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                    <text>Encontro de

RDA no Brasil

1 a 12 de novembro de 2021 ∙ eventos.febab.org/rdanobrasil

�Anais do

II Encontro de RDA no Brasil

1 a 12 de novembro de 2021

São Paulo: FEBAB, 2022

�Realização:
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB)
Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT)
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em
Biblioteconomia e Ciência da Informação (LABIB)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Sistema de Bibliotecas
Apoio:
EBSCO Information Services
ITMS Group
Informações, vídeos e apresentações:
https://eventos.febab.org/rdanobrasil
https://www.youtube.com/febab
http://repositorio.febab.org.br

Catalogação na fonte – CIP
E56a

Encontro de RDA no Brasil (2. : 2021)
Anais do II Encontro de RDA no Brasil, 1 a 12 de novembro de
2021 [recurso eletrônico]. – São Paulo : FEBAB, 2022.
110 p. : il. color.
ISBN 978-85-85024-14-7
1. Resource description &amp; access. 2. Catalogação descritiva –
Regras – Congressos. I. Título.
CDU: 025.3
CDD: 025.32

Responsável: Fabrício Silva Assumpção – Bibliotecário – CRB-14/1673

Esta publicação está disponível sob os termos da
Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).

�Comissão Organizadora
Adriane Groehs
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Ana Maria Pereira
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Ana Rafaela Sales de Araújo
GT-CAT/FEBAB
Universidade Federal do Ceará (UFC)
Fabrício Silva Assumpção
GT-CAT/FEBAB
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Felipe Augusto Arakaki
GT-CAT/FEBAB
Universidade de Brasília (UnB)
Fernanda Gomes Almeida
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Jacqueline Pawlowski Oliveira
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Jéssica Carraro
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Kátia Lúcia Pacheco
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Luciana Candida da Silva
GT-CAT/FEBAB
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Marcelo Votto Texeira
GT-CAT/FEBAB
Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ)
Raildo de Sousa Machado
GT-CAT/FEBAB
Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

�Comissão Científica
Ana Maria Pereira
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Fabrício Silva Assumpção
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Felipe Augusto Arakaki
Universidade de Brasília (UnB)
Janaina Fialho
Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Kátia Lúcia Pacheco
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Luciana Candida da Silva
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Marcia Carvalho Rodrigues
Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Marcia Silva
Universidade de São Paulo (USP)
Marcos Leandro Freitas Hübner
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Raquel Bernadete Machado
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Roberta Caroline Vesu Alves
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)
Rodrigo Aquino de Carvalho
Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Vinícius Tolentino
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

�Programação do II Encontro de RDA no Brasil
Segunda-feira, 01 de novembro de 2021
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=q8XP2FKTq5U
Abertura
Abertura e boas-vindas
Comissão Organizadora do II Encontro de RDA no Brasil
Palestra de abertura: “RDA: para agora e para o futuro”
Chris Oliver
Quarta-feira, 03 de novembro de 2021
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=b4v6ht8uARY
Eixo 1: Fundamentos relacionados ao RDA
Das normas de catalogação aos fundamentos e métodos de produção de bases de
dados aderentes aos públicos
Cristina Dotta Ortega
Resource Description and Access em tempos de Linked Data
Fabiano Ferreira de Castro
Espaço dos apoiadores
Desenvolvimento e tecnologia em catalogação
Fabio Tuso (ITMS Group)
Sexta-feira, 05 de novembro de 2021
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=KUmBzv5mw3E
Eixo 2: Aplicação do RDA em Bibliotecas
Relato de experiência na aplicação do RDA no Sistema de Bibliotecas da
Universidade de Caxias do Sul
Ana Guimarães Pereira

�Experiência de implementação do RDA na Biblioteca do Congresso Nacional do
Chile
Ángela Quiroz Ubierna
Implementação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Clarissa Jesinska Selbach
Apresentação de trabalhos
O Catálogo de biblioteca e o Resource Description and Access (RDA): os efeitos do
código nas interfaces dos resultados de busca
Heytor Diniz Teixeira; Rachel Cristina Vesu Alves
Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Clarissa Jesinska Selbach; Anamaria Ferreira; Loiva Duarte Novak; Lucas Martins Kern
Modelagem de Publicações Seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Rhuan Henrique Alves de Oliveira; Fabiano Ferreira de Castro
Segunda-feira, 08 de novembro de 2021
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=3MWTpnfMSVM
Eixo 3: Aspectos tecnológicos aplicados ao RDA
Metadados: novos horizontes com a RDA
Ana Carolina Simionato Arakaki
RDA visto a 30 mil pés
Liliana Giusti Serra
RDA e os metadados bibliográficos
Rachel Cristina Vesu Alves
Espaço dos apoiadores
Gestão de metadados com o FOLIO: BIBFRAME, RDA e KnowledgeBases
Michelângelo Mazzardo Marques Viana (EBSCO)
Apresentação de trabalhos
CIDOC-CRM E O BIBFRAME: integração de metadados
Ezequiel Rodrigues da Silva Leandro; Felipe Augusto Arakaki
RDA e a nova geração de catálogos: explorando o Linked Data
Letícia Bonetti; Ana Carolina Simionato Arakaki

�Quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=cQ0DwxNfZNU
Eixo 4: Ensino e pesquisa no RDA
Catalogação Bibliográfica: um ensino interdisciplinar para uma aplicação em
linguagem simples
Fernando Modesto
O kairos para uma formação catalográfica crítica
Filipe Reis
O ensino de catalogação no Brasil: contexto histórico e desafios contemporâneos
Marcos Leandro Freitas Hübner
Apresentação de trabalhos
Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Felipe Augusto Arakaki; Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez; Ana Carolina
Simionato Arakaki
RDA e FRBR em ambientes digitais
Natalia Gallo Cerrao; Fabiano Ferreira de Castro
Oficina
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=VZ3htTxggOE
Dublin Core: princípios e fundamentos
Felipe Augusto Arakaki
Sexta-feira, 12 de novembro de 2021
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DXHVLmXcmJ8
Encerramento
Palestra de encerramento: “Contextos do RDA na América Latina”
Filiberto Felipe Martinez Arellano
Encerramento
Comissão Organizadora do II Encontro de RDA no Brasil

�Sumário
Apresentação................................................................................................................................................10
Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino
e a aplicação da linguagem simples ................................................................................................. 11
Fernando Modesto
O kairos para uma formação catalográfica crítica ..................................................................... 21
Filipe Reis
Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA ................................................ 31
Felipe Augusto Arakaki, Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez,
Ana Carolina Simionato Arakaki
Contextos de la aplicación de RDA en América Latina ........................................................... 37
Filiberto Felipe Martínez Arellano
O RDA visto a 30 mil pés ....................................................................................................................... 46
Liliana Giusti Serra
Implementação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS ..................................................... 52
Clarissa Jesinska Selbach
O catálogo de biblioteca e o Resource Description and Access (RDA):
os efeitos do padrão nas interfaces dos resultados de busca ................................................. 58
Heytor Diniz Teixeira, Rachel Cristina Vesu Alves
Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS ........ 68
Clarissa Jesinska Selbach, Anamaria Ferreira, Loiva Duarte Novak, Lucas Martins Kern
Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA ....... 77
Rhuan Henrique Alves de Oliveira, Fabiano Ferreira de Castro
Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação ................................................................. 83
Ana Carolina Simionato Arakaki
CIDOC-CRM e o BIBFRAME: integração de metadados ......................................................... 90
Ezequiel Rodrigues da Silva Leandro, Felipe Augusto Arakaki
Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais ............................. 97
Natalia Gallo Cerrao, Fabiano Ferreira de Castro
RDA e a nova geração de catálogos: explorando o Linked Data ........................................ 105
Letícia Guarany Bonetti, Ana Carolina Simionato Arakaki

�Apresentação
Nesta publicação reunimos textos apresentados durante o II Encontro de RDA no
Brasil, realizado nos dias 01, 03, 05, 08, 10 e 12 de novembro de 2021, de forma remota, com
transmissão on-line. O Encontro foi promovido pelo Grupo de Trabalho em Catalogação (GTCAT) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e
Instituições (FEBAB), pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa e Extensão em Biblioteconomia e
Ciência da Informação (LABIB) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e pelo
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), contando também
com o apoio da EBSCO Information Services e do ITMS Group.
O Encontro de RDA no Brasil teve origem em 2019 e, nesta segunda edição, contou
com aportes teóricos e práticos do Resource Description and Access (RDA) e de temas
correlatos, tais como ensino de catalogação, modelos conceituais do universo bibliográfico,
vocabulários e padrões de metadados, conceitos e tecnologias de Linked Data, trazendo um
retrato não só das pesquisas, discussões e aplicações nacionais, mas, também, da própria
evolução destes instrumentos da catalogação.
Em 2021, durante os 6 dias do Encontro, foram realizadas 23 apresentações, entre
palestras, apresentações de trabalho e oficina, com resultados de pesquisas e relatos de
experiência em quatro eixos: Fundamentos, Aplicações, Aspectos tecnológicos e Ensino
&amp; Pesquisa. Na abertura, Chris Oliver, bibliotecária na Universidade de Ottawa, Canadá e
atuante no desenvolvimento do RDA, iniciou o Encontro com uma visão geral do RDA,
cobrindo sua proposta e os recentes desenvolvimentos. No encerramento, Filiberto Felipe
Martinez Arellano, professor na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e
Coordenador da Biblioteca Nacional do México, apresentou um panorama da RDA no contexto
da América Latina.
As restrições impostas pela Pandemia de Covid-19 moldaram esta edição do Encontro,
que foi organizada e executada totalmente on-line, sendo transmitida gratuitamente a partir
do Canal da FEBAB no YouTube. Com estes Anais, com os vídeos do Encontro disponíveis no
Canal e com as apresentações disponíveis no Repositório FEBAB, socializamos os saberes
comunicados e construídos durante o Encontro, estendendo seu alcance além pelo tempo e
espaço. Agradecemos a todas as pessoas que tornaram este Encontro possível: palestrantes,
autores, mediadores, avaliadores, apoiadores, organizadores e participantes, e desejamos uma
boa leitura!
Comissão Organizadora do II Encontro de RDA no Brasil

�II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu
ensino e a aplicação da linguagem simples
Descriptive catalog: brief reflection on its teaching and the
application of plain language

Fernando Modesto
Professor na Universidade de São Paulo (USP). Graduação e Mestrado em Biblioteconomia e
Documentação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Doutorado em Ciências da
Comunicação pela USP. Pós-Doutorado pela Universidade Carlos III de Madrid, Espanha.
Experiência acadêmica na área da Ciência da Informação – Biblioteconomia.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1070631453914536
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0535-5471
E-mail: fmodesto@usp.br
Resumo
Testemunha-se uma grande revolução na tecnologia da informação e comunicações. Revolução que se
reflete na publicação e no acesso a recursos de informação. Neste aspecto, a intenção deste texto, ao
comentar o ensino da catalogação, é o de demonstrar como a boa instrução e/ou orientação que
contribua com conhecimentos e habilidades pode contribuir para uma atividade catalográfica inovadora.
Ressaltar a importância de um ensino mediado pelo aporte teórico, sustentado em uma aplicação
técnica. Em termos metodológicos, trata-se de uma reflexão descritiva, baseada em levantamento
bibliográfico. Considera-se que uma boa formação no ensino da catalogação deve habilitar o futuro
bibliotecário a exercer a atividade catalográfica de forma produtiva e inovadora.
Palavras-chave: Catalogação Descritiva. Ensino Catalográfico. Linguagem Simples. Formação
Profissional. Bibliotecário de Catalogação.
Abstract
We are witnessing a great revolution in information and communications technology. Revolution that is
reflected in publication and access to information resources. In this aspect, the intention of this text,
when commenting on the teaching of cataloging, is to demonstrate how good instruction and/or
guidance that contributes with knowledge and skills can contribute to an innovative cataloging activity.
Emphasize the importance of teaching mediated by theoretical support, supported by a technical
application. In methodological terms, it is a descriptive reflection, based on a bibliographic survey. It is
considered that a good training in the teaching of cataloging should enable the future librarian to
exercise the cataloging activity in a productive and innovative way.
Keywords: Descriptive Cataloging. Cataloging Teaching. Plain Language. Professional qualification.
Cataloging Librarian.

�Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples
Modesto

12

1 Introdução
Nas últimas duas décadas, testemunha-se uma revolução na tecnologia da informação
e comunicações. Cenário de desafios aos bibliotecários que se encontram operando em
ambiente híbrido (tradicional e eletrônico), onde devem exercer suas funções com diferentes
ferramentas tecnológicas e novos processos de controle bibliográfico. Além das regras
tradicionais de catalogação anglo-americanas, das ferramentas de classificação e dos
cabeçalhos de assuntos utilizados há muito tempo, surgiram novas estruturas bibliográficas.
Na vanguarda tem-se a normativa Recursos: descrição e acesso – RDA, e esquemas de
metadados como Dublin Core e BIBFRAME, que exigem habilidades para gerenciar a
informação. Assim, ressalta-se a importância de um ensino mediado pelo aporte teórico e
técnico, em procedimento que auxilie a transformar e aprimorar os processos catalográficos,
em benefício do usuário. Em termos metodológicos, trata-se de reflexão descritiva, baseada em
levantamento bibliográfico, com abordagem na atuação de personalidades históricas do
campo. Destaca-se aspecto da comunicação social nos serviços e produtos catalográficos, por
meio de uma linguagem simples.

2 O Ensino da Catalogação: entre a prática e a teoria
Mateoré e Lencinas (2020) comentam que o lançamento da RDA gerou desafios de
implementação para as bibliotecas. Um destes desafios está relacionado ao ensino em cursos
de Biblioteconomia. Alertam para o escasso interesse pela normativa, seus aspectos básicos e
exemplos de aplicação. O próprio Comitê de Teste RDA publicou recomendações para que os
programas de biblioteconomia garantissem aos estudantes familiaridade com os conceitos e
terminologias dos requisitos funcionais e os princípios catalográficos; além do potencial dos
dados vinculados. As autoras destacam que os programas de formação, nos Estados Unidos,
enfatizam o ensino teórico. Entretanto, se o objetivo é formar catalogadores coerentes em criar
registros, como não considerar a necessidade de saber como encontrar e localizar materiais,
como e porque estruturar registros e procedimentos de sua recuperação. Segundo Hixson
(2005), a ALCTS (Association for Library Collections &amp; Technical Services), por meio de seu
Grupo de Trabalho desenvolveu pesquisa onde mostra que os conhecimentos e habilidades em
torno dos padrões catalográficos e de classificação tradicionais continuam sendo relevantes, no
atual entorno digital.
No Brasil, as bibliotecas seguem lentas na adesão para a RDA, mantendo dominante a
catalogação tradicional. O ensino da catalogação amplia a carga de conteúdo entre temas

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples
Modesto

13

antigos e novos. Na atualidade, o ensino utiliza de modelos pedagógicos; recursos visuais;
jogos; visitas didáticas; análise de catálogos e ferramentas de descoberta; palestras;
laboratórios; softwares livres ou comerciais. Alternativas necessárias, não eliminatórias na
busca por metodologias que contribuam para além das habilidades catalográficas operacionais.
A formação ajuda no desempenho profissional, embora um perfil vocacionado e inovador
influencie. A história da catalogação apresenta exemplos de desempenho inovador.
2.1 Zenódoto de Éfeso (323 ou 333 - 260 a.C.) e Calímaco de Cirene (310 - 240 a.C.)
Zenódoto, era intelectual, tutor dos filhos do rei e chefe da biblioteca de Alexandria.
Estabeleceu sistema de armazenamento para obras, ordenadas de acordo com a natureza do
seu conteúdo (verso, prosa, literário, científico). Inova ao implementar a ordem alfabética
como um modo de organização da coleção bibliográfica. Recruta e treina uma equipe
composta de classificadores, inspetores, atendentes, pajens, copistas, restauradores, entre
outros. Calímaco sucedeu a Zenódoto e foi o responsável pela catalogação. Contribuiu com as
Pinakes – “Tábuas das pessoas eminentes em todos os ramos da aprendizagem, junto com uma
lista de seus escritos”. Uma compilação bibliográfica de textos gregos, composto de 120 livros.
Dividia-se por categorias, ordenadas pelo nome de autores e títulos. Cada autor possuía uma
breve biografia. (CASSON, 2018, p. 50). As tábuas forneciam aos usuários facilidade para
encontrar os documentos. Personagens dominantes na fase inicial da erudição alexandrina,
eram focados em literatura e pensaram modelos biblioteconômicos inovadores. Ambos
identificaram problemas e aplicaram soluções.
Certamente, há outros exemplos na história da catalogação bibliográfica, mas
seleciona-se os três gênios da catalogação: Panizzi, Cutter e Lubetzky. Assim considerados por
Gorman (1968), porque depois deles nada mais foi feito a favor de regras mais intuitivas, e que
se tornassem compatíveis com o conhecimento dos usuários do catálogo.
2.2 Antony Panizzi (1797 – 1879)
Panizzi ao aceitar o cargo de bibliotecário no Museu Britânico, depara-se com o
desafio de reorganizar a coleção e o catálogo. Redefine procedimentos, grupo de trabalho e
mudanças dos processos. Inovando a catalogação e o catálogo, inclusive nos valores sociais da
finalidade catalográfica. Entende que o catálogo deve servir para democratizar o acesso à
informação a todos igualitariamente. Escreveu, em 1836, no relatório aos curadores do museu,
que o seu trabalho “é facilitar o acesso às obras que fazem parte da coleção” (BATTLES, 2003,

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples
Modesto

14

p. 132-133). Panizzi era impulsionado por suas raízes progressistas. Impulsos estes que ele
deixa claro ao escrever no relatório:
Eu quero que o estudante pobre tenha os mesmos recursos que o homem
mais rico deste reino para satisfazer sua vontade de aprender, desenvolver
atividades racionais, consultar autoridades nos diversos assuntos e
aprofundar-se nas investigações mais intricadas. Acho que o governo tem a
obrigação de dar a esse estudante a assistência mais generosa e desprendida
possível. (BATTLES, 2003, p. 132-133).

Indica que o catálogo deve ser mais que uma listagem de obras, um instrumento de
colaboração à transformação social. Sob este contexto social, ensinar RDA deve servir para
aperfeiçoar a função dos catálogos na promoção das liberdades intelectuais e justiça social.
2.3 Charles Ammi Cutter (1837-1903)
A personalidade que fixou a estrutura básica do registro catalográfico, dentre outras
contribuições para a catalogação. Trouxe um senso de respeito e liderança para a profissão, ao
exercer papel ativo na gestão de bibliotecas, atividades acadêmicas, ensino e ativismo
equilibrado no âmbito profissional. Deu um toque de inteligência e humor no relacionamento
com as pessoas. De origem humilde, o seu prenome “Ammi” tem significado bíblico “meu
povo”. Órfão, foi criado pelas tias paternas. A escolha pela biblioteconomia, ocorreu com a
nomeação como assistente na biblioteca de Harvard. Certamente, contribuíram para sua
decisão, o ambiente da catalogação, a sua natureza tranquila, a paixão pela literatura e a
influência da tia bibliotecária ou de algum bibliotecário-chefe. Seja qual for a razão, sua opção
beneficiou bibliotecas, a profissão e os usuários. Resultado de um trabalho dedicado à
eficiência do acesso à informação por meio do desenvolvimento de um sistema de catalogação.
Ao começar a trabalhar no Harvard College, em 1860, auxilia na compilação de um fichário
com mais de 100.000 volumes, que incluía autores e índice de categorias em ordem alfabética.
Simultaneamente, desenvolve um catálogo para a Biblioteca Pública de Boston. A experiência
com a catalogação, obtido nas bibliotecas, o prepara para aceitar a nomeação como
bibliotecário do Boston Athenaeum, em 1869. Onde efetua mudanças na política bibliográfica
com uma abordagem proativa na gestão da biblioteca e a comunidade usuária. Na posição de
autoridade, ele implementa inovações no sistema de classificação em uma das bibliotecas mais
importantes do país, por abrigar a maior coleção de livros clássicos. Ao revisar o catálogo do
Athenaeum, ele desenvolve um novo, com 3.402 páginas. Além dos elogios pelo trabalho
realizado, a sua credibilidade cresce entre os mantenedores da instituição. Isso favorece a
publicação das suas regras para um Catálogo Dicionário, em 1875. (CUTTER, 1931). Cutter se

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples
Modesto

15

construiu como bibliotecário, influenciado por mentores e desenvolvendo trabalhos
significativos

em

instituições

importantes.

Forjado

no

enfrentamento

da

gestão,

desenvolvimento de coleções e construção de catálogos. Entre os seus princípios de
catalogação, a orientação à conveniência do público. (GORMAN, 1968).
2.4 Seymour Lubetzky (1898-2003)
É considerado o maior teórico de catalogação descritiva. Nascido na Bielo-Rússia,
estudou literatura e línguas, antes de imigrar para os Estados Unidos onde diplomou-se em
línguas, na UCLA (1931). Em 1932, a University of California concedeu-lhe o título de mestre
em línguas alemãs e em biblioteconomia. Começa a trabalhar como catalogador na UCLA, e a
publicar artigos sobre sistema e princípios de catalogação. Os textos influenciam a área. A
sínteses de sua percepção da catalogação era a da “catalogação racional e funcional”. Para
Campbell e Fost (2004), Lubetzky utilizava a distinção entre obras e edições para esclarecer o
propósito do catálogo. Ser uma ferramenta bibliográfica, em oposição a uma lista de inventário
ou uma ferramenta de referência. O catálogo, especialmente aquele que segue
escrupulosamente as regras de entrada principal, funciona muito mais do que uma lista de
inventário, pois orienta o usuário em uma estrutura bibliográfica coerente, preenchida por
obras e edições, todas ligadas por relações intrincadas.
[...] a função da biblioteca é fornecer aos seus usuários não apenas os
materiais de que precisam, mas também a orientação "bibliográfica"
necessária para os ajudar a fazer o uso ideal dos materiais, então o catálogo
terá de ser feito para informar a um pesquisador em busca de um livro não
apenas se a biblioteca tem esse livro, mas também quais outras edições e
traduções da obra que a biblioteca tem […] Mas há ainda outra relação
“bibliográfica” de interesse direto e indireto para muitos usuários do
catálogo: é a inter-relação entre as obras de um autor. Mostrar quais obras a
biblioteca possui de um determinado autor é de interesse direto para muitos
usuários envolvidos, não com qualquer livro ou obra em particular, mas sim
com um autor específico que pode ser representado por suas obras na
biblioteca. (LUBETZKY [1969, p. 271], citado por CAMPBELL; FOST, 2004, p.
29).

A criação de uma ferramenta bibliográfica como a que Lubetzky descreve requer
tempo, experiência, treinamento e recursos. Na análise dos seus princípios, descobre-se que a
comunidade dos usuários está no cerne da catalogação convencional de duas maneiras
diferentes, mas igualmente importantes. Em primeiro lugar, a sua defesa pela entrada principal
sob a qual são agrupadas e ordenadas em torno dos autores como entidades definidoras. O
catálogo deve fornecer representações de autores, da mesma forma que as representações de
documentos, edições e obras. Esses “autores”, representados por registros de autoridade de

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples
Modesto

16

pessoais e entidades coletivas, formam uma parte essencial do catálogo enquanto ferramenta
bibliográfica. Em segundo lugar, a ênfase na edição que representa um dispositivo para
fomentar a comunidade. Nos catálogos modernos, a edição é a entidade fundamental que
desencadeia a criação de novos registros bibliográficos: é a coleção de todas as cópias de um
item que vêm de uma única cópia master e, portanto, podem ser consideradas idênticas.
Elizabeth Eisenstein (citada por CAMPBELL; FROST, 2004), comenta que o surgimento
da imprensa revolucionou o aprendizado na Europa. Em especial, pela criação de cópias
idênticas de textos, o que possibilitou uma colaboração frutífera e a construção de
conhecimento através do tempo e da distância entre as pessoas, algo que era, até então, quase
impossíveis. “[As primeiras edições impressas] eram suficientemente uniformes para que
estudiosos em diferentes regiões correspondessem uns aos outros sobre a mesma citação”.
(CAMPBELL; FROST, 2004, p. 35, tradução nossa). Neste sentido, o usuário do catálogo usa
uma ferramenta que foi projetada para a colaboração intelectual, e no qual ao identificar
textos idênticos e diferenciar textos diferentes, torna possível um intercâmbio significativo.
Lubetzky era crítico da tendência de as normativas catalográficas conterem regras específicas
destituídas de coerência ou princípios elucidativos. Combatia os movimentos interessados em
simplificar o máximo as regras, para pagar baixos salários. Enquanto outros grupos defendiam
que os catalogadores contassem com recursos baseados em uma catalogação rica em regras e
pobre em princípios e que pudessem ser executadas sem o julgamento do catalogador. Um
ponto a salientar sobre as personalidades narradas, é as instituições nas quais atuaram e que
tiveram influência nas contribuições e desenvolvimento de um perfil inovador.
2.5 Melvil Dewey (1851 – 1931)
Na tradição da biblioteconomia, a aprendizagem ocorria com cada profissional
treinando os seus sucessores nos conceitos e práticas da área. Antes de 1850, para trabalhar em
biblioteca não era necessário capacitação formal. Após a criação de legislação estabelecendo
bibliotecas públicas como serviço gratuito, há aumento na demanda por pessoal. De 1850 a
1900, o ensino superior norte-americano caracteriza-se por uma proliferação e evolução de
universidades e faculdades, como instituição de ensino e pesquisa. A situação demanda a
necessidade de coleções suplementares de pesquisa e exacerbam a busca por bibliotecários
capacitados em organizar e administrar os materiais. A concepção popular do profissional era
a de um estudioso, dedicado ao cuidado dos livros. Embora Dewey tenha estabelecido a
primeira escola de Biblioteconomia na Columbia College, em 1887, a instituição não era
favorável a uma educação técnica e evitava essa ênfase para os estudos profissionais. Dewey

II Encontro de RDA no Brasil

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estava preocupado com a desorganização dos livros, e esquematizou procedimentos
operacionais para biblioteca. Pensou maneiras de capacitar o pessoal de forma superior à
prática recorrente de treinamento em serviço. Ele propôs um curso de biblioteconomia com
ênfase "em um aprendizado sistemático em Ciência das Bibliotecas”. Complementar ao ensino
ministrado, fundou empresa, a Library Bureau para venda de mobiliários e suprimentos para
bibliotecas. Obcecado com a eficiência, a autoridade e a hierarquia, defendia que as bibliotecas
deveriam privilegiar menos as obras e mais a maneira de organizá-las e disponibilizá-las. Para
isto, se adotasse a padronização generalizada da atividade: “não apenas os esquemas de
catalogação, como também o tamanho das fichas e da sala de fichários deveriam ser os
mesmos em todas as bibliotecas”. Ele escreveu, na primeira edição do American Library
Journal que – “catalogar, indexar e tudo aquilo que envolve essas atividades são coisas que
devem ser feitas de uma vez só para todas as bibliotecas, com enorme economia para cada
instituição [...]”. Desse modo, uma porcentagem bem maior do orçamento poderia ser gasta
em livros. Ele pesava em regras que servissem para qualquer biblioteca. (HALL-ELLIS, 2011, p.
126; BATTLES, 2003, p. 143).
Quando a Universidade de Chicago abriu seu programa de pós-graduação em
Biblioteconomia, em 1926, a teoria tornou-se parte integrante dos currículos. Dewey advertiu
que tais escolas tinham valor pedagógico duvidoso por não seguirem padrões. Mas, desde
1923, tornou-se consenso entre a American Library Association (ALA) e os principais
empregadores em bibliotecas de que a educação bibliotecária deveria ocorrer dentro do
contexto da pós-graduação universitária. (Hall-Ellis, 2011).
Apesar de inovador em vários aspectos, Dewey contribuiu para um processo de
capacitação que restringia a liberdade criativa do bibliotecário. Valorizava procedimentos
operacionais na execução das atividades e na quantificação dos resultados. Na atualidade, as
atividades de tratamento da informação tornam-se mais diversificadas. Segundo Hill (2011), as
pessoas que antes podiam aplicar um único conjunto de regras aos recursos informacionais
para construir um catálogo bibliográfico, agora fazem uso de vários padrões em formatos
diversos de recursos, para construir ferramentas distintas de descoberta. Catalogadores se
tornaram agora especialistas em metadados. O problema é a sua invisibilidade e
desconhecimento. A atividade catalográfica é desconhecida para a maioria dos usuários.
Na questão do ensino da RDA, a normativa delibera a representação dos dados legíveis
pelo usuário, para favorecer as tarefas destes na comunicação com a coleção da biblioteca. Este
é um ponto de valores humanos já comentados.

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3 A Linguagem Simples
Com novos conceitos envolvidos na transformação da catalogação descritiva, salientase que os dados precisam ser mais claros à compreensão humana. Assim, têm-se o conceito da
“linguagem simples”, como um recurso aplicável aos registros bibliográficos, emoldurados na
interface pública do catálogo. A informação precisa ser compreendida pelo público em suas
diversas faixas etárias e níveis instrucionais. (MOTA; WAECHTER, 2015).
Para Silva e Vitorano (2021, p. 304), a linguagem deve servir ao leitor para melhorar a
compreensão precisa da mensagem bibliográfica. Para que possa de maneira rápida e fácil
encontrar e decidir sobre a informação que deseja. Neste aspecto, a essência da linguagem
simples é realçada ao se destacar que “linguagens burocráticas, institucionalizadas,
especializadas, com termos nebulosos, frases evasivas, parágrafos tortuosos, com escritas ruins
ou complexa, podem e devem ser combatidas usando uma linguagem com estilo claro e
simples”. Aspectos que é encontrado em registros bibliográficos, decorrente de regras
marcadas por expressões, como: “Belfasf [i. e. Dublin s. n], 1982”; “[S.l]; [18–?]”; “[ca. 1960]”;
“1 diaf. (70 fotogr.) : color.; 35 mm + 1 v. (39 p. ; 22 cm)”. Situação em que se pode aplicar
conceitos de “linguagem simples” para apoiar formas melhores de comunicação social.
A “Linguagem Simples” (Plain Language), pode ser considerada uma linguagem
desburocratizada por servir a uma filosofia ou tendência em favor do uso de escrita
compreensiva. Objetiva tornar o texto apreensível para o público, sendo uma alternativa para
fazer do trabalho bibliotecário algo assimilável socialmente. Ressalte-se que a RDA prega a
clareza dos registros bibliográficos, entretanto, a escrita catalográfica clara deve estar na
cultura da catalogação brasileira, independente das normativas utilizadas. A biblioteca lida
com todos os extratos sociais, no qual se inclui o nativo digital e a realidade do analfabeto
funcional (AF). Em termos de país, de cada dez brasileiros, três são considerados AF,
conforme dados do IBGE. Do total estimado de 213.464499 milhões de brasileiros, 12%
possuem um nível de “proficiente”, indicador mais alto da escala. O Indicador de Alfabetismo
Funcional (Inaf) que avalia o grau de analfabetismo da população, entre a faixa de 15 a 64
anos, em pesquisa de 2018, apontou que 96% dos alunos que ingressaram ou concluíram o
ensino superior foram considerados alfabetizados funcionais. Porém, apenas 34% deste público
atingiram o nível de proficiência, sendo que 38% não dominam habilidades básicas de leitura e
escrita. (SUFFAIR, 2021).

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4 Considerações finais
Uma boa formação no ensino da catalogação deve habilitar o futuro bibliotecário da
catalogação a exercer a atividade catalográfica de forma produtiva e inovadora. Uma profissão
que seja impulsionada pelo medo da obsolescência, teme até mesmo olhar dentro de si para se
aprimorar. Devemos seguir construindo uma catalogação melhor, com valores sociais e
orientada a servir inovadoramente ao público brasileiro.

Referências
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International Conference CIDI 2015 [Blucher Design Proceedings, num. 2, vol. 2]. São Paulo:
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SUFFAIR, M. do C. Analfabetismo funcional e a realidade brasileira. D24am, 15/08/2021.
Disponível em: https://d24am.com/artigo/mariadocarmoseffair/. Acesso em: 02 de nov. 2021.

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O kairos para uma formação catalográfica crítica
The kairos for a critical cataloging formation

Filipe Reis
Professor na Universidade Federal de Goiás (UFG). Doutorando em Ciência da informação na
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3400342257925895
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1446-6982
E-mail: filipereis@ufg.br
Resumo
Apresenta reflexões sobre a educação catalográfica crítica. O surgimento do código RDA ( Resource
Description and Access) é um elemento significativo para o kairos da formação catalográfica, tendo em
vista que as graduações em Biblioteconomia do Brasil estão ou vão adaptar os seus projetos políticopedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação: RDA. Nesse cenário, busca-se
refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica. Compreende-se que o
catalogador deve ter a capacidade de analisar e compreender o contexto catalográfico, com o objetivo de
criticar as contradições identificadas e produzir caminhos, caso sejam necessários. Sendo assim, se
aprendemos sem questionar, não aprendemos; na verdade, somos doutrinados. A crítica ocorre para a
progressão; se não houver o desenvolvimento, a continuidade é consciente.
Palavras-chave: Educação Catalográfica Crítica. Formação Catalográfica Crítica. Ensino de
Catalogação. Educação de Catalogação. Aprendizagem de Catalogação.
Abstract
It presents reflections about critical cataloging education. The emergence of the RDA (Resource
Description and Access) code is a significant element for the kairos of cataloging education, considering
that graduations in Library Science in Brazil are and/or will adapt their pedagogical political projects to
insert content about the “new” cataloging code: RDA. In this scenario, we seek to reflect on critical
education in the processes of cataloging education. It is understood that the cataloguer must have the
ability to analyze and understand the cataloging context, with the objective of criticizing the identified
contradictions and producing paths, if necessary. Therefore, if we learn without questioning, we do not
learn, we are actually indoctrinated. Criticism is for progression and if there is not a development,
continuity is conscious.
Keywords: Critical Cataloging Education. Critical Cataloging Formation. Cataloging Teaching.
Cataloging Education. Learning to Catalog.

1 Introdução
Na mitologia grega, podemos identificar, pelo menos, duas formas de expressar o
tempo. O vocábulo chronos (do latim Chronus, do grego Χρόνος) caracteriza o tempo numa

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disposição em que se pode localizar qualquer evento específico. Nesse sentido, o tempo é
quantificável, linear, mensurável, sequencial, numerável. Ele é proposto em instrumentos que
medem o cumprimento da duração, como relógios e calendários. No entanto, a experiência do
tempo pode ser apreendida por meio de outro sentido. Kairos (do grego καιρός) é definido
como o momento ou como a ocasião de criar significado. Ele é de natureza qualitativa; é “o
momento oportuno”, “certo” ou “supremo” para agir (RAMALHO, 2020). Kairos é um momento
de parada; um ponto infinito no tempo; um plenum dentro de um ponto.
Levando em conta os sentidos de kairos, defende-se que a formação catalográfica
dispõe de um momento oportuno para analisar e repensar o ensino, o currículo, a
aprendizagem, as políticas educacionais, os materiais pedagógicos etc. Esse é um momento de
criar modos educacionais. Isso significa qualificar o processo e os seus dispositivos
catalográficos. A conjectura catalográfica hodierna está expressa por meio de um acúmulo de
conhecimento e de uma constituição de novos modelos conceituais, novos formatos de
metadados, mutações nas tecnologias, modificações e inclusões de perfis de usuários, além de
novos códigos de catalogação. Esse contexto oportuno propicia a análise e a reanálise dos
costumes formativos do catalogador. O surgimento do código RDA (Resource Description and
Access) é um elemento significativo para o kairos da formação catalográfica, tendo em vista
que as Graduações em Biblioteconomia do Brasil estão ou vão adaptar os seus projetos
político-pedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação: RDA. Nesse
cenário, busca-se refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica.
As normas catalográficas, resultantes de uma constituição cultural, são criações
humanas, que estão em transições e em disputas simbólicas ligadas a interesses e a objetivos
variados sobre os entendimentos de usuário. Esses elementos devem ser constantemente
reanalisados para as devidas adaptações, pois quem controla os modos/sentidos de catalogar
arbitra sobre os valores.
Inicialmente, as normas catalográficas foram constituindo-se de acordo com o seu
contexto; ou seja, elas emergiam para lidar com as demandas das instituições. Todavia, o
último século, principalmente, foi marcado pela elaboração de normas catalográficas que não
se limitavam a uma instituição, a uma rede de instituições similares ou a uma nação. Exemplo
exponencial disso é o código AACR, que foi traduzido para mais de 20 idiomas, sendo utilizado
por povos de diferentes culturas, apesar das inúmeras críticas sobre a preponderância da
cultura anglo-americana expressa nesse código. Vale ressaltar que o abrangente uso do AACR
não é absoluto nem universal; vários países utilizam as suas próprias regras catalográficas,
além haver várias instituições que elaboraram ou adaptaram regras catalográficas, pois não

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encontraram no AACR ou em qualquer outro código regras compatíveis com as necessidades
dos seus usuários e com os interesses da instituição.
Nessa conjuntura, emerge o RDA para substituir o AACR, tendo em vista as novas
estruturações tecnológicas, os modos de formulações das obras na contemporaneidade, as
necessidades dos usuários, entre outras questões. Entre os diferentes aspectos acerca desses
dois códigos, Frederick (2018) afirma que: “no passado, os catalogadores trabalhavam com
‘regras de catalogação’ e políticas, mas em um ambiente de catalogação rda existem
‘instruções’, diretrizes e ‘políticas’.”1 (FREDERICK, 2018, p. 19, tradução nossa, grifo nosso).
Embora a sinalização dessas mudanças seja importante, basilar é pensarmos como lidamos,
relacionamos, interagimos, usamos, reconhecemos, cotejamos etc. qualquer código/norma
catalográfica. Isto é, pouco adianta mudar a concepção de regra para a diretriz, se
continuarmos lidando com novos códigos da mesma forma que outrora. Partirmos do
entendimento de que o catalogador é um profissional com formação acadêmica e precisa
prezar por certas precauções fundamentais para a catalogação.
A fim de evitar análises e ações catalográficas reduzidas, o catalogador deve tomar
certos cuidados e certa prudência. A Figura 1 apresenta uma sistematização parcial de
precauções fundamentais para a catalogação. Veja que há duas fases antes do ato de catalogar:
a definição dos princípios da catalogação e as deliberações catalográficas. Isto é, antes de
catalogar, o bibliotecário tem uma série de análises e de decisões para serem tomadas. Para
catalogar um documento de uma forma ou de outra, ele precisa determinar sob quais regras a
catalogação vai ocorrer e se as suas escolhas vão estar alinhadas a certos princípios. Ainda que
o catalogador não tenha em mente, de forma clara, quais princípios regem as suas deliberações
catalográficas, ele está seguindo certos princípios sem perceber, e, consequentemente, as
decisões ocorrem sem consistência.

1

No original: “In the past, catalogers worked with “cataloging rules” and policies but in an RDA cataloging
environment there are “instructions,” guidelines and “policies.” (FREDERICK, 2018, p. 19).

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Figura 1 – Precauções fundamentais para catalogar

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os princípios e as regras catalográficas são distintos. Os princípios apresentam uma
textura aberta. Eles não são válidos ou inválidos; são sempre levados em consideração, e a sua
aplicação se dá pelo seu pensamento, ou seja, pela importância de sua aplicação em tal
contexto. As regras têm textura fechada: elas são tudo ou nada. Se uma regra contradiz outra,
uma delas será inválida. As regras são razões mais definitivas; se satisfeitas, são aplicadas. Elas
são mais detalhadas. As regras são fixas, enquanto os princípios são mandamentos de
otimização contextual. Assim, os princípios são aplicados em doses máximas, médias ou
mínimas. Os princípios sempre são aplicados.
Nesse contexto, a partir da Figura 1, utilizaram-se os princípios da Declaração dos
Princípios Internacionais da Catalogação, publicada pela IFLA (2018). Poderiam ser outros
princípios, mas acreditamos que esses são suficientemente pertinentes para a exemplificação.
Veja que, entre todos os princípios, um é determinante: interesse do usuário 2. Ou seja, todos os
outros princípios, mesmo sendo relevantes, não podem se sobrepor a esse princípio. Sendo
assim, a decisão de quais regras/diretrizes utilizar deve ser justificada a partir do primeiro
princípio, e não por questões de interoperabilidade, ou pior, simplesmente em razão de
determinada regra ser uma novidade. Após a definição de princípios e após deliberar com base
neles, o catalogador vai realizar a catalogação como hipótese, que será confirmada se ela
funcionar, ou seja, se o usuário conseguir exercer as suas funções no processo de busca por
documentos.

2

No original: “Convenience of the user”.

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Otlet afirma que: “Uma biblioteca não existe por si só. É preciso formá-la [...]. Ela não
é um amontoado de livros.” (OTLET, 2018, p. 535). Organizar é preciso! A catalogação pode ser
compreendida como uma subárea e como um conjunto de procedimentos catalográficos. Como
subárea, a catalogação é compreendida como arte por Cutter (1904), como ciência por
Ranganathan (2009), como estudo por Mey e Silveira (2009) e como disciplina científica por
Alves e Santos (2013). Como um conjunto de procedimentos, a catalogação tem sido fruto de
uma estrutura curricular. Essa base curricular, porém, nem sempre corresponde a uma
estrutura sociopolítica unificada e nem mesmo a uma coexistência ativa e interatuante. Toda a
amplitude da catalogação se rompe em disciplinas singulares, algumas delas bem pouco
viáveis como um cenário dentro do qual uma teoria geral da catalogação possa realizar as suas
potencialidades. A unidade empírica do ato catalográfico jamais funcionou como um fator de
unificação, porque as distintas influências constitutivas dos processos catalográficos
coexistiram, mas com pouca convivência, ao logo do tempo.
Nesse entendimento, intenta-se aproveitar esse kairos, ou seja, esse tempo oportuno,
para uma formação catalográfica crítica endereçada aos bibliotecários. A educação é um
“processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral [...]” (CUNHA, 2010, p.
235). A educação como processo de transmissão e de aprendizagem se realiza por meio dos
dispositivos culturais, ou seja, dos dispositivos de uso, produção e comportamento que
possibilitam que os grupos humanos sejam capazes de satisfazer as suas necessidades
fisiológicas, afetivas e pessoais. Nesse contexto, a educação catalográfica visa a um conjunto
de questões que objetivam modos de formação do catalogador. Ela compreende o ensino, o
currículo, a aprendizagem, o desenvolvimento de competências, as políticas educacionais, o
planejamento educacional e assim por diante. Vale ressaltar que esses temas estão totalmente
associados, porém, têm suas particularidades.
Figura 2 – Educação catalográfica

Fonte: Elaborado pelo autor.

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A literatura sobre educação catalográfica mostra os problemas recorrentes
relacionados a esse processo educacional. Autores como Henderson (1987), Turvey e Latarte
(2002), Joudrey (2002) e Intner (2002), entre outros, expuseram essas questões. De forma
suscita, destacam-se algumas das adversidades da Educação Catalográfica: a controvérsia entre
teoria e prática; a incipiente formação histórica do catalogador; e o currículo, isto é: pensar em
quais conteúdos e materiais são primordiais para uma certa formação e no porquê de certos
conteúdos não serem ensinados; pensar em quais competências são necessárias para lidar com
as demandas catalográficas; e pensar na formação de um senso crítico do catalogador.
Uma formação catalográfica crítica tem sido sinalizada na literatura da área por
autores como Lubetzky (1965), o qual chama a atenção que mesmo os mais atenciosos e
capazes, entre os discentes de catalogação, estarão fadados à confusão e à alienação, por
causa de uma ênfase indevida e não crítica às regras de catalogação. Nesse sentido, Young
(1987) ratifica que é por meio de análises críticas desenvolvidas no processo educacional que
o sujeito estará preparado para se adaptar a um ambiente em mudança e a liderar a
profissão em evolução. Arakaki (2013) afirma que são necessários currículos complementares
que possibilitem exercícios abstratos, teóricos, críticos e práticos; assim, será superada uma
formação ligada a um simples fazer tecnicista. Pereira (2013) defende que o currículo de
catalogação proporcione ao futuro profissional o desenvolvimento de uma visão crítica; além
disso, o autor defende que o currículo contribua para a área, no repensar e no fazer das suas
atividades diárias. Além disso, Olson afirma que: “O profissional deve ser capaz de conhecer
essas coisas de maneira crítica, além da mera aceitação de padrões, para que o catálogo possa
efetivamente desempenhar sua função mediadora entre a coleção e os usuários.” (OLSON,
1997, p. 52, tradução nossa, grifo nosso).
Embora a literatura aponte a relevância de uma formação crítica do catalogador, pouco
se aprofunda nessa questão. O que é crítica? Como se forma um senso crítico no catalogador?
Podemos começar pensando o que não é crítica. Quando fazemos, fazemos, fazemos e não
sabemos, porque3 isso é o prenúncio da falta de senso crítico.
A palavra “crítica” (do grego kritikós – κριτικός) indica a capacidade intelectual de
discernimento sobre algo. Isto é, essa palavra indica quando uma pessoa é capaz de julgar por
diversos pontos de vista, seja o estético, seja o lógico, seja o intelectual, ou “do ponto de vista
de uma concepção, de uma teoria, de uma experiência ou de uma conduta.” (JAPIASSÚ;
3

Fazendo alusão ao artigo: WHITE, Herb. Fazemos, fazemos, fazemos e não sabemos porque: as práticas de
catalogação clamam por uma reavaliação. Revista da Escola de Biblioteconomia, Belo Horizonte, v. 22, n. 2,
p. 257-264, jul./dez. 1993.

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MARCONDES, 2006, p. 61). A partir da filosofia kantiana, o vocábulo “crítica” ganhou
relevância na história do pensamento. Após Kant, podemos destacar alguns autores e
“movimentos” que realizaram uma miríade de estudos críticos: a) Karl Marx e Friedrich Engels,
com estudos econômicos e sociais; b) os autores da Teoria Crítica de Frankfurt: Max
Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm, Leo Lowenthal, Jürgen
Habermas, Albrecht Wellmer, Otto Apel, Walter Benjamin 4 e Axel Honneth; e c) os pósestruturalistas, influenciados pelas bases críticas kantianas e marxistas: Jacques Derrida, Gilles
Deleuze, Jean-François Lyotard; Michel Foucault, Judith Butler, Jean Baudrillard, Julia Kristeva,
Jacques Rancière e Paul Ricoeur. Esses autores são contrários a uma teoria tradicional
(HORKHEIMER, 1983), a qual é marcada pela defesa da neutralidade. Eles buscam analisar as
condições sociais, políticas, econômicas etc. das aplicações das teorias, com o objetivo de
transformar a realidade.
O pensamento crítico vai ser requisitado também na Biblioteconomia e na Ciência da
Informação. Podemos observar isso nas publicações de Leckie; Given e Buschman (2010);
Nicholson e Seale (2018); Accardi; Drabinski e Kumbier (2010); Downey (2016); Gregory e
Higgins (2013); Leung e Lopez-McKnight (2021). Isso ocorreu num contexto americano e num
contexto francês; podemos observar a perspectiva crítica na criação do Grupo de Pesquisa
sobre o Escrito e o Documento, envolvendo, entre outros, Robert Estivals, Jean Meyriat,
Pierre Albert, Jean Guenot, Jean-Marie Bouvaist e Jacques Breton (ESTIVALS, 1981). Esse
grupo buscou compreender os circuitos do escrito e do documento a partir de uma explicação
crítica de base marxista.
Uma educação catalográfica crítica deve ir além dos aspectos normativos, que visam
ao padrão ideal, e dos aspectos descritivos, que reduzem o objeto ao estagnado. O ideal e real
não são opostos. É dentro do real que se deve buscar forças favoráveis, para, em momentos
adequados, promover ou bloquear o ideal. Ou seja, é no contexto catalográfico que análises
críticas serão realizadas, a fim de discernir o quanto o ideal (tal modelo) deve ser adotado.
Algumas perguntas podem ser suscitadas numa educação crítica: Quais são as ideias
implícitas? Quais são as evidências que apoiam tal afirmação? Quais são as outras facetas
referentes a ela? Quais são os fundamentos do enunciado? O que precisa ser explorado para
esclarecer certas questões? Quais são as implicações de tal afirmação? Por que catalogamos
assim e não de outra forma? Em resumo, o catalogador deve: a) analisar e compreender o
contexto catalográfico; b) criticar as contradições identificadas; e c) produzir caminhos, caso
seja necessário. Se aprendemos sem questionar, não aprendemos; na verdade, somos
4

Considerado membro da escola por afinidade teórica, teve a sua tese rejeitada pela Universidade de Frankfurt.

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doutrinados. A crítica ocorre para a progressão; se não houver o desenvolvimento, a
continuidade é consciente.

Referências
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Instruction: Theories and Methods. Sacramento, CA: Library Juice Press, 2010.
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ACCARDI, Maria T.; DRABINSKI, Emily; KUMBIER, Alana (Ed.). Critical Library
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FREDERICK, Donna Ellen. Core competencies for cataloging and matadata professional
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�O kairos para uma formação catalográfica crítica
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Guilherme Achiles Clair Marie Isnard Filho, Nair Kobashi, Ana Regina Luz Lacerda, Antonio
Agenor Briquet de Lemos, Ercilia Mendonça, José Antonio Pereira do Nascimento, Martha
Suzana Nunes, Regina Obata, Edmir Perrotti, Ivete Pieruccini, Alice Araújo Marques de Sá,
Camila Silva, Johanna Wilhelmina Smit, Rosemeri Bernieri de Souza, Maria Carolina de Deus
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II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Desafios e estratégias metodológicas
para o ensino da RDA
Challenges and methodological strategies for RDA teaching

Felipe Augusto Arakaki
Professor do Curso de Biblioteconomia da Universidade de Brasília (UNB). Doutor em Ciência
da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5324289839207169
ORCID: http://orcid.org/0000-0002-3983-2563
E-mail: felipe.arakaki@unb.br

Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez
Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Espírito Santo
(UFES). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1072374287964657
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5480-4106
E-mail: paula.goncalez@ufes.br

Ana Carolina Simionato Arakaki
Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9896600626524397
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0140-9110
E-mail: acsimionato@ufscar.br
Resumo
A reestruturação e redesenho da Resource Description and Access apresentou desafios para o ensino de
catalogação nos cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Baseado no modelo conceitual
IFLA LRM, a RDA favorece a construção de dados de bibliotecas no contexto do Linked Data. Isso exige
uma mudança significativa nos planos de ensino de catalogação e outras disciplinas relacionadas.
Diante desta nova configuração, uma preocupação recorrente para professores de catalogação está em
como propor estratégias de ensino para bibliotecários e alunos de graduação sobre os conteúdos da
RDA? A partir dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é identificar estratégias metodológicas para o
ensino da RDA a partir da literatura existente. Como resultados e análise, foram recuperados 13
trabalhos apresentados em congressos e artigos que continham esses termos em seu título, em suas
palavras chave ou em seu resumo. Considera-se que o conhecimento de quais metodologias foram
adotadas por outros professores pode facilitar em estabelecer estratégias metodológicas para o ensino
da RDA.
Palavras-chave: RDA. Estratégias de ensino. Catalogação.

�Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

32

Abstract
The restructuring and redesign of the Resource Description and Access presented challenges for the
teaching of cataloging in the Librarianship and Information Science. Based on the IFLA LRM, RDA
favors the construction of library data in the context of Linked Data. This requires a significant change
in the teaching plans for cataloging and other related disciplines. Given this new configuration, a
recurrent concern for cataloging professors is how to propose teaching strategies for librarians and
undergraduate students about the content of the RDA? From this perspective, the objective of this work
is to identify methodological strategies for teaching RDA from the existing literature. As results and
analysis, 13 papers presented in conferences and articles that contained these terms in their title, in
their keywords or in their abstract were retrieved. It is considered that the knowledge of which
methodologies have been adopted by other teachers can facilitate the establishment of methodological
strategies for teaching RDA.
Keywords: RDA. Teaching Strategies. Cataloguing.

1 Introdução
Com a implementação de novos instrumentos da catalogação, nascem novos desafios e
perspectivas de ensino e de aprendizagem para os cursos de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Atualmente, esse desafio é notado pela inserção da Resource Description and
Access (RDA) em sala de aula. Na sua última publicação, em dezembro de 2020, a RDA foi
reestruturada e deixou de ter regras numeradas, seções, apêndices e capítulos, apresentando
uma navegação orientada por matrizes de entidades, projetadas por meio da modelagem da
IFLA Library Reference Model (IFLA LRM).
Com essa nova estrutura, os planos de ensino de catalogação que pretendem abarcar
esses novos conteúdos, precisarão ser reformulados, assim como as estratégias metodológicas
de ensino precisam ser atualizadas. Posto isto, questiona-se quais as possibilidades ou
estratégias que os cursos e disciplinas de catalogação podem oferecer aos bibliotecários e
alunos de graduação sobre os conteúdos da RDA? A partir dessa perspectiva, o objetivo deste
trabalho é identificar estratégias metodológicas para o ensino da RDA a partir da literatura
existente.
É importante lembrar que a formação de profissionais capacitados para manusear o
novo RDA, ao pensar em estratégias metodológicas para ensino e aprendizagem para a fixação
de conteúdos, demanda tempo e dedicação por parte do professor, que antes de tudo precisa
conhecer, entender e se capacitar na RDA. Desta forma, este trabalho apresentou além da
introdução, problema e objetivo, uma seção com os procedimentos metodológicos da pesquisa.
Posteriormente, foram apresentados nos resultados e discussões, 13 trabalhos e artigos
científicos que apresentaram discussões e estratégias metodológicas sobre o ensino da RDA.
Por fim, foram apresentadas as considerações finais.

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�Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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2 Procedimentos metodológicos
A pesquisa consiste em uma pesquisa exploratória na literatura científica, nacional e
internacional, sobre a temática do ensino de RDA. Para a identificação e verificação dos
resultados foi realizada uma busca nos últimos cinco anos (2016-2021) na base de dados
Library &amp; Information Science Abstracts (LISA). Foram utilizados os termos educação, ensino e
RDA para busca. A busca foi realizada ainda nos eventos: I Encontro de RDA no Brasil (2019),
nos três colóquios sobre RDA na América Latina e no Caribe (2018-2020) e no Encontro
Nacional em Ciência da Informação (2014 a 2019). Após a leitura e análise, foram identificados
os artigos que trazem o ensino do RDA como temática, descritos na seção 3.

3 Resultados e discussões
Com o intuito de verificar as estratégias metodológicas utilizadas no ensino da RDA,
foram identificados 13 trabalhos que discorrem sobre a temática de ensino da RDA. Este
universo é composto por cinco artigos e oito trabalhos apresentados em eventos específicos da
RDA, conforme elencados abaixo.
No que tange às práticas de ensino e metodologias de aprendizagem do RDA, a busca
na base de dados LISA, foi possível identificar apenas um trabalho que discutiu e apresentou
estratégias de ensino, como exercícios práticos e questionário interativos. (SHADLE; ZIRPOLI,
2019).
Guillén Jiménez e Hernández Arroyo (2020) da Universidade de Costa Rica relataram a
capacitação dos professores por meio de metodologias em aulas presenciais, com destaque
para a criação de jogos on-line na plataforma Kahoot! e um Quiz. Talavera Ibarra e Zavala
Barrios (2020) relataram a experiência de ensino no Peru, na implementação da RDA, foi feita
a capacitação de pessoal a partir de congressos e seminários e a realização de cursos e oficinas,
com atividades teóricas e práticas. Reis e Silva (2020) apresentaram em seu trabalho a
trajetória do ensino do RDA desde o ano de 2011, e apresentaram a metodologia utilizada em
aulas de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás no que diz respeito ao ensino da
RDA.
Calvo Sanches no ano de 2020, apresentou a atualização da grade curricular da Escola
de Documentação e Biblioteconomia da Universidade Nacional de Costa Rica, em que, para o
ensino da RDA, se valem do uso de metodologias ativas de aprendizagem. Lourenço, Dias,
Lima, Maculam e Aganette, em artigo publicado em 2020, relatam a experiência de ensino da

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�Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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UFMG no ensino da disciplina de Introdução de RDA, a partir do uso do manual de ensino de
RDA de Margareth Mering.
No México, Martínez Arellano, Rosa Valgañón e Espino Rivera (2019) apresentaram o
plano de ensino aprovado no ano de 2013, que diante a uma perspectiva construtivista
apontam metodologias de ensino utilizadas no ensino do RDA.
No Brasil, Lourenço e Diaz (2019), propõem um case em que o aluno deve identificar
as entidades do FRBR, fazem pesquisa exploratória no site do RDA. As autoras se basearam no
o manual “The RDA Workbook” de Margaret Merin.
No Segundo Colóquio de RDA, Calvo Sanches (2019) apresentou a incorporação da
RDA nos programas do curso da Escola de Documentação e Biblioteconomia da Universidade
Nacional de Costa Rica. No mesmo evento, Durán Garzón (2019) explanou sobre a formação e
atualização do pessoal na biblioteca Acadêmica da Colômbia. Entretanto, nenhum registro dos
dois trabalhos foram encontrados.
Em seu artigo Sandle (2019), apresentou os conteúdos do Workshop Introduction to
Serials Cataloging with Resource Description and Access (RDA) e a metodologia utilizada para a
fixação do conteúdo. Salta (2018) apresentou a tradução de materiais para treinamento da RDA
por vídeos, textos e exercícios. Dunsire, Fritz e Fritz (2017), publicaram o artigo em que
apresentam um estudo de caso do RIMMF como um software desenvolvido para a manutenção
de dados bibliográficos em RDA. Outro trabalho sobre o mesmo software, foi de Belpassi
(2016) que apresentou ações para o ensino com a RDA.
A partir do levantamento, observou-se que a implementação dos novos instrumentos
da catalogação e especificamente o ensino da RDA nos cursos de graduação de
biblioteconomia se faz urgente frente à demanda.

4 Considerações finais
Diante do exposto, a ferramenta RIMMF - RDA in Many Metadata Formats, criada no
ano de 2011, pode ser utilizada na criação e edição de dados em conformidade com a RDA, ou
seja, esta é uma ferramenta de treinamento de catalogação, que auxiliará professores no
ensino da RDA e por conseguinte o pensamento FRBR.

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Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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Por fim, conclui-se que é necessário a investigação de metodologias para o ensino da
prática do uso da RDA nos cursos de graduação, bem como, sobre a capacitação e colaboração
entre os profissionais e acadêmicos para formulação de estratégias metodológicas para que
seja possível visualizarmos uma forma mais fluida de fazer a catalogação.

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�Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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Contextos de la aplicación de RDA en América
Latina
Contexts of RDA application in Latin America

Filiberto Felipe Martínez Arellano
Investigador y profesor de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) en el área
de organización de la información, catalogación y metadatos. Actualmente se desempeña
como Coordinador de la Biblioteca Nacional de México. Coordina el Grupo RDA de América
Latina y el Caribe, representando a esta región en el RDA Board.
ORCID: http://orcid.org/0000-0003-4358-8257
E-mail: felipe@unam.mx
Resumen
En 2010 fue publicado RDA y su versión digital, RDA Toolkit. RDA toma en cuenta las tareas del
usuario, localizar recursos de información, identificar sus características para evaluar su utilidad y
obtenerlos, sin embargo, consideró una tarea más, relacionar recursos, un aspecto importante con el
surgimiento de múltiples formatos para un mismo recurso. En 2017 la IFLA publicó el modelo LRM
(Library Reference Model), siendo una nueva perspectiva para la organización de la información y la
catalogación. En 2016 surgió el Proyecto 3R con el objetivo de Restructurar y Rediseñar RDA. Después
de haberse publicado diversas versiones preliminares del nuevo RDA, la versión final, en donde se
incorporó LRM, fue liberada el 15 de diciembre de 2020. El uso y aplicación de RDA y el surgimiento de
una nueva versión implica diversos retos para las bibliotecas de América Latina y el Caribe, los que se
presentan en esta contribución.
Palabras clave: RDA, contextos de aplicación, América Latina, bibliotecas nacionales, LRM.
Abstract
In 2010 RDA and its digital version, RDA Toolkit, were published. RDA takes into account the user's
tasks, locating information resources, identifying their characteristics to evaluate their usefulness and
obtaining them, however, it considered one more task, relating resources, an important aspect due to
the emergence of multiple formats for the same resource. In 2017 IFLA published the LRM (Library
Reference Model) model, a new perspective for the organization of information and cataloging. In 2016
the 3R Project emerged with the objective of Restructuring and Redesigning RDA. After several RDA
preliminary versions, the final version, into which LRM was incorporated, was released on December
15, 2020. The use and application of RDA and the emergence of this new version involve challenges for
Latin America and the Caribbean libraries, which are presented in this contribution.
Keywords: RDA, application contexts, Latin America, national libraries, LRM.

�Contextos de la aplicación de RDA en América Latina
Martínez Arellano

38

1 Introducción
En 1876, los principios del catálogo fueron establecidos por Cutter, señalándose que el
catálogo debería permitir localizar un libro por su autor, título o materia, así como apoyar la
selección de este por medio de la descripción de sus características bibliográficas o literarias.
Cutter planteó los tres objetivos básicos del catálogo: localización de recursos e identificación
de sus atributos para su evaluación y selección. Obviamente, lo anterior complementado con la
obtención de un recurso, a través de su número de clasificación.
Al igual que el estándar RCA2 (Reglas de Catalogación Angloamericanas, segunda
edición), RDA toma en cuenta estos objetivos para apoyar las tareas del usuario del catálogo,
sin embargo, en RDA se consideró un objetivo más, relacionar recursos, aspecto importante el
contexto de la información actual, caracterizado por el surgimiento de innumerables formatos
para un mismo recurso.
En 2006 la IFLA retomó los principios del catálogo establecidos a finales del siglo XIX
por Cutter, estableciendo que un catálogo u otro sistema de información debería permitir:
localizar recursos a través de puntos de acceso (autor, título y tema), identificar las
características de recursos a través de la descripción de sus atributos o características para
permitir al usuario tomar una decisión sobre su utilidad y finalmente, obtenerlo a través de su
clasificación y actualmente de manera digital a través de un URL. Adicionalmente se agregó
otra función, relacionar diversos tipos de recursos. Anteriormente, RCA2 permitía lograr los
cuatros primeros objetivos y actualmente RDA permite también el establecimiento de
relaciones entre los recursos y sus atributos.

2 Creación de relaciones, elemento sustancial de RDA
RDA fue desarrollado tomando como base el modelo de entidad relación FRBR
(Functional Requirements for Bibliographic Records). Los modelos de entidad-relación son
herramientas para el modelado de datos que permiten representar un grupo de entidades
relevantes dentro de un sistema de información, así como sus atributos o características, pero
además establecer las posibles relaciones entre las entidades de dicho grupo. FRBR representó
una nueva perspectiva sobre la estructura y las relaciones en los registros bibliográficos,
además de un vocabulario más preciso para ayudar a los catalogadores y diseñadores de
sistemas a satisfacer las necesidades del usuario. FRBR se encuentra conformado por tres
componentes: Entidades, Atributos y Relaciones.

II Encontro de RDA no Brasil

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�Contextos de la aplicación de RDA en América Latina
Martínez Arellano

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Las entidades son consideradas como los elementos primordiales dentro del universo
de los recursos de información, siendo estas de tres tipos: productos (obras, expresiones,
manifestaciones e ítems), autores o creadores (personas y organizaciones que intervienen en la
creación intelectual o material de los productos) y los temas o materias de los productos o
recursos de información. Es de resaltarse que estas entidades han estado siempre presentes en
el contexto bibliográfico de las bibliotecas.
El segundo componente del modelo FRBR son los atributos o características de las
entidades anteriormente mencionadas, los que actualmente han sido denominados como
metadatos. Las obras, expresiones, manifestaciones e ítems poseen una serie de atributos, que
se muestran en la Figura 1, siendo los más comúnmente conocidos los correspondientes a las
manifestaciones.
Figura 1 – Atributos de Entidades en FRBR

Fuente: TILLET, 2004, p. 34.

Por otro lado, los creadores también poseen atributos, siendo en el caso de las
personas y las organizaciones otras formas de su nombre y la fecha de nacimiento o creación,
entre otros. Asimismo, los temas o materias poseen atributos como son las diversas formas de
denominarlos.
El tercer componente del modelo FRBR, el cual puede ser considerado como el más
importante dentro del nuevo enfoque de la organización de la información y la catalogación,
son las relaciones.

II Encontro de RDA no Brasil

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�Contextos de la aplicación de RDA en América Latina
Martínez Arellano

40

Algunas de las relaciones que pueden ser establecidas en FRBR y en RDA son aquellas
entre los autores o creadores y los diferentes tipos de recursos. Es decir, una persona u
organización participa de una u otra forma en la creación de una obra, una expresión, una
manifestación o un ítem. Adicionalmente existen relaciones entre los diferentes productos,
una obra tiene diferentes expresiones y estas se manifiestan en distintos formatos, de los que
existen diversos ítems, pertenecientes a una biblioteca o a una persona. Otro tipo de relaciones
son las establecidas entre las diferentes formas de los nombres de los creadores (personas y
organizaciones).
Figura 2 – Comparación entre RCA2 y RDA

Fuente: Creación propia, 2022.

Al efectuar una comparación entre las estructuras de RCA2 y RDA (figura 2) , se puede
notar que en estos dos estándares se encuentran una serie de lineamientos que norman los
aspectos relacionados con la descripción de los recursos de información. También existiendo
otros para normar el registro de los atributos de los autores o creadores. Sin embargo, el
cambio substancial de RDA se encuentra en las posibilidades para el establecimiento de

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�Contextos de la aplicación de RDA en América Latina
Martínez Arellano

41

relaciones, como es el caso de las relaciones entre los autores/creadores y los recursos de
información (Sección 6), las relaciones entre diferentes productos (obras, expresiones,
manifestaciones e ítems), Sección 8 y las relaciones entre los autores/creadores de recursos de
información, Sección 9.

3 Aplicación de RDA en las bibliotecas de América Latina y el Caribe
La aplicación de RDA en las bibliotecas de América Latina se ha centrado en los
aspectos descriptivos de los recursos de información, particularmente los correspondientes a
las manifestaciones. Sobre este aspecto, se puede señalar que RDA omite el uso de
abreviaturas por lo que en la descripción de los recursos ya no se utiliza la abreviatura p., sino
páginas, ni tampoco la abreviatura ilus., sino el término ilustraciones, así como la palabra
edición en lugar de la abreviatura ed. En el caso de la existencia de más de tres autores, en la
mención de responsabilidad se registraba únicamente el primero, seguido de la abreviatura
latina et. al y actualmente se deben registrar todos, o bien, únicamente el primero acompañado
de los términos y otros tres, dependiendo esto del número de autores involucrados. Asimismo,
se han agregado otras etiquetas nuevas al formato MARC, 336 para el contenido de los
recursos, 337 para el medio de acceso a estos y 338 para su formato, lo que sustituye al DGM
(Designación General del Material).
Respecto a la generación de relaciones, en algunas bibliotecas se han utilizado las
etiquetas del formato MARC para establecer las relaciones de personas u organizaciones con
los recursos. En las etiquetas 100, 110 , 700 y 710 se ha agregado al nombre la persona o
institución, el término que indica su rol en relación con la creación del recurso, siendo algunos
de ellos: autor, traductor, ilustrador, editor o productor, propietario. Para las relaciones entre
obras, expresiones y manifestaciones se han utilizado las etiquetas 240 título uniforme y 505
contenido, así la 500 para expresar diferentes tipos de relaciones como: traducción de, también
disponible en formato digital, ejemplar autografiado. Para la generación de las relaciones en
personas y organizaciones se han continuado utilizando los catálogos de autoridad.
Ciertamente, estas alternativas ha sido una opción aceptable para la generación de
relaciones, sin embargo, lo ideal es pensar en el uso de otras opciones como el uso de XML; el
modelo RDF (Resource Description Framework) y por supuesto, un software específico para la
generación y manejo de relaciones en forma automatizada.

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42

Por otro lado, la adopción y uso de RDA en las bibliotecas de América Latina se
encuentra en distintos niveles. Entre abril y julio de 2019, el Grupo RDA América Latina y el
Caribe efectuó una encuesta entre las bibliotecas nacionales de ABINIA (Asociación de
Estados Iberoamericanos para el Desarrollo de las Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica) con
el objetivo de conocer la situación sobre la aplicación de RDA (BARBER, 2019). La encuesta se
envío a 16 bibliotecas de las cuales respondieron 13. Si bien es cierto que han transcurrido dos
años de la aplicación de esta encuesta, sus resultados aun pueden considerarse válidos debido
a la situación que las bibliotecas enfrentaron durante 2020 y 2021 al cerrar sus instalaciones.
Algunos de los resultados relevantes de esta encuesta fueron los siguientes. Solo dos
de las bibliotecas encuestadas respondieron que habían implementado RDA, cinco que estaban
implementándolo, otras cinco que pensaban implementarlo y una no pensaba implementarlo.
Sobre el conocimiento de RDA, una biblioteca señaló que este era avanzado, tres que era
medio y otra que era mínimo. Respecto a las necesidades de capacitación existió un consenso
entre las trece bibliotecas que los temas más importantes eran nuevos conceptos y vocabulario
de RDA, estructura y organización de RDA, así como instrucciones nuevas en RDA.
Adicionalmente, doce bibliotecas mencionaron modelos conceptuales, similitudes y diferencias
entre RCA2 y RDA, así como mapeos RDA-MARC21. Diez bibliotecas señaron uso y
navegación del RDA Toolkit.
Lo anterior implica la elaboración e implementación de un plan de capacitación por el
Grupo RDA América Latina y el Caribe, cuyos integrantes necesitan ser formalizados por las
bibliotecas de ABINIA debido a los cambios en las direcciones de estas y la situación que han
enfrentado durante 2020 y 2021. Este plan de capacitación conlleva la coordinación por el
Grupo RDA América Latina y el Caribe, pero también la colaboración de los grupos nacionales
que han existido o que están en vías de formación en diferentes países: Grupo RDA México,
Grupo de Interés RDA Chile, Grupo de Trabajo sobre RDA (Argentina), Foro RDA (Colombia),
Grupo RDA Perú y Grupo RDA Brasil.

4 La nueva versión de RDA, RDA Toolkit 2020
El 15 de diciembre de 2010 se hizo pública la nueva versión de RDA incluida en el RDA
Toolkit, la cual fue desarrollada tomando en consideración el modelo LRM.

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Figura 3 – Entidades LRM

Fuente: IFLA, 2017.

Como puede ser observado en la figura 3, las entidades consideradas en este modelo
son similares a las del modelo FRBR, sin embargo, cabe resaltar que se agregó la entidad
nomen, siendo esta las diversas formas en que denomina a las demás entidades.
Por otro lado, en RDA se ha incorporado nuevos conceptos, como el de elemento, el
cual integra a los atributos y relaciones de una entidad (KATE, 2021). Los elementos pueden
ser registrados de cuatro formas: desde una forma no estructurada, es decir totalmente libre;
una forma semiestructurada, a través de catalogos de autoridad; por medio de identificadores
como el ISBN, o bien por IRIs (International Uniform Identifiers) o URIs (Uniform, Resource
Identifiers) (GLENNAN, 2019). Sobre este último aspecto se puede mencionar que el escritor
Mario

Vargas

Llosa

puede

ser

identificado

con

el

URI

http://id.loc.gov/authorities/names/n79079153.html y su obra “La Ciudad y los Perros” por el
URI http://www.worldcat.org/oclc/460606350. Adicionalmente, la relación entre este autor y
su obra puede ser expresada en el modelo RDF (Resource Description Framework) a través de
URIs, tal y como se muestra en la figura 4.

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Figura 4 – Relación RDA

Fuente: MARTÍNEZ; HERNÁNDEZ, 2021, p. 109-110.

5 Consideraciones finales
RDA se ha transformado de un estándar que proporcionaba lineamientos para la
creación de metadatos en las bibliotecas para apoyar la localización, identificación y
generación de relaciones de sus recursos, a una fuente que proporciona alternativas para el
registro de los elementos (atributos y relaciones) de las entidades, con las posibilidades de
utilizar el modelo RDF para el manejo de los datos bibliográficos como datos ligados con el fin
de lograr su inclusión en la Web Semántica. Indudablemente, esta situación ha traído consigo
nuevos retos para la utilización de este estándar en las bibliotecas de América Latina y el
Caribe, los que podrán ser enfrentados a través de la cooperación para comprender la
estructura y características de esta nueva versión de RDA.

Referencias
BARBER, Elsa. Acciones desarrolladas por el Grupo de Trabajo RDA para América Latina y el
Caribe, periodo octubre de 2018 a octubre 2019. 2019.
CUTTER, Charles A. Rules for a printed dictionary catalog. Washington: Government Printing
Office, 1876.
GLENNAN, Kathy. RDA Beta Toolkit: Present and Future. 2° Coloquio sobre RDA-21 October
2019. 2019. Disponible en: http://www.rda-rsc.org/sites/all/files/Glennan%20RDA%20Beta
%20Toolkit%20Present%20and%20Future.pdf

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IFLA. Modelo de Referencia Bibliotecaria de la IFLA: Modelo Conceptual para la Información
Bibliográfica. IFLA. Haag Netherlands, 2017. Disponible en:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august-2017_rev201712-es.pdf
KATE, James. RDA Concepts - Elements. 2021. Disponible en:
https://www.youtube.com/watch?v=EEJ2PPDoTEk
MARTÍNEZ, Filiberto; HERNÁNDEZ, Nallely. Datos ligados en los catálogos de autoridad. In:
MARTINEZ, F.F., SALGADO, S., DE LA ROSA, M. (coord.). Retos de la implementación de
RDA en América Latina. Bogotá D.C.- Colombia: Rojas Eberhard Editores, 2019. p. 97-117.
ISBN 978-958-751-017-1.
TILLET, Barbara. El modelo FRBR (Requerimientos Funcionales para Registros Bibliográficos).
2003. Disponible en: https://loc.gov/catdir/cpso/frbrspan.pdf

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O RDA visto a 30 mil pés
The RDA: the view from 30,000 feet

Liliana Giusti Serra
Graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo (FESP-SP). Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade de
São Paulo (USP). Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista
Júlio de Mesquita Filho (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3828328663401491
ORCID: http://orcid.org/0000-0001-6788-2376
E-mail: lgiustiserra@gmail.com
Resumo
Este artigo discorre sobre as possibilidades de descrição de registros com o RDA, sob a perspectiva do
modelo conceitual IFLA LRM. O método de pesquisa empregado foi o de análise conceitual, onde são
propostas soluções para ampliar a compreensão de determinado tema. Para exemplificar a aplicação da
RDA foi utilizada a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, como exemplo, abordando a presença de
expressões, manifestações e relacionamentos com outras obras. Foram identificadas expressões textuais
da obra em outros idiomas e a presença de outras obras passíveis de relacionamento, como adaptações
para verso, quadrinhos, livro e filme cinematográfico. O artigo conclui que as bibliotecas brasileiras
podem beneficiar-se da adoção do RDA mesmo que ainda não seja em sua plenitude, estruturando seus
catálogos para que fiquem mais atrativos aos usuários para que realizem suas tarefas.
Palavras-chave: RDA. IFLA-LRM. Catalogação. Relacionamento de registros. Entidades RDA.
Abstract
This article discusses the possibilities of describing records using the RDA, from the perspective of the
IFLA LRM concept model. The research was developed using conceptual analysis, where solutions are
proposed to broaden the understanding of a given topic. To exemplify the application of the RDA, the
work Os Sertões, by Euclides da Cunha, was used as an example, addressing the presence of
expressions, manifestations, and relationships with other works. Textual expressions of the work in
other languages and the presence of other works that could be related were identified, such as
adaptations for verse, comics, books, and movies. The article concludes that Brazilian libraries can
benefit from the adoption of the RDA even if it is not yet in its entirety, structuring their catalogs so
that they are more attractive to patrons to carry out their tasks.
Keywords: RDA. IFLA-LRM. Cataloging. Record relationships. RDA entities.

1 Introdução
O RDA trouxe uma série de transformações na rotina da representação descritiva. O
código foi estruturado tendo como base os modelos conceituais da família FR: Requisitos

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Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR), Requisitos Funcionais para Registros de
Autoridades (FRAD) e Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto (FRSAD).
Porém, com o lançamento do modelo conceitual Library Reference Model (IFLA-LRM) em 2017,
ocorreu a consolidação dos modelos da família FR, com estabelecimento das entidades RDA,
resultando, inclusive, em ajustes na estrutura do RDA Toolkit.
O RDA é estudado no Brasil, porém são poucas as instituições que estão efetivamente
implementando o novo código. Muitos dos estudos realizados são calcados em comparações
com o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2). As diferenças, entretanto, vão além
de regras a serem seguidas. Inicialmente o RDA foi construído tendo como base o modelo
Entidade-Relacionamento, definido por Peter Chen em 1976. Neste modelo ocorre uma
descrição abstrata, com entidades, seus atributos e os relacionamentos que podem ser
estabelecidos entre elas.
O IFLA-LRM estruturou um conjunto com 13 entidades, organizadas em classes e
subclasses, com atributos que podem ser herdados e relacionamentos que podem ser
representados entre as entidades por meio de identificadores únicos (URIs) ou literais. Ao
trabalhar com esta estrutura flexível, ocorrem outras possibilidades de descrição, não
restringindo-se somente ao item que será descrito, mas aos vínculos que podem ser
estabelecidos com os demais registros (entidades e atributos) presentes no catálogo e para
além dele, na Web.

2 Metodologia
Este artigo foi realizado a partir do método de análise conceitual proposta por Furner
(2004) onde, a partir de perguntas realizadas em cima de uma temática, são propostas soluções
que visam expandir a compreensão sobre um tema. Tendo como ponto de partida o modelo
conceitual IFLA-LRM aliado à prática de catalogação, buscou-se investigar as possibilidades
descritivas propostas no RDA. Para elaborar esta pesquisa foi escolhida uma obra conhecida
em âmbito nacional e internacional que possui diversas expressões e manifestações. Foi
utilizada como exemplo a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, para ilustrar algumas das
alterações proporcionadas pelo RDA. Neste cenário foi possível identificar elementos que
favorecem o estabelecimento de vínculos entre entidades.

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3 Resultados
A obra Os Sertões, escrita por Euclides da Cunha, foi publicada em 1902. A obra
abrange a linha temporal de 1896 a 1897, cobrindo o conflito Guerra de Canudos, que ocorreu
no interior da Bahia. A obra foi traduzida para outros idiomas, além de ser inspiração para
criação de outras obras.
A aplicação do RDA estimula estudos para compreensão da história da obra como um
todo, identificando quando foi criada, o(s) agente(s) que a criou(criaram), as formas com as
quais foi expressa (textual, sonora, visual etc.), os idiomas utilizados, os formatos e diversos
outros aspectos. Foram identificadas expressões textuais da obra Os Sertões nos idiomas
português, inglês, espanhol, francês, entre outros (Figura 1).
Figura 1 – Estrutura WEMI de Os Sertões

Fonte: Elaborado pela autora.

Ao descrever a expressão de conteúdo textual em português é possível detalhar os
dados da autoridade Euclides da Cunha com datas extremas (|d), relação do Agente Pessoa com
a Expressão (|e e |4) e dois identificadores de autoridades (|0 e |1), conforme ilustrado na Figura
2. Destaca-se que a representação no formato MARC 21 é adequada para Manifestações e não
Expressões, porém este recurso foi utilizado neste artigo para facilitar a visualização e
identificação dos elementos descritivos aos catalogadores. Foram criadas relações com
expressões nos idiomas inglês, espanhol e francês em tags 767.

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Figura 2 – Representação de expressão textual em português
041 __ |a por
100 1_ |a
|4
|0
|1

Cunha, Euclides da |d 1866-1909 |e autor
http://rdaregistry.info/Elements/a/P50305
http://http://viaf.org/viaf/64034750
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha

245 13 |a Os Sertões : |b (campanha de Canudos) / |c Euclides da Cunha
336 __ |a texto |b txt |2 rdacontent
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Chicago : University of Chicago, 2010.
|h 567 páginas |t Rebellion in the backlands |w 000046173
|z 978-0226124445 |7 p m
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d México : Fondo de Cultura Económica, 1998.
|h 445 páginas |t Los sertones: campaña de Canudos |w 000046183
|z 978-9505575282 |7 p m
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Paris : Metálié, 1997. |h 529 páginas
|t Hautes terres: la guerre de Canudos |w 000046103 |z 978-0226124445 |7 p m

Fonte: Elaborado pela autora.

Foram identificadas algumas obras que permitem o estabelecimento de relações com a
obra Os Sertões, como a obra Os Sertões: poema baseado na obra do mesmo título de Euclides
da Cunha, de autoria de R. P. Castelo Branco; A guerra do fim do mundo, de Mario Vargas
Llosa; Os Sertões: a luta: uma história em quadrinhos, de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa; e
Guerra de Canudos, filme de Sérgio Rezende. Na Figura 3 é possível visualizar características
de obras, expressões e manifestações destas obras.
Figura 3 – Possíveis relações entre Os Sertões e outras obras

Fonte: Elaborado pela autora.

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Na Figura 4 são apresentadas possíveis relações entre as obras presentes na Figura 3
representadas no MARC 21. Destaca-se que nos subcampos |4 estão informados as URIs das
relações existentes, retiradas do RDA Registry1. O significado das relações está informado entre
parênteses após cada URI.
Figura 4 – Possíveis relações entre Os Sertões e outras obras no MARC 21
787 __ |a Rezende, Sérgio |d Rio de Janeiro : Riofilme, 1997.
|h 165 minutos, colorido |t Guerra de Canudos |w 000046103 |7 2 g
|4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10094
(adaptado de Obra como filme cinematográfico)
787 __ |a Vargas Llosa, Mario, 1936- |d São Paulo : Alfaguara, 2008.
|h 608 páginas |t A guerra do fim do mundo |w 000046183
|z 978-8560281497 |7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10034
(adaptado de Obra como romance)
787 __ |a Ferreira, Carlos |d São Paulo : Quadrinhos na Cia, 2019.
|h 96 páginas |t Os sertões: a luta |w 000046173 |z 978-8535932409
|7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10251
(adaptado de Obra como quadrinhos)
787 __ |a Castelo Branco, R. P. |d Porto Alegre : Martins Livreiro, 1943.
|h 64 páginas |t Os sertões: poema baseado na obra do mesmo título de Euclides da
Cunha |w 000046173 |7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10023
(adaptado de Obra como verso)

Fonte: Elaborado pela autora.

4 Considerações finais
O RDA proporciona outras possibilidades de descrição de recursos bibliográficos e de
autoridades, com iteração entre registros presentes no próprio catálogo e com dados na Web.
Isto representa aos usuários o acesso a mais dados e descoberta de outras informações,
contextualizando resultados de busca e contribuindo com a realização das tarefas dos usuários.
As bibliotecas brasileiras precisam iniciar a adoção do RDA para participar deste movimento
internacional que visa a modernização dos catálogos, aposentando ideias e concepções que
foram muito úteis, mas que hoje não atendem mais aos anseios dos usuários.
A adoção do RDA, ao exigir maior conhecimento dos registros que serão incluídos no
catálogo, também permite o diálogo entre os registros, embasando a pertinência de
manutenção de determinados títulos no acervo, contribuindo com o desenvolvimento da
coleção.

1

https://www.rdaregistry.info/

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51

É compreensível a resistência pela adoção de um código que está em outro idioma e
que representa tantas rupturas com a tradição estabelecida desde o século XIX. Sabemos que o
formato MARC 21 não acomoda as possibilidades descritivas do RDA, assim como os sistemas
não estão totalmente preparados para alterar a forma de visualização dos registros – questão
esta que está em aberto até o momento. Mas as bibliotecas não precisam aguardar que tudo
esteja pronto, testado e funcionando para já dar os primeiros passos. O RDA baseia-se em
orientações, dando ênfase às políticas de catalogação desenvolvidas pelas agências
catalogadoras. Afinal, como disse Chris Oliver na sua palestra de abertura do 2º Encontro RDA
no Brasil, vivemos num mundo globalizado, mas não na mesma comunidade. Distinções são
importantes e necessárias. As descrições podem atender às demandas da comunidade local,
mas precisam seguir alguns critérios que sejam compreendidos pelas demais bibliotecas.
Alguns aspectos do RDA já podem ser implantados pelas bibliotecas, como o fim da
regra de três autores, a dispensa de abreviações latinas e a inclusão de URIs em entidades
como Agentes, por exemplo. Com certeza faremos catálogos mais simples, atrativos e
confiáveis aos usuários, a partir do momento que sua utilização for facilitada, sem
renunciarmos aos nossos controles de terminologias e padrões descritivos. Caso contrário as
bibliotecas continuarão com sua estrutura de silos de informação, onde os dados não
conversam entre si dentro do próprio catálogo, nem com a biblioteca vizinha, e muito menos
com a Web.

Referências
FURNER, J. Conceptual analysis: a method for understanding information as evidence, and
evidence as information. Archival Science, v. 4, p. 233-265, 2004. DOI: 10.1007/s10502-0052594-8.
RIVA, Pat; LE BOUEF, P.; ZUMER, M. IFLA Library Reference Model: um modelo conceitual
para a informação bibliográfica. 2020. Disponível em:
https://repository.ifla.org/handle/123456789/47. Acesso em: 09 dez. 2021.

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Implementação do RDA na Biblioteca Central da
PUCRS
RDA implementation in PUCRS Main Library

Clarissa Jesinska Selbach
Coordenadora do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Graduação em Biblioteconomia (UFRGS).
Especialização em Informática na Educação e Gestão Empresarial (PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9478127061244737
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3262-5801
E-mail: clarissa.selbach@pucrs.br
Resumo
Apresenta um breve histórico da Biblioteca Central Irmão José Otão, enunciando sobre a estrutura física
e organizacional, demonstrando mais detalhadamente o Setor de Tratamento da Informação,
responsável pela catalogação da Biblioteca. Relata o processo de implementação do Resource Description
and Access (RDA) na Biblioteca Central da PUCRS, que foi oficialmente adotado em registros
bibliográficos e de autoridade em 2016. Discorre detalhes do processo de trabalho, apresenta as
necessidades, assim como os desafios para a implementação.
Palavras-chave: Biblioteca Central da PUCRS. Resource Description and Access (RDA). Catalogação.
Abstract
It presents a brief history of the Irmão José Otão Main Library, enunciating about the physical and
organizational structure, demonstrating in more detail the Information Treatment Sector, responsible
for library cataloging. It reports on the Resource Description and Access (RDA) implementation process
at the PUCRS Main Library, which was officially adopted in bibliographic and authority records in 2016.
It details the work process, presents the needs and the challenges for implementation.
Keywords: PUCRS Main Library. Resource Description and Access (RDA). Cataloguing.

1 Apresentando a Biblioteca da PUCRS
A Biblioteca Central da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS) está situada na cidade de Porto Alegre, zona leste do estado do Rio Grande do Sul, no
sul do Brasil. Seu nome oficial é Biblioteca Central Irmão José Otão, em homenagem a um dos
importantes reitores da Universidade e sua história inicia em 1940, com o acervo originário do
Colégio Marista Rosário. Em 1978, mudou-se para um prédio de 10.000m2 no Campus
Universitário e em 2008, ocorreu a ampliação do prédio para 21.000m2 distribuídos em 14

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Selbach

53

andares. Nesse momento, o acervo foi reorganizado em quatro grandes áreas, partilhadas no 2º
e 3º andares, assim como foram feitos investimentos em tecnologias de autoatendimento.
Além dos andares com acervo corrente, a Biblioteca possui coleções de acervos especiais e
obras raras, ademais de muitos espaços exclusivos para desenvolvimento de pesquisas e
produção do conhecimento, com disponibilidade de salas de estudo individuais e em grupo,
proporcionando um ambiente acolhedor para os estudos. Também há espaços de convivência,
como o Espaço Cultural na entrada da Biblioteca, o Dicas de Leitura (estantes com sugestões
de leitura de lazer para os usuários), o Espaço Aberto (com pufes, TV e quadro branco, que
permitem apoiar o estudo dos alunos) e diversos outros ambientes agradáveis.
A estrutura organizacional é composta pela Coordenação da Biblioteca que coordena
tecnicamente a Biblioteca Central da PUCRS, possuindo sob sua subordinação a equipe da
Secretaria de apoio administrativo, bem como os três setores que organizam o trabalho
desenvolvido para o atendimento das demandas da comunidade acadêmica da Universidade: o
Setor de Serviços (SSA) trata do atendimento propriamente dito, com empréstimo dos
materiais, atendimento e treinamento aos alunos; o Setor de Suporte e Desenvolvimento (SSD)
gerencia as tecnologias e sistemas da Biblioteca; e o Setor de Tratamento da Informação (STI)
realiza o processamento técnico dos materiais do acervo. Além disso, seis Grupos de Trabalho
intersetoriais trabalham buscando melhorias nos processos e serviços, sempre agregando
visões diferentes de cada setor. Cita-se como exemplo, o Grupo de Comunicação, que gerencia
as mídias sociais e as divulgações da Biblioteca; o Grupo de Capacitação, que promove
treinamentos tanto para usuários quanto para funcionários; e o Grupo de Vídeos, que
desenvolve os tutoriais da Biblioteca.
No contexto da catalogação, o Setor de Tratamento da Informação é composto por
quatro subáreas: o Serviço de Aquisição, que administra todas as compras, assinaturas e
recebimento de doações; o Preparo Técnico, onde é realizada a pré-catalogação, além da
preparação física dos materiais impressos; o Processamento Técnico, onde os bibliotecários
realizam a revisão da catalogação, indexação, classificação e o controle de autoridades, além de
outras atividades demandadas; e, por fim, o Laboratório de Recuperação de Acervo, local onde
os materiais da Biblioteca são recuperados, por exemplo, quando é necessário confeccionar
uma nova encadernação, realizar um conserto pontual, repor páginas, preservar obras raras,
entre outras atividades.

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2 Implementação do Resource Description and Access (RDA) na Biblioteca da PUCRS
A Biblioteca da PUCRS realiza a catalogação do acervo com base nas diretrizes do
Resource Description and Access (RDA). O histórico do RDA na Biblioteca iniciou em 2013, com
estudos teóricos sobre ele. Em 2015, iniciamos o processo de implementação, sendo oficializada
a adoção do RDA em registros de autoridades e bibliográficos em 2016. Desde então, seguimos
aprimorando nossas práticas e adequando o necessário à nossa realidade.
A implementação foi um projeto que uniu estudos teóricos e a prática de catalogação
do Setor, além de envolver uma mudança organizacional, pois buscou-se o desenvolvimento de
uma atividade visando mudar o estado atual da Biblioteca para uma oportunidade. Por isso, foi
um processo bem estruturado, para realizar esta mudança da forma menos abrupta e mais
fluida, tanto para equipe como para o usuário.
2.1 Catálogo de autoridades
A implementação do RDA iniciou com o catálogo de autoridades e o processo passou
por: mapeamento dos tipos de autoridades disponíveis no catálogo; atualização das planilhas
de preenchimento para cada tipo de autoridade (templates); e atualização dos manuais dos
campos MARC21. Ao iniciar o controle de uma autoridade, abre-se um template em branco,
com campos MARC21 já estabelecidos de acordo com o tipo de autoridade e preenche-se os
atributos conforme localizados nas fontes de pesquisa. Quanto à atualização dos manuais dos
campos MARC21, foram inclusas instruções e exemplos reais que auxiliam na prática diária,
ao consultar diretamente no sistema Aleph, da empresa Proquest/ExLibris.
Para preenchimento dos atributos de autoridades, pesquisa-se em fontes fidedignas,
como: VIAF (Virtual International Authority File); ISNI (International Standard Name Identifier);
Library of Congress; bibliotecas nacionais de cada país de acordo com a nacionalidade do autor;
sites próprios; Currículo Lattes; e outras plataformas de identificação de autores, como o
ORCID.
2.2 Catálogo bibliográfico
No catálogo bibliográfico, da mesma forma que no de autoridades, a implementação
iniciou pelo mapeamento dos tipos de materiais existentes no acervo, sendo verificado mais de
40 tipos diferentes de materiais, registrados em um dos manuais do Setor. Também se realizou
a atualização das planilhas de preenchimento (templates) para cada tipo de material com

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campos MARC21 e atualizou-se os campos de ajuda pertinentes. Ao iniciar a pré-catalogação
de uma obra, abre-se o template em branco com campos MARC21 específicos para o tipo de
material. Alguns campos MARC21 já são preenchidos automaticamente pelo sistema, pois
cada tipo de material, na grande maioria das vezes, possui o mesmo preenchimento dos
campos 33X. Esse comando facilita o trabalho diário e garante a padronização dos metadados.
Outrossim, foi realizada a alteração do campo 260 (publicação, imprenta) para 264
(produção, publicação, distribuição, fabricação e dados de direitos autorais), sendo um dos
campos mais característicos para o uso do RDA, pois permite especificar os dados de
publicação, produção ou até fabricação de uma obra. Entre as vantagens de catalogar em RDA,
está a especificidade em descrever um material e isso é ainda mais percebido em materiais
digitais. Por exemplo, no campo 007, o RDA permite a descrição específica para o tipo de
material digital, onde os valores preenchidos nas posições do campo informam ao sistema as
especificidades do material. Assim como nos campos específicos de descrição física (344, 345 e
347, por exemplo), é possível fornecer informações interessantes para o usuário, como o
tamanho, o tipo e o formato de um arquivo.
Durante todo o processo de implementação, o Setor de Suporte e Desenvolvimento
apoiou as demandas necessárias. Viabilizou-se as configurações dos campos MARC21 para
RDA e, também, alterações em lote em campos MARC21, por exemplo, para a correção de
abreviaturas para sua forma por extenso, como: ‘il.’ para ‘ilustrações’ e ‘p.’ para ‘páginas’.
Além disso, também foi possível alterar a expressão ‘et al.’ para ‘e outros’ e ‘ca’ para
‘aproximadamente’, facilitando o entendimento do usuário ao consultar o catálogo. Foram
implementados novos campos MARC21 (33X) de acordo com diretrizes do RDA, e novos
campos locais (39X) para adequar a saída dos dados. Os campos 39X foram criados para
realizar uma tradução para a linguagem natural dos usuários, por exemplo, o tipo de material
‘livro’, pelos 33X informaria ao usuário que é um ‘texto não mediado em volume’. Para o
usuário, essa descrição não informa um tipo de material real, então adequaram-se os termos
nos campos 39X para ‘livro impresso em papel’, que torna mais compreensível para qualquer
usuário.
Ainda na implementação, foi realizada a inclusão de subcampos para designar a
relação das autoridades com a obra, utilizando os termos padronizados pelo RDA na época no
subcampo $e, tanto do campo 100 quanto do 700. Para auxiliar na recuperação da informação
pelos usuários, também se iniciou a descrição de resumos e sumários das obras nos respectivos
campos MARC21.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Implementação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach

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Com todas as alterações realizadas, os registros da Biblioteca se tornaram híbridos.
Isto é, registros anteriores a 2016 possuem campos MARC21 específicos atualizados para RDA,
mas sua catalogação base permanece em AACR2. Na ferramenta de busca da Biblioteca
(omnis.pucrs.br) constata-se um registro bibliográfico com características de catalogação em
RDA (por exemplo, designação de relação entre a obra e a autoridade e inexistência de
abreviaturas), contudo, não se visualizam os campos 33X, mostrando que a base desse registro
ainda é em AACR2. Desde 2016, todos os materiais novos que chegam na Biblioteca estão em
RDA desde a pré-catalogação. Os materiais antigos são convertidos para RDA à medida em
que são revisados pelo Setor, pois não seria possível revisar mais de um milhão de itens do
acervo.

3 Reflexões a respeito da implementação do RDA
O que se considera essencial durante o processo de implementação do RDA?
Treinamento e capacitação da equipe, pois é uma novidade para todos, bibliotecários e
auxiliares de biblioteca. Então, é importante que todos recebam as instruções corretas da nova
forma de catalogação. Considera-se necessário na adoção no RDA: adaptações nas políticas de
catalogação; estudo permanente; e liderança da instituição ciente da importância de uma
atualização como essa. Para que, assim, seja possível flexibilizar as regras de catalogação e
adequar as diretrizes de acordo com as necessidades da instituição, conforme as políticas
definidas.
Quais desafios encontram-se na implementação do RDA? As equipes geralmente são
enxutas e por muitas vezes a biblioteca conta com 1 ou 2 bibliotecários. Catalogar com RDA e
realizar esse planejamento para implementação exige tempo e dedicação. Somado a isso,
elencam-se os desafios: custo da assinatura do RDA Toolkit ser em dólar; manter-se atento às
atualizações contínuas das diretrizes RDA; mudança organizacional que deve ser bem
planejada para não causar ruídos no desenvolvimento dos processos de trabalho; e atualização
constante da equipe sobre RDA e as tendências na catalogação mundial.
Citando um exemplo das atualizações constantes: recentemente foi oficializada a nova
ferramenta Toolkit baseada no LRM. Em 2015, quando a Biblioteca da PUCRS iniciou a
implementação, o Toolkit (RDA Original), apresentava uma certa estrutura de organização e
era baseado no modelo conceitual FRBR. Desde 2018, uma nova estrutura vem sendo
apresentada (chamada durante o processo de ‘RDA Beta Site’), e no final do ano passado foi
lançado o RDA Oficial, completamente reformulado e agora baseado no LRM, novo modelo

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�Implementação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach

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conceitual. Com essa atualização, é preciso estar atento às mudanças que pode causar também
nas políticas de catalogação da instituição.
Finalizando, o RDA permite ampliar as possibilidades de descoberta de documentos a
partir da descrição dos dados e das relações existentes entre eles. E apesar dos impactos da
mudança em modos e fluxos de trabalho, avalia-se de forma assertiva a adoção do RDA, pois
atende às necessidades da era digital e oferece mais possibilidades à biblioteca.

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Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

O catálogo de biblioteca e o Resource Description
and Access (RDA): os efeitos do padrão nas
interfaces dos resultados de busca
The Library Catalog and Resource Description and Access
(RDA): the effects of the standard on search result
interfaces

Heytor Diniz Teixeira
Bibliotecário. Mestrando em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista
(UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0290308318806354
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5954-1408
E-mail: hd.teixeira@unesp.br

Rachel Cristina Vesu Alves
Docente no Departamento de Ciência da Informação. Doutora em Ciência da Informação.
Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5658134053257855
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1649-3722
E-mail: rachel.vesu@unesp.br
Resumo
Nas últimas décadas, o avanço tecnológico impulsionou diversas adaptações na catalogação.
Atualmente, o Resource Description and Access (RDA) é o padrão de catalogação mais recente,
desenvolvido para a Web e com o foco no usuário. Entretanto, quais são os efeitos do seu uso nas
interfaces dos catálogos de bibliotecas? O objetivo geral deste trabalho é destacar os efeitos da RDA nas
interfaces dos resultados de busca em catálogos bibliográficos. Os resultados mostram a utilização de
alguns elementos que podem apoiar as tarefas dos usuários e potencializar os benefícios da catalogação
em RDA. Conclui-se que um dos principais efeitos do uso da RDA nas interfaces é a visualização mais
clara das informações sobre o recurso informacional, o que favorece a encontrabilidade e apoia o
usuário em seu processo de busca por informações.
Palavras-chave: Catalogação. RDA. Catálogo bibliográfico. Interfaces. Visualização de dados.
Abstract
In the last decades, technological advances have driven several adaptations in cataloging. Currently,
Resource Description and Access (RDA) is the most recent cataloging standard, developed for the Web
and focused on the user. However, what are the effects of its use in the interfaces of library catalogs?
The general aim of this paper is to highlight the effects of RDA on the interfaces of search results in
bibliographic catalogs. The results show the use of some elements that can support the users' tasks and

�O catálogo de biblioteca e o Resource Description and Access (RDA)
Teixeira; Alves

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enhance the benefits of RDA cataloging. We conclude that one of the main effects of using RDA in
interfaces is the clearer visualization of information about the information resource, which favors
findability and supports the user in his or her information search process.
Keywords: Cataloging. RDA. Bibliographic Catalog. Interfaces. Data visualization.

1 Introdução
A ampla utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) ampliaram as
competências de gestão e mediação das bibliotecas para o ambiente Web. Dentre essas
competências, a catalogação bibliográfica, por meio do padrão Resource Description and Access
(RDA), passou a estabelecer apoio para as tarefas dos usuários no processo de busca por
informação, além de abranger em seu escopo os espaços digitais e os novos suportes e
formatos da informação. Entretanto, quais são os efeitos do uso da RDA nas interfaces dos
catálogos de bibliotecas?
Diante disso, este trabalho tem como objetivo geral destacar os efeitos do padrão de
catalogação RDA nas interfaces dos resultados de busca de catálogos bibliográficos. Os
objetivos específicos são: (a) destacar os elementos e as ferramentas que foram utilizados nas
interfaces e que tenham potencial de apoiar as tarefas dos usuários; (b) destacar um modelo
para a visualização da informação em interfaces de catálogos bibliográficos que tem seus
registros catalogados em RDA.
1.1 RDA, Interfaces e Visualização da Informação
A RDA teve seu desenvolvimento direcionado para o ambiente Web, traz um novo
olhar para o universo bibliográfico e possibilita uma descrição mais detalhada dos recursos, o
que amplia o número de pontos de acesso ao documento, podendo influenciar na recuperação
e encontrabilidade da informação no contexto digital. Entretanto, Oliver (2011, p. 117) explica
que
A RDA sozinha não melhorará a navegação nem a exibição [dos resultados
de uma pesquisa] porque os dados devem ser usados de maneira adequada
por mecanismos e interfaces de busca bem-projetados. [...] A meta é criar
dados que possam apoiar buscas e navegação melhores, bem como exibições
aperfeiçoadas dos resultados das buscas.

Desse modo, as interfaces precisam estar projetadas no sentido de que a catalogação
em RDA esteja refletida também na exibição dos registros bibliográficos, a fim de melhorar a
navegação e os índices de encontrabilidade da informação. Oliver (2011, p. 71) afirma que a

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Teixeira; Alves

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“[...] interface de busca pode tirar proveito desses elementos de dados claramente rotulados e
diferenciados, a fim de elevar o nível de precisão das buscas e organizar os resultados em
formatos de exibição que sejam significativos”.
Lima (2016, p. 8) afirma que “[...] a interface é uma forma de representação do modelo
organizacional da informação, como uma forma de visualização do conteúdo modelado e o
meio que permite o acesso a esse mesmo conteúdo”. Portanto, a interface de um catálogo de
bibliotecas com dados em RDA deve trazer elementos que modelem esses dados no sentido de
que possam apoiar as tarefas dos usuários e potencializar os benefícios trazidos pelo uso das
diretrizes da RDA.
Dentre as possibilidades de potencializar os benefícios dos dados em RDA, existe
alguns tipos de visualização da informação que podem ser aplicados nas interfaces. Baptista
(2019) declara que a visualização da informação busca formas de otimizar a recepção de
informações por parte dos usuários.
Silva (2016) destaca alguns dos modelos de visualização da informação, sendo eles, a
navegação hierárquica, que é aquela que a partir de um nó-raiz é possível ter acesso aos
subnós inferiores; a navegação em grafos, onde os grafos, geralmente, são utilizados para
representar estruturas complexas e a navegação facetada, que pode ser definida como uma
busca que reduz os resultados recuperados a cada iteração, pela seleção das classes pertences
às facetas.
Para Silva (2016), a navegação em grafos pode ser útil para representar as relações de
similaridade entre os documentos ou nas relações destes com os autores. Esse tipo de
navegação possibilita melhor visualização das combinações dos dados e os relacionamentos
entre os recursos, o que pode aprimorar a encontrabilidade da informação.

2 Metodologia
Este trabalho é considerado, segundo seus objetivos, como exploratório e segundo sua
abordagem, como qualitativo. No que se refere aos procedimentos aplicados, foi realizada uma
pesquisa bibliográfica e, posteriormente, uma pesquisa nos catálogos de bibliotecas que
utilizam o código de catalogação RDA.
O universo de pesquisa deste artigo constitui-se de 4 bibliotecas, sendo elas: a
biblioteca universitária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a

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Library of Congress (LC), The British Library (Reino Unido) e a National Library of Australia
(Austrália).
A seleção das bibliotecas internacionais se deu por serem as principais instituições dos
países envolvidos no desenvolvimento da RDA. Já a escolha da biblioteca da PUCRS foi por ser
uma das primeiras bibliotecas brasileiras a adotar o novo padrão.

3 Resultados
Foram observadas semelhanças entre as interfaces das bibliotecas, o que pode indicar
um processo de busca por referências ou por orientações no sentido de potencializar os
benefícios da catalogação em RDA.
Apesar de não possuir instruções para a exibição dos dados, Oliver (2011) diz que as
instruções da RDA têm a intenção de proporcionar flexibilidade para adaptar às exibições de
acordo com as necessidades e preferências da comunidade de usuários.
Serão exibidos nas figuras abaixo os registros completos recuperados nos catálogos.
Após isso, serão apresentados os principais efeitos da catalogação em RDA que foram
observados nesta pesquisa.

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Figura 1 – Registro completo: catálogo on-line PUCRS

Fonte: Capturado do catálogo on-line da PUCRS (2021).

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Figura 2 – Registro completo: catálogo on-line Library of Congress

Fonte: Capturado do catálogo on-line da Library of Congress (2021).

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Figura 3 – Registro completo: catálogo on-line The British Library

Fonte: Capturado do catálogo on-line The British Library (2021).

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Figura 4 – Registro completo: catálogo on-line National Library of Australia

Fonte: Capturado do catálogo on-line National Library of Australia (2021).

Observou-se que foram utilizados elementos visuais, como ícones e textos que indicam
o formato da obra e o seu tipo de suporte, o que pode auxiliar os usuários durante o processo
de pesquisa e melhorar os índices de encontrabilidade.
Constatou-se que os autores principal e secundários estão em campos separados. Com
isso, percebeu-se que a conhecida regra de 3 advinda do AACR2 não é mais adotada, portanto,
todos os responsáveis pelo conteúdo são identificados, ampliando os pontos de acesso ao
documento. Quando catalogados com o AACR2, todos os responsáveis pela construção da obra
costumam ser descritos no mesmo campo.

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Verificou-se que no catálogo da PUCRS o campo imprenta foi substituído por três
novos campos, sendo eles “Local de publicação”, “Editora”, e “Data de publicação”. A palavra
imprenta pode ser enquadrada nos termos técnicos que não auxiliam os usuários na
identificação de um recurso. Percebeu-se também o uso de 3 elementos, sendo eles: tipo de
conteúdo, tipo de mídia e tipo de suporte. Para Oliver (2011) a informação sobre esses
elementos delimita as buscas e gera relevância nos resultados.
Percebeu-se que as indicações da RDA sobre elementos adicionais também foram
adotadas. Na biblioteca da PUCRS observa-se que o registro completo apresenta não apenas a
“Data de publicação”, mas também “Data de direitos autorais”. Além disso, o registro não
possui abreviaturas que são usadas na catalogação em AACR2.
Em vista do exposto, ao considerar que os modelos conceituais orientaram o
desenvolvimento da RDA, acredita-se que a opção mais adequada para a interface de um
sistema que utiliza o novo padrão de catalogação seja a navegação em grafos, ou representação
em rede. O uso dos grafos "[...] pode ser especialmente útil para representar as relações não
hierárquicas e globais entre as entidades de uma biblioteca" (SILVA, 2016, p. 56), o que
potencializa os benefícios do uso da RDA e contribui para melhorar a navegação do usuário e
a encontrabilidade da informação.

4 Considerações finais
Verificou-se que os principais efeitos do uso da RDA nas interfaces dos catálogos
foram a melhor visualização das informações sobre os registros bibliográficos e o uso de uma
linguagem acessível para o entendimento do usuário, o que favorece a encontrabilidade e
apoia o usuário em seu processo de busca.
No que se refere as interfaces dos catálogos de bibliotecas que utilizam a RDA,
acredita-se que o melhor modelo de visualização da informação seja a navegação em grafos.
Entretanto, assim como destacado por Oliver (2011), as necessidades e preferências da
comunidade devem ser consideradas para que a interface seja uma ferramenta que apoie as
atividades desenvolvidas pelos usuários.

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Referências
BAPTISTA, F. Uma proposta de interface de resultados de buscas em sistemas de
recuperação de informação: a semiótica e a interação humano computador como aporte
teórico. 2019. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho”, Marília, 2019.
LIMA, G. A. L. Navegação hipertextual em contexto. In: LIMA, G. A. Biblioteca digital
hipertextual: caminhos para a navegação em contexto. Rio de Janeiro: Interciência, 2016.
OLIVER, C. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2011.
SILVA, M. F. Interface para navegação em bibliotecas digitais. In: LIMA, G. A. Biblioteca
digital hipertextual: caminhos para a navegação em contexto. Rio de Janeiro: Interciência,
2016.

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Catalogação de personagens fictícios em RDA na
Biblioteca Central da PUCRS
Cataloging of fictional characters in RDA at the PUCRS
Main Library

Clarissa Jesinska Selbach
Coordenadora do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS). Especialização em Informática na Educação e Gestão Empresarial
(PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9478127061244737
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3262-5801
E-mail: clarissa.selbach@pucrs.br

Anamaria Ferreira
Bibliotecária do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3927877993135021
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3261-319X
E-mail: anamaria@pucrs.br

Loiva Duarte Novak
Bibliotecária do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS). Especialização em Gestão Empresarial (PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9000973389535926
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1476-555X
E-mail: loiva.novak@pucrs.br

Lucas Martins Kern
Bibliotecário do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS). Especialização em Filosofia e Autoconhecimento e em Gestão de
pessoas: carreiras, liderança e coaching (PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2424083998248883
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8271-102X
E-mail: lucas.kern@pucrs.br
Resumo
A Biblioteca Central Irmão José Otão, da PUCRS, adotou o Resource Description and Access (RDA) na
catalogação do acervo bibliográfico e de autoridades em 2016. Desde então, busca formas de aprimorar
os catálogos de modo a atender às necessidades dos usuários. Este relato de experiência aborda o

�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

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desenvolvimento do projeto “Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central” pelos
bibliotecários do Setor de Tratamento da Informação (STI), que teve como objetivo criar e controlar
registros de autoridade de pontos de acesso autorizados para personagens fictícios, gerando relações
entre as obras e proporcionando mais uma forma de pesquisa na ferramenta de descoberta da Biblioteca
da PUCRS.
Palavras-chave: Catalogação. Resource Description and Access (RDA). Personagens fictícios.
Abstract
The Irmão José Otão Main Library, from PUCRS,) adopted the Resource Description and Access (RDA)
in the cataloging of the bibliographic and authorities records in 2016. Since then, it has been looking for
ways to improve the catalogs to meet the needs of users. This experience report approaches the
development of the project "Cataloging fictional characters in RDA at the Main Library" by librarians
from the Information Treatment Sector (STI), which aimed to create and control authority records of
authorized access points for fictional characters, generating relations between the works and provide
yet another way to search in the PUCRS Library discovery service.
Keywords: Cataloguing. Resource Description and Access (RDA). Fictional characters.

1 Introdução
A Biblioteca Central Irmão José Otão, vinculada à Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUCRS) adotou oficialmente o conjunto de diretrizes do Resource
Description and Access (RDA) na catalogação do acervo bibliográfico e de autoridades em 2016.
Ao ser a primeira biblioteca brasileira a implementar o RDA em ambos os tipos de registros,
encontra-se o desafio de aliar os fundamentos de modelos conceituais e das normas do novo
código à prática diária da catalogação. Ao longo da sua história, a Biblioteca busca excelência
na catalogação, adequando-a à realidade da instituição e do público a que atende.
No cenário atual da Biblioteca da PUCRS, o Setor de Tratamento da Informação (STI) é
responsável pela catalogação, aquisição e por atividades relativas à recuperação de materiais
físicos do acervo. Os bibliotecários catalogadores têm o compromisso de avaliar os processos
constantemente, buscando formas de melhorar as atividades sempre com vista a atender às
necessidades dos alunos, professores, técnicos administrativos e toda a comunidade atendida
pela Biblioteca.
Com a finalidade de proporcionar mais um benefício ao usuário da Biblioteca da
PUCRS durante a pesquisa bibliográfica, os bibliotecários do STI desenvolveram um projeto
intitulado “Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central” (BIBLIOTECA
CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO, 2019). O objetivo do projeto foi criar e controlar registros de
autoridade de pontos de acesso autorizados para personagens fictícios, gerando relações entre
as obras. A metodologia deste trabalho é de estudo de caso visando explanar sobre o relato de

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�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

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experiência, que aborda o desenvolvimento do projeto em meio à pandemia do novo
coronavírus (COVID-19) e que trouxe mais uma forma de pesquisa no catálogo de autoridades
da Biblioteca da PUCRS.

2 Histórico do RDA na Biblioteca da PUCRS
Para se manter alinhada à visão da PUCRS, que é ser referência internacional em
Educação Superior por meio da inovação e do desenvolvimento social, a Biblioteca trabalha na
busca de excelência para oferta de seus serviços de forma que o usuário desfrute de uma
experiência de uso completa. O STI é responsável pelo tratamento dos dados e do material
físico que compõem o acervo da Biblioteca. Para acompanhar a evolução da representação
descritiva, em 2013 iniciaram-se os estudos sobre o RDA, novo código de catalogação
internacional (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2020). Foram realizados grupos de
estudos pelos bibliotecários, participações em palestras e encontros com a intenção de
construir um alicerce sólido para tamanha mudança. Em 2016 iniciou-se, então, o processo de
implementação com definições nas políticas de catalogação, atualizações nas ajudas de campo
MARC21 (Machine Readable Cataloging), mapeamento dos tipos de materiais, criação de
templates próprios para cada tipo de material nos registros bibliográficos e de autoridades e
alteração das abreviaturas e expressões latinas. A partir deste momento, todos os materiais
incluídos no acervo têm sua catalogação completa em RDA, já os materiais que retornam ao
Setor para alguma revisão são convertidos para RDA e o restante dos registros passaram a
híbridos com as atualizações em lote de campos MARC21 possíveis.
No controle de autoridades, destaca-se que o nível de detalhamento na descrição dos
registros de autoridades é exaustivo, incluindo um grande número de atributos disponíveis,
que podem ser localizados nas fontes de informação estabelecidas nas políticas de catalogação
sendo elas: Library of Congress, VIAF (Virtual International Authority File), ISNI (International
Standard Name Identifier), bibliotecas nacionais de acordo com a nacionalidade do autor e
Currículo Lattes. Essa prática possibilita a distinção de homônimos, além de oferecer dados
confiáveis a respeito das autoridades, transformando o catálogo de autoridades em uma fonte
de pesquisa fidedigna sobre as pessoas, entidades e eventos.
Consolidado o uso do RDA na catalogação, a equipe segue acompanhando as
atualizações no código, as discussões da área e, periodicamente, revê as políticas e a prática da
catalogação no STI com vista a suprir as necessidades e os interesses dos usuários, principal
foco do Setor.

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3 Personagens fictícios na Biblioteca da PUCRS
A catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca da PUCRS visa
precipuamente a melhora na recuperação das informações pelos usuários, buscando satisfazer
suas necessidades e interesses e melhorar a navegação e a fluidez entre os registros
bibliográficos que possuam personagens, seja como objeto de estudo, seja numa obra de ficção.
A ideia surgiu a partir da percepção da equipe a respeito da grande produção científica que
abordava a história de personagens fictícios nas mais variadas facetas. Ao realizar o
processamento técnico de artigos, teses, dissertações com análises de personagens, críticas e
relatos da história deles, foi possível perceber a pluralidade de diferentes instâncias sob as
quais o olhar acadêmico e científico pode se dedicar. Com isso, fundamentou-se o projeto com
estudos sobre a teoria da área e pesquisas em catálogos de bibliotecas que já utilizam os
personagens fictícios como ponto de acesso de pessoa-personagem. Verificaram-se as
orientações existentes no RDA, analisaram-se os campos MARC21 permitidos para o controle
de atributos de autoridades e, por fim, realizou-se a tomada de decisão quanto à criação dos
pontos de acesso.
No planejamento do projeto, buscou-se bibliotecas que são referência na catalogação
em RDA. Contatou-se a Library of Congress e as Bibliotecas Nacionais da Alemanha, Austrália,
Israel e República Tcheca via e-mail, buscando a troca de experiências (DEUTSCHE
NATIONALBIBLIOTHEK, 2019; LIBRARY OF CONGRESS, 2019; NATIONAL LIBRARY OF
AUSTRALIA, 2019; NATIONAL LIBRARY OF ISRAEL, 2019; NATIONAL LIBRARY OF THE
CZECH REPUBLIC, 2019). A equipe estava ansiosa pelo retorno das bibliotecas, visto que são
exemplos mundiais e seria positivo conhecer a prática delas. Assertivamente, todas as
bibliotecas responderam como se dava a catalogação em RDA dos personagens. As Bibliotecas
Nacionais, assim como a Biblioteca da PUCRS, utilizam a Library of Congress como fonte
principal para a pesquisa dos atributos de personagens. Também informaram que antes do
RDA, já utilizavam personagens fictícios como termo tópico de assunto. Na migração para
RDA, esses registros foram readequados para pontos de acesso de pessoa-personagem.
Relataram que a catalogação de personagens fictícios é uma prática comum, sendo uma
atividade rotineira. A Biblioteca Nacional da Alemanha informou que é indispensável ao
trabalho diário e a Library of Congress relatou que o controle de autoridades é reflexo da
vontade de aumentar a capacidade de encontrar recursos.
Munidos do conteúdo do webinar promovido pela American Library Association (ALA)
sobre o assunto, intitulado “RDA Web seminar: New Concepts: Fictitious and Non-human
Personages”, foi possível sanar dúvidas relativas ao uso de atributos no controle de

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�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

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personagens fictícios (SPROCHI, 2019). Assim, definiu-se os critérios de seleção de
personagens, sendo aqueles que: a) sejam pessoa-personagem principal ou assunto da obra; b)
existam no VIAF; e c) sejam relevantes para o público da Biblioteca. Respeitam-se esses
critérios, com exceção de personagens significativos para o público da Biblioteca que não
existam no VIAF. Nesses casos, os bibliotecários se reúnem e decidem se deve ser criado ou
não.
Com a pandemia do COVID-19, a Biblioteca fechou em março de 2020, migrando o
regime de trabalho para remoto inicialmente e, posteriormente misto, fazendo com que o
projeto fosse alterado em relação ao cronograma e à divulgação nos espaços físicos da
Biblioteca. Adequou-se conforme nova realidade e o resultado do projeto foi apresentado para
a equipe da Biblioteca antes da divulgação oficial como forma de demonstração prática da
pesquisa por personagens na ferramenta de busca e integração entre as equipes para que fosse
transmitido ao usuário de forma eficiente. O processamento técnico trabalha na melhoria da
recuperação da informação pelos usuários, e o Setor de Serviços tem o papel fundamental de
auxiliar no encontro dessa informação.
A ação de divulgação do projeto foi realizada de forma on-line, com o auxílio do Setor
de Suporte e Desenvolvimento, na criação de um vídeo promocional disponível no Instagram 1
da Biblioteca e no canal da PUCRS no Youtube 2. O vídeo apresenta o passo a passo de como
pesquisar um personagem fictício na ferramenta de busca, além de trazer os personagens para
os espaços públicos da Biblioteca, através de efeitos especiais.
Para localizar um personagem fictício na ferramenta de busca da Biblioteca, é
necessário digitar o nome do personagem na caixa de pesquisa. A partir da busca, o sistema
recupera todos os documentos que possuem o personagem relacionado no registro
bibliográfico, sejam livros, artigos, teses, dissertações, filmes, cartazes ou quaisquer outros
tipos de documentos. Na figura 1 observa-se o registro bibliográfico completo disponível na
ferramenta de busca OMNIS na visão do usuário, contendo o relacionamento entre autoridade
de personagem e obra.

1

Vídeo de divulgação disponível no IGTV do perfil da Biblioteca da PUCRS no Instagram (@bibliotecapucrs):
https://www.instagram.com/tv/CMP5l8fJACj

2

Vídeo de divulgação disponível no canal da PUCRS no YouTube: https://www.youtube.com/watch?
v=OM1VydIQMJ0

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

73

Figura 1 – Registro bibliográfico na ferramenta de busca OMNIS

Fonte: Biblioteca Central Irmão José Otão (2021a).

No catálogo de autoridades, os personagens estão descritos de forma exaustiva,
contando com atributos encontrados nas fontes de informação citadas anteriormente. Os
principais campos MARC21 preenchidos na autoridade referem-se a nome, local (imaginário
ou real), campo de atividade, ocupação, entidade associada (imaginária ou real), idioma,
remissivas para outros nomes conhecidos e notas específicas para registro permanente de
algum dado descrito. Na figura 2, retrata-se um exemplo de autoridade de personagem fictício
no sistema Aleph, utilizado pela Biblioteca.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

74

Figura 2 – Registro de autoridade no sistema Aleph

Fonte: Biblioteca Central Irmão José Otão (2021b).

A indexação de personagens fictícios como pontos de acesso de assunto na Biblioteca
ocorre em obras que fazem uso de análises, críticas e interpretações, contam sua trajetória,
além da presença do próprio personagem como elemento representativo da obra. Conta-se
hoje com documentos indexados com os mais variados personagens, entre eles: Drácula,
Frankenstein, Chewbacca, Darth Vader, Homem Aranha, Homem de Ferro, Hulk, Pantera cor
de rosa, Mickey Mouse, Menino Maluquinho, Bob Esponja, Ben 10, Brás Cubas, Dom Quixote,
Harry Potter, Zorro.

4 Considerações finais
Personagens fictícios já eram utilizados na indexação de assuntos na Biblioteca da
PUCRS, porém eram termos não controlados e havia poucos registros. Com o aumento da
demanda de trabalhos científicos que embasavam seus estudos na vida destes personagens,
bem como o extenso acervo de literatura culminaram para a ideia inicial do projeto. Na
proposta inicial, o lançamento da ação previa o número de 50 autoridades controladas em
RDA, para divulgação ocorrer. Contudo, realizado o levantamento de materiais que possuíam
essa temática, verificou-se uma gama maior de documentos e então o projeto foi lançado com
o controle de autoridade em RDA de mais de 70 personagens fictícios. Estimado o número
atual de personagens, leva-se a pensar na pequena representatividade quantitativa, porém
salienta-se que a atividade de controle de autoridades de personagens fictícios foi incluída e

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

75

soma-se a tantas outras atividades desenvolvidas pelos bibliotecários e que fazem parte do
fluxo de trabalho do STI. É uma nova atividade que possibilita a descoberta de novos
documentos a cada dia.
A respeito do projeto destaca-se o caráter inédito na indexação de personagens com
atributos em RDA no contexto da catalogação brasileira, conferindo pioneirismo à Instituição.
Acrescentamos ainda o viés de popularidade do projeto, visto que grande parte dos usuários
aprecia obras ficcionais e se interessa pelas diferentes ópticas sobre as quais é possível
explorar o universo intangível. Neste sentido, salienta-se a satisfação do grupo de
catalogadores durante a execução do projeto.
Ressalta-se, por fim, que o ‘RDA original’ inicialmente foi modelado de acordo com o
FRBR (Functional Requirements for Bibliographic Records) e permitia que se registrasse
denominações fictícias e não-humanas quando possuíam responsabilidade sobre a obra, e
quando era assunto dela. Posteriormente, em 2013, o ‘RDA original’ foi atualizado em
concordância com os modelos FRAD (Functional Requirements for Authority Records) e FRSAD
(Functional Requirements for Subject Authority Records) e passou a permitir o registro de
personagens fictícios a partir do controle de autoridades (LIBRARY OF CONGRESS, 2021).
Com a recente publicação do modelo conceitual Library Reference Model (LRM) foi
desenvolvido o projeto 3R com vistas a remodelar o RDA de acordo com as novas diretrizes
conceituais. O LRM deixou de indicar denominações fictícias e não-humanas como
responsáveis por uma obra (INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS
AND INSTITUTIONS, 2017), então, decidiu-se relacionar os registros bibliográficos com
personagens que fossem assunto da obra, apenas. Com a atualização para o novo RDA oficial,
agora fundamentado no LRM, a Biblioteca da PUCRS segue a catalogação de acordo com as
diretrizes atuais.

Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. About [RDA]. Chicago: ALA, 2020. Disponível em:
https://www.rdatoolkit.org/about. Acesso em: 18 out. 2021.
BIBLIOTECA CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO. Aleph 500 versão 23. Porto Alegre: PUCRS,
2021b. Sistema interno de gerenciamento de biblioteca.
BIBLIOTECA CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO. OMNIS. Porto Alegre: PUCRS, 2021a.
Disponível em: https://biblioteca.pucrs.br/. Acesso em: 18 out. 2021.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS
Selbach; Ferreira; Novak; Kern

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BIBLIOTECA CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO. Setor de Tratamento da Informação. Projeto
Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central. Porto Alegre:
PUCRS, 2019. Documento institucional interno.
DEUTSCHE NATIONALBIBLIOTHEK. AW: RDA - Fictitious characters. Destinatário: Clarissa
Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Frankfurt: 6 nov. 2019. 1 e-mail.
INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS. IFLA
Library Reference Model: um modelo conceitual para a informação bibliográfica. [S. l.]:
IFLA, 2017. Disponível em:
https://www.ifla.org/wp-content/uploads/2019/05/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august2017_rev201712-por.pdf. Acesso em: 18 out. 2021.
LIBRARY OF CONGRESS. Library question: answer question #15014256. Destinatário:
Clarissa Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Washington, DC: 14 nov. 2019. 1 e-mail.
LIBRARY OF CONGRESS. List of the subject headings manual PDF files: H 1610 fictitious
characters. Washington, DC: 2021. Disponível em:
https://www.loc.gov/aba/publications/FreeSHM/H1610.pdf. Acesso em: 21 out. 2021.
NATIONAL LIBRARY OF AUSTRALIA. FW: NLAref129698 redirected question enquiry.
Destinatário: Clarissa Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Camberra: 8 nov. 2019. 1 e-mail.
NATIONAL LIBRARY OF ISRAEL. RE: RDA - Fictitious characters. Destinatário: Clarissa
Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Jerusalem: 6 nov. 2019. 1 e-mail.
NATIONAL LIBRARY OF THE CZECH REPUBLIC. FW: RDA - Fictitious characters.
Destinatário: Clarissa Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Praha: 5 nov. 2019. 1 e-mail.
SPROCHI, Amanda K. RDA and non-human personages. In: ALAELEARNINGSOLUTIONS.
New concepts: fictitious and non-human personnages. [S. l.: s. n.], 2019. 45 slides. Disponível
em: https://pt.slideshare.net/ALAeLearningSolutions/new-concepts-fictitious-and-nonhumanpersonages. Acesso em: 18 out. 2021.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Modelagem de publicações seriadas:
a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Modelling of Serials: the new approach of IFLA LRM and
RDA

Rhuan Henrique Alves de Oliveira
Graduando em Biblioteconomia e Ciência da Informação na Universidade Federal de São
Carlos (UFSCar).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6616666162574086
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8348-0350
E-mail: rhuan.henrique.oliv@gmail.com

Fabiano Ferreira de Castro
Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação e do Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação (UFSCar). Líder do Grupo de Pesquisas e Estudos em
Representação do Conhecimento e Tecnologias da Informação e Comunicação (GPERTIC).
Pós-Doutorado em Ciência da Informação (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7124931056289027
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8712-2654
E-mail: fabianocastro@ufscar.br
Resumo
As publicações seriadas, como recursos específicos, constituem parte relevante do universo
bibliográfico, bem como se apresentam como objeto de estudos do campo da Catalogação Descritiva. Os
alicerces teóricos estabelecidos por Panizzi, Cutter e Lubetzky predominaram até a mudança de
paradigma no cenário do domínio bibliográfico, causada pelo avanço tecnológico, onde a prática
catalográfica inseriu-se cada vez mais no contexto da Web Semântica e Linked Data, fazendo-se
necessário uma nova abordagem das publicações seriadas, anunciada no IFLA Library Reference Model
(IFLA LRM) e no Resource Description and Access (RDA). Dessa maneira, essa pesquisa tem como
objetivo identificar tal abordagem partindo de uma Revisão Sistemática da Literatura e análise do
documento do IFLA LRM e do RDA Toolkit. Conclui-se que fica consolidada a conceituação de
Publicações Seriadas como entidades distintas do universo bibliográfico, suas fronteiras com as
monografias bem estabelecidas e sua essência e constituição bem definidas.
Palavras-chave: Resource Description and Access. IFLA Library Reference Model. Publicações seriadas.
Catalogação descritiva.
Abstract
Serial publications, as specific resources, constitute a relevant part of the bibliographic universe, as well
as being an object of studies in the field of Descriptive Cataloging. The theoretical foundations
established by Panizzi, Cutter and Lubetzky prevailed until the paradigm shift in the bibliographic
domain, caused by technological advances, where the cataloging practice was increasingly inserted in

�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

78

the context of the Semantic Web and Linked Data, making it necessary a new approach to serial
publications, announced in the IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) and the Resource
Description and Access (RDA). Thus, this research aims to identify such an approach based on a
Systematic Literature Review and analysis of the IFLA LRM document and RDA Toolkit. It is concluded
that Serial Publications are consolidated as distinct entities of the bibliographic universe, its borders
with monographs well-established and its essence and constitution well-defined.
Keywords: Resource Description and Access. IFLA Library Reference Model. Serial work. Descriptive
cataloging.

1 Introdução
Objeto de estudos do campo da Catalogação Descritiva, as publicações seriadas
constituem parte relevante do universo bibliográfico. Autores basilares da catalogação como
Antonio Panizzi, Charles Ami Cutter e Seymour Lubetzky, lançaram os alicerces teóricos sobre
os princípios e as práticas catalográficas, contribuindo para a construção e consolidação de
códigos de catalogação, tais como o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2).
Contudo, observa-se uma mudança de paradigma no cenário do domínio bibliográfico,
impactada, sobretudo pelo avanço tecnológico, a ascensão do ambiente digital e a proliferação
de periódicos eletrônicos, onde a prática catalográfica é refletida cada vez mais no cenário da
Web Semântica e do Linked Data. Desse modo, fez-se necessário uma nova abordagem das
publicações seriadas, anunciada no IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) e no Resource
Description and Access (RDA).
O IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) é um modelo conceitual resultante da
consolidação e ampliação dos três modelos da Família FR: Functional Requirements for
Bibliographic Records (FRBR), Functional Requirements for Authority Data (FRAD) e Functional
Requirements for Subject Authority Data (FRSAD).
O Resource Description and Access (RDA), por sua vez, publicado em 2010, é um pacote
de elementos de dados, de diretrizes e de instruções que formam um padrão de catalogação
concebido para a descrição e o acesso de recursos no ambiente digital. Por meio do 3R Project,
finalizado no final de 2020, o RDA foi alinhado com o IFLA LRM (RDA STEERING
COMMITTEE, 2020).
Dessa maneira, a pesquisa em voga tem como objetivo analisar como as publicações
seriadas são modeladas no IFLA LRM e no RDA redesenhado e reestruturado, resultante do 3R
Project, situando suas respectivas abordagens na tradição catalográfica.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

79

2 Metodologia
A metodologia adotada consistiu na realização de uma Revisão Sistemática de
Literatura (RSL), utilizando a string de busca “serial AND rda AND ifla lrm” em pesquisas
realizadas em quatro bases de dados: Web Of Science, Library, Information Science &amp;
Technology Abstracts with full text (LISTA), Information Science &amp; Technology Abstracts (ISTA)
e Base de dados de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI). Posteriormente foi
analisada a modelagem de publicações seriadas a partir do documento do IFLA LRM e do RDA
Toolkit.

3 Breve conceituação histórica das publicações seriadas
Panizzi, em suas 91 regras de catalogação prescritas no Catalogue of printed books in
the British Museum, não aborda as publicações seriadas como uma única classe, porém como
subclasses distintas entre si, identificando-as e diferenciando-as pela suas respectivas formas,
por meio de três amplos grupos: publicações de sociedades e instituições (acadêmicas),
publicações periódicas e efemérides. Essas subclasses eram então organizadas por localização
geográfica (continente, país e cidade), por autoria corporativa e título. Cutter, por sua vez,
abandonou os dois principais níveis de organização utilizados por Panizzi, cabeçalho de
formas e hierarquia geográfica, e reteve as entradas sob autoria corporativa para publicações
de sociedades. (JONES, 2017).
A abordagem de Cutter predominou por um século, até que, pela influência de
Lubetzky e a implementação da segunda edição do Código de Catalogação Anglo-Americano
(AACR2), entradas de autoria corporativa foram abandonadas, desencadeando uma
identificação cada vez maior das publicações seriadas com seus respectivos títulos. Logo, a
conceituação de obras seriadas alinhava-se intimamente com a de monografias (JONES, 2017).
3.1 IFLA Library Reference Model (IFLA LRM)
No IFLA LRM, as publicações seriadas são modeladas como agregados, definidos como
“[...] uma manifestação que materializa várias expressões”. (RIVA; LE BOEUF; ŽUMER, 2017, p.
95). A partir dessa modelagem, uma Manifestação agregada materializa, além de Expressões
distintas, uma Expressão agregadora que, consequentemente, realiza uma Obra agregadora.
Sendo um tipo específico de Obra agregadora, uma Obra seriada consiste em uma
construção complexa, cuja Manifestação, que a representa em sua totalidade, é composta por

II Encontro de RDA no Brasil

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�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

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outras Manifestações agregadas publicadas em série, estruturação constituída por meio do
relacionamento todo/parte LRM-R261 no nível da Manifestação. Essas Manifestações agregadas
são fascículos, por suas vezes agregados de artigos, publicados ao longo do tempo (RIVA; LE
BOEUF; ŽUMER, 2017).
A entidade Obra no modelo é aquela que permite a identificação dos conteúdos
comuns compartilhados entre expressões distintas, porém esse conteúdo comum é entendido
diferente em uma instância de monografia e uma de Obra Seriada. No que concerne a essa
última, o conteúdo comum que a define reside na intenção do editor de conceber um todo
identificável e na reunião de conceitos editoriais (título, tema, layout etc.) (RIVA; LE BOEUF;
ŽUMER, 2017).
Sendo a reunião de conceitos editoriais a essência da Obra seriada, o modelo prescreve
que edições impressas e online de uma mesma publicação seriada devem ser consideradas
Obras distintas e modeladas com relacionamentos obra-para-obra (RIVA; LE BOEUF; ŽUMER,
2017).
3.2 Resource Description and Access (RDA)
A modelagem do IFLA LRM concernente às publicações seriadas teve grande impacto
no RDA redesenhado e reestruturado, uma vez que, por meio do 3R Project, suas diretrizes
foram alinhadas com o modelo conceitual.
O RDA em sua modelagem, primeiramente, postula a dicotomia entre Obra Estática e
Obra Diacrônica. A primeira possui seu conteúdo completo já incorporado em um “único ato
de publicação”, o que implica que não é esperado que ele sofra alterações com o decorrer do
tempo; a segunda, por sua vez, é uma obra planejada a ser incorporada através do tempo e
conforme seu plano “[...] é executado, o conteúdo da Obra é alterado gradualmente, sendo
realizado através de uma ou mais Expressões distintas que são incorporadas por uma ou mais
Manifestações” (RDA TOOLKIT, 2021, tradução nossa).
Ademais, as Obras Diacrônicas são de dois tipos, caracterizadas pela maneira que seu
conteúdo é estendido: Obra Sucessiva e Obra Integradora. A Obra Sucessiva possui seu
conteúdo estendido por acumulação, e, no caso da Obra integradora, o conteúdo é substituído
em intervalos de tempo, tornando as iterações anteriores inacessíveis (RDA TOOLKIT, 2021).

1

O LRM-R26 – “possui parte”, “é parte de” – é um relacionamento entre duas Manifestações em que uma é
componente da outra (RIVA; LE BOEUF; ŽUMER, 2017).

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�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

81

Essa modelagem é realizada com o Plano de Extensão, 2 principalmente por meio de seu
atributo Modo de Extensão, que possui os valores de integração e de sucessão. Faz-se relevante
apontar que o RDA postula que a essência de uma Obra Diacrônica é seu plano de mudança de
conteúdo, o que torna o Plano de Extensão caracterizador da Obra Diacrônica (RDA TOOLKIT,
2021).

4 Considerações finais
Essa pesquisa teve como objetivo a reflexão de como as publicações seriadas são
modeladas no IFLA LRM e no RDA redesenhado e reestruturado, resultante do 3R Project, e
situar suas respectivas abordagens na tradição catalográfica. A partir disso, pode-se concluir
que o IFLA LRM e o RDA “[...] proporcionam uma estrutura e vocabulário que auxiliam no
tratamento de seriados e outros dados bibliográficos de novas maneiras”. (MERING, 2019, p.
68, tradução nossa).
A modelagem do IFLA LRM, incorporada pelo RDA, permite que os artigos agregados
nas publicações seriadas retenham sua integridade como unidade distinta (Expressões distintas
de Obras Distintas), não tendo sua individualidade sendo imersa e perdida na unidade da
publicação seriada. Por consequência, é facilitada e potencializada a capacidade descoberta por
parte dos usuários. Outrossim, fica consolidada a conceituação de Publicações Seriadas como
entidades distintas do universo bibliográfico, suas fronteiras com as monografias bem
estabelecidas e sua essência e constituição bem definidas.

Referências
JONES, Edgar. The Evolution of the serial work, the FRBR conceptual model, and RDA.
Cataloging &amp; Classification Quarterly. [s. l.], v. 56, n. ⅔, p. 128- 145, nov. 2017. Disponível
em: https://doi.org/10.1080/01639374.2017.1388325. Acesso em: 23 set. 2021.
MERING, Margaret. IFLA Library Reference Model, RDA, and Serials in a Nutshell. Serials
Review. [s. l.], v. 45, n. 1-2, p. 66-68, jun. 2019. Disponível em:
https://doi.org/10.1080/00987913.2019.1627691. Acesso em: 23 set. 2021.
RDA STEERING COMMITTEE. About RDA. 2020. Disponível em:
http://rda-rsc.org/content/about-rda. Acesso em: 23 set. 2021.

2

“Uma categorização que reflete a intenção de extensão do conteúdo de uma Obra”. (RDA TOOLKIT, 2021,
tradução nossa).

II Encontro de RDA no Brasil

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�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

82

RDA TOOLKIT. RDA Toolkit, 2021. Disponível em: https://access.rdatoolkit.org/. Acesso em:
22 set. 2021.
RIVA, Pat; LE BOUEF, Patrick; ŽUMER, Maja. IFLA Library Reference Model: um modelo
conceitual para a Informação Bibliográfica, [s. l.]: International Federation of Library
Associations and Institutions, 2017. Disponível em:
https://www.ifla.org/wp-content/uploads/2019/05/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august2017_rev201712-por.pdf. Acesso em: 22 set. 2021.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
RDA Vocabulary: weights for cataloging

Ana Carolina Simionato Arakaki
Professora do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Bibliotecária pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Doutora em Ciência da
Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pós-Doutoranda na área de
Computação pela Universidade de São Paulo (USP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9896600626524397
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0140-9110
E-mail: acsimionato@ufscar.br
Resumo
O redesenho e reestruturação do Resource Description and Access foram a motivação para essa palestra,
bem como, pautou-se como principal objetivo, identificar a relação do RDA com os vocabulários de
dados. Foi utilizada uma revisão narrativa da literatura, que elencou o desenvolvimento da temática,
principalmente com as recentes transformações da ferramenta RDA Toolkit, do ponto de vista teórico e
contextual do assunto. Por fim, o RDA sendo definido como um vocabulário de dados, vemos como
tendência a independência das regras de Catalogação, os requisitos são poucos e aqueles que usam o
vocabulário RDA, deverão decidir quais os elementos descritivos e seus valores são necessárias para
descrever um recurso informacional e como transcrever essa informação ao usuário.
Palavras-chave: Resource Description and Access. Vocabulário de dados. Vocabulário RDA. Catalogação.
Abstract
The redesign and restructuring of the Resource Description and Access were the motivation for this
lecture, as well as the main objective of identifying the relationship between the RDA and the data
vocabularies. A narrative literature review was used, which listed the development of the theme, mainly
with the recent transformations of the RDA Toolkit tool, from the theoretical and contextual point of
view of the subject. Finally, RDA being defined as a data vocabulary, we see a trend towards
independence from the Cataloging rules, the requirements are few and those who use the RDA
vocabulary will have to decide which descriptive elements and their values are needed to describe a
resource information and how to transcribe that information to the user.
Keywords: Resource Description and Access. Data vocabulary. RDA vocabulary. Cataloguing.

1 Introdução e Metodologia
A partir da publicação do IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) em 2017, o
Resource Description and Access (RDA) foi redesenhado e restruturado em dezembro de 2020

�Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
Simionato Arakaki

84

pelas diretrizes do Projeto 3R. Foram realizadas alterações significativas para a geração dos
registros bibliográficos e de autoridade.
A plataforma RDA Toolkit traz novas formas para (re)pensar a Catalogação. Salienta-se
que por meio dessas alterações, a RDA é alinhada a sua natureza, um vocabulário de dados e
não a um código de catalogação, como até então era pensado. Bem como, traz ao RDA uma
modelagem associada aos princípios de conexão de dados, com o Linked data, com novas
possibilidades de sustentabilidade dos dados advindos dos registros de Catalogação.
Como Oliver (2021, p. 10, tradução nossa) pondera:
O RDA foi projetado para que não seja vinculado a nenhum padrão de
codificação. Ao utilizar a RDA, faz tornar possível a relação entre os dados
em uma ampla gama de contextos, em diferentes cenários de implementação
e não apenas em sistemas tradicionais de gerenciamento de bibliotecas.

Essa nova estrutura apresentada pelo RDA foi necessária pelas dificuldades
encontradas na adequação do MARC21 a esse novo instrumento de representação. Justamente,
pela necessidade em “[...] criar relacionamentos entre os bits de informação, de modo que seja
possível abordar os dados de praticamente qualquer ponto de partida e ainda recuperar o que
você precisa”. (COYLE, 2016, p. 31).
Os nossos catálogos, hoje, apresentam-se registros monolíticos e que não permitem a
individualização dos dados. (ARAKAKI, 2020). Essa preocupação deriva-se de um movimento
de renovação da Catalogação, em que percebemos que nossos catálogos, repletos de dados de
autoridade e bibliográficos já enriquecidos por padrões internacionalmente aceitos, ainda
estão sem conexões ou comunicações entre os mesmos, ou seja, estamos trabalhando em
nichos de armazenamento sem comunicação, comparadas a ilhas ou silos.
Nesse contexto, as alterações do RDA foram a motivação para essa palestra, bem
como, pautou-se como principal objetivo, identificar a relação do RDA com os vocabulários de
dados. A metodologia utilizada nessa pesquisa foi uma revisão narrativa da literatura. Compila
as principais produções da área que discutem e descrevem o desenvolvimento da temática,
principalmente com as recentes transformações da ferramenta RDA Toolkit, do ponto de vista
teórico e contextual do assunto.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
Simionato Arakaki

85

2 O RDA: flexibilidade, internacionalização e conexão entre os dados
As alterações do RDA Toolkit, plataforma de acesso ao vocabulário RDA, foram
salientadas pelo próprio princípio, objetivo e definição do RDA. Sendo definido como um “[...]
um pacote de elementos de dados, diretrizes e instruções para criar metadados de recursos de
bibliotecas e patrimônio cultural, formulados de acordo com os modelos internacionais para
aplicações de dados ligados centrados no usuário.” (RDA STEERING COMMITTEE, 2020).
O pacote de elementos é melhor compreendido quando também destacamos os
princípios das orientações do próprio RDA, em relação a flexibilidade, internacionalização e
conexão entre os dados. Esses princípios são descritos como (RDA STEERING COMMITTEE,
2020):
a)

Flexibilidade: o RDA comporta as práticas de catalogação para bibliotecas de grande
ou pequeno porte, especializada ou bibliotecas de público geral, independentemente
dos seus requisitos locais, permitindo a aplicação desde os processos tradicionais até
os processos mais recentes de Catalogação

b)

Internacionalização: A administração do RDA está estruturada para garantir uma
representação internacional maior e mais ampla.

c)

Conexão entre os dados: RDA é projetado para criar dados que podem ser acessados e
compartilhados entre bibliotecas e outros centros informacionais. Compatível com
aplicações para o uso de Linked data. (RDA STEERING COMMITTEE, 2020)
O RDA irá oferecer elementos ao catalogador, independente da região e idioma, caberá

ao catalogador escolhê-los de acordo com as necessidades de seus usuários e da adequação
representacional ao tipo de recurso informacional. Além disso, o RDA oferecerá a
possibilidade de que esses dados sejam conectados, seguindo as orientações Linked data,
auxiliando no processo e economia de recursos humanos, infraestrutura, financeiro, etc. que o
catalogador possui a sua disposição, bem como, possibilitará uma maior comunicação e acesso
desses dados à Web.
Como tendência para a integração semântica entre os dados, o Linked data sintetiza
em boas práticas para publicar e conectar conjuntos de dados estruturados na Web, com o
intuito de criar uma “Web de dados” (BIZER; HEATH; BERNERS-LEE, 2009). Por meio da
publicação e conexão dos dados, os sistemas serão mais abertos e interoperáveis,

II Encontro de RDA no Brasil

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�Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
Simionato Arakaki

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possibilitando um maior acesso do usuário ao catálogo, e ainda, se preocupando cada vez mais
em um melhor canal entre usuário e recurso informacional.
Para a conexão e composição das triplas pelo modelo de dados em Resource Description
Framework (RDF), as tecnologias semânticas utilizadas para a estruturação em Linked data são:
a)

Uniform Resource Identifier (URI): tem como função de identificar um recurso. É uma
atribuição inequívoca aos objetos e necessária, pois, as relações entre recursos não
podem ser incorretas ou ambíguas. Exemplos de Identificadores únicos: ORCID,
Lattes, DOI, Handle, ISBN, ISSN, entre outros,

b)

Linguagens de marcação: Fornecem marcações para descrição das informações;
padronizar a publicação e troca de dados entre aplicações Web; e realizar a
interoperabilidade com outros dados. Exemplos: XML, Turtle, entre outros.

c)

Resource Description Framework (RDF): modelo de dados para referenciar objetos e
como eles estão relacionados; utiliza a sintaxe XML; e descreve os recursos através de
declarações.
O modelo de sintaxe do RDF é baseado em grafos dirigidos rotulados, onde são

realizadas as conexões entre os recursos. Como o exemplo da figura 1.
Figura 1 – Exemplos de triplas em RDF

Fonte: Elaborado pela autora.

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Os elementos base desse modelo de tripla são: recurso (resource); propriedade
(property) e valor (value), e possibilitam a designação de significado aos conjuntos de dados
(datasets) publicados na Web.

3 O Vocabulário RDA (RDA Vocabulary)
Em 2015, a World Wide Web Consortium (W3C) definiu que um vocabulário de dados é
compreendido como um conjunto de termos que visa a descrição de algum recurso. Assim,
tem-se os vocabulários voltados à padronização dos elementos de metadados (vocabulários de
propriedade) e os que buscam uniformizar os valores. Como exemplos, podemos citar, o
Dublin Core Metadata Initiative Metadata Terms (DC Terms), Data Catalog Vocabulary (DCAT),
Friend of a Friend Vocabulary (FOAF Vocabulary) e o Schema.org.
Os autores Baker et al. (2011) no relatório “Library Linked Data Incubator Group Final
Report” declaram que um vocabulário de valor define recursos (como instâncias de tópicos,
estilos de arte ou autores) que são usados como valores para elementos em registros de
metadados. Normalmente, um vocabulário de valor não define recursos bibliográficos, como
livros, mas sim, os conceitos relacionados a recursos bibliográficos (pessoas, línguas, países,
etc.). Eles são "blocos de construção" com os quais os registros de metadados podem ser
preenchidos. Muitas bibliotecas exigem vocabulários específicos para selecionar valores para
um elemento de metadados específico. (BAKER et al., 2011).
Baker et al. (2011) continuam a contextualização referindo a lista controlada de valores
permitidos para um elemento. Os exemplos incluem: tesauros, listas de códigos, listas de
termos, esquemas de classificação, listas de cabeçalhos de assuntos, taxonomias, arquivos de
autoridade, dicionários geográficos digitais, esquemas de conceitos e outros tipos de sistemas
de organização do conhecimento. Para serem úteis na vinculação de dados, os vocabulários de
valores devem ter URIs de protocolo de transferência de hipertexto (HTTP) atribuídos a cada
valor; esses URIs apareceriam em um registro de metadados em vez de ou além do valor literal.
(BAKER et al., 2011).
No RDA, o esquema de codificação e vocabulário de dados, é apresentado por uma
lista estruturada nomeada de representações de valores controlados para os elementos. Um
esquema de codificação de vocabulário inclui uma lista RDA de termos ou seus vocabulários
de valores correspondentes no: registro RDA, uma lista de códigos ISO, uma terminologia

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Simionato Arakaki

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padrão, um sistema de controle de autoridade, etc., e pelos índices de palavras-chave. (RDA
STEERING COMMITTEE, 2020).
Destaca-se que o glossário de termos do RDA, conceitua vocabulário de dados como
“Uma categoria que contém conceitos que são usados como valores para propriedades em um
conjunto de dados.”, isto é, definição coerente à referida por Baker et al. (2011).
Outro ponto de destaque, é que todos os elementos RDA, suas definições e quaisquer
itens relacionados notas de escopo, e todos os termos de valor do vocabulário e definições
foram armazenados em RDF no Open Metadata Registry (OMR), incluindo a fonte primária de
conteúdo do RDA Toolkit e as traduções. O OMR é um órgão responsável por fornecer um
meio para identificar, declarar e publicar o registro de esquemas de metadados (conjuntos de
elementos/propriedades), esquemas (vocabulários controlados) e perfis de aplicação (APs).
Todo o vocabulário RDA está exportado para um repositório GitHub, fornecendo um
gerenciamento de download e serviços para desenvolvedores que queiram desenvolver e
implementar aplicações para referência de dados conectados, inclusive as extrações específicas
de idioma e a seleção de elementos individuais e extrações de conceito/valores que fornecem
representações RDF com identificadores específicos.

4 Considerações finais
Com todas essas transformações e reflexões para a Catalogação, percebe-se cada vez
mais, a necessidade de comunicação dos nossos catálogos para ambientes mais abertos, como
Web. Por meio de sistemas mais abertos e interoperáveis, garantirá o acesso a todos os
usuários, independente do local que eles estão buscando a informação.
A publicação e conexão dos dados de biblioteca deverá ser ponderada para que não
seja apenas uma disponibilização dos dados. Mas sim, a melhoria dos problemas de
duplicidade de dados bibliográficos e de autoridade, a possibilidade de reutilização desses
dados por inúmeros catálogos em rede.
Por fim, o RDA sendo definido como um vocabulário de dados, vemos como tendência
a independência das regras de Catalogação, os requisitos são poucos e aqueles que usam o
vocabulário RDA, deverão decidir quais os elementos descritivos e seus valores são necessárias
para descrever um recurso informacional e como transcrever essa informação ao usuário.

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Simionato Arakaki

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CIDOC-CRM e o BIBFRAME:
integração de metadados
CIDOC-CRM and the BIBFRAME: metadata integration

Ezequiel Rodrigues da Silva Leandro
Graduação em Biblioteconomia, Universidade de Brasília (UnB).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1047982870667966
E-mail: ezequiel.leandro.rodrigues@gmail.com

Felipe Augusto Arakaki
Professor do Curso de Biblioteconomia da Universidade de Brasília (UNB). Doutor em Ciência
da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5324289839207169
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3983-2563
E-mail: felipe.arakakie@unb.br
Resumo
O trabalho busca elucidar as necessidades de conhecimento sobre a interoperabilidade semântica, pois,
as bibliotecas estão se atualizando aos novos modelos conceituais, padrões e sistemas informacionais. A
exemplo, os modelos conceituais e os vocabulários Bibliographic Framework Initiative Project
(BIBFRAME) e CIDOC Conceptual Reference Model (CRM), possibilitam a integração entre bibliotecas e
museus. Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar e discutir o BIBFRAME e CIDOC-CRM. Por meio
de pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, a revisão da literatura apresenta como resultados, que
o BIBFRAME e o CIDOC CRM estão estruturados em classes e propriedades, que possibilitam o uso das
tecnologias da Web Semântica como RDF (Resource Description Framework), e utilizam as linguagens de
marcação como a XML (eXtensible Markup Language). Conclui-se com a revisão bibliográfica,
principalmente no âmbito nacional, que as discussões ainda são incipientes sobre o seu uso e
integração.
Palavras-chave: Catalogação. Interoperabilidade. CIDOC CRM. BIBFRAME.
Abstract
The work seeks to elucidate the knowledge needs of semantic interoperability, as libraries are updating
themselves to new conceptual models, standards, and informational systems. For example, the
conceptual models and the Bibliographic Framework Intuitive Project (BIBFRAME) and CIDOC
Conceptual Reference Model (CRM). These systems enable the integration between libraries and
museums. So, the objective of the present work is to present and discuss the BIBFRAME and CIDOCCRM. Through exploratory research, of a qualitative nature, the literature review shows as a result that
BIBFRAME and CIDOC-CRM are structured in classes and properties, which enable the use of Semantic
Web technology such as RDF (Resource Description Framework) and use markup languages like XML
(eXtensible Markup Language). It’s concluded with the bibliographical review, mainly at the national
level, that discussions are still incipient about its use and integration.

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Leandro; Arakaki

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Keywords: Cataloging. Interoperability. CIDOC CRM. BIBFRAME.

1 Introdução
Os profissionais da Ciência da Informação, especialmente da Arquivologia,
Biblioteconomia e Museologia, tiveram seu surgimento juntamente com a evolução humana e
possuem muitos pontos em comum. (ARAUJO, 2011; SMIT, 2000). Cada profissional trabalha
com propósitos diferentes, entretanto, são similares nos princípios de tratamento
informacional, entre eles, a descrição de recursos informacionais.
Segundo Araújo (2014), a Ciência da Informação não somente dedica-se com a
custódia dos documentos, como também, com os serviços de circulação, disseminação, acesso
e com a divulgação, de forma que seja o mais ágil possível. Além do foco para o conteúdo
informacional dos documentos, ou seja, quanto mais qualidade informacional tiver o
documento mais relevante será este para a comunidade científica. Este transporte
informacional é essencial para os usuários e para os avanços científicos, pois, quanto mais os
usuários tem acesso ao material informacional, mais estes auxiliam no processo do ciclo
informacional (geração, seleção, representação) e consequentemente mais conhecimento será
produzido e renova o fluxo informacional (armazenamento, recuperação, distribuição, uso e
novamente geração de informação).
De acordo com Sousa (2013) existem dois processos de tratamento da informação,
sendo estes: descritivo e temático, o tratamento descritivo é voltado para a forma física,
identificando autoria, título, paginação, edição e afins. De acordo com Pereira, Laurindo e
Santiago (2011) o tratamento descritivo, consiste em entender que o item bibliográfico deve
conter informações relevantes e breves de forma a facilitar a escolha do usuário. Já o
tratamento temático, tem sua preocupação voltada para o conteúdo do documento.
Nesse contexto, autores como Marcondes (2012, 2016), Simionato, Arakaki, Santos
(2017), dentre outros que discutiram as possibilidades de interoperabilidade e representação da
informação entre arquivos, bibliotecas e museus. Nesse contexto se pontua a problemática do
estudo, quais as características entre os modelos conceituais e vocabulários Bibliographic
Framework Initiative project (BIBFRAME) e CIDOC Conceptual Reference Model (CRM)
possibilitam a integração entre bibliotecas e museus? Assim, o objetivo deste trabalho é
apresentar e discutir o BIBFRAME e CIDOC-CRM, no intuito possibilitar a interoperabilidade
entre eles.

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2 Procedimentos metodológicos
O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa exploratória, de natureza
qualitativa, por meio de uma revisão da literatura sobre a temática.
A revisão realizada focou-se nos seguintes temas: sistemas heterogêneos,
interoperabilidade de sistemas, metadados, linked data, representação descritiva, e
principalmente, no CIDOC CRM e no BIBFRAME. Para acessar os materiais informacionais
que contém esses assuntos, a busca foi feita por meio de pesquisas em:
a)

Google acadêmico;

b)

Portal de periódicos da Capes;

c)

BDTD - Base de Dados de Teses e Dissertações;

d)

Sites e blogs especializados na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação;

e)

SciELO - Scientific Electronic Library Online;

f)

LISA - Library and Information Science Abstracts;

g)

LISTA - Library Information Science &amp; Technology;

h) Web of Science;
i)

Scopus; e

j)

BRAPCI - Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da
Informação.
Foi realizado um recorte temporal de 15 anos e baseado na literatura brasileira da área.

Este trabalho é uma revisão narrativa e foi fundamentado, a partir de pesquisas de autores,
como: Mey e Silveira (2009); Souza e Alves (2009); Siminionato (2015); Simionato e Santos
(2017); Castro e Santos (2018), apresentando pesquisas sobre a representação. Arakaki e Santos
(2015); Carrasco, Thaller e Vidotti (2015); Carrasco (2019), abordando sobre o CIDOC CRM,
Arakaki (2016); Ramalho (2016); Espíndola (2018), abordando o BIBFRAME. St. Pierre e
LaPlant Jr. (1998) e Arakaki (2019) apresentando trabalhos sobre mapeamento de metadados,
salientando que há diversos outros autores que trabalham sobre estes temas.

3 Resultados
O BIBFRAME é uma iniciativa da Library of Congress (LC) originada em 2011, tendo
como primeira versão o BIBFRAME 1.0 e esteve em uso até 2016 (ARAKAKI, 2016). Após

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diversos testes, a LC passou para implementar a versão BIBFRAME 2.0, sendo este dividido em
duas partes: o modelo conceitual BIBFRAME e o vocabulário BIBFRAME (ESPÍNDOLA, 2018).
O BIBFRAME, é visto como o possível substituto para o MARC21 (Machine Readable
Cataloging) que de acordo com Arakaki et al. (2017, p. 2234) “[...] apresenta dificuldades
quanto ao seu uso no ambiente Web, principalmente no que se refere à sintaxe necessária para
compartilhar seus registros e promover a interoperabilidade dos mesmos, devido a estrutura
de seu esquema de metadados.” Segundo Simionato, Arakaki e Santos (2017, p. 453-454) “[...] o
BIBFRAME é caracterizado pela flexibilidade; possui uma arquitetura para expressar e
conectar informações; pode ser adotado além da comunidade de bibliotecas, entre outras
características.”
O BIBFRAME conforme Arakaki et al. (2017) está intimamente ligado a proposta do
FRBR (Functional Requirements for Bibliographic Records), ao FRAD (FunctionalRequirements
for Authority Data) e ao FRSAD (Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto)
por ser fragmentado e separado em blocos. Assim, o resultado final da construção da
catalogação é dados que podem ser conectados a outros blocos, diferente do MARC21 que
oferece um registro único. Ramalho (2016) retrata que o BIBFRAME utiliza de links e
identificadores controlados, possibilitando a visibilidade dos recursos informacionais na Web.
Isso evita o retrabalho e a duplicidade de informações apresentadas aos usuários e
consequentemente diminui os custos relacionados com manutenção de acervos.
Já o CIDOC CRM é uma iniciativa voltada para os museus. Segundo Carrasco (2019) o
CIDOC CRM é padrão ISO (ISO 21127:2014) utilizado para integrar sistemas heterogêneos do
patrimônio cultural. O CIDOC CRM é eficaz na estipulação de relações e ao integrar
conteúdos de diversos sites, blogs, artigos e quaisquer conteúdos informacionais que tenham
relações entre si.
Carrasco (2019, p. 22) relata ainda que “O CIDOC CRM é um modelo conceitual
constituído de uma arquitetura formal destinada a facilitar a integração, mediação e
intercâmbio de informação heterogênea do Patrimônio Cultural.” O CIDOC CRM é composto
de entidades e propriedades, de forma que as propriedades são organizadas baseadas nas
entidades temporais, que é o diferencial do CIDOC CRM, ou seja, em outros modelos
conceituais e ontologias o foco da descrição é dado no objeto, mas no CIDOC CRM a
abordagem é centrada no evento em que os objetos estiveram envolvidos de alguma forma.
Portanto, o CIDOC CRM é um modelo conceitual que possibilita um alto grau de flexibilidade
entre sistemas, mesmo não sendo completamente compatíveis. (SANTOS, 2016).

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Ainda, observou-se no estudo do BIBFRAME e CIDOC-CRM que, ambos estão
estruturados em classes e propriedades, e que possibilitam o uso das tecnologias da Web
Semântica como RDF, como também, podem ser estruturados com linguagens de marcação
como a XML.

4 Considerações finais
O referido artigo é baseado em um trabalho em andamento para conclusão do curso de
Biblioteconomia da Universidade de Brasília. Doravante com as possibilidades de uso das
tecnologias da Web semântica está, a necessidade do usuário que transcende a esfera de um
catálogo estático disponível na Web, para catálogos mais integrados para busca rápida e
simplificada.
Com esta perspectiva e a partir dos estudos realizados sobre o CIDOC CRM,
BIBFRAME e o ambiente digital, principalmente no âmbito nacional, ressalta-se que as
discussões ainda são incipientes sobre o seu uso e integração.
Isso reforça a importância deste estudo, para promover ambos os padrões e as
possibilidades de integração entre sistemas de bibliotecas e museus. Como trabalho futuro, e já
está em andamento, a realização de um mapeamento sistemático entre o BIBFRAME e CIDOCCRM.

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Relações entre RDA e FRBR:
perspectivas para os ambientes digitais
RDA and FRBR in digital environments

Natalia Gallo Cerrao
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Grupo
de Pesquisas e Estudos em Representação do Conhecimento e Tecnologias da Informação e
Comunicação (GPERTIC).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0889233459179310
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8450-3451
E-mail: nataliacerrao@gmail.com

Fabiano Ferreira de Castro
Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação e do Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação (UFSCar). Líder do Grupo de Pesquisas e Estudos em
Representação do Conhecimento e Tecnologias da Informação e Comunicação (GPERTIC).
Pós-Doutorado em Ciência da Informação (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7124931056289027
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8712-2654
E-mail: fabianocastro@ufscar.br
Resumo
O Resource Description and Access (RDA) e o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR)
têm sido objetos de interesse e pesquisas na área da Catalogação Descritiva no cenário atual. O objetivo
principal dessa pesquisa foi identificar e mapear os estudos que abordam as ações ou aplicações do RDA
e do FRBR em ambientes digitais e verificar em que medida os assuntos se relacionam, na perspectiva da
Ciência da Informação. A Revisão Sistemática da Literatura (RSL) - um método organizado, confiável e
criterioso de revisão bibliográfica - oportunizou a identificação de estudos, exemplos de aplicações
práticas e ferramentas tecnológicas que relacionam o RDA e o FRBR em ambientes digitais. Conclui-se,
que o RDA e o FRBR possuem sinergia para a atividade da Catalogação Descritiva no contexto
tecnológico vigente, por suas bases teórico-metodológicas consolidadas, corroborando suas aplicações
no desenvolvimento e na modelagem dos ambientes digitais.
Palavras-chave: Catalogação descritiva. Domínio bibliográfico. Ambientes digitais.
Abstract
The Resource Description and Access (RDA) and the Functional Requirements for Bibliographic Records
(FRBR) have been objects of interest and research in the field of Descriptive Cataloging in the current
scenario. The main objective of this research was to identify and map the studies that address the
actions or applications of RDA and FRBR in digital environments and verify to what extent the issues
are related, from the perspective of Information Science. The Systematic Literature Review (RSL) - an
organized, reliable and thorough method of literature review - provided an opportunity to identify
studies, examples of practical applications and technological tools that relate RDA and FRBR in digital

�Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais
Cerrao; Castro

98

environments. It is concluded that the RDA and the FRBR have synergy for the activity of Descriptive
Cataloging in the current technological context, due to their consolidated theoretical-methodological
bases, corroborating their applications in the development and modeling of digital environments.
Keywords: RDA. FRBR. Bibliographic domain. Digital environments.

1 Introdução
Diante do avanço tecnológico e das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)
disponíveis, identificam-se algumas tendências no domínio bibliográfico, especialmente no que
se refere ao Tratamento Descritivo da Informação (TTI), onde o Resource Description and
Access (RDA) e o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) têm sido discutidos
tanto na vertente teórica, quanto na esfera de aplicação em ambientes digitais.
O modelo conceitual FRBR é baseado na modelagem entidade-relacionamento,
aprimorando

a

organização

dos

registros

bibliográficos

e

possibilitando

maior

funcionabilidade aos catálogos, otimizando a busca e a recuperação da informação. A proposta
do FRBR surgiu com dois objetivos principais: recomendar um nível básico de funcionalidade
para registros bibliográficos e relacionar os dados às necessidades dos usuários. (IFLA, 2009).
Nesse contexto tecnológico, Alves e Santos (2013) apontam a necessidade de revisão e
a atualização dos códigos de catalogação que caminhem em consonância com os modelos
conceituais, o que culminou no desenvolvimento de uma proposta para a orientação de
descrição de recursos, o Resource Description and Access (RDA).
Conforme Assumpção e Santos (2013), a adoção do RDA não se constitui
simplesmente como uma escolha administrativa. Antecedendo essa adoção, faz-se necessário o
planejamento, a modelagem e a construção de catálogos que possam refletir a base entidadeatributo-relacionamento presente no modelo conceitual FRBR, de modo que, tendo sido
adotado o RDA, possa ser feito uso de todo seu potencial.
O RDA possui diretrizes e instruções que abrangem a descrição e o acesso de recursos
digitais e analógicos, seu objetivo é facilitar o processo de descrição de recursos seguindo um
processo de decisão lógica. Trata-se de um padrão projetado para ser fácil de usar e gerar
registros que contenham dados relevantes para os usuários. Pautado no modelo FRBR, o RDA
identifica as entidades no universo bibliográfico (obras, itens, pessoas etc.), identifica os
atributos dessas entidades e suas relações entre si. (CERRAO; CASTRO, 2020).

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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Cerrao; Castro

99

O principal objetivo dessa pesquisa foi identificar e mapear os estudos que abordam as
ações do RDA e do FRBR, identificando ferramentas tecnológicas para aplicações em
ambientes digitais.

2 Metodologia
A adoção do método de Revisão Sistemática da Literatura (RSL) possibilitou a
identificação dos estudos que versam sobre a temática em apreço. A RSL contribui para a
identificação e análise crítica das pesquisas relevantes, definindo estratégias de busca e
critérios de análise e seleção do referencial teórico, para responder questões de pesquisa
específicas. (BRINER; DENIER, 2012)
As etapas criteriosas de uma RSL a diferenciam do método tradicional de revisão
bibliográfica, são metódicas e possibilitam que a pesquisa realizada seja auditada e continuada
sempre que necessário. (CERRAO; JESUS; CASTRO, 2019).
A RSL elaborada nessa pesquisa foi dividida nas etapas Planejamento: familiarização
com a temática estudada e preenchimento do protocolo de busca; Condução: busca em bases
de dados, aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão e análise dos artigos recuperados; e
Extração de Dados e Síntese da RSL.
Para auxiliar a RSL foi utilizado o software State of the Art through Systematic Review
(StArt). O protocolo de busca foi preenchido, conforme o Quadro 1.
Quadro 1 – Protocolo da Revisão Sistemática da Literatura.

Campo

Preenchimento do campo

Objective
(Objetivo)

Compreender, por meio da Revisão Sistemática da Literatura, a
aplicabilidade do FRBR e do RDA em ambientes digitais, identificando
ferramentas tecnológicas.

Main question
(Questão principal)

É possível aplicar o modelo conceitual FRBR e as orientações RDA em
ambientes digitais?

Population
(População)

Ferramentas tecnológicas de aplicação do modelo conceitual FRBR e da
proposta RDA em ambientes digitais.

Intervention
(Intervenção)

Como são abordadas e discutidas as possibilidades de aplicação do modelo
conceitual FRBR e da proposta RDA em ambientes digitais, na literatura
recuperada.

Control (Controle)

Artigos de bases de dados da área da Ciência da Informação.

Results
(Resultados)

Identificar estudos que abordem a aplicação do modelo conceitual FRBR e
da proposta RDA em ambientes digitais.

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100

Campo

Preenchimento do campo

Application
(Aplicação)

Contribuição para a área da Ciência da Informação em relação à
representação da informação e modelagem de dados, aplicando em
ambientes digitais as novas possibilidades no âmbito da Catalogação
Descritiva.

Keywords and
synonyms (Palavraschave e sinônimos)

A string de busca utilizada em todas as bases de dados foi definida como:
(“FRBR” OR “Functional Requirements for Bibliographical Records” OR
“RDA” OR “Resource Description and Access”).

Sources selection
criteria definition
(Definição de critérios
de busca)

Trabalhos indexados em periódicos da área da Ciência da Informação.

Studies languages
(Idiomas)

Inglês; Português; Espanhol

Source search methods
(Métodos de pesquisa)

Leitura do título e resumo dos documentos; aplicação dos critérios de
inclusão e exclusão; leitura da introdução e conclusão dos documentos;
leitura do documento completo nos casos em que as análises anteriores se
mostrarem inconclusivas para a seleção.

Source list
(Lista de fontes)

As bases de dados consultadas e utilizadas foram:
- Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI)
- Library and Information Science Abstracts (LISA)
- Library, Information Science &amp; Technology Abstracts with full text
(ISTA)
- Information Science &amp; Technology Abstracts (LISTA)

Study selection criteria
(inclusion and
exclusion)
Critérios de seleção
(inclusão e exclusão)

Os critérios de seleção foram definidos como (I) para inclusão e (E) para
exclusão.
(I) Abordar a aplicação do modelo conceitual FRBR em ambientes digitais.
(I) Abordar aplicação das orientações do RDA em ambientes digitais.
(I) Indicar modelos para a aderência ou aplicação do RDA e FRBR em
ambientes digitais.
(E) Documento não acessível ou não localizado integralmente.
(E) Não estar nos idiomas especificados.
(E) Não abordar a aplicação do RDA e FRBR em ambientes digitais.

Studies types definition
(Definição de tipos de
estudos)

Trabalhos indexados nas bases de dados consultadas.

Studies initial selection
(Seleção inicial)

-

Studies quality
evaluation
(Avaliação de qualidade
dos estudos)

A partir da análise da metodologia dos trabalhos recuperados, será
realizada avaliação minuciosa da qualidade.

Data extraction form
fields (Forma de
extração de dados)

Enfoque dos documentos; aplicação do RDA em ambientes digitais;
aplicação do modelo conceitual FRBR em ambientes digitais; considerações
finais.

Results summarization
(Sumarização de
resultados)

Após extração de dados, os dados serão agrupados em quadros de acordo
com a categoria de análise, os resultados semelhantes serão agrupados
permitindo a realização de uma análise quantitativa e também a elaboração
de inferências que permitiram responder à pergunta de pesquisa.

Fonte: Elaborado pelos autores (2021).

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3 Resultados
Foram aceitos 53 artigos que correspondem aos objetivos dessa pesquisa. Após a
leitura detalhada e minuciosa, análise e sumarização do conteúdo de cada um dos artigos,
foram identificados exemplos de aplicação, tanto do modelo conceitual FRBR, como do RDA
em ambientes digitais, como destacados.
3.1 Perfis de aplicação de metadados Dublin Core (DCAPs)
Um perfil de aplicação trata-se de um framework para aplicações de metadados
designado para promover máxima interoperabilidade e reutilização. O framework define um
conjunto de componentes descritivos que são necessários ou úteis para documentar um perfil
de aplicação e descreve como se relacionam com modelos de domínio padrões e com a Web
Semântica, proporcionando interoperabilidade com outras aplicações, baseados em
vocabulários internacionalmente definidos. (NILSSON; BAKER; JOHNSTON, 2008).
Um exemplo de perfil de aplicação de metadados baseado em FRBR é o Scholarly
Works Dublin Core Application Profile (SWAP), um modelo próprio para aplicação em trabalhos
acadêmicos. Os SWAP são essenciais para compreender a importância dos FRBR e sua atuação
em conjunto com os metadados em ambientes digitais.
3.2 BIBFRAME
A iniciativa BIBFRAME visa perspectivar e, a longo prazo, implementar um novo
ambiente bibliográfico para as bibliotecas, tornando a interconectividade comum.
O BIBFRAME é a base para o futuro da descrição bibliográfica que acontece
na e como parte da Web e do atual mundo em rede. Foi projetado para se
integrar e se envolver com a mais ampla comunidade de informações, além
de atender às necessidades específicas de sua comunidade de manutenção. O
BIBFRAME cumprirá tais propósitos, visando: (a) diferenciar claramente o
conteúdo conceitual e suas manifestações físicas (por exemplo, obras e
instâncias); (b) focar na identificação não ambígua. (CERRAO; CASTRO,
2020, p. 9)

O modelo conceitual FRBR e as diretrizes RDA fazem parte do desenvolvimento do
BIBFRAME, “possibilitando-lhe adequação às tendências do tratamento da informação atual”.
(ARAKAKI et al. 2017, p. 2245). O grande diferencial do BIBFRAME é a aplicação de conceitos
inovadores pertencentes ao universo da Web e a possibilidade de aproveitamento e
reaproveitamento de registros.

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3.3 LibFRBR
O LibFRBR é uma ferramenta para aplicação usada para converter registros
bibliográficos em estruturas e interface de catalogação pautada no modelo conceitual FRBR.
No trabalho de Chang et al. (2013), o LibFRBR foi desenvolvido para a conversão de registros
em formato FRBR no software Koha. Essa ferramenta pode adicionar, editar e organizar dados
pertencentes a entidades, atributos e relacionamentos entre entidades, fornecendo uma
interface FRBR para entrada e armazenamento de dados. Também é possível coletar dados em
MARC21 ou MARCMARC, extrair as entidades no formato FRBR e armazená-los em
linguagem XML ou no Koha.
3.4 RDA In Many Metadata Formats (RIMMF)
O RIMMF foi desenvolvido como uma ferramenta de “treino” no processo de
catalogação descritiva em formato RDA, onde o catalogador pode visualizar e desenvolver
“registros” projetados especificamente para o RDA. (CERRAO; CASTRO, 2020). Essa
ferramenta possibilita a visualização e criação de registros pautados em RDA e na modelagem
entidade-relacionamento, de modo a permitir a inserção de atributos para cada entidade e a
compreensão dos moldes RDA na estrutura semântica, permitindo a inserção de dados
descritivos e vinculando-os a entidades relacionadas.
3.5 FRBR Display Tool
A FRBR Display Tool é citada na literatura científica, como uma ferramenta que
transforma os dados bibliográficos em formato MARC em dados bibliográficos “traduzidos”
para as entidades FRBR. Essa ferramenta classifica e organiza conjuntos de registros
bibliográficos utilizando o modelo FRBR, gerando exibições hierárquicas dos mesmos.
A FRBR Display Tool funciona com arquivos simples de registros MARC, e juntamente
com sua instalação acompanha a ferramenta MARCXML Toolkit, gerando registros nessa
linguagem. Em seguida, ela transforma os dados MARCXML em uma estrutura FRBR
codificada em XML, que usa elementos do padrão Metadata Object Description Schema
(MODS).

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4 Conclusão
A Revisão Sistemática da Literatura permitiu identificar e explorar ferramentas
tecnológicas, a partir da sinergia do RDA e FRBR e suas potencialidades de aplicação em
ambientes digitais, dentre elas se destacam: Perfis de aplicação de metadados Dublin Core
(DCAPs), BIBFRAME, LibFRBR, RDA In Many Metadata Formats (RIMMF) e FRBR Display Tool.
O RDA e o FRBR devem ser mais estudados, de maneira a trazer contribuições, tanto
para o campo da pesquisa, quanto para a prática profissional da Catalogação Descritiva,
considerando as tendências tecnológicas e as demandas informacionais da sociedade
contemporânea, as quais caminham em consonância ao cenário de dados abertos e conectados.

Referências
ALVES, R. C. V. ; SANTOS, P. L. V. A. C. Metadados: organização e acesso à informação no
domínio bibliográfico. In: IX ENCONTRO INTERNACIONAL DE CATALOGADORES E II
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ARAKAKI, F. A. et al. BIBFRAME: tendência para a representação bibliográfica na web.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 13, p. 2231-2249,
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ASSUMPÇÃO, F. S.; SANTOS, P. L. V. A. C. A utilização do Resource Description and Access
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BRINER, R. B.; DENYER, D. Systematic review and evidence synthesis as a practice and
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CERRAO, N. G.; CASTRO, F. F. de; JESUS, A. F. de. O método de revisão sistemática da
literatura (RS) na área da Ciência da Informação no Brasil: análise de dados de pesquisa.
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https://periodicos.ufpb.br/index.php/itec/article/view/38083. Acesso em: 20 set. 2021.

II Encontro de RDA no Brasil

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�Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais
Cerrao; Castro

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II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

RDA e a nova geração de catálogos:
explorando o Linked Data
RDA and the new generation of catalogs:
the Linked Data exploring

Letícia Guarany Bonetti
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Graduação em Biblioteconomia pela
Universidade de Brasília (UNB) (2019).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1895977717955732
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3012-8465
E-mail: leticiagbonetti@gmail.com

Ana Carolina Simionato Arakaki
Professora do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Bibliotecária pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Doutora em Ciência da
Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pós-Doutoranda na área de
Computação pela Universidade de São Paulo (USP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9896600626524397
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0140-9110
E-mail: acsimionato@ufscar.br
Resumo
O cenário da web e dos avanços tecnológicos traz à tona discussões sobre a nova geração de usuários da
informação. Os catálogos de biblioteca parecem continuar ocupando um papel marginal no mercado de
consumo da informação digital, e os usuários consideram seu uso difícil e limitado quando comparados
com os motores de busca. Por meio de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, buscou-se
investigar o papel da Resource Description and Acces (RDA) na elaboração de catálogos mais voltados às
necessidades dos usuários da Web. Os estudos demonstram que a RDA tem potencial para guiar a
elaboração de catálogos mais dinâmicos, com melhor adaptação às tecnologias de bases de dados
emergentes. Os modelos conceituais e a RDA permitem uma organização mais direcionada nas
necessidades dos usuários de informação, podendo trazer benefícios para uma nova geração de
catálogos.
Palavras-chave: Catálogo. RDA. Linked Data. Web Semântica.
Abstract
The web scenario and technological advances bring up discussions about the new generation of
information users. Library catalogs seem to continue to play a marginal role in the consumer digital
information market, and users find their use difficult and limited compared to search engines. Through
exploratory research, of a qualitative nature, we sought to investigate the role of Resource Description
and Access (RDA) in the elaboration of catalogs more focused on the needs of web users. Studies show

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Bonetti; Simionato Arakaki

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that the RDA has the potential to guide the creation of more dynamic catalogs, with better adaptation
to emerging database technologies. Conceptual models and the RDA allow for an organization more
focused on the needs of information users, which can bring benefits to a new generation of catalogs.
Keywords: Catalog. RDA. Linked Data. Semantic Web.

1 Introdução
No cenário da Web e dos recursos digitais, discute-se a necessidade de alinhar os
princípios de catalogação para a modelagem de catálogos mais voltados às necessidades dos
usuários atuais (SILVA et al., 2017). De acordo com Silva et al. (2017, p. 135), o usuário foi
posto como foco da biblioteca por Ranganathan “[...] ao mencionar o objetivo da elaboração
de um catálogo, o qual vem sendo repensado, a partir dos modelos conceituais, também com
foco central nas expectativas e necessidades do usuário”.
Nesse sentido, conforme argumenta Díez (2012), as bibliotecas têm realizado diversos
investimentos em prol da adaptação às tecnologias disponíveis, mas os catálogos parecem
continuar ocupando um papel marginal no mercado de consumo da informação digital. Os
usuários consideram o uso dos catálogos difícil e limitado quando comparados com motores de
busca (Google) e sites como a Amazon (DÍEZ, 2012). Surgem, então, novos desafios para as
bibliotecas e a catalogação, que estão relacionados com as regras, normas e códigos como
exemplo, a Resource Description and Acces (RDA) (LOURENÇO, 2020).
Baseado em modelos conceituais, a RDA foi elaborada para atualizar os códigos de
catalogação. Busca atender às exigências da descrição no contexto Web, focando nas
necessidades dos usuários e aproximando-os das linguagens de catalogação (CERRAO;
CASTRO, 2019). Arakaki et al. (2017, p. 4) afirmam que “[...] a evolução dos instrumentos de
representação no domínio bibliográfico acarretará numa nova transição para os catálogos das
bibliotecas”.
Os modelos conceituais, as diretrizes RDA, o cenário da Web Semântica e o Linked
Data passam a ser temas de destaque no cenário das bibliotecas e da representação na Web,
permitindo maximizar as buscas e recuperações das informações nos catálogos. Nesse cenário
pode-se citar, por exemplo, projetos da Library of Congress que utilizam recursos do Linked
Data para a implementação da RDA em catálogos, como o caso do BIBFRAME.
Essa afirmação é constatada pela atualização da RDA em dezembro de 2020. Nessa
atualização, a RDA foi remodelada e deixou de ter regras numeradas, seções, apêndices e

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Bonetti; Simionato Arakaki

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capítulos, apresentando uma navegação orientada por matrizes de entidades, projetadas por
meio da modelagem da IFLA Library Reference Model (IFLA LRM).
Desse modo, trata-se de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, que
buscou investigar o papel da RDA na elaboração de catálogos mais voltados às necessidades
dos usuários da web. Para tanto, foram realizadas pesquisas bibliográficas nas bases Base de
Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), Scientific
Electronic Library Online (SciELO) e no motor de busca Google Acadêmico, no período de abril
a setembro de 2021. Os termos utilizados foram: “Resource Description and Access” e “Linked
Data” relacionados com “biblioteca”. Dessa forma foi possível obter um panorama dos estudos
e aplicações da RDA na modelagem de catálogos mais abertos.

2 RDA e os catálogos de biblioteca
A literatura encontrada sobre a temática ainda não apresenta relatos da nova RDA.
Nesse sentido, o texto de Candela et al. (2015) destaca que a família de modelos conceituais
FRBR e as diretrizes RDA fornecem uma estrutura moderna que facilita o processamento
automático da informação (CANDELA et al., 2015), indo ao encontro do que é proposto pelo
Linked Data e pela Web Semântica.
Segundo Berners-Lee (2006) a Web Semântica não trata apenas de colocar dados na
web. Trata-se de criar links, para que uma pessoa ou uma máquina possa explorar a rede de
dados. Nesse sentido, dentre as vantagens da RDA citadas por Fusco (2010) está a melhor
adaptação às tecnologias de bases de dados emergentes, o que possibilita que as instituições
como as bibliotecas sejam mais eficientes na recuperação dos dados em seus catálogos.
De acordo com Coyle (2016) o objetivo do catálogo é fornecer uma identidade para os
recursos na biblioteca por meio de um conjunto de qualidades conhecidas, como autor e título.
O catálogo da biblioteca, ao contrário de motores de busca populares como o Google, projeta
seus produtos para atender apenas aos usuários que realizam a pesquisa sabendo o título ou o
autor da obra que desejam. Já os motores de busca não presumem que o usuário esteja ciente
da existência de quaisquer documentos que satisfaçam suas necessidades. Essa é a diferença
entre ver o espaço de informações como um conjunto finito de itens em uma prateleira, versus
um conjunto quase infinito de incógnitas em constante mudança. Apesar do limite e da noção
de inventário fazerem parte dos princípios de catalogação, segundo Coyle (2016), é um erro
presumir que isso seja o que o usuário de informação deseja.

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Para Díez (2012) as expectativas dos usuários estão claramente voltadas para o modelo
das ferramentas e serviços Web. Os motores de busca permitem a pesquisa de textos
completos, superando o caráter restritivo do catálogo limitado à exploração do referencial
bibliográfico. Em concordância, Coyle (2016) afirma que os catálogos e seus objetivos
fornecem uma visão muito estreita da possibilidade de interação dos usuários com a biblioteca
e seus itens. Para Lourenço (2020) os modelos conceituais e a RDA permitem uma organização
mais focada nas necessidades dos usuários de informação.
Nesse sentido, Díez (2012), ao abordar a nova geração de catálogos, afirma que a
literatura atribui a eles alguns elementos como: interface Web de design atual, semelhante às
disponíveis em sites comerciais; conteúdo rico como imagens das capas, links para índices,
resumos, nuvens de tags, navegação facetada; resultado ordenado por relevância; mecanismos
de autocorreção como “você quis dizer?”; recomendações de materiais relacionados; e
contribuições dos usuários, permitindo-os adicionar dados como resenhas, críticas e tags.
Coyle (2016) vai mais adiante e cita um exemplo do que seria possível com a aplicação
dos preceitos do Linked Data e da Web Semântica no universo bibliográfico, com o autor
identificado em uma descrição de catálogo de biblioteca podendo se interligar com a página de
informações do autor na Amazon ou com a entrada enciclopédica sobre o autor na Wikipédia.
O maior desafio seria fazer essa transição, usando-se de novos modelos.
Tendo isso em vista, pode-se citar o trabalho de Candela et al. (2015) que descreveu a
migração das entradas do catálogo da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes para uma nova
base de dados relacional que segue os modelos conceituais promovidos pela International
Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), em particular, às especificações
FRBR. O artigo descreve as etapas aplicadas para a migração de uma coleção de registros
MARC21 para um conjunto de triplos Resource Description Framework (RDF), que é
amplamente incentivado pelos princípios do Linked Data de Berners-Lee (2006), contendo
metadados bibliográficos em RDA.
No contexto da RDA, a descrição bibliográfica, segundo Lourenço (2020, p. 159), “[...]
se torna mais clara para o usuário, com o fim das abreviações e expressões em latim”. Há a
percepção de que o usuário realiza suas buscas tendo quatro tarefas básicas em mente:
encontrar, identificar, selecionar e obter. Mudanças como essas são importantes no cenário
citado por Díez (2012) da marginalização dos catálogos de bibliotecas e da preferência pelas
interfaces amigáveis de sites como o Google.

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Bonetti; Simionato Arakaki

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3 Considerações finais
Os catálogos de biblioteca assumem um papel marginal quando comparados com
outros sistemas de recuperação da informação como Google e Amazon. A nova geração de
usuários espera por interfaces mais amigáveis e dinâmicas, que permitam maiores interações e
acesso ao texto completo.
No cenário de mudanças tecnológicas como o Linked Data e a Web Semântica é
importante citar a RDA. Conforme a literatura encontrada, a RDA permite maior dinamicidade
dos catálogos, podendo oferecer soluções para uma nova geração de catálogos mais voltados
para as necessidades atuais dos usuários. Isso tornaria os catálogos e as bibliotecas mais
competitivas no cenário informacional.
No futuro pretende-se realizar maiores estudos sobre as possibilidades de aplicação da
RDA para construção de catálogos mais abertos e amigáveis em nível nacional, como o
trabalho citado da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Referências
ARAKAKI, F. A. et al. Bibframe: tendência para a representação bibliográfica na web. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 13, p. 2231-2249, 2017. Disponível em:
http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/3416. Acesso em: 09 ago. 2021.
BERNERS-LEE, T. Linked Data: Design Issues. [S.l.]: W3C, 2006. Disponível em:
https://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html. Acesso em: 25 jun. 2017.
CANDELA, G. et al. Transformation of a Library Catalogue into RDA Linked Open Data. In:
Kapidakis S., Mazurek C., Werla M. (eds). Research and Advanced Technology for Digital
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Disponível em: https://doi.org/10.1007/978-3-319-24592-8_26. Acesso em: 10 mar. 2021.
CERRAO, N. G.; CASTRO, F. F. Perfil de aplicação de metadados baseado em frbr e rda.
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em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/122527. Acesso em: 06 set. 2021.
COYLE, K. FRBR, before and after: a look at our bibliographic models. Chicago: American
Library Association, 2016. Disponível em: https://kcoyle.net/beforeAndAfter/978-0-8389-13642.pdf.
DÍEZ, M. L. A. Redefiniendo el catálogo: expectativas de las interfaces de descubrimiento
centradas en el usuário. México, Investigación Bibliotecológica, vol. 26, no. 56, p. 181-204,
ene./abr., 2012.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�RDA e a nova geração de catálogos: explorando o Linked Data
Bonetti; Simionato Arakaki

110

FUSCO, E. Modelos conceituais de dados como parte do processo da catalogação:
perspectiva de uso dos FRBR no desenvolvimento de catálogos bibliográficos digitais. 2010.
249 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências,
2010. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/103369.
LOURENÇO, C. A. Novas tendências em catalogação: o novo paradigma da catalogação a
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09 set. 2021.
SILVA, L. C.; SANTARÉM SEGUNDO, J. E.; ZAFALON, Z. R.; SANTOS, P. L. V. A. C. O código
rda e a iniciativa bibframe: tendências da representação da informação no domínio
bibliográfico. Em Questão, v. 23, n. 3, p. 130-156, 2017. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/69549/0. Acesso em: 06 set. 2021.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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                <text>Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB). Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT)</text>
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                <text>Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Biblioteconomia e Ciência da Informação (LABIB)</text>
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                <text>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sistema de Bibliotecas</text>
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                <text>Nesta publicação reunimos textos apresentados durante o II Encontro de RDA no Brasil, realizado nos dias 01, 03, 05, 08, 10 e 12 de novembro de 2021, de forma remota, com transmissão on-line. O Encontro foi promovido pelo Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB), pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa e Extensão em Biblioteconomia e Ciência da Informação (LABIB) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), contando também com o apoio da EBSCO Information Services e do ITMS Group.</text>
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                <text>Conteúdo: Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples / Fernando Modesto. - O kairos para uma formação catalográfica crítica / Filipe Reis. - Desafios e estratégias metodológicas  para o ensino da RDA / Felipe Augusto Arakaki, Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez, Ana Carolina Simionato Arakaki. - Contextos de la aplicación de RDA en América Latina / Filiberto Felipe Martínez Arellano. - O RDA visto a 30 mil pés / Liliana Giusti Serra. - Implementação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS / Clarissa Jesinska Selbach. - O catálogo de biblioteca e o Resource Description and Access (RDA): os efeitos do padrão nas interfaces dos resultados de busca / Heytor Diniz Teixeira, Rachel Cristina Vesu Alves. - Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS / Clarissa Jesinska Selbach, Anamaria Ferreira, Loiva Duarte Novak, Lucas Martins Kern. - Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA / Rhuan Henrique Alves de Oliveira, Fabiano Ferreira de Castro. - Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação / Ana Carolina Simionato Arakaki. - CIDOC-CRM e o BIBFRAME: integração de metadados / Ezequiel Rodrigues da Silva Leandro, Felipe Augusto Arakaki. - Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais / Natalia Gallo Cerrao, Fabiano Ferreira de Castro. - RDA e a nova geração de catálogos: explorando o Linked Data / Letícia Guarany Bonetti, Ana Carolina Simionato Arakaki.</text>
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        <name>AnaisRDAnoBrasil2021</name>
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        <name>RDAnoBrasil2021</name>
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        <name>Resource Description and Access (RDA)</name>
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  </item>
  <item itemId="6244" public="1" featured="1">
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/56/6244/padrao-de-metadados-dublin-core.pdf</src>
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                    <text>Padrão de metadados
Dublin Core
Dr. Felipe Augusto Arakaki
Docente do curso de Biblioteconomia da UnB e do PPGCI/UFSCar

novembro 2021

�Agenda

http://dublincore.org/

●

Contextualização dos metadados

●

Histórico do Dublin Core

●

Características

●

Dublin Core simples

●

Dublin Core qualificado

●

Perfil de aplicação

�Contextos: metadatamap (2009)

http://jennriley.com/metadatamap/

�Formatos e padrões de metadados
Domínio bibliográfico

Domínio arquivístico

Ambiente Web

Domínio museológico

�Formato = Forma de bolo

�Formato vs conteúdo
Formato = Dublin Core, MARC

Conteúdo = RDA, AACR, ISBD
INGREDIENTES
●
●
●
●
●
●
●

4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de trigo
1 xícara (chá) de fubá
3 colheres (sopa) de margarina
1 xícara (chá) de leite
4 colheres (chá) de fermento

MODO DE PREPARO
1.
2.
3.
4.

Em uma batedeira, bata as claras em neve e
acrescente o açúcar.
Adicione as gemas, a margarina, o leite, a farinha de
trigo, o fubá e continue batendo.
Acrescente por último o fermento e misture com uma
colher ou espátula.
Despeje a massa em uma forma untada e deixe assar
em forno médio (180° C), preaquecido, por
aproximadamente 30 minutos.

�USO
● Repositórios Digitais
●
●
●
●

●

Bibliotecas Digitais
Arquivos Digitais
Museus Digitais
Área governamental
Dentre outras

UNICAMP

�Dublin Core
Metadata
Initiative DCMI
http://dublincore.org/

�Dublin Core
Metadata Initiative
- DCMI

http://dublincore.org/

●

Surgiu em 1995 em Dublin (EUA)

●

Descoberta de recursos na Web

●

Abrangência geral

A DCMI (Dublin Core Metadata Initiative) é
responsável pela manutenção e desenvolvimento que
tem como principal objetivo criar mecanismos que
facilitem a recuperação de recursos na Internet,
utilizando de padrões de metadados. (DCMI, 2009)

�Dublin Core

�Dublin Core

�Dublin Core

�Dublin Core

�Característica do
Dublin Core

�Característica: Princípio um para um

Para cada recurso, deve ter uma representação. Em geral
os metadados do padrão DC descrevem uma manifestação
ou uma versão de um recurso. (HILLMANN, 2005; ALVES,
2010).

�Característica: Valor apropriado
Refere-se às boas práticas para um determinado elemento
ou qualificador em contextos variados. De modo geral, um
elemento deve manter seu valor correspondente como
condição para a descoberta do recurso (HILLMANN, 2005;
ALVES, 2010).

�Característica: Simplicidade
O esquema de metadados DC foi criado com o intuito de apresentar um
conjunto mínimo de elementos descritivos e simples, para que pudesse ser
facilmente descrito e gerenciado por não especialistas em informação, ao
mesmo tempo em que garante a recuperação dos recursos por meio da
descrição mínima (HILLMANN, 2005; ALVES, 2010).

�Característica: Semântica
A descoberta de informação é dificultada pelas diferenças terminológicas e
práticas descritivas entre áreas ou domínios do conhecimento.
O padrão DC fornece um esquema de metadados genérico, mas com
semântica universalmente compreendida, esse princípio garante que a
interoperabilidade semântica seja realizada em diferentes domínios do
conhecimento (HILLMANN, 2005; ALVES, 2010).

�Característica: Consenso Internacional
Refere-se à participação de vários países no DCMI (Dublin
Core Metadata Initiative) na busca de um escopo
internacional para o estabelecimento de uma infraestrutura
para o padrão DC em relação a um consenso sobre aspectos
de natureza multilíngue e multicultural da informação em
meio digital (HILLMANN, 2005; ALVES, 2010).

�Característica: Extensibilidade e flexibilidade
Embora seja um padrão simples, o DC segue o princípio de
extensibilidade, ou seja, a capacidade de estender e acrescentar outros
elementos descritivos ao esquema de metadados do padrão. Dessa
forma, é possível estender o conjunto de elementos com metadados
adicionais específicos de um domínio (perfis de aplicação) (HILLMANN,
2005; ALVES, 2010).

�Característica: Refinamento
● Duas noções de refinamento devem ser consideradas:
○ Adição de qualificadores, que são elementos de metadados que
qualificam e tornam o significado de um atributo mais específico
(semelhantes a subcampos de descrição);
○ Esquemas de codificação externos ao padrão de metadados utilizados
para padronizar a representação determinando os valores do elemento,
como, por exemplo, vocabulários controlados, esquemas de codificação
do conteúdo, notações de sistemas de classificação etc. (HILLMANN,
2005; DUVAL et.al, 2002; ZENG; QIN, 2008; ALVES, 2010).

�Característica: Princípio “Dumb-down"
Determina que o implementador do padrão seja capaz de ignorar
qualquer qualificador e de utilizar o valor como se fosse absoluto,
pois embora isso signifique perda de especificidade, o valor do
elemento sem o qualificador deve ser válido e útil para descoberta.
(HILLMANN, 2005; ALVES, 2010).

Baker (2000)

�Característica: Modularidade
Permite a reutilização de atributos em outras estruturas
semânticas e sintáticas de padrões de metadados, ao invés
de reinventar elementos. Refere-se à construção de
metadados em blocos, categorias, grupos ou módulos de
elementos descritivos, de modo que esses metadados
possam ser estruturados em categorias de outros padrões de
metadados com estruturas sintática e semanticamente
diferentes, mas que possam ser interoperáveis. (DUVAL et.al,
2002; ZENG; QIN, 2008; ALVES, 2010).

�Característica: Interoperabilidade
● Pode ser entendida de duas formas:
○ Capacidade de um padrão de metadados oferecer um
conjunto de elementos descritivos que possa unificar
os diferentes padrões de descrição;
○ Capacidade de intercâmbio entre registros de
metadados de um padrão de metadados mais simples
para outro mais complexo. (ZENG; QIN, 2008; ALVES,
2010).

�15 metadados do Dublin Core

Conteúdo

Propriedade intelectual

Instância

título

criador

data

assunto

contribuidor

formato

relação

publicador

identificador

fonte

direitos

idioma

cobertura
tipo

�15 metadados do Dublin Core
Título de um recurso
Conteúdo

Propriedade intelectual

título

criador

assunto

contribuidor

relação

publicador

fonte

direitos

cobertura
tipo
A natureza ou o gênero
do recurso. Imagem,
texto, som

Instância
Assunto
de um recurso
data
Uma relação com outro
formato
recurso.
identificador
Ex.: Pertence a um
idioma
periódico, continuação
de um volume

Um recurso relacionado
a partir do recurso
descrito que é derivado
O tema espacial ou
temporal do recurso

�15 metadados do Dublin Core
Conteúdo

Propriedade intelectual

título

criador

assunto

contribuidor

relação

publicador

fonte

direitos

cobertura
tipo
Informação sobre os
direitos detidos do
recurso e sobre o
recurso

Uma entidade de
responsabilidade primária
por desenvolver o recurso
Ex.: Pessoa, Organização,
Instância
departamento.
data
formato
Tem uma função
identificador
secundária na criação do
idioma
recurso
Ex.: Ilustrador, quem
escreveu um prefácio ...

Quem está publicando o
recurso

�15 metadados do Dublin Core
Conteúdo

Um momento ou período
de tempo associado com
o recurso
Propriedade intelectual

Instância

título

criador

data

assunto

contribuidor

formato

relação
publicador
O
formato de arquivo,
meio
fonte físico ou dimensõesdireitos
do recurso
cobertura

identificador
idioma

tipo
Uma referência
inequívoca do recurso
dentro de um dado
contexto

Um idioma do recurso.

�Descrição utilizando o Dublin Core simples
dc.contributor

Santos, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa

dc.contributor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

dc.creator

Arakaki, Felipe Augusto

dc.date

2016-12-19

dc.identifier

http://hdl.handle.net/11449/147979

dc.description

As Unidades de Informação necessitam de constante atualização no uso das
tecnologias disponíveis para otimizar o gerenciamento de recursos informacionais...

pt

dc.description

The Information Centers need constant updating without using the available
technologies to optimize the management of informational resources...

en

dc.description

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

dc.language

por

�Descrição utilizando o Dublin Core simples
dc.subject

Dados de biblioteca

pt

dc.subject

Library data

en

dc.title

Linked Data: ligação de dados bibliográficos

pt

dc.title

Linked Data: linking bibliographic data

en

dc.type

Dissertação de mestrado

dc.publisher

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

dc.rights

Acesso aberto

dc.identifier

000878273

�Dublin Core qualificado
Elementos Dublin Core

Elementos de refinamento

Título (Title)

Alternativo (Alternative)

Criador (Creator)

-

Assunto (Subject)

-

Descrição (Description)

Sumário (Table of contents)
Resumo (Abstract)

Esquema de codificação
LCSH, MeSH, LCC, CDU, CDD
-

Publicador (Publisher)

-

-

Contribuidor (Contributor)

-

-

Data (Date)

Criado (created), Validado (valid),
Avaliado (Available), Publicado (Issued),
Data aceito (Date accepetd), Data de
copyrighted (Copyrighted), Data de
submissão (Data submitted)

-

Hillmann (2005); Alves (2010)

�Dublin Core qualificado
Elementos Dublin
Core

Elementos de refinamento

Esquema de codificação

Tipo (Type)

Alternativo (Alternative)

DCMI tipo de vocabulário

Formato (Format)

Extensão (extent), Meio (medium)

IMT

Identificador (Identifier)

Citação bibliográfica (Bibliographic citation)

URI

Fonte (Source)

-

URI

Idioma (Language)

-

ISO 639-2RFC 3066

Relação (Relation)

É versão de (Is version of), Tem versão (has
URI
version), É substituído por (Is replaced by), Substitui
(Replaces), É exigido por (Is required by), requer
(requires), é parte de (is part of), tem parte (has
part), é referenciado por (is referenced by),
referências (references), é o formato de (is format
of), tem formato (has format), conforme a (conforms
to)
Hillmann (2005); Alves (2010)

�Dublin Core qualificado
Elementos Dublin
Core

Elementos de refinamento

Esquema de codificação

Cobertura (Coverage)

Espacial (Spatial), Temporal (Temporal)

DCMI Point, ISO3166,
DCMI Box, TGN, DCMI
Period, W3c-DTF

Direitos (Rights)

Direitos de acesso (Access rights), Licença
(License)

URI

Hillmann (2005); Alves (2010)

�Dublin Core qualificado
Elementos Dublin Core - adicionais

Elementos de refinamento

Esquema de codificação

Audiência (Audience)

Mediador (Mediator), Nível
educacional (Education level)

-

Proveniência (Provenance)

-

-

Detentor de direitos (Rights holder)

-

-

Método instrucional (Instructional
method)

-

-

Método de acumulação (Accrual
method)

-

-

Periodicidade de acumulação (Accrual
periodicity)

-

-

Política de acumulação (Accrual policy)

-

Hillmann (2005); Alves (2010)

�Descrição utilizando o Dublin Core Qualificado
dc.contributor

Santos, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa [UNESP]

dc.creator

Arakaki, Felipe Augusto [UNESP]

dc.date.issued

2016-12-19

dc.identifier

http://hdl.handle.net/11449/147979

dc.description.abstract

As Unidades de Informação necessitam de constante atualização no uso das
tecnologias disponíveis para otimizar o gerenciamento de recursos informacionais...

pt

dc.description.abstract

The Information Centers need constant updating without using the available
technologies to optimize the management of informational resources...

en

dc.description

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

dc.language

por

dc.publisher

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

�Descrição utilizando o Dublin Core Qualificado
dc.subject

Dados de biblioteca

pt

dc.subject

Library data

en

dc.title

Linked Data: ligação de dados bibliográficos

pt

dc.title.alternative

Linked Data: linking bibliographic data

en

dc.type

Dissertação de mestrado

dc.contributor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

dc.rights.accessRights Acesso aberto

�Perfil de Aplicação Dublin Core (DCAP)
O termo perfil é amplamente utilizado para se referir a um
documento que descreve normas ou especificações para
suportar as exigências de uma aplicação particular, a
função, a comunidade, ou de contexto. Na comunidade de
metadados, o termo perfil de aplicação tem sido aplicado
para descrever padrões para aplicações específicas.
(NILSSON, BAKER, JOHNSTON, 2008, não paginado,
tradução nossa).

�Perfil de Aplicação Dublin Core (DCAP)
Um DCAP é um documento (ou conjunto de documentos) que especifica e
descreve os metadados utilizados para uma aplicação particular.
● descreve o que a comunidade quer realizar com a sua aplicação
(requisitos funcionais);
● caracteriza os tipos de coisas descritas pelos metadados e suas
relações (Modelo de domínio);
● enumera os termos de metadados a serem utilizados e as regras
para a sua utilização (Descrição conjunto de perfis e Diretrizes de
uso); e
define a sintaxe máquina que será utilizada para codificar os dados
(Diretrizes de sintaxe e formatos de dados).
Coyle e Baker (2009)

��Descrição utilizando o Perfil de Aplicação RI UNESP
dc.contributor.advisor

Santos, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa [UNESP]

dc.contributor.author

Arakaki, Felipe Augusto [UNESP]

dc.date.accessioned

2017-01-12T12:44:41Z

dc.date.available

2017-01-12T12:44:41Z

dc.date.issued

2016-12-19

dc.identifier.uri

http://hdl.handle.net/11449/147979

dc.description.abstract

As Unidades de Informação necessitam de constante atualização no uso das tecnologias
disponíveis para otimizar o gerenciamento de recursos informacionais...

pt

dc.description.abstract

The Information Centers need constant updating without using the available technologies to
optimize the management of informational resources...

en

dc.description.sponsorship

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

dc.language.iso

por

dc.publisher

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

�dc.subject

Dados de biblioteca

pt

dc.subject

Library data

en

dc.title

Linked Data: ligação de dados bibliográficos

pt

dc.title.alternative

Linked Data: linking bibliographic data

en

dc.type

Dissertação de mestrado

dc.contributor.institution

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

dc.rights.accessRights

Acesso aberto

unesp.graduateProgram

Ciência da Informação - FFC

pt

unesp.knowledgeArea

Informação, tecnologia e conhecimento

pt

unesp.researchArea

Informação e Tecnologia

pt

unesp.campus

Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC)

pt

unesp.embargo

Online

pt

dc.identifier.aleph

000878273

dc.identifier.capes

33004110043P4

�Algumas diferenças entre Dublin Core e MARC 21
MARC 21

Dublin Core

Para bibliotecas

DC simples = 15 elementos

Campus, subcampos, indicadores

DC Qualificado

Cobre grande parte de elementos
bibliográficos

Perfil de Aplicação

Exaustividade na descrição

Sintaxe independente
Facilidade de interoperabilidade

�Correspondência
DC vs MARC21

�Correspondência
DC vs MARC21

�Correspondência
DC vs MARC21

�Correspondência
DC vs MARC21

�Dublin Core
Benefícios

Limitações

● Simplicidade
● Criado para recursos
digitais
● Interoperabilidade
● Recomendado pela OAI

● Pouca exaustividade
● Não foi feito para domínio
bibliográﬁco
● Alguns elementos podem
ser utilizados para diversas
informações

�MARC 21
Benefícios

● Especíﬁco para
bibliotecas
● Exaustividade da
descrição
● Cobre grande parte de
elementos bibliográﬁcos

Limitações

● Complexidade
● Estrutura baseada em
campos e subcampos
● Diﬁculdade para aplicação
de tecnologias da Web
Semântica

�FMT

BK

LDR

00000nam a2200000 a 4500

001

UN

003

BR-SpUEP

007

cr |||||||||||

008

170112s2016

040

|a UNESP/BMA |b por

090

|a TL/UNESP

1001

|a Arakaki, Felipe Augusto.

24210

|a Linked Data : |b linking bibliographic data

24510

|a Linked Data : |b ligação de dados bibliográficos / |c Felipe Augusto Arakaki. -

260

|a Marília, |c 2016

300

|a f.

500

|a Orientador: Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos

502

|a Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC)

spb

frm

Registro convertido do RI
UNESP para MARC 21

000 0 por d

�Registro convertido do RI UNESP para MARC 21
506

|a Público

520

|a Resumo: As Unidades de Informação necessitam de constante atualização no uso das tecnologias disponíveis para otimizar o gerenciamento de
recursos informacionais….

536

|a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

538

|a Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader

650 4

|a Dados de biblioteca

650 4

|a Library Data

695

|a TM

695

|a TESE UC

696

|a Mestre

7102

|a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" |b Faculdade de Filosofia e Ciências.

85640

|u http://hdl.handle.net/11449/147979 |y Acesso ao texto completo

940

|a Informação, tecnologia e conhecimento

941

|a Mestre em Ciência da Informação

�941

|a Mestre em Ciência da Informação

942

|a Ciência da Informação. |b .

943

|a 2016/12/19

945

|a Informação e Tecnologia

949

|b BMA

CAT

|a REP |b 40 |c 20170112 |l UEP01 |h 2245

CAT

|a BATCH-UPD |b 40 |c 20170112 |l UEP01 |h 2315

SYS

000878273

�Template que auxilia na geração de registros em Dublin
Core

�Templates

http://dublincoregenerator.com/

�Descrição do e-book ‘O
Hobbit’ em XML/DC

�Referências
ALVES, Rachel Cristina Vesú. Metadados como elementos do processo de catalogação. 2010. 132 f. Tese (doutorado) - Universidade
Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências, 2010. Disponível em: &lt;http://hdl.handle.net/11449/103361&gt;.
BAKER, T. A grammar of Dublin Core. D-Lib Magazine, v. 6, n. 10, out., 2000. Disponível em:
&lt;http://www.dlib.org/dlib/october00/baker/10baker.html&gt;. Acesso em: 24 jun. 2012.
BAKER, T.; Nilsson, M.; Johnston, P. The Singapore Framework for Dublin Core Application Profiles. DCMI, 2008. Disponível em:
&lt;http://dublincore.org/documents/singapore-framework/&gt;. Acesso em: 18 ja. 2014.
COYLE, K.; BAKER, T. Guidelines for Dublin Core application profiles. Dublin Core Metadata Initiative. 2009. Disponível em:
&lt;http://dublincore.org/documents/profile- guidelines/&gt;. Acesso em: 16 nov. 2014.
DUVAL, E. et.al. Metadata Principles and Practicalities. D-Lib Magazine, v. 8, n. 4, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.dlib.org/dlib/april02/weibel/04weibel.html &gt;. Acesso em: 30 ago. 2009.
HILLMANN, D. Using Dublin Core. 2005. Disponível em: &lt;http://dublincore.org/documents/2005/11/07/usageguide/&gt;. Acesso em: 26
jul. 2009.
LIBRARY OF CONGRESS. Dublin Core to MARC Crosswalk: Network Development and MARC Standards Office Library of Congress.
2008. Disponível em: &lt;http://www.loc.gov/marc/dccross.html&gt;. Acesso em: 8 abr. 2015.
NILSSON, M.; BAKER, T.; JOHNSTON, P. The Singapore Framework for Dublin Core Application Profiles. DCMI, 2008. Disponível
em:&lt;http://dublincore.org/documents/singapore-framework/&gt;. Acesso em: 22 nov. 2014.
ZENG, M. L.; QIN, J. Metadata. New York: Neal-Schuman Publishers, 2008.

�Sugestões de leituras
ARAKAKI, F. A.; ALVES, R. C. V.; SANTOS, P. L. V. A. C. Dublin core: state of art (1995 to 2015). Informação &amp;
Sociedade: Estudos, v. 28, n. 2, 2018. DOI: 10.22478/ufpb.1809-4783.2018v28n2.38012 Acesso em: 13 nov. 2021.
DUBLIN Core… https://dublincore.org/specifications/dublin-core/
Conferências Dublin Core - https://dublincore.org/conferences/
PAVãO, C. M. G.; COSTA, J. S. B.; FERREIRA, M. K.; HOROWITZ, Z. Metadados e repositórios institucionais: uma
relação indissociável para a qualidade da recuperação e visibilidade da informação. Ponto de Acesso, v. 9, n. 3, p.
103-116, 2015. DOI: 10.9771/1981-6766rpa.v9i3.15163 Acesso em: 13 nov. 2021.
SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa; SIMIONATO, Ana Carolina; ARAKAKI, Felipe Augusto.
Definição de metadados para recursos informacionais: apresentação da metodologia BEAM. Informação &amp;
Informação, [S.l.], v. 19, n. 1, p. 146–163, fev. 2014. ISSN 1981-8920. Disponível em:
&lt;https://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/15251&gt;. Acesso em: 13 nov. 2021.
doi:http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2014v19n1p146.

�Obrigado!
felipe.arakaki@unb.br

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                  <elementText elementTextId="71133">
                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
RDA Vocabulary: weights for cataloging

Ana Carolina Simionato Arakaki
Professora do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Bibliotecária pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Doutora em Ciência da
Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pós-Doutoranda na área de
Computação pela Universidade de São Paulo (USP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9896600626524397
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0140-9110
E-mail: acsimionato@ufscar.br
Resumo
O redesenho e reestruturação do Resource Description and Access foram a motivação para essa palestra,
bem como, pautou-se como principal objetivo, identificar a relação do RDA com os vocabulários de
dados. Foi utilizada uma revisão narrativa da literatura, que elencou o desenvolvimento da temática,
principalmente com as recentes transformações da ferramenta RDA Toolkit, do ponto de vista teórico e
contextual do assunto. Por fim, o RDA sendo definido como um vocabulário de dados, vemos como
tendência a independência das regras de Catalogação, os requisitos são poucos e aqueles que usam o
vocabulário RDA, deverão decidir quais os elementos descritivos e seus valores são necessárias para
descrever um recurso informacional e como transcrever essa informação ao usuário.
Palavras-chave: Resource Description and Access. Vocabulário de dados. Vocabulário RDA. Catalogação.
Abstract
The redesign and restructuring of the Resource Description and Access were the motivation for this
lecture, as well as the main objective of identifying the relationship between the RDA and the data
vocabularies. A narrative literature review was used, which listed the development of the theme, mainly
with the recent transformations of the RDA Toolkit tool, from the theoretical and contextual point of
view of the subject. Finally, RDA being defined as a data vocabulary, we see a trend towards
independence from the Cataloging rules, the requirements are few and those who use the RDA
vocabulary will have to decide which descriptive elements and their values are needed to describe a
resource information and how to transcribe that information to the user.
Keywords: Resource Description and Access. Data vocabulary. RDA vocabulary. Cataloguing.

�Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
Simionato Arakaki

84

1 Introdução e Metodologia
A partir da publicação do IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) em 2017, o
Resource Description and Access (RDA) foi redesenhado e restruturado em dezembro de 2020
pelas diretrizes do Projeto 3R. Foram realizadas alterações significativas para a geração dos
registros bibliográficos e de autoridade.
A plataforma RDA Toolkit traz novas formas para (re)pensar a Catalogação. Salienta-se
que por meio dessas alterações, a RDA é alinhada a sua natureza, um vocabulário de dados e
não a um código de catalogação, como até então era pensado. Bem como, traz ao RDA uma
modelagem associada aos princípios de conexão de dados, com o Linked data, com novas
possibilidades de sustentabilidade dos dados advindos dos registros de Catalogação.
Como Oliver (2021, p. 10, tradução nossa) pondera:
O RDA foi projetado para que não seja vinculado a nenhum padrão de
codificação. Ao utilizar a RDA, faz tornar possível a relação entre os dados
em uma ampla gama de contextos, em diferentes cenários de implementação
e não apenas em sistemas tradicionais de gerenciamento de bibliotecas.

Essa nova estrutura apresentada pelo RDA foi necessária pelas dificuldades
encontradas na adequação do MARC21 a esse novo instrumento de representação. Justamente,
pela necessidade em “[...] criar relacionamentos entre os bits de informação, de modo que seja
possível abordar os dados de praticamente qualquer ponto de partida e ainda recuperar o que
você precisa”. (COYLE, 2016, p. 31).
Os nossos catálogos, hoje, apresentam-se registros monolíticos e que não permitem a
individualização dos dados. (ARAKAKI, 2020). Essa preocupação deriva-se de um movimento
de renovação da Catalogação, em que percebemos que nossos catálogos, repletos de dados de
autoridade e bibliográficos já enriquecidos por padrões internacionalmente aceitos, ainda
estão sem conexões ou comunicações entre os mesmos, ou seja, estamos trabalhando em
nichos de armazenamento sem comunicação, comparadas a ilhas ou silos.
Nesse contexto, as alterações do RDA foram a motivação para essa palestra, bem
como, pautou-se como principal objetivo, identificar a relação do RDA com os vocabulários de
dados. A metodologia utilizada nessa pesquisa foi uma revisão narrativa da literatura. Compila
as principais produções da área que discutem e descrevem o desenvolvimento da temática,
principalmente com as recentes transformações da ferramenta RDA Toolkit, do ponto de vista
teórico e contextual do assunto.

II Encontro de RDA no Brasil

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�Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
Simionato Arakaki

85

2 O RDA: flexibilidade, internacionalização e conexão entre os dados
As alterações do RDA Toolkit, plataforma de acesso ao vocabulário RDA, foram
salientadas pelo próprio princípio, objetivo e definição do RDA. Sendo definido como um “[...]
um pacote de elementos de dados, diretrizes e instruções para criar metadados de recursos de
bibliotecas e patrimônio cultural, formulados de acordo com os modelos internacionais para
aplicações de dados ligados centrados no usuário.” (RDA STEERING COMMITTEE, 2020).
O pacote de elementos é melhor compreendido quando também destacamos os
princípios das orientações do próprio RDA, em relação a flexibilidade, internacionalização e
conexão entre os dados. Esses princípios são descritos como (RDA STEERING COMMITTEE,
2020):
a)

Flexibilidade: o RDA comporta as práticas de catalogação para bibliotecas de grande
ou pequeno porte, especializada ou bibliotecas de público geral, independentemente
dos seus requisitos locais, permitindo a aplicação desde os processos tradicionais até
os processos mais recentes de Catalogação

b)

Internacionalização: A administração do RDA está estruturada para garantir uma
representação internacional maior e mais ampla.

c)

Conexão entre os dados: RDA é projetado para criar dados que podem ser acessados e
compartilhados entre bibliotecas e outros centros informacionais. Compatível com
aplicações para o uso de Linked data. (RDA STEERING COMMITTEE, 2020)
O RDA irá oferecer elementos ao catalogador, independente da região e idioma, caberá

ao catalogador escolhê-los de acordo com as necessidades de seus usuários e da adequação
representacional ao tipo de recurso informacional. Além disso, o RDA oferecerá a
possibilidade de que esses dados sejam conectados, seguindo as orientações Linked data,
auxiliando no processo e economia de recursos humanos, infraestrutura, financeiro, etc. que o
catalogador possui a sua disposição, bem como, possibilitará uma maior comunicação e acesso
desses dados à Web.
Como tendência para a integração semântica entre os dados, o Linked data sintetiza
em boas práticas para publicar e conectar conjuntos de dados estruturados na Web, com o
intuito de criar uma “Web de dados” (BIZER; HEATH; BERNERS-LEE, 2009). Por meio da
publicação e conexão dos dados, os sistemas serão mais abertos e interoperáveis,

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Simionato Arakaki

86

possibilitando um maior acesso do usuário ao catálogo, e ainda, se preocupando cada vez mais
em um melhor canal entre usuário e recurso informacional.
Para a conexão e composição das triplas pelo modelo de dados em Resource Description
Framework (RDF), as tecnologias semânticas utilizadas para a estruturação em Linked data são:
a)

Uniform Resource Identifier (URI): tem como função de identificar um recurso. É uma
atribuição inequívoca aos objetos e necessária, pois, as relações entre recursos não
podem ser incorretas ou ambíguas. Exemplos de Identificadores únicos: ORCID,
Lattes, DOI, Handle, ISBN, ISSN, entre outros,

b)

Linguagens de marcação: Fornecem marcações para descrição das informações;
padronizar a publicação e troca de dados entre aplicações Web; e realizar a
interoperabilidade com outros dados. Exemplos: XML, Turtle, entre outros.

c)

Resource Description Framework (RDF): modelo de dados para referenciar objetos e
como eles estão relacionados; utiliza a sintaxe XML; e descreve os recursos através de
declarações.
O modelo de sintaxe do RDF é baseado em grafos dirigidos rotulados, onde são

realizadas as conexões entre os recursos. Como o exemplo da figura 1.
Figura 1 – Exemplos de triplas em RDF

Fonte: Elaborado pela autora.

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Simionato Arakaki

87

Os elementos base desse modelo de tripla são: recurso (resource); propriedade
(property) e valor (value), e possibilitam a designação de significado aos conjuntos de dados
(datasets) publicados na Web.

3 O Vocabulário RDA (RDA Vocabulary)
Em 2015, a World Wide Web Consortium (W3C) definiu que um vocabulário de dados é
compreendido como um conjunto de termos que visa a descrição de algum recurso. Assim,
tem-se os vocabulários voltados à padronização dos elementos de metadados (vocabulários de
propriedade) e os que buscam uniformizar os valores. Como exemplos, podemos citar, o
Dublin Core Metadata Initiative Metadata Terms (DC Terms), Data Catalog Vocabulary (DCAT),
Friend of a Friend Vocabulary (FOAF Vocabulary) e o Schema.org.
Os autores Baker et al. (2011) no relatório “Library Linked Data Incubator Group Final
Report” declaram que um vocabulário de valor define recursos (como instâncias de tópicos,
estilos de arte ou autores) que são usados como valores para elementos em registros de
metadados. Normalmente, um vocabulário de valor não define recursos bibliográficos, como
livros, mas sim, os conceitos relacionados a recursos bibliográficos (pessoas, línguas, países,
etc.). Eles são "blocos de construção" com os quais os registros de metadados podem ser
preenchidos. Muitas bibliotecas exigem vocabulários específicos para selecionar valores para
um elemento de metadados específico. (BAKER et al., 2011).
Baker et al. (2011) continuam a contextualização referindo a lista controlada de valores
permitidos para um elemento. Os exemplos incluem: tesauros, listas de códigos, listas de
termos, esquemas de classificação, listas de cabeçalhos de assuntos, taxonomias, arquivos de
autoridade, dicionários geográficos digitais, esquemas de conceitos e outros tipos de sistemas
de organização do conhecimento. Para serem úteis na vinculação de dados, os vocabulários de
valores devem ter URIs de protocolo de transferência de hipertexto (HTTP) atribuídos a cada
valor; esses URIs apareceriam em um registro de metadados em vez de ou além do valor literal.
(BAKER et al., 2011).
No RDA, o esquema de codificação e vocabulário de dados, é apresentado por uma
lista estruturada nomeada de representações de valores controlados para os elementos. Um
esquema de codificação de vocabulário inclui uma lista RDA de termos ou seus vocabulários
de valores correspondentes no: registro RDA, uma lista de códigos ISO, uma terminologia

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Simionato Arakaki

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padrão, um sistema de controle de autoridade, etc., e pelos índices de palavras-chave. (RDA
STEERING COMMITTEE, 2020).
Destaca-se que o glossário de termos do RDA, conceitua vocabulário de dados como
“Uma categoria que contém conceitos que são usados como valores para propriedades em um
conjunto de dados.”, isto é, definição coerente à referida por Baker et al. (2011).
Outro ponto de destaque, é que todos os elementos RDA, suas definições e quaisquer
itens relacionados notas de escopo, e todos os termos de valor do vocabulário e definições
foram armazenados em RDF no Open Metadata Registry (OMR), incluindo a fonte primária de
conteúdo do RDA Toolkit e as traduções. O OMR é um órgão responsável por fornecer um
meio para identificar, declarar e publicar o registro de esquemas de metadados (conjuntos de
elementos/propriedades), esquemas (vocabulários controlados) e perfis de aplicação (APs).
Todo o vocabulário RDA está exportado para um repositório GitHub, fornecendo um
gerenciamento de download e serviços para desenvolvedores que queiram desenvolver e
implementar aplicações para referência de dados conectados, inclusive as extrações específicas
de idioma e a seleção de elementos individuais e extrações de conceito/valores que fornecem
representações RDF com identificadores específicos.

4 Considerações finais
Com todas essas transformações e reflexões para a Catalogação, percebe-se cada vez
mais, a necessidade de comunicação dos nossos catálogos para ambientes mais abertos, como
Web. Por meio de sistemas mais abertos e interoperáveis, garantirá o acesso a todos os
usuários, independente do local que eles estão buscando a informação.
A publicação e conexão dos dados de biblioteca deverá ser ponderada para que não
seja apenas uma disponibilização dos dados. Mas sim, a melhoria dos problemas de
duplicidade de dados bibliográficos e de autoridade, a possibilidade de reutilização desses
dados por inúmeros catálogos em rede.
Por fim, o RDA sendo definido como um vocabulário de dados, vemos como tendência
a independência das regras de Catalogação, os requisitos são poucos e aqueles que usam o
vocabulário RDA, deverão decidir quais os elementos descritivos e seus valores são necessárias
para descrever um recurso informacional e como transcrever essa informação ao usuário.

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�Vocabulário RDA: ponderações para a Catalogação
Simionato Arakaki

89

Referências
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Informação &amp; Informação, [S.l.], v. 25, n. 3, p. 163-186, out. 2020. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2020v25n3p163
BAKER, T. et al. Library Linked Data Incubator Group Final Report. W3C Incubator
Group Report, 2011. Disponível em: http://www.w3.org/2005/Incubator/lld/XGR-lld-20111025/.
BIZER, C.; HEATH, T.; BERNERS-LEE, T. Linked Data: the story so far. International
Journal on Semantic Web and Information Systems, v. 5, n. 3, p. 1-22, 2009. Disponível
em: http://eprints.soton.ac.uk/271285/1/bizer-heath-berners-lee-ijswis-linked-data.pdf.
COYLE, Karen. FRBR, before and after: a look at our bibliographic models. American
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OLIVER, Chris. Introducing RDA: a guide to the basics after 3R. Second edition ed. Chicago:
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https://www.rdatoolkit.org/.
RIVA, Pat; BœUF, Patrick Le; ŽUMER, Maja. IFLA Library Reference Model: um modelo
conceitual para a informação bibliográfica. Tradução: Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli,
José Fernando Modesto da Silva, Liliana Giusti Serra, Luiza Wainer, Marcelo Votto Texeira,
Raildo de Sousa Machado e Zaira Regina Zafalon. Den Haag: IFLA, 2017a. Título original:
IFLA Library Reference Model: a conceptual model for bibliographic information. Disponível
em: https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august-2017_rev201712por.pdf.
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https://www.w3.org/standards/semanticweb/ontology

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Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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                <text>O redesenho e reestruturação do Resource Description and Access foram a motivação para essa palestra, bem como, pautou-se como principal objetivo, identificar a relação do RDA com os vocabulários de dados. Foi utilizada uma revisão narrativa da literatura, que elencou o desenvolvimento da temática, principalmente com as recentes transformações da ferramenta RDA Toolkit, do ponto de vista teórico e contextual do assunto. Por fim, o RDA sendo definido como um vocabulário de dados, vemos como tendência a independência das regras de Catalogação, os requisitos são poucos e aqueles que usam o vocabulário RDA, deverão decidir quais os elementos descritivos e seus valores são necessárias para descrever um recurso informacional e como transcrever essa informação ao usuário.</text>
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Relações entre RDA e FRBR:
perspectivas para os ambientes digitais
RDA and FRBR in digital environments

Natalia Gallo Cerrao
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Grupo
de Pesquisas e Estudos em Representação do Conhecimento e Tecnologias da Informação e
Comunicação (GPERTIC).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0889233459179310
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8450-3451
E-mail: nataliacerrao@gmail.com

Fabiano Ferreira de Castro
Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação e do Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação (UFSCar). Líder do Grupo de Pesquisas e Estudos em
Representação do Conhecimento e Tecnologias da Informação e Comunicação (GPERTIC).
Pós-Doutorado em Ciência da Informação (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7124931056289027
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8712-2654
E-mail: fabianocastro@ufscar.br
Resumo
O Resource Description and Access (RDA) e o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR)
têm sido objetos de interesse e pesquisas na área da Catalogação Descritiva no cenário atual. O objetivo
principal dessa pesquisa foi identificar e mapear os estudos que abordam as ações ou aplicações do RDA
e do FRBR em ambientes digitais e verificar em que medida os assuntos se relacionam, na perspectiva da
Ciência da Informação. A Revisão Sistemática da Literatura (RSL) - um método organizado, confiável e
criterioso de revisão bibliográfica - oportunizou a identificação de estudos, exemplos de aplicações
práticas e ferramentas tecnológicas que relacionam o RDA e o FRBR em ambientes digitais. Conclui-se,
que o RDA e o FRBR possuem sinergia para a atividade da Catalogação Descritiva no contexto
tecnológico vigente, por suas bases teórico-metodológicas consolidadas, corroborando suas aplicações
no desenvolvimento e na modelagem dos ambientes digitais.
Palavras-chave: Catalogação descritiva. Domínio bibliográfico. Ambientes digitais.
Abstract
The Resource Description and Access (RDA) and the Functional Requirements for Bibliographic Records
(FRBR) have been objects of interest and research in the field of Descriptive Cataloging in the current
scenario. The main objective of this research was to identify and map the studies that address the
actions or applications of RDA and FRBR in digital environments and verify to what extent the issues
are related, from the perspective of Information Science. The Systematic Literature Review (RSL) - an
organized, reliable and thorough method of literature review - provided an opportunity to identify
studies, examples of practical applications and technological tools that relate RDA and FRBR in digital

�Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais
Cerrao; Castro

98

environments. It is concluded that the RDA and the FRBR have synergy for the activity of Descriptive
Cataloging in the current technological context, due to their consolidated theoretical-methodological
bases, corroborating their applications in the development and modeling of digital environments.
Keywords: RDA. FRBR. Bibliographic domain. Digital environments.

1 Introdução
Diante do avanço tecnológico e das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)
disponíveis, identificam-se algumas tendências no domínio bibliográfico, especialmente no que
se refere ao Tratamento Descritivo da Informação (TTI), onde o Resource Description and
Access (RDA) e o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) têm sido discutidos
tanto na vertente teórica, quanto na esfera de aplicação em ambientes digitais.
O modelo conceitual FRBR é baseado na modelagem entidade-relacionamento,
aprimorando

a

organização

dos

registros

bibliográficos

e

possibilitando

maior

funcionabilidade aos catálogos, otimizando a busca e a recuperação da informação. A proposta
do FRBR surgiu com dois objetivos principais: recomendar um nível básico de funcionalidade
para registros bibliográficos e relacionar os dados às necessidades dos usuários. (IFLA, 2009).
Nesse contexto tecnológico, Alves e Santos (2013) apontam a necessidade de revisão e
a atualização dos códigos de catalogação que caminhem em consonância com os modelos
conceituais, o que culminou no desenvolvimento de uma proposta para a orientação de
descrição de recursos, o Resource Description and Access (RDA).
Conforme Assumpção e Santos (2013), a adoção do RDA não se constitui
simplesmente como uma escolha administrativa. Antecedendo essa adoção, faz-se necessário o
planejamento, a modelagem e a construção de catálogos que possam refletir a base entidadeatributo-relacionamento presente no modelo conceitual FRBR, de modo que, tendo sido
adotado o RDA, possa ser feito uso de todo seu potencial.
O RDA possui diretrizes e instruções que abrangem a descrição e o acesso de recursos
digitais e analógicos, seu objetivo é facilitar o processo de descrição de recursos seguindo um
processo de decisão lógica. Trata-se de um padrão projetado para ser fácil de usar e gerar
registros que contenham dados relevantes para os usuários. Pautado no modelo FRBR, o RDA
identifica as entidades no universo bibliográfico (obras, itens, pessoas etc.), identifica os
atributos dessas entidades e suas relações entre si. (CERRAO; CASTRO, 2020).

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais
Cerrao; Castro

99

O principal objetivo dessa pesquisa foi identificar e mapear os estudos que abordam as
ações do RDA e do FRBR, identificando ferramentas tecnológicas para aplicações em
ambientes digitais.

2 Metodologia
A adoção do método de Revisão Sistemática da Literatura (RSL) possibilitou a
identificação dos estudos que versam sobre a temática em apreço. A RSL contribui para a
identificação e análise crítica das pesquisas relevantes, definindo estratégias de busca e
critérios de análise e seleção do referencial teórico, para responder questões de pesquisa
específicas. (BRINER; DENIER, 2012)
As etapas criteriosas de uma RSL a diferenciam do método tradicional de revisão
bibliográfica, são metódicas e possibilitam que a pesquisa realizada seja auditada e continuada
sempre que necessário. (CERRAO; JESUS; CASTRO, 2019).
A RSL elaborada nessa pesquisa foi dividida nas etapas Planejamento: familiarização
com a temática estudada e preenchimento do protocolo de busca; Condução: busca em bases
de dados, aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão e análise dos artigos recuperados; e
Extração de Dados e Síntese da RSL.
Para auxiliar a RSL foi utilizado o software State of the Art through Systematic Review
(StArt). O protocolo de busca foi preenchido, conforme o Quadro 1.
Quadro 1 – Protocolo da Revisão Sistemática da Literatura.

Campo

Preenchimento do campo

Objective
(Objetivo)

Compreender, por meio da Revisão Sistemática da Literatura, a
aplicabilidade do FRBR e do RDA em ambientes digitais, identificando
ferramentas tecnológicas.

Main question
(Questão principal)

É possível aplicar o modelo conceitual FRBR e as orientações RDA em
ambientes digitais?

Population
(População)

Ferramentas tecnológicas de aplicação do modelo conceitual FRBR e da
proposta RDA em ambientes digitais.

Intervention
(Intervenção)

Como são abordadas e discutidas as possibilidades de aplicação do modelo
conceitual FRBR e da proposta RDA em ambientes digitais, na literatura
recuperada.

Control (Controle)

Artigos de bases de dados da área da Ciência da Informação.

Results
(Resultados)

Identificar estudos que abordem a aplicação do modelo conceitual FRBR e
da proposta RDA em ambientes digitais.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais
Cerrao; Castro

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Campo

Preenchimento do campo

Application
(Aplicação)

Contribuição para a área da Ciência da Informação em relação à
representação da informação e modelagem de dados, aplicando em
ambientes digitais as novas possibilidades no âmbito da Catalogação
Descritiva.

Keywords and
synonyms (Palavraschave e sinônimos)

A string de busca utilizada em todas as bases de dados foi definida como:
(“FRBR” OR “Functional Requirements for Bibliographical Records” OR
“RDA” OR “Resource Description and Access”).

Sources selection
criteria definition
(Definição de critérios
de busca)

Trabalhos indexados em periódicos da área da Ciência da Informação.

Studies languages
(Idiomas)

Inglês; Português; Espanhol

Source search methods
(Métodos de pesquisa)

Leitura do título e resumo dos documentos; aplicação dos critérios de
inclusão e exclusão; leitura da introdução e conclusão dos documentos;
leitura do documento completo nos casos em que as análises anteriores se
mostrarem inconclusivas para a seleção.

Source list
(Lista de fontes)

As bases de dados consultadas e utilizadas foram:
- Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI)
- Library and Information Science Abstracts (LISA)
- Library, Information Science &amp; Technology Abstracts with full text
(ISTA)
- Information Science &amp; Technology Abstracts (LISTA)

Study selection criteria
(inclusion and
exclusion)
Critérios de seleção
(inclusão e exclusão)

Os critérios de seleção foram definidos como (I) para inclusão e (E) para
exclusão.
(I) Abordar a aplicação do modelo conceitual FRBR em ambientes digitais.
(I) Abordar aplicação das orientações do RDA em ambientes digitais.
(I) Indicar modelos para a aderência ou aplicação do RDA e FRBR em
ambientes digitais.
(E) Documento não acessível ou não localizado integralmente.
(E) Não estar nos idiomas especificados.
(E) Não abordar a aplicação do RDA e FRBR em ambientes digitais.

Studies types definition
(Definição de tipos de
estudos)

Trabalhos indexados nas bases de dados consultadas.

Studies initial selection
(Seleção inicial)

-

Studies quality
evaluation
(Avaliação de qualidade
dos estudos)

A partir da análise da metodologia dos trabalhos recuperados, será
realizada avaliação minuciosa da qualidade.

Data extraction form
fields (Forma de
extração de dados)

Enfoque dos documentos; aplicação do RDA em ambientes digitais;
aplicação do modelo conceitual FRBR em ambientes digitais; considerações
finais.

Results summarization
(Sumarização de
resultados)

Após extração de dados, os dados serão agrupados em quadros de acordo
com a categoria de análise, os resultados semelhantes serão agrupados
permitindo a realização de uma análise quantitativa e também a elaboração
de inferências que permitiram responder à pergunta de pesquisa.

Fonte: Elaborado pelos autores (2021).

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3 Resultados
Foram aceitos 53 artigos que correspondem aos objetivos dessa pesquisa. Após a
leitura detalhada e minuciosa, análise e sumarização do conteúdo de cada um dos artigos,
foram identificados exemplos de aplicação, tanto do modelo conceitual FRBR, como do RDA
em ambientes digitais, como destacados.
3.1 Perfis de aplicação de metadados Dublin Core (DCAPs)
Um perfil de aplicação trata-se de um framework para aplicações de metadados
designado para promover máxima interoperabilidade e reutilização. O framework define um
conjunto de componentes descritivos que são necessários ou úteis para documentar um perfil
de aplicação e descreve como se relacionam com modelos de domínio padrões e com a Web
Semântica, proporcionando interoperabilidade com outras aplicações, baseados em
vocabulários internacionalmente definidos. (NILSSON; BAKER; JOHNSTON, 2008).
Um exemplo de perfil de aplicação de metadados baseado em FRBR é o Scholarly
Works Dublin Core Application Profile (SWAP), um modelo próprio para aplicação em trabalhos
acadêmicos. Os SWAP são essenciais para compreender a importância dos FRBR e sua atuação
em conjunto com os metadados em ambientes digitais.
3.2 BIBFRAME
A iniciativa BIBFRAME visa perspectivar e, a longo prazo, implementar um novo
ambiente bibliográfico para as bibliotecas, tornando a interconectividade comum.
O BIBFRAME é a base para o futuro da descrição bibliográfica que acontece
na e como parte da Web e do atual mundo em rede. Foi projetado para se
integrar e se envolver com a mais ampla comunidade de informações, além
de atender às necessidades específicas de sua comunidade de manutenção. O
BIBFRAME cumprirá tais propósitos, visando: (a) diferenciar claramente o
conteúdo conceitual e suas manifestações físicas (por exemplo, obras e
instâncias); (b) focar na identificação não ambígua. (CERRAO; CASTRO,
2020, p. 9)

O modelo conceitual FRBR e as diretrizes RDA fazem parte do desenvolvimento do
BIBFRAME, “possibilitando-lhe adequação às tendências do tratamento da informação atual”.
(ARAKAKI et al. 2017, p. 2245). O grande diferencial do BIBFRAME é a aplicação de conceitos
inovadores pertencentes ao universo da Web e a possibilidade de aproveitamento e
reaproveitamento de registros.

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3.3 LibFRBR
O LibFRBR é uma ferramenta para aplicação usada para converter registros
bibliográficos em estruturas e interface de catalogação pautada no modelo conceitual FRBR.
No trabalho de Chang et al. (2013), o LibFRBR foi desenvolvido para a conversão de registros
em formato FRBR no software Koha. Essa ferramenta pode adicionar, editar e organizar dados
pertencentes a entidades, atributos e relacionamentos entre entidades, fornecendo uma
interface FRBR para entrada e armazenamento de dados. Também é possível coletar dados em
MARC21 ou MARCMARC, extrair as entidades no formato FRBR e armazená-los em
linguagem XML ou no Koha.
3.4 RDA In Many Metadata Formats (RIMMF)
O RIMMF foi desenvolvido como uma ferramenta de “treino” no processo de
catalogação descritiva em formato RDA, onde o catalogador pode visualizar e desenvolver
“registros” projetados especificamente para o RDA. (CERRAO; CASTRO, 2020). Essa
ferramenta possibilita a visualização e criação de registros pautados em RDA e na modelagem
entidade-relacionamento, de modo a permitir a inserção de atributos para cada entidade e a
compreensão dos moldes RDA na estrutura semântica, permitindo a inserção de dados
descritivos e vinculando-os a entidades relacionadas.
3.5 FRBR Display Tool
A FRBR Display Tool é citada na literatura científica, como uma ferramenta que
transforma os dados bibliográficos em formato MARC em dados bibliográficos “traduzidos”
para as entidades FRBR. Essa ferramenta classifica e organiza conjuntos de registros
bibliográficos utilizando o modelo FRBR, gerando exibições hierárquicas dos mesmos.
A FRBR Display Tool funciona com arquivos simples de registros MARC, e juntamente
com sua instalação acompanha a ferramenta MARCXML Toolkit, gerando registros nessa
linguagem. Em seguida, ela transforma os dados MARCXML em uma estrutura FRBR
codificada em XML, que usa elementos do padrão Metadata Object Description Schema
(MODS).

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4 Conclusão
A Revisão Sistemática da Literatura permitiu identificar e explorar ferramentas
tecnológicas, a partir da sinergia do RDA e FRBR e suas potencialidades de aplicação em
ambientes digitais, dentre elas se destacam: Perfis de aplicação de metadados Dublin Core
(DCAPs), BIBFRAME, LibFRBR, RDA In Many Metadata Formats (RIMMF) e FRBR Display Tool.
O RDA e o FRBR devem ser mais estudados, de maneira a trazer contribuições, tanto
para o campo da pesquisa, quanto para a prática profissional da Catalogação Descritiva,
considerando as tendências tecnológicas e as demandas informacionais da sociedade
contemporânea, as quais caminham em consonância ao cenário de dados abertos e conectados.

Referências
ALVES, R. C. V. ; SANTOS, P. L. V. A. C. Metadados: organização e acesso à informação no
domínio bibliográfico. In: IX ENCONTRO INTERNACIONAL DE CATALOGADORES E II
ENCONTRO NACIONAL DE CATALOGADORES, 2013, RIO DE JANEIRO. Anais […]. Rio de
Janeiro, 2013. v. 1. p. 1-15. Disponível em: http://www.abinia.org/catalogadores/52-194-1PB.pdf. Acesso em: 20 set. 2021.
ARAKAKI, F. A. et al. BIBFRAME: tendência para a representação bibliográfica na web.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 13, p. 2231-2249,
dez. 2017. Disponível em: https://brapci.inf.br/index.php/res/v/3416. Acesso em: 14 set. 2021.
ASSUMPÇÃO, F. S.; SANTOS, P. L. V. A. C. A utilização do Resource Description and Access
(RDA) na criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas.
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https://brapci.inf.br/index.php/res/download/52343. Acesso em: 20 set. 2021.
BRINER, R. B.; DENYER, D. Systematic review and evidence synthesis as a practice and
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Disponível em: https://www.oxfordhandbooks.com/view/10.1093/oxfordhb/9780. Acesso em:
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CERRAO, N. G.; CASTRO, F. F. de; JESUS, A. F. de. O método de revisão sistemática da
literatura (RS) na área da Ciência da Informação no Brasil: análise de dados de pesquisa.
Informação &amp; Tecnologia, v. 5, n. 1, jan./jun. 2018. Disponível em:
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Cerrao; Castro

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CERRAO, N. G.; CASTRO, F. F. Aplicações de metadados baseadas em FRBR e RDA em
repositórios institucionais digitais: uma revisão sistemática da literatura. Transinformação,
v. 32, e190080, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2318-0889202032e190080. Acesso
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II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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                <text>O Resource Description and Access (RDA) e o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) têm sido objetos de interesse e pesquisas na área da Catalogação Descritiva no cenário atual. O objetivo principal dessa pesquisa foi identificar e mapear os estudos que abordam as ações ou aplicações do RDA e do FRBR em ambientes digitais e verificar em que medida os assuntos se relacionam, na perspectiva da Ciência da Informação. A Revisão Sistemática da Literatura (RSL) - um método organizado, confiável e criterioso de revisão bibliográfica - oportunizou a identificação de estudos, exemplos de aplicações práticas e ferramentas tecnológicas que relacionam o RDA e o FRBR em ambientes digitais. Conclui-se, que o RDA e o FRBR possuem sinergia para a atividade da Catalogação Descritiva no contexto tecnológico vigente, por suas bases teórico-metodológicas consolidadas, corroborando suas aplicações no desenvolvimento e na modelagem dos ambientes digitais.</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

RDA e a nova geração de catálogos:
explorando o Linked Data
RDA and the new generation of catalogs:
the Linked Data exploring

Letícia Guarany Bonetti
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Graduação em Biblioteconomia pela
Universidade de Brasília (UNB) (2019).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1895977717955732
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3012-8465
E-mail: leticiagbonetti@gmail.com

Ana Carolina Simionato Arakaki
Professora do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Bibliotecária pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Doutora em Ciência da
Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pós-Doutoranda na área de
Computação pela Universidade de São Paulo (USP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9896600626524397
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0140-9110
E-mail: acsimionato@ufscar.br
Resumo
O cenário da web e dos avanços tecnológicos traz à tona discussões sobre a nova geração de usuários da
informação. Os catálogos de biblioteca parecem continuar ocupando um papel marginal no mercado de
consumo da informação digital, e os usuários consideram seu uso difícil e limitado quando comparados
com os motores de busca. Por meio de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, buscou-se
investigar o papel da Resource Description and Acces (RDA) na elaboração de catálogos mais voltados às
necessidades dos usuários da Web. Os estudos demonstram que a RDA tem potencial para guiar a
elaboração de catálogos mais dinâmicos, com melhor adaptação às tecnologias de bases de dados
emergentes. Os modelos conceituais e a RDA permitem uma organização mais direcionada nas
necessidades dos usuários de informação, podendo trazer benefícios para uma nova geração de
catálogos.
Palavras-chave: Catálogo. RDA. Linked Data. Web Semântica.
Abstract
The web scenario and technological advances bring up discussions about the new generation of
information users. Library catalogs seem to continue to play a marginal role in the consumer digital
information market, and users find their use difficult and limited compared to search engines. Through
exploratory research, of a qualitative nature, we sought to investigate the role of Resource Description
and Access (RDA) in the elaboration of catalogs more focused on the needs of web users. Studies show

�RDA e a nova geração de catálogos: explorando o Linked Data
Bonetti; Simionato Arakaki

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that the RDA has the potential to guide the creation of more dynamic catalogs, with better adaptation
to emerging database technologies. Conceptual models and the RDA allow for an organization more
focused on the needs of information users, which can bring benefits to a new generation of catalogs.
Keywords: Catalog. RDA. Linked Data. Semantic Web.

1 Introdução
No cenário da Web e dos recursos digitais, discute-se a necessidade de alinhar os
princípios de catalogação para a modelagem de catálogos mais voltados às necessidades dos
usuários atuais (SILVA et al., 2017). De acordo com Silva et al. (2017, p. 135), o usuário foi
posto como foco da biblioteca por Ranganathan “[...] ao mencionar o objetivo da elaboração
de um catálogo, o qual vem sendo repensado, a partir dos modelos conceituais, também com
foco central nas expectativas e necessidades do usuário”.
Nesse sentido, conforme argumenta Díez (2012), as bibliotecas têm realizado diversos
investimentos em prol da adaptação às tecnologias disponíveis, mas os catálogos parecem
continuar ocupando um papel marginal no mercado de consumo da informação digital. Os
usuários consideram o uso dos catálogos difícil e limitado quando comparados com motores de
busca (Google) e sites como a Amazon (DÍEZ, 2012). Surgem, então, novos desafios para as
bibliotecas e a catalogação, que estão relacionados com as regras, normas e códigos como
exemplo, a Resource Description and Acces (RDA) (LOURENÇO, 2020).
Baseado em modelos conceituais, a RDA foi elaborada para atualizar os códigos de
catalogação. Busca atender às exigências da descrição no contexto Web, focando nas
necessidades dos usuários e aproximando-os das linguagens de catalogação (CERRAO;
CASTRO, 2019). Arakaki et al. (2017, p. 4) afirmam que “[...] a evolução dos instrumentos de
representação no domínio bibliográfico acarretará numa nova transição para os catálogos das
bibliotecas”.
Os modelos conceituais, as diretrizes RDA, o cenário da Web Semântica e o Linked
Data passam a ser temas de destaque no cenário das bibliotecas e da representação na Web,
permitindo maximizar as buscas e recuperações das informações nos catálogos. Nesse cenário
pode-se citar, por exemplo, projetos da Library of Congress que utilizam recursos do Linked
Data para a implementação da RDA em catálogos, como o caso do BIBFRAME.
Essa afirmação é constatada pela atualização da RDA em dezembro de 2020. Nessa
atualização, a RDA foi remodelada e deixou de ter regras numeradas, seções, apêndices e

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Bonetti; Simionato Arakaki

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capítulos, apresentando uma navegação orientada por matrizes de entidades, projetadas por
meio da modelagem da IFLA Library Reference Model (IFLA LRM).
Desse modo, trata-se de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, que
buscou investigar o papel da RDA na elaboração de catálogos mais voltados às necessidades
dos usuários da web. Para tanto, foram realizadas pesquisas bibliográficas nas bases Base de
Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), Scientific
Electronic Library Online (SciELO) e no motor de busca Google Acadêmico, no período de abril
a setembro de 2021. Os termos utilizados foram: “Resource Description and Access” e “Linked
Data” relacionados com “biblioteca”. Dessa forma foi possível obter um panorama dos estudos
e aplicações da RDA na modelagem de catálogos mais abertos.

2 RDA e os catálogos de biblioteca
A literatura encontrada sobre a temática ainda não apresenta relatos da nova RDA.
Nesse sentido, o texto de Candela et al. (2015) destaca que a família de modelos conceituais
FRBR e as diretrizes RDA fornecem uma estrutura moderna que facilita o processamento
automático da informação (CANDELA et al., 2015), indo ao encontro do que é proposto pelo
Linked Data e pela Web Semântica.
Segundo Berners-Lee (2006) a Web Semântica não trata apenas de colocar dados na
web. Trata-se de criar links, para que uma pessoa ou uma máquina possa explorar a rede de
dados. Nesse sentido, dentre as vantagens da RDA citadas por Fusco (2010) está a melhor
adaptação às tecnologias de bases de dados emergentes, o que possibilita que as instituições
como as bibliotecas sejam mais eficientes na recuperação dos dados em seus catálogos.
De acordo com Coyle (2016) o objetivo do catálogo é fornecer uma identidade para os
recursos na biblioteca por meio de um conjunto de qualidades conhecidas, como autor e título.
O catálogo da biblioteca, ao contrário de motores de busca populares como o Google, projeta
seus produtos para atender apenas aos usuários que realizam a pesquisa sabendo o título ou o
autor da obra que desejam. Já os motores de busca não presumem que o usuário esteja ciente
da existência de quaisquer documentos que satisfaçam suas necessidades. Essa é a diferença
entre ver o espaço de informações como um conjunto finito de itens em uma prateleira, versus
um conjunto quase infinito de incógnitas em constante mudança. Apesar do limite e da noção
de inventário fazerem parte dos princípios de catalogação, segundo Coyle (2016), é um erro
presumir que isso seja o que o usuário de informação deseja.

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Para Díez (2012) as expectativas dos usuários estão claramente voltadas para o modelo
das ferramentas e serviços Web. Os motores de busca permitem a pesquisa de textos
completos, superando o caráter restritivo do catálogo limitado à exploração do referencial
bibliográfico. Em concordância, Coyle (2016) afirma que os catálogos e seus objetivos
fornecem uma visão muito estreita da possibilidade de interação dos usuários com a biblioteca
e seus itens. Para Lourenço (2020) os modelos conceituais e a RDA permitem uma organização
mais focada nas necessidades dos usuários de informação.
Nesse sentido, Díez (2012), ao abordar a nova geração de catálogos, afirma que a
literatura atribui a eles alguns elementos como: interface Web de design atual, semelhante às
disponíveis em sites comerciais; conteúdo rico como imagens das capas, links para índices,
resumos, nuvens de tags, navegação facetada; resultado ordenado por relevância; mecanismos
de autocorreção como “você quis dizer?”; recomendações de materiais relacionados; e
contribuições dos usuários, permitindo-os adicionar dados como resenhas, críticas e tags.
Coyle (2016) vai mais adiante e cita um exemplo do que seria possível com a aplicação
dos preceitos do Linked Data e da Web Semântica no universo bibliográfico, com o autor
identificado em uma descrição de catálogo de biblioteca podendo se interligar com a página de
informações do autor na Amazon ou com a entrada enciclopédica sobre o autor na Wikipédia.
O maior desafio seria fazer essa transição, usando-se de novos modelos.
Tendo isso em vista, pode-se citar o trabalho de Candela et al. (2015) que descreveu a
migração das entradas do catálogo da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes para uma nova
base de dados relacional que segue os modelos conceituais promovidos pela International
Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), em particular, às especificações
FRBR. O artigo descreve as etapas aplicadas para a migração de uma coleção de registros
MARC21 para um conjunto de triplos Resource Description Framework (RDF), que é
amplamente incentivado pelos princípios do Linked Data de Berners-Lee (2006), contendo
metadados bibliográficos em RDA.
No contexto da RDA, a descrição bibliográfica, segundo Lourenço (2020, p. 159), “[...]
se torna mais clara para o usuário, com o fim das abreviações e expressões em latim”. Há a
percepção de que o usuário realiza suas buscas tendo quatro tarefas básicas em mente:
encontrar, identificar, selecionar e obter. Mudanças como essas são importantes no cenário
citado por Díez (2012) da marginalização dos catálogos de bibliotecas e da preferência pelas
interfaces amigáveis de sites como o Google.

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3 Considerações finais
Os catálogos de biblioteca assumem um papel marginal quando comparados com
outros sistemas de recuperação da informação como Google e Amazon. A nova geração de
usuários espera por interfaces mais amigáveis e dinâmicas, que permitam maiores interações e
acesso ao texto completo.
No cenário de mudanças tecnológicas como o Linked Data e a Web Semântica é
importante citar a RDA. Conforme a literatura encontrada, a RDA permite maior dinamicidade
dos catálogos, podendo oferecer soluções para uma nova geração de catálogos mais voltados
para as necessidades atuais dos usuários. Isso tornaria os catálogos e as bibliotecas mais
competitivas no cenário informacional.
No futuro pretende-se realizar maiores estudos sobre as possibilidades de aplicação da
RDA para construção de catálogos mais abertos e amigáveis em nível nacional, como o
trabalho citado da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Referências
ARAKAKI, F. A. et al. Bibframe: tendência para a representação bibliográfica na web. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 13, p. 2231-2249, 2017. Disponível em:
http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/3416. Acesso em: 09 ago. 2021.
BERNERS-LEE, T. Linked Data: Design Issues. [S.l.]: W3C, 2006. Disponível em:
https://www.w3.org/DesignIssues/LinkedData.html. Acesso em: 25 jun. 2017.
CANDELA, G. et al. Transformation of a Library Catalogue into RDA Linked Open Data. In:
Kapidakis S., Mazurek C., Werla M. (eds). Research and Advanced Technology for Digital
Libraries. TPDL 2015. Lecture Notes in Computer Science, v. 9316. Springer, Cham.
Disponível em: https://doi.org/10.1007/978-3-319-24592-8_26. Acesso em: 10 mar. 2021.
CERRAO, N. G.; CASTRO, F. F. Perfil de aplicação de metadados baseado em frbr e rda.
Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, n. XX ENANCIB, 2019. Disponível
em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/122527. Acesso em: 06 set. 2021.
COYLE, K. FRBR, before and after: a look at our bibliographic models. Chicago: American
Library Association, 2016. Disponível em: https://kcoyle.net/beforeAndAfter/978-0-8389-13642.pdf.
DÍEZ, M. L. A. Redefiniendo el catálogo: expectativas de las interfaces de descubrimiento
centradas en el usuário. México, Investigación Bibliotecológica, vol. 26, no. 56, p. 181-204,
ene./abr., 2012.

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FUSCO, E. Modelos conceituais de dados como parte do processo da catalogação:
perspectiva de uso dos FRBR no desenvolvimento de catálogos bibliográficos digitais. 2010.
249 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências,
2010. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/103369.
LOURENÇO, C. A. Novas tendências em catalogação: o novo paradigma da catalogação a
partir da modelagem conceitual. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 25, n. Especial,
p. 150-167, 2020. Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/135741. Acesso em:
09 set. 2021.
SILVA, L. C.; SANTARÉM SEGUNDO, J. E.; ZAFALON, Z. R.; SANTOS, P. L. V. A. C. O código
rda e a iniciativa bibframe: tendências da representação da informação no domínio
bibliográfico. Em Questão, v. 23, n. 3, p. 130-156, 2017. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/69549/0. Acesso em: 06 set. 2021.

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                <text>O cenário da web e dos avanços tecnológicos traz à tona discussões sobre a nova geração de usuários da informação. Os catálogos de biblioteca parecem continuar ocupando um papel marginal no mercado de consumo da informação digital, e os usuários consideram seu uso difícil e limitado quando comparados com os motores de busca. Por meio de uma pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, buscou-se investigar o papel da Resource Description and Acces (RDA) na elaboração de catálogos mais voltados às necessidades dos usuários da Web. Os estudos demonstram que a RDA tem potencial para guiar a elaboração de catálogos mais dinâmicos, com melhor adaptação às tecnologias de bases de dados emergentes. Os modelos conceituais e a RDA permitem uma organização mais direcionada nas necessidades dos usuários de informação, podendo trazer benefícios para uma nova geração de catálogos.</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

O RDA visto a 30 mil pés
The RDA: the view from 30,000 feet

Liliana Giusti Serra
Graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo (FESP-SP). Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade de
São Paulo (USP). Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista
Júlio de Mesquita Filho (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3828328663401491
ORCID: http://orcid.org/0000-0001-6788-2376
E-mail: lgiustiserra@gmail.com
Resumo
Este artigo discorre sobre as possibilidades de descrição de registros com o RDA, sob a perspectiva do
modelo conceitual IFLA LRM. O método de pesquisa empregado foi o de análise conceitual, onde são
propostas soluções para ampliar a compreensão de determinado tema. Para exemplificar a aplicação da
RDA foi utilizada a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, como exemplo, abordando a presença de
expressões, manifestações e relacionamentos com outras obras. Foram identificadas expressões textuais
da obra em outros idiomas e a presença de outras obras passíveis de relacionamento, como adaptações
para verso, quadrinhos, livro e filme cinematográfico. O artigo conclui que as bibliotecas brasileiras
podem beneficiar-se da adoção do RDA mesmo que ainda não seja em sua plenitude, estruturando seus
catálogos para que fiquem mais atrativos aos usuários para que realizem suas tarefas.
Palavras-chave: RDA. IFLA-LRM. Catalogação. Relacionamento de registros. Entidades RDA.
Abstract
This article discusses the possibilities of describing records using the RDA, from the perspective of the
IFLA LRM concept model. The research was developed using conceptual analysis, where solutions are
proposed to broaden the understanding of a given topic. To exemplify the application of the RDA, the
work Os Sertões, by Euclides da Cunha, was used as an example, addressing the presence of
expressions, manifestations, and relationships with other works. Textual expressions of the work in
other languages and the presence of other works that could be related were identified, such as
adaptations for verse, comics, books, and movies. The article concludes that Brazilian libraries can
benefit from the adoption of the RDA even if it is not yet in its entirety, structuring their catalogs so
that they are more attractive to patrons to carry out their tasks.
Keywords: RDA. IFLA-LRM. Cataloging. Record relationships. RDA entities.

1 Introdução
O RDA trouxe uma série de transformações na rotina da representação descritiva. O
código foi estruturado tendo como base os modelos conceituais da família FR: Requisitos

�O RDA visto a 30 mil pés
Serra

47

Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR), Requisitos Funcionais para Registros de
Autoridades (FRAD) e Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto (FRSAD).
Porém, com o lançamento do modelo conceitual Library Reference Model (IFLA-LRM) em 2017,
ocorreu a consolidação dos modelos da família FR, com estabelecimento das entidades RDA,
resultando, inclusive, em ajustes na estrutura do RDA Toolkit.
O RDA é estudado no Brasil, porém são poucas as instituições que estão efetivamente
implementando o novo código. Muitos dos estudos realizados são calcados em comparações
com o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2). As diferenças, entretanto, vão além
de regras a serem seguidas. Inicialmente o RDA foi construído tendo como base o modelo
Entidade-Relacionamento, definido por Peter Chen em 1976. Neste modelo ocorre uma
descrição abstrata, com entidades, seus atributos e os relacionamentos que podem ser
estabelecidos entre elas.
O IFLA-LRM estruturou um conjunto com 13 entidades, organizadas em classes e
subclasses, com atributos que podem ser herdados e relacionamentos que podem ser
representados entre as entidades por meio de identificadores únicos (URIs) ou literais. Ao
trabalhar com esta estrutura flexível, ocorrem outras possibilidades de descrição, não
restringindo-se somente ao item que será descrito, mas aos vínculos que podem ser
estabelecidos com os demais registros (entidades e atributos) presentes no catálogo e para
além dele, na Web.

2 Metodologia
Este artigo foi realizado a partir do método de análise conceitual proposta por Furner
(2004) onde, a partir de perguntas realizadas em cima de uma temática, são propostas soluções
que visam expandir a compreensão sobre um tema. Tendo como ponto de partida o modelo
conceitual IFLA-LRM aliado à prática de catalogação, buscou-se investigar as possibilidades
descritivas propostas no RDA. Para elaborar esta pesquisa foi escolhida uma obra conhecida
em âmbito nacional e internacional que possui diversas expressões e manifestações. Foi
utilizada como exemplo a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, para ilustrar algumas das
alterações proporcionadas pelo RDA. Neste cenário foi possível identificar elementos que
favorecem o estabelecimento de vínculos entre entidades.

3 Resultados

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A obra Os Sertões, escrita por Euclides da Cunha, foi publicada em 1902. A obra
abrange a linha temporal de 1896 a 1897, cobrindo o conflito Guerra de Canudos, que ocorreu
no interior da Bahia. A obra foi traduzida para outros idiomas, além de ser inspiração para
criação de outras obras.
A aplicação do RDA estimula estudos para compreensão da história da obra como um
todo, identificando quando foi criada, o(s) agente(s) que a criou(criaram), as formas com as
quais foi expressa (textual, sonora, visual etc.), os idiomas utilizados, os formatos e diversos
outros aspectos. Foram identificadas expressões textuais da obra Os Sertões nos idiomas
português, inglês, espanhol, francês, entre outros (Figura 1).
Figura 1 – Estrutura WEMI de Os Sertões

Fonte: Elaborado pela autora.

Ao descrever a expressão de conteúdo textual em português é possível detalhar os
dados da autoridade Euclides da Cunha com datas extremas (|d), relação do Agente Pessoa com
a Expressão (|e e |4) e dois identificadores de autoridades (|0 e |1), conforme ilustrado na Figura
2. Destaca-se que a representação no formato MARC 21 é adequada para Manifestações e não
Expressões, porém este recurso foi utilizado neste artigo para facilitar a visualização e
identificação dos elementos descritivos aos catalogadores. Foram criadas relações com
expressões nos idiomas inglês, espanhol e francês em tags 767.

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Figura 2 – Representação de expressão textual em português
041 __ |a por
100 1_ |a
|4
|0
|1

Cunha, Euclides da |d 1866-1909 |e autor
http://rdaregistry.info/Elements/a/P50305
http://http://viaf.org/viaf/64034750
https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha

245 13 |a Os Sertões : |b (campanha de Canudos) / |c Euclides da Cunha
336 __ |a texto |b txt |2 rdacontent
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Chicago : University of Chicago, 2010.
|h 567 páginas |t Rebellion in the backlands |w 000046173
|z 978-0226124445 |7 p m
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d México : Fondo de Cultura Económica, 1998.
|h 445 páginas |t Los sertones: campaña de Canudos |w 000046183
|z 978-9505575282 |7 p m
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Paris : Metálié, 1997. |h 529 páginas
|t Hautes terres: la guerre de Canudos |w 000046103 |z 978-0226124445 |7 p m

Fonte: Elaborado pela autora.

Foram identificadas algumas obras que permitem o estabelecimento de relações com a
obra Os Sertões, como a obra Os Sertões: poema baseado na obra do mesmo título de Euclides
da Cunha, de autoria de R. P. Castelo Branco; A guerra do fim do mundo, de Mario Vargas
Llosa; Os Sertões: a luta: uma história em quadrinhos, de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa; e
Guerra de Canudos, filme de Sérgio Rezende. Na Figura 3 é possível visualizar características
de obras, expressões e manifestações destas obras.
Figura 3 – Possíveis relações entre Os Sertões e outras obras

Fonte: Elaborado pela autora.

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Na Figura 4 são apresentadas possíveis relações entre as obras presentes na Figura 3
representadas no MARC 21. Destaca-se que nos subcampos |4 estão informados as URIs das
relações existentes, retiradas do RDA Registry1. O significado das relações está informado entre
parênteses após cada URI.
Figura 4 – Possíveis relações entre Os Sertões e outras obras no MARC 21
787 __ |a Rezende, Sérgio |d Rio de Janeiro : Riofilme, 1997.
|h 165 minutos, colorido |t Guerra de Canudos |w 000046103 |7 2 g
|4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10094
(adaptado de Obra como filme cinematográfico)
787 __ |a Vargas Llosa, Mario, 1936- |d São Paulo : Alfaguara, 2008.
|h 608 páginas |t A guerra do fim do mundo |w 000046183
|z 978-8560281497 |7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10034
(adaptado de Obra como romance)
787 __ |a Ferreira, Carlos |d São Paulo : Quadrinhos na Cia, 2019.
|h 96 páginas |t Os sertões: a luta |w 000046173 |z 978-8535932409
|7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10251
(adaptado de Obra como quadrinhos)
787 __ |a Castelo Branco, R. P. |d Porto Alegre : Martins Livreiro, 1943.
|h 64 páginas |t Os sertões: poema baseado na obra do mesmo título de Euclides da
Cunha |w 000046173 |7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10023
(adaptado de Obra como verso)

Fonte: Elaborado pela autora.

4 Considerações finais
O RDA proporciona outras possibilidades de descrição de recursos bibliográficos e de
autoridades, com iteração entre registros presentes no próprio catálogo e com dados na Web.
Isto representa aos usuários o acesso a mais dados e descoberta de outras informações,
contextualizando resultados de busca e contribuindo com a realização das tarefas dos usuários.
As bibliotecas brasileiras precisam iniciar a adoção do RDA para participar deste movimento
internacional que visa a modernização dos catálogos, aposentando ideias e concepções que
foram muito úteis, mas que hoje não atendem mais aos anseios dos usuários.
A adoção do RDA, ao exigir maior conhecimento dos registros que serão incluídos no
catálogo, também permite o diálogo entre os registros, embasando a pertinência de
manutenção de determinados títulos no acervo, contribuindo com o desenvolvimento da
coleção.

1

https://www.rdaregistry.info/

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É compreensível a resistência pela adoção de um código que está em outro idioma e
que representa tantas rupturas com a tradição estabelecida desde o século XIX. Sabemos que o
formato MARC 21 não acomoda as possibilidades descritivas do RDA, assim como os sistemas
não estão totalmente preparados para alterar a forma de visualização dos registros – questão
esta que está em aberto até o momento. Mas as bibliotecas não precisam aguardar que tudo
esteja pronto, testado e funcionando para já dar os primeiros passos. O RDA baseia-se em
orientações, dando ênfase às políticas de catalogação desenvolvidas pelas agências
catalogadoras. Afinal, como disse Chris Oliver na sua palestra de abertura do 2º Encontro RDA
no Brasil, vivemos num mundo globalizado, mas não na mesma comunidade. Distinções são
importantes e necessárias. As descrições podem atender às demandas da comunidade local,
mas precisam seguir alguns critérios que sejam compreendidos pelas demais bibliotecas.
Alguns aspectos do RDA já podem ser implantados pelas bibliotecas, como o fim da
regra de três autores, a dispensa de abreviações latinas e a inclusão de URIs em entidades
como Agentes, por exemplo. Com certeza faremos catálogos mais simples, atrativos e
confiáveis aos usuários, a partir do momento que sua utilização for facilitada, sem
renunciarmos aos nossos controles de terminologias e padrões descritivos. Caso contrário as
bibliotecas continuarão com sua estrutura de silos de informação, onde os dados não
conversam entre si dentro do próprio catálogo, nem com a biblioteca vizinha, e muito menos
com a Web.

Referências
FURNER, J. Conceptual analysis: a method for understanding information as evidence, and
evidence as information. Archival Science, v. 4, p. 233-265, 2004. DOI: 10.1007/s10502-0052594-8.
RIVA, Pat; LE BOUEF, P.; ZUMER, M. IFLA Library Reference Model: um modelo conceitual
para a informação bibliográfica. 2020. Disponível em:
https://repository.ifla.org/handle/123456789/47. Acesso em: 09 dez. 2021.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este artigo discorre sobre as possibilidades de descrição de registros com o RDA, sob a perspectiva do modelo conceitual IFLA LRM. O método de pesquisa empregado foi o de análise conceitual, onde são propostas soluções para ampliar a compreensão de determinado tema. Para exemplificar a aplicação da RDA foi utilizada a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, como exemplo, abordando a presença de expressões, manifestações e relacionamentos com outras obras. Foram identificadas expressões textuais da obra em outros idiomas e a presença de outras obras passíveis de relacionamento, como adaptações para verso, quadrinhos, livro e filme cinematográfico. O artigo conclui que as bibliotecas brasileiras podem beneficiar-se da adoção do RDA mesmo que ainda não seja em sua plenitude, estruturando seus catálogos para que fiquem mais atrativos aos usuários para que realizem suas tarefas.</text>
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O kairos para uma formação catalográfica crítica
The kairos for a critical cataloging formation

Filipe Reis
Professor na Universidade Federal de Goiás (UFG). Doutorando em Ciência da informação na
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3400342257925895
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1446-6982
E-mail: filipereis@ufg.br
Resumo
Apresenta reflexões sobre a educação catalográfica crítica. O surgimento do código RDA ( Resource
Description and Access) é um elemento significativo para o kairos da formação catalográfica, tendo em
vista que as graduações em Biblioteconomia do Brasil estão ou vão adaptar os seus projetos políticopedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação: RDA. Nesse cenário, busca-se
refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica. Compreende-se que o
catalogador deve ter a capacidade de analisar e compreender o contexto catalográfico, com o objetivo de
criticar as contradições identificadas e produzir caminhos, caso sejam necessários. Sendo assim, se
aprendemos sem questionar, não aprendemos; na verdade, somos doutrinados. A crítica ocorre para a
progressão; se não houver o desenvolvimento, a continuidade é consciente.
Palavras-chave: Educação Catalográfica Crítica. Formação Catalográfica Crítica. Ensino de
Catalogação. Educação de Catalogação. Aprendizagem de Catalogação.
Abstract
It presents reflections about critical cataloging education. The emergence of the RDA (Resource
Description and Access) code is a significant element for the kairos of cataloging education, considering
that graduations in Library Science in Brazil are and/or will adapt their pedagogical political projects to
insert content about the “new” cataloging code: RDA. In this scenario, we seek to reflect on critical
education in the processes of cataloging education. It is understood that the cataloguer must have the
ability to analyze and understand the cataloging context, with the objective of criticizing the identified
contradictions and producing paths, if necessary. Therefore, if we learn without questioning, we do not
learn, we are actually indoctrinated. Criticism is for progression and if there is not a development,
continuity is conscious.
Keywords: Critical Cataloging Education. Critical Cataloging Formation. Cataloging Teaching.
Cataloging Education. Learning to Catalog.

1 Introdução
Na mitologia grega, podemos identificar, pelo menos, duas formas de expressar o
tempo. O vocábulo chronos (do latim Chronus, do grego Χρόνος) caracteriza o tempo numa

�O kairos para uma formação catalográfica crítica
Reis

22

disposição em que se pode localizar qualquer evento específico. Nesse sentido, o tempo é
quantificável, linear, mensurável, sequencial, numerável. Ele é proposto em instrumentos que
medem o cumprimento da duração, como relógios e calendários. No entanto, a experiência do
tempo pode ser apreendida por meio de outro sentido. Kairos (do grego καιρός) é definido
como o momento ou como a ocasião de criar significado. Ele é de natureza qualitativa; é “o
momento oportuno”, “certo” ou “supremo” para agir (RAMALHO, 2020). Kairos é um momento
de parada; um ponto infinito no tempo; um plenum dentro de um ponto.
Levando em conta os sentidos de kairos, defende-se que a formação catalográfica
dispõe de um momento oportuno para analisar e repensar o ensino, o currículo, a
aprendizagem, as políticas educacionais, os materiais pedagógicos etc. Esse é um momento de
criar modos educacionais. Isso significa qualificar o processo e os seus dispositivos
catalográficos. A conjectura catalográfica hodierna está expressa por meio de um acúmulo de
conhecimento e de uma constituição de novos modelos conceituais, novos formatos de
metadados, mutações nas tecnologias, modificações e inclusões de perfis de usuários, além de
novos códigos de catalogação. Esse contexto oportuno propicia a análise e a reanálise dos
costumes formativos do catalogador. O surgimento do código RDA (Resource Description and
Access) é um elemento significativo para o kairos da formação catalográfica, tendo em vista
que as Graduações em Biblioteconomia do Brasil estão ou vão adaptar os seus projetos
político-pedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação: RDA. Nesse
cenário, busca-se refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica.
As normas catalográficas, resultantes de uma constituição cultural, são criações
humanas, que estão em transições e em disputas simbólicas ligadas a interesses e a objetivos
variados sobre os entendimentos de usuário. Esses elementos devem ser constantemente
reanalisados para as devidas adaptações, pois quem controla os modos/sentidos de catalogar
arbitra sobre os valores.
Inicialmente, as normas catalográficas foram constituindo-se de acordo com o seu
contexto; ou seja, elas emergiam para lidar com as demandas das instituições. Todavia, o
último século, principalmente, foi marcado pela elaboração de normas catalográficas que não
se limitavam a uma instituição, a uma rede de instituições similares ou a uma nação. Exemplo
exponencial disso é o código AACR, que foi traduzido para mais de 20 idiomas, sendo utilizado
por povos de diferentes culturas, apesar das inúmeras críticas sobre a preponderância da
cultura anglo-americana expressa nesse código. Vale ressaltar que o abrangente uso do AACR
não é absoluto nem universal; vários países utilizam as suas próprias regras catalográficas,
além haver várias instituições que elaboraram ou adaptaram regras catalográficas, pois não

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�O kairos para uma formação catalográfica crítica
Reis

23

encontraram no AACR ou em qualquer outro código regras compatíveis com as necessidades
dos seus usuários e com os interesses da instituição.
Nessa conjuntura, emerge o RDA para substituir o AACR, tendo em vista as novas
estruturações tecnológicas, os modos de formulações das obras na contemporaneidade, as
necessidades dos usuários, entre outras questões. Entre os diferentes aspectos acerca desses
dois códigos, Frederick (2018) afirma que: “no passado, os catalogadores trabalhavam com
‘regras de catalogação’ e políticas, mas em um ambiente de catalogação rda existem
‘instruções’, diretrizes e ‘políticas’.”1 (FREDERICK, 2018, p. 19, tradução nossa, grifo nosso).
Embora a sinalização dessas mudanças seja importante, basilar é pensarmos como lidamos,
relacionamos, interagimos, usamos, reconhecemos, cotejamos etc. qualquer código/norma
catalográfica. Isto é, pouco adianta mudar a concepção de regra para a diretriz, se
continuarmos lidando com novos códigos da mesma forma que outrora. Partirmos do
entendimento de que o catalogador é um profissional com formação acadêmica e precisa
prezar por certas precauções fundamentais para a catalogação.
A fim de evitar análises e ações catalográficas reduzidas, o catalogador deve tomar
certos cuidados e certa prudência. A Figura 1 apresenta uma sistematização parcial de
precauções fundamentais para a catalogação. Veja que há duas fases antes do ato de catalogar:
a definição dos princípios da catalogação e as deliberações catalográficas. Isto é, antes de
catalogar, o bibliotecário tem uma série de análises e de decisões para serem tomadas. Para
catalogar um documento de uma forma ou de outra, ele precisa determinar sob quais regras a
catalogação vai ocorrer e se as suas escolhas vão estar alinhadas a certos princípios. Ainda que
o catalogador não tenha em mente, de forma clara, quais princípios regem as suas deliberações
catalográficas, ele está seguindo certos princípios sem perceber, e, consequentemente, as
decisões ocorrem sem consistência.

1

No original: “In the past, catalogers worked with “cataloging rules” and policies but in an RDA cataloging
environment there are “instructions,” guidelines and “policies.” (FREDERICK, 2018, p. 19).

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Figura 1 – Precauções fundamentais para catalogar

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os princípios e as regras catalográficas são distintos. Os princípios apresentam uma
textura aberta. Eles não são válidos ou inválidos; são sempre levados em consideração, e a sua
aplicação se dá pelo seu pensamento, ou seja, pela importância de sua aplicação em tal
contexto. As regras têm textura fechada: elas são tudo ou nada. Se uma regra contradiz outra,
uma delas será inválida. As regras são razões mais definitivas; se satisfeitas, são aplicadas. Elas
são mais detalhadas. As regras são fixas, enquanto os princípios são mandamentos de
otimização contextual. Assim, os princípios são aplicados em doses máximas, médias ou
mínimas. Os princípios sempre são aplicados.
Nesse contexto, a partir da Figura 1, utilizaram-se os princípios da Declaração dos
Princípios Internacionais da Catalogação, publicada pela IFLA (2018). Poderiam ser outros
princípios, mas acreditamos que esses são suficientemente pertinentes para a exemplificação.
Veja que, entre todos os princípios, um é determinante: interesse do usuário 2. Ou seja, todos os
outros princípios, mesmo sendo relevantes, não podem se sobrepor a esse princípio. Sendo
assim, a decisão de quais regras/diretrizes utilizar deve ser justificada a partir do primeiro
princípio, e não por questões de interoperabilidade, ou pior, simplesmente em razão de
determinada regra ser uma novidade. Após a definição de princípios e após deliberar com base
neles, o catalogador vai realizar a catalogação como hipótese, que será confirmada se ela
funcionar, ou seja, se o usuário conseguir exercer as suas funções no processo de busca por
documentos.

2

No original: “Convenience of the user”.

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Otlet afirma que: “Uma biblioteca não existe por si só. É preciso formá-la [...]. Ela não
é um amontoado de livros.” (OTLET, 2018, p. 535). Organizar é preciso! A catalogação pode ser
compreendida como uma subárea e como um conjunto de procedimentos catalográficos. Como
subárea, a catalogação é compreendida como arte por Cutter (1904), como ciência por
Ranganathan (2009), como estudo por Mey e Silveira (2009) e como disciplina científica por
Alves e Santos (2013). Como um conjunto de procedimentos, a catalogação tem sido fruto de
uma estrutura curricular. Essa base curricular, porém, nem sempre corresponde a uma
estrutura sociopolítica unificada e nem mesmo a uma coexistência ativa e interatuante. Toda a
amplitude da catalogação se rompe em disciplinas singulares, algumas delas bem pouco
viáveis como um cenário dentro do qual uma teoria geral da catalogação possa realizar as suas
potencialidades. A unidade empírica do ato catalográfico jamais funcionou como um fator de
unificação, porque as distintas influências constitutivas dos processos catalográficos
coexistiram, mas com pouca convivência, ao logo do tempo.
Nesse entendimento, intenta-se aproveitar esse kairos, ou seja, esse tempo oportuno,
para uma formação catalográfica crítica endereçada aos bibliotecários. A educação é um
“processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral [...]” (CUNHA, 2010, p.
235). A educação como processo de transmissão e de aprendizagem se realiza por meio dos
dispositivos culturais, ou seja, dos dispositivos de uso, produção e comportamento que
possibilitam que os grupos humanos sejam capazes de satisfazer as suas necessidades
fisiológicas, afetivas e pessoais. Nesse contexto, a educação catalográfica visa a um conjunto
de questões que objetivam modos de formação do catalogador. Ela compreende o ensino, o
currículo, a aprendizagem, o desenvolvimento de competências, as políticas educacionais, o
planejamento educacional e assim por diante. Vale ressaltar que esses temas estão totalmente
associados, porém, têm suas particularidades.
Figura 2 – Educação catalográfica

Fonte: Elaborado pelo autor.

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A literatura sobre educação catalográfica mostra os problemas recorrentes
relacionados a esse processo educacional. Autores como Henderson (1987), Turvey e Latarte
(2002), Joudrey (2002) e Intner (2002), entre outros, expuseram essas questões. De forma
suscita, destacam-se algumas das adversidades da Educação Catalográfica: a controvérsia entre
teoria e prática; a incipiente formação histórica do catalogador; e o currículo, isto é: pensar em
quais conteúdos e materiais são primordiais para uma certa formação e no porquê de certos
conteúdos não serem ensinados; pensar em quais competências são necessárias para lidar com
as demandas catalográficas; e pensar na formação de um senso crítico do catalogador.
Uma formação catalográfica crítica tem sido sinalizada na literatura da área por
autores como Lubetzky (1965), o qual chama a atenção que mesmo os mais atenciosos e
capazes, entre os discentes de catalogação, estarão fadados à confusão e à alienação, por
causa de uma ênfase indevida e não crítica às regras de catalogação. Nesse sentido, Young
(1987) ratifica que é por meio de análises críticas desenvolvidas no processo educacional que
o sujeito estará preparado para se adaptar a um ambiente em mudança e a liderar a
profissão em evolução. Arakaki (2013) afirma que são necessários currículos complementares
que possibilitem exercícios abstratos, teóricos, críticos e práticos; assim, será superada uma
formação ligada a um simples fazer tecnicista. Pereira (2013) defende que o currículo de
catalogação proporcione ao futuro profissional o desenvolvimento de uma visão crítica; além
disso, o autor defende que o currículo contribua para a área, no repensar e no fazer das suas
atividades diárias. Além disso, Olson afirma que: “O profissional deve ser capaz de conhecer
essas coisas de maneira crítica, além da mera aceitação de padrões, para que o catálogo possa
efetivamente desempenhar sua função mediadora entre a coleção e os usuários.” (OLSON,
1997, p. 52, tradução nossa, grifo nosso).
Embora a literatura aponte a relevância de uma formação crítica do catalogador, pouco
se aprofunda nessa questão. O que é crítica? Como se forma um senso crítico no catalogador?
Podemos começar pensando o que não é crítica. Quando fazemos, fazemos, fazemos e não
sabemos, porque3 isso é o prenúncio da falta de senso crítico.
A palavra “crítica” (do grego kritikós – κριτικός) indica a capacidade intelectual de
discernimento sobre algo. Isto é, essa palavra indica quando uma pessoa é capaz de julgar por
diversos pontos de vista, seja o estético, seja o lógico, seja o intelectual, ou “do ponto de vista
de uma concepção, de uma teoria, de uma experiência ou de uma conduta.” (JAPIASSÚ;
3

Fazendo alusão ao artigo: WHITE, Herb. Fazemos, fazemos, fazemos e não sabemos porque: as práticas de
catalogação clamam por uma reavaliação. Revista da Escola de Biblioteconomia, Belo Horizonte, v. 22, n. 2,
p. 257-264, jul./dez. 1993.

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MARCONDES, 2006, p. 61). A partir da filosofia kantiana, o vocábulo “crítica” ganhou
relevância na história do pensamento. Após Kant, podemos destacar alguns autores e
“movimentos” que realizaram uma miríade de estudos críticos: a) Karl Marx e Friedrich Engels,
com estudos econômicos e sociais; b) os autores da Teoria Crítica de Frankfurt: Max
Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm, Leo Lowenthal, Jürgen
Habermas, Albrecht Wellmer, Otto Apel, Walter Benjamin 4 e Axel Honneth; e c) os pósestruturalistas, influenciados pelas bases críticas kantianas e marxistas: Jacques Derrida, Gilles
Deleuze, Jean-François Lyotard; Michel Foucault, Judith Butler, Jean Baudrillard, Julia Kristeva,
Jacques Rancière e Paul Ricoeur. Esses autores são contrários a uma teoria tradicional
(HORKHEIMER, 1983), a qual é marcada pela defesa da neutralidade. Eles buscam analisar as
condições sociais, políticas, econômicas etc. das aplicações das teorias, com o objetivo de
transformar a realidade.
O pensamento crítico vai ser requisitado também na Biblioteconomia e na Ciência da
Informação. Podemos observar isso nas publicações de Leckie; Given e Buschman (2010);
Nicholson e Seale (2018); Accardi; Drabinski e Kumbier (2010); Downey (2016); Gregory e
Higgins (2013); Leung e Lopez-McKnight (2021). Isso ocorreu num contexto americano e num
contexto francês; podemos observar a perspectiva crítica na criação do Grupo de Pesquisa
sobre o Escrito e o Documento, envolvendo, entre outros, Robert Estivals, Jean Meyriat,
Pierre Albert, Jean Guenot, Jean-Marie Bouvaist e Jacques Breton (ESTIVALS, 1981). Esse
grupo buscou compreender os circuitos do escrito e do documento a partir de uma explicação
crítica de base marxista.
Uma educação catalográfica crítica deve ir além dos aspectos normativos, que visam
ao padrão ideal, e dos aspectos descritivos, que reduzem o objeto ao estagnado. O ideal e real
não são opostos. É dentro do real que se deve buscar forças favoráveis, para, em momentos
adequados, promover ou bloquear o ideal. Ou seja, é no contexto catalográfico que análises
críticas serão realizadas, a fim de discernir o quanto o ideal (tal modelo) deve ser adotado.
Algumas perguntas podem ser suscitadas numa educação crítica: Quais são as ideias
implícitas? Quais são as evidências que apoiam tal afirmação? Quais são as outras facetas
referentes a ela? Quais são os fundamentos do enunciado? O que precisa ser explorado para
esclarecer certas questões? Quais são as implicações de tal afirmação? Por que catalogamos
assim e não de outra forma? Em resumo, o catalogador deve: a) analisar e compreender o
contexto catalográfico; b) criticar as contradições identificadas; e c) produzir caminhos, caso
seja necessário. Se aprendemos sem questionar, não aprendemos; na verdade, somos
4

Considerado membro da escola por afinidade teórica, teve a sua tese rejeitada pela Universidade de Frankfurt.

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doutrinados. A crítica ocorre para a progressão; se não houver o desenvolvimento, a
continuidade é consciente.

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Tradução de Taiguara Villela Aldabalde, Letícia Alves, Virginia Arana, Silvana Arduini,
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Guilherme Achiles Clair Marie Isnard Filho, Nair Kobashi, Ana Regina Luz Lacerda, Antonio
Agenor Briquet de Lemos, Ercilia Mendonça, José Antonio Pereira do Nascimento, Martha
Suzana Nunes, Regina Obata, Edmir Perrotti, Ivete Pieruccini, Alice Araújo Marques de Sá,
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                <text>Apresenta reflexões sobre a educação catalográfica crítica. O surgimento do código RDA (Resource Description and Access) é um elemento significativo para o kairos da formação catalográfica, tendo em vista que as graduações em Biblioteconomia do Brasil estão ou vão adaptar os seus projetos político-pedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação: RDA. Nesse cenário, busca-se refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica. Compreende-se que o catalogador deve ter a capacidade de analisar e compreender o contexto catalográfico, com o objetivo de criticar as contradições identificadas e produzir caminhos, caso sejam necessários. Sendo assim, se aprendemos sem questionar, não aprendemos, na verdade, somos doutrinados. A crítica ocorre para a progressão, se não houver o desenvolvimento, a continuidade é consciente.</text>
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                <text>Anais do II Encontro de RDA no Brasil, 1 a 12 de novembro de 2021</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

O catálogo de biblioteca e o Resource Description
and Access (RDA): os efeitos do padrão nas
interfaces dos resultados de busca
The Library Catalog and Resource Description and Access
(RDA): the effects of the standard on search result
interfaces

Heytor Diniz Teixeira
Bibliotecário. Mestrando em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista
(UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0290308318806354
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5954-1408
E-mail: hd.teixeira@unesp.br

Rachel Cristina Vesu Alves
Docente no Departamento de Ciência da Informação. Doutora em Ciência da Informação.
Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5658134053257855
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1649-3722
E-mail: rachel.vesu@unesp.br
Resumo
Nas últimas décadas, o avanço tecnológico impulsionou diversas adaptações na catalogação.
Atualmente, o Resource Description and Access (RDA) é o padrão de catalogação mais recente,
desenvolvido para a Web e com o foco no usuário. Entretanto, quais são os efeitos do seu uso nas
interfaces dos catálogos de bibliotecas? O objetivo geral deste trabalho é destacar os efeitos da RDA nas
interfaces dos resultados de busca em catálogos bibliográficos. Os resultados mostram a utilização de
alguns elementos que podem apoiar as tarefas dos usuários e potencializar os benefícios da catalogação
em RDA. Conclui-se que um dos principais efeitos do uso da RDA nas interfaces é a visualização mais
clara das informações sobre o recurso informacional, o que favorece a encontrabilidade e apoia o
usuário em seu processo de busca por informações.
Palavras-chave: Catalogação. RDA. Catálogo bibliográfico. Interfaces. Visualização de dados.
Abstract
In the last decades, technological advances have driven several adaptations in cataloging. Currently,
Resource Description and Access (RDA) is the most recent cataloging standard, developed for the Web
and focused on the user. However, what are the effects of its use in the interfaces of library catalogs?
The general aim of this paper is to highlight the effects of RDA on the interfaces of search results in
bibliographic catalogs. The results show the use of some elements that can support the users' tasks and

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Teixeira; Alves

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enhance the benefits of RDA cataloging. We conclude that one of the main effects of using RDA in
interfaces is the clearer visualization of information about the information resource, which favors
findability and supports the user in his or her information search process.
Keywords: Cataloging. RDA. Bibliographic Catalog. Interfaces. Data visualization.

1 Introdução
A ampla utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) ampliaram as
competências de gestão e mediação das bibliotecas para o ambiente Web. Dentre essas
competências, a catalogação bibliográfica, por meio do padrão Resource Description and Access
(RDA), passou a estabelecer apoio para as tarefas dos usuários no processo de busca por
informação, além de abranger em seu escopo os espaços digitais e os novos suportes e
formatos da informação. Entretanto, quais são os efeitos do uso da RDA nas interfaces dos
catálogos de bibliotecas?
Diante disso, este trabalho tem como objetivo geral destacar os efeitos do padrão de
catalogação RDA nas interfaces dos resultados de busca de catálogos bibliográficos. Os
objetivos específicos são: (a) destacar os elementos e as ferramentas que foram utilizados nas
interfaces e que tenham potencial de apoiar as tarefas dos usuários; (b) destacar um modelo
para a visualização da informação em interfaces de catálogos bibliográficos que tem seus
registros catalogados em RDA.
1.1 RDA, Interfaces e Visualização da Informação
A RDA teve seu desenvolvimento direcionado para o ambiente Web, traz um novo
olhar para o universo bibliográfico e possibilita uma descrição mais detalhada dos recursos, o
que amplia o número de pontos de acesso ao documento, podendo influenciar na recuperação
e encontrabilidade da informação no contexto digital. Entretanto, Oliver (2011, p. 117) explica
que
A RDA sozinha não melhorará a navegação nem a exibição [dos resultados
de uma pesquisa] porque os dados devem ser usados de maneira adequada
por mecanismos e interfaces de busca bem-projetados. [...] A meta é criar
dados que possam apoiar buscas e navegação melhores, bem como exibições
aperfeiçoadas dos resultados das buscas.

Desse modo, as interfaces precisam estar projetadas no sentido de que a catalogação
em RDA esteja refletida também na exibição dos registros bibliográficos, a fim de melhorar a
navegação e os índices de encontrabilidade da informação. Oliver (2011, p. 71) afirma que a

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“[...] interface de busca pode tirar proveito desses elementos de dados claramente rotulados e
diferenciados, a fim de elevar o nível de precisão das buscas e organizar os resultados em
formatos de exibição que sejam significativos”.
Lima (2016, p. 8) afirma que “[...] a interface é uma forma de representação do modelo
organizacional da informação, como uma forma de visualização do conteúdo modelado e o
meio que permite o acesso a esse mesmo conteúdo”. Portanto, a interface de um catálogo de
bibliotecas com dados em RDA deve trazer elementos que modelem esses dados no sentido de
que possam apoiar as tarefas dos usuários e potencializar os benefícios trazidos pelo uso das
diretrizes da RDA.
Dentre as possibilidades de potencializar os benefícios dos dados em RDA, existe
alguns tipos de visualização da informação que podem ser aplicados nas interfaces. Baptista
(2019) declara que a visualização da informação busca formas de otimizar a recepção de
informações por parte dos usuários.
Silva (2016) destaca alguns dos modelos de visualização da informação, sendo eles, a
navegação hierárquica, que é aquela que a partir de um nó-raiz é possível ter acesso aos
subnós inferiores; a navegação em grafos, onde os grafos, geralmente, são utilizados para
representar estruturas complexas e a navegação facetada, que pode ser definida como uma
busca que reduz os resultados recuperados a cada iteração, pela seleção das classes pertences
às facetas.
Para Silva (2016), a navegação em grafos pode ser útil para representar as relações de
similaridade entre os documentos ou nas relações destes com os autores. Esse tipo de
navegação possibilita melhor visualização das combinações dos dados e os relacionamentos
entre os recursos, o que pode aprimorar a encontrabilidade da informação.

2 Metodologia
Este trabalho é considerado, segundo seus objetivos, como exploratório e segundo sua
abordagem, como qualitativo. No que se refere aos procedimentos aplicados, foi realizada uma
pesquisa bibliográfica e, posteriormente, uma pesquisa nos catálogos de bibliotecas que
utilizam o código de catalogação RDA.
O universo de pesquisa deste artigo constitui-se de 4 bibliotecas, sendo elas: a
biblioteca universitária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a

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Library of Congress (LC), The British Library (Reino Unido) e a National Library of Australia
(Austrália).
A seleção das bibliotecas internacionais se deu por serem as principais instituições dos
países envolvidos no desenvolvimento da RDA. Já a escolha da biblioteca da PUCRS foi por ser
uma das primeiras bibliotecas brasileiras a adotar o novo padrão.

3 Resultados
Foram observadas semelhanças entre as interfaces das bibliotecas, o que pode indicar
um processo de busca por referências ou por orientações no sentido de potencializar os
benefícios da catalogação em RDA.
Apesar de não possuir instruções para a exibição dos dados, Oliver (2011) diz que as
instruções da RDA têm a intenção de proporcionar flexibilidade para adaptar às exibições de
acordo com as necessidades e preferências da comunidade de usuários.
Serão exibidos nas figuras abaixo os registros completos recuperados nos catálogos.
Após isso, serão apresentados os principais efeitos da catalogação em RDA que foram
observados nesta pesquisa.

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Figura 1 – Registro completo: catálogo on-line PUCRS

Fonte: Capturado do catálogo on-line da PUCRS (2021).

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Figura 2 – Registro completo: catálogo on-line Library of Congress

Fonte: Capturado do catálogo on-line da Library of Congress (2021).

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Figura 3 – Registro completo: catálogo on-line The British Library

Fonte: Capturado do catálogo on-line The British Library (2021).

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Figura 4 – Registro completo: catálogo on-line National Library of Australia

Fonte: Capturado do catálogo on-line National Library of Australia (2021).

Observou-se que foram utilizados elementos visuais, como ícones e textos que indicam
o formato da obra e o seu tipo de suporte, o que pode auxiliar os usuários durante o processo
de pesquisa e melhorar os índices de encontrabilidade.
Constatou-se que os autores principal e secundários estão em campos separados. Com
isso, percebeu-se que a conhecida regra de 3 advinda do AACR2 não é mais adotada, portanto,
todos os responsáveis pelo conteúdo são identificados, ampliando os pontos de acesso ao
documento. Quando catalogados com o AACR2, todos os responsáveis pela construção da obra
costumam ser descritos no mesmo campo.

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Verificou-se que no catálogo da PUCRS o campo imprenta foi substituído por três
novos campos, sendo eles “Local de publicação”, “Editora”, e “Data de publicação”. A palavra
imprenta pode ser enquadrada nos termos técnicos que não auxiliam os usuários na
identificação de um recurso. Percebeu-se também o uso de 3 elementos, sendo eles: tipo de
conteúdo, tipo de mídia e tipo de suporte. Para Oliver (2011) a informação sobre esses
elementos delimita as buscas e gera relevância nos resultados.
Percebeu-se que as indicações da RDA sobre elementos adicionais também foram
adotadas. Na biblioteca da PUCRS observa-se que o registro completo apresenta não apenas a
“Data de publicação”, mas também “Data de direitos autorais”. Além disso, o registro não
possui abreviaturas que são usadas na catalogação em AACR2.
Em vista do exposto, ao considerar que os modelos conceituais orientaram o
desenvolvimento da RDA, acredita-se que a opção mais adequada para a interface de um
sistema que utiliza o novo padrão de catalogação seja a navegação em grafos, ou representação
em rede. O uso dos grafos "[...] pode ser especialmente útil para representar as relações não
hierárquicas e globais entre as entidades de uma biblioteca" (SILVA, 2016, p. 56), o que
potencializa os benefícios do uso da RDA e contribui para melhorar a navegação do usuário e
a encontrabilidade da informação.

4 Considerações finais
Verificou-se que os principais efeitos do uso da RDA nas interfaces dos catálogos
foram a melhor visualização das informações sobre os registros bibliográficos e o uso de uma
linguagem acessível para o entendimento do usuário, o que favorece a encontrabilidade e
apoia o usuário em seu processo de busca.
No que se refere as interfaces dos catálogos de bibliotecas que utilizam a RDA,
acredita-se que o melhor modelo de visualização da informação seja a navegação em grafos.
Entretanto, assim como destacado por Oliver (2011), as necessidades e preferências da
comunidade devem ser consideradas para que a interface seja uma ferramenta que apoie as
atividades desenvolvidas pelos usuários.

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Referências
BAPTISTA, F. Uma proposta de interface de resultados de buscas em sistemas de
recuperação de informação: a semiótica e a interação humano computador como aporte
teórico. 2019. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho”, Marília, 2019.
LIMA, G. A. L. Navegação hipertextual em contexto. In: LIMA, G. A. Biblioteca digital
hipertextual: caminhos para a navegação em contexto. Rio de Janeiro: Interciência, 2016.
OLIVER, C. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2011.
SILVA, M. F. Interface para navegação em bibliotecas digitais. In: LIMA, G. A. Biblioteca
digital hipertextual: caminhos para a navegação em contexto. Rio de Janeiro: Interciência,
2016.

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Modelagem de publicações seriadas:
a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Modelling of Serials: the new approach of IFLA LRM and
RDA

Rhuan Henrique Alves de Oliveira
Graduando em Biblioteconomia e Ciência da Informação na Universidade Federal de São
Carlos (UFSCar).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6616666162574086
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8348-0350
E-mail: rhuan.henrique.oliv@gmail.com

Fabiano Ferreira de Castro
Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação e do Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação (UFSCar). Líder do Grupo de Pesquisas e Estudos em
Representação do Conhecimento e Tecnologias da Informação e Comunicação (GPERTIC).
Pós-Doutorado em Ciência da Informação (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7124931056289027
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8712-2654
E-mail: fabianocastro@ufscar.br
Resumo
As publicações seriadas, como recursos específicos, constituem parte relevante do universo
bibliográfico, bem como se apresentam como objeto de estudos do campo da Catalogação Descritiva. Os
alicerces teóricos estabelecidos por Panizzi, Cutter e Lubetzky predominaram até a mudança de
paradigma no cenário do domínio bibliográfico, causada pelo avanço tecnológico, onde a prática
catalográfica inseriu-se cada vez mais no contexto da Web Semântica e Linked Data, fazendo-se
necessário uma nova abordagem das publicações seriadas, anunciada no IFLA Library Reference Model
(IFLA LRM) e no Resource Description and Access (RDA). Dessa maneira, essa pesquisa tem como
objetivo identificar tal abordagem partindo de uma Revisão Sistemática da Literatura e análise do
documento do IFLA LRM e do RDA Toolkit. Conclui-se que fica consolidada a conceituação de
Publicações Seriadas como entidades distintas do universo bibliográfico, suas fronteiras com as
monografias bem estabelecidas e sua essência e constituição bem definidas.
Palavras-chave: Resource Description and Access. IFLA Library Reference Model. Publicações seriadas.
Catalogação descritiva.
Abstract
Serial publications, as specific resources, constitute a relevant part of the bibliographic universe, as well
as being an object of studies in the field of Descriptive Cataloging. The theoretical foundations
established by Panizzi, Cutter and Lubetzky prevailed until the paradigm shift in the bibliographic
domain, caused by technological advances, where the cataloging practice was increasingly inserted in

�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

78

the context of the Semantic Web and Linked Data, making it necessary a new approach to serial
publications, announced in the IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) and the Resource
Description and Access (RDA). Thus, this research aims to identify such an approach based on a
Systematic Literature Review and analysis of the IFLA LRM document and RDA Toolkit. It is concluded
that Serial Publications are consolidated as distinct entities of the bibliographic universe, its borders
with monographs well-established and its essence and constitution well-defined.
Keywords: Resource Description and Access. IFLA Library Reference Model. Serial work. Descriptive
cataloging.

1 Introdução
Objeto de estudos do campo da Catalogação Descritiva, as publicações seriadas
constituem parte relevante do universo bibliográfico. Autores basilares da catalogação como
Antonio Panizzi, Charles Ami Cutter e Seymour Lubetzky, lançaram os alicerces teóricos sobre
os princípios e as práticas catalográficas, contribuindo para a construção e consolidação de
códigos de catalogação, tais como o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2).
Contudo, observa-se uma mudança de paradigma no cenário do domínio bibliográfico,
impactada, sobretudo pelo avanço tecnológico, a ascensão do ambiente digital e a proliferação
de periódicos eletrônicos, onde a prática catalográfica é refletida cada vez mais no cenário da
Web Semântica e do Linked Data. Desse modo, fez-se necessário uma nova abordagem das
publicações seriadas, anunciada no IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) e no Resource
Description and Access (RDA).
O IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) é um modelo conceitual resultante da
consolidação e ampliação dos três modelos da Família FR: Functional Requirements for
Bibliographic Records (FRBR), Functional Requirements for Authority Data (FRAD) e Functional
Requirements for Subject Authority Data (FRSAD).
O Resource Description and Access (RDA), por sua vez, publicado em 2010, é um pacote
de elementos de dados, de diretrizes e de instruções que formam um padrão de catalogação
concebido para a descrição e o acesso de recursos no ambiente digital. Por meio do 3R Project,
finalizado no final de 2020, o RDA foi alinhado com o IFLA LRM (RDA STEERING
COMMITTEE, 2020).
Dessa maneira, a pesquisa em voga tem como objetivo analisar como as publicações
seriadas são modeladas no IFLA LRM e no RDA redesenhado e reestruturado, resultante do 3R
Project, situando suas respectivas abordagens na tradição catalográfica.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
Oliveira; Castro

79

2 Metodologia
A metodologia adotada consistiu na realização de uma Revisão Sistemática de
Literatura (RSL), utilizando a string de busca “serial AND rda AND ifla lrm” em pesquisas
realizadas em quatro bases de dados: Web Of Science, Library, Information Science &amp;
Technology Abstracts with full text (LISTA), Information Science &amp; Technology Abstracts (ISTA)
e Base de dados de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI). Posteriormente foi
analisada a modelagem de publicações seriadas a partir do documento do IFLA LRM e do RDA
Toolkit.

3 Breve conceituação histórica das publicações seriadas
Panizzi, em suas 91 regras de catalogação prescritas no Catalogue of printed books in
the British Museum, não aborda as publicações seriadas como uma única classe, porém como
subclasses distintas entre si, identificando-as e diferenciando-as pela suas respectivas formas,
por meio de três amplos grupos: publicações de sociedades e instituições (acadêmicas),
publicações periódicas e efemérides. Essas subclasses eram então organizadas por localização
geográfica (continente, país e cidade), por autoria corporativa e título. Cutter, por sua vez,
abandonou os dois principais níveis de organização utilizados por Panizzi, cabeçalho de
formas e hierarquia geográfica, e reteve as entradas sob autoria corporativa para publicações
de sociedades. (JONES, 2017).
A abordagem de Cutter predominou por um século, até que, pela influência de
Lubetzky e a implementação da segunda edição do Código de Catalogação Anglo-Americano
(AACR2), entradas de autoria corporativa foram abandonadas, desencadeando uma
identificação cada vez maior das publicações seriadas com seus respectivos títulos. Logo, a
conceituação de obras seriadas alinhava-se intimamente com a de monografias (JONES, 2017).
3.1 IFLA Library Reference Model (IFLA LRM)
No IFLA LRM, as publicações seriadas são modeladas como agregados, definidos como
“[...] uma manifestação que materializa várias expressões”. (RIVA; LE BOEUF; ŽUMER, 2017, p.
95). A partir dessa modelagem, uma Manifestação agregada materializa, além de Expressões
distintas, uma Expressão agregadora que, consequentemente, realiza uma Obra agregadora.
Sendo um tipo específico de Obra agregadora, uma Obra seriada consiste em uma
construção complexa, cuja Manifestação, que a representa em sua totalidade, é composta por

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Oliveira; Castro

80

outras Manifestações agregadas publicadas em série, estruturação constituída por meio do
relacionamento todo/parte LRM-R261 no nível da Manifestação. Essas Manifestações agregadas
são fascículos, por suas vezes agregados de artigos, publicados ao longo do tempo (RIVA; LE
BOEUF; ŽUMER, 2017).
A entidade Obra no modelo é aquela que permite a identificação dos conteúdos
comuns compartilhados entre expressões distintas, porém esse conteúdo comum é entendido
diferente em uma instância de monografia e uma de Obra Seriada. No que concerne a essa
última, o conteúdo comum que a define reside na intenção do editor de conceber um todo
identificável e na reunião de conceitos editoriais (título, tema, layout etc.) (RIVA; LE BOEUF;
ŽUMER, 2017).
Sendo a reunião de conceitos editoriais a essência da Obra seriada, o modelo prescreve
que edições impressas e online de uma mesma publicação seriada devem ser consideradas
Obras distintas e modeladas com relacionamentos obra-para-obra (RIVA; LE BOEUF; ŽUMER,
2017).
3.2 Resource Description and Access (RDA)
A modelagem do IFLA LRM concernente às publicações seriadas teve grande impacto
no RDA redesenhado e reestruturado, uma vez que, por meio do 3R Project, suas diretrizes
foram alinhadas com o modelo conceitual.
O RDA em sua modelagem, primeiramente, postula a dicotomia entre Obra Estática e
Obra Diacrônica. A primeira possui seu conteúdo completo já incorporado em um “único ato
de publicação”, o que implica que não é esperado que ele sofra alterações com o decorrer do
tempo; a segunda, por sua vez, é uma obra planejada a ser incorporada através do tempo e
conforme seu plano “[...] é executado, o conteúdo da Obra é alterado gradualmente, sendo
realizado através de uma ou mais Expressões distintas que são incorporadas por uma ou mais
Manifestações” (RDA TOOLKIT, 2021, tradução nossa).
Ademais, as Obras Diacrônicas são de dois tipos, caracterizadas pela maneira que seu
conteúdo é estendido: Obra Sucessiva e Obra Integradora. A Obra Sucessiva possui seu
conteúdo estendido por acumulação, e, no caso da Obra integradora, o conteúdo é substituído
em intervalos de tempo, tornando as iterações anteriores inacessíveis (RDA TOOLKIT, 2021).

1

O LRM-R26 – “possui parte”, “é parte de” – é um relacionamento entre duas Manifestações em que uma é
componente da outra (RIVA; LE BOEUF; ŽUMER, 2017).

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Oliveira; Castro

81

Essa modelagem é realizada com o Plano de Extensão, 2 principalmente por meio de seu
atributo Modo de Extensão, que possui os valores de integração e de sucessão. Faz-se relevante
apontar que o RDA postula que a essência de uma Obra Diacrônica é seu plano de mudança de
conteúdo, o que torna o Plano de Extensão caracterizador da Obra Diacrônica (RDA TOOLKIT,
2021).

4 Considerações finais
Essa pesquisa teve como objetivo a reflexão de como as publicações seriadas são
modeladas no IFLA LRM e no RDA redesenhado e reestruturado, resultante do 3R Project, e
situar suas respectivas abordagens na tradição catalográfica. A partir disso, pode-se concluir
que o IFLA LRM e o RDA “[...] proporcionam uma estrutura e vocabulário que auxiliam no
tratamento de seriados e outros dados bibliográficos de novas maneiras”. (MERING, 2019, p.
68, tradução nossa).
A modelagem do IFLA LRM, incorporada pelo RDA, permite que os artigos agregados
nas publicações seriadas retenham sua integridade como unidade distinta (Expressões distintas
de Obras Distintas), não tendo sua individualidade sendo imersa e perdida na unidade da
publicação seriada. Por consequência, é facilitada e potencializada a capacidade descoberta por
parte dos usuários. Outrossim, fica consolidada a conceituação de Publicações Seriadas como
entidades distintas do universo bibliográfico, suas fronteiras com as monografias bem
estabelecidas e sua essência e constituição bem definidas.

Referências
JONES, Edgar. The Evolution of the serial work, the FRBR conceptual model, and RDA.
Cataloging &amp; Classification Quarterly. [s. l.], v. 56, n. ⅔, p. 128- 145, nov. 2017. Disponível
em: https://doi.org/10.1080/01639374.2017.1388325. Acesso em: 23 set. 2021.
MERING, Margaret. IFLA Library Reference Model, RDA, and Serials in a Nutshell. Serials
Review. [s. l.], v. 45, n. 1-2, p. 66-68, jun. 2019. Disponível em:
https://doi.org/10.1080/00987913.2019.1627691. Acesso em: 23 set. 2021.
RDA STEERING COMMITTEE. About RDA. 2020. Disponível em:
http://rda-rsc.org/content/about-rda. Acesso em: 23 set. 2021.

2

“Uma categorização que reflete a intenção de extensão do conteúdo de uma Obra”. (RDA TOOLKIT, 2021,
tradução nossa).

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Oliveira; Castro

82

RDA TOOLKIT. RDA Toolkit, 2021. Disponível em: https://access.rdatoolkit.org/. Acesso em:
22 set. 2021.
RIVA, Pat; LE BOUEF, Patrick; ŽUMER, Maja. IFLA Library Reference Model: um modelo
conceitual para a Informação Bibliográfica, [s. l.]: International Federation of Library
Associations and Institutions, 2017. Disponível em:
https://www.ifla.org/wp-content/uploads/2019/05/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august2017_rev201712-por.pdf. Acesso em: 22 set. 2021.

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                    <text>Modelagem de Publicações
Seriadas:
a nova abordagem do IFLA
LRM e do RDA

Rhuan Henrique Alves de Oliveira
Fabiano Ferreira de Castro
Universidade Federal de São Carlos

05 de novembro de 2021

�Publicações Seriadas
Código da Vaticana
-

Publicações Periódicas são aquelas editadas em fascículos, a
intervalos regulares ou irregulares, por tempo ilimitado, [...] que
tratem de assuntos diversos, porém dentros dos limites de um
programa mais ou menos deﬁnido (BIBLIOTECA VATICANA
APOSTÓLICA, p. 215-216).

AACR2r
-

Um recurso contínuo publicado em uma sucessão de partes
separadas, trazendo usualmente numeração, não tendo sua
conclusão predeterminada. São exemplos de publicações
seriadas: jornais, revistas, periódicos eletrônicos, diretórios
contínuos, relatórios anuais e séries monográﬁcas. (CÓDIGO de
catalogação anglo-americano, Apêndice D-11).

�IFLA Library Reference Model (IFLA LRM)
O que é?
-

Modelo Conceitual de alto nível
Estruturado a partir do modelo Entidade-Relacionamento
Estendido (EER)

Finalidade
-

Explicitar princípios gerais que governam a estrutura lógica da
informação bibliográﬁca
Servir de guia ou base para a formulação de regras de
catalogação e implementação de sistemas bibliográﬁcos

Alcance
-

Aborda os dados bibliográﬁcos de maneira ampla
Toma seu escopo funcional das tarefas do usuário
Aplicações práticas deverão determinar o apropriado nível de
precisão

�Resource Description and Access (RDA)
O que é?
-

Pacote de elementos de dados, de diretrizes, e de instruções,
concebido para a descrição e o acesso de recursos no ambiente
digital
Alinhado com modelo conceitual IFLA LRM

Finalidade

-

Proporcionar dados com estrutura consistente, reconhecíveis por
humanos e máquinas
Potencializar a identiﬁcação e descoberta de recursos em
bibliotecas e outras instituições de patrimônio cultural

Alcance
-

Metadados de bibliotecas e de patrimônio cultural
Dados administrativos não entram em seu escopo

�Objetivo
- Analisar como as publicações seriadas são modeladas no IFLA LRM e no RDA
redesenhado e reestruturado, resultante do 3R Project, situando suas respectivas
abordagens na tradição catalográﬁca.

�Metodologia - Revisão Sistemática da Literatura
(RSL)
-

Para auxiliar no processo de
realização, utilizou-se a ferramenta
denominada State of the Art through
Systematic Review (StArt),
desenvolvida pelo Laboratório de
Pesquisa em Engenharia de Software
(LAPES), do Departamento de Ciência
da Computação, da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar).

Fonte: Jesus e Castro (2019, p. 47)

�Modelagem das publicações
seriadas pelas abordagens da
tradição catalográﬁca

�Conceituação Histórica das Publicações seriadas
-

Sir Antonio Genesio Maria Panizzi (1797-1879)

Publicações de
sociedades e
instituições
(acadêmicas)

Publicações
periódicas

Efemérides

Organizadas por

Localização
Geográﬁca

Autoria
Corporativa
Fonte: Autores (2021)

Título

�Conceituação Histórica das Publicações seriadas
-

Charles Ammi Cutter (1837-1907)

Publicações
periódicas

Organizadas por

Autoria Corporativa
(para publicações de
sociedade)

Fonte: Autores (2021)

Título

�Conceituação Histórica das Publicações seriadas
-

Seymour Lubetzky (1898- 2003)

Publicações
periódicas

Organizadas por

Título
Fonte: Autores (2021)

�Abordagem do IFLA LRM de
Publicações seriadas

�Modelagem de agregados
-

Manifestação que materializa diversas expressões
Três tipos distintos de agregados
- Coleções agregados de Expressões
- Ex: Fascículos de publicações periódicas, mais de um romance publicado
em um único volume, livros com capítulos de autoria independente, etc.
- Agregados resultantes de acréscimos
- Ex: Edição do Paraíso Perdido de John Milton com ilustrações de William
Blake.
- Agregados de expressões paralelas
- Ex: Edições bilíngues.

�Modelagem de agregados

(RIVA; LEBOEUF; ŽUMER, 2017, p. 97)

�Obras seriadas
-

Construções complexas que combinam relações de todo/parte e relações de agregação
A essência da obra seriada são os conceitos editoriais que norteiam a produção dos fascículos
que compõem a manifestação agregada
Qualquer obra seriada pode ter apenas uma expressão e uma manifestação

Exemplo:

-

Possui diferentes “edições” regionais
Versão impressa x Versão digital
Edição inglesa, japonesa e chinesa

�Obras

Expressões

Publicações seriadas
Manifestação
agregada

Obra seriada

LRM-R26

Obras
Manifestação
agregada

LRM-R26

Manifestação
seriada

Expressão
seriada

Expressões
LRM-R26

Obras

Expressões

LRM-R21

Manifestação
agregada
Fonte: Autores (2021)

Expressão
agregadora

Obra
agregadora

�Abordagem do RDA de
Publicações seriadas

�Obra Estática x Obra Diacrônica
-

Conteúdo completo já incorporado
em um “único ato de publicação”
Não é esperado que sofra
alterações com o decorrer do
tempo

-

Obra planejada a ser incorporada
através do tempo
Conteúdo alterado gradualmente
Realizada através de uma ou mais
Expressões distintas que são
incorporadas por uma ou mais
Manifestações

�Obra Diacrônica
-

Dois Tipos:
- Obra Sucessiva: conteúdo estendido por acumulação
- Obra Integradora: conteúdo é substituído em intervalos de tempo

-

Obra modelada a partir do atributo Plano de Extensão, através do atributo Modo
de Extensão que possui dois valores:
- Integração
- Sucessão

�Obra Diacrônica
-

Fronteiras da entidade
- Planejamento distingue as obras diacrônicas entre si
- Mudança no planejamento que indica transformação da obra
- Escopo ou política editorial
- Gênero ou Forma Literária
- Público Alvo
- Estilo

�Conclusão
-

Pode-se concluir que o IFLA LRM e o RDA “[...] proporcionam uma estrutura e vocabulário que
auxiliam no tratamento de seriados e outros dados bibliográﬁcos de novas maneiras”. (MERING,
2019, p. 68, tradução nossa).

-

Artigos agregados nas publicações seriadas preservam sua integridade como unidade distinta
(Expressões distintas de Obras Distintas).

-

Fica consolidada a conceituação de Publicações Seriadas como entidades distintas do universo
bibliográﬁco

�Referências
BIBLIOTECA APOSTÓLICA VATICANA. Normas para a catalogação de impressos. 2. ed. brasileira, Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de
Bibliograﬁa e Documentação, 1962.
CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2. ed., rev. 2002. São Paulo: FEBAB, 2004.
JONES, Edgar. The Evolution of the serial work, the FRBR conceptual model, and RDA. Cataloging &amp; Classiﬁcation Quarterly. [s. l.], v. 56, n.
⅔, p. 128- 145, nov. 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1080/01639374.2017.1388325. Acesso em: 23 set. 2021.
MERING, Margaret. IFLA Library Reference Model, RDA, and Serials in a Nutshell. Serials Review. [s. l.], v. 45, n. 1-2, p. 66-68, jun. 2019.
Disponível em: https://doi.org/10.1080/00987913.2019.1627691. Acesso em: 23 set. 2021.
RDA STEERING COMMITTEE. About RDA. 2020. Disponível em: http://rda-rsc.org/content/about-rda. Acesso em: 23 set. 2021.
RDA TOOLKIT. RDA Toolkit, 2021. Disponível em: https://access.rdatoolkit.org/. Acesso em: 22 set. 2021.
RIVA, Pat; LE BOUEF, Patrick; ŽUMER, Maja. IFLA Library Reference Model: um modelo conceitual para a Informação Bibliográﬁca, [s. l.]:
International Federation of Library Associations and Institutions, 2017. Disponível em:
https://www.iﬂa.org/wp-content/uploads/2019/05/assets/cataloguing/frbr-lrm/iﬂa-lrm-august-2017_rev201712-por.pdf. Acesso em:
22 set. 2021.
Capa: Photo by DAVID ILIFF. License: CC BY-SA 3.0

�Muito Obrigado!
Rhuan Henrique Alves de Oliveira
rhuan.henrique.oliv@gmail.com
Fabiano Ferreira de Castro
fabianocastro@ufscar.br

�</text>
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                <text>As publicações seriadas, como recursos específicos, constituem parte relevante do universo bibliográfico, bem como se apresentam como objeto de estudos do campo da Catalogação Descritiva. Os alicerces teóricos estabelecidos por Panizzi, Cutter e Lubetzky predominaram até a mudança de paradigma no cenário do domínio bibliográfico, causada pelo avanço tecnológico, onde a prática catalográfica inseriu-se cada vez mais no contexto da Web Semântica e Linked Data, fazendo-se necessário uma nova abordagem das publicações seriadas, anunciada no IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) e no Resource Description and Access (RDA). Dessa maneira, essa pesquisa tem como objetivo identificar tal abordagem partindo de uma Revisão Sistemática da Literatura e análise do documento do IFLA LRM e do RDA Toolkit. Conclui-se que fica consolidada a conceituação de Publicações Seriadas como entidades distintas do universo bibliográfico, suas fronteiras com as monografias bem estabelecidas e sua essência e constituição bem definidas.</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Implementação do RDA na Biblioteca Central da
PUCRS
RDA implementation in PUCRS Main Library

Clarissa Jesinska Selbach
Coordenadora do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Graduação em Biblioteconomia (UFRGS).
Especialização em Informática na Educação e Gestão Empresarial (PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9478127061244737
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3262-5801
E-mail: clarissa.selbach@pucrs.br
Resumo
Apresenta um breve histórico da Biblioteca Central Irmão José Otão, enunciando sobre a estrutura física
e organizacional, demonstrando mais detalhadamente o Setor de Tratamento da Informação,
responsável pela catalogação da Biblioteca. Relata o processo de implementação do Resource Description
and Access (RDA) na Biblioteca Central da PUCRS, que foi oficialmente adotado em registros
bibliográficos e de autoridade em 2016. Discorre detalhes do processo de trabalho, apresenta as
necessidades, assim como os desafios para a implementação.
Palavras-chave: Biblioteca Central da PUCRS. Resource Description and Access (RDA). Catalogação.
Abstract
It presents a brief history of the Irmão José Otão Main Library, enunciating about the physical and
organizational structure, demonstrating in more detail the Information Treatment Sector, responsible
for library cataloging. It reports on the Resource Description and Access (RDA) implementation process
at the PUCRS Main Library, which was officially adopted in bibliographic and authority records in 2016.
It details the work process, presents the needs and the challenges for implementation.
Keywords: PUCRS Main Library. Resource Description and Access (RDA). Cataloguing.

1 Apresentando a Biblioteca da PUCRS
A Biblioteca Central da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS) está situada na cidade de Porto Alegre, zona leste do estado do Rio Grande do Sul, no
sul do Brasil. Seu nome oficial é Biblioteca Central Irmão José Otão, em homenagem a um dos
importantes reitores da Universidade e sua história inicia em 1940, com o acervo originário do
Colégio Marista Rosário. Em 1978, mudou-se para um prédio de 10.000m2 no Campus
Universitário e em 2008, ocorreu a ampliação do prédio para 21.000m2 distribuídos em 14

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andares. Nesse momento, o acervo foi reorganizado em quatro grandes áreas, partilhadas no 2º
e 3º andares, assim como foram feitos investimentos em tecnologias de autoatendimento.
Além dos andares com acervo corrente, a Biblioteca possui coleções de acervos especiais e
obras raras, ademais de muitos espaços exclusivos para desenvolvimento de pesquisas e
produção do conhecimento, com disponibilidade de salas de estudo individuais e em grupo,
proporcionando um ambiente acolhedor para os estudos. Também há espaços de convivência,
como o Espaço Cultural na entrada da Biblioteca, o Dicas de Leitura (estantes com sugestões
de leitura de lazer para os usuários), o Espaço Aberto (com pufes, TV e quadro branco, que
permitem apoiar o estudo dos alunos) e diversos outros ambientes agradáveis.
A estrutura organizacional é composta pela Coordenação da Biblioteca que coordena
tecnicamente a Biblioteca Central da PUCRS, possuindo sob sua subordinação a equipe da
Secretaria de apoio administrativo, bem como os três setores que organizam o trabalho
desenvolvido para o atendimento das demandas da comunidade acadêmica da Universidade: o
Setor de Serviços (SSA) trata do atendimento propriamente dito, com empréstimo dos
materiais, atendimento e treinamento aos alunos; o Setor de Suporte e Desenvolvimento (SSD)
gerencia as tecnologias e sistemas da Biblioteca; e o Setor de Tratamento da Informação (STI)
realiza o processamento técnico dos materiais do acervo. Além disso, seis Grupos de Trabalho
intersetoriais trabalham buscando melhorias nos processos e serviços, sempre agregando
visões diferentes de cada setor. Cita-se como exemplo, o Grupo de Comunicação, que gerencia
as mídias sociais e as divulgações da Biblioteca; o Grupo de Capacitação, que promove
treinamentos tanto para usuários quanto para funcionários; e o Grupo de Vídeos, que
desenvolve os tutoriais da Biblioteca.
No contexto da catalogação, o Setor de Tratamento da Informação é composto por
quatro subáreas: o Serviço de Aquisição, que administra todas as compras, assinaturas e
recebimento de doações; o Preparo Técnico, onde é realizada a pré-catalogação, além da
preparação física dos materiais impressos; o Processamento Técnico, onde os bibliotecários
realizam a revisão da catalogação, indexação, classificação e o controle de autoridades, além de
outras atividades demandadas; e, por fim, o Laboratório de Recuperação de Acervo, local onde
os materiais da Biblioteca são recuperados, por exemplo, quando é necessário confeccionar
uma nova encadernação, realizar um conserto pontual, repor páginas, preservar obras raras,
entre outras atividades.

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2 Implementação do Resource Description and Access (RDA) na Biblioteca da PUCRS
A Biblioteca da PUCRS realiza a catalogação do acervo com base nas diretrizes do
Resource Description and Access (RDA). O histórico do RDA na Biblioteca iniciou em 2013, com
estudos teóricos sobre ele. Em 2015, iniciamos o processo de implementação, sendo oficializada
a adoção do RDA em registros de autoridades e bibliográficos em 2016. Desde então, seguimos
aprimorando nossas práticas e adequando o necessário à nossa realidade.
A implementação foi um projeto que uniu estudos teóricos e a prática de catalogação
do Setor, além de envolver uma mudança organizacional, pois buscou-se o desenvolvimento de
uma atividade visando mudar o estado atual da Biblioteca para uma oportunidade. Por isso, foi
um processo bem estruturado, para realizar esta mudança da forma menos abrupta e mais
fluida, tanto para equipe como para o usuário.
2.1 Catálogo de autoridades
A implementação do RDA iniciou com o catálogo de autoridades e o processo passou
por: mapeamento dos tipos de autoridades disponíveis no catálogo; atualização das planilhas
de preenchimento para cada tipo de autoridade (templates); e atualização dos manuais dos
campos MARC21. Ao iniciar o controle de uma autoridade, abre-se um template em branco,
com campos MARC21 já estabelecidos de acordo com o tipo de autoridade e preenche-se os
atributos conforme localizados nas fontes de pesquisa. Quanto à atualização dos manuais dos
campos MARC21, foram inclusas instruções e exemplos reais que auxiliam na prática diária,
ao consultar diretamente no sistema Aleph, da empresa Proquest/ExLibris.
Para preenchimento dos atributos de autoridades, pesquisa-se em fontes fidedignas,
como: VIAF (Virtual International Authority File); ISNI (International Standard Name Identifier);
Library of Congress; bibliotecas nacionais de cada país de acordo com a nacionalidade do autor;
sites próprios; Currículo Lattes; e outras plataformas de identificação de autores, como o
ORCID.
2.2 Catálogo bibliográfico
No catálogo bibliográfico, da mesma forma que no de autoridades, a implementação
iniciou pelo mapeamento dos tipos de materiais existentes no acervo, sendo verificado mais de
40 tipos diferentes de materiais, registrados em um dos manuais do Setor. Também se realizou
a atualização das planilhas de preenchimento (templates) para cada tipo de material com

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campos MARC21 e atualizou-se os campos de ajuda pertinentes. Ao iniciar a pré-catalogação
de uma obra, abre-se o template em branco com campos MARC21 específicos para o tipo de
material. Alguns campos MARC21 já são preenchidos automaticamente pelo sistema, pois
cada tipo de material, na grande maioria das vezes, possui o mesmo preenchimento dos
campos 33X. Esse comando facilita o trabalho diário e garante a padronização dos metadados.
Outrossim, foi realizada a alteração do campo 260 (publicação, imprenta) para 264
(produção, publicação, distribuição, fabricação e dados de direitos autorais), sendo um dos
campos mais característicos para o uso do RDA, pois permite especificar os dados de
publicação, produção ou até fabricação de uma obra. Entre as vantagens de catalogar em RDA,
está a especificidade em descrever um material e isso é ainda mais percebido em materiais
digitais. Por exemplo, no campo 007, o RDA permite a descrição específica para o tipo de
material digital, onde os valores preenchidos nas posições do campo informam ao sistema as
especificidades do material. Assim como nos campos específicos de descrição física (344, 345 e
347, por exemplo), é possível fornecer informações interessantes para o usuário, como o
tamanho, o tipo e o formato de um arquivo.
Durante todo o processo de implementação, o Setor de Suporte e Desenvolvimento
apoiou as demandas necessárias. Viabilizou-se as configurações dos campos MARC21 para
RDA e, também, alterações em lote em campos MARC21, por exemplo, para a correção de
abreviaturas para sua forma por extenso, como: ‘il.’ para ‘ilustrações’ e ‘p.’ para ‘páginas’.
Além disso, também foi possível alterar a expressão ‘et al.’ para ‘e outros’ e ‘ca’ para
‘aproximadamente’, facilitando o entendimento do usuário ao consultar o catálogo. Foram
implementados novos campos MARC21 (33X) de acordo com diretrizes do RDA, e novos
campos locais (39X) para adequar a saída dos dados. Os campos 39X foram criados para
realizar uma tradução para a linguagem natural dos usuários, por exemplo, o tipo de material
‘livro’, pelos 33X informaria ao usuário que é um ‘texto não mediado em volume’. Para o
usuário, essa descrição não informa um tipo de material real, então adequaram-se os termos
nos campos 39X para ‘livro impresso em papel’, que torna mais compreensível para qualquer
usuário.
Ainda na implementação, foi realizada a inclusão de subcampos para designar a
relação das autoridades com a obra, utilizando os termos padronizados pelo RDA na época no
subcampo $e, tanto do campo 100 quanto do 700. Para auxiliar na recuperação da informação
pelos usuários, também se iniciou a descrição de resumos e sumários das obras nos respectivos
campos MARC21.

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Com todas as alterações realizadas, os registros da Biblioteca se tornaram híbridos.
Isto é, registros anteriores a 2016 possuem campos MARC21 específicos atualizados para RDA,
mas sua catalogação base permanece em AACR2. Na ferramenta de busca da Biblioteca
(omnis.pucrs.br) constata-se um registro bibliográfico com características de catalogação em
RDA (por exemplo, designação de relação entre a obra e a autoridade e inexistência de
abreviaturas), contudo, não se visualizam os campos 33X, mostrando que a base desse registro
ainda é em AACR2. Desde 2016, todos os materiais novos que chegam na Biblioteca estão em
RDA desde a pré-catalogação. Os materiais antigos são convertidos para RDA à medida em
que são revisados pelo Setor, pois não seria possível revisar mais de um milhão de itens do
acervo.

3 Reflexões a respeito da implementação do RDA
O que se considera essencial durante o processo de implementação do RDA?
Treinamento e capacitação da equipe, pois é uma novidade para todos, bibliotecários e
auxiliares de biblioteca. Então, é importante que todos recebam as instruções corretas da nova
forma de catalogação. Considera-se necessário na adoção no RDA: adaptações nas políticas de
catalogação; estudo permanente; e liderança da instituição ciente da importância de uma
atualização como essa. Para que, assim, seja possível flexibilizar as regras de catalogação e
adequar as diretrizes de acordo com as necessidades da instituição, conforme as políticas
definidas.
Quais desafios encontram-se na implementação do RDA? As equipes geralmente são
enxutas e por muitas vezes a biblioteca conta com 1 ou 2 bibliotecários. Catalogar com RDA e
realizar esse planejamento para implementação exige tempo e dedicação. Somado a isso,
elencam-se os desafios: custo da assinatura do RDA Toolkit ser em dólar; manter-se atento às
atualizações contínuas das diretrizes RDA; mudança organizacional que deve ser bem
planejada para não causar ruídos no desenvolvimento dos processos de trabalho; e atualização
constante da equipe sobre RDA e as tendências na catalogação mundial.
Citando um exemplo das atualizações constantes: recentemente foi oficializada a nova
ferramenta Toolkit baseada no LRM. Em 2015, quando a Biblioteca da PUCRS iniciou a
implementação, o Toolkit (RDA Original), apresentava uma certa estrutura de organização e
era baseado no modelo conceitual FRBR. Desde 2018, uma nova estrutura vem sendo
apresentada (chamada durante o processo de ‘RDA Beta Site’), e no final do ano passado foi
lançado o RDA Oficial, completamente reformulado e agora baseado no LRM, novo modelo

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conceitual. Com essa atualização, é preciso estar atento às mudanças que pode causar também
nas políticas de catalogação da instituição.
Finalizando, o RDA permite ampliar as possibilidades de descoberta de documentos a
partir da descrição dos dados e das relações existentes entre eles. E apesar dos impactos da
mudança em modos e fluxos de trabalho, avalia-se de forma assertiva a adoção do RDA, pois
atende às necessidades da era digital e oferece mais possibilidades à biblioteca.

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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Desafios e estratégias metodológicas
para o ensino da RDA
Challenges and methodological strategies for RDA teaching

Felipe Augusto Arakaki
Professor do Curso de Biblioteconomia da Universidade de Brasília (UNB). Doutor em Ciência
da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5324289839207169
ORCID: http://orcid.org/0000-0002-3983-2563
E-mail: felipe.arakaki@unb.br

Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez
Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Espírito Santo
(UFES). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1072374287964657
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5480-4106
E-mail: paula.goncalez@ufes.br

Ana Carolina Simionato Arakaki
Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9896600626524397
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0140-9110
E-mail: acsimionato@ufscar.br
Resumo
A reestruturação e redesenho da Resource Description and Access apresentou desafios para o ensino de
catalogação nos cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Baseado no modelo conceitual
IFLA LRM, a RDA favorece a construção de dados de bibliotecas no contexto do Linked Data. Isso exige
uma mudança significativa nos planos de ensino de catalogação e outras disciplinas relacionadas.
Diante desta nova configuração, uma preocupação recorrente para professores de catalogação está em
como propor estratégias de ensino para bibliotecários e alunos de graduação sobre os conteúdos da
RDA? A partir dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é identificar estratégias metodológicas para o
ensino da RDA a partir da literatura existente. Como resultados e análise, foram recuperados 13
trabalhos apresentados em congressos e artigos que continham esses termos em seu título, em suas
palavras chave ou em seu resumo. Considera-se que o conhecimento de quais metodologias foram
adotadas por outros professores pode facilitar em estabelecer estratégias metodológicas para o ensino
da RDA.
Palavras-chave: RDA. Estratégias de ensino. Catalogação.

�Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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Abstract
The restructuring and redesign of the Resource Description and Access presented challenges for the
teaching of cataloging in the Librarianship and Information Science. Based on the IFLA LRM, RDA
favors the construction of library data in the context of Linked Data. This requires a significant change
in the teaching plans for cataloging and other related disciplines. Given this new configuration, a
recurrent concern for cataloging professors is how to propose teaching strategies for librarians and
undergraduate students about the content of the RDA? From this perspective, the objective of this work
is to identify methodological strategies for teaching RDA from the existing literature. As results and
analysis, 13 papers presented in conferences and articles that contained these terms in their title, in
their keywords or in their abstract were retrieved. It is considered that the knowledge of which
methodologies have been adopted by other teachers can facilitate the establishment of methodological
strategies for teaching RDA.
Keywords: RDA. Teaching Strategies. Cataloguing.

1 Introdução
Com a implementação de novos instrumentos da catalogação, nascem novos desafios e
perspectivas de ensino e de aprendizagem para os cursos de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Atualmente, esse desafio é notado pela inserção da Resource Description and
Access (RDA) em sala de aula. Na sua última publicação, em dezembro de 2020, a RDA foi
reestruturada e deixou de ter regras numeradas, seções, apêndices e capítulos, apresentando
uma navegação orientada por matrizes de entidades, projetadas por meio da modelagem da
IFLA Library Reference Model (IFLA LRM).
Com essa nova estrutura, os planos de ensino de catalogação que pretendem abarcar
esses novos conteúdos, precisarão ser reformulados, assim como as estratégias metodológicas
de ensino precisam ser atualizadas. Posto isto, questiona-se quais as possibilidades ou
estratégias que os cursos e disciplinas de catalogação podem oferecer aos bibliotecários e
alunos de graduação sobre os conteúdos da RDA? A partir dessa perspectiva, o objetivo deste
trabalho é identificar estratégias metodológicas para o ensino da RDA a partir da literatura
existente.
É importante lembrar que a formação de profissionais capacitados para manusear o
novo RDA, ao pensar em estratégias metodológicas para ensino e aprendizagem para a fixação
de conteúdos, demanda tempo e dedicação por parte do professor, que antes de tudo precisa
conhecer, entender e se capacitar na RDA. Desta forma, este trabalho apresentou além da
introdução, problema e objetivo, uma seção com os procedimentos metodológicos da pesquisa.
Posteriormente, foram apresentados nos resultados e discussões, 13 trabalhos e artigos
científicos que apresentaram discussões e estratégias metodológicas sobre o ensino da RDA.
Por fim, foram apresentadas as considerações finais.

II Encontro de RDA no Brasil

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�Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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2 Procedimentos metodológicos
A pesquisa consiste em uma pesquisa exploratória na literatura científica, nacional e
internacional, sobre a temática do ensino de RDA. Para a identificação e verificação dos
resultados foi realizada uma busca nos últimos cinco anos (2016-2021) na base de dados
Library &amp; Information Science Abstracts (LISA). Foram utilizados os termos educação, ensino e
RDA para busca. A busca foi realizada ainda nos eventos: I Encontro de RDA no Brasil (2019),
nos três colóquios sobre RDA na América Latina e no Caribe (2018-2020) e no Encontro
Nacional em Ciência da Informação (2014 a 2019). Após a leitura e análise, foram identificados
os artigos que trazem o ensino do RDA como temática, descritos na seção 3.

3 Resultados e discussões
Com o intuito de verificar as estratégias metodológicas utilizadas no ensino da RDA,
foram identificados 13 trabalhos que discorrem sobre a temática de ensino da RDA. Este
universo é composto por cinco artigos e oito trabalhos apresentados em eventos específicos da
RDA, conforme elencados abaixo.
No que tange às práticas de ensino e metodologias de aprendizagem do RDA, a busca
na base de dados LISA, foi possível identificar apenas um trabalho que discutiu e apresentou
estratégias de ensino, como exercícios práticos e questionário interativos. (SHADLE; ZIRPOLI,
2019).
Guillén Jiménez e Hernández Arroyo (2020) da Universidade de Costa Rica relataram a
capacitação dos professores por meio de metodologias em aulas presenciais, com destaque
para a criação de jogos on-line na plataforma Kahoot! e um Quiz. Talavera Ibarra e Zavala
Barrios (2020) relataram a experiência de ensino no Peru, na implementação da RDA, foi feita
a capacitação de pessoal a partir de congressos e seminários e a realização de cursos e oficinas,
com atividades teóricas e práticas. Reis e Silva (2020) apresentaram em seu trabalho a
trajetória do ensino do RDA desde o ano de 2011, e apresentaram a metodologia utilizada em
aulas de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás no que diz respeito ao ensino da
RDA.
Calvo Sanches no ano de 2020, apresentou a atualização da grade curricular da Escola
de Documentação e Biblioteconomia da Universidade Nacional de Costa Rica, em que, para o
ensino da RDA, se valem do uso de metodologias ativas de aprendizagem. Lourenço, Dias,
Lima, Maculam e Aganette, em artigo publicado em 2020, relatam a experiência de ensino da

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UFMG no ensino da disciplina de Introdução de RDA, a partir do uso do manual de ensino de
RDA de Margareth Mering.
No México, Martínez Arellano, Rosa Valgañón e Espino Rivera (2019) apresentaram o
plano de ensino aprovado no ano de 2013, que diante a uma perspectiva construtivista
apontam metodologias de ensino utilizadas no ensino do RDA.
No Brasil, Lourenço e Diaz (2019), propõem um case em que o aluno deve identificar
as entidades do FRBR, fazem pesquisa exploratória no site do RDA. As autoras se basearam no
o manual “The RDA Workbook” de Margaret Merin.
No Segundo Colóquio de RDA, Calvo Sanches (2019) apresentou a incorporação da
RDA nos programas do curso da Escola de Documentação e Biblioteconomia da Universidade
Nacional de Costa Rica. No mesmo evento, Durán Garzón (2019) explanou sobre a formação e
atualização do pessoal na biblioteca Acadêmica da Colômbia. Entretanto, nenhum registro dos
dois trabalhos foram encontrados.
Em seu artigo Sandle (2019), apresentou os conteúdos do Workshop Introduction to
Serials Cataloging with Resource Description and Access (RDA) e a metodologia utilizada para a
fixação do conteúdo. Salta (2018) apresentou a tradução de materiais para treinamento da RDA
por vídeos, textos e exercícios. Dunsire, Fritz e Fritz (2017), publicaram o artigo em que
apresentam um estudo de caso do RIMMF como um software desenvolvido para a manutenção
de dados bibliográficos em RDA. Outro trabalho sobre o mesmo software, foi de Belpassi
(2016) que apresentou ações para o ensino com a RDA.
A partir do levantamento, observou-se que a implementação dos novos instrumentos
da catalogação e especificamente o ensino da RDA nos cursos de graduação de
biblioteconomia se faz urgente frente à demanda.

4 Considerações finais
Diante do exposto, a ferramenta RIMMF - RDA in Many Metadata Formats, criada no
ano de 2011, pode ser utilizada na criação e edição de dados em conformidade com a RDA, ou
seja, esta é uma ferramenta de treinamento de catalogação, que auxiliará professores no
ensino da RDA e por conseguinte o pensamento FRBR.

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Por fim, conclui-se que é necessário a investigação de metodologias para o ensino da
prática do uso da RDA nos cursos de graduação, bem como, sobre a capacitação e colaboração
entre os profissionais e acadêmicos para formulação de estratégias metodológicas para que
seja possível visualizarmos uma forma mais fluida de fazer a catalogação.

Referências
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CALVO SÁNCHEZ, L. Experiencia metodológica utilizada por las docentes de la Escuela de
Bibliotecología, Documentación e Información en la incorporación de RDA en los programas
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DUNSIRE, G.; FRITZ, D.; FRITZ, R. Instructions, Interfaces, and Interoperable Data: the rimmf
experience with rda revisited. Cataloging &amp; Classification Quarterly, [S.L.], v. 58, n. 1, p.
44-58, 4 dez. 2019. Informa UK Limited. Disponível em:
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DURÁN GARZÓN, I. El proceso de implementación de la norma RDA a partir de la
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Chile. Anais [...]. Chile: Biblioteca del Congreso Nacional de Chile, 2019. p. 1-1.
GUILLÉN JIMÉNEZ, G.; HERNÁNDEZ ARROYO, W. Experiencia de los docentes de la Escuela
de Bibliotecología y Ciencias de la Información de la Universidad de Costa Rica en la
implementación de RDA, mediante el uso de nuevas herramientas de aprendizaje. In:
COLOQUIO SOBRE RDA EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 3., 2020, México. Anais [...].
México: Universidad Nacional Autónoma de México, 2020. p. 1-19. Disponível em:
https://coloquio-rda.iib.unam.mx/files/rda/Presentaciones3coloquio/Ginette.pdf . Acesso em:
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LOURENÇO, C. A.; DIAS, C. C. Ensino de RDA: relato de experiência a partir do manual “The
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Arakaki; Gonçalez; Simionato Arakaki

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LOURENÇO, C. de A.; DIAS, C. da C.; LIMA, G. Â. de; MACULAN, B. C. M. dos S.;
AGANETTE, E. C. Os Desafios do ensino de RDA em cursos de Biblioteconomia. Revista
Brasileira de Educação em Ciência da Informação, [S.L.], v. 7, n. 2, p. 69-88, 23 dez. 2020.
Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação (REBECIN). Disponível em:
http://dx.doi.org/10.24208/rebecin.v7i2.203. Acesso em: 25 out. 2021
MARTÍNEZ ARELLANO, F.F.; ROSA VALGAÑÓN, P. de la; ESPINO RIVERA, M. de los A.
RDA en las aulas: una experiencia docente. In: ENCONTRO DE RDA NO BRASIL, 1., 2019,
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REIS, F.; SILVA, L. C. Ensino do código RDA: processos e desafios na implantação no curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. In: ENCONTRO DE RDA NO BRASIL, 1.,
2019, Florianópolis. Anais do […]. Florianópolis: Editora da UDESC, 2019. ISBN: 978-85-8302179-7. Disponível em: https://rdanobrasil.org/anais-2019. Acesso em: 25 out. 2021
SALTA, G. Traducción al español de los materiales de entrenamiento de RDA. In: COLOQUIO
SOBRE RDA EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 1., 2018, México. Anais [...] . México:
Universidad Nacional Autónoma de México, 2018. p. 1-19. Disponível em: https://coloquiorda.iib.unam.mx/files/rda/programa/Presentacion_SALTA_BNMM_Argentina_Coloquio_RDA
_Mexico.pdf. Acesso em: 24 set. 2021.
SHADLE, S.; ZIRPOLI, A. Introduction to Serials Cataloging with Resource Description and
Accss (RDA). The Serials Librarian, [S.L.], v. 76, n. 1-4, p. 9-15, 2 maio 2019. Informa UK
Limited. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/0361526x.2019.1579694. Acesso em: 25 out.
2021
TALAVERA IBARRA, A. M.; ZAVALA BARRIOS, C. RDA: experiencias de capacitación en
Perú. In: COLOQUIO SOBRE RDA EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 3., 2020, México.
Anais [...] . México: Universidad Nacional Autónoma de México, 2020. p. 1-19. Disponível em:
https://coloquio-rda.iib.unam.mx/files/rda/Presentaciones3coloquio/
Ana_Mara_Talavera_Ibarra.pdf. Acesso em: 24 set. 2021.

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                    <text>Desafios e estratégias metodológicas para o
ensino da RDA

Felipe Augusto Arakaki (UNB)
Paula R. V. A. Gonçalez (UFES)
Ana Carolina S. Arakaki (UFSCar)
2021

�Novos
Instrumentos da
Catalogação

Desafios e perspectivas de ensino e de
aprendizagem para os cursos de
Biblioteconomia e Ciência da Informação.

�Inserção da Resource Description and Access
(RDA) em sala de aula

Dezembro 2020 – Reestruturação da RDA
Deixa de ter regras numeradas, seções, apêndices e capítulos, apresentando
uma navegação orientada por matrizes de entidades, projetadas por meio da
modelagem da IFLA Library Reference Model (IFLA LRM).

�Nova Estrutura

• Planos de ensino de catalogação precisarão ser
reformulados, Estratégias metodológicas de ensino
precisam ser atualizadas.
• Formação de profissionais capacitados para manusear o
novo RDA.
• Professor precisa conhecer, entender e se capacitar na
RDA.

�A PESQUISA
Objetivo
• Identificar estratégias metodológicas para o ensino da RDA a partir da
literatura existente

Procedimentos metodológicos
• Tipo de pesquisa: exploratória com abordagem qualitativa, literatura

•
•
•
•

nacional e internacional sobre a temática do ensino de RDA
Base de dados: Scopus e Library and Information Science Abstract (LISA)
Eventos: I Encontro de RDA no Brasil (2019), nos três colóquios sobre RDA
na América Latina e no Caribe (2018-2020) e no Encontro Nacional em
Ciência da Informação (2014 a 2019)
Período: 2016 a 2021
Critério de inclusão: Foram utilizados os termos educação, ensino e RDA
para busca

�Resultados e Discussões
Identificação de 13 trabalhos sobre a temática de ensino da RDA.
• Cinco artigos
• Oito trabalhos apresentados em eventos específicos da RDA

• A prática de ensino e metodologias de aprendizagem do RDA, na base de
dados LISA, foi identificado apenas um trabalho - que discutiu e apresentou
estratégias de ensino, como exercícios práticos e questionário interativos

�Resultados e Discussões
• Universidade de Costa Rica - capacitação dos professores por meio de metodologias em

aulas presenciais, com destaque para a criação de jogos on-line na plataforma Kahoot! e
um Quiz.

• No Peru, na implementação da RDA, foi feita a capacitação de pessoal a partir de
congressos e seminários e a realização de cursos e oficinas, com atividades teóricas e
práticas.

• da Escola de Documentação e Biblioteconomia da Universidade Nacional de Costa Rica, o
ensino da RDA, adotou metodologias ativas de aprendizagem.

• Na UFMG no ensino da disciplina de Introdução de RDA, a partir do uso do manual de
ensino de RDA de Margareth Mering.

• No México, apresentaram o plano de ensino aprovado no ano de 2013, que diante a uma
perspectiva construtivista apontam metodologias de ensino utilizadas no ensino do RDA.

�Resultados e Discussões
• Foi apresentada a incorporação da RDA nos programas do curso da Escola de
Documentação e Biblioteconomia da Universidade Nacional de Costa Rica.

• Há uma indicação sobre a formação e atualização do pessoal na biblioteca Acadêmica
da Colômbia. Entretanto, nenhum registro dos dois trabalhos foram encontrados.

• Workshop Introduction to Serials Cataloging with Resource Description and Access
(RDA)

• Tradução de materiais para treinamento da RDA por vídeos, textos e exercícios
• Estudos de caso do RIMMF como um software desenvolvido para a manutenção de
dados bibliográficos em RDA e ações para o ensino com a RDA.

�Conclusões
• A ferramenta RIMMF - RDA in Many Metadata Formats, criada no ano de
2011, pode ser utilizada na criação e edição de dados em conformidade com
a RDA, ela auxiliará professores no ensino da RDA e por conseguinte o
pensamento FRBR.
• Se faz necessário a investigação de metodologias para o ensino da prática do
uso da RDA nos cursos de graduação; capacitação e colaboração entre os
profissionais e acadêmicos para formulação de estratégias metodológicas
para que seja possível visualizarmos uma forma mais fluida de fazer a
catalogação.

�Referências
BELPASSI, E. RIMMF software: rda thinking in action. Jlis.It, [S.L.], v. 7, n. 1, p. 207-223, 15 jan. 2016. Università di Firenze Dipartimento di Storia, Archeologia, Geografia, Arte e Spettacolo. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.4403/jlis.it-11495 . Acesso em: 25 out. 2021
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CALVO SÁNCHEZ, L. Experiencia metodológica utilizada por las docentes de la Escuela de Bibliotecología, Documentación e Información en la incorporación de RDA en los programas de curso. Bibliotecas, [S.L.], v. 38, n. 1, p. 1-22, 13
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�Obrigada pela atenção!

Felipe Augusto Arakaki
[fe.arakaki@gmail.com]
Paula Amorim Gonçalez
[paula.goncalez@ufes.br]
Ana Carolina Simionato Arakaki
[acsimionato@ufscar.br]

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                <text>A reestruturação e redesenho da Resource Description and Access apresentou desafios para o ensino de catalogação nos cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Baseado no modelo conceitual IFLA LRM, a RDA favorece a construção de dados de bibliotecas no contexto do Linked Data. Isso exige uma mudança significativa nos planos de ensino de catalogação e outras disciplinas relacionadas. Diante desta nova configuração, uma preocupação recorrente para professores de catalogação está em como propor estratégias de ensino para bibliotecários e alunos de graduação sobre os conteúdos da RDA? A partir dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é identificar estratégias metodológicas para o ensino da RDA a partir da literatura existente. Como resultados e análise, foram recuperados 13 trabalhos apresentados em congressos e artigos que continham esses termos em seu título, em suas palavras chave ou em seu resumo. Considera-se que o conhecimento de quais metodologias foram adotadas por outros professores pode facilitar em estabelecer estratégias metodológicas para o ensino da RDA.</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Contextos de la aplicación de RDA en América
Latina
Contexts of RDA application in Latin America

Filiberto Felipe Martínez Arellano
Investigador y profesor de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) en el área
de organización de la información, catalogación y metadatos. Actualmente se desempeña
como Coordinador de la Biblioteca Nacional de México. Coordina el Grupo RDA de América
Latina y el Caribe, representando a esta región en el RDA Board.
ORCID: http://orcid.org/0000-0003-4358-8257
E-mail: felipe@unam.mx
Resumen
En 2010 fue publicado RDA y su versión digital, RDA Toolkit. RDA toma en cuenta las tareas del
usuario, localizar recursos de información, identificar sus características para evaluar su utilidad y
obtenerlos, sin embargo, consideró una tarea más, relacionar recursos, un aspecto importante con el
surgimiento de múltiples formatos para un mismo recurso. En 2017 la IFLA publicó el modelo LRM
(Library Reference Model), siendo una nueva perspectiva para la organización de la información y la
catalogación. En 2016 surgió el Proyecto 3R con el objetivo de Restructurar y Rediseñar RDA. Después
de haberse publicado diversas versiones preliminares del nuevo RDA, la versión final, en donde se
incorporó LRM, fue liberada el 15 de diciembre de 2020. El uso y aplicación de RDA y el surgimiento de
una nueva versión implica diversos retos para las bibliotecas de América Latina y el Caribe, los que se
presentan en esta contribución.
Palabras clave: RDA, contextos de aplicación, América Latina, bibliotecas nacionales, LRM.
Abstract
In 2010 RDA and its digital version, RDA Toolkit, were published. RDA takes into account the user's
tasks, locating information resources, identifying their characteristics to evaluate their usefulness and
obtaining them, however, it considered one more task, relating resources, an important aspect due to
the emergence of multiple formats for the same resource. In 2017 IFLA published the LRM (Library
Reference Model) model, a new perspective for the organization of information and cataloging. In 2016
the 3R Project emerged with the objective of Restructuring and Redesigning RDA. After several RDA
preliminary versions, the final version, into which LRM was incorporated, was released on December
15, 2020. The use and application of RDA and the emergence of this new version involve challenges for
Latin America and the Caribbean libraries, which are presented in this contribution.
Keywords: RDA, application contexts, Latin America, national libraries, LRM.

�Contextos de la aplicación de RDA en América Latina
Martínez Arellano

38

1 Introducción
En 1876, los principios del catálogo fueron establecidos por Cutter, señalándose que el
catálogo debería permitir localizar un libro por su autor, título o materia, así como apoyar la
selección de este por medio de la descripción de sus características bibliográficas o literarias.
Cutter planteó los tres objetivos básicos del catálogo: localización de recursos e identificación
de sus atributos para su evaluación y selección. Obviamente, lo anterior complementado con la
obtención de un recurso, a través de su número de clasificación.
Al igual que el estándar RCA2 (Reglas de Catalogación Angloamericanas, segunda
edición), RDA toma en cuenta estos objetivos para apoyar las tareas del usuario del catálogo,
sin embargo, en RDA se consideró un objetivo más, relacionar recursos, aspecto importante el
contexto de la información actual, caracterizado por el surgimiento de innumerables formatos
para un mismo recurso.
En 2006 la IFLA retomó los principios del catálogo establecidos a finales del siglo XIX
por Cutter, estableciendo que un catálogo u otro sistema de información debería permitir:
localizar recursos a través de puntos de acceso (autor, título y tema), identificar las
características de recursos a través de la descripción de sus atributos o características para
permitir al usuario tomar una decisión sobre su utilidad y finalmente, obtenerlo a través de su
clasificación y actualmente de manera digital a través de un URL. Adicionalmente se agregó
otra función, relacionar diversos tipos de recursos. Anteriormente, RCA2 permitía lograr los
cuatros primeros objetivos y actualmente RDA permite también el establecimiento de
relaciones entre los recursos y sus atributos.

2 Creación de relaciones, elemento sustancial de RDA
RDA fue desarrollado tomando como base el modelo de entidad relación FRBR
(Functional Requirements for Bibliographic Records). Los modelos de entidad-relación son
herramientas para el modelado de datos que permiten representar un grupo de entidades
relevantes dentro de un sistema de información, así como sus atributos o características, pero
además establecer las posibles relaciones entre las entidades de dicho grupo. FRBR representó
una nueva perspectiva sobre la estructura y las relaciones en los registros bibliográficos,
además de un vocabulario más preciso para ayudar a los catalogadores y diseñadores de
sistemas a satisfacer las necesidades del usuario. FRBR se encuentra conformado por tres
componentes: Entidades, Atributos y Relaciones.

II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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Martínez Arellano

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Las entidades son consideradas como los elementos primordiales dentro del universo
de los recursos de información, siendo estas de tres tipos: productos (obras, expresiones,
manifestaciones e ítems), autores o creadores (personas y organizaciones que intervienen en la
creación intelectual o material de los productos) y los temas o materias de los productos o
recursos de información. Es de resaltarse que estas entidades han estado siempre presentes en
el contexto bibliográfico de las bibliotecas.
El segundo componente del modelo FRBR son los atributos o características de las
entidades anteriormente mencionadas, los que actualmente han sido denominados como
metadatos. Las obras, expresiones, manifestaciones e ítems poseen una serie de atributos, que
se muestran en la Figura 1, siendo los más comúnmente conocidos los correspondientes a las
manifestaciones.
Figura 1 – Atributos de Entidades en FRBR

Fuente: TILLET, 2004, p. 34.

Por otro lado, los creadores también poseen atributos, siendo en el caso de las
personas y las organizaciones otras formas de su nombre y la fecha de nacimiento o creación,
entre otros. Asimismo, los temas o materias poseen atributos como son las diversas formas de
denominarlos.
El tercer componente del modelo FRBR, el cual puede ser considerado como el más
importante dentro del nuevo enfoque de la organización de la información y la catalogación,
son las relaciones.

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40

Algunas de las relaciones que pueden ser establecidas en FRBR y en RDA son aquellas
entre los autores o creadores y los diferentes tipos de recursos. Es decir, una persona u
organización participa de una u otra forma en la creación de una obra, una expresión, una
manifestación o un ítem. Adicionalmente existen relaciones entre los diferentes productos,
una obra tiene diferentes expresiones y estas se manifiestan en distintos formatos, de los que
existen diversos ítems, pertenecientes a una biblioteca o a una persona. Otro tipo de relaciones
son las establecidas entre las diferentes formas de los nombres de los creadores (personas y
organizaciones).
Figura 2 – Comparación entre RCA2 y RDA

Fuente: Creación propia, 2022.

Al efectuar una comparación entre las estructuras de RCA2 y RDA (figura 2) , se puede
notar que en estos dos estándares se encuentran una serie de lineamientos que norman los
aspectos relacionados con la descripción de los recursos de información. También existiendo
otros para normar el registro de los atributos de los autores o creadores. Sin embargo, el
cambio substancial de RDA se encuentra en las posibilidades para el establecimiento de

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41

relaciones, como es el caso de las relaciones entre los autores/creadores y los recursos de
información (Sección 6), las relaciones entre diferentes productos (obras, expresiones,
manifestaciones e ítems), Sección 8 y las relaciones entre los autores/creadores de recursos de
información, Sección 9.

3 Aplicación de RDA en las bibliotecas de América Latina y el Caribe
La aplicación de RDA en las bibliotecas de América Latina se ha centrado en los
aspectos descriptivos de los recursos de información, particularmente los correspondientes a
las manifestaciones. Sobre este aspecto, se puede señalar que RDA omite el uso de
abreviaturas por lo que en la descripción de los recursos ya no se utiliza la abreviatura p., sino
páginas, ni tampoco la abreviatura ilus., sino el término ilustraciones, así como la palabra
edición en lugar de la abreviatura ed. En el caso de la existencia de más de tres autores, en la
mención de responsabilidad se registraba únicamente el primero, seguido de la abreviatura
latina et. al y actualmente se deben registrar todos, o bien, únicamente el primero acompañado
de los términos y otros tres, dependiendo esto del número de autores involucrados. Asimismo,
se han agregado otras etiquetas nuevas al formato MARC, 336 para el contenido de los
recursos, 337 para el medio de acceso a estos y 338 para su formato, lo que sustituye al DGM
(Designación General del Material).
Respecto a la generación de relaciones, en algunas bibliotecas se han utilizado las
etiquetas del formato MARC para establecer las relaciones de personas u organizaciones con
los recursos. En las etiquetas 100, 110 , 700 y 710 se ha agregado al nombre la persona o
institución, el término que indica su rol en relación con la creación del recurso, siendo algunos
de ellos: autor, traductor, ilustrador, editor o productor, propietario. Para las relaciones entre
obras, expresiones y manifestaciones se han utilizado las etiquetas 240 título uniforme y 505
contenido, así la 500 para expresar diferentes tipos de relaciones como: traducción de, también
disponible en formato digital, ejemplar autografiado. Para la generación de las relaciones en
personas y organizaciones se han continuado utilizando los catálogos de autoridad.
Ciertamente, estas alternativas ha sido una opción aceptable para la generación de
relaciones, sin embargo, lo ideal es pensar en el uso de otras opciones como el uso de XML; el
modelo RDF (Resource Description Framework) y por supuesto, un software específico para la
generación y manejo de relaciones en forma automatizada.

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Por otro lado, la adopción y uso de RDA en las bibliotecas de América Latina se
encuentra en distintos niveles. Entre abril y julio de 2019, el Grupo RDA América Latina y el
Caribe efectuó una encuesta entre las bibliotecas nacionales de ABINIA (Asociación de
Estados Iberoamericanos para el Desarrollo de las Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica) con
el objetivo de conocer la situación sobre la aplicación de RDA (BARBER, 2019). La encuesta se
envío a 16 bibliotecas de las cuales respondieron 13. Si bien es cierto que han transcurrido dos
años de la aplicación de esta encuesta, sus resultados aun pueden considerarse válidos debido
a la situación que las bibliotecas enfrentaron durante 2020 y 2021 al cerrar sus instalaciones.
Algunos de los resultados relevantes de esta encuesta fueron los siguientes. Solo dos
de las bibliotecas encuestadas respondieron que habían implementado RDA, cinco que estaban
implementándolo, otras cinco que pensaban implementarlo y una no pensaba implementarlo.
Sobre el conocimiento de RDA, una biblioteca señaló que este era avanzado, tres que era
medio y otra que era mínimo. Respecto a las necesidades de capacitación existió un consenso
entre las trece bibliotecas que los temas más importantes eran nuevos conceptos y vocabulario
de RDA, estructura y organización de RDA, así como instrucciones nuevas en RDA.
Adicionalmente, doce bibliotecas mencionaron modelos conceptuales, similitudes y diferencias
entre RCA2 y RDA, así como mapeos RDA-MARC21. Diez bibliotecas señaron uso y
navegación del RDA Toolkit.
Lo anterior implica la elaboración e implementación de un plan de capacitación por el
Grupo RDA América Latina y el Caribe, cuyos integrantes necesitan ser formalizados por las
bibliotecas de ABINIA debido a los cambios en las direcciones de estas y la situación que han
enfrentado durante 2020 y 2021. Este plan de capacitación conlleva la coordinación por el
Grupo RDA América Latina y el Caribe, pero también la colaboración de los grupos nacionales
que han existido o que están en vías de formación en diferentes países: Grupo RDA México,
Grupo de Interés RDA Chile, Grupo de Trabajo sobre RDA (Argentina), Foro RDA (Colombia),
Grupo RDA Perú y Grupo RDA Brasil.

4 La nueva versión de RDA, RDA Toolkit 2020
El 15 de diciembre de 2010 se hizo pública la nueva versión de RDA incluida en el RDA
Toolkit, la cual fue desarrollada tomando en consideración el modelo LRM.

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43

Figura 3 – Entidades LRM

Fuente: IFLA, 2017.

Como puede ser observado en la figura 3, las entidades consideradas en este modelo
son similares a las del modelo FRBR, sin embargo, cabe resaltar que se agregó la entidad
nomen, siendo esta las diversas formas en que denomina a las demás entidades.
Por otro lado, en RDA se ha incorporado nuevos conceptos, como el de elemento, el
cual integra a los atributos y relaciones de una entidad (KATE, 2021). Los elementos pueden
ser registrados de cuatro formas: desde una forma no estructurada, es decir totalmente libre;
una forma semiestructurada, a través de catalogos de autoridad; por medio de identificadores
como el ISBN, o bien por IRIs (International Uniform Identifiers) o URIs (Uniform, Resource
Identifiers) (GLENNAN, 2019). Sobre este último aspecto se puede mencionar que el escritor
Mario

Vargas

Llosa

puede

ser

identificado

con

el

URI

http://id.loc.gov/authorities/names/n79079153.html y su obra “La Ciudad y los Perros” por el
URI http://www.worldcat.org/oclc/460606350. Adicionalmente, la relación entre este autor y
su obra puede ser expresada en el modelo RDF (Resource Description Framework) a través de
URIs, tal y como se muestra en la figura 4.

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Figura 4 – Relación RDA

Fuente: MARTÍNEZ; HERNÁNDEZ, 2021, p. 109-110.

5 Consideraciones finales
RDA se ha transformado de un estándar que proporcionaba lineamientos para la
creación de metadatos en las bibliotecas para apoyar la localización, identificación y
generación de relaciones de sus recursos, a una fuente que proporciona alternativas para el
registro de los elementos (atributos y relaciones) de las entidades, con las posibilidades de
utilizar el modelo RDF para el manejo de los datos bibliográficos como datos ligados con el fin
de lograr su inclusión en la Web Semántica. Indudablemente, esta situación ha traído consigo
nuevos retos para la utilización de este estándar en las bibliotecas de América Latina y el
Caribe, los que podrán ser enfrentados a través de la cooperación para comprender la
estructura y características de esta nueva versión de RDA.

Referencias
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Caribe, periodo octubre de 2018 a octubre 2019. 2019.
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Martínez Arellano

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II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                <text>América Latina</text>
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                <text>Bibliotecas nacionales</text>
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                <text>En 2010 fue publicado RDA y su versión digital, RDA Toolkit. RDA toma en cuenta las tareas del usuario, localizar recursos de información, identificar sus características para evaluar su utilidad y obtenerlos, sin embargo, consideró una tarea más, relacionar recursos, un aspecto importante con el surgimiento de múltiples formatos para un mismo recurso. En 2017 la IFLA publicó el modelo LRM (Library Reference Model), siendo una nueva perspectiva para la organización de la información y la catalogación. En 2016 surgió el Proyecto 3R con el objetivo de Restructurar y Rediseñar RDA. Después de haberse publicado diversas versiones preliminares del nuevo RDA, la versión final, en donde se incorporó LRM, fue liberada el 15 de diciembre de 2020. El uso y aplicación de RDA y el surgimiento de una nueva versión implica diversos retos para las bibliotecas de América Latina y el Caribe, los que se presentan en esta contribución. </text>
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                <text>Anais do II Encontro de RDA no Brasil, 1 a 12 de novembro de 2021</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

CIDOC-CRM e o BIBFRAME:
integração de metadados
CIDOC-CRM and the BIBFRAME: metadata integration

Ezequiel Rodrigues da Silva Leandro
Graduação em Biblioteconomia, Universidade de Brasília (UnB).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1047982870667966
E-mail: ezequiel.leandro.rodrigues@gmail.com

Felipe Augusto Arakaki
Professor do Curso de Biblioteconomia da Universidade de Brasília (UNB). Doutor em Ciência
da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5324289839207169
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3983-2563
E-mail: felipe.arakakie@unb.br
Resumo
O trabalho busca elucidar as necessidades de conhecimento sobre a interoperabilidade semântica, pois,
as bibliotecas estão se atualizando aos novos modelos conceituais, padrões e sistemas informacionais. A
exemplo, os modelos conceituais e os vocabulários Bibliographic Framework Initiative Project
(BIBFRAME) e CIDOC Conceptual Reference Model (CRM), possibilitam a integração entre bibliotecas e
museus. Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar e discutir o BIBFRAME e CIDOC-CRM. Por meio
de pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, a revisão da literatura apresenta como resultados, que
o BIBFRAME e o CIDOC CRM estão estruturados em classes e propriedades, que possibilitam o uso das
tecnologias da Web Semântica como RDF (Resource Description Framework), e utilizam as linguagens de
marcação como a XML (eXtensible Markup Language). Conclui-se com a revisão bibliográfica,
principalmente no âmbito nacional, que as discussões ainda são incipientes sobre o seu uso e
integração.
Palavras-chave: Catalogação. Interoperabilidade. CIDOC CRM. BIBFRAME.
Abstract
The work seeks to elucidate the knowledge needs of semantic interoperability, as libraries are updating
themselves to new conceptual models, standards, and informational systems. For example, the
conceptual models and the Bibliographic Framework Intuitive Project (BIBFRAME) and CIDOC
Conceptual Reference Model (CRM). These systems enable the integration between libraries and
museums. So, the objective of the present work is to present and discuss the BIBFRAME and CIDOCCRM. Through exploratory research, of a qualitative nature, the literature review shows as a result that
BIBFRAME and CIDOC-CRM are structured in classes and properties, which enable the use of Semantic
Web technology such as RDF (Resource Description Framework) and use markup languages like XML
(eXtensible Markup Language). It’s concluded with the bibliographical review, mainly at the national
level, that discussions are still incipient about its use and integration.

�CIDOC-CRM e o BIBFRAME: integração de metadados
Leandro; Arakaki

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Keywords: Cataloging. Interoperability. CIDOC CRM. BIBFRAME.

1 Introdução
Os profissionais da Ciência da Informação, especialmente da Arquivologia,
Biblioteconomia e Museologia, tiveram seu surgimento juntamente com a evolução humana e
possuem muitos pontos em comum. (ARAUJO, 2011; SMIT, 2000). Cada profissional trabalha
com propósitos diferentes, entretanto, são similares nos princípios de tratamento
informacional, entre eles, a descrição de recursos informacionais.
Segundo Araújo (2014), a Ciência da Informação não somente dedica-se com a
custódia dos documentos, como também, com os serviços de circulação, disseminação, acesso
e com a divulgação, de forma que seja o mais ágil possível. Além do foco para o conteúdo
informacional dos documentos, ou seja, quanto mais qualidade informacional tiver o
documento mais relevante será este para a comunidade científica. Este transporte
informacional é essencial para os usuários e para os avanços científicos, pois, quanto mais os
usuários tem acesso ao material informacional, mais estes auxiliam no processo do ciclo
informacional (geração, seleção, representação) e consequentemente mais conhecimento será
produzido e renova o fluxo informacional (armazenamento, recuperação, distribuição, uso e
novamente geração de informação).
De acordo com Sousa (2013) existem dois processos de tratamento da informação,
sendo estes: descritivo e temático, o tratamento descritivo é voltado para a forma física,
identificando autoria, título, paginação, edição e afins. De acordo com Pereira, Laurindo e
Santiago (2011) o tratamento descritivo, consiste em entender que o item bibliográfico deve
conter informações relevantes e breves de forma a facilitar a escolha do usuário. Já o
tratamento temático, tem sua preocupação voltada para o conteúdo do documento.
Nesse contexto, autores como Marcondes (2012, 2016), Simionato, Arakaki, Santos
(2017), dentre outros que discutiram as possibilidades de interoperabilidade e representação da
informação entre arquivos, bibliotecas e museus. Nesse contexto se pontua a problemática do
estudo, quais as características entre os modelos conceituais e vocabulários Bibliographic
Framework Initiative project (BIBFRAME) e CIDOC Conceptual Reference Model (CRM)
possibilitam a integração entre bibliotecas e museus? Assim, o objetivo deste trabalho é
apresentar e discutir o BIBFRAME e CIDOC-CRM, no intuito possibilitar a interoperabilidade
entre eles.

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�CIDOC-CRM e o BIBFRAME: integração de metadados
Leandro; Arakaki

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2 Procedimentos metodológicos
O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa exploratória, de natureza
qualitativa, por meio de uma revisão da literatura sobre a temática.
A revisão realizada focou-se nos seguintes temas: sistemas heterogêneos,
interoperabilidade de sistemas, metadados, linked data, representação descritiva, e
principalmente, no CIDOC CRM e no BIBFRAME. Para acessar os materiais informacionais
que contém esses assuntos, a busca foi feita por meio de pesquisas em:
a)

Google acadêmico;

b)

Portal de periódicos da Capes;

c)

BDTD - Base de Dados de Teses e Dissertações;

d)

Sites e blogs especializados na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação;

e)

SciELO - Scientific Electronic Library Online;

f)

LISA - Library and Information Science Abstracts;

g)

LISTA - Library Information Science &amp; Technology;

h) Web of Science;
i)

Scopus; e

j)

BRAPCI - Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da
Informação.
Foi realizado um recorte temporal de 15 anos e baseado na literatura brasileira da área.

Este trabalho é uma revisão narrativa e foi fundamentado, a partir de pesquisas de autores,
como: Mey e Silveira (2009); Souza e Alves (2009); Siminionato (2015); Simionato e Santos
(2017); Castro e Santos (2018), apresentando pesquisas sobre a representação. Arakaki e Santos
(2015); Carrasco, Thaller e Vidotti (2015); Carrasco (2019), abordando sobre o CIDOC CRM,
Arakaki (2016); Ramalho (2016); Espíndola (2018), abordando o BIBFRAME. St. Pierre e
LaPlant Jr. (1998) e Arakaki (2019) apresentando trabalhos sobre mapeamento de metadados,
salientando que há diversos outros autores que trabalham sobre estes temas.

3 Resultados
O BIBFRAME é uma iniciativa da Library of Congress (LC) originada em 2011, tendo
como primeira versão o BIBFRAME 1.0 e esteve em uso até 2016 (ARAKAKI, 2016). Após

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Leandro; Arakaki

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diversos testes, a LC passou para implementar a versão BIBFRAME 2.0, sendo este dividido em
duas partes: o modelo conceitual BIBFRAME e o vocabulário BIBFRAME (ESPÍNDOLA, 2018).
O BIBFRAME, é visto como o possível substituto para o MARC21 (Machine Readable
Cataloging) que de acordo com Arakaki et al. (2017, p. 2234) “[...] apresenta dificuldades
quanto ao seu uso no ambiente Web, principalmente no que se refere à sintaxe necessária para
compartilhar seus registros e promover a interoperabilidade dos mesmos, devido a estrutura
de seu esquema de metadados.” Segundo Simionato, Arakaki e Santos (2017, p. 453-454) “[...] o
BIBFRAME é caracterizado pela flexibilidade; possui uma arquitetura para expressar e
conectar informações; pode ser adotado além da comunidade de bibliotecas, entre outras
características.”
O BIBFRAME conforme Arakaki et al. (2017) está intimamente ligado a proposta do
FRBR (Functional Requirements for Bibliographic Records), ao FRAD (FunctionalRequirements
for Authority Data) e ao FRSAD (Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto)
por ser fragmentado e separado em blocos. Assim, o resultado final da construção da
catalogação é dados que podem ser conectados a outros blocos, diferente do MARC21 que
oferece um registro único. Ramalho (2016) retrata que o BIBFRAME utiliza de links e
identificadores controlados, possibilitando a visibilidade dos recursos informacionais na Web.
Isso evita o retrabalho e a duplicidade de informações apresentadas aos usuários e
consequentemente diminui os custos relacionados com manutenção de acervos.
Já o CIDOC CRM é uma iniciativa voltada para os museus. Segundo Carrasco (2019) o
CIDOC CRM é padrão ISO (ISO 21127:2014) utilizado para integrar sistemas heterogêneos do
patrimônio cultural. O CIDOC CRM é eficaz na estipulação de relações e ao integrar
conteúdos de diversos sites, blogs, artigos e quaisquer conteúdos informacionais que tenham
relações entre si.
Carrasco (2019, p. 22) relata ainda que “O CIDOC CRM é um modelo conceitual
constituído de uma arquitetura formal destinada a facilitar a integração, mediação e
intercâmbio de informação heterogênea do Patrimônio Cultural.” O CIDOC CRM é composto
de entidades e propriedades, de forma que as propriedades são organizadas baseadas nas
entidades temporais, que é o diferencial do CIDOC CRM, ou seja, em outros modelos
conceituais e ontologias o foco da descrição é dado no objeto, mas no CIDOC CRM a
abordagem é centrada no evento em que os objetos estiveram envolvidos de alguma forma.
Portanto, o CIDOC CRM é um modelo conceitual que possibilita um alto grau de flexibilidade
entre sistemas, mesmo não sendo completamente compatíveis. (SANTOS, 2016).

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�CIDOC-CRM e o BIBFRAME: integração de metadados
Leandro; Arakaki

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Ainda, observou-se no estudo do BIBFRAME e CIDOC-CRM que, ambos estão
estruturados em classes e propriedades, e que possibilitam o uso das tecnologias da Web
Semântica como RDF, como também, podem ser estruturados com linguagens de marcação
como a XML.

4 Considerações finais
O referido artigo é baseado em um trabalho em andamento para conclusão do curso de
Biblioteconomia da Universidade de Brasília. Doravante com as possibilidades de uso das
tecnologias da Web semântica está, a necessidade do usuário que transcende a esfera de um
catálogo estático disponível na Web, para catálogos mais integrados para busca rápida e
simplificada.
Com esta perspectiva e a partir dos estudos realizados sobre o CIDOC CRM,
BIBFRAME e o ambiente digital, principalmente no âmbito nacional, ressalta-se que as
discussões ainda são incipientes sobre o seu uso e integração.
Isso reforça a importância deste estudo, para promover ambos os padrões e as
possibilidades de integração entre sistemas de bibliotecas e museus. Como trabalho futuro, e já
está em andamento, a realização de um mapeamento sistemático entre o BIBFRAME e CIDOCCRM.

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Leandro; Arakaki

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II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

�CIDOC-CRM e o BIBFRAME: integração de metadados
Leandro; Arakaki

96

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II Encontro de RDA no Brasil

Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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                    <text>CIDOC-CRM E O BIBFRAME:
integração de metadados

Ezequiel Rodrigues da Silva Leandro, Graduação em Biblioteconomia,
Universidade de Brasília (UnB), e-mail:
ezequiel.leandro.rodrigues@gmail.com
Felipe Augusto Arakaki, Doutor em Ciência da Informação, Universidade de
Brasília (UnB), Docente do curso de Biblioteconomia, e-mail:
felipe.arakakie@unb.br.

�Resumo
Visão geral do trabalho:
- Necessidades de conhecimento sobre a
interoperabilidade semântica;
-Modelos conceituais e os vocabulários
Bibliographic Framework Initiative Project
(BIBFRAME) e CIDOC Conceptual
Reference Model (CRM).

�Resumo
- O BIBFRAME e o CIDOC CRM
estão estruturados em classes e
propriedades;
- Uso das tecnologias da Web
Semântica.

�Introdução
- A Ciência da Informação troca o foco da
custódia do documentos, e preocupa-se
também com os serviços de circulação,
disseminação, acesso e divulgação;
- Transporte informacional essencial para a
comunidade científica.

�COMO SE DÁ O
TRATAMENTO
DA
INFORMAÇÃO ?

�Tratamento da Informação
-Dois processos de tratamento:
descritivo e temático;
-É essencial para a interoperabilidade
de sistemas de informação;
-Foco deste trabalho: catalogação.

�Questionamento:
BIBFRAME e
CIDOC CRM
possibilitam a
integração entre
bibliotecas e
museus?

Problema
-Facilidade de acesso à informação;
-Disponibilização de material informacional
indiscriminadamente;
-Atualização dos profissionais da área.

�PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
Desenvolvido a partir
de uma pesquisa
exploratória, de
natureza qualitativa,
por meio de uma
revisão da literatura
sobre a temática.

A revisão realizada
foca nos seguintes
temas: Sistemas
heterogêneos,
Interoperabilidade,
Metadados, Linked
Data, Representação
descritiva, e
principalmente, no
CIDOC CRM e no
BIBFRAME.

�PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
A busca por meio de pesquisas em:
• Buscas na internet, como o
Google e o Google acadêmico;
• Portal de periódicos da Capes;
• BDTD – Base de Dados de Teses e
Dissertações;
• Sites e blogs especializados na
área de Biblioteconomia e Ciência
da Informação;
• SciELO - Base de dados Scientific
Electronic Library Online;

• LISA – Base de dados Library and
Information Science Abstracts;
• LISTA – Base de dados Library
Information Science &amp; Technology;
• Web of Science;
• Scopus;
• BRAPCI – Base de Dados
Referencial de Artigos de Periódicos
em Ciência da Informação.

�RESULTADOS
- Iniciativa da Library of Congress originada em
2011;
- A versão BIBFRAME 2.0, dividida em duas
partes: o Modelo Conceitual BIBFRAME e o
Vocabulário BIBFRAME;
- Dados que podem ser interligados a outros
blocos;
-Possível substituto do MARC;
- Ligado ao FRBR; FRAD e FRSAD.

�- Padrão ISO 21127:2014;
- Iniciativa voltada para museus;
- Linguagem comum;
- Facilmente convertido em outros
formatos legíveis por máquina;
- A abordagem é centrada no evento em
que os objetos;
-O CIDOC CRM, possuem códigos fixos
para as entidades e propriedades;
- Possui modelos para auxiliar e suprir as
necessidades
de
organizações
informacionais;
- CIDOC CRM relacionado ao
BIBFRAME.

CIDOC CRM

�CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Baseado em um trabalho já em
andamento;
Possibilidades de uso das tecnologias
da Web semântica.

CIDOC CRM, BIBFRAME e Ambiente
digital , discussões ainda são
incipientes sobre seu uso e integração;
Estudo voltado para promover ambos
os padrões e as possiblidades de
integração entre bibliotecas e museus.

�CROSSWALK
Há dois tipos de crosswalking:
-"crosswalk absoluto" e "crosswalk
relativo";
-Equivalência um-para-um; um-paramuitos e muitos-para-um.

Entre os dados extraídos foram:
• 122 crosswalking relativo;
• 7 crosswalking absoluto;
• 66 sem correspondência;
• 112 um para um;
• 17 um para muitos;
• 0 muitos para um.

�“A interoperabilidade envolve-se
diretamente no processo de escolha dos metadados que irão
compor a descrição dos recursos em um sistema de
informação.”
(SIMIONATO; ARAKAKI; SANTOS, p.456)

�Obrigado pela atenção!

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O trabalho busca elucidar as necessidades de conhecimento sobre a interoperabilidade semântica, pois, as bibliotecas estão se atualizando aos novos modelos conceituais, padrões e sistemas informacionais. A exemplo, os modelos conceituais e os vocabulários Bibliographic Framework Initiative Project (BIBFRAME) e CIDOC Conceptual Reference Model (CRM), possibilitam a integração entre bibliotecas e museus. Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar e discutir o BIBFRAME e CIDOC-CRM. Por meio de pesquisa exploratória, de natureza qualitativa, a revisão da literatura apresenta como resultados, que o BIBFRAME e o CIDOC CRM estão estruturados em classes e propriedades, que possibilitam o uso das tecnologias da Web Semântica como RDF (Resource Description Framework), e utilizam as linguagens de marcação como a XML (eXtensible Markup Language). Conclui-se com a revisão bibliográfica, principalmente no âmbito nacional, que as discussões ainda são incipientes sobre o seu uso e integração.</text>
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                <text>Anais do II Encontro de RDA no Brasil, 1 a 12 de novembro de 2021</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu
ensino e a aplicação da linguagem simples
Descriptive catalog: brief reflection on its teaching and the
application of plain language

Fernando Modesto
Professor na Universidade de São Paulo (USP). Graduação e Mestrado em Biblioteconomia e
Documentação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Doutorado em Ciências da
Comunicação pela USP. Pós-Doutorado pela Universidade Carlos III de Madrid, Espanha.
Experiência acadêmica na área da Ciência da Informação – Biblioteconomia.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1070631453914536
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0535-5471
E-mail: fmodesto@usp.br
Resumo
Testemunha-se uma grande revolução na tecnologia da informação e comunicações. Revolução que se
reflete na publicação e no acesso a recursos de informação. Neste aspecto, a intenção deste texto, ao
comentar o ensino da catalogação, é o de demonstrar como a boa instrução e/ou orientação que
contribua com conhecimentos e habilidades pode contribuir para uma atividade catalográfica inovadora.
Ressaltar a importância de um ensino mediado pelo aporte teórico, sustentado em uma aplicação
técnica. Em termos metodológicos, trata-se de uma reflexão descritiva, baseada em levantamento
bibliográfico. Considera-se que uma boa formação no ensino da catalogação deve habilitar o futuro
bibliotecário a exercer a atividade catalográfica de forma produtiva e inovadora.
Palavras-chave: Catalogação Descritiva. Ensino Catalográfico. Linguagem Simples. Formação
Profissional. Bibliotecário de Catalogação.
Abstract
We are witnessing a great revolution in information and communications technology. Revolution that is
reflected in publication and access to information resources. In this aspect, the intention of this text,
when commenting on the teaching of cataloging, is to demonstrate how good instruction and/or
guidance that contributes with knowledge and skills can contribute to an innovative cataloging activity.
Emphasize the importance of teaching mediated by theoretical support, supported by a technical
application. In methodological terms, it is a descriptive reflection, based on a bibliographic survey. It is
considered that a good training in the teaching of cataloging should enable the future librarian to
exercise the cataloging activity in a productive and innovative way.
Keywords: Descriptive Cataloging. Cataloging Teaching. Plain Language. Professional qualification.
Cataloging Librarian.

�Catalogação descritiva: breves reflexões sobre o seu ensino e a aplicação da linguagem simples
Modesto

12

1 Introdução
Nas últimas duas décadas, testemunha-se uma revolução na tecnologia da informação
e comunicações. Cenário de desafios aos bibliotecários que se encontram operando em
ambiente híbrido (tradicional e eletrônico), onde devem exercer suas funções com diferentes
ferramentas tecnológicas e novos processos de controle bibliográfico. Além das regras
tradicionais de catalogação anglo-americanas, das ferramentas de classificação e dos
cabeçalhos de assuntos utilizados há muito tempo, surgiram novas estruturas bibliográficas.
Na vanguarda tem-se a normativa Recursos: descrição e acesso – RDA, e esquemas de
metadados como Dublin Core e BIBFRAME, que exigem habilidades para gerenciar a
informação. Assim, ressalta-se a importância de um ensino mediado pelo aporte teórico e
técnico, em procedimento que auxilie a transformar e aprimorar os processos catalográficos,
em benefício do usuário. Em termos metodológicos, trata-se de reflexão descritiva, baseada em
levantamento bibliográfico, com abordagem na atuação de personalidades históricas do
campo. Destaca-se aspecto da comunicação social nos serviços e produtos catalográficos, por
meio de uma linguagem simples.

2 O Ensino da Catalogação: entre a prática e a teoria
Mateoré e Lencinas (2020) comentam que o lançamento da RDA gerou desafios de
implementação para as bibliotecas. Um destes desafios está relacionado ao ensino em cursos
de Biblioteconomia. Alertam para o escasso interesse pela normativa, seus aspectos básicos e
exemplos de aplicação. O próprio Comitê de Teste RDA publicou recomendações para que os
programas de biblioteconomia garantissem aos estudantes familiaridade com os conceitos e
terminologias dos requisitos funcionais e os princípios catalográficos; além do potencial dos
dados vinculados. As autoras destacam que os programas de formação, nos Estados Unidos,
enfatizam o ensino teórico. Entretanto, se o objetivo é formar catalogadores coerentes em criar
registros, como não considerar a necessidade de saber como encontrar e localizar materiais,
como e porque estruturar registros e procedimentos de sua recuperação. Segundo Hixson
(2005), a ALCTS (Association for Library Collections &amp; Technical Services), por meio de seu
Grupo de Trabalho desenvolveu pesquisa onde mostra que os conhecimentos e habilidades em
torno dos padrões catalográficos e de classificação tradicionais continuam sendo relevantes, no
atual entorno digital.
No Brasil, as bibliotecas seguem lentas na adesão para a RDA, mantendo dominante a
catalogação tradicional. O ensino da catalogação amplia a carga de conteúdo entre temas

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antigos e novos. Na atualidade, o ensino utiliza de modelos pedagógicos; recursos visuais;
jogos; visitas didáticas; análise de catálogos e ferramentas de descoberta; palestras;
laboratórios; softwares livres ou comerciais. Alternativas necessárias, não eliminatórias na
busca por metodologias que contribuam para além das habilidades catalográficas operacionais.
A formação ajuda no desempenho profissional, embora um perfil vocacionado e inovador
influencie. A história da catalogação apresenta exemplos de desempenho inovador.
2.1 Zenódoto de Éfeso (323 ou 333 - 260 a.C.) e Calímaco de Cirene (310 - 240 a.C.)
Zenódoto, era intelectual, tutor dos filhos do rei e chefe da biblioteca de Alexandria.
Estabeleceu sistema de armazenamento para obras, ordenadas de acordo com a natureza do
seu conteúdo (verso, prosa, literário, científico). Inova ao implementar a ordem alfabética
como um modo de organização da coleção bibliográfica. Recruta e treina uma equipe
composta de classificadores, inspetores, atendentes, pajens, copistas, restauradores, entre
outros. Calímaco sucedeu a Zenódoto e foi o responsável pela catalogação. Contribuiu com as
Pinakes – “Tábuas das pessoas eminentes em todos os ramos da aprendizagem, junto com uma
lista de seus escritos”. Uma compilação bibliográfica de textos gregos, composto de 120 livros.
Dividia-se por categorias, ordenadas pelo nome de autores e títulos. Cada autor possuía uma
breve biografia. (CASSON, 2018, p. 50). As tábuas forneciam aos usuários facilidade para
encontrar os documentos. Personagens dominantes na fase inicial da erudição alexandrina,
eram focados em literatura e pensaram modelos biblioteconômicos inovadores. Ambos
identificaram problemas e aplicaram soluções.
Certamente, há outros exemplos na história da catalogação bibliográfica, mas
seleciona-se os três gênios da catalogação: Panizzi, Cutter e Lubetzky. Assim considerados por
Gorman (1968), porque depois deles nada mais foi feito a favor de regras mais intuitivas, e que
se tornassem compatíveis com o conhecimento dos usuários do catálogo.
2.2 Antony Panizzi (1797 – 1879)
Panizzi ao aceitar o cargo de bibliotecário no Museu Britânico, depara-se com o
desafio de reorganizar a coleção e o catálogo. Redefine procedimentos, grupo de trabalho e
mudanças dos processos. Inovando a catalogação e o catálogo, inclusive nos valores sociais da
finalidade catalográfica. Entende que o catálogo deve servir para democratizar o acesso à
informação a todos igualitariamente. Escreveu, em 1836, no relatório aos curadores do museu,
que o seu trabalho “é facilitar o acesso às obras que fazem parte da coleção” (BATTLES, 2003,

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p. 132-133). Panizzi era impulsionado por suas raízes progressistas. Impulsos estes que ele
deixa claro ao escrever no relatório:
Eu quero que o estudante pobre tenha os mesmos recursos que o homem
mais rico deste reino para satisfazer sua vontade de aprender, desenvolver
atividades racionais, consultar autoridades nos diversos assuntos e
aprofundar-se nas investigações mais intricadas. Acho que o governo tem a
obrigação de dar a esse estudante a assistência mais generosa e desprendida
possível. (BATTLES, 2003, p. 132-133).

Indica que o catálogo deve ser mais que uma listagem de obras, um instrumento de
colaboração à transformação social. Sob este contexto social, ensinar RDA deve servir para
aperfeiçoar a função dos catálogos na promoção das liberdades intelectuais e justiça social.
2.3 Charles Ammi Cutter (1837-1903)
A personalidade que fixou a estrutura básica do registro catalográfico, dentre outras
contribuições para a catalogação. Trouxe um senso de respeito e liderança para a profissão, ao
exercer papel ativo na gestão de bibliotecas, atividades acadêmicas, ensino e ativismo
equilibrado no âmbito profissional. Deu um toque de inteligência e humor no relacionamento
com as pessoas. De origem humilde, o seu prenome “Ammi” tem significado bíblico “meu
povo”. Órfão, foi criado pelas tias paternas. A escolha pela biblioteconomia, ocorreu com a
nomeação como assistente na biblioteca de Harvard. Certamente, contribuíram para sua
decisão, o ambiente da catalogação, a sua natureza tranquila, a paixão pela literatura e a
influência da tia bibliotecária ou de algum bibliotecário-chefe. Seja qual for a razão, sua opção
beneficiou bibliotecas, a profissão e os usuários. Resultado de um trabalho dedicado à
eficiência do acesso à informação por meio do desenvolvimento de um sistema de catalogação.
Ao começar a trabalhar no Harvard College, em 1860, auxilia na compilação de um fichário
com mais de 100.000 volumes, que incluía autores e índice de categorias em ordem alfabética.
Simultaneamente, desenvolve um catálogo para a Biblioteca Pública de Boston. A experiência
com a catalogação, obtido nas bibliotecas, o prepara para aceitar a nomeação como
bibliotecário do Boston Athenaeum, em 1869. Onde efetua mudanças na política bibliográfica
com uma abordagem proativa na gestão da biblioteca e a comunidade usuária. Na posição de
autoridade, ele implementa inovações no sistema de classificação em uma das bibliotecas mais
importantes do país, por abrigar a maior coleção de livros clássicos. Ao revisar o catálogo do
Athenaeum, ele desenvolve um novo, com 3.402 páginas. Além dos elogios pelo trabalho
realizado, a sua credibilidade cresce entre os mantenedores da instituição. Isso favorece a
publicação das suas regras para um Catálogo Dicionário, em 1875. (CUTTER, 1931). Cutter se

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construiu como bibliotecário, influenciado por mentores e desenvolvendo trabalhos
significativos

em

instituições

importantes.

Forjado

no

enfrentamento

da

gestão,

desenvolvimento de coleções e construção de catálogos. Entre os seus princípios de
catalogação, a orientação à conveniência do público. (GORMAN, 1968).
2.4 Seymour Lubetzky (1898-2003)
É considerado o maior teórico de catalogação descritiva. Nascido na Bielo-Rússia,
estudou literatura e línguas, antes de imigrar para os Estados Unidos onde diplomou-se em
línguas, na UCLA (1931). Em 1932, a University of California concedeu-lhe o título de mestre
em línguas alemãs e em biblioteconomia. Começa a trabalhar como catalogador na UCLA, e a
publicar artigos sobre sistema e princípios de catalogação. Os textos influenciam a área. A
sínteses de sua percepção da catalogação era a da “catalogação racional e funcional”. Para
Campbell e Fost (2004), Lubetzky utilizava a distinção entre obras e edições para esclarecer o
propósito do catálogo. Ser uma ferramenta bibliográfica, em oposição a uma lista de inventário
ou uma ferramenta de referência. O catálogo, especialmente aquele que segue
escrupulosamente as regras de entrada principal, funciona muito mais do que uma lista de
inventário, pois orienta o usuário em uma estrutura bibliográfica coerente, preenchida por
obras e edições, todas ligadas por relações intrincadas.
[...] a função da biblioteca é fornecer aos seus usuários não apenas os
materiais de que precisam, mas também a orientação "bibliográfica"
necessária para os ajudar a fazer o uso ideal dos materiais, então o catálogo
terá de ser feito para informar a um pesquisador em busca de um livro não
apenas se a biblioteca tem esse livro, mas também quais outras edições e
traduções da obra que a biblioteca tem […] Mas há ainda outra relação
“bibliográfica” de interesse direto e indireto para muitos usuários do
catálogo: é a inter-relação entre as obras de um autor. Mostrar quais obras a
biblioteca possui de um determinado autor é de interesse direto para muitos
usuários envolvidos, não com qualquer livro ou obra em particular, mas sim
com um autor específico que pode ser representado por suas obras na
biblioteca. (LUBETZKY [1969, p. 271], citado por CAMPBELL; FOST, 2004, p.
29).

A criação de uma ferramenta bibliográfica como a que Lubetzky descreve requer
tempo, experiência, treinamento e recursos. Na análise dos seus princípios, descobre-se que a
comunidade dos usuários está no cerne da catalogação convencional de duas maneiras
diferentes, mas igualmente importantes. Em primeiro lugar, a sua defesa pela entrada principal
sob a qual são agrupadas e ordenadas em torno dos autores como entidades definidoras. O
catálogo deve fornecer representações de autores, da mesma forma que as representações de
documentos, edições e obras. Esses “autores”, representados por registros de autoridade de

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pessoais e entidades coletivas, formam uma parte essencial do catálogo enquanto ferramenta
bibliográfica. Em segundo lugar, a ênfase na edição que representa um dispositivo para
fomentar a comunidade. Nos catálogos modernos, a edição é a entidade fundamental que
desencadeia a criação de novos registros bibliográficos: é a coleção de todas as cópias de um
item que vêm de uma única cópia master e, portanto, podem ser consideradas idênticas.
Elizabeth Eisenstein (citada por CAMPBELL; FROST, 2004), comenta que o surgimento
da imprensa revolucionou o aprendizado na Europa. Em especial, pela criação de cópias
idênticas de textos, o que possibilitou uma colaboração frutífera e a construção de
conhecimento através do tempo e da distância entre as pessoas, algo que era, até então, quase
impossíveis. “[As primeiras edições impressas] eram suficientemente uniformes para que
estudiosos em diferentes regiões correspondessem uns aos outros sobre a mesma citação”.
(CAMPBELL; FROST, 2004, p. 35, tradução nossa). Neste sentido, o usuário do catálogo usa
uma ferramenta que foi projetada para a colaboração intelectual, e no qual ao identificar
textos idênticos e diferenciar textos diferentes, torna possível um intercâmbio significativo.
Lubetzky era crítico da tendência de as normativas catalográficas conterem regras específicas
destituídas de coerência ou princípios elucidativos. Combatia os movimentos interessados em
simplificar o máximo as regras, para pagar baixos salários. Enquanto outros grupos defendiam
que os catalogadores contassem com recursos baseados em uma catalogação rica em regras e
pobre em princípios e que pudessem ser executadas sem o julgamento do catalogador. Um
ponto a salientar sobre as personalidades narradas, é as instituições nas quais atuaram e que
tiveram influência nas contribuições e desenvolvimento de um perfil inovador.
2.5 Melvil Dewey (1851 – 1931)
Na tradição da biblioteconomia, a aprendizagem ocorria com cada profissional
treinando os seus sucessores nos conceitos e práticas da área. Antes de 1850, para trabalhar em
biblioteca não era necessário capacitação formal. Após a criação de legislação estabelecendo
bibliotecas públicas como serviço gratuito, há aumento na demanda por pessoal. De 1850 a
1900, o ensino superior norte-americano caracteriza-se por uma proliferação e evolução de
universidades e faculdades, como instituição de ensino e pesquisa. A situação demanda a
necessidade de coleções suplementares de pesquisa e exacerbam a busca por bibliotecários
capacitados em organizar e administrar os materiais. A concepção popular do profissional era
a de um estudioso, dedicado ao cuidado dos livros. Embora Dewey tenha estabelecido a
primeira escola de Biblioteconomia na Columbia College, em 1887, a instituição não era
favorável a uma educação técnica e evitava essa ênfase para os estudos profissionais. Dewey

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estava preocupado com a desorganização dos livros, e esquematizou procedimentos
operacionais para biblioteca. Pensou maneiras de capacitar o pessoal de forma superior à
prática recorrente de treinamento em serviço. Ele propôs um curso de biblioteconomia com
ênfase "em um aprendizado sistemático em Ciência das Bibliotecas”. Complementar ao ensino
ministrado, fundou empresa, a Library Bureau para venda de mobiliários e suprimentos para
bibliotecas. Obcecado com a eficiência, a autoridade e a hierarquia, defendia que as bibliotecas
deveriam privilegiar menos as obras e mais a maneira de organizá-las e disponibilizá-las. Para
isto, se adotasse a padronização generalizada da atividade: “não apenas os esquemas de
catalogação, como também o tamanho das fichas e da sala de fichários deveriam ser os
mesmos em todas as bibliotecas”. Ele escreveu, na primeira edição do American Library
Journal que – “catalogar, indexar e tudo aquilo que envolve essas atividades são coisas que
devem ser feitas de uma vez só para todas as bibliotecas, com enorme economia para cada
instituição [...]”. Desse modo, uma porcentagem bem maior do orçamento poderia ser gasta
em livros. Ele pesava em regras que servissem para qualquer biblioteca. (HALL-ELLIS, 2011, p.
126; BATTLES, 2003, p. 143).
Quando a Universidade de Chicago abriu seu programa de pós-graduação em
Biblioteconomia, em 1926, a teoria tornou-se parte integrante dos currículos. Dewey advertiu
que tais escolas tinham valor pedagógico duvidoso por não seguirem padrões. Mas, desde
1923, tornou-se consenso entre a American Library Association (ALA) e os principais
empregadores em bibliotecas de que a educação bibliotecária deveria ocorrer dentro do
contexto da pós-graduação universitária. (Hall-Ellis, 2011).
Apesar de inovador em vários aspectos, Dewey contribuiu para um processo de
capacitação que restringia a liberdade criativa do bibliotecário. Valorizava procedimentos
operacionais na execução das atividades e na quantificação dos resultados. Na atualidade, as
atividades de tratamento da informação tornam-se mais diversificadas. Segundo Hill (2011), as
pessoas que antes podiam aplicar um único conjunto de regras aos recursos informacionais
para construir um catálogo bibliográfico, agora fazem uso de vários padrões em formatos
diversos de recursos, para construir ferramentas distintas de descoberta. Catalogadores se
tornaram agora especialistas em metadados. O problema é a sua invisibilidade e
desconhecimento. A atividade catalográfica é desconhecida para a maioria dos usuários.
Na questão do ensino da RDA, a normativa delibera a representação dos dados legíveis
pelo usuário, para favorecer as tarefas destes na comunicação com a coleção da biblioteca. Este
é um ponto de valores humanos já comentados.

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3 A Linguagem Simples
Com novos conceitos envolvidos na transformação da catalogação descritiva, salientase que os dados precisam ser mais claros à compreensão humana. Assim, têm-se o conceito da
“linguagem simples”, como um recurso aplicável aos registros bibliográficos, emoldurados na
interface pública do catálogo. A informação precisa ser compreendida pelo público em suas
diversas faixas etárias e níveis instrucionais. (MOTA; WAECHTER, 2015).
Para Silva e Vitorano (2021, p. 304), a linguagem deve servir ao leitor para melhorar a
compreensão precisa da mensagem bibliográfica. Para que possa de maneira rápida e fácil
encontrar e decidir sobre a informação que deseja. Neste aspecto, a essência da linguagem
simples é realçada ao se destacar que “linguagens burocráticas, institucionalizadas,
especializadas, com termos nebulosos, frases evasivas, parágrafos tortuosos, com escritas ruins
ou complexa, podem e devem ser combatidas usando uma linguagem com estilo claro e
simples”. Aspectos que é encontrado em registros bibliográficos, decorrente de regras
marcadas por expressões, como: “Belfasf [i. e. Dublin s. n], 1982”; “[S.l]; [18–?]”; “[ca. 1960]”;
“1 diaf. (70 fotogr.) : color.; 35 mm + 1 v. (39 p. ; 22 cm)”. Situação em que se pode aplicar
conceitos de “linguagem simples” para apoiar formas melhores de comunicação social.
A “Linguagem Simples” (Plain Language), pode ser considerada uma linguagem
desburocratizada por servir a uma filosofia ou tendência em favor do uso de escrita
compreensiva. Objetiva tornar o texto apreensível para o público, sendo uma alternativa para
fazer do trabalho bibliotecário algo assimilável socialmente. Ressalte-se que a RDA prega a
clareza dos registros bibliográficos, entretanto, a escrita catalográfica clara deve estar na
cultura da catalogação brasileira, independente das normativas utilizadas. A biblioteca lida
com todos os extratos sociais, no qual se inclui o nativo digital e a realidade do analfabeto
funcional (AF). Em termos de país, de cada dez brasileiros, três são considerados AF,
conforme dados do IBGE. Do total estimado de 213.464499 milhões de brasileiros, 12%
possuem um nível de “proficiente”, indicador mais alto da escala. O Indicador de Alfabetismo
Funcional (Inaf) que avalia o grau de analfabetismo da população, entre a faixa de 15 a 64
anos, em pesquisa de 2018, apontou que 96% dos alunos que ingressaram ou concluíram o
ensino superior foram considerados alfabetizados funcionais. Porém, apenas 34% deste público
atingiram o nível de proficiência, sendo que 38% não dominam habilidades básicas de leitura e
escrita. (SUFFAIR, 2021).

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4 Considerações finais
Uma boa formação no ensino da catalogação deve habilitar o futuro bibliotecário da
catalogação a exercer a atividade catalográfica de forma produtiva e inovadora. Uma profissão
que seja impulsionada pelo medo da obsolescência, teme até mesmo olhar dentro de si para se
aprimorar. Devemos seguir construindo uma catalogação melhor, com valores sociais e
orientada a servir inovadoramente ao público brasileiro.

Referências
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Disponível em: https://scholarsbank.uoregon.edu/xmlui/handle/1794/986. Acesso em: 02 de
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HSIEH-YEE, I. Educating cataloging professionals in a changing information environment.
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MOTA, M. Q.; WAECHTER, H. da N. Linguagem simples associada ao Design da Informação
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MATEORÉ, S. M.; LENCINAS, V. Enseñanza de las RDA em catalogación avanzada: uma
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                <text>Formação Profissional</text>
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                <text>Testemunha-se uma grande revolução na tecnologia da informação e comunicações. Revolução que se reflete na publicação e no acesso a recursos de informação. Neste aspecto, a intenção deste texto, ao comentar o ensino da catalogação, é o de demonstrar como a boa instrução e/ou orientação que contribua com conhecimentos e habilidades pode contribuir para uma atividade catalográfica inovadora. Ressaltar a importância de um ensino mediado pelo aporte teórico, sustentado em uma aplicação técnica. Em termos metodológicos, trata-se de uma reflexão descritiva, baseada em levantamento bibliográfico. Considera-se que uma boa formação no ensino da catalogação deve habilitar o futuro bibliotecário a exercer a atividade catalográfica de forma produtiva e inovadora.</text>
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                    <text>II Encontro de RDA no Brasil – Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

Catalogação de personagens fictícios em RDA na
Biblioteca Central da PUCRS
Cataloging of fictional characters in RDA at the PUCRS
Main Library

Clarissa Jesinska Selbach
Coordenadora do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS). Especialização em Informática na Educação e Gestão Empresarial
(PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9478127061244737
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3262-5801
E-mail: clarissa.selbach@pucrs.br

Anamaria Ferreira
Bibliotecária do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3927877993135021
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3261-319X
E-mail: anamaria@pucrs.br

Loiva Duarte Novak
Bibliotecária do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS). Especialização em Gestão Empresarial (PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9000973389535926
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1476-555X
E-mail: loiva.novak@pucrs.br

Lucas Martins Kern
Bibliotecário do Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca da PUCRS. Graduação em
Biblioteconomia (UFRGS). Especialização em Filosofia e Autoconhecimento e em Gestão de
pessoas: carreiras, liderança e coaching (PUCRS).
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2424083998248883
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8271-102X
E-mail: lucas.kern@pucrs.br
Resumo
A Biblioteca Central Irmão José Otão, da PUCRS, adotou o Resource Description and Access (RDA) na
catalogação do acervo bibliográfico e de autoridades em 2016. Desde então, busca formas de aprimorar
os catálogos de modo a atender às necessidades dos usuários. Este relato de experiência aborda o

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desenvolvimento do projeto “Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central” pelos
bibliotecários do Setor de Tratamento da Informação (STI), que teve como objetivo criar e controlar
registros de autoridade de pontos de acesso autorizados para personagens fictícios, gerando relações
entre as obras e proporcionando mais uma forma de pesquisa na ferramenta de descoberta da Biblioteca
da PUCRS.
Palavras-chave: Catalogação. Resource Description and Access (RDA). Personagens fictícios.
Abstract
The Irmão José Otão Main Library, from PUCRS,) adopted the Resource Description and Access (RDA)
in the cataloging of the bibliographic and authorities records in 2016. Since then, it has been looking for
ways to improve the catalogs to meet the needs of users. This experience report approaches the
development of the project "Cataloging fictional characters in RDA at the Main Library" by librarians
from the Information Treatment Sector (STI), which aimed to create and control authority records of
authorized access points for fictional characters, generating relations between the works and provide
yet another way to search in the PUCRS Library discovery service.
Keywords: Cataloguing. Resource Description and Access (RDA). Fictional characters.

1 Introdução
A Biblioteca Central Irmão José Otão, vinculada à Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUCRS) adotou oficialmente o conjunto de diretrizes do Resource
Description and Access (RDA) na catalogação do acervo bibliográfico e de autoridades em 2016.
Ao ser a primeira biblioteca brasileira a implementar o RDA em ambos os tipos de registros,
encontra-se o desafio de aliar os fundamentos de modelos conceituais e das normas do novo
código à prática diária da catalogação. Ao longo da sua história, a Biblioteca busca excelência
na catalogação, adequando-a à realidade da instituição e do público a que atende.
No cenário atual da Biblioteca da PUCRS, o Setor de Tratamento da Informação (STI) é
responsável pela catalogação, aquisição e por atividades relativas à recuperação de materiais
físicos do acervo. Os bibliotecários catalogadores têm o compromisso de avaliar os processos
constantemente, buscando formas de melhorar as atividades sempre com vista a atender às
necessidades dos alunos, professores, técnicos administrativos e toda a comunidade atendida
pela Biblioteca.
Com a finalidade de proporcionar mais um benefício ao usuário da Biblioteca da
PUCRS durante a pesquisa bibliográfica, os bibliotecários do STI desenvolveram um projeto
intitulado “Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central” (BIBLIOTECA
CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO, 2019). O objetivo do projeto foi criar e controlar registros de
autoridade de pontos de acesso autorizados para personagens fictícios, gerando relações entre
as obras. A metodologia deste trabalho é de estudo de caso visando explanar sobre o relato de

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experiência, que aborda o desenvolvimento do projeto em meio à pandemia do novo
coronavírus (COVID-19) e que trouxe mais uma forma de pesquisa no catálogo de autoridades
da Biblioteca da PUCRS.

2 Histórico do RDA na Biblioteca da PUCRS
Para se manter alinhada à visão da PUCRS, que é ser referência internacional em
Educação Superior por meio da inovação e do desenvolvimento social, a Biblioteca trabalha na
busca de excelência para oferta de seus serviços de forma que o usuário desfrute de uma
experiência de uso completa. O STI é responsável pelo tratamento dos dados e do material
físico que compõem o acervo da Biblioteca. Para acompanhar a evolução da representação
descritiva, em 2013 iniciaram-se os estudos sobre o RDA, novo código de catalogação
internacional (AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 2020). Foram realizados grupos de
estudos pelos bibliotecários, participações em palestras e encontros com a intenção de
construir um alicerce sólido para tamanha mudança. Em 2016 iniciou-se, então, o processo de
implementação com definições nas políticas de catalogação, atualizações nas ajudas de campo
MARC21 (Machine Readable Cataloging), mapeamento dos tipos de materiais, criação de
templates próprios para cada tipo de material nos registros bibliográficos e de autoridades e
alteração das abreviaturas e expressões latinas. A partir deste momento, todos os materiais
incluídos no acervo têm sua catalogação completa em RDA, já os materiais que retornam ao
Setor para alguma revisão são convertidos para RDA e o restante dos registros passaram a
híbridos com as atualizações em lote de campos MARC21 possíveis.
No controle de autoridades, destaca-se que o nível de detalhamento na descrição dos
registros de autoridades é exaustivo, incluindo um grande número de atributos disponíveis,
que podem ser localizados nas fontes de informação estabelecidas nas políticas de catalogação
sendo elas: Library of Congress, VIAF (Virtual International Authority File), ISNI (International
Standard Name Identifier), bibliotecas nacionais de acordo com a nacionalidade do autor e
Currículo Lattes. Essa prática possibilita a distinção de homônimos, além de oferecer dados
confiáveis a respeito das autoridades, transformando o catálogo de autoridades em uma fonte
de pesquisa fidedigna sobre as pessoas, entidades e eventos.
Consolidado o uso do RDA na catalogação, a equipe segue acompanhando as
atualizações no código, as discussões da área e, periodicamente, revê as políticas e a prática da
catalogação no STI com vista a suprir as necessidades e os interesses dos usuários, principal
foco do Setor.

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3 Personagens fictícios na Biblioteca da PUCRS
A catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca da PUCRS visa
precipuamente a melhora na recuperação das informações pelos usuários, buscando satisfazer
suas necessidades e interesses e melhorar a navegação e a fluidez entre os registros
bibliográficos que possuam personagens, seja como objeto de estudo, seja numa obra de ficção.
A ideia surgiu a partir da percepção da equipe a respeito da grande produção científica que
abordava a história de personagens fictícios nas mais variadas facetas. Ao realizar o
processamento técnico de artigos, teses, dissertações com análises de personagens, críticas e
relatos da história deles, foi possível perceber a pluralidade de diferentes instâncias sob as
quais o olhar acadêmico e científico pode se dedicar. Com isso, fundamentou-se o projeto com
estudos sobre a teoria da área e pesquisas em catálogos de bibliotecas que já utilizam os
personagens fictícios como ponto de acesso de pessoa-personagem. Verificaram-se as
orientações existentes no RDA, analisaram-se os campos MARC21 permitidos para o controle
de atributos de autoridades e, por fim, realizou-se a tomada de decisão quanto à criação dos
pontos de acesso.
No planejamento do projeto, buscou-se bibliotecas que são referência na catalogação
em RDA. Contatou-se a Library of Congress e as Bibliotecas Nacionais da Alemanha, Austrália,
Israel e República Tcheca via e-mail, buscando a troca de experiências (DEUTSCHE
NATIONALBIBLIOTHEK, 2019; LIBRARY OF CONGRESS, 2019; NATIONAL LIBRARY OF
AUSTRALIA, 2019; NATIONAL LIBRARY OF ISRAEL, 2019; NATIONAL LIBRARY OF THE
CZECH REPUBLIC, 2019). A equipe estava ansiosa pelo retorno das bibliotecas, visto que são
exemplos mundiais e seria positivo conhecer a prática delas. Assertivamente, todas as
bibliotecas responderam como se dava a catalogação em RDA dos personagens. As Bibliotecas
Nacionais, assim como a Biblioteca da PUCRS, utilizam a Library of Congress como fonte
principal para a pesquisa dos atributos de personagens. Também informaram que antes do
RDA, já utilizavam personagens fictícios como termo tópico de assunto. Na migração para
RDA, esses registros foram readequados para pontos de acesso de pessoa-personagem.
Relataram que a catalogação de personagens fictícios é uma prática comum, sendo uma
atividade rotineira. A Biblioteca Nacional da Alemanha informou que é indispensável ao
trabalho diário e a Library of Congress relatou que o controle de autoridades é reflexo da
vontade de aumentar a capacidade de encontrar recursos.
Munidos do conteúdo do webinar promovido pela American Library Association (ALA)
sobre o assunto, intitulado “RDA Web seminar: New Concepts: Fictitious and Non-human
Personages”, foi possível sanar dúvidas relativas ao uso de atributos no controle de

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personagens fictícios (SPROCHI, 2019). Assim, definiu-se os critérios de seleção de
personagens, sendo aqueles que: a) sejam pessoa-personagem principal ou assunto da obra; b)
existam no VIAF; e c) sejam relevantes para o público da Biblioteca. Respeitam-se esses
critérios, com exceção de personagens significativos para o público da Biblioteca que não
existam no VIAF. Nesses casos, os bibliotecários se reúnem e decidem se deve ser criado ou
não.
Com a pandemia do COVID-19, a Biblioteca fechou em março de 2020, migrando o
regime de trabalho para remoto inicialmente e, posteriormente misto, fazendo com que o
projeto fosse alterado em relação ao cronograma e à divulgação nos espaços físicos da
Biblioteca. Adequou-se conforme nova realidade e o resultado do projeto foi apresentado para
a equipe da Biblioteca antes da divulgação oficial como forma de demonstração prática da
pesquisa por personagens na ferramenta de busca e integração entre as equipes para que fosse
transmitido ao usuário de forma eficiente. O processamento técnico trabalha na melhoria da
recuperação da informação pelos usuários, e o Setor de Serviços tem o papel fundamental de
auxiliar no encontro dessa informação.
A ação de divulgação do projeto foi realizada de forma on-line, com o auxílio do Setor
de Suporte e Desenvolvimento, na criação de um vídeo promocional disponível no Instagram 1
da Biblioteca e no canal da PUCRS no Youtube 2. O vídeo apresenta o passo a passo de como
pesquisar um personagem fictício na ferramenta de busca, além de trazer os personagens para
os espaços públicos da Biblioteca, através de efeitos especiais.
Para localizar um personagem fictício na ferramenta de busca da Biblioteca, é
necessário digitar o nome do personagem na caixa de pesquisa. A partir da busca, o sistema
recupera todos os documentos que possuem o personagem relacionado no registro
bibliográfico, sejam livros, artigos, teses, dissertações, filmes, cartazes ou quaisquer outros
tipos de documentos. Na figura 1 observa-se o registro bibliográfico completo disponível na
ferramenta de busca OMNIS na visão do usuário, contendo o relacionamento entre autoridade
de personagem e obra.

1

Vídeo de divulgação disponível no IGTV do perfil da Biblioteca da PUCRS no Instagram (@bibliotecapucrs):
https://www.instagram.com/tv/CMP5l8fJACj

2

Vídeo de divulgação disponível no canal da PUCRS no YouTube: https://www.youtube.com/watch?
v=OM1VydIQMJ0

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Figura 1 – Registro bibliográfico na ferramenta de busca OMNIS

Fonte: Biblioteca Central Irmão José Otão (2021a).

No catálogo de autoridades, os personagens estão descritos de forma exaustiva,
contando com atributos encontrados nas fontes de informação citadas anteriormente. Os
principais campos MARC21 preenchidos na autoridade referem-se a nome, local (imaginário
ou real), campo de atividade, ocupação, entidade associada (imaginária ou real), idioma,
remissivas para outros nomes conhecidos e notas específicas para registro permanente de
algum dado descrito. Na figura 2, retrata-se um exemplo de autoridade de personagem fictício
no sistema Aleph, utilizado pela Biblioteca.

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Figura 2 – Registro de autoridade no sistema Aleph

Fonte: Biblioteca Central Irmão José Otão (2021b).

A indexação de personagens fictícios como pontos de acesso de assunto na Biblioteca
ocorre em obras que fazem uso de análises, críticas e interpretações, contam sua trajetória,
além da presença do próprio personagem como elemento representativo da obra. Conta-se
hoje com documentos indexados com os mais variados personagens, entre eles: Drácula,
Frankenstein, Chewbacca, Darth Vader, Homem Aranha, Homem de Ferro, Hulk, Pantera cor
de rosa, Mickey Mouse, Menino Maluquinho, Bob Esponja, Ben 10, Brás Cubas, Dom Quixote,
Harry Potter, Zorro.

4 Considerações finais
Personagens fictícios já eram utilizados na indexação de assuntos na Biblioteca da
PUCRS, porém eram termos não controlados e havia poucos registros. Com o aumento da
demanda de trabalhos científicos que embasavam seus estudos na vida destes personagens,
bem como o extenso acervo de literatura culminaram para a ideia inicial do projeto. Na
proposta inicial, o lançamento da ação previa o número de 50 autoridades controladas em
RDA, para divulgação ocorrer. Contudo, realizado o levantamento de materiais que possuíam
essa temática, verificou-se uma gama maior de documentos e então o projeto foi lançado com
o controle de autoridade em RDA de mais de 70 personagens fictícios. Estimado o número
atual de personagens, leva-se a pensar na pequena representatividade quantitativa, porém
salienta-se que a atividade de controle de autoridades de personagens fictícios foi incluída e

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soma-se a tantas outras atividades desenvolvidas pelos bibliotecários e que fazem parte do
fluxo de trabalho do STI. É uma nova atividade que possibilita a descoberta de novos
documentos a cada dia.
A respeito do projeto destaca-se o caráter inédito na indexação de personagens com
atributos em RDA no contexto da catalogação brasileira, conferindo pioneirismo à Instituição.
Acrescentamos ainda o viés de popularidade do projeto, visto que grande parte dos usuários
aprecia obras ficcionais e se interessa pelas diferentes ópticas sobre as quais é possível
explorar o universo intangível. Neste sentido, salienta-se a satisfação do grupo de
catalogadores durante a execução do projeto.
Ressalta-se, por fim, que o ‘RDA original’ inicialmente foi modelado de acordo com o
FRBR (Functional Requirements for Bibliographic Records) e permitia que se registrasse
denominações fictícias e não-humanas quando possuíam responsabilidade sobre a obra, e
quando era assunto dela. Posteriormente, em 2013, o ‘RDA original’ foi atualizado em
concordância com os modelos FRAD (Functional Requirements for Authority Records) e FRSAD
(Functional Requirements for Subject Authority Records) e passou a permitir o registro de
personagens fictícios a partir do controle de autoridades (LIBRARY OF CONGRESS, 2021).
Com a recente publicação do modelo conceitual Library Reference Model (LRM) foi
desenvolvido o projeto 3R com vistas a remodelar o RDA de acordo com as novas diretrizes
conceituais. O LRM deixou de indicar denominações fictícias e não-humanas como
responsáveis por uma obra (INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS
AND INSTITUTIONS, 2017), então, decidiu-se relacionar os registros bibliográficos com
personagens que fossem assunto da obra, apenas. Com a atualização para o novo RDA oficial,
agora fundamentado no LRM, a Biblioteca da PUCRS segue a catalogação de acordo com as
diretrizes atuais.

Referências
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. About [RDA]. Chicago: ALA, 2020. Disponível em:
https://www.rdatoolkit.org/about. Acesso em: 18 out. 2021.
BIBLIOTECA CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO. Aleph 500 versão 23. Porto Alegre: PUCRS,
2021b. Sistema interno de gerenciamento de biblioteca.
BIBLIOTECA CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO. OMNIS. Porto Alegre: PUCRS, 2021a.
Disponível em: https://biblioteca.pucrs.br/. Acesso em: 18 out. 2021.

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BIBLIOTECA CENTRAL IRMÃO JOSÉ OTÃO. Setor de Tratamento da Informação. Projeto
Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central. Porto Alegre:
PUCRS, 2019. Documento institucional interno.
DEUTSCHE NATIONALBIBLIOTHEK. AW: RDA - Fictitious characters. Destinatário: Clarissa
Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Frankfurt: 6 nov. 2019. 1 e-mail.
INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS. IFLA
Library Reference Model: um modelo conceitual para a informação bibliográfica. [S. l.]:
IFLA, 2017. Disponível em:
https://www.ifla.org/wp-content/uploads/2019/05/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august2017_rev201712-por.pdf. Acesso em: 18 out. 2021.
LIBRARY OF CONGRESS. Library question: answer question #15014256. Destinatário:
Clarissa Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Washington, DC: 14 nov. 2019. 1 e-mail.
LIBRARY OF CONGRESS. List of the subject headings manual PDF files: H 1610 fictitious
characters. Washington, DC: 2021. Disponível em:
https://www.loc.gov/aba/publications/FreeSHM/H1610.pdf. Acesso em: 21 out. 2021.
NATIONAL LIBRARY OF AUSTRALIA. FW: NLAref129698 redirected question enquiry.
Destinatário: Clarissa Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Camberra: 8 nov. 2019. 1 e-mail.
NATIONAL LIBRARY OF ISRAEL. RE: RDA - Fictitious characters. Destinatário: Clarissa
Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Jerusalem: 6 nov. 2019. 1 e-mail.
NATIONAL LIBRARY OF THE CZECH REPUBLIC. FW: RDA - Fictitious characters.
Destinatário: Clarissa Jesinska Selbach, [Biblioteca PUCRS]. Praha: 5 nov. 2019. 1 e-mail.
SPROCHI, Amanda K. RDA and non-human personages. In: ALAELEARNINGSOLUTIONS.
New concepts: fictitious and non-human personnages. [S. l.: s. n.], 2019. 45 slides. Disponível
em: https://pt.slideshare.net/ALAeLearningSolutions/new-concepts-fictitious-and-nonhumanpersonages. Acesso em: 18 out. 2021.

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Evento on-line, 1 a 12 de novembro de 2021

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Personagens Fictícios
em RDA na
Biblioteca Central da
PUCRS
Anamaria Ferreira
Clarissa Jesinska Selbach
Loiva Duarte Novak
Lucas Martins Kern
5 nov. 2021

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2016

2018

Implementação
do RDA na
PUCRS
List of the Subject Headings Manual PDF Files
H 1610 Fictitious Characters
II Encontro de RDA no Brasil

Alteração para
RDA Oficial

2019
Início
Projeto
Personagens

2020

2021
Conclusão do
Projeto
Personagens

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Embasamento teórico
• Personagens fictícios podem
ser tratados como assuntospessoa e se tornam entidades
com atributos
• No MARC21 isso significa que os
personagens podem migrar de assunto
tópico 150, para assunto-pessoa 100

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Usuários

Teoria

II Encontro de RDA no Brasil

Acervo

Percepção dos
bibliotecários da
produção científica
que aborda a história de
personagens fictícios nas
mais variadas facetas.

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Planejamento do Projeto

Estudo da teoria
relacionada

Experiências
anteriores

RDA

Contato com
outras bibliotecas

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Embasamento teórico

• American Library Association (ALA)
RDA Web seminar:
New concepts: fictitious and Non-human Personages
Amanda K. Sprochi

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Contato com bibliotecas internacionais

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Fundamentação do Projeto

Estudo da teoria
relacionada
Experiências
anteriores

É possível catalogar
personagens em RDA e a
experiência de outras
bibliotecas é positiva

Controle de autoridades é reflexo da vontade
de aumentar a capacidade de encontrar
recursos (Library of Congress).
II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Projeto Personagens Fictícios

Embasamento teórico;
Práxis;
Entusiasmo da equipe;
Compromisso.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Objetivos

II Encontro de RDA no Brasil

Criar e controlar registros
de autoridade de pontos de
acesso autorizados para
personagens fictícios, gerando
relações entre as obras

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Objetivos
Recuperar a informação através de mais
uma forma de ponto de acesso
autorizado no catálogo de autoridades

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Execução do Projeto

Atualização dos campos
de ajuda MARC21

Tomada de decisão e
Manual do Setor

Critérios:
• Sejam pessoa-personagem principal ou assunto da obra;
• Existentes no Virtual International Authority File (VIAF);
• Sejam relevantes para o público da Biblioteca*.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Na prática: AACR2

Autoridade em AACR2

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Na prática: Autoridade em RDA

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Na prática: Autoridade em RDA

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Benefício para o usuário

Qual o benefício
para o usuário?

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Benefício para o usuário

Melhor navegação e fluidez
entre os registros bibliográficos que
possuem personagens,
seja como objeto de estudo,
seja numa obra de ficção.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Interface do usuário

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Interface do usuário

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Promoção do Projeto

• Covid-19 e implicações;
• Espaços físicos;
• Comunicação interna;
• Público externo.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Integração da equipe para o sucesso do Projeto
COORD

SSA

SUCESSO

SSD
II Encontro de RDA no Brasil

STI

�Considerações: Projeto Catalogação de Personagens
Fictícios em RDA

Personagens já existiam no
catálogo, porém com poucos ou
quase sem atributos.
Destacamos o ineditismo da
indexação de personagens com
atributos em RDA no Brasil.

II Encontro de RDA no Brasil

�Considerações: Projeto Catalogação de Personagens
Fictícios em RDA

Estamos atualizados com a teoria
e integrados à catalogação
internacional.
RDA Oficial fundamentado no
modelo conceitual LRM, fica
estabelecido o ponto de acesso
para os personagens.
II Encontro de RDA no Brasil

�Considerações: Projeto Catalogação de Personagens
Fictícios em RDA

Atividade contínua
possibilitando a descoberta de
novos documentos e novas
facetas.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catalogação de Personagens Fictícios em RDA

Resultados esperados

Esperamos melhorar a experiência
do usuário, aproximando-o do
catálogo, facilitando a busca e
entregando conteúdo fidedigno e
de qualidade.

II Encontro de RDA no Brasil

�biblioteca.pucrs.br
biblioteca.catalogacao@pucrs.br
@BibliotecaPUCRS

�</text>
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                <text>Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central da PUCRS</text>
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                <text>A Biblioteca Central Irmão José Otão, da PUCRS, adotou o Resource Description and Access (RDA) na catalogação do acervo bibliográfico e de autoridades em 2016. Desde então, busca formas de aprimorar os catálogos de modo a atender às necessidades dos usuários. Este relato de experiência aborda o desenvolvimento do projeto “Catalogação de personagens fictícios em RDA na Biblioteca Central” pelos bibliotecários do Setor de Tratamento da Informação (STI), que teve como objetivo criar e controlar registros de autoridade de pontos de acesso autorizados para personagens fictícios, gerando relações entre as obras e proporcionando mais uma forma de pesquisa na ferramenta de descoberta da Biblioteca da PUCRS.</text>
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                <text>Anais do II Encontro de RDA no Brasil, 1 a 12 de novembro de 2021</text>
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                    <text>II Encuentro de RDA en Brasil

Contextos da aplicação do RDA na América Latina
Filiberto Felipe Martínez Arellano
Biblioteca Nacional de México
Grupo RDA América Latina y el Caribe, ABINIA
RDA Steering Committee (RSC)

Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB)
1-12 de Novembro de 2021

�Objetivos do catálogo
Princípios Internacionais de Catalogação (2016)

Tarefas do usuário
 Localizar
Pontos de Acceso
 Identificar
Descrição Bibliográfica
 Seleccionar
Descrição Bibliográfica
 Obtener
Classificação - URL
 Navegar
Relacionamento entre entidades

�Códigos de catalogação

�RDA (Resource Description and Access)
Baseada no Modelo FRBR

Entidades

Relacionamentos

Atributos

�RELACIONAMENTOS NO MODELO FRBR

https://fabricioassumpcao.com/2012/07/o-que-e-frbr.html

�Entidades e Atributos
Atributos - FRBR
Obra

Expressão

Manifestação

Item

Identificador

Identificador

Identificador

Identificador

Título

Títulos

Título

Procedência

Data

Forma

Menção de responsabilidade

Localização

etc...

Data

Edição

etc...

Idioma

Imprenta (lugar, editora, data)

etc...

Forma/Extensão do suporte
Disponibilidade
Modo de acesso
etc...

�SIMILARIDADES

AACR2


Descrição de materiais

▪

Capítulo 2-12. Regras específicas
para cada tipo de material

◆

Parte II. Entradas, Títulos
Uniformes e Remissivas

▪

▪

▪

RDA (Primera Parte)
◆

Registro de Atributos

▪

Seção 1 – Registro dos atributos de
manifestações e itens

▪

Seção 2 – Registro dos atributos de
obras e expressões

▪

Seção 3 – Registro dos atributos de
pessoas, famílias e entidades

▪

Seção 4 – Registro dos Atributos de
Assuntos (Conceitos, objetos, eventos
e lugares)

Capítulo 25. Títulos Uniformes

Capítulo 22. Cabeçalho para
pessoas
Capítulo 24. Cabeçalhos para
entidades

�DIFERENÇA – ESTABLECIMIENTO DE RELACIONAMENTOS
RDA (Segunda Parte)
◆

Registro de Relacionamentos

▪

Seção 5 – Registro de relacionamento
entre obras, expressões, manifestações e
itens
Capítulo 17

▪

Seção 6 – Registro de relacionamento
entre pessoas, familia e entidade com um
recurso
Capítulos 18-22

▪

Seção 8 – Registro de relacionamento entre
obras, expressões, manifestações e itens

Capítulos 24-28
▪

Seção 9 – Registro de relacionamento entre
pessoas, familia e entidades
Capítulos 29-32

▪

Seção 10 – Registro de relacionamento entre
assuntos (conceitos, objetos, eventos e
lugares)
Capítulos 33-37

▪

Seção 7 – Registro de relacionamento
entre assuntos (conceitos, objetos,
eventos e lugares) com uma obra
Capítulo 23

���Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA

�Relacionamentos no RDA
Autores (Criadores) Relacionados

�Relacionamentos no RDA
Autores (Criadores) Relacionados

�Levantamento sobre a aplicação da RDA em
Bibliotecas Nacionais da América Latina


Bibliotecas pesquisadas 16



3 bibliotecas não responderam



Aplicação da pesquisa entre abril a julho de 2019
Biblioteca Nacional Mariano Moreno da Argentina



Tabulação de resultados de agosto a setembro de 2019
Biblioteca Nacional do México



Resultados Relevantes

����Grupo de Trabalho do RDA na América Latina e Caribe


Origem

XXVIII Assembléia Geral da ABINIA (Associação de Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas).
Biblioteca Nacional do México (Outubro de 2017)


Formalização
❑

XXIX Assembléia Geral da ABINIA. Biblioteca Nacional da República Dominicana
(Outubro de 2018)
Presidência – Biblioteca Nacional da Argentina. Elsa Barber (2018-2019)
Vice-presidência –Biblioteca Nacional do México (2018-2019)

❑

XXX Assembléia Geral da ABINIA. Biblioteca Nacional do Peru (Outubro de 2019)
Coordenação – Biblioteca Nacional do México - Felipe Martínez (2019 – 2020)



❑

XXXI Assembléia Geral da ABINIA. Virtual (Outubro de 2020)

❑

Coordenação – Biblioteca Nacional do México - Felipe Martínez (2020 – 2021)

Integrantes (2019 - )
Bibliotecas Nacionais da Argentina, Colômbia, México, Chile, Panamá, Peru e Espanha.

�Grupo de Trabalho do RDA na América Latina e Caribe
Objetivos


Promover a cooperação, a comunicação e o intercâmbio de experiências entre os usuários
do RDA na América Latina e no Caribe a fim de facilitar sua implementação nas
bibliotecas da região;



Promover a participação dos usuários latino-americanos no RDA, por meio da troca de
experiências sobre sua aplicação;



Divulgar informações para o desenvolvimento do RDA, de acordo com as necessidades das
bibliotecas e dos usuários latino-americanos, por meio da troca de experiências sobre sua
aplicação;



Colaborar nas traduções do RDA;



Analisar, investigar e decidir a vinculação de outras Bibliotecas Nacionais que, por suas
experiências, possam contribuir para a estratégia de implementação do RDA na América
Latina e no Caribe.

�Grupo de Trabalho do RDA na América Latina e Caribe
Ações


Materiais de treinamento para o RDA. Projeto "Tradução de material de
treinamento do RDA preparado e armazenado pela Biblioteca do Congresso
(LC)". Gerado sob a responsabilidade da ABINIA, liderado pela Biblioteca
Nacional da Argentina, em cooperação com as Bibliotecas Nacionais da
Espanha, Colômbia e Chile



Colóquios sobre RDA na América Latina e Caribe. Biblioteca Nacional do México
(2018), Biblioteca Nacional do Chile (2019, cancelada), Biblioteca Nacional do
México (2020, virtual), Biblioteca Nacional do Peru (2021, virtual)



Integração do Coordenador do Grupo RDA LAC no Conselho de Gestão do RDA
(2020-2022). Biblioteca Nacional do México (Felipe Martínez).

�Grupo de Trabalho do RDA na América Latina e Caribe


Grupo RDA México. Biblioteca Nacional do México – DGB-IIB. UNAM (2004- ).



Grupo de Interés RDA Chile (GIRCH). Biblioteca Nacional do Chile (2010-2014).



Grupo de Trabajo sobre RDA. Biblioteca Nacional Mariano Moreno, Argentina (20112015)



Foro RDA. Biblioteca Nacional da Colômbia (2015)



Grupo RDA Brasil? (2019)



Grupo RDA Peru? (2020)

�DESAFIOS PARA AS BIBLIOTECAS DA AMÉRICA LATINA
Conhecimento e aplicação do novo RDA Toolkit


Uma ferramenta que fornece documentação sobre entidades, elementos e diversas
alternativas para seu registro e estabelecimento de relacionamentos, com base em
domínios e abrangências, que é útil para desenvolvedores de aplicativos e comunidades
de dados vinculados.



Fornece formas de representação dos conjuntos de elementos do RDA, os esquemas para
o seu registo no modelo Resource Description Framework (RDF), a sua sintaxe e o seu
tratamento como dados open linked, de forma a conseguir a sua inclusão na Web
Semântica.

�Características do novo RDA Toolkit
Implementação do Modelo LRM-IFLA

Um produto online, baseado na navegação e que fornece orientações e
instruções centradas no usuário para o registro.


Entidades



Elementos



Esquemas para o registro de Elemento



Estabelecimento de Domínio y Abrangência dos Elementos

Facilita o manejo de metadados por um agente (sistema)

�Conceitos essenciais
Entidades

Uma classe de objetos conceituais (abstratos e
concretos) que existem no universo bibliográfico e
que constituem o centro de interesse dos usuários
em um sistema de recuperação de recursos.

��Entidades do Modelo LRM

��Novos conceitos essenciais
Elementos
Um aspecto específico, característica, atributo ou
relacionamento para descrever uma entidade RDA

características / atributos
e relacionamentos de uma entidade.

���Registro de atributos dos elementos
RDA Toolkit contempla 4 formas de registro dos atributos dos elementos

�Registro de atributos dos elementos
RDA Toolkit contempla 4 formas de registro dos atributos dos elementos

Fuente: Glennan, 2019

�Elementos

Fuente: Glennan, 2019

�Relações LRM no RDA

Fuente: IFLA, 2017

��Relações em RDF

�Obras consultadas


Barber Elsa. Acciones desarrolladas por el Grupo de Trabajo RDA para América Latina y el Caribe,
periodo octubre de 2018 a octubre 2019. Documento no publicado



Glennan (2019). RDA Beta Toolkit: Present and Future. 2° Coloquio sobre RDA.
http://www.rda- rsc.org/sites/all/files/Glennan%20RDA%20Beta%20Toolkit%20Present
%20and%20Future.pdf






IFLA
(2017).
Modelo
de
Referencia
Bibliotecaria
de
la
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august-2017_rev201712-es.pdf
James, Kate. RDA Concepts - Elements.
https://www.youtube.com/watch?v=EEJ2PPDoTEk

IFLA.

James, Kate. RDA Concepts – Entities.
https://www.youtube.com/watch?v=_m25S8kJT3M



James, Kate. RDA Concepts - Domain and Range. https://www.youtube.com/watch?v=c8tlydXB_AA



Tillet. Barbara. (2003). El modelo FRBR (Requerimientos Funcionales para Registros
https://loc.gov/catdir/cpso/frbrspan.pdf

Bibliográficos).

�Muito obrigado!
Filiberto Felipe Martínez Arellano
felipe@unam.mx
coordinaciónbnm@unam.mx
Biblioteca Nacional de México
Grupo RDA América Latina y el Caribe, ABINIA

�</text>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                    <text>Das normas de catalogação aos
fundamentos e métodos de produção de
bases de dados aderentes aos públicos
Cristina Dotta Ortega
Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG)

1-12 nov. 2021
FEBAB – apoio
UDESC e UFMG

�Introdução: conceitos
Ações de mediação:
- mediação entre documentos e públicos, visando
comunicação que potencialize a apropriação da
informação por eles
Um produto central dessas ações são os sistemas de
informação
- realiza-se neles operações materiais de cunho simbólico
- esses sistemas são produzidos, em geral, mas nem
sempre, em unidades de informação

�Introdução: conceitos
Unidades de informação são instâncias administrativas
que produzem sistemas e oferecem serviços de
informação
Elas são diversas, como:
- bibliotecas - emblemáticas da constituição do campo da
Biblioteconomia
- mas também, centros de documentação, centros de
memória...
O foco aqui são os sistemas bibliográficos

�Introdução: conceitos
Sistemas de informação podem ser: bases de dados e
arranjos de documentos
As bases de dados são constituídas por representações
de documentos de uma coleção e por mecanismos de
busca a essas representações
“Base de dados” funciona como termo genérico para
indicar diversos sistemas do mesmo tipo

�Introdução: conceitos
Bases de dados constituídas no decorrer do tempo:
- catálogos de bibliotecas, bibliografias gerais, bibliografias
nacionais, bases de dados científicas, bases de dados
factuais (cadastros de eventos, especialistas, instituições,
grupos de pesquisa, outros), catálogos comerciais,
sistemas de informação ao cidadão, bases de dados para
análise bibliométrica, repositórios institucionais, bases de
dados de revistas eletrônicas

�Introdução: conceitos
A função das bases de dados é referenciar e divulgar o
conhecimento, promovendo o uso qualificado da
informação
As bases de dados são produtos adotados para realizar a
mediação entre documentos e públicos

�Problematização
- bases de dados são produtos de informação de crucial
importância para a vida das pessoas
- normas de catalogação apresentam forte presença na
comunidade bibliotecária
- esforços realizados em torno de propostas normativas de
catalogação são dignos de nota
- não se pode deixar de observar o acúmulo que as normas
proporcionam ao campo
- por esse motivo, cabe tratar da função exercida pela
normatividade
- para tanto, deve-se ter em vista os diversos níveis em que
ela se manifesta

�Objetivo
Discorrer sobre os diversos níveis de manifestação da
catalogação, a partir dos quais o processo pode ser
compreendido e produzido, com o fim de considerar a
dimensão do nível normativo

�Anterioridade e intelectualidade
dos instrumentos de catalogação
Tipo de instrumento de
catalogação

Período e outras informações

código de catalogação

manuais de Biblioteconomia
1697 – França – Frederic Rostgaard – Projet
d'une nouvelle méthode pour dresser un
Catalogue
1791 – primeiro código nacional – França –
primeiro catálogo (mais conhecido) em fichas
desde meados do século XIX –
desenvolvimento dos códigos angloamericanos de catalogação: LC, ALA, AACR,
RDA

�Anterioridade e intelectualidade
dos instrumentos de catalogação
Tipo de instrumento de
catalogação

Período e outras informações

formato de registro bibliográfico

década de 1960:
- formato MARC e derivados
- formatos advindos do modelo
UNISIST: INIS, AGRIS, CEPAL,
LILACS
- formatos para informações factuais:
MARC comunitário e FIIR e CCF/F
(UNESCO)

�Anterioridade e intelectualidade
dos instrumentos de catalogação
Tipo de instrumento de
catalogação

Período e outras informações

norma internacional para descrição
bibliográfica (ISBD)

década de 1970 – IFLA:
diversos tipos de documento
recursos eletrônicos
partes componentes
outros
2007 – ISBD consolidada
2011 – ISBD consolidada atual

�Anterioridade e intelectualidade
dos instrumentos de catalogação
Tipo de instrumento de
catalogação

Período e outras informações

esquemas de metadados

1994 – GILS – Departamento de
Comércio, Estados Unidos
1995 – Dublin Core

�Anterioridade e intelectualidade
dos instrumentos de catalogação
Tipo de instrumento de
catalogação

Período e outras informações

modelos para produção de registros
bibliográficos

a partir de 1998 – Família FRBR –
IFLA

�Entre o universal e o local?
Cada proposta normativa tem sua particularidade, mas
todas são estruturas de representação
norma, padrão, regra:
- termos caros ao campo da Biblioteconomia
- remetem a prescrição (prescrever é receitar, determinar)
pergunta: catalogação é prescritiva ou descritiva?
Necessidade de distinguir padrões referenciais de
catalogação e padrões locais de catalogação (relacionamse, mas são distintos)
Problema da ideia de universalidade em Biblioteconomia –
ações de mediação para uma comunicação com o público

�Níveis de manifestação da
catalogação
Propomos os seguintes níveis ou instâncias constituintes do processo
de catalogação:
- conceitual
- metodológico
- pragmático
- normativo
- tecnológico
Cada nível de manifestação relaciona-se com os outros e só pode ser
compreendido a partir de sua relação com eles
O nível conceitual é o mais abrangente e verticalizado e os níveis
normativo e tecnológico são os mais contingenciais e datados

�Níveis de
manifestação da
catalogação

Definição

conceitual
(teórico / fundamental)

Conjunto de conceitos e termos que
fundamentam a Catalogação no que tange a
seus objetos, processos, métodos,
instrumentos, produtos e públicos.

metodológico
(procedimental /
técnico)

Metodologias científicas adotadas para realizar
os processos e produzir seus instrumentos
correspondentes.

pragmático
(contextual)

Parâmetros que permitem elaborar processos e
instrumentos aderentes à linguagem do público
destinatário, no contexto de aspectos sociais e
culturais, condicionados institucionalmente.

�Níveis de
manifestação da
catalogação

Definição

normativo
(prescritivo)

Conjunto de orientações normativas adotadas
para a realização dos processos e para a
construção dos instrumentos, de modo a dar
regularidade e funcionalidade às bases de
dados.

tecnológico

Tecnologias existentes a cada época que
realizam a concretização física dos processos e
instrumentos adotados na produção e gestão
das bases de dados.

�Níveis de manifestação da
catalogação
- conceitual
- metodológico
- pragmático
- normativo
- tecnológico
Atribuir mais peso a um nível que a outro diminui a
dimensão do trabalho bibliográfico, limitando sua
funcionalidade, seus resultados, seu significado!

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                <text>Na comunidade bibliotecária, as normas de catalogação apresentam forte presença nos&#13;
modos de compreensão e de produção de respostas às demandas por informação. Essas&#13;
normas foram em geral construídas como propostas contingenciadas pelas características locais e regionais. Dito de outro modo, como qualquer instrumento de organização da informação, as normas de catalogação são datadas por seu momento de concepção e uso, ou seja, são condicionadas pela maturidade metodológica, pelo estágio de desenvolvimento tecnológico e pelas variantes econômicas e políticas do momento e do local em que são propostas e implementadas. </text>
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                    <text>�~TEMPO~

CHKONOS

KAIROS

�O KAIROS PARA REPENSAR
NOVOS CÓDIGOS / MODELOS CONCEITUAIS / NOVOS
FORMATOS DE METADADOS / MUTAÇÕES TECNOLÓGICAS /

MUTAÇÕES NOS PERFIS DE USUÁRIOS E INCLUSÕES /
PRINCÍPIOS / CIENTIFIZAÇAO DA CATALOGAÇÃO /
ABORDAGENS TEÓRICAS ETC.

REPENSAR A EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA

�ANALISAR E REPENSAR

o ensino, o currículo, a aprendizagem, as políticas
educacionais, os materiais pedagógicos, o perfil
catalográfico almejado, a compreensão sobre o
contexto formativo, as perspectivas etc.

�REGRAS - &gt; DIRETRIZES
“No passado, os catalogadores trabalhavam com “regras de
catalogação” e políticas, mas em um ambiente de
catalogação RDA existem “instruções”, diretrizes e

“políticas”.”
(FREDERICK, 2018, p. 19, tradução nossa).

Como lidamos com elas?

�CATALOGAÇÃO

PRINCÍPIOS

REGRAS

Tecitura aberta

Tecitura fechada

�PRECAUÇÕES FUNDAMENTAIS PARA CATALOGAR

PRINCÍPIOS
CATALOGRÁFICOS

DELIBERAÇÕES
CATALOGRÁFICAS

AÇÕES
CATALOGRÁFICAS

�PRECAUÇÕES FUNDAMENTAIS PARA CATALOGAR
PRINCÍPIOS
CATALOGRÁFICOS
Interesse do usuário
Uso comum
Representação
Precisão
Suficiência e necessidade
Significação
Economia
Coerência e normalização
Integração
Interoperabilidade
Abertura
Acessibilidade
Racionalidade

DELIBERAÇÕES
CATALOGRÁFICAS

AÇÕES
CATALOGRÁFICAS

Quais metodologias?

Quais regras/diretrizes?
Quais formatos?
Quais tecnologias?

Etc.

O registro catalográfico como
hipótese.

�PRECAUÇÕES FUNDAMENTAIS PARA CATALOGAR
PRINCÍPIOS
CATALOGRÁFICOS
Interesse do usuário
Uso comum
Representação
Precisão
Suficiência e necessidade
Significação
Economia
Coerência e normalização
Integração
Interoperabilidade
Abertura
Acessibilidade
Racionalidade

DELIBERAÇÕES
CATALOGRÁFICAS

AÇÕES
CATALOGRÁFICAS

Quais metodologias?

Quais regras/diretrizes?
Quais formatos?
Quais tecnologias?

Etc.

O registro catalográfico como
hipótese.

�IMPERATIVO CATEGÓRICO DA CATALOGAÇÃO

INTERESSE DO USUÁRIO
ATEMPORAL - ACONTEXTUAL

�PRECAUÇÕES FUNDAMENTAIS PARA CATALOGAR
PRINCÍPIOS
CATALOGRÁFICOS
PÚBLICO
Quais são as
necessidades/demandas do
publico?

DELIBERAÇÕES
CATALOGRÁFICAS

Quais metodologias?
Quais regras/diretrizes?

Uso que fazem da informação
Tipo de documento
Idade
Formação educacional,
cultural, econômica, geográfica
Necessidade especial
Etc.

AÇÕES
CATALOGRÁFICAS

Quais formatos?

Quais tecnologias?
Etc.

O registro catalográfico como
hipótese.

�EDUCAÇÃO
• A Educação é um modo de fortalecimento do sujeito
com certos conteúdos para ele transitar de estado
ínscio para um estado gnóstico de algo.

�CATALOGAÇÃO
•Arte, não ciência (CUTTER, 1904);
•Ciência (RANGANATHAN, 2009);
•Estudo (MEY; SILVEIRA, 2009);
•Disciplina científica (ALVES; SANTOS, 2013).

�CATALOGAÇÃO - PROCEDIMENTOS
Q

PROCEDIMENTOS

AUTORIA

01

Catalogação

(PROVANSAL, 1997; LE COADIC, 2004)

02

•

• Catalogação descritiva e Catalogação de assunto
Descrever as características e Determinar os pontos de acesso

(HAIDER, 2020; JOUDREY; TAYLOR, 2018;
THOMSON, 1943; GARRIDO ARILLA, 1999)

03

• catalogação descritiva, análise do assunto, controle de autoridade
• a) Descrição bibliográfica, b) pontos de acesso e c) dados de localização

(JOUDREY; TAYLOR; MILLER, 2015; MEY;
SILVEIRA, 2009)

04

[a] descrição bibliográfica, [b] análise de assunto, [c] atribuição de notação de
classificação e [d] todas as atividades envolvidas na preparação física do item para a
estante.
[a] a preparação das descrições bibliográficas, [b] a determinação das formas de
entradas, [c] da atribuição de assuntos e [d] elaboração de resumos.

(REITZ, 2004; TOLENTINO, 2015)

05

a) Catalogação descritiva / Descrição de recurso, b) Análise de assunto / Catalogação
de assunto, c) Classificação, d. Trabalho de autoridade e e) Marcação de tag (MARC
tagging).

(CHAN; SALABA, 2016)

�CATALOGAÇÃO
• Catalogação como área que se ocupa dos princípios e
métodos de produção de bases de dados bibliográficas;
• Catalogação para tratar das operações de produção
dessas bases de dados.
• (ORTEGA, 2011, p. 45).

�EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA

O ensino de Catalogação
O currículo de Catalogação
A aprendizagem de Catalogação
As políticas educacionais de Catalogação
O planejamento educacional de Catalogação

etc.

�PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA
• Teoria x Prática

• Educação ahistórica
• Currículo
• As competências
• Educação acrítico

�EDUCAÇÃO
CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• Lubetzky (1965) chama atenção que

mesmo os mais atenciosos e capazes,
entre os discentes de catalogação,
estarão fadados a confusão e alienados
por causa de uma ênfase indevida e

não crítica nas regras de catalogação.

�EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA CRÍTICA

• J. Bradford YOUNG (1987) ratifica que é por meio de
análises críticas desenvolvidas no processo educacional
que o sujeito estará preparado para se adaptar a um
ambiente em mudança e liderar a profissão em evolução.

�EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• Felipe Arakaki (2013) afirma que é necessário currículos

complementares que possibilitem exercícios abstratos,
teóricos, críticos e práticos; assim superar uma formação
de um simples fazer técnico repetitivo e tecnicista.
• O que se anseia é a capacidade, a autonomia e o senso
crítico que vise, a partir da compreensão do ambiente
(comunidade).

�EDUCAÇÃO
CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• Ana Maria Pereira (2013), deve-se fazer parte

dos currículos dos cursos de Biblioteconomia,
não com uma visão tecnicista, mas como uma

disciplina que proporcione ao futuro profissional
desenvolver uma visão crítica e que contribua
com a área no repensar e fazer das suas

atividades diárias. (p. 6)

�EDUCAÇÃO
CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• O desafio dos cursos de graduação em
Biblioteconomia, através da disciplina de
Representação Descritiva, consiste em oferecer

uma formação acadêmica consistente, reflexiva e
crítica nessa área do conhecimento, tanto teórica
quanto técnica, a fim de que os discentes, quando

graduados, possam atender com êxito as
expectativas das unidades informacionais (2018).

�EDUCAÇÃO
CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• O profissional deve ser capaz de
conhecer essas coisas de maneira
crítica, além da mera aceitação de
padrões, para que o catálogo possa

efetivamente desempenhar sua função
mediadora entre a coleção e os
usuários. (OLSON, 1997, p. 52).

�O que é crítica?
Como se formar
um senso crítico?

�• WHITE, Herb. Fazemos, fazemos,
fazemos e não sabemos porque: as
práticas de catalogação clamam por uma

reavaliação. Revista da Escola de
Biblioteconomia, Belo Horizonte, v. 22,
n. 2, p. 257-264, jul./dez. 1993.
Hannah Arendt - Eichmann em Jerusalém – ao invés de um monstro há
um burocrata.

�CRÍTICA
• Etimologia – grego kritiké - capacidade intelectual de julgamento;
• Kant – maior idade - sentido de análise, “exame de valor”;
• Marx – (o que é? Como se formou? Como se desenvolve? Como ir
adiante?)

• Teoria crítica de Frankfurt - analisar as condições para transformar;
• Pós-estruturalismo – apontar as contradições para descontruir e criar.

�SENSO CRÍTICO NA BIBLIOTECONOMIA

�SENSO CRÍTICO NA
“BIBLIOTECONOMIA”
• Grupo de Pesquisa sobre o Escrito e o
Documento envolvendo, entre outros, Robert
Estivals, Jean Meyriat, Pierre Albert, Jean
Guenot, Jean-Marie Bouvaist e Jacques Breton
(ESTIVALS, 1981).

• Ao observar a insípida análise do liberalismo, o
grupo buscou a compreensão dos circuitos do
escrito e do documento a partir de uma
explicação crítica de base marxista. (ESTIVALS,
1981).

�EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• Além do aspecto normativo (o modelo, o ideal, ou seja, o real deve
alcançar o ideal)
• Para teoria crítica, o ideal e real não opostos. É dentro do real que se deve
buscar forças favoráveis para em momentos adequados promover ou
bloquear o ideal.

• Além do aspecto descritivo (objeto estagnado)
• Para teoria crítica não há um objeto único. Os objetos sociais são relacionais e
conflituosos.

�EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA CRÍTICA
Algumas perguntas que podem ser suscitadas numa educação crítica:

Quais são as ideias implícitas?
Quais são as evidências que apoiam tal afirmação?
Quais são as outras facetas sobre isso?
Quais são os fundamentos do enunciado?
O que precisa ser explorado para esclarecer certas questões?

Quais são as implicações de tal afirmação?
Por que catalogamos assim e não de outra forma?

�EDUCAÇÃO
CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• Analisar e compreender o contexto
catalográfico
• Criticar as contradições identificadas
• Produzir caminhos

�EDUCAÇÃO CATALOGRÁFICA CRÍTICA
• Universal = incluídos e marginalizados/excluídos
• Emancipação – liberdade para transformar – Autonomia – Sair
da menoridade (Kant);
• Erradicar a sacralidade de instrumentos;
• Um olhar menos prescritivo e mais questionador;
• Se basear em várias perspectivas – há uma riqueza a ser
explorada;
• Origens das noções estabelecidas - Arqueologia/genealogia;
• Contextualizar/situacionar/diagnosticar as ações;

�• Se aprendemos sem
questionar, não
aprendemos, na verdade
somos doutrinados.

• A crítica é para progressão
e se não houver, a
continuidade é consciente.

�REFERÊNCIAS
• ACCARDI, Maria T.; DRABINSKI, Emily; KUMBIER, Alana (Ed.). Critical Library Instruction: Theories
and Methods. Sacramento, CA: Library Juice Press, 2010.
• ALVES, Rachel Cristina Vesu; SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa. Metadados
no domínio bibliográfico. Rio de Janeiro: Intertexto, 2013.
• ARAKAK, F. A. et al. Transpondo as barreiras do ensino da catalogação: o caso da Biblioteca de
Estudos e Aplicação de Metadados (BEAM). In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE CATALOGADORES,
9., Rio de Janeiro. Anais Eletrônicos [...]. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2013.
• CUTTER, Charles Ammi. Rules for a Dictionary Catalog. 4th ed., rewritten. Washington:
Government Printing Office, 1904.
• DOWNEY, Annie. Critical Information Literacy: Foundations, Inspiration, and Ideas. Sacramento,
CA: Library Juice Press, 2016.
• ESTIVALS, R. A dialética contraditória e complementar do escrito e do documento. Revista da
Escola de Biblioteconomia da UFMG, v. 10, n. 2, p. 121-152, set. 1981.
• FREDERICK, Donna Ellen. Core competencies for cataloging and matadata professional librarians the data deluge column. Library Hi Tech News, n. 8, p. 15-20, 2018.

�REFERÊNCIAS
• LECKIE, Gloria J.; GIVEN, Lisa M.; BUSCHMAN, John E. (Eds.). Critical theory for library and information
science: exploring the social from across the disciplines. Santa Barbara: Libraries Unlimited, 2010.
• LUBETZKY, Seymour. On teaching cataloging. Journal of Education for Librarianship, v. 5, n. 4, p. 255-258,
1965.
• MEY, Eliane Serrão; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural. Brasília, DF: Briquet de Lemos /
Livros, 2009.
• NICHOLSON, Karen P.; SEALE, Maura (Ed.). The Politics of Theory and the Practice of Critical Librarianship.
Sacramento, CA: Library Juice Press, 2018.
• OLSON, Hope A. Thinking professionals: teaching critical cataloguing. Technical Services Quarterly, v. 15, n.
1/2, p. 51-66 1997.
• ORTEGA, C. D. Do princípio monográfico à unidade documentária: exploração dos fundamentos da
catalogação. Liinc em revista, v. 7, n. 1, 2011.
• RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília, DF: Briquet de Lemos / Livros, 2009.
• YOUNG, J. Bradford. The teaching of cataloging: education or training. Cataloging &amp; Classification Quarterly,
v. 7, n. 4, p. 149-163, 1987.

�OBRIGADO!
Filipe Reis
filipereis@ufg.br
UFG/UFMG

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                <text>O kairos para uma formação catalográfica crítica</text>
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                <text>Tendo em vista que as graduações em Biblioteconomia do Brasil estão e/ou vão adaptar seus projetos políticos pedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação, acredita-se que esse contexto é conjuntamente uma oportunidade para refletir, criticar, analisar e operar nos processos vigentes da Educação Catalográfica brasileira. Preconiza-se pensar e repensar o ensino, o currículo, a aprendizagem, o planejamento e as políticas educacionais de catalogação. Nesse cenário, busca-se refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica.</text>
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                    <text>O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL: contexto histórico e
desafios contemporâneos

Marcos Leandro Freitas Hübner

�INTRODUÇÃO
Catalogar é uma atividade inerente ao profissional bibliotecário, exigindo uma
gama de conhecimentos técnicos e teóricos para que seja desempenhada
adequadamente.
A pesquisa se propôs ampliar as discussões sobre o ensino da Catalogação, a
qual abarca um conjunto de saberes específicos e essenciais ao exercício
profissional do(a) bibliotecário(a).

PROBLEMA
Como o ensino de Catalogação vem sendo desenvolvido nos cursos de
graduação em Biblioteconomia das instituições de ensino superior do Brasil?

�OBJETIVO GERAL

Analisar o contexto histórico e refletir sobre o desenvolvimento do ensino de
Catalogação nos cursos de Biblioteconomia do Brasil, considerando as novas
metodologias de ensino e a incorporação das inovações teóricas e
conceituais da área da Ciência da Informação.

�OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Apresentar as influências
Biblioteconomia no Brasil;

e

a

evolução

histórica

do

ensino

da

Refletir sobre o ensino de Catalogação, considerando a formação
bibliotecária e a atuação docente;
Analisar os Projetos Pedagógicos de Curso e os Planos de Ensino da(s)
disciplina(s) de Catalogação, verificando as ementas, os objetivos e os
conteúdos programáticos e sua pertinência em relação às necessidades das
unidades informacionais.
Discutir a incorporação de novos métodos de ensino, relacionados às
metodologias ativas, à disciplina de Catalogação;

�CONSTRUÇÃO METODOLÓGICA DA PESQUISA
ESCOLHAS METODOLÓGICAS

Pesquisa
qualitativa

PESQUISA QUANTO AOS SEUS

OBJETIVOS

Exploratória

Pesquisa bibliográfica
PESQUISA QUANTO AOS
PROCEDIMENTOS

Pesquisa documental
Análise de conteúdo

�ENSINAR CATALOGAÇÃO
A catalogação, considerada, sobretudo, como uma atividade técnica, não
é desprovida de reflexões teóricas.
O desafio dos cursos de Biblioteconomia na disciplina de Catalogação,
consiste em oferecer uma formação acadêmica consistente, reflexiva e
crítica nessa área do conhecimento, tanto teórica quanto técnica.
A importância do ensino da teoria da Catalogação versus a prática da
Catalogação flutua ao longo do tempo;
A carência de pesquisa sobre os elementos que fazem a diferença ao
ensinar e aprender a catalogar.

�CORPUS DA PESQUISA: O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Fonte: elaborado pelo autor.

�TÓPICOS INFORMACIONAIS

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



Instituição (IES);
Sigla;
Categoria administrativa da IES;
Região geográfica em que está situada a instituição;
Modalidade do curso (presencial ou a distância);
Ano do PPC;
Total de horas do Curso;
Nomenclatura da disciplina de Catalogação;
Disciplina Obrigatória ou Optativa;
Número de disciplinas de Catalogação;
Carga horária da(s) disciplina(s) de Catalogação;
Carga horária total da disciplina de Catalogação;
Período letivo em que a(s) disciplina(s) é(são) oferecida(s);
Procedimentos metodológicos, recursos didáticos e critérios de avaliação;
Adoção de ferramentas da Metodologia Ativa;
Recursos tecnológicos utilizados (softwares, programas, links, sites);
Bibliografia básica;
Bibliografia complementar;
Bibliografia adicional;
Professores(as);
Ementa da disciplina de Catalogação – PPC;
Ementa da disciplina de Catalogação - Plano de Ensino;
Objetivos da disciplina de Catalogação;
Conteúdos programáticos da disciplina de Catalogação (PPC);
Conteúdos programáticos da disciplina de Catalogação - Plano de Ensino.

�ANÁLISE DE CONTEÚDO
A análise de conteúdo das ementas, conteúdos programáticos e objetivos das
disciplinas de Catalogação está fundamentada nos procedimentos da Análise de
Conteúdo propostos por Bardin (1977).

Fonte: elaborado pelo autor.

�Ano que entrou em vigor o PPC

.

Ano

Total

2006

1

2007

2 + 1* + 1**

2008

2 + 2*

2009

1

2010

2

2011

1

2012

1 + 1**

2014

1

2015

2 + 1*

2016

2 + 1**

2017

5

2018

3

2019

5

Fonte: Elaborado pelo autor
* - Transição para o novo PPC
** - PPC em processo de revisão

�ROTEIRO PARA ANÁLISE DE CONTEÚDO

Fonte: elaborado pelo autor.

�A definição das Unidades de Registro e dos Eixos Temáticos foi
realizada a partir de uma articulação com as obras de Mey e Moreno
(2012), Davis (2008), Patuelli (2010), Ocholla e Ocholla (2014), Lazarinis
(2015) e Cataloging Competencies Task Force (2017).
O resultado do processo de escolha das Unidades de Registro e seu
posterior movimento de aglutinação em torno dos Eixos Temáticos resultou
na definição de 45 Unidades de Registro, distribuídas em oito (8) Eixos
Temáticos

�






Eixo Temático 1 – Introdução à Catalogação
Representação descritiva: conceitos e funções
Descrição da informação: conceitos e objetivos
Organização da informação: panorama atual
Processamento técnico
Fundamentos históricos e conceituais: teoria e teóricos da Catalogação.
Catálogo: instrumento de informação, função e tipos





Eixo Temático 2 – Controle Bibliográfico Universal (CBU)
Controle Bibliográfico Universal
Depósito Legal
Padrão de Números Normalizados: ISBN, ISSN e DOI entre outros.











Eixo Temático 3 – Formas de Representação de Dados Bibliográficos e Catalográficos
Registro catalográfico
Catalogação na Fonte
Notação de Autor: Cutter-Sanborn e PHA
Esquemas, estruturas, padrões
Códigos
Princípios: Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação
ISBD: Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada (ISBD)
ISBD Consolidada: Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada
Novos Princípios: Princípios Internacionais de Catalogação

Eixo Temático 4 – Código de Catalogação Anglo Americano (AACR-2r)

Estrutura do AACR2r

Descrição: conceito, grandes áreas, níveis

Pontuação na Catalogação

Pontos de Acesso: principal e secundários (formas de entradas para autores, entidades coletivas, nomes
geográficos, títulos uniformes)

Registro de autoridade

Remissivas: “ver” e “ver também”

Materiais Especiais

�





Eixo Temático 5 – Formatos de Intercâmbio de dados Bibliográficos e Catalográficos
Intercâmbio de dados
Catalogação Automatizada
Catalogação Cooperativa
MARC21 Bibliográfico
MARC21 Autoridades








Eixo Temático 6 – Modelagem Conceitual para a Catalogação
FRBR – Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos
Relacionamentos
Tarefas do usuário
FRAD – Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade
FRSAD – Requisitos Funcionais para dados de assunto
LRM







Eixo Temático 7 – RDA - Descrição de Recursos e Acesso
RDA: conceitos, princípios e estruturas
Representação descritiva segundo o RDA
Pontos de Acesso Autorizados: Agentes (Criador/autores, Organização coletivas, Família,) Títulos uniformes
Relações no RDA: tipologias e sintaxes
Atributos das entidades - RDA






Eixo Temático 8 – Metadados Descritivos
Metadados: conceitos, padrões e aplicação
Bibframe
Dublin Core
MARCXML

�EMENTAS
UNIDADES DE REGISTRO

OBJETIVOS

OCORRÊNCIA OCORRÊNCIA

CONTEÚDOS
PROGRAMÁTICOS
OCORRÊNCIA

EIXO TEMÁTICO 5 – FORMATOS DE INTERCÂMBIO DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS E
EIXO TEMÁTICOCATALOGRÁFICOS
1 – INTRODUÇÃO À CATALOGAÇÃO
Intercâmbio de dados

17

14

18

Catalogação Automatizada

32

32

31

Catalogação Cooperativa

11

8

17

MARC21 Bibliográfico

15

12

29

MARC21 Autoridades

4

3

7

EIXO TEMÁTICO 6 – MODELAGEM CONCEITUAL PARA A CATALOGAÇÃO
FRBR – Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos

5

13

26

Relacionamentos

0

1

5

Tarefas do usuário

0

0

3

4

7

20

0

5

9

2

1

2

FRAD – Requisitos Funcionais para Dados de
Autoridade
FRSAD – Requisitos Funcionais para dados de
assunto
LRM

EIXO TEMÁTICO 7 – RDA - DESCRIÇÃO DE RECURSOS E ACESSO
RDA: Conceitos, princípios e estruturas

7

10

25

Representação descritiva segundo o RDA

1

0

2

Pontos de
Acesso
Autorizados:
Agentes
(Criador/autores, Organização coletivas, Família,)
Títulos uniformes

0

0

0

Relações no RDA: tipologias e sintaxes

0

0

1

Atributos das entidades – RDA

0

0

1

EIXO TEMÁTICO 8 – METADADOS DESCRITIVOS
Metadados: Conceitos, padrões e aplicação

9

10

18

Bibframe

1

2

2

Dublin Core

7

3

12

MARCXML

1

0

1

�ANÁLISE DE CONTEÚDO
Ao propor um conjunto de conhecimentos e conteúdos importantes para a disciplina
de Catalogação, procurou-se, reunir recomendações e apontamentos realizados por
teóricos da área, os quais abordam e refletem sobre as inúmeras e sucessivas
transformações e avanços tecnológicos que estão ocorrendo na área e que afetam
diretamente o funcionamento das bibliotecas.
Os resultados dessa análise, agrupados em oito eixos temáticos, evidenciaram que
a disciplina de Catalogação, nos cursos de Biblioteconomia analisados, apresenta
gargalhos de conteúdo, ocasionando lacunas na formação dos(as) futuros(as)
bibliotecários(as).
Novos padrões e práticas estão sendo adotados pelas bibliotecas e preparar o
profissional da informação para essas mudanças torna-se um desafio e uma grande
responsabilidade para os cursos de Biblioteconomia.

�ANÁLISE DE CONTEÚDO
No estudo realizado por Mey e Moreno (2012) consta a recomendação de
180h/aula como carga horária ideal para a disciplina de Catalogação, a fim de
proporcionar ao(à) professor(a) tempo adequado para apresentar o conteúdo teórico
da área, aliado às práticas.

Fonte: elaborado pelo autor.

�NOVAS PERSPECTIVAS DO ENSINO DE CATALOGAÇÃO: INOVAÇÕES
TECNOLÓGICAS E AVANÇOS TEÓRICOS CONCEITUAIS

O modelo tradicional de ensino, alicerçado em ensinar e avaliar todos os
alunos de forma igual em busca de resultados previsíveis, ainda está
amplamente presente nos espaços formais de ensino.
A necessidade de uma nova dinâmica no processo de ensino é latente e,
nesse contexto, insere-se a “Pedagogia do Ativismo” e as metodologias
ativas de ensino.

�Procedimentos metodológicos e recursos didáticos
Exercícios (Exercícios, Práticas, Trabalhos)

Nº
96

Aulas expositivas (Aulas expositivas; Aulas expositiva-dialogadas; Aulas
dialogadas; Aulas expositivas e dialogadas; Aulas expositivas dialogadas;
Aulas teórico/práticas; Aulas teórico expositivas)
Leituras (Leituras de Textos; Leitura de livros; Leitura prévia;
Discussão de textos (Discussão de textos; Debates; Discussão em sala de
aula)
Seminários
Laboratório de Informática (Laboratório de Informática; Manipulação de
software)
Visitas técnicas
Ambiente virtual de aprendizagem
Palestras
Fóruns para discussão
Visita as Bibliotecas
Orientação
Produção de texto
Estudo dirigido
Estudos de campo
Estudos de caso
Aprendizagem interacionista, construcionista e sistêmica
Áudios e vídeos gravados pelo docente
Chat
Sala de aula invertida

82

Gamificação

2

51
30
20
15
11
10
9
7
7
5
5
4
4
4
3
3
3
3

�Nas metodologias ativas, o aluno assume o papel de protagonista, por meio
do seu envolvimento direto, participativo e reflexivo em todas as etapas do
processo de ensino e aprendizagem.

Fonte: elaborado pelo autor.

�NOVAS PERSPECTIVAS DO ENSINO DE CATALOGAÇÃO
 Inverter a Forma de Ensinar;
 Aprendizagem Baseada em Método do Caso ;
 Aprendizagem Baseada em Problemas;

 Aprendizagem Baseada em Projetos;
 Aprendizagem por Pares;

 Aprendizagem por Histórias;
 Aprendizagem por Jogos.

O campo das metodologias de ensino não é estudado com frequência na Biblioteconomia
brasileira, porém entender como ocorre o processo de aprendizagem é fundamental para

direcionar as decisões pedagógicas, conduzir e planejar as disciplinas, bem como realizar o
processo avaliativo.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa sobre o ensino de Catalogação evidenciou a importância da
harmonização entre a teoria e a prática, bem como a necessidade de ampliação
de pesquisas sobre o processo de ensinar e aprender a catalogar.
A evolução do conhecimento, aliada à atual dinâmica dos ambientes de
aprendizagem, tão alicerçados nos meios digitais de informação, requerem que
a forma de ensinar também acompanhe as transformações.

As metodologias ativas podem agregar uma nova dinamicidade ao processo
de ensino e aprendizado da disciplina ao atribuir o protagonismo ao aluno,
incentivando o seu envolvimento direto, participativo e reflexivo em todas as
etapas do processo.

�Muitos desafios se impõem à incorporação de novos métodos de ensino,
principalmente por eles envolverem a necessidade de uma mudança cultural em
práticas que estão tradicionalmente arraigadas no modo de exercer a docência.
Acrescenta-se a isso a carência de uma formação didático-pedagógica, em nível de
graduação ou pós-graduação, dos docentes das disciplinas de Catalogação.
Conteúdos cuja importância não se restringem ao setor de processamento técnico e
que acarretam impactos na otimização de recursos e na disponibilização de obras para
os usuários, carecem de representatividade nos documentos analisados.
À dificuldade de inserção de novos conteúdos nos PPC, soma-se o declínio da
carga horária total dos cursos de Biblioteconomia, o que, inevitavelmente, tem impacto
na disciplina de Catalogação.

�Acredita-se que, ao ensinar Catalogação, seja importante a busca pelo
equilíbrio entre a incorporação das inovações tecnológicas e
conceituais com as bases teóricas que, histórica e tradicionalmente,
fundamentam a área para que, aliadas, favoreçam a formação de
bibliotecários e bibliotecárias capazes de atuar em uma realidade
perpassada por constantes transformações, característica basilar da
Ciência da Informação.

�REFERÊNCIAS
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
CATALOGING COMPETENCIES TASK FORCE. Core competencies for cataloging and metadata professional
librarians. 2017. Disponível em: &lt;https://alair.ala.org/handle/11213/7853&gt;. Acesso em: 28 ago. 2020.
DAVIS, J. M. A Survey of Cataloging Education: Are Library Schools Listening?. Cataloging &amp; Classification Quarterly, v.
46, n. 2, p. 182-200, 2008. Disponível em: 10.1080/01639370802177604. Acesso em: 23 mar. 2019.
FREIRE, P. Educação e mudança. 23. ed. São Paulo, SP: Paz e Terra, 1999.
LAZARINIS, F. Cataloguing and classification: an introduction to AACR2, RDA, DDC, LCC, LCSH and MARC 21
Standards. New York (USA): Elsevier, 2015.
MEY, Eliane Serrão Alves; MORENO, Fernanda. Desafios do ensino de catalogação no Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL
DE CATALOGAÇÃO- ENACAT. III EEPC,1;3; Rio de Janeiro,2012. Anais... Disponível em:&lt;
http://pt.scribd.com/doc/109279226/Desafios-do-ensino-de-catalogacao-no-Brasil&gt;. Acesso em: 12 mar. 2017.

OCHOLLA, D.N.; OCHOLLA, L. Cataloguing and classification education (CCE) and training in Library and Information
Science/Studies departments in South Africa. South African Journal of Libraries and Information Science, v. 80, n. 1, p.
1-7, 2014.
PATTUELLI, C. M. Knowledge organisation landscape: A content analysis of introductory courses. Journal of Information
Science, v. 36, n. 6, p. 812-822, 2010.

�Não há transição que não implique um ponto de partida, um processo e
um ponto de chegada. Todo amanhã se cria num ontem, através de um
hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica
no presente. Temos de saber o que fomos e o que somos, para saber o
que seremos (FREIRE, 1999, p. 33).

�MUITO OBRIGADO!!
marcos.hubner@unir.br

�</text>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                <text>O ensino de catalogação no Brasil: contexto histórico e desafios contemporâneos</text>
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                <text>Esta palestra apresentará um panorama do ensino de Catalogação nos cursos de Biblioteconomia brasileiros, resultante de minha tese de doutoramento, que teve por objeto os Projetos Pedagógicos de Curso de 36 instituições de ensino superior e os&#13;
Planos de Ensino de 96 disciplinas de Catalogação, propôs-se a analisar a trajetória histórica e o desenvolvimento do ensino da Catalogação no Brasil, considerando as demandas das unidades informacionais contemporâneas, as novas metodologias de ensino, além da incorporação das inovações tecnológicas e conceituais na área da Ciência da Informação. Os resultados demonstram que a inclusão de novos conteúdos vem ocorrendo de maneira gradual, sem um maior aprofundamento, restringindo-se, muitas vezes, aos fundamentos teóricos da área. Conteúdos, como Metadados, RDA, FRBR, tão representativos das evoluções conceituais, ainda carecem de representatividade junto ao coletivo de conteúdos de Catalogação de muitos dos cursos analisados. Com a palestra, almeja-se contribuir para a ampliação do conhecimento e da compreensão sobre o cenário atual do ensino de Catalogação no Brasil, bem como fornecer subsídios para o desenvolvimento de novas pesquisas na área.</text>
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                <text>Marcos Leandro Freitas Hübner</text>
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            <name>Date</name>
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                    <text>Eixo 4: Ensino e Pesquisa de RDA

Fernando Modesto
fmodesto@usp.br

CBD | DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO E CULTURA

Catalogação Descritiva: um
ensino interdisciplinar para
uma aplicação em linguagem
simples

�Introdução
❑ Ensino catalográfico se reconstrói a cada semestre, pela
translação deste mundo de informação digital e fluída;
❑ Ensino orientado ou desafiado a formar futuros

bibliotecários pertencentes à geração líquida;
❑ Aprendizes do século 21 devem apoiar os usuários da
geração silenciosa (das plataformas sociais), e as gerações

conectadas ou nativas digitais.
❑ Ensino sob a dicotomia da formação técnica, ou teórica.

�Ensino da catalogação descritiva deve ser técnico ou teórico?

O ensino da
catalogação descritiva
deve habilitar o futuro
bibliotecário para

Operar, ou
Mudar, ou
Transformar e
Inovar

a atividade catalográfica?

RDA irá inovar a catalogação brasileira em benefício do usuário?

�Ensino de Catalogação Descritiva
45 anos

1967 edition
1978 ed.

–
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪
▪

Controle Bibliográfico
AACR2
ISBD
Pontos de Acesso
Princípios Paris
RIEC
Controle Autoridade
Formatos:
MARC Bibliográfico
MARC Autoridade
Bibliodata
IBICT
Unisist
CCF
Unimarc
CEPAL
LILACS

Atualidade
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o

Universo Bibliográfico
História da Catalogação
AACR2r
ISBD consolidada
RDA
Pontos de Acesso
Novos Princípios Internacionais
RIEC
Modelos Conceituais: FRBR,
FRSAD, FRAD
Formatos e Metadados
MARC Bibliográfico
MARC Autoridade
BIBFRAME
UNIMARC
ONIX
MARCXML
Dublin Core
Linked Data

•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Universo Bibliográfico; Web Semântica;
História da Catalogação e do Pensamento Catalográfico
AACR2r; ISBD consolidada;
RDA Toolkit; RDA Toolkit Restructure and Redesign Project
( RDA-3R)
Novos Princípios Internacionais
Modelos Conceituais: FRBR, FRAD, LRM, PRESSoo, VRA
Core, CIDOC/CRM, EDM, CRMgeo, RiC-CM etc.
Conceito de Formatos Bibliográficos e Esquemas de
Metadados
MARC Bibliográfico; MARC Autoridade
BIBFRAME
UNIMARC
ONIX
MARCXML
Dublin Core; MODs; METS; SchemaOrg, XML; RDF;
Linked Data;
Recursos eletrônicos; Streaming (Vídeo, Livro, Música);
Digitalização; Preservação digital
Big Data; Mineração de Dados; Managing data; Análise de
dados
Inteligência Artificial; Chatbots; IoT;
Realidade Virtual; Realidade Aumentada; Realidade
Reduzida
User Experience – UX ;
Social Cataloguing; Metaverso

�Modernizar pela incorporação de novas metodologias ativas que possibilitem uma aprendizagem significativa
pelos estudantes, desenvolvendo diferentes habilidades e competências.
Pbl – Problem Based-Learning
(Aprendizagem Baseada em Problema)

▪
▪
▪
▪

Baseado na resolução de problemas
práticos;
Professor (tutor) deve estimular o
pensamento crítico do discente;
Formar solucionadores, aptos a lidar
com situações variadas.
1969, Universidade McMaster
(Canadá), e Maastricht (Holanda).

Peer instruction

Flipped Classroom

Team Based Learning – TBL

(sala de aula invertida)

(Aprendizagem baseada em equipe)

o

•

o
o

Inversão do modelo tradicional de sala de
aula;
Leitura e estudo fora do espaço de sala;
Professor e aluno utilizam o encontro para
questões, debates e aplicação do que foi
aprendido.

•

•
•

Ensino de Catalogação
Bibliográfica

•

Aprendizado coletivo por meio de
formação de equipes para construção do
conhecimento;
1970, Larry Michaelson (Univ.
Oklahoma);
Compreender a aplicação de conceitos
em situações reais;
Professor – mediador de conhecimento
e gerenciador de grupos;
Estudantes responsáveis pelo próprio
aprendizado.

(Instrução por Pares)

•
•

Baseado no debate e cooperação
entre alunos motivados por questões
conceituais;
Interação de pessoas para orientar a
progressão do conteúdo, a
compreensão e o desempenho
discente.

Competências Digitais
Habilidades do Bibliotecário em manusear dispositivos, aplicativos e recursos visuais
computacionais para extração de informações, estabelecer conexões inteligentes e
comunicações com diferentes extratos sociais de públicos ou so vários setores internos de
uma organização.

Silva; Behar, 2019

Hübner, 2020

�Exemplos de Formação em Catalogação Bibliográfica
com competência e inovação
Anthony Panizzi
(1797 – 1879). Advogado,
Professor. 91 regras – 1839 –
British Museum. Catálogo
instrumento de justiça
social.

Zenódoto de Éfeso (c. 323 a.C. ou
333 a.C. - Alexandria, 260 a.C.), filólogo e
gramático. Professor do rei Ptolomeu II. 2º
diretor da Biblioteca de Alexandria. Ordem
alfabética nas estantes.

Charles Ami Cutter

Calímaco de Cirene (310 a.C. —

(1837-1903) – Rules for
Dictionary Catalogue – 1876.
Catálogo adequado à
conveniência do público.

240 a.C.), poeta, bibliotecário, gramático e
mitógrafo grego (estudos dos mitos).
Pinakes.

Seymour Lubetzki
Gorman, M. AA 1967: the new cataloguing rules. Library Association Record, 1968.
Battles, M. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003.
https://pt.depositphotos.com/vector-images/inovation.html

(1898 – 2003), Catalogação
Racional e Funcional

�Inspiração democrática relatório 1836 aos curadores.
Objetivo catálogo: “é facilitar o acesso às obras que fazem parte da coleção”.
“Eu quero que o estudante pobre tenha os mesmos recursos que o homem mais rico deste reino para
satisfazer sua vontade de aprender, desenvolver atividades racionais, consultar autoridades nos diversos
assuntos e aprofundar-se nas investigações mais intricadas. Acho que o Governo tem a obrigação de dar a
esse estudante a assistência mais generosa e desprendida possível”.
Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão

Todos nascem e são livres e iguais em
direitos. As distinções sociais só podem
fundamentar-se na utilidade comum;
A sociedade tem o direito de pedir contas
a todo agente público pela sua
administração;

Panizzi

Liberdade intelectual: direito de liberdade
de opinião e de expressão.
Porém, acompanhado da

Justiça social: construção moral e política
baseada na igualdade de direitos e na
solidariedade coletiva. Em termos de
desenvolvimento, a justiça social é vista
como o cruzamento entre o pilar econômico
e o pilar social.

Battles, M. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003.

�Formação em Catalogação Bibliográfica
ênfase na técnica
Anthony Panizzi
(1797 – 1879).

Zenódoto de Éfeso (c. 323 a.C. ou
333 a.C. - Alexandria, 260 a.C.)

Calímaco de Cirene (310 a.C. —
240 a.C.)

Melville Louis Kossuth Dewey (1851 –
1931). 1º escola de Biblioteconomia, 1887,
Columbia College.
Educação técnica.
Processos Operacionais

Gorman, M. AA 1967: the new cataloguing rules. Library Association Record, 1968.

Charles Ami Cutter
(1837-1903)

Seymour Lubetzki
(1898 – 2003)

�Substitui AACR2r, com objetivo de melhorar a descrição de
Metadados para a descoberta de recursos no ambiente digital.
Não é arranjo de regras, mas uma reconceituação dos processos
catalográficos e do catálogo à luz do universo bibliográfico.
Padrão de conteúdo e não de apresentação dos dados.

Não é estruturada com as áreas da ISBD e nem necessita da
pontuação.
Não se organiza por tipo de material.
Ênfase no juízo e experiência do catalogador.
Abrange todos os recursos (digitais e analógicos).
Inclusão de outras comunidades: Arquivologia, Museologia,
Editores, Livrarias, Provedores de serviço de informação;

Comunidade de metadados (Dublin Core).

Valorizar a comunicação com o público

�Desvalorizar a comunicação com o público
100 __ |a H. D.
245 00 |a Война и мир / |c H. D.
250 __ |a 8. ed. reform. e a
260 __ |a[S.l.] : |b[s.n.], |c[19--].
300 __ |a 463 p. |b il., fots., retrs. |c 24 cm

Acesso: H. D.
Título: Война и мир /
Responsa: H. D.
Edição: 8. ed. reform. e a
Imprenta: [S.l.] : [s.n.], [19--].
Descrição: 463 p.; il., fots., retrs.; 24 cm.

�Contexto Social para o trabalho catalográfico

❑ IBGE – 2018 → 11,3 milhões de analfabetos com 15
anos ou mais de idade.
❑ INAF – aplicado a brasileiros entre 15 e 64 anos.
Fonte: Indicador de Alfabetismo Funcional.
https://bit.ly/3qgrt4n

100 __ |a H. D.
245 00 |a Война и мир / |c H. D.
250 __ |a 8. ed. reform. e a
260 __ |a[S.l.] : |b[s.n.], |c[19--].
300 __ |a 463 p. |b il., fots., retrs. |c 24 cm
Acesso: H. D.
Título: Война и мир /
Responsa: H. D.
Edição: 8. ed. reform. e a
Imprenta: [S.l.] : [s.n.], [19--].
Descrição: 463 p.; il., fots., retrs.; 24 cm.

�Linguagem Simples (Plain Language)
Linguagem Clara,
Linguagem Direta,
Linguagem Objetiva,
Linguagem Fácil, ou
Linguagem Cidadã.

Autor (sobrenome/nome): Doolittle, Hilda
Título da publicação: Война и мир /
Linguagem desburocratizada. Ainda pode ser
Título traduzido: [Guerra e Paz]
considerada como uma filosofia ou tendência a
Responsabilidades: H. D. (Hilda Doolittle)
favor do uso da clareza e escrita minuciosa que visa Edição da publicação: 8ª. edição reformatada. e ampliada
à compreensão e que tem, portanto, como objetivo Dados da publicação: [Local do Editor não identificado] :
tornar o texto perfeitamente apreensível para o
[Nome do Editor não identificado],
[Data estimada como Século 19].
público.
Dados físicos: 463 páginas
Dimensões físicas: 24 cm.
Dados de conteúdo: ilustrações,
MARTINS, S.; FILGUEIRAS, L. Métodos de Avaliação de Apreensibilidade das
Informações Textuais: uma Aplicação em Sítios de Governo Electronico. In: CONGRESO
fotografias,
LATINOAMERICANO DE LA INTERACIÓN HUMANOCOMPUTADORA 2007, 2007, Rio de
retratos.
Janeiro. https://clihc2007.laihc.org/papers/MetodosAvilacao_ID25_longpaper.pdf

�Ensino de Catalogação
❑ Graduação em Biblioteconomia deve
fornecer uma formação em

catalogação temática e descritiva.
❑ Para trabalhar no campo o
aprendizado contínuo.
❑ É impossível estar atualizado em
catalogação bibliográfica.
❑ É impossível estar atualizado em
Biblioteconomia, nos dias atuais.
❑ A superespecialização não é solução.
Meis, L. Uma breve história do Conhecimento: A explosão do Saber.
https://bit.ly/3b20m4k

�Considerações Finais

Uma profissão que é
impulsionada pelo medo da
obsolescência, teme até
mesmo olhar dentro de si
para aprimorar-se.

Fernando Modesto
http://www.ofaj.com.br

�Referências utilizadas
Gorman, M. AA 1967: the new cataloguing rules. Library Association Record, 1968.
Battles, M. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003.
Hübner, M. L. F. O ensino de catalogação no Brasil: contexto histórico e desafios contemporâneos. São Paulo, 2020.
Tese (Doutorado) – USP.
Silvia, K. K. A. ; Behar, P. A. Competências digitais na educação: uma discussão acerca do conceito. Educação em
Revista – EDUR, v.35, 2019. disponível em:
https://www.scielo.br/j/edur/a/wPS3NwLTxtKgZBmpQyNfdVg/?format=pdf&amp;lang=pt
Meis, L. Uma breve história do Conhecimento: A explosão do Saber. Disponível em: https://bit.ly/3b20m4k
MARTINS, S.; FILGUEIRAS, L. Métodos de Avaliação de Apreensibilidade das Informações Textuais: uma Aplicação em
Sítios de Governo Electronico. In: CONGRESO LATINOAMERICANO DE LA INTERACIÓN HUMANOCOMPUTADORA
2007, 2007, Rio de Janeiro. Disponível em: https://clihc2007.laihc.org/papers/MetodosAvilacao_ID25_longpaper.pdf
Indicador de Alfabetismo Funcional. INAF Brasil 2018: resultados preliminares. [Sem Local}: Instituto Paulo
Montenegro; Ação Educativa, [2019]. Disponível em: https://acaoeducativa.org.br/wpcontent/uploads/2018/08/Inaf2018_Relat%C3%B3rio-Resultados-Preliminares_v08Ago2018.pdf
Mörschbächer, J. L.; Padilha, T. A. F. Contribuições e desafios da metodologia instrução entre pares: um estudo de
caso no ensino técnico. UNIVATE. Disponível em:
https://www.univates.br/bdu/bitstream/10737/2207/1/2017JorgeLauri.pdf

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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      <name>Text</name>
      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Catalogação Bibliográfica: um ensino interdisciplinar para uma aplicação em linguagem simples</text>
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                <text>O campo de abrangência da atividade de catalogação bibliográfica e metadados depende de métodos e conhecimentos inovadores para sua aplicação. Isso está relacionado à formação profissional que depende de uma variedade de áreas, incluindo, por exemplo, as humanidades, ciências sociais, design e tecnologia. No entanto, grande parte da formação profissional está ainda focada em padrões e recursos específicos para bibliotecas. As discussões sobre a amplitude de conhecimento necessário para catalogar geralmente fazem referência à familiaridade com o conteúdo que precisa ser catalogado. Nesta perspectiva, pretende-se refletir sobre a atividade do ensino e da prática da catalogação bibliográfica e metadados como um esforço interdisciplinar. Acrescente-se, na abordagem, o conceito da “Linguagem simples”, que no campo da comunicação tem ganho destaque nos últimos anos. Uma temática que realça a importância de os textos e conteúdos serem claros e convidativos aos leitores. Na perspectiva da catalogação, nos alerta para a importância de construirmos representações bibliográficas compreensíveis ao público. Procedimento contido nas premissas da RDA.</text>
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                <text>Fernando Modesto</text>
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            <name>Date</name>
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            <description>An unambiguous reference to the resource within a given context</description>
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                <text>https://youtu.be/cQ0DwxNfZNU</text>
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                    <text>RDA
para hoje e para o futuro
Chris Oliver
Presidente, RDA Board
christine.oliver@uottawa.ca
1

�Organizando informações bibliográficas
Contexto para o nosso trabalho no século 21:
• usuários interagem com dados bibliográficos em um contexto amplo e global
• dados bibliográficos são gerenciados tanto dentro quanto fora dos catálogos
tradicionais
• nenhuma biblioteca é uma ilha - nossos dados estão interconectados
• metadados permitem linkar com e agregar aos dados de outras comunidades
• metadados podem ser coletados, reutilizados e extraídos

2

�RDA: Resource Description and Access
RDA é um conjunto de:
◦ elementos de dados
◦ orientações e instruções
→ para a criação de metadados de recursos de bibliotecas e instituições culturais
→ metadados que podem ser utilizados em catálogos tradicionais
→ metadados que podem ser utilizados em aplicações de linked data

3

�2 facetas significativas do RDA
• RDA como um padrão para ser usado com tecnologias atuais e emergentes
• RDA como um padrão que está sendo intencionalmente internacionalizado

4

�RDA como
um padrão
para ser
usado com
tecnologias
atuais e
emergentes
Autor: ipopba -Créditos: Getty
Images/iStockphoto

5

�Um padrão para o século 21
• registrando dados, não strings

processamento por máquinas

• um conjunto compartilhado de
elementos

interoperabilidade de dados

• compativel com diferentes
ambientes tecnológicos

flexibilidade

• otimizado para ambientes linked
data

preparado para o futuro

6

�RDA é um conjunto de elementos de
dados
• elementos de dados que podem ser compreendidos por humanos e por
computadores
• realidade atual = grande quantidade de dados bibliográficos
• não é prático pensar que a gestão dos dados bibliográficos será feita
manualmente
• iremos depender do processamento por máquinas
• mas as máquinas precisam de bons dados para produzir resultados úteis

7

�RDA é um conjunto de elementos de
dados
RDA = um conjunto de elementos de dados (e vocabulários controlados)
rigorosamente definidos
• cada elemento de dado contém inequivocamente apenas 1 tipo de dado
• RDA possui elementos para registrar dados sobre 13 entidades
• RDA possui mais de 3000 elementos

8

�Dados do RDA são projetados para
interoperabilidade
• conjunto de elementos claramente delineado
diferentes tipos de usuários do RDA compartilham o mesmo conjunto de elementos
publicação aberta de vocabulários controlados para aumentar a interoperabilidade
definições e estruturas facilitam o mapeamento para dados que não são do RDA
• elementos de dados tem estrutura reconhecível
estrutura explícita e amplamente aceitada
baseada no modelo conceitual para a informação bibliográfica: IFLA Library
Reference Model (IFLA LRM)

9

�Desenhado para ser flexível
Quatro formas de registrar informação
• diferentes opções de acordo com o ambiente tecnológico:
• descrição não-estruturada
• descrição estruturada
• identificador
• IRI – Internationalized Resource Identifier
“Os métodos estão listados em ordem crescente de utilidade em aplicações
RDA, de baixa utilidade a alta utilidade ou dados inteligentes
• IRI → para linked data

10

�Um padrão -- muitas formas de usar
uma descrição não estruturada
transcrição do nome do autor da página de rosto
ou
captura automatizada de dados da página de rosto
resultado = um string de caractéres
que um humano consegue decifrar e entender
que um computador não consegue processar de forma eficaz - só
funciona para busca de palavras-chave

11

�Um padrão -- muitas formas de usar
IRI – Internationalized Resource Identifier
um padrão da internet
um identificador único global, por exemplo, para registrar o nome de uma pessoa

resultado = um string legível por máquinas
• que não é facilmente decifrável e compreendido por humanos
• que é processado de forma muito eficaz por computadores em aplicações link data
• que é vinculado a uma grande quantidade de informações recuperáveis pelo
computador e que também pode conectar a outras informações relacionadas a esse
IRI
• que pode expandir o potencial para exploração

12

�Declarações de
metadados
utilizando IRIs
sujeito, objeto e
predicado são
registrados usando IRIs
Captura de tela do RDA Toolkit
(www.rdatoolkit.org) usado com
permissão dos detendores do Copyright
para o RDA (American Library Association,
Canadian Federation of Library
Associations, and CILIP: Chartered
Institute of Library and Information
Professionals).

13

�Preparado para o futuro
• otimizado para linked data
• registrar RDA usando esquemas de codificação baseados em RDF
alternativas viáveis ao MARC, como Bibframe e Share-VDE
• muitos continuarão usando o MARC
• RDA não está otimizado para MARC, mas RDA em MARC continua sendo um
avanço
• RDA, particularmente no novo Toolkit, reorienta nosso pensamento sobre
elementos de dados, relacionamentos, uso de IRIs, etc

14

�Padrão de metadados para o século 21
• preparado para o futuro
• flexível

criar metadados que podem ser
usados em catálogos tradicionais e
para a web em ambientes link data

• dados que de fato podem ser usados dados precisos e inequívocos em
para o processamento automatizado elementos de dados bem definidos
com uma estrutura delineada
• promove a interoperabilidade dos
dados

15

�RDA como um
padrão que está
sendo
intencionalmente
internacionalizado
Flags globe at
shutterstock
(vector) ID:
111655109 by
Alhovik

16

�Um padrão internacional
• alinhado com padrões internacionais

sólida estrutura teórica

• acomodando tradições locais
diferentes

adaptável às necessidades locais

• traduções são partes essenciais do
padrão
• em uso em diversos locais do mundo

versões em idiomas diferentes para
ser usado por comunidades diferentes
administração reflete participação
internacional

17

�RDA alinhado com padrões
internacionais
• RDA é compatível com:
Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação da IFLA
Modelo conceitual para bibliotecas da IFLA: IFLA LRM
• também inclui uma declaração de relacionamento com outros padrões
internacionais
por exemplo, metadados que podem ser armazenados em esquemas de
codificação diferentes, como MARC21 e RDF

18

�RDA: implementação do IFLA LRM
IFLA LRM = IFLA Library Reference Model
o modelo conceitual bibliográfico que consolida e substitui os três
modelos anteriores da IFLA
FRBR Functional Requirements for Bibliographic Records
FRAD Functional Requirements for Authority Data
FRSAD Functional Requirements for Subject Authority Data

19

�Alinhamento com o IFLA LRM
• RDA é baseado em uma compreensão internacionalmente aceita da estrutura dos
dados bibliográficos
• IFLA LRM fornece:
• a estrutura básica e a organização do conteúdo do RDA
• uma estrutura teórica reconhecida e desenvolvida através da cooperação
internacional
• foco nas necessidades do usuário final por meio das tarefas de usuário

20

�Não é “tamanho único”
O RDA é projetado para que os metadados possam ser criados para atender aos
interesses das comunidades locais dentro de uma estrutura global de
interoperabilidade
– Gordon Dunsire, Accommodating local cataloguing traditions in a global context, 2018

• base para a interoperabilidade → conjunto compartilhado de elementos
→ dados compartilham a mesma estrutura (IFLA LRM)
• foco nos pontos em comum

21

�Internacionalização - um objetivo
• harmonização de dados
“RDA é projetado para um público internacional, considerando que catalogadores irão
fazer decisões próprias sobre a aplicação do padrão quando desejável
…
“Dada a flexibilidade das orientações e das formas de registro, os metadados fornecidos
por diferentes agentes não necessariamente será idêntica, porém, como dados bem
formados, serão compreendidos por qualquer outro agente ao serem compartilhados.
A ênfase é a harmonização dos dados em vez de estritamente a compatibilidade.”
RDA &gt; Introduction to RDA &gt; Objectives and principles governing RDA

22

�Acomodação de variações
IFLA LRM fornece a estrutura básica para dados bibliográficos
→ RDA fornece:
opção para usar qualquer um de vários elementos de dados precisos
opção de como registrar os dados
opção de que instrução usar
opção de fonte de vocabulário controlado
opção em como pontuar e ordenar os elementos
→ a comunidade catalogadora faz a escolha que melhor atende suas
necessidades

23

�Escolhas da comunidade de catalogação
Por exemplo, ao usar um vocabulário controlado (esquema de codificação de
vocabulário):
Descrição estruturada
Instruções para utilizar um dos esquemas de codificação de vocabulários do RDA
Seguido de instruções para se utilizar qualquer outro esquema de codificação de
vocabulário apropriado
Exemplos no RDA mostram o uso de vocabulários do RDA e vocabulários externos

24

�Instruções para
padrão de
transmissão
(broadcast
standard)

Captura de tela do RDA Toolkit
(www.rdatoolkit.org) usado com permissão
dos detendores do Copyright para o RDA
(American Library Association, Canadian
Federation of Library Associations, and CILIP:
Chartered Institute of Library and
Information Professionals).

25

�Exemplos usando
vocabulários que
não são do RDA
para acessibilidade
do conteúdo
(accessibility
content)

Captura de tela do RDA Toolkit
(www.rdatoolkit.org) usado com permissão dos
detendores do Copyright para o RDA (American
Library Association, Canadian Federation of
Library Associations, and CILIP: Chartered
Institute of Library and Information Professionals).

26

�Escolhas da comunidade de catalogação
• RDA Toolkit possui um local para cada comunidade registrar e dividir suas
decisões
declarações de políticas
perfis de aplicação e outros documentos (compartilhados ou não)
recursos comunitários

27

�Um padrão multilingue
RDA

um padrão internacional

8 – traduções completas integradas ao RDA Toolkit
14 – versões em outros idiomas integradas ao RDA Registry
(traduções parciais = nomes dos elementos e vocabulários controlados)
• um padrão que coloca em pé de igualdade as versões em todos os idiomas
• Inglês é tratado como uma das versões em um idioma
• Inglês é a versão usada como base para as traduções, mas é deliberadamente
chamada de “versão”

28

�Um padrão multilingue
• integração perfeita entre todas as versões em todos os idiomas no RDA
Toolkit e no RDA Registry
• visibilidade de todas as comunidades de diferentes idiomas usando RDA
• todas usando o mesmo conjunto de elementos e vocabulários

29

�RDA, um padrão de metadados global
• desenhado para ser fácil de usar por criadores de metadados ao redor do mundo

• um padrão cuja manutenção e desenvolvimento será feito com representantes de todas as regiões
do mundo
Internacionalização da administração do RDA, sua tomada de decisões e gestão
Representantes das 6 regiões do mundo
Africa, Asia, Europa, America Latina e Caribe, America do Norte e Oceania

30

�RDA, uma estrutura para
interoperabilidade
Comunidades de catalogação ao redor do mundo funcionam em diferentes contextos
• ambientes tecnológicos diferentes
• convenções e práticas diferentes
• necessidades linguísticas, nacionais e culturais diferentes
Nosso interesse comum
-- providenciar metadados que atendem às necessidades dos nossos usuários finais
-- dados que podem ser precisamente processados por computadores
-- compatibilidade dos dados bibliográficos entre as comunidades

31

�?
christine.oliver@uottawa.ca

32

�</text>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                    <text>Experiência na implementação do
RDA na Biblioteca do Congresso
Nacional do Chile
Ángela Quiroz Ubierna
Biblioteca do Congresso Nacional do Chile
II Encontro de RDA no Brasil
5 de novembro de 2021

�Biblioteca do Congresso Nacional do Chile (BCN-Chile)

A Biblioteca do Congresso Nacional do Chile (BCN) é um serviço comum do Senado e da Câmara
dos Deputados, que tem como missão apoiar a comunidade parlamentar no exercício de suas
funções, gerando informação, conhecimento e assessoria especializada, bem como, promover
instâncias de articulação do Congresso Nacional com os cidadãos, disponibilizando-lhes a
história bibliográfica, documental, jurídica e política do país.

�Experiência de implementação de RDA na
Biblioteca do Congresso Nacional do Chile

�Experiência de implementação de RDA na
Biblioteca do Congresso Nacional do Chile
• Em agosto de 2012 o Projeto foi iniciado:
“Implementação do modelo de catalogação RDA na BCN"
• Com um plano de formação na BCN para bibliotecários e técnicos
bibliotecários do Departamento de Producción de Recursos de
Información da BCN.

�Objetivos da experiência de implantação


Conhecer a ferramenta online RDA Toolkit e seu principal
componente, o RDA: Recursos, Descrição e Acesso;



Enviar proposta de mudança na BCN (Plano de Trabalho);



Trabalhar exemplos reais de registros bibliográficos.

�Metodologia de experiência de implementação


Oficinas teórico-práticas semanais, com duração aproximada de 2
horas por sessão;



Calendário de atividades: agosto a dezembro de 2012;



Treinamento no uso do RDA Toolkit para acessar e aplicar as novas
orientações. Aprender a navegar e pesquisar, personalizar a
ferramenta e encontrar ajuda e recursos adicionais.

�Plano de trabalho
O plano de trabalho foi dividido em duas fases:
•

Fase 1: implementação de novos campos do Formato de Dados
Bibliográficos MARC / RDA

•

Fase 2: trabalhar com Base de Dados de Autoridades (sendo 2013
como uma meta institucional)

�Plano de trabalho
Fase 1


Requisitos de mudança global no Banco de dados de registros
bibliográficos no Software Horizonte (campos MARC/RDA)

�Plano de trabalho
Fase 2


No anos de 2013 e 2014 foi gerado como Meta do Departamento de
Producción aplicar o RDA a um total de 344 registros de
autoridades (Senadores e Deputados), como forma de aprendizado,
através do novo padrão de tratamento de autoridades pessoais;



Do ano de 2015 em diante, continuou-se com o restante dos
autores parlamentares e autores em geral

�Outras atividades realizadas



A BCN participou desde o final de 2010 de uma Comissão Técnica,
coordenada pela Biblioteca Nacional do Chile, com o objetivo de
estudar o novo padrão de catalogação RDA:

RDA-Grupo de Interesse do Chile (GIRCH)
Ativo entre 2010 e 2014

�Outras atividades realizadas
Capacitações


Em outubro de 2012, foi realizado um Encontro para capacitação em RDA na Biblioteca
Nacional do Chile e a reativação do grupo de trabalho GIRCH para definir políticas em
nível nacional.



Nos meses de agosto e setembro de 2013, foi realizado o treinamento sobre o novo
padrão internacional de Catalogação RDA para Registros Bibliográficos no BCN (RDAGrupo de Interesse do Chile, GIRCH)



Em junho de 2016, foi realizado um treinamento para um grupo de bibliotecários da
Biblioteca Nacional do Chile, do Poder Judiciário, da Universidade Católica do Chile e da
Universidade de Santiago do Chile.



Desde 2017, o treinamento em RDA continua.

�Aplicação em nosso sistema
Registro bibliográfico:

�Exemplo: Biblioteca do Congresso

��Visualização no
Catálogo da BCN

�Visualização no
Catálogo da BCN

�Aplicação do RDA no
controle de autoridades

�Registros de Autoridades Pessoais, Entidades Coletivas e Famílias.


008/10 = z (otro)



040 – Fuente de la catalogación



046 – Códigos especiales para fechas



1XX - Nombre





368 - Otros atributos de la entidad corporativa;
370 - Lugar asociado;
371- Dirección;
372 - Actividad;
373 - Grupo asociado;
374 - Ocupación;
375 - Género;
376 - Familia;
377 - Lengua asociada;
378 - Nombre completo de la Persona



4XX – Punto de acceso variante



5XX – Punto de acceso autorizado relacionado



670 – Fuente en que se localizaron datos



675 – Fuente en la que no se localizaron datos



678 – Biografía. Nota pública (definir si se usa)










�RDA Toolkit. Capítulo 9 – Identificación de personas

�Software Horizonte

�Software Horizonte

�Software Horizonte

�Catálogo da BCN

�Catálogo da BCN

�Catálogo da BCN

�Dados abertos vinculados na BCN

�Exemplo: registro de autoridade Pessoa

�Representação da América Latina e Caribe
(2017-2019)


Atividades principais:


Participação em reuniões presenciais (Londres 2017 e 2018; Chicago 2019);



Coleta de informações sobre o desenvolvimento e implementação do RDA na região;



Incentivar e promover a implementação do RDA nas bibliotecas da Região;



Contribuir para a governança do RDA, por meio da internacionalização da norma;



Presença em conferências, seminários, reuniões, congressos e entre outros...

�2017

2018

2019

��Grupos regionais do RDA
Importância dos grupos regionais


EURIG



NORDAC



ORDAC



E na América Latina?
Grupo de Trabajo RDA América Latina, criado em 2018.

�Outras atividades relacionadas com o RDA
no Chile


Projeto Chimenea NACO-Chile



Diploma de E-Learning (Aprendizagem online) em Técnicas de Catalogação de Registros
Bibliográficos de acordo com as diretrizes RDA, FRBR e MARC21 (2021), Universidad de
Concepción

�Outros dados:


Biblioteca Nacional de Colombia. Foro virtual Proyecto Piloto RDA.
http://rda.bibliotecanacional.gov.co/index.php#c2



Biblioteca Nacional Mariano Moreno (Argentina). Grupo de trabajo sobre RDA
https://www.bn.gov.ar/bibliotecarios/grupo-de-trabajo-rda



Biblioteca Nacional de España. Selección de recursos de formación en RDA
http://www.bne.es/es/Inicio/Perfiles/Bibliotecarios/NoticiasBibliotecarias/0228RecursosFormacionRDA.html



Grupo RDA México
https://www.facebook.com/Grupo-RDA-M%C3%A9xico-157929421569746/



Library of Congress. RDA: Resource Description &amp; Access Training Materials.
https://www.loc.gov/catworkshop/RDA%20training%20materials/index.html



RDA Board
http://www.rda-rsc.org/rdaboard

�FINALMENTE…

¡ MUCHAS GRACIAS !
aquiroz@bcn.cl

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Esta apresentação compartilha as principais experiências relacionadas à implementação da norma Recursos, Descrição e Acesso (RDA) na Biblioteca do Congresso Nacional do Chile (BCN-Chile). Destacam-se as atividades geradas no início da implantação do RDA, a participação do BCN-Chile no Grupo de Interesse RDA Chile e o trabalho realizado desde o surgimento do RDA e do RDA Toolkit, em 2010, até o momento. Além disso, será compartilhada a experiência de ter sido a instituição representativa da América Latina e do Caribe no Conselho da RDA, no período 2017-2019.</text>
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                    <text>RDA
for now and for the future
Chris Oliver
Chair, RDA Board
christine.oliver@uottawa.ca
1

�Organizing bibliographic information
Context for our work in the 21st century:
• users interact with bibliographic data in a broad, global context
• bibliographic data is managed inside and outside traditional catalogues

• no library is an island – everyone’s data is interconnected
• metadata supports linking to and aggregating with data from other
communities
• metadata can be harvested, re-used, and mined

2

�RDA: Resource Description and Access
RDA is a package of:
◦ data elements
◦ guidelines and instructions
→ for creating library and cultural heritage resource metadata
→ metadata that can be used in traditional catalogues
→ metadata that is ready for use in linked data applications

3

�2 significant facets of RDA
• RDA as a standard for use with current and emerging technologies
• RDA as a standard that is being intentionally internationalized

4

�RDA as a
standard for
use with
current and
emerging
technologies
Creator: ipopba -Credit: Getty
Images/iStockphoto

5

�A standard for the

st
21

century

• recording data, not strings

machine processing

• a shared element set

data interoperability

• suitable for wide range of
technological environments

flexibility

• optimized for linked data
environments

ready for the future

6

�RDA is a package of data elements
• data elements that can be understood by humans and processed by computers
• current reality = vast amounts of bibliographic data
• no longer practical to think that the management of bibliographic data will be
manually curated
• reality of reliance on machine processing

• but machines need good data to produce useful results

7

�RDA is a package of data elements
RDA = a set of precisely defined data elements (and controlled vocabularies)
• each data element contains only one type of data – unambiguous data
• RDA has elements for recording data about 13 entities
• RDA has over 3,000 elements

8

�RDA data designed for interoperability
• clearly defined element set
different types of RDA users all share the same element set
openly published controlled vocabularies to increase interoperability

definition and structure make it easier to map to non-RDA data
• recognizable structure for the data elements
explicit and widely accepted structure –
based on the internationally accepted bibliographic conceptual model:
IFLA Library Reference Model (IFLA LRM)

9

�Designed for flexibility
Four recording methods
• options according to the technological environment in which one operates:
• unstructured description
• structured description
• identifier
• IRI – internationalized resource identifier
“The methods are listed in order of increasing utility in general applications
of RDA data, from low utility to high utility or smart data.”
• IRI → for linked data

10

�One standard -- many ways to use it
an unstructured description
transcribe the name of the author from the title page
or
automated data capture of information on a title page
result = a string of characters
a human can decipher and understand
a computer cannot process effectively – only good enough for keyword
searching

11

�One standard -- many ways to use it
IRI – internationalized resource identifier
an Internet standard
a globally unique identifier, for example, use it to record the name of a person

result = a machine-readable string
• a human cannot easily decipher and understand
• a computer can process very effectively in a linked data application
• a computer can retrieve a large amount of information using the IRI and may
also link to other information connected to that IRI
• expands the potential for exploration

12

�Metadata
statement using
IRIs
subject, object and
predicate all recorded
using IRIs
Screen image from the RDA Toolkit
(www.rdatoolkit.org) used by permission
of the Copyright Holders for RDA
(American Library Association, Canadian
Federation of Library Associations, and
CILIP: Chartered Institute of Library and
Information Professionals).
13

�Ready for the future
• optimized for linked data
• record RDA data using RDF-based encoding schemes

viable alternatives to MARC, such as Bibframe and Share-VDE
• many will continue to use MARC formats for a while
• RDA is not optimized for MARC, but RDA in MARC still a useful step forward
• RDA, especially in the new Toolkit, starts reorienting our thinking in terms of
data elements, relationships, using IRIs, etc.

14

�Metadata standard for the
• ready for the future
• flexible

• data that can be used effectively for
automated processing

• promotes data interoperability

st
21

century

create metadata that can be used in
traditional catalogues and also for the
web and linked data environments

precise and unambiguous data in welldefined data elements with an
articulated structure

15

�RDA as a
standard that is
being
intentionally
internationalized
Flags globe at
shutterstock (vector)
ID: 111655109 by
Alhovik

16

�An international standard
• aligned with international standards

sound theoretical framework

• accommodating different local
traditions

responsive to local needs

• translations are an integral part of the
standard

different language versions for
use in communities around the
globe

• in use in countries around the globe

governance to reflect
international participation

17

�RDA aligned with international standards
• RDA is aligned with:
IFLA’s International Cataloguing Principles
IFLA’s bibliographic conceptual model: IFLA LRM
• also includes a statement of relationship to other international standards
for example, metadata that can be stored in different encoding schemes,
such as MARC 21 and RDF

18

�RDA: implementation of IFLA LRM
IFLA LRM = IFLA Library Reference Model
the bibliographic conceptual model that consolidates and
supersedes the three previous IFLA models:

FRBR Functional Requirements for Bibliographic Records
FRAD Functional Requirements for Authority Data
FRSAD Functional Requirements for Subject Authority Data

19

�Alignment with IFLA LRM
• RDA based on an internationally accepted understanding of the structure of
bibliographic data
• IFLA LRM provides:

• the basic structure and organization for the content of RDA
• a recognized theoretical framework that was developed through international
cooperation and consensus

• built-in focus on the needs of the end-user through the user tasks

20

�Not “one size fits all”
RDA is designed so that metadata can be created to meet the interests of local
communities within a global framework for interoperability.
– Gordon Dunsire, Accommodating local cataloguing traditions in a global context, 2018

• basis for data interoperability → the shared element set
→ data shares the same structure (IFLA LRM)

• focus on the common ground we share

21

�Internationalization – a design objective
• data harmonization
“RDA is designed for an international audience with the expectation that
cataloguing agents will make application decisions when desirable”
…
“Given the flexibility of the guidance and recording methods, the metadata
provided by different agents will not necessarily be identical, but as well-formed
data it will be understood by any agent when shared. The emphasis is on data
harmonization rather than strict compatibility.”
RDA &gt; Introduction to RDA &gt; Objectives and principles governing RDA

22

�Accommodation of variations
IFLA LRM provides the basic structure for bibliographic data
→ RDA provides:
option to use any of a large number of precise data elements
choices on how to record the data
options for which instructions to use
options for sources of controlled vocabularies (VES)
options on how to punctuate and order elements
→ a cataloguing community makes the choices that suit their needs

23

�Cataloguing community’s choice
For example, when using controlled vocabulary (vocabulary encoding scheme) to
record data:
Structured description
Instruction to use one of the RDA vocabulary encoding schemes
Followed by instruction to use another suitable vocabulary
encoding scheme
Examples in RDA also show use of RDA vocabularies and external vocabularies

24

�Instructions for
broadcast
standard

Screen image from the RDA Toolkit
(www.rdatoolkit.org) used by permission of
the Copyright Holders for RDA (American
Library Association, Canadian Federation of
Library Associations, and CILIP: Chartered
Institute of Library and Information
Professionals).

25

�Examples using
non-RDA VES at
accessibility
content

Screen image from the RDA Toolkit
(www.rdatoolkit.org) used by permission of the
Copyright Holders for RDA (American Library
Association, Canadian Federation of Library
Associations, and CILIP: Chartered Institute of
Library and Information Professionals).

26

�Cataloguing community’s decisions
• Places within RDA Toolkit for a community to record and share its decisions:
policy statements
application profiles and other documents (shared or not)
community resources

27

�A multilingual standard
RDA

an international standard

8 – full translations integrated into the original RDA Toolkit
14 – language versions integrated in the RDA Registry
(partial translations = names of elements and controlled vocabularies)
• a standard that places equal value on all its language versions
• English is treated as one of the language versions
• English is the version used as starting point for translations, but deliberately
called a “version”

28

�A multilingual standard
• seamless integration of all language versions in the one RDA Toolkit and RDA
Registry
• visibility of all the different language communities using RDA

• all using the same element set and vocabularies

29

�RDA, a global metadata standard
• designed to be easy to use by metadata creators around the globe

• a standard to be maintained and developed jointly with representatives from
all regions of the globe
RDA governance internationalizes decision-making and management
Representation from all 6 regions of the globe
Africa, Asia, Europe, Latin America and the Caribbean, North
America and Oceania
30

�RDA, a framework for interoperability
cataloguing communities around the globe operate in different contexts
• different technological environments
• conventions and practices differ
• different needs in linguistic, national, and cultural cataloguing communities
our common interest
-- providing metadata that fulfills the needs of our end-users
-- data that can be processed accurately by computers
-- compatibility of bibliographic data across communities

31

�?
christine.oliver@uottawa.ca

32

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                <text>The presentation will focus on RDA in the new RDA Toolkit. It is still the same RDA as in the original RDA Toolkit. The standard follows the same objectives and principles, and it continues to support the same ways of working as in the original RDA Toolkit. There are changes, but these changes are not disruptive. The standard looks different, it has expanded in scope, and it has been deliberately internationalized, to accommodate the needs of local cataloguing communities around the globe. It has evolved more fully to achieve its purpose of being an international metadata standard for both current and future environments.&#13;
The presentation includes an overview of the major developments that occurred during the 3R Project: the impact of the 3R Project itself, the results of aligning RDA with IFLA’s Library Reference Model (IFLA LRM), and the outcomes of internationalization.</text>
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            <name>Creator</name>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                    <text>Implementação do RDA na
Biblioteca Central da PUCRS
Clarissa Jesinska Selbach
Coordenadora do Setor de Tratamento da Informação
da Biblioteca da PUCRS
05 nov. 2021

�Sobre a Biblioteca da PUCRS
• Biblioteca Central Irmão José
Otão;
• Acervo originário do Colégio
Rosário de 1940;
• Em 1978 mudou-se para o
prédio de 10.000m2 no
Campus Universitário;
• Em 2008 ocorreu a ampliação
do prédio para 21.000m2.
II Encontro de RDA no Brasil

�Sobre a Biblioteca da PUCRS
• Organização do acervo em
4 áreas;
• Tecnologias de
autoatendimento;
• Espaços para pesquisa
acadêmica e produção do
conhecimento.

II Encontro de RDA no Brasil

��Sobre a Biblioteca da PUCRS

• 3 setores
• Serviços
• Suporte e Desenvolvimento
• Tratamento da Informação

• 6 Grupos de Trabalho

II Encontro de RDA no Brasil

�Setor de Tratamento da Informação

Serviço de
Aquisição

Preparo Técnico

Processamento
Técnico

Laboratório de
Recuperação de
Acervo

II Encontro de RDA no Brasil

�Equipe do Setor de Tratamento da Informação

�Implementação do RDA na Biblioteca da PUCRS

2013

2015

2016

2021

Estudos
teóricos
do RDA

Início da
implementação
do RDA

Implementação
oficial do RDA

Avaliação
constante de
atualizações

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação do RDA na Biblioteca da PUCRS

• Foi um projeto que uniu estudos teóricos e a
prática de catalogação do setor;
• Envolveu uma mudança organizacional;
• Estruturado para realizar esta mudança da forma
menos abrupta e fluida, tanto para equipe
como para o usuário.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catálogo de autoridades

�Implementação no catálogo de autoridades
• Mapeamento dos
tipos de autoridades;
• Atualização das
planilhas de
preenchimento
(templates) para
cada tipo de
autoridade com
campos MARC21;
II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo de autoridades

• Atualização das
ajudas de campos
MARC21.

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo de autoridades

Exemplo de ajuda
de campo
MARC21.

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo de autoridades
• Os atributos das autoridades são dados
fidedignos e são consultadas fontes como:

• VIAF (Virtual International Authority File);
• ISNI (International Standard Name Identifier);
• Library of Congress;
• Bibliotecas nacionais de cada país de acordo com a
nacionalidade do autor;
• Sites próprios;
• Currículo Lattes.

II Encontro de RDA no Brasil

�Catálogo bibliográfico

�Implementação no catálogo bibliográfico
• Mapeamento dos tipos de materiais disponíveis no
acervo;

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo bibliográfico

• Atualização das
planilhas de
preenchimento para
cada tipo de material
(templates) e manuais
dos campos MARC21;

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo bibliográfico

• Alteração do
campo 260 para
264;
• Especificidade em
materiais digitais.

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo bibliográfico
• Apoio do Setor de Suporte e Desenvolvimento da Biblioteca;

• Alterações em lote em
campos MARC21 para correção
de abreviaturas;

II Encontro de RDA no Brasil

il. = ilustrações
p. = páginas
et al. = e outros
ca = aproximadamente

�Implementação no catálogo bibliográfico
• Implementação de novos campos MARC21 (33X) de
acordo com diretrizes do RDA, e novos campos locais
(39X) para adequar a saída dos dados;

II Encontro de RDA no Brasil

�Implementação no catálogo bibliográfico
• Inclusão de subcampos para designar a relação das
autoridades com a obra (1XX e 7XX $e), utilizando os
termos padronizados pelo RDA.

II Encontro de RDA no Brasil

�II Encontro de RDA no Brasil

�Registros híbridos
omnis.pucrs.br

Registros
híbridos no
catálogo

II Encontro de RDA no Brasil

�Essencial durante a implementação do RDA

• Treinamento e
capacitação da
equipe da
Biblioteca.

II Encontro de RDA no Brasil

�O que é necessário na adoção do RDA?

• Adaptações nas
políticas de
catalogação;
• Estudo
permanente;
• Liderança da
instituição ciente
da importância.
II Encontro de RDA no Brasil

�Para que seja possível...

Flexibilizar as regras de catalogação e
adequar as diretrizes de acordo com as
necessidades da instituição, conforme
as políticas definidas.

II Encontro de RDA no Brasil

�Desafios na implementação do RDA

• Equipes geralmente
são enxutas;
• Custo da
assinatura do
Toolkit;
• Atualização
contínua das
diretrizes RDA;
II Encontro de RDA no Brasil

�Desafios na implementação do RDA

• Mudança organizacional bem planejada
para não causar ruídos no desenvolvimento
dos processos de trabalho;
• Atualização constante da equipe sobre
RDA e as tendências na catalogação
mundial.

II Encontro de RDA no Brasil

�Sobre atualizações constantes

RDA Original

II Encontro de RDA no Brasil

RDA Oficial

�Finalizando...
RDA permite ampliar as possibilidades de
descoberta de documentos a partir da descrição dos
dados e das relações existentes entre eles.

II Encontro de RDA no Brasil

�Finalizando...

Apesar dos impactos da mudança em modos e fluxos
de trabalho, avalia-se de forma assertiva a adoção
do RDA, pois atende às necessidades da era digital e
oferece mais possibilidades à biblioteca.

II Encontro de RDA no Brasil

�Obrigada!
biblioteca.pucrs.br
clarissa.selbach@pucrs.br

@BibliotecaPUCRS

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                <text>Implementação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS</text>
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                <text>Relato sobre o processo de implementação do Resource Description and Access (RDA) em registros bibliográficos e de autoridade na Biblioteca Central Irmão José Otão, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e como é a experiência da equipe catalogando com as novas diretrizes do RDA desde 2016.</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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        <name>Resource Description and Access (RDA)</name>
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                    <text>Relato de experiência na aplicação do
RDA no Sistema de Bibliotecas da
Universidade de Caxias do Sul
2021

�Universidade de Caxias do Sul
A Universidade de Caxias do Sul é uma Instituição Comunitária de
Educação Superior, situada na região nordeste do Rio Grande do Sul.

�Sistema de Bibliotecas UCS
Composto por 12 bibliotecas integradas e coordenadas pela Biblioteca
Central.
Caxias do Sul

Vacaria
• Biblioteca Setorial de Vacaria

• Biblioteca Central
• Biblioteca Setorial do Hospital Geral
• Biblioteca Setorial UCS-LE
• Biblioteca Setorial do Campus 8

Torres
• Biblioteca Setorial de Torres

Farroupilha
• Biblioteca Setorial de Farroupilha

Bento Gonçalves
• Biblioteca Setorial da Região dos
Vinhedos

Nova Prata
• Biblioteca Setorial de Nova Prata

São Sebastião do Caí
• Biblioteca Setorial do Vale do Caí

Canela
• Biblioteca Setorial da Região das Hortênsias

Guaporé
• Biblioteca Setorial de Guaporé

�Biblioteca Central
A Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul (BICE/UCS) foi
criada em 04 de maio de 1970.

�2011
O RDA foi lançado em 2010, no idioma inglês, publicando novas
instruções de catalogação que substituem as regras do AACR2.
Em maio de 2011, a equipe de Bibliotecários catalogadores da UCS
adquire a obra "Introdução à RDA : um guia básico", de Chris
Oliver para estudar e analisar as novas instruções.
Ainda neste ano, foram feitas as primeiras postagens sobre o tema no
Blog do Setor de Processamento Técnico UCS.

processotecnicoucs.wordpress.com

�2012
Adoção do RDA para descrição das autoridades Nome pessoal,
Famílias e Entidades coletivas.
Trabalho de pesquisa e comparação entre AACR2 e RDA.
Tradução das etiquetas do MARC21 Autoridades.
Deﬁnição das etiquetas MARC21 que seriam utilizadas,
conforme política de controle de autoridades da UCS.
Implementação e parametrização das novas etiquetas do
MARC21 Autoridades no software de Gestão de Bibliotecas
Pergamum.
Capacitação da equipe de bibliotecários.
Visualização no catálogo on-line.

�2012
Novas etiquetas MARC21 para a descrição dos atributos:

024 - Outros padrões de identiﬁcação (R)
040 - Fonte de catalogação (NR)
046 - Datas especiais codiﬁcadas (R)
336 - Tipo de conteúdo (R)
368 - Outros atributos de pessoa ou entidade coletiva (NR)
370 - Lugar associado (R)
371 - Endereço (R)
372 - Campo de atividade (R)
373 - Grupo associado (R)
374 - Ocupação (R)
375 - Gênero (R)
376 - Informações da família (R)
377 - Idioma associado (R)

�2012
Registro de autoridade - MARC21
000
005
008
024
040
046
100
370
372
374
375
377
400
400
400
400
400
670
670
856

n#n
202110091242.5
140311nd#azznnaabn ua aaa #d
$a 0000 0000 8362 1347 $1 https://isni.org/isni/0000000083621347 $2 ISNI
$a BR-CxU $c BR-CxU $e rda
$f 1839 $g 1889
$a Barreto, Tobias, $d 1839-1889
$a Vila de Campos do Rio Real, Sergipe $b Recife, Pernambuco $c Brasil
$a Filosoﬁa
$a Filósofo $a Poeta $a Crítico $a Jurista
$a Masculino
$a Português
$a Barretto, Tobias, $d 1839-1889
$a Menezes, Tobias Barreto de, $d 1839-1889
$a Barreto de Menezes, Tobias, $d 1839-1889
$a Barretto de Menezes, Tobias, $d 1839-1889
$a Meneses, Tobias Barreto de, $d 1839-1889
$a BN
$a Diccionario bibliographico brazileiro / Sacramento Blake, 1970, v. 7, p. 310-312
$z Wikipedia $u http://pt.wikipedia.org/wiki/Tobias_Barreto

�Visualização no catálogo

�2013 a 2017
Início do processo de revisão dos registros de autoridade
existentes no catálogo:
Revisão de todas autoridades Família;
Revisão de todas autoridades Espírito;
Revisão de todas autoridades Nome Pessoal com as
abreviações n. (data de nascimento) e m. (data de morte).
Período de adequação das mudanças.

�2013 a 2017
Exemplos de Registros de autoridades - Família

Antes de 2013
100 3# $a Mezzomo (Família)
400 ## $a Família Mezzomo
400 ## $a Mezzomo (Família)
400 ## $a Mezzomo, Família
670 ## $a Ass. de: Centenário de
imigração da família Mezzomo. 1986.

Depois de 2013
100 3# $a Mezzomo (Família : $c Caxias do
Sul, RS)
370 ## $a Brasil $f Caxias do Sul, RS
376 ## $a Família $b Mezzomo, Domênico
400 ## $a Família Mezzomo
400 ## $a Mezzomo (Família)
400 ## $a Mezzomo, Família
670 ## $a Ass. de: Centenário de imigração
da família Mezzomo. 1986.

�2013 a 2017
Exemplos de Registros de autoridades - Pessoa

Antes de 2013
008
040
100
400
400
670

670

210510nd#azznnaabn ua aaa #d
$a BR-CxU $c BR-CxU
$a Costa, José da Silva, $d n. 1841
$a Da Silva Costa, José, $d 1841$a Silva Costa, José da, $d 1841$a Diccionario bibliographico
brazileiro / Sacramento Blake, 1970,
v. 5, p. 190-192 $b Dados biográﬁcos
(data de nascimento, local de
nascimento, proﬁssão e bibliograﬁa)
$a LCSH

�2013 a 2017
Exemplos de Registros de autoridades - Pessoa

Depois de 2013
008
024

040
046
100
370
372
373
374
375
377
400

210510nd#azznnaabn ua aaa #d
$a 0000 0000 4003 7300 $1
https://isni.org/isni/000000004
0037300
$2 ISNI
$a BR-CxU $c BR-CxU $e rda
$f 1841
$a Costa, José da Silva, $d 1841$a Rio de Janeiro $c Brasil
$a Ciências Sociais e Jurídicas $a
Direito
$a Faculdade de São Paulo
$a Magistrado $a Advogado
$a Masculino
$a Português
$a Da Silva Costa, José, $d 1841-

400
670

670

$a Silva Costa, José da, $d 1841$a Diccionario bibliographico
brazileiro / Sacramento Blake, 1970,
v. 5, p. 190-192
$b Dados biográﬁcos (data de
nascimento, local de nascimento,
proﬁssão e bibliograﬁa)
$a LCSH

�2018
Realização do curso oferecido pela Universitat de les Illes
Balears, Espanha.
Contato com o suporte do software Pergamum para sanar
dúvidas sobre a implantação das etiquetas MARC nos
Registros Bibliográﬁcos.

....................................

Nomeação de um grupo de trabalho.

�2019
Reuniões semanais do Grupo de Trabalho.
Estudos teóricos do RDA para registros bibliográﬁcos.
Elaboração do projeto e assinatura do RDA Toolkit.
Participação como ouvinte no I Encontro RDA Brasil.
Visita à Biblioteca da PUC-RS.

�2020
Reuniões semanais do Grupo de Trabalho.
Mapeamos as mudanças nos elementos AACR2 x RDA para registros
bibliográﬁcos.
Mapeamos quais os tipos de materiais, mídias e suportes existentes
no SiBUCS.
Revisamos as políticas de representação descritiva.
Elaboramos templates para recursos on-line.
Revisamos e parametrizamos as novas etiquetas MARC nos registros
bibliográﬁcos.
Início da implementação do RDA nos registros bibliográﬁcos.

�2020
Alterações e inclusões nas etiquetas MARC21 para inclusão dos recursos on-line

Alteração
De etiqueta 260 Imprenta
Para etiqueta 264 Produção, publicação etc.
Inclusão
040 Fonte de catalogação $e RDA
1XX e 7XX termo de relação $e
336 - Tipo de conteúdo
337 - Tipo de mídia
338 - Tipo de suporte
347 - Características do arquivo digital

�Exemplo Trabalho de Conclusão de Curso on-line
001
003
005
007
008
040
080
100 1
245 1 0
264
300
336
337
338
347
502

1

341835
BR-CxU
20210209173338.0
cr cn# uuuun
170822s2017 rsba #sm #000 0#por#d
$a BR-CxU $e rda
$a 657 $2 1.ed.
$a Trentin, Giovanna Maria, $d 1994- $e Autor
$a Análise crítica do plano de recuperação judicial de uma rede
varejista gaúcha de móveis e eletrodomésticos /
$c Giovanna Maria Trentin ; orientação Evandro Carlos Stumpf
$a Caxias do Sul, RS : $b UCS, $c 2017.
$a 1 recurso on-line (58 páginas) : $b ilustrações (colorido)
$a Texto $b txt $2 rdacontent
$a Computador $b c $2 rdamedia
$a Recurso on-line $bcr $2rdacarrier
$a Arquivo de texto, $b PDF, $c 844.0 KB $2 rda
$a Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade de
Caxias do Sul, Campus Universitário de Caxias do Sul. Bacharelado
em Ciências Contábeis, 2017.

�Exemplo Trabalho de Conclusão de Curso on-line
504
520

650
650
700
710

0 4
0 4
1
2

856 4
856 4

$a Inclui bibliograﬁa.
$a Uma abordagem contábil relacionada ao processo de Recuperação
Judicial vem sendo necessária em nosso país. Após a forte crise
econômica brasileira que se iniciou em 2014, houve um signiﬁcativo
aumento nos pedidos de recuperação judicial. [resumo fornecido pelo
autor].
$a Contabilidade
$a Análise de balanço
$a Stumpf, Evandro Carlos, $d 1966- $e Orientador
$a Universidade de Caxias do Sul. $b Campus Universitário de Caxias
do Sul. $b Curso de Ciências Contábeis
$e Instituição concedente de grau acadêmico
$z Versão digital (Clique aqui para acessar) $u
https://repositorio.ucs.br/xmlui/handle/11338/3201 $9 05/10/2017
$z Imagem $u https://sou.ucs.br/pergamumweb/vinculos/00012d/00012db2.jpg $9 28/03/2019

�Exemplo Trabalho de Conclusão de Curso on-line
Autor

Trentin, Giovanna Maria, 1994- Detalhes Autor

Título principal

Análise crítica do plano de recuperação judicial de uma rede varejista
gaúcha de móveis e eletrodomésticos / Giovanna Maria Trentin ; orientação Evandro Carlos Stumpf

Informações de publicação Caxias do Sul, RS : UCS, 2017.
Descrição
Descrição digital

1 recurso on-line (58 páginas) : ilustrações (colorido)
Arquivo de texto, PDF, 844.0 KB

Nota TCC, Dissertação e
Tese

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade de Caxias do
Sul, Campus Universitário de Caxias do Sul. Bacharelado em Ciências
Contábeis, 2017.

Bibliograﬁa, índice, etc

Inclui bibliograﬁa.
Resumo : Uma abordagem contábil relacionada ao processo de Recuperação Judicial vem sendo necessária em nosso país. [resumo fornecido pelo
autor].

Resumo

Assuntos
Autor(es) secundário(s)

Tipo de conteúdo
Tipo de mídia
Tipo de suporte
Endereço Eletrônico

Contabilidade Detalhes
Análise de balanço Detalhes
Stumpf, Evandro Carlos, 1966 - Detalhes Orientador
Universidade de Caxias do Sul. Campus Universitário de Caxias do Sul.
Curso de Ciências Contábeis Detalhes Instituição concedente de grau
acadêmico
Texto
Computador
Recurso on-line
Versão digital (Clique aqui para acessar)
Imagem

�Visualização no catálogo

�2021
Reuniões semanais do Grupo de Trabalho.
Treinamento da equipe de auxiliares de biblioteca na
catalogação.
Construção de novos templates para registros bibliográﬁcos.
Revisão dos registros de autoridade.
Novo contato com o suporte do software Pergamum para
sanar dúvidas e adequações na visualização das etiquetas
MARC nos registros Bibliográﬁcos e de Autoridade.

�2022
Reuniões semanais do Grupo de Trabalho.
Finalizar a construção dos templates para registros
bibliográﬁcos.
Ampliar os estudos teóricos em LRM.

�Considerações finais
São muitos os desaﬁos, como:
Necessidade de revisões constantes das políticas de representação
descritiva.
Necessidade de elaboração de templates.
O processo de catalogação é mais lento e demanda muito mais tempo
dos catalogadores.
O software não está preparado para as novas diretrizes utilizadas no
RDA, pois a saída de dados não atende as necessidades da biblioteca,
mas mesmo assim optamos por realizar os registros em RDA.

�Considerações finais
O processo de implantação está ocorrendo gradativamente
conforme a evolução dos estudos e elaboração das políticas.
O RDA proporciona maior ﬂexibilidade na tomada de decisão.
Poucas instituições nacionais utilizando o RDA, diﬁcultando a troca
de experiências.
Diﬁculta para o usuário ﬁnal a construção da referência bibliográﬁca,
seguindo o padrão ABNT.
O nosso modelo de implantação levou em consideração a
disponibilidade da equipe e optou-se por registros híbridos.

�Contato
Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul
Processamento Técnico
Fone: +55 54 3218.2173 - Ramal 2474
biblioteca@ucs.br

Blog do Processo Técnico
Blog do PT - https://processotecnicoucs.wordpress.com/
Muito obrigada!

�</text>
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              </element>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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    <itemType itemTypeId="1">
      <name>Text</name>
      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Relato de experiência na aplicação do RDA no Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul</text>
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                <text>Catalogação</text>
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                <text>Relato de experiência sobre a aplicação e adoção do RDA para os registros de autoridade e registros bibliográficos no Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul - SiBUCS, que é composto por 12 bibliotecas, no Estado do Rio Grande do Sul, integradas e coordenadas pela Biblioteca Central. A adoção do RDA teve seu início no ano de 2012, com a parametrização do software Pergamum, tradução dos novos atributos para o controle de autoridades (nome pessoas, famílias e entidade coletiva) e treinamento da equipe de bibliotecários do Setor de Processamento Técnico da Biblioteca Central, mas foi a partir de 2018 até a presente data que uma equipe de bibliotecários foi designada para planejar a adoção da nova normativa nos registros bibliográficos.</text>
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                <text>Ana Guimarães Pereira</text>
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            <name>Date</name>
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                    <text>O RDA visto a 30 mil pés
PROFA. DRA. LILIANA GIUSTI SERRA
SOPHIA BIBLIOTECA
LGIUSTISERRA@GMAIL.COM

�RDA no Brasil
Muito estudado/discutido, mas com pouca aplicação prática
Modelos conceituais do RDA:
◦ Da familia FR (FRBR, FRAD, FRSAD) ao LRM e 3R

Aspectos mais estudados:
◦ Comparativos entre AACR2 e RDA
◦
◦
◦
◦
◦

Regra de 3
Abreviações
Terminologias
Tags 33X
Etc.

Estrutura para o LD
Política de catalogação

�Propriedade, atributo, relacionamento
Propriedade: um atributo ou relacionamento de uma entidade
Atributo: dado que caracteriza instâncias específicas de uma entidade

Relacionamento: ligação entre instâncias de entidades

Sujeito

Predicado

Objeto

Pessoa

tem um nome

João

URI/IRI ou literal

Dados legíveis por pessoas e máquinas

�Outras novidades
Declaração de Manifestação
Expressão representativa
Pessoa = ser humano que existe ou comprovadamente existiu
Pessoa pode ter vários Nomens

Personagens não-humanos não são Entidade RDA
Ponto de acesso preferido, ponto de acesso variante
Agente coletivo: Família, Entidade corporativa (instituições, governos, eventos)

Atributos que podem ser Entidades e/ou Relacionamentos

�LRM - Estrutura do modelo
RES
(Entidade RDA)

Obra
Expressão
Manifestação
Item
Nomen
Lugar
Intervalo de tempo
Agente

Eventos
Órgãos governamentais
Entidades (Instituições)

Pessoa
Agente coletivo

Adaptado de BRENNDORFER, 2020, slide 5

Entidade corporativa
Família

�Atributos x Relacionamentos

Traduzido de DUNSIRE, 2019, slide 4

�RDA
Outras possibilidades de descrição
Criação de vínculos entre dados, com outros recursos do catálogo e
com a Web
Flexibilidade na descrição
Entidades que se relacionam de forma diferente com outras entidades
Atributos que são entidades
Alguns exemplos para ilustrar as possibilidades!

�Os Sertões (Campanha de Canudos), de Euclides da Cunha
Primeira edição: 1902
Páginas: 632
Três partes: A terra; O homem; A luta
Personagem: Antonio Conselheiro (1930-1897)
Linha temporal: 1896-1897 (Guerra de Canudos), no interior da
Bahia
Criador: Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha (20/01/1866,
Cantagalo – 15/08/1909, Rio de Janeiro)
Tradução para o Inglês: Rebellion in the backlands
Primeira tradução para o inglês: Samuel Putman, em 1957
Guerra de Canudos, escrito por Mario Vargas Llosa, de 1981

�Obra
É realizada através da

Tipo de conteúdo
textual
sonoro
ilustrado
etc.

Expressão

Editores:
Cia das Letras/Penguin
Brasiliense
Montecristo
Glaciar
Martin Claret
Sesc
etc.

Está contida na
poema

quadrinhos

português
espanhol
inglês
alemão
francês
etc.

livro

filme

Manifestação
É exemplificada pelo

impresso
digital

Item

�Obra

Expressões
Texto - português

Os
Sertões /
Euclides
da
Cunha

Texto - inglês

Texto - espanhol

Texto - francês
Texto - etc

Manifestações

�Expressão em português
041 __ |a por
100 1_ |a Cunha, Euclides da |d 1866-1909 |e autor
|4 http://rdaregistry.info/Elements/a/P50305
|0 http://http://viaf.org/viaf/64034750
|1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha
245 13 |a Os Sertões : |b (campanha de Canudos) / |c
Euclides da Cunha
336 __ |a texto |b txt |2 rdacontent
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Chicago :
University of Chicago, 2010. |h 567 páginas |t Rebellion in
the backlands |w 000046173 |z 978-0226124445 |7 p m
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Mexico : Fondo
de Cultura Económica, 1998. |h 445 páginas |t Los
sertones: campaña de Canudos |w 000046183 |z 9789505575282 |7 p m
767 __ |a Cunha, Euclides da, 1866-1909 |d Paris : Metálié,
1997. |h 529 páginas |t Hautes terres: la guerre de Canudos
|w 000046103 |z 978-0226124445 |7 p m

Manifestações
Francisco
Alves, 1968
impresso

Montecristo,
2012
9780226124445
digital

Círculo do
Livro, 1975
impresso

Glaciar,
2014
9789898776051
impresso

Abril Cultural,
1979
impresso
Ediouro,
1998
9788500712807
impresso

Martin
Claret, 2017
9788544001295
impresso

Sesc, 2016
97885692989960
impresso
Companhia das
Letras/Penguin,
2019
LP&amp;M,
9782016
8582850879
Pocket
impresso
Impresso

�Obras
Os Sertões: campanha de Canudos /
Euclides da Cunha

Expressões
texto – português
texto – inglês
texto – espanhol
etc.

Os Sertões: poema baseado na obra do
mesmo título de Euclides da Cunha / R.
P. Castelo Branco

texto – português

A guerra do fim do mundo / Mario
Vargas Llosa

texto – português
texto – inglês
texto – espanhol

Os Sertões: a luta: uma história em
quadrinhos / Carlos Ferreira
(adaptação) e Rodrigo Rosa
(ilustrações)
Guerra de Canudos / Sergio Rezende

texto – português
ilustração

imagem bidimensional
em movimento

Manifestações
impresso
digital

impresso

impresso
digital

impresso
digital

DVD
Blu-ray

�Relações com Obras derivadas
787 __ |a Rezende, Sérgio |d Rio de Janeiro : Riofilme, 1997. |h 165 minutos, colorido |t Guerra de Canudos
|w 000046103 |7 2 g |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10094 (adaptado de Obra como filme
cinematográfico)

787 __ |a Vargas Llosa, Mario, 1936- |d São Paulo : Alfaguara, 2008. |h 608 páginas |t A guerra do fim
do mundo |w 000046183 |z 978-8560281497 |7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10034
(adaptado de Obra como romance)

787 __ |a Ferreira, Carlos |d São Paulo : Quadrinhos na Cia, 2019. |h 96 páginas |t Os sertões: a luta |w
000046173 |z 978-8535932409 |7 p m |4 http://rdaregistry.info/Elements/w/P10251 (adaptado de Obra
como quadrinhos)
787 __ |a Castelo Branco, R. P. |d Porto Alegre : Martins Livreiro, 1943. |h 64 páginas |t Os sertões: poema
baseado na obra do mesmo título de Euclides da Cunha |w 000046173 |7 p m |4
http://rdaregistry.info/Elements/w/P10023 (adaptado de Obra como verso)

�Alterações em script
Nome preferido possui mais de um script: defina a forma adotada e
registre as demais como formas variantes do nome
Cunha, Euclides da

Кунья, Эуклидис да
Эўклідыс да Кунья
Էուկլիդիս դա Կունյա
‫اوكليديس دا كونها‬
エウクリデス・ダ・クーニャ ‡c ブラジルの著作家
欧几里德·达·库尼亚 ‡c 巴西作家
유클리드 다 쿠나
쿠냐, 에우클리지스 다

|0 http://http://viaf.org/viaf/64034750

�outros exemplos de relações
100 10 |a Rowling, J. K. |e autor |0
http://viaf.org/viaf/116796842
245 10 |a Harry Potter and the sorcerer’s
stone / |c J. K. Rowling
264 _1 |a New York, :|b Scholastic, |c
1997

intervalo de
tempo
Lugar

entidade
corporativa

foi criada por
criou

024 7_ |a http://viaf.org/viaf/116796842 |2 VIAF
100 1_ |a Rowling, J. K. |d 1965- |q Joanne
Kathleen
370 __ |a Reino Unido
500 1_ |a Galbraith, Robert |c pseudônimo

�O Continente

Relação Obra - Parte

é parte de
tem parte
é parte de

Um certo
capitão Rodrigo

é parte de
tem parte

tem parte

tem parte
é parte de
tem parte

O tempo e o vento
é parte de

O Arquipélago

O Retrato

Ana Terra

�Expressão representativa
Atributo essencial para caracterizar uma Obra e cujos valores são tirados da Expressão canônica
ou que representam uma Obra
Atributo da Obra/Relacionamento

�Expressão representativa
100 1_ |a Bach, Johann Sebastian |d 1685-1750 |t Goldberg variations
500 1_ |w r |i Expressão representativa: |a Bach, Johann Sebastian |d 1685-1750. |t Goldberg variations. |h Música notada
500 1_ |w r |i Expressão representativa: |a Bach, Johann Sebastian |d 1685-1750. |t Goldberg variations. |h Música executada

100 1_ |a Bach, Johann Sebastian |d 1685-1750
|t Goldberg variations
245 10 |a Goldberg variations
336 __ |a Música notada |b ntm |2 rdacontent

100 1_ |a Bach, Johann Sebastian |d 1685-1750 |t
Goldberg variations
245 10 |a Goldberg variations
336 __ |a Música executada |b prm |2 rdacontent
Elaborado a partir de MAXWELL, 2020

�Agregados
Manifestação que materializa múltiplas Expressões
Três tipos:
◦ Coleções agregadas
◦ Agregados resultantes de acréscimos
◦ Agregados de Expressões paralelas

Não existe relação Todo-Parte entre Agregados
DUNSIRE, 2019

�Agregado de coleção de Expressões
Antologias, séries monográficas, compilações etc.
A expressão não possui significado suficiente para garantir uma
identificação bibliográfica distinta

Amar, verbo intransitivo
Macunaíma
Pauliceia desvairada
Etc.

�Agregado resultante de acréscimos
Os Sertões / Euclides de Cunha
+
Edição crítica: Walnice Nogueira Galvão

�Agregados de expressões paralelas

�Todos os agregados em um recurso
Múltiplas Expressões criadas independentemente em
japonês
Aumentada pelo editor (introdução)
Expressão paralela em inglês

Traduzido do PCC, LRM Module 10, 2020, slide 14

�Como descrevemos com o AACR2

Como descrevemos com o RDA

�RDA pós LRM e 3R
Alguns aspectos muito conceituais, gerando dúvidas na aplicação

Código com navegação diferente da habitual
Elaboração de políticas de catalogação
Adequação do MARC21 para armazenar os dados enquanto outro
formato não é adotado
Pensar a representação de forma diferente (elementos, atributos e
relacionamentos)

Ajustes e discussões

�Referências
BRENNDORFER, T. Relationship elements. RDA orientation, new concepts series. March 11,
2020.
DUNSIRE, Gordon. The IFLA Library Reference Model and RDA. Segundo Coloquio sobre RDA en
América Latina y el Caribe, 21 Oct. 2019. Disponível em: http://www.rdarsc.org/sites/all/files/Dunsire%20IFLA%20LRM%20and%20RDA.pdf. Acesso em: 16 abr. 2021.
DUNSIRE, Gordon. The LRM and its impact on RDA and related standards. Apresentado no
ALCTS Bibliographic Conceptual Models Interest Group, ALA Midwinter, Seattle, 27 Janeiro 2019.
Disponível em: http://www.rdarsc.org/sites/all/files/Dunsire%20LRM%20and%20its%20impact%2027%20Jan.pdf. Acesso em: 4
Jan 2021.
MAXWELL, Robert L. Representative expressions. RDA new concepts series. 19 Feb. 2020.
PCC. Relationships: LRM module 3. Mar. 2020. Disponível em:
http://maint.loc.gov/catworkshop/RDA2020/What-Is-IFLALRM/Module%203%20Relationships.pptx. Acesso em: 18 Jan. 2021.

�lgiustiserra@gmail.com

�</text>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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                <text>O RDA transforma a catalogação ao permitir que recursos sejam descritos de formas até então não imaginadas. Enfoques e pontos de vista diferentes são possíveis de serem construídos, o que possibilita visualizar o catálogo sob outras perspectivas. Um registro não é apenas um recurso isolado no catálogo. Vínculos podem ser criados entre entidades e atributos, ampliando o alcance dos acervos, proporcionando inferências, enriquecimento de dados etc. O RDA oferece outras formas para construir representações que permitam a realização das tarefas dos usuários. Nesta apresentação serão discutidas algumas possibilidades de representação e o exercício necessário para enxergarmos além do recurso descrito.</text>
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                    <text>(META)DADOS:
novos horizontes com a RDA
Profa. Dra. Ana Carolina S. Arakaki (UFSCar)
acsimionato@ufscar.br

�(META)DADOS
Dados
nas fichas catalográficas, registros de MARC 21, o intercâmbio entre os
sistemas, protocolos para a comunicação entre sistemas, descrição dos recursos
informacionais, registro de autoridades, classificação, indexação, perfil de
usuários, etc.

Simionato Arakaki, 2021

Alicia Fagerving, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

�O dado flui em todas as esferas,
contextos e domínios.
A todo momento geramos dados.
Dado é uma unidade de conteúdo
necessariamente se relaciona a um
contexto. (SANTOS; SANT’ANA, 2013)
Isto é, uma partícula com uma
semântica inferior.
Simionato Arakaki, 2021

I, Luc Viatour, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

�Agenda
• Catálogos
• Tecnologias semânticas e Linked data
• Estrutura do registro em bibliotecas
• IFLA LRM
• Projeto 3R
• Vocabulários RDA

�Atualmente, nossos catálogos são...

Cyrus Augustus Moro Daldin, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O emprego das tecnologias semânticas e aderência as
recomendações em âmbito internacional.
• Ex.: a atribuição inequívoca aos objetos &gt;&gt; designação de significado aos
conjuntos de dados (datasets).
Simionato Arakaki, 2021

�Tecnologias
semânticas
É importante lembrar que
existem outras frentes:
Inteligência artificial,
mineração de dados, etc.

Simionato Arakaki, 2021

Fonte: ISOTANI; BITTENCOURT, 2015, p. 31

�Base semântica para a construção das
triplas
• Uniform Resource Identifier (URI): função de identificar um recurso. É
necessário pois as relações entre recursos não podem ser incorretas ou
ambíguas. Exemplos de Identificadores únicos: ORCID, Lattes, DOI,
Handle, ISBN, ISSN, etc.;

• Linguagens de marcação: Fornecer marcações para descrição das
informações; padronizar a publicação e troca de dados entre aplicações
Web; e realizar a interoperabilidade com outros dados. Exemplos: XML,
Turtle.
• Resource Description Framework (RDF): modelo de dados para
referenciar objetos e como eles estão relacionados; utiliza a sintaxe XML;
e descreve os recursos através de declarações.
Simionato Arakaki, 2021

�Triplas RDF

• O modelo de sintaxe do RDF é
baseado em grafos dirigidos
rotulados, onde são realizados
as ligações entre os recursos.
autor
José Saramago

PROPRIEDADE

RECURSO

VALOR

cor

bola

Simionato Arakaki, 2021

azul

• Os elementos base desse
modelo são: RECURSO
(resource); PROPRIEDADE
(property) e VALOR (value).

• Sendo chamado de Triplas RDF.
• recurso tem propriedade que
tem valor.

�Triplas RDF

José
Saramago

Ensaio
sobre a
cegueira

autor

Ensaio
sobre a
cegueira

autor

Ensaio
sobre a
lucidez

autor

Ensaio
sobre a
cegueira

9788535930313

9788535930313
Português

Companhia
das letras

2020

Filme
Simionato Arakaki, 2021

9788571644953

Livro

�Disponível em: http://catalogo.bne.es/uhtbin/webcat

�SPARQL
SELECT ?autor ?autorLabel ?identificador_Goodreads_de_um_livro ?t_tulo ?g_nero ?g_neroLabel
?data_de_publica__o ?identificador_Open_Library ?pa_s ?pa_sLabel WHERE {
SERVICE wikibase:label { bd:serviceParam wikibase:language "[AUTO_LANGUAGE],en". }
?autor wdt:P50 wd:Q37060.
OPTIONAL { ?autor wdt:P2969 ?identificador_Goodreads_de_um_livro. }
OPTIONAL { ?autor wdt:P1476 ?t_tulo. }
OPTIONAL { ?autor wdt:P136 ?g_nero. }
OPTIONAL { ?autor wdt:P577 ?data_de_publica__o. }
OPTIONAL { ?autor wdt:P648 ?identificador_Open_Library. }
OPTIONAL { ?autor wdt:P17 ?pa_s. }
}
LIMIT 100

URL da consulta: https://w.wiki/4LM6

�Estrutura de registro em
bibliotecas
• As tecnologias que utilizamos nas
bibliotecas brasileiras, são sistemas
baseados no MARC21 (formato) e no
AACR2r (conteúdo).
• A estrutura dos registros MARC, foi
definida na década de 60, para enviar
fichas catalográficas de forma mecânica

para outras bibliotecas.
Gunnar Wolf, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Simionato Arakaki, 2021

�Estrutura de registro em bibliotecas
000 nam a22 4a 4500
Líder
001 001666292
003 BR-RjBN
005 20180530123753.0
007 ta
008 180417s2017 bl g 000 f por
020 __ |a 978853593013 |q (broch.)
040 __ |a BR-RjBN |b por |c BR-RjBN
Diretório
043 __ |a e=po--082 04 |2 23 |a 869.3
092 __ |a LOCALIZANDO/FORA DE CONSULTA
100 1_ |a Saramago, José, |d 1922-2010
245 10 |a Ensaio sobre a cegueira : |b romance / |c José Saramago. 250 __ |a 2. ed. 260 __ |a São Paulo : |b Companhia das Letras, |c 2017.
300 __ |a 310p. ; |c 21cm
595 __ |a BNB |c 02/18
650 04 |a Ficção portuguesa
Campos
852 __ |a Obras Gerais
variáveis
990 __ |a Livro

Simionato Arakaki, 2021

MARC (non-Unicode/MARC-8)
Intercâmbio de informações em bibliotecas ISO 2709
00681nam a22002534a
4500001001000000003000800010005001700018007
0003000350080041000380200027000790400026001
06043001200132082001400144092003300158100003
20019124500600022325000130028326000470029630
00018003435950015003616500024003768520017004
00990001000417001666292BRRjBN20180530123753.0ta180417s2017 bl g 000
f por a978853593013q(broch.) aBR-RjBNbporcBRRjBN ae=po---04223a869.3 aLOCALIZANDO/FORA
DE CONSULTA1 aSaramago, José,d1922201010aEnsaio sobre a cegueira :bromance /cJosé
Saramago. - a2. ed. - aSão Paulo :bCompanhia das
Letras,c2017. a310p. ;c21cm aBNBc02/1804aFicção
portuguesa aObras Gerais aLivro

�Estrutura de registro em bibliotecas
000 nam a22 4a 4500
Líder
001 001666292
003 BR-RjBN
005 20180530123753.0
007 ta
008 180417s2017 bl g 000 f por
020 __ |a 978853593013 |q (broch.)
040 __ |a BR-RjBN |b por |c BR-RjBN
Diretório
043 __ |a e=po--082 04 |2 23 |a 869.3
092 __ |a LOCALIZANDO/FORA DE CONSULTA
100 1_ |a Saramago, José, |d 1922-2010
245 10 |a Ensaio sobre a cegueira : |b romance / |c José Saramago. 250 __ |a 2. ed. 260 __ |a São Paulo : |b Companhia das Letras, |c 2017.
300 __ |a 310p. ; |c 21cm
595 __ |a BNB |c 02/18
650 04 |a Ficção portuguesa
Campos
852 __ |a Obras Gerais
variáveis
990 __ |a Livro

MARC (non-Unicode/MARC-8)
Intercâmbio de informações em bibliotecas ISO 2709
00681nam a22002534a
4500001001000000003000800010005001700018007
0003000350080041000380200027000790400026001
06043001200132082001400144092003300158100003
20019124500600022325000130028326000470029630
00018003435950015003616500024003768520017004
00990001000417001666292BRRjBN20180530123753.0ta180417s2017 bl g 000
f por a978853593013q(broch.) aBR-RjBNbporcBRRjBN ae=po---04223a869.3 aLOCALIZANDO/FORA
DE CONSULTA1 aSaramago, José,d1922201010aEnsaio sobre a cegueira :bromance /cJosé
Saramago. - a2. ed. - aSão Paulo :bCompanhia das
Letras,c2017. a310p. ;c21cm aBNBc02/1804aFicção
portuguesa aObras Gerais aLivro

Linear -&gt; Estrutura monolítica

Simionato Arakaki, 2021

�Estrutura de registro em bibliotecas
• A estrutura MARC21 não comporta as tecnologias atuais;
• Os registros que geramos são monolíticos e não permitem a

individualização dos dados;
• Necessidade de reestruturação dos catálogos para suportar as
novas tecnologias.
Simionato Arakaki, 2021

�Portanto,
é necessário repensar os metadados ainda no
processo de estruturação dos

sistemas

de informação.
Isto é, planejar a catalogação.
Simionato Arakaki, 2021

Simionato Arakaki, 2021

�Estrutura de registro em bibliotecas
Para uma: arquitetura modular e relacional
Modelos conceituais (Família FR/IFLA LRM)

Arquitetura
monolítica

Simionato Arakaki, 2021

Fonte: Riva, Bœuf e Žumer (2017, p.88).

�Estrutura de registro em bibliotecas

Moai da Ilha de Páscoa de Terry Hunt está licenciado em CC BY-NC-ND
Lego de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND

Framework rígido e linear
Simionato Arakaki, 2021

Framework modular e referencial

�Estrutura de registro em bibliotecas
• Existem inúmeras técnicas para o desenvolvimento de modelos de dados, a Modelagem
Entidade-Relacionamento (MER) é uma delas.
• Os principais objetivos de um banco de dados relacional são eliminar a duplicação das
mesmas informações no banco de dados e criar relacionamentos entre os bits de

informação, de modo que seja possível abordar os dados de praticamente qualquer
ponto de partida e ainda recuperar o que você precisa. (COYLE, 2016, p.31)
• Ação de normalização -&gt; Chave para a modelagem de Entidade - Relacionamento (E-R);

• Um modelo conceitual serve para “abstrair”/definir as “coisas” de dados (entidades) de um
cenário e designar como elas se relacionam umas com as outras;
• Modelar entidades e atributos.
Simionato Arakaki, 2021

�Exemplo de duplicação de dados
000 nam a22 4a 4500
001 001666292
003 BR-RjBN
005 20180530123753.0
007 ta
008 180417s2017 bl g 000 f por
020 __ |a 978853593013 |q (broch.)
040 __ |a BR-RjBN |b por |c BR-RjBN
043 __ |a e=po--082 04 |2 23 |a 869.3
092 __ |a LOCALIZANDO/FORA DE CONSULTA
100 1_ |a Saramago, José, |d 1922-2010
245 10 |a Ensaio sobre a cegueira : |b romance / |c José Saramago. 250 __ |a 2. ed. 260 __ |a São Paulo : |b Companhia das Letras, |c 2017.
300 __ |a 310p. ; |c 21cm
595 __ |a BNB |c 02/18
650 04 |a Ficção portuguesa
852 __ |a Obras Gerais
990 __ |a Livro

Simionato Arakaki, 2021

José Saramago
000 00949cz a2200193o 4500
001 000565570
003 Br
005 20110119101809.1
008 980107n| acnnnaab| |a aaa |d
011 __ |s 98010716002815E19
035 __ |a 98010716002815E19
040 __ |a Br |c Br
100 1_ |a Saramago, José, |d 1922-2010
400 1_ |a Saramago, José de Sousa |d 1922-2010
400 1_ |a Sousa Saramago, José de |d 1922-2010
670 __ |a Autor de: Levantado do chão. 1982 |b (orelha: escritor português)
670 __ |a Autor de: Ensaio sobre a cegueira. Ensaio sobre a cegueira
670 __ |a Bristol, Brian. Por que amamos ler?... 2008 |b (p.100: d.n.; escritor
português)
670 __ |a Seu: Memorial do convento. 1987 |b (p. 311: d.n.)
670 __ |a http://authorities.loc.gov 18/6/10 |b (d.n.)
670 __ |a http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago |b (José de Sousa
Saramago nasceu em Azinhaga, Golegã, no dia 16 de novembro de 1922 e
faleceu em Lanzarote, no dia 18 de junho de 2010, foi um escritor,
argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português)
• Abstrair entidades, atributos e relações.
• Possibilitar a integração e o acesso aos dados.

�Modelos
conceituais

1998

FRBR

2009

FRAD

2010

FRSAD

2017

IFLA LRM

Functional Requirements for Bibliographic Records
Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos

Functional Requirements for Authority Data
Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade

Functional Requirements for Subject Authority Data
Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade de Assunto

IFLA Library Reference Model

Simionato Arakaki, 2021

�Harmonização
entre as
entidades
ARAKAKI, Ana Carolina Simionato. O Modelo IFLA
Library Reference Model e o Linked Data.
Informação &amp; Informação, [S.l.], v. 25, n. 3, p. 163186, out. 2020. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5433/19818920.2020v25n3p163.

Simionato Arakaki, 2021

FRBR

FRAD

FRSAD

IFLA LRM

Obra

Obra

Obra

Obra

Expressão

Expressão

-

Expressão

Manifestação

Manifestação

-

Manifestação

Item

Item

-

Item

-

-

-

Agente

Pessoa

Pessoa

-

Pessoa

-

-

-

Agente coletivo

-

Família

-

-

Entidade Coletiva

Entidade Coletiva

-

-

-

-

Thema

Res

Conceito

Conceito

-

-

Objeto

Objeto

-

-

Evento

Evento

-

-

Lugar

Lugar

-

Lugar

-

-

-

Intervalo de tempo

-

Nome

Nomem

Nomem

-

Identificador

-

-

-

Ponto de acesso
controlado

-

-

-

Regras

-

-

-

Agência

-

Fonte: Arakaki (2020, p.168-170).

�Harmonização
entre as
entidades
ARAKAKI, Ana Carolina Simionato. O Modelo IFLA
Library Reference Model e o Linked Data.
Informação &amp; Informação, [S.l.], v. 25, n. 3, p. 163186, out. 2020. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5433/19818920.2020v25n3p163.

Nível Superior

Segundo Nível

Terceiro nível

LRM-E1 Res

--

--

--

LRM-E2 Obra

--

--

LRM-E3 Expressão

--

--

LRM-E4 Manifestação

--

--

LRM-E5 Item

--

--

LRM-E6 Agente

--

--

--

LRM-E7 Pessoa

--

--

LRM-E8 Agente
Coletivo

--

LRM-E9 Nomen

--

--

LRM-E10 Lugar

--

--

LRM-E11 Intervalo de
Tempo

-Fonte: Arakaki (2020, p.172).

Simionato Arakaki, 2021

�IFLA Library Reference Model

Fonte: Riva, Bœuf e Žumer (2017, p.88).

�[...] um pacote de elementos de dados,
diretrizes e instruções para criar

metadados de recursos de bibliotecas e
patrimônio cultural, formulados de

acordo com os modelos internacionais
para aplicações de dados ligados

centrados no usuário.
Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.
Simionato Arakaki, 2021

�Principais características da RDA
• Flexível: RDA comporta as práticas de catalogação para bibliotecas
de grande ou pequeno portes, especializadas ou gerais,
independentemente dos requisitos locais. Ele permite a aplicação
desde os processos tradicionais até os processos mais recentes.
• Internacionalização: A administração do RDA está estruturada para
garantir uma representação internacional maior e mais ampla.
• Conectado: RDA é projetado para criar dados que podem ser
acessados e compartilhados entre bibliotecas e outros centros
informacionais. Compatível com aplicações para o uso de Linked
Data.
Simionato Arakaki, 2021

(RDA STEERING COMMITTEE, 2020)

�A RDA também foi projetada para que não seja
vinculada a um padrão de codificação.
Isso torna possível usar a RDA em uma ampla gama
de contextos, em diferentes cenários de
implementação e não apenas em sistemas
tradicionais de gerenciamento de bibliotecas.
(OLIVER, 2021, p. 10)
Simionato Arakaki, 2021

�A entidade de alto nível Res do LRM não

foi adotada pela RDA, em vez disso foi
criada a Entidade RDA, que consiste em

uma entidade que agrupa e subdivide as
outras entidades da RDA no intuito de

estender e fornecer atributos específicos a
todas as entidades, bem como conceder
atributos específicos à entidade “Agente
coletivo” e relações específicas entre eles.
Simionato Arakaki, 2021

Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.

�• As entidades de cada nível de hierarquia são
desarticuladas, mesmo com as subdivisões. Isto
é, qualquer coisa pode ser descrita como uma
instância de apenas um tipo de entidade nesse

nível, para garantir consistência e coerência.
• As instâncias das entidades: Obra, Expressão,
Manifestação, Item, Agente, Nomen, Lugar e Intervalo
de tempo, não podem ser uma instância de qualquer
uma das outras entidades listadas.
• Uma instância das entidades e respectivas subdivisões
de Pessoa e Agente coletivo, também não podem ser
uma instância de qualquer uma das subdivisões
listadas. Ou seja, Agente Coletivo não pode ser uma
instância de Entidade coletiva ou Família.
Simionato Arakaki, 2021

Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.

�Vocabulário RDA &gt; Linked data?

�O que é um vocabulário de valor?
Vocabulário é compreendido como um conjunto de termos que visa a

descrição de algum recurso.
(WORLD WIDE WEB CONSORTIUM, 2015).

Assim, tem-se os vocabulários voltados à padronização dos elementos de metadados
(vocabulários de propriedade) e os que buscam uniformizar os valores.

Exemplos: Dublin Core Metadata Initiative MetadataTerms (DC Terms), Data Catalog
Vocabulary (DCAT), Friend of a Friend Vocabulary (FOAF Vocabulary), Schema.org, entre
outros.
Simionato Arakaki, 2021

�Vocabulário de valor
Um vocabulário de valor define recursos (como instâncias de tópicos,
estilos de arte ou autores) que são usados como valores para
elementos em registros de metadados.
Normalmente, um vocabulário de valor não define recursos
bibliográficos, como livros, mas sim, os conceitos relacionados a
recursos bibliográficos (pessoas, línguas, países, etc.).
Eles são "blocos de construção" com os quais os registros de
metadados podem ser preenchidos. Muitas bibliotecas exigem
vocabulários específicos para selecionar valores para um elemento de
metadados específico.
Baker et al., 2011
Simionato Arakaki, 2021

�Vocabulário de valor
Um vocabulário de valor, portanto, representa uma lista controlada de
valores permitidos para um elemento.
Os exemplos incluem: tesauros, listas de códigos, listas de termos,
esquemas de classificação, listas de cabeçalhos de assuntos, taxonomias,
arquivos de autoridade, dicionários geográficos digitais, esquemas de
conceitos e outros tipos de sistemas de organização do conhecimento.
Para serem úteis na vinculação de dados, os vocabulários de valores devem
ter URIs de protocolo de transferência de hipertexto (HTTP) atribuídos a
cada valor; esses URIs apareceriam em um registro de metadados em vez de
ou além do valor literal.
Baker et al., 2011
Simionato Arakaki, 2021

�No RDA: esquema de codificação e
vocabulário
• Uma lista estruturada nomeada de representações de valores controlados para os
elementos.
• Um esquema de codificação de vocabulário inclui uma lista RDA de termos ou seus

vocabulários de valores correspondentes no
• Registro RDA,
• uma lista de códigos ISO,
• uma terminologia padrão,
• um sistema de controle de autoridade, etc.
• Os índices de palavras-chave simples são excluídos.
Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.
Simionato Arakaki, 2021

�No RDA: Vocabulário de valores (value
vocabulary)
• Uma categoria que contém conceitos que são usados como valores
para propriedades em um conjunto de dados.

Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.
Simionato Arakaki, 2021

�Vocabulário RDA
• Todos os elementos RDA, suas definições e quaisquer itens relacionados
notas de escopo, e todos os termos de valor do vocabulário e definições
foram armazenados em RDF no Open Metadata Registry (OMR);
• Incluindo a fonte primária de conteúdo do RDA Toolkit e as traduções.
• OMR -&gt; fornece um meio para identificar, declarar e publicar por meio do registro
seus esquemas de metadados (conjuntos de elementos/propriedades), esquemas
(vocabulários controlados) e perfis de aplicação (APs).
Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.
Simionato Arakaki, 2021

�Disponível em: http://metadataregistry.org/vocabulary/list.html

�Disponível em: http://metadataregistry.org/schemaprop/show/id/14014.html

��Vocabulário RDA
• Fornece gerenciamento de download e serviços de referência de
dados vinculados para aplicativos de máquina, exportado para um

repositório GitHub.
• Serviços disponíveis para:
• Extrações específicas de idioma;
• Elementos individuais e extrações de conceito / valores que fornecem

representações RDF de IRIs específicos.
Fonte: RDA STEERING COMMITTEE, 2020.
Simionato Arakaki, 2021

�Disponível em: https://github.com/RDARegistry/RDA-Vocabularies

�Disponível em: https://www.rdaregistry.info/

��Algumas
reflexões finais
(ou não, talvez
horizontes)

Necessidade de comunicação
com a Web
• sistemas mais abertos e interoperáveis;

Boas práticas para a publicação
e conexão de dados:
• Publicação de dados abertos e
• Publicação de dados conectados.

Simionato Arakaki, 2021

�RDA como vocabulário de dados.

Algumas
reflexões finais
(ou não, talvez
horizontes)

• Independência das regras, os requisitos são poucos, e
aqueles que usam o vocabulário RDA decidirão quais
informações são necessárias para descrever um
recurso e como transcrever essa informação.
• Papel do catalogador?! Curador de metadados???!!
• Sustentabilidade dos metadados

Terminologia dos &lt;padrões de metadados&gt;
para &lt;vocabulários&gt;
• será uma tendência?
• outras terminologias: dicionário de dados,
vocabulário de propriedade, entre outros.

Simionato Arakaki, 2021

�Referências
ARAKAKI, Ana Carolina Simionato. O Modelo IFLA Library Reference Model e o Linked Data. Informação &amp; Informação,
[S.l.], v. 25, n. 3, p. 163-186, out. 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2020v25n3p163

BAKER, T. et al. Library Linked Data Incubator Group Final Report. W3C Incubator Group Report, 2011. Disponível em:
http://www.w3.org/2005/Incubator/lld/XGR-lld-20111025/.
COYLE, Karen. FRBR, before and after: a look at our bibliographic models. American Library Association, 2015.
OLIVER, Chris. Introducing RDA: a guide to the basics after 3R. Second edition ed. Chicago: ALA Editions, 2021.

SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa; SANT'ANA, Ricardo César Gonçalves. Dado e Granularidade na
perspectiva da Informação e Tecnologia: uma interpretação pela Ciência da Informação. Ciência da Informação, v. 42, n. 2,
jan. 2013. Disponível em: http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/228.
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bibliográfica. Tradução: Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli, José Fernando Modesto da Silva, Liliana Giusti Serra, Luiza
Wainer, Marcelo Votto Texeira, Raildo de Sousa Machado e Zaira Regina Zafalon. Den Haag: IFLA, 2017a. Título original:
IFLA Library Reference Model: a conceptual model for bibliographic information. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august-2017_rev201712-por.pdf.
WORLD WIDE WEB CONSORTIUM. Vocabularies. 2015. Disponível em:
https://www.w3.org/standards/semanticweb/ontology

�ARAKAKI, Ana Carolina Simionato. (META)DADOS: novos horizontes com a RDA.
Online: Febab, 2021. 40 slides, color. Apresentação para o II Encontro de RDA no

Brasil. Disponível em: https://www.gpdm.ufscar.br/. Acesso em: 02 nov. 2021.

�Profa. Dra. Ana Carolina S. Arakaki (UFSCar)

acsimionato@ufscar.br
https://www.gpdm.ufscar.br/

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Encontro de RDA no Brasil - Edição: 2 - Ano: 2021 (Evento on-line)</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>As tecnologias trouxeram soluções inovadoras, principalmente para os ambientes digitais, como Web Semântica e Big Data. No entanto, nós ainda estamos atrelados à construção e compartilhamento das fichas catalográficas, originalmente compostas pelas orientações do AACR2r e a ISBD. Com a automação dos catálogos, transportamos a estrutura de ficha catalográfica para o ambiente digital. É visto que a partir da proposta da família FR e do IFLA LRM, além das tecnologias semânticas, é necessária uma nova estrutura para os catálogos. Diante dessa nova configuração, a exposição buscará discutir os modelos conceituais e a RDA, especificamente, como as descrições passaram a ser mais orgânicas e multifacetadas exigindo um novo olhar para os padrões de metadados.</text>
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        <name>Catalogação</name>
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        <name>RDA</name>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/38/6175/BCD.pdf</src>
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                    <text>Gestão e organização dos
setores de catalogação
Biblioteca Pedro Aleixo
Fabyola Madeira

Brasília, 2021.

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
A Biblioteca Pedro Aleixo integra o Centro de Documentação e Informação da
Câmara dos Deputados

Sua principal função é subsidiar as atividades legislativas e parlamentares
dos membros da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional e as
atividades administrativas de seus servidores.

�CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO (CEDI)

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
•

Participa da Rede RVBI, constituída por 12
bibliotecas da Administração Pública ;

•

Catálogo disponível para consulta no site da
Câmara (OPAC);

•

Acervo especializado em Ciências Sociais com
ênfase em Direito, Ciência Política, Economia e
Administração Pública;

•

Acervo de acesso aberto para consulta à
comunidade em geral;

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
•

Aquisição: compra, doação ou permuta. Os itens
são incorporados ao acervo de acordo com a
Política de Desenvolvimento de Coleções;

•

Livros – mais de 200.000 volumes;

•
•

Periódicos – cerca de 2.100 títulos;
Empréstimo: restrito aos usuários internos e
bibliotecas conveniadas (do DF);

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Coordenação de Biblioteca – COBIB - Janice

•

Serviço de Planejamento e Apoio Técnico – SEPAT - Clarice

•

Seção de Desenvolvimento de Coleções – SEDEC - Regina

•

Seção de Aquisição de Material Informacional – SECAQ – Ana Lúcia

•

Seção de Análise e Representação da Informação – SEARI – Fabyola – Trata informação

•

Seção de Periódicos – SEPERI – Ana Patrícia – Trata informação

•

Seção de Obras Raras e Especiais – SEORE – Mariangela - Trata informação

•

Seção de Avaliação de Recursos Informacionais e Biblioteca Digital- SENOV - Judite – Trata informação

•

Seção de Disseminação da Informação – SEDIN – Raphael

•

Seção de Gestão do Acervo – SEACE - Ernani

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Pirâmide da Felicidade Informacional
Busca Integrada
Catálogo da Biblioteca
Biblioteca Digital
CORPI

Coordenação de Biblioteca

Informação Acessada/Consultada
SEDIN
Recursos Divulgados
SEACE

Recursos Disponibilizados

SENOV

SEORE
Informação Tratada – Recuperável
SECAQ

SEARI

SEPERI

Material Adquirido - Preparado
Material Selecionado - PDC

SEDEC

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Seção de Análise e Representação da Informação - Processos de trabalho

• Tratar material informacional: Livro, Capítulo de livro, DVD, CD-Rom, Mapa,
Norma técnica, Folheto, Folder, Obra de referência...

• Gestão do VCB interno: Cadastrar termos novos e inserir os números de CDU possíveis.

• Sugestão de termos novos (descritores/autoridades) por meio do Sistema Aleph.
• Catalogação na fonte: para trabalhos de alunos do CEFOR e para as publicações da Edições Câmara.
• Revisão e correção de registros provenientes de listas enviadas pela gerência da RVBI.
• Envio mensal da lista dos itens catalogados para Divulgação (com todos os dados de catalogação).
• Participação na Comissão de Seleção da Biblioteca: avaliar novas aquisições.

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Seção de Análise e Representação da Informação - Gestão

• Realizar estatísticas mensais e inseri-las no sistema KD plan.
• Cadastrar as tarefas realizadas no sistema KD plan.
• Participar de reuniões com gerência e componentes da RVBI e com Coordenação da
Biblioteca.

• Treinar estagiários e pró-adolescentes.
• Repassar informes e atualizações da RVBI para a equipe.

• Desenvolver a Política de Tratamento da Informação da Biblioteca.
• Participar de projetos em conjunto com outras equipes/bibliotecas.
• Fazer relatórios anuais.

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Tratamento da informação na Pandemia:
1.547 itens catalogados (9 meses)

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Tratamento da Informação
Política de catalogação

• Código de Catalogação: AACR2
• Manual: Descrição Bibliográficas: diretrizes para a Rede Virtual de Bibliotecas: Congresso
Nacional: RVBI

• Sistema: ALEPH versão 23
• Padrão de metadados: Formato MARC 21

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Indexação:

•

Catálogos de autoridades
disponibilizados pela Rede Virtual de
Bibliotecas (RVBI).

•

Nos casos omissos consultar as bases de
autoridades da Biblioteca Nacional do
Brasil ou Library of Congress Authorities.

•

O Catálogo de autoridades da RVBI é
frequentemente atualizado com novos
descritores, especificadores,
entidades… que em geral são migrados
de outros catálogos.

Resumos e Notas: complementam a
descrição.

�CATÁLOGOS

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Classificação:

• Classificação Decimal Universal (CDU) 2ª edição média em língua portuguesa
(1987) como padrão, exceto para os itens que tratem de assuntos da área de
Tecnologia e de Direito do Consumidor, que utiliza a Classificação Decimal
Universal, edição padrão internacional em língua portuguesa (1997) – Campo
080; VCB interno.

•

Classificação Decimal de Direito, quarta edição revista e atualizada – Campo
084;

•

Classificação de documentos governamentais e de organismos internacionais
(fornecido no próprio documento pela agência governamental) – Campo 086

• Classificação da Bibliografia Brasileira de Direito (BBD) – Campo 089

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Etiqueta de Localização

�FICHA CATALOGRÁFICA?

RESOLUÇÃO CFB Nº 184.

Dispõe sobre a obrigatoriedade da indicação do nome e do registro profissional do
bibliotecário nos documentos de sua responsabilidade e nas fichas catalográficas em
publicações de qualquer natureza.

�BIBLIOTECA PEDRO ALEIXO
Obras Raras:

• Totaliza 7.798 livros + 145 periódicos.
• Incluem pós-incunábulos, livros raros em sua primeira
edição, livros esgotados, livros de editores famosos,
periódicos valiosos, Coleção das Leis do Brasil, Coleção
de Diários Oficiais que, iniciada em 1862, se estende
até 1899, além de alguns exemplares da legislação
portuguesa e da legislação estadual brasileira.

�BIBLIOTECA DIGITAL

A Biblioteca Digital utiliza a versão
6.3 do software de código
aberto DSpace, desenvolvido pelo
consórcio MIT Libraries e a HewlettPackard (HP).
Os metadados descritivos seguem o
padrão Dublin Core e utilizam-se
identificadores permanentes que
asseguram a preservação dos itens.

�http://lattes.cnpq.br/1301535157056745
fabyola.madeira@camara.leg.br

�</text>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Gestão e organização dos setores de catalogação : Biblioteca Pedro Aleixo [Câmara dos Deputados]</text>
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                <text>Representação descritiva</text>
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                <text>Catalogação</text>
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                <text>Câmara dos Deputados (Brasil)</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Recurso de apoio visual (slides) da palestra "Gestão e organização do setores de catalogação : Biblioteca Pedro Aleixo" veiculada no YouTube (https://youtu.be/Eg5HDbZ2i8A) no dia 29/07/2021, às 15h, como uma ação do Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB.  A palestra abordou as rotinas nos setores de catalogação da Biblioteca Pedro Aleixo (Câmara dos Deputados), junto com os instrumentos e fluxos aplicados na gestão do tratamento da informação na referida biblioteca.</text>
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                    <text>GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DOS
SETORES DE CATALOGAÇÃO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ALINE ALVES DE ALMEIDA

�SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFMG
A criação da Universidade de Minas Gerais (UMG) em 1927 é marcada pela incorporação de várias
faculdades nas diversas áreas do conhecimento, cada qual com sua própria biblioteca. Até hoje, a
maioria das unidades acadêmicas possui sua própria biblioteca, chegando a um total de 25
bibliotecas setoriais. Elas são coordenadas administrativamente pelas unidades acadêmicas às quais
estão vinculadas e tecnicamente pela Biblioteca Universitária que, junto com essas 25 setoriais,
forma o Sistema de Bibliotecas da UFMG.

A Diretoria fica localizada no 2º andar do prédio da Biblioteca Central, no campus Pampulha, em
Belo Horizonte, Minas Gerais. A Biblioteca Universitária tem a função de coordenar, incentivar e
acompanhar os grupos de trabalho de catalogação, acessibilidade, referência, entre outros, que
visam aperfeiçoar os serviços oferecidos em todas as unidades do Sistema de Bibliotecas.
Atualmente, a Diretoria é composta pelas Bibliotecárias Kátia Lúcia Pacheco e Sindier Antônia Alves,
como Vice-Diretora.
O quadro de pessoal da BU é composto por bibliotecários (141 no total), funcionários técnicos e
administrativos, estagiários da UFMG, menores da Cruz Vermelha, além de outros convênios.

�GRUPO DE CATALOGAÇÃO E AUTORIDADES
• OBJETIVO: estudos, treinamentos e análises de demandas oriundas das
bibliotecas setoriais e usuários. Esse Grupo age como uma instância consultiva
para tomada de decisão pela Diretoria da Biblioteca Universitária.
• O Portal de informações do Grupo de Catalogação do Sistema de Bibliotecas da
UFMG tem como objetivo principal a disponibilização de documentos como
comunicados, tutoriais, manuais e textos referentes ao processamento técnico,
buscando a uniformidade nos procedimentos de catalogação dos diversos
materiais que constituem os acervos da UFMG.
• Endereço: https://cerrado.bu.ufmg.br/gcatalogacao/

�TRATAMENTO DOS DOCUMENTOS
O ACERVO
O Sistema de Bibliotecas da UFMG disponibiliza, em 25 bibliotecas setoriais, mais de um
milhão de itens nas diversas áreas do conhecimento, em diferentes tipos de formatos ou
suportes físicos.
Além de livros, são disponibilizadas também trabalhos acadêmicos (monografias, dissertações
e teses), periódicos, audiobooks, obras em braile, normas técnicas, plantas, mapas, partituras
musicais, discos em vinil, CDs, fitas de vídeo, filmes, programas de computador, maquetes,
globos, jogos, modelos anatômicos (crânio, esqueleto humano), obras raras e preciosas dos
séculos 16 ao 20, e ebooks.

�PROCEDIMENTOS BÁSICOS
• Seleção
• Aquisição
• Registro de patrimônio
• Catalogação
• Classificação
• Registro do acervo
• Preparação para circulação
• Guarda dos documentos

�SELEÇÃO
• Consulta ao catálogo de editoras e distribuidoras: lançamentos de
obras novas ou novas edições;

• Sugestões de discentes, docentes e demais pessoas ligadas à
comunidade universitária;

• Análise de estatísticas de consultas e empréstimos.

�AQUISIÇÃO
COMPRA: o processo é feito, anualmente, mediante processo licitatório, na modalidade pregão

eletrônico, conforme os recursos financeiros disponibilizados para compra.
DOAÇÃO: recebimento de documentos de pessoas físicas, instituições, departamentos de cursos da
própria Universidade. Atualmente, o recebimento das doações é feito no Sistema REUSE, conforme
estabelecido na Instrução Normativa, n. 5, de 12 de agosto de 2019, que dispõe sobre o recebimento de
doações de bens móveis e de serviços, sem ônus ou encargos, de pessoas físicas ou jurídicas de direito
privado pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
PERMUTA: a permuta acontece principalmente entre as coleções de periódicos das Instituições.

�REGISTRO DE PATRIMÔNIO
• RECEBIMENTO DO DOCUMENTO: verificação se o documento corresponde ao solicitado e análise
da compatibilidade das informações da nota fiscal.
• VERIFICAÇÃO FÍSICA: verificação de presença de partes danificadas ou faltosas. Em caso de
doação, verificar se o documento não contém alguma sujeira ou contaminação que podem
danificar o documento.
• NUMERAÇÃO DO PATRIMÔNIO: o controle de número de patrimônio é feito pela Biblioteca
Universitária, que envia as etiquetas com o número e o código de barras do exemplar para as

bibliotecas setoriais.
• CARIMBO: apresenta o nome da Biblioteca e da Unidade a que pertence. É colocado na folha de
rosto do documento, em espaço que não cubra as partes textuais.

�CATALOGAÇÃO
• A catalogação na UFMG começou nos seus primórdios com fichas impressas, tendo a ficha
principal e seus desdobramentos de pontos de acesso de autoridade e assunto. Em seguida
adotou-se o projeto Bibliodata CALCO e deste sistema migrou-se para o VTLS. Em 2005, houve a
implantação do Sistema Pergamum e este é utilizado até os dias atuais.
• Os instrumento utilizados: Código de Catalogação Anglo-Americano - 2ª edição, tesauro e
vocabulário controlado em campos diferenciados.

�CLASSIFICAÇÃO
• CDD
• CDU
• NLM (Medicina)
• Classificação de Black (Odontologia)

�ANOTAÇÃO DO NÚMERO DO ACERVO
• Para cada documento é gerado um número de acervo, que será
anotado em todos os exemplares de cada obra.
• Anota-se, também, os dados relativos que constarão na etiqueta de
lombada.

�PREPARAÇÃO PARA CIRCULAÇÃO
• Impressão e colagem de etiquetas a serem geradas no Sistema
Pergamum;
• Colocação de fitas magnéticas de segurança;
• Exposição das novas aquisições: de modo físico e divulgação em site
ou e-mails.

�GUARDA DOS DOCUMENTOS
• No caso dos livros, eles são colocados nas estantes na ordem da
classificação prevista em cada biblioteca setorial, geralmente, da

esquerda para a direita, de cima para baixo.
• Outros tipos de documentos são acondicionados em caixas especiais

ou envelopes fabricados para este fim, por exemplo, no caso das
partituras musicais.

�OBRIGADA!
ditti@bu.ufmg.br
alineal@ufmg.br

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Recurso de apoio visual (slides) da palestra "Gestão e organização do setores de catalogação : Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais" veiculada no YouTube (https://youtu.be/Eg5HDbZ2i8A) no dia 29/07/2021, às 15h, como uma ação do Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB.  A palestra abordou as rotinas nos setores de catalogação das diferentes bibliotecas da instituição, junto com os instrumentos e fluxos aplicados na gestão do sistema.</text>
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                    <text>O Controle de Autoridade no amparo
da informação
Fernando Modesto

fmodesto@usp.br

�De qualquer ponto de vista, o
formato MARC é um exíto
histórico e tem sido o
principal recurso de
normalização internacional
desde um ponto de vista
prático.

(

GT-CAT
tradução completa

�Exposição

❑ Reflexão empírica;
❑ Utiliza Conceitos:
▪ Controle bibliográfico,
▪ Controle de Autoridade.
❑ Contexto da análise:
▪ Mercado musical;

▪ Modelo de negócio;
▪ Direitos autoriais.

Pergunta:
O controle de autoridade pode ser aplicado em outro modelo de negócio,
além da catalogação bibliográfica?

�Controle de Autoridade

Controle Bibliográfico

Um processo que unifica, mediante adoção

Um termo amplo que abrange todas as atividades

de uma forma normalizada, os pontos de

envolvidas na criação, organização, gerenciamento

acesso dos

catálogos automatizados e

e manutenção da base de registros bibliográficos

mostra seus relacionamentos. Normaliza os

que representam os itens mantidos em uma coleção de

nomes

títulos

biblioteca ou arquivo, ou as fontes relacionadas em um

uniformes ou assuntos, que constituam o

índice ou base de dados, para facilitar o acesso às

ponto de acesso principal ou secundário

informações.

de

pessoas,

entidades,

(Catalogação tradicional); ou o acesso
autorizado

(Catalogação

atual)

para

o

catálogo bibliográfico.

O’ Farrill, J. L. M.; Pérez Pérez, M. B.; Vara Garrido, N.; Reyes Hernández, F.
M. Control de autoridades de los nombres propios. Información, cultura y
sociedad, vol. 43, p. ,dic./2020.

Amaraweera, J. A. Bibliographic Control. Faculty of Arts – MCHE, 2010.

�Direitos Autoriais

Mercado Fonográfico
Conjunto de empresas da indústria da

A lei brasileira garante ao criador e demais

música especializadas em gravação,

artistas a remuneração pelo uso de suas

edição e distribuição de mídia sonora,

músicas quando elas forem utilizadas por

seja em formato de CD, fita cassete,

terceiros. Por isso, todo lugar que usa música

disco de vinil ou em formatos de som

publicamente deve pagar direitos autorais

digital

aos artistas, o que acontece por meio do Ecad.

como

o

MP3.

Embora

não

exclusivamente, a maioria dos sons
gravados e comercializados por estas
empresas é de músicas — tanto
instrumentais quanto cantadas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria_fonogr%C3%A1fica

https://www3.ecad.org.br/eu-uso-musica/arrecadacao/Paginas/default.aspx

�Suporte Teórico → Controle de Autoridade
Evolução Histórica da Catalogação
Konrad Gesner (1516 – 1565)
▪ bibliografia em ordem de autor.
Andrew Mausell (falecido 1595)
▪ entrada de nomes pessoais pelo sobrenome.
Gabriel Naudê (1600 – 1653)
▪ bibliografia política, manual de biblioteca.
Sir Tomas Badley (1545 – 1613)
▪ biblioteca Bodelian, relacionar obras e
manifestações de um autor.

Base Teórica Tradicional da Catalogação
Anthony Panizzi (1797-1879)
o 91 regras – Museu Britânico, Entrada do autor em acordo com
página de rosto.
Charles Coffin Jewett (1816-1868)
o Código do Smithsonian, nomes de autores organizados
alfabeticamente.
Charles Ami Cutter (1837-1903)
o Regras catálogo dicionário, função do catálogo, usuário conhece
autor/título/assunto.
Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972)
o 5 leis da Biblioteconomia, Canon da Determinabilidade: entradas
verificáveis, uniformidade da entrada principal e secundária.
Seymour Lubetzki (1898-2003)
o regras lógicas do catálogo. Usuário tem interesse no autor e
assunto.

�Res

(LRM-E1)

Qualquer entidade do universo do discurso.
Coisas materiais e físicas como conceito.
Tudo considerado pertinente ao Universo Bibliográfico.
Superclasse de todas as Entidades.

❑ Músico Brasileiro

Res (LRM-E1)

❑ Nascido em 1945?

Intervalo de Tempo (LRM-E11)

❑ Inicio de Carreira musical entre 1960-1963?

Intervalo de Tempo (LRM-E11)

❑ Compositor

Res (LRM-E1)

❑ Cidade do Rio de Janeiro

Lugar (LRM-E10)

❑ Babulina

Pessoa (LRM-E7)

❑ O Vendedor de Banana

Obra (LRM-E2)

❑ Jorge Duílio Lima Meneses

Pessoa (LRM-E7)

�Jorge Duílio Lima Meneses - 1945
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AGENTE
LRM-E6

Relacionamento

WEMI
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

isA

W1 – Que maravilha;
Pessoa
W2 – Fio maravilha
LRM-E7
W3 – País tropical
W4 – Chove Chuva
W5 – Vendedor de Banana
W6 – Banda do Zé Pretinho (Álbum)

�LC control no.:
n 81082503
LCCN Permalink:
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Duílio Lima Meneses, March 23, 1942; singer, composer, violinist)
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22, 1945 in Rio de Janeiro; known as Jorge Ben Jor, is a Brazilian popular musician.
His characteristic style fuses samba, funk, rock and bossa nova with lyrics that blend
humor and satire with often esoteric subject matter. He first took the stage name
Jorge Ben after his mother’s name; in the 1980s he changed it to Jorge Ben Jor
(commonly written Benjor))
|u https://en.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

�George Washington Benson

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guitarrista e cantor)
670 __ |a Wikipedia, Aug. 13, 2019 |b (George Benson; nasceu 22 março,
1943 em Pittsburgh, PA; Guitarrista, cantor e compositor vencedor
do Grammy; homenageado com uma estrela na Calçada da Fama
de Hollywood; Gêneros: jazz, rhythm and blues, soul, funk;
residente de Englewood, New Jersey)

https://en.wikipedia.org/wiki/George_Benson

�George Washington Benson
100 1_ |a Benson, George, |d 1943- |e musico |4 mus

AGENTE
LRM-E6

isA

Relacionamento

Pessoa
LRM-E7

WEMI
https://en.wikipedia.org/wiki/George_Benson

Álbuns
W1- Live at the Bitter End, 1971
W2 - Ultimate Seventies: The Classics
W3 - Good Times: 100 Ultimate Party Anthems

�Jorge Duílio Lima Meneses

George Washington Benson

100 1_ |a Ben Jor, Jorge, |d 1945400 1_ |a Ben, Jorge, |d 1945-

S

100 1_ |a Benson, George, |d 1943Relacionamento

N

�Jorge Duílio Lima Meneses 1945
❑ Wikidata Q119015
❑ VIAF: 22326525
❑ AllMusic: mn0002107994
❑ BIBSYS: 1006074
❑ BNE: XX1089443
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❑ CiNii: DA12747488
❑ Discogs: 30700
76377
100 ❑
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Ben Jor, Jorge,
|d 1945370 ❑
__ |aGenius:
Rio de Janeiro
(Brazil)
Jorge-ben-jor
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400 1_ |a Meneses, Jorge Duílio Lima, |d 1945400 ❑
1_ |aLCCN:
Benjor, Jorge,
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ID|b container
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670 ❑
__ |aMusicBrainz:
Creole girl [SR] c1979:
(b. Rio de Janeiro 12/22/42)
670 __ |a Rock brazuca pop web site, Oct. 8, 1998 |b (Jorge Ben Jor; Jorge Ben; b.
❑ NDL:
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Jorge Duílio Lima Meneses, 23 março, 1942; cantor, compositor, violinista)
670 ❑
__ |aNKC:
Toquinho,
c2001: |b videodisco container (Jorge Benjor)
mzk2011667961
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071884440
670 ❑
__ |aNTA:
Wikipedia,
27 Julho, 2015 |b (Jorge Ben Jor; Jorge Duilio Lima Menezes; nascido 22
março,
1945
no
Rio de Janeiro; conhecido como Jorge Ben Jor, um popular musico
❑ SUDOC:
179228129
brasileiro. Sua característica de estilo mescla samba, funk, rock e bossa nova com
❑ Itaú
Cultural:
jorge-ben-jor
letras que
misturam humor
e sátira com assunto muitas vezes esotérico. Ele primeiro
tomou o nome artístico Jorge Ben em homenagem ao nome de sua mãe; na década
❑ IMDb:
nm0069990
de 1980, ele
mudou para Jorge Ben Jor (comumente escrito Benjor))

George Washington Benson
- 1943

Controle
De
Autoridade
ID

|u https://en.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

❑ BNE: XX853721
❑ BNF: cb13891366t (data)
❑ GND: 120446901
❑ ISNI: 0000 0000 7838 7381
❑ LCCN: n82099720
❑ MBA: 467f69b6-8d6d-4d2c-bfad-e89adf2806ff
❑ NARA: 10586436
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❑ NLK: KAC199602221
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__ PLWABN:
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and blues music |a Soul music |a Funk (Music)
374 __ |a Guitarrista |a Cantor |a Músico de jazz |a Compositor |a Letrista
375❑
__ SELIBR:
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670 __ |a The Boss. [Phonodisc] 1969.
❑ SNAC: w62r4xs1
670 __ |a New Grove dict. of jazz |b (Benson, George; b. 3-22-43, Pittsburgh;
guitarrista e cantor)
❑ SUDOC:
150684576
670 __ |a Wikipedia, Aug. 13, 2019 |b (George Benson; nasceu 22 março,
❑ Trove:
1943 em 1107097
Pittsburgh, PA; Guitarrista, cantor e compositor vencedor
do
Grammy;
homenageado com uma estrela na Calçada da Fama
❑ VIAF:
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de Hollywood; Gêneros: jazz, rhythm and blues, soul, funk;
❑ WorldCat
residente de Englewood,
Identities:
New lccn-n82099720
Jersey)

�Registro Bibliográfico – MARC 21
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264
264
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336
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338
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500
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650

|0 - Authority record control number

or standard number (R)
02 |a ILPS 9390 |b Island Records
__ |a lccopycat
|1 - Real World Object URI –
__ |a s-bl--RWO/URI - Identifica entidade,
00 |a Island Records ILPS 9390
1_ |a Ben Jor, Jorge, |d 1945- |e compositor |4 cmp
chamada de Thing (Coisa).
|0 (LCCN) n81082503
|1 https://id.loc.gov/authorities/n81082503
10 |a Tropical / |c Jorge Bem Jor.
__ |a Los Angeles : |b Island Records,
__ |a p1976
__ |a 1 disco sonoro : |b analógico, 33 1/3 rpm, estereo. ; |c 12 pol.
__ |a música executada |b prm $2 rdacontent
__ |a áudio |b s $2 rdamedia
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__ |a Canções.
0_ |a Jorge Ben ; com orquestra.
__ |a Durações nos rótulos.
0_ |a Taj majal -- Os alquimistas estão chegando os alquimistas -- Chove chuva -- Georgia
-- O namorado da viúva -- My lady -- Jesus de praga -- Mas que nada -- Pais tropical.
_0 |a música popular |z Brasil |y 1971-1980.

�LC control no.:
n 81082503
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22, 1945 in Rio de Janeiro; known as Jorge Ben Jor, is a Brazilian popular musician.
His characteristic style fuses samba, funk, rock and bossa nova with lyrics that blend
humor and satire with often esoteric subject matter. He first took the stage name
Jorge Ben after his mother’s name; in the 1980s he changed it to Jorge Ben Jor
(commonly written Benjor))
|u https://en.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

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Duílio Lima Meneses, March 23, 1942; singer, composer, violinist)
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22, 1945 in Rio de Janeiro; known as Jorge Ben Jor, is a Brazilian popular musician.
His characteristic style fuses samba, funk, rock and bossa nova with lyrics that blend
humor and satire with often esoteric subject matter. He first took the stage name
Jorge Ben after his mother’s name; in the 1980s he changed it to Jorge Ben Jor
(commonly written Benjor))
|u https://en.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

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LCCN Permalink:
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Ben Jor, Jorge, 1945500
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670 __ |a Rock brazuca pop web site, Oct. 8, 1998 |b (Jorge Ben Jor; Jorge Ben; b. Jorge
Duílio Lima Meneses, March 23, 1942; singer, composer, violinist)
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670 __ |a Wikipedia, July 27, 2015 |b (Jorge Ben Jor; Jorge Duilio Lima Menezes; born March
22, 1945 in Rio de Janeiro; known as Jorge Ben Jor, is a Brazilian popular musician.
His characteristic style fuses samba, funk, rock and bossa nova with lyrics that blend
humor and satire with often esoteric subject matter. He first took the stage name
Jorge Ben after his mother’s name; in the 1980s he changed it to Jorge Ben Jor
(commonly written Benjor))
|u https://en.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

Resposta:

O controle de

autoridade pode ser
aplicado em outro

modelo de negócio.

1_ |a Ben Jor, Jorge, |d 1945- |e compositor |4 cmp
1_ |a Ben, Jorge,
|d 1945|e compositor |4 cmp
|0 https://id.loc.gov/authorities/names/n81082503.html
|1 https://www.wikidata.org/wiki/Q119015

�Propaganda
Orientação em Catalogação
Bibliográfica e Metadados
Mestrado Profissional
Mestrado Acadêmico
Doutorado
Pós-Doutorado
Trabalho de Conclusão de Curso
Iniciação Científica

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
– PPGCI
http://www3.eca.usp.br/pos/ppgci

Mestrado Profissional em Gestão da Informação

http://www3.eca.usp.br/pos/ppgci/mestrado-profissional

�Fernando Modesto
fmodesto@usp.br

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                  <text>Grupo de Trabalho - Catalogação</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                  <text>Catalogação</text>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Catálogo de autoridade (Recuperação da informação)&#13;
Registros de autoridade de nomes (Recuperação da informação)&#13;
Catalogação&#13;
Formato MARC 21 para Dados de Autoridade</text>
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                <text>Recurso de apoio visual (slides) da palestra "O Controle de Autoridade no amparo da informação" veiculada no YouTube (https://youtu.be/N2ZtIfYsbg4) no dia 26/05/2021, às 15h, como uma ação do Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB. A palestra abordou o controle de autoridade como atividade para além dos catálogos das bibliotecas e como a descrição dos atributos de determinada entidade potencializam a identificação e a recuperação em sistemas de informação. </text>
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                <text>Webinar: O Controle de Autoridade no amparo da informação</text>
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                    <text>Catalogação de e-books:
práticas em bibliotecas universitárias brasileiras
Fabrício Silva Assumpção
Desenvolvimento de Coleções e Tratamento da Informação
DECTI / Biblioteca Universitária / UFSC
fabricio.assumpcao@ufsc.br | fabricioassumpcao.com
Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT/FEBAB)
5 de março de 2021 | https://www.youtube.com/watch?v=eyCVa7ChCAA

1 / 13

�Introdução
●

●

●

Identificar as práticas de catalogação de e-books em
bibliotecas universitárias brasileiras em relação à
catalogação individual desses materiais e à importação de
registros em lote.
Coleta a análise dos dados
–

Questionário on-line.

–

96 respostas, sendo 80 delas consideradas válidas

Estudo em andamento; os resultados apresentados são
preliminares.
2 / 13

�Caracterização das participantes (80 instituições)
2

78

Públicas: 52
Privadas: 28

3 / 13

�Presença de e-books no catálogo (80 instituições)
Existem e-books no catálogo da instituição?

Sim

Não
Total

58
(73%)

Existem e-books catalogados
individualmente por bibliotecárias(os) da
instituição?

Sim:
51

Não:
7

Existem e-books que foram incluídos a
partir da importação em lote de registros
MARC 21?

Sim:
36

Não:
22

22
(28%)
80
4 / 13

�Catalogação “individual” (51 instituições)
Ao catalogar um e-book de uma obra que a biblioteca já possui a versão
impressa com o mesmo conteúdo, o que é recomendado aos catalogadores
da sua instituição?
Criar um novo registro bibliográfico para o e-book (ou seja, uma
catalogação para a versão impressa e outra para a versão digital).

33

65%

Não temos uma recomendação, regra, manual, decisão definida, etc. para
esses casos. Cada profissional decide caso a caso, individualmente.

7

14%

Incluir o link/URL e outras informações de acesso ao e-book no mesmo
registro da versão impressa (ou seja, uma única catalogação para as duas
versões).

7

14%

Situação em estudo.

2

4%

Os e-books são registrados em ambiente diferente os impressos, portanto
há o registro da versão impressa e digital.

1

2%

Criar um novo registro bibliográfico caso o ISBN seja diferente.

1

2%

Total

51

100%
5 / 13

�Catalogação “individual” (51 instituições)
Em relação aos links/URLs de acesso aos e-books:

69
respostas

6 / 13

�Importação em lote (36 instituições)
A importação em lote é realizada para quais coleções de e-books?
Aquisição
perpétua
21 (40%)

Assinatura
temporária
21 (40%)

53
respostas

Outra
2 (4%)

Acesso aberto
9 (17%)

Acesso aberto

2

6%

Aquisição perpétua &amp; Acesso aberto

2

6%

Aquisição perpétua

11

31%

Assinatura temporária &amp; Acesso aberto

4

11%

Assinatura temporária
&amp; Aquisição perpétua &amp; Acesso aberto

1

3%

Assinatura temporária
&amp; Aquisição perpétua.

7

19%

Assinatura temporária.

9

25%

Total

36

100%
7 / 13

�Importação em lote (36 instituições)
Quais profissionais realizam a importação dos registros?
Bibliotecárias(os)

24

67%

Profissionais de TI de outros setores da instituição

3

8%

Profissionais da empresa que presta suporte para o sistema de gerenciamento
utilizado na instituição

3

8%

Bibliotecárias(os)
&amp; Profissionais de TI de outros setores da instituição

2

6%

Bibliotecárias(os)
&amp; Profissionais da empresa que presta suporte para o sistema de
gerenciamento utilizado na instituição

2

6%

Profissionais de TI considerados parte da equipe da biblioteca/sistema de
bibliotecas

1

3%

Bibliotecárias(os)
&amp; Profissionais de TI considerados parte da equipe da biblioteca/sistema de
bibliotecas

1

3%

Total

36

100%
8 / 13

�Importação em lote (36 instituições)
Antes da importação, bibliotecárias(os) e/ou profissionais de TI realizam algum
procedimento de tratamento de dados nos registros MARC 21 (inclusão, exclusão,
alteração de campos e subcampos, padronização do conteúdo, limpeza de dados, etc.)?
–

Sim: 11
●
●

–

8 também fazem alteração após a importação
3 fazem apenas o tratamento prévio

Não: 25
●
●

15 também fazem alteração após a importação
10 não fazem tratamento prévio e nem alteração posterior à importação

Após importação, bibliotecárias(os) realizam alterações nos registros importados
(inclusão, exclusão, alteração de campos e subcampos, padronização do conteúdo, limpeza
de dados, etc.)?
–

–

Sim: 23
●
13 fazem apenas alteração após a importação
Não: 13

9 / 13

�Ausência de e-books no catálogo (22 instituições)
Por quais motivos não há registros bibliográficos
de e-books no catálogo da instituição?
Não oferecemos e-books aos nossos usuários (ainda).

12

52%

Temos apenas e-books contratados temporariamente (assinatura) e
não consideramos adequado/vantajoso inclui-los no catálogo.

4

17%

Não importamos registros MARC 21 em lote em razão de limitações
do sistema de gerenciamento utilizado na instituição.

2

9%

Não catalogamos e-books individualmente por falta de pessoal.

2

9%

“A ideia de catalogar e inserir os e-books no sistema de
gerenciamento ainda não discutida na Instituição”

1

4%

“Estamos para iniciar tal projeto, Projeto de Migração.”

1

4%

“Não há no mercado e-books em língua portuguesa nas bases de
dados para compra perpétua.”

1

4%

Total

23

100% 10 / 13

�Comentários adicionais
●

●

●

“Em relação a última pergunta da pagina anterior, após a importação o
XXXXXX não permite a atualização de registros, sem que haja o
preenchimento das "Informações Iniciais", que pedem dentre outras, o que
acaba inviabilizando a atualização. Assim quando necessário a edição, ela é
feita externamente e o arquivo com o único registro importado novamente.”
“Sobre as importações: os metadados dos fornecedores são bastante ruins,
gostaríamos de fazer algum tratamento, mas não temos equipe disponível
considerando a elevada quantidade de registros. Atualmente importamos 18
mil registros, atualizando a cada três meses. Seria muito legal se
pudéssemos contar com um trabalho coletivo de tratamento dos dados,
considerando que a maioria das bibliotecas universitárias assina a YYYYYY
e/ou a ZZZZZZ. Ou fizéssemos uma pressão coletiva para os fornecedores
nos enviarem dados minimamente corretos. [...]”
“Voltamos aos registros para ajustes esporádicos, no caso de coleções de
aquisição perpetua colocamos as capas dos e-books nos registros.”
11 / 13

�Para discussão...
●

Políticas e decisões de catalogação

●

Catalogação “individual”: limitações e alternativas

●

Tratamento dos dados (antes/após importação)

●

–

Recursos humanos, conhecimentos e habilidades

–

Recursos tecnológicos

Qualidade dos metadados
12 / 13

�Obrigado!
Fabrício Silva Assumpção
Desenvolvimento de Coleções e Tratamento da Informação
DECTI / Biblioteca Universitária / UFSC
fabricio.assumpcao@ufsc.br | fabricioassumpcao.com
Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT/FEBAB)
5 de março de 2021 | https://www.youtube.com/watch?v=eyCVa7ChCAA

13 / 13

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&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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                    <text>CATALOGAÇÃO DE E-BOOKS
RELATO DE CASO DA BIBLIOTECA CONSELHEIRO TEÓFILO DE
ANDRADE DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
(TCMSP)
DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�BIBLIOTECA CONSELHEIRO TEÓFILO DE ANDRADE
Atende aos servidores do TCMSP e alunos e professores da Escola
de Gestão e Contas do TCMSP
Temática do acervo: direito administrativo, auditoria, políticas
públicas, gestão pública
Catálogo online disponível apenas na intranet
DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�LIVROS DIGITAIS – INCLUSÃO NO ACERVO

Pandemia e teletrabalho

Aulas online dos cursos
de pós-graduação

Seleção de obras de
acesso aberto

Inclusão do livro digital
em repositório próprio

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�INÍCIO DO PROCESSO
• Setembro/2020 – seleção de livros de editoras
universitárias e governamentais

• Outubro/2020 – início do processo de catalogação
• Fevereiro/2021 – 85 catalogados e 49 aguardando
catalogação

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�DECISÕES
• Selecionar livros digitais de acesso
aberto de interesse para a instituição

• Estabelecer uma rotina de catalogação
• Principais campos, DGM
• Incluir a catalogação de livros digitais
na Política de Catalogação da
Biblioteca
DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�DECISÕES – CAMPOS MARC
Campo 007 –
designação
específica do
material (posição 01)
– r (remoto)

Campo 008 – forma
do item (posição 23)
– o (online)

DGM – Recurso
eletrônico

Nota geral (500) –
instituição
responsável pela
disponibilização do
arquivo

Nota Detalhes do
Sistema (538) – tipo
de arquivo

Tipo de material –
Livro digital

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�PLANILHA BÁSICA MARC

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�EXEMPLO – CAMPOS MARC (2)

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�EXEMPLO – CATÁLOGO ONLINE
RESULTADO DE PESQUISA

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�EXEMPLO – CATÁLOGO ONLINE (DETALHES)

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�EXEMPLO – CATÁLOGO ONLINE (CONTEÚDO DIGITAL)

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

�OBRIGADA
CONTATO: DENISE.SALGADO@TCM.SP.GOV.BR

DENISE MANCERA SALGADO - MARÇO/2021

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Catalogação de e-books: relato de caso da Biblioteca Conselheiro Teófilo de Andrade do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSO)</text>
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                <text>Catalogação, MARC 21, GT-CAT, Livros digitais, E-Book</text>
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                <text>Relato de caso apresentando os modelos, políticas e rotinas da catalogação de livros digitais (e-books) da Biblioteca Conselheiro Teófilo de Andrade do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSO).</text>
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FEBAB</text>
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                <text>Webinar: A catalogação de e-books : relatos de experiências</text>
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                    <text>DOS SILOS DE INFORMAÇÃO À WEB
DOS DADOS

Liliana Giusti Serra
Doutora em Ciência da Informação / Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Mestre em Ciência da Informação / Universidade de São Paulo (USP)
Profissional da Informação do SophiA / Philos

�CATÁLOGO

“É um meio de comunicação, que veicula mensagens
sobre registros do conhecimento, de um ou vários
acervos, reais ou ciberespaciais, apresentando-as com
sintaxe e semântica próprias e reunindo os registros do
conhecimento por semelhança, para os usuários desses
acervos”
MEY &amp; SILVEIRA, 2009, p. 12
2

�FUNÇÕES DO CATÁLOGO
Permitir encontrar uma obra através de seu título, autor ou
assunto
Identificar as obras que uma biblioteca possui (inventário)
Auxiliar na escolha de uma obra por sua edição, tipologia etc.
(Cutter, 1904)
Prover informações sobre como acessar o recurso
(Jin, 2013)

Analógico ou Digital

�Panizzi

1839

Cutter

CÓDIGOS DE
CATALOGAÇÃO

ALA

AACR2

1876
1941

1967
AACR1

RDA

1978
2010

�REPRESENTAÇÃO
Regras para descrição de recursos
Registros sem vínculo entre si
Autoridades criam vínculos entre registros com mesmo autor/assunto
Cooperação entre instituições
Formatos de intercâmbio perpetuando esta compreensão
Metadados opacos (beco sem saída)

�����INTERCÂMBIO DE REGISTROS
Compartilhar dados estruturados
Registros bibliográficos: dados de recursos
Registros de autoridades: pessoas, assuntos, locais, eventos etc.
Formatos de intercâmbio usados por bibliotecas:
MARC 21 (bibliográfico e autoridade)
Dublin core
ISO2709
Protocolo z39.50
Protocolo OAI-PMH (Open Archives Initiative – Protocol for Metadata Harvesting)

�FORMATO MARC
Permitiu a automação dos catálogos
Desenvolvido nos anos 1967-1968, por
Henriette Avram
Outras aplicações

Adaptações para suportar avanços tecnológicos,
principalmente descrição de conteúdo digital
Limites para descrição e estrutura engessada
Não suporta a Web dos dados

Avram entregando a Richard Coward fita
magnética com 9.300 registros bibliográficos,
1967 (COYLE, 2016)

�020 ## |a 978-85-85637-34-7
100 1# |a Tammaro, Anna Maria
245 12 |a A biblioteca digital / |c Anna Maria Tammaro, Alberto Salarelli ;
tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos
260 ## |a Brasília : |b Briquet de Lemos, |c 2008
300 ## |a 378 p.
500 ## |a Título original: La biblioteca digitale
504 ## |a Bibliografia
650 14 |a Bibliotecas digitais
650 14 |a Bibliotecas digitais |x Administração
650 14 |a Biblioteconomia |x Inovações tecnológicas
650 14 |a Livros eletrônicos
650 14 |a Tecnologia da informação
700 1# |a Salarelli, Alberto
700 1# |a Lemos, Briquet de |e trad

�SILOS
Silos são construções destinadas ao
armazenamento e conservação de grãos
secos, sementes, cereais e forragens
verdes (Prof. Orlando Carneiro, aula
inaugural na ESALQ em 1948)

Os silos de dados são conjuntos de dados ou sistemas
independentes que não se relacionam com os demais
dentro de uma organização. Frequentemente apenas um
grupo limitado de profissionais tem conhecimento ou
acesso aos recursos de dados disponíveis.

https://oestatistico.com.br/silos-de-dados-quebrando-tudo/

��WEB SEMÂNTICA (WS)
A Web Semântica trará estrutura ao significado do conteúdo de sítios da
Web, criando um ambiente onde agentes de softwares podem perambular
de um sítio a outro, prontos para executarem tarefas para os usuários
(BERNERS-LEE; HENDLER; LASSILA, 2001, p. 1, tradução nossa)
 Interligar dados de forma que sejam legíveis para humanos e máquinas
 Transição da Web dos documentos para a Web dos dados
 Presença de ontologias
 Problemas: ambiguidades e falta de consistência dos dados

�LINKED DATA (LD)

LINKED DATA (LD)

 Uso do modelo Resource Description Framework (RDF) para publicar dados
 Presença de Uniform Resource Identifer (URIs) para explicitar a relação entre

entidades

BYRNE &amp; GODDARD, 2010

 Aplicação da Web semântica
 Interligação de dados com outros dados, legíveis por máquinas, com

significados e relações entre os termos definidos explicitamente
 Conjunto de boas práticas para publicação de dados (W3C)

 Representação por meio de grafos

�TRIPLAS
Recurso

Propriedade
URI

URI

Recurso
URI

Valor
Literal

Propriedade
URI

Valor
URI

Vocabulários e ontologias para estabelecer a descrição

�Tubarões

���Emmy Award
Wild life filmmaker

Vinculados pela autoridade

���OPAC

�O Endurance, barco comandado por Sir Ernest Shackleton, afundou
em sua tentativa de cruzar a Antártica em 14/02/1915

Ernest Shackleton

�Relatos sobre as expedições de Robert Falcon Scott à região
antártica entre 1901 e 1904 e entre 1910 e 1912

Robert Falcon Scott

�Relatos sobre a primeira expedição ao Polo Sul, realizada por
Roald Amundsen em 1911

Roald Amundsen

�O Titanic, da White Star Line, afundou na rota
Southampton-New York em 14/04/1912

�O Príncipe de Asturias, operado pela Pinillos Izquierdo y Cia,
afundou na costa da Ilha Bela em 04/03/1916

�DADOS
OPACs estão na Web, porém os dados estão trancados nos catálogos
Catálogo é um silo de dados
em relação a outras instituições
em relação à Web
em relação ao próprio catálogo (silo do silo)

�WEB SEMÂNTICA E BIBLIOTECAS
 Bibliotecas não podem se manter na estrutura de silos de informação (BERMÈS, 2013; W3C

LD INCUBATOR GROUP, 2011; BYRNE; GODDARD, 2010)
 Bibliotecas podem ser fontes de dados confiáveis e de qualidade para a Web dos dados

(SHIEH; REESE, 2015; W3C LD INCUBATOR GROUP, 2011; SANTOS; ALVES, 2009)
 Confiança: fator relevante para o LD (MILLER, 2004), porém complexo aos bibliotecários que

podem não considerar confiáveis dados criados por não bibliotecários (SINGER, 2009)
 Presença de datasets

úteis para bibliotecas com dados RDF e não-RDF (PCC, 2018)

 Enriquecimento do catálogo, interligação de dados com fontes externas e do próprio acervo,

criação de relacionamentos entre dados: inferências e serendipidade

�AO BUSCAR NO CATÁLOGO

�AO BUSCAR NO CATÁLOGO SEMÂNTICO

Lawrence Wahba

Jacques Cousteau
Marcelo Szpilman

Gabriel Ganme

Amyr Klink
Robert
Ernest Shackleton Roald Amundsen Falcon Scott

�REALIDADE DOS CATÁLOGOS
 Diversos recortes em um catálogo
 Monteiro Lobato
 Machado de Assis
 Lygia Fagundes Telles
 Erico Veríssimo

�RECORTE 1
https://www.wikidata.org/wiki/Q10358971

https://www.wikidata.org/wiki/Q235795

https://viaf.org/9985617/

https://viaf.org/
viaf/178376506
/

contributor
(tradução)

creator

Nasceu em
18/04/1882

https://www.wikidata.org/wiki/Q10339751

Faleceu em
04/07/1948

https://www.wikidata.org/wiki/Q1196857

�RECORTE 2
https://viaf.org/viaf/206860700/

https://viaf.org/viaf/220067550/

https://viaf.org/viaf/95151633/

creator

Nasceu em
21/06/1839
https://viaf.org/viaf/296790007/

creator

Faleceu em
29/09/1908
https://viaf.org/viaf/183142141/

�RECORTE 3
https://www.wikidata.org/wiki/Q18244008

https://viaf.org/viaf/462150323656909971338/

https://viaf.org/viaf/9817756
contributorOf
(screenplay)

creator

Nasceu em

ccRecipient

19/04/1923
https://www.wikidata.org/wiki/Q16494625

Porto Alegre,
29/10/1974

�RECORTE 4
https://g.co/kgs/TZxtmA

https://viaf.org/viaf/293793670/

creator
https://viaf.org/viaf/7426107/

creator

creator

Porto Alegre,
29/10/1974

Nasceu em
17/12/1905

Faleceu em
28/11/1975

https://viaf.org/viaf/176626861/

�REALIDADE DOS CATÁLOGOS
 Diversos recortes em um catálogo
 Monteiro Lobato
 Machado de Assis
 Lygia Fagundes Telles
 Erico Veríssimo

Catálogo semântico
+
Enriquecimento de dados

�https://en.wikipedia.org/wiki/Law_School,_
University_of_S%C3%A3o_Paulo

https://viaf.org/viaf/7426107/

https://g.co/kgs/TZxtmA

https://viaf.org/viaf/293793670/

Faculdade de
Direito do Largo do
São Francisco - SP

creator

event

isPartOf

Revolução
Farroupilha

https://g.co/kgs/Ms69vE

isFriendOf
creator

alumniOf

senderMessage
isPartOf

https://viaf.org/viaf/176626861/

ccRecipient
knowsAbout
Porto Alegre, 29/10/1974

https://viaf.org/9985617/

creator

https://viaf.org/viaf/9817756

https://viaf.org/viaf/178376506/

contributorOf
(screenplay)

event

https://viaf.org/viaf/206860700/
https://www.geonames.org/3451133/

creator

isBasedOn

character
participant

https://viaf.org/viaf/462150323656909971338/
https://viaf.org/viaf/95151633/

Capitu
(personagem)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Capitu

�CATÁLOGO
SEMÂNTICO
+
ENRIQUECIMENTO

�WEB DE DADOS
 Bibliotecas precisam abrir seus silos de dados
 Podem (e devem) colaborar com a Web de dados
 Enriquecimento dos catálogos
 Criação de vínculos entre registros do catálogo

 Compartilhamento com a Web (não somente com outras bibliotecas)
 Fonte confiável de dados

�O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001

LILIANA GIUSTI SERRA
LGIUSTISERRA@GMAIL.COM

�REFERÊNCIAS
BERMÈS, E. Enabling your catalogue for the semantic web. In: CHAMBERS, S. (Ed.). Catalogue 2.0: the future of library catalogue. Chicago:
Neal-Schuman, 2013. p. 117-142.
BERNERS-LEE, T.; HENDLER, J.; LASSILA, O. The semantic web. Scientific American, New York, p. 24-30, May 2001. Disponível em:
https://www.scientificamerican.com/article/the-semantic-web/. Acesso em: 27 jul. 2016.
BYRNE, G.; GODDARD, L. The strongest link: libraries and linked data. D-Lib Magazine, v. 16, n. 11/12, nov./dez. 2010. p. 1-9. Disponível
em: http://www.dlib.org/dlib/november10/byrne/11byrne.html. Acesso em 19 nov. 2018.
COYLE, Karen. The evolving catalog: cataloging tech from scrolls to computers. American Library Magazine, v. 47, n. 1/2, p. 48-53,
Jan./Feb., 2016.
JIN, Q.; SANDBERG, J. A. Implementing RDA at the University of Illinois at Urbana-Champaign library. Technical Services Quarterly, v.
31, n. 3, p. 217-236, 2014. DOI: 10.1080/07317131.2014.908585
MILLER, E. The Semantic Web and digital libraries. DC 2004 / SILF 2004. Shangai, China, 13 out. 2004. Disponível em:
http://dc2004.library.sh.cn/english/prog/ppt/talk.ppt. Acesso em: 14 dez. 2018.
PROGRAM FOR COOPERATIVE CATALOGING. Formulating and obtaining URIs: a guide to commonly used vocabularies and
reference sources. 14 Feb. 2018a. Disponível em: https://www.loc.gov/aba/pcc/bibframe/TaskGroups/formulate_obtain_URI_guide.pdf.
Acesso em: 21 nov. 2018.
SANTOS, P. L. V. A. da C.; ALVES, R. C. V. Metadados e web semântica para estruturação da Web 2.0 e Web 3.0. DataGamaZero: revista de
ciência da informação, v. 10, n. 6, p. 1-9, dez. 2009. Disponível em: http://www.brapci.inf.br/index.php/article/download/52958. Acesso em: 11
nov. 2018
SHIEH, J.; REESE, T. The importance of identifiers in the new Web environment and using the Uniform Resource Identifier (URI) in subfield
zero ($0): a small step that is actually a big step. Journal of Library Metadata, v. 15, p. 208-226, 2015. DOI:
10.1080/19386389.2015.1099981.
SINGER, R. Linked library data now! Journal of Electronic Resources Librarianship, v. 21, p. 114-126, 2009. Disponível em:
https://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/19411260903035809?needAccess=true. Acesso em: 14 dez. 2018
WORLD WIDE WEB INCUBATOR GROUP REPORT. Library Linked Data Incubator Group final report. 25 out. 2011. Disponível
em: https://www.w3.org/2005/Incubator/lld/XGR-lld-20111025/. Acesso em: 14 nov. 2018.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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                <text>Dos silos de informação à web dos dados</text>
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                <text>Catalogação; Catálogos; Web semântica; Linked data; Resource Description and Access; RDA; AACR2; </text>
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                <text>Recurso de apoio visual (slides) da palestra "Dos silos de informação à web dos dados" veiculada no YouTube (https://youtu.be/IGIrJiJQWg8) no dia 29/09/2020, às 17h, como uma ação do Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB. A palestra abordou temáticas relacionadas a evolução dos catálogos e códigos de catalogação e nas aplicações tecnológicas relacionadas a web semântica e linked data nas teorias e práticas da catalogação.</text>
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                <text>Liliana Giusti Serra</text>
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FEBAB</text>
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        <name>Catalogação</name>
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        <name>Resource Description and Access (RDA)</name>
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        <name>Web semântica</name>
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                    <text>Aspectos descritivos de entidade coletiva
Naira Silveira
25 de agosto de 2020

�Introdução
A discussão será direcionada aos aspectos descritivos, ou seja,
serão considerados aspectos pertinentes à RD:
110 ✓
610✗
Mais um recorte:
entidade coletiva apontada como responsável (ponto de acesso):
110 ✓
245 ✗
260 ✗
710 ✓

�Definição
“Entidade coletiva - uma organização ou grupo de pessoas
e/ou de organizações que se identifica por um nome
específico e que atua como uma unidade” (IFLA, 2016, p. 15).

https://www.ifla.org/publications/node/11015

�Responsabilidade

“Agente – Uma entidade (pessoa, família ou entidade coletiva) que possui
uma relação de responsabilidade com alguma obra, expressão,
manifestação ou item” (IFLA, 2016, p. 14).
“Criador - Uma pessoa, família ou entidade coletiva responsável pelo
conteúdo intelectual ou artístico de uma obra” (IFLA, 2016, p. 14).

https://www.ifla.org/publications/node/11015

�Orientações
“Como pontos de acesso de dados bibliográficos se deve incluir
[...] os pontos de acesso autorizados para os criadores das obras.
Deve-se considerar uma entidade coletiva como a criadora de
obras que expressam o pensamento coletivo ou atividade da
entidade ou quando a formulação do título, em conjunto com a
natureza da obra, implique claramente que a entidade coletiva é
responsável coletivamente pelo conteúdo da obra. Isso se aplica
inclusive se a obra estiver assinada por uma pessoa em caráter
de representante ou funcionário de uma entidade coletiva”
(IFLA, 2016, p. 8).
https://www.ifla.org/publications/node/11015

�Como
Compreender o documento a ser representado
Destacando alguns termos das orientações anteriores:
- pensamento coletivo ou atividade da entidade
- natureza da obra

�Padronização

- Escolha dos pontos de acesso
- Registro de autoridade

�FRAD
atributos

https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frad/frad_2009-es.pdf

�FRAD
relacionamentos

https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frad/frad_2009-es.pdf

�Alguns aspectos

- Políticas de catalogação institucionais:
quais instrumentos adotar, quando estabelecer PA, etc.;
- Além de catálogos e bibliotecas...

�Indicadores

Web of Science, campo:
Organização – consolidada
https://images.webofknowledge.com/WOKRS514B4/help/pt_BR/WOS/hs_organizations_enhanced.html

�Web of
Science
https://images.webofk
nowledge.com/WOKRS
514B4/help/pt_BR/WO
S/hp_organizations_en
hanced_index.html

�Confiabilidade

Auxílio para identificar Fake News
Respaldo científico
FIOCRUZ
UNIVERSIDADES

�Reconhecimento
✓ Povos indígenas
✓ Financiamento

PORTARIA Nº 206, DE 4 DE SETEMBRO DE 2018
https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/39729251/do1-2018-09-05-portaria-n-206-de-4-desetembro-de-2018-39729135

"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001”
"This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior - Brasil (CAPES) - Finance Code 001"

�Considerações
- Diversidade de funções relativas a entidade coletiva:
Autoria
Fomento
Editoração
Detentora
Etc.;
- Diversidade de tipos documentais e produção do conhecimento;
- Diversidade de orientações e instrumentos para padronização;
- Necessidade de estudo sobre esse tema.

�OBRIGADA!

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Recurso de apoio visual (slides) da palestra "Aspectos descritivos de entidade coletiva" veiculada no YouTube (https://youtu.be/73wOcjG42c0) no dia 25/08/2020, às 15h, como uma ação do Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB. A palestra abordou temáticas relacionadas a descrição e estabelecimento dos pontos de acesso para entidades coletivas conforme as normas de descrição vigentes e novas possibilidades para a áre.</text>
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FEBAB</text>
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                    <text>[C]

Grupo de trabalho em CATALOGAÇÃO
Webinar – 04 de agosto de 2020

"Indexação de assuntos no contexto da
política de organização e representação da
informação"
Mariângela Spotti Lopes Fujita
Pesquisadora Produtividade em Pesquisa do
CNPq - Nível 1-B
Docente Permanente do PPGCI/UNESP Campus de Marília
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

1

�Indexação de assuntos no contexto da política de organização e
representação da informação
Política de Organização e Representação da informação

Política de Indexação

A indexação: processo e instrumento

Recomendações aos catalogadores

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

2

�O contexto administrativo de unidades de informação e seu papel
na socialização do conhecimento

Armazenagem
do conhecimento

Organização
do conhecimento

SOCIALIZAÇÃO DO
CONHECIMENTO

Acesso
ao conhecimento

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

3

�O contexto administrativo de unidades de informação e seu
papel na socialização do conhecimento

Armazenagem do
conhecimento:
desenvolvimento de
coleções, memória da
produção científica e
tecnológica, preservação e
conservação;

06/08/2020

Organização do
conhecimento: qualidade
de tratamento temático e
descritivo que favoreça o
intercâmbio de registros
entre bibliotecas e sua
recuperação;

FUJITA, M.S.L.

Acesso ao conhecimento: a
exigência de informação
transcende o valor, o lugar e
a forma e necessita de
acesso. Por isso devemos
pensar não só em fornecer
a informação, mas
possibilitar o acesso
simultâneo de todos.

4

�Política de Organização e Representação da
Informação - Requisitos
Requisitos para Armazenagem – Organização – Acesso

Pessoas com conhecimento teórico-prático Visão sistêmica para uma gestão estratégica

Política de rede e sistema de
informação
06/08/2020

Tecnologia de comunicação de dados para conexão
com outros sistemas de informação
FUJITA, M.S.L.

5

�Organização e Representação da
Informação

Tratamento da Informação

tratamento temático
de conteúdo da
informação
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

tratamento descritivo
do suporte material
da informação
6

�Representação Documental
representação de representações
Representação descritiva
❑

Identificar as características físicas do objeto tornando-o único.

❑

Os elementos identificados são termos selecionados que compõem um vocabulário que está
representado em códigos.

❑

Os códigos são compostos por campos, descritores ou metadados aplicados num conjunto de regras
definidas em âmbito internacional.

❑

Qual a aparência física deste documento ou objeto de informação? (CESARINO; PINTO, 1978)

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

7

�Representação Documental
representação de representações
Representação temática
❑ Conjunto de operações que descrevem o assunto de um documento e que, por meio da abstração da essência

temática e de termos e/ou símbolos escolhidos melhor representem o conteúdo informacional.
❑

Atividades de abordagem temática
–
–
–
–

CLASSIFICAÇÃO
CATALOGAÇÃO DE ASSUNTO
INDEXAÇÃO
SUMARIZAÇÃO

❑ Sobre o que é este documento ou objeto de informação?

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

(CESARINO; PINTO, 1978)

8

�Processos e operações da Representação para
organização da informação
Área

Processo

Operações e métodos
de tratamento

Instrumentos de
representação

Representação
descritiva

Descrição física

Catalogação

Código de
catalogação

Representação
temática

Descrição de
conteúdo

Indexação

Tesauros, listas de
cabeçalhos de
assunto

Classificação

Sistemas de
classificação

Elaboração de
resumos

Normalização

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

9

�Política de organização e representação da
informação do sistema de informação
• Refere-se aos processos, operações e instrumentos.
• Cada uma das operações e seus instrumentos tem finalidades
próprias e sua aplicação dependerá de requisitos, variáveis e
elementos a serem definidos conforme o contexto de um sistema de
recuperação da informação.
• A aplicação deles a determinados contextos e finalidades deverá ser
analisada, discutida, sistematizada e orientada por uma política a ser
definida por gestor e equipe.
• A INDEXAÇÃO NA CATALOGAÇÃO
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

10

�Política:
• parâmetro para a tomada de decisão;
• define caminhos até o objetivo; permite
arbítrio (a decisão de julgamento de casos
deverá ser feita com base na política); não é
mérito da política estabelecer procedimentos
ou definir funções e responsabilidade; ela deve
refletir o desejo da administração; é aplicada a
todos os casos semelhantes e não a um caso
específico.

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

11

�Indexação na catalogação: a questão do
campo assunto (subject)
A catalogação teve evolução com uso de metadados transferíveis
através de tecnologias avançadas de interoperabilidade.
A indexação poderia contribuir para catalogação de assuntos com seu
corpus teórico e metodológico em análise de assuntos, instrumentos e
avaliação:
• Contribuição teórico-metodológica em análise de assuntos;
• Instrumentos de controle de vocabulário atualizados;
• Metodologias de avaliação voltadas para o aprimoramento da
recuperação da informação em buscas.
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

12

�QUALIDADES DA INDEXAÇÃO
EXAUSTIVIDADE
ESPECIFICIDADE

Conceitos caracterizadores do conteúdo integral do
documento
Relação exata entre unidade conceitual e o termo
selecionado para representá-la

CORREÇÃO

Ausência de erros de inclusão e de omissão

CONSISTÊNCIA

Grau de coincidência entre duas ou mais indexações
FONTE: GIL LEIVA, 2008, p.76

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

13

�Os três grandes problemas da indexação
A INDEXAÇÃO ESBARRA EM 3 ASPECTOS ESSENCIAIS:
A linguagem: deve permitir que o usuário especifique ou generalize a sua pesquisa
no momento da busca e o bibliotecário no momento da indexação
O acesso à linguagem :a linguagem deve ser disponibilizada diretamente na interface de busca, tanto
para o bibliotecário como para o usuário; o programa deve remeter o termo da linguagem natural
diretamente para o termo autorizado e permitir a visualização dos respectivos registros bibliográficos
Política de indexação deve ser adotada uma Política de Indexação com processos bem definidos e padronizados,
para alcançar um grau plenamente satisfatório de precisão, exaustividade e consistência na indexação.
:

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

14

�“O objetivo geral da indexação é o armazenamento das
representações conceituais dos documentos para atender as
necessidades de informação.” (GIL LEIVA, 2008, p.70)
Processo integral da Indexação (Gil Leiva, 1999, p.22):

Autor
Documento

Extração e
atribuição dos
conceitos

Ferramenta de
conversão

Extração e
atribuição dos
conceitos

Indexação dos documentos
orientada a “pergunta”

Descritor

Ferramenta de
conversão

Indexação das perguntas
orientadas ao documento

Base de dados

Usuário
Interrogação

Descritor

Resposta

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

15

�Política de indexação
 “...a política de indexação é um conjunto de procedimentos, materiais,
normas e técnicas orientadas por decisões que refletem a prática e
princípios teóricos da cultura organizacional de um sistema de informação
(FUJITA, 2012).
 é um conjunto de condutas, procedimentos e instrumentos imersos em
um contexto de gestão e envolvidos pela cultura organizacional da
biblioteca.
 emana de uma negociação entre as pessoas que realizam um consenso
para promoverem um serviço estratégico com resultados visíveis para a
comunidade.
FUJITA, M. S. L. A política de indexação para representação e recuperação da informação In: Política de indexação.1 ed.São
Paulo; Marília : Cultura Acadêmica; Oficina Universitária, 2012, v.1, p. 17-30.

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

16

�Objetivos da política de indexação
✓Garantir, sob a perspectiva profissional, uniformidade e segurança no
trabalho do catalogador e aprimorar a representação e recuperação
temática de assuntos no catálogo online.
✓estabelecer parâmetros comuns a serem adotados por todas as
unidades de informação que formam uma rede,
✓tornar o catálogo uniforme e consistente e amparar os indexadores
no momento da representação temática dos documentos.

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

17

�Visões sobre a política de indexação
➔ Plano Vertical: Atividades de gestão
• Visão mais ampliada considera a influencia do contexto da
gestão de sistemas de recuperação da informação sobre as
atividades de indexação;
➔ Plano Horizontal: Atividades de ORC
• Visão mais direcionada aos procedimentos e elementos de
indexação contidos em um manual de indexação, sua
operacionalização e avaliação (FUJITA, 2012)

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

FUJITA, M.S.L.

06/08/2020

18

18

�Plano horizontal da política de indexação
Elementos da política de indexação:

• Cobertura de assuntos
• Seleção dos documentos-fonte
• Processo de indexação:
• Ferramentas de busca para recuperação da informação:
resultados da busca tem grande influência sobre a tolerância
do usuário quanto à precisão dos resultados.
• Avaliação do sistema: determinará até que ponto o sistema
satisfaz as necessidades dos usuários.
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

19

�Plano horizontal da política de indexação
Variáveis do processo de indexação:

•Nível de exaustividade
•Nível de especificidade
•Linguagem de indexação versus linguagem
livre
•Recuperação da informação
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

20

�A política de indexação

Influenciará diretamente a
indexação que, por sua
vez, será refletida na
recuperação da
informação;

06/08/2020

Deve estar clara e
objetivamente expressa em
seu manual de indexação para
que os indexadores tenham
conhecimento e compreensão;

FUJITA, M.S.L.

21

�Manual de Política de Indexação:

• a definição dos elementos da política de indexação que causam
influência na recuperação dos assuntos no catálogo,
PARTE I:

PARTE II:

o processo de indexação para a catalogação de assuntos dos documentos
das bibliotecas e

a linguagem de indexação como instrumentos de controle de vocabulário
para mediar a representação temática na indexação e na estratégia de
PARTE III: busca durante a recuperação por assuntos.
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

22

�O processo de indexação
“Princípios de indexação” e a Norma ABNT 12.676

ANALÍTICO (análise de assunto):

TRADUÇÃO:

Compreensão do texto como
um todo,

Representação de conceitos por
termos de uma linguagem de
indexação

identificação de conceitos,
seleção de conceitos

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

23

�Compreensão do conteúdo documento

a impraticabilidade de uma leitura extensiva.
Roteiro de partes importantes do texto que merecem
especial atenção, durante sua leitura:
• título, introdução e as primeiras frases de capítulos e parágrafos;
• ilustrações, tabelas, diagramas e suas explicações;
• conclusão;
• palavras ou grupos de palavras sublinhadas ou impressas com
tipo diferente.
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

24

�Identificação de conceitos
Após o exame do texto, passa a abordá-lo de uma forma
mais lógica a fim de selecionar os conceitos que melhor
representem seu conteúdo
•
•
•
•
•
•
•

Esquema de conceitos ou facetas:
O fenômeno
O processo
As propriedades
As operações
O material
O equipamento
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

25

�Conceitos ou Facetas relacionadas ao assunto “materiais dentários”,
seriam reveladas a partir dos seguintes conceitos:
Tipo de materiais
dentários

Materiais
dentários
metálicos

Materiais dentários
não-metálicos

Constituintes

ouro

alumínio

porcelana

Propriedades

resistência à
fratura

fotoelasticidade

rigidez

Processos

amalgamação

polimerização

Operações

Vibração

Técnicas de
Laboratório

fase gama,

06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

prata

26

�Título

Conceitos de
tema

Conceitos de
lugar

Restauração de Restauração de
quadros
quadros
renascentistas
de Leonardo
Da Vinci

Conceitos de
tempo

Conceitos de
nomes
próprios

Renascentista

Leonardo Da
Vinci

Recapeamento Recapeamento Gália
da estrada
da estrada
vicinal de
vicinal
Gália
06/08/2020

FUJITA, M.S.L.

27

�MODELO DE LEITURA PARA O PROCESSO DE
INDEXAÇÃO: origens e função
• METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DO MODELO DE LEITURA
DOCUMENTÁRIA: “uso combinado da exploração da estrutura textual
com o questionamento para a identificação de conceitos.”

• É um modelo mental apoiado no processo cognitivo de
pensamento
(FUJITA; RUBI, 2006)

06/08/2020

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�Modelo de leitura documentária para textos científicos (artigos, trabalhos de eventos, teses e dissertações
CONCEITO

QUESTIONAMENTO

PARTES DA
ESTRUTURA
TEXTUAL

TERMOS
IDENTIFICADOS

Vocabulário Controlado
(DeCS)

OBJETO e PARTE(S) DO OBJETO (algo ou
alguém que está sob estudo do
pesquisador)
AÇÃO (processo sofrido por algo ou
alguém)

O documento possui em seu contexto um
objeto sob efeito de uma atividade?

INTRODUÇÃO
(OBJETIVOS)

- Recém-nascido

- Recém-nascido

O assunto contém um conceito ativo (por
exemplo, uma ação, uma operação, um
processo, etc)?

INTRODUÇÃO
(OBJETIVOS)

- Mortalidade infantil

- Mortalidade infantil

AGENTE
(aquele ou algo que realizou a ação)

O documento possui um agente que
praticou esta ação?

INTRODUÇÃO
(OBJETIVOS)

- Qualidade de assistência
prestada em maternidades
- Fatores sócio-demográficos

- Qualidade dos cuidados de
saúde
- Fatores socioeconômicos

MÉTODOS
(métodos utilizados para realização da
pesquisa)

Este agente refere-se a modos
específicos para realizar a ação (por
exemplo, instrumentos especiais, técnicas
ou métodos)?

METODOLOGIA

- Questionário
- Entrevista
- Teste de Qui-Quadrado

- Amostragem estratificada
- Questionários
- Entrevistas
- Distribuição de QuiQuadrado

METODOLOGIA

- Rio de Janeiro
- Maternidades públicas e privadas

Rio de Janeiro
- Maternidades
- Setor público
- Instituições privadas de
saúde

RESULTADOS;
DISCUSSÃO DE
RESULTADOS

Causa:
- Mortalidade de recém-nascidos
Efeito:
- Transferência de recém-nascido
- Acesso a atendimento a
gestantes
- Humanização do atendimento ao
parto

Causa:
- Mortalidade infantil
Efeito:
- Tranferência de pacientes
- Acesso aos serviços de
saúde
- Humanização29do parto

LOCAL OU AMBIÊNCIA
Todos estes fatores são considerados no
(local físico onde foi realizada a pesquisa) contexto de um lugar específico ou
ambiente?

CAUSA E EFEITO
Causa (ação+objeto)/Efeito

06/08/2020

São identificadas algumas variáveis
dependentes ou independentes?

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�MODELO DE LEITURA DOCUMENTÁRIA PARA INDEXAÇÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS (FUJITA, 2013)
CONCEITOS

QUESTIONAMENTO PARA IDENTIFICAÇÃO DE
CONCEITOS

PARTES DA ESTRUTURA
TEXTUAL

OBJETO e PARTE(S) DO OBJETO (algo O documento possui em seu contexto um objeto
ou alguém que está sob estudo do
sob efeito desta ação?
pesquisador)

INTRODUÇÃO (OBJETIVOS)

AÇÃO (processo sofrido por algo ou
alguém)

INTRODUÇÃO (OBJETIVOS)

O assunto contém uma ação (podendo significar
uma operação, um processo etc.)?

TERMOS
IDENTIFICADOS

TERMOS
TRADUZIDOS DO
VOCABULÁRIO
CONTROLADO

AGENTE
O documento possui um agente que praticou esta INTRODUÇÃO (OBJETIVOS)
(aquele ou algo que realizou a ação) ação?
MÉTODOS
(métodos utilizados para realização
da pesquisa)

Para estudo do objeto ou implementação da ação, METODOLOGIA
o documento cita e/ou descreve modos
específicos, por exemplo: instrumentos especiais,
técnicas, métodos, materiais e equipamentos?

LOCAL OU AMBIÊNCIA
(local físico onde foi realizada a
pesquisa)
CAUSA E EFEITO
Causa (ação+objeto)/Efeito

Todos estes fatores são considerados no contexto METODOLOGIA
de um lugar específico ou ambiente?

PONTO DE VISTA OU PERSPECTIVA

O assunto foi considerado de um ponto de vista,
normalmente não associado com o campo de
estudo (por exemplo, um estudo sociológico ou
religioso)?

06/08/2020

Considerando que a ação e o objeto identificam
uma causa, qual é o efeito desta causa?

FUJITA, M.S.L.

RESULTADOS; DISCUSSÃO DE
RESULTADOS;
CONCLUSÕES

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�Modelo de leitura DOCUMENTÁRIA PARA INDEXAÇÃO DE LIVRO (FUJITA, 2013)
CONCEITOS

QUESTIONAMENTO PARA IDENTIFICAÇÃO DE CONCEITOS

PARTES DA ESTRUTURA DO LIVRO

OBJETO e PARTE(S) DO OBJETO (algo ou alguém
que está sob efeito da ação)

O documento possui em seu contexto um objeto sob efeito desta ação?

SUMÁRIO E INTRODUÇÃO

AÇÃO (processo sofrido por algo ou alguém)

O assunto contém uma ação (podendo significar uma operação, um

SUMÁRIO E INTRODUÇÃO

processo etc.)?
AGENTE
(aquele ou algo que realizou a ação)

O documento possui um agente que praticou esta ação?

MÉTODOS
(métodos utilizados para realização da ação)

Para estudo do objeto ou implementação da ação, o documento cita e/ou SUMÁRIO INTRODUÇÃO
descreve modos específicos, por exemplo: instrumentos especiais, técnicas, OU METODOLOGIA
métodos, materiais e equipamentos?

TEMPO (ano, período ou época)

O estudo foi desenvolvido em período específico? É relevante representálos na Catalogação de Assunto?

LOCAL OU AMBIÊNCIA
(local físico onde foi realizada a ação)

Todos estes fatores são considerados no contexto de um lugar específico ou SUMÁRIO INTRODUÇÃO
ambiente?
OU METODOLOGIA

CAUSA E EFEITO
Causa (ação+objeto)/Efeito

Considerando que a ação e o objeto identificam uma causa, qual é o efeito CONCLUSÕES OU PARTE FINAL
desta causa?

PONTO DE VISTA OU PERSPECTIVA

O assunto foi considerado de um ponto de vista, normalmente não
INTRODUÇÃO E PREFÁCIO
associado com o campo de estudo (por exemplo, um estudo sociológico ou
religioso)?
FUJITA, M.S.L.

06/08/2020

SUMÁRIO E INTRODUÇÃO

SUMÁRIO INTRODUÇÃO
OU METODOLOGIA

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�Seleção de Conceitos

Nem todos os conceitos identificados serão necessariamente selecionados.
Norma 12.676, da ABNT (1992, p. 2) - nova abordagem para a identificação
de conceitos:
• exaustividade e especificidade - decidem a escolha de conceitos.

• duas variáveis influentes na identificação e seleção de conceitos pelo
indexador.
o sistema de informação e sua política de ORC
o usuário desse sistema

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�Escolha dos conceitos
Análise conceitual: procedimento para identificação dos
conceitos (de acordo com a área do conhecimento):
definição de fenômenos estudados, teses apresentadas,
argumentos utilizados, resultados obtidos etc.
• Regra da seletividade ou especificidade: selecionar realmente aquilo
que está no texto – concepção voltada para o usuário;
• Regra da exaustividade: selecionar todos os conceitos úteis aos
objetivos da unidade de informação (política de indexação) –
profundidade na indexação;
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�Indexação X Recuperação: influência da política de indexação
Exaustividade e Especificidade na identificação e seleção de conceitos durante a análise de assuntos (ABNT 12676, 1992):

- com relação à exaustividade

- com relação à especificidade

▪ a seleção de termos impõe um número
mais restrito de termos e o ideal seria que
o nível de representação do conteúdo do
documento por termos identificados fosse
abrangente de forma a garantir as
necessidades
de
recuperação
da
informação dos usuários e,

▪ a seleção de termos poderá recair sobre
termos mais genéricos e menos precisos,
pois a preferência, em alguns casos, recai na
escolha de um termo genérico que substitui
vários outros termos.

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�Aspectos da exaustividade:
a) o aspecto quantitativo no qual
a exaustividade se refere ao
número de termos atribuídos pelo
indexador
(ABNT,
1992,
LANCASTER, 2004) e

b) o aspecto de extensão da
representação
do
conteúdo
coberta pelos termos atribuídos
pelo indexador (SOERGEL, 1994,
GIL LEIVA, 2008).

➔não basta ter muitos termos é preciso que cada um tenha
pertinência e relevância para o conteúdo temático.
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�TRADUÇÃO: Uso da linguagem de indexação na representação de
conceitos: instrumento de controle de vocabulário
Importância de uma estrutura de conceitos visível e claramente compreensível ao indexador
Explicações detalhadas e indispensáveis para o seu uso e aplicação

Controle sobre as formas dos termos utilizados como descritores
Diferenciadores tipográficos para diferenciação entre as relações de hierarquia, associações e equivalência;
O indexador deve ter conhecimento sobre a estrutura da linguagem e vocabulário para aumentar seu
conhecimento prévio;
aumentar o contato com usuários em oportunidades variadas: eventos específicos, reuniões de colegiado,
reuniões de grupos de pesquisa; acompanhar a elaboração de trabalhos acadêmicos, estratégias de busca, etc.
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�Influência do Contexto
Contexto do indexador:
- Objetivos da indexação alinhados à política de organização e
representação da informação
- Demanda do usuário

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�RECOMENDAÇÕES
• A implantação da política de indexação é um processo contínuo que
depende do catalogador;
• O catalogador precisa seguir os elementos da política de indexação e
adotar o processo e uma linguagem de indexação;
• O processo de indexação exige mais tempo de processamento para
cada documento;
• A linguagem de indexação adotada não poderá ser substituída por
outra(s)

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FUJITA, M.S.L.

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38

�RECOMENDAÇÕES
• É preciso dar apoio aos catalogadores para que eles tenham tempo
de fazer a catalogação de assuntos seguindo a política de indexação
com qualidade e não somente em quantidade;
• O compartilhamento de metadados de assuntos deverá ser sempre
validado pelo catalogador
• A avaliação do catalogador deverá ser pela qualidade de registros
indexados;
• Os resultados serão demonstrados pela recuperação da informação
pelo usuário
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FUJITA, M.S.L.

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39

�Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12676: Métodos para análise de documentos:
Determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação. Rio de Janeiro, 1992.
FUJITA, M.S.L. A representação documentária no processo de indexação com o modelo de leitura
documentária para textos científicos e livros: uma abordagem cognitiva com protocolo verbal. Ponto de
Acesso (UFBA), v. 17, p. 42-66, 2013.
FUJITA, M.S.L. A identificação de conceitos no processo de análise de assunto para indexação. Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 1, n. 1, jul. 2003. Disponível em:
http://bibli.fae.unicamp.br/revbib/index.html
FUJITA, M.S.L. et al. A política de indexação para as bibliotecas universitárias da Unesp: da elaboração da
proposta à implantação in: Política de indexação para bibliotecas: elaboração, avaliação e implantação
.Marília; São Paulo: Oficina Universitária; Cultura Acadêmica, 2016. p.41-61.
FUJITA, M. S. L. A política de indexação para representação e recuperação da informação In: Política de
indexação. São Paulo; Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 17-30.
FUJITA, M. S. L.; RUBI, M. P. Um modelo de leitura documentária para a indexação de artigos científicos:
princípios de elaboração e uso para a formação de indexadores. DataGramaZero - Revista de Ciência da
Informação, v. 7, n. 3, jun. 2006.
FUJITA, M. S. L.; RUBI, M. P.; BOCCATO, V. R. C. O contexto sociocognitivo do catalogador em bibliotecas
universitárias: perspectivas para uma política de tratamento da informação documentária.
DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.10 n.2 abr/09. Disponível em:
http://www.datagramazero.org.br/abr09/Art_06.htm &gt;. Acesso em: 18 ago. 2009.
GIL LEIVA, I. La automatización de la indización de documentos. Gijón: Ediciones Trea, 1999.
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�Referências
GIL LEIVA, I. Manual de indización. Teoría y práctica. Gijón: Trea, 2008.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. Tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2004. 347p.
LANCASTER, F. W. El control del vocabulario en la recuperación de información. València: Universitat de València,
1995. p.159. (Educació. Materials, 12).
Os princípios da política de indexação na análise de assunto para catalogação: especificidade, exaustividade,
revocação e precisão na perspectiva dos catalogadores e usuários
RUBI, M.P. Os princípios da política de indexação na análise de assunto para catalogação: especificidade,
exaustividade, revocação e precisão na perspectiva dos catalogadores e usuários. In: FUJITA, MSL., org., et al. A
indexação de livros: a percepção de catalogadores e usuários de bibliotecas universitárias. Um estudo de
observação do contexto sociocognitivo com protocolos verbais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo:
Cultura Acadêmica, 2009. 149 p. ISBN 978- 85-7983-015-0. Available from SciELO Books
RUBI, M.P, FUJITA, M. S. L. Política de indexação na catalogação de assunto em bibliotecas universitárias: a visão
sociocognitiva da atuação profissional com protocolo verbal. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. , v.7, p.118 - 150, 2010.
SOERGEL, D. Indexing and retrieval performance: the logical evidence. Journal of the American Society for
Information Science, Washington, v. 45, n. 8, p. 589-599, 1994.
UNISIST. Princípios de indexação. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, v.10, n.1, p.83-94, 1981.
06/08/2020

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Indexação de assuntos no contexto da política de organização e representação da informação</text>
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                <text>Indexação de assuntos&#13;
Catalogação de assuntos</text>
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                <text>A indexação de assuntos é uma atividade inerente ao cotidiano do catalogador. A apresentação da Profa. Mariângela Fujita resgata a Política de Organização e Representação da informação como instrumento norteador para a padronização da indexação enquanto um processo. Junto a isso, recomendações aos catalogadores são trazidos para um contexto educativo na prática da catalogação de assuntos.</text>
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                <text>Mariângela Spotti Lopes Fujita</text>
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                <text>Grupo de Trabalho em Catalogação&#13;
FEBAB </text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                    <text>O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO
BRASIL

PROF. MARCOS LEANDRO FREITAS HÜBNER

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL
Catalogar é uma atividade inerente ao profissional bibliotecário,
exigindo uma gama de conhecimentos técnicos e teóricos para que
seja desempenhada adequadamente.

O presente trabalho propõe ampliar as discussões sobre o ensino da
Catalogação, a qual abarca um conjunto de saberes específicos e
essenciais ao exercício profissional do(a) bibliotecário(a).

PROBLEMA

Como o ensino de Catalogação vem sendo desenvolvido
nos cursos de graduação em Biblioteconomia nas
instituições de ensino superior do Brasil?

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

OBJETIVO GERAL

Analisar o desenvolvimento do ensino de
Catalogação nos cursos de Biblioteconomia do
Brasil considerando as demandas das
unidades informacionais contemporâneas e a
incorporação das inovações tecnológicas e
conceituais na área da Ciência da Informação.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Apresentar as influências e a evolução histórica do ensino da
Biblioteconomia no Brasil;

•

Refletir sobre o ensino de Catalogação, considerando a formação
bibliotecária e a atuação docente;

•

Analisar os Projetos Pedagógicos de Curso, os planos de
ensino/estudo, as bibliografias e as ementas da disciplina de
Catalogação, verificando os conteúdos programáticos e sua
pertinência em relação às necessidades das unidades
informacionais;

•

Analisar e propor conteúdos programáticos para a disciplina de
Catalogação mais próximos das exigências atuais das unidades de
informação.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

JUSTIFICATIVA DO TEMA
A prática de representar descritivamente um registro
informacional constitui-se em uma atividade essencial do
profissional bibliotecário. Tal atividade, quando realizada com
êxito, permite a consecução daquele que é o principal objetivo
de uma unidade informacional: o acesso à informação pelo
usuário.
A informação, quando processada de forma adequada
pelos(as) bibliotecários(as), estará mais facilmente disponível
aos usuários.
Tudo isso é perpassado por um ensino de qualidade nos
cursos de Biblioteconomia, consonante com as inovações
tecnológicas, os avanços conceituais da área e as demandas
do mercado informacional.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

- CONSTRUÇÃO METODOLÓGICA DA PESQUISA -

ESCOLHAS METODOLÓGICAS

Pesquisa qualitativa

A escolha pela pesquisa qualitativa ocorreu devido ao fato de que
seus objetivos não se alicerçam na representatividade numérica, mas,
no aprofundamento da compreensão de um campo social, de uma
organização, entre outros (GOLDENBERG, 1997).

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

PESQUISA QUANTO AOS SEUS OBJETIVOS

Exploratória
A presente pesquisa será de natureza exploratória, escolha que se
justifica devido aos poucos estudos sobre o tema: o ensino de
Catalogação nas escolas de Biblioteconomia brasileiras.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

PESQUISA QUANTO AOS PROCEDIMENTOS

Pesquisa bibliográfica

As reflexões acerca do ensino de catalogação serão baseadas nas
publicações de autores como Pereira (2013), Pereira e Santos (2004),
Mey (1995 e 2005), Ribeiro (2004), Hill (1985, 2005), Mey e Silveira
(2010), Mey e Moreno (2012), Baptista (2006), Castro, Sales,
Simionato (2016), Souza (2009), Modesto (2007), Gorman (2002)
Taylor e Joudrey (2002), Young (1987) Lubetzky (1955 e 1960), Hudon
(2010), Ranganathan (1938), entre outros.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

PESQUISA QUANTO AOS PROCEDIMENTOS

Pesquisa documental



Biblioteca Nacional;



Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo;



Biblioteca Mario de Andrade;



École Nationale des Chartes;



Cursos de Biblioteconomia;

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL
PESQUISA QUANTO AOS PROCEDIMENTOS
Análise de conteúdo

Para Laurence Bardin (1977, p. 42), uma das responsáveis pela difusão
do método, a análise de conteúdo é:
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações
visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos
de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores
(quantitativos ou não) que permitam a inferência de
conhecimentos relativos às condições de produção/
recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.
Análise das ementas, objetivos e conteúdos programáticos das
disciplinas de Catalogação.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃONO BRASIL

- ENSINO DA BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL AS INFLUÊNCIAS NO ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL
-

Escola Francesa: École Nationale des Chartes
- Criada em 22/02/1821, permanecendo até 19/12/1823.
- Reabertura em 19/12/1823, formando curadores patrimoniais;
- Restruturação curricular em 1847, formando Arquivistas Paleógrafos.

-

Escola Norte-Americana: Library Schools
- Origem da Biblioteconomia moderna na Alemanha (Bibliothekswissenschaft) em
1831, atribuída a Martin Willibald Schrettinger.
- Biblioteconomia norte-americana influenciada pela escola alemã.
- 1886 inicia o primeiro curso formal de Biblioteconomia, na Universidade de Göttingen,
ministrado pelo reconhecido professor e bibliotecário Karl Franz Otto Dziatzko.
- 1887 inicia o curso de Melvil Dewey na Columbia College.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL
ENSINAR CATALOGAÇÃO

A catalogação, considerada, sobretudo, como uma atividade técnica,
não é desprovida de reflexões teóricas.

Posto isso, o desafio dos cursos de graduação em Biblioteconomia,
através da disciplina de Catalogação, consiste em oferecer uma
formação acadêmica consistente, reflexiva e crítica nessa área do
conhecimento, tanto teórica quanto técnica, a fim de que os discentes,
quando graduados, possam atender com êxito as expectativas das
unidades informacionais.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

APRENDER CATALOGAÇÃO: TEORIA E PRÁTICA





A importância do ensino da catalogação no universo da profissão
bibliotecária é um tema de considerável interesse. Gorman (2002)
ressalta que a catalogação possui enorme importância na
formação dos bibliotecários, pois colabora para o desempenho de
todos os profissionais, direta ou indiretamente;
Uma visão histórica sobre o ensino de catalogação mostra dois
aspectos que merecem destaque:

a importância do ensino da teoria da catalogação versus a
prática da catalogação flutua ao longo do tempo;

a carência de pesquisa sobre os elementos que fazem a
diferença ao ensinar e aprender a catalogar.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

APRENDER CATALOGAÇÃO: METODOLOGIAS ATIVAS

Nas metodologias ativas, o aluno assume o papel de protagonista, por
meio do seu envolvimento direto, participativo e reflexivo em todas as
etapas do processo de ensino e aprendizagem.
• Sala de aula invertida;
• Método do Caso;
• Aprendizagem baseada em problemas;
• Aprendizagem baseada em projetos;
• Aprendizagem por Pares;

• Aprendizagem por histórias ou “storytelling”;
• Aprendizagem por jogos.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

O campo das metodologias de ensino não é
estudado com frequência na Biblioteconomia
brasileira,

porém

entender

como

ocorre

o

processo de aprendizagem é fundamental para
direcionar as decisões pedagógicas, conduzir e
planejar as disciplinas, bem como realizar o
processo avaliativo.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Corpus da Pesquisa sobre a Formação de
Catalogadores
O corpus da pesquisa referente a formação de
catalogadores são os projetos pedagógicos dos
cursos de bacharelado em Biblioteconomia e os
respectivos planos de ensino das disciplinas de
Catalogação/Representação
Descritiva
e
correlatas.
• Ementas;
• Objetivos;
• Conteúdos programáticos.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Participantes da Pesquisa:
38 cursos de Biblioteconomia participaram da pesquisa,
dos quais quatro cursos na modalidade de ensino à
distância, e demais, 34 cursos na modalidade presencial.
Desta
forma,
extraiu-se
os
informacionais dos documentos:

seguintes

tópicos

•

Instituição (IES);

•

Categoria administrativa da IES;

•

Região geográfica em que está situada a instituição;

•

Modalidade do curso (presencial ou a distância);

•

Ano do PPC;

•

Nomenclatura da disciplina de Catalogação;

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

•

Obrigatória ou Optativa;

•

Carga horária da disciplina de Catalogação;

•

Carga horária Total da disciplina de Catalogação;

•

Período letivo em que a disciplina é oferecida;

•

Procedimentos metodológicos e recursos didáticos;

•

Adoção de ferramentas da Metodologia Ativa;

•

Recursos tecnológicos utilizados (softwares, programas, liks,
sites);

•

Bibliografia básica;

•

Bibliografia complementar;

•

Bibliografia adicional;

•

Professores.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

RESULTADOS
PRELIMINARES

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Categorização administração das IES
Rede de ensino

Quantidade

%

Estadual

6

16

Federal

24

63

Particular

8

21

Total

38

100

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL
Carga horária total de Catalogação oferecida
Instituição(IES)
C1
C2
C3
C4
C5
C6
C7
C8
C9
C10
C11
C12
C13
C14
C15
C16
C17
C18
C19
C20
C21
C22
C23
C24
C25
C26
C27
C28
C29
C30
C31
C32
C33
C34
C35
C36
C37
C38

Carga horária total da disciplina de Catalogação
150 horas
60 horas Obrigatórias e 180 horas optativas
165 horas
150 horas
135 horas Obrigatórias e 60 horas optativas
240 horas
228 horas
180 horas
180 horas
150 horas
90 horas
240 horas
144 horas
120 horas
192 horas
120 horas Obrigatórias e 60 horas optativas
120 horas
60 horas Obrigatórias e 60 horas optativas
120 horas
150 horas
180 horas
120 horas
150 horas
192 horas
324 horas
180 horas
180 horas
160 horas
180 horas
240 horas
240 horas
128 horas
180 horas
180 horas
180 horas Obrigatórias e 60 horas optativas
120 horas
170 horas
105 horas Obrigatórias e 45 horas optativas

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Em um estudo de Mey e Moreno (2012), recomendou-se como
carga horária ideal para a disciplina de Catalogação,
180h/aula, visando proporcionar ao professor tempo adequado
para apresentar o conteúdo teórico da área, aliado as práticas,
visando uma boa formação do profissional da informação.
Há ainda, um limite mínimo de 120h/aula para uma formação
adequada, ocasionado inclusive prejuízos a formação
profissional cursos com uma carga horária inferior ao mínimo.
• 4 cursos com uma carga horária inferior a 120 h/aula;
• 17 cursos encontram-se entre a carga horária ideal almejada
e o limite mínimo;
• 9 cursos apresentam a carga horária ideal;
• 8 cursos apresentam uma carga horária superior a ideal.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Procedimentos metodológicos
Procedimentos metodológicos e recursos didáticos
Exercícios (Exercícios, Práticas, Trabalhos)
Aulas expositivas (Aulas expositivas; Aulas expositiva-dialogadas; Aulas
dialogadas; Aulas expositivas e dialogadas; Aulas expositivas dialogadas; Aulas
teórico/práticas; Aulas teórico expositivas)
Leituras (Leituras de Textos; Leitura de livros; Leitura prévia;
Discussão de textos (Discussão de textos; Debates; Discussão em sala de aula)
Seminários
Laboratório de Informática (Laboratório de Informática; Manipulação de
software)
Visitas técnicas
Ambiente virtual de aprendizagem
Palestras
Fóruns para discussão
Visita as Bibliotecas
Orientação
Produção de texto
Estudo dirigido
Estudos de campo
Estudos de caso
Aprendizagem interacionista, construcionista e sistêmica
Áudios e vídeos gravados pelo docente
Chat
Sala de aula invertida
Gamificação

Nº
103
82

51
30
20
15
11
10
9
7
7
5
5
4
4
4
3
3
3
3
2

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Metodologias Ativas em uso
Instituição(IES)

Ferramentas

C1

Sala de aula invertida

C2

Métodos de Caso

C3

Gamificação

C4

Métodos de Caso

C5

Métodos de Caso

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Critérios de avaliação da disciplina
Critérios de Avaliação
Provas
Exercícios (Exercícios; Atividades; Exercíos individuais; Exercícios
compartilhados)
Participação
Trabalhos (Trabalho; Trabalho Individual; Trabalho coletivo)

Disciplinas
90
52

Pontualidade
Seminário
Assiduidade
Resenhas
Frequência
Fórum
Apresentação de Trabalhos
Relatório de Trabalho
Estudos de Caso
Compromisso
Desenvolvimento
Discussão de Textos
Leituras
Projetos
Análise de Registro de Informação
Artigo
Aproveitamento.
Colaboração
Interatividade
Interesse
Mapa Conceitual
Visitas Técnicas

14
14
13
10
8
6
4
4
3
3
3
3
3
3
2
2
1
1
1
1
1
1

37
33

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL
Bibliografia Básica
THE JOINT STEERING COMMITEE FOR REVISION OF AACR. AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. CÓDIGO
DE CATALOGAÇÃO ANGLO AMERICANO. 2 ed., rev. 2002; tradução para a língua portuguesa sob a responsabilidade
da FEBAB. São Paulo: FEBAB/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2005. 2 v.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Cristofolleti. Catalogação no Plural. Brasília: Briquet de Lemos/ Livros,
2009.
MEY, Eliane Serrão Alves. Não brigue com a catalogação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2003. 186 p.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução a catalogação. Rio de Janeiro: Briquet e Lemos/Livros, 1995.
BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro: BNG/Brasilart, 1978.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153p.
ZAFALON, Zaira Regina. Formato MARC 21 bibliográfico: estudo e aplicações para livros, folhetos, folhas impressas e
manuscritos. São Carlos, SP: EDUFSCAR, 2008.
FURRIE, Betty. O Marc bibliográfico: um guia introdutório catalogação legível por computador. Brasília, Thesaurus,
2000.
RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória. AACR 2: Anglo American cataloging rules, 2nd edition: descrição e pontos
de acesso. 2. ed., ed. ver. e atual. Brasília, DF: Ed. do Autor, 2001. 577 p.
CAMPELLO, Bernadete Santos. Introdução ao controle bibliográfico. 2. ed. Brasília, Briquet de Lemos, 2006. 94 p.
ISBN 85-85637-28-5

•

216 obras diferentes compõe a relação.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Bibliografia Complementar
MEY, Eliane Serrão Alves. Não brigue com a catalogação! . Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2003.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasilia, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2011.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 2009. 217 p.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília (DF): Briquet de Lemos, 1995. 125p.
RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos bibliográficos pelo AACR2R 2002. 2. ed.
rev. e acrescida de índice. Brasília: Ed. do Autor, 2004.
BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro: UNG/Brasilart, 1978. 245 p.
IFLA. Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação. 2009. Disponível em: &lt;
http://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/icp/icp_2009-pt.pdf&gt;. Acesso em: 03 maio 2017.
CAMPELLO, Bernadete Santos. Introdução ao controle bibliográfico. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2006.
94 p.
FALDINI, Giacomina (org.). Manual de catalogação: exemplos ilustrativos do AACR2. São Paulo: Nobel/APB,
1987. 479p.

SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa; CORREA, Rosa Maria Rodrigues Corrêa.
Catalogação: trajetória para um código internacional. Niterói, Intertexto, 2009.

•

462 obras compõe a relação.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL
Bibliografia Adicional
THE JOINT STEERING COMMITEE FOR REVISION OF AACR. Anglo American Cataloging Rules.
Preparado sob a direção de The Joint Steering Committee for Revision of AACR; trad. Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB). 2. ed., rev. 2002. São Paulo:
FEBAB, 2005.
BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro: BNG/ Brasilart, 1978. 246 p.

RIBEIRO, Antônia Motta de Castro Memória. AACR2 – Anglo-american ccataloguing rules: descrição e pontos
de acesso. 2. ed., Brasília: CEDIT, 2000.
MEY, Eliane Serrão Alves. Não brigue com a catalogação. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2003.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira C. Catalogação no Plural. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2009.
ALA. RDA Tookit: resource description and access. Disponível em: &lt;http://www.rdatoolkit.org/&gt; Acesso em 01
jan. 2016.
OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2011. 153 p.
SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa; CORREA, R. M. R. Catalogação: trajetória de um
código internacional. Niterói: Intertexto, 2009.
MENDES, Maria Teresa Reis. Cabeçalhos para entidades coletivas. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói:
Intertexto, 2002.
RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos bibliográficos: AACR2R em MARC 21.
3. ed., rev. e ampl. Brasília: Ed. do autor, 2006. 1 v. (várias paginações) : ISBN 8590011453

•

264 obras compõe a relação

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Exploração das Ementas, Objetivos e
Conteúdos Programáticos
As Unidades de Contexto (UC) servem de: unidade de compreensão

para codificar a unidade de registro que corresponde ao segmento da
mensagem, cujas dimensões (superiores às da unidade de registro) são
ótimas para que se possa compreender a significação exata da unidade
de registro.

As Unidades de Registro (UR) decorrem das unidades de contexto,
pois, segundo Bardin (1977), distinguindo-se como uma “fração do
conteúdo”, visando a categorização e a contagem de sua frequência.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Os Eixos Temáticos (ET) são configurados por meio de um
agrupamento

das

unidade

de

registro

com

características

semelhantes (PAULIN, 2015).

Definição dos Unidades de Registro e dos Eixos Temáticos a partir
de uma articulação com as obras de Mey e Moreno (2012), Davis
(2008), Patuelli (2010), Ocholla e Ocholla (2014) e Lazarinis (2015).

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

EIXOS TEMÁTICOS

•

Eixo Temático 1 – Introdução à catalogação

•

Eixo Temático 2 – Controle Bibliográfico Universal (CBU)

• Eixo Temático 3 – Formas de Representação de Dados
Bibliográficos e Catalográficos
• Eixo Temático 4 – Código de Catalogação Anglo
Americano (AACR-2r)

• Eixo Temático 5 – Formatos de Intercâmbio de dados
Bibliográficos e Catalográficos
• Eixo Temático 6 – Modelagem Conceitual para a
catalogação
•

Eixo Temático 7 – RDA - Descrição de Recursos e Acesso

•

Eixo Temático 8 – Metadados Descritivos

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Ementa
Curso

C2

Ementa

Unidades de Registro
Catálogo
Catalogação: conceito, objetivos, Códigos
evolução histórica, panorama atual, Controle Bibliográfico Universal
sistemas
informatizados. Descrição
Catalogação
e
controle Descrição da informação
bibliográfico
universal.
O Esquemas, estruturas, padrões
documento e sua representação. Estrutura do AACR2r
Registros
catalográficos: Fundamentos históricos e conceituais
terminologia
e
campos. Pontos de Acesso
Instrumentos e aplicação de Registro catalográfico
normas vigentes da catalogação Registro de autoridade
descritiva e de escolha e formas de Representação descritiva
entrada. O Código de Catalogação
Anglo-Americano, 2.ed. revista

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Objetivos
Curso

C2

Objetivos
Ao final da disciplina o aluno será capaz de:
● a) Conhecer a evolução e as teorias que
apoiam a representação descritiva e seus
reflexos no atual ambiente bibliotecário; ●
b) compreender a forma de descrição de
recursos de informação e as formas de
entrada, baseados no Código de Catalogação
Anglo-Americano (AACR), na Descrição
Bibliográfica Internacional Normalizada
(ISBD), o formato de intercâmbio
bibliográfico MARC (MAchine-Readable
Cataloging Record); ● c) compreender a
forma de descrição de recursos de
informação em catálogos online de acesso
público (OPACs); ● d) aplicar os
conhecimentos obtidos, desenvolvendo o
senso crítico e a capacidade de julgamento
da aplicação das regras e normas de
catalogação.

Unidades de Registro
Catalogação Automatizada
Catálogo
Códigos
Descrição
Descrição da informação
Esquemas, estruturas, padrões
Estrutura do AACR2r
Fundamentos históricos e conceituais
ISBD
MARC21 Bibliográfico
Materiais Especiais
Pontos de Acesso
Registro catalográfico
Registro de autoridade
Representação descritiva

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Conteúdo Programático
Curso

Conteúdo Programático

Unidades de Registro
Catálogo
Códigos

Descrição

C2

Unidade 1 – Histórico e
funções da catalogação;
Unidade 2 – Código de
Catalogação
AngloAmericano
(AACR2r);
Unidade 3 – Formato
MARC; Unidade 4 –
Modelos
conceituais
e
padrões de metadados

Descrição da informação
Esquemas, estruturas, padrões
Estrutura do AACR2r
FRAD
FRBR
FRSAD
Fundamentos históricos e conceituais
MARC21 Bibliográfico
Metadados
Registro catalográfico
Representação descritiva

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Unidades de Registro – C2
Ementas
Catálogo
Códigos
Controle
Universal
Descrição

Objetivos
Catalogação Automatizada

Catálogo
Bibliográfico Códigos

Descrição da informação

Descrição

Conteúdo Programático
Catálogo
Códigos
Descrição
Descrição da informação

Esquemas,
estruturas,
padrões
Esquemas, estruturas, padrões Esquemas, estruturas, padrões Estrutura do AACR2r
Estrutura do AACR2r
Fundamentos históricos
conceituais
Pontos de Acesso
Registro catalográfico

Descrição da informação

Estrutura do AACR2r
e Fundamentos históricos
conceituais
ISBD
MARC21 Bibliográfico

FRAD
e FRBR

Registro de autoridade

Materiais Especiais

FRSAD
Fundamentos históricos
conceituais
MARC21 Bibliográfico

Representação descritiva

Pontos de Acesso
Registro catalográfico
Registro de autoridade

Metadados
Registro catalográfico
Representação descritiva

Representação descritiva

e

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Cursos de Biblioteconomia – Conteúdo Programáticos
– Eixos Temáticos (36 participantes)
Eixo Temático 1 – Introdução à catalogação

36

Eixo Temático 2 – Controle Bibliográfico Universal (CBU)

18

Eixo Temático 3 – Formas de Representação de Dados Bibliográficos e
36
Catalográficos
Eixo Temático 4 – Código de Catalogação Anglo Americano (AACR-2r)

36

Eixo Temático 5 – Formatos de Intercâmbio de dados Bibliográficos e
35
Catalográficos
Eixo Temático 6 – Modelagem Conceitual para a catalogação

26

Eixo Temático 7 – RDA - Descrição de Recursos e Acesso

25

Eixo Temático 8 – Metadados Descritivos

22

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

.

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Conteúdo Programático – Unidades de Registro
Unidades de Registro
Catálogo
Códigos
Descrição
Descrição da informação
Esquemas, estruturas, padrões
Fundamentos históricos e conceituais
Pontos de Acesso
Registro catalográfico
Estrutura do AACR2r
Registro de autoridade
Catalogação Automatizada
Materiais Especiais
MARC21 Bibliográfico
Representação descritiva
RDA
FRBR
FRAD
Intercâmbio de dados
ISBD
Metadados
Catalogação Cooperativa
Princípios

Freq.
36
36
36
36
36
36
36
36
35
35
31
30
29
29
27
26
20
18
18
18
17
17

Unidades de Registro
Remissivas
Controle Bibliográfico Universal
Dublin Core
Padrão de Números Normalizados
Catalogação na Fonte
Notação de Autor
FRSAD
MARC21 Autoridades
Organização da informação
ISBD Consolidada
Pontuação na Catalogação
Relacionamentos
Depósito Legal
Novos Princípios
Processamento técnico
Tarefas do usuário
Bibframe
Representação descritiva segundo o RDA
Atributos das entidades
MARCXML
Relações no RDA

Freq.
17
15
12
11
10
10
9
7
7
6
6
5
4
4
4
3
2
2
1
1
1

�O ENSINO DE CATALOGAÇÃO NO BRASIL

Recuperar o papel pertinente da Catalogação
nas escolas de Biblioteconomia e na profissão

bibliotecária é ainda mais urgente e imperativo,
considerando as mudanças ocorridas na busca
de informações e as expectativas do usuário em
relação à disponibilidade e o acesso aos dados
em bibliotecas e metadados.

�REFERÊNCIAS
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ensino universitário. Inf. Inf., Londrina, v. 1, n. 1, jan./ jun, 2006. Disponível em:
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�MUITO OBRIGADO!!
marcos.hubner@unir.br

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <name>Title</name>
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                <text>O ensino de catalogação no Brasil</text>
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            <description>The topic of the resource</description>
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                <text>Catalogação - Estudo e ensino</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Catalogar é uma atividade inerente ao profissional bibliotecário, exigindo uma gama de conhecimentos técnicos e teóricos para que seja desempenhada adequadamente. O presente trabalho propõe ampliar as discussões sobre o ensino da Catalogação, a qual abarca um conjunto de saberes específicos e essenciais ao exercício profissional do(a) bibliotecário(a).</text>
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            <name>Creator</name>
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                <text>Marcos Leandro Freitas Hübner</text>
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            <name>Publisher</name>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2020</text>
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            <name>Format</name>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Porto Velho (Rondônia)</text>
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                    <text>FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES
GRUPO DE TRABALHO EM CATALOGAÇÃO

Mapeamento do ensino de
catalogação no Brasil
Relatório 2020

�Catalogação na fonte
F293m

Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições. Grupo de
Trabalho em Catalogação.
Mapeamento do ensino de catalogação no Brasil : relatório 2020 / Grupo de Trabalho em Catalogação.
– Dados eletrônicos – São Paulo: FEBAB, 2020.
1 recurso eletrônico (75 p.) : il.

Modo de acesso: World Wide Web.
Formato do arquivo: Portable Document Format (PDF), com 3 MB.

Dados coletados com a contribuição do bibliotecário e Prof. Marcos Leandro Freitas Hübner.

1. Catalogação – Estudo e ensino – Brasil. 2. Biblioteconomia – Brasil. I. Título.
CDD 23.ed.: 025.30981
CDU 2.ed.: 025.3(81)
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Marcelo Votto Texeira – CRB14/1633

�Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT)
Ana Rafaela Sales de Araújo

Felipe Arakaki

Oscar Eliel

Denise Mancera Salgado

Luciana Cândida da Silva

Raildo Machado

Fabrício Silva Assumpção

Marcelo Votto Texeira

Informações sobre o GT-CAT e seus membros no site www.acoesfebab.com/catalogacao

3

�Sumário

Introdução
Sobre a coleta dos dados
Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia
Disciplinas relacionadas com a Catalogação por IES
Considerações sobre o mapeamento

4

�Introdução

Os dados apresentados neste documento resultam da ação Mapeamento da docência em Catalogação, desenvolvida no
primeiro semestre de 2020 pelo Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB. Essa ação tem por escopo mapear as

disciplinas dos cursos de graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação que abrangem os principais temas de
estudo da Catalogação.
De forma específica, buscou-se levantar a nomenclatura, a ementa, a carga horária e o docente atualmente responsável

por essas disciplinas em cada Instituição de Ensino Superior (IES), além de dados gerais acerca do curso de graduação (região,
estado, modalidade e ano da última atualização do projeto político pedagógico). Faz-se necessário destacar que este
mapeamento não objetiva analisar os currículos e os conteúdos das disciplinas em questão, visto que uma análise desta

natureza demandaria atenção à aspectos que se desdobram além dos objetivos do GT-CAT.

5

�Introdução
Agradecemos aos profissionais e instituições que se dispuseram a contribuir com este mapeamento, seja mediante o
encaminhamento dos dados solicitados ou da intermediação no contato para a obtenção dos dados. Em especial,

agradecemos ao Bibliotecário e Professor Marcos Leandro Freitas Hübner pela disponibilização dos dados prévios de sua
pesquisa de doutorado, os quais contribuíram significantemente para a complementação de alguns dados neste
mapeamento.

6

�Sobre a coleta dos dados
Inicialmente, foram identificadas as Instituições de Ensino Superior (IES) com a oferta em aberto de cursos de graduação
em Biblioteconomia. Essa identificação ocorreu a partir de dados coletados em 24 de abril de 2020 no Cadastro e-MEC,

mantido pelo Ministério da Educação do Brasil e disponível em https://emec.mec.gov.br.
Partindo-se desses dados, estabeleceu-se o contato com os cursos, via e-mail e sites das IES, para o levantamento das
informações pertinentes ao mapeamento: ano da última atualização do Projeto Político-Pedagógico (PPP) ou da Proposta
Pedagógica Curricular (PPC) do curso, nomenclatura, ementa, carga horária, período/semestre, obrigatoriedade/eletividade
e docentes das disciplinas que têm como temas centrais tópicos da Catalogação.

7

�Sobre a coleta dos dados
No decorrer do levantamento dos dados, o Grupo de Trabalho não obteve informações junto à determinadas IES, o que
levou à indicação de alguns dados como “Não informado” nas páginas seguintes. A ausência desses dados decorre de

distintos motivos, tais como a ausência de resposta às tentativas de contato e a inexistência de informações nos sites, ou,
ainda, a atual indisponibilidade de oferta do curso, mesmo com a instituição constando como habilitada no e-MEC, como
pode ser notado em algumas universidades federais.
A falta de alguns desses dados pôde ser suprida com a contribuição do bibliotecário e professor Marcos Leandro Freitas
Hübner, da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que os havia coletado em sua pesquisa de doutorado. Esses
casos estão sinalizados com um asterisco (*).

8

�Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia

9

�Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia
Região Norte
UF

INSTITUIÇÃO

SIGLA

NOME DO CURSO

GRAU

MODALIDADE

AM

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

UFAM

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

UFPA

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

UFPA

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

RO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

UNIR

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

10

�Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia
Região Nordeste
UF

INSTITUIÇÃO

SIGLA

NOME DO CURSO

GRAU

MODALIDADE

AL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

UFAL

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

BA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

UFBA

Biblioteconomia e Documentação

Bacharelado

Presencial

CE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI

UFCA

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

CE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

UFC

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PB

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

UFPB

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

UFPE

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PI

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

UESPI

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

SE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

UFS

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

SE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

UFS

Biblioteconomia e Documentação

Bacharelado

Presencial

MA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

UFMA

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

RN

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

UFRN

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

11

�Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia
Região Centro-Oeste
UF

INSTITUIÇÃO

SIGLA

NOME DO CURSO

GRAU

MODALIDADE

DF

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

UNB

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

GO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

UFG

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

MS

INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DA FUNLEC

IESF

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

MT

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

UNIC

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

MT

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO*

UFMT

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

12

�Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia
Região Sudeste
UF

INSTITUIÇÃO

SIGLA

NOME DO CURSO

GRAU

MODALIDADE

ES
MG
MG
MG
MG
MG
RJ
RJ
RJ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA
FACULDADE PROMINAS DE MONTES CLAROS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

UFES
UNEC
UNIFORMG
PROMINAS
UFMG
UNIVERSO
UNIRIO
UNIRIO
UNIRIO

Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Licenciatura
Bacharelado
Bacharelado

Presencial
A Distância
Presencial
Presencial
Presencial
A Distância
Presencial
Presencial
Presencial

RJ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

UFRJ

Bacharelado

Presencial

RJ
RJ
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE*
UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA
CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO*
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JAGUARIÚNA
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'ÁVILA
FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (RIBEIRÃO PRETO)*
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (SÃO PAULO)*
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS

UFF
USU
UNIFAI
UniFAJ
UNIFAVENI
FATEA
FESPSP
PUC-CAMPINAS
USP
USP
UNESP
UFSCAR
UNIMES

Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia - Matutino
Biblioteconomia - Noturno
Biblioteconomia e Gestão de Unidades de
Informação
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia e Ciência da Informação
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia
Biblioteconomia e Ciência da Informação
Biblioteconomia

Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado

Presencial
Presencial
Presencial
A Distância
A Distância
Presencial
Presencial
Presencial
Presencial
Presencial
Presencial
Presencial
A Distância

13

�Instituições de Ensino Superior com curso de Biblioteconomia
Região Sul
UF

INSTITUIÇÃO

SIGLA

NOME DO CURSO

GRAU

MODALIDADE

PR

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVEL

-

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PR

CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO

CEUCLAR

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

PR

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNISEP

UNISEP

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

PR

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA*

UEL

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

RS

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

UCS

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

RS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

FURG

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

RS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UFRGS

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

RS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UFRGS

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

SC

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI

UNIASSELVI

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

SC

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

UFSC

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

SC

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

UDESC

Biblioteconomia

Bacharelado

Presencial

SC

UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ

UNOCHAPECÓ

Biblioteconomia

Bacharelado

A Distância

14

�Disciplinas relacionadas com a catalogação por IES

15

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva de Documentos I

Representação Descritiva de Documentos II

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

90

Aspectos histórico-conceituais da
catalogação. Catalogação e o Controle
Bibliográfico Universal. Descrição,
entradas e pontos de acesso de
monografias. Catálogos. Catalogação
3º Semestre
automatizada.
Catalogação
de
multimeios e publicações periódicas.
Descrição, entradas e pontos de
acesso de multimeios e publicações
periódicas.

Obrigatória

2009

Guilhermina de Melo Terra

75

Catalogação
de
multimeios
e
publicações periódicas. Descrição,
4º Semestre
entradas e pontos de acesso de
multimeios e publicações periódicas.

Obrigatória

2009

Guilhermina de Melo Terra

16

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza Ano do PPC

Docente

Prática em representação da informação I

64

3º Semestre

-

Obrigatória

2009

Telma Socorro da Silva Sobrinho

Prática em representação da informação II

64

4º Semestre

-

Obrigatória

2009

Telma Socorro da Silva Sobrinho

2009

Maurilla Bentes de Melo e Silva

2009

Maurilla Bentes de Melo e Silva

2009

Luiz Otavio Maciel da Silva

Representação descritiva da informação I

64

Representação descritiva da informação II

64

Representação descritiva da informação III

64

Objetivos da Representação Descritiva de Documentos.
Etapas da Catalogação e Padrões Internacionais.
Representação de documentos: leitura técnica, normas e
organização da descrição bibliográfica. Manuseio e
2º Semestre
Obrigatória
aplicação do Código de Catalogação Anglo-Americano:
regras gerais e especiais; identificação/ determinação
dos pontos de acesso. Catálogos de Bibliotecas e de
Centros de Documentação: conceitos, funções e tipos.
Cabeçalhos para pessoas e entidades; Legislação;
Controle bibliográfico universal; Formatos de
intercâmbio: IBICT, CALCO, MARC, UNISIST etc.; Redes
de catalogação cooperativa; Sistemas automatizados de
3º Semestre
Obrigatória
catalogação. On-line Public Access Catalogs – OPACs
(Catálogo on-line): histórico, principais recursos,
estrutura; Metadados; Dublin Core; Arquivos abertos;
Conversão retrospectiva.
Multimeios: definição, tipos e características.
Processamento e organização de multimeios. Aplicação
4º Semestre de normas vigentes da catalogação descritiva e de Obrigatória
escolha e formas de entrada. O Código de Catalogação
Anglo-Americano, 2.ed. Revista (CCAA/AACR2).

17

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

18

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Representação descritiva da informação I

80

Regras internacionais para a descrição
bibliográfica: ISBDs, MARC21 e AACR.
Catálogo e catálogos em linha. Pontos de
acesso ao registro bibliográfico e
remissivas. Registros bibliográficos de
livros, folhetos, materiais cartográficos,
3º Semestre
manuscritos, música, gravação de som,
filmes cinematográficos e gravações de
vídeo, materiais gráficos, artefatos
tridimensionais
e
realia,
recursos
eletrônicos,
microformas.
recursos
contínuos e analíticos.

Representação descritiva da informação II

80

4º Semestre

-

Natureza

Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2018

Alexandre Masson Maroldi

Obrigatória

2018

Alexandre Masson Maroldi

19

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva da Informação 1

Representação Descritiva da Informação 2

Carga horária Período

Ementa

54

A história da catalogação e de seus
instrumentos. Controle Bibliográfico
Universal. Códigos pré-AACR. A
Conferência de Paris e os princípios
3º Semestre descritivos por ela apresentados.
Elementos da descrição bibliográfica e
sua associação em áreas.
Representação
descritiva
de
documentos e pontos de acesso.

54

Redes bibliográficas nacionais e
internacionais. Catalogação copiada,
redes de cooperação e formatos de
4º Semestre
intercâmbio. Descrição de diferentes
suportes utilizando a estrutura de um
formato de intercâmbio.

Natureza

Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2019

Robéria de Lourdes de Vasconcelos Andrade

Nelma Camelo de Araújo

Obrigatória

2019
Robéria de Lourdes de Vasconcelos Andrade

20

�UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Biblioteconomia e Documentação – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

102

Conceitos e princípios de AACR2r, RDA e FRBR. Estudo
dos vários formatos de ISBD apropriados a cada tipo
de material. Elaboração de fichas para catálogos.
4º Semestre Aplicações para ponto de acesso e representação
descritiva de documentos em suporte físico e em
meios eletrônicos, com ênfase na recuperação da
informação.

Obrigatória

2019

Ana Claudia Medeiros de Sousa

68

Catalogação de materiais especiais: descrições,
tipologias e características. Representação descritiva
5º Semestre dos diferentes suportes informacionais estabelecidas
pelos padrões internacionais de catalogação.
Catalogação centralizada, cooperativa e na fonte.

Obrigatória

2019

Ana Claudia Medeiros de Sousa

21

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza Ano do PPC

Docente

Ariluci Goes Elliott

Representação Descritiva da Informação I

64

Aspectos históricos e teóricos da representação descritiva
para o uso correto das formas e aplicações das normas do
4º Semestre
Obrigatória
AACR2. Aplicação do formato MARC e Dublin Core para
representação descritiva em meios eletrônicos.

2006

Débora Adriano Sampaio

Ariluci Goes Elliott

Representação Descritiva da Informação II

64

Compreensão dos aspectos descritivos dos diversos suportes
informacionais, pontos de acesso e organização desses
5º Semestre
Obrigatória
materiais, recursos contínuos e outros multimeios a fim de
facilitar intercâmbio internacional do registro documental.

2006
Débora Adriano Sampaio

22

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Cyntia Chaves de Carvalho Gomes Cardoso

Representação Descritiva da Informação I

Representação Descritiva da Informação II

64

64

Catalogação: conceitos e objetivos.
Histórico da catalogação. O livro e a
descrição bibliográfica. Interpretação
e aplicação das normas vigentes de
4º Semestre
catalogação descritiva e da escolha e
formas de entrada. Catálogos:
conceitos, funções, estrutura, seleção
e elaboração.

Compreensão dos aspectos descritivos
dos diversos suportes informacionais,
pontos de acesso e organização desses
5º Semestre materiais, recursos contínuos e outros
multimeios a fim de facilitar
intercâmbio internacional do registro
documental.

Obrigatória

2015
Odete Máyra Mesquita Sales

Cyntia Chaves de Carvalho Gomes Cardoso

Obrigatória

2015
Odete Máyra Mesquita Sales

23

�UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva da Informação I

Carga horária Período

90

Ementa

Evolução
histórica,
objetivos,
princípios e panorama atual da
catalogação. Catalogação no Programa
de Controle Bibliográfico Universal
(CBU). Código de Catalogação Anglo
3º Semestre
Americano (AACR-2r). Pontos de
acesso. Representação descritiva de
documentos impressos. Sistemas
Automatização
de
catalogação.
Notação de autor.

Natureza

Ano do PPC

Docente

Edilene Toscano Galdino dos Santos

Obrigatória

2007

Edna Gomes Pinheiro

Gracy Kelli Martins Gonçalves

Edilene Toscano Galdino dos Santos

Representação Descritiva da Informação II

60

Catalogação de recursos contínuos e
de
materiais
especiais:
tipos,
4º Semestre
características.
Organização
e
tratamento da informação.

Obrigatória

2007

Edna Gomes Pinheiro

Gracy Kelli Martins Gonçalves

24

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva 1

Representação Descritiva 2

Fundamentos de Organização da Informação

Carga horária Período

60

60

60

Ementa

AACR2 histórico, princípios para
descrição, escolha e formulação de
4º Semestre entradas principais e secundárias.
Catálogos e sistemas automatizados
de catalogação.

Natureza

Ano do PPC

Docente
Ângela Maria Saraiva de Moura

Obrigatória

2018
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia

Ângela Maria Saraiva de Moura

Materiais especiais definição, tipologia
e terminologia. AACR2 áreas e
5º Semestre elementos. Pontos de acesso principal
e secundário. Catálogos e sistemas
automatizados de catalogação.

Obrigatória

Princípios, modelos, técnicas e
métodos orientados à organização e
representação
da
informação
1º Semestre
registrada em quaisquer suportes
informacionais, sob a ótica da Ciência
da Informação.

Obrigatória

2018
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia

2018

Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia

25

�UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Representação Descritiva III

Carga horária

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

60

A história dos catálogos e da catalogação.
Estudo dos tipos, formatos e funções do
catálogo. Apresentação da representação
4º Semestre descritiva
nos
formatos:
manual
e Obrigatória
automatizado. Estudo dos princípios dos
códigos de catalogação; e apresentação da
estrutura do código de catalogação vigente.

2015

Conceição de Maria Bezerra da Silva

60

Detalhamento do código de catalogação
vigente, partindo da análise e aplicação das
regras gerais de descrição com foco na
5º Semestre descrição de livros, folhetos, periódicos assim Obrigatória
como os pontos de acesso e a construção de
cabeçalhos para pessoas e entidades. Aborda
também as regras referentes às remissivas.

2015

Conceição de Maria Bezerra da Silva

60

Normas básicas para a catalogação de materiais
especiais. Definição, tipo e características.
6º Semestre Processamento e organização de multimeios. Obrigatória
Aplicação de normas vigentes da catalogação
descritiva e de escolha e formas de entrada.

2015

Conceição de Maria Bezerra da Silva

26

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Biblioteconomia e Documentação – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Optativa

2011

Janaina Ferreira Fialho Costa

60

Estruturas automatizadas de descrição
bibliográfica, metadados, padrões de
Indeterminado
metadados. Automação de unidades de
informação.

Introdução à Representação Descritiva

60

2º Semestre

Introdução à representação descritiva
dos registros de informação, nos
modelos consagrados e nos novos
modelos de ambientes informacionais
digitais.

Obrigatória

2011

Janaina Ferreira Fialho Costa

Representação Descritiva I

60

3º Semestre

Estudo e prática do
catalogação - AACR2.

código

de

Obrigatória

2011

Janaina Ferreira Fialho Costa

Representação Descritiva II

60

4º Semestre

Estudo e prática do código
catalogação – outras linguagens.

de

Obrigatória

2011

Janaina Ferreira Fialho Costa

Formato de Intercâmbio MARC 21

27

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

28

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Representação Descritiva I

60

5º Semestre

Catalogação descritiva e seus fundamentos. Catalogação na
organização e recuperação da informação. O papel do usuário
na representação da informação. Normas e padrões de
representação da informação: ISBD, AACR2, FRBR, RDA. Formas
de apresentação da descrição. Catalogação de livros, folhetos e
folhas soltas impressas, com o uso dos padrões de descrição.
Produtos da catalogação.

Representação Descritiva II

60

6º Semestre

Descrição e determinação das entradas de materiais especiais e
eletrônico. Catalogação cooperativa e centralizada.

Natureza Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2019/2020 em
reformulação

Valdirene Pereira da Conceição

Obrigatória

2019/2020 em
reformulação

Silvana Maria de Jesus Vetter

29

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Catalogação Automatizada

Catalogação

Introdução representação da
informação

Carga horária

60

60

60

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

4º Semestre

Padrões e formatos de intercâmbio para a
catalogação e bases de dados; atividades de
tratamento

Obrigatória

2018

Jacqueline Souza e Nancy Sánchez

3º Semestre

Catalogação: conceito objetivos, panorama
atual, sistemas automatizados. O livro e a
descrição bibliográfica. Registros catalográficos:
nível bibliográfico, terminologia e campos.
Catálogo de bibliotecas e centro de
documentação: conceitos, funções e estrutura.
Código de catalogação: AACR2r.

Obrigatória

2018

Mônica Marques

1º Semestre

Análise da informação: conceito, fundamentos
e
objetivos.
Análise
documentária.
Representação dos conceitos. Noções de
terminologia. Macro e Microestrutura da
linguagem documentária. Tipologia das
linguagens documentárias.

Obrigatória

2018

Nancy Sánchez

30

�UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Análise da informação

Catalogação

Carga horária Período

Natureza

Ano do PPC

Docente

60

Conceituação, fundamentação teórica, objeto e função
da análise da informação. Contextualidade da
informação no ciclo documentário. Subsídios
interdisciplinares para a análise da informação;
1º Semestre
Linguística, Semântica, Semiótica, Terminologia e
Lógica. Métodos e técnicas de análise da informação.
Métodos e técnicas de análise, síntese e representação
da informação. O resumo documentário e a indexação.

Obrigatória

2018

Felipe Arakaki

60

Catalogação: conceito, objetivos, evolução histórica,
panorama atual, sistemas informatizados. Catalogação
e controle bibliográfico universal. O documento e sua
representação. Registros catalográficos: terminologias e
3º Semestre
campos. Instrumentos e aplicação de normas vigentes
da catalogação descritiva e de escolha e formas. O
código de catalogação Anglo-Americano, 2. ed. Revista.
MAchine-Readable Cataloging Record (MARC 21).

Obrigatória

2018

Felipe Arakaki

Optativa

2018

Fernanda Moreno

Optativa

2018

Ailton Luis Gonçalves Feitosa

Organização e Tratamento de coleções
especiais

60

Tópicos Especiais em Biblioteconomia e
Ciência da Informação: Introdução ao estudo
de padrões de metadados

60

Ementa

Materiais especiais (multimeios): definições, tipologia e
terminologia, panorama atual. Descrição e registros
catalográficos: terminologias e campos, áreas e
Indeterminado elementos, uso de normas, padrões e formatos de
descrição. Determinação de pontos de acesso. Noções
gerais de organização e tratamento. Coleções e
catálogos.
Estudo de temas de caráter geral ou específico
complementares às demais disciplinas do curso e
Indeterminado
relacionados com a Biblioteconomia ou com a Ciência
da Informação.

31

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Natureza

Ano do PPC

Docente

64

Evolução e princípios da representação
bibliográfica.
Introdução
ao
controle
bibliográfico
universal.
Tipologia
de
documentos. Leitura técnica do documento.
3º Semestre
Catálogos de biblioteca: conceitos, tipos e
funções. Formas de entradas segundo o AACR2:
autores, entidades coletivas, nomes geográficos
e títulos uniformes.

Obrigatória

2016

Luciana Candida da Silva

64

Padrões e normas para descrição bibliográfica.
Registros
bibliográficos
manuais
e
4º Semestre
automatizados. Aplicação do formato Marc 21
para descrição de recursos informacionais.

Obrigatória

2016

Luciana Candida da Silva

Representação Descritiva III

64

Requisitos
funcionais
para
registros
bibliográficos. Padrões de metadados no
5º Semestre domínio bibliográfico. Estudo e aplicação do
código de catalogação RDA. Tendências em
representação descritiva da informação.

Obrigatória

2016

Luciana Candida da Silva

Tópicos Contemporâneos em Produção,
Organização e Representação do
Conhecimento

64

Optativa

2016

Luciana Candida da Silva

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Carga horária Período

Indeterminado

Ementa

Ementa aberta para temas avançados em
Organização e Tratamento da Informação

32

�INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DA FUNLEC
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

33

�UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

34

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO*
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Carga horária Período

60

1º Ano

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Catalogação: conceito, objetivos,
evolução histórica, panorama atual,
sistemas
informatizados.
Da
catalogação à desc

Obrigatória

2011

Sheila Cristina Ferreira Gabriel

Obrigatória

2011

Sheila Cristina Ferreira Gabriel

O documento e sua representação.
Remissivas, apêndices e índices.
Formas de cabeçalhos para nomes
geográficos.
Cabeçalhos
Representação Descritiva II

90

2º Ano

para entidades coletivas. Descrição
bibliográfica de publicações seriadas e
materiais
seriadas.
Catalogação
cooperativa.
Projeto
MARC. Projeto CALCO. Práticas de
catalogação.

35

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

60

Representação Descritiva catalogação e
referências bibliográficas de monografas e
3º Semestre periódicos. Controle Bibliográfico Universal
(CBU). Catálogos de bibliotecas. Sistemas
automatizados de catalogação.

Obrigatória

2016

Paula Regina Ventura Amorim
Gonçalez

60

Reconhecer os formatos de intercâmbio de
dados bibliográficos e catalográficos disponíveis.
Analisar e manipular software para catalogação
4º Semestre
de recursos informacionais. Reconhecer os
padrões de metadados. Compreender a
proposta do FRBR.

Obrigatória

2016

Paula Regina Ventura Amorim
Gonçalez

36

�CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

37

�CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não Informado

38

�FACULDADE PROMINAS DE MONTES CLAROS
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

39

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Catalogação descritiva

Tópicos em catalogação e classificação da
informação D (MARC, RDA e metadados)

Carga horária

60

60

Período

3º Semestre

Ementa

Natureza Ano do PPC

Fundamentos e histórico das normas e formatos
de representação descritiva. Instrumentos
utilizados na representação descritiva: ISBD,
AACR2 e MARC. Formulação de pontos de acesso e
Obrigatória
controle de autoridade. Tabelas de autor.
Construção de catálogos de fichas impressas e
catálogos automatizados. Catalogação cooperativa
e conversão retrospectiva.

Os formatos de intercâmbio. MARC: histórico,
estrutura e utilização. Catalogação cooperativa e
conversão retrospectiva. O FRBR, como a
Indeterminado arquitetura por trás do RDA. Registros
bibliográficos em RDA. Pontos de acesso e os
registros de autoridade em RDA. Padrões de
metadados e RDA.

Optativa

Docente

2008

Cíntia de Azevedo Lourenço

2008

Cíntia de Azevedo Lourenço

40

�UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Representação Descritiva III

Carga
horária

Período

Ementa

Natureza Ano do PPC

Docente

80

Fundamentação teórica da representação descritiva. Histórico, evolução e novas
tendências. Catálogos de bibliotecas: conceituação, função, tipos e formas. O controle
bibliográfico universal e nacional. Representação descritiva de documentos:
conceituação. Estrutura do Código de catalogação, descrição bibliográfica: elementos,
pontuação e padrões internacionais. Noção do Formato Bibliográfico Marc. Sistemas de
alimentação de catálogos e bases de dados. Controle Bibliográfico Universal (CBU):
instituições mantenedoras e diretrizes para seu desenvolvimento. Controle bibliográfico
2º Semestre
Obrigatória
nacional: agências bibliográficas nacionais e bibliografias nacionais. Controle
bibliográfico no Brasil: depósito legal e bibliografia nacional. Controle bibliográfico
especializado: redes bibliográficas. Sistemas numéricos de identificação de itens.
Noções de RDA. função e tipos. O controle bibliográfico universal e nacional.
Representação de descritiva de documentos: conceituação. Estrutura do Código de
catalogação e noção do formato Marc. Sistemas de alimentação de catálogos e bases de
dados e por fim entender o RDA.

Não informado

André Gomes Dantas

80

3º Semestre

Elementos fundamentais da representação descritiva: análise técnica, pontuação e
disposições gerais; Representação descritiva de diferentes suportes de informação: Obrigatória
material impresso, recursos contínuos e materiais especiais. Aplicabilidade do AACR2.

Não informado

André Gomes Dantas

4º Semestre

Pontos de acesso: terminologia, regras, entradas principais e secundárias. Remissivas:
conceito, nomes pessoais, geográficos, entidades coletivas, títulos uniformes. Formato
Marc: estrutura, campos, subcampos e indicadores. Compartilhamento de informações
Obrigatória
bibliográficas automação de acervos. RDA (Resource Description and Access): e
principais características e diferenças com o AACR. Metadados no domínio
bibliográfico. Organização do conhecimento em ambiente eletrônico.

Não informado

André Gomes Dantas

80

41

�UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Biblioteconomia – Presencial – Licenciatura
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Carga horária

60

60

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

3º Semestre

A história dos catálogos e da catalogação. Estudo dos tipos,
formatos e funções do catálogo. Apresentação da
representação descritiva nos formatos manual e
automatizado. Estudo dos princípios, dos códigos de
catalogação e apresentação da estrutura do código de
catalogação vigente.

Obrigatória

2009

Vinicius de Souza Tolentino

4º Semestre

Detalhamento do código de catalogação vigente, partindo
da análise e aplicação das regras gerais de descrição com
foco na descrição de livros e folhetos, assim como os pontos
de acesso e a construção de cabeçalhos para pessoas e
entidades. Aborda também as regras referentes às
remissivas.

Obrigatória

2009

Naira Christofoletti Silveira

42

�UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado (Matutino)
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Representação descritiva III

Carga horária

60

60

60

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

3º Semestre

A história dos catálogos e da catalogação. Estudo dos tipos,
formatos e funções do catálogo. Apresentação da
representação descritiva nos formatos manual e
automatizado. Estudo dos princípios, dos códigos de
catalogação e apresentação da estrutura do código de
catalogação vigente.

Obrigatória

2010

Vinicius de Souza Tolentino

4º Semestre

Detalhamento do código de catalogação vigente, partindo
da análise e aplicação das regras gerais de descrição com
foco na descrição de livros e folhetos, assim como os pontos
de acesso e a construção de cabeçalhos para pessoas e
entidades. Aborda também as regras referentes às
remissivas

Obrigatória

2010

Beatriz Aparecida Boselli Decourt

5º Semestre

Detalhamento do código de catalogação vigente, partindo
da analise e aplicação das regras gerais de descrição com
foco na descrição de livros e folhetos, assim como os pontos
de acesso e a construção de cabeçalhos para entidades e
títulos uniformes, e a análise das partes de um documento.

Obrigatória

2010

Beatriz Aparecida Boselli Decourt

43

�UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado (Noturno)
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Representação descritiva III

Carga horária

60

60

60

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

3º Semestre

A história dos catálogos e da catalogação.
Estudo dos tipos, formatos e funções do
catálogo. Apresentação da representação
descritiva nos formatos manual e
automatizado. Estudo dos princípios, dos
códigos de catalogação e apresentação da
estrutura do código de catalogação vigente.

Obrigatória

2010

Vinicius de Souza Tolentino

4º Semestre

Detalhamento do código de catalogação
vigente, partindo da análise e aplicação das
regras gerais de descrição com foco na
descrição de livros e folhetos, assim como
os pontos de acesso e a construção de
cabeçalhos para pessoas e entidades.
Aborda também as regras referentes às
remissivas

Obrigatória

2010

Naira Christofoletti Silveira

5º Semestre

Detalhamento do código de catalogação
vigente, partindo da analise e aplicação das
regras gerais de descrição com foco na
descrição de livros e folhetos, assim como
os pontos de acesso e a construção de
cabeçalhos para entidades e títulos
uniformes, e a análise das partes de um
documento.

Obrigatória

2010

Kelly Castelo Branco da Silva Melo

44

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva
Instrumental

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Carga
horária

45

45

60

Período

Indeterminado

Ementa
Fundamentos e princípios da representação descritiva, a qualidade da
representação e a recuperação de documentos. Principais regras e modelos de
representação, sua aplicação na elaboração de registros bibliográficos. Exercitar o
manuseio de instrumentos de representação descritiva de registros bibliográficos,
tais como: AACR2, MARC21. Explicar o conceito de entidade-relacionamento e o
estabelecimento de relações entre as diferentes entidades e atributos de uma
obra, expressão, manifestação e item. O perfil profissional do catalogador.

Natureza Ano do PPC

Docente
Nadir Alves

Optativa

2008
Maria José Veloso

1º Semestre

Princípios de Catalogação. Conceitos de autoria e entrada principal. Catálogos:
funções, tipos e formas. Controle bibliográfico universal. Códigos de catalogação.
Padrões internacionais de descrição bibliográfica. Entradas secundárias. Tabelas de
notação de autor.

Obrigatória

2008

Nadir Alves

3º Semestre

Identificação e catalogação dos diferentes tipos de materiais e suportes. Catalogação
cooperativa e sua evolução. Formatos de intercâmbio e suas estruturas. Redes de
informação. Catálogos em linha. Conversão retrospectiva de registros catalográficos
(importação e exportação de dados).

Obrigatória

2008

Maria José Veloso

45

�UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE*
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Laboratório de Representação
descritiva de documentos

Normas e padrões para o tratamento
e recuperação da informação

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

60

Estudo aplicado da análise e uso de padrões e formatos
5º Semestre bibliográficos para o tratamento descritivo de Obrigatória
documentos.

2019

Vitor Manoel Marques da Fonseca

60

Princípios de catalogística; apresentação histórica e
conceitual das normas e padrões de descrição utilizados
4º Semestre
Obrigatória
no tratamento e na recuperação da informação;
metadados.

2019

Elisabete Gonçalves de Souza

46

�UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

47

�CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Representação Descritiva III

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

80

Introdução e teoria da representação descritiva
(catalogação). Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos (FRBR). Tipos de catálogos. Descrição
3º Semestre Bibliográfica Internacional Normalizada (ISBD). Código de
Catalogação Anglo-Americano (AACR2). Pontos de acesso.
Formato MARC 21. Metadados. Descrição e pontos de
acesso para livros. Recurso Descrição e Acesso (RDA)

Obrigatória

Não informado

Fabio Moreira de Oliveira

80

Regras gerais para a representação descritiva de materiais
especiais (materiais cartográficos, manuscritos, música,
gravação de som, filmes cinematográficos e
gravações de vídeo, materiais gráficos, recursos
eletrônicos, artefatos tridimensionais, microformas,
4º Semestre recursos contínuos). Análise de preparo para registro
bibliográfico: entrada secundária de analítica, analítica de
série monográfica e de monografia em várias partes, área
das notas, analíticas “in”. Pontos de acesso, títulos
uniformes, remissivas. Planejamento e criação de políticas
de catalogação institucionais.

Obrigatória

Não informado

Fabio Moreira de Oliveira

80

Aprofundamento da teoria da representação descritiva
(catalogação). Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos (FRBR). Requisitos Funcionais para dados de
5º Semestre
Autoridades (FRAD). Requisitos Funcionais para dados de
Assunto (FRSAD). Recursos, descrição e acesso (RDA).
Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada (ISBD).

Obrigatória

Não informado

Fabio Moreira de Oliveira

48

�CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JAGUARIÚNA
Biblioteconomia – A distância - Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

49

�CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
Biblioteconomia – A distância - Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

50

�CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'ÁVILA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

51

�FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Carga horária

72

72

Período

2º Semestre

3º Semestre

Ementa

Natureza Ano do PPC

Apresentação dos princípios e fundamentos da Representação
Descritiva. História da catalogação e dos catálogos.
Conhecimentos teóricos e práticos e aplicação das normas de
Obrigatória
padrão internacionalmente aceitas para a elaboração de pontos
de acesso e representação de recursos informacionais.

Apresentação teórica associada à prática no uso de formatos de
importação e exportação de registros em sistemas
automatizados de bibliotecas (bases de dados bibliográficas).
Estudo de padrões de metadados descritivos com foco na
compreensão e reflexão sobre as características e funções dos
distintos processos e produtos da representação descritiva, com
ênfase no formato MARC 21 (Machine Readable Cataloging). Obrigatória
Introdução aos modelos conceituais da IFLA: os Requisitos
Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR) e Requisitos
Funcionais para Dados de Autoridade (FRAD) e suas relações
com o Resource Description and Access (RDA) e perspectivas de
uso no ambiente digital.

Docente

2019

Isabel Cristina Ayres da Silva
Maringelli

2019

Isabel Cristina Ayres da Silva
Maringelli

52

�PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Catalogação Automatizada

68

6º Semestre

-

Obrigatória

2014

Oscar Eliel

Representação Descritiva: Catalogação I

68

3º Semestre

-

Obrigatória

2014

Oscar Eliel

Representação Descritiva: Catalogação II

68

4º Semestre

-

Obrigatória

2014

Oscar Eliel

Tratamento de Documentos Especiais

68

5º Semestre

-

Obrigatória

2014

Oscar Eliel

53

�UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (RIBEIRÃO PRETO)*
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Carga horária Período

90

90

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

3º Semestre

Noção de estrutura de registro de informação. Fundamentos e
histórico da representação descritiva. Produtos da organização da
informação. Instrumentos adotados na representação descritiva.
Descrição bibliográfica, escolha e forma de pontos de acesso e
elaboração do código de localização do documento. Problematização
da entrada principal e das entradas secundárias. Catalogação
cooperativa e controle bibliográfico. Panorama dos instrumentos de
representação descritiva em contextos atuais. Novas propostas de
modelos de estruturas de registro de informação.

Obrigatória

2017

Márcia Regina da Silva

4º Semestre

Estruturação do registro de informação e representação descritiva no
meio eletrônico. Histórico dos formatos de registro bibliográfico:
MARC e derivados, Manual de Referência do UNISIST, CCF, CEPAL,
LILACS, CALCO, IBICT. Discussão sobre a origem e uso dos diversos
formatos. Formatos MARC e LILACS: catalogação e análise
comparativa. Métodos de conversão retrospectiva. Catalogação de
recursos informacionais eletrônicos: histórico e funções (GILS e Dublin
Core). Problematização do uso dos formatos de registro bibliográfico
e das normas para tratamento de recursos informacionais eletrônicos.
Noção de pré e de pós-representação da informação.

Obrigatória

2017

Márcia Regina da Silva

54

�UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (SÃO PAULO)*
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Carga horária

90

90

Período

Ementa

Natureza Ano do PPC

Docente

2º Semestre

1. Conceito de Documento e a Tipologia documental 2. Fundamentos
históricos e conceituais da Catalogação e os objetivos do catálogo 3.
Conferência Internacional sobre Princípios da Catalogação,1961; 4.
Reunião de Especialista em Catalogação - Copenhague e a ISBD, 1969
Obrigatória
5. AACR2: Introdução e estrutura; Descrição e Pontos de Acesso,
Remissiva. 6. Formatos MARC (bibliográfico e de autoridade):
introdução, estrutura, aplicação 7. Protocolo de Intercâmbio de
registros

Não informado

José Fernando Modesto da
Silva

3º Semestre

1. O conceito de web semântica e Recursos Digitais 2. Requisitos
Funcionais: FRBR, FRAD, 3. Declaração dos Princípios Internacionais e
objetivo dos catálogos 4. FRBR_LRM 5. RDA: Introdução, estrutura e
Obrigatória
aplicações 6. Formato Bibliográfico ajustado aos Requisitos
Funcionais: MARC 21 (Bibliográfico e Autoridade) BIBFRAME:
introdução e estrutura 7. ISBD consolidada

Não informado

José Fernando Modesto da
Silva

55

�UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Catalogação

Carga horária Período

60

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

1º Semestre

Estudo das teorias, princípios, esquemas, estruturas e formatos de
descrição de recursos informacionais e acesso. Análise de sistemas e
práticas que atendam às necessidades do usuário, de forma prática e
ética. Experiência, em nível inicial, com instrumentos e códigos de
catalogação para a descrição de metadados e esquemas de
codificação, escolha de pontos de acesso e controle de autoridade.

Obrigatória

2013

Rachel Cristina Vesu Alves

Obrigatória

2013

Rachel Cristina Vesu Alves

Catalogação automatizada

60

3º Semestre

Conceituação da catalogação de recursos informacionais em
ambientes digitais. Estudo sobre o modelo conceitual para recursos
informacionais – FRBR e FRAD. Aplicação prática com MARCXML,
Dublin Core na modelagem de catálogos. Importação e exportação de
registros em sistemas de gerenciamento de bibliotecas.

Interoperabilidade em
Ambientes Informacionais
Digitais

30

Indeterminado

Estudos sobre a interoperabilidade entre sistemas de informação com
enfoque no processo de descrição e de descoberta de recursos.

Optativa

2013

Rachel Cristina Vesu Alves

2º Semestre

Estudo dos princípios e aplicação de metadados para a organização de
recursos informacionais em rede a partir da concepção de esquemas
de metadados específicos para atender as demandas informacionais
da comunidade. Instruções sobre a aplicação e implementação de
esquemas de metadados. Criação de registros de metadados,
analisando o uso de elementos de metadados.

Optativa

2013

Rachel Cristina Vesu Alves

Metadados de objetos digitais

30

56

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
Biblioteconomia e Ciência da Informação – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Catalogação I

Catalogação II

Catalogação III

Carga horária Período

60

60

60

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

3º Semestre

Teoria da representação bibliográfica. Princípios internacionais de
catalogação. Requisitos funcionais para registros bibliográficos. Regras
internacionais para a descrição bibliográfica: ISBDs e AACR. Catálogo e
catálogos em linha. Pontos de acesso ao registro bibliográfico e
remissivas.

Obrigatória

2014

Zaira Regina Zafalon

4º Semestre

Registros bibliográficos de livros, folhetos, materiais cartográficos,
manuscritos, música, gravação de som, filmes cinematográficos e
gravações de vídeo, materiais gráficos, artefatos tridimensionais e
realia, recursos eletrônicos, microformas, recursos contínuos e
analíticos.

Obrigatória

2014

Fabiano Ferreira de Castro

5º Semestre

Formatos internacionalmente conhecidos para a representação
bibliográfica.
Formato
MARC21
Bibliográfico,
Autoridade,
comunidade, Coleção e Classificação. Formato MARC21 Bibliográfico.
Dublin Core.

Obrigatória

2014

Zaira Regina Zafalon

57

�UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária

Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

58

�CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVEL
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

59

�CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2017

Gabriele Maris Pereira Fenerick

Obrigatória

2017

Gabriele Maris Pereira Fenerick

Representação Descritiva:
Catalogação

90

3º Semestre

A disciplina Representação Descritiva: Catalogação tem
por intuito principal apresentar os elementos
fundamentais da biblioteconomia no que se refere a
compreensão dos fundamentos teóricos da representação
bibliográfica; compreender os princípios e objetivos da
representação bibliográfica e dos catálogos; conhecer os
diferentes tipos de catálogos; compreender o
estabelecimento de pontos de acesso aos registros do
conhecimento; conhecer e utilizar regras internacionais
de representação bibliográfica. Compreender a
necessidade de adoção de padrões de reconhecimento
internacional para a representação bibliográfica e o
intercâmbio de dados; conhecer a família MARC21
(Bibliográfico, Autoridade, Comunidade, Coleção,
Classificação); compreender e elaborar registros
bibliográficos em formato MARC21 Bibliográfico e Dublin
Core. Conhecer e utilizar regras internacionais de
representação bibliográfica; conhecer e elaborar registros
bibliográficos de registros do conhecimento; elaborar os
diferentes tipos de catálogos.

Projeto - Representação
Descritiva: Catalogação

30

3º Semestre

-

60

�CENTRO UNIVERSITÁRIO UNISEP
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

61

�UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA*
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Catalogação de recursos
informacionais

60

2º Ano

Registros catalográficos: terminologia e campos. Instrumentos e
aplicação de normas vigentes da catalogação. Metadados descritivos.
Pontos de acesso.

Obrigatória

2018

Juliana Cardoso dos Santos

Introdução à catalogação

60

1º Ano

Princípios e práticas da catalogação de recursos informacionais.
Padrões que facilitam o controle bibliográfico em âmbito nacional e
internacional

Obrigatória

2018

Juliana Cardoso dos Santos

Introdução aos metadados

30

1º Ano

Metadados descritivos, estruturais e administrativos: aplicações e
funções.

Obrigatória

2018

Carla Mara Hilário Carassa

62

�UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Representação descritiva I

80

2º Semestre

-

Obrigatória

2018

Luciana Kramer Pereira Muller

Representação descritiva II

80

3º Semestre

-

Obrigatória

2018

Luciana Kramer Pereira Muller

Representação descritiva III

80

4º Semestre

-

Obrigatória

2018

Luciana Kramer Pereira Muller

63

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Fundamentos de Representação
Descritiva

45

2º Semestre

A representação bibliográfica em relação ao usuário. A representação
e a tecnologia. A representação na internet. Os catálogos: definição e
funções. Breve histórico da Catalogação. Catalogação cooperativa.
Catalogação na fonte. Os códigos de catalogação: CCAA2. A prática da
Catalogação e suas etapas. Leitura técnica dos itens

Prática em Representação
Descritiva

30

8º Semestre

Prática de catalogação.

Natureza Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2019

Rodrigo Aquino de Carvalho

Optativa

2019

Marcia Carvalho Rodrigues

Obrigatória

2019

Marcia Carvalho Rodrigues

Representação Descritiva I

45

3º Semestre

Estrutura da descrição. Sistemas de pontuação. Níveis da descrição.
Fontes de informação para Catalogação. Regras básicas de
catalogação descritiva para todos os tipos de materiais. Os pontos de
acesso: autores pessoais, entidades, nomes geográficos e títulos
uniformes.

Representação Descritiva II

45

4º Semestre

O Código de Catalogação Anglo-Americano (CCAA2). A representação
e as áreas da descrição para recursos eletrônicos, contínuos e
multimídia.

Obrigatória

2019

Marcia Carvalho Rodrigues

Tópicos Especiais em
Representação Descritiva

30

5º Semestre

Estudo de temas emergentes que permitam atualização de conteúdos
e atendimento dos interesses dos educandos.

Optativa

2019

Rodrigo Aquino de Carvalho

64

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação descritiva I

Representação descritiva II

Carga horária Período

60

60

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

3º Semestre

Conceitos, princípios, etapas, padrões da representação descritiva dos
registros
informacionais.
Prática
de
representação
descritiva: descrição e pontos de acesso de responsabilidade pessoal;
dados de localização.

Obrigatória

-

Helen Rose Flores de Flores

4º Semestre

Princípios e práticas de representação descritiva: descrição e pontos
de
acesso
de
responsabilidade
coletiva;
pontos
de
acesso para títulos. Formatos de intercâmbio. Resource Description
Access (RDA).

Obrigatória

-

Caterina Marta Groposo
Pavão

65

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

66

�CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado

Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Não informado

67

�FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Representação Descritiva I

Representação Descritiva II

Representação Descritiva III

Carga horária Período

54

72

72

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

4º Semestre

Fundamentos da catalogação. Catálogos: tipologias e estruturas. CBU.
Princípios Internacionais. Catalogação/IFLA. ISBD. Catalogação
Cooperativa. Formatos de intercâmbio. Formato MARC: história,
evolução, variação, estrutura. “Família MARC”. Metadados. Dublin
Core. FRBR; FRAD; RDA. Fontes de Informação para Catalogadores.
Catalogação Social.

Obrigatória

2017

Ana Maria Pereira

5º Semestre

Tipologia documental: características, estrutura e definição. AACR2R:
Introdução e Estrutura. A representação descritiva de recursos
informacionais – teoria e prática. Determinação dos Pontos de Acesso
teoria e prática.

Obrigatória

2017

Ana Maria Pereira

6º Semestre

Padrões Bibliográficos. Conversão retrospectiva. Padrões de
Metadados. MARC21 bibliográfico e MARCXML. MODS. FRBR – MARC.
Panorama de representação da informação em formato e ambiente
digital. RDA. Determinação dos Pontos de Acesso. RDA - RDA toolkit.

Obrigatória

2017

Ana Maria Pereira

68

�UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ
Biblioteconomia – A distância – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2017

Marcelo Votto Texeira

Representação Descritiva I:
Catalogação e representação
descritiva da informação

80

3º Trimestre

Catalogação: conceito e princípios. Catalogação cooperativa e
catalogação centralizada. Padrões internacionais do Controle
Bibliográfico Universal: ISBN, ISSN, ISBD. Representação descritiva dos
registros do conhecimento.

Representação Descritiva II:
Pontos de acesso para registro
bibliográfico

80

4º Trimestre

Pontos de acesso. Cabeçalhos para nomes pessoais, geográficos,
entidades coletivas e títulos uniformes. Entradas remissivas. MARC
bibliográfico e de autoridades.

Obrigatória

2017

Marcelo Votto Texeira

Representação Descritiva III:
Descrição física de multimeios

80

5º Trimestre

Descrição física de multimeios (materiais não convencionais).

Obrigatória

2017

Marcelo Votto Texeira

69

�UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Biblioteconomia – Presencial – Bacharelado
Disciplinas

Carga horária Período

Ementa

Natureza

Ano do PPC

Docente

Obrigatória

2015

Laila Figueiredo di Pietro

Introdução a Representação
Descritiva

36

3º Semestre

Aspectos teóricos, metodológicos e princípios norteadores da
representação descritiva. Elementos, níveis e instrumentos de
pesquisa da representação descritiva. Normas e padrões da
representação descritiva e suas aplicações nos recursos
informacionais.

Práticas de Tratamento de
Informação

72

6º Semestre

Aborda as práticas de registro, catalogação, classificação, indexação e
preparo para circulação.

Obrigatória

2015

Edgar Bisset Alvarez

Obrigatória

2015

Juliana Rabelo do Carmo

Representação Descritiva I

72

5º Semestre

Códigos e normas de catalogação. Programas de catalogação. Padrões
e formatos de descrição para intercâmbio. Catálogos. Representação
descritiva de livros, folhetos e folhas soltas impressas.

Representação Descritiva II

72

6º Semestre

Estudo teórico e prático dos pontos de acesso, segundo o AACR2R e
as novas regras vigentes de catalogação.

Obrigatória

2015

Laila Figueiredo di Pietro

Tratamento de multimeios

72

7º Semestre

Os diferentes suportes da informação. Caracterização e descrição dos
multimeios: aplicação de normas vigentes da catalogação descritiva e
escolha de pontos de acesso.

Obrigatória

2015

Edgar Bisset Alvarez

70

�Considerações sobre o mapeamento
Com este mapeamento, o GT-CAT busca contribuir para as discussões e as práticas de Catalogação, em especial, para o
entendimento de como a Catalogação se desenvolve no Brasil partindo-se dos temas tratados durante a formação profissional

em nível de graduação. Este mapeamento sinaliza também a inserção de temas da agenda internacional da Catalogação no
contexto brasileiro, auxilia na compreensão da formação profissional em Biblioteconomia, e fomenta o estabelecimento de redes
de contatos entre profissionais e docentes da Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Ainda que uma análise dos programas ou planos de ensino das disciplinas de Catalogação não esteja entre os objetivos
deste mapeamento, cabem nessas considerações breves comentários sobre os dados apresentados pelo GT-CAT.

71

�Considerações sobre o mapeamento
Nas últimas décadas, os instrumentos de catalogação, em especial os conjuntos de diretrizes e regras e os formatos ou
padrões, têm passado por processos de revisão e atualização decorrentes do cenário informacional em que as unidades de

informação estão inseridas. Assim, em resposta a esses processos, novos temas passam a integrar o conjunto de
conhecimentos daquilo que se entende por Catalogação. A cobertura desses temas pelo ensino na graduação é sinalizada pelas
ementas e nomenclaturas das disciplinas, que mencionam padrões de metadados, Functional Requirements for Bibliographic

Records (FRBR), Functional Requirements for Authority Data (FRAD), Functional Requirements for Subject Authority Data
(FRSAD), IFLA Library Reference Model (LRM), Resource Description and Access (RDA), BIBFRAME, etc. Cabe ressaltar que a
incorporação de novos temas é reflexo das revisões e atualizações dos PPP/PPC, motivo este que levou o GT-CAT a apresentar
também o ano da última utilização desses projetos.

72

�Considerações sobre o mapeamento
Em razão da dinâmica do corpo docente das IES, é provável que os docentes das disciplinas variem a cada fase ou período
do curso, de modo que, ocasionalmente, os nomes listados neste mapeamento deixem de estar envolvidos com o ensino da

Catalogação.
Essa dinâmica de variação do corpo docente, assim como da revisão e atualização dos PPP/PPC, demanda uma atualização
periódica do mapeamento. Nesse sentido, o GT-CAT pretende, como ação futura, seguir acompanhando as alterações nos
cursos de graduação e publicando edições atualizadas do mapeamento.

Grupo de Trabalho em Catalogação
Julho, 2020

73

�FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES
GRUPO DE TRABALHO EM CATALOGAÇÃO

Dúvidas ou comentários:

catalogacao@febab.org.br

�FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUIÇÕES
GRUPO DE TRABALHO EM CATALOGAÇÃO

Mapeamento do ensino de
catalogação no Brasil
Relatório 2020

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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                <text>Mapeamento do ensino de catalogação no Brasil: relatório 2020</text>
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                <text>Mapeamento realizado pelo Grupo de Trabalho em Catalogação da FEBAB (GT-CAT), indicando as Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras que possuem o curso de Biblioteconomia e o mapeamento dos docentes, disciplinas e as respectivas ementas relacionadas com a catalogação.</text>
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                    <text>As diretrizes para a catalogação na UNICAMP

Erica Cristina de Carvalho Mansur
Bibliotecária, Coordenadora da Divisão de Tratamento da Informação do Sistema
de Bibliotecas da Unicamp

�BREVE HISTÓRICO
• A Unicamp iniciou oficialmente suas atividades em 1962, desde então as bibliotecas tem sido ativas
junto a comunidade acadêmica
• Em 15/12/83, por meio da Portaria GR nº 358/83, foi aprovada a criação do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp (SBU). Sistema este atuante até hoje com 30 bibliotecas e 90 bibliotecários (mais seu corpo de
técnicos e demais colaboradores) distribuídos entre a Biblioteca Central e as Bibliotecas das Unidades
• A Divisão de Tratamento da Informação (DTRI) é subordinada ao SBU e trata de todo material
bibliográfico adquirido para a graduação, além das teses e dissertações, periódicos em papel e
materiais digitais, catalogando, indexando e tombando para o Sistema. A Divisão gerencia o Repositório
da Produção Cientifica e Intelectual da Unicamp e a Biblioteca Digital
• A DTRI é responsável pelos manuais e procedimentos de trabalho que orientam a catalogação no SBU.
São oferecidos treinamentos a todos os colaboradores das bibliotecas que atuam nas diversas frentes
assistidas pela DTRI

�POLÍTICA DE CATALOGAÇÃO
“Políticas Institucionais de Catalogação são diretrizes administrativas empregadas no processo de
catalogação para auxiliar diferentes catalogadores a tomarem decisões análogas a questões semelhantes”
• A UNICAMP não tem um documento formal que trata da “Política de Catalogação”
• Temos um GT de Catalogação que atua desde junho de 2007, onde trocamos informações e passamos
para nossos catalogadores as instruções necessárias para que possamos alinhar nosso trabalhado
visando a qualidade dos nossos registros para melhor atender aos nossos usuários
• Trabalhamos ao longo de todos estes anos com manuais. Durante muitos anos fizemos parte da rede
BIBBLIODATA e usamos o manual da FGV como nossa fonte principal de orientação. Com o passar do
tempo verificamos que o manual da rede não nos atendia mais, tínhamos a necessidade de um novo
“instrumento” que orientasse a catalogação no SBU com nossas especificidades institucionais, mas com
embasamento na AACR2 e formato MARC21

�MANUAIS DE CATALOGAÇÃO
• Em 2010 a equipe da DTRI redigiu o primeiro de uma série de Manuais para a Catalogação
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.1. Livros (versão revisada e ampliada)
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.2. Teses
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.3. Material Cartográfico
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.4. Partituras
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.5. Periódicos
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.6. Patentes (em construção)
Manual para entrada de dados no padrão AACR2 e formato Marc21: v.7. Imagem em movimento (em
construção)
Endereço para acesso: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/list.php?tid=662

�MANUAIS DE CATALOGAÇÃO
O Manual volume 1 traz todos os campos e descrições de forma
detalhada servindo de base para todos os outros. A partir da revisão
feita em 2015 inserimos algumas telas do nosso gerenciador de
bibliotecas (Sophia) para ilustrar e facilitar o trabalho do catalogador
A DTRI elaborou alguns guias sobre cooperação de registros, uso da tabela Cutter, catalogação
na fonte, etc. Buscando orientar os bibliotecários e técnicos de biblioteconomia nos diversos
processos que envolvem a catalogação

�AÇÕES FUTURAS
• A DTRI agora está iniciando os estudos e trabalhos para organizar a partir de nossos manuais e com
vistas no novo código RDA uma Política de Catalogação para o SBU, já que se faz extremamente
necessário para a mudança do AACR2 para o RDA

• A Política de Catalogação não extinguirá os manuais, ao contrário, serão “ferramentas” complementares
no auxilio aos catalogadores

• A DTRI/SBU tem a convicção que os “treinamentos” oferecidos as equipes são essenciais para
conseguirmos a excelência nos registros informacionais que oferecemos aos nossos usuários

�ALGUNS NÚMEROS DA UNICAMP
815.736

Títulos de obras catalogadas

1.949.412

10.668

Exemplares
inseridos na
base Acervus

Títulos de periódicos (papel)
catalogados
.

13.267

Artigos de periódicos catalogados
com qualidade no RI, e 83.827 para
serem trabalhados (retrospectivo de
1964 à 2013)
7

�Agradecimentos:

�CONTATO

Erica Cristina de Carvalho Mansur
E-mail: ericacc@unicamp.br
/in/ericamansur/

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&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
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E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Catalogação&#13;
Políticas de catalogação&#13;
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)&#13;
Manuais de catalogação</text>
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                <text>Aborda os manuais de trabalho utilizados na catalogação de diversos tipos de materiais no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
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                    <text>Procedimentos de
representação descritiva do
Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Goiás
Enderson Medeiros

�Sobre o SIBI-UFG
O SIBI-UFG é um órgão suplementar da Universidade
Federal de Goiás, oficialmente responsável por gerenciar
toda coleção bibliográfica de suporte físico e digital
acumulada entre as 10 (dez) bibliotecas que compõe o
sistema. Nesse âmbito, o SIBI-UFG possui a função de
direcionar políticas, técnicas e instrumentos que sejam
capazes de promover o acesso dos seus usuários as
informações que ele gerencia.

�Sobre o SIBI-UFG
O SIBI-UFG possui em seu corpo uma seção de trabalho
denominada Processamento Técnico que tem a finalidade de
planejar, coordenar e acompanhar a execução dos serviços de
processamento técnico informatizado, da representação
descritiva, classificação, indexação e preparo mecânico do
material informacional.

�Sobre o SIBI-UFG
É importante ressaltar que a seção de processamento técnico
do SIBI-UFG reúne parte da incumbência do saber e fazer
biblioteconômico que diz respeito ao tratamento da informação
de itens informacionais no âmbito do próprio sistema.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

Porque manual e não uma política de
catalogação??

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

A metodologia usada pelo SIBI-UFG para catalogação desde a
sua criação se pauta no domínio das técnicas
correspondentes a este Fazer que são provenientes de um
saber biblioteconômico. Ao Fazer atribuímos o exercício prático
da atividade que quando pensada e organizada pode
desenvolver instrumentos técnicos de maneira a facilitar,
melhorar e aperfeiçoar sua realização.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

Sumariamente então os critérios que pautam o saber e fazer do processo de catalogar
no SIBI-UFG, podem ser avaliados analiticamente como funções que são pensadas
como “técnicas”, ligadas mais a um trabalho instrumental, mecânico do que propriamente
um trabalho intelectual, reflexivo de organização do conhecimento. Deste modo, todas as
tarefas de catalogar, classificar, indexar e preparo mecânico do material informacional
acompanham uma lógica básica apontadas em regras e códigos da biblioteconomia.
Esta lógica de certa forma é a matriz do pensamento orientador que consubstancia e
fundamenta os instrumentos da catalogação no seu escopo técnico e prático.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

Assim, no âmbito do SIBI-UFG no que diz respeito a catalogação
a discussão para organização e métodos de trabalho
institucionalmente perpassa um processo coberto por normas e
padrões, em que essa estruturação é traduzida fundamentalmente
no fazer. Por isso a palavra de ordem do formato que sustentava a
queixa dos bibliotecários para catalogar era ausência de um
“manual de trabalho” detalhado da operação catalogação.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

O Manual de tomadas de decisão representação descritiva e temática
do Sistema de Bibliotecas da UFG foi criado para orientação dos
bibliotecários que trabalham na representação descritiva e orienta
também alguns procedimentos em relação a representação temática
especificamente a classificação. Deve ser utilizado juntamente com o
Manual de Atribuições da Seção de Processamento Técnico do SIBIUFG, Manual Política de Indexação do SIBI-UFG, AACR2 e CDU. O
SIBI-UFG usa impreterivelmente o formato MARC 21 atualizado
disposto no endereço https://www.loc.gov/marc/bibliographic/ para
representação descritiva e temática dos itens e AACR2 para
visualização de conferência técnica e apresentação aos usuários.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

A construção deste documento percorreu um
período de 2 (dois) anos (2017-2018)
estabelecidos em um planejamento que seguiu
as etapas de:

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

a)compreender atividade de catalogação
existente: Nesta etapa muito diálogo e escuta no
depoimentos de bibliotecários que realizavam a
tarefa há mais tempo. O objetivo foi anotar todas
peculiaridades do processo na visão de quem
realizava a tarefa.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

b)capacitação profissional : os diálogos entorno da
elaboração organizar sistematicamente a prática
profissional de catalogação no SIBI-UFG
perpassavam recorrentemente ações de capacitação
que retomariam abordagens e perspectivas práticas
e teóricas que coordenam o processo.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

c) reelaborar o saber e o fazer : O diálogo e empenho
em refletir e corrigir e atualizar o ato de catalogar no
SIBI-UFG auxiliado pelas diversas falas de especialistas
que estudaram sobre o tema,

trouxe um indicador

consensual entre toda a equipe da necessidade inadiável
de buscar meios de organizar sua prática profissional.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

Ainda sobre reelaborar o saber e fazer
Em relação especificamente ao processo de catalogação no SIBI-UFG percebeu-se que o campo do saber, se
desenvolveu e decorreu de um imperativo prático, do fazer de acordo com as regras. Assim, as ações que
orientam as atividades se desenvolveram com base na observação e na experiência empírica de pessoas que
realizam a função, isso dificultou a necessidade de pensá-las e refleti-las de maneira organizada e sistemática.
Eliane Mey (1995, p.[2]) relata que existe uma distância significativa entre a teoria e a prática no processo de
catalogação e que “os concursos abertos aos profissionais se volta, apenas, à prática e ao uso correto do
código, nem de leve sonhando com a teoria”. Em suma, podemos considerar que em termos concretos a
catalogação no SIBI-UFG estava associada a um conjunto de práticas tanto sociais como institucionais. Das
práticas sociais releva-se o saber e fazer dos procedimentos feitos e observados sem uma explicação registrada
sistematicamente. Do contexto institucional o peso conjectural da política interna e externa da instituição
mantenedora determinaram o planejamento idealizado a partir dos recursos possíveis existente

�Sobre o ato de catalogar no SIBI-UFG
No âmbito da realização da tarefa no ato de catalogar as premissas
norteadoras no SIBI-UFG que consubstanciam a catalogação são:
1)obediência rigorosa ao código e regras de catalogação da
biblioteconomia.
Primar pelo entendimento das regras bem como pela sua evolução,
clareza, objetividade e garantias que estas oferecem ao ato de catalogar.

�Sobre o ato de catalogar no SIBI-UFG
2)participação de todos atores envolvidos em realizar o procedimento de catalogação, e
todos usuários de seus

resultados pois, entendemos que a efetividade destas regras

depende de sua adaptação na filosofia institucional.
Esta segunda premissa envolve em ter um trabalho de representação descritiva
preocupado em:
a)que todos envolvidos diretamente com o trabalho de catalogar tenham participação e
acesso pleno na construção e compreensão das regras e do uso destas na catalogação;
b)que a orientação do ato de catalogar seja com vistas ao

processo de busca,

recuperação, acesso e arquivamento de informações. Nesse sentido, é de fundamental
importância que a representação descritiva seja intrinsicamente ligada e dependente de
todas atividades que envolvem o atendimento ao usuário.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

c)considerar retrospectivamente todo trabalho
de catalogação já realizado no SIBI-UFG
adaptando e corrigindo na possibilidade de
recursos disponíveis.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG
3)o ato de catalogar não é estagnado e exige do bibliotecário um exercício
constante de atualização e aprofundamento nos conhecimentos teóricos e
práticos da biblioteconomia.
No SIBI-UFG a atividade de catalogação é pensada e estruturada na
especialidade da função amparada no saber e fazer biblioteconômico que
abrange:
a)ter aptidão a atividade reconhecendo a natureza especializada do
trabalho, respeitando rigorosamente todo planejamento, orientações e
decisões que dizem respeito ao saber e fazer acumulado pela seção;
b)desenvolvimento constante de conhecimentos práticos e técnicos, na
busca pelo aprimoramento de sua atuação com vistas no equilíbrio funcional
de teoria e prática.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

No SIBI-UFG entende-se que o amplo saber e fazer do tratamento
informacional são apreendidos na formação profissional, mas a fidelidade
e a honestidade que o bibliotecário tem com esse conhecimento é
individual. Tradicionalmente, a divisão social do trabalho biblioteconômico
apresenta a ideia de que existem perfis profissionais indicando aptidão
para determinadas atividades. Assim, habitualmente a visão do
bibliotecário catalogador é ilustrada como um profissional concentrado,
normalista, criterioso e detalhista. É por esses qualificadores que a ideia
de catalogação no SIBI-UFG indica planejamento, rigor, coerência e
constância, implicando em métodos e técnicas de trabalho que buscam
eliminar da mesa de trabalho do catalogador a subjetividade.

�Manual de tomadas de decisão representação descritiva e
temática do Sistema de Bibliotecas da UFG

A subjetividade é um dos principais elementos há ser eliminados
na atividade de catalogar. Quando um bibliotecário catalogador
recorre constantemente à subjetividade ele corre o risco de ser
incoerente com sua equipe e com ele mesmo. É por conta deste
risco que se estabelece o contexto instrumental provenientes da
construção do saber e fazer biblioteconômico. Embora, as
orientações do saber biblioteconômico no que tange ao
tratamento da informação não sejam rígidas ao ponto de não ter
espaços parciais, elas formam um quadro de instrumentos que
amparam o fazer metodológico da catalogação.

�RESULTADOS DA IMPLEMENTAÇÃO
a)Registrar e tornar explicito

e consensuado entre toda equipe as tomadas de decisão para uso das regras de

descrição e classificação;
b)Selecionar perfis para o trabalho de tratamento da informação no escopo da equipe do SIBI-UFG : com a
implementação de treinamento e capacitação dos bibliotecários escalados para trabalhar na seção de processamento
técnico a partir de instrumentos palpáveis de trabalho tornou-se possível avaliar de forma objetiva a compatibilidade
entre pessoas e função designada, podendo ter indicadores para avaliar o potencial de performance e a aderência
dos profissionais tanto na dinâmica do trabalho como na cultura organizacional;
c)Descentralização da catalogação : Perpassa a ideia de que se todos profissionais envolvidos com a atividade de
catalogar, participantes de um mesmo sistema de biblioteca, que compartilham da mesma capacitação e obedecem
aos mesmos critérios, respeitam as mesmas orientações, não existiriam dificuldades pelo menos do ponto de vista do
saber e fazer registrado, para descentralizar o processo de catalogação.
d)Procedimento Operacional Padrão (POP): a constituição de um manual de instrução

detalhada de todas as

operações necessárias para a realização da catalogação, garantiu a padronização dos procedimentos e facilitou o
trabalho de todos que realizam a catalogação;

�RESULTADOS DA IMPLEMENTAÇÃO
Em síntese ao identificarmos uma ausência de procedimentos que registrem e expliquem
de modo sistemático as abordagens do saber e fazer no que tange ao tratamento da
informação, revelamos os problemas e impasses concernentes à organização da prática
profissional, retrato vulgar de uma realidade em que o bibliotecário muito faz e pouco
assinala. Contudo, ao adotarmos uma sistemática lógica e reflexiva do trabalho foi
possível juntos aperfeiçoar os processos e corrigir as incoerências de todas as
sequências que envolvem a catalogação além, de mantermos uma coerência e
consistência coletiva do que representa para o Sistema de Bibliotecas da UFG e para nós
mesmos o ato de catalogar. Isso corroborou significativamente para a necessidade de
aprender mais sobre catalogação rumo a implementação viável e justa de RDA.

�ALGUMA DÚVIDA?
Vamos conversar!!
enderson@ufg.br

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>Políticas de
catalogação
Dra Janaina Fialho
Professora do curso de Biblioteconomia e
Documentação da UFS e do mestrado profissional
em Gestão da Informação e do Conhecimento

�Definição de política e
manual de catalogação
ü Instrumento sintético, formal e explícito de

orientações que estabelecem diretrizes e limites de
ações para os catalogadores, auxiliando-os na tomada
de decisões (SILVA, 2009)

ü Já o manual apresenta a metodologia que deve ser

empregada, o detalhamento das ações (como fazer)

�Objetivos
ü Melhorar os serviços internos e externos
ü Favorecer a recuperação da informação
ü Colaborar para melhor intercâmbio de recursos
ü Aumentar a eficiência e economia do processo de

catalogação

�Pouca literatura

Escassa literatura
na Biblio e CI
(ESPÍNDOLA;
PEREIRA, 2018;
SOUSA, 2015)

�Elementos (Espíndola;
Pereira, 2018)
ü Denominação política
ü Objetivos e/ou

finalidades

ü Indicativo de

atualização ou revisão

ü Escopo
ü Definição de

prioridades

ü Nível de catalogação

ü Diretrizes de controle

de autoridades e pontos
de acesso

ü Redes de cooperação
ü Tecnologias

empregadas

ü Regras e instrumentos

utilizados

ü Responsabilidades

�Questões importantes/
desafios
ü ENSINO NA GRADUAÇÃO

ü CONTEXTO CONTEMPORÂNEO DA

REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA

�Ensino na graduação na
UFS
ü Guia para elaboração de política de catalogação (em

construção)- Representação Descritiva I e II
ü Disciplina: Políticas de informação
ü Disciplina: Linguagens de Indexação II
ü Disciplina: Preservação e Conservação de

Documentos
ü Disciplina: Desenvolvimento de Coleções-

importância das políticas internas na biblioteca

��Instituições
v BN- Biblioteca Nacional

https://www.bn.gov.br/sobre-bn/competenciasatividades/processamento-tecnico
v Universidade de Yale

https://web.library.yale.edu/cataloging/serials/seriesmpm-cataloging/pt1
v Library of Congress (Departamento de Políticas e

Padrões) https://www.loc.gov/aba/cataloging/tools/

�BN
Caminho do Livro

Elementos
v

Recebimento

v

Descrição bibliográfica

v

Registro patrimonial

v

Tratamento temático e
controle de qualidade

v

Classificação e indexação

v

Terminologia

v

Armazenamento

�BN
Manual de Gestão Documental
v

Elementos
Objetivos

v Responsabilidades
v Processos de gestão

documental
v Instrumentos de gestão

documental
v Protocolo

�Yale

�Yale
Yale Library

Procedimentos
v Procedimentos gerais

v Registros bibliográficos

(RDA, Marc)

�LC Cataloging Police and
Practice

Ferramentas

Cabeçalhos
de assunto

Autoridades

Siatema de
Classificação
da Biblioteca
do Congresso

�LC
Política de Catalogação- Metadados para literatura infanto-juvenil
CYAC- Programa de Catalogação de Recursos para Crianças e Jovens

�Estatísticas do setor

Os feitos importantes
dos funcionários
Correções de erros
nas bases de dados

Regras para a catalogação
descritiva

Relatório

Atualização da
documentação utilizada
na catalogação, incluindo
o FRBR

Novas diretrizes para
os metadados

Eventos, publicações,
premiações da equipe

�Para pensarmos juntos
v Conhecer e compartilhar as boas práticas

(publicidade)
v Dar visibilidade ao tema na formação dos

bibliotecários e nos eventos da área
v Repensar as práticas no contexto dinâmico da

produção, tratamento e recuperação da informação

�Referências

CAMINHO do livro. Disponível em: https://www.bn.gov.br/caminho-livro. Acesso
em: 22 jun. 2020.
CATALOGING and Acquisitions. Disponível em: https://www.loc.gov/aba/ .
Acesso: 24 jun. 2020.
CHILDREN’S and Young’s Adults’ Cataloging Program (CYAC). Disponível em:
https://www.loc.gov/aba/cyac/index.html. Acesso em: 22 jun. 2020.
ESPÍNDOLA, Priscilla Lüdtke; PEREIRA, Ana Maria. Proposta de um modelo para
políticas instituicionais de catalogação, Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v. 23, n. 1, p. 142-160, dez./mar., 2018.
MANUAL de gestão documenttal. Disponível em:
https://www.bn.gov.br/sites/default/files/documentos/institucionais/demaisdocumentos-institucionais/manual-gestao-documental-3316.pdf. Acesso em: 22 jun.
2020.
SOUZA, Brisa Pozzi de. Políticas para representação descritiva: ponderações para
discussão, Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 11,
n. especial, p. 238-254, 2015.

�Obrigada!!!
jajafialho@gmail.com

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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Políticas de catalogação&#13;
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                <text>Aborda o conceito e os objetivos de uma política de catalogação. Apresenta exemplos da Biblioteca Nacional (BN), Universidade de Yale e Library of Congress.</text>
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FEBAB</text>
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                    <text>O QUE SÃO E PARA QUE
SERVEM OS Princípios
Internacionais de
Catalogação?

Gerlaine Braga
Bibliotecária no IBGE.
Bacharel em Biblioteconomia e mestranda no
Programa de Pós-Graduação em
Biblioteconomia (Mestrado Profissional) da
UNIRIO.

25.05.2020

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

CATÁLOGOS!

“Em síntese, pode-se dizer que os catálogos veiculam
as mensagens elaboradas pela catalogação,
permitindo aos usuários encontrar os registros do
conhecimento de seu interesse e permitindo aos
registros do conhecimento encontrar seus usuários”.
(MEY; SILVEIRA, 2009, p. 13)

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[CONTEXTUALIZANDO]

[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras locais – séc. XIX]

[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras locais – séc. XIX]

PANIZZI - 1841
[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras locais – séc. XIX]

[ icp ]

�OBJETIVOS DO CATÁLOGO // Cutter - 1876
1. permitir que uma pessoa encontre um livro do qual conhece:
A – O autor
B – O título
C – O assunto
2. mostrar o que a biblioteca tem:
D – de um determinado autor
E – de um determinado assunto
F – de uma determinada espécie de literatura
3. ajudar na escolha de um livro:
G – com respeito à sua edição
H – com respeito a seu caráter (literário ou tópico) (FIUZA, 1987, p. 48-49).
[ icp ]

�OBJETIVOS DO CATÁLOGO // Cutter - 1876
1. permitir que uma pessoa encontre um livro do qual conhece:
A – O autor
B – O título
C – O assunto
2. mostrar o que a biblioteca tem:
D – de um determinado autor
E – de um determinado assunto
F – de uma determinada espécie de literatura
3. ajudar na escolha de um livro:
G – com respeito à sua edição
H – com respeito a seu caráter (literário ou tópico) (FIUZA, 1987, p. 48-49).

Como???
A e D - entradas de autor, com as remissivas necessárias;
B - entradas de título ou referências ao título (entradas principais ou secundárias);
C e E - entradas de assunto, referências cruzadas;
[ icp ]

�OBJETIVOS DO CATÁLOGO // Cutter - 1876
1. permitir que uma pessoa encontre um livro do qual conhece:
A – O autor
B – O título
C – O assunto
2. mostrar o que a biblioteca tem:
D – de um determinado autor
E – de um determinado assunto
F – de uma determinada espécie de literatura
3. ajudar na escolha de um livro:
G – com respeito à sua edição
H – com respeito a seu caráter (literário ou tópico) (FIUZA, 1987, p. 48-49).

Como???
F - entrada de forma e língua;
G - transcrição da edição e imprenta, com notas, quando necessário;
H - notas especiais (FIUZA, 1987).
[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras nacionais – séc. XX]

[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras nacionais – séc. XX]

Sim! Eu mesmo!

[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras nacionais – séc. XX]

RANGANATHAN
Theory of library catalogue. - 1938.
Heading and canons: comparative
study of five catalogue codes. - 1955.
[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras nacionais – séc. XX]

(MEY, 1987, p. 32)

Heading and canons: comparative
study of five catalogue codes. - 1955.

[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras nacionais – séc. XX]

Seymour LUBETZKY

[ icp ]

�[TEÓRICOS]
[regras nacionais – séc. XX]

Eva Verona
“Livro de regras e manual para criar
catálogos alfabéticos” (PPIAK)
*Croácia, Eslovênia e Macedônia*

[ icp ]

�[regras nacionais]

Alemanha

Espanha

Itália

[ icp ]

�[ACORDO]
[regras nacionais – séc. XX]

Para que um acordo?
para o alcance do controle bibliográfico
universal, que consiste em reunir e tornar
disponíveis os registros da produção
bibliográfica de todos os países, constituindo
assim o conjunto do conhecimento universal
(CAMPELLO, 2006).
[ icp ]

�[ACORDO]
[regras nacionais – séc. XX]

Edifício das Conferências da UNESCO
Paris
9 a 18 de outubro de 1961
Conferência Internacional de Catalogação
[ icp ]

�[ACORDO]
[regras nacionais – séc. XX]

[ icp ]

�[ACORDO]
[regras nacionais – séc. XX]

O QUE É UM PRINCÍPIO?
uma lei geral que explica o funcionamento da natureza;
leis universais do pensamento, como em lógica, por exemplo;
causas primeiras, fundamentos do conhecimento;
preceito moral, norma de ação que determina a conduta humana, à
qual os indivíduos devem obedecer.
(JAPIASSÚ; MARCONDES, 2008).

[ icp ]

�1. Escopo
2. Funções do catálogo
3. Estrutura do catálogo
4. Tipos de entrada
5. Uso de entradas múltiplas
6. Funções dos diferentes tipos
de entrada
7. Escolha do cabeçalho uniforme
8. Autor individual
9. Entrada por entidade coletiva
10. Autoria múltipla
11. Obras que entram pelo título
12. Palavra de entrada para
nomes pessoais

[ icp ]

�1. Escopo
2. Funções do catálogo
3. Estrutura do catálogo
4. Tipos de entrada
5. Uso de entradas múltiplas
6. Funções dos diferentes tipos
de entrada
7. Escolha do cabeçalho uniforme
8. Autor individual
9. Entrada por entidade coletiva
10. Autoria múltipla
11. Obras que entram pelo título
12. Palavra de entrada para
nomes pessoais

[ icp ]

�(CONFERÊNCIA…, 1963)

[ icp ]

�(CONFERÊNCIA…, 1963)
[ icp ]

�[como???]

(CONFERÊNCIA…, 1963)

[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/269160515201920637/. Acesso em: 24 maio 2020.

[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/pubs/ifla_n
ames_of_persons_brazil_2016.pdf. Acesso em: 24
maio 2020.

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�E a descrição
bibliográfica?

[ISBD - 1969//1974]

[ icp ]

�E a descrição
bibliográfica?

[ISBD - 1969]

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�E a descrição
bibliográfica?

[ISBD - 1969]

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�E a descrição
bibliográfica?

[ISBD - 1969]

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�VIAF - http://viaf.org/
[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[REFORMULAÇÃO]
[regras nacionais – após acordo]

(COYLE, 2017)

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[MUDANÇA DE CENÁRIO]

(COYLE, 2017)

[ icp ]

�[FRBR – 1990 // 1998]

[FRAD - 2009]

[MUDANÇA DE CENÁRIO]

[ icp ]

�[TEÓRICOS]

Elaine SVENONIUS
[MUDANÇA DE CENÁRIO]

[ icp ]

�[Em 2001, 40 anos após os Princípios
de Paris] Natalia N. Kasparova, IFLA
Cataloguing Section, proposed the
convening of an international conference
to discuss the Principles in the light of
the significant changes which had taken
place in the cataloguing environment.
The idea was taken up by the IFLA
Cataloguing Section, the IFLA National
Libraries Section and the Deutsche
Bibliothek, which decided to organize a
series of meetings between 2003 and
2007 (GENESTASIO, 2012, p. 1).
[MUDANÇA DE CENÁRIO]

[ icp ]

�FRANKFURT,
2003
BUENOS AIRES,
2004
CAIRO,
2005
SEUL,
2006
PRETÓRIA,
2007

IFLA Meetings of Experts on an International Cataloguing Code (IME ICC)

[ icp ]

�[2009]

[ icp ]

�[2009]

[ icp ]

�[2009]

[ icp ]

�[novidade]

[ icp ]

�[novidade]

1. Conveniência do usuário;
2. Uso comum;
3. Representação;
4. Exatidão;
5. Suficiência e necessidade;
6. Significância;
7. Economia;
8. Consistência e normalização;
9. Integração.
[ icp ]

�[2009]

[ icp ]

�[2009]

SVENONIUS

[ icp ]

�[2009]

[ icp ]

�[como???]




Pontos de acesso essenciais;
Pontos de acesso adicionais.

[ icp ]

�[FRSAD - 2010]

[LRM – 2010 // 2017]

[nova MUDANÇA DE CENÁRIO]

[ icp ]

�[2016]

[ icp ]

�[2016]

[ icp ]

�[2016]

[ icp ]

�[novidade]

1. Conveniência do usuário;
2. Uso comum;
3. Representação;
4. Precisão;
5. Suficiência e necessidade;
6. Significação;

[ icp ]

�[novidade]

7. Economia;
8. Coerência e normalização;
9. Integração;

10. Interoperabilidade;
11. Abertura;
12. Acessibilidade;
13. Racionalidade.

[ icp ]

�[2016]

Agente??

[ icp ]

�[2016]

[ icp ]

�[como???]




Pontos de acesso essenciais;
Pontos de acesso adicionais.

[ icp ]

�[APLICAÇÃO - terminologia]
Princípios de Paris (1961)

Declaração (2009)

Declaração (2016)

Entrada principal

Ponto de acesso

Ponto de acesso

Entrada secundária

Ponto de acesso adicional

Ponto de acesso adicional

Livros

Recursos bibliográficos

Recursos bibliográficos

Autores

Criadores

Criadores

Ficha catalográfica

Registros bibliográficos

Dados bibliográficos

Ficha catalográfica

Registros de autoridade

Dados de autoridade

Obra, edição

Obra, expressão, manifestação e item

Obra, expressão, manifestação e
item

Assunto

Conceito, evento, objeto, lugar

Thema

Unidade bibliográfica

Manifestação

Manifestação

Título uniforme

Forma autorizada do nome

Forma autorizada do nome

Referência (remissiva)

Forma variante do nome

Forma variante do nome

-

Tipo de conteúdo

Forma do conteúdo

[ icp ]

�[regras internacionais – séc XXI]
Na WLIC de 2012, a Seção de Catalogação, discutiu se os Princípios deveriam
ou não ser expandidos para um código internacional de catalogação.
Pontos negativos:










a falta de recursos;
o fator tempo (levando em consideração que a Declaração de 2009 levou
seis anos de discussões e contribuições para ser publicada);
timing;
considerou que a ISBD por si mesma é o código internacional. Em si, ou
incorporada em outros códigos;
admitindo a segunda edição do AACR (AACR2) como o mais usado
internacionalmente, acreditam que o RDA (que recebeu contribuições de
diversos membros da Seção de Catalogação) é promissor e poderá ser
ainda mais adotado do que o AACR2 (IFLA, 2012).
[APLICAÇÃO]

[ icp ]

�[regras internacionais – séc XXI]
“Os Princípios Internacionais de Catalogação [...] e a RDA foram
desenvolvidos e redigidos ao longo do mesmo período de tempo. O Joint
Sterring Committee monitorou criteriosamente o desenvolvimento dos
[princípios] e manteve a RDA em harmonia com esses princípios”
(OLIVER, 2011, p. 12).

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[regras internacionais – séc XXI]
Biswas (2015), faz uma análise
comparativa entre algumas instruções
do RDA e a aplicação dos princípios que
o próprio código lista no início de sua
estrutura, identificando também a
aplicação os princípios (canons) da teoria
de Ranganathan às instruções
selecionadas. O autor o faz com o
objetivo de demonstrar que os princípios
listados pelo RDA podem não ser
suficientes para auxiliar a tomada de
decisão do catalogador, à qual o código
dá abertura, sendo assim útil um retorno
aos princípios estabelecidos por
Ranganathan.

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[regras internacionais – séc XXI]

[APLICAÇÃO]
[ icp ]

�[APLICAÇÃO]

Afinal, para que servem?

IFLA, 1961, 2009, 2016

“Os princípios aqui
estabelecidos foram pensados
para orientar o
desenvolvimento dos
códigos de catalogação e as
decisões dos
catalogadores” (IFLA, 2016,
p. 5, tradução nossa).
[ icp ]

�[explore você mesmo]

https://www.ifla.org/publications/node/11015

[ icp ]

�gerlaine.rocha@gmail.com

[ icp ]

�REFERÊNCIAS
BISWAS, S. Reflections of Ranganathan’s normative principles of cataloging in RDA. Cataloging &amp; Classification
Quarterly, Filadélfia, v. 53, n. 8, p. 948-963, 2015. DOI: 10.1080/01639374.2015.1057885. Disponível em:
https://doi.org/10.1080/01639374.2015.1057885. Acesso em: 16 maio 2020.
CATALOGUE of printed books in the British Museum. Londres: British Museum, 1841. v. 1. Disponível em:
https://books.google.com.br/books?
id=OThAAAAAYAAJ&amp;printsec=frontcover&amp;source=gbs_book_other_versions_r&amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;q&amp;f=false.
Acesso em: 08 maio 2020.
CAMPELLO, B. Introdução ao controle bibliográfico. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2006.
CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., rev. 2002. São Paulo: FEBAB, 2005. Tradução para a língua
portuguesa sob a responsabilidade da FEBAB.
CONFERÊNCIA Internacional de Catalogação: relatório oficial preliminar. Traduzido por Maria Luisa Monteiro da Cunha.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 4., 1963, Fortaleza. [Anais …]. [Fortaleza]:
[s. n.], 1963. Disponível em: http://repositorio.febab.org.br/items/show/558. Acesso em: 13 abr. 2020.
COYLE, K. Creating the Catalog, Before and After FRBR. México, 2017. Disponível em:
http://kcoyle.net/mexico.html. Acesso em: 24 maio 2020.
CREIDER, L. S. A Comparison of the Paris Principles and the International Cataloguing Principles. Cataloging &amp;
Classification Quarterly, Filadélfia, v. 47, n. 6, p. 583-599, 2009. DOI:
https://doi.org/10.1080/01639370902946270. Disponível em:
https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01639370902946270?scroll=top&amp;needAccess=true. Acesso em: 30 out.
2019.

�REFERÊNCIAS
CUNHA, M. L. M. da. Novas tendências de normalização dos trabalhos de catalogação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 4., 1963, Fortaleza. [Anais …]. [Fortaleza]: [s. n.], 1963. Disponível em:
http://repositorio.febab.org.br/items/show/560. Acesso em: 13 abr. 2020.
FIUZA, M. M. A catalogação bibliográfica até o advento das novas tecnologias. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo
Horizonte, v. 16, n. 1, p. 43-53, mar. 1987. Disponível em:
https://www.brapci.inf.br/index.php/article/download/13735. Acesso em: 19 maio 2020.
GENESTASIO, G. The International Cataloguing Principles and their future. JLIS.it, Macerata, v. 3, n. 1, giu./june 2012.
DOI: 10.4403/jlis.it-4936. Disponível em: https://www.jlis.it/article/view/4936. Acesso em: 19 maio 2020.
GUERRINI, M. In praise of the un-finished: the IFLA Statement of International Cataloguing Principles (2009).
Cataloging &amp; Classification Quarterly, Filadélfia, v. 47, n. 8, p. 722-740, 2009. DOI:
10.1080/01639370903206906. Disponível em: https://doi.org/10.1080/01639370903206906. Acesso em: 16 maio
2020.
IFLA. Cataloguing Section, Standing Committee. In: IFLA WORLD LIBRARY AND INFORMATION CONGRESS, 2012; IFLA
GENERAL CONFERENCE, 78., 2012, Helsinki. Minutes of Meetings [...]. [Den Haag]: IFLA, 2012. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/reports/meeting_2012.pdf. Acesso em: 06 ago. 2019.
IFLA. Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (PIC). Haia: IFLA, 2018. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/icp/icp_2016-pt.pdf. Acesso em: 29 maio 2019. Tradução para o
português sob a responsabilidade de Marcelo Votto Texeira e revisado por Jorge Moisés Kroll do Prado (Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial do estado de Santa Catarina).

�REFERÊNCIAS
IFLA. Functional Requirements for Bibliographic Records: final report. The Hague: IFLA, 1998. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr/frbr_2008.pdf. Acesso em: 25 mar. 2018. Aprovado pelo Standing
Committee of the IFLA Section on Cataloguing em setembro de 1997, alterado e corrigido até fevereiro de 2009.
IFLA. Functional Requirements for Subject Authority Data (FRSAD): a conceptual model. [The Hague]: IFLA,
2010. Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/classification-and-indexing/functional-requirements-for-subjectauthority-data/frsad-final-report.pdf. Acesso em: 14 abr. 2020.
IFLA. IFLA Library Reference Model: a conceptual model for bibliographic information. Den Haag: IFLA, 2017a.
Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august-2017_rev201712.pdf. Acesso em:
29 maio 2019.
IFLA. ISBD International Standard Bibliographic Description: consolidated edition. [Den Haag]: IFLA, 2011b.
Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/isbd/isbd-cons_20110321.pdf. Acesso em: 08 jun. 2019.
IFLA. Modelo de Referencia Bibliotecaria de la IFLA: modelo conceptual para la información bibliográfica. Den
Haag: IFLA, 2017b. Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr-lrm/ifla-lrm-august2017_rev201712-es.pdf. Acesso em: 29 maio 2019. Traducción al español, realizada por la Subdirección Traducciones
de la Biblioteca del Congreso de la Nación Argentina.
IFLA. Requisitos Funcionales de los Datos de Autoridad (FRAD): un modelo conceptual. Traduzido pela
Comissão de Tradução da Biblioteca Nacional da Espanha. [Madrid] : Biblioteca Nacional de España, IFLA, 2009a.
Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frad/frad_2009-es.pdf. Acesso em: 14 abr. 2020.

�REFERÊNCIAS
IFLA. Requisitos Funcionales de los Registros Bibliográficos: informe final. Tradução de Xavier Agenjo y María
Luisa Martínez-Conde. [Madrid] : Ministerio de Cultura, 2004. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/frbr/frbr-es.pdf. Acesso em: 14 abr. 2020.
IFLA. Statement of International Cataloguing Principles (ICP). Den Haag: IFLA, 2016b. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/icp/icp_2016-en.pdf. Acesso em: 25 jan. 2019. Edição com pequenas
revisões em 2017.
IFLA. Statement of International Cataloguing Principles (ICP) 2016. [Den Haag]: IFLA, 2019. Disponível em:
https://www.ifla.org/publications/node/11015. Acesso em: 18 maio 2020.
IFLA. Statement of Principles: adopted by The International Conference on Cataloguing Principles. Paris: IFLA,
1961. Disponível em:
https://www.ifla.org/files/assets/cataloguing/IMEICC/IMEICC1/statement_principles_paris_1961.pdf. Acesso em: 30 out.
2019.
JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário básico de filosofia. São Paulo: Zahar, 2008.
MEY, E. S. A. Catalogação e descrição bibliográfica: contribuições a uma teoria. Brasília: Associação dos
Bibliotecários do Distrito Federal, 1987.
MEY, E. S. A.; SILVEIRA, N. C. Catalogação no plural. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2009.
OLIVER, C. Introdução à RDA. Tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
2011.

�REFERÊNCIAS
PIEDADE, M. A. R. A catalogação dos autores brasileiros e portuguêses. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 3., 1961, Curitiba. [Anais …]. [Curitiba]: [s. n.], 1961. Disponível em:
http://repositorio.febab.org.br/items/show/543. Acesso em: 13 abr. 2020.
RANGANATHAN, S. R. Theory of library catalogue. Madras: The Madras Library Association; Londres: Edward
Goldston LTD., 1938.
SVENONIUS, E. The intellectual foundation of information organization. Cambridge, London: The MIT Press,
2009.
TILLETT, B. B. Resultados de las comparaciones del código. In: PRINCIPIOS de catalogación de IFLA: pasos hacia un
código internacional de catalogación. Madri: Ministerio de Cultura, 2004. (Serie de IFLA sobre Control Bibliográfico, v.
26). Disponível em: https://sede.educacion.gob.es/publiventa/d/12438C/19/1. Acesso em: 19 maio 2020.
VIOLETA BERTOLINI, M. Novedades de catalogación desde la ciudad de los Leones y una primera experiencia en el
Comité Permanente de Catalogación de la IFLA. In: ENCUENTRO NACIONAL DE CATALOGADORES: tendências em la
organización y tratamento de la información, 4., 2013, Buenos Aires. [Conferência] [...]. Buenos Aires: [Biblioteca
Nacional Mariano Moreno de la República], 2013. Disponível em:
https://www.bn.gov.ar/resources/conferences/pdfs/BertoliniMV_ponencia.pdf. Acesso em: 30 out. 2019.

�O QUE SÃO E PARA QUE
SERVEM OS Princípios
Internacionais de
Catalogação?

Gerlaine Braga
gerlaine.rocha@gmail.com

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Grupo de Trabalho - Catalogação</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="70245">
                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>O que são e para que servem os Princípios Internacionais de Catalogação</text>
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                <text>Representação Descritiva&#13;
Catálogos&#13;
Princípios Internacionais de Catalogação&#13;
ICP</text>
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                <text>Recurso de apoio visual (slides) da palestra "O que são e para que servem os Princípios Internacionais de Catalogação?" veiculada no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=jiTkv4-_QCA) no dia 25/05/2020 às 15h, como uma ação do Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT) da FEBAB. A palestra abordou os Princípios Internacionais de Catalogação (ICP) em suas três versões (1961, 2009, 2016), destacando as influências teóricas sob os ICP, suas principais mudanças, sua contextualização no tempo e exemplificou algumas aplicações práticas.</text>
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FEBAB</text>
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                    <text>Eu ainda preciso aprender

AACR2 e MARC 21?
Fabrício Silva Assumpção

UFSC / Biblioteca Universitária
assumpcao.f@gmail.com | fabricioassumpcao.com
27 de abril de 2020
Apresentação online: youtube.com/watch?v=5NLOwSfHsWo

1 / 18

�Sinto muito… Talvez você ainda precise!
Os esforços para a utilização de novos instrumentos
demandam o conhecimento dos instrumentos já em uso.
–

Esqueçe esse negócio de AACR2… agora a moda é RDA!

–

Que bom! Eu odeio o AACR2!
Sistemas

Intercâmbio

Migrações
2 / 18

�O que aprender?
Quais são os campos, subcampos, regras e exceções.
Como os dados estão organizados e relacionados, como são
processados pelo sistema e recuperados pelos usuários.
Atividades de catalogação envolvem processos de criação e
gestão de representações a partir de princípios e objetivos
específicos.
3 / 18

�Sistemas / catálogos atuais
De modo geral, os sistemas atuais estão baseados no
“modelo” do AACR2/MARC 21. O conhecimento acerca
desses instrumentos possibilita a melhor compreensão
e uso dos sistemas atuais.
–

Você sabe qual é o comportamento do seu sistema em
relação às remissivas “Ver”?

–

As demandas dos clientes impulsionam as mudanças?
4 / 18

�Compartilhamento de dados
Para reutilizar dados criados por outras instituições é
necessário compreender os instrumentos utilizados por
elas.
–

Hoje, ao importar um registro da LC, o que você faz com os
campos 010 e 035?

–

Amanhã, quando você estiver utilizando o RDA, deixará de
aproveitar os registros criados com o AACR2?
5 / 18

�Migração para novas regras / instruções
Para avaliar as possibilidades trazidas pelo RDA é necessário
conhecer o AACR2.
–

O RDA é melhor que o AACR2? Devo começar a usar o RDA?

–

Os relacionamentos entre os registros são uma grande
novidade! Amei!

–

Como garantir a coexistência de dados criados com o AACR2
e com o RDA?
6 / 18

�Migração para novos padrões de metadados
Necessidade (1) de aproveitar dados de formatos legados
e (2) de interoperar/conversar com os sistemas que
continuarem utilizando MARC 21.
–

Eu nem sei qual a utilidade desta informação no MARC
21…

–

Também não sei… joga tudo naquele metadado de nota.

–

Acho que isso não vai fazer faltar… vou descartar!
7 / 18

�fabricioassumpcao.com/guia-de-estudo
8 / 18

�9 / 18

�Três competências:
1) Saber o porquê do fazer;
2) Saber fazer;
3) Saber avaliar o que foi feito.

10 / 18

�O que mais preciso aprender?
Aproveite a quarentena para ler a
Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação!
“Novos” conceitos
–

Linked Data, URI, etc.

“Novos” instrumentos
–

LRM, BIBFRAME, RDA, etc.
11 / 18

�Algumas leituras…
RDA no Brasil
–

Anais do I Encontro de RDA no Brasil rdanobrasil.org

–

Bibliografia Brasileira sobre RDA
fabricioassumpcao.com/bibliografia-rda
12 / 18

�Algumas leituras…
RDA e registros de autoridade
–

ASSUMPÇÃO, F. S.; SANTOS, P. L. V. A. da C. A utilização do Resource Description and Access (RDA) na
criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas. Encontros Bibli,
Florianópolis, v. 18, n. 37, p. 203-226, 2013. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5007/1518-2924.2013v18n37p203 . Acesso em: 27 abr. 2020.

–

HUBNER, M. L. F.; TEIXEIRA, M. V.; BAPTISTA, M. M. O RDA no controle de autoridades do Sistema de
Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul. Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e
perspectivas. v. 4, n. 2, 2017. Disponível em:
https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistarbu/article/view/3119. Acesso em: 27 abr. 2020.

–

SILVA, F. R.; SOARES, U. G. Registros de autoridades em RDA na Universidade Federal de Juiz de Fora: o
controle de autoridades pessoais do corpo docente da instituição. ENCONTRO DE RDA NO BRASIL, 1.,
2019, Florianópolis. Anais do […]. Florianópolis: Editora da UDESC, 2019. Disponível em:
http://rdanobrasil.org/anais-2019. Acesso em: 27 abr. 2020.
13 / 18

�Algumas leituras…
IFLA Library Reference Model (LRM)
–

https://www.ifla.org/publications/node/11412

–

PADRON, M. F.; CRUZ, F. W.; SILVA, J. R. F. Modelos conceituais na
ciência da informação: uma revisão de literatura. In: Encontro Nacional
de Pesquisa em Ciência da Informação, 19, 2018. Anais […] Disponível
em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/102388. Acesso em: 29 abr.
2020.

14 / 18

�Algumas leituras…
Críticas aos Formatos MARC 21
–

SERRA, L. G. O formato MARC e o RDA: tempos de mudanças? In: ENCONTRO
INTERNACIONAL DE CATALOGADORES, 9., 2013, Rio de Janeiro; ENCONTRO
NACIONAL DE CATALOGADORES, 2., 2013, Rio de Janeiro. Anais do […]. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2013. Disponível em:
http://www.telescopium.ufscar.br/index.php/eic-enacat/eic-enacat/paper/view/13.
Acesso em: 27 abr. 2020.

–

ASSUMPÇÃO, F. S.; SANTOS, P. L. V. A. da C. Representação no domínio bibliográfico:
um olhar sobre os Formatos MARC 21. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 20, n.
1, p. 54-74, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-5344/2054. Acesso em: 27
abr. 2020.
15 / 18

�Algumas leituras…
Linked Data / Web Semântica / URI / RDF
–

MARCONDES, C. H. “Linked data” – dados interligados - e interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus na web.
Encontros Bibli, Florianópolis, v. 17, n. 34, p. 171-192, 2012. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5007/1518-2924.2012v17n34p171. Acesso em: 27 abr. 2020.

–

SERRA, L. G.; SANTAREM SEGUNDO, J. E. O catálogo da biblioteca e o linked data. Em Questão, Porto Alegre, v. 23, n. 2, p.
167-185, maio/ago. 2017. Disponível em: http://dx.doi.org/10.19132/1808-5245232.167-185. Acesso em: 27 abr. 2020.

–

FERREIRA, J. A.; SANTOS, P. L. V. A. da C. O modelo de dados Resource Description Framework (RDF) e o seu papel na
descrição de recursos. Informação &amp; Sociedade: estudos, v. 23, n. 2, p. 13-23, 2013. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.6084/m9.figshare.1116375. Acesso em: 27 abr. 2020.

–

ASSUMPÇÃO, F. S.; SANTOS, P. L. V. A. da C. Linked Data no domínio bibliográfico: vocabulários para a publicação de
dados de autoridade. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DADOS, TECNOLOGIA E INFORMAÇÃO, 3., 2016, Marília. Anais
[…]. Marília: UNESP, 2016. p. 515-536. Disponível em:
https://fabricioassumpcao.com/blog/wp-content/uploads/2019/12/vocabularios-para-publicacao-dados-de-autoridade-linkeddata.pdf
Acesso em: 27 abr. 2020.

–

SERRA, L. G. Cadastro de Identificadores de Autoridades no SophiA Biblioteca. Palestra online. 2020. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=mECDSh5VCH8. Acesso em: 27 abr. 2020.

16 / 18

�Algumas leituras…
BIBFRAME
–

ARAKAKI, F. A.; GALEFFI, L. F.; ALVES, R. C. V.; SANTOS, P. L. V. A. C. Bibframe: tendência
para a representação bibliográfica na web. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, v. 13, p. 2231-2249, 2017. Disponível em:
http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/3416. Acesso em: 27 abr. 2020.

–

RAMALHO, R. A. S. BIBFRAME: modelo de dados interligados para bibliotecas. Informação &amp;
Sociedade, Londrina, v. 21, n. 2, p. 292-306, 2016. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2016v21n2p292. Acesso em: 27 abr. 2020.

–

SILVA, L. C. da et al. O código RDA e a iniciativa BIBFRAME: tendências da representação da
informação no domínio bibliográfico. Em Questão, Porto Alegre, v. 23, n. 3, p. 131-157, set./dez.
2017. Disponível em: https://doi.org/10.19132/1808-5245233.130-156. Acesso em: 27 abr. 2020.
17 / 18

�Obrigado!
Fabrício Silva Assumpção

UFSC / Biblioteca Universitária
assumpcao.f@gmail.com | fabricioassumpcao.com
27 de abril de 2020
Apresentação online: youtube.com/watch?v=5NLOwSfHsWo

18 / 18

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Eu ainda preciso aprender AACR2 e MARC 21?</text>
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                <text>Catalogação&#13;
Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2)&#13;
Formatos MARC 21</text>
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                <text>Aborda a necessidade do conhecimento dos instrumentos de representação utilizados atualmente nas atividades de catalogação, em especial, o AACR2 e os Formatos MARC 21. Discute a importância desse conhecimento considerando a situação dos catálogos e sistemas de gerenciamento de bibliotecas atuais, do compartilhamento de dados entre as instituições e da migração para novos conjuntos de regras e padrões de metadados, tais como RDA e BIBFRAME. Conclui com a indicação de materiais para leitura e estudo. Palestra realizada online: https://www.youtube.com/watch?v=5NLOwSfHsWo</text>
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                <text>Assumpção, Fabrício Silva</text>
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                    <text>�Desenvolvimento

Colaboração

Ações

�▪ De onde veio a criação do GT-CAT?
▪ Grupo ou Comissão?
▪ Objetivo do GT-CAT?
▪ A quem pertence o GT-CAT?

Desenvolvimento

�▪ A quem pertence o GT-CAT?
Fundada há quase 60, trabalha em duas ações
principais: o advocacy por mais e melhores
bibliotecas e no desenvolvimento dos
profissionais que atuam nestes espaços.
(www.febab.org.br)

Desenvolvimento

�▪ A quem pertence o GT-CAT?
Integra as associações existentes nos Estados do país

(Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato
Grosso

do

Sul,

Minas

Gerais,

Pará,

Paraíba,

Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro (REDARTE), Rio

Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e
Sergipe.

Desenvolvimento
É o braço brasileiro da IFLA (www.ifla.org)

�▪ A quem pertence o GT-CAT?
Possui Grupos de Trabalho e Comissões
- Grupo de Trabalho em Acessibilidade;
- Grupo de Trabalho das Bibliotecas Parlamentares;
- Grupo de Trabalho em Bibliotecas Públicas;
- Grupo de Trabalho em Catalogação;

- Grupo de Trabalho em Diversidade e Enfoque de Gênero;

Desenvolvimento

- Grupo de Trabalho sobre Serviços para pessoas em
situação de vulnerabilidade;
- Grupo de Trabalho para Relações Étnico-Raciais e
decolonidades.

�▪ A quem pertence o GT-CAT?
Possui Grupos de Trabalho e Comissões
• Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias;
• Comissão Brasileira de Bibliotecas Escolares;
• Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais;

• Comissão Brasileira de Direito Autoral e Acesso Aberto;
• Comissão Brasileira dos Institutos Federais.

Desenvolvimento

�▪ Todos os membros filiados
▪ Limite de pessoas em GTs + Rotatividade
▪ Colaboração externa

▪ Membros do GT-CAT (apresentação)

Colaboração

�▪ Promover redes de contato entre catalogadores
▪ Dar voz e visibilidade aos profissionais da área
▪ Elaboração e tradução de documentos técnicos

Ações

▪ Ações em andamento...

�Ações para o desenvolvimento continuado
-Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Ciência da Informação –
CBBD;
-Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – SNBU;
-SENABRAILLE;
-Integrar,
-Webinars e cursos presenciais e EAD.

Recados finais

�Recados finais

�Obrigado!
catalogacao.febab@gmail.com

Grupo de Trabalho em Catalogação

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>O &lt;strong&gt;Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-Cat)&lt;/strong&gt; foi criado em abril de 2020 a partir da necessidade de ampliar as discussões técnicas da área, bem como contribuir para a promoção de ações pontuais para os catalogadores brasileiros. &lt;br /&gt;Tem por objetivos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Estabelecer redes entre diferentes agentes relacionados à catalogação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contribuir para a tradução de documentos técnicos da área;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Desenvolver produtos e conteúdos que direcionem os profissionais brasileiros a uma catalogação uniforme.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
E-mail: &lt;a href="mailto:catalogacao@febab.org.br"&gt;catalogacao@febab.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais: &lt;a href="https://www.acoesfebab.com/catalogacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"&gt;https://www.acoesfebab.com/catalogacao&lt;/a&gt;</text>
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                <text>Apresentação de slides utilizadas no primeiro webinar do Grupo de Trabalho em Catalogação da FEBAB, realizado através da plataforma de vídeos Youtube. Nesse webinar foram apresentas a estrutura de funcionamento e a equipe integrante do grupo.</text>
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                <text>Marcelo Votto&#13;
Fabrício Assumpção&#13;
Felipe Arakaki&#13;
Michelângelo Viana&#13;
Oscar Eliel I Luciana Cândida&#13;
Rafaela Araújo&#13;
Raildo Machado</text>
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