os itens (pequenos e grandes) foram
identificados.
CONCLUSÃO
Conclui-se que, a partir das atividades realizadas no estágio no segundo
semestre de 2017, foi possível aprender um pouco mais sobre cuidados com
materiais e documentos antigos; tomou-se conhecimento de técnicas de como usar
um scanner planetário; foram adquiridas informações a respeito de como era a
cultura, a imprensa, as bibliotecas e a literatura antigamente nos séculos XIX e XX,
e atualmente no século XXI; foi possível perceber diferenças na diagramação, nas
fontes tipográficas, na linguagem utilizada na descrição das matérias de jornais e
nos outros documentos dentre os 3 séculos analisados; durante o processo de

�identificação dos itens foram compreendidas algumas regras da norma NBR ABNT
6023 sobre elaboração de referências e da NBR ABNT 6028 sobre resumos; e não
foi possível concluir todas as ações necessárias até o final do estágio.
O curso contribui também no quesito extensão, já que boa parte dos
estagiários atende a comunidade externa por meio de projetos mantidos pela
própria universidade ou projetos mantidos por outras instituições. Percebe-se com
essas ações, uma aproximação da universidade com a sociedade.
REFERÊNCIAS
MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e
criatividade. 29. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. (Coleção temas sociais).
DAFT, Richard L. Administração. 4 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
PROJETO POLITICO PEDAGOGICO: BIBLIOTECONOMIA.
Disponível em: https://biblioteconomia.fic.ufg.br. Acesso em: 04, mai, 2017.
CASAROTTO, Camila. Você sabe como fazer uma análise SWOT? Marketing
de conteúdo. Disponível em: &lt;http://marketingdeconteudo.com/como-fazer-umaanalise-swot/&gt;. Acesso em: 16 ago. 2017.

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                <text>Trata-se de um relato de experiência de orientação de estágio supervisionado obrigatório no curso de Biblioteconomia da UFG – Universidade Federal de Goiás. Os discentes e as discentes devem realizar o estágio supervisionado obrigatório no 8º e último período do curso de Biblioteconomia, sendo que, para tal, é necessário o cumprimento de 192 horas de atividades práticas. Além disso, objetiva-se, especificamente, demonstrar o funcionamento do estágio na UFG; as fases que devem, ser cumpridas pelo ou pela estudante; a forma como são apresentados os resultados e por fim, exemplos de estágios realizados pelos discentes durante o curso. Conclui-se que, a dinâmica das atividades realizadas no estágio supervisionado contribuem para o aprendizado dos estudantes, em campo, e ampliam a percepção em relação a prática profissional.</text>
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                    <text>Contribuições da Nova Biblioteconomia de Lankes para a atuação
do bibliotecário

Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira (UFMG) - emanuelle.gaf@gmail.com
Resumo:
O contexto de mudanças na sociedade da informação e do conhecimento nos convida a pensar
em novas perspectivas de atuação para bibliotecário. Diversos autores da Biblioteconomia já
pontuaram a importância do bibliotecário atuar como instrumento de transformação social,
sendo a promoção de uma sociedade empoderada atuando democraticamente por meio do
conhecimento um dos desafios para o profissional. Desse modo, apresenta-se o convite feito
por R. David Lankes para os bibliotecários ao propor uma ressignificação da sua atuação. O
presente trabalho tem por objetivo assinalar algumas contribuições da Nova Biblioteconomia
de R. David Lankes para a atuação do bibliotecário. A pesquisa foi realizada a partir da análise
da obra "The Atlas of the New Librarianship" de Lankes aliada à análise do discurso de
entrevistas realizadas com bibliotecários atuantes em diferentes contextos na cidade de Belo
Horizonte. Podemos concluir que uma das contribuições da Nova Biblioteconomia de Lankes
está em nos mostrar que nenhuma habilidade ou ferramenta nos define como bibliotecários. A
facilitação, a orientação e o aprendizado são tarefas que contribuem com o desenvolvimento
de uma Nova Biblioteconomia.
Palavras-chave: Nova Biblioteconomia. David Lankes. Empoderamento do bibliotecário.
Empoderamento da comunidade.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�1 INTRODUÇÃO
O contexto de mudanças na sociedade da informação e do conhecimento nos
convida a pensar novas perspectivas de atuação para o bibliotecário. Já não cabe a
este realizar somente atividades voltadas ao tratamento da informação. Nesse sentido,
Duarte (2016, p. 78) critica a passividade do profissional frente às constantes
mudanças pelas quais passam a sociedade contemporânea. Para a pesquisadora, os
bibliotecários “permanecem imóveis esperando o próximo livro a catalogar, o próximo
usuário(a) procurar, como se seu trabalho fosse por demanda (das pessoas)”.
O bibliotecário tem sido convidado a reinventar-se profissionalmente ao longo
dos anos. Mukherjee (1966), Souza (1997), Vergueiro (1998), dentre outros autores,
desenvolveram trabalhos salientando a importância da atuação do bibliotecário como
instrumento de transformação social. No entanto, promover uma sociedade
empoderada, atuando democraticamente por meio do conhecimento, é uma demanda e
um desafio imposto ao referido profissional.
R. David Lankes, diretor da Escola de Biblioteconomia e Ciência da Informação
da Universidade da Carolina do Sul, publicou, em 2011, o Altas of The New
Librarianship. Trata-se da primeira obra do autor acerca da Nova Biblioteconomia, a
qual implica mais um convite para o bibliotecário reorientar sua atuação na
contemporaneidade. Embora a obra tenha sido publicada em 2011, foi a partir da
participação de Lankes como conferencista no XXVI Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação (CBBD), ocorrido em julho de 2015, que a Nova
Biblioteconomia entrou oficialmente na pauta de discussões da Biblioteconomia
brasileira.
Com a Nova Biblioteconomia, Lankes nos convida a mudar o foco de nossa
atuação direcionada ao que ele designa "artefatos e produtos de aprendizagem"
(livros, DVDs e as páginas da web) para o conhecimento humano e os processos de
aprendizagem. Com efeito, sua nova proposta “[...] coloca o foco da Biblioteconomia
diretamente sobre o comportamento e os efeitos dos serviços sobre o indivíduo”
(LANKES, 2011, p. 23, tradução nossa). Nesse contexto, Lankes (2011) afirma que não
há usuário, cliente ou consumidor, mas um aprendiz, no controle do seu ambiente e
com a capacidade de moldá-lo. Não se trata, pois, de meros usuários de uma biblioteca
ou qualquer outra unidade de informação, mas de parte integrada ao seu espaço, como
membros fundamentais de sua comunidade. Nesse sentido, o fundamento da Nova
Biblioteconomia está no fato de que os serviços das bibliotecas existem para atender
às necessidades da comunidade e não para a comunidade.
Por sua vez, os livros e o prédio da biblioteca não fazem sentido se não forem
utilizados. No entanto, considera-se que o simples uso destes meios não é suficiente
se não possibilita às comunidades a aprendizagem e, por conseguinte, bases sólidas
para melhores tomadas de decisão. Logo, torna-se de vital importância manter o
conhecimento registrado e organizado - embora mesmo estes processos não sejam o
suficiente para um bom desempenho profissional nos tempos atuais. Não obstante,
trata-se de instrumentos para abrir um mundo de possibilidades aos componentes da
comunidade. Assim, os recursos informacionais disponibilizados pelas bibliotecas,
como a mídia, as páginas da web e as coleções raras serão úteis à comunidade como
fonte de inspiração, educação e emergência de interações produtivas, promovendo
debates e aprendizados.
Com a Nova Biblioteconomia, Lankes propõe que os bibliotecários tenham uma
visão sobre Biblioteconomia que transcenda aquela relativa às ferramentas e
processos de organização da informação e manutenção do conhecimento registrado. O
conhecimento é construído por meio do diálogo e facilitado pelo bibliotecário, que pode

�auxiliar, ou não, a participação dos componentes do conhecimento ao longo do
processo.
Assim sendo, o convite para nos voltarmos ao aprendizado e à construção do
conhecimento ganha destaque com o estabelecimento de uma missão para o
bibliotecário, a qual seja a de “melhorar a sociedade por meio de facilitação da criação
de conhecimento em suas comunidades” (LANKES, 2011, p. 13, tradução nossa).
Lankes (2011) salienta que o maior patrimônio que qualquer biblioteca possui é o
profissional:
“Esse é o poder de ser um bibliotecário. Olhar para as pessoas e não como
problemas, mas como membros em necessidade - na necessidade de serviços,
suporte e
alfabetização. Mas em última análise, na necessidade de poder.
O poder se sustentar e viver uma vida digna. O poder de criar e aprender, e
não simplesmente para sobreviver” (LANKES, 2011, p. 80, tradução nossa).

Ademais, uma vez que comumente repetimos que “informação é poder", no
contexto dessa discussão, torna-se igualmente relevante o empoderamento do
indivíduo, a fim de contribuir com a melhoria da comunidade. Desse modo, o
bibliotecário assume o papel de facilitador na construção deste empoderamento. Com
efeito, este profissional precisa se reconhecer como ativo no processo de construção
do conhecimento, isto é, por meio da facilitação, do diálogo e da motivação dos
membros para a participação no processo.
Diante do exposto, o presente trabalho tem por objetivo apresentar contribuições
da Nova Biblioteconomia proposta por Lankes para a atuação do bibliotecário
brasileiro.
2 MÉTODO DA PESQUISA
O presente trabalho foi realizado a partir da análise das obras de Lankes (2011,
2016). A ideia inicial do texto, assim como do título do presente trabalho, corresponde à
palestra proferida durante a IV Semana do Bibliotecário, realizada pela Biblioteca
Professora Etelvina Lima, da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG), a 21 de março de 2019.
Aliado ao texto da palestra, o presente trabalho utilizou dados de uma pesquisa
desenvolvida com bibliotecários, na qual se analisou a partir das respostas às questões
propostas, principalmente, a concepção dos profissionais acerca de sua atuação
profissional (ver FERREIRA, 2016). Esta análise baseou-se na entrevista de 9 (nove)
bibliotecários atuantes em diferentes locais de trabalho na cidade de Belo Horizonte. As
identidades dos entrevistados e de seus locais de atuação foram preservadas, sendo
mencionadas como Bibliotecário 1, Bibliotecário 2, Bibliotecário 3, conforme a ordem
em que foram entrevistados.
3 RESULTADOS
Dentre os resultados obtidos com a realização das entrevistas com os
bibliotecários, destacamos, a seguir, alguns tópicos abordados no tocante à atuação
destes profissionais.
Alguns entrevistados enfatizaram que o que faz uma biblioteca crescer é o
posicionamento proativo do bibliotecário, que deve ter iniciativa e empenho. Assim, os
bibliotecários são os responsáveis pelo impacto social da biblioteca. De qualquer
maneira, embora o posicionamento proativo do bibliotecário tenha sido destacado, há
ainda uma ideia de que o “dever fazer” parte da biblioteca. Ainda se espera muito
destes espaços, quando, na realidade, a ação por trás da instituição biblioteca originase dos profissionais que nelas atuam.

�Os entrevistados apontaram que o bibliotecário costuma se sentir mais
confortável ao desempenhar atividades operacionais. Neste sentido, evidenciou-se
uma preocupação com a imagem voltada para as ferramentas das quais o bibliotecário
dispõe, reforçando restritivamente, por exemplo, a função deste profissional como
catalogador, em detrimento de sua atuação global em outros sentidos. Nesse aspecto,
Lankes (2011, 2016) alerta que quando os bibliotecários se definem a partir de sua
função ou das ferramentas que utilizam, e assim prescindindo de sua missão ou
impacto na comunidade, qualquer proximidade se torna ameaça ou concorrência.
Assim, a título de exemplo, a Google torna-se uma ameaça porque não usa
catalogação descritiva e alguns bibliotecários a rejeitam, e a Amazon torna-se uma
concorrente porque fornece livros - e o que é “pior” -, sem emprestá-los (LANKES,
2016).
Por outro lado, conforme podemos ver na fala abaixo, há a noção de que os
bibliotecários devem se aproximar das comunidades:
“Transpassar essa ideia de que bibliotecário fica catalogando e classificando,
mas eu não sei se essa ideia é tanto do lado de cá ou se é uma ideia que se
tem da gente. [...] Cada vez mais essa disposição do bibliotecário, essa
apresentação, essa aproximação do bibliotecário com as comunidades,
com o leitor que esteja dentro da biblioteca isso vai mudar mais. Mas ainda é
um desafio para muitas instituições. E uma vez que você já está perto do leitor,
o desafio é ouvi-lo” (Bibliotecário 3, grifo nosso).

Conforme foi constatado, a maioria dos entrevistados assinalara que o
bibliotecário é um mediador por natureza e que faz parte do papel social deste
profissional garantir o direito ao conhecimento. O Bibliotecário 7 vai além ao destacar a
importância da interação e da predisposição afetiva e relacional do bibliotecário em
relação as pessoas. Na concepção da Nova Biblioteconomia, a interação e o diálogo
são fundamentais para a criação do conhecimento pela comunidade, haja vista a
grande influência exercida pela Teoria da Conversação na Nova Biblioteconomia de
Lankes.
“Acho que os bibliotecários são os mediadores, por excelência! E para isso é
preciso interação. Bibliotecários que não gostam de pessoas terão grandes
dificuldades em exercer sua profissão, verdadeiramente” (Bibliotecário 7, grifo
nosso).
“O fundamental é esse, sem distinção de pessoas e de uma forma adequada.
Preservação do direito do cidadão ao conhecimento, esse é o papel social,
de garantir que isso aconteça de alguma forma” (Bibliotecário 6, grifo nosso).

Outrossim, ao longo da entrevista, os bibliotecários pontuaram como demanda
social do bibliotecário a organização da informação, a leitura, e a facilitação do acesso
à informação pela mediação. Ao analisarmos cada demanda mencionada
individualmente, podemos afirmar que estão relacionadas ao acesso, mesmo que
indiretamente. No entanto, o acesso é tratado por Lankes (2011) como um meio, pois a
ênfase da ação deve ser concentrada na criação do conhecimento. Para o autor, as
bibliotecas se preocupam mais com o como providenciar o acesso ao conhecimento
do que com o ajudar a sua comunidade a criar o conhecimento (LANKES, 2016).
Assim sendo, mais importante do que dar acesso é possibilitar que este contribua para
a construção do conhecimento, principalmente por meio da conversa.
4 DISCUSSÃO
Ser um bibliotecário vai muito além de uma coleção de habilidades e
tarefas. Nossa identidade não se baseia no ato de catalogar, mas de como vemos o
mundo e determinamos se devemos ou não catalogar (uma função) (LANKES, 2011,

�2016). No contexto da Nova Biblioteconomia, os bibliotecários estão em uma missão
para melhorar a sociedade por meio da facilitação da criação de conhecimento em
suas comunidades. Com o estabelecimento da missão, Lankes (2011) chama a
responsabilidade pessoal para o indivíduo. Não se trata de uma missão da instituição,
trata-se da missão do profissional. Assim, não importa se um bibliotecário trabalha em
uma biblioteca ou em um hospital, em um escritório de advocacia ou empresa de
mecanismos de pesquisa, sua missão é o que deve guiá-lo.
O estabelecimento desta se dá, sobretudo, porque com o tempo as visões
funcionais não capturam (e não podem capturar) a natureza dinâmica do
mundo. Basear a atuação do bibliotecário restritamente no ato de informar e organizar
informação tende a levar à estagnação e à incapacidade de se adaptar. Desse modo, a
visão da Nova Biblioteconomia está alicerçada em resultados e aprendizado e em uma
teoria de como as pessoas aprendem, denominada Teoria da Conversação, de Gordon
Pask. De outra maneira, conforme defende Paulo Freire, é impossível construir
conhecimento sem estabelecer relações interpessoais.
É preciso saber ouvir, ou seja, saber como ouvir uma criança negra com a
linguagem específica dele ou dela, com a sintaxe específica dele ou dela, saber
como ouvir o camponês negro analfabeto, saber como ouvir um aluno rico,
saber como ouvir os assim chamados representantes de minorias que são
basicamente oprimidas (FREIRE, 2001, p. 58).

Tal como o educador vislumbrado por Freire (2001), o bibliotecário deve atentarse para a importância de saber conversar com diversas culturas, pois o diálogo implica
a interlocução entre diversos saberes, de maneira democrática e respeitosa, com vistas
à facilitação e à construção do conhecimento pela comunidade. Daí a importância do
bibliotecário atuar, também, como parte da comunidade.
No entanto, existem muitas profissões que compartilham um interesse pela
criação de conhecimento. Da mesma forma, existem muitas profissões que acreditam
poder contribuir para a melhoria da sociedade.
Neste momento é importante nos questionarmos sobre como os conceitos de
conhecimento, comunidade, facilitação e melhoria se articulam para formar um
bibliotecário. Os valores perduram, enquanto as habilidades vêm e vão. Nossas
habilidades são um meio e não um fim. Contudo, não devem ser ignoradas. Lankes
(2011) trabalha com categorias amplas de habilidades: 1) Competências: abordagens
amplas e duradouras para cumprir nossa missão, como acesso, conhecimento e
motivação; 2) Habilidades: meios menos amplos e menos duráveis de cumprir as
competências, como a organização da informação; 3) Tecnologias e técnicas: meios e
processos específicos empregados nas habilidades, os quais mudam frequentemente.
Neste ponto ressaltamos que por mais que as ferramentas sejam vistas como
categorias secundárias, Lankes (2011) não descarta sua importância na atuação do
bibliotecário. O autor lembra-nos de que estamos no negócio do conhecimento, mas
ainda vivemos na era da informação, o que implica a percepção de que o
conhecimento das tecnologias digitais nos permite alcançar as comunidades e interagir
com elas, além do que os meios de facilitar conversas estão cada vez mais "se
digitalizando".
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em suma, o bibliotecário deve ser aquele que luta por cidadãos informados,
como parte necessária à democracia, e, igualmente, um facilitador habilidoso que ajude
estudantes, professores, empresários e políticos a tomarem melhores decisões. É este
profissional quem faz as coisas acontecerem. É este o responsável final pelo impacto

�da biblioteca. Desse modo, a busca incansável dos bibliotecários deve ser a de inspirar
e informar a comunidade para torná-la cada vez melhor.
Nessa perspectiva, uma das contribuições da Nova Biblioteconomia de Lankes
está em nos mostrar que nenhuma habilidade ou ferramenta nos define como
bibliotecários. Mas, sim, o faz a missão acompanhada de uma visão de mundo crítica.
Com o tempo, as ferramentas de hoje desaparecerão, e as habilidades que nós
atualmente prezamos evoluirão, mas a missão, esta permanecerá. Com efeito, o
trabalho do bibliotecário também ganhará novas possibilidades.
Finalmente, ressalvamos que há por parte do profissional a certeza da
necessidade de mudanças, mas quem estará disposto a mudar e a ressignificar sua
atuação? Exercer uma Nova Biblioteconomia não é uma utopia, é possível. E assim
como tantas outras profissões possuem sua responsabilidade social, contribuir com o
empoderamento das comunidades por meio da facilitação do conhecimento é
atribuição do bibliotecário. Por sua vez, este não precisa ser “um Super Herói” para
cumprir sua missão na sociedade. Basta fazer o seu trabalho. Os melhores dias da
Biblioteconomia estão à nossa frente.
REFERÊNCIAS
DUARTE, Yacira Mendes. A sociedade da desinformação e os desafios do bibliotecário
em busca da biblioteconomia social. In: RIBEIRO, Anna Carolina Mendonça Lemos;
FERREIRA, Pedro Cavalcanti Gonçalves (Orgs.). Biblioteca do século XXI: desafios e
perspectivas. Brasília: IPEA, 2016.
FERREIRA, Emanuelle Geórgia Amaral. Biblioteconomia contemporânea: desafios e
realidades. 2016. 185 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas
Gerais, Escola de Ciência da Informação, 2016.
FREIRE, Paulo. Pedagogia dos sonhos possíveis. São Paulo: UNESP, 2001.
LANKES, R. David. The atlas of new librarianship. Cambridge: MIT Press, 2011.
LANKES, R. David. Expect more: melhores bibliotecas para um mundo complexo. São
Paulo: FEBAB, 2016.
MUKHERJEE, A. K. Librarianship: its philosophy and history. Bombay: Asia Publishing
House, 1966.
SOUZA, Francisco das Chagas. Formar bibliotecários para a transformação. In:
SOUZA, Francisco das Chagas. Biblioteconomia no Brasil: profissão e educação.
Florianópolis: Associação Catarinense de Bibliotecários: Biblioteca Universitária da
UFSC, 1997. p. 49-58.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro S. Bibliotecário e mudança social: por um
bibliotecário ao lado do povo. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 16, n. 2, p.
207-215, jul./dez. 1988.

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                <text>O contexto de mudanças na sociedade da informação e do conhecimento nos convida a pensar em novas perspectivas de atuação para bibliotecário. Diversos autores da Biblioteconomia já pontuaram a importância do bibliotecário atuar como instrumento de transformação social, sendo a promoção de uma sociedade empoderada atuando democraticamente por meio do conhecimento um dos desafios para o profissional. Desse modo, apresenta-se o convite feito por R. David Lankes para os bibliotecários ao propor uma ressignificação da sua atuação. O presente trabalho tem por objetivo assinalar  algumas contribuições da Nova Biblioteconomia de R. David Lankes para a atuação do bibliotecário. A pesquisa foi realizada a partir da análise da obra "The Atlas of the New Librarianship" de Lankes aliada à análise do discurso de entrevistas realizadas com bibliotecários atuantes em diferentes contextos na cidade de Belo Horizonte. Podemos concluir que uma das contribuições da Nova Biblioteconomia de Lankes está em nos mostrar que nenhuma habilidade ou ferramenta nos define como bibliotecários. A facilitação, a orientação e  o aprendizado são tarefas que contribuem com o desenvolvimento de uma Nova Biblioteconomia.</text>
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                    <text>Biblioterapia e a face terapêutica do bibliotecário
Karin Vanelli (UDESC) - karin.vanelli@udesc.br
Carla Sousa (Instituição - a informar) - carla_sou@hotmail.com
Resumo:
Apresentamos uma experiência de Biblioterapia vivida na Biblioteca da Universidade Estadual
de Santa Catarina, Unidade Balneário Camboriú. A atividade foi desenvolvida dentro da
programação do Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio. A atividade
denominada ‘Sessões de Biblioterapia: Leitura e relaxamento’ abordou o tema da ansiedade a
partir de dois contos e um poema. Foi possível constatar que as sessões oportunizaram
contato com outras facetas do bibliotecário. Por meio da leitura e da literatura, o cuidado se
processa no âmbito da Biblioterapia e a face do cuidador pode se revelar no bibliotecário.
Concluímos que, se tomarmos o cuidado por uma restauração do bem-estar, em alguma
instância a Biblioterapia é o lugar onde é possível cuidar do Ser Humano na Biblioteconomia
Palavras-chave: biblioterapia biblioteca universitária
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
A Biblioterapia é um tema que vem ganhando espaço nos últimos tempos.
No Brasil, especialmente a área da Biblioteconomia e os bibliotecários estão cada
vez mais interessados em aprender e praticar a Biblioterapia, que entendemos
como sendo o cuidado com o ser humano por meio das histórias literárias
(CALDIN, 2010). Vale esclarecer que a palavra terapia é utilizada aqui no seu
sentido mais amplo de cuidado, cuidado com o outro e com o bem-estar de todos.
Dentro deste contexto e inserindo a biblioteca universitária num movimento
que busca o bem-estar das pessoas, este relato apresenta uma experiência vivida na
Biblioteca da Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC, Unidade
Balneário Camboriú - CESFI/UDESC.
O ambiente acadêmico tem sido alvo de preocupação no que diz respeito à
preservação e manutenção da saúde mental dos universitários. O alarmante
crescimento do índice de sujeitos afetados por doenças mentais, transtornos
psíquicos, e mesmo o suicídio no Brasil e no mundo, relatados pela Organização
Mundial da Saúde - OMS nos últimos anos, reflete-se também neste meio. Estresse
e ansiedade são conhecidos fatores apontados pelos alunos nas avaliações
institucionais, pela queda de desempenho nos cursos de graduação e pósgraduação.
Foi afim de trazer luz à questão da saúde mental para o público
universitário, que a UDESC se engajou no Setembro Amarelo - campanha brasileira
de prevenção ao suicídio, uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV),
do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria

�(ABP). No mês de setembro de 2018 foram promovidas ações em todos os centros
de ensino da universidade.
Especificamente no Centro CESFI/UDESC, foi promovida uma programação
especial sobre o tema, reunindo em todas às quartas feira do mês de setembro,
atividades e profissionais tratando e esclarecendo sobre saúde mental entre os
jovens. Houve palestra com psiquiatra, roda de conversa com psicóloga, dia de
atividades e cuidados com saúde e bem-estar com a participação de diversos
profissionais de auriculoterapia, fisioterapia, educação física entre outros.
Foi nesta oportunidade e sensível à condição do aluno universitário, que a
Biblioteca

ingressou

com

um

serviço de

cunho

terapêutico:

a

Biblioterapia, alinhado ao propósito de cuidado que o evento trouxe. Este artigo
relata, portanto, esta experiência, de interação da biblioteca universitária com a
oferta de informação e serviços de saúde, expondo aí uma face terapêutica do
bibliotecário.
Relato da experiência:
A biblioteca CESFI/UDESC propôs a realização de sessões de Biblioterapia
na grade de atividades do Setembro Amarelo da instituição e teve um fácil aceite
pelos organizadores. As sessões foram realizadas no dia 20 de setembro em dois
horários, às 12.30h e às 18.30h para atender ao período vespertino e noturno onde
há os cursos de Engenharia de Petróleo e Administração Pública, respectivamente.
Foram anunciadas pelas redes sociais e mecanismos de comunicação
internos, a oferta de “Sessões de Biblioterapia: Leitura e relaxamento”, abordando
o tema Ansiedade. As ministrantes Carla Sousa, profissional convidada, mestre em
Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista
em Biblioterapia, e Karin Vanelli bibliotecária da instituição e aplicadora de
Biblioterapia, previamente configuraram a sessão, selecionando contos e poesias
que permitissem identificação e conexão com algumas emoções e sensações que
permeiam o tema de ansiedade.
Providenciou-se a reserva de sala com capacidade para até 40 pessoas. O
interesse pela ação passou a ser manifestado pelos alunos já nas redes sociais, e

�alguns procuraram a biblioteca para saber do que se tratava. Percebeu-se ali uma
expectativa quanto a realização dos encontros.
Na data agendada, disponibilizadas em círculo, as cadeiras foram uma a uma
sendo ocupadas pelos interessados, que ao todo somaram 26 vinte e seis, entre
alunos, servidores e terceirizados. Inicialmente enquanto se acomodavam, foi
utilizado música ambiente, previamente selecionada pelo caráter relaxante e
introspectivo. Canetas e folhas A4 simples, foram distribuídas. A luz foi mantida
apenas a natural, e assim que chegou o horário combinado acrescido de alguns
minutos de tolerância, foi fechada a porta e iniciada a sessão.
Uma breve apresentação das ministrantes, oralizando definições simples
sobre o que é a Biblioterapia, o aspecto sutil da atividade e como transcorreria a
sessão, introduziu o público ao trabalho que seria então realizado.
Carla convidou a todos para uma prática de respiração e relaxamento, ora
solicitando que atentassem para o ruído externo à sala, ora para o ruído interno,
ora ao próprio corpo, respirando conscientemente e conduzindo os participantes à
introspecção. Assim, em postura relaxada, olhos fechados, respiração fluída, Carla
leu o poema de Fernando Pessoa ‘Para além da curva da estrada’.
Finda a leitura, houve um tempo para que os participantes escrevessem
sobre o visualizado, sentido, percebido, e então, quem se sentiu à vontade expôs
livremente suas impressões. Ali vieram relatos de identificação de sentido entre o
ocupar-se com o futuro, com o que virá depois da curva, e a permanência no
momento presente.
Na sequência Karin fez a leitura do conto de Colasanti (1997), ‘Janelas sobre
o mundo’ em que um rei mandou construir um castelo com muitas janelas, uma
para cada dia do ano, a fim de ver paisagens diferentes todos os dias. Não se
demorava em nenhuma delas, nem naquela em que avistou uma jovem moça, a
cuidar das rosas. Mesmo desejando se ater ali, seguiu abrindo novas janelas.
Passado um ano inteiro, chegou a hora de abrir aquela janela especial de novo, e
com tristeza, constatou que a moça não estava mais lá.
Ao final da leitura, foi proposto que os ouvintes que fizessem um desenho da
janela na qual gostariam de se demorar. Alguns emocionaram-se no momento de

�apresentá-las ao grupo. Família, profissão, saúde, foram representados nas janelas.
Uma flor representou a aparição do amor.
O fechamento da sessão se deu com a leitura da crônica de Rubem Alves
‘Ostra feliz não faz pérola’ que trata da aceitação dos problemas da vida, do poder
transformador que situações difíceis contém em si, e então comentou-se sobre o
potencial que as dores da alma têm, de nos trazer riqueza emocional.
Foi então proposta a dinâmica do abraço, em que cada partícipe virou-se
para o companheiro ao lado, e olhando nos olhos foi convidado a dizer: O grão de
areia que dói em mim, abraça o grão de areia que dói em você. E todos nos
acolhemos em fraterno abraço de encerramento. Alguns buscaram abraçar também
aqueles que melhor conheciam e outros com quem havia se conectado ao longo da
vivência.
O retorno de alguns dos participantes nos fizeram crer que as sessões de
Biblioterapia oportunizaram a estes universitários um contato extraordinário com
o profissional bibliotecário “Não imaginava que bibliotecário pudesse fazer um
trabalho tão sensível”, afirmou a estudante Paula Leiko, graduanda do curso de
Administração Pública.
Partimos do princípio que a prática da Biblioterapia é terapêutica e traz
benefícios para quem participa, mas em nenhum momento o bibliotecário pode ser
elevado ao grau de terapeuta, por isso a preocupação levantada por Caldin (2010)
de não usar a denominação biblioterapeuta e sim aplicador de biblioterapia.
Acreditamos que todo ser humano tem uma face de cuidador, uma face
terapêutica, no sentido de estar preocupado com o bem-estar do outro. Por meio da
leitura e da literatura, o cuidado se processa no âmbito da Biblioterapia e a face do
cuidador pode se revelar no bibliotecário.
Para tanto, Caldin (2010, p.44) ressalta que o bibliotecário deve “antes de
tudo, nutrir interesse pelo aspecto humano da profissão”, e também “demonstrar
empatia, interesse e preocupação com o bem-estar do outro, saber escutar os
problemas alheios e ser flexível no programa de atividades que planejou”, a autora
enfatiza ainda que “estabilidade emocional, boa saúde física, bom caráter, domínio
de textos literários e embasamento teórico são pré-requisitos para o aplicador de
biblioterapia, que em momento algum se intitula terapeuta”.

�O relato de experiência aqui apresentado foi fundamentado nesses
princípios que regem a prática da Biblioterapia. E, dessa forma, foi possível realizar
um trabalho sensível de cuidado tendo como protagonista o bibliotecário no âmbito
acadêmico.
Considerações Finais:
A atividade resultou como um meio eficaz de aliviar as tensões impostas no
cotidiano acadêmico e ao mesmo tempo abrir espaço para o encontro consigo
mesmo e com o outro por meio da fala e das emoções despertadas pelos textos
literários. A atividade deverá constar na programação de outras edições do evento
Setembro Amarelo, e de outras iniciativas de saúde e bem-estar propostas na
Universidade.
Entendemos que a Biblioterapia é também um espaço de expressão do
bibliotecário, onde os conteúdos do profissional, oriundos de sua relação com as
leituras, e do sentido que dá a elas, é expresso. A seleção dos textos, a combinação
entre eles, e até os silêncios vividos na sessão, dizem sobre a estética do profissional
que conduz o trabalho.
Aplicar

Biblioterapia é

uma habilidade que humaniza o fazer do

bibliotecário, promovendo efetivo acolhimento das demandas emocionais do
público que frequenta a Biblioteca (usuários, públicos), observados os limites éticos
até onde este profissional pode ir. Se tomarmos o cuidado por uma restauração do
bem-estar, em alguma instância a Biblioterapia é o lugar onde é possível cuidar do
Ser Humano na Biblioteconomia.

Referências:
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.
CALDIN, Clarice Fortkamp. Biblioterapia: um cuidado com o ser. São Paulo:
Porto de Idéias, 2010.
COLASANTI, M. Longe como o meu querer. 2 ed. São Paulo: Ática, 1997.
PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. Recolha,
transcrição e notas de Teresa Sobral Cunha. Lisboa: Presença, 1994.

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                <text>Apresentamos uma experiência de Biblioterapia vivida na Biblioteca da Universidade Estadual de Santa Catarina, Unidade Balneário Camboriú. A atividade foi desenvolvida dentro da programação do Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio. A atividade denominada ‘Sessões de Biblioterapia: Leitura e relaxamento’ abordou o tema da ansiedade a partir de dois contos e um poema. Foi possível constatar que as sessões oportunizaram contato com outras facetas do bibliotecário. Por meio da leitura e da literatura, o cuidado se processa no âmbito da Biblioterapia e a face do cuidador pode se revelar no bibliotecário. Concluímos que, se tomarmos o cuidado por uma restauração do bem-estar, em alguma instância a Biblioterapia é o lugar onde é possível cuidar do Ser Humano na Biblioteconomia</text>
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                    <text>BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA CAPIXABA E O PROCESSO DE
FORMAÇÃO CONTINUADA

Vânia Célia Oliveira (PMC) - vania.coliver@yahoo.com.br
Patrícia Santos Silva (Ufes) - ptsantos86@yahoo.com.br
Resumo:
A pesquisa visa conhecer o processo de formação continuada dos bibliotecários de referência
capixabas e como objetivos específicos foram estabelecidos: caracterizar os bibliotecários
participantes do estudo; levantar aspectos relativos à empregabilidade do profissional;
identificar os canais utilizados para a formação continuada e conhecer os desafios enfrentados
para a formação continuada. Realizou-se quanto aos objetivos um estudo descritivo, do tipo
levantamento (survey). Utilizou-se como instrumento para a coleta de dados o questionário,
com questões fechadas e de múltiplas escolhas. Conclui-se que os bibliotecários de referência
capixabas são compromissados com a formação continuada; e pensam que somente a
graduação em Biblioteconomia (formação inicial) não garante as competências para ingresso e
permanência no mundo do trabalho. Reforça-se, então, o pressuposto de que a sociedade
requer um trabalhador capaz de atender as suas necessidades de um lado; e de outro, a ideia
de que a formação continuada torna-se necessária não somente por ser quesito de
competitividade, mas também de aprendizagem coletiva quando os trabalhadores trocam
experiências. Evidenciou que 59,4% dos bibliotecários buscam a formação continuada por essa
via de troca de experiências.
Palavras-chave: Formação continuada. Bibliotecário. Bibliotecário de referência. Carreira
profissional.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�INTRODUÇÃO

Depara-se quase sempre com pessoas despreparadas nos Setores de Referências de
diversas unidades de informação e esse despreparo está ligado a uma formação
deficitária. Mas também, percebe-se que há uma carência de formação continuada
especifica voltada a bibliotecários de referência e isso tem gerado como resultado uma
prestação de serviço de baixa qualidade. Cunha (1984, p. 147) diz que “[...] o
bibliotecário precisa reconhecer a necessidade e as vantagens da educação
continuada para si próprio, para a instituição provedora de informação e,
principalmente, para a comunidade que atende”.

Este artigo tem como objetivo geral conhecer como ocorre o processo de formação
continuada dos bibliotecários de referência capixabas, relatando a trajetória dos
bibliotecários de referência que trabalham em diversos tipos de bibliotecas públicas e
privadas do Estado do Espírito Santo e suas dificuldades. Como objetivos específicos
foram estabelecidos: caracterização dos bibliotecários participantes do estudo; levantar
aspectos relativos à empregabilidade do profissional e identificar os canais utilizados
para a formação continuada e conhecer os desafios enfrentados para a formação
continuada.

MÉTODO DA PESQUISA

Este artigo apresenta um estudo descritivo por propiciar descrever as características de
uma determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações
entre variáveis (GIL, 2009). O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o
questionário, com questões fechadas e de múltiplas escolhas, configurando a pesquisa
como um levantamento (survey), que caracterizam-se pela interrogação direta das
pessoas cujo comportamento se deseja conhecer (GIL, 2009). A população estudada
constituiu-se de bibliotecários de referência que trabalham em diversos tipos de
bibliotecas de instituições públicas e privadas do Estado do Espírito Santo. A amostra
envolveu 45 participantes que receberam os questionários via e-mail (formato Google
Docs) onde 86% responderam ao mesmo.

RESULTADOS

�Da caracterização dos participantes - 87% dos bibliotecários de referência é do sexo
feminino, e apenas 13% são homens, desses, 46,9% possuem entre 31-40 anos;
21,9% têm idade entre 41-50 anos e 15,6% entre 21-30 anos. Dos aspectos relativos
à empregabilidade do bibliotecário de referência - Analisando o tempo de atuação
como bibliotecário 56,3% tem entre 1-5 anos de trabalho na profissão; 21,3% tema
mais de 16 anos na profissão; 15,6% têm entre 6-10 anos e 6,3% disseram que
possuem entre 11-15 anos de profissão; A respeito dos tipos de unidade de
informação em que trabalham, 36% trabalham bibliotecas universitárias; 28%
trabalham em bibliotecas públicas, 22% representam os bibliotecários escolares, e 15%
atuam em bibliotecas especializadas; Sobre como ocorreu o ingresso no atual
emprego, 53% foi o concurso público. No entanto, uma parcela significativa (25%) que
trabalha em instituições privadas, mas foi indicado para vaga, e 22% enfrentaram
processo seletivo para ingressar na iniciativa privada; Sobre a exigência de pósgraduação como requisito da contratação atual, 77% disseram que não foi exigido pósgraduação para ocupar o cargo e apenas 23% afirmaram que tiveram que apresentar
outro nível de formação posterior à graduação. Referente aos canais utilizados para
a formação continuada a pesquisa abordou questões sobre canais formais e
informais. Canais formais - buscou-se identificar se haviam cursado outro curso de
graduação além do bacharelado em Biblioteconomia. A maioria (78,1%) dos
entrevistados respondeu que não possui outro curso de graduação e somente 21,9%
informaram que realizaram outro curso de graduação. Dos que possuem outra
graduação em área afim - 46% são do curso de letras; 27% do curso de artes; 15% do
curso de arquivologia e 12% de vários outros cursos. Verificou-se que em nível de pósgraduação, 72% possuem especialização; 3% possuem mestrado e 25% responderam
que ainda não realizaram pós-graduação; Quanto às áreas em que foram realizados
os cursos de especialização, igualmente à escolha da segunda graduação essas
também são correlatas à Biblioteconomia ou na própria área de conhecimento. 67,70%
são da área de biblioteconomia; 50% da área de tecnologia; 28% da área de
administração; 23% da área de recursos humanos e 7% de outras áreas. Canais
Informais - Entre os quais destacaram a participação em palestras e congressos
(62%); cursos de aperfeiçoamento presencial (59%) e cursos de aperfeiçoamento à
distância (48%). Quanto aos cursos à distância como um canal de acesso à
formação continuada, 90% dos entrevistados disseram que a educação à distância é
uma oportunidade acessível de formação continuada; 6% parcialmente; 4% disseram
não. A respeito do grau de importância das tecnologias da informação - 87% dos

�entrevistados as consideraram muito importantes; 13% importante. Sobre o grau de
relevância atribuído às novas ferramentas tecnológicas, 81% as julgam
extremamente importantes e outros 19% dos entrevistados as têm como importantes.
Canais de informação informais utilizados para atualização - Ainda no que
concerne ao uso dos canais informais para desenvolver a formação continuada
destacam-se a leitura de livros e periódicos especializados (75%) e a comunicação
informal e troca de experiências (59,4%). Outros resultados expressivos indicam as
consultas a sites específicos (56%) e a participação em redes sociais relacionados à
Biblioteconomia, haja vista que 53% dos participantes da pesquisa deram indícios do
uso dessas ferramentas de comunicação. Dos desafios enfrentados para a
formação continuada - 53% sim, a instituição promove formação em serviço; 34%
sim, a instituição tem plano de carreira; 22% sim, a instituição concede liberação ou
licença para o profissional se capacitar; 19% não incentivam; 12% sim, a instituição
incentiva financeiramente (ajuda de custo); Das dificuldades apontadas para a
ocorrência da formação continuada - (63%) afirmam que é devido a literatura
desatualizada; 58% deles responsabilizam as poucas opções existentes no Estado
visando à formação continuada; 37% afirmam que faltam recursos próprios para
custeio de sua atualização; 32%, igualmente é coerente, pois todas as instituições (
públicas ou privadas) contam com reduzido número de bibliotecários e de
colaboradores; já 17% afirmam que as instituições não liberaram os profissionais para
o desenvolvimento de sua formação contínua; 4% apontam burocracias nas politicas de
financiamento e concessão de bolsas.

Em relação à informação acima que diz que 63% dos entrevistados consideram a
literatura da área pouco atualizada, cabe pontuar uma discrepância neste resultado,
uma vez que a produção científica no campo da Ciência da Informação e da
Biblioteconomia tem sido variada e intensificada. Logo, o resultado apresentado é
colocar em suspensão. Sendo ainda, contraposto pela afirmativa de que 75% dos
bibliotecários disseram que se atualizam por meio da leitura de livros e de periódicos
especializados.

DISCUSSÃO

Diante dos resultados, historicamente, a profissão é associada ao profissional do sexo
feminino. Esta predominância foi analisada por Martucci (1996) como uma

�aproximação entre a Biblioteconomia e ao Magistério. Os resultados descritos
permitem inferir que mais da metade dos bibliotecários de referência capixabas
entrevistados são recém-formados (56,3%), porém já possuem certa maturidade
quando se constata que estão na faixa etária entre 31-40 anos. Sobre como ocorreu o
ingresso no atual emprego confirmam que as instituições públicas continuam sendo as
maiores empregadoras dos profissionais bibliotecários.

Aludindo pesquisa realizada em 2002 com 92 bibliotecários capixabas, que pretendeu
conhecer o perfil do bibliotecário em exercício no Estado do Espírito Santo, Rosemberg
et al. (2003), apresentou resultados semelhantes aos que aqui descreve-se. Com isso,
conclui-se que, se o serviço público continua sendo um dos principais empregadores
de bibliotecários, então, a formação em áreas afins à Biblioteconomia e outros títulos
são imprescindíveis, uma vez que em concursos públicos de provas e títulos um dos
critérios de classificação vem a ser a pontuação referente à formação continuada
adquirida após a conclusão da graduação em Biblioteconomia. O resultado elevado de
profissionais com especialização parece confirmar que eles julgam importante a
formação continuada. Referente aos canais informais percebe-se os profissionais
utilizam diversos deles para darem conta da sua formação continuada.

Diante disso, Naves (1998) afirma que a educação a distância é um canal importante,
sendo facilitada com a chegada da Internet e das ferramentas tecnológicas. Juntas
elas possibilitaram ao profissional romper as barreias de tempo e espaço na busca por
capacitação, o que influenciou no progresso das atividades do serviço de referência,
atestado por Grogan (2001). Portanto, o impacto desse boom de fontes de informação
requer uma mudança de comportamento do bibliotecário, exigindo dele uma busca
maior por formação continuada, o que por consequência, acarreta numa melhoria na
qualidade do serviço de referência.

CONCLUSÃO

Nessa perspectiva, os resultados apresentados levam a crer que os bibliotecários de
referência capixabas são compromissados com a formação continuada. E, assim, deve
ser, já que “um profissional de referência em virtude de sua „exposição‟ constante e sua
visibilidade aos olhos do público [...] deve possuir competências diferentes” (ACCART,
2012 p. 78).

�Na

percepção

dos

bibliotecários

entrevistados

somente

a

graduação

em

Biblioteconomia não garante as competências para ingresso e permanência no mundo
do trabalho. Concebida desse modo, em um contexto em que inúmeros desafios se
colocam à vida do trabalhador, a formação em serviço é um fator relevante que pode
levá-lo a transformar o trabalho para conhecê-lo, como diz Clot (2006, apud Lourau,
1993). Reforça-se, então, o pressuposto de que a sociedade requer um trabalhador
capaz de atender as suas necessidades de um lado; e de outro, a ideia de que a
formação continuada torna-se necessária não somente por ser quesito de
competitividade, mas também de aprendizagem coletiva quando os trabalhadores
trocam experiências.

REFERÊNCIAS
ACCART, Jean-Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual; tradução
de Antônio Agenor Briquet de Lemos. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2012.
CLOT, Yves. Clinique de l‟activitéetrépétition. Cliniques Méditerranéennes,
Marseille, n. 66, p. 31-53, 2002. Tradução de Claudia Osório da Silva.
CUNHA, Murilo Bastos. O desenvolvimento profissional e a educação continuada.
Revista Biblioteconomia de Brasília, Brasília, DF, v. 12, n. 2, p. 149-156,
jul./dez.1984.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed.São Paulo: Atlas,
2009.
GROGAN, Denis Joseph. A prática do serviço de referência. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 2001.
MARTUCCI, Elizabeth Márcia. A feminização e a profissionalização do magistério e
biblioteconomia: uma aproximação. Perspectiva em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 1, n. 2, p.225-244, jul. /dez.1996.
NAVES, Carlos Henrique Tomé. (1998). Educação continuada e a distância de
profissionais da ciência da informação no Brasil via Internet. Brasília, DF, 1998.
Dissertação - Mestrado em Ciência da Informação - Universidade de Brasília, 1998.
ROSEMBERG, Dulcinea Sarmento et al. O perfil dos bibliotecários em exercício no
Espírito Santo. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 5., 2003, Belo Horizonte (MG). Anais... Belo Horizonte: ANCIB, 2003.

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                <text>A pesquisa visa conhecer o processo de formação continuada dos bibliotecários de referência capixabas e como objetivos específicos foram estabelecidos: caracterizar os bibliotecários participantes do estudo; levantar aspectos relativos à empregabilidade do profissional; identificar os canais utilizados para a formação continuada e conhecer os desafios enfrentados para a formação continuada. Realizou-se quanto aos objetivos um estudo descritivo, do tipo levantamento (survey). Utilizou-se como instrumento para a coleta de dados o questionário, com questões fechadas e de múltiplas escolhas. Conclui-se que os bibliotecários de referência capixabas são compromissados com a formação continuada; e pensam que somente a graduação em Biblioteconomia (formação inicial) não garante as competências para ingresso e permanência no mundo do trabalho. Reforça-se, então, o pressuposto de que a sociedade requer um trabalhador capaz de atender as suas necessidades de um lado; e de outro, a ideia de que a formação continuada torna-se necessária não somente por ser quesito de competitividade, mas também de aprendizagem coletiva quando os trabalhadores trocam experiências. Evidenciou que 59,4% dos bibliotecários buscam a formação continuada por essa via de troca de experiências.</text>
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                    <text>Ações culturais em bibliotecas universitárias: do acesso à inclusão
Ionei Alexandre Carvalho (Claretiano) - ioneicarvalho@gmail.com
Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho (UFAM) - geyseccarvalho@hotmail.com
Resumo:
Este texto objetiva discutir a ação cultural em Bibliotecas Universitárias, convergindo as
discussões para os estudos culturais e sociedade da informação. Define ação cultural, como
possibilidade de promover aprendizado cultural aos usuários. Infere-se que ação cultural
existe para transformar acesso em inclusão, para que o indivíduo se aproprie do espaço, no
sentindo de pertencimento. A metodologia utilizada nesta pesquisa é de abordagem
qualitativa, do tipo exploratório, de caráter bibliográfico. É possível a partir deste texto,
refletir acerca da importância de ações culturais em Bibliotecas Universitárias.
Palavras-chave: Ações Culturais,
Universitárias

Bibliotecas

universitárias,

Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Cultura

em

Bibliotecas

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não

Introdução:
Ação cultural é um tema geralmente relacionado às bibliotecas públicas e
escolares. Nas bibliotecas públicas, as ações culturais são direcionadas a
comunidade de forma geral, já nas bibliotecas escolares, envolve, inclusive o
incentivo à leitura o qual está predominante relacionado à comunidade infantil. No
que tange as bibliotecas universitárias - BU, este ainda é um tema pouco explorado,
uma vez que práticas na área são pouco desenvolvidas.
O objetivo da BU é dar suporte ao processo de ensino/aprendizagem,
priorizando os seus pilares: Ensino, pesquisa e extensão. Desta forma, a proposta
aqui é repensar o papel desta biblioteca no que implica as ações culturais para o
cumprimento dos objetivos das bibliotecas universitárias, assim como verificar os
benefícios que estas ações podem trazer para a mesma.
Define ação cultural, representada aqui como possibilidade de promover
aprendizado cultural aos usuários.

Método da pesquisa:
Para que a pesquisa se efetuasse com eficácia, foi necessário realizar
pesquisa bibliográfica desenvolvida a partir de materiais já elaborados, constituído
principalmente de livros, artigos científicos e periódicos, em formato físico e virtual.

�Discussão e resultados:
É possível compreender os muitos significados atribuídos a expressão
cultura, vamos considerar Ferreira (2004, p. 587):
Cultura: características humanas que não são inatas, e que criam
e se preservam ou aprimoram através da comunicação e
cooperação entre indivíduos em sociedade. Parte ou o aspecto da
vida coletiva relacionada à produção e transmissão de
conhecimentos, à criação intelectual e artística, etc (FERREIRA,
2004).

A ação cultural, através da arte e da cultura, faz parte deste momento em que
as bibliotecas buscam relação com a sociedade. Flusser (1983) caracteriza a ação
cultural como emergente e libertadora. Por isso é grande a relevância da ação
cultural, na qual os sujeitos da cultura podem se expressar livremente, assumindo
papel de protagonistas.
Compreende-se então que a cultura é o resultado da transformação do
homem na natureza, ou seja, na sociedade em que interage.
De acordo com Gauloski (2010), ter acesso à informação pode contribuir para
o desenvolvimento da sociedade como um todo, além de permitir o desenvolvimento
pessoal, criativo e intelectual de cada ator que compõe esta sociedade.
É salutar difundir a cultura, sobretudo em um ambiente acadêmico, onde os
atores estão, predominantemente, dispostos a receber informações, isto permite a
evolução da sociedade.
Para o antropólogo Laraia (1986), sem a difusão da cultura não seria possível
o grande desenvolvimento da humanidade, pois os empréstimos que são feitos da
criação de outros povos possibilitam desenvolvimento, ou seja, a evolução ao
homem moderno.
A ação cultural em uma biblioteca possibilita que esta seja um instrumento de
afirmação de expressões artísticas e culturais de uma sociedade, possibilitando que
os que frequentem o ambiente, interajam, valorizem sua cultura e contribuam para
o crescimento local.

�De acordo com Maciel e Mendonça (2000), a biblioteca universitária está
sujeita a receber influências do ambiente que a cerca, externa e internamente. A
autora menciona: “As bibliotecas universitárias não são organizações autônomas, e
sim organizações dependentes de uma organização maior - a Universidade,
portanto sujeitas a receberem influências externas e internas do ambiente que as
cercam”.
Desta forma exige-se que os bibliotecários adquiram conhecimentos e
habilidades inerentes, que os permitam atuarem com eficácia nesta área, assumindo
o papel de agente cultural. O agente cultural é o profissional que faz o intermédio
entre a cultura e o indivíduo, o qual, por si só, faz uso da cultura e cria seus próprios
fins. Coelho (1997, p. 31) afirma que: “Para efetivar-se, a ação cultural recorre a
agentes culturais previamente preparados e leva em conta públicos determinados,
procurando fazer uma ponte entre esse público e uma obra de cultura ou arte”.
Neste sentido, o bibliotecário responsável pelo serviço de referência deve
estar atento ao ambiente em que a biblioteca está inserida, a fim de prover
atividades socioculturais que sejam do interesse dos mesmos, possibilitando a
contribuição para o desenvolvimento da sociedade a qual a Universidade pertence.
Por meio de ações desenvolvidas pelas bibliotecas universitárias, os integrantes
deste cenário obtêm condições para tornarem-se protagonistas em tomadas de
decisões, ações, projetos, pesquisas etc. Ademais, estas ações culminam para que
os participantes sintam-se parte daquele meio, não somente como espectadores,
mas desenvolvedores e pertencentes à comunidade acadêmica.

Considerações Finais:
A ação cultural existe para transformar acesso em inclusão, para que o
indivíduo se aproprie do espaço, no sentindo de pertencimento. A sociedade, de
forma geral, fundamenta-se na ampliação da informação e consequentemente,
conhecimento, essas informações estão inseridas nos mais variados suportes e
locais diferentes, a biblioteca universitária, além de cumprir com seu objetivo

�primário, deve preocupar-se em disponibilizar a cultura e a informação aos seus
usuários.
De acordo com Borges (2004, p. 57) “[...] um profissional que tenha além da
formação adequada, competências e habilidades exigidas pelas tarefas a
desempenhar e ajustadas ao tempo atual, implicando em um redirecionamento da
conduta do profissional perante os desafios do momento”. A evolução tecnológica
contribui consideravelmente neste cenário, uma vez que o bibliotecário precisa estar
inserido na sociedade da informação e do conhecimento apropriando-se de
ferramentas e serviços, capacitando-se com frequência e constantemente
preocupado em satisfazer as necessidades informações de seus clientes de forma
atual, utilizando-se de novas tecnologias.
Nesse sentido, a BU necessita adaptar-se a este cenário sociocultural,
revestindo-se de um caráter transformador tendo como mediador o bibliotecário para
criar e desenvolver mecanismos que facilitem a interação entre o usuário e a
biblioteca, proporcionando assim novos conhecimentos e consequentemente
tornando uma sociedade mais autônoma, tornando o ambiente Biblioteca em um
local de desfrutamento cultural.
Referências:
BORGES, Maria Alice Guimarães. O profissional da informação: somatório de
formações, competências e habilidades. In: BAPTISTA, Sofia Galvão; MULLER,
Suzana Pinheiro Machado (Orgs.). Profissional da informação: o espaço de
trabalho. Brasília: Thesaurus, 2004. p. 55-69.
COELHO, Teixeira. Dicionário crítico de política cultural: cultura e imaginário.
São Paulo: Iluminuras, 1997.
FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Nova fronteira,
2004.
FLUSSER, Victor. A biblioteca como um instrumento de ação cultural. Revista
Escola de Biblioteconomia UFMG. Belo Horizonte, v. 12, n. 2, p. 145-169, set.
1983. Disponível em: http://www.brapci.inf.br/index.php/article/download/15776.
Acesso em: 05 dez. 2018.

�GAULOSKI, Mirela Patruni. Ações culturais em bibliotecas públicas: um estudo
de caso da Biblioteca Pública Municipal Professor Barreiros Filho em Florianópolis
Santa Catarina. 2009. 51f. TCC (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2013. Disponível em:
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/120247. Acesso: em 25 ago. 2018.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro:
Zahar, 1986.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. A função gerencial
na biblioteca universitária. Disponível em:
https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/479/1/Maciel%2C%20AlbaA%20fun%C3%A7%C3%A3o%20gerencial%20na%20Biblioteca%20universit%C3
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                    <text>Ações conjuntas de bibliotecários para o fortalecimento da
Biblioteconomia: um relato de experiência

Andreza Gonçalves Barbosa (UFMG) - goncalvesandreza@hotmail.com
Jéssica Patrícia Silva de Sá (UFMG) - j.jessicadesa@gmail.com
Jorge Santa Anna (UFMG) - professorjorgeufes@gmail.com
Resumo:
A realização de eventos contribui no fortalecimento das práticas profissionais e das atividades
científicas em uma dada área de conhecimento. No entanto, é errôneo acreditar que esse
fortalecimento é consequência, apenas, dos eventos de maior abrangência, tais como os
eventos de cunho nacional e internacional. Parte-se do pressuposto de que, ações conjuntas,
realizadas em nível local, por grupos isolados ou associações profissionais de estados e
municípios podem trazer resultados inovadores e provocar novas reflexões que contribuam
com o crescimento da área. É com esse propósito que apresenta-se este relato de experiência,
cujo objetivo é o de apresentar o processo de desenvolvimento de dois livros da área de
Biblioteconomia, por uma associação profissional, e descrever as atividades de organização do
evento de lançamento dessas obras, demonstrando a importância da interação entre a equipe
de bibliotecários envolvida com esse inovador empreendimento. A partir dos resultados, foi
possível afirmar que a excelência do trabalho pode ser alcançada, notadamente na
organização de eventos, quando os profissionais acreditam e investem nas ações de
planejamento, entusiasmo, audácia, união e colaboração. Espera-se que outras iniciativas
dessa natureza possam ser pensadas e executadas em prol do fortalecimento da
Biblioteconomia.
Palavras-chave: Eventos científicos. Organização de eventos. Lançamentos de livros.
Biblioteconomia social. Empreendedorismo na Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�1 INTRODUÇÃO
A realização de eventos científicos constitui uma prática comumente realizada nas
mais diversas áreas do conhecimento. Os eventos científicos são importantes, porque
permitem a troca de informações e experiências vivenciadas por profissionais e
pesquisadores, no intuito de que ações possam ser desenvolvidas em conjunto, haja vista
desencadear o fortalecimento e o desenvolvimento de uma área científica.
Assim como acontece com outros meios de comunicação, como os periódicos, nos
eventos, a contribuição está pelo fato das pesquisas apresentadas serem submetidas
para apreciação pela comunidade científica, resultando em possíveis críticas ou
sugestões que possam validar, cada vez mais, os resultados almejados.
Ao contrário dos periódicos, os eventos científicos se destacam pelo fato de
permitirem um contato face a face entre os participantes. Segundo Campello (2003), os
eventos são momentos propícios que enriquecem as pesquisas apresentadas,
destacando-se, principalmente, por possibilitar um retorno instantâneo, além das
sugestões e do diálogo firmado entre especialistas e o pesquisador ou profissional que
submete suas pesquisas.
Nesse contexto, a prática de realização de eventos constitui uma estratégia
utilizada pela ciência, no sentido de garantir maior legitimidade e credibilidade ao que está
sendo pesquisado. A ciência é norteada por um sistema de comunicação que permite a
interação entre especialistas que se interessam por temas similares, e esses agentes vão
reconstruindo seus fundamentos a partir das considerações de seus colegas, o que
fomenta um intenso ciclo de retroalimentação, o qual viabiliza maior qualidade no que é
produzido (MUELLER, 2003).
A importância dos eventos para a comunicação científica é tamanha que, mesmo
com o aparecimento das tecnologias digitais, que possibilitam formas de interação pelo
computador, permitindo, por exemplo, a prática de videoconferências, os eventos
presenciais não deixaram de existir, como mencionado por Campello (2003). Para Santa
Anna (2018), os eventos científicos precisam ser bem organizados, com equipes
integradas, cujas funções são determinadas, a fim de permitir uma melhor condução das
atividades.
O autor salienta que a área da Biblioteconomia se destaca, com eventos sendo
realizados em nível nacional e internacional. Santa Anna (2018) reforça o papel da gestão
do evento, enfatizando que ela precisa ser conduzida por equipes competentes e
integradas, de modo que os objetivos possam ser alcançados e que os anseios e as
expectativas dos participantes sejam atendidas.

�Campello (2003) cita que os eventos podem ser mais abrangentes quando visam
congregar participantes de diferentes regiões, com uma abrangência nacional ou
internacional. Há também, segundo a autora, eventos direcionados a um público restrito,
normalmente, a nível local, e contendo os interesses de uma comunidade específica, tal
como uma associação profissional, por exemplo.
Nesse contexto, no âmbito das associações profissionais em Biblioteconomia, no
Brasil, cita-se a Associação de Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG), entidade que
acredita na causa profissional quanto acadêmica, e representa os interesses da classe no
Estado de Minas Gerais. Com o intuito de fortalecer a área, essa entidade se destaca na
oferta de cursos de capacitação, oficinas diversas, publicações de livros, realização de
eventos profissionais e científicos, dentre outras atividades.
Acreditando no potencial das publicações científicas, no ano de 2018, a entidade
desenvolveu dois livros em forma de coletânea. Os capítulos foram escritos por diversos
autores, compostos por alunos, professores e bibliotecários. Com o propósito de
disseminar a leitura a diferentes públicos, foram aceitos textos no formato de artigos de
pesquisa, artigos de revisão, ensaios e relatos de experiência.
A princípio, os livros foram planejados para publicação do tipo coletânea,
organizada por membros da diretoria da ABMG, e no formato de e-book, não
comercializável. No entanto, ao longo do desenvolvimento, surgiu o convite, por parte de
uma editora do mercado de Belo Horizonte, da publicação impressa e comercializável.
Assim, a versão eletrônica sob responsabilidade editorial da ABMG foi lançada no dia 20
de dezembro de 2018, e a versão impressa está prevista para publicação no decorrer do
ano de 2019.
O livro intitulado “Biblioteconomia social: possíveis caminhos para construção da
cidadania” apresenta textos relativos à prática biblioteconômica que vai além das técnicas
aprendidas na Graduação. Fica claro na obra a importância de se ater à questão social
dos bibliotecários e à responsabilidade deles para com a melhoria não somente do local
de atuação, mas também em prol da melhoria da comunidade/sociedade. Dessa maneira,
“o cunho liberal e humanista da profissão” oficializado no juramento da Biblioteconomia
pode ser praticado com eficácia, obtendo-se bons resultados assim como os contidos nos
capítulos da obra.
Já o livro intitulado “Empreendedorismo bibliotecário na sociedade da informação:
outros caminhos e possibilidades” abarca questões voltadas para as diversas
possibilidades que a Biblioteconomia apresenta aos profissionais da área. É preciso que o
profissional esteja apto a atuar não somente em bibliotecas ou centros de informação,

�mas que esteja preparado a atuar em um mercado cada vez mais competitivo em que
tecnologias surgem a todo o momento. Dessa maneira, o livro apresenta novos nichos de
atuação desses profissionais.
Ambos os livros mostram que é possível construirmos uma Biblioteconomia social e
empreendedora agregada às técnicas aprendidas na formação profissional. Essas, em
conjunto, criarão novas possibilidades de atuação para os bibliotecários, contribuindo,
dessa maneira, para o enriquecimento da área.
2 EVENTO DE LANÇAMENTO: UNIDOS EM PROL DO FORTALECIMENTO DA ÁREA
Como forma de prestigiar os autores e também de divulgar os dois livros, foi
organizado um evento de lançamento no final de dezembro de 2018.

A comissão

organizadora do evento, além dos membros da associação, contou com a participação de
duas alunas de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) e um aluno de Graduação. O local escolhido para realização do
lançamento foi um dos auditórios da Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG.
A organização do evento de lançamento dos livros antecedeu a data de sua
realização, iniciando-se com a listagem dos contatos de todos os autores dos capítulos
das coletâneas. Com essa listagem, foi criado um grupo no aplicativo WhatsApp, no qual
os autores puderam interagir, tirar suas dúvidas sobre as apresentações orais, e,
principalmente, confirmarem presença no dia do evento.
Após a confirmação dos autores, foi possível estabelecer também quem seria
responsável pela apresentação oral de cada capítulo, visto que a maioria foi escrita por
mais de um autor. Devido à restrição de tempo, cada autor teve um tempo limitado para a
apresentação, o que impossibilitou que todos os autores de um determinado capítulo se
pronunciassem; logo, apenas um autor de cada capítulo foi escolhido para apresentar.
Os autores tiveram a liberdade de convidar outras pessoas para assistirem ao
lançamento dos livros, como familiares, amigos e profissionais da informação. No grupo
do WhatsApp, cada autor informou o número de convidados que iria comparecer ao
evento, possibilitando que os organizadores soubessem de antemão o número
aproximado de pessoas que estariam presente.
A próxima etapa da organização do evento foi a elaboração da programação, que
consistiu em um cronograma para controle do tempo e a ordem de apresentação dos
autores que confirmaram presença, com o nome de seu respectivo capítulo. Também foi
elaborada

uma

acompanhantes.

planilha,

na

qual

constavam as

confirmações

de

autores e

�No dia do evento, os organizadores se reuniram algumas horas antes para
conferirem a programação final e acertarem as últimas pendências. A programação foi
impressa em várias cópias para controle dos organizadores. Posteriormente, procedeu-se
à organização do auditório onde seria realizado o evento, estabelecendo a disposição do
mobiliário e a ornamentação.
Dessa forma, no dia 20 de dezembro de 2018, o evento se concretizou, iniciandose por volta das 19:00 h, cujo público presente contou com a participação de,
aproximadamente, 100 pessoas. Com o intuito de tornar o ambiente mais agradável - até
mesmo por ser semana de Natal - um dos autores e membro da comissão organizadora
do evento coordenou as apresentações musicais, recepcionando os convidados com um
coral que, gentilmente, entoou músicas natalinas. Foi um momento emocionante e
contemplativo.
Considerando o dia e horário de início - em que muitos participantes foram direto
do trabalho ou chegaram de viagem para participarem - a organização contratou um buffet
que foi servido na entrada do auditório com salgados, água e sucos variados.
A mesa de abertura foi composta pelas autoridades: diretora da ECI, presidente do
CRB-6, conselheira do CFB, diretora da ABMG, diretora da Biblioteca da ECI e membro
da comissão organizadora da publicação dos livros. Em linhas gerais, o discurso desses
membros contemplou aspectos da valorização em se publicar textos que versam sobre os
temas das obras, como também agradecimentos a todos os envolvidos.
Após do acolhimento pela mesa de abertura, procedeu-se às apresentações dos
capítulos (apenas dos autores presentes). Mesmo com um curto prazo para discursar
(cinco minutos), todos os autores conseguiram explanar com maestria seus escritos.
Alguns chegaram a se emocionar, o que comoveu a todos os participantes.
Ao findar das apresentações, o evento foi encerrado com um breve discurso de
agradecimento por parte da presidente da ABMG, como também foi proferida a
mensagem final dos organizadores da obra, cujo discurso centrou-se na esperança de
que outras iniciativas dessa natureza sejam desenvolvidas em outros contextos, de modo
que a área da Biblioteconomia seja, cada vez mais, divulgada, valorizada, reconhecida e
interventiva, sobretudo em prol das causas sociais e acerca do potencial do bibliotecário
na atual sociedade.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento e a publicação dos livros pela ABMG, conforme descrito neste
relato, confirmam a importância e a necessidade de as associações profissionais, demais

�órgãos de classes, escolas de formação, dentre outras instituições unirem esforços em
prol desse empreendimento, com o fim de que as experiências, as crenças, os desafios e
as conquistas presentes na Biblioteconomia possam ser disseminados mundo afora.
Comprova-se, também, a eficiência dos bibliotecários, sejam estudantes,
profissionais, pesquisadores, ao formarem equipes para facilitar o processo de
organização de eventos. Portanto, é possível reforçar que a atuação do bibliotecário é
diversa, podendo esse assumir vários papéis, dentre eles, a função de organizador de
eventos científicos, contribuindo com seu potencial na disseminação de informações.
Organizar um evento não é tarefa fácil. Envolve tempo, disponibilidade,
responsabilidade. Envolve saber lidar com as intempéries que ocorrem no caminho,
porém é preciso saber driblá-las para seguir adiante.
Importante ressaltar a importância do trabalho em equipe. Saber lidar com as
diferenças de opiniões e de expectativas é algo que aprendemos na prática cotidiana, nos
apertos. E, é nessa hora, que a famosa frase “a união faz a força” faz sentido.
O receio de não conseguir terminar tudo a tempo - ainda mais por se tratar de uma
semana de Natal - foi algo que nos inquietou, instantaneamente. Outra questão que nos
acompanhou foi pensar em como reunir um número expressivo de participantes em uma
época difícil como final de dezembro em que a universidade já se encontrava em férias
estudantis.
A partir dos resultados, é possível afirmar que a excelência do trabalho pode ser
alcançada, notadamente na organização de eventos, quando os profissionais acreditam e
investem nas ações de planejamento, entusiasmo, audácia, união e colaboração. Que
outras iniciativas dessa natureza possam ser pensadas e executadas em prol do
fortalecimento da Biblioteconomia.
REFERÊNCIAS
CAMPELLO, Bernadete Santos. Encontros científicos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Org.). Fontes de
informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
p. 55-71.
MUELELR, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação científica e a
literatura científica. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares;
KREMER, Jeannette Marguerite (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 21-34.
SANTA ANNA, Jorge. Encontro dos Dirigentes e dos Docentes das Escolas de
Biblioteconomia do MERCOSUL: um relato de monitoria. Biblionline, João Pessoa, v. 14,
n. 2, p. 40-51, 2018.

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                    <text>Atividades complementares do curso de Biblioteconomia da
FaBCI/FESPSP e sua integração com a Agenda 2030

Jose Mario de Oliveira Mendes (FESPSP) - jmendes@fespsp.org.br
Valéria Martin Valls (FaBCI/FESPSP) - valls@fespsp.org.br
Resumo:
Este relato de experiência trata da integração entre a realização das Atividades
Complementares do curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da
Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP) e os
Objetivos e Metas estabelecidos pela Agenda 2030. Gerenciando o processo de realização de
tais atividades, que são parte integrante e obrigatória do curso de graduação e da formação do
aluno, é possível avaliar, medir, sugerir, aprimorar e aproximar cada vez mais os alunos dos
preceitos da Agenda 2030 a fim de ampliar e contribuir para uma formação mais humanista e
ativa do estudante de Biblioteconomia.
Palavras-chave: currículo de biblioteconomia; atividades complementares; Agenda 2030
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Resumo expandido
Introdução:
Descreve o processo de atividades complementares do curso de Biblioteconomia da
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP), que tem como principal objetivo
ampliar o contato do estudante com temas relevantes à sua formação profissional,
com destaque nesse relato de experiência aos conteúdos relacionados à Agenda
2030, entendendo a importância desse tema na formação do futuro bibliotecário.
Relato da experiência:
As atividades complementares foram formalmente instituídas no curso em 2011 e
são aquelas realizadas pelo aluno, vinculadas a sua formação no curso de
Biblioteconomia, visando a complementação dos conteúdos ministrados e a
atualização permanente do discente com os temas emergentes ligados à Ciência da
Informação, sendo componentes curriculares obrigatórios caracterizadas pelo
conjunto de atividades de ensino, pesquisa e extensão que garantem ao aluno uma
formação abrangente.
Os objetivos das Atividades Complementares são:





Propiciar ao aluno a aquisição de experiências diversificadas inerentes e
indispensáveis ao seu futuro acadêmico e/ou profissional;
Promover o aprofundamento dos conteúdos ministrados no curso,
permitindo ao aluno um conhecimento mais abrangente;
Estimular a prática de estudos independentes, transversais e opcionais que
complementem a formação profissional;
Fomentar o desenvolvimento de projetos de pesquisa, assim como incentivar
estimular a realização de atividades de extensão à comunidade;

�

Permitir a construção de habilidades e competências valorizadas no mercado
de trabalho para o bibliotecário e de valores éticos e morais visando à
formação humanística do aluno.

A matriz curricular do curso de Biblioteconomia da FaBCI/FESPSP em 2019 prevê a
realização de 140 horas, desenvolvidas ao longo do período do curso (3 anos) e seu
cumprimento é indispensável para integralização curricular. São consideradas
válidas as Atividades Complementares que apresentem relação com os conteúdos
ministrados no curso de Biblioteconomia, que contribuam para a formação do
bibliotecário e que sejam realizadas após a matrícula do aluno no curso. As
Atividades Complementares são divididas em Atividades Internas (oferecidas pela
FESPSP) e Atividades Externas. Os alunos são encorajados a prospectar e participar
no mais variado leque de Atividades Externas que venham a enriquecer sua
formação como profissional e cidadão. O cômputo das horas de Atividades
Complementares está sujeito a análise e aprovação da Coordenação de Atividades
Complementares que é exercida por professor designado pelo Coordenador de Curso
ou pelo próprio. Durante todo o semestre letivo, em esquema de Fluxo Contínuo, os
alunos deverão entregar cópias dos documentos comprobatórios na secretaria de
Graduação da FESPSP, para análise e parecer de deferimento ou indeferimento,
informando a situação de cada aluno em relação ao cumprimento de suas atividades
complementares.
Um dos objetivos desse processo é ampliar a formação do estudante de
Biblioteconomia e entende-se que a conexão com os objetivos e metas da Agenda
2030 é possível e deve ser amplamente estimulada. Nesse sentido, a seguir,
apresentamos um Quadro que relaciona algumas das Tipologias de Atividades
Complementares que podem ser realizadas pelos alunos com Objetivos e Metas da
Agenda 2030, com a intenção de estimular a conexão entre as referidas atividades e
os temas da Agenda 2030:
Quadro: atividades complementares e Agenda 2030
Tipologias das Atividades
Complementares
Iniciação Científica
Oficinas Temáticas
Minicursos
Programa de Enriquecimento
Curricular
Grupos de Estudos e Pesquisas
orientados por Professores
Participação em projetos de pesquisa
realizados no Núcleo de Pesquisa da
FESPSP

Conexão com os Objetivos /
Metas da Agenda 2030
Objetivo 4 / Meta 4.3
Até 2030, assegurar a igualdade de
acesso para todos os homens e mulheres
à educação técnica, profissional e
superior de qualidade, a preços
acessíveis, incluindo universidade.

�Tipologias das Atividades
Complementares
Projetos de Extensão Comunitária
Projetos de consultoria de FESPSP
Júnior
Grupos de Estudos e Pesquisas
orientados por Professores
Participação em projetos de pesquisa
realizados no Núcleo de Pesquisa da
FESPSP
Projetos de consultoria de FESPSP
Júnior
Cursos de extensão
Encontros, jornadas, seminários e
similares
Palestra / Workshop
Preparação e Apresentação de
Palestras/ Workshops Internos
produzidos por Alunos
Cursos de idiomas em instituição
juridicamente constituída, com carga
horária total mínima de cento e
sessenta horas, participação e
aprovação comprovadas.
Intercâmbio Acadêmico em outro
país realizado em Instituição de
Ensino Superior

Estágio remunerado
Tutoria
Participação em projetos de pesquisa
realizados no Núcleo de Pesquisa da
FESPSP
Monitoria em disciplinas ou
laboratório
Iniciação Científica

Conexão com os Objetivos /
Metas da Agenda 2030
Objetivo 10 / Meta 10.2
Até 2030, empoderar e promover a
inclusão social, econômica e política de
todos, independentemente da idade,
sexo, deficiência, raça, etnia, origem,
religião, condição econômica ou outra.
Objetivo 4 / Meta 4.4
Até 2030, aumentar substancialmente o
número de jovens e adultos que tenham
habilidades relevantes, inclusive
competências técnicas e profissionais,
para emprego, trabalho decente e
empreendedorismo.
Objetivo 4 / Meta 4b
Até 2020 substancialmente ampliar
globalmente o número de bolsas de
estudo disponíveis para os países em
desenvolvimento, em particular, os
países de menor desenvolvimento
relativo, pequenos Estados insulares em
desenvolvimento e os países africanos,
para o ensino superior, incluindo
programas de formação profissional, de
tecnologia da informação e da
comunicação, programas técnicos, de
engenharia e científicos em países
desenvolvidos e outros países em
desenvolvimento.
0bjetivo 8 / Meta 8.6
Até 2020, reduzir substancialmente a
proporção de jovens sem emprego,
educação ou formação.

Fonte: elaborado pelos autores

A partir de 2019, a ideia é que a Coordenação de Atividades Complementares realize
um estudo avaliativo de natureza quanti-qualitativa, apresentado detalhadamente
em Relatório de Atividades Complementares Semestral, com indicadores sobre

�quantidade de horas e tipos de atividades realizadas além de uma análise qualitativa
das atividades complementares realizadas pelos alunos.
Considerações Finais ou Conclusões:
Como resultado desta investigação quanti-qualitativa das Atividades
Complementares realizadas pelos alunos do curso de Biblioteconomia da
FaBCI/FESPSP será possível demonstrar que a realização de tais atividades
contribuem efetivamente para a formação continuada e complementar do aluno, em
especial com enfoque nas questões sociais, uma vez que tal avaliação fornece
subsídios para a Coordenação de Atividades Complementares regular a existência de
mecanismos exitosos e inovadores de aproveitamento efetivo dessas atividades
podendo, ainda, por conta dos resultados de tal avaliação, medir, analisar, sugerir e
aprimorar o processo de realização e gestão das Atividades Complementares além de
aproximar efetivamente, cada vez mais, os alunos dos objetivos e metas definidos
pela Agenda 2030.
Referências:
FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLITICA DE SÃO PAULO. Projeto
pedagógico: curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação FaBCI / FESPSP.
São Paulo: FESPSP, 2015, 45 p.
______. Regulamento de Atividades Complementares FaBCI/FESPSP.
São Paulo: FESPSP, 2018, 10 p.
Agências financiadoras:
Não se aplica.

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                    <text>AS BIBLIOTECÁRIAS DA REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS
COMUNITÁRIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Camila Schoffen Tressino (RNBC) - camilaschoffen@gmail.com
Isabella Carolina do Nascimento Pinto (RNBC) - bella_canaspin@yahoo.com.br
Priscila de Queiroz Macedo (RNBC) - macedo.prisciladequeiroz@gmail.com
Vilma Almada dos Santos (RNBC) - vilmaalmada@hotmail.com
YASMIN Wink FINGER (RNBC) - yasminfinger@gmail.com
Resumo:
Este artigo tem o objetivo de relatar a experiência das bibliotecárias que atuam na Rede
Nacional de Bibliotecas Comunitárias. Apresenta breve histórico do Programa Prazer em Ler,
o qual apoiou, durante 10 anos, bibliotecas comunitárias em todo o Brasil. Propõe discussão
sobre a formação acadêmica do profissional bibliotecário. Expõe o trabalho das bibliotecárias
individualmente em suas redes locais e enquanto coletivo, descrevendo ações e planejamentos
do ano de 2018. Dispõe sobre as funções da profissional e promove o debate acerca da
identidade da bibliotecária atuando em bibliotecas comunitárias.
Palavras-chave: Bibliotecas Comunitárias; Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias;
Identidade; Biblioteconomia Social
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

AS
BIBLIOTECÁRIAS DA
REDE NACIONAL
COMUNITÁRIAS: ​UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

DE

BIBLIOTECAS

INTRODUÇÃO
Durante séculos, as bibliotecas eram espaços utilizados apenas pelas classes dominantes.
Essa construção social levou o bibliotecário a ampliar seus saberes muito mais na
organização do conhecimento, influenciado pelo tecnicismo americano presente nos anos
1929 a 1970 (SOUZA, 1987), do que nas práticas leitoras de empoderamento da
população, principalmente nas periferias das cidades.
Souza (1993, ​apud​ SILVA e SILVA, 2010, p. 212) destaca
[...] que o currículo de Biblioteconomia foi implantado no Brasil apenas pelo seu
viés tecnicista, sem uma teorização de fundo social que provocasse sua
adaptação e transformação, adequando-o à sociedade brasileira, nas suas
diversas frentes (econômica, social, administrativa, política, educacional etc.).

Entretanto, os mesmos autores observam que a partir dos anos 70 há um
despertar mais social e menos técnico, pois
Observa-se que nas últimas décadas, a Biblioteconomia passou por uma grande
reformulação em seu discurso e na sua formação acadêmica, procurando sair
um pouco do tecnicismo norte-americano e adequar-se a novas perspectivas de
mercado relacionada à utilização das tecnologias como suporte em suas
atividades profissionais. (SILVA e SILVA, 2010, p. 211).

Portanto, por trás de toda técnica, há um olhar para o mundo, um modelo mental
coletivo, produzido pela cultura que o sustenta. De encontro a esse olhar, em
contrapartida a este elitismo e a centralização dos bens culturais, as bibliotecas
comunitárias surgem a partir da necessidade de espaços de democratização da leitura nas

�regiões que não tem o olhar do Estado, onde muitas vezes não há políticas públicas que
fomentem o acesso a literatura e arte como direito humano.
As bibliotecas comunitárias são geridas, mantidas e dinamizadas pelas próprias
comunidades. Além de promoverem ações relacionadas à leitura e à literatura, são
espaços de acolhida, de debates e de protagonismo da cultura local. As bibliotecas
comunitárias tornam-se espaços de resistência, opondo-se ao descaso do Estado. Como
bem afirma Elisa Machado, tornando-se “espaços de emancipação social” (​ 2009​).
Em 2006, foi criado pelo Instituto C&amp;A de Desenvolvimento Social​, o Programa
Prazer em Ler (PPL), com o intuito de incentivar à leitura, que tinha como objetivo
“contribuir para a efetivação do direito à leitura, por meio da formação de leitores e da
formulação e aperfeiçoamento de políticas públicas” (INSTITUTO C&amp;A, 2016), apoiando
propostas de promoção da leitura, elaboradas por organizações da sociedade civil, em
especial às bibliotecas comunitárias. No decorrer do desenvolvimento desse programa​,
começava a surgir a articulação das bibliotecas comunitárias em redes, inicialmente
denominado Polo de Leitura.
A partir de 2010, os editais do PPL começaram a provocar a organização de
pequenas redes locais, com pelo menos 5 bibliotecas comunitárias articuladas. Assim,
tendo em vista as experiências coletadas entre as próprias organizações beneficiadas com
os projetos que, em Recife, Salvador e Porto Alegre já vinham se organizando em redes
visando à ​otimização de recursos e um maior impacto social no território, o próprio
programa reconhecia a estratégia e passava a fortalecê-la a partir de seus editais. Nesse
contexto, o PPL identificou e potencializou o movimento de enraizamento comunitário e
de aderência às causas comunitárias que está no cerne do surgimento da grande maioria
dessas experiências na luta pelo acesso ao direito à leitura.
Em 2015, as 11 redes locais apoiadas pelo PPL se uniram e formaram a Rede
Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) que está localizada em 4 regiões brasileiras
(norte, nordeste, sudeste e sul) e possui mais de 100 bibliotecas comunitárias espalhadas
pelas comunidades de periferia de 9 estados brasileiros. Com o fortalecimento das ações
de incentivo à leitura através do investimento financeiro, técnico e sistemático
proporcionado pelo programa e pela demanda de organização e dinamização das
bibliotecas comunitárias, viu-se a importância de ter um bibliotecário como assessor
técnico atuando dentro das redes locais que compõem a RNBC.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Com essa conquista, um importante capítulo para a Biblioteconomia brasileira
inicia-se. ​As bibliotecas comunitárias começam, pelo fato de existirem e ampliarem sua
visibilidade, a chamar a atenção da academia para as suas particularidades de atuação. Ao
mesmo tempo, há uma demanda por profissionais com olhar voltado às questões sociais,

�pois, as bibliotecas comunitárias são espaços autônomos, não formais, flexíveis e que
prezam pela dinamização do acervo e pelo incentivo à leitura.
Em 2012 a inclusão de bibliotecários nas equipes das redes locais começa a ser
uma prática e, no final de 2017, as redes locais vinculadas à RNBC já contavam com 6
profissionais contratadas para oferecer assessoria.
A partir do estudo e das práticas percebidas nas bibliotecas comunitárias, podemos
afirmar que os currículos dos cursos de Biblioteconomia, no Brasil, não abordam em
profundidade esta tipologia de biblioteca. Por consequência, geralmente, as universidades
formam bibliotecários que não conhecem a realidade desses espaços que seguem os
princípios de autonomia, flexibilidade e da articulação local, atuando mais diretamente
com ação cultural do que com serviços de organização e tratamento da informação
(MACHADO, 2009). Por isso, as bibliotecárias têm empreendido esforços para expansão de
sua formação, afastando-se de uma educação de caráter tecnicista e buscando uma que
tenha bases fincadas na sociologia, filosofia, política, educação popular e literatura.
Hoje, as atribuições que as bibliotecárias possuem dentro das redes locais são as
seguintes: estudo e confecção de material de orientação, manuais e relatórios; visitas
técnicas de assessoria às bibliotecas das redes locais; diagnóstico da situação de
funcionamento e organização das bibliotecas da rede para compor plano de trabalho;
formação em classificação e organização do acervo; formação em cadastro do acervo nos
sistemas informatizados; acompanhamento do cadastro de livros; assessoria para
planejamento das ações culturais e de leitura; atualização dos manuais de procedimentos
junto às equipes; relatórios de atividades realizadas; articulação com universidades,
órgãos de classe e outras bibliotecas; monitoramento e avaliação; acompanhamento das
políticas públicas relacionadas ao livro, leitura, literatura e bibliotecas em âmbito
municipal, estadual e federal.
Desse modo, vemos que o trabalho desenvolvido pelas bibliotecárias pode ser
dividido em:
a) assessoria técnica e orientação: facilitação e acompanhamento da
aprendizagem sobre métodos de classificação e catalogação; uso de programas de
automação de acervos e arranjos físicos que facilitem a interface com os usuários e que
possam ser controlados a partir de rotinas simples realizadas pelos próprios mediadores e
equipes das bibliotecas, integradas ou não por voluntários. Como resultado tem-se a
apropriação das linguagens documentárias, controles e processos que qualificam o
equipamento da biblioteca comunitária e seus serviços e ações junto às comunidades;
b) ações de orientação, apoio e atuação nas ações de incidência política: tem se
revelado de muita importância no sentido de firmar as bibliotecas comunitárias como um
referencial na criação e ampliação das políticas públicas para o setor especialmente por
três aspectos que podem influenciar:

�i) os conhecimentos técnicos de gestão da informação devem apoiar e dar
suporte à formação dos profissionais das redes locais na ​construção de diretórios
para o monitoramento da incidência nos legislativos locais, o que favorece a
geração de dados e informações técnicas consistentes para a ação política;
ii) a legitimidade que têm como bibliotecárias para o diálogo sobre a
legislação com os conselhos e órgãos de classe, e ainda sobre a formulação,
instituição e regulamentação de cursos e currículos para as escolas de
biblioteconomia;
iii) a produção de conhecimento teórico e técnico consistentes para ampliar
o interesse e os estudos sobre o segmento, que impactem sua visibilidade e
contribuam nas políticas públicas e os investimentos sociais privados e;
iv) finalmente, somado aos pontos anteriores, a capacidade de identificar
oportunidades para ampliação da mobilização de recursos a partir do seu campo
específico de conhecimento.
A partir dessas demandas, as bibliotecárias das redes locais que compõem a RNBC
sentiram a necessidade de partilhar conhecimentos para potencializar as suas ações nas
bibliotecas e nas redes locais e nacionais, por meio de um Plano de Ação unificado. Para
tanto, foi criado um coletivo denominado “Comissão de Bibliotecárias” que conta hoje
com a participação de 12 bibliotecárias, sendo 1 consultora. Desde 2017, o grupo
encontra-se mensalmente para uma reunião virtual e, durante o ano de 2018, a
participação e incidência das bibliotecárias em dois momentos foi muito importante:
durante o advocacy pela aprovação da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) e em
reunião com o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), para dialogar sobre a
adequação da regulamentação da profissão para atuação específica nos espaços
comunitários.
Atualmente, essas estão ativamente engajadas com as equipes das bibliotecas na
busca pela elaboração e/ou implementação dos Planos Municipais do Livro, Leitura,
Literatura e Bibliotecas das cidades onde se encontram as redes locais de bibliotecas
comunitárias.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecárias atuantes em bibliotecas comunitárias trazem ​um novo olhar para
a biblioteconomia. O compromisso com a formação de toda a equipe da biblioteca no que
se refere aos processos técnicos e de gestão da informação, reforçam que há em vista um
novo paradigma no campo das ciências da informação, o qual compreende que a
biblioteconomia, além de ter um caráter social, tem um caráter político e formativo.
Considera-se que o trabalho das bibliotecárias nestes ambientes contribui para
diversos eixos de atuação: incidência política, sistematização, disseminação e gestão da

�informação e formação técnica. Em contrapartida, é perceptível que a formação dessas
profissionais se deu, em grande parte, durante sua atuação nas bibliotecas comunitárias,
visto que os temas abordados na academia não são suficientes para a atuação das
bibliotecárias nestes espaços.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. ​Bibliotecas públicas e bibliotecas alternativas​.
Londrina : UEL, 1997.
INSTITUTO C&amp;A. ​Prazer em ler​: dez anos de fomento à leitura literária. São Paulo, 2016.
Volume 1.
MACHADO, Elisa Campos. Uma discussão acerca do conceito de biblioteca comunitária.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação​, Campinas, v.7, n.1, p.80-94,
jul./dez. 2009. Disponível em:
http://www.brapci.inf.br/index.php/article/view/0000007426/9f0fc64fae489779cede
a745f1a6470d. Acesso em: 11 abr. 2019.
SILVA, Jonathas Luiz Carvalho; SILVA, Roosewelt Lins. Biblioteca, luta de classes e o
posicionamento da Biblioteconomia brasileira: algumas considerações. ​Em questão​, Porto
Alegre, v. 16, n. 2, p. 203-217, jul/dez. 2010. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/16023. Acesso em: 20 jul. 2019.
SOUZA, Sebastião de. ​Dimensões atuais da Biblioteconomia no Brasil​: um estudo através
de suas tendências no Brasil. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) - Centro de
Ciências Sociais Aplicadas: Universidade Federal da Paraíba, 1987.
Agências financiadoras:​ Instituto C&amp;A e Fundação Itaú Social

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                <text>Este artigo tem o objetivo de relatar a experiência das bibliotecárias que atuam na Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias.  Apresenta breve histórico do Programa Prazer em Ler, o qual apoiou, durante 10 anos, bibliotecas comunitárias em todo o Brasil. Propõe discussão sobre a formação acadêmica do profissional bibliotecário. Expõe o trabalho das bibliotecárias individualmente em suas redes locais e enquanto coletivo, descrevendo ações e planejamentos do ano de 2018. Dispõe sobre as funções da profissional e promove o debate acerca da identidade da bibliotecária atuando em bibliotecas comunitárias.</text>
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                    <text>ANÁLISE DAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS
DIGITAIS DOS DISCENTES DE BIBLIOTECONOMIA DA UFCA

Fabíola da Silva Costa (UFCA) - fabiolacosts@outlook.com
David Vernon Vieira (UFCA) - david.vieira@ufca.edu.br
Resumo:
Na Sociedade da Informação o usuário percebe que o elemento essencial para a construção do
conhecimento é a informação e dentro deste novo paradigma de sociedade, incluindo as
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o usuário passa a compreender que é
necessário passar por algumas experiências que o possibilitam desenvolver diversas
atividades, pensar de forma lógica, comunicar-se, ter criatividade ativa, entre outras,
denominada Competência em Informação (COINFO). Em 2016, surge na Europa, e ainda como
área emergente, uma vertente da Coinfo, que é a Competência Digital (CD). A Competência
Digital, por sua vez, apresenta-se como tendência da Coinfo, porém, aplicada às ferramentas
TICs e associada às diferentes habilidades de manuseio. Trata-se de uma pesquisa
quanti-qualitativa, tendo como objetivo geral a análise das práticas de Tecnologia da
Informação no desenvolvimento das Competências Digitais dos discentes do curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA). A metodologia do estudo de caso
foi utilizada juntamente com duas técnicas de coleta de dados: 1) análise documental dos
planos de ensino da unidade curricular de tecnologia; e, a aplicação de um questionário
on-line. Por fim, pode ser possível concluir que houve desenvolvimento de forma satisfatória
em cada uma das cinco áreas da CD e que apenas uma área obteve o desenvolvimento de uma
atividade, de modo a entender que, os discentes participantes da pesquisa estão aptos para
realizá-las no seu dia a dia podendo assim esquematizar um mapa mental com as habilidades
desenvolvidas nas disciplinas.
Palavras-chave: Palavras-chave: Competência Digital. Áreas de
Competência em Informação. Vertente da Coinfo.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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competência

digital.

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Eixo 7: Construção e identidade profissional
Videografia: ( ) Sim (x) não
Resumo
Na Sociedade da Informação o usuário percebe que o elemento essencial para a
construção do conhecimento é a informação e dentro deste novo paradigma de
sociedade, incluindo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o
usuário passa a compreender que é necessário passar por algumas experiências
que o possibilitam desenvolver diversas atividades, pensar de forma lógica,
comunicar-se, ter criatividade ativa, entre outras, denominada Competência em
Informação (COINFO). Pensando neste viés, no ano de 2016, surge na Europa, e
ainda como área emergente, uma vertente da Coinfo, que é a Competência Digital.
A Competência Digital, por sua vez, apresenta-se como tendência da Coinfo, porém,
aplicada às ferramentas TICs e associada às diferentes habilidades de manuseio.
Trata-se de uma pesquisa de cunho quanti-qualitativo, tendo como objetivo geral a
análise das práticas de Tecnologia da Informação no desenvolvimento das
Competências Digitais dos discentes do curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Cariri (UFCA), e, tendo como objetivos específicos: investigar as
perspectivas teórico-conceituais do construto Competência Digital, considerando
suas características e aplicações; identificar quais áreas de Competência Digital são
desenvolvidas nas disciplinas da Unidade Curricular de Tecnologia da Informação
ao longo do Curso de Biblioteconomia da UFCA. Para a execução do trabalho, foi
necessária a utilização da metodologia do estudo de caso e a utilização de duas
técnicas de coleta: 1) análise documental dos planos de ensino da unidade
curricular de tecnologia; e, a aplicação de um questionário on-line. Por fim, pode ser
possível concluir que houve desenvolvimento de forma satisfatória em cada uma
das cinco áreas da Competência Digital e que apenas uma área obteve o
desenvolvimento de uma atividade, de modo a entender que, os discentes
participantes da pesquisa estão aptos para realizá-las no seu dia a dia acadêmico,
e, futuramente, em seu campo de atuação profissional, podendo assim
esquematizar um mapa mental com as habilidades desenvolvidas nas disciplinas.
Palavras-chave: Competência Digital. Áreas de competência digital. Competência
em Informação. Vertente da Coinfo.
Introdução
Anterior às vivências em sociedade, os jovens precisam passar por algumas
experiências, essas, por sua vez, envolvem a possibilidade de pensarem de forma

�lógica, se comunicarem, ter criatividade ativa, dentre outras atividades que
envolvem a autonomia na comunicação, a chamada Competência em Informação.
Essas atividades são desenvolvidas através de técnicas, que os auxiliam na
aprendizagem e os preparam para tantas outras atividades no seu cotidiano na tão
conhecida Sociedade da Informação (CAMPELLO, 2002).
Dentro deste contexto do desenvolvimento da Competência em Informação
o usuário se depara com a necessidade quase que frequente do uso das
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICS) na Sociedade ao qual está
inserido, seja para a realização de suas necessidades de informação diárias, seja
para resolver questões simples. Reis (2006) aponta o surgimento de uma vertente
da Competência em Informação, a Competência Digital. Essa está ligada à
competência em utilizar os meios digitais, seja da aquisição, avaliação e uso da
informação, para a produção do novo conhecimento.
Reis (2006) ainda aponta que o conceito de Competência Digital ainda é
impreciso na literatura, porém, se apresenta como habilidade de utilizar as
tecnologias digitais como ferramentas de comunicação e redes para localizar,
avaliar, usar e criar informação, ou seja, uma aplicabilidade da competência em
informação dando ênfase às mídias digitais.
Dialogando com Espindola (2015), a Competência Digital é também trazida
pelos professores, esses, por sua vez, são responsáveis pela Competência Digital
dos estudantes, subentende-se que os professores devem adaptar o seu método
de ensino às preferências de estilo de aprendizagem de seus alunos, e assim, tendo
como consequência, maior rendimento e motivação acadêmica.
Paralelamente à essas definições, é possível notar que Calvani et al. (2010)
apud Lucas et al. (2017) o conceito de Competência Digital está ligado à
capacidade exploratória e de enfrentar novas situações tecnológicas, no sentido de
ser flexível, de análise, de seleção e avaliação crítica de dados e informação, no
sentido de construção de conhecimento, partilha colaborativa, ao mesmo tempo em
que é promovida a consciência de responsabilidade pessoal e o respeito recíproco
por direitos e obrigações. O quadro Europeu da DigComp 2.1, desenvolvido por
Lucas (2017) aponta as Competências Digitais para os cidadãos, das quais destaca
a divisão de cinco áreas: “criação de conteúdo digital”; “segurança”; “resolução de
problemas”; “informação e alfabetização de dados” e “comunicação e colaboração”,
fazendo parte deste conjunto.
É neste contexto que entra o papel do bibliotecário e a sua competência em
informação. Mata (2009, p. 20) acredita que em sua formação o bibliotecário adquire
habilidades que o possibilite interagir, através das tecnologias com habilidades
referentes à processos informacionais, como “ [...] de seleção, de busca, de
avaliação e de disseminação da informação, abrangendo as capacidades de
pensamento crítico para analisar as informações e para desenvolver projetos que
visem a melhoria do ambiente profissional em que atua [...]. Ou seja, em sua
formação acadêmica serão desenvolvidas habilidades que torne-o profissional

�capaz de realizar buscas, independentemente do suporte em que a informação se
encontre.
Direcionando para a vertente da Competência Digital e tendo como conceito
principal do trabalho o desenvolvimento da Competência Digital, o objetivo geral
desta pesquisa é a análise das práticas de Tecnologia da Informação (TI) no
desenvolvimento das Competências Digitais dos discentes do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA), e, tendo como objetivos
específicos: Identificar quais áreas de Competência Digital são desenvolvidas nas
disciplinas da Unidade Curricular de TI ao longo do curso de Biblioteconomia da
UFCA; e, Esquematizar um mapa mental com as habilidades desenvolvidas pelos
discentes nas disciplinas da unidade curricular de TI do Curso de Biblioteconomia.
Método da pesquisa
A metodologia utilizada para a pesquisa teve o intuito de analisar as práticas
de TI no desenvolvimento das Competências Digitais, utilizando-se de uma análise
de cunho quanti-qualitativo de caráter descritivo, segundo Gil (2008), as pesquisas
descritivas têm o objetivo primordial a descrição da característica de determinada
população ou fenômeno, ou o estabelecimento de relações variáveis, incluindo aqui
também levantamento de opiniões, atitudes e crenças de uma população.
Foi necessário também para a análise, a metodologia do estudo de caso,
pois o pois o intuito foi o de investigar um fenômeno dentro de um contexto real: as
práticas de TI no desenvolvimento das Competências Digitais dos discentes do
Curso de Biblioteconomia da UFCA, especificamente, os alunos do último semestre,
pertencentes à turma de ingresso em 2015.1. Como técnica de coleta de dados foi
necessária a utilização de duas técnicas: a da aplicação de um questionário on-line
(com perguntas fechadas e abertas), com escalas do tipo Likert, afim de analisar
níveis de concordância, de frequência e de opinião, e, uma análise documental dos
planos de ensino de TI do Curso de Biblioteconomia da UFCA.
A aplicação do questionário foi realizada entre os dias 30 de outubro até o
dia 07 de novembro do ano de 2018, sendo este questionário enviado por e-mail
aos discentes do último semestre do Curso de Biblioteconomia, do semestre de
2018.2

Resultados
Analisando o Projeto Político Pedagógico do Curso de Biblioteconomia
(PPP), de 2006, foi possível mapear as disciplinas de TI presentes no Curso, são
elas: Informática Aplicada à Biblioteconomia e Ciência da Informação, Tecnologias
da Informação I, Tecnologias da Informação II, Informática Documentária e
Gerenciamento e uso de Base de Dados para Unidades de Informação (UI). Porém,
visualizar o conteúdo administrado nas disciplinas, presente nas ementas das
Disciplinas, só é possível através do acesso ao SIGAA.

�As Competências Digitais a serem estudadas na pesquisa compreenderam
as cinco competências a serem desenvolvidas pelos Discentes do Curso, são elas:
Área 1 (A1): Literacia de Informação e Dados; Área 2 (A2): Comunicação e
Colaboração; Área 3 (A3): Criação de Conteúdo Digital; Área 4 (A4): Segurança; e,
Área 5 (A5): Resolução de Problemas.
As experiências com a disciplina de Informática Documentária envolveram as
habilidades A1, A2, A3 e A5, abordando assuntos como a Era da Informação,
Hardware em bibliotecas, Sistemas Integrados de Bibliotecas, Tecnologias da
aprendizagem, Recuperação da Informação (RI), Bases de dados e código MARC.
Desta forma, foi possível elaborar um mapa mental com as competências
digitais desenvolvidas pelos estudantes ao longo das disciplinas.
Figura 1 – Mapa mental das Competências Digitais desenvolvidas

Fonte: Elaborada pelos autores (2018).

É possível observar que, como evidenciado pela maioria dos respondentes
da pesquisa, houve um desenvolvimento satisfatório em cada área, porém,
percebe-se que a A4 só obteve desenvolvimento de uma atividade relacionada à
identificação de fontes seguras e sites confiáveis. Em cada disciplina houve o
desenvolvimento de mais de uma atividade de modo a entender que os discentes
respondentes estão aptos para realizá-las no seu dia a dia acadêmico, e
futuramente em seu campo de atuação
Considerações Finais ou Conclusões
Foi possível concluir que a pesquisa buscou trazer conceitos das Sociedades
da Informação, do Conhecimento e da Aprendizagem, da Coinfo e da Competência
Digital, assim como o comportamento dos usuários, buscando entender como os
usuários se comportam frente às TICs e ao paradigma de estar constantemente em
contato com as ferramentas tecnológicas no âmbito acadêmico e para aplicação
das práticas após as aulas.
Foi possível analisar que as práticas de Tecnologia da Informação (unidade
curricular do Curso de Biblioteconomia da UFCA) foram desenvolvidas de forma

�satisfatória, de modo a abranger mais da metade dos discentes (participantes da
pesquisa) de forma positiva (discentes do último semestre do Curso participantes
da pesquisa).
A temática ainda se mostra de forma sutil na literatura nacional, porém, já é
abordada e reconhecida na Europa, o que indica a necessidade de novos estudos
não apenas nas disciplinas da unidade de Tecnologia do currículo do Curso de
Biblioteconomia, mas em outras unidades, de outros cursos também.
Referências
CAMPELLO, Bernadete. A competência informacional na educação para o século
XXI. In: CAMPELLO, Bernadete (Org.). A biblioteca escolar: temas para uma
prática pedagógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p. 9 -11. ISBN 857-52-60499.
ESPINDOLA, Joice de. Percepção docente sobre os indicadores de
competência digital. 2015. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática e
Tecnológica) – Universidade Federal do Pernambuco, Pernambuco, 2015.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2008. ISBN 978-85-224-5142-5.
LUCAS, Margarida; MOREIRA, António. DigComp 2.1: quadro europeu de
competência digital para cidadãos: com oito níveis de proficiência e exemplos de
uso. Aveiro: UA, 2017. ISBN 978-972-789-525-0.
MATA, Marta Leandro da. A competência informacional de graduandos de
biblioteconomia da região sudeste: um enfoque nos processos de busca e uso
ético da informação. 2009. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, São
Paulo. 2009.
REIS, Mônica Karina Santos. Information Literacy ou competência em
informação como elemento promotor do desenvolvimento do capital
intelectual. 2006. Monografia (Graduação em Biblioteconomia e Documentação)
– Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2006.

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                <text>ANÁLISE DAS PRÁTICAS NO USO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS DIGITAIS DOS DISCENTES DE BIBLIOTECONOMIA DA UFCA</text>
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                <text>Na Sociedade da Informação o usuário percebe que o elemento essencial para a construção do conhecimento é a informação e dentro deste novo paradigma de sociedade, incluindo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o usuário passa a compreender que é necessário passar por algumas experiências que o possibilitam desenvolver diversas atividades, pensar de forma lógica, comunicar-se, ter criatividade ativa, entre outras, denominada Competência em Informação (COINFO). Em 2016, surge na Europa, e ainda como área emergente, uma vertente da Coinfo, que é a Competência Digital (CD). A Competência Digital, por sua vez, apresenta-se como tendência da Coinfo, porém, aplicada às ferramentas TICs e associada às diferentes habilidades de manuseio. Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, tendo como objetivo geral a análise das práticas de Tecnologia da Informação no desenvolvimento das Competências Digitais dos discentes do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA). A metodologia do estudo de caso foi utilizada juntamente com duas técnicas de coleta de dados: 1) análise documental dos planos de ensino da unidade curricular de tecnologia; e, a aplicação de um questionário on-line. Por fim, pode ser possível concluir que houve desenvolvimento de forma satisfatória em cada uma das cinco áreas da  CD e que apenas uma área obteve o desenvolvimento de uma atividade, de modo a entender que, os discentes participantes da pesquisa estão aptos para realizá-las no seu dia a dia podendo assim esquematizar um mapa mental com as habilidades desenvolvidas nas disciplinas.</text>
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                    <text>A formação do profissional bibliotecário a partir do Curso de
Biblioteconomia da Biblioteca Nacional (1911-1969)

Maria Fernanda Nogueira (FBN) - nogueira.mfernanda@gmail.com
Resumo:
Primeiro curso de biblioteconomia na América Latina e terceiro no mundo, o Curso de
Biblioteconomia da Biblioteca Nacional foi criado com o Decreto nº 8.835, de 11 de julho de
1911. Em 1922 foi transferido ao Museu Nacional e, posteriormente, extinto. Retomado em
novembro de 1931, passou por uma reforma curricular em 1944 e foi mantido na Biblioteca
Nacional até outubro de 1969, quando houve a transferência definitiva para a recém-fundada
Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara (FEFIEG). A partir do
trabalho de descrição da série Curso de Biblioteconomia, do fundo histórico da Fundação
Biblioteca Nacional mantido na Divisão de Manuscritos, e com base em documentos primários
ainda pouco estudados, esse trabalho objetiva uma breve exposição sobre o funcionamento e
as modificações curriculares ao longo dos anos de exercício da formação do profissional
bibliotecário na instituição, de modo a se resgatar a importância desse acervo para o
entendimento da Biblioteconomia como ciência situada política e historicamente.
Palavras-chave: Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional. História
Biblioteconomia no Brasil. Formação profissional do bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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da

�1 INTRODUÇÃO
A ideia desse trabalho surgiu em 2014, a partir da seleção, organização e descrição da Série
Curso de Biblioteconomia, integrante do arquivo histórico da Fundação Biblioteca Nacional,
custodiado na Divisão de Manuscritos. Durante a etapa de pesquisa, foi constatada a presença ainda
tímida de trabalhos que visam realizar um resgate histórico da formação profissional. A necessidade
de compreender epistemologicamente o perfil do bibliotecário e suas principais modificações ao
longo do estabelecimento da profissão no país foi o que motivou a formulação de algumas questões:
o que se esperava de um candidato ao Curso de Biblioteconomia? Qual bibliotecário se pretendia
formar? Quais influências político-culturais guiaram as modificações curriculares?
Objetivando responder algumas dessas perguntas ou desenvolvê-las em outros
questionamentos foi realizado, ao longo do processo de identificação e descrição do acervo, um
levantamento dos editais de admissão, conteúdo programático e currículos do período em que o
primeiro curso de Biblioteconomia do Brasil funcionou na Biblioteca Nacional, compreendido entre
1911 e 1969. Esse levantamento foi escolhido com base na formação do profissional, desde sua
entrada no curso às disciplinas e assuntos que precisava dominar para ser bibliotecário.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
Constam intenções de criação de um Curso de Biblioteconomia na Biblioteca Nacional
desde 1903, registradas no texto do então diretor Manoel Cícero Peregrino da Silva (1866-1956)
para os Annaes da Bibliotheca Nacional:
O projeto que organisei, auctorisado pelo vosso antecessor, que o acceitou sem
impugnação, consignava entre outras medidas [...] o estabelecimento das conferencias a
cargo dos chefes de secção como um primeiro passo para um curso de bibliotheconomia e
finalmente o indispensavel augmento de pessoal. (SILVA, 1904, p. 365)

Esse projeto, entretanto, foi apenas retomado em 1910, quando Manoel Cícero volta a
repetir que “[u]m curso de bibliotheconomia que preparasse os candidatos aos cargos da Bibliotheca
seria da maior utilidade” (SILVA, 1914, p. 771). Em 11 de julho de 1911 surge o Decreto nº 8.835,
incluindo o Curso de Biblioteconomia como condição para ocupação do cargo de bibliotecário na
instituição. No regulamento estabelecem-se as quatro matérias curriculares, tal como o
conhecimento necessário para o exame de admissão: “composição escripta em portuguez e numa
prova oral sobre geographia, historia universal, historia litteraria e traducção do francez, do ingles e
do latim” (BRASIL, 1911). Sobre o curso em 1912, Silva (1916, p. 5, grifo nosso) afirma:
O curso de bibliotheconomia, no qual só são admittidos os que tiverem seguido um curso
de humanidades ou se submetterem a um exame de admissão, foi estabelecido para
ministrar os conhecimentos technicos indispensaveis aos neophytos. Summario, theoricopratico, não é mais do que uma base e um ponto de partida para a acquisição de novos
conhecimentos.

�É possível perceber, já no cerne da criação do curso, sua formação voltada para as
humanidades, com um caráter erudito da profissão. Para se tornar bibliotecário(a), o(a) candidato(a)
precisava ter, de antemão, vasto conhecimento em línguas e em ciências humanas, que seria,
posteriormente, acrescido de um conhecimento técnico para organização e administração de
bibliotecas. Essa fase humanista seguia os moldes curriculares da École de Chartes (França), na
qual os profissionais eram personalidades ilustres. Cabe lembrar que, durante o início do século
XX, a influência cultural da França no Rio de Janeiro era pungente, uma vez que foi desejo da
família real portuguesa importar hábitos e costumes franceses para uma melhoria da imagem da
cidade.
Por desistência dos diretores de seções ou ausência de alunos, o curso apenas se iniciou
efetivamente em 1915. Nas inscrições de candidatos, a maioria era de alunos ou bacharéis da
Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e os próprios funcionários da
Biblioteca Nacional, de cargos como Auxiliar de Biblioteca ou Amanuense. Além deles, alguns
eram da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro ou estudantes da Escola Polythecnica.
Evidentemente, devido à desigualdade de gênero que ainda marcava fortemente as categorias
profissionais e formação acadêmica do país, nenhum dos candidatos era mulher.
Das composições escritas em português exigidas para a admissão no curso há duas no
acervo do Curso de Biblioteconomia para o ano inicial, 1915, e seus pontos sorteados para
dissertação demonstram o caráter enciclopedista que se exigia dos futuros profissionais: uma delas
teve como tema “Impressões sobre a Guerra Européa” e a outra “Utilidade das letras”. Dentro do
conteúdo programático das quatro disciplinas, é possível notar a abordagem voltada aos
conhecimentos gerais mais do que às técnicas: aprendia-se sobre a história do papel, invenção da
imprensa, ornamentação de livros, processo de fabricação de moedas, sistema monetário grecoromano, moedas do Brasil colonial, formas de escrita nacional e latinas, dentre outros. A técnica,
quando abordada, era apenas para aplicação, não para a produção de novos modelos.
Em anotação avulsa, provável da década de 1920, a respeito do funcionamento da Biblioteca
Nacional e atribuições necessárias ao profissional bibliotecário, lê-se:
qualquer que seja, porem, a organização de uma bibliotheca, o seu pessoal deve ter certos
conhecimentos geraes próprios do homem culto, e os conhecimentos especiaes próprios
do seu officio. [...] bibliothecarios, em maior escala, mas também os demais funcionários,
devem ter noções geraes de muitos ramos dos conhecimentos humanos, como o direito,
a historia, a geographia, a philosophia, a litteratura, as sciencias physicas e naturaes, e
algumas línguas das mais conhecidas. (ALVES... [192-?], grifo nosso)

Em 1922, o curso passou por sua primeira reforma com o Decreto nº 15.670, de 6 de
setembro, cujo objetivo era unificar Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional e Museu Histórico
Nacional em um “Curso Technico” destinado a habilitar funcionários das três instituições. Nesse
curso, cada instituição seria responsável pelo ensino de matérias de sua especialidade, ficando a

�Biblioteca Nacional responsável pelas disciplinas de historia litteraria, bibliographia, paleographia e
epigraphia e iconographia e cartographia. O Curso Technico não foi adiante, no entanto, e, em
ofícios a João Luiz Alves (1870-1925), Ministro da Justiça e Negócios Interiores, o então diretor
interino Oswaldo Lopes de Souza justificou a impossibilidade do começo das aulas pelas diferenças
administrativas em relação ao Arquivo Nacional, impedimentos pessoais dos professores ou falta de
verba para remunerá-los.
O Curso de Biblioteconomia retornou à Biblioteca Nacional em 1931, através do Decreto nº
20.673, de 17 de novembro. Dessa vez, foram criados dois anos letivos, com três disciplinas cada:
Bibliografia, Paleografia e Diplomática no 1º Ano e História literária, Iconografia e Cartografia no
2º Ano. O caráter de aprendizado de conhecimentos gerais permaneceu, tanto que, em 1933, a
ordenação de turnos foi alterada após reclamação de Constâncio Alves (1862-1933), chefe da 1ª
Seção, que afirmava que não era possível para os alunos aprenderem Bibliografia sem
conhecimentos de História Literária. Ao mesmo tempo, o edital de matrícula exigia certidão de
aprovação em exames de Português, Francês, Inglês, Latim, Aritmética, Geografia, História,
Copografia e História do Brasil.
A partir de 1940 houve uma cisão do cargo de bibliotecário em dois: Bibliotecário e
Bibliotecário Auxiliar, e foi criado, no Rio de Janeiro, o Curso de Biblioteconomia do
Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) para a formação do último. O Curso de
Biblioteconomia do DASP seguia o horizonte teórico estadunidense, tal como o do Instituto
Mackenzie, em São Paulo. Ou seja, possuía um modelo mais técnico, voltado para a organização de
bibliotecas. É possível notar certo intercâmbio entre a Biblioteca Nacional e o Curso do DASP:
funcionários da biblioteca que se especializaram com o curso e professores que deram aula nele,
como Otávio Calasans Rodrigues.
Em 1944 o Curso de Biblioteconomia do DASP foi encerrado e o da Biblioteca Nacional
sofreu uma grande reforma curricular, orientada pelo então diretor Josué Montello, com o objetivo
de não formar bibliotecários apenas para a instituição, como a princípio, mas para qualquer
biblioteca. No Decreto-Lei nº 6.440, de 27 de abril de 1944 (BRASIL, 1944, grifo nosso),
encontram-se as seguintes finalidades:
a)

formar pessoal habilitado a organizar e dirigir bibliotecas ou a executar serviços
técnicos de bibliotecas;
b) promover o aperfeiçoamento ou a especialização de bibliotecários, de bibliotecários
auxiliares e de outros servidores em exercício nas bibliotecas oficiais ou particulares;
c) promover unidade de orientação das técnicas fundamentais dos serviços de
biblioteca, favorecendo a homogeneidade básica desses serviços;
d) difundir conhecimento dos progressos realizados, no país e no estrangeiro, no campo
da biblioteconomia.

A necessidade da formação do profissional erudito presente até então deu lugar a termos
mais técnicos como “organizar e dirigir”, “executar serviços” e “orientação”, da mesma forma que o

�curso começou a se estabelecer no âmbito da produção científica, incluindo a difusão do
conhecimento no campo da biblioteconomia. Nos exercícios de matérias posteriores ao novo
currículo já se nota outra abordagem: em Catalogação e Classificação, o estudo sobre nomes
pessoais é aplicado para a criação de cabeçalho de autor, e surgem atividades de elaboração e
análise de fichas catalográficas, mesmo em disciplinas optativas como “Mapotecas”.
A segunda grande década de importância para a formação de bibliotecários no Curso de
Biblioteconomia da Biblioteca Nacional foi a de 1960. Nesse período, o país passava por um
projeto de reformas de base com o governo João Goulart (1919-1976), no qual se inseriam
iniciativas que visavam alterações agrária, urbana, fiscal e universitária. Oito novos cursos de
biblioteconomia foram criados no Brasil, a Biblioteconomia passou a nível universitário (Decreto nº
50.562, de 8 de maio de 1961), houve o estabelecimento de um currículo mínimo e a
regulamentação do exercício da profissão do bibliotecário no país (Lei nº 4.084, de 30 de junho de
1962).
Após o currículo mínimo o caráter técnico permaneceu no Curso de Biblioteconomia da
Biblioteca Nacional. Dividido em três anos e cursos avulsos, contavam na formação matérias como:
Organização e Administração de Bibliotecas, Introdução à Catalogação e Classificação, Técnica do
Serviço de Referência, Organização e Técnica de Documentação, Bibliografia Especializada,
Catalogação e Classificação, Catalogação Especializada, Classificação Especializada e Reprodução
de Documentos, em oposição às outras com o anterior caráter erudito de formação geral: História do
Livro e das Bibliotecas, Literatura e Bibliografia Literária, Introdução à Cultura Histórica e
Sociológica, História da Arte e Evolução do Pensamento Histórico e Científico.
Em 1966, Antonio Dias Caetano, diretor do curso, indicou em relatório a “necessidade
urgente de ampliação nas atuais instalações dos Cursos, já insuficientes para atender ao interesse
geral da classe” (CAETANO, 1966). No mesmo documento, ele ainda afirma que os Cursos
Avulsos demonstraram o empenho de continuidade de capacitação de bibliotecários já formados,
dando bases à “regulamentação dos Cursos de Pós-Graduação, de especialização e de Extensão”
(CAETANO, 1966). Quando é transferido para a Federação das Escolas Isoladas do Estado da
Guanabara (FEFIEG), em 1969, o curso havia formado 1.080 bibliotecários, número expressivo que
foi incorporado tanto no corpo técnico da instituição quanto no meio acadêmico, e parte responsável
pela consolidação da profissão no país.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo de sua existência, o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional passou por
notáveis modificações e influências em sua estrutura de ensino e formação. Ao profissional erudito

�inicial, ciente de línguas e conhecimentos gerais, influenciado pelo modelo europeu, mesclou-se a
visão do bibliotecário estadunidense, responsável pela administração e organização técnica do
acervo. Os momentos em que essas mudanças ocorreram também não foram fortuitos: durante o
começo do século XX era a França o paradigma cultural mundial, ao passo que, com o
envolvimento da Europa em duas Guerras Mundiais, a ascensão da influência dos Estados Unidos
através da política da boa vizinhança (1933-1945) refletiu no intercâmbio de bibliotecários
brasileiros com instituições norte-americanas.
Analisar as fontes primárias sobre o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional, entre
relatórios, fichas de inscrição e anotações, nos permite visualizar o perfil do profissional
bibliotecário durante esse período e qual tipo de fazer era privilegiado, reflexões importantes para
pensar a formação em Biblioteconomia no Brasil até os dias de hoje. Como qualquer construção de
conhecimento, o do bibliotecário também é fruto de um meio histórico e de relações de poder, que
podem ser ou não continuadas ou retomadas com o passar dos anos.

REFERÊNCIAS

ALVES, Constâncio. Anotações a respeito do funcionamento da Biblioteca Nacional e das
atribuições necessárias ao profissional bibliotecário. [192-?]. Divisão de Manuscritos, Fundação
Biblioteca Nacional, Localização: 72,03,042.
BRASIL. Decreto nº 8.835, de 11 de Julho de 1911. Approva o regulamento da Bibliotheca
Nacional. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1911. Disponível em:
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1910-1919/decreto-8835-11-julho-1911-502890republicacao-102224-pe.html. Acesso em: 13 abr. 2019.
______. Decreto-Lei nº 6.440, de 27 de abril de 1944. Dá nova organização ao Curso de
Biblioteconomia da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1944.
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-6440-27-abril1944-452655-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 14 abr. 2019.
CAETANO, Antonio Dias. Relatório das Atividades dos Cursos de Biblioteconomia da
Biblioteca Nacional no ano de 1966. [Rio de Janeiro], 31 dez. 1966. Divisão de Manuscritos,
Fundação Biblioteca Nacional.
SILVA, Manoel Cícero Peregrino da. Relatório do Director - 1902. Annaes da Bibliotheca
Nacional do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 25, 1904.
______. A Bibliotheca Nacional em 1909: relatório. Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro, v. 32, 1914.
______. Abertura das Conferências, a 12 de setembro de 1912, pelo Dr. Manoel Cícero. Annaes da
Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 35, 1916.

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                <text>Primeiro curso de biblioteconomia na América Latina e terceiro no mundo, o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional foi criado com o Decreto nº 8.835, de 11 de julho de 1911. Em 1922 foi transferido ao Museu Nacional e, posteriormente, extinto. Retomado em novembro de 1931, passou por uma reforma curricular em 1944 e foi mantido na Biblioteca Nacional até outubro de 1969, quando houve a transferência definitiva para a recém-fundada Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara (FEFIEG). A partir do trabalho de descrição da série Curso de Biblioteconomia, do fundo histórico da Fundação Biblioteca Nacional mantido na Divisão de Manuscritos, e com base em documentos primários ainda pouco estudados, esse trabalho objetiva uma breve exposição sobre o funcionamento e as modificações curriculares ao longo dos anos de exercício da formação do profissional bibliotecário na instituição, de modo a se resgatar a importância desse acervo para o entendimento da Biblioteconomia como ciência situada política e historicamente.</text>
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                    <text>A construção da imagem do bibliotecário através da série televisiva
Castelo Rá-Tim-Bum

Jose Mario de Oliveira Mendes (FESPSP) - jmendes@fespsp.org.br
Gabriel Justino de Souza (FECAP) - justinogabriel@hotmail.com
Resumo:
Esta pesquisa trata da utilização da semiótica peirceana como instrumento para a
compreensão da construção da imagem do bibliotecário na série televisiva Castelo
Rá-Tim-Bum (CRTB). Para tanto, conceituamos os princípios de signo, objeto e interpretante
estabelecidos na semiótica de Charles Sanders Peirce (1839-1914) e apresentamos um breve
histórico do profissional bibliotecário através dos tempos. Utilizamos questionários para
entender qual a percepção do espectador com relação ao bibliotecário na série e constatamos
que a imagem construída deste profissional é a de uma pessoa erudita, que trabalha em
bibliotecas e que usa óculos demonstrando, deste modo, o comportamento dos signos e como
as pessoas os apreendem para formular a construção do profissional em sua mente, inclusive
com conceitos anteriormente pré-estabelecidos.
Palavras-chave: Construção de
Rá-Tim-Bum.

Imagem.

Semiótica

peirceana.

Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Bibliotecário.

Castelo

�Eixo Temático: Eixo 7 Construção e Identidade Profissional
Introdução
A imagem, segundo o dicionário online de português (DICIO, 2019) é a
representação de um juízo de valor, apreciação, conceito que a mente humana atribui
a alguém, a algo ou alguma coisa. É, portanto, uma construção, fruto de várias
concepções, dentre as quais destacamos a semiótica, que apresenta sua construção
a partir de uma tríade sígnica (signo, objeto e interpretante).
Diante dessas considerações iniciais, a escolha do tema desta pesquisa é
influenciada pela função e impacto social de uma série televisiva em particular, o
Castelo Rá-Tim-Bum ao exemplificar como se dá a construção da imagem de um
personagem do ponto de vista semiótico. Tal perspectiva vai além de simplesmente
traçar um perfil ou estereotipar um personagem, mostrando como a imagem é criada
na mente, algo que está além do que é apresentado por literaturas especializadas.
Deste modo, a construção e representação da imagem do bibliotecário torna-se o
objeto deste estudo, visando responder ao seguinte questionamento: Qual a imagem
construída do bibliotecário na série televisiva Castelo Rá-Tim-Bum (CRTB)?
A série televisiva brasileira Castelo Rá-Tim-Bum (CRTB), foi criada por Cao
Hamburguer e Flávio de Souza, no ano de 1994, produzida pela TV Cultura e
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e exibida pela própria TV
Cultura entre 1994 e 1997. Consagrou-se como um dos grandes sucessos da
televisão brasileira, tornando-se uma das séries mais importantes destinadas ao
público infanto-juvenil
Para explicar a análise defendida pela semiótica, é preciso compreender que o
signo é formado pelo representamen (como o signo se apresenta), pelo objeto (aquele
que carrega o signo em si mesmo) e pelo interpretante (que é o resultado dos dois
anteriores, o significado ou interpretante). Um dos principais precursores da semiótica,
Charles Sanders Peirce (1839-1914), analisa três modos em que os fenômenos
(signos) aparecem à consciência, a saber, a primeiridade (que diz respeito aos aspectos
mais sensíveis da leitura, praticamente desprovidos de conhecimento e cultura, as
qualidades dos signos), a secundidade (que é a soma das qualidades, que formam
singularidades para a leitura dos signos) e, por fim, a terceiridade (que é a propriedade
que faz o signo funcionar como tal, ganhando caráter de lei pela linguagem,
generalizando a tradução do sentido). Partindo deste pressuposto, Joly (2012) afirma

�que tudo pode ser signo, pois somos seres socializados e aprendemos a interpretar o
mundo que nos cerca, seja ele cultural ou natural. Coelho, Valentim e Almeida (2017)
afirmam que a semiótica abordada por Peirce trata de estudos de linguagens,
caracterizados pela busca da significação e do sentido por intermédio de qualquer
fenômeno. Ainda, segundo Baldissera (2008), essas existências são criadas pelos
humanos por meio do conhecimento de seu entorno ou pela possível existência de
definições em sua mente, pois é por meio dessa significação pré-existente que há a
tendência de atribuição de significação ao mundo que cerca o indivíduo.

Método da pesquisa:
Esta pesquisa tem caráter exploratório que, de acordo com Marconi e Lakatos
(2006, p.191), tem como finalidade “aumentar a familiaridade do pesquisador com o
ambiente, fato ou fenômeno, para a realização de uma pesquisa futura mais precisa
ou modificar e clarificar conceitos”. Além disso, é uma pesquisa de caráter quantiqualitativo que, segundo Creswell et al. (2003, p. 212 apud Gray, 2012, p.165-166),
se define como “a coleta ou a análise de dados quantitativos e qualitativos em um
único estudo, no qual os dados são coletados de forma concomitante e sequencial,
recebem prioridade e envolvem a integração de dados em uma ou mais etapas no
processo de pesquisa”. Optamos também pela investigação por questionários, a fim
de verificar a percepção do espectador com relação ao personagem bibliotecário
presente na série. Neste sentido, Marconi e Lakatos (2006, p. 203) afirmam que o
“questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série
ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do
entrevistador”. Utilizamos o Google Forms para aplicação de questionários on-line
que, conforme Gray (2012, p. 188), “são ferramentas cada vez mais comuns de
realizar pesquisa de levantamento” obtendo, deste modo, um total de 194 respostas,
as quais são analisadas e discutidas adiante.

Resultados e Discussão
Numa das perguntas, cujas respostas estão expostas a seguir, perguntamos
quem eles consideravam bibliotecários na série CRTB e o que os levou a acreditar
nisso, gerando o seguinte quadro:

�Quadro 01- Categorização das respostas da pergunta 08

Fonte: Desenvolvido pelos autores, 2019.

O Gato Pintado (GP) é o bibliotecário da biblioteca da série televisiva CRTB
e, a partir da categorização das respostas abertas da questão acima exemplificada,
percebemos como os signos foram importantes para a construção da imagem de um
possível bibliotecário. Constatamos que os signos representam o bibliotecário como
culto, organizado, que sabe repassar informações, inteligente, receptivo, detalhista,
simpático e que é ligado à leitura e aos livros.
Ele [Gato Pintado] está sempre na biblioteca, ele sabe aonde (sic) está a
localização dos livros, ele autoriza a retirada dos livros.
Leitor [Nino], entusiasmado, gerador e buscador de conhecimento, ávido pelo
contato com a comunidade, bom relacionamento interpessoal com moradores
e visitantes do Castelo, curioso por inovação, contador de histórias, novas
ideias para brincadeiras / programação cultural e realiza advocacy da
biblioteca, que ao meu ver (sic) é grande parte do Castelo - onde está o Gato
é apenas a parte destinada ao acervo. (Grifos nossos)

A partir das respostas analisadas, entendemos a percepção dos signos
apreendidos, como por exemplo, signos relacionados à biblioteca, sendo que o objeto
(o bibliotecário) sempre está na biblioteca, é organizado, instrui acerca de informações
que outras pessoas precisam, gosta de leitura e, consequentemente, tem um objeto
ligado a livros podendo, deste modo, nos levar a inferir que os respondentes acreditam
que para cuidar de um acervo não é necessário um bibliotecário, já que os signos
representam Nino como tal, sendo estes, o de alguém entusiasmado, buscador de

�conhecimento, ávido pelo contato com a comunidade, que tem um bom
relacionamento com todos os moradores e visitantes do Castelo, o que demonstra,
aqui, um signo ligado a um bom atendimento e relacionamento interpessoal, com
novas ideias para brincadeiras e contação de histórias, um signo ligado à mediação
de leitura e atividades culturais desenvolvidas por bibliotecários nas bibliotecas. A
percepção dos espectadores nos faz crer, de modo geral, que mesmo que não
acreditem que a série possua um bibliotecário, os signos apresentados a eles fazem
com que acreditem que o bibliotecário seja o GP, sendo aqui aplicados os princípios
apresentados por Peirce sobre primeiridade, secundidade e terceiridade.
Considerações Finais ou Conclusões:
Com base no estudo teórico desenvolvido nesta pesquisa e nas análises do
questionário aplicado, podemos perceber que o presente estudo possibilitou uma
análise e o entendimento de como a imagem de um objeto, neste caso o bibliotecário
na série televisiva CRTB, é formada na mente humana por meio da tríade sígnica
composta por objeto, signo e representamen, explicada por meio da semiótica
peirciana. Quanto à percepção dos espectadores, tabulamos, categorizamos e
analisamos os dados coletados nos questionários, o que demonstrou a apreensão
geral dos signos que compuseram a imagem do bibliotecário na série: a imagem
construída foi a de um bibliotecário ligado a livros, que mora ou está na biblioteca, que
é erudito, disseminador e mediador de informação e que “usa óculos”.
Diante deste recorte específico, a realização desta pesquisa contribui para
compreender a construção da imagem do bibliotecário na mente de espectadores que
apreendem os signos relacionados ao objeto e constroem uma determinada imagem
de tal profissional. Essa construção imagética explicada pela semiótica pode ser
alterada se conceitos pré-concebidos acerca do profissional forem modificados, o que
pode afetar diretamente os signos apreendidos e a percepção com relação a esse
profissional. Assim, a escolha deste tema estabelece uma relação forte com a
construção sígnica, a qual se aplica e afeta diretamente a imagem do bibliotecário.

�Referências:
BALDISSERA, Rudimar. Significação e comunicação na construção da imagemconceito. Revista Fronteiras: estudos mediáticos, v. 10, n.3, p. 193-200, set./dez.
2008. Disponível em http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/5397.
Acesso em: 05 jan. 2019.
CRESWELL, John W. Research design: Quantitative, qualitative, and mixed
methods approaches (2nd ed.). Thousand Oaks, CA: Sage, 2003.
DICIO: dicionário online de português. 2017. Disponível em:
https://www.dicio.com.br/imagem/. Acesso em: 01 mar. 2019.
GRAY, David E. Pesquisa no mundo real. 2. Porto Alegre: Penso, 2012.
JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Lisboa: Edições 70, 2012.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de
pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de
pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 6 rev. São Paulo: Atlas,
2006.
MARTINS COELHO, Tatiene; POMIM VALENTIM, Marta Lígia; CANDIDO DE
ALMEIDA, Carlos. A construção do conhecimento organizacional segundo a
abordagem da semiótica peirceana. Biblios, Pittsburgh, n. 66, p. 37-46, jan. 2017.
Disponível em: http://www.scielo.org.pe/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S156247302017000100004&amp;lng=es&amp;nrm=iso. Acesso em: 01 mar. 2019.

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                    <text>A biblioteconomia para concurso público: experiência do site Santa
Biblioteconomia na complementação da formação do bibliotecário
no Brasil

Thalita Oliveira da Silva Gama (UNIRIO) - gama.thalita@hotmail.com
Talita Daemon James (STF) - talitajames@gmail.com
Resumo:
Busca-se neste relato de experiência contar a trajetória do Site Santa Biblioteconomia desde a
sua criação aos dias atuais, considerando os produtos e serviços oferecidos, a equipe
responsável pelo trabalho e o impacto dessas atividades.
Esse relato se justifica para que os bibliotecários conheçam a trajetória de uma
empreendedora da biblioteconomia que conseguiu ter a sensibilidade de atender a demandas
existentes. Tem-se discutido muito sobre possibilidades além do básico na área de
biblioteconomia, e também incentivado o empreendedorismo, aqui busca-se trazer luz a essas
questões, motivar e inspirar outros colegas.
Palavras-chave: Biblioteconomia para concurso; Formação profissional; Biblioteconomia;
Ambiente virtual
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�1 INTRODUÇÃO
O Brasil, desde o começo dos anos 2000, passou por uma grande explosão na oferta de emprego
e possibilidades de capacitação, em especial em nível superior. Essas oportunidades foram
pautadas - em especial - por iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni), o
Programa de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação
e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o aumento da oferta de cursos superiores a
distância e as políticas de cotas.
Entre as políticas conduzidas no âmbito dessa Secretaria, vale destacar os
programas de ampliação do acesso à educação superior do governo federal,
entre os quais despontam o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o
Fundo de Financiamento ao Estudante (FIES). Destinados a alunos inseridos
em família de baixa renda, concedem bolsa e financiamento,
respectivamente, para o custeio do valor do curso em instituições privadas de
educação superior. Durante o período em que estivemos à frente da Sesu,
dentro do projeto de investimento do governo, os dois programas alcançaram
o ápice da concessão de benefícios. Apenas em 2014, o Prouni ultrapassou a
marca de 300 mil bolsas, alcançando o mais alto número anual de bolsas
concedidas desde sua criação, em 2005. Pela continuidade dos incentivos
introduzidos na gestão anterior, o FIES também cresceu em número de
financiamentos contratados, que alcançaram, em 2014, mais de 660 mil
estudantes. Essas medidas representam um salto histórico em direção à
superação da baixa taxa de jovens que alcançam os níveis mais altos de
educação no país. (BRASIL. Ministério da Educação, 2015, p. 12).

Essa ampliação das universidades trouxe também uma nova perspectiva a Biblioteconomia. Um
número maior estudantes formados, descentralizando a formação que era maciçamente
Sul/Sudeste e mais vagas de emprego relacionadas a área de educação foram criadas também.
Esse crescimento da área, em conjunto com uma fase onde as esferas governamentais estavam
se reestruturando com novas vagas de emprego, reflete na forma como o bibliotecário brasileiro
busca por uma colocação profissional.
Se há alguns anos ser servidor público não era um objetivo comum, tornou-se um grande sonho,
criando espaço e demanda para um novo mercado focado em capacitações e estudo crescesse.
Diferentes de outras áreas mais numerosas como direito, biblioteconomia não possui ou possuía
um grande curso, referência na área. Observa-se uma mudança nesse cenário nos últimos 10
anos.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
Embora exista um mercado sólido para a biblioteconomia no serviço público, os currículos
universitários não se ocupam de uma preparação específica para os processos seletivos ou
sequer para a administração pública - federal ou local. Cabe ao bibliotecário interessado em
ingressar nas carreiras públicas o estudo individual e autônomo, desde os aspectos mais básicos,
em disciplinas como a informação jurídica, fontes de informação em direito, administração
pública e administração de bibliotecas no serviço público. Ou cabia.

�O site Santa Biblioteconomia surgiu em outubro de 2013, criado pela bibliotecária Thalita Gama.
Segundo a autora, a ideia inicial era ter um espaço para compartilhar dicas de estudos para os
concursos de biblioteconomia, ajudar outros colegas e se manter motivada. Paralelo a
necessidade da autora, observa-se que desde o início foram usados recursos de publicidade
importantes, tais como: criação de logomarca e identificação com o público, uso de uma frase
de efeito para marcar as postagens “Ranganathan não faz milagre, estudar sim”, e grande
atuação nas redes sociais.
A identidade com o público se dá não só pelo estudo das matérias específicas de
biblioteconomia (que ainda contam com poucas fontes de informação sólidas para esta
finalidade), mas também por ter no testemunho da própria autora e idealizadora do projeto o
exemplo de uma trajetória de sucesso com diversas aprovações baseadas em suas horas de
estudo e dedicação. Se por um tempo a autora esteve em dedicação exclusiva às atividades de
estudo, é possível contar também com os relatos motivacionais que tratam da realidade de
quem precisa se dividir entre estudo e atuação profissional.
A partir de 2015 foi dado início à comercialização de materiais de estudo no formato de apostilas
e a criação de cursos preparatórios presenciais. As apostilas têm seus textos e comentários a
questões de provas de concursos baseados nos estudos da própria autora e utilizam referências
clássicas da biblioteconomia.
Inicialmente focado no Rio de Janeiro, ao longo do tempo os cursos foram expandidos para
outros estados como São Paulo, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal. Em 2016, em parceria com
a empresa Class Cursos, foi lançado um curso preparatório para concursos na modalidade de
ensino a distância, online, levando a marca do Santa Biblioteconomia mais longe. Mais de 1000
alunos passaram por suas 10 turmas realizadas até 2019. Algumas ações, como um “aulão”
beneficente com o objetivo de arrecadar livros e brinquedos para crianças, vídeos no youtube,
dentre outras, ajudaram a marca a ganhar notoriedade no mundo da Biblioteconomia e tornarse um destaque na área.
Esse formato em que a autora trabalhava sozinha na produção de conteúdo e dos cursos se
manteve até 2018 quando outra bibliotecária, Talita James, se juntou a equipe para a elaboração
de conteúdo gratuito no blog Santa Biblioteconomia e para ministrar cursos de elaboração
própria - individualmente e em parceria com a autora e idealizadora do Blog - e Adhara Ferrari
(professora de inglês e graduada em Relações Internacionais) entrou como sócia responsável
pela administração da empresa.
Atualmente (abril de 2019), o site Santa Biblioteconomia não se restringe mais apenas ao blog.
Contém uma loja com seus materiais digitais, cursos e tornou-se uma empresa com CNPJ. Entre
os cursos oferecidos destacam-se:





revisões de conteúdo em vésperas de provas,
curso de questões dissertativas e estudo de caso,
cursos preparatórios (realizados com maior antecedência aos certames), e
cursos específicos onde especialistas são convidados pela equipe para disseminar seu
conhecimento teórico e prático em diversas disciplinas da biblioteconomia.

Além desses, estão em fase de estudo e teste de mercado alguns produtos de papelaria e de uso
pessoal, como chaveiros, bottons, canecas, blocos de Cornell, adesivos, camisetas e marcadores
de página.
O uso de redes sociais é um ponto a se destacar na trajetória do Santa Biblioteconomia. Mais de
15 mil curtidas na página do facebook, quase 7 mil no instagram, além da crescente presença
no twitter, a marca produz diariamente conteúdo para essas mídias e mantém uma boa
frequência de atualizações no site.

�Acredita-se que a busca por um emprego estável e com remuneração atraente são os principais
motivos que levam bibliotecários experientes e recém-formados a investir em uma capacitação
com foco em provas de concursos públicos. De forma empreendedora e visionária o site Santa
Biblioteconomia respondeu essa demanda e cresceu.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O propósito inicial do site Santa Biblioteconomia não visava lucro, e isso é marca presente até
os dias de hoje. Muito do material produzido está disponível gratuitamente à comunidade
bibliotecária. Para todos os produtos e serviços comercializados são realizados sorteios,
inclusive para os cursos presenciais e online. Os preços praticados na comercialização de
apostilas digitais e nos cursos oferecidos se destacam no mercado “concurseiro” dentre os de
custo mais baixo ao consumidor. Mais do que simplesmente enriquecer, o site Santa
Biblioteconomia busca contribuir para a formação de outros profissionais e financiar sua própria
estrutura para evitar a poluição de sua marca com propaganda de outras empresas.
Ao longo de quase 6 anos de atuação, o site Santa Biblioteconomia contribuiu para o
engrandecimento e capacitação profissional de diversos bibliotecários, sempre com foco na
qualidade do atendimento até o produto final fornecido, passando por um pós-venda que vem
sendo trabalhado e melhorado a cada novo trabalho desenvolvido.
A experiência de trazer um membro externo à área bibliotecária, mas com competência na
formação de pessoas, trouxe ao Santa Biblioteconomia o potencial para melhor compreender
seu próprio público e organizar sua forma de atender de maneira personalizada a cada demanda
que surge.
Capacitações, sejam elas com foco em concursos públicos ou melhora na atuação profissional,
são um campo vasto e próspero que ajudam a área de biblioteconomia como um todo, a crescer.
O site Santa Biblioteconomia, e a empresa que agora o mantém, tem contribuído para o
estabelecimento de atividades de formação voltadas especificamente para o público
bibliotecário, contribuindo para a capacitação continuada na biblioteconomia e ciência da
informação.

4 REFERÊNCIAS
BARROS, Aparecida da Silva Xavier. Expansão da Educação Superior no Brasil: Limites e
possibilidades. Educ. Soc., Campinas, v. 36, n. 131, p. 361-390, abr.-jun., 2015. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/es/v36n131/1678-4626-es-36-131-00361.pdf. Acesso em: 15 abr.
2019.
BRASIL. Ministério da Educação. A democratização e expansão da educação superior no país:
2003-2014. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=16762balanco-social-sesu-2003-2014&amp;Itemid=30192. Acesso em: 23 jul. 2019.

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                <text>Busca-se neste relato de experiência contar a trajetória do Site Santa Biblioteconomia desde a sua criação aos dias atuais, considerando os produtos e serviços oferecidos, a equipe responsável pelo trabalho e o impacto dessas atividades. Esse relato se justifica para que os bibliotecários conheçam a trajetória de uma empreendedora da biblioteconomia que conseguiu ter a sensibilidade de atender a demandas existentes. Tem-se discutido muito sobre possibilidades além do básico na área de biblioteconomia, e também incentivado o empreendedorismo, aqui busca-se trazer luz a essas questões, motivar e  inspirar outros colegas.</text>
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                    <text>A Monitoria Científica do curso de biblioteconomia da
FaBCI/FESPSP

Valéria Martin Valls (FaBCI/FESPSP) - valls@fespsp.org.br
Daniela de Oliveira Correia (ECA-USP) - dannyoliver3@usp.br
Marina Chagas Oliveira (FESPSP) - marina.chagas.oliveira@hotmail.com
Wellington Ferreira Rodrigues (FaBCI/FESPSP) - wellferreira@fespsp.org.br
Resumo:
Descreve o projeto de Monitoria Científica do curso de Biblioteconomia da Faculdade de
Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo (FaBCI/FESPSP), implantado a partir de março de 2010. Como resultados
comprovou-se: a ampliação de visibilidade da comunidade discente e docente do curso,
incentivo à produção científica, ampliação dos canais de comunicação, oferece aos estudantes
envolvidos noções de trabalho colaborativo, edição de conteúdo em blog, utilização de redes
sociais como instrumento de divulgação institucional, dentre outros. Em 2019 a Monitoria
Científica conta com sua décima monitora e a consolidação do projeto e sua divulgação
certamente servirá de exemplo e inspiração para outras iniciativas da mesma natureza, em
prol da profissão e sua notabilidade.
Palavras-chave: curso de biblioteconomia;
produção científica discente

divulgação

Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

discente;

projeto

colaborativo;

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Resumo expandido
Introdução: descreve o projeto de Monitoria Científica do curso de
Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP), implantado
a partir de março de 2010. Como resultados comprovou-se: a ampliação de
visibilidade da comunidade discente e docente do curso, incentivo à produção
científica, ampliação dos canais de comunicação, noções de trabalho colaborativo
aos estudantes envolvidos, edição de conteúdo em blog, utilização de redes sociais
como instrumento de divulgação institucional, dentre outros. Em 2019 a Monitoria
Científica conta com sua décima monitora e a consolidação do projeto e sua
divulgação certamente servirão de exemplo e inspiração para outras iniciativas da
mesma natureza, em prol da profissão e sua notabilidade.
Relato da experiência: a Monitoria Científica (MC) da FaBCI foi instituída em
2010, com a aprovação por parte da Diretoria Acadêmica da IES de um edital para
seleção de um estudante, que atuaria como monitor da Coordenação do curso na
implantação desse projeto, sendo contemplado com uma bolsa de 40% de desconto
na mensalidade do curso. A ideia inicial da MC partiu do pressuposto de que o curso
tinha demanda para iniciativas ligadas à iniciação científica e elevação da produção
docente e discente, além da estruturação de suas linhas de pesquisa formalmente,
com a criação de grupos de estudo envolvendo professores e alunos (por isso o
adjetivo “Científica” no nome do projeto). A seleção do estudante é realizada desde
então com base nos parâmetros: histórico escolar do aluno, análise do Currículo
Lattes e entrevista. O monitor selecionado anualmente dispõe de um e-mail
institucional
para
se
comunicar
em
nome
do
projeto:
monitorcientificofabci@fespsp.org.br e dedica, em média, 10 horas semanais para a
manutenção das atividades propostas. O edital de 2019 prevê as seguintes
atribuições para o monitor científico da FaBCI: elaboração do boletim informativo

�da monitoria científica e utilização dos canais de comunicação em redes sociais;
Divulgação de eventos nacionais ligados à área; Contato direto com o corpo docente
e discente para apoiar a elaboração de artigos científicos e divulgações em eventos;
Realização de pesquisa de satisfação; Apoio às atividades da tutoria voluntária, da
monitoria de estágio, do Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes e às atividades
de pesquisa da FaBCI; Divulgação e cobertura dos eventos internos da
FaBCI/FESPSP como: PEC’s (Programas de Enriquecimento Curricular), Aulas
abertas, Semana de Biblioteconomia, Seminário FESPSP e demais atividades. Os
monitores que participaram da Monitoria são apresentados no Quadro 1:
Quadro 1: monitores científicos da FaBCI 2010-2019
Ano
Nome do(a) monitor(a) científico
2010
Wellington Ferreira Rodrigues
2011
Roberta Amaral Sertório Gravina
2012
Rebeka Lopes Savickas
2013
Magali Machado de Almeida
2014
Andrezza Catharina Camera
2015
Isabel dos Santos Figueiredo
2016
Camila Cristina Alferes Gabriel
2017
Daniela de Oliveira Correia
2018
Marina Chagas Oliveira
2019
Edinéia Pereira Fortini
Fonte: elaborado pelos autores

Link do Currículo Lattes
http://lattes.cnpq.br/1215319546153093
http://lattes.cnpq.br/8991746294609374
http://lattes.cnpq.br/3746699293227438
http://lattes.cnpq.br/9693672130596134
http://lattes.cnpq.br/5339880967623764
http://lattes.cnpq.br/3016342720705202
http://lattes.cnpq.br/1563870470891351
http://lattes.cnpq.br/8941051547803887
http://lattes.cnpq.br/7930869760410709
http://lattes.cnpq.br/4633616312037698

O primeiro monitor atuou fortemente no âmbito mais acadêmico, o que resultou na
publicação do artigo “Ações de fomento à pesquisa científica na FaBCI/FESPSP:
panorama do período de 2008 a 2010” (RODRIGUES, VALLS e DIEGUÉZ, 2010),
que apresenta e descreve as ações de incentivo à pesquisa científica desenvolvidas
na FESPSP entre os anos de 2008 e 2010, focando no trabalho a participação dos
alunos da FaBCI nestes programas, a produção apresentada nestes anos, e
demonstra os resultados obtidos no 1º ano da MC. No mesmo ano, com a intenção
de
dar
mais
visibilidade
ao
curso,
criou-se
um
blog
(https://monitoriafabci.blogspot.com/) onde são publicadas semanalmente
matérias relacionadas à área de Biblioteconomia e Ciência da Informação desde abril
de 2010. O Quadro 2 apresenta as principais tipologias de matérias publicadas no
blog e exemplos (link) dos conteúdos gerados:
Quadro 2: conteúdos do blog da Monitoria Científica
Tipo de conteúdo
Apoio aos programas da
FESPSP
Atividades culturais em geral

Exemplos de matérias publicadas
Programa de Tutoria Voluntária da FESPSP - Tutora da FaBCI
https://monitoriafabci.blogspot.com/2010/08/programa-detutoria-voluntaria-da.html
Se Liga FaBCI - Aula aberta - “Exposição de arte: articulações
entre obra, curadoria, designer, museu e público”
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/06/se-liga-fabciaula-aberta-exposicao-de.html

�Tipo de conteúdo
Aulas especiais

Destaque aos discentes e
incentivo à produção
Destaque aos docentes e
incentivo à produção
Destaque aos ex-alunos
Divulgação de eventos
externos e internos
Participação da comunidade
FaBCI em eventos internos e
externos
Enriquecimento curricular

Entrevistas com profissionais
de destaque da área
Integração com alunos
externos
Matérias sobre diferentes
tipos de Bibliotecas
Notícias relevantes da área
Publicação de artigos ou
comunicações de eventos da
comunidade FaBCI
Traduções de conteúdos
relevantes publicados em
fontes internacionais
Utilização de tecnologias e
ferramentas digitais
Visitas externas
Fonte: elaborado pelos autores

Exemplos de matérias publicadas
Aconteceu na FaBCI – Aula Especial na disciplina de “Sociedade
da Informação e Comunicação em Mídias Sociais”. Por Prof.
Wanderson Scapechi.
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/12/aconteceu-nafabci-aula-especial-na.html
Série “Por que me interessei pelo curso de Biblioteconomia?” /
#PorqueEscolhiBiblio
https://monitoriafabci.blogspot.com/2011/03/serie-por-queme-interessei-pelo-curso.html
Série: prazer em Conhecer. Com Prof. Ivan Russeff.
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/05/serie-prazer-emconhecer-com-prof-ivan.html
Coluna: onde estão os bibliotecários? Por Grazielli de Moraes
https://monitoriafabci.blogspot.com/2015/09/a-colunaondeestao-os-bibliotecarios.html
Se Liga FaBCI – CBBD 2017: bibliotecas e Agenda 2030.
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/12/se-liga-fabcicbbd-2017-bibliotecas-e.html
Relatos da "Semana de Biblioteconomia FaBCI-FESPSP 2017"
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/03/relatos-dasemana-de-biblioteconomia_28.html
Alunos da FaBCI participam de PEC (Programa de
Enriquecimento Curricular) sobre preservação de acervos
https://monitoriafabci.blogspot.com/2011/12/alunos-da-fabciparticipam-de-pec-sobre.html
O bibliotecário-gestor público: Elisa Machado
https://monitoriafabci.blogspot.com/2013/03/o-bibliotecariogestor-publico-elisa.html
Série: estudantes de Biblio sem Fronteiras. Com Everton Camillo
da USP-Ribeirão Preto.
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/08/serie-estudantesde-biblio-sem.html
Coluna: admiráveis Bibliotecas Comunitárias: o senso-crítico dos
líderes comunitários
https://monitoriafabci.blogspot.com/2016/04/colunaadmiraveis-bibliotecas.html
Celebração do Jubileu de Ouro da Biblioteconomia
https://monitoriafabci.blogspot.com/2015/10/celebracao-dojubileu-de-ouro-da.html
Relato de experiência com Mariana Araújo
https://monitoriafabci.blogspot.com/2018/08/relato-deexperiencia-com-mariana-araujo.html
MC Traduções: a nova biblioteconomia: como a transformação é
necessária para sustentar nossas comunidades - Por: Marina
Chagas
https://monitoriafabci.blogspot.com/2018/11/mc-traducoesnova-biblioteconomia-como.html
Bibliotuber – Dicas para os formados de 2017. Por Sthéfani Paiva.
https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/12/bibliotuber-dicaspara-os-formados-de.html
Depoimentos da visita à Biblioteca Nacional
https://monitoriafabci.blogspot.com/2012/12/depoimentos-davisita-biblioteca.html

�O conteúdo do blog é gerado pelo monitor, com a participação voluntária de
estudantes, docentes, ex-alunos e convidados especiais que se interessam pelo
projeto e enviam matérias. Os novos conteúdos publicados são informados por email à comunidade cadastrada por meio de um boletim semanal, que informa os
novos conteúdos e incentiva a visita ao blog. Em razão da quantidade e qualidade
dos conteúdos publicados, o blog foi tema de um Trabalho de Conclusão de Curso
intitulado “A gestão do conhecimento aplicada ao projeto de monitoria científica
FABCI/FESPSP: repositório digital de acesso aberto Omeka”, da monitora de 2013,
que pretendeu ser um subsídio para a implementação de um repositório digital de
acesso aberto, temático, baseado no software Omeka, com o objetivo de aproveitar
sua função de iniciativa para a Gestão do Conhecimento e estimular no futuro
profissional de informação sua vocação como gestor do complexo sistema de
produção de conhecimento. (ALMEIDA, 2014). Com o passar dos anos, o projeto foi
se ressignificando, e para dar maior destaque aos conteúdos publicados, a MC conta
atualmente com os canais de divulgação e comunicação:
●
●
●
●

Facebook: https://www.facebook.com/monitoriacientificafabcifespsp/
Instagram: @monitoria_fabci_fespsp
Twitter: http://twitter.com/monitoria_fabci
Youtube: https://www.youtube.com/user/Monitorfabci2010

O Facebook é a rede social mais antiga do projeto (2012). As demais são utilizadas
com maior ou menor constância dependendo do perfil de cada monitor e
planejamento anual considerando melhorias e metas para o avanço do projeto. O
Quadro 3 apresenta alguns números para contextualizar a repercussão total do
projeto em seus diversos canais:
Quadro 3: números da Monitoria científica (dados de abril de 2019)
Descrição
Matérias com alta visualização
Total de visualizações entre os anos de
maio de 2010 a abril de 2019
Número
de
e-mails
ativos
cadastrados para receber o boletim
semanal
Média de visitas mensais ao blog
Países alcançados
Seguidores no Facebook
Seguidores no Instagram
Seguidores no Twitter
Seguidores no Youtube
Fonte: elaborado pelos autores

Detalhamento
10.682, 2.949 e 2.217 foram alcançados nos três posts
mais lidos entre o período de maio de 2010 a abril de 2019.
397.273 visualizações
692 assinantes em 13/04/2019
2.850 visitas por mês em 2018 e 303 visitas por mês até
31/03/2019
10 países, sendo Brasil, Estados Unidos e Alemanha a
maior audiência registrada
1.079
132
387
22

�Atualmente a Monitoria Científica, em razão da dimensão e qualidade que alcançou,
é descrita no Projeto Pedagógico do curso de Biblioteconomia da FaBCI/FESPSP
como uma das ações de apoio ao discente, considerando sua relevância para a
consolidação de um espaço colaborativo de aprendizagem.
Considerações Finais ou Conclusões: a Monitoria, que começou “científica”,
mas que ampliou muito seu foco, evoluiu e se adaptou às competências dos jovens
envolvidos como monitores ao longo dos anos. Cada monitor foi cunhando sua
própria personalidade ao projeto, que de maneira colaborativa foi se consolidando,
especialmente com a capacitação realizada na transição dos monitores. A
Coordenação do curso apenas acompanha o projeto, direcionando, apoiando e
oferecendo o suporte necessário para o seu bom desenvolvimento, compreendendo
que esse também é um espaço de aprendizagem e portanto, os monitores têm a
chance de errar para de fato aprender a lidar com as várias atividades que compõem
manter o blog, as redes sociais e os boletins semanais ativos, além do aprendido em
relação a direito autoral, gestão de conflitos, edição de conteúdos etc. A cada final de
gestão são apresentados relatórios que compõem a memória da Monitoria, que
certamente, numa análise mais apurada, podem resgatar a evolução e mudanças
ocorridas desde 2010, espelhando cada um dos estudantes que passou pelo projeto.
Finalizando, a partir do estímulo da Monitoria, os estudantes do curso de
Biblioteconomia da FaBCI/FESPSP redigiram mais conteúdo, trabalharam em
equipe em diversas ocasiões, aumentaram a frequência em idas a eventos e tiveram
maior visibilidade, o que cumpre fielmente os objetivos idealizados.
Referências:
ALMEIDA, Magali Machado de. A gestão do conhecimento aplicada ao
projeto de monitoria científica FABCI/FESPSP: repositório digital de acesso
aberto Omeka. 2014. 88 f. TCC (Graduação em Biblioteconomia) - Fundação Escola
de Sociologia e Política de São Paulo, 2014. Disponível em:
&lt;http://biblioteca.fespsp.org.br:8080/pergamumweb/vinculos/000000/000000
97.pdf&gt;. Acesso em: 07 abr. 2019.
RODRIGUES, Wellington Ferreira; VALLS, Valéria Martin; DIÉGUEZ, Carla Regina
M. A. Ações de fomento à pesquisa científica na FaBCI/FESPSP: panorama do
período de 2008 a 2010. RDBCI, Campinas, v. 10, n. 1, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.inf.br/index.php/article/download/41078&gt;. Acesso em: 07
abr. 2019.
Agências financiadoras: o projeto da Monitoria Científica é financiado pela
FaBCI/FESPSP com a concessão de desconto na mensalidade ao monitor
selecionado.

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Descreve o projeto de Monitoria Científica do curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESPSP), implantado a partir de março de 2010. Como resultados comprovou-se: a ampliação de visibilidade da comunidade discente e docente do curso, incentivo à produção científica, ampliação dos canais de comunicação, oferece aos estudantes envolvidos noções de trabalho colaborativo, edição de conteúdo em blog, utilização de redes sociais como instrumento de divulgação institucional, dentre outros. Em 2019 a Monitoria Científica conta com sua décima monitora e a consolidação do projeto e sua divulgação certamente servirá de exemplo e inspiração para outras iniciativas da mesma natureza, em prol da profissão e sua notabilidade.</text>
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                    <text>A FORMAÇÃO BIBLIOTECÁRIA PARA A INSERÇÃO DAS CULTURAS
NEGRAS E AFRICANAS: ANÁLISE DOS CURSOS DE
BIBLIOTECONOMIA BRASILEIROS

FRANCIELE CARNEIRO GARCÊS DA SILVA (PPGCI-UFMG) - francigarces@yahoo.com.br
Gustavo Silva Saldanha (Instituição - a informar) - saldanhaquim@gmail.com
Resumo:
Esta pesquisa visa identificar a inserção das culturas africanas e afro-brasileiras nos cursos
presenciais de Biblioteconomia brasileiros de instituições federais e estaduais, a partir dos
instrumentos normativos (disciplinas, projeto político pedagógico, programa e bibliografia) dos
cursos. Trata-se de uma pesquisa aplicada de cunho exploratório onde foram 2.272 disciplinas
de avaliadas 29 cursos de Biblioteconomia brasileiros. Os resultados referentes ao corpus
documental demonstraram a presença de 16 disciplinas com abordagens relacionadas às
culturas africanas e afro-brasileiras, sendo apenas oito específicas das temáticas e, destas, 12
são disciplinas optativas e quatro são disciplinas obrigatórias. Como considerações, apesar da
consciência de que os instrumentos normativos não refletem fielmente a atuação docente em
aula, considera-se o currículo como um discurso e, portanto, é político. A partir dele, o que é
ou não ensinado na grade curricular desses cursos pode influenciar na manutenção de
desigualdades sociais, informacionais, econômicas e educacionais da população
afro-brasileira.
Palavras-chave: Biblioteconomia – Brasil. Ensino de Biblioteconomia. Formação bibliotecária.
Culturas Africana e Afro-brasileira.
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo 7: Construção e identidade profissional
A FORMAÇÃO BIBLIOTECÁRIA PARA A INSERÇÃO DAS CULTURAS
NEGRAS E AFRICANAS: ANÁLISE DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA
BRASILEIROS1
Franciéle Carneiro Garcês da Silva2
Gustavo Silva Saldanha3
Resumo: Esta pesquisa visa identificar a inserção das culturas africanas e afrobrasileiras nos cursos presenciais de Biblioteconomia brasileiros de instituições
federais e estaduais, a partir dos instrumentos normativos (disciplinas, projeto
político pedagógico, programa e bibliografia) dos cursos. Trata-se de uma pesquisa
aplicada de cunho exploratório onde foram 2.272 disciplinas de avaliadas 29 cursos
de Biblioteconomia brasileiros. Os resultados referentes ao corpus documental
demonstraram a presença de 16 disciplinas com abordagens relacionadas às
culturas africanas e afro-brasileiras, sendo apenas oito específicas das temáticas e,
destas, 12 são disciplinas optativas e quatro são disciplinas obrigatórias.
Palavras-chave: Biblioteconomia – Brasil. Ensino de Biblioteconomia. Formação
bibliotecária. Culturas Africana e Afro-brasileira.
Videografia: ( ) Sim ( x) Não

1

Pesquisa oriunda da pesquisa de dissertação da primeira autora defendida em 2019 no Programa
de Pós-Graduação em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT-UFRJ).
2
Doutoranda em Ciência da Informação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Mestra
em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBICT-UFRJ Integrante do Grupo de Pesquisa
Ecce Liber: Filosofia, linguagem e organização dos saberes (IBICT-UFRJ) e do Núcleo de Estudos
sobre
Performance,
Patrimônio
e
Mediações
Culturais
(NEPPaMCs).
E-mail:
francigarces@yahoo.com.br
3
Docente na UNIRIO e no PPGCI/IBICT-UFRJ. Doutor em Ciência da Informação – IBICT/UFRJ.
E-mail: saldanhaquim@gmail.com

�1 Introdução
Esta pesquisa teve como universo os cursos de Biblioteconomia de
Universidades estaduais e federais brasileiras. O objetivo deste estudo é verificar
como as culturas estão inseridas no ensino de graduação em Biblioteconomia no
Brasil.
2 Método da pesquisa
Como recorte da pesquisa, houve a seleção da amostra de cursos de
Biblioteconomia vinculados a Instituições federais e estaduais brasileiras pelo fato
do Governo Federal direcionar recursos para a implementação de políticas públicas,
visando a inserção de estudantes nas mais variadas áreas do conhecimento
(OLIVEIRA; ESCOTT, 2015), tal como foi a inclusão de política de ações afirmativas
na graduação nessas instituições. Conforme Barbosa et al. (2017), desde 1999,
houve a proposição de projetos de lei ao Congresso Nacional visando a instituição
de um sistema para reserva de vagas a estudantes negros e indígenas em
instituições públicas federais de educação superior, o que corroborou para a criação
da Lei de Cotas, nº 12.711/2012. Dessa forma, as cotas resultaram na ampliação
do número de estudantes negros cotistas em cursos de graduação brasileiros e, por
consequência, nos cursos de Biblioteconomia, o que, talvez, trouxesse para a
superfície a discussão sobre o negro em sala de aula, mesmo que em forma de
discurso oculto.
Com base na lista do e-MEC, foram encontrados os portais eletrônicos em
rede das 29 Instituições públicas de ensino que oferecem cursos de Biblioteconomia
no Brasil. Realizamos a coleta e análise documental de projetos políticos
pedagógicos (quando acessíveis) para verificação das ementas, títulos e, quando
possível, bibliografias utilizadas nas disciplinas dos cursos citados, bem como
documentos oficiais (leis, resoluções, etc.). A seguir, apresentamos a descrição dos
procedimentos adotados.
Para a obtenção dos dados dos cursos, primeiramente foi consultada a lista
disponível no Cadastro e-MEC de Instituições e Cursos de Educação Superior para
aquisição da relação dos cursos de graduação em Biblioteconomia brasileiros. Após
essa etapa inicial, foi acessado o portal eletrônico em rede de cada instituição e
extraída a matriz curricular e plano pedagógico de cada curso, quando disponíveis.
A partir daí, analisamos o título, as ementas e, quando presentes, as bibliografias
básicas de cada disciplina buscando identificar a existência da inserção da temática
no currículo.
A coleta de dados em cada site aconteceu no período entre 20 de novembro
de 2017 e 10 de janeiro de 2018 e análise dos dados para os resultados
apresentados ocorreu de 13 de janeiro a 13 de fevereiro de 2018. Construímos um
banco de dados em planilha eletrônica para serem incluídas as informações dos

�cursos: instituição, nome do curso, data de criação, nome da disciplina, ementa,
carga horária, bibliografia. Ademais, quando encontrados, foram consultados os
projetos (político) pedagógicos dos cursos.
Com relação às dificuldades encontradas para esta parte da pesquisa,
verificamos que nem todos os sites dos cursos contam com a relação das ementas
das disciplinas ministradas nos mesmos, o que tornou difícil a análise dos dados de
forma completa. Nesses casos, entramos em contato via e-mail, solicitando
informações sobre o plano (político) pedagógico e matriz curricular de cada curso
que não apresentavam no site essas informações.
3 Resultados
Ao total, foram analisadas 2.272 disciplinas. Destas, tivemos acesso a 1.608
disciplinas com as ementas completas (título da disciplina, ementa, carga horária,
caráter: obrigatória ou optativa) e 664 disciplinas com dados incompletos
(apresentavam somente o título da disciplina, carga horária e caráter: obrigatória ou
optativa).
Do total de disciplinas, 16 disciplinas incluem as culturas africanas e afrobrasileiras nos currículos dos cursos. Oito delas são disciplinas específicas sobre a
temática, ou seja, discorrem e discutem sobre a história da África, as relações
étnico-raciais e culturas afro-brasileiras, e oito disciplinas são não específicas,
abordando o tema como um dos elementos da disciplina, como tema transversal.
Com relação ao caráter das disciplinas, a maioria (12) é optativa e quatro são
obrigatórias.
Os cursos que apresentam disciplinas e ementas relacionadas à inserção
das culturas africana e afro-brasileiras são: a) Curso de Bacharelado em
Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará com as disciplinas de “Educação
em Direitos Humanos”, “Relações étnico-raciais e Africanidades” e “Diferença e
Enfrentamento profissional nas Desigualdades sociais”; b) Curso de Bacharelado
em Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri com as disciplinas de
“Educação em Direitos Humanos” e “Relações étnico-raciais e Africanidades”; c)
Curso de Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal de
Pernambuco com a disciplina de “Mediação da Informação e Relações
Étnicorraciais”; d) Cursos de Bacharelado e de Licenciatura em Biblioteconomia da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro com as disciplinas “História da
África”, “Antropologia Cultural”, “Culturas Afro-Brasileiras em Salas de Aula” para o
Bacharelado e “Culturas Afro-Brasileiras em Salas de Aula”, “História da África” e
“Ideologia Racial Brasileira na Educação Escolar” para a Licenciatura; e) Curso de
Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso com as
disciplinas de “Cultura Brasileira” e “História do Brasil”; f) Curso de Bacharelado em
Biblioteconomia da Universidade Federal de Espírito Santo com a disciplina de

�“Ação Cultural” e; g) Curso de Bacharelado em Biblioteconomia na Universidade do
Estado de Santa Catarina com a disciplina de “Ação Cultural”.
4 Discussão
Conforme os dados analisados, com relação às Universidades, das 29
instituições federais e estaduais avaliadas, somente sete oferecem disciplinas com
as culturas. Em outras palavras, nos cursos onde a disciplina (específica ou não
específica) se faz presente, é o acadêmico quem escolhe se deseja realizar a
formação para adquirir conhecimento sobre essas culturas, não os cursos que as
tornam obrigatórias para a formação daquele profissional. No caso das disciplinas
obrigatórias, todas as três são de abrangência não específica.
5 Considerações Finais ou Conclusões
Temos consciência de que somente os instrumentos normativos produzidos
nos cursos, tais como as disciplinas, ementas, projetos políticos pedagógicos e
bibliografias seriam insuficientes para afirmarmos a real inserção das culturas, visto
que nem sempre tais instrumentos refletem o que o docente aplica em sala de aula.
Entretanto, entendemos que o currículo pode ser interpretado como um discurso e,
portanto, é político. A partir dele, o que é ou não ensinado na grade curricular desses
cursos pode influenciar na manutenção de desigualdades sociais, informacionais,
econômicas e educacionais da população afro-brasileira.
Referências
BARBOSA, V. L. R et al. A inserção da etnia negra no curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal de Santa Catarina a partir das ações afirmativas. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 27., Fortaleza, 16 a 20 out.
2017. Anais... Fortaleza: FEBAB, 2017.
OLIVEIRA, A. R. M. de; ESCOTT, C. M. Políticas públicas e o ensino profissional no Brasil.
Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 23, n. 88, p. 717738, jul./set. 2015.

Agências financiadoras
Agradecimentos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES).

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                    <text>A Carreira do Bibliotecário frente a Empregabilidade no Século XXI
Angelica Cintra Fermann (FESPSP) - acintra.f@gmail.com
Adriana Maria

Souza (FESPSP) - asouza@fespsp.org.br

Resumo:
A ideia para este trabalho surgiu, a partir do aumento da exposição do tema sobre o emprego
do futuro, na Era do Conhecimento por canais de massa e pelo desejo de compreender a
relação entre carreira e emprego do bibliotecário com as vagas ocupadas por outros
profissionais nos Serviços de Informação.
O plano de carreira do bibliotecário demonstra ser muito restrito frente a outras áreas do
conhecimento, em que os serviços de recrutamento e de seleção nos parece estarem mais
preparados para identificar, apoiar e absorver o seu desenvolvimento, mas não são
identificadas como sendo deste profissional.
As mudanças ocorridas nos cenários econômico e social neste século XXI, provocam
verdadeiras revoluções no ambiente organizacional, requerendo pessoas eficazes e dinâmicas a prática de carreiras sem fronteiras já é uma realidade.
O Bibliotecário passa a ter múltiplos espaços de atuação e as competências e habilidades
adquiridas no decorrer da formação, nem sempre garantem segurança absoluta para a
atuação propriamente dita.
Este projeto de pesquisa prevê como procedimento metodológico aplicar o diagnóstico de
âncoras de carreira , de Edgar H. Schein, em dois ambientes – na universidade e em empresas
que atuam no recrutamento e na seleção de profissionais Bibliotecários.
Com os resultados espera-se lançar um olhar sobre como o bibliotecário do século XXI pode
ter maior engajamento no mercado de trabalho e segurança, de que ainda no ambiente
acadêmico, é possível se preparar melhor para gerir e planejar sua carreira, a partir de
autopercepção e aspiração profissional.
Palavras-chave: Carreira; Bibliotecário; Empregabilidade; Século XXI
Eixo temático: Eixo 7: Construção e identidade profissional

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Resumo expandido
Introdução:
A ideia para este trabalho surgiu, a partir do aumento da exposição do tema sobre o
emprego do futuro, na Era do Conhecimento por canais de massa e pelo desejo de
compreender a relação entre carreira e emprego do bibliotecário com as vagas
ocupadas por outros profissionais nos Serviços de Informação. Formar-se na
universidade é uma vitória, mas apenas o começo de uma carreira profissional. É o
momento de desenvolver competências para as quais a universidade não nos prepara
integralmente, pois nos proporciona de fato a parte do ensino e da pesquisa, a
bagagem teórica que precisa ser vivenciada e aperfeiçoada no mercado de trabalho.
Em setembro de 2016 foi publicada uma matéria na Revista Exame1 sob o título: “O
custo benefício de 48 carreiras no Brasil”, na qual Biblioteconomia aparecia na 40a
posição, com um salário mensal (médio) de R$ 3.140,29 e em 2019 manteve a mesma
média em termos de ganho salarial, R$ 3.485,442. Essa matéria mostra que a carreira
do bibliotecário permanece estável em termos de ganho, ao passo que outras carreiras
se mostram mais promissoras diante dos novos cenários da Sociedade.
Com exceção de algumas instituições, o plano de carreira do bibliotecário demonstra
ser muito restrito frente a outras áreas do conhecimento, em que os serviços de
recrutamento e de seleção nos parece estarem mais preparados para identificar,
apoiar e absorver o seu desenvolvimento, mas não são identificadas como sendo deste
profissional.

O “custo-benefício” de 48 carreiras no Brasil. https://exame.abril.com.br/ciencia/a-performancede-48-profissoes-no-brasil/ de 13/09/2016: acessado em 31/03/2019.
2 Segundo https://www.salario.com.br/profissao/bibliotecario-cbo-261205/: acessado em
31/03/2019.
1

�A partir do rápido crescimento das empresas de tecnologia, startups, uso de
tecnologias com inteligência artificial, a Internet das Coisas (IOT) e o
empreendedorismo, o mercado de trabalho passou a ditar uma busca por pessoas
eficazes e dinâmicas, capazes de aumentar a perspectiva de vida das empresas e,
consequentemente, alcançar o sucesso destas (CASE, 2017). A prática de carreiras
sem fronteiras3 já é uma realidade.
O recrutamento nunca teve importância tão significativa nos resultados de uma
organização como na Era do Conhecimento e para o bibliotecário, que aparentemente
pode sofrer descrédito marcado pelo estereótipo da profissão.
Em tendo o indivíduo maior liberdade de escolha, faz-se premente que se prepare de
forma mais consciente ainda na universidade, para que desenvolva competências e
habilidades que melhor permitirão o diálogo com os novos cenários do mercado de
trabalho, a partir da Era do Conhecimento (TARAPANOFF, 2001)4.
A identificação de uma carreira ao longo da formação, quando se tem mais consciente
as suas preferências profissionais, poderá ser de grande valia para que se faça
escolhas mais assertivas.
Para Valentim (2004), as competências e habilidades do Bibliotecário vem sendo
aceleradamente ditadas de fora para dentro. Este profissional passa a ter múltiplos
espaços de atuação, inclusive já sendo reconhecido a partir dos anos 2010 como
Bibliotecário de Dados, pela possibilidade de desenvolver ao longo de sua formação
habilidades necessárias para trabalhar com qualquer tipo de dados, sejam eles
observacionais, computacionais ou experimentais.
Se o bibliotecário adquirir maior consciência sobre si mesmo, durante sua formação
e sobre a formação elegida, poderá melhor se posicionar frente às oportunidades que
o mercado de trabalho disponibiliza, associadas a outras carreiras que não a
Biblioteconomia, mas cujo profissional tem perfil para exercer.
Ao depararmos com a empregabilidade no século XXI, nos perguntamos quais são as
implicações para o desenvolvimento da carreira do bibliotecário? Este profissional
tem a consciência de seu papel na Sociedade da Informação, a partir da escolha pela
formação em Biblioteconomia? Os profissionais que lidam com o serviço de
recrutamento e seleção compreendem as competências técnicas e funcionais que o

São as carreiras que transcendem as fronteiras organizacionais. A gestão da carreira é permeada
pelo papel da pessoa no planejamento da sua vida profissional e pelo papel da organização em sua
responsabilidade por definir um sistema de gestão de carreiras (DUTRA, 1996; VELOSO, 2012).
4 “Conjunto de atividades que busca desenvolver e controlar todo tipo de conhecimento em uma
organização, visando à utilização da consecução de seus objetivos” (TARAPANOFF, 2001).
3

�bibliotecário desenvolve ao longo de sua formação e como podem ser utilizadas pelas
organizações?
De acordo com Schein (1996) elementos da realidade de uma pessoa determinam
preferências, que resultam em padrões de escolhas durante sua trajetória
profissional. As escolhas profissionais são determinadas por padrões individuais de
comportamento.
Portanto, dentro desta reflexão, talvez o bibliotecário do século XXI deva se
preocupar, ainda no ambiente de formação, com a identificação de seu propósito de
carreira e que esteja em conformidade às suas inclinações profissionais.
Método da pesquisa:
A fim de obter estas respostas, este projeto de pesquisa prevê como procedimento
metodológico aplicar o diagnóstico de âncoras de carreira5, em dois momentos,
dentro da Universidade, ou seja: aos estudantes do 5º semestre da graduação de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, da Fundação Escola de Sociologia e Política
de São Paulo – FESPSP, sediada em São Paulo, Capital, em agosto de 2019 e após sua
inserção no mercado de trabalho, em até 12 meses e, pesquisa qualitativa, através do
instrumento “questionário”, a ser aplicado presencialmente em empresas,
subcontratadas por demanda, que atuam no recrutamento e na seleção de
profissionais Bibliotecários, no perímetro da Grande São Paulo.
Resultados:
Espera-se que os resultados deste projeto possam:


corroborar com uma maior compreensão em como o bibliotecário do século
XXI pode ter maior engajamento no mercado de trabalho e segurança, de que
ainda no ambiente acadêmico, é possível se preparar melhor para gerir e
planejar sua carreira, a partir de auto percepção e aspiração profissional;



proporcionar ao educador o uso de novas técnicas que o apoiem na formação
do bibliotecário na identificação de suas inclinações profissionais, ajustáveis a
empregabilidade futura;



oferecer aos serviços de recrutamento e seleção uma maior especificação das
competências técnicas e funcionais que o bibliotecário desenvolve ao longo de

Metodologia de autoria de Edgar H. Schein, composto por um conjunto de atitudes autopercebidas,
valores, necessidade e talentos que são desenvolvidos com o passar do tempo e formam guias e
direções, constituindo-se no que ele chamou de Âncoras de Carreira (SCHEIN, 1996).
5

�sua formação e que podem apoiar nas organizações, agregando valor, em
diversas áreas que envolvam suas estratégias de negócio.
Segundo Dutra (1996) para tratar o termo carreira é preciso considerar duas
possibilidades: sob a perspectiva do indivíduo e sob a perspectiva da organização.
Para London e Stumph (1982), a carreira envolve a ocorrência de transições ligadas a
necessidades individuais e imposições da organização e da sociedade.
As visões de carreira sob a perspectiva do indivíduo encontradas em Dutra (1996) e
Hall (2002), corroboram para a linha de raciocínio que se pretende adotar nesta
pesquisa, que aponta a importância da percepção pessoal sobre as escolhas de
carreira. Talvez a maneira como uma pessoa faz suas escolhas e como vivencia as
consequências de suas atitudes ao longo de sua jornada profissional poderá ditar sua
frustração e submissão às necessidades lançadas pelo meio em que vive, decorrentes
das oportunidades ofertadas pelo mercado de trabalho.
Para Veloso (2012), os trabalhadores devem assumir um papel ativo no planejamento
da própria carreira. E, segundo Martins (2001), considerar, entre outros fatores, a
necessidade de autoconhecimento para que a pessoa desenvolva um referencial
próprio nas escolhas profissionais, sem o qual o indivíduo tende a se perder na
impessoalidade dos parâmetros externos, reduzindo suas chances de autorrealização.
E neste contexto, a segurança relacionado ao trabalho pode estar mais relacionado a
qualificação profissional e a atitudes pessoais do que às possibilidades atreladas ao
empregador.
A Âncora de carreira é importante porque influencia escolhas profissionais, afeta
decisões para a mudança de um trabalho ou emprego para outro, determina visões do
futuro, influencia a escolha de ocupações específicas e afeta as reações do indivíduo
ante o trabalho (VELOSO, 2012).
Considerações Finais ou Conclusões:
Este projeto é ainda incipiente no que diz respeito a conclusões e reformulações de
modelos de apoio ao desenvolvimento de um plano de carreiras, mas abre a porta
para um novo olhar sobre a perspectiva de empregabilidade do profissional de
informação, enquanto bibliotecário. Espera-se que os resultados que ainda serão
colhidos ao longo do processo deste projeto possam ser amplamente divulgados e
debatidos a luz da realidade do cenário de transformações e transições nas carreiras,
em função das transformações no mundo do trabalho que com certeza afetarão o
bibliotecário, ocasionados por alterações no contexto econômico, social e
organizacional.
Referências:

�ABRANTES, Talita. O Custo-benefício de 48 carreiras no Brasil. Exame,
Carreira Você SA, Exame, 2016. Disponível em:
&lt;https://exame.abril.com.br/ciencia/a-performance-de-48-profissoes-no-brasil/&gt;.
Acesso em: 31 mar 2019.
SALARIO de bibliotecário 2019: média salarial de 1.261 profissionais no cargo.
Salario.com. Disponível em:
&lt;https://www.salario.com.br/profissao/bibliotecario-cbo-261205/&gt; Acesso em: 31
mar. 2019.
CASE, Steve; ALMEIDA, Lizandra M. de (Trad.). Terceira onda da internet: a
reinvenção dos negócios na era digital, HSM, São Paulo, 2017. 260 p.
DUTRA, Joel Souza. Administração de carreiras: uma proposta para repensar a
gestão de pessoas. Atlas. São Paulo, 1996. 172 p.
HALL, D. T. Carrers in and out of organizations. Saje. London, 2002.
LONDON, M,; STUMPH, S. Managing carrers. Addinson-Wesley,
Massachussetts, 1982.
MARTINS, Hélio Tadeu. Gestão de carreiras na era do conhecimento:
abordagem conceitual &amp; resultados de pesquisa, Qualitymark, Rio de Janeiro, 2001.
204 p.
SCHEIN, Edgar H.; BLACK, Margarida D. (Trad.). Identidade profissional: como
ajustar suas inclinações a suas opções de trabalho. Nobel. São Paulo, 1996. 94 p.
SEMELER, A. R.; PINTO, A. L. Os diferentes conceitos de dados de pesquisa na
abordagem da biblioteconomia de dados. Ciência da Informação: v. 48, n. 1,
Brasília, DF, 2019. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/4461/4102&gt; Acesso em: 22 jul. 2019.
TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência organizacional e competitiva.
Brasilia : Unb, 2001. 344p.
VALENTIM, Marta L. P. (Org.). Atuação profissional na área de informação,
Polis, São Paulo, 2004. 191 p.
VELOSO, Elza F. R. Carreiras sem fronteiras e transição profissional no
Brasil: desafios e oportunidades para pessoas e organizações. Atlas. São Paulo,
2012. 145 p.
Agências financiadoras:
Não se aplica.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A ideia para este trabalho surgiu, a partir do aumento da exposição do tema sobre o emprego do futuro, na Era do Conhecimento por canais de massa e pelo desejo de compreender a relação entre carreira e emprego do bibliotecário com as vagas ocupadas por outros profissionais nos Serviços de Informação.O plano de carreira do bibliotecário demonstra ser muito restrito frente a outras áreas do conhecimento, em que os serviços de recrutamento e de seleção nos parece estarem mais preparados para identificar, apoiar e absorver o seu desenvolvimento, mas não são identificadas como sendo deste profissional.As mudanças ocorridas nos cenários econômico e social neste século XXI, provocam verdadeiras revoluções no ambiente organizacional, requerendo pessoas eficazes e dinâmicas - a prática de carreiras sem fronteiras já é uma realidade.O Bibliotecário passa a ter múltiplos espaços de atuação e as competências e habilidades adquiridas no decorrer da formação, nem sempre garantem segurança absoluta para a atuação propriamente dita.Este projeto de pesquisa prevê como procedimento metodológico aplicar o diagnóstico de âncoras de carreira , de Edgar H. Schein, em dois ambientes – na universidade e em empresas que atuam no recrutamento e na seleção de profissionais Bibliotecários. Com os resultados espera-se lançar um olhar sobre como o bibliotecário do século XXI pode ter maior engajamento no mercado de trabalho e segurança, de que ainda no ambiente acadêmico, é possível se preparar melhor para gerir e planejar sua carreira, a partir de autopercepção e aspiração profissional.</text>
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                    <text>“PASSATEMPO”: ESPAÇO DE DESCONTRAÇÃO NUMA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

KARLA RODRIGUES DA SILVA (UFG) - rodrigues.krs@hotmail.com
Sheila Cristina Frazão (UFG) - sheilafrazao@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho trata da criação e implantação do Passatempo, um espaço de
descontração na Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva, da Universidade Federal
de Goiás, cujo objetivo é proporcionar um ambiente agradável de entretenimento para os
usuários utilizarem em seus momentos livres, de descanso e intervalo de estudos. Nele são
oferecidos jogos diversos, desenhos para colorir, quebra-cabeças e etc. Por fim, considera-se a
criação do espaço como positiva, diante da grande adesão dos usuários da biblioteca e
ressalta-se a pretensão de ampliação desta iniciativa, através da disponibilização de mais
atividades.
Palavras-chave: Entretenimento
Universitária.

em

bibliotecas.

Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Jogos

em

Bibliotecas.

Biblioteca

�1 INTRODUÇÃO
“As bibliotecas são mais do que suas coleções” (UNIVERSIDADE FEDERAL
DE GOIÁS, 2018) tema da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca (SNLB) realizada
pelo Sistema de Bibliotecas (SIBI) da Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2018,
que traduz o que são as bibliotecas atualmente. Muito mais que acervos e coleções com
informações de todas as áreas, as bibliotecas atuais são espaços multidisciplinares,
culturais e de entretenimento que possibilitam diversos saberes e conhecimentos.
Algumas edições do SNLB, ofereceram quebra-cabeças, cubos mágicos, pegavaretas, dentre outros jogos. Observando a aceitação dos mesmos pelos usuários da
Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva (BSCAN), e acreditando na
dinamicidade e várias possibilidades de serviços, produtos e ações que as bibliotecas
podem oferecer, foi criado o “Passatempo”, espaço com fins de descontração, lazer e
alívio das rotinas de estudos, onde foram disponibilizadas atividades recreativas como
jogos, desenhos para colorir, palavras-cruzadas, quebra-cabeças, dentre outros.
Este trabalho descreve a experiência do espaço “Passatempo” na Biblioteca
Seccional Campus Colemar Natal e Silva (BSCAN), sua criação, implantação, os recursos
utilizados e também sua aceitação pelo público da biblioteca.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
A SNLB em suas três últimas edições (2016, 2017 e 2018), trouxe os jogos como
parte da programação do evento. O objetivo era aproximar os usuários da biblioteca, e
fazer com que se sentissem em um ambiente agradável. Diversos jogos tais como quebracabeças, pega-varetas, cubo mágico, ficaram à disposição dos usuários durante o evento.
Estas atividades recreativas foram oferecidas na BSCAN que é uma das
Bibliotecas do SIBI/UFG. Na última edição da SNLB, no ano de 2018, observou-se o
grande interesse do público pelos jogos, o que levou a considerar sua relevância e a
projetar uma forma de ampliar essa iniciativa, bem como instalar outras atividades
recreativas e tornar o espaço de jogos e atividades de lazer como algo fixo a ser oferecido
pela biblioteca diariamente, como forma de promover momentos de descontração e alívio
na rotina de estudos.
Marcellino (1983, p. 25) define lazer como “o descanso, tanto físico quanto
mental; o divertimento, como superação da monotonia cotidiana verificada na tarefas
obrigatórias; e o desenvolvimento da personalidade e da sociabilidade.”

�Outra observação, foi quanto aos horários livres e de intervalo das aulas dos
alunos, principalmente no período entre 12 e 14 horas, em que muitos ficam no saguão
de entrada da biblioteca, sentados no chão, mexendo em celulares, conversando uns com
os outros, usufruindo de seus momentos vagos e de descanso.
Salomão, Martini e Jordão (2007, p.4) ressaltam: “a ludicidade é uma necessidade
do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão”. Sabe-se
também da importância dos jogos para fins educativos e terapêuticos, ativando raciocínio
lógico e cognitivo desde crianças até adultos. “Assim como acontece com a criança, a
ludicidade está presente na vida adulta. O jogo possibilita realização pessoal, em que o
processo motivacional intrínseco sobrepõe-se ao processo motivacional extrínseco.”
(CAMARGO, 2015, p. 143).
Após observar o impacto positivo da mesa de jogos disposta no SNLB, e na
perspectiva de oferecer uma alternativa de entretenimento e lazer para os usuários,
enquanto não estão pesquisando ou estudando, para eles se desligarem da rotina de
estudos, foi implantado o “Passatempo” onde são disponibilizados jogos como quebracabeças, pega-varetas, cubo-mágicos, desenhos para colorir, damas, dentre outros.
Divirta-se, memorize, crie, jogue, brinque, descanse, imagine, descontraia, são
algumas das chamadas do banner do espaço. A fotografia 1, mostra o espaço criado, os
jogos disponibilizados e o banner do projeto.
FOTOGRAFIA 1 - Espaço “Passatempo”

Fonte: elaborada pelas autoras.

Os quebra-cabeças disponibilizados, foram adquiridos por doação e são trocados
periodicamente, já foram montados e desmontados várias vezes. Em uma das mesas
foram disponibilizados desenhos para colorir e palavras-cruzadas. Vários desenhos de
colorir já foram finalizados e estão expostos no mural, como mostra a Fotografia 2 abaixo.

�FOTOGRAFIA 2 - Mesa com desenhos para colorir e palavras-cruzadas e exposição dos
desenhos finalizados

Fonte: elaborada pelas autoras.

As atividades lúdicas têm um papel importante para se desenvolver habilidades
intelectuais, sociais e motoras. Segundo André Zatz e Sílvia Zatz (2017): “O lúdico é
inato do ser humano. Quem não brinca ou não encontrou uma forma de brincar, seja um
futebol, um jogo, um game, tem uma vida muito chata”. Na Fotografia 3, mostra-se as
mesas com jogos disponibilizados, pega-varetas, dominó, cubo-mágico e damas.

FOTOGRAFIA 3 - Mesas com jogos de damas e mesa com jogos diversos

Fonte: elaborada pelas autoras.

Um entrave encontrado foi a falta de recursos financeiros, mas o desejo de
conseguir implantar o espaço foi maior. Os jogos e atividades oferecidas foram uns já
utilizados na SNLB, outros adquiridos por doações e alguns confeccionados
manualmente pela equipe da biblioteca, como o tabuleiro e as peças de damas.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O “Passatempo” foi uma proposta diferente das demais realizadas pela BSCAN,
pela sua dinamicidade, pelo seu objetivo de oferecer possibilidades de descontração e

�entretenimento para os momentos livres dos usuários da biblioteca, através de jogos e
atividades dispostos em um espaço fixo da biblioteca. E por ser algo que se difere do
tradicional oferecido nas bibliotecas universitárias, no início, os usuários questionavam
se podiam utilizar o espaço, se precisavam se identificar e se tinha alguma regra a cumprir.
Foi esclarecido à eles que, o espaço é livre, podem utilizar sem restrição de tempo e de

obrigatoriedade de iniciar e terminar um jogo ou um desenho.
A implantação do espaço é considerada positiva, levando em conta o grande fluxo
e a adesão dos usuários que povoam o ambiente diariamente, individualmente ou em
grupos, para realizar, brincar, responder as atividades disponibilizadas.
A intenção é ampliar a iniciativa. Para tanto, pretende-se buscar patrocínios e
doações e também confeccionar outros jogos e atividades, a fim de incrementar o espaço.
Também intenciona-se realizar uma pesquisa junto aos usuários para aferir a satisfação
dos mesmos com o que é oferecido, bem como solicitar sugestões de outros que possam
ser incorporados ao espaço.
REFERÊNCIAS
CAMARGO, Liseane Silveira. O jogo na vida adulta: possíveis relações entre a
epistemologia genética e os processos motivacionais. Schème: Revista Eletrônica de
Psicologia e Epistemologia Genéticas, Marília, v. 7, n. 2, ago-dez 2015. p. 135-147.
Disponível em:
www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/scheme/article/viewFile/5784/3955. Acesso
em 10 fev. 2019.
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer e humanização. Campinas: Papirus,1983.
SALOMÃO, H.A.S.; MARTINI, M; JORDÃO, A.P.M. A importância do lúdico
na educação infantil: enfocando a brincadeira e as situações de ensino não
direcionado, 2007. Disponível em: www.psicologia.pt/artigos/textos/A0358.pdf.
Acesso em: 16 mar. 2019.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. Secretaria de Comunicação. Sistema de
biblioteca realiza Semana Nacional do Livro. Goiânia, 2018. Disponível em:
https://www.ufg.br/e/21938-sistema-de-biblioteca-realiza-semana-nacional-do-livro.
Acesso em: 17 nov. 2018.
ZATS, André; ZATS, Sílvia. [Entrevista cedida a] Patricia Camargo. A importância de
brincar: jogos para brincar até a idade adulta. Tempojunto. [S.l.]. Disponível em
https://www.tempojunto.com/2017/06/10/a-importancia-de-brincar-jogos-para-brincarate-a-idade-adulta/. Acesso em: 20 out. 2018.

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                <text>O presente trabalho trata da criação e implantação do Passatempo, um espaço de descontração na Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva, da Universidade Federal de Goiás, cujo objetivo é proporcionar um ambiente agradável de entretenimento para os usuários utilizarem em seus momentos livres, de descanso e intervalo de estudos. Nele são oferecidos jogos diversos, desenhos para colorir, quebra-cabeças e etc. Por fim, considera-se a criação do espaço como positiva, diante da grande adesão dos usuários da biblioteca e ressalta-se a pretensão de ampliação desta iniciativa, através da disponibilização de mais atividades.</text>
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                    <text>Uso da rede social Instagram como ferramenta de marketing da
informação em Biblioteca Pública Especializada.

Sara Dieny Chaves Ribeiro (INCAPER) - saradieny.chaves@gmail.com
Merielem Frasson da Silva (Incaper) - frasson78@gmail.com
Resumo:
O relato descreve a experiência da Biblioteca Rui Tendinha no uso da rede social (Instagram)
como ferramenta de marketing de informação. Expõe como o Instagram foi idealizado, suas
características, o gerenciamento da rede social e o alcance das publicações. A rede social é
utilizada na disseminação das informações técnico-científicas do instituto e na promoção dos
serviços da unidade de informação, objetivando a disseminação da produção intelectual de
órgão público estadual, contribuindo com a transparência na administração pública.
Palavras-chave: marketing de informação; rede social; Instagram; órgão público estadual;
biblioteca pública especializada.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

1 INTRODUÇÃO
Com o aumento do volume de informações e o desenvolvimento de novas
tecnologias de comunicação e o uso de redes sociais, bibliotecas enfrentam novos
desafios para garantir sua existência. De acordo Amaral (2011, p. 85), unidades de
informação devem “partir do entendimento do mercado e do negócio da informação
na área em que atuam suas organizações mantenedoras, estejam elas inseridas no
setor com fins de lucro ou não”.
Amaral (2011, p. 94), ainda pontua que cabe ao gestor da unidade de
informação contribuir para que a sociedade perceba o valor de sua atuação na
mediação e no acesso à informação, na catalisação do conhecimento em todas as
áreas, alinhado ao mercado da informação na área de negócio em que a instituição
da unidade de informação está inserida. Para se inserir no contexto dos negócios
institucionais as bibliotecas e os profissionais se reinventam. Implementam novos
serviços, realizam projetos e estão entrando nas redes sociais.
É o caso da Biblioteca Rui Tendinha (BRT) do Instituto Capixaba de
Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). A BRT tem desenvolvido
ações de mediação da informação para o público alvo, como o sumário corrente,
boletim interno institucional, tutoriais para capacitar o usuário a utilizar o site da
Biblioteca, eventos de incentivo à leitura, etc. Com as transformações que vêm
ocorrendo na sociedade, que acessa cada vez mais as informações por redes
sociais e o seu consumo de conteúdo de leitura rápida, era necessário um canal que
pudesse popularizar o Instituto e os serviços da Biblioteca, para o público interno e
externo de forma direta.
O único canal de disseminação de informações para o público externo e
interno, de utilização exclusiva da BRT era a aba de notícias do site da Biblioteca,
que reproduzia matérias do site do Incaper e do boletim interno. Esse canal não

�atende aos anseios da BRT, assim como os outros canais formais do Incaper, que
publicam ações institucionais. Esses canais disponibilizam a informação, bastando
que o usuário procure e acesse por ela, caso seja necessário. A BRT intencionava
mudar essa relação, a informação disponibilizada depende de uma ação ativa de
quem deseja e precisa dela.
Para alterar esse fluxo, era necessário criar canais para disseminar a
informação utilizando o marketing direto e interativo. Com essa finalidade e
monitorando o comportamento de servidores que não frequentam a Biblioteca de
forma presencial, mas que estão utilizando as redes sociais, a Biblioteca passou a
pesquisar formas de atingir esse público.
Em função de recursos e outras dificuldades, ficou definido que a ferramenta
de disseminação teria que ser gratuita, dinâmica e interativa, sem a necessidade de
textos longos, compatível para imagens estática ou em movimento, de longo
alcance, de rápida disseminação e acessível a qualquer público. Averiguado isso, a
utilização de redes sociais foi o que mais se adequou a essas demandas.
De acordo com a Prodest (2018, p. 5):
“No Brasil, 78% dos usuários estão conectados em alguma rede social. De
acordo com a pesquisa “Social Media Trends 2018” realizada pela
Universidade Rock Content, os assuntos que os usuários acompanham nas
redes sociais são informações sobre a profissão ou área de atuação (81%),
notícias em geral (59,8%), entretenimento (59,8%) e tecnologia (56,7%).”

A rede social escolhida foi o Instagram, por preencher os requisitos e por ser
a rede social que mais cresceu nos últimos anos. O objetivo geral deste estudo é
disseminar informações produzidas por órgão público capixaba contribuindo com a
transparência na administração pública. Os objetivos específicos, valorizar a
memória institucional e a produção intelectual, contribuir com a difusão e/ou
transferência de tecnologias, promover o Incaper e a Biblioteca Rui Tendinha.
Para atingir esses objetivos, a escolha por utilizar redes sociais como o
Instagram foi considerada a mais viável, pois é o recurso em que se encontram os
usuários atuais, sendo possível por meio dele, disseminar a informação.

2 @BIBLIOTECARUITENDINHA

�Com a estratégia de utilizar o Instagram, partiu-se para a gestão da rede
social. Para nortear as ações foram utilizadas as recomendações no uso de redes
sociais em órgãos do Espírito Santo e do Governo Federal. Adaptações foram
indispensáveis, considerando o porte e a missão do Incaper, o acervo e as
atividades desenvolvidas pela Biblioteca e o público alvo.
A partir daí, seguiu-se as seguintes etapas: definição de perfil e a
nomenclatura, conteúdo, público a ser seguido, padronizações, discurso e
vocabulário, volume e frequência das postagens e o monitoramento.
Para a criação do perfil foi definido que o nome da Biblioteca com a palavra
Incaper, seria o ideal, além de uma frase que evoca a memória rural, os contatos
também foram acrescentados a ele. A foto escolhida foi a que ilustrou o Projeto
Memória Digital, que já era utilizada em outros perfis e a nomenclatura ficou Biblio
Rui Tendinha INCAPER, com o login @bibliotecaruitendinha, que garante o
acesso à rede e as buscas por usuários. O perfil no Instagram foi criado em 22 de
março de 2018.
Para definir e nortear o conteúdo a ser disseminado, foi utilizado o Guia de
Atuação do Senado nas Mídias Sociais (2012?). Nele é esclarecido que “deve-se
levar em consideração o impacto do assunto na vida do cidadão e o interesse
público sobre o tema”. Dessa forma, ficou definido que o conteúdo institucional a ser
utilizado nas postagens deveria ser útil e trazer uma possível mudança para quem
tem acesso a ela.
Abarcar a memória institucional que traz o sentimento de pertencimento ao
órgão e valoriza a memória rural do Estado, a produção técnico-científica como parte
da popularização da Ciência, os eventos de mediação organizados pela Biblioteca,
homenagens em datas comemorativas; visitas na Biblioteca para valorizar o usuário
que vem até a Biblioteca pesquisar, a divulgação de serviços da Biblioteca com
tutoriais de uso do sistema, estão entre os temas das postagens realizadas.
O conteúdo noticioso, que é mais volátil, é compreendido por notícias do
mercado leitor, notícias relacionadas à agricultura, notícias direcionadas ao público
assistido

do

Incaper

(quilombolas,

índios,

agricultor

familiar,

assentados,

pescadores, etc). Essas informações são disseminados no history e ficam
disponíveis para o público somente por 24h 00.
O volume e a frequência de publicações está definido em uma ou duas
publicações diárias podendo chegar a três, dependendo do contexto institucional

�(eventos, visitas, obras adquiridas, data comemorativa, lançamento de novas
publicações pela editora interna, etc.). No conteúdo visual (comunicados, cartazes,
convites e vídeos), procurou-se utilizar os produzidos pela instituição para seguir o
padrão e estilo institucional e evitar ações por questões de direitos autorais.
No discurso e na linguagem optou-se o uso da linguagem informal, para criar
um espaço popular e democrático, podendo atingir a todos, desde o pesquisador
científico, ao pequeno agricultor.
Para o monitoramento, o Instagram tem métricas próprias, como interação,
número de seguidores, quantidade de seguidores por gênero, etc, além desses, o
uso de hashtags, curtidas e de comentários, podem ser utilizadas para calcular o
engajamento do público. A Biblioteca também monitora os possíveis acessos a base
de dados impulsionados pelas redes sociais.
O público seguido pela Biblioteca é diversificado, procura-se conectar
aqueles que estão envolvidos com perfis na área da agricultura, em especial aos que
estão no Estado do Espírito Santo, além de perfis oficiais de órgãos públicos
estaduais. Parte dos seguidores interagem com as publicações, curtindo e
comentando. Informações disponibilizadas pelo Instagram indicam que a maioria dos
usuários estão nas cidades de Vitória, Linhares, Vila Velha, Serra e Cachoeiro do
Itapemirim. A idade do público atingido é de 18 à 44 anos, e o gênero em sua
maioria homens, com 57% e de mulheres, 43%. O período de maior acesso está
entre 6h00 às 21h00 horas.
É importante pontuar os custos. Os gastos com tempo e pessoal são os já
pagos para o bibliotecário e a estagiária atuar. Quanto aos recursos materiais como
celular e conta de celular com pacote de dados, também são arcados pelos
profissionais. A Biblioteca não possui recursos para atualização do acervo, gastos
com celular e franquia podem ser encarados como supérfluo em momentos de crise.

4. ANÁLISE E PREVISÕES FUTURAS

O acervo de memória Institucional é interessante por contar um pouco da
história do desenvolvimento da agricultura no Espírito Santo. Imagens e vídeos
antigos ganham mais destaque no perfil, alcançando mais curtidas, principalmente
se estas mídias estiverem em preto e branco. Publicações de visitas na biblioteca
também dão retorno, visto que os seguidores que acompanham o perfil, são

�servidores do Incaper e indivíduos que atuam na área de agronomia e em áreas
correlatas, dessa forma, há a grande possibilidade de se conhecerem e de reverem
pessoas que já se aposentaram.
Criar o perfil e manter a rede social sem recursos humanos e financeiros é
um desafio constante. Para o futuro, será interessante avaliar os impactos da
ferramenta na difusão do acervo técnico-científico como parte do processo de
comunicação científica. Se o uso da rede social altera os acessos a produção
intelectual institucional, subsidiando a gestão na tomada de decisão quanto ao uso
de redes sociais.
O desafio maior, não só para a Biblioteca Rui Tendinha, como de todas a
outras unidades, é manter o espaço físico em meio ao processo de depreciação e de
virtualização, numa realidade em que usuários preferem acessar as informações
utilizando tecnologias de informação a visitar bibliotecas.

5. REFERENCIAS

AMARAL, Sueli Angelica do. Marketing da informação: abordagem inovadora para
entender o mercado e o negócio da informação. Ciência da Informação, [s.l.], v. 40,
n. 1, mar. 2012. Disponível em: &lt; http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1327&gt; Acesso
em: 18 de fev. 2018.
Brasil. Guia de Atuação do Senado nas Mídias Sociais. Disponível em:
https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/fundamentos-ediretrizes/diretrizes/guia-de-atuacao-nas-redes-sociais . Acesso em: 11 de fev. 2018.
______. Biblioteca Rui Tendinha [perfil no Instagram]. Vitória, 2018. Disponível em:
https://www.instagram.com/bibliotecaruitendinha/?hl=pt . Acesso em: 28 jan. 2019.
Biblioteca Rui Tendinha Incaper. Vitória, 2019. Disponível em:
https://bibliotecaruitendinha.incaper.es.gov.br/
PRODEST. Mídias sociais: saiba como usá-las a seu favor. Disponível em:
https://prodest.es.gov.br/Media/prodestnovo/Documentos/22_10_2018_EBook_Rede
s%20Sociais_Saiba%20como%20usa-las%20a%20seu%20favor.pdf . Acesso em:
11 fev. 2018.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Uso da rede social Instagram como ferramenta de marketing da informação em Biblioteca Pública Especializada.</text>
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                <text>Sara Dieny Chaves Ribeiro</text>
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                <text>O relato descreve a experiência da Biblioteca Rui Tendinha no uso da rede social (Instagram) como ferramenta de marketing de informação. Expõe como o Instagram foi idealizado, suas características, o gerenciamento da rede social e o alcance das publicações. A rede social é utilizada na disseminação das informações técnico-científicas do instituto e na promoção dos serviços da unidade de informação, objetivando a disseminação da produção intelectual de órgão público estadual,  contribuindo com a transparência na administração pública.</text>
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                    <text>User Experience (UX): Casos em Bibliotecas Universitárias
Internacionais

Marina Chagas Oliveira (FESPSP) - marina.chagas.oliveira@hotmail.com
Adriana Maria

Souza (FESPSP) - asouza@fespsp.org.br

Resumo:
Busca observar se o uso da User Experience (UX) em bibliotecas universitárias internacionais
garante papel ativo do usuário em relação à biblioteca, quanto a mudanças em seus serviços e
estrutura. No levantamento bibliográfico realiza-se a análise de quatro bibliotecas
universitárias: University of North Carolina at Charlotte, University York, University of Fresno
e University of Cambridge. As instituições afirmam utilizar a UX integrada ao estudo
etnográfico, conforme definidos por Priestner e Borg em sua obra: User experience in
libraries: applying ethnography and human-centered design. Como resultado, percebeu-se que
a aplicação da User Experience e os métodos do estudo etnográfico, identificaram sugestões,
opiniões e hábitos dos usuários na unidade de informação. Concluiu-se que a UX garante ao
usuário protagonismo na unidade de informação por sua opinião, hábitos e uso do espaço, uma
vez que as propostas sugeridas por eles, em conjunto com a aplicação e a apuração dos
resultados do estudo etnográfico, promoveram mudanças concretas na biblioteca
universitária.
Palavras-chave: User Experience. UX. Bibliotecas Universitárias. Bibliotecas Universitárias
Internacionais.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Videografia: ( ) Sim (x) Não
Modelo 2: resumo expandido de comunicação científica
Introdução
Diante da visão do usuário como receptor dos serviços de biblioteca, as autoras
buscaram verificar se o papel dos frequentadores de bibliotecas se reduzia ao
empréstimo de materiais e como fonte receptora de informações. No levantamento
bibliográfico, descobriu-se a utilização da User Experience (UX), em Bibliotecas
Universitárias (BUs). A exploração do uso da técnica aplicada ao ambiente de
bibliotecas, mostrou-se uma possível abordagem para investigar as possíveis
colaborações dos usuários dentro desses espaços.
Justificando a escolha do tema, a aplicação e a disseminação da UX tem se
solidificado e expandido nas BUs, que visam compreender e melhorar a qualidade
do serviço prestado ao usuário, inserindo-o nas tomadas de decisão ao promover
seu engajamento. Tal busca fez surgir a pergunta de pesquisa: A UX colabora para
o engajamento dos usuários nas atividades da biblioteca universitária?
O objeto de pesquisa foi delimitado a partir de sua aplicação nas Bibliotecas
Universitárias internacionais que declaram fazer uso do método.
UX ou User Experience é uma sigla que provém do design especificamente
voltado para as interfaces digitais. Neste artigo, abordaremos a User Experience
aplicada à BU, pautada pelas concepções apresentadas por Priestner e Borg
(2016), que aproximam à UX, com o design voltado ao humano (Human Centered
Design) e o estudo etnográfico.
Método de pesquisa
Apresenta estudos bibliográfico-exploratórios, realizados pelas bibliotecas
universitárias internacionais selecionadas, a partir de análises quanti e qualitativas
sobre as informações coletadas e disponíveis nos relatórios, artigos, postagens em
sites e blogs que compõem a bibliografia.
As universidades escolhidas para a análise foram selecionadas por
possuírem programas autointitulados UX, e que possuíam material a esse respeito
em seus sites, blogs e respostas às tentativas de contato por e-mail.
Resultados e Discussão
Para analisar e dinamizar a leitura dos dados coletados, os resultados foram
compilados em três quadros que relacionam as quatro universidades e seus
métodos utilizados, reinvindicações recebidas por seus usuários e as alterações
realizadas em seus espaços e serviços, conforme segue:

�Quadro 1 – Métodos utilizados

Fórum de perguntas
Mural (espaço livre de escrita)
Observações comportamentais
Entrevistas (para averiguação de
resultados, estruturadas ou não
Lista de tarefas
Protótipo (digital ou físico, criação
ou teste)
Criação de mapas por parte dos
usuários (cognitivos, de trajeto)
Touchstone tours
Cartas de amor e término

Métodos utilizados
North Carolina
X
X
X

York

X

X

Fresno
X
X
X

Cambridge
X
X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X
X
X

X

Workshops (estudo e levantamento
de dados)
Criação de plantas e croquis pelos
organizadores
Fonte: Compilado pelas autoras (2018).

X

X

X

X

X

Quadro 2 – Reinvindicações dos usuários
Reinvindicações dos usuários
North Carolina
York
Espaços para estudo em
grupo
Espaços de estudo em
silêncio
Espaços para intervalo
Espaços confortáveis
Luz natural
Salas de estudo
Horário de Funcionamento
Serviços de alimentação
Estacionamento
Decoração (objetos de arte e
objetos humanizadores)
Alteração na localização de
mesas

Fresno

Cambridge

X

X

X

X

X

X

X
X
X
X
X
X
X

X
X
X
X

X
X
X
X

X

X
X

X

X

X
X
X

X
X

X

�X

Fontes de água quente
Oportunidades de integração
(com demais alunos,
supervisores e serviços da
biblioteca
Melhora na Sinalização
Área para a prática de
apresentações
Fonte: Compilado pelas autoras (2018).

X

X

X

X

X

X

Quadro 3 – Alterações realizadas
Alterações realizadas
North Carolina
York
Disposição do mobiliário
existente
Localização do acervo
Horário de Atendimento
Aquisição de novo mobiliário
Catálogo (digital ou físico)
Interface de sites e portais
Aquisição de itens de
conforto (cobertores,
almofadas, etc.)
Serviços (Formas de
empréstimo)
Espaço de alimentação
Sinalização
Criação de novos espaços
Fonte: Compilado pelas autoras (2018).

X
X
X
X
X

Fresno

Cambridge

X

X

X

X
X
X
X

X
X
X

X
X

X
X
X
X
X

X
X

Pelos resultados alcançados, não há margem para dúvidas de que os
serviços e os ambientes foram modificados e repensados dando destaque ao
usuário e oferecendo uma melhor experiência a este, ao lhe conferir o papel de
protagonistas dos serviços prestados.

Considerações Finais
Nos quatro casos internacionais apresentados, o usuário se mostrou agente
transformador da biblioteca, a partir da exposição de sua opinião. O fato de as
mudanças propostas terem ocorrido no espaço das bibliotecas, e terem sido ditadas
a partir de necessidades e desejos percebidos empiricamente, por meio da UX e
dos métodos etnográficos, comprovam o papel ativo do usuário dentro da biblioteca.

�Portanto, para responder à pergunta de pesquisa, a UX colabora
efetivamente para o engajamento dos usuários nas atividades da biblioteca
universitária, pois o método em aliança com as ferramentas etnográficas, lhe
garante um espaço de fala que altera a biblioteca fisicamente, seus
desmembramentos digitais e serviços.
Finalmente, o usuário não pode continuar a ser visto como mero receptor de
informações, mas lhe deve ser conferido o espaço e o direito de atuação (dadas as
devidas proporções) em decisões previamente confiadas apenas aos bibliotecários.
É necessário ainda que este profissional saiba reconhecer em seu usuário, seu
potencial de colaboração para a melhoria da unidade informacional, uma vez que
este é o usuário final do produto e cliente avaliador do serviço.
Referências
DELCORE, H. D.; MULLOLY, J.; SCRODDINGS, M. The library study at Fresno
State. Fresno, CA: Institute of Public Anthropology, California State University,
Fresno, 2009. Disponível em:
&lt;http://fresnostate.edu/socialsciences/anthropology/documents/ipa/TheLibraryStud
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GRAY, E. A UX Intern writes... Emma Gray on ethnography. 2016. Disponível
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POTTER, N. 5 stages to processing and acting on 100+ hours of
ethnographic study. 2016. Disponível em: &lt;https://www.ned-potter.com/blog/5stages-to-processing-and-acting-on-100-hours-of-ethnographic-study&gt;. Acesso
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_____. Embedding Ethnography part 1: long term UX in the library. 2016.
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ethnography Part 3. 2016. Disponível em: &lt;https://www.nedpotter.com/blog/planning-and-delivering-an-intern-led-library-ux-project&gt;. Acesso
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Disponível em: &lt;https://pt.slideshare.net/thewikiman/ux-at-york-starting-small-andscaling-up-nclxux&gt;. Acesso em: 14 ago. 2018.

�_____. #UX Libs 4: ethnography you can try at home: Conferences &amp; Events,
How to, Professional Development. Disponível em: &lt;https://www.nedpotter.com/blog/uxlibs-4-ethnography-you-can-try-at-home&gt;. Acesso em: 26 nov.
2017.
_____. UX-led changes at York and beyond. 2017. Disponível em:
&lt;http://libinnovation.blogspot.com/2017/03/ux-led-changes-at-york-andbeyond.html&gt;. Acesso em: 14 ago. 2018.
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_____; MARSHALL, D.; MODERN HUMAN. Protolib project report. 2016.
Disponível em: &lt;https://www.repository.cam.ac.uk/handle/1810/263798&gt;. Acesso
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RAMIREZ, O. A second UX intern writes... Oliver Ramirez on user experience.
2016. Disponível em: &lt;https://www.ned-potter.com/blog/a-second-ux-intern-writesoliver-ramirez-on-user-experience&gt;. Acesso em: 22 ago. 2018.
Agências financiadoras
Nenhuma.

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Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Busca observar se o uso da User Experience (UX) em bibliotecas universitárias internacionais garante papel ativo do usuário em relação à biblioteca, quanto a mudanças em seus serviços e estrutura. No levantamento bibliográfico realiza-se a análise de quatro bibliotecas universitárias: University of North Carolina at Charlotte, University York, University of Fresno e University of Cambridge. As instituições afirmam utilizar a UX integrada ao estudo etnográfico, conforme definidos por Priestner e Borg em sua obra: User experience in libraries: applying ethnography and human-centered design. Como resultado, percebeu-se que a aplicação da User Experience e os métodos do estudo etnográfico, identificaram sugestões, opiniões e hábitos dos usuários na unidade de informação. Concluiu-se que a UX garante ao usuário protagonismo na unidade de informação por sua opinião, hábitos e uso do espaço, uma vez que as propostas sugeridas por eles, em conjunto com a aplicação e a apuração dos resultados do estudo etnográfico, promoveram mudanças concretas na biblioteca universitária.</text>
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                    <text>Universidades Brasileiras e seus Repositórios Institucionais
Nadia Ficht (PUCPR) - nadia.ficht@pucpr.br
Andréia Del Conte de Paiva (UTFPR) - dconte@utfpr.edu.br
Rosane Suely Alvares Lunardelli (UEL) - lunardelli@uel.br
Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez (UFES) - paulaventuramorim@gmail.com
Resumo:
Caracterizados como meio de transmissão do conhecimento gerado, os repositórios
institucionais cumprem seu papel na construção e existência de uma sociedade mais
igualitária. Nesse sentido, por intermédio de pesquisa teórica aplicada, investigou-se se
Instituições de Ensino Superior citadas pelo Webmetrics e CWUR possuíam repositórios que
atendiam os padrões instituídos pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia. Como resultado da análise, constatou-se que essas instituições possuem
repositórios e que eles estão de acordo com os critérios estabelecidos para sua constituição.
Palavras-chave: Repositórios Institucionais. Universidades Brasileiras. Webometrics. CWUR
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Eixo Temático: 6 – Gestão de Bibliotecas

1 INTRODUÇÃO
As Instituições de Ensino Superior (IES), configuram-se como entidades
primordiais para o desenvolvimento social, científico e tecnológico. Por meio de
suas ações de disseminação da informação e do conhecimento, contribuem com a
diminuição da desigualdade, participam na constituição de uma sociedade mais
democrática, na valorização do ser humano. Nesse sentido, evidencia-se no âmbito
dessas instituições, a “literatura cinzenta”1, que subsidia o desenvolvimento de
novos projetos e pesquisas, os quais demandam mecanismos que viabilizem a
guarda, preservação, disseminação e acesso livre a este conteúdo. Mediante este
cenário, destacam-se os Repositórios Institucionais (RI), que de acordo com os
Shintaku, Robredo, Baptista (2011), e Costa (2008) são facilitadores da produção
intelectual gerada pelas IES, isto é, possibilitam, com fluidez, a comunicação
científica e consequentemente a disseminação das pesquisas realizadas em âmbito
global.
Fundamentado por essas premissas, este estudo buscou responder as
seguintes questões: As universidades brasileiras elencadas pela Webmetrics
(Ranking web of Universities /Janeiro 2018) e CWUR (World Universitary Rankings
– 2018-2019) possuem repositório institucional? Quando possuem atendem as
características mínimas necessárias para serem considerados repositórios,
previstas pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT?
1

Para Aquesolo et al. (2001), é a informação não comercializada, para difusão mais ou menos
restrita, muitas vezes de pequena tiragem: documentos de trabalho, relatórios de estudos ou de
pesquisas, teses, etc.

�Na busca por respostas, realizou-se uma pesquisa de natureza teórico aplicada de
cunho qualitativo, com enfoque exploratório, visto que apresenta de forma descritiva
e comparativa as Universidades que compõem o ranking já mencionado. Para tanto,
baseou-se na caracterização dos repositórios como apresentados pelo IBICT (2018)
para as universidades elencadas.
2 AS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS E OS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Em uma perspectiva atual destaca-se o papel das IES como ativas
propulsoras da disseminação da ciência e tecnologia contribuindo para o
desenvolvimento socioeconômico, político, cultural e científico. Bueno (2014, p. 7)
corrobora a ideia ao expor que as IES: “[...] são os maiores responsáveis pela
produção científica nacional, podem cumprir um importante papel, firmando-se,
portanto, como protagonistas de uma divulgação científica [...]”. Neste contexto o
IBICT, vem colaborando e coordenando programas e ações que incentivem
instituições de ensino, pesquisa e extensão a disponibilizem, por meio do acesso
aberto, sua produção científica (SILVA; ALCARÁ, 2008). Nota-se que a
disponibilização do conhecimento científico aliado a aspectos tecnológicos,
proporcionaram agilidade na comunicação científica, atuando de forma democrática
no acesso a informação. Nessa perspectiva, como mencionam Café et al. (2003,
p.4), um RI “agrega um conjunto avançado de serviços relativos a organização,
tratamento, acesso e disseminação do conteúdo digital produzido por uma
instituição e sua comunidade acadêmica e de pesquisa.” Em linhas gerais, entendese que os repositórios buscam reunir em um ambiente virtual, a produção científica
de seus pesquisadores, e assim facilitando a busca, acesso e recuperação por seus
pares.
3 PERCURSO METODOLÓGICO
De um universo composto por quarenta repositórios distribuídos nas
universidades brasileiras (IBICT, 2018), para a delimitação do corpus, foram

�selecionadas, no primeiro semestre de 2018, as nove primeiras universidades
citadas simultaneamente por dois rankings internacionais: o Webometrics: Ranking
Web of Universities e o CWRU: Wordl Universitary Rankings. A Webometrics
disponibiliza a cada seis meses uma lista das melhores universidades no Brasil, por
intermédio do Laboratório de Cybermetrics (CSIC) para fornecer informações a
respeito do desempenho de universidades e sua abrangência é global.
(WEBOMETRICS, 2018, tradução nossa). O CWRU avalia a qualidade da educação
e formação dos alunos, o corpo docente e a qualidade das pesquisas e submissões
de dados universitários (CWUR, 2018, tradução nossa). Para a avaliação foram
utilizados sete indicadores: 1) a qualidade da educação; 2) empregabilidade de exalunos; 3) qualidade da faculdade (prêmios e medalhas); 4) resultados de
pesquisas; 5) qualidade das publicações; 6) influência dos trabalhos; 7) número de
citações. Finalizada esta etapa, o próximo passo foi realizar uma investigação nos
repositórios de acordo com as instruções do IBICT, que classifica os repositórios
digitais como uma base de dados on line que reúne de forma organizada a produção
cientifica de uma instituição ou área temática. As informações obtidas serão
expostas a seguir.
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Por intermédio da identificação das nove primeiras instituições elencadas
pela WEBOMETRICS e pela CWUR concomitantemente, constituiu-se como foco
de estudo seguintes IES: Universidade de São Paulo; Universidade Federal do Rio
de Janeiro ; Universidade Estadual de Campinas; Universidade Federal do Rio
Grande do Sul; Univ. Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho; Universidade
Federal de Minas Gerais; Universidade Federal de Santa Catarina; Universidade de
Brasília ; Universidade Federal do Paraná.
Como critérios para avaliação, baseou-se nas considerações apresentadas
pelo IBIBT. Nesse sentido, os aspectos avaliados nos repositórios foram: a) acesso
aberto; b) produção específica da instituição (repositório institucional ou temático);
c) tipos de produção (artigos, projetos, trabalhos de conclusão de curso,

�dissertações, teses entre outras publicações).

De acordo com esses critérios,

observou-se que as nove universidades possuem acesso aberto e disponibilizam
sua produção institucional que é composta por: teses, dissertações, monografias,
artigos científicos, notícias de jornal, trabalhos apresentados em eventos, livros
eletrônicos e capítulos de livros. Além desses quatro itens listados como essenciais
à instituição e existência de repositórios institucionais, cabe ressaltar que as IES
contam com sites institucionais; opções de pesquisas básica e avançada; interfaces
claras e de fácil entendimento; filtros para realização da pesquisa (tipos de obras,
data, idioma). Fundamentado pela literatura, tornou-se possível afirmar que os RI
abordados

possuem

características

indispensáveis

para

a

disseminação,

recuperação e acesso da publicação científica produzida pela IES, as quais vão
desde o acesso aberto ao armazenamento digital confiável dos documentos
institucionais.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os RI são fundamentais às IES preocupadas com a inclusão social e
econômica de uma população uma vez que divulgam as pesquisas desenvolvidas
dentro das universidades. A formação de acervos específicos, a política de acesso
aberto são consideradas ferramentas estratégias para a socialização e
democratização do conhecimento gerado nessas Instituições. Dentro desse
contexto, constatou-se que as IES analisadas contam com repositórios
devidamente instituídos de acordo com os critérios mencionados.

�REFERENCIAS
AQUESOLO, J. et al. Manual do centro de informação desportiva. Lisboa:
Instituto Nacional de Formação e Estudos do Desporto, 2001.
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http://www.webometrics.info/en. Acesso em: 12 março 2019.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Caracterizados como meio de transmissão do conhecimento gerado, os repositórios institucionais cumprem seu papel na construção e existência de uma sociedade mais igualitária. Nesse sentido, por intermédio de pesquisa teórica aplicada, investigou-se se Instituições de Ensino Superior citadas pelo Webmetrics e CWUR possuíam repositórios que atendiam os padrões instituídos pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Como resultado da análise, constatou-se que essas instituições possuem repositórios e que eles estão de acordo com os critérios estabelecidos para sua constituição.</text>
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                    <text>TREINAMENTOS DE USUÁRIOS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS:
um relato de experiência da Universidade
Federal Rural da Amazônia

LETÍCIA LIMA DE SOUSA (UFRA) - llsleticia.sousa@gmail.com
Regiane Vanessa de Souza Baía (UFRA) - r.vnessa@gmail.com
Sheyla Gabriela Alves Ribeiro (UFRA) - gabriela.ribeiro@ufra.edu.br
Jean Pereira Corrêa (ufpa) - jean.p.correa7@gmail.com
Resumo:
Apresenta o relato de experiência das bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia
(UFRA) (Belém, Capitão Poço e Tomé Açu) apresentando as ações educativas realizadas para a
comunidade acadêmica como, por exemplo, treinamento de usuários (normalização, portal de
periódicos da CAPES e o uso da biblioteca). O objetivo foi relatar as experiências em relação
aos treinamentos de usuários realizados pelas bibliotecas da UFRA da capital (Belém) e dos
interiores (Capitão Poço e Tomé-Açu) com o intuito de registrar, divulgar e ajudar outras
bibliotecas que desejam realizar este mesmo tipo de serviço. A metodologia empregada
consistiu em uma pesquisa documental, sendo também um estudo de caso. Os resultados
mostraram que os treinamentos de usuários têm contribuído para a melhoria na qualidade dos
trabalhos acadêmicos e maior aproximação da biblioteca com os usuários.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias - Educação de usuários. Bibliotecas universitárias Treinamentos de Usuários. Bibliotecas universitárias - Ações educativa
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
As bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) disponibilizam
vários serviços entres eles, o treinamento de usuários. Neste sentido, o objetivo deste
relato é mostrar as experiências dos treinamentos de usuários realizados nas
bibliotecas da UFRA dos interiores (Capitão Poço e Tomé-Açu) e da biblioteca
central na capital (Belém). Ao falar sobre atividades de assistência aos usuários da
biblioteca, Romani e Borszcz (2006, p. 16) destacam duas ações referentes a
educação de usuários, tais como:
• Fornecer orientações sobre normalização técnica de documentos, visando à
padronização de documentos e publicações; e
• Desenvolver cursos e programas de instrução orientada para capacitar o usuário na
utilização de recursos do núcleo/biblioteca, nos métodos e técnicas de pesquisas e
na aplicação de normas técnicas relacionadas à normalização de documentos.
A metodologia utilizada foi um relato de experiência e também um estudo de caso
das bibliotecas da UFRA. São enumeradas algumas das muitas ações que foram
realizadas corroborando o papel educativo da Biblioteca Universitária (BU).

Relato da experiência:
Biblioteca Maria Auxiliadora Feio Gomes - Campus de Capitão Poço
A BU Maria Auxiliadora Feio Gomes - Campus de Capitão Poço realiza
treinamento de normalização de trabalhos acadêmicos e do portal de periódicos da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) também
promove treinamentos para uso da biblioteca. Este último é realizado no espaço da
biblioteca durante a semana do calouro mostrando o funcionamento, estrutura,
equipe e serviços disponibilizados, além dos recursos virtuais disponíveis como o

�portal de periódicos da CAPES, Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos (BDTA)
e Repositório Institucional (RI).
Fotografia 1 - Treinamento de Normalização de Trabalhos Acadêmicos

Fonte: Gabriela Ribeiro (2019).

O treinamento de normalização de trabalhos acadêmicos e do portal de
periódicos da CAPES são realizados a partir da solicitação de discentes e docentes,
mediante agendamento. Geralmente, as solicitações para ministrar os treinamentos
partem da parceria entre docentes e biblioteca, onde, há uma demanda oriunda da
disciplina oferecida em determinado semestre. A bibliotecárias propiciam apoio e
complemento às aulas do docente ministrando um treinamento direcionado às
necessidades da turma.

Fotografia 2 – Usuários atentos às
orientações das normas para trabalhos
acadêmicos

Fotografia 3 - Semana do calouro - Treinamento dos
serviços e produtos oferecidos pela BU

Fonte: Gabriela Ribeiro (2019).

Fonte: Gabriela Ribeiro (2019).

�Os treinamentos são realizados, periodicamente, conforme a necessidade
identificada. No entanto, a cada nova turma ingressante há sempre uma breve
apresentação da biblioteca acerca de tudo o que será disponibilizado aos acadêmicos
no decorrer do curso.
Biblioteca Universitária Campus Tomé-Açu
A BU da UFRA - Campus Tomé-Açu oferece diversos serviços informacionais
à comunidade acadêmica, dentre eles, pode-se destacar as orientações quanto à
normalização de trabalhos acadêmicos. Realiza-se tanto orientações individuais
como também palestras, oficinas e minicursos sobre as principais normas da
Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT).

Fotografia 4 – Palestra sobre normalização de
trabalhos acadêmicos conforme a ABNT

Fotografia 5 - Apresentação sobre o uso da biblioteca
aos calouros do curso de graduação

Fonte: Jean Corrêa (2019).

Fonte: Lisonete Lira (2019).

Realizou-se apresentação da biblioteca aos calouros nas quais mostrou-se aos
novos discentes o papel de uma BU apresentando as normas e procedimentos quanto
ao uso do espaço, mostrou-se também os direitos e deveres dos usuários, informando
ainda, algumas fontes de pesquisas essenciais para estudos, como por exemplo, o
portal de periódicos da CAPES, a BDTA, o RI além de outras fontes de informações
confiáveis. De forma individual os usuários são orientados a manusear o portal de
periódicos da CAPES. Também se informa sobre os treinamentos online oferecidos
pela CAPES aos usuários.

�Fotografia 6 – Divulgação das fontes de pesquisas confiáveis na internet

Fonte: Barbara Mourão (2019).

Biblioteca José Lourenço Tavares Vieira da Silva - Campus de Belém
A seção de referência e empréstimo da biblioteca central da UFRA Lourenço
José Tavares Vieira da Silva (LJTVS) promove três tipos de treinamentos. É
realizada a apresentação dos serviços e produtos da biblioteca, normalização de
trabalhos acadêmicos e do portal de periódicos da CAPES. A cada começo de
semestre a biblioteca oferece à comunidade ingressante (calouros) um treinamento
orientando os discentes quanto à utilização do espaço a fim de deixá-los informados
sobre os produtos e serviços disponibilizados.
Fotografia 7 – Apresentação dos serviços e produtos da LJTVS aos discentes de Engenharia
Florestal

Fonte: Merabe Carvalho (2019).

Há ainda o treinamento de normalização que é oferecido uma vez por
semestre e também quando os docentes solicitam treinamentos de normalização
específicos geralmente para concluintes dos cursos ofertados pela instituição, tais
como, Agronomia, Engenharia Florestal, Licenciatura em Computação, Bacharelado

�em Sistemas de Informação, Engenharia Cartográfica e de Agrimensura,
Licenciatura em Letras/Libras, Letras / Língua Portuguesa, Zootecnia, Medicina
Veterinária, Engenharia de Pesca e Engenharia Ambiental e de Energias Renováveis
e discentes da residência em Medicina e Veterinária.
Em relação aos treinamentos no portal de periódicos da CAPES costumam ser
específicos para cada curso, isto é, são evidenciadas as fontes de informação
especializadas para cada área do conhecimento.
Fotografia 8 – Treinamento do portal de periódicos da CAPES

Fonte: Merabe Carvalho (2019).

Considerações Finais:
A partir dos treinamentos oferecidos constatou-se as demandas
informacionais dos usuários. Tais demandas estão relacionadas às dificuldades em
assimilar as normas da ABNT para o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos, falta
de habilidade na utilização das ferramentas do portal de periódicos da CAPES e na
pesquisa ao catálogo online do acervo da biblioteca.
Todavia, após a oferta dos treinamentos constatou-se a melhoria no
desenvolvimento das pesquisas, proporcionado a independência e autonomia dos
usuários na realização das buscas, embasados em fontes confiáveis e de teor
científico. Observou-se também a melhoria na elaboração dos Trabalhos de
Conclusão de Curso (TCCs) e dos trabalhos da pós-graduação (especialização,
mestrado e doutorado), uma vez que a instituição os disponibiliza na BDTA e no RI
dando visibilidade à produção acadêmica dos discentes, a nível regional, nacional e
internacional. Como resultado obteve-se melhoria na qualidade dos trabalhos
acadêmicos e maior aproximação da biblioteca com os usuários.
Referências:
ROMANI, Claudia; BORSZCZ, Iraci (Org.). Unidades de informação: conceitos
e competências. Florianópolis: UFSC, 2006. 133 p.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta o relato de experiência das bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) (Belém, Capitão Poço e Tomé Açu) apresentando as ações educativas realizadas para a comunidade acadêmica como, por exemplo, treinamento de usuários (normalização, portal de periódicos da CAPES e o uso da biblioteca). O objetivo foi relatar as experiências em relação aos treinamentos de usuários realizados pelas bibliotecas da UFRA da capital (Belém) e dos interiores (Capitão Poço e Tomé-Açu) com o intuito de registrar, divulgar e ajudar outras bibliotecas que desejam realizar este mesmo tipo de serviço. A metodologia empregada consistiu em uma pesquisa documental, sendo também um estudo de caso. Os resultados mostraram que os treinamentos de usuários têm contribuído para a melhoria na qualidade dos trabalhos acadêmicos e maior aproximação da biblioteca com os usuários.</text>
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                    <text>TENDÊNCIAS EM GESTÃO PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Roberta Moraes Bem (UFSC) - roberta.bem@ufsc.br
Resumo:
O presente texto apresenta, por meio de revisão de literatura as tendências de gestão para
Bibliotecas Universitárias. Diante do cenário instável que, acredita-se que se encontram as
bibliotecas universitárias devido a uma variedade de fatores, é necessário identificar e
desenvolver formas de gestão com maior capacidade de adaptação e obtenção de vantagem
competitiva. Neste sentido, algumas teorias e modelos de gestão  a Teoria da Complexidade;
a Gestão do Conhecimento; e o modelo liderança distribuída  apresentam-se como
alternativas para atuar num contexto heterogêneo com variedade de agentes e recursos,
fortemente sujeitos a interpelações do meio em que estão inseridos. Entretanto, conclui-se que
não há um modelo ideal, e nem a recomendação de que se adote uma opção de forma isolada,
o importante é desenvolver o estudo e a prática do exercício da liderança em bibliotecas
universitárias, pois os líderes são essenciais para a criação da identidade e o estabelecimento
do “ritmo” e “modelo” de funcionamento, estabelecnedo as condições organizacionais
adequadas e transmitindo a missão dentro da qual outros funcionários operam.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Gestão. Liderança. Gestão do Conhecimento.
Teoria da Complexidade. Liderança Distribuída.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�[
XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução: As Bibliotecas, de uma forma geral, são instituições relevantes no
contexto em que estão inseridas, representam a “essência” de uma região em
virtude do público que atendem; da sua arquitetura; dos profissionais que ali
prestam os serviços; da natureza do conteúdo que disponibilizam; das tecnologias
que empregam, entre outros. “Toda biblioteca [tem] uma concepção implícita da
cultura, do saber e da memória, bem como da função que lhes cabe na sociedade
de seu tempo” (JACOB, 2006, p. 10).
“Às bibliotecas universitárias (Bus), especificamente, compete fornecer
informações em níveis compatíveis com as necessidades dos usuários, como
apoio imprescindível às atividades de ensino, pesquisa e extensão” (PRADO;
ABREU, 2005, p. 106). Todavia o contexto atual traz à tona algumas reflexões, em
tempos de globalização da informação, internacionalização, uso intensivo em
tecnologias, as quais proporcionam acesso rápido a conteúdos diversos, as
bibliotecas, apesar de ainda manterem-se vivas, carecem de adaptações
constantes ocasionadas pelas alterações da natureza e estrutura da sociedade,
influenciando a forma como as pessoas conduzem seus aspectos pessoais,
sociais, profissionais e acadêmicos. Novos conceitos, modelos e funções
caracterizam a dinamicidade necessária para as bibliotecas universitárias (BEM;
COELHO, 2015).
Isto posto, observa-se que a forma como as BUs operam e os serviços que
oferecem estão sujeitos a constantes mudanças devido ao ritmo atual do avanço
tecnológico. A dinamicidade necessária a uma BU deve-se também, em virtude do
público que atende, pois tratam-se de indivíduos em formação que precisam fazer
uso de conhecimento de forma mais intensiva que em outros contextos,
considerando todas as suas etapas  captura/criação, compartilhamento e
aquisição  o que ocorre em um ritmo bastante acelerado. “BUs compreendem o
poder da criação do conhecimento” (LAKES, 2016, p. 17) e o impacto que todo
esse ciclo gera, assim como as demandas associadas a esse funcionamento.
Nesse sentido, acredita-se ser necessária a reflexão acerca de modelos de gestão
e lideranças capazes de atuar neste cenário volúvel, sujeito a modificações
constantes. De forma que a biblioteca universitária seja capaz de absorver suas

�forças tradicionais integrando-as à tecnologia, desafio característico das
bibliotecas da sociedade contemporânea que estão sendo alteradas pelo modo
digital de como se organiza e processa a informação.
Método da pesquisa: A revisão de literatura foi do tipo narrativa ou tradicional,
que apresenta uma temática mais aberta, quando comparada à revisão
sistemática. Dificilmente parte de uma questão específica bem definida, não exige
um protocolo rígido para sua confecção. A seleção dos artigos é mais aleatória
havendo interferência do pesquisador (CORDEIRO et al. 2007).
Resultados: Considerando que uma hierarquia tradicional não responde
rapidamente às mudanças nem incentiva a participação dos colaboradores na
tomada de decisão, em que os maiores desafios dos líderes de BUs estão em
criar um equilíbrio adequado, minimizando o conflito inerente entre os esforços
exploratórios, característicos da inovação e da oferta de novos serviços em
contrapartida às atividades mais tradicionais que sustentam os serviços já
existentes (MCGOWN, 2000; JANTZ (2012).
Neste contexto, identificam-se algumas linhas, ou tendências em gestão de BUs
que parecem vir ao encontro dessa necessidade de adaptação e flexibiblidade
características das instituições universitárias, dentre elas estão:
a) Teoria da Complexidade - evoluiu na comunidade científica como
resposta às questões não resolvidas, como uma crítica ao reducionismo.
Sugere observar e analisar os sistemas no todo e nas partes, pois assim é
possível se aperceber das interações, das conexões, das propriedades
emergentes, das diferenças entre as partes que constituem o todo do
sistema e do todo investigado em suas partes (SAVI; SEHNEN;
ERDMANN, 2005);
b) Gestão do Conhecimento - no contexto das BUs é caracterizada pelos
processos de criar, adquirir, compartilhar e aplicar o conhecimento tácito e
explícito para o benefício da universidade e de toda a sua comunidade de
usuários, fornecendo a informação certa para o cliente certo, em tempo e
formato adequados, para atingir as metas da instituição (JAIN, 2013);
c) Liderança distribuída - preocupa-se com a prática da liderança, na forma
como esta influencia os liderados e na melhoria organizacional, auxilia na
reconfiguração do sistema e reestruturação organizacional quando no
processo de tomada de decisão propiciando a integração das atividades
de vários grupos (LIMA BARROS, 2014).
Discussão: Liderança, gestão, teorias administrativas, têm recebido um maior
foco na área de bibliotecas, especialmente em virtude de todas as modificações e
inovações da Sociedade da Informação e do Conhecimento, pois, como ressalta
Cassanego Júnior (2008), aspectos como a liderança são de extrema importância,
pois os líderes desempenham papel fundamental na eficácia do grupo e da
organização. Estudos recentes concluem que, à medida que as Bus se modificam,
é necessária a abordagem de lideranças novas, mais flexíveis e inclusivas,

�reconhecendo ideias e habilidades de liderança em funcionários em todos os
níveis. (CREATING A CULTURE..., 2013).
Conclusões: Os líderes moldam o ambiente organizacional e, ao fazê-lo,
estabelecem o contexto e as oportunidades em que a inovação pode (ou não)
prosperar. Ademais as condições ambientais, como a necessidade de responder
rapidamente a mudanças, condições externas, juntamente com as crescentes
expectativas da equipe para a consulta e a participação nas tomadas de decisão,
apontam que os modelos de liderança tradicionais já não são apropriados em
muitos locais de trabalho modernos. (GOULDING; WALTON, 2014).
Dessa forma, os líderes das bibliotecas precisam investir em uma postura mais
próativa para demonstrar o valor duradouro dos serviços e das habilidades que
estes serviços podem proporcionar em seus usuários, inovando por meio da
inserção de novos e/ou melhorados serviços e produtos de informação para
atender às demandas dos usuários (GOULDING; WALTON, 2014).
Conforme relatam Santos et al. (2007), não se sabe como será a liderança neste
novo mundo, tão característico por modificações rápidas e sedento de respostas
igualmente velozes. Com certeza novas teorias surgirão e continuaremos
buscando uma melhor performance dos líderes e liderados. Embora se saiba que
não há um tipo de liderança mais correto no contexto geral e que também não
deve ser aplicado isoladamente a fim de que se produza o efeito esperado.

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�SAVI, A. E.; SEHNEN, S.; ERDMANN, R. H. Abordagens alusivas à teoria da
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                <text>TENDÊNCIAS EM GESTÃO PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS</text>
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                <text>Roberta Moraes Bem</text>
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                <text>Eixo 6: Gestão de bibliotecas</text>
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                <text>O presente texto apresenta, por meio de revisão de literatura as tendências de gestão para Bibliotecas Universitárias. Diante do cenário instável que, acredita-se que se encontram as bibliotecas universitárias devido a uma variedade de fatores, é necessário identificar e desenvolver formas de gestão com maior capacidade de adaptação e obtenção de vantagem competitiva. Neste sentido, algumas teorias e modelos de gestão ¾ a Teoria da Complexidade; a Gestão do Conhecimento; e o modelo liderança distribuída ¾ apresentam-se como alternativas para atuar num contexto heterogêneo com variedade de agentes e recursos, fortemente sujeitos a interpelações do meio em que estão inseridos. Entretanto, conclui-se que não há um modelo ideal, e nem a recomendação de que se adote uma opção de forma isolada, o importante é desenvolver o estudo e a prática do exercício da liderança em bibliotecas universitárias, pois os líderes são essenciais para a criação da identidade e o estabelecimento do “ritmo” e “modelo” de funcionamento, estabelecnedo as condições organizacionais adequadas e transmitindo a missão dentro da qual outros funcionários operam.</text>
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                    <text>SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: OS
RESULTADOS DE PESQUISA ABORDADOS EM ARTIGOS DE
PERIÓDICOS NO BRASIL

Jorge Santa Anna (UFMG) - professorjorgeufes@gmail.com
Célia da Consolação Dias (UFMG) - celiadias@gmail.com
Benildes C M S Maculan (UFMG) - benildes@gmail.com
Resumo:
O presente texto aborda como tema principal de investigação o serviço de referência em
unidades de informação. Tem o propósito de verificar o impacto desse tema na literatura
publicada no Brasil, ao longo dos tempos, de modo a reconhecer o potencial desse serviço e as
práticas e inovações realizadas, sobretudo a partir da construção dos acervos digitais e a
disponibilização destas coleções na internet. O estudo compreende uma revisão de literatura,
cujo objetivo é apresentar os assuntos de pesquisa sobre o tema, considerando como materiais
a serem analisados, artigos publicados em periódicos brasileiros, sem delimitação de tempo.
Além dos conteúdos dos artigos, expõem-se, também, alguns dados bibliométricos, como ano
de publicação e revistas envolvidas, o que confere uma abordagem mista ao estudo. A busca
aos artigos realizou-se em duas bases de dados brasileiras pertencentes à Ciência da
Informação: Base PERI/UFMG e Base de Dados em Ciência da Informação, com o uso do termo
“serviço de referência”. Os resultados indicaram que os assuntos mais tratados nos artigos
investigados contemplam aspectos relacionados à gestão do serviço de referência, a sua
aderência ao modelo digital, à relação desse serviço com os usuários da informação, à
educação de usuários e profissionais e ao processo de comunicação e mediação que permeia
esse fazer bibliotecário. Concluiu-se que o tema vem se fortalecendo, ao longo dos tempos,
sobretudo com as tecnologias digitais, as quais potencializam esse serviço, sem, contudo,
eliminar ou reduzir a importância do fator humano no processo de referência.
Palavras-chave: Serviço de Referência. Serviço de Referência Digital. Mediação em
bibliotecas. Relação interpessoal.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
Os estudos desenvolvidos nos campos da representação, organização e uso do
conhecimento têm tido especial atenção por parte dos pesquisadores da área de
Ciência da Informação. O interesse de investigação desses campos tem se
intensificado, principalmente, a partir do processo de informatização das práticas
bibliotecárias, cujas técnicas, métodos e estratégias vêm sendo reformuladas,
considerando as potencialidades das tecnologias digitais na ampliação de acesso ao
conhecimento por parte dos sujeitos da informação.
A construção de bibliotecas digitais, com vistas à disponibilização do acesso ao
conteúdo dos documentos de um acervo, contribuiu para a disseminação e a
visibilidade da produção científica e é, certamente, uma grande conquista no século
XXI. No entanto, segundo Marcondes et al. (2005) e Tammaro e Salarelli (2008),
instituir e gerenciar essas coleções não têm sido uma atividade simples, uma vez que
diversos problemas surgem, como os relacionados à preservação, à segurança, à
confiabilidade das informações, dentre muitos outros.
A esses desafios inerentes às atividades de organização, representação e gestão
das bibliotecas digitais, soma-se também a preocupação com o acesso e uso da
informação disponibilizada nas plataformas digitais. Em relação a esses desafios,
destaca-se que, além das ações profissionais em prol da disponibilização das coleções
digitais, também sejam realizadas atividades de intervenção que estejam focadas no
principal elemento ou agente das bibliotecas: os usuários da informação.
A literatura de Biblioteconomia e Ciência da Informação, nas últimas décadas, vem
valorizando o usuário como condição básica para a melhoria dos produtos e serviços de
informação. O público-alvo de uma biblioteca representa a razão de ser da unidade,
como destacado por Figueiredo (1992), ao discorrer sobre o valor dos estudos de uso e
usuários. Mas, além desse aspecto que aponta o usuário como o foco dos sistemas de
informação, ressalta-se que nas plataformas digitais o usuário pode ter acesso às
bibliotecas que passaram a vivenciar a mudança da noção do tempo e do espaço
proporcionada pela web.
Ranganathan (2007), ao formular as Leis da Biblioteconomia – mesmo que diante
de um contexto não digital - reforçou que a biblioteca precisa se adequar às
necessidades dos usuários, considerando as particularidades de cada sujeito. Tammaro
e Salarelli (2008) mencionam que o público da biblioteca digital é quem possui
condições para avaliar os serviços e, a partir dessa avaliação, os profissionais podem
estabelecer políticas específicas para melhoria do que é ofertado.
Considerando a importância do usuário no contexto das bibliotecas tradicionais e
digitais, reforça-se o potencial desempenhado pelos serviços de referência, que
constitui uma das maiores representatividades das práticas de mediação (ALMEIDA
JÚNIOR, 215). Pode-se afirmar que esse sujeito representa o ponto de convergência de
todos os fazeres demandados na representação da informação, sendo o serviço de

�referência a atividade de intervenção que possibilita ligar os documentos de um sistema
àqueles que buscam informação para resolver diferentes questões.
O serviço de referência é o elo entre acervo e usuário, colocando em sintonia a
biblioteca e a comunidade, o que viabiliza uma maior interação e aproveitamento dos
recursos oferecidos pela unidade de informação, como nos ensina Grogan (1995).
Embora o serviço de referência seja de suma importância, segundo Accart (2012), ele
não é devidamente valorizado, seja na própria biblioteca, seja na instituição que a
abriga. Devido à importância desse serviço, “[...] ele deve ser um serviço de qualidade,
concebido com uma orientação que privilegia os clientes”, seja oferecido de forma
presencial ou digital (ACCART, 2012, p. 13).
O autor destaca que a referência digital tem acarretado novos desafios aos
organizadores de bibliotecas digitais, estando o fracasso, muitas vezes, ligado à
ineficiência de uma política de informação e a um planejamento adequado e específico
que garanta a gestão do serviço. Discorre, ainda, que a referência não é um tema novo,
e que este serviço no formato digital tende a se consolidar como a forma de
atendimento mais predominante, no futuro, em que a mudança ocorre, apenas, na
“maneira de responder aos usuários, com o emprego dos recursos da internet”
(ACCART, 2012, p. 12).
O termo “serviço de referência” foi mencionado pela primeira vez, na literatura, a
partir de um artigo publicado no periódico American Library Journal, no ano de 1876,
cujo autor é o bibliotecário Samuel Green, a quem se deve a criação de um serviço de
assistência aos leitores nas bibliotecas norte-americanas, no final do século XIX. Os
benefícios desse serviço foram expressivos, a ponto de ele ter se espalhado a todas as
modalidades de biblioteca, atingindo, na sequência, o contexto europeu. Na década de
1930, com o desenvolvimento da Documentação, Paul Otlet, em seu Tratado de
Documentação, fez uma prévia menção ao serviço de referência interfaciado com o
auxílio do computador e que, nos tempos atuais, pode ser chamado de serviço de
referência digital.
O diferencial do serviço de referência está no fato de ele centrar-se no usuário da
informação, cuja preocupação é atender uma necessidade informacional
(FIGUEIREDO, 1992; GROGAN, 1995; CUNHA; PESSOA, 2007; ACCART, 2012). E
esse tema é pertinente, sobretudo em tempos de avanços tecnológicos, em que
atividades técnicas e operacionais têm sido colocadas em primeiro plano, em
detrimento às relações interpessoais, pautadas em valores humanos.
Desde a virada do século XX ao XXI, essa questão vem sendo abordada por
alguns estudiosos, tal como em Gorman (2001), para quem, bibliotecários, por meio de
um serviço de referência adequado, acolhem com cordialidade os usuários e,
considerando os valores humanos, pautados na ética, estão comprometidos com a
liberdade intelectual, que se concretiza “[...] como um bem social em si e como propício
para um ambiente no qual possam levar vidas felizes e produtivas. No mundo dos
valores, o pessoal e o social são duas páginas na mesma folha” (GORMAN, 2001, p.
169, tradução nossa).
Devido à importância do serviço de referência nas bibliotecas, as mudanças por
que tem passado com o aparecimento das bibliotecas digitais, os possíveis desafios
existentes e as expectativas para o futuro, é que se apresenta esta revisão de literatura,
cujo objetivo é apresentar os assuntos de pesquisa sobre o serviço de referência
publicado em artigos de periódicos brasileiros.

�2 MÉTODO DA PESQUISA
Este estudo se caracteriza como descritivo e exploratório, de abordagem qualiquantitativa, com procedimentos de uma revisão de literatura. A revisão foi realizada na
Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI) e na Base de Dados PERI/UFMG,
com o uso do descritor “serviço de referência”, sem delimitação de tempo.
Os procedimentos práticos adotados na revisão de literatura foram realizados em
etapas, conforme as quatro divisões estabelecidas por Gil (2009): 1 - leitura exploratória
do material; 2 - leitura seletiva, ou seja, focando apenas nas partes de interesse da
pesquisa; 3 - leitura analítica, cuja finalidade é ordenar e sumariar as informações
contidas no material bibliográfico; e 4 - leitura interpretativa, a qual finaliza o processo,
na tentativa de estabelecer a relação entre o conteúdo das fontes levantadas e outros
conhecimentos.
A fim de conduzir a etapa 2, foram determinados os critérios de inclusão dos
trabalhos a compor a amostra de análise. Os critérios foram: 1 – trabalho no formato de
artigo com conteúdo de revisão, de pesquisa, ensaio ou relato de experiência; 2 –
descritor presente no título e resumo; 3 – trabalhos publicados no idioma português; 4 –
artigo que contemple, como foco principal de análise, o serviço de referência em
unidades de informação; e 5 - artigo não repetido.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES PARCIAIS
A partir da busca na base PERI/UFMG, obteve-se um total de 63 trabalhos, cujos
critérios de inclusão permitiram a seleção de 20 artigos. Na base BRAPCI, dos 44
trabalhos recuperados, 30 deles atendiam os critérios de seleção, sendo, portanto,
inseridos na amostra. Foi selecionado para análise um total de 50 artigos brasileiros
que versam sobre serviço de referência em unidades de informação.
Na terceira e quarta etapa, foi realizada análise detalhada dos 50 artigos, com
destaque aos principais assuntos abordados em cada um deles, sobretudo no que
tange aos resultados alcançados nas investigações. A partir dos assuntos discorridos
nos artigos, eles foram distribuídos em categorias temáticas, conforme apresentado no
quadro 1.
Quadro 1 – Categorias de tema e assuntos relacionados
Categoria temática
Planejamento, gestão e avaliação

Serviço de Referência Digital

Uso, satisfação e aproximação com
usuários
Educação do usuário e competência
informacional
Comunicação e mediação

Fonte: Dados da pesquisa (2019).

Principais desdobramentos de assuntos
- Metodologias de mensuração e modelos de avaliação; Melhoria contínua; - Modelos de gerenciamento; - Otimização
da busca; - Tempo de resposta; - Satisfação do usuário; Políticas e procedimentos informacionais
- Automatização dos serviços; - Tipos de serviços; - Mídias
sociais; - Chat, e-mail e videoconferência; - Tecnologia Wiki; Tecnologia RSS; - Princípios da referência; - Agente mediador
- Disseminação seletiva; - Marketing e inovação; - Mídias
sociais; - Serviços de alerta; - Aplicativo de mensagem
- Capacitação de usuários; - Adequação e inovação
profissional; - Treinamentos; - Busca e recuperação da
informação; - Formação profissional; - Fator humano
- Teoria de Nonaka e Takeuchi; - Processos e fases da
referência; - Uso do catálogo eletrônico; - Atendimento
humanizado; - Comunicação síncrona e assíncrona

�Os desafios que permeiam a prática do serviço de referência viabiliza a
necessidade de planejamento e gestão, e a avaliação é um fator essencial para
garantir o sucesso na implementação de um serviço de qualidade. Essa é uma questão
abordada nos estudos, e a satisfação das necessidades é o principal alcance almejado.
Para atender a este requisito, as instituições precisam criar políticas de informação que
conduzam as iniciativas voltadas à referência digital.
O serviço de referência digital é outra categoria temática presente na maioria
dos artigos, cujo foco das investigações tem sido direcionado aos tipos de serviço,
através de mídias sociais, implantação de chat, uso do e-mail, dentre outras tecnologias
interativas e colaborativas. Além disso, alguns trabalhos mencionam que a essência do
serviço digital é decorrente dos princípios teóricos e metodológicos do serviço
presencial, cujo principal personagem é o bibliotecário, considerado como agente
acolhedor, humanizador e mediador.
É provável que os tipos de serviço a serem implementados estejam diretamente
relacionados à forma de gestão adotada pela unidade de informação, sendo aqueles
consequência dessa. Assim, por meio da criação do serviço de referência digital,
pautado em modelos de gestão adequados ao contexto e norteado por políticas
informacionais, é possível que a instituição proporcione “[...] não apenas a melhoria de
uma prestação de serviço, mas a possibilidade ao acesso à informação de maneira
organizada e a interação com o público” (SILVA et al., 2016, p. 53).
Outro tema muito presente no âmbito dos estudos que versam sobre serviço de
referência é a questão do uso, satisfação e aproximação da unidade com os
utilizadores. Nesse âmbito, os autores consideram como parte do serviço de referência,
as ações voltadas para disseminação da informação e divulgação de produtos e
serviços. Com a adesão às tecnologias digitais, as unidades tornam-se capazes de se
expandirem, atingindo diversas instâncias e contextos da sociedade.
A respeito da categoria educação do usuário e competência informacional,
foram identificados trabalhos que esclarecem a contribuição dos treinamentos, de modo
a tornar, tanto profissionais quanto usuários, aptos a utilizarem os recursos oferecidos.
Segundo Anjos et al. (2012), todas as ações direcionadas para esse fim precisam ter o
propósito de atender o ser humano, cabendo ao bibliotecário essa complexa tarefa, ou
seja, considerar as necessidades cognitivas, procurando atribuir mais atenção ao
consulente do que à consulta.
Por fim, quanto à comunicação e mediação, foram encontrados assuntos
voltados ao processo de busca e recuperação, o qual precisa ser conduzido por meio
do processo de referência, norteado por etapas que, mediante um atendimento
humanizado e integrado, possibilitará uma comunicação e uso mais eficazes, capazes
de promover a satisfação.
É importante considerar, também, que a grande maioria dos estudos contemplou o
ambiente da biblioteca (44 trabalhos), sobretudo as universitárias, e os demais
aplicados em bibliotecas nacionais (1), em um arquivo (2), biblioteca especializada (2) e
um trabalho na biblioteca escolar.
Após a identificação dos assuntos dos artigos, foram analisados dados
bibliométricos, tais como ano de publicação e revistas que mais publicaram sobre o
tema. Percebeu-se o crescimento do número de publicações ao longo das últimas cinco
décadas, sendo o primeiro artigo, publicado por Figueiredo, no ano de 1974. Percebeuse que eles estão dispersos em diferentes revistas (20 revistas envolvidas), em que a

�RBBD, a Biblionline e a Informação &amp; Informação concentram mais da metade dos
artigos publicados (26 artigos).
O crescimento do número de publicações sobre serviço de referência, sobretudo
em periódicos científicos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
evidencia a importância que o tema tem e vem assumindo, tanto no âmbito profissional,
quanto acadêmico, o que justifica a importância do desenvolvimento de pesquisas mais
profundas.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir desta revisão de literatura, constatou-se que os assuntos mais tratados
nos artigos investigados contemplam aspectos relacionados à gestão do serviço de
referência, a sua aderência ao modelo digital, à relação desse serviço com os usuários
da informação, à educação de usuários e profissionais e ao processo de comunicação e
mediação que permeia esse fazer bibliotecário. Concluiu-se que o tema vem se
fortalecendo, ao longo dos tempos, sobretudo com as tecnologias digitais, que
potencializam esse serviço, sem, contudo, eliminar ou reduzir a importância do fator
humano no processo de referência.
REFERÊNCIAS
ACCART, J.-P. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Brasília: Briquet de
Lemos, 2012.
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. Mediação da Informação: um conceito atualizado. In:
BORTOLIN, Sueli; SANTOS NETO, João Arlindo dos; SILVA, Rovilson José da.
Mediação oral da informação e da leitura. Londrina: ABECIN, 2015. p. 9-32.
ANJOS, C. R. et al. O serviço de referência da biblioteca do Instituto de Pesquisa e
Planejamento Urbano e Regional e seu programa de capacitação de usuários.
Biblionline, v. 8, n. 2, 2012.
FIGUEIREDO, N. M. Serviços de Referência e Informação. São Paulo: APB, 1992.
GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Editora Atlas, 2009.
GORMAN, M. Values for Human-to-Human Reference. Library Trends, v. 50, n. 2, p.
168-182, 2001.
GREEN, S. Personal relations between librarians and readers. American Library
Journal, v. 1, n. 2-3, 1876.
GROGAN. D. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
MARCONDES, C. et al. Bibliotecas Digitais. Salvador: UFBA, 2005.
OTLET, P. Traité de documentation: le livre sur le livre. Bruxelles: Éd. MundaneumPalais Mondial, 1989.
SILVA, A. R. et al. Criação do serviço de referência virtual para a biblioteca do Colégio
Israelita Moisés Chvarts. Biblionline, v. 12, n. 1, p. 49-54, 2016.
TAMMARO, A. M.; SALARELLI, A. A biblioteca digital. Brasília: Briquet de Lemos,
2008.
PESSOA, P.; CUNHA, M. B. Perspectivas dos serviços de referência digital.
Informação e Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 17, n. 3, p. 69-82, set./dez. 2007.
RANGANATHAN, S. As Cinco leis da Biblioteconomia. Brasília: Briquet de Lemos,
2009.

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                <text>O presente texto aborda como tema principal de investigação o serviço de referência em unidades de informação. Tem o propósito de verificar o impacto desse tema na literatura publicada no Brasil, ao longo dos tempos, de modo a reconhecer o potencial desse serviço e as práticas e inovações realizadas, sobretudo a partir da construção dos acervos digitais e a disponibilização destas coleções na internet. O estudo compreende uma revisão de literatura, cujo objetivo é apresentar os assuntos de pesquisa sobre o tema, considerando como materiais a serem analisados, artigos publicados em periódicos brasileiros, sem delimitação de tempo. Além dos conteúdos dos artigos, expõem-se, também, alguns dados bibliométricos, como ano de publicação e revistas envolvidas, o que confere uma abordagem mista ao estudo. A busca aos artigos realizou-se em duas bases de dados brasileiras pertencentes à Ciência da Informação: Base PERI/UFMG e Base de Dados em Ciência da Informação, com o uso do termo “serviço de referência”. Os resultados indicaram que os assuntos mais tratados nos artigos investigados contemplam aspectos relacionados à gestão do serviço de referência, a sua aderência ao modelo digital, à relação desse serviço com os usuários da informação, à educação de usuários e profissionais e ao processo de comunicação e mediação que permeia esse fazer bibliotecário. Concluiu-se que o tema vem se fortalecendo, ao longo dos tempos, sobretudo com as tecnologias digitais, as quais potencializam esse serviço, sem, contudo, eliminar ou reduzir a importância do fator humano no processo de referência.</text>
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                    <text>SERVIÇO DE REFERÊNCIA DIGITAL NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS À LUZ DA HUMANIZAÇÃO: POSSIBILITANDO A
INTERAÇÃO INTERPESSOAL

Jorge Santa Anna (UFMG) - professorjorgeufes@gmail.com
Célia da Consolação Dias (UFMG) - celiadias@gmail.com
Benildes C M S Maculan (UFMG) - benildes@gmail.com
Resumo:
O auxílio e a orientação personalizados oferecidos em bibliotecas universitárias muito podem
contribuir na satisfação dos sujeitos da informação, como também possibilitam melhorias
quanto ao uso da informação disponibilizada nos acervos, sobretudo nas bibliotecas digitais.
Em especial, nas bibliotecas universitárias, o serviço de referência precisa ser adequado, com
base no potencial das tecnologias, sem desconsiderar a contribuição das práticas de mediação,
desempenhadas pelas relações interpessoais, as quais, em alguns contextos, acabam por ser
esquecidas na crença de que o trabalho mediado pelo computador dispensa a interação entre
profissional e usuário. O presente artigo objetiva descrever as atividades oferecidas pelas
bibliotecas digitais, que possibilitam a interação interpessoal, entre usuário e bibliotecário, de
modo a garantir a existência de um serviço de referência digital. O estudo foi conduzido por
pesquisa bibliográfica (realizada em artigos científicos), e documental (consulta aos websites
das quatro maiores bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Minas Gerais). Ao longo do estudo, identificam-se as coleções digitais existentes e
os principais serviços oferecidos que garantam a existência da referência digital nas unidades
analisadas. Concluiu-se que as unidades analisadas vêm se adequando à realidade digital,
informatizando os acervos e os serviços, e apresentam um serviço de referência digital
mediado pela transação síncrona e assíncrona, embora seja necessário elaborar políticas e
projetos, executar treinamentos e envolver os bibliotecários nessas atividades, com o intuito
de melhorar a referência digital. Assim, espera-se que usuários e bibliotecários estejam
constantemente interagidos e as tecnologias possibilitando, cada vez mais, esse contato
humanizado.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Bibliotecas Digitais. Mediação da Informação.
Serviço de Referência Digital.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
A adesão às tecnologias da informação e comunicação representou uma mudança
de paradigma na forma com que as bibliotecas disponibilizam serviços e produtos de
informação a diferentes públicos. Se, por um lado, esse fenômeno contribui para
romper restrições e limitações de acesso, permitindo maior aproximação da sociedade
com o conhecimento, por outro lado, é possível perceber, em alguns casos, o
distanciamento ou ausência das relações interpessoais.
Nas bibliotecas universitárias, é cada vez mais comum, a disponibilização de
acervos no formato digital, o que promove maiores possibilidades de acesso e, por
conseguinte, melhorias aos processos de ensino, pesquisa e extensão. Cientes do
papel que exercem no desenvolvimento científico e social, essas unidades prezam pela
excelência e qualidade na prestação de seus serviços, com base na melhoria contínua,
pautada na satisfação da comunidade acadêmica.
No entanto, desafios permeiam o cotidiano das universidades e, certamente,
impactam as atividades das bibliotecas dessas instituições. Esses desafios podem não
ter uma solução imediata, haja vista as transformações que afetam o cotidiano das
pessoas e das universidades, principalmente, com a redefinição de produtos e serviços
ofertados na internet (CUNHA, 2010).
A princípio, é preciso reconhecer as necessidades da comunidade usuária, a fim
de estabelecer uma gestão equiparada à realidade, com recursos necessários para
subsidiar as atividades acadêmicas e, dessa forma, garantir a representação e o uso da
informação nos espaços digitais. Ressalta-se que o uso se manifesta como efeito da
representação e da comunicação, essa última realizada mediante intervenções
humanas, como mencionado por Le Coadic (2004).
Portanto, não basta apenas disponibilizar a informação nos estoques e
repositórios digitais. É preciso, também, viabilizar práticas de mediação, no intuito de
garantir facilidades para o usuário na busca de informação. Essas práticas, segundo
Almeida Júnior (2015), manifestam-se como ações de intervenção dos profissionais que
colocam os usuários em contato com os acervos. Nesse processo, segundo o autor,
destaca-se o serviço de referência, o qual, para Green (1876), pode ser considerado
como uma estratégia de satisfação, visto que possibilita um atendimento humanizado,
com cordialidade.
Mesmo que a interação humana tenha o seu valor, é possível que esse valor seja
ignorado em alguns contextos, sobretudo, a partir de um tecnicismo exacerbado muito
comum nas práticas de organização de bibliotecas digitais. Gorman (2001), ao
descrever sobre os reflexos das tecnologias no serviço de referência, destaca que
muitos bibliotecários, atuantes em processos técnicos ou em serviços públicos, são
incapazes de lidar com pessoas ou, simplesmente, não gostam de ser incomodados.
Este artigo contempla esse recorte de discussão, tendo como objeto de estudo o
serviço de referência digital, cujo objetivo é descrever as atividades oferecidas pelas

�bibliotecas digitais, as quais possibilitam a interação interpessoal, entre usuário e
bibliotecário, e é parte de uma pesquisa de Doutorado. O ambiente de investigação é o
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa se caracteriza como descritiva, com procedimentos de investigação
bibliográfica e documental, cuja abordagem de análise de dados, caracteriza o estudo
como misto. O levantamento bibliográfico sobre os tipos de referência digital foi
realizado em artigos científicos, e o levantamento documental foi feito com consulta ao
website do Sistema de Bibliotecas da UFMG, do Regulamento do Sistema e o
Regimento da Biblioteca Universitária, além da análise aos websites das maiores
bibliotecas que compõem esse sistema. A definição de maiores está associada à
extensão física das unidades, em metros quadrados, conforme relatório disponibilizado
no website do Sistema. Optou-se pela extensão física, em virtude da dificuldade de se
encontrar informações atualizadas, acerca do número de usuários cadastrados ou
quantidade de colaboradores nas equipes de trabalho.
Para a pesquisa bibliográfica foi consultada a Base Library and Information
Science Abstracts (LISA), com uso do termo &lt;Reference Service&gt;, em combinação com
o termo &lt;University Libraries&gt;, por meio do operador and, e selecionando os trabalhos
na modalidade artigo científico, publicados entre 2016 e 2018.
Em seguida, iniciou-se o levantamento documental, com a identificação das
bibliotecas componentes do Sistema, para selecionar aquelas consideradas as maiores
unidades, referentes à área física. Houve também o propósito de identificar dados que
demonstrassem a preocupação das unidades com as pessoas envolvidas na gestão e
no uso do Sistema, mesmo com a sua informatização.
Ainda para a pesquisa documental, recorreu-se à busca realizada nos websites
das bibliotecas selecionadas, cujo objetivo foi identificar os serviços oferecidos que
podem ser caracterizados como referência digital, conforme apontamentos da literatura.
Além disso, houve a intenção de encontrar, também, coleções digitais específicas,
como coleção de obras raras, coleção de periódicos eletrônicos, dentre outras,
mantidas pelas unidades analisadas.
Com base na pesquisa documental realizada no website do Sistema, constatou-se
que as maiores bibliotecas do Sistema são: Biblioteca Central (com área equivalente a
5.413,61 m2), Biblioteca Campus Saúde (com 3182 m2), Biblioteca da Engenharia (3041
m2) e Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (2295 m2).

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES PARCIAIS
O levantamento bibliográfico recuperou 50 textos e, a partir dos critérios de
inclusão, foram selecionados cinco textos para análise. Os critérios adotados para
inclusão dos trabalhos foram: 1 - trabalho no formato de artigo com conteúdo de revisão
e de pesquisa; 2 - publicados no idioma inglês e em português; e 3 - que abordassem,
como foco principal de análise, os tipos e modelos de serviços de referência digital.

�Constatou-se que o serviço de referência digital vem crescendo, com o intuito de
oferecer informação de qualidade, processo esse alcançado por meio da relação
interpessoal estabelecida entre bibliotecários e usuários (LENKART; YU, 2017). No
ambiente digital, as interações são percebidas por meio da troca de mensagens, o que
possibilita melhorar a compreensão das necessidades informacionais dos que procuram
informação junto ao acervo da biblioteca (ANYIM, 2018).
Os serviços oferecidos são dos mais variados e utilizam de diferentes ferramentas,
seja no âmbito das mídias sociais, uso de correio eletrônico ou por meio da
disponibilização das informações nas páginas das bibliotecas (SILVA; LIMA, 2018). O
tipo ou modalidade de serviço pode ser classificado, considerando o tipo de
comunicação estabelecida pela ferramenta eletrônica (KHOBRAGADE; IHITKAR,
2016).
O modelo de referência digital proposto por Khobragade e Ihitkar (2016)
contempla a transação assíncrona, a qual envolve um intervalo de tempo entre a
pergunta e a resposta; e a transação síncrona, que ocorre em "tempo real" com uma
resposta imediata à consulta. Esse modelo também discorre sobre as redes
colaborativas, cujos consórcios de bibliotecas regionais passam a oferecer às
bibliotecas membros a oportunidade de compartilhar perguntas de referência entre si,
usando a internet e outras tecnologias. O Quadro 1 detalha as três divisões gerais para
os tipos de referência digital.
Quadro 1 – Principais tipos de referência digital, conforme dados da literatura
Tipo de serviço
Exemplos
Estudos analisados
Transação
- E-mail
Khobragade e Ihitkar (2016), Silva e
Lima (2018), Vincent et al. (2018)
Assíncrona
- Web formulário
- Chat
Khobragade e Ihitkar (2016), Silva e
Transação Síncrona - Videoconferência ou Webcam
Lima (2018)
- Robôs de referência digital
- Redes de interação entre unidades
Redes Colaborativas
Khobragade e Ihitkar (2016)
consorciadas
Fonte: Dados da pesquisa (2019).

Percebe-se que os serviços de referência no ambiente digital exercem funções
similares aos serviços oferecidos no ambiente presencial, cujo objetivo, além do auxílio
na busca por informação, é fomentar a cultura da humanização, por meio de um
atendimento cordial, como defendido por Gorman (2001) e corroborado por Vincent et
al. (2018).
Ressalta-se que, embora as tecnologias tenham propiciado a oferta de serviços de
qualidade, desafios permeiam a prática do serviço de referência digital. De acordo com
estudo avaliativo desses serviços, realizado por Vincent et al. (2018), percebeu-se que
o e-mail constitui a forma de comunicação mais adotada. Além disso, o referido estudo
evidencia que o maior desafio diz respeito à falta de infraestrutura para suportar esse
serviço, aliado à falta de treinamento tanto para profissionais e usuários, como também
a falta de recursos necessários que garantam a instalação e funcionamento adequado
dos vários tipos de serviço que podem ser oferecidos.
No que se refere à pesquisa documental, constatou-se que o Sistema de
Bibliotecas da UFMG é composto por 27 bibliotecas que contam com a supervisão e o
apoio técnico oferecido pela Biblioteca Universitária, haja vista possibilitar a oferta de
serviços informacionais necessários às atividades de ensino, pesquisa e extensão da
universidade. Essas bibliotecas estão subordinadas administrativamente às Unidades

�Acadêmicas, Escolas de Educação Básica e Profissional e órgãos suplementares
espalhados pelos quatro campi da UFMG.
A consulta ao Regulamento do Sistema constatou que é pretensão das bibliotecas
atingir um público amplo, ou seja, usuários da comunidade interna (alunos do ensino
fundamental, médio, técnico, graduação, pós-graduação, professores e funcionários),
como os usuários da comunidade externa, pertencentes a outras instituições,
pesquisadores, alunos de intercâmbio e demais visitantes.
Dados disponibilizados na página eletrônica do Sistema demonstram que,
anualmente, são emprestados 770 mil exemplares de materiais informacionais, para
mais de 152 mil usuários, sendo um dos propósitos oferecer atendimento de qualidade
aos seus usuários, valorizando a capacitação do profissional e do usuário, e, também,
considerando o potencial do bibliotecário em face da mediação prestada para garantir
um uso mais efetivo. Assim, é objetivo do Sistema,
[...] capacitar bibliotecários e pessoal de apoio para utilizarem as tecnologias da informação e,
consequentemente, prestarem serviços de excelência à comunidade interna e externa da UFMG.
Também oferece sistematicamente programas de capacitação aos usuários com o objetivo de capacitálos na utilização das fontes de informação, no formato eletrônico, disponibilizadas para a comunidade
acadêmica da UFMG. A expectativa das bibliotecas é de que o usuário utilize esses recursos de forma
autônoma, sistematizada e que tenha o bibliotecário como referencial para otimizar suas pesquisas
[...] (Dados da pesquisa, 2019, grifo nosso).

Esses dados demonstram, em linhas gerais, que há preocupação e atenção das
unidades com as pessoas envolvidas na gestão e no uso do Sistema, mesmo com a
informatização dos produtos e serviços bibliotecários.
A partir da consulta ao website da Biblioteca Central, Biblioteca Campus Saúde,
Biblioteca da Engenharia e Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas,
no que tange à existência de coleções digitais e serviços prestados por essas unidades,
o Quadro 2 demonstra a realidade investigada, considerando os dados coletados.
Quadro 2 – Maiores bibliotecas do Sistema, coleções digitais e tipos de referência digital prestados
Unidade de informação
Coleções digitais existentes
Tipos de serviço
Engenharia
- E-mail
- E-mail
- Biblioteca Virtual de Enfermagem
Campus Saúde
- Web formulário
- Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
- Chat
Filosofia
e
Ciências
- E-mail
Humanas
- Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
- E-mail
Central
- Portal de Periódicos Científicos da UFMG
- Chat
Fonte: Dados da pesquisa (2019).

Nas bibliotecas do Campus Saúde e Central, há menção da existência de
coleções digitais geridas por essas unidades. Quanto aos tipos de serviço de referência
digital oferecidos, foram identificados os seguintes tipos: chat (em duas bibliotecas), email (em todas as unidades) e web formulário (uma unidade).
Percebe-se que o serviço de referência digital dessas unidades adota como
modelo de comunicação a transação assíncrona e síncrona, não sendo oferecidas
todas as possibilidades mencionadas na literatura. Isso vai ao encontro dos resultados
obtidos em muitos estudos internacionais, tal como a pesquisa de Lenkart e Yu (2017),
acerca da necessidade de se trabalhar outras estratégias para expansão e melhoria
contínua desse serviço, considerando as necessidades dos usuários, envolvimento
bibliotecário e as potencialidades das tecnologias.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir dos resultados, concluiu-se que as unidades analisadas vêm se
adequando à realidade digital, informatizando os acervos e os serviços. A consulta aos
serviços oferecidos e aos propósitos do Sistema, no que tange à adequação e
satisfação dos usuários, evidenciou que o bibliotecário continua contribuindo com a
mediação da informação, constituindo um referencial para otimizar as pesquisas,
conforme as necessidades dos usuários.
Com efeito, as unidades analisadas apresentam um serviço de referência digital
mediado pela transação síncrona e assíncrona, embora seja necessário elaborar
políticas e projetos, executar treinamentos e envolver os bibliotecários nessas
atividades, com o intuito de melhorar a referência digital. Assim, espera-se que usuários
e bibliotecários estejam constantemente interagidos e as tecnologias possibilitando,
cada vez mais, esse contato humanizado.
REFERÊNCIAS
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conceito atualizado. In: BORTOLIN, Sueli; SANTOS NETO, João Arlindo; SILVA,
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Páginas A&amp;B, v. 1, p. 86-98, 2018.
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Nigeria Academic Libraries. Library Philosophy and Practice, v. 17, p. 1-20, 2018.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>SERVIÇO DE REFERÊNCIA DIGITAL NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS À LUZ DA HUMANIZAÇÃO: POSSIBILITANDO A INTERAÇÃO INTERPESSOAL</text>
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                <text>Benildes C M S Maculan</text>
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                <text>O auxílio e a orientação personalizados oferecidos em bibliotecas universitárias muito podem contribuir na satisfação dos sujeitos da informação, como também possibilitam melhorias quanto ao uso da informação disponibilizada nos acervos, sobretudo nas bibliotecas digitais. Em especial, nas bibliotecas universitárias, o serviço de referência precisa ser adequado, com base no potencial das tecnologias, sem desconsiderar a contribuição das práticas de mediação, desempenhadas pelas relações interpessoais, as quais, em alguns contextos, acabam por ser esquecidas na crença de que o trabalho mediado pelo computador dispensa a interação entre profissional e usuário. O presente artigo objetiva descrever as atividades oferecidas pelas bibliotecas digitais, que possibilitam a interação interpessoal, entre usuário e bibliotecário, de modo a garantir a existência de um serviço de referência digital. O estudo foi conduzido por pesquisa bibliográfica (realizada em artigos científicos), e documental (consulta aos websites das quatro maiores bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais). Ao longo do estudo, identificam-se as coleções digitais existentes e os principais serviços oferecidos que garantam a existência da referência digital nas unidades analisadas. Concluiu-se que as unidades analisadas vêm se adequando à realidade digital, informatizando os acervos e os serviços, e apresentam um serviço de referência digital mediado pela transação síncrona e assíncrona, embora seja necessário elaborar políticas e projetos, executar treinamentos e envolver os bibliotecários nessas atividades, com o intuito de melhorar a referência digital. Assim, espera-se que usuários e bibliotecários estejam constantemente interagidos e as tecnologias possibilitando, cada vez mais, esse contato humanizado.</text>
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                    <text>Relato de experiência: O Projeto “A leitura vai à praça” como
contrapartida social da Biblioteca Municipal Maria Geaquinto Jerônimo Monteiro, ES.

Fernanda Samora Dias Borges (BibMMªGeaquintoPMJM) - nandasamora@yahoo.com.br
Ronald Santos Duarte (BibMMªGeaquintoPMJM) - ronald-jcb@hotmail.com
Resumo:
Neste relato de experiências apresentaremos a contrapartida social de um projeto cultural
como forma de captação de recursos destinados à manutenção e à modernização das
bibliotecas públicas municipais. Objetivando arrecadar verbas externas a nível estadual e
federal, por meio de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) via Ministério da Cultura e
suas autarquias, no caso deste artigo utilizamos o Fundo de Cultura do Estado do Espírito
Santo - FUNCULTURA (Lei Complementar nº 458 de 21/10/2008) da Secretaria de Estado da
Cultura do Espírito Santo (SECULT/ES). A Biblioteca Municipal “Maria Geaquinto” atua,
desde 2012, com atividades de ação cultural e marketing da biblioteca, a fim de atrair a
comunidade para o espaço. O projeto “A Leitura vai à praça”, promoveu o incentivo à leitura
por meio do acesso ao acervo, a mediação de leitura com contação de histórias, o empréstimo
domiciliar e oficinas. Destacamos que o projeto atendeu um total de 190 pessoas e teve
impacto positivo de acordo com o parecer emitido pela Associação de Moradores. Com a
finalização do projeto ocorreu a doação contemplando a contrapartida social para a Biblioteca
Municipal “Maria Geaquinto” e Associação de Moradores do bairro Santa Clara. Dos R$
14.479,17 capitados pelo projeto, R$ 7.373,25 (50,92%) foram destinados à biblioteca. Com
base nessas implicações podemos concluir que o bibliotecário necessita de conhecimento
decisivo em gestão de bibliotecas que contribuam para a sustentabilidade e gestão financeira
nas bibliotecas públicas.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Captação de recursos. Funcultura. Projetos culturais.
Contrapartida social. Projeto A leitura vai á praça.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1

O Projeto: “A leitura vai à praça” como contrapartida social da Biblioteca
Municipal Maria Geaquinto - Jerônimo Monteiro, ES.

1. INTRODUÇÃO
A Biblioteca Municipal Maria Geaquinto de Jerônimo Monteiro/ES, desde sua
criação em 5 de maio de 1967, é considerada o equipamento cultural mais antigo em
funcionamento na cidade e oferece aos seus usuários os serviços inovadores, bem
como produtos para o desenvolvimento de sua comunidade. A biblioteca municipal é
mantida pela prefeitura de Jerônimo Monteiro/ES, por intermédio do Departamento
de Cultura, Turismo e Esporte da Secretaria Municipal de Educação.
Atualmente, algumas prefeituras têm recursos financeiros escassos para equipar
bibliotecas públicas. Por esse motivo, essas instituições enfrentam uma crise,
deixando de cumprir seu papel prioritário que é de ser difusora da informação e da
cultura. Porém, não podemos desanimar com o nosso papel e deixar de
acompanhar a explosão informacional e o acelerado desenvolvimento de tecnologias
que trazem grandes desafios às bibliotecas públicas. Nesse sentido, o cenário
brasileiro evidencia o descaso e a negligência com as bibliotecas públicas por falta
de orçamento para investir na ampliação dos acervos e numa infra-estrutura
apropriada aos avanços tecnológicos e com recursos audiovisuais. Sendo assim, as
bibliotecas precisam planejar ações voltadas para sustentabilidade financeira
(MIRANDA; GALLOTT; CECATTO, 2017, p.16-17).
Com vista a angariar verbas, no ano de 2017, a bibliotecária responsável fez um
delineamento voltado para a captação de recursos externos por meio de projetos
culturais no nível estadual e federal. Por meio de recursos do Orçamento Geral da
União (OGU), via Ministério da Cultura e suas autarquias, submetemos um projeto
cultural para a Seleção de Projetos Culturais de Incentivo à Leitura, Edital 006/2017
da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (SECULT/ES), o projeto
intitulado “A leitura vai à praça” com o anseio de contribuir para a formação de
leitores, envolvendo cada vez mais a leitura de uma forma prazerosa, dinâmica e
cultural na comunidade da Santa Clara em Jerônimo Monteiro. Após analise, o
projeto foi contemplado pelo Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo –
FUNCULTURA, sob a Lei Complementar nº 458 de 21/10/2008, destinado à
captação e à aplicação de 65 recursos financeiros (ESPÍRITO SANTO, 2013, p.64).

�2

Parafraseando o Instituto Alvorada Brasil (2014, p.19-20), projeto cultural é um
documento técnico, estratégico e de comunicação com duração definida, conforme
dados do edital, que apresenta um objeto específico a ser trabalhado cujo eixo
central é a cultura. Para execução deste projeto, é recebido pelo proponente um
montante proveniente de recursos públicos (incentivos fiscais) e privados
(contrapartidas dos incentivadores) que são limitados. Projetos culturais têm como
objetivo promover a cultura em toda e qualquer linguagem artística. Já o legado de
um projeto cultural é o desenvolvimento de produtos artísticos culturais na forma de
serviços, ações e resultados para a população.
O Ministério da Cultura (MinC) define projeto cultural como:
[...]“Programas, planos, ações ou conjunto de ações inter-relacionadas para
alcançar objetivos específicos, dentro dos limites de um orçamento e tempo
delimitados, admitidos pelo MinC após conclusa análise de admissibilidade
de proposta cultural e recebimento do número de registro no Pronac” (Inciso
II do art. 3º da Instrução Normativa nº 01, de 24 de junho de 2013)
(INSTITUTO ALVORADA BRASIL, 2014, p.26),

Tendo em conta a importância do Projeto cultural, este é constituído de elementos
básicos para a sua elaboração: Apresentação; Objetivo; Justificativa; Público-alvo;
Equipe; Etapas de trabalho; Cronograma de atividades; Orçamento; Plano de
divulgação/comercialização; Plano de distribuição; Plano de contrapartida, que pode
variar de acordo como o edital proposto. Aplicação Financeira é um dos recursos do
Projeto que ocorre durante o orçamento e resultado final. Conforme o projeto
proposto e aprovado, após a captação de recursos, aplica-se a contrapartida
adequada para cada necessidade. Nesse projeto, trabalhamos com a contrapartida
social:
Contrapartidas sociais - São ações concretas que visam a beneficiar a
comunidade, ampliando o acesso à cultura e estimulando a participação do
público em ações culturais. São exemplos de contrapartidas sociais:
realização de ações culturais gratuitas (exibições de filmes, apresentações
musicais, palestras, oficinas etc.); distribuição gratuita de produtos culturais
(livros, DVD, CD etc.); cota de ingressos para alunos de instituição pública;
doação de produtos culturais a escolas, bibliotecas e instituições culturais
públicas. (INSTITUTO ALVORADA BRASIL, 2014, p.72)

2. RELATO DA EXPERIÊNCIA: PROJETO “A LEITURA VAI À PRAÇA”
O município de Jerônimo Monteiro tem uma Biblioteca Pública ativa que
desenvolve, desde 2012, o Projeto de Visitas e Contação de histórias, como

�3

instrumento de ação cultural e marketing da Biblioteca Municipal “Maria Geaquinto”,
a fim de atrair a comunidade para a biblioteca.
Porém, durante as visitas muitos alunos solicitavam atividades nos finais de
semana, pois moravam distantes e/ou vinham ao centro da cidade nos fins de
semana acompanhando os pais. Assim, a procura maior era de alunos que moravam
próximo à biblioteca, havendo demanda reprimida dos alunos de outras
comunidades. A partir das solicitações, vimos a necessidade de extrapolar os muros
da biblioteca e planejar ações conjuntas voltadas à promoção da leitura, ao acesso à
informação e às práticas culturais em um ambiente que os membros da comunidade
pudessem participar, inclusive, os não frequentadores de escolas no município.
Este projeto teve o intuito de auxiliar o fortalecimento das políticas, programas e
projetos no campo do livro e da leitura numa perspectiva de dinamizar o espaço
público da sociabilidade, proporcionando a diversidade cultural e disponibilizando um
acervo com o propósito de suprir as necessidades informacionais da comunidade.
Com a realização deste projeto, buscou-se a democratização da leitura, além de
estimular o interesse pela leitura na comunidade, incentivando à formação de
leitores. Assim, transformou um espaço público em um local compartilhado pela
sociedade jeromense.
As principais ações/atividades do projeto foram: Planejamento conjunto das
atividades que foram executadas na Praça do Bairro Santa Clara e inclusão de
possíveis parceiros externos; Compra de acervo diversificado que atendesse ao
público; Registro das obras; Compra de material necessário para as atividades;
Criação da arte e confeccção do material de divulgação e bolsa para levar livros;
Contratação de um veículo para transporte dos materiais; Apresentação mensal do
projeto com as seguintes ações:

cadastro de usuários, empréstimo domiciliar,

contação de histórias, atividades de leitura, oficinas diversas - contrapartida e
momento pipoca de lanche.
O projeto levou pela primeira vez uma atividade cultural para aquela localidade,
muitos dos participantes nunca haviam entrado em uma biblioteca, pois a mesma se
encontra distante do bairro. Cabe ressaltar que, devido a cortes de gastos da
prefeitura municipal, as visitas escolares foram drasticamente reduzidas a partir de
2014. O nosso objetivo geral de criar um novo espaço cultural de incentivo à leitura
foi alcançado, pois a instalação da biblioteca itinerante atraiu a atenção da
comunidade, tivemos um público participante composto por 93 crianças (0 a 11

�4

anos); 24 adolescentes (12 e 13 anos); 17 jovens (14 a 29 anos); 44 adultos (30 a 59
anos) e 12 idosos (acima de 60 anos), totalizando 190 pessoas atendidas pelo
projeto. O projeto teve impacto positivo de acordo com o parecer emitido pela
Associação de Moradores. Tal informação foi corroborada atráves da divulgação,
das doações recebidas (armações de pipas, refrigerantes, guloseimas), pelas
familias que deixaram suas crianças aos nossos cuidados, bem como pelo
preenchimento da avaliação do projeto, na qual obtivemos 100% de satisfação dos
participantes. Outro ponto de destaque foi a presença de inúmeros moradores de
outros bairros e mesmo os que não mais residiam na localidade levaram as crianças
nos dias programados à praça. Este projeto não gerou um produto cultural.
2.1 A CONTRAPARTIDA SOCIAL EM ÂMBITO CULTURAL

Entendemos que no âmbito cultural a contrapartida social é aquilo que se oferece
para gerar acessibilidade, interesse e efeitos públicos culturais. Percebemos que a
compensação obrigatória social, por meio da qual alguém se credencia a ter seu
projeto cultural aprovado (se atendidos também, claro, os demais requisitos legais),
é uma forma de estímulo à integração da biblioteca com ações de apoio e patrocínio
de atividade de interesse social. (SP ESCOLA DE TEATRO, 2017).
No Estado do Espírito Santo, não temos lei que conduza a Contrapartida.
Baseamos o projeto na Resolução SC Nº 48, de 03 de Agosto de 2012, da
Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (SP ESCOLA DE TEATRO, 2017).
§4º – No caso de contrapartidas que prevejam a distribuição/doação de
produtos culturais à instituição pública ou privada sem fins lucrativos, deve o
proponente informar quantidade e perfil das organizações para as quais o
produto será doado, incluindo justificativa da pertinência da doação e seus
possíveis usos.

Tendo em vista a contrapartida social, a proponente proporcionou após o término
do projeto a doação de itens à Associação de Moradores do bairro Santa Clara e à
Biblioteca Municipal “Maria Geaquinto”, de acordo com a descrição a seguir: acervo,
expositores, uma tenda, extensão elétrica, 18 tatames, bolsa para levar livros,
pipoqueira elétrica, mala grande, mesa, painel cantinho da leitura, material de
papelaria e oficina. Dos R$ 14.479,17 capitados pelo projeto, R$ 7.373,25 (50,92%)
foram destinados à biblioteca.

�5

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas necessitam acompanhar os avanços relacionados a produtos e
serviços. Diante dessa realidade que acabamos de compartilhar, temos que
desenvolver projetos que resultem em captação de recursos necessários à
valorização dos serviços e aos produtos oferecidos aos usuários. As bibliotecas
públicas são uma forma de contribuir para o processo de formação das
comunidades.
Este trabalho apresenta como a captação de recurso, através de editais de
cultura, é essencial para obtenção de verbas, as quais são fundamentais para o
desenvolvimento das bibliotecas públicas diante da realidade de muitas prefeituras
brasileiras. Assim sendo, garantir recursos públicos por meio de projetos culturais é
uma forma de contrapartida social para as bibliotecas. Dessa forma, a inovação é
recomendada para que produtos ou serviços culturais, resultante da execução de
um projeto, contribuam para a sustentabilidade e gestão financeira nas bibliotecas
públicas.

REFERÊNCIAS
ESPÍRITO SANTO (Estado). Secretaria de Estado da Cultura. Plano Estadual de
cultura do Espírito Santo 2013-2023. Vitória: SECULT/ES, 2013. Disponível em:
https://secult.es.gov.br/Media/secult/Importacao/PLANO%20ESTADUAL%20DE%20
CULTURA%20DO%20ES%20-%20DIAGN%C3%93STICO%20FINAL.pdf. Acesso
em: 11 mar. 2019
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de; GALLOTTI, Mônica Marque Carvalho;
CECATTO, Adriano. Desafios para a biblioteca pública no processo de planejamento
da formação e desenvolvimento do acervo. Encontros Bibli: revista eletrônica de
biblioteconomia e ciência da informação, v. 22, n.48, p. 15-26, jan./abr. 2017.
Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2017v22n48p15. Acesso em: 18 abr. 2019.
INSTITUTO ALVORADA BRASIL. Projetos culturais: como elaborar, executar e
prestar contas. Brasília: Instituto Alvorada/ Sebrae Nacional, 2014. Disponível em:
https://guiadefomentodacultura.es.gov.br/Media/guiadefomentodacultura/PDF/Cartilh
a%20Economia%20Criativa%20completa%20SEBRAE.pdf. Acesso em: 11 mar.
2019.
SP ESCOLA DE TEATRO. As contrapartidas culturais. 2017. Disponível em:
http://www.spescoladeteatro.org.br/coluna/as-contrapartidas-culturais/. Acesso em:
18 abr. 2019.

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                <text>Relato de experiência: O Projeto “A leitura vai à praça” como contrapartida social da Biblioteca Municipal Maria Geaquinto - Jerônimo Monteiro, ES.</text>
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                <text>Neste relato de experiências apresentaremos a contrapartida social de um projeto cultural como forma de captação de recursos destinados à manutenção e à modernização das bibliotecas públicas municipais. Objetivando arrecadar verbas externas a nível estadual e federal, por meio de recursos do Orçamento Geral da União (OGU) via Ministério da Cultura e suas autarquias, no caso deste artigo utilizamos o Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo - FUNCULTURA (Lei Complementar nº 458 de 21/10/2008) da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (SECULT/ES).  A Biblioteca Municipal “Maria Geaquinto” atua, desde 2012, com atividades de ação cultural e marketing da biblioteca, a fim de atrair a comunidade para o espaço. O projeto “A Leitura vai à praça”, promoveu o incentivo à leitura por meio do acesso ao acervo, a mediação de leitura com contação de histórias, o empréstimo domiciliar e oficinas. Destacamos que o projeto atendeu um total de 190 pessoas e teve impacto positivo de acordo com o parecer emitido pela Associação de Moradores.  Com a finalização do projeto ocorreu a doação contemplando a contrapartida social para a Biblioteca Municipal “Maria Geaquinto” e Associação de Moradores do bairro Santa Clara. Dos R$ 14.479,17 capitados pelo projeto, R$ 7.373,25 (50,92%) foram destinados à biblioteca. Com base nessas implicações podemos concluir que o bibliotecário necessita de conhecimento decisivo em gestão de bibliotecas que contribuam para a sustentabilidade e gestão financeira nas bibliotecas públicas.</text>
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                    <text>Reflexões sobre o uso do salão de leitura da Biblioteca da Câmara
dos Deputados como elemento de promoção da cidadania

Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Dep.) - raphael.cavalcante.cd@gmail.com
Judite Martins (CD) - judite.martins@camara.leg.br
Ernani Rufino dos Santos Junior (CD) - ernaniunb@gmail.com
Resumo:
Descreve a experiência da Biblioteca da Câmara dos Deputados no que diz respeito à
utilização de seu salão de leitura reinaugurado em 2011, juntamente com a abertura do
acervo. Questiona em qual medida a instituição fomenta ações de inclusão direcionadas ao
público diversificado que frequenta o espaço, de usuários internos à vasta gama de usuários
externos.
Palavras-chave: Salão de leitura. Inclusão social. Biblioteca legislativa.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�Reflexões sobre o uso do salão de leitura da Biblioteca da Câmara dos
Deputados como elemento de promoção da cidadania
Introdução
O surgimento das bibliotecas públicas remontam à Roma Antiga, embora
naturalmente àquele período tivessem uma função social bastante distinta do
entendimento atual. Tal função social foi impactada pelas diversas
transformações socioeconômicas atravessadas pelo mundo ao longo dos
séculos, sobretudo nas últimas décadas, quando o objetivo de possibilitar o
acesso à informação tornou-se tão ou mais importante do que colecionar e
armazenar material bibliográfico. Esta ênfase trouxe novos sentidos ao conceito
de biblioteca pública:
A concepção de Biblioteca Pública na literatura da área da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação agrega a questão
da construção de sociabilidade e de acesso à informação,
particularmente a partir da segunda metade do século XX, em
que as bibliotecas, até então pautadas pelo paradigma da posse,
passaram a se estruturar, a partir de uma narrativa pautada nas
transformações sociotécnicas vigentes – o chamado paradigma
do acesso (MACHADO, ELIAS JÚNIOR, ACHILLES, 2014, p.
118).

À nova função social das bibliotecas públicas associada ao acesso à informação
agregaram-se perspectivas derivadas como a ideia de biblioteca como espaço
de promoção da cidadania e também como entidade fomentadora do acesso à
leitura como direito humano universal. Insta dizer que este conjunto de
prerrogativas passou a ser adotado por outros tipos de bibliotecas como as
escolares, universitárias ou mesmo as especializadas, sobretudo em situações
em que há escassez ou comprometimento dos equipamentos públicos. Muito
mais como forma de validação desses outros tipos de bibliotecas frente aos
novos paradigmas sociais do que pela usurpação do papel das bibliotecas
públicas originais.
No Distrito Federal, a rede de bibliotecas públicas possui 26 bibliotecas,
correspondendo a menos de uma biblioteca por região administrativa, uma vez
que o DF se subdivide em 31 regiões. O dado se torna ainda mais preocupante
quando cotejado à população total da unidade federativa, que ultrapassa os 3
milhões de habitantes.
Os números apresentados evidenciam a escassez de bibliotecas públicas em
número suficiente para atender à demanda populacional do Distrito Federal.
Neste contexto, outras bibliotecas da administração pública distrital e federal
acabam absorvendo a demanda reprimida de usuários. É o que acontece com a
Biblioteca Pedro Aleixo, da Câmara dos Deputados, fato revalidado a partir da
reinauguração do espaço, em 2011, quando continuou a receber nas suas
dependências um número expressivo de usuários externos, que encontraram na
instituição o acolhimento relacionado às suas necessidades de local para estudo,
acesso à informação, acesso à leitura e acesso à Internet.

�Relato de experiência
A Biblioteca Pedro Aleixo, da Câmara dos Deputados, integra a estrutura do
Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados (Cedi),
localizado no complexo predial do Congresso Nacional, em Brasília. A
instituição, no entanto, precede a existência do Cedi, tendo surgido ainda no
século XIX, quando a Câmara se localizava na então capital federal, a cidade do
Rio de Janeiro. Com a construção de Brasília e, consequentemente, do Palácio
do Congresso Nacional, a Biblioteca transferiu-se para a nova capital e encontrase hoje instalada no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.
Da reinstalação na nova sede até 2011, a Biblioteca Pedro Aleixo optou por
manter o acesso direto às estantes do acervo restrito aos funcionários. Assim,
após consulta ao catálogo, o usuário solicitava o material bibliográfico pretendido
a um atendente. As razões que levaram ao acesso indireto ao acervo
relacionavam-se, de forma geral, a medidas de segurança. A partir da reforma
do prédio do Cedi e das instalações da Biblioteca, no final da década de 2000, a
Biblioteca foi reinaugurada em 2011, sob uma nova forma de funcionamento:
pela primeira vez, os usuários internos e externos teriam acesso às estantes do
acervo, dispostas no mesmo espaço do salão de leitura.
O salão de leitura da Biblioteca Pedro Aleixo sempre atraiu usuários internos e
externos mesmo quando a Biblioteca ainda restringia o acesso às estantes. Tal
característica, embora reduzisse a experiência dos usuários, não era impeditivo
para que esses utilizassem os serviços disponibilizados, como consulta ao
acervo, leitura de jornais e semanários, solicitação de pesquisas e de cópias de
material. O uso do salão de leitura, no entanto, se dava nos moldes mais
tradicionais. A partir de 2011, a nova disposição da Biblioteca trouxe novas
possibilidades de aproveitamento dos espaços, sobretudo aqueles de livre
circulação de usuários.
Entre 2011 e 2018, o salão de leitura passou a sediar as seguintes atividades:
''Encontro com o Autor", roda de conversa com um escritor, de periodicidade
mensal; ˜Biblioteca Humana˜, roda de conversa voltada para troca de
experiências, de periodicidade anual; e ˜Clube da Leitura˜, realizado
mensalmente numa sala adjacente ao salão de leitura. Além disso, o salão
recebeu os seguintes complementos: sala de acessibilidade para pessoas com
deficiências, uma dezena de computadores para acesso à Internet, tomadas
para notebooks, mesa expositora para nova publicações, e, no final de 2018,
adaptou-se um espaço para uma pequena exposição por ocasião dos 30 anos
da promulgação da Constituição Federal de 1988.
Embora a Biblioteca Pedro Aleixo não tenha empreendido um estudo de usuários
recente, a observação e a interação com a equipe de atendimento permitiu
atestar a diversidade de tipos de usuários que frequentam o salão de leitura
diariamente: de servidores efetivos da Câmara dos Deputados a toda uma
multiplicidade de usuários externos, de estudantes que se preparam para
concursos públicos a trabalhadores dos arredores da Câmara. Sabe-se, por
exemplo, que quando o salão de leitura é dedicado ao "Encontro com o Autor",
fato que acontece uma vez ao mês por apenas três horas, gera reclamações de

�alguns dos frequentadores habituais do espaço. Em paralelo, há os
frequentadores que apenas utilizam o acesso gratuito à Internet, sem fazer uso
dos demais serviços e apetrechos disponibilizados no salão. São ações
inesperadas que denotam percepções dos usuários que fazem rever o objetivo
da Biblioteca voltado para a promoção da cidadania a partir da utilização de seu
salão de leitura.
Vale ressaltar que a decisão de abrir o acervo para a livre circulação de pessoas
gerou controvérsia na equipe de profissionais que administravam a Biblioteca
Pedro Aleixo, que alegavam o comprometimento do material que poderia ser
extraviado. Com o passar do tempo, comprovou-se que o receio mostrou-se
infundado, uma vez que, tomada as medidas de segurança necessárias, a perda
de material bibliográfico manteve-se em um patamar aceitável para qualquer
biblioteca do porte da Pedro Aleixo. O resgate dessa controvérsia fez-se
necessário para comprovar que a evolução da Biblioteca está intrinsecamente
relacionada à visão que os seus mantenedores e operadores possuem do
equipamento.
Considerações finais
A Biblioteca Pedro Aleixo, da Câmara dos Deputados, tem à frente uma série de
desafios no que diz respeito aos usuários entendidos como cidadãos. Como e
em que medida estender o acesso a recursos informacionais da Câmara para o
cidadão? Como administrar o uso do espaço entre estudantes, e usuários
internos, já que o salão não raramente atinge seu limite de usuários logo após o
início do expediente? Como captar os anseios e oferecer informações que
contribuam para o desenvolvimento, aprendizagem e cidadania dos usuários
externos? Será que o cidadão busca apenas um lugar cômodo para ler ou
estudar ou necessita de algum tipo de orientação para conseguir um documento,
para saber de algum direito, ou, ainda, para fazer um currículo para pleitear uma
vaga de emprego?
São questões complexas, de difícil resposta, pois a Biblioteca conta com uma
equipe reduzida e toda a dificuldade de acesso, intensificada nos últimos anos
em alguns dias da semana, devido às atividades legislativas. Diante da redução
de recursos, algumas medidas têm sido pensadas como a reavaliação do uso
dos espaços e o apoio a coletivos de bibliotecários, como a Associação de
Bibliotecários e Profissionais da Informação do Distrito Federal (ABDF), que
tenham por objetivo o fortalecimento das bibliotecas públicas do DF e das
bibliotecas locais como um todo.
Bibliografia
MACHADO, Elisa Campos; ELIAS JÚNIOR, Alberto Calil; ACHILLES, Daniele.
A biblioteca no espaço público: estratégias de mobilização cultural e atuação
sócio-política do bibliotecário. Perspectivas em Ciência da informação: Belo
Horizonte, v. 14, n. esp., p. 115-127, out./dez. 2014.
Agência financiadora
Câmara dos Deputados

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Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Reflexões sobre o uso do salão de leitura da Biblioteca da Câmara dos Deputados como elemento de promoção da cidadania</text>
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                <text>Descreve a experiência da Biblioteca da Câmara dos Deputados no que diz respeito à utilização de seu salão de leitura reinaugurado em 2011, juntamente com a abertura do acervo. Questiona em qual medida a instituição fomenta ações de inclusão direcionadas ao público diversificado que frequenta o espaço, de usuários internos à vasta gama de usuários externos.</text>
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                    <text>Reestruturação da Biblioteca Virtual em Saúde - Saúde Pública
Brasil (BVS-SP): metodologia adotada e impactos observados

Simone Faury Dib (Fiocruz) - simone.dib@icict.fiocruz.br
Gizele da Rocha Ribeiro (Fiocruz) - gizele.rocha@icict.fiocruz.br
Tatiane Lira Freire Lopes (Fiocruz) - tatianefreire.biblio@gmail.com
Joanita Aparecida de Barros (BIREME/OPAS/OMS) - barrosjo@paho.org
Juliana Lourenço Sousa (BIREME/OPAS/OMS) - sousajul@paho.org
Resumo:
Apresentar metodologia adotada para reestruturação da Biblioteca Virtual em Saúde – Saúde
Pública Brasil (BVS-SP), realizada em sete (7) etapas, evidenciando os impactos de sua
implementação identificados através da divulgação dos produtos e serviços na Fanpage do
Facebook. A necessidade de reestruturação da BVS-SP Brasil impulsionou a elaboração da
metodologia, a atualização do portal e a promoção do aprendizado contínuo entre os pares, e
contou com o trabalho colaborativo dos profissionais da Biblioteca de Saúde Pública (BibSP),
da equipe da BVS Fiocruz e do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME). Os resultados obtidos com o alcance dos destaques publicados
na BVS-SP utilizando a Fanpage do Facebook mostram o desempenho positivo observado
através da inovação em adotar a Fanpage como ferramenta de divulgação e de mensuração do
quantitativo de usuários que utilizam o portal, fato comprovado pelo histórico mensal de
acessos da BVS- SP. Iniciativas como estas podem agregar valor aos portais de Bibliotecas
Virtuais em Saúde e contribuir para o acesso e a recuperação eficaz de informações e a
produção do conhecimento.
Palavras-chave: Biblioteca Virtual em Saúde; Acesso à informação; Divulgação científica;
Redes sociais; Facebook
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução: A Biblioteca Virtual em Saúde - Saúde Pública Brasil (BVS-SP), fruto de
trabalho colaborativo realizado em parceria entre o Ministério da Saúde do Brasil e a
Organização Pan-Americana da Saúde - representação Brasil, através do Centro LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), tem por
objetivo promover o acesso online, gratuito, universal e equitativo à informação científica
e técnica relevante para o desenvolvimento no campo da Saúde Pública. Além dos
serviços tradicionais de acesso à literatura científica, a BVS-SP Brasil inclui notícias,
eventos, legislação, publicações e destaques relevantes da área da saúde pública, entre
outras informações. Também é o espaço para o desenvolvimento de programa de
capacitação para produtores, intermediários e usuários na operação e uso da BVS-SP,
por meio de cursos presenciais ou à distância.
O projeto, iniciado em 1999 por um conjunto de instituições com grande
representatividade dentro da área temática, sempre foi coordenado por um Comitê
Consultivo Nacional, tendo sua secretaria executiva compartilhada entre as diferentes
instituições participantes. Atualmente este papel é desempenhado pela Biblioteca de
Saúde Pública (BibSP), vinculada ao Instituto de Comunicação e Informação Científica
e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Passados 20 anos de sua criação, com o intuito de incentivar, estimular e impulsionar o
uso da BVS-SP para atender de forma eficiente e eficaz as demandas de seu públicoalvo (alunos dos programas de pós-graduação, pesquisadores, profissionais da área da
saúde entre outros), bem como de ampliar a visibilidade desta BVS conquistando novos
usuários, hoje a BVS-SP passa por uma reestruturação com foco em incorporar novas
fontes de informação e serviços.
Esse processo, conduzido por um profissional bibliotecário da BibSP e apoiado pelos
gestores da biblioteca, pela equipe da BVS Fiocruz e pela equipe da BIREME, priorizou,
entre outras ações, a atualização de informações e de links de acesso na BVS-SP.
Como resultado, estabeleceu-se uma rotina de trabalho visando oferecer serviços e
produtos de qualidade e garantir a usabilidade desta BVS.
O objetivo deste trabalho é apresentar a metodologia adotada pela equipe BibSP
visando a reestruturação da BVS-SP Brasil e os impactos de sua implementação,
identificados através da divulgação dos produtos e serviços na Fanpage do Facebook
da BVS.
Acredita-se que iniciativas como esta agregam valor aos portais de Bibliotecas Virtuais
em Saúde, contribuindo para o acesso e a recuperação eficaz de informações que, por
sua vez, são fundamentais para a produção do conhecimento e o desenvolvimento
científico e tecnológico no campo da Saúde.
Relato da experiência: Desde o segundo semestre do ano de 2018, a BibSP passa por
reestruturação em parte de seu espaço físico – realização de obra estrutural, atualização
da parte elétrica, readequação do layout etc. –, além de ter ocorrido movimentação de
pessoal para outras bibliotecas, o que culminou em interrupção temporária do
atendimento aos usuários e da disponibilização de determinados produtos e serviços.
Esses fatores aliados a diversos entraves locais relacionados à rotina de trabalho da
BVS-SP, causou atraso no processo de atualização desta BVS. Contudo, no ano de

�2019, foi realizada a contratação de um profissional bibliotecário dedicado, entre outras
atividades, a supervisão, a atualização e a manutenção de informações disponíveis na
BVS-SP. Desta forma, foi possível iniciar o processo de reestruturação desta BVS,
através da elaboração e da implementação de metodologia desenvolvida pela equipe
BibSP, dividida em sete (7) etapas, a saber:
Etapa 1 – Fortalecimento da parceria entre a BibSP e a BIREME: Ampliar e
intensificar a parceria entre esses atores, com a implementação de ações que visam a
colaboração e o compartilhamento de informações e promovam o aprendizado e o
crescimento conjunto, como (a) incentivar o contato permanente com a equipe da
BIREME, por meio de visita a sede da BIREME, videoconferência, e-mail e outros meios
de comunicação; (b) apresentar os novos integrantes da equipe da biblioteca,
responsáveis pela BVS-SP, à equipe da BIREME e estimular o trabalho colaborativo; e
(c) promover reuniões em nível gerencial e técnico entre as equipes, incluindo as
chefias.
Etapa 2 – Elaboração do plano de ação: Planejar e elaborar um plano de ação para a
BVS-SP alinhado ao plano de trabalho coletivo que vem sendo desenvolvido pelas
instituições que compõem as instâncias na BVS no Brasil.
Etapa 3 - Desenvolvimento de capacidades técnicas: Promover ações de
capacitação para a equipe da biblioteca com foco na gestão e na atualização do portal
da BVS.
Etapa 4 – Revisão e atualização dos conteúdos do portal: Implementar ações para
melhorar a disponibilização das informações no portal da BVS-SP, atualizar os
conteúdos existentes e incluir novas informações, sempre com foco nas necessidades
e expectativas dos usuários.
Etapa 5 - Divulgação da BVS-SP: Desenvolver e traçar estratégias para ampliar a
visibilidade desta BVS, visando fortalecer os laços com os usuários reais e alcançar os
usuários potenciais.
Etapa 6 – Elaboração de fluxo de trabalho para manutenção e atualização
contínua: Mapear o processo, facilitando sua identificação e replicação.
Etapa 7 – Avaliação do processo de reestruturação: Avaliar o processo, tendo como
base o plano de ação.
Resultados alcançados: Com a reestruturação da BVS-SP foi possível observar
resultados e impactos positivos, em relação a todas as etapas acima apresentadas.
Para fortalecer a parceria entre a BibSP e a BIREME (etapa 1), foram implementadas
ações que culminaram em parceria colaborativa e no compartilhamento de informações
entre esses atores, seja por meio de reuniões sistemáticas, para abordar assuntos
administrativos, como também através de ações de capacitação para todos os
envolvidos no processo, além de orientações pontuais sobre temas técnicos
específicos. Em todos os casos, a videoconferência foi a ferramenta de comunicação
tecnológica utilizada. Destaca-se a importância da participação em reuniões com as
instâncias BVS coordenadas pela Fiocruz e a equipe da BIREME, intensificando
também a parceria institucional. Por fim, ressalta-se que o contato entre as equipes foi
essencial para o desenvolvimento dos trabalhos e para a definição das
responsabilidades entre os atores.
Coube à equipe BibSP elaborar plano de ação, revisar e atualizar os conteúdos na BVSSP, desenvolver estratégias de divulgação desta BVS e elaborar fluxo de trabalho e a
equipe da BIREME ficou responsável pela realização de treinamentos e fornecimento
das orientações. Assim, o plano de ação (etapa 2) foi elaborado contendo itens como o
objetivo da proposta de trabalho, responsabilidades, parcerias, etapas a serem
executadas, cronograma com prazos, resultados esperados e mecanismos de
acompanhamento e avaliação.
Em relação ao desenvolvimento das capacidades técnicas da equipe da BibSP (etapa
3) foram realizadas ações de capacitação com foco na gestão e na atualização do portal
da BVS, como (a) gerenciamento de usuários com a criação de logins e senhas para

�acesso aos sistemas que alimentam a BVS-SP; (b) treinamentos virtuais por meio de
videoconferência, apresentando com atividades práticas o processo de atualização do
portal e o sistema de gerenciamento de conteúdo – Wordpress; (c) compartilhamento
de materiais de capacitação em vídeo e manuais de procedimentos. Ressalta-se que a
existência de profissional devidamente capacitado para a realização das atividades foi
essencial no processo de reestruturação.
Na etapa 4 (revisão e atualização dos conteúdos do portal) foram realizadas ações, tais
como: (a) levantamento das necessidades de atualização do portal através de curadoria
de dados e de informações conjunta entre BIREME e a BibSP; (b) identificação de links
quebrados, em desuso e de informações desatualizadas; (c) elaboração de relatório
estruturado, apresentando as questões para análise e possíveis soluções; (d) avaliação
conjunta do relatório com a BIREME; (e) inclusão de novos conteúdos e atualização de
informações e links no portal, sempre atento às demandas e expectativas dos usuários;
(f) elaboração de manuais internos de trabalho; (g) elaboração de relatório para
acompanhamento das modificações realizadas no portal;
Entre as ações empreendidas na etapa 5 (divulgação da BVS-SP), destacam-se: (a)
disseminação dos links atualizados das sessões “Destaques” e “Notícias” na Fanpage
do Facebook da BVS-SP, com o objetivo de atingir o público-alvo da BVS presente nas
redes sociais; (b) apresentação da BVS-SP nos treinamentos e cursos oferecidos pela
BibSP (usuários reais e potenciais); e (c) elaboração de plano de divulgação da BVSSP.
Para avaliar o impacto da atualização do portal pelos usuários foram realizadas análises
e mapeamento dos recursos de ´curtidas´ e compartilhamentos do Facebook para obter
dados quantitativos e qualitativos do feedback e verificar o nível de aceitação dos
usuários em relação ao que está sendo publicado no portal. Os dados coletados através
da ferramenta de publicação da Fanpage desta BVS no Facebook são apresentados
nas figuras a seguir.
Figura 1 – Alcance e acesso às publicações na Fanpage

Fonte: BVS SAÚDE PÚBLICA BRASIL (2019a).
Nota: Figura extraída da Fanpage do Facebook da BVS-SP.

A figura 1 apresenta todas as publicações enviadas ao Facebook com o propósito de
divulgar a página da BVS-SP, informando o quantitativo de usuários que visualizaram
as publicações e de curtidas.

�Figura 2 – Publicação com o maior alcance de usuários na BVS-SP Brasil

Fonte: BVS SAÚDE PÚBLICA BRASIL (2019b).
Nota: Figura extraída da Fanpage do Facebook da BVS-SP.

A figura 2 mostra detalhadamente informações sobre a publicação que teve maior
destaque, incluindo visualização, curtidas, reações, compartilhamentos, comentários
etc. O desempenho da publicação de maior alcance foi obtido através dos seguintes
resultados: 4616 pessoas alcançadas, 211 reações, 137 curtidas, 127
compartilhamentos e 203 cliques na publicação.
Figura 3 – Acesso de usuários à BVS-SP Brasil

Fonte: AWStats BVS Saúde Pública.

�A partir da experiência adquirida em relação a todo o processo que envolveu a
reestruturação da BVS-SP Brasil, e levando em consideração que é uma atividade
rotineira, a elaboração de fluxo de trabalho (etapa 6), utilizando o software gratuito
Bizagi para modelagem de processos de negócio (BPMN), foi considerada uma ação
estratégica para mapear as etapas da atividade de revisão, atualização e divulgação
dos conteúdos no portal. Além disso, o mapeamento do processo facilita o entendimento
do mesmo, sua replicação por qualquer integrante da equipe como também facilita sua
avaliação e aperfeiçoamento.
Por fim, a avaliação do processo (etapa 7) foi realizada por meio de relatório com
prestação de contas da atividade de reestruturação da BVS-SP.

Considerações finais: A reestruturação da BVS-SP Brasil foi um marco na gestão
da BibSP e contou com o trabalho colaborativo dos profissionais da biblioteca, da equipe
da BVS Fiocruz e da BIREME. A necessidade de reestruturação da BVS-SP impulsionou
a elaboração de metodologia, que possibilitou o registro dos procedimentos adotados e
o compartilhamento de informações, a atualização do portal, utilizando como elemento
norteador as áreas temáticas no campo da Saúde Pública, e a promoção do
aprendizado contínuo, integrando as equipes. Os resultados alcançados em todas as
etapas mostram que o processo de reestruturação, de maneira geral, foi bem-sucedido.
O alcance dos destaques publicados na BVS-SP utilizando a Fanpage do Facebook
mostra desempenho positivo observado através da inovação em adotar a Fanpage
como ferramenta de divulgação e de mensuração do quantitativo de usuários que
utilizam o portal, fato comprovado pelo histórico mensal de acessos da BVS- SP. Como
em todo processo, barreiras foram identificadas, como a necessidade de profissional
dedicado à atividade e devidamente capacitado, domínio das ferramentas tecnológicas
utilizadas no portal, necessidade de manuais operacionais internos e fluxo de trabalho,
além de formas de acompanhamento e avaliação, o que foi total ou parcialmente
resolvido mediante principalmente a implementação da metodologia de trabalho.
Contudo, outros desafios ainda precisam ser alcançados como implementar ações que
fortaleçam as parcerias com as principais instituições de Saúde Pública do país, de
forma a consolidar o Comitê Consultivo Nacional e realizar periodicamente estudo de
usuários da BVS-SP.

Referências:
BIBLIOTECA VIRTUAL DE SAÚDE PÚBLICA BRASIL. [Ferramentas de publicação na
Fanpage do Facebook]. 2019a. Facebook: BVS Saúde Pública Brasil @bvsspbrasil. Disponível
em:
https://www.facebook.com/bvsspbrasil/publishing_tools/?section=PUBLISHED_POSTS&amp;sort[0]
=published_time_descending. Acesso em: 23 jul. 2019.
BIBLIOTECA VIRTUAL DE SAÚDE PÚBLICA BRASIL. A Fiocruz lança guia de preparação e
resposta aos desastres. 05 abr. 2019b. Facebook: BVS Saúde Pública Brasil @bvsspbrasil.
Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-lanca-guia-de-preparacao-e-resposta-aosdesastres. Acesso em: 23 jul. 2019.
BIREME. AWStats da BVS Saúde Pública. [Ferramentas de contagem de logs de acesso a
página da BVS-SP Brasil ]. Disponível em: http://logs.bireme.br/cgibin/awstats.pl/awstats.pl?config=saudepublica. Acesso em: 23 jul. 2019.
Agências financiadoras
Não houve financiamento para a realização desse trabalho.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Reestruturação da Biblioteca Virtual em Saúde - Saúde Pública Brasil (BVS-SP): metodologia adotada e impactos observados</text>
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                <text>Joanita Aparecida de Barros</text>
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                <text>Eixo 6: Gestão de bibliotecas</text>
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                <text>Apresentar metodologia adotada para reestruturação da Biblioteca Virtual em Saúde – Saúde Pública Brasil (BVS-SP), realizada em sete (7) etapas, evidenciando os impactos de sua implementação identificados através da divulgação dos produtos e serviços na Fanpage do Facebook. A necessidade de reestruturação da BVS-SP Brasil impulsionou a elaboração da metodologia, a atualização do portal e a promoção do aprendizado contínuo entre os pares, e contou com o trabalho colaborativo dos profissionais da Biblioteca de Saúde Pública (BibSP), da equipe da BVS Fiocruz e do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME). Os resultados obtidos com o alcance dos destaques publicados na BVS-SP utilizando a Fanpage do Facebook mostram o desempenho positivo observado através da inovação em adotar a Fanpage como ferramenta de divulgação e de mensuração do quantitativo de usuários que utilizam o portal, fato comprovado pelo histórico mensal de acessos da BVS- SP. Iniciativas como estas podem agregar valor aos portais de Bibliotecas Virtuais em Saúde e contribuir para o acesso e a recuperação eficaz de informações e a produção do conhecimento.</text>
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                    <text>REVITALIZAÇÃO DO ESPAÇO INFANTIL DA BIBLIOTECA PÚBLICA
DE CHAPECÓ: Aprendizagem Baseada em Problemas

Orestes Trevisol Neto (UDESC) - orestes_tn@hotmail.com
Críchyna da Silva Madalena (Unochapecó) - crichyna.sm@gmail.com
Caroline Miotto Pecini (Instituição - a informar) - bibliotecapm@chapeco.sc.gov.br
Resumo:
Descreve o projeto de revitalização do espaço Infantil da Biblioteca Pública do município de
Chapecó. Desenvolvido em parceria pelo curso de Biblioteconomia da Unochapecó e Biblioteca
na da disciplina de Aprendizagem Baseada em Problemas VII: Planejamento de Ambientes em
Bibliotecas, entre os meses junho e novembro de 2018. Como resultado da ação a biblioteca
ganhou um espaço mais atraente, dinâmico, alegre, aberto a toda comunidade. Os alunos
aplicaram os conhecimentos aprendidos ao longo do curso, associando teoria/prática e
vivenciando os desafios enfrentados pelos gestores das bibliotecas públicas.
Palavras-chave: Biblioteca Pública.
Revitalização.

Aprendizagem

Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

baseada

em

problema.

Projeto

de

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
REVITALIZAÇÃO DO ESPAÇO INFANTIL DA
BIBLIOTECA PÚBLICA DE CHAPECÓ: Aprendizagem
Baseada em Problemas
Resumo: Descreve o projeto de revitalização do espaço Infantil da Biblioteca
Pública do município de Chapecó. Desenvolvido em parceria pelo curso de
Biblioteconomia da Unochapecó e Biblioteca na da disciplina de Aprendizagem
Baseada em Problemas VII: Planejamento de Ambientes em Bibliotecas, entre os
meses junho e novembro de 2018. Como resultado da ação a biblioteca ganhou um
espaço mais atraente, dinâmico, alegre, aberto a toda comunidade. Os alunos
aplicaram os conhecimentos aprendidos ao longo do curso, associando
teoria/prática e vivenciando os desafios enfrentados pelos gestores das bibliotecas
públicas.
Videografia: ( ) Sim (x) Não
Introdução:
A ideia de revitalizar o espaço infantil da Biblioteca Pública Neiva Maria
Costela (Chapecó – SC) surgiu quando os alunos realizaram o estágio obrigatório
na biblioteca e perceberam a necessidade de reformulação do setor. Esse anseio dos
estudantes foi percebido pelos professores no seminário de apresentação do
estágio. Assim, os professores do curso tiveram a ideia de aplicar esse interesse dos
alunos na disciplina de Aprendizagem Baseada em Problemas VII: Planejamento
de Ambientes em Bibliotecas. Por ser uma disciplina baseada em problemas, cujo
seu resultado final é a construção de um produto final (conhecimento aplicado),
entendeu-se que seria apropriado desenvolver o projeto na referida biblioteca.
Observa-se que as bibliotecas públicas brasileiras enfrentam dificuldades
financeiras, de infraestrutura e de pessoal, o que implica diretamente na oferta de
serviços e na sua imagem. Conscientes dessa realidade, os estudantes foram
desafiados a repensar o espaço infantil, arrecadar fundos para o projeto e executar
a ação num período 10 semanas (30/07/2018 a 6/10/2018). Portanto, foram
associadas atividades de ensino e extensão, uma vez que professores e alunos
aplicaram os conhecimentos visando prestação de serviço para a comunidade.
Essa interação entre universidade e comunidade é imprescindível, pois
permite que os alunos vivenciem experiências que se aproximam da realidade
profissional e dos desafios enfrentados pelos gestores das bibliotecas públicas.
Destaca-se que o projeto foi executado por docentes e estudantes vinculados
ao curso de Biblioteconomia da Unochapecó, o qual funciona na modalidade a
distância. Sendo assim, rompe-se com o estigma de que há pouco envolvimento dos

�estudantes da Educação a Distância (EaD) com o curso e a profissão. Nesse sentido,
evidencia-se a possibilidade desse tipo de práticas com estudantes de EaD.
Relato da experiência:
A Biblioteca Pública Municipal Neiva Maria Andreatta Costella foi criada na
década de 40 no município de Chapecó, no extremo oeste de Santa Catarina. Em
2018 a biblioteca comemorou 75 anos de existência, atualmente seu prédio está
localizado no centro da cidade e atende a comunidade chapecoense. Foram
realizados mais de 25 mil cadastros de usuários, desses mais de seis mil estão
ativos. Em 1984 a biblioteca passou a se chamar Biblioteca Pública Municipal
Neiva Maria Andreatta Costella (PREFEITURA DE CHAPECÓ, 2018)
A biblioteca está subordinada à Secretaria de Cultura, é mantida pelo poder
público municipal, estando dividida nos seguintes setores: empréstimo, pesquisa,
processamento técnico e restauração. Sua equipe é composta doze pessoas e sua
gestora possui formação em Biblioteconomia. A biblioteca atende das 8h às 19h,
sem fechar ao meio dia, de segunda a sexta-feira.
Em 2018 a biblioteca foi espaço de experiência e aprendizagem para os
alunos do Curso de Biblioteconomia da UnoChapecó, pois nove alunos realizaram o
estágio obrigatório nela. No segundo semestre de 2018, o curso de Biblioteconomia
e a Biblioteca firmaram uma parceria que objetivou a revitalização do espaço
infantil da biblioteca, no qual os estudantes da disciplina Aprendizagem Baseada
em Problemas VII: Planejamento de Ambientes em Bibliotecas, acompanhados da
professora, tutor e bibliotecária desenvolvem um projeto para melhorar o espaço
infantil.
O curso de Biblioteconomia da Unochapecó, apresenta uma grade curricular
composta por 12 módulos que correspondem a três anos de formação, totalizando
2.625 horas. Durante os primeiros oito módulos ocorrem os componentes
curriculares denominados de Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), sendo
que em cada módulo é abordado um tema diferente (UNOCHAPECÓ, 2018). Ao
longo do componente, os estudantes são orientados pelos professor(a) e tutor(a) a
desenvolverem um trabalho acadêmico em equipe que possui quatro etapas:
Diagnóstico (identificação de um problema), Hipóteses (formulação de hipóteses
com base no problema), Desenvolvimento (pesquisa para resolver o problema com
base na hipótese), Solução (como será resolvido o problema diante da hipótese
apresentada). Realizadas essas etapas os alunos apresentam um produto final
(Banner, Vídeo, Tutorial, Ação social, Prática, etc.) e socializam como os colegas no
seminário de ABP no final da disciplina (encontro presencial).
Diante do exposto, no sétimo módulo a professora do componente,
Aprendizagem Baseada em Problemas VII: Planejamento de Ambientes em
Bibliotecas apresentou a proposta de revitalização do espaço infantil da Biblioteca
Pública Municipal Neiva Maria Andretta Costela. Na sequência, os 18 estudantes
foram divididos em 5 grupos, sendo instigados a pesquisar na literatura científica e
em outras fontes (blogs, mídias sociais, visitas a bibliotecas) ideias que poderiam
ser aplicadas no espaço infantil, atentando para os seguintes aspectos: acervo,
layout, mobiliário, cores, brinquedos, jogos, tudo que estivesse relacionado com
esse ambiente.

�Visando a compra materiais e objetos para ação criou-se uma Vakinha online tendo como meta a soma de 1.000,00 reais (figura 1). Cada grupo de alunos
ficou responsável por trazer novos objetos (brinquedos, livros, jogos rtc.) ao novo
espaço.
Figura 1 – Cadastro da Vakinha.

Fonte: Vakinha (2018).
Foi necessário firmar parcerias na execução do projeto, no qual, contatou-se
o curso de graduação em Artes Plásticas da Unochapecó, a empresa MetalPox
(especializada em móveis para bibliotecas) e o arquiteto Matheus Marçaro. Por
intermédio da coordenação do curso de Artes, a acadêmica Letícia Paz criou uma
arte que foi pintada em uma das paredes do espaço, a empresa MetalPox doou uma
estante de livros kids e o arquiteto Matheus acompanhou a execução do projeto,
orientando desde a concepção do espaço até as atividades práticas.
Para ampliar a visibilidade do projeto várias ações foram desenvolvidas,
desde a divulgação da Vakinha na Fan Page do curso de Biblioteconomia
Unochapecó (Facebook) e Fan Page do Conselho Regional de Biblioteconomia - 14
Região (CRB-14), como também, o envio de e-mail para toda a comunidade
acadêmica da Unochapecó e a divulgação do projeto no programa de televisão Ver
Mais Chapecó. Por meio dessa divulgação ultrapassou-se a meta estipulada,
chegando a soma de 1.115,00 reais. O período de arrecadação ocorreu de
13/08/2018 a 29/09/2018.
Depois de atingida a meta, a professora, o tutor e a bibliotecária realizaram a
compra dos materiais (tintas, pinceis almofadas, tatame, caixas organizadoras e
cortina) para que os alunos pudessem a executar o projeto (figura 2).
No dia 6 de outubro, os alunos da disciplina colocaram a mão na massa,
acompanhados da bibliotecária e do arquiteto eles organizaram o espaço, pintaram
as paredes, estantes, mesa e apresentaram os objetos doados (livros, brinquedos,
jogos). Esse momento teve duração de 4 horas e contou com participação ativa de
todos os alunos (figura 2). Depois desse dia, a equipe da biblioteca finalizou o
projeto colocando tudo em ordem como planejado.

�Figura 2 – Compra dos materiais e execução da ação.

Fonte: elaborado pelos autores (2018).
No dia 24 de novembro de 2018, aconteceu a inauguração oficial do espaço,
integrando as atividades alusivas em comemoração a Semana Nacional do Livro e
da Biblioteca. Nesse dia, uma turma de crianças de uma escola pública esteve
presente para conhecer o novo espaço. Todos os envolvidos ficaram felizes com o
resultado final, inclusive as crianças que foram as primeiras a visita-lo. Na figura 3
apresenta-se a imagem de como era o espaço infantil, um ambiente pouco atrativo
e sem vida.
Figura 3 – Espaço antes da intervenção.

Fonte: elaborado pelos autores (2018).
Na figura 4, observa-se o mesmo espaço, mais alegre e divertido. Para deixálo assim, foi preciso pintar as paredes e estantes, acrescentar novos elementos
como: tatame, almofadas, cortina, caixas organizadoras, brinquedos, jogos e uma
arte na parede. Essa transformação foi concretizada em virtude do dinheiro

�arrecado com as doações da vakinha, com as parcerias firmadas, com os esforços
dos estudantes, professores e equipe da biblioteca.
Figura 5 – Espaço depois da intervenção.

Fonte: elaborado pelos autores (2018).
Como resultado final obteve-se um espaço mais atraente, dinâmico, alegre e
aberto a toda comunidade. Destaca-se que todos os envolvidos na ação ficaram
felizes com o resultado e acreditam que o espaço pode instigar o gosto pela leitura e
atrair mais crianças para a biblioteca.
Considerações Finais:
Com o desenvolvimento deste projeto buscou-se associar a teoria e a prática
na disciplina de Aprendizagem Baseada em Problemas VII, aplicando a
metodologia ativa de aprendizagem no curso de Biblioteconomia. Demonstrando
aos discentes os desafios que eles podem enfrentar nos seus futuros locais de
trabalho. Instigou-se o desenvolvimento de uma atuação e postura profissional
criativa, proativa e colaborativa na resolução de um problema de ordem prática.
Observou-se que os alunos ficaram motivados com o desafio proposto,
perceberam sentido no que estavam fazendo e se sentiram coautores no
desenvolvimento do projeto, facilitando a assimilação da teoria com a prática.
Espera-se que a experiência socializada estimule mais projetos, bem como,
discussões em diferentes instâncias por parte dos bibliotecários, docentes,
discentes e cursos de Biblioteconomia a fim de desenvolverem ações conjuntas que
valorizem as bibliotecas e seus profissionais. A ação foi positiva por fortalecer a
imagem do profissional no interior do estado.
Referências
PREFEITURA DE CHAPECÓ. Biblioteca Pública Municipal Neiva Costella 2018. Disponível em:
https://www.chapeco.sc.gov.br/cultura/index.php?r=conteudo&amp;idconteudo=11 .
Acesso em : 18 dez. 2018.
UNOCHAPECÓ. Biblioteconomia na Unochapecó. 2018. Disponível em:
https://www.unochapeco.edu.br/biblioteconomia. Acesso: em 18 dez. 2018.
VAKINHA. Revitalização espaço infantil Biblioteca Pública de Chapecó. Disponível em:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/revitalizacao-do-espaco-infantil-da-biblioteca-publica-de-chapec Acesso: em
18 dez. 2018.

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Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Críchyna da Silva Madalena</text>
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                <text>Caroline Miotto Pecini</text>
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                <text>Descreve o projeto de revitalização do espaço Infantil da Biblioteca Pública do município de Chapecó. Desenvolvido em parceria pelo curso de Biblioteconomia da Unochapecó e Biblioteca na da disciplina de Aprendizagem Baseada em Problemas VII: Planejamento de Ambientes em Bibliotecas, entre os meses junho e novembro de 2018. Como resultado da ação a biblioteca ganhou um espaço mais atraente, dinâmico, alegre, aberto a toda comunidade. Os alunos aplicaram os conhecimentos aprendidos ao longo do curso, associando teoria/prática e vivenciando os desafios enfrentados pelos gestores das bibliotecas públicas.</text>
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                    <text>Proposta de Plano de Marketing para a Biblioteca Pública
Municipal Josué Guimarães

Maurício Coelho da Silva (UFRGS) - mauriciocoelho.hlp@gmail.com
Caliel Cardoso de Oliveira (UFRGS) - caliel.co@gmail.com
Jussara Borges (UFRGS) - jussara.borges@ufrgs.br
Nayamillet Gonçalves Ribeiro (UFRGS) - naya.goncalvesr@hotmail.com
Resumo:
O trabalho propõe um plano de marketing para a Biblioteca Pública Municipal Josué
Guimarães (BPMJG), situada no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Utilizando a abordagem
de Marketing Holístico e a abordagem de Marketing Cultural foi elaborado um Plano de
Marketing que se preocupa em atender as necessidades informacionais dos diversos
segmentos que compõem a comunidade atendida pela unidade de informação e oferecer
eventos e atividades que valorizem as características culturais, sociais e comportamentais de
cada um desses segmentos.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Marketing Holístico. Marketing Cultural. Gestão de
bibliotecas.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo 6 – Gestão de Bibliotecas
Introdução:
A proposta deste trabalho é elaborar um plano de marketing para a Biblioteca
Pública Municipal Josué Guimarães (BPMJG), situada no bairro Menino Deus, em
Porto Alegre. O método de trabalho envolveu a convergência entre conteúdo teórico
e o compartilhamento de conhecimentos e relatos de experiência entre pares, o que
gerou subsídios para levantamento de dados conceituais e empíricos.
Para o desenvolvimento do trabalho foi utilizada a abordagem de Marketing
Holístico que, segundo Kotler e Keller (2006), tem como objetivo abranger e
harmonizar todo o escopo e a complexidade das atividades de Marketing. Sob esta
abordagem, se reconhece que tudo é importante, desde à comunidade atendida, os
funcionários da unidade de informação, até outras empresas e concorrentes. A
justificativa da abordagem selecionada se baseia na resposta positiva que a referida
unidade de informação recebe de sua comunidade. A comunidade reconhece a
preocupação que a biblioteca demonstra ao desenvolver e oferecer espaço para
sediar eventos que considerem as características culturais, sociais e
comportamentais de diferentes nichos que constituem o público.
Também se mostrou importante incorporar a abordagem de Marketing
Cultural ao trabalho. Segundo Fischer (2002) o Marketing Cultural é o recurso
utilizado com a finalidade de fixar a marca de uma empresa ou entidade por meio
de diversas ações culturais, tais como música, a arte, o esporte, a literatura e outros
meios que proporcionem experiências que desenvolvem uma imagem positiva das
empresas na relação empresa-consumidor. Essa abordagem se justifica com a
preocupação de elaborar um plano de Marketing coerente com a necessidade de
um bibliotecário que seja consciente quanto à tarefa de levar ao conhecimento do
seu público os serviços e potenciais benefícios oferecidos pela biblioteca, além de
estar consciente quanto ao potencial de uma unidade de informação para contribuir
com o desenvolvimento de uma sociedade mais democrática e justa. Considera-se
então que a biblioteca está situada em um mercado que encontra na cultura um
produto de grande potencial para o desenvolvimento de sua comunidade.
Método da pesquisa

�A metodologia adotada para o trabalho foi a de Auditoria de Marketing,
postulada por Kotler (1978). Neste modelo, o autor defende que a análise da
instituição onde se aplicará o plano de marketing seja pensada como uma auditoria,
que revisa diferentes aspectos da organização e propõe mudanças naqueles
aspectos que considera fracos. Acreditando que esta abordagem servirá melhor os
interesses da instituição, estes autores optaram também por substituir a etapa 3 da
Auditoria de Marketing por uma análise de Composto de Marketing. De acordo com
Kotler (1998), composto de marketing se trata de um conjunto de ferramentas
utilizados pela organização para alcançar seus objetivos de marketing em um
mercado-alvo. Nesse sentido, optamos por fazer uso do conceito dos chamados 4
Ps: Produto, Preço, Praça e Promoção, analisando cada um destes aspectos da
atividade de marketing e propondo mudanças. Nesse sentido, as etapas de auditoria
de marketing adotada consistem em:
Quadro 1 - Etapas de Auditoria de Marketing
Etapa 1:
Revisão do meio ambiente de
Marketing

Nesta etapa, avalia-se quais
contextos e fatores interagem
com a Biblioteca Pública
Municipal Josué Guimarães e
como
eles
a
afetam.
Determinando qual a situação
destes elementos, tornam-se
mais claras as possibilidades
de aplicação deste plano de
marketing e quais ações ele
deverá propor.

Elementos analisados:
a) Mercado;
b) Clientes (usuários reais e
potenciais);
c) Concorrentes;
d) Macro Meio-Ambiente

Etapa 2:
Revisão do
Marketing

Sistema

de

Nesta etapa é verificado se a
Biblioteca Pública Municipal
Josué Guimarães está bemposicionada no meio-ambiente
no qual atua. É nesta etapa
que o grupo de trabalho
propõe objetivos, ações, metas
e estratégias para que a
BPMJG
maximize
seu
potencial e se torne uma
unidade de destaque em seu
ramo.

Elementos analisados:
a) Objetivos;
b) Programa;
c) Implementação
(cronograma e captação de
fundos);
d) Organização (missão, visão
e valores);

Etapa 3:
Análise de
Marketing

de

Nesta etapa é realizada a
análise dos 4 Ps.

Elementos analisados:

composto

a) Produto b) Preço c) Praça d)
Promoção
Fonte: Adaptação dos autores baseado em Kotler, 1978 e 1998.

�Ao final da primeira etapa, a fim de analisar aspectos internos e externos que
afetam a biblioteca, o grupo aplicou a matriz SWOT para melhor ilustrar os tópicos
analisados. O uso da matriz SWOT permitiu que se faça uma análise clara e sucinta
de pontos fracos e fortes, tanto externos quanto externos, que possam vir a afetar
o ou melhor ser aproveitados para o andamento das atividades estabelecidas no
plano de marketing.
Resultados e Discussão
Ao optar por trabalhar com a abordagem de Marketing Cultural foi
estabelecido que o documento deveria levar em consideração, dentro do públicoalvo atendido pela biblioteca, todos os segmentos que compõem o mesmo, além de
pensar em fazeres e atividades que valorizem a singularidade de cada um desses
nichos enquanto os ajuda a explorar seus próprios potenciais. Esses nichos, ou
segmentos de um público-alvo, são identificados por meio de estudos de usuários
que devem levar em conta seu modo de vida, suas crenças, costumes, linguagens,
comportamentos informacionais, práticas artísticas e interesses literários. No caso
do trabalho foi utilizado como documento auxiliar um estudo de usuário previamente
realizado. Sugere-se, de todo modo, que sejam realizadas novos estudos conforme
seja implementado o plano de marketing (PdM).
A identificação do mercado onde se encontra a unidade de informação foi
essencial para estabelecer os objetivos a serem atingidos com o plano de
marketing. Por meio da análise das atividades da BPMJG foi identificada a atuação
da unidade em dois mercados distintos: o da difusão da informação e o da ação
social. Este primeiro mercado segmenta-se, especificamente, em duas áreas: o de
empréstimo domiciliar de documentos e o de atendimento de referência, enquanto
o mercado da ação social segmenta-se em eventos culturais e ações de
conscientização quanto à diversidade e valorização da sua comunidade e o acesso
democrático à informação.
Considerando todos os fatores externos e internos da unidade foram
estabelecidos objetivos gerais e específicos para o PdM. Os objetivos gerais
estabelecidos são:
1. aumentar a consciência dos usuários da BPMJG em relação aos eventos
culturais que lá ocorrem;
2. criar uma relação de valorização da BPMJG pelo seu público, com foco na
expansão e fortalecimento dos vínculos afetivos dos usuários com a unidade;
3. aumentar a visibilidade da BPMJG junto à comunidade porto-alegrense,
tornando-a referência em seu ramo, mesmo entre o público não-usuário; e
4. captar um maior número de atividades culturais para a BPMJG.
Também foram elencados diversos objetivos específicos orientados quanto
a valorização dos diferentes segmentos do público-alvo da biblioteca e também
quanto à conscientização da realização dos serviços e atividades oferecidos pela
biblioteca e a parceria com outras unidades de informação.
Para alcançar esses objetivos foram estabelecidas estratégias considerando
a realidade da unidade de informação, a comunidade atendida, atividades
anteriores que tiveram bastante resposta por parte da comunidade e os recursos
financeiros disponíveis. Foram também elencadas formas de captação de recursos

�para a realização dos eventos e atividades. Para efeitos de exemplificação, dentre
as atividades programadas no cronograma se encontra a realização do evento
temático “Noite na Biblioteca”, onde a comunidade é convidada a passar a noite
dentro do espaço físico da unidade realizando diversas atividades referentes à
leitura e mediação de informação. Realizações anteriores deste evento
demonstraram satisfação por parte do público, uma vez que o número de vagas
para o evento teve de ser aumentado devido à grande demanda. Também consta
entre as estratégias a realização de atividades que visem o letramento e a inclusão
de segmentos menos favorecidos na comunidade que a biblioteca atende, de
maneira a evitar exclusões no acesso à informação e auxiliar essa parte da
população no seu desenvolvimento pessoal e coletivo, além de empoderá-los para
o uso dos serviços e produtos que e produtos que a biblioteca oferece.
Considerações Finais
O atual Plano de Marketing deverá ser apresentado à equipe gestora da
Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães no intuito de ser analisado, discutido
e eventualmente reelaborado antes de sua implantação. Uma vez aprovado, as
atualizações deverão ser realizadas com base no cronograma de implementação,
seguindo os prazos estabelecidos para as diferentes modalidades de atividade. O
PdM deverá ser analisado anualmente pela gestão para comparar o andamento e
efetividade do projeto, comprovando ou ajustando objetivos e estratégias.
Referências
FISCHER, Micky. Marketing cultural. São Paulo: Global, 2002.
KOTLER, Philip. Administração de marketing. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1998.
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 12. ed. São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
KOTLER, Philip. Marketing para organizações que não visam o lucro. São
Paulo: Atlas, 1978.

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          <name>Dublin Core</name>
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                <text>O trabalho propõe um plano de marketing para a Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães (BPMJG), situada no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Utilizando a abordagem de Marketing Holístico e a abordagem de Marketing Cultural foi elaborado um Plano de Marketing que se preocupa em atender as necessidades informacionais dos diversos segmentos que compõem a comunidade atendida pela unidade de informação e oferecer eventos e atividades que valorizem as características culturais, sociais e comportamentais de cada um desses segmentos.</text>
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                    <text>Preservar a Memória para conservar a história: Obras raras da
Biblioteca Hugo Dantas da Silveira

Vanessa Dias Santiago (FURG) - vanessasantiago@furg.br
Maria Helena Machado de Moraes (FURG) - hmachmor@gmail.com
João Fernando Igansi Nunes (UFPEL) - fernandoigansi@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho busca discutir a relevância de políticas voltadas para a gestão de acervos,
no que se refere a obras raras/especiais e a preservação deste patrimônio em meio à relação
documento, história e memória, e o acesso à informação. Observa-se que parte da
documentação história e científica brasileira se encontra em instituições científicas, históricas
e nas universidades. Todavia em algumas instituições, ainda, não foram implantadas medidas
de preservação em relação à memória e identidade de seus acervos. Como exemplo, cita-se a
Biblioteca Hugo Dantas da Silveira da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, que
desenvolveu projeto para a preservação do patrimônio documental de seu acervo de obras
raras/especiais. De acordo com a análise das obras de sua coleção, observou-se a necessidade
de criar políticas para este acervo, a partir de suas especificidades e, com isso a preservação,
resgate da memória e o acesso a informações histórias.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Obras raras/especiais. Preservação da memória
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
É notório o crescimento da produção científica do país nas últimas décadas,
sendo as universidades centro desta premissa. As Universidades são espaços de
produção de conhecimento, consequentemente, geradoras de patrimônios
documental, bibliográfico, intelectual, tecnológico e artístico a serem preservados. A
biblioteca universitária, neste contexto, constitui-se em um importante instrumento
de recuperação, acesso e preservação desses conhecimentos. (BOERES, 2004).
Preservar a memória das Bibliotecas é manter viva tanto a memória das
bibliotecas como da Instituição a que pertencem, pois, a história das bibliotecas está
diretamente ligada a história da Instituição. Contribuir com a preservação do acervo
da biblioteca, é possibilitar o acesso ao caminho percorrido na história, viabilizando
o contato com as relações culturais, patrimoniais e institucionais.
É indiscutível que bibliotecas, arquivos e museus preservem a memória e o
patrimônio histórico através de seus acervos. Assim como, estas instituições de
memória têm a função também de colaborar para a disseminação do conhecimento.
Assim, preservação da memória e da identidade das Bibliotecas, faz parte de um
conjunto de fatores que podem contribuir para a organização do processo e do
sentido histórico da universidade, bem como a divulgação dos serviços prestados
pelas bibliotecas e disseminação de seus acervos.
Neste pensar, busca-se discutir os processos adotados pela Biblioteca Hugo
Dantas da Silveira da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, para preservar
materiais considerados obras raras/ históricas e/ou especiais. A primeira etapa foi
de identificar, selecionar e organizar os materiais bibliográficos que podem ser
considerados como tal. Permitindo que, posteriormente organize-se o acesso e
estudos desses materiais.
Em conjunto, foram discutidos os critérios que norteiam o desenvolvimento
de políticas para este procedimento. Foram analisadas as diretrizes da Fundação
Biblioteca Nacional (2000), assim como foi utilizado ainda, como método de
averiguação Pinheiro (1989) permitindo a identificação de livros com características
singulares e que apresentem valor para a instituição no que tange seus autores e ou
doadores com obras dedicadas.

�Neste contexto, o livro, pode ser definido como obra rara quando ele possui
valor histórico devido ao período ou as condições em que foi produzido, também se
deve considerar a presença de determinadas características que individualizam cada
exemplar. Como apresentado pela Biblioteca Nacional, obras raras são:
Materiais bibliográficos e documentais de valor inestimável devido à
antiguidade, autoria, primeiras edições, esgotamento da edição,
exemplares autografados pelo autor, propriedades e características físicas
peculiares, edições comemorativas com tiragens reduzidas e outros
critérios de raridade. (BRASIL, 2000, p. 64-65).

Obras raras não são matérias mortas, inertes à realidade, pelo contrário, essas
obras são ferramentas indispensáveis à construção da ciência moderna e,
consequentemente, para a melhoria da sociedade. Silva e Freire (2006). Observa-se
que durante o processo de seleção dos materiais bibliográficos, é necessário que cada
instituição estabeleça critérios que viabilizem a identificação de possíveis obras raras
possibilitando a diferenciação destes recursos de itens obsoletos que não possuem
valor histórico.
A Constituição brasileira de 1988 toma o documento como um dos elementos
que compõem o Patrimônio Cultural brasileiro, de acordo com o Art. 216:
Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e
imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de
referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos
formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: - as formas de
expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas,
artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e
demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os
conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico (BRASIL, 1988, p. 123).

Percebe-se que o patrimônio cultural brasileiro é formado por todos os meios
de expressão, materiais ou imateriais, consistindo na memória da sociedade,
incluindo os documentos bibliográficos. O patrimônio documental que se encontra
nas bibliotecas e arquivos constitui uma parte importante dessa memória e reflete a
diversidade de povos, línguas e culturas. Preservar o patrimônio cultural e
documental das bibliotecas é indispensável para a preservação da memória coletiva
dos povos.
Evidencia-se a importância da preservação do patrimônio documental na
relação documento-história-memória, para as bibliotecas universitárias, tendo em
vista o acesso à informação através de seus frequentadores. Ainda como apontado
por Serrai (1975, p. 142) ressalta “[...] a biblioteca, como memória coletiva das
experiências existenciais, científicas e culturais, do indivíduo ou da sociedade” e
compete “a biblioteca reunir os documentos elaborados, os produtos intelectuais e
espirituais das gerações”.
Vale ressaltar que a maior parte da documentação história e científica
brasileira estão estabelecidas nos acervos das bibliotecas de instituições científicas,

�históricas e nas universidades. Todavia em grande parte dessas instituições ainda
não foram incorporadas medidas de preservação de acervos, a fim de preservar sua
memória e identidade através de seus acervos. Podemos dizer ainda que, há muito a
ser feito no que compete à preservação do patrimônio documental das bibliotecas.
Desta forma Santos (2018, p. 81) destaca:
[...] a relação memória-história-arquivo também é percebida na
constituição das chamadas instituições de memória, ou seja, entidades que
tomam pra si a responsabilidade de preservar sua memória através da
composição de uma história que a legitima. Entram em cena os museus,
bibliotecas e centros de documentação e de memória, espaços que tem por
objetivo a reunião de acervos que podem servir de referência para a
construção e disseminação de conhecimento, e também para manter viva
uma ideia subjetiva de passado.

Neste sentido aponta-se que contribuir com a preservação da história do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande - FURG é registrar a
memória do caminho percorrido na história e viabilizar sua perene memória para a
posteridade, bem como reservar as suas relações culturais, patrimoniais e
institucionais que a mantém como ícone patrimonial da FURG, visto que garantir a
compreensão de nossa memória social preservando o que for significativo dentro de
nosso vasto repertório de elementos componentes do patrimônio cultural, é a
justificativa do por que preservar (LEMOS, 2006).
Assim, preservação da memória das Bibliotecas, faz parte de um conjunto de
fatores que podem contribuir para a organização do processo e do sentido histórico
da Universidade, bem como a divulgação dos serviços prestados pelas bibliotecas e
disseminação de seus acervos.
Método da pesquisa
Na primeira etapa do projeto foi realizada pesquisa no acervo bibliográfico da
Biblioteca Hugo Dantas da Silveira, para seleção e organização das obras que
atendem os critérios estabelecidos pela equipe envolvida no projeto, formada por
bibliotecários e alunos do curso de biblioteconomia.
Após a seleção e análise, as obras foram organizadas 4 (quatro) categorias:
Raros: apresentam características adotadas de raridade; Históricos ou especiais que apresentam itens de valor histórico, Obsoletos - livros que não se enquadram
nos critérios de raridade; e Deteriorados - livros que não podem ser disponibilizados
aos usuários em função do mau estado de conservação.
Para a organização dos itens foram criadas planilhas no Google Docs
identificando cada item.
As obras foram temporariamente alocadas em estantes no almoxarifado da
Biblioteca Hugo Dantas da Silveira, para posterior limpeza e marcação de
identificação destas em acordo com as especificidades de cada item. No decorrer do

�tempo a alocação em espaços condizentes com as características, raros e/ou
históricos, de cada obra para acesso à comunidade em geral.
Resultados e discussão dos dados
O processo de desenvolvimento de uma política para obras raras/históricas
iniciou com a revisão de literatura sobre o tema e discussões com a equipe da
biblioteca. Os seguintes critérios foram adotados para o desenvolvimento do
trabalho;
Impressões estrangeiras realizadas nos Séculos XV, XVI, XVII e XVIII; Livros
impressos até 1860; Edições Clandestinas; Edições de tiragens reduzidas; Edições
especiais ou de luxo para bibliófilos; Exemplares de coleções especiais (belas
encadernações, ex-libris, carimbos, marcas d’água, selos, etc.);Exemplares com
anotações manuscritas de importância, incluindo dedicatórias; Obras esgotadas;
Obras científicas de assuntos tratados à luz da época em que foram produzidas,
datadas do período inicial da ascensão de determinada ciência; Exemplares que,
comprovadamente, pertenceram a personalidades importantes; Publicações
impressas em circunstâncias especiais, períodos de guerra, por exemplo; e Trabalhos
monográficos originais elaborados por personalidades importantes.
Ressalta-se que os materiais que não apresentam essas especificidades, mas
que possuem alguma característica peculiar será analisado pelos profissionais
envolvidos no projeto. Estes exemplares poderão ser denominados obras raras se as
características apresentadas forem consideradas relevantes ou, constatado que a
obra possui valor histórico.
Imagem 1 - Fotos de alguns livros analisados e separados para compor a
coleção de raros/históricos e especiais

Fonte: Acervo da Biblioteca Hugo Dantas da Silveira

A Imagem 1 apresenta livros que passaram pela análise e foram selecionadas
por apresentar critérios relevantes como assinatura de autores que colaboraram com
a criação do curso de Direito na Universidade Federal do Rio Grande - FURG, sendo
separados para compor o acervo de obras históricas/especiais.
Livros como Geometria descritiva, trabalhado manualmente, também foram
recuperados e guardados. Outros apresentam carimbos e data relevantes, alguns

�inclusive já se encontram na coleção de obras raras da Biblioteca Nacional. Também
foram recuperados livros de valor comercial alto, sendo guardados para análise
futuro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer desta etapa do projeto, obteve-se panorama acerca das
incontáveis possibilidades de resgate da memória através da preservação e acesso às
obras raras/históricas que existem na Biblioteca Hugo Dantas da Silveira. O
processo de pesquisa, seleção e organização dos materiais está em andamento,
pretende-se no futuro disponibilizar as obras recuperadas, já limpas e classificadas,
para acesso de toda a comunidade acadêmica, contribuindo para pesquisas e o
resgate da memória e patrimônio que consta na Biblioteca.
Neste pensar, é imprescindível o desenvolvimento de políticas para obras
raras/históricas e especiais nas bibliotecas universitárias, com o intuito de
salvaguardar o conhecimento produzido em prol do resgate da memória e do
patrimônio da humanidade.
REFERÊNCIAS
BOERES, Sonia Araújo de Assis. Política de preservação da informação digital em
bibliotecas universitárias brasileiras. 2004. 167 f. Dissertação (Mestrado em Ciência
da Informação) - Departamento de Ciência da Informação e Documentação, Universidade
de
Brasília,
Brasília,
2004.
Disponível
em:
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/1693/1/Dissertacao_Sonia.pdf Acesso em: 16
mar. 2019.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do brasil.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.
Acesso em: 16 mar. 2019.
Fundação Biblioteca Nacional. Biblioteca Pública: princípios e diretrizes. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2000.
LEMOS, Carlos A.C. O que é patrimônio histórico. São Paulo: Brasiliense, 2006.
PINHEIRO, Ana Virgínia Teixeira da Paz. Que é livro raro?: uma metodologia para o
estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro: Presença, 1989.
SANTOS. Amanda Carvalho dos. Perspectivas arquivísticas em centros de memória.
Archeion Online. João Pessoa, v.6, n.1, p.80-95, jan./ jun. 2018. Disponível em:
file:///C:/Users/Furg.REFERENCIACOORD/Downloads/39736-97781-1-PB.pdf Acesso
em: 05 mar. 2019.
SERRAI, Alfredo. História da biblioteca como evolução de uma ideia e de um sistema.
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 4, n. 2, p. 141161, set.1975.

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                <text>O presente trabalho busca discutir a relevância de políticas voltadas para a gestão de acervos, no que se refere a obras raras/especiais e a preservação deste patrimônio em meio à relação documento, história e memória, e o acesso à informação. Observa-se que parte da documentação história e científica brasileira se encontra em instituições científicas, históricas e nas universidades. Todavia em algumas instituições, ainda, não foram implantadas medidas de preservação em relação à memória e identidade de seus acervos. Como exemplo, cita-se a Biblioteca Hugo Dantas da Silveira da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, que desenvolveu projeto para a preservação do patrimônio documental de seu acervo de obras raras/especiais. De acordo com a análise das obras de sua coleção, observou-se a necessidade de criar políticas para este acervo, a partir de suas especificidades e, com isso a preservação, resgate da memória e o acesso a informações histórias.</text>
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                    <text>Papel do bibliotecário nos processos de aprendizagem: educação de
usuários por meio do Projeto Acolhida Cidadã

Raquel Siegel Barcellos (FURG) - barcellossraquel@gmail.com
Flávia Reis de Oliveira (UCS) - flaviareisfurg@gmail.com
Resumo:
Este relato de experiência objetiva compreender a biblioteca universitária e o bibliotecário
como mediadores nos processos de aprendizagem para promover a utilização dos recursos
disponíveis. Por meio de atividade de orientação aos usuários quanto ao uso da biblioteca e de
seus serviços, a sua relação com os processos de pesquisa e o apoio no fornecimento dos
recursos tecnológicos e informacionais, e, por fim, ser e estar ativos como facilitadores entre a
comunidade acadêmica com ações do letramento informacional. Buscamos como base teórica
Campello (2009) no que tange o letramento informacional, para entender a função educativa
do bibliotecário para desempenhar suas competências e contribuir com a formação acadêmica,
profissional e humana dos estudantes de maneira articulada com os professores. Nesse
sentido o Sistema de Bibliotecas da FURG (SiB/FURG) está presente no Programa Acolhida
Cidadã com atividades que proporcionem melhor aproximação e acolhimento entre os
discentes calouros e a biblioteca. No qual são apresentados em um primeiro contato os
espaços, as regras de funcionamento, além dos produtos e serviços das bibliotecas. Os
resultados dessa experiência apontam que a Acolhida Cidadã oportuniza aos calouros melhor
capacidade em recuperar e usar a informação de forma relevante e eficaz. A Acolhida vem ao
encontro do letramento informacional que está diretamente ligado à capacidade de identificar
a necessidade de informação do usuário e consequentemente contribuir para a educação do
mesmo em um processo de aperfeiçoamento de competências.
Palavras-chave: Processo
de
Aprendizagem.
Informacional. Acolhida Cidadã.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Educação

de

Usuários.

Letramento

�Introdução
É de conhecimento a importância do papel que o bibliotecário necessita
exercer em seu ambiente de trabalho. O comprometimento com a pesquisa e o
acesso às fontes de informações emergem do contexto de necessidade de
contribuição com a realização das competências informacionais.
Falando em termos de profissão, de acordo com a Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO)1 do Ministério do Trabalho, a profissão de
bibliotecário é descrita como aquela que pode: atuar como gerenciadora de
unidades informacionais (bibliotecas, centros de documentação e informação,
etc.); tratar recursos informacionais; trabalhar para a disseminação, acesso e
geração de informação e conhecimento; desenvolver estudos e pesquisas, ou
seja, realizações que visam à difusão cultural e ao desenvolvimento de ações
educativas.
Destaque para as condições de exercício citada pela CBO com
predominância nas áreas de educação, pesquisa e nas atividades de ações
educativas. Algumas das ações previstas são: a capacitação de usuários; a
realização de palestras; e a realização de atividades de ensino etc. Nesse
sentido, o letramento informacional vem ao encontro das atividades
desempenhadas pelos bibliotecários uma vez que para Gasque (2013, p. 5) o
letramento informacional refere-se ao “processo de aprendizagem voltado para
o desenvolvimento de competências para buscar e usar a informação [...]”
Ainda de acordo com a autora:
O letramento informacional (LI) tem raízes nas áreas de treinamento,
formação e educação de usuários. Na década de 1930, por exemplo,
os termos relacionados ao ensino dos recursos das bibliotecas eram
usuais no vocabulário anglo-americano. No Brasil, esses estudos
começaram a surgir a partir da década de 1970, com a preocupação
de ensinar os usuários a usarem os recursos das bibliotecas.
(GASQUE, 2013, p. 6).

Então, como pensar o profissional que possui sua atividade social dentro
de uma instituição acadêmica e que tem essa relação entre a aprendizagem e
suas tarefas técnicas do dia a dia da biblioteca. Foi com o decorrer do tempo
que os profissionais perceberam a importância da educação na biblioteca e o
______________________________
3

Disponível em: http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTitulo.jsf

�quanto a realização de ações educativas eram importantes e necessárias para
qualificar o atendimento junto aos usuários. Com enfoque no trabalho do
bibliotecário e visando a educação de usuários, temos o letramento
informacional. Enfatizando os aspectos educacionais da sua atuação que
deram início ao movimento de aproximação entre bibliotecários e comunidade
acadêmica, objetivando auxiliar nos processos de aprendizagem. De acordo
com Campello (2009):
O letramento informacional constituiria uma capacidade essencial,
necessária aos cidadãos para se adaptar à cultura digital, à
globalização e à emergente sociedade baseada no conhecimento.
Implicaria fundamentalmente que as pessoas tivessem a capacidade
de entender suas necessidades de informação e de localizar,
selecionar e interpretar informações, utilizando-as de forma crítica e
responsável. (CAMPELLO, 2009, p. 12-13).

Considerando a biblioteca universitária como mediadora dos processos
de aprendizagem e o bibliotecário o corresponsável pelo desempenho,
compreendemos que o trabalho desse profissional fortalece o crescimento dos
educandos e da comunidade institucional. Assim, destacamos a relevância de
discorrer sobre o papel do personagem envolvido diretamente na construção
de conhecimentos, capacitado para promover a utilização dos recursos
disponíveis e do setor de Referência em levar os variados espaços da unidade
informacional para além de um repositório de materiais.
A atividade de orientação aos usuários quanto ao uso da biblioteca e de
seus serviços, a sua relação com os processos de pesquisa e o apoio no
fornecimento dos recursos tecnológicos e informacionais, e, por fim, ser e estar
presente ativamente como facilitador entre os usuários, professores e
funcionários da instituição educacional tratam-se de ações do letramento
informacional. Com o passar dos tempos, os profissionais bibliotecários além
de tornarem-se os “guardiões de livros” e formadores de leitura em ambientes
informacionais, também acolhem a demanda de ensinar aos usuários a
utilização dos serviços, espaços da biblioteca e recursos tecnológicos
disponíveis.
Nos processos de aprendizagem, os bibliotecários agem como
mediadores do uso da informação, dessa maneira é “[...] relevante ressaltar
que todo aquele que se propõe ao ato educativo assume a responsabilidade de

�buscar os melhores meios para promover a formação dos educandos”.
(CARBONARA, 2014, p. 369). Nesse sentido, o letramento informacional está
intimamente ligado à função educativa do bibliotecário na unidade que pode
desempenhar suas competências informacionais e contribuir com a formação
acadêmica profissional e humana dos estudantes de maneira articulada com os
professores.
Relato de experiência
No ano de 2010 a Universidade Federal do Rio Grande criou o Programa
Acolhida Cidadã (AC) com o intuito de extinguir o trote universitário, que por
vezes feriam a integridade física e psíquica dos calouros, por vezes atentavam
também a ordem pública causando diversos transtornos. Foi então, que a AC
nasceu com o objetivo de recepcionar os novos alunos num momento de
integração com toda a comunidade acadêmica, por meio de práticas solidárias,
ações respeitosas e de apresentação da Universidade aos novos calouros.
Nesse sentido, o Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e
Administração (COEPEA) criou a Acolhida Cidadã por meio da Deliberação nº
164/20102. A Deliberação destaca que a execução das atividades da AC são
de responsabilidade das Unidades Acadêmicas, deste modo, o Sistema de
Bibliotecas da FURG (SiB/FURG) procura se fazer presente na Acolhida
Cidadã por meio de atividades que proporcionem aos calouros uma
aproximação e melhor acolhimento junto ao SiB, bem como suas bibliotecas.
A AC aos calouros, no SiB FURG, tem como objetivo, divulgar junto ao
discente calouro da Universidade, sobre o espaço, as regras de funcionamento,
além dos produtos e serviços das bibliotecas. Dentre as ações estão as
capacitações para o uso do Sistema de Administração de Bibliotecas – ARGO,
na qual apresenta-se o catálogo online para a pesquisa bibliográfica bem como
as demais funcionalidades do sistema como: renovação online; reservas;
histórico de empréstimos; lista de favoritos; histórico de pesquisas realizadas,
relação das bibliografias por disciplina, multas pendentes, entre outras.
_______________________________
2

Disponível em:http://www.conselhos.furg.br/converte.php?arquivo=delibera/coepea/16410.htm.

Acesso em: 8 abr. 2019.

�Além

do

sistema

ARGO,

apresenta-se

os

tipos

de

materiais

pertencentes ao acervo da biblioteca e orienta-se quanto ao uso e localização
dos mesmos nas estantes. Durante a capacitação são apresentados todos os
produtos e serviços oferecidos pelo SiB e de forma sucinta são abordados um
a um com o intuito de os calouros conhecerem todos e posteriormente solicitar,
conforme necessidade, orientações específicas para cada um por meio do
“Programa de capacitação do SiB”3.
As capacitações oferecidas pela Biblioteca Central no período da AC
acontecem na Sala de Treinamentos da BC, a conversa com os calouros, na
sala, dura aproximadamente 50 minutos, dependendo da participação dos
presentes, com perguntas e manifestações diversas, ela pode vir a se
estender, logo na sequência os discentes são convidados para a Visita Guiada
no espaço físico da biblioteca, essa visita tem por objetivo mostrar as
instalações da BC e apontar de forma mais concreta o que foi dito durante a
primeira parte da capacitação, a visita possui cerca de 15 minutos.
Faz-se importante destacar que se a turma, a ser atendida, for em
número superior a 45 pessoas a capacitação acontece fora do espaço da
biblioteca, como em sala de aula ou auditório, previamente agendados, e
posteriormente acontece a Visita Guiada sendo a turma dividida em grupos
menores para melhor circulação e de forma a manter todos atentos as regras
da biblioteca durante a visita.
Considerações finais
Considera-se que a educação de usuários precisa acontecer de forma
colaborativa com professores e instituição, pois o desempenho de atividades
como a pesquisa científica, por exemplo, necessita da aprendizagem de
competência de busca e uso de informação, que podem ser trabalhadas em
conjunto entre docentes e bibliotecários.
A função educativa do profissional da informação implica desenvolver
_______________________________
3

O programa visa capacitar à comunidade acadêmica na utilização do acervo e dos produtos e
serviços disponibilizados pelo Sistema de Bibliotecas, potencializando o uso e qualificando a
formação acadêmica. O agendamento dos cursos pode ser feito no link
https://biblioteca.furg.br/pt/cursos.

�habilidades informacionais dos usuários para a interação no ambiente
informacional e educacional. É momento de se repensar a função pedagógica
da biblioteca e do bibliotecário e de buscar o exercício colaborativo para
desenvolver novas práticas educacionais ligadas ao letramento informacional,
isto é, a educação de usuários. Por meio de ações preparadas para o uso
adequado da biblioteca universitária e seus recursos, desenvolver mecanismos
para aprendizagens concordantes com as teorias educacionais e políticas da
instituição.
As novas formas de o bibliotecário mediar os processos de
aprendizagem possuem como foco o usuário. A Acolhida Cidadã oportuniza
que os discentes calouros da Universidade sejam capazes de recuperar e usar
a informação de forma relevante e eficaz. Nesse entendimento, a AC vem ao
encontro do processo de letramento informacional que está diretamente ligado
à capacidade de identificar a necessidade de informação do usuário e
consequentemente contribuir para a educação do mesmo em um processo de
aperfeiçoamento

de

competências

para

procurar,

escolher,

acessar,

sistematizar, usar informação e, por fim, produzir conhecimento.
Em suma, podemos dizer que o bibliotecário, ao exercer a função
educativa, mobiliza-se a auxiliar os usuários a aprender com a biblioteca e com
as informações existentes. Esse papel possibilita ao bibliotecário ser mais
ativo, indo diretamente ao usuário, por meio de ações voltadas para o ensino e
para a melhor utilização do espaço, dos serviços e dos recursos.
REFERÊNCIAS
CAMPELLO, Bernadete Santos. Letramento informacional: função educativa
do bibliotecário na escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
CARBONARA, Vanderlei. O caráter deliberativo da formação a partir da
concepção hermenêutica da aplicação. In: I Jornada Internacional de Filosofia
da Educação e III Jornada de Filosofia e Educação, 2014, São Paulo.
Resumos. São Paulo: FEUSP, 2014. Disponível em:
http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?
num=1861&amp;cond=11&amp;some=1. Acesso em: 21 fev. 2019.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Competência em Informação:
conceitos, características e desafios. Atoz, Curitiba, v. 2, n. 1, p. 5-9, jan./jun.
2013. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/atoz/article/view/41315. Acesso
em: 11 jul. 2019.

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Ciência da Informação</text>
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                <text>Este relato de experiência objetiva compreender a biblioteca universitária e o bibliotecário como mediadores nos processos de aprendizagem para promover a utilização dos recursos disponíveis. Por meio de atividade de orientação aos usuários quanto ao uso da biblioteca e de seus serviços, a sua relação com os processos de pesquisa e o apoio no fornecimento dos recursos tecnológicos e informacionais, e, por fim, ser e estar ativos como facilitadores entre a comunidade acadêmica com ações do letramento informacional. Buscamos como base teórica Campello (2009) no que tange o letramento informacional, para entender a função educativa do bibliotecário para desempenhar suas competências e contribuir com a formação acadêmica, profissional e humana dos estudantes de maneira articulada com os professores. Nesse sentido o Sistema de Bibliotecas da FURG (SiB/FURG) está presente no Programa Acolhida Cidadã com atividades que proporcionem melhor aproximação e acolhimento entre os discentes calouros e a biblioteca. No qual são apresentados em um primeiro contato os espaços, as regras de funcionamento, além dos produtos e serviços das bibliotecas. Os resultados dessa experiência apontam que a Acolhida Cidadã oportuniza aos calouros melhor capacidade em recuperar e usar a informação de forma relevante e eficaz. A Acolhida vem ao encontro do letramento informacional que está diretamente ligado à capacidade de identificar a necessidade de informação do usuário e consequentemente contribuir para a educação do mesmo em um processo de aperfeiçoamento de competências.</text>
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                    <text>POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NA REDE
MUNICIPAL DE ENSINO DE VILA VELHA – ES

Eliana Terra Barbosa (PMVV) - elianaterra@hotmail.com
Gleice Pereira (UFES) - gleiceufes@gmail.com
Wilselande de Oliveira (PMVV) - wilselande@gmail.com
Resumo:
Trata-se da elaboração de diretrizes para uma política de desenvolvimento de coleções do
sistema de bibliotecas da rede municipal de ensino de Vila Velha – ES. Preparar uma política
formalizada permite que a coleção de obras se desenvolva qualitativa e quantitativamente, de
maneira sólida e equilibrada e que se constituam claramente os critérios para o
desenvolvimento do acervo, por meio de seleção e de aquisição, além de promover de forma
equitativa o desbastamento e o descarte do material das unidades de ensino. O sistema de
bibliotecas do município, como um órgão regulamentador; no entanto, apontou que cada
escola poderá traçar algumas diretrizes próprias para o estabelecimento e gerenciamento do
acervo. Como metodologia, o sistema de biblioteca elaborou um plano de ação constituído por
uma comissão de cinco bibliotecários indicados pelo grupo, como representantes de área. Foi
estudado Política de Desenvolvimento de Coleções de outros sistemas do Brasil, além do
referencial teórico. Em um primeiro momento foi realizado um estudo de usuário, em cada
unidade de ensino visando adequar a política em diferentes unidades. Em um segundo
momento, foi traçado o documento norteador da política de desenvolvimento de coleção.
Espera-se como resultado dos estudos de implantação da política de seleção do acervo, um
equilíbrio equitativo em cada unidade de ensino. Assim a coleção/acervo de cada biblioteca
deverá ser desenvolvida com o objetivo de fortalecer o processo ensino aprendizagem e
desempenhar o papel social factível da escola.
Palavras-chave: Biblioteca Escolar. Política de desenvolvimento de coleções. Bibliotecário.
Rede de Biblioteca Escolar.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO

A rede municipal de ensino de Vila Velha conta com 60 (sessenta) bibliotecas
escolares nas Unidades de Ensino Fundamental. Atuam nessas escolas 52
(cinquenta e dois) bibliotecários e 30 (trinta) auxiliares de biblioteca. Desde o ano de
2013, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) tem um setor responsável pela
coordenação das bibliotecas escolares que é administrada por um profissional
bibliotecário. Desde então, os produtos, serviços e o processamento técnico,
passam por um processo de padronização de dados.
A elaboração de diretrizes para uma política de desenvolvimento de coleções
torna-se necessária para a concepção de um documento formal, que constitua um
conjunto padronizado de procedimentos na composição do acervo, em conformidade
com os interesses de usuários de cada unidade de ensino.
Preparar uma política formalizada permite que a coleção de obras se
desenvolva qualitativa e quantitativamente, de maneira sólida e equilibrada e que se
constituam claramente os critérios para o desenvolvimento do acervo, por meio de
seleção e de aquisição, além de promover de forma equitativa o desbastamento e o
descarte do material das unidades de ensino (SAGÁS, 2016).
A política de desenvolvimento de coleções deve considerar o sistema de
bibliotecas da prefeitura de Vila Velha como um órgão regulamentador; no entanto,
cada escola poderá traçar algumas diretrizes próprias para o estabelecimento e
gerenciamento do acervo. Assim, deverão ser observadas as metas e os objetivos
de cada biblioteca, além dos “[...] princípios e objetivos educacionais quanto aos
diversos contextos sociais, culturais, econômicos, etc., que circundam as escolas e
seus alunos” (HAUM et al, 2013).
O movimento de inserção das coleções no espaço escolar deve ter por
princípio os interesses e as necessidades dos usuários, de forma a facilitar o
acesso, recuperação e disseminação das informações. Deverá ser observada a
questão orçamentária, considerando que a política tem como um de seus objetivos
otimizar a utilização dos recursos financeiros disponíveis.
Para o alcance dos objetivos, é fundamental que não só os profissionais da
biblioteca estejam envolvidos no processo decisório, mas também o corpo técnico,
que contribuirá sobremaneira na tomada de decisões, por meio do conhecimento
subjetivo, validando assim os atos da Comissão de Seleção.

�METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DA POLÍTICA

Para lograr a elaboração da política de desenvolvimento de coleção, a
coordenação do sistema de biblioteca instituiu um plano de ação, constituído por
uma comissão de cinco bibliotecários indicados pelo grupo, como representantes de
área. Foram estudadas e discutidas várias políticas de desenvolvimento de coleção
de sistemas de bibliotecas escolares, como das escolas municipais de Belo
Horizonte - MG e Universitárias, que trouxeram como base o referencial teórico de
Figueiredo (1993) e Vergueiro (1989).
É importante destacar que em um primeiro momento foi realizado um estudo
de usuário, em cada unidade de ensino visando adequar a política em diferentes
unidades. Em um segundo momento, foi traçado o documento norteador da política
de desenvolvimento de coleção.

RESULTADOS/ DISCUSSÃO

Por se tratar de um projeto em andamento, espera-se como resultado dos
estudos de implantação da política de seleção do acervo, um equilíbrio equitativo em
cada unidade de ensino que de acordo com Vergueiro (1989), o planejamento, a
formação e o desenvolvimento da coleção deve ser de forma integrada à sua
comunidade usuária. Dessa forma faz-se necessário avaliar os recursos humanos,
os recursos financeiros, os recursos materiais; além de realizar a intermediação
acervo-usuário, promovendo o compartilhamento de informações, para formar um
acervo mais dinâmico e que atenda às reais necessidades de cada unidade de
ensino.
Considerando que a política estabelece as diretrizes para a formação do
acervo, o processo de seleção deve avaliar os materiais para composição do
produto

final,

juntamente

com

uma

equipe

multidisciplinar

composta

de

bibliotecários, pedagogos e professores (SEVERINO; MATTOS; UNGLAUB, 2018).
De igual forma, as unidades de ensino também devem ter ciência da
autonomia para seleção das obras de bibliografia básica. É orientação da SEMED a
inclusão de representante de pais na comissão escolar, que deve desenvolver um
mecanismo capaz de coletar as opiniões dos usuários, assim como identificar os
anseios acerca do material que vai compor esse acervo.

�Os critérios básicos para a seleção das obras são análise do autor, da
linguagem, do texto, da ilustração, da cultura/etnia, das temáticas que serão
desenvolvidas, da adaptação das obras aos usuários reais e potenciais, da
qualidade do documento, das reais necessidades do público e da biblioteca e do
contínuo crescimento do acervo.
Seguindo as orientações de Figueiredo (1993), uma análise comparativa do
que é adquirido versus o que é usado se faz necessária, pois é por meio desse
comparativo que haverá melhoria do processo de seleção e identificação dos
materiais com pouca chance de serem utilizados, otimizando o uso de recursos
públicos na compra do acervo.
O processo de conservação e manutenção do acervo envolve a adequação
do edifício ou espaço, controle e manutenção ambiental, rotinas de limpeza, além de
medidas contra roubo ou extravio.
Em uma biblioteca escolar, é comum a preocupação com dano que possa ser
causado às obras por parte do usuário. Por isso, a principal medida de preservação
e conservação do acervo na rede municipal de ensino de Vila Velha é a educação
do público-alvo, conscientizando-o a respeito da necessidade de preservar os
materiais, assim como a forma correta de manuseio.
Com o desenvolvimento dessa atividade, a exemplificação dos danos e a
consequência das ações na rotina de leitura, é possível diminuir gradativamente os
problemas com perda de acervo, igualmente, formar-se-á um cidadão mais humano
e consciente de seu papel na sociedade. Nesse sentido, são realizadas várias
atividades no início do ano letivo com todas as turmas, permanecendo ações
diversas planejadas com a equipe pedagógica das escolas.
A avaliação sistêmica das coleções deve ser entendida como o processo
utilizado para determinar o valor e a adequação do acervo às necessidades dos
usuários, possibilitando o apontamento de diretrizes quanto à aquisição, à
acessibilidade e ao descarte.
A política de avaliação e desenvolvimento de coleção da SEMED é dinâmica
e flexível, acompanhando as bibliotecas e todo o ambiente escolar. Essa avaliação
deve ser feita continuamente, observando-se o uso e o interesse que o material
disponível provoca no público. Para isso, é necessário reavaliar com periodicidade
essas políticas junto com a comissão responsável pelo desenvolvimento de
coleções, obtendo novos métodos e parâmetros de análise de uso do acervo.

�Também se sugere o estudo sistematizado para criação de novas estratégias
que possibilitem a ampliação e o desbastamento do acervo, assim como a inserção
de novas mídias.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ainda é incipiente o resultado de uma conclusão, pois relatamos uma
experiência em andamento. No entanto, essa primeira etapa de implantação podese constatar que as bibliotecas de cada unidade de ensino voltaram um olhar
aprofundado para os usuários, levaram em consideração as necessidades
específicas da realidade de cada escola.
O documento da política de desenvolvimento de coleção trouxe uma diretriz
em que os bibliotecários, deverão adotar e adequar-se na especificidade da sua
unidade de ensino. Assim a coleção/acervo de cada biblioteca deverá ser
desenvolvida com o objetivo de fortalecer o processo ensino aprendizagem e
desempenhar o papel social factível da escola. Nesse contexto nossa percepção
inicial, mas conclusivo foi o envolvimento permanente e arraigado, dos bibliotecários,
dos pedagogos, da direção e da comissão de pais na elaboração e implantação das
diretrizes do desenvolvimento do acervo.

REFERÊNCIAS
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio
de Janeiro: Rabiskus, 1993.
HAUM, Haieska; MOREIRA, Juliana Alves; FERREIRA, Maria Valderez de Barros
Almeida; ASSIS, Wanderlaine Mara Loureiro de. Política de desenvolvimento de
acervo das bibliotecas escolares da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte:
em busca da estruturação de um sistema de bibliotecas. . Anais do Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação FEBAB, 2013. v. 25. Disponível em:
https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1746. Disponível em:
https://portal.febab.org.br/anais/article/download/1233/1234. Acesso em: 10 abr.
2019.

�SAGÁS, Alcimar et.al. Política de desenvolvimento de coleções da Biblioteca
Universitária da UDESC. 2016. Disponível em:
https://www.udesc.br/arquivos/udesc/documentos/0_32296200_1476384077.pdf.
Acesso em: 10 abr 2019.
SEVERINO, Amanda Vilamoski; MATTOS, José Claudio Morelli; UNGLAUB, Tânia
Regina da Rocha. Bibliotecas escolares na rede municipal de ensino de
Florianópolis: desafios para a formação e desenvolvimento de coleções. 2018. XIX
Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação – ENANCIB 2018. p.
1205-1212. Disponível em:
enancib.marilia.unesp.br/index.php/XIXENANCIB/xixenancib/paper/viewFile/888/148
6. Acesso em: 10 abr. 2019.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis, 1989.

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                <text>Wilselande de Oliveira</text>
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                <text>Trata-se da elaboração de diretrizes para uma política de desenvolvimento de coleções do sistema de bibliotecas da rede municipal de ensino de Vila Velha – ES. Preparar uma política formalizada permite que a coleção de obras se desenvolva qualitativa e quantitativamente, de maneira sólida e equilibrada e que se constituam claramente os critérios para o desenvolvimento do acervo, por meio de seleção e de aquisição, além de promover de forma equitativa o desbastamento e o descarte do material das unidades de ensino. O sistema de bibliotecas do município, como um órgão regulamentador; no entanto, apontou que cada escola poderá traçar algumas diretrizes próprias para o estabelecimento e gerenciamento do acervo. Como metodologia, o sistema de biblioteca elaborou um plano de ação constituído por uma comissão de cinco bibliotecários indicados pelo grupo, como representantes de área. Foi estudado Política de Desenvolvimento de Coleções de outros sistemas do Brasil, além do referencial teórico. Em um primeiro momento foi realizado um estudo de usuário, em cada unidade de ensino visando adequar a política em diferentes unidades. Em um segundo momento, foi traçado o documento norteador da política de desenvolvimento de coleção. Espera-se como resultado dos estudos de implantação da política de seleção do acervo, um equilíbrio equitativo em cada unidade de ensino. Assim a coleção/acervo de cada biblioteca deverá ser desenvolvida com o objetivo de fortalecer o processo ensino aprendizagem e desempenhar o papel social factível da escola.</text>
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                    <text>PLANEJAMENTO EM UNIDADES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO:
Centro de Documentação do Museu de Arte da Pampulha
(CEDOC-MAP)

Nicole Marinho Horta (UFMG) - nicole_coia@yahoo.com.br
Débora de Almeida Dias (UFMG) - dias.debora87@gmail.com
Daniel Brito Bicalho (UFMG) - danielbbicalho@ufmg.br
Resumo:
O planejamento é desenvolvido para melhorar a qualidade dos serviços prestados nas
unidades de informação, maximizando os resultados e minimizando as deficiências. Sendo
assim, é necessário iniciar o processo através do levantamento do diagnóstico das ações e
estrutura física na unidade informacional. Para isso foi analisado o centro de documentação do
museu de arte da Pampulha (CEDOC-MAP) para o qual foi elaborado o planejamento referente
ao recorte temporal de 5 anos para o desenvolvimento das atividades pré-estabelecidas pelo
planejamento estratégico. Este planejamento foi desenvolvido através das estampas: análise
estratégica; objetivos estratégicos; plano tático; plano operacional e um cronograma no qual é
delimitado o tempo e período no qual será realizada cada uma das etapas. Sendo elas
subdivididas em quatro estágios de desenvolvimento das atividades.
Palavras-chave: CEDOC-MAP. planejamento estratégico. plano operacional. plano tático.
análise estratégica.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO
O planejamento é de grande relevância para as Unidades de Informação que
visam melhorar sua qualidade, e por meio dele, as organizações têm a possibilidade
de compreender as mudanças e estabelecer novos caminhos. De acordo com
OLIVEIRA (2005), o planejamento tem a finalidade de maximizar os resultados e
minimizar as deficiências através da eficiência, eficácia e efetividade das atividades
exercidas.
Nesse relato será apresentado os procedimentos necessários para construção
e execução desse planejamento. No diagnóstico, que consiste em um levantamento
da situação da Unidade de Informação, foi visado o conhecimento da realidade da
unidade, bem como o seu potencial. Neste processo, foi analisado o ambiente e as
variáveis relevantes onde a Unidade de Informação está inserida, ou seja, uma análise
externa. Por outro lado, há também uma análise interna, que determina os pontos
fracos e fortes. Os pontos fortes serão conhecidos e com isso, utilizados de forma
mais eficiente, já os pontos fracos precisam ser identificados e eliminados. Na análise
externa, foram reconhecidas as oportunidades que possibilitaram um melhor
aproveitamento destas, bem como as ameaças, que deverão ser evitadas.
A partir da análise dos dados levantados no diagnóstico, foram feitas as
definições do Planejamento, o qual precisa ser contínuo, permanente e dinâmico,
visando o alcance de uma posição desejada pela unidade, de maneira eficiente e
efetiva, trazendo uma melhor concentração de esforços e recursos (ALMEIDA, 2005).
Dentre os níveis organizacionais, Almeida (2005) reforça que o planejamento
estratégico, o tácito e o operacional, correspondem a cada nível da organização. O
nível estratégico, “abrange a organização como um todo, afeta-a a longo prazo e é
decidido no nível hierárquico mais elevado” (ALMEIDA, 2005, p. 7-8).
Após este processo, são definidos os planos tático e operacional, que
possibilitará a resolução dos problemas encontrados, bem como a potencialização dos
pontos fortes identificados. O local escolhido para a realização do trabalho foi o Centro
de Documentação do Museu de Arte da Pampulha - CEDOC-MAP que tem por
finalidade reunir, custodiar e preservar documentos de valor permanente e referências
documentais de obras relativas à história e memória do Museu de Arte da Pampulha,
das produções de seu acervo artístico e exposições.
A MISSÃO E VISÃO DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

�A Missão e a Visão do setor está em processo de elaboração e discussão,
tendo como base o plano Museológico do Museu de Arte da Pampulha, porém diante
das análises feitas, como missão definiu-se:
Promover o acesso à informação e o apoio à pesquisa institucional por meio de
sua estrutura, acervo e serviços de excelência, contribuindo para o desenvolvimento
de atividades e preservação da memória institucional.
Esta missão foi desenvolvida entendendo que o CEDOC-MAP busca em sua
trajetória a promoção do acesso à informação, dando apoio aos pesquisadores, além
de promover ações que tem como finalidade a preservação da memória do Museu.
RELATO DE EXPERIENCIA
Este relato de experiência é constituído pela análise estratégica, objetivos
estratégicos, plano tático, objetivos, plano operacional e cronograma os quais foram
elaborados juntamente com a equipe do CEDOC-MAP.
A ANÁLISE ESTRATÉGICA
Na análise estratégica foram elencados os pontos fortes e fracos , interna e
externamente. Pontos fortes internos: conservação preventiva do acervo qualificada;
existência de mobiliário para armazenamento do acervo (apesar de restrito); parceria
com os demais setores do MAP para o desenvolvimento de trabalhos; acervo
especializado sobre o museu e a arte contemporânea nacional; acesso ao público
mediante agendamento; participação na rede de memória das instituições de Minas
Gerais - REMIG, que tem como objetivo possibilitar espaços de discussão sobre
preservação, acesso e divulgação dos espaços de memória; está localizado em uma
instituição reconhecida. Já os pontos fracos internos são: obsolescência dos
equipamentos e mídias de armazenamento; falta de climatização; espaço físico
reduzido; falta de recursos financeiros próprios; falta de materiais para execução de
trabalho; não existe acessibilidade para pessoas com necessidades especiais.
Referente aos pontos externos foram listados as oportunidades do ambiente
externo: parceria com instituições como universidades, museus e Arquivo Público
Mineiro e as ameaças do ambiente externo: difícil acesso através de transporte
público; espaço pouco conhecido devido à falta de divulgação.
OS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
A projeção do setor para os próximos cinco anos abrange os objetivos de:
melhorar os serviços de atendimento ao usuário através de um estudo e indicadores;
elaboração da política de indexação; implementação de um novo software através do

�estudo com base no acervo e os usuários e na política de indexação e reforma e
ampliação do espaço físico.
PLANO TÁTICO
Após análise das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, foram avaliadas
maneiras de manter o que já é considerado como uma força, gerar resultados com o
que era uma oportunidade, além de maneiras de corrigir as fraquezas e se proteger
das ameaças. Elaborou-se então um plano tático para execução de um projeto que
culminará na resolução dos problemas selecionados como os de maiores prioridades.
A 1ª etapa será constituída o estudo de usuários no qual será um dos itens que
servirão como base para o início das outras etapas. Também será iniciado um projeto
de reestruturação física que irá acompanhar as demais etapas para a sua execução.
A 2ª etapa ficou definida a elaboração tinha uma política de indexação possibilitando
assim uma recuperação a informação mais adequada. 3ª etapa será para a
implementação de um software o que será analisado e escolhido através das
necessidades dos usuários e da política de indexação. 4ª etapa o processo de reforma
e ampliação do setor.
OBJETIVOS
Os objetivos foram definidos de forma a deixar claro o que se deseja alcançar
durante a execução do projeto.
Geral
-

Desenvolver um estudo de usuários.

-

Elaborar de uma política de indexação.

-

Implementar um software.

-

Implementar a expansão do espaço físico.
Específicos

- Estudo de usuários: analisar quantitativamente e qualitativamente, para assim traçar
o perfil dos usuários, para assim melhor atende-los.
- Política de indexação: conjunto de decisões a serem tomadas no ato da indexação,
possibilitando assim uma recuperação da informação mais eficaz.
- Software: analisar os softwares livres disponíveis e selecionar o mais adequado para
suprir as necessidades informacionais do CEDOC-MAP.
- Expansão do espaço físico: elaboração de um diagnóstico sobre as necessidades
do CEDOC-MAP, só então, elaborar o projeto de reestruturação física do setor e só
posteriormente iniciar a reforma.

�PLANO OPERACIONAL
Inicialmente será criada uma equipe de servidores de Secretaria Municipal de
Cultura e Fundação Municipal de Cultura, abrangendo profissionais da área de
biblioteconomia, patrimônio, orçamento e infraestrutura, além dos servidores do
CEDOC, que definirá os parâmetros e executarão as quatro etapas do plano tático.
Primeiramente será divida a equipe de acordo com as suas habilidades e
competências para o desenvolvimento de cada etapa. Sendo assim necessário a
construção do cronograma de execução.
CRONOGRAMA

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A bibliografia utilizada possibilitou um olhar qualificado e pontual no
desenvolvimento das etapas de gestão, principalmente o que abarca o conceito de
planejamento estratégico e do diagnóstico.
Para o diagnóstico aventado, podemos aferir que o Centro de Documentação
do Museu de Arte da Pampulha é uma unidade de informação que assume algumas
ferramentas de gestão e análise das atividades produzidas, delineando pontos que a
repartição deve desenvolver: diferenciação com o atendimento aos públicos com
demandas especializadas; integração e parcerias com outras instituições; dentre
outras.
No estudo pode-se confirmar que, no momento atual, tanto a missão, quanto a
visão organizacional, estão em processo de construção e discussão no CEDOC-MAP,
sendo então necessária a construção de uma missão que possibilite a percepção de
seu trabalho. Vale salientar que foi identificado pelo Centro os pontos fortes e fracos,
as oportunidades e ameaças. Nesse aspecto, revela-se a constatação dos fatores que
influenciam no funcionamento organizacional propiciando informações relevantes no
processo de planejamento estratégico.
A partir do plano tático e do plano operacional foi elaborado todo o processo
para a elaboração de uma política de indexação possibilitando assim uma
recuperação a informação mais adequada; implementação de um software o que será

�analisado e escolhido através das necessidades dos usuários e da política de
indexação e o processo de reforma e ampliação do setor; adequando assim o setor
para um atendimento mais eficaz dos seus usuários.
10 - REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2. ed. rev e ampl. Brasília: Briquet de Lemos, 2005. p. 144.
BARBALHO, Célia R. S.; BERAQUET, Vera S. M. Planejamento estratégico para
unidades de informação. São Paulo: Pollis, 1995. Disponível em:
&lt;http://abecin.org.br/data/documents/BARBALHO_BERAQUET_Planejamento_estra
tegico_para_unidades_de_informacao.pdf&gt;. Acesso em 18 set. 2018.
CALCAGNOTTO, Antonio Candido Prata Vieira. Planejamento Estratégico: As
estratégias competitivas e sua aplicação em empresas de varejo da região de
Caxias do Sul. Dissertação (Mestrado em Administração). Escola de Administração
de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP). 1995.
Disponível em:
&lt;https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/4727/1199600127.pdf
&gt;. Acesso em 18 set. 2018.
COSTA, Dalba. Belo Horizonte, 14 set. 2018. Entrevista concedida a Nicole Marinho
Horta.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento estratégico: conceitos,
metodologia e praticas. 22. ed. São Paulo: Atlas, 2005

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>PLANEJAMENTO EM UNIDADES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: Centro de Documentação do Museu de Arte da Pampulha (CEDOC-MAP)</text>
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                <text>Nicole Marinho Horta</text>
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                <text>Débora de Almeida Dias</text>
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                <text>Daniel Brito Bicalho</text>
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                <text>Eixo 6: Gestão de bibliotecas</text>
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                <text>O planejamento é desenvolvido para melhorar a qualidade dos serviços prestados nas unidades de informação, maximizando os resultados e minimizando as deficiências. Sendo assim, é necessário iniciar o processo através do levantamento do diagnóstico das ações e estrutura física na unidade informacional. Para isso foi analisado o centro de documentação do museu de arte da Pampulha (CEDOC-MAP) para o qual foi elaborado o planejamento referente ao recorte temporal de 5 anos para o desenvolvimento das atividades pré-estabelecidas pelo planejamento estratégico. Este planejamento foi desenvolvido através das estampas: análise estratégica; objetivos estratégicos; plano tático; plano operacional e um cronograma no qual é delimitado o tempo e período no qual será realizada cada uma das etapas. Sendo elas subdivididas em quatro estágios de desenvolvimento das atividades.</text>
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                    <text>Os novos instrumentos de avaliação do MEC e seu impacto na
Biblioteca

Sônia Iraína Roque Andrade (IFBA) - soniairaina@gmail.com
Acimarney Correia Silva Freitas (IFBA) - acimarney@gmail.com
Resumo:
Muito se discute sobre o processo de avaliação das bibliotecas nos processos de autorização,
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores, a partir das dimensões
dos instrumentos de avaliação do MEC/INEP/Seres. O decreto nº 9. 235 de 15 de dezembro de
2017, institui os novos mecanismos de avaliação dos cursos superiores no Brasil. Portanto, o
bibliotecário precisa conhecer as principais mudanças que os instrumentos trouxeram em seu
bojo, para que possa preparar a biblioteca com vista a alcançar a nota máxima e assim
contribuir para o melhor desempenho da instituição, onde está inserida. Diante do exposto,
apresentamos como questão norteadora do nosso estudo o seguinte problema: Quais as
expectativas da comissão de avaliadores do MEC/INEP/Seres quando adentram ao espaço da
biblioteca? Na busca de resposta à questão da pesquisa, o objetivo desse estudo é fomentar
uma reflexão sobre as expectativas dos avaliadores do MEC/INEP/Seres sobre a Biblioteca, a
partir dos novos instrumentos de avaliação. O presente estudo configura-se como pesquisa
bibliográfica, documental e exploratória. Os resultados mostraram, baseados na análise
documentária, que ao adentrar a biblioteca, os avaliadores apresentam algumas expectativas
que vão além da mera conferência do acervo. A biblioteca deve ser um espaço que permita o
acesso integral de todos os alunos, por diferentes meios, a todos os conteúdos nela
disponíveis.
Palavras-chave: Avaliação do ensino superior; Avaliação da Biblioteca
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1. INTRODUÇÃO
Muito se discute sobre o processo de avaliação das bibliotecas nos processos de
autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores, a
partir das dimensões dos instrumentos de avaliação do MEC/INEP/Seres. O decreto nº 9.
235 de 15 de dezembro de 2017, institui os novos mecanismos de avaliação dos cursos
superiores no Brasil. Portanto, o bibliotecário precisa conhecer as principais mudanças
que os instrumentos trouxeram, para que possa preparar a biblioteca com vista a alcançar
a nota máxima e assim contribuir para o melhor desempenho da instituição onde está
inserida.
Diante do exposto, apresentamos como questão norteadora do nosso estudo o
seguinte

problema:

Quais

as

expectativas

da

comissão

de

avaliadores

do

MEC/INEP/Seres quando adentram ao espaço da biblioteca? Na busca de resposta à
questão da pesquisa, o objetivo desse estudo é fomentar uma reflexão sobre as
expectativas dos avaliadores do MEC/INEP/Seres sobre a Biblioteca, a partir dos novos
instrumentos de avaliação.
Refletir sobre as expectativas dos avaliadores do MEC sobre a Biblioteca justificase pela concepção de que a biblioteca se constituiu parte integrante do processo
educacional, visto que, sua qualidade reflete nos resultados do ensino oferecido pelas
instituições, bem como nos resultados das avaliações pelas quais essas instituições
passam.
A discussão, sobre a necessidade de avaliar a qualidade do ensino superior, iniciase em nossa Carta Magna de 1988, que em seu artigo Art. 214, prevê a necessidade da
“melhoria da qualidade do ensino” (BRASIL, 2005). A Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional - LDB, Lei nº 9.394, de 1996 reforça essa necessidade de avaliação
da qualidade do ensino ao afirmar em seu art. 46 que “a autorização e o reconhecimento
de cursos, bem como o credenciamento de instituições de educação superior, terão
prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após processo regular de avaliação”
(BRASIL, 1996, p. 4).
Em 2004 foi publicada a Lei n° 10.861/ 2004, que instituiu o SINAES - Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior que tem por finalidade a melhoria da
qualidade da educação superior, a orientação da expansão da sua oferta, o aumento
permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social e,
especialmente, a promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades
sociais das instituições de educação superior.

�Ainda sobre a necessidade de se avaliar o ensino superior no país, o PNE – Plano
Nacional da Educação – Lei nº 13.005 de 2014 estabelece como uma de suas diretrizes
no art. 2º, IV “melhoria da qualidade da educação;” (BRASIL, 2014). Deste modo, avaliar
é uma das formas para se conseguir melhorar a qualidade da educação.
Por fim, chegamos ao Decreto nº 9.235, de 2017, que altera os instrumentos de
avaliação dos Cursos e estabelece que o avaliador tem um papel fundamental, visto que,
é ele, que, trabalhando em comissão elabora o relatório do que foi visto in loco nas
avaliações. De acordo com o art. 83 do Decreto 9.235/2017 o avaliador é um importante
ator deste processo avaliativo:
As avaliações externas in loco serão realizadas por avaliadores capacitados, em
instrumentos específicos a serem designados pelo Inep. Parágrafo único. O Inep
realizará a seleção, a capacitação, a recapacitação e a elaboração de critérios de
permanência dos avaliadores do banco de avaliadores e do banco de avaliadores
do sistema de escolas de governo e sua administração. (BRASIL, 2017).

Deste forma, o avaliador que tem um papel importante, a partir do Decreto nº 9.235
tem a sua disposição novos instrumentos de avaliação, que em alguma medida são mais
objetivos do que os anteriores.
Ainda sobre a legislação, a Portaria Normativa nº 19, de 2017 em seu art. 6º prevê
que:
O Formulário Eletrônico de avaliação - FE é o instrumento de avaliação
disponibilizado eletronicamente. § 1º O FE deve ser preenchido pela IES ou pela
EGov, cujas informações e dados serão posteriormente verificados pela Comissão
Avaliadora, em consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI e
com o Projeto Pedagógico do Curso PPC, também devendo ser consideradas nos
processos referentes ao Sinaes as Diretrizes Curriculares Nacionais - DCN, o
Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia e demais normativos
pertinentes. (BRASIL, 2017).

Neste sentido, compete a comissão de avaliação externa verificar se as
informações lançadas no formulário eletrônico estão de acordo com o PDI, com o PPC,
com a DCN do curso, bem como, com o CNCT. O trabalho da comissão, bem como suas
expectativas devem estar balizadas e lastreadas na legislação vigente e devem ser
confirmadas a partir dos instrumentos e dos fatos verificados in loco, sobretudo, quanto a
consonância dos instrumentos com os documentos institucionais.
MÉTODO DA PESQUISA
Neste estudo, as expectativas dos avaliadores foi traçada a partir dos Indicadores
3.6 Bibliografia básica por unidade curricular (uc) e 3.7 Bibliografia complementar por

�unidade curricular (uc). Neste sentido, foi analisado minuciosamente o instrumento de
avaliação, bem como, traçadas as expectativas que os avaliadores costumam apresentar.
O presente estudo se propôs refletir sobre a expectativa dos avaliadores do MEC
sobre a Biblioteca, a partir dos novos instrumentos de avaliação. Configura-se como
pesquisa bibliográfica, documental e exploratória. Os dados coletados foram analisados e
interpretados de forma articulada aos objetivos e ao problema da pesquisa, com
inferências e analise paralelas são apresentadas as principais contribuições que o estudo
proporcionou.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com base na análise dos instrumentos foi possível identificar que ao ir a biblioteca
com o intuito de avaliar seus serviços e produtos, os avaliadores do MEC/INEP/Seres
apresentam as seguintes expectativas:
Encontrar um acervo físico tombado e informatizado com a documentação a
disposição, sobretudo, notas fiscais, inventário, controle dos acessos. De igual modo, que
o acervo virtual possua contrato que garanta o acesso ininterrupto pelos usuários,
estando registrados em nome da IES.
De igual forma, outra expectativa que os avaliadores apresentam é que a biblioteca
consiga comprovar que o acervo referente a bibliografia básica e a bibliografia
complementar são adequados em relação às unidades curriculares e aos conteúdos
descritos no PPC do curso que está sendo autorizado ou reconhecido. Este deve estar
atualizado e considerar as especifidades e a natureza das unidades curriculares. Esta
deve ser uma ação integrada entre biblioteca, coordenação de curso e Núcleo Docente
Estruturante - NDE.
Outrossim, também se faz suprir a expectativa de que tanto a bibliografia básica,
bem como, a bibliografia complementar estejam referendadas por relatório de adequação,
assinado pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia básica ou
complementar da unidade curricular UC, com o número de vagas autorizadas. Caso mais
de um curso utilize os mesmos livros deve ser comprovado pelo relatório que a
quantidade de exemplares por título ou quantidade de assinaturas de acesso do acervo
virtual são adequadas a demanda. Neste sentido, o NDE adquire um papel de
fundamental relevância em relação a avaliação da biblioteca da IES, visto que, o que
antes era responsabilidade quase que única do profissional da biblioteconomia, agora
passa a ser exigido do NDE. Aos avaliadores compete avaliar se os relatórios

�apresentados atendem as exigências legais. Perde-se neste caso a preocupação apenas
com o critério quantitativo, que balizava o instrumento anterior.
Destarte, com o intuito de tornar o acervo, compatível com o projeto pedagógico do
curso, o instrumento, torna o NDE o protagonista na escolha e definição do tipo de acervo
que estará disponível (físico, virtual ou misto) e pela definição do quantitativo de
exemplares ou assinaturas (conforme o caso) que será ofertado aos discentes.
Outra expectativa a ser suprida diz respeito a acessibilidade e adaptabilidade do
acervo. Não se trata de mera adequação arquitetônica da biblioteca, mas especificamente
relacionadas com a acessibilidade atitudinal e metodológica. Nos casos dos títulos
virtuais, é preciso que seja garantido acesso físico na IES, com instalações e recursos
tecnológicos que atendem à demanda e à oferta ininterrupta via internet. No entanto, isto
não é suficiente, faz-se necessário que ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio
à leitura, estudo e aprendizagem sejam implementadas e disponibilizadas para os
estudantes.
Nesta mesma esteira, exige-se enquanto expectativa na avaliação que o acervo,
físico, virtual ou misto possua exemplares, ou assinaturas de acesso virtual, de periódicos
especializados que suplementam o conteúdo administrado nas unidades curriculares.
Decerto, que outra expectativa a ser suprida é a da eficiência na gestão do acervo.
Deve ficar comprovado de forma clara e inequívoca que o acervo é gerenciado de modo a
atualizar a quantidade de exemplares e/ou assinaturas de acesso mais demandadas,
sendo adotado plano de contingência para a garantia do acesso e do serviço, sem
interrupções.
E por fim, dentre as muitas expectativas que os avaliadores podem apresentar,
está a busca por um plano de contingência que não seja apenas uma cópia de outras IES,
mas que de fato seja um documento que descreva as características da organização e
contenha informações e diretrizes a fim de garantir a manutenção de produtos e serviços
ao seu público em situações emergenciais e adversas. Deve-se apresentar todas as
possíveis situações problemas por meio das quais uma biblioteca possa passar, bem
como, apresentar as possíveis soluções em cada uma das situações-problema. Assim,
este importante documento institucional não deve ser elaborado apenas pelo profissional
da Biblioteconomia, mas por uma equipe multiprofissional, com o principal objetivo de
descrever as medidas que serão adotadas na biblioteca visando a preservação e
conservação do acervo, bem como garantir a continuidade do funcionamento da mesma e
melhor forma de manter o acesso à informação por parte dos usuários.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho buscou dar resposta na seguinte questão: Qual a expectativa
da comissão de avaliadores do MEC quando adentram o espaço da biblioteca? Os
resultados mostraram, baseados na análise documentária, que ao adentrar a biblioteca,
os avaliadores apresentam algumas expectativas que vão além da mera conferência do
acervo.
A biblioteca deve ser um espaço que permita o acesso integral de todos os alunos,
por diferentes meios, a todos os conteúdos nela disponíveis. A biblioteca deve ser um
espaço que promova a acessibilidade arquitetônica, pedagógica, atitudinal, física e
intelectual. Os profissionais da biblioteconomia devem em parceria com a Coordenação
do Curso e com o Núcleo Docente Estruturante do curso a ser autorizado ou reconhecido
promover uma integração na elaboração do PPC. O NDE é fundamental na escolha dos
livros a serem adquiridos, visto que este precisam ser referendados pelo mesmo.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Saraiva,
2005.
BRASIL. Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017. Dispõe sobre o exercício das
funções de regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior e dos
cursos superiores de graduação e de pós-graduação no sistema federal de ensino.
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2017/decreto-9235-15dezembro-2017-785940-publicacaooriginal-154513-pe.html . Acesso em: 20 de fevereiro
de 2018.
BRASIL. Congresso Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DF,23 dez. 1996. Seção 1, p. 2783427841.Disponível em:&lt; http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf&gt;. Acesso em: 16 de
mar. De 2019
BRASIL. Portaria Normativa Nº 19, de 15 de dezembro de 2017. Dispõe sobre os
procedimentos de competência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira - INEP referentes à avaliação de instituições de educação
superior, de cursos de graduação e de desempenho acadêmico de estudantes. .
Disponível em: https://abmes.org.br/arquivos/legislacoes/PN_19-2017_MECCompetencia_do_INEP_ref_a_avaliacao_de_IES_e_cursos_de_graduacao.pdf . Acesso
em: 20 de fevereiro de 2018.

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                <text>Os novos instrumentos de avaliação do MEC e seu impacto na Biblioteca</text>
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                <text>Muito se discute sobre o processo de avaliação das bibliotecas nos processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores, a partir das dimensões dos instrumentos de avaliação do MEC/INEP/Seres. O decreto nº 9. 235 de 15 de dezembro de 2017, institui os novos mecanismos de avaliação dos cursos superiores no Brasil. Portanto, o bibliotecário precisa conhecer as principais mudanças que os instrumentos trouxeram em seu bojo, para que possa preparar a biblioteca com vista a alcançar a nota máxima e assim contribuir para o melhor desempenho da instituição, onde está inserida. Diante do exposto, apresentamos como questão norteadora do nosso estudo o seguinte problema: Quais as expectativas da comissão de avaliadores do MEC/INEP/Seres quando adentram ao espaço da biblioteca? Na busca de resposta à questão da pesquisa, o objetivo desse estudo é fomentar uma reflexão sobre as expectativas dos avaliadores do MEC/INEP/Seres sobre a Biblioteca, a partir dos novos instrumentos de avaliação. O presente estudo configura-se como pesquisa bibliográfica, documental e exploratória. Os resultados mostraram, baseados na análise documentária, que ao adentrar a biblioteca, os avaliadores apresentam algumas expectativas que vão além da mera conferência do acervo. A biblioteca deve ser um espaço que permita o acesso integral de todos os alunos, por diferentes meios, a todos os conteúdos nela disponíveis.</text>
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                    <text>ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA DISCENTE: o uso de
sistemas INFORMATIZADOS e plataforma Dspace no tratamento,
armazenamento e disponibilização da informação institucional

Suelen Oliveira Campos (PMVV) - suelenoc@gmail.com
Jorge Santa Anna (UFMG) - professorjorgeufes@gmail.com
Maria Aparecida de Mesquita Calmon (Instituição - a informar) - maria cidamcalmon@hotmail.com
Resumo:
Objetiva demonstrar a importância das metodologias de organização da informação, muito
utilizadas em acervos bibliográficos, no tratamento informacional e armazenamento da
produção científica da referida instituição, destacando a contribuição da plataforma Dspace.
Por meio de revisão na literatura foi possível verificar que além da necessidade e importância
de realizar o tratamento das informações no momento de inseri-las no repositório, faz-se
imprescindível, também, atentar a outros problemas que possam surgir, como o uso indevido
das informações, acarretando infrações contra a propriedade intelectual, assim como
dificuldades na utilização das ferramentas de busca e recuperação. Através do estudo de
campo, realizado na Biblioteca do Instituto Federal do Espírito Santo (unidade Serra/ES), foi
possível confirmar que a plataforma Dspace proporciona inúmeras funcionalidades à unidade
de informação, viabilizando grandes contribuições tanto para os profissionais quanto para os
usuários da informação. A plataforma Dspace viabiliza a incorporação dos metadados no
sistema, assim como permite a migração, importação e reuso desses registros, consolidando,
dessa forma, a prática da catalogação cooperativa. Portanto, o trabalho dos profissionais no
sistema de bibliotecas do Ifes é agilizado, uma vez que se reduzem os esforços e evita-se a
duplicação de registros, já que eles podem ser compartilhados entre as diferentes unidades de
informação do sistema.
Palavras-chave: Organização da informação. Tratamento da informação. Repositórios
institucionais. Dspace. Software de Gerenciamento de Bibliotecas
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Eixo Temático: 6 – Gestão de Bibliotecas
Resumo
Objetiva demonstrar a importância das metodologias de organização da
informação,

muito

utilizadas

em

acervos

bibliográficos,

no

tratamento

informacional e armazenamento da produção científica da referida instituição,
destacando a contribuição da plataforma Dspace. Por meio de revisão na literatura
foi possível verificar que além da necessidade e importância de realizar o
tratamento das informações no momento de inseri-las no repositório, faz-se
imprescindível, também, atentar a outros problemas que possam surgir, como o
uso indevido das informações, acarretando infrações contra a propriedade
intelectual, assim como dificuldades na utilização das ferramentas de busca e
recuperação. Através do estudo de campo, realizado na Biblioteca do Instituto
Federal do Espírito Santo (unidade Serra/ES), foi possível confirmar que a
plataforma

Dspace

proporciona

inúmeras

funcionalidades

à

unidade

de

informação, viabilizando grandes contribuições tanto para os profissionais quanto
para os usuários da informação. A plataforma Dspace viabiliza a incorporação dos
metadados no sistema, assim como permite a migração, importação e reuso
desses registros, consolidando, dessa forma, a prática da catalogação
cooperativa. Portanto, o trabalho dos profissionais no sistema de bibliotecas do
Ifes é agilizado, uma vez que se reduzem os esforços e evita-se a duplicação de
registros, já que eles podem ser compartilhados entre as diferentes unidades de
informação do sistema.

Introdução
Diante dessas profundas mudanças, inúmeras discussões são propostas por
pesquisadores de diferentes áreas, mas que, possuem o mesmo objetivo, qual

�seja: encontrar alternativas para explorar ao máximo as potencialidades das novas
tecnologias em favor da sociedade, instituindo um modelo inovador e democrático
de produção e difusão de conhecimentos (ALVARENGA, 2006).
Sendo assim, faz-se necessário discutir acerca dos reflexos das novas tecnologias
no processo educacional e na produção de conhecimento. É pertinente refletir
acerca dos novos recursos utilizados na educação, sobretudo na de nível superior,
de modo a perceber a importância de se utilizar ambientes digitais seguros,
rápidos e confiáveis, como exemplo, o uso dos repositórios digitais, a fim de
permitir maior divulgação do que é gerado pelas instituições de ensino.
Sendo assim, este trabalho sustenta-se nos seguintes objetivos:
1 – Demonstrar a importância de se identificar, catalogar, classificar e indexar os
trabalhos de conclusão de curso dos alunos de uma instituição de ensino, com a
finalidade de disseminar as informações presentes nesses documentos;
2 - Expor a importância da utilização de ferramentas para a realização do
tratamento da produção acadêmica, assim como as potencialidades da plataforma
Dspace na disponibilização e recuperação dos documentos acadêmicos;
3 – Analisar o uso de repositório acadêmico, com foco na plataforma Dspace, por
uma biblioteca universitária, a fim de viabilizar a produção discente de um curso
vinculado a uma instituição de ensino; e, por fim,
4 – Discutir aspectos relacionados ao livre acesso, à difusão da informação e à
preservação digital.
Para tanto, utilizou-se duas modalidades de pesquisa: pesquisa bibliográfica, a
qual proporcionou a elaboração da referenciação teórica e o estudo aplicado em
campo, por meio da técnica do questionário, tendo como sujeito de pesquisa um
bibliotecário atuando na gestão de repositório institucional de uma biblioteca
universitária.

�A discussão teórica aborda questões sobre os reflexos das tecnologias no âmbito
educacional e na produção científica, além de discorrer acerca das metodologias
de

tratamento

informacional

realizada

junto

aos

documentos

que

são

armazenados em coleções e ambientes digitais. Já a pesquisa de campo relata a
experiência de um bibliotecário ao atuar na manutenção de um repositório
institucional que armazena a produção discente de um curso universitário. Além
disso, investiga-se a opinião desse bibliotecário, que gerencia o repositório
institucional, objetivando detectar quais as suas percepções, desafios e
expectativas sobre as tecnologias utilizadas na construção e manutenção do
referido repositório.
Sendo assim, este trabalho está dividido nos seguintes capítulos: o capítulo 2
apresenta o referencial teórico da pesquisa; o capítulo 3 expõe a parte
metodológica, contendo os métodos, procedimentos, técnicas e instrumentos
realizados na pesquisa de campo, assim como o ambiente da pesquisa e a análise
dos dados e discussão dos resultados; por fim, o capítulo de número 4 menciona
as considerações finais da pesquisa, e, no final, apresenta-se a lista de
referências, contendo todas as publicações citadas ao longo do trabalho.
Metodologia
Como metodologia de pesquisa foi adotada pesquisa bibliográfica, tendo em vista,
fundamentar a importância de se construir um repositório para armazenamento e
disseminação da produção discente a ser disponibilizada para uso nos acervos de
bibliotecas universitárias, assim como também foi utilizada a pesquisa de campo,
sustentada por meio da técnica de entrevista. Também, foi realizada a pesquisa
qualificativa na qual foi fundada através da entrevista acerca dentro da unidade de
informação pesquisada.
No entendimento de Severino (2002), a pesquisa bibliográfica tem como
finalidade garantir autenticidade ao trabalho produzido, informando ao leitor as
fontes que serviram de referência e embasamento na construção das ideias e
dos argumentos apresentados

�O estudo de campo equivale a uma forma de pesquisa aplicada, que segundo
Andrade (2001), constitui observação dos fatos tal como ocorrem. Não permite
isolar e controlar as variáveis, mas perceber e estudar as relações
estabelecidas. Corroborando com Gil (2010), percebe-se que o estudo aplicado
em um local procura o aprofundamento de uma realidade específica. É
basicamente realizado por meio da observação direta das atividades do grupo
estudado e de entrevistas com informantes para captar as explicações e
interpretações do que ocorrem naquela realidade.
Dentre as técnicas de coleta de dados em campo, um dos métodos de coleta
mais utilizados pelos pesquisadores é a entrevista, pois esta se consolida a
partir de uma relação dialógica entre entrevistado e entrevistador, visando
eliminar as possíveis lacunas que possam inferir a erros ou desviar o real
sentido dos dados coletados.

Resultados e Discussão
A biblioteca do Ifes está inserida na rede de ensino público-federal de modalidade
técnico-acadêmica.

Participou

da

técnica

de

entrevista

a

bibliotecária

coordenadora do sistema de biblioteca. Foram realizadas diferentes perguntas,
sendo elas devidamente contextualizadas. A partir dos dados coletados com a
entrevista, apresentam-se a seguir esses dados e os possíveis resultados
advindos das análises e discussões.
Em linhas gerais, os serviços oferecidos limitam-se ao empréstimo de materiais
bibliográficos como livros, trabalhos de conclusão de cursos, teses e dissertações.
periódicos, dicionários e enciclopédias; como caracterizam-se como obras de
referência, não podem ser emprestadas.

Considerações Finais
Em linhas gerais, a partir deste estudo teórico e prático, realizado na área de
organização da informação em ambientes digitais, o estudo demonstra que com

�as potencialidades advindas das novas tecnologias, novas plataformas são
criadas, tendo em vista facilitar o acesso à produção científica defendida nas
instituições de ensino, permitindo que essa produção não fique acumulada e não
seja aproveitada, impedindo, dessa forma, a geração de novos conhecimentos.
Constatou-se,

também,

que

essa

plataforma

é

gerenciada

de

forma

interdisciplinar, por meio de um trabalho colaborativo e integrado, entre
bibliotecários e profissionais ligados à tecnologia da informação. Os bibliotecários
realizam os processos de representação e criação dos metadados e os
informáticos contribuem com a manutenção da base, garantindo a preservação
dos dados, a reconfiguração e melhoria da interface e da arquitetura informacional
do sistema. Além disso, através de avaliação realizada pelos bibliotecários, os
profissionais da tecnologia monitoram constantemente a base de dados, de modo
a garantir uma efetiva gestão dos metadados e dos recursos eletrônicos inseridos
nessa plataforma. Mostrar a importância dessa guarda, preservação da
informação e disseminação da mesma através de parâmetros da biblioteconomia.

Referência
ALVARENGA, Lidia. Organização da informação nas bibliotecas digitais. In:
NAVES, Madalena Martins Lopes; KURAMOTO, Hélio (Org.). Organização da
informação: princípios e tendências. Brasília: Briquet de Lemos, 2006.
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho
científico: elaboração de trabalhos na graduação. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2001.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2010.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo:
Cortez, 2002.

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                <text>Maria Aparecida de Mesquita Calmon</text>
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                <text>Objetiva demonstrar a importância das metodologias de organização da informação, muito utilizadas em acervos bibliográficos, no tratamento informacional e armazenamento da produção científica da referida instituição, destacando a contribuição da plataforma Dspace. Por meio de revisão na literatura foi possível verificar que além da necessidade e importância de realizar o tratamento das informações no momento de inseri-las no repositório, faz-se imprescindível, também, atentar a outros problemas que possam surgir, como o uso indevido das informações, acarretando infrações contra a propriedade intelectual, assim como dificuldades na utilização das ferramentas de busca e recuperação.  Através do estudo de campo, realizado na Biblioteca do Instituto Federal do Espírito Santo (unidade Serra/ES), foi possível confirmar que a plataforma Dspace proporciona inúmeras funcionalidades à unidade de informação, viabilizando grandes contribuições tanto para os profissionais quanto para os usuários da informação. A plataforma Dspace viabiliza a incorporação dos metadados no sistema, assim como permite a migração, importação e reuso desses registros, consolidando, dessa forma, a prática da catalogação cooperativa. Portanto, o trabalho dos profissionais no sistema de bibliotecas do Ifes é agilizado, uma vez que se reduzem os esforços e evita-se a duplicação de registros, já que eles podem ser compartilhados entre as diferentes unidades de informação do sistema.</text>
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                    <text>O uso do Google OpenRefine na Padronização de metadados do
Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia

Uillis de Assis Santos (UFBA) - uillisassis@hotmail.com
Kleber Carvalho Ferreira (UFBA) - kcf@ufba.br
Diana Paula de Oliveira Assis (Ifbaiano) - bibliotecariadiana@gmail.com
Gustavo Pinho Gomes dos Santos (UFBA) - gustavos@ufba.br
Adriene Marchiori (UFBA) - adrienemarchiori@yahoo.com.br
Resumo:
O trabalho relata o uso do software livre Google OpenRefine na padronização dos metadados
do Repositório da Universidade Federal da Bahia (RI/UFBA). O procedimento foi realizado
especificamente no metadado “dc.type”, que possui a função de identificar a tipologia de cada
documento. A intervenção foi necessária por dois motivos, a) identificação de uma
desconfiguração; b) a não padronização conforme os metadados utilizados pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Os problemas encontrados nos
metadados não permitiam a importação dos arquivos depositados no RI/UFBA para os
seguintes sistemas de informação: Banco Digital de Teses e Dissertações (BDTD), Portal
Brasileiro de Publicações Científicas em Acesso Aberto (OASISBr), Red de Repositorios de
Acesso Abierto a La Ciencia (La Referencia) e a Networked Digital Library of Theses and
Dissertations (NDLTD), assim, impactando negativamente na visibilidade da produção
acadêmica da universidade. Com a padronização dos metadados através do Google
OpenRefine, foi possível corrigir mais de 21 mil arquivos de 395 coleções de diferentes
Comunidades, além, de reestabelecer o envio dos arquivos para os sistemas de informação já
citados. O relato ainda apresenta importantes contribuições para as equipes que administram
repositórios, pois, demonstra a utilização de um software livre para a padronização de
metadados em lotes, de forma rápida e segura. Ressaltando que a padronização proporciona
também uma recuperação de arquivos de forma mais consistente por parte dos usuários do
sistema e promove a visibilidade da instituição, dos autores e dos trabalhos depositados, ao
mesmo tempo em que adota as diretrizes do Open Access.
Palavras-chave: Google OpenRefine - Padronização de metadados; Repositório Institucional Universidade Fedral da Bahia; Produção acadêmica - Visibilidade
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO

O relato tem como objetivo apresentar o uso do software OpenRefine na
padronização dos metadados do Repositório Institucional da Universidade Federal da
Bahia (RI/UFBA), o procedimento foi realizado especificamente no metadado “dc.
type”, que possui a função de identificar a tipologia de cada documento.
O OpenRefine foi criado em 2010 pelo Google “tem como objetivo principal
tratar e limpar massas de dados sem que usuários necessitem conhecer com
profundidade, termos e conceitos deste tipo de procedimento”
O trabalho se justifica por apresentar novas possibilidades para a correção dos
metadados e demonstrar os impactos que os registros incorretos têm na visibilidade
da produção do RI/UFBA.
Para contextualização do trabalho, faz-se necessário apresentar um pouco
sobre o RI/UFBA e a importância do uso e padronização dos metadados. O RI/UFBA
foi instalado em 2007, a princípio para disponibilizar as publicações da editora da
UFBA. A partir de 2010, através da Portaria nº 024/2010, passou a ter o status
institucional, com o propósito de divulgar e estabelecer o acesso a produção
acadêmica desenvolvida no âmbito da Universidade.
Alinhada com as políticas de informação da UFBA, o Repositório possibilita
também a preservação das produções depositadas em sua base, seja ela científica,
cultural ou artística, ao mesmo tempo que adota as diretrizes do Open Access.
Para possibilitar a organização e visibilidade dos conteúdos armazenados em
sua base, o RI/UFBA possui um padrão de metadados.
Os metadados desempenham um importante papel na identificação,
localização e recuperação da informação nos Repositórios. Comumente metadados
são definidos como “dados sobre dados” (RCAAP, 2019), no entendimento de Caplan
(2003, p.3), “metadados são utilizados para significar informação estruturada sobre
um recurso de informação de qualquer tipo de mídia ou formato”, porém, para que as
informações estejam estruturadas, armazenadas e possam ser recuperadas, faz-se
necessário que os repositórios possuam um padrão de metadados instalado em seu
sistema.

�[...] padrões que estabelecem regras para definição de atributos
(metadados) de recursos informacionais, para a) obter coerência
interna entre os elementos por meio de semântica e sintaxe; b)
promover necessária facilidade para esses recursos serem
recuperados pelos usuários c) permitir a interoperabilidade dos
recursos de informação. (ROSETO, 2003, p.59 apud GOMES, 2016,
p.95)

Existem diversos tipos de padrões de metadados que são utilizados de acordo
com as suas funções, Gillilard (2008) define cinco tipos de metadados: administrativo,
descritivo, preservação, técnico e uso.

O software utilizado pelo RI/UFBA é o

DSPACE, que já vem com o padrão de metadados Dublin Core instalado no sistema.
O Dublin Core é caracterizado como padrão de metadado descritivo, assim, possui a
função de identificar e descrever objetos, sendo digitais ou não, como por exemplo
vídeos, sons, imagens, textos e sites na web.
Os padrões de metadados são fundamentais também para possibilitar a
interoperabilidade entre sistemas, um exemplo são os sistemas de informações que
proporcionam uma maior visibilidade para os repositórios: Banco Digital de Teses e
Dissertações (BDTD), Portal Brasileiro de Publicações Científicas em Acesso Aberto
(OASISBr), Red de Repositorios de Acesso Abierto a La Ciencia (La Referencia) e a
Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD). Estes sistemas
recebem as produções acadêmicas dos Repositórios: teses, dissertações, livros,
capítulos de livros, artigos de periódicos, artigos de eventos, trabalhos de conclusão
de curso e relatórios de pesquisa. A BDTD e o OASISBr recebem a produção
acadêmica a nível nacional, LA Referencia recebe a produção acadêmica da América
Latina e a NDLTD recebe as produções a nível mundial.

RELATO DA EXPERIÊNCIA

Durante o processo de atualização do DSPACE da versão 3.2 para 5.7, a
equipe identificou uma incompatibilidade no metadado “dc. type”. Além de não estar
em conformidade com os metadados utilizados pelo IBICT, a inconformidade não
permitia a importação de uma cópia das produções do RI/UFBA para os seguintes
sistemas de informação: BDTD, OASISBr, LA Referencia e a NDLTD. A tabela a seguir
apresenta a diferença entre os valores de “dc. type” do RI/UFBA e do IBICT:

�IBICT “dc. type”
Tese

Dissertações

Livros
Capítulo de Livro
Artigo de Periódico
Artigo de Evento
Trabalho de Conclusão de Curso

Relatório de Pesquisa

RI/UFBA “dc. type”
Trabalhos finais e parciais de curso:
Teses de Doutoramento (defendida e
aprovada por banca especializada)
Trabalhos finais e parciais de curso:
Dissertações de Mestrado (defendida
e aprovada por banca especializada)
Produção bibliográfica: Livros
Produção bibliográfica: Capítulo de
Livro
Produção
bibliográfica:
Artigos
completos publicados em periódicos
Produção bibliográfica: Trabalhos
publicados em anais de eventos
Trabalhos finais e parciais de curso:
Trabalhos
de
Conclusão
de
Graduação
Produção técnica: Relatório de
pesquisa

Fonte: elaboração do autor.

As ações para a atualização do RI/UFBA somente poderiam ser retomadas
após as correções destes metadados.
A princípio foi realizada uma reunião no Campus de Ondina da UFBA na
Superintendência de Tecnologia e Informação (STI), com a intenção de elaborar um
planejamento para solucionar o problema. Estiveram presentes na reunião a equipe
que administra o RI/UFBA e um funcionário da STI.
O uso do software OpenRefine foi indicado pelo funcionário da STI para ser
aplicado na correção dos metadados, a versão utilizada foi a 2.8, que suporta arquivos
como CSV (padrão de exportação do DSPACE), TSV, Excel, JSON, XML e RDF.
Inicialmente algumas dificuldades foram encontradas para utilização do
software, pois, o manual cedido pelo IBICT não constava com todas as informações
necessárias para as configurações, assim, resultando em mais duas reuniões para a
efetivação da configuração.
As correções foram concretizadas no prazo de dois meses entre 04/04/18 à
04/06/18 e foram corrigidos mais de 21 mil arquivos de 395 coleções de diferentes
Comunidades. Uma limitação do software é que somente permitia editar até 500
arquivos por vez.

�Para demonstrar a relevância da ação executada, a equipe do RI/UFBA
registrou o antes e o depois das quantidades de arquivos encontrados nos sistemas
de informação. Apenas da NDLTD que não foi possível obter os dados.

Sistemas de informação

Arquivos antes

Arquivos depois

BDTD

1.633

9.211

OASISBr

4.747

20.815

LA REFERENCIA

11.825

16.939

Fonte: elaboração do autor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os objetivos foram alcançados com a padronização dos metadados do
RI/UFBA e o reestabelecimento da migração das produções acadêmicas para as
bases da BDTD, OASISBr, LA Referencia e a NDLTD.
O uso do OpenRefine não acarretou em nenhum custo para a universidade,
pois, tratava-se de um software gratuito, corroborando assim com as recomendações
do Open Access
O relato ainda apresenta importantes contribuições para as equipes que
administram repositórios, pois, demonstra a utilização de um software para a
padronização de metadados em lotes, de forma rápida e segura. Ressaltando que a
padronização proporciona também, uma recuperação de arquivo de forma mais
consistente por parte dos usuários do sistema, promove a visibilidade da instituição,
dos autores e dos trabalhos depositados em conformidade com as diretrizes do Open
Access.
Lembrando que as correções foram realizadas no metadado “dc. type”, que
identifica o tipo de documento, porém, o OpenRefine de acordo com o seu manual,
pode ser utilizado em outros metadados como título, autor, orientador, acesso, data
de publicação, entre outros, além de permitir a atomização de dados, eliminação de
duplicações e tratamento de valores múltiplos. As funcionalidades descritas podem
ser utilizadas para contribuir de forma significativa no controle da qualidade dos dados
depositados nos repositórios.

�REFERÊNCIAS

BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES (BDTD). Disponível em:
http://bdtd.ibict.br/vufind/. Acesso em: 22 mar. 2018

CAPLAN, Priscila. Metadata fundamentals for All librarians. Chigaco: Americam
Librarian
Association,
2003.
Disponível
em:
https://books.google.
com.br/books?id=yt2863FismcC&amp;pg=PA1&amp;hl=ptBR&amp;source=gbs_toc_r&amp;cad=#v=one
page&amp;q&amp;f=false. Acesso em: 2 fev. 2019.

GILLILAND, Anne J. Setting the stage. In: Introduction to metadata. Califórnia: The
Getty Research Institute, 2008. Disponível em: http://d2aohiyo3d3idm.
cloudfront.net/publications/virtuallibrary/0892368969.pdf. Acesso em: 3 fev. 2019.

GOMES, Fábio Andrade. Padronização de metadados na representação da
informação em repositórios institucionais de universidades federais brasileiras.
2015. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal da
Bahia,
Salvador,
2015.
p.
277.
Disponível
em:
https://repositorio.
ufba.br/ri/handle/ri/18950. Acesso em: 3 fev. 2019.
GOOGLE OPEN REFINE. Disponível em: http://openrefine.org/download.html.
Acesso em: 23 mar. 2018.

NETWORKED DIGITAL LIBRARY OF THESES AND DISSERTATIONS (NDLTD).
Disponível em: http://www.ndltd.org/. Acesso em: 22 mar. 2018.

PORTAL BRASILEIRO DE PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS EM ACESSO ABERTO
(OASISBr). Disponível em: http://oasisbr.ibict.br/vufind/. Acesso em: 22 mar. 2018

RED DE REPOSITORIOS DE ACESSO ABIERTO A LA CIENCIA (LA REFERENCIA).
Disponível em: http://www.lareferencia.info/pt/. Acesso em: 22 mar. 2018.

RILEY, Jenn. Understanding metadata: what is metadata, and what is it for?
Baltimore: NISO, 2017. Disponível em: https://groups.niso.org/apps/group
public/download.php/17446/Understandin%20Metadata.pdf. Acesso em: 5 fev. 2019.

REPOSITÓRIOS CIENTÍFICOS DE ACESSO ABERTO DE PORTUGAL (RCAAP).
Disponível
em:
http://projeto.rcaap.pt/index.php/lang-pt/component/quickfaq/5processodedeposito-auto-arquivo/55-o-que-sao-metadados. Acesso em: 5 fev. 2019.

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                <text>O uso do Google OpenRefine na Padronização de metadados do Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia</text>
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                <text>Diana Paula de Oliveira Assis</text>
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                <text>O trabalho relata o uso do software livre Google OpenRefine na padronização dos metadados do Repositório da Universidade Federal da Bahia (RI/UFBA). O procedimento foi realizado especificamente no metadado “dc.type”, que possui a função de identificar a tipologia de cada documento. A intervenção foi necessária por dois motivos, a) identificação de uma desconfiguração; b) a não padronização conforme os metadados utilizados pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Os problemas encontrados nos metadados não permitiam a importação dos arquivos depositados no RI/UFBA para os seguintes sistemas de informação: Banco Digital de Teses e Dissertações (BDTD), Portal Brasileiro de Publicações Científicas em Acesso Aberto (OASISBr), Red de Repositorios de Acesso Abierto a La Ciencia (La Referencia) e a Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD), assim, impactando negativamente na visibilidade da produção acadêmica da universidade. Com a padronização dos metadados através do Google OpenRefine, foi possível corrigir mais de 21 mil arquivos de 395 coleções de diferentes Comunidades, além, de reestabelecer o envio dos arquivos para os sistemas de informação já citados. O relato ainda apresenta importantes contribuições para as equipes que administram repositórios, pois, demonstra a utilização de um software livre para a padronização de metadados em lotes, de forma rápida e segura. Ressaltando que a padronização proporciona também uma recuperação de arquivos de forma mais consistente por parte dos usuários do sistema e promove a visibilidade da instituição, dos autores e dos trabalhos depositados, ao mesmo tempo em que adota as diretrizes do Open Access.</text>
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                    <text>O empréstimo de e-readers em bibliotecas: o caso do Ifes - Campus
Venda Nova do Imigrante

Marcelo Rocha Santos (Ifes) - marcelo-roch@hotmail.com
Resumo:
O presente trabalho relata a experiência do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) - Campus
Venda Nova do Imigrante com a implantação do serviço de empréstimo de dispositivos de
leitura Kobo, da Rakuten Kobo. O surgimento dos dispositivos de leitura (e-readers) e dos
livros digitais (e-books) acarreta mudanças no cenário das unidades de informação e, sua
inclusão nas rotinas bibliotecárias causa dúvidas, desde as possibilidades de aquisição, às
formas de acesso e utilização pelos usuários. Apesar de estarem, cada vez mais, presentes nas
bibliotecas, os editores ainda resistem em negociar os livros digitais com essas instituições,
por temerem que isso diminua suas vendas. As plataformas de fornecedores impõem
restrições quanto ao uso desse material, como: Digital Rights Management (DRM), formatos
proprietários ou compatibilidade com dispositivos de leitura. Apesar disso, diversas bibliotecas
adotam livros digitais disponibilizando-os por meio da implantação do serviço de empréstimo
de dispositivos de leitura.
Palavras-chave: Livros digitais. Dispositivos de leitura. Empréstimo digital. Ifes - Campus
Venda Nova do Imigrante.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
Os suportes informacionais em formato digital são recursos já presentes, e
de forma crescente, nos acervos das bibliotecas. Esses recursos surgiram a partir
de meados do XX, devido à explosão informacional derivada dos avanços
científicos e tecnológicos. Na esteira dessa evolução tecnológica surgiram os ereaders, aparelhos dedicados à leitura de e-books (livros digitais).
Os e-readers se alinham as demandas atuais das bibliotecas no que diz
respeito à agilidade de acesso aos recursos informacionais digitais, bem como
pela facilidade de uso. Entretanto, a inclusão desses dispositivos nas rotinas
bibliotecárias ainda causa dúvidas, pois existe um desconhecimento do próprio
objeto, das possibilidades de aquisição, das formas de acesso e de sua efetiva
utilização pelos usuários. Neste sentido, este trabalho apresenta um relato de
experiência acerca da implantação do serviço de empréstimo de e-readers aos
usuários da Biblioteca do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) - Campus
Venda Nova do Imigrante.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
O Ifes - Campus Venda Nova do Imigrante surgiu em 2010 e, oferece à
comunidade 6 cursos, sendo dois cursos técnicos integrados ao ensino médio;
três cursos de graduação e um curso de pós-graduação lato sensu. A biblioteca do
campus foi implantada em 2012 e, entre seus objetivos, está “facilitar e promover
o acesso à informação, independente do suporte em que esta se encontra
registrada”. Portanto, a fim de cumprir com este objetivo, além de agregar valor
aos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, no ano de 2013 a equipe de

�bibliotecários da instituição identificou a necessidade de adquirir livros digitais e
disponibilizá-los por meio do empréstimo de dispositivos de leitura.
Uma das etapas mais importante do processo de implantação do serviço de
empréstimo de e-readers é a definição do dispositivo apropriado. De acordo com
Silva (2013) há uma variedade de dispositivos no mercado, entre eles: Kindle,
Kobo, Lev, entre outros. Da mesma forma os e-books possuem diferentes
formatos de arquivos: E-PUB, PDF, HTML, MOBI, AZW, DOC, JPG e RTF. O
acesso aos livros digitais é outro fator a ser levado em consideração na escolha
do dispositivo, uma vez que alguns fazem uso do Digital Rights Management
(DRM), o que restringe o acesso aos livros, pois permite o seu compartilhamento
com uma quantidade limitada de equipamentos. Fernández García, Fernández
Noriega e Riaño Alonso (2012) fazem severas críticas ao DRM, por considerarem
que o sistema impõe barreiras ao fluxo de informação.
Para a definição de qual dispositivo de leitura seria adquirido, foram levados
em consideração fatores como: o equipamento tinha que suportar diferentes
formatos de arquivos; o acesso aos e-books deveria ser ilimitado, ou seja, os livros
seriam sincronizados de forma simultânea com todos os dispositivos cadastrados
com mesmo login e senha na biblioteca digital do fornecedor. Após várias análises
dos equipamentos disponíveis no mercado, o único que atendeu aos critérios
estabelecidos foi o dispositivo Kobo, da empresa canadense Rakuten Kobo e,
comercializado, à época, pela Livraria Cultura.
Foram adquiridos 15 dispositivos de leitura modelo Kobo Glo; 15 capas
para e-readers; e 100 e-books em formato E-PUB. Os dispositivos foram
catalogados e disponibilizados para consulta por meio do sistema de
gerenciamento de acervo (Pergamum). As obras presentes nos equipamentos não
foram descritas, assim para a sua divulgação foi criado no menu “Novas
Aquisições” no site da biblioteca, um botão “e-books”, a fim de informar aos
usuários quais obras estavam disponíveis para leitura nos e-readers.
O investimento realizado pela biblioteca na implantação do serviço de
empréstimo de dispositivos de leitura foi de R$ 14.843,82. Na aquisição dos ereaders foram investidos R$ 7.185,00; as capas protetoras foram adquiridas por
R$ 1.078,65; e para a aquisição dos livros digitais foram investidos R$ 6.580,17.

�Os empréstimos são realizados aos usuários que retiram os Kobos
protegidos em capas de couro para transporte. Recebem, também, orientações
sobre como utilizá-los. Algumas funções dos equipamentos são desativadas para
impedir que os conteúdos sejam apagados ou outros conteúdos sejam inseridos.
O tempo de empréstimo é de 10 dias, com a possibilidade de renovação. Este
serviço é oferecido apenas aos usuários cadastrados na biblioteca, não estando
disponível para o empréstimo entre bibliotecas. Os bibliotecários conseguem
determinar, através de filtros disponíveis nos equipamentos, quais obras são lidas,
se total ou parcialmente. No entanto, não é possível identificar aquelas mais
consultadas, nem o perfil do leitor, uma vez que apenas o empréstimo do
dispositivo é registrado.
A implantação do serviço de empréstimo de dispositivos de leitura agradou
a comunidade atendida pela Biblioteca do Ifes - Campus Venda Nova do
Imigrante, ao permitir a seus usuários o contato com livros digitais sem a
necessidade de efetuar investimento na compra de um dispositivo de leitura.
No início da implantação do serviço houve a ocorrência de filas de reservas,
conforme apresentado no gráfico 1, comprovando o interesse público em
experimentar a novidade. No entanto, quase seis anos após a sua implantação, a
página da biblioteca não faz destaque do serviço, porém os equipamentos estão
descritos e disponíveis no catálogo on-line.
Gráfico 1 – Fila de reserva para empréstimo do e-reader
200
180

172

160
140

138

120
100

92

80
60
40
20
0

0
2013

Fonte: Ifes (2019a).

2014

2015

2016

0
2017

0
2018

0
2019

�A partir de 2016 a quantidade de reservas dos equipamentos diminuiu,
assim como, a quantidade de empréstimo dos materiais, como se observa no
gráfico 2, o que pode representar: 1) o baixo interesse atual dos usuários pelo
serviço; 2) que a biblioteca dispõe de outras ofertas de acesso aos livros digitais;
3) que muitos usuários optaram por adquirir seus próprios dispositivos; e 4) que a
leitura digital não encontrou a aderência imaginada.
Gráfico 2 – Quantidade de empréstimos realizados
400
350

343

300
250

250
219

200
150
100

87
57

50
0

0
2013

24
2014

2015

2016

2017

2018

2019

Fonte: Ifes (2019b).

A procura pelos dispositivos foi intensa no início, porém, a partir de 2016,
nem sempre todos estavam emprestados. Um dos pontos fortes na implantação
do serviço de empréstimo de dispositivos de leitura foi permitir, ao usuário,
acessar o conteúdo informacional, independente do suporte, sanando assim, suas
necessidades informacionais.
O fato de o Kobo ser um dispositivo com formato proprietário restringiu a
opção de compra de títulos à Livraria Cultura. No entanto, como o dispositivo
suporta diversos formatos e sua sincronização com os livros digitais pode ser
realizada por meio da entrada USB dos computadores, foi possível disponibilizar
aos usuários mais de 500 títulos de livros em formato digital.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao decidir pela inclusão de e-readers no acervo, a biblioteca deve
assegurar-se de buscar equipamentos que suportem os mais variados tipos de

�arquivos, além de permitirem a sincronização entre os e-books e os
equipamentos, de forma ilimitada, evitando restrições de leitura, e ampliando as
possibilidades de utilização pelo público. Desta forma, uma parcela maior de
usuários será atendida e o grau de investimento poderá ser menor.
Os dispositivos de leitura representam uma janela de oportunidades para as
bibliotecas, com ampliação da oferta de serviços e produtos. Introduz novos
aparatos tecnológicos no processo de mediação da leitura, e propiciam uma
experiência diferenciada do processo de leitura. Também provoca a necessidade
de reflexões da parte do bibliotecário sobre os processos de gestão da
informação, e de sua relação com a expectativa e demanda dos usuários.
Apesar dos poucos relatos de experiências de uso e do empréstimo de
dispositivos de leitura em bibliotecas brasileiras, este trabalho colabora para
despertar o debate do tema entre a comunidade bibliotecária e suas entidades
representativas.

REFERÊNCIAS
FERNÁNDEZ GARCÍA, P.; FERNÁNDEZ NORIEGA, J.; RIAÑO ALONSO, J. J. El
préstamo de libros electrónicos: examen del panorama del servicio y su
implantación en la biblioteca de la Universidad de Oviedo. RUIDERAe: Revista de
Unidades de Información, Ciudad Real, n. 2, 2012. Disponível em:
https://revista.uclm.es/index.php/ruiderae/article/view/157. Acesso em: 2 abr. 2019.
INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Relatório de fila de reserva
(2013-2019). Vitória: Ifes, 2019a.
______. Relatório de material emprestado (2013-2019). Vitória: Ifes, 2019b.
SILVA, R. A. da. E-books em bibliotecas: novos desafios para os bibliotecários. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 25.,
2013, Florianópolis. Anais eletrônicos […]. São Paulo: FEBAB, 2013. Disponível
em: https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1398/0. Acesso em: 25 mar. 2019.

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                <text>O presente trabalho relata a experiência do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) - Campus Venda Nova do Imigrante com a implantação do serviço de empréstimo de dispositivos de leitura Kobo, da Rakuten Kobo. O surgimento dos dispositivos de leitura (e-readers) e dos livros digitais (e-books) acarreta mudanças no cenário das unidades de informação e, sua inclusão nas rotinas bibliotecárias causa dúvidas, desde as possibilidades de aquisição, às formas de acesso e utilização pelos usuários. Apesar de estarem, cada vez mais, presentes nas bibliotecas, os editores ainda resistem em negociar os livros digitais com essas instituições, por temerem que isso diminua suas vendas. As plataformas de fornecedores impõem restrições quanto ao uso desse material, como: Digital Rights Management (DRM), formatos proprietários ou compatibilidade com dispositivos de leitura. Apesar disso, diversas bibliotecas adotam livros digitais disponibilizando-os por meio da implantação do serviço de empréstimo de dispositivos de leitura.</text>
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                    <text>O bibliotecário/a e os desafios da extensão: gestão do projeto
Paraíba Literária da Biblioteca Central da UFPB

Gilvanedja FERREIRA MENDES DA SILVA (UFPB) - gilvanedja@gmail.com
Resumo:
O projeto de extensão “Paraíba Literária: criação da coleção de obras literárias de autores
paraibanos” trata da experiência bibliotecária com projeto de extensão aprovado no Edital
01/2019 – Probex 2019 da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, tendo a Biblioteca Central
como local de realização. Trata da criação, tratamento técnico, conservação básica,
organização física e disponibilização para acesso local da coleção de obras literárias de
autores paraibanos composta por aprox. 1.200 (hum mil e duzentos títulos) em sua maioria
livros nos mais diversos gêneros (poesia, romance, novela, conto, crônica, ensaio, crítica, peça
teatral, entre outros). A formação da Coleção Literária visando resgatar, promover a
valorização, a divulgação, a visibilidade da produção literária paraibana, além de dar suporte
no incentivo à leitura, à crítica e a produção escrita e poética da comunidade acadêmica da
UFPB (docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação) e comunidade
externa (escritores(as) e poetas paraibanos(as); pesquisadores do campo do Livro, Leitura,
Literatura; escolas públicas e privadas).
Palavras-chave: Extensão - projetos. Paraíba literária. Autores paraibanos. Literatura.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Resumo expandido de relato de experiência

1. INTRODUÇÃO

A proposta de criação da Coleção Paraíba Literária surge a partir do inventário
físico da Coleção Paraibana (CP) da Seção de Coleções Especiais da Biblioteca Central.
Iniciado no 2º semestre de 2018, o inventário da Coleção Paraibana (CP) buscou verificar
título a título nas estantes, a fim de se ter um raio X das obras catalogadas e do montante
que ainda não está tratada e processada tecnicamente para acesso.
O objetivo do levantamento real da Coleção é avaliar o que de fato é produção
sobre a Paraíba, direcionando obras que não se encaixam no perfil da Coleção a outras
coleções do acervo da Biblioteca Central; definir os critérios para uma obra ser
direcionada à CP, além de avaliar o estado de uso, conservação da coleção para
identificar os procedimentos necessários para acesso e uso.
Ao longo desse levantamento, verificou-se que aprox. 1.200 (hum mil e duzentos
títulos), sem mensurar os exemplares, são obras literárias de autores paraibanos
composta, em sua maioria, por livros e folhetos escritos nos mais diversos gêneros
(poesia, romance, novela, conto, crônica, ensaio, crítica, peça teatral, entre outros),
publicações da década de 1930, 50 até os dias atuais, muitas, inclusive, com exemplar
único, edições esgotadas e, muitas vezes, pouco conhecidas e, por isso, pouco
acessadas e estudadas.
Diante dessa constatação, a proposta da formação da Coleção Paraíba Literária
visa

contribuir para o resgate da memória literária, promovendo a valorização, a

divulgação, a visibilidade da produção literária paraibana.

�Traz como objetivos criar, tratar, dar conservação básica, organizar e
disponibilizar para acesso local a coleção de obras literárias de autores paraibanos
composta por aprox. 1.200 (hum mil e duzentos títulos); além de dar suporte no incentivo
à leitura, à crítica e a produção escrita e poética da comunidade acadêmica da UFPB
(docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação) e comunidade
externa (escritores(as) e poetas paraibanos(as); pesquisadores do campo do Livro,
Leitura, Literatura; escolas públicas e privadas).
A metodologia do projeto apresenta as seguintes fases: a) fase 1: inventário do
acervo literário existente na Seção de Coleções Especiais; b) fase 2: elaboração de plano
de ação para tratar, organizar e disponibilizar o acervo literário para acesso local; c) fase
3: higienização básica das obras e curadoria de conteúdo; d)fase 4: catalogação de
aprox. 1.200 títulos; e)fase 5: preparo técnico do acervo e organização nas estantes;
f)fase 6: ações de divulgação, uso da Coleção; g) fase 7: realização de rodas de conversa
com poetas e escritores paraibanos; h) fase 8: avaliação, elaboração e prestação de
contas.
2. A FORMAÇÃO DE ACERVOS LITERÁRIOS
Partindo-se do entendimento de Carvalho (2013), acerca da relação da literatura
e da memória cultural sob a perspectiva da interdisciplinaridade, a qual se concretiza no
encontro do discurso literário e do discurso da memória como fonte de pesquisa e de
produção de saberes para a reconstrução da identidade de um sistema literário
pluricultural, é possível entender a importância da formação de acervos literários como
suporte para a promoção do processo de releitura das fontes literárias a partir da
perspectiva da heterogeneidade do sistema literário, pois no acervo da literatura se
realizam as consignações das fontes literárias, das tendências críticas e dos discursos
de um modo sistêmico, mas não hegemônico.
De acordo com Carvalho (2013), a formação de acervos literários permite que se
evidenciem as especificidades locais e históricas da literatura para que a identidade
pluricultural seja potencializada entre os sistemas literários de culturas centrais e
periféricas. Para tanto, a formação desse tipo de acervo deve permitir um olhar para o

�sistema da literatura por uma perspectiva histórica não linear e pelos conceitos do limiar,
ruptura, corte e transformações.
É preciso pensar nos acervos literários como patrimônios culturais, pelo
viés do discurso da memória para uma reflexão histórica e comparatista
sobre o sistema literário no contexto da globalização e da
recontextualização da literatura a partir da produção de textos de uma
determinada época, de um círculo literário de autores; de uma
comunidade de leitores, e assim pode se tornar uma fonte de
conhecimento dos registros literários e de descobertas acerca das
inúmeras pesquisas a respeito da complexidade dos textos literários.

Além, dos registros das fontes literárias e históricas do sistema literário, outra
possibilidade de observar a multiculturalidade em relação à literatura pode ser por meio
dos registros da memória coletiva representativa do universo literário de uma sociedade
ou de uma comunidade, com as suas marcas e influxos: “a memória apoia-se sobre o
‘passado vivido’, o qual permite a constituição de uma narrativa sobre o passado do
sujeito de forma viva e natural [...]” (HALBWACHS, 2004, p.75).
Portanto, a partir de um acervo de textos literários produzidos em uma
determinada época, em um círculo de autores, e os estudos acerca da recepção das
obras em uma dada comunidade de leitores; pode se pensar em pesquisas e estudos
acerca dos textos e registros literários abrindo caminhos para inúmeras propostas de
novas pesquisas, por exemplo, estudos a respeito da “complexidade de repetição, a
reescrita, a bricolagem [...], a intertextualidade sugestiva, a imitação criativa, o poder de
questionar hábitos enraizados por meio de estratégias narrativas [...]” (HUYSSEN, 2002,
p.30).
A primeira referência quando se trata de acervo literário no Brasil deve ser à
Biblioteca Nacional. Na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional se encontram mais
de 600 mil manuscritos. Esses manuscritos são documentos de natureza variada, ou seja,
de natureza não exclusivamente literária, indo de documentos históricos a documentos
científicos.
A Paraíba tem uma literatura rica em todos os gêneros. No romance, sem citar,
esgotando todos os autores, poderíamos enfocar pelo menos os principais: José Vieira;
José Américo de Almeida; José Lins do Rego (os três grandes Josés); Ascendino Leite,
um homem que escreveu em todos os gêneros; Pedro Américo, que escreveu romance
e foi um dos primeiros gênios a despontar no campo da pintura, das artes plásticas em

�geral; foi um sábio, um homem de uma sabedoria imensa, reconhecido na Europa. Uma
terra que deu poetas maravilhosos, entre os quais, o segundo gênio da Paraíba: Augusto
dos Anjos.
A Coleção Paraibana reúne uma representação dessa produção local dos
escritores nascidos ou não na Paraíba por meio de materiais informacionais, em sua
maioria livros, folhetos e publicações de cunho literário, sendo o autor paraibano ou não.
Classificada e ordenada nas estantes em CDU (Classificação Decimal Universal),
possuindo materiais distribuídos em 9 áreas temáticas (ficção, poesia, prosa), história,
geografia, ciências sociais, generalidades, educação, administração entre outras.
Atualmente possui 1.900 (um mil e novecentos) títulos e 3.456 (três mil, quatrocentos e
cinquenta e seis) exemplares impressos catalogados e disponíveis para acesso local.
A Paraíba Literária, portanto, é parte dessa Coleção já existente, mas que visa dar
visibilidade à produção literária, possibilitando o acesso local, a pesquisa, a crítica e a
releitura de importantes obras que, por falta de ações de dinamização, estão
invisibilizadas e, portanto, merecem que seja dado o tratamento adequado e o incentivo
necessários.
3. RESULTADOS ESPERADOS
Ao final do projeto, em 31 de dezembro de 2019, espera-se entregar à comunidade
acadêmica e externa da UFPB a Coleção Paraíba Literária com aprox. 1.200 títulos de
obras literárias de autores paraibanos para acesso local e realizar, pelo menos, uma roda
de conversa com poetas e autores paraibanos, com exposição de obras da Coleção.
REFERÊNCIAS

CARVALHO, Markley Florentino. O ACERVO LITERÁRIO E A MEMÓRIA CULTURAL:
fontes para os discursos e a formação das identidades pluriculturais, 2013.
HALBWACHS, M. A memória coletiva. S. Paulo: Centauro, 2004.
VIANNA NETO, A.R. Multiculturalismo e pluriculturalismo, In.: FIGUEIREDO, E. (org.).
Conceitos de literatura. Juiz de Fora: UFJF, 2005.

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                <text>O projeto de extensão “Paraíba Literária: criação da coleção de obras literárias de autores paraibanos” trata da experiência bibliotecária com projeto de extensão aprovado no Edital 01/2019 – Probex 2019 da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, tendo a Biblioteca Central como local de realização. Trata da criação, tratamento técnico, conservação básica, organização física e disponibilização para acesso local da coleção de obras literárias de autores paraibanos composta por aprox. 1.200 (hum mil e duzentos títulos) em sua maioria livros nos mais diversos gêneros (poesia, romance, novela, conto, crônica, ensaio, crítica, peça teatral, entre outros). A formação da Coleção Literária visando resgatar, promover a valorização, a divulgação, a visibilidade da produção literária paraibana, além de dar suporte  no incentivo à leitura, à crítica e a produção escrita e poética da comunidade acadêmica da UFPB (docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação) e comunidade externa (escritores(as) e poetas paraibanos(as); pesquisadores do campo do Livro, Leitura, Literatura; escolas públicas e privadas).</text>
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                    <text>O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEFS E A RESSIGNIFICAÇÃO DO
SERVIÇO DE REFERÊNCIA

LUCIANA SILVA SANTOS (UEFS) - lssantos1@uefs.br
Luis Ricardo Andrade da Silva (UEFS) - ricardo.bibliotecario@hotmail.com
Maria de Fátima Jesus Moreira (UEFS) - fmoreira@uefs.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
TATIANE SOUZA SANTOS (UEFS) - tatisantos@uefs.br
Resumo:
Apresenta o relato de experiência das ações desenvolvidas pela Seção de Referência da
Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC), entidade gestora do Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS). Demonstra a
necessidade de ressignificação da atuação da biblioteca junto às novas exigências da
comunidade de usuários que atende, e descreve as atividades desenvolvidas na Seção de
Referência à luz das novas demandas dos públicos prioritários do SISBI-UEFS e o
posicionamento da BCJC enquanto biblioteca universitária, que ressignifica suas práticas para
melhor atender públicos diversos. Entre as atividades desenvolvidas, destacam-se, ações
culturais, campanhas, serviços online, serviços inovadores e atividades de aprendizagem
organizacional, que denotam a diversidade dos produtos e serviços oferecidos, atribuindo a
Seção de Referência da BCJC uma nova perspectiva, de agente de cuidado das necessidades
multiculturais de informação, que busca oferecer serviços inovadores e superar as
expectativas dos seus usuários.
Palavras-chave: Serviço de Referência. Inovação em serviços. Biblioteca universitária.
Ressignicação.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de Outubro de 2019

INTRODUÇÃO
A universidade por si só é um ambiente sociável, quer seja pública ou particular,
consiste em um espaço de saberes e culturas variadas. Reportando para a universidade
pública, mais precisamente a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), localizada
no sertão baiano, é mais expressiva a sua atuação multicultural, em função da presença de
variadas etnias, padrões comportamentais e linhas de pensamentos diversas.
As bibliotecas, enquanto agentes culturais se constituem em locais de transformação e
associação, ao ofertar serviços e produtos que contemplam diversos públicos de interesse com
os quais se relacionam. A proposta de atuação das bibliotecas com esse papel multifacetado,
em um primeiro momento, pode parecer de difícil alcance, considerando a diversidade de
públicos. Porém, a biblioteca no século XXI, é uma organização viva que se reinventa, cria,
transforma, une diferenças e tem a necessidade de atender a uma clientela multidisciplinar que
a utiliza por diversos motivos e necessidades.
Emerge nesse cenário, a necessidade da biblioteca ampliar os seus conceitos, de
promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes da comunidade, ressignificando
os seus serviços.
Quem poderia imaginar o caminho traçado pela biblioteca até os dias de hoje? A
biblioteca ganhou outros rumos, interage com o leitor, pesquisador e todo o tipo de público,
deixou de ser estática para se tornar espaço de diversidade, de pensamentos e ideias, lugar de
pensar, discutir e criar, expandir, adquirir, multiplicar e compartilhar conhecimentos.
[...] a biblioteca não deve ser entendida apenas como um fenômeno social e cultural,
mas sim como uma instituição social das mais complexas e importantes do sistema
de comunicação humana, sendo responsável pela preservação e transmissão da
cultura. (SANTOS, 2012, p. 187).

A atual biblioteca universitária enquanto espaço educativo que subsidia o ensino e a
pesquisa transpassa o modelo de serviço de empréstimo e devolução de materiais para um
modelo que promova a ampliação das experiências culturais e educativas, que esteja em
sintonia com os desafios acadêmicos e a articulação com a comunidade na qual está inserida.
Neste contexto, a Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC), responsável pela
coordenação do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de
Santana (SISBI-UEFS), criada em 31 de maio de 1976, tem a Seção de Referencia como o seu
cartão de visitas.
O serviço de referência segundo Mangas (2007) tinha suas funções tradicionais
sistematizadas em: acolher (receber com simpatia e profissionalismo os utilizadores),
informar (resolver as perguntas e as pesquisas dos utilizadores), formar (ensinar os

�utilizadores na utilização dos serviços e dos recursos da biblioteca) e orientar (a orientação
pode ser pensada a dois níveis: como orientação dentro do espaço físico da biblioteca e como
orientação bibliográfica). Hoje, assume configurações diferenciadas à luz da diversidade dos
públicos de interesse.
Para o desenvolvimento dos serviços, a Seção de Referência do SISBI-UEFS conta
com uma equipe multidisciplinar composta por: três bibliotecários, dois auxiliares de
biblioteca e uma relações-públicas. A atuação do profissional relações-públicas é um
facilitador no alcance do objetivo da Seção de Referência de requalificar as práticas em
conexão com a expectativa dos públicos prioritários.

RELATO DE EXPERIÊNCIA

As atividades da Seção de Referencia relatadas neste trabalho ocorreram na Biblioteca
Central Julieta Carteado do SISBI-UEFS.
Nesse contexto, a BCJC pensando na interação com o usuário, na preservação e
divulgação da cultura, e na dinamização dos serviços oferecidos à comunidade, criou e
desenvolveu varias ações, descritas a seguir:
AÇÕES DA SEÇÃO DE REFERÊNCIA NA PROMOÇÃO DA VISIBILIDADE DO
SISBI-UEFS

Ações Culturais – constituem-se em eventos culturais, a exemplo de apresentações
musicais, lançamento de livros, exposições temáticas, exibições de filmes e documentários
com debates, apresentações teatrais e recitais. Um exemplo de ações desse tipo é o evento
Biblioteca Café e Arte, que tem como objetivo estreitar a comunicação entre o usuário e a
biblioteca, promovendo momentos agradáveis e de descontração, com apresentações
artístico-culturais, acompanhadas de um coffee break.
Figura 1 – Apresentação musical

Fonte: SISBI-UEFS, 2015.

�Campanhas – o SISBI-UEFS realiza as seguintes campanhas: Campanhas de
sensibilização do usuário para preservação do acervo e uso consciente do espaço (Campanha
do Silêncio); Campanhas de cunho social, com o intuito de sensibilizar e mobilizar os
usuários para temáticas de relevância social, dentre as quais podemos destacar as campanhas
“Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, com grande participação da comunidade acadêmica, e a
Campanha de Negociação Solidária, a qual negocia dias de suspensão do serviço de
empréstimo, por alimentos que são doados às instituições beneficentes de Feira de Santana e
livros para compor o acervo da Biblioteca Setorial Monteiro Lobato; Campanha de formação
de leitor, com ações de estímulo à leitura, a exemplo da campanha “Li e Recomendo!”.
Outubro Rosa – a campanha foi realizada tendo por objetivos: compartilhar
informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença,
proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir
para a redução da mortalidade. Durante o mês de outubro, o SISBI-UEFS solicitou à
comunidade acadêmica doações de lenços, cabelos (para confecção de perucas) e
alimentos não perecíveis para ajudar as instituições que atendem pessoas em
tratamento contra o câncer.
Novembro Azul – a BCJC também abraça o ‘Novembro Azul’, movimento mundial
que acontece durante o mês de novembro para reforçar a importância da prevenção e
do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Na BCJC são feitas ornamentações com
cartazes e adereços que caracterizam o universo masculino, a fim de chamar a atenção
dos homens para os sinais e sintomas da doença e conscientizá-los da importância de
se fazer o exame.
Li e Recomendo! – é uma iniciativa de compartilhamento de leituras entre os usuários
do SISBI-UEFS. Para participar os usuários devem escrever uma breve recomendação
de leitura de algum livro do acervo que já tenha lido. A divulgação é feita no site e
redes sociais do SISBI-UEFS. Quem encontra um bom livro não o guarda apenas para
si, mas compartilha essa leitura com todos, pois "se o ato de ler é solitário,
compartilhar a leitura é um prazer que une pessoas." (MONTEIRO, 2018).
Top Usuário – projeto que premia com publicações da UEFS Editora os usuários que
mais utilizam o Serviço de Empréstimo de materiais do acervo. A premiação acontece
na Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, e é distribuída por categorias de
usuários (graduação, especialização, mestrado, doutorado, servidores, professores,
alunos do CEB, formandos e bolsistas).

�Serviços Online – a adoção das novas tecnologias de informação e comunicação
(TICs) impactou na reinvenção nos serviços de referência tradicionais, disponibilizando-os
em meio eletrônico tais como: levantamento bibliográfico realizado na base local (SISBIUEFS) e nas bases de dados; lista de novas aquisições (boletim bibliográfico) feito através do
Sistema de Bibliotecas Pergamum; a promoção da acessibilidade do conteúdo da internet
através dos programas de acesso por sistema de voz (utilizando o sistema Dox Vox); o
Serviço de Referência Online, através do chat Messenger no Facebook, onde os usuários
podem sanar dúvidas de normalização e de serviços oferecidos pela biblioteca.
Serviços Inovadores – na esteira da oferta de serviços adequados às necessidades do
usuário, foram implantados os serviços de: a) empréstimo de guarda-chuva – o usuário pode
levar de empréstimo guarda-chuvas para proteção do material tomado de empréstimos; b)
disponibilização de sacos plásticos reciclados - para proteção das obras emprestadas no
período de chuvas; c) Mural Livre para o usuário divulgar eventos, cursos e outras atividades;
d) Riscódromo – espaço para que o usuário se manifeste livremente, evitando que o
mobiliário e o acervo sejam danificados.
Aprendizagem Organizacional – no âmbito da aprendizagem organizacional, a
BCJC oferece um Programa de Capacitação para comunidade interna e externa, a exemplo:
Treinamentos para Novos Usuários (graduação e pós-graduação), Treinamento para Acesso a
Base de Dados, cursos de curta duração como o de Elaboração de Trabalho Acadêmico
(orientação sobre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT), e cursos
com duração de 20h, e oficinas na área de gestão de bibliotecas, nas seguintes temáticas:
auxiliar de bibliotecas, noções básicas de arquivo, ação cultural para bibliotecas, relações
públicas para bibliotecas e centros de informação, dinamização de bibliotecas e outros.

CONSIDERAÇOES FINAIS

As ações desenvolvidas pela Seção de Referencia do SISBI-UEFS buscam contribuir
para a excelência acadêmica, a visibilidade da produção técnica, científica e cultural da
Universidade Estadual de Feira de Santana, bem como a disseminação do conhecimento e
fomento à cultura local, através de serviços oferecidos.
No cenário de inovações nas linguagens e plataformas de disseminação do
conhecimento, as ações implantadas e os serviços desenvolvidos pela Seção de Referência da
BCJC fortalecem a atuação da biblioteca enquanto agente cultural e social, no âmbito local e
em ambiente virtual.

�Através das experiências analisadas entendemos que a Seção de Referencia deve se
ressignificar continuamente, com o objetivo de ir além de satisfazer as necessidades de
informação, deve buscar continuamente superar as expectativas dos usuários, qualificando a
relação da biblioteca universitária com a comunidade que atende.

REFERÊNCIAS

MANGAS, S. F. A. Como planificar e gerir um serviço de referência. Biblios, n. 28, p. 01-31,
abr./ jun. 2007. Disponível em: http://eprints.rclis.org/12155/. Acesso em: 02 abr. 2019.
MONTEIRO, L. C. V. Se o ato de ler é solitário, compartilhar a leitura é um prazer que une
pessoas. Saúde Plena. 16 jul. 2018. Disponível em:
https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2018/07/16/noticias-saude,230584/se-o-ato-de-lere-solitario-compartilhar-a-leitura-e-um-prazer-que-un.shtml. Acesso em: 29 mar. 2019.
SANTOS, J. M. O processo evolutivo das bibliotecas da Antiguidade ao Renascimento.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 8, n. 2, p. 175-189, jul./dez.
2012. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/download/237/235. Acesso em: 29
mar. 2019.
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UEFS. Biblioteca, Café &amp; Arte.
Biblioteca Central Julieta Carteado. Notícias. Feira de Santana, 05 jun. 2015. Disponível
em: http://sites.uefs.br/portal/sites/bibuefs/paginas-do-menu-raiz/noticias/biblioteca-cafe-arte.
Acesso em: 02 abr. 2019.

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                <text>Apresenta o relato de experiência das ações desenvolvidas pela Seção de Referência da Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC), entidade gestora do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS). Demonstra a necessidade de ressignificação da atuação da biblioteca junto às novas exigências da comunidade de usuários que atende, e descreve as atividades desenvolvidas na Seção de Referência à luz das novas demandas dos públicos prioritários do SISBI-UEFS e o posicionamento da BCJC enquanto biblioteca universitária, que ressignifica suas práticas para melhor atender públicos diversos. Entre as atividades desenvolvidas, destacam-se, ações culturais, campanhas, serviços online, serviços inovadores e atividades de aprendizagem organizacional, que denotam a diversidade dos produtos e serviços oferecidos, atribuindo a Seção de Referência da BCJC uma nova perspectiva, de agente de cuidado das necessidades multiculturais de informação, que busca oferecer serviços inovadores e superar as expectativas dos seus usuários.</text>
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                    <text>O Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional da FBN/PLANOR
como instrumento de identificação e preservação do patrimônio
bibliográfico institucional como bem cultural

Silvia Fernandes Pereira (FBN) - silviafpereira62@gmail.com
Rosângela Rocha Von Helde (FBN) - rosangelavonhelde@gmail.com
Resumo:
Apresenta a relevância do Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional (CPBN) como fonte
de pesquisa e identificação do patrimônio bibliográfico identificado no país. Descreve
resumidamente a criação e objetivos do Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras
(PLANOR) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) com ênfase em sua ação precípua de
identificação, preservação e difusão do patrimônio bibliográfico nacional. Elenca as
dificuldades para a captação de instituições para a composição deste catálogo coletivo. Arrola
as ações implementadas pelo PLANOR, que subsidiam aos gestores envolvidos ferramentas
que podem proporcionar além da visibilidade dos acervos em âmbito internacional, também
chancela para submissão das coleções à projetos de fomento e cooperação para a implantação
de ações de inventário, tratamento técnico, automação, digitalização, bem como implantação
de políticas de segurança, acesso, preservação e reprodução de seus acervos.
Palavras-chave: Biblioteca Nacional. Catálogos Coletivos. Patrimônio Bibliográfico Nacional.
Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO
Os Catálogos Coletivos são instrumentos de cooperação, criados para reunir em
uma única base, informações acerca de documentos impressos de mais de uma
biblioteca a fim de identificar, preservar e difundir o seu patrimônio bibliográfico e
documental. É de responsabilidade dos gestores dos catálogos coletivos subsidiar
recursos científicos, técnicos e informacionais para que as instituições possam
identificar e descrever os itens que deverão compor o catálogo.
A definição de catálogo coletivo é dada por Faria e Pericão (2008) como:
[...] catálogo das existências parciais ou totais, comum a várias bibliotecas,
arquivos ou serviços de documentação. [...] podem ser nacionais, regionais,
locais, especializados ou enciclopédicos. A sua elaboração implica a
aceitação de regras comuns de catalogação e descrição bibliográfica e/ou de
formatação dos dados e de uma normalização dos princípios a seguir.
(FARIA; PERICÃO, 2008, p. 147).

O conceito de patrimônio bibliográfico é dado por Santos e Reis (2018) como:
o conjunto de bens culturais de natureza bibliográfica (manuscritos,
incunábulos, livros, periódicos, mapas, folhetos e obras de referência), cuja
raridade a eles atribuída reconhece o seu valor para à história e à memória
deste País ao longo dos séculos, os quais foram elaborados, publicados e
utilizados por seus cidadãos dentro do próprio território. Também integram o
patrimônio bibliográfico nacional as criações impressas que tratam do Brasil,
elaboradas neste País por autores estrangeiros e publicadas no exterior, bem
como as criações impressas de origem estrangeiras, incorporadas aos acervos
das primeiras bibliotecas brasileiras, que colaboraram diretamente para o
desenvolvimento intelectual desta nação. (SANTOS; REIS, 2018)

O Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional (CPBN) da Fundação
Biblioteca Nacional é gerenciado pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras –
PLANOR. O PLANOR, foi criado em 31 de outubro de 1983 pela portaria nº 19 da
Secretaria da Cultura, do então Ministério da Educação e Cultura com o nome de Plano
Nacional de Restauração de Obras Raras. Em 1994, pela Decisão Executiva nº 4 de 08
de novembro e para atender às necessidades da Fundação Biblioteca Nacional (FBN),
tem sua nomenclatura modificada para Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras.
A partir de 2004, com a nova estrutura organizacional da Fundação Biblioteca Nacional,
o PLANOR passou a ter gerência própria, e hoje é subordinado à Coordenadoria de
Acervo Especial – CAE – do Centro de Coleções e Serviços aos Leitores – CCSL. O
PLANOR tem como objetivo principal, identificar, coletar, reunir e disseminar
informações sobre acervos raros existentes no Brasil.

�Em seu âmbito de ação, o PLANOR fornece orientações e presta assessoria
técnica para a gestão de acervos raros, realiza visitas com emissão de pareceres
técnicos, promove eventos e cursos de capacitação profissional e gerencia o Catálogo do
Patrimônio Bibliográfico Nacional – CPBN.
A ideia de criação do CPBN teve início em novembro em 1994, quando a
gestora do PLANOR, a bibliotecária Vera Lúcia Faillace, trabalhou no Catálogo
Coletivo do Patrimônio Bibliográfico Espanhol, na Biblioteca Nacional da Espanha
(Madri), a fim de trazer subsídios para a criação do catálogo coletivo brasileiro.
Em maio de 1995, a Biblioteca Nacional do Brasil, através do PLANOR, iniciou
de forma efetiva os trabalhos para organização do CPBN que reúne registros
bibliográficos dos séculos XV-XVIII (obras estrangeiras até 1799) e XIX (obras
nacionais até 1900) ou de períodos subsequentes, que tenham sua raridade justificada de
acordo com os critérios adotados por cada instituição.
Em 2005 o CPBN sofreu uma reestruturação, onde foram retiradas instituições
que apesar do cadastramento, não haviam efetivamente incluído seus registros
bibliográficos na base bibliográfica. Em dezembro de 2018, o CPBN contava com 235
instituições cadastradas, com um montante de 32.667 registros.
Atualmente o CPBN está abrigado na Rede Memória Virtual Brasileira – BN
Digital, onde poderá expandir suas ações para contemplar a inclusão dos objetos digitais
dos registros bibliográficos.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
O objetivo deste trabalho é divulgar a relevância do CPBN, como instrumento de
salvaguarda e difusão do patrimônio bibliográfico mais precioso do País, que também se
constitui em alicerce para a construção da identidade coletiva nacional.
O CPBN foi criado com o objetivo de reunir em um só catálogo as instituições
possuidoras de acervo raro no Brasil, entretanto devido a vários problemas econômicos
e sociais ainda não conseguimos contemplar neste catálogo boa parte das instituições
mapeadas pela equipe do PLANOR. Nossas principais dificuldades estão relacionadas
a:


Dimensão territorial do Brasil;

�






Instituições com dificuldades em manter e salvaguardar seus acervos;
Falta de profissionais qualificados no processo de identificação e processamento
técnico;
Ausência de políticas, de acesso, segurança, preservação, reprodução dos
acervos;
Deficiências tecnológicas;
Fusão ou extinção de bibliotecas;
Descontinuidade de alimentação do Catálogo devido à mudanças de gestores.

Com o objetivo de oferecer suporte aos bibliotecários, profissionais e gestores de
acervos raros e especiais, o PLANOR promove anualmente cursos e eventos. Outra
ação desempenhada é a assessoria técnica prestada à instituições solicitantes, estando ou
não a mesma cadastrada no CPBN.
Para legitimar algumas das sugestões prestadas às instituições através da emissão do
parecer técnico, encaminhado posteriormente à visita técnica, a equipe do PLANOR
toma como base as orientações das Instruções de Serviços da Fundação Biblioteca
Nacional:
•

Nº 04 – Procedimentos de acesso e circulação de 2016;

•

Nº 06 – Normas para registro patrimonial de acervo e atribuição de marca de

propriedade de 2016;
•

Nº 02 – Normas para reprodução de 2018.

São indicadas bibliografias especializadas, bem como documentos gerados a partir
dos eventos de capacitação promovidos pelo PLANOR.
Para o tratamento técnico da coleção são sugeridos:


Descrição bibliográfica minuciosa, apontando todas as marcas intrínsecas e
extrínsecas, que o descreva de um modo único não ambíguo e que possibilite a
sua identificação e localização.



Utilização do campo de notas (ex. campos 500 e 590 do MARC) para inclusão
das informações geradas a partir da descrição bibliográfica e outras informações
complementares;



Inclusão de marcas de propriedade, por meio de registros, ex-libris e da
carimbagem com a utilização de tinta especial para não danificar a obra.



Elaborar políticas de desenvolvimento de coleções, de acesso, preservação,
segurança, reprodução e elaboração dos critérios de raridade.

�Para a elaboração das políticas de desenvolvimento de coleções Araújo e Reis
mencionam que:
As coleções especiais em bibliotecas institucionais são distintas dos demais
acervos de uma biblioteca por sua constituição temática, finalidade,
características materiais e significados patrimoniais para a instituição que as
preservam. A política de desenvolvimento de acervo é outro fator que
proporciona distinção para essas coleções ao estabelecer planos normativos
para sistematizar formas de organização, conservação, aquisição, acesso,
segurança, pesquisas e avaliação de coleção(ões) formada(s)ou em formação
com o objetivo de garantir preservação e acesso ao público. (ARAÚJO;
REIS, 2016)

Para a elaboração dos critérios de raridade, Pinheiro diz que:
Para definir critérios de raridade para uma coleção especial, é preciso
conhecê-la muito bem. Esse conhecimento é um recurso fundamental para a
identificação da coleção, desenvolvido a partir de sua catalogação, mediante
análise bibliológica, que é o exame item a item, página a página, para
descrever sua materialidade, e de pesquisa bibliográfica, que envolve o
levantamento de fontes que citam a obra em estudo, para registrar a
importância de sua edição, de seu autor, de seu conteúdo, de sua história.
(PINHEIRO, 2015, p. 35)



Construir plano de gerenciamento de riscos. A FBN disponibiliza em sua página
o Plano de Gerenciamento de Riscos elaborado por Spinelli e Pederzoli. O
documento

encontra-se

disponível

para

download

no

link:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_
plano_risco_por.pdf


Atribuir valores às obras.

Tais medidas colaboram para salvaguardar o acervo e coibir atos ilícitos e são
recomendadas pela Polícia Federal.
CONCLUSÃO
Mesmo diante dos desafios e adversidades ao gerenciar o CPBN, reconhecemos
os esforços de várias instituições brasileiras que lutam para garantir a manutenção, a
guarda, a preservação de seus bens mais preciosos, muitos dos quais se constituem da
coleção formadora das instituições. O PLANOR através do CPBN busca interagir com
as instituições curadoras do patrimônio bibliográfico mais precioso brasileiro, a fim de
proporcionar assessoria e ferramentas para uma gestão em parceria.

�REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Diná M. P.; REIS, Alcenir Soares dos. Bibliotecas, Bibliofilia e Bibliografia:
alguns apontamentos. R. Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v.
7,
n.
esp.,
p.
183-201,
ago.
2016.
Disponível
em:
&lt;
http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/118770/116241&gt;. Acesso em: 13 mar.
2019.
FARIA, Maria Isabel. PERICÃO, Maria da Graça. Dicionário do livro: da escrita ao
livro eletrônico. São Paulo: EdUSP, 2008.
PINHEIRO, Ana Virgínia. História, memória e patrimônio: convergências para o futuro
dos acervos especiais. In: VIEIRA, Bruno V. G.; ALVES, Ana Paula M. (org.).
Acervos especiais: memórias e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015.
Disponível
em:
&lt;
https://www.fclar.unesp.br/Home/Instituicao/Administracao/DivisaoTecnicaAcademica/
ApoioaoEnsino/LaboratorioEditorial/colecao-memoria-da-fcl-n9.pdf&gt;. Acesso em: 13
mar. 2019.
SANTOS, Renata; REIS, Alcenir Soares. O patrimônio bibliográfico no Brasil:
trajetória de leis, políticas e instrumentos de proteção legal. México, Investigácion
Bibliotecológica, v. 32, n. 75, abril/junio, 2018. Disponível em:
http://www.scielo.org.mx/pdf/ib/v32n75/2448-8321-ib-32-75-223.pdf&gt;. Acesso em: 11
abr. 2019.

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                    <text>O COLECIONISMO BIBLIOGRÁFICO PARTICULAR E O
INSTITUCIONAL: BREVES REFLEXÕES SOBRE SUAS
CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS

Cláudia Pereira de Jesus Carvalho (UNESP) - claudia.pjc@yahoo.com
Carlos Cândido de Almeida (UNESP) - carlos.c.almeida@unesp.br
Resumo:
Este trabalho apresenta e discute algumas características que permeiam os dois níveis do
colecionismo, particular e institucional. Traçamos algumas peculiaridades e diferenças nos
fundamentos lógicos e práticos dos diferentes domínios colecionistas. Acreditamos que essas
reflexões sejam primordiais para entender e aprimorar determinados processos existentes nas
unidades informacionais, tais como a formação e desenvolvimento de coleções, a
institucionalização de coleções anteriormente particulares, assim como o próprio tratamento e
disseminação dessas coleções.
Palavras-chave: Colecionismo. Coleções bibliográficas. Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 Introdução
O universo do colecionismo comporta uma diversidade de possibilidades,
motivações e significações. Ao adentrarmos no campo bibliográfico, temos o livro como
objeto colecionável.
A eclosão das colecões bibliográficas se dá com a invenção da imprensa e passa
a ser cada vez mais comum. Para Lemos (2008, p. 101) “Uma das principais
conseqüências sociais da invenção da escrita e de suportes de baixo custo, duráveis e
portáteis, para os registros escritos, foi a formação de coleções desses registros.
Coleções que viriam a ser conhecidas pelo nome de bibliotecas.”.
A partir da segunda metade do século XX, com a ampliação da população
alfabetizada, o mercado livreiro ganha um público mais volumoso e diferenciado,
impelindo as editoras a terem produtos diversificados para esses novos clientes em
potencial (SOUZA; CRIPPA, 2016, p. 232).
Quanto ao ser que coleciona, existem apenas duas opções possíveis: ou será
uma pessoa física, um colecionador particular, ou uma pessoa jurídica, um colecionador
institucional.
Assim, é objetivo deste artigo apresentar e discutir algumas características que
permeiam os dois níveis do colecionismo e o que cada um traz de especificamente seu.
Acreditamos que essas reflexões sejam primordiais para entender e aprimorar
determinados processos existentes nas unidades informacionais, tais como a formação
e desenvolvimento de coleções, a institucionalização de coleções anteriormente
particulares, assim como o próprio tratamento e disseminação dessas coleções.
2 Método da pesquisa
Buscamos apresentar uma reflexão teórica através da abordagem metodológica
qualitativa, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de cunho descritivo. Para Marconi e
Lakatos (2010) a pesquisa bibliográfica propicia o exame de um tema sob um novo
enfoque ou abordagem, levando a conclusões inovadoras. A pesquisa descritiva,
segundo Köche (2002) estuda as relações entre duas ou mais variáveis, constata e
avalia essas relações, na medida que se manifestam espontaneamente em fatos,
situações e condições já existentes.
O material coletado foi analisado sob a ótica da Análise de conteúdo proposta
por Bardin (2011). A Análise de conteúdo, utilizada para tratamento de dados em
pesquisas qualitativas, não é apenas um método, mas a combinação de várias técnicas
e ferramentas aplicadas para captar o significado de qualquer material verbal.
3 Bibliofilia

�Costa (2009, p. 13) afirma que “O vício, a paixão, a mania de se adquirir e
colecionar livros – ou seja, a bibliofilia – é tão antiga quanto à própria criação do registro
da escrita.”. Para Mindlin (2005, p. 15) “o livro exerce uma atração multiforme, que vai
muito mais além da leitura, embora esta seja um ponto de partida fundamental”.
Como destaca Costa (2009, p. 24), “o que está por trás da Bibliofilia não é o
apego excessivo à leitura, mas o amor pelos livros, simplesmente por serem livros”. À
vista disso, depreende-se que embora a escolha possa se basear tanto pela parte
interior quanto exterior do livro, a leitura de todos os livros da coleção não é demanda
primordial, o imprescindível é a posse da obra desejada.
Cabe explorar um pouco as significações do livro para além da materialidade e
do conteúdo informacional, entendê-lo como um semióforo. Em suma, semióforo é um
objeto que é um símbolo, uma representação, que carrega algo que não está visível
(CHAUÍ, 2000; POMIAN, 1984). Enquanto semióforo, o livro será um objeto ao qual se
atribui um significado para além do texto e de sua materialidade (LIMA, 2007). Há o
componente material do livro, o componente textual e o componente simbólico. Desta
maneira, os livros podem se tornar uma espécie de objeto de culto, de adoração pelo
valor figurativo que alguém confere a eles.
Assim, este objeto será um sustentáculo para um significado que transcende a
sua forma material ou possível utilidade, e só é possível saber esse significado ao
conhecer a história daquele objeto ou a sua relação com algo ou alguém que resultou
em seu valor representacional.
Bragança (1999, p. 187) considera que os bibliófilos formam “um círculo restrito
que cultua o livro não só como conteúdo de informação e arte, mas também como
objeto, suporte de uma tradição que se vai abandonando, com a emergência de outros
veículos da escrita mais complexos, leves e atraentes.”.
Para Philipp Blom (2003), o objeto que almejamos é, de fato, um atributo daquilo
que desejamos, uma representação, uma personificação de algo maior que buscamos.
Assim, o colecionismo bibliográfico encontra-se ligado ao desejo de saber, de cultura,
de erudição e do poder associado ao conhecimento que eles podem proporcionar.
4 Coleções particulares e institucionais
Embora o colecionismo tenha efetivamente começado como uma atividade
pessoal, com as transformações histórico-sociais, próprias do passar do tempo, o
colecionismo adquiriu novas formas e propósitos. Assim, existem pessoas e instituições
colecionadoras, conforme já definiu Peter Homulos (1990). O que muda,
indiscutivelmente, é o caráter da atividade colecionadora, pois na coleção pública
segue-se critérios formais, objetivos, com aquisições planejadas em suas dimensões

�administrativa, estratégica e financeira.
Portanto, acreditamos na conveniência de traçar algumas peculiaridades a
respeito do colecionismo no seu nível individual, de pessoas físicas, e do seu nível
institucional, de pessoas jurídicas. Ou, como define Azevedo (2015, p.14), coleções
formais ou informais.
É necessário esclarecer que existem diferenças nos fundamentos lógicos e
práticos dos diferentes domínios colecionistas. Os delineamentos acerca de coleções e
colecionadores, em sua generalidade, referem-se ao âmbito particular da questão. No
setor institucional as origens, motivações e significações das atividades colecionistas
ainda não receberam tanta dedicação quanto o setor particular.
A motivação é uma característica fundamental na diferenciação de coleções
públicas e privadas. Ainda que inicialmente uma coleção tenha sido particular, no
momento em que ela passa a estar em poder de uma instituição, as razões de sua
existência e manutenção passam a ser outras. Os itens continuam os mesmos, porém
mudando a esfera de posse, muda-se também o significado dos mesmos.
Enquanto nas coleções bibliográficas informais o desenvolvimento se pauta por
uma lógica fundamentalmente subjetiva, nas coleções formais, para Vergueiro (1989, p.
63) a aquisição para uma coleção institucionalizada é um processo meramente
administrativo, destacando-se o lado predominantemente técnico da formação e
desenvolvimento de coleções.
É prática comum que grandes colecionadores deixem seus acervos em
testamento para alguma instituição ou que a própria família faça a doação; essas
coleções costumam ficar em espaço especial e receber o nome do proprietário.
No nível particular, existe apenas a relação entre o indivíduo e sua coleção; no
momento em que essa mesma coleção passa a pertencer a uma instituição, seja ela
museu, biblioteca ou arquivo, novas relações são criadas. Assim, temos a coleção
figurando no centro de três classes de relações: coleção/criador, coleção/instituição e
coleção/público (SANTOS, 2015, p. 26).
A exposição e a interação do público é algo fundamental das coleções
institucionais, enquanto nas particulares isso constitui-se exceção; apenas alguns
colecionadores permitem visitantes e um número menor ainda admite que haja contato
físico com os itens. As coleções particulares se coadunam mais ​com a finalidade de
posse, enquanto que as coleções públicas existem para serem expostas e/ou utilizadas.
E essa utilização demanda métodos específicos e formais, como os sistemas de
classificação bibliográfica.
5 Considerações Finais
É bem provável que não seja possível delimitar uma figura universal do

�colecionador, e sim diversas categorias de colecionadores. E essa diferença não se
restringe somente ao tipo de objeto que colecionam, mas também, e principalmente,
pelo seu ​modus operandi, pelas suas motivações, pelos seus rituais, pelos processos
semióticos criados por cada colecionador. Destaca-se então a necessidade de se
explorar as diversas facetas do colecionismo e ressaltar mais as diferenças do que as
semelhanças.
Desse modo, entendemos que no âmbito público se destaca a identidade da
coleção, enquanto que no âmbito privado, a identidade do colecionador é o fator mais
relevante. O colecionador particular coleciona para si próprio, então somente seus
interesses importam; enquanto que a instituição colecionadora o faz para os outros, ela
precisa considerar os interesses da coletividade que terá acesso a essa coleção.
Dentre as tipologias colecionistas, as coleções bibliográficas são as que se
relacionam mais intimamente com a Biblioteconomia. Acreditamos que estudar o
colecionismo individual é necessário para entender o colecionismo institucional, pois um
surge a partir do outro. A formação de coleções pessoais precede as coleções
institucionais, e estas são, muitas vezes, o destino daquelas.
Renault e Araujo (2017, p. 6) defendem a importância dos bibliotecários,
enquanto administradores das coleções especiais, de “[...] recuperar os sentidos e usos
de constituição das coleções e também de apresentá-las e ressignificá-las para as
comunidades presentes e futuras.”.
Diversas vezes, coleções particulares são recebidas como doação e anexadas
ao acervo de bibliotecas. Esse processo de institucionalização precisa ser muito
cuidadoso, essas coleções apresentam aspectos significativos e informacionais que
excedem o conteúdo temático dos materiais, comumente o mais valorizado pelas
bibliotecas. Portanto, antes que sejam tomadas decisões quanto à organização,
acesso, tratamento descritivo e temático dessas coleções, é necessária um processo de
pesquisa e interpretação dos significados ali contidos.
Referências
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da Biblioteca Central da Universidade de Brasília​: a aplicação da política de seleção
ao colecionismo. Monografia (Graduação em Biblioteconomia). Brasília: UNB, 2015.
BARDIN, L. ​Análise de conteúdo​. São Paulo: Edições 70, 2011.
BLOM, P. ​Ter e manter​: uma história íntima de colecionadores e coleções. Rio de
Janeiro: Record, 2003.
BRAGANÇA, A. ​Livraria ideal​: do cordel à bibliofilia. Niterói: Pasárgada: EDUFF, 1999.

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COSTA, F. M. ​Bibliofilia​: a eterna devoção aos livros​.​ 2009. ​Monografia. São Paulo:
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SOUZA, W. E. R. ; CRIPPA, G. Os canais de venda de livros: o exemplo das coleções
de livro de bolso. ​Conexão: Comunicação e Cultura ​, v. 15, p. 209-233, 2016.
VERGUEIRO, W. ​Desenvolvimento de coleções​. São Paulo: Polis, 1989.
Agência financiadora
Este trabalho foi realizado com o apoio da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de São Paulo (Processo 2018/16154-0).

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                    <text>O BOOK TRAILER COMO FERRAMENTA PROMOCIONAL DA
LEITURA NA BIBLIOTECA ESCOLAR

Emanuela Brambilla dos Santos (PMVV) - santos.emanuelabrambillados@gmail.com
Resumo:
O presente artigo objetiva apresentar o book trailer como ferramenta promocional de sedução,
de incentivo a leitura e formação do leitor crítico, que redesenha, desconstrói e produz uma
nova relação com o conteúdo lido. Aborda sobre a biblioteca escolar e sua importância no
aprendizado para a vida. Relaciona o marketing em face ao merchandising do livro. Como
metodologia, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, buscou-se na literatura científica o aporte
teórico.
Constatou-se que ao fazer o cruzamento das linguagens através da introdução dessa nova
temática no repertório memorial do aluno cria-se um registro digital da evolução do
conhecimento.
Palavras-chave: Biblioteca Escolar. Incentivo à leitura. Book trailer.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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1 INTRODUÇÃO
Ao passo que a humanidade foi crescendo, invenções foram surgindo, mudando
desta forma o pensar e o agir da sociedade. O ser humano desenvolveu muitas
maneiras para comunicar-se. Antes de haver um registro histórico, todo
conhecimento era transmitido de geração em geração por meio da narração.
Com a evolução da escrita em diversos suportes e o surgimento da internet, o
acesso ao saber expandiu-se, passando a circular de forma intensa e interligada
pelos diferentes canais de comunicação. Vive-se em uma época de constantes
inovações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, as pessoas utilizam, por
exemplo, o smartphone como uma ferramenta de trabalho, como um instrumento de
lazer para ler e ouvir jornais, livros, assistir, filmar, fotografar, comunicar-se e
interagir com os amigos através das mídias sociais favorecendo assim o
compartilhamento de dados e disseminação de informações.
Todavia, “nem tudo que é disseminado deve ser merecedor de crédito”
(CARVALHO; DIAS, 2012, p. 153).
A sociedade contemporânea convive em convergência, as tecnologias criadas
anteriormente se reconfiguraram tornando-se híbridas.
Tal situação pode ser vista no ambiente das bibliotecas que confrontadas com as
novas tecnologias de informação e comunicação, deixam as tipologias e formatos
tradicionais e passam a operar novos serviços e produtos, simplificando-os,
agilizando-os e tornando-os mais eficazes e flexíveis.
O presente artigo objetiva apresentar o book trailer como ferramenta promocional de
sedução, de incentivo a leitura e a formação do leitor crítico, que redesenha,
desconstrói e produz uma nova relação com o conteúdo lido. Aborda sobre a
biblioteca escolar e sua importância no aprendizado para a vida. Relaciona o
marketing em face ao merchandising do livro. Como metodologia, utilizou-se a
pesquisa bibliográfica, buscou-se na literatura científica o aporte teórico.

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2 MARKETING NA BIBLIOTECA ESCOLAR
Desde o surgimento da internet proveniente da criação da arpanet em 1969 nos
EUA, a comunicação perpassa por inúmeras modificações quanto aos aparatos
tecnológicos, contribuindo assim para a modelagem da democratização de acesso e
compartilhamento de conteúdos, sobretudo, nas plataformas de mídias sociais. A
esse respeito, esses mecanismos são de suma importância no que tange a
disseminação e promoção das bibliotecas. Amaral (2001, p.75) destaca que “as
técnicas de marketing podem ser adotadas por todos os tipos de organizações,
inclusive as que atuam no setor da informação”.
Com relação aos objetivos da promoção, Amaral (2001, p.76) destaca,
a) tornar a unidade de informação e seus produtos e serviços conhecidos
pelos usuários potenciais;
b) tornar o ambiente da unidade de informação e seus produtos e serviços
atraentes para os usuários potenciais;
c) mostrar aos usuários reais como usar os produtos e serviços de
informação;
d) evidenciar os benefícios dos produtos e serviços oferecidos;
e) manter os usuários reais, constantemente, bem informados sobre a
atuação da unidade de informação, seus produtos e serviços.

Tais considerações vão ao encontro das potencialidades do Book Trailer como um
produto a ser desenvolvido no ambiente escolar pelos alunos, tendo como cerne a
biblioteca e o seu acervo.
Muito difundido no Wattpad, por ser um aplicativo que permite ler e escrever,
adolescentes, jovens, escritores autônomos estão mergulhando na criação desses
vídeos, com tendência a crescer.
2.1 MAS AFINAL DE CONTAS, O QUE É UM BOOK TRAILER?
Figura 1 - O que é o Book trailer?

Fonte: a autora, 2018.

A necessidade de ter um diferencial provocou uma mudança no marketing das
empresas, observa-se hoje que o mercado consumidor está dividido em nichos.
Nesta perspectiva, Oliveira e Santos (2011, p.3) traz uma reflexão acerca do
merchandising,
O merchandising surgiu como parte do próprio conceito de marketing. As
antigas lojinhas com balcão começaram a perceber o sucesso que as
vitrines faziam e ao notarem que as mercadorias expostas eram muito mais
compradas do que as não expostas, começaram a transformar todo o

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interior das lojas em verdadeiras vitrines, nas quais se podia ver e escolher
todas as mercadorias. Daí, aos poucos, foi-se transformando em lojas de
auto-serviço, onde o consumidor mesmo escolhe os produtos.

É notável considerar que ao lançar o book trailer, o mercado editorial e áreas afins
usam as mídias sociais como canal, a obra literária terá uma maior visibilidade ao
passa que as pessoas forem “curtindo” e divulgando essa modalidade,
consequentemente influenciará no aumento dos níveis de leitura. Afinal, se o
indivíduo tiver afinidade com o conteúdo exposto, certamente irá fazer a leitura seja
do livro impresso ou digital (e-book). Cabe salientar que o leitor está cada vez mais
exigente, talvez pelo fato da fluidez que se encontra a informação no ambiente
digital. É necessário um planejamento de todas as etapas desenvolvidas no
processo de criação. A seguir serão descritas algumas recomendações para a
concepção do book trailer:
1. O visual de um book trailer é como a capa de um livro, precisa ser
chamativo e dar uma ideia dos conteúdos e temas. 2. A informação
deve ser concisa e direta, com um tempo e corte ágeis. Selecione
poucas palavras ou frases e algumas imagens. Uma boa música ou
sonoplastia também ajuda a criar o ambiente. 3. Na criação e
produção é importante achar o tom certo do vídeo. Imagens em
movimento pedem sincronia e equilíbrio de todos os elementos. A
informação deve ser concisa e direta, focada na mensagem a ser
transmitida. 4. Objetividade é fundamental para divulgar um
produto/criação. Quanto mais direta e eficiente a mensagem, melhor.
Existem muitas técnicas e recursos para produzir um vídeo deste tipo
[...] 5. Não basta ter um bom vídeo pronto. É preciso colocá-lo nos
pontos certos e divulgá-lo, seguindo uma estratégia que defina quais
públicos é importante atingir. Formadores de opinião, revistas
especializadas, blogs temáticos, eventos relacionados e outros canais.
6. É preciso estimular também a interação, fazendo com que outras
pessoas se envolvam e compartilhem. Acompanhar e responder os
comentários, procurar canais importantes de mídia, gerar diálogo e
troca de ideias. 7. Use palavras-chave e tags para indexar seu vídeo.
Crie frases e chamadas de impacto. Imagens e capturas de fotogramas
também podem trazer novas visitas. 8. Saiba avaliar o resultado.
Quem viu, como viu, de onde veio, opiniões, repercussões e avaliação.
[...] (TOSTES, 2013, grifo do autor).

Evidentemente, alguns elementos não podem passar despercebidos no processo
criativo do book trailer, são eles: o nome do autor, o título do livro, os personagens, a
editora, justamente para manter a integridade da obra literária. Tratar de leitura
pressupõe a explanação e instigação no leitor.
No contexto escolar, mais especificamente na biblioteca, a mediação da leitura entre
o texto e o leitor, deve perpassar todo o processo de identificação, localização,
acesso, interpretação e avaliação da informação, reafirmando como espaço de
difusão do conhecimento. O que significa que a unidade de informação precisa
maximizar seus recursos, entusiamando o usuário para que veja a biblioteca como
um referencial.
Diante de um cenário que hipnotiza as crianças e os jovens para o mundo das
tecnologias digitais, a proposta de usar o book trailer como ferramanta promocial de
leitura, relembra o “Li, gostei e recomendo”, que muitos bibliotecários e professores
em algum momento já fizeram uso dessa técnica para aguçar o olhar do aluno para
a leitura.
Lima et al. (2014, p. 2-3) apresentam um roteiro para elaboração do book trailer no
ambiente escolar.

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Quadro 1 - Roteiro para montagem do book trailer

Fonte: adaptado de Lima et al., 2014, p. 2-3.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através desse estudo, analisou-se a percepção da introdução do book trailer como
ferramenta promocional da leitura no espaço da escola, mais especificamente na
biblioteca, uma vez que este lugar reúne uma gama de informações, contudo precisa
ser usado, para que se criem condições de ascensão ao saber. Desprende-se
também em seu bojo o envolmimento de todo corpo docente em torno dessa ação,
ao mesmo tempo em que causa uma ruptura e uma reconfiguração do fazer
bibliotecário, traçando um caminho desafiador e promissor.
Confirmou-se, de acordo com as reflexões teóricas, que as atividades que fazem
uso dos recursos midiáticos tornam-se aliadas no processo de ensinoaprendizagem, sobretudo, quando atendem as expectativas dos alunos. Nesse
âmbito, do ponto de vista do aprendizado, valorizar novas experiências de ensinar
pode favorecer a resultados surpreendentes, o que instiga a correlação entre o
conhecimento internalizado e externalizado e a construção social do conhecimento.
No intuito de contribuir sobre a ótica do uso das mídias sociais como elemento
essencial de modernização e aplicação do marketing, ocasiona uma melhor
interatividade entre a biblioteca, o bibliotecário, a leitura e o usuário. Sendo um elo
de dinamicidade, inovação e multiculturalismo. Destaca-se que o tema não se
esgota por aqui, recomenda-se que outras pesquisas sejam realizadas e
vivenciadas.

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REFERÊNCIAS
AMARAL, Sueli Angelica do. Atividades de marketing na promoção de serviços de
informação: pesquisa sobre o sonar-inis e o servir-inis do cin/cnen. Perspect. cienc.
inf., Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. 75 - 96, jan./jun.2001. Disponível em: &lt;
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/438/248&gt;. Acesso em:
2 set. 2018.
CARVALHO, J.L.; DIAS, G.A. Fidedignidade informacional no twitter: uma questão
de confiança. Biblionline. João Pessoa, v. 8, n. esp., p. 152-160, 2012. Disponível
em: &lt; http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/biblio/article/view/14198/8104 &gt; .
Acesso em: 8 set. 2018.
LIMA,
Simone
et
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Projeto
booktrailer.
2014.
Disponível
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OLIVEIRA, Luiza dos Santos; SANTOS, Tatiane, Giacomini dos. Merchandising diferencial competitivo na otimização de resultados. In: ENCONTRO CIENTÍFICO E
SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO UNISALESIANO, 3., 2011, São Paulo. Anais
eletrônicos...
Disponível
em:
&lt;http://www.unisalesiano.edu.br/simposio2011/publicado/artigo0054.pdf&gt;.
Acesso
em: 2 set. 2018.
TOSTES, Roberto. Oito dicas e boas práticas para criar um book trailer. 2013.
Disponível em: &lt;https://webinsider.com.br/oito-dicas-e-boas-praticas-para-criar-umbook-trailer/&gt;. Acesso em: 2 set. 2018.

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                    <text>O BIBLIOTECÁRIO COMO CURADOR DE TRILHA DE
APRENDIZAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA CURADORIA DE
UMA TRILHA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO

Lorena Nelza Ferreira Silva (Instituição - a informar) - lorena.silva@mctic.gov.br
Lorena Nelza Ferreira Silva (MCTIC) - lorelice04@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho apresenta a experiência de uma bibliotecária na construção de Trilha de
Aprendizagem na área de Gestão do Conhecimento. A construção de trilhas perpassa a
atividade da Bibliografia, pois há o levantamento do material informacional que o navegante
poderá consultar para aprender sobre o tema em questão. A metodologia utilizada para a
construção de trilhas consiste na delimitação do tema/escopo, público-alvo, período temporal,
tipos de materiais, fontes para pesquisa, levantamento dos materiais, organização e montagem
da trilha e inclusão em sistema informatizado. No levantamento dos materiais informacionais,
além de livros, periódicos, trabalhos de conclusão de curso, há também recursos
informacionais em vários formatos como vídeos, slides, filmes, séries entre outros, visando
disponibilizar uma pluralidade de objetos de aprendizagem e alcançar um público
diversificado. Esses objetos são descritos e agrupados em trilhos que orientam o usuário em
sua navegação para o aprendizado dos conceitos básicos, e/ou aprofundamento do
conhecimento. Esse material é colocado em ambiente web para que possa ser acessado
remotamente pelos usuários, constituindo-se em uma ferramenta de ensino continuado,
aprendizagem individual e coletiva. A experiência na construção da trilha trouxe a percepção
de que o (a) bibliotecário (a) atua efetivamente nesse cenário, visto que tem a expertise
necessária para pesquisa, seleção, descrição, organização e estruturação de bibliografias
temáticas. Desse modo, a construção de trilhas de aprendizagem é uma oportunidade para
esse profissional atuar de forma transversal na instituição saindo do âmbito da biblioteca,
trabalhando em conjunto com outros setores, levando a sua contribuição como profissional
dedicado a informação.
Palavras-chave: Trilha de aprendizagem. Gestão do Conhecimento.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�O BIBLIOTECÁRIO COMO CURADOR DE TRILHA DE APRENDIZAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DA CURADORIA DE UMA TRILHA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Videografia:

(x ) Sim

Lorena Nelza Ferreira Silva (MCTIC) – lorena.silva@mctic.gov.br
INTRODUÇÃO
Na Sociedade do Conhecimento, são inúmeras a fontes de informação disponibilizadas,
dando ao usuário a opção de escolha de qual recurso utilizar. Em conjunto com essa gama de
opções vem o questionamento sobre o que consumir e a necessidade de seleção e refinamento
de determinada informação/conhecimento para gerar o resultado/aprendizagem desejado.
Nesse sentido, as trilhas de aprendizagem vem como prática utilizada para o
direcionamento da aprendizagem sobre determinado tema, proporcionando ao usuário uma
pluralidade de materiais informacionais e opções de desenvolvimento que o auxiliarão nesse
processo.
Carbone (2018, p. 14) traz duas definições, que se complementam, para trilha de
aprendizagem, sendo essas
As trilhas de aprendizagem são caminhos alternativos e flexíveis, que
permitem que um profissional escolha, dentre as várias possibilidades de
capacitação apresentadas, aquelas que melhor se adequem ao seu estilo de
aprendizagem, tempo de dedicação, necessidades e interesses. As trilhas
podem ser focadas no desenvolvimento de competências específicas para o
trabalho, facilitando o desenvolvimento de competências que geram valor às
organizações.
As trilhas de aprendizagem podem ser entendidas como plataformas
eletrônicas de capacitação e gestão do conhecimento corporativo,
gerenciadas por curadores, contendo as mais diversas formas de
aprendizagem, tais como filmes, vídeos, documentos, procedimentos,
treinamentos, EAD, livros digitalizados, artigos, técnicas para transferência de
conhecimento face-a-face, orientações de procedimentos escritas ou em
vídeo, passo-a-passo de atividades etc.

A trilha “olha para a formação do profissional, que é pródiga, diversa. A trilha resolve
um problema de desenvolvimento de competência que habilita o indivíduo a atuar com
desenvoltura no ambiente de trabalho. Por isso constitui uma formação de médio e longo
prazos.” (CARBONE, 2018, p. 15).
Essa é composta por trilhos que focam problemas específicos do processo de trabalho e
estão voltados a resultados. “O trilho tem foco na rotina e nas operações cotidianas e pode ser
monitorado por testes de conhecimentos. Constitui caminho de desenvolvimento
obrigatoriamente estabelecido pela organização, estando vinculado a uma formação mais
imediata, de curto prazo.” (CARBONE, 2018, p. 15)
Diante da definição e finalidade da trilha, é possível identificar que o profissional da
informação está completamente envolvido na sua construção, ou ao menos deveria estar, já que
atua como agente facilitador do letramento informacional, da educação continuada, e possui
expertise nos processos de pesquisa, seleção, descrição, organização e estruturação de
materiais informacionais, como exemplo as Bibliografias. Esse profissional pode ser curador de
trilhas ou ainda um facilitador na construção das mesmas no sentido de levantamento e
descrição dos objetos informacionais sobre o tema da trilha em questão.

�O objetivo desse trabalho é apresentar a experiência de uma bibliotecária na construção
da Trilha de Aprendizagem sobre a temática Gestão do Conhecimento- GC, e demonstrar que a
experiência do bibliotecário pode ser utilizada de forma transversal nas instituições.
Local de ocorrência
A experiência de construção da Trilha de Aprendizagem em Gestão do ConhecimentoGC se deu no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações- MCTIC,
que possui, em sua estrutura direta, aproximadamente 40001 servidores ativos, os quais terão
acesso à trilha de GC.
Período da ocorrência
Para chegar ao resultado de publicação da trilha em ambiente web aconteceram
diversas etapas como: seleção interna, oficinas de capacitação, consultoria, apresentação e
revisão. Esse processo ocorreu no período de setembro de 2018 a abril de 2019, totalizando 7
meses.
Detalhamento da experiência
O MCTIC realizou Projeto de implantação da Gestão por Competências com o objetivo
de identificar lacunas de competências individuais, implementar programas de capacitação
alinhados ao que foi diagnosticado e visualizar construção de trilhas de aprendizagem
necessárias ao desenvolvimento dessas lacunas. Em paralelo a esse trabalho o Ministério lançou
um programa interno de gestão da inovação (Innovation Management Professional) com o
objetivo de selecionar projetos inovadores a serem aplicados no MCTIC. Um dos projetos
aprovados foi o de construção das trilhas de aprendizagem indo ao encontro com o objetivo do
projeto de mapeamento de competências.
No projeto de construção das trilhas constava a etapa de capacitação do grupo de
trabalho selecionado para a gestão do projeto. Nesse sentido, o Serviço de Arquivo e BibliotecaSEARB foi convidado a participar, pois foi considerada uma área estratégica para o auxílio a
gestão das trilhas.
No mês de setembro de 2018 foram realizadas as oficinas do Programa de Capacitação
para a Implantação das Trilhas de Aprendizagem para o grupo gestor, essas foram ministradas
pela empresa Inteletto Consultoria, especializada em gestão de pessoas, competência e
performance.
No decorrer das oficinas foi demonstrado o conceito das trilhas, a relação com a gama
de objetos informacionais disponíveis atualmente, a atuação na aprendizagem individual e
coletiva, no compartilhamento de conhecimento, na capacidade de atuação instrucional e
facilitadora da aprendizagem, entre outros aspectos. Diante disso, a bibliotecária, uma das
representantes do SEARB, percebeu que sua experiência profissional era compatível com a
curadoria da trilha de Gestão do Conhecimento, sendo esse um dos 20 temas selecionados como
prioritários no levantamento do mapeamento de competências. A GC constava dos temas
prioritários, pois em seu Planejamento Estratégico 2018-2022 o MCTIC traz a estruturação da
GC como um dos seus objetivos estratégicos para pessoas e infraestrutura.
Dessa forma, findada a etapa de oficinas para o grupo gestor, o MCTIC divulgou edital
de seleção interna para os curadores das trilhas de aprendizagem a partir dos temas levantados
no mapeamento de competências. Para trilha de GC, dois representantes do SEARB se
candidataram (bibliotecária e arquivista) e foram selecionados, ambos são especialistas em GC

1

Dado acessado em 19 abr. 2019: http://www.planejamento.gov.br/assuntos/servidores/painel-estatistico-depessoal/pep/

�e perceberam que o profissional da informação possui habilidade para a curadoria e suporte na
construção de trilhas.
Após o processo de seleção em novembro de 2018, foram realizadas as oficinas de
curadoria para os 20 temas selecionados, abordando os processos de construção das trilhas, o
levantamento do material informacional, as opções de aprendizagem, bem como a
estruturação, descrição, organização, inclusão e disponibilização desse material em ambiente
web.
A oficina para o grupo dos curadores teve um período de 7 meses (de setembro de 2018
a abril de 2019) contemplando as etapas de: estruturação, levantamento (busca e seleção),
descrição, organização, e publicação da trilha.
A primeira etapa prática para a construção da trilha foi definir a sua estrutura, ou seja,
a sua expansão temática, quais os temas seriam abordados. Nessa etapa, definiu-se os
problemas reais do MCTIC que a GC poderia contemplar na trilha e nos trilhos. Com a percepção
de problemas recorrentes como a perda de conhecimento crítico com a ausência do servidor, a
falta de registro das rotinas e fluxos de trabalho e a dificuldade no compartilhamento do
conhecimento definiu-se a seguinte expansão temática:

Figura 1- Expansão temática da Trilha de GC

Na terceira fase do Trilho 1 (Conhecimento em Ação) foi abordada a ordem conceitual
de cada prática visando seu entendimento, para que os casos reais e métodos de aplicação
fossem internalizados com maior efetividade.
Já os trilhos 2, 3 e 4 sobre “como” realizar algo, foram pensados visando a aplicação
prática de ações específicas de GC que minimizem o impacto negativo dos problemas
detectados. Dentre as práticas abordadas estão páginas amarelas, mapeamento do
conhecimento, lições aprendidas, mentoria, comunidades de prática, narrativas, entrevista de
desligamento, gestão da memória organizacional, repositórios digitais entre outras.
A partir da expansão temática seguiu-se para a etapa de levantamento do material
informacional. Nessa etapa houve a definição de:
 Período para busca (aproximadamente 20 anos)
 Fontes de informação
 Tipos de materiais informacionais

�As fontes de informação consideradas foram catálogos de bibliotecas, bases de dados
de acesso aberto como de periódicos e trabalhos acadêmicos, documentos institucionais e
ambiente web em geral. Os tipos de materiais levantados e selecionados foram livros, capítulos
de livros, revistas, artigos, vídeos, palestras, slides, sites, legislação, filmes, casos reais,
monografias, dissertações e teses, cursos online e presencial, gratuito e pago, pós-graduação,
trabalhos apresentados em eventos, e ainda especialistas nos temas propostos na trilha de GC.
Após o levantamento e seleção dos materiais, houve a etapa de organização desses no
âmbito da trilha e de seus respectivos trilhos. Nessa fase estruturou-se ainda, o texto de
apresentação da trilha e cada trilho, onde os curadores incluíram uma introdução do tema, os
objetivos, público-alvo prioritário e a orientação de navegação contendo os objetos de
aprendizagem básicos para o entendimento do tema em questão. No texto de orientação,
optou-se por escolher objetos de aprendizagem com conteúdo contendo hiperlink para que o
navegante (usuário) pudesse ter acesso imediato ao conteúdo. Quando da impossibilidade
desse acesso incluiu-se as informações específicas para guia-lo ao local no qual esse material
pudesse ser acessado, a exemplo de livros e capítulos que não estejam em domínio público ou
acesso aberto.
Ainda na apresentação da trilha, acrescentou-se a informação de que os livros e
capítulos de livros sugeridos no decorrer do trabalho poderiam ser solicitados na Biblioteca do
MCTIC, o que possibilitou um espaço para o marketing do acervo e serviços da Biblioteca.
Após o texto de apresentação, são listados os materiais informacionais para
aprofundamento do tema. Todos esses materiais são descritos com seus metadados:
 Livros, capítulos, revistas, artigos, trabalhos acadêmicos: capa/logo, referência no
formato ABNT, resumo, sumário, conteúdo parcial, comentários e hiperlink nos casos
possíveis;
 Slide de apresentação: título, autor, resumo e hiperlink;
 Vídeos: imagem, nome, produção, data, duração, sinopse, comentários e hiperlink;
 Sites: logo, nome, temática, o que pode ser encontrado nele, e hiperlink de acesso;
 Cursos: logo, nome, instituição, público-alvo, conteúdo programático, carga horária,
duração e link de acesso;
 Legislação/normas: título, órgão de origem, ementa/resumo, publicação no Diário
Oficial da União- DOU, observações e hiperlink;
 Casos reais: todos os metadados anteriores, a depender do suporte em que está o caso
real.
Finalizada a etapa de estruturação e organização dos materiais informacionais dentro
de seus temas específicos, iniciou-se a fase de elaboração do teste de conhecimento. Esse teste
proporciona ao navegante (usuário) a possibilidade de avaliar seu conhecimento sobre o tema
antes de navegar na trilha, e/ou após a navegação, realizando uma comparação do
conhecimento inicial e final. Também tem o papel de auxiliar o navegante na decisão de
aprofundamento do tema, tomando como base seu resultado no teste.
A elaboração das questões para o teste tem como base o material informacional
indicado, sendo composto por questões de múltipla escolha segmentadas em: 50% de questões
fáceis, 30% médias e 20% difíceis que requerem maior conhecimento e interpretação sobre o
tema. A ferramenta tecnológica utilizada para a publicação do teste foi o GoogleForms.
Após a etapa de estruturação da trilha de GC, houve a etapa de revisão pelos consultores
e encontro individual com cada curador para as observações e alterações a serem realizadas
antes da apresentação para os demais curadores e grupo gestor. Nessa etapa, o consultor
responsável pela revisão e avaliação da trilha de GC ressaltou que estava muito satisfeito com o
trabalho realizado, elogiou a metodologia de seleção, organização e descrição do material
informacional e fez a observação de que no período de consultorias realizadas em diversas
instituições, essa trilha de GC havia sido a mais completa já realizada sobre o tema proposto.

�Em virtude da dedicação ao trabalho na construção dessa trilha, ela foi utilizada como modelo
para as revisões das demais trilhas e sugerida para ser uma trilha divulgada além do âmbito do
MCTIC, já que o tema de gestão do conhecimento é transversal a diversas instituições.
A efetividade na construção da trilha de GC deve-se, principalmente, ao fato da
expertise adquirida durante a experiência profissional dos curadores, na atuação como
bibliotecário e arquivista, já que nessas áreas são discutidas e praticadas questões acerca do
levantamento, descrição, padronização e organização de material informacional, como exemplo
o próprio serviço/produto da Bibliografia.
Após a revisão, houve a etapa de apresentação de todos os curadores acerca das trilhas
construídas. Em seguida, foram ministradas as oficinas práticas de publicação das trilhas em
ambiente web, sendo no caso do MCTIC a ferramenta Wiki, por se tratar de software livre, com
curva de aprendizado curta, ambiente simples para criação e edição das páginas, confiável e
com padrões de segurança considerados necessários.
Essa oficina proporcionou o contato com a linguagem de programação, a criação e
editoração de páginas no ambiente Wiki. Cada trilho elaborado no formato doc. foi
acrescentado a esse ambiente gerando o conteúdo com hiperlinks e acessível remotamente. No
Anexo A constam algumas capturas de telas que demonstram como a trilha de GC ficou
estruturada no ambiente Wiki.
Para auxiliar na visualização da estrutura relatada foi produzido vídeo que pode ser
verificado aqui .

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Todo esse processo foi considerado extremamente rico para o aprendizado como
curadores da trilha, e também, como profissionais da informação, já que estiveram em contato
com uma equipe multidisciplinar, e puderam relacionar sua experiência profissional a
construção de um produto fora do âmbito da biblioteca e arquivo.
A experiência na construção da trilha trouxe a percepção de que o (a) bibliotecário (a)
atua efetivamente nesse cenário, visto que tem a expertise para pesquisa, seleção, descrição,
organização e estruturação de bibliografias temáticas. Ainda que não atue como curador,
contribui consideravelmente para a estruturação e organização da trilha. Desse modo, a
construção de trilhas de aprendizagem é uma oportunidade para esse profissional atuar de
forma transversal na instituição, saindo do âmbito da biblioteca, trabalhando em conjunto com
outros setores, levando a sua contribuição como profissional dedicado a informação.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BRASIL. Ministério da Economia. [Portal] painel estatístico de pessoal. [Brasília], 2019.
Disponível
em:
www.planejamento.gov.br/assuntos/servidores/painel-estatistico-depessoal/pep/ . Acesso em: 19 abr. 2019.
CARBONE, Pedro Paulo. Projeto [de] trilhas de aprendizagem [no] MCTIC. Brasília: Inteletto
Consultoria, 2018.

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                <text>Este trabalho apresenta a experiência de uma bibliotecária na construção de Trilha de Aprendizagem na área de Gestão do Conhecimento. A construção de trilhas perpassa a atividade da Bibliografia, pois há o levantamento do material informacional que o navegante poderá consultar para aprender sobre o tema em questão. A metodologia utilizada para a construção de trilhas consiste na delimitação do tema/escopo, público-alvo, período temporal, tipos de materiais, fontes para pesquisa, levantamento dos materiais, organização e montagem da trilha e inclusão em sistema informatizado. No levantamento dos materiais informacionais, além de livros, periódicos, trabalhos de conclusão de curso, há também recursos informacionais em vários formatos como vídeos, slides, filmes, séries entre outros, visando disponibilizar uma pluralidade de objetos de aprendizagem e alcançar um público diversificado. Esses objetos são descritos e agrupados em trilhos que orientam o usuário em sua navegação para o aprendizado dos conceitos básicos, e/ou aprofundamento do conhecimento. Esse material é colocado em ambiente web para que possa ser acessado remotamente pelos usuários, constituindo-se em uma ferramenta de ensino continuado, aprendizagem individual e coletiva. A experiência na construção da trilha trouxe a percepção de que o (a) bibliotecário (a) atua efetivamente nesse cenário, visto que tem a expertise necessária para pesquisa, seleção, descrição, organização e estruturação de bibliografias temáticas. Desse modo, a construção de trilhas de aprendizagem é uma oportunidade para esse profissional atuar de forma transversal na instituição saindo do âmbito da biblioteca, trabalhando em conjunto com outros setores, levando a sua contribuição como profissional dedicado a informação.</text>
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                    <text>Mostra Sesc Comics
Almir Eduardo Fernandes Neto (SESC) - almirfneto@yahoo.com.br
Resumo:
O “Mostra SESC comics” é um Projeto de cultura Geek, realizados pelas atividades de
literatura e artes que descreve e identifica um tipo específico de evento, que tem fortes raízes
nos quadrinhos e que na sua segunda edição passou a abranger outras áreas da cultura pop
como hip hop, cinema, tatoos, games, cosplays, RPG e colecionáveis, entre várias outras. Ou
seja, o Mostra SESC Comics será o primeiro desse tipo de evento voltado a fãs de cultura pop
em geral que acontece em Mossoró. Sendo assim o objetivo do projeto é realizar discussões e
atividades práticas para desmistificar a cultura alternativa, bem como dar voz a artistas
independentes, investindo em produções autorais de revistas em quadrinhos, Rock, tatuagens,
livros de RPG e curtas metragens.
Palavras-chave: Incentivo à leitura, Quadrinhos, Rpg, Mangás, Cultura Geek.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia:

( ) Sim (x ) Não

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

Introdução:

Percebe-se que ano pós ano o número de fãs de quadrinhos vem crescendo,
os altos investimento da indústria cinematográfica e da tevê em séries, games,
animes e demais assuntos relacionados a este tema, que se tornou o principal
expoente da cultura Geek ocidental. Desta maneira nos cinemas e séries de TV há
uma invasão de super-heróis e adaptações de HQs, os eventos e convenções geek
recebem cada vez mais participantes. Na moda, as marcas apostam em coleções
inspiradas em Harry Potter, Star Wars, DC Comics e Marvel Comics. Nada disso é
mais só coisa de criança.
Assim em meados dos anos 90, com democratização da internet, surgiram,
no meio digital, diversos blogs e sites destinados a assuntos específicos como
moda, música e etc. Uma comunicação digital independente e de nicho surgiu no
início daquela década e vem garantindo cada vez mais espaço.
Desta forma por estarmos vivenciando este momento, é importante que se
discuta o quanto o mundo geek abre um universo cheio de possibilidades,
principalmente no que se refere a incentivo à leitura de forma mais lúdica. Não é
novidade que o leitor está se transformando, criando novas vertentes literárias,
jamais imaginadas na era pré internet.
Sendo assim projeto “Mostra Sesc Comics” vem preencher uma lacuna
institucional que é o trabalho voltado para jovens leitores, já que o público

1

�participante está na faixa etária entre 12 a 30 anos o que vai ao encontro com nossa
diretriz institucional do quinquênio. Desta forma apresenta-se como essencial para
o planejamento estratégico traçado para o ano.
Relato de experiência

Vivemos um momento crescente ao que se refere a leitores “Nerds/Geeks”
tornou-se lugar comum falar sobre o evidente crescimento desse tipo de literatura,
principalmente, entre a parcela mais jovem da população. O Brasil historicamente é
apontado como um país que não possui o hábito da leitura, com isso entende-se
que esse fenômeno é ainda mais evidente, e louvável, principalmente pelo momento
apontado por muitos como propício justamente à um movimento contrário, capaz de
afastar os leitores juvenis dos livros, graças à oferta mais fácil da tecnologia.
Com o intuito da promover a integração da literatura com a tecnologia e o
universo Geek em geral o projeto Mostra Sesc Comics utiliza-se de alguns artifícios
para que de maneira lúdica e com abstenção de preconceitos cada vez mais jovens
tenham contato com a literatura, tendo como porta de entrada o universo Geek, são
eles:
RPG, o Role-playing game, também conhecido como (em português: "jogo
de interpretação de papéis" ou "jogo de representação"), é um tipo de jogo em que
os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativa.
Desta maneira no ato de criar os personagens o jogador de RPG terá que se
apoderar do mesmo para isso terá que estudar bastante o personagem, formando
assim diretamente o leitor, em nosso projeto trabalhamos dois RPG´s próprios um
que fala sobre o comércio e outro sobre nosso folclore.
Outra ação de formação e incentivo à leitura são as oficinas de quadrinhos
na forma de comics e mangá que serve para realizar discussões e atividades
práticas para desmistificar elementos das histórias em quadrinhos, bem como seu
trajeto histórico, culminando numa produção prática dos participantes, desenvolvida
durante a oficina. Assim proporcionar explanações acerca da linguagem dos
Quadrinhos; expor os elementos de composição próprios das Histórias em

2

�Quadrinhos (balões, onomatopeias, legendas, requadros, etc.) e Conceber
exercícios práticos em que cada participante da oficina produzirá sua própria história
em quadrinhos.
Para fixar os personagens dos quadrinhos, mangás e RPG´s, materializamos
esses personagens em constantes apresentações de cosplays que é considerado
um hobby onde os participantes se fantasiam de personagens fictícios da cultura
Geek.
Por meio de palestras com quadrinistas locais e de renome mundial,
(EDBENES – quadrinista Marvel e DC, já participou de nossas três edições),
promover o intercâmbio e incentivar a produção dos quadrinhos independentes para
revelar para o mercado novos desenhistas. Quebrar tabus e preconceitos com a
cultura alternativa, promovendo festivais de rock independente e autoral, bem como
concurso de tatuadores, apresentações de hip hop, dança do passinho,
campeonato de basquete de rua, skate e patinação livre, exposições de mesas de
RPG e cardgames, além de uma imersão na cultura japonesa como mangá, animes
e cosplays.
Tudo isso para atrair o público jovem para dentro do SESC, pois como já foi
dito anteriormente o público alvo do projeto tem faixa etária entre 12 a 30 anos
formados por, jovens comerciários e dependentes, comunidade escolar e
comunidade em geral, nossa última edição teve um público médio em seus três dias
de aproximadamente 700 pessoas/dia.
O evento Já foi realizado nos anos de 2015 a 2018, mais durante todos os
meses do ano são realizadas oficinas formativas nas áreas fins do projeto para que
os resultados possam ser expostos nos dias do evento.

Considerações Finais ou Conclusões:

Percebe-se a viabilidade do projeto ao ponto que o mesmo engloba as duas
vertentes culturais do SESC, Apresentações artística e principalmente o
Desenvolvimento Artístico e Cultural, a ideia de desenvolver tal projeto surgiu pela

3

�grande procura que nossos clientes da biblioteca SESC/Mossoró têm por gibis e
mangás.
O Mostra SESC Comics, causa um grande impacto social na comunidade,
visto que, trabalha com culturas ditas alternativas e de certa forma marginalizadas,
nossas oficinas que acontecem durante o ano fomentam artista de várias vertentes
da cultura como quadrinho, grafite, tatoo, maquiadores cênicos, artistas circenses
etc., e que por meio dessas oficinas socializam jovens em áreas de risco na
sociedade,

durante

estes

quatro

anos

de projetos

buscamos

trabalhar

principalmente em nosso projeto social o “SESC CIDADÃO” e em escolas de bairros
periféricos na cidade de Mossoró/RN. E o evento em si serve como palco para estes
artistas formados ao longo do ano, neste período já produzimos quadrinhos,
mangás, pin´ups, novos tatuadores e artistas circenses, confeccionadores de
fantasias para cosplays etc., o mais importante é que muitos participantes de nossas
oficinas hoje conseguem ganhar dinheiro com sua arte.
O retorno de mídia nas quatros edições foi sensacional, com cobertura das
maiores redes de TV da cidade, a InterTV (afiliada globo) e TCM (Maior TV a cabo
de Mossoró), com matérias e até links ao vivo, além de outros veículos de
comunicação como radio 98, parceira em todos os nossos eventos e TV UERN (TV
Universidade Estadual do Rio Grande do Norte) também parceira nossa em muitos
eventos. Em uma pesquisa simples no YouTube, digitando Mostra SESC Comics é
possível ver algumas matérias.

4

�Referências:

CUCHE, Denys. O Conceito de Cultura nas Ciências Sociais. Tradução de
Viviane Ribeiro. 2 ed. Bauru: EDUSC, 2002.
MÍDIA KIT, Jovem Nerd. Disponível em: http://ftpi.me/m_2016/JN_MK.pdf . Acesso
em: 20 de Julho de 2018.
OMELETE. Marvel Studios anuncia nove filmes na fase três. Disponível em:
&lt;http://omelete.uol.com.br/filmes/noticia/marvel-studios-anuncia-fase-tres/&gt;.
Acesso em: 20 de Julho de 2018.
ILVA, Enildo Fernande de; SOUZA, Igor Ramady Lira de. Dos Hackers Aos Nerds:
Como um grupo outsider se torna estabelecido criando novos outsiders. 2013.
Monografia (Conclusão de curso) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
Rio Grande do Norte.
SILVA JÚNIOR, Hélio Yarzon; PEREIRA, Rodrigo; SOARES, Ana Paula. Relação
entre os filmes do Marvel e o incentivo à leitura por meio das histórias em
quadrinhos. In: XXV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, Florianópolis, 2013.

Agências financiadoras

Serviço Social do Comercio – SESC/RN

5

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                    <text>Memória Institucional da Companhia do Metropolitano de São
Paulo (Metrô): Coleção Diana Danon

Edson Alves Feitosa (METRÔ SP) - feittosa@gmail.com
Rafael Eduardo Rodrigo da Silva (Metrô) - rersilva@metrosp.com.br
Resumo:
O Metrô de São Paulo tem um privilégio, talvez único: ter a história de sua intervenção na
cidade documentada em desenhos e aquarelas, produzidos pela artista plástica Diana Danon, o
acervo produzido por ela tem mais de 600 itens, com destaque para aquarelas que ao lado do
valor artístico, intrínseco, possuem grande valor documental, pois registram a construção do
Metrô, seus trabalhadores, técnicas e equipamentos, de 1972 à 2013. O acervo histórico é de
responsabilidade da Biblioteca Neli Siqueira do Metrô, criada em 1972 e tem como principal
missão a reunião, o tratamento, a guarda e a preservação da memória bibliográfica e histórica
da empresa, além de promover o acesso, a disseminação e a utilização da informação como
suporte às atividades das áreas técnicas, é especializada em sistemas metroviários e
mobilidade urbana.
Palavras-chave: Acervo Histórico, Diana Danon, Metrô, Mobilidade Urbana, Transporte
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Memória Institucional da Companhia do Metropolitano de
São Paulo (Metrô): Coleção Diana Danon

Introdução
O Metrô de São Paulo, desde sua criação, é peça chave para a introdução e
criação de tecnologias inéditas no país, portanto, é natural a preocupação de
salvaguardar seu conhecimento adquirido e produzido.
Além da missão de prover transporte público de qualidade, faz parte da
responsabilidade social o dever de preservar não só a sua memória institucional, mas
também a memória de um importante instrumento público de transformação do
espaço urbano, que conduziu em seus trilhos parte da história do desenvolvimento
de São Paulo.
Além de sua memória técnica, o Metrô acumulou um acervo significativo sobre
suas atividades e presença na vida da cidade. Tais documentos são hoje fonte
histórica importante para os cidadãos que têm o Metrô incorporado ao cotidiano e
para pesquisadores de transportes, urbanismo e desenvolvimento socioeconômico
da cidade.
O acervo histórico é de responsabilidade da Biblioteca Neli Siqueira do Metrô,
criada em 1972 e tem como principal missão a reunião, o tratamento, a guarda e a

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�preservação da memória bibliográfica e histórica da empresa, além de promover o
acesso, a disseminação e a utilização da informação como suporte às atividades das
áreas técnicas, é especializada em sistemas metroviários e mobilidade urbana. O
acervo histórico é guardado em sala climatizada, em condições ideais de
temperatura, umidade e iluminação e passa por um processo de digitalização de seu
acervo. Todo item é descrito, higienizado, catalogado, acondicionado e digitalizado,
de forma a preservar o original, ao mesmo tempo em que se disponibiliza a
informação.
O acervo histórico contém mais de 120 mil itens iconográficos, audiovisuais,
sonoros, objetos tridimensionais e textuais.
Relato da experiência:
Em meados de 2004 foi criado o Centro de Memória, cuja missão é a de
resgatar, tratar, preservar e divulgar os acervos históricos da Companhia.
Esta iniciativa veio da conscientização de que na abrangência da
responsabilidade social do empreendimento Metrô está também o dever de
preservar não só a sua memória institucional, mas também a memória de um
importante instrumento público de transformação do espaço urbano, que conduziu
em seus trilhos parte da história do desenvolvimento de São Paulo.
Nestes 50 anos de história do Metrô de São Paulo (fundado em 1968) a
instituição desenvolveu um acervo significativamente importante para a cidade e
para o país, sendo atualmente referência para pesquisados de diversas áreas do
conhecimento. A Coleção Diana Danon é hoje um dos patrimônios que o Metrô
disponibiliza para a cidade e futuras gerações como um legado de arte e referência
técnica.
A Coleção Diana Danon compreende mais de 600 itens, com destaque para
aquarelas que ao lado do valor artístico, intrínseco, possuem grande valor
documental, pois registram a construção do Metrô, seus trabalhadores, técnicas e
equipamentos, de 1972 à 2013. A artista encantou-se com as obras do Metrô no início

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�dos anos 70 e passou a acompanha-las e retratá-las com precisão e talento. Ela nos
conta: “Eu, antes tão quietinha desenhando o silêncio dos altares e púlpitos e a
passividade dos lustres de cristal da Boêmia e objetos de Limoges, de repende me
vejo numa situação totalmente oposta: desenhando obra bruta: paredes-diafragma,
cimbramento, trincheiras, estronca, rebaixamento do lençol freático, as couraças
americana e alemã, a estrutura de reação! Ufa! Que maravilha!”. Ela registrou todas
as fases da construção do Metrô, seus métodos construtivos: trincheira (ou vala-àcéu-aberto), elevado e couraça Shield, nas Linhas do Metrô 1-Azul, 2-Verde, 3Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás, Monotrilho 15-Prata e 17-Ouro. Além de escavação,
trens, terceiro trilho, revestimento, arredores de estação, documentou pessoas,
trabalhadores das obras, estações e usuários, em horas de descanso e trabalho.

Considerações Finais
A importância técnica e artística da Coleção Diana Danon para pesquisa
histórica e científica é expressa constantemente através das inúmeras solicitações de
visitas, exposições e publicações ao Acervo do Metrô. O amplo escopo temático
superou as obras civis e equipamentos técnicos e alcançou aspectos humanos de
arqueologia, comportamento e trabalho.
O conjunto de sua obra registra a memória da transformação do espaço urbano
e da própria cidade e seus habitantes durante quatro décadas (1970 a 2000),
passando por todas as estações e linhas construídas pelo Metrô de São Paulo no
período.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo através da parceria com a artista
possibilitou a criação de um recurso sui generis para a cidade de São Paulo e
importante patrimônio histórico e artístico.
Atualmente, 13 de suas aquarelas compõe a exposição Estação Memória na
Estação Sé do Metrô em comemoração aos 50 anos da Companhia.

3

�Referências:
ARQUIVO DO ESTADO (SÃO PAULO). Política pública de arquivos e gestão
documental do Estado de São Paulo. São Paulo: Arquivo do Estado de São
Paulo, 2010. 119 p., 16 x 23cm.
BELLOTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise
tipológica de documento de arquivo. São Paulo: IMESP, 2002; São Paulo:
Arquivo do Estado de São Paulo, 2002. 120 p. (Projeto Como Fazer, 8).
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em
arquivos e bibliotecas. Colaboração de Cláudia Moi. São Paulo: IMESP, 2000;
São Paulo: Arquivo do Estado de São Paulo, 2000. 70 p., il., Fotos. (Projeto Como
Fazer, 5).
DANON, Diana Dorothèa. Andanças. São Paulo: Excelsior, 1984. 113 p.
DANON, Diana Dorothèa; FRAGELLI, Marcello. O Metrô de São Paulo. São
Paulo: Nacional, 1975. aquarelas.
FLORES, Laura González. Fotografia e Pintura: dois meios diferentes?. São
Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011
BERNARDES,

Ieda

Pimenta.

Plano

de

classificação

e

tabela

de

temporalidade de documentos da administração pública do Estado de
São Paulo: atividade-meio. São Paulo: Arquivo do Estado de São Paulo, 2005. 216
p., il., tabelas.
SERIPIERRI, Dione; BORGES, Eunice Ribeiro; PALETTA, Fatima Aparecida
Colombo. Manual de conservação preventiva de documentos: papel e filme.
São Paulo: EDUSP, 2005. 77 p., il., Fotos.

4

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                    <text>Marketing digital como estratégia para as unidades de informação
Marizangela Gomes Morais (UFG) - marizangelaprof@hotmail.com
Franciele Pereira Moreira (UFG) - francielemoreyra@gmail.com
Resumo:
Este estudo aborda os conceitos básicos do marketing digital e a capacidade estratégica dessa
ferramenta quando utilizada em unidades de informação por meio das redes sociais, de modo
a aumentar a visibilidade destas unidades. Tem como objetivo analisar e mensurar o
impacto/alcance do marketing digital para as unidades de informação públicas de Goiânia –
GO, por meio das redes sociais Facebook e Instagram. A abordagem metodológica utilizada
caracteriza-se como quantitativa, considerando o recolhimento de dados numéricos obtidos
através da quantificação de curtidas, visualizações e compartilhamentos dos perfis criados nas
redes sociais selecionadas para este estudo, com um total de 520 participantes. Os resultados
obtidos indicam que o marketing digital através das redes sociais é uma ferramenta útil para a
visibilidade de unidades de informação, e pode promover maior comunicação com os usuários,
maior acesso ás informações dispostas por ela, o que pode acarretar na extensão da
valorização das bibliotecas públicas da cidade de Goiânia.
Palavras-chave: Marketing digital. Unidades de informação. Redes sociais. Tecnologia.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A utilização do marketing como ferramenta para divulgação e promoção
de um serviço ou produto que determinada empresa/instituição oferece, envolve
várias etapas pré e pós-venda. Com o avanço das tecnologias da informação e
comunicação (TIC), passou-se a ter inúmeros meios de realizar esta ação para
que seu produto/serviço seja visto pelo consumidor como uma necessidade ou
como algo que lhe acrescente positivamente. Em uma unidade de informação
este tipo de ação também se faz necessário; o administrador da unidade deve
buscar meios para promover o marketing de seus serviços fazendo utilização das
ferramentas mais atuais e eficientes para isso.
Atualmente, o meio eletrônico tem sido instrumento bastante utilizado
para comunicação, disseminação e obtenção de informações, sejam por meio de
e-mails, mensagens de celular, anúncios on-line, propagandas de TV, buscadores
online, publicações em redes sociais, dentre muitos outros; estando o marketing
presente em muitos destes processos de comunicação. A partir da utilização das
estratégias tradicionais de marketing nos meios digitais, temos então o marketing
digital, que neste estudo será abordado a sua utilização por meio das redes
sociais Facebook e Instagram, para realizar a divulgação de produtos e serviços
de bibliotecas públicas de Goiânia previamente selecionadas.
Enquanto determinadas empresas utilizam o marketing visando o lucro
financeiro e satisfação do cliente como seu principal objetivo, numa unidade de
informação é considerado lucro a efetivação de seus serviços com eficiência vista
por parte de seus usuários. Para Kotler (1988, p. 33) “a razão primordial de uma
organização que não visa lucro se interessar pelo Marketing é decorrente da
possibilidade da organização tornar-se mais eficaz na obtenção de seus
objetivos”. Neste caso, o marketing em UI pode ser uma forma de melhorar a
relação com o usuário, visando sua fidelização e que, posteriormente, através de
sua satisfação com a unidade, possa atrair novos usuários que usufruam dos
serviços que a mesma oferece. O marketing em unidades de informação trata-se
de uma filosofia de gestão administrativa na qual todos os envolvidos buscam
promover a satisfação dos usuários dos produtos e serviços da unidade. (OTTONI,
1995, p. 1).
Com a criação da internet, a troca de informações acerca dos mais
variados assuntos tornou-se mais fácil e rápida, e para muitos ela é considerada
como um canal de negócios e comunicações mercadológicas. Através do uso da

�internet o marketing teve um grande impulso positivo; e o marketing digital pode
ser considerado um dos veículos mais utilizados como meio de fazer com que as
propostas de uma organização cheguem mais rápido aos seus clientes.
Assim como vários outros segmentos, a Ciência da informação também
tem buscado usar esse avanço tecnológico a seu favor, e no caso das bibliotecas
pode-se fazer uso das redes sociais para expandir seu campo de atuação e
ampliar a sua função de disseminadora e catalisadora de produtos e serviços de
informação. Diante disso, surge a aspiração de pesquisar a utilização do
marketing por meio das redes sociais em unidades de informação, e mensurar sua
eficiência ou não para divulgação de serviços e informações dessas unidades.
A presente pesquisa tem como objetivo analisar e mensurar o
impacto/alcance do marketing digital para as unidades de informação de Goiânia –
GO que sejam “abertas” á comunidade em geral, por meio das redes sociais
Facebook e Instagram. Nesse sentido, levanto-se o seguinte questionamento: o
marketing digital através das redes sociais é eficiente quanto ao aumento de
visibilidade, e quais os benefícios que essa utilização pode trazer para as
unidades de informação abertas á comunidade de Goiânia?
Método de pesquisa
Trata-se de uma pesquisa básica quanto à natureza do estudo, que se
constitui como um conhecimento generalizado em que se podem formular teorias.
Quanto à abordagem do problema, a pesquisa é caracterizada como quantitativa.
Do ponto de vista de seus objetivos é uma pesquisa descritiva, pois descreve
como as características das principais bibliotecas abertas à comunidade em
Goiânia e seus principais acontecimentos e busca descrever um fenômeno sem
interferir nele, aumentando o entendimento das características do problema.
Também possui caráter exploratório, pois tenta compreender melhor o problema.
Consiste em aprofundar conhecimentos, esclarecer ideias facilitando a
compreensão sobre o assunto em questão.
Para o desenvolvimento do estudo foi desenvolvido uma página no
Facebook e um perfil no Instagram. Os perfis foram utilizados para divulgar
informações relacionadas ás bibliotecas públicas selecionadas para o estudo, nas
quais foram divulgadas informações relacionadas ao histórico, eventos, serviços
prestados e informações gerais. O objeto da pesquisa é o eixo central no qual o
estudo está focado; é partir da observação e estudo deste objeto que será
possível extrair dados e informações para a realização da pesquisa, neste sentido,
os objetos de estudo da presente pesquisa foram: Os perfis criados no Facebook
e no Instagram criados dia 29 de setembro de 2018. No Facebook foi feita uma
página nomeada de BiblioExperiências: experiências informacionais nas
bibliotecas de Goiânia. No Instagram o perfil continha nome de usuário
@biblioexperiencias. Quatro (4) bibliotecas Públicas de Goiânia divulgadas nas
redes sociais foram: Biblioteca Estadual Pio Vargas; Biblioteca Braille José
Álvares De Azevedo; Gibiteca Jorge Braga; Biblioteca Pública Municipal Marieta
Telles Machado.
Os sujeitos de uma pesquisa são aqueles que fornecerão os dados que o
autor necessita para fazer a pesquisa”. (Vergara, 2005, p.53), neste sentido,
classificam-se como sujeitos da pesquisa os seguidores das páginas

�BiblioExperiências: experiências informacionais nas bibliotecas de Goiânia com
225 seguidores , e do perfil @biblioexperiencias com 300 seguidores obtendo um
total de 525 seguidores/sujeitos de pesquisa. Os perfis foram criados com o intuito
de promover algumas unidades de informação de Goiânia abertas ao público,
destacando que além de serem lugares para adquirir conhecimento, podem
também proporcionar diversas experiências positivas aos seus usuários. Os dados
informados foram coletados no dia 24 de outubro de 2018, quando ambos os
perfis estavam online há 25 dias.
Por meio dos estudos teóricos e análise das duas redes sociais, foram
levantadas variáveis que direcionaram as postagens e o processo de análise do
estudo, sendo: Número de visualizações; Número de curtidas ;Número de
comentários ; Número de compartilhamento. Os dados coletados para análise
foram extraídos dos perfis criados no Facebook e Instagram, em um intervalo de
25 dias a contar da data da criação dos perfis.
Resultados e discussão
A página no Facebook BiblioExperiências: experiências informacionais nas
bibliotecas de Goiânia alcançou o quantitativo de 205 curtidas/likes. Todas as
publicações que feitas na página obtiveram alcance de modo orgânico, ou seja,
sem que tenha utilizado a opção de patrocinar posts mediante pagamento para
impulsioná-la e obter números maiores de reações, comentários, visualizações e
compartilhamentos. No período de 10 dias no ar à página obteve 121 curtidas,
valor que equivale a 59,47% do número total de curtidas. Ao completar 20 dias no
ar no dia 8 de outubro de 2016, a página alcançou 205 curtidas, número total
quantificado até a data da coleta de dados. Estima-se que foram obtidas 8,5
curtidas por dia
Uma característica da internet que a diferencia de outros meios é o
controle de tráfego, que torna possível saber informações de quantidades de
acessos, quem são e de onde são os visitantes de um site em questão.
(TORRES, G.; COZER, A, 2000). O estudo apresenta que do total de pessoas que
curtiram, comentaram, compartilharam alguma publicação ou que se envolveram
coma página de alguma forma, 65% são mulheres e 35% homens; maioria deles
com idade entre 25 e 34 anos. Do total que curtiram a página, 73% são mulheres
e 27% são homens.
Levantou-se que nesse período de 25 dias pessoas de quatro países
diferentes (Brasil, Honduras, Reino Unido e Estados Unidos) dividas entre 24
cidades distintas curtiram a página, sendo 198 pessoas do Brasil, 4 de Honduras,
2 dos Estados Unidos e 1 no Reino Unido. Das 198 pessoas do Brasil que
curtiram a página, 109 estão localizadas em Goiânia, que é a cidade onde se
encontram as unidades de informação que foram divulgadas nos perfis. Esses
dados trazem consigo a conjectura de que as informações lançadas na internet
podem alcançar pessoas de diversas localidades do mundo.
Os dados apresentam também á localidade de pessoas para as quais as
publicações foram exibidas, ou seja, que não curtiram a página, mas tiveram
contato com o conteúdo publicado. O conteúdo da página atingiu o total de 735
pessoas, de 45 cidades e 14 países distintos. Ressalta-se que não houve nenhum

�dado relacionado à feedeback negativo da página como denúncias, ocultações ou
deslikes; nota-se que o perfil foi bem recebido pelos usuários do Facebook.
No perfil do Instagram foram obtidos 300 seguidores. Durante o período
de 25 dias foram publicadas dez fotografias relacionadas às bibliotecas citadas
neste estudo, oito delas sendo as mesmas que foram compartilhadas no
Facebook.
A primeira publicação feita no @biblioexperiencias no dia 29 de setembro
de 2018, foi uma foto do prédio Marieta Telles, situado na praça Cívica, Centro de
Goiânia. O prédio abriga a Gibiteca Jorge Brava, Biblioteca Pio Vargas, Biblioteca
Braille, e outras instituições que resguardam a história de Goiás. A foto obteve 40
curtidas e 11 comentários. A segunda foto foi publicada no dia 30 de outubro,
retratando a entrada da Biblioteca Pio Vargas, acompanhada de um pequeno texto
sobre a unidade. A publicação obteve 41 curtidas. A terceira foto foi publicada no
dia 4 de outubro tratou-se de um convite informativo sobre a comemoração da
Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, que ocorrera na Biblioteca Municipal
Marieta Telles, tratando sobre as ações que aconteceriam no evento. A publicação
obteve 47 curtidas. A quarta foto a ser publicada no perfil foi publicada dia 6 de
outubro; tratava-se de uma fotografia da entrada da Gibiteca Jorge Braga, com um
arco de balões em comemoração ao dia das crianças. O texto posto como legenda
trazia informações gerais sobre a unidade. Foram obtidas 48 curtidas nesta
publicação. A quinta e sexta publicação, também feitas no dia 6 de outubro retrata
crianças em visita a Gibiteca Jorge Braga para comemoração ao dia das crianças,
evento realizado por meio do Projeto Criança Feliz, em parceria com a Biblioteca
Pio Vargas. As publicações obtiveram 48 e 50 curtidas, respectivamente. A sétima
foto publicada no perfil retrata a fachada da Biblioteca Municipal Marieta Telles, e
acompanha como legenda um pequeno texto sobre o histórico e serviços da
unidade. A publicação obteve 50 curtidas. A última publicação feita no perfil do
Instagram no dia 18 de outubro foi sobre a recepção de doação de livros na
Biblioteca Municipal Marieta Telles. A foto retrata o local no qual as doações
estavam sendo recebidas, e obteve 53 curtidas.
Considerações finais
Analisando as variáveis levantadas neste estudo, considera-se que a
utilização das redes sociais constitui-se como estratégia relevante para a
disseminação de conteúdo acerca de unidades de informação. Uma característica
importante para se destacar é que não houve nenhuma forma de pagamento para
impulsionar publicações ou obter seguidores. Todo alcance e reações obtidas
pelos perfis são orgânicos, ou seja, conseguidos de forma gratuita e alcançados
por meio da qualidade do conteúdo contido.
O estudo apresentou que em um prazo curto de 25 dias pode-se
disseminar informações a cerca das bibliotecas públicas de Goiânia com um total
de 525 pessoas alcançando públicos do Brasil e outros países utilizando as redes
sociais. Além desse achado levante-se o aumento do interesse do seguidor a cada
postagem, visto na pesquisa no Instagram que a cada postagem aumentou-se o
número de curtidas. No Facebook o alcance foi acima do esperado, pois apesar
do quantitativo de curtidas obtidos pela página, o conteúdo nela publicado atingiu
um número de pessoas quase 5 vezes maior que o número de curtidas, sendo que

�muitas destas pessoas eram de outras cidades, estados e países. Considera-se
então que novos estudos sejam realizados acerca deste tema, contando com
maior período de tempo para pesquisa e coleta dos dados, com a finalidade de
obter maior amostragens, sendo possível ainda definir novas redes sociais para
implementação e verificação de sua viabilidade. Neste sentido, considera-se
totalmente válida a possibilidade de criação de perfis em redes sociais para a
realização do marketing digital de unidades de informação.
A presente pesquisa contribui para a ampliação do conhecimento dos
profissionais gestores de unidades de informação, acerca da utilização das redes
sociais como ferramentas de marketing, expondo resultados quantitativos positivos
adquiridos no decorrer do estudo; e é de grande importância no sentido de mostrar
a possibilidade de aumentar a visibilidade das unidades de informação por meio
de ferramentas simples, práticas e gratuitas, que são as redes sociais.
REFERÊNCIAS
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http://www.bocc.ubi.pt/pag/abreu-karen-historia-e-usos-da-internet.pdf&gt;.
Acesso
em: 30 jun. 2016.
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing da informação na Internet: ações de
promoção. Campo Grande: UNIDERP, 2004.
AMARAL, Sueli Angélica do. Os 4Ps do composto de marketing na literatura
de ciência da informação. Transinformação, v. 12, nQ 2, p. 51-60, jul/dez., 2000.
CALDAS, R. F., FERREIRA, L. H. G. Marketing digital aplicado em unidades
informacionais: a formação da cultura eletrônica In: II ENCONTRO DE PESQUISA
EM INFORMAÇÃO E MEDIAÇÃO (II EPIM), 2005. UNESP, Campus de Marília.
Anais... Paraná: Universidade Estadual de Londrina (UEL), 2014. 18 p.
KOTLER, P. Marketing de serviços profissionais. São Paulo: Manole, 2002.
OTTONI, Heloisa Maria. Bases do marketing para unidades de informação.
Ciência
da
Informação,
v.
25,
n.
2,
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Disponível
em:&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/article/viewFile/653/657&gt;. Acesso em: 23 fev. 2016.
LASTRES, H. M. M.; ALBAGLI, S. (orgs.). Informação e globalização na era do
conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p.
SANTOS, P. L. V. A. da C. As novas tecnologias na formação do profissional da
informação. In. VALENTIM, M. L. P. (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002. 152p.; p.103-116.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração.
São Paulo: Atlas, 2005.

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                <text>Este estudo aborda os conceitos básicos do marketing digital e a capacidade estratégica dessa ferramenta  quando  utilizada em unidades de informação por meio das redes sociais, de modo a aumentar a visibilidade destas unidades. Tem como objetivo analisar e mensurar o impacto/alcance do marketing digital para as unidades de informação públicas de Goiânia – GO, por meio das redes sociais Facebook e Instagram. A abordagem metodológica utilizada caracteriza-se como quantitativa, considerando o recolhimento de dados numéricos obtidos através da quantificação de curtidas, visualizações e compartilhamentos dos perfis criados nas redes sociais selecionadas para este estudo, com um total de 520 participantes. Os resultados obtidos indicam que o marketing digital através das redes sociais é uma ferramenta útil para a visibilidade de unidades de informação, e pode promover maior comunicação com os usuários, maior acesso ás informações dispostas por ela, o que pode acarretar na extensão da valorização das bibliotecas públicas da cidade de Goiânia.</text>
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                    <text>Mapeamento de processos: uma experiência nas bibliotecas do
IFSP

Angela Halen Claro Franco (IFSP e FESPSP) - angelahalen@gmail.com
Felipe Augusto Arakaki (UNB) - fe.arakaki@gmail.com
Jessica Cristiane Pereira da Silva (IFSP) - jessica.pereira@ifsp.edu.br
Rosana da Silva Gomes (IFSP) - rosanagomes@ifsp.edu.br
Greissi Gomes Oliveira (IFSP) - greissioliveira@gmail.com
Resumo:
Objetiva-se relatar a experiência do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
São Paulo acerca do mapeamento dos processos das suas coordenadorias de bibliotecas. A
partir da utilização do método Modelagem de Processos e Negócio e do software FreeMind,
elaborou-se a árvore dos processos das bibliotecas da instituição. Obteve-se como resultados a
construção de uma árvore de processos com 196 atividades, divididas em três grandes grupos:
realizar a gestão organizacional da biblioteca, gerenciar o acervo da biblioteca e gerenciar a
prestação de serviços da biblioteca. Pode-se compreender que o mapeamento dos processos
permite conhecer os processos realizados nas bibliotecas do IFSP, apresentando um
diagnóstico situacional. Ademais, a elaboração da árvore de processos permite observar a
complexidades das atividades realizadas nas bibliotecas, e explicitar a necessidade pela busca
da eficácia das mesmas. Tem-se como próximas etapas do trabalho a realização da análise dos
processos mapeados e a modelagem dos processos.
Palavras-chave: Mapeamento de processos. Gestão de bibliotecas. Árvore de processos.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
1 Introdução
Este trabalho trata do mapeamento de processos nas bibliotecas do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), autarquia federal
multicampi que oferece ensino público em diferentes modalidades. Utilizado para
identificar, compreender, descrever e detalhar atividades e suas decorrências em
uma unidade organizacional, o mapeamento de processos oportuniza melhor
administração de todo o ciclo de trabalho, assinalando as vulnerabilidades e
induzindo a concepção de estratégias para a busca contínua de melhorias.
Mesmo atuantes como um sistema integrado, as bibliotecas do IFSP
apresentam algumas fragilidades, como a falta de clareza nos processos do fluxo de
trabalho e a ausência de instrumento institucional que os padronizam. Ao mapear
seus processos, as bibliotecas assumem com um propósito funcional, a relevância
de registrar, comunicar e implementar procedimentos de trabalho com vistas na
eficácia e, principalmente, no aumento da qualidade dos serviços oferecidos aos
usuários (PAULA; VALLS, 2014).
Portanto, o objetivo do presente trabalho é relatar a experiência do IFSP
acerca do mapeamento dos processos das bibliotecas. Compreende-se que o
trabalho se justifica pela ampliação dos debates a respeito da aplicação da
ferramenta de mapeamento de processos no âmbito das bibliotecas, tendo em vista
que essas ações são ainda incipientes em unidades de informação, como mostram
Hartline e Barbrow (2015) e Oliveira e Amaral (2012).
2 O mapeamento de processos no contexto da gestão de bibliotecas
No âmbito da área de Gestão, todas as tipologias de bibliotecas podem ser
vista como um setor que oferece serviços e produtos. Inseridas em contexto
acadêmico multinível estão as bibliotecas do IFSP que atendem a uma diversidade
de públicos que procuram aprendizado e qualificação para o trabalho desde
formação inicial até a pós-graduação. A gama de serviços oferecidos por essas
unidades de informação é ampla, passando desde a disponibilização de material
impresso até a orientação aos usuários.
Tendo essas prerrogativas em vista, é preciso compreender quais processos
estão envolvidos na consecução dos serviços e os produtos oferecidos pelas
unidades de informação. Esse conhecimento poderá oferecer subsídios para
avaliação, remodelação e melhoria dos que já existem e criação de novos produtos e
serviços, visando às características primordiais da administração pública, dentre as

�quais, destacamos o princípio da eficiência previsto no art. 37 da ​Constituição da
República Federativa do Brasil​ (BRASIL, 2016).
A eficiência e qualidade são utilizadas para se referir aos produtos e serviços
que tragam satisfação a quem os recebe, impactando na “reputação da organização”
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2015, p. 1). Para que tal
satisfação aconteça é preciso compreender todo o processo de desenvolvimento,
execução e entrega desses serviços e produtos. Nesse contexto, conforme afirma
Longo (1996) a Gestão da Qualidade se pauta em um deslocamento da avaliação da
qualidade de um produto ou serviço, para a análise de todos os aspectos de
operação de uma empresa, já o mapeamento de processos é a forma de se obter o
conhecimento sobre como se desenvolvem as operações da empresa/organização.
Como mostram Paula e Valls (2014), para que a Gestão de Qualidade seja
colocada em prática nas organizações, é necessário que os processos de trabalho
sejam conhecidos com profundidade. Tal conhecimento é alcançado por meio do
mapeamento de processos, o qual se insere na chamada Gestão por Processos que
visa a ampliação da qualidade de serviços oferecidos aos usuários. Para as autoras,
esse princípio da Gestão de Qualidade também pode ser aplicado no contexto das
bibliotecas.
O mapeamento de processos busca identificar as etapas e decisões
fundamentais em uma determinada rotina por meio de uma apresentação visual,
afirmam Hartline e Barbrow (2015). Ele rastreia o fluxo de informações, os
materiais e os documentos envolvidos num processo, permitindo o esclarecimento
de tarefas, decisões e ações necessárias em um determinado tempo (HARTLINE;
BARBROW, 2015).
Além disso, o mapeamento de processos é um passo inicial para as
melhorias num processo, haja vista que é fundamental conhecer o processo
detalhadamente antes de implementar possíveis alterações (HARTLINE;
BARBROW, 2015; KLOTZ ​et al.​, 2008). Ele pode ser considerado como uma etapa
intermediária entre a identificação do estado atual de uma atividade e as
possibilidades de melhorias que podem ser adotadas no processo.
De acordo com Paula e Valls (2014) e Rossi ​et al. (2017) há diversos
benefícios para realização do mapeamento de processo de uma instituição, como:
identificação e distinção das atividades; atribuição de responsáveis; visão sistêmica
e horizontal dos processos; documentação e padronização dos processos;
integração dos processos e simplificação das rotinas; redução de custos; melhoria
da comunicação, e análise dos fluxos de trabalho compondo uma hierarquia dos
processos. Dessa forma, o mapeamento no IFSP permitirá o levantamento das
atividades (o que fazer), das tarefas (como fazer), e implicará na padronização dos
processos, além de possibilitar o gerenciamento das atividades, a detecção de
falhas, solução de problemas comuns e melhorias contínuas coletivas nos
processos.
3 Procedimentos Metodológicos
As atividades de mapeamento dos processos das bibliotecas iniciaram-se em
abril de 2018, a partir de uma composição de um grupo de trabalho com servidores

�da Reitoria e por bibliotecários que atuam nos campi, com o objetivo de levantar,
estudar e realizar a modelagem de todos os processos que envolvem as bibliotecas.
Dessa forma, optou-se em adotar o método Modelagem de Processos de
Negócios (MPN) - um conjunto de técnicas detalhadas das atividades, das
diretrizes para a realização dos trabalhos e dos fluxos de informação entre os
processos por meio de uma representação gráfica (PAULA; VALLS, 2014). Diante
da distância para realizar encontros presenciais, o grupo optou por realizar suas
reuniões por meio de videoconferências semanais, em que discutiu-se
detalhadamente todas as atividades realizadas nos processos desenvolvidos e
relacionados às bibliotecas.
Para registros das informações, inicialmente, criou-se uma planilha em
Excel, desenvolvida pelo Escritório de Processos, com uma lista das atividades
realizadas para posteriormente utilizá-la na construção da árvore de processo e
auxiliar na modelagem dos processos.
Nesse contexto, para auxiliar a estruturação da árvore de processo das
bibliotecas, foi utilizado o software livre ​FreeMind​. O ​FreeMind é um ​software sob
a licença ​GNU General Public License Version 2 e possibilita a construção de
mapas mentais, denominados neste artigo como árvores de processos, construídos
a partir de um determinado conceito, ou seja, as atividades das bibliotecas.
Após a construção da árvore de processos, foi realizada
uma
videoconferência com todos os bibliotecários do IFSP, para apresentar o trabalho
desenvolvido e identificar possíveis imprecisões na árvore de processos, e por fim,
consolidar as atividades junto às bibliotecas do IFSP.
4 Resultados
As atividades das bibliotecas levantadas formaram a árvore de processos, e
foram categorizadas em três grandes grupos: Realizar a Gestão Organizacional;
Gerenciar o acervo da biblioteca e Gerenciar os serviços das bibliotecas. A figura 1,
apresenta os três níveis iniciais dos processos definidos.
Figura 1​ - Árvore de processos das atividades das bibliotecas do IFSP

�Fonte: elaborado pelos autores.

Em Realizar a Gestão Organizacional, foram acopladas 7 atividades no
primeiro nível, sendo elas ampliadas em mais 19 atividades no segundo nível, e 52
no terceiro, totalizando 78 atividades. No âmbito do Gerenciar o Acervo, foram
identificadas 5 atividades no primeiro nível, 17 no segundo e terceiro níveis, 12 no
quarto nível, e 6 no quinto, somando 57 atividades. Já no Gerenciar os Serviços,
foram identificadas 4 atividades no primeiro nível, 20 no segundo, 25 no terceiro
nível, e 12 atividades no quarto nível, contabilizando 61 atividades. Dessa forma, os
três grandes grupos reuniram 196 atividades.
A categoria Gerenciar o Acervo, apesar de reunir a menor quantidade de
atividades, pode ser considerada como a de maior complexidade, uma vez que é
única que alcança o quinto nível. Isso porque, essa categoria abrange as ações mais
especializadas da biblioteca, as quais impactam diretamente no desenvolvimento
das atividades das demais categorias.
Em contrapartida, a categoria Gestão Organizacional é a que apresenta
maior quantidade de atividades, e a menor complexidade, uma vez que apresenta
três níveis. Tal categoria abrange rotinas administrativas, as quais, em sua maioria
são realizadas pela Reitoria da instituição, e pelas coordenadorias de bibliotecas
dos campi.
Por fim, a categoria Gerenciar a Prestação de Serviços apresenta pouca
diferença entre o quantitativo de atividades na categoria Gerenciar o Acervo. As
atividades abrangidas pelo Gerenciar a Prestação de serviços tratam de ações que
incidem diretamente nos usuários das bibliotecas, como por exemplo, a circulação
de itens do acervo, a prestação do serviço de referência e a promoção da ação
cultural.
Considerações
Considera-se que o mapeamento de processos das bibliotecas é o ponto de
partida para o conhecimento dos processos realizados, fornecendo um diagnóstico
situacional da instituição, criando a árvore de processos das bibliotecas, e
permitindo assim a eficácia dos processos. Além disso, o mapeamento de processos
possibilita a criação de indicadores de monitoramento e controle.
Seguindo o método definido pelo Escritório de Processos do IFSP, as etapas
seguintes a serem realizadas são a análise dos processos mapeados, identificando
as características desses processos, será feita a verificação de criticidade e definição
de quais processos deverão passar para etapa seguinte. Nela - modelagem do
processo -, apresentar-se-á o desenho do “processo como ele é” (​As Is​), e a análise
de melhorias e possibilidades de automação, que irá gerar o “processo como ele
deve ser” (​To Be​) para posterior implementação nas bibliotecas do IFSP.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ​ABNT NBR ISO 9000​: sistemas
de gestão da qualidade: fundamentos e vocabulário. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.

�BRASIL. [Constituição (1988)]. ​Constituição da República Federativa do Brasil de
1988​. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilado.htm. Acesso
em: 20 fev. 2019.
BARBROW, S.; HARTLINE, M. Process mapping as organizational assessment in
academic libraries. ​Business Process Management Journal​, [Bingley], v. 15, n. 3,
2009, p. 321-335.
KLOTZ, L. ​et al.​ The impact of process mapping on transparency. ​International
Journal of Productivity and Performance Management​, [Bingley], v. 57, n. 8,
2008, p. 623-636.
LONGO, R. M. J. ​Gestão da Qualidade:​ evolução histórica, conceitos básicos e aplicação
na Educação. Brasília, DF: IPEA, 1996. Disponível em:
http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3552&amp;I
temid=1. Acesso em: 13 mar. 2019.
OLIVEIRA, G. G.; AMARAL, R. M. Mapeamento de processos em bibliotecas: estudo de
caso em uma biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São
Paulo. ​In:​ SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., 2012,
Gramado. ​Anais​... Porto Alegre, RS: UFRGS, 2012.
PAULA, M. A.; VALLS, V. M. Mapeamento de processos em bibliotecas: revisão de
literatura e apresentação de metodologias. ​Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação​, Campinas, v.12, n. 3, p.136-156, set./dez. 2014.
ROSSI, T. ​et al.​ Mapeamento de processos na BU/UFSC: aplicação do framework GC@BU.
Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação​, n. 1, v. 10, p. 204-217, 2017.

Agradecimentos
Os autores agradecem a participação do Escritório de Processos do IFSP, da bibliotecária
Michele e de todos os envolvidos no desenvolvimento das atividades de mapeamento das
bibliotecas.

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                <text>Objetiva-se relatar a experiência do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo acerca do mapeamento dos processos das suas coordenadorias de bibliotecas. A partir da utilização do método Modelagem de Processos e Negócio e do software FreeMind, elaborou-se a árvore dos processos das bibliotecas da instituição. Obteve-se como resultados a construção de uma árvore de processos com 196 atividades, divididas em três grandes grupos:  realizar a gestão organizacional da biblioteca, gerenciar o acervo da biblioteca e gerenciar a prestação de serviços da biblioteca. Pode-se compreender que o mapeamento dos processos permite conhecer os processos realizados nas bibliotecas do IFSP, apresentando um diagnóstico situacional. Ademais, a elaboração da árvore de processos permite observar a complexidades das atividades realizadas nas bibliotecas, e explicitar a necessidade pela busca da eficácia das mesmas. Tem-se como próximas etapas do trabalho a realização da análise dos processos mapeados e a modelagem dos processos.</text>
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                    <text>MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
Mônica Garcia (Fiocruz) - monica.garcia@icict.fiocruz.br
Clóvis Carvalho Girão (FIOCRUZ) - clovis.girao@icict.fiocruz.br
Resumo:
A premissa da Fiocruz em relação ao acervo bibliográfico é realizar com eficiência a aquisição,
acesso perpétuo, preservação e disseminação da informação científica e tecnológica no âmbito
da saúde. Foi assim, desde a sua fundação, que a Fiocruz construiu seu acervo bibliográfico de
inestimável valor histórico e científico. A introdução dos periódicos científicos eletrônicos
trouxe conflitos para a manutenção da continuidade dos acervos das bibliotecas, pois,
ocorrendo a cessação contratual das assinaturas o acesso ao conteúdo assinado seria negado.
Neste sentido, a Gestão de Acervos Bibliográficos, responsável pelas assinaturas dos
periódicos para as bibliotecas da Fiocruz, buscou se debruçar na garantia do acesso perpétuo
das publicações eletrônicas assinadas, na modernização do acervo bibliográfico com a
identificação de ferramentas que potencializassem os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas e em novas estratégias, como por exemplo a integração com o Portal Capes que
nos permitiu redirecionar os investimentos à modernização da gestão de acervos.
Palavras-chave: Informação Científica e Tecnológica em Saúde.
Bibliográficos. Periódicos Científicos. Periódicos
perpétuo. Porta
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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Gestão de Acervos
Eletrônicos. Acesso

�Introdução
O Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde – ICICT, unidade técnicocientífica da Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ, tem sob sua coordenação a Rede de
Bibliotecas da Fiocruz com 19 bibliotecas físicas (13 no Rio de Janeiro, sede da Fiocruz, e 6
nas unidades regionais Nordeste, Norte, Sudeste e Sul do Brasil) e a Gestão de Acervos
Bibliográficos – GESTAB que dentro da sua área de atuação reúne o apoio logístico para as
aquisições de livros digitais e bases de dados bibliográficas, assinaturas dos periódicos
científicos e preservação dos acervos das bibliotecas da Rede Fiocruz, buscou se debruçar na
modernização do acervo bibliográfico com a identificação de novas ferramentas que
potencializassem os serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas, bem como ampliar as
possibilidades de interação com os usuários através das interfaces dos sistemas que tratam da
informação publicada. Ao lado desta iniciativa ampliamos a nossa participação junto a
Administração do ICICT, objetivando maior interação com os ritos da administração pública a
fim de eleger as alternativas mais adequadas as especificidades dos objetos pretendidos à
modernização ora mencionada.
O trabalho realizado pela GESTAB propicia, além da melhor aplicação dos recursos
financeiros, a tomada de decisão gerencial e a implantação de novas ferramentas que atendam
as conveniências dos usuários das bibliotecas da Fiocruz e da sociedade.
Relato da Experiência
A premissa da Fiocruz em relação ao acervo bibliográfico é realizar com eficiência a aquisição,
acesso perpétuo, preservação e disseminação da informação científica e tecnológica no âmbito
da saúde. Foi assim, desde a sua fundação, que a Fiocruz construiu seu acervo bibliográfico de
inestimável valor histórico e científico.
Com a introdução das publicações eletrônicas no mercado dos periódicos científicos a relação
de acesso perpétuo, para a maioria dos editores, se tornou condicionada ao pagamento de uma
taxa previamente acordada ou a manutenção das assinaturas através das sucessivas renovações
contratuais – caso não houvesse a renovação para o ano-calendário seguinte o acesso ao
conteúdo anteriormente assinado seria negado. Segundo Briquet de Lemos (2005), os contratos
firmados nas assinaturas de periódicos funcionam como um contrato de aluguel ou
licenciamento de uso de um serviço por um prazo determinado. Em resumo o acesso perpétuo
é a garantia de continuidade do acesso ao período assinado após a cessação contratual
(GARCIA, 2014). Esta condição impediu, face a nossa premissa, a migração das publicações
impressas para o formato eletrônico durante muito tempo. Somente em 2014 conseguimos
avançar nas negociações com os editores para alcançarmos a indispensável perpetuidade do
conteúdo assinado.
A primeira transição, em caráter experimental, ocorreu em 2014 com aproximadamente 6% das
publicações assinadas que atendiam aos critérios acima mencionados. O “tímido” início desta
transição (periódico impresso para o formato eletrônico) nos vinculou as vantagens e
alternativas que o novo formato oferece. Sem dúvida a disseminação do conteúdo alcança um
número maior de interessados com significativas vantagens: podemos destacar a rapidez,

�amplitude e eficiência das consultas em função das facilidades cooperativas existentes como,
por exemplo, os recursos de busca.
Em 2014 a migração do formato impresso para o eletrônico possibilitou, também, a extinção
das assinaturas em duplicidade (75 assinaturas) provenientes da convergência do tema de
interesse entre as unidades fisicamente distantes do campus Fiocruz – o fato do periódico
anteriormente ser impresso nos obrigava a destinar exemplares idênticos às unidades regionais.
Em 2015 avançamos nas negociações com os editores e o número de publicações eletrônicas
possíveis de serem assinadas aumentou consideravelmente – podíamos migrar 61% das
publicações assinadas. O estudo reuniu as editoras que detiam 586 assinaturas das 934
contratadas, ou seja, aproximadamente 62%. Em seguida identificamos as condições do preço
e da perpetuidade do conteúdo assinado para analizarmos a viabilidade da substituição do
modelo impresso para o eletrônico.
Vimos que os editores adotam políticas de comercialização diferentes quando se deseja a
assinatura com a garantia de perpetuidade. A primeira condição que se altera é o valor da
assinatura, seja na composição do preço ou na cobrança de taxas específicas para a manutenção
do acesso. A outra condição é o vínculo permanente com o editor através de ao menos uma
assinatura vigente – esta única assinatura dará acesso continuado à todo conteúdo assinado
anteriormente.
Estabelecidas as condições comerciais, percebemos que a substituição dos formatos traria um
custo mais elevado para a contratação das assinaturas e, com a alta do dólar frente ao real o
valor para o ano calendário 2015 ficaria insustentável. Imediatamente promovemos a nossa
intensão junto aos editores de contratarmos os periódicos mediante condições especiais –
queríamos o acesso perpétuo e a manutenção do valor (em dólar) praticado no exercício
anterior. Após longa negociação obtivemos êxito com praticamente todos os editores e
iniciamos a desejável migração através de importação direta e licitação internacional – esta
última modalidade teve um pequeno acréscimo do valor na origem.
A realidade, cada vez mais próxima, de construção de um acervo bibliográfico digital (online)
nos orientou a explorar as condições de acesso, perpetuidade e embargos das publicações
assinadas pelo Portal Capes - uma biblioteca virtual que possibilita o acesso ao conteúdo de
periódicos nacionais e internacionais, de base de dados bibliográficas e textuais internacionais,
e de e-books1.
Nesta perspectiva vimos a cooperação entre as instituições que disseminam a informação
técnico-científica como a melhor alternativa para a celeridade e assertividade dos processos de
compras, principalmente por evitar a redundância do objeto pretendido com as garantias
exigidas (publicações com acesso perpétuo e sem embargos de conteúdo). A realização do
levantamento demonstrou que no total de 934 assinaturas, 485 estavam disponíveis no Portal
Capes, possibilitando a supressão parcial das assinaturas Fiocruz (51,92%), desde que as
respectivas publicações estivessem disponibilizadas no referido portal nas condições de acesso
perpétuo e livres de embargos. Diante de tal possibilidade, realizamos em 2015 o primeiro
experimento com a não renovação de um grupo de periódicos – esta medida representou uma
economia de aproximadamente US$ 615.000,00. Contudo, se considerarmos a totalidade das
1 CAPES. Portal de Periódicos. Institucional. Disponível em: http://www-periodicos-capes-gov-

br.ez68.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pinstitucional&amp;mn=69. Acesso em: 17 mar. 2019.

�assinaturas possíveis de serem acessadas através do Portal Capes nas condições que atendam
a nossa premissa, a redução dos valores envolvidos para a manutenção das assinaturas Fiocruz,
tomando como parâmetro o ano-calendário 2015, é da ordem de US$ 1.227.000,00 (52,54%).
Diante das orientações contidas no Plano Quadrienal – 2015/2018 do ICICT (documento que
define o planejamento estratégico) colocamos como objetivo essa nova perspectiva acrescida
dos incrementos sustentados por uma pequena parte dos recursos economizados da supressão
de parte das assinaturas dos periódicos científicos. Para tanto, identificamos quatro frentes
imperiosas à desejada modernização: a demanda repremida de novos periódicos, aquisição de
ferramentas de descoberta, assinatura de bases de dados bibliográficas e desenvolvimento de
um site ou portal.
Com o acesso às publicações via Portal Capes, elegemos os critérios para aquisição de
periódicos não pertencentes ao acervo do referido portal ou disponíveis com embargos, são
eles:










Assinar apenas os títulos das editoras que oferecem o acesso perpétuo;
Para os títulos novos, dar preferência ao eletrônico observando a perpetuidade;
Para os títulos que atendam as bibliotecas do Rio de Janeiro e também as unidades
regionais, assinar o formato eletrônico para os que oferecem o acesso perpétuo ou
impresso + online quando não oferecer a garantia. O material impresso ficará na
biblioteca sediada no Rio de Janeiro, que terá a responsabilidade de conservar, preservar
e oferecer cópias caso seja necessário;
No caso dos títulos impressos que passaram para o formato eletrônico, promover a
assinatura dos títulos que oferecem a garantia do acesso perpétuo e avaliar as assinaturas
das editoras que não atendem a nossa premissa;
Para os casos das solicitações feitas pelas unidades que não possuem bibliotecas,
priorizar a assinatura do eletrônico e caso não ofereça a garantia de acesso contínuo,
assinar o impresso + online, onde o impresso ficará na Biblioteca de Manguinhos até
que se estruture uma biblioteca de apoio;
Os casos omissos serão tratados de acordo com as especificidades apresentadas.

Em 2015, após o forte contigenciamento orçamentário com reflexos em 2016, retomamos em
2017 as medidas para alcançarmos a efetiva implantação da modernização da gestão de
periódicos.
Avançamos na atualização do sistema de gerenciamento de acervos e nas assinaturas de bases
de dados bibliográficas conjugando facilidades cooperativas com a ampliação do conteúdo
científico. O volume de assinaturas reduziu significativamente com a identificação dos
periódicos abarcados no Portal Capes com a garantia de acesso contínuo e sem embargos de
conteúdo: uma simples comparação entre o ano 2013 com 1.025 assinaturas (início do período
estudado) e o ano 2018 com 268 assinaturas de periódicos e 4 assinaturas de base de dados
bibliográficas, demonstra que a visão estratégica foi assertíva.
O quadro abaixo é bem elucidativo quanto aos números alcançados, vejamos:

�Ano

Periódico
Impresso

Periódico
Eletrônico

2013
1025
0
2017
126
229
2018
120
148
2019*
111
110
*2019 valores estimativos

Total Periódicos
0
355
268
221

$ 0,00
$715.893,25
$550.272,03
$570.568,35

Base de Dados
Bibliográficas
0
4
4
6

$ 0,00
$88.588,36
$93.137,03
$111.445,26

Total Geral
Dólar
Americano
$2.557.040,63
$804.481,61
$643.409,06
$682.013,61

Considerações Finais
A evolução das garantias do acesso ao conteúdo assinado após o encerramento das publicações
é fundamental para continuidade dos acervos na saúde, face a peculiaridade de servir de suporte
para o desenvolvimento das pesquisas científicas e para tomadas de decisão sobre o tratamento
de doenças e reemergência de agravos. Neste sentido, a confirmação da política do acesso
perpétuo, através do Poral Capes, nos permitiu redirecionar os investimentos para novos
produtos e serviços em nossas bibliotecas. Esta condição evidencia o perfil estratégico da
Fiocruz na disseminação da informação científica no âmbito da saude.
Os resultados ora apresentados seriam suficientes para um olhar apenas focado nos ganhos
financeiros; contudo, vislumbra-se uma redução muito superior com a perspectiva da baixa
necessidade de ampliação do espaço físico e todos os custos de gestão, armazenagem e
conservação envolvidos no abrigo e cuidados de um acervo físico. Em uma visão global do
processo implementado, a constituição cada vez maior de um acervo digital possibilitou ganhos
de valores imensuráveis para as bibliotecas da Rede Fiocruz através da ampliação dos acessos
e introdução de novas tecnologias em plena harmonia ao conceito de biblioteca pública, ou seja,
os espaços das bibliotecas são compartilhados com programações culturais/científicas e focadas
na participação construtiva e no desenvolvimento da democracia através do acesso livre e sem
limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação.
O nosso trabalho não termina aqui porquê a dinâmica deste grande tema nos obriga a
movimentos permanentes e, a ciência aberta é o novo desafio que desejamos.

�Referências
INSTITUTO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
EM SAÚDE. Plano quadrienal – 2015/2018. Rio de Janeiro: Instituto de Comunicação e
Informação Científica e Tecnológica em Saúde, 2015.
BRIQUET DE LEMOS, A. A. Periódicos eletrônicos: problemas ou solução.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v. 7, n. 3, jun. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.inf.br/_repositorio/2011/06/pdf_cd215b174d_0017331.pdf&gt;. Acesso em:
20 março 2019.
GARCIA, M. Gestão de acervos de periódicos internacionais na área da saúde: subsídios
para uma política de aquisição. 2014. 106 p. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Instituto
de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz.
Rio de Janeiro, 2014.

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                  <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
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Documentação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Clóvis Carvalho Girão</text>
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                    <text>MEMÓRIA INSTITUCIONAL E PRESERVAÇÃO: A CONSTRUÇÃO DA
HEMEROTECA DIGITAL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO
INTEGRADO DE CAMPO MOURÃO – PARANÁ.

Rubia Marcela Aparecido (C. U. INTEGRADO) - biblioteca@grupointegrado.br
Resumo:
A importância de grandes instituições de ensino, que atrelam seu crescimento institucional ao
crescimento socioeconômico da região onde estão inseridas, é fato concreto na literatura da
área. Este crescimento mútuo, é uma relação muito clara entre o Centro Universitário
Integrado de Campo Mourão, Paraná e a sociedade onde se insere. A exposição à mídia
impressa local, na figura de jornais impressos, fez com que a sociedade também fosse parte
das atividades desenvolvidas pela instituição e noutras vezes que o caminho fosse inverso e a
instituição desenvolvesse projetos que pudessem vir a amenizar problemas sociais. O
resultado desta exposição midiática converteu-se em matérias jornalísticas impressas, cujas
foram separadas, catalogadas e armazenadas, transformando-se numa vasta hemeroteca,
cujos registros contam a memória da instituição através da mídia impressa, proporcionando
um resgate histórico institucional ao longo de sua trajetória, mostrando seu desenvolvimento,
importância regional, contribuição social e crescimento, com divulgação aberta à toda
população. As duas últimas décadas do século XXI, foram fortemente marcadas, pela presença
dos objetos digitais e sua evolução, culminando na presente era digital. Assim, viu-se a
oportunidade de transferir as informações arquivadas em mídia impressa para a informação
digital, resultando no projeto de transformação da hemeroteca existente na biblioteca central
do Centro Universitário Integrado, numa hemeroteca digital, tendo a maior segurança que a
preservação digital de documentos, em tese, pode proporcionar. Além de poder oferecer à
população usuária, um maior e melhor acesso a esta hemeroteca, pois muitos deles, fizeram, e
de alguma forma ainda fazem, parte desta história.
Palavras-chave: Gestão de documentos digitais; Memória institucional; Preservação digital;
Hemeroteca digital
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�Introdução
O Centro Universitário Integrado, está localizado na cidade
de Campo Mourão estado do Paraná, com localização privilegiada, é cidade pólo
da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM), da
qual fazem parte, vinte e cinco municípios da região centro-oeste do Estado do
Paraná.
A importância de grandes instituições de ensino, que
atrelam seu crescimento institucional ao crescimento socioeconômico da região
onde estão inseridas, é fato concreto na literatura da área. Este crescimento
mútuo, é uma relação muito clara para o Centro Universitário Integrado e a
COMCAM, cujo, ao longo de seus trinta e três anos de existência, atua em prol
desta comunidade.
Em cidades interioranas do estado do Paraná, os jornais
locais tem atuação muito expressiva e fazem parte do cotidiano da sociedade.
Ao longo de sua vida útil, estas mídias impressas, registram o desenvolvimento
gradativo da região e conseqüentemente dos envolvidos neste processo.
O Grupo Integrado, iniciou suas atividades em 10 de
outubro de 1986, nominado apenas como Colégio Integrado de Campo Mourão,
Paraná. Porém, já havia entre seus fundadores o propósito de atuar como uma
instituição de ensino comprometida com a educação, primando pela qualidade
no ensino. Assim, a biblioteca da instituição, na pessoa de seus coordenadores,
iniciaram um trabalho de seleção e armazenamento de recortes de jornais, com
notícias que envolvessem o colégio e sua participação junto à sociedade.
Armazenadas ao longo dos anos, os recortes de jornais,
transformaram-se numa vasta hemeroteca, cujos registros contam a memória da
instituição através da mídia impressa local, proporcionando um resgate histórico
institucional ao longo de trinta e três anos de trajetória desta instituição,
mostrando seu desenvolvimento, importância regional, contribuição social e
crescimento, divulgados aos usuários através do portal acadêmico.
As duas últimas décadas do século XXI, foram fortemente
marcadas, pela presença dos objetos digitais e sua evolução, culminando na
presente era digital. Assim, viu-se a oportunidade de transferir as informações
arquivadas em mídia impressa para a informação digital, resultando no projeto
de transformação da hemeroteca existente na biblioteca central do Centro
Universitário Integrado, em uma hemeroteca digital, tendo a maior segurança
que a preservação digital de documentos, em tese, pode proporcionar. Além de
poder oferecer à população usuária, um maior e melhor acesso a esta
hemeroteca, pois muitos destes usuários, fizeram, e de alguma forma ainda
fazem, parte desta história.

�Relato da experiência
Contextualização institucional e regional: Grupo Integrado

O Centro Universitário Integrado, está localizado na cidade
de Campo Mourão estado do Paraná, com localização privilegiada, é cidade pólo
da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM), da
qual fazem parte, vinte e cinco municípios da região centro-oeste do Estado do
Paraná.
A fundação do Grupo Integrado como instituição de ensino,
deu-se em 1986 com a criação do Colégio Integrado, atualmente, ofertando
ensino de qualidade desde a Educação Infantil (Berçário) até o curso
preparatório para o vestibular. Posteriormente, em 1998, agregou se ao Grupo
Integrado, o início das atividades da Faculdade Integrado. Logo, tornou-se uma
importante instituição de Ensino Superior, servindo de referência regional,
atingindo seu ápice em 2017 quando foi transformada em Centro Universitário.
Hoje, oferece três unidades de ensino: Unidade Centro,
abrange colégio, cursos de graduação e pós-graduação e núcleo de ensino EAD;
Unidade Serviços, oferece serviços à comunidade com clínicas de aplicação de
estudos e laboratório jurídico; Unidade Campus, oferta cursos de graduação e
pós-graduação presenciais, com destaque para os modernos laboratórios de
simulação realística, utilizados para o ensino de cursos ligados à area de saúde
humana. Em toda sua estrutura oferta vinte e dois cursos de graduação
presencial, inclusive medicina, um vasto portfólio de cursos com Ensino a
Distância (EAD) e mais de cinqüenta cursos de pós-graduação (lato sensu), além
de diversos cursos de extensão nas variadas áreas do conhecimento humano.
O Grupo possui uma das melhores bibliotecas
universitárias da região, setorizadas em cada unidade, sendo pólo para
pesquisas tanto de seus acadêmicos, quanto da comunidade pertencente à
COMCAM. À biblioteca central cabe: todo o gerenciamento organizacional dos
acervos; processamento técnico; disseminação seletiva de informação;
formação e desenvolvimento de acervos em suportes diversos.

Hemeroteca digital: Tratamento informacional, digitalização e
disponibilização

Ferreira, (2006, p.22) diz que “Um objeto digital começa por
ser um objeto físico”, partindo deste pressuposto iniciou-se a digitalização dos
recortes jornalísticos que compunham a hemeroteca, utilizando o formato Open
Archival Information System (OAIS), como modelo internacional de referência
para digitalização e preservação de documentos digitais.

�Devido à extensa coleção, o processo de digitalização foi
concluído no período de vinte e quatro meses, iniciando em 2014 com término
em 2016, após este período a digitalização é feita semanalmente. O processo
em sí, consiste em passar o recorte selecionado por um escaner modelo HP
Scanjet G4050, onde as imagens são transformadas em formato Jpeg (*.Jpg)
salvas em pasta padrão, compartilhada com o servidor de internet geral em
campo reservado à biblioteca, onde as imagens são localizadas e transferidas
para formato Word para edição. No processo seguinte, as imagens são tratadas
e inseridas as informações de sua origem, como: título do jornal e data da notícia
de veiculação. Após o tratamento informacional concluído, o arquivo é
transformado em formato PDF, onde uma cópia fica armazenada no banco de
dados da biblioteca central, e outra cópia segue para o setor de desenvolvimento
e manutenção do site acadêmico, para ser disponibilizado no portal externo,
pronta para ser acessada por seus usuários.
Objetivando atingir o maior número de usuários possíveis,
até mesmo os que ainda não se familiarizaram inteiramente com constante
evolução das novas tecnologias, pensou –se na disponibilização da informação
utilizando um padrão de ferramenta de acesso simplista, cujo, não utiliza muitos
caminhos para acesso, ou ainda, ter a necessidade de baixar arquivos para a
recuperação da informação na hemeroteca digital.
A indexação de arquivos, assim como sua recuperação, é
feita pelo ano de publicação, não há busca ou indexação por palavras chaves.
Ao visualizar a hemeroteca, os anos de publicação são relacionados um após o
outro em ordem cronológica crescente, cabendo ao usuário escolher o ano de
visualização. Ao clicar na opção escolhida, as informações sobre o período são
automaticamente reportadas à visualização do leitor, e todo o conteúdo
informacional referente ao ano desejado, é carregado na tela para apreciação. A
hemeroteca está hospedada, dentro do site intitucional do Centro Universitário
Integrado, com acesso livre para qualquer usuário., conforme pode ser
observado no link a seguir: http://www.grupointegrado.br/o-integrado/biblioteca

Conclusão
Preservar e disponibilizar as memórias institucionais
constitui-se obrigação das instituições de ensino para com a sociedade da qual
faz parte.
“É obrigação das instituições de ensino, principalmente das
universidades, preservar e organizar os documentos
produzidos no decorrer de sua trajetória, disponibilizandoos para consulta dos seus gestores, de modo a auxiliá-los
na tomada de decisão, bem como para a consulta do
público interno e externo, viabilizando a realização de
pesquisas (...)”.(MORENO; LOPES; DI CHIARA; 2011, p.
9).

�Desta feita, observa-se uma grande conquista, no âmbito
da preservação e disponibilização da memória institucional do Centro
Universitário Integrado, quando desde sua criação, houve a preocupação de
selecionar, e arquivar as atividades cotidianas publicadas em jornal impresso
local, mais ainda, de se ater a importância de manter tal atividade ao longo do
seu crescimento.
Manter a hemeroteca em atividade contínua, ao longo de
seus trinta e três anos de atividade, possibilitou chegarmos à
contemporaneidade tendo suas memórias preservadas, resultando num vasto
material de rico conteúdo para a instituição e a sociedade que dela usuflui. A
preocupação adequar-se à era digital, e disponibilizar seus resultados, reforça o
comprometimento da instituição com a educação de qualidade perante à
comunidade da qual faz parte.

Referências
FERREIRA, M. Introdução à preservação digital: Escola de engenharia da
universidade do Minho, 2006. Disponível em: &lt; http://eprints.rclis.org/8524/ &gt;.
Acesso em: 08 abril 16.

MORENO, N. A.; LOPES, M. A.; DI CHIARA, I.G. A contribuição da preservação
de documentos e a (re) construção da memória. Biblionline, João Pessoa, v.7,
n.2,
p.
3-11,
2011.
Disponível
em:
&lt;
http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/biblio/article/view/10439 &gt;. Acesso em:
17 abril 16.

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Documentação&#13;
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                <text>A importância de grandes instituições de ensino, que atrelam seu crescimento institucional ao crescimento socioeconômico da região onde estão inseridas, é fato concreto na literatura da área. Este crescimento mútuo, é uma relação muito clara entre o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, Paraná e a sociedade onde se insere. A exposição à mídia impressa local, na figura de jornais impressos, fez com que a sociedade também fosse parte das atividades desenvolvidas pela instituição e noutras vezes que o caminho fosse inverso e a instituição desenvolvesse projetos que pudessem vir a amenizar problemas sociais. O resultado desta exposição midiática converteu-se em matérias jornalísticas impressas, cujas foram separadas, catalogadas e armazenadas, transformando-se numa vasta hemeroteca, cujos registros contam a memória da instituição através da mídia impressa, proporcionando um resgate histórico institucional ao longo de sua trajetória, mostrando seu desenvolvimento, importância regional, contribuição social e crescimento, com divulgação aberta à toda população. As duas últimas décadas do século XXI, foram fortemente marcadas, pela presença dos objetos digitais e sua evolução, culminando na presente era digital. Assim, viu-se a oportunidade de transferir as informações arquivadas em mídia impressa para a informação digital, resultando no projeto de transformação da hemeroteca existente na biblioteca central do Centro Universitário Integrado, numa hemeroteca digital, tendo a maior segurança que a preservação digital de documentos, em tese, pode proporcionar. Além de poder oferecer à população usuária, um maior e melhor acesso a esta hemeroteca, pois muitos deles, fizeram, e de alguma forma ainda fazem, parte desta história.</text>
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                    <text>MEDIAÇÃO DA LEITURA E PRÁTICAS PARA A FORMAÇÃO DE
LEITORES

Aparecida Merotto Lamas (PMV) - cidameroto@hotmail.com
Resumo:
O presente artigo visa demonstrar os benefícios da prática da leitura e a importância do
mediador no processo de estimular o gosto e prazer de ler como também de formar leitores
efetivos, a fim de que o hábito, a experiência de ler, seja prática democrática, livre e acessível
a todos. Utilizou-se estudo bibliográfico e relatos pessoais da autora para refletir e analisar se
ações culturais nas bibliotecas públicas e escolares contribuem efetivamente para o fomento
da leitura.
Palavras-chave: Mediação da leitura; Formação de leitores; Biblioteca.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO
As bibliotecas se empenham em realizar campanhas, propostas, metodologias,
estratégias, enfoques e experimentações que levam à prática da leitura, à iniciação
literária e à formação de leitores.
Indicar um livro para quem está iniciando o processo de ser leitor é o desafio do
mediador de leitura. As vivências relatadas, levam a reflexão sobre os esforços que
vêm sendo feitos nas bibliotecas, a fim de democratizar os seus espaços,
popularizar os seus acervos e, efetivamente, despertar e incentivar o gosto pela
leitura.
É frequente a oferta de ações culturais e artísticas nas bibliotecas, como contação
de histórias, saraus literários, teatros, oficinas de arte, encontro com escritor, dentre
outras, cujo objetivo é incentivar à leitura, porém, nem sempre o número dos leitores,
de livros lidos e dos empréstimos de livros acompanham o aumento do número
dessas ações.
É possível observar, experimentar, errar e aprender com usuários e com outros
profissionais, como também analisar se as ações culturais e artísticas, promovidas
nesses espaços, são práticas que realmente incentivam a leitura. Serão relatadas
ações do cotidiano de bibliotecas e reflexões sobre o papel do bibliotecário como
mediador de leitura.

RELATOS
Caso 1: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2001
Uma professora preocupada com seus alunos semialfabetizados que não gostavam
de ler, os levou à biblioteca. Ao planejar uma estratégia diferenciada para incentiválos, a professora relatou que se identificava com os alunos pois também não lia por
prazer. Até então, os únicos livros lidos por ela foram por obrigação, enquanto
cursava o ensino superior. Ela não teve a oportunidade de ler livros na sua infância e

�se entediava com livros de muitas páginas. Ao ser incentivada a ler e apresentada
aos clássicos infantis, passou a indicar para os alunos os livros que leu e que
gostou. Com essa ação, nasceu uma educadora leitora que reproduziu essa
estratégia de primeiro experimentar ler livros, descobrir uma leitura prazerosa, e só
então oferecer o que gostou, respeitando o gosto e a maturidade leitora de si e do
outro.
Caso 2: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2005
Usuários entravam contrariados numa biblioteca e ao manusear os livros e os ler,
ficavam aborrecidos. Ao terminar a leitura ou ouvir uma história, perguntavam o que
fazer, qual era ‘dever’ sobre o livro, se era para desenhar a história. A princípio eles
estranhavam, quando lhes diziam que era somente para ouvirem ou lerem. Ao
modificar esta prática que fazia parte da rotina da biblioteca, a leitura deixou de ser
um ato enfadonho, sem atividades posteriores que insinuavam cobrança e obrigação
e passou a ser um momento agradável.
Caso 3: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2014
Um jovem com mobilidade reduzida se recusava a frequentar a biblioteca, Sem
habilidade para manusear as páginas dos livros, não lia e não gostava de ouvir as
histórias serem contadas. Passamos a ler para ele, periodicamente, um capítulo do
livro ‘As mil e uma noites’. Usando o recurso da personagem Sherazade, esse leitor
foi ‘fisgado’ pela curiosidade. Posteriormente apresentamos os audiolivros. Isso lhe
possibilitou autonomia e independência para escolher o que ler, no local e horário
conforme sua vontade, necessidade e conveniência. Dessa forma, tornou-se um
leitor pleno.
Caso 4: Escola da Rede Municipal de Vitória/ES - 2015
Apesar de todo o empenho e motivação, uma jovem mãe estava frustrada com seu
filho de sete anos que ainda não lia. Quanto mais ela o instigava, pressionava e
cobrava, menos ele queria frequentar a biblioteca e se recusava a tentar ler e a
pegar livros emprestados. Depois de conversarmos com a criança sobre a
possibilidade de ler as imagens do livro, sobre imaginar a história quando se observa
a sequência das ilustrações, foi possível apresentar e oferecer para ele um livro sem
texto. Ele o levou para casa e depois de ler a imagens, contou com prazer a história

�para outras pessoas. Esse menino ao ser tratado como um indivíduo em processo e
não como alguém incapaz, encantou-se com os livros, com as histórias. Ao se ver
livre das cobranças e com a autoestima elevada, logo foi alfabetizado, não parou
mais de ler e, pouco tempo depois, passou a escrever suas próprias histórias.
Caso 5: Escola da Rede Municipal de Vila Velha/ES - 2017
Ao iniciar o ano letivo, uma professora executou um projeto em parceria com a
biblioteca, cujo objetivo era incentivar o gosto pela leitura e aproximar os alunos da
biblioteca. O projeto previa o envolvimento dos alunos em atividades lúdicas
semanais, como oficinas de artes, contação de histórias, estudo dirigido de textos
literários e, só no final do projeto, os alunos teriam contato com os livros. Porém, no
quarto dia do projeto, após a realização de contação de histórias e de oficina de arte,
muitos alunos questionaram quando poderiam ter contato com os livros, ler e os
levar para casa. O projeto precisou ser revisado e modificado a fim de antecipar a
data para a realização dos empréstimos dos livros. Assim, ao intercalarmos as
atividades planejadas com a leitura, foi atendido o desejo e as expectativas dos
alunos. Nesse caso, as ações lúdicas foram apenas o meio para incentivar a leitura
e o objetivo do projeto foi alcançado.
Caso 6: Escola da Rede Municipal de Vila Velha/ES - 2018
Após realizar uma linda performance de contação de história para todos os alunos
de uma escola, a artista apresentou para os ouvintes o livro no qual foi baseada sua
contação e sugeriu que eles o procurassem na biblioteca da escola, na intenção de
incentivá-los a ler. Muitos alunos, empolgados com a apresentação, aceitaram a
indicação e foram procurá-lo. Porém, eles ficaram frustrados por não encontrarem o
livro sugerido na biblioteca. Teria sido uma ótima oportunidade de incentivo a leitura
se o livro indicado estivesse ao alcance de quem ouviu a história.
Caso 7: Escola da Rede Municipal de Vila Velha - 2018
Um grupo de adolescentes, ao visitar uma biblioteca, queria ler apenas os livros de
suspense e terror, mas a pessoa responsável que os acompanhava não queria que
fossem oferecidos os livros pois acreditava que livros com esse tema não eram
adequados, convenientes e apropriados para eles. Essa opinião era baseada em
seu próprio gosto e critérios pessoais. Foi possível sugerir um acordo com os alunos

�a fim de trocar indicações de livros, e, posteriormente, criado entre eles um grupo de
leitores onde ambos, professora e alunos tinham a oportunidade de expressar seus
gostos e opiniões, indicando, uns para os outros, os seus livros preferidos. Essa
ação aproveitou a curiosidade dos leitores por um tema ou assunto específicos para
motivá-los a perceber outras possibilidades de leitura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
É inegável que as bibliotecas devem ser espaços vivos, dinâmicos, de promoção da
leitura, de ações educacionais, culturais e artísticas. Ler é uma ação que precisa ser
prazerosa, com significado. Formidável que sejam produzidas releituras a partir do
conteúdo dos livros e é de suma importância vê-los transformados nas mais diversas
expressões artísticas, mas é fundamental que os livros sejam lidos para que o leitor
tenha uma experiência pessoal com o texto, e que, a partir dessa vivência, possa
usufruir dos benefícios que a leitura proporciona.
As atividades de contação de história, oficinas de arte e dramatizações são
importantes ações de marketing para divulgar os livros e o acervo de uma biblioteca,
assim como para apresentar a biblioteca e seus serviços. A propaganda do livro é
uma etapa no processo para incentivar a leitura, mas é fundamental oferecer os
livros, disponibilizar, os aproximar dos leitores, ou seja, tornar os livros acessíveis
para a leitura.
Precisamos de informação e de conhecimento para satisfazer nossas necessidades.
As bibliotecas, principalmente as públicas, têm por objetivo, por meta, ser espaço
acessível e democrático de mediação de leitura. Fundamental é que os profissionais
das bibliotecas sejam preparados para atender os usuários com competência, que
valorizem e apresentem os livros de forma respeitosa e cativante para que seus
usuários acreditem na leitura como uma maneira de melhorar a vida e, portanto
descubram o prazer de desfrutar um livro.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente artigo visa demonstrar os benefícios da prática da leitura e a importância do mediador no processo de estimular o gosto e prazer de ler como também de formar leitores efetivos, a fim de que o hábito, a experiência de ler, seja prática democrática, livre e acessível a todos. Utilizou-se estudo bibliográfico e relatos pessoais da autora para refletir e analisar se ações culturais nas bibliotecas públicas e escolares contribuem efetivamente para o fomento da leitura.</text>
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                    <text>Juntando Poesias
Almir Eduardo Fernandes Neto (SESC) - almirfneto@yahoo.com.br
Resumo:
Aborda sobre a importância e do incentivo da leitura em relação aos jovens da
contemporaneidade, de uma forma lúdica, utilizando gêneros literários e estilos musicais para
criar poesias que envolve a cultura alternativa juntamente com a cultura popular. O projeto
tem como objetivo fomentar ações literárias, no município de Mossoró através do Sesc
Mossoró, estimulando a formação de novos leitores e a construção de seu pensamento crítico,
promovendo a literatura; incentivando as diversas formas do hábito de leitura como a
valorização da escrita e da oralidade na produção de música de protesto e poesias populares;
fortalecendo assim, o seguimento literário, cultural e da música alternativa local. Conclui que
o Juntando Poesias, causa um grande impacto social na comunidade, visto que, trabalha o
desenvolvimento cultural através do hábito da leitura e propõe socializar jovens em áreas de
risco na sociedade mossoroense utilizando o cordel, o rock, o rapper, e o repente (embolada e
cantoria de viola) por meio de oficinas, palestras e apresentações.
Palavras-chave: Incentivo à leitura. Poesia. Cordel. Rock. Rapper. Repente.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia:

( ) Sim (x ) Não

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: 6

Introdução:

Tendo em vista as dificuldades de criar nas pessoas o hábito de ler desde os
anos iniciais até ao nível superior, o projeto juntando poesias, busca desenvolver o
interesse e também despertar o gosto pela leitura. Para isso pretende-se inovar nos
meios para fazer com que os jovens gostem de ler. Nesse projeto especificamente
vamos juntar o CORDEL com o ROCK e o RAPPER com o REPENTE (EMBOLADA
E CANTORIA DE VIOLA), e através de oficinas sistemáticas criarmos poesias no
estilo popular e musica-las em estilo alternativo em uma linguagem que dialogue
com o jovem contemporâneo. Por vez despertando a valorização exata das coisas,
além de desenvolver suas potencialidades, estimular sua curiosidade, inquietar-se
por tudo que é novo, ampliar seus horizontes e progredir.
O objetivo esperado deste evento é sem dúvidas formar leitores e, por
conseguinte cidadãos críticos, imergir pessoas marginalizadas no mundo da cultura,
e com o apelo midiático dos palestrantes com certeza este resultado será
alcançado. Fomentar ações literárias efetivas no município de Mossoró, estimular a
formação de novos leitores com foco nos professores e alunos, fortalecer
seguimento literário e da música alternativa local; promover a literatura, incentivar e
buscar formas de difundir e consolidar o hábito da leitura de uma forma não
convencional; desenvolver ações formativas visando à formação literária e musical

1

�do público jovem; construir uma programação envolvendo artistas, grupos de cultura
e produtores culturais do município de Mossoró.

Método da pesquisa:

Por meio de palestras, oficinas e apresentações de poetas, rappers promover
o intercâmbio e incentivar a leitura nos jovens da cidade bem como a produção de
músicos independentes para revelar para o mercado novos talentos. Quebrar tabus
e preconceitos com a cultura alternativa, e agrega-la a cultura popular.

Além de

trazer ao final do projeto grandes nome do rapper, rock, embolada, cordel e cantoria
de viola, promovendo uma verdadeira mistura de poesias populares, tradicionais,
alternativas e contemporâneas.
O evento será realizado de forma sistemática e formativa durante todo o ano,
culminando com uma grande apresentação no dia 02 de dezembro, será aberto ao
público e as oficinas durante os meses gratuitas nas escolas e praças públicas da
cidade e na unidade Sesc Mossoró.
A programação foi dividida em atividades sistemáticas, que ocorrerá todos
os meses a partir de agosto uma vez por mês, das 08h às 11h.e das 14h. às 16h.
sempre as sextas feiras, e culminara com uma grande apresentação artística com
tudo que foi

produzido nas oficinas com os artistas locais e a apresentação de

artistas de nível nacional. Em anexo, planilha com a programação detalhada.
A clientela atendida será principalmente os alunos da rede pública e privada,
professores, comerciários em potencial e comunidade em geral, com faixa de renda
aproximada em dois salários mínimos, previsão para produção de um público no dia
do evento de 700 pessoas presentes, nas variáveis de número de apresentações,
dias e número de participantes. E nas ações sistemáticas alcançaremos o número
de 600 pessoas atendidas. De agosto a dezembro de 2019.

2

�Resultados:

O Juntando poesias, causa um grande impacto social na comunidade, visto
que, trabalha o desenvolvimento cultural através do habito da leitura e que por meio
dessas oficinas propõem socializar jovens em áreas de risco na sociedade, durante
o desenvolvimento do projeto iremos trabalhar principalmente em nosso projeto
social o “SESC CIDADÃO” e em escolas de bairros periféricos na cidade de
Mossoró/RN. O objetivo esperado deste evento é sem dúvidas formar leitores e, por
conseguinte cidadãos críticos, imergir pessoas marginalizadas no mundo da cultura,
e com o apelo midiático dos palestrantes com certeza este resultado será
alcançado.
Esse evento oportuniza o Regional a elaborar, coordenar e executar um
projeto inovador e multidisciplinar envolvendo as atividades literatura e música
voltado para a transformação juventude através da leitura e construção do
pensamento crítico, com ações que invocam a valorização da escrita e da oralidade
na produção de música de protesto e poesias populares.

Discussão:

As ações lúdicas fazem parte do nosso cotidiano principalmente das crianças
e adolescentes, a importância da brincadeira se dar pelo fato das crianças e
adolescentes se desenvolverem através das relações cotidianas. Outras formas de
desenvolver os saberes das crianças e adolescentes são sem dúvidas pela leitura
e pela escrita que têm na educação uma função social, enfatizada na comunicação
entre as pessoas, e ambas devem ser adquiridas desde cedo e praticadas de várias
formas. Assim sendo, é importante que crianças e adolescentes vivencie práticas
de leitura, tendo em vista o desenvolvimento das práticas de oralidade e
interpretação.
Desta forma partindo do pressuposto que a leitura é fundamental para o
desenvolvimento da criança e adolescente, justifica-se a realização do projeto:
“Juntando poesias’’, pelo qual fará de forma lúdica a imersão no universo da leitura,

3

�música popular e alternativa como o rapper e o rock consideradas poesias
contemporâneas revolucionarias e libertadoras, pois instigam o senso crítico do
jovem. Esse compromisso é consolidado em ações formativas de práticas de leitura
e composição de poesias e músicas, reflexão e discussão, que antecede o evento
e contribui para a multiplicação da promoção da leitura em conjunto com os
educadores, mediadores de leitura, bibliotecários, grupos culturais, de jovens e
demais profissionais das instituição de ensino, tornando o “direito de acesso à
leitura, por um viés crítico” como uma das metas desse festival.
Com o agendamento para o mês de dezembro 2018, o Juntando poesias,
proporciona ao Programa Cultura do Regional a visibilidade de produzir, promover,
difundir e despertar o direito de participar do acesso à cultura, à uma comunidade
em qualquer das regiões do país, onde essa possa estar inserida.

Considerações Finais ou Conclusões:

Partindo do pressuposto que a leitura é fundamental para o desenvolvimento
da criança e adolescente, justifica-se a realização do projeto: “Juntando poesias’’,
pelo qual fará de forma lúdica a imersão no universo da leitura, música popular e
alternativa como o rapper e o rock consideradas poesias contemporâneas
revolucionarias e libertadoras, pois instigam o senso crítico do jovem.
Esse compromisso é consolidado em ações formativas de práticas de leitura
e composição de poesias e músicas, reflexão e discussão, que antecede o evento
e contribui para a multiplicação da promoção da leitura em conjunto com os
educadores, mediadores de leitura, bibliotecários, grupos culturais, de jovens e
demais profissionais das instituição de ensino, tornando o “direito de acesso à
leitura, por um viés crítico” como uma das metas desse festival.
Desta maneira Formar leitores através de nossas ações de incentivo à leitura;
formar cidadãos críticos oportunizando o contato com a literatura e os grandes
pensadores nesta área.

4

�Referências:
Bakhtin, M. M. Estetica da criação verbal. São Paulo SP: Martins Fontes, 2010.
CÂNDIDO, Antônio. “O direito à Literatura”. In: Vários escritos. São Paulo: Duas
Cidades, 1995.
CAMARGOS, Roberto. Música e política: percepções da vida social brasileira no
rap. Dissertação de Mestrado. Instituto de História. Universidade Federal de
Uberlândia, 2011.
FELIX, João Batista de Jesus. Hip Hop: Cultura e política no contexto paulistano.
2005
GOULART, Michel (2012) 10 músicas de protesto à ditadura militar. Disponível
em: &lt; http://www.historiadigital.org/musicas/10-musicas-de-protesto-a-ditaduramilitar/ &gt; Acesso em: 07 de Jan. de 2019.

5

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Aborda sobre a importância e do incentivo da leitura em relação aos jovens da contemporaneidade, de uma forma lúdica, utilizando gêneros literários e estilos musicais para criar poesias que envolve a cultura alternativa juntamente com a cultura popular. O projeto tem como objetivo fomentar ações literárias, no município de Mossoró através do Sesc Mossoró, estimulando a formação de novos leitores e a construção de seu pensamento crítico, promovendo a literatura; incentivando as diversas formas do hábito de leitura como a valorização da escrita e da oralidade na produção de música de protesto e poesias populares; fortalecendo assim, o seguimento literário, cultural e da música alternativa local. Conclui que o Juntando Poesias, causa um grande impacto social na comunidade, visto que, trabalha o desenvolvimento cultural através do hábito da leitura e propõe socializar jovens em áreas de risco na sociedade mossoroense utilizando o cordel, o rock, o rapper, e o repente (embolada e cantoria de viola) por meio de oficinas, palestras e apresentações.</text>
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                    <text>Inventário em bibliotecas universitárias: procedimentos adotados
na PUC-Campinas

Juliano Benedito Ferreira (PUC-Campinas) - julianoferreira@live.com
Gabriel de Oliveira Trevizan (SP) - gabrieltrevisan@puc-campinas.edu.br
Sergio Eduardo Caldas (PUC-Campinas) - sbi.supervisor@puc-campinas.edu.br
Ana Paula dos Santos Galletta (PUC-Campinas) - ana.galletta@puc-campinas.edu.br
Mirian Bezerra de Sousa (PUC-Campinas) - mirian.sousa@puc-campinas.edu.br
Resumo:
A realização de inventário do acervo de uma unidade de informação é um processo essencial
que compõe uma política de desenvolvimento de coleções. Com o objetivo de padronizar os
procedimentos de inventário e criar uma equipe especializada para sua realização, o Sistema
de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas elaborou um projeto para realização do
inventário. Os objetivos do projeto foram alcançados e a experiência relatada neste trabalho
apresenta seus resultados. Conclui-se que, a criação da equipe especializada na realização de
inventários tornará mais ágil os inventários dos próximos anos, apresentando indicadores que
mostram a quantidade real de itens presentes nos acervos das bibliotecas da Instituição.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções; Inventário; Bibliotecas universitárias
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim ( X ) Não
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Introdução
A realização de inventário do acervo de uma unidade de informação é um
processo essencial que compõe uma política de desenvolvimento de coleções.
Segundo a política de desenvolvimento de coleções desenvolvida pelo Instituto
Federal do Paraná (2014, p. 20) o processo de inventário do acervo:
[...] constitui-se na conferência dos itens que compõem o acervo da
Biblioteca. A avaliação sistemática da coleção deve ser entendida como o
processo utilizado para se determinar o valor e a adequação da coleção em
virtude dos objetivos da Biblioteca e da própria Instituição de Ensino,
possibilitando traçar diretrizes quanto à aquisição, à acessibilidade e ao
descarte.

A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) vem
tentando padronizar os procedimentos de inventário desde a elaboração de sua
última política de desenvolvimento de coleções em 2015, porém apenas em 2018,
com a proposta de atualização da política, o inventário foi efetivamente realizado de
forma padronizada.
Os inventários de acervo na PUC-Campinas eram realizados utilizando-se as
fichas catalográficas impressas, o que gerava uma grande demanda de tempo e
também de recursos humanos. A conferência dos materiais no acervo demorava
cerca de 2 meses enquanto as correções no sistema Pergamum duravam de 4 a 5
meses para ser finalizadas. Era necessário um cuidado especial com a preservação
das fichas além de um espaço apropriado para armazená-las, devido a essa questão
não era realizado o inventário de periódicos.

�Relato da experiência
Neste contexto foi proposta a criação de um projeto de inventário no qual os
objetivos seriam


Identificar o quantitativo real de acervo;



Identificar itens danificados e definir e implementar as ações para
movimentação e/ou descarte;



Identificar os exemplares de outras Unidades para que sejam enviados
para a Biblioteca de origem;



Identificar falhas no registro de materiais e itens pendentes de
devolução, extraviados e/ou desaparecidos.

A atividade se desenvolveu nas Bibliotecas do Campus I (unidades 1 e 2), do
Campus II e do Colégio Pio XII, da seguinte forma:
Inventário do acervo de livros
Foi formada uma equipe com 11 funcionários, sendo 2 bibliotecários, 8
auxiliares e 1 aprendiz para a coleta de dados nas bibliotecas, utilizando 10 notebooks
com leitores de código de barras. A coleta dos dados foi realizada no período de 03
de janeiro a 09 de fevereiro de 2018.
A equipe recebeu um treinamento que objetivou a criação de um time fixo e
especializado na realização de inventário, padronizando assim os recursos humanos
necessários para a conclusão do projeto.
A análise de resultados foi realizada automaticamente pelo sistema
Pergamum, que é carregado com os dados coletados; as divergências geradas foram
trabalhadas pela Área Técnica do SBI.
Inventário do acervo de periódicos
Foi realizado pelos auxiliares e bibliotecários das bibliotecas do SBI, onde
eram geradas listas com os títulos e fascículos em ordem alfabética e em seguida era

�realizada a conferência com o material presente nas estantes. O procedimento foi
executado entre os meses de julho e dezembro de 2018. As divergências foram
conferidas por um bibliotecário e um auxiliar de biblioteca de cada unidade.
Os resultados, após coleta e tratamento dos dados, são os indicadores
quantitativos sobre o acervo de livros (e também materiais especiais) e periódicos
das bibliotecas, apresentados nas tabelas a seguir:
Tabela 1 - Resultado do inventário de livros

Unidade 1

160905

Não
Encontrad
o
1671

Unidade 2

155732

3447

908

11

Campus 2

87068

298

2015

17

Pio XII

9978

823

428

1

Total

413683

6239

4410

48

Total esperado

419922

Unidade

Encontrados

Porcentagem de perda

Fora do
padrão do
inventário
1059

Pertence a
outra
Unidade
19

1,49%
Fonte: elaborado pelos autores

Gráfico 1 - Resultado do inventário de livros

Fonte: elaborado pelos autores

A tabela e o gráfico 2 apresentam os resultados do inventário de periódicos:

�Tabela 2 - Resultado do inventário de periódicos
Unidade

Não Localizados

Duplicatas

Localizados

Biblioteca Dom Airton

6847

12

3448

Biblioteca Unidade 2

2615

40

1176

Biblioteca Campus 2

1829

31

2577

Biblioteca Pio XII

316

0

0

11607

83

7201

Total

Fonte: elaborado pelos autores

Gráfico 2 - Resultado do inventário de periódicos

Fonte: elaborado pelos autores

A metodologia aplicada foi adaptada às ferramentas disponíveis, porém
ressalta-se que haveria um ganho significativo de tempo, utilizando-se uma leitora
de código de barras móvel.
Destaca-se que no modelo de inventário de periódicos houve uma interação
entre as unidades e o setor de Periódicos, por meio de suporte e treinamentos.
Considerações Finais
Os objetivos do projeto foram alcançados pois o inventário possibilitou
levantar a quantidade real de livros e de materiais especiais nas bibliotecas do SBI,
identificar materiais que estão em local indevido, identificar possíveis falhas no
registro dos materiais no sistema (como classificação errada, tipo de material

�incorreto, etc), identificar itens extraviados e também identificar itens danificados e
livros não devolvidos.
Os procedimentos adotados após a realização do inventário foram os mesmos,
tanto para os livros quanto para os periódicos:

no caso dos materiais não

encontrados ou não localizados, o status do item no sistema Pergamum (utilizado
pela PUC-Campinas) foi alterado para “excluído”, mas com preservação do seu
registro para que possa ser alterado para “normal” em caso de o item ser localizado.
Os materiais que foram identificados como “fora do padrão do inventário”
foram enviados para o setor responsável pelo processamento técnico para que as
informações inseridas de forma incorreta durante a catalogação fossem corrigidas e
o material pudesse ser devolvido ao acervo.
Os itens danificados foram identificados para, posteriormente, passarem por
uma triagem de acordo com os critérios de descarte da Universidade. Os critérios de
descarte serão contemplados pela política de desenvolvimento de coleções da PUCCampinas, que ainda está em fase de desenvolvimento, em conjunto com outros
setores da universidade.
Referências
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ. Política de Formação e
Desenvolvimento de Coleções das Bibliotecas do IFPR. Curitiba: Instituto
Federal do Paraná, 2014. Disponível em: https://reitoria.ifpr.edu.br/menuinstitucional/pro-reitorias/proens/biblioteca/normativas/. Acesso em: 17 mar.
2019.

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                <text>A realização de inventário do acervo de uma unidade de informação é um processo essencial que compõe uma política de desenvolvimento de coleções.  Com o objetivo de padronizar os procedimentos de inventário e criar uma equipe especializada para sua realização, o Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas elaborou um projeto para realização do inventário. Os objetivos do projeto foram alcançados e a experiência relatada neste trabalho apresenta seus resultados.  Conclui-se que, a criação da equipe especializada na realização de inventários tornará mais ágil os inventários dos próximos anos, apresentando indicadores que mostram a quantidade real de itens presentes nos acervos das bibliotecas da Instituição.</text>
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                    <text>Inovação e Intraeempreendedorismo em biblioteca universitária: o
Projeto Bibliobreak da Universidade Federal Rural da Amazônia

Merabe Carvalho Ferreira da Gama (UFRA) - merabecarvalho@yahoo.com.br
LETÍCIA LIMA DE SOUSA (UFRA) - llsleticia.sousa@gmail.com
Resumo:
Trata-se de um relato de experiência sobre o projeto Bibliobreak realizado diariamente no
auditório da biblioteca central Lourenço José Tavares Vieira da Silva da Universidade Federal
Rural da Amazônia (UFRA). O projeto nasceu com o intuito de proporcionar uma programação
diária levando informação e entretenimento no horário do intervalo do almoço, de 13:00 às
14:00, de segunda a sexta a alunos que buscavam a biblioteca nesse horário apenas para
aguardar até o próximo turno de aulas. Continuamente, são exibidos filmes, séries,
documentários, vídeos, entre outras. O Bibliobreak oportuniza ainda a discussão de temas de
caráter social e cultural, tais como, consciência negra, movimento LGBT, dentre outros. Os
resultados da execução do projeto foram a abrangência social, redução dos ruídos no salão de
estudos em grupo, qualidade no atendimento ao usuário, formação social e cultural,
cumprimento do papel social e cultural da biblioteca, aproximação entre a biblioteca e seus
usuários e criação de um espaço democrático para a discussão de diversos temas relevantes.
Um dos resultados mais expressivos foi a premiação em 1º lugar na modalidade Qualidade na
Gestão Pública e 1º lugar Geral no Prêmio Novos Ventos de Boas Práticas em Gestão Pública
da UFRA. Conclui-se que o Bibliobreak solucionou os problemas ao oferecer de forma contínua
uma programação diversificada à comunidade acadêmica e externa. O alcance do Bibliobreak
tem sido cada vez maior com a divulgação da programação por meio das redes sociais (site da
biblioteca, facebook, instagram e whatsapp).
Palavras-chave: Biblioteca Universitária
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Inovação e Intraeempreendedorismo em biblioteca universitária: o
Projeto Bibliobreak da Universidade Federal Rural da Amazônia
1 Introdução
A missão primordial das Bibliotecas universitárias é a garantia do suporte
informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão das universidades a qual
estão vinculadas (CUNHA; CAVALCANTI, 2008). Entretanto, a biblioteca
universitária há muito tempo já não é vista apenas como espaço de armazenamento
de informação, mas também como local que apoia, inspira e forma os que estão em
busca de conhecimento (LEITÃO, 2005).
Neste cenário, o avanço das tecnologias de informação e comunicação
possibilitou diversas formas de proporcionar o suporte informacional aos usuários
de bibliotecas. Esse avanço amplia a capacidade das bibliotecas oferecerem novos
serviços e produtos, além de permitir a criação de novas formas de acesso ao
conhecimento.
Entretanto, é fundamental para a sobrevivência das bibliotecas que a
informação seja mediada de forma inovadora. Desse modo, dois termos cuja
abordagem é relevante e que se relacionam com a criação de novos serviços nas
bibliotecas universitárias é o Intraempreendedorismo e a Inovação. O primeiro é a
disposição que funcionários, colaboradores e gestores possuem para empreender
dentro das organizações na qual atuam, enquanto que o segundo está ligado a
capacidade de criar algo novo ou realizar algo já existente porém utilizando novos
procedimentos.
Nessa perspectiva esse relato tem por objetivo apresentar o Bibliobreak, uma
ação intraempreendedora desenvolvida em uma biblioteca universitária, que se

�apoia na tecnologia para proporcionar acesso ao conhecimento de um modo
inovador.
2 Relato da experiência
O Bibliobreak é um projeto da seção de referência da Biblioteca Lourenço
José Tavares Vieira da Silva – BLJTVS, da Universidade Federal Rural da Amazônia
- UFRA, localizada em Belém do Pará. Foi criado como iniciativa para solucionar um
problema que a BLJTVS já enfrentava a vários anos.
Devido à UFRA possuir cursos com o horário integral é comum muitos
discentes permanecerem por todo o dia na universidade. Com o tempo livre entre os
turnos matutino e vespertino, muitos alunos se dirigem à biblioteca, logo após o
almoço para aguardar até o início do segundo turno de aulas, fazendo com que o
fluxo de usuários na BLJTVS aumente consideravelmente.
Por meio de observação empírica e dos relatórios da biblioteca constatou-se
que o período compreendido entre 13 e 14 horas é o de maior fluxo na biblioteca.
Entretanto, a gerência do setor de referência observou que o público que frequentava
a biblioteca nesse horário era formado por dois grupos com interesses distintos: o
primeiro buscava a biblioteca para utilizar os seus serviços, enquanto o segundo
frequentava a BLJTVS, procurando um local de lazer antes do início do próximo
turno de aulas.
Desse modo a biblioteca passou a enfrentar dois problemas principais,
relatados a seguir: 1) Dificuldade de proporcionar acesso ao conhecimento. Isso
porque alguns alunos, procurando por um momento de descanso entre os turnos de
aulas, deitavam-se nos corredores, entre as estantes da biblioteca, obstruindo e
dificultando o acesso as estantes por outros estudantes; 2) Dificuldade em oferecer
um espaço de estudo. Muitos usuários ocupavam o salão de estudos da biblioteca
apenas para conversar com os amigos e acabavam por dificultar a concentração dos
demais que estavam utilizando o espaço para fins acadêmicos.
A gerência do setor de referência da biblioteca observou que essa situação
ocorria devido ao fato dos usuários não terem um lugar ao qual se dirigir no intervalo
entre os dois turnos de aulas. Desta forma, a gerência do setor de referência passou
a buscar uma forma de atender aos interesses dos dois grupos distintos que
frequentavam a biblioteca.

�Assim, projetou-se o Bibliobreak, que consiste em oferecer uma programação
para os usuários da biblioteca, no momento do intervalo entre as aulas (13-14h), de
segunda a sexta-feira. A programação ocorre no auditório da BLJTVS com
capacidade para 100 lugares.
A programação que é oferecida tem por objetivo mediar informação de
interesse dos usuários, de uma maneira inovadora em bibliotecas. Isso porque além
de ocorrer todos os dias letivos, o Bibliobreak não utiliza qualquer outro recurso que
a UFRA já não disponha, como: internet, energia elétrica e a equipe de servidores. O
suporte informacional utilizado são: vídeos do Youtube, filmes, séries, palestras e
dinâmicas que ocorrem geralmente em datas comemorativas. Busca-se assim aliar
informação e entretenimento.
Os vídeos do Youtube, bem como os filmes e séries são selecionados pela
equipe de bibliotecários seguindo os critérios para seleção de materiais de
informação propostos por Vergueiro (2010). Pesquisa-se no Youtube vídeos de
canais de universidades, organizações privadas com reconhecimento social,
organizações públicas, além de profissionais experientes no assunto que se está
pesquisando.
Os filmes e séries utilizados são do próprio acervo da biblioteca ou ainda de
usuários e servidores que emprestam à biblioteca: filmes, séries e vídeos que julgam
relevantes. Já as palestras são organizadas pela biblioteca e por alguns usuários que
integram grupos de estudos na UFRA.
No Bibliobreak os usuários tem a oportunidade de ter contato com
informações que contribuem tanto para a sua vida acadêmica quanto para a sua vida
cultural e social. São abordados temas como: educação financeira, combate ao
racismo, combate a LGBTfobia, meio ambiente, normalização, oratória, gestão do
tempo, currículo lattes, português para concursos, matemática para concursos,
dentre outros.
Os temas são selecionados pela equipe de bibliotecários, que pesquisa
mensalmente junto aos usuários qual a necessidade de informação. A BLJTVS
mantém também parceria com outros departamentos da UFRA, como Pró-reitoria
de Ensino e Pró-reitoria de Assuntos Estudantis que utilizam o espaço do

�Bibliobreak para realizar programações de integração entre os discentes da
universidade.
O Bibliobreak ocorre há cerca de um ano e como resultados podemos apontar:
a) Abrangência social: Como a BLJTVS pertence a uma universidade pública é
também aberta aos cidadãos, que podem participar do Bibliobreak;
b) Redução dos ruídos no salão de estudos em grupo: Mediu-se com aplicativo
para celular “Decibelímetro” a emissão de sons no espaço, a qual reduziu em
22,3 %, após o início do projeto;
c) Mais qualidade ao usuário da Biblioteca, permitindo um atendimento mais
acolhedor;
d) O Bibliobreak acabou se tornando um projeto de formação na Biblioteca,
onde são discutidos vários temas, como: racismo, educação financeira,
educação ambiental, cidadania, etc;
e) Por meio da aplicação de questionários aos usuários constatou-se que: 88,1 %
dos entrevistados avaliam o projeto como excelente; 88,2 % dos usuários
entrevistados consideram que o Bibliobreak contribui para a sua vida
acadêmica e 94,1% dos usuários entrevistados consideram que contribui para
a sua vida cultural;
f) Permite contribuir para o desempenho do papel social da biblioteca, com
poucos recursos;
g) Trouxe aproximação entre a biblioteca e seus usuários;
h) Abertura de um espaço na biblioteca para a realização de palestras de diversos
grupos (Levante Popular da Juventude, Liga Acadêmica de Patologia
Veterinária, Grupo de Estudos de Animais Silvestres, Liga Acadêmica de
Farmacologia Veterinária, etc);
i) Premiado em 1º lugar na modalidade Qualidade na Gestão Pública e 1º lugar
Geral no Prêmio Novos Ventos de Boas Práticas em Gestão Pública da UFRA
(UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA, 2018).
A partir desses resultados observa-se que o Bibliobreak foi além do que foi
inicialmente proposto, uma vez que inicialmente buscava-se a redução dos ruídos no
salão de estudo em grupo e a desobstrução dos corredores da biblioteca. Deste modo,

�percebe-se que a Inovação e o Intraempreededorismo possibilitam maior alcance da
missão da biblioteca universitária.
3 Considerações finais
O Bibliobreak, diariamente, propicia lazer e informação no horário de 13:00
às 14:00. De imediato percebeu-se a aceitação pela comunidade acadêmica
(discentes, docentes e técnico-administrativos).
Atualmente, seu alcance tem sido cada vez maior devido à utilização das redes
sociais (site da biblioteca, facebook, instagram e whatsapp) utilizadas para divulgar
a programação diária. Com isso obteve-se a participação massiva destes na escolha
do conteúdo a ser exibido por meio de votações via facebook. Isso foi essencial para
que a comunidade interna e externa fosse participante ativa na montagem da
programação, imprimindo um caráter deliberativo.
Este se transformou também em um ambiente democrático no qual os
distintos movimentos sociais se fazem ouvir sem censura, tais como, o movimento
LGBT, oportunizando também um espaço para discussões sobre consciência negra,
prevenção ao suicídio (setembro amarelo), dentre outras, contribuindo para a
formação de cidadãos reflexivos sobre a sociedade em que vivem e para a ocorrência
do processo educativo dentro e para além dos muros da universidade.
Referências
CUNHA, M. B. da.; CAVALCANTI, C. R. O. Dicionário de Biblioteconomia e
Arquivologia. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2008.
LEITÃO, B. J. M. Avaliação qualitativa e quantitativa numa biblioteca
universitária. Niterói: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência, 2005.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA. Servidores recebem
prêmio por práticas inovadoras de Gestão Pública. 2018. Disponível em:
https://novo.ufra.edu.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1868:
servidores-recebem-premio-em-reconhecimento-a-praticas-inovadoras-de-gestaopublica&amp;catid=17&amp;Itemid=121. Acesso em: 10 abr. 2019.
VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas.
Brasília: Briquet de Lemos, 2010

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                <text>Trata-se de um relato de experiência sobre o projeto Bibliobreak realizado diariamente no auditório da biblioteca central Lourenço José Tavares Vieira da Silva da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). O projeto nasceu  com o intuito de proporcionar uma programação diária levando informação e entretenimento no horário do intervalo do almoço, de 13:00 às 14:00, de segunda a sexta a alunos que buscavam a biblioteca nesse horário apenas para aguardar até o próximo turno de aulas. Continuamente, são exibidos filmes, séries, documentários, vídeos, entre outras. O Bibliobreak oportuniza ainda a discussão de temas de caráter social e cultural, tais como, consciência negra, movimento LGBT, dentre outros. Os resultados da execução do projeto foram a abrangência social, redução dos ruídos no salão de estudos em grupo, qualidade no atendimento ao usuário, formação social e cultural, cumprimento do papel social e cultural da biblioteca, aproximação entre a biblioteca e seus usuários e criação de um espaço democrático para a discussão de diversos temas relevantes. Um dos resultados mais expressivos foi a premiação em 1º lugar na modalidade Qualidade na Gestão Pública e 1º lugar Geral no Prêmio Novos Ventos de Boas Práticas em Gestão Pública da UFRA. Conclui-se que o Bibliobreak solucionou os problemas ao oferecer de forma contínua uma programação diversificada à comunidade acadêmica e externa. O alcance do Bibliobreak tem sido cada vez maior com a divulgação da programação por meio das redes sociais (site da biblioteca, facebook, instagram e whatsapp).</text>
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                    <text>Implementação de uma biblioteca na Diretoria de Inovação e
Metodologias de Ensino - GIZ/UFMG

Jéssica Patrícia Silva de Sá (UFMG) - j.jessicadesa@gmail.com
Resumo:
A implementação de uma biblioteca é uma atividade que exige planejamento e organização,
devendo ser gerenciada por um bibliotecário com a colaboração de uma equipe competente.
Esse relato de experiência descreve a estruturação da biblioteca da Diretoria de Inovação e
Metodologias de Ensino – GIZ, vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A estruturação de uma biblioteca no GIZ,
atividade desenvolvida pela própria equipe, partiu da necessidade de organizar a coleção de
livros existente na Diretoria. Essa coleção, proveniente de doações, encontrava-se
completamente dispersa, armazenada em diferentes locais. O objetivo da biblioteca do GIZ foi
organizar a coleção, tornando possível reunir e conhecer os livros existentes na Diretoria,
além de disponibilizá-los para empréstimo.
Palavras-chave: desenvolvimento de coleções, implementação, biblioteca
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 INTRODUÇÃO
A implementação de uma biblioteca é uma atividade que exige planejamento
e organização, devendo ser gerenciada por um bibliotecário com a colaboração de
uma equipe competente. Esse relato de experiência descreve a estruturação da
biblioteca da Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino – GIZ, vinculada à PróReitoria de Graduação (PROGRAD) da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG).
A diretoria GIZ é orientada aos assuntos pedagógicos da UFMG, com o
objetivo de desenvolver uma rede de práticas educativas, atuando por meio da
realização de estratégias voltadas para a melhoria do Ensino Superior, que ocorrem
através da promoção de ações como percursos formativos para professores e
graduandos, congressos anuais, edição de uma revista científica e intervenções
pedagógicas (GIZ, 2019).
A Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino foi criada em 2008 a
partir do Programa REUNI com o objetivo de aprimorar as práticas de
ensino na graduação. Inicialmente, apoiou a implantação dos cursos REUNI
junto às novas propostas curriculares e gradualmente foi assumindo as
demandas pedagógicas dos demais cursos da UFMG (GIZ, 2019, on-line).

O GIZ é composto por uma equipe fixa, que conta com oito servidores
técnico-administrativos da Universidade, tanto da área administrativa como também
da área educacional, por exemplo, os pedagogos. Além disso, o GIZ possui uma
equipe rotativa, que conta com professores aposentados e vários alunos de
graduação e pós-graduação dos mais diversos cursos da UFMG. Os alunos de
graduação possuem uma bolsa do Programa de Monitoria de Graduação (PMG), já
os pós-graduandos estão vinculados ao Programa de Incentivo à Formação Docente
(PIFD), ambos os programas são vinculados à Pró-Reitoria de Graduação Prograd/UFMG. A diretoria também conta com o trabalho de uma menor aprendiz
(GIZ, 2019).
A estruturação de uma biblioteca no GIZ, atividade desenvolvida pela própria
equipe, partiu da necessidade de organizar a coleção de livros existente na Diretoria.
Essa coleção, proveniente de doações, encontrava-se completamente dispersa,
armazenada em diferentes locais. O objetivo da biblioteca do GIZ foi organizar a
coleção, tornando possível reunir e conhecer os livros existentes na Diretoria, além
de disponibilizá-los para empréstimo.

�2 A NECESSIDADE DE CRIAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA
A ideia de organizar uma biblioteca na Diretoria surgiu no segundo semestre
de 2018 e partiu de uma funcionária técnico-administrativa, a pedagoga Zulmira
Medeiros Roque, que percebeu a necessidade de organizar a coleção de livros
existente, diagnosticando que a unidade possuía vários livros armazenados em
distintos armários, provenientes de doações dos próprios funcionários. A pedagoga
convocou todos os servidores e bolsistas, com a intenção de procurar voluntários
para formar uma equipe destinada a organizar essa coleção, de forma que os livros
pudessem ser registrados e disponibilizados para empréstimo. Por ser formada em
Biblioteconomia, me voluntariei a atuar como bibliotecária na equipe, sendo
mestranda em Ciência da Informação vinculada ao PIFD. Posteriormente, fui
nomeada pela pedagoga como coordenadora das atividades da biblioteca. A equipe
contou também com duas alunas de graduação, Ana Luiza Alves Moreira e
Lohuama Santos Lima Tourinho Lisboa, a aluna de pós-graduação Fabiana de
Oliveira Bernardo e a menor aprendiz Ana Júlia Magalhães de Paula.
O primeiro passo da equipe da biblioteca foi realizar uma reunião em agosto
de 2018, intencionando discutir os reais objetivos da biblioteca, planejar as principais
tarefas a serem executadas e distribuir as atividades entre os membros da equipe.
Após a reunião, foi elaborada uma Política de Formação e Desenvolvimento do
Acervo (PFDA), com o objetivo de delinear critérios para orientar a tomada de
decisão, promovendo um desenvolvimento equilibrado do acervo, condizente com os
objetivos da biblioteca do GIZ.

3 CONSTRUINDO UMA POLÍTICA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO
ACERVO
Conforme Vergueiro (1989, p. 25), os propósitos de uma Política de Formação
e Desenvolvimento de Acervo dizem respeito a “deixar clara a filosofia a nortear o
trabalho do bibliotecário no que diz respeito à coleção”. Segundo o autor, essa
política permite tornar público o relacionamento entre o desenvolvimento da coleção
e os objetivos da instituição a que essa coleção deve servir.
Dessa forma, na PFDA da biblioteca do GIZ delineou-se o perfil dos usuários
da biblioteca, sendo eles os próprios funcionários, técnico-administrativos e bolsistas
de graduação e de pós-graduação. Considerou-se também que poderão ser

�realizados empréstimos especiais para outros usuários da comunidade da UFMG,
mediante autorização da equipe da biblioteca. Em relação aos serviços prestados
pela biblioteca definiu-se que serão oferecidos: consulta local ao acervo, empréstimo
de livros, renovação do empréstimo e reserva de livros.
Decidiu-se que o acervo da biblioteca seria predominantemente voltado para
a área da Educação, uma vez que o GIZ configura-se como Diretoria relacionada à
melhoria do Ensino Superior. Contudo, poderão também constituir o acervo livros
técnicos e teóricos de outras áreas do conhecimento consideradas afins à área da
Educação ou livros que sejam considerados pertinentes pela equipe da biblioteca. O
acervo também pretende abranger livros de Literatura, com a intenção de incentivar
a leitura de lazer e reflexão entre os funcionários do GIZ.
Quanto à formação do acervo, a PFDA prevê que a constituição e
desenvolvimento do acervo da biblioteca necessitam de organização e critérios.
Dessa forma, a formação do acervo será acompanhada pela equipe da biblioteca,
que analisará todo o material passível de ser incorporado à coleção. Foram definidos
alguns critérios para a seleção do acervo: adequação do material aos objetivos do
GIZ, condição física do material, qualidade do conteúdo, demanda, necessidade de
determinado assunto, autoridade do autor ou editor, atualidade da obra, idioma
acessível.
Estabeleceu-se que a única forma de aquisição de material da biblioteca do
GIZ é a doação, uma vez que o acervo constitui-se essencialmente de doações de
terceiros. Portanto, as doações à biblioteca devem ser incentivadas. As doações
serão recebidas pela biblioteca e analisadas conforme os critérios de seleção de
material para o acervo. A equipe da biblioteca julgará a pertinência do material, não
tendo obrigatoriedade de incorporar os itens doados ao acervo. Portanto, a
biblioteca poderá recusar doações que não atendam aos critérios estabelecidos na
seleção. Caso haja interesse da biblioteca em receber a doação, o doador deverá
assinar o Termo de Doação.
De acordo com a PFDA, o acervo da biblioteca deverá ser sistematicamente
avaliado para verificação da sua adequação e qualidade. A avaliação permitirá o
acompanhamento do crescimento do acervo e a atualização das diretrizes de
seleção, aquisição, descarte e da própria Política de Formação e Desenvolvimento
do Acervo. A avaliação será feita pela equipe da biblioteca de forma quantitativa e
também qualitativa.

�Definiu-se também alguns critérios para o descarte, que consiste na retirada
do material do acervo, com a devida baixa do seu registro. O descarte poderá ser
feito nos seguintes casos: inadequação, desatualização, desuso, desgaste ou
danificação.
A equipe da biblioteca é responsável pela revisão da Política de Formação e
Desenvolvimento do Acervo. É essencial que a PFDA seja revisada anualmente ou
quando houver necessidade de alterações. Essa atualização constante permite que
a biblioteca permaneça em conformidade com seus objetivos e seu crescimento seja
voltado para atender às necessidades informacionais de seus usuários.

4 ORGANIZANDO UMA BIBLIOTECA NA PRÁTICA
De acordo com Vergueiro (1989), o desenvolvimento de coleções é, acima de
tudo, um trabalho de planejamento, exigindo comprometimento com metodologias. O
desenvolvimento de coleções é um processo, de modo que as atividades ligadas à
coleção não podem ser compreendidas isoladamente.
Dessa maneira, a organização da biblioteca do GIZ foi realizada em algumas
etapas, visando sempre a coerência das ações para organização do processo de
desenvolvimento da coleção. Para organizar a biblioteca percebeu-se a necessidade
de dividir a equipe em dois grupos, assim, uma parte da equipe ficou responsável
pelo arranjo do espaço físico e a outra parte incumbida do tratamento técnico da
coleção. Dessa forma, as duas alunas de graduação e a pedagoga ficaram
responsáveis pela organização do espaço físico e estético do ambiente, reunindo
todos os livros da diretoria em uma única sala, providenciando um local e uma
estante para armazenar o acervo. O espaço escolhido foi a sala onde há uma maior
circulação de pessoas, visto que é o ambiente onde estão disponíveis os
computadores utilizados pela equipe de estudantes, sendo também utilizada como
sala de reuniões.
A outra parte da equipe ficou sob minha orientação, contando com a
colaboração da pós-graduanda e da menor aprendiz, atuamos diretamente na
seleção, catalogação e classificação de cada item da coleção.
Para organização da biblioteca, foi feita uma seleção dos itens pertinentes
para compor o acervo, conforme os critérios estabelecidos na PFDA. Ao todo foram
selecionados 82 livros, dentre eles, livros teóricos e periódicos de Educação e áreas

�afins, como Ciências Sociais e Psicologia, além de alguns livros de Literatura
brasileira e infanto-juvenil. Foram disponibilizados para doação livros didáticos, livros
de autoajuda e de temáticas não condizentes com a PFDA.
Os 82 exemplares selecionados foram catalogados de forma simplificada,
com o uso de uma planilha onde foram inseridos os dados. A classificação
bibliográfica foi feita com base na Classificação Decimal de Dewey. Os livros foram
devidamente etiquetados com a notação adequada e acondicionados na estante.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É interessante ressaltar que a necessidade da criação de uma biblioteca foi
percebida pela própria Diretoria, o que desmistifica a ideia de que as bibliotecas são
necessárias somente em alguns setores acadêmicos, como os prédios das escolas
e faculdades. A criação da biblioteca do GIZ torna notória a necessidade de
organização de bibliotecas e coleções em outros setores acadêmicos, como, no
caso, as diretorias.
A organização dessa coleção de livros, que no momento conta com apenas
82 exemplares, tende a crescer e se tornar verdadeiramente uma biblioteca, que
possa dar suporte às atividades desenvolvidas no GIZ. Acredita-se que,
futuramente, com maior número de exemplares e efetivo uso da biblioteca pelos
usuários, poderá ser apresentada uma proposta para inclusão da biblioteca do GIZ
no Sistema de Bibliotecas da UFMG.
A coleção do GIZ já encontra-se organizada e disponível para consulta interna
desde dezembro de 2018. Após o cadastro dos usuários, sendo eles os funcionários
e a equipe de alunos que atuam na diretoria, será possível realizar o empréstimo de
livros.
REFERÊNCIAS
GIZ. 2019. Disponível em: https://www.ufmg.br/giz/institucional/. Acesso em: 30 jan.
2019.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São
Paulo: Associação Paulista de Bibliotecários, 1989. 106 p.

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                <text>Jéssica Patrícia Silva de Sá</text>
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                <text>A implementação de uma biblioteca é uma atividade que exige planejamento e organização, devendo ser gerenciada por um bibliotecário com a colaboração de uma equipe competente. Esse relato de experiência descreve a estruturação da biblioteca da Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino – GIZ, vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A estruturação de uma biblioteca no GIZ, atividade desenvolvida pela própria equipe, partiu da necessidade de organizar a coleção de livros existente na Diretoria. Essa coleção, proveniente de doações, encontrava-se completamente dispersa, armazenada em diferentes locais. O objetivo da biblioteca do GIZ foi organizar a coleção, tornando possível reunir e conhecer os livros existentes na Diretoria, além de disponibilizá-los para empréstimo.</text>
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                    <text>Implementação de um repositório institucional em uma instituição
de ensino superior: o caso da PUC-Campinas

Juliano Benedito Ferreira (PUC-Campinas) - julianoferreira@live.com
Gabriel de Oliveira Trevizan (SP) - gabrieltrevisan@puc-campinas.edu.br
Sergio Eduardo Caldas (PUC-Campinas) - sbi.supervisor@puc-campinas.edu.br
Ana Paula dos Santos Galletta (PUC-Campinas) - ana.galletta@puc-campinas.edu.br
Mirian Bezerra de Sousa (PUC-Campinas) - mirian.sousa@puc-campinas.edu.br
Resumo:
A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) atualmente conta com uma
biblioteca digital de teses e dissertações desenvolvida utilizando uma versão personalizada
pelo Ibict do software DSpace. Para avançar na questão da preservação da produção
institucional, promovendo o acesso aberto às produções científicas, acadêmicas, técnicas,
administrativas e artísticas da Universidade foi proposta a implementação de um repositório
institucional, ampliando assim o acesso a outros tipos de documentos produzidos pela
Instituição. O desenvolvimento do projeto foi dividido em etapas, nas etapas iniciais foram
definidas as questões burocráticas referentes à institucionalização do projeto como a criação
de um grupo gestor e publicação de um documento formalizando a criação do repositório, nas
etapas intermediárias foram definidas as questões relacionadas à representação dos
documentos no repositório com a criação de um perfil de aplicação de metadados e também as
questões técnicas relacionadas à interface do ambiente, as etapas finais são os procedimentos
de divulgação e lançamento oficial do repositório que ainda está em andamento, foi definida
uma meta inicial para o lançamento da plataforma que engloba os registros de teses e
dissertações presentes na biblioteca digital de teses e dissertações da PUC-Campinas e
também os vídeos produzidos pela TV PUC e publicados nas plataformas Vimeo e YouTube.
Palavras-chave: Repositórios Institucionais; Acesso Aberto; DSpace
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim ( X ) Não
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Introdução
Visando à disseminação e o acesso à produção científica, os repositórios
institucionais e as bibliotecas digitais estão inseridos no movimento mundial do
acesso aberto. Para a BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE (2002), o acesso
aberto à literatura científica é a:
[...] disponibilização livre e pública na internet, permitindo a quaisquer
usuários ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, buscar ou vincular aos
textos completos desses artigos, indexá-los, processá-los como dados em
software, ou utilizá-los em qualquer propósito dentro da lei, sem barreiras
financeiras, legais ou técnicas que não sejam as do simples acesso à
internet. A única limitação sobre a reprodução e a distribuição e o único
papel do copyright neste domínio devem ser para dar aos autores o controle
sobre a integridade de sua obra e o direito de serem propriamente
reconhecidos e citados.

Um repositório institucional é:
[...] um serviço de informação científica - em ambiente digital e
interoperável - dedicado ao gerenciamento da produção intelectual de uma
instituição. Contempla, por conseguinte, a reunião, armazenamento,
organização, preservação, recuperação e, sobretudo, a ampla disseminação
da informação científica produzida na instituição. (LEITE, 2009, p. 21).

Enquanto as bibliotecas digitais lidam com documentos que não foram
necessariamente criados na instituição ou por seus membros (periódicos científicos,
e-books assinados, documentos digitalizados e conteúdos multimídia para aulas na
graduação), os repositórios institucionais lidam com documentos resultantes da
produção da instituição e de seus membros. Neste em que são colocados os artigos e

�os trabalhos apresentados em eventos por docentes e pesquisadores de uma
universidade, além das teses e dissertações defendidas em seus cursos de pósgraduação.
Para avançar na questão da preservação da produção institucional,
promovendo o acesso aberto às produções científicas, acadêmicas, técnicas,
administrativas e artísticas da Universidade, foi proposta a implementação de um
repositório institucional.
Atualmente a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
possui uma instalação do DSpace, personalizada pelo Ibict que oferece acesso às
teses e dissertações defendidas nos Programas de Pós-Graduação da Universidade,
neste contexto a criação de um projeto para a implementação de um repositório
institucional surge com o objetivo de ampliar a disponibilização e o acesso a outros
tipos de documentos produzidos pela Instituição.

Relato da experiência
A execução do projeto contou com a participação direta de três profissionais
de dois setores da Universidade sendo um bibliotecário que atuou na implementação
do Repositório Institucional UNESP (repositorio.unesp.br) da Universidade
Estadual Paulista (UNESP) e que foi contratado pela PUC-Campinas para atuar no
setor responsável pelas questões de tecnologia das bibliotecas, um auxiliar de
biblioteca que já atuava no setor alimentando a atual Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade, ambos do Sistema de Bibliotecas e Informação (SBI)
e um analista de sistemas do Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação
(NTIC), responsável pela instalação do software e todas as configurações técnicas e
de interface, além do auxílio de outros profissionais que atuaram de forma indireta
tanto nas questões técnicas quanto no envio da documentação relativa a
implementação do repositório para a reitoria da Universidade.
A implementação do Repositório Institucional PUC-Campinas foi dividida em
várias etapas, os procedimentos iniciais objetivam solucionar as questões

�burocráticas referente à institucionalização da plataforma, as etapas intermediárias
objetivam o desenvolvimento da plataforma em si, com a estrutura dos documentos,
personalização de interface e outras questões técnicas, e as etapas finais objetivam
lançar o repositório oficialmente e desenvolver ações de divulgação para as
comunidades interna e externa.
Para que fossem elaboradas as políticas do repositório, foi criado o Grupo
Gestor do Repositório Institucional PUC-Campinas, composto por membros da
reitoria da Universidade e pela coordenação do Sistema de Bibliotecas e Informação
da PUC-Campinas (SBI). O Grupo Gestor também ficou encarregado pela elaboração
e publicação do documento, oficializando a criação do repositório, além de deliberar
sobre os tipos de documentos que serão incluídos e as políticas para cada tipo de
produção. Esta etapa está em andamento sendo que o grupo gestor já foi formado
faltando apenas a formalização da documentação necessária para oficializar a
criação do repositório.
Em seguida, foi definida a meta inicial com as demandas necessárias para o
lançamento do repositório. Incialmente foram propostos que os seguintes tipos de
documentos seriam incluídos para o lançamento:


Teses e dissertações: foram coletadas da atual biblioteca digital de
testes e dissertações da PUC que utiliza uma versão do software DSpace
personalizada pelo Ibict;



Vídeos produzidos pela TV PUC: foram coletados os metadados dos
vídeos publicados nas plataformas Vimeo e YouTube.

Após a definição da meta inicial foi elaborado um perfil de aplicação de
metadados que atendesse, não apenas os documentos da meta inicial, mas também
as inclusões futuras de documentos no Repositório Institucional PUC-Campinas. Os
metadados foram criados no padrão Dublin Core, utilizado em grande parte dos
repositórios

institucionais

de

outras

interoperabilidade entre os repositórios.

instituições,

permitindo

assim

a

�Foi escolhido o software DSpace para ser utilizado no Repositório
Institucional PUC-Campinas. A decisão justifica-se pelo fato de o software ser
totalmente livre e utilizado por diversas instituições de pesquisa no Brasil e também
no exterior.
A estrutura das comunidades e coleções no DSpace foi definida respeitandose a estrutura da universidade, começando pelos centros, faculdades e programas de
pós-graduação.
A interface do repositório está sendo desenvolvida com base no tema “mirage
2” desenvolvido pela empresa Atmire1 e restam alguns ajustes nos formulários de
submissão e integração com os sistemas da PUC-Campinas para que a plataforma
seja oficialmente lançada.

Considerações Finais
A implementação de um repositório institucional na PUC-Campinas
permitirá que a Universidade avance nas questões de divulgação e comunicação
científica, ampliando a visibilidade das pesquisas produzidas na instituição e
aproximando-a das grandes instituições públicas de ensino que hoje já possuem
repositórios.
Após o lançamento do repositório institucional também será implementado
um novo fluxo de disponibilização das teses e dissertações produzidas pelos
Programas de Pós-Graduação da PUC-Campinas, no qual o próprio aluno faz o
autoarquivamento de seu trabalho.
A utilização do software DSpace também permitirá que, futuramente, a
instituição trabalhe em um repositório de dados científicos, integrado ao repositório
institucional e também ao núcleo de editoração da PUC-Campinas, oferecendo aos
seus pesquisadores um ambiente para disponibilização dos dados gerados no
processo de construção do conhecimento científico, atendendo ainda as agências de

1

https://www.atmire.com/open-source

�fomento que passaram a exigir um plano de gestão de dados para a concessão de
bolsas e auxílios.
No início do projeto a principal dificuldade da Universidade foi a formação da
equipe responsável pela implementação do repositório, essa questão foi solucionada
posteriormente com a contratação do bibliotecário e do analista de sistemas citados
acima.
Em

seguida

a

equipe

responsável

encontrou

dificuldades

na

institucionalização do projeto, principalmente em apresentar para as esferas
superiores da Universidade a importância de um repositório institucional para
preservar e divulgar as produções científicas, acadêmicas, técnicas, administrativas
e artísticas da PUC-Campinas. Por fim, o documento que formaliza a implementação
do repositório está em fase final de tramitação e, assim que aprovado, permitirá que
o Repositório Institucional PUC-Campinas seja oficialmente lançado.

Referências
BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE. Read the Budapest Open Access
Initiative. Budapest, Hungary: [s.n.], 2002. Disponível em:
https://www.budapestopenaccessinitiative.org/read. Acesso em: 12 abr. 2019.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília: Ibict, 2009. Disponível em: http://livroaberto.ibict.br/handle/1/775.
Acesso em: 26 ago. 2017.

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                <text>A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) atualmente conta com uma biblioteca digital de teses e dissertações desenvolvida utilizando uma versão personalizada pelo Ibict do software DSpace. Para avançar na questão da preservação da produção institucional, promovendo o acesso aberto às produções científicas, acadêmicas, técnicas, administrativas e artísticas da Universidade foi proposta a implementação de um repositório institucional, ampliando assim o acesso a outros tipos de documentos produzidos pela Instituição. O desenvolvimento do projeto foi dividido em etapas, nas etapas iniciais foram definidas as questões burocráticas referentes à institucionalização do projeto como a criação de um grupo gestor e publicação de um documento formalizando a criação do repositório, nas etapas intermediárias foram definidas as questões relacionadas à representação dos documentos no repositório com a criação de um perfil de aplicação de metadados e também as questões técnicas relacionadas à interface do ambiente, as etapas finais são os procedimentos de divulgação e lançamento oficial do repositório que ainda está em andamento, foi definida uma meta inicial para o lançamento da plataforma que engloba os registros de teses e dissertações presentes na biblioteca digital de teses e dissertações da PUC-Campinas e também os vídeos produzidos pela TV PUC e publicados nas plataformas Vimeo e YouTube.</text>
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                    <text>IMPLEMENTAÇÃO DO REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DO GRUPO
UNIPAC: relato de experiência

Rosy Mara Oliveira (UNIPAC) - rosyoliveirasjdr@gmail.com
Bruna D'Ângela Martins Ferreira (UNIPAC) - bdangela85@hotmail.com
Dirlhê Maria Lima Pereira (UNIPAC) - dirlhemaria@yahoo.com.br
Resumo:
A expansão do conhecimento científico e tecnológico depende de planejamento e
investimentos para se realizar de forma efetiva, o que demanda, especialmente, políticas e
ferramentas de disseminação da informação. Professores, alunos, técnicos administrativos e
egressos possuem demandas informacionais de suas produções técnicas e científicas. Em vista
disso, uma equipe multidisciplinar do Grupo UNIPAC elaborou um projeto para a
implementação do repositório institucional digital adotando como ferramenta o Tainacan, a
fim de oferecer mais um serviço de acesso e recuperação da informação de toda a produção
técnica e científica da Instituição de Ensino Superior (IES), tanto para a comunidade interna
como para a comunidade externa. Metodologicamente, é um projeto com características de
inovação tecnológica, pois converge tecnologias pesquisadas pelo Departamento de
Tecnologias da Informação (DTI) do Grupo UNIPAC, o conhecimento teórico-metodológico e
prático relacionado à criação de repositórios institucionais aplicados pelos integrantes do
projeto e a implementação de políticas para a disseminação da produção científica da
UNIPAC. A partir dessa experiência, tem sido possível armazenar, disponibilizar e
compartilhar a informação produzida pela comunidade da UNIPAC promovendo maiores
acessibilidade e visibilidade para a produção de pesquisadores e para as discussões entre os
pares.
Palavras-chave: Repositório Institucional UNIPAC. Tainacan. Acesso aberto.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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1 INTRODUÇÃO
O reconhecimento da necessidade e da importância de compartilhar as informações
tecnológicas e científicas produzidas pela comunidade do Grupo UNIPAC, dentro da
Instituição e também para a comunidade externa, foi o viés que motivou a elaboração do
projeto para a implementação de um repositório institucional, no qual as publicações
pudessem ser reunidas, organizadas e disseminadas de forma gratuita e de fácil acesso em
conformidade com o movimento Acesso Aberto, tão discutido na atualidade.
Hoje, o grupo UNIPAC contempla 24 faculdades distribuídas em várias cidades
de Minas Gerais, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação latu sensu
abrangendo diversas áreas do conhecimento. Portanto, anualmente, são produzidas
milhares de informações técnico-científicas entre artigos científicos, monografias,
dissertações, teses, periódicos e palestras desenvolvidos por professores, alunos e
funcionários da Instituição.
Entre as ferramentas de livre acesso para a construção de repositórios institucionais,
optou-se pelo Tainacan, um projeto desenvolvido, em 2014, pela MediaLab, da
Universidade Federal de Goiás, em parceria com o Ministério da Cultura e o Instituto
Brasileiro de Museus, tendo como objetivo se tornar referência técnica para a construção da
política nacional de acervos digitais com acesso aberto.
O Tainacan é desenvolvido com base no software livre WordPress, um dos mais
populares sistemas para desenvolvimento de soluções para a internet, e, segundo Martins et
al. (2017, online), “incorpora várias facilidades e funcionalidades técnicas que o tornam
compatível com as últimas tendências das tecnologias da web”. Entre os motivos que
levaram à escolha do Tainacan como gestor do acervo digital produzido pelo Grupo
UNIPAC estão as facilidades de configuração, implementação e utilização do software,
além de sua proposta de incorporar várias funcionalidades que facilitem a interoperabilidade
com mídias sociais permitindo ampliar o grau de participação social de usuários no
repositório em atividades de sua gestão e manutenção, se tornando uma referência na
perspectiva da cultura digital para o mundo dos repositórios digitais, conforme Martins et
al. (2017).

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Entre as experiências de utilização do Tainacan como solução para a construção de
acervos digitais, destacam-se os projetos relacionados à cultura. Até o momento não foram
constatados relatos de experiência do Tainacan como repositório institucional, ou seja,
exclusivamente para documentos científicos, produzido em Instituições de Ensino Superior.
Com o Tainacan implementado e em funcionamento na UNIPAC, busca-se no momento
uma melhor forma de organizar e recuperar toda a informação científica produzida por essa
Instituição.
2 METODOLOGIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO

A implementação do repositório institucional do Grupo UNIPAC, a partir do
Tainacan, iniciou em agosto de 2018 e consiste em cinco etapas principais, como se vê na
Figura 1:
Figura 1 – Fases da implementação do repositório institucional

Fonte: Elaborada pelas autoras.

A construção do conhecimento necessário para a operação do sistema está sendo
realizada por meio de estudos no Manual do Usuário, disponibilizado pela equipe do
Tainacan, assim como pelo acompanhamento das produções científicas sobre o assunto
e de vídeos lançados, além da participação na Lista de discussão do Tainacan, uma
importante ferramenta de informação em que são postadas e compartilhadas pelos

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usuários dúvidas, observações e sugestões, que são prontamente atendidas pela equipe
do Tainacan, tornando-se um excelente canal de aprendizado que beneficia todos os
envolvidos no projeto.
2.1 A criação das coleções
Após a implementação do repositório, a equipe de bibliotecárias iniciou estudos
sobre a melhor forma de organizar e disponibilizar as informações, bem como de criar
os trâmites para a inserção dos documentos, visto tratar-se de uma instituição
multicampi composta por várias faculdades localizadas em diferentes regiões do Estado
de Minas Gerais. A proposta inicial visionada pelas bibliotecárias responsáveis pelo
projeto é chegar ao estágio de autoarquivamento, no qual o próprio autor pode submeter
seus trabalhos ficando a cargo dos bibliotecários a avaliação e a aprovação diminuindo,
assim, a burocracia de tramitação de papéis e eliminando os processos de arquivamento
de documentos impressos. Enquanto esse processo ainda está em fase de estudo, a
forma encontrada para recolher os documentos a serem inseridos no repositório tem sido
o envio de e-mails.
A possibilidade de criação de coleções aponta para várias alternativas de
separação dos documentos, podendo ser feita por faculdades, por áreas do
conhecimento, por tipos de documentos, entre outras opções. A princípio, pensou-se na
alternativa da criação de coleções por faculdades, optando pela possibilidade de
direcionar o pesquisador para a faculdade de interesse na hora da pesquisa. Pensando na
possibilidade de ampliar a recuperação de documentos no momento da pesquisa, optouse por separá-los por tipos de documentos, sendo eles coleção de trabalhos de conclusão
de curso, coleção de dissertações e coleção de teses de todos os professores da
instituição, coleção de artigos produzidos por professores e funcionários da instituição.
2.2 Construção das taxonomias
A partir das informações reunidas, obtém-se com o repositório um canal não só
de transmissão de informações, mas também de compartilhamento. Procurou-se, neste
momento, a melhor forma de buscar e recuperar as informações. Diante da necessidade

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de representar a informação, o Tainacan oferece a possibilidade da construção de
taxonomias. Vital e Café (2007, online) pontuam que a taxonomia “vem sendo
considerada na literatura como uma metodologia facilitadora tanto da organização
quanto da recuperação, representação e disponibilização do conteúdo em ambientes
web”. Nesse sentido, visando à melhor forma de representar os conteúdos disponíveis
no repositório, empregaram-se os recursos viabilizados pelo Tainacan ao possibilitar a
utilização de vocabulários controlados já existentes para a construção das taxonomias.
Encontra-se na fase de testes a possibilidade de realizar a importação de vocabulários
controlados utilizando arquivo em Comma Separated Values (CSV).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O repositório institucional do Grupo UNIPAC funciona hoje em um ambiente
estável. O uso do Tainacan, por ser um software livre desde o sistema operacional até o
gerenciamento do acervo, oferece uma flexibilidade gerencial proporcionando uma
experiência desafiadora e gratificante. Entretanto, são necessários mais estudos e testes
visando ao aprimoramento da qualidade dos metadados e à definição do vocabulário
controlado, os quais possibilitarão o aumento do diálogo entre as comunidades de interesse.
Finalmente, espera-se que este relato de experiência contribua para que outras
Instituições de Ensino Superior percorram o caminho de disponibilizar e compartilhar
informações técnico-científicas produzidas por suas comunidades, de forma ampla e sem
barreiras, a partir de iniciativas promovidas pelo movimento de acesso livre à informação.
REFERÊNCIAS
FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS (FUPAC). Repositório
Institucional FUPAC/UNIPAC. 2019. Disponível em: http://ri.unipac.br/repositorio/.
Acesso em: 16 mar. 2019.
MARTINS, Dalton Lopes et al. Repositório digital com software livre Tainacan:
revisão de ferramenta e exemplo de implantação na área cultural com a Revista Filme
Cultura. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO – ENANCIB, 18, 2017, Marília. Anais... Disponível em:
http://www.brapci.inf.br/index.php/article/download/58982. Acesso em: 16 mar. 2019.
VITAL, Luciane Paula; CAFÉ, Lígia Maria Arruda. Práticas de elaboração de
taxonomias: análise e recomendações. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA

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EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – ENANCIB, 8, 2007, Salvador. Anais...
Disponível em: http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT2--141.pdf. Acesso em: 15
abr. 2019.

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                    <text>IMPLANTAÇÃO DE SOFTWARE DE GESTÃO DE BIBLIOTECA
ESCOLAR NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE VILA VELHA - ES

Eliana Terra Barbosa (PMVV) - elianaterra@hotmail.com
Adriana Olegario da Silva (PMVV) - p.dourado@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho pretende relatar o processo de escolha do software que melhor atendesse as
necessidades do sistema de bibliotecas escolares da rede municipal de ensino de Vila Velha ES. Como forma de mantê-las atualizadas com as novas tecnologias da informação, fez-se
necessário a escolha de um software que contribuísse com os profissionais bibliotecários, a fim
de levar qualidade no serviço e atendimento dos alunos e profissionais das instituições de
ensino da rede. Quando se faz referência a manutenção de profissionais qualificados e
competentes para atendimento nas bibliotecas escolares, é necessário também oferecer a
estes, equipamentos que permitam colocar em prática todo o seu conhecimento técnico e
teórico e sirvam de instrumento base para o desenvolvimento do trabalho a eles confiados.
Assim, para garantir o acervo de uma biblioteca escolar organizado e disponibilizá-lo com
rapidez o ideal é recorrer à automatização, que muito contribui à medida que dinamiza o
tempo do leitor por meio de buscas rápidas e específicas, garantindo a eficiência do trabalho
do bibliotecário e o melhor acesso dos usuários.
Palavras-chave: Software para Biblioteca Escolar. Automação de Bibliotecas. Bibliotecário.
Rede de Bibliotecas Escolares.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO
A biblioteca escolar no cenário atual tem como desafio ser um espaço
potencial difusor e mediador da informação. Precisa funcionar como suporte
essencial na formação sociocultural dos alunos e ser pensada como fator importante
em todos os seus aspectos. De acordo com Silva (2009, p.117) “[...] se a biblioteca
da escola estiver bem estruturada, tanto física quanto pedagogicamente, servirá à
comunidade escolar como um todo: alunos, professores e pais [...]”, bem como a
equipe técnica-pedagógica.
Diante do avanço das tecnologias da informação, manter o acervo
informatizado de uma biblioteca permite ao profissional administrar e controlar todo o
material existente, o que se torna mais acessível quando disponibilizado em rede,
facilitando inclusive a sua localização em outra biblioteca; o que possibilita a tomada
de empréstimos para professores interessados em desenvolver projetos de leitura e
outros trabalhos pedagógicos ou outras atividades que necessitem permuta de
livros. Outro fator importante é a facilidade e praticidade em apresentar por meio de
estatísticas e gráficos toda a circulação do acervo por meio de relatórios que
facilitam ao profissional controlar e tabular essas informações tão importante para o
controle e administração da biblioteca.
A modernização das bibliotecas está diretamente ligada à automação de
rotinas e serviços, com o intuito de implantar uma infraestrutura de
comunicação para agilizar e ampliar o acesso à informação pelo usuário,
tornando-se necessário haver uma ampla visão da tecnologia da informação
e sua aplicação nas organizações (CORTE et al, 1999, p. 242).

O presente trabalho pretende compartilhar a experiência de como ocorreu o
processo de escolha do software e todos os trâmites envolvidos até a sua
implantação e uso pelos profissionais bibliotecários que atuam no sistema de
bibliotecas das escolas da rede municipal de ensino de Vila Velha - ES.

RELATO DA EXPERIÊNCIA
A rede municipal de ensino de Vila Velha conta com 60 (sessenta)
bibliotecas escolares nas Unidades de Ensino Fundamental. Atuam nessas escolas
52 (cinquenta e dois) bibliotecários e 30 (trinta) auxiliares de biblioteca. Desde o ano

�de 2013, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) tem um setor responsável
pela coordenação das bibliotecas escolares que é administrada por um profissional
bibliotecário. Desde então, os produtos, serviços e o processamento técnico,
passam por um processo de padronização de dados.
Uma carência que se tinha observado era a gestão do acervo em rede e
cada biblioteca administrava o controle bibliográfico da forma melhor que
encontrava. Umas tinham banco de dados no Excel, outras utilizavam software livre
e outras ainda adquiriam licença de uso, vulnerabilizando o controle de circulação
dos títulos que também ficava bem prejudicado.
Para melhoria da gestão das bibliotecas, dos produtos e serviços prestados,
decidiu-se reunir, sistematizar e disponibilizar as informações existentes nos acervos
bibliográficos com a implantação de um software. Assim, vários sistemas foram
analisados e avaliados, levando-se em conta os teóricos e pesquisadores da área de
informatização de biblioteca, que destacam a ISO 2709, o Protocolo Z39.50 e o
Formato MARC; como três instrumentos essenciais ao processo de automação.
Além da equipe de coordenação de bibliotecas uma comissão de
bibliotecários participou dessa etapa de seleção e avaliação, uma vez que são esses
que conhecem as demandas da rede que atuarão diretamente na execução do
software. Segundo Martínez (2004, p. 17), “[...] investimentos, por si sós, pouco
contribuem para elevar a produtividade e a eficiência de uma instituição quando o
pessoal dos serviços de informação não está integrado aos processos de tomada de
decisão”.
Após esse processo, a equipe recomendou a aquisição do software PHILOS,
entendendo ser este, tecnicamente, o mais adequado para a automação das
bibliotecas escolares. A cessão de uso do software Philos, de forma definitiva
(perpétua), em base de dados unificadas para as 60 (sessenta) bibliotecas escolares
com tamanho de acervo ilimitado e usuários simultâneos, operadores ilimitados,
compreendendo as seguintes funções: catalogação, importação de registros pelo
ISBN, controle de periódicos, cadastro dos usuários, cadastro dos operadores,
controle de circulação, configuração do sistema, emissão de carteirinha, etiquetas e
relatórios. A escolha do Philos foi determinante pois facilita a identificação da
literatura infantojuvenil por cores, conforme Serra (2015, p. 5) relata:

�Ao aplicar cores na distribuição dos assuntos existentes, a biblioteca
favorece a apropriação dos recursos por parte dos usuários, agrupando as
temáticas nas estantes. Ao empregar este recurso no catálogo online, a
biblioteca padroniza suas ações na descrição temática do acervo,
realizando a reunião dos recursos por meio de categorias, subcategorias e
assuntos, facilitando a navegação no ambiente virtual.

Com isso a implantação do Software possibilitou: melhorias na gestão das
bibliotecas/sala de leitura escolares; organização, preservação e controle do acervo;
possibilidade de empréstimo aos usuários; promover o controle sobre a circulação
do acervo; estatísticas para tomadas de decisões; melhoria na gestão dos recursos
financeiros; estimular os alunos a leitura (SOPHIA, 2017). Apresenta diferentes
perfis de acesso de acordo com os níveis de permissão para inserção de dados e
administração do software.
Após a implantação do aplicativo, realizou-se a migração dos dados de
catalogação (obras e periódicos), cadastro de usuários e circulação de um software
livre e outro comercial. Foi realizado também treinamento in loco para capacitação
presencial na utilização/manutenção dos recursos descritos no sistema, com a
disponibilização pela empresa de suporte técnico para as demandas necessárias,
esclarecimentos de dúvidas, além de registro de sugestões de melhoria.
As bibliotecas que foram aos poucos instalando o software Philos passaram
a contar também com a facilidade em apenas incluir no sistema quantidades de
exemplares locais, pois a catalogação e classificação já fazem parte dos registos no
sistema, uma vez que ele realizou a portabilidade dos registros já existentes e as
biblitotecas tem na maioria de seus acervos os mesmos títulos, tornando necessário
apenas a inclusão dos ainda não registrados. Outra facilidade é a localização de
livros por meio do sistema em linha, que permite conhecer títulos variados existentes
na rede municipal, propiciando uma visão global do acervo.
Foi criado uma equipe de Bibliotecários-referência com a tarefa de
administrar o sistema, realizar as operações e alterações necessárias. Esses
bibliotecários

reunem-se

mensalmente

para

planejamento,

nivelamento

de

informações, discussões de melhorias e tomadas de decisão. Operacionalmente,
essa equipe dá o suporte técnico que tem permitido um enriquecimento satistatório e
dinâmico explorando de maneira ampla todos os recursos do sistema; além de
implantar um canal de comunicação entre os profissionais para assuntos diversos,
tais como: troca de vivências, esclarecimento e resolução simultânea de dúvidas;

�antecipando assim as tomadas de decisões quanto a verificação da catalogação e
classificação mais adequada para a obra de acordo com o público atendido na rede.
Atualmente, o acervo inserido no sistema tem um total de aproximadamente
20.000 (vinte mil) obras e 75.000 (setenta e cinco mil) exemplares. A média mensal
de circulação entre empréstimo, devolução e reserva é de 5.000 (cinco mil).
Importante ressaltar que algumas bibliotecas da rede ainda encontram-se
em processo de automação, pois os espaços não tinham computadores e internet,
que são instrumentos fundamentais para a realização do processamento técnico
automatizado.
Por meio de planejamento foi possível a realização de aquisição desses
equipamentos que já foi concluída e estão sendo instalados nos espaços das
bibliotecas afim de contribuir com o trabalho dos profissionais e dar continuidade a
automação desses setores dentro do ambiente escolar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Até o presente momento os resultados obtidos com a aquisição do software
Philos tem sido bastante relevantes, pois toda a circulação do acervo realiza-se por
meio dele.
O uso diário vem aprimorando o conhecimento técnico dos bibliotecários e
facilitando a disponibilização do acervo de forma rápida e segura. As possíveis
dúvidas do processamento técnico são compartilhadas entre os profissionais e por
meio da troca de experiência e conhecimento técnico são sanadas de forma
imediata.
Também faz parte do planejamento a compra e instalação de leitor de
código de barra, a fim de agilizar a realização de empréstimos aos usuários,
otimizando o trabalho, diminuindo o tempo ocioso dos alunos e minimizando os
impactos da ausência da sala de aula, já que a maioria dos empréstimos são
realizados durante o horário de aula do aluno.
Cada etapa conquistada na implantação do Philos exige muita paciência e
compreenção por parte de toda a equipe que mesmo diante das necessidades
precisa entender que se tratando de instituição pública é necessário seguir todos os
trâmites burocráticos para a aquisição de qualquer material desejado. A espera por

�mais demorada que seja é válida, pois os resultados são compensadores e acabam
se tornando pequenos em detrimento de todos os benefícios conquistados.
A busca por melhorias precisa ser um propósito constante na vida
profissional de todos os envolvidos, afim de cumprir com maestria a qualidade e
eficiência na educação oferecida aos alunos como forma de oportunizá-los a
participarem das evoluções da tecnologia da informação tão presente na atualidade.

REFERÊNCIAS
CORTE, Adelaide Ramos. Automação de bibliotecas e centros de documentação: o
processo de avaliação e seleção de softwares. Ci. Inf., Brasília, v. 28, n. 3, p. 241256, set./dez. 1999. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010019651999000300002&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt. Acesso em: 06 abr. 2019.
MARTÍNEZ, Lucila. Escola, sala de leitura e biblioteca criativas: o espaço da
comunidade. São Paulo: Global, 2004.
SERRA, Liliana Giusti. Utilização de categorias por cores em sistema de biblioteca
voltado ao público infanto-juvenil. In: CIBES - CONGRESSO IBERO-AMERICANO
DE BIBLIOTECAS ESCOLARES, 2015, Marília - SP. Anais. Disponível em:
http://fontes.marilia.unesp.br/index.php/cibes2015/CIBES2015/paper/view/11.
Acesso em: 07 abr. 2019.
SILVA, Rovilson José da. Biblioteca escolar: organização e funcionamento. In:
Souza, Renata Junqueira de (Org.). Biblioteca escolar e práticas educativas: o
mediador em formação. Campinas: Mercado das Letras, 2009.
SOPHIA Software. Faça o planejamento eficiente para gestão da biblioteca
escolar. 2017. Disponível em: https://www.sophia.com.br/blog/bibliotecas-eacervos/planejamento-eficiente-para-gestao-da-biblioteca-escolar. Acesso em: 10
abr. 2019.

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                    <text>IMPACTO DO SUMÁRIO CORRENTE EM BIBLIOTECA PÚBLICA
ESPECIALIZADA CAPIXABA

Merielem Frasson da Silva (Incaper) - frasson78@gmail.com
Sara Dieny Chaves Ribeiro (INCAPER) - saradieny.chaves@gmail.com
Resumo:
O estudo descreve a utilização e impacto do serviço de Sumário Corrente pela Biblioteca Rui
Tendinha, como alternativa as barreiras institucionais no processo de disseminação de
informações, por órgão público estadual capixaba – Incaper. O método utilizado foi uma
pesquisa quantitativa com abordagem análise web métrica, utilizando os dados de acesso ao
conteúdo digital institucional, monitorado pelo Google Analytics. Após o disparo do Sumário
Corrente, no intervalo entre 3 a 9 de fevereiro de 2019, o percentual de acessos por link direto
era de 8,6% e entre 10 a 16 de fevereiro subiu para 10, 2%, chegando à conclusão que o
Sumário Corrente tem impacto no acesso a produção técnico-científica institucional.
Palavras-chave: Disseminação Seletiva, Sumário Corrente, Transferência de Tecnologia,
Biblioteca Pública Especializada, Biblioteca Rui Tendinha
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

1 INTRODUÇÃO
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural
(Incaper), órgão público estadual, criado em 1956, como Associação de Crédito e
Assistência Rural (ACARES), desenvolve pesquisa agropecuária e atividades de
assistência técnica e extensão rural (Ater) para o Estado do Espírito Santo.
O Incaper é responsável por gerar e/ou adaptar tecnologias, que são
difundidas através de métodos de extensão rural, para atingir o agricultor capixaba.
Este, por sua vez, pode adotar ou não a tecnologia desenvolvida, alcançando
produtividade e qualidade de vida. Esse processo, denominado de transferência de
tecnologia, gera conhecimento, que é transformado em informação, depois
armazenado e disseminado por diversos canais, como: dia de campo, palestras,
publicações, site, biblioteca, etc. Para Tarpani (1992, p. 50) no processo de
transferência de informações a biblioteca é um elemento chave.
Para organizar esse sistema a Biblioteca Rui Tendinha (BRT), automatizou a
gestão da unidade e implantou o repositório digital, permitindo o acesso universal a
toda produção técnico-científica da Instituição. Disponibilizar a informação não
significa que ela será acessada pelo público que necessita de informações. Para
Barreto (2008, p.13) permitir que o receptor se aproprie da informação é condição
necessária para validar a informação acessada, atingindo espaços semânticos
compatíveis e harmoniosos para a sua compreensão e aceitação.
Embora o Instituto possua uma biblioteca com repositório digital, desde o ano
de 2013, no ano de 2015 a pesquisadora Nascimento (2015, p. 152) identificou ao
entrevistar, pesquisadores do Incaper, sobre fontes de informação e tipologias

�documentais utilizadas, diversas fontes de informação, mas não a Biblioteca Rui
Tendinha. Ao entrevistar os extensionistas sobre as barreiras no acesso e uso da
informação, destacou-se a dificuldade de acesso às informações sobre as
pesquisas em andamento institucionais e sobre as atividades ou resultados das
atividades dos demais escritórios locais do Incaper.
Uma das ações para minimizar as situações acima descritas, foi a reativação
do serviço de referência utilizando a Disseminação Seletiva da Informação (DSI),
apontado pelo diagnóstico situacional da Biblioteca Rui tendinha realizado por
Fabris (2016, p. 55).
Por não ter recursos para implantar um sistema de DSI automático, a opção
de reativar o serviço de sumário corrente foi a mais viável. O serviço de sumário
corrente foi oferecido em outro período histórico da instituição (EMATER-ES), mas
descontinuado em função de fusões e incorporações.
O sumário corrente foi reeditado com o objetivo de disseminar informações
de forma organizada, promovendo a atualização sobre as tecnologias produzidas
pelo instituto e por outras instituições. Nos objetivos específicos estão, dar suporte
informacional para a execução da atividade de transferência de tecnologia, valorizar
a memória institucional, valorizar a produção técnico-científica e entrosar o Incaper
com outras bibliotecas.
Na reformulação do sumário corrente reativado em agosto de 2018, buscouse por alternativa que não dependesse de recursos financeiros. Como opção para
a editoração o modelo de Boletim Informativo Comercial, disponibilizado pela
Microsoft. Usando como base no Informativo Mensal da Biblioteca Central
(EMATER-ES). A periodicidade é mensal e a disseminação realizada por e-mail
institucional para as 107 (cento e sete) unidades do Incaper no Estado e bibliotecas
especializadas do país.
Para medir a efetividade e o impacto do serviço foi realizada pesquisa
quantitativa com abordagem análise web métrica, utilizando os dados de acesso ao
conteúdo digital institucional. As referências foram disseminadas pelo Informativo

�Interno da BRT por e-mail e avaliados no período que corresponde a semana em
que foi disseminado comparado com a semana anterior. Os dados utilizados para
avaliação foram levantados a partir do Google Analytics, buscando o impacto,
potencialidade e na tomada de decisão quanto a continuidade do serviço.
2 METODOLOGIA
Para avaliar o impacto do Sumário Corrente, foram coletados dados de
acesso ao repositório digital institucional monitorado pelo Google Analytics. Os
dados de medição compreendem o período de uma semana antes e uma semana
depois da divulgação por e-mail. O informativo foi enviado no dia 11 de fevereiro de
2019 às 13h 25 da tarde. Todas as referências disponíveis em formato digital são
disponibilizadas com o link para acesso direto ao arquivo em formato pdf.
A decisão em não avaliar por um período maior se deve ao fato de ser um
serviço com menos de um ano de uso e evitar possíveis dados influenciados por
canais institucionais.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Na semana em que o sumário corrente foi veiculado, houve aumento nos
acessos ao repositório institucional em relação à semana anterior (figura 1). O
aumento na visualização de páginas de 36, 63% e o 39, 05% de páginas únicas
(usuário visita uma página sai sem interagir com outras).
Figura 1 – Gráfico do Google Analytics com dados de acesso ao repositório.

�Após a disseminação do informativo, o gráfico demonstra a evolução inicial
no dia 11, ocorrendo um pico no dia 12 e no dia 13 de fevereiro tem início a queda
dos acessos. Nos dia 14 e 15 de fevereiro de 2019 houve movimentação nas redes
sociais do Incaper, não alterando de modo expressivo os dados em relação à
semana anterior.
A taxa de usuários ativos em relação à semana anterior foi de 37, 92% a
mais. A maioria dos acessos nesse intervalo foi através de buscas, mas houve o
aumento por acesso a links diretos em relação à semana anterior. No intervalo entre
3 a 9 de fevereiro de 2019, o percentual de acessos por link direto era de 8,6% e
entre 10 a 16 de fevereiro sobe para 10, 2%. O número de downloads também
aumentou mas não foi dimensionado em função do número de variáveis, que
poderiam interferir no resultado.
Embora os acessos a base de dados da biblioteca sejam ainda quase em
sua maioria através de buscas e o Incaper possua canais formais e oficiais de
comunicação, é importante destacar, que este serviço gera aumento nos acessos
ao repositório institucional na semana em que é enviado. Não representa números
vultosos, mas para uma Instituição Estadual que produz Ciência pode ser vista
como um canal de comunicação, para que servidores conheçam e se apropriem de
tecnologias geradas e/ou testadas pela própria Instituição.
4 CONCLUSÃO
O serviço de referência com a disseminação seletiva automatizada, é prático
e facilita as atividades do bibliotecário e do usuário, mas esta não é a realidade de
bibliotecas especializadas estaduais do Espírito Santo. O bibliotecário trabalha com
as ferramentas que estão ao seu alcance para que o usuário tenha o serviço,
procurando ‘poupar o tempo do leitor’, a quarta lei Ranganathan.
Em relação ao impacto, o acesso ao acervo digital é importante para o autor
institucional. Esse acesso impacta nas métricas de produção científica do autor e
da Instituição. Para a extensão rural conhecer as tecnologias desenvolvidas é

�essencial no processo de transferência de tecnologias, ação que afeta diretamente
na agricultura familiar.
Para o futuro, é utópico um sistema automatizado se não tem recursos.
Manter o serviço e criar um espaço online para acessar as edições anteriores, são
metas viáveis em serviços que levam até o usuário informações especializadas para
o público específico.

REFERÊNCIAS

BARRETO, Aldo Albuquerque. Uma quase história da Ciência da formação.
DataGramaZero: revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.9, n.2, p.
1-12, abr. 2008. Disponível em:
http://ridi.ibict.br/bitstream/123456789/162/1/Barreto%205.pdf . Acesso em: 19
dez. 2018.
FABRIS, R. C. S. Diagnóstico situacional da Biblioteca Rui Tendinha do Instituto
Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER). Vitoria,
ES : UFES, 2016. 68p. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Orientador:
Lucileide Andrade de Lima do Nascimento. Disponível em:
https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/bitstream/item/2095/1/TCCbibliotecaruitendinha-fabris.pdf . Acesso em: 05 de jan. 2019.
NASCIMENTO, L. A. de L. do. Ambientes e fluxos de informação sobre café no
Incaper : uma análise sob a noção de regime de informação. Brasília :
Universidade Federal de Brasília, 2015. 277 p. Tese (Doutorado; área de
concentração: Gestão da Informação), Universidade de Brasília, Faculdade de
Ciência da Informação, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação.
Orientador: Emir José Suaiden. Disponível em :
https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/bitstream/item/1885/1/TESELucileideAndradedeLimadoNascimento-Incaper.pdf . Acesso em: 08 fev 2018.
TARPANI, Claudia. Informação, Biblioteca e Extensão Rural: estudo de caso na
CATI-SSA/SP; 1992; 0 f; Dissertação (Mestrado em Ciências da Informação) Universidade Federal de Minas Gerais,; Coorientador: Valdir de Castro Oliveira.
Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/EMAE92YFW6. Acesso em 05 de janeiro 2019.

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                    <text>Gestão de empréstimos de recursos informacionais em relação ao
desempenho acadêmico dos alunos do ensino fundamental e médio
do Colégio São Francisco Xavier em Ipatinga/MG

Bruno Moreira de Moraes (FESFX) - bmoreiramoraes@gmail.com
Resumo:
O poder da leitura na formação de crianças e adolescentes é algo comumente ressaltado pela
literatura das áreas de educação e biblioteconomia. A criação de dados e relatórios cooperam
para a gestão dos processos e acompanhamento pedagógico dos alunos. No entanto, há uma
carência de instrumentos de gestão de dados de leitura nas bibliotecas escolares no Brasil. As
bibliotecas escolares que possuem algum software subutilizam as ferramentas de apoio de
gestão, como relatórios de empréstimo fundamentais para o entendimento do comportamento
informacional de alunos de uma dada escola. Pensando nisso, a presente pesquisa teve por
objetivo criar uma metodologia de análise de dados de empréstimos e identificar em que
medida as práticas de leituras contribuem no desempenho acadêmico dos alunos do ensino
ensino fundamental e médio do Colégio São Francisco Xavier (CSFX) em Ipatinga/MG no ano
letivo de 2018. Como metodologia, extraiu-se os relatórios de notas e de empréstimos de cada
aluno matriculado do ensino fundamental e médio em formato de planilha de Excel. Nos dados
de notas, foi realizada uma média geral obtida por cada aluno no final do ano letivo de 2018 e
a ela associou-se pela fórmula PROCV do Excel o total de empréstimo no mesmo ano. Além
disso, foram gerados outros indicadores. Foi possível verificar uma relação direta entre
empréstimo de recursos informacionais com o nível de excelência do corpo discente do
Colégio. São dados que podem auxiliar as práticas e metodologias educacionais e
informacionais tanto para professores e pedagogos quanto para a gestão da biblioteca.
Palavras-chave: Competência Informacional. Gestão de dados. Índice de empréstimo. Gestão
de bibliotecas. Desempenho acadêmico.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo Temático 6 - Gestão de bibliotecas

Na sociedade dos dados, da informação e do conhecimento, o comportamento
informacional dos indivíduos tem sido ressignificado sistematicamente em função
das tecnologias de comunicação e informação (TICs). Nesse contexto, surgem
diversos desafios informacionais, como as fake news, pós-verdade, distúrbios da
hiperconectividade, fortalecimento da intolerância e da desinformação pelos
filtros-bolha dentre outros. Portanto, a fomentação da leitura e o ensino de
competências informacionais de crianças, jovens e adultos se tornam urgentes para
o fortalecimento do senso crítico, da democracia, do uso ético da informação e do
exercício pleno da cidadania. Para tanto, as Bibliotecas são importantes unidades
capazes de não apenas promover a circulação de materiais e compartilhar as
diversas manifestações culturais, mas também de desenvolver as competências
informacionais dos sujeitos neste panorama, principalmente entre os jovens em
formação no ensino regular. Segundo Dudziak (2003), competência informacional
é um “[…] processo contínuo de internalização de fundamentos conceituais,
atitudinais e de habilidades necessário à compreensão e interação permanente com
o universo informacional e a sua dinâmica, de modo a proporcionar um
aprendizado ao longo da vida”. A competência informacional está intimamente
ligada à capacidade de leitura que, por sua vez, contrubui siginificamente para a
excelênca acadêmica de discentes do ensino infantil ao ensino superior.
O poder da leitura na formação de crianças e adolescentes é algo comumente
ressaltado pela literatura das áreas de educação e biblioteconomia. O ambiente
escolar é um espaço privilegiado, já que a prática da leitura percorre quase todas as
disciplinas. A criação de dados e relatórios cooperam para a gestão dos processos e
acompanhamento pedagógico dos alunos. No entanto, há uma carência de
instrumentos de gestão de dados de leitura nas bibliotecas escolares no Brasil,
sobretudo porque em muitas delas não possuem bibliotecários e/ou softwares de
gestão de acervo e de circulação de recursos informacionais. Por outro lado, as
bibliotecas escolares que possuem algum software subutilizam as ferramentas de

�apoio de gestão, como relatórios de empréstimo fundamentais para o
entendimento do comportamento informacional de alunos de uma dada escola.
Isso pode ser constatado na ausência de literatura da biblioteconomia e educação
referente aos relatórios de empréstimo de bibliotecas como instrumento de apoio
pedagógico e gestão escolar.
Pensando nisso, a presente pesquisa teve por objetivo criar uma metodologia de
análise de dados de empréstimos e identificar em que medida as práticas de
leituras contribuem no desempenho acadêmico dos alunos do ensino fundamental
e médio do Colégio São Francisco Xavier (CSFX) em Ipatinga/MG no ano letivo de
2018.
O Sistema de Bibliotecas do CSFX, composto por 4 bibliotecas 1, é totalmente
informatizado, utilizando o Pergamum como software de gerenciamento do acervo.
É possível através do Pergamum extrair um relatório do total de empréstimo de
recursos informacionais por aluno matriculado. O CSFX utiliza o sistema
acadêmico Collegium para gerenciar as notas obtidas do desempenho acadêmico
dos alunos. Através do Collegium obtém-se um relatório de notas de cada disciplina
concluída pelos alunos. São distribuídos 100 pontos por cada disciplina ao ano e a
nota mínima de aprovação é 60 pontos.
Como metodologia, foram exatraídos os relatórios de notas e de empréstimos de
cada aluno matriculado do ensino fundamental e médio em formato de planilha de
Excel. Nos dados de notas, foi realizada uma média geral obtida por cada aluno no
final do ano letivo de 2018 e a ela associou-se pela fórmula PROCV do Excel o total
de empréstimo no mesmo ano. Em uma forma mais simples, a função PROCV
descreve: = PROCV (o que você deseja procurar, no qual você deseja procurá-lo, o
número da coluna no intervalo que contém o valor a ser retornado, retornar uma
correspondência aproximada ou exata – indicada como 1/verdadeiro ou 0/falso)
(MICROSOFT, 2019). Além disso, foram gerados outros indicadores partindo de
uma análise geral para uma específica: empréstimo geral do CSFX; empréstimo por
segmento de ensino; empréstimo por série; empréstimo por turma; empréstimo
por aluno.
Foi possível verificar uma relação direta entre empréstimo de recursos
informacionais com o nível de excelência do corpo discente do Colégio. À medida
que se realiza mais empréstimos, maior é a nota obtida pelo aluno conforme a
TABELA 1:

O Sistema de Bibliotecas é composto pelas seguintes bibliotecas: Bebeteca (Berçário e Educação
Infantil), Biblioteca Mauricio de Sousa (Educação Infantil e Ensino Fundamental I); Biblioteca José
Amilar da Silveira (Ensino Fundamental II e Ensino Médio); Biblioteca Professor Augusto
Tavares de Rezende (Ensino Médio e Técnico).
1

�TABELA 1
Desempenho acadêmico dos alunos do CSFX em relação ao uso de informação do
Sistema de Bibliotecas

Geral

Faixa de nota
Acima de 90 pts
80 a 89 pts
70 a 79 pts
60 a 69 pts
Abaixo de 60 pts

Média de
materiais
emprestados
37
22
12
5
4

Total de
alunos
333
387
340
383
103

Total de
materiais
emprestados
12202
8672
4015
2011
458

Fonte: Pergamum e Collegium CSFX, 2018.

Este relatório é uma importante ferramenta de apoio para:






Analisar o comportamento informacional dos alunos de forma individual,
por série e por segmento;
Analisar o grau de incentivo à leitura e de motivação para empréstimos de
materiais didáticos para estudos das diversas disciplinas ofertadas aos
alunos;
Analisar o comportamento informacional da turma a partir das
metodologias de ensino adotadas pelos professores;
Corroborar no discurso da missão do colégio em reuniões com pais, alunos e
professores.

É importante ressaltar que o presente estudo não tem o objetivo criar uma
cobrança para o corpo docente, mas sim contribuir na análise do ensinoaprendizagem de alunos, turmas e segmentos de ensino. São dados que podem
auxiliar as práticas e metodologias educacionais e informacionais tanto para
professores e pedagogos quanto para a gestão da biblioteca, uma vez que é possível
identificar a qualquer etapa do ano letivo o grupo de alunos ou série de ensino mais
carentes de suporte no aprendizado de competências informacionais. O relatório
também pode ser uma ótima ferramenta de gestão de bibliotecas, no que tange o

�desenvolvimento de acervo e a disseminação seletiva de informação uma vez que o
comportamento informacional dos alunos na biblioteca é mapeado por segmento
de ensino, série e turma. No contexto do CSFX, além de apoio pedagógico e gestão
do Sistema de Bibliotecas, o relatório contribuiu para ampliar as bibliotecas e criar
projetos de treinamentos de competências informacionais e de fortalecimento da
rede de leitores para as turmas e alunos menos assíduos aos serviços de
empréstimos.

Referências
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy: princípios, filosofia e prática.
Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1, p. 23-35, /abr, 2003.
MICROSOFT. Excel: Fórmulas e funções. 2019. Disponível em:
&lt;https://support.office.com/pt-br/article/procv-fun%C3%A7%C3%A3o-procv0bbc8083-26fe-4963-8ab8-93a18ad188a1&gt;. Acesso em: 23 jul. 2019.

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                    <text>Gestão de bibliotecas universitárias: em foco a compreensão dos
aspectos afetivos do comportamento informacional

Giordana Nascimento de Freitas e Silva (UFC) - giordana.nascimento@gmail.com
Maria de Fátima Oliveira Costa (UFC) - fatima12oliveiracosta@gmail.com
Resumo:
Trata dos aspectos afetivos do comportamento informacional dos usuários da Biblioteca do
Curso de Física (BCF), vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFIS), da
Universidade Federal do Ceará (UFC). Apresenta, portanto, a seguinte questão norteadora:
Quais sentimentos caracterizam as ações de busca e uso da informação dos usuários da BCF,
vinculados ao PPGFIS, da UFC? Logo, objetiva compreender como a comunidade em questão
se sente no decorrer do desenvolvimento de suas pesquisas. Esta proposta foi fundamentada
na perspectiva cognitiva de Carol Kuhlthau, em decorrência de entendermos que os
pensamentos, sentimentos e ações permeiam intrinsecamente o Processo de Busca da
Informação (PBI). Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório e
descritivo, de natureza qualitativa, configurando um estudo de caso, cujo campo de pesquisa
foi a BCF tendo, portanto, como unidade de análise os usuários ligados ao programa de
pós-graduação em foco. A amostra compreendeu 09 (nove) professores e 25 (vinte e cinco)
estudantes. O instrumento de coleta de dados foi o questionário aplicado via e-mail. A partir
do exposto, constatou-se a demonstração predominante dos sentimentos de confiança,
otimismo e satisfação apontados assiduamente pelos professores e estudantes nos revelando,
assim, que ambos estão conscientes das escolhas que favorecem a produtividade e inovação de
seus resultados. Compreendemos, portanto, que a segurança do que se deseja pesquisar e de
como fazê-lo, interfere significativamente no contentamento dos docentes e discentes que
percebem seus avanços ao passarem de posturas generalistas para específicas e
especializadas à medida que seu aprendizado progride.
Palavras-chave: Estudos
de
Usuários.
Comportamento
Informacional.
Biblioteca
universitária. Biblioteca do Curso de Física – Universidade Federal do Ceará.
Usuários da
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Modelo 1: Resumo expandido de comunicação científica
Gestão de bibliotecas universitárias: em foco a compreensão dos aspectos
afetivos do comportamento informacional
Videografia: ( ) Sim (X) Não
Introdução:
A Ciência da informação (CI) possui uma relevante contribuição a oferecer por
meio dos Estudos de Usuários, que se apresentam, enquanto caminho sistematizado,
na busca pelo conhecimento das relações estabelecidas entre o usuário e a
informação. Destarte, consoante Amaral (2014), esta subárea da CI visa compreender
os fenômenos que integram os processos informativos. Com efeito, esse entendimento
torna-se mais profícuo ao passo que contempla, para além dos aspectos cognitivos, a
percepção das nuances afetivas que norteiam a construção do saber e influenciam de
forma preponderante no seu desenvolvimento.
Isto vai ao encontro do que Damásio (2004) nos coloca ao afirmar que, a
racionalidade emerge do equilíbrio entre as emoções positivas e negativas, pois,
fazendo uma analogia com seu enfoque, percebemos que a capacidade de
aprendizagem do pesquisador avança em consonância com as compreensões
significativas que vão sendo concebidas, interferindo, então, na motivação e interesse
deste sujeito em atingir os objetivos definidos na sua proposta ao longo de seus
estudos.
Enfatizamos, porquanto, a relevância dos estudos de usuários para as
instituições que intentam disponibilizar serviços de informação. Entre estas, salientamos
a atuação da biblioteca universitária, uma vez que, consoante Fujita (2005), possui
como funções basilares armazenar, organizar e assegurar o acesso ao conhecimento,
pois é desse ambiente que deve partir o fundamento teórico e epistemológico
necessário ao efetivo funcionamento da instituição de ensino superior a qual está
vinculada.
Nessa perspectiva, com base em Calva González (2004), ao compreendermos
o comportamento informacional, entre outras abordagens, como os diversos modos
pelos quais o indivíduo se comporta na tentativa de satisfazer suas necessidades de
informação, propomos um estudo qualitativo de cunho exploratório e descritivo dos
sentimentos que perpassam os Processos de Busca da Informação (PBI) realizados
pelos usuários da Biblioteca do Curso de Física (BCF) da Universidade Federal do
Ceará (UFC). Em vista disso, delimitamos como questão norteadora a seguinte: Quais
sentimentos caracterizam as ações de busca e uso da informação dos usuários da
BCF, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFIS), da UFC?
Fundamentados nesta problemática, objetivamos compreender como os
usuários em questão se sentem no decorrer do desenvolvimento de suas pesquisas.
Para tanto, nos baseamos no modelo de Kuhlthau (1999; 2007), que considera as
particularidades emocionais, cognitivas e físicas no estudo do comportamento
informacional dos indivíduos.
Essa proposta advém de dissertação produzida no âmbito do Programa de PósGraduação em Ciência da Informação da UFC e nos possibilitou refletir sobre a atuação

�da biblioteca universitária junto à comunidade acadêmica, haja vista no momento da
consecução deste trabalho, atuarmos profissionalmente na BCF, o que resultou na
percepção da necessidade de um estudo centrado no comportamento informacional de
seus usuários e, particularmente, dos participantes do PPGFIS. Ademais, escolhemos
este público em decorrência de integrarem um dos melhores Programas de PósGraduação do país nesta área, com conceito 7 (sete) indicado pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Método de pesquisa:
No intuito de responder o objetivo delimitado, desenvolvemos uma pesquisa de
cunho exploratório e descritivo, de natureza qualitativa, configurando um estudo de
caso, cujo campo de pesquisa foi a Biblioteca do Curso de Física da UFC e, o universo
investigado, composto pelos participantes do PPGFIS. Logo, enquanto instrumento de
coletas de dados, optamos pelo questionário submetido aos docentes e discentes
ativos no programa (durante o mês de novembro de 2017).
O questionário nos possibilitou um alcance maior de pessoas e a expressão
livre dos sujeitos da pesquisa, visto que não estivemos presentes no momento de seu
preenchimento e o anonimato destes foi preservado. (MARCONI E LAKATOS, 2003).
Nesse sentido, para mencionar os docentes e discentes durante os resultados e
discussão, utilizamos as respectivas abreviaturas: DO e DI. Conforme o critério de
adesão voluntária, trabalhamos com 09 retornos dos professores e 25 dos estudantes.
Utilizamos como parâmetro para elaboração do instrumento e exploração dos
dados, o Processo de Busca da Informação concebido pela autora Carol Kuhlthau,
cujos estágios nos remetem às categorias de análise deste trabalho: iniciação, seleção,
exploração, formulação, coleta e apresentação. É importante elucidar que, em
conformidade com este modelo, procuramos entender o comportamento de busca e uso
da informação dos usuários, integrando aspectos relacionados a seus sentimentos em
cada uma das fases mencionadas. Por fim, fundamentados na concepção de Bardin
(1977), utilizamos a análise de conteúdo como medida de organização e análise dos
dados, já que buscamos perceber os traços emocionais nas respostas analisadas
considerando, para além dos sentidos explícitos, os significados implícitos ligados ao
contexto em que os discursos e práticas da comunidade estudada são constituídos e
desenvolvidos.
Resultados e discussão
No tocante aos sentimentos apontados em relação à categoria iniciação, ou
seja, na delimitação do tema, problema, objetivos e metodologia, a maioria dos
discentes (80%) e os docentes (100%) tiveram opiniões semelhantes ao afirmarem se
sentirem otimistas, confiantes e focados na etapa inicial do PBI. No caso dos primeiros,
interpretamos que estas posturas emocionais derivam de suas experiências no
percurso da pesquisa, o que não significa afirmar que não haja problemas no seu
transcorrer, mas a aptidão de predição e resolução dos imprevistos para retorno à sua
continuidade é mais efetiva, inclusive, em função da rede de referências apontadas por
e Choo (2006). Acreditamos que isto influencia diretamente na conduta confiante de
grande parte dos discentes que, em suma, possuem contato com a pesquisa teórica e

�experimental nos laboratórios desde os programas de iniciação científica na graduação
e, por conseguinte, com o desenvolvimento de produções acadêmicas, cujos assuntos
com que trabalham, geralmente têm suas perspectivas aprofundadas ou delimitadas ao
longo do desenvolvimento de suas dissertações e teses no PPGFIS.
Além disso, assimilamos que as mediações formais e informais influenciam na
confiabilidade, foco e otimismo apontados pelos sujeitos da pesquisa, no concernente
às tarefas que envolvem a fase de seleção, isto é, a identificação da temática global
correspondente às necessidades de informação percebidas, assim como na escolha do
modo como o assunto será estudado. Assim, acreditamos que a realização destas
ações têm sido satisfatória, dado que sentimentos de caráter mais negativo (dúvida e
insegurança), não foram predominantes; o que evidencia o caráter efetivo das
predições construídas em decorrência dos seguintes requisitos apontados por Kuhtlhau
(1999; 2007): atendimento de interesse particular (relação significativa com
experiências anteriores); critérios institucionais (relação com as linhas do PPGFIS e
atuação nos laboratórios ou grupos de pesquisa); informação acessível e tempo
disponível (otimizados pelas parcerias construídas).
As etapas de exploração, formulação e coleta, foram relacionadas aos
seguintes momentos da pesquisa: elaboração da fundamentação teórica, realização
dos experimentos, análise dos dados e resultados. Conforme discussão anterior,
ratificamos que a experiência dos docentes com a pesquisa, seus imprevistos e a rede
de contatos estabelecida com pares do PPGFIS ou de outras instituições nacionais e
internacionais resultam numa predisposição acurada para ampliação do conhecimento
acerca de seu problema informacional e a constituição de uma perspectiva pessoal
sobre o mesmo. Isto corrobora para explicitação prevalecente dos sentimentos positivos
(confiança, foco e satisfação) assinalados pelos professores em relação à consecução
dos estágios assinalados anteriormente.
No tocante ao universo dos discentes, asseveramos que o contato com a
pesquisa, desde os programas de iniciação científica, e a inserção integrada das
propostas dos estudantes nos macroprojetos dos laboratórios e ou grupos de pesquisa
dos quais são participantes, tem colaborado sobremaneira para realização exitosa das
atividades destacadas. Contudo, o fato dos sujeitos da pesquisa estarem, em suma,
otimistas, confiantes, focados e satisfeitos para realização das atividades em questão,
não implica que os sentimentos de dúvida e insegurança não sejam experenciados.
Indo ao encontro do pensamento de Kuhlthau (1999; 2007), DI15, DI19 e DI24
revelaram se sentir em dúvida e DI19 e DI13 apontaram a insegurança como reação
presente durante a constante elaboração da fundamentação teórica de seus estudos.
Entendemos que isto ocorra haja vista as múltiplas possibilidades de pesquisa
potencializadas por uma grande variedade de fontes de informação e,
consequentemente, a verificação de conteúdos novos não identificados pelos
esquemas individuais destes pesquisadores que podem anunciar, inclusive, a
possibilidade de modificação dos procedimentos experimentais adotados.
Outrossim, questionamos os docentes e discentes acerca dos sentimentos
vivenciados no momento de elaboração das conclusões e discussões, etapa esta
associada à fase de apresentação. Os professores (100%) indicaram que se sentem
confiantes, otimistas e satisfeitos. Acreditamos que esta posição está relacionada ao
seu repertório de conhecimentos e, portanto, a uma maior capacidade perceptiva de
perceber que o trabalho construído é suficiente para responder ao problema levantado,

�dessa forma, dando mais segurança e tranquilidade para sua finalização e divulgação já
que, de acordo com Kuhlthau (1999, p. 16, tradução nossa), “Compreender o que é
suficiente é essencial para dar sentido à informação disponível [...]”.Quanto aos
estudantes, verificamos que a maioria (60%) também se mostrou otimista, confiante e
satisfeita. Em nossa percepção, este cenário advém do contato contínuo direto e ou
indireto com temáticas das linhas de pesquisa com que trabalham, tendo em conta
compartilharem geralmente experiências comuns nos laboratórios ou grupos de
pesquisa em que atuam, desde a graduação. Todavia, é perceptível a menção dos
sentimentos de dúvida e insegurança pelos discentes (40%) na etapa de elaboração
das conclusões e discussões. Atribuímos esta tensão ao fato destes indivíduos, durante
a elaboração de suas dissertações e teses, precisarem constantemente relacionar suas
concepções com os apontamentos do programa (orientador e colegas) e da literatura,
principalmente, sobre os procedimentos metodológicos e seus modos de execução. É o
que nos coloca Choo (2006, p. 172): “[...] criar um conjunto de significados comuns
geralmente requer resolver a tensão entre o desejo de seguir as próprias crenças e de
incluir outros pontos de vista de modo a construir consenso.” Isto porque, os resultados
obtidos precisam ter aceitabilidade perante os pares e disto decorre a credibilidade,
aprovação pelas bancas de defesa e a constituição destes estudos como fontes de
informação confiáveis.

Considerações finais:
Ainda que tenham sido vivenciados percalços, é notório que os processos de
busca e uso de informação estudados, em conformidade com as respostas analisadas,
nos demonstram que os sujeitos da pesquisa estão conscientes das escolhas que
favorecem a produtividade e inovação de seus resultados. Podemos comprovar isto
pelo grande índice de publicações em periódicos de alto fator de impacto e pela
visibilidade do PPGFIS perante a comunidade científica do campo da Física. Indo ao
encontro do exposto, salientamos a recente concessão do conceito 07 (sete) pela
Capes ao programa na avaliação quadrienal 2013-2017, o que comprova o nível de
excelência internacional de seu desempenho.
Inferimos que este cenário interfere na demonstração dos sentimentos de
confiança, otimismo e satisfação apontados assiduamente pelos professores e
estudantes na realização das fases do PBI nos remetendo, assim, à satisfação dos
usuários em evidência quanto ao seu cumprimento. No caso dos primeiros, isto se
justifica em razão de um maior amadurecimento na percepção e aplicação dos recursos
informacionais, materiais e humanos necessários, além da expertise de presumirem e
ou resolverem os imprevistos surgidos. Já no caso dos segundos, a orientação dos
professores é essencial para o condicionamento de usos significativos de informação,
devido ao suporte que oferecem nos laboratórios e/ou grupos de pesquisa, em geral
desde a graduação e, por sua vez, pelo trabalho contínuo com temáticas que subsidiam
suas concepções para atendimento dos objetivos definidos.
Este cenário também pode ser relacionado com a atuação do docente, visto
que os estudos executados no decurso de sua formação, principalmente na pósgraduação, pautam seus interesses e opções por participação nas linhas de pesquisa

�do PPGFIS, direcionando, então, seu olhar na orientação dos trabalhos que estão sob
sua responsabilidade. Compreendemos, portanto, que a segurança do que se deseja
pesquisar e de como fazê-lo, interfere significativamente no contentamento dos
professores e estudantes que percebem seus avanços ao passarem de posturas
generalistas para especializadas à medida que seu aprendizado progride.
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necesidades de información. In: SEMINARIO DE INVESTIGACIÓN SOBRE USUARIOS
DE LA INFORMACIÓN, 9., 2014, México. Anais... México: Universidad Autónoma de
Chiapas, 2014. Documento inédito (No prelo).
BARDIN, Laurence. Definição e relação com outras ciências. In: ______. Análise de
conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977. p. 27-46.
CALVA GONZÁLEZ, J. J. Las necesidades de información: fundamentos teóricos y
métodos. México: Universidad Nacional Autónoma de México, 2004. 272 p.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2. ed. São
Paulo, SP: Senac São Paulo, 2006.
DAMÁSIO, Antônio R. Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos
sentimentos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. A biblioteca digital no contexto da gestão de
bibliotecas universitárias: análise de aspectos conceituais e evolutivos para a
organização da informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 6., 2005, Salvador. Proceedings... Salvador: UFBA, 2005
KUHLTHAU, Carol. Accommodating the user’s information search process: challenges
for information retrieval system designers. Bulletin of the American Society for
Information Science, v. 25, n. 3, p. 12-16, 1999.
KUHLTHAU, Carol. Reflections on the development of the model of the information
search process (ISP): excerpts from the lazerow lecture, University of Kentucky, April 2,
2007. Bulletin of the Association for Information Science and Technology, v. 33, n.
5, jun./jul. 2007, p. 32–37. Disponível em:
&lt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/bult.2007.1720330511/full&gt; Acesso em: 9
out. 2017.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia
científica. 5.ed. São Paulo, SP: Atlas, 2003. 311 p.

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                <text>Trata dos aspectos afetivos do comportamento informacional dos usuários da Biblioteca do Curso de Física (BCF), vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFIS), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Apresenta, portanto, a seguinte questão norteadora: Quais sentimentos caracterizam as ações de busca e uso da informação dos usuários da BCF, vinculados ao PPGFIS, da UFC? Logo, objetiva compreender como a comunidade em questão se sente no decorrer do desenvolvimento de suas pesquisas. Esta proposta foi fundamentada na perspectiva cognitiva de Carol Kuhlthau, em decorrência de entendermos que os pensamentos, sentimentos e ações permeiam intrinsecamente o Processo de Busca da Informação (PBI). Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa de cunho exploratório e descritivo, de natureza qualitativa, configurando um estudo de caso, cujo campo de pesquisa foi a BCF tendo, portanto, como unidade de análise os usuários ligados ao programa de pós-graduação em foco. A amostra compreendeu 09 (nove) professores e 25 (vinte e cinco) estudantes. O instrumento de coleta de dados foi o questionário aplicado via e-mail. A partir do exposto, constatou-se a demonstração predominante dos sentimentos de confiança, otimismo e satisfação apontados assiduamente pelos professores e estudantes nos revelando, assim, que ambos estão conscientes das escolhas que favorecem a produtividade e inovação de seus resultados. Compreendemos, portanto, que a segurança do que se deseja pesquisar e de como fazê-lo, interfere significativamente no contentamento dos docentes e discentes que percebem seus avanços ao passarem de posturas generalistas para específicas e especializadas à medida que seu aprendizado progride.</text>
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                    <text>Gestão de 'makerspaces' de bibliotecas sob a ótica da Nova
Biblioteconomia

Jefferson André de Jesus Corredor (FESPSP) - jeff.corredor@gmail.com
Valéria Martin Valls (FaBCI/FESPSP) - valls@fespsp.org.br
Resumo:
Trabalho tem como tema "makerspaces" de bibliotecas, objetivando analisar a aplicação da
abordagem da Nova Biblioteconomia à gestão desses espaços, definindo a proposta de R.
David Lankes para a Biblioteconomia na atualidade, contextualizando o fenômeno Movimento
"Maker" e caracterizando os "makerspaces", por meio de revisão bibliográfica, em pesquisa de
tipo exploratória. Em decorrência das mudanças socioeconomicas que convergiram ao
Movimento "Maker", que se baseia no fazer amador, na aprendizagem ativa, na colaboração,
no compartilhamento, na realização pessoal e na interdisciplinaridade, a biblioteca incorpora,
a partir dos anos 2000, "makerspaces", que se estabelecem como locais que disponibilizam
recursos para a criação e a aprendizagem, matéria da Nova Biblioteconomia, abordagem que
fornece ferramentas teóricas para bibliotecas focadas em demandas mais amplas da
comunidade, não apenas aquelas relacionadas a suportes informacionais. Conclui que a
abordagem de Lankes é compatível à gestão de "makerspaces" de bibliotecas devido ao seu
foco na aprendizagem, suas propostas filosóficas democráticas e instrumental técnico voltados
às necessidades da comunidade, por meio de sistemas integrados de gestão de biblioteca.
Palavras-chave: Movimento Maker. Makerspaces. Nova Biblioteconomia
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (X) Não

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Introdução:
Trabalho propõe o gerenciamento de espaços de criação (comumente
denominados ​makerspaces​) de bibliotecas a partir da perspectiva da Nova
Biblioteconomia de R. David Lankes, com base nos fundamentos da abordagem,
contextualizando o Movimento ​Maker e caracterizando os ​makerspaces​. Seu
objetivo é, portanto, analisar a aplicabilidade dos pressupostos da Nova
Biblioteconomia de Lankes em relação à gestão de ​makerspaces de bibliotecas. A
conjectura inicial é a de que, diante do caráter colaborativo dos espaços de
criação (Fab Labs, laboratórios de criação, ​creative spaces etc), do protagonismo
favorecido pelo Movimento ​Maker e do foco da Nova Biblioteconomia na criação
do conhecimento, exista compatibilidade entre os princípios dessa abordagem
biblioteconômica e as práticas e valores presentes em ​makerspaces​. A relevância
do estudo advém das possibilidades que o ambiente ​maker de bibliotecas oferece
a sua comunidade, da atualidade do assunto e, por isso, do incipiente debate
sobre o tema nos cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação no país.
Em consonância com as mudanças socioeconômicas das últimas décadas,
surgiram nos EUA, na primeira década dos anos 2000, bibliotecas dotadas de
makerspaces​, mistura de oficina, estúdio, laboratório e sala de aula, que se
estabeleceram como espaços que favorecem a criatividade e o fazer, fornecendo
a seus usuários um local onde ferramentas, materiais e orientações são
compartilhados (DOUGHERTY, 2012), seguindo princípios do Movimento ​Maker​,
fenômeno social que reverbera em diversas esferas na atualidade e que se baseia
na ideia de que qualquer um pode construir qualquer coisa (MOVIMENTO Maker,
2018). Esse protagonismo e suporte à formação oferecidos por esses espaços de
criação pedem que a biblioteca adapte sua estrutura tradicional a uma sociedade

�em que consumidores estão se tornando produtores, por meio da construção do
conhecimento colaborativo e da aprendizagem, princípios que norteiam a Nova
Biblioteconomia.
Método da pesquisa:
O método da pesquisa é do tipo exploratório, a técnica escolhida foi a
pesquisa bibliográfica e sua abordagem é qualitativa. Diante da pouca produção
brasileira acerca do tema até o início da análise, dedicamo-nos a pesquisas
principalmente em inglês. Assim, o levantamento bibliográfico focou-se no
catálogo ​online de bibliotecas Dedalus, em bases de dados de artigos científicos,
especialmente na Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na Brapci (Base
de Dados em Ciência da Informação) e na ferramenta de busca de artigos
acadêmicos Google Scholar. Assim, os termos nos quais se focou a busca foram:
“library”, “biblioteca”, "movimento maker", "makerspace", “espaço de criação”,
"new librarianship" e “nova biblioteconomia”. Para fundamentação teórica sobre a
Nova Biblioteconomia, objeto de estudo pouco abordado até mesmo no exterior,
recorremos às obras originais de R. David Lankes ​The Ethics of Participatory
Librarianship​ (2008), ​Atlas of New Librarianship​ (2011) e ​Expect More​ (2016).
Resultados e discussão:
Os ​makerspaces são locais orientados às necessidades criativas dos
usuários, que oferecem acesso a espaço, ferramentas, orientação, favorecem a
colaboração e a inovação, fomentam a aprendizagem ativa, incentivam o
compartilhamento de ideias, sem configuração espacial e mobiliária predefinidas,
apresentando-se como ambiente democrático e plataforma para transformação da
comunidade (LAHART, 2009; HOLM, 2014), nos quais a meta é o fazer (ABDO;
AMARAL, 2015). Seus objetivos nas bibliotecas são: expandir os serviços da
biblioteca por meio da ofertas de tecnologia, espaços e atividades; promover o
envolvimento e a participação da comunidade; incentivar a aprendizagem
participativa; promover o acesso equitativo a ferramentas como impressoras 3D,
que, de outra forma, estariam fora dos limites dos usuários e transformar o
entendimento tradicional das bibliotecas como lugares de consumo para lugares
de criação (BLOWERS, 2012; BRITTON, 2012; GINSBERG, 2012; HAMILTON,
2012; HERRON, 2012, apud DIANE; ZAANA, 2013). ​...........................................
...........​Observa-se a relevância da comunidade nos ​makerspaces de bibliotecas,
assim como o relevo de atividades de aprendizagem em seu interior. O objeto da
Nova Biblioteconomia de David Lankes, segundo o autor, é a disponibilização de
recursos para a aprendizagem e a construção do conhecimento, demandas pela
comunidade, em espaços físicos abertos à criação (LANKES, 2011), como os

�makerspaces ​(ABDO; AMARAL, 2015). Desenvolvida por R. David Lankes, a visão
de mundo que emoldura os princípios da Nova Biblioteconomia é a de uma área
do saber não fundada em artefatos informacionais, como livros, periódicos, mapas
etc, mas sim em resultados e na aprendizagem, indo além do destaque a
ferramentas (catálogos, fichas, listas) e buscando guiar-se pela construção do
conhecimento, em sintonia com sua comunidade (LANKES, 2016). Ou seja,
primeiramente estabelece-se uma atitude aberta e ativa em relação às demandas
dos usuários, independentemente de sua natureza (escrever um livro, consertar a
vassoura, procurar emprego etc), que serão atendidas e/ou fomentadas por meio
do instrumental mais eficiente, elaborado, coordenado e/ou viabilizado pela equipe
da biblioteca. Essa perspectiva vai ao encontro da definição de ​makerspaces
(entendidos como locais, acima de tudo, abertos ao fazer criativo e pessoal, digital
ou concreto) e dos valores básicos do Movimento ​Maker (DOUGHERTY, 2012).
Os seis princípios fundamentais da Nova Biblioteconomia formam o aforismo: “​a
missão dos bibliotecários é melhorar a sociedade facilitando a criação do
conhecimento em sua comunidade​” (LANKES, 2011, p.13), relacionados no
quadro abaixo​ ​à gestão de ​makerspaces​ de bibliotecas:
Quadro - Nova Biblioteconomia aplicada a ​makerspaces​ de bibliotecas
Fundamento

Visão de mundo

Biblioteconomia não fundada
em artefatos, mas sim em
resultados e no aprendizado.

Missão

Fomento à construção do
conhecimento, à inovação e
ao aprendizado.

Bibliotecários

Profissionais que focam nos
comportamentos,
na
construção e manutenção de
ambientes de criação de
conhecimento e nos efeitos
dos serviços nos indivíduos.

- Levantar demandas de atividades e/ou
serviços;
- Selecionar recursos para sanar as
necessidades da comunidade;
Conectar
usuários
a
orientadores/especialistas.

Servir à comunidade por
meio de atuação ativa e
engajamento.

- Promover meios de instrução;
- Garantir instrumentos de justiça social;
- Fornecer certificados;
- Fomentar o empreendedorismo.

Melhorar
sociedade

a

Aplicação
bibliotecas

em

​makerspaces

Linha da Nova
Biblioteconomia

de

- Elaborar/compilar programas e atividades;
- Catalogar ferramentas; maquetes, projetos
etc;
- Divulgar o impacto social do trabalho da
biblioteca.
- Dar suporte ao desenvolvimento de
projetos, como a criação de aplicativos,
pesquisas, ​sites​, obras de arte ou
protótipos.

�Facilitando

Suporte à aprendizagem
independente, à elaboração
de parcerias e às atuações
ativas junto à comunidade.

Construção
do
conhecimento

Baseado na relação entre
entendimentos, por meio de
conversas.

- Coordenar equipes e projetos;
- Criar manuais, cartazes, tutoriais para
instruções;
- Ter canais de colaboração, como troca de
notas e/ou experiências dos usuários.

- Planejar ambiente para fomentar a troca e
a experimentação;
- Divulgar conceitos básicos de estruturas,
métodos e construção;
- Mapear etapas de um projeto e os
recursos necessários a cada uma delas;
- Coletar conhecimentos e práticas
bem-sucedidas, a fim de divulgá-las.
Comunidade
Orientadora dos serviços e - Incentivar a participação da comunidade
produtos da biblioteca, e por nas rotinas da biblioteca;
- Oferecer opções de estilos de
isso, parte da biblioteca.
aprendizagem;
- Integrar a produção dos usuários (livros de
memória, ​workshops e serviços) à
biblioteca.
Fonte: Elaborado pelos autores com base em LANKES (2011) e BURKE (2014).

O quadro mostra que, aplicando as linhas mestras da abordagem da Nova
Biblioteconomia às atividades de ​makerspaces de bibliotecas, o trabalho de
gestão dá-se de forma integrada: os programas são desenvolvidos sob uma
perspectiva aberta e democrática, por profissionais ativos que criam, encontram e
repensam ferramentas, serviços e pessoas, para propor projetos e sanar as
necessidades dos usuários, cuja atuação/produtos fazem parte da biblioteca.
Considerações Finais:
O objetivo da pesquisa foi alcançado, resultando em quadro com propostas
de atuação de bibliotecários(as) e de funcionamento de ​makerspaces de
bibliotecas de acordo com a Nova Biblioteconomia. A conjectura inicial, de que a
abordagem de Lankes concilia-se aos valores e práticas presentes nos espaços
de criação, mostrou-se coerente. Comparando as bases da Nova Biblioteconomia
aos pressupostos do Movimento ​Maker e às características dos ​makerspaces,​
concluímos que a abordagem de Lankes oferece base satisfatória à gestão desses
espaços em bibliotecas, principalmente por visar à construção do conhecimento,
fomentar o foco na comunidade e um espaço democrático e colaborativo, capaz
de se adaptar continuamente, e por servir às demandas de criação da comunidade
prevendo recursos necessários diversificados e provê-las com sistemas de gestão
que integrem esses recursos e serviços à produção/participação dos usuários.

�REFERÊNCIAS
ABDO, H.; AMARAL, L. Penso no movimento maker como um tipo de
Renascença, afirma Dale Dougherty. ​O Estado de São Paulo​, São Paulo, dez.
2015. Disponível em:
http://infograficos.estadao.com.br/e/focas/movimento-maker/daledougherty.php.
Acesso em: 24 fev. 2018. Não paginado.
BURKE, J. J. ​Makerspaces​: a practical Guide for Librarians. Lanham, Maryland:
Rowman &amp; Littlefield, 2014.
DIANE, S.; ZAANA, H. A place to make, hack, and learn: makerspaces in Australia
public libraries. ​The Australian Library Journal​, [S.l.], v. 64, n. 4, p. 272-284,
2013. Disponível em: https://eprints.qut.edu.au/73071/1/73071.pdf. Acesso em: 15
jan. 2019.
DOUGHERTY, D. The maker movement. ​The MIT Press Journal​, [S.l.], v. 7, n. 3,
p. 11-14, 2012. Disponível em:
https://www.mitpressjournals.org/doi/abs/10.1162/INOV_a_00135​. Acesso em: 03
nov. 2017
HOLM, E. van. ​What are Makerspaces, Hackerspaces, and Fab Labs? ​Georgia
(EUA): Georgia State University, 2014. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/304257650_What_are_Makerspaces_Ha
ckerspaces_and_Fab_Labs​. Acesso em: 06 mar. 2018.
LAHART, J. Tinkering makes comeback amid crisis. ​The Wall Street Journal​,
[S.l.], 13 nov. 2009. Disponível em:
https://www.wsj.com/articles/SB125798004542744219. Acesso em: 15 jun. 2018.
Não paginado.
LANKES, R. D. The ethics of participatory librarianship. ​Journal of Library
Administration, ​New York: Syracuse University, p.1-20, jul. 2008. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/232976687_The_Ethics_of_Participatory
_Librarianship​. Acesso em: 06 jun. de 2018.
_____________. ​Atlas of new librarianship​. Singapura: MIT, 2011. Disponível
em: https​://davidlankes.org/new-librarianship/the-atlas-of-new-librarianship-online/​.
Acesso em: 06 jun. de 2018.
_____________. ​Expect More​: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: FEBAB, 2016.
MOVIMENTO maker. WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia
Foundation, 2018. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Maker.
Acesso em: 03 jun. 2018. Não paginado.

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                <text>Trabalho tem como tema "makerspaces" de bibliotecas, objetivando analisar a aplicação da abordagem da Nova Biblioteconomia à gestão desses espaços, definindo a proposta de R. David Lankes para a Biblioteconomia na atualidade, contextualizando o fenômeno Movimento "Maker" e caracterizando os "makerspaces", por meio de revisão bibliográfica, em pesquisa de tipo exploratória. Em decorrência das mudanças socioeconomicas que convergiram ao Movimento "Maker", que se baseia no fazer amador, na aprendizagem ativa, na colaboração, no compartilhamento, na realização pessoal e na interdisciplinaridade, a biblioteca incorpora, a partir dos anos 2000, "makerspaces", que se estabelecem como locais que disponibilizam recursos para a criação e a aprendizagem, matéria da Nova Biblioteconomia, abordagem que fornece ferramentas teóricas para bibliotecas focadas em demandas mais amplas da comunidade, não apenas aquelas relacionadas a suportes informacionais. Conclui que a abordagem de Lankes é compatível à gestão de "makerspaces" de bibliotecas devido ao seu foco na aprendizagem, suas propostas filosóficas democráticas e instrumental técnico voltados às necessidades da comunidade, por meio de sistemas integrados de gestão de biblioteca.</text>
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                    <text>GESTÃO PARTICIPATIVA EM BIBLIOTECAS: a experiência da
Biblioteca Central Julieta Carteado da Universidade Estadual de
Feira de Santana

Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira (UEFS) - carmo@uefs.br
Ana Martha Machado Sampaio (UEFS) - amms@uefs.br
Isabel Cristina Nascimento Santana (UEFS) - icns@uefs.br
Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Resumo:
Neste artigo é relatada a experiência da implantação do modelo de gestão participativa no
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana, tendo como
objeto da experiência a Biblioteca Central Julieta Carteado. O relato apresenta o perfil do
gestor e da sua equipe para que a gestão participativa gere benefícios para o usuário, bem
como envolvimento e satisfação da equipe da biblioteca. São elencadas as ações desenvolvidas
pela gestão do SISBI-UEFS, desde a avaliação do cenário, planejamento e a execução das
atividades até os resultados alcançados, que foram satisfatórios.
Palavras-chave: gestão participativa; administração de bibliotecas; biblioteca universitária.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana
(SISBI-UEFS),

criado

em

1997,

é

a

unidade

organizacional

responsável

pelo

desenvolvimento de ações da Biblioteca Central Julieta Carteado - BCJC e das sete
bibliotecas setoriais, de apoio informacional ao ensino, à pesquisa e à extensão, de incentivo à
leitura, de valorização e preservação da memória e das culturas brasileira e regional.
O SISBI-UEFS optou por uma gestão participativa envolvendo todo seu staff no
planejamento e execução das atividades tanto administrativas, quanto na disponibilização de
produtos e serviços ofertados a comunidade interna e externa a UEFS. Isso se intensificou na
última década com a mudança de gestão, onde houve uma estruturação envolvendo
formalmente toda a equipe de servidores, nas tomadas de decisões, com o objetivo principal
de promover um maior comprometimento e responsabilidades no desenvolvimento dos
trabalhos.
A Gestão Participativa corresponde a um conjunto de princípios e processos que
defendem e permitem o envolvimento regular e significativo dos trabalhadores na
definição de metas e objetivos, na resolução de problemas, no processo de tomada
de decisão, no acesso à informação e no controle da execução (SANTOS et al, 2002,
p. 2).

Na gestão participativa o diálogo, a escuta, o respeito e a valorização do outro são
essenciais para que se tenha um resultado com êxito. É importante que o gestor esteja ciente
desses princípios e que tenha o perfil que facilite a implantação do processo, pois não adianta
chamar a equipe para participar dos momentos decisórios e no final só prevalecer à opinião de
uma liderança. Por outro lado é importante ter uma equipe capacitada e conhecedora da
instituição, seus objetivos e missão, pois caberá a equipe sugerir, decidir e executar. A gestão
participativa exige o envolvimento de todos e o comprometimento com os resultados.
Segundo Nunes (2019),
Todas as vezes que o colaborador der uma ideia; se ela for interessante use-a e
reconheça o autor da ideia, se ela não for tão boa convide o colaborador e mais
pessoas para aperfeiçoá-la, se for ruim explique ao autor da ideia porque ela não
pode ser utilizada, sem desprezar a importância desta participação e estimule-o a
tentar novamente. O principal é que a liderança realmente deseje a administração
participativa, caso contrário não utilize este recurso, ele é bom, mas existem outras
formas de gestão.

�É importante quando se faz a opção por uma administração participativa investir na
comunhão de ideias, tendo como base o respeito, através do diálogo no dia a dia e em
reuniões, buscando na própria equipe a resolução de problemas, a implantação de novos
projetos, contribuindo, assim, para tornar cada colaborador corresponsável pelo resultado do
trabalho.
[...] o diálogo faz surgir muito mais do que sabemos quando ficamos conscientes das
múltiplas camadas de significado. A voz da história de uma organização e a voz do
ambiente, que podem estar inseridas em palavras e expressões, talvez permaneçam
no conhecimento tácito (OSONO, 2008, p. 248).

O objetivo deste relato de experiência é mostrar o quanto é positivo e progressista a
adoção da gestão participativa, onde profissionais de diferentes níveis hierárquicos podem
participar do processo decisório da organização, tornando-o mais democrático.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
A implantação da gestão participativa relatada neste trabalho ocorreu no SISBI-UEFS,
que tem no seu quadro de pessoal 12 analistas universitários, sendo 11 bibliotecários, e 25
técnicos universitários. A Biblioteca Central Julieta Carteado, objeto dessa experiência,
funciona de segunda à sexta das 7:30 às 22:45, sábado das 8:00 às 11:45 e atende uma média
de 150.000 usuários por ano, sendo eles da comunidade universitária (professores,
funcionários e alunos), como também da comunidade de Feira de Santana e região.
A gestão do SISBI considera que uma biblioteca universitária tem um grande potencial
a oferecer aos seus usuários, potencial esse que os próprios usuários desconhecem. Por isso,
através das suas práticas, a BCJC tenta desmistificar para muitos usuários que biblioteca seja
só lugar de emprestar e devolver livros, visão que muitos trazem do Ensino Médio. Para tanto,
é preciso o engajamento da equipe, com compromisso e dedicação para atuarem no
planejamento e execução das atividades.
A gestão participativa no SISBI-UEFS surgiu da necessidade de tornar democrático o
planejamento das ações realizadas pela equipe, seguindo a linha da Gestão da Universidade.
Com esse modelo de gestão, a tomada de decisão passou a ganhar legitimidade a partir das
reuniões e discussões dos servidores, respeitando-se a ética, o profissionalismo e o interesse
coletivo.

�Em 2014, a administração do SISBI começou a formalização de comissões para
participação dos seus servidores na organização dos eventos internos, exposições, campanhas
e serviços técnicos mais complexos, através de Portaria publicada em Diário Oficial do
Estado. Essas portarias institucionalizaram e valorizaram as atividades do SISBI, visto que
permitiram maior visibilidade às ações desenvolvidas e passaram a contribuir para a
promoção de carreira do servidor, além de servirem como estimulo pessoal, onde cada
servidor tem a oportunidade de desenvolver seu potencial criativo, serviram também como
estimulo coletivo, colaborando nas relações interpessoais, tornando o ambiente de trabalho
participativo, cooperativo, harmonioso e agradável. As portarias são publicadas após
convocação e realização de reuniões em dois turnos de trabalho, almejando alcançar a
participação de todos os servidores do SISBI, onde os que desejam participar da realização de
determinado evento manifeste interesse para que haja a publicação da portaria com os nomes
dos integrantes. Cabe a cada servidor o compromisso e a responsabilidade por determinada
atividade que lhe é atribuída durante as reuniões de planejamento e de tomada de decisões.
No início da gestão 2015 - 2019, buscando aperfeiçoamento e diretrizes para o
planejamento de quatro anos, a direção do SISBI realizou reuniões com sua equipe para
aplicação da Análise SWOT (ferramenta utilizada para fazer análise de cenário ou análise de
ambiente, cujo resultado serve como base para o planejamento estratégico da gestão). Nesse
momento foram pontuadas diversas situações pelos funcionários, tanto positivas como
negativas em relação à estrutura organizacional do SISBI. Em um segundo momento, fizemos
o planejamento para esse período organizando as ações do SISBI em curto, médio e longo
prazo. Feito isso, tivemos as diretrizes para atuação da gestão no cenário local, nacional e
internacional.
É perceptível o engajamento da equipe na execução do planejamento, pois entendemos
que fica mais fácil e motivador quando as pessoas participam desde o início do processo,
analisando e mapeando o cenário, levantando pontos fortes e fracos e trazendo sugestões de
melhorias, assim é uma gestão participativa.
Com a aplicação desse modelo de gestão e o desenvolvimento das atividades e serviços
de forma participativa e qualificada, surgiram a valorização do servidor e a necessidade de
capacitação da equipe. Neste contexto, o SISBI vem desenvolvendo uma política diferenciada
de aproveitamento da capacidade e habilidade do servidor e do incentivo à formação
continuada de seu capital humano (bibliotecários e demais servidores), pois existe uma
preocupação em acompanhar as mudanças do mercado e as inovações tecnológicas. Assim, a
participação dos servidores nos eventos das áreas de Biblioteca e Gestão da Informação é

�sempre muito expressiva. E, entre os resultados alcançados com a Política de Formação
Continuada, podemos incluir o estímulo à troca de saberes, a valorização profissional e a
capacitação constante da equipe de trabalho, pois os eventos, treinamentos, cursos técnicos e
outros promovem a atualização e o desenvolvimento de diversos trabalhos, tais como:
coautoria em livros, publicações técnicas, monografias, artigos, pôsteres e outras
comunicações científicas. A participação desses servidores em eventos contribui para a
capacitação e valorização dos mesmos e, ao mesmo tempo, divulga a UEFS tanto em âmbito
nacional como internacional.
Tendo uma equipe capacitada e buscando valorização, o SISBI passou a aproveitar os
saberes de cada servidor e assim são ofertados, todos os anos, cursos voltados para a
comunidade acadêmica, como: Curso de Normalização de Trabalhos Acadêmicos; Pesquisa
em bases de dados; e outros cursos abertos a comunidade, voltados para capacitar as pessoas
que trabalham em bibliotecas e centros de informações, da rede municipal, estadual ou
privada, onde foi notada a carência maior de qualificação dos funcionários que atuam nesses
espaços. Para essa clientela temos os seguintes cursos: de Auxiliar de Biblioteca;
Dinamização em Biblioteca; Organização de Arquivo; e Relações Públicas em Bibliotecas.
Todos os cursos ofertados pelo SISBI são ministrados, na sua totalidade por servidores da
casa, tem carga horária de 20 horas e a inscrição é feita através da oferta de 1 k de alimento
não perecível que é doado a uma instituição de caridade.
Ainda como resultado da gestão participativa e buscando sempre a valorização e o
reconhecimento do trabalho da sua equipe de servidores, o SISBI, em 2017, promoveu dois
momentos importantes. Um deles foi realizado em homenagem aos seus funcionários
aposentados, que resultou em uma tarde de encontro, de abraços, de histórias, de
agradecimento e de muita emoção. Com o mesmo intuito de valorização e confraternização,
também foi realizado um dia interativo com a equipe de colaboradores do SISBI. Dentre as
atividades, tivemos: palestra, atividade laboral, massagem, maquiagem, jogos, almoço
coletivo e sorteio de brindes.
Outras medidas, mais simples, também foram adotadas no intuito de manter a equipe
em sintonia e harmonia, como a lembrança dos aniversários através de mural e felicitações no
grupo de whatsApp. Os momentos de confraternizações foram intensificados, pois são
importantes para a integração do grupo e faz com que a equipe se sinta valorizada e acolhida.
Foi criado um Espaço de convivência, que nasceu da necessidade de proporcionar ao servidor
um cantinho aconchegante para os momentos de descanso na hora do intervalo de trabalho,
onde possam interagir com demais colegas com descontração.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
A gestão participativa do SISBI-UEFS permite integrar ativamente os membros da
equipe, dando a oportunidade de manifestação a cada servidor e despertando o compromisso e
a busca pelo interesse coletivo. Neste caso, o planejamento e o processo de tomada de decisão
passam a ser mais democrático e progressista, permitindo que a equipe participe da
construção da instituição.
As ações do SISBI-UEFS são pensadas pela equipe, construídas e posta em prática,
com a participação dos servidores, que abraçam cada atividade que é desenvolvida de forma a
proporcionar o melhor para os usuários, visto que, quando vemos que tudo deu certo, quem
acaba ganhando a recompensa da satisfação, além do usuário, é toda a equipe que trabalhou
com dedicação e compromisso.

REFERÊNCIAS
NUNES, Iran. Administração participativa, vantagens e dificuldades. Disponível em:
http://www.administradores.com.br. Acesso em: 10 abr. 2019.
OSONO, Emi. O processo de elaboração da estratégia como diálogo. In: TAKEUCHI,
Hirotaka; NONAKA, Ikujiro (org.). Gestão do Conhecimento. Tradução: Ana Thorell. Porto
Alegre: Bookman, 2008. p. 217-250.
SANTOS, Andréa Cardoso dos et al. Gestão participativa: uma alternativa viável para o
século XXI. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 22., 2002,
Curitiba. Anais [...]. Porto Alegre: ABEPRO, 2002. Disponível em:
http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR15_0343.pdf. Acesso em: 11 abr. 2019.

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                <text>Ana Martha Machado Sampaio</text>
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                <text>Isabel Cristina Nascimento Santana</text>
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                <text>Rejane Maria Rosa Ribeiro</text>
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                <text>Neste artigo é relatada a experiência da implantação do modelo de gestão participativa no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana, tendo como objeto da experiência a Biblioteca Central Julieta Carteado. O relato apresenta o perfil do gestor e da sua equipe para que a gestão participativa gere benefícios para o usuário, bem como envolvimento e satisfação da equipe da biblioteca. São elencadas as ações desenvolvidas pela gestão do SISBI-UEFS, desde a avaliação do cenário, planejamento e a execução das atividades até os resultados alcançados, que foram satisfatórios.</text>
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                    <text>Falando Sobre: a biblioteca como espaço para troca de
experiências

Letícia Lazzari (UDESC) - letty.lazzari@gmail.com
Marcela Reinhardt de Souza (Udesc) - marcela.souza@udesc.br
Karin Vanelli (UDESC) - karin.vanelli@udesc.br
Resumo:
Apresenta o relato de experiência da Biblioteca da Udesc Balneário Camboriú na implantação
do projeto Falando Sobre. O projeto consiste em uma roda de conversa, onde membros da
comunidade são convidados para compartilhar seu conhecimento e experiências. Tem como
objetivo tornar a biblioteca um espaço de troca de experiências, de valorização da vivência do
outro e de compreensão dos indivíduos como fontes de informação. Conclui-se que a oferta
deste serviço contribuiu para a aproximação da biblioteca com seus interagentes e na
mudança da percepção das funções da biblioteca dentro da Universidade.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Serviços de biblioteca. Roda de conversa.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A visão restritiva da biblioteca como fornecedora de acesso ao conhecimento
registrado vem passando por modificações, cada vez mais o discurso e o conceito de
biblioteca estão centrados nas pessoas e menos no acervo. A biblioteca passa a ser
vista como um organismo social facilitador na construção e no compartilhamento
de conhecimentos.
Um exemplo desta mudança reside na terminologia utilizada para
denominar os indivíduos que frequentam a biblioteca. Tradicionalmente
identificados como “usuários”, Corrêa (2014) defende a mudança desta
terminologia para “interagentes”, dado que cada vez mais a biblioteca passa a ser
vista não apenas como o local onde as pessoas vão para acessar informação, mas
igualmente como um espaço dinâmico de troca e construção de saberes.
Nessa mesma linha, Lankes (2016, p. 71) afirma que muitas bibliotecas
falham ao perceber o conhecimento como algo estático, com demasiado foco em
seu acesso, quando no atual cenário poderiam enfatizar a criação e a troca e
perceber a biblioteca como um “espaço ativo de aprendizagem”.
Entretanto, a mudança das bibliotecas para este novo conceito nem sempre
surge de maneira premeditada e espontânea, muitas vezes é necessário um
estímulo para que a mudança ocorra. Como é o caso do presente relato de
experiência, que a partir de uma limitação física no espaço e o desafio de alcançar
seu público para além das paredes da biblioteca, teve início a oferta de um novo
projeto alinhado a este conceito contemporâneo, focado na troca e não apenas no
acesso à informação.

�Partindo desse cenário e desses pressupostos, foi criado o projeto “Falando
Sobre”, que consiste em uma roda de conversa com a proposta de ser um espaço de
troca de experiências, de valorização da vivência do outro e de compreensão dos
indivíduos como fontes de informação.
Relato da experiência
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) possui Campus
universitários em diversas cidades do estado, entre elas Balneário Camboriú. Nessa
cidade a instituição oferece os cursos de Engenharia de Petróleo e Administração
Pública, que contam com 530 alunos matriculados.
Em 2018, a Udesc Balneário Camboriú realizou a mudança para um novo
prédio e com isso o espaço temporário da biblioteca se tornou reduzido,
aguardando até que o prédio a ser construído para acomodá-la esteja pronto. Este
novo espaço da biblioteca tinha apenas condições de armazenar o acervo físico,
eliminando qualquer possibilidade de área para estudos, treinamentos e outros
eventos que poderiam ser realizados na unidade de informação.
Diante deste cenário, manter a biblioteca próxima da comunidade
acadêmica sem um espaço físico adequado tornou-se um desafio, o que gerou a
necessidade de levá-la para fora de suas paredes, ir ao encontro do seu público e
atender suas necessidades.
Deste modo, surgem novos projetos e serviços com foco na construção de
conhecimentos e nas pessoas. Um desses projetos da biblioteca denomina-se
“Falando Sobre”, que se configura com o que Lankes (2016) chamou de plataforma,
onde os interagentes têm a possibilidade de acessar a ideia de outras pessoas e seja
um espaço aberto para que os demais também tenham acesso às suas ideias e
experiências.
Na prática, o projeto tem a estrutura de uma roda de conversa, no qual os
alunos, servidores ou membros da comunidade externa são convidados a
compartilhar com o grupo suas experiências em determinado assunto ou situação.
A atividade é aberta à toda comunidade acadêmica, sem necessidade de inscrição e
ao final de cada sessão são entregues certificados de participação. Importante

�salientar que a proposta da atividade não é tornar-se uma palestra, mas sim um
encontro interativo e descontraído com a exposição da experiência dos convidados
e com total liberdade de intervenção dos ouvintes com questionamentos e
contribuições.
A primeira atividade do projeto Falando Sobre aconteceu na sala de reuniões
da Udesc Balneário Camboriú, em agosto de 2018. O encontro teve como tema
central o “Intercâmbio” e reuniu 27 pessoas, dentre os quais alunos e servidores
(FIGURA 1). O assunto desta primeira roda de conversa foi proposto pela biblioteca
e, como convidados, estiveram presentes os membros da Secretaria de
Internacionalização da Udesc, os quais apresentaram as modalidades de
intercâmbio oferecidas. Bem como, foram convidados acadêmicos da Universidade
que já vivenciaram esta experiência do intercâmbio para compartilhar com os
ouvintes as alegrias e dificuldades encontradas pelo caminho.
Figura 1 – Primeira edição do Falando Sobre

Fonte: das autoras.

Um resultado imediato deste primeiro encontro foi o aumento no número de
alunos da unidade de Balneário Camboriú inscritos nos programas de intercâmbio
da Udesc. Nos 10 anos de existência do Centro, apenas 02 alunos da Udesc
Balneário Camboriú realizaram intercâmbio na modalidade sem bolsa de apoio. Só

�no primeiro semestre de 2019, tivemos 04 inscritos para participar desta
modalidade.
Após o êxito da primeira etapa do projeto, o segundo tema abordado na roda
de conversa foi o evento internacional na área de Engenharia de Petróleo, o Rio Oil
&amp; Gas. Desta vez, a demanda do assunto a ser tratado foi sugerida pelos próprios
alunos que participaram do evento. Ao perceber a importância do Rio Oil &amp; Gas na
carreira profissional dos futuros engenheiros de petróleo, os acadêmicos quiseram
compartilhar esta experiência com seus colegas e quem sabe, por meio dos relatos
de experiência, despertar o interesse de mais alunos em participar das próximas
edições do evento. Nesse segundo encontro estiveram presentes 15 participantes.
Considerações Finais
O desenvolvimento deste projeto e de outros que passaram a ser ofertados
na Biblioteca Udesc Balneário Camboriú, ao pensar a biblioteca como um espaço de
compartilhamento de experiências e construção do conhecimento, estão alinhados
às novas tendências da Biblioteconomia e respondendo aos anseios da sociedade.
As principais contribuições do projeto estão centradas na aproximação da
biblioteca com seus interagentes e na mudança da percepção das funções da
unidade de informação dentro da Universidade. Cada vez mais a biblioteca passou
a ser percebida não apenas como um espaço que auxilia no acesso à informação,
mas também como um agente promotor da construção do conhecimento.
O grande desafio percebido na execução do projeto Falando Sobre diz
respeito a timidez dos participantes em interagir. Entretanto, pode-se perceber que
o cenário se atenuou com o decorrer do tempo e da realização de novas rodas de
conversa. Além dos alunos terem conhecido melhor o formato do projeto, os
mediadores também se tornaram mais confiantes e desenvoltos na condução das
discussões.
Como forma de maximizar a participação, sugere-se que nas próximas
edições o encontro seja realizado em um ambiente mais descontraído, com a
possibilidade dos participantes sentarem no chão, com pufes e almofadas, de modo
que fiquem mais à vontade no espaço e na conversa. Outro ponto importante, é a

�proposta de que nos próximos anos seja planejado e divulgado um calendário anual
do projeto, já com a definição dos temas para cada encontro.
Por fim, sugere-se que os alunos sejam consultados sobre quais assuntos
desejam abordar na roda de conversa e uma forma interessante de se aproximar
dos discentes é por meio dos Centros Acadêmicos de cada curso. Firmar parcerias
com estas entidades e convidá-las para auxiliar na organização e divulgação do
Falando sobre podem ampliar o alcance do projeto.
Referências
CORRÊA, Elisa C. D. Usuário, não! Interagente. Proposta de um novo termo para
um novo tempo. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência
da informação, Florianópolis, v. 19, n. 41, p. 23-40, dez. 2014. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2014v19n41p23/28292. Acesso em: 05 abr. 2019.
LANKES, R. D. Expect more: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: FEBAB, 2016.

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                <text>Apresenta o relato de experiência da Biblioteca da Udesc Balneário Camboriú na implantação do projeto Falando Sobre. O projeto consiste em uma roda de conversa, onde membros da comunidade são convidados para compartilhar seu conhecimento e experiências. Tem como objetivo tornar a biblioteca um espaço de troca de experiências, de valorização da vivência do outro e de compreensão dos indivíduos como fontes de informação. Conclui-se que a oferta deste serviço contribuiu para a aproximação da biblioteca com seus interagentes e na mudança da percepção das funções da biblioteca dentro da Universidade.</text>
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                    <text>Estatísticas do atendimento de referência da Biblioteca Central da
UnB

Marcelo Augusto Dias Scarabuci (UnB) - marcelo.scarabuci@gmail.com
Resumo:
Descreve a construção das estatísticas de atendimento do setor de referência da BCE-UnB,
que voltaram a existir após 24 anos de ausência deste tipo de dado. As mudanças das
necessidades do usuário e das tecnologias disponíveis exigiram do setor uma readaptação dos
indicadores de atendimento existentes anteriormente. Atualmente, os serviços de atendimento
são apresentados como atendimentos: rápidos (nível 1), médios (nível 2) e avançados (nível 3),
e exigem empenho e compromisso da equipe para que sejam devidamente registrado. Estes
registros nos dão um panorama completo de quantidade e intensidade dos atendimentos,
capazes de subsidiar decisões e redistribuir atividades do setor, seguindo a sazonalidade das
atividades acadêmicas.
Palavras-chave: Estatística, Serviço de referência, Biblioteca Universitária, Atendimento de
referência
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1- INTRODUÇÃO
Os dados estatísticos do setor de atendimento de uma biblioteca universitária são vitais
para o melhor entendimento das demandas dos usuários, da estrutura do setor de referência e
da intensidade do serviço demandado aos atendentes.
A Biblioteca Universitária é ponto de referência e de destaque de sua instituição, por
onde circula toda a comunidade acadêmica. A Biblioteca Central (BCE) da UnB foi a primeira
biblioteca central universitária do país e, para tanto, ocupa geograficamente um lugar de
destaque no campus universitário Darcy Ribeiro, recebendo 3 mil visitantes por dia.
Em sua essência, as bibliotecas devem suprir as necessidades informacionais de seus
consulentes e, para tal, o balcão de atendimento deve ser composto por profissionais
capacitados, com perfil de referência, e ofertar serviços que recepcionem e acolham seus
estudantes, desde suas necessidades básicas acadêmicas às necessidades informacionais
avançadas.
Todo tipo de atendimento que chega ao balcão deve ser registrado, portanto, podemos
possuir um número absoluto baixo, porém de alta complexidade, ou um número absoluto alto,
mas de baixa complexidade, de acordo com as épocas de aferição. Ambos os casos exigem
muito do profissional de referência e os dados coletados ao final são vitais para o entendimento
das demandas dos usuários e do direcionamento das competências dos profissionais.
O objetivo deste trabalho é relatar a construção do modelo de estatísticas atual do
atendimento de referência da BCE-UnB e divulgá-lo a quem possa interessar.
2- O SERVIÇO DE REFERÊNCIA DA BCE-UNB
O serviço de referência da BCE-UnB estava previsto já no primeiro organograma de
1962, feito por Edson Nery da Fonseca, e se preocupava em recepcionar e orientar seus
estudantes. Conforme o ofício OF/BC 64/608 onde o então coordenador da BCE, Abner
Vicentini, aponta que de acordo com os procedimentos adotados em bibliotecas universitárias
norte americanas e européias, e “considerando que os nossos estudantes entram na
universidade sem conhecimento sobre a biblioteca universitária”, todos os estudantes que iriam
ingressar no primeiro semestre de 1965 precisam passar por uma instrução de uso na
Biblioteca. Essa foi a primeira atividade documentada do serviço de Referência da BCE-UnB, e
possivelmente o primeiro registro de serviço de referência em universidades no Brasil

�Onde antes se focava na posse da informação, a Biblioteca Universitária era referida
como depositária do conhecimento, agora foca-se no acesso e a uma quantidade muito maior
de documentos, prezando pela qualidade e utilidade da informação. Uma mudança de
paradigma, como ressaltam Lopes e Silva (2006, p. 1, apud SCHWEITZER, 2008) e Lemos
(2002, p. 23). O reflexo deste novo paradigma, na prática do bibliotecário de referência, é a
visão de ensinar o processo de pesquisa em um ambiente virtualizado pela máquina
(SCARABUCI, 2018, p.36). Esse ambiente virtual não apenas tornou a consulta ao acervo
físico em ambiente eletrônico, mas permitiu, posteriormente, a conexão com outras bibliotecas.
Atualmente, o serviço de referência da BCE-UnB trabalha com capacitações e com o
atendimento de balcão. A capacitação ocorre em quatro linhas básicas: Visita guiada, para
calouros ou visitantes; Pesquisa em bases de dados; Gerenciador de referência, para;
Propriedade intelectual. O atendimento de balcão atende todos os tipos de usuários,
respondendo desde perguntas simples a perguntas mais complexas. O bibliotecário que está
em um balcão de uma grande biblioteca, representativa em sua instituição e geograficamente
bem localizada, também pode receber solicitações periféricas ao meio acadêmico, alheias à
universidade, como por exemplo, um cidadão que deseja pegar um ônibus para outro local,
orientações turísticas da cidade onde está inserida ou até emergências médicas.
3- CONSTRUÇÃO DAS ESTATÍSTICAS DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA DA UNB
Segundo a tabela organizada por Scarabuci (2018, p.49), as estatísticas do setor se
desenvolveram de forma gradual, iniciando apenas com o número absoluto de circulação de
pessoas na biblioteca em 1964. Posteriormente, em 1968, passou a se registrar o número de
perguntas feitas no balcão de atendimento e, em 1969, os pedidos de bibliografia e de
pesquisas.
Os números estatísticos eram registrados mensalmente em relatórios internos e
anualmente no relatório geral da BCE. O registro abarcava numericamente todo o setor,
durante o mês, sem especificar dias, turnos ou servidores. Dividiu-se em cinco categorias
principais: Atendimento (perguntas no balcão); Pesquisa; Bibliografias; Treinamentos/visitas;
Frequência. Os últimos dados registrados são de 1994.
Em 2018, foi solicitado ao setor de referência da BCE-UnB que elaborasse uma forma
de se contabilizar os atendimentos de balcão. Contabilizar o número absoluto de pessoas não

�necessariamente mostraria a complexidade ou tempo gasto nos atendimentos, então,
baseando-se no que fora apresentado até 1994, foi elaborada a ficha abaixo:

Tabela 1​: Estatística de atendimento
Fonte: Próprio autor

A ficha de estatísticas do atendimento é composta por três níveis. Cada nível possui um
referencial de tempo estimado e um referencial técnico descrito abaixo. O atendimento pode se
encaixar em qualquer um dos referenciais. Pode ser marcado como presencial ou por telefone.
Os atendimentos mais simples, de 30”, são aqueles que necessitam de um
conhecimento básico do prédio e da universidade. Informações como “onde é o banheiro” são
simples, rápidas, e devem ser sempre registradas. Mesmo que este atendimento dure menos
tempo que o indicado, houve uma abordagem do consulente ao bibliotecário, que teve que
interromper sua atividade para responder e, posteriormente, se concentrar para retomar a
atividade.
Os atendimentos médios, de 10’, exigem um conhecimento dos sistemas básicos da
biblioteca. Por exemplo, auxiliar em uma busca de livros no sistema. Esta atividade pode incluir
acessos mais específicos ao sistema como a visualização dos empréstimos anteriores do livro
ou mesmo uma locomoção pela biblioteca, para ir com o consulente até a prateleira (auxílio
estante).
Os atendimentos de até 2h são de alta complexidade, exigem conhecimento profundo
sobre bases ou estratégias de pesquisa. Podem levar até duas horas quando for, por exemplo,

�uma pesquisa acompanhada e orientada pelo bibliotecário, que inclui construir uma estratégia
de pesquisa e a indicação de fontes adequadas. Há também a possibilidade de ser uma
informação menos demorada, mas complexa, como a localização de um índice (Qualis ou
índice H de um periódico específico). Mesmo levando 5 minutos, é uma informação que apenas
um bibliotecário com experiência e conhecimento pode oferecer.
Conforme aumenta-se a complexidade do atendimento, torna-se mais necessário a
figura do bibliotecário. Antes disso, considera-se vital ao atendimento a presença de um
profissional capacitado e que tenha perfil para o atendimento pessoal, independente de sua
formação. O acolhimento no primeiro contato com o usuário é o que definirá se este retorna à
biblioteca quando necessitar, ou se tornará um usuário distante, tornando menos rica sua
participação na universidade.
Observamos abaixo como são tabulados os dados em tabela. Em “Observações” são
registrados acontecimentos que podem influenciar na contagem. Podemos observar a
diferença do primeiro dia de aula, no dia 13 de março.

Tabela 2​: Tabulação dos dados
Fonte: Próprio autor

Abaixo, o final da tabela onde mostra a porcentagem por tipo de atendimento e por
turno, também em março:

�Tabela 3​: Total e percentil dos dados
Fonte: Próprio autor

Podemos verificar o aumento significativo de consultas no início das aulas (Figura 1),
bem como a distribuição das demandas por horário (Figura 2), o que pode indicar a
necessidade de reforço no atendimento de dois tipos: ou de um maior número de pessoas para
a recepção, no atendimento primário, ou a necessidade de um bibliotecário com experiência,
em caso de atendimentos mais complexos.
REFERÊNCIAS:
LEMOS, L. A. P. Avaliação da percepção do cliente interno: serviços de aquisição de livros de
uma biblioteca universitária. 2002. 166 f. : Dissertação (mestrado) -- Universidade Federal de
Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção,
2002.
SCARABUCI, Marcelo Augusto Dias. A percepção da tríade acadêmica e dos agentes
acadêmicos através da Competência em Informação (CoInfo): uma experiência na Biblioteca
Central da Universidade de Brasília com os Jovens Talentos para a Ciência. 2018. 144 f., il.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
SCHWEITZER, F. O serviço de referência da Biblioteca Central da UFSC e o programa de
capacitação do usuário: desenvolvimento de uma ferramenta colaborativa com base na
tecnologia wiki. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 4, n. 1, p.
6-19, 2008.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Descreve a construção das estatísticas de atendimento do setor de referência da BCE-UnB, que voltaram a existir após 24 anos de ausência deste tipo de dado. As mudanças das necessidades do usuário e das tecnologias disponíveis exigiram do setor uma readaptação dos indicadores de atendimento existentes anteriormente. Atualmente, os serviços de atendimento são  apresentados como atendimentos: rápidos (nível 1), médios (nível 2) e avançados (nível 3), e exigem empenho e compromisso da equipe para que sejam devidamente registrado. Estes registros nos dão um panorama completo de quantidade e intensidade dos atendimentos, capazes de subsidiar decisões e redistribuir atividades do setor, seguindo a sazonalidade das atividades acadêmicas.</text>
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                    <text>Encontro anual de integração: uma ação de comunicação e
marketing em bibliotecas

Andréa Figueiredo Leão Grants (UFSC) - andrea.grants@ufsc.br
Gleide Bitencourte José Ordovás (UFSC) - gleide.bjo@ufsc.br
Resumo:
Apresenta o relato de experiência do Encontro anual dos servidores da Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Trata-se uma ação
realizada pela Comissão de Comunicação de Marketing (CCM) da biblioteca com o intuito de
propiciar um dia de compartilhamento de conhecimentos, integração entre os servidores,
reflexão e bem-estar. O trabalho demonstra como a CCM planeja , prepara e executa a
programação do encontro visando estimular o sentimento de pertencimento, o convívio social
e o planejamento de novas ações.
Palavras-chave: Integração.
Conhecimento
Universitária
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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compartilhado

Comunicação.

Biblioteca

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
O presente trabalho apresenta o relato de experiência da realização do
Encontro anual de integração dos servidores como uma proposta pensada e
realizada pela Comissão de Comunicação e Marketing (CCM) da Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Trata-se
de uma ação cujo intuito é promover um momento de reflexão, aprendizado e
confraternização entre os servidores da BU/UFSC.
A CCM da BU/UFSC foi criada em março de 2016 e possui como objetivo
planejar, organizar e coordenar as seguintes ações de comunicação e marketing
no âmbito da BU/UFSC:
Promover campanhas educativas;
Divulgar produtos e serviços;
Realizar pesquisas de opinião de usuários;
Definir e acompanhar a presença digital;
Planejar exposições e eventos;
Criar e desenvolver a comunicação visual;
Assessorar eventos de outras unidades da UFSC, bem como
da comunidade externa, realizados na BU.
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2019)

Para tal, os membros que compõem a CCM, se reúnem semanalmente
para tratar dos assuntos pertinentes às atividades específicas que são
desenvolvidas em prol de se alcançar os objetivos propostos.
A gestão da comunicação e do marketing em uma unidade de informação
é fundamental para a garantia da qualidade dos serviços oferecidos à
comunidade acadêmica e a otimização dos recursos físicos, financeiros e de
pessoal.
No que tange ao desenvolvimento do pessoal, a BU sempre esteve atenta
às iniciativas que privilegiam a união dos talentos individuais, o favorecimento do
sentimento de espírito de equipe e pertencimento de todos.

�Nesse aspecto, destaca-se a ação denominada Encontro anual de
integração. Essa ação ocorre no mês de dezembro, em dia previamente definido
pela CCM e no qual as atividades voltadas ao público externo são suspensas
possibilitando, assim, que as pessoas que trabalham na BU participem de um
dia de reflexão e congregação. Nesse intuito é organizada uma programação
que compreende palestras institucionais e educativas, atividades de bem-estar,
apresentações artísticas e café de confraternização.
Realizar o encontro anual de integração revela uma faceta da gestão da
BU voltada à valorização dos seus servidores de modo a ampará-los e motiválos a unir conhecimentos e informações individuais úteis em favor da
coletividade. Esses fatores refletem no dia-a-dia do seu trabalho, pois para
Pinder1 (1998 apud ROSEIRO, 2009, p. 9) a motivação é “[...] “o conjunto de
forças energéticas que têm origem quer no indivíduo quer fora dele, e que
moldam o comportamento de trabalho, determinando a sua forma, direção,
intensidade e duração”.
Esses encontros alimentam o sentimento de pertencimento nos indivíduos
e a sua organização é pensada neste sentido, com palestras e atividades que
promovam este sentimento.
O Encontro: um relato de experiência
O processo de preparação do encontro anual de integração inicia-se,
geralmente, dois meses antes da data do evento, momento em que todas as
ações são planejadas. O primeiro encontro anual de integração foi realizado
2017. Na ocasião, a programação contemplava a apresentação dos principais
pontos da atualização do regimento da biblioteca. A atualização do regimento
formalizou e estruturou algumas atividades que já aconteciam na prática na
biblioteca. Algumas mudanças envolveram as alterações de lotação dos
servidores, ou seja, o local no qual está desenvolvendo suas atividades e a
unificação do regulamento de empréstimos entre as bibliotecas. A aprovação do
regimento fortaleceu a cultura de compartilhamento do conhecimento e a
identidade do grupo da BU como uma equipe. Após essa apresentação realizouse um coffe break e na sequência foi apresentado o resultado da pesquisa sobre
1

PINDER, Craig C. Work Motivation in Organizational Behavior. Upper Saddle River, NJ: Prentice-Hall,
1998.

�a comunicação organizacional da BU, com espaço para comentários e
perguntas. Além disso, na primeira edição do encontro, os servidores que se
aposentaram naquele ano foram homenageados. O encontro foi finalizado com
uma sessão terapêutica dedicado a exercícios de relaxamento e meditação
conduzidos por uma profissional fisioterapeuta.
Para o segundo encontro, ocorrido em 2018 (imagem 1), a CCM pensando
na promoção do bem-estar dos servidores convidou o diretor do Departamento
de Atenção à Saúde (DAS) da UFSC que proferiu uma palestra sobre as ações
e recursos institucionais destinados à saúde do servidor, ressaltando as
principais questões relacionadas ao plano de saúde oferecido pela UFSC e a
importância de cada indivíduo realizar os exames periódicos. Essa palestra foi
fundamental para que os servidores refletissem sobre sua saúde e a importância
de cuidar bem de si.
Na sequência foi realizado um coffe break no recém revitalizado espaço
de convívio e jardim interno da BU e em seguida, a direção da BU apresentou o
resultado do planejamento estratégico 2017/2018. A parte cultural do encontro
foi reservado a uma encenação, por parte de duas alunas do curso de artes
cênicas da UFSC, do conto “O voo do carcará”. O conto, publicado no livro Entre
estantes e entre tantos: histórias inusitadas da biblioteca organizado por Grants,
Markendorf e Bem (2017), foi escrito a partir de depoimentos coletados de
servidores da BU. O encontro foi finalizado com as homenagens aos servidores
aposentados em 2018.

�Imagem 1: Foto oficial do II Encontro anual de integração BU/UFSC

Fonte: Acervo BU (2018).

Considerações finais
A realização dos encontros de integração da BU é um momento ímpar
para a equipe poder refletir sobre a trajetória ao longo do ano, planejar o futuro,
compartilhar conhecimentos, reforçar o espírito de equipe e, especialmente,
confraternizar. Essa ação idealizada e organizada pela CCM está internalizada
e compreende, de modo permanente, parte da agenda de eventos da BU, pois
entende-se que ações como essa são cada vez mais necessárias para
proporcionar momentos que resgatam o sentimento de pertencimento,
estimulam a convivência e a criação de laços entre pessoas, condições
indispensáveis em meio ao cotidiano cada vez mais movimentado e os afazeres
exigidos pela vida pós-moderna.

Referências
GRANTS, Andréa Figueiredo Leão; MARKENDORF, Marcio; BEM, Roberta
Moraes de (Org.). Entre estantes e entre tantos: histórias inusitadas na
biblioteca. Florianópolis: Publicações Biblioteca Universitária UFSC, 2017.
ROSEIRO, Ana Henriques. Factores psicossociais de motivação nos
cientistas: um estudo de caso no Instituto Gulbenkian de Ciência. 2009. 89 f.
Dissertação (Mestrado em Ciências Empresariais)- Universidade Técnica de
Lisboa, Lisboa, 2009. Disponível em:

�https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/1308/1/Disserta%C3%A7%C3%
A3o%20de%20Mestrado_Ana%20Roseiro.pdf Acesso em: 10 abr. 2015
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Comissão de Comunicação e Marketing da BU. 2019. Disponível em:
http://portal.bu.ufsc.br/conheca-a-bu/comissoes-de-trabalho/comunicacao-emarketing-da-bu/. Acesso em: 10 abr. 2019.

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                <text>Apresenta o relato de experiência do Encontro anual dos servidores da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC). Trata-se uma ação realizada pela Comissão de Comunicação de Marketing  (CCM) da biblioteca com o intuito de propiciar um dia de compartilhamento de conhecimentos, integração entre os servidores, reflexão e bem-estar. O trabalho demonstra como a CCM planeja , prepara e executa a programação do encontro visando estimular o sentimento de pertencimento, o convívio social e o planejamento de novas ações.</text>
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                    <text>EVENTOS CULTURAIS NA BIBLIOTECA CAROLINA MARIA DE
JESUS/IFRJ- CAMPUS DUQUE DE CAXIAS: um relato de
experiência

Cassia Rosania Nogueira dos Santos (IFRJ) - cassia.santos@ifrj.edu.br
Debora Vasques Rocha (Ifrj) - deborabiblio@yahoo.com.br
Luciene Corrêa de Andrade Costa (IFRJ) - luciene.costa@ifrj.edu.br
Resumo:
Norteia o advento da implantação de eventos culturais na Biblioteca Carolina Maria de Jesus Campus Duque de Caxias – IFRJ. Demostra o surgimento e o desenvolvimento de eventos
culturais num ambiente que nunca se desenvolveu nada do tipo desde a sua fundação.
Constata a competências exigidas dos profissionais envolvidos. Apresenta as primeiras
atividades realizadas a partir do ano de 2017.
Palavras-chave: Biblioteca Carolina Maria de Jesus-Campus Duque de Caxias-IFRJ. Eventos
culturais. Relatos de experiência
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação

Introdução
A Biblioteca Carolina Maria de Jesus está inserida no Sistema de Bibliotecas do Instituto
Federal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), situada no Campus de Duque de Caxias
(CDUC). A biblioteca atende a um público plural e variado, sendo a classificação de sua tipologia,
uma tarefa que implica em muitas discussões e opiniões diversas. Consideremos aqui a
classificação de biblioteca multinível dada por (MOUTINHO, 2014), pois atende a usuários de
vários níveis de ensino tais como nível médio, graduação e pós-graduação em programas de lato e
stricto sensu.
A Biblioteca Carolina Maria de Jesus foi fundada em 2007 e ocupa duas salas de aulas. No
decorrer de sua história, contou com poucos recursos para o seu desenvolvimento, tanto material,
quanto pessoal. Em 2016 com a chegada de novos servidores abriram-se novas possibilidades de
atuação. Hoje a equipe da biblioteca é formada por dois bibliotecários, três auxiliares de biblioteca
e três alunos monitores.
Com o a ampliação do quadro de funcionários percebeu-se a necessidade de fazer algo para
incentivar os usuários a procurar a biblioteca não somente para empréstimo de livros, mas
transformar a biblioteca em um organismo vivo e dinâmico para toda a sua comunidade.

Relatos de Experiência
O ponto de partida para essa nova concepção foi da escolha do nome da biblioteca. Após
esse evento desencadearam-se atividades como Acolhimento e Ambientação de novos alunos,
Roda de Conversa e o Cinebook que buscaram promover maior interação entre a biblioteca e a
comunidade acadêmica, visando cooptar os alunos, docentes e técnicos administrativos para
difundir, discutir e trocar experiências em torno de temas da atualidade.

1

�•

A escolha do nome da biblioteca

A biblioteca era conhecida apenas como a Biblioteca do Campus Duque de Caxias
(IFRJ/CDUC). A ausência de um nome implicava na falta de identificação com as atividades
realizadas, além de dificultar a divulgação da mesma. Foi realizado um concurso para a escolha do
nome, com consulta à comunidade acadêmica e colhidas as sugestões, a equipe optou pelo nome
da escritora Carolina Maria de Jesus, que fora o mais indicado.
A divulgação ocorreu no dia 06 de dezembro de 2017 com ótima repercussão em todo
campus. Como incentivo desse processo foi sorteado um livro entre os participantes que indicaram
esse nome para a biblioteca.
Figura 1 - A escolha do nome da biblioteca

Fonte: Os autores (2019)

•

Acolhimento e ambientação dos novos alunos
A Semana de Acolhimento dos novos alunos é uma atividade que envolve todos os

seguimentos do IFRJ/CDUC e busca propiciar ao aluno ingressante conhecer as instalações e o
funcionamento do campus através de visitas guiadas. Nessa semana a Biblioteca teve a sua
participação realizando duas apresentações sobre a vida e obra de Carolina Maria de Jesus aos
novos discentes.

]

2

�Figura 2 e 3 – Acolhimento e ambientação dos novos alunos
FiiiiiF FfF FFF FFF FFF F

Fi

Fonte: Os autores (2018-2019)

•

V SEMAC – Roda de conversa

A V SEMAC - Semana de Arte e Cultura do IFRJ que aconteceu no período 23 a 26 de maio
de 2018 é um evento marcante para Campus Duque de Caxias. Dentro da programação no dia 24
de maio de 2018 ocorreu a primeira Roda de conversa na Biblioteca: “Carolina Maria de Jesus e
temas contemporâneos” mediada pela Professora de português Lucineide Lima de Paulo. No final
do evento foi oferecido um coffee break que promoveu mais interação entre os participantes.

3

�Figura 4 - Roda de conversa

Fonte: Os autores (2019)

•

Cinebook
O Cinebook foi elaborado com o objetivo de incentivar a leitura de livros de literatura, a

partir da exibição de filmes que se originaram de obras literárias. O I Cinebook aconteceu na
biblioteca no dia 26 de outubro de 2018. Na fase do planejamento houve uma pesquisa com os
alunos do campus indagando qual filme que eles gostariam de assistir. Nessa breve pesquisa: o
filme escolhido foi “Mãos talentosas”. Durante a exibição do filme, aconteceu a realização de um
desafio, no qual todos os participantes puderam opinar sobre quantas balas de goma estavam dentro
de uma garrafa. No evento foi realizado o sorteio de um livro e distribuição de pipoca e refrigerante
que tornou o ambiente mais convidativo.

4

�Figura 5 - Cinebook

Fonte: Os autores (2019)

Conclusão
A implantação de ações culturais nas atividades da Biblioteca Carolina Maria de Jesus tem
contribuído positivamente junto à comunidade acadêmica do IFRJ/CDUC. Um dos pontos
favoráveis é a aproximação de alguns docentes com a biblioteca, o que possibilita suprir outras
demandas, como o convite para participar de novos projetos no campus e o desenvolvimento de
atividades pedagógicas que envolvam pesquisas no acervo da biblioteca.
Referência
MOUTINHO, S. O. M. Práticas de leitura na cultura digital de alunos do ensino técnico integrado do IFPI
– Campus Teresina Zona Sul. 2014. 183 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Vale do
Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2014. Disponível em:
http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/3075/00000A51.pdf?sequence=1&amp;isAl
lowed=y. Acesso em: 12 abr. 2019.

5

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                <text>Norteia o advento da implantação de eventos culturais na Biblioteca Carolina Maria de Jesus - Campus Duque de Caxias – IFRJ. Demostra o surgimento e o desenvolvimento de eventos culturais num ambiente que nunca se desenvolveu nada do tipo desde a sua fundação. Constata a competências exigidas dos profissionais envolvidos. Apresenta as primeiras atividades realizadas a partir do ano de 2017.</text>
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                    <text>ESTÁGIO EXTRACURRICULAR EM BIBLIOTECONOMIA:
experiência do Centro Universitário CESMAC

Ana Paula de Lima Fragoso Farias (CESMAC) - ana.fragoso@cesmac.edu.br
Eliete Sousa Araujo (CESMAC) - elietebiblio@gmail.com
Evandro Santos Cavalcante (CESMAC) - evandro.cavalcante@cesmac.edu.br
Resumo:
Relato de experiência de estágio extracurricular de graduandos do curso de biblioteconomia
na biblioteca universitária do Centro Universitário CESMAC. As atividades realizadas durante
o estágio têm por objetivo desenvolver a prática dos conhecimentos teóricos adquiridos
durante a formação acadêmica. O estágio extracurricular é dividido em uma sequência com
quatro níveis de atividades que vão desde o conhecimento dos objetivos e missão da IES como
estrutura física, processamento técnico, atendimento ao usuário, restauração de livros,
atividades administrativas e gestão, além de participarem no processo de avaliação de cursos
e capacitação. Dessa forma auxiliando na formação do aluno com práticas das teorias de sala
de aulas e atividades que o mercado demanda para atuar em uma biblioteca universitária.
Palavras-chave: Estágio extracurricular. Biblioteca Universitária. Biblioteconomia
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�RESUMO
Relato de experiência de estágio extracurricular de graduandos do curso de
biblioteconomia na biblioteca universitária do Centro Universitário CESMAC. As
atividades realizadas durante o estágio têm por objetivo desenvolver a prática
dos conhecimentos teóricos adquiridos durante a formação acadêmica. O
estágio extracurricular é dividido em uma sequência com quatro níveis de
atividades que vão desde o conhecimento dos objetivos e missão da IES como
estrutura física, processamento técnico, atendimento ao usuário, restauração de
livros, atividades administrativas e gestão, além de participarem no processo de
avaliação de cursos e capacitação. Dessa forma auxiliando na formação do
aluno com práticas das teorias de sala de aulas e atividades que o mercado
demanda para atuar em uma biblioteca universitária.
Palavras-chave: Estágio extracurricular. Biblioteca Universitária. Biblioteconomia

1 INTRODUÇÃO
No contexto das Bibliotecas Universitárias o uso de tecnologias de
informação e comunicação além de preparar os cursos para avaliação do MEC,
tem exigido cada vez mais dos profissionais bibliotecários habilidades e
competências para lidar com um universo cada vez mais desafiador. A
importância do estágio extracurricular em Biblioteconomia alinhado com as
novas exigências do mercado de trabalho tem proporcionado aos discentes do
curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas - UFAL em
parceria com a Rede de Bibliotecas CESMAC uma sólida formação acadêmica.
Os estagiários passam por diferentes níveis de atividades, as quais são
supervisionadas e acompanhadas pela equipe de bibliotecários, sendo as
atividades de estágio planejadas, de forma com que o aluno tenha o
entendimento e experiências das técnicas aprendidas nas aulas teóricas, bem
como possa compreender o funcionamento de uma biblioteca universitária.
O estágio extracurricular permite que o aluno conheça a realidade da
profissão e que deve assegurar a integração entre teoria e prática em situação
real de vida e trabalho, com vista à formação profissional e pessoal do discente,
estando em contato com o usuário e a troca de experiência com o profissional já
formado. As atividades técnicas desenvolvidas pelos estagiários são
executadas, conforme o plano de estágio, que é um documento elaborado pela
Rede de Bibliotecas CESMAC, contendo os níveis de aprendizado, onde os

�acadêmicos são orientados e supervisionados pelos bibliotecários sendo
executado no tempo previsto de 4 (quatro) meses.
A realização do estágio extracurricular é de grande importância, pois
possibilita ao aluno a oportunidade de vivenciar uma experiência que será
praticada no exercício profissional enquanto bibliotecário, disseminador,
mediador e gestor da informação no âmbito das bibliotecas universitárias.
2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
A Rede de Bibliotecas do Centro Universitário CESMAC, atualmente
oferece um total de seis vagas, de princípio eram apenas duas vagas, em
decorrência ao bom resultado final das atividades desenvolvidas por esses dois
estagiários foram ofertadas mais quatro vagas para o aluno do curso de
biblioteconomia, que cumprem diariamente uma carga horária de 4 horas. Os
estágios são desenvolvidos na Biblioteca Setorial Professor Eduardo Tavares
Mendes – Campus III localizada na rua Íris Alagoense, Farol, Maceió – AL e na
Biblioteca Central Craveiro Costa localizada na rua Cônego Machado, Farol,
Maceió – AL. ambas fazem parte da Rede de Bibliotecas do Centro Universitário
CESMAC, instituição de ensino superior em Alagoas.
Os estágios extracurriculares foram iniciados no ano de 2014, quando
reestabelecidos o convênio entre UFAL/CESMAC, sendo o processo seletivo
realizado por 2 (duas) etapas, entrega de currículo e entrevista realizada pela
equipe de bibliotecários, as seleções ocorrem sempre que há necessidade de
substituição de estagiário, não havendo um calendário fixo.
As atividades são executadas de acordo com os níveis de
desenvolvimento de cada estagiário, as de nível I são desenvolvidas pelos
iniciantes onde o estagiário conhece todo o funcionamento das unidades de
informação, aprendem o sistema interno da IES, fazem acompanhamentos junto
aos bibliotecários nos treinamentos aos usuários da instituição, execução de
procedimentos de atendimento ao usuário como empréstimos e devoluções, dão
início aos processamentos técnicos de catalogação onde são acompanhados
por seus bibliotecários responsáveis.
No nível II os estagiários realizam as atividades referentes ao
autoatendimento auxiliando o usuário na consulta do acervo através do sistema
da biblioteca onde a Rede de Bibliotecas CESMAC utiliza o Sistema Pergamum,
fazem cadastro (identificação dos qualis e etiquetagem) e indexação de

�periódicos, executam a restauração de livros onde uma funcionária qualificada
com curso de restauração repassa seus conhecimentos aos estagiários e todo o
processo de restauração é executado. O nível III é composto pelas atividades de
pesquisa em bases de dados, o estagiário faz todo o levantamento bibliográfico
solicitado pelo o usuário nas bases de pesquisas oferecidas pela rede, após a
pesquisa o bibliotecário verifica todo o procedimento executado e faz a
disseminação, repositório institucional o estagiário recebe orientações de como
cadastrar os metadados e o bibliotecário executa a revisão dos trabalhos. As
atividades de nível IV, acontecem conforme demanda de visitas da avaliação dos
cursos e as solicitações de orientação de normalização de trabalhos
acadêmicos.
PLANO DE ESTÁGIO
NÍVEL I
ATIVIDADES

SETOR

Procedimentos, setores, equipe e sistema Pergamum, Financeiro,
CONHECENDO A REDE DE Acadêmico.
BIBLIOTECAS CESMAC
Acompanhamento nos treinamentos
TREINAMENTOS
Sistema Pergamum : Empréstimo, Devolução, Renovação Reserva,
ATENDIMENTO
Nada consta
PROCESSAMENTO
TÉCNICO

CDU, AACR2, Tabela de Cutter, Cadastro, Etiquetagem, Fichas
Catalográfica, solicitação de ISBN, Multimídias, Arquivamento
NÍVEL II

AUTOATENDIMENTO
PERIÓDICOS
RESTAURAÇÃO

Auxiliar o usuário na pesquisa ao acervo (POSSO AJUDAR?)
Cadastro e indexação de artigos, Conhecimento da Plataforma
Sucupira - qualis
Capa, Dorso, Costura, Colagem
NÍVEL III

PESQUISA EM BASE DE
DADOS
REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL

Pesquisa em base de dados (treinamento e levantamento por área
do conhecimento)
Criar Pasta de usuários, cadastrar metadados
NÍVEL IV

GESTÃO
NORMALIZAÇÃO

Procedimentos administrativos com ênfase em avaliação de cursos
pelo MEC
Orientação a normalização

�Até o momento já passaram 14 (quatorze) estagiários (as), os quais
contabilizam uma produção de 8.246 (oito mil duzentos e quarenta e seis),
conforme relatório do sistema Pergamum: Estatística de usuários - Produção 31, o qual possibilita uma visão geral e analítica das atividades realizada no
sistema.
No gráfico 1 visualizamos essa produção de cadastros de títulos de
periódicos 59 (cinquenta e nove) representada em 1% e 587 (quinhentos e
oitenta e sete) cadastro de artigos de periódicos que representa 15%; o cadastro
de títulos de livro foram de 1274 (mil duzentos e setenta e quatro) que representa
15% e em 77% são de cadastro de TCCs de graduação e especializações,
dissertações, teses, essa grande quantidade 6.326 (seis mil trezentos e vinte
seis) de cadastro de TCCs deve-se ao fato de estarmos inserindo toda a
produção da IES, pois quando foi implantado em 2014 o sistema pergamum, não
foi migrado os TCCs.
Ainda possuem as atividades que são convidados a participarem para
aumentar o aprendizado, as quais ocorre a conforme a necessidade apresentada
pela Pró-reitora de graduação como a organização de um curso para
recebimento de comissão avaliadora assim como tendo a oportunidade de
participar do processo de avaliação, os treinamentos realizados para os alunos
e professores, análise de contratos de tecnologia para que dessa forma o estágio
possa contribuir com uma visão holística do que é exerce atividades em uma
biblioteca universitária.

Gráfico 1: atividades realizadas no período de janeiro 2014 a abril de 2019 pelos estagiários.

�3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao implantarmos o Sistema Pergamum em 2014, optarmos por não
migrar os TCCs do Centro Universitário CESMAC devido não estarem
registrados no sistema anterior, assim fez surgir a necessidade de contratação
de estagiários especificamente para essa atividade, inicialmente eram apenas 2
(duas) vagas e hoje já estamos com 6 (seis) vagas, vale lembrar que desses
estagiários que passaram pela IES 2 (duas) já foram contratadas.
No decorrer do estágio fomos aprimoramos as atividades por
percebemos a necessidade de contribuir mais com esse aluno de graduação,
assim realizamos o planejamento de suas atividades por níveis contemplando
todas as atividades necessárias para um profissional no mercado de trabalho no
âmbito de bibliotecas universitárias, o qual está em constante revisão para
inserção de atividades.
Concluímos então que a permanência mínima de 01 (um) ano, o
estagiário conseguirá passar por todos os níveis, tornando-os um profissional
com conhecimento e habilidade suficientes para organizar, processar e
disseminar as informações da melhor forma possível a fim de satisfazer as
necessidades dos usuários que utilizam as bibliotecas universitárias da IES além
de participação em processos administrativos e de gestão.

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Documentação&#13;
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                    <text>ESTRATÉGIAS DE MARKETING PARA FIDELIZAR USUÁRIOS NA
BIBLIOTECA CENTRAL JULIETA CARTEADO

Rejane Maria Rosa Ribeiro (UEFS) - rribeiro@uefs.br
Resumo:
Relato de experiência objetivando mostrar o marketing como uma importante ferramenta para
desenvolver ações criativas que possam aumentar o fluxo e fidelizar os usuários que
frequentam a Biblioteca Central Julieta Carteado, responsável pelo planejamento e
administração do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana.
A aplicação de instrumentos de marketing vai aprimorar, promover, visibilizar os recursos
que a biblioteca dispõe. Isso implica aperfeiçoamento e inovação dos produtos e serviços já
ofertados pela biblioteca, assim como criação de novos. A BCJC decidiu, então, inovar seus
produtos e serviços e criar novos, como por exemplo o empréstimo de guarda-chuvas, o espaço
de convivência e outros, bem como incrementar a capacitação por meio de cursos e oficinas,
sempre abertos à comunidade externa. Com a adoção de estratégias de marketing, a biblioteca
ganhou uma imagem positiva tanto para seus usuários externos, que a veem como dinâmica,
quanto para os usuários internos, que estão mais motivados e proativos.
Palavras-chave: Marketing; Inovação; Criatividade; Bibliotecas Universitárias.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias são suporte informacional ao tripé ensino, pesquisa e extensão,
eixo fundamental da universidade brasileira. Assim, a importância da biblioteca é
inquestionável. Segundo Leitão, Barreto (2014), é em seu ambiente que se busca respostas às
dúvidas; da existência das fontes informacionais e da qualidade destas dependerá a
autorização para funcionamento de todos os cursos de nível superior em todo território
nacional. Se são tão importantes, por que as bibliotecas universitárias estão sempre fazendo
estudo de usuários (levantando necessidades e expectativas desses usuários) e lançando mão
das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) para inovar produtos e serviços? A
resposta é muito simples: para continuarem vivas e atuantes.
O número de cursos nas universidades e, consequentemente, de alunos é crescente.
Entretanto, o número de usuários que frequenta as bibliotecas não tem crescido na mesma
proporção. Pode-se tomar como exemplo o que se observou na Biblioteca Central Julieta
Carteado (BCJC) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) que, nos últimos
quatro anos, sofreu um decréscimo no fluxo de usuários: no ano de 2015, o fluxo foi de
193.494; em 2016, 150.428; em 2017, 120.502; e, em 2018, 138.564 usuários. Estes são
alguns dos motivos para a diminuição de visitas à biblioteca: os e-books, que podem ser lidos
de qualquer computador com acesso à base de dados da biblioteca; a Seção de Referência on
line, onde o usuário, remotamente, pode tirar dúvidas quanto à normalização e a serviços; a
reserva e a renovação eletrônica do empréstimo de obras; a consulta on line ao acervo; o
acesso à informação na web; etc. O que fazer então para atrair e fidelizar usuários?
Assim, o objetivo deste relato de experiência é mostrar o marketing como uma importante
ferramenta para desenvolver ações criativas que possam aumentar o fluxo e fidelizar os
usuários que frequentam a Biblioteca Central Julieta Carteado, criada em 31 de maio de 1976,
responsável pelo planejamento e pela administração do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Estadual de Feira de Santana (SISBI-UEFS).
RELATO DE EXPERIÊNCIA

�As atividades de marketing relatadas neste trabalho ocorreram na Biblioteca Central Julieta
Carteado do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana no período
de 2016 a 2018. A UEFS, uma das quatro universidades estaduais da Bahia, instalada em uma
região semiárida, vem crescendo
[...] em cumprimento do seu objetivo social que é preparar cidadãos que venham a
exercer, tanto liderança profissional e intelectual no campo das atividades a que se
propõem, quanto a terem responsabilidade social no sentido de serem capazes de
desempenhar, propositivamente, o seu papel na definição dos destinos da sociedade
baiana e brasileira. O cumprimento desta função social a torna reconhecida como uma
das mais expressivas Instituições de Educação Superior do Estado da Bahia e do País.
(UEFS, 2019)

Por estar situada na segunda cidade mais populosa do Estado, que possui o maior
entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste e uma economia crescente, a UEFS é bem
requisitada por jovens de todo o país que querem ingressar em uma universidade. Assim, a
BCJC preocupa-se em trabalhar consonante os objetivos da UEFS, principalmente seu
objetivo social, e estar sempre apta a atender e acolher seus usuários por meio de bons
serviços e um ambiente acolhedor.
DINAMIZANDO PRODUTOS E SERVIÇOS POR MEIO DE ESTRATÉGIAS DE
MARKETING
A aplicação de instrumentos de marketing vai aprimorar, promover, visibilizar os recursos
que a biblioteca dispõe. Isso implica aperfeiçoamento e inovação dos produtos e serviços já
ofertados pela biblioteca, assim como criação de novos. Este é o resultado da experiência na
BCJC:
Campanha de Preservação do Acervo - A campanha acontece desde a década de 1990,
quando foram colados, nas mesas e cabines de estudo, adesivos com a frase “Querendo riscar,
use o riscódromo”. Assim, um grande quadro com folhas em branco, intitulado
“Riscódromo”, foi colado na parede para que os usuários escrevessem o que e quando
quisessem. O riscódromo continua funcionando, mas, desde 2017, conta com mais quadros
em tamanhos menores. Seu objetivo foi alcançado: mesas e paredes limpas, sem rabiscos.
(figura 01).
Figura 01 - Riscódromo

Fonte: Acervo da autora

�Negociação solidaria - Com o intuito de atender os usuários que, por motivos diversos, estão
suspensos do serviço de empréstimo, a BCJC libera a suspensão do serviço pela doação de
obras literárias. Em 2018 a campanha sofreu uma mudança: as doações de obras literárias
foram substituídas por doações de leite em pó, cuja arrecadação foi destinada a uma
instituição de caridade.
Li e Recomendo! – É uma iniciativa de compartilhamento de leituras entre os usuários do
Sistema Integrado de Bibliotecas da UEFS, onde o usuário preenche um formulário indicando
alguma obra que leu na biblioteca e faz um breve comentário a respeito dela. A obra é
separada, colocada em uma estante com o respectivo comentário e disponibilizada para
empréstimo.
Parada da leitura – Ação que incentiva a leitura, criando novos espaços de interação entre o
leitor e o livro dentro do campus da UEFS. Uma estante de palete foi colocada em cada ponto
de ônibus do campus e o usuário pode levar ou colocar novos livros na estante (Figura 02).
Figura 02 – Parada da Leitura

Fonte:http://docplayer.com.br/79051558-Universidade-estadual-de-feira-de-santana-sistema-integrado-debibliotecas-feira-de-santana.html

Esqueça um livro – Com esta ação, as pessoas são incentivadas a deixarem um livro, em
qualquer lugar do campus, com um bilhete informando a quem o encontrar que pode levá-lo e,
fundamentalmente, sugerindo a leitura. Essa ação acontece como parte da programação da
Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.
Campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul – A Biblioteca adota as cores das campanhas
nos trajes dos seus servidores e na decoração com balões e outros recursos. Há, também,
banners alusivos a cada campanha. No Outubro Rosa são arrecadados lenços e mechas de
cabelo, que são doados a uma instituição da cidade que cuida de pessoas com câncer.
Empréstimo de guarda-chuva – Este serviço originou-se do acúmulo de guarda-chuvas
esquecidos na Biblioteca. Por estar em uma região semiárida, o empréstimo de guarda-chuva
ocorre durante todo o ano (no verão, para proteção do sol e, no inverno, para proteção da

�chuva). Além disso, durante o inverno, são dados sacos plásticos, nos balcões de atendimento,
para proteção das obras emprestadas.
Leia e leve – Este serviço já tem 40 anos. Contudo, em 2018, ganhou um reforço, foi criado o
Leia e Leve para o usuário interno (equipe de servidores do SISBI) e usuários que participam
dos cursos de Auxiliar ou de Dinamização de Bibliotecas. Para isso, foi colocada, no hall de
serviço, uma estante com obras para doação. O diferencial é que esta estante segue o mesmo
princípio da Parada da leitura, o usuário tanto pode pegar quanto pode doar um livro.
Publicações científicas – Servidores SISBI – Os trabalhos técnico-científicos elaborados
pelos servidores do SISBI UEFS estão disponíveis com texto completo no site do SISBIUEFS. Esse serviço sofreu grande inovação, passou de impresso e referencial para on line e
texto completo. Excelente iniciativa de divulgação da produção do staff do SISBI e incentivo
para realização de novas produções.
Dia interativo – Dia de interação entre os servidores do SISBI-UEFS – prática de marketing
interno que visa o relacionamento interpessoal, quando os funcionários podem e devem emitir
suas opiniões e podem conhecer melhor os colegas. É um momento para os servidores das
oito bibliotecas se encontrarem, trocarem experiências ou apenas relaxarem (figura 03).
Figura 03 – Dia Interativo

Fonte: Acervo da BCJC

Reciclagem de material – “Fora desperdício!” é frase chave na BCJC, onde papéis são
reutilizados, caixas de etiquetas servem como suporte para avisos, rolos de papel higiênico
servem para enfeites de natal, livros danificados e desidratados se transformam em árvores
natalinas.
Relações públicas – Em 1998 o SISBI, consciente da importância de Relações Públicas para
contribuir nas suas atividades, solicitou vaga em edital de concurso. Assim, esse profissional
passou a fazer parte do seu staff, o que trouxe uma visão mais dinâmica e proativa para o
Sistema. Entre os incrementos verificados com sua atuação, destacamos a criação do site, o
desenvolvimento de campanhas, nova roupagem às publicações e a promoção da imagem do

�SISBI-UEFS por meio de redes sociais. Entretanto, por dez anos, ficamos sem a profissional,
que estava à disposição em outro órgão, retornando no início de 2019.
Sala de convivência – Criada em 2018, um lugar para descansar e para um cafezinho.
Comunicação interna – Feita por meio de e-mail e grupo de Whatsapp, sua importância
reside na disseminação da informação de maneira uniforme para toda a equipe.
Delegar responsabilidades – É positivo tanto para o SISBI, que passa a ter uma equipe
comprometida, quanto para a equipe, que passa a sentir-se segura, útil, parte do processo.
Capacitação – Vários cursos são ofertados pelo SISBI, os quais são realizados no auditório
da BCJC. A inscrição é vinculada a um quilo de alimento não perecível, que é doado a uma
instituição de caridade da cidade. Esses cursos são abertos aos servidores do SISBI e à
comunidade externa. Cursos fixos: Auxiliar de Bibliotecas, Dinamização de Bibliotecas,
Noções Básicas de Arquivo, Normalização. Outros cursos e oficinas: Propriedade Intelectual,
Reciclagem de Resíduos Sólidos, Pequenos Reparos, dentre outros.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A adoção de estratégias de marketing só trouxe mudanças positivas para a imagem da
biblioteca, que é vista pelo usuário como dinâmica e atuante, conforme o último estudo de
usuários realizado em 2017. Para o usuário interno (equipe de servidores) também há
benefícios, tais como: realização pessoal, valorização, interação, motivação, relacionamento
interpessoal. É comum ouvir nos corredores da BCJC a seguinte frase: “Aqui só nos falta um
bom salário”, o que não depende, naturalmente, da gestão do SISBI. Porém, aliado a
estratégias de marketing, o SISBI visa fidelizar seus usuários internos e externos oferecendo
bons serviços e produtos e um ambiente prazeroso e lúdico.
REFERENCIAS
LEITÃO, Debora Sampaio; BARRETO, Maribel Oliveira. A biblioteca como espaço de
gestão de pessoas e de informação - percepção de coordenadores da FVC. Cairu em Revista:
Sociedade, Educação, Gestão e sustentabilidade. Ano 3, N.3, dez. 2013, jan. 2014.
UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana. Conheça a UEFS. Nossa História.
Disponível em http://www.uefs.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=12. Acesso em
22 fev. 2019.

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                    <text>ESTRATEGIA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA
IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS: EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA
PÚBLICA DO ESTADO COM A BERSATO PRODUÇÕES

ANDREA BATISTA DE SOUZA (BPE) - andreabatistape@gmail.com
Helio Monteiro Junior (BPE) - helio.monteiroo@gmail.com
Lúcia Roberta Guedes Alcoforado (BPE) - luciaroberta@educacao.pe.gov.br
Jose Saturnino de Araújo Junior (Bersato) - saturnino93@gmail.com
Resumo:
Relato de experiência da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) pautado no
planejamento estratégico, visando a captação de recursos para sustentabilidade de ações
através do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura/PE). Aborda a parceria da
BPE com a Produtora Bersato Produção Cultural, na implementação de projetos promovendo a
visibilidade da biblioteca e a interação desta com a comunidade atendida. Descreve os
projetos realizados ao longo de 7 anos, apresentando o ano, financiador, objetivo e a ação
implementada. Apresenta os resultados alcançados com a realização dos projetos e enfatiza a
importância de políticas públicas que possibilitem as bibliotecas públicas construírem
cidadãos críticos.
Palavras-chave: Biblioteca Pública; Captação de Recursos; Funcultura.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 INTRODUÇÃO

A Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (BPE) é uma instituição sem
fins lucrativos, de interesse social e de atendimento ao público, criada em 1852 por
lei provincial. É vinculada à Secretaria de Educação e Esportes do Estado. É uma
das bibliotecas mais antigas do país. Está instalada em prédio próprio desde 1971,
de arquitetura moderna e está localizada em área central da cidade do Recife. O
acervo de Obras Raras da BPE é um dos mais valiosos do país. São obras dos
séculos XVI, XVII, XVIII, sendo a grande parte referente ao século XIX. Este acervo
e as coleções: Pernambucana, Manuscritos e Iconografia, Circulante, Referência,
Infantojuvenil, Braile e Multimídia compõem um total de 280 mil livros e 360 mil
periódicos.

Uma instituição grandiosa tanto no tamanho como no que ela

representa para o Estado e a comunidade, nada seria mais promissor que as
parcerias que são estimuladas a cada momento.
Nosso planejamento analisa o ambiente interno e externo, procurando avaliar
os recursos humanos, financeiros e materiais disponíveis internamente e
externamente. Essa análise com base no que se chama na administração “Quadro
SWOT” esclarece

sobre

as forças, fraquezas,

oportunidades e

ameaças

(CHIAVENATO e SAPIRO, 2009). As razões desse foco no planejamento
estratégico são muitas, algumas mais evidentes que outras. Dentre as causas mais
importantes, no âmbito das instituições públicas, podemos citar a fragilidade
financeira da esfera pública, sempre passando por cortes e ajustes.
Uma das grandes preocupações dos gestores de bibliotecas públicas, diz
respeito ao recurso financeiro para sustentabilidade de ações relacionadas à
interação do usuário com a entidade e os serviços oferecidos por ela. Muito se tem
falado de parcerias ou alianças estratégicas, na hora de fortalecer a entidade no que
se refere à autossustentabilidade, sendo este a captação de recursos. Para melhor
entendimento do que significa uma captação de recursos buscamos uma definição
dada pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).
Na teoria, a captação de recursos é o processo estruturado
desenvolvido por uma organização para pedir as contribuições
voluntárias de que ela precisa, sejam eles financeiros ou outros
recursos, buscando as doações com indivíduos, empresas,
governos, outras organizações e etc. Na prática, captação de
recursos significa ter uma equipe dedicada a pensar em ideias
criativas para trazer as doações, a aproximar a organização da

�comunidade, a defender que ela seja o mais transparente possível e
etc. (VERGUEIRO, 2016)

Na prática, captação de recursos necessita ter uma equipe empenhada a
pensar em ideias inovadoras e criativas para obter investimentos, aproximar a
organização da comunidade, a fomentar ações que promovam a visibilidade e a
valorização da instituição. “Captar recursos é, principalmente, ter pessoas na
organização que entendem que o trabalho delas é fundamental para conseguir os
recursos tão importantes para que a instituição tenha impacto e seja transformadora
na sua atuação, cumprindo integralmente a sua missão.” (VERGUEIRO, 2016). A
gestão de bibliotecas públicas é um processo bastante significativo para o
aprimoramento da qualidade dos produtos e serviços informacionais oferecidos
pelas mesmas. Pois a partir desta pode-se interferir no bom funcionamento dos
serviços prestados pela referida unidade. De acordo com (VANTI, 1999).
As unidades de informação, devido à necessidade de estarem
constantemente em mudança, incorporando novas tecnologias e
procurando tornarem-se cada vez mais atrativas e essenciais para
seus usuários, constituem-se em ambientes propícios para essas
novas formas de gestão. Os dirigentes dessas unidades, em sintonia
com as modificações de paradigmas administrativos que estão se
produzindo no mundo, enfrentam o desafio de adequarem-se a tais
mudanças, visando à melhoria da qualidade dos serviços que
prestam a sua comunidade de usuários.

O processo de gestão de uma instituição como a BPE é de grande
complexidade já que se trata de uma unidade publica governamental, suas analises
devem ser feitas com muita cautela, considerando sempre a avaliação interna e
externa do ambiente, buscando atender a demanda que já existe e que poderá
existir a partir da relação unidade informacional e seus usuários.
Assim a BPE em busca das oportunidades, em 2012, iniciou uma parceria
com a Bersato Produção Cultural, que tem como missão a valorização e promoção
da cultura e educação no Estado. Desta forma a BPE passou a ser um grande palco
para as ações da produtora e a cada projeto com captação de recursos do Fundo
Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura/PE), principal mecanismo de
fomento e difusão da produção cultural no Estado, obtivemos visibilidade para as
ações da biblioteca e o mais importante, com recursos financeiros para a
aplicabilidade dos projetos com qualidade.

�2 PROJETOS IMPLEMENTADOS ATRAVÉS DE FINANCIMENTOS GOVERNAMENTAIS

As bibliotecas públicas, espaços democráticos de acesso à informação e à
cultura, são locais para estimular e cambiar conhecimento de forma gratuita.
Contudo, a procura do público por esses espaços, com dificuldades estruturais
aliadas à imagem de um espaço desatualizado, tem impulsionado as gestões a ter
um olhar mais sensível e oportunizar novas experiências administrativas, como
vimos anteriormente. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro em 2015,
66% dos brasileiros não frequentam bibliotecas, e outros 14% visitam o local
raramente. (FAILLA Org., 2016). Pode-se inferir que isso ocorre porque a própria
comunidade assistida não reconhece as possibilidades que a instituição possa
oferecer. Nesse ponto de vista os projetos implementados para captação de
recursos foram direcionados para vários seguimentos de atendimento da biblioteca,
procurando contribuir para a amplitude das ações executadas da BPE, como pode
ser observado a seguir:

2.1 Educar para conservar - Ano: 2012 - Financiador: Funcultura
Objetivo: Formar cidadãos conscientes na utilização das bibliotecas, preservando o
acervo dos espaços de estudo e pesquisa.

Ação: Realizar palestras, distribuir

folders e souvenir cômico.
2.2 Preserve o que é seu - Ano: 2013 e 2014 - Financiador: Funcultura

Objetivo: Mobilizar os frequentadores e estudantes do entorno da biblioteca no
tocante ao a necessidade de proteção do patrimônio da BPE (acervo e estrutura
física) Ação: Distribuir folders, marcadores de livro e estojos sobre o projeto.
Oportunizar aos estudantes da rede pública de ensino produzirem poesias e
participarem de um concurso de poesia, com o tema “A importância da preservação
na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco”. Três alunos foram premiados no
evento de fechamento do projeto.

2.3 Atividades lúdicas para o público infantojuvenil - Ano: 2016 - Financiador:
Funcultura. Objetivo: Sensibilizar o público infantojuvenil para as artes cênicas,
resgatando a cultura popular através do teatro de bonecos. Ação: Apresentar a peça
“Cantigas e estórias na terra do sabiá ou O que é meu é meu e o boi não lambe”, no

�setor infantojuvenil da BPE. Com um prólogo de Mateus e Catirina, personagens
icônicos da cultura nordestina, o espetáculo com técnicas do teatro de animação e
elementos do teatro de sombras tem a participação de 25 personagens que, entre
textos e cantigas, trazem a mensagem de que qualquer pessoa pode se comunicar,
brincar e levar, através do teatro de bonecos, a simplicidade, a ludicidade e a leveza
das coisas.
2.4 Restauro de Acervo Bibliográfico – Etapa I - Ano: 2017 - Financiador:

Funcultura. Objetivo: Restaurar obras do Setor de Obras Raras da BPE. Ação:
selecionar 05(cinco) obras raras para restaurar e digitalizar para acesso a
pesquisadores e ao público em geral, sendo reintegradas ao acervo do setor citado.
O projeto foi apresentado à comunidade nas comemorações de aniversário da BPE.

2.5 Ações aprovadas em 2018 com aplicabilidade no ano de 2019
2.5.1 Adequação BPE - Acessibilidade – Etapa I – BRAILLE - Ano: 2019
Financiador: Funcultura. Objetivo: disponibilizar um espaço com acessibilidade
para a sala de braile. Ação: Reformar a sala do Braille, WC e piso tátil cimenticil.
2.5.2 Restauro de Acervo Bibliográfico – Etapa II - Ano: 2019 - Financiador:
Funcultura. Objetivo: Restaurar 04 (quatro) volumes América Ilustrada, jornal
humorístico do escritor Carneiro Vilela, obras que circularam entre 1871 a 1886.

2.5.3 Pernambucando nas Bibliotecas - Ano: 2019 - Financiador: Funcultura.
Objetivo: Fomentar a literatura pernambucana para os usuários da Biblioteca.
Ação: Realizar palestras e recitais poético-performáticos, com a presença dos
autores, O contato direto do escritor com o público falando de sua obra certamente
será de grande motivação para a descoberta e/ou aprofundamento da leitura literária
de autores pernambucanos. As palestras terão acompanhamento de um profissional
de libras. Também será executado em outras bibliotecas, como: 2 municipais, 2
unidades do Centro Comunitário da Paz e 2 bibliotecas comunitárias.

�3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para uma unidade informacional como a BPE a parceria com a produtora
cultural Bersato Produções proporcionou, através do Funcultura, realizar as ações
inviabilizadas pela falta de recursos financeiros disponibilizados a biblioteca. São
sete anos de parceria com projetos que fortalecem a imagem da BPE como espaço
de convergência cultural, que proporciona a todos, democraticamente, o acesso à
informação, à cultura em geral e a práticas leitoras, além do apoio à educação
formal. Com os projetos, atingimos cerca de 11600 usuários com as ações de
conscientização, 138 crianças oportunizaram vivenciar a cultura regional com a peça
teatral e a pesquisadores passaram até acesso as obras restauradas e digitalizadas
para consulta.
A partir de todas estas reflexões, podemos afirmar que a BPE desenvolve um
papel fundamental para a participação social, articulação cidadã, além de se
configurar como um equipamento cultural essencial na vida cultural dos seus
usuários.
É preciso que políticas públicas sejam formuladas, apesar do momento
político incauto, com o intuito de aportar recursos financeiros e condições materiais
para que as bibliotecas mantenham um espírito provocador, superando os desafios
diários e construindo uma biblioteca acolhedora, estratégica e que constrói cidadãos
críticos.

4 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHIAVENATO, Idalberto e SAPIRO, Arão. Planejamento
fundamentos e aplicações. 2. ed. Rio de janeiro: Elsevier, 2009.

estratégico:

FAILLA, Zoara (Org.). Retratos da leitura no Brasil. 4. Ed. Rio de Janeiro:
Sextante, 2016.
VANTI, Nadia. Ambiente de qualidade em uma Biblioteca Universitária: aplicação do
5S e de um estilo participativo de administração. Perspect. cienc. inf., Belo
Horizonte, v. 4, n. 2, p. 231 - 242, jul./dez.1999.
VERGUEIRO, João Paulo. O que é captação de recursos?. São Paulo: ABCR,
2016.

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                    <text>EDUCAÇÃO E BIBLIOTECAS MULTINÍVEIS: um olhar sobre os
documentos norteadores das bibliotecas da Rede Federal de
Educação Profissional e Tecnológica em Rondônia

Miriã Santana Veiga (IFRO) - flormiria78@yahoo.com.br
Jussara Santos Pimenta (UNIR) - jussara.pimenta@unir.br
Cledenice Blackman (IFRO) - cledenice.blackman@ifro.edu.br
Resumo:
Este trabalho é resultado de pesquisa realizada no Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de Rondônia (IFRO). Tem como objetivo apresentar conceitos sobre educação,
sociedade da informação, letramento informacional, biblioteca escolar e biblioteca multinível e
por fim, relacionar esses conceitos com os principais documentos norteadores das bibliotecas
do IFRO, que são eles: a Resolução nº 21, que trata do Plano de Desenvolvimento de Coleções
e a Resolução nº 22, que dispõe sobre o Regulamento de Bibliotecas do Instituto. Trata-se de
uma pesquisa exploratória, bibliográfica e documental. Como resultado foi evidenciado um
distanciamento, das resoluções 21 e 22 do real objetivo de uma biblioteca escolar e multinível
de se tornarem espaços educativos no que tange ao incentivo a leitura e o letramento
informacional. Nos documentos não foram localizadas diretrizes específicas para as funções
educativas das bibliotecas e dos bibliotecários, o que distancia as bibliotecas dos eixos
norteadores da instituição e da Rede Federal de Educação, Profissional, Científica e
Tecnológica (RFEPCT), que busca estimular e apoiar processos educativos que levem à
geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento
socioeconômico local e regional.
Palavras-chave: Educação.
Biblioteca
norteadores. IFRO.

escolar.

Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Biblioteca

multinível.

Documentos

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x ) Não
Resumo expandido
Introdução: A escola é uma instituição social e a educação é um ato cultural. No
decorrer da história da humanidade, os atos educativos e formativos sempre
fizeram parte das sociedades e ajudou estas a evoluírem e a deixarem legados que
até hoje são utilizados pelo homem. Podemos citar, como exemplo, a Sociedade
Grega que nos deixou contribuições na Matemática e na Geometria que “foram
determinantes e continuam a aplicar-se: o teorema de Pitágoras, a geometria
euclidiana e as descobertas geométricas de Tales de Mileto, constituíram uma base
fundamental para o desenvolvimento do pensamento matemático” (SIMÕES, 2013,
p.01). De acordo com Carlos Brandão: Ninguém escapa da educação. Em casa, na
rua, na igreja ou na escola, ou de um modo ou de muitos todos nós envolvemos
pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar..
(BRANDÃO, 1995, 07p.). O letramento e a alfabetização estão inseridos dentro do
universo de formação dos homens e estes estão inseridos no período temporal que
está sendo denominado de Sociedade da Informação ou Sociedade do
conhecimento. Neste estudo, apresentamos as Bibliotecas Multiníveis do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) e as suas relações
com as práticas de letramento informacional e a educação. Como base desta
análise, escolhemos os dois principais documentos norteadores das bibliotecas do
Instituto, que são as resoluções nº 21 e. A primeira dispõe sobre o Regulamento de
Funcionamento de Bibliotecas do IFRO (IFRO, 2015) e a segunda sobre a Política
de Desenvolvimento de Coleções 22 (IFRO,2015). Questionamo-nos se existe
alguma relação com os conceitos de Educação, Letramento Informacional,
Biblioteca Escolar e Biblioteca Multinível nos principais documentos norteadores e
verificar se esses documentos buscam orientar e incentivar a prática educativa nas
bibliotecas da instituição e por fim, qual a sua real contribuição aos eixos
norteadores da instituição, que são eles: a pesquisa, o ensino e a extensão.
Informamos que o IFRO faz parte da Rede Federal de Educação, Profissional,
Científica e Tecnológica (RFEPCT), que foi criada e instituída pela Lei nº 11.892, de
29 de dezembro de 2008. A Lei 11.892 destaca que os Institutos Federais têm como

�um dos seus principais objetivos “[...] estimular e apoiar processos educativos que
levem à geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do
desenvolvimento socioeconômico local e regional” (BRASIL, 2008, p. 01). Sendo
assim, as bibliotecas que compõem a Rede Federal (EPCT) têm sua importância
elevada, como disseminadoras de informações e deverão ter o objetivo primário de
auxiliar na formação de cidadãos que deverão criar conhecimentos para si e para as
comunidades educacionais em que estão inseridos.
Método da pesquisa: Este estudo utilizou a pesquisa exploratória, onde
analisamos documentos que norteiam as atividades das bibliotecas do IFRO,
principalmente seu funcionamento e o desenvolvimento de suas coleções e
atividades educativas. Para a realização do estudo realizamos também, a revisão
bibliográfica, que nos ajudou a localizar os conceitos sobre educação, sociedade da
informação, letramento informacional, biblioteca escolar e biblioteca multinível e
por fim, relacionar esses conceitos com os principais documentos norteadores das
bibliotecas do IFRO, que são ele a Resolução nº 21 e a Resolução nº 22, ambas
foram aprovadas pelo Conselho Superior do IFRO.
Resultados: Na primeira etapa desta pesquisa, fizemos um levantamento na
Resolução número 21, que trata sobre o Regulamento de Funcionamento das
Bibliotecas e na Resolução nº 22 que dispõe sobre a Política de Desenvolvimento
de Coleções, dos seguintes termos “Educação”, “Práticas educativas”, “Informação”,
“Letramento”, “Letramento informacional”, “Competência Informacional”,
“Educador”, “competência”, “projetos” e “Projetos Educativos”. Nosso objetivo foi
verificar, se esses termos existiam nos documentos, em seguida iriamos analisá-los.
Escolhemos esses termos em vistas das leituras realizadas sobre educação,
biblioteca escolar, Letramento Informacional e competência informacional. O
Letramento Informacional, de acordo com Gasque (2012, p. 28), é o “processo de
desenvolvimento de competências para localizar, selecionar, acessar, organizar,
usar informação e gerar conhecimento, visando à tomada de decisão e a
resolução de problemas” (grifo nosso). Também buscamos o conceito de
Competência Informacional que de acordo com Gasque (2013), faz parte do ciclo de
aprendizagem do aluno com o uso da informação e seria:
“à capacidade do aprendiz de mobilizar o próprio conhecimento que o
ajuda a agir em determinada situação. Ao longo do processo de
Letramento
Informacional,
os
aprendizes
desenvolvem
competências para identificar a necessidade de informação,
avaliá-la, buscá-la e usá-la eficaz e eficientemente, considerando os
aspectos éticos, legais e econômicos.” (GASQUE, 2013, p.01, grifo nosso)

Na pesquisa observamos que o termo educação parece apenas uma única vez
em cada documento, já o termo informação aparece sete vezes no regulamento e
três vezes no plano de desenvolvimento de coleções. Porém, os termos: Práticas

�educativas; Letramento; Letramento informacional; Competência Informacional;
Projetos Educativos e Educador, não aprecem nos documentos.
Discussão: Os documentos norteadores das bibliotecas do IFRO demonstram que
o trabalho educativo do bibliotecário, em documentos oficiais de orientação e
gestão de bibliotecas, muitas vezes não ganha destaque e muito menos valorização.
Acreditamos que isso pode ser reflexo da formação dos bibliotecários no Brasil,
uma vez que a formação, desses profissionais, muitas vezes é direcionada
exclusivamente para as práticas biblioteconômicas, como por exemplo, a
catalogação, classificação, indexação, administração e marketing, estatísticas e
outros... Porém, entendemos que os bibliotecários, principalmente os profissionais
que atuam em bibliotecas escolares e universitárias, devem receber uma formação
voltada para a prática educacional. Isso acontece também como uma exigência do
planejamento educacional das instituições de ensino. O Brasil deve buscar inserir
na formação de seus profissionais Bibliotecários, uma formação, em que os
mesmos, entendam a competência informacional como essencial para a vida dos
usuários das bibliotecas. Se há a necessidade de mudança na formação dos
profissionais bibliotecários no Brasil, existe também a mudança das bibliotecas
como organizações de ensino/aprendizagem, Concordamos com Almeida, (2015)
sobre as mudanças das bibliotecas no Século XXI: As bibliotecas são cada vez mais
desafiadas a transformarem-se em agentes de mudanças no âmbito de sua atuação,
não se limitando aos papéis de repositórios de informações e prestadora de
serviços, mas são chamadas a adotarem práticas de inovação organizacional que as
tornem organizações aprendentes. (ALMEIDA, 2015, p. 18).
Desde
seus
primórdios o IFRO investiu em suas bibliotecas, tanto em recursos materiais,
quanto em recursos humanos. Atualmente o instituto possui o maior quadro de
profissionais bibliotecários e auxiliares de biblioteca contratados no Estado de
Rondônia. Nas observações realizadas, na parte inicial deste trabalho, ficou
evidente que os eixos norteadores do IFRO e da Rede Feral (EPCT), que são o
Ensino, a Pesquisa e a Extensão devem sempre estar entrelaçados para oferecer a
melhor formação/educação possível. Esses eixos norteadores devem ficar evidentes
nos objetivos, projetos e as atividades das bibliotecas multiníveis do IFRO, pois
segundo Blattman e Almada (2015, p. 7) “[...] A finalidade da instituição
educacional consiste em preparar o educando para interagir na sociedade,
contribuindo para o seu desenvolvimento intelectual e pessoal [...]”. Nas
Resoluções nº 21 e nº 22, observamos o distanciamento de normas e diretrizes para
o incentivo do trabalho de educador e o desenvolvimento de práticas educativas
realizadas pelos bibliotecários. Porém, observamos por meio dos relatórios
localizados das bibliotecas do IFRO, referentes aos anos de 2015 e 2017, que o
trabalho dos bibliotecários, não é focado apenas nos processos técnicos
biblioteconômicos. Os bibliotecários (as) e suas equipes buscam também ofertar

�atividades educacionais e formativas aos usuários. Este trabalho, não busca
desmerecer os documentos norteadores das bibliotecas do IFRO e nem o trabalho
realizado pelas equipes de bibliotecas do IFRO. Nosso objetivo maior é levantar o
questionamento sobre as bibliotecas como reais espaços de ensino, mediante o
trabalho do bibliotecário. Questionamo-nos se podemos melhorar nossas
bibliotecas com atividades de letramento informacional. Quando observamos todas
as ações das bibliotecas do IFRO e sua relação com o processo educacional por
meio do letramento informacional, acreditamos que sim, mas precisamos investir
no letramento informacional, visando a Competência em informação. O IFRO e a
rede Federal (EPCT), precisa pensar também em suas bibliotecas como espaços
formadores. Por fim, buscamos propor melhorias aos documentos oficiais do IFRO
e a debater nos próximos encontros de bibliotecários da instituição, a função das
bibliotecas como espaços formadores e o papel do bibliotecário educador no IFRO.
Considerações Finais: Atualmente o Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de Rondônia- IFRO possui o maior contingente de profissionais
bibliotecários contratados do Estado e é evidente o interesse desses gestores de
bibliotecas, por atividades educacionais mediante o uso da informação, porém, isso
não se reflete nos documentos norteadores das bibliotecas do IFRO, onde a
primazia, nos documentos ocorre pela parte técnica biblioteconômica e
administrativa, esquecendo-se completamente do papel educacional e formativos
desses espaços. Observamos isso dentro dos dois principais documentos
norteadores de duas bibliotecas, a Resolução nº 21 e a Resolução nº 22. Nos
documentos, também ficou o evidente o distanciamento da biblioteca dos setores
pedagógicos e das decisões pedagógicas da escola, o que muitas vezes se torna um
sério problema entre as equipes de trabalho e sobre o a real função das bibliotecas
multiníveis do IFRO e da Rede Federal (EPCT). Portanto, consideramos
importante analisar os documentos para entender em qual estágio as bibliotecas se
encontram para, enfim, traçar um plano de ação que vise atender a demanda
informacional dos alunos. Sugerimos aqui mais estudos e a elaboração de um Plano
de Ação para a melhoria dos serviços informacionais e educacionais para estas
bibliotecas multiníveis do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Rondônia (IFRO).
Referências:
ALMEIDA, Jobson Louis Santos. A biblioteca como organização
aprendente: o desenvolvimentismo de competências em informação no Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba. 2015. 122 f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Biblioteconomia, Universidade Federal da Paraíba - UFPB,
João Pessoa, 2015.

�BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 33. ed. São Paulo: Brasiliense,
1995.
BLATTMANN, Ursula; ALMADA, Magda. Biblioteca no ambiente
educacional e a sociedade da informação. Disponível em: &lt;
https://www.academia.edu/3034276/Biblioteca_no_ambiente_educacional_ea_s
ociedade_da_informa%C3%A7%C3%A3o&gt;. Acesso em: 23 jul. 2018.
BRASIL. Lei no 11.892 de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal
de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 30 dez. 2008. Disponível em:
http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&amp;pagina=1&amp;d
ata=30/12/ 2008 . Acesso em 27 jul. 2018.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Competência em Informação: conceitos,
características e desafios. Atoz: Novas práticas em informação e conhecimento,
Londrina, v. 2, n. 1, p.5-10, 01 jan. 2013. Semestral. Disponível em:
file:///C:/Users/1921139/Downloads/41315-154217-1-PB.pdf. Acesso em: 18 fev.
2019.
IFRO. Ministério da Educação - Mec. RESOLUÇÃO 22: Política de
Desenvolvimento de Coleções do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia
de
Rondônia-IFRO.
2015.
Disponível
em:
&lt;http://www.ifro.edu.br/consup/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view
&amp;gid=41&amp;limit=5&amp;order=name&amp;dir=ASC&amp;Itemid=11&amp;limitstart=10&gt;. Acesso em:
06 jul. 2019.
IFRO. Ministério da Educação - Mec. RESOLUÇÃO 21: Regulamento de
Desenvolvimento
das
bibliotecas
do
IFRO.
2015.
Disponível
em:&lt;http://www.ifro.edu.br/consup/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_v
iew&amp;gid=41&amp;limit=5&amp;order=name&amp;dir=ASC&amp;Itemid=11&amp;limitstart=10&gt;. Acesso
em: 06 jul. 2019.
SIMÕES, Susana. A herança grega: O legado político-cultural da civilização
grega constitui uma das matrizes da civilização europeia ocidental. 2013.

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                    <text>E quem disse que Biblioteca Universitária não tem ação cultural...
Adriana Isidório da Silva Zamite (Faculdade Saberes) - adrianaisidoriosilva@gmail.com
Resumo:
A Biblioteca Universitária é um setor de apoio fundamental e indispensável no
desenvolvimento das funções educativas da Faculdade. Além disso, disponibiliza e dissemina a
informação por meios de materiais pedagógicos e ações socioeducacionais promovidas pela
Instituição, proporcionando aos integrantes da comunidade acadêmica, em especial aos
professores e alunos, possibilidades de integração nas diferentes áreas do conhecimento
humano. Contudo, este relato de experiência traz novas perspectivas de atividades culturais
para a Biblioteca Universitária, com a intenção de promover a interdisciplinaridade entre os
cursos de graduação da Instituição. E também, utilizar a biblioteca como ferramenta para
arte, cultura e lazer.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Ação Cultural. Bibliotecário
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Ação cultural. Bibliotecário
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 INTRODUÇÃO
A biblioteca Alcebíades Gonçalves de Araújo Silva está vinculada a Faculdade
Saberes, uma Instituição de Ensino Superior (IES), localizada em Vitória no
Estado do Espírito Santo. A Unidade de informação é um setor de apoio
fundamental e indispensável no desenvolvimento das funções educativas da
Faculdade. Além disso, disponibiliza e dissemina a informação por meios de
materiais pedagógicos e ações socioeducacionais promovidas pela Instituição,
proporcionando aos integrantes da comunidade acadêmica, em especial aos
professores e alunos, possibilidades de integração nas diferentes áreas do
conhecimento humano.
Na biblioteca acontece uma vez por semestre “O Chá Literário Saberes”.
Idealizado pela bibliotecária Adriana Isidório da Silva Zamite e com o apoio dos
docentes e discentes da Instituição. O evento, que reúne diversas
apresentações, sarau literário/musical, visita de autores capixabas e, também,
exposições de trabalhos confeccionados pelos estudantes, tem como intuito
promover a integração entre os cursos de graduação da IES e, ainda, utilizar a
biblioteca como ferramenta para arte, cultura e lazer.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
As bibliotecas Universitárias foram durante anos locais estritamente de
armazenamento e pesquisas, mas, aos poucos, este estereótipo está sendo
alterado segundo Targino (2006, p. 182),
[...] às Instituições de Ensino Superior (IES), assimilam e herdam
grande responsabilidade social, no que concerne à qualidade de
ensino, ao incremento da pesquisa e ao fortalecimento da extensão
universitária, o que faz com que incluam entre as suas prioridades,
uma série de medidas, que vão além dos tradicionais serviços de
consulta e empréstimo. É preciso que atuem como elemento de
combate ao isolacionismo das IES, estimulando a criatividade dos
indivíduos, transformando-se em espaço cultural, onde a informação
subsidie atividades diversificadas e producentes.

Todavia, as bibliotecas universitárias estão assumindo a função de elo entre
centro de ensino e sociedade (TARGINO, 2006) para que o aluno possa
usufruir da Unidade nos seus mais variados aspectos e serviços. No entanto,
quando assumi a biblioteca, percebi que os alunos somente pegavam livros e

�utilizavam o espaço no período de prova. Então, conversei com professores e
alunos para, realizarmos projetos ou atividades o intuito de promover ações
culturais que englobasse os cursos de graduação da Instituição e impulsiona a
biblioteca.

Além disso, o objetivo também era estimular os discentes a

participar dos eventos e incentivar uma leitura prazerosa e não obrigatória e,
também, aliviar as tensões do cotidiano acadêmico e profissional, pois a
maioria dos alunos trabalha e estuda.

Assim, as ações culturais na biblioteca iniciaram em 2018. No primeiro
semestre o evento aconteceu no mês de março quando é comemorado o Dia
da Poesia, com declamações de poesias autorais e também de autores
consagrados, como por exemplo Carlos Drummond de Andrade, Cecília
Meirelles, entre outros (Foto 1). Além disso, tivemos exposições de trabalhos
de literatura norte-americana realizados pelos alunos e professores.
Foto 1 - Chá Literário Saberes (2018)

Fonte: arquivo da biblioteca

Após, no segundo semestre, o evento foi realizado em outubro, comemorando
o Dia do Livro. Nesta data, trabalhamos com todos os gêneros literários. Nas
apresentações os alunos relataram pequenos trechos das histórias literárias
que eles mais gostavam.

�No ano seguinte, convidamos autores capixabas para participarem do evento
(Foto 2). Esse evento contribuiu para que os alunos se aproximasse da
biblioteca e a assiduidade aumentou gradativamente. A partir desses eventos
culturais, o projeto tornou-se efetivo na programação semestral da biblioteca..
Conforme, Sá (2013) o profissional bibliotecário deve estar atento ao ambiente
da comunidade de usuários, a fim de prover atividades socioculturais que
sejam do interesse dos mesmos.
Foto 2 - Chá Literário Saberes (2019)

Fonte: arquivo da biblioteca

Contudo, Milanesi (1986) já preconizava que deveria haver um esforço no
sentido de transformar a biblioteca em um local onde não apenas se tem
acesso à informação, mas, também, se produz cultura. Pois, segundo
Ranganathan (2009), a biblioteca é um organismo vivo e em constante
crescimento. A biblioteca independente do ambiente onde está inserida deve
realizar ações para estimular a frequência dos usuários e atuar ativamente no
processo cognitivo, social e cultural do indivíduo.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As ações culturais promovidas pela biblioteca têm mostrado bons resultados: a
frequência aumentou; os alunos são proativos e solicitaram reuniões para
discutir e sugerir atividades; os docentes estão utilizando mais o espaço com
visitas e atividades extraclasses na biblioteca.

�Em resumo, independente do ambiente que está inserida ou do usuário que a
utiliza, a biblioteca deveria ser assim, um lugar transformador e rico em
atividades, contribuindo para o desenvolvimento socioeducacional e cultural do
indivíduo.

4 AGÊNCIA FINANCIADORA
A Faculdade Saberes, juntamente com alunos e professores, contribuem para
o coffee break dos Chás Literários.

Colaboradores:
Alacir de Araújo Silva (Diretora da Instituição);
Marcela Rosa de Araújo Meireles (Coordenadora Administrativa);
Andrea Santana Silva e Souza (Coord. do Curso de Letras Português/Inglês);
Miqueline Ferreira de Freitas (Coord. do Curso de História);
Mariana Moreira Silva (Aluna do Curso de Letras Português/Inglês);
Ana Júlia Sampaio Leão (Aluna do Curso de Letras Português/Inglês);
Gabriel Gnocchi Jorge (Aluno do Curso de Letras Português/Inglês);
Jhenifer Marcela Silva dos Santos (Aluna do Curso de Letras
Português/Inglês);
Maicon Silva de Almeida (Aluno do Curso de Letras Português/Inglês);
Fabíula Paulo de Freitas Manhães (Aluna do Curso de História).

REFERÊNCIAS
ARQUIVO da biblioteca: Chá Literário Saberes, 2018 e 2019, 1 álbum (40
fotografias, coloridas).
MILANESI, L. O que é biblioteca. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da Biblioteconomia. Brasília: Briquet de
Lemos Livros, 2009. 336 p.
SÁ, R. M. C. de. Práticas de atividades culturais em bibliotecas universitárias:
uma ação do serviço de referência. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25, 2013,
Florianópolis. Anais... Florianópolis: CBBD, 2013. Disponível em:
https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1639. Acesso em: 27 abr. 2019.

�TARGINO, M. das G. Olhares e fragmentos: cotidiano da Biblioteconomia e
Ciência da Informação. Teresina: EDUFPI, 2006.

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                    <text>Do Acervo privado ao Acervo público: um espaço de (in)formação,
pesquisa e memória para leitores

Debora Zamban (UDESC) - debora_zamban@hotmail.com
Gisela Eggert Steindel ((UDESC)) - f9giza@gmail.com
Resumo:
O presente relato de experiência é a descrição do processo de integração de um acervo
privado a uma biblioteca particular de um escritório de advocacia na cidade de Florianópolis.
A doação do acervo que pertenceu ao professor, jurista, historiador e
pesquisador Norberto Ungaretti incluí inúmeros materiais em diversas áreas do
conhecimento. Assim, o principal
objetivo do processo foi a integração desse acervo recém-chegado ao contexto da biblioteca,
para então essa biblioteca ser aberta, publicizando o acervo, disponível para colaboradores,
pesquisadores e comunidade no geral.
Palavras-chave: Acervo privado. Acervo público. biblioteca Particular. Memória para leitores
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Do Acervo privado ao Acervo público: um espaço de
(in)formação, pesquisa e memória para leitores

INTRODUÇÃO
A constituição de uma biblioteca vai além de armazenar pilhas de livros em uma
sequência pré-definida. Esses espaços, em essência, carregam inúmeros significados a
depender de sua idealização e finalidade. Goulemot (2011, p. 5), com referência ao
Petit Larousse, atribui à biblioteca três sentidos: o primeiro “como uma coleção de livros
e manuscritos”, ou “um lugar onde eles estão arrumados” e ainda, “móvel com
prateleiras que servem para arrumar livros”. Mas, além disso, o autor elenca que esse é
definitivamente o primeiro espaço onde se lê. Já Umberto Eco (2003) retrata, em O
Nome da Rosa, um dos clássicos da literatura mundial, a Biblioteca como um local de
escrita antes mesmo de ser um local de leitura e de pesquisa, já que em seu universo,
remontando à época medieval, era destinado a resguardo e proteção dos livros, as
estruturas eram grandes labirintos e funcionavam a fim de impedir a disseminação do
conhecimento, que era extremamente preservado e restrito, sendo templos construídos
para serem guardiões da memória e protetor dos textos vistos como impróprios.
Em contrapartida, contemporaneamente, a característica mais marcante da
biblioteca é ser um espaço que fomenta o hábito e sociabilização leitura e propicia um
ambiente que facilite a formação de leitores, indo além da leitura prazerosa, mas
também formando cidadãos instruídos e críticos. Corroborando com essa afirmativa,
para Azevedo (2004, p. 9) indivíduos, adultos ou crianças, constituem-se leitores
quando conseguem identificar os vários tipos de textos e utilizá-los em benefício
próprio. Para Chartier (1990, p. 59) “a leitura é prática criadora, atividade produtora de
sentidos singulares, de significações de modo nenhum redutíveis às intenções dos
autores de textos ou dos fazedores de livros”. Em relação às práticas de leitura com o
cotidiano, o hábito da leitura é uma “[...] atividade produtora de sentidos singulares, de
significações de modo nenhum redutíveis às intenções dos autores de textos ou dos

�fazedores de livros”, destarte, a prática da leitura faz com que a mente trabalhe
estimulando novas informações, assimilando conteúdos que já estavam armazenados
anteriormente com as novas concepções que podem se transformar em conhecimento
(CHARTIER, 1996, p. 59).
Entretanto, para que a educação e a leitura sirvam, efetivamente, como
ferramentas que propiciem e potencializem a reflexão e o conhecimento é necessário
voltar o olhar para o espaço da Biblioteca, que é uma extensão da sala de aula,
enfatizando as Bibliotecas Particulares e toda a história que ela pode contar. Para Cirne
(2013, p. 1) a concepção de uma “biblioteca particular nasce a partir da tríade formada
pela intimidade entre leitor e livro, o intelecto dispensado sobre as obras no processo
de produção científica e a cultura absorvida ou criada em torno delas”. Não importa,
nesse ínterim, a quantidade de obras que incorporam um acervo, podendo ser uma
biblioteca composta por 10 itens, ou uma coleção com mais de 2.000 exemplares, seu
súpero impacto está na representatividade e na individualidade de cada um que
idealiza, ajuda a compor ou utiliza esse espaço.
De igual importância, destaca-se a necessidade de uma construção da memória
coletiva, buscando registrar todas as formas que possibilitem ações baseadas em
experiências que já foram validadas. Le Goff (1996, p. 535) traz em sua obra que a
história é efeito da construção, já que os materiais imortalizados são o documento e o
monumento onde, justamente o que sobrevive não é “[...] o conjunto daquilo que existiu
no passado, mas uma escolha efetuada quer pelas forças que operam no
desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade, quer pelos que se dedicam à
ciência do passado e do tempo que passa, os historiadores”. Na ótica do autor, esses
materiais se apresentam sob as principais formas dos ditos “monumentos” ou ainda
“herança do passado”, e “os documentos” que perpassam pela “escolha do historiador”
(LE GOFF, 1996, p. 535).
Nesse sentido, é impactante poder desfrutar e partilhar de acervos particulares
que carregam em sua essência, a vida e obra de quem o criou. Nas palavras de Cirne
(2013, p. 1) a “ligação intelectual”, existe no processo de transformação da biblioteca
em local de leitura, para então, ser um espaço para estudo, produção e análise
individual. Assim, acredita-se que a publicização de acervos e bibliotecas particulares

�sejam pontuais no que diz respeito a disseminação da informação e do processo de
circularidade do saber.
Nisso, será apresentado o relato de experiência da incorporação de um acervo
privado à uma biblioteca particular, que após a integração, será aberta ao público,
impactando em um lugar de compartilhamento, de pesquisa e de história, aberto a
todos.

RELATO DA EXPERIÊNCIA
Ler um acervo é ver o Outro, já que a escolha de um livro é sempre feita de
forma política, a constituição de uma biblioteca é, de igual forma, uma relação
construída com base na percepção e na leitura que se faz do mundo. Circunstanciados
no patrimônio bibliográfico desses protagonistas é possível encontrar aspectos
fundamentais para a compreensão de sua história, seus caminhos e suas trajetórias.
Por outro lado, é importante destacar a preservação e disponibilização, que são
carregadas de significação e nuances já que esse patrimônio bibliográfico pode ser
considerado fonte de estudos e pesquisa, especialmente por ser extremamente rico e,
geralmente, ter enfoque especializado.
O relato de experiência é a descrição do processo de integração de um acervo
privado a uma biblioteca particular de um escritório de advocacia na cidade de
Florianópolis. A doação do acervo que pertenceu ao professor, jurista, historiador e
pesquisador Norberto Ungaretti incluí uma gama jurisprudências, decisões judiciais,
livros, periódicos e multimeios em diversas áreas do conhecimento. Assim, o principal
objetivo do processo foi a integração desse acervo recém-chegado ao contexto da
biblioteca, para então essa biblioteca ser aberta, publicizando esse acervo, disponível
para colaboradores, pesquisadores e comunidade no geral.
A Biblioteca do Escritório Cavallazzi, Andrey, Restanho e Araújo Advocacia
Empresarial1, que anteriormente a doação contava com cerca de 2 mil obras
cadastradas em seu catálogo, recebeu com apreço a doação do Acervo Particular do
1

A Cavallazzi, Andrey, Restanho &amp; Araujo Advocacia, sociedade de advogados inscrita na OAB/SC sob o
n° 122/94, foi fundada em 1994 com o objetivo de prestar serviços de excelência nas diversas áreas do
direito relacionadas à atividade empresarial. Está entre os mais admirados escritórios de advocacia do
Brasil nas edições de 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 do anuário Análise Advocacia”
(CAVALLAZI, ANDREY, RESTANHO E ARAÚJO, 2018, p. 1).

�professor, ensejando o movimento de Criação da Biblioteca Norberto Ungaretti,
oficialmente instituída em 2018. Para a criação da referida Biblioteca, que, com a
doação conta agora com mais de 6 mil títulos, alugou-se e projetou-se uma sala anexa
ao escritório de Advocacia, na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade de
Florianópolis.
A doação do Acervo partiu da postura da família, que reconhecia a paixão do
professor pelos livros, pela leitura e pela pesquisa, sabendo, também, que esse era um
desejo seu: deixar seus precisos livros próximos aqueles que dedicam seus dias à
leitura, pesquisa e ensino. Por ser dedicado a educação, Norberto Ulysséa Ungaretti,
notabilizou-se como professor, atuou também no setor público exercendo atividades em
diversas funções, político engajado e militante a frente da cultura catarinense. Deixou
como legado seus estudos como historiador e o interesse profundo pela vida intelectual
de Santa Catarina. O Estado onde nasceu, cresceu e viveu por toda sua vida era fonte
de inspiração e pesquisa. Concentrou suas pesquisas principalmente para as cidades
de Laguna, onde nasceu, e Florianópolis, onde morou a maior parte de sua vida. Desta
forma, sendo uma personalidade multifacetada que transitou em diversas áreas do
conhecimento e contribuiu com a construção política e cultural do estado de Santa
Catarina, dificilmente seu acervo estaria desvinculado da sua trajetória de vida. Tal
suspeita se confirmou, pois, vislumbrando cada livro, é perceptível os contornos de sua
vida e a busca incessante para estar a par da história, cultura e desenvolvimento
catarinense, além de tomar a frente em pesquisas nos campos do direito, educação,
teologia e literatura.
O primeiro passo para conhecer esse incrível acervo foi desencaixotar e
desembalar todos os exemplares, permitindo assim, além da separação por temáticas,
observar o estado físico de cada um material e identificar os cuidados que cada um, em
sua individualidade, necessitavam, já que o arquivo pessoal do professor Ungaretti foi
construído ao longo de sua vida, abarcando, além de livros, diversos materiais. Até o
momento, as temáticas que permeiam o direito imperam, sendo os recortes ligados ao
direito civil o maior volume de obras. História, literatura completam majestosamente a
biblioteca, já que o professor Ungaretti foi um grande estudioso e pesquisador de
diversas temáticas ligadas a história, principalmente da história catarinense.

�Iniciar do zero a construção de um espaço de memória e que fomente a
pesquisa e a educação catarinense é o sinônimo de transformar um sonho em
realidade. Criar esse espaço aberto aos pesquisadores é de extrema importância
devido ao rico e diversificado acervo que compõe a Biblioteca Norberto Ungaretti. A
inauguração do espaço trouxe visibilidade ao local, que espera os pesquisadores
mediante agendamento. Para pesquisa no acervo, é necessário despender tempo para
o garimpo, pois ainda não foram cadastrados todos os exemplares na base de dados
do escritório, que conta com próprio software, integrado às demais demandas. O
processo de cadastro das obras está em andamento, porém, devido à complexidade do
acervo, ainda está em estudo a forma de individualiza-lo do acervo já disponível no
escritório.

CONCLUSÕES
Observando empiricamente, pondera-se a preocupação com a preservação da
memória, conservando, o máximo possível, suas características e sua essência,
buscando ampliar a divulgação e promoção dos acervos particulares como ambientes
de leitura, compartilhamento e construção do saber, para que possam, com
profundidade, impactar às gerações como forma e fonte de pesquisa e construção
histórica.
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, Ricardo. Formas literárias populares e formação de leitores. In: BARBOSA,
Márcia; RÖSING, Tânia; RETTENMAIER, Miguel (Org.). Leitura, identidade e
patrimônio cultural. Passo Fundo: UPF, 2004.p. 155-9
CAVALLAZZI, ANDREY, RESTANHO &amp; ARAÚJO ADVOCACIA. [site institucional].
2018. Disponível em: &lt;advempresarial.com.br/&gt;. Acesso em: 22 jun. 2018.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa/Rio de
Janeiro: Bertrand/Difel, 1990.
CIRNE, Thiago. Bibliotecas Particulares. Biblioo, Cultura informacional. 2013.
Disponível em: &lt;http://biblioo.info/bibliotecas-particulares&gt;. Acesso em: 22 jun. 2018.
ECO, Umberto. O nome da rosa. São Paulo: Folha de São Paulo, 2003.
GOULEMOT, Jean Marie. O amor às bibliotecas. São Paulo: UNESP, 2011.

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                    <text>Difusão do conhecimento no Centro de Memória da Medicina –
UFMG: plano de ação para a organização de seu acervo
bibliográfico

Ráisa Mendes Fernandes de Souza (UFMG) - raisamendess@gmail.com
Débora Crystina Reis (UFMG) - deboracryreis@gmail.com
Ana Paula Meneses Alves (UFMG - ECI) - apmeneses@gmail.com
Resumo:
Relato de experiência que se propõe a apresentar com foi organizado o plano de ação inserido
no projeto intitulado “Salvaguarda e difusão do conhecimento: estudo de caso e inventário da
coleção especial bibliográfica do Centro de Memória da Medicina da Universidade Federal de
Minas Gerais”.
Palavras-chave: Gestão de coleções especiais. Patrimônio Bibliográfico em Bibliotecas.
Acervo de saúde. Salvaguarda. Acervos especiais e raros.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

DIFUSÃO DO CONHECIMENTO NO CENTRO DE
MEMÓRIA DA MEDICINA – UFMG: PLANO DE AÇÃO PARA A
ORGANIZAÇÃO DE SEU ACERVO BIBLIOGRÁFICO
Introdução
A Faculdade de Medicina da UFMG (FM), criada em 1911, é uma das mais antigas do
Brasil, cuja excelência é reconhecida no país e no exterior. Fundado em 1979, por iniciativa
do prof. João Amílcar Salgado, entusiasta da História da Medicina em Minas Gerais, o
Centro de Memória da Medicina (CEMEMOR) se afirmou, desde a sua criação, como
organismo auxiliar das atividades didáticas e de pesquisa da FM. Atualmente, conta com
amplo espaço físico no edifício sede da Faculdade, em que se distribuem salas de exposição
e reserva técnica para a guarda de seu acervo rico e multifacetado, composto por objetos
ligados à prática de especialidades médicas, uma biblioteca de obras raras e preciosas,
além de fundos e coleções ligados às atividades da FM e à figura de notáveis
personalidades da Medicina mineira.
A coleção bibliográfica, mais especificamente, conta com títulos importantes para a
história da medicina, como a obra de Ferreira [1735], Chernoviz (1890) e Marinelli (1619).
Porém, é necessário que essa coleção sofra medidas mais complexas de organização para
que a sua recuperação atinja o sucesso. A intenção é que essa organização permita uma
maior integração das obras raras com o acervo museológico e arquivístico, construindo
um contexto em que os livros possam ser recuperados para comporem também as
exposições temporárias desenvolvidas pelo Centro.
Ressalta-se que a definição de raridade e preciosidade bibliográfica no âmbito da
biblioteconomia ainda é delicada pela multiplicidade de visões existentes. Alguns autores
como Kama, Manini e Baptista (2016), Sant’Ana (2001) e Silva (2011), por exemplo, não
concordam com a existência de um critério geral de raridade. Os critérios de raridade
bibliográfica encontrados na literatura científica são inúmeros e Pinheiro (1989), dentre
uma das definições mais mencionadas, sugere adotar: limite histórico (data de publicação
ou editoração da obra); aspectos bibliográficos acerca de sua produção; valor cultural
(quando trata-se de edições especiais); pesquisa bibliográfica (pesquisa nas fontes de
informação); característica do exemplar (marcas de uso e de propriedade).

�Por outro lado, Araújo e Reis (2017) trazem o conceito de raridade local, colocando
características e particularidades de produção com foco em um período de tempo ou lugar
determinado. Conceito, que muito se enquadra na realidade observada pelo Cememor, e
vem sendo detalhadamente estudado pela equipe.
Relato da experiência
Diante a problemática da falta de organização do acervo, elaborou-se um projeto
submetido ao edital de pesquisa PRPq 08/2018, da Pró-Reitoria de Pesquisa e da PróReitoria de Extensão da UFMG visando captar mais subsídios financeiros para a
concretização dessa melhoria. O projeto intitulado “Salvaguarda e difusão do
conhecimento: estudo de caso e inventário da coleção especial bibliográfica do Centro de
Memória da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais” foi aprovado no ano de
2019 e um de seus produtos pretendidos foi o design de um plano de ação que norteasse
o início das atividades.
Pelo fato da informação na biblioteca ser um bem patrimonial e constitui um
material permanente, a tomada de decisão em uma organização deve ser pautada
em planejamento, administração, controle e gerenciamento das atividades, visto
que assim, terá subsídios para atuar de forma organizada, democrática e
transparente. (OLIVEIRA, 2018, p. 42).

O presente relato de experiência se propõe a apresentar o plano de ação inserido no
projeto já mencionado e que tem como objetivos específicos: a) identificar as etapas
presentes no plano; b) detalhar as tarefas a serem realizadas em cada etapa do plano; c)
expor de forma sistematizada o planejamento da organização do acervo bibliográfico raro
do Cememor.
Plano de Ação
Integram o plano de ação oito objetivos com ações sequenciais e interligadas. Tais
objetivos serão descritos a seguir, contendo suas respectivas metas e ações a serem
realizadas. Todas as ações serão desempenhadas por uma equipe designada para o
projeto, formada por uma bibliotecária, uma bolsista de iniciação, voluntários e sob
coordenação de uma docente da Escola de Ciência da Informação da UFMG. O prazo de
execução refere-se a abril de 2019 a abril de 2020, podendo ser prorrogado.
Objetivo 1: Levantamento Bibliográfico
Metas: Identificar estudos acerca das temáticas sobre avaliação, desenvolvimento de
acervos especiais, definições e critérios de raridade.
Ações: Realizar buscas em bases de dados científicas sobre pesquisas envolvendo critérios
de raridade em acervos especiais; elaborar a Política de Desenvolvimento de Coleções
baseando-se na bibliografia levantada e em consonância com a atual da Biblioteca
Universitária da UFMG.

�Objetivo 2: Manutenção de uma cultura de conservação preventiva das obras
catalogadas
Metas: Executar as atividades de conservação preventiva no acervo.
Ações: Realizar a limpeza das obras com trinchas, página por página; confeccionar caixas
de papel alcalino para as obras que se encontrarem com danos em sua encadernação;
colar as etiquetas geradas na catalogação unicamente na papeleta de material alcalino
inserida na parte interna da obra, para não danificar a obra com colagens desnecessárias.
Objetivo 3: Processamento Técnico do acervo
Metas: Desenvolver o processamento técnico de todas as obras do acervo, com
determinações de prioridades estabelecidas pela equipe com o suporte técnico da
BU/UFMG.
Ações: Catalogar, classificar e indexar as obras do acervo no sistema de bibliotecas da
UFMG, frisando sempre a descrição máxima e uma catalogação nível III, utilizando a
NLM (National Library Medicine) para a realização dos números de chamada; etiquetar
a papeleta interna que acompanhará a obra catalogada.
Objetivo 4: Identificação de obras especiais
Metas: Selecionar e identificar as obras especiais, preciosas e raras do acervo, a partir da
nova Política de Desenvolvimento de Coleções para o Cememor.
Ações: Realizar uma análise individual de cada obra em fontes de pesquisas bibliográficas
para tentar identificar características que tornam aquela obra especial; observar se a obra
carrega marcas pessoais se seu autor ou de seus antigos donos como assinaturas,
carimbos e ex-libris, entre outras características determinadas na política.
Objetivo 5: Digitalização
Metas: Digitalizar algumas partes/componentes das obras para a disponibilização da
imagem no sistema.
Ação: Utilizar o scanner disponível na sala do Cememor para digitalizar as capas e folhas
de rosto das obras.
Objetivo 6: Desenvolvimento do inventário do acervo
Metas: Realizar o levantamento de todas as obras catalogadas no âmbito do projeto
realizado no acervo do Cememor.
Ações: O inventário será feito a partir do relatório gerado pelo sistema Pergamum,
utilizado como instrumento para a catalogação bibliográfica.
Objetivo 7: Elaboração do catálogo de obras especiais
Metas: Elaborar um catálogo que se torne uma obra de referência com as obras raras do
acervo do Cememor e os critérios criados na Política de Desenvolvimento de Coleções e
utilizados para a organização do acervo.
Ações: Após todas as etapas, separar as obras que foram catalogadas, classificadas,
inseridas no sistema, digitalizadas e selecionadas como especiais, agrupá-las em um
documento na forma digital, com suas informações básicas.
Objetivo 8: Organização do acervo
Metas: Desempenhar a organização do acervo a partir do processamento técnico
realizado;
Ações: Ordenar o acervo de acordo com as classificações realizadas; acomodar as obras
nas estantes de forma lógica para a recuperação e pesquisa do acervo ou, dependendo da
sua dimensão, de forma a não danificá-las.

�Acredita-se que as ações levantadas nesse plano fortalecem o caráter sistêmico do
processo, conferindo qualidade no resultado final. A Política de Desenvolvimento de
Coleções será um instrumento primordial para o início do projeto, uma vez que ela
também estabelece a participação de uma equipe multidisciplinar e especializada, para
que as análises das obras sejam feitas por mais de um profissional. De acordo com
Miranda (2007) as coleções de quaisquer acervos, necessitam de evoluir de forma
harmoniosa, isto é, há a necessidade de uma política de desenvolvimento para que as
coleções não cresçam sem metas ou objetivos estipulados. Assim, o levantamento das
obras raras será uma tarefa com caráter participativo, além de possuir respaldo político e
legitimação da comunidade docente, discente e técnica da Faculdade de Medicina, uma
vez que ela será levada tanto para a diretoria, quanto para a Congregação. E, como um
plano em ação, o mesmo também prevê períodos de análises e diagnósticos, para avaliar
o andamento das ações e se necessário, correções durante o andamento.
Considerações finais
O plano de ação proposto foi construído no intuito a dar resposta à necessidade de
organizar o acervo de obras raras e preciosas do Cememor. Trata-se de um projeto em
andamento, em suam primeira etapa, mas de extrema importância para o Centro, uma vez
que ele resultará em produtos que proporcionarão maior visibilidade ao acervo. A
definição de um plano garante o planejamento e qualidade das ações executadas,
minimizando os riscos de possíveis equívocos e de retrabalho.
A definição de critérios de raridade é muito delicada, pois apesar de existirem critérios
gerais criados por instituições renomadas no Brasil, como a Biblioteca Nacional, cada
acervo possui suas singularidades e que não devem ser desprezadas. Neste sentido, o
delineamento de um plano de ação estruturado, baseado em um levantamento
bibliográfico minucioso, bem como a valorização dos aspectos particulares da história do
Cememor e da própria Faculdade de Medicina, são peças chave para apoiar o projeto de
organização de seu acervo bibliográfico especial/raro.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, D. M. P.; REIS, A. S. Bibliografias setecentistas e os conceitos de livro raro.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.22, número especial,
p.168-184, jul. 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pci/v22nspe/1413-9936pci-22-spe-00168.pdf. Acesso em: 10 mar. 2019.
CHERNOVIZ, P. L. N. Diccionario de medicina popular e das sciencias
accessorias para uso das familias. 6. ed. Pariz: A. Roger &amp; F. Chernoviz, 1890. 2 v.
FERREIRA, L. G. Erario mineral. [Lisboa Occidental]: Officina de Miguel Rodrigues,
[1735].
KAMA, A. F. L. de F. L.; MANINI, M. P.; Baptista, D. M. Análise de critérios e requisitos
para o acesso a obras raras em bibliotecas digitais: um estudo longitudinal. Em

�Questão, Porto Alegre, v. 22, n. 3, set./dez. 2016. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/62422. Acesso em: 10 abr. 2019.
MARINELLI, I. Hippocratis coi medicorum omnium facile Principis Opera,
quibus addidimus. Venetiis [Veneza, Italia]: Apud Hieronymum, &amp; Alexandrum
Polum, 1619. 2v. em 1.
OLIVEIRA. A. R. de. O processo de tomada de decisão na política de acervo da
biblioteca. R. Bibliomar, São Luís, v. 17, n. 1, p. 34-44, jan./jun. 2018. Disponível em:
http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/bibliomar/article/view/9702/563
8. Acesso em: 04 abr. 2019.
PINHEIRO, A. V. P. Que é livro raro? Uma metodologia para o estabelecimento de
critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro: Presença, 1989.
SANT’ANA. R. B. Critérios para a definição de obras raras. Revista Online de
Biblioteconomia Prof. Joel Martins, Campinas, v.2, n.3, p.1-18, jun. 2001.
Disponível em:
https://www.ssoar.info/ssoar/bitstream/handle/document/10530/ssoar-etd-2001-3santana-criterios_para_a_definicao_de.pdf?sequence=1. Acesso em: 20 fev. 2019.
SILVA, F. Critérios de Seleção de Obras Raras adotados em Bibliotecas do
Distrito Federal. 2011. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) Universidade Federal de Brasília, Brasília, 2011. Disponível
em:http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/9202/1/2011_FernandoSilva.pdf.
Acesso em: 20 abr. 2019.
Agências financiadoras
Universidade Federal de Minas Gerais
Pró-Reitoria de Pesquisa – PRPq -UFMG
Pró-Reitoria de Extensão – Proex-UFMG
Rede de Museus e Espaço de Ciências e Cultura da UFMG

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                <text>Difusão do conhecimento no Centro de Memória da Medicina – UFMG: plano de ação para a organização de seu acervo bibliográfico</text>
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                <text>Relato de experiência que se propõe a apresentar com foi organizado o plano de ação inserido no projeto intitulado “Salvaguarda e difusão do conhecimento: estudo de caso e inventário da coleção especial bibliográfica do Centro de Memória da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais”.</text>
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                    <text>Desenvolvimento de coleções de livros digitais em bibliotecas
universitárias: orientações para construção de política para as
bibliotecas da UFC

Jorge Santos Nogueira (UFCA) - jorgesantos89@gmail.com
David Vernon Vieira (UFCA) - david.vieira@ufca.edu.br
Resumo:
Discorre brevemente acerca do histórico do livro, de seus suportes e finalidades através dos
séculos. Aborda o estabelecimento das Tecnologias da Informação e da Comuni-cação e sua
influência sobre o livro e a leitura. Trata do livro digital e analisa o seu papel como suporte de
escrita e fonte de informação, além dos benefícios para as bibliotecas que o utili-zam. Têm
como objetivo geral propor uma política de formação e desenvolvimento de cole-ções de livros
digitais para as bibliotecas universitárias. Explora, a partir da literatura, o proces-so de
formação e desenvolvimento de coleções digitais e suas especificidades. Investiga os critérios
utilizados pelos bibliotecários para a formação e o desenvolvimento do acervo de li-vros
digitais da Universidade Federal do Ceará (UFC). Como ferramenta de coleta de dados, utiliza
um questionário online semiestruturado aplicado junto aos bibliotecários da universida-de.
Como resultados, constata-se que o acervo de livros impressos das bibliotecas da UFC é
notadamente maior que o acervo de livros digitais, que as bibliotecas da universidade ainda
não possuem um documento específico de orientação para a formação e desenvolvimento de
coleções digitais, que os bibliotecários da UFC se preocupam em divulgar as coleções digitais,
porém se utilizam pouco de ferramentas de monitoramento de uso e avaliação da satisfação
dos usuários. Conclui que a Biblioteca Universitária da UFC necessita de uma política de
for-mação e desenvolvimento de acervos digitais que contribua para a manutenção de um
acervo atualizado e adequado às necessidades de seus usuários.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Coleção digital. Desenvolvimento de coleção digital.
Livro digital.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 INTRODUÇÃO
O livro como o conhecemos na contemporaneidade é resultado de diversas
evoluções, que perpassam os séculos. O surgimento dos mais antigos suportes de
escrita que se tem registro como a argila, o osso, o papiro e o pergaminho e a sua
substituição por outros suportes mais desenvolvidos, suscitam questionamentos
sobre o futuro do livro.
As mudanças oriundas das Tecnologias da Informação e da Comunicação
(TICs) trouxeram novas perspectivas para diversos aspectos da vida cotidiana e da
sociedade. Com o surgimento da Internet, mudaram-se as formas de comunicação e
a capacidade de uma informação atingir maior número de pessoas em menor
quantidade de tempo, aumentou-se a participação das pessoas na produção de
conhecimentos, entre outras mudanças.
Nessa

perspectiva,

o

livro

também

sofreu

alterações

em

sua

disponibilização e uso. O advento do hipertexto, termo concebido por Theodore
Nelson, foi algo inovador, um sonho concretizado, de “estabelecer-se uma gigantesca
rede capaz de receber e permitir acesso em tempo real ao conteúdo dos principais
textos literários e científicos da humanidade” (LÉVY, 1999, p. 28). Assim, vemos que
as relações do homem com o conhecimento passaram por várias transformações nas
últimas décadas.
Entre as inovações tecnológicas surgiu uma nova forma de conceber o
livro: o livro digital. De acordo com Barker (1993, p. 32 apud SILVA, 2001 p. 3) o livro
digital é “um sistema de entrega de informações que é capaz de prover aos seus
usuários acesso a páginas de informação eletrônica com as quais podem interagir”.
Sendo assim, o livro digital apresenta-se como uma inovação em relação
ao livro impresso, dando ao leitor possibilidades que antes não tinham. Questões
relativas ao livro, que até pouco tempo não eram estudadas, passaram a ser motivo
de debates e previsões quanto ao futuro do livro impresso seja por especialistas ou
leigos.
As discussões referentes ao futuro do livro são cada vez mais frequentes.
Com a disseminação dos livros digitais, alguns estudiosos deliberaram sobre o fim do
livro impresso. Surgem novos aparelhos de leitura de livros digitais (do inglês eBook
Readers), crescentemente com mais funcionalidades que facilitam a leitura e o acesso
a milhares de livros digitais de forma rápida e cômoda.

�Buscando respostas a essas e outras indagações, a presente pesquisa
realizou-se com a participação de bibliotecários da Universidade Federal do Ceará
(UFC), considerada referência na utilização dos livros digitais no Estado do Ceará.
Resolve-se tratar da formação e desenvolvimento de acervos digitais por
ser assunto atual e que provoca discussões e questionamentos acerca do futuro do
livro e da disseminação da informação e do conhecimento. Observa-se, através
desses debates, momento de transição de paradigmas, em que não se tem mais
certeza se o livro impresso permanecerá como o principal suporte de informação.
Com a utilização do livro digital produziram-se diversas variações nas
formas de interação com o leitor. Este trabalho é importante porque há a necessidade
urgente de se entender essas transformações de forma prática, a partir de critérios
definidos, sendo eles extraídos da experiência de bibliotecários.
Acredita-se que os resultados desta pesquisa poderão ser úteis para
melhor entendimento de como se dá a formação e o desenvolvimento das coleções
digitais e dessa nova configuração do livro, o que implicaria, possivelmente, em maior
utilização dos livros digitais entre os usuários das bibliotecas universitárias.
Diante do contexto apresentado surge o questionamento: quais critérios
são utilizados pelas bibliotecas da Universidade Federal do Ceará para o
desenvolvimento de coleções de livros digitais?
As bibliotecas têm buscado inserir em seus acervos os livros digitais, além
de periódicos e outros recursos informacionais digitais, de forma a dinamizar o acervo,
atualizá-lo e utilizar-se das TICs para tornar o acesso à informação cada vez mais
amplo.
Deste modo, espera-se constatar como hipótese para esta pesquisa: 1) Os
bibliotecários da UFC utilizam-se de conhecimentos práticos e técnicos no
desenvolvimento de coleções de livros digitais.
Assim, como objetivo geral, busca-se: propor orientações para construção
de um instrumento formal de política de desenvolvimento de coleções de livros digitais
para as bibliotecas universitárias, utilizando, como principal fonte de pesquisa, a
experiência das Bibliotecas da UFC na formação de coleções de livros digitais. Entre
os objetivos específicos pretende-se:

�OE1 - Identificar os critérios utilizados pelas bibliotecas da UFC para a formação e o
desenvolvimento de suas coleções de livros digitais;
OE2 - Verificar quais são as ações realizadas pelas Bibliotecas da UFC para
incentivar o uso dos livros digitais;
OE3 - Mapear junto ao conjunto de bibliotecas universitárias da UFC o
funcionamento do processo de monitoramento e avaliação de uso dos livros digitais.

2 MÉTODO DA PESQUISA
O estudo teve caráter inicialmente exploratório, pois, pretendeu-se
conhecer melhor os assuntos estudados e, a partir deles, construir novos
conhecimentos.
Foi utilizado como método de procedimento o dedutivo, pois parte-se da
premissa de que os bibliotecários conhecem o processo de aquisição e
desenvolvimento de coleção dos livros digitais e buscou-se compreender qual o valor
dado pelas instituições a esses suportes de informação.
Tendo, portanto, como base os procedimentos metodológicos acima
expostos, aplicou-se questionários semiestruturados aos bibliotecários da Biblioteca
Universitária (BU) da UFC. Escolheu-se a UFC por ser, notoriamente, a mais bem
estruturada universidade do Estado do Ceará e por possuir o mais maduro sistema de
bibliotecas universitárias do estado, sendo de conhecimento público que
disponibilizam livros digitais para seus alunos. Buscou-se identificar o valor que os
bibliotecários e, consequentemente, as instituições, atribuem ao oferecimento desse
serviço.
O questionário, instrumento utilizado para a coleta de dados da pesquisa
exploratória, é de caráter essencialmente qualitativo, mas necessitou também de
dados quantitativos para a obtenção de informações relevantes para a pesquisa.
Tendo como público-alvo os bibliotecários da BU da UFC, foi feita a
aplicação do questionário usando como base o total da população de bibliotecas,
solicitando-se a resposta de, pelo menos, um bibliotecário para cada biblioteca do
Sistema. Das 19 (dezenove) bibliotecas, obteve-se o retorno de bibliotecários de 14
(quatorze) bibliotecas.

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados da pesquisa permitiram observar os métodos empregados
pelos bibliotecários da UFC no desenvolvimento de suas coleções digitais, bem como
a aplicação de conhecimentos práticos e técnicos em diversas etapas do processo,
como na divulgação do acervo digital, através de orientações, palestras e
treinamentos, publicações em redes sociais e na página da Biblioteca Universitária, o
que atende ao primeiro objetivo específico de identificar os critérios utilizados
pelas bibliotecas da UFC para a formação e o desenvolvimento de suas coleções
de livros digitais e também ao segundo objetivo específico de verificar quais são
as ações realizadas pelas Bibliotecas da UFC para incentivar o uso dos livros
digitais.
Também, observou-se que os processos de monitoramento do uso das
coleções digitais, ainda que limitados, são percebidos e aplicados, através de
estatísticas de uso disponibilizadas pelos fornecedores dessas coleções, pelo sistema
de automação utilizado nas bibliotecas ou ainda de forma intuitiva. Porém, o
monitoramento de uso ainda demanda um melhor tratamento. A conclusão responde
ao terceiro objetivo específico, de mapear junto ao conjunto de bibliotecas
universitárias da UFC o funcionamento do processo de monitoramento e
avaliação de uso dos livros digitais.
Quanto a utilização de ferramentas para avaliar a satisfação, percebeu-se
que os bibliotecários têm se preocupado em saber como as coleções digitais são
utilizadas, recorrendo-se, para isso, de formulários de pesquisas de satisfação
enviados aos usuários. Contudo, evidenciou-se que parte das bibliotecas ainda não
avaliam a satisfação dos usuários quanto aos recursos digitais. Tal constatação
também responde ao terceiro objetivo específico.
A partir da análise dos dados dos questionários coletados e do
embasamento teórico dos autores mais relevantes no assunto, elaborou-se
orientações para construção de política, que será melhor desenvolvida posteriormente
e, espera-se, utilizada por bibliotecas de universidades públicas e privadas nas ações
de formação e desenvolvimento de coleções de acervos digitais.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas têm buscado inserir em seus acervos os livros digitais, além
de periódicos e outros tipos de recursos informacionais digitais, de forma a dinamizar
o acervo, atualizá-lo e utilizar-se das TICs para tornar o acesso à informação cada vez
maior.
Considerando-se que atualmente os estudantes desenvolvem suas
atividades de uma forma mais dinâmica e mais aberta às possibilidades de
aprendizagem que os recursos digitais oferecem é imprescindível que se utilizem dos
livros digitais disponibilizados pela UFC, bem como conheçam suas potencialidades
e importância. Mas para que isso ocorra, é necessária uma política de
desenvolvimento de coleções bem definida.
Diante de tantas mudanças e evoluções nos suportes de escrita e na forma
como a informação é disponibilizada, questionamentos sobre como os bibliotecários
lidarão com as perspectivas que surgem e se modificam constantemente perduram.
Permanecem as dúvidas quanto ao futuro do livro e das bibliotecas como são
conhecidas hoje. Mas o livro, enquanto suporte de informação, em papel ou bits,
também permanecerá, sempre.
5 REFERÊNCIAS
BARKER, Philip. Exploring Hypermedia. Londres: Kogan Page, 1993. Disponível em:
&lt;http://bdm.unb.br/bitstream/10483/1153/1/2010_KelsonAnthonyMenezes.pdf&gt;. Acesso em:
15 maio 2017.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
SILVA, Giana Mara Seniski; BUFREM, Leilah Santiago. Livro eletrônico: a evolução de uma
idéia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO, 24., 2001, Campo Grande.
Anais eletrônicos... Campo Grande: Intercom, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2001/papers/NP4BUFREM.pdf&gt;. Acesso em:
11 mar. 2017.

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                  <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
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                <text>David Vernon Vieira</text>
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                <text>Discorre brevemente acerca do histórico do livro, de seus suportes e finalidades através dos séculos. Aborda o estabelecimento das Tecnologias da Informação e da Comuni-cação e sua influência sobre o livro e a leitura. Trata do livro digital e analisa o seu papel como suporte de escrita e fonte de informação, além dos benefícios para as bibliotecas que o utili-zam. Têm como objetivo geral propor uma política de formação e desenvolvimento de cole-ções de livros digitais para as bibliotecas universitárias. Explora, a partir da literatura, o proces-so de formação e desenvolvimento de coleções digitais e suas especificidades. Investiga os critérios utilizados pelos bibliotecários para a formação e o desenvolvimento do acervo de li-vros digitais da Universidade Federal do Ceará (UFC). Como ferramenta de coleta de dados, utiliza um questionário online semiestruturado aplicado junto aos bibliotecários da universida-de. Como resultados, constata-se que o acervo de livros impressos das bibliotecas da UFC é notadamente maior que o acervo de livros digitais, que as bibliotecas da universidade ainda não possuem um documento específico de orientação para a formação e desenvolvimento de coleções digitais, que os bibliotecários da UFC se preocupam em divulgar as coleções digitais, porém se utilizam pouco de ferramentas de monitoramento de uso e avaliação da satisfação dos usuários. Conclui que a Biblioteca Universitária da UFC necessita de uma política de for-mação e desenvolvimento de acervos digitais que contribua para a manutenção de um acervo atualizado e adequado às necessidades de seus usuários.</text>
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                    <text>Desburocratizando o processo de aquisição de acervos: novas
práticas licitatórias na Rede Sesc de Bibliotecas

Marilaine Hahn (SESC SC) - mhahnsc@gmail.com
CAETANO EMANOEL FREIRE COSTA (Sesc) - cecosta@rn.sesc.com.br
Elisabete Veras da Silva (SESC) - elisabete.veras@gmail.com
Resumo:
Relata a experiência da implementação de modelo de processo licitatório para aquisição de
acervo na Rede Sesc de Bibliotecas, como produto do Grupo de Trabalho de Políticas de
Acervo, formado por bibliotecários atuantes em vários Departamentos Regionais do Sesc. O
Grupo realizou pesquisas teórico-práticas que permitiu identificar que o modelo ora
apresentado respeita os princípios legais e sendo adotado de forma similar por algumas
entidades públicas. Descreve os principais resultados obtidos: redução do tempo entre o
processo de seleção até disponibilização do acervo para circulação; possibilidade de
escalonamento dos pedidos junto a fornecedores e consequente, diminuição de estoques
físicos imobilizados, oportunidade acompanhar lançamentos editoriais etc.
Palavras-chave: Aquisição de acervo, Modelos de licitação; Gestão de Processos
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
É cada vez mais emergente o papel social das bibliotecas e sua contribuição
para a inclusão no cenário em que a informação e o conhecimento influenciam na
economia, nas relações humanas e na participação ativa
tiva nas decisões comuns, ou
seja, na política.
Especialmente as bibliotecas públicas dão um contributo decisivo para o
desenvolvimento das sociedades democráticas,
democrátic
como reconhece
onhece o manifesto da
IFLA/UNESCO (1994, p.1)::
A liberdade, a prosperidade e o progresso da sociedade e dos indivíduos
[...]. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse das
informações que lhes permitam exercer os seus direitos democráticos e ter
um papel activo na sociedade. A participação construtiva e o
desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação
satisfatória como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao
pensam
pensamento,
à cultura e à informação.

O livro impresso é ainda um dos principais suportes de acesso a informação
e fruição literária disponibilizado nas bibliotecas,
bibliotecas sendo imprescindível acervos em
constante renovação.
Muitas bibliotecas mantidas por instituições que estão sujeitas a normas
que estabelecem aquisição por meio de licitação sofrem pela morosidade dos
procedimentos administrativos.
A busca pela melhoria contínua nos processos é vital para gestão eficaz de
qualquer empresa assim como nas bibliotecas, seja ela uma instituição
independente ou parte de uma estrutura maior,
maior, do setor público ou privado. Neste
contexto, é fundamental conhecer os processos para analisar e identificar eventuais

�problemas ou oportunidades, em consonância com as transformações do ambiente
interno e externo.
Este relato de experiência refere-se ao contexto organizacional da Rede Sesc
de Bibliotecas, mais especificamente dos Departamentos Regionais de Santa
Catarina e do Rio Grande do Norte, que imbuídos na busca por reduzir o intervalo
de tempo entre a seleção de um item de acervo e a sua disponibilização ao público,
implantam um novo modelo de aquisição de acervo para as bibliotecas.

Relato da experiência
O Serviço Social do Comércio (Sesc) é uma entidade jurídica de direito
privado, sem fins lucrativos, que desempenha atividade de interesse coletivo, em
regime de colaboração com o poder público. Parte do seu orçamento é decorrente
de recursos recolhidos pelo setor produtivo beneficiado. Portanto, submete-se às
normas a que também estão submetidos os organismos públicos, como por
exemplo, o dever de licitar, para contratar serviços, adquirir produtos ou registrar
preços pra contratações futuras. Também se submete à fiscalização do Tribunal de
Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU). Assim, a maior
parte das aquisições são realizadas por meio de licitação, com o intuito de otimizar
os recursos e tornar os processos transparentes.
A Rede Sesc de Bibliotecas (RSB) é composta por 367 unidades de
informação de tipologias distintas, cujos acervos compreendem desde obras
voltadas para pesquisa de estudantes até catálogos especializados em artes, tendo
como foco a literatura brasileira. A dimensão da RSB do tamanho do Brasil e a
pluralidade cultural são fatores que levaram a estratégia de descentralização da
política de desenvolvimento de acervo. Pelo viés administrativo, a organização do
Sesc em regime federativo, também confere autonomia operacional a cada
departamento, desde que resguardado os princípios legais de sua atuação.
A aquisição de acervo para as bibliotecas do Sesc ocorre basicamente por
meio de editais de licitação. Cada Departamento Regional organiza os seus
processos de aquisição de forma a reunir as necessidades de formação e
desenvolvimento das coleções de todas as bibliotecas do seu Estado.

�No Departamento Regional de Santa Catarina, que possui atualmente 31
bibliotecas, foi realizado o mapeamento de processos envolvendo todos os setores,
consequentemente o processo de aquisição de acervo. Com este mapeamento, ficou
evidente que este era um processo com vários entraves: demandava muito tempo
tanto da equipe responsável por compras institucionais como para a equipe da
biblioteca; impactava diretamente no atendimento ao público, com a um longo
intervalo de tempo entre o processo de seleção até a sua disponibilização para
circulação entre leitores; causava principalmente desinteresse e insatisfação dos
usuários das bibliotecas quanto à oferta de acervo atualizado.
Além deste fatores, no Departamento Regional do Rio Grande do Norte,
chamou atenção na execução dos últimos processos o alto índice de obras
esgotadas no mercado editorial e a defasagem do preço dos produtos cotados no
início do processo.
Concomitantemente a isso, o Departamento Nacional do Sesc observou que
esta dificuldade afetava grande parte dos Departamentos Regionais e as suas
respectivas bibliotecas e propôs a formação de um grupo de trabalho composto por
bibliotecários da instituição e focado em estudar alternativas para otimizar o
processo de compra de acervo.
A primeira ação do grupo foi mapear como ocorria a aquisição das
bibliotecas em cada estado e, a partir de sua análise, foi possível verificar que a
maioria das aquisições era realizada na modalidade concorrência por menor preço,
item a item. O dado mais preocupante revelado pelo mapeamento, era de que em
média, os trâmites de seleção até a finalização das entregas do acervo pelos
fornecedores levavam até 2 anos, aproximadamente. Este tempo impactava
diretamente em uma das principais premissas da RSB: a oferta de acervo variado e
atualizado.
Observou-se que uma das etapas que mais despendia tempo durante o
processo, era o mapeamento do custo financeiro da compra para lançar o edital
correspondente, o qual exige uma pré-cotação item a item. Outro ponto negativo
deste modelo de licitação é a possibilidade de vários fornecedores ganharem o
certame, o que implica em maior necessidade de administrar e controlar as
entregas e pagamentos relacionados ao fornecimento.

�Com os principais comprometimentos do processo de compras identificado,
o grupo de trabalho passou a discutir modelos de editais de licitação que poderiam
ser aplicados ao contexto organizacional do Sesc, tendo sido a modalidade de
Registro de Preço identificada como mais adequada para a aquisição de acervos em
grande quantidade.
A partir deste novo impulso, o Departamento Regional de Santa Catarina se
propôs a aprofundar neste estudo e implantar um modelo piloto que pudesse ser
replicado a outros Departamentos Regionais. Esta implantação foi iniciada em
2017 com reunião entre equipe da biblioteca e equipe de setores administrativos
envolvidos no processo, como compras e licitação, estudando a legislação e
regulamentos internos aplicáveis ao contexto do Sesc. Em dezembro do mesmo
ano, foi lançado o edital de licitação no modelo Registro de Preço (maior desconto)
por lote de assuntos sendo os três lotes, a saber: Literatura infantojuvenil e
paradidáticos; Literatura nacional e estrangeira traduzida para adultos; e, Obras
gerais.
As principais vantagens deste modelo de edital de licitação são:
flexibilidade/escalonamento de pedidos junto a fornecedores; redução dos
estoques imobilizados; possibilidade de compor novas listas conforme demanda
das bibliotecas; acompanhamento dos lançamentos do mercado editorial;
diminuição de tarefas no setor de compras (pré cotação; mapeamento das
propostas; composição de pedidos aos fornecedores).
Os resultados alcançados começaram a ser percebidos logo no primeiro
pedido, considerando o fato de que um fornecedor apresentou proposta mais
vantajosa economicamente e ganhou os três lotes do processo, o que facilitou a
administração dos pedidos. Outro resultado de grande impacto foi a redução do
tempo necessário para cumprimento dos procedimentos do processo de compra de
livros, quando antes era consumido meses em cima de processos para pré-cotar os
itens e mapear as propostas, agora reduz-se a minutos para formar o pedido. Outra
boa surpresa do novo modelo foi a manutenção do desconto na aquisição durante a
vigência do edital, que nesse caso alcançou média de 43% sobre o preço de capa.
Após o período de vigência do primeiro edital e com a constante troca de
informações entre profissionais do Sesc de outros estados e, principalmente a
partir do estudo de implantação do Departamento Regional do Rio Grande do

�Norte, os lotes tiverem acréscimo de um novo assunto definido como Literatura
Regional.
Com o evidente sucesso do modelo de edital de licitação proposto pelo grupo
de trabalho alcançado pelo Departamento Regional de Santa Catarina, o
Departamento Regional do Rio Grande do Norte decidiu adotar o mesmo modelo
de edital no final de 2018, alcançando desconto de 15% sobre lote de Literatura
Regional (referente à produção editorial local, que em geral, tem baixa tiragem) e
média de 38% sobre os demais lotes.
Importante destacar que são muitas as variáveis que influenciam na decisão
do formato de aquisição em cada instituição, e cada nova necessidade pode
demandar um modelo diferenciado. Cabe salientar que, estratégias diferentes
podem coexistir e que vigência de um contrato, não exclui a aplicação de outros
processos de aquisição, desde que respeite os critérios para tal.
Considerações Finais
Acervo atualizado, de conteúdo e suporte diversificados é recurso
imprescindível para o cumprimento da missão institucional da Rede Sesc de
Bibliotecas: dar acesso a informação e a cultura, contribuindo para a elevação da
qualidade de vida e formação cidadã.
O diálogo entre profissionais, a troca de experiências e a busca pela melhoria
de continua dos serviços permitiram desburocratizar o processo de aquisição de
acervos, e por conseguinte, oferecer ao público coleções de qualidade e adequadas a
contemporaneidade e sobretudo, respeitando os princípios legais que regem a
instituição.
Tendo encontrado amparo jurídico e respaldo na avaliação de órgãos
auditores competentes, este modelo de aquisição está gradativamente sendo
implementado nos demais estados, e pode subsidiar também outras instituições no
tocante a melhoria no processo de aquisição de acervo por licitação.
Referências
Manifesto IFLA/UNESCO sobre bibliotecas públicas 1994. Disponível em:
&lt;https://www.ifla.org/files/assets/public-libraries/publications/PL-manifesto/plmanifesto-pt.pdf&gt;. Acesso em: 20 abr. 2019. p. [1].

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                <text>Relata a experiência da implementação de modelo de processo licitatório para aquisição de acervo na Rede Sesc de Bibliotecas, como produto do Grupo de Trabalho de Políticas de Acervo, formado por bibliotecários atuantes em vários Departamentos Regionais do Sesc. O Grupo realizou pesquisas teórico-práticas que permitiu identificar que o modelo ora apresentado respeita os princípios legais e sendo adotado de forma similar por algumas entidades públicas. Descreve os principais resultados obtidos: redução do tempo entre o processo de seleção até disponibilização do acervo para circulação; possibilidade de escalonamento dos pedidos junto a fornecedores e consequente, diminuição de estoques físicos imobilizados, oportunidade acompanhar lançamentos editoriais etc.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A AGENDA 2030 NAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE SÃO LUÍS – MA

Karlliara Maciel Cavalcanti (UFMA) - karlliara@yahoo.com.br
Georgete LOPES FREITAS (UFMA) - georgete.lf@gmail.com
Resumo:
Análise sobre o conhecimento dos gestores de Bibliotecas Universitárias de São Luís - MA
sobre a Agenda 2030 da ONU/IFLA. Discorre sobre conceitos de Sustentabilidade e
Desenvolvimento Sustentável, Agenda 2030 e a sua aplicação em Bibliotecas Universitárias em
São Luís – MA. O objetivo geral é identificar se os gestores bibliotecários de universidades
conhecem a Agenda 2030 da ONU/IFLA e, especificamente, descrever o grau de conhecimento
dos gestores das Bibliotecas Universitárias sobre sustentabilidade apresentada na Agenda
2030 e destacar o papel das bibliotecas na implantação dos 17 itens e descrever as ações das
Bibliotecas das Instituições de Ensino Superior de São Luís – MA para com o Desenvolvimento
Sustentável. Caracteriza a pesquisa como exploratória com abordagem qualitativa dos dados
coletados por meio da pesquisa bibliográfica, embasada em revisão literária de autores como
Brundtland (1991), Nogueira (2013), Serrão, Almeida e Carestiato (2014), ONU (2015, 2016),
entre outros, e pesquisa de campo, utilizando entrevista semiestruturada como método de
coleta de dados. Conclui que nas Bibliotecas Universitárias de São Luís – MA pouco se
conhece sobre a Agenda 2030, apesar da divulgação das instituições representativas da classe
profissional.
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável. Agenda 2030. Bibliotecas Universitárias. São
Luís - MA.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático 6: Gestão de bibliotecas
1 INTRODUÇÃO
A informação é um elemento transformador de realidades sociais, é a partir dela
que o ser humano obtém a capacidade de interpretar o mundo e gerar conhecimento. A
Biblioteca Universitária como instrumento disseminador da informação contribui de
forma primorosa para o Desenvolvimento Sustentável, levando acesso à informação
para comunidade que muitas vezes está em situação de vulnerabilidade.
O Desenvolvimento Sustentável é objeto central da Agenda 2030 das Nações
Unidas que compreende um plano de ação integrado com 17 (dezessete) Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), com um total de 169 (cento e sessenta e nove)
metas que abrangem o desenvolvimento econômico, ambiental e social. Esse plano
estabelece que todos os países se empenhem ativamente em tornar o mundo melhor
para a população e o meio ambiente.
O termo Desenvolvimento Sustentável foi conceituado e divulgado em 1987 a
partir do relatório Brundtland, também conhecido como Our Common Future (“Nosso
Futuro Comum”). Segundo o Relatório, Desenvolvimento Sustentável é aquele que “[...]
atenda às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações
futuras atenderem também às suas [...]” (BRUNDTLAND, 1991, p. 9), isto significa,
garantir o uso dos recursos com consciência de que as futuras gerações irão precisar
deles para sobreviver e ter qualidade de vida.
Então, apresenta-se a sustentabilidade em 5 (cinco) principais dimensões: social,
ecológica, política, cultural e econômica, segundo Serrão, Almeida e Carestiato (2014).
A Sustentabilidade social remete às necessidades da sociedade e busca:
Igualdade social; Distribuição de renda justa; Criação de postos de trabalho que
permitam a obtenção de renda individual adequada (melhores condições de
vida); Igualdade entre homens e mulheres; Incorporação plena da mulher no
mercado, na política e no bem – estar social; Universalização ou direito de

�todos a serem atendidos por politicas de educação, saúde, habitação e
seguridade social. (SERRÃO; ALMEIDA; CARESTIATO, 2014, p.20).

Dessa forma pensando na função social das Bibliotecas Universitárias, e em
como elas poderiam atuar a partir de ações e estratégias em prol do Desenvolvimento
Sustentável, objeto da Agenda 2030, teve-se por problema de pesquisa: Há o olhar das
bibliotecas universitárias ludovicenses para a Agenda 2030 da ONU?
O objetivo geral pautou-se em identificar se os gestores bibliotecários de
universidades conhecem a Agenda 2030 da ONU/IFLA e, especificamente, descrever o
grau

de

conhecimento

dos

gestores

das

Bibliotecas

Universitárias

sobre

sustentabilidade apresentada na Agenda 2030, destacar o papel das bibliotecas na
implantação dos 17 itens e descrever as ações das Bibliotecas das Instituições de
Ensino Superior de São Luís – MA para com o Desenvolvimento Sustentável,
alicerçado na Agenda 2030 e como as bibliotecas universitárias, podem atuar para
contribuir na sua implantação.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa se caracterizou como exploratória com abordagem qualitativa dos
dados coletados por meio da pesquisa bibliográfica, embasada em revisão literária de
autores como Brundtland (1991), Nogueira (2013), Serrão, Almeida e Carestiato (2014),
ONU (2015a, 2015b), entre outros, e pesquisa de campo, com o uso da técnica da
entrevista semiestruturada para coleta de dados, com a finalidade de verificar a visão
dos bibliotecários que atuam em bibliotecas universitárias acerca da responsabilidade
social concernente à Agenda 2030 e o desenvolvimento sustentável.
A pesquisa de campo efetivou-se nas Bibliotecas das Instituições de Ensino
Superior da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do
Maranhão (UEMA), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Ceuma
(UNICEUMA), Faculdade Pitágoras do Maranhão, Faculdade Santa Terezinha (CEST) e
Faculdade Santa Fé (FSF), sem intuitos comparativos.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
De acordo com a IFLA (2015) as bibliotecas podem atuar principalmente na
disseminação da informação para as comunidades que estão em vulnerabilidade, e as
Bibliotecas Universitárias podem atender a Agenda 2030 dando apoio aos projetos de

�ensino, pesquisa e extensão, com vistas à geração de novos conhecimentos para a
sociedade.
Como exemplo dessa vertente, a Instituição A aponta que no ano de 2018
solicitou um stand na Feira de Ciência e Tecnologia e realizou uma exposição da
produção acadêmica por meio da mostra de teses e dissertações. Em relação ao
conhecimento sobre a Agenda 2030 a Bibliotecária A aponta que é uma Agenda da
ONU que envolve todos os países membros num compromisso de Desenvolvimento
Sustentável: economia, ambiental e social.
A Bibliotecária F diz que é um documento que diz respeito às causas sociais,
sendo um plano de ação para as pessoas e para o planeta, visando principalmente, a
erradicação da pobreza extrema. A Bibliotecária G diz que trata sobre objetivos e metas
relacionadas ao Desenvolvimento Sustentável.
As bibliotecárias relataram as possibilidades de atuação das instituições e a
existência de projeto, programa ou ação voltada para o Desenvolvimento Sustentável,
conforme o Quadro 1.
Quadro 1 - Projetos de atuação para atingir os objetivos da Agenda 2030
Gestora

A
B
C

D

E

Atividades da biblioteca para atingir os
objetivos da agenda 2030
Por meio da disponibilização de
informações sobre o assunto para os
usuários e participando de fóruns de
discussões no ambiente universitário.
Reciclagem e Acesso a informação
Algo novo, é preciso implantar projetos de
leitura e disseminação da informação.

Não conhece, mas a partir da entrevista
vai se inteirar.

Trabalho em conjunto
É levar a biblioteca para mais perto da
comunidade, não se restringir apenas as
F
atividades acadêmicas, e buscar formas de
contribuir
com
maior
acesso
ao
conhecimento e informações.
Através da educação inclusiva,
G
promovendo o acesso da informação as
pessoas com dificuldades.
Fonte: A Autora.

Projeto, programa ou ação da biblioteca voltado
para o desenvolvimento sustentável
Projeto Ecobag, reaproveita banners utilizados em
eventos da instituição, com os banners são feitas
sacolas para carregar livros emprestados.
Reciclagem
Não
Projetos de descarte responsável em parceria com
projeto da Ecocemar, projetos da deterioração,
bibliotecas virtuais além de garantir acesso amplo e
atualizado elas também diminuem a quantidade de
papel. Um diferencial da instituição que foi apontado é
que o Egresso da instituição permanece tendo acesso
as bibliotecas virtuais após a formação promovendo
assim o desenvolvimento do profissional.
Não
Todo e qualquer material que não será mais utilizado
vai para reciclagem, os livros desbastados, quando
utilizáveis, são doados, entre outras ações.

Campanha de conscientização do uso de descartáveis
– adote um copo.

�Na análise das respostas obtidas, percebe-se que existe pouco conhecimento
em relação à contribuição que a Biblioteca Universitária pode realizar em prol dos
objetivos da Agenda 2030, segundo as apresentadas pela IFLA (GARCIA-FEBO, 2016).
Em relação a projetos de Desenvolvimento Sustentável as gestoras, à exceção da
Bibliotecária da instituição D, remetem apenas para a preservação e conservação do
meio ambiente, não levando em consideração os aspectos econômicos e sociais que
estão inseridos no mesmo.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Agenda 2030 é um plano de ação global com 17 (dezessete) objetivos que
buscam o Desenvolvimento Sustentável, desenvolvimento equilibrado nos aspectos
sociais, ambientais e econômicos e as bibliotecas, em especial a universitária pode
contribuir para a sua consecução por meio da disseminação da informação e ações de
valorização dos clientes.
Ao realizar a entrevistas com as gestoras, no primeiro contato realçaram não
possuir conhecimento sobre a Agenda 2030 e, posterior à apresentação do tema e
pesquisa por parte das gestoras, A, F e G responderam ao questionamento. Em relação
ao papel que as Bibliotecas poderiam desempenhar para alcançar os objetivos da
Agenda 2030, relacionaram com ações de promover acesso à informação, educação
inclusiva, entre outros. Dessa forma, devido ao grau de conhecimento das gestoras
sobre a Agenda 2030, demostraram interesse em conhecer mais sobre o assunto.
Ao contemplar o problema e os objetivos deste trabalho, conclui-se que pouco se
conhece sobre a Agenda 2030 nas Bibliotecas Universitárias, apesar da divulgação das
instituições representativas da classe profissional. Esse tema pode ser mais
aprofundado diante da grandiosidade que trata o poder das bibliotecas em disseminar a
informação e assim transformar a realidade social, pois somente pessoas informadas
são capazes de mudar o mundo por meio da aplicação dos seus conhecimentos em
interação com o meio ambiente.
Ressalta-se que a Agenda 2030, apesar de ter bases sólidas devido à iniciativa
da ONU, carece de maior conhecimento no Brasil e ações de vulto para colocá-la em
prática, como um plano extremamente audacioso e que poderá contribuir com o
Desenvolvimento Sustentável.

�REFERÊNCIAS
BRUNDTLAND, Gro Harlem et al. Nosso futuro comum. 2. ed. Rio de Janeiro:
Fundação Getúlio Vargas, 1991.
GARCIA-FEBO, L. Las bibliotecas, las actividades de defensa y promoción y la
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https://www.ifla.org/FR/node/10345. Acesso em: 10 nov. 2018.
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ONU. Haia: IFLA, 2015. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/libraries-development/documents/libraries-un2030-agenda-toolkit-es.pdf. Acesso em: 10 nov. 2018.
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paradigmas para alcançar sua real importância. In: ENCONTRO NACIONAL DO
CONSELHO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO, 22., 1316 nov. 2013, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: Conpedi, 2013. p. 521-536. Disponível em:
http://www.publicadireito.com.br/publicacao/unicuritiba/livro.php?gt=13. Acesso em: 27
nov. 2018.
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Disponível em: http://www.agenda2030.org.br/sobre/. Acesso em: 10 nov. 2018.
ONU. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o desenvolvimento
sustentável. [S. l.: s. n.], 2015b. Disponível em: https://nacoesunidas.org/wpcontent/uploads/2015/10/agenda2030-pt-br.pdf. Acesso em: 10 nov. 2018.
SERRÃO, Mônica; ALMEIDA, Aline; CARESTIATO, Andréa. Sustentabilidade: uma
questão de todos nós. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2014.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A AGENDA 2030 NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE SÃO LUÍS – MA</text>
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                <text>Georgete LOPES FREITAS</text>
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                <text>Eixo 6: Gestão de bibliotecas</text>
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                <text>Análise sobre o conhecimento dos gestores de Bibliotecas Universitárias de São Luís - MA sobre a Agenda 2030 da ONU/IFLA. Discorre sobre conceitos de Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável, Agenda 2030 e a sua aplicação em Bibliotecas Universitárias em São Luís – MA. O objetivo geral é identificar se os gestores bibliotecários de universidades conhecem a Agenda 2030 da ONU/IFLA e, especificamente, descrever o grau de conhecimento dos gestores das Bibliotecas Universitárias sobre sustentabilidade apresentada na Agenda 2030 e destacar o papel das bibliotecas na implantação dos 17 itens e descrever as ações das Bibliotecas das Instituições de Ensino Superior de São Luís – MA para com o Desenvolvimento Sustentável. Caracteriza a pesquisa como exploratória com abordagem qualitativa dos dados coletados por meio da pesquisa bibliográfica, embasada em revisão literária de autores como Brundtland (1991), Nogueira (2013), Serrão, Almeida e Carestiato (2014), ONU (2015, 2016), entre outros, e pesquisa de campo, utilizando entrevista semiestruturada como método de coleta de dados. Conclui que nas Bibliotecas Universitárias de São Luís – MA pouco se conhece sobre a Agenda 2030, apesar da divulgação das instituições representativas da classe profissional.</text>
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                    <text>Competência informacional: uma análise com acadêmicos de
pós-graduação

Robson de Paula Araujo (USP) - paraujo.robson@gmail.com
Rogério Ferreira Marques (UFPB) - rogerioferreiramarques1@gmail.com
Lilian Aguilar Teixeira (UFMS) - teixeiralili@gmail.com
Mourâmise Moura Viana (Campo Grande) - mouramise@gmail.com
Resumo:
O objetivo deste artigo foi comparar o comportamento informacional dos pós-graduandos de
duas universidades públicas, de João Pessoa/PB e de Ribeirão Preto/SP, duas regiões distintas.
Foram aplicados questionários para verificar como realizam o processo de busca da
informação,bem como na identificação de suas necessidades informacionais. Os dados
analisados
identificaram os níveis de competência com que os estudantes utilizam fontes e recursos
informacionais e de acordo com as respostas dos participantes, foi analisado que existem
semelhanças comportamentais que envolvem a competência informacional.
Palavras-chave: Competência informacional. Acesso à informação. Biblioteca universitária.
Estudo de usuário
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentaçã
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução

A biblioteca universitária tem como objetivo dar apoio às atividades de
ensino, pesquisa e extensão, atendendo as demandas informacionais de toda a
comunidade acadêmica. Com o desenvolvimento das novas Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs), as bibliotecas têm permitido acesso a seus
conteúdos de forma remota por meio de suas bases em rede. Capurro et al.(2007)
comentam que a era da informação pode também ser chamada de era de acesso.
Sob este aspecto, a biblioteca e os profissionais da informação, no papel de
mediadores da informação, precisam estabelecer uma relação de diálogo com
seus usuários, subsidiando-os com recursos e ferramentas para apoio à busca e
recuperação da informação, fornecendo-lhes meios para desenvolver suas
competências informacionais.
No contexto de enormes contingentes informacionais é essencial, sob a
ótica de Belluzzo (2014, p. 61), que os indivíduos tenham competências e
habilidades para reconhecer suas necessidades de informação, para buscá-la,
selecioná-la e avaliá-la.
Porém, faz-se necessário conhecer os caminhos trilhados por estes
usuários na busca por sua demanda por informação. Nesta linha de raciocínio é
que se pretende identificar se os discentes de duas universidades públicas, de
diferentes regiões possuem familiaridade com as ferramentas de buscas,
verificando-se através de questionários se realizam o processo de forma
autônoma e se possuem dificuldade em localizar, avaliar e selecionar eficazmente
a informação necessária para sua demanda informacional.
A importância em se desenvolver a competência da informação nos
discentes do ensino superior tem suscitado muitas pesquisas e análises entre os
profissionais da Ciência da Informação. Tal iniciativa é justificável, já que as
percepções dos usuários são colaborativas, no sentido de identificação das suas
necessidades investigativas, assim como a avaliação dos produtos e serviços
disponibilizadas pelas unidades de informação.

�Método da pesquisa:
As principais técnicas para o estudo de uso e de usuários de sistemas de
informação, segundo Le Coadic (1996, p. 50), provêm das ciências sociais e são a
observação, entrevista, questionário e diário. Neste sentido, intenta-se realizar
uma pesquisa de campo, em uma abordagem quali-quantitativa, a partir do
método descritivo. Marconi e Lakatos (1999, p. 85) define pesquisa de campo como
aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações
e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual se
procura uma resposta, ou de uma hipótese que se queira
comprovar, ou ainda descobrir novos fenômenos ou as
relações entre eles. Consiste na observação de fatos e
fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta
a eles referente e no registro de variáveis que se presume
relevantes, para analisá-los.

O cenário da pesquisa é composto por duas bibliotecas universitárias
públicas, uma em Ribeirão Preto/SP e outra em João Pessoa/PB, com uma
amostragem dos discentes de pós-graduações em distintas áreas. O critério
adotado para definir o universo da pesquisa dá-se por entender que os discentes
necessitam de orientação quanto aos recursos de busca e recuperação da
informação disponibilizados pela biblioteca.
Resultados:
Foi realizada a média das respostas dos participantes para cada questão.
Participaram desta pesquisa 41 alunos pós-graduandos em uma Universidade, em
João Pessoa, e 12 pós-graduandos de uma Universidade de Ribeirão Preto, com
questionários enviados tanto por e-mail quanto aplicados pessoalmente para
alunos de áreas multidisciplinares.
De acordo com os resultados apresentados no questionário, verificou-se
similaridades na questão de comportamento informacional: grande percentual dos
entrevistados de ambas universidades responderam que possuem habilidades em
realizar o planejamento da busca de informações encontradas nas diversas fontes
(Quadro 1).

�Quadro 1 - Planejamento da pesquisa/investigação

Para Belluzzo (2014, p. 61), competência informacional pode ser entendida
“[...] como um conjunto de competências e habilidades que uma pessoa necessita
incorporar para lidar, de forma crítica e reflexiva, com os diversos recursos
informacionais existentes [...]”.
Outra questão em que ambas apresentaram semelhanças foi que, apesar
de o contexto atual ser dominado pelas tecnologias de informação, os
entrevistados preferem os métodos tradicionais de consulta às obras de
referências (livros, teses, dissertações...), demonstrando que a biblioteca física
continua sendo o principal recurso utilizado pelos estudantes (Quadro 2).
Quadro 2 - Início da pesquisa/investigação

Neste sentido, Targino (2006) recomenda que as bibliotecas devem
priorizar mais o acesso que a disponibilidade da informação, ou seja, dar
condições de acessibilidade a qualquer informação, pois os alunos preferiram os
materiais da biblioteca.
Na questão que envolve conhecimento dos métodos de investigação
(exploratório, descritivo, explicativo, qualitativo etc.), ambos locais demonstraram
que os entrevistados possuem conhecimento mediano (Quadro 3).

�Quadro 3 - Conhecimento dos métodos de investigação

A diferença do comportamento informacional apontada foi na questão de
gerenciamento das informações: os entrevistados de Ribeirão Preto dão
preferência para organização manual das referências, já os de João Pessoa
preferem organizar utilizando gerenciadores de referências (Quadro 4).
Quadro 4 - Gerenciamento da informação

Accart (2012) lembra que a orientação para uso das ferramentas de
referência tem o objetivo de fazer com que o usuário se aproprie dos instrumentos
e métodos de pesquisa disponíveis, de forma a permitir intercâmbio e
compartilhamento de conhecimentos.
De acordo com a Association of College &amp; Research Libraries (ACRL,
2000, tradução nossa), uma pessoa é “information literacy” quando ela tem a
capacidade de localizar, avaliar e utilizar eficazmente a informação necessária de
forma autônoma. São pessoas “que aprenderam a aprender” e sempre vão ter
aptidões para encontrar informação para qualquer decisão ou tarefa, porque
sabem como o conhecimento é organizado.
Assim, a competência informacional está mais relacionada à capacidade de
aprendizado ao longo da vida, utilizando-se da encontrabilidade e uso crítico e
reflexivo das fontes de informação, proporcionando uma mudança de
comportamento e na forma de manejo do conhecimento, do que propriamente
apenas ao aprendizado do processo de recuperação da informação.

�Considerações Finais:
Neste sentido, a biblioteca precisa envidar esforços no intuito de
compreender os caminhos trilhados por seus usuários na busca da informação,
para prepará-los para uso dos seus sistemas, de forma que tenham
independência na busca em todos os formatos e ambientes que a biblioteca
disponibiliza seus recursos informacionais.
Ela deve fazer a mediação para que a informação, tanto a desejada quanto
ainda outras que não estejam na questão inicial, sejam encontradas, quer seja
uma consulta a um índice, a uma base de dados ou acesso ao sistema de
informação da unidade.
O resultado dessa investigação demonstrou que os acadêmicos
pesquisados de ambas universidades possuem a competência informacional no
que se refere a habilidades para a busca, uso e avaliação da informação que
necessitam.

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e interpretação de dados. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
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Comunicação e Biblioteconomia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2011.
TARGINO, M. D. G. Olhares e fragmentos: cotidiano da Biblioteconomia e
Ciência da Informação. Teresina: EDUFPI, 2006.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O objetivo deste artigo foi comparar o comportamento informacional dos pós-graduandos de duas universidades públicas, de João Pessoa/PB e de Ribeirão Preto/SP, duas regiões distintas. Foram aplicados questionários para verificar como realizam o processo de busca da informação,bem como na identificação de suas necessidades informacionais. Os dados analisadosidentificaram os níveis de competência com que os estudantes utilizam fontes e recursos informacionais e de acordo com as respostas dos participantes, foi analisado que existem semelhanças comportamentais que envolvem a competência informacional.</text>
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                    <text>Competência em informação e o novo universitário: participação da
biblioteca universitária no acolhimento dos calouros

Dempsey de Lima Bragante (UFF) - dempseybragante@yahoo.com.br
Resumo:
Trata da iniciativa da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense
(UFF) em elaborar uma ação voltada para os graduandos que ingressam à universidade. O
objetivo deste trabalho é apresentar as atividades realizadas no “Conhecendo a Biblioteca”.
Como embasamento teórico, foram utilizados três conceitos: competência em informação,
marketing e bibliotecário como educador. Este projeto possui como ideia principal enfatizar a
importância da biblioteca universitária dentro da instituição, como local de compartilhamento
de conhecimentos. Auxiliar o novo universitário a reconhecer suas necessidades
informacionais, a avaliar e verificar a confiabilidade, estimulando assim o pensamento crítico,
o aprender a aprender desde os primeiros dias da sua inserção no mundo acadêmico. A ação
de acolhimento estudantil “Conhecendo a Biblioteca” é de grande valia para a Faculdade de
Direito da UFF, por possuir um diferencial, consegue alcançar usuários, capacitá-los desde a
primeira semana na universidade e torna-los em usuários reais. A proposta é que ocorra a
cada semestre a ação de acolhimento estudantil por parte da Biblioteca da Faculdade de
Direito da UFF, visando sempre o aprimoramento da atividade. Almejando o desenvolvimento
das habilidades e competências dos novos discentes que acessam a universidade.
Palavras-chave: Competência
em
informação.
Bibliotecário
Acolhimento Estudantil. Universidade.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Educador.

Marketing.

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
A Universidade Federal Fluminense (UFF), com sede em Niterói (RJ), recebe
semestralmente, em média, 5000 estudantes para os cursos de graduação
(UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE, 2019). Pensando neste fato a
Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF, teve a iniciativa de elaborar uma ação
voltada para o graduando que chega à universidade.
Partimos das questões: será que o calouro sabe o que é uma biblioteca? Será que
ele já teve contato com uma biblioteca anteriormente? Ele possui a informação
que na biblioteca existe o bibliotecário disponível para auxiliar em suas
necessidades de informações? A partir desses questionamentos, iniciamos o
aprimoramento e ampliação da ação de recepção estudantil que era realizada nos
semestres anteriores.
Como embasamento teórico, para o novo projeto chamado “Conhecendo a
Biblioteca”, nos apropriamos de três conceitos: competência em informação,
marketing e bibliotecário como educador.
Destacamos a definição da referência internacional da Association of College &amp;
Research Libraries (ACRL), divisão da American Library Association (ALA) para
competência em informação: “um conjunto de habilidades indispensáveis ao
indivíduo para reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter
habilidades de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação”. (ACRL, 2000,
p. 2). Selecionamos esta ideia, visando a importância do desenvolvimento do
conhecimento, habilidades e valores por parte dos usuários. Dando suporte teórico
para a ação de capacitação dos novos graduandos desde os primeiros dias de
vivência dentro da universidade.
No Brasil existem diversas traduções para information literacy: letramento
informacional, competência informacional, alfabetização informacional, mas para
este trabalho optamos por utilizar o termo “competência em informação”, de
acordo com a Declaração de Maceió sobre a Competência em Informação,
publicada no XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
Maceió, em agosto de 2011. (DECLARAÇÃO..., 2011).
O segundo conceito trabalhado no planejamento do projeto foi a noção de
marketing, “processo por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo

�de que necessitam e que desejam com a criação, oferta e livre negociação de
produtos e serviços de valor com outros”. (KOTLER, 2000, p.30). Para criar um
serviço, é necessário ter foco na necessidade do público-alvo, ou seja, fazer o
planejamento e elaborar a atividade de acordo com a necessidade real do usuário,
neste caso o discente que está tendo seu primeiro contato com a biblioteca
universitária.
Em terceiro apresentamos a ideia do bibliotecário como educador, “o bibliotecário
deve estar apto a expressar-se e comunicar-se, criando um ambiente que estimule
o aprendizado, utilizando técnicas de transmissão de informações efetivas,
assumindo também seu papel de tutor”. (DUDZIAK, 2000, p.15). Destacamos aqui
a importância do bibliotecário assumir seu papel de mediador pedagógico. Essa
visão auxiliou o trabalho de conscientização dos bibliotecários e da equipe, para
maior engajamento e participação de todos na atividade.
Após esses pontos apresentados, indicamos agora o objetivo deste trabalho, que
é apresentar as atividades realizadas no “Conhecendo a Biblioteca”, ação
organizada pela Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF. Este projeto possui
como ideia principal enfatizar a importância da biblioteca universitária dentro da
instituição, como local de compartilhamento de conhecimentos, e auxiliar o novo
universitário a reconhecer suas necessidades informacionais. Apresentando
instrumentos para busca e recuperação da informação, auxiliando-o também a
avaliar e verificar a confiabilidade, estimulando assim o pensamento crítico, o
aprender a aprender desde os primeiros dias da sua inserção no mundo
acadêmico.

2 DESENVOLVIMENTO
Por semestre a Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF),
localizada em Niterói (RJ), recebe cerca de 110 novos alunos na Graduação em
Direito, que acessam a universidade por meio do Exame Nacional do Ensino
Médio (ENEM). Pensando neste público a partir do primeiro semestre de 2019 a
Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF criou o projeto “Conhecendo a
Biblioteca”.
Nos anos anteriores já existia um trabalho de acolhimento dos calouros presencial,
em sala de aula, e boas-vindas por meio do e-mail marketing. Mas neste ano de
2019, esta ação foi aprimorada e ampliada.
Mesmo com a recepção que acontecia nos anos anteriores, pode-se verificar que
muitos alunos deixavam para se inscrever e conhecer os serviços da biblioteca em
momentos críticos, como por exemplo, na semana de provas.
Para suprir esta lacuna, o bibliotecário responsável pela referência teve a atitude
de procurar parcerias dentro da Faculdade de Direito, para criar um projeto com
maior adesão voltado para os calouros.

�Após conversas e uma reunião com o Centro Acadêmico, a Biblioteca conseguiu
se inserir na Semana da Calourada. A tradicional semana de trote, que na
Universidade Federal Fluminense (UFF) há alguns anos denominamos
“Acolhimento Estudantil”.
Observando os novos usuários da Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF,
verificamos que muitos tem dificuldade nos primeiros semestres, principalmente
para utilizar as ferramentas necessárias para pesquisa e recuperação das
informações, muitas vezes por não terem tido contado anteriormente com uma
biblioteca escolar ou até mesmo pública.
Com projeto “Conhecendo a Biblioteca”, atendemos prontamente uma
necessidade do discente que está chegando na UFF. Na próxima seção
apresentaremos os passos que foram executados para realização da ação de
acolhimento.

3 METODOLOGIA
Apresentamos agora os procedimentos de planejamento, elaboração e execução
da atividade.
A Biblioteca entrou em contato com o Centro Acadêmico/ Direito UFF e indicou o
interesse de cooperar e participar da Calourada 2019, semana de integração dos
alunos calouros com veteranos e apresentação dos serviços da Universidade para
os novos estudantes. O bibliotecário responsável pela referência, fez esse contato
com o Centro Acadêmico.
Ficou decidido mediante trocas de e-mails e de uma reunião presencial os
detalhes de como a Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF iria participar da
Semana da Calourada. O Centro Acadêmico reservou um dia de atividade para a
Biblioteca.
Foi feita uma reunião também com a equipe da Biblioteca para apresentar a
proposta e para efetuar a divisão das tarefas.
A biblioteca reservou com a secretaria da Faculdade de Direito o auditório e
equipamento para o dia do evento. A cooperação com outros setores foi essencial
neste momento.
A Diretoria do Centro Acadêmico ficou responsável em trazer os alunos até a
Biblioteca. Na data agendada os novos universitários foram acolhidos pela equipe
da Biblioteca, a ação foi planejada em três momentos distintos.
O primeiro foi a capacitação dos alunos, participando de uma palestra sobre os
serviços e produtos da biblioteca. Na capacitação foram abordados seguintes
temas: serviços presenciais e meio virtual, site, catálogo on-line, renovação online, presença da Biblioteca nas mídias sociais por meio da página institucional no
Facebook e do Blog, Repositório Institucional da UFF (RIUFF), onde estão

�atualmente depositados os trabalhos de conclusão de curso, teses e dissertações,
além de toda produção acadêmica da Universidade, foi apresentado também o
regulamento da biblioteca e para finalizar a ética na produção acadêmica.
Realizando assim uma sequência de pontos relevantes para os novos
graduandos. Este momento foi realizado no auditório, objetivando o conforto dos
participantes e uma melhor visualização da apresentação.
Em seguida foi realizada a visita guiada pelas instalações da biblioteca. Os alunos
conheceram as áreas e o qual serviço é oferecido em cada setor. Logo após ainda
teve um lanche cortesia surpresa, organizado pela equipe da Biblioteca da
Faculdade de Direito da UFF, e sorteio de brindes. Este terceiro momento foi
pensando também para o diálogo, trocas de saberes e networking entre os
presentes.
Além desses três pontos, foi realizada a avalição da atividade. No dia do evento a
Biblioteca coletou os e-mails dos participantes e encaminhou a avalição.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A ação de acolhimento estudantil “Conhecendo a Biblioteca” é de grande valia
para a Faculdade de Direito da UFF e possui um diferencial pois consegue
alcançar usuários, capacitá-los desde a primeira semana na universidade e tornálos em usuários reais.
Outro destaque é a interação da Biblioteca com o Centro Acadêmico e outros
setores da Universidade. Esse trabalho cooperativo é essencial para o sucesso da
atividade. Agora a Biblioteca participando oficialmente da Calourada fica mais fácil
o acesso aos novos graduandos.
Atividade serviu como motivação para a equipe da Biblioteca da Faculdade de
Direito da UFF. Os bibliotecários da unidade puderam vivenciar a experiência do
bibliotecário como agente educador e mediador do conhecimento.
A avalição dos participantes foi positiva. Os próprios alunos veteranos, da diretoria
do Centro Acadêmico, se interessaram na palestra, aproveitaram para conhecer
os novos serviços da Bibliotecas.
Mesmo com esta ação, a atividade de recepção dos calouros através do e-mail
marketing continua, ficou um trabalho complementando o outro, presencial e online juntos.
A proposta é que a cada semestre a ação de acolhimento estudantil por parte da
Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF ocorra, visando sempre o
aprimoramento da atividade. Tendo em vista sempre esse tripé conceitual:
competência em informação, marketing e o bibliotecário como educador,
almejando permanentemente o desenvolvimento das habilidades e competências
dos novos discentes que acessam a universidade.

�REFERÊNCIAS
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Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2012.
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Editora Universidade de Brasília, 2007.
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Disponível em: http://www.ala.org/acrl/sites/ala.org.acrl/files/content/standards/
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necessária à fluência científica e tecnológica na Sociedade da Informação: uma
questão de educação. In: SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA
UNESP, 7., 2001, Bauru. Anais [...]. Bauru: UNESP, 2001. Disponível em:
www.simpep.feb.unesp/ana8.html. Acesso em: 21 abr. 2019.
CAMPELLO, Bernadete Santos Campello. Letramento informacional: função
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Alagoas, 09 ago. 2011. Maceió: FEBAB, 2011. Disponível em: http://www.
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DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Educação de usuários de bibliotecas universitárias
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11., 2000, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: UFSC, 2000. p. 1-19.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy e o papel educacional das
bibliotecas e do bibliotecário na construção da competência em informação. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 25., 2002,
Salvador. Anais [...]. Salvador: INTERCOM, 2002. p. 1-13.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Os faróis da sociedade de informação: uma análise
crítica sobre a situação da competência em informação no Brasil. Inf. &amp; Soc.,
João Pessoa, v.18, n.2, p.41-53, maio/ago.2008.
KOTLER, Philip. Administração de marketing. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Ingresso nos cursos de graduação
da UFF: ano letivo de 2019 - 1º semestre. 2019. Disponível em:
http://www.coseac.uff.br/20191/index.htm. Acesso em: 28 abr. 2019.

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Documentação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Trata da iniciativa da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) em elaborar uma ação voltada para os graduandos que ingressam à universidade. O objetivo deste trabalho é apresentar as atividades realizadas no “Conhecendo a Biblioteca”. Como embasamento teórico, foram utilizados três conceitos: competência em informação, marketing e bibliotecário como educador. Este projeto possui como ideia principal enfatizar a importância da biblioteca universitária dentro da instituição, como local de compartilhamento de conhecimentos. Auxiliar o novo universitário a reconhecer suas necessidades informacionais, a avaliar e verificar a confiabilidade, estimulando assim o pensamento crítico, o aprender a aprender desde os primeiros dias da sua inserção no mundo acadêmico. A ação de acolhimento estudantil “Conhecendo a Biblioteca” é de grande valia para a Faculdade de Direito da UFF, por possuir um diferencial, consegue alcançar usuários, capacitá-los desde a primeira semana na universidade e torna-los em usuários reais. A proposta é que ocorra a cada semestre a ação de acolhimento estudantil por parte da Biblioteca da Faculdade de Direito da UFF, visando sempre o aprimoramento da atividade. Almejando o desenvolvimento das habilidades e competências dos novos discentes que acessam a universidade.</text>
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                    <text>Coleção Academia Brasileira de Ciências: pesquisa e
processamento técnico de seu acervo bibliográfico

Magna Loures de Farias (MAST) - magnafari@gmail.com
Marcio Ferreira Rangel (MAST) - marciorangel@mast.br
Resumo:
Esse relato visa à apresentação do processamento técnico da Coleção Especial Academia
Brasileira de
Ciências (ABC), da Biblioteca Henrique Morize, do Museu de Astronomia e Ciências Afins
(MAST). Apresenta o processo de catalogação do acervo e inclusão na planilha de inventário
intelectual, e as dificuldades para sua disponibilização ao público. Devido a importância do
acervo que remonta parte da história da ciência no Brasil foi conquistada, pela Biblioteca do
MAST, uma bolsa no Programa de Capacitação Institucional, do Ministério de Ciência,
Tecnologia, Inovações e Comunicações – PCI/MCTIC, para realização de uma pesquisa visando
o estudo detalhado da Coleção, deste modo, tal relato é composto pelas atividades
desenvolvidas durante a pesquisa.
Palavras-chave: Coleções
Ciências.

Especiais.

Processamento

Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Técnico.

Academia

Brasileira

de

�Introdução
O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), um instituto de pesquisa do
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), é detentor de uma
biblioteca especializada em História da Ciência e da Técnica, Educação e Divulgação da
Ciência, Museologia e Preservação do Patrimônio Histórico de C&amp;T. No intuito de melhorar
as condições de preservação e uso de obras de relevância e importância histórico-científicas, a
Biblioteca realiza, desde 2006, estudos sobre critérios para enquadramento e tratamento
especializado de parte do seu acervo, definido como Coleções Especiais.
Atualmente, são Coleções Especiais na biblioteca: Documentos Brasileiros, Brasiliana
(Coleções da Biblioteca Pedagógica Brasileira), Lélio Gama, Solange Zuñiga, Erika
Zimermman e das instituições Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens
Culturais (ABRACOR) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
No que se refere especificamente a Coleção da Academia Brasileira de Ciências
(Coleção ABC), desde 2017 esta é objeto de estudo de uma bolsa do Programa de
Capacitação Institucional do MCTIC, parte do projeto “História, Memória Documental e
Divulgação da Ciência e Tecnologia Brasileira”, com o plano de trabalho “Coleção da
Academia Brasileira de Ciências (ABC): pesquisa e caracterização do perfil histórico da
biblioteca por meio do seu acervo bibliográfico”.
Tal acervo possui cerca de 14.000 obras, que remontam parte da História da Ciência
no Brasil. Diante de tal importância, justifica-se um projeto que objetiva a reorganização da
Coleção ABC no MAST, por meio do processamento técnico do acervo, armazenamento com
segurança e disponibilização para consulta pública.
Este relato visa à apresentação das metodologias para o processamento técnico da
Coleção ABC desenvolvidas ao longo do projeto de pesquisa, desde a seleção para
catalogação ao armazenamento, incluindo os procedimentos adotados para documentos
encontrados no interior dos livros.
Procuramos com esta pesquisa evidenciar os aspectos ligados à memória e à
reconstrução da trajetória histórica da Biblioteca Aristides Pacheco Leão – Biblioteca da
ABC, tornando-a assim fonte de pesquisas e consulta para todos os especialistas interessados
na temática. Identificamos nesta ação uma importante contribuição para a história das
bibliotecas no Brasil, área ainda pouco explorada pela Biblioteconomia, e para o estudo da
área de Coleções Especiais, cuja temática possui literatura escassa, em especial, quando se
refere ao tratamento técnico deste tipo de acervo.

�Relato da experiência
O estudo sobre Coleções Especiais na Biblioteca Henrique Morize iniciou-se em 2006
com pesquisas sobre políticas de preservação e acesso para Coleções Especiais. Em 2016, os
estudos sobre estas coleções foram retomados a partir da aquisição do novo sistema de
gerenciamento da Biblioteca, o Pergamum, e do início do processamento técnico da Coleção
da Academia Brasileira de Ciências.
A aquisição de um novo sistema de gerenciamento despertou a necessidade de novas
metodologias de processamento técnico do acervo, uma vez que o sistema de gerenciamento
anterior seguia padrões biblioteconômicos para um catálogo de referências, enquanto o
Pergamum adota códigos internacionais de catalogação, como o formato bibliográfico
MARC21 e o padrão de descrição do Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2).
Neste ínterim, com a chegada da Coleção ABC, tornou-se necessária a revisão dos
parâmetros de Coleções Especiais no MAST, uma vez que esta coleção possui características
muito particulares, que a diferenciam das demais Coleções Especiais da biblioteca.
Contudo, para definir critérios para o enquadramento de um acervo em coleção
especial é preciso conhecê-lo muito bem. O processo para conhecer o acervo é desenvolvido
por meio de recursos técnicos, tais como o inventário, a catalogação, a análise material e
pesquisa bibliográfica, “que envolve o levantamento de fontes que citam a obra em estudo,
para registrar a importância de sua edição, de seu autor, de seu conteúdo, de sua história.”
(PINHEIRO, 2015, p.35).
Diante deste contexto, percebe-se que o processamento técnico de uma coleção
especial é uma atividade complexa, que ultrapassa as normas biblioteconômicas para
catalogação, deste modo, tornou-se necessária a criação de uma metodologia de
processamento técnico específica para coleções especiais na Biblioteca Henrique Morize.
Destaca-se que todas as decisões relativas ao tratamento da Coleção ABC são tomadas de
acordo com a análise de uma equipe multidisciplinar que conta com bibliotecárias,
arquivistas, conservadores, historiadores e um museólogo.
Tal documento se inicia com as normativas de seleção para a catalogação, uma vez
que o acervo possui diferentes tipos de documentos com características distintas, inclusive
estado de conservação. Deste modo, estabeleceu-se como prioridade para processamento
técnico os livros, visto que representavam menor quantidade de exemplares e possuíam a
maior parte dos itens com características especiais, tais como marcas de propriedade e
proveniência. A partir dessa decisão, a ordem para processamento técnico seguiu os seguintes
critérios: (1) exemplares com marcas de propriedade e proveniência em bom estado de

�conservação; (2) exemplares sem marcas de propriedade e proveniência em bom estado de
conservação; (3) exemplares com marcas de propriedade e proveniência em estado de
degradação; e (4) exemplares sem marcas de propriedade e proveniência em estado de
degradação.
Estabelecidos os critérios de prioridade de tratamento por tipo de material e
características, foram determinados os procedimentos metodológicos para processamento
técnico a serem adotados. A metodologia se inicia pelo registro de obras com características
especiais na planilha de inventário intelectual.
Quadro 1 - Planilha de inventário de livros com marcas especiais da Coleção ABC
Planilha de inventário intelectual
Acervo

Código gerado automaticamente pelo sistema, contendo todos
os dados de catalogação.

Exemplar

Código gerado automaticamente pelo sistema, contendo todos
os dados específicos de cada exemplar, mesmo que todos
pertençam ao mesmo código de acervo

Título

A identificação do item na planilha ocorreu em primeiro
momento por meio do título, uma vez que o inventário
precedeu a catalogação.

Ano

O ano, além de informação essencial para identificação de um
livro, também é fator considerável quando se trata de coleções
especiais, uma vez que a data de produção por si só, imprime
ao item características peculiares sobre o contexto no qual foi
produzido.

Identificação de
marcas

Identifica marcas de propriedade e proveniência. Os termos
adotados foram baseados no Glossário de Codicologia e
Documentação, da Ana Virgínia Pinheiro, publicado nos Anais
da Biblioteca Nacional, em 1995.

Localização de
marcas

Identifica em qual parte do exemplar foi encontrado cada
marca especial.

Nota no
Pergamum

A nota no Pergamum apresenta de forma resumida as
características especiais encontradas em cada exemplar.

Observações

As observações incluem outras características importantes para
o contexto do livro na Biblioteca da ABC, como por exemplo,
a identificação do doador original de cada exemplar

Fonte: FARIAS, LINO, ALMEIDA, RANGEL (2017, p. 2834).

O inventário permitiu conhecer cada item detalhadamente antes da catalogação e,
assim otimizar o tempo, uma vez que no momento da catalogação, as análises e notas sobre
marcas especiais já haviam sido concluídas. Também nesta etapa foi iniciado o tratamento dos

�documentos encontrados no interior dos livros, tais como cartas, convites, fotografias, recortes
de jornais, entre outros. Após consulta aos arquivistas e conservadores da instituição, optou-se
por identificar cada documento com inscrições a lápis, acondicionar em envelopes alcalinos
etiquetados e armazenar em caixas de arquivo. Após a conclusão do inventário e da
catalogação, estes documentos serão encaminhados para o Laboratório de Conservação e
Restauração de Papel (LAPEL) para tratamento especializado. A planilha de inventário
intelectual consta, até o momento, com cerca de 528 exemplares com marcas especiais, dentre
estes 45 exemplares com documentos encontrados em seu interior.
A etapa seguinte do processamento técnico é a catalogação, na qual todos os itens,
inventariados ou não, são classificados, descritos e indexados no Sistema Pergamum. Tal
sistema permite a recuperação e gerenciamento da coleção, uma vez que gera dados
estatísticos e individualiza as Coleções Especiais em relação as demais coleções da biblioteca.
Os procedimentos de catalogação seguem as normas e padrões internacionais,
utilizando o formato Marc21 e o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2) para
descrição e a Classificação Decimal Universal para a classificação das obras, com atenção
especial em alguns campos, explicitados no quadro abaixo.
Quadro 2 – Campos Marc21 para especificação de Coleções Especiais
Campos Marc21 para especificação de coleções especiais
Identificação do exemplar nas estantes. Neste
Número de chamada - campo, foi adotado no subcampo da sigla ABC, de
90
modo a diferenciá-la das demais coleções nas áreas
de guarda.
Inclui informações relevantes sobre aspectos
Nota geral – 500
intrínsecos às obras e que não possuem uma nota de
descrição específica.
Nota bibliografia – 504 Informa sobre notas de bibliografia e/ou índice.
Apresenta o conteúdo do documento catalogado.
Nota de conteúdo – 505
Usada especialmente para coleções e séries.
Utilizada para descrever as características
específicas de cada exemplar. Neste campo são
Nota local - 590
inseridas as notas geradas durante o inventário
(campo Nota no Pergamum).
Identifica e unifica a Coleção ABC, permitindo
Coleção – 915
também a recuperação da coleção no Pergamum por
completo em uma única busca.
Fonte: FARIAS, LINO, ALMEIDA, RANGEL (2017, p. 2835).

De modo a manter as características de cada exemplar optou-se por manter todos os
carimbos, registros a lápis e etiquetas colocados pela equipe da Biblioteca da ABC ao longo
de sua existência, uma vez que estes são representativos do histórico da biblioteca e da

�formação desta coleção. Para tanto, foram utilizadas, pela biblioteca do MAST, cintas de
papel alcalino para colocação das etiquetas e acrescidas inscrições a lápis do tipo 6b contendo
os números de acervo e exemplar gerados pelo Pergamum. Por questões de segurança do
acervo, por recomendação da equipe de conservadores e com a aprovação da Academia
Brasileira de Ciências, todos os exemplares receberam carimbo da Biblioteca do MAST no
verso da folha de rosto e na página segredo. O armazenamento deste acervo está em estantes
deslizantes, separado das demais coleções da biblioteca.
Considerações finais
O tratamento técnico inicial da coleção propiciou um melhor conhecimento das
publicações e suscitou vários questionamentos sobre a trajetória da biblioteca da ABC. Com o
início da bolsa PCI/MCTIC, foi possível um melhor conhecimento da formação da coleção
por meio do processamento técnico das obras ao mesmo tempo em que aperfeiçoamos a
gestão das coleções especiais no MAST, uma vez que o estudo realizado propiciou o
desenvolvimento de diversos documentos e metodologias.
Referências
FARIAS, M. L.; LINO, L. A. S. ; ALMEIDA, E. H. P. ; RANGEL, M. F. O Renascer de uma
biblioteca: a coleção especial da Academia Brasileira de Ciências no MAST. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Brasília, v.13, p. 2825-2840, 2017. Edição
CBBD 2017. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/949. Acesso em: jul.
2019.
PINHEIRO, Ana Virginia. História, memória e patrimônio: convergências para o futuro dos
acervos especiais. In: VIEIRA, Brunno V. G.; ALVES, Ana Paula Meneses (Org.). Acervos
especiais: memórias e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015. p. 33-44. (Coleção
Memória da FCL, n. 3).

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Esse relato visa à apresentação do processamento técnico da Coleção Especial Academia Brasileira deCiências (ABC), da Biblioteca Henrique Morize, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Apresenta o processo de catalogação do acervo e inclusão na planilha de inventário intelectual,  e as dificuldades para sua disponibilização ao público. Devido a importância do acervo que remonta parte da história da ciência no Brasil foi conquistada, pela Biblioteca do MAST, uma bolsa no Programa de Capacitação Institucional, do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – PCI/MCTIC, para realização de uma pesquisa visando o estudo detalhado da Coleção, deste modo, tal relato é composto pelas atividades desenvolvidas durante a pesquisa.</text>
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                    <text>Caracterização dos fatores climáticos nos espaços de guarda da
Biblioteca Brasiliana Mindlin (BBM/USP): desafios e propostas
para a preservação de acervos raros

Andréia Wojcicki Ruberti (USP) - andreiaw@usp.br
Resumo:
A Biblioteca Brasiliana Mindlin pertence à Universidade de São Paulo. Inaugurada em março
de 2013, reúne o acervo do bibliófilo José Mindlin, com cerca de 60 mil volumes raros e
especiais sobre a temática brasileira. Os quatro principais locais de guarda da coleção exigem
diferentes observações quanto ao controle ambiental e diferentes cuidados quanto à
preservação das obras. O estudo realizado entre os anos de 2017 e 2018 aponta as condições
climáticas dos espaços, bem como os desafios enfrentados pela equipe do Laboratório de
Conservação Preventiva Guita Mindlin para manter, em especial, os índices de umidade e
temperatura mais adequados ao acervo. São relatados alguns pontos que dificultam o processo
de conservação e apresentadas propostas de solução a curto e médio prazos.
Palavras-chave: Preservação e conservação de acervos; Obras raras; Reservas técnicas em
bibliotecas; Controle climático em bibliotecas; Bibliotecas especializadas
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 – A Biblioteca Brasiliana Mindlin
A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin foi inaugurada em março de 2013, reunindo
parte do acervo do bibliófilo José Mindlin, referente a assuntos brasileiros. É considerada a mais
importante coleção do gênero formada por particulares. São 32,2 mil títulos que correspondem a,
aproximadamente, 60 mil volumes de obras especiais e raras.
Parte do acervo doado pertencia ao bibliófilo e bibliotecário Rubens Borba de Moraes, em
quem José Mindlin reconhecia “uma espécie de irmão mais velho” (Biblioteca Brasiliana Mindlin,
2017). Importante intelectual e o mais destacado estudioso da bibliografia sobre o Brasil, Rubens
Borba de Moraes deixou sua biblioteca de 2.300 obras ao casal Mindlin após seu falecimento, em
1986.
A biblioteca formada por José Mindlin ao longo de sua vida estava organizada em quatro
principais vertentes temáticas: assuntos brasileiros, literatura em geral, livros de arte, e livros como
objeto de arte em virtude de seus traços tipográficos, de sua diagramação, ilustração, encadernação,
entre outros aspectos (HIGHLIGHTS, 2013).
O acervo doado à USP reúne materiais sobre o Brasil ou que, tendo sido escritos e/ou
publicados por brasileiros, sejam importantes para a compreensão da cultura e história do país. O
conjunto é constituído por obras de literatura, de história, relatos de viajantes, manuscritos
históricos e literários, documentos, periódicos, mapas, livros científicos e didáticos, iconografia e
livros de artistas (LOEB, 2013).
Esta Biblioteca, conforme o regimento, tem o compromisso de conservar, divulgar e facilitar
o acesso de estudantes, pesquisadores e do público em geral ao acervo, além de promover a
disseminação de estudos de assuntos brasileiros por meio de programas e projetos específicos.
Embora a coleção esteja alocada em prédio moderno e próprio para a guarda deste acervo,
alguns espaços sofrem com as condições ambientais, especialmente com as variações de
temperatura e umidade que ocorrem na cidade de São Paulo. Com o intuito de preservar
adequadamente todas as obras, ações preventivas e interventivas vêm sendo realizadas nos quatro
principais espaços de guarda da BBM/USP.

2 – Os Espaços de Guarda da Coleção
A BBM/USP apresenta diferentes espaços de guarda da coleção. Os principais são:
a. Anéis
b. Reserva Técnica
c. Sala Estadão
d. Grandes Formatos

Os espaços de guarda foram planejados para abrigar as coleções segundo sua importância e
especificidade. Contam com moderno sistema de ar condicionado, com termo-higrômetros e sistema de
monitoramento Climus para o controle de variações de temperatura e umidade do ambiente.
1

�Esterilizadores são utilizados em todas as salas para melhorar a qualidade do ar. A
higienização da coleção é constante e a limpeza dos espaços físicos é frequente.
A atuação do Laboratório de Conservação Preventiva Guita Mindlin, que pertence à
Biblioteca, se faz no sentido de monitorar os índices ambientais e prevenir infestações ou ataques
por microrganismos, higienizar, realizar reparos e acondicionar as obras, intervindo na coleção e/ou
no local de guarda sempre que necessário.
Segundo parâmetros da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e orientações da equipe do
Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras em suas diretrizes para acervos raros
(PLANOR/BN-RJ, 2006) e segundo Cavicchioli (CAVICCHIOLI; et al, 2017), as condições
climáticas consideradas ideais para coleções em papel são:
- Temperatura média – 20º (podendo variar 1°C)
- Umidade média – 55 – 60%
A seguir serão apresentados os índices ambientais dos principais espaços da BBM/USP,
os desafios e as propostas para cada situação.

2.1 Anéis
São chamados de “Anéis” os três andares que abrigam a principal coleção Mindlin.
Fazendo-se um acompanhando dos índices de temperatura e umidade que incidiram na
coleção nos anos de 2017 e 2018, se verifica alguma variação. Os Anéis se mantiveram dentro de
parâmetros esperados, embora estes pudessem ser melhorados.
2017
Umidade
Temperatura

Anel – 1º andar
46,4%
16,6°C

Anel – 2º andar
48,5%
16,2°C

Anel – 3º andar
46,7%
16,4°C

2018
Umidade
Temperatura

Anel – 1º andar
59,5%
20,7°C

Anel – 2º andar
59,0%
20,8°C

Anel – 3º andar
58,3%
21,1°C

Os principais desafios nesses espaços são: piso acarpetado; custos anuais de manutenção do
sistema de ar condicionado; reúnem diferentes tipos de materiais no mesmo local, como, por
exemplo, obras com capas em couro, em papel e em pergaminho; há incidência solar indireta, mas
que aquece o ambiente; falta de ventilação natural; aparecimento de microrganismos em algumas
coleções, especialmente em estantes próximas a paredes mais frias e úmidas da sala.

2.2 Reserva Técnica
A Reserva Técnica abriga o arquivo, as doações, os materiais não catalogados, entre outras
coleções.

2

�Os principais desafios na Reserva Técnica são: existência de um jardim lateral que ocasiona
interferência das condições climáticas externas (migração da umidade); custos de manutenção do
sistema de ar condicionado; sala bastante extensa e de difícil equilíbrio climático; falta de
ventilação natural; desumificadores em lento processo de aquisição.

Umidade
Temperatura

2017
64,2%
19°C

2018
50,4%
16°C

2.3 Sala Estadão
A denominada Sala Estadão reúne a coleção de jornais o Estado de São Paulo de 1875 a
2001, composta por 4.051 volumes. A referida coleção foi doada à BBM/USP em 2012, foi
higienizada, catalogada e acondicionada em sala própria.
Em 2017, houve a necessidade de uso de aparelho desumidificador para melhor controle da
umidade local devido às características da sala e a maior quantidade de chuvas na cidade no ano.

Umidade
Temperatura

2017
68%
20,2°C

2018
54,5%
20°C

Os principais desafios nessa sala são: falta de ventilação natural; umidade alta; custos de
manutenção do sistema de ar condicionado; a interferência das condições climáticas externas
(migração da umidade); necessidade de acompanhamento constante da coleção, que possui histórico
de fungos na instituição de origem; necessidade de monitoramento intensivo dos índices de
umidade e do uso do aparelho desumidificador.

2.4 Grandes Formatos
A coleção de Grandes Formatos faz parte do acervo Mindlin e está separada do restante das
obras por suas características físicas. Por apresentarem tamanho que vai bastante além dos livros
tradicionais, estão acondicionados em estantes customizadas, de forma horizontal ou vertical, de
acordo com especificidades de tamanho, peso e fragilidade.
Umidade
Temperatura

2017
68,6%
19,5°C

2018
54,1%
15,5°C

Sendo, talvez, o espaço mais desafiador da Biblioteca, a sala de Grandes Formatos
apresenta: pé direito duplo; espaço compartilhado de acervo com área de processamento técnico;
piso acarpetado; difícil desumidificação e equilíbrio ambiental do local; difícil manutenção de uma
temperatura adequada tanto para a coleção quanto para as pessoas; os materiais precisam ser
higienizados e tratados in loco; falta de ventilação natural; maior interferência das condições
climáticas externas devido à abertura das portas de circulação de funcionários.
3

�3. Propostas e medidas adotadas
Para garantir a salvaguarda dos materiais, a BBM/USP, a mais jovem biblioteca da
Universidade, vem trabalhando no sentido de conservar adequadamente o seu acervo e preservá-lo
ao longo do tempo, implementando algumas medidas:
1- controle diário das condições climáticas de todos os espaços de guarda através do sistema
Climus e do termo-higrômetro;
2- uso dos desumidificadores e esterilizadores nas salas, além de realização de estudos da
eficiência e eficácia dos mesmos sobre o acervo;
3- higienização frequente do acervo para evitar o acúmulo de poeira, que pode conter esporos
de fungos;
4- limpeza periódica dos espaços de guarda (pisos, estantes, móveis das salas);
5- criação do “Grupo Climático”, um grupo interdisciplinar com intuito de estudar os impactos
dos fatores climáticos nos espaços de guarda da Biblioteca, acompanhando as demandas, e
propondo soluções para o adequado controle ambiental;
6- desenvolvimento de políticas de preservação do acervo;
7- elaboração de relatórios fotográficos de coleções com eventuais problemas de fungos para
acompanhamento e ações de controle nos espaços onde estão guardadas;
8- análise das orientações da equipe do Planor (Biblioteca Nacional/RJ) em visitas à Biblioteca
e aplicação das sugestões;
9- participação da equipe do Laboratório de Conservação Preventiva da BBM/USP em eventos
e grupos de estudos sobre o tema.

4. Considerações Finais
A BBM/USP passa por um momento de revisão de políticas de uso e de conservação da sua
coleção, o que tem levado a uma maior atenção às áreas de guarda.
Com isso, estão sendo realizados vários estudos e constantes acompanhamentos sobre como
as questões ambientais interferem na preservação dos acervos, bem como no curso das ações
adotadas no âmbito da conservação preventiva e interventiva (SPINELLI JR., 2017).
Os relatórios e estudos gerados tem auxiliado nas discussões do Grupo Climático, que
procura se reunir com maior frequência junto à Direção da Biblioteca, para analisar os resultados
das ações propostas e redirecionar estratégias sempre que necessário.
Por fim, a Biblioteca, com apoio de seu Laboratório de Conservação Preventiva, tem se
esforçado na busca de soluções para a manutenção do adequado controle ambiental nos espaços de
guarda, procurado cumprir sua missão de preservar a coleção Mindlin ao longo do tempo.

5. Bibliografia
BIBLIOTECA Brasiliana Mindlin. São Paulo:
&lt;https://www.bbm.usp.br/&gt;. Acesso em: 15 fev. 2019.

BBM/USP,

2017.

Disponível

em:

CAVICCHIOLI, Andrea; ALEGRE, Priscila L. D.; MARTINS, Ariel G. S. Microambientes e
conservação preventiva em áreas indoor: o caso do espaço interior não climatizado da Casa de Dona
4

�Yayá, em São Paulo (Brasil). In.: Anais do Museu Paulista, São Paulo: v. 25, n. 3, p. 291-340,
set./dez. 2017. Disponível em: &lt; http://www.scielo.br/pdf/anaismp/v25n3/1982-0267-anaismp-2503-291.pdf&gt;. Acesso em: 05 mar. 2019.
HIGHLIGHTS from the Brasiliana Library Guita and José Mindlin. São Paulo: EDUSP, 2013. 104p.

LOEB, Lucia Mindlin, org. Para a tão falada Biblioteca José e Guita Mindlin: dedicatórias. São
Paulo: EDUSP, 2013. 235 p.
PLANOR/BN-RJ. Diretrizes. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2006. Disponível em: &lt;
http://planorweb.bn.br/diretrizes.html&gt;. Acesso em 01 mar. 2019.
SPINELLI JR., Jayme. A conservação de acervos bibliográficos e documentais. Rio de Janeiro:
BN, 1997. Série Documentos Técnicos, 1. Disponível em: &lt;https://www.bn.gov.br/producaointelectual/documentos/conservacao-acervos-bibliograficos-documentais&gt;. Acesso em: 19 fev.
2019.

5

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Biblioteca Brasiliana Mindlin pertence à Universidade de São Paulo. Inaugurada em março de 2013, reúne o acervo do bibliófilo José Mindlin, com cerca de 60 mil volumes raros e especiais sobre a temática brasileira. Os quatro principais locais de guarda da coleção exigem diferentes observações quanto ao controle ambiental e diferentes cuidados quanto à preservação das obras. O estudo realizado entre os anos de 2017 e 2018 aponta as condições climáticas dos espaços, bem como os desafios enfrentados pela equipe do Laboratório de Conservação Preventiva Guita Mindlin para manter, em especial, os índices de umidade e temperatura mais adequados ao acervo. São relatados alguns pontos que dificultam o processo de conservação e apresentadas propostas de solução a curto e médio prazos.</text>
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                    <text>Campanha Multa Solidária no Sistema de Bibliotecas UFPel: um
relato de experiência.

Juliane Weber Peters (UFPel) - julianeppeters@gmail.com
Patricia de Borba Pereira (UFPEL) - ppborba@ufpel.edu.br
Dafne Silva de Freitas (UFPel) - dafne.iffar@gmail.com
Raquel Padilha Silveira (UFPel) - rpsilveira13@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho relata uma experiência, a qual reflete a relevância da gestão do Sistemas
de Bibliotecas da Universidade Federal de Pelotas (SisBi/UFPel), na realização de práticas
solidárias voltadas à responsabilidade ética, econômica e social dos usuários. Dessa forma, o
trabalho tem como objetivo descrever a importância de estreitar a relação das bibliotecas com
seus usuários, de modo que essa relação proporcionasse benefícios para a comunidade
acadêmica. Diante disso, criou-se, no ano de 2017, o projeto “Campanha Multa Solidária”. O
referido projeto permite aos usuários, que possuem multas decorrentes do atraso na
devolução de livros, quitá-las por meio de doações. Uma forma de ajudar o próximo e de
desenvolver a responsabilidade ética e social do usuário. Os itens a serem doados e o seu
respectivo valor em reais são divulgados por meio de cartazes colados em todo o espaço das
Bibliotecas e no site e nas redes sociais do SisBi/UFPel. A “Campanha Multa Solidária” ocorre
uma vez por semestre. No verão, com o tema “Campanha Verão Solidário” e no inverno, com o
tema “Campanha do Agasalho”. As doações recebidas são repassadas para a Pró-Reitoria de
Assuntos Estudantis (PRAE) e para o Hospital Escola (HE). O Assim sendo, o projeto
“Campanha Multa Solidária” nos permitiu perceber a importância da reflexão da
responsabilidade ética, econômica e social dentro das Instituições Públicas de Ensino Superior
(IFES).
Palavras-chave: campanha multa solidária, gestão de bibliotecas, responsabilidade social
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�INTRODUÇÃO
Com a intenção de aproximar a relação entre biblioteca e usuário, e de
contribuir com a sociedade, a atual gestão (2017-2021) do Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal de Pelotas (SisBi/UFPel) criou, em 2017, um projeto
intitulado “Campanha Multa Solidária”. O referido projeto permite aos usuários,
que possuem multas decorrentes do atraso na devolução de livros, quitá-las por
meio de doações. Uma forma de ajudar o próximo e de desenvolver a
responsabilidade ética e social do usuário.
De modo a traçar o perfil socioeconômico do usuário e o seu impasse em
quitar o débito, considerou-se, inicialmente, o número de usuários do Sistema e o
tempo que eles levavam para pagar as multas. Observou-se que o intervalo de
tempo, entre o momento em que o usuário fica sabendo que possui o débito até o
seu efetivo pagamento, é muito longo. Tal lapso temporal se dá pela forma como
as multas devem ser pagas: por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), a
qual só pode ser paga no Banco do Brasil. É possível ainda realizar o pagamento
da multa por meio de transferência bancária identificada. No entanto, esta opção
só é realizável se o aluno for correntista do Banco do Brasil, o que causa
transtornos para os usuários que não possuem conta nesse Banco.
No que diz respeito às doações recebidas, analisou-se a possibilidade de
favorecermos a comunidade ligada à UFPel. Ao explorarmos o perfil dessa
comunidade, percebeu-se a importância de auxiliar o Hospital Escola (HE) e a
Casa do Estudante Universitária (CEU), uma vez que essas instituições muitas
vezes carecem de verba para suprir o seu básico.
Portanto, esse relato reflete a relevância da gestão do Sistemas de
Bibliotecas sobre práticas solidárias e a responsabilidade ética, econômica e
social dos usuários. Conforme (Rocha,2017), esse profissional não deve se voltar
somente aos cuidados do acervo de sua biblioteca e parte técnica da profissão, e
sim, levar benefícios e ações sociais ao público externo da comunidade, na qual
está inserido.
Pode-se, assim concluir a importância de ações sociais dentro das
bibliotecas para o estreitamento da relação com seu usuário e com a sociedade, e
de forma satisfatória, para a universidade que consegue trazer de volta o seu
usuário suspenso e ainda auxiliar de forma solidária a comunidade.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
A gestão do SisBi/UFPel coordena oito bibliotecas, as quais são
distribuídas conforme os campus da universidade. Ao iniciar suas atividades
observou-se a defasagem de usuários ao solicitar empréstimos de materiais. Tal

�defasagem se dá pelo atraso de entrega desse material, que gera uma multa. Em
decorrência dessa multa, e até a sua quitação, o usuário fica impossibilitado de
retirar materiais.
Para melhor entendimento de como ocorre o processo da multa para os
usuários do Sisbi/UFPel vamos relatar os procedimentos de empréstimo de um
livro: o usuário pode realizar o empréstimo de até 3 livros, em qualquer uma das
bibliotecas do SisBi/UFPel, por 7 dias. Após o prazo de 7 dias, se ainda quiser
continuar com o livro ele deve renová-lo, caso contrário, é só fazer a entrega do
livro na biblioteca onde realizou o empréstimo. A renovação pode ser feita até 3
vezes, pelo sistema Pergamum. Passadas as 3 renovações, se o usuário ainda
quiser continuar utilizando o livro, deve se dirigir à biblioteca onde realizou o
empréstimo, com o livro em mãos, e renová-lo. No entanto, a partir da quarta
renovação, o usuário só poderá ficar com o livro se não tiver nenhuma reserva
marcada para ele. Após os 7 dias mencionados inicialmente, se o usuário não
renovar o livro, o sistema gera uma multa de 1 real por dia de atraso.
A primeira “Campanha Multa Solidária” ocorreu no período de 26 de junho à
07 de julho de 2017. Por ser um período de frio na região sul do Brasil, e por
analisar o perfil socioeconômico dos alunos foi realizada a “Campanha do
Agasalho”. Dessa forma quem estivesse em débito com a Biblioteca, poderia
pagar sua multa doando um agasalho. Foram mais de 930 itens doados na
campanha de 2017.
A segunda “Campanha do Agasalho” ocorreu de 12 de junho à 8 de agosto
de 2018, tendo como objetivo arrecadar roupas de frio como blusões, jaquetas e
cobertores. A divulgação da Campanha é feita por meios digitais e por cartazes
espalhados nos espaços das Bibliotecas.
Na figura 1, apresentamos os cartazes de divulgação das “Campanhas do
Agasalho” de 2017 e de 2018. Em cada cartaz informamos os itens que podem ser
doados e quanto cada item representa em reais. Na tabela 1, mostramos o total de
arrecadação em reais e o número de usuários que participaram das Campanhas.
As doações de ambas as Campanhas foram entregues para Pró-Reitoria de
Assuntos Estudantis (PRAE), a qual ficou responsável por distribuir entre os
moradores da CEU.
Figura 1 - Cartazes de divulgação das “Campanhas do Agasalho” de 2017 e de
2018.

�Fonte: Coordenação de Bibliotecas - UFPel

Tabela 1 - Total de usuários em débito e Total em R$ arrecadados “Campanha
do Agasalho 2017/2018”.
Campanha Solidária

Total de Usuários em
débito

Total de Multas
(R$)

“Campanha do Agasalho 2017”

295

R$ 6.189,00

“Campanha do Agasalho 2018”

868

R$ 12.019,00

Fonte: Coordenação de Bibliotecas - UFPel

Em vista dos resultados obtidos com 1ª edição da “Campanha Multa
Solidária”, pensou-se em um outro tema para realizar, no período de
dezembro/2017 à março/2018 uma Campanha, que atendesse às necessidades
do HE. Dessa maneira, crio-se a “Campanha Verão Solidário” com itens, os quais
seriam doados para o HE, de forma a suprir o seu déficit com fraldas geriátricas,
fraldas descartáveis e itens de higiene.
A “Campanha Verão Solidário” já teve duas edições, a primeira ocorreu de
22 de dezembro de 2017 à 14 de março de 2018. Arrecadou-se, nessa
Campanha, 1.580 itens, os quais foram doados para o HE. A segunda edição da
Campanha ocorreu nos dias de 07 de dezembro de 2018 à 29 de março de 2019.
Na figura 1, apresentamos os cartazes de divulgação das “Campanhas do
Agasalho” de 2017 e de 2018. Em cada cartaz informamos os itens que podem ser
doados e quanto cada item representa em reais.

�As figuras 2 e 3 mostram os cartazes de divulgação das “Campanhas do
Verão Solidário”. Em cada cartaz informamos os itens que podem ser doados e
quanto cada item representa em reais. A tabela 2 mostra o total de arrecadação
da “Campanha Verão Solidário 2017/2018”.
Figura 2 - Cartaz de divulgação 2017/2018.

Fonte: Coordenação de Bibliotecas - UFPel

Figura 3 - Cartaz de Divulgação 2018/2019.

Fonte: Coordenação de Bibliotecas - UFPel

Tabela 2 - Total de usuários em débito e Total em R$ arrecadados “Campanha
Verão Solidário”.

�Campanha Solidária

Total de Usuários em
débito

Total de Multas (R$)

Campanha Verão Solidário
2017/2018

431

R$ 6.702,00

Campanha Verão Solidário
2018/2019

629

R$ 15.316,00

Fonte: Coordenação de Bibliotecas - UFPel

CONCLUSÃO
Constatou-se que o Projeto Multa Solidária teve uma aceitação
considerável por parte do usuário do SisBi/UFPel, tendo em vista a participação de
um expressivo número de usuários. Outro ponto a se destacar é a aproximação
do SisBi/UFPel com o usuário e com as unidades que receberam as doações,
afirmando, assim, a importância de se criar projetos, que incentivam a reflexão da
responsabilidade ética, econômica e social dentro das Instituições Públicas.
Ademais, destaca-se ainda o papel do Bibliotecário, o qual se apresenta
com funções diversificadas, destacando-se a conscientização e a
responsabilização ética, econômica e social do seu ambiente de trabalho.
Conforme (Cunha, 2003), as funções exercidas pelos bibliotecários estão cada vez
mais diversificadas, e dentro dessa diversidade é fundamental não esquecer de
que nossa profissão tem um papel importante na sociedade. Dessa forma,
podemos dizer que o papel do bibliotecário para promover a conscientização
social é de extrema importância.
REFERÊNCIAS
Rocha, Carin Cunha. Campanha Multa Solidária: alternativa para uma Biblioteconomia mais
social. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 27., 2017, Fortaleza. Anais [...]. Fortaleza: FEBAB, 2017.
Disponível em: https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1882/1883. Acesso: 15
mar. 2019.
CUNHA, Miriam Vieira da. O papel social do bibliotecário. Encontros Bibli,
Florianópolis, v.8, n. 15, 2003. Disponível em :
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2003v8n15p41/5234.
Acesso em: 2 abr. 2019.

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                <text>O presente trabalho relata uma experiência, a qual reflete a relevância da gestão do Sistemas de Bibliotecas da Universidade Federal de Pelotas (SisBi/UFPel), na realização de práticas solidárias voltadas à responsabilidade ética, econômica e social dos usuários. Dessa forma, o trabalho tem como objetivo  descrever a importância de estreitar a relação das bibliotecas com seus usuários, de modo que essa relação proporcionasse benefícios para a comunidade acadêmica. Diante disso, criou-se, no ano de 2017, o projeto “Campanha Multa Solidária”. O referido projeto permite aos usuários, que possuem multas decorrentes do atraso na devolução de livros, quitá-las por meio de doações. Uma forma de ajudar o próximo e de desenvolver a responsabilidade ética e social do usuário. Os itens a serem doados e o seu respectivo valor em reais são divulgados por meio de cartazes colados em todo o espaço das Bibliotecas e no site e nas redes sociais do SisBi/UFPel. A “Campanha Multa Solidária” ocorre uma vez por semestre. No verão, com o tema “Campanha Verão Solidário” e no inverno, com o tema “Campanha do Agasalho”. As doações recebidas são repassadas para a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e para o Hospital Escola (HE). O Assim sendo, o projeto “Campanha Multa Solidária” nos permitiu perceber a importância da reflexão da responsabilidade ética, econômica e social dentro das Instituições Públicas de Ensino Superior (IFES).</text>
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                    <text>CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO E A GESTÃO PARTICIPATIVA DA
BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL MADEIRA DE FREITAS
(CARIACICA/ES): RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO

Júlive Argentina Santos Serra (PMC / BPMMF) - juliveargentina@gmail.com
Marcelle da Silva Coelho Queiroz (PMC) - marcelle.coelho.queiroz@gmail.com
Resumo:
A Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas, localizada em Cariacica (ES), vivencia um
conceito de gestão cultural voltada para que a comunidade seja parte integrante, participativa
e interativa de suas atividades diárias e na realização de projetos. Esse modelo de gestão
busca de maneira criativa, inovar na prestação de seus serviços e produtos, baseando-se no
que os munícipes desejam e necessitam e de que maneira eles podem contribuir. Os projetos
são realizados através de ‘captação e empoderamento de pessoas’ interessadas em colaborar.
Através da experiência de duas edições do projeto “Estrelas Negras” (que tem por propósito a
valorização e empoderamento da cultura/história/memória afrodescendente, realizadas com
atividades diversas, desde cursos de automaquiagem, cursos de trançadeiras a mesas
redondas, apresentações culturais entre outras ações) foi possível a realização de outros
projetos/eventos/ações nos mesmos moldes. Percebeu-se que a partir dessas programações
mais próximas do público, a biblioteca ficou mais procurada, visível, útil, cumprindo sua
missão de serviço público de qualidade, proporcionando uma vivência diferenciada aos seus
usuários e prestadores de serviços. Assim, foi constatado na prática e através de depoimentos
de frequentadores e pessoas da equipe, que essa forma de gestão e de projeto participativo
proporciona muitas oportunidades de fala, de projeção de opiniões e a validação da
comunidade, criando um senso de propriedade para os participantes que passaram a
vislumbrar a biblioteca como um ponto de encontro, vivência, socialização e pertencimento,
indo além das atividades técnicas e admininstrativas e oferecendo humanização em seus
processos e nos serviços e produtos prestados.
Palavras-chave: Biblioteca Pública; Relato de experiência; Projeto Estrelas Negras;
Empoderamento e valorização da comunidade; Cultura da participação;
Gestão partici
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO E A GESTÃO PARTICIPATIVA DA BIBLIOTECA
PÚBLICA MUNICIPAL MADEIRA DE FREITAS (CARIACICA/ES): RELATO DE
EXPERIÊNCIA DO PROJETO "ESTRELAS NEGRAS"

1. INTRODUÇÃO

O Brasil é considerado rico em relação a cultura, sendo fator marcante a grande
miscigenação de povos na composição da sociedade, o que contribui para essa
diversidade cultural. Podemos destacar que o povo africano teve um papel
pertencente e característico, essencial para a formação da população brasileira. Neste
contexto, é necessário resgatar, relembrar e expressar continuamente mitos, crenças,
fatos, situações, ideias, representados em uma programação de acesso ao
conhecimento de forma interativa e atrativa para todos.
De acordo com Estabel e Moro (2014), “a biblioteca se transforma em um espaço
democrático e personalizado por meio da prestação de serviços de qualidade que
buscam satisfazer o usuário, permitindo que este se integre ao espaço e crie vínculos
que despertem o sentimento de pertença”. Portanto, a biblioteca pode e deve
representar efetivamente esse papel, pois faz parte de uma comunidade, o que faz
com que esta se torne um de seus principais campos de atuação. Ou seja, deve-se
reconhecer o sentido da unidade de informação em um contexto muito maior, de
construção da sociedade, do conhecimento e de pertencimento do todo de forma
democrática.

Levando em consideração os aspectos mencionados, surgiu em 2016 a primeira
edição do Projeto "Estrelas Negras: memória, identidade, beleza e poder negro”, a
fim de elevar a cultura e identidade negra, por meio de diversas ações literárias e
culturais, transformando a Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas em um
ambiente de encontro de pessoas, com temáticas que envolvem afirmação pessoal,
expressão e beleza, cujo objetivo principal é proporcionar aos participantes o resgate
da memória sociocultural da comunidade afrodescendente, trazendo uma relação de
pertencimento, orgulho e empoderamento a sociedade como um todo. A programação
do projeto sempre visa realizar atividades inovadoras, trazendo para o espaço da

�2

biblioteca e de suas redes parceiras (Biblioteca Vila do Progresso, Centro Cultural Frei
Civitela Del Tronto, entre outros), ações de pertencimento de toda comunidade, com
a cultura de participação. Assim, todos os colaboradores também são frequentadores
do local e usuários dos serviços prestados, possuindo algum vínculo ou passaram a
frequentar o espaço através desse convite.

A cultura local também está presente nesse projeto com o único Congo de Máscaras
que há no Brasil e com a existência do lendário personagem João Bananeira (vestindo
folhas de bananeira e máscaras), sendo importante que as demais gerações
conheçam e tenham acesso as histórias envolventes dessa tradição popular. Logo, o
projeto "Estrelas Negras" atua como ponto inicial da memória, despertando nos
participantes o sentimento de pertencimento e identificação de nossa história oral,
cultural, literária, musical e demais influências de maneira positiva e interdisciplinar,
para que as pessoas se sintam à vontade e participem das atividades propostas,
aproximando o público da biblioteca, criando um canal de comunicação participativo,
que acontece "por meio do diálogo, da escuta, da oportunidade da palavra e da
possibilidade de construir de forma colaborativa", ou seja, entendendo as reais
necessidades e desejos do público diário e de um público em potencial.

2. RELATOS DE EXPERIÊNCIA

A Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas, localizada no município de
Cariacica (ES) vivencia um conceito diferenciado de gestão, fundamentado em três
vertentes: Gestão Geral, Gestão Cultural e Gestão Técnica com bibliotecárias
gestoras a frente de cada linha de atuação. A implantação dessa gestão cultural é
voltada para que a comunidade seja parte integrante, participativa e interativa de suas
ações. Ou seja, o objetivo da Gestão Cultural da Biblioteca de Cariacica é ‘dar
notoriedade a Biblioteca, cumprir a função social da mesma e consolidá-la como
espaço de formação e convivência.’ Esse modelo de gestão busca de maneira criativa,
inovar na prestação de seus serviços e produtos, baseando-se no que os munícipes
desejam e necessitam e de que forma eles podem contribuir na construção de ações.
Os projetos são realizados sem nenhuma captação de recursos, mas através de

�3

‘captação e empoderamento de pessoas’ interessadas em colaborar, desmistificando
a biblioteca como local único e exclusivo para leitura ou local de silêncio absoluto.
O projeto “Estrelas Negras” teve início em 2016, com diversas exposições e
workshop’s, a exemplo da palestra ‘Negro resgatando sua identidade’, exibição de
filmes, contação de histórias, lançamento de livro, palestra, bate-papo com o autor,
dicas de maquiagem para pele negra e cuidados com o cabelo crespo. Em 2017
passou por uma fase de análise e reformulação para inovar e trazer à tona outras
temáticas no ano seguinte. O "Estrelas Negras – Segunda Edição" aconteceu durante
um mês, com 45 ações culturais incentivando reflexões, entre 12 de setembro e 11 de
outubro de 2018, sobre o empoderamento negro nos dias de hoje. As atividades que
ocorreram nesse período tiveram o propósito de abrir possibilidades de interação com
a comunidade no que se refere ao empoderamento, autoestima e valorização da
cultura afro, para qualquer pessoa, de forma gratuita e para todos os públicos.

Nessa última edição, ocorreram 45 ações simultâneas (várias atividades dentro de
uma programação), entre exposições, oficinas, contações de histórias, palestras,
exibições de cinema, debates, bate papo/relato de experiência, mesa redonda,
Apresentações musicais com perfomances e atração de samba, workshop, desfile.
Foram 9 aberturas noturnas e 1 abertura no sábado, no total 30 ações realizadas na
Biblioteca Municipal, 4 programações na Biblioteca Vila do Progresso e 2
programações no Centro Cultural. Com o propósito de valorização e empoderamento
da cultura/história/memória afrodescendente, foram realizadas atividades como a
mesa redonda ‘Universo do Samba’ com apresentação musical e dança; Oficina de
regulagem e manutenção de instrumentos musicais; Curso de tranças e penteados
afro (módulo intermediário); Workshop de produção de histórias em quadrinhos;
Exposições: Projeto Memórias Religiosas de Cariacica, Bonecas Negras; Projeto
Karingana: relato de experiência; Discussão e apresentação da cultura popular, como
capoeira, maculelê e projetos sociais; O Congo de Máscaras de Cariacica e seu típico
persoagem João Bananeira; Negros: cinema, atores, diretores, literatura, autores,
personagens e super-heróis; 100 anos de Nelson Mandela; Mundo do Hip hop, break
e grafite; todos realizados em ambiente interno e externo. A biblioteca foi além de seu
espaço físico, atuando em bairros com alto índice de vulnerabilidade social.

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Aproximadamente 400 visitantes foram recebidos durante todo o evento,
exclusivamente para participar das atividades propostas. Quanto ao recursos
humanos

para

a

realização

do

projeto,

houve

o

envolvimento

de

36

oficineiros/colaboradores externos, de forma espontânea e voluntária, além dos
jovens do Coletivo residente na Biblioteca Municipal - “Bibliotecamentes”, das equipes
da Secretaria Municipal de Cultura (SEMCULT) e da Biblioteca Municipal.

3. CONCLUSÃO

O acesso às novas experiências possibilita novos olhares e estratégias para atingir os
objetivos traçados. Segundo Souza (1993), “a biblioteca e o bibliotecário são agentes
de transformação e como tais, devem ser encarados com capacidade de praticar
ações suficientes para dar nova forma às ações dantes praticadas, ou que sejam
capazes de tornar diferentes as ações que vinham sendo desenvolvidas. Pois é esse
em suma o papel do agente de transformação”. Passado, presente e futuro são
interligados e dão sentido às informações que chegam a sociedade, por isso é preciso
absorver, acompanhar e favorecer as bibliotecas com a globalização e sua agilidade,
para registrar, salvaguardar e preservar tradições, histórias orais e vivências através
de conteúdos e formas inovadoras. Essa metodologia participativa entre equipe e
comunidade que a Biblioteca Madeira de Freitas traçou inicialmente através do projeto
“Estrelas Negras” e atualmente é implantada e estende-se ao funcionamento diário e
implementação de outras ações/projetos, enfatiza a voz dos participantes, a tomada
de decisões em conjunto e a gestão compartilhada.

Toda essa experiência está contribuindo para transformação social no município de
Cariacica, quiçá em todo Estado, a proposta é em um futuro próximo, ir além e
possibilitar novas frentes e ações de identificação, valorização e empoderamento
sociocultural de outros povos, como os índios. Quando se trabalha com a identificação
cultural das pessoas, também se trabalha com informação, conhecimento, história,
afirmação pessoal, identidade cultural, capacitação, valorização e reconhecimento.

�5

As ações realizadas pela Biblioteca de Cariacica proporcionaram evolução e
estreitamento na relação da equipe com o público. Atualmente, os usuários habituais
possuem total liberdade de comunicação com a gestão. Inclusive, cobram pelas
ações, criando expectativas de algo melhor, mais dinâmico e inovador a cada edição
de algum dos projetos, fazem propostas e indicação de parcerias. Todo esse
movimento ainda refletiu de maneira significativa no número de cadastros de novos
usuários, empréstimo de livros e utilização de todos os demais serviços oferecidos
pela Unidade de Informação.
Com a experiência das duas edições do “Estrelas Negras” e de outros projetos,
eventos e ações como: A Biblioteca Misteriosa, Aulões de Informática Básica com
protagonismo jovem, o Baile de Carnaval “ Blocoteca”, Atividades para mães
empreendedoras, Oficinas Tecnológicas, Oficina de Grafite, Jogos literários, Cinema
e Livros, dentre tantos outros, percebeu-se que a biblioteca ficou mais procurada,
visível, útil, cumprindo sua missão de serviço público de qualidade ao munícipe,
desmitificando a imagem de Biblioteca como local somente de empréstimo de livro,
proporcionando uma vivência diferenciada com seus usuários e prestadores de
serviços. Assim, foi constatado na prática e através de depoimentos de
frequentadores e de pessoas da equipe, que essa forma de gestão e de projeto
participativo proporciona muitas oportunidades de fala, de projeção de opiniões e a
validação da comunidade, criando um senso de propriedade para todos os
participantes que passaram a vislumbrar a biblioteca como um ponto de encontro, de
vivência e socialização, de pertencimento, indo além das atividades técnicas e
admininstrativas e oferecendo humanização em seus processos e nos serviços e
produtos prestados.

REFERÊNCIAS
ESTABEL, Lizandra Brasil; MORO, Eliane Lourdes da Silva. Biblioteca: conhecimentos e
práticas. Porto Alegre: Penso, 2014.
SOUZA, Francisco das Chagas de. Biblioteconomia, educação e sociedade. Florianópolis:
Ed. UFSC, 1993.

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                <text>A Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas, localizada em Cariacica (ES), vivencia um conceito de gestão cultural voltada para que a comunidade seja parte integrante, participativa e interativa de suas atividades diárias e na realização de projetos.  Esse modelo de gestão busca de maneira criativa, inovar na prestação de seus serviços e produtos, baseando-se no que os munícipes desejam e necessitam e de que maneira eles podem contribuir. Os projetos são realizados através de ‘captação e empoderamento de pessoas’ interessadas em colaborar. Através da experiência de duas edições do projeto “Estrelas Negras” (que tem por propósito a valorização e empoderamento da cultura/história/memória afrodescendente, realizadas com atividades diversas, desde cursos de automaquiagem, cursos de trançadeiras a mesas redondas, apresentações culturais entre outras ações) foi possível a realização de outros projetos/eventos/ações nos mesmos moldes. Percebeu-se que a partir dessas programações mais próximas do público, a biblioteca ficou mais procurada, visível, útil, cumprindo sua missão de serviço público de qualidade, proporcionando uma vivência diferenciada aos seus usuários e prestadores de serviços. Assim, foi constatado na prática e através de depoimentos de frequentadores e pessoas da equipe, que essa forma de gestão e de projeto participativo proporciona muitas oportunidades de fala, de projeção de opiniões e a validação da comunidade, criando um senso de propriedade para os participantes que passaram a vislumbrar a biblioteca como um ponto de encontro, vivência, socialização e pertencimento, indo além das atividades técnicas e admininstrativas e oferecendo humanização em seus processos e nos serviços e produtos prestados.</text>
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                    <text>CAMPANHA DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ACERVO DA
BIBLIOTECA SECCIONAL CAMPUS COLEMAR NATAL E SILVA SIBI/UFG

Cindy Lohara Rodrigues Batista (UFG) - cindy.batista23@gmail.com
KARLA RODRIGUES DA SILVA (UFG) - rodrigues.krs@hotmail.com
Resumo:
Este trabalho relata a experiência da Campanha de Conservação e Preservação do Acervo da
Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva da Universidade Federal de Goiás.
Descreve os principais danos sofridos pelos acervos desta biblioteca, como a campanha foi
executada, bem como as ações realizadas. A campanha tem como objetivo, orientar e
conscientizar a comunidade sobre a necessidade do cuidado e da adoção de boas práticas de
manuseio dos livros, a fim de prolongar sua vida útil e garantir o acesso a informação contida
nos mesmos. Na conclusão, ressalta-se a importância da realização da campanha de
conscientização dos usuários, o alcance obtido e a avaliação da campanha.
Palavras-chave: Preservação do acervo. Conservação do acervo. Biblioteca Universitária.
Livros impressos.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1

INTRODUÇÃO
O presente trabalho consiste no relato de experiência da Campanha de Conservação

e Preservação do Acervo, realizada na Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva
(BSCAN), integrante do Sistema de Bibliotecas (SIBI) da Universidade Federal de Goiás
(UFG).
O SIBI/UFG é composto por dez unidades, sendo uma central e nove seccionais. A
BSCAN, objeto deste estudo, atende cerca de mil usuários por dia, entre usuários vinculados
à UFG e à comunidade em geral. A biblioteca reúne um acervo diversificado de
aproximadamente 32.353 títulos e 59.493 exemplares, composto em sua maioria por
materiais informacionais das áreas de saúde, direito, educação, engenharias, possuindo
também obras de outras áreas do conhecimento.
As bibliotecas universitárias são afetadas pelas tecnologias de informação e pelo
desenvolvimento tecnológico. Entretanto, mesmo perante a realidade que possibilita o acesso
a documentos das bibliotecas através de um clique, por meio da digitalização, muitas
bibliotecas ainda possuem acervos constituídos em sua maioria por valiosos materiais em
formato impresso e não digitalizados: obras raras, coleções especiais, além de seus acervos
gerais; e estes muitas vezes, são essenciais para pesquisas científicas e históricas.
O processo de digitalização demanda tempo, e desta forma, as bibliotecas ainda
utilizam operações convencionais para garantir e prolongar o acesso aos seus documentos
impressos (CUNHA, 2010). Neste ponto, a preservação e conservação de documentos e do
acervo em geral são de grande importância, na medida em que retardam os possíveis danos
e a degradação dos documentos disponíveis em suporte impresso em papel.
O papel é composto basicamente de celulose, e está mais propenso à deterioração, o
que torna a conservação e preservação do acervo impresso um desafio à biblioteca. Essa
deterioração ocorre por vários fatores, que estão diretamente ligados a agentes físicos
(iluminação, temperatura e umidade relativa); agentes químicos (poluição atmosférica);
agentes biológicos (fungos, insetos, roedores) e agentes humanos (manuseio e condições
construtivas) (SERIPIERRI, 2005).
Dentre os principais e danos comuns encontrados em livros em bibliotecas
universitárias, que possuem acervos vastos e grandes fluxos de uso, Motta (2008) destaca:
ataques de insetos, sujidades, mofos, deformações, rupturas ou perda na lombada, capas
frouxas e soltas do corpo do livro, cantos desgastados ou danificados, folhas soltas, rasgadas

�ou perdidas, fitas adesivas ou reparos inadequados, encadernações, acondicionamento e
montagens inadequadas.
Este trabalho justifica-se na medida em que se entende a importância da realização
de campanhas periódicas de conservação e preservação de acervos, com o objetivo de orientar
e conscientizar a comunidade desta biblioteca, da importância do cuidado e da adoção de
boas práticas de manuseio, a fim de preservar e prolongar a vida útil do acervo impresso em
papel e assim poder suprir a demanda informacional e uso dos livros por mais usuários.
2

RELATO DE EXPERIÊNCIA
Durante a fase inicial de elaboração da campanha, foi realizada uma pesquisa

observacional e uma entrevista informal junto ao profissional do setor de conservação e
preservação do acervo da BSCAN, para coleta de dados. Após esta coleta de dados, com o
auxílio do profissional da seção, foi possível enumerar os danos recorrentes encontrados nos
livros e deu-se a escolha dos materiais informacionais e frases explicativas a serem utilizadas
na campanha.
Os principais danos encontrados nos livros foram: lombadas e páginas arrancadas,
com reparos indevidos com fitas adesivas, livros molhados e mofados por chuva e umidade,
manchados e marcados devido à oxidação de clipes metálicos, livros riscados, rasurados e
marcados com canetas e marcadores de texto e com manchas de alimentos e bebidas.
A Campanha de Conservação e Preservação do Acervo foi realizada na entrada da
biblioteca, local de grande fluxo de usuários, possibilitando o acesso às ações realizadas à
comunidade da biblioteca em geral. A campanha teve início na comemoração da semana do
livro e da biblioteca, que iniciou no dia 15 de outubro de 2018 e permaneceu disponível por
um mês.
As ações desenvolvidas na campanha foram: um vídeo projetado localizado no hall
de entrada da biblioteca, durante todo o horário de expediente, e uma exposição, onde foram
utilizados banners e livros danificados pertencentes ao acervo da BSCAN, com a capa
restaurada, molhados, sublinhados com marca texto e também alguns danos impossíveis de
serem recuperados devido ao grau de estrago. Ao lado de cada livro, foi colocada uma nota
explicativa da causa da danificação, conforme fotografia 1.

�FOTOGRAFIA 1 – Exposição de livros danificados realizada na Campanha de Conservação
e Preservação do Acervo

Fonte: elaborada pelas autoras (2019).

No vídeo projetado, foi utilizada a chamada “Você sabia?” e a partir dela foram
ressaltados os danos causados aos livros do acervo, os cuidados e práticas de manuseio
corretos e o processo de recuperação dos materiais que demandam reparos. A imagem 1,
mostra duas imagens do vídeo.
IMAGEM 1 - Vídeo projetado na Campanha de Conservação e Preservação do Acervo

Fonte: elaborada pelas autoras e imagens do acervo da BSCAN (2019).

O dano com maior recorrência encontrado no acervo da biblioteca foi o rompimento
de lombadas, e em muitos casos, faz-se necessário o reparo das mesmas. No vídeo utilizado
na campanha, apresentou-se o processo de restauração das lombadas feito na BSCAN,
conforme imagem 2.

�IMAGEM 2 - Processo de restauração das lombadas e capa

Fonte: elaborada pelas autoras e imagens do acervo da BSCAN (2019).

As ações realizadas também enfatizaram: a maneira correta do manuseio dos livros e
algumas práticas a serem adotadas para evitar danos, sugestão de uso de bloco de notas para
registros ao invés do uso de marcadores de texto, orientação ao não consumo de alimentos e
bebidas junto aos livros, nem expô-los à água, umidade e chuva, e também a forma correta
de retirada dos livros das estantes.
Tanto na exposição quanto no vídeo, procurou-se apresentar a realidade do acervo da
biblioteca, assim, os livros e as imagens utilizadas na campanha são, em sua maioria, do
acervo da BSCAN.

3

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que, as ações realizadas foram positivas diante do relevante alcance

obtido, considerando o interesse do público da biblioteca pela campanha. Campanhas de
conscientização dos usuários com o intuito de conservar e preservar o acervo, são
satisfatórias, pois, vêm contribuir para o aumento da vida útil dos livros e também com a
redução de custos financeiros com materiais e mão de obra na reparação e reposição de livros
devido ao mau uso.
Ao apresentar aos usuários a realidade do acervo, a deterioração de alguns livros da
biblioteca e todo o ciclo pelo qual percorre o livro que precisa ser restaurado, procurou-se
levar os usuários a refletir sobre a importância de ter bons cuidados, a fim de evitar a
realização de reparos e até mesmo o descarte de materiais danificados.
Dispor de livros em boas condições de uso depende de toda a comunidade da
biblioteca e por isso, é importante a realização de campanhas de orientação e conscientização

�de uso dos acervos, pois, para ter acesso às informações contidas nos livros, é preciso que o
material esteja em boas condições físicas. É cuidando do livro que se garante que outros
usuários utilizem o mesmo livro posteriormente.

REFERÊNCIAS
CUNHA, Murilo Bastos da. A biblioteca universitária na encruzilhada. DataGramaZero:
Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 11, n.6, dez. 2010. Disponível em:
http://repositorio.unb.br/handle/10482/14869. Acesso em: 14 abr. 2019.
MOTTA, Gloria Cristina. Conservação em bibliotecas, uma tarefa para todos. In:
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Diálogos:
conservação de acervos de bibliotecas. São Paulo: Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP, 2008. p. 39-61. E-book. Disponível em: http://www.sibi.usp.br/wpcontent/uploads/2016/11/Cadernos_de_Estudos_11_2008-Di%C3%A1logosconserva%C3%A7%C3%A3o-de-acervos-de-bibliotecas.pdf. Acesso em: 22 fev. 2019.
SERIPIERRI, Dione et al. Manual de conservação preventiva de documentos: papel e
filme. São Paulo : Edusp, 2005. E-book. Disponível em:
http://www.livrosabertos.edusp.usp.br/edusp/catalog/view/9/8/37-1. Acesso em: 2 abr.
2019.

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                <text>KARLA RODRIGUES DA SILVA</text>
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                <text>Este trabalho relata a experiência da Campanha de Conservação e Preservação do Acervo da Biblioteca Seccional Campus Colemar Natal e Silva da Universidade Federal de Goiás. Descreve os principais danos sofridos pelos acervos desta biblioteca, como a campanha foi executada, bem como as ações realizadas. A campanha tem como objetivo, orientar e conscientizar a comunidade sobre a necessidade do cuidado e da adoção de boas práticas de manuseio dos livros, a fim de prolongar sua vida útil e garantir o acesso a informação contida nos mesmos. Na conclusão, ressalta-se a importância da realização da campanha de conscientização dos usuários, o alcance obtido e a avaliação da campanha.</text>
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                    <text>Bibliotecas jurídicas e suas coleções: uma análise da política de
desenvolvimento de coleções da biblioteca do TRT da 4ª Região

Jussara Borges (UFRGS) - jussara.borges@ufrgs.br
Bruna Martins Matos (UFRGS) - brunamartinsmatos@hotmail.com
Fernanda Henriques Motta (UFRGS) - fehmotta@gmail.com
Verônica Medeiros Horn (UFRGS) - veronicamedeiroshorn@gmail.com
Resumo:
Este trabalho relata a experiência de análise da Política de Desenvolvimento de Coleções da
Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. A análise respaldou-se nos
principais autores brasileiros da área, como: Vergueiro (1989), Figueiredo (1994) e Weitzel
(2006). A abordagem é qualitativa com caráter descritivo. Após a análise realizada
procedeu-se sugestões de alterações que auxiliam na melhor compreensão da política, bem
como o destaque de alguns pontos observados no documento, como a questão da censura.
Palavras-chave: Política de Desenvolvimento de Coleções. Biblioteca Jurídica. Biblioteca do
TRT 4ª Região.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO
Este trabalho descreve o processo de avaliação da Política de
Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da
4ª Região (TRT4).
A Biblioteca do TRT4 é uma biblioteca especializada na área jurídica e seu
objetivo é atender a um público específico no local em que está inserida. Possui
acervo voltado à área do direito do trabalho e de processo trabalhista,
constituindo-se seu público-alvo de magistrados e servidores da Instituição. O
crescimento da mesma segue a necessidade de seus usuários e seu acervo deve
ser seletivo e atual.
Desta forma, é de suma importância que possua uma Política de
Desenvolvimento de Coleções (PDC) sólida e atualizada para que assim seja
possível disponibilizar informações jurídicas adequadas para os usuários.
Segundo Passos (1994, p. 363-364), “a informação jurídica pode ser gerada,
registrada e recuperada, basicamente, em três formas distintas: descritiva (por
meio da doutrina); normativa (pela legislação) e interpretativa (com o emprego da
jurisprudência)”.
Além disso, as bibliotecas jurídicas costumam possuir informações em
distintos suportes, sendo outro elemento demandante de uma PDC sólida: “a
política irá funcionar como diretriz para as decisões dos bibliotecários em relação
à seleção do material a ser incorporado ao acervo e à própria administração do
recursos informacionais” (VERGUEIRO, 1989, p. 25). Dessa maneira, é importante
não somente ter uma política, mas aplicá-la para que o próprio bibliotecário possa
se resguardar e ter subsídios para argumentar perante à instituição pela
qualificação do acervo.
Para tanto, é fundamental que a PDC seja atualizada e revisada
periodicamente “de modo a poderem verificar até que ponto a política para
desenvolvimento de coleções, por eles adotada, está sendo eficiente”
(VERGUEIRO, 1989, p. 81) e consequentemente para que não ocorra um
equívoco na qual uma política obsoleta esteja regendo o desenvolvimento de
coleções da biblioteca.
Sendo assim, o objetivo deste trabalho é analisar a Política de
Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca do TRT4 e apresentar sugestões para
sua atualização com base na literatura especializada. A metodologia utilizada para
realização dessa proposta foi de abordagem qualitativa e com caráter descritivo.

�RELATO DE EXPERIÊNCIA
Durante o período de três meses (setembro a novembro de 2018), foi
realizada na Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região a análise
da política de desenvolvimento de coleções com a autorização da bibliotecária
chefe e supervisão de uma professora da área.
O processo iniciou-se com a missão e visão da Biblioteca. Para Weitzel
(2006, p. 18) a “política deve expressar o interesse comum da instituição que a
mantém e da comunidade a que serve”. Desse modo, apesar de o Tribunal possuir
uma missão e visão, a Biblioteca não as tinha expressas. Assim foi proposta uma
missão e visão com base nas diretrizes no Tribunal para guiar a PDC.
Em seguida foi observado o estudo de comunidade, que para Figueiredo
(1994, p.65) “é uma investigação de primeira mão, uma análise e coordenação
dos aspectos econômicos, sociais e de outros aspectos inter-relacionados de um
grupo selecionado.” Para conhecer esses aspectos, realizou-se um estudo de
usuários utilizando questionários para identificar as necessidades, desejos e
comportamento informacional.
O terceiro passo foi a análise da política de seleção, onde foram
examinados seus critérios e sua adequação ao tipo de biblioteca. Segundo
Vergueiro (1989, p. 41) estes critérios são indispensáveis ao desenvolvimento de
qualquer coleção: “o estabelecimento de uma política de seleção como parte
integrante de uma política maior é um passo importante e necessário para
transformar um grupo de materiais em um verdadeiro projeto informacional”.
Sendo assim, na observação percebeu-se que os critérios utilizados eram
adequados àquela biblioteca, e que todo o processo de seleção era descrito desde
a sua adequação até a quem pertence a responsabilidade pela seleção. A única
ressalva encontrada foi que a parte descritiva da seleção encontrava-se separada
em dois capítulos dentro da PDC. A sugestão é que o conteúdo seja condensado
em um único texto fluido, facilitando assim a sua compreensão.
O próximo ponto que foi averiguado foi a aquisição. Na visão de Figueiredo
(1993, p. 65) “é a operação que resulta da seleção, ou seja, que implementa as
decisões da seleção, sendo assim, um processo que agrega itens a uma coleção
por meio da compra, doação ou permuta”. Na observação realizada fica claro que
a biblioteca realiza as três modalidades de aquisição citadas por Figueiredo; sua
política detalha o processo de cada uma delas especificando seus critérios e
singularidades. Pode-se, no entanto, indicar como ponto a melhorar na aquisição a
modalidade de intercâmbio, iniciando com os tribunais regionais e federais, e
posteriormente expandindo-se para faculdades. Os resultados do estudo de
comunidade identificou uma grande demanda de alunos de Direito que estão
utilizando livros e periódicos da Biblioteca. Portanto, o intercâmbio qualificaria o
acervo aproximando-o das necessidades dos usuários reais e potenciais.
O processo de desbastamento é previsto na Política de Desenvolvimento
de Coleções, juntamente com subitens como: remanejamento, descarte e
preservação e conservação do acervo (restauro). Foram propostas mudanças nos
critérios de remanejamento, em que sugerimos diminuir o período de realização
desse processo de 10 (dez) para 3 (três) anos dentre obras que não foram

�utilizadas. Como Vergueiro (2009) afirma que esse processo está em constante
avaliação, pois a velocidade com que as informações jurídicas são produzidas e
modificadas atualmente é muito rápida, o tempo proposto é considerado razoável
para que uma informação seja revista. Também foram propostas mudanças no
processo de descarte, pois não foi possível identificar o que ocorre com as obras
descartadas. Então foi sugerido que sejam doadas, entregues para organizações
sem fins lucrativos que realizam reciclagem ou que seja efetuada a trituração
destas obras para que não ocorra uma possível venda ilegal.
Já o processo de avaliação é aplicado para a coleção e para a política. Foi
observado que a análise da coleção, apesar de ser descrita detalhadamente como
deve ser feita, não é especificado um período para que este processo seja
realizado. Isso pode gerar subjetividade, sendo recomendado pelo grupo que os
gestores definam um tempo para que ela seja feita. A avaliação da política
propriamente dita indica que ela deve ser revisada a cada 3 (três) anos para que
se possa garantir sua adequação aos usuários e ao objetivo da instituição. A
sugestão nesse quesito é que, o processo seja dinâmico e flexível, revendo-se a
PDC sempre que se fizer necessário, admitido adendos e adequações fora do
período estipulado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com os relatos realizados, aferimos que a Biblioteca do Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região possui uma Política de Desenvolvimento de Coleções
bem articulada e alinhada com as diretrizes da Instituição da qual faz parte.
Existem pequenas lacunas, como a ausência de missão e visão da biblioteca,
omissão quanto aos procedimentos de descarte e não indicação da periodicidade
de avaliação da coleção. Assim, além da análise propriamente, este trabalho
avança no sentido propositivo, indicando sugestões e formas alternativas de
desenvolvimento da coleção, a exemplo do intercâmbio.
Um elemento a destacar é quanto ao item “censura” na Política de
Desenvolvimento de Coleções do TRT4. Observou-se o cuidado que as
bibliotecárias tiveram em 2013 (quando a PDC foi elaborada) com o cunho social
da biblioteca, registrando em um documento formal perante à Instituição - a PDC
está registrada perante o Tribunal - que aquela Biblioteca jamais sofrerá censura.
Segundo Oliveira e Castro (2015, p. 120), “censurar a informação era a
forma de vetar aos indivíduos a independência do intelecto.” Diante disso, um dos
papéis do bibliotecário é disseminar a informação de maneira ética para seus
usuários sem nenhuma restrição.
Para que de fato isso ocorra é imprescindível ressaltar a importância de
uma Política de Desenvolvimento de Coleções clara e coerente com os objetivos
da Instituição, pois somente através dela o profissional da informação poderá
demonstrar a razão e a identidade da biblioteca.

�REFERÊNCIAS
FIGUEIREDO, N. M. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio de Janeiro:
Rabiskus, 1993. Disponível em:
https://pt.scribd.com/document/78335882/Desenvolvimento-e-Avaliacao-deColecoes. Acesso em: 13 mar. 2019.
FIGUEIREDO, N. M. Estudo de uso e usuários. Brasília, DF: IBICT, 1994.
OLIVEIRA, A. N.; CASTRO, J. L. Enfoques da revolução francesa, nazismo e
ditadura militar no brasil: repressão e censura à informação. Revista Brasileira de
Educação em Ciência da Informação, v. 2, n. 1, p. 117-134, 2015.
PASSOS, Edilenice Jovelina Lima.O controle da informação jurídica no Brasil: a
contribuição do Senado Federal. Ciência da Informação, Brasília, v. 23, n. 3, p.
363-368, set./dez. 1994. Disponível em:
http://www.brapci.inf.br/_repositorio/2010/03/pdf_0811b68d34_0008914.pdf.
Acesso em: 13 mar. 2019.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo, Polis:
ABA, 1989.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Estabelecimentos de políticas para o
desenvolvimento de coleções. RBB, v. 15, n. 2, p. 193-1001, 2009.
WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento
de coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro, RJ: Interciência;
Niterói: Intertexto, 2006.

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                <text>Este trabalho relata a experiência de análise da Política de Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. A análise respaldou-se nos principais autores brasileiros da área, como: Vergueiro (1989), Figueiredo (1994) e Weitzel (2006). A abordagem é qualitativa com caráter descritivo. Após a análise realizada procedeu-se sugestões de alterações que auxiliam na melhor compreensão da política, bem como o destaque de alguns pontos observados no documento, como a questão da censura.</text>
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                    <text>Bibliotecas Universitárias e Bens Móveis Intelectuais: em busca de
uma definição.

Janaína Barcelos Resende (BCE - UnB) - janainabarcelos@bce.unb.br
Resumo:
Este trabalho traz a definição e os motivos para tratar os materiais de informação utilizados
em bibliotecas universitárias de IES federais como bens móveis intelectuais, trazendo a
interdisciplinaridade dos processos administrativos, contábeis e de ciência da informação,
especialmente o desenvolvimento de coleções e acervos universitários.
Palavras-chave: Bibliotecas - Desenvolvimento da coleção
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�1 - Introdução
Este trabalho teve o objetivo de elucidar a questão patrimonial dos acervos
de bibliotecas universitárias da Instituições de Ensino Superior públicas. A principal
contribuição foi o enquadramento do acervo no balanço de uma universidade,
caracterizado como ​bem móvel​ e qualificado como ​intelectual​.
Observa-se que as bibliotecas das IES, especialmente o SIB-UnB, em sua
complexidade e em suas dimensões acadêmicas e gerenciais cumprem de forma
eficiente a aquisição de bens, mas observa-se em seu bojo, a falta de um plano
contínuo para manutenção, acompanhamento e descarte (desfazimento) bem como
a ausência de um sistema de controle melhor estruturado e combinado com o setor
de Patrimônio da instituição, justificando-se este trabalho no auxílio no
esclarecimento de dúvidas durante a elaboração das normativas e políticas de
desenvolvimento de acervos do SIB-UnB.
As coleções e acervos de uma biblioteca universitária de IES federal também
fazem parte do passivo permanente da instituição e são formadas por bens móveis
intelectuais - materiais de informação para uso em biblioteca, em qualquer suporte
que se apresentem, independente da forma de aquisição do bem.
Método de pesquisa
Neste trabalho utilizamos levantamentos bibliográficos e pesquisa
documental para reunir os conceitos relevantes e a consequente discussão dos
mesmos.
Resultados e Discussão
É considerado recurso patrimonial- ou ativo imobilizado - todo bem de
natureza ​relativamente permanente​, mantido na organização com a finalidade de
produzir bens ou serviços e não estar destinado a venda. (FRANCISCHINI;
GURGEL, 2002).
Os materiais de informação de uma biblioteca universitária,
independentemente dos seus suportes, se destinam primordialmente ao ensino,
pesquisa e extensão, tal como a missão de suas instituições. Selecionados,
reunidos e organizados em um local para uso e guarda para gerações posteriores,
tais coleções fomentam a discussão de conceitos e a pesquisa histórica de diversos
temas. São especialmente importantes porque um livro sempre é diferente de outro,
mesmo que versem sobre o mesmo assunto. (ANDRADE, Diva; VERGUEIRO,
Waldomiro; 1996).
Dessa forma podemos qualificá-los como ​intelectuais​, uma vez que são
oriundos do pensamento humano e resultados de trabalhos intelectuais.

�Convém realçar que uma biblioteca universitária não deve apenas ter em
suas estantes os livros que atendam o acervo básico e complementar de seus
cursos e programas de pesquisa mas também materiais que permitam a formação
de outros pontos de vista de uma corrente de pensamento e ou tradição, neste
sentido a avaliação de acervos intelectuais carecem também de avaliação
epistemológica para manter o equilíbrio dos saberes e oferta democrática.
Neste sentido uma iniciativa importante que auxiliará a segurança na
manutenção e o desfazimento do acervo é o trabalho em desenvolvimento pela
bibliotecária Denise Bacellar Nunes CRB 1 n. 1957, que permitirá avaliar
epistemologicamente qualquer tipo de coleção, propondo indicadores e subsídios
considerando a cobertura do conhecimento e sua extensão epistemológica
(conhecimento válido e verdadeiro) no que tange a critérios gnósticos, axiomáticos,
ontológicos e éticos, auxiliando assim ao equilíbrio do conhecimento se tornando
uma importante fonte de informação para tomadas de decisões em compras, planos
de ensino, meta estudos de conhecimentos, desfazimento, etc. (BACELLAR, 2018).
Peñalosa (1961) ressalta a missão da biblioteca universitária enquanto fonte
para pesquisa histórica. Esta é considerada uma biblioteca ‘erudita’ e não deve
selecionar seus exemplares para desfazimento, baixa ou descarte baseado somente
no uso cotidiano, critério principal para bibliotecas de uso contínuo como as
bibliotecas públicas e comunitárias.
… nem todas as bibliotecas são de natureza erudita. São
dessa natureza as universitárias ou nacionais, mas não a
maioria das públicas e populares. Nestas descartam-se os
livros que não se usam, muitos dos quais poderão ser
oferecidos
em
permuta
às
bibliotecas
eruditas.
(PEÑALOSA, 1961).

É oportuno conceituar patrimônio público que, de acordo com as Normas
Brasileiras de Contabilidade (NBC), através da Resolução nº 1.128/2008 do
Conselho Federal de Contabilidade (CFC) tem a seguinte definição:
é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis,
onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos,
recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor
público, que seja portador ou represente um fluxo de
benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de
serviços públicos ou à exploração econômica por entidades
do setor público e suas obrigações (BRASIL, 2008).

Ao tratar sobre Patrimônio Público, Medauar assim se manifesta:
para realizar as múltiplas atividades que desempenha, a
Administração necessita não só de poderes e de meios

�jurídicos de expressá-los, mas também de um conjunto
variado de coisas, de bens. Os bens têm importância pelo
que representam em termos de riqueza pública, integrando
o patrimônio do Estado, por serem meios de que dispõe a
administração para atendimento de seus fins e por serem
elementos fundamentais na vida dos indivíduos em
coletividade (MEDAUAR, 2007. p. 34)

Segundo a lei no 10.753, de 30 de outubro de 2003, e seguindo o
pensamento de Peñalosa (1961), para bibliotecas públicas o livro não é considerado
material permanente, mas de consumo. Portanto as bibliotecas universitárias não se
enquadram na Política Nacional do Livro, que pretende difundir a leitura e uso do
livro, enquanto suas missões são intrinsecamente relacionadas às missões da
universidades e faculdades que fazem parte, além de serem consideradas fonte de
material para pesquisas históricas.
De volta aos normativos legais a portaria 448 do Tesouro Nacional, no Art. 15
e 2º e inciso segundo, define material permanente como “aquele que, em razão de
seu uso corrente, não perde a sua identidade física, e/ou tem uma durabilidade
superior a dois anos” e em seguida classifica materiais bibliográficos não destinados
a bibliotecas que sofram defasagem no prazo máximo de dois anos como materiais
de consumo sendo que coleções e materiais bibliográficos - discotecas, filmotecas e
afins - para uso em bibliotecas são declaradamente ​materiais permanentes​.
O balanço patrimonial da instituição deve demonstrar o ativo financeiro e
permanente; o passivo financeiro e permanente e o saldo patrimonial tendo seus
valores avaliados pelos valores de aquisição ou custos de produção/construção e
aplicados os valores de depreciação previstos para cada tipo de material.
Segundo consulta1 via SEI à Coordenação de Patrimônio da UnB (PAT/UnB)
foi explicado em linhas gerais porque o material bibliográfico é tratado como um
ativo imobilizado. No que diz respeito aos suportes de informação com valor
intelectual, observa-se as seguintes considerações:
Material de Consumo é todo material que sofre ​defasagem ocorre em um
prazo máximo de dois anos​, tais como: jornais, revistas, periódicos em geral,
anuários médicos, anuário estatístico e afins (podendo estar na forma de CD-ROM).
Serviços de Terceiros - PJ são as assinaturas de periodicos e anuidades,
desde que não se destinem a coleções ou bibliotecas.
Equipamentos e Material Permanente são qualquer despesa com material de
informações, em qualquer suporte, que se destine à coleção ou uso em bibliotecas.

1

Processo SEI nº 23106.027350/2018-78, documento nº 2251121.

�Neste sentido, entendemos que as publicações periódicas impressas
(revistas científicas) para uso em biblioteca também integram o patrimônio
permanente da instituição. O Termo de Responsabilidade Patrimonial dos livros e
revistas científicas neste sentido é o mesmo dos demais bens, porém o tombamento
deve seguir rito próprio.
Desta forma devemos considerar que todo o acervo de uma biblioteca
universitária é considerado ​bem móvel por constituir parte de uma coleção
intelectual para uso em biblioteca, mesmo que fixada em diversos suportes de
informação ou proveniente de diversas formas de aquisição (compra, permuta,
doação, etc).
Outra importante ferramenta na gestão patrimonial é a realização de
inventários que, de acordo com Santos (2012), é a discriminação organizada e
analítica dos bens e valores integrantes de um patrimônio num determinado
momento, objetivando atender uma finalidade determinada.
Peñalosa (1961) nos lembra que é esta ferramenta é fundamental para a
manutenção do acervo e garantia de utilidade dos registros de uma biblioteca se
tornando ainda uma oportunidade ímpar para avaliação do estado de conservação
de cada exemplar tendo em vista que cada item é manipulado individualmente.
O descarte e a substituição podem ser realizados a
qualquer momento, mas o inventário é uma
oportunidade magnífica para a realização de ambos,
de uma forma sistemática e completa, já que todas as
coleções da biblioteca estão sendo inspecionadas.
(PEÑALOSA, 1961, p. 123).

Para atender ao controle e preservação do patrimônio público deve ser
realizado inventário regular dos bens móveis intelectuais, de forma a promover as
ações de desenvolvimento dos acervos bem como atualização dos balanços
contábeis.
Considerações Finais
Entendemos por bens móveis intelectuais aqueles materiais permanentes em
qualquer suporte que não perdem sua identidade física e/ou tem durabilidade maior
que 2 anos, destinados à coleções e/ou uso em bibliotecas, oriundos do
pensamento humano e/ou resultado de trabalhos intelectuais.
Deriva-se nesta conclusão, que o acervo de uma biblioteca, por ser formado
por bens móveis intelectuais, é parte do ativo permanente da instituição e se
submete aos procedimentos administrativos adequados, como inventário, avaliação
(contábil e especializada), depreciação contábil, redistribuição, cessão,

�desfazimento enquanto bem tombado, ou manutenção no acervo da instituição e
devem ser publicizados nos relatórios patrimoniais e no Portal da Transparência.
Referências
ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro. ​Aquisição de materiais de
informação​. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1996.
BACELLAR-NUNES, Denise. ​A produção no divã​: uma análise epistemológica da
produção científica do Programa de Pós-graduação de Psicologia da UCB (2001 –
2016). 2018. 94 f., il. Projeto de tese (Doutorado em Psicologia) - Programa de
Pós-Graduação de Psicologia, Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2018.
BRASIL. Lei nº 10.753. Institui a Política Nacional do Livro. ​In: D
​ iário Oficial da
União​, Brasília, DF, 31 out. 14 maio 2003. Disponível em: &lt;http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.753.htm&gt;. Acesso em: 3 out. 2018.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. ​Portaria nº 448,
de 13 de setembro de 2002​. Divulga o detalhamento das naturezas de despesas
339030, 339036, 339039 e 449052. Brasília: Secretaria do Tesouro Nacional, 2002.
Disponível em: &lt;http://sisweb.tesouro.gov.br/apex/cosis/thot/obtem_arquivo/8754:
348650 :inline&gt;. Acesso em: 26 set. 2018.
CONSELHO FEDER​AL DE CONTABILIDADE. Resolução nº 1.128, de 21 de
novembro de 2008: ​Aprova a NBC T 16.1 - Conceituação, Objeto e Campo de
Aplicação. ​In:​ ​Diário Oficial da República Federativa do Brasil​, Brasília, DF, 25
nov. 2008. Disponível em: &lt;http://www.cfc.org.br&gt;. Acesso em: 21 jun. 2010.
FRANCISCHINI,G. Paulino; GURGEL, Floriano do Amaral. ​Administração de
Materiais e do Patrimônio​. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004.
MEDAUAR, Odete. ​Direito administrativo moderno​. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2007.
PEÑALOSA, Fernando. ​Seleção e aquisição de livros​: manual para bibliotecas.
Washington: Uniao Pan-Americana, 1961.
SANTOS, Gerson dos. ​Gestão patrimonial​: ampliada e atualizada. 4.ed.
Florianópolis: Secco, 2012.

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                <text>Eixo 6: Gestão de bibliotecas</text>
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                <text>Este trabalho traz a definição e os motivos para tratar os materiais de informação utilizados em bibliotecas universitárias de IES federais como bens móveis intelectuais, trazendo a interdisciplinaridade dos processos administrativos, contábeis e de ciência da informação, especialmente o desenvolvimento de coleções e acervos universitários.</text>
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                    <text>Biblioteca do Pagu no Facebook: relato de experiência do uso de
memes para divulgação do acervo

Karina Gama Cubas da Silva (UNICAMP) - karinagc.unicamp@gmail.com
Luiza Terassi Hortelan (Unicamp) - luviterassi@gmail.com
Laís Duarte Branco (Unicamp) - branco.lais@gmail.com
TABATHA Rodrigues DE LIMA (UNICAMP) - tabatha-rodrigues@hotmail.com
Luan Henrique Amaral Moreira (Unicamp) - luuan66@outlook.com
Resumo:
A Biblioteca Beth Lobo, vinculada ao Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu/Unicamp, tinha
como objetivo ampliar o alcance de suas postagens de divulgação do acervo na rede social
Facebook. Para tanto, memes foram utilizados nas postagens como uma forma diferente de
alcançar o público e tentar atingir novos usuários que estariam na categoria de potenciais.
Como resultado da ação, houve uma média de alcance 5 vezes maior das postagens que
divulgavam os livros do acervo do que as postagens anteriores ao uso de memes.
Palavras-chave: Redes sociais.
experiência

Facebook.

Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Memes.

Divulgação

de

acervo.

Relato

de

�Introdução

As redes sociais se firmam como espaço de ampla promoção, por ser um meio de
divulgação gratuita para as instituições que não possuem recursos destinados a esse fim. É um
excelente espaço para massificar a difusão não só da existência da biblioteca, como dos
serviços oferecidos e também do seu acervo.
Nosso relato se refere a uma ação utilizando o Facebook e memes iniciada no ano de
2018 na Biblioteca Beth Lobo que está vinculada ao Núcleo de Estudos de Gênero –
Pagu/Unicamp. A ação tinha como objetivo divulgar nosso acervo buscando atingir um maior
número de acessos da página no Facebook da biblioteca e, dessa maneira, conquistando um
maior número de usuários potenciais para o nosso acervo.
Em trabalhos de eventos anteriores da área, temos exemplos de relatos da utilização
da rede social Facebook, mas não encontramos experiências que abordassem a utilização do
meme como forma de tentar viralizar essas divulgações.

Relato da experiência
A Biblioteca Beth Lobo está vinculada ao Núcleo de Estudos de Gênero –
Pagu/Unicamp. Este Núcleo foi institucionalizado em 1993, resultado do trabalho de
pesquisadoras inseridas em campos disciplinares distintos que buscavam dialogar com as
teorias feministas e de gênero.
O Pagu ampliou o alcance de suas atividades diversificando seus projetos, sendo a
interdisciplinaridade, a marca de suas pesquisas. O núcleo conta com pesquisadores plenos,
colaboradores - vinculados a departamentos da Unicamp - e pesquisadores pós- doutorandos
ligados a agências financiadoras nacionais e internacionais, além de estudantes de graduação,
especialização, mestrado e doutorado de diversos programas e institutos da universidade. Os
membros vinculados ao núcleo são o público principal de usuários da biblioteca.
Como fonte para estabelecermos esse quantitativo, utilizamos o Diretório dos Grupos
de Pesquisa do CNPq, no qual o núcleo tem registro. Em 3 de março de 2019, constavam 78
nomes entre pesquisadores e orientandos dos pesquisadores.
O Pagu conta com uma biblioteca cujo acervo possui pouco mais de 4.600 volumes em
um ambiente de 20 m². Já é incorporada ao Sistema de Biblioteca da Unicamp (SBU) e vem se
desenvolvendo através de doações de pesquisadores, interações com organizações não
governamentais, centros de pesquisa, instâncias governamentais, outras universidades e
agências de fomento à pesquisa, e também através doações. Com os subsídios dos projetos de

�pesquisa apoiados pelas agências de fomento e recursos do SBU foi possível ampliar os títulos
que compõem o acervo especializado nas diferentes áreas de estudo de gênero.
Diante desse cenário - quando comparado as outras bibliotecas do SBU - possui uma
amostra pequena de envolvidos (78 usuários e 4.600 volumes) - planejamos uma ação a fim de
promover o acervo a um público mais amplo e buscamos alternativas para a divulgação
através de uma das redes sociais, no caso, o Facebook. A biblioteca tem uma página criada
desde 25 de novembro de 2016 com postagens sem uma regularidade estabelecida.
A equipe da biblioteca é formada por uma bibliotecária responsável e a colaboração de
4 bolsistas do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE/Unicamp). Os bolsistas dedicam 10 horas
semanais de atividades junto aos projetos aprovados e disponibilizados para que eles se
vinculem, como no caso o da biblioteca.
No momento do planejamento da ação com os bolsistas, almejávamos adequar nosso
conteúdo, no caso, divulgação dos títulos do acervo, através de uma forma bastante difundida
nos dias atuais, o meme, um fragmento de um contexto. Essa ideia foi sugerida pela
bibliotecária a um dos bolsistas que possuía um perfil bastante atuante no uso de redes sociais
e dessa forma fomos buscar conceitos para o que no cotidiano já visualizávamos nas redes
sociais.
Em seu livro “O gene Egoísta”, publicado em 1976, Richard Dawkins definiu um meme
como uma unidade de evolução cultural que se propaga de indivíduo para indivíduo.
Podemos considerar também o meme como uma “unidade de informação, ou seja,
parcela mínima de informação com propriedade de autopropagar-se” (ALTERMANN, 2012). Os
memes seriam “genes culturais” responsáveis por transmitir qualquer conhecimento
relacionado a cultura.
Para entender melhor a definição de um meme sendo aplicado através de uma rede
social, buscamos o verbete na Wikipédia:
Um meme de Internet pode permanecer o mesmo ou pode evoluir ao longo
do tempo, por acaso ou por meio de comentários, imitações, paródia, ou
mesmo através da recolha de relatos na imprensa sobre si mesmo. Memes
de Internet podem evoluir e se espalhar mais rapidamente, chegando às
vezes a popularidade em todo o mundo e desaparecendo completamente
em poucos dias. Eles estão distribuídos de forma orgânica, voluntariamente,
e peer-to-peer, ao invés de por meio predeterminado ou automatizado.
Uma importante característica de um meme é poder ser recriado ou
reutilizado por qualquer pessoa. (WIKIPÉDIA, 2019).

A página da biblioteca no Facebook já era utilizada para postagens de referências de
obras que possuíamos junto as respectivas imagens de capas. Porém, desde de sua criação, o
alcance dessas postagens era pequeno.

�Método
Como metodologia para a ação utilizando memes, os bolsistas vinculados ao projeto
deveriam estar atentos aos acontecimentos diversos (política, notícias, fatos nacionais) da
última semana a fim de proporem uma temática a ser explorada no meme semanal, sempre
relacionando com uma obra/capa do acervo, pois a escolha da imagem e título eram essenciais
para a composição do meme. O foco na escolha seria fazer uso de imagens de fácil
entendimento do público alvo da biblioteca e, após escolhido o acontecimento/tema e o título
da obra, as imagens seriam tratadas em um editor de imagem e a referência da obra e o link
dela no catálogo seriam postados junto com a imagem do meme.
Foram definidas as seguintes categorias para a produção desse conteúdo: datas
comemorativas; eventos promovidos pela biblioteca; avisos (funcionamento da biblioteca,
disponibilidade do espaço, etc.); indicações (livros exclusivos da biblioteca, novas aquisições,
os mais lidos, etc.).
As postagens utilizando a ideia de memes se iniciaram em 30 de julho de 2018 e para o
relato consideramos as postagens até 1º de abril de 2019.
A tabela 1 (coluna Publicações possui o link das postagens) demonstra todas as
publicações do período, bem como as métricas das postagens no que tange ao alcance total e
cliques/ações, informações essas retiradas pelos autores da página do Facebook na área de
administrador. O alcance indica o número de pessoas que receberam algum conteúdo da
página e os cliques/ações representam os cliques na postagem, reações, comentários e
compartilhamentos.

Tabela 1 – Publicações utilizando memes
Publicações

Tipo

Data e horário

Alcance
total

Cliques/
ações

#Ditaduranuncamais SIMÕES, Solange de Deus. Deus, pátria e

Foto

01/04/2019 17:06

111

3

EGO, Alita Sá. Dama da noite. São Paulo, SP: Brasiliense, 1985.

Foto

29/03/2019 12:00

23

0

CARVALHO, Marilia Pinto de. No coração da sala de aula: gênero e

Foto

27/03/2019 12:00

33

2

GUIMARAES, Antonio. Racismo e antirracismo no Brasil. Sao Paulo

Foto

26/03/2019 12:00

62

4

BORGES, Urquiza Maria. As peripécias da fortuna: cotidiano

Foto

18/03/2019 16:57

57

9

SILVA, Nilze Costa e. Sem medo da delicadeza: uma reflexão sobre

Foto

14/01/2019 12:00

47

7

ALGRANTI, Leila Mezan. Honradas e devotas: mulheres da colonia

Foto

11/01/2019 12:00

81

7

FOUCAULT, Michel. Os anormais: curso no Collège de France

Foto

10/01/2019 12:00

47

6

Student success in college : creating conditions that matter /

Foto

09/01/2019 12:00

43

3

TIEMPOS de ira y amor: nuevos actores para viejos problemas

Foto

08/01/2019 12:30

44

4

VARIKA, Helene. A escória do mundo: figuras do pária

Foto

07/01/2019 12:00

50

7

LENIN, Vladimir Ilitch. La emancipación de la mujer. Moscu

Foto

01/01/2019 12:00

99

11

FOUCAULT, Michel. A coragem da verdade: o governo de si e de

Foto

14/12/2018 12:22

82

9

TURISMO hoy: ganadores y perdedores alternativas meridionales.

Foto

12/12/2018 12:00

27

5

�FONSECA, Claudia. Aliados e rivais na família: o conflito entre

Foto

11/12/2018 12:00

49

6

COELHO, Juliana Frota da Justa. Ela é show: performances

Foto

10/12/2018 16:44

40

3

FREUD - Lou Andreas-Salome: correspondencia completa

Foto

06/12/2018 12:00

86

3

MERCADO, Antonio (Coord.). Os falsos mitos

Foto

05/12/2018 12:00

37

5

GORDON, Richard. A assustadora história do sexo.

Foto

04/12/2018 12:00

60

8

DISCURSOS fora da ordem: sexualidades, saberes e direitos

Foto

03/12/2018 12:00

24

2

FIGUEIREDO, Ney Lima. Jogando para ganhar : marketing politico

Foto

30/11/2018 12:00

37

4

TELES, Amelinha. Da guerrilha à imprensa feminista: a construção

Foto

29/11/2018 12:00

62

6

LIPOVETSKY, Gilles. A terceira mulher: permanencia e revolução

Foto

28/11/2018 12:00

29

2

FIRPO, Arturo R. (compil.). Amor, familia, sexualidad

Foto

27/11/2018 12:00

34

4

BAUMAN, Zygmunt. A ética é possível num mundo de

Foto

26/11/2018 13:32

57

4

ZEIDENSTEIN, Sondra; MOORE, Kirsten (coed.). Aprendiendo sobre

Foto

14/11/2018 12:00

34

5

ZELIZER, Viviana A. Rotman. A negociação da intimidade.

Foto

13/11/2018 12:00

44

8

DIFERENÇAS na educação: outros aprendizados

Foto

12/11/2018 12:00

42

5

GÊNERO e religião no Brasil: ensaios feministas. Organização de

Foto

09/11/2018 12:00

40

11

SANDEL, Michael J. O que o dinheiro não compra: os limites morais

Foto

08/11/2018 12:00

22

2

BRAZILIAN issues on education, gender and race

Foto

06/11/2018 12:00

54

9

BURANI, Thaisa (edit. e trad.). O que são classes sociais ?

Foto

05/11/2018 12:00

57

6

SIMÕES, Solange de Deus. Deus, pátria e família

Foto

01/11/2018 12:00

72

9

LEITURAS de resistência: corpo, violência e poder

Foto

31/10/2018 14:18

76

8

Porque amanhã vai ser outro dia...�� WEIL, Pierre. Amar e ser
GARBI, Débora Bianco Lima. Mulheres trabalhadoras no
capitalismo

Foto

29/10/2018 09:17

48

7

Foto

11/10/2018 08:00

44

7

FAMÍLIA: redes, laços e políticas públicas.

Foto

09/10/2018 12:15

51

6

A MULHER na educação superior brasileira, 1991-2005

Foto

04/10/2018 12:30

56

12

MELLO, Luiz. Novas famílias: conjugabilidade homossexual no

Foto

01/10/2018 16:45

160

15

WHO'S afraid of feminism?: seeing through the backlash.

Foto

28/09/2018 08:00

239

32

HISTÓRIA da feiúra. Coautoria de Umberto Eco.

Foto

24/09/2018 15:29

70

15

HISTÓRIA da beleza. Organização de Umberto Eco

Foto

17/09/2018 12:00

44

8

Na última quinta, após 150 anos, a Índia derrubou a lei que

Foto

10/09/2018 14:06

130

13

SCOTT, Joan Wallach. A cidadã paradoxal:

Foto

28/08/2018 14:36

144

18

A MULHER e o esporte: experiência dos municípios do Rio de

Foto

27/08/2018 17:20

77

5

E eu vou jogar bem na sua cara... MERCADO de trabalho e gênero

Foto

20/08/2018 17:07

76

10

PAGU: vida-obra. Edição de Augusto de Campos

Foto

13/08/2018 17:30

203

19

PRÁTICAS proibidas: práticas costumeiras do aborto e infanticídio

Foto

06/08/2018 17:30

175

14

LASCH, Christopher. A mulher e a vida cotidiana: amor, casamento

Foto

30/07/2018 17:06

281

22

TOTAL

3.560

390

Média

72,65

7,96

Resultados
Antes dessa ação já havíamos feito 169 postagens de divulgação do acervo utilizando
somente um conteúdo composto pela: referência do livro em formato ABNT, sinopse, link para
o catálogo e a imagem da capa. O total dessas publicações postadas tiveram como média de
alcance 12,63 pessoas e a média de 0,49 cliques, reações, comentários ou compartilhamentos.

�Constatamos junto ao Facebook após as ações utilizando os memes um alcances que
variou de 27 a 281 e em relação aos cliques chegamos a atingir um número total de 390.

Discussão e considerações finais
Podemos concluir que houve diante de nossa amostra uma média de alcance 5 vezes
maior das postagens que divulgavam os livros do acervo. Dessa forma, atingimos nosso
objetivo.
No Facebook também é possível identificar o perfil do público da página (gênero, faixa
etária e localização). Porém para esse relato somente trabalhamos com métricas que
demonstravam o objetivo da ação: aumentar o alcance das publicações.
Como próxima etapa, existe a necessidade de analisar esses outros dados disponíveis
nas métricas de publicação que o Facebook disponibiliza e propor a criação de novos
conteúdos de interesse desses usuários que já foram “alcançados”.

Referências
ALTERMANN, Denis. O que exatamente é, onde surgiu e como definir o termo "meme"?.
Midiatismo, 24 jan. 2012. Disponível em: https://www.midiatismo.com.br/o-que-exatamentee-onde-surgiu-e-como-definir-o-termo-meme. Acesso em: 03 abr. 2019.
MEME
(internet).
In:
WIKIPÉDIA:
a
enciclopédia
livre.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Meme_(Internet). Acesso em: 03 abr. 2019.
Apoio institucional
EDUCORP – Escola de Educação Corporativa da Unicamp

Disponível

em:

�</text>
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                <text>A Biblioteca Beth Lobo, vinculada ao Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu/Unicamp, tinha como objetivo ampliar o alcance de suas postagens de divulgação do acervo na rede social Facebook. Para tanto, memes foram utilizados nas postagens como uma forma diferente de alcançar o público e tentar atingir novos usuários que estariam na categoria de potenciais.Como  resultado da ação, houve uma média de alcance 5 vezes maior das postagens que divulgavam os livros do acervo do que as postagens anteriores ao uso de memes.</text>
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                    <text>Biblioteca das coisas no contexto universitário: a experiência da
Biblioteca Feevale

Bruna Heller (Universidade Feevale) - bruninhah.heller@gmail.com
Patricia Valerim (Universidade Feevale) - patricia.valerim@gmail.com
Tatiane de Oliveira Bourscheidt (FEEVALE) - tathyooliveira@hotmail.com
Resumo:
Este relato baseia-se na experiência da Biblioteca Feevale no que diz respeito ao conceito de
Biblioteca das Coisas. Visando a economia compartilhada e o consumo colaborativo, esta ação
inovadora permite o empréstimo de itens não-convencionais em bibliotecas, como notebooks,
sacolas retornáveis, guarda-chuvas etc.
Palavras-chave: Biblioteca das coisas; inovação; avaliação; economia compartilhada
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

INTRODUÇÃO
As bibliotecas vêm acompanhando as tendências de comportamento da
sociedade e, por conta disso, elas têm criado estratégias de adaptação. Uma das
possibilidades que as bibliotecas têm para acompanhar os indivíduos é criarem o
senso de comunidade, que segundo Buber (1987) são criadas a partir de escolhas, da
vontade comum, do concordar com uma mesma perspectiva.
Em conformidade com este conceito, tem-se o objetivo das bibliotecas que é
atender a necessidade do seu usuário. Accart (2012) fala que a ponta de frente de
uma biblioteca, que é o serviço de referência, deve preocupar-se em atender as
necessidades dos usuários, criando serviços que sejam inteligentes para essa
comunidade e proporcionando experiências no espaço.
Indo a esse encontro, observa-se também no ambiente das bibliotecas
universitárias uma crescente preocupação na oferta de serviços diferenciados, como
forma de atender às expectativas de seus usuários ou ainda de captar a atenção deles
para continuarem frequentando o espaço físico, tornando as facilidades e atrativos
deste ambiente um serviço com valor agregado, frente à concorrência digital que
oferece uma gama de atrativos, além do fator comodidade e rapidez.
Neste contexto, surge a iniciativa conhecida como biblioteca das coisas que
pode ser definida como uma coleção de itens não tradicionais, que são emprestados
por diversas organizações, inclusive por bibliotecas tradicionais. O movimento das
bibliotecas das coisas é uma tendência crescente em todo o mundo, com registros
principalmente nos Estados Unidos, Canadá e na Europa.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
Os primeiros registros que se têm acerca desse tipo de serviço, é da iniciativa
Sharing Depot, de 1979, em Toronto, onde alguns amigos emprestavam
ferramentas. Outras duas iniciativas conhecidas pelo mundo são a Library of Things

�em Londres (fundada em 2015), e a Leila, em Berlim (fundada em 2011). No Brasil,
a Biblioteca Feevale é uma das pioneiras na oferta desse tipo de serviço.
O compartilhamento de objetos e serviços é um dos principais eixos da
Economia Colaborativa. Muitas das bibliotecas estão oferecendo equipamentos que
são úteis, muitas vezes são caros para comprar ou para armazenar.
No ambiente de bibliotecas tradicionais a ação de uso comum não é nova,
sendo este tipo de instituição pioneira no processo de compartilhamento de livros e
outros materiais informativos, possibilitando o acesso a informação sem a
necessidade da compra de itens físicos. Por ter a expertise do processo, viabilizar o
empréstimo de itens inusitados passa a ser um esforço menor, desde que se tenha os
recursos necessários. Nas bibliotecas universitárias, estes itens podem ser
considerados como facilitadores de uma boa experiência por parte dos estudantes e
pesquisadores enquanto frequentadores de um câmpus universitário.
A inovação é um dos princípios orientadores da Universidade Feevale, que a
compreende como sendo o processo de melhorar ou criar algo diferente que agregue
valor à instituição e à sociedade, possibilitando o avanço do conhecimento, a partir
da promoção de um ambiente que estimule os indivíduos a agir de forma criativa e
empreendedora.
Inserida neste contexto de inovação, a Biblioteca da Feevale vem sempre se
desafiando a repensar suas ações, ouvindo as sugestões dos seus públicos, observando
as tendências globais e adaptando-se aos novos tempos, não somente no que se refere à
parte técnica, mas também à formação cultural e social dos seus usuários, atendendo as
mais diversas necessidades da comunidade acadêmica e em geral.
Assim, no que tange ao processo de circulação, a Biblioteca da Feevale que já
fazia o empréstimo de chaves de armário, adaptou o cadastro para empréstimo de
fones de ouvido e de lupas de aumento para pessoas com baixa visão, que são recursos
que auxiliam no processo de acessibilidade à informação, e passou a emprestar outros
itens não convencionais ou não bibliográficos. Primeiramente, em 2013 passou a fazer
empréstimo de sacolas ecológicas de tecido, totalizando 7.300 empréstimos até 2018.
A oferta de empréstimo de sacolas merece destaque neste trabalho, visto que
esta questão foi uma demanda recorrente, sinalizada pelos públicos atendidos pelas
bibliotecas. Foram pensadas em várias alternativas que pudessem contemplar a
questão de praticidade de transporte e conservação do acervo, a sacola plástica foi
descartada em virtude da preocupação ecológica, e a alternativa mais adequada foi a
sacola de tecido.
A ideia começou a tomar forma no segundo semestre de 2013, com a parceria
da Biblioteca com o Projeto Moda em Produção da Universidade, vinculado ao Curso

�de Moda, e desta forma, além do objetivo inicial buscado, atendia também outras
demandas como sociais e ambientais. Este projeto capacita mulheres e adolescentes
em situação de risco e vulnerabilidade social nos bairros de Novo Hamburgo - RS,
por meio de oficinas semanais sobre artesanato e técnicas de costura, aproveitando
os resíduos das indústrias da região. O projeto incentiva a socialização, a qualidade
de vida, além da responsabilidade do trabalho em grupo.
A ação social incrementou a renda de quatro artesãs atendidas pelo Projeto
Moda em Produção, que orientadas pela líder do projeto e professora do Curso de
Moda, fabricaram manualmente um primeiro lote de 200 sacolas com forte apelo
estético devido às padronagens exclusivas. A ação foi considerada exitosa e em 2015
uma nova edição com mais 200 unidades de sacolas começaram a ser emprestadas.
A partir da experiência positiva da sacola, em 2015 a Biblioteca passou a
emprestar também guarda-chuvas, totalizando 3.500 empréstimos até 2018.
E desta forma, foram adicionados outros itens úteis para empréstimo, tais
como cabos para carregar “smartphone” e “tablet”, adaptador de tomada, jogos
digitais e mais recentemente em 2018 a biblioteca passou a emprestar notebooks.
Os itens da biblioteca das coisas têm permissões diferentes para
empréstimos. As Sacolas e guarda-chuvas tem o prazo de 15 dias para empréstimo
domiciliar, enquanto que para os demais itens, tais como o notebook, o adaptador
de tomadas, o cabo carregador, a lupa, o fone de ou vido e a chave de armário o prazo
é de 1 dia, ou seja, empréstimo para devolução para o mesmo dia.
Além dos empréstimos realizados no ambiente da biblioteca, o sistema adotado
que é o Software Pergamum, é utilizado também por outros setores acadêmicos, como
o Laboratório de Fotografia, Rádio, e o Laboratório de Moda. Os itens emprestamos por
estes setores incluem microfone, máquina fotográfica, tripé, busto, manequim, etc.
No ano de 2017 novos instrumentos de avaliação nos processos de
regulamentação exercidos pelo Ministério da Educação foram publicados. O
Instrumento de Avaliação Institucional Externa Presencial e a Distância, no Eixo 5,
que trata de Infraestrutura, engloba o indicador 5.9 referente à Biblioteca, e diz:

A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais,
apresenta acessibilidade, possui estações individuais e coletivas para estudos
e recursos tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do
acervo, fornece condições para atendimento educacional especializado e
disponibiliza recursos comprovadamente inovadores. (2017, p. 28)

�Nos fóruns de discussão da área de bibliotecas universitárias, diversos
bibliotecários levantaram muitas dúvidas a respeito do que pode ser considerado
pelo avaliador um recurso inovador. E alguns profissionais que receberam visita do
MEC, fizeram relatos de que os avaliadores não consideraram a oferta de recursos
eletrônicos, via assinatura, como sendo uma ação inovadora.
De acordo com o Glossário dos Instrumentos de Avaliação Externa, com
respeito ao termo inovação, esclarece que uma ação inovadora “relaciona-se com a
adoção de práticas e procedimentos que oportunizem a criação ou o desenvolvimento
de novos produtos ou ideias e permitam a melhoria de processos, apontando para
ganhos de eficiência e para a adaptação inédita a situações que se apresentam. ”
A Biblioteca da Feevale ainda não recebeu até o momento deste relato
nenhuma avaliação do MEC nos parâmetros dos instrumentos publicados em 2017,
no entanto, em sua autoavaliação e pelos bons conceitos recebidos nas últimas
visitas, que variaram entre o conceito 4 e 5, a biblioteca entende que diante do texto
descrito no instrumento, somado ao esclarecimento do glossário, teria condições de
receber uma boa avaliação, visto a adoção de novas tecnologias e pelas práticas de
empréstimo de itens não convencionais que vem ofertando, que podem ser
consideradas pioneiras e inovadoras. O pioneirismo é verificado pelos registros de
instituições que entram em contato com a Biblioteca Feevale, com vistas a conhecer
o processo e aplicar processos semelhantes em suas instituições.
A respeito das tecnologias citadas, além do software de gerenciamento de
bibliotecas integrado ao plano de ensino, assinatura de bases de dados, destacam-se
a adoção de ferramenta de serviço de descoberta, autosserviço de empréstimo e
devolução com tecnologia RFID (identificação por rádio frequência), e scanner de
autosserviço e de alta resolução especial para acervo bibliográfico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos dados apresentados neste relato e em outros trabalhos
publicados sobre o tema pelas autoras, pode-se afirmar que as ações relatadas
trazem resultados positivos tanto para a instituição quanto para os usuários.
O principal benefício direto, constatado pelos usuários, foi a facilitação da vida
acadêmica, devido ao auxílio no transporte proporcionado pelas sacolas, o caráter de
proteção e mobilidade possibilitado pelo guarda-chuva, e as demais comodidades
proporcionadas pelos outros itens que são emprestados para a comunidade acadêmica.
Já os benefícios para a Instituição, foram constatadas a melhoria no
relacionamento com seus usuários, a divulgação, a valorização da marca, o

�fortalecimento da imagem e o reconhecimento do posicionamento inovador, e
também a preservação do acervo e a melhoria dos serviços das bibliotecas.
Outros benefícios indiretos percebidos foram o impacto social e ambiental,
devido à geração de renda para a comunidade e o uso de resíduos industriais, que
resultou na confecção das sacolas. As ações sustentáveis promovem a cultura da
economia compartilhada e de educação ambiental, ocasionando uma transformação
em toda a comunidade acadêmica e geral.
Cabe ressaltar que o estudo teve suas limitações, por não contemplar uma
pesquisa qualitativa junto aos usuários e por não relatar uma a avaliação por parte
de avaliadores do MEC, com base nos instrumentos mais recentes. Também, até a
presente escrita, poucos foram os artigos ou trabalhos científicos encontrados que
abordem essa temática, que é a Biblioteca das Coisas.
Desta forma, seria interessante que a pesquisa fosse complementada com
outros estudos, utilizando uma amostra representativa e de instrumentos mais
formais como questionários e/ou entrevistas. Por fim, espera-se que o artigo sirva
de referência para encorajar outras bibliotecas na oferta de serviços semelhantes aos
descritos neste estudo, visto os resultados positivos que pode vir a trazer para a
biblioteca e seus usuários.
REFERÊNCIAS:
ACCART, Jean-Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Brasília,
DF: Briquet de Lemos/Livros, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira. Instrumento de avaliação institucional
externa: presencial e a distância. Brasília: Ministério da Educação, out. 2017.
Disponível em: https://bit.ly/2DGKa7t. Acesso em: 3 abr. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira. Glossário dos instrumentos de avaliação
externa. 3. ed. Brasília: Ministério da Educação, 2018. Disponível em:
http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_institucional/apresent
acao/glossario_3_edicao.pdf. Acesso em: 3 abr. 2019.
BUBER, Martin. Sobre comunidade. São Paulo: Perspectiva, 1987.
QUEIROZ, Matheus. Propriedade vs Acesso: as Bibliotecas de Coisas podem
mudar hábitos de consumo?. Co.cada. [Brasil], 4 jul. 2017. Disponível em:
https://medium.com/cocadacolabora/propriedade-vs-acesso-as-bibliotecas-decoisas-podem-mudar-h%C3%A1bitos-de-consumo-4fb4dcade975. Acesso em: 19
mar. 2019.

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                <text>Este relato baseia-se na experiência da Biblioteca Feevale no que diz respeito ao conceito de Biblioteca das Coisas. Visando a economia compartilhada e o consumo colaborativo, esta ação inovadora permite o empréstimo de itens não-convencionais em bibliotecas, como notebooks, sacolas retornáveis, guarda-chuvas etc.</text>
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                    <text>Biblioteca como um espaço dinâmico e criativo
Cristina Rodrigues Alves (Cefet/rj) - cristina.alves@cefet-rj.br
Luciana de Souza Castro (CEFET/RJ Petrópolis) - luucmail@gmail.com
Samantha Andrade da Rosa (CEFET-RJ) - samantha.rosa07@gmail.com
Resumo:
Apresenta relato de experiência das bibliotecas dos campi Nova Friburgo e Petrópolis do
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) ao oferecer
serviços diferenciados e no desenvolvimento de atividades criativas e de baixo custo com o
objetivo de transformar as bibliotecas em espaços cada vez mais atuantes, convidativos e
agradáveis. As ações desenvolvidas deixaram as bibliotecas mais dinâmicas, criativas,
integradas e participativas, promovendo o bem estar necessário para que os usuários
desenvolvam suas atividades de estudo, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Bibliotecas; Atividades culturais; Serviços diferenciados
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (X) Não

Biblioteca como um espaço dinâmico e criativo
Introdução
O surgimento de novas formas de acesso aos materiais bibliográficos e a
diversificação de fontes de pesquisa impulsionam as bibliotecas na busca de
diferentes meios e formas de interagir com seus usuários, seja com uma maior
dinamização dos seus ambientes ou oferecendo serviços diferenciados. Essa
mudança pode se apresentar na forma do oferecimento dos seus serviços básicos de
atendimento (empréstimo, devolução e reserva, por exemplo), acervo e ambientes
de estudo com novas dinâmicas ou na disponibilização de serviços e participações
mais criativos e interativas institucionalmente, tais como, exposições diversas,
palestras, instalações, eventos, extensão universitária e espaços mais confortáveis e
convidativos para aqueles que passam boa parte do tempo neste espaço. O uso de
tecnologias como smartphone, programas gratuitos de edição de vídeos, redes
sociais, permitem o avanço das bibliotecas para um patamar mais criativo. Tais
inovações vem reforçar a visão de Lankes (2016) sobre as bibliotecas. O autor afirma
que as bibliotecas são facilitadoras, atuando de forma “[...] proativa, colaborativa e
transformadora” de quatro modos: fornecendo acesso, capacitação, despertando a
motivação para aprender e proporcionando um ambiente seguro e, também,
agradável.
O desejo de tornar as bibliotecas um espaço agradável e motivador e de
oferecer serviços além dos habituais, levou as bibliotecárias dos campi Nova
Friburgo e Petrópolis do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da
Fonseca (CEFET-RJ) a desenvolver atividades e serviços diferenciados. As ideias,
todas de fácil implantação e baixo custo, tiveram como inspiração demandas
observadas no dia a dia da biblioteca e da instituição, pesquisas na internet e a
participação e apresentações de trabalhos em eventos como o Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação (CBBD) e o Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias (SNBU).
Relataremos na seção seguinte, algumas dessas ideias desenvolvidas nos
últimos anos.

�Relato da experiência
As bibliotecas dos campi Nova Friburgo e Petrópolis, foram inauguradas no
ano de 2008 e 2009, respectivamente. Em Petrópolis, a biblioteca ocupa um espaço
privilegiado, em um prédio do início do século XX, com 230 metros quadrados
distribuídos em dois pavimentos, com paredes altas e um cofre, espaço especial que
é cuidado e mantido ainda nos moldes de sua construção. O campus oferece cursos
nas áreas de Turismo, Física, Matemática, Engenharia de computação
Telecomunicações (ensino médio-técnico). Já em Nova Friburgo, a biblioteca que até
final de 2018 possuía apenas um pequeno espaço para pesquisa e acervo, atualmente
possui uma área de aproximadamente 486 m . Nessa ampliação, a biblioteca ganhou
vários ambientes diferentes incluindo espaço com poltronas, pufes, tapetes e
plantas, oferecendo ao usuário um ambiente de estudo mais informal e descontraído.
Os alunos que antes vinham a biblioteca apenas para pegar livros agora passam
praticamente todo o tempo livre na biblioteca, estudando, ou simplesmente
relaxando entre uma aula e outra.
2

Ambas atendem aos servidores, alunos dos cursos de ensino médio-técnico,
graduação e pós-graduação oferecidos pela instituição e a comunidade externa. As
atividades relatadas aqui foram desenvolvidas nos últimos 3 anos. Para uma melhor
organização, apresentaremos primeiro as atividades realizadas por ambas as
bibliotecas, seguida das iniciativas de Nova Friburgo e Petrópolis.
Página no Facebook - A criação da fan page da biblioteca
(@bibunedpetropolis, @biblioteca.cefet.novafriburgo) possibilitou a ampliação do
universo das bibliotecas, no que tange à comunicação com a comunidade acadêmica
e o compartilhamento de informações. Os seguidores da página da biblioteca são em
sua maioria alunos dos diferentes cursos oferecidos pelos campi.
Elencamos a seguir os tipos de informações divulgadas em nossa fan page:
●
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●
●
●
●
●

Informações sobre o funcionamento da biblioteca (telefone, horário de
atendimento, e-mail, link para o catálogo, serviços oferecidos e avisos gerais);
Tutoriais para acesso aos produtos e serviços;
Normas de acesso e conduta;
Eventos e cursos da instituição;
Notícias de perfis governamentais ou institucionais (por exemplo:
ministérios, secretarias estaduais, universidades e centros de pesquisas);
Notícias gerais de interesse das áreas em questão;
Sites úteis;
Divulgação de novas aquisições de livros com a inclusão de fotos das capas
dos livros com pequenas resenhas ou comentários sobre as obras;
Dicas de leituras: destaques do acervo. Podem ser feitos por meio de
postagens com textos e fotos do livro em questão ou por meio de vídeos. A
proposta é simples: falar brevemente sobre um livro que tenha gostado para
estimular que outras pessoas o leiam. Assuntos diversos, tais como menção a

�datas comemorativas (dia do livro, dia da mulher, dia dos namorados,
centenário da morte de determinado autor consagrado, etc);
● Divulgação de dinâmicas especiais ocorridas no ambiente da biblioteca,
como, dia dos namorados, páscoa, projeto de incentivo a leitura para as férias
etc...
Caixa de material – É comum nas bibliotecas haver uma caixa com papel
de rascunho para os usuários realizarem suas atividades, mas por que não ir mais
além e atender as outras necessidades de materiais dos usuários? Pensando nisso,
criamos uma caixa que fica disponível no balcão de empréstimos onde são
disponibilizados materiais mais procurados por nossos usuários, tais como folhas
para rascunho, caneta, lápis, borracha, apontador, marca texto, corretivo, tesoura,
fita adesiva, cola, clips, grampeador, marca página, adaptador de tomadas, extensão,
régua, marcador para quadro branco, apagador, etc. Para isso foi utilizada uma caixa
reciclada, embalada com folhas de revistas velhas e com o título “use se precisar e
devolva para outro usar”. A lista de materiais que podem ser encontrados na caixa é
bem extensa e visa suprir as necessidades dos alunos que passam boa parte do tempo
em que estão na instituição estudando na biblioteca.
Quadro Branco – Identificamos que os alunos costumavam estudar em
grupos e pensamos em disponibilizar quadros brancos para que eles pudessem
desenvolver seus raciocínios, e explicar as matérias uns para os outros. Em ambas as
bibliotecas, um quadro grande foi colocado na sala de estudo em grupo. Já em
Petrópolis, uma parceria com a Comissão de Coleta Seletiva Solidária (CCSS), foram
reaproveitados quadros velhos que divididos em diversos miniquadros, ficam
disponíveis nos salões de estudo para uso dos usuários (também foram feitos
apagadores utilizando materiais reciclados).
Dia dos namorados - Em celebração ao dia dos namorados, as bibliotecas
promoveram o “Encontro às escuras com um Livro”. O objetivo, além de incentivar
a leitura foi garantir que nossos leitores não passassem o dia dos namorados
desacompanhados. Os livros foram embalados para presente para que somente após
o empréstimo nossos usuários soubessem o livro escolhido. Nas embalagens foram
disponibilizadas algumas dicas para ajudar na escolha. As bibliotecas também foram
decoradas para chamar a atenção dos usuários. Em Nova Friburgo também foi feito
um vídeo com um poema de Vinicius de Moraes com a participação de funcionários
do setor, alunos, professores, terceirizados e técnicos administrativos. O evento foi
um sucesso e todos os livros selecionados foram emprestados em pouquíssimo
tempo.
Semana da poesia - Para homenagear o poeta Manoel de Barros, a
biblioteca de Nova Friburgo criou uma semana da poesia. Foram feitas diversas
atividades, como decoração de uma sala para visitação e exibição de um vídeo feito
pela biblioteca onde servidores, alunos e voluntários declamaram ou leram poesias
do autor. A decoração consistia de borboletas, flores e corações de papel pendurados
no teto, além de pequenos cartazes com poemas, frases e desenhos do autor.
Expositor “Li, curti e compartilho” – Estante onde os próprios usuários
recomendam a leitura de um livro. O expositor é alimentado pelos próprios usuários

�da biblioteca com livros que eles já leram e gostaram, colocando inclusive um postit contendo um bilhete na capa do livro dizendo por que recomendam a leitura
daquele livro. Assim, os alunos que chegam para pegar um livro na biblioteca, mas
não sabem ainda qual livro pegar, aproveitam a indicação dos outros usuários para
facilitar a escolha.
Vídeos - As postagens de maior alcance na página do Facebook são os vídeos
produzidos pela equipe da biblioteca com a participação de técnicos administrativos,
professores e alunos de maneira livre e colaborativa. Os temas são diversos, como
dicas de leitura, homenagens e apresentação e uso da biblioteca. Ressaltamos que
esses vídeos são as postagens que mais recebem visualizações, curtidas e
comentários, ou seja, são as publicações de maior alcance e diálogo com o público.
Os vídeos são feitos pelo celular e alguns recebem edição através do programa
gratuitos como o Movie Maker.
Exposições, eventos e extensão - Em parceria com a Direção local,
Gerência Acadêmica e as Coordenações, a biblioteca do campus Petrópolis expõe no
espaço do cofre trabalhos desenvolvidos em sala de aula e tem participação ativa nos
projetos de Extensão Universitária e na Semana de Pesquisa e Extensão (evento
ligado a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia), onde os eventos acontecem nos
seus espaços e tem a presença de comunidade interna e externa com ampla
divulgação. Dentre os diversos projetos de extensão dos quais a biblioteca participa,
destacamos o projeto “Conhecendo os limites do próprio corpo” em parceria com o
professor Marcelo Porretti, docente do Colegiado do Ensino Médio Técnico. O
objetivo do projeto é ambientar os discentes do 9º ano da rede pública de ensino,
com a infraestrutura do CEFET/RJ campus Petrópolis através de uma breve palestra
e visita as dependências do campus. Na biblioteca os alunos eram apresentados ao
espaço e aos serviços disponíveis para a comunidade externa, como por exemplo:
computadores, acervo e espaço para uso local. (PORRETTI, 2017)
Visita orientada - Criada com foco no atendimento ao usuário, a biblioteca
de Petrópolis proporciona aos novos usuários uma “visita orientada” oferecida na
semana de recepção dos alunos novos, sabemos que este tipo de atendimento não é
novidade para a graduação, mas, no caso, a biblioteca recebe de forma igual todos os
alunos, os calouros da graduação e aos novos alunos do ensino médio técnico. Inserir
os alunos no ensino médio a um ambiente inicialmente preparado para a graduação
é uma forma de ajudá-los a se sentirem bem-vindos e capacitados a entenderem por
exemplo os objetivos do Portal de Periódicos Capes e o que eles podem aproveitar
deste portal.
Temas transversais - A biblioteca participa como membro em diversos
núcleos e comissões que tratam de temas transversais, como acessibilidade e
sustentabilidade. Como exemplos desta atuação podemos citar o Núcleo de
Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais (NAPNE) e a Comissão de
Coleta Seletiva Solidária (CCSS). Discutir estas questões e inseri-las no ambiente da
biblioteca mantém este espaço integrado às demandas institucionais e a sua
responsabilidade social.

�Considerações Finais
O sucesso desta nova biblioteca dinâmica, criativa, integrada e participativa,
só deixa transparecer a sua importância para o desenvolvimento institucional.
Oferecer um espaço receptivo e agradável promove o bem-estar necessário para que
os usuários desenvolvam suas atividades de estudo, pesquisa e extensão. Tais
iniciativas nos aproximam do restante da instituição e contribui com a mudanças de
estereótipos tanto da biblioteca de espaço pouco simpático como dos bibliotecários.
Contribuir para as metas institucionais de ensino, pesquisa e extensão, significa
sermos mais atuantes, mais criativos e mais participativos como profissionais.
Transformar as bibliotecas em espaços cada vez mais atuantes, convidativos e
agradáveis é o começo de um novo segmento, acreditamos que temos ainda muito a
fazer, deixamos aqui o nosso convite aos profissionais da área, ousem, criem isso não
tem limites!!!
Referências
LANKES, David R. Expect more: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: FEBAB, 2016.
PORRETTI, Marcelo Faria; KLEIN, W. M. A Educação Física relatada no projeto de
extensão conhecendo os limites do nosso corpo e o Cefet/RJ - campus Petrópolis.
Revista Carioca de Educação Física, v. 12, p. 12-19, 2017. Disponível
em: https://www.revistacarioca.com.br/revistacarioca/article/download/40/37.
Acesso em: 19 abr. 2019

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                <text>Apresenta relato de experiência das bibliotecas dos campi Nova Friburgo e Petrópolis do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) ao oferecer serviços diferenciados e no desenvolvimento de atividades criativas e de baixo custo com o objetivo de transformar as bibliotecas em espaços cada vez mais atuantes, convidativos e agradáveis. As ações desenvolvidas deixaram as bibliotecas mais dinâmicas, criativas, integradas e participativas, promovendo o bem estar necessário para que os usuários desenvolvam suas atividades de estudo, pesquisa e extensão.</text>
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                    <text>Biblioteca Inquieta: um projeto de imersão artístico-literária
Melize Deblandina Zanoni (Sesc SC) - melize.8261@sesc-sc.com.br
Diego Augusto Elias (Sesc SC) - diego.11059@sesc-sc.com.br
Marilaine Hahn (SESC SC) - mhahnsc@gmail.com
Claudia Cristina Manfredini (Sesc SC) - claudiacm@sesc-sc.com.br
Resumo:
Apresenta o protagonismo das bibliotecas do Sesc em Santa Catarina com a realização de um
projeto interdisciplinar de incentivo à leitura, congregando várias manifestações artísticas e
valorização da produção de artistas locais.
Palavras-chave: Inovação em serviços; Ação cultural na biblioteca; Literatura; Livros e
Leitura
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
Com o crescimento da interatividade e do acesso a informação,
informação mostra-se
cada vez mais necessário inovar e resistir como biblioteca, promovendo neste
por meio de
espaço, relações sociais e instigar a aquisição do conhecimento
conhecime

atividades criativas,
ivas, lúdicas e participativas.
participativas
A biblioteca é um equipamento
equipamento cultural que deve oferecer além dos serviços
básicos de consulta e empréstimos,
empré
ações sistemáticas que estimulem a pluralidade
de ideias, diversidade
ade e a formação do pensamento
pensame
livre.
A mudança de paradigma que amplia a visão da biblioteca para além do
acervo e a transforma em meio e suporte para a aquisição do conhecimento,

permite pensar neste, como algo não estável e não estático. Essa mudança,
mudança aliada
às diferentes transformações no mundo atual, traz a necessidade de construir
sentido acerca da informação e da arte e não apenas apresentá--la. Por sua vez, a
vivência é a via de acesso mais rápida para a memória e para a aquisição do

conhecimento.
A biblioteca como um espaço de interação, pode fazer do acervo ou do livro,
ponto de partida para a transformação sociocultural. Milanesi (2013) afirma que,
para
ara cada ação cultural no âmbito de uma biblioteca, deve ser reunido o acervo
para
onde determinadas informações sobre o tema da ação estejam disponíveis
disponív

conhecer o que já foi criado,
criado numa tentativa de encurtar o caminho entre o já visto
e o novo.
O livro literário é uma produção artística por excelência, que merece o
devido espaço para cumprir seu papel. Não podemos pensar exclusivamente em

�leitura, mas em uma leitura que promova discussão e reflexão. Portanto, cabe as
bibliotecas mediar e revelar os efeitos e afetos da literatura na vida das pessoas por
meio de ações culturais atrativas e inovadoras.

Relato da experiência
Nesse contexto, a rede de bibliotecas do Sesc em Santa Catarina busca
oferecer não só um acervo variado e de qualidade, mas também uma programação
sistemática de ações de incentivo a leitura.
Dentre elas destaca-se o projeto Biblioteca Inquieta, objeto deste relato, que
nasce com o objetivo de buscar no meio interdisciplinar, diferentes formas de
apropriação e produção de significados, integrando linguagens artísticas que
convirjam de um tema, obra ou autor da literatura.
O projeto foi idealizado pela equipe de Cultura do Sesc da Unidade de
Balneário Camboriú, que realizaram em 2018, as três edições: “Shakespeare
Despedaçado”, “Bertolt Brecht” e “Sylvia Plath”. Os eventos promoveram um
mergulho do público pela vida e obra dos escritores, congregando várias atividades
como interferências artísticas visuais, projeção de vídeo, leitura dramatizada,
debates entre outras ações de mediação.
Considerando o caráter inovador do projeto e o sucesso das três edições,
tanto com o público como pela classe artística, assim como o encantamento da
equipe de Cultura das demais Unidades do Sesc, o projeto é ampliado em 2019 para
as 29 bibliotecas do estado, com previsão de orçamento exclusivo.
Serão realizadas 4 edições do projeto no ano de 2019, sendo que a primeira
ocorreu entre os dias 15 e 18 de abril em seis cidades catarinenses onde o Sesc
oferece o serviço de Biblioteca. Cada biblioteca definiu a sua programação a partir
de uma temática, considerando o acervo e produções artísticas locais que pudessem
conversar com o tema escolhiddo. No Sesc de Jaraguá do Sul o tema foi “Ana Maria
Machado, uma grande árvore de muitos frutos”; em Itajaí, “O encanto do livro e
suas aquarelas”; em Florianópolis, “Povos indígenas brasileiros”; em Balneário
Camboriú, “O circo das palavras malabaristas”; em Chapecó, “Clássicos da

�literatura de Grimm a Ana Maria Machado”; e em Lages, “Passado e presente no
Centro Cultural Vidal Ramos”.

Figura 1 – Debate sobre o tema “Povos Indígenas Brasileiros”

Durante cada edição o espaço da biblioteca é reconfigurado para a
exploração conceitual de uma proposta artístico-literária. O projeto propõe o
destaque do acervo, a integração de linguagens e mostras de arte traduzidas em
mediações e debates em literatura tendo como ponto de conexão o acervo: um
autor, sua obra ou tema em comum de vários autores ou obras.
Buscando a valorizando da produção regional, artistas são convidados para
utilizarem o espaço da biblioteca como suporte para uma instalação artísticoliterária, reorganizando o espaço, incorporando elementos na composição das
peças. Ao visitar a biblioteca e participar das mediações e de debates, o público
vivencie uma imersão na temática, funcionando tanto como um complemento ao
seu conhecimento, quanto como uma porta de entrada àquela literatura.
A programação pode integrar diversas linguagens artísticas em um único
ambiente, por meio das artes visuais (artesanado, fotografia), música, teatro,
cinema, culminando sempre em mediações e debates com escritores e artistas.
Cada edição integra, no mínimo, três linguagens artísticas em torno de uma mesma
temática literária, um autor ou uma obra; e um ou mais artistas são convidados a
incorporar elementos espaciais na composição das obras, sejam elas materiais ou
não palpáveis. A interação entre corpo-espaço e entre manifestação artística e

�ambiente atrai o olhar curioso para novas descobertas artísticas, sensoriais e
relacionais com a literatura, transformando em experiência vivencial a obra
literária.
O artista não necessariamente cria a obra para o evento, o que também pode
ocorrer em alguns casos, mas na sua maioria, o artista relaciona a sua obra com o
espaço, permitindo uma afetação mútua entre obra e ambiente.
Instigar a relação do artista, mediador, leitor ou público com o espaço da
biblioteca, é incentivar a utilização deste ambiente de forma provocativa e interrelacional como suporte para a obra, reorganizando-o e fazendo com que este
também dialogue com os visitantes.
Toda a programação é gratuita e aberto ao público nas 29 bibliotecas fixas
da rede de bibliotecas do Sesc em Santa Catarina, e estão previstos para o ano de
2019, 148 mediações artísticas, 110 debates com público presente projetado para
7.930 pessoas.

Figura 2 - “Material de divulgação do projeto”
Figura 2 – Arte do Projeto Biblioteca Inquieta

�Considerações finais
Os resultados vão além da vivência durante as mediações e o contato com as
produções artísticas, evidenciando o papel da biblioteca como um espaço cultural,
pulsante e de resistência. O projeto Biblioteca Inquieta não foi criado com
nenhuma pretensão além daquela de inspirar a visão de outras possibilidades que
uma arte multidimensional como a literatura pode suscitar. A intenção primordial
é a de promover novas sensações a partir da literatura e arrancá-la do mundo plano
para o mundo tridimensional das ações.
A leitura contribui para a formação do indivíduo e é um meio eficaz para a
democratização do conhecimento. Desenvolver ações culturais nas bibliotecas faz
com que a leitura seja vista como um momento singular de prazer, e amplia a visão
de que a literatura e a leitura estão além dos livros.
O audiovisual, as artes cênicas, as artes visuais, a música e todos os outros
domínios que podem relacionar-se com uma obra literária, “arranca” a palavra
para fora da página. Este é o objetivo principal do nosso inquietar-se. A inquietude
não consegue caber em um só espaço. Ela apresenta a necessidade de saltar para
fora de seus limites. O Biblioteca Inquieta demonstra que a página não se apresenta
como o único veículo de expressão da literatura, mas pode ser o ponto de partida.

Referências
MILANESI, Luís. Biblioteca. Cotia, SP : Ateliê Editorial, 2013.

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                    <text>Biblioteca Florestan Fernandes: novos rumos e novos desafios
Adriana Cybele Ferrari (FEBAB) - drycaferrari@gmail.com
Maria Imaculada Da Conceição (USP) - imak@usp.br
Resumo:
A biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP) está
presente na produção de conhecimentos e ideias na Faculdade garantindo que suas coleções e
serviços acompanhem em importância e excelência o papel desempenhado pela FFLCH como
centro de excelência. Assim, a atual gestão da biblioteca propôs um processo de “escuta” do
que a comunidade tinha a dizer sobre a Biblioteca. O objetivo foi identificar por meio de uma
consulta à comunidade o que impactava positiva ou negativamente seus usuários, obter
insights e buscar inspiração em bibliotecas identificadas como referência. O processo teve
duração de um mês, criou-se a identidade visual e o slogan “Novos rumos e novos desafios”
para a divulgação que foi feita através de mensagem de email, banner, vídeo e displays
espalhados pela biblioteca, motivando a comunidade a participar da consulta. A coleta foi feita
em formulário do Google docs. Obteve-se 106 respostas e a tabulação mostrou que a
comunidade avalia bem a Biblioteca e reforça as funções consideradas tradicionais. Na
questão dos pontos considerados negativos a infraestrutura é a mais citada. Os resultados
reafirmam nossa impressão da pouca cultura de frequência em bibliotecas em decorrência do
déficit que temos no país. Será importante mostrar à comunidade os novos papéis das
bibliotecas acadêmicas que devem ser o espaço de encontro das pessoas, local que a
comunidade queira frequentar sempre, para participar de discussões, ver exposições e trocar
ideias e fazer novos relacionamentos.
Palavras-chave: Biblioteca acadêmica; Gestão de projetos; Participação comunitária; Escuta
de usuários
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Resumo expandido de relato de experiência

Biblioteca Florestan Fernandes: novos rumos e novos desafios
Introdução
A biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) teve
início juntamente com a criação da Faculdade e da Universidade de São Paulo,
em 1934, passando por espaços e configurações diversas até ser totalmente
unificada, em 2005. Nomeada Florestan Fernandes, em homenagem a um dos
mais respeitados professores da instituição, hoje ocupa um prédio com área de
6.200 m2 projetado para abrigar seu acervo variado e complexo e dinamizar os
serviços oferecidos por ela.
A Biblioteca sempre esteve presente na produção de conhecimentos e ideias na
Faculdade e sua equipe trabalha para garantir que tanto as coleções quanto os
serviços acompanhem em importância e excelência o papel desempenhado pela
própria FFLCH como centro de excelência, contribuindo na tríade ensino,
pesquisa e extensão.
No entanto, para manter esse nível, no presente e no futuro, é fundamental que a
Biblioteca trabalhe cada vez mais de forma colaborativa, tanto com os
departamentos e serviços da faculdade quanto com outras bibliotecas, arquivos e
museus da universidade. Nessa perspectiva, a atual gestão da biblioteca propôs
um processo de “escuta” do que a comunidade tinha a dizer sobre a Biblioteca ao
invés de decidir apenas com a equipe as melhorias a serem implementadas.
O objetivo dessa proposta foi identificar por meio de uma consulta aberta à
comunidade o que impactava de maneira positiva ou negativa os usuários da
Biblioteca Florestan Fernandes, além de obter insights e buscar inspiração em
outras bibliotecas que a comunidade identificou como referência para ser
estudada no projeto.

�Relato da experiência
O processo de escuta teve duração de um mês, iniciando no primeiro dia de março
de 2019. Criou-se a identidade visual e o slogan “Novos rumos e novos desafios”
para a divulgação que foi feita através de mensagem de email, banner, vídeo
(Figura 1) e displays espalhados pela biblioteca, motivando a comunidade a
participar da consulta em busca da criação de um ambiente que estimule a
interação das pessoas, o trabalho em equipe, o compartilhamento de informações
e a criatividade.
Figura 1. Imagens da tela do vídeo de divulgação da escuta

Fonte: As autoras

A coleta foi feita em um formulário do Google docs (Figura 2) com três perguntas
abertas:
1) O que você mais gosta na Biblioteca?;
2) O que você sente falta na Biblioteca?; e
3) Indique uma biblioteca que você goste (nacional ou internacional). Por quê?

�Figura 2. Formulário do Google Docs elaborado para a consulta

Fonte: As autoras

Obteve-se 106 respostas e a tabulação mostrou que a comunidade avalia bem a
Biblioteca e reforça as funções consideradas tradicionais a saber: ter acervo
diversificado, espaço de leitura, espaços silenciosos, bom atendimento, livre
acesso às estantes, autonomia e liberdade que é dada ao usuário.
Na questão dos pontos considerados negativos a infraestrutura é a mais citada,
ausência de climatização dos espaços, salas para estudo em grupo, mobiliário
mais ergonômico e a atualização do acervo.
A terceira questão obteve a indicação de 46 bibliotecas, sendo as mais citadas: a
Biblioteca Mario de Andrade, a Biblioteca da FEA/USP, a Biblioteca
Brasiliana/USP, a Biblioteca da FE/USP e o Centro Cultural São Paulo. Além do
acervo atualizado, outros pontos destacados pelos usuários são as atividades
culturais, conforto, espaços para atividades específicas como salas de leitura,
salas de eventos, salas de reunião ou de estudo em grupo. Não houve ênfase a
serviços específicos.
A escuta permitiu ter essa radiografia da Biblioteca, mas ela não objetivou apenas
implementar as melhorias apontadas pela comunidade. Isso porque queremos
nos alinhar às tendências internacionais em bibliotecas acadêmicas.

�A divulgação dos resultados será feita por meio de email à comunidade e em
reuniões com a equipe da Biblioteca. Além disso serão insumos no novo projeto
de arquitetura de interiores a ser contratado pela administração da FFLCH.

Considerações Finais
Os resultados reafirmam nossa impressão da pouca cultura de frequência em
bibliotecas em decorrência do déficit que temos no país. Por essa razão será
importante mostrar à comunidade os novos papéis da biblioteca acadêmica, que
vão além da gestão de coleções. As bibliotecas acadêmicas devem ser o espaço de
encontro das pessoas que cada vez mais ficam isoladas, já que tem acesso à
informação remotamente.
A biblioteca deve ser o local onde a comunidade queira frequentar sempre, para
participar de discussões, ver exposições e trocar ideias e fazer novos
relacionamentos.
É nesta perspectiva que a Biblioteca Florestan Fernandes quer caminhar, sempre
construindo coletivamente. Por essa razão serão organizadas sessões públicas
para discussão dos resultados com a comunidade e também eles serão
apresentados nas reuniões dos colegiados da FFLCH.
Esperamos com essas ações reforçar o diálogo, obter apoio e sustentabilidade
para o projeto. Sendo pactuado com a comunidade, a Biblioteca terá mais
condições de constar das prioridades da administração, pois sendo um organismo
vivo dependerá de investimentos contínuos não apenas para alcançar o novo
patamar desejado, mas para se manter em destaque no cenário nacional.

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                    <text>BIBLIOTECA PÚBLICA ESPECIALIZADA E TRANSFERÊNCIA DE
TECNOLOGIA

Merielem Frasson da Silva (Incaper) - frasson78@gmail.com
Sara Dieny Chaves Ribeiro (INCAPER) - saradieny.chaves@gmail.com
Resumo:
Com o intuito de investigar as informações disseminadas pela Biblioteca Rui Tendinha (BRT),
difundidas no cotidiano profissional dos servidores que atuam nas unidades regionais do
Incaper. O estudo abrange os aspectos de uso da informação pelos servidores, satisfação com
a BRT e a difusão de tecnologias através de informações disseminadas pela mesma. O método
utilizado foi a pesquisa exploratória com coleta de dados pelo Google Forms, realizada com as
83 unidades da instituição presentes em todo o Estado do Espírito Santo, sendo um total de
65% dos questionários respondidos. Foi apontado que 92,6% das unidades do interior possuem
acervo local e 87% usam a publicação impressa para consulta. Do público que procura as
unidades por informação ficaram empatados estudantes e agricultores com 90,6%. Dos
participantes 94,4% afirmam saber o que é transferência de tecnologia e 59,3% buscam a
biblioteca para pegar material e distribuir em eventos. Os dados demonstram o papel da
biblioteca como parte do processo de transferência de tecnologia através da difusão de
informações, mas é preciso uma política que institucionalize uma rede de informações entre
BRT e unidades regionais.
Palavras-chave: Transferência
Especializada

de

Tecnologia,

Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Difusão,

Informação,

Biblioteca

Pública

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

1 – INTRODUÇÃO
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper),
órgão público estadual capixaba, criado no final da década de 50 (cinquenta) como a
Associação de Crédito Rural Capixaba (ACARES), foi instituído com o objetivo de promover
soluções tecnológicas e sociais para o desenvolvimento do Espírito Santo. O Incaper está
presente nos 78 (setenta e oito) municípios do Estado do Espírito Santo. A estrutura conta com
laboratórios, fazendas experimentais e escritórios locais, utilizados para pesquisa científica,
assistência técnica e extensão rural.
A ACARES possuía o setor de Divisão da Informação, que produzia e distribuía
publicações impressas para difundir tecnologias e/ou boas práticas para o meio rural capixaba.
A difusão de informações é um dos processos de transferência de tecnologia. A transferência
de tecnologia compreende, da geração da tecnologia, comunicação dessa tecnologia à
comunidade, que resulte na adoção pelo produtor rural (Borges, 1982, p. 23).
As unidades regionais do Incaper dispõem de um pequeno acervo, resultado do
acúmulo dessas informações, se tornando um pequeno centro de informações. Porém, com
as incorporações e mudanças de gestão houve uma ruptura e processos foram
descontinuados e as informações (acervo) concentradas na Biblioteca Rui Tendinha (BRT),
localizada na sede do Incaper em Vitória, dificultando o trabalho em rede entre a BRT e as
unidades regionais.
Na análise de Borges (1982, p. 27, grifo nosso) sobre a transferência de tecnologia na
EMBRATER, ela constata que o sistema “não tem outra mercadoria a oferecer senão a
informação ao produtor rural”. A informação está atrelada aos meios de produção, e se há

�ruptura entre as etapas do processo de transferência de tecnologia, repercute e altera o
resultado final (Borges, 1982, p. 22, grifo nosso).
Com esse paradigma, é preciso buscar outro olhar sobre a Biblioteca Pública
Especializada, com serviços e atividades em rede, que ultrapassem o município de Vitória e
se enraízam pelo Estado do Espírito Santo, isto é, enxergar institucionalmente a Biblioteca
como parte do processo de difusão e transferência de tecnologia, um processo estratégico.
Para Marcelino (2009) “As bibliotecas especializadas dos institutos de pesquisa, bem como as
universitárias, atuam como mediadoras e facilitadoras do processo de uso e geração de
conhecimento”. Hoje o papel da BRT não está institucionalmente delineado e tende a se
confundir com práticas culturais que perduram.
Este estudo tem como objetivo, investigar como as informações disseminadas pela BRT
para unidades locais, são difundidas pelas mesmas, no cotidiano profissional, utilizando o
conjunto de dados relacionados ao aspecto de uso da informação, transferência de tecnologia
e satisfação com a biblioteca.
Para atingir os objetivos será utilizada a pesquisa exploratória de estudo de uso e de
usuário, diagnosticar a relação do servidor do Incaper com a transferência de tecnologia e a
inclusão da Biblioteca Rui Tendinha nesse processo. A coleta de dados será realizada por
meio de questionário, através de levantamento de campo. Com esse estudo será possível
entender os fenômenos e analisar propostas que contribuem para o trabalho em rede no
acesso e disseminação da informação.

2 MÉTODO DE PESQUISA

O método utilizado será o de pesquisa quantitativa, visando garantir a precisão na
análise e interpretação dos resultados aumentando a confiabilidade na pesquisa (BAPTISTA;
CUNHA, 2007). A margem de erro da pesquisa é de 6,64% para a população de 83
representantes das unidades regionais do Incaper e 54 respondentes. O nível de confiança é
de 90%. A população que fez parte desse estudo, são os servidores lotados nas unidades
regionais do Incaper que se propuseram responder ao questionário, independente da formação
e cargo.

�O instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário contendo dez perguntas
fechadas e uma pergunta aberta, em algumas questões utilizou-se diversas alternativas dentre
um conjunto de alternativas pré-definidas, não provendo uma soma final de 100%. O que não
foi prejudicial para a pesquisa, visto que é possível contabilizar as alternativas mais marcadas.
O questionário foi aplicado, em formato eletrônico usando o Google Forms. A biblioteca como
parte do processo de transferência de tecnologia, investigou aspectos, não só de satisfação
do servidor em relação a Biblioteca Rui Tendinha mas também, o diagnóstico dos acervos das
outras unidades, incluindo o atendimento, transferência de tecnologia e nível de satisfação
com a BRT.
O questionário foi dividido em 5 blocos de perguntas fechadas e duas abertas, além da
identificação do servidor. Neste resumo, serão destacados somente o diagnóstico das
unidades locais, transferência de tecnologia e a satisfação com a biblioteca.
Com a desativação de alguns acervos das unidades locais, foi necessário contabilizar
quais unidades tem acervo local, as fontes de informações utilizadas para responder às
demandas nas unidades do interior e os serviços da BRT utilizados pelos servidores do
Incaper.
Os procedimentos de coleta de dados iniciaram-se com a aplicação do questionário
para 83 (oitenta e três) unidades regionais com prazo para responder. Do total de questionários
aplicados, 65% foram respondidos e 35% sem resposta. As questões foram enviadas no dia
20 de setembro de 2018, sendo respondidas a partir da mesma data, e encerradas em 06 de
novembro 2018.

3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
No bloco de perguntas para o “Diagnóstico dos Acervos das Unidade Locais” foram
aplicadas questões sobre a permanência de acervos nas unidades, e como esse material
estava armazenado. Na pergunta sobre existir ou não acervos nas unidades locais, 92,6%
responderam que existe acervo e 7,4% responderam que não existe. Mesmo sem suporte e
estrutura, a maioria dos escritórios tem acervos disponíveis para atender as demandas de
informação nas unidades.

�Para conhecer o público que frequenta as unidades locais, foram oferecidas
alternativas: agricultores, moradores da região, estudantes e servidores do órgão. Dos
participantes 48 responderam que o público que buscam informações são agricultores e
estudantes. Embora o Incaper não tenha publicações direcionadas a faixa etária estudantil,
esse público tem o Instituto como fonte de informação. E por fim, 32 respondentes disseram
que a comunidade local também vai a unidade local buscar informações.
Sobre a utilização Fontes de Informação consultadas, também foram oferecidas
alternativas. A maioria dos respondentes consultam o técnico do Incaper quando deseja uma
informação, isso destaca a importância se desenvolver ações buscando a atualização dos
servidores. Em segundo lugar responderam que utilizam a publicação impressa para consulta,
a base de dados da BRT que armazena o acervo digital ficou com 38,9%, atrás de sites de
busca e outras bases de dados, respectivamente, 70,4% e 50%. A Biblioteca ainda não
realizou capacitação ou tutoriais para a utilização da base de dados, o número de acessos
pode ser maior, com ações nesse sentido.
O conjunto de questões sobre a transferência de tecnologia demonstrou como as
informações produzidas pelo Incaper são disseminadas para o público. 94,4% afirmam saber
o que é transferência de tecnologia e 96,3% responderam que ao receber as publicações do
Incaper, dão conhecimento a todos os colegas da unidade em que atuam; 81,5% guardam na
estante para mostrar aos agricultores; 38,9% divulgam para a comunidade (agricultores,
prefeitura, moradores, etc) e 14,8% doam a publicação. Esses dados evidenciam a
necessidade de ações de mediação ativa das informações.
O último bloco sobre a satisfação com a Biblioteca Rui Tendinha, questionados sobre
conhecer a unidade de informação, 61,1% disseram não conhecer a BRT de forma presencial
e 38,9% sim. Essa questão reflete a dificuldade de orçamento e as barreiras regionais no
acesso ao acervo e eventos de incentivo à leitura que podem ser superadas com projetos que
envolvam as unidades regionais. Das visitas de servidores à biblioteca, 59,3% ocorrem pela
busca de publicações para distribuir em eventos, embora 94,4% tenha afirmado saber o que é
transferência de tecnologia.
A última questão buscou retratar a opinião dos servidores sobre quais atitudes a
biblioteca poderia tomar para melhorar a atuação com as unidades. Dentre as respostas que
se destacam estão a necessidade constante de divulgação do acervo; ações da biblioteca;

�atualização do acervo; melhoria na acessibilidade ao setor; participação da biblioteca em
eventos técnicos; manter os servidores atualizados quanto a produção editorial do Incaper e a
criação de uma biblioteca itinerante.

4 CONCLUSÃO

Através da pesquisa é possível constatar que o acervo das unidades regionais servem
de suporte no processo de transferência de tecnologia através da difusão de informações, que
perdura desde a ACARES. Esse acervo atende a diversos públicos (estudantes, agricultores,
comunidade, etc.).
A Biblioteca Rui Tendinha e as unidades locais estão conectadas através da difusão de
informações, mas a atuação distante e dificuldades de definir atribuições, reduz essa etapa a
atividade de distribuição de publicações, descaracterizando-a do processo de transferência de
tecnologia.
A institucionalização de uma rede de informação com políticas que a institucionalize,
possibilitaria a atuação estratégica no acesso e mediação das informações, se formando um
sistema que se retroalimente. Além disso, possibilitaria ações que envolvam o
compartilhamento de informações, como a formação de mediadores que estimulem o uso de
tecnologias desenvolvidas e indicadas pelo Incaper.

REFERÊNCIAS

BAPTISTA, S. G.; CUNHA, M. B. da. Estudo de usuários: visão global dos métodos de coleta
de dados. Perspect. Ciênc. Inf., Belo Horizonte, v. 12, n. 2, p. 168-184, Aug. 2007.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pci/v12n2/v12n2a11 . Acesso em: 15 julho 2019.
BORGES, M. A. G. A demanda de informação técnica do extensionista rural. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 10, n. 2, p. 21-42, jul./dez. 1982. Disponível em:
http://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/bitstream/item/1815/1/BRTademandadeinformacaote
cnicadoextensionistarural.pdf . Acesso em: 14 de dez. 2018.
MARCELINO, S. C. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do
conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ci. Inf., Brasília, v. 38, n.
2, p. 80-95, Aug. 2009. Disponível: http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1247/1425 . Acesso
em: 18 julho 2019.

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                <text>Com o intuito de investigar as informações disseminadas pela Biblioteca Rui Tendinha (BRT), difundidas no cotidiano  profissional dos servidores que atuam nas unidades regionais do Incaper. O estudo abrange os aspectos de uso da informação pelos servidores, satisfação com a BRT e a difusão de tecnologias através de informações disseminadas pela mesma. O método utilizado foi a pesquisa exploratória com coleta de dados pelo Google Forms, realizada com as 83 unidades da instituição presentes em todo o Estado do Espírito Santo, sendo um total de 65% dos questionários respondidos. Foi apontado que 92,6% das unidades do interior possuem acervo local e 87% usam a publicação impressa para consulta. Do público que procura as unidades por informação ficaram empatados estudantes e agricultores com 90,6%. Dos participantes 94,4% afirmam saber o que é transferência de tecnologia e 59,3% buscam a biblioteca para pegar material e distribuir em eventos. Os dados demonstram o papel da biblioteca como parte do processo de transferência de tecnologia através da difusão de informações, mas é preciso uma política que institucionalize uma rede de informações entre BRT e unidades regionais.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA CRUZ E SOUSA: DISSEMINANDO A LEITURA E O
HÁBITO DE LER

Morena Pereira Porto (UFSC) - morenaporto@gmail.com
Cristine de Souza (CESUSC) - cristinedesouza18@gmail.com
Debora Zamban (UDESC) - debora_zamban@hotmail.com
Sabrina de Souza (Cesusc) - sabrinads021@gmail.com
Victória Miranda de Souza (UDESC) - vvictoriamiranda@gmail.com
Resumo:
As bibliotecas, historicamente, são conhecidas por suprir as necessidades informacionais e
principalmente facilitar o acesso à informação, mas, para além dessas atribuições, devem
contribuir no processo de formação de seus usuários, tanto no ambiente acadêmico/escolar
quanto no meio social. Essa condição educativa é reafirmada em práticas diárias e projetos
desenvolvidos pela biblioteca. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é o de relatar as ações
realizadas no projeto de extensão “Biblioteca social: vamos contar histórias?”, implementado
pela Biblioteca Cruz e Sousa, na cidade de Florianópolis, que surge como uma forma de
englobar o usuário nas atividades de responsabilidade social prestadas com a comunidade
externa e disseminar a literatura e o hábito de ler para além do espaço físico da Biblioteca.
Palavras-chave: Biblioteca social. Acesso à leitura. Biblioteca mista. Contação de história.
Responsabilidade social.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

BIBLIOTECA CRUZ E SOUSA: DISSEMINANDO A LEITURA E O HÁBITO DE LER

INTRODUÇÃO

As bibliotecas, historicamente, são conhecidas por suprir as necessidades
informacionais e principalmente facilitar o acesso à informação. No entanto, para além
dessas atribuições, devem contribuir no processo de construção de uma sociedade
informada e participativa.
Essa condição educativa da biblioteca, de formar cidadãos críticos e efetivos
usuários da informação, é reafirmada em práticas diárias da relação usuário-biblioteca,
como por exemplo, o respeito às normas pré-estabelecidas, ou ainda, na execução de
projetos de promoção do incentivo à leitura, como as contações de história (ZAMBAN;
FRAINER, 2018). Embora pareçam simples e rotineiras essas ações estimulam a
formação do usuário, tanto no ambiente acadêmico/escolar quanto no meio social.
Nessa perspectiva, as bibliotecas mistas por atenderem ao público escolar e
universitário simultaneamente, tem a possibilidade de desenvolverem variadas ações, já
que neste tipo de biblioteca os produtos e serviços devem estar alinhados, ao que é
proposto no projeto político pedagógico da instituição, aos critérios de avaliação
estabelecidos pelo Ministério da Educação - MEC e a comunidade escolar (MATTOS;
PINHEIRO, 2006).
Assim, objetivando instruir e envolver o aluno para além do uso do acervo
disponibilizado, ampliando as ações e programas socioculturais desenvolvidas, a
Biblioteca Cruz e Sousa, realiza o projeto de extensão “Biblioteca social: vamos contar
histórias?” que surge como uma forma de englobar o usuário nas atividades de
responsabilidade social prestadas com a comunidade externa e disseminar a literatura e

�o hábito de ler para além do espaço físico da Biblioteca. As atividades do projeto podem
ser realizadas por alunos, egressos, ou colaboradores da Faculdade, se estendendo
ainda a convidados externos, sempre com supervisão, apoio e auxílio da equipe da
biblioteca.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
As atividades apresentadas no presente relato foram desenvolvidas pela equipe
da Biblioteca Cruz e Sousa em parceria com os alunos da Faculdade CESUSC, na
cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Como se trata de uma Instituição que
oferece desde o ensino infantil até a pós-graduação, a Biblioteca, neste caso,
caracteriza-se como mista.
A Biblioteca da instituição desenvolve, por meio do Programa Penas Alternativas,
uma forma diferenciada de cobrança de multa pecuniária para o atraso dos materiais
emprestados. O intuito do Programa é instruir o usuário para os compromissos com a
biblioteca e conscientizá-lo do coletivo na utilização dos materiais. Igualmente, o
Programa permite que o usuário participe da composição do acervo e sinta-se parte das
iniciativas sociais prestadas pela Instituição. Assim, as formas de compensação via
programa Penas Alternativas podem ser: doação de obras de literatura para compor o
acervo, doação de materiais vinculados à campanhas pré definidas em calendário anual
(Campanha do Alimento, Campanha da Higiene, Campanha do Agasalho e Campanha
do Brinquedo), revertidas posteriormente em doações para entidades filantrópicas, ou
ainda, em dinheiro, revertido para as compras mensais das obras indicadas pelos
usuários.
Em paralelo a esse, o Projeto de Contação de histórias busca otimizar o contato
da biblioteca com os alunos do colégio, em prol do melhor desenvolvimento escolar e
social, fazendo com que o aluno participe do espaço da biblioteca como agente ativo,
indo além do uso do espaço, consulta e retirada de obras .
Assim, vinculado a Extensão da Faculdade, surge o projeto “Biblioteca social:
vamos contar histórias?”, com propósito de unir as duas ações supracitadas, ofertando
uma contação de histórias no momento da entrega dos materiais recolhidos nas
campanhas de Penas Alternativas. O objetivo do projeto é estimular a participação dos
alunos nos projetos sociais desenvolvidos pela Biblioteca, contribuindo com
desenvolvimento da sociedade, pois como orienta a International Federation of Library

�Associations – IFLA, as bibliotecas devem ser instituições que “permitam a
aprendizagem para todos, incluindo os grupos marginalizados, como os imigrantes, os
refugiados, as minorias, os povos indígenas e pessoas com deficiência.” (IFLA, 2016, p.
2).
As atividades desenvolvidas no projeto podem ser realizadas por alunos,
egressos, ou colaboradores da Faculdade, se estendendo ainda a convidados externos,
sempre com supervisão, apoio e auxílio da equipe da biblioteca. Cada ação deve ser
acordada entre o local ao qual serão doados os materiais, a equipe da biblioteca e
voluntários que realizarão a contação.
A escolha dos locais para a entrega das doações do Programa Penas
Alternativas é realizada em parceria com os alunos ou colaboradores que conhecem
e/ou participam de alguma comunidade que necessita do material arrecadado. Junto
com a entrega do material, o grupo se organiza para fazer a ação social desenvolvendo
contações de histórias nos mais diversos formatos, seguindo de leituras a peças
teatrais.
Assim, a primeira execução do projeto “Biblioteca social: vamos contar
histórias?” foi realizada no mês de outubro de 2018, acompanhando a entrega da
Campanha dos Brinquedos realizada nesse período.
Essa primeira etapa, contou com a participação de três alunas do curso de
psicologia da Faculdade, que escolheram o livro, e fizeram o processo de preparação
da contação com a presença das colaboradoras da biblioteca. O local escolhido foi
indicação de uma aluna da faculdade, na qual estava realizando seu estágio obrigatório
em uma Instituição que atende crianças, adolescentes e familiares da comunidade em
situação de vulnerabilidade, situada em um bairro periférico, na parte Continental da
cidade de Florianópolis/SC.
O primeiro passo para a realização foi o contato com a coordenadora do local
para verificar o interesse no projeto e combinar datas e horários, visando atender e
complementar o cronograma da instituição escolhida. Após contato e acordo com a
instituição, foi selecionada para realizar a contação de história a obra intitulada “Tenho
monstros na barriga”, de autoria de Tonia Casarin. O livro narra a história de uma
criança que sente “coisas” em sua barriga que não consegue explicar. A história é a
conscientização acerca dos sentimentos, já que o personagem principal faz a relação
entre ambiente e as condições que cada sentimentos aparece, nomeando esses
sentimentos de monstrinhos. Para tornar a contação mais dinâmica e visual as alunas

�confeccionaram máscaras e adereços semelhantes às figuras dos monstrinhos que o
livro ilustra.
O público com idade variada, entre 5 a 17 anos, se mostrou muito ativo durante o
processo de contação, participando em todos os momentos, gerando um contato muito
gratificante e dinâmico. Ao fim da história foram distribuídos os brinquedos arrecadados
durante a campanha e todos tiveram a oportunidade de falar sobre a identificação dos
monstrinhos que já sentiram em suas barrigas. Foi evidente a felicidade das crianças
não só ao receber os brinquedos, como também ao compartilhar sobre seus
“monstrinhos na barriga”, seus olhos brilhantes e a dimensão do agradecimento delas
foi algo imensamente recompensador. Ações como essa refletem as palavras de Butler
(1933, apud PAJEÚ; SOBRAL, 2019, p. 242) ao afirmar que a biblioteca é uma agência
social, com responsabilidades em relação aos indivíduos, grupos e comunidades. Para
ele, “[...] o conhecimento só tem significado social quando é adquirido por alguém que o
injete de volta na corrente vital da vida da sociedade”.
O impacto vai além da sensação de contribuição para a formação acadêmica do
usuário que participa do projeto, mas atinge também o papel essencial da biblioteca
que é o de fazer a ponte de interação com os usuários, por meio de campanhas, projeto
e ações culturais, mostrando a importância da responsabilidade social que a Instituição
preza com a comunidade. “Ao mobilizar a comunidade, deve agir com integridade, ética
e responsabilidade. Sobretudo, deve compreender, responder e influenciar o contexto
político, social, econômico, legal, e cultural maior.” (DUDZIAK, 2007, p. 97,).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em vista os aspectos mencionados, a biblioteca, por meio de projetos de
extensão e em conjunto com os seus serviços de informação, possibilita estreitar
relações e ampliar o diálogo com a comunidade na qual está inserida, proporcionando a
formação consciente do indivíduo.
Os usuários participam efetivamente em todos os processos por compreenderem
o impacto que o Programa Penas Alternativas tem na comunidade local e a contribuição
social em formar leitores por meio do lúdico. É necessário que esse elo entre usuário e
biblioteca seja contínuo, por meio de ações de marketing para divulgação do projeto e
programas de qualificação para os participantes, para que haja motivação de ambas as
partes para a sustentabilidade do projeto. A junção entre biblioteca escolar e

�universitária dá amplitude às ações sociais na arrecadação das Penas Alternativas,
mantendo o projeto ativo.
REFERÊNCIAS
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. O Bibliotecário como agente de transformação em uma
sociedade complexa: integração entre ciência, tecnologia, desenvolvimento e inclusão
social. PontodeAcesso Revista do Instituto de Ciência da Informação da UFBA,
Salvador, v.1, n.1, p. 88-98, jun. 2007. Disponível em:
https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/1396/878. Acesso em: 09 abr.
2019.
IFLA - International Federation of Library Associations. As bibliotecas podem
promover a implementação da Agenda 2030. 2016. Disponível em:
&amp;lt;https://www.ifla.org/&amp;gt;. Acesso em: 12 jan. 2019. Tradução de FEBAB.
MATTOS, Ana Luiza de Oliveira; PINHEIRO, Michele. O perfil das novas bibliotecas
escolares-universitárias (bibliotecas mistas) nas instituições de ensino privado no
estado de Santa Catarina. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, v.11, n.1, p. 171-184, jan./jul., 2006. Disponível em:
https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/474/601. Acesso em 10 jun. 2017.
PAJEÚ, Hélio Márcio; SOBRAL, Ana Carolina Correia. A ressignificação da praça
pública e do sebo como lugares de mediação cultural. Em Questão, Porto Alegre, v. 25,
n. 1, p. 239-266, jan./abr. 2019. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/viewFile/81463/50249. Acesso em: 9 abr. 2019.
ZAMBAN, Debora; FRAINER, Juliana. Programa Penas Alternativas: educação do
usuário para a responsabilidade social - relato de experiência de uma biblioteca
universitária. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10,
2018. Anais [...] Salvador, 2018. Disponível em:
https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27708. Acesso em: 09 abr. 2019.

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                <text>As bibliotecas, historicamente, são conhecidas por suprir as necessidades informacionais e principalmente facilitar o acesso à informação, mas, para além dessas atribuições, devem contribuir no processo de formação  de seus usuários, tanto no ambiente acadêmico/escolar quanto no meio social. Essa condição educativa é reafirmada em práticas diárias e projetos desenvolvidos pela biblioteca. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é o de relatar as ações realizadas no projeto de extensão “Biblioteca social: vamos contar histórias?”, implementado pela Biblioteca Cruz e Sousa, na cidade de Florianópolis, que surge como uma forma de englobar o usuário nas atividades de responsabilidade social prestadas com a comunidade externa e disseminar a literatura e o hábito de ler para além do espaço físico da Biblioteca.</text>
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                    <text>Ações para inclusão de periódicos como bibliografia suplementar
em uma Instituição de Ensino Superior

Morgana Ramos Albuquerque (UNIFOR) - morgana@unifor.br
Leonilha Maria Brasileiro Lessa (UNIFOR) - leonilha@unifor.br
Mírian Cristina de Lima (UNIFOR) - mirian@unifor.br
Resumo:
Apresenta as mudanças trazidas pelo Instrumento de Avaliação de Cursos de Ensino Superior
do INEP/MEC com foco na adequação da bibliografia de periódicos, também conhecida como
Bibliografia Suplementar. Trata-se de um relato de experiência sobre as ações para inclusão
de periódicos como Bibliografia Suplementar nos cursos de uma Instituição de Ensino
Superior (IES), localizada em Fortaleza/CE. Como técnica de pesquisa foi utilizada a
observação participante, o que possibilitou o contato direto do pesquisador com o contexto
considerando que ele também é um sujeito da pesquisa. As ações para inclusão de títulos de
periódicos envolveram a elaboração de critérios para orientar quais títulos deveriam ser
selecionados, além da capacitação de professores sobre estratégias de pesquisa de periódicos
em bases de dados. Acredita-se que o incentivo ao uso de periódicos na graduação trará
benefícios na formação do aluno quanto pesquisador. Por outro lado, isso resulta na
necessidade do bibliotecário ter maior conhecimento do seu acervo de periódicos digitais.
Conclui-se ainda que a biblioteca deve atuar como mediadora capacitando e orientando os
docentes na adequação de uma bibliografia atualizada e consistente
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Avaliação de Cursos
Bibliografia de Periódicos. Bibliografia Suplementar
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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de

Ensino

Superior.

�AÇÕES PARA INCLUSÃO DE PERIÓDICOS COMO BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR
EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR
1 INTRODUÇÃO
Motivado por novos cenários, o INEP/MEC publicou uma versão do Instrumento de
Avaliação de Cursos Superiores em dezembro de 2017 com inúmeras mudanças, sendo
entendido como um guia para orientação da IES quanto aos requisitos de qualidade
(INEP, 2017). A biblioteca faz parte do escopo no item de infraestrutura e equipamentos.
Dentre os itens de análise, citam-se: o acervo e sua organização, área física, formas de
acesso, política de desenvolvimento do acervo; bem como equipe; informatização;
produtos; serviços; plano de contingência da infraestrutura física, tecnologia e financeiro.
Para Maia e Santos (2015), esse processo de avaliação institucional tem
aproximado os bibliotecários da necessidade de reunir dados estatísticos sobre seu
acervo e as formas de aquisição, e de definir métodos e processos para melhoria dos
serviços prestados por suas bibliotecas. Sobre o fluxo de avaliação do MEC, Lima e
Albuquerque (2018) ressaltam que o conceito de um curso é determinado pelo relatório
resultante de uma avaliação in loco. Nesses relatórios os avaliadores ponderam entre as
informações prestadas pela IES, os depoimentos dos docentes e discentes do curso, e o
que foi verificado durante a visita.
A mais recente versão do instrumento redefiniu os periódicos, ao excluir o item 3.8
- “Periódicos Especializados” e inserir esses materiais nos indicadores 3.6 – “Bibliografia
Básica”, e 3.7 – “Bibliografia Complementar”. Fomentando as bibliografias básica e
complementar, a biblioteca universitária deve protagonizar ações que auxiliem as IES no
atendimento aos indicadores do MEC. Diante desse cenário, este relato tem como
objetivo apresentar as ações implementadas em uma Instituição de Ensino Superior para
seleção, inclusão e gestão de títulos de periódicos na bibliografia dos cursos de
Graduação.
2 METODOLOGIA
O trabalho apresenta a experiência de profissionais da área de Biblioteconomia na
implementação de ações para a seleção, inclusão e gestão de títulos de periódicos na
bibliografia dos cursos de Graduação. Sua estrutura é no formato de relato de
experiência, que, para Lopes (2012, p. 1), “[...] deve conter tanto impressões observadas
quanto conjecturadas. Este tipo de estudo é importante para a descrição de uma vivência

�particular que suscitou reflexões novas sobre um fenômeno específico [...]. Neste caso, o
foco é a experiência e a reflexão sobre a experiência vivida”.
Para elaboração desse relato, foi utilizada a observação participante como técnica
de pesquisa. Correia (1999, p. 35) ressalta que “A observação participante é realizada em
contacto direto, frequente e prolongado do investigador, com os atores sociais, nos seus
contextos culturais, sendo o próprio investigador instrumento de pesquisa”. Para tanto, as
ações aqui descritas foram executadas por bibliotecárias que atuam em uma Instituição
de Ensino Superior e participaram ativamente das atividades ora relatadas.
3 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A prática que deu fundamentação para esse relato foi realizada em uma Instituição
de Ensino Superior localizada em Fortaleza/Ceará. A referida IES atua há mais de 45
anos no mercado educacional e possui mais de 28 mil alunos em diversos cursos de
Graduação e Pós-Graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado). A biblioteca da
IES disponibiliza mais de 300 mil obras, sendo esse acervo constituído por livros,
periódicos e vídeos. Outro destaque é o vasto acervo digital.
2.1 Ações para inclusão de títulos de periódicos na bibliografia
Após a publicação das mudanças no instrumento em dezembro de 2017, a
instituição desse relato reuniu os setores envolvidos para uma leitura e definição de ações
para o atendimento dos novos critérios. Nos indicadores 3.6 e 3.7, uma das mudanças foi
a inclusão de títulos de periódicos nas bibliografias. O instrumento não informa os
requisitos para escolha, quantidade ou inclusão desses títulos de periódicos, e, para
nortear esse processo, a instituição elaborou critérios com base no que considera
importante para a seleção da Bibliografia Suplementar. São eles:
1. Títulos disponíveis em texto completo;
2. Títulos acessíveis dentre as bases assinadas pela instituição;
3. Títulos com status de publicação corrente;
4. Dar preferência a títulos que possuam avaliação por pares, Qualis (A ou B) ou fator
de impacto;
5. Dar preferência a títulos que não possuam embargo.
Além dos critérios, os docentes foram orientados a indicar até 5 títulos, tanto na
Bibliografia Básica, quanto na Bibliografia Complementar de cada disciplina. Diante
desses critérios e das orientações disponibilizadas no instrumento, a Biblioteca elaborou

�um treinamento que contemplasse os conhecimentos necessários para a escolha e a
inclusão dos periódicos.
Figura 1 - Apresentação utilizada no treinamento de docentes do CCS

Fonte: Elaborado pelas autoras.

A capacitação foi ofertada para professores, coordenadores e assessores
pedagógicos, e envolveu ainda membros do Núcleo Docente Estruturante (NDE). O NDE
é, segundo o instrumento, a equipe responsável pela validação do relatório de adequação
de bibliografias. O treinamento apresentou os critérios criados pela Instituição, as formas
de uso de indicadores como Qualis e Fator de Impacto, as estratégias de busca de títulos
de periódicos nas bases de dados, além de informações sobre o modelo de referência
bibliográfica para inclusão nas ementas.
As formações tiveram duração média de 90 minutos e foram ofertadas para dois
grupos, o primeiro com professores do Centro de Ciências em Tecnologia (CCT), em
2018.2, e o segundo com professores do Centro de Ciências da Saúde (CCS), em 2019.1.
Na oportunidade, uma bibliotecária ministrou o conteúdo, apresentando as interfaces de
pesquisa e explicando como identificar os critérios. Após a explanação, os participantes
puderam realizar a prática de pesquisa e sanar dúvidas sobre a bibliografia. Demais
grupos dos Centros de Ciências Jurídicas (CCJ) e Ciências da Comunicação e Gestão
(CCG) serão capacitados no decorrer de 2019.
Durante os treinamentos, coordenadores e assessores pedagógicos relataram que
as mudanças trouxeram inquietações, dentre elas, a necessidade de sensibilizar o

�professor no uso das bases para inclusão de periódicos em suas disciplinas. Outra dúvida
era sobre como identificar corretamente os critérios estabelecidos pela instituição.
Além da formação, para auxiliar aos docentes que não possuem tanta familiaridade
com a tecnologia, a biblioteca também oferece a curadoria de títulos. O atendimento é
realizado por demanda, mediante a solicitação do professor ou assessor pedagógico. A
triagem de títulos envolve o conhecimento das disciplinas e considera descritores em
português, inglês e espanhol, extraídos das ementas, ou ainda fornecidos no momento da
solicitação. As sugestões podem incluir publicações em formato impresso ou digital,
desde que correspondam aos critérios já apresentados, e são enviadas ao solicitante no
formato de referência em arquivo word.
Além das ações de capacitação, durante a curadoria de periódicos percebeu-se um
volume de títulos corrente bem inferior ao total de títulos assinados nas bases de dados.
Diante disso, realizou-se uma análise do acervo de periódicos digitais que buscou
identificar a qualidade e a quantidade de títulos. O resultado foi essencial para a
negociação com os fornecedores por acervos mais atualizados.
2.2 Gestão da Bibliografia de Periódicos
Considerando o volume de publicações de periódicos, acredita-se que a inclusão
ou retirada desses títulos em bases de dados pode ser intensa. Para acompanhar as
mudanças nos títulos da bibliografia suplementar, cada curso é orientado a verificar
periodicamente a continuidade (se o título continua corrente) e a disponibilidade na base
de dados indicada. Essa checagem é feita também pelo bibliotecário do Setor de
Periódicos, por meio de relatório de bibliografia.
3 CONSIDERAÇÕES
O Instrumento de Avaliação de Cursos Superiores (INEP, 2017) motivou ações e
trouxe uma nova rotina para o Setor de Periódicos. As capacitações coletivas tiveram por
objetivo apresentar aos professores os critérios de seleção, de modo a despertar a
autonomia no uso das fontes de informações digitais e no desenvolvimento de estratégias
de pesquisa, buscando solucionar a necessidade de adequação das bibliografias. O
atendimento individual resultou em um processo mais focado nas percepções,
necessidades e preferências do professor no âmbito da sua disciplina.
Acredita-se que o incentivo ao uso de periódicos na Graduação traz benefícios na
formação do aluno enquanto pesquisador, possibilitando maior intimidade com as fontes
de informação científica e, consequentemente, uma melhora na escrita acadêmica.

�É nítida a necessidade do curso de inserir os periódicos nas bibliografias para
atender o Instrumento, mas o importante é que, após esse processo, os professores
utilizem os títulos em sala e envolva-os em diversas atividades curriculares, pois os
avaliadores poderão questionar os professores e os alunos com relação ao uso destes
conteúdos durante as visitas às Instituições.
Neste cenário, o bibliotecário deve ter maior conhecimento do acervo de periódicos
físicos e digitais, para garantir tanto a quantidade, como qualidade (baseada nos critérios
definidos pela IES). Outro ponto importante é a forma de acesso aos conteúdos, a fim de
detectar se o acesso ocorre automaticamente dentro e fora da instituição por meio das
faixas de IPs, ou de uma área autenticada, e se a instituição disponibiliza acesso via
proxy ou CAFE-CAPES para o acesso ao Portal de Periódicos CAPES.
Ressalta-se que os bibliotecários devem estar atentos aos fatores que impactam
nas IES, principalmente sobre a avaliação de cursos pelo INEP/MEC, e que a biblioteca
deve atuar como mediadora nesse processo, capacitando e orientando os docentes na
adequação de uma bibliografia consistente e atualizada.
REFERÊNCIAS
CORREIA, M. C. A. Observação Participante enquanto técnica de investigação. Pensar
Enfermagem, [Lisboa], v. 13, n. 2, p. 30-36, 1999.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS DE PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA (INEP). Instrumento de Avaliação de cursos de graduação presencial e a
distância: reconhecimento e renovação de reconhecimento. Brasília, 2017. Disponível
em:http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_cursos_graduacao
/instrumentos/2017/curso_reconhecimento.pdf. Acesso em: 5 abr. 2019.
LIMA, Mirian Cristina; ALBUQUERQUE, Morgana Ramos. Demonstrativo das ações para
o atendimento ao novo instrumento o INEP/MEC: adequação da bibliografia, serviços e
recursos digitais em uma IES. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10., Salvador, 2018. Anais [...]. Salvador: EDUFBA, 2018. v.1. p. 951963. Disponível em: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27708. Acesso em: 5 abr. 2019.
LOPES, M. de O. Sobre estudos de casos e relatos de experiências. Revista da Rede de
Enfermagem do Nordeste, Fortaleza, v. 13, n. 4, 2012.
MAIA, Luiz Cláudio; SANTOS, Maria de Souza Lima. Gestão da biblioteca universitária:
análise com base nos indicadores de avaliação do MEC. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p.100-119, abr/jun. 2015.

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                <text>Apresenta as mudanças trazidas pelo Instrumento de Avaliação de Cursos de Ensino Superior do INEP/MEC com foco na adequação da bibliografia de periódicos, também conhecida como Bibliografia Suplementar. Trata-se de um relato de experiência sobre as ações para inclusão de periódicos como Bibliografia Suplementar nos cursos de uma Instituição de Ensino Superior (IES), localizada em Fortaleza/CE. Como técnica de pesquisa foi utilizada a observação participante, o que possibilitou o contato direto do pesquisador com o contexto considerando que ele também é um sujeito da pesquisa. As ações para inclusão de títulos de periódicos envolveram a elaboração de critérios para orientar quais títulos deveriam ser selecionados, além da capacitação de professores sobre estratégias de pesquisa de periódicos em bases de dados. Acredita-se que o incentivo ao uso de periódicos na graduação trará benefícios na formação do aluno quanto pesquisador. Por outro lado, isso resulta na necessidade do bibliotecário ter maior conhecimento do seu acervo de periódicos digitais. Conclui-se ainda que a biblioteca deve atuar como mediadora capacitando e orientando os docentes na adequação de uma bibliografia atualizada e consistente</text>
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                    <text>As mídias sociais da Biblioteca da Câmara dos Deputados: da
promoção institucional à informação para cidadania

Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Dep.) - raphael.cavalcante.cd@gmail.com
Judite Martins (CD) - judite.martins@camara.leg.br
Resumo:
Descreve a evolução dos perfis em mídias sociais administrados pela Biblioteca da Câmara dos
Deputados, antes voltados exclusivamente para ações de marketing. A partir da adoção dos
preceitos da Agenda 2030, os perfis passaram a abordar, também, informações voltadas para a
promoção da cidadania.
Palavras-chave: Mídias sociais. Agenda 2030. Biblioteca legislativa. Cidadania.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�As mídias sociais da Biblioteca da Câmara dos Deputados: da promoção
institucional à informação para cidadania
Introdução
As mídias sociais modificaram sobremaneira a forma de utilização da Internet,
desde que se popularizaram na primeira década do século XXI. Das redes
sociais a plataformas de compartilhamento de vídeos, as mídias sociais se
tornaram uma espécie de porta de entrada para a navegação na rede mundial
de computadores. Os antigos blogs pessoais e até mesmo os tradicionais
serviços de e-mail perderam o protagonismo para perfis e páginas virtuais em
espaços como Facebook, Twitter, Youtube e Instagram. O novo comportamento
dos usuários da Rede fez com que empresas e instituições entendessem as
novas mídias como instrumentos para disseminar informação diretamente ou
divulgar conteúdos hospedados em sites próprios.
Paulatinamente, as bibliotecas descobriram as mídias sociais como ferramentas
de aproximação com os usuários, diante das possibilidades de comunicação
mais instantânea e da adoção de discursos mais informais em contraponto à
imagem austera muitas vezes associada aos equipamentos. Estabeleceu-se,
assim, um novo espaço virtual de divulgação:
A biblioteca enquanto ambiente de compartilhamento de
informações, pode encontrar nessas ferramentas um forte aliado
na disseminação de seus produtos e serviços, bem como
aproveitar seu potencial de alcance para criar um canal de
comunicação direta com seus interagentes que vai além de suas
limitações de tempo e espaço (CALIL JÚNIOR, CORRÊA e
SPUDEIT, 2013).

Em 2011, a Biblioteca Pedro Aleixo, da Câmara dos Deputados, criou o seu
primeiro perfil numa mídia social, nascendo, assim, a página da Biblioteca no
Facebook. No decorrer dos anos, a manutenção da página, atividade outrora
modesta, ganhou sofisticação, enquanto a Biblioteca também aderia a outras
plataformas. O engajamento na Rede fez com que a Biblioteca obtivesse um
retorno inédito do público externo, mostrando novas possibilidades e outros
objetivos de comunicação institucional como a informação para cidadania.
Relato de experiência
Atualmente, a Biblioteca Pedro Aleixo possui perfis em três mídias sociais:
Facebook, Instagram e Youtube, com as duas primeiras recebendo atualizações
frequentes, enquanto a última apenas ocasionalmente. Se antes as contas eram
gerenciadas apenas com a função de promover produtos e serviços da
Biblioteca, nos últimos anos, os perfis agregaram novas funções, como
demonstrado a seguir.
A página da Biblioteca no Facebook foi criada com o intuito de divulgar
conteúdos da Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados (BD), surgida no ano
anterior, em 2010. O software DSpace, que suportava a BD, apresentava uma
funcionalidade que permitia postagens automáticas no Facebook após um

�comando simples. Em paralelo, a página passou a compartilhar postagens
relacionadas à literatura, a bibliotecas e a mensagens motivacionais que se
relacionassem com o universo dos livros.
Em 2015, com o estabelecimento da Seção de Produtos, o perfil do Facebook
deixou de ser acessório da BD e obteve uma primeira tentativa de política
editorial. A partir daquele ano, o compartilhamento de conteúdos de terceiros foi
perdendo espaço para postagens produzidas pela equipe da Seção de Produtos,
voltadas para a divulgação dos vastos acervos físicos e digital da Biblioteca. A
funcionalidade de publicação automática do DSpace foi desativada, uma vez que
as postagens oriundas não possuíam atrativos gráficos quaisquer. Em
consequência, seguiu-se um aumento paulatino do número de seguidores a
partir do investimento em design gráfico e do compartilhamento das postagens
em grupos temáticos do próprio Facebook.
É também a partir de 2015, com a primeiras diretrizes editoriais criadas para
pautar a página da Biblioteca no Facebook, que as postagens do perfil da
Biblioteca no Facebook passam a seguir um calendário de efemérides e outras
datas especiais, fazendo com que essas datas servissem como motes e temas
para postagens, ainda bastante voltadas para divulgação de acervos e
autopromoção da Biblioteca.
Em 2017, a Biblioteca Pedro Aleixo, inspirada pela Federação Internacional de
Associações de Bibliotecas (IFLA) e pela Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários (FEBAB), tornou-se partidária da Agenda 2030, um conjunto de
objetivos estipulados pela Organização das Nações Unidas, relacionados à
inclusão social e ao desenvolvimento sustentável, a serem alcançados até o ano
de 2030. Neste âmbito, a Biblioteca passou a desenvolver e a co-participar de
projetos imbuídos dos valores da Agenda 2030, o que influenciou as pautas
adotadas pelo perfil institucional no Facebook.
A divulgação do acervo continuou se baseando em efemérides e datas
especiais, passando a levar em consideração datas como 21 de março (Dia
Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela ONU) e
movimentos como o 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher,
criado pela ONU Mulheres. O perfil também passou a disponibilizar informações
desatreladas do acervo, mas concatenadas aos objetivos da Agenda, como a
postagem datada de 9 de abril de 2019, que trazia um comparativo, produzido
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre a taxa de
homicídios de negros e não negros no Brasil. Tal postagem é uma das mais
compartilhadas da história da página, ultrapassando 70 compartilhamentos. Vale
ressaltar que durante esse período a equipe responsável também foi se
familiarizando e aprendendo a usar ferramentas gratuitas de edição de imagens
e de vídeos, enriquecendo a qualidade estética das postagens.
Em outubro de 2018, foi criado o perfil da Biblioteca Pedro Aleixo no Instagram.
Naquele ano, o Facebook mudou as regras de visualização de páginas
institucionais, fazendo com que o número de pessoas alcançadas pelo perfil da
Biblioteca naquela plataforma caísse enormemente. O crescimento do número
de seguidores também teve uma queda brusca, quando comparado aos anos

�anteriores. Diante do cenário, optou-se por se diversificar as mídias de atuação
da Biblioteca com a seleção do Instagram. A rede é voltada para o
compartilhamento de imagens em detrimento de textos, o que se mostrou um
novo desafio, tendo em vista que a imagem compartilhada deveria ser capaz de
passar a informação desejada. Neste sentido, as habilidades de edição de
imagem da equipe permitiram que as postagens trouxessem mais do que
fotografias e vídeos, e concebessem imagens com outros elementos gráficos,
permitindo mensagens mais completas.
Em relação às temáticas abordadas, o perfil do Instagram já nasceu sob a
influência da Agenda 2030, congregando os objetivos tradicionais de uma mídia
social de bibliotecas relacionados ao marketing e informação para cidadania. Há
muita similaridade entre as pautas dos perfis da Biblioteca Pedro Aleixo no
Facebook e no Instagram, de forma que os mesmos temas costumam ser
tratados simultaneamente, moldando-se às peculiaridades de cada mídia.
O canal da Biblioteca no Youtube é o perfil menos provido de postagens, servido
como um repositório de vídeos produzidos por ocasião dos eventos organizados
ou co-produzidos pela Biblioteca. Nos últimos três anos, a Biblioteca Pedro
Aleixo tem participado das comemorações de março do Mês do Bibliotecário, em
conjunto com outras bibliotecas do Distrito Federal. Neste âmbito, os eventos de
abertura têm buscado refletir as temáticas centrais das reuniões anuais da IFLA,
que têm se voltado para o papel social exercido pelas bibliotecas. Em 2019, a
temática do seminário do Mês do Bibliotecário foi "Bibliotecas: Diálogos para
Mudanças"” investigando posturas e ações dos bibliotecários diante da
necessidade de aproximação com a sociedade. Todas as palestras estão
disponibilizadas no canal da Biblioteca, além do fato do evento ter sido
transmitido ao vivo pelo Senado Federal, que sediou o seminário.
Considerações finais
As bibliotecas encontraram nas mídias sociais canais eficientes de comunicação
com os públicos interno e externo. Mesmo que apregoem a decadência de
plataformas como o Facebook, a realidade ainda apresenta esta rede social
como ferramenta relevante de comunicação, ainda que divida espaços com
outras plataformas tão importantes quanto. É o caso do Instagram, do Twitter e
do Youtube, cada uma com características peculiares que servirão às bibliotecas
à medida de suas necessidades.
O engajamento nessas mídias trouxe à Biblioteca Pedro Aleixo contato inédito
com o público externo e deixou claro a responsabilidade de atuar como um órgão
informacional da Câmara dos Deputados, que adquiriu protagonismo poucas
vezes visto após as mudanças políticas atravessadas pelo Brasil desde 2013.
As respostas têm sido muito mais positivas do que negativas, haja visto a
imagem das bibliotecas junto ao imaginário coletivo e toda sorte de interações
positivas recebidas pelos perfis da Biblioteca.
Diante deste contexto, a divulgação dos acervos e ações convencionais de
marketing deixam de corresponder à totalidade de funcionalidades das mídias
sociais. As bibliotecas podem e devem ser geradoras de conteúdos, estar

�alinhadas e atentas a pautas nacionais e locais, e contribuir com informação de
qualidade e dados para reflexão. Não se trata de um agir tendencioso, mas de
se posicionar como instituição concatenada às pautas da sociedade, afinal a
Biblioteca serve à Câmara dos Deputados, a "Casa do Povo", que integra o
Poder Legislativo federal.
Bibliografia
CALIL JUNIOR, A.; CORRÊA, E. C. D.; SPUDEIT, D. O uso das mídias sociais
nas bibliotecas brasileiras: análise dos trabalhos apresentados no SNBU e
CBBD.
In:
CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais...
Florianópolis: FEBAB, 2013.
Agência Financiadora
Câmara dos Deputados

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                <text>Descreve a evolução dos perfis em mídias sociais administrados pela Biblioteca da Câmara dos Deputados, antes voltados exclusivamente para ações de marketing. A partir da adoção dos preceitos da Agenda 2030, os perfis passaram a abordar, também, informações voltadas para a promoção da cidadania.</text>
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                    <text>Acessibilidade informacional no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Ceará: relato de criação e implantação da
Seção de Atendimento à Pessoa com Deficiência

Clemilda Dos Santos Sousa (UFC) - cleoufc@gmail.com
Giordana Nascimento de Freitas e Silva (UFC) - giordana.nascimento@gmail.com
Francisco Jonatan Soares (UFC) - fjonatan.soares@gmail.com
Ana Elizabeth Albuquerque Maia (UFC) - bethmaia90@gmail.com
Alanna Larisse Saraiva de Farias (UFC) - alanna.saraiva@gmail.com
Resumo:
Ao longo de dez anos, a Universidade Federal do Ceará (UFC) vem desempenhando diversas
ações no sentido de promover não somente o ingresso das pessoas com deficiência, mas uma
permanência de qualidade. Com a política de cotas, no ano de 2018, houve um aumento no
ingresso de alunos com deficiência na universidade, o que resultou no crescimento da
demanda por materiais em formato acessível, principalmente por pessoas cegas. O Sistema de
Bibliotecas da UFC percebeu, então, a necessidade de ampliação do atendimento ao público
em foco. Dessa forma, surgiu a Seção de Atendimento à Pessoa com Deficiência (SAPD), como
uma resposta a essa demanda. Nessa perspectiva, este trabalho objetiva relatar a experiência
de criação e implantação da SAPD, bem como dos nove núcleos de acessibilidade inseridos em
cinco bibliotecas da capital e quatro do interior do estado. Com efeito, buscou-se descrever as
ações realizadas em rede a partir do estabelecimento de três eixos de atuação: planejamento e
gestão, formação e eventos. Ademais, acredita-se que o trabalho desenvolvido tem sido
profícuo, haja vista termos percebido que a comunidade atendida tem se sentido acolhida para
demonstrar suas necessidades e satisfeitas com o aprendizado obtido a partir dos documentos
recebidos. Destarte, ponderamos que o contato com os usuários tende a crescer
progressivamente à medida que os serviços disponibilizados são divulgados no dia a dia da
universidade.
Palavras-chave: Acessibilidade. Biblioteca universitária. Gestão de bibliotecas. Inclusão.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
-

Introdução:
A inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior é uma grande
conquista, na trajetória da Universidade Federal do Ceará (UFC) essa conquista vem
ganhando solidez ao longo de quinze anos, e teve seu ápice em 2010 com a criação da
Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui. A referida Secretaria é responsável pela
criação e implementação da Política de Inclusão na universidade. Nesse contexto, vem
desempenhando diversas ações no sentido de promover não somente o ingresso das
pessoas com deficiência, mas uma permeância de qualidade.
Dentre as ações, a Secretaria de Acessibilidade, em parceria com o Sistema de
Bibliotecas da UFC vem desenvolvendo um trabalho de edição e produção de materiais
em formato acessível. Em 2018, com a política de cotas, houve um aumento no
ingresso de alunos com deficiência, o que resultou no crescimento da demanda por
materiais em formato acessível, principalmente por pessoas cegas. Tal fato já era
esperado pela gestão da Biblioteca Universitária, que se antecipando a demanda criou
a Comissão de Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas, com vista a estudar, criar
estratégias de atender a esses usuários.
Em decorrência de estudos realizados pela referida comissão e da pesquisa de
mestrado de Sousa (2016), já era de conhecimento da gestão da Biblioteca
Universitária a necessidade de institucionalização da Política de Inclusão (criada pela
Secretaria de Acessibilidade) em sua estrutura gestora, de forma que fosse capaz de
proporcionar mais agilidade na capacitação dos bibliotecários e no atendimento às
pessoas com deficiência, bem como estimular a pesquisa, criação e ou
aperfeiçoamento de produtos e serviços oferecidos a esse alunado.
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará percebeu, então, a
necessidade de ampliação do atendimento ao público em foco, envolvendo as
bibliotecas que compõem o sistema numa perspectiva holística. Dessa forma, a gestão
se comprometeu legalmente, com a institucionalidade da Política de Inclusão e no ano
de 2018 surgiu, portanto, a Seção de Atendimento à Pessoa com Deficiência (SAPD)
do Sistema de Bibliotecas da UFC, como uma resposta a essa demanda. A SAPD
gerencia as ações a partir de uma rede constituída por nove Bibliotecas, cinco em
Fortaleza e quatro no interior do estado. O objetivo é proporcionar o acolhimento e
atendimento das pessoas com deficiência, de forma descentralizada, oportunizando
uma ação de inclusão no cotidiano das atividades estudantis tendo na biblioteca uma
fonte de informação que fomenta as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Relato da experiência:
De acordo com a Lei de Inclusão Brasileira nº 13.146, de 6 de Julho de 2015 em

�seu artigo 28 cabe ao poder público assegurar, criar, desenvolver entre outras coisas
“VI - pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos métodos e técnicas
pedagógicas, de materiais didáticos, de equipamentos e de recursos de tecnologia
assistiva”.
Portanto, a preocupação com a biblioteca como fonte de pesquisa e serviços de
informação a comunidade se justifica. Para Sousa e Araújo (2019, p. 254), as
bibliotecas são fundamentais no processo de inclusão no ensino superior, visto que
possibilitam o acesso à informação e ao conhecimento condição empoderadora para
pessoas com deficiência conquistarem um espaço no mercado de trabalho.
No âmbito acadêmico, o acesso à informação e ao conhecimento constitui
matéria-prima para os futuros profissionais, o que representa um diferencial no
perfil profissional e condição para um bom desempenho dos estudantes. Com
efeito as bibliotecas universitárias constituem espaço privilegiado do saber.
Pensar em acessibilidade nesses espaços é garantir a inclusão efetiva dos
estudantes com deficiência, haja vista os esforços que encontram no acesso à
informação e ao conhecimento.

Diante do exposto a Seção de Atendimento à Pessoa com Deficiência (SAPD)
tem como objetivo, segundo artigo 21 das normas administrativas dos órgãos de
assessoramento da UFC:
[...] atender à comunidade acadêmica com deficiência em suas demandas por
informação científica, durante seu processo de ensino-aprendizagem, através
de ações que efetivam a acessibilidade no Sistema de Bibliotecas da UFC, em
parceria com as comissões especializadas de estudo conforme sua
singularidade e demais unidades acadêmicas envolvidas no processo de
inclusão. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 2016, p. 11)

Com base no exposto, a SAPD visando favorecer o aprendizado da
comunidade acadêmica com deficiência, busca atuar nos seguintes eixos: a)
capacitação para os bibliotecários no uso de tecnologias assistivas necessárias à
promoção da acessibilidade à informação para usuários com deficiência; b) mudança
de atitude em relação às pessoas com deficiência, através de capacitações, eventos,
ações de informação e esclarecimento sobre o atendimento em bibliotecas
universitárias; c) desenvolvimento de habilidades e competências em informação, no
uso das fontes de informação da Biblioteca Universitária; d) orientação sobre os
requisitos de acessibilidade em espaços públicos, no caso das Bibliotecas do Sistema,
em conformidade com o Decreto n° 5296, NBR 9050 e recomendações do Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES); e) orientação na aquisição de
tecnologia assistiva e equipamentos que contribuam no acesso à informação e ao
conhecimento para pessoas com deficiência; f) criação, desenvolvimento e
aprimoramento de serviços, produtos e recursos de informação para pessoas com
deficiência. g) promoção do desenvolvimento de um acervo acessível para pessoas
cegas e/ou com surdez e h) apoio às atividades de ensino e aprendizagem para
discentes com deficiência e seus professores.
Nesse sentido, a partir de dezembro de 2018 a SAPD têm desenvolvido ações
que têm permeado os eixos delineados acima. Adiante, comentaremos algumas ações
que demandam explicitação mais pormenorizada.

�Eixo planejamento e gestão:
• Determinação das ações da SAPD em consonância com o Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018-2022 da Biblioteca Universitária e, por
conseguinte, da UFC.
• Delimitação dos fluxos de trabalho e dos formulários de solicitação de serviços
disponibilizados pela SAPD e núcleos de acessibilidade;
• Mapeamento dos processos relacionados às atividades desenvolvidas na
SAPD;
• Desenvolvimento da política de produção e edição de material acessível;
• Elaboração de projeto para o Programa Institucional de Bolsas de Inovação
(PIBI)
• Seleção dos bolsistas PIBI.
Eixo Formação:
• Capacitação dos bibliotecários e equipe de atendimento dos núcleos de
acessibilidade;
• Capacitação dos bolsistas PIBI;
• Realização de oficinas de libras voltadas para os servidores das bibliotecas
que integram os núcleos de acessibilidade.
Eixo Eventos:
• Realizamos o I Encontro de Usuários com Deficiência visual do Sistema de
Bibliotecas da UFC.
Quanto às atividades de Planejamento e gestão, destacamos que o Plano de
trabalho da SAPD, em conformidade com o PDI, foi desenvolvido em fevereiro de 2019
e entregue para direção da Biblioteca de Ciências Humanas em março deste ano.
Neste documento, apontamos de forma específica, as metas, bem como as respectivas
ações, os responsáveis e o período de conclusão. Em relação, à constituição dos
fluxogramas referentes aos serviços oferecidos e os formulários advindos que são
utilizados pelos usuários no momento de solicitação destes, este trabalho foi planejado
e executado no período de dezembro de 2018 a março de 2019 e apresenta o passo a
passo das ações que subsidiam o oferecimento dos seguintes produtos: arquivos
acessíveis no formato PDF/A, MP3 ou mesmo documentos com impressão ampliada.
Nessa perspectiva, iniciamos o mapeamento dos processos desenvolvidos pela seção
no âmbito de um grupo de trabalho estabelecido pelo Sistema de Bibliotecas. Este
iniciou no mês de abril de 2019 e tratará de maneira holística dos processos mais
relevantes conduzidos nestas unidades.
A política de produção e edição de material acessível foi produzida no período
de outubro de 2018 à março de 2019. Em contrapartida, enfatizamos que as diretrizes
estão em contínua revisão, posto que os ciclos de produção dos materiais em questão
são continuamente aprimorados em consonância com o conhecimento de práticas que
podem aperfeiçoar estas ações. Como exemplo, podemos citar a elaboração, inscrição
e aprovação do projeto intitulado “A biblioteca universitária e a inovação no acesso à
informação científica às pessoas com deficiência” no Programa Institucional de Bolsas
de Inovação junto à Pró-Reitoria de Planejamento e Administração da UFC. Com efeito,
esta iniciativa resultou na seleção de bolsistas oriundos de campos do saber

�estratégicos para o trabalho que vem sendo desenvolvido pela SAPD.
Em relação ao eixo Formação, apontamos que as capacitações oferecidas
para os núcleos de acessibilidade instalados nas bibliotecas iniciaram em setembro de
2018. Nessa oportunidade, foi apresentada a missão, objetivos e projetos da SAPD
para equipe. Contudo, indicamos que são empreendidas visitas técnicas aos núcleos
onde procuramos compreender de maneira particular a realidade de cada um e resolver
em conjunto possíveis dificuldades enfrentadas no cotidiano. Um dos desafios
percebidos foi a dificuldade de comunicação com o público surdo. Logo, a SAPD está
promovendo oficinas de libras voltadas para a dinâmica dos usuários na biblioteca, em
parceria com um bolsista PIBI do curso de Letras Libras, desde o início do mês de abril
com previsão de encerramento para maio do presente ano.
No concernente ao eixo Eventos, realçamos o I Encontro de Usuários com
Deficiência visual do Sistema de Bibliotecas da UFC, o qual representou o primeiro
momento de contato institucional da SAPD com este público e contemplou as
exposições a seguir: estrutura de atendimento; serviços oferecidos e procedimentos
para acesso; roda de conversa destinada para o entendimento e compartilhamento das
vivências discentes no acesso à informação na biblioteca.
Considerações Finais:
Acreditamos que o trabalho desenvolvido pela SAPD e os nove núcleos de
acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, tem sido
profícuo, haja vista termos percebido continuamente que a comunidade atendida tem se
sentido acolhida para demonstrar suas necessidades e satisfeitas com o aprendizado
obtido a partir dos documentos recebidos. Destarte, ponderamos que o contato com os
usuários tende a crescer progressivamente à medida que os serviços disponibilizados
são divulgados no dia a dia da universidade.
Em contrapartida, é perceptível que ainda temos muitos desafios a enfrentar na
disponibilização de uma infraestrutura ideal, posto que a carência de recursos
financeiros destinados atualmente para as universidades no Brasil têm comprometido o
oferecimento a contento de tecnologias assistivas voltadas para o acesso à informação.
Segundo Pupo e Vicentini (2002, p. 3), “[...] muitos alunos com deficiência ao
iniciarem uma atividade de pesquisa na academia são ‘barrados’ pela inexistência de
uma infraestrutura adequada, que apoiem suas atividades”. Sendo assim,
consideramos relevante a institucionalização da política de inclusão dentro da gestão da
biblioteca universitária.
Portanto, estamos empenhados em verificar formas alternativas de criação de
produtos acessíveis mediante a realização de pesquisas e o estabelecimento de
parcerias com as unidades acadêmicas da UFC e outras instituições de ensino superior
que realizam trabalhos com este enfoque. Nesse contexto é relevante dissertar o
envolvimento dos bibliotecários nesse trabalho, visto que por meio das capacitações
oferecidas estes estão se apropriando de novas competências e habilidades para o
atendimento de usuários com deficiência. Todas essas ações da SAPD estão
proporcionando um aprendizado de nível institucional, organizacional, possibilitando a
internalização da Política de inclusão de pessoas com deficiência no cotidiano do
Sistema de Bibliotecas da UFC.

�Referências:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: acessibilidade a
edifcações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.
Disponível em: https://www.ufpb.br/cia/contents/manuais/abnt-nbr9050-edicao-2015.pdf.
Acesso em: 18 jul. 2019.
BRASIL. Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da
Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: [s.n.].
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm.
Acesso em: 30 jul. 2016.
BRASIL. Ministério de Educação. Decreto nº 5.296, de 02 de dezembro de 2004.
Regulamenta as Leis nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de
atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
Brasília, DF: Ministério de Educação, 2004. 12 p. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm. Acesso
em: Acesso em: 30 jul. 2016.
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINI, Regina Aparecida Blanco. A integração do
usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das
bibliotecas
virtuais.
2002.
Disponível
em:
file:///C:/Users/Cl%C3%A9o/Downloads/Regina.pdf. Acesso em: 24 abr.2019.
SOUSA, Clemilda dos Santos. Mediações no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Ceará na perspectiva da educação inclusiva. 2016. 106f.
– Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e
Gestão da Educação Superior, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, 2016.
SOUSA, Clemilda dos Santos; ARAÚJO, Fernanda Nunes de. Educação inclusiva:
práticas no cotidiano de Bibliotecas Universitárias Federais. In: MACHADO, Danielle H.
A.; CAZINI, Janaína (orgs). Inclusão e Educação. Ponta Grossa, PR: Atena Editora,
2019.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Pró-Reitoria de Planejamento e
Administração. Normas administrativas: órgãos de assessoramento e
complementares. Fortaleza: UFC, 2016. Disponível em: http://www.proplad.ufc.br/wpcontent/uploads/2017/08/normas-administrativas-ufc-v8-atual.pdf. Acesso em: 15 abr.
2019.

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Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Ao longo de dez anos, a Universidade Federal do Ceará (UFC) vem desempenhando diversas ações no sentido de promover não somente o ingresso das pessoas com deficiência, mas uma permanência de qualidade. Com a política de cotas, no ano de 2018, houve um aumento no ingresso de alunos com deficiência na universidade, o que resultou no crescimento da demanda por materiais em formato acessível, principalmente por pessoas cegas. O Sistema de Bibliotecas da UFC percebeu, então, a necessidade de ampliação do atendimento ao público em foco. Dessa forma, surgiu a Seção de Atendimento à Pessoa com Deficiência (SAPD), como uma resposta a essa demanda. Nessa perspectiva, este trabalho objetiva relatar a experiência de criação e implantação da SAPD, bem como dos nove núcleos de acessibilidade inseridos em cinco bibliotecas da capital e quatro do interior do estado. Com efeito, buscou-se descrever as ações realizadas em rede a partir do estabelecimento de três eixos de atuação: planejamento e gestão, formação e eventos. Ademais, acredita-se que o trabalho desenvolvido tem sido profícuo, haja vista termos percebido que a comunidade atendida tem se sentido acolhida para demonstrar suas necessidades e satisfeitas com o aprendizado obtido a partir dos documentos recebidos. Destarte, ponderamos que o contato com os usuários tende a crescer progressivamente à medida que os serviços disponibilizados são divulgados no dia a dia da universidade.</text>
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                    <text>AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DE SITES DAS BIBLIOTECAS DE
IFES BRASILEIRAS: recorte institucional

Gabriel José Teixeira da Silva (UFRJ) - gabrielteixeira831@gmail.com
Nysia Oliveira de Sá (UFRJ) - nysia@facc.ufrj.br
Gabriela Da Silva Oliveira (UFRJ) - gabiollive@gmail.com
Resumo:
Discute-se a importância de avaliar a usabilidade de sites para melhorar a experiência de
navegação de usuários. Possui como objetivo geral a avaliação, com base no critério de
usabilidade, dos sites de bibliotecas vinculadas às instituições federais de ensino superior
(IFES) no Brasil. Baseia-se nos conceitos de fontes de informação eletrônica (sites) e
usabilidade (heurísticas de Nielsen). Adota-se como método a pesquisa aplicada, de natureza
exploratória, de abordagem mista; o recorte são as IFES brasileiras, em que a amostra são
universidades federais, os dados coletados são analisados por meio do método avaliativo com a
codificação dos sites e de etapas definidas previamente. O levantamento ocorreu em 2016,
sendo o período de análise os anos de 2017 e 2018. Foram encontrados na ocasião os sites
ativos de 62 instituições. No entanto, o recorte deste trabalho arrola o Ranking universitário
de 2018 do jornal Folha de São Paulo, no qual se considera as 3 instituições com maior
pontuação de cada região brasileira. Assim, abrange 20 universidades que apresentaram os
seguintes resultados: 83,6% dos sites apresentam correspondência com o mundo real, 66,64%
dos sites possuem controle fácil, 53,3% têm consistência e padrões, 86,64% são de fácil
reconhecimento e 66,64% demonstram maior flexibilidade.
Palavras-chave: Instituições federais de ensino superior. Gestão de bibliotecas. Biblioteca
universitária. Usabilidade. Site de bibliotecas.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DE SITES DAS BIBLIOTECAS DE IFES
BRASILEIRAS: ​recorte institucional
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

1 INTRODUÇÃO
A preocupação com a usabilidade de sites, enquanto fontes de informação
eletrônica, aconteceu na medida em que as bibliotecas passaram a disponibilizar
seu material informacional neste tipo de suporte. Isso porque, parte-se da premissa
fundamental de que a experiência do usuário deve ser satisfatória no que diz
respeito à facilidade, à rapidez e à compreensão na interação com os recursos
informacionais presentes na interface desses sites. Tal preocupação ganha fôlego
ao inferir que sites em que a experiência de navegação não atenda às necessidades
dos usuários reais e potenciais, tendem a perder a sua função e pode correr o risco
de ficar inutilizados. Dessa forma, é possível que o usuário, então, migre para outros
sites ou para outro suporte de informação.
Assim, a avaliação de sites configura questão imprescindível para mensurar,
por meio de critérios e heurísticas, o grau de usabilidade destes, ainda mais ao
trata-se de fontes essenciais para busca e acesso à informação no contexto
acadêmico; esta é a motivação principal para este estudo. Portanto, o objetivo geral
é a avaliação, com base no critério de usabilidade, dos sites de bibliotecas
vinculadas às instituições federais de ensino superior (IFES) no Brasil. Os objetivos
específicos envolvem o levantamento das IFES, a verificação da existência de sites
de bibliotecas nestas instituições e a análise dos mesmo por meio de metodologia
pré-definida.
No que se refere à metodologia, trata-se de pesquisa aplicada, de natureza
exploratória, com abordagem mista; o universo são as IFES brasileiras, cuja amostra

�são universidades federais. A técnica para coleta dos dados abarcou o levantamento
das universidades, alcançando o resultado de 62 instituições, validadas pelo site
e-Mec, plataforma do Ministério da Educação (MEC), e a identificação do site da
biblioteca de cada uma das instituições para em seguida realizar o acesso por três
vezes consecutivas, com intervalo de um dia entre os acessos, para checar sua
atividade. A análise dos dados coletados foi pelo método avaliativo de codificação,
em que (1) significa positivo, isto é, sem violação dos critérios de usabilidade e (0)
significa violação dos critérios de usabilidade. A análise tem como base as
heurísticas de Nielsen, estabelecida pelo mesmo em 1995. Cabe ressaltar que o
levantamento ocorreu em 2016, tendo as análises sido realizadas entre os anos de
2017 e 2018.
Apresenta-se recorte dessa pesquisa, analisando os resultados das
instituições arroladas no Ranking universitário de 2018 do jornal Folha de São Paulo.
Os pressupostos para essa seleção são que essas instituições possuem consistente
produção acadêmica e de pesquisa além de número expressivo de docentes e
discentes de cursos de graduação e de pós-graduação, considerados como usuários
potenciais.

Neste

sentido,

selecionou-se

as

duas universidades que são

apresentadas nos primeiros lugares do Ranking em cada região brasileira e o Distrito
Federal, totalizando 11 universidades, a saber: UFRJ, UFMG, UFSCar, UFRGS,
UFSC, UFPR, UFPE, UFC, UFBA, UFG, UFMT, UnB, UFPA, UFAM e UFRA.

2 FONTES ELETRÔNICAS E USABILIDADE
Fontes eletrônica caracterizam-se, segundo Rodrigues e Crespo (2006), por
configurarem ambientes com capacidade de reunir variedade de serviços em uma
mesma estrutura (interface), no qual seus recursos informacionais funcionem de
forma sincronizada, simultâneas e integradas dependendo da função selecionada
pelo usuário. Tais características pontuadas pelos autores se assemelham em
muitos aspectos com a estrutura presente na maioria dos sites de bibliotecas.
O conceito de usabilidade de acordo com estudos de Jakob Nielsen abarca 5
caraterísticas fundamentais: facilidade de aprendizado; eficiência; facilidade de
memorização; baixo índice de erros e uso agradável (NIELSEN, 1995). Ainda
constitui um conjunto de parâmetros e critérios denominado heurística, com 10

�regras para se avaliar a estrutura de sites, são eles: Visibilidade, Correspondência,
Controle fácil, Padrões, Prevenções, Reconhecimento, Flexibilidade, Estética, Ajuda
aos usuários, Ajuda por documentos (NIELSEN, 1995). Para este trabalho foram
selecionadas as 5 heurísticas consideradas fundamentais para avaliação de
usabilidade, a saber: correspondência; controle fácil; padrões; reconhecimento;
flexibilidade.
Contudo, para avaliação da usabilidade é necessário a realização de teste e
nesse caso é importante mencionar a reflexão de Lowdermilk (2013, p.141) quando
afirma que, “os usuários podem dizer muito sobre o que está funcionando e o que
não está. No entanto a maneira mais eficiente de perceber as necessidades do
usuário é observando-os diretamente”. Conforme o mesmo autor, o que motiva um
teste de usabilidade é a capacidade que esta aplicação possui de medir a eficiência
dos recursos ou funções presentes nas estruturas de fontes de informação
eletrônicas (LOWDERMILK, 2013).

3 RESULTADOS PRELIMINARES COM BASE NO RANKING 2018
Em relação aos resultados obtidos com base nas heurísticas observou-se
com base nas instituições analisadas que: 83,6% dos sites apresentam
correspondência com o mundo real, 66,64% dos sites possuem controle fácil, 53,3%
têm consistência e padrões, 86,64% são de fácil reconhecimento e 66,64%
demonstram maior flexibilidade.
A respeito da ​Correspondência com o mundo real​, obteve-se unanimidade
(100%) nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, que somam 9
universidades nesta amostra, representando 45% do total. Em seguida, figura a
região Sul com índice positivo, mas menos expressivo de 66,6%. Apenas 16,4% dos
sites não apresentam Correspondência. O expressivo percentual dessa heurística
pode ser explicado pelo fato de que os sites selecionados adotam linguagens
próximas do vocabulário do usuário e, assim, tendem a não gerar ambiguidade e
confusão nas interpretações destes durante o ato da navegação.
Com relação ao ​Controle fácil​, obteve-se predominância nas regiões
Centro-Oeste e Sudeste, ao alcançar 100% da amostra. Tais regiões representam
dois extremos, não apenas em sentido geográfico, mas também no que se refere à

�concentração de universidades, em que o Centro-Oeste é a região de menor
concentração e o Sudeste a de maior. Em seguida, a região Sul com 66,6% e
finalmente as regiões Norte e Nordeste empatadas com 33,3%. Apesar dos índices
das regiões Norte e Nordeste não serem favoráveis em relação às demais regiões, é
importante destacar que o índice geral da amostra (66,64%) referente à esta
heurística, de modo geral, aponta resultado favorável.
Sobre o ​Reconhecimento​, obteve-se unanimidade nos resultados em relação
ao Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com todas (100%) das instituições
manifestado positivamente no que diz respeito a tal heurística. Em seguida, as
regiões Norte e Sul apresentaram 66,6% em relação ao Reconhecimento. Assim, é
possível observar que mais da metade das universidades por região manifestaram
ser usuais pelo Reconhecimento, configurando o destaque mais favorável de toda a
amostra, 86,64% gerais. No entanto, as regiões Norte e Sul se destacam ​de maneira
pouco favorável em relação as outras 3 regiões nesta heurística apesar de
apresentarem índices satisfatórios (66,6% para ambas). Pode-se inferir que, mesmo
concentrando universidades antigas, os sites das bibliotecas das instituições dessas
regiões podem não serem submetidos constantemente a testes de usabilidade.
No que tange a ​Correspondência e padrões​, obteve-se, nesta amostra,
100% dos sites da região Nordeste, 66,6% da região Centro-Oeste, e 33,3% nas
demais regiões. O destaque fica para as regiões Norte, Sudeste e Sul, cujos
resultados não são favoráveis​. A explicação possível pelo baixo desempenho dessa
heurística pode estar associada a incidência de não padronização no layout/
estrutura das páginas das universidades analisadas.
Quanto à ​Flexibilidade​, obteve-se predominância no Norte e Sudeste, com
100% dos sites. Destaca-se a região Sudeste por concentrar o maior número de
universidades e manter os elevados índices pelo grande número de alunos, o que
pode ocasionar em maior número de acessos aos sites de bibliotecas das
instituições, o que possibilita a ocorrência de mais testes. Em seguida, as regiões
Centro-Oeste e Sul apresentaram 66,6%, com relação à Flexibilidade. Observa-se
que o percentual significativo das universidades destas regiões, pelo índice
apresentado, manifesta poucas violações acerca desta heurística. O destaque não
favorável fica na região Nordeste onde nenhum dos sites desta amostra figurou

�positivamente, isto é, todos manifestaram violações à heurística A nula expressão
em relação a Flexibilidade nos sites desta região, pode estar associado às questões
ligadas à percepção das (redes de) bibliotecas com o comportamento informacional
do usuário e a fonte eletrônica; não entender a necessidade de uma interface usual,
amigável e intuitiva, que tenda a tornar ágil o processo de busca e recuperação da
informação. Essa problemática não envolve apenas a baixa incidência de testes de
usabilidade, mas também pesquisas de comportamento do usuário nas buscas da
informação.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os testes de usabilidade aplicados em fontes eletrônicas, ganham
importância diante da possibilidade em identificar possíveis violações ou falhas na
sua estruturação. Tais violações sobressaem, isto é, são percebidas à medida em
que se adquire experiência na navegação e pela utilização prática cotidiana dos
recursos informacionais disponíveis nos sites.
Por fim, recomenda-se com base nas análises selecionadas para este estudo:
priorizar a indicação do caminho que o usuário está percorrendo e onde ele está
exatamente dentro do site; tornar visível recursos e serviços de uso mais recorrente;
manter a objetividade na estruturação e definição dos menus e submenus; adicionar
atalhos como elementos de páginas de modo a facilitar o acesso do usuário à
informação, considerando a finalidade do site.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação.​ e-Mec​. Brasília, DF, 2017. Não paginado. Disponível em:
&lt;http://emec.mec.gov.br/&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
FOLHA DE SÃO PAULO (São Paulo). ​Ranking universitário folha​. 2018. Disponível em:
&lt;http://ruf.folha.uol.com.br/2018/ranking-de-universidades/&gt;. Acesso em: 15 abr. 2019.
LOWDERMILK, T. ​Design centrado no usuário​. São Paulo: Novatec, 2013.
NIELSEN, J. 10 usability heuristics for user interface design. ​Nielsen Norman Group​, California, 01
jan. 1995. Disponível em: &lt;https://www.nngroup.com/articles/ten-usability-heuristics/&gt;. Acesso em: 18
dez. 2017.
RODRIGUES, A. V. F.; CRESPO, I. M. Fonte de informação eletrônica: o papel do bibliotecário de
bibliotecas universitárias​. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação​, Campinas,
v. 4, n. 1, p. 1-18, 2006. Disponível em:
&lt;https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/2032/2154&gt;. Acesso em: 18 dez.
2017.

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                <text>Discute-se a importância de avaliar a usabilidade de sites para melhorar a experiência de navegação de usuários. Possui como objetivo geral a avaliação, com base no critério de usabilidade, dos sites de bibliotecas vinculadas às instituições federais de ensino superior (IFES) no Brasil. Baseia-se nos conceitos de fontes de informação eletrônica (sites) e usabilidade (heurísticas de Nielsen). Adota-se como método a pesquisa aplicada, de natureza exploratória, de abordagem mista; o recorte são as IFES brasileiras, em que a amostra são universidades federais, os dados coletados são analisados por meio do método avaliativo com a codificação dos sites e de etapas definidas previamente. O levantamento ocorreu em 2016, sendo o período de análise os anos de 2017 e 2018. Foram encontrados na ocasião os sites ativos de 62 instituições. No entanto, o recorte deste trabalho arrola o Ranking universitário de 2018 do jornal Folha de São Paulo, no qual se considera as 3 instituições com maior pontuação de cada região brasileira. Assim, abrange 20 universidades que apresentaram os seguintes resultados: 83,6% dos sites apresentam correspondência com o mundo real, 66,64% dos sites possuem controle fácil, 53,3% têm consistência e padrões, 86,64% são de fácil reconhecimento e 66,64% demonstram maior flexibilidade.</text>
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                    <text>AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL
RURAL DA AMAZÔNIA: A EXPERIÊNCIA COM O SOFTWARE
SGBIBLIOTECA

Anderson Francisco de Sousa Almeida (UFRA) - anderson.almeida@ufra.edu.br
Cristiana Guerra Matos (UFPA) - cristianagmatos@yahoo.com.br
Resumo:
Relata a experiência do processo de implantação do software SGBiblioteca nas bibliotecas
universitárias dos 5 campi da Universidade Federal Rural da Amazônia localizados nos
municípios: Capanema, Capitão Poço, Paragominas, Parauapebas e Tomé Açu, do Estado do
Pará. A tecnologia utilizada permitiu eficiência na função de circulação dos acervos, o qual
proporcionou benefícios na gestão dessas bibliotecas.
Palavras-chave: Softwares de bibliotecas. Bibliotecas universitárias. Gestão de bibliotecas
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�AUTOMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA
AMAZÔNIA: A EXPERIÊNCIA COM O SOFTWARE SGBIBLIOTECA
Anderson Francisco de Souza Almeida (UFRA) - anderson.almeida@ufra.edu.br
Cristiana Guerra Matos (UFRA) - cristiana.guerra@ufra.edu.br

RESUMO
Relata a experiência do processo de implantação do software SGBiblioteca nas
bibliotecas universitárias dos 5 campi da Universidade Federal Rural da Amazônia
localizados nos municípios: Capanema, Capitão Poço, Paragominas, Parauapebas e
Tomé Açu, do Estado do Pará. A tecnologia utilizada permitiu eficiência na função de
circulação dos acervos, o qual proporcionou benefícios na gestão dessas
bibliotecas.
Palavras-chave: Softwares de bibliotecas. Bibliotecas universitárias. Gestão de
bibliotecas.
Eixo temático 6: Gestão de Bibliotecas

INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias são espaços voltados para a prestação de
serviços de informação à comunidade acadêmica de maneira eficiente e com
qualidade, para isso é necessário fazer uso de tecnologias que venham agregar
essas características às suas rotinas.
Este texto tem o objetivo de descrever o processo de implantação do software
SGBiblioteca na rede de bibliotecas da Universidade Federal Rural da Amazônia
(UFRA) composta por 6 campi, o campus sede localizado na capital, Belém-Pará, e
5 campi localizados nos municípios de Capanema, Capitão Poço, Paragominas,
Parauapebas e Tomé-Açu.
A gestão dos acervos requer ferramentas que viabilizem agilidade nos
serviços que vão além dos processos de empréstimo e devolução de livros, mas
também que forneçam subsídios para a constante busca pela qualidade como
relatórios estatísticos e índices de uso pelos diversos cursos da instituição uma vez
que estes instrumentos servem para tomada de decisões na gestão das bibliotecas.

�RELATO DA EXPERIÊNCIA
A Universidade Federal Rural da Amazônia foi criada por meio da Lei 10.611,
de 23 de dezembro de 2002, e surgiu como sucessora da Faculdade de Ciências
Agrárias do Pará (FCAP) fundada em 1951 como Escola de Agronomia da Amazônia
(EAA), quando oferecia apenas o Curso de Graduação em Agronomia. A UFRA é a
mais antiga instituição de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica na
área de Ciências Agrárias da região Norte do Brasil e tem como tema de grande
preocupação a preservação da Região Amazônica, assim como sua exploração
racional (UFRA, 2019).
Em 2007, a universidade passou a utilizar o software Gnuteca para
gerenciamento do acervo bibliográfico. Nessa época a distribuição do programa era
livre, sem custos para aquisição, atraente para a administração pública.
Com a interiorização da Universidade, a partir de 2008, foi necessário
implantar o sistema Gnuteca nas bibliotecas dos Campi com a infraestrutura do tipo
off-line, sem a conexão via internet com o Gnuteca central, localizado no Campus
Sede em Belém-Pará, dessa forma, a atualização do acervo bibliográfico era
executada em 3 etapas: 1 - Catalogar os livros novos no Campus Sede; 2 – Gravar,
em mídia, uma cópia dos dados do acervo da biblioteca do interior; e 3 - Restaurar
os dados no Gnuteca local. Consequentemente, durante todo esse processo de
atualização do acervo, os atendimentos da biblioteca eram realizados manualmente,
com o uso de formulários em papel.
Outra dificuldade encontrada nos campi foi referente à manutenção do
sistema que não apresentava estabilidade e, em certos momentos, os dados
históricos da circulação de livros eram perdidos, comprometendo a gestão da
biblioteca quanto ao controle do acervo.
As dificuldades apresentadas pelos bibliotecários dos campi do interior
fizeram com que houvesse a necessidade da criação do Sistema de Gestão de
Biblioteca, ou SGBiblioteca, em meados de 2016 pelo serviço de informática do
campus de Capanema para atender a sua biblioteca, obtendo desempenho
satisfatório e posteriormente, em 2017, foi adotado nos demais campi. Os requisitos
da ferramenta foram coletados e desenvolvidos a partir da experiência dos
bibliotecários, que vieram contribuir para um software objetivo nos procedimentos de
circulação do acervo bibliográfico.

�Com a adoção do sistema de gerenciamento da circulação, as bibliotecas
também ganharam mais eficiência nos serviços de catalogação, pois a ferramenta
desenvolvida integra o sistema Gnuteca com atualização automática do inventário
do acervo, podendo o trabalho técnico ser realizado nos próprios campi, oferece
maior controle de empréstimo e renovação de empréstimo de livros, devolução de
livros, penalidades, estatística por curso, relatórios, e mais recentemente o comando
de busca on-line no acervo disponível no site da biblioteca do campus Capanema,
são recursos tecnológicos indispensáveis para a gestão das bibliotecas.
O SGBiblioteca é uma aplicação web que “[...] é caracterizada por construir
dinamicamente o seu conteúdo, com dados provenientes de um banco de dados, a
partir da interação dos usuários com as páginas, via navegadores” (MILLETO, 2014),
funciona na intranet do Campus e o acervo bibliográfico é atualizado remotamente,
com acesso direto ao banco de dados do Gnuteca Central.
A tecnologia utilizada pelo SGBiblioteca foi a linguagem de programação PHP
(Hypertext Preprocessor) que é uma linguagem de script de código aberto adequada
para o desenvolvimento de aplicações web, de acordo com Dall’oglio (2018) “estimase que o PHP seja utilizado em mais de 80% dos servidores web existentes[...]”.
Para hospedar a aplicação web, utilizou-se o servidor web Apache que é o “[...]
responsável por entregar as páginas quando o navegador solicitar.” (BENTO, 2013),
e está inserido no aplicativo XAMPP que contém um pacote de serviços facilitando o
desenvolvimento de aplicações web com PHP.
Para armazenar os dados da aplicação seguiu-se o padrão utilizado pelo
Gnuteca com objetivo de facilitar a integração entre os bancos de dados central e
local, neste caso, configurou-se o PostgreSQL que é um Sistema de Gerenciamento
de Banco de Dados (SGBD) de código aberto que pode ser executado em diferentes
Sistemas

Operacionais,

(CALDEIRA,

2015;

CARVALHO,

2015).

Para

a

implementação da interface gráfica utilizou-se o framework de código aberto
Bootstrap que é baseado nas linguagens HTML, CSS e JavaScript.
De acordo com Ferreira (1980) assim como a universidade deve estar voltada
para as necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas do país, as
bibliotecas devem atuar visando a esses mesmos objetivos, condicionadas que são
as finalidades fundamentais da universidade.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES
A

automação

da biblioteca

é

requisito

fundamental

para

o

pleno

desenvolvimento de produtos e serviços deste setor na instituição, pois permite a
redução de tempo nos diversos processos que vão da catalogação do acervo, sua
integração com as bibliotecas dos demais campi, e disponibilização mais rápida ao
usuário por meio dos recursos do comando circulação.
O processamento técnico de livros se dava de maneira dispendiosa uma vez
que os bibliotecários do interior se deslocavam até o campus sede, em Belém,
realizavam os trabalhos e gravavam uma cópia dos dados em CD para restaurar no
seu respectivo campus. Com a criação do SGBiblioteca foi possível integrar ao
acervo, automaticamente, todas as novas aquisições catalogadas, sem o perigo de
perda de dados ou a necessidade de restaurar os dados gravados em mídia.
Outro benefício do SGBiblioteca foi quanto ao controle do acervo, sendo
possível realizar estatísticas de empréstimos por curso, geração de relatórios e
inventários e busca on-line no acervo, o que melhorou consideravelmente a gestão
das bibliotecas a partir dos dados gerados pelo sistema, importantes para
fundamentar os relatórios de avaliação do MEC.
A ferramenta ganhou notoriedade entre os bibliotecários por agregar
eficiência nos serviços das bibliotecas dos campi Capanema, Capitão Poço,
Paragominas, Parauapebas e Tomé Açu, que em constante diálogo com o serviço
de informática aprimoraram continuamente o software o qual agregou benefícios
para a gestão destas bibliotecas.

REFERÊNCIAS
BENTO, Evaldo Junior. Desenvolvimento web com PHP e MySQL. São Paulo:
Casa do Código, 2013.
CALDEIRA, C. PostgreSQL: guia fundamental. Lisboa (PT): Edições Sílabo, 2015.
260 p.
CARVALHO, Vinícius. PostgreSQL: banco de dados para aplicações web. São
Paulo: Casa do Código, 2015.
DALL’OGLIO, P. PHP Programando com orientações a objetos. 4. ed. São Paulo:
Novatec, 2018.
FERREIRA, L. A. Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas
centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira, 1980.

�MILLETO, E, M; BERTAGNOLLI, S. C. Desenvolvimento de Software II: introdução
ao desenvolvimento WEB com HTML, CSS, JavaScript e PHP. Porto Alegre:
Bookman, 2014.
UNIVERSIDADE Federal Rural da Amazônia. História. Disponível em:
https://novo.ufra.edu.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=76&amp;Itemid=
268. Acesso em: 5 abr. 2019.

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                <text>Relata a experiência do processo de implantação do software SGBiblioteca nas bibliotecas universitárias dos 5 campi da Universidade Federal Rural da Amazônia localizados nos municípios: Capanema, Capitão Poço, Paragominas, Parauapebas e Tomé Açu, do Estado do Pará. A tecnologia utilizada permitiu eficiência na função de circulação dos acervos, o qual proporcionou benefícios na gestão dessas bibliotecas.</text>
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                    <text>APRESENTAÇÃO DAS AÇÕES REALIZADAS PELA COMISSÃO DE
COMUNICAÇÃO E MARKETING DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
DA UFSC DURANTE O ANO DE 2018

Débora Maria Russiano Pereira (UFSC) - debora.russiano@ufsc.br
Gleide Bitencourte José Ordovás (UFSC) - gleide.bjo@ufsc.br
Resumo:
Realiza uma breve apresentação do conceito de marketing e sua importância para as
bibliotecas universitárias. Apresenta as principais ações realizadas pela Comissão de
Comunicação e Marketing da Biblioteca Universitária da UFSC (CCM/BU/UFSC) durante o
ano de 2018. Conclui que planejamento e estruturação são importantes para o bom andamento
da comissão, bem como a necessidade de captura e tabulação de dados e ampliação do
alcance das redes sociais da instituição.
Palavras-chave: Ações de marketing. Bibliotecas universitárias.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim ( X) Não

1 INTRODUÇÃO

Bibliotecas universitárias (BUs), por definição, são locais mantidos por uma
instituição de ensino superior com o objetivo de atender às necessidades de informação
de sua comunidade. Muito além de serviços como circulação de materiais e
processamento técnico de materiais físicos, as BUs atualmente possuem papel crucial na
disseminação de informações científicas e tecnológicas de forma online, diante da
maciça presença da Internet na vida humana, seja ela universitária ou não. Em vista
deste cenário, e de acordo com Becker (2016) quanto mais os serviços das BUs forem
divulgados, maior será a visibilidade do setor e consequentemente a melhor
compreensão de seu papel perante a sociedade. Para isso, podemos contar com ações de
marketing. De acordo com Kotler e Armstrong (2007, p. 4), define-se marketing como
“o processo pelo qual as empresas criam valor para os clientes e constroem fortes
relacionamentos com eles para capturar seu valor em troca”. Ou seja, precisamos
compreender as vontades dos usuários e retribuir com o oferecimento de produtos e
serviços à altura, sob pena de perdermos importância no cenário acadêmico e deixarmos
de existir. Becker (2016, p. 5) nos alerta que
Em virtude da explosão informacional que vivemos na sociedade, as
bibliotecas deveriam ser os locais onde há informação qualificada e
atualizada, e o profissional da informação para tratar essa informação. A
modernidade contemporânea impõe aos bibliotecários que querem continuar
com a existência nas bibliotecas onde atuam, neste milênio, o
desenvolvimento de duas habilidades de marketing essenciais: visão
estratégica [...] e saber transformar a visão estratégica em ações estratégicas.

Serafim et. al (2012) destacam que
No âmbito dos serviços bibliotecários especializados, inerentes às bibliotecas
universitárias, não se admite mais, frente aos novos desafios que caracterizam
o atual cenário da informação, uma visão estreita sobre o marketing. As
bibliotecas devem ser consideradas um negócio, e como qualquer outro, deve
estar voltado para as necessidades de seus clientes/usuários

�Para atender estas demandas de marketing, tão prementes em unidades
informacionais, foi criada em 2016, na Biblioteca Universitária da Universidade Federal
de Santa Catarina (BU/UFSC), a Comissão de Comunicação e Marketing.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA: AÇÕES REALIZADAS PELA CCM/BU/UFSC
DURANTE 2018

Criada pela portaria 1146/2016/GR e atualizada pela portaria 998/2018/GR, de
02 de maio de 2018, a Comissão de Comunicação e Marketing da Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (CCM/BU/UFSC) tem por
objetivo:
Planejar, organizar e coordenar as seguintes ações de comunicação e
marketing no âmbito da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de
Santa Catarina (BU/UFSC):
 Promover campanhas educativas;
 Divulgar produtos e serviços;
 Realizar pesquisas de opinião de usuários;
 Definir e acompanhar a presença digital;
 Planejar exposições e eventos;
 Criar e desenvolver a comunicação visual;
 Assessorar eventos de outras unidades da UFSC, bem como da comunidade
externa, realizados na BU (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA, 2019).

É constituída por servidores de diversas áreas, em parceria com a Agência de
Comunicação da UFSC (AGECOM), contando com a presidência de uma bibliotecária
do sistema, uma docente do Departamento de Ciência da Informação da UFSC
(CIN/UFSC) e representantes de diversos setores (ORDOVÁS; PINTO, 2017).
Inicialmente as reuniões da Comissão eram quinzenais, porém a partir da 45ª
reunião, realizada em 14 de fevereiro de 2019 passaram a ser semanais para atender as
demandas crescentes da mesma, com uma hora e meia de duração, presencial e
virtualmente (a partir da ferramenta ConferênciaWeb, disponibilizada pela Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP), possibilitando aos servidores dos campi de fora
da sede da UFSC, bem como aos membros da sede impossibilitados de comparecem
pessoalmente, participem de forma ativa.
Entre as principais ações estratégicas coordenadas pela Comissão, podemos
destacar: a) “Amigo da Biblioteca”: objetiva prestar homenagem e reconhecimento à
pessoa física ou jurídica que evidencia a BU/UFSC; b) “Bibliocentros”: grupo de
bibliotecários por centro de ensino, com a função de divulgar e promover os serviços

�oferecidos pelo sistema, bem como o recebimento das demandas informacionais da
comunidade universitária; c) “Bom dia Biblioteca”: reunião da equipe do sistema e
convidados onde são apresentadas ações e inovações das unidades de informação –
bibliotecas central, setoriais e salas de leitura; d) “Calendário de eventos”: estilo
planner, é projetada para uso interno do sistema, com datas em destaque que podem ser
utilizadas em ações; e) Exposições: coordenação, organização e execução de exposições
temáticas; f) Manual do usuário: criação e atualização de manual básico dos serviços
oferecidos; g) Promoções de acervo: exposições temáticas para impulsionar os acervos;
h) “Quais são as novas?”: boletim interno semanal que visa disseminar informações
relevantes aos servidores, encaminhado por email e i) Semana Nacional do Livro e da
Biblioteca: eventos realizados pelas unidades do sistema na semana do dia 23 de
outubro que visa promover a leitura, os livros e as bibliotecas (ORDOVÁS; PINTO,
2017; UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2019).
Com a análise das atas das reuniões, no período compreendido entre 01 de
novembro de 2017 a 04 de abril de 2019, podemos destacar, além das ações
coordenadas pela comissão, as principais ações pontuais elaboradas pela mesma:
Quadro 01 – Ações pontuais coordenadas durante 2018 pela CCM/BU/UFSC
Ação
Descrição
Encontro de Integração dos Servidores da BU/UFSC Planejamento, elaboração e execução de encontro
anual que visa à apresentação de resultados obtidos
durante o ano, palestras motivacionais e atividades
integrativas entre todos os servidores do sistema e
convidados. Todas as unidades são fechadas
permitindo assim a integração total de seus
servidores.
Ex-libris e nova identidade visual

Criação da nova identidade visual da BU/UFSC,
em parceria com a AGECOM (Agência de
Comunicação da UFSC) e, simultaneamente,
criação de um ex-libris para uso no sistema.

Libras e audiodescrição

Em parceria com o Ambiente de Acessibilidade
Informacional da BU (AAI) e com a Comissão de
Gestão do Portal da BU foi disponibilizada a
versão em libras do Manual do calouro e o Portal
passou a ter audiodescrição, com o auxílio da Suíte
Libras

Sinalizações

Foram levantadas as necessidades de sinalização

�em todo o sistema. Placas e banners padronizados
estão em processo de compra.
BU na Copa

Em clima de Copa do Mundo, a BU/UFSC criou
ambientes temáticos, com tabela de resultados dos
jogos, locais para troca de figurinhas, puffs e
aparelho de televisão para transmissão dos jogos
(Biblioteca Central). Durante a ação foi solicitado
aos usuários que, ao publicarem uma foto nos
ambientes utilizassem a hashtag #BUnaCopa e
fornecido urnas para palpites sobre as finais. Foi
feito posterior sorteio de livros aos usuários.

SNBL.

A Semana Nacional do Livro e da Biblioteca foi
comemorada com palestras, exposições e com a
disponibilização de mandalas para colorir, de forma
a combater o estresse.

Redes Sociais

Atualização e divulgação do canal da BU/UFSC na
plataforma Youtube; maior presença da instituição
no Facebook e criação de perfil institucional no
Instagram.

BU 50 anos

Em

novembro

foi

realizado

evento

em

comemoração aos 50 anos da Biblioteca Central,
com o lançamento de uma galeria das diretoras e
conversa com algumas ex-diretoras da BU. Na
ocasião ocorreu o lançamento do ex-libris e da
nova identidade visual.
Fonte: elaborado pelas autoras, 2019.

3 PERSPECTIVAS PARA O FUTURO

Espera-se que em 2019/2020 as ações realizadas em 2018 sejam continuadas e
fortalecidas, com a colaboração entre a CCM/BU/UFSC e outras comissões de trabalho
já estabelecidas. Novas ações surgirão com as novas demandas diárias, e será necessário
maior planejamento e estruturação, inclusive com o inicio de captura e tabulação de
dados para avaliação das ações realizadas. Além disso, fazem-se necessárias ações para
o fortalecimento do sistema no meio digital, com ampliação do alcance das publicações
nas redes sociais, com linguagem clara e atraente para o usuário de diversas faixas
etárias, uma vez que, conforme Araújo, Pinho Neto e Freire (2016),

�torna-se imprescindível interagir e cultivar excelentes relações com seus
usuários, sendo eles reais ou potenciais. Todavia, para que isso ocorra de
forma eficaz é necessário que haja uma política de informação que estabeleça
alguns princípios e prioridades, sendo capaz de direcionar as ações de
informação.

Ou seja, o fortalecimento da comunicação via mídias sociais será um ponto
importante a ser trabalhado na CCM/BU/UFSC, através da criação de políticas de
compartilhamento de informações, capacitações de usuários visando a literacia
midiática, aumento de alcance de publicações nas mídias sociais (Facebook, Twitter,
Instagram e Youtube, além de outras que por ventura apareçam), entre outras ações de
acordo com as demandas que surgirem.
REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Walqueline Silva; PINHO NETO, Júlio Afonso Sá; FREIRE, Gustavo
Henrique Araújo. O uso das mídias sociais pelas bibliotecas universitárias com foco no
marketing de relacionamento. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e
ciência da informação, v. 21, n. 47, p. 2- 15, set./dez., 2016. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2016v21n47p2/32327.
Acesso em:
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira. Reflexões sobre a utilização de ferramentas do
marketing em bibliotecas da rede federal de educação profissional, científica e
tecnológica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
19., 2016, Manaus. Anais[...]. Disponível em:
http://www.periodicos.ufam.edu.br/anaissnbu. Acesso em 05 abr. 2019.
KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de marketing. 12. ed. São Paulo:
Pearson, c2008.
ORDOVÁS, Gleide Bitencourte José; PINTO, Marli Dias. Comissão de Comunicação e
Marketing da BU/UFSC: criação e desenvolvimento. In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 27., 2017, Fortaleza.
Anais[...].http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/18380/1/2012_eve_laserafim.pd
f. Acesso em: 23 jul. 2019.
SERAFIM, Lucas Almeida et. al. Marketing em bibliotecas universitárias: uma revisão da
literatura. . In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
17., 2012, Gramado. Anais[...]. Disponível em:
http://www.periodicos.ufam.edu.br/anaissnbu. Acesso em 05 abr. 2019.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Comissão de Comunicação e Marketing da BU. Disponível em:
http://portal.bu.ufsc.br/conheca-a-bu/comissoes-de-trabalho/comunicacao-e-marketingdabu/. Acesso em 01 abr. 2019. Jul.

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                <text>Realiza uma breve apresentação do conceito de marketing e sua importância para as bibliotecas universitárias. Apresenta as principais ações realizadas pela Comissão de Comunicação e Marketing da Biblioteca Universitária da UFSC (CCM/BU/UFSC) durante o ano de 2018. Conclui que planejamento e estruturação são importantes para o bom andamento da comissão, bem como a necessidade de captura e tabulação de dados e ampliação do alcance das redes sociais da instituição.</text>
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                    <text>APLICAÇÃO DA SOFT SYSTEMS METHODOLOGY EM BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA

Tatiana Rossi (BU e PGCIN/UFSC) - tatiana.rossi@ufsc.br
William Barbosa Vianna (CIN/UFSC) - wpwilliam@hotmail.com
Resumo:
A biblioteca universitária oferta serviços para atender as demandas informacionais de seus
usuários. Essas demandas sofrem alterações constantes requerendo ajustes nos serviços
ofertados. Para isso a aplicação da Soft Systems Methodology é uma forma de conhecer de
maneira mais profunda o objeto de estudo e pensar nas diversas situações complexas que o
envolvem. Tem como objetivo condução de um diagnóstico que ajude a Biblioteca Universitária
da Universidade Federal de Santa Catarina a promover ações de melhoria em seus serviços,
utilizando-se da metodologia Soft Systems. A metodologia foi aplicada identificando os
serviços da biblioteca que não atendem a maior parte das demandas informacionais da
comunidade universitária como situação problemática; o modelo conceitual seria a proposta e
validação de um Modelo para reestruturação dos serviços a serem ofertados pela biblioteca
com base na investigação das demandas com os coordenadores de cursos e identificação de
serviços que atendam as demandas por meio da literatura e serviços inovadores implantados
em outros locais; e, por fim, para transformar a situação problemática seria a proposição de
um instrumento para acompanhamento e adequação dos serviços. A aplicação da metodologia
proporciona uma auto-avaliação e permite analisar com clareza uma realidade complexa,
estimula a verificação de prioridades e alternativas para resolução dos problemas.
Palavras-chave: Soft Systems Methodology. Biblioteca Universitária. Serviços – Biblioteca.
Modelagem.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
As Bibliotecas Universitárias (BU) dão suporte ao ensino e aprendizagem universitária
por meio de seus serviços e têm como desafio satisfazer as demandas e expectativas
dos usuários, as quais mudam com freqüência.
O perfil do usuário está em constante modernização. Além dos avanços tecnológicos,
as demandas informacionais têm mudança constante devido à criação de novos cursos,
alterações curriculares dos cursos, inserções de projetos de pesquisa e extensão
universitária, ingresso de novos alunos e servidores, acompanhamento das tecnologias,
entre outros. Com isso a BU precisa continuamente se reinventar.
Uma das formas de reinvenção é adotando metodologias que a auxiliem a repensar os
serviços oferecidos e identificar as perspectivas da instituição. Por meio da Soft
Systems Methodology (SSM), como apontado por Arêas e Lins (2014) é possível que
se tenha diferentes perspectivas do objeto de estudo com uma ampla e melhor
compreensão.
A SSM, proposta por Peter Checkland, tem capacidade de lidar com situações
complexas onde se tem conhecimento das consequências, mas não se sabe
exatamente o que fazer para que o sistema atinja seus objetivos. Se utiliza de um
conjunto de conceitos clássicos da Teoria Geral de Sistemas (BELLINI; RECH;
BORENSTEIN, 2004).
A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC)
oferece diversos serviços para a comunidade acadêmica e observa-se que alguns
serviços já não são mais tão utilizados como outrora, porém, continuam sendo
prestados e consumindo recursos financeiros e de pessoal.
Com isso houve a identificação de um possível problema que a BU/UFSC pode estar
enfrentando, de ofertar serviços que não atendam as demandas informacionais da
comunidade universitária. Percebeu-se que seria um problema que valeria a pena ser
resolvido a fim de que os serviços prestados pela BU/UFSC sejam cada vez mais
utilizados e supram o máximo possível das demandas da comunidade.
Assim, trata-se da proposta de aplicação da metodologia do SSM na BU/UFSC, na qual
identificou-se como contexto a comunidade universitária da UFSC, como o sujeito a
BU/UFSC, como dono do problema a diretora da BU/UFSC e como objetivo deste artigo
condução de um diagnóstico que ajude a BU/UFSC a promover ações de melhoria em
seus serviços.
Para melhor compreensão das temáticas faz-se uma breve explanação sobre BU,
apresenta a SSM, explicita-se a aplicação da metodologia e aponta as considerações.
Biblioteca Universitária
As BU são unidades de informação sem fins lucrativos vinculadas a Instituições de

�ensino superior. Tarapanoff, Araújo Junior e Cormier (2000) apontam que a unidade de
negócio das BU é a prestação de serviços de forma tangível (material impresso) ou
intangível (serviço personalizado, pessoal e virtual). Para Cunha e Cavalcanti (2008, p.
53) as BU prestam serviços de informação para atender “[...] às necessidades de
informação do corpo docente, discente e administrativo, tanto para apoiar as atividades
de ensino, quanto de pesquisa e extensão.”.
Pode-se dizer que o direcionamento dos serviços das BU foi sendo alterado ao longo
do tempo, passando de uma visão de guarda/posse material, para disponibilização e
amplo uso dos mesmos. Isso ocorreu principalmente por influência da Escola de
Chicago que focava na função social do bibliotecário e da biblioteca, voltando-se para a
memória sociocultural da organização (SANTOS; RODRIGUES, 2013) e tinha uma
visão humanística que entende que a biblioteca existe para suprir a necessidade
informacional do usuário (VIEIRA, 2016).
Por isso, acredita-se que a aplicação da SSM seja um caminho para manter a biblioteca
prestando os serviços que sejam utilizados e supram as demandas da comunidade.
Soft Systems Methodology (SSM)
A SSM foi desenvolvida por Peter Checkland a partir de projetos de pesquisa ação com
o objetivo de “[...] observar os resultados de aplicação do pensamento sistêmico
clássico a problemas do ‘mundo real’ que envolvessem aspectos sociais e humanos”
(ARÊAS; LINS, 2014, p. 2).
Segundo os autores, esse pensamento sistêmico que se baseia a SSM “[...] pressupõe
que o observador enxerga o mundo como algo complexo que pode ser entendido e
modelado de diversas formas, em um processo cíclico e baseado num sistema de
aprendizado” (ARÊAS; LINS, 2014, p. 3).
A SSM foi fortemente influenciada pelo pensamento de Vickers que, embora não fosse
da área acadêmica, após sua aposentadoria utilizou-se de seus 40 anos de experiência
para elaborar o conceito de sistemas apreciativos (CHECKLAND, 1985).
Checkland (1985, p. 763, tradução nossa) criou o modelo do processo apreciativo, tanto
para um nível geral quanto específico, porque acreditava que “[...] a metodologia de
engenharia de sistemas [hard], baseada na definição de metas ou objetivos,
simplesmente não funcionavam quando aplicados a problemas do mundo real
bagunçados, mal estruturados.”.
Para Dutra (2003), a abordagem checklandiana, como prática do pensamento
sistêmico, gera aprendizagem individual e organizacional; vincula a noção de sistema à
natureza humana ao representar os modelos mentais sobre o mundo percebido
interpretando a realidade; e, possui efeitos sinergéticos no processo de integração e
inter-relação entre as partes do sistema.
Bellini, Rech e Borenstein (2004, p. 5) observaram na revisão de literatura sobre SSM
uma “[...] grande variedade de temas, áreas do conhecimento e interesses práticos em
que se empregou a metodologia” e relatam que a SSM possui sete estágios de
aplicação. Sendo que, nos dois primeiros estágios (1 explorar uma situação
problemática não estruturada e 2 expressá-la) é realizado um mapeamento da situação
problemática de maneira neutra utilizando-se de representações gráficas livres.
No estágio 3 (construir definições sucintas de sistemas relevantes) é realizada uma

�descrição básica das atividades, de como elas deveriam ser, com base na discussão
dos desenhos, representando-os em termos sistêmicos. Este estágio possui o recurso
CATVPA para auxiliar a identificar os elementos básicos que devem estar presentes:
cliente - vítima ou beneficiário do sistema; ator - protagonista das atividades;
transformação- transformação de entradas em saídas; visão de mundo - contexto;
proprietário - quem tem poder para modificar ou parar o sistema; e, restrições
ambientais - restrições do ambiente externo (BELLINI; RECH; BORENSTEIN, 2004).
No estágio 4 (elaborar modelos conceituais desses sistemas) são apresentados os
modelos conceituais em uma sequência de atividades e seus relacionamentos. No
estágio 5 (comparar os modelos com a situação problemática expressada) são
comparados os modelos conceituais com o mundo real. E, nos dois últimos estágios (6
- reunir mudanças culturalmente possíveis e sistemicamente desejáveis e 7 - sugerir
ações para transformação da situação problemática) são elaboradas recomendações
de mudança.
Os autores apontam ainda que os passos 3 e 4 têm uma análise lógica em um mundo
sistêmico e os demais passos uma análise cultural de um mundo real (BELLINI; RECH;
BORENSTEIN, 2004).
Método da pesquisa
Com base na SSM foi elaborado o estudo em seus sete estágios de aplicação e do
recurso CATVPA para identificação dos elementos na BU/UFSC considerando a
situação problemática de oferta de serviços que não atendem a maior parte das
demandas informacionais da comunidade universitária.
A análise ocorreu no mês de outubro de 2018 pela autora do artigo que trabalha na
biblioteca e, portanto tem conhecimento dos serviços, estrutura, processos, entre outros
necessários para o desenvolvimento da metodologia.
A BU/UFSC coordena o sistema de Bibliotecas que é composto pela Biblioteca Central,
10 bibliotecas setoriais e duas salas de Leitura, além da centralização administrativa e
técnica e é um órgão suplementar diretamente ligado a Reitoria.
Tem por missão “Prestar serviços de informação à comunidade universitária para
contribuir com a construção do conhecimento e o desenvolvimento da sociedade.” e
como visão “Ser referência na prestação de serviços de informação” (UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2018).
Resultados e Discussão
Por meio de uma reflexão, embasando-se na SSM e seus sete estágios da estrutura
básica (representada na figura 1), pode-se identificar o seguinte:
1) Explorar situação problemática: Serviços da BU não atendem a maior parte das
demandas informacionais da comunidade UFSC;
2) Expressar situação problemática: Como identificar e implantar na BU/UFSC os
serviços essenciais para satisfazer as demandas da comunidade acadêmica?
3) Construir definições sucintas de sistemas relevantes: Investigação das demandas
com os coordenadores de curso, pesquisa e extensão e identificação de serviços que
atendam as demandas por meio da literatura e com base em serviços inovadores
implantados em outros locais.

�Desmembramento por meio do CATVPA:
(C) clientes – comunidade acadêmica;
(A) atores – coordenadores de cursos, diretora da BU/UFSC e demais usuários da
comunidade universitária;
(T) transformação – serviços prestados com baixa utilização serão substituídos por
serviços demandados pela comunidade acadêmica;
(V) visão de mundo – os serviços devem atender as demandas informacionais e
continuamente analisar o uso para remodelagem, conforme necessidade;
(P) proprietários – diretora da BU/UFSC
(A) restrições ambientais – situação econômica do país, falta de previsão orçamentária
anual, falta de integração entre setores/sistemas da instituição.
4) Elaborar modelos conceituais: Proposta de Modelo para reestruturação dos serviços
a serem ofertados pela BU/UFSC.
5) Comparar modelo conceitual com a realidade: Estruturar o Modelo com base na
literatura e nas demandas levantadas pelos coordenadores de curso, pesquisa e
extensão. Validar o Modelo de reestruturação dos serviços com a direção da BU/UFSC
e demais usuários da comunidade acadêmica.
6) Reunir mudanças possíveis e desejáveis: Realizar os ajustes necessários e viáveis
relatados pela direção da BU/UFSC e usuários da comunidade acadêmica.
7) Sugerir ações para transformação da situação problemática: Propor um instrumento
para acompanhamento e adequação dos serviços.
Figura 1 – Representação dos estágios da SSM na BU

Serviços que não atendem
a demanda da comunidade acadêmica

Fonte: Elaborado pela autora

�Considerações Finais
A aplicação da SSM proporciona uma auto-avaliação e permite analisar com clareza
uma realidade complexa, estimula a verificação de prioridades e alternativas para
resolução dos problemas.
Muitos serviços são realizados desde a abertura da BU/UFSC e a elaboração de um
Modelo, a ser construído, que aponte uma reestruturação embasada nos serviços a
serem ofertados pela BU/UFSC com um instrumento para acompanhamento e
adequação dos mesmos propiciará um melhor direcionamento dos recursos financeiro e
pessoal investidos.
A estruturação desse Modelo será um trabalho longo que requererá um estudo
aprofundado, e é importante salientar que, de qualquer forma, a implementação da
alternativa identificada para o tratamento da situação problemática não pertence ao
escopo da SSM.
Referências
ARÊAS, Daniel Braga; LINS, Marcos Estellita. Aplicando a Soft Systems Methodology a
um projeto de extensão universitária. In: SIMPÓSIO DE PESQUISA OPERACIONAL E
LOGÍSTICA DA MARINHA (SPOLM), 17., ago. 2014, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos
[...]. Rio de Janeiro: SPOLM, 2014. v. 1, n. 1.
BELLINI, Carlos Gabriel Porto; RECH, Ionara; BORENSTEIN, Denis. Soft Systemns
Methology: uma aplicação no “Pão dos Pobres” de Porto Alegre. RAE eletrônica, São
Paulo, v. 3, n. 1, jan./jun. 2004.
CHECKLAND, Peter. From optimizing to learning: a development of systems thinking for
the 1990s. Journal of Operational Research Society, v. 36, n. 9, p. 757-767, 1985.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordelia R. Dicionário de biblioteconomia
e arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2008.
DUTRA, Ademar. Metodologia para avaliar e aperfeiçoar o desempenho
organizacional: incorporando a dimensão integrativa à MCDA construtivista-sistêmicosinergética. Florianópolis, 2003. 320 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Produção, Centro Tecnológico, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2003.
SANTOS, Ana Paula Lima dos; RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca. Biblioteconomia:
gênese, história e fundamentos. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 116-131, jul./dez. 2013.
VIEIRA, Keitty Rodrigues. A contribuição de Jesse Shera para o campo da
Biblioteconomia e Ciência da Informação. 55 f. 2016. Trabalho de Conclusão de
Curso (Bacharelado em Biblioteconomia) – Curso de Biblioteconomia, Centro de
Ciências Humanas e da Educação, Universidade do Estado de Santa Catarina,
Florianópolis, 2016.
TARAPANOFF, Kira; ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique de; CORMIER, Patrícia
Marie Jeanne. Sociedade da informação e inteligência em unidades de informação.
Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 91-100, set./dez. 2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Universitária.
Disponível em: http://portal.bu.ufsc.br/. Acesso em: 18 out. 2018.

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Ciência da Informação</text>
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                <text>A biblioteca universitária oferta serviços para atender as demandas informacionais de seus usuários. Essas demandas sofrem alterações constantes requerendo ajustes nos serviços ofertados. Para isso a aplicação da Soft Systems Methodology é uma forma de conhecer de maneira mais profunda o objeto de estudo e pensar nas diversas situações complexas que o envolvem. Tem como objetivo condução de um diagnóstico que ajude a Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina a promover ações de melhoria em seus serviços, utilizando-se da metodologia Soft Systems. A metodologia foi aplicada identificando os serviços da biblioteca que não atendem a maior parte das demandas informacionais da comunidade universitária como situação problemática; o modelo conceitual seria a proposta e validação de um Modelo para reestruturação dos serviços a serem ofertados pela biblioteca com base na investigação das demandas com os coordenadores de cursos e identificação de serviços que atendam as demandas por meio da literatura e serviços inovadores implantados em outros locais; e, por fim, para transformar a situação problemática seria a proposição de um instrumento para acompanhamento e adequação dos serviços. A aplicação da metodologia proporciona uma auto-avaliação e permite analisar com clareza uma realidade complexa, estimula a verificação de prioridades e alternativas para resolução dos problemas.</text>
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                    <text>ACESSO, USO E APROPRIAÇÃO DE E-BOOKS POR ESTUDANTES
UNIVERSITÁRIOS

Maria Virginia Farage Pretti (UFES) - mvfp.ufes@gmail.com
Lucileide Andrade de Lima do Nascimento (UFES) - lucileidelima@gmail.com
Resumo:
Introdução: Analisa a partir da literatura técnico-científica o acesso, uso e a apropriação de
e-books por estudantes universitários. Objetivos: Discute nível de interesse dos estudantes
universitários quanto ao uso de e-books para suprir demandas e necessidades de informação.
Metodologia: Para produção dos dados utiliza a pesquisa bibliográfica com levantamento
bibliográfico de dados tratando de cobrir publicações técnico-científicas referentes ao uso e
apropriação de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e mais especificamente, do
acesso, uso e apropriação de e-books por estudantes universitários. Utiliza como amostra as
pesquisas realizadas no Brasil, países latinos americanos, Espanha, América do Norte e alguns
países da União Europeia (UE), entre 2008 e 2018. Resultados: Contribui no âmbito científico
para a discussão sobre o uso de e-books por estudantes universitários. Conclusão: As TIC e os
recursos digitais de informação, dentre eles os e-books, têm impactado a organização das
bibliotecas universitárias e o sistema de comunicação acadêmica. As bibliotecas universitárias
vêm buscando novas formas de otimizar serviços, produtos e gerenciar coleções híbridas
(impressas e digitais). Bibliotecários e profissionais da informação buscam novas
competências para avaliar o que é importante e relevante quanto a aquisição de coleções
digitais de e-books (custos, direitos de autor, regulamentações que envolvem o uso de
licenças, e aspectos legais. Professores e alunos estão mudando os hábitos e adotando tanto
livros físicos quanto e-books. A transição do uso de livros impressos para e-books não é
afetada apenas pelas novas tecnologias, mas pela forma como o consumidor percebe e usa as
novas tecnologias.
Palavras-chave: Palavras-chave: Livros digitais. E-books. Coleções Digitais. Documentos
eletrônicos. Estudantes Universitários. Tecnologias de Informação e
Comunicaç
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução: Os ambientes informacionais digitais, incluindo os ambientes orientados à
aprendizagem, têm assumido uma relevância cada vez maior por decorrência da
incorporação e uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) segundo Palleta
e Pelissaro (2015). Sob a percepção desse crescente processo social de apropriação e
uso de tecnologias nos perguntamos sobre as vias preferenciais de uso de recursos de
leitura e pesquisa por acadêmicos. Objetivamente indagamos: os e-books acadêmicos
já conseguiram se sobressair sobre os livros físicos ou, apenas a literatura não
acadêmica, em formato digital, conseguiu seu espaço entre os estudantes universitários?
Considerando as questões levantadas desenvolvemos pesquisa bibliográfica
circundando a temática: acesso, uso e apropriação de e-books por estudantes
universitários para responder ao seguinte problema de pesquisa: Como os estudantes
universitários, acessam, utilizam e se apropriam de e-books como recurso de
aprendizagem? Em linhas gerais o presente artigo analisa, a partir da literatura técnicocientífica, o acesso, uso e a apropriação de e-books por estudantes universitários
propondo-se a discutir o nível de interesse dos estudantes universitários, quanto ao uso
de e-books para suprir demandas e necessidades de informação. A pesquisa realizada
apresenta-se relevante porque percebemos a escassez de publicações reunindo,
sintetizando e descrevendo pesquisas realizadas. Esta constatação também foi
salientada por Mendes e Pereira (2014). Nestes termos entendemos que esta pesquisa
contribui para a discussão, de âmbito científico, sobre o uso de e-books por estudantes
universitários e a respectiva oferta de serviços e produtos relacionados ao uso do objeto
e-book em ambientes acadêmicos por bibliotecas universitárias. Desdobramos a
discussão em dois tópicos. O primeiro dedicado ao uso de TIC por estudantes
universitários. O segundo tópico foi dedicado ao uso e apropriação de e-books em
ambientes universitários.
Método da pesquisa: Para atender aos objetivos definidos delimitamos a pesquisa como
do tipo exploratório-descritiva. Quanto aos meios para produção dos dados utilizamos a
pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica foi sistematizada a partir de levantamento
bibliográfico de fontes de informação tratando de cobrir publicações contemporâneas
referentes ao uso e apropriação de TIC e mais especificamente, relacionadas aos meios
e modos de acesso, uso e apropriação de e-books por estudantes universitários.
Utilizamos como amostra pesquisas realizadas no Brasil, em países latino americanos,
da América do Norte e alguns países da União Europeia (UE), entre 2008 e 2018.
Elegemos publicações oriundas de periódicos no campo da Biblioteconomia e de áreas
fronteiriças tratando do uso de e-books por estudantes universitários.

�Resultados e Discussão: Considerando o uso de TIC em ambientes acadêmicos a partir
das fontes levantadas identificamos que Gonzales (2009) pesquisou estudantes da
Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), descobrindo diferenças de
apropriação de TIC entre áreas. Apontou que, nas áreas Biológicas e da Saúde, FísicoMatemática e de Engenharia as TIC são consideradas instrumentos indispensáveis para
as atividades acadêmicas e para a vida em geral; já para os estudantes de Ciências
Sociais as TIC são instrumentos de socialização; para Humanas e Artes as TIC são
ferramentas secundárias. Foi identificado que esses estudantes sabem pouco sobre os
serviços que são ofertados pela universidade e a utilidade acadêmica dos mesmos. Nesta
mesma instituição também foi realizada outra pesquisa em seis bibliotecas universitárias
com os estudantes de licenciatura em Ciências da Biblioteca e Ciências da Informação
para conhecer os recursos utilizados mais frequentemente nas bibliotecas, o idioma e o
formato de preferência, sugestões para melhorar os serviços das bibliotecas e,
finalmente, conhecer se os estudantes dispunham de computador e acesso à Internet em
suas respectivas residências. Dos 179 usuários pesquisados, apenas 158 deles
possuíam computador nas residências e, desse total, apenas 152 estavam conectados à
internet à época da pesquisa. Reconheceram 21 usuários que não dispunham de
computador. Os resultados obtidos, embora mínimos, dado o número de população
escolar e acadêmica da UNAM demonstram o compromisso e os desafios que as
bibliotecas devem adquirir para cumprir a proposta acadêmica (NEGRETE GUTIÉRREZ,
2008). Outro estudo realizado por Fenerick e Silva (2015) com 58 estudantes de
Biblioteconomia, em universidade pública no Interior de São Paulo (SP) e utilizando
aplicação de questionários identificou quatro faixas etárias de estudantes. Concluíram
que o tablet é mais usado entre a faixa etária maior que 31 anos, mas também é
significativa entre a faixa etária de 17-24 anos. Os estudantes na faixa etária entre 17-20
anos são os que mais usam aplicativos no celular, seguidos pelos jovens na faixa etária
entre 21-24 anos. Os resultados apontaram que a posse de Computador Pessoal (PC)
não atrapalha o acesso aos e-books, pois o formato é compatível com o tipo de suporte
eletrônico. Outra constatação indicou que os estudantes na faixa etária entre 17-20 anos
possuem e utilizam tablets ou e-readers e também são esses os que mais leem e-books.
A faixa etária superior a 31 anos representou o grupo que menos lê e/ou que apresenta
maior número de estudantes que nunca leram e-books. Tratando do uso e apropriação
de e-books Raynard, (2017) enfatizou que e-books comprados para o lazer são diferentes
dos e-books acadêmicos porque os acadêmicos podem estar em diferentes formatos (por
exemplo, pdf, html) e podem ser localizados em diferentes plataformas com múltiplos
recursos para acesso, impressão, download, cópia e anotação. Em uma revisão de
literatura a pesquisadora revelou a existência de vários percentuais de consumo e uso
de e-book acadêmico entre grupos e instituições de ensino: 39% dos estudantes na
Mount St. Joseph College em Cincinnati; 57% na Universidade de Illinois; 51,2% na Royal
Roads University; 38% na Universidade de Ulster; 44% dos professores e 44% dos
estudantes de pós-graduação da Faculdade de Física e Geologia da Universidade de
Oklahoma; 37% do corpo docente e 40% dos estudantes de pós-graduação na Biblioteca
Estadual de Sam Houston; 10% dos alunos Watson School of Engineering e Applied
Science; 17,6% de estudantes de Assuntos Comunitários e Públicos; 37,5% dos alunos
do Design de Arte e História da Arte, Universidade de Binghamton; 62,8% no campus da
Franklin &amp; Marshall; 32,5% de uso acadêmico diário ou semanal de livros eletrônicos na
Universidade de Maryland. Identificamos também a pesquisa de Fenerick e Silva (2015)

�com estudantes de Biblioteconomia, de universidade pública no estado de São Paulo
(SP) cujos resultados apontaram que 65% dos estudantes pesquisados afirmam ter lido
e-books para: uso acadêmico (22%), somente para lazer (29%), lazer e estudos (49%).
Nessa pesquisa ainda foi constatado que 39% dos estudantes desconhecem que a
Biblioteca Universitária que frequentam disponibiliza e-books. Dos estudantes
pesquisados 39% conhecem o serviço, mas não o utilizam. Concluíram também que
houve falha na divulgação desses serviços. Pesquisa realizada por Paneto e Lyrio (2018)
analisou o acesso e uso de e-books disponibilizados por universidade pública no estado
do Espírito Santo (ES) aos graduandos dos cursos de Arquivologia e Biblioteconomia. Os
dados obtidos durante a pesquisa indicaram que: acessam e usam e-books em casa (a
maioria dos graduandos de Arquivologia acessam pelo smartphone e a maioria dos
graduandos de Biblioteconomia acessa pelo notebook); indicaram preferência pelo livro
impresso; usam e-books para as necessidades: profissional, pessoal e acadêmica; a
maioria dos graduandos do curso de Biblioteconomia tem conhecimento das coleções de
e-Books disponibilizadas pelo sistema de bibliotecas, diferentemente, a maioria dos
graduandos de arquivologia indicou que não tem conhecimento; a maioria dos
pesquisados possuem algum aparato tecnológico que permite a leitura de e-books, mas
nem todos leem obras neste formato. A maioria dos graduandos de ambos os cursos
prefere as obras impressas como recurso de leitura e aprendizagem. Baron (2015),
tratando de práticas de leitura no mundo digital apresenta dados e informações sobre a
preferência dos estudantes universitários por livros impressos. Baron (2015) e sua equipe
entrevistaram estudantes universitários, comparando as formas como lêem o livro
impresso e o e-book nos e-readers, entre 2013 e 2015. Reuniram dados de 429
estudantes universitários de cinco países (EUA, Japão, Alemanha, Eslovênia e Índia). Os
pesquisadores identificaram uma preferência para livros impressos, especialmente para
leituras consideradas como mais sérias; quando se tratava de leituras mais leves
descobriram que o formato impresso (físico) ou e-book não tinha muita importância.
Nessa pesquisa foi proposto aos alunos escolher entre diversos aparatos de leitura como
cópia impressa, celular, tablet, e-readers e laptop. O resultado mais marcante indicou que
92% dos estudantes disseram que poderiam concentrar-se melhor lendo em cópias
impressas. Sobre a problemática que envolve a aquisição de e-books em universidades
federais no Brasil identificamos a pesquisa de Mendes e Pereira (2014); a análise do
perfil de bibliotecas mediante a oferta de e-books conforme tratado por Juliani; Feldman;
Lima (2015); estudo sobre acesso e uso do serviço de e-books disponibilizado pelo Portal
de Periódicos da CAPES relatado por Silva e Cedón (2016); pesquisa demostrando a
percepção de estudantes quanto ao uso do acervo de e-books de uma biblioteca
Universitária descrita por Fenerick e Silva (2015); outra pesquisa feita por Prieto Gutiérrez
(2017) em 50 Universidades de melhor situação no SCImago Institutions Rankings
(ranking Scimago) que pretendeu confirmar a presença de e-books nas Universidades da
América Latina, o tipo de acesso aos e-books, plataformas mais utilizadas e vantagens e
desvantagens enfrentadas por bibliotecários no dia a dia com o incremento dos e-books.
Considerações Finais: As TIC e os recursos digitais de informação, dentre eles os ebooks, têm impactado a organização das bibliotecas, sua estrutura, os departamentos,
as funções, os processos e o modo de oferecer serviços para seus usuários e, no
ambiente externo da biblioteca, também afetam o sistema de comunicação acadêmica.
Diante desses fatos as bibliotecas acadêmicas vêm buscando novas formas e técnicas
de otimizar serviços e produtos disponíveis no mercado de informação reconhecendo que

�as novas tecnologias de informação oferecem inúmeras possibilidades, mas por outro
lado, geram um grande desafio: gerenciar coleções híbridas (impressas e digitais).
Bibliotecários, documentalistas e profissionais da informação vêm desenvolvendo novas
habilidades identificando, escolhendo diferentes formatos avaliando o que é importante e
relevante, analisando custos, compreendendo os direitos de autor, as regulamentações
que envolvem o uso de licenças, além de vários outros aspectos legais (NEGRETTE
GUTIERREZ,2008). Avaliamos que, embora a pesquisa tenha se apropriado de estudos
produzidos em vários países de primeiro mundo e países em desenvolvimento, as
diferenças culturais, produzem menores impactos sobre o uso de tecnologias de
informação, podendo claro, em alguns países existir o acesso à mais moderna tecnologia,
mas isso, ao que parece, não interferiu na apropriação dessas pelos seus usuários.
Diante da realidade das novas tecnologias, professores e alunos estão mudando os
hábitos e adotando tanto livros físicos quanto e-books. A transição do uso de livros
impressos para e-books não é afetada apenas pela nova tecnologia, mas pela forma
como o consumidor percebe e usa a nova tecnologia.
Referências:
BARON, Naomi. Words Onscreen: the fate of reading. Nova York: Oxford University
Press, 2015. 320 p.
FENERICK, G. M. P.; SILVA, M. R. Percepção de estudantes quanto ao uso do acervo
de e-books de uma biblioteca universitária. Biblos, v. 29, n. 2, fev. 2015. Disponível em:
&lt;https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/5157/3548&gt;. Acesso em 12 set 2017.
GONZALES, R. L. Uso y Apropriacion de Las Tecnologias de Informacion y
Comunicacion (TIC) en los estudiantes universitários de la UNAM. In: CONGRESO
NACIONAL DE INVESTIGACIÓN EDUCATIVA: área 14: práctica educativa en espacios
escolares. 10., Veracruz, México. [Anales...]. Veracruz: Comie, 2009. Disponível em:
&lt;http://www.comie.org.mx/congreso/memoriaelectronica/v10/pdf/area_tematica_14/pon
encias/0505-F.pdf&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
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2,
p.313-310,
1
maio
2015.
Disponível
em:
&lt;https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1018&gt;. Acesso em: 18 dez. 2017.
MENDES, S. O.; PEREIRA, M. R. da S. Panorama de aquisição das bases de dados
virtuais das universidades federais do Brasil. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014.Belo Horizonte. Anais....Belo Horizonte:
UFMG, 2014. p.1-15. Disponível em: &lt;https://www.bu.ufmg.br/ snbu2014/wpcontent/uploads/trabalhos/93-2081.pdf&gt;. Acesso em: 20 set. 2017.
NEGRETE GUTIÉRREZ, M. del C. Tensiones en el desarrollo de colecciones ante la
brecha digital. Ibersid: revista de sistemas de información y documentación, Mexico D.F.,
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8,
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2008.
Disponível
em:
&lt;http://ibersid.eu/ojs/index.php/ibersid/article/view/2197/1958&gt;. Acesso em: 18 dez.
2017.

�PALETTA, F. C.; PELISSARO, B. Estudo de usuários e modelos de busca da
informação. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, SP, v. 13, n. 1, p. 120-137, jan. 2015. Disponível em:
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PANETO, G. da P.; LYRIO, M. R. N. Uso de e-Books pelos discentes graduandos dos
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Biblioteconomia) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória (ES), 2018.
PRIETO GUTIÉRREZ, J. J. Libros digitales para la educación universitaria en América
Latina. Em Questão, Porto Alegre, v. 23, n. 2, p. 59-77, maio/ago., 2017. Disponível em:
http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=465650858004. Acesso em: 12 dez. 2017.
RAYNARD, Melissa. Understanding academic e-books through the diffusion of
innovations theory as a basis for developing effective marketing and educational
strategies. The Journal of academic librarianship, v. 43, n.1, p. 82-86, jan. 2017.
Disponível em: &lt;http://dx.doi.org/10.1016/j.acalib.2016.08.011&gt;. Acesso em: 17 dez.
2017.
SILVA, S. F. da; CENDÓN, B. V. Avaliação da satisfação dos usuários com o acesso e
uso do serviço de e-books do Portal de Periódicos da CAPES. In: ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 17., 2016, Salvador. Anais
...
Salvador:
Ancib,
2016.
Disponível
em:
http://www.brapci.inf.br/
index.php/article/view/0000021935/80ace14243142a81b8d3cf00f909b715

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                <text>Introdução: Analisa a partir da literatura técnico-científica o acesso, uso e a apropriação de e-books por estudantes universitários. Objetivos: Discute nível de interesse dos estudantes universitários quanto ao uso de e-books para suprir demandas e necessidades de informação. Metodologia: Para produção dos dados utiliza a pesquisa bibliográfica com levantamento bibliográfico de dados tratando de cobrir publicações técnico-científicas referentes ao uso e apropriação de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e mais especificamente, do acesso, uso e apropriação de e-books por estudantes universitários. Utiliza como amostra as pesquisas realizadas no Brasil, países latinos americanos, Espanha, América do Norte e alguns países da União Europeia (UE), entre 2008 e 2018. Resultados: Contribui no âmbito científico para a discussão sobre o uso de e-books por estudantes universitários. Conclusão: As TIC e os recursos digitais de informação, dentre eles os e-books, têm impactado a organização das bibliotecas universitárias e o sistema de comunicação acadêmica. As bibliotecas universitárias vêm buscando novas formas de otimizar serviços, produtos e gerenciar coleções híbridas (impressas e digitais). Bibliotecários e profissionais da informação buscam novas competências para avaliar o que é importante e relevante quanto a aquisição de coleções digitais de e-books (custos, direitos de autor, regulamentações que envolvem o uso de licenças, e aspectos legais. Professores e alunos estão mudando os hábitos e adotando tanto livros físicos quanto e-books. A transição do uso de livros impressos para e-books não é afetada apenas pelas novas tecnologias, mas pela forma como o consumidor percebe e usa as novas tecnologias.</text>
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                    <text>A interação como artefato para cocriar valor em Biblioteca
universitária

Raquel Alexandre de Lira (UFSC/UFAM) - raquel_lira_dias@hotmail.com
rb.csfu@ikavr.g-)amrofni-ãçutisnI(
Resumo:
O processo de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão na universidade passa por diversas
mudanças. Consequente esse novo cenário exige das Bibliotecas Universitárias (BUs) um
papel proativo. As BUs precisam evoluir e deixar de ser simples centro de gestão e acesso a
recursos impressos, para tornarem-se locais de encontros, onde os diversos atores da
comunidade universitária passam a interagir e compartilhar experiências e conhecimentos.
Diante desse cenário, o estudo apresenta uma reflexão dos processos de interação e a sua
relevância como base para a cocriação de valor em BU. A pesquisa é caracterizada como
bibliográfica, de caráter exploratório, com análise qualitativa baseada no método de revisão
integrativa. O estudo expõe um resumo do estado da arte em relação à temática cocriação de
valor em biblioteca. Os resultados preliminares ratificam que a interação é o artefato central,
e mais relevante quando se pensa em cocriação de valor em BU.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Cocriação de valor. Cocriação em biblioteca.
Interação. Interação em biblioteca
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução: As universidades vivenciam um contexto de mudança, marcado
pela inovação nos processos de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão.
Consequente às bibliotecas universitárias (BUs) necessitam se adequar a esse
novo paradigma.
A BU deixa de ser centro de gestão e acesso a recursos impressos, para
tornar-se local de encontros, onde os diversos atores da comunidade universitária
passam a interagir e compartilhar experiências e conhecimentos. Essa interação
entre os diferentes atores no ambiente acadêmico é a base para que ocorra a
cocriação, uma vez que, é por meio da influência mútua, que os diversos atores da
comunidade acadêmica, de forma colaborativa irão cocriar novos serviços.
Na ótica de um sistema complexo como a BU, a cocriação deve antes ser
entendida como um processo dinâmico, tendencialmente expansível de interações,
diálogo e comunicação (WOODALL, 2003), implicando uma constelação de
recursos integrados (operantes e operados) (VARGO; LUSCH, 2004).
A cocriação refere-se aos processos por meio dos quais usuários e
provedores colaboram, ou participam na criação de valor de forma conjunta
(PONGSAKORNRUNGSILP; SCHROEDER, 2011). É um conceito amplo, não
limitado apenas às ações específicas da organização, mas direcionadas a
participação do usuário em atividades relacionadas, ao processo de concepção e
entrega do serviço. A cocriação acontece em todos os momentos de interação e
troca entre provedor e usuário. E envolve colaboração para definir e resolver o
problema de forma conjunta, criando um ambiente de experiência em que os
consumidores/usuários possam dialogar e coconstruir experiências.
A cocriação em bibliotecas é a “criação colaborativa de valor entre biblioteca
e usuário, onde uma interação dialógica, personalizada de usuário/biblioteca
desempenha um papel importante”. Enquanto na proposição de valor a criação é
unidirecional (iniciada pela biblioteca), na cocriação é bidirecional, ou seja, criado
em conjunto pela biblioteca e usuário (AGARWAL; IKEDA, p. 640, 2015).

�2

O conceito de cocriação surgiu e é muito explorado no marketing
empresarial, porém em instituições públicas estudos são escassos, sobretudo em
bibliotecas universitárias. No contexto de bibliotecas merecem destaques os
estudos dos autores Islam; Agarwal; Ikeda (2015; 2015a) intitulados:
“Conceptualizing value co-creation for service innovation in academic libraries”, no
qual os autores conceituam cocriação de valor no contexto de bibliotecas e propõem
um framework de cocriação para inovação de serviços em bibliotecas universitárias,
e o artigo “How do academic libraries work with their users to co-create value for
service innovation?: a qualitative survey” no qual foi testado empiricamente o quadro
conceitual de cocriação para serviço de inovação em bibliotecas.
Outras contribuições relevantes são dos autores: Urquhart; Turner (2016),
Urquhart; Tbaishat (2016) e Urquhart (2018), os quais trazem uma análise do
impacto da avaliação em biblioteca universitária, além de uma reflexão sobre o valor
deste nos serviços biblioteconômicos.
Método da pesquisa: A pesquisa é caracterizada como bibliográfica, de
caráter exploratório, pois se trata de uma busca sistemática da literatura em
publicações internacionais, para a realização de uma revisão integrativa sobre a
temática em questão. As pesquisas foram realizadas nas bases de dados: Web of
Science (WOS); Scopus; Emeraldinsight; Library &amp; Information Science Abstracts
(LISA) e Sage Journals online. Foram utilizados os termos de busca: “Academic
library” e “value co-creation”. Com a finalidade de ampliar os resultados, foram
formuladas diversas strings de buscas. Após a aplicação dos critérios expostos, foi
realizada análise preliminar dos trabalhos, a partir da leitura dos resumos, e
posterior leitura dos textos completos.
Resultados: As BUs são lugares integradores e intermediários na difusão do
saber e na construção do conhecimento, constituem-se como parceiras ativas e
dinâmicas dos processos pedagógicos. São estruturas multifuncionais de apoio as
práticas de aquisição do conhecimento, visando o desenvolvimento de
competências multidisciplinares da comunidade acadêmica. A sua existência é
assegurada pelo desempenho contínuo e processual de múltiplas tarefas,
enquadradas por normas e orientadas por objetivos definidos pelas instituições
mantenedoras(CARVALHO, 2016).
A atividade mediadora da BU é essencial para preservar a informação, por
meio de processos documentários, o que permite a transformação em
conhecimento, dando origem as inovações científicas e tecnológicas. É um contexto
social onde se desenvolvem as práticas de competências para facilitar e melhorar
o sucesso acadêmico (SANCHES, 2013).

�3

Diante das características das BUs e com base nos resultados preliminares
das análises, é possível inferir que implantar e/ou incrementar processos interativos
em BU é primordial para o desenvolvimento de parcerias com os diversos atores da
comunidade universitária.
A interação propicia benefícios tanto para o provedor quanto para o usuário.
Por meio desse intercâmbio de conhecimentos e experiências, a prospecção de
novos serviços e/ou a adequação dos existentes, será de acordo com as
necessidades do usuário e os recursos disponíveis do provedor. O estudo assinala
que a interação é o artefato central e mais relevante quando se pensa em cocriação
de valor. Ou seja, é por meio do processo dialógico e coordenado de usuários e
provedores que ocorre a cocriação.
Considerações Finais: A participação ativa do usuário no processo de
cocriação de serviços minimiza os riscos em relação ao atendimento das
necessidades dos usuários, e consequentemente, aumenta o valor da BU perante
a comunidade acadêmica.
É fato que as BUs estão inseridas em um cenário de constantes mutações,
tais como: recursos orçamentários limitados, explosão de recursos informacionais
e o aumento das exigências por parte dos usuários. Essas mudanças têm
determinado redefinições nas relações sociais entre organização e usuários, na
reorientação dos focos, papéis e expectativas, na reconsideração do papel do
usuário, enquanto ator social mais informado e exigente, na maior
responsabilização atribuída aos agentes econômicos e sociais, e na construção de
valor.
A interação com os usuários, por meio dos diversos recursos disponíveis,
proporciona aproximação, e o fortalecimento dos laços entre os diversos atores
envolvidos. É um elemento relevante para uma efetiva cocriação entre os sujeitos,
além de socialização do conhecimento, entre outros aspectos relativos à
apropriação da informação, ao desenvolvimento de competências e à construção
de novo conhecimento. Assim, diante desse contexto, espera-se que a BU alcance
protagonismo com ações proativas, e a interação com os diversos atores da
comunidade acadêmica, se faz necessário para o seu fortalecimento.

�4

Referências
CARVALHO, M. M. M. O serviço experiencial em bibliotecas universitárias.
2016. Tese (Doutorado em Gestão) – Doutorado em gestão, Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 2016.
ISLAM, M.A; AGARWAL, N.K.; IKEDA, M. Conceptualizing value co-creation for
service innovation in academic libraries. Business Information Review, v. 32, n.
1, p. 45–52, 2015.
ISLAM, M.A.; AGARWAL, N. K.; IKEDA, M. How do academic libraries work their
users to co-create value for servisse innovation?: a qualitative survey. Qualitative
and quantitative methods in libraries, n. 4, p. 637-658, 2015a.
PONGSAKORNRUNGSILP, S.; SCHROEDER, J. E. Understanding value cocreation in a co-consuming brand community. Marketing Theory, v. 11, n. 3, p.
303-324, 2011.
SANCHES, T. L. B. O contributo da literacia da informação para a pedagogia
universitária: um desafio para as bibliotecas académicas. 2013. Tese (Doutorado
em educação) - Universidade de Lisboa, Lisboa, 2013.
URQUHART, C.; TURNER, J. Reflections on the value and impact of library and
information services: Part 2: impact assessment. Performance Measurement and
Metrics, v. 17, n. 1, p.5-28, 2016.
URQUHART, C; TBAISHAT, D. Reflections on the value and impact of library and
information services: Part 3: towards an assessment culture. Performance
Measurement and Metrics, v. 17, n 1, p.29-44, 2016.
URQUHART, C. Principles and practice in impact assessment for academic
libraries. Information and Learning Science, v.119 n. 1/2, p.121-134, 2018.
VARGO, S.L.; LUSCH, R.F. Evolving to a new dominant logic for marketing,
Journal of marketing, v. 68, p. 1-17, 2004.
WOODALL, T. Conceptualising 'value for the customer’: an attributional, structural
and dispositional analysis. Academy of Marketing Science Review, v.12, n. 12,
p. 1-42, 2003.

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                    <text>A gestão de processos no serviço de referência e circulação da
Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFRJ: o
modelo em nuvem para input de dados

Adriana Almeida Campos (UFRJ) - adri.almeidacamp@gmail.com
Camila da Silva Teixeira (UFRJ) - milarine.teix@gmail.com
Resumo:
O relato descreve a forma utilizada para padronização da coleta de dados estatísticos das
atividades desenvolvidas no Setor de Referência e Circulação da Biblioteca do Centro de
Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Da
rotulação das atividades através dos registros elaboradas por cada funcionário do setor,
passando pela padronização das tarefas até a criação da planilha eletrônica que, além de
atender e facilitar o preenchimento do relatório apresentado ao Sistema de Bibliotecas da
UFRJ (SiBI/UFRJ) possibilita o gestor fazer uma leitura em tempo real das atividades que mais
são executadas e entregar relatórios personalizados aos funcionários. O modelo implantado no
ano de 2017 permitiu, por meio de planilhas eletrônicas, elaborar estatística de todas as
atividades desenvolvidas com um grau de detalhamento que antes não conseguia ser
informado.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Administração. Planilhas eletrônicas.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
As dificuldades encontradas pela administração ao tabular os dados quantitativos
anuais, referentes às atividades e tarefas realizadas pelos funcionários da Biblioteca do
Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Bt/CFCH) da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), para o preenchimento do relatório da Base Gerencial (BAGER) solicitado
pelo Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI) foi um dos principais motivos que
desencadeou o novo modelo para coleta de dados e melhoria das práticas de medição do
desempenho da equipe.
Antes do ano de 2017, a contabilização das atividades e tarefas - que não passavam
pelo sistema Aleph1 - era feita manualmente pelos funcionários e encaminhadas ao final do
ano como relatórios para o gestor, que compilava os inúmeros documentos em uma planilha.
Porém, questões como a rotulagem, o nível do grau de detalhamento e o formato de
apresentação dos dados (tabelas, listagens, gráficos, etc.) variavam e, por diversas vezes,
funcionários eram requisitados para explicar e detalhar seus relatórios do setor de Referência
e Circulação.
A Referência compreende “[...] todas as atividades voltadas, direta ou indiretamente
à prestação de serviços ao usuário [...]” (MACIEL; MENDONÇA, 2006, p. 33), como
divulgação de informações gerais, promoção do uso dos sistemas, treinamentos, orientação
de atividades de pesquisa, eventos. Já a Circulação “é a função responsável pelo controle da
movimentação das coleções dentro (consultas) e fora da biblioteca” (MACIEL;
MENDONÇA, 2006, p. 37). Abrange, também, a expedição de avisos de atrasos e o fluxo de

1

O Sistema de Biblioteca da UFRJ utiliza o software Aleph de automação de bibliotecas e, no módulo de
Circulação são realizadas as atividades de empréstimo, devolução, reserva, renovação e cadastro de usuários.

�usuários. Referência e Circulação concentram as atividades-fim em uma biblioteca e
impactam no nível de satisfação do usuário. Logo, é importante que o gestor possa monitorar
e quantificar os processos envolvidos.
Sobre os processos em uma organização, Reis e Blattmann (2004) esclarecem que é
preciso conhecê-los, ou seja, mapear, entender e diagnosticar quais são as atividades e tarefas
desenvolvidas e executadas por pessoas. Possibilitando, com maior grau de precisão,
interferir, alterar e modificar a condução dos elementos existentes em cada processo.
Portanto, a falta de padronização e o tempo gasto para compilar os dados, nos indicou
a necessidade de reestruturar nosso modelo de gestão para documentar e otimizar as métricas
dos processos no Serviço de Referência e Circulação da Biblioteca do CFCH.
Relato da experiência
Pensando no conceito de processo como sendo “um conjunto de atividades
estruturadas e medidas destinadas a resultar num produto especificado para um determinado
cliente [...]” (DAVENPORT, 1994, p. 6) e, gestão de processos como a “ordenação
específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço, com um começo, um fim, e inputs
e outputs claramente identificados: uma estrutura para ação” (DAVENPORT, 1994, p. 7) e,
visando a melhoria contínua, a reestruturação do novo modelo foi dividido em três etapas:
Projetar, Gerir e Promover aprendizado.
Na primeira etapa Projetar, solicitamos a cada funcionário que listasse suas
atividades e enviassem para o e-mail da biblioteca. Precisávamos entender como cada um as
rotulava e o nível de detalhamento utilizado.
Em seguida, todos os dados foram agrupados por similaridade e listados em uma
planilha com duas colunas: uma para o rótulo e outra para seu executor. Itens que geraram
dúvidas ou necessitavam de esclarecimento foram sinalizados e o funcionário chamado para
elucidar a questão. Neste momento, verificamos que era preciso estabelecer dentro do
processo o que eram atividades e o que eram tarefas 2 e também o papel do bibliotecário, do
assistente e auxiliar dentro do Setor de Referência e Circulação visto que na Bt/CFCH esses
dois setores funcionam de forma integrada.

2

Atividades são simples sequências de tarefas. Uma atividade de processo pode ser decomposta por uma ou
mais tarefas (PIRES, 2019).

�Depois comparamos os rótulos com os solicitados pelo BAGER, visando padronizar
e identificar se algum item havia sido esquecido. Notamos que dados não solicitados no
relatório gerencial do SiBI poderiam ser utilizados para reprojetar práticas de gestão e
execução de processos.
Com as atividades e tarefas definidas, começamos a pensar em uma forma de input
de dados que permitisse ao gestor fazer uma leitura em tempo real, eliminando o envio de
inúmeros relatórios e otimizando o tempo ao informar os dados para o BAGER. A solução
encontrada foi à utilização de uma planilha em nuvem,
Mediante a computação em nuvem, é possível utilizar diversos aplicativos
sem instalá-los no computador, fazendo com que [...] arquivos possam ser
editados em qualquer local, por meio de um dispositivo com acesso à
Internet. (DARIO, 2014, p. 251)

A planilha foi elaborada com quatro abas: Treinamento, Atendimento, Produção
&amp; Eventos e, Outras Atividades, de acordo com o Quadro 1.
Quadro 1 – Relatório de Atividades do Setor de Referência e Circulação
Colunas

Treinamento

Atendimento

Funcionário (nome)
Data
Tipo de usuário
Curso
Tipo de Atendimento
Objeto do treinamento e Quantidade de
usuários treinados
DGM
Demanda (O que foi pedido Referência simples: autor, título,
classificação/assunto)
Canal
Atendido (S/N)
Obs.
Formulário Produção Intelectual
Formulário Participação em eventos
Atividade
Quantidade

X
X
X
X
X

X
X
X
X

Produção
&amp; Eventos

Outras
Atividades
X
X

X
X
X

X

X
X
X

X
X
X
X
X

Fonte: Biblioteca do CFCH/ UFRJ (2019).

Visando evitar erros de digitação, algumas colunas foram criadas com campos que
possuem lista de itens: Tipo de usuário - Professor (CFCH ou UFRJ), Funcionário (CFCH
ou UFRJ), Aluno Graduação, Aluno Pós-Graduação, Externo (institucional ou pessoa física);
Curso - Lista os cursos atendidos pelo CFCH e incluímos a opção Outros; Tipo de
Atendimento - Aula Inaugural, Orientação Individual, Treinamento em Sala de Aula, Visita

�Guiada; Objeto do treinamento - Base Minerva, Endnote, Norma ABNT, Portal CAPES,
Scopus, WoS, Trabalhos acadêmicos; DGM - Artigo, Dissertação, DVD/CD, E-book,
Folheto, Livro, Monografia, Periódico, Tese, Outros - especificar em obs.; Canal - E-mail,
Pessoalmente, Telefone; Atividade - Fale Conosco Facebook/Twitter, Guarda (livros, teses,
dissertações ou CD/DVD), Remanejamento, Inventário, Outras atividades (especificar no
campo observações). Além disso, o campo data está no padrão dd/mm/aaaa e sinaliza quando
preenchido de forma inadequada.
Ao final desta etapa, percebemos que a solução para as nossas dificuldades na gestão
dos processos exigia dois tipos de novas práticas: “O primeiro tem impacto sobre a forma
com que o funcionamento do processo é gerenciado e o segundo sobre a forma como o
processo é executado” (PAIM et al., 2009, p. 198).
A etapa seguinte, Gerir, consistiu na implementação da mudança. A nova planilha
foi apresentada aos funcionários em uma reunião onde cada campo foi explicado e detalhado
no seu preenchimento. Observamos uma resistência no primeiro momento, que foi sanada
justificando as vantagens do novo modelo.
O gestor pode então acompanhar e controlar a execução das atividades e tarefas dos
processos em tempo real e realizar mudanças em curto prazo, como a redistribuição de
atividades permitindo um melhor aproveitamento dos recursos humanos da biblioteca. E por
fim, dinamizar o tempo no preenchimento do BAGER.
Na etapa final, Promover o aprendizado, a planilha em nuvem possibilitou o registro
e desempenho dos processos no Serviço de Referência e Circulação, minimizando a
incidência de dados não informados por esquecimento em relatórios anuais, demonstrando
ao longo dos meses de sua utilização, que os números apontados em igual período nos anos
anteriores foram inferiores à realidade.
Desde sua implantação em janeiro de 2017, o modelo em nuvem para input de dados
tornou-se um diferencial na gestão de processos no Serviço de Referência e Circulação na
Biblioteca do CFCH.
Considerações finais
As planilhas eletrônicas permitiram uma nova visualização das atividades
desenvolvidas em cada setor da biblioteca. Com elas as coletas de dados foram aprimoradas

�e, como consequência da implantação, serviços foram redistribuídos e etapas condensadas.
As rotulações e padronizações das atividades desenvolvidas pelos setores levaram a
Bt/CFCH a uma maior precisão no registro das atividades, principalmente das oriundas do
Setor de Referência e Circulação.
A resistência da equipe ao uso das planilhas foi desfeita ao apresentarmos os
quantitativos superiores dos novos relatórios das atividades. A padronização das atividades
e tarefas realizadas pelos funcionários da Bt/CFCH por meio de planilhas eletrônicas mostrou
ao longo desses dois anos de implantação a praticidade na hora da coleta e a facilidade na
análise dos dados, além da otimização no tempo de resposta às perguntas gerenciais. Todos
os serviços e atividades são monitorados, da resposta a uma dúvida ao atender o telefone até
a pesquisa em bases de dados, passando pelo Setor de Processamento Técnico tudo é
computado, tabulado e backups semanais são realizados nas planilhas. E essa rotina, tão
detalhada, mostra a importância tanto dos auxiliares e assistentes quanto dos bibliotecários
nessa grande estrutura chamada biblioteca.
Referências
DARIO, André Luiz. Internet: o uso seguro e as boas práticas de navegação. Santa Cruz
do Rio Pardo, SP: Ed. Viena, 2014.
DAVENPORT, Thomas H. Reengenharia de processos: como inovar na empresa através
da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Campus, 1994.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. 1. ed. rev. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.
PAIM, Rafael, et al. Gestão de processos: pensar, agir e aprender. Porto Alegre: Bookman,
2009.
PIRES, Cláudio Rodrigues Cordovil. Gestão por processos na prática. [S. l.]: Leanpub,
2019. E-book.
REIS, Margarida Maria de Oliveira; BLATTMANN, Ursula. Gestão de processos em
bibliotecas. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.
1, n. 2, p. 1-17, jan./jun. 2004. DOI 10.20396/rdbci.v1i2.2077. Disponível em:
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/2077/2207. Acesso em:
24 abril 2019.

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                <text>A gestão de processos no serviço de referência e circulação da Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFRJ: o modelo em nuvem para input de dados</text>
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                <text>O relato descreve a forma utilizada para padronização da coleta de dados estatísticos das atividades desenvolvidas no Setor de Referência e Circulação da Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Da rotulação das atividades através dos registros elaboradas por cada funcionário do setor, passando pela padronização das tarefas até a criação da planilha eletrônica que, além de atender e facilitar o preenchimento do relatório apresentado ao Sistema de Bibliotecas da UFRJ (SiBI/UFRJ) possibilita o gestor fazer uma leitura em tempo real das atividades que mais são executadas e entregar relatórios personalizados aos funcionários. O modelo implantado no ano de 2017 permitiu, por meio de planilhas eletrônicas, elaborar estatística de todas as atividades desenvolvidas com um grau de detalhamento que antes não conseguia ser informado.</text>
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                    <text>A educação de usuários em bibliotecas universitárias visando à
preservação do acervo: um estudo de caso na Biblioteca Central da
Universidade Federal do Espírito Santo

Marta Leandro da Mata (UFES) - martaleandrodamata@gmail.com
Catia Maria Scoto da Silva (UFES) - catiascoto2014@gmail.com
Meri Nadia Marques Gerlin (UFES) - merinadia@hotmail.com
Resumo:
As Bibliotecas Universitárias são consideradas bibliotecas educativas, fundamentais na
disseminação da informação e do conhecimento, seu ambiente é propício para a promoção do
desenvolvimento intelectual. Por isso, é essencial que sejam adotadas medidas que garantam a
vida útil dos acervos. Deste modo, o presente trabalho teve como objetivo analisar as práticas
dos usuários em relação à conservação do acervo. De modo específico, buscou-se verificar o
perfil dos usuários, identificar sua compreensão acerca dos fatores de deterioração do acervo
e verificar se contribuem com o processo de preservação. Trata-se de uma pesquisa
exploratória, com análise qualitativa, para coleta de dados foram aplicados 100 questionários
de modo aleatório com os usuários presentes na biblioteca. Os resultados mostram que a
maioria dos participantes é do sexo feminino, que está no período de graduação. Uma parte
significa acredita que os indivíduos causam danos ao acervo, mas viram poucos usuários
deteriorando o acervo, também compreendem as atitudes que não devem ter com relação à
coleção. Considera-se que apesar de possuírem conhecimentos relacionados à preservação do
acervo, as ações direcionadas à educação de usuários são fundamentais em uma biblioteca
universitária visando garantir maior durabilidade dos materiais.
Palavras-chave: Educação de usuários. Biblioteca universitária. Preservação de acervos.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não
A biblioteca é um lugar de armazenamento e disseminação do conhecimento, que
tem um papel fundamental para a sociedade no que diz respeito à construção
intelectual, cultural e social dos indivíduos, além da preservação da memória e
identidade de determinados locais, que são os considerados bens materiais.
Com o uso contínuo do acervo que compõe a biblioteca, o desgaste é inevitável. A
conscientização para preservação e conservação de acervos deve ser uma meta,
priorizando a realização de educação de usuários, isto é, instruir para o manuseio
adequado do acervo visando prevenir o desgaste e evitar o vandalismo. Medeiros
(2011, p.1), afirma que:
A importância de conservar e preservar um objeto que consideramos
parte de um patrimônio está no fato deste se constituir registro material
da cultura, da expressão artística, da forma de pensar e sentir de uma
comunidade de uma determinada época e lugar, um registro de sua
história, dos saberes, das técnicas e instrumentos que utilizavam.

Os acervos das bibliotecas universitárias estão em constante uso devido ao
grande fluxo de usuários, que pode ocasionar um processo de deterioração.
Embora não possamos eliminar totalmente os causadores desses processos,
podemos fazer com que diminuam esse dano, observando alguns cuidados
básicos como a maneira de manusear o item, a higiene do acervo e do ambiente
etc.
Podemos subdividir os fatores que contribuem para a degradação do papel em
intrínsecos (internos) e extrínsecos (externos). No primeiro caso, eles estão
ligados aos elementos que compõem os materiais, como as características do

�papel, da tinta, da encadernação etc. No segundo, são procedentes do meio
ambiente e estão ligados aos agentes biológicos e físicos, como a umidade
relativa do ar, a temperatura, a radiação da luz, a poluição, os fungos, insetos,
roedores, microrganismos, o próprio homem, inundações, incêndios e catástrofes
naturais. Segundo Cassares (2000, p. 14), “[...] podemos classificar os agentes de
deterioração em fatores ambientais, fatores biológicos, intervenções impróprias,
agentes biológicos, furtos e vandalismo.”
Neste sentido, ressalta-se a importância da conservação preventiva desde o
momento da aquisição de materiais, e não somente após o desgaste pelo seu uso
diário. Ela pode ser definida:
[...] como qualquer medida destinada a evitar ou reduzir as causas
potenciais de danos. Fundamenta-se no cuidado preventivo das
coleções, na pesquisa e no tratamento. [...]” nela não há intervenção
direta nos objetos, mas sim, principalmente, nos fatores que contribuem
para a deterioração das coleções (CALLOL, 2010, p. 78).

Há uma necessidade de aprofundamento de estudos teóricos e práticos na área
de Biblioteconomia sobre a preservação bibliográfica, ressaltando a necessidade
de adotar políticas de preservação e conservação de acervos em conjunto com
ações de educação dos usuários. Assim, este trabalho teve como objetivo as
analisar as práticas dos usuários em relação à conservação do acervo. De modo
específico, buscou-se verificar o perfil dos usuários, identificar sua compreensão
acerca dos fatores de deterioração do acervo e verificar se contribuem com o
processo de preservação.
MÉTODO DA PESQUISA
Trata-se de uma pesquisa exploratória, com análise quantitativa. O universo da
pesquisa foi constituído por 100 usuários da Biblioteca Central da Universidade
Federal do Espírito Santo, localizada em Vitória, ES. Aplicou-se um questionário
semi-estruturado, com questões de múltipla escolha durante quatro dias
alternados, no turno da noite entre 18h e 19h30m e pela manhã entre 9h40m e
12h30m, sendo que o maior movimento de usuários foi no turno da manhã. Os
usuários foram selecionados de maneira aleatória no momento em que estavam

�utilizando as dependências da biblioteca. Os dados foram analisados com o uso
da estatística.

RESULTADO E DISCUSSÃO
Acerca do perfil dos participantes, observa-se que 56% (56) são do sexo feminino
e 44% (44) do masculino. A maioria dos participantes investigados, 64% (63),
encontra-se na faixa etária de 17 a 21 anos. Os outros participantes, 20% (20)
apresentam idade entre 22 a 26 anos; 8% (8) entre 27 a 31 anos; 2% (2) entre 32
a 36 anos; 3% (3) com 37 a 41 anos e, por fim, 3% (3) usuários na faixa etária de
42 a 47 anos. Relacionado ao nível de escolaridade, a maioria deles, 95% (95),
era aluno de graduação, 3% (3) de mestrado, 1% (1) está fazendo doutorado e 1%
(1) pós-doutorado, destacando-se os cursos de Ciências Econômicas, Farmácia,
Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, História, entre outros.
No que se refere à preservação, 100% dos participantes da pesquisa foram
unânimes ao afirmarem que consideram importante o processo de preservação do
acervo. Segundo Arruda (2016, p. 4),
Para a preservação de acervo bibliográfico em bibliotecas, arquivos e
museus são necessários conhecimento, monitoramento, medidas
preventivas e curativas para evitar deterioração do material [...] a
implantação de uma política de preservação, consiste em atestar valor ao
que, como e onde precisar ser preservado em uma instituição, todo esse
processo é fundamental para a sobrevivência do material bibliográfico.

Perguntou-se aos participantes se acham que as pessoas causam danos ao
acervo, 95% (95) afirmam que acreditam que e, 5% (5) creem que não causam.
No que se refere especificamente ao tipo de dano, 31% (87) responderam que o
manuseio incorreto é uma destas ações que danificam o acervo, 18% (50) a falta
de higienização, 13% (36) o acondicionamento incorreto, 24% (67) apontam o
vandalismo, 1% (4) controle da temperatura inadequado, 12% (34) o furto e, 2%
(5) responderam: riscar os livros, uso de marca texto, transporte e armazenamento
em casa, marcação de páginas ao dobrar. Cassares (2000, p. 13) afirma que “[...]
embora não possamos eliminar totalmente as causas do processo de deterioração

�dos documentos, [...] podemos diminuir consideravelmente seu ritmo, através de
cuidados com o ambiente, o manuseio, as intervenções e a higiene, entre outros”.
Procurou-se saber se os participantes já presenciaram algum usuário agindo de
forma incorreta na utilização do acervo, 22% (22) afirmam que já presenciaram
que sim, e, 78% (78) não. Neste sentido, eles foram questionados sobre o
consumo de alimentos e bebidas na biblioteca, 33% (33) afirmam consumir e, 67%
(67) disseram que não. Apesar de ser a minoria dos participantes, este fator ainda
é preocupante, visto representar uma mostra considerável de usuários reais,
ressaltando-se novamente a necessidade de realizar campanhas de preservação
e/ou atividades de educação de usuários ligadas a esta temática.
No que tange à colaboração para preservação de acervos, a maioria, 89% (89),
afirma que colabora com ações de preservação, enquanto que 11% (11) afirmam
que não auxiliam neste aspecto. Martins et al. (2010, p. 2) diz que “[...] preservar
é uma causa nobre, significando cuidar, resguardar, proteger, [...] a preservação
de documentos em bibliotecas exige planos ou programas direcionados para o
estabelecimento de ações educativas de formação de usuários”.
Sobre atitudes que os usuários não devem ter ao manusear um livro, 3% (21)
responderam que não devem retirá-lo da estante pela parte superior da lombada,
0% (3) afirmaram que não devem transportá-lo com descuido, 15% (96) acham
que não devem arrancar folhas, 15% (95) afirmam que não devem utilizá-lo com
as mãos sujas, 1% (9) que não devem protegê-los da chuva, 15% (95) não devem
usar canetas marca-texto, 9% (57) não devem colocar clipes nas folhas, 11% (71)
não devem usar fita adesiva e, 14% (88) que não devem fazer anotações nos
livros. Como podemos observar nos resultados, os participantes têm noção do que
não devem fazer ao manusear um livro. Deste modo, Silva et al. (2014, p. 7)
afirmam que “[...] a adoção da educação de usuário poderá contribuir como uma
estratégia para a manutenção e preservação dos recursos informacionais das
Bibliotecas”.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os acervos das bibliotecas são principalmente formados por materiais orgânicos
e, por esse motivo estão destinados a um processo contínuo de degradação,
outros fatores contribuem para esse desgaste como: os fatores físicos/ambientais,
os fatores químicos, os biológicos, os desastres com fogo e água e a ação do
homem. Baseando-se na análise dos dados coletados junto aos participantes da
pesquisa, podemos avaliar que a educação de usuários é fundamental em uma
biblioteca universitária. Os usuários precisam ser orientados no que tange às
normas e procedimentos para o uso adequado do acervo, visando a sua
preservação. Dessa forma, uma política de preservação vai dar o suporte
necessário para o gestor de a biblioteca tomar decisões e resolver os problemas
relativos às demandas informacionais

REFERÊNCIAS
ARRUDA, Rosângela Galon. Quem preserva tem! Preservação de acervo bibliográfico
especializado na área agrícola. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 21, n. 2, p. 3-13,
2016. Disponível em: &lt; http://www.brapci.inf.br/index.php/res/v/34591&gt;. Acesso em: 17 mar.
2019.
CALLOL, Milagros Vaillant. Conservação preventiva para instituições cariocas que custodiam
bens culturais. Acervo: Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 77-88,
jul./dez. 2010.
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em arquivos e
bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado e Imprensa Oficial. 2000.
MARTINS, Ana Lúcia et al. Preservando o saber educando o usuário:a experiência do sistema
de bibliotecas da UFC. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16,
2010, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://www.gapcongressos.com.br/eventos/z0070/trabalhos/final_232.pdf&gt;. Acesso em: 22
mar. 2019.
MEDEIROS, Gilca Flores de. Por que preservar, conservar e restaurar? 2011. Disponível
em: &lt;http://rethalhos.blogspot.com/2011/08/por-que-preservar-conservar-e-restaurar.html&gt;.
Acesso em 20 abr. 2019
SILVA, Maria Helena Ferreira Xavier da et al. Educação de usuários em bibliotecas
acadêmicas visando a preservação de acervos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18, 2014, Belo Horizonte. Anais eletrônicos... Disponível
em:&lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/404-1885.pdf&gt;. Acesso
em: 15 mar. 2019.

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                <text>A educação de usuários em bibliotecas universitárias visando à preservação do acervo: um estudo de caso na Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo</text>
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                <text>As Bibliotecas Universitárias são consideradas bibliotecas educativas, fundamentais na disseminação da informação e do conhecimento, seu ambiente é propício para a promoção do desenvolvimento intelectual. Por isso, é essencial que sejam adotadas medidas que garantam a vida útil dos acervos. Deste modo, o presente trabalho teve como objetivo analisar as práticas dos usuários em relação à conservação do acervo. De modo específico, buscou-se verificar o perfil dos usuários, identificar sua compreensão acerca dos fatores de deterioração do acervo e verificar se contribuem com o processo de preservação. Trata-se de uma pesquisa exploratória, com análise qualitativa, para coleta de dados foram aplicados 100 questionários de modo aleatório com os usuários presentes na biblioteca. Os resultados mostram que a maioria dos participantes é do sexo feminino, que está no período de graduação. Uma parte significa acredita que os indivíduos causam danos ao acervo, mas viram poucos usuários deteriorando o acervo, também compreendem as atitudes que não devem ter com relação à coleção. Considera-se que apesar de possuírem conhecimentos relacionados à preservação do acervo, as ações direcionadas à educação de usuários são fundamentais em uma biblioteca universitária visando garantir maior durabilidade dos materiais.</text>
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                    <text>A análise documentária de imagens fotográficas no jornal Diário da
Amazônia: dificuldades e possibilidades

Jaira Silva Pedrosa (Unir) - jaira.pedrosa.09@gmail.com
Marcos Leandro Freitas Hubner (UNIR) - marcos.hubner@unir.br
Pedro Ivo Silveira Andretta (UNIR) - pedro.andretta@unir.br
Resumo:
O objetivo desta pesquisa é analisar o processamento técnico das imagens fotográficas do
jornal rondoniense Diário da Amazônia. Para tanto lançamos um percurso teórico, abrangendo
tópicos como “Da imagem a fotografia”, “A fotografia como documento e fonte histórica” e “A
indexação de fotografias”. Em nossa metodologia, empregamos uma abordagem exploratória,
descritiva, qualitativa, utilizando como instrumento de coleta de dados entrevistas abertas
com funcionários do jornal Diário da Amazônia. Em nossos resultados percebemos que os
conhecimentos e procedimentos adotados pelo fotografo responsável por organizar e tratar as
imagens fotográficas não são suficientes para responder as demandas dos jornalistas. A partir
dessas dificuldades, colocamos como possibilidades a participação de profissional da
informação junto ao jornal, a elaboração de uma política de indexação de imagens fotográficas
para o jornal e o desenvolvimento de uma base de dados. Ao final, recapitulamos aspectos da
discussão teórico-analítica e ressaltamos o projeto político pedagógico do curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia, no contexto das demandas e
possibilidades do mercado na região.
Palavras-chave: Fotografias. Análise documentária. Jornal Diário da Amazônia. Porto Velho Rondônia.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�RESUMO:
O objetivo desta pesquisa é analisar o processamento técnico das imagens fotográficas em um
jornal rondoniense. Para tanto, empreendemos um percurso teórico, abrangendo tópicos como:
“Da imagem à fotografia”, “A fotografia como documento e fonte histórica” e “A indexação de
fotografias”. Em nossa metodologia, empregamos uma abordagem exploratória, descritiva e
qualitativa, utilizando como instrumento de coleta de dados entrevistas abertas com
funcionários deste jornal. Em nossos resultados, percebemos que os conhecimentos e
procedimentos adotados pelo fotógrafo responsável por organizar e tratar as imagens não são
suficientes para responder às demandas dos jornalistas. A partir dessas dificuldades, colocamos
como possibilidades para o jornal rondoniense a participação de profissional da informação
junto ao jornal, bem como a elaboração de uma política de indexação de imagens fotográficas
e o desenvolvimento de uma base de dados. Ao final, recapitulamos aspectos da discussão
teórico-analítica e ressaltamos o projeto político-pedagógico do curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal de Rondônia no contexto das demandas e possibilidades do mercado na
região.
1 INTRODUÇÃO
As imagens, e particularmente as fotografias, estão cada vez mais presentes em nossa
sociedade, devido tanto à popularização das tecnologias que permitem sua produção,
reprodução e circulação, a exemplo dos smartphones e câmeras fotográficas, da imprensa offset
e das mídias sociais proporcionadas pela web, quanto ao movimento de midiatização e aos
novos modos de leitura da contemporaneidade que conferem a essa textualidade sentidos de
veracidade e de valor na composição de uma informação. As fotografias hoje quase não se
fixam mais nos álbuns fotográficos, tão comuns nas décadas de 1980 e 1990, mas ocupam lugar
privilegiado nas redes sociais, como Instagram, Flickr e Pinterest, ademais de tantos outros
canais impressos e eletrônicos relacionados à educação, informação e entretenimento, os quais
vinculam textos sincréticos.
Se, por um lado, a produção, reprodução e circulação de fotografias crescem em nossa
sociedade, por outro, cresce também a preocupação em tomá-las como documentos e fonte de
conhecimento, demandando esforços especiais para sua organização e tratamento em prol de
sua futura recuperação. Nesse sentido, a Ciência da Informação, apesar da tradição na criação
de instrumentos e sistematização de metodologias para o tratamento de textos verbais, tem
avançado, ainda que timidamente, nas propostas de metodologias de trabalho para o tratamento
de textos não verbais, como as imagens. Dentre eles, destacamos os estudos de Shatford (1984),
Shatford Layne (1994), Carvalho e Filippi (2002) e Smit (2011).
Diante de um panorama de pesquisas ainda em desenvolvimento sobre a organização
e análise documentária de imagens fotográficas, a presente comunicação aborda essas práticas
em um jornal de tradição na região Norte do Brasil. Dito isso, tomamos como objetivo analisar
o processamento técnico das imagens fotográficas de um jornal rondoniense, que circula pelo
meio impresso há 25 anos, mas que, nas últimas décadas, tem atuado também nos meios digitais
e na televisão aberta, no Estado de Rondônia.
1.1 DA IMAGEM À FOTOGRAFIA
O termo “imagem”, proveniente do latim imago, que significa representação, imitação,
retrato, remete a dois sentidos: o primeiro seria o de toda realidade material conhecida pelo

�olhar, a qual reproduz ou representa outra realidade material, espiritual, abstrata ou imaginária;
o segundo sentido seria o de procedimento retórico que dá uma representação sensível a uma
ideia e permite, em particular na literatura, passar de uma dada realidade a outra, graças a uma
transferência de sentidos (SOULAGES, 2005). Para Cunha e Cavalcanti (2008), imagem é a
representação bidimensional de um ou de vários objetos ou formas. Já para Greimas e Courtés
(2008, p. 254), ela pode ser compreendida como “uma unidade de manifestação auto-suficiente,
como um todo de significação, capaz de ser submetida a análise”.
A fotografia surgiu por volta do século XIX, período em que era considerada um objeto
raro, ao qual poucos tinham acesso. Ela se expandiu no contexto da Revolução Industrial e suas
transformações no meio econômico, social e cultural. Sobre isso, Kossoy (2001) assinala que
ela abriu possibilidades para avanços na produção e na oferta de informação, conhecimento e
expressão artística. Todavia, a fotografia só se popularizou com a eclosão da Revolução
Industrial e a criação de novas máquinas, democratizando a fotografia e possibilitando, assim,
sua massificação.
1.2 A FOTOGRAFIA COMO DOCUMENTO E FONTE HISTÓRICA
A fotografia é conceituada por Cunha e Cavalcanti (2008, p. 175) como um “[...] tipo
de documento icônico não projetado”. Tal conceituação alinha-se às proposições de Manini
(2002, p.132), que afirma: “[...] a fotografia serve como prova ou evidência de um fato ou
acontecimento, trazendo a certeza sobre uma verdade manifesta” e “é ao mesmo tempo, uma
forma de expressão e um meio de informação e a comunicação a partir do real é, portanto, um
documento da vida histórica” (KOSSOY, 2001, p. 131).
A imagem fotográfica, segundo Boccato e Fujita (2006), registra um período, um
instante, colaborando para a construção da história. Entretanto, é preciso ter consciência de que
ela só se constitui como documento probatório e verídico quando tratada pelos princípios da
arquivologia, observando e determinando sua gênese documental, sua intencionalidade
(contexto de produção) e sua relação com outros documentos. As fotografias servem para contar
narrativas, o que não implica dizer que essas não possam ser forjadas, a exemplo do caso do
“chapéu de Clémentis”, comentada por Milan Kundera no início de sua obra “O livro do riso e
do esquecimento”.
1.3 A INDEXAÇÃO DE FOTOGRAFIAS
A leitura documentária de uma fotografia não é uma tarefa simples. Os planos, linhas,
cores, ângulos, iluminação e sombras, por exemplo, organizam-se em torno de uma sintaxe
própria e exigem também uma compreensão de leitura própria para apropriação de sua
mensagem, de seus sentidos. Se as formas de ler um texto não verbal, como as fotografias,
diferem do texto verbal, suas formas de indexação também se distinguem. Desse modo, normas
como a NBR 12.676/1992 e muitos dos pressupostos apresentados por Lancaster (2004) não
são suficientes.
A descrição de imagens é fator importante na hora de fazer uma indexação, visto que
muitos aspectos presentes na imagem devem ser levados em consideração. Smit (1996) ressalta
que a representação da imagem fotográfica não pode ser pensada a partir de uma transposição
automática dos procedimentos de análise documentária desenvolvidos para o texto. Isso se deve
a duas razões primordiais: a primeira delas é que o estatuto da imagem a distingue do texto; a
segunda é que a utilização da imagem não se baliza unicamente por seu conteúdo informacional,
mas também por sua expressão fotográfica.
É essencial que o indexador conheça as várias formas e metodologias de se fazer uma
leitura imagética para que as fotografias possam ser descritas e representadas de maneira

�eficiente, resultando, por conseguinte, em uma maior agilidade e eficácia na recuperação das
mesmas. Uma excelente síntese das abordagens em análise documental de fotografias é exposta
por Boccato e Fujita (2006).

2

METODOLOGIA

Para a realização desta pesquisa, foi efetuado primeiramente um levantamento
bibliográfico, visando a lançar luzes sobre as imagens fotográficas nos estudos em
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Esse levantamento nos permitiu compreender suas
características, bem como alguns instrumentos e metodologias para a indexação desse tipo de
material.
Após os estudos teóricos, procuramos retratar e analisar o processamento técnico de
representação das imagens fotográficas de um jornal rondoniense, lançando mão, para tanto, de
uma pesquisa que pode ser caracterizada como de natureza básica, voltada a uma abordagem
do problema pelo viés qualitativo, com objetivos exploratórios. Adotamos como procedimentos
técnicos um levantamento (survey), empregando, como instrumento de coleta de dados para a
pesquisa, entrevistas com perguntas abertas, tanto com o fotógrafo responsável pelo
“tratamento de fotografias” quanto com jornalistas que atuam no jornal rondoniense.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
As entrevistas demonstraram que os critérios e descritores utilizados pelo fotógrafo,
responsável pela “organização e tratamento” dos dispositivos, para a descrição das fotografias,
não são suficientes para sua recuperação pelos jornalistas. Foi constatado também que o jornal
não utiliza nenhum software para armazenamento e tratamento temático-descritivo dessas
fotografias, o que contribui sobremaneira para dificultar o trabalho dos jornalistas na
recuperação das imagens. Conforme percebemos, a dificuldade na busca e recuperação de
imagens é causada tanto pela falta de conhecimento adequado sobre os princípios conceituais
de fotografia por parte do fotógrafo, quanto pela ausência de uma política de representação de
imagens e de um sistema de base de dados.
Considerando as dificuldades identificadas e o arcabouço teórico levantado para a
pesquisa, foi recomendado:
 A participação, junto ao jornal, de profissional da informação, que, conhecedor das
teorias e práticas de análise documentária de fotografias, possa coordenar e executar o
tratamento da coleção crescente de imagens, facilitando o acesso e recuperação de
arquivos por parte dos jornalistas.
 A elaboração de uma política de indexação de imagens fotográficas para o jornal,
subsidiando a prática de análise documentária. Para tanto, prevê-se que essa política
possa ser orientada pelos trabalhos de Manini (2002) e Rubi e Fujita (2003).
 Desenvolvimento de uma base de dados capaz de suportar o tratamento da informação,
dimensionada conforme a política de indexação e o volume de arquivos diariamente
incorporados à coleção.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho buscou identificar e analisar como ocorre o processamento
técnico/análise documentária das imagens fotográficas de um jornal rondoniense, um dos
pioneiros na cidade de Porto Velho - Rondônia. Os resultados das entrevistas e da visita in loco

�demonstraram a inexistência de uma política de indexação das imagens e incorreções quanto à
indexação e armazenamento. constataram, ainda, a carência de software adequado para a
recuperação das fotografias. A partir disso, foram recomendadas a execução do serviço por um
profissional com conhecimentos em análise documentária, uma Política de Indexação e a
elaboração de uma base de dados.
Conforme também apresentado, a informação imagética ganha cada vez mais espaço
na sociedade e, desta forma, cresce a importância de os profissionais da informação conhecerem
as melhores metodologias e práticas de tratamento e análise de imagens e fotografias. Nesse
sentido, o Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia (2018) passa a
contemplar, em seu Projeto Pedagógico de Curso, a disciplina obrigatória de “Editoração”, bem
como optativas com foco no tratamento e análise de textos sincréticos e não verbais, como
“Discurso e leitura de imagens”, “Linguística documentária” e “Semiótica da informação”, na
expectativa de atender às demandas por profissionais da informação – bibliotecários preparados
para os desafios e possibilidades de atuação na região rondoniense.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12676: Métodos de análise
de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação. Rio de
Janeiro, 1992.
BOCCATO, V. R. C.; FUJITA, M. S. L. Discutindo a análise documental de fotografias: uma
síntese bibliográfica. Cadernos BAD 2, Lisboa, v. 12, n. 2, p. 84-100.
CARVALHO, V. C.; FILIPPI, P.; LIMA, S. F. Como tratar coleções de fotografias. São
Paulo: Arquivo do Estado; Imprensa Oficial do Estado, 2002.
CUNHA, M. B.; CAVALCANTI, C. R. O. Dicionário de biblioteconomia e arquivologia.
Brasília: Briquet de Lemos, 2008.
GREIMAS, A.; COURTÉS, J. Dicionário de Semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.
KOSSOY, B. Fotografia e história. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. Tradução de Antonio Agenor
Briquet de Lemos. 2. ed. rev. e atual. Brasília: Briquet de Lemos, 2004.
MAIMONE, G. D.; TÁLAMO, M. F. G. M. Tratamento informacional de imagens artísticopictóricas no contexto da Ciência da Informação. DataGramaZero, v. 9, n.2, 2008
MANINI, M. P. Análise documentária de fotografias: um referencial de leitura de imagens
fotográficas para fins documentários. São Paulo, 2002. Tese (Doutorado em Ciências da
Comunicação) – Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, São Paulo,
2002.
MOREIRO GONZÁLEZ, J. A.; ROBLEDANO ARILLO, J. O conteúdo da imagem. Curitiba:
Ed. da UFPR, 2003.

�RUBI, M. P.; FUJITA, M. S. L. Elementos de política de indexação em manuais de indexação
de sistemas de informação especializados. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 8, n.1, p. 66- 77, jan./jun. 2003.
SHATFORD LAYNE, S. Sone issues in the indexing of images. Journal of the American
Society for Information Science, v. 45, n. 8, p. 538-588, 1994.
SHATFORD, S. Describing a Picture: a thousand words are seldom cost effective. Cataloging
&amp; Classification Quarterly, v. 4, n. 4, p.13-30, 1984.
SIMIONATO, A. C. Catalogação de imagens digitais. Revista de Iniciação Científica da
FFC, v. 9, n. 2, p. 116- 129, 2009.
SOULAGES, F. Esthétique de la photographie. Paris: Nathan, 3 ed., 2001.
SMIT, J. W. A representação da imagem. Informare. Rio de Janeiro, v. 2, n.2, p.28- 36, jul./
dez. 1996.
SMIT, J. W. Análise Documentária de documentos fotográficos. In: Fabiano Couto Corrêa da
Silva; Rodrigo Sales. (Org.). Cenários da organização do conhecimento: linguagens
documentárias em cena. Brasília: Thesaurus, 2011. p. 265- 286.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia (Bacharelado). Porto Velho: UNIR, 2018.

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                <text>A análise documentária de imagens fotográficas no jornal Diário da Amazônia: dificuldades e possibilidades</text>
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                <text>O objetivo desta pesquisa é analisar o processamento técnico das imagens fotográficas do jornal rondoniense Diário da Amazônia. Para tanto lançamos um percurso teórico, abrangendo tópicos como “Da imagem a fotografia”, “A fotografia como documento e fonte histórica” e “A indexação de fotografias”. Em nossa metodologia, empregamos uma abordagem exploratória, descritiva, qualitativa, utilizando como instrumento de coleta de dados entrevistas abertas com funcionários do jornal Diário da Amazônia. Em nossos resultados percebemos que os conhecimentos e procedimentos adotados pelo fotografo responsável por organizar e tratar as imagens fotográficas não são suficientes para responder as demandas dos jornalistas. A partir dessas dificuldades, colocamos como possibilidades a participação de profissional da informação junto ao jornal, a elaboração de uma política de indexação de imagens fotográficas para o jornal e o desenvolvimento de uma base de dados. Ao final, recapitulamos aspectos da discussão teórico-analítica e ressaltamos o projeto político pedagógico do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia, no contexto das demandas e possibilidades do mercado na região.</text>
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                    <text>A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE CONFECÇÃO DE FICHA
CATALOGRÁFICA AUTOMATIZA PARA TESES E DISSERTAÇÕES
NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
UBERLÂNDIA (SISBI/UFU) : RELATO DE EXPERIÊNCIA

Nelson Marcos Ferreira (UFU) - nemafe@ufu.br
Gizele Cristine Nunes do Couto (UFU) - gizele@ufu.br
Fabiana Oliveira Oliveira Silva (UFU) - fabianas@ufu.br
Paulo Assis Cunha (UFU) - paulocunha@ufu.br
Pedro Henrique Aparecido Damaso de Melo (UFU) - pedro.damaso@ufu.br
Resumo:
O presente trabalho discorre sobre a implantação do sistema de confecção de ficha
catalográfica automatizada para teses e dissertações no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Uberlândia (SISBI/UFU), bem como apresenta o processo evolutivo
da confecção das fichas até a implantação desse novo sistema. O sistema foi desenvolvido pelo
Centro de Tecnologia da UFU (CTI) em parceria com os bibliotecários/coordenadores da atual
Gestão do SISBI/UFU e usa linguagem de programação Java e banco de dados DB2. Esse
sistema está vinculado ao portal do aluno da UFU, com isso, o próprio aluno acessa o sistema
e gera a ficha a qualquer momento. Para o aluno mais agilidade no processo de obtenção da
ficha, para o setor que confeccionava a ficha liberação do tempo de serviço dos bibliotecários
para catalogação de outros materiais informacionais dentre outros benefícios.
Palavras-chave: Ficha catalográfica automatizada. Catalogação. Teses e dissertação.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE CONFECÇÃO DE FICHA
CATALOGRÁFICA AUTOMATIZA PARA TESES E DISSERTAÇÕES NO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
UBERLÂNDIA (SISBI/UFU) : RELATO DE EXPERIÊNCIA

Introdução
O presente trabalho discorre sobre a implantação da confecção de ficha
catalográfica automatizada para teses e dissertações no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Uberlândia (SISBI/UFU), bem como apresenta o
processo evolutivo até a implantação desse novo sistema que ocorrerá até a
segunda quinzena de maio de 2019.
Em um escopo mais amplo, ficha catalográfica (FC) é entendida como um
bloco de texto que contém informações bibliográficas (autor, título, local de
publicação, assuntos e outros termos) necessárias para identificar e encontrar um
material informacional em um determinado acervo. Ainda dentro desse escopo, FC
é caracterizada fisicamente como um suporte físico em cartolina ou papel e com
medidas padronizadas internacionalmente (7,5 x 12,5 cm), sendo altura e
comprimento, respectivamente, utilizada para registro da entrada catalográfica em
um catálogo físico.
A Ficha Catalográfica, tradicionalmente como conhecemos, remonta a sua
origem a partir de 1901, quando a Library of Congress (LC) começou a confeccionar
fichas de seu acervo e, posteriormente, a vendê-las a outras bibliotecas e centros
de documentação dentro do conceito de catalogação cooperativa.
Diante das considerações supracitadas, referente ao conceito e origem das
fichas catalográficas o presente trabalho versa especificamente das FC que são
inseridas em trabalhos acadêmicos, teses e dissertações.
Como não existem nenhum código ou regra que trate especificamente da
elaboração e estrutura de fichas catalográficas, o modelo a ser seguido são as regras
do Código de Catalogação Anglo- Americano (AACR2). Nele são encontradas todas
as regras para a correta

�catalogação

de um material bibliográfico, dentro da estrutura da FC

tradicionalmente difundida pela LC.
Dito isto, com relação as FC inseridas em trabalhos acadêmicos, segue- se a
exigência da NBR ABNT 14724/2011 Informação e documentação – Trabalhos
acadêmicos – Apresentação. Na seção 4.1.3.2 da referida norma, discorre-se que no
verso da folha de rosto deve (grifo nosso) conter a ficha catalográfica, conforme o
Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. (ABNT, 2011).
Relato da experiência
Mas especificamente, no contexto da UFU, de acordo com o documento
“Instruções para discentes na submissão de TCC, Teses e Dissertações”, documento
este que rege a submissão de trabalhos acadêmicos junto ao Repositório
Institucional e que foi editado pelo Setor de Bibliotecas digitais, ele solicita que a
versão final eletrônica do trabalho acadêmico deve conter a Ficha catalográfica com
o DOI elaborada pela Divisão de Catalogação e Classificação (SECAC) do
SISBI/UFU.
O SECAC elabora a ficha catalográfica de trabalhos acadêmicos somente para
dissertações e teses produzidas nos programas de pós- graduação da UFU. O prazo
e forma de entrega da ficha catalográfica é de até 03 (três) dias úteis após o
recebimento dos dados e a entrega da FC é em formato pdf via e-mail.
Este setor confecciona, anualmente, aproximadamente 1000 (mil) fichas
catalográficas para tese e dissertações de 43 (quarenta e três) programas de pósgraduação nas diversas áreas do conhecimento. Essas fichas são elaboradas por 05
(cinco) bibliotecários que dá uma percapta de 200 (duzentas) fichas para cada
profissional.
Desde que se iniciou os programas de pós-graduação strictu senso e a
exigência das fichas catalográficas inseridas nas teses e dissertações na ufu a forma
de confecção dessas vem sofrendo alterações dentro de um processo evolutivo.
Anteriormente,

elas

eram

confeccionadas

usando-se

as

máquinas

datilográficas. Com o advento dos computadores, essas fichas passaram a ser
confeccionadas utilizando-se para isso, os processadores de texto.

�Em 2016, foi feita uma nova proposta no formato de confecção das FC junto
ao Secac, pelo então gerente do setor.
A proposta apresentada seguia uma junção entre os softwares Microsoft
Excel e Word. Dessa forma, usava-se o Excel como banco de dados e o Word como
máscara para a formatação da ficha. Ou seja, no Excel se inseria os dados
bibliográficos em linhas e colunas pré-estabelecidas. Após essa inserção no banco
de dados do Excel abria-se o Word e gerava-se a ficha de forma automática e já
formatada.
Essa nova forma de confeccionar a ficha catalográfica foi um grande salto
evolutivo, pois trouxe mais padronização estrutural à FC, bem como diminuiu,
consideravelmente, o tempo dispensado para confeccionar a FC.
No entanto, essa era uma medida paliativa, pois o que se desejava era a
confecção da ficha catalográfica de forma automática em um sistema web onde os
alunos forneceriam os dados e a ficha fosse gerada.
Diante disso, buscaram-se soluções na internet e com outras bibliotecas que
já utilizavam sistema semelhante. Foram feitos alguns contatos e os bibliotecários
da USP de São Carlos repassaram o código fonte do sistema gerador de ficha
catalográfica automatizada via internet que eles utilizavam.
Esse código foi enviado aos analistas do CTI da UFU que analisaram o código
para aferirem se era possível a implantação sem reescrever um novo código,
somente fazendo algumas adaptações.
Diante da análise e especificidade do nosso caso, onde as fichas
catalográficas recebem um número de DOI, sendo esse sistema pioneiro em todo
Brasil, os analistas de sistema da UFU resolveram escrever um novo código.
Diante disso, o novo código foi escrito em java e utilizando banco de dados
DB2. Essa aplicação está alocada dentro do portal do aluno. Nesse portal são
armazenados os dados acadêmicos de todos os alunos. Logo que o aluno acessa o
portal com seu usuário e senha, se apresenta para ele um menu de solicitações.
Dentro desse menu ele tem o item Ficha catalográfica. Ao clicar nesse item abre-se
um formulário onde o mesmo irá informar os dados bibliográficos de seu trabalho
acadêmico.

�Alguns desses dados já vem preenchido por “defualt”, oriundos do cadastro
acadêmico do aluno, como por exemplo: nome do aluno, ano de nascimento e curso
de pós-graduação.
Vale salientar: como a aplicação para geração da ficha catalográfica está
integrada ao acadêmico do aluno o próprio programa já gera automaticamente o
número de Cutter baseado em seu sobrenome, bem como o primeiro e único
assunto da FC de acordo com o programa de pós-graduação ao qual ele está
matriculado, além do número de classificação de acordo com esse assunto.
Para a geração do número de classificação e o assunto foi feito um
mapeamento dos programas de pós-graduação atrelando cada um deles a um
assunto e a um número dentro da CDU. Essa tarefa ficou a cargo da Bibliotecária
coordenadora da Divisão de Aquisição Processamento Técnico.
Considerações Finais
Acredita-se que essa nova forma automatizada de confecção da ficha
catalográfica trará inúmeros benefícios a toda a comunidade acadêmica. Para os
alunos, autonomia de gerar a FC a qualquer momento sem ter que esperar o prazo
de 03 (três) dias uteis requerido pelo setor de catalogação, bem como editar dos
dados da ficha a qualquer momento. Para o Setor de Catalogação, otimização no
processo de confecção das FC e liberação das horas de trabalho que seriam
empregadas na confecção das FC para a catalogação de outros materiais
informacioanias. Para os gestores, a captação de indicadores bibliométricos
referente a geração das fichas de forma automatizada.
Abaixo imagens do novo sistema automatizado de geração de ficha
catalográfica:

�Figura 1 – Ficha Catalográfica gerada pelo sistema

Fonte: Dos autores

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724:
informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. 3.
ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2. ed., rev. 2002. São
Paulo: FEBAB, 2004.
SILVA, Rosilaine Cristina; MELO, Daniela Fátima Mendonça.
Instruções para discentes na submissão de TCC, TCR, teses
e dissertações. Disponível em:
https://repositorio.ufu.br/static/sobre/instrucoes_discente.pdf.
Acesso em: 4 abr. 2019.

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                <text>A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE CONFECÇÃO DE FICHA CATALOGRÁFICA AUTOMATIZA PARA TESES E DISSERTAÇÕES NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA (SISBI/UFU) : RELATO DE EXPERIÊNCIA</text>
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                <text>Nelson Marcos Ferreira</text>
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                <text>Gizele Cristine Nunes do Couto</text>
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                <text>Fabiana Oliveira Oliveira Silva</text>
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                <text>Paulo Assis Cunha</text>
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                <text>Pedro Henrique Aparecido Damaso de Melo</text>
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                <text>O presente trabalho discorre sobre a implantação do sistema de confecção de ficha catalográfica automatizada para teses e dissertações no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Uberlândia (SISBI/UFU), bem como apresenta o processo evolutivo da confecção das fichas até a implantação desse novo sistema. O sistema foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da UFU (CTI) em parceria com os bibliotecários/coordenadores da atual Gestão do SISBI/UFU e usa linguagem de programação Java e banco de dados DB2. Esse sistema está vinculado ao portal do aluno da UFU, com isso, o próprio aluno acessa o sistema e gera a ficha a qualquer momento. Para o aluno mais agilidade no processo de obtenção da ficha, para o setor que confeccionava a ficha liberação do tempo de serviço dos bibliotecários para catalogação de outros materiais informacionais dentre outros benefícios.</text>
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                    <text>A Gestão da Informação nos TCC da UFF e UFRJ: uma breve análise
de citações

Luana Quintal de Souza (UFF) - luanaqs@id.uff.br
Michely Jabala Mamede Vogel (UFF) - michelyvogel@gmail.com
Resumo:
A Gestão da Informação é atividade imprescindível às organizações, pois proporciona
subsídios para tomada de decisão, além de permitir melhor desenvolvimento das atividades
gerenciais, e cabe ao bibliotecário, enquanto profissional da informação, tanto a função de
agente produtor e mediador de conteúdos informacionais, como também a função de gestor
informacional. Tal competência, idealmente, deve ser desenvolvida ainda na graduação, e para
tanto, conhecer os principais autores da área da gestão pode facilitar o aprendizado. Nesse
sentido, este trabalho faz um levantamento dos Trabalhos de Conclusão de Curso de
Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal Fluminense e da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, para identificar os autores mais citados e a presença das
publicações deles nas bibliotecas universitárias que atendem os cursos onde os TCC foram
realizados. Empregou-se na pesquisa a Bibliometria para a mensuração da produção,
realizando a pesquisa nos catálogos e repositórios das instituições escolhidas e organizou os
dados, a fim de elaborar gráficos que identifiquem os trabalhos e a análise das referências
mais utilizadas pelos alunos. Ao todo foram analisados nove trabalhos, defendidos entre o ano
de 2004 e 2014, os quais utilizaram 339 referências, 251 autores. Concluiu-se que ainda são
poucas as pesquisas sobre o tema na graduação de Biblioteconomia, porém acredita-se na
relevância do tema por ser uma das atuações do Bibliotecário.
Palavras-chave: Gestão da Informação. Trabalho de Conclusão de Curso. Biblioteconomia UFF. Biblioteconomia – UFRJ. Análise de Citações.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
A Gestão da Informação nos TCC da UFF e UFRJ:
uma breve análise de citações
Videografia: ( ) Sim (x) Não
Eixo Temático: Gestão de Bibliotecas
Introdução: As organizações, frente às inovações tecnológicas e do
aumento da produção de conteúdo, precisam otimizar o tempo e aperfeiçoar a
qualidade de recuperação da informação, gerando conhecimento como ferramenta
estratégica e competitiva. Esse cenário reforça a importância da Gestão da
Informação (GI) como atividade imprescindível às organizações. A informação é
compartilhada em tempo real, por diferentes suportes e distintos veículos de
comunicação, o que dificulta seu tratamento, organização e recuperação. Nesse
contexto, a GI tem como função identificar, coletar, tratar, organizar, recuperar e
disseminar a informação, proporcionando diversas vantagens para o
desenvolvimento institucional. Starec e outros (2005, p. 48) afirmam que “na era da
informação e da sociedade interativa e interligada em tempo real na qual vivemos,
a informação é o principal ativo na luta pela sobrevivência das organizações”. A GI
proporciona subsídios para tomada de decisão, além de permitir melhor
desenvolvimento das atividades gerenciais. Silva e Vitorino (2016, p. 245) declaram
que “do intuito de planejamento e acompanhamento, do crescente volume de
informação à disposição, aliados ao desejo de controle, emerge, nas organizações,
a necessidade da Gestão da Informação”. Nesse processo, a informação, quando
tratada adequadamente, também pode agregar valor ao negócio.
É possível encontrar na literatura diversos autores que abordam as principais
etapas e atividades que envolvem a GI, bem como seus objetivos e funções. Com
base em Beal (2004) e Oliveira e Bertucci (2003), entende-se que para a GI ser
realizada com êxito, faz-se necessário estabelecer um conjunto de diretrizes que
possibilitem o acesso à informação relevante, precisa e com qualidade. Para a
realização do gerenciamento da informação é fundamental que a organização
disponha de recursos tecnológicos e de pessoal qualificado, além de uma política
informacional alinhada aos objetivos da organização.
Considerando que a GI agrega valor para as organizações, por fornecer
condições competitivas, destaca-se que o estudo dessa gestão se torna inerente as
diferentes áreas do conhecimento. Silva e Vitorino (2016, p. 244) destacam que a
“Gestão da Informação refere-se às atividades relacionadas à informação, fazendo
intersecção com as áreas de Ciência da Informação, Sistemas de Informação,
Tecnologia da Informação e Gestão do Conhecimento”. A Ciência da Informação
“dedica-se tanto ao estudo das propriedades gerais e das condições da informação

�quanto aos processos que possibilitam seu processamento, sua disponibilização e
seu uso efetivo”. (SOUZA; DIAS; NASSIF, 201, p. 59).
Ao identificar a necessidade de gerenciar os recursos informacionais de
maneira eficaz, as organizações buscam investir em recursos humanos. Essa busca
por mão de obra qualificada faz com que as empresas identifiquem os profissionais
mais aptos a realizar as atividades relacionadas ao tratamento, organização e
recuperação da informação. O Bibliotecário tem a capacidade de trabalhar com o
ciclo de vida da informação de maneira eficiente, proporcionando vantagem para as
organizações em que atua. Baseado em Silva e Silva (2012), podemos entender
que o papel do bibliotecário vai além da atuação dentro de bibliotecas e centros de
informação, segundos os autores, além da função de agente produtor e mediador
de conteúdos informacionais, os bibliotecários, desempenham também a função de
gestor informacional. Arruda, Marteleto e Souza (2000, apud PIZZARRO; DAVOCK,
2008), destacam que os Bibliotecários, enquanto profissionais da informação, estão
sendo instados a reafirmar sua importância e seu valor para o mundo do trabalho
em meio à transição para um novo modelo de qualificação profissional. O mercado
precisa de profissionais polivalentes, que dominem o universo tecnológico e que
sejam capazes, não só de organizar, mas principalmente de gerenciar o acervo
informacional.
Observado a relação da GI com a prática bibliotecária, foi realizado um
levantamento dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) das Universidades
Federais do Rio de Janeiro que oferecem o curso de Biblioteconomia – Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal Fluminense (UFF) – com
o objetivo de identificar as pesquisas dos formandos relacionadas ao campo de
estudo do gerenciamento da informação (SOUZA, 2018). A Universidade Federal
do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO não pode ser incluída porque não foi
encontrada a temática nos TCC disponíveis para consulta. Com base nisso, este
trabalho tem por objetivo apresentar uma análise dos autores citados e a presença
das publicações deles nas bibliotecas universitárias que atendem os cursos onde
os trabalhos foram realizados. A escolha pela graduação ocorre, pois acredita-se
ser o início da relação e das práticas relacionadas entre o fazer técnico bibliotecário
e a Gestão da Informação.
Método da pesquisa: Trata-se de pesquisa de natureza exploratória, que
busca identificar, descobrir ou gerar hipóteses sobre alguns fenômenos ou parcelas.
Ainda sobre o caráter exploratório, Gil (2010, p.41) salienta que a pesquisa
exploratória é “aquela que permite proporcionar maior familiaridade com o problema
com vistas a tomá-lo mais explícito ou a construir hipóteses”. Por conseguinte, a
pesquisa exploratória dedica-se ao estudo descritivo dos dados, pois tem como
objetivo documentar, determinar e desenvolver as características dos eventos
explorados.
Para tanto, foi realizada a mensuração da produção científica por meio da
Bibliometria, que é definida como o “estudo da mensuração do progresso científico
e tecnológico e que consiste na avaliação quantitativa e na análise das intercomparações da atividade, produtividade e progresso científico” (SILVIA; BIANCHI,
2001, p.6). Os estudos métricos têm o papel de medir a ciência, possibilitando o
acompanhamento da produção científica e auxiliando no desenvolvimento de novas

�pesquisas. Isso porque através das métricas é possível mapear e organizar a
produção, identificando as lacunas ou não de determinadas áreas. A Bibliometria,
através de seus instrumentos e estudos, é capaz de realizar um mapeamento da
produção científica, coletando dados relevantes para a comunidade e identificando
as perspectivas e comportamentos da ciência.
Foi realizada a pesquisa por títulos ou palavras-chave que apresentavam os
termos “Gestão da Informação” e “Gestão Estratégica da Informação” nos TCC de
Biblioteconomia da UFF e da UFRJ.
Resultados e Discussão: A partir da pesquisa, coleta e organização dos
dados, foi possível mapear a produção sobre Gestão da Informação nos TCC de
Biblioteconomia das Instituições UFF e UFRJ. 1) a UFRJ disponibiliza todos os
trabalhos de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação no Repositório
Institucional PHANTEON, desde a primeira turma em 2010; 2) a UFF não possui
nenhum trabalho com disponibilidade completa no repositório, apenas trabalhos
catalogados no sistema Pergamum, o que implicou a visita à sua Biblioteca Central
para leitura do título, resumo e identificação das referências. Dessa forma, foram
obtidos nove trabalhos, entre os anos de 2004 e 2014 que utilizaram o termo Gestão
da Informação no título e/ou nas palavras-chave. Destaca-se que até 2010 não
havia sido defendido nenhum TCC na UFRJ, uma vez que o curso foi criado em
2006 e sua primeira turma foi formada no ano de 2010. Neste ano apenas um
trabalho utilizou o termo Gestão da Informação como palavra-chave. A UFF possui
desde 2004 TCC que versavam sobre o tema, porém, após a criação do curso de
Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro, não foram encontrados trabalhos de Gestão da Informação na
Instituição. O destaque anual foi em 2013, com três trabalhos defendidos na UFRJ.
Os trabalhos apresentaram 339 referências no total e 251 autores. Após
análise, destaca-se, no Gráfico 2, os autores mais citados:
Gráfico 1: Autores mais citados
DAVENPORT, Thomas H.
VALENTIN, Marta Lígia Pomim.
PRUSAK, Laurence.
AGNER, Luiz
CIANCONI, Regina de Barros.
TAKEUCHI, Hirotaka.
NONAKA, Ikujiro
MCGEE, James.
GUEDES, Vânia Lisboa da Silveira.
CHOO, Chun Wei.

0

2

4

6

8

10

Fonte: Dados da pesquisa

O corte foi de quatro ocorrências ou mais. Esses autores foram utilizados em
referências de livros e artigos, tendo destaque para o livro “Ecologia da Informação”
de Davenport, citado cinco vezes em suas diferentes edições. O gráfico 4, a seguir,
apresenta os títulos mais citados pelos alunos.

�Gráfico 2: Relação de autores e títulos mais citados

Fonte: Dados da pesquisa

Diante dos resultados, verificou se os documentos citados faziam parte do
acervo das bibliotecas da UFF e UFRJ, para assim, identificar a colaboração da
biblioteca universitária as pesquisas dos discentes. Dessa forma, foi realizada uma
pesquisa nos catálogos das bibliotecas das universidades e identificou-se o
seguinte cenário: 1) os títulos “Gestão da Informação na sociedade do
conhecimento” e “Sociedade da Informação no Brasil: livro verde” não foram
localizados em nenhumas das bibliotecas das instituições; 2) o título “A organização
do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado,
construir conhecimento e tomar decisão” não foi localizado na UFRJ, enquanto o
catálogo da UFF apresentou seis exemplares do mesmo e 3) o livro com mais
exemplares disponíveis em ambas instituições, em suas diferentes bibliotecas foi
“Criação de conhecimento na empresa, em suas diferentes edições”.
Conclusões: A busca pelo termo Gestão da Informação resultou em TCC
que foram desenvolvidos com diferentes objetivos e perspectivas. A recuperação
desses trabalhos proporcionou: 1) uma análise quanto ao período de defesa dos
TCC; 2) a identificação dos autores mais citados e dos títulos mais referenciados
para construção teórica do tema; 3) a disponibilidade dos títulos nas bibliotecas que
atendem os cursos.
Apresenta-se um breve cenário do desempenho das Bibliotecas
Universitárias das instituições, visto que, ambas apresentaram desfalques dos livros
mais utilizados pelos alunos no período pesquisado. A Biblioteca Universitária
possui como uma de suas principais funções apoiar o aprendizado dos estudantes,
disponibilizando uma bibliografia adequada com as atividades de ensino, pesquisa
e extensão da universidade à qual ela está ligada. Por isto, destaca-se a importância
de verificar os assuntos de interesse dos alunos durante a graduação, para que
assim, possa adequar-se às suas necessidades.
Constata-se que a bibliometria pode auxiliar a produção científica, isso
porque ela possibilita a identificação de gaps na literatura, influenciando a evolução
das pesquisas. Concluiu-se que ainda são poucas as pesquisas na graduação sobre
a Gestão da Informação. Esse cenário pode impactar a atuação profissional do
Bibliotecário na área, visto que, observa-se a falta de interesse por um tema

�valoroso. Para contextualizar a importância da temática, realizou-se uma rápida
pesquisa do termo “Gestão da Informação” na base Brapci e Benancib, obtendo 584
e 86 resultados respectivamente. Conforme visto no referencial teórico, a
informação se tornou o artefato de maior valor para as organizações, influenciando
no desenvolvimento de qualquer instituição que queira se perpetuar.
De modo a complementar esse estudo, sugere-se uma análise mais ampla
no que diz respeito aos níveis de produção acadêmica. As análises devem
contemplar as pesquisas de estudantes de mestrado e doutorado, buscando as
produções de outras regiões do Brasil e, se oportuno, o mapeamento da produção
internacional. Sugere-se também um acompanhamento periódico para checar a
evolução das referências, verificando a permanência ou surgimento de novos
autores e títulos mais referenciados.
Referências:
BEAL, Adriana. Gestão estratégica da informação: como transformar a
informação e a tecnologia da informação em fatores de crescimento e de alto
desempenho nas organizações. São Paulo: Atlas, 2004.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo:
Atlas, 2010. 175 p.
OLIVEIRA, Marlene. BERTUCCI, Maria da Graça Euládio de Souza. A pequena e
média empresa e a gestão da informação. Inf. &amp; Soc.: Est., João Pessoa, v. 13, n.
2, p. 65-87, jul./dez. 2003
PIZZARRO, Daniella Câmara. DAVOK, Delsi Fries. O papel do bibliotecário na
gestão da informação Empresarial: uma pesquisa bibliográfica em Periódicos
nacionais de biblioteconomia e ciência da informação. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.13, n.1, p.37-58, jan./jun.,
2008.
SILVA, Elizabeth Coelho Rosa e. VITORINO, Elizete Vieira. A Gestão da
Informação sob a abordagem da Ecologia: possibilidades à competência em
informação. Em Questão, Porto Alegre, v. 22, n. 1, p. 242-266, jan/abr. 2016.
Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/55547
Acesso em: 01 abr. 2019
SILVA, Iran Cavalcanti da. SILVA, Edson Rodrigues. Atuação do bibliotecário na
gestão da informação e do conhecimento em organizações pública e privada. In:
ENCONTROREGIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÂO, CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 15., 2012, Cariri.
Anais… Cariri: UFC, 2012.
SOUZA, Luana Quintal de. Gestão da Informação: análise bibliométrica dos
trabalhos de conclusão de curso de Biblioteconomia da UFF e UFRJ. 2018. 59f.
Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal Fluminense, Niterói,
2018.
SOUZA, E. D.; DIAS, E. J. W.; NASSIF, M. E. A gestão da informação e do
conhecimento na Ciência da Informação: perspectivas teóricas e práticas
organizacionais. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.21, n.1, p.
55-70, jan./abr. 2011.
STAREC, C.; GOMES, E. B. P.; CHAVES, J. B. L. (Org.). Gestão estratégica da
Informação e Inteligência Competitiva. São Paulo: Saraiva, 2005. 351p.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Gestão da Informação nos TCC da UFF e UFRJ: uma breve análise de citações</text>
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                <text>A Gestão da Informação é atividade imprescindível às organizações, pois proporciona subsídios para tomada de decisão, além de permitir melhor desenvolvimento das atividades gerenciais, e cabe ao bibliotecário, enquanto profissional da informação, tanto a função de agente produtor e mediador de conteúdos informacionais, como também a função de gestor informacional. Tal competência, idealmente, deve ser desenvolvida ainda na graduação, e para tanto, conhecer os principais autores da área da gestão pode facilitar o aprendizado. Nesse sentido, este trabalho faz um levantamento dos Trabalhos de Conclusão de Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para identificar os autores mais citados e a presença das publicações deles nas bibliotecas universitárias que atendem os cursos onde os TCC foram realizados. Empregou-se na pesquisa a Bibliometria para a mensuração da produção, realizando a pesquisa nos catálogos e repositórios das instituições escolhidas e organizou os dados, a fim de elaborar gráficos que identifiquem os trabalhos e a análise das referências mais utilizadas pelos alunos. Ao todo foram analisados nove trabalhos, defendidos entre o ano de 2004 e 2014, os quais utilizaram 339 referências, 251 autores. Concluiu-se que ainda são poucas as pesquisas sobre o tema na graduação de Biblioteconomia, porém acredita-se na relevância do tema por ser uma das atuações do Bibliotecário.</text>
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                    <text>A GESTÃO E O USO DOS DISPOSITIVOS DE COMUNICAÇÃO DA
WEB SOCIAL PELA BIBLIOTECA E ARQUIVO UNIVERSITÁRIOS

Raquel do Rosário Santos (UFBA) - quelrosario@gmail.com
Jade de Jesus dos Santos (UFBA) - jade.santtos16@gmail.com
Ingrid Paixão de Jesus (UFBA) - ingridpaixao191@gmail.com
Livia Santos de Freitas (UFBA) - freitas_livia@hotmail.com
Louise Anunciação Fonseca de Oliveira do Amaral (UFBA) - soulouise@gmail.com
Resumo:
Introdução: Os dispositivos de comunicação da web social vêm se tornando aliados dos
bibliotecários e arquivistas na amplificação e promoção das atividades de mediação da
informação, como também favorecendo uma maior interação com os usuários. Objetivo:
Analisar as interferências dos dispositivos de comunicação do Memorial Arlindo Coelho
Fragoso e da Biblioteca Bernadete Sinay Neves na comunidade da Escola da Politécnica da
UFBA, analisando seus impactos e sua abrangência. Metodologia: Pesquisa descritiva, que
teve como método o estudo de casos, sendo os objetos de investigação a Biblioteca Bernadete
Sinay Neves e o Memorial Arlindo Coelho Fragoso da Escola Politécnica da Universidade
Federal da Bahia. Como instrumentos de coleta de dados adotou-se questionários direcionados
aos estudantes e gestores e colaboradores da Biblioteca e do Memorial. Resultados: Foi
possível constatar a necessidade de adotar novos métodos de interação com os usuários,
utilizando linguagens diferentes, promovendo publicações que podem agregar novos
conhecimentos à formação desses usuários. Conclusões: É necessário avaliar e redimensionar
os métodos e as técnicas de promoção e realização das atividades de mediação da informação,
também é essencial ressignificar esses ambientes informacionais a fim de torna-los mais
dialógicos e interativos, propiciando a atuação dos seus profissionais e que esses consigam
manter seus usuários atualizados e interessados nos produtos e serviços disponibilizados.
Palavras-chave: web social; mediação da informação – web social; gestão- web social;
biblioteca universitária; arquivo universitário
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho é resultado parcial do projeto de pesquisa intitulado
Mediação, gestão da informação e a web social no arquivo e na biblioteca:
práticas de (re)significação para a construção do conhecimento, cujo objetivo
geral foi analisar as interferências dos dispositivos de comunicação do Memorial
Arlindo Coelho Fragoso e da Biblioteca Bernadete Sinay Neves na comunidade da
Escola da Politécnica da UFBA, analisando seus impactos e sua abrangência.
Nesse sentido, o termo dispositivo de comunicação da web social, a exemplo das
mídias e das redes sociais, vem sendo adotado por Santos, que o conceitua, em
sua pesquisa realizada em 2015, como recursos de comunicação que apresentam
implicações sociais, práticas e semiológicas.
A pesquisa se caracteriza como descritiva e tem como método o estudo de
casos, visto que tem influenciado no fortalecimento de uma colaboração entre
seus objetos de investigação: a Biblioteca Bernadete Sinay Neves e o Memorial
Arlindo Coelho Fragoso da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia.
Para alcançar o objetivo citado foram elaborados questionários direcionados aos
estudantes e aos gestores desses ambientes.
Dentre os resultados observados foi possível constatar a necessidade de
adoção de novos métodos de interação com os usuários, utilizando-se de uma
linguagem diferenciada e promovendo publicações que podem vir a agregar novos
conhecimentos à formação desses usuários. Com as análises dos dados também
foi possível compreender que é necessário modificar constantemente a maneira
de promover as atividades de mediação da informação, transformando o ambiente
em um espaço mais comunicativo e interativo com e para os usuários.

�2 REVISÃO DE LITERATURA
A biblioteca e a instituição arquivística possuem objetivos em comum, entre
eles, o apoio no desenvolvimento intelectual dos sujeitos sociais. Apesar da
documentação e de algumas atividades ter especificidades, ambos os ambientes
realizam a mediação da informação para suprirem as necessidades informacionais
dos seus usuários.
É relevante que os bibliotecários e os arquivistas identifiquem e auxiliem os
usuários em suas necessidades informacionais tornando-se profissionais proativos
no desenvolvimento de ações de mediação da informação. Dessa maneira, esses
profissionais podem ser reconhecidos como agentes ativos na realização de ações
que favoreçam a recuperação, o acesso e uso da informação, alcançando a
competência descrita por Valentim e Souza (2013, p. 94) quando afirmam que
estes podem “[...] aprender a nadar em um oceano de informações prospectando
e coletando informações relevantes para a sobrevivência e para a compreensão
de um ambiente [...] cada vez mais dinâmico e mutável.”
Dessa maneira, pode-se entender que apenas o contato presencial não é o
suficiente para que se possa compreender e conhecer as mudanças cada vez
mais constantes do perfil dos usuários da informação. Nesse cenário, as redes
sociais, no ambiente da web, tornam-se agrupamentos virtuais utilizados para fins
profissionais, de entretenimento, políticos, entre tantos outros, e nesse ambiente
virtual os usuários conseguem produzir conteúdos, disseminar e agregar
informações. (RIBEIRO; LEITE; LOPES, 2014). Assim, torna-se importante que a
biblioteca e o arquivo passem a adotar esses recursos para interagir com seus
usuários.
3 METODOLOGIA
O objetivo geral desta pesquisa foi analisar as interferências dos
dispositivos de comunicação do Memorial Arlindo Coelho Fragoso e da Biblioteca
Bernadete Sinay Neves na comunidade da Escola da Politécnica da UFBA,
analisando seus impactos e sua abrangência. Vale destacar que tem sido

�desenvolvida uma parceria entre a Biblioteca e o Memorial supracitados para
disponibilização comum dos dispositivos de comunicação da web social.
A metodologia desta pesquisa foi classificada em descritiva, pois foi
necessário compreender as necessidades e as características da população (GIL,
2010). Como método, esta pesquisa se caracteriza como estudo de casos, já que
foi necessário perceber as especificidades de cada ambiente informacional e
mediadores

da

informação,

interligados

ao

âmbito

dos

dispositivos

de

comunicação da web social, visando também observar se a interferência está
sendo efetiva e bem avaliada pelos usuários. Para que o objetivo pudesse ser
alcançado, foi adotado como instrumento de coleta de dados o questionário,
sendo este estruturado em questões objetivas e discursivas, sendo elaborado e
disponibilizado virtualmente, através do e-mail.
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Os resultados apresentados neste texto referem-se ao recorte de dois (2)
questionários, aplicados aos estudantes e aos gestores do Memorial e da
Biblioteca citados. O primeiro questionário, direcionado aos estudantes, totalizou
158 respostas, esse instrumento favoreceu a apresentação de novas ações de
mediação

da

informação,

assim

como,

possibilitou

aos

respondentes

apresentarem sugestão de ações que achavam pertinentes, além de opiniões e
críticas sobre os serviços já existentes. Vale ressaltar que essa amostra foi
selecionada por acessibilidade, integrando os estudantes que responderam o
questionário eletrônico.
Quanto aos dispositivos de comunicação da web social mais acessados foi
constatado que o instagram é a primeira opção de dispositivo, em relação ao
acesso, pelos usuários e em segundo lugar o facebook. Esse resultado auxilia no
processo de aproximação das bibliotecas e dos arquivos com seus usuários, em
ambiente virtual, sendo o primeiro aspecto a tentativa de estabelecer uma relação
para informá-los sobre novidades nos acervos, produtos e serviços, melhorias no
ambiente físico, eventos etc., que as unidades de informação têm a oferecer e no
segundo momento, ampliar as perspectivas de uso do acervo, interação com esse
e outros usuários, para favorecer a apropriação da informação.

�Os estudantes também indicaram sugestões de ações de mediação da
informação que podem ser realizadas ou ampliadas por meio dos dispositivos de
comunicação. Esses comentários são importantes para que a Biblioteca e o
Arquivo consigam planejar algumas atividades com base nos interesses que foram
identificados na pesquisa. Foi perceptível que muitas sugestões se referem às
possíveis ações que podem tornar a biblioteca e o arquivo universitários mais
ativos e dialógicos, fortalecendo a relação com os usuários. Dessa maneira, podese afirmar que os usuários consideram a biblioteca e o arquivo como ambientes
que vão além da possibilidade de acesso aos documentos, fomentando o estudo e
a pesquisa, mas também como ambiente que auxiliam, de maneira interativa e
dinâmica, o uso e a apropriação da informação.
O segundo questionário que foi aplicado junto as gestoras da Biblioteca e
do Memorial, sendo dividido em dois eixos, composto de 6 (seis) questões no
total, tanto objetivas quanto explicativas, caso assim, o respondente sentisse
necessidade. Os resultados apresentados, a partir dos dados coletados com o
questionário, se referem às atividades de divulgação, ação de suma importância
aos ambientes de informação pesquisados. Assim, foi constatado que a Biblioteca
e o Memorial promovem a divulgação com certa similaridade, no que tange aos
seguintes aspectos: atividades realizadas pela Unidade de Informação; serviços e
produtos; dispositivos de comunicação; acervo/novas aquisições.
Quanto à ocorrência das atividades de mediação da informação, a gestora
do Memorial indicou que os eventos são divulgados por meio do website;
facebook; e-mail e da página (menu) do Memorial no website da Escola
Politécnica. Já o acervo é apresentado aos usuários por meio do facebook e
website do Memorial. A gestora da Biblioteca afirmou que utiliza a fanpage, e-mail
da Biblioteca e os treinamentos realizados regularmente como recursos de
divulgação das atividades realizadas, esse resultado corrobora com Valentim e
Souza (2013) quando afirmam que esses profissionais podem tornar esses
ambientes mais dinâmicos e mutáveis. Assim, constata-se a relevância dos
dispositivos de comunicação, entre eles os da web social, na percepção dos
gestores, no processo de visibilidade dos produtos e serviços dessas unidades

�informacionais, a fim de dar conhecimento e atrair os usuários para esses
ambientes.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio dessa pesquisa, com a aplicação dos questionários, foi possível
perceber que os dispositivos de comunicação, especialmente os da web social,
podem ser utilizados não somente como canais de comunicação com os usuários
sobre serviços ofertados pelas Unidades, como também podem ser entendidos
como apoiadores e amplificadores das ações e relações entre os gestores e
colaboradores.
Os valores que emergem com a web social se tornam cada vez mais
evidentes e necessários para o desenvolvimento social do sujeito. Nesse sentido,
é necessário que, tanto as bibliotecas quanto os arquivos universitários, utilizem
dispositivos de comunicação da web social, adequando-os a sua realidade e
necessidade, de modo que esses dispositivos auxiliem nas atividades de
mediação desenvolvidas por esses ambientes de informação, ampliando o espaço
de interlocução entre arquivo e biblioteca com seus usuários.
REFERÊNCIAS
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
RIBEIRO, Adriana; LEITE, Ramon Silva; LOPES, Humberto Elias Garcia. Análise do uso
das redes sociais em bibliotecas universitárias brasileiras. Rev. digit. bibliotecon. cienc.
inf., Campinas, v. 12, n. 3, p. 5-27, set./dez. 2014.
SANTOS, Raquel do Rosário Santos. Gestão dos dispositivos de comunicação da
web social: potencializando as atividades de mediação da informação e do conhecimento
em bibliotecas universitárias brasileiras. 304 f. 2015. Tese (Doutorado em Ciência da
Informação) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2015.
VALENTIM, Marta Lígia Pomim; SOUZA, Juliete Susann Ferreira de. Fluxos de
informação que subsidiam o processo de inteligência competitiva. Encontros Bibli:
revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis, v. 18, n. 38, p.
87-106, nov. 2013.
AGRADECIMENTO

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Introdução: Os dispositivos de comunicação da web social vêm se tornando aliados dos bibliotecários e arquivistas na amplificação e promoção das atividades de mediação da informação, como também favorecendo uma maior interação com os usuários.  Objetivo: Analisar as interferências dos dispositivos de comunicação do Memorial Arlindo Coelho Fragoso e da Biblioteca Bernadete Sinay Neves na comunidade da Escola da Politécnica da UFBA, analisando seus impactos e sua abrangência. Metodologia: Pesquisa descritiva, que teve como método o estudo de casos, sendo os objetos de investigação a Biblioteca Bernadete Sinay Neves e o Memorial Arlindo Coelho Fragoso da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia. Como instrumentos de coleta de dados adotou-se questionários direcionados aos estudantes e gestores e colaboradores da Biblioteca e do Memorial. Resultados: Foi possível constatar a necessidade de adotar novos métodos de interação com os usuários, utilizando linguagens diferentes, promovendo publicações que podem agregar novos conhecimentos à formação desses usuários. Conclusões: É necessário avaliar e redimensionar os métodos e as técnicas de promoção e realização das atividades de mediação da informação, também é essencial ressignificar esses ambientes informacionais a fim de torna-los mais dialógicos e interativos, propiciando a atuação dos seus profissionais e que esses consigam manter seus usuários atualizados e interessados nos produtos e serviços disponibilizados.</text>
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                    <text>A ESCUTA SENSÍVEL SOB O OLHAR DO BIBLIOTECÁRIO: UM
DIÁLOGO CENTRADO NA SENSIBILIDADE E NA ATENÇÃO AO
USUÁRIO

Diana Silva dos Santos (UFPB) - diana092santos@gmail.com
Edna Gomes Pinheiro (UFPB) - ednagomespi@yahoo.com.br
Resumo:
Mostra a preocupação em inserir as práticas da escuta sensível nas bibliotecas, visando a
valorização destas práticas. Ressalta que o referencial teórico está centrado no pensamento de
Barbier (1993; 1998) e de Freire (1985). Aborda como problematica de pesquisa as questões:
Qual a dimensão da escuta sensível nas práxis bibliotecária que podem fortalecer a mediação
das necessidades e desejos informacionais dos usuários? A escuta sensível pode contribuir
para otimizar a qualidade no atendimento aos usuários de Bibliotecas?. Tem como objetivo
geral: analisar a arte de ouvir dos bibliotecários-gestores no cotidiano das seguintes
bibliotecas: Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba; Biblioteca da Faculdade
Internacional da Paraíba; Biblioteca Pública Juarez Gama Batista e; Biblioteca do Instituto
Federal de Educação, Ciência/Tecnologia da Paraíba. È uma pesquisa de caráter exploratória,
descritiva de abordagem qualitativa, construida por meio de entrevistas. Conclui, que no
contexto de diálogos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, é necessário um debate
sobre a arte de ouvir com respeito, frente os desafios de uma relação significativa entre
bibliotecário e usuário no processo ouvir/dialogar. E, ainda, que a escuta sensível é
considerada uma ferramenta de suma importância para os bibliotecários captarem as
necessidades dos usuários da biblioteca, pois saber escutar é uma tarefa imprescindível para o
sucesso das relações interpessoais.
Palavras-chave: Escuta sensível. Bibliotecário. Arte de ouvir – bibliotecário
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
EIXO TEMÁTICO 6 - Gestão de Bibliotecas
INTRODUÇÃO
A concepção e visão de organização com foco na necessidade de mudança de
padrões e enfoques, trazendo como consequência fundamental a valorização do
seu staff tem se tornado uma realidade a partir da década de 1980 (JURAN,
1992). Assim sendo, as Bibliotecas na busca de compreender melhor as
mudanças de paradigmas decorrentes do surgimento das tecnologias de
informação e comunicação e, das exigências do mundo do trabalho, não podem
prescindir do que Barbier (1993; 1998), denomina escuta sensíva, visto que os
bibliotecários precisam captar as necessidades dos usuários, precisam ter a
habilidade da escuta para fazer uma análise e intepretação dos desejos e
necessidades informacionais dos usuários da biblioteca.
Assim, a significancia do ato de escutar, de saber ouvir com respeito se torna
um valor relevante nas relações interpessoais dentro das bibliotecas, pois
nesses espaços temos a necessidade de ser ouvido e aceito, de ser ouvido e
compreendido.
Nesse vies, o bibliotecáriio deve saber sentir o universo afetivo, o imaginário e o
cognitivo do usuário para compreender porque deve volver sua atenção para ele,
conhecer suas atitudes e seus comportamentos, suas necessidades de
informação, afim de instaurar um espaço de acolhimento e de segurança para
sos usuários (internos e externos), no qual possam expressar suas
necessidades, angústias, anseios, a fim de tornar significativo o cotidiano no
contexto de trabalho.
Face ao exposto, justificamos a realização dessa pesquisa, na crença de que
uma escuta atenta, instituída nas bibliotecas, pode apresentar um efeito capaz
de perceber além dos detalhes, dos olhares e da postura que o usuário
apresenta, diante dos seus desejos e suas necessidades informacionais.
À luz dessas considerações, a temática despertou em nós o desejo de averiguar
como a praxis bibliotecária está articulada aos valores da escuta sensível na arte
de ouvir nas bibliotecas, haja vista a constatação de que o ato de escutar com
respeito, está cada vez mais escasso dentro das organizações.Outro motivo, não
menos importante, para justificar a realização dessa pesquisa, diz respeito ao
fato da escuta sensível ser um assunto, ainda incipiente na área da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação.
Para os propósitos desta pesquisa, fizemos recortes balizados, contemplando
quatro unidades de informação sediadas em João Pessoa-PB-Brasil, a saber:
Sistema de Biblioteca da Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Biblioteca da
Faculdade Internacional da Paraíba (FPB); Biblioteca Pública Juarez Gama

�Batista, na Fundação Espaço Cultural e Biblioteca Nilo Peçanha do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB).
Os fatos mencionados, além de pontos norteadores para a escolha do tema de
pesquisa, serviram como fonte de inspiração para constatarmos se a escuta
sensível faz parte do habitual e do cotidiano dessas bibliotecas, quando
buscamos respostas precisas e necessárias para contemplar os objetivos
estabelecidos
Com esse pensamento entramos em sintonia com a problemática de pesquis:
Os bibliotecários gestores da pesquisa se apropriam da escuta sensível para
promover melhoria no desempenho profissional da equipe? De que forma a
escuta sensível pode contribuir para um melhor entendimento e relacionamento
entre bibliotecário-gestor e sua equipe? O Bibliotecário-gestor está voltado para
a cultura da escuta sensível em seu ambiente de trabalho?
Diante desses questionamentos, inferimos o objetivo geral da pesquisa: analisar
a arte de ouvir entre o staff das Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba; Biblioteca da Faculdade Internacional da Paraíba; Biblioteca Pública
Juarez Gama Batista e; Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Paraíba. Partindo do objetivo geral da pesquisa, elencamos os
seguintes objetivos específícos: constatar a concepção de escuta sensível na
ótica do bibliotecário-gestor; identificar os benefícios da escuta sensível no
ambiente de trabalho com a equipe; verificar se a cultura organizacional das
bibliotecas pesquisadas propícia a escuta sensível, na relação bibliotecário x
usuário.
Método da pesquisa
Evidenciamos que o percurso metodológico está ancorado nos princípios da
escuta sensível, enquanto instrumento metodológico, apóia-se na escuta
científico-clínica como fase diagnóstica e realiza-se também através de um eixo
de vigilância, sustentado em três tipos de imaginários: o pessoal-pulsional ; o
social-instituciona (BARBIER, 1993; 1998). É uma pesquisa exploratória,
descritiva com destaque na abordagem qualitativa (GIL, 2010). Utilizamos como
técnicas de coleta dos dados, a entrevista semiestruturada apoiada na escuta
sensível articulada harmonicamente em dois tipos de escuta, a saber:
a) Escuta autônoma – momento que o pesquisador procura sentir o universo
afetivo, imaginário e cognitivo do entrevistado, para poder compreender de
dentro de suas atitudes, comportamentos e sistemas de ideias e de valores, de
forma sensível.
b) Escuta de si - momento em que o pesquisador destaca que as narrativas
podem oportunizar espaços nos quais o sujeito seleciona suas idéias, possibilita
a reconstrução de sua experiência de vida e numa visão auto-reflexiva, busca
compreender a trajetória de si e do (s) outro (s), sem perder de vista as próprias
itinerâncias formativas.

�Isso posto, consideramos que a inspiração de cunho qualitativo dessa pesquisa
está fundamentada nos dois tipos de escuta supracitadas e, ainda, nos
instrumentos de coleta de dados,assinalados no quadro 1.
Quadro1 – Instrumentos de coleta de dados/desejo de conhecer
Instrumentos de
DESCRIÇÃO
coleta de dados
Entrevistas
narrativas
Diário itinerante

Como narram, falando de si, sobre si para o outro; como
reconstrói sua história de vida‒formação
Analisar como os bibliotecários falam sobre si; como
vivenciam os dilemas do cotidiano.

Fonte: informações do pesquisador, 2018

Ressaltamos, que os sujeitos da pesquisa foram cinco (05) Bibliotecários
gestores, assim caracterizados: três(03) de biblioteca universitária federal; um
(01) de biblioteca universitária privada e; um (01) de biblioteca pública. As
entrevistas realizadas com esse contigente deram forma e contorno a pesquisa,
posto que os gestores tomam as decisões que envolvem a identificação de
problema, bem como analisam, escolhem alternativas e verificam a eficácia das
decisões.
Resultados
Os resultados alcançados corroboram para instigar a realização de pesquisas
sobre a arte de ouvir com respeito no contexto bibliotecário, especialemente, da
competência informacional. O resultado dessa pesquisa nos remete, ainda, a
uma reflexão sobre as relações entre o fazer dos bibliotecários e a mediação
implícita da informação. Sinalizam também que, após uma revisão da literatura,
a escuta sensível não tem sido adequadamente discutida à luz da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação (CI), apesar dessas ciências
sofrerem influências das teorias relativas ao dialogismo, enunciado, produção de
sentidos e autoria, que ajudam a pensar os acontecimentos que permeiam as
práticas dialógicas e informacionais. Possibilitou, ainda,
observar que um
mundo novo abriu-se para os gestores envolvidos na pesquisa, apesar das
difíceis escolhas que têm de fazer e das dificuldades a serem enfrentadas. A
vivência em uma biblioteca, convivendo em novas relações com os seus
usuários oportuniza aos gestores, novas leituras e novas experiências na arte de
ouvir os usuários e colaboradores desse lócus privilegiado como o espaço
acadêmico.
Discussão
A análise e interpretação dos resultados obtidos, á luz da literatura publicada
sobre a tema da pesquisa, revelou que os princípios da escuta sensível
possibilitaram escutar os sujeitos envolvidos, na partilha de experiências e
construção de conhecimentos no cotidiano das bibliotecas. Nos levou a crer que
não é fácil preludiar-se a ouvir, principalmente porque ouvir significa
compreender o outro a partir do olhar alheio, da lógica alheia. Significa
concentração para ouvir com consciência, silenciar o próprio pensamento no

�momento da escuta. É uma escuta do dito, do não dito, do silêncio, da hesitação,
de tudo que não audivel.
Nessa perspectiva focamos as analises e as dissurssões no olhar dos sujeitos
da pesquisa, no tocante a escutá-los. Todos os entevistados, acham que é de
extremo valor a prática da escuta sensivel nas bibliotecas. Percebemos que os
sujeitos da pesquisa chamam a atenção para o fato dos bibliotecários não cairem
na mecanicidade. Devem ser atentos as práticas de contato humanizado. O
bibliotecário organiza informação e tem a função de fazer a ponte entre a
informação e quem dela necessita, todavia, para que isso aconteça de forma
satisfatória, é necessário fazer o uso das práticas de escuta sensível.
Corroborando nessa direção Juran (1992) salienta que: a qualidade é a
adequação ao uso através da percepção das necessidades dos usuários, ou
seja, é a capacidade de promover a satisfação de uma necessidade de forma
adequada às preferências dos usuário
Considerações finais
Constatamos, diante dos achados da pesquisa, a relevancia do bibliotecário
estar atento ao que usuário não diz, ou seja, ouvir as entrelinhas, saber
interpretar o não evidente, pois é imprescindível que a escuta seja feita de
maneira atenta, de forma que os gestos,também, sejam observados e o usário
seja atendido de forma digna e humanaizada. Isso fortalece o pensamento de
Oliveira (2014, p. 29) quando ressalta. Atender o usuário “Não é responder as
perguntas com frase de efeitos. É ficar atento aos mínimos detalhes, olhando-o
nos olhos e deixando que se manifeste em relação ao que está sendo dito”.
Ressaltamos que a pesquisa evidencia a necessidade de uma maior interação
entre bibliotecário e usuário, pois os resultados revelam que raro foram os
momentos de diálogos nessa interação, fato que nos remete a complexidade da
profissão e do perfil exigido ao profissional Bibliotecário, na dificil arte de escutar
o usuário com respeito.
A pesquisa, ao constatar descobertas inerentes a importância de motivar,
compreender e ouvir sensivelmente as pessoas, mais precisamente, usuários de
bibliotecas, nos leva a considerar que a pratica da escuta sensível tem efeitos
positivos e geram resultados satisfatórios nos relacão bibliotecário x usuário.
Enfim, a análise das categorias delineadas nessa pesquisa permitiu alguns
achados acerca da escuta sensível como perspectiva de investigação e como
elemento relevante na formação do bibliotecário.
A defesa expressa nessa pesquisa, destancando a escuta sensivel como prática
imprencidivel na práxis bibliotecária, aponta que os bibliotecários, também,
precisam ser escutados, enxergados e acolhidos. Escutados quando reivindicam
melhorias nas condições de trabalho. Enxergados e acolhidos quando
desempenham suas funções com ética e compromisso, quando lutam por salário
digno e por políticas e estratégias de formação continuada.

�Sugerimos que os bibliotecários pesquisados atentem de modo singular para as
necessidades e desejos dos usuários, tentando saná-las porque isso se torna
uma ligação essencial na vivência e na convivência no ambiente da biblioteca.
Posto isso, almejamos que o estudo possa inspirar novas pesquisas sobre a
escuta sensível do bibliotecário nos diversos tipos de bibliotecas. Se faz notório
que uma prática em que se coloca o respeito à frente de quaisquer conteúdos
tem o poder de transformar não somente a realidade das bibliorecas, mas
também de contribuir para a constituição de um bibliotecário sensível as
necessidades e a atenção do usuário.

Referências
BARBIER, R. . A escuta sensível em educação. Cadernos ANPED, v. 5, p. 86–
216, 1993.
BARBIER, R. A escuta sensível na abordagem transversal. In: BARBOSA,
Joaquim (Coord.). Multirreferencialidade nas ciências e na educação. -São
Carlos: Editora da UFSCar, 1998, p. 168-99.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido.- Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
GIL, A. C. (2010). Métodos e técnicas de pesquisa social (5th ed.).- São Paulo:
Atlas.
JURAN, J. M. Planejamento para a qualidade.- São Paulo: Pioneira, 1992..
OLIVEIRA, N. C. O voo da borboleta: escuta sensível, respeito e cuidado na
relação pedagógica em mutação na educação infantil. Brasília: UNB, 2014.

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                <text>Mostra a preocupação em inserir as práticas da escuta sensível nas bibliotecas, visando a valorização destas práticas. Ressalta que o referencial teórico está centrado no pensamento de Barbier (1993; 1998) e de Freire (1985). Aborda como problematica de pesquisa as questões: Qual a dimensão da escuta sensível nas práxis bibliotecária que podem fortalecer a  mediação das necessidades e desejos informacionais dos usuários? A escuta sensível pode contribuir para otimizar a qualidade no atendimento aos usuários de Bibliotecas?. Tem como objetivo geral: analisar a arte de ouvir dos bibliotecários-gestores no cotidiano das seguintes bibliotecas: Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba; Biblioteca da Faculdade Internacional da Paraíba;  Biblioteca Pública Juarez Gama Batista e; Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência/Tecnologia da Paraíba. È uma pesquisa de caráter exploratória, descritiva de abordagem qualitativa, construida por meio de entrevistas. Conclui, que no contexto de diálogos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação,  é necessário um debate sobre a arte de ouvir com respeito, frente os desafios de uma relação significativa entre bibliotecário e usuário no processo ouvir/dialogar. E, ainda, que a escuta sensível é considerada uma ferramenta de suma importância para os bibliotecários  captarem as necessidades dos usuários da biblioteca, pois saber escutar é uma tarefa imprescindível para o sucesso das relações interpessoais.</text>
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                    <text>A CONVERGÊNCIA DE UM GRUPO DE BIBLIOTECAS DA UNESP
PARA A SOLUÇÃO DE ACESSIBILIDADE VISUAL: RELATO DE
EXPERIÊNCIA

Eliana Katia Pupim (Unesp) - katia.pupim@unesp.br
Breno Luiz Ottoni (Unesp) - breno.ottoni@unesp.br
Vivian Rosa Storti (UNESP) - vstorti@reitoria.unesp.br
Elizabete Cristina de Souza de Aguiar Monteiro (Instituição - a informar) - elizabete.monteiro@unesp.br
Laura Akie Saito Inafuko (UNESP) - laura.inafuko@unesp.br
Resumo:
O presente trabalho relata a experiência da Biblioteca Universitária de Tupã (BUT) na busca
por parceiros que auxiliassem no acolhimento a um aluno com baixa visão, em uma
experiência positiva, obtendo a sinergia de vários elementos da Rede de Bibliotecas da Unesp
em prol da recepção apropriada ao aluno. Em meio a crise que assola as universidades
públicas paulistas, com contingenciamentos de orçamento, a presença de um aluno especial
com necessidades visuais foi um desafio significativo não somente para a BUT, mas para a
instituição como um todo. A metodologia adotada foi sensibilizar as bibliotecas atendidas pelo
Grupo de Acessibilidades e pelo SIAI, que, por meio da ação da CGB possibilitou a adesão de
bibliotecas da Rede de Bibliotecas da Unesp resultando no atendimento das demandas de
acessibilidade visual do usuário da BUT, como também estabeleceu uma metodologia para
possíveis soluções em situações similares.
Palavras-chave: Acessibilidade visual
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

A CONVERGÊNCIA DE UM GRUPO DE BIBLIOTECAS DA UNESP PARA
A
SOLUÇÃO
DE
ACESSIBILIDADE
VISUAL:
RELATO
DE
EXPERIÊNCIA
Introdução
A matrícula de um jovem aluno com baixa visão no curso de Administração, da
Faculdade de Ciências e Engenharia (FCE), da Unesp Câmpus de Tupã, apresentou
à equipe da Biblioteca Universitária de Tupã (BUT) uma série de ponderações,
sendo que, as reflexões causaram uma modificação do olhar cotidiano.
Buscou-se embasamento na legislação que ampara os Portadores de Deficiência
Visual (PDV), em especial na Lei n. 7.853, de 1989,
Art. 2º Ao Poder Público e seus órgãos cabe assegurar às pessoas
portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos,
inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à
previdência social, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que,
decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal,
social e econômico. (BRASIL, 1989, p.1).

No Decreto Federal n. 3.298, de 1999, que regulamenta a lei e que, em seu artigo 4.
classifica a cegueira, compreendendo a “[...] a baixa visão, que significa acuidade
visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica”. (BRASIL,
1999, p.1).
Art. 2o Cabe aos órgãos e às entidades do Poder Público assegurar à
pessoa portadora de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos,
inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao desporto, ao
turismo, ao lazer, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à
edificação pública, à habitação, à cultura, ao amparo à infância e à
maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis,
propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico.(BRASIL, 1999, p. 1).

Assim como na Lei 13.146, de 2015, cujo capítulo IV que trata especificamente dos
direitos no tocante a educação da Pessoa com Deficiência, e esclarece que em seu
artigo 68 as bibliotecas devem ter acervos acessíveis em todos os níveis e
modalidades de educação. (BRASIL, 2015).

�Após a compreensão de que era não somente uma questão de empatia, mas de
obrigação por força de lei, olhou-se para o aluno, buscando conhecê-lo mais de
perto, e procurando aniquilar possíveis pré-conceitos
Um olhar diferente
O primeiro passo foi conhecer o aluno, suas demandas e suas expectativas em
relação ao que a BUT poderia contribuir para sua graduação. Convidado para uma
entrevista com a Supervisora da biblioteca, levantou-se algumas informações sobre
o discente que são transcritas na sequência:
Seu nome é ETT, tem 21 anos, é aluno do curso de Administração Diurno, e está
matriculado no segundo ano, morador de Bastos-SP, é portador de baixa visão e
usuário do transporte da prefeitura. Na parte da tarde ajuda nos afazeres em sua
casa, e também auxilia o pai no trabalho.
Ao ser questionado sobre sua identidade quanto à suas necessidades, conforme
várias
terminologias
técnicas
possíveis
classificadas
pela
legislação, ETT mencionou apenas que não gosta de ser identificado como
deficiente, que possui necessidades e que prefere ser chamado de aluno especial.
Sua patologia é a neurofibromatose, uma doença gradual, porém que está
estabilizada já há algum tempo. Há várias implicações para o discente, porém a
mais grave é a sequela na vista, pois atingiu o nervo ótico. Trata-se de uma doença
genética que se manifestou aos 13 anos e meio, quando este morava no Japão. O
aluno relatou que começou a perceber a visão embaçar e seus pais procuraram por
médicos naquele país, os quais afirmaram ser normal a perda da visão. Tal fato
motivou a família retornar ao Brasil para investigar o que estava acontecendo.
Já no Brasil, o diagnóstico foi fechado por médico especialista da cidade de São
Paulo, como neurofibromatose. ETT desconhece outros indivíduos que sejam
portadores da mesma patologia que ele. Em Tupã já visitou uma associação que
ensina o braile, mas ele e a mãe acreditam que o mesmo ainda não necessita dessa
linguagem, pelo menos não neste momento.
Quanto às necessidades específicas sobre o uso da Biblioteca, ETT admite que
sempre leu em razão das insistências de sua mãe, contudo, depois que
apresentou dificuldades na visão, sua vontade de ler foi aguçada naturalmente.
Quanto aos estudos, ele admitiu que há muita leitura e que os professores enviam
para ele o material bibliográfico em PDF ou word, para que possa ter formas de
acompanhar a turma. O que o impede de utilizar mais biblioteca é ter vergonha de
pedir auxílio, pois sempre precisa de ajuda para localizar o livro na prateleira, o que
o desanima de vir até a biblioteca.

�ETT diz ainda que gostaria que houvesse mais livros em PDF na biblioteca, pois é
importante para aumentar a sua capacidade de leitura, já que assim consegue
ampliar as letras. Destaca ainda a necessidade de mesas adequadas e que,
principalmente nas provas, passa por transtornos e dores no pescoço e na coluna.
Pede que sejam instalados softwares que aumentem a tela do computador, pois na
universidade ele não consegue utilizar os equipamentos. Quando há trabalho em
grupo, não consegue se preparar adequadamente, pois há demanda por leitura e ele
não tem os equipamentos à disposição na universidade. Tal fato retarda o
desenvolvimento do trabalho o que o constrange e incomoda, pois acredita
atrapalhar o grupo de estudo. O discente acreditava que se houvesse um
equipamento próprio para atender as necessidades específicas de aumento das
letras, com certeza, haveria maior uso da Biblioteca.
Com base nessa conversa, compreendeu-se, pelo menos minimamente, algumas
das demandas e expectativas de ETT. Essa compreensão levou a Equipe
Bibliotecária a buscar casos semelhantes em outras bibliotecas para conseguir
propor uma solução para o problema encontrado ou ao menos mitigar tais
problemas.
Olhar para os iguais
Ao se compreender algumas das dimensões presentes em ETT, houve a necessidade
de procurar nas demais bibliotecas da Unesp, soluções, modelos, ou projetos que
pudessem ser implantados na BUT.
Optou-se por buscar na Biblioteca do Câmpus de Assis, parâmetros sobre o projeto
de acessibilidade implantado em 2012. Segundo a Diretora de Biblioteca, Laura
Inakufo, o projeto do qual fizeram parte foi de responsabilidade do Grupo de
Acessibilidade da Rede de Bibliotecas da UNESP (GARBU), formado por servidores
da instituição, com o intuito de “[...] estudar, planejar e implementar ações
voltadas à acessibilidade para a comunidade acadêmico-científica da UNESP e ao
cidadão com necessidades especiais, permitindo o acesso à informação e a
utilização dos serviços oferecidos pelas bibliotecas da rede da universidade”.
(STORTI et al., 2014, p.5).
O GARBU estabeleceu uma metodologia denominada Serviço de Inclusão e
Acessibilidade a Informação (SIAI), que consistiu na “aquisição de equipamentos e
capacitação da equipe voltada para o atendimento e manuseio dos equipamentos”.
(OTTONI et al., 2015, p.1).
A partir do conhecimento do Grupo GARBU e da metodologia do SIAI, em 16 de
março de 2018, realizou-se uma visitação à Biblioteca de Assis com o objetivo de
melhor compreender as propostas lá implantadas, os equipamentos utilizados,
assim como seu funcionamento e a relevância para a comunidade atendida.

�No mesmo mês, a Supervisão da BUT entrou em contato com a Coordenadora
Geral de Bibliotecas, Flávia Maria Bastos, e esta por sua vez, acolheu a solicitação e
a encaminhou a demanda aos membros do GARBU.
A partir de então, houve o amparo da situação pelos membros do GARBU, em
especial a bibliotecária Vivian Rosa Storti que mobilizou a Rede de Bibliotecas da
Unesp. Neste momento, o objetivo do Grupo era levantar as unidades que haviam
sido contempladas com o SIAI, mas que, no momento atual, estivessem sem alunos
com necessidades visuais que apresentassem a demanda para os equipamentos. A
partir de então sensibilizar as bibliotecas para que houvesse um empréstimo para a
BUT.
Entreolhares
A notícia de que a Biblioteca de Bauru se prontificou a atender à solicitação de
empréstimo chegou em junho. A partir de então, ocorreu uma intensa troca de
mensagens com o bibliotecário daquela unidade, Breno Luiz Ottoni. As mensagens
tinham como propósito alinhar informações e procedimentos em ambas as
unidades, com orientações e solicitações a vários elementos necessariamente
imbricados.
Ao aluno foram enviadas as especificidades dos equipamentos, a saber: a)
Computador com software leitor de tela instalado; b) Linha Braille conectada a esse
mesmo computador; c) Ampliador eletrônico de caracteres para pessoas com baixa
visão; ou d) Scanner conversor para áudio. Sendo que ETT optou pelo amplificador
de caracteres e scanner.
Para a Seção Técnica de Materiais, foi solicitado a regularização dos trâmites de
empréstimo de bem patrimoniado entre as unidades, de modo legal e transparente.
Ao diretor do Câmpus de Tupã coube emitir ofício requerendo o empréstimo ao
Presidente do Grupo Administrativo da Administração Geral do Câmpus de Bauru.
Para a Seção Técnica de Comunicações e Atividades Auxiliares foi requerido a
retirada e transporte dos equipamentos de Bauru a Tupã.
Por fim, após um período de estruturação do processo de empréstimo o qual
necessitava passar pelas Diretorias Administrativas e Diretores das unidades
implicadas, os equipamentos foram disponibilizados por Bauru e enviados para a
BUT.
Com os equipamentos disponíveis em Tupã, havia a necessidade de instalação das
máquinas e treinamento dos servidores e usuário. Para tanto, mais uma vez a Rede
de Bibliotecas da Unesp amparou a demanda, sendo que a bibliotecária Elizabete
Cristina de S. A. Monteiro, da Biblioteca de Marília, orientou a instalação e
capacitou a bibliotecária de Tupã, que se responsabilizou pela instalação e

�transferência dos conhecimentos para a Equipe Bibliotecária, assim como para o
usuário demandante.
Em abril de 2019, os equipamentos foram instalados e disponibilizados para
utilização, havendo a capacitação do aluno para o manuseio dos equipamentos, e
também da Equipe Bibliotecária para o suporte as demandas do usuário.
Considerações Finais ou Conclusões:
Desde o início do processo em busca de oferecer a atenção adequada às
necessidades de ETT, compreendeu-se que a conjuntura econômica limitava
muitas as possibilidades de solução, contudo, em nenhum momento este cenário
foi determinante para desânimo ou desistência de nenhuma das partes.
A partir do conhecimento da demanda de acessibilidade visual em uma unidade da
Rede de Bibliotecas da Unesp, houve o acolhimento por parte da CGB e uma
movimentação de toda a estrutura da Rede para que o objetivo inicial fosse
atingido e o aluno tivesse acesso às condições apropriadas.
Os trâmites burocráticos necessários geraram documentos de circulação interna e
externas às unidades e que servirão para que novas demandas possam usufruir das
soluções adotadas.
Referências:
STORTI, V. R.; ALMEIDA, S. M. de; OTTONI, B. L.; FANTIN, V. M. S. R. Promover a acessibilidade
aos deficientes visuais e baixa visão à Rede de Bibliotecas da Unesp. In: SENABRAILLE, 8., 2014.
Anais... São Paulo: FEBAB, 2014. Disponível em:
file:///C:/Users/Katia/AppData/Roaming/Microsoft/Windows/Network%20Shortcuts/339-11241-SM.PDF. Acesso em: 12 jan. 2019.
OTTONI, B. L. et al. Serviço de Inclusão e Acessibilidade à Informação (SIAI): Experiência da Rede
de Bibliotecas da Unesp. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 14., 2015. Anais... Fortaleza: FEBAB, 2015.
BRASIL. Decreto nº. 3.298 de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei no 7.853, de 24
de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm. Acesso em: 20 nov. 2018.
BRASIL. Lei nº. 7.853, de 24 de Outubro de 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras
de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa
Portadora de Deficiência - Corde institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos
dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7853.htm. Acesso em: 20 nov. 2005.
Acesso em: 20 nov. 2018.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa
com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm. Acesso em: 20 jul.
2019.

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                <text>O presente trabalho relata a experiência da Biblioteca Universitária de Tupã (BUT) na busca por parceiros que auxiliassem no acolhimento a um aluno com baixa visão, em uma experiência positiva, obtendo a sinergia de vários elementos da Rede de Bibliotecas da Unesp em prol da recepção apropriada ao aluno. Em meio a crise que assola as universidades públicas paulistas, com contingenciamentos de orçamento, a presença de um aluno especial com necessidades visuais foi um desafio significativo não somente para a BUT, mas para a instituição como um todo. A metodologia adotada foi sensibilizar as bibliotecas atendidas pelo Grupo de Acessibilidades e pelo SIAI, que, por meio da ação da CGB possibilitou a adesão de bibliotecas da Rede de Bibliotecas da Unesp resultando no atendimento das demandas de acessibilidade visual do usuário da BUT, como também estabeleceu uma metodologia para possíveis soluções em situações similares.</text>
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                    <text>A COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA

Gleide Bitencourte José Ordovás (UFSC) - gleide.bjo@ufsc.br
Andréa Figueiredo Leão Grants (UFSC) - andrea.grants@ufsc.br
Resumo:
Este trabalho é um relato de experiência que se propõe a apresentar o resultado da aplicação
de um questionário elaborado pela Comissão de Comunicação e Marketing, que teve o objetivo
geral de diagnosticar a comunicação organizacional da Biblioteca Universitária da
Universidade Federal de Santa Catarina, como respostas as demandas desta área, para
verificar possíveis problemas e, deste modo, planejar e desenvolver ações visando o
aperfeiçoamento da mesma. Iniciando o relato com uma descrição do questionário, as
questões e principais resultados. Com os resultados algumas ações foram desenvolvidas e
colocadas em prática. Em decorrência destes resultados e ações, percebeu-se o quão é
importante a aplicação de um modelo de comunicação organizacional que possa auxiliar na
gestão da comunicação da Biblioteca Universitária. Trata-se de um instrumento que oferece
alternativas facilitadoras para a administração da instituição, especialmente, no que tange ao
planejamento estratégico da comunicação desta unidade de informação, respondendo assim,
com um serviço eficiente e eficaz para a sociedade, que é a sua provedora e a principal
beneficiária.
Palavras-chave: Gestão de bibliotecas. Comunicação em bibliotecas. Gestão da comunicação.
Bibliotecas universitárias.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia:

( ) Sim (X) Não

INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias estão inseridas em ambientes de diversidade
cultural, possuem um quadro funcional variado e comunicam-se com a sociedade
utilizando-se de vários meios. A comunicação deve ser entendida de forma séria e
responsável, nestas organizações.
Kunsch tem seus estudos voltados para comunicação organizacional,
utilizando-se de conhecimento da área da administração. A autora salienta a
importância da utilização de métodos científicos, baseados em estudos, para gerir
a comunicação das organizações. Para a autora, as organizações podem ser vistas
como um sistema aberto, nos aspectos fundamentais, e “subsistema de um sistema
maior, a sociedade” (KUNSCH 2003). Ela ressalta que
Vivemos numa sociedade organizacional, formada por um número
ilimitado de diferentes tipos de organizações, que constituem parte
integrante e interdependente da vida das pessoas. O indivíduo,
desde que nasce e durante a sua existência, depara-se com um
vasto contingente de organizações, que permeiam as mais diversas
modalidades no âmbito dos setores públicos, privado e do chamado
terceiro setor. (KUNSCH, 2003, p. 19).

As organizações fazem parte de nossas vidas de diversas formas, para
responder as mais diversas necessidades da sociedade. A utilização do termo
organização para tratar das bibliotecas universitárias se dá por sua adequação na
amplitude da abrangência do termo. Para Kunsch, ao entender as empresas como
organizações pode se referir a qualquer tipo, como as públicas, privadas, sem fins
lucrativos, ONGs, fundações etc., não se restringindo ao que se denomina empresa.
A comunicação organizacional é essencial em qualquer tipo de organização.
Kunsch destaca que
Interdependentes, as organizações têm de se comunicar entre si. O
sistema organizacional se viabiliza graças ao sistema de
comunicação nele existente, que permitirá sua contínua
realimentação e sua sobrevivência. Caso contrário, entrará num
processo de entropia e morte. Daí a imprescindibilidade da
comunicação para a organização social. (KUNSCH, 2003, p. 69).

�Isso demonstra a importância da comunicação entre organizações que se
correlacionam, independente de níveis ou hierarquias. Bibliotecas universitárias
federais são interdependentes das universidades das quais fazem parte, que por
sua vez estão ligadas às administrações governamentais. A comunicação nestas
organizações deve, preeminentemente, fazer parte do planejamento estratégico.
As tecnologias da informação e comunicação (TICs) se desenvolveram de
forma a auxiliar na comunicação, trazendo a sociedade para perto das decisões de
interesse público, porém, de acordo com Kunsch, as TICs
[...] podem simplesmente ser meras promotoras da maior rapidez de
circulação da informação e oferecer serviços de má qualidade. Isto
se não vierem acompanhadas de uma profunda restruturação
administrativa no setor público e de um olhar mais atento das
organizações para a ascensão da sociedade civil na vida política
dos países, se não estiverem sustentadas por estratégias
apropriadas de comunicação. (KUNSCH, 2011, p. 16).

As bibliotecas universitárias também precisam rever sua comunicação,
interna e externa, para poder se adequar as mudanças ocorridas pela rapidez da
informação e a maior participação da sociedade,
[...] temos que agir no sentido de construir o futuro das
organizações. Esse é o real sentido da nossa atividade para este
mundo coorporativo que vem exigindo proximidade, conexão,
diálogo, relacionamento, interação, aprendizagem e conhecimento.
Proponho uma nova maneira de perceber e produzir significados no
cotidiano das relações e interações sociais que permeiam
naturalmente a vida das organizações, tornando a área da
comunicação organizacional arcabouço fundamental no processo
de gestão estratégica das organizações. (MARCHIORI, 2009, p.
294).

Utilizando-se das conceituações destes autores, no que tange a
comunicação organizacional, entende-se que as bibliotecas são organizações que
lidam diretamente com estes desafios. Responsáveis por gerir a informação em
vários suportes, atendem um público, externo e interno, cada dia mais exigente em
toda sua diversidade, e precisam trabalhar a comunicação em suas várias formas e
meios. As bibliotecas enquanto centros de informação precisam gerir a
disseminação informacional, e para planejar esta gestão a comunicação é um dos
pontos essenciais. Problemas com a comunicação, seja externa ou interna, podem
acarretar retrabalhos e prejuízos para a administração que, no caso de bibliotecas
inseridas em instituições públicas, lidam com verbas controladas por uma
administração governamental e respondem para a sociedade por seus atos.
Este trabalho é um relato de experiência que se propõe a apresentar o
resultado da aplicação de um questionário elaborado pela Comissão de
Comunicação e Marketing (CCM), que teve o objetivo geral de diagnosticar a
comunicação organizacional da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de

�Santa Catarina (BU/UFSC), como respostas as demandas desta área. Iniciando o
relato com uma descrição do questionário, as questões e principais resultados.

RELATO DE EXPERIÊNCIA: COMPORTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DOS
SERVIDORES BU/UFSC 2017/18
Como metodologia para alcançar os objetivos desta pesquisa, verificou-se a
importância da utilização, enquanto abordagem, do método dedutivo. Para a coleta
de dados foram empregadas as técnicas de questionário, de estudo de caso e a
análise de conteúdo. O questionário foi necessário para fazer o levantamento das
informações, acerca da comunicação organizacional da BU/UFSC. Utilizando-se da
análise de conteúdo, verificou-se os dados quantitativos e assim foram abordados
de forma sistemática.
O questionário foi planejado pela CCM, juntamente com a Direção da
BU/UFSC, visando identificar lacunas e buscar a melhoria no processo de
comunicação dos servidores lotados na instituição, partindo da análise do
comportamento de comunicação destes.
Foram um total de 98 respostas, do quadro geral de 110 servidores lotados
na BU/UFSC. A aplicação se deu ao final do ano 2017 e os resultados foram
tabulados e apresentados em 2018.
O questionário apresentava três questões fechadas, mas com possibilidade
de complementos, e uma questão aberta, para sugestão de melhorias. Os
servidores foram orientados de que suas respostas seriam recebidas de forma
anônima, para que tivessem uma liberdade maior em suas participações.
A primeira questão dizia respeito a frequência de uso das ferramentas de
comunicação oferecidas pela BU. Verificou-se que o e-mail institucional foi a
ferramenta mais usada, 79% afirmou usar diariamente. Já o portal da BU teve índice
diário de 63% dos servidores. A terceira ferramenta com mais uso pelos servidores
foi o informativo “Quais são as Novas?” (informativo interno disponibilizado
semanalmente via e-mail institucional), com 42% de uso semanal. Nos
complementos houve sugestões do tipo:
“Conscientização do uso das ferramentas. Principalmente com relação aos
conteúdos dos e-mails, bem como as discussões geradas. Ensino de uso da
ferramenta “responder a todos” e quando deve ser utilizada”.
“Gostei dos Quais são as novas? semanalmente, uma coisa para minimizar
os e-mails da caixa”.
“A comunicação está satisfatória. Importante manter o site da BU sempre
atualizado”.
Os resultados da primeira questão surpreenderam a CCM, pois tinha-se um
entendimento de que o e-mail institucional não era usado com frequência. Outro
resultado favorável foi a boa recepção do informativo, que foi criado para diminuir o
excesso de e-mails desnecessários.
A segunda questão foi sobre a avaliação da comunicação na BU, de um
modo geral. A opção “Boa” teve 59% das seleções, enquanto 31% entenderam ser

�“Regular”. No complemento desta questão, surgiram muitas sugestões e críticas,
que auxiliaram no processo de melhorias:
“As ferramentas são boas, o que falta é uma obrigatoriedade de uso aos
servidores”.
“Melhorou muito, mas os serviços não são tão conhecidos pelos servidores.
Há ruído de comunicação”.
“É boa, porém creio que algumas informações oficiais deveriam ser tratadas
por e-mail e não apenas no grupo de WhatsApp, ou pelo menos, a conclusão da
questão ser repassada por e-mail”.
As sugestões da segunda questão serviram de subsídios para
encaminhamentos de melhorias, como a orientação de uso das ferramentas oficiais
de comunicação da BU/UFSC.
Na terceira questão foi abordado a utilização da comunicação pessoal para
se informar. Dos resultados, apenas 1% disse não utilizar de comunicação pessoal.
Da grande maioria, 57% se informa com as chefias e 39% com os demais colegas.
Nesta questão não houveram sugestões.
Esta questão chamou atenção para a importância que as chefias têm em
seus setores, no que diz respeito a disseminação das informações.
A última questão procurou verificar, na opinião dos servidores, como os
processos de comunicação poderiam ser melhorados. Esta era uma questão aberta,
que gerou sugestões e apontamentos acertados, que auxiliaram nas tomadas de
decisões e melhorias nos processos de comunicação organizacional da instituição.
Destacam-se algumas destas sugestões:
“Mais interesse pelo trabalho/setor do outro. Mais “Bom dia biblioteca”. Mais
momentos de cafezinhos entre equipes”.
“Os meios de comunicação utilizados pela BU são condizentes com a
modernidade. Embora possa não estar atingindo a totalidade dos receptores, não
por deficiência das ferramentas utilizadas, mas por alguma dificuldade de usar
tecnologias de alguns receptores. Talvez uma comunicação oral, através de
chamada geral periódicas, semanal/quinzenal possa atingir os receptores com
alguma dificuldade de manipulação e acesso das novas tecnologias. Considerando
ainda que a oralidade é uma forma mais humanizada no processo de comunicação”.
“Treinamento sobre os processos de comunicação. Melhorando os
informativos internos como um boletim mais aprimorado. A comunicação poderia
ser mais unificada em um informativo para evitar a dispersão”.
“O mural interno poderia ser mais atrativo, de repente movê-lo de local,
acredito que poucos parem para ler, por já estarem de saída”.
Foi a partir destas respostas que surgiram a maioria das ações de melhorias
da comunicação organizacional da BU/UFSC.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A aplicação deste questionário teve como objetivo geral diagnosticar a
comunicação organizacional da BU/UFSC, para verificar possíveis problemas e,
deste modo, planejar e desenvolver ações visando o aperfeiçoamento da mesma.

�Com os resultados algumas ações foram desenvolvidas e colocadas em
prática, tais como: capacitações para orientar sobre o uso do e-mail institucional e
meios de comunicação da BU; divulgação ampliada do informativo “Quais São as
Novas?”, incluindo a oferta em formato impresso, em locais estratégicos da BU;
realocação do Mural de Informações (Biblioteca Central), para maior visibilidade;
disponibilização das agendas das reuniões da comissões; encaminhamento à
direção da sugestão de que mais reuniões nos/e entre os setores sejam realizadas;
maior frequência na realização do evento “Bom Dia Biblioteca” (evento de
integração entre setores para demonstrar novos serviços, ferramentas ou
inovações); criação de um café coletivo dos servidores, toda primeira quarta-feira
do mês; entre outras ações que estão em desenvolvimento.
Em decorrência destes resultados e ações, percebeu-se o quão é importante
a aplicação de um modelo de comunicação organizacional que possa auxiliar na
gestão da comunicação da BU/UFSC. Trata-se de um instrumento que oferece
alternativas facilitadoras para a administração da instituição, especialmente, no que
tange ao planejamento estratégico da comunicação desta unidade de informação,
respondendo assim, com um serviço eficiente e eficaz para a sociedade, que é a
sua provedora e a principal beneficiária.
REFERÊNCIAS
KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na
comunicação integrada. 4. ed. rev. São Paulo: Summus Editorial, 2003. 417p.
(Novas buscas em comunicação ; V. 17).
KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Coord). Comunicação pública, sociedade e
cidadania. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2011. 293 p. (Série Pensamento
e Prática. 4).
MARCHIORI, Marlene Regina. As interconexões entre cultura organizacional e
comunicação. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org.). Comunicação
organizacional. São Paulo: Saraiva, 2009. 2v. p. 294.

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                    <text>A Biblioteca como espaço criativo
Karin Vanelli (UDESC) - karin.vanelli@udesc.br
Letícia Lazzari (UDESC) - letty.lazzari@gmail.com
Resumo:
O desafiador contexto da Biblioteca Universitária em perceber e atender a diversidade de
demandas do público universitário, é o tema de fundo deste relato de experiência, que traz a
breve descrição das mudanças promovidas no ambiente da Biblioteca da Unidade de Balneário
Camboriú da Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC para que coexistam os
interesses dos usuários. O conceito de biblioteca e as necessidades a serem atendidas
mudaram significativamente, passamos do modelo de biblioteca focado na preservação para a
era do acesso, do compartilhamento e da criação. Um trimestre após a efetivação das
transformações, aplicou-se uma pesquisa de opinião que buscou compreender o impacto
destas mudanças na percepção dos usuários. Identificar como a Biblioteca é usada desde
então, nos aponta e confirma a os diversos interesses que o público tem sobre ela. Foi possível
confirmar que a Biblioteca enquanto espaço de estar, passou a ser mais relevante, mais
frequentada. Estimula a leitura e abraça uma maior diversidade de interesses. Onde a
necessidade de silêncio não cala a necessidade dos que precisam estar e criar. Os interesses
coexistem.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Espaço Criativo. Terceiro Espaço. Espaço de estar.
Eixo temático: Eixo 6: Gestão de bibliotecas

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A chegada do século XXI se apresentou imperativa em suas exigências quanto
as formas de lidar com o conhecimento. O conceito de biblioteca e as necessidades a
serem atendidas mudaram significativamente. Leitura, estudo, socialização de
conhecimento, e descanso, são algumas delas. A pausa, a descompressão, tão pouco
valorizados e tão valiosos para os processos de inovação e criatividade. Passamos do
modelo de biblioteca focado na preservação para a era do acesso, do
compartilhamento e da criação. Para tanto, o modelo de ambiente de aprendizado
precisa ser “aberto, livre, confortável, inspirador e prático.” (SINCLAIR, 2007, p. 5
apud VEIGA; MACENA, 2014, p. 4).
Observadas as condições psicossociais do universitário, especialmente o
graduando, que passa boa parte do seu tempo em função do estudo nas dependências
da Universidade, é possível alinhar a Biblioteca Universitária à integralidade deste
sujeito. Recursos para construção de restaurantes universitários, moradias
estudantis, linhas especiais de transporte público são mobilizados

para o

atendimento desta integralidade nas Universidades.
Em estudo de usuário realizado em 2018 na Biblioteca da Universidade do
Estado de Santa Catarina (Udesc), unidade de Balneário Camboriú, foi possível
identificar que uma das principais demandas dos alunos estava relacionada ao
espaço físico da biblioteca. Segundo os acadêmicos, eles esperavam que a biblioteca
universitária pudesse ser transformada em “um espaço de interação e conforto”
(SOUZA; LAZZARI, 2018, p. 944).
Esta demanda vai ao encontro da teoria de Lankes sobre a biblioteca como um
espaço de aprendizagem. Segundo o autor, “muitas vezes os alunos usam a biblioteca

�como local produtivo e social, porque a aprendizagem é uma atividade social”
(LANKES, 2016, p. 130).
Considerando esta mudança conceitual das funções da biblioteca e das
demandas integrais dos seus usuários, a Biblioteca da Udesc Balneário Camboriú
promoveu significativa transformação em seu espaço. Os detalhes destas
modificações e os resultados alcançados serão descritos neste relato de experiência.
Relato da experiência
A Udesc é uma instituição de ensino superior, pública e estadual, atualmente
com unidades em doze cidades do estado de Santa Catarina. Em 2018 foi inaugurado
um novo prédio para acomodar a Unidade de Balneário Camboriú, até então em um
imóvel alugado. Destinou-se à biblioteca um espaço de 120 m².
Insuficiente para atender todas as necessidades da biblioteca, buscou-se
otimizar o espaço de modo a melhor atender as demandas apresentadas pelos
usuários e tornar a biblioteca um espaço de aprendizagem, criativo e de acolhimento.
Para tanto, foram arrecadados recursos em ação entre os servidores, e
empregados na tinta para colorir parede, rede de descanso, pufes, tapete, almofada
e grama sintética. Plantas também ajudaram a criar uma atmosfera mais viva.
Foto 1 – Panorama da Biblioteca após mudança

Fonte: das autoras.

�Um trimestre após a efetivação das transformações, aplicou-se uma pesquisa
de opinião que buscou compreender o impacto destas mudanças na percepção dos
usuários. O questionário foi encaminhado por e-mail e em grupos de conversa em
aplicativos de mensagens, onde foram obtidas 34 respostas.
A primeira pergunta da pesquisa buscou identificar como a mudança foi
percebida, qual impressão a mudança provocou, e assim obtivemos, concatenando o
discurso do sujeito coletivo (frase unificando as opiniões): “O que mais nos agradou
na mudança foi o quão aconchegante, descontraída, lúdica, receptiva, iluminada,
colorida, viva ficou a Biblioteca, com espaço para estudar, descansar, estar. Antes
havia a sensação de aprisionamento”.
Buscou-se identificar na pesquisa se as mudanças realizadas impactaram no
fator de frequência e permanência dos usuários na biblioteca. De fato, pode-se
confirmar que 97% dos usuários embasam o aumento da sua frequência na biblioteca
como um resultado das transformações implementadas e 94% afirmam que também
o tempo de permanência foi ampliado (Gráfico 1).
Gráfico 1 - Frequência e permanência na biblioteca
Frequentar a biblioteca desperta o seu interesse pela
leitura?

17,65%

As mudanças estimularam o aumento da sua
5,88%
permanência na biblioteca?

As mudanças estimularam o aumento da sua frequência
2,94%
na biblioteca?

Não

82,35%

94,12%

97,06%

Sim

Fonte: elaborado pelas autoras.

No primeiro trimestre de 2019, a Biblioteca registrou um aumento de 58% no
empréstimo de livros de literatura em relação ao mesmo período de 2018. É possível
relacionar este dado com a mudança ocorrida na biblioteca, pois conforme apontam
os resultados da pesquisa de opinião (Gráfico 2), 83% dos respondentes afirmaram
que o aumento da frequência na biblioteca estimula o seu interesse pela leitura.

�Gráfico 2 – Frequentar a biblioteca desperta o seu interesse pela leitura?

Frequentar a biblioteca desperta o seu interesse
pela leitura?
17,65%

82,35%

Não

Sim

Fonte: elaborado pelas autoras.

Questionar sobre quais usos o público faz da Biblioteca desde então, sinaliza
para a diversidade de interesses que se têm sobre ela (Gráfico 3).
Gráfico 3 – Quais usos v ocê faz da nov a biblioteca?

Quais usos você faz da nova biblioteca?
85%

Estudo individual
62%

Descansar

44%

Usar Computadores

44%

Estudo em grupo

35%

Bater um papo
18%

Monitoria
Reuniões

12%

Outros

12%

Participar de eventos da biblioteca

9%

Fonte: elaborado pelas autoras.

Por fim, de modo ainda mais espontâneo buscou-se verificar junto aos
usuários qual a percepção desta nova biblioteca. Foi elaborada a seguinte questão:
“O que vem à mente quando você lembra da biblioteca hoje?”. Como pode ser
observado na (FIGURA 1), tiveram destaque em mesmo grau de importância, o
estudar, a socialização e a qualidade aconchegante do ambiente.

�Figura 1 – O que v em à mente quando você lembra da biblioteca hoje

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Considerações Finais
A equipe da Biblioteca constatou que a mudança realizada no ambiente
impactou diretamente no modo de usar e perceber a Biblioteca.
Foram muitos os feedbacks de usuários que confirmaram que enquanto
terceiro espaço, espaço de estar, a Biblioteca passou a ser mais relevante,
frequentada e desejada. De que deste modo estimula a leitura e abraça uma maior
diversidade de interesses. Onde a necessidade de silêncio não cala a necessidade dos
que precisam estar e criar. Os interesses coexistem.
Referências
LANKES, R. D. Expect more: melhores bibliotecas para um mundo complexo.
São Paulo: FEBAB, 2016.
SOUZA, Marcela R.; LAZZARI, L. Estudo de usuários da Biblioteca da Udesc
Balneário Camboriú: uma visão sobre a biblioteca universitária e aspectos
relacionados à ansiedade de informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 20., 2018, Salvador. Anais [...] Salvador:
UFBA, 2018. p. 933-947. Disponível em:
https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27708. Acesso em: 11 abr. 2019.
VEIGA, V. S. de O.; MACENA, L. G. O ambiente da biblioteca na e-evolução: com a
voz os usuários. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014, Belo Horizonte. Anais [...] Belo Horizonte: UFMG,
2014. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/8973. Acesso em:
16 abr. 2019.

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                <text>O desafiador contexto da Biblioteca Universitária em perceber e atender a diversidade de demandas do público universitário, é o tema de fundo deste relato de experiência, que traz a breve descrição das mudanças promovidas no ambiente da Biblioteca da Unidade de Balneário Camboriú da Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC para que coexistam os interesses dos usuários.  O conceito de biblioteca e as necessidades a serem atendidas mudaram significativamente, passamos do modelo de biblioteca focado na preservação para a era do acesso, do compartilhamento e da criação. Um trimestre após a efetivação das transformações, aplicou-se uma pesquisa de opinião que buscou compreender o impacto destas mudanças na percepção dos usuários. Identificar como a Biblioteca é usada desde então, nos aponta e confirma a os diversos interesses que o público tem sobre ela. Foi possível confirmar que a Biblioteca enquanto espaço de estar, passou a ser mais relevante, mais frequentada. Estimula a leitura e abraça uma maior diversidade de interesses. Onde a necessidade de silêncio não cala a necessidade dos que precisam estar e criar.  Os interesses coexistem.</text>
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                    <text>Valorização profissional: ações e iniciativas do Conselho Regional
de Biblioteconomia da 11ª Região para o fortalecimento e
consolidação da classe bibliotecária na sociedade.

Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho (UFAM) - geyseccarvalho@hotmail.com
JEAN CHARLES RACENE DOS SANTOS MARTINS (CPRM) - jean.martins@cprm.gov.br
Layde Dayelle dos Santos Queiroz (IFAM) - layde_queiroz@hotmail.com
Luiz Fernando Correia de Almeida (UFAM) - luiz_11_fernando@hotmail.com
Ryanne Silva Lima (SESC) - ryannesl@gmail.com
Resumo:
No Brasil, os conselhos profissionais são entidades que se destinam ao controle e fiscalização
de determinadas profissões regulamentadas, em sua maioria, criados há mais de cinco
décadas. A atuação dos Conselhos Federal e Regionais de Biblioteconomia contribui para
garantir e assegurar a permanência do profissional atuando na sociedade, apesar de ser
comumente compreendido com a função de órgãos como associações e sindicatos. Foram
elencadas algumas ações executadas até o presente. Mesmo se tratando de ações encabeçadas
por comissões específicas, ressalta-se o envolvimento e comprometimento efetivo de todos os
conselheiros, funcionários, assessores e parceiros. A realização de palestras e o apoio a
eventos, embora não seja o foco dos conselhos profissionais, é uma forma de promover
atualização, interação e valorização profissional, uma vez que estas ações promovem a melhor
atuação dos bibliotecários em seus ambientes de trabalho, estimulam os graduandos a
participar ativamente nas programações enquanto estudantes e após a conclusão da
graduação, enquanto profissionais, além de criar ambientes para a troca de experiências
profissionais e network. O CRB11 em condição de representante da classe bibliotecária,
corrobora para a valorização destes profissionais. Realizando as ações, eventos e projetos
citados neste relato de experiência que busca evidenciar o bibliotecário à sociedade. Pode-se
perceber por meio dos feedbacks dos próprios bibliotecários o sentimento de gratidão ao
reconhecerem que evoluíram ao receberem destaque e consequentemente, valorização
profissional.
Palavras-chave: Valorização profissional; CRB11; Conselho Regional de Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução:
No Brasil, os conselhos profissionais são entidades que se destinam ao
controle e fiscalização de determinadas profissões regulamentadas, em sua
maioria, criados há mais de cinco décadas. A atuação dos Conselhos Federal e
Regionais de Biblioteconomia contribui para garantir e assegurar a permanência do
profissional atuando na sociedade, apesar de ser comumente compreendido com a
função de órgãos como associações e sindicatos.
Conforme relata Gamba (2013, p.168) “os conselhos e ordens de fiscalização
profissional apuram exclusivamente a responsabilidade administrativa, verificando
a falta de ética ou de técnica do profissional e aplicando as penalidades
estabelecidas em lei”. Além disso, Medauar (2014, p. 112) sinaliza que os conselhos
de fiscalização do exercício profissional são organismos destinados ao
acompanhamento minucioso do exercício de profissões regulamentadas por lei
federal, geridos por profissionais da área, eleitos por seus pares.
Para tanto, os Conselhos Regionais exercem ações administrativa,
normativa, supervisora e disciplinadora com a finalidade de zelar pelo bom conceito
da profissão, orientar e defender o livre exercício da profissão, julgar infrações à Lei
e a Ética, servir como órgão consultivo do Governo, contribuir para o aprimoramento
da área de seus profissionais no que se refere aos interesses dos bibliotecários, e
realizar a organização e manutenção de cadastros dos profissionais registrados.
Corroborando com o exposto, Côrte (2015, p. 17) aponta que “Os conselhos,
cumprindo com seu dever, atuam diretamente no controle ético e técnicoprofissional, o que lhes confere a dimensão de seu compromisso social com a

�sociedade, e segurança, confiança e respeito em sua relação com os profissionais
no exercício de suas funções.”
Assim, a jornada dos Conselhos vem sendo destacada pela sua integração
nas diferentes lutas da sociedade e desde então, os vários Conselhos que
compõem o Sistema CFB/CRB, têm priorizado ações que estimulam a qualificação
de profissionais, a busca melhores condições de trabalho, a democratização das
relações profissionais, a participação nos espaços de controle social, a
universalização das políticas sociais, a garantia do direito ao acesso humanizado
dos serviços públicos e a participação popular, em articulação com os vários
segmentos da sociedade.
Relato da experiência:
A 18ª Gestão (triênio 2018/2020) teve seu início em 04 de janeiro de 2018
com a participação de 15 conselheiros efetivos e 3 suplentes, divididos nas
comissões permanentes: ética, fiscalização, divulgação e valorização profissional,
licitação, tomada de contas, bem como, nas comissões temporárias: bibliotecas
escolares

e

públicas,

bibliotecas

especializadas

e

universitárias

e

de

empreendedorismo na biblioteconomia.
Tendo em vista os objetivos propostos pela atual gestão do CRB11 acerca
deste eixo, elencamos algumas ações executadas até o presente. Mesmo se
tratando de ações encabeçadas por comissões específicas, ressalta-se o
envolvimento e comprometimento efetivo de todos os conselheiros, funcionários,
assessores e parceiros.
Nesse sentido, vale destacar a realização do Censo Bibliotecário 2018 na
jurisdição do CRB11 culminando com a emissão da nova Cédula de Identidade
Profissional do Bibliotecário. Estas cédulas foram entregues aos profissionais numa
solenidade realizada na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e como parte
da programação, ocorreu a palestra Ética profissional e o papel social do
Bibliotecário à luz do Direito, ministrada pela Coordenadora da Comissão de
Fiscalização. A solenidade visou promover a valorização profissional e a interação

�entre os professores do curso de graduação em Biblioteconomia, estudantes e
Bibliotecários (as), trazer visibilidade ao Conselho e à profissão em notícias nas
páginas institucionais, e estimular a aquisição e utilização da nova cédula de
identificação oficial relacionado à profissão.
Outra atividade que merece destaque foi a realização de uma Conferência e
Webinar cuja intenção foi discutir a Lei 12.244/2010 que trata da universalização
das Bibliotecas Escolares, bem como apresentar estratégias eficazes de
dinamização desses espaços e a exposição de cases de sucesso. A atividade foi
transmitida para todo o Brasil, alcançando audiência nos países vizinhas: Argentina
e Peru e foi ministrada por uma Bibliotecária da jurisdição.
A realização de palestras e o apoio a eventos, embora não seja o foco dos
conselhos profissionais, é uma forma de promover atualização, interação e
valorização profissional, uma vez que estas ações promovem a melhor atuação dos
bibliotecários em seus ambientes de trabalho, estimulam os graduandos a participar
ativamente nas programações enquanto estudantes e após a conclusão da
graduação, enquanto profissionais, além de criar ambientes para a troca de
experiências profissionais e network. Essa atuação fora do habitual contribui para a
criação de uma relação afetiva entre o conselho e a classe, desconstruindo a
característica de um órgão meramente punitivo.
Anualmente, em alusão ao dia do Bibliotecário, uma série de eventos são
realizados pelo CRB11 para comemorar a data. Além das palestras, oficinas e
similares duas atividades buscaram direcionar-se não apenas aos profissionais,
mas à sociedade como um todo: 1) Prêmio Genesino Braga. Sua realização se deu
no lugar de maior prestígio na região norte do país: o Teatro Amazonas. Na ocasião,
foi oferecido pela Secretaria de Cultura do Amazonas o “Concerto Clássico e Villa”
executado pela Orquestra de Violões do Amazonas. Como estratégia, decidiu-se
realizar a premiação aberta ao público com lugares reservados aos bibliotecários,
alunos e professores de biblioteconomia, alcançando repercussão local com o
teatro lotado por 800 pessoas. A entrega do prêmio no Teatro Amazonas possibilitou
a formalização de parcerias entre instituições e profissionais, promoveu o

�reconhecimento não somente aos vencedores das categorias, mas aos
concorrentes de modo geral e à classe de modo geral, que se sentiram honrados e
reconhecidos com as indicações. Estas iniciativas são fundamentais para o
aumento da motivação dos profissionais no que diz respeito à realização de novas
práticas e pesquisas, haja vista que o reconhecimento advindo de solenidades como
esta enaltecem a profissão diante da sociedade e contribuem para a construção de
um ambiente colaborativo e de trocas de experiências.
2) A sessão Especial em Homenagem ao Dia do Bibliotecário na Assembleia
Legislativa do Estado Amazonas tem sido recorrente, ano após ano. Esta ação
permite que a sociedade conheça a profissão e o fazer profissional do bibliotecário.
Ademais, a relação entre a classe e representantes políticos do Estado é
enriquecedora, pois permite traçar estratégias para o crescimento da classe e em
prol da sociedade. Tanto o é, que estamos tramitando a realização de uma
audiência pública para a criação do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares do
Amazonas, bem como do plano de ação que o Estado deverá executar para
adequar-se às prerrogativas da Lei Federal 12.244/2010 e Lei Estadual 364/2016,
na busca de melhores indicadores de desenvolvimento sociocultural, preservação
e padronização das bibliotecas escolares do Amazonas, oferta de produtos e
serviços de informação de qualidade, garantia de emprego e salário digno para os
Bibliotecários.
Em fase de planejamento e de implantação, encontra-se a Revista CRB11 In
Foco, cujo objetivo é promover a atualização dos profissionais em relação à temas
relevantes para a profissão, bem como divulgar boas práticas realizadas por
profissionais bibliotecários e de áreas de interesse à profissão. Além disso, a
divulgação e a publicidade de matérias referente à atuação do CRB11 e dos demais
conselhos à sociedade acerca do que os bibliotecários estão fazendo em prol das
bibliotecas escolares, especializadas, públicas, universitárias, de empresas do
terceiro setor, hospitais, museus e tantos outros campos de atuação consiste em
valorizar o profissional e tornar conhecida a sua relevância onde está inserido, bem

�como em criar consciência social da necessidade do bibliotecário para a sociedade
e para abrir espaço para novos profissionais e áreas de atuação.
Considerações Finais ou Conclusões:
É salutar o autoconhecimento de nossos valores, talentos, competências.
Esse sentimento é fundamental para permitir a contínua contribuição com a
sociedade a qual estamos inseridos. Desta forma o CRB11 entende que a
valorização do profissional bibliotecário é de suma importância, se fazendo
necessário o desenvolvimento de ações que permitam colocar em evidência os
profissionais da jurisdição, que desenvolvam projetos em prol da sua comunidade,
que detêm condutas admiráveis ou profissionais que contribuem com a pesquisa no
âmbito da biblioteconomia.
O CRB11 em condição de representante da classe bibliotecária, corrobora
para a valorização destes profissionais. Realizando as ações, eventos e projetos
que busca evidenciar o bibliotecário à sociedade. Pode-se perceber por meio dos
feedbacks dos próprios bibliotecários o sentimento de gratidão ao reconhecerem
que evoluíram ao receberem destaque e consequentemente, valorização
profissional.
Referencias:
CÔRTE, Adelaide Ramos (Org.); SOARES, Isaura Lima Maciel (Org.); SILVA,
Lucimar Oliveira (Org.) et al. Bibliotecário: 50 anos da regulamentação da
profissão no Brasil. Brasília: Conselho Federal de Biblioteconomia, 2015.
MEDAUAR, Odete. Direito administrativo moderno. São Paulo: Revistas dos
Tribunais. 2014.
GAMBA, Luísa Hickel. Aspectos materiais da inscrição nos conselhos de
fiscalização profissional. In: FREITAS, Vladimir Passos de (Coord.). Conselhos de
fiscalização profissional: doutrina e jurisprudência. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2013. p. 168.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Geyse Maria Almeida Costa de Carvalho</text>
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                <text>JEAN CHARLES RACENE DOS SANTOS MARTINS</text>
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                <text>Layde Dayelle dos Santos Queiroz</text>
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                <text>Luiz Fernando Correia de Almeida</text>
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                <text>Eixo 5: O farol do advocacy</text>
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                <text>No Brasil, os conselhos profissionais são entidades que se destinam ao controle e fiscalização de determinadas profissões regulamentadas, em sua maioria, criados há mais de cinco décadas. A atuação dos Conselhos Federal e Regionais de Biblioteconomia contribui para garantir e assegurar a permanência do profissional atuando na sociedade, apesar de ser comumente compreendido com a função de órgãos como associações e sindicatos. Foram elencadas algumas ações executadas até o presente. Mesmo se tratando de ações encabeçadas por comissões específicas, ressalta-se o envolvimento e comprometimento efetivo de todos os conselheiros, funcionários, assessores e parceiros. A realização de palestras e o apoio a eventos, embora não seja o foco dos conselhos profissionais, é uma forma de promover atualização, interação e valorização profissional, uma vez que estas ações promovem a melhor atuação dos bibliotecários em seus ambientes de trabalho, estimulam os graduandos a participar ativamente nas programações enquanto estudantes e após a conclusão da graduação, enquanto profissionais, além de criar ambientes para a troca de experiências profissionais e network. O CRB11 em condição de representante da classe bibliotecária, corrobora para a valorização destes profissionais. Realizando as ações, eventos e projetos citados neste relato de experiência que busca evidenciar o bibliotecário à sociedade. Pode-se perceber por meio dos feedbacks dos próprios bibliotecários o sentimento de gratidão ao reconhecerem que evoluíram ao receberem destaque e consequentemente, valorização profissional.</text>
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                    <text>Movimentações dos Bibliotecários Goianos em prol da criação do
cargo de Bibliotecário no Estado de Goiás

Adilson Ribeiro de Sá Júnior (UFG) - adilsonribeiro@outlook.com
Resumo:
O presente relato de experiência traz um breve resumo do cenário e das lutas dos profissionais
Bibliotecários no estado de Goiás, desde a formação da primeira turma do curso se
Biblioteconomia na Universidade Federal de Goiás, até as mais recentes movimentações
engajadas principalmente pela parceria entre o Centro Acadêmico de Biblioteconomia da UFG
- CABU e a Associação de Bibliotecários de Goiás - ABG.
Palavras-chave: Bibliotecário; Goiás; Bibliotecas Escolares; Lei;
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia:

( ) Sim (x ) Não

Introdução
O curso de Biblioteconomia em Goiás teve sua primeira turma ofertada pela
Universidade Federal de Goiás em 1980, e desde a formação dos primeiros
Bibliotecários pela instituição as lutas tem sido muitas, que vão desde movimentos
pelo reconhecimento do curso pelo Ministério da Educação (que ocorreu em 1985),
até a criação de leis e políticas públicas que garantam a valorização do profissional
e sua atuação efetiva no mercado de trabalho goiano (UFG, 2016a).
Uma grande conquista, foi a promulgação da Lei Federal 12.244/10 que versa sobre
a universalização das Bibliotecas escolares. Todavia, no estado de Goiás a situação
tem um agravante, a inexistência do cargo de Bibliotecário no quadro de pessoal
das Secretarias Estaduais de Educação e Cultura. Sem a lei que oficializa o cargo de
Bibliotecário, e assegura investidura dos bacharéis em Biblioteconomia no cargo, a
Lei Federal se torna ineficaz.
O relato de experiência a seguir, trata justamente de mais um movimento
articulado pela classe bibliotecária goiana, composta por alunos, professores e
profissionais em busca da criação de uma lei que permita o exercício legal da
profissão no âmbito do executivo Estadual de Goiás.
Relato da experiência
As movimentações e discussões sobre a criação do cargo de Bibliotecário no âmbito
das Secretarias Estaduais de Educação e Cultura, não são novas. O insight sobre a
movimentação, produto deste relato, se deu a partir da discussão sobre criação de
políticas públicas em aula do componente curricular “Tópicos Contemporâneos em
Informação Social, Cultural e Educacional” ministrada pela Professora Doutora
Andréa Pereira do Santos, aos alunos dos 2º, 4º e 6º períodos do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás - UFG, em setembro de 2018
(UFG, 2016b)

�O até então Presidente do Centro Acadêmico de Biblioteconomia da UFG - CABU,
começou a pensar sobre quais agentes do legislativo poderia buscar apoio para
proposição de uma lei que assegura a existência do cargo de Bibliotecário e a
investidura de profissionais competentes a função pública. Em conjunto com os
demais membros do Centro Acadêmico se deu início então as pesquisas sobre os
deputados e deputadas que ocupavam as cadeiras da plenária da Assembleia
Legislativa do Estado de Goiás - ALEGO. Cinco nomes foram retirados, com base
nos projetos de atuação e propostas feitas pelos mesmos. As audiências com cada
um deles foi marcada, e apenas um dos cinco, se interessou pela proposta e se
comprometeu por levantar a “bandeira da causa Bibliotecária”.
Dado o momento, era preciso então a união de forças, e a Associação dos
Bibliotecários de Goiás - ABG se juntou ao movimento para enriquecer a discussão
sobre a elaboração da Minuta da Lei, bem como algumas questões mais pontuais
sobre remuneração, jornadas de trabalho, plano de carreira e etc.
Em e-mails disparados ao associados, foi solicitado que os mesmos se
manifestassem quanto às questões levantadas no parágrafo anterior, dada a
realidade do mercado de trabalho em Goiás. O resultado da consulta foi de que
para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais, o salário proposto seria de R$
2.625,00 reais e para uma carga horária de 40 horas semanais, de R$ 3.500,00
reais.
De acordo com dados da antiga Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (hoje
apenas Secretaria de Estado de Educação), disponibilizado através do
requerimento da Lei de acesso à informação, registrado sobre o protocolo
2018.1214.171202-59, existem 943 bibliotecas escolares instaladas nas escolas
mantidas pelo Governo do Estado de Goiás. Os cuidados destes espaços estão à
frente de 1.030 servidores denominados “Professores Dinamizadores de
Bibliotecas” (GOIÁS, 2019)
Neste percurso, foram realizadas reuniões com o até então Deputado Francisco
Oliveira, bem como com a sua assessoria jurídica e a Procuradoria Geral do Estado
de Goiás - PGE para entender melhor sobre o processo da redação, e todo o trâmite
legal para apreciação da minuta da lei e sua aprovação.

�Considerações Finais
Articular movimentos, engajar pessoas, buscar forças e aliados, não é um processo
fácil e demanda determinação, para o desânimo não vença os envolvidos pelo
cansaço.
Em decorrência a não reeleição do Deputado Estadual que se comprometeu em
ajudar, e da troca do chefe do executivo, o projeto sobre a minuta da lei parou.
Todavia, discussão sobre a importância e a necessidade deste instrumento legal, e o
fato de termos estado tão próximos de mais uma conquista, não nos desmotiva ou
nos faz encarar como derrota, mas sim como um catalisador a mais para fomentar
novos movimentos e discussões a fim continuar a busca de vitórias e conquistas,
não deixando de lado o foco principal, que é levar a crianças, jovens e adultos as
inúmeras possibilidades de crescimento que uma Biblioteca pode trazer ao cidadão
através do conhecimento, mediado por um Bibliotecário.

�Referências
BRASIL. Lei n. º 12.244, de 24 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização das
bibliotecas nas instituições de ensino do País. ​Diário Oficial da União​. Poder
Executivo, Brasília, DF, 25 mai. 2010.

GOIÁS (Estado). Secretaria Estadual De Educação, Cultura e Esporte. Gerência
Especial de Ouvidoria. ​Termo de Resposta no 009 – 2019 GEO/SEDUCE.
Goiânia, GO: Secretaria Estadual De Educação, Cultura e Esporte, 7 jan. 2019.
Protocolo: 2018.1214.171202-59.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS . ​Apresentação​. Goiânia: Faculdade de
Informação e Comunicação, 2016. Página da Internet. Disponível em:
https://biblioteconomia.fic.ufg.br/p/838-apresentacao​. Acesso em: 22 jul. 2019.
(a)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS . ​Projeto Político Pedagógico:
Biblioteconomia . Goiânia: Faculdade de Informação e Comunicação, 2016. Página
da Internet. Disponível em:
https://biblioteconomia.fic.ufg.br/up/75/o/projeto_pedag%C3%B3gico_DEZEMB
RO_01.pdf​. Acesso em: 22 jul. 2019. (b)

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Documentação&#13;
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                <text>Movimentações dos Bibliotecários Goianos em prol da criação do cargo de Bibliotecário no Estado de Goiás</text>
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                <text>O presente relato de experiência traz um breve resumo do cenário e das lutas dos profissionais Bibliotecários no estado de Goiás, desde a formação da primeira turma do curso se Biblioteconomia na Universidade Federal de Goiás, até as mais recentes movimentações engajadas principalmente pela parceria entre o Centro Acadêmico de Biblioteconomia da UFG - CABU e a Associação de Bibliotecários de Goiás - ABG.</text>
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                    <text>InFoco - um laboratório coletivo de ideias para o fortalecimento da
Biblioteconomia e Ciência da Informação

Gabriel Justino de Souza (FECAP) - justinogabriel@hotmail.com
Fabiana ANDRADE PEREIRA (FAPESP) - fpereira@fapesp.br
Resumo:
O papel do bibliotecário tem se modificado constantemente devido às novas tecnologias, que
alteram as formas das pessoas lidarem com as informações, trazendo novas reflexões e
demandas para a área. Embora surjam muitas dúvidas diante da profissão e do seu futuro, o
bibliotecário deve buscar soluções inovadoras, participar ativamente nas questões da classe
para promover o seu empoderamento, dar visibilidade às suas atividades e compartilhar com
seus pares todo conhecimento adquirido, a fim de juntos alcançarem objetivos comuns. Este
trabalho tem como objetivo relatar a experiência e ações do InFoco como exemplo de
advocacy para a Biblioteconomia e Ciência da Informação. Logo, neste relato será exposto
como o movimento profissional e colaborativo vem se estruturando para atingir objetivos
palpáveis, além de relatar a elaboração e concretização do [RE]PENSE. Demonstra, também, a
preocupação do InFoco em tornar a Biblioteconomia e a Ciência da Informação acessíveis,
fazendo com que pessoas leigas tomem consciência do trabalho do bibliotecário e de sua
importância para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e com acesso democrático
às informações.
Palavras-chave: Advocacy, Biblioteconomia, Ciência
profissional, Profissional bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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da

Informação,

Fortalecimento

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

Introdução
Sabe-se que as bibliotecas são equipamentos essenciais para a transformação da
sociedade, sobretudo, pelo poder de propiciar o acesso democrático às diversas fontes de
informação. O papel do bibliotecário vem sendo fundamentalmente discutido na
literatura especializada. Diante da sociedade atual, ele é o agente mediador, capaz de
dispor a informação de forma que elas supram as necessidades dos indivíduos, ao ponto
de contribuir para o desenvolvimento dos cidadãos.
O escopo de ação desse profissional tem se modificado constantemente devido às
novas tecnologias, que alteram as formas das pessoas lidarem com as informações, e isso
vem trazendo novas reflexões para a área. Conforme afirma Assis (2018, p. 19), “os
bibliotecários podem vislumbrar um cenário de futuro profissional com novas e distintas
frentes de atuação”. Contudo, como os profissionais podem abordar essa postura flexível?
Como fazer a sociedade entender os novos âmbitos de atuação das unidades
informacionais? Como tornar a profissão menos estigmatizada? Como contribuir para o
fortalecimento da biblioteconomia? Como dar mais visibilidade ao profissional da
informação frente ao uso desenfreado das tecnologias? Como enfrentar a desmotivação
da área?
Embora surjam muitas dúvidas diante da profissão e do seu futuro, o bibliotecário
deve buscar soluções inovadoras, participar ativamente nas questões da classe para
promover o seu empoderamento, dar visibilidade às suas atividades e compartilhar com
seus pares todo conhecimento adquirido, a fim de juntos alcançarem objetivos comuns.
Atualmente, muito tem se falado sobre empoderamento e advocacy, e muitas áreas
profissionais tem se utilizado desses conceitos para promover uma reflexão coletiva,
especialmente como forma inovar frente aos novos desafios impostos pela sociedade. O
empoderamento reforça as ideias de promoção e conscientização doe um grupo; e o
advocacy, conforme o “Manual das Pessoas que Advogam pela Biblioteca” da American
Library Association (2008), trata-se da “defesa ou engajamento ativo em relação a uma
causa ou proposta”. Dimário et al. (2017, p. 2) reforçam que ambos conceitos “estão
alinhados à ideia de mudança e ação organizada”.
Levando em consideração as características de empoderamento e advocacy, e
buscando responder aos questionamentos anteriormente mencionados, em janeiro de
2018, em uma reunião na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
surgiu um movimento chamado “Pela Biblioteconomia”. Primordialmente, as intenções
do grupo se voltaram para a defesa da profissão perante a sociedade e para o
reconhecimento do bibliotecário, além de fortalecer as entidades representativas.
Posteriormente, o grupo foi renomeado para InFoco (Informação em Foco) e,
concomitantemente, surgiu a ideia de criar um evento para que fossem identificados os
eixos que os profissionais poderiam atuar, promovendo discussões acerca do mercado de

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

trabalho, rompendo a “bolha” da Biblioteconomia e, assim, nasceu a ideia de criação do
[RE]PENSE.
Objetivos
Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência e ações do InFoco como
exemplo de advocacy para a Biblioteconomia e Ciência da Informação. A missão do InFoco
é ser um movimento profissional colaborativo, que visa repensar o bibliotecário no século
XXI. O intuito é apoiar os profissionais da informação a agir para defender a profissão e
batalhar pelo seu reconhecimento, além de fortalecer as entidades representativas e
mapear a relação entre a profissão e o mercado. Logo, neste relato será exposto o que
grupo vem fazendo para atingir objetivos palpáveis, além de relatar a elaboração e
concretização do [RE]PENSE, que em 2019 terá sua segunda edição.
Demonstra, também, a preocupação do InFoco em tornar a Biblioteconomia e a
Ciência da Informação acessíveis, fazendo com que pessoas leigas tomem consciência do
trabalho do bibliotecário e de sua importância para o desenvolvimento de uma sociedade
mais justa e com acesso democrático às informações.
Relato da experiência
O InFoco foi inicialmente formado por egressos do Curso de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(FESPSP). Em seguida, passou a agregar alunos, demais profissionais, alunos e ex-alunos
de outras instituições. Todos que pertencem ao grupo são cientes dos objetivos de
contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da Biblioteconomia e Ciência da
Informação paulista e brasileira e, para atingir esses objetivos, doam seu tempo, seus
trabalhos e suas forças de vontade.
Atualmente, 28 pessoas fazem parte do InFoco, organizadas nos diferentes eixos.
A maior parte das pessoas são de São Paulo, mas a proposta do grupo é reforçar a
diversidade e a pluralidade. Apesar de ser um grupo colaborativo, cada eixo possui um
coordenador. Há também um coordenador geral, que tem como missão organizar todo o
grupo e atentar para que as ações sejam feitas. Além desses componentes, há a
colaboração dos conselheiros, que são profissionais ativos no mercado que atuam como
mentores.
Os objetivos do InFoco são: - Repensar a Biblioteconomia no século XXI; Fortalecer as entidades representativas, tais como, o sistema CFB/CRBs, Associações,
FEBAB e sindicatos; - Difundir o trabalho do bibliotecário, tanto o “tradicional” quanto os
que envolvem as novas tecnologias; - Identificar onde estão os problemas do abismo entre
os bibliotecários e os mais diversos segmentos do mercado de trabalho; - Promover a
profissão e divulgá-la; - Formar a ponte entre o bibliotecário e o mercado de trabalho,
mostrando ao mercado as suas mais diversas formas de atuação.

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

Para suprir suas propostas, o InFoco foi estruturado em eixos com objetivos
específicos. Todos os membros fazem parte do Eixo Principal, um arcabouço maior onde
são discutidos os assuntos gerais do grupo, definindo as reuniões que serão feitas e suas
necessidades efetivas. Além do Principal, o InFoco está organizado em mais 3 eixos,
sendo:
- Eixo 1: Profissão, Advocacy e Política: as pessoas envolvidas nesse eixo devem pensar
em ações que visam à promoção da profissão e a realização de eventos que aproximem os
profissionais da área com pessoas do setor empresarial. Definindo estratégias de advocacy
para o fortalecimento da profissão.
- Eixo 2: Comunicação e Tecnologia: as ações desse grupo serão voltadas para difundir,
através das redes sociais do InFoco (Medium, Instagram, Facebook e LinkedIn), diversas
publicações que estejam em uma linguagem acessível para todas as pessoas que não
conhecem a biblioteconomia e passem a conhecer através dessas postagens.
- Eixo 3: Pesquisa: a proposta dessa linha é realizar a gestão das pesquisas e/ou
documentos derivados de pesquisas do InFoco. Mediando a informação técnico/científica
com nosso público-alvo e garantindo a divulgação da pesquisa da área da Biblioteconomia
e Ciência da Informação.
Apesar de ser um movimento com pouco tempo de atuação, o InFoco tem se
organizado para alcançar objetivos em curto, médio e longo prazo. Em suas redes sociais
o grupo vem sendo muito atuante, contando com um número considerável de membros e
gerando discussões interessantes. As redes sociais são os principais instrumentos de
diálogo com a sociedade em geral, no qual são demonstradas as amplas atuações dos
profissionais da informação, como também desmistificam os estereótipos já formados.
Além disso, o InFoco vem contribuindo para manter o diálogo com as entidades
representativas, embora ainda não tenha alcançado resultados significativos nesse
aspecto. Em curto prazo, a maior concentração dos esforços está para estruturar e
fortalecer o InFoco, aumentar sua importância e visibilidade na área, tornando-o uma
referência em advocacy para a Biblioteconomia e Ciência da Informação.
O [RE]PENSE
Ligado ao movimento InFoco, o [RE]PENSE é um evento que não se utiliza de uma
estrutura formal, como são os demais eventos da área. Tem o intuito de ser uma
“desconferência” nos moldes do TED, onde cada palestrante participante utiliza um tempo
para resumir o assunto abordado, permitindo que os presentes discutam sobre o tema
proposto.
Dessa forma, com um modelo mais intimista, o evento contribui para que o público
participante seja composto pelos apaixonados pela profissão, como também por pessoas
que advogam pela área, que busquem mudanças efetivas, novos rumos, ferramentas,
ideias e ideais que orientem os profissionais a encontrarem uma identidade na atualidade.

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

A primeira edição foi realizada no dia 20 de outubro de 2018, cujo tema central foi
“[RE]PENSE o Futuro da Biblioteconomia”. O evento foi estruturado em 2 debates e em
6 grupos de trabalho (GTs) diferentes, sendo: - O primeiro debate abordou a “Necessidade
informacional corporativa” com os palestrantes Cristiane Camizão (SENAC-SP), Silvia
Marques (MEDIAR) e Alisson Castro (ABRAINFO), que o conduziram e apresentaram as
diversas frentes nas quais o bibliotecário pode trabalhar, ampliando a visão do
profissional; - O GT1 debateu sobre “Inteligência competitiva e informação estratégica”;
já os GT2 e GT3 se uniram em discussões acerca dos usuários, UX e Fake news; - O GT4
tratou sobre “A formação do bibliotecário contemporâneo”; - O GT5 tratou sobre
“Inovação informacional”; E, por fim, o GT6 falou sobre “Emprego e empregabilidade”
do bibliotecário. O último debate discorreu sobre “Quem é o bibliotecário no século XXI?”,
e foi ministrado pela presidente da FEBAB, Adriana Ferrari, por Alisson de Castro
(ABRAINFO), pela professora Valéria Valls (ABECIN) e pelo diretor financeiro do CRB-8,
João de Pontes Junior .
O [RE]PENSE foi transmitido via videoconferência para todos os interessados e,
especialmente, para que todo conteúdo fosse compartilhado e, assim, cooperar
efetivamente para o fomento de mudanças, pois o princípio motor do movimento é
continuar com as discussões e levá-las para os demais profissionais do Brasil, para que se
conheçam, reconheçam, ampliem o seu papel e despertem para outras formas de atuação.
A segunda edição do evento já vem sendo estruturada, com agendamento para 10
de agosto de 2019, na FESPSP. O tema central será “O papel das bibliotecas no auxílio da
sociedade”, onde se pretende debater ideias para estimular as bibliotecas para auxiliar
efetivamente na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Considerações Finais
Apesar de pouco tempo de atuação, o InFoco já tem demonstrado que está disposto
a ser um movimento sério em prol da Biblioteconomia e Ciência da Informação. Além das
propostas descritas, que foram pensadas para fomentar o fortalecimento dos estudantes
e profissionais da informação, outro ponto importante a ser destacado é a proposta de
união entre as pessoas que o grupo vem proporcionando. Ao permitir que seus membros
compartilhem opiniões e colaborem para os ideais e propósitos que acreditam, e daquilo
que almejam para o futuro da profissão, permite-se também que eles usufruam da
capacidade de trabalho em grupo, fato esse muito enriquecedor e agregador ao se tratar
de empoderamento e advocacy.
O grupo vislumbra, através do [RE]PENSE, que os estudantes e profissionais
possam debater e encontrar maneiras de visibilizar e fortalecer o bibliotecário junto à
sociedade contemporânea, no qual pode se destacar por ter um papel fundamental para o
seu desenvolvimento. O [RE]PENSE é, sem dúvidas, o principal elemento articulador do
InFoco para o advocacy da área.

4

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

Reforçando a necessidade de mutualismo, frisa-se a importância das entidades
representativas no apoio aos movimentos como o InFoco, pois a intenção do grupo é
ajudá-las a se manterem fortes e atuantes. Essas entidades, quando bem estabelecidas,
são capazes de auxiliar os profissionais em suas buscas por reconhecimentos. Com isso,
o papel do InFoco e do [RE]PENSE também será de propor mudanças junto aos órgãos
competentes, como os conselhos, sindicatos e associações, para se atingir objetivos
comuns à classe.
Há ainda muito trabalho a ser feito, mas já é possível verificar retornos positivos.
O InFoco permite que os profissionais de Biblioteconomia e Ciência da Informação
encontre um novo rumo, uma nova voz, um novo sangue e, principalmente, para que as
barreiras da profissão pareçam menos debilitantes. Movimentos como o InFoco são
importantes, pois surgem como uma nova esperança para os bibliotecários, para que eles
sejam vistos e respeitados, fugindo aos estereótipos legados de meros guardadores de
livros. Além desse escopo, os bibliotecários têm muito a contribuir para essa sociedade
contemporânea, que está em constante evolução.
Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Manual das pessoas que advogam
pela biblioteca. Tradução da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições. 3. ed. São Paulo: FEBAB, 2008. Disponível em:
http://www.ala.org/aboutala/sites/ala.org.aboutala/files/content/AdvocacyALA_Hand
book_versaofinal_abril.pdf Acesso em: 07 abr. 2018.
ASSIS, T. B. Perfil profissional do bibliotecário: atual e desejado. In: RIBEIRO, A. C. M.
L.; FERREIRA, P. C. G. (Orgs.). Bibliotecário do Século XXI: pensando o seu papel
na contemporaneidade. Brasília: Ipea, 2018. Disponível em:
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/180406_bibliotecari
o_do_sec_XXI_4_cap01.pdf Acesso em: 05 abr. 2019.
DIMÁRIO, C. J. K. et al. Empoderamento bibliotecário e advocacy: uma ação na Região
Central do Estado de São Paulo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 27.,
Fortaleza, 2017. Anais... Disponível em:
https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1967/1968 Acesso em: 02 abr. 2019.
Um agradecimento especial aos membros do InFoco pela dedicação: Adriana Rodrigues,
Aldenira Costa, Alexandre Gikas, Alexia, Andrezza Câmera, Camila Hatzlhoffer, Daniela
Correia, Daniele Sousa, Edi Fortini, Érika Santos, Isabela Martins, Julia Gütschow,
Leonela Oliveira, Lucas Meireles, Marcus Aloisio, Mariane Galvani, Marieta Rodrigues,
Marina Chagas, Marina Maschietto, Marina Orefice, Michel Lunz, Regiane Melo, Santiago
Laranjeira, Sthefani Paiva, Thiago Asperti e Vince. Agradecimento especial para a FESPSP
pelo apoio ao InFoco e ao [RE]PENSE.

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                <text>O papel do bibliotecário tem se modificado constantemente devido às novas tecnologias, que alteram as formas das pessoas lidarem com as informações, trazendo novas reflexões e demandas para a área. Embora surjam muitas dúvidas diante da profissão e do seu futuro, o bibliotecário deve buscar soluções inovadoras, participar ativamente nas questões da classe para promover o seu empoderamento, dar visibilidade às suas atividades e compartilhar com seus pares todo conhecimento adquirido, a fim de juntos alcançarem objetivos comuns. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência e ações do InFoco como exemplo de advocacy para a Biblioteconomia e Ciência da Informação. Logo, neste relato será exposto como o movimento profissional e colaborativo vem se estruturando para atingir objetivos palpáveis, além de relatar a elaboração e concretização do [RE]PENSE. Demonstra, também, a preocupação do InFoco em tornar a Biblioteconomia e a Ciência da Informação acessíveis, fazendo com que pessoas leigas tomem consciência do trabalho do bibliotecário e de sua importância para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e com acesso democrático às informações.</text>
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                    <text>Firmando parcerias para o fortalecimento das Associações de
Classe: o relato de experiência da ABDF

Lorena Nelza Ferreira Silva (MCTIC) - lorelice04@yahoo.com.br
Luciana Lima de Olivera (ABDF) - oliveiralulima@gmail.com
Resumo:
A parceria entre instituições estabelece um fortalecimento mútuo, onde todos os envolvidos se
beneficiam. Principalmente na sociedade atual onde a economia colaborativa é um dos fatores
para o crescimento e desenvolvimento sustentável das organizações. Pode-se elencar uma
série de benefícios advindos das parcerias institucionais, entre esses: redução de custos,
ampliação de laços e clientes, otimização de espaços, expansão de serviços e produtos
oferecidos, entre outros que tem atraído muitas empresas a esse modelo de gestão. Atenta a
esse cenário, a gestão 2018-2020 da Associação de Bibliotecários e Profissionais da Ciência da
Informação do Distrito Federal- ABDF, firmou parcerias institucionais e pessoais para
revitalizar a sede e propiciar novos serviços e produtos aos associados. Esse trabalho relata a
experiência da ABDF no estabelecimento dessas parcerias trazendo benefícios a todos os
envolvidos, contribuindo para um crescimento e desenvolvimento colaborativo e sustentável.
Palavras-chave: Parcerias institucionais. Fortalecimento de associações. ABDF.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�Firmando parcerias para o fortalecimento das Associações de Classe: o relato de experiência
da ABDF

Luciana Lima de Oliveira (ABDF)- oliveiralulima@gmail.com
Lorena Nelza Ferreira Silva (ABDF)- lorelice04@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO
A parceria entre instituições estabelece um fortalecimento mútuo, onde todos os
envolvidos se beneficiam. Principalmente na sociedade atual onde a economia colaborativa é
um dos fatores para o crescimento e desenvolvimento sustentável das organizações.
Pode-se elencar uma série de benefícios advindos das parcerias institucionais, entre
esses: redução de custos, ampliação de laços e clientes, otimização de espaços, expansão de
serviços e produtos oferecidos, entre outros que tem atraído muitas empresas a esse modelo
de gestão.
Atenta a esse cenário, a gestão 2018-2020 da Associação de Bibliotecários e
Profissionais da Ciência da Informação do Distrito Federal- ABDF, firmou parcerias institucionais
e pessoais para revitalizar a sede e propiciar novos serviços e produtos aos associados.
Fundada em 18 de setembro de 1962, a ABDF vem atuando nesses 56 anos na
atualização dos bibliotecários e profissionais da informação do Distrito Federal, defendendo os
interesses da classe de Brasília, advogando pela melhoria dos serviços, dando assistência na
criação de novas bibliotecas no Distrito Federal, contribuindo com eventos culturais e projetos
sociais.
Visando dar continuidade ao trabalho executado e à história e à memória consolidada,
tem-se trabalhado para criar um ambiente agradável, criativo, colaborativo, envolvendo
diversos atores para que seus associados tenham a sensação e certeza de pertencimento a
ABDF, contribuindo para a manutenção, história e memória da Associação.
Esse trabalho traz o relato de experiência da revitalização coletiva da ABDF, por meio de
parcerias, onde seus associados atuam como voluntários para a melhora do ambiente, serviços
e produtos oferecidos, e também instituições privadas.

Local e período de ocorrência
Fundada em 18 de setembro de 1962, a sede da ABDF situa-se em Brasília e a
revitalização se dá justamente em sua sede na quadra 702/703 da Asa Norte. O relato abrange
o período de parcerias estabelecidas na Gestão 2018-2020, de janeiro de 2018 a abril de 2019.
Detalhamento da experiência
Em janeiro de 2018 a Gestão atual da ABDF assumiu a diretoria, com a chapa
#juntossomosmaisfortes. No rol das propostas da chapa continha:
4 - tornar a ABDF um local aprazível e que possa ser utilizada por todos os associados;
5 - desenvolver ações para apresentar e divulgar a atuação da ABDF visando sua transparência
e fortalecimento institucional;
6 - reforçar parcerias com órgãos regionais, nacionais e internacionais;
10 - promover e apoiar iniciativas de formação profissional complementar e continuada,

�12 - realizar seminários, painéis, encontros, oficinas, workshops técnico-cultural em parceria
com entidades públicas e privadas.
Nesse sentido, parcerias institucionais e pessoais têm sido firmadas para viabilizar o que
foi proposto.
Para a organização da sede a ABDF tem contado com a parceria de seus associados, os
quais ajudaram na limpeza e mudança, conforme fotos a seguir:

Imagens 1 a 7- Limpeza e organização da Sede da ABDF

A primeira parceria institucional firmada foi com a empresa Santa Biblioteconomia1, que
ministra curso presencial e on-line, e produz material informacional, voltados para concursos
em Biblioteconomia. O Santa Biblioteconomia viaja o Brasil ministrando os cursos, e no DF
firmaram parceria com a ABDF, em 2018, para utilizar o espaço da sede. As contrapartidas
oferecidas a ABDF foram:
 troca do ar condicionado, propiciando economia de energia e um ambiente mais
agradável tanto no aspecto sonoro como climático;
 desconto no curso para associados da ABDF e
 disponibilidade de uma vaga nos cursos ministrados para sorteio entre os associados.
A ABDF além de oferecer o uso do espaço, ainda contribui com a divulgação do Santa
Biblioteconomia nas redes sociais da Associação.

Imagem 8- Ar condicionado antigo

1

https://santabiblioteconomia.com.br/

Imagem 9- Ar condicionado novo

�Outra parceria firmada foi com o bibliotecário Josuel Ferreira dos Santos, da Bahia, o
qual ministra o curso de “Organização de Bibliotecas para Visitas do MEC”. A contrapartida
oferecida a ABDF é desconto no curso para associados e disponibilidade de uma vaga para
sorteio. A ABDF divulga o curso por meio das redes sociais e oferece a sala e seus recursos para
o curso oferecido.

Imagem 10 – Curso Santa Biblioteconomia

Imagem 11 – Curso Organização de
Bibliotecas para Visita do MEC

Houve ainda a parceria com a empresa InnovaGestão2 que presta serviços de consultoria
na área de informação, onde a sala da ABDF recebeu nova pintura de acordo com as solicitações
feitas pela Associação a empresa. Em contrapartida a ABDF ofereceu a utilização da sala para os
cursos oferecidos pela InnovaGestão e ainda a divulgação da empresa nas redes sociais e em
eventos promovidos pela ABDF ou em parcerias.

Imagem 12- Antes da pintura

Imagens 13 e 14- Depois da pintura

Além da pintura, houve parceria com profissional de serviços elétricos e hidráulicos,
Jaime Roberto, para a troca das instalações elétricas, e instalação do bebedouro da ABDF. Em
contrapartida a ABDF ofereceu divulgação dos seus serviços para os associados e em suas mídias
sociais.

2

https://www.innovagestao.com.br/

�Imagem 15 e 16- Antes e depois do filtro

Imagens 17 e 18- Antes e
depois da instalação elétrica

Há ainda a parceria com a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Reciclo, do
Recanto das Emas, a qual tem recolhido todo o resíduo reciclável gerado durante o período de
reforma na sede.

Imagens 19 a 21- Materiais recolhidos pela Cooperativa Reciclo

Os associados têm auxiliado na retomada de produtos da ABDF, como a Revista
Eletrônica da ABDF, o oferecimento de cursos complementares à formação, a manutenção do
site, a criação dos grupos de trabalho entre outras atividades que tem fortalecido a Associação
e criado o sentimento de pertencimento aos seus membros.

Imagem 22- Grupo de Informação
e Documentação Jurídica- GIDJ

Ainda com a parceria dos associados e bibliotecários do DF, instituições públicas e
privadas (vLex, Sophia, InnovaGestão, Bibliotheca, ITMS Group, entre outras) realizamos a
primeira edição do Bibliofest no ano de 2018, festa com intuito de divulgar a profissão, estimular
o uso de bibliotecas, e promover o livro e a leitura. A primeira edição foi um sucesso e será
relatada em trabalho específico.

�Imagens 23 a 25- Bibliofest 2018

As parcerias buscam otimizar recursos financeiros, contribuir com a sustentabilidade,
propiciar o atendimento as propostas feitas pela gestão 2018-2020 e principalmente fortalecer
a ABDF no sentido de manter a sua sede, memória, história e atuação junto aos profissionais do
DF.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante das parcerias mencionadas e resultados alcançados é visível que o
estabelecimento de parcerias institucionais e pessoais trazem benefícios a todos os envolvidos,
contribuindo para um crescimento e desenvolvimento colaborativo e sustentável. Sabe-se que
o caminho ainda está sendo trilhado e que os desafios de manter a Associação e movimento
associativo transpassam o período de atuação da gestão 2018-2020, contudo todos os esforços
estão sendo empregados para que o resultado seja positivo e motivador. Espera-se que esse
relato de experiência possa ter servido de inspiração para novas parcerias institucionais entre
associações de bibliotecários do Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <name>Title</name>
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                <text>Firmando parcerias para o fortalecimento das Associações de Classe: o relato de experiência da ABDF</text>
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                <text>Lorena Nelza Ferreira Silva</text>
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                <text>Luciana Lima de Olivera</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
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                <text>Eixo 5: O farol do advocacy</text>
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                <text>A parceria entre instituições estabelece um fortalecimento mútuo, onde todos os envolvidos se beneficiam. Principalmente na sociedade atual onde a economia colaborativa é um dos fatores para o crescimento e desenvolvimento sustentável das organizações. Pode-se elencar uma série de benefícios advindos das parcerias institucionais, entre esses: redução de custos, ampliação de laços e clientes, otimização de espaços, expansão de serviços e produtos oferecidos, entre outros que tem atraído muitas empresas a esse modelo de gestão.  Atenta a esse cenário, a gestão 2018-2020 da Associação de Bibliotecários e Profissionais da Ciência da Informação do Distrito Federal- ABDF, firmou parcerias institucionais e pessoais para revitalizar a sede e propiciar novos serviços e produtos aos associados. Esse trabalho relata a experiência da ABDF no estabelecimento dessas parcerias trazendo benefícios a todos os envolvidos, contribuindo para um crescimento e desenvolvimento colaborativo e sustentável.</text>
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                    <text>Contribuição das redes sociais para o advocacy da Biblioteconomia:
relato de experiência da página Who's Who da Biblioteconomia
Brasileira

Lorena Nelza Ferreira Silva (MCTIC) - lorelice04@yahoo.com.br
Dandara Baçã de Jesus Lima (MinC) - dandara.lima@hotmail.com
Resumo:
As Tecnologias de Informação e Comunicação- TICs tem contribuído consideravelmente para a
produção, inovação e compartilhamento de informações em rede, impactando na forma de
divulgação e alcance dessas informações. Nesse sentido, indivíduos de várias partes do mundo
compartilham informação e conhecimento, colaboram e interagem entre si, produzem
informações com autoria compartilhada, exercendo a comunicação de todos para todos.
Utilizando-se desse meio de comunicação, cresce o número de bibliotecários que estão
produzindo conteúdo na Internet, são muitos que atuam como youtubers fazendo canais sobre
a atuação de bibliotecários, mediação de leitura, críticas sociais, entre outras atividades. Com
a popularização dos equipamentos de vídeo e empoderamento da classe a tendência é que
mais profissionais se tornem produtores de conteúdo na internet e possam mudar novamente a
cara da Biblioteconomia brasileira. Diante disso, este trabalho relata a experiência da página
no Facebook denominada Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira que surgiu da inquietação
gerada de frases generalistas sobre bibliotecárias e bibliotecários, e do desejo de conhecer os
colegas da Biblioteconomia e suas atividades tanto profissionais, quanto pessoais, sendo um
recurso para publicizar as bibliotecárias e bibliotecários brasileiros, tornando-se
um
instrumento de advocacy para a profissão trazendo destaque, popularidade e publicidade para
os profissionais, transformando o imaginário coletivo do bibliotecário.
Palavras-chave: Advocacy. Bibliotecário.
profissional.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

Biblioteconomia.

Redes

sociais.

Divulgação

�Contribuição das redes sociais para o advocacy da Biblioteconomia: relato de experiência da
página Who's Who da Biblioteconomia Brasileira
Dandara Baçã de Jesus Lima- hikingbiblio@gmail.com
Lorena Nelza Ferreira Silva- lorelice04@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO
As Tecnologias de Informação e Comunicação- TICs tem contribuído consideravelmente
para a produção, inovação e compartilhamento de informações em rede, impactando na forma
de divulgação e alcance dessas informações. Nesse sentido, indivíduos de várias partes do
mundo compartilham informação e conhecimento, colaboram e interagem entre si, produzem
informações com autoria compartilhada, exercendo a comunicação de todos para todos.
Dessa forma, cresce o número de bibliotecários que estão produzindo conteúdo na
internet. São muitos que atuam como youtubers fazendo canais sobre a atuação de
bibliotecários, mediação de leitura, críticas sociais, entre outras atividades. Com a popularização
dos equipamentos de vídeo e empoderamento da classe a tendência é que mais profissionais se
tornem produtores de conteúdo na internet e possam mudar novamente a cara da
Biblioteconomia brasileira.
As mídias também contribuem para a notoriedade dos profissionais, para citar alguns
nomes tem-se o caso de Marcus Miranda que foi entrevistado no programa Lady Night de Tatá
Werneck no quadro “Entrevista com especialista” e ficou nacionalmente conhecido pelo seu
bom humor e por citar a Lei de Ranganathan entre outros pontos. A bibliotecária Gabriela
Pedrão com o canal “É o último, eu juro!” no Youtube. Outro nome conhecido por meio das
redes sociais é a Daniela Spudeit que é expoente na temática de empreendedorismo, tendo
organizado encontros para discutir a temática em diversos estados. E ainda na Biblioteconomia
social, a bibliotecária Cátia Lindeman que atua no sistema prisional, e influencia muitas
pesquisas na área e atividades quanto a temática.
Outro impacto das tecnologias é a criação de grupos sobre Biblioteconomia no
Facebook. Ao longo dos anos, esses têm substituído os grupos de discussão no Yahoo e Google.
A exemplo tem-se o “Bibliotecários do Brasil” com 15 mil e 217 membros1, sendo um grupo que
contribui para a divulgação dos profissionais, já que muitos ficam conhecidos pelas suas
postagens e comentários. Há ainda grupos de temas específicos como Bibliotecários em saúde
com 465 membros2, Bibliotecários do Amazonas com 475 membros3 e Biblioteconomia
Afrocentrada com 247 membros4. Esses são apenas alguns exemplos que demonstram o alcance
das redes sociais para a notabilidade dos bibliotecários (as) do Brasil.
Todo esse movimento exemplifica como a Biblioteconomia tem se renovado, como os
rostos atualmente conhecidos se originam de diversas regiões do país e atuam em diferentes
áreas da informação, constatando que a Biblioteconomia não é mais um rosto distante no
tempo, mas um quadro dinâmico em permanente mudança.
Nesse sentido, uma grande influência das redes sociais é trazer dinamicidade ao que se
entende como bibliotecário, contribuir para desmistificar o estereótipo empregado a esse
profissional, para disseminar suas histórias e, consequentemente, da Biblioteconomia. Existem
muitos profissionais que contribuíram para a história da área e estes são desconhecidos pela
maioria de seus pares. Assim, a página Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira no Facebook
surgiu da inquietação gerada de frases generalistas sobre bibliotecárias e bibliotecários. Apesar
de terem características similares decorrentes da profissão, os bibliotecários são muito diversos
1

Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/groups/bibliotecariosdobrasil/?epa=SEARCH_BOX
Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/groups/BibliotecariosEmSaude/
3
Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/groups/bibliotecariosdoamazonas/
2

4

Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/groups/1335333663167037/about/

�e heterogêneos em muitos aspectos. Quando se usa a generalidade como uma figura de
linguagem não é algo problemático, mas quando uma área já tem estereótipos construídos
socialmente, a generalização perpetua preconceitos e obscurece a história sobre os
profissionais. Dessa forma, a página foi construída visando desmistificar esse estereótipo e
divulgar a profissão e profissionais do Brasil.
Toda unidade de informação tem história que geralmente é conhecida por quem atua
na unidade ou tem interação com essa. É relevante compartilhar a história desses lugares e de
seus profissionais, inclusive para que o usuário compreenda a dinâmica do trabalho de um
bibliotecário e dos produtos e serviços oferecidos pela biblioteca. Na Biblioteconomia nota-se
que é incomum publicizar esse tipo de informação, salvo quando estas têm algum valor histórico
como a Biblioteca Nacional.
A página ainda contribui para a troca de informações entre profissionais de diversas
regiões ao permitir que um bibliotecário encontre seu par que atua em outra unidade e que
pode fornecer informações que sejam relevantes para o melhor desempenho das atividades
profissionais de ambos.
Outra potencialidade é apresentar para os estudantes de Biblioteconomia profissionais
que já atuam na área e mostrar a diversidade de funções, formações complementares,
atividades de lazer, ativismos e outras informações que desmistificam o estereótipo, e
possivelmente, aumentam o interesse em atuar na área.
Local de ocorrência
A experiência de construção da página Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira se deu
em Brasília- DF, e possui alcance mundial pelo Facebook, ressalvadas as limitações de idiomas.
Período da ocorrência
Criada em 2016 a página possui 1 mil e 110 seguidores5, e está ativa até a presente data
com o nome de usuário @biblioteconomiabrasileira .
Detalhamento da experiência
A página Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira, foi criada em fevereiro de 2016 pela
bibliotecária Dandara Baçã, e a partir de março de 2017 passou a contar com a colaboração da
bibliotecária Lorena Nelza. A página surgiu do desejo de conhecer os colegas da Biblioteconomia
e suas atividades tanto profissionais, quanto pessoais, sendo um recurso para publicizar as
bibliotecárias e bibliotecários brasileiros.
Para a descrição dos perfis é realizado um levantamento de informações acerca do
profissional, onde são descritos: nome, graduação, pós-graduação e período, atuação
profissional e período, atividades executadas, linhas de pesquisa/interesse, contribuições para
a área, envolvimento com projetos sociais, curiosidades artísticas e culturais, entre outras
informações que possam ser relevantes para a divulgação do perfil, e fotografia do profissional
divulgado. Esse levantamento é realizado pelo Currículo Lattes, perfil nas redes sociais, contato
com pares e busca na web em geral.
A seleção dos profissionais é realizada a partir de indicação de seus pares, do
conhecimento das alimentadoras da página, de profissionais que tenham se destacado, da busca
na web em geral, e ainda por convite que está na página inicial do Who’s Who da
Biblioteconomia Brasileira.
Ao elaborar o texto do perfil as alimentadoras buscam deixa-lo atraente visando atingir
um grande número de visualizações. Além dos perfis individuais, também são publicados de
casais de bibliotecários e de turmas de formandos, e alguns posts são feitos em datas
5

Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/biblioteconomiabrasileira/

�comemorativas como Dia da Mulher, Dia do Idoso, Dia do Câncer de Mama entre outros. Todo
perfil publicado é passível de correção e/ou exclusão quando o profissional desejar.
Ao longo da existência da página foram publicados 165 perfis, uma média de 4 mensais,
representados por profissionais de vários estados do Brasil das regiões norte, sul, nordeste,
sudeste e centro-oeste.
O alcance das publicações é considerável, tendo uma média de 924 visualizações por
6
perfil , algumas mostram em torno de 12 mil alcances.
Muitos perfis contribuem para o conhecimento da história da Biblioteconomia, como o
de Lydia de Queiroz, Laura Russo, Adelpha Silva Rodrigues de Figueiredo.
No ano de criação da página (2016), o bibliotecário vivo com maior quantidade de
comentários no perfil foi Cristian Brayner, de Brasília. Ele tem uma quantidade significativa de
seguidores e ao aparecer no programa Encontro, da Rede Globo, para lançar o livro “Devotos e
Devassos: representação dos padres e beatas na literatura anticlerical brasileira” publicado pela
Edusp, teve notoriedade entre os bibliotecários, sendo convidado para diversas atividades da
área.
De acordo com os dados do Facebook, a página Who’s Who da Biblioteconomia
Brasileira teve 1 mil e 104 curtidas7. Nas imagens a seguir retiradas das informações do
Facebook8 da página é possível verificar o gênero e faixa etária de quem a curtiu e acessou, bem
como os países em que foi acessada.

Figura 1- Faixa etária e gênero

Figura 2- Localização por cidade e país
6

O cálculo das visualizações está relacionado a 45 perfis, pois o Facebook apaga as visualizações de publicações anteriores a data
de 09/05/2017 o que corresponde a 120 perfis publicados.
7
Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/biblioteconomiabrasileira/
8

Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/biblioteconomiabrasileira/

�Nota-se na figura 2 que a página foi acessada em países com idiomas diferentes ao
Português brasileiro, o que demonstra o alcance internacional das informações divulgadas na
página.
Na imagem seguinte é possível verificar o alcance e envolvimento de algumas
publicações9. Sendo que alcances diz respeito a visualizações, e envolvimento a curtidas,
comentários e compartilhamentos.

Figura 3- Alcance e envolvimento de publicações

A publicação dos perfis é um trabalho voluntário, em vista disso, o tempo dedicado, por
vezes, é insuficiente. Por esse motivo, é essencial que o trabalho seja colaborativo, contando
com bibliotecários de cada região dispostos a contribuir com a divulgação do perfil profissional
de seus pares e com a advocacy da profissão.
CONCLUSÃO
A página Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira é mais um recurso para publicizar as
bibliotecárias e bibliotecários brasileiros. Além de contribuir para a divulgação do profissional,
ainda atua como ferramenta de conhecimento do mundo da Biblioteconomia e da linguagem
técnica empregada em muitos setores das bibliotecas que, por vezes, são sem sentido aos
usuários. Essa contribuição vem a partir do momento em que são elencadas e explanadas as
atividades de atuação dos profissionais divulgados.
Existem diversas iniciativas para demonstrar a diversidade dos bibliotecários e suas
ações, tanto nas unidades de informação como nos movimentos de classe. A quebra dos
estereótipos e o avanço na diversidade de atuação dos bibliotecários é um esforço coletivo que
a página participa como um elemento de agregação.
Dessa forma, o Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira se torna um instrumento de
advocacy para a profissão trazendo destaque, popularidade e publicidade para os profissionais,
transformando o imaginário coletivo do bibliotecário.

9

Dados extraídos em 26 abr. 2019: https://www.facebook.com/biblioteconomiabrasileira/

�REFERÊNCIAS
BIBLIOTECÁRIOS do Amazonas. Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/groups/bibliotecariosdoamazonas/ . Acesso em 26 abr. 2019.
BIBLIOTECÁRIOS do Brasil. Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/groups/bibliotecariosdobrasil/?epa=SEARCH_BOX . Acesso em: 26
abr. 2019.
BIBLIOTECÁRIOS em Saúde. Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/groups/BibliotecariosEmSaude/ . Acesso em 26 abr. 2019.
BIBLIOTECONOMIA Afrocentrada. Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/groups/1335333663167037/about/ . Acesso em: 26 abr. 2019.
BRAYNER, Cristian. [Entrevista cedida a Fátima Bernardes]. Encontro com Fátima Bernardes,
2015. 1 vídeo (2 min 56 seg). Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/4440537/ . Acesso
em: 26 abr. 2019.
CANAL É o último eu juro! por Gabriela Pedrão. [São Paulo.: s.n], 2014. Disponível em:
https://www.youtube.com/user/oultimojuro/featured . Acesso em: 26 abr. 2019.
LINDEMANN, Cátia. Comissão de bibliotecas prisionais. [Entrevista cedida a RBBD], RBBD, São
Paulo, v. 13, n. 1. p. 121-125, jan./jun. 2017. Disponível em:
https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/729 . Acesso em: 26 abr. 2019.

MIRANDA, Marcus. Entrevista com especialista: bibliotecário. [Entrevista cedida a] programa
Lady Night de Tatá Werneck. [S. l], 2018. Disponível em:
https://www.instagram.com/tatawerneck/p/Bqmh1fWHFWj/?hl=pt-br . Acesso em: 26 abr.
2019.
SPUDEIT, Daniela. “O bibliotecário que quer empreender precisa se apropriar de muitos
conceitos”. [Entrevista cedida a] Rodolfo Targino. Biblioo Cultura Informacional, Rio de
Janeiro, 2016. Disponível em: http://biblioo.info/daniela-spudeit/ . Acesso em: 26 abr. 2019.
WHO’S Who da Biblioteconomia Brasileira. Facebook. Disponível em:
https://www.facebook.com/biblioteconomiabrasileira/ . Acesso em: 26 abr. 2019.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>As Tecnologias de Informação e Comunicação- TICs tem contribuído consideravelmente para a produção, inovação e compartilhamento de informações em rede, impactando na forma de divulgação e alcance dessas informações. Nesse sentido, indivíduos de várias partes do mundo compartilham informação e conhecimento, colaboram e interagem entre si, produzem informações com autoria compartilhada, exercendo a comunicação de todos para todos. Utilizando-se desse meio de comunicação, cresce o número de bibliotecários que estão produzindo conteúdo na Internet, são muitos que atuam como youtubers fazendo canais sobre a atuação de bibliotecários, mediação de leitura, críticas sociais, entre outras atividades. Com a popularização dos equipamentos de vídeo e empoderamento da classe a tendência é que mais profissionais se tornem produtores de conteúdo na internet e possam mudar novamente a cara da Biblioteconomia brasileira. Diante disso, este trabalho relata a experiência da página no Facebook denominada Who’s Who da Biblioteconomia Brasileira que surgiu da inquietação gerada de frases generalistas sobre bibliotecárias e bibliotecários, e do desejo de conhecer os colegas da Biblioteconomia e suas atividades tanto profissionais, quanto pessoais, sendo um recurso para publicizar as bibliotecárias e bibliotecários brasileiros, tornando-se  um instrumento de advocacy para a profissão trazendo destaque, popularidade e publicidade para os profissionais, transformando o imaginário coletivo do bibliotecário.</text>
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                    <text>Congregando ideias em prol das bibliotecas públicas: o relato de
experiência do grupo de trabalho de bibliotecas públicas da ABDF

Lorena Nelza Ferreira Silva (MCTIC) - lorelice04@yahoo.com.br
Jefferson Higino Dantas (ABDF) - jeffersonhd@gmail.com
Resumo:
A gestão 2018-2020 com o propósito de trabalhar em consonância com os objetivos da Agenda
2030 tem priorizado a criação de grupos de trabalho na qual o Grupo Trabalho de Bibliotecas
Públicas- GTBP foi criado. Com o norte do desenvolvimento sustentável a ABDF tem
trabalhado para fortalecer o movimento associativo recuperando o seu papel como uma
entidade representativa da classe de bibliotecários, e com a missão de promover a excelência
dos serviços das bibliotecas, por meio do aperfeiçoamento e do reconhecimento da profissão,
contribuindo para dignificar a classe e democratizar a informação para a sociedade do Distrito
Federal. Dessa forma, considera-se que o GTBP é um importante impulsionador para viabilizar
muitos dos objetivos da Agenda 2030, pois como citado a biblioteca pública é um agente de
transformação social que quando inserido adequadamente no cotidiano do cidadão tem o
poder de quebrar barreiras do preconceito e da desigualdade que são existentes na sociedade
brasileira, e contribui para o incentivo da leitura a acesso a informação. Este trabalho traz o
relato de criação do GTBP e o andamento das ações.
Palavras-chave: Advocacy. Bibliotecas públicas. Associação de Bibliotecários. ABDF.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�Congregando ideias em prol das bibliotecas públicas: o relato de experiência do grupo de
trabalho de bibliotecas públicas da ABDF
Jefferson Higino Dantas (ABDF)- jeffersonhd@gmail.com
Lorena Nelza Ferreira Silva (ABDF)- lorelice04@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO
A gestão 2018-2020 com o propósito de trabalhar em consonância com os objetivos da
Agenda 2030 e também fortalecer o movimento associativo recuperando o papel da Associação
dos Bibliotecários e Profissionais da Ciência da Informação do DF- ABDF como uma entidade
representativa da classe de bibliotecários, com a missão de promover a excelência dos serviços
das bibliotecas, por meio do aperfeiçoamento e do reconhecimento da profissão de
bibliotecário, contribuindo para dignificar a classe e para democratizar a informação para a
sociedade do Distrito Federal, tem priorizado, dentre outras ações da nova gestão, a criação de
Grupos de Trabalho.
O Manifesto da UNESCO sobre bibliotecas públicas destaca que:
A biblioteca pública - porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições
básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente
e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais [...];
[...] Os serviços da biblioteca pública devem ser oferecidos com base na igualdade de
acesso para todos, sem distinção de idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua
ou condição social. Serviços e materiais específicos devem ser postos à disposição dos
utilizadores que, por qualquer razão, não possam usar os serviços e os materiais
correntes, como por exemplo minorias linguísticas, pessoas deficientes, hospitalizadas
ou reclusas. (UNESCO, 1994)

Dessa forma, em consonância com a Agenda 2030 e Manifesto da UNESCO, e visando
efetivar as finalidades elencadas no Estatuto da ABDF, a gestão atual tem apoiado a criação de
grupos de trabalho para tratar de temas como informação jurídica, mercado de trabalho,
bibliotecas públicas, dados abertos entre outros. A formação desses grupos consta no artigo 21,
inciso I do Estatuto da ABDF, o qual diz que grupos de trabalho são órgãos auxiliares dessa
instituição.
Dois grupos já estão formalizados, por meio de portaria, e em plena atividade, entre
esses o Grupo de Trabalho de Bibliotecas Públicas- GTBP que tem como propósito motivar os
bibliotecários e demais profissionais da área de Ciência da Informação do DF na elaboração de
políticas efetivas para a promoção do acesso universal ao livro, a leitura e as bibliotecas públicas.
O GTBP foi instituído pela Portaria ABDF n. 03, de 10 de julho de 2018 que elenca como
competência do grupo a identificação de temas, levantamento de problemas, proposição de
soluções, intercâmbio de experiências, compartilhamento de conhecimento, disseminação de
informações e acompanhamento de ações relativas às bibliotecas públicas, especialmente do
Distrito Federal- DF.
Local e período de ocorrência
O Grupo de Trabalho de Bibliotecas Públicas- GTPB foi instituído no dia 10 de julho de
2018, por meio da Portaria ABDF n. 03. A formação do grupo se deu em agosto de 2018 com o
chamamento público realizado pela ABDF para a composição do GTBP.

�Detalhamento da experiência
No ano de 2017 foi formada a chapa #juntossomosmaisfortes para concorrer à
presidência da ABDF no triênio 2018-2020. O lema da chapa era: Todos Juntos pela Agenda
2030!, e dentre suas 17 propostas constavam:
a) 15- Criar grupos de trabalho e comissões especiais para tratar de temas afetos a
área de biblioteca, livro, leitura e ciência da informação;
b) 16- Promover e participar de programas de incentivo ao livro e à leitura,
c) 17- Fomentar a participação dos profissionais da informação na execução da
Agenda 2030 e seus 17 objetivos de desenvolvimento sustentável.
Nesse sentido, o GTBP foi criado para viabilizar essas propostas em consonância com a
Agenda 2030, em cada um de seus objetivos em que são citados: o acesso seguro e igual a
informação e conhecimento, os direitos iguais a serviços básicos, redução de vulnerabilidade
social, cooperação para o desenvolvimento, erradicação da pobreza, educação inclusiva e
equitativa, estilo de vida sustentável, promoção de cultura de paz e não-violência, cidadania
global, valorização da diversidade cultural, acesso a pesquisa, fortalecimento a pesquisa
científica, apoio a inovação, inclusão social, igualdade de oportunidade, acesso universal a
espaços públicos, proteção e salvaguarda do patrimônio cultural, entre outros.
Dentre os 17 objetivos da Agenda 2030, destacam-se 4 onde o GTBP terá atuação direta:
ODS 1: Erradicação da Pobreza- Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em
todos os lugares;
ODS 4: Educação de Qualidade- Assegurar a educação inclusiva e equitativa de
qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;
ODS 5: Igualdade de Gênero- Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as
mulheres e meninas,
ODS 10: Redução da Desigualdades- Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre
eles.

Os membros do GTBP entendem que uma biblioteca pública de qualidade
contribui essencialmente para o alcance de todos esses objetivos citados. Desse modo,
desde o início da proposta de sua criação, o grupo contou com o apoio e a participação da
Diretoria do Sistema de Bibliotecas Públicas do DF - SECULT/GDF.
A Rede de Bibliotecas Públicas do DF foi criada em 1996 através do Decreto n. 17.684,
que traz em seu artigo 2º e 3º:
Art. 2º As bibliotecas integrantes da Rede subordinar-se-ão, técnica e
operacionalmente, à Secretaria de Cultura e Esporte, por meio da Coordenadoria do
Programa de Bibliotecas. Art. 3º A estrutura administrativa necessária ao
funcionamento das bibliotecas é da responsabilidade do órgão a que se vincula,
cabendo-lhe, também, o suporte financeiro da unidade vinculada. (apud SILVA;
SOUZA, 2012, p. 41 )

Acerca da vinculação das bibliotecas da Rede, os autores Silva e Souza (2012) observam
que:
[...] as Bibliotecas nas Regiões Administrativas estão vinculadas às suas respectivas
Administrações Regionais. Diante desse quadro, percebe-se que as bibliotecas
públicas existem informalmente uma vez que não estão presentes nos respectivos
organogramas das Administrações Regionais, com exceção das Bibliotecas Públicas de
Samambaia, Sobradinho, São Sebastião e Santa Maria.

�Esse destaque sobre a existência informal das bibliotecas da Rede se apresenta como
um desafio para o GTBP, demonstrando a relevância da discussão em parceria com o Sistema
de Bibliotecas Públicas do DF, e das ações de priorização da atualização do referido Decreto e
regulamentação com a criação de cargos gerenciais em todas as bibliotecas participantes do
Sistema.
Em julho de 2018 o GTBP foi instituído por meio da Portaria ABDF n. 03, de 10 de julho
de 2018. E em agosto do mesmo ano a ABDF realizou chamamento público para que pessoas
interessadas ao tema se juntassem ao grupo para compartilharem ideias, pensamentos e
colocarem as atividades em prática. Esse chamamento se deu por meio do site e redes sociais,
e possui adesão, até o momento, de 39 pessoas.
O coordenador do GTBP é Jefferson Higino Dantas (conselheiro fiscal da ABDF), e conta
com a colaboração de mais 3 participantes da Gestão 2018-2020, sendo eles Raphael Cavalcante
(vice-presidente), Judite Martins (secretária geral) e Antônia Souza (conselheira fiscal). Os
demais integrantes do grupo juntaram-se voluntariamente, por meio da chamada pública, e
estão representados por diversas instituições e sociedade civil.
No dia 28 de março de 2019, houve uma cerimônia de lançamento do GTBP na
Biblioteca Nacional de Brasília- BNB. Na mesa de abertura dessa cerimônia estavam presentes o
presidente do CRB- 1º Região Fábio Lima Cordeiro, o coordenador do GTBP Jefferson Dantas, a
presidente da ABDF Luciana Lima e o subsecretário do patrimônio cultural do GDF Cristian
Brayner. A Diretoria do Sistema de Bibliotecas Públicas do DF convidou os servidores
(bibliotecários, professores, auxiliares de bibliotecas e assistentes administrativos)
das Bibliotecas para a cerimônia, onde esses foram cadastrados para participarem do GTBP.
Na cerimônia Jefferson Dantas apresentou algumas das ações que já estão em
andamento, como: levantamento de bibliotecas públicas do DF; criação de projetos de captação
de recursos para as bibliotecas públicas; elaboração de projetos e realização de eventos
culturais; criação de espaços para debates com a comunidade local; formulação de parcerias;
elaboração de regimento interno para o grupo de trabalho, entre outras ações que podem ser
verificadas no documento de apresentação elaborado pelo coordenador do GTBP. A cerimônia
foi transmitida ao vivo pelo Facebook da ABDF e pode ser verificada aqui.

Imagem 1- Membros do GTBP

Imagem 2- Convite cerimônia
GTBP

Imagem 3 e 4 – Cerimônia lançamento do GTBP

Desde sua instituição até o momento atual (abril de 2019), foram realizadas reuniões
presenciais e uma por vídeo conferência. Além de visita a bibliotecas públicas do DF, o
coordenador do GT tem participado de diversas manifestações acerca do tema de bibliotecas
públicas.

Imagem 5 - Reunião por videoconferência

Imagem 6 - Visita a Biblioteca
Pública do Guará

No dia 12 de abril de 2019, Jefferson foi entrevistado pelo projeto Kombi da Leitura,
onde falou sobre a criação do GTBP e da importância desse grupo e das bibliotecas públicas para

�a população do DF. A primeira parte da entrevista pode ser conferida aqui e a segunda aqui.
Ainda em abril, Jefferson Dantas compôs a mesa da audiência pública na Câmara Legislativa do
DF, onde houve a discussão sobre a implantação e fortalecimento das bibliotecas públicas do
DF. Na oportunidade, o coordenador do GTBP falou um pouco sobre a história da ABDF, sobre a
gestão 2018-2020 e suas ações em consonância com a Agenda 2030, da criação do GTBP e das
ações que estão em elaboração, e defendeu o amplo acesso às bibliotecas públicas. A
apresentação do coordenador pode ser visualizada aqui. A audiência foi gravada pela TV Web
CLDF e por ser vista aqui .
O Grupo de Trabalho está elaborando seu Regimento interno onde deverá ser definida
a estrutura com cargos de coordenador, vice coordenador e coordenações de subgrupos
temáticos como:
1) Formação e elaboração de projetos- subgrupo responsável por elaborar projetos para
a captação de recursos para bibliotecas públicas;
2) Eventos e Divulgação- subgrupo responsável por apoiar a realização de eventos nas
Bibliotecas Públicas com o objetivo de divulgar os serviços oferecidos por essas; criar o
encontro anual da Bibliotecas Públicas com exposição de serviços e produtos;
3) Legislação e mobilização político social- buscar melhorias de políticas/diretrizes para as
bibliotecas públicas; definir melhor estrutura para o funcionamento das bibliotecas
públicas; criação de canal de negociação com lideranças políticas para apoiarem os
projetos das Bibliotecas Públicas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao propor reunir profissionais bibliotecários de diversas especializações e outros
profissionais da área da leitura em prol das Bibliotecas Públicas a ABDF busca consolidar a
missão profissional na universalização de acesso a informação, quebrando barreiras do
preconceito e da desigualdade que são existentes na sociedade brasileira, busca criar
oportunidades através do incentivo a leitura, foco na educação como agente de transformação
social, ousando criar um trabalho de base em parceria com as comunidades das bibliotecas
públicas, atendendo o público existente e ampliando, ainda mais, a atuação das bibliotecas
públicas na necessidade de informação da sociedade.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS E PROFISSIONAIS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO
DISTRITO FEDERAL. Cerimônia de lançamento do grupo de trabalho de bibliotecas públicas da
ABDF. Brasília, 28 mar. 2019. Disponível em:
http://abdf.org.br/index.php/institucional/noticias1/item/1162-cerimonia-de-lancamento-dogrupo-de-trabalho-de-bibliotecas-publicas-da-abdf.html . Acesso em: 24 abr. 2019.
ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS E PROFISSIONAIS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO
DISTRITO FEDERAL. [Chamamento] grupo de trabalho sobre bibliotecas públicas. Brasília, 20
ago. 2018. Disponível em: http://abdf.org.br/index.php/2013-02-25-19-4051/oportunidades/item/1125-gt-biblioteca-publica.html . Acesso em: 24 abr. 2019.
ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS E PROFISSIONAIS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO
DISTRITO FEDERAL. Lançamento do grupo de trabalho de bibliotecas públicas do DF. Brasília,

�28 mar. 2019. Facebook da ABDF. 10 fotografias. Disponível em:
https://www.facebook.com/pg/abdfhoje/photos/?tab=album&amp;album_id=2357316404496280
&amp;__tn__=-UC-R. Acesso em: 24 abr. 2019.
ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS E PROFISSIONAIS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO
DISTRITO FEDERAL. Portaria n. 03, de 10 de julho de 2018. Brasília: ABDF, 2019. Disponível
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DANTAS, Jefferson Higino. Cerimônia de lançamento do grupo de trabalho de bibliotecas
públicas da ABDF: apresentação. Brasília: ABDF, 28 mar. 2019. Disponível em:
http://abdf.org.br/images/Diretoria_20182020/semana/slides/ApresentacaoLancamentoGT.pdf . Acesso em 24 abr. 2019.
DANTAS, Jefferson Higino. [Entrevista cedida a] Lidiane Mendes do Kombi da Leitura. Frente
de incentivo à leitura do Brasil: parte 1 e 2 . Brasília, 2019. 2 vídeos (2 min cada). Canal
Youtube Meteoro de Dicas. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SRtfjKQywlU ;
https://www.youtube.com/watch?v=tSUOSzmc0KA . Acesso em 24 abr. 2019.
DISTRITO FEDERAL (BRASIL). Câmara Legislativa. Audiência defende medidas para ampliação e
manutenção de bibliotecas públicas. Brasília: [Portal] da Câmara Legislativa do DF, 16 abr.
2019. Disponível em: http://www.cl.df.gov.br/ar/web/guest/noticias//asset_publisher/IT0h/content/id/20356802 . Acesso em: 24 abr. 2019.
DISTRITO FEDERAL (BRASIL). Câmara Legislativa. Audiência pública: implantação e
fortalecimento das bibliotecas públicas. Brasília: TV Web CLDF, 2019. 1 vídeo (81 min).
Publicado pelo canal da TV Web CLDF. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=WXG2qRjszs8&amp;feature=youtu.be
http://abdf.org.br/images/documentos/ABDF_PRT_3.pdf . Acesso em: 24 abr. 2019.
MANIFESTO DA IFLA/UNESCO SOBRE BIBLIOTECAS PÚBLICAS 1994.
Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/public-libraries/publications/PL-manifesto/plmanifesto-pt.pdf . Acesso em: 15 abr. de 2019.
SILVA, Vanessa Barbosa da; SOUZA, Daniel Armando de. Considerações sobre a implantação do
sistema de bibliotecas públicas do Distrito Federal. RBBD. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 35-50, ago. 2012. Disponível em:
&lt;https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/188/219&gt;. Acesso em: 21 jul. 2019.
VISITA a Biblioteca Pública do Guará. Brasília, abr. 2019. Facebook Biblioteca Pública do Guará.
1 fotografia. Disponível em:
https://m.facebook.com/bibliotecadoguara/photos/a.1683662101929559/1991656947796738
/?type=3&amp;refid=52&amp;__tn__=EH-R . Acesso em: 24 abr. 2019.

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                <text>A gestão 2018-2020 com o propósito de trabalhar em consonância com os objetivos da Agenda 2030 tem priorizado a criação de grupos de trabalho na qual o Grupo Trabalho de Bibliotecas Públicas- GTBP foi criado. Com o norte do desenvolvimento sustentável a ABDF tem trabalhado para fortalecer o movimento associativo recuperando o seu papel como uma entidade representativa da classe de bibliotecários, e com a missão de promover a excelência dos serviços das bibliotecas, por meio do aperfeiçoamento e do reconhecimento da profissão, contribuindo para dignificar a classe e democratizar a informação para a sociedade do Distrito Federal. Dessa forma, considera-se que o GTBP é um importante impulsionador para viabilizar muitos dos objetivos da Agenda 2030, pois como citado a biblioteca pública é um agente de transformação social que quando inserido adequadamente no cotidiano do cidadão tem o poder de quebrar barreiras do preconceito e da desigualdade que são existentes na sociedade brasileira, e contribui para o incentivo da leitura a acesso a informação. Este trabalho traz o relato de criação do GTBP e o andamento das ações.</text>
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                    <text>Bibliofest 2018: dos bibliotecários para a comunidade
Raphael da Silva Cavalcante (Câmara dos Dep.) - raphael.cavalcante.cd@gmail.com
Judite Martins (CD) - judite.martins@camara.leg.br
Lorena Nelza Ferreira Silva (MCTIC) - lorelice04@yahoo.com.br
Resumo:
Descreve as ações de planejamento e execução do Bibiofest 2018, evento organizado pela
Associação de Bibliotecários e Profissionais do Distrito Federal (ABDF), em parceria com
diversas bibliotecas e profissionais bibliotecários do Distrito Federal, por ocasião do Dia do
Bibliotecário. O evento promovido no mês de março teve o objetivo de congregar bibliotecas, a
comunidade e o incentivo à leitura, em contraponto aos eventos comemorativos tradicionais da
Biblioteconomia, voltados apenas para profissionais da área.
Palavras-chave: Movimento associativo. Dia do Bibliotecário. Incentivo à leitura. Inclusão
social.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�Bibliofest 2018: dos bibliotecários para a comunidade
Introdução
A Gestão 2018-2020 da Associação de Bibliotecários e Profissionais da Ciência
da Informação do Distrito Federal – ABDF, acredita nessa possibilidade e, em
vista disso, juntou-se a diversas instituições, bibliotecários (as), estagiários de
Biblioteconomia e demais voluntários para a realização da primeira edição do
Bibliofest no ano de 2018.
Dessa forma, em consonância com o Estatuto da ABDF, em seu artigo
segundo, o qual consta:
III - promover, organizar, apoiar e colaborar com a realização de congressos,
seminários, conferências, palestras e eventos similares de caráter técnicocultural de interesse geral e, em especial os relativos às áreas da informação;
VII - estabelecer parcerias com instituições, empresas e órgãos de classe em
ações que possam beneficiar a Associação e a comunidade.
E com intuito de efetivar as propostas 2, 6, 8, 12, 16 e 17, da gestão atual da
ABDF que foram anunciadas nas propostas da chapa #juntossomosmaisfortes,
quais sejam:
2- Contribuir para o reconhecimento e valorização da profissão;
6- Reforçar parcerias com órgãos regionais, nacionais e internacionais;
8- Integrar profissionais dos setores privado e público para fortalecimento da
classe;
12- Realizar seminários, painéis, encontros, oficinas, workshops técnico-cultural
em parceria com entidades públicas e privadas.
16- Promover e participar de programas de incentivo ao livro e à leitura;
17- Fomentar a participação dos profissionais da informação na execução da
Agenda 2030 e seus 17 objetivos de desenvolvimento sustentável.
O Bibliofest foi realizado contando com a participação de voluntários e este
trabalho traz o relato de experiência da construção coletiva desse evento.
Local e período de ocorrência
A primeira edição do Bibliofest foi realizada em Brasília- DF, no dia 17 de março
de 2018, no Centro Cultural do Banco do Brasil, e contou com a participação de
diversos bibliotecários(as) e estagiários(as) de Biblioteconomia voluntários(as)
para o planejamento e execução.
Detalhamento da experiência
Anualmente, no mês de março, comemora-se no DF o Dia do Bibliotecário,
normalmente com eventos voltados à capacitação técnica dos profissionais da
área. Entretanto, no segundo semestre de 2017, quando a Biblioteca da Câmara
dos Deputados planejava a sua contribuição para o evento comemorativo de

�2018, o bibliotecário Raphael Cavalcante daquela instituição idealizou um novo
modelo de evento, com atrações culturais e conteúdos voltados para a
comunidade, considerando os usuários reais e potenciais de bibliotecas das
áreas centrais e periféricas do DF, revendo, dessa forma, o tom dos eventos
tradicionais em que se fala “de si e para si”.
A ideia do Bibliofest foi acolhida pela ABDF que, em parceria com diversas
instituições públicas e privadas, e com o trabalho voluntário de diversos
bibliotecários e bibliotecárias, encabeçou a realização do evento, tornando-se
gestora da organização e de toda a produção. Acordou-se que o evento deveria
ocorrer em ambiente público, aberto e de livre acesso para as pessoas, e em um
dia de fim de semana, como outros eventos abertos.
As reuniões para tratativas e planejamento do evento se iniciaram em janeiro de
2018 reunindo bibliotecários e bibliotecárias de diversas instituições públicas e
privadas. Várias foram as ideias para a programação da festa, incluindo contação
de histórias, musicalização, entrevistas com autores e bibliotecários do DF,
exposição de livrarias, troca de livros, teatro, recreação infantil, foodtrucks,
cabine de fotos, cabanas para leitura, oficinas de restauro, entre outras. Decidiuse que haveria programação infantil e adulta, ocorrendo simultaneamente, em
locais próximos.
Além do planejamento das atrações, ocorria em paralelo as questões
relacionadas à arte do evento, convites, divulgação, camiseta, reserva de
espaço, contato com patrocinadores e fornecedores, contato com convidados,
pesquisa de preço, todas as atividades necessárias para a realização de um
evento de grande porte. As equipes foram divididas para que as tratativas se
realizassem em tempo hábil para a festa, dessa forma, demonstrando que a
cooperação traz um resultado efetivo.
Em meados de fevereiro de 2018 a programação estava fechada. Mais tarde,
seria impressa como ventarola, que seria distribuída no dia do evento.

Imagem 1- Programação em ventarola

No espaço infantil as crianças puderam apreciar contação de histórias e
musicalização; receberam um kit do Canal Ciência do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia- IBICT; e, ainda, brindes sorteados pelos
parceiros patrocinadores. Parte da programação infantil pode ser assistida aqui.

�Imagens 2 e 3 - Atividades na tenda infantil

A programação adulta contou com entrevistas com profissionais bibliotecários
relatando experiências diferentes de trabalho e roda de conversa com autores
de Brasília. Foram contatados diversos artistas do DF, como uma forma de
promover as pessoas da cidade. Parte das entrevistas com os bibliotecários do
DF podem ser visualizadas aqui.

Imagens 4 e 5 – Bate papo com autores e bibliotecários

O público presente também pôde prestigiar o coral do Senado Federal, cuja
apresentação pode ser visualizada aqui.

Imagem 6- Coral do Senado

Ao final do evento as pessoas presentes puderam assistir a uma peça de teatro
que satirizou os clichês atribuídos aos profissionais bibliotecários e à profissão.

Imagens 7 e 8 – Teatro sobre o profissional bibliotecário

No espaço, houve ainda feira de troca de livros, para todos os públicos; estandes
de livrarias e dos autores que participaram da programação, comercializando
livros, estandes de alguns patrocinadores e da ABDF, e uma exposição de fotos
pela biblioteca do Senado Federal. Para alimentação durante o evento foram
disponibilizados food trucks.

�Imagens 9 e 10- Livrarias e publicações dos autores convidados

A arte do Bibliofest foi elaborada em consonância com as sugestões dos
bibliotecários participantes da organização e buscou-se trazer elementos que
representassem a Biblioteconomia, bibliotecários, livro, leitura, biblioteca e
cultura, sendo esta a logo escolhida:

Imagem 11- Logo Bibliofest

Para a equipe que estava diretamente envolvida no trabalho foi confeccionada
camiseta com a mesma arte:

Imagem 12- Camiseta Bibliofest

A festa foi divulgada nas redes sociais da ABDF e dos profissionais
bibliotecários, instituições de trabalho, universidades, além de um jornal local.
Sendo os convites utilizados para divulgação:

Imagens 13 e 14 – Convites veiculados

Foi contratada uma cabine de fotos para que os convidados pudessem levar uma
lembrança do Bibliofest:

�Imagens 15 e 16 -- Cabine de fotos

Finalmente, foram disponibilizados dois vídeos para visualização mais completa
dos eventos que ocorreram. O vídeo 1 (1 min 36 seg) mostra a festa em geral, e
o vídeo 2 (2 min 54 seg) mostra a interação das pessoas na cabine de fotos.
Paralelamente ao evento, ao longo da semana que o antecedeu, bibliotecas
parceiras abriram suas portas para visitas guiadas, o que foi chamado de
Biblioteca de Portas Abertas.
Considerações finais
A realização da primeira edição do Bibliofest foi possível devido a união,
cooperação e trabalho voluntário de todos os envolvidos. Apesar de bem
sucedida, a análise posterior feita pelos organizadores foi de que para um
próxima edição de um evento desse porte é necessária a contratação de
profissionais habilitados, pois como o patrocínio foi limitado não foi possível
contratar uma produção profissional encarregada, e esses fatores dificultaram
sobremaneira a sua realização deixando claro o potencial de melhorias caso
tivesse havido orientação e produção profissional.
Para o ano de 2019, a ABDF submeteu a proposta da festa ao Fundo de Apoio
a Cultura- FAC do GDF, o qual foi aprovado na primeira etapa de mérito cultural,
e seguiu para a segunda fase de análise da documentação. Estamos
aguardando o resultado e posterior contato da Secretaria de Cultura do DF para
que a festa possa ser realizada com escopo maior do que a primeira edição,
contando com apoio profissional na área de organização de eventos.
A ABDF e todos os profissionais que participaram da elaboração, produção e
realização do Bibliofest 2018 acreditam no formato de evento aberto, no seu
potencial de tornar a profissão mais conhecida das pessoas e de aproximar as
bibliotecas do cidadão comum.
Acredita-se que as bibliotecas precisam fazer esse movimento do encontro com
as pessoas, de se inserir verdadeiramente na comunidade de que faz parte,
independentemente de serem públicas, especializadas ou universitárias. A
instituição biblioteca deve ser de todos e para todos. Estamos em um país com
lacunas educacionais, carente de ambientes públicos de leitura e estudo, além
do acesso livre à internet ser privilégio apenas de parte da população. A
bibliotecas que possuem esses recursos precisam se apresentar à sociedade,
contribuindo assim para a emancipação das pessoas e para o desenvolvimento
do país.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Bibliofest 2018: dos bibliotecários para a comunidade</text>
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                <text>Judite Martins</text>
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                <text>Lorena Nelza Ferreira Silva</text>
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                <text>Descreve as ações de planejamento e execução do Bibiofest 2018, evento organizado pela Associação de Bibliotecários e Profissionais do Distrito Federal (ABDF), em parceria com diversas bibliotecas e profissionais bibliotecários do Distrito Federal, por ocasião do Dia do Bibliotecário. O evento promovido no mês de março teve o objetivo de congregar bibliotecas, a comunidade e o incentivo à leitura, em contraponto aos eventos comemorativos tradicionais da Biblioteconomia, voltados apenas para profissionais da área.</text>
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                    <text>BIBLIOTECÁRI@S PROGRESSIST@S: formação e atuação política
comprometidas com a garantia de direitos

Gilvanedja FERREIRA MENDES DA SILVA (UFPB) - gilvanedja@gmail.com
Mendes, Gilvanedja. (Instituição - a informar) - gilvanedja@biblioteca.ufpb.br
Resumo:
Busca apresentar e discutir a urgente necessidade da formação e atuação dos profissionais
bibliotecários no campo progressista, refletindo sobre
o papel desempenhado pelas
instituições de ensino responsáveis pela formação intelectual desse profissional,
especificamente as do campo da Biblioteconomia, dos órgãos de classe e a ação política que
podem fazer em prol da formação, valorização, reconhecimento, defesa da própria profissão e
de diversos temas existentes na sociedade que merecem um olhar e uma atuação
comprometidos com a democratização do acesso à informação para garantia de direitos,
justiça, inclusão social e exercício da cidadania por todas as pessoas. Traz uma breve revisão
bibliográfica por meio de conceitos e discussões teóricas de diversos autores: Rodrigues
(2002), Sobrinho (2003), Severino (2009), Bergantiños (2011), Silva (2012), Telésforo (2012),
Mendes (2018). Finaliza apontando os desafios e necessidade de formação e atuação política
do profissional bibliotecário/a frente ao cenário atual de retrocessos e ameaças aos direitos já
conquistados.
Palavras-chave: Biblioteconomia progressista. Bibliotecário - formação política. Bibliotecário
- atuação política.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Resumo expandido de comunicação científica

1 INTRODUÇÃO
Partindo-se da premissa que a construção e exercício da cidadania está intimamente
relacionada à questão do acesso e uso da informação, a formação política, de acordo com
Telésforo (2012), em sentido bastante amplo, é aquilo que forma os indivíduos para
desempenharem a atividade política de modo cada vez mais eficaz em todas as suas
dimensões, o que inclui não apenas a capacidade de compreender a realidade em múltiplos
níveis, mas também a de atuar nela de modo concreto.
Ao se falar em formação profissional, faz-se necessário refletir sobre o papel
desempenhado pelas instituições de ensino responsáveis pela formação intelectual do
bibliotecário/a. Apesar da evidente efervescência política no ambiente universitário, em que,
de maneira geral, as universidades se apresentam como espaços que ricos em debates e
participação política que geram novos conhecimentos e práticas sociais que reverberam para
além de seus muros, [...], tradicionalmente, e ainda modernamente, as universidades são
consideradas entidades apartidárias, não possuindo formalmente uma função de proselitismo
ou de formação político-partidária (COSTA et al., 1994, não paginado).
O presente trabalho parte da premissa de que, nos dias atuais, a ausência de uma
formação política mais densa é percebida em discursos e práticas que ainda defendem como
único papel da universidade a
preparação de técnicos a serviço do mercado de trabalho, numa postura
meramente profissionalizante, desconhecendo a necessidade não só da
formação científica, mas também de uma densa e consistente formação
política (SEVERINO 2009, p.158).

No campo da Biblioteconomia, ainda é forte a defesa de que, conforme afirma Silva
(2012), o bibliotecário não deve ser em sua prática profissional, nem de esquerda, nem de
direita, ou de centro, devendo ser totalmente apolítico e neutro.

�Diante dessas visões, o presente trabalho tem como objetivo trazer reflexões acerca
da formação e da atuação dos profissionais bibliotecários, principalmente num momento em
que a sociedade cobra maior participação política e social desses profissionais. Entende-se
como urgente a discussão da temática da formação e da atuação do profissional Bibliotecário,
frente aos processos de tomada de decisão, sejam decisões na esfera pública ou privada,
em âmbito local, estadual, nacional, nos mais diferentes espaços sociais e políticos.
2 FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO: os desafios em tempos de
retrocessos
O filósofo grego Aristóteles já afirmava que o homem é por natureza um animal
político, sendo esta uma dimensã essencial da vida humana. De acordo com Azambuja
(2008, p.10), a finalidade da política consiste em “[...] organizar a sociedade de tal modo que
nela seja possível a cada cidadão viver uma vida virtuosa e feliz e não apenas materialmente
confortável”.
Nesse sentido, falar de formação política é, em sentido amplo, refletir sobre aquilo que
nos forma para desempenhar a atividade política de modo cada vez mais eficaz em todas as
suas dimensões; o que inclui não apenas a capacidade de compreender a realidade em
múltiplos níveis, mas também a de atuar nela de modo concreto. Essa formação política exige
uma série de competências, de habilidades: “como saber fazer trabalhos de mobilização, de
articulação, de mediação e negociação, de agitação e propaganda, de formulação, etc.
Formação política, portanto, não é apenas aprender a pensar, mas também aprender a fazer”
(MENDES, 2018, p.210).
O aprender a fazer se refere à participação, entendida aqui com base no contexto da
promulgação da Constituição Federal do Brasil em 1988, apelidada de Constituição Cidadã,
“como aquela proveniente da participação dos cidadãos nos lugares públicos participativos,
institucionalizados ou não, visando intervir nos processos de tomada de decisão pública”
(BERGANTIÑOS, 2011; TEIXEIRA, 1997, p.27).
É consenso que a Biblioteconomia não é simplesmente um conjunto de técnicas
neutras e desvinculadas da sociedade. A construção do conhecimento por meio da educação
é, em si própria, um ato político, como sugere Paulo Freire (1979), portanto, a Biblioteconomia
não pode ser considerada isenta de abordagens dessa natureza em seus currículos.
Observa-se que nas últimas décadas, embora a Biblioteconomia tenha passado por
uma grande reformulação em seu discurso e na sua formação acadêmica, procurando sair

�um pouco do tecnicismo norte-americano e adequar-se a novas perspectivas de mercado
relacionada à utilização das tecnologias como suporte em suas atividades profissionais,
ainda há certo esquecimento no que tange ao potencial de atuação social, política, educativo
e cultural dos seus profissionais.
A formação curricular em Biblioteconomia ainda age, em seu contexto histórico, como
instrumento crucial de valorização das questões administrativas e técnicas em detrimento
das potencialidades sociais, o que indica uma Biblioteconomia despolitizada em seu
processo de formação. Embora muito importante, o movimento associativo e sindical
bibliotecário não despertou de fato uma luta política em favor dos interesses da sociedade.
Moraes, Silva e Silva Neto (2009, p. 57) consideram que:
o início da organização sindical bibliotecária no Brasil dá-se quase
concomitantemente com a entrada do neoliberalismo no cenário político,
fato que promove a adequação do bibliotecário aos padrões ideológicos
neoliberais, confirmando a visão de uma Biblioteconomia reprodutora da
ideologia dominante, dos valores daqueles que detêm o poder. É preciso
oferecer, contudo, novas marcas para a Biblioteconomia, como ações de
cunho coletivo, desenvolvimento de projetos que satisfaçam as
necessidades da sociedade e tornem essa área do conhecimento e da
formação profissional mais reconhecida e legitimada perante as
demandas contemporâneas.

No atual contexto em que se verifica uma crise política instaurada no Brasil, preocupa
a passividade e a defesa de neutralidade na atuação do bibliotecário/a frente ao contexto
político e econômico brasileiro. Segundo Almeida Júnior (1995) em sua obra Biblioteca
pública, o bibliotecário, para muitas pessoas, tem sido considerado passivo, guardião do
passado, ocioso, inútil, sem função social, funcionário público, dentre outras atribuições.
Talvez falte ao bibliotecário a real consciência de que ele pode atuar como instrumento
de mudança social, pois a defesa da liberdade intelectual, a garantia do pluralismo do
conhecimento e a defesa do livre acesso à informação são atividades políticas exercidas
diretamente ou indiretamente pelos profissionais da informação. Vê-se, com essa
constatação, o quão é importante o papel das universidades na missão de
[...] formar sujeitos autônomos, participativos e críticos, com qualidade
formal e política, capacitados a refletir e produzir novos conhecimentos
acerca de sua prática profissional e, fundamentalmente, comprometidos
com a emancipação e o exercício da cidadania (RODRIGUES, 2002,
p.22).

Rodrigues (2002, p.15) afirma que:

�o papel desta instituição é oferecer uma formação que vá além de
profissionalização por competências, ou seja, para o mercado, mas que
resgate o espírito participativo e político quanto ao cuidado com o mundo,
com a educação e com sua própria vida, enquanto sujeito que tem
liberdade para agir.

Portanto, a Biblioteconomia pode e deve se configurar como uma “instituição política”
e compensatória das desigualdades crescentes entre ricos e pobres em informação,
amenizando assim as lutas de classes oriundas do sistema político-ideológico atual que se
transpõem para dentro e fora dos campos de atuação do bibliotecário.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Faz-se urgentemente necessário reforçar o proposto por Spudeit, Moraes e Correa
(2016): um diálogo e integração política maior e mais evidente entre os diferentes
setores/áreas de estudos/pesquisas na área, capaz de propiciar a aproximação dos
currículos, das práticas pedagógicas e do fazer profissional às múltiplas realidades sociedade
brasileira por meio do exercício de uma política cotidiana de ação para além do discurso, se
é que o desejo é que as mudanças não sejam somente de aparência.
Mudanças profundas em nossa sociedade acontecerão quando cada bibliotecário/a
tiver a coragem de ousar e “sair da caixinha” para agir maneira mais revolucionária,
exercendo seu papel de agente de transformação social que deseja ter seu foco na inclusão
social da massa de excluídos que circundam as grandes cidades e grande parte do país.
Essa formação e atuação precisa propiciar a defesa de um projeto ético, político e
crítico da profissão comprometido com a construção do projeto de emancipação humana e
com a defesa dos direitos sociais; pois se a construção da cidadania está intimamente
relacionada à questão do acesso e uso da informação, a conquista de direitos políticos, civis,
sociais e os deveres dos cidadãos são reivindicados e reconhecidos mediante a ampla
circulação dessa informação.

REFERÊNCIAS
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e ação guerrilheira do bibliotecário. São Paulo: APB, 1995. (Ensaios APB, n. 15).
AZAMBUJA, D. Introdução a Ciência Política. 2.ed. São Paulo: Globo, 2008.

�BERGANTINÕS, N. Participación y (des)afecciones ciudadanas: algunas experiencias del
País Vasco. In: X CONGRESO DE AECPA: LA POLÍTICA EM LA RED, 2011, Murcia.
Anais... Murcia: AECPA, 2011. p. 1-27.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília,
DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. Acesso em: 19 mar. 2017.
COSTA, J. B. et al. Universidade: espaço institucional para o desenvolvimento político.
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http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-389X1994000100003.
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FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 17.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
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MORAES, Marielle Barros de; SILVA, Jonathas Luiz Carvalho; SILVA NETO, Casemiro. Um
pouco da história do sindicalismo brasileiro e a organização sindical do bibliotecário.
Universidade e Sociedade, Distrito Federal, n. 43, jan. 2009.
RODRIGUES, M. E. F. A formação profissional em Biblioteconomia: superando limites e
construindo possibilidades. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, Florianópolis, v.7, n.13, p.13-24, 2002. Disponível em:
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2012. Disponível em: &lt;https://brasiledesenvolvimento.wordpress.com/2012/08/30/aimportancia-da-formacao-politica-para-os-movimentos-sociais/&gt;. Acesso em: 10 abr. 2016.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Busca apresentar e discutir a urgente necessidade da formação e atuação dos profissionais bibliotecários no campo progressista, refletindo sobre  o papel desempenhado pelas instituições de ensino responsáveis pela formação intelectual desse profissional, especificamente as do campo da Biblioteconomia, dos órgãos de classe e a ação política que podem fazer em prol da formação, valorização, reconhecimento, defesa da própria profissão e de diversos temas existentes na sociedade que merecem um olhar e uma atuação comprometidos com a democratização do acesso à informação para garantia de direitos, justiça, inclusão social e exercício da cidadania por todas as pessoas. Traz uma breve revisão bibliográfica por meio de conceitos e discussões teóricas de diversos autores: Rodrigues (2002), Sobrinho (2003), Severino (2009), Bergantiños (2011), Silva (2012), Telésforo (2012), Mendes (2018). Finaliza apontando os desafios e necessidade de formação e atuação política do profissional bibliotecário/a frente ao cenário atual de retrocessos e ameaças aos direitos já conquistados.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA PÚBLICA ESPECIALIZADA ESTADUAL RESISTE
FRENTE AO DESEQUILÍBRIO NA ECOLOGIA DA INFORMAÇÃO
GOVERNAMENTAL

Merielem Frasson da Silva (Incaper) - frasson78@gmail.com
Sara Dieny Chaves Ribeiro (INCAPER) - saradieny.chaves@gmail.com
Resumo:
O artigo relata a experiência de atuação da Biblioteca Rui Tendinha com estratégias de
valorização da unidade de informação, diante das consequências do desequilíbrio na ecologia
da informação governamental.
Palavras-chave: Ecologia da Informação, Informação Governamental, Biblioteca Pública
Especializada, Atuação Profissional, Entidade de Classe
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

1 INTRODUÇÃO

De acordo com a Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527, de 18 de
novembro de 2011; os órgãos públicos do Governo do Estado do Espírito Santo, mantém
os dados de gastos sistematizados e disponíveis no Portal da Transparência, possibilitando
ao cidadão o exercício da cidadania. Mas a informação para o exercício da cidadania, vai
além do acesso a dados que permitem a sociedade fiscalizar o agente público.
A informação para a cidadania, compreende processos em que o leitor se apropria
do conhecimento e pode promover mudanças. De acordo com o Manifesto da
IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas (1994): “A participação construtiva e o
desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação satisfatória, como de
um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação”.
A informação técnico-científica produzida nos órgãos do Estado, que gera políticas públicas
e traz mudanças na vida do indivíduo, tem se pulverizado na missão de cada instituição.
Grande parte do conhecimento técnico-científico produzido, não está sistematizado
como as informações do Portal de Transparência. A maioria está no âmbito do regime de
informação de cada órgão e não em uma ecologia de informação. A ecologia da informação
para Saracevic (1996, p. 58) envolve diversos atores de uma cadeia informacional, que vai
dos produtores do conhecimento até o usuário, a perturbação em alguns desses elementos
afeta essa ecologia.
Cada ator cumpre a sua missão, utilizando fluxos e ferramentas, sem sistematizar as
informações para o compartilhamento. As informações, com resultados que geram políticas
públicas, são direcionadas ao público assistido, limitando o acesso, perdendo de vista a
cidadania ativa, “aquela que institui o cidadão como portador de direitos e deveres, mas
essencialmente participante da esfera pública e criador de novos direitos para abrir espaços
de participação”. (BENEVIDES, 2016, p. 25)

�No Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper),
órgão público estadual capixaba, a pesquisadora Nascimento (2015, p. 202), mostra esse
fenômeno nas duas instâncias, em entrevista com gestores do órgão. Perguntado sobre a
existência no Incaper, de um setor especializado na gestão/produção de informações
estratégicas para o órgão como um todo, a resposta obtida [...] o governo não tem um
pensamento bem formulado sobre os temas em questão; existe a preocupação [...] no
Instituto.
À exemplo, o Sistema de Bibliotecas Públicas do Espírito Santo, que compreende a
Biblioteca Pública Estadual Levy Cúrcio da Rocha e as bibliotecas municipais (Plano
Estadual da Cultura, 2016, p.23). As Bibliotecas Públicas Especializadas, estão à margem
das políticas de cultura e de livro do Estado capixaba e também das leis federais de
incentivo. Mesmo que o Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas (1994. grifo
nosso), aponte como uma das missões-chave das bibliotecas públicas “Promover o
conhecimento sobre a herança cultural, o apreço pelas artes e pelas realizações e
inovações científicas”.
No Estado, em que os bibliotecários não tem entidade que os represente, a luta pelas
Bibliotecas Públicas Especializadas, tem recaído sobre o profissional da informação. No
Incaper, órgão público estadual, responsável pela elaboração e execução de programas e
projetos que proporcionam o desenvolvimento rural sustentável no Espírito Santo, foram
traçadas estratégias de atuação para o fortalecimento da Biblioteca Rui Tendinha, a seguir,
o relato.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA

A Biblioteca Rui Tendinha (BRT) está localizada no Incaper, é subordinada a
Gerência de Transferência de Tecnologia e Conhecimento (GTTC), anteriormente foi
subordinada ao Departamento de Comunicação e Marketing (DCM) e tinha setor próprio, a
Área de Documentação e Informação, que era chefiado pelo profissional da informação.
A unidade de informação tem resistido e sobrevive pela luta de servidores, como Rui
Fernando Frota Tendinha de Pimentel Teixeira, o Rui Tendinha, patrono da biblioteca. Em
2001, com a fusão das empresas EMATER-ES e EMCAPA, Rui Tendinha lutou com o apoio
de outros colegas, para que a Biblioteca não fosse extinta. Ele aspirava uma biblioteca de
qualidade, que iria transpor os muros do instituto e prestar serviços para a sociedade e
principalmente para os jovens.

�De lá para cá, a BRT avançou em termos operacionais. Após o concurso público com
a contratação de um (1) bibliotecário, que junto a uma equipe multidisciplinar implantou uma
biblioteca híbrida. Passou a fornecer informações estratégicas para o Instituto,
democratizou o acesso à produção técnico-científica através do uso de repositório digital e
chegou ao jovens através do Projeto Sementes do Conhecimento.
São avanços técnicos, que trouxeram benefícios para a sociedade e para o Instituto,
com isso a Biblioteca seria valorizada, podendo ser vista de forma integrada a ecologia
institucional. Mas não foi o que ocorreu. Continuou, uniu forças com parceiros na esfera
nacional, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a Rede
Sudeste de Repositórios Institucionais (Sudeste/RIAA) e no nível estadual se associou a
outros bibliotecários e bibliotecas do Estado, buscando apoio na resolução de problemas.
No âmbito do Incaper, a Biblioteca optou por desenvolver ações de divulgação dos
serviços e campanhas, com o objetivo de valorização:
●

Campanha de valorização da Biblioteca Rui Tendinha - foram criados

sete cartazes virtuais, esclarecendo o que é uma biblioteca especializada, qual o
público atendido pela biblioteca e dados sobre o acervo. Os cartazes foram
disponibilizados no fundo de tela dos computadores da Sede do Incaper, enviados
por e-mail para as unidades do interior e também compartilhados no Instagram.
●

Eventos para promover o debate sobre a biblioteca pública, bibliotecas

digitais e outros temas com profissionais do Estado. Institui-se a data de aniversário
da Biblioteca com base em um documento institucional encontrado no acervo, para
que anualmente possa ser lembrada pelos usuários.
●

Para a comunidade do entorno, criou-se um espaço para leitores com

brinquedoteca. Livros e brinquedos infantis foram recebidos por doações e
incorporados, com o objetivo de democratizar o ambiente e atrair o público local.
Cartazes foram fixados pela comunidade do Bairro Jesus de Nazaré (Vitória-ES)
informando sobre a existência da Biblioteca na comunidade.
●

No Instagram, a biblioteca usa o History para o conteúdo noticioso, que

veicula informações que valorizam o público assistido pelo Incaper: quilombolas,
indígenas, agricultores familiares e assentados. Já as postagens são voltadas para
a valorização da Biblioteca e dos serviços oferecidos.
●

Com outras entidades, através da Associação dos Servidores do

Incaper (ASSIN), a bibliotecária Merielem Frasson da Silva, participou da campanha

�de valorização dos servidores do Incaper. Nesta campanha foi produzido vídeo com
o depoimento da bibliotecária sobre os projetos desenvolvidos pela Biblioteca e a
importância do servidor e das entidades de classe.

Com essas ações, também não se conseguiu evitar, a eliminação da Área de
Documentação no ano de 2018, impactando na autonomia da Biblioteca e nem a perda de
espaço físico, no ano de 2019.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os problemas estruturais do Governo que impactam nas bibliotecas são difíceis de
serem resolvidos. Saracevic (1996, p. 59) diz que é preciso buscar solução para diminuir o
isolamento e os conflitos e propiciar a compatibilidade entre os atores dentro da cadeia de
informação. Isso só será possível, quando o Governo compreender o seu papel de agente
agregador dentro dessa ecologia.
Uma biblioteca acessível e que possua recursos para executar projetos, depende de
políticas públicas de livro, informação e biblioteca para o exercício da cidadania. A luta por
uma biblioteca cidadã, não é só do profissional da informação e sim de todos.
Romper os muros da instituição, se articulando com a comunidade e entidades
(associações e sindicatos), que apoiem uma biblioteca cidadã e ser solidário a outras
pautas de outras classes é importante e necessário, toda luta e resistência depende do
coletivo. As tentativas de conscientização são sementes plantadas, a luta de Rui Tendinha
ainda é a mesma, a Biblioteca resiste.

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Sociedade, São Paulo, v. 4, n. 6, p. 21-31, jan./jun. 2016. Disponível:
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Universidade de Brasília, Faculdade de Ciência da Informação, Programa de PósGraduação em Ciência da Informação. Orientador: Emir José Suaiden. Disponível em:
http://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/bitstream/item/1885/1/TESELucileideAndradedeLimadoNascimento-Incaper.pdf . Acesso em: 11 julho 2019.
SARACEVIC, T. Ciência da informação: origem, evolução e relações. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 41-62, jan./jun. 1996. Disponível em:
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/235/22 . Acesso em: 08
maio 2019.
Trabalhos Realizados
Campanha de valorização da Biblioteca Rui Tendinha
https://bibliotecaruitendinha.incaper.es.gov.br/Not%C3%ADcia/campanha-de-valorizacaoda-biblioteca-rui-tendinha
Vídeo produzido pela Agência Pulso/Assin com a bibliotecária
https://www.youtube.com/watch?v=Pv6zsRUPdH8
Lançamento do novo site e debate sobre biblioteca digital
https://incaper.es.gov.br/Not%C3%ADcia/inovacao-incaper-lanca-novo-site-da-bibliotecarui-tendinha
Comemoração do Aniversário da Biblioteca Rui Tendinha
https://bibliotecaruitendinha.incaper.es.gov.br/Not%C3%ADcia/vida-longa-a-biblioteca-ruitendinha

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O artigo relata a experiência  de atuação da Biblioteca Rui Tendinha com estratégias de valorização da unidade de informação, diante das consequências  do desequilíbrio na ecologia da informação governamental.</text>
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                    <text>Articulação entre a formação de profissionais de biblioteca e o
advocacy pelas bibliotecas na realização do Minicurso Básico de
Auxiliar de Biblioteca

Carlos Robson Souza da Silva (IFCE) - crobsonss@gmail.com
Francisco Leandro Castro Lopes (IFCE) - francisco.lopes@alf.ifmt.edu.br
Resumo:
A biblioteca tem papel fundamental na promoção do acesso à informação e no incentivo à
leitura e, consequentemente, no desenvolvimento social, cultural e econômico dos grupos ou
sociedades em que atua. A Biblioteca José Luciano Pimentel, dessa forma, desenvolveu a
proposta do curso “Minicurso Básico de Auxiliar de Bibliotecas” em acordo com a Secretaria
Municipal de Cedro visando à formação de profissionais que atuem como agentes de leitura e
auxiliares de biblioteca e esperando que, em contrapartida, sejam realizados esforços da
prefeitura local para a futura contratação de bibliotecários e discussão de políticas públicas
para o livro e a biblioteca na cidade de Cedro, como uma estratégia de advocacy. O curso foi
desenvolvido para ser realizado em três etapas principais. A primeira, de formação teórica. Já
a segunda parte, voltada para a prática, teve como objetivos incentivar os alunos a
desenvolverem um projeto de intervenção em um determinado ambiente (bibliotecas, escolas,
centros culturais e de saúde). Na terceira etapa do curso, os alunos foram convidados a
apresentar os seus trabalhos em banner. Apesar de que "biblioteca" e "profissionais de
biblioteca" não sejam assuntos frequentes no discurso dos moradores da cidade e região do
entorno, os participantes do curso se mostraram extremamente empolgados e interessados em
atuar nesse tipo de organização. Havia neles desejo de pôr em prática o que haviam
aprendido, seja por meio das propostas do próprio curso, ou por meio da atuação em seus
empregos envolvidos na área remunerados.
Palavras-chave: Auxiliar de Biblioteca. Biblioteconomia - Estudo e Ensino. Advocacy.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A biblioteca tem papel fundamental na promoção do acesso à informação e
no incentivo à leitura e, consequentemente, no desenvolvimento social, cultural e
econômico dos grupos ou sociedades em que atua. Para oferecer serviços de
qualidade, porém, é necessário que sejam disponibilizados na biblioteca
profissionais especialistas no assunto, que atuem de maneira criativa e relevante.
Na sociedade da informação, o conhecimento tornou-se sinônimo de
poder, o que direcionou maior atenção para as bibliotecas, que deixaram
de ser consideradas simples depósitos de livros, para atuar ativamente no
processo de educação dos cidadãos. Outro fator preponderante nesse
processo é a atuação dos profissionais bibliotecários como agentes
fundamentais para o acesso à informação (SOUSA et al., p. 2).

O profissional por excelência da biblioteca é o bibliotecário, graduado em
Biblioteconomia e devidamente registrado num Conselho Regional de
Biblioteconomia (CRB). Além dele, de acordo com a Classificação Brasileira de
Ocupações (2019), outras seis diferentes ocupações são encontradas como
relacionadas ao trabalho direto em bibliotecas, como o próprio Auxiliar de
Biblioteca.
De acordo com o site (BRASIL, 2019), os auxiliares de biblioteca
Atuam no tratamento, recuperação e disseminação da informação e
executam atividades especializadas e administrativas relacionadas à rotina
de unidades ou centros de documentação ou informação, quer no
atendimento ao usuário, quer na administração do acervo, ou na
manutenção de bancos de dados. Participam da gestão administrativa,
elaboração e realização de projetos de extensão cultural. Colaboram no
controle e na conservação de equipamentos. Participam de treinamentos e
programas de atualização.

Eles são essenciais para o funcionamento cotidiano da biblioteca,
principalmente no suporte às atividades administrativas e no atendimento ao
usuário, podendo também, como descrito acima, auxiliar na promoção de
atividades culturais dentro de seu ambiente de trabalho.
Entretanto, no Brasil, muitos municípios, principalmente nas cidades
interioranas não procuram ou nem têm conhecimento dessa realidade e acabam

�por dispor em suas unidades de informação profissionais de outras áreas ou até
mesmo sem formação alguma, para gerir esses locais.
A Secretaria Municipal da Cultura de Cedro no Ceará, responsável pela
Biblioteca Pública Municipal, entendendo a necessidade imediata de um
profissional qualificado e pela falta de bibliotecário em seus recursos humanos,
recorreu à Biblioteca José Luciano Pimentel do Instituto Federal de Educação
Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus Cedro, em busca de auxílio.
A Biblioteca José Luciano Pimentel, dessa forma, desenvolveu a proposta do
curso “Minicurso Básico de Auxiliar de Bibliotecas”, visando à formação de
profissionais que atuem como agentes de leitura e auxiliares de biblioteca e
esperando que, em contrapartida, sejam realizados esforços da prefeitura local para
a futura contratação de bibliotecários e discussão de políticas públicas para o livro e
a biblioteca na cidade de Cedro, como uma estratégia de advocacy.
O Minicurso se propôs a oferecer formação básica para que profissionais que
atuem em bibliotecas, escolas e ambientes de leitura, oferecendo serviços de
informação e de leitura relevantes e de qualidade e teve como público-alvo:
profissionais efetivos ou voluntários que trabalhem com a mediação da leitura em
escolas, ONGs, bibliotecas escolares, bibliotecas comunitárias, bibliotecas públicas,
centros culturais e de educação profissional.
O real intuito foi à formação básica de profissionais que atuam em
bibliotecas e ambientes de leitura no auxílio técnico em gestão e organização de
bibliotecas. Com as seguintes questões: discutir os fundamentos teóricometodológicos da Biblioteconomia e sua aplicação na prática profissional; refletir
sobre a necessidade de implantação de ambientes de leitura e a existência de
bibliotecas dinamizadas nas instituições culturais e de ensino do município do
Cedro no Ceará e o incentivo a promoção de ações culturais, de incentivo à leitura e
de acesso à informação em bibliotecas e ambientes de leitura.
Relato da experiência
O Minicurso funcionou nas dependências do campus Cedro mais
especificamente na Biblioteca José Luciano Pimentel quinzenalmente aos sábados,
no período da manhã, com a duração de 4 horas por dia, estendendo-se de maio a
dezembro de 2017, totalizando assim 40h/aula. Realizou-se por meio de aulas
expositivas, práticas e visitas técnicas.
O curso foi desenvolvido para ser realizado em três etapas principais. A
primeira, de formação teórica, introduzia os alunos ao universo da Biblioteconomia,
visando desembaraçar visões preconceituosas sobre bibliotecas, aproximá-los de
conceitos básicos como leitura e mediação da leitura, informação e organização da
informação para que tivessem uma fundamentação teórica para sua futura atuação
no mundo do trabalho, e oferecer-lhes subsídios para planejaram o seu projeto de
conclusão de curso.
Já a segunda parte, voltada para a prática, teve como objetivos incentivar os
alunos a desenvolverem um projeto de intervenção em um determinado ambiente
(bibliotecas, escolas, centros culturais e de saúde), que promovesse a leitura e o
acesso à informação e que os tornasse multiplicadores da causa das bibliotecas e

�dos profissionais das bibliotecas, mostrando a importância e os benefícios que
podem trazer para esses locais.
Para a realização da parte prática o corpo discente foi dividido em grupos,
devendo estes redigir um pré-projeto com justificativa, objetivos, metodologia e
local de aplicação da ação. As alunas também se tornaram responsáveis por
dialogar com os responsáveis do local escolhido, organizar e efetivar a ação.
Dessa etapa, realizou-se 9 projetos, voltados em sua maioria para o incentivo
à leitura e tendo como palco principal escolas de ensino infantil, fundamental e
médio. Logo abaixo, estão dispostas as atividades desenvolvidas pelos alunos
participantes e resultados das aplicações, a partir da orientação dos bibliotecários
idealizadores e ministrantes.
Quadro 1 - Trabalhos e Ações de Conclusão de Curso.
Atividade

Dia do Livro da Biblioteca Pública
Municipal de Cedro

A expressão do Nordeste em Cordel e
Xilogravura.

Incentivo à leitura por meio da pintura:
com pacientes do CAPS
O mundo encantado da leitura
Produção de um guia explicativo sobre a
utilização do acervo
Contadores de História

Viver Leitura

Era uma vez

Resultados Alcançados
Realização em conjunto com a
prefeitura
local
de
evento
em
comemoração ao Dia do Livro, por meio
de ações culturais e de leitura para a
comunidade cedrense. Realizaram-se
apresentações de música, exposições e
atividades culturais.
Exposição realizada durante o Dia do
Livro da Biblioteca Pública Municipal de
Cedro e teve como escopo tomar mais
presente a cultura do povo nordestino,
através da Literatura de Cordel e com a
intervenção de um cordelista local.
Proposta de motivação dos pacientes do
CAPS local por meio da leitura através
da pintura.
Intervenções na educação infantil por
meio da leitura em uma determinada
escola pública do município.
Desenvolvimento de um guia explicativo
do funcionamento da biblioteca da
EEEP Francisca Albuquerque Moura.
Intervenção
por
meio
da
contação de histórias no dia do Livro da
Biblioteca Pública Municipal de Cedro.
Exposição de livros e contação de
histórias como estímulo às crianças ao
prazer da leitura na escola do município
que atuam.
Desenvolvimento de atividades que os
estimulassem os alunos do Infantil III o
gosto pela leitura na escola do município

�Viajando na Leitura

que atuam
Com alunos do primeiro ano, o
desenvolvimento de estratégias e
procedimentos de leitura como meio
eficiente para ensinar o aluno no
processo de alfabetização.

Fonte: Adaptado de Silva (2017).

Na terceira etapa do curso, os alunos foram convidados a apresentar os seus
trabalhos em banner durante a realização da II Semana do Livro e da Biblioteca do
IFCE, campus Cedro. Durante a apresentação dos trabalhos identificou-se a
apropriação e a aplicação dos alunos dos conhecimentos teóricos da
Biblioteconomia na atividade que executaram e a percepção dos alunos da
necessidade de se abrirem mais bibliotecas e ambientes de leitura, assim como da
serem inseridos profissionais habilitados para atuarem nesses espaços.
Considerações Finais
A realização do Minicurso Básico de Auxiliar de Biblioteca, antes mesmo de
se propor a trazer uma formação básica para os seus alunos, sempre teve como
perspectiva trazer a discussão sobre o papel da comunidade frente à informação e a
importância da existência e dinamização de bibliotecas, assim como da necessidade
de profissionais especializados para atuarem nelas, como o bibliotecário e o auxiliar
de biblioteca.
As dificuldades percebidas na capacitação de profissionais para atuarem
como auxiliares de biblioteca na Região Centro-Sul, pela realidade de inúmeros
munícipios do país, estiveram relacionadas principalmente a não valorização das
bibliotecas resultantes do pouco acesso a elas ou a sua existência. Para superar
essas dificuldades, portanto, a execução do Trabalho e Ação e Conclusão de Curso,
por meio da qual os alunos se debruçassem nas realidades de diferentes unidades
de informação, principalmente em bibliotecas de escolas locais e promovessem
algum serviço de informação ou mediação de leitura.
Apesar de que "biblioteca" e "profissionais de biblioteca" não sejam assuntos
frequentes no discurso dos moradores da cidade e região do entorno, os
participantes do curso se mostraram extremamente empolgados e interessados em
atuar nesse tipo de organização. Havia neles desejo de pôr em prática o que haviam
aprendido, seja por meio das propostas do próprio curso, ou por meio da atuação
em seus empregos envolvidos na área remunerados.
Referências
SOUSA, A. L. M. et al. A ação do bibliotecário na garantia do acesso e do direito à
informação nas bibliotecas públicas. Biblos: Revista do Instituto de Ciências
Humanas e da Informação, v. 28, n. 2, p. 37-45, jul./dez. 2014. Disponível em: &lt;
https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/4262&gt;. Acesso em 04 abr. 2019.

�BRASIL. Auxiliar de Biblioteca. In: ______. Classificação Brasileira de
Ocupações. 2019. Disponível em:
&lt;http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTituloResultado.js
f&gt;. Acesso em 04 abr. 2019.
SILVA, C. R. S. Relatório Final: minicurso básico de Auxiliar de Biblioteca. 2017.

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                <text>Eixo 5: O farol do advocacy</text>
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                <text>A biblioteca tem papel fundamental na promoção do acesso à informação e no incentivo à leitura e, consequentemente, no desenvolvimento social, cultural e econômico dos grupos ou sociedades em que atua. A Biblioteca José Luciano Pimentel, dessa forma, desenvolveu a proposta do curso “Minicurso Básico de Auxiliar de Bibliotecas” em acordo com a Secretaria Municipal de Cedro visando à formação de profissionais que atuem como agentes de leitura e auxiliares de biblioteca e esperando que, em contrapartida, sejam realizados esforços da prefeitura local para a futura contratação de bibliotecários e discussão de políticas públicas para o livro e a biblioteca na cidade de Cedro, como uma estratégia de advocacy. O curso foi desenvolvido para ser realizado em três etapas principais. A primeira, de formação teórica. Já a segunda parte, voltada para a prática, teve como objetivos incentivar os alunos a desenvolverem um projeto de intervenção em um determinado ambiente (bibliotecas, escolas, centros culturais e de saúde). Na terceira etapa do curso, os alunos foram convidados a apresentar os seus trabalhos em banner. Apesar de que "biblioteca" e "profissionais de biblioteca" não sejam assuntos frequentes no discurso dos moradores da cidade e região do entorno, os participantes do curso se mostraram extremamente empolgados e interessados em atuar nesse tipo de organização. Havia neles desejo de pôr em prática o que haviam aprendido, seja por meio das propostas do próprio curso, ou por meio da atuação em seus empregos envolvidos na área remunerados.</text>
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                    <text>Advocacy por sala de leitura: a conquista dos Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis

Robson de Paula Araujo (USP) - paraujo.robson@gmail.com
Resumo:
Relato de experiência da atuação pelo advocacy bibliotecário do Coletivo Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis, demonstrando algumas de suas conquistas no período de pouco
mais de um ano, dentre elas: participação em audiência pública sobre bibliotecas escolares na
Comissão de Educação da Câmara dos Deputados; realização de conferência visando a
implantação do Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de Jardinópolis (PMLLBJ);
conquista de verba, pelo orçamento participativo, para adequação da Biblioteca Municipal;
aplicação da legislação sobre universalização das bibliotecas escolares junto à Comissão de
Bibliotecas de Jardinópolis; aprovação da indicação para criação do cargo de bibliotecário;
realização da “Noite dos livros e das rosas”; aprovação de Lei Municipal referente à Semana
do Livro, Leitura e Biblioteca; e destacando a saga pela implantação da Sala de Leitura Amauri
Vieira Barbosa na Câmara Municipal de Jardinópolis/SP. O objetivo é demonstrar que o
advocacy traz resultados, devendo ser aplicados na luta por mais equipamentos culturais para
a sociedade.
Palavras-chave: Advocacy. Biblioteca pública. Câmara municipal. Sala de leitura. Coletivo.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019
Introdução
Em 30 de abril de 2019 inaugurou-se um novo espaço de cultura e
literatura em uma pequena cidade do interior paulista: a Sala de Leitura Amauri
Vieira Barbosa, na Estação Cultural, prédio anexo à “casa do povo”, na Câmara
Municipal de Jardinópolis/SP.
Resultado do advocacy bibliotecário do Coletivo “Amigos das Bibliotecas
de Jardinópolis” (ABJ), grupo formado em 2017 por membros de diversas
profissões e visões de mundo, que “acreditam na defesa do letramento, da
leitura e da literatura como instrumentos de emancipação e desenvolvimento,
tendo a biblioteca viva como um pilar” (ABJ, 2019). Este coletivo luta junto à
sociedade e com o poder público para cumprimento de legislação pertinente ao
tema (livro, leitura, biblioteca, bibliotecário...) e na sensibilização dos gestores
públicos pela aplicação efetiva de recursos na cultura, no livro e na literatura.
Em pouco mais de um ano, o Coletivo alcançou alguns resultados expressivos
para a comunidade jardinopolense:
•
participação em audiência pública sobre bibliotecas escolares na
Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília (DF);
•
realização de conferência visando a implantação do Plano
Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de Jardinópolis (PMLLBJ), com
Volnei Canônica (Clube de Leitura Quindim e ex-Secretário Executivo e
ex-Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, do Ministério da
Cultura - MEC)
•
conquista de verba, pelo orçamento participativo, para adequação
estrutural, mobiliária e de acervo da Biblioteca Municipal
•
aplicação progressiva da legislação sobre universalização das
bibliotecas escolares (Lei nº 12.244/2010) junto à Comissão de
Bibliotecas de Jardinópolis (composta pelo Coletivo Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis e poderes executivo e legislativo)
•
aprovação da indicação para criação do cargo de bibliotecário na
Câmara Municipal e inclusão de vaga em edital de concurso público
realizado em 2019
•
realização da “Noite dos livros e das rosas” em praça pública, com
distribuição de livros, rosas e cultura, com apresentações culturais de
artistas locais

�•
aprovação de Lei Municipal referente à Semana do Livro, Leitura
e Biblioteca em Jardinópolis/SP, com vinculação de orçamento e
periodicidade (JARDINÓPOLIS, 2018)
•
implantação da Sala de Leitura Amauri Vieira Barbosa na Câmara
Municipal
O advocacy bibliotecário do Coletivo foi extremamente importante em
todos os casos, mas em especial da Sala de Leitura foi de suma importância,
pois após a inauguração do espaço físico (somente) e promessa de instalação
de uma biblioteca no local, teve-se que retomar as negociações com a nova
gestão legislativa. Advocacy envolve ação, não somente ser ou mostrar-se
favorável a uma causa ou ideia e sim, atuar planejada e estrategicamente para
alcance de resultados (ALA, 2012): assim, o objetivo deste trabalho é
apresentar a experiência na conquista desta sala de leitura.
Relato de experiência
Em meados de 2018, o presidente da Câmara Municipal de Jardinópolis,
em conversa com membros do Coletivo informa sobre o projeto de reforma e
restauração da Câmara Municipal, prédio histórico da então estação ferroviária
da cidade, chegada e partida de inúmeros sonhos, desativada no fim da
década de 1970 e “transformada” em estação rodoviária e “casa do povo”. Com
a desativação da rodoviária em 2018, sobram algumas salas e espaços que a
Câmara não tinha previsão de utilização: o Coletivo sugere para a Câmara
Municipal possuir uma biblioteca, como inúmeras outras câmaras pelo país.
Sugestão acatada, ficou a cargo do Coletivo projetar a futura “Biblioteca
da Câmara Municipal de Jardinópolis”: uma arquiteta, voluntariamente,
elaborou o projeto arquitetônico (físico e mobiliário). Apresentado aos
vereadores, o projeto foi aprovado, adequação estrutural realizada (alvenaria,
pintura, iluminação e climatização) e mobiliário adquirido (mesas, cadeiras e
estantes). Em dezembro de 2018 inaugura-se o novo prédio da Câmara
Municipal e o espaço da Biblioteca.
Figura 1 – Estruturação da Biblioteca da Câmara Municipal

�Passadas as festas de fim de ano, o Coletivo procura a Câmara para
tratar sobre a aquisição do acervo, contratação de profissional para a
Biblioteca, funcionamento... porém, o plano A mudou para plano B, C... A nova
legislatura informa que precisa estudar a questão, pois, dentre outras coisas,
há prioridades a serem seguidas, a Biblioteca não consta no regimento, não há
possibilidade de aquisição de livros com verba legislativa, câmaras não podem
ter bibliotecas(!) etc.
Dado o teor dos argumentos apresentados, o Coletivo realizou estudos
das viabilidades jurídicas e políticas (as mais importantes, neste caso):
percebendo que não adiantaria ter uma biblioteca sem acervo, recorre,
infelizmente, a um fato trágico acontecido à poucos dias (à época): o acervo de
Amauri Vieira Barbosa (1961-2019), ávido leitor, escritor e juiz do trabalho,
vítima de acidente de trânsito, deixa um belo acervo composto, por
aproximadamente, cinco mil livros e com diversas temáticas (literaturas
nacional e estrangeira, artes, história, biografias, economia, políticas,
romance... e, claro, direito!). Amigo de Amauri e integrante do Coletivo recorda
que ele sonhava com um mundo melhor e que um dos caminhos para isso é o
compartilhamento de informações e conhecimento.
Figura 2 – Vista parcial do acervo de Amauri Vieira Barbosa
no Fórum trabalhista de Cajuru/SP

Após inúmeras tentativas de encontros informais com a nova legislatura,
o Coletivo decidiu pleitear uma reunião com a nova gestão da Câmara para,
oficialmente, saber da intenção sobre a Biblioteca. Na data agendada,
reuniram-se a mesa diretora e representante do jurídico da Câmara com três
integrantes do Coletivo: após a apresentação de considerações jurídicas e
políticas pelos “representantes do povo”, o Coletivo fez suas argumentações,
contrapondo todos os empecilhos apresentados. Apresentou-se a questão de
doação do acervo pela família à biblioteca da Câmara, sendo aventada pelos
vereadores a doação para a Biblioteca Municipal: hipótese refutada pelo
Coletivo, pois, entre outros pontos, deseja-se mais um equipamento cultural na
cidade e a Biblioteca Municipal já havia sido contemplada, meses antes, pelo
orçamento participativo com dotação orçamentária que prevê aquisição de
acervo; a doação ficou para ser analisada pela Câmara com apresentação de
resposta em 48 horas.

�Passado o prazo de resposta e sem contato informal, o Coletivo optou
pelas ferramentas de comunicação digital (redes sociais e grupos telefônicos)
para informação à população sobre a situação: espaço público pronto e
destinado a uma biblioteca e com acervo de qualidade garantido, sendo
desprezado por um dos poderes público local.
Agendou-se para um membro do coletivo fala na tribuna livre na sessão
ordinária seguinte (duas semanas). Com direito à fala e membros do Coeltivo
presentes à Câmara (transmitindo a sessão via redes sociais), o Coletivo expôs
os benefícios sociais, econômicos, culturais e até político da implantação da
Biblioteca na casa do povo. Alguns vereadores falaram a favor da implantação,
até que a mesa diretora apresentou, nesta mesma sessão, seu projeto para a
biblioteca: com o acervo doado pela família de Amauri Barbosa e alguns
serviços disponibilizados à população (impressão, acesso à internet etc.), “o
espaço seria mais que uma biblioteca, sendo denominado ‘Espaço saber’”.
Indagada sobre a disponibilização do local, foi informado que naquele momento
o espaço já estava aberto ao público. Vitória parcial da sociedade.
Dias depois, o Coletivo foi informado que o transporte e montagem do
acervo no local seriam de responsabilidade do grupo. E assim aconteceu:
devido ao tamanho do acervo, foi necessário providenciar mais algumas
estantes (emprestadas pela Biblioteca Municipal); o transporte do acervo
(encaixotamento, carregamento, transporte e descarregamento) e a alocação
dos itens nas estantes ocorreram por conta (e suor) do Coletivo.
De posse do espaço, o Coletivo planejava as atividades técnicas da
Biblioteconomia (escolha de software, tombamento do acervo, catalogação,
indexação, identificação visual etc.) quando, dias depois, a Câmara solicita
listagem de todos os livros doados em curto prazo: mudança de planos, como o
trabalho do Coletivo é voluntário, precisou-se dedicar o tempo praticamente a
esta atividade. Realizada esta listagem (Autor, título, cidade, editora, ano e
valor estimado), necessitou-se adequar o acervo pelos assuntos: livros
agrupados de acordo com a organização aplicada por Amauri Barbosa. A fim
de evitar extravios de itens, o Coletivo providenciou a carimbagem dos itens
(cortes e páginas internas) com “Acervo Amauri Vieira Barbosa”.
Figura 3 – Sala de Leitura pronta para inauguração em abril de 2019

�Neste período, conseguiu-se que a denominação do local passasse para
“Estação Cultural” (devido à origem do prédio) e que o local da Biblioteca fosse
denominado “Sala de Leitura Amauri Vieira Barbosa”: mais uma conquista para
a comunidade. Para a inauguração também conseguiu-se, junto à Câmara
Municipal, placa de identificação externa para a Estação Cultural, placa de
identificação interna para a Sala de Leitura e decoração para um poema em
alusão à Estação Ferroviária/Cultural, além do título de cidadão jardinopolense
para Amauri Vieira Barbosa.
Considerações finais
Além destas conquistas para a Sala de Leitura, o Coletivo também
conseguiu junto à comunidade as placas de identificação do acervo, as
“carteirinhas” dos leitores e promessa de doação de módulo de gestão
bibliotecária da mesma empresa que fornecerá às bibliotecas municipal e
escolares, com vistas à formação da rede de bibliotecas de Jardinópolis/SP.
Apesar do feito histórico para a cidade, o Coletivo sabe que agora a luta é para
a manutenção do local, abertura ao público e atendimento à demanda da
população. Advocacy requer, além de defesa de uma causa, vigilância para a
permanência da conquista.
Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Manual das pessoas que
advogam pelas bibliotecas. 3. ed. Tradução Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições
(FEBAB). São Paulo, 2012.
AMIGOS DAS BIBLIOTECAS DE JARDINÓPOLIS (ABJ). Sobre. 2019.
Disponível em: &lt;https://www.facebook.com/Amigos-das-Bibliotecas-de-Jardin%
C3%B3polis-133945113949529/&gt;. Acesso em: 03 abr. 2019.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Brasil
em síntese. São Paulo. Jardinópolis. Panorama. 2019. Disponível em: &lt;https:
//cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/jardinopolis/panorama&gt;. Acesso em: 02 fev.
2019.
JARDINÓPOLIS. Câmara Municipal. Lei nº 4.493, de 18 de julho de 2018.
Institui a Semana Municipal do Livro, Leitura e Biblioteca. 2018. Disponível em:
&lt;https://www.camarajardinopolis.sp.gov.br/images/Atividade_Legislativa/Norma
s_Aprovadas/2018/LEI_N%C2%BA4493.18.pdf&gt;. Acesso em: 04 abr. 2019.

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                <text>Eixo 5: O farol do advocacy</text>
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                <text>Relato de experiência da atuação pelo advocacy bibliotecário do Coletivo Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis, demonstrando algumas de suas conquistas no período de pouco mais de um ano, dentre elas: participação em audiência pública sobre bibliotecas escolares na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados; realização de conferência visando a implantação do Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de Jardinópolis (PMLLBJ); conquista de verba, pelo orçamento participativo, para adequação da Biblioteca Municipal; aplicação da legislação sobre universalização das bibliotecas escolares junto à Comissão de Bibliotecas de Jardinópolis; aprovação da indicação para criação do cargo de bibliotecário; realização da “Noite dos livros e das rosas”; aprovação de Lei Municipal referente à Semana do Livro, Leitura e Biblioteca; e destacando a saga pela implantação da Sala de Leitura Amauri Vieira Barbosa na Câmara Municipal de Jardinópolis/SP. O objetivo é demonstrar que o advocacy traz resultados, devendo ser aplicados na luta por mais equipamentos culturais para a sociedade.</text>
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                    <text>Advocacy pelas bibliotecas escolares: a experiência dos Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis

Robson de Paula Araujo (USP) - paraujo.robson@gmail.com
Resumo:
O Coletivo “Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis” atua no advocacy pelas bibliotecas na
pequena cidade do interior paulista. Neste trabalho é exposto caso específico pela efetivação
da universalização das bibliotecas escolares (Lei nº 12.244/2010) e da presença de
bibliotecários nas bibliotecas (Lei nº 9.674/1998) das escolas de ensino fundamental do
município. Desde 2017, o Coletivo angariou esforços para formação da Comissão de
Bibliotecas de Jardinópolis, a qual é composta pelos poderes executivo (Secretarias da
Educação e da Cultura) e legislativo (dois vereadores), além do Coletivo. Descreve brevemente
a atuação do Coletivo neste período (2017-2019) para alcance de resultados significativos:
presença e voz em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em
Brasília (DF); realização de conferência sobre o tema com especialista; verificação dos locais
destinados às bibliotecas nas escolas municipais; elaboração de projeto arquitetônico para as
bibliotecas escolares; reforma, adequação e construção das bibliotecas nas escolas; aquisição
de mobiliário, equipamentos, livros e software para gestão bibliotecária; inclusão do cargo de
bibliotecário em concurso público; e elaboração do Plano Municipal do Livro, Leitura e
Bibliotecas de Jardinópolis/SP (PMLLBJ), para aprovação da Câmara Municipal e execução
pela Prefeitura Municipal. Até 2020, prazo para universalização das bibliotecas escolares,
espera-se ter as demais cinco bibliotecas estruturadas (construídas e/ou reformadas, com
mobiliário, equipamentos e acervo adequados) e com bibliotecários, para que sejam
bibliotecas vivas, ativas e fundamentais na formação de leitores, pesquisadores e cidadãos.
Este relato de experiência mostra que, de fato, advocacy é atuar planejada e estrategicamente
para alcance de resultados.
Palavras-chave: Advocacy; Bibliotecas escolares; Bibliotecário; Coletivo; Legislação.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

Introdução
O advocacy bibliotecário - defesa ou engajamento ativo em relação a uma
causa ou proposta (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION - ALA, 2012, p. 1),
especialmente relacionado às bibliotecas escolares, ganhou respaldo legal com a
promulgação da Lei nº 12.244/2010 (BRASIL, 2010), que universaliza as
bibliotecas em todas as instituições de ensino no país. Com esta legislação, os
dirigentes públicos podem (e devem) ser pressionados a implantarem bibliotecas
nas escolas, pois infelizmente, as primeiras são consideradas itens “opcionais”
num país onde mais da metade das escolas não possuem bibliotecas ou salas de
leitura (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2018). Partindo desta constatação e
buscando
Atuar pela universalização de bibliotecas em escolas,
Informar gestores públicos sobre como acessar recursos e a importância
de construir orçamento para a implantação e manutenção de bibliotecas
em escolas e
Atuar junto à sociedade, direta ou indiretamente, divulgando a
importância e os meios para a mobilização cidadã para viabilizar
bibliotecas em escolas (EU QUERO MINHA BIBLIOTECA, 2019)

um grupo passou a advogar ativamente pelas bibliotecas, principalmente
escolares, em uma pequena cidade do interior paulista. Advocacy envolve ação,
não somente ser ou mostrar-se favorável a uma causa ou ideia e sim, atuar
planejada e estrategicamente para alcance de resultados (ALA, 2012): este é o
objetivo deste trabalho, demonstrar a experiência nas atividades de advocacy de
um grupo em Jardinópolis/SP, de setembro de 2017 a março de 2019.
Relato da experiência
Em setembro de 2017 iniciaram-se oficialmente as tratativas entre o poder
público e a sociedade acerca das bibliotecas escolares no município de
Jardinópolis/SP. A administração pública municipal (poder executivo),
representada pelas secretarias de Educação (secretária e diretora de ensino) e de
Cultura (agente cultural e bibliotecária municipal); o poder legislativo, representado

�por dois vereadores; e a sociedade, representada pelo Coletivo “Amigos das
Bibliotecas de Jardinópolis”, geralmente com três de seus membros nas reuniões.
Jardinópolis localiza-se no interior do estado de São Paulo, na região de
Ribeirão Preto e, entre outros dados, possui população estimada em 43.774
habitantes (815º dentre 5.570 municípios brasileiros) e salário médio mensal de
2,5 salários mínimos (502/5.570). No nível educacional, a taxa de escolarização
para pessoas de 6 a 14 anos é de 97,1%, posicionando o município em 3.514
dentre 5.570 cidades do Brasil. Possui 5.723 matrículas no ensino fundamental e
1.532 no ensino médio, dez estabelecimentos de ensino públicos, sendo nove de
ensino fundamental e um de médio e privados são seis de fundamental e dois de
médio. No IDEB, ocupa a posição 1.100 (5.570), com nota 6,2 para anos iniciais e
posição 941 (5.570), com nota 4,9 para os anos finais do ensino fundamental
(INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE, 2019).
O grupo “Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis” (ABJ) é um coletivo em
defesa do letramento, da leitura e da literatura como instrumentos de emancipação
e desenvolvimento, tendo a biblioteca viva como um pilar. Constituído no início de
2017 por apaixonados por livros e que acreditam na transformação da sociedade
através da educação, cultura e leitura, entre os membros há bibliotecários,
estudantes, professores, artistas, administradores, psicólogos, juristas, cientistas
sociais... Diz o “Manual das pessoas que advogam pela biblioteca” (ALA, 2012),
que para ser mais eficaz, a rede de advocacy deve ser uma seção transversal da
comunidade, incluindo diversos membros de diferentes vertentes.
Com conhecimento da Lei nº 12.244, de 10 de dezembro de 2010 (BRASIL,
2010), que regulamenta a implantação de bibliotecas escolares em todo
estabelecimento de ensino público ou privado no país e, também, da Lei nº 9.674,
de 25 de junho de 1998 (BRASIL, 1998), que trata da profissão de bibliotecário e
da supervisão obrigatória desses profissionais em todas as bibliotecas, o Coletivo
tomou mais ciência e importância da aplicação destas leis. E diante da inercia do
poder público municipal para efetivação da legislação, pois já se passavam mais
de sete anos (à época) e, praticamente, nenhuma escola pública possui, de fato,
biblioteca e muito menos bibliotecário, o Coletivo tomou a iniciativa de incitar o
poder público. Como disse um deputado federal em relação à efetivação das
bibliotecas escolares: “Não é apenas questão de custos, mas falta vontade política
dos gestores em implementar a lei” (CÂMARA DOS DEPUTADOS, 2018).
Infelizmente, essa realidade não é exclusiva de Jardinópolis/SP: a maioria
dos mais de cinco mil munícipios brasileiros, ou 98 mil das 180 mil escolas
brasileiras (55%), não possuem biblioteca nem sala de leitura (CÂMARA DOS
DEPUTADOS, 2018), dificultando o acesso dos estudantes a materiais que podem
torná-los leitores e cidadãos mais críticos e conscientes (EU QUERO MINHA
BIBLIOTECA, 2019).
Em meados de 2017, após levantamento da situação das “bibliotecas
escolares” no município, o Coletivo fez-se presente na audiência pública sobre a

�universalização das bibliotecas, na Comissão da Educação da Câmara dos
Deputados em Brasília/DF, sendo Jardinópolis/SP uma das pouquíssimas cidades
representadas e com direito à voz, através de um de seus membros.
Seguidamente, o Coletivo decidiu contatar os representantes do povo local,
apresentando a demanda pessoalmente, pois “uma visita a um legislador é
provavelmente mais lembrada do que uma correspondência” (ALA, 2012, p. 12) e,
com apoio destes, ganhar peso político nas discussões: de treze vereadores
conseguiu-se formal apoio de dois. Com apoio de parte do legislativo, a ação
seguinte foi solicitar agendamento com a poder executivo (Prefeitura Municipal),
que repassou à Secretaria da Educação a incumbência para tratar do assunto.
No primeiro encontro (setembro de 2017), o Coletivo apresentou as Leis nº
9.674/119 (BRASIL, 1998) e 12.244/2010 (BRASIL, 2010), bem como enfatizou
suas necessidades, benefícios e prazos para adequação. O poder público
(executivo) reconheceu a deficiência em relação à legislação e salientou a
necessidade de adequação das escolas privadas da cidade, ficando certa a
participação destas na recém-criada “Comissão de Bibliotecas de
Jardinópolis/SP”, composta pelos poderes executivo e legislativo, escolas privadas
e sociedade (Coletivo). O Coletivo solicitou à Secretaria de Educação o
quantitativo de escolas e de alunos da rede municipal e acertou-se o
agendamento de reuniões semanais para a Comissão na própria Secretaria da
Educação.
No encontro seguinte, contava-se com presença de representantes das seis
escolas privadas de ensino fundamental: convidadas formalmente pela Comissão,
via Secretaria da Educação, somente uma compareceu: justamente a única que
possui, de fato, biblioteca organizada (e bibliotecário!). Na reunião, tanto a diretora
quanto o bibliotecário escolar reforçaram a importância e a necessidade de uma
biblioteca viva, ativa e direcionada para a formação de leitores, pesquisadores e
cidadãos. Neste mesmo encontro, o Coletivo conseguiu autorização para visitar as
nove escolas de ensino fundamental públicas para diagnóstico dos possíveis
locais reservados para instalação das bibliotecas escolares.
Ao longo de 2018 percebeu-se a necessidade de um encontro com demais
membros do Executivo municipal, pois a Comissão tinha várias demandas e
algumas estavam fora do alcance da Secretaria da Educação e sem efetivação
pela administração pública. Reuniram-se, além dos membros da Comissão,
representantes da procuradoria jurídica, assessoria de gabinete, financeiro,
compras, licitação e do Conselho de Cultura (sociedade). Houve discussões
acerca das possibilidades e inviabilidades das propostas, chegando-se a certo
entendimento para planejamento das ações, atitudes a serem tomadas e contatos
a serem feitos. Encontro extremamente eficaz, pois outros departamentos tiveram
conhecimento de uma demanda popular tão urgente e necessária para o
desenvolvimento econômico e social do município.
A seguir, as atividades propostas e realizadas pela Comissão (Quadro 1):

�Quadro 1 – Resultados alcançados pelo advocacy bibliotecário em Jardinópolis/SP
Em maio de 2018 aconteceu a conferência “A construção coletiva e
conferência com
participativa do Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de
especialista em
Jardinópolis”, na Câmara Municipal, com palestra de Volnei Canônica
livro, leitura e
(Clube de Leitura Quindim e ex-Secretário Executivo e ex-Diretor de Livro,
biblioteca
Leitura, Literatura e Bibliotecas, do Ministério da Cultura - MEC)
verificação dos
locais destinados
às bibliotecas nas
escolas municipais

elaboração
de projeto
arquitetônico
das bibliotecas
reforma, adequação
e construção
das bibliotecas
aquisição de
mobiliário para
bibliotecas
aquisição de livros
para acervos das
bibliotecas

aquisição de
programa
de gestão
bibliotecária

inclusão do cargo
de bibliotecário em
concurso público

A Comissão visitou as nove escolas de ensino fundamental, diagnosticando:
- cinco escolas possuíam salas de leitura e professores readaptados como
responsáveis (duas dessas são bibliotecas designadas por lei municipal,
mas sem bibliotecário, acervo e mobiliário adequados), geralmente
inacessíveis pelo público (exceto uma com certa organização e projeto de
incentivo à leitura)
- uma escola possuía espaço destinado à biblioteca, mas sem acervo e
mobiliário, sendo utilizada como depósito de materiais esportivos
- três não possuíam local (espaço físico) reservado às bibliotecas
Aproveitou-se a oportunidade para registrar os locais e desenhar as plantas
baixas para que o Coletivo, juntamente com uma arquiteta, projetasse a
ocupação dos espaços, com adaptações arquitetônicas e mobiliárias
adequadas para as futuras bibliotecas
Em 2018 quatro salas de leitura foram adequadas fisicamente (alvenaria,
pintura, iluminação, climatização etc.) para implantação das bibliotecas;
previsão de construção de três bibliotecas nas escolas que não possuem e
adequação das outras duas salas de leitura em 2019
Também houve pesquisa sobre mobiliário (estantes, mesas, cadeiras etc.)
adequado para as bibliotecas, sendo adquirida quantidade para montagem
das quatro bibliotecas indicadas
A Comissão repassou ao Coletivo a elaboração de listagem de livros para
composição dos acervos das bibliotecas escolares, a qual baseou-se em
indicações de órgãos ligados à educação, premiações literárias (Jabuti,
FLIP etc.); também houve participação dos professores, nas indicações
Enfatizou-se a importância da gestão bibliotecária, por profissional habilitado
e programa específico para gestão do acervo, com vistas à formação de
rede de bibliotecas escolares e, futuramente, da rede de bibliotecas de
Jardinópolis/SP (bibliotecas escolares, municipal, da Câmara de
vereadores, comunitárias...) e consulta ao acervo remotamente (via web,
por computadores, smartphones etc.);
Realizado os procedimentos necessários para a aquisição (justificativa
técnica elaborada pelos bibliotecários da Comissão, orçamentos, edital,
licitação, publicações etc.), aquisição efetivada no final de 2018.
Com indicação da Secretaria da Educação, o Executivo enviou à Câmara
Municipal projeto de lei para ampliação do cargo de bibliotecário: aprovada
a ampliação, no edital de concurso público de 2018 constou o cargo de
bibliotecário (cadastro de reserva); concurso realizado em março de 2019,
com candidatos aprovados. Prometida a contratação de, um bibliotecário,
para atuar como responsável pelo gerenciamento das bibliotecas escolares
e dos professores readaptados (até a contratação dos demais bibliotecários)

Importante frisar que parte considerável dos recursos financeiros utilizados
para implantação das bibliotecas escolares é oriunda de dotação orçamentária
destinada exclusivamente à educação, do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (FUNDEB).

�Considerações Finais
Dados, informações e conhecimento; debates, tensão e convencimento:
ingredientes do advocacy pelas bibliotecas escolares em Jardinópolis/SP.
Percebe-se que, sem esse esforço coletivo da sociedade, dificilmente a cidade
atenderia a legislação, pois passados mais de sete anos da promulgação da
universalização das bibliotecas escolares, os poderes públicos municipais
praticamente nada fizeram para sua efetivação. Conquistou-se em um ano e meio,
de fato, quatro bibliotecas escolares com espaço físico, mobiliário, equipamentos e
acervos adequados; aquisição de programa de gestão bibliotecária e realização de
concurso público para bibliotecário. Concretizações ainda são necessárias:
contratação de bibliotecários; entrega das outras cinco bibliotecas, incluindo,
ainda, construção de três; aquisição de mobiliário, equipamentos e acervo para
estas bibliotecas; e, fundamentalmente, a efetivação do Plano Municipal do Livro,
Leitura e Biblioteca (PMLLB). A partir de 2020, o Coletivo pleiteará a estruturação
de bibliotecas escolares nas escolas de educação infantil do município e
cumprimento da legislação nas escolas privadas, finalizando uma importante
etapa em busca de mais cidadania para todos.
Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA). Manual das pessoas que advogam
pelas bibliotecas. 3. ed. Tradução Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB). São Paulo, 2012.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 9.674, de 25 de junho de
1998. Dispõe sobre o exercício da profissão de Bibliotecário e determina outras
providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 jun. 1998. Seção 1, p. 58.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 12.244, de 24 de maio de
2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do
País. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 maio. 2010. Seção 1, p. 3.
CÂMARA DOS DEPUTADOS. Notícias. Educação e Cultura. Dados do Inep
mostram que 55% das escolas brasileiras não têm biblioteca ou sala de leitura. 2018. Disponível em: &lt;https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ed
ucacao-e-cultura/566523-dados-do-inep-mostram-que-55-das-escolas-brasileirasnao-tem-biblioteca-ou-sala-de- leitura.html&gt;. Acesso em: 30 jan. 2019.
EU QUERO MINHA BIBLIOTECA. A campanha. 2019. Disponível em: &lt;http://
www.euquerominhabiblioteca.org.br/#!a-campanha&gt;. Acesso em: 02 fev. 2019.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Brasil em
síntese. São Paulo. Jardinópolis. Panorama. 2019. Disponível em: &lt;https://cida
des.ibge.gov.br/brasil/sp/jardinopolis/panorama&gt;. Acesso em: 02 fev. 2019.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Eixo 5: O farol do advocacy</text>
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                <text>O Coletivo “Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis” atua no advocacy pelas bibliotecas na pequena cidade do interior paulista. Neste trabalho é exposto caso específico pela efetivação da universalização das bibliotecas escolares (Lei nº 12.244/2010) e da presença de bibliotecários nas bibliotecas (Lei nº 9.674/1998) das escolas de ensino fundamental do município. Desde 2017, o Coletivo angariou esforços para formação da Comissão de Bibliotecas de Jardinópolis, a qual é composta pelos poderes executivo (Secretarias da Educação e da Cultura) e legislativo (dois vereadores), além do Coletivo. Descreve brevemente a atuação do Coletivo neste período (2017-2019) para alcance de resultados significativos: presença e voz em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília (DF); realização de conferência sobre o tema com especialista; verificação dos locais destinados às bibliotecas nas escolas municipais; elaboração de projeto arquitetônico para as bibliotecas escolares; reforma, adequação e construção das bibliotecas nas escolas; aquisição de mobiliário, equipamentos, livros e software para gestão bibliotecária; inclusão do cargo de bibliotecário em concurso público; e elaboração do Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas de Jardinópolis/SP (PMLLBJ), para aprovação da Câmara Municipal e execução pela Prefeitura Municipal. Até 2020, prazo para universalização das bibliotecas escolares, espera-se ter as demais cinco bibliotecas estruturadas (construídas e/ou reformadas, com mobiliário, equipamentos e acervo adequados) e com bibliotecários, para que sejam bibliotecas vivas, ativas e fundamentais na formação de leitores, pesquisadores e cidadãos. Este relato de experiência mostra que, de fato, advocacy é atuar planejada e estrategicamente para alcance de resultados.</text>
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                    <text>A participação política na opinião dos alunos de Biblioteconomia
da Universidade Federal Goiás.

Hevellin Estrela (IF Goiano) - hevellin.estrela@ifgoiano.edu.br
Geisa Müller de Campos Ribeiro (UFG) - geisamuller@hotmail.com
Suely Henrique Gomes (FIC - UFG) - suelyhenriquegomes@gmail.com
Resumo:
Este trabalho visa conhecer a opinião dos alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal de Goiás. Através de uma disciplina ministrada no curso aos alunos do 5º e 7º
semestre, foi aplicado um teste de evocação livre de palavras para os alunos, com o intuito de
conhecer a opinião deles sobre os temas de política, políticas públicas e participação política
dos mesmos. A metodologia adotada é qualitativa e através da pesquisa bibliográfica
construiu-se o referencial teórico. Para a a coleta de dados usou-se a técnica de associação
livre de palavras e depois utilizou-se o software Iramuteq para fazer a construção da nuvem de
palavras, que demonstra quais são consideradas as palavras mais importantes ou mais
frequentes em um texto. O que percebeu-se é que os alunos do curso, que lida com a
informação na atuação profissional, é que falta conscientização do poder que a política, as
políticas públicas e a participação política desse cidadão pode influenciar na sua atuação
profissional e no papel de modificar vidas através do acesso a informação. É preciso buscar
ser um profissional
bibliotecário consciente, pois além da atuação como cidadão, esse profissional atua como
formador de sujeitos, que são direcionados a fontes informacionais e que vão de alguma forma
exercer a sua cidadania, mesmo que em outras profissões.
Palavras-chave: Participação política. Biblioteconomia. UFG. Discentes.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim ( X) Não
Introdução: Este trabalho tem como objetivo conhecer a opinião do que é política
1
para os alunos do 5º e 7º período do curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal de Goiás - UFG. Foi aplicado um teste de evocação livre de palavras para os
alunos durante uma das aulas da disciplina de políticas públicas informacionais,
ministrada no primeiro semestre do ano de 2018. A disciplina iniciou-se teorizando o
que é política e como essa está envolvida no dia a dia dos indivíduos de uma
sociedade e, em específico, na profissão do bibliotecário. Após aulas de explanação
sobre o tema, aplicou-se um teste de perguntas sobre o que os alunos pensam
sobre política no começo do segundo trimestre. Como objetivo específico esse
estudo ainda visa verificar junto aos próprios alunos o que são políticas públicas para
eles e como é a participação política desses alunos. A justificativa para esse artigo
tem a ver com o senso comum em relação aos bibliotecários, que possuem um
estereótipo pacato, neutro e polidor de conversas. Telésforo (2012) apud Spudeit,
Moraes e Correa (2016, p. 32) nos dizem que formação política é o aprender a fazer
e num sentido mais específico, a formação política pode ser aquilo que amplia a
capacidade de atuar de modo político.
O profissional bibliotecário tende a ser visto como alguém pacato, o que nos
faz acreditar que falta compreender a realidade a que ele está cercado, para poder
atuar nela concretamente. Cardoso e Nunes (2015) nos exemplificam bem como
esse estereótipo é visto para cultura popular, predomina a imagem de uma mulher,
muitas vezes, idosa, de óculos, coque e roupa formal, sempre com o dedo em haste,
solicitando silêncio. Ou, então de uma jovem, com roupas provocadoras. Esse
estereótipo, muitas vezes visto como negativo, pode ser a base da desvalorização e
falta de conhecimento desse profissional pela sociedade, além de demonstrar a fraca
realização profissional do bibliotecário.
Silva (2012) corrobora com a ideia desse profissional político quando nos diz
que as bibliotecas são instrumentos de políticas públicas, pois muitas das suas
ações, mesmo que instintivamente tem os nomes de política, como políticas de
desenvolvimento de ação, políticas de organização, etc. Relacionando esse
estereótipo do profissional sisudo, “detentor” do conhecimento ou até mesmo o
intelectual, que pode dar informações sobre os mais diversos assuntos, mas que não
gosta de se envolver em questões políticas, mesmo tendo que trabalhar com
políticas públicas para o desenvolvimento de ações dentro da Biblioteca, e vendo

1 Essa pesquisa não passou pelo Comitê de ética, pois atende o parágrafo único do artigo
I da Resolução n. 510, de 7 de abril de 2016.

�que o curso de Biblioteconomia na UFG está ao menos trabalhando questões mais
políticas na formação do Bibliotecário, instigou-se sobre o que esses futuros
profissionais entendem por política.
Método da pesquisa: Para a parte teórica do artigo, usou-se a pesquisa
bibliográfica que Gil (1991, p. 44) conceitua como a pesquisa que “é desenvolvida
com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos
científicos”. Para a coleta de dados usou-se a técnica de associação livre de
palavras que segundo Donato, et al. (2017) consiste no registro de palavras que
produz dados que possibilitam, em suas sistematizações, evidenciar a organização
do conteúdo, sendo possível com essa técnica saber as características globais das
respostas, pois ela nos dá informações a respeito do objeto representacional.
Para a análise dos dados obtidos, usaremos a Teoria Núcleo Central - TNC
que é defendida por Jean-Claude Abric e pode ser entendida como “a TNC, como
referência básica de estudo, possibilita analisar o conteúdo e a organização interna
dos conteúdos das representações sociais” conforme defendem Donato, et al. (2017,
p. 369).
E para melhor visualização dessas respostas optou-se pela construção das
nuvens de palavras e para fazer essa nuvem utilizou-se do software Iramuteq.
Nuvem de palavras é a representação das palavras mais evocadas em um corpus
textual. São consideradas as palavras mais importantes ou mais frequentes em um
texto. Conforme nos expõe Fonseca (2017, p. 5) “a análise de nuvem de palavras
organiza as palavras segundo sua frequência, ou seja, as palavras que mais
aparecem no texto terão um tamanho proporcionalmente maior do que outras
palavras que aparecem menos vezes”. Utilizou-se de uma nuvem de palavras para
cada pergunta feita na entrevista dos alunos.
Resultados: Depreendem-se da nuvem de palavras obtida, que na opinião dos
alunos do curso de biblioteconomia da UFG, política está relacionada à organização
que foi remetida quatro vezes. Ação, corrupção, democracia, debate, governo,
participação, sociedade e votação que foram repetidas duas vezes. Nessa primeira
resposta ao termos a palavra ‘organização’ como a mais evocada, nos faz questionar
se essa palavra não está voltada mais para a atuação do profissional bibliotecário,
que está muito ligado às técnicas e a organização das coisas, do que
necessariamente a questão do que é política em si.
Figura 1: O que é política

�Fonte: Iramuteq (2018)

Na outra questão feita aos alunos, mas relacionada ao tema que também foi
trabalhado em sala de aula, uma vez que para as questões informacionais do
profissional bibliotecário é preciso conhecimento e entendimento do que vem a ser
as políticas públicas, questionou-se o que são políticas públicas e temos a seguinte
resposta:
Figura 2: O que são políticas públicas

Fonte: Iramuteq (2018)

Dessa nuvem de palavras, pode-se perceber que as principais palavras
evocadas foram: ações e direitos quatro vezes cada. Já as palavras igualdade,
necessárias e projetos três vezes cada. Enquanto as palavras acesso, cultura,
deveres, educação, importante e respeito foram evocadas duas vezes cada.
Baseado nos conceitos trabalhados em sala de aula e também nesse artigo percebese que o que são políticas públicas, ficou mais entendível aos alunos, uma vez que
as palavras ações e direitos foram as mais respondidas nessa questão. Vê-se
também que as palavras igualdade e necessárias são bem representativas, perante
o número de respostas e que, pelo entendimento e opinião dos alunos, projetos
também tem a ver com a questão das políticas públicas, mas que analisando só a
palavra em si, não dá para compreender de que tipo de projeto eles se referem.
E na última pergunta foi questionado qual é a atuação desses alunos em
relação à participação política dos mesmos e as respostas obtidas foram:

�Figura 3: Qual a sua participação política

Fonte: Iramuteq (2018)

Dessa pergunta foram evocadas três vezes as palavras: atuante e nenhuma.
E duas vezes as palavras: neutra, nula, parcial, média e voto. Há nas respostas aqui
encontradas, em sua maioria evocada, uma dicotomia, uma vez que três respostas
estão como atuante e outras três estão como nenhuma atuação política. Mas
analisando as outras respostas, vê-se que em sua maioria a participação desses
cidadãos é pouco ou nenhuma e ainda limitada à questão do voto, que remete a
questões eleitorais. Quanto à participação política dos alunos, percebe-se o que já é
sentido na falta de representatividade coletiva da profissão, uma vez que a realidade
dos órgãos da classe está enfraquecida.
Considerações Finais: É preocupante verificar as opiniões de futuros profissionais
da área de biblioteconomia em relação à formação e atuação política dos mesmos,
pois o que se vê é um verdadeiro desmonte do país, principalmente das questões
relacionadas à educação e cultura e até mesmo para questões do pleno exercício da
democracia e da formação dos cidadãos em si. Notar que a realidade de
universitários que estão se formando com o intuito de trabalhar com informação não
conseguem perceber a real importância do tema para a sua atuação profissional e
cidadão. Que a política está ligada e viva no dia a dia de qualquer sociedade e tem a
ver com organização, mas é muito mais do que isso. Esse tema está muito mais
relacionado às ações que a sociedade e o governo devem ter para que a democracia
possa ser feita e exercida para todos.
Mas com a participação política tão baixa desses alunos, que são os
profissionais de amanhã, é difícil acreditar que algo será efetivamente feito. Pois, o
que se depreende dessa pesquisa é que se apenas três respostas, das vinte e oito
possíveis, são atuantes, esses três não conseguiram carregar toda a mudança
necessária para a área de biblioteconomia e muito menos para se tiver mais políticas
públicas que favoreçam as questões informacionais da atual sociedade. É preciso
buscar ser um profissional bibliotecário consciente, pois além da atuação como
cidadão, esse profissional atua como formador de sujeitos, que são direcionados a
fontes informacionais e que vão de alguma forma exercer a sua cidadania, mesmo
que em outras profissões. Ficar nessa tida neutralidade da profissão, não é algo
mais aceitável na atual sociedade.

�REFERÊNCIAS
ARENDT, Hannah. O que é política. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
ARENDT, Hannah. A condição humana. 10. ed. Rio de Janeiro: Forense
universitária, 2007.
BORBA, Julian. Participação política: uma revisão de modelos de classificação.
Soc. estado. v. 27, n. 2, Brasília, maio/aug., 2012. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S010269922012000200004. Acesso em: 20 jul. 2018.
CARDOSO, Sílvia Isabel Pinto, NUNES, Manuela Barreto. Auto-imagem e
estereótipo do bibliotecário: um estudo centrado nos profissionais de bibliotecas
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DONATO, Sueli Pereira, et al. Da análise de similitude ao grupo focal: estratégias
para estudos na abordagem estrutural das representações sociais. Revista
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FONSECA, Pedro. Poder e discurso: uma análise de conteúdo do discurso de posse
dos ministros de relações exteriores do Brasil (2003-2016). In: CONGRESSO
LATINO-AMERICANO DE CIÊNCIA POLÍTICA, 9., 2017. Montevideu, Uruguai.
Anais... Montevideu - Uruguai: Alacip, 2017. Disponível em:
http://www.observatoriopolitico.pt/wp-content/uploads/2019/01/RPCP_2018_9_online
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em: http://abecin.org.br/portalderevistas/index.php/rebecin/article/download/37/pdf.
Acesso em: 6 jun. 2018.

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                <text>Este trabalho visa conhecer a opinião dos alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Através de uma disciplina ministrada no curso aos alunos do 5º e 7º semestre, foi aplicado um teste de evocação livre de palavras para os alunos, com o intuito de conhecer a opinião deles sobre os temas de política, políticas públicas e participação política dos mesmos. A metodologia adotada é qualitativa e através da pesquisa bibliográfica construiu-se o referencial teórico. Para a a coleta de dados usou-se a técnica de associação livre de palavras e depois utilizou-se o software Iramuteq para fazer a construção da nuvem de palavras, que demonstra quais são consideradas as palavras mais importantes ou mais frequentes em um texto. O que percebeu-se é que os alunos do curso, que lida com a informação na atuação profissional, é que falta conscientização do poder que a política, as políticas públicas e a participação política desse cidadão pode influenciar na sua atuação profissional e no papel de modificar vidas através do acesso a informação. É preciso buscar ser um profissionalbibliotecário consciente, pois além da atuação como cidadão, esse profissional atua como formador de sujeitos, que são direcionados a fontes informacionais e que vão de alguma forma exercer a sua cidadania, mesmo que em outras profissões.</text>
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                    <text>A PARTICIPAÇÃO DAS BIBLIOTECÁRIAS DA REDE NACIONAL DE
BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS (RNBC) NA INCIDÊNCIA
POLÍTICA: um relato de experiência

Isadora Cristal Escalante (RNBC) - isadora.cristal@gmail.com
Maria Aparecida Arias Fernandez (CCLF) - fernandezcida@gmail.com
Thais dos Santos Rodrigues (RBCILHA LITERÁRIA) - thaisbiblio@hotmail.com
Resumo:
Este trabalho tem o objetivo de apresentar a experiência das bibliotecárias na assessoria às
redes locais articuladas em Rede Nacional no que diz respeito à atuação especifica na
construção de políticas públicas em âmbito local - municípios e/ou estados. Tais relatos servem
como parâmetro para perceber como a Incidência em Políticas Públicas nos espaços das
Bibliotecas Comunitárias têm contribuído para a formação de bibliotecárias numa perspectiva
social por promover o exercício da formação apresentar a política, da compreensão, da
apropriação e da conquista do direito à leitura e à literatura como Direito Humano. Nesse
sentido, corrobora com a ideia de que a formação leitora é um processo estruturante para o
acesso a outros direitos. Partindo desse princípio, é de fundamental importância que
profissionais bibliotecárias que atuam nas Redes de Bibliotecas Comunitárias, que estão ligada
à RNBC, estejam inseridas no processo de incidência em políticas públicas nas esferas
municipal e estadual por acreditarem como princípio democrático a garantia de uma política
de Estado de acesso à informação, ao livro, à leitura e á literatura como Direito Humano nas
periferias das cidades do Brasil.
Palavras-chave: Políticas Públicas. Biblioteconomia Social. Biblioteca Comunitárias.
Eixo temático: Eixo 5: O farol do advocacy

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�A PARTICIPAÇÃO DAS BIBLIOTECÁRIAS DA REDE NACIONAL DE
BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS (RNBC) NA INCIDÊNCIA POLÍTICA: um relato
de experiência
INTRODUÇÃO
A Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) nasceu em 2015, de
um processo histórico, social, cultural e político que culminou na organização em
rede de bibliotecas comunitárias em quatro regiões (Norte, Nordeste, Sul e
Sudeste), nove estados, atualmente totalizam 11 Redes Locais, em vinte e uma
cidades do país. São espaços criados e mantidos por organizações sociais e
culturais comunitárias, em regiões periféricas das cidades, onde a característica
marcante é a ausência do Estado na garantia dos direitos básicos.
Este trabalho tem o objetivo de apresentar a experiência das bibliotecárias na
assessoria às redes locais articuladas em Rede Nacional no que diz respeito à
atuação especifica na construção de políticas públicas em âmbito local - municípios
e/ou estados. Tais relatos servem como parâmetro para perceber como a
participação das bibliotecas comunitárias em espaços de incidência nas políticas
setoriais locais (conselhos de cultura, fóruns de livro e leitura, entre outros) têm
contribuído para a formação política e social das bibliotecárias assessoras das
redes locais. Para tanto, tem como ponto de partida a defesa da literatura como um
direito humano e, portanto que deve ser garantido pelo Estado, possibilitando não
só o acesso ao livro, leitura, literatura, informação e biblioteca; mas também aos
meios de produção em todos os lugares e para todas as pessoas, especialmente
para as populações excluídas do direito, nas periferias das cidades do Brasil.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
A incidência em políticas públicas da
biblioteconomia social

RNBC:

uma

demanda

para

a

O
crescimento
e
fortalecimento
das
bibliotecas
comunitárias
sistematicamente apoiadas técnica e financeiramente pelo Programa Prazer em Ler
(PPL), criado e desenvolvido pelo Instituto C&amp;A (IC&amp;A) desde 2006, vai ao longo do
tempo contribuindo para qualificar e potencializar esses equipamentos enquanto
espaços comunitários de formação de leitores e com isso também vai evidenciando
a importância de ter bibliotecários atuando nesses espaços.
A partir de 2007, essas bibliotecas apoiadas individualmente passam a se
organizar em pequenas redes locais com a finalidade de otimizar recursos e
investimentos, e, por conseguinte, qualificar sua atuação. Essa estratégia para
otimização de recursos abarcava também a preocupação de garantir a inclusão de
bibliotecários nos quadros profissionais, se não de cada biblioteca porque os
recursos não alcançavam e ainda não alcançam, mas nas redes locais. Essa

�intenção passa a se materializar a partir de 2010, com a possibilidade gradativa de
contratar pelo menos um profissional por rede local.
Em 2012, a inclusão de bibliotecários nas equipes das redes locais passa a
ser uma prática. Em 2015, as bibliotecas comunitárias criam a Rede Nacional de
Bibliotecas Comunitárias (RNBC), com isso as redes locais e as bibliotecas se
fortalecem inclusive para mobilizar recursos. Ao final de 2017, seis das 11 redes
contavam com pelo menos uma profissional contratada para oferecer assessoria
técnica às bibliotecas.
Nesse processo, foi crescendo a necessidade de desenvolvimento de uma
formação específica com esse coletivo de profissionais, com conteúdos e práticas
necessárias ao exercício da profissão nesses espaços, que são espaços
diferenciados e pouco - ou quase nada - estudados nos cursos de Biblioteconomia.
Entretanto, mesmo não tendo de início essa formação necessária, os esforços
empreendidos por essas profissionais para a superação de limites e para
contribuírem com as necessidades de organização e gestão dos acervos nas
bibliotecas desses territórios foram muito impressionantes e denotaram um
diferencial no desenvolvimento da qualidade dos serviços.
Assim em 2017, passa a ser organizada a Comissão de Bibliotecárias
Assessoras da RNBC, tendo a atribuição de, junto com a bibliotecária consultora
do PPL, elaborar seu primeiro plano de formação, que foi realizado durante o ano
de 2018. Destaca-se também que, em 2018, o PPL passa a ser desenvolvido pela
Fundação Itaú Social, que manteve as concepções e métodos adotados até então
pelo Instituto C&amp;A.
O plano de formação de 2018 foi realizado totalmente à distância, a partir de
8 encontros virtuais, utilizando a ferramenta Webex. Os encontros tiveram como
ponto de partida uma escuta para a elaboração de uma linha de base e construção
coletiva de uma proposta de formação continuada a partir desses processos. Em
novembro de 2018, como culminância do processo formativo, foi realizado o 1º.
Encontro presencial da Comissão de Bibliotecárias, em Porto Alegre, numa parceria
colaborativa com o Conselho Regional de Biblioteconomia décima Região (CRB10), com a participação das 08 (oito) profissionais que naquele momento já haviam
sido contratadas pelas redes locais. Fez parte do processo de formação o estudo e
as práticas em incidência política, demanda de todas as redes locais.
Compreendida como um direito humano (CANDIDO, 2004, p.11-33), a
literatura deve ser garantida como política pública de Estado, o que significa que
deve ser acessível a todas as pessoas, de todas as idades, sexo, orientação
sexual, religião, classe, etc. E garantida em toda sua abrangência da produção,
circulação e fruição, o que só é possível a partir da constituição de marcos legais
que definem e obrigam o Estado a cumprir determinado papel, a suprir
determinados serviços à sociedade1. Nesse sentido, há que se formular leis que
coloquem no horizonte metas e recursos para viabilizar a efetivação do direito. É
nesse campo que as bibliotecas comunitárias tem avançado a partir da sua
1

Princípio da legalidade. art. 5º, inciso II, CF (BRASIL, [2016]).

�organização em rede, participando da construção dos planos municipais e
estaduais nos diversos territórios onde estão sediadas.
Durante o ano de 2018, esse foi um conteúdo incluso no processo formativo:
o estudo da estrutura jurídica e institucional brasileira, como se fazem as leis, como
se dão os processos legislativos, de forma a qualificar as bibliotecárias para a
incidência na construção das políticas públicas no âmbito local e nacional . E foi
possível verificar, ainda em 2018, a importância dessa formação, especialmente
em dois momentos: durante o advocacy pela aprovação da Política Nacional de
Leitura e Escrita (PNLE) em maio, quando uma bibliotecária e uma mediadora de
leitura dialogaram diretamente com parlamentares envolvidos no debate e
aprovação da pauta na Câmara Federal, e em reunião com o Conselho Federal de
Biblioteconomia (CFB) em outubro, com a diretoria do órgão, momento em que foi
possível a apresentação das experiências das bibliotecas comunitárias e dar início
a um diálogo sobre as especificidades e necessidades da regulamentação da
profissão para esse campo comunitário.
Entre 2017 e 2018, foi realizada uma pesquisa sobre o impacto das
bibliotecas comunitárias na formação de leitores, provocada justamente pelo
acompanhamento sistemático realizado nas bibliotecas e o discurso generalista de
pesquisas do mercado reafirmando que os brasileiros não gostam de ler. Era
necessário ter dados concretos que confrontassem com essa generalização. Esse
estudo revelou dados novos, trouxe novos paradigmas para o campo da
Biblioteconomia antes não estudados, como a importância do profissional
bibliotecário para o empoderamento popular na gestão da informação na base
comunitária.
Atualmente o coletivo de bibliotecárias está composto por 12 profissionais,
todas mulheres, a grande maioria jovens e, em boa parte, mulheres negras. Todas,
com as equipes das bibliotecas em seus territórios, contribuindo na elaboração e/ou
implementação dos planos municipais do livro, leitura, literatura e bibliotecas. São
11 redes locais constituídas articuladas à Rede Nacional, a Ilha Literária é a maior
rede local, situada em São Luís do Maranhão e a primeira a garantir a contratação
de mais uma profissional para o seu território. O processo de seleção e acolhimento
das novas profissionais é feito com a participação ativa das bibliotecárias
assessoras das demais redes e tem por finalidade dar suporte para que novos
profissionais se apropriem das especificidades das comunidades nos serviços de
acesso à leitura e às informações, além do seu envolvimento na luta por direitos.
A importância da atuação das bibliotecárias na RNBC
A atuação das bibliotecárias tem se revelado importante para afirmar as
bibliotecas comunitárias como um referencias para a criação e ampliação das
políticas públicas para o setor especialmente por alguns aspectos, a saber: a)
competências e conhecimentos técnicos de gestão da informação que permitem
apoiar e dar suporte à formação dos mediadores de leitura e gestores das
bibliotecas comunitárias nas redes locais, especificamente para a construção de

�diretórios para o acompanhamento da formulação das políticas pelos legislativos
locais (câmaras de vereadores e assembleias legislativas) e da sua implementação
pelos executivos locais (prefeituras e secretarias), favorecendo gerar informações
consistentes para a ação política (advocacy, exigibilidade do direito); b) a
legitimidade como bibliotecárias para contribuir com o diálogo para a ampliação
dos espaços de trabalho, sobre a legislação com os conselhos e órgãos de classe,
e ainda sobre a formulação, instituição e regulamentação de cursos e currículos
para as escolas de biblioteconomia; c) produção de conhecimento teórico e técnico
consistentes para influenciar as academias e ampliar o interesse e os estudos
sobre o segmento, que impactem sua visibilidade e contribuam para influenciar as
políticas públicas e os investimentos sociais privados no desenvolvimento desses
equipamentos e,
consequentemente,
na possibilidade de ampliação de
oportunidades de trabalho; e, d) finalmente, somado aos pontos anteriores, a
capacidade de identificar oportunidades para ampliação da mobilização e geração
de recursos a partir do seu campo específico de conhecimento.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecárias assessoras da RNBC reconhecem as bibliotecas
comunitárias como equipamentos culturais que contribuem para a democratização
do acesso ao livro, à leitura, à literatura, à informação e à cultura por meio de ações
pedagógicas e culturais desenvolvidas nas comunidades, além do conjunto de
livros que compõem o acervo de cada uma delas. Nesse sentido, compreendem
que o papel da assessoria tem um valor estratégico na luta pela política pública e
ultrapassa o apoio técnico para a organização e catalogação dos acervos.
Diante dessa perspectiva, a assessoria das bibliotecárias contribui para:
planejamentos de atividades; produção de eventos; comunicação da Rede;
articulação com parceiros locais e realização das ações culturais das bibliotecas,
promovendo o diálogo entre o acervo, a organização e as ações com os leitores e
mediadores dessas comunidades.
No campo da incidência política, salienta-se ainda que além das práticas
específicas relativas às técnicas de organização das informações e da incidência
política transversal ao legislativo e executivo, tem crescido o envolvimento de parte
das profissionais na ocupação de assentos em canais de participação social, tal
como os conselhos de cultura estaduais e municipais e os fóruns de livro e leitura.
Assim, no decorrer dos últimos 5 anos houve um amadurecimento
significativo do papel das bibliotecárias junto às bibliotecas comunitárias integrantes
da RNBC e, com base nessa experiência, começam a ser definidos os espaços e
as demandas que as comunidades enxergam como parte das competências desse
campo profissional. Com base nisso, foi destinado um ponto específico do
Regimento Interno da RNBC para definir as competências e atribuições da
Comissão de Bibliotecárias. Entre as competências, destacam-se a aproximação e
o diálogo com os Conselhos Regionais e Federal de Biblioteconomia, sobre as

�especificidades das Bibliotecas Comunitárias; criar métodos e ferramentas para
levantamento, controle e gestão de informações para as ações dos Grupos de
Trabalho (GTs), a exemplo de bases de dados sobre parlamentares, levantamento
de editais, entre outras (REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS,
2019b). E, dentre as suas atribuições, estão: a) interagir e representar a RNBC em
encontros com os Conselhos de Biblioteconomia Regionais e Federal, em eventos
específicos da área para apresentação de trabalhos, experiências e produção de
conhecimentos voltados para as especificidades técnicas, políticas e pedagógicas
das bibliotecas comunitárias; b) participar de grupos de estudos dos Projetos de Lei
e Leis pertinentes ao setor do livro, leitura, literatura e bibliotecas; c) colaborar com
o estudo de leis e normativas específicas relacionadas ao funcionamento das
bibliotecas comunitárias; e, d) acompanhar a tramitação no Congresso Nacional,
em parceria com o GT de Incidência, a PLS 28/2015, que institui a Política
Nacional de Bibliotecas, e de outros projetos de lei que interfiram diretamente no
acesso do direito à leitura.

REFERÊNCIAS
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de
1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 15
abr. 2019.
CÂNDIDO, Antonio. O direito à literatura e outros ensaios. Angelus Novos :
Coimbra, PT, 2004, p.11-33.
FERNANDEZ, Cida ; MACHADO, Elisa ; ROSA, Ester. O Brasil que lê: bibliotecas
comunitárias e resistência cultural na formação de leitores. Olinda: CCLF, Brasil:
RNBC, 2018. 200p.
REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS. Conheça a RNBC: Quem
somos, 2019a. Disponível em: https://www.rnbc.org.br/p/conheca-rnbc.html. Acesso
em: 15 abr. 2019.
REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS. Regimento interno,
2019b.
REDE NACIONAL DE BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS. Plano de Trabalho:
Documento interno da Comissão de Bibliotecárias, 2019c.

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                <text>Maria Aparecida Arias Fernandez</text>
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                <text>Este trabalho tem o objetivo de apresentar a experiência das bibliotecárias na assessoria às redes locais articuladas em Rede Nacional no que diz respeito à atuação especifica na construção de políticas públicas em âmbito local - municípios e/ou estados. Tais relatos servem como parâmetro para perceber como a Incidência em Políticas Públicas nos espaços das Bibliotecas Comunitárias têm contribuído para a formação de bibliotecárias numa perspectiva social  por promover o exercício da formação apresentar a política, da compreensão, da apropriação e da conquista do direito à leitura e à literatura como Direito Humano. Nesse sentido, corrobora com a ideia de que a formação leitora é um processo estruturante para o acesso a outros direitos. Partindo desse princípio, é de fundamental importância que profissionais bibliotecárias que atuam nas Redes de Bibliotecas Comunitárias, que estão ligada à RNBC, estejam inseridas no processo de incidência em políticas públicas nas esferas municipal e estadual por acreditarem como princípio democrático a garantia de uma política de Estado de acesso à informação, ao livro, à leitura e á literatura como Direito Humano nas periferias das cidades do Brasil.</text>
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                    <text>WATSON: inteligência artificial a serviço das bibliotecas
Erik André de Nazaré Pires (UFPA) - erikpires@ufpa.br
Di Téo Calumby (UFPA) - teocalumby@ufpa.br
Resumo:
O presente trabalho irá abordar na sua conjectura a respeito de uma tecnologia que tem na
inteligência artificial, o seu diferencial no mercado de trabalho, intitulada de Watson. Dessa
forma surge como Objetivo Geral: Mostrar como o Watson pode ser utilizado nas bibliotecas; e
nos Objetivos Específicos, têm-se: Compreender o processo de funcionamento de tal
tecnologia e Expressar as quais as vantagens para o bibliotecário ter essa ferramenta no seu
ambiente de trabalho. A partir dos objetivos elencados, chega-se a seguinte problemática:
Quais as possibilidades do Watson ser implementado em conjunto com as atividades realizadas
nas bibliotecas, fazendo com o que essas ações sejam dinâmicas e interativas?. A importância
para o desenvolvimento do trabalho acontece pelo fato de que essa tecnologia pode apresentar
em termos de novidades para as bibliotecas. Para o processo metodológico, foi adotado
primeiramente a Pesquisa Bibliográfica, no segundo momento aplicou-se a Pesquisa
Exploratória. Conclui-se que o bibliotecário deve investir com frequência na educação
permanente, visando a atualização profissional, principalmente no que tange a conhecer e
utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) e que o Watson é viável para ser
utilizada nas bibliotecas, principalmente no que diz respeito a potencializar o atendimento ao
usuário.
Palavras-chave: Watson. Inteligência Artificial. Tecnologia. Bibliotecas.
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�XXVIII Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019
Videografia: ( ) Sim ( x ) Não
Modelo 1: Resumo expandido de comunicação científica
Introdução
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) surgem nas bibliotecas
com o intuito de agregar valor aos trabalhos realizados pelos bibliotecários, pois
apresentam características que proporcionam a otimização do tempo na execução
de tarefas, sobretudo as que tenham caráter de repetição.
Diante desse cenário, no qual as TICs possuem um papel importante na
Sociedade em Rede, sendo que as bibliotecas realizam várias tarefas com os
aportes das tecnologias (desde a catalogação até o marketing), cabe ao
bibliotecário desenvolver a competência informacional, a qual segundo diz a
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (1989, online) “[...] para ser competente em
informação, uma pessoa deve ser capaz de reconhecer quando a informação é
necessária e ter a habilidade para localizar, avaliar e usar efetivamente a
informação”, juntamente com habilidade e atitude para fazer o uso adequado das
ferramentas tecnológicas que estão disponíveis.
A partir do conhecimento de que as tecnologias estão presentes no cotidiano
profissional bibliotecário de maneira consolidada, faz-se necessário possuir aptidão
e qualificação no uso correto dos aportes tecnológicos, caso se queira alcançar
resultados satisfatórios, principalmente no que tange ao atendimento das
necessidades informacionais dos usuários. Diante do contexto apresentado,
chegamos a seguinte problematização: quais as possibilidades do Watson1 ser
implementado em conjunto com as atividades realizadas nas bibliotecas, fazendo
com o que essas ações sejam dinâmicas e interativas?
Sendo assim, o objetivo geral desta pesquisa é mostrar como o Watson
pode ser utilizado nas bibliotecas como um diferencial na busca por informações.
Já os objetivos específicos visam compreender o processo de funcionamento de tal
tecnologia; e explicar quais as vantagens o bibliotecário terá ao possuir essa
ferramenta no seu ambiente de trabalho.
O tema em estudo é relevante, no que tange para verificar como essa
ferramenta tecnológica traria novidades às bibliotecas, sobretudo no que se refere
ao atendimento dos interagentes (usuários).
1

Plataforma de serviços cognitivos da IBM para negócios, a cognição consiste no processo que a
mente humana utiliza para adquirir conhecimento a partir de informações recebidas.

�Quando se pensa em tecnologias com características avançadas, a
cronologia tende a ser recente. Entretanto, a Inteligência Artificial foi apresentada
pela primeira vez em 1956, pelo cientista John MacCarthy. De acordo com o
estudioso “[...] é uma área de pesquisa que envolve disciplinas como computação,
cognição e aprendizagem, e pretende fazer com que as máquinas sejam capazes
de ter inteligência” (HAYKIN, 1994, p. 35).
A segmentação da Inteligência Artificial foi apresentada da seguinte forma:
IA Fraca e IA Forte. Na primeira, teríamos computadores que podem simular
algumas tarefas realizadas pela mente humana e seriam denominadas de IA Fraca.
Na segunda, os computadores seriam autônomos e totalmente capazes de
raciocínio e emoções (IA Forte) (SEARLE, 1987). O Watson está englobado na IA
Forte, pois o trabalho realizado pela tecnologia está diretamente relacionado ao
atendimento direcionado para pessoas.
As Redes Neurais, outro tipo de Inteligência Artificial, são entendidas,
conforme Martins, (2010, p. 6) como “[...] sistemas que geram classificações de
forma automática ou semiautomática a partir do que elas conhecem, ou seja, elas
podem ser treinadas para reconhecer ou classificar informações”.
A partir do levantamento histórico e tipologias de Inteligência Artificial, na
próxima seção apresentar-se-á a metodologia para o desenvolvimento da referida
pesquisa.
Método da pesquisa
O procedimento metodológico foi dividido em duas vertentes: no primeiro
momento foi caracterizado pela pesquisa bibliográfica, que apresenta como
características o fato de ser “[...] elaborada com base em material já publicado,
tradicionalmente, esta modalidade de pesquisa inclui material impresso [...].
Todavia, em virtude da disseminação de novos formatos de informação, [...] o
material disponibilizado na internet é inserido nessa tipologia de pesquisa” (GIL,
2017, p. 28).
Após essa primeira etapa, passou-se utilizar a pesquisa exploratória, a fim
de “proporcionar maior familiaridade com o problema e o tema pesquisado, com
vistas a torná-los mais explícitos ou a construir hipóteses” (GIL, 2017, p. 35). O
objetivo é fazer o levantamento de informações sobre uma tecnologia em
específico, delimitando, dessa forma, um campo de pesquisa a ser explorado.
As escolhas dessas tipologias metodológicas se deram pelo fato de estarem
em alinhamento com o desenvolvimento da pesquisa sobre a referida temática,
apresentando consonância no que diz respeito ao “levantamento bibliográfico e
análise de exemplos que estimulem a compreensão” (GIL, 2017, p. 35).
Resultados e Discussão
Para entendemos melhor o que seria o Watson, Rhodin (2017, online),
assevera que:

�O Watson é a plataforma de inteligência artificial da IBM que combina
Machine Learning e softwares sofisticados de análise de dados para
entender perguntas mais complexas que os seres humanos fazem, inclusive
em sua linguagem natural, e dar respostas compreensíveis sobre as mais
diversas áreas e aplicações.

A partir dessa conceituação, pode-se perceber quantas características
valorosas essa tecnologia tem a oferecer ao ser humano e, com isso, fazer um
paralelo com os serviços e produtos implementados nas bibliotecas, visando a
disseminação de informações aos usuários. Para visualizar melhor esse contexto,
Scala (2017, online) esclarece que:
O IBM Watson é capaz de entender e captar dados de documentos, artigos,
anotações feitas à mão, fotos, vídeos, desenhos, áudios, pdfs, páginas da
internet, posts de redes sociais etc, os chamados dados não estruturados.
Trata-se de um sistema cognitivo que pode entender esses dados, aprender
com eles e raciocinar a partir deles. A plataforma se vale da linguagem
humana, da forma como ela se apresenta, e da inteligência artificial para
analisar quantidades gigantescas de dados, fazer análises preditivas e
fornecer respostas.

Passando para o histórico, remonta-se a fevereiro de 2001, no qual,
consoante Scala (2018, online):
O IBM Watson ganhou notoriedade ao vencer dois campeões históricos do
programa americano Jeopardy! No confronto máquina x homens, Watson
levou a melhor, durante 3 episódios do programa, ao analisar 200 milhões
de páginas de livros para responder, em segundos, às perguntas feitas pelo
apresentador do programa. E que perguntas! Watson é capaz de entender a
linguagem, o jogo de palavras, o duplo sentido, a ironia e separa a
informação relevante daquela “enrolação” que muitas vezes acompanha o
raciocínio humano.

Foi projetado por especialistas com o intuito de vencer o programa, o que
desencadeou uma série de outras possibilidades para o uso da tecnologia, levando
ao seu aprimoramento. O Watson representa uma nova geração de softwares, que
pode encontrar respostas em dados não estruturados de forma mais eficiente do que
a atual tecnologia de buscas e pesquisas (SCALA, 2018). A seguir, tem-se uma
imagem representativa dessa tecnologia.
Imagem 1 – Logomarca

Fonte - Google Imagens (2019, online)

A cerca de um exemplo prático do seu uso, temos a Pinacoteca de São

�Paulo, na exposição ‘As vozes da Arte’ no qual foi possível interagir com o Watson,
que está treinado para tirar dúvidas a respeito das esculturas e pinturas, a interação
acontece da seguinte forma:
[...] Por meio de um kit com celular e fones de ouvido entregues no início da
exposição, bem similar com os acessórios tradicionais de visita guiada por
áudio. A diferença é que, em vez de um guia contínuo, você interage no
momento que preferir e com qualquer pergunta. Ao entrar numa sala com
uma das obras disponíveis, a voz feminina do Watson comenta brevemente
sobre o trabalho e instiga o visitante a querer saber mais – foram instalados
pequenos beacons que identifica a presença do visitante com o celular. No
espaço da obra “Ventania” de Antônio Parreiras, por exemplo, ela comenta
sobre a sensação de frio que a personagem da pintura poderia estar
sentindo (FEITOSA JÚNIOR, 2017, online).

Diante do conceito, histórico e aplicabilidade, o que essa tecnologia pode
fazer para empresas, bibliotecas, Centros de Informação e Documentação? Scala
(2017, online) apresenta as seguintes possibilidades:
 Responder dúvidas, sejam elas de pesquisadores, do mercado, de
clientes, do SAC;
 Extrair informações importantes, analisando milhares de documentos;
 Revelar insights,
estruturados;

padrões

e

correlações

entre

dados

não

 Fazer análises preditivas para identificar a probabilidade de
resultados futuros.

Essas perspectivas podem ser aplicadas nas bibliotecas, abrangendo desde a
Referência e se aprofundando aos Estudos de Usuários. O funcionamento acontece
por meio da aplicação da Inteligência Artificial, o qual venha ter autonomia para
dialogar com os usuários. Cabe ao bibliotecário aplicar seu capital intelectual aliado
às técnicas biblioteconômicas, fazendo uso da criatividade para tornar essa
tecnologia atrativa ao interagente (usuário).
Durante a implantação, um indivíduo “[...] especialista em determinada área
irá alimentar o sistema com as regras necessárias, para que posteriormente o
sistema possa dar respostas coerentes para um determinado problema” (MARTINS,
2010, p. 5). Portanto, a ideia global é que, a partir de um questionamento formulado
pelo usuário, seja possível obter respostas que sejam compatíveis com a questão
apresentada, de forma proficiente.
Nas bibliotecas, um exemplo prático da aplicabilidade do Watson seria no
acervo, no qual o interagente (usuário) dirige-se a um livro e, por meio da
comunicação com a TIC, poderia fazer perguntas referentes à obra e teria a
resposta ao seu questionamento, de maneira dinâmica e interativa. Além disso,
bibliotecas com acervos especiais (cartografia, partituras, discografia, dentre outras
modalidades) também podem fazer uso do Watson.
Diante desse cenário, percebe-se que as vantagens para o bibliotecário estão
em torno da possibilidade de disponibilizar ao usuário um serviço atrativo, interativo
e dinâmico.

�Considerações Finais
No transcurso do trabalho, os objetivos, tanto geral como específicos, foram
alcançados com êxito, tornando a pesquisa satisfatória, principalmente nos
resultados obtidos.
Para estudos futuros, o Watson, pode ser pesquisado na perspectiva de
poder auxiliar nas demais atividades realizadas pelas bibliotecas, além do Serviço
de Referência, como por exemplo no que se refere a: catalogação, indexação,
classificação, dentre outras atividades. No contexto do empreendedorismo, pode
ser estudado no segmento das Startups, por exemplo: direcionar as possibilidades
em termos de gerenciamento, organização, disseminação da informação e demais
atividades que podem vir a ser exploradas com essa tecnologia.
O Século XXI está sendo marcado pela Sociedade da Informação, no que
tange à expansão desenfreada das tecnologias. Em razão disso, as bibliotecas não
podem deixar de ter na tecnologia um aliado que venha otimizar e qualificar tanto o
tempo como a eficiência no serviço efetuado, visando atender com presteza as
necessidades informacionais dos interagentes.
Referências
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Literacy: final report. Washington, D.C., 1989. Disponível em:
http://www.ala.org/ala/mgrps/divs/acrl/publications/whitepapers/presidential.cfm.
Acesso em: 16 fev. 2019.
FEITOSA JÚNIOR, Alessandro. Batendo um papo com o Watson sobre obras
de arte na Pinacoteca de São Paulo. 2017. Disponível em:
https://gizmodo.uol.com.br/exposicao-a-voz-da-arte-pinacoteca-ibm/. Acesso em:
14 jun. 2019.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2017.
HAYKIN, Simon S. Neural networks: a comprehensive foundation. New York:
Macmillan College Publishing, 1994.
MARTINS, A. L. Potenciais aplicações da inteligência artificial na ciência da
informação. Informação &amp; Informação, Londrina, PR, v. 15, n. 1, p. 1-16, 2010.
Disponível em: http://www.brapci.inf.br/index.php/res/download/44515. Acesso em:
30 jan. 2019.
RHODIN, Mike. Revolução em campo: a resposta da inteligência artificial aos
desafios humanos. Rio de Janeiro, 2017. Disponível em:
https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/desafios-inteligencia-artificial-ceosummit/. Acesso em: 10 fev. 2019.
SEARLE, J. R. Mente, Cérebro e Ciência. Lisboa: Edições 70, 1987.
SCALA, Stefanini. Computação cognitiva. São Paulo, 2018. Disponível em:
http://scalait.com/computacao-cognitiva/. Acesso em: 9 fev. 2019.

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                <text>O presente trabalho irá abordar na sua conjectura a respeito de uma tecnologia que tem na inteligência artificial, o seu diferencial no mercado de trabalho, intitulada de Watson. Dessa forma surge como Objetivo Geral: Mostrar como o Watson pode ser utilizado nas bibliotecas; e nos Objetivos Específicos, têm-se: Compreender o processo de funcionamento de tal tecnologia e Expressar as quais as vantagens para o bibliotecário ter essa ferramenta no seu ambiente de trabalho. A partir dos objetivos elencados, chega-se a seguinte problemática: Quais as possibilidades do Watson ser implementado em conjunto com as atividades realizadas nas bibliotecas, fazendo com o que essas ações sejam dinâmicas e interativas?. A importância para o desenvolvimento do trabalho acontece pelo fato de que essa tecnologia pode apresentar em termos de novidades para as bibliotecas. Para o processo metodológico, foi adotado primeiramente a Pesquisa Bibliográfica, no segundo momento aplicou-se a Pesquisa Exploratória. Conclui-se que o bibliotecário deve investir com frequência na educação permanente, visando a atualização profissional, principalmente no que tange a conhecer e utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) e que o Watson é viável para ser utilizada nas bibliotecas, principalmente no que diz respeito a potencializar o atendimento ao usuário.</text>
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                    <text>Vivência internacional no Sistema de Bibliotecas do Instituto de
Tecnologia da Califórnia – Caltech: um relato de experiência

Maria Graciele Trevisan (Unicamp) - yllas000@gmail.com
Resumo:
Este trabalho tem o propósito de descrever as principais atividades, e serviços vistos e
vivenciados, assim como apresentar algumas reflexões e sugestões decorrentes do estágio
realizado de 09 a 20 de abril de 2018, no Sistema de Bibliotecas do Instituto de Tecnologia da
Califórnia – Caltech, através do programa de Mobilidade de Funcionários Técnicos
Administrativos da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (Edital DERI 061/17). Para
tal segue uma breve explanação sobre o Instituto Caltech, as bibliotecas e os setores visitados,
uma introdução da dinâmica das atividades realizadas, assim como alguns dos principais
serviços vistos. Em seguida são abordados alguns tópicos relacionados aos principais
repositórios institucionais existentes no Instituto, softwares e ferramentas utilizadas. O
instituto Caltech, assim como seu sistema de bibliotecas, é direcionado ao desenvolvimento da
pesquisa e ao total suporte e apoio aos seus pesquisadores, proporcionado a união entre as
áreas e o surgimento de novas ideias científicas. Toda a experiência vivenciada tornou possível
algumas percepções e sugestões, que podem contribuir para reflexões e aplicabilidades
futuras nas bibliotecas e na Unicamp.
Palavras-chave: Vivência internacional; Suporte ao pesquisador; Repositório institucional;
Caltech
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
O objetivo deste relato é apresentar minha experiência vivenciada no estágio
profissional internacional, proporcionado pelo Edital 061/17, da Mobilidade de
Funcionários 2017, da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI) da
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. A instituição previamente escolhida foi
o Instituto de Tecnologia da Califórnia – Caltech, Sistema de Bibliotecas. Localizado na
cidade de Pasadena, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América, Caltech é
um Instituto de Ciências e Engenharia de renome mundial.
Fundada como Universidade Throop em 1891 e renomeado em 1920, Caltech
(http://www.caltech.edu/) é uma universidade privada, focada no desenvolvimento e
apoio a pesquisa na área de Ciência e Tecnologia. Com importantes contribuições e
participações de professores e ex-alunos em eventos internacionais e parcerias com
diversas instituições globais, como por exemplo, o Jet Propulsion Laboratory (JPL) para
a NASA. Ainda, em 2011, de acordo com o ranking anual da Times Higher Education, foi
reconhecida como a melhor universidade do mundo. O instituto Caltech, assim como o
sistema de bibliotecas, apoiam seus pesquisadores de forma a promover a colaboração e
a interdisciplinaridade entre as áreas e os grupos de pesquisas. Sejam através de
instalações ou centros de pesquisa interdisciplinares, recursos, espaços multifuncionais
para estudos, entre outros, que visem o apoio a colaborações e o desenvolvimento de
novas ideias.
As Bibliotecas Caltech (https://www.library.caltech.edu/) têm como principal
objetivo dar suporte à comunidade acadêmica e científica seja de forma presencial ou
acesso eletrônico às diversas fontes de informações necessárias. As Bibliotecas Caltech
têm ainda um papel importante na gestão, promoção, compartilhamento e preservação
do conhecimento científico gerado no campus. Através da prestação de serviços de
curadoria digital, gerenciamento e preservação da produção científica e uso de diversos
repositórios institucionais distintos e interconectados. Além da prestação de serviços
mais abrangentes, como suporte adicional aos laboratórios e centros de pesquisa do
campus, a fim de gerenciar e publicar seus dados de pesquisa. Sendo o apoio ao
pesquisador e a gestão da produção científica, a principal motivação para a escolha desta
instituição.

�Dentre os principais objetivos definidos para conhecer e aprimorar durante a
realização do estágio estavam: conhecer os serviços relacionados com os dados de
pesquisa oferecidos à comunidade acadêmica, incluindo o plano de gestão de dados,
alguns dos repositórios institucionais existentes, como o CaltechDATA (repositório de
dados), o CaltechAUTHOR (repositório de publicações de pesquisas) e outros; conhecer
os diversos serviços e produtos oferecidos aos pesquisadores do Instituto. Como retorno
à Unicamp, esperava-se auxiliar de maneira mais efetiva na realização dos trabalhos
relacionados à gestão da produção científica no Instituto de Física “Gleb Wataghin” IFGW/Unicamp, assim como apoiar no desenvolvimento do Repositório da Produção
Científica e Intelectual do Sistema de Bibliotecas da Unicamp-SBU. E ainda trazer novos
conhecimentos relacionados a serviços e produtos para apoio ao pesquisador e
gerenciamento dos dados de pesquisa, que estão sendo desenvolvidos nas bibliotecas
Caltech e que possam ser aplicados aqui.
Relato da experiência
O programa de estágio foi realizado num período de 15 dias, abrangendo de 09 a
20 de abril de 2018, conforme um cronograma de atividades previamente estabelecido
com as bibliotecas Caltech. As atividades compreenderam tours e apresentações sobre as
bibliotecas e reuniões com as equipes. Ao final do estágio realizei duas apresentações,
explicando sobre minhas atividades na Unicamp, bem como os produtos e serviços
existentes nas nossas bibliotecas. No decorrer das duas semanas que compreendiam o
programa, conheci as cinco bibliotecas que compõe o sistema, sendo duas maiores, com
assuntos diversos, três bibliotecas setoriais, especializadas e mais um arquivo histórico
do campus. Visitei seus setores e conheci os serviços oferecidos à comunidade. A
dinâmica do estágio foi através de reuniões individuais, com os responsáveis pelos
setores, onde foi dado foco aos serviços relacionados aos Repositórios Caltech (CODA,
CatechThesis, CaltechAuthors), bem como o Repositório de Dados de Pesquisa
(CaltechData), e ao suporte oferecido aos pesquisadores. Conheci ainda um pouco de
outras atividades que são realizadas no campus direcionadas para proporcionar
integração entre diferentes grupos de pesquisas e departamentos, trazendo a
possibilidade de discussão, reflexão e novas ideias a partir de diferentes pontos de vistas.
Repositórios
As bibliotecas Caltech possuem ativos diversos repositórios institucionais,
hospedados em plataformas distintas, mas interconectados entre si. Todos estes
repositórios fazem parte do CODA - Caltech Collection of Open Digital Archives. Ativo
desde 2001, abriga as coleções de publicações de pesquisa provenientes do corpo
docente e pesquisadores Caltech. Estando em conformidade com o Open Access
Initiative-Metadata Harvesting Protocol (OAI-PMH), que os torna visíveis em
mecanismos de busca web. O Instituto Caltech possui ainda uma Política de Acesso
Aberto própria, aprovada em 2013 e implantada em 01 de janeiro de 2014

�(https://www.library.caltech.edu/sites/default/files/OA_Policy_6.10.2013.pdf).
Essa
política de acesso aberto aplica-se exclusivamente ao corpo docente ativo.
O CaltechAUTHORS é o repositório de publicações cientificas dos docentes e
pesquisadores do Instituto Caltech. A maioria dos documentos são artigos, mas também
há livros, capítulos, eventos e outros. Com arquivos desde 1894, a atualização é
constante, feita pelos departamentos, pelos próprios autores e pelas equipes das
bibliotecas. O software utilizado para desenvolvimento do repositório é o EPrints 3, um
software livre, direcionado a repositórios de acesso aberto, desenvolvido pela
Universidade de Southampton, Inglaterra. Além da política de acesso aberto, a equipe da
biblioteca utiliza o Sherpa Romeo, a política dos editores, ou ainda consultam o setor
jurídico da universidade.
CaltechTHESIS é o repositório digital das teses de mestrado e doutorado dos
alunos do Instituto Caltech. O repositório contém trabalhos desde 1915 e é atualizado
constantemente pelos próprios alunos e validado pela equipe da biblioteca. As teses
antigas, impressas, são digitalizadas e tratadas pelas bibliotecas. O software utilizado
também é o EPrints 3.
O CaltechDATA é o repositório de dados de pesquisa de acesso aberto do Instituto
Caltech, com o propósito de gerenciar, preservar e compartilhar os dados de pesquisas
dos autores de todo o campus. É um serviço prestado pelas bibliotecas, também parte do
CODA. O repositório permite que os pesquisadores incluam seus dados de pesquisa,
vinculem os dados com suas publicações e atribuam um DOI permanente. O software
utilizado para desenvolvimento do repositório é da plataforma TIND (https://tind.io/),
os dados são armazenados por tempo indeterminado, sendo livre a inclusão de até 500
GB por usuário. Não há embargos, mas se for necessário, o autor pode restringir acesso
por um período. Aberto no início de 2017, o CaltechDATA está presente no Registry of
Research Data Repositories (https://www.re3data.org/), um buscador de nível mundial
de repositórios de dados de pesquisa em todas as áreas do conhecimento.
A utilização de planos de dados de pesquisa pelos pesquisadores Caltech também
se iniciou com requisições de agências de fomento dos Estados Unidos, assim como
recomendações das mesmas, para que as bibliotecas oferecessem suporte para tal. Após
algum tempo e vários estudos, eles construíram guias, baseados em requisitos solicitados
pelas agências dos EUA e informações provenientes de outras universidades do mundo
que já utilizavam os planos de dados. Como principal recurso para a criação do plano de
dados, as bibliotecas indicam a utilização do DMPTool (https://dmptool.org/), uma
ferramenta online, criada pelo Centro de Curadoria Digital da Universidade da
Califórnia. No caso do Instituto Caltech, ela é uma instituição afiliada ao DMPTool,
sendo possível customizar a ferramenta, de acordo com as necessidades da instituição.
Mas os pesquisadores podem utilizar esta ferramenta sem a intervenção da instituição.
Para dar suporte mais personalizado aos seus pesquisadores, as bibliotecas Caltech
criaram um Template próprio, com apenas 05 itens mais necessários e simplificados,
que melhoram a usabilidade da ferramenta. Para as questões de gerenciamento,

�compartilhamento e arquivamento dos dados, as bibliotecas Caltech possuem suas
próprias políticas e o repositório CaltechDATA, já mencionados.
Desde outubro de 2017, vem sendo desenvolvido um projeto entre a equipe do
Repositório de Dados e a biblioteca especializada de Geologia, com o propósito de
mostrar através de um mapa, as localizações das teses da área de Geological and
Planetary Science. O CaltechDATA arquiva os mapas históricos que eram suplementos
das teses e na interface do mapa, é possível ver as coordenadas geográficas das teses
(http://maps.library.caltech.edu/), formando uma rede de colaboração.
Outras atividades
Um outro ponto muito interessante observado foi a infraestrutura das bibliotecas.
Foram disponibilizados diversos espaços versáteis de convivência, próximos aos recursos
informacionais existentes, como: - MakerSpace: espaços criativos que já são tendência
aqui no Brasil; - espaços versáteis para estudos: salas onde as mesas, cadeiras, quadros,
divisórias, são facilmente ajustáveis da maneira que o usuário precisar. O mesmo espaço
pode ser utilizado para diferentes fins, individuais ou em grupo, para reuniões de
equipes, oficinas, entre outros; - espaços 24h: a disponibilização de espaços para estudo
24h, com a entrada validada pelo cartão universitário e seguranças distribuídos pelo
campus; - salas para aulas: disponibilização de salas nas bibliotecas, possíveis de serem
emprestadas para aulas, reuniões, palestras, vídeo conferências, entre outros.
Considerações Finais ou Conclusões
A possibilidade de conhecer outra universidade, com alguns pontos e dificuldades
profissionais tão semelhantes, mas ao mesmo tempo, com infraestrutura e públicos tão
diversos da nossa realidade, foi uma oportunidade única e enriquecedora tanto do ponto
de vista profissional quanto pessoal. Pode se dizer que em alguns aspectos as bibliotecas
parecem ter as mesmas dificuldades como corte de orçamento, pouco pessoal de apoio
ou dificuldades de aproximação entre bibliotecários e usuários. Porém, a cultura e
infraestrutura, espaços e até o direcionamento de alguns serviços, são muito diversos da
nossa realidade.
Uma percepção quanto ao instituto Caltech e bibliotecas é que há sempre o
propósito de unir as áreas do conhecimento, de proporcionar a integração entre
diferentes grupos de pesquisas e departamentos, trazendo a possibilidade de discussão,
reflexão e surgimento de novas ideias científicas a partir de diferentes pontos de vistas.
Assim como há uma preocupação em unir bibliotecários, desenvolvedores de sistemas e
pesquisadores durante todo o processo de desenvolvimento dos produtos e serviços
prestados a comunidade.
Em relação aos repositórios institucionais em Caltech, além da utilização de
plataformas que garantam a preservação, segurança e possível migração de dados sem
perdas, considera-se de extrema importância que os repositórios possam ser
interligados, interconectados entre si, onde o pesquisador possa facilmente mover-se de

�um repositório para outro, ou de um repositório para outros links, ampliando a rede de
dados relacionados à pesquisa. No caso da Unicamp, instituído em 2015 e passando por
constantes atualizações, na tentativa de melhorar sua usabilidade, o repositório
institucional tem como missão armazenar a produção científica e intelectual da
comunidade vinculada à Unicamp. O software utilizado é o DSpace e os trabalhos
incluídos são publicações já indexadas por bases de dados, como Web of Science, Scopus
e Pubmed. Atualmente esses registros possuem somente campos descritores, um link
permanente e um único arquivo associado ao registro, que é o próprio documento. Não
há links ou ligações com outros repositórios, ou documentos relacionados à pesquisa
vinculados ao mesmo registro. Mas pode-se e dizer que a Unicamp está iniciando agora
os serviços relacionados a repositórios institucionais em comparação com Caltech, assim
acredita-se que todas as reflexões, estudos e trabalhos feitos, levará a um caminho de
desenvolvimento semelhante. Cabendo aqui uma melhor reflexão a respeito das políticas
a serem adotadas, dos softwares a serem utilizados e qual é o propósito que se quer
atingir com cada repositório. Assim como desenvolver questões de como potencializar
nossos repositórios institucionais para divulgação e preservação científica. Ou como
estreitar o relacionamento entre o setor de tecnologia, pesquisadores e equipe de
bibliotecas? Uma vez que praticamente todos os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas atualmente dependem da tecnologia da informação e são direcionados aos
pesquisadores. Conhecer alguns conceitos novos, serviços e ferramentas na área de
bibliotecas, pode trazer novas reflexões e questionamentos para nós bibliotecários, para
as bibliotecas e a Unicamp como um todo.
Referências Consultadas
ADAMS BECKER, S., et al. NMC Horizon Report: 2017 Library Edition. Austin, Texas:
The New Media Consortium. 2017. Disponível em: &lt;http://cdn.nmc.org/media/2017nmc-horizon-report-library-EN.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2017.
CALIFORNIA Institute of Technology: Caltech. Caltech Library. 2017. Disponível em: &lt;
https://www.library.caltech.edu/ &gt;. Acesso em: 20 jun. 2017.
CARUSO, Fabiano. Curadoria Digital para Serviços de Informação. 2016. Disponível em:
&lt;http://extralibris.com/pluginfile.php/9348/mod_resource/content/3/curadoria.digita
l.m ódulo.I.definicao.e.seus.viéses.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2017.
CUL Data Working Group,. Digital Research Data Curation: Overview of Issues, Current
Activities, and Opportunities for the Cornell University Library. May 2008.
PORTAL IFGW: Instituto de Física "Gleb Wataghin". 2017. Disponível em:
&lt;http://portal.ifi.unicamp.br/&gt;. Acesso em: 20 jun. 2017.
Agências financiadoras
Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI) da Universidade Estadual de
Campinas – Unicamp, através do Edital de Mobilidade Funcionários 2017.

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                <text>Vivência internacional no Sistema de Bibliotecas do Instituto de Tecnologia da Califórnia – Caltech: um relato de experiência</text>
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                <text>Este trabalho tem o propósito de descrever as principais atividades, e serviços vistos e vivenciados, assim como apresentar algumas reflexões e sugestões decorrentes do estágio realizado de 09 a 20 de abril de 2018, no Sistema de Bibliotecas do Instituto de Tecnologia da Califórnia – Caltech, através do programa de Mobilidade de Funcionários Técnicos Administrativos da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (Edital DERI 061/17). Para tal segue uma breve explanação sobre o Instituto Caltech, as bibliotecas e os setores visitados, uma introdução da dinâmica das atividades realizadas, assim como alguns dos principais serviços vistos. Em seguida são abordados alguns tópicos relacionados aos principais repositórios institucionais existentes no Instituto, softwares e ferramentas utilizadas. O instituto Caltech, assim como seu sistema de bibliotecas, é direcionado ao desenvolvimento da pesquisa e ao total suporte e apoio aos seus pesquisadores, proporcionado a união entre as áreas e o surgimento de novas ideias científicas. Toda a experiência vivenciada tornou possível algumas percepções e sugestões, que podem contribuir para reflexões e aplicabilidades futuras nas bibliotecas e na Unicamp.</text>
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                    <text>Uma discussão sobre políticas de acesso aberto para universidades
brasileiras

Ivanilma de Oliveira Gama (CEFET/RJ) - ivanilmagama@gmail.com
Lidiane dos Santos Carvalho (Instituição - a informar) - lidiane.carvalho@unirio.br
Resumo:
Essa pesquisa propõe os elementos necessários para construção de políticas de acesso aberto
em universidades brasileiras através de um debate crítico utilizando o conceito de Regime de
Informação trazido por Sandra Braman e demais teóricos para análise dos Repositórios
Institucionais (RIs) e discute, a partir do conceito de Política de Informação, as políticas de
acesso aberto em instituições de ensino superior e pesquisa no Brasil. Como procedimento
metodológico adotado tem-se o levantamento bibliográfico
da literatura do campo da
Biblioteconomia e Ciência da Informação em bases de dados científicas e repositórios sobre os
seguintes temas: Repositórios, Políticas, Regime e Política de Informação. Além disso, nos
diretórios OpenDOAR e ROAR MAP, selecionou-se os repositórios institucionais no Brasil que
compuseram o corpus empírico desse estudo. Examinou as políticas desses RIs em função das
quatro características das políticas de informação. Foram realizadas entrevistas aos gestores
dos repositórios a fim de compreender o processo de construção das políticas e da
implantação dos seus repositórios. Conclui-se que os formuladores das políticas de acesso
aberto devem seguir quatro diretrizes, a saber: Priorização da transparência informacional;
reconhecer que a política institucional é fruto do diálogo entre os diversos setores da
Universidade; construir um diálogo da Universidade e os setores privados; mostrar que o
poder informacional tem regido as ações institucionais.
Palavras-chave: Repositórios institucionais; Políticas de informação; Regime de informação;
Universidades brasileiras.
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�1 INTRODUÇÃO
A ciência, entre outras funcionalidades, se dedica a proporcionar a
qualidade da vida humana. Para a concretização desse fim, a informação constróise como elemento constitutivo para que ela consiga progredir e promover,
consequentemente, o avanço político, social e econômico de um País. Ao longo
dos séculos, percebe-se que os avanços científicos alicerçaram mudanças
significativas no processo cognitivo do conhecimento científico.
No século XX, o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs), mais precisamente com o surgimento da Internet e,
posteriormente, da Web 2.0 viabilizaram uma mudança nos padrões de
comunicação dentro da comunidade acadêmica que almejava a busca de meios
que rompessem paradigmas já cristalizados dentro da Ciência que, nos meados
do século XX, foram atraídos por uma lógica capitalista cujo foco passou a ser a
comercialização das pesquisas ao invés de melhora no estilo de vida humana.
O modo de comunicar os resultados das pesquisas entre os pares começou
a ser direcionado a uma prática liberal de interação entre pesquisador e mercado
editorial. Esse foi o marco para a elevação dos custos das revistas indexadas pela
Science Citation Index (SCI). Com o renome que o SCI passou a apresentar entre
as instituições de pesquisa, as revistas indexadas por ela assumiram maior
prestígio. As bibliotecas e pesquisadores começam a ter o acesso a essas
publicações limitado já que estas aumentaram os seus valores motivadas pela alta
procura e a valorização de seu capital intelectual perante a academia. Isso
ocasionou a chamada “crise do periódico” que começou nos anos 1970.
Esse cenário incentivou que, no final dos anos 1990, eclodisse a Iniciativa
de Arquivos Abertos e o Movimento de Acesso Aberto. A ideia central desse
movimento parte de uma retomada à construção democrática da propagação do
conhecimento científico. Para isso, retorna-se ao fundamento de que Ciência é
fruto do bem comum e, assim sendo, os resultados de suas pesquisas deveriam
ser acessados por todos. Diante disto, inicia-se um processo entre os países
norte-americanos e europeus, majoritariamente, para a afirmação desse

�movimento, culminando com a assinatura de macro-políticas que visavam unificar
as práticas do grupo.
Uma das estratégias estabelecida pela BOAI é o acesso aberto verde que
se realiza por meio da implantação de Repositórios Institucionais (RI) (via verde ou
Green Road). Os RIs possibilitaram a reestruturação do fluxo informacional dentro
da comunicação científica. Entretanto, o seu bom funcionamento dentro das
Instituições demanda algumas questões quanto ao seu gerenciamento, uma
destas é a adoção de políticas institucionais para a implantação e funcionamento
dos Repositórios.
O estudo proposto tem por objetivo geral investigar quais elementos são
necessários para a construção de políticas de acesso aberto tendo em vista a
implantação

de

Repositórios

nas

universidades

brasileiras.

Buscando

a

compreensão dos macros - elementos (economia, cultura, formas jurídicas, entre
outros) envolvidos na dinâmica social de implantação de um RI, apoiamo-nos na
abordagem

teórica

crítica

de

Regime

e

Política

Informação

trazidos,

principalmente, por Sandra Braman, Maria Nélida González de Goméz, Bernard
Frohmann e Hamld R. Ekbia.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
Lynch (2003, p. 2, tradução nossa) define os repositórios institucionais
como:
(...) um conjunto de serviços que a universidade oferece para os
membros de sua comunidade para o gerenciamento e a disseminação de
conteúdos digitais, criados pela instituição e membros da sua
comunidade. É essencialmente um compromisso organizacional com a
gestão, desses conteúdos digitais, inclusive preservação de longo prazo,
quando apropriado, bem como organização e acesso ou distribuição.

Relatado isso, propõe-se que Repositórios Institucionais, devido as suas
funções sociais, podem ser designados como um meio informacional que regula,
por meio de um meta-acordo, menos rígido e formal que um tradicional, e que
objetiva vincular, por meio de normas, princípios, regras e procedimentos de
tomada de decisão, as relações construídas pelos atores envolvidos, construindo

�uma estabilização dos processos de lutas existentes entre estes (FROHMANN,
1995; BRAMAN, 2004; GONZÁLEZ DE GOMÉZ, 2012).
Essa pesquisa compreende que RIs vinculados a universidades brasileiras
se constituem como Regime de Informação em seus macrocosmos (CARVALHO,
2014), ou seja, nas instituições os quais pertencem; consequentemente é
necessária a regulamentação destes por meio de Políticas de Informação
(BRAMAN, 2004) que visem meios transparentes, princípios organizacionais
consolidados, coparticiparem setores públicos e privados em virtude do
desenvolvimento da Ciência e consolidação do poder informacional como agente
motivador dentro do sistema.

3 PROPOSTA METODOLÓGICA
A pesquisa partiu de uma análise bibliográfica na área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação nas bases de dados, como Web of Science, Scopus e
LISA, e em alguns repositórios através de um recorte temporal entre os anos de
2002 a 2017. Delimitou-se o corpus empírico de repositórios por meio dos sites
OpenDOAR e ROAR MAP, selecionando 16 Repositórios Institucionais dividido
entre as cinco regiões do Brasil. Para análise documental das políticas, adotou-se
o método comparativo com as quatro características apresentadas no marco
teórico desse estudo sobre política de informação. De modo complementar, optouse pela aplicação de entrevistas aos gestores dos Repositórios selecionados,
visando investigar o processo de construção de suas políticas. A análise dos dois
métodos permitiu definir os elementos necessários a uma política de acesso
aberto para universidades brasileiras.

4 RESULTADOS
Percebeu-se que 31,25% não contemplam a característica de “redes como
princípios organizacionais”. Além disso, notou-se que, em apenas alguns casos,
houve um tímido diálogo dos RIs e o setor privado. Em relação à transparência
informacional, verificou-se que em 70% dos casos houve a preocupação com a
transparência informacional, embora a formulação da política institucional de

�acesso aberto tenha ocorrido após a implantação dos RIs. Em relação ao poder
informacional, constatou-se que ele está presente dentro das novas práticas de
acesso a informação científica (BRAMAN, 2004) e ações dentro destas instituições
são direcionadas a predominância desse poder.
Os entrevistados sinalizaram que houve a atenção em sistematizar a
organização em rede. Quanto às responsabilidades compartilhadas entre os
setores públicos e privados na elaboração de políticas, 55% não consideram que
deva haver um diálogo com o setor privado. Todos sinalizaram que as direções
das universidades responderam positivamente para a implantação do RI e de suas
políticas. Por fim, 60% dos entrevistados são otimistas quanto ao cumprimento da
missão das suas políticas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta investigação, de caráter quali-qualitativo e exploratório, visa apresentar
os Repositórios Institucionais das universidades brasileiras como lugares
informacionais que legitimam, por meio de um meta-acordo com aspectos próprios,
e que objetiva vincular, por meio de normas, princípios, regras e procedimentos de
tomada de decisão, as relações construídas pelos atores envolvidos dentro das
instituições de ensino superior do Brasil, tais como docentes, discentes, técnicoadministrativos, departamentos, faculdades, entre outras esferas institucionais,
construindo, assim, uma estabilização dos processos de lutas existentes entre estes
(FROHMANN, 1995; BRAMAN, 2004; GONZÁLEZ DE GOMÉZ, 2012).
Atrelado a isso, esta pesquisa analisou as políticas de acesso aberto dentro
das universidades brasileiras a fim identificar os elementos necessários à sua
construção. Tendo estas como elementos primordiais para a implantação dos RIs;
por isso, se faz preciso que haja coerência institucional para que a sua implantação
seja bem sucedida e, por consequência, haja mecanismos para elaborar as demais
políticas de gerenciamento dos Repositórios. Para tal finalidade, utilizou-se o
conceito de Política de Informação para sistematização das diretrizes para políticas
institucionais de acesso aberto.

�O estudo construiu um instrumento aos gestores de Repositórios
Institucionais que, no primeiro momento, precisam criar meios para viabilizar os
princípios de seus trabalhos dentro das instituições e também ser um método de
revisão das políticas já existentes com o intuito de aprimorar os Repositórios e a
difusão da Ciência no país.

REFERÊNCIAS

BRAMAN, Sandra. The emergente global information policy regime. In: BRAMAN,
Sandra (ed.). The emergente global information policy regime. Houndsmills,
UK: Palgrave Macmillan, 2004. p. 12-37.
CARVALHO, Lidiane dos Santos. Informação e genética humana: o
sequenciamento de uma cultura científica. 2014. 238f. Tese (Programa de PósGraduação em Ciência da Informação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, 2014.

EKBIA, Hamid R. Information in action: a situated view. Proceedings of the
Association for Information Science and Technology, Silver Spring, v. 46,
issue 1, p. 1-11, 2009.
FROHMANN, Bernd. Taking information policy beyond information science:
applying the actor network theory. In: ANNUAL CONFERENCE CANADIAN
ASSOCIATION FOR INFORMATION SCIENCE, 23, 1995, Edmond,
Alberta. Proceeddings... Alberta,
1995.
Disponível
em:&lt;http://www.caisacsi.ca/proceedings/1995/frohmann_1995.pdf &gt;. Acesso em: 13 jun. 2017.
GONZÁLEZ DE GOMÉZ, Maria Nélida. Regime de informação: construção de um
conceito. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 22, n.3, p. 43-60,
set./dez. 2012.
LYNCH, Clifford A. Institucional repositories: essential infrastructure for scholarship
in the digital age. ARL Bimonthly, n. 226, Feb. 2003. Disponível em: https://www.
cni.org/publications/cliffs-pubs/institutional-repositories-infrastructure-forscholarship. Acesso em: 16 out. 2017.

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                <text>Essa pesquisa propõe os elementos necessários para construção de políticas de acesso aberto em universidades brasileiras através de um debate crítico utilizando o conceito de Regime de Informação trazido por Sandra Braman e demais teóricos para análise dos Repositórios Institucionais (RIs) e discute, a partir do conceito de Política de Informação, as políticas de acesso aberto em instituições de ensino superior e pesquisa no Brasil. Como procedimento metodológico adotado tem-se o levantamento bibliográfico  da literatura do campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação em bases de dados científicas e repositórios sobre os seguintes temas: Repositórios, Políticas, Regime e Política de Informação. Além disso, nos diretórios OpenDOAR e ROAR MAP, selecionou-se os repositórios institucionais no Brasil que compuseram o corpus empírico desse estudo. Examinou as políticas desses RIs em função das quatro características das políticas de informação.  Foram realizadas entrevistas aos gestores dos repositórios a fim de compreender o processo de construção das políticas e da implantação dos seus repositórios. Conclui-se que os formuladores das políticas de acesso aberto devem seguir quatro diretrizes, a saber: Priorização da transparência informacional; reconhecer que a política institucional é fruto do diálogo entre os diversos setores da Universidade; construir um diálogo da Universidade e os setores privados; mostrar que o poder informacional tem regido as ações institucionais.</text>
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                    <text>Software livre e de código aberto no contexto e desafios
Amazônicos: uso no Programa de Pós-graduação em
educação/UFAM

Luiz Fernando Correia de Almeida (UFAM) - luiz_11_fernando@hotmail.com
Leina Francisca de Morais Medeiros (Instituição - a informar) - lmedeiro35@hotmail.com
Leina Moraes Medeiros (UEA) - lmedeiros35@hotmail.com
Resumo:
O software livre e de código aberto (SL/CA) tem sido amplamente usado na horizontalização
de educação e acesso a informação e conhecimento. A adesão se deve a qualidade e eficácia
do SL/CA em que as instituições podem customizá-lo a sua necessidade local. No contexto
Amazônico, especificamente no Estado do Amazonas, têm relevantes iniciativas na busca de
minimizar a exclusão social, à distância ao ensino superior através da educação à distância e
na disseminação de informação e conhecimento, com isso promovendo um maior acesso a
educação e da informação. Para realizar a pesquisa o método da cartografia busca conhecer as
multiplicidades que envolvem o objeto que é SL/CA no contexto amazônico em especial no
Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas
(PPGE/UFAM), onde foram observados no âmbito do PPGE/UFAM que utiliza de modo
significativo tais recursos, mas que tem potencia para ser desenvolvida em maior amplitude,
para isso a pesquisa bibliográfica para conhecer importância social do SL/CA aplicada ao
contexto Amazônico. Com isso foi possível aferir que a relevância do uso de SL/CA pode
minimizar os problemas sociais, promover acesso a educação e informação, e assim introduzir
o indivíduo na organização social de um grupo que tem constantemente retroalimentado a
estrutura de produção de informação e conhecimento, e ainda possibilitando uma cidadania
digital.
Palavras-chave: software livre e de código aberto. PPGE/UFAM. Contexto Amazônico.
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia: ( ) Sim (x) Não

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Eixo Temático: A expansão desenfreada das tecnologias
Introdução
A adesão e o uso de software livre e de código aberto (SL/CA) por instituições de
ensino superior têm crescido com a expansão das tecnologias de informação e
comunicação (TIC). Essa aderência se deve a gratuidade e ainda a possibilidade de
customização do programa as necessidades locais da instituição. O Ministério do
Planejamento criou em abril de 2007 o Portal de Software Público, que disponibiliza
SL/CA para a administração federal e as demais esferas governamentais (BRASIL,
2015).
De certo, essa iniciativa criada no alto da hierarquia governamental, contribui
para a adesão de software SL/CA nos outros segmentos do governo. O uso de recursos
informáticos de SL/CA na sociedade desde a década de 1970 tem sido estimulado como
uma forma de ser oposição ao software proprietário. Em meados de 2010 e 2011, ocorre
aprovação da emenda à Lei de Licitações de Nº 8.666/93 no âmbito brasileiro, que
dispõem da preferência de aquisição de SL/CA para a administração pública federal e
que somente em casos justificáveis será realizada a compra/contratação de softwares
proprietários.
O uso de software contribui para a eficiência e eficácia em muitas das ações
humanas e nos processos, da mesma forma quando são executados por software
proprietário que desempenha com qualidade, do mesmo modo que o software livre
também. Advogar pela adoção de SL/CA está em contribuir para a sustentabilidade de
um ambiente aberto e colaborativo, e de oposição aos mecanismos de apropriação
intelectual, em uma rede que é desconstruída e reconstruída pelo devir coletivo
contribuindo para o aperfeiçoamento do programa, aonde podem ser apontados dois
grupos de recursos de SL/CA utilizado pelo PPGE/UFAM:
A) Armazéns virtuais, termo cunhado por Fernandes (2009), em que são
enquadrados os repositórios institucionais, biblioteca digital e revistas científicas. Na
Universidade Federal do Amazonas (UFAM), existem as seguintes ferramentas:

�O software Dspace que possibilitou a criação do Repositório Institucional da UFAM
(RIU) e da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (TEDE/UFAM), ambos
estruturados no Dspace e customizados pela instituição. A segunda ferramenta utilizada
tem sido o software Open Journal Systems (OJS/SEER), que é voltado para editoração e
gestão de periódicos eletrônicos. Na UFAM existem 31 (trinta e uma) revistas científicas
que utilizam o software OJS/SEER, a Revista Amazônida do Programa PPGE/UFAM
utiliza a plataforma na gestão de sua revista e curadoria de publicações.
B) o segundo grupo é da educação à distância, o software utilizado no território da
UFAM tem sido a plataforma moodle, que é um SL/CA. Sua adesão tem se dado pela
qualidade e recursos disponibilizados e por não haver custos na sua aquisição. Neste
grupo é possível cartografar no ambiente da UFAM a utilização no Centro de Formação
Continuada, Desenvolvimento de Tecnologia e Prestação de Serviço para a Rede Pública
de Ensino (CEFORT) e no Centro de Educação a Distância, voltado a curso de graduação
e especialização na modalidade a distância.
O CEFORT, criado em 2004 para compor a Rede Nacional de Formação
Continuada de Professores (REDE), uma iniciativa do governo federal brasileiro e do
ministério da educação em parceria com universidades brasileiras (CEFORT, 2018). O
mesmo centro é um laboratório e núcleo de pesquisa vinculado ao programa
PPGE/UFAM que estuda questões sobre educação e virtualização.
Com a adesão do SL/CA na educação, em especial no âmbito do PPGE/UFAM
tem potencialidade para contribuir para a produção de dados e conhecimentos sobre o
contexto Amazônico, elucidação das problemáticas no seu exercício frente a educação e
na consolidação da área de concentração do programa “educação, cultura e desafios
amazônicos”. O programa apresenta alguns softwares utilizados no seu exercício, que
tem atualizado a forma de armazenar, difundir e comunicar ciências. O documento de
área da educação de 2017 da CAPES propõem o uso de meios de difusão não
tradicionais para possibilitar uma difusão científica.
O uso do SL/CA contribui para a “horizontalizacão da informação e
conhecimento, bem como uma efetiva participação e organização social” do sujeito
amazônico (THOMÉ, 2006), além de redemocratizar os saberes produzidos no contexto
do PPGE/UFAM. Assim, este trabalho busca compreender qual é a relevância do uso de
software livre e de código aberto no contexto PPGE/UFAM, além de divulgar
experiências neste ambiente.
Método da pesquisa
Para desvelar esta investigação é adotado o método da cartografia, proposto por
Deleuze e Guattari (2011) em que as multiplicidades não estão dispostas de forma linear,
mas que estão arranjadas como rizomas, em que cada ponto, mesmo heterogêneo, se
conecta. Assim, SL/CA dimensionados em dois grupos, não estão separados, mas têm
potência em se conectarem estabelecendo ligação.

�Em um dado momento, o rizoma pode romper e ganhar novos significados, em
que o software livre até então território da computação, passa a ser desterritorializado e
usado em outros aspectos do conhecimento, como educação e ciência da informação, e
então volta a se reterritorializar com novo significado social.
Esta investigação busca trabalhar com a pesquisa bibliográfica e com a
observação do ambiente digital, em que foi analisado: o repositório institucional da
UFAM, a plataforma OJS/SEER, e o ambiente da plataforma moodle. Com isso, se torna
possível identificar e conhecer a relação entre software livre e o PPGE/UFAM no
contexto amazônico. Para aferir o povoamento do repositório da UFAM foi utilizada a
Portaria 1065/2017 que estabelece os objetivos do repositório, procurando analisar se
tem ocorrido de forma eficaz.
Resultados
O PPGE/UFAM apresenta singularidades que compõem sua estrutura, e que
poderiam constituir como partes do processo de comunicação científica através do
repositório institucional, como: 1) A portaria 1065/2017 prever que as revistas
científicas da UFAM devam compor parte do acervo digital do citado repositório, e no
PPGE existe a Revista Amazônida, que não tem suas produções armazenadas
RIU/UFAM, o que é importante, pois contribuiria para a maior visibilidade da produção
do programa de pós-graduação observando que o repositório faz parte da Rede Norte de
Repositórios; 2) O PPGE/UFAM tem uma considerável produção intelectual que varia
de artigos apresentados em eventos, em periódicos, a materiais criados para cursos de
modalidade à distância, softwares SL/CA e dados fruto da prática científica, que são
elaborado para o ambiente da plataforma moodle, a portaria prevê que produções desta
natureza também devem compor a coleção; 3) A portaria 1065/2017 e o repositório tem
potência para o desenvolvimento do autoarquivamento de produções que são passíveis
de serem armazenados no mesmo, isso contribui para o desenvolvimento do PPGE
consolidando a área de concentração “educação, cultura e desafios amazônicos”,
servindo de base para programas pós-graduação da região norte e para os demais do
Estados; 4) A criação de matérias como ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e
apostilas que são produzidas no âmbito do CEFORT, poderiam ser parte do acervo do
repositório.
Discussão
A relação sociedade e rede têm sido expandidas com o advento das tecnologias de
informação e comunicação. Um dos recursos que se mostra atrativo à essa dinâmica da
rede, são os softwares livre e de código aberto. A utilização destes programas atende às
demandas sociais, tais como: ampliação da educação e acesso livre a informação e
conhecimento, em que o uso de SL/CA têm garantido a inclusão de indivíduos na nova
dinâmica tecnológica (ALMEIDA; RICCIO, 2011), assim, tais recursos tem relevância
frente ao contexto e desafios amazônicos, especificamente no Estado do Amazonas,
sendo um dos Estados brasileiros com maior abrangência territorial.

�Assim, para a disseminação e geração de informação e conhecimento, e
planificação da educação no Estado do Amazonas, tem sido realizadas ações para o
desenvolvimento educacional e científico da região, que é potencializado por meio do
uso de SL/CA. Diante deste cenário, se tem desenvolvida algumas iniciativas
potencializadas por SL/CA no Estado do Amazonas, que foi classificada em dois grupos,
afim de cartografar o que existe no contexto do Estado do Amazonas e sua repercussão.
Pensar na potencialidade do SL/CA no contexto amazônico e lançar mão de
subjetividades que podem estar emanando do meio regional. Ao longo da bibliografia
levantada, é perceptível que o software livre e de código aberto traz em potência um
estímulo ao desenvolvimento regional na educação e acesso a informação e
conhecimento.
No âmbito do PPGE/UFAM o uso permanente do repositório pode contribuir
para a elucidação de problemáticas e para o desenvolvimento de trabalhos futuros,
ajudando a consolidar a área de concentração “educação, cultura e desafios
amazônicos”. É importante um trabalho de conscientização e de atuação da
coordenação que a alimentação do repositório seja feita com responsabilidade, bem
como, deve haver cobrança que sempre seja realizado o arquivamento de trabalhos para
contribuir no desenvolvimento do programa e da dinâmica amazônica.
Durante a observação da plataforma moodle foi observado que existe uma
considerável produção de documentos como: apostilas, material fotográfico, de vídeo e
som, que poderia ser absolvido como parte do acervo do repositório na área de
educação. Já na observação do repositório, o mesmo apresenta um povoamento
significativo de relatórios de iniciação científica, com produção de anais, resumos
expandidos, material elaborado para cursos EaD, documentos apresentados em eventos
exteriores ao programa, e que poderiam ser usados no povoamento. Como na grande
maioria das pesquisas são financiadas com recursos públicos, seria agir de
transparência a disponibilização desta produção intelectual no repositório.
A portaria 1065/2017 prever que as revistas da UFAM devam ser arquivadas no
repositório, o que seria importante, pelo fato de que atualmente o mesmo recurso está
vinculado a Rede Norte de Repositórios que visa à promoção e visibilidade da produção
intelectual na região amazônica, contribuindo para um sistema que está em constante
retroalimentação.

�Considerações Finais ou Conclusões
As iniciativas de acesso livre a informação e conhecimento do grupo de armazém
virtual contribuem para cartografia e divulgação do conhecimento sobre a Amazônia. Já
em 1976 quando Djalma Batista reconhece a necessidade de se conhecer a Amazônia, na
subjetividade disto, evocava métodos e técnicas que contribuísse para o
desenvolvimento da informação e conhecimento no contexto regional.
Ao longo da literatura, é possível apontar, que o contexto amazônico é afligido
por desafios: a extensão territorial, os próprios fatores ambientais e climáticos, o acesso
mínimo a educação, o desequilíbrio social e financeiro, a exclusão social, a existência do
analfabetismo digital são alguns dos problemas que existem e criam essa temática
“educação, cultura e desafios Amazônicos”.
Assim, não se trata de provar que o SL/CA solucionaria os desafios amazônicos,
mas, distanciaria o sujeito amazônico da exclusão no acesso à educação e à informação e
conhecimento, em que as ferramentas apresentadas, usadas de forma articulada,
contribuiriam para a horizontalizacão do indivíduo tornando-o ativo na dinâmica local,
participante na organização social e na conquista da cidadania digital bem como,
ajudando no desenvolvimento de novas investigações que contribuam para a região.
Referências
BRASIL. Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Portal do
Software Público Brasileiro. Sobre o portal. Brasil: 2015. Disponível em:
&lt;https://softwarepublico.gov.br/social/spb/sobre-o-portal &gt;.
FERNANDES, T. B. A comunicação científica no ambiente virtual:
desvelamento do ecossistema. 2011. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Comunicação) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2011. Disponível em:
&lt;https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4330&gt;.
CEFORT. Laboratório de Ambientes Hipermídia de Aprendizagem.
Manaus: CEFORT, 2018. Disponível em:
&lt;http://www.cefort.ufam.edu.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=ar
ticle&amp;id=111&amp;Itemid=124&gt;.
THOMÉ, Z. R. C. Tecnologia, trabalho e educação em rede de inclusão digital.
FAPEAM. Amazonas, Manaus, 2006
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs. 2. Ed. Trad. Ana Lúcia de Oliveira,
Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Ed. 34, 2011, V. 1.
ALMEIDA, D.; RICCIO, N. C. R. Autonomia, liberdade e software livre: algumas
reflexões. In. LUCA, N. D.; BONILHA, M. H. S.(Org.) Inclusão digital: polêmica
contemporânea. Salvador: EdUFBA, 2011.
Agências financiadoras
Fundação de Amparo à Pesquisa Estado do Amazonas

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Software livre e de código aberto no contexto e desafios Amazônicos: uso no Programa de Pós-graduação em educação/UFAM</text>
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                <text>O software livre e de código aberto (SL/CA) tem sido amplamente usado na horizontalização de educação e acesso a informação e conhecimento. A adesão se deve a qualidade e eficácia do SL/CA em que as instituições podem customizá-lo a sua necessidade local. No contexto Amazônico, especificamente no Estado do Amazonas, têm relevantes iniciativas na busca de minimizar a exclusão social, à distância ao ensino superior através da educação à distância e na disseminação de informação e conhecimento, com isso promovendo um maior acesso a educação e da informação. Para realizar a pesquisa o método da cartografia busca conhecer as multiplicidades que envolvem o objeto que é SL/CA no contexto amazônico em especial no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas (PPGE/UFAM), onde foram observados no âmbito do PPGE/UFAM que utiliza de modo significativo tais recursos, mas que tem potencia para ser desenvolvida em maior amplitude, para isso a pesquisa bibliográfica para conhecer importância social do SL/CA aplicada ao contexto Amazônico. Com isso foi possível aferir que a relevância do uso de SL/CA pode minimizar os problemas sociais, promover acesso a educação e informação, e assim introduzir o indivíduo na organização social de um grupo que tem constantemente retroalimentado a estrutura de produção de informação e conhecimento, e ainda possibilitando uma cidadania digital.</text>
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                    <text>Reflexões sobre o mercado consumidor na aquisição de livros e na
preservação das bibliotecas convencionais

Marcos Pastana Santos (IFRJ) - marcos.pastana@ifrj.edu.br
JUREMA ROSA LOPES (UNIGRANRIO) - jlopes@unigranrio.edu.br
Resumo:
O colapso editorial tem sido provocado pela mudança de comportamento do consumidor. A
internet com o investimento de empresas digitais predatórias tem potencializado a venda de
livros. Este deixa de ser apenas um objeto de consumo para se tornar engodo e cativar o
consumidor para outros produtos. Para este debate trazemos a contribuição de Bauman (2008)
sobre a sociedade de consumidores e para problematizar a permanência da biblioteca
trazemos observações de Cunha (2008) sobre o cenário destes espaços na sociedade
contemporânea. Este trabalho, na perspectiva da abordagem qualitativa de pesquisa
caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, objetivamos assim problematizar o comportamento
do consumidor perante a forma de aquisição de livros e as implicações na preservação das
bibliotecas convencionais. Sabemos que as bibliotecas convencionais diferentemente das
livrarias do ponto de vista comercial não possuem a mesma finalidade em obter recursos
financeiros com a utilização do livro, mas encontra concorrência na atenção do leitor, na
medida em que deixa de frequentar tal espaço público para recorrer a informação pela
internet. Os resultados desta pesquisa destacaram o recuo na produção de livros no biênio
(2016-2017) e a mudança de paradigma das bibliotecas convencionais para se manterem em
funcionamento. Ações que possibilitem a modernização do espaço e intercâmbio entre
bibliotecas para atualização do acervo é muito importante para o conhecimento ser atualizado
e o livro seja objeto de desejo do leitor. Concluímos que a sobrevivência das bibliotecas
convencionais na sociedade contemporânea está vinculada as mudanças constantes exigidas
pelo mercado consumidor.
Palavras-chave: Biblioteca. Mercado editorial. Consumidor.
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019

1. Introdução
O colapso editorial tem sido provocado pela mudança de comportamento do
consumidor. A internet com o investimento de empresas digitais predatórias tem
potencializado a venda de livros. Nesta perspectiva o livro deixa de ser apenas um
objeto de consumo e passa a ser uma das formas de cativar o consumidor para
outros produtos. O barateamento dos produtos tem provocado uma competição
desigual, especialmente, entre livrarias de menor porte que estão sendo fechadas
em razão da baixa venda.
O investimento nas tecnologias de informação e comunicação por grandes
investidores tem provocado oligopólio neste mercado. No compreender de Bauman
(2008) é fundamental ter ciência dos mecanismos de relação de poder e o papel
que exerce a globalização na sociedade de consumidores. Com internet é possível
escolher, comparar os preços, verificar o custo do frete ou a isenção do produto. Se
antes, o livro era comercializado pelas livrarias e editoras de cada país, atualmente,
grandes empresas varejistas e e-commerce assumiram o posto de maiores
vendedores de livros, com a prática de truste1.
Este trabalho, na perspectiva da abordagem qualitativa caracteriza-se como
pesquisa bibliográfica e objetiva problematizar o comportamento do consumidor
perante a forma de aquisição de livros e as implicações na preservação das
bibliotecas convencionais. Sabemos que as bibliotecas convencionais
diferentemente das livrarias do ponto de vista comercial não possuem a mesma
finalidade em obter recursos financeiros com a utilização do livro, mas encontra
concorrência na atenção do leitor, na medida em que deixa de frequentar tal espaço
público para recorrer a informação pela internet. Será o fim das bibliotecas
convencionais brasileiras que na maioria das situações não possuem investimento
de renovação do acervo bibliográfico e das melhorias dos equipamentos de cultura?
O sucateamento destes espaços provoca desinteresse do leitor?
2. Reflexões sobre o mercado consumidor e o colapso do mercado editorial
Compreender a mudança de comportamento do consumidor vai além da
comodidade de comprar um livro pela internet da sua própria residência ao invés de
1

Tipo de estrutura empresarial na qual várias empresas, já detendo a maior parte de um mercado,
combinam-se ou fundem-se para assegurar esse controle, estabelecendo preços elevados que lhes
garantam elevadas margens de lucro. Os trustes têm sido proibidos em vários países, mas a eficácia
dessa proibição não é muito grande. (SANDRONI, 1999, p.612).

�pesquisar numa livraria física e ter a possibilidade de não encontrar a obra desejada.
O comércio eletrônico torna mais difícil deixar o consumidor decepcionado com a
experiência de não encontrar o livro desejado na loja física. Além disso, oferece um
leque de opções para a escolha do produto. Sites especializados em vendas
disponibiliza uma lista de empresas que vendem o mesmo produto com a cotação
de preços. Empresas, como a Amazon, empresa varejista, tem dominado o mercado
editorial. A concorrência predatória tem provocado o estrangulamento de outras
empresas do setor.
No compreender de Mello (2012) as lojas virtuais estabelecem estratégias de
controle e ampliação do mercado editorial através do banco de dados, ao invés das
editoras que em grande parte não tem esse controle sobre o consumidor.
O comércio de livros pela rede mundial permite às lojas virtuais formar
bases de dados sobre padrões de consumo por meio de buscas e escolhas
reveladas pelos consumidores e registradas por seus sistemas de
comércio on-line. Tais informações são ainda muito pouco exploradas,
principalmente pelas editoras, que, em geral, não têm acesso a tais
metadados. Esta é uma vertente a ser trilhada pelo setor editorial, pois
permite inferir correlações, identificar tendências e produzir informações
úteis a seus negócios. Mesmo os canais de venda da internet pouco
exploram esse manancial de informações sobre hábitos e preferências dos
consumidores e as tendências do mercado em seus variados segmentos.
[...] Em última instância, a competitividade de uma editora reside em sua
capacidade de produzir e fazer chegar às mãos do consumidor o conteúdo
de que ele necessita, em condições que ele julgue satisfatória vis-à-vis as
alternativas de que ele dispõe. A tecnologia digital, destacadamente a
internet, ampliou muito o leque de alternativas do consumidor para ter
acesso a conteúdo e alterou profundamente o contexto dos negócios,
também no setor editorial. Na medida em que o consumidor passou a
dispor da rede mundial entre suas opções de acesso a conteúdo editorial,
as empresas tiveram de se mover nessa direção para atendê-lo. (MELLO,
2012, p.454-455).

Editoras e livrarias independentes se reinventam para sobreviverem no
mercado editorial. Lançam obras de escritores promissores e cujos temas
despertem interesse de determinado segmento do público leitor.
Pois o
investimento de capital de grandes empresas promete maiores benefícios para seu
consumidor. Maior poder de atratividade tem como propósito alcançar maior número
de clientes.
O consumismo é uma das marcas do capitalismo da não acumulação de
bens, para Bauman (2008) o consumidor é estimulado a sempre comprar um
produto e descartá-lo com o surgimento de um modelo mais moderno.
O advento do consumismo solapou a credibilidade e o poder de persuasão
de ambos os argumentos [liberdade e responsabilidade] – de maneiras
diferentes em cada caso, embora pela mesma razão. Esta por ser
identificada no processo, cada vez mais evidente e ainda em expansão, de
desmantelamento do sistema, antes abrangente, de regulação normativa.
Parcelas cada vez maiores da conduta humana têm sido liberadas da
padronização, da supervisão e do policiamento explicitamente sociais
(para não dizer endossados por uma autoridade e apoiado por sanções
oficiais), relegando um conjunto crescente de responsabilidades, antes

�socializadas, ao encargo de indivíduos. Num ambiente desregulamentado
e privatizado que se concentra nas preocupações a atividades de
consumo, a responsabilidade pelas escolhas, as ações que se seguem a
tais escolhas e as consequências dessas ações caem sobre os ombros
dos atores individuais. Como assinalou Pierre Bourdieu duas décadas
atrás, a coerção tem sido amplamente substituída pela estimulação, os
padrões de conduta antes obrigatórios, pela sedução, o policiamento do
comportamento pela publicidade e pelas relações públicas, e regulação
normativa, pela incitação de novos desejos e necessidades. (BAUMAN,
2008, p.116).

Para o autor, a mudança no comportamento do indivíduo é estimulada pela
cultura do mercado. O mercado publicitário incita a sociedade a comprar bens de
consumo, com a velocidade que recomenda o descarte do produto, a fim de obter
um modelo mais atualizado.
Em relação ao mercado editorial, no último biênio (2016-2017) de acordo com
os indicadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) em parceria
com a Câmara Brasileira de Livros (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de
Livros (SNEL) teve queda na produção e vendas do setor editorial brasileiro de
acordo com a Tabela 1.
Tabela 1 – Comportamento do setor editorial brasileiro

Fonte: FIPE CBL/SNEL (2018)

Além do que apresentam estes indicadores podemos considerar que a queda
na produção editorial no Brasil tem provocado o fechamento de livrarias e
demissões em massa.
A biblioteca brasileira tradicional assim como a livraria física encontram
dificuldades para potencializar seus serviços e cativar os indivíduos que antes
utilizavam esses espaços com maior frequência.

�3. Biblioteca convencional e seu paradigma de acesso a informação
A biblioteca convencional2 faz parte do cenário de grande parcela das
instituições públicas brasileiras. Com a ausência de computadores e conexão com
a internet, a biblioteca fica estagnada no século XX. O advento da internet
possibilitou ao usuário acesso amplo da informação que antes era delegado pelas
bibliotecas públicas, escolares, comunitárias e universitárias.
Bibliotecas que não acompanham as mudanças provocadas pelas
tecnologias de informação e comunicação estão sendo consideradas obsoletas.
Como profissionais da área acreditamos que a falta de políticas públicas em nível
nacional e o reduzido ou a falta de recursos financeiros para incorporar o acervo e
modernizar o mobiliário fazem com que as bibliotecas resistam e suportem tal
situação. De acordo com as nossas observações em biblioteca pública e escolar,
podemos destacar que a frequência de usuários diminuiu consideravelmente e sua
resistência ocorre por leitores saudosistas. É importante não desconsiderar que
tanto nas bibliotecas públicas quanto as escolares a quantidade de leitores é menor
que a quantidade de não leitores. Na tabela 2, dados da pesquisa Retratos de
Leitura no Brasil (2015) organizado pelo Instituto Pró-Livro corrobora essa
realidade.
Tabela 2 – Frequência com que costumam ir na biblioteca

Fonte: INSTITUTO PRÓ-LIVRO (2015)

Estes indicadores, de uma amostra nacional de 5.012 entrevistados,
aproximadamente 3.308 entrevistados (66%) não frequentam a biblioteca.
Outro indicador importante é que 104,7 milhões (56%) de brasileiros do
universo de 188 milhões com mais de 5 anos de idade em 2015 são leitores.
(INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2015, p.22).
No compreender de Cunha (2008) se os profissionais que atuam na biblioteca
convencional planejarem ações que ampliem alguns serviços para os usuários
podem ajudar com a mudança de acesso a informação.
2

A biblioteca convencional é aquela em que a maioria dos itens do seu acervo é constituída de
documentos em papel. Ela existe desde a invenção da escrita. É claro que, antes do advento da
imprensa de tipos móveis, em 1440, o acervo era formado por outros tipos de materiais (como o
tablete de argila, o papiro e o pergaminho). Uma característica da biblioteca convencional é que tanto
a coleção como os seus catálogos utilizam o papel como suporte de registro da informação. (CUNHA,
2008, p.4-5).

�O contexto que se apresenta é propício para mudar a natureza do
empreendimento; no caso da biblioteca convencional, é necessário
examinar as enormes possibilidades do futuro e entender que o desafio
mais crítico será remover os obstáculos que a impedem de responder ás
necessidades de uma clientela em mudança, transformar os processos e
estruturas administrativas que caducaram e questionar as premissas
existentes. Aquela biblioteca que der um passo nesse processo de
mudança irá renascer. As que conservarem alguma visão idílica do
passado correrão grande risco e terão pouca oportunidade de serem
reconhecidas como instituições sócias necessárias. (CUNHA, 2008, p.15).

Ações que possibilitem a modernização do espaço e intercâmbio entre
bibliotecas para atualização do acervo é muito importante para o conhecimento ser
atualizado e o livro seja objeto de desejo do leitor, assim como foi recentemente nas
prateleiras das livrarias físicas.
Conclusão
Concluímos que a biblioteca convencional passa por muitas dificuldades para
a manutenção de serviços direcionada à informação de qualidade e atualizada para
o usuário. A sobrevivência das bibliotecas convencionais na sociedade
contemporânea está vinculada as mudanças constantes exigidas pelo mercado
consumidor. A instituição que resistir a transformação corre o risco de ter a sua
função reconhecida socialmente e está fadada ao fracasso. .
REFERÊNCIAS:
BAUMAN, Zygmunt. Vida para o consumo: a transformação das pessoas em
mercadorias. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
CUNHA, Murilo Bastos da. Das bibliotecas convencionais às digitais: diferenças e
convergências. Perspectivas em Ciência da Informação, v.13, n.1, p.2-17,
jan./abr. 2008.
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONÔMICAS. Produção e vendas do
setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira de Livros, 2018. Disponível
em:&lt;http://cbl.org.br/downloads/fipe&gt;. Acesso em: 03 abr. 2019.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 4.ed. São Paulo: Instituto
Pró-Livro, 2015. Disponível em:
&lt;http://prolivro.org.br/home/images/2016/Pesquisa_Retratos_da_Leitura_no_Brasil
_-_2015.pdf&gt;. Acesso em: 11 abr. 2019.
MELLO, Gustavo. Desafios para o setor editorial brasileiro de livros na era digital.
BNDES Setorial, v. 36, p. 429-473, 2012. Disponível em:
&lt;https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/1486/1/A%20set.36_Desafios%
20para%20o%20setor%20editorial%20brasileiro%20de%20livros%20na%20era%
20digital_P.pdf&gt;. Acesso em: 11 abr. 2019.
SANDRONI, Paulo (Org.). Novíssimo dicionário de Economia. São Paulo: Círculo
do Livro: Best Seller, 1999.

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                <text>Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias</text>
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                <text>O colapso editorial tem sido provocado pela mudança de comportamento do consumidor. A internet com o investimento de empresas digitais predatórias tem potencializado a venda de livros. Este deixa de ser apenas um objeto de consumo para se tornar engodo e cativar o consumidor para outros produtos. Para este debate trazemos a contribuição de Bauman (2008) sobre a sociedade de consumidores e para problematizar a permanência da biblioteca trazemos observações de Cunha (2008) sobre o cenário destes espaços na sociedade contemporânea. Este trabalho, na perspectiva da abordagem qualitativa de pesquisa caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, objetivamos assim problematizar o comportamento do consumidor perante a forma de aquisição de livros e as implicações na preservação das bibliotecas convencionais. Sabemos que as bibliotecas convencionais diferentemente das livrarias do ponto de vista comercial não possuem a mesma finalidade em obter recursos financeiros com a utilização do livro, mas encontra concorrência na atenção do leitor, na medida em que deixa de frequentar tal espaço público para recorrer a informação pela internet. Os resultados desta pesquisa destacaram o recuo na produção de livros no biênio (2016-2017) e a mudança de paradigma das bibliotecas convencionais para se manterem em funcionamento. Ações que possibilitem a modernização do espaço e intercâmbio entre bibliotecas para atualização do acervo é muito importante para o conhecimento ser atualizado e o livro seja objeto de desejo do leitor. Concluímos que a sobrevivência das bibliotecas convencionais na sociedade contemporânea está vinculada as mudanças constantes exigidas pelo mercado consumidor.</text>
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                    <text>Realidade Aumentada em Bibliotecas : discussão da sua
incorporação em bibliotecas.

David Vernon Vieira (UFCA) - david.vieira@ufca.edu.br
Resumo:
Em um ambiente virtual onde estudantes interagem naturalmente com as novas tecnologias as
bibliotecas devem ampliar as possibilidades de experiência neste espaço. Discute-se a
incorporação da realidade aumentada em bibliotecas de modo a propiciar aos estudantes um
aprendizado mais dinâmico e atrativo. Para isso, faz-se um levantamento bibliográfico por
meio de livros, artigos e sites de internet em português, inglês e espanhol, bem como no portal
de periódicos da Capes. Observa-se que foram encontrados alguns textos provenientes de
monografias e artigos de eventos da área de Comunicação e Informação aqui no Brasil. O
resultado da pesquisa mostra que já existem diversos trabalhos sobre o assunto que
consideram que a aplicação da Realidade Aumentada faz aumentar o aprendizado e
engajamento dos usuários de bibliotecas. Conclui-se que o potencial da tecnologia presente na
Realidade Aumentada pode ser benéfico para trazer os usuários para a biblioteca propiciando
uma experiência imersiva que não tem quase nenhum custo associado.
Palavras-chave: Realidade Aumentada; Bibliotecas; Experiência do Usuário; Interatividade;
Tecnologia da Informação; Dispositivos Móveis.
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Eixo Temático: 4 - A expansão desenfreada das tecnologias

Introdução:
Em um ambiente predominado por estudantes com seus próprios dispositivos
móveis surge a necessidade de avaliar novas tecnologias que possibilitem aos
usuários de bibliotecas ter o acesso a informação e também ampliar as
possibilidades de experiência neste espaço. Nesta situação, pode-se sugerir a
tecnologia da realidade aumentada que permite de forma inovadora criar um
ambiente virtual interativo fazendo com que os estudantes tenham um
aprendizado mais dinâmico e atrativo trazendo informações em tempo real.
Neste contexto, a influência das tecnologias requer que se acompanhe quais são
as tendências tecnológicas apresentadas por consultorias que estudam o
assunto. Relatório desenvolvido pela ABI Research (2018) elenca 19 tecnologias
que irão transformar o ambiente de negócios até o ano de 2025, dentre elas
estão a Realidade Aumentada (RA), a infraestrutura de redes 5G, a Segurança
Digital, a Robótica, o BlockChain, as Smart Cities e os Wearables (dispositivos
vestíveis), etc. O documento destaca ainda que a RA irá crescer 84,5% até o
ano de 2020.
De acordo com Kirner e Siscoutto (2007) Realidade Virtual (RV) e Realidade
Aumentada são duas áreas relacionadas com as novas gerações de interface do
usuário, facilitando e potencializando as interações do usuário com as aplicações
computacionais.
O conceito de realidade virtual apresentado por Shuterland (1963) ganhou força
na década de 1990 quando o avanço tecnológico propiciou condições para a
execução da computação gráfica interativa.
Já o conceito da realidade aumentada surgiu dessa evolução tecnológica
ocorrida nessa época onde a RA permite a sobreposição de objetos e ambientes
virtuais com o ambiente físico, através de algum dispositivo tecnológico.
Contudo, somente com a chegada dos dispositivos móveis, mais
especificamente os smartphones que introduziram a possibilidade de instalar
aplicativos incorporados ao seu sistema operacional que isso ficou mais
acessível em termos de custo-benefício.
Fombona-Cadavieco, Pascual-Sevillano e Amador (2012) destacam que a RA
oferece muitas possibilidades de interação com o usuário em múltiplos âmbitos.
Estes autores ressaltam várias aplicações sócio educativas que permitem: a)
apoio a tarefas complexas; b) apoio a usuários com algum tipo de deficiência; c)
apoio a exposições; d) apoio educativo. Considerando que as bibliotecas

�XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
trabalham demasiadamente neste tipo de atividade ela pode ser beneficiada
desta abordagem desde que ela adquira dispositivos que interajam com esse
tipo de tecnologia.
Rocha (2016) destaca que já estão disponíveis no mercado uma série de
dispositivos que buscam resultados no modelo de interação natural, isto é,
usando telas touchscreen, presentes em tablets e smartphones, para interagir
por meio de movimentos e determinar comandos em computadores.
Camargo et al (2016) elencam quatro categorias de dispositivos que
proporcionam essa interação natural: 1) sensores de presença e de movimentos
de corpos humanos, como exemplo o dispositivo Kinect da Microsoft que
reconhece os movimentos; 2) sistemas óticos estereoscópicos: com grande
capacidade de processamento gráfico em alta resolução, exemplo: Óculus Rift,
HTC Vive e Google Cardboard; 3) sistemas de rastreamento cerebral: que se
utilizam de ondas cerebrais para interagir: exemplo Emotiv Epoc+; 4) sistemas
de integração homem-máquina: popularmente chamados de engines, oferecem
grande variedade de ferramentas para criação de conteúdo em 3D, como por
exemplo: sistema Unity.
Neste sentido, a problemática que se apresenta é: De que forma a realidade
aumentada pode ser incorporada aos produtos e serviços oferecidos pelas
bibliotecas? Com isso, discute-se sobre a disponibilização da realidade
aumentada nos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas.
Método da pesquisa:
Os procedimentos metodológicos consistiram de pesquisa bibliográfica sobre
produtos e serviços que abordem o emprego da realidade aumentada em
bibliotecas. Assim, observou-se sites, artigos científicos e livros em inglês,
espanhol e português que se referiam a este assunto.
Com a ajuda do conteúdo presente no portal de periódicos da Capes, bem como
livros, monografias, dissertações e sites de internet, e eventos que tratam do
assunto no período de 2007 a 2019. Encontrou-se alguns trabalhos na área da
Comunicação e também algumas monografias que tratam do assunto na área
da Ciência da Informação.
Resultados:
Pope (2018) em survey realizado com 101 bibliotecários ao redor do mundo
mostra que muitas bibliotecas oferecem aos usuários dispositivos que trablaham
com RA que são: Google Cardboard, Oculus Rift e HTC Vive considerando neste
âmbito que 64% dos profissionais são de bibliotecas universitárias.
Segundo Pope (2018) a disponibilização do serviço em bibliotecas considera
desde o uso livre pelo usuário para ter contato com a tecnologia da realidade

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virtual e aumentada, ou ainda para ser empregado em alguma atividade de
ensino ou palestras.
Além disso, a autora identificou um “programa especial” oferecido por bibliotecas
que consiste do uso destes equipamentos para uma visita à biblioteca que
considera o emprego dos dispositivos de RA e RV para ser usado com
aplicativos como o Google Earth permitindo que usuários estrangeiros possam
visitar seu país de origem. Outro uso identificado diz respeito ao emprego dos
dispositivos para o treinamento de funcionários, acadêmicos e estudantes em
situações de risco que necessitam de uma ferramenta que simule a realidade.
Por fim, o resultado da pesquisa de Pope (2018) indica que o emprego destes
dispositivos faz aumentar o aprendizado e o engajamento dos usuários das
bibliotecas. Para isso, um bom conteúdo em forma de sítios web ou aplicativos
para dispositivos móveis deve ser aproveitado para permitir que os usuários
viagem e interajam com as mais diversas informações oferecidas pelo Google
Expeditions1 (história, ciência e artes), Discovery VR app2 (pessoas, lugares e
natureza ao redor do mundo), National Geographic3 360º vídeos (ciência,
aventura e exploração) e Google Arts &amp; Culture4 360º vídeos (música, teatro,
artes visuais), Air Pano5 fotos e vídeos em 360º (maravilhas da natureza e
construções humanas). Vale ressaltar, que para o aplicativo funcionar
perfeitamente ele exige que o dispositivo empregado tenha tecnologias como o
acelerômetro e o gps para identificar os movimentos e simular a perspectiva
dentro daquele ambiente.
Para criar uma aplicação com a tecnologia da Realidade Aumentada Avila (2017)
sugere três aplicativos: o Aurasma que foi criado em 2011 e logo em seguida foi
comprado pela Hewlet-Packard (HP) quando passou a ser chamado HP Reveal6;
o aplicativo de RA Blippar7 que é muito utilizado para fins educativos e, o
ARToolkit.org8 que é uma biblioteca de aplicativos onde é possível desenvolver
o próprio código para implementar uma aplicação com Realidade Aumentada.
Neste sentido, Avila (2017) esclarece que os bibliotecários independentemente
se conhecem ou não a tecnologia de RA deve ter em mente como a biblioteca
pretende interagir com os usuários por meio da RA? E então, o primeiro passo
1

Disponível em: https://edu.google.com/intl/pt-BR/products/vr-ar/expeditions/?modal_active=none.
Acesso em: 01 abr. 2019.
2
Disponível em:
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.discovery.daydream.discoveryvr&amp;hl=pt_BR. Acesso
em: 01 abr. 2019.
3
Disponível em: https://youtu.be/rG4jSz_2HDY. Acesso em: 01 abr. 2019.
4
Disponível em: https://artsandculture.google.com/project/street-view?hl=pt-BR. Acesso em: 01 abr.
2019.
5
Disponível em: https://www.airpano.com/360video_list.php. Acesso em: 01 abr. 2019.
6
Disponível em: https://www.hpreveal.com/. Acesso em: 03 abr. 2019.
7
Disponível em: https://www.blippar.com/. Acesso em: 03 abr. 2019.
8
Disponível em: http://www.hitl.washington.edu/artoolkit/. Acesso em: 03 abr. 2019.

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seria selecionar um dos três aplicativos sugeridos onde o HP Reveal ou Blippar
pode ser a solução mais rápida devido a não exigir um conhecimento técnico
mais apurado. Todd-Diaz, Gutierrez e O’Dell (2018) reforçam demonstrando que
existem outros aplicativos como o Layar9, que faz parte do grupo Blippar e que
anteriormente era oferecido gratuitamente e agora possui um custo para
aquisição e, também o Historypin10 que usa imagens juntamente com mapas
para trazer uma experiência mais imersiva para o usuário de bibliotecas de modo
a recuperar algo sobre a memória daquele local.
Logo em seguida, o segundo passo seria criar folders ou cartazes da biblioteca
que incorporem a RA, neste exemplo em uma biblioteca universitária, para que
fossem distribuídos pelo campus e motivassem os usuários a visitar a biblioteca
introduzindo assuntos da área, ressaltando os produtos e serviços oferecidos ou
ainda sugerindo conteúdo específico que a biblioteca oferece.
Avila (2017) sugere ainda àquelas bibliotecas que oferecem visitas aos usuários
que incluam em seu interior panfletos ou cartazes que gerem “gatilhos” para que
o aplicativo escolhido possa apresentar os recursos informacionais oferecidos
por ela seja por meio de texto, imagens ou vídeos. Além deste tipo de atividade
a RA pode ser usada em eventos e coleções especiais promovidas pela
biblioteca. Todas estas formas de interação permitem que os usuários tenham
maior engajamento com aquele ambiente e promove ainda uma experiência
inovadora e socializadora.
Por fim, Milhomem (2018) destaca projeto utilizando a RA para promover um
clube de leitura no Instituto Federal do Piaui-Campus Picos. Ressalta-se que
essa ideia oriunda desse projeto poderia ser algo que as bibliotecas se
apropriassem. Nesta perspectiva nacional usando exemplos de RA, Naschold et
al (2015) apresentam uma proposta de aplicação da RA para criar uma
perspectiva de interação com o livro físico e, assim melhorar a fluência da leitura
de crianças.
Considerações Finais ou Conclusões:
Observando o potencial apresentado pela Realidade Aumentada destacado ao
longo deste trabalho pode-se verificar que a incorporação dela ao espaço da
biblioteca pode ser benéfico para aproximar os usuários da biblioteca trazendo
uma experiência imersiva que transforme a interação com o usuário. Resta ao
bibliotecário procurar tomar conhecimento da tecnologia e dos aplicativos de RA
para fins educativos que não tem quase nenhum tipo de custo associado e
promover projetos nos âmbitos da leitura e do marketing para melhorar os
produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas.

9

Disponível em: https://www.layar.com/. Acesso em: 03 abr. 2019.
Disponível em: http://www.historypin.org/en/. Acesso em: 03 abr. 2019.

10

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Referências:
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most compelling transformative Technologies report highlights think
differently to overcome two crossroads. New York (EUA), 6 nov. 2018.
Disponível
em:
https://www.abiresearch.com/press/abi-researchs-secondannual-3-big-trends-impacting-most-compelling-transformative-technologiesreport-highlights-think-differently-overcome-two-crossroads. Acesso em: 02 abr.
2019.
AVILA, Sandra. Implementing augmented reality in academic libraries. Public
Services Quaterly, v. 13, n. 3, p. 190-199, 2017.
CAMARGO, Vanessa A. X et al. Potencializando aspectos de interação natural
por meio de diferentes dispositivos multissensoriais. Observatórios virtuais. In:
Tendências e Técnicas em Realidade Virtual e Aumentada, v. 6. p. 84-103.
Gramado: SBC, 2016. Disponível em: http://www.inf.ufrgs.br/svr2016/doc/2016TendênciaseTécnicasemRVeRA.pdf. Acesso em: 02 abr. 2019.
FOMBONA CADAVIECO, Javier; PASCUAL SEVILLANO, María Ángeles;
FERREIRA AMADOR, María Filomena Madeira. Realidade aumentada, uma
evolución de las aplicaciones de los dispositivos móviles. Pixel-Bit. Revista de
Medios y Educación, n. 41, p. 197-210, 2012.
KIRNER, Claudio; SISCOUTTO, Robson. Realidade Virtual e Aumentada:
Conceitos, Projeto e Aplicações. Petrópolis: Editora SBC, 2007.
MILHOMEM, Tâmara Lyz. O clube de leitura na biblioteca “viva”: conexões entre
a realidade aumentada e a literatura. Hipertextus: revista digital, v. 18, p. 1733, 2018.
NASCHOLD, Angela Chuvas et al. Contando histórias com realidade
aumentada: estratégia para promover a fluência da leitura infantil. Letras de
Hoje, v. 50, n. 1, p. 138-146, 2015.
POPE, Hannah. Incorporating Virtual and Augmented Reality in Libraries.
Library Technology Reports, v. 54, n. 6, p. 8-12, 2018.
ROCHA, Giovanni. Realidade virtual e aumentada: Interdisciplinaridade,
oportunidades e desafios para o campo da comunicação. In: XXXIX Congresso
Brasileiro de Ciências da Comunicação – INTERCOM. 2016, São Paulo, SP.
Anais... São Paulo, SP: Intercom, 2016. p. 1-15. Disponível em:
http://portalintercom.org.br/anais/nacional2016/resumos/R11-3115-1.pdf.
Acesso em: 10 mar. 2019.
SUTHERLAND, I. E. “SKETCHPAD: a man-machine graphical communication
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1963.
Disponível
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TODD-DIAZ, Ashley; GUTIERREZ, Arthur; O’DELL, Bethanie. Using Augmented
Reality to enhance outreach, instruction, and library exhibits. Computers in
Libraries, v. 38, n. 1, p. 8-11, 2018.

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                <text>Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias</text>
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                <text>Em um ambiente virtual onde estudantes interagem naturalmente com as novas tecnologias as bibliotecas devem ampliar as possibilidades de experiência neste espaço. Discute-se a incorporação da realidade aumentada em bibliotecas de modo a propiciar aos estudantes um aprendizado mais dinâmico e atrativo. Para isso, faz-se um levantamento bibliográfico por meio de livros, artigos e sites de internet em português, inglês e espanhol, bem como no portal de periódicos da Capes. Observa-se que foram encontrados alguns textos provenientes de monografias e artigos de eventos da área de Comunicação e Informação aqui no Brasil. O resultado da pesquisa mostra que já existem diversos trabalhos sobre o assunto que consideram que a aplicação da Realidade Aumentada faz aumentar o aprendizado e engajamento dos usuários de bibliotecas. Conclui-se que o potencial da tecnologia presente na Realidade Aumentada pode ser benéfico para trazer os usuários para a biblioteca propiciando uma experiência imersiva que não tem quase nenhum custo associado.</text>
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                    <text>O uso do aparelho celular no inventário de acervo: a experiência da
Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos
da UEL

ELIANE MARIA DA SILVA JOVANOVICH (UEL) - emsjovanovich@yahoo.com.br
Suelen Souza Souza (Uel) - souza.suelen@gmail.com
Resumo:
A atividade foi desenvolvida na Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos
Jurídicos (BSEAAJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), descreve de maneira breve o
processo para inventariar o acervo bibliográfico com o uso do smatphpone. Foi necessária a
parceria do Sistema de Bibliotecas (SB/UEL) com um funcionário da Divisão de Fiscalização de
Patrimônio para desenvolver o aplicativo e posteriormente liberar para o sistema. A
bibliotecária da BSEAAJ recebeu as instruções das bibliotecárias da Biblioteca Central e,
utilizando o seu smartphone particular fez download do aplicativo e instruiu a técnica da
biblioteca. Foi necessário conferir o acervo corrente e o acervo do depósito onde ficam os
materiais de desbaste. Na sequência foram lidos os códigos de barras pelos celulares dos mais
de 3.900 exemplares, os dados coletados foram armazenados no aparelho em arquivos e
enviados por e-mail para a Biblioteca Central onde foi gerado um relatório. Com o relatório
pronto, os livros que apresentaram algum problema foram verificados e corrigidos. O
inventário da BSEAAJ foi feito por 1 bibliotecário e 1 técnica, ambas autorizaram que fosse
realizado o inventário com seus aparelhos celulares particulares. Para a atividade foram
gastos 12 horas, ou seja, um dia e meio, algo que nos inventários anteriores o período foi
maior, inclusive no inventário manual durou 7 dias. O uso da tecnologia e ferramentas como o
telefone celular podem propiciar praticidade no desenvolvimento das atividades o que é um
ganho para a área e uma grande aliada para o bibliotecário na questão da inovação.
Palavras-chave: 1. Aparelho celular e biblioteca 2. Tecnologia móbile e Inventário de acervo.
3. Biblioteca jurídica - Inventário de acervo 5. Tecnologia de Informaçã
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�O uso do aparelho celular no inventário de acervo: a experiência da
Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação
de Assuntos Jurídicos da UEL
1 INTRODUÇÃO
Vivemos sob uma grande pressão tecnológica, as tecnologias estão o
todo em processo de atualização e essa gama de alterações provocam
mudanças expressivas no cotidiano e no fazer das pessoas. Em todas as áreas
do conhecimento a inserção das tecnologias tem como objetivo dar suporte e
consequentemente melhorar os produtos ou os serviços desenvolvidos por
cada área.
Na Ciência da Informação, com o advento da internet e com a criação
das diversas ferramentas tecnológicas, muitos serviços precisaram ser
repensados

e

reformulados

para

atenderem

as

demandas

da

contemporaneidade. Os smartphones cm o sistema operacional Android já vem
de fábrica com vários aplicativos (apps) que são programas próprios para
instalar em telefone para acesso a e-mail, mapas, navegação por GPS, acesso
as mídias sociais, agenda de contatos, calendário sincronizada com a internet,
o que facilita o seu uso em várias atividades.
Na atualidade, o bibliotecário independente do tipo de biblioteca que
atua deve estar atento para a utilização das tecnologias nas suas práticas de
inovação de produtos e serviços, buscando parcerias para o uso de
ferramentas que possam dar subsídios nas suas atividades, independente de
ser uma biblioteca especializada como no caso da Biblioteca Setorial do
Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (BSEAAJ) que é uma biblioteca
jurídica.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA DA BSEAAJ

A Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos
da Universidade Estadual de Londrina é uma biblioteca especializada em
Direito que atende alunos de 4º e 5º do curso de Graduação em Direito.
Recebe uma média de 260 alunos do 4º ano anualmente. Quando uma turma
de 5º ano se forma consecutivamente a turma do 4º ano passa para o 5º ano e

�uma nova turma de 4º ano é inserida no escritório para realizar as aulas de
práticas jurídicas.
Faz parte do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de
Londrina (SB/UEL) que é formado atualmente por 4 bibliotecas: BSEAAJ,
Biblioteca Central, Biblioteca Setorial de Ciências Humanas e Biblioteca
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde. Dados estatísticos do
Relatório de Atividades da BSEAAJ (2019), demonstram que a biblioteca
possui um acervo descrito no quadro 1.
Quadro 1 – Número de itens do Acervo
Tipo

Título

Exemplar

Livros

950

3.986

Revistas

25

1.710

Total

975

5696

Fonte: Jovanovich; Ribeiro (2019, p. 12-13).

Conforme representado no quadro 1, o acervo também é composto de
revistas especializadas em Direito, por se tratar de uma fonte de informação
jurídica que dissemina com rapidez as atualizações da área.
Os 1.710 fascículos de periódicos especializados na área de Direito
Civil, Processo Civil, Direito do Trabalho, Direito de Família, Direito Penal,
processo Penal, não entraram nesse inventário por determinação do SB/UEL.
Por se tratar de uma biblioteca jurídica com acervo especializado,
necessita que sua coleção seja atualizada constantemente para atender
necessidades informacionais de seus usuários. Objetivando mapear, proteger e
manter o acervo, o inventário deve ser realizado periodicamente com os
objetivos de: conferir acervo físico com número de patrimônio, verificar a
situação do material, inclusive as condições físicas, identificar dados
inconsistentes, inclusive de etiquetas, localização, checar a possível falta de
exemplares e avaliar a questão da segurança.
Na concepção de Chiavenato (2005, p. 133) o inventário é “verificação
de ou confirmação da existência de materiais ou bens patrimoniais da
empresa”. Essa atividade é regida pela Constituição Federal (CF) de acordo
com o art. 216 “o Poder Público, com a colaboração da comunidade,
promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários”.
(CF, 1988, p. 1).

Sendo assim, o inventário é um instrumento de grande

�importância para manutenção, desenvolvimento e preservação dos acervos
das bibliotecas. Na concepção de Pierotti e Neils (1985, p. 59):
O inventário é uma das atividades de referência, que possibilita
o conhecimento adequado e a avaliação do estado da coleção
da biblioteca. Por estas razões o inventário exige do
bibliotecário uma grande carga de trabalho para cumprir etapas
diversificadas, tais como cobertura, análise e avaliação do
acervo.

O inventário foi feito em todas as bibliotecas do SB/UEL, mas o relato
aqui exposto é apenas da Biblioteca Jurídica do EAAJ. O quadro 2 resgata
outros inventários realizados na Biblioteca do Escritório de Aplicação de
Assuntos Jurídicos.
Quadro 2 – Datas dos inventários
Ano

Local

Ação

2010

BSEAAJ

Inventário manual, listas impressas.

2013

SB/UEL

Inventário automatizado, coletores e notebook.

2015

BSEAAJ

Inventário manual, listas impressas.

2018

SB/UEL

Inventário automatizado, smartphone android

Fonte: Elaborado pelas autoras.

O SB/UEL, por intermédio de três bibliotecários sendo 1 da Divisão de
Processamento Técnico, 1 da Divisão de Circulação e 01 bibliotecária que
gerencia o Software Virtua em conjunto com um funcionário da Divisão de
Fiscalização de Patrimônio da Universidade que desenvolveu o aplicativo para
smartphone android especificamente para realizar o inventário do acervo
chamado “Inventário de Livros”. (PEREIRA; BIZ; TERCIOTTI, 2018).
Os aparelhos de celulares são instrumentos utilizados para o
desenvolvimento das mais diversas tarefas realizadas pelos indivíduos,
principalmente as gerações digitais que não dispensam um mobile. É
importante ressaltar que o aplicativo não funciona em IPhones ou em aparelhos
celulares não regulamentados pela Anatel.

3 METODOLOGIA
Para desenvolver a atividade foram necessários alguns procedimentos
antecipados feitos pela bibliotecária e pela técnica: conferência do acervo e

�conferência do material que estava no depósito da biblioteca separado para
desbaste.
Foi necessário conferir o acervo para certificar que todo material estava
organizado pelo número de chamada, pois os dados seriam confrontados
(acervo, empréstimo). Toda a capacitação foi feita pelo whatsapp e por e-mail,
para tirar dúvidas e enviar os arquivos.
Os celulares não param de inovar, isso não é novidade, são tantos os
modelos que pode parecer complicado escolher o aparelho ideal para o seu dia
a dia. Os smartphones são indicados para quem vai realizar ainda mais tarefas
com o aparelho. Como ele conta com sistema operacional multitarefa e
multimídia, está pronto para acessar a internet, redes sociais, baixar aplicativos,
jogar, entre outros.
Com o acervo todo conferido, a bibliotecária e a técnica, com seus
smatphones (particulares) realizaram a leitura dos códigos de barras1 dos livros
com a câmera do aparelho, conforme figura 1.
Figura 1 – Livro da BSEAAJ
Código de barras

Fonte: Arquivo particular.

Por conseguinte, o aplicativo coletava esses dados que eram
armazenados no aparelho e posteriormente descarregados em arquivos para a
confecção de relatórios que validava os dados com as informações do acervo
para futura análise das informações. As fotos retratam o trabalho sendo
desenvolvido.
Foto 1 – Processo de leitura dos livros do acervo.

Fonte: Arquivo particular das autoras.

1

É número de patrimônio da obra no SB/UEL.

�Desta forma, foi possível realizar o inventário da BSEAAJ em 12 horas
aproximadamente, sem grandes problemas de software, aplicativo ou de outras
questões técnicas biblioteconômicas. Com os dados todos coletados, as
listagens foram geradas para conferência e resolução dos possíveis problemas
pontuados.

CONCLUSÃO
Concluiu-se na BSEAAJ que o uso das tecnologias de informação e
comunicação, aliadas aos aparelhos celulares proporcionam agilidade nas
tarefas biblioteconômicas, minimizam o risco de erros, bem como aceleram o
processo tornando-o mais eficiente. As tecnologias oportunizam que novos
serviços sejam efetuados com aplicativos, o que facilita ao bibliotecário
desenvolver suas atividades com maior segurança, fazendo uso das
tecnologias que estão disponíveis a seu favor.
O bibliotecário deve estar receptivo para o uso das novas tecnologias
que

estão

alterando

significativamente

as

práticas

de

inovação

no

desenvolvimento das atividades biblioteconômicas, principalmente no uso dos
smartphones que é uma ferramenta muito útil. Experiência como essa deve ser
compartilhada, a união de bibliotecários com outros profissionais reforça a
questão da Ciência da Informação ser interdisciplinar.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do
Brasil. Brasília, 1988. Art. 216. Disponível em: Acesso em: 11 set. 2018.
CHIAVENATO, I. Administração de materiais: uma abordagem introdutória.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
JOVANOVICH, E. M. S.; RIBEIRO, S. S. Relatório anual das atividades
desenvolvidas na Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de
Assuntos Jurídicos (BSEAAJ): 2018. Londrina: [s. n.], 2019.
PEREIRA, E. Z.; BIZ, F. S.; TERCIOTTI, O. Manual do inventário de acervo
de livros (acervo geral, referência e multimeios), teses, monografias e
TCCs. Londrina: [s. n.], 2018.
PIERROTTI, M. L.; NEILS, V. R. Inventário rotativo: uma visão pragmática.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, DF, v. 13, n. 1, p. 59-65,
jan./jun. 1985.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>A atividade foi desenvolvida na Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (BSEAAJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), descreve de maneira breve o processo para inventariar o acervo bibliográfico com o uso do smatphpone. Foi necessária a parceria do Sistema de Bibliotecas (SB/UEL) com um funcionário da Divisão de Fiscalização de Patrimônio para desenvolver o aplicativo e posteriormente liberar para o sistema. A bibliotecária da BSEAAJ recebeu as instruções das bibliotecárias da Biblioteca Central e, utilizando o seu smartphone particular fez download do aplicativo e instruiu a técnica da biblioteca. Foi necessário conferir o acervo corrente e o acervo do depósito onde ficam os materiais de desbaste. Na sequência foram lidos os códigos de barras pelos celulares dos mais de 3.900 exemplares, os dados coletados foram armazenados no aparelho em arquivos e enviados por e-mail para a Biblioteca Central onde foi gerado um relatório. Com o relatório pronto, os livros que apresentaram algum problema foram verificados e corrigidos. O inventário da BSEAAJ foi feito por 1 bibliotecário e 1 técnica, ambas autorizaram que fosse realizado o inventário com seus aparelhos celulares particulares. Para a atividade foram gastos 12 horas, ou seja, um dia e meio, algo que nos inventários anteriores o período foi maior, inclusive no inventário manual durou 7 dias. O uso da tecnologia e ferramentas como o telefone celular podem propiciar praticidade no desenvolvimento das atividades o que é um ganho para  a área e uma grande aliada para o bibliotecário na questão da inovação.</text>
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                    <text>O Bibliotecário Booktuber
Karin Vanelli (UDESC) - karin.vanelli@udesc.br
Resumo:
Sensibilizar o jovem e hipertextualizado público da biblioteca universitária para o lento hábito
da leitura é missão que pode encontrar justamente no uso de recursos tecnológicos,
especialmente das mídias sociais, seus aliados. Uma exposição mais sensível do bibliotecário,
agregando identidade e possibilidade de conexão com o público também pode se beneficiar
destes recursos. O relato aqui apresentado traz iniciativa realizada na Biblioteca da Unidade
Balneário Camboriú da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), no exercício de um
perfil “booktuber” do bibliotecário (produtor de vídeos em plataforma online, recomendando
livros). Buscou-se adequar serviço e demanda percebendo características sociais do público
que tende a interações cada vez mais rápidas. Mantendo-se a técnica de informar, e
aprimorando a forma e o modo como o conteúdo é entregue. Vídeos, palestras, rodas de
conversa, são formas eficientes de informar especialmente quando o meio social perdeu, ou
pouco teve, familiaridade com a leitura em si. Acredita-se que a disponibilidade dos vídeos
alarga a presença do bibliotecário no processo de construção do conhecimento e do incentivo
à leitura junto ao público. A exposição do olhar e da sensibilidade do bibliotecário sobre a
leitura que recomenda nos vídeos promove uma conexão com os significantes deste. Há
portanto uma partilha da estética e da ética do bibliotecário, o que permite criar um espaço de
encontro com o público.
Palavras-chave: bibliotecário booktuber estética do bibliotecário
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Videografia:

(x) Sim ( ) Não

Introdução:
A função “prescritor de livros” no fazer do bibliotecário remonta à época da
biblioteca de Alexandria em que a ele se confiava a seleção, a indicação do que
deveriam ler os nobres. No imaginário popular o profissional seguiu sendo este
sujeito culto, que lê, e é capaz de recomendar leitura. A atuação do bibliotecário
como booktuber, compatilhando impressões sobre determinada leitura é, em uma
determinada dimensão, a retomada de um lugar de fala, um lugar social que ele
ocupa e também por isso um lugar de responsabilidade e comprometimento, com a
democratização do acesso a informação e incentivo à leitura.
Nota-se a transposição de uma das funções do profissional para o ambiente
virtual, uma vez que a biblioteca já é um aparelho analógico de compartilhamento
de informação, e o bibliotecário é ali o mediador entre o sujeito e os saberes.
Pierri Lévy (1999) chamou este meio virtual de Ciberespaço e a interação de
Cibercultura, em que o grande propósito das redes sociais é construir uma
inteligência coletiva, formada do compartilhamento de sentidos, o sentido que cada
um de nós dá para o conhecimento que acessa, processa. Um “coletivo inteligente
mais imaginativo, mais rápido, mais capaz de aprender e de inventar que um
coletivo inteligentemente gerenciado” (LÉVY, 1999, p.130). Uma exposição mais
sensível do bibliotecário, sua singularidade e seus significantes agregam portanto
identidade e possibilidade de conexão com o público.
Trata-se de efetivamente adequar serviço e demanda, de perceber
características do meio social, como Milanesi (1993) já havia apontado, “cidadãos
que nunca leram um livro manipulam com muita tranquilidade a parafernália
eletrônica das redes bancárias”.

�Relato de Experiência
A experiência aqui relatada é um gesto na criação de espaço de encontro
(conexão) com o universitário, este indivíduo social que pode ter sua potencialidade
de aprendizado alavancada com o hábito da leitura. Consiste especificamente na
produção amadora de vídeos por bibliotecária da Biblioteca da Udesc Balneário
Camboriú, expondo seu olhar e suas impressões sobre livros, autores e leituras.
Um processo que se inicia com uma pesquisa bibliográfica e o encontro das
leituras da profissional com o que possa sensibilizar o público universitário. Afim de
assegurar periodicidade os vídeos são produzidos dentro de uma série chamada
“Calendário Literário”.

São inclusas a literatura de lazer em geral, não

necessariamente a clássica. Filósofos, psicólogos, artistas brasileiros com obras
literárias podem estar no escopo.
É selecionado um autor aniversariante do mês, e os vídeos iniciam com breve
apresentação biográfica, sua origem, posições sociais, jornada, curiosidades e um
apanhado da sua obra. Entra em cena então o destaque para um de seus livros,
abordando a narrativa, a temática, o estilo da escrita. Por fim há um arremate
biblioterapêutico, tendo em vista que a bibliotecária é neste caso também aplicadora
de Biblioterapia, e pontua a emoção que o livro pode trabalhar no leitor.
A gravação ocorre por vezes no ambiente doméstico, e este conforto deve ser
considerado. Há que se priorizar a espontaneidade e disposição do locutor. A edição
do material produzido se dá com o mínimo de recursos e conhecimento tecnológico:
celular, aplicativo gratuito de edição de vídeo, espaço no onedrive para
armazenamento. O maior recurso envolvido aqui é a disposição do profissional em
ler, concatenar idéias e compartilhar sentidos. A disponibilidade dos vídeos se deu
inicialmente na plataforma IGTV, por meio do perfil da Biblioteca no Instagram e
posteriormente no Youtube
É desenvolvida também uma arte gráfica para a divulgação do vídeo, para a
qual se usa o editor gratuito e online Canva. Aqui há outro espaço criativo para o
bibliotecário, pois o desenvolvimento de uma linguagem visual que exprima e
comunique a intenção dos vídeos confere acabamento e agrega valor na
disseminação do trabalho.

�Figura 1 – Imagem da arte criada para “Calendário Literário – Abril – Lygia Fagundes Telles”

Fonte: elaborado pela autora, 2019

Conclusão
Acredita-se que a disponibilidade dos vídeos alarga a presença do
bibliotecário no processo de construção do conhecimento e incentivo à leitura junto
ao público.

Há um espaço de encontro na partilha da estética e da ética do

bibliotecário. Aprimorar conhecimentos em marketing digital e também em
aplicativos de edição de vídeos certamente podem impulsionar esta partilha, além
de expandirem as possibilidades criativas do bibliotecário.
Percebe-se que no ambiente virtual, aquele que se sentir tocado pela leitura
proposta pode acessar rapidamente outros vídeos e materiais abordando o mesmo
livro sob outros olhares. O que auxilia o leitor fazer uma escolha com a qual se
identifique. Isso é especialmente importante dado que a leitura demanda tempo, e o
perfil do jovem universitário é de interações cada vez mais rápidas. Vídeos, palestras,
rodas de conversa, são formatos eficientes para sensibilizar e informar, ainda mais
quando o meio social perdeu, ou pouco teve, familiaridade com a leitura.
Referências Bibliográficas
MILANESI, Luís. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 3. ed. rev.
e aum. São Caetano do Sul: Ateliê, 1997. 271p.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999. 264p.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Sensibilizar o jovem e hipertextualizado público da biblioteca universitária para o lento hábito da leitura é missão que pode encontrar justamente no uso de recursos tecnológicos, especialmente das mídias sociais, seus aliados.  Uma exposição mais sensível do bibliotecário, agregando identidade e possibilidade de conexão com o público também pode se beneficiar destes recursos. O relato aqui apresentado traz iniciativa realizada na Biblioteca da Unidade Balneário Camboriú da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), no exercício de um perfil “booktuber” do bibliotecário (produtor de vídeos em plataforma online, recomendando livros).  Buscou-se adequar serviço e demanda percebendo características sociais do público que tende a interações cada vez mais rápidas. Mantendo-se a técnica de informar, e aprimorando a forma e o modo como o conteúdo é entregue. Vídeos, palestras, rodas de conversa, são formas eficientes de informar especialmente quando o meio social perdeu, ou pouco teve, familiaridade com a leitura em si. Acredita-se que a disponibilidade dos vídeos alarga a presença do bibliotecário no processo de construção do conhecimento e do incentivo à leitura junto ao público. A exposição do olhar e da sensibilidade do bibliotecário sobre a leitura que recomenda nos vídeos promove uma conexão com os significantes deste. Há portanto uma partilha da estética e da ética do bibliotecário, o que permite criar um espaço de encontro com o público.</text>
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                    <text>LEITURA EM FORMATO IMPRESSO X ELETRÔNICO: UMA
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO INFORMACIONAL DE
GRADUANDOS EM BIBLIOTECONOMIA E ARQUIVOLOGIA

Cláudia Pereira de Jesus Carvalho (UNESP) - claudia.pjc@yahoo.com
Roberta Sayuri Medeiros Hidaka (Unesp) - robertah.sm.rh@gmail.com
Helen de C. S. Casarin (Unesp) - helen.casarin@gmail.com
rb.psenu@ortac.nelh-)ramofni-ãçutisnI(
Resumo:
Este trabalho insere-se nos estudos comportamentais, ou seja, aqueles que intentam investigar
como um grupo pré determinado se comporta ao buscar e utilizar informação. Apresenta e
discute as possibilidades e preferências de suporte para leitura de graduandos em
Biblioteconomia e Arquivologia da Universidade Estadual Paulista, campus de Marília. Os
resultados contribuem na compreensão das práticas de leitura (digital ou impressa) no âmbito
acadêmico, podendo servir como apoio às decisões de bibliotecas e outros serviços de
informação relativamente aos critérios de seleção e disponibilização das suas coleções.
Palavras-chave: Comportamento informacional. Práticas de leitura. Estudo de usuários.
Leitura digital.
Eixo temático: Eixo 4: A expansão desenfreada das tecnologias

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 Introdução
Os estudos de usuários podem abranger diversas facetas, dependendo dos
objetivos e do que se quer saber sobre determinado grupo. Este trabalho insere-se na
linha do comportamento informacional, ou seja, aqueles que intentam investigar como
um grupo pré determinado se comporta ao buscar e utilizar informação, que caminhos
ele percorre, que critérios e estratégias utilizam, que tipo de fonte de informação
consultam, que espécie de material preferem, entre outros.
Assim, é durante esse processo que a pessoa, além de determinar a fonte de
informação a ser consultada e o material mais adequado para satisfazer sua
necessidade, irá também optar pelo tipo de suporte no qual realizará a leitura.
As práticas informacionais estão conectadas com a identidade de cada pessoa,
que é construída socialmente e relacionada ao contexto de vida (ARAÚJO, 2016).
Entendemos o usuário como sujeito ativo no processo, que interfere e determina todas
as etapas, considerando os aspectos cognitivos e subjetivos de cada indivíduo. Isto
posto, este trabalho investiga preferências e possíveis motivações de graduandos na
escolha do suporte de leitura (digital ou impresso) de textos acadêmicos.
2 Práticas de leitura
A era digital nos trouxe novas possibilidades, como a leitura em novos suportes,
além do já tradicional formato impresso. A presença da tecnologia digital em todos os
ambientes é, conforme aponta Ghaziri (2009), uma realidade consolidada. No ambiente
acadêmico sua presença e importância sequer é discutida.
Ghaziri (2009, p. 16) chama atenção para esse “[...] movimento incessante de
mudanças sociais e tecnológicas que fazem o escrito surgir em diferentes suportes e
espaços”. No entanto, o autor segue salientando que “um novo suporte não anula o
anterior [...] a mudança não ocorre por simples substituição. Eles coexistem por um
período, que não pode ser previsto” (GHAZIRI, 2009, p. 33).
Na era digital, é impensável o livro ficar preso em uma só mídia. Para Scholl e
Lima (2018, p. 273) “fazer uso das novas tecnologias, em especial do livro digital, é uma
forma de tornar mais atrativa a aula e aproximar o estudante da realidade em que está
inserido, afinal, ele já usa celulares, tablets e computadores”. Dessa maneira, a
possibilidade de realizar as leituras acadêmicas em suportes digitais pode ser um modo
de aumentar o envolvimento do estudante nos conteúdos trabalhados nas disciplinas.
A questão da mobilidade é emergente no cenário atual. O livro físico já
apresentava essa possibilidade, mas o digital a amplia a novos patamares. A
democratização das tecnologias pressionou a reinvenção do livro, a fim de atender a
uma nova demanda de leitor (PROCÓPIO, 2013). O fator financeiro também deve ser

�levado em conta na hora da escolha, pois o custo do material digital é
significativamente menor. Adquirir um livro em papel ou imprimir um texto acarreta um
investimento de dinheiro e tempo mais elevado; o acesso ao conteúdo digital é quase
que instantâneo. Carrenho (2016, p. 108) aponta que “88% dos leitores digitais em
2015 baixaram livros gratuitamente”, isso permite um amplo acesso, independente da
classe econômica.
3 METODOLOGIA
A população escolhida para este estudo foi estudantes do ensino superior dos
cursos de Biblioteconomia e Arquivologia. Os dados foram coletados na Universidade
Estadual Paulista - UNESP, câmpus de Marília.
O questionário aplicado é uma adaptação de um modelo internacional ARFIS Academic Reading Format International Study (Estudo Internacional de Formato de
Leitura Acadêmica), indicado para investigar as atitudes e comportamentos de
estudantes universitários em todo o mundo em relação à leituras acadêmicas em papel
e na tela (​MIZRACHI; SALAZ; KURBANOGLU; BOUSTANY, 2018​). Ele é dividido em
duas partes: a primeira com 5 questões demográficas e a segunda parte, denominada
Leituras acadêmicas, com 17 questões, totalizando 23 itens. Foi utilizada a escala Likert
de 5 níveis, ferramenta para avaliar a opinião e atitude em relação a determinada coisa,
medindo o grau de concordância ou discordância do respondente (CUNHA, 2007, p.
24-26). Todas as questões contavam ainda com um espaço para comentários.
Utilizou-se a ferramenta Formulários Google. O período de aplicação foi de treze
dias, em novembro de 2018, tempo disponibilizado para os participantes responderem.
O convite para colaboração dos participantes foi realizado através de email e do
Facebook nos grupos “Estudantes FFC” e “Biblioteconomia UNESP - Marília”.
4 Apresentação e discussão dos resultados
4.1 Perfil demográfico
O estudo contou com a participação de 35 alunos, 29 de Biblioteconomia e 6 de
Arquivologia. Quanto ao gênero, 22 participantes se declaram do sexo feminino, 11 do
masculino, um se declara não-binário e um preferiu não dizer. Em relação à idade, mais
de 50% encontra-se na faixa entre 20 e 24 anos. Apenas um participante relatou
possuir limitação visual que pudesse influenciar quanto à escolha do formato de leitura.
4.2 Leituras acadêmicas
A primeira questão era sobre a relação entre memorização e material impresso.
A maioria diz que se lembra melhor do conteúdo lido em formato impresso (48,5% concordo e concordo fortemente). Podemos ver que os dados condizem com a

�pesquisa citada por Ana Terra (2017, p. 533). Assim, conclui-se que os estudantes,
apesar de terem contato direto com aparelhos digitais, conseguem reter melhor o
conteúdo das leituras quando o suporte é o papel.
A segunda questão indagava sobre a comodidade de leitura comparando-se o
formato digital e o impresso. Conforme os resultados, 37,1% não acha cômodo ler a
bibliografia recomendada em formato digital, que é próximo ao número daqueles que
acham mais cômodo (31,4% - concordo e concordo fortemente) e daqueles que são
indiferentes à questão (31,4% - não concordo, nem discordo) são os mesmos. Isto
demonstra que a comodidade proporcionada pelo suporte da leitura, impresso ou
eletrônico, ainda não é um consenso entre os participantes.
A terceira questão pedia um posicionamento quanto à afirmação da preferência
pela leitura impressa. A maioria, com 71,5% (concordo e concordo fortemente), tem
preferência por ler todos os materiais das aulas em versão impressa. Fica claro que
apesar das facilidades dos meios digitais, ainda há uma grande preferência pelo
suporte papel entre os participantes.
A décima terceira questão enfatizava a preferência de leitura em formato digital.
Apesar de uma grande parcela indecisa (40% - não concordo, nem discordo), a maioria
não prefere os meios digitais para ler os materiais da aula (42,9% - discordo e discordo
fortemente).
A quarta e a oitava questão eram sobre a relação entre extensão do material de
leitura e preferência do formato. Quando o documento possui mais de sete páginas, a
preferência dos alunos é pela leitura em papel (71,5% - concordo e concordo
fortemente), mas quando o documento possui menos páginas a grande maioria (48,